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|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA
AGTE.(S)
:BIANCA SILVA PONTES COELHO
ADV.(A/S)
:RAFAEL DE ANDRADE SILVA
AGDO.(A/S)
:ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S)
:ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
EMENTA: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ART. 5º DA MP 2.170/01. CONSTITUCIONALIDADE ASSENTADA NO
JULGAMENTO DO RE 592.377 (DE MINHA RELATORIA, PLENÁRIO,
TEMA 33), SUBMETIDO À SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL.
VIOLAÇÃO AOS ARTS. 62, § 1º, III, E 192 DA CF/88. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294906.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA
AGTE.(S)
:BIANCA SILVA PONTES COELHO
ADV.(A/S)
:RAFAEL DE ANDRADE SILVA
AGDO.(A/S)
:ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S)
:ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento
a agravo em recurso extraordinário ao fundamento de que o acórdão
recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência do STF.
Sustenta a parte agravante, em suma, que não alegou a
inconstitucionalidade formal do art. 5º da MP 2.170-36/01, em razão da
ausência dos requisitos de relevância e urgência, mas sim por tratar de
matéria reservada à lei complementar.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294907.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA
AGTE.(S)
:BIANCA SILVA PONTES COELHO
ADV.(A/S)
:RAFAEL DE ANDRADE SILVA
AGDO.(A/S)
:ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S)
:ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento
a agravo em recurso extraordinário ao fundamento de que o acórdão
recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência do STF.
Sustenta a parte agravante, em suma, que não alegou a
inconstitucionalidade formal do art. 5º da MP 2.170-36/01, em razão da
ausência dos requisitos de relevância e urgência, mas sim por tratar de
matéria reservada à lei complementar.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294907.
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A decisão agravada é do seguinte teor:
2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE
592.377, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min.
TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 4/2/2015, Tema
33, sob o regime do art. 543-B do CPC (repercussão geral),
consolidou entendimento em relação à matéria discutida no
presente recurso extraordinário. Esse acórdão ficou assim
ementado:
Ementa: CONSTITUCIONAL. ART. 5º DA MP
2.170/01. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS COM
PERIODICIDADE INFERIOR A UM ANO. REQUISITOS
NECESSÁRIOS PARA EDIÇÃO DE MEDIDA
PROVISÓRIA. SINDICABILIDADE PELO PODER
JUDICIÁRIO. ESCRUTÍNIO ESTRITO. AUSÊNCIA, NO
CASO, DE ELEMENTOS SUFICIENTES PARA NEGÁ-
LOS. RECURSO PROVIDO. 1. A jurisprudência da
Suprema Corte está consolidada no sentido de que,
conquanto os pressupostos para a edição de medidas
provisórias se exponham ao controle judicial, o escrutínio
a ser feito neste particular tem domínio estrito,
justificando-se a invalidação da iniciativa presidencial
apenas quando atestada a inexistência cabal de relevância
e de urgência. 2. Não se pode negar que o tema tratado
pelo art. 5º da MP 2.170/01 é relevante, porquanto o
tratamento normativo dos juros é matéria extremamente
sensível para a estruturação do sistema bancário, e,
consequentemente, para assegurar estabilidade à
dinâmica da vida econômica do país. 3. Por outro lado, a
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294908.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A decisão agravada é do seguinte teor:
2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE
592.377, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min.
TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 4/2/2015, Tema
33, sob o regime do art. 543-B do CPC (repercussão geral),
consolidou entendimento em relação à matéria discutida no
presente recurso extraordinário. Esse acórdão ficou assim
ementado:
Ementa: CONSTITUCIONAL. ART. 5º DA MP
2.170/01. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS COM
PERIODICIDADE INFERIOR A UM ANO. REQUISITOS
NECESSÁRIOS PARA EDIÇÃO DE MEDIDA
PROVISÓRIA. SINDICABILIDADE PELO PODER
JUDICIÁRIO. ESCRUTÍNIO ESTRITO. AUSÊNCIA, NO
CASO, DE ELEMENTOS SUFICIENTES PARA NEGÁ-
LOS. RECURSO PROVIDO. 1. A jurisprudência da
Suprema Corte está consolidada no sentido de que,
conquanto os pressupostos para a edição de medidas
provisórias se exponham ao controle judicial, o escrutínio
a ser feito neste particular tem domínio estrito,
justificando-se a invalidação da iniciativa presidencial
apenas quando atestada a inexistência cabal de relevância
e de urgência. 2. Não se pode negar que o tema tratado
pelo art. 5º da MP 2.170/01 é relevante, porquanto o
tratamento normativo dos juros é matéria extremamente
sensível para a estruturação do sistema bancário, e,
consequentemente, para assegurar estabilidade à
dinâmica da vida econômica do país. 3. Por outro lado, a
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 893302 AGR / DF
urgência para a edição do ato também não pode ser
rechaçada, ainda mais em se considerando que, para tal,
seria indispensável fazer juízo sobre a realidade
econômica existente à época, ou seja, há quinze anos
passados. 4. Recurso extraordinário provido.
Considerada a especial eficácia vinculativa desse julgado
(CPC, art. 543-B, § 3º), impõe-se sua aplicação, nos mesmos
termos, aos casos análogos, como o dos autos.
Por estar em consonância com a orientação do Plenário
desta Corte, não merece reparos o acórdão recorrido.
O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses
fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento
da decisão agravada.
2. Saliente-se, ademais, que não houve emissão, pelo acórdão
recorrido, de juízo acerca das normas contidas nos arts. 62, § 1º, III, e 192
da Constituição Federal, não tendo o Tribunal de origem se manifestado
sobre a alegação de que a matéria veiculada no art. 5º da MP 2.170/01 é
reservada à lei complementar. Essa questão tampouco foi suscitada no
momento oportuno, em sede dos embargos de declaração, razão pela
qual, à falta do indispensável prequestionamento, o recurso
extraordinário não pode ser conhecido, incidindo o óbice das Súmulas
282 e 356 do STF.
3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893302 AGR / DF
urgência para a edição do ato também não pode ser
rechaçada, ainda mais em se considerando que, para tal,
seria indispensável fazer juízo sobre a realidade
econômica existente à época, ou seja, há quinze anos
passados. 4. Recurso extraordinário provido.
Considerada a especial eficácia vinculativa desse julgado
(CPC, art. 543-B, § 3º), impõe-se sua aplicação, nos mesmos
termos, aos casos análogos, como o dos autos.
Por estar em consonância com a orientação do Plenário
desta Corte, não merece reparos o acórdão recorrido.
O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses
fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento
da decisão agravada.
2. Saliente-se, ademais, que não houve emissão, pelo acórdão
recorrido, de juízo acerca das normas contidas nos arts. 62, § 1º, III, e 192
da Constituição Federal, não tendo o Tribunal de origem se manifestado
sobre a alegação de que a matéria veiculada no art. 5º da MP 2.170/01 é
reservada à lei complementar. Essa questão tampouco foi suscitada no
momento oportuno, em sede dos embargos de declaração, razão pela
qual, à falta do indispensável prequestionamento, o recurso
extraordinário não pode ser conhecido, incidindo o óbice das Súmulas
282 e 356 do STF.
3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
2
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Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA
AGTE.(S) : BIANCA SILVA PONTES COELHO
ADV.(A/S) : RAFAEL DE ANDRADE SILVA
AGDO.(A/S) : ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S) : ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9318388
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA
AGTE.(S) : BIANCA SILVA PONTES COELHO
ADV.(A/S) : RAFAEL DE ANDRADE SILVA
AGDO.(A/S) : ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S) : ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9319053
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-09-04T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ART. 5º DA MP 2.170/01. CONSTITUCIONALIDADE ASSENTADA NO JULGAMENTO DO RE 592.377 (DE MINHA RELATORIA, PLENÁRIO, TEMA 33), SUBMETIDO À SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 62, § 1º, III, E 192 DA CF/88. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur318179
|
Número de páginas: 5.
Análise: 24/09/2015, BMP.
|
TEORI ZAVASCKI
|
Segunda Turma
|
893302
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00062 PAR-00001 INC-00003 ART-00192\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED MPR-002170 ANO-2001\n ART-00005\n MEDIDA PROVISÓRIA\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 893302 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA
AGTE.(S) : BIANCA SILVA PONTES COELHO
ADV.(A/S) : RAFAEL DE ANDRADE SILVA
AGDO.(A/S) : ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S) : ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA
AGTE.(S)
:BIANCA SILVA PONTES COELHO
ADV.(A/S)
:RAFAEL DE ANDRADE SILVA
AGDO.(A/S)
:ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S)
:ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
EMENTA: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ART. 5... DA Medida Provisória 2.170/01. CONSTITUCIONALIDADE ASSENTADA NO
JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 592.377 (DE MINHA RELATORIA, PLENÁRIO,
TEMA 33), SUBMETIDO À SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL.
VIOLAÇÃO AOS ARTS. 62, § 1..., III, E 192 DA Constituição Federal de 1988/88. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA
AGTE.(S)
:BIANCA SILVA PONTES COELHO
ADV.(A/S)
:RAFAEL DE ANDRADE SILVA
AGDO.(A/S)
:ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S)
:ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento
a agravo em recurso extraordinário ao fundamento de que o acórdão
recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
Sustenta a parte agravante, em suma, que não alegou a
inconstitucionalidade formal do art. 5... da Medida Provisória 2.170-36/01, em razão da
ausência dos requisitos de relevância e urgência, mas sim por tratar de
matéria reservada à lei complementar.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294907.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA
AGTE.(S)
:BIANCA SILVA PONTES COELHO
ADV.(A/S)
:RAFAEL DE ANDRADE SILVA
AGDO.(A/S)
:ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S)
:ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento
a agravo em recurso extraordinário ao fundamento de que o acórdão
recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
Sustenta a parte agravante, em suma, que não alegou a
inconstitucionalidade formal do art. 5... da Medida Provisória 2.170-36/01, em razão da
ausência dos requisitos de relevância e urgência, mas sim por tratar de
matéria reservada à lei complementar.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A decisão agravada é do seguinte teor:
2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário
592.377, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min.
TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 4/2/2015, Tema
33, sob o regime do art. 543-B do Código de Processo Civil (repercussão geral),
consolidou entendimento em relação à matéria discutida no
presente recurso extraordinário. Esse acórdão ficou assim
ementado:
Ementa: CONSTITUCIONAL. ART. 5... DA Medida Provisória
2.170/01. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS COM
PERIODICIDADE INFERIOR A UM ANO. REQUISITOS
NECESSÁRIOS PARA EDIÇÃO DE MEDIDA
PROVISÓRIA. SINDICABILIDADE PELO PODER
JUDICIÁRIO. ESCRUTÍNIO ESTRITO. AUSÊNCIA, NO
CASO, DE ELEMENTOS SUFICIENTES PARA NEGÁ-
LOS. RECURSO PROVIDO. 1. A jurisprudência da
Suprema Corte está consolidada no sentido de que,
conquanto os pressupostos para a edição de medidas
provisórias se exponham ao controle judicial, o escrutínio
a ser feito neste particular tem domínio estrito,
justificando-se a invalidação da iniciativa presidencial
apenas quando atestada a inexistência cabal de relevância
e de urgência. 2. Não se pode negar que o tema tratado
pelo art. 5... da Medida Provisória 2.170/01 é relevante, porquanto o
tratamento normativo dos juros é matéria extremamente
sensível para a estruturação do sistema bancário, e,
consequentemente, para assegurar estabilidade à
dinâmica da vida econômica do país. 3. Por outro lado, a
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294908.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A decisão agravada é do seguinte teor:
2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário
592.377, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min.
TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 4/2/2015, Tema
33, sob o regime do art. 543-B do Código de Processo Civil (repercussão geral),
consolidou entendimento em relação à matéria discutida no
presente recurso extraordinário. Esse acórdão ficou assim
ementado:
Ementa: CONSTITUCIONAL. ART. 5... DA Medida Provisória
2.170/01. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS COM
PERIODICIDADE INFERIOR A UM ANO. REQUISITOS
NECESSÁRIOS PARA EDIÇÃO DE MEDIDA
PROVISÓRIA. SINDICABILIDADE PELO PODER
JUDICIÁRIO. ESCRUTÍNIO ESTRITO. AUSÊNCIA, NO
CASO, DE ELEMENTOS SUFICIENTES PARA NEGÁ-
LOS. RECURSO PROVIDO. 1. A jurisprudência da
Suprema Corte está consolidada no sentido de que,
conquanto os pressupostos para a edição de medidas
provisórias se exponham ao controle judicial, o escrutínio
a ser feito neste particular tem domínio estrito,
justificando-se a invalidação da iniciativa presidencial
apenas quando atestada a inexistência cabal de relevância
e de urgência. 2. Não se pode negar que o tema tratado
pelo art. 5... da Medida Provisória 2.170/01 é relevante, porquanto o
tratamento normativo dos juros é matéria extremamente
sensível para a estruturação do sistema bancário, e,
consequentemente, para assegurar estabilidade à
dinâmica da vida econômica do país. 3. Por outro lado, a
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294908.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 893302 AGR / DF
urgência para a edição do ato também não pode ser
rechaçada, ainda mais em se considerando que, para tal,
seria indispensável fazer juízo sobre a realidade
econômica existente à época, ou seja, há quinze anos
passados. 4. Recurso extraordinário provido.
Considerada a especial eficácia vinculativa desse julgado
(Código de Processo Civil, art. 543-B, § 3...), impõe-se sua aplicação, nos mesmos
termos, aos casos análogos, como o dos autos.
Por estar em consonância com a orientação do Plenário
desta Corte, não merece reparos o acórdão recorrido.
O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses
fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento
da decisão agravada.
2. Saliente-se, ademais, que não houve emissão, pelo acórdão
recorrido, de juízo acerca das normas contidas nos arts. 62, § 1..., III, e 192
da Constituição Federal, não tendo o Tribunal de origem se manifestado
sobre a alegação de que a matéria veiculada no art. 5... da Medida Provisória 2.170/01 é
reservada à lei complementar. Essa questão tampouco foi suscitada no
momento oportuno, em sede dos embargos de declaração, razão pela
qual, à falta do indispensável prequestionamento, o recurso
extraordinário não pode ser conhecido, incidindo o óbice das Súmulas
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893302 AGR / DF
urgência para a edição do ato também não pode ser
rechaçada, ainda mais em se considerando que, para tal,
seria indispensável fazer juízo sobre a realidade
econômica existente à época, ou seja, há quinze anos
passados. 4. Recurso extraordinário provido.
Considerada a especial eficácia vinculativa desse julgado
(Código de Processo Civil, art. 543-B, § 3...), impõe-se sua aplicação, nos mesmos
termos, aos casos análogos, como o dos autos.
Por estar em consonância com a orientação do Plenário
desta Corte, não merece reparos o acórdão recorrido.
O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses
fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento
da decisão agravada.
2. Saliente-se, ademais, que não houve emissão, pelo acórdão
recorrido, de juízo acerca das normas contidas nos arts. 62, § 1..., III, e 192
da Constituição Federal, não tendo o Tribunal de origem se manifestado
sobre a alegação de que a matéria veiculada no art. 5... da Medida Provisória 2.170/01 é
reservada à lei complementar. Essa questão tampouco foi suscitada no
momento oportuno, em sede dos embargos de declaração, razão pela
qual, à falta do indispensável prequestionamento, o recurso
extraordinário não pode ser conhecido, incidindo o óbice das Súmulas
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
2
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Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA
AGTE.(S) : BIANCA SILVA PONTES COELHO
ADV.(A/S) : RAFAEL DE ANDRADE SILVA
AGDO.(A/S) : ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S) : ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA
AGTE.(S) : BIANCA SILVA PONTES COELHO
ADV.(A/S) : RAFAEL DE ANDRADE SILVA
AGDO.(A/S) : ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S) : ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO",
"Recurso Extraordinário 592 . 377",
"SÚMULAS 282",
"Recurso Extraordinário 592 . 377",
"Recurso Extraordinário 592 . 377",
"Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 893302 AGR / DF",
"Súmulas 282"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 5 . . . DA",
"Medida Provisória 2 . 170 / 01",
"ARTS . 62 , § 1 . . . , III , E 192 DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . da Medida Provisória 2 . 170 - 36 / 01",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . da",
"Medida Provisória 2 . 170 - 36 / 01",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória 2 . 170 / 01",
"Medida Provisória 2 . 170 / 01",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"ART . 5 . . . DA",
"Medida Provisória 2 . 170 / 01",
"art . 5 . . . da",
"Medida Provisória 2 . 170 / 01",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 543 - B , § 3 . . .",
"arts . 62 , § 1 . . . , III , e 192 da Constituição Federal",
"art . 5 . . . da Medida Provisória 2 . 170 / 01",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 543 - B , § 3 . . .",
"arts . 62 , § 1 . . . , III , e 192 da Constituição Federal",
"art . 5 . . . da",
"Medida Provisória 2 . 170 / 01",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA",
"ITAÚ UNIBANCO S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"ITAÚ UNIBANCO S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"COELHO",
"ITAÚ UNIBANCO S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"DF",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DISTRITO FEDERAL",
"COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA",
"ITAÚ UNIBANCO S / A",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"COELHO",
"ITAÚ UNIBANCO S / A",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"TEORI ZAVASCKI",
"BIANCA SILVA PONTES COELHO",
"RAFAEL DE ANDRADE SILVA",
"ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA",
"DIAS TOFFOLI",
"TEORI ZAVASCKI",
"COELHO E SILVA",
"BIANCA SILVA PONTES COELHO",
"RAFAEL DE ANDRADE SILVA",
"ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"BIANCA SILVA PONTES COELHO",
"RAFAEL DE ANDRADE SILVA",
"ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"MARCO AURÉLIO",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"MARCO AURÉLIO",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"BIANCA SILVA PONTES COELHO",
"RAFAEL DE ANDRADE SILVA",
"ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"TEORI ZAVASCKI",
"BIANCA SILVA PONTES COELHO",
"RAFAEL DE ANDRADE SILVA",
"ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4",
"/",
"2",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4",
"/",
"2",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. CONTROVÉRSIA
DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E
NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
FATO
PRATICADO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DAS FORÇAS
ARMADAS. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO.
1. A alegada violação ao dispositivo constitucional, nos termos
trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação
pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da
Súmula 282/STF.
2. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam
imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional pertinente e
uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF.
3. O acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob
a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça
Militar para julgar a ação penal. Precedente.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 878019 AGR / RJ
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 878019 AGR / RJ
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento ao recurso pelos seguintes
fundamentos: (i) a alegada violação ao dispositivo constitucional, nos
termos trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de
apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da
Súmula 282/STF; (ii) para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF),
procedimentos inviáveis em recurso extraordinário; (iii) o acórdão
recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no
sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração
militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a
ação penal.
2.
A parte agravante alega que (i) “o acórdão recorrido
debruçou-se expressamente sobre o art. 124 da Constituição Federal, ao enfrentar
a preliminar de incompetência da Justiça Militar. Em razão da afinidade de
matérias, tem-se por enfrentado, também, o art. 5º, LIII, da Constituição
Federal”; (ii) “a rigor, embora esmiuçada em nível infraconstitucional, a
competência da Justiça Militar da União tem previsão primária na Constituição
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento ao recurso pelos seguintes
fundamentos: (i) a alegada violação ao dispositivo constitucional, nos
termos trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de
apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da
Súmula 282/STF; (ii) para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF),
procedimentos inviáveis em recurso extraordinário; (iii) o acórdão
recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no
sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração
militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a
ação penal.
2.
A parte agravante alega que (i) “o acórdão recorrido
debruçou-se expressamente sobre o art. 124 da Constituição Federal, ao enfrentar
a preliminar de incompetência da Justiça Militar. Em razão da afinidade de
matérias, tem-se por enfrentado, também, o art. 5º, LIII, da Constituição
Federal”; (ii) “a rigor, embora esmiuçada em nível infraconstitucional, a
competência da Justiça Militar da União tem previsão primária na Constituição
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 878019 AGR / RJ
Federal”; (iii) “de fato, para afastar a competência da Justiça Militar da União, a
defesa está a pressupor o quadro fático-probatório, tal como delineado pelo
acórdão recorrido. Pretende a defesa apenas atribuir aos fatos solução jurídica
diversa da encontrada pelo STM, no sentido de que não se sujeitam à jurisdição
especializada”; e (iv) “está equivocado o entendimento do STF que afirma a
competência da Justiça Militar a partir da caracterização do objeto do delito como
patrimônio sob a administração militar”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 878019 AGR / RJ
Federal”; (iii) “de fato, para afastar a competência da Justiça Militar da União, a
defesa está a pressupor o quadro fático-probatório, tal como delineado pelo
acórdão recorrido. Pretende a defesa apenas atribuir aos fatos solução jurídica
diversa da encontrada pelo STM, no sentido de que não se sujeitam à jurisdição
especializada”; e (iv) “está equivocado o entendimento do STF que afirma a
competência da Justiça Militar a partir da caracterização do objeto do delito como
patrimônio sob a administração militar”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior
Tribunal Militar, assim ementado:
ESTELIONATO. PRELIMINARES DEFENSIVAS.
INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO
PARA
PROCESSAR
E
JULGAR
CIVIL.
IMPROCEDÊNCIA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE.
PRESCRIÇÃO
RETROATIVA
DA
PRETENSÃO
PUNITIVA. INOCORRÊNCIA. MÉRITO. CONDUTA
ATÍPICA. BOA-FÉ DO AGENTE. APRESENTAÇÃO DE
APÓLICE DE SEGURO E ENDOSSO FALSOS EM
CERTAME LICITATÓRIO. DOLO E CULPABILIDADE
COMPROVADOS.
Compete à Justiça Castrense processar e julgar o civil
que, objetivando lograr vantagem ilícita em prejuízo ao
patrimônio gerido pela Administração Militar, utiliza-se
de apólice de seguro e endosso falsos para se consagrar
vencedor em um processo de licitação (art. 9º, inciso III,
alínea a, do CPM).
Nesse caso, como a Unidade Militar só tomou
conhecimento de que não existia o registro do seguro
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829820.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior
Tribunal Militar, assim ementado:
ESTELIONATO. PRELIMINARES DEFENSIVAS.
INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO
PARA
PROCESSAR
E
JULGAR
CIVIL.
IMPROCEDÊNCIA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE.
PRESCRIÇÃO
RETROATIVA
DA
PRETENSÃO
PUNITIVA. INOCORRÊNCIA. MÉRITO. CONDUTA
ATÍPICA. BOA-FÉ DO AGENTE. APRESENTAÇÃO DE
APÓLICE DE SEGURO E ENDOSSO FALSOS EM
CERTAME LICITATÓRIO. DOLO E CULPABILIDADE
COMPROVADOS.
Compete à Justiça Castrense processar e julgar o civil
que, objetivando lograr vantagem ilícita em prejuízo ao
patrimônio gerido pela Administração Militar, utiliza-se
de apólice de seguro e endosso falsos para se consagrar
vencedor em um processo de licitação (art. 9º, inciso III,
alínea a, do CPM).
Nesse caso, como a Unidade Militar só tomou
conhecimento de que não existia o registro do seguro
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 878019 AGR / RJ
garantia após a vigência da Lei nº 12.234, de 5 de maio de
2010, que revogou o art. 110, § 2º, do CP comum, não
ocorreu a prescrição retroativa da pretensão punitiva entre
a consumação do delito praticado pelo Apelante e o
recebimento da exordial acusatória.
Com o conjunto probatório robusto e coeso, e a
ausência de comprovação da alegada boa-fé, ficou
evidente que o Ré , ao apresentar apólice de seguro
garantia falsa em procedimento licitatório, visando
celebrar contrato de prestação de serviços com Exército,
de forma livre e consciente, praticou uma conduta dolosa
e culpável.
Preliminares defensivas de incompetência da Justiça
Militar da União e de extinção da punibilidade pela
ocorrência da prescrição retroativa pretensão punitiva
rejeitadas. Decisões unânimes.
Apelo não provido. Decisão unânime.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega ofensa ao art. 5º,
LIII, da Constituição. Aduz que está ocorrendo subtração arbitrária
da competência da Justiça comum em caso de delito que não tem
conexão com a vida castrense.
A decisão agravada não admitiu o recurso sob os
seguintes fundamentos:
(i)
ausente o necessário
prequestionamento da matéria; (ii) os argumentos revelam
tentativa de revisão de matéria infraconstitucional.
O recurso é inadmissível, tendo em vista que a alegada
violação ao dispositivo constitucional, nos termos trazidos na
petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação
pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos
termos da Súmula 282/STF.
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 878019 AGR / RJ
garantia após a vigência da Lei nº 12.234, de 5 de maio de
2010, que revogou o art. 110, § 2º, do CP comum, não
ocorreu a prescrição retroativa da pretensão punitiva entre
a consumação do delito praticado pelo Apelante e o
recebimento da exordial acusatória.
Com o conjunto probatório robusto e coeso, e a
ausência de comprovação da alegada boa-fé, ficou
evidente que o Ré , ao apresentar apólice de seguro
garantia falsa em procedimento licitatório, visando
celebrar contrato de prestação de serviços com Exército,
de forma livre e consciente, praticou uma conduta dolosa
e culpável.
Preliminares defensivas de incompetência da Justiça
Militar da União e de extinção da punibilidade pela
ocorrência da prescrição retroativa pretensão punitiva
rejeitadas. Decisões unânimes.
Apelo não provido. Decisão unânime.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega ofensa ao art. 5º,
LIII, da Constituição. Aduz que está ocorrendo subtração arbitrária
da competência da Justiça comum em caso de delito que não tem
conexão com a vida castrense.
A decisão agravada não admitiu o recurso sob os
seguintes fundamentos:
(i)
ausente o necessário
prequestionamento da matéria; (ii) os argumentos revelam
tentativa de revisão de matéria infraconstitucional.
O recurso é inadmissível, tendo em vista que a alegada
violação ao dispositivo constitucional, nos termos trazidos na
petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação
pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos
termos da Súmula 282/STF.
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 878019 AGR / RJ
e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF),
procedimentos inviáveis em recurso extraordinário.
De qualquer forma, o acórdão recorrido está alinhado à
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que
se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o
crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a
ação penal. Nessa linha, em sede habeas corpus, veja-se o HC
115.912, Rel. Min. Celso de Mello, assim ementado:
“HABEAS CORPUS IMPUTAÇÃO, A CIVIL, DE
CRIME MILITAR EM SENTIDO IMPRÓPRIO SUPOSTA
PRÁTICA DO DELITO DE ESTELIONATO (CPM , ART.
251) FATO PRATICADO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO
DAS FORÇAS ARMADAS
COMPETÊNCIA
DA
JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO
PRECEDENTES
PEDIDO INDEFERIDO.”
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
Ademais, tal como consta no parecer da Procuradoria-
Geral da República, “não há qualquer equívoco no entendimento assentado
pela r. decisão agravada, ‘no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob
a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar
para julgar a ação penal’, haja vista que reiteradamente proclamado por ambas as
Turmas da Suprema Corte”.
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 878019 AGR / RJ
e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF),
procedimentos inviáveis em recurso extraordinário.
De qualquer forma, o acórdão recorrido está alinhado à
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que
se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o
crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a
ação penal. Nessa linha, em sede habeas corpus, veja-se o HC
115.912, Rel. Min. Celso de Mello, assim ementado:
“HABEAS CORPUS IMPUTAÇÃO, A CIVIL, DE
CRIME MILITAR EM SENTIDO IMPRÓPRIO SUPOSTA
PRÁTICA DO DELITO DE ESTELIONATO (CPM , ART.
251) FATO PRATICADO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO
DAS FORÇAS ARMADAS
COMPETÊNCIA
DA
JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO
PRECEDENTES
PEDIDO INDEFERIDO.”
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
Ademais, tal como consta no parecer da Procuradoria-
Geral da República, “não há qualquer equívoco no entendimento assentado
pela r. decisão agravada, ‘no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob
a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar
para julgar a ação penal’, haja vista que reiteradamente proclamado por ambas as
Turmas da Suprema Corte”.
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045840
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9058006
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-06T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. FATO PRATICADO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO.
1. A alegada violação ao dispositivo constitucional, nos termos trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/STF.
2. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF.
3. O acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a ação penal. Precedente.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur314040
|
Número de páginas: 8.
Análise: 13/08/2015, MAD.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
878019
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 878019 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA
DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E
NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
FATO
PRATICADO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DAS FORÇAS
ARMADAS. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO.
1. A alegada violação ao dispositivo constitucional, nos termos
trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação
pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da
Súmula 282/Supremo Tribunal Federal.
2. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam
imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional pertinente e
uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
3. O acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob
a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça
Militar para julgar a ação penal. Precedente.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 878019 AGR / RJ
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 878019 AGR / RJ
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento ao recurso pelos seguintes
fundamentos: (i) a alegada violação ao dispositivo constitucional, nos
termos trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de
apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da
Súmula 282/Supremo Tribunal Federal; (ii) para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimentos inviáveis em recurso extraordinário; (iii) o acórdão
recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no
sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração
militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a
ação penal.
2.
A parte agravante alega que (i) “o acórdão recorrido
debruçou-se expressamente sobre o art. 124 da Constituição Federal, ao enfrentar
a preliminar de incompetência da Justiça Militar. Em razão da afinidade de
matérias, tem-se por enfrentado, também, o art. 5..., LIII, da Constituição
Federal”; (ii) “a rigor, embora esmiuçada em nível infraconstitucional, a
competência da Justiça Militar da União tem previsão primária na Constituição
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento ao recurso pelos seguintes
fundamentos: (i) a alegada violação ao dispositivo constitucional, nos
termos trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de
apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da
Súmula 282/Supremo Tribunal Federal; (ii) para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimentos inviáveis em recurso extraordinário; (iii) o acórdão
recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no
sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração
militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a
ação penal.
2.
A parte agravante alega que (i) “o acórdão recorrido
debruçou-se expressamente sobre o art. 124 da Constituição Federal, ao enfrentar
a preliminar de incompetência da Justiça Militar. Em razão da afinidade de
matérias, tem-se por enfrentado, também, o art. 5..., LIII, da Constituição
Federal”; (ii) “a rigor, embora esmiuçada em nível infraconstitucional, a
competência da Justiça Militar da União tem previsão primária na Constituição
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 878019 AGR / RJ
Federal”; (iii) “de fato, para afastar a competência da Justiça Militar da União, a
defesa está a pressupor o quadro fático-probatório, tal como delineado pelo
acórdão recorrido. Pretende a defesa apenas atribuir aos fatos solução jurídica
diversa da encontrada pelo STM, no sentido de que não se sujeitam à jurisdição
especializada”; e (iv) “está equivocado o entendimento do Supremo Tribunal Federal que afirma a
competência da Justiça Militar a partir da caracterização do objeto do delito como
patrimônio sob a administração militar”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 878019 AGR / RJ
Federal”; (iii) “de fato, para afastar a competência da Justiça Militar da União, a
defesa está a pressupor o quadro fático-probatório, tal como delineado pelo
acórdão recorrido. Pretende a defesa apenas atribuir aos fatos solução jurídica
diversa da encontrada pelo STM, no sentido de que não se sujeitam à jurisdição
especializada”; e (iv) “está equivocado o entendimento do Supremo Tribunal Federal que afirma a
competência da Justiça Militar a partir da caracterização do objeto do delito como
patrimônio sob a administração militar”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior
Tribunal Militar, assim ementado:
ESTELIONATO. PRELIMINARES DEFENSIVAS.
INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO
PARA
PROCESSAR
E
JULGAR
CIVIL.
IMPROCEDÊNCIA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE.
PRESCRIÇÃO
RETROATIVA
DA
PRETENSÃO
PUNITIVA. INOCORRÊNCIA. MÉRITO. CONDUTA
ATÍPICA. BOA-FÉ DO AGENTE. APRESENTAÇÃO DE
APÓLICE DE SEGURO E ENDOSSO FALSOS EM
CERTAME LICITATÓRIO. DOLO E CULPABILIDADE
COMPROVADOS.
Compete à Justiça Castrense processar e julgar o civil
que, objetivando lograr vantagem ilícita em prejuízo ao
patrimônio gerido pela Administração Militar, utiliza-se
de apólice de seguro e endosso falsos para se consagrar
vencedor em um processo de licitação (art. 9..., inciso III,
alínea a, do CPM).
Nesse caso, como a Unidade Militar só tomou
conhecimento de que não existia o registro do seguro
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829820.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior
Tribunal Militar, assim ementado:
ESTELIONATO. PRELIMINARES DEFENSIVAS.
INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO
PARA
PROCESSAR
E
JULGAR
CIVIL.
IMPROCEDÊNCIA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE.
PRESCRIÇÃO
RETROATIVA
DA
PRETENSÃO
PUNITIVA. INOCORRÊNCIA. MÉRITO. CONDUTA
ATÍPICA. BOA-FÉ DO AGENTE. APRESENTAÇÃO DE
APÓLICE DE SEGURO E ENDOSSO FALSOS EM
CERTAME LICITATÓRIO. DOLO E CULPABILIDADE
COMPROVADOS.
Compete à Justiça Castrense processar e julgar o civil
que, objetivando lograr vantagem ilícita em prejuízo ao
patrimônio gerido pela Administração Militar, utiliza-se
de apólice de seguro e endosso falsos para se consagrar
vencedor em um processo de licitação (art. 9..., inciso III,
alínea a, do CPM).
Nesse caso, como a Unidade Militar só tomou
conhecimento de que não existia o registro do seguro
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 878019 AGR / RJ
garantia após a vigência da Lei n 12.234, de 5 de maio de
2010, que revogou o art. 110, § 2..., do Código Penal Brasileiro comum, não
ocorreu a prescrição retroativa da pretensão punitiva entre
a consumação do delito praticado pelo Apelante e o
recebimento da exordial acusatória.
Com o conjunto probatório robusto e coeso, e a
ausência de comprovação da alegada boa-fé, ficou
evidente que o Ré , ao apresentar apólice de seguro
garantia falsa em procedimento licitatório, visando
celebrar contrato de prestação de serviços com Exército,
de forma livre e consciente, praticou uma conduta dolosa
e culpável.
Preliminares defensivas de incompetência da Justiça
Militar da União e de extinção da punibilidade pela
ocorrência da prescrição retroativa pretensão punitiva
rejeitadas. Decisões unânimes.
Apelo não provido. Decisão unânime.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega ofensa ao art. 5...,
LIII, da Constituição. Aduz que está ocorrendo subtração arbitrária
da competência da Justiça comum em caso de delito que não tem
conexão com a vida castrense.
A decisão agravada não admitiu o recurso sob os
seguintes fundamentos:
(i)
ausente o necessário
prequestionamento da matéria; (ii) os argumentos revelam
tentativa de revisão de matéria infraconstitucional.
O recurso é inadmissível, tendo em vista que a alegada
violação ao dispositivo constitucional, nos termos trazidos na
petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação
pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos
termos da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal.
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 878019 AGR / RJ
garantia após a vigência da Lei n 12.234, de 5 de maio de
2010, que revogou o art. 110, § 2..., do Código Penal Brasileiro comum, não
ocorreu a prescrição retroativa da pretensão punitiva entre
a consumação do delito praticado pelo Apelante e o
recebimento da exordial acusatória.
Com o conjunto probatório robusto e coeso, e a
ausência de comprovação da alegada boa-fé, ficou
evidente que o Ré , ao apresentar apólice de seguro
garantia falsa em procedimento licitatório, visando
celebrar contrato de prestação de serviços com Exército,
de forma livre e consciente, praticou uma conduta dolosa
e culpável.
Preliminares defensivas de incompetência da Justiça
Militar da União e de extinção da punibilidade pela
ocorrência da prescrição retroativa pretensão punitiva
rejeitadas. Decisões unânimes.
Apelo não provido. Decisão unânime.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega ofensa ao art. 5...,
LIII, da Constituição. Aduz que está ocorrendo subtração arbitrária
da competência da Justiça comum em caso de delito que não tem
conexão com a vida castrense.
A decisão agravada não admitiu o recurso sob os
seguintes fundamentos:
(i)
ausente o necessário
prequestionamento da matéria; (ii) os argumentos revelam
tentativa de revisão de matéria infraconstitucional.
O recurso é inadmissível, tendo em vista que a alegada
violação ao dispositivo constitucional, nos termos trazidos na
petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação
pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos
termos da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal.
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 878019 AGR / RJ
e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimentos inviáveis em recurso extraordinário.
De qualquer forma, o acórdão recorrido está alinhado à
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que
se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o
crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a
ação penal. Nessa linha, em sede habeas corpus, veja-se o HC
115.912, Rel. Min. Celso de Mello, assim ementado:
“HABEAS CORPUS IMPUTAÇÃO, A CIVIL, DE
CRIME MILITAR EM SENTIDO IMPRÓPRIO SUPOSTA
PRÁTICA DO DELITO DE ESTELIONATO (CPM , ART.
251) FATO PRATICADO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO
DAS FORÇAS ARMADAS
COMPETÊNCIA
DA
JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO
PRECEDENTES
PEDIDO INDEFERIDO.”
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
Ademais, tal como consta no parecer da Procuradoria-
Geral da República, “não há qualquer equívoco no entendimento assentado
pela r. decisão agravada, ‘no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob
a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar
para julgar a ação penal’, haja vista que reiteradamente proclamado por ambas as
Turmas da Suprema Corte”.
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 878019 AGR / RJ
e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimentos inviáveis em recurso extraordinário.
De qualquer forma, o acórdão recorrido está alinhado à
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que
se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o
crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a
ação penal. Nessa linha, em sede habeas corpus, veja-se o HC
115.912, Rel. Min. Celso de Mello, assim ementado:
“HABEAS CORPUS IMPUTAÇÃO, A CIVIL, DE
CRIME MILITAR EM SENTIDO IMPRÓPRIO SUPOSTA
PRÁTICA DO DELITO DE ESTELIONATO (CPM , ART.
251) FATO PRATICADO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO
DAS FORÇAS ARMADAS
COMPETÊNCIA
DA
JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO
PRECEDENTES
PEDIDO INDEFERIDO.”
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
Ademais, tal como consta no parecer da Procuradoria-
Geral da República, “não há qualquer equívoco no entendimento assentado
pela r. decisão agravada, ‘no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob
a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar
para julgar a ação penal’, haja vista que reiteradamente proclamado por ambas as
Turmas da Suprema Corte”.
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045840
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULA 282 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878 . 019",
"Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 878019 AGR / RJ Federal",
"ARE 878019 AGR / RJ",
"ARE 878019 AGR / RJ",
"Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 878019",
"Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 878019 AGR / RJ",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 115 . 912",
"ARE 878019 AGR / RJ",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 115 . 912"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 124 da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LIII , da Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 124 da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LIII , da Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 9 . . . , inciso III , alínea a , do CPM",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 9 . . . , inciso III , alínea a , do CPM",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n",
"art . 110 , § 2 . . . , do Código Penal Brasileiro",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"art . 5 . . . , LIII , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 234",
"art . 110 , § 2 . . . , do Código Penal Brasileiro comum",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LIII , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CPM , ART . 251",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CPM , ART . 251",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR",
"Supremo",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"STM",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"STM",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal Militar",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal Militar",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Exército",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RJ",
"Exército",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"UNIÃO",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"UNIÃO",
"Supremo",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"REPÚBLICA",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"ROBERTO BARROSO",
"PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5 de maio de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5 de maio de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
855.197 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR
ADV.(A/S)
:RUBENS JOSÉ ARLINDO
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DECISÃO QUE
NEGOU PROVIMENTO A APELO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL EM QUE POSTULAVA SUA EXCLUSÃO DO POLO PASSIVO DE
DEMANDA VISANDO AO FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO.
AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO. AUSÊNCIA DE
INTERESSE RECURSAL.
RECURSO NÃO CONHECIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em não conhecer do agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797522.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
855.197 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR
ADV.(A/S)
:RUBENS JOSÉ ARLINDO
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto pela União contra decisão
que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário do Estado do
Rio Grande do Sul aos fundamentos de que (a) a repercussão geral não foi
demonstrada nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) é
solidária a obrigação dos entes da Federação em promover os atos
indispensáveis à concretização do direito à saúde, podendo figurar no
polo passivo qualquer um deles em conjunto ou isoladamente; (c) no
tocante à alegada competência dos Centros de Alta Complexidade
Oncológica (CACON) para fornecer os medicamentos utilizados em
tratamentos oncológicos, o provimento do apelo demandaria o exame de
atos normativos do Poder Executivo Federal e da legislação
infraconstitucional pertinente, de modo que eventual ofensa à
Constituição Federal seria meramente reflexa.
Contra essa decisão, o Estado do Rio Grande do Sul interpôs, em 11
de fevereiro de 2015, agravo regimental, no qual alegou que (a) a
repercussão geral do tema foi devidamente comprovada; e (b) a matéria
de fundo trata de questão cuja repercussão geral foi reconhecida por esta
Corte.
Em 18 de fevereiro de 2015, a Secretaria juntou aos autos o mandado
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
855.197 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR
ADV.(A/S)
:RUBENS JOSÉ ARLINDO
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto pela União contra decisão
que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário do Estado do
Rio Grande do Sul aos fundamentos de que (a) a repercussão geral não foi
demonstrada nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) é
solidária a obrigação dos entes da Federação em promover os atos
indispensáveis à concretização do direito à saúde, podendo figurar no
polo passivo qualquer um deles em conjunto ou isoladamente; (c) no
tocante à alegada competência dos Centros de Alta Complexidade
Oncológica (CACON) para fornecer os medicamentos utilizados em
tratamentos oncológicos, o provimento do apelo demandaria o exame de
atos normativos do Poder Executivo Federal e da legislação
infraconstitucional pertinente, de modo que eventual ofensa à
Constituição Federal seria meramente reflexa.
Contra essa decisão, o Estado do Rio Grande do Sul interpôs, em 11
de fevereiro de 2015, agravo regimental, no qual alegou que (a) a
repercussão geral do tema foi devidamente comprovada; e (b) a matéria
de fundo trata de questão cuja repercussão geral foi reconhecida por esta
Corte.
Em 18 de fevereiro de 2015, a Secretaria juntou aos autos o mandado
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Relatório
ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS
de intimação, devidamente cumprido, da Advocacia-Geral da União. Os
autos vieram conclusos a meu gabinete em 20 de fevereiro de 2015.
A Segunda Turma, em 24 de fevereiro de 2015, negou provimento ao
agravo regimental do Estado do Rio Grande do Sul, nos termos da
seguinte ementa:
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE.
ÔNUS
DO
RECORRENTE. DIREITO À SAÚDE. RESPONSABILIDADE
SOLIDÁRIA DOS ENTES DA FEDERAÇÃO. PRECEDENTES.
DEVER DE FORNECIMENTO DE FÁRMACO PARA
TRATAMENTO
ONCOLÓGICO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.
Em 2 de março de 2015, a União interpôs agravo regimental contra a
decisão monocrática que havia negado provimento ao agravo em recurso
extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul. Sustenta, em
suma, que (a) o recurso extraordinário demonstrou devidamente a
repercussão geral do tema discutido; (b) o apelo do Estado do Rio Grande
do Sul, além da responsabilidade solidária dos entes federados quanto a
postulações relativas ao direito à saúde, também discute o direito ao
fornecimento de medicamento de alto custo, razão pela qual o processo
deve ser sobrestado até o julgamento do RE 566.471 e do RE 855.178.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS
de intimação, devidamente cumprido, da Advocacia-Geral da União. Os
autos vieram conclusos a meu gabinete em 20 de fevereiro de 2015.
A Segunda Turma, em 24 de fevereiro de 2015, negou provimento ao
agravo regimental do Estado do Rio Grande do Sul, nos termos da
seguinte ementa:
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE.
ÔNUS
DO
RECORRENTE. DIREITO À SAÚDE. RESPONSABILIDADE
SOLIDÁRIA DOS ENTES DA FEDERAÇÃO. PRECEDENTES.
DEVER DE FORNECIMENTO DE FÁRMACO PARA
TRATAMENTO
ONCOLÓGICO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.
Em 2 de março de 2015, a União interpôs agravo regimental contra a
decisão monocrática que havia negado provimento ao agravo em recurso
extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul. Sustenta, em
suma, que (a) o recurso extraordinário demonstrou devidamente a
repercussão geral do tema discutido; (b) o apelo do Estado do Rio Grande
do Sul, além da responsabilidade solidária dos entes federados quanto a
postulações relativas ao direito à saúde, também discute o direito ao
fornecimento de medicamento de alto custo, razão pela qual o processo
deve ser sobrestado até o julgamento do RE 566.471 e do RE 855.178.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
855.197 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A presente demanda foi ajuizada em face da União, do Estado do
Rio Grande do Sul e do Município de Santa Maria. Na petição inicial,
pleiteia-se, em suma, o fornecimento do medicamento Sutent para o
tratamento de neoplasia maligna.
Na sentença, afastou-se a preliminar de ilegitimidade passiva das
partes e julgou-se procedente o pedido. Interpostos recursos de apelação
pelo Estado do Rio Grande do Sul e pela União, foram desprovidos, nos
termos da seguinte ementa:
FORNECIMENTO
DE
MEDICAMENTOS.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. MEDICAMENTO NÃO
FORNECIDO PELO SUS. COMPROVAÇÃO DA SUA
NECESSIDADE.
A responsabilidade solidária dos entes federados no que
se refere ao fornecimento de medicamentos não implica a
existência de litisconsórcio passivo necessário, podendo o autor
escolher litigar somente contra um ou dois dos entes, não
havendo a obrigatoriedade de inclusão dos demais.
Configurada a necessidade do requerente de
medicamento não fornecido pelo SUS, cabível a determinação
do seu fornecimento pelo Estado desde que comprovado, como
no caso dos autos, ser o mesmo indispensável à saúde do
requerente. (fl. 1, peça 11)
Contra esse julgado, a União e o Estado do Rio Grande do Sul
interpuseram recursos extraordinários, os quais foram inadmitidos.
Contra a inadmissão dos apelos, apenas o Estado do Rio Grande do Sul
interpôs agravo ao Supremo Tribunal Federal.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
855.197 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A presente demanda foi ajuizada em face da União, do Estado do
Rio Grande do Sul e do Município de Santa Maria. Na petição inicial,
pleiteia-se, em suma, o fornecimento do medicamento Sutent para o
tratamento de neoplasia maligna.
Na sentença, afastou-se a preliminar de ilegitimidade passiva das
partes e julgou-se procedente o pedido. Interpostos recursos de apelação
pelo Estado do Rio Grande do Sul e pela União, foram desprovidos, nos
termos da seguinte ementa:
FORNECIMENTO
DE
MEDICAMENTOS.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. MEDICAMENTO NÃO
FORNECIDO PELO SUS. COMPROVAÇÃO DA SUA
NECESSIDADE.
A responsabilidade solidária dos entes federados no que
se refere ao fornecimento de medicamentos não implica a
existência de litisconsórcio passivo necessário, podendo o autor
escolher litigar somente contra um ou dois dos entes, não
havendo a obrigatoriedade de inclusão dos demais.
Configurada a necessidade do requerente de
medicamento não fornecido pelo SUS, cabível a determinação
do seu fornecimento pelo Estado desde que comprovado, como
no caso dos autos, ser o mesmo indispensável à saúde do
requerente. (fl. 1, peça 11)
Contra esse julgado, a União e o Estado do Rio Grande do Sul
interpuseram recursos extraordinários, os quais foram inadmitidos.
Contra a inadmissão dos apelos, apenas o Estado do Rio Grande do Sul
interpôs agravo ao Supremo Tribunal Federal.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS
2. Remetidos os autos a esta Corte, neguei provimento,
monocraticamente, ao agravo em recurso extraordinário do Estado do Rio
Grande do Sul. Nas razões da decisão, consignei o seguinte, quanto à
necessidade de se aguardar o julgamento do RE 566.471:
5. Por fim, saliente-se que não é necessário aguardar o
julgamento do RE 566.471 (Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Tema
6), pois a matéria de que trata esse precedente não foi discutida
no apelo do Estado. Não se reputa consistente a argumentação
recursal, que não passa de mera menção ao alto custo do
medicamento.
Em seu recurso extraordinário, o Estado do Rio Grande do
Sul sustenta a legitimidade da União, e não sua, para figurar no
polo passivo de ação buscando a disponibilização de fármacos
para tratamentos oncológicos. Após, discorre longamente sobre
o regramento infraconstitucional referente ao fornecimento,
pelos entes públicos, dos medicamentos para combater a
neoplasia maligna.
Dessa forma, não se discutiu adequadamente o dever de o
Poder Público conceder medicamento de alto custo a portador
de doença grave, mas sim a legitimidade, se da União ou dos
Estados, para responder pelo fornecimento de medicação
voltada a tratamentos cancerígenos. Portanto, o julgamento do
RE 566.471 não influenciará no deslinde do recurso
extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul.
Ora, conforme se depreende desse fragmento da decisão agravada, o
recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul não busca discutir
o direito a medicamento de alto custo. Visa, na verdade, atribuir apenas à
União a responsabilidade pelo fornecimento desses fármacos. A
propósito, confira-se o seguinte trecho do recurso extraordinário:
A alocação de recursos do Estado para o atendimento de
responsabilidades da União implica desvio de recursos que
deveriam ser aplicados em situações em que a responsabilidade
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS
2. Remetidos os autos a esta Corte, neguei provimento,
monocraticamente, ao agravo em recurso extraordinário do Estado do Rio
Grande do Sul. Nas razões da decisão, consignei o seguinte, quanto à
necessidade de se aguardar o julgamento do RE 566.471:
5. Por fim, saliente-se que não é necessário aguardar o
julgamento do RE 566.471 (Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Tema
6), pois a matéria de que trata esse precedente não foi discutida
no apelo do Estado. Não se reputa consistente a argumentação
recursal, que não passa de mera menção ao alto custo do
medicamento.
Em seu recurso extraordinário, o Estado do Rio Grande do
Sul sustenta a legitimidade da União, e não sua, para figurar no
polo passivo de ação buscando a disponibilização de fármacos
para tratamentos oncológicos. Após, discorre longamente sobre
o regramento infraconstitucional referente ao fornecimento,
pelos entes públicos, dos medicamentos para combater a
neoplasia maligna.
Dessa forma, não se discutiu adequadamente o dever de o
Poder Público conceder medicamento de alto custo a portador
de doença grave, mas sim a legitimidade, se da União ou dos
Estados, para responder pelo fornecimento de medicação
voltada a tratamentos cancerígenos. Portanto, o julgamento do
RE 566.471 não influenciará no deslinde do recurso
extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul.
Ora, conforme se depreende desse fragmento da decisão agravada, o
recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul não busca discutir
o direito a medicamento de alto custo. Visa, na verdade, atribuir apenas à
União a responsabilidade pelo fornecimento desses fármacos. A
propósito, confira-se o seguinte trecho do recurso extraordinário:
A alocação de recursos do Estado para o atendimento de
responsabilidades da União implica desvio de recursos que
deveriam ser aplicados em situações em que a responsabilidade
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS
pela execução do serviço de saúde é efetivamente sua.
Aplicando-se à situação posta a possibilidade do pleito
por todos os cidadãos gaúchos portadores do mesmo mal,
tornar-se-ia inviável ao ente público o cumprimento do resgate
das obrigações estipuladas pela CF, uma vez que o orçamento
da saúde restaria seriamente comprometido com pleitos desta
natureza. Veja-se que tal fenômeno já se encontra em curso no
Estado do Rio Grande do Sul, onde inúmeros são os pleitos por
tratamentos contra o câncer extremamente onerosos, os quais,
conforme já referido, deveriam ser fornecidos pela União,
através dos CACONs – Centro de Alta Complexidade em
Oncologia.
O que o recorrente busca, em suma, é o cumprimento do
direito constitucional à saúde, que consiste na regulamentação e
execução das ações e serviços de saúde a fim de abranger o
maio número de usuários possível.
V – Do Pedido
Requer seja o presente recurso extraordinário admitido,
com fundamento na alínea “a” do inc. III do art. 102 da CF/88 e
conhecido, para o fim de ser reconhecida a violação ao art. 196
da CF/88, afastando-se a obrigação do Estado do Rio Grande do
Sul ao fornecimento do fármaco pleiteado. (fls. 5/6, peça 41)
Diante desse quadro, é evidente a ausência de interesse recursal da
União. A decisão ora impugnada lhe foi favorável, uma vez que negou
provimento a recurso que visava à exclusão do Estado do Rio Grande do
Sul do polo passivo da demanda.
3. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. É o voto.
3
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ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS
pela execução do serviço de saúde é efetivamente sua.
Aplicando-se à situação posta a possibilidade do pleito
por todos os cidadãos gaúchos portadores do mesmo mal,
tornar-se-ia inviável ao ente público o cumprimento do resgate
das obrigações estipuladas pela CF, uma vez que o orçamento
da saúde restaria seriamente comprometido com pleitos desta
natureza. Veja-se que tal fenômeno já se encontra em curso no
Estado do Rio Grande do Sul, onde inúmeros são os pleitos por
tratamentos contra o câncer extremamente onerosos, os quais,
conforme já referido, deveriam ser fornecidos pela União,
através dos CACONs – Centro de Alta Complexidade em
Oncologia.
O que o recorrente busca, em suma, é o cumprimento do
direito constitucional à saúde, que consiste na regulamentação e
execução das ações e serviços de saúde a fim de abranger o
maio número de usuários possível.
V – Do Pedido
Requer seja o presente recurso extraordinário admitido,
com fundamento na alínea “a” do inc. III do art. 102 da CF/88 e
conhecido, para o fim de ser reconhecida a violação ao art. 196
da CF/88, afastando-se a obrigação do Estado do Rio Grande do
Sul ao fornecimento do fármaco pleiteado. (fls. 5/6, peça 41)
Diante desse quadro, é evidente a ausência de interesse recursal da
União. A decisão ora impugnada lhe foi favorável, uma vez que negou
provimento a recurso que visava à exclusão do Estado do Rio Grande do
Sul do polo passivo da demanda.
3. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. É o voto.
3
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Extrato de Ata - 23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR
ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ ARLINDO
INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu do agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8850622
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR
ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ ARLINDO
INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu do agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8850622
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8893014
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-03T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
|
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DECISÃO QUE NEGOU PROVIMENTO A APELO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EM QUE POSTULAVA SUA EXCLUSÃO DO POLO PASSIVO DE DEMANDA VISANDO AO FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO. AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL.
RECURSO NÃO CONHECIDO.
|
sjur313453
|
Número de páginas: 7.
Análise: 06/08/2015, MJC.
|
TEORI ZAVASCKI
|
Segunda Turma
|
855197
| null |
ARE-AgR-segundo
|
acordaos
|
ARE 855197 AgR-segundo
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR
ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ ARLINDO
INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
855.197 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR
ADV.(A/S)
:RUBENS JOSÉ ARLINDO
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DECISÃO QUE
NEGOU PROVIMENTO A APELO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL EM QUE POSTULAVA SUA EXCLUSÃO DO POLO PASSIVO DE
DEMANDA VISANDO AO FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO.
AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO. AUSÊNCIA DE
INTERESSE RECURSAL.
RECURSO NÃO CONHECIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em não conhecer do agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797522.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
855.197 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR
ADV.(A/S)
:RUBENS JOSÉ ARLINDO
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto pela União contra decisão
que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário do Estado do
Rio Grande do Sul aos fundamentos de que (a) a repercussão geral não foi
demonstrada nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) é
solidária a obrigação dos entes da Federação em promover os atos
indispensáveis à concretização do direito à saúde, podendo figurar no
polo passivo qualquer um deles em conjunto ou isoladamente; (c) no
tocante à alegada competência dos Centros de Alta Complexidade
Oncológica (CACON) para fornecer os medicamentos utilizados em
tratamentos oncológicos, o provimento do apelo demandaria o exame de
atos normativos do Poder Executivo Federal e da legislação
infraconstitucional pertinente, de modo que eventual ofensa à
Constituição Federal seria meramente reflexa.
Contra essa decisão, o Estado do Rio Grande do Sul interpôs, em 11
de fevereiro de 2015, agravo regimental, no qual alegou que (a) a
repercussão geral do tema foi devidamente comprovada; e (b) a matéria
de fundo trata de questão cuja repercussão geral foi reconhecida por esta
Corte.
Em 18 de fevereiro de 2015, a Secretaria juntou aos autos o mandado
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
855.197 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR
ADV.(A/S)
:RUBENS JOSÉ ARLINDO
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto pela União contra decisão
que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário do Estado do
Rio Grande do Sul aos fundamentos de que (a) a repercussão geral não foi
demonstrada nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) é
solidária a obrigação dos entes da Federação em promover os atos
indispensáveis à concretização do direito à saúde, podendo figurar no
polo passivo qualquer um deles em conjunto ou isoladamente; (c) no
tocante à alegada competência dos Centros de Alta Complexidade
Oncológica (CACON) para fornecer os medicamentos utilizados em
tratamentos oncológicos, o provimento do apelo demandaria o exame de
atos normativos do Poder Executivo Federal e da legislação
infraconstitucional pertinente, de modo que eventual ofensa à
Constituição Federal seria meramente reflexa.
Contra essa decisão, o Estado do Rio Grande do Sul interpôs, em 11
de fevereiro de 2015, agravo regimental, no qual alegou que (a) a
repercussão geral do tema foi devidamente comprovada; e (b) a matéria
de fundo trata de questão cuja repercussão geral foi reconhecida por esta
Corte.
Em 18 de fevereiro de 2015, a Secretaria juntou aos autos o mandado
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Relatório
ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS
de intimação, devidamente cumprido, da Advocacia-Geral da União. Os
autos vieram conclusos a meu gabinete em 20 de fevereiro de 2015.
A Segunda Turma, em 24 de fevereiro de 2015, negou provimento ao
agravo regimental do Estado do Rio Grande do Sul, nos termos da
seguinte ementa:
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE.
ÔNUS
DO
RECORRENTE. DIREITO À SAÚDE. RESPONSABILIDADE
SOLIDÁRIA DOS ENTES DA FEDERAÇÃO. PRECEDENTES.
DEVER DE FORNECIMENTO DE FÁRMACO PARA
TRATAMENTO
ONCOLÓGICO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.
Em 2 de março de 2015, a União interpôs agravo regimental contra a
decisão monocrática que havia negado provimento ao agravo em recurso
extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul. Sustenta, em
suma, que (a) o recurso extraordinário demonstrou devidamente a
repercussão geral do tema discutido; (b) o apelo do Estado do Rio Grande
do Sul, além da responsabilidade solidária dos entes federados quanto a
postulações relativas ao direito à saúde, também discute o direito ao
fornecimento de medicamento de alto custo, razão pela qual o processo
deve ser sobrestado até o julgamento do Recurso Extraordinário 566.471 e do Recurso Extraordinário 855.178.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS
de intimação, devidamente cumprido, da Advocacia-Geral da União. Os
autos vieram conclusos a meu gabinete em 20 de fevereiro de 2015.
A Segunda Turma, em 24 de fevereiro de 2015, negou provimento ao
agravo regimental do Estado do Rio Grande do Sul, nos termos da
seguinte ementa:
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE.
ÔNUS
DO
RECORRENTE. DIREITO À SAÚDE. RESPONSABILIDADE
SOLIDÁRIA DOS ENTES DA FEDERAÇÃO. PRECEDENTES.
DEVER DE FORNECIMENTO DE FÁRMACO PARA
TRATAMENTO
ONCOLÓGICO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.
Em 2 de março de 2015, a União interpôs agravo regimental contra a
decisão monocrática que havia negado provimento ao agravo em recurso
extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul. Sustenta, em
suma, que (a) o recurso extraordinário demonstrou devidamente a
repercussão geral do tema discutido; (b) o apelo do Estado do Rio Grande
do Sul, além da responsabilidade solidária dos entes federados quanto a
postulações relativas ao direito à saúde, também discute o direito ao
fornecimento de medicamento de alto custo, razão pela qual o processo
deve ser sobrestado até o julgamento do Recurso Extraordinário 566.471 e do Recurso Extraordinário 855.178.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
855.197 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A presente demanda foi ajuizada em face da União, do Estado do
Rio Grande do Sul e do Município de Santa Maria. Na petição inicial,
pleiteia-se, em suma, o fornecimento do medicamento Sutent para o
tratamento de neoplasia maligna.
Na sentença, afastou-se a preliminar de ilegitimidade passiva das
partes e julgou-se procedente o pedido. Interpostos recursos de apelação
pelo Estado do Rio Grande do Sul e pela União, foram desprovidos, nos
termos da seguinte ementa:
FORNECIMENTO
DE
MEDICAMENTOS.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. MEDICAMENTO NÃO
FORNECIDO PELO SUS. COMPROVAÇÃO DA SUA
NECESSIDADE.
A responsabilidade solidária dos entes federados no que
se refere ao fornecimento de medicamentos não implica a
existência de litisconsórcio passivo necessário, podendo o autor
escolher litigar somente contra um ou dois dos entes, não
havendo a obrigatoriedade de inclusão dos demais.
Configurada a necessidade do requerente de
medicamento não fornecido pelo SUS, cabível a determinação
do seu fornecimento pelo Estado desde que comprovado, como
no caso dos autos, ser o mesmo indispensável à saúde do
requerente. (fl. 1, peça 11)
Contra esse julgado, a União e o Estado do Rio Grande do Sul
interpuseram recursos extraordinários, os quais foram inadmitidos.
Contra a inadmissão dos apelos, apenas o Estado do Rio Grande do Sul
interpôs agravo ao Supremo Tribunal Federal.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
855.197 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A presente demanda foi ajuizada em face da União, do Estado do
Rio Grande do Sul e do Município de Santa Maria. Na petição inicial,
pleiteia-se, em suma, o fornecimento do medicamento Sutent para o
tratamento de neoplasia maligna.
Na sentença, afastou-se a preliminar de ilegitimidade passiva das
partes e julgou-se procedente o pedido. Interpostos recursos de apelação
pelo Estado do Rio Grande do Sul e pela União, foram desprovidos, nos
termos da seguinte ementa:
FORNECIMENTO
DE
MEDICAMENTOS.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. MEDICAMENTO NÃO
FORNECIDO PELO SUS. COMPROVAÇÃO DA SUA
NECESSIDADE.
A responsabilidade solidária dos entes federados no que
se refere ao fornecimento de medicamentos não implica a
existência de litisconsórcio passivo necessário, podendo o autor
escolher litigar somente contra um ou dois dos entes, não
havendo a obrigatoriedade de inclusão dos demais.
Configurada a necessidade do requerente de
medicamento não fornecido pelo SUS, cabível a determinação
do seu fornecimento pelo Estado desde que comprovado, como
no caso dos autos, ser o mesmo indispensável à saúde do
requerente. (fl. 1, peça 11)
Contra esse julgado, a União e o Estado do Rio Grande do Sul
interpuseram recursos extraordinários, os quais foram inadmitidos.
Contra a inadmissão dos apelos, apenas o Estado do Rio Grande do Sul
interpôs agravo ao Supremo Tribunal Federal.
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS
2. Remetidos os autos a esta Corte, neguei provimento,
monocraticamente, ao agravo em recurso extraordinário do Estado do Rio
Grande do Sul. Nas razões da decisão, consignei o seguinte, quanto à
necessidade de se aguardar o julgamento do Recurso Extraordinário 566.471:
5. Por fim, saliente-se que não é necessário aguardar o
julgamento do Recurso Extraordinário 566.471 (Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Tema
6), pois a matéria de que trata esse precedente não foi discutida
no apelo do Estado. Não se reputa consistente a argumentação
recursal, que não passa de mera menção ao alto custo do
medicamento.
Em seu recurso extraordinário, o Estado do Rio Grande do
Sul sustenta a legitimidade da União, e não sua, para figurar no
polo passivo de ação buscando a disponibilização de fármacos
para tratamentos oncológicos. Após, discorre longamente sobre
o regramento infraconstitucional referente ao fornecimento,
pelos entes públicos, dos medicamentos para combater a
neoplasia maligna.
Dessa forma, não se discutiu adequadamente o dever de o
Poder Público conceder medicamento de alto custo a portador
de doença grave, mas sim a legitimidade, se da União ou dos
Estados, para responder pelo fornecimento de medicação
voltada a tratamentos cancerígenos. Portanto, o julgamento do
Recurso Extraordinário 566.471 não influenciará no deslinde do recurso
extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul.
Ora, conforme se depreende desse fragmento da decisão agravada, o
recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul não busca discutir
o direito a medicamento de alto custo. Visa, na verdade, atribuir apenas à
União a responsabilidade pelo fornecimento desses fármacos. A
propósito, confira-se o seguinte trecho do recurso extraordinário:
A alocação de recursos do Estado para o atendimento de
responsabilidades da União implica desvio de recursos que
deveriam ser aplicados em situações em que a responsabilidade
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS
2. Remetidos os autos a esta Corte, neguei provimento,
monocraticamente, ao agravo em recurso extraordinário do Estado do Rio
Grande do Sul. Nas razões da decisão, consignei o seguinte, quanto à
necessidade de se aguardar o julgamento do Recurso Extraordinário 566.471:
5. Por fim, saliente-se que não é necessário aguardar o
julgamento do Recurso Extraordinário 566.471 (Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Tema
6), pois a matéria de que trata esse precedente não foi discutida
no apelo do Estado. Não se reputa consistente a argumentação
recursal, que não passa de mera menção ao alto custo do
medicamento.
Em seu recurso extraordinário, o Estado do Rio Grande do
Sul sustenta a legitimidade da União, e não sua, para figurar no
polo passivo de ação buscando a disponibilização de fármacos
para tratamentos oncológicos. Após, discorre longamente sobre
o regramento infraconstitucional referente ao fornecimento,
pelos entes públicos, dos medicamentos para combater a
neoplasia maligna.
Dessa forma, não se discutiu adequadamente o dever de o
Poder Público conceder medicamento de alto custo a portador
de doença grave, mas sim a legitimidade, se da União ou dos
Estados, para responder pelo fornecimento de medicação
voltada a tratamentos cancerígenos. Portanto, o julgamento do
Recurso Extraordinário 566.471 não influenciará no deslinde do recurso
extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul.
Ora, conforme se depreende desse fragmento da decisão agravada, o
recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul não busca discutir
o direito a medicamento de alto custo. Visa, na verdade, atribuir apenas à
União a responsabilidade pelo fornecimento desses fármacos. A
propósito, confira-se o seguinte trecho do recurso extraordinário:
A alocação de recursos do Estado para o atendimento de
responsabilidades da União implica desvio de recursos que
deveriam ser aplicados em situações em que a responsabilidade
2
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS
pela execução do serviço de saúde é efetivamente sua.
Aplicando-se à situação posta a possibilidade do pleito
por todos os cidadãos gaúchos portadores do mesmo mal,
tornar-se-ia inviável ao ente público o cumprimento do resgate
das obrigações estipuladas pela Constituição Federal de 1988, uma vez que o orçamento
da saúde restaria seriamente comprometido com pleitos desta
natureza. Veja-se que tal fenômeno já se encontra em curso no
Estado do Rio Grande do Sul, onde inúmeros são os pleitos por
tratamentos contra o câncer extremamente onerosos, os quais,
conforme já referido, deveriam ser fornecidos pela União,
através dos CACONs – Centro de Alta Complexidade em
Oncologia.
O que o recorrente busca, em suma, é o cumprimento do
direito constitucional à saúde, que consiste na regulamentação e
execução das ações e serviços de saúde a fim de abranger o
maio número de usuários possível.
V – Do Pedido
Requer seja o presente recurso extraordinário admitido,
com fundamento na alínea “a” do inc. III do art. 102 da Constituição Federal de 1988/88 e
conhecido, para o fim de ser reconhecida a violação ao art. 196
da Constituição Federal de 1988/88, afastando-se a obrigação do Estado do Rio Grande do
Sul ao fornecimento do fármaco pleiteado. (fls. 5/6, peça 41)
Diante desse quadro, é evidente a ausência de interesse recursal da
União. A decisão ora impugnada lhe foi favorável, uma vez que negou
provimento a recurso que visava à exclusão do Estado do Rio Grande do
Sul do polo passivo da demanda.
3. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. É o voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS
pela execução do serviço de saúde é efetivamente sua.
Aplicando-se à situação posta a possibilidade do pleito
por todos os cidadãos gaúchos portadores do mesmo mal,
tornar-se-ia inviável ao ente público o cumprimento do resgate
das obrigações estipuladas pela Constituição Federal de 1988, uma vez que o orçamento
da saúde restaria seriamente comprometido com pleitos desta
natureza. Veja-se que tal fenômeno já se encontra em curso no
Estado do Rio Grande do Sul, onde inúmeros são os pleitos por
tratamentos contra o câncer extremamente onerosos, os quais,
conforme já referido, deveriam ser fornecidos pela União,
através dos CACONs – Centro de Alta Complexidade em
Oncologia.
O que o recorrente busca, em suma, é o cumprimento do
direito constitucional à saúde, que consiste na regulamentação e
execução das ações e serviços de saúde a fim de abranger o
maio número de usuários possível.
V – Do Pedido
Requer seja o presente recurso extraordinário admitido,
com fundamento na alínea “a” do inc. III do art. 102 da Constituição Federal de 1988/88 e
conhecido, para o fim de ser reconhecida a violação ao art. 196
da Constituição Federal de 1988/88, afastando-se a obrigação do Estado do Rio Grande do
Sul ao fornecimento do fármaco pleiteado. (fls. 5/6, peça 41)
Diante desse quadro, é evidente a ausência de interesse recursal da
União. A decisão ora impugnada lhe foi favorável, uma vez que negou
provimento a recurso que visava à exclusão do Estado do Rio Grande do
Sul do polo passivo da demanda.
3. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. É o voto.
3
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Extrato de Ata - 23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR
ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ ARLINDO
INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu do agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8850622
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR
ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ ARLINDO
INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu do agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8850622
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"ARE 855197 AGR - SEGUNDO / RS",
"Recurso Extraordinário 566 . 471",
"Recurso Extraordinário 855 . 178",
"ARE 855197 AGR -",
"Recurso Extraordinário 566 . 471",
"Recurso Extraordinário 855 . 178",
"Recurso Extraordinário 566 . 471",
"Recurso Extraordinário 566 . 471",
"Recurso Extraordinário 566 . 471",
"Recurso Extraordinário 566 . 471",
"Recurso Extraordinário 566 . 471",
"Recurso Extraordinário 566 . 471"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"alínea “ a ” do inc . III do art . 102 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 196 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"alínea “ a ” do inc . III do art . 102 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 196 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Município de Santa Maria",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Município de Santa Maria",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Centros de Alta Complexidade Oncológica",
"CACON",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Centros de Alta Complexidade Oncológica",
"CACON",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Advocacia",
"-",
"Geral da União",
"Segunda Turma",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Advocacia",
"-",
"Geral da União",
"Segunda Turma",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDO",
"União",
"Estado",
"União",
"SUS",
"SUS",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"União",
"Estado",
"União",
"SUS",
"SUS",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"União",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"ARE",
"Estado",
"União",
"União",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"CACONs",
"Centro de Alta Complexidade em Oncologia",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"ARE",
"União",
"CACONs",
"Centro de Alta Complexidade em Oncologia",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"TEORI ZAVASCKI",
"COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR",
"RUBENS JOSÉ ARLINDO",
"DIAS TOFFOLI",
"Celso de Mello",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR",
"RUBENS JOSÉ ARLINDO",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR",
"RUBENS JOSÉ ARLINDO",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR",
"RUBENS JOSÉ ARLINDO",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR",
"RUBENS JOSÉ ARLINDO",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"11 de fevereiro de 2015",
"18 de fevereiro de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"11 de fevereiro de 2015",
"18 de fevereiro de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de fevereiro de 2015",
"24 de fevereiro de 2015",
"2 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de fevereiro de 2015",
"24 de fevereiro de 2015",
"2 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.466
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMBDO.(A/S)
:ELIUDE GOMES MEDEIROS
ADV.(A/S)
:JASIEL JACOB DE MEDEIROS
EMENTA:
DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APOSENTADORIA
ESPECIAL. ATIVIDADE DO SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA. LAUDO
TÉCNICO. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS
FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS.
SÚMULA 279/STF.
1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise
da legislação infraconstitucional pertinente e o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos, o que torna inviável o processamento do
recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF.
2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que
se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco
Aurélio. Por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8566199.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
ARE 848466 ED / PE
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 848466 ED / PE
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.466
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMBDO.(A/S)
:ELIUDE GOMES MEDEIROS
ADV.(A/S)
:JASIEL JACOB DE MEDEIROS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
que conheceu do agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a,
do CPC), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta
Corte”.
2.
No caso, o recurso extraordinário não foi admitido, sob o
argumento de que “o acórdão decidiu a causa à luz da legislação
infraconstitucional (Decreto 2.172/97 e Lei 8.213/91), sendo a ofensa à
Constituição indireta ou reflexa, e por isso seu exame na via extraordinária
mostra-se inadmissível, conforme entendimento firmado pelo Supremo Tribunal
Federal”.
3.
A parte embargante alega que ocorreu violação aos arts. 5º,
LV, e 93, IX, da Constituição, bem como ao art. 131 do Código de Processo
Civil. Requer “uma sucinta exposição dos motivos pelos quais os argumentos e
elementos sustentados pelo INSS não logram convencer o magistrado”.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8566200.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.466
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMBDO.(A/S)
:ELIUDE GOMES MEDEIROS
ADV.(A/S)
:JASIEL JACOB DE MEDEIROS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
que conheceu do agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a,
do CPC), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta
Corte”.
2.
No caso, o recurso extraordinário não foi admitido, sob o
argumento de que “o acórdão decidiu a causa à luz da legislação
infraconstitucional (Decreto 2.172/97 e Lei 8.213/91), sendo a ofensa à
Constituição indireta ou reflexa, e por isso seu exame na via extraordinária
mostra-se inadmissível, conforme entendimento firmado pelo Supremo Tribunal
Federal”.
3.
A parte embargante alega que ocorreu violação aos arts. 5º,
LV, e 93, IX, da Constituição, bem como ao art. 131 do Código de Processo
Civil. Requer “uma sucinta exposição dos motivos pelos quais os argumentos e
elementos sustentados pelo INSS não logram convencer o magistrado”.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.466
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min.
Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; ARE 680.718-
ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria. A parte recorrente não traz
argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada.
3.
De início, cabe ao relator o exame de admissibilidade do
agravo, podendo não conhecê-lo ou negar-lhe provimento quando
manifestamente inadmissível ou se correta a decisão que não admitiu o
recurso extraordinário (art. 544, § 4º, I e II, a e art. 557 do CPC; bem como
§ 1º do art. 21 do RI/STF).
4.
Ademais, não se configura violação aos arts. 5º, XXXV, e
93, IX, da Constituição Federal, quando o relator utiliza os fundamentos
da decisão agravada com razão de decidir. Com efeito, a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação
por remissão se alinha com o princípio constitucional da obrigatoriedade
da fundamentação das decisões judiciais (RE 790.913, Rel. Min. Celso de
Mello; RE 179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 179.379-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello).
5.
O recurso não deve ser provido. No caso, o acórdão
recorrido assentou que “o Decreto n.º 2.172/97 apenas condicionou o
reconhecimento da especialidade da atividade laboral exercida à apresentação de
laudo técnico e esta exigência foi observada no caso concreto. Nem mesmo o
fornecimento ou uso de equipamentos de proteção individual descaracterizam a
insalubridade ínsita a determinadas atividades, considerando que não eliminam
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.466
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min.
Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; ARE 680.718-
ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria. A parte recorrente não traz
argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada.
3.
De início, cabe ao relator o exame de admissibilidade do
agravo, podendo não conhecê-lo ou negar-lhe provimento quando
manifestamente inadmissível ou se correta a decisão que não admitiu o
recurso extraordinário (art. 544, § 4º, I e II, a e art. 557 do CPC; bem como
§ 1º do art. 21 do RI/STF).
4.
Ademais, não se configura violação aos arts. 5º, XXXV, e
93, IX, da Constituição Federal, quando o relator utiliza os fundamentos
da decisão agravada com razão de decidir. Com efeito, a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação
por remissão se alinha com o princípio constitucional da obrigatoriedade
da fundamentação das decisões judiciais (RE 790.913, Rel. Min. Celso de
Mello; RE 179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 179.379-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello).
5.
O recurso não deve ser provido. No caso, o acórdão
recorrido assentou que “o Decreto n.º 2.172/97 apenas condicionou o
reconhecimento da especialidade da atividade laboral exercida à apresentação de
laudo técnico e esta exigência foi observada no caso concreto. Nem mesmo o
fornecimento ou uso de equipamentos de proteção individual descaracterizam a
insalubridade ínsita a determinadas atividades, considerando que não eliminam
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 848466 ED / PE
os danos que do seu exercício podem decorrer. Além disso, consoante estabelece a
lei, é suficiente para a qualificação da atividade como especial a demonstração da
exposição aos agentes nocivos”.
6.
Correta a decisão ora agravada, tendo em vista que não há
questão constitucional na presente demanda. Vejam-se, nessa linha, o
ARE 851.571, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; o ARE 8867.340, Rel. Min. Gilmar
Mendes; e o ARE 845.149, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, assim ementado:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
PREVIDENCIÁRIO.
APOSENTADORIA
ESPECIAL.
ELETRICITÁRIO. ATIVIDADE DE RISCO. IMPOSSIBILIDADE
DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE
ANÁLISE
PRÉVIA
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
AUSÊNCIA
DE
OFENSA
CONSTITUCIONAL
DIRETA.
ALEGAÇÃO
DE
CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INCS. XXXV, XXXVI, LIV E
LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO. “
7.
Por fim, para dissentir do acórdão recorrido, seria
necessária a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna
inviável o processamento do recurso extraordinário, nos termos da
Súmula 279/STF.
8.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 848466 ED / PE
os danos que do seu exercício podem decorrer. Além disso, consoante estabelece a
lei, é suficiente para a qualificação da atividade como especial a demonstração da
exposição aos agentes nocivos”.
6.
Correta a decisão ora agravada, tendo em vista que não há
questão constitucional na presente demanda. Vejam-se, nessa linha, o
ARE 851.571, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; o ARE 8867.340, Rel. Min. Gilmar
Mendes; e o ARE 845.149, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, assim ementado:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
PREVIDENCIÁRIO.
APOSENTADORIA
ESPECIAL.
ELETRICITÁRIO. ATIVIDADE DE RISCO. IMPOSSIBILIDADE
DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE
ANÁLISE
PRÉVIA
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
AUSÊNCIA
DE
OFENSA
CONSTITUCIONAL
DIRETA.
ALEGAÇÃO
DE
CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INCS. XXXV, XXXVI, LIV E
LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO. “
7.
Por fim, para dissentir do acórdão recorrido, seria
necessária a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna
inviável o processamento do recurso extraordinário, nos termos da
Súmula 279/STF.
8.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.466
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMBDO.(A/S) : ELIUDE GOMES MEDEIROS
ADV.(A/S) : JASIEL JACOB DE MEDEIROS
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599068
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.466
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMBDO.(A/S) : ELIUDE GOMES MEDEIROS
ADV.(A/S) : JASIEL JACOB DE MEDEIROS
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599068
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8607688
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-02T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APOSENTADORIA ESPECIAL. ATIVIDADE DO SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA. LAUDO TÉCNICO. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF.
1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional pertinente e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF.
2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur306985
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ED, CONVERSÃO)
Rcl 11022 ED (TP), ARE 680718 ED (1ªT), MI 823-ED-SEGUNDOS (TP).
(FUNDAMENTÃÇÃO)
RE 179557 (2ªT), AI 179379 AgR (2ªT), RE 790913 AgR (2ªT).
Número de páginas: 6.
Análise: 19/06/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
848466
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00544 PAR-00004 INC-00001 INC-00002 \n ART-00557\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED DEC-002172 ANO-1997\n DECRETO\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-ED
|
acordaos
|
ARE 848466 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMBDO.(A/S) : ELIUDE GOMES MEDEIROS
ADV.(A/S) : JASIEL JACOB DE MEDEIROS
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Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.466
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMBDO.(A/S)
:ELIUDE GOMES MEDEIROS
ADV.(A/S)
:JASIEL JACOB DE MEDEIROS
EMENTA:
DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APOSENTADORIA
ESPECIAL. ATIVIDADE DO SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA. LAUDO
TÉCNICO. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS
FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS.
SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise
da legislação infraconstitucional pertinente e o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos, o que torna inviável o processamento do
recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que
se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco
Aurélio. Por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8566199.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
ARE 848466 ED / PE
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 848466 ED / PE
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.466
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMBDO.(A/S)
:ELIUDE GOMES MEDEIROS
ADV.(A/S)
:JASIEL JACOB DE MEDEIROS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
que conheceu do agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a,
do Código de Processo Civil), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta
Corte”.
2.
No caso, o recurso extraordinário não foi admitido, sob o
argumento de que “o acórdão decidiu a causa à luz da legislação
infraconstitucional (Decreto 2.172/97 e Lei 8.213/91), sendo a ofensa à
Constituição indireta ou reflexa, e por isso seu exame na via extraordinária
mostra-se inadmissível, conforme entendimento firmado pelo Supremo Tribunal
Federal”.
3.
A parte embargante alega que ocorreu violação aos arts. 5...,
LV, e 93, IX, da Constituição, bem como ao art. 131 do Código de Processo
Civil. Requer “uma sucinta exposição dos motivos pelos quais os argumentos e
elementos sustentados pelo INSS não logram convencer o magistrado”.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.466
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMBDO.(A/S)
:ELIUDE GOMES MEDEIROS
ADV.(A/S)
:JASIEL JACOB DE MEDEIROS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
que conheceu do agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a,
do Código de Processo Civil), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta
Corte”.
2.
No caso, o recurso extraordinário não foi admitido, sob o
argumento de que “o acórdão decidiu a causa à luz da legislação
infraconstitucional (Decreto 2.172/97 e Lei 8.213/91), sendo a ofensa à
Constituição indireta ou reflexa, e por isso seu exame na via extraordinária
mostra-se inadmissível, conforme entendimento firmado pelo Supremo Tribunal
Federal”.
3.
A parte embargante alega que ocorreu violação aos arts. 5...,
LV, e 93, IX, da Constituição, bem como ao art. 131 do Código de Processo
Civil. Requer “uma sucinta exposição dos motivos pelos quais os argumentos e
elementos sustentados pelo INSS não logram convencer o magistrado”.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.466
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min.
Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 680.718-
ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria. A parte recorrente não traz
argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada.
3.
De início, cabe ao relator o exame de admissibilidade do
agravo, podendo não conhecê-lo ou negar-lhe provimento quando
manifestamente inadmissível ou se correta a decisão que não admitiu o
recurso extraordinário (art. 544, § 4..., I e II, a e art. 557 do Código de Processo Civil; bem como
§ 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal).
4.
Ademais, não se configura violação aos arts. 5..., XXXV, e
93, IX, da Constituição Federal, quando o relator utiliza os fundamentos
da decisão agravada com razão de decidir. Com efeito, a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação
por remissão se alinha com o princípio constitucional da obrigatoriedade
da fundamentação das decisões judiciais (Recurso Extraordinário 790.913, Rel. Min. Celso de
Mello; Recurso Extraordinário 179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 179.379-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello).
5.
O recurso não deve ser provido. No caso, o acórdão
recorrido assentou que “o Decreto n. 2.172/97 apenas condicionou o
reconhecimento da especialidade da atividade laboral exercida à apresentação de
laudo técnico e esta exigência foi observada no caso concreto. Nem mesmo o
fornecimento ou uso de equipamentos de proteção individual descaracterizam a
insalubridade ínsita a determinadas atividades, considerando que não eliminam
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.466
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min.
Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 680.718-
ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria. A parte recorrente não traz
argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada.
3.
De início, cabe ao relator o exame de admissibilidade do
agravo, podendo não conhecê-lo ou negar-lhe provimento quando
manifestamente inadmissível ou se correta a decisão que não admitiu o
recurso extraordinário (art. 544, § 4..., I e II, a e art. 557 do Código de Processo Civil; bem como
§ 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal).
4.
Ademais, não se configura violação aos arts. 5..., XXXV, e
93, IX, da Constituição Federal, quando o relator utiliza os fundamentos
da decisão agravada com razão de decidir. Com efeito, a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação
por remissão se alinha com o princípio constitucional da obrigatoriedade
da fundamentação das decisões judiciais (Recurso Extraordinário 790.913, Rel. Min. Celso de
Mello; Recurso Extraordinário 179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 179.379-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello).
5.
O recurso não deve ser provido. No caso, o acórdão
recorrido assentou que “o Decreto n. 2.172/97 apenas condicionou o
reconhecimento da especialidade da atividade laboral exercida à apresentação de
laudo técnico e esta exigência foi observada no caso concreto. Nem mesmo o
fornecimento ou uso de equipamentos de proteção individual descaracterizam a
insalubridade ínsita a determinadas atividades, considerando que não eliminam
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 848466 ED / PE
os danos que do seu exercício podem decorrer. Além disso, consoante estabelece a
lei, é suficiente para a qualificação da atividade como especial a demonstração da
exposição aos agentes nocivos”.
6.
Correta a decisão ora agravada, tendo em vista que não há
questão constitucional na presente demanda. Vejam-se, nessa linha, o
ARE 851.571, Rel. Min. Rosa Weber; o ARE 8867.340, Rel. Min. Gilmar
Mendes; e o ARE 845.149, Rel. Min. Cármen Lúcia, assim ementado:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
PREVIDENCIÁRIO.
APOSENTADORIA
ESPECIAL.
ELETRICITÁRIO. ATIVIDADE DE RISCO. IMPOSSIBILIDADE
DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE
ANÁLISE
PRÉVIA
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
AUSÊNCIA
DE
OFENSA
CONSTITUCIONAL
DIRETA.
ALEGAÇÃO
DE
CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INCS. XXXV, XXXVI, LIV E
LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO. “
7.
Por fim, para dissentir do acórdão recorrido, seria
necessária a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna
inviável o processamento do recurso extraordinário, nos termos da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
8.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 848466 ED / PE
os danos que do seu exercício podem decorrer. Além disso, consoante estabelece a
lei, é suficiente para a qualificação da atividade como especial a demonstração da
exposição aos agentes nocivos”.
6.
Correta a decisão ora agravada, tendo em vista que não há
questão constitucional na presente demanda. Vejam-se, nessa linha, o
ARE 851.571, Rel. Min. Rosa Weber; o ARE 8867.340, Rel. Min. Gilmar
Mendes; e o ARE 845.149, Rel. Min. Cármen Lúcia, assim ementado:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
PREVIDENCIÁRIO.
APOSENTADORIA
ESPECIAL.
ELETRICITÁRIO. ATIVIDADE DE RISCO. IMPOSSIBILIDADE
DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE
ANÁLISE
PRÉVIA
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
AUSÊNCIA
DE
OFENSA
CONSTITUCIONAL
DIRETA.
ALEGAÇÃO
DE
CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INCS. XXXV, XXXVI, LIV E
LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO. “
7.
Por fim, para dissentir do acórdão recorrido, seria
necessária a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna
inviável o processamento do recurso extraordinário, nos termos da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
8.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.466
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMBDO.(A/S) : ELIUDE GOMES MEDEIROS
ADV.(A/S) : JASIEL JACOB DE MEDEIROS
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599068
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.466
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMBDO.(A/S) : ELIUDE GOMES MEDEIROS
ADV.(A/S) : JASIEL JACOB DE MEDEIROS
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 848466 ED / PE",
"ARE 848466 ED / PE",
"AGRAVO 848 . 466",
"MI 823 - ED - segundos",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"ARE 680 . 718 - ED",
"Recurso Extraordinário 790 . 913",
"Recurso Extraordinário 179 . 557",
"AI 179 . 379 - AgR",
"MI 823 - ED - segundos",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"ARE 680 . 718 - ED",
"Recurso Extraordinário 790 . 913",
"Recurso Extraordinário 179 . 557",
"AI 179 . 379 - AgR",
"ARE 848466 ED / PE",
"ARE 851 . 571",
"ARE 8867 . 340",
"ARE 845 . 149",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 848466 ED / PE",
"ARE 851 . 571",
"ARE 8867 . 340",
"ARE 845 . 149",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Decreto 2 . 172 / 97",
"Lei 8 . 213 / 91",
"Constituição",
"arts . 5 . . . , LV , e 93 , IX , da Constituição",
"art . 131 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Decreto 2 . 172 / 97",
"Lei 8 . 213 / 91",
"Constituição",
"arts . 5 . . . , LV , e 93 , IX , da Constituição",
"art . 131 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , I e II , a e art . 557 do Código de Processo Civil",
"arts . 5 . . . , XXXV , e 93 , IX , da Constituição Federal",
"Decreto n . 2 . 172 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , I e II , a e art . 557 do Código de Processo Civil",
"arts . 5 . . . , XXXV , e 93 , IX , da Constituição Federal",
"Decreto n . 2 . 172 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . ,",
"INCS . XXXV , XXXVI , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"ELIUDE GOMES MEDEIROS",
"JASIEL JACOB DE MEDEIROS",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ELIUDE GOMES MEDEIROS",
"JASIEL JACOB DE MEDEIROS",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ELIUDE GOMES MEDEIROS",
"JASIEL JACOB DE MEDEIROS",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Celso de Mello",
"Ilmar Galvão",
"Celso de Mello",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Celso de Mello",
"Ilmar Galvão",
"Celso de Mello",
"ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"ROBERTO BARROSO",
"ELIUDE GOMES MEDEIROS",
"JASIEL JACOB DE MEDEIROS",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"ELIUDE GOMES MEDEIROS",
"JASIEL",
"JACOB DE MEDEIROS",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"/",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.005 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:RENATO EDISON RESSLER
ADV.(A/S)
:CARLOS BERKENBROCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
Previdenciário. 3. Imposição de multa fixada pelo Tribunal de origem em
decorrência de recurso manifestamente infundado. Ausência de
recolhimento prévio. Não preenchimento de pressuposto objetivo de
recorribilidade. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8569301.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.005 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:RENATO EDISON RESSLER
ADV.(A/S)
:CARLOS BERKENBROCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a parte
recorrente não efetuou o recolhimento de multa imposta pelo Tribunal de
origem.
No agravo regimental, sustenta-se indevida aplicação de multa na
origem, sob o argumento de que a parte agravante é beneficiária de
justiça gratuita. Alega-se ainda ofensa ao direito adquirido.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8569302.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.005 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:RENATO EDISON RESSLER
ADV.(A/S)
:CARLOS BERKENBROCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a parte
recorrente não efetuou o recolhimento de multa imposta pelo Tribunal de
origem.
No agravo regimental, sustenta-se indevida aplicação de multa na
origem, sob o argumento de que a parte agravante é beneficiária de
justiça gratuita. Alega-se ainda ofensa ao direito adquirido.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.005 SANTA
CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Consoante afirmado na decisão monocrática, a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a exigência do
recolhimento do valor da multa é pressuposto objetivo de recorribilidade
e consectário do dever de lealdade processual cuja observância impõe-se
a todos que atuem no processo, ainda que a parte seja beneficiária da
justiça gratuita. Destaco, trecho da decisão proferida no ARE 843.052-DF,
rel. min. Cármen Lúcia, DJe 31.10.2014:
“7. Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência no
sentido de ser pressuposto de recorribilidade o pagamento da
multa aplicada por litigância de má-fé, ainda que o Recorrente
seja beneficiário da justiça gratuita, e mesmo quando interpuser
recurso para discutir o acerto da imposição da multa:
(...)
‘AGRAVO REGIMENTAL NOS TERCEIROS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INADMISSÃO. MULTA
PREVISTA NO ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC.
AUSÊNCIA
DE
RECOLHIMENTO.
AGRAVO
IMPROVIDO. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. I – O
prévio depósito da multa aplicada, com base no art. 538,
parágrafo único, do Código de Processo Civil, configura
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8569303.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.005 SANTA
CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Consoante afirmado na decisão monocrática, a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a exigência do
recolhimento do valor da multa é pressuposto objetivo de recorribilidade
e consectário do dever de lealdade processual cuja observância impõe-se
a todos que atuem no processo, ainda que a parte seja beneficiária da
justiça gratuita. Destaco, trecho da decisão proferida no ARE 843.052-DF,
rel. min. Cármen Lúcia, DJe 31.10.2014:
“7. Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência no
sentido de ser pressuposto de recorribilidade o pagamento da
multa aplicada por litigância de má-fé, ainda que o Recorrente
seja beneficiário da justiça gratuita, e mesmo quando interpuser
recurso para discutir o acerto da imposição da multa:
(...)
‘AGRAVO REGIMENTAL NOS TERCEIROS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INADMISSÃO. MULTA
PREVISTA NO ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC.
AUSÊNCIA
DE
RECOLHIMENTO.
AGRAVO
IMPROVIDO. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. I – O
prévio depósito da multa aplicada, com base no art. 538,
parágrafo único, do Código de Processo Civil, configura
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 848005 AGR / SC
pressuposto objetivo de recorribilidade, sendo certo que a
ausência de recolhimento inviabiliza o recurso, ainda que
tenha sido interposto com o propósito de afastar a multa
imposta. II – Agravo regimental improvido,
determinando-se a baixa imediata do processo,
independentemente da publicação do acórdão’ (MS 25.643
ED-ED-ED-AgR,
Relator
o
Ministro
Ricardo
Lewandowski, Primeira Turma, DJe 18.8.2014, grifos
nossos).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º,
inc. II, al. b, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 848005 AGR / SC
pressuposto objetivo de recorribilidade, sendo certo que a
ausência de recolhimento inviabiliza o recurso, ainda que
tenha sido interposto com o propósito de afastar a multa
imposta. II – Agravo regimental improvido,
determinando-se a baixa imediata do processo,
independentemente da publicação do acórdão’ (MS 25.643
ED-ED-ED-AgR,
Relator
o
Ministro
Ricardo
Lewandowski, Primeira Turma, DJe 18.8.2014, grifos
nossos).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º,
inc. II, al. b, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.005
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : RENATO EDISON RESSLER
ADV.(A/S) : CARLOS BERKENBROCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590137
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.005
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : RENATO EDISON RESSLER
ADV.(A/S) : CARLOS BERKENBROCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8598624
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-01T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Imposição de multa fixada pelo Tribunal de origem em decorrência de recurso manifestamente infundado. Ausência de recolhimento prévio. Não preenchimento de pressuposto objetivo de recorribilidade. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur306795
|
- Decisão monocrática citada:
(MULTA POR LITIGÂNCIA DE MÁ FÉ)
ARE 843052.
Número de páginas: 5.
Análise: 01/07/2015, MJC.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
848005
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 848005 AgR
|
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""
] |
AGTE.(S) : RENATO EDISON RESSLER
ADV.(A/S) : CARLOS BERKENBROCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.005 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:RENATO EDISON RESSLER
ADV.(A/S)
:CARLOS BERKENBROCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
Previdenciário. 3. Imposição de multa fixada pelo Tribunal de origem em
decorrência de recurso manifestamente infundado. Ausência de
recolhimento prévio. Não preenchimento de pressuposto objetivo de
recorribilidade. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.005 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:RENATO EDISON RESSLER
ADV.(A/S)
:CARLOS BERKENBROCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a parte
recorrente não efetuou o recolhimento de multa imposta pelo Tribunal de
origem.
No agravo regimental, sustenta-se indevida aplicação de multa na
origem, sob o argumento de que a parte agravante é beneficiária de
justiça gratuita. Alega-se ainda ofensa ao direito adquirido.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.005 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:RENATO EDISON RESSLER
ADV.(A/S)
:CARLOS BERKENBROCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a parte
recorrente não efetuou o recolhimento de multa imposta pelo Tribunal de
origem.
No agravo regimental, sustenta-se indevida aplicação de multa na
origem, sob o argumento de que a parte agravante é beneficiária de
justiça gratuita. Alega-se ainda ofensa ao direito adquirido.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8569302.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.005 SANTA
CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Consoante afirmado na decisão monocrática, a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a exigência do
recolhimento do valor da multa é pressuposto objetivo de recorribilidade
e consectário do dever de lealdade processual cuja observância impõe-se
a todos que atuem no processo, ainda que a parte seja beneficiária da
justiça gratuita. Destaco, trecho da decisão proferida no ARE 843.052-DF,
rel. min. Cármen Lúcia, DJe 31.10.2014:
“7. Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência no
sentido de ser pressuposto de recorribilidade o pagamento da
multa aplicada por litigância de má-fé, ainda que o Recorrente
seja beneficiário da justiça gratuita, e mesmo quando interpuser
recurso para discutir o acerto da imposição da multa:
(...)
‘AGRAVO REGIMENTAL NOS TERCEIROS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INADMISSÃO. MULTA
PREVISTA NO ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO, DO Código de Processo Civil.
AUSÊNCIA
DE
RECOLHIMENTO.
AGRAVO
IMPROVIDO. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. I – O
prévio depósito da multa aplicada, com base no art. 538,
parágrafo único, do Código de Processo Civil, configura
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.005 SANTA
CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Consoante afirmado na decisão monocrática, a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a exigência do
recolhimento do valor da multa é pressuposto objetivo de recorribilidade
e consectário do dever de lealdade processual cuja observância impõe-se
a todos que atuem no processo, ainda que a parte seja beneficiária da
justiça gratuita. Destaco, trecho da decisão proferida no ARE 843.052-DF,
rel. min. Cármen Lúcia, DJe 31.10.2014:
“7. Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência no
sentido de ser pressuposto de recorribilidade o pagamento da
multa aplicada por litigância de má-fé, ainda que o Recorrente
seja beneficiário da justiça gratuita, e mesmo quando interpuser
recurso para discutir o acerto da imposição da multa:
(...)
‘AGRAVO REGIMENTAL NOS TERCEIROS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INADMISSÃO. MULTA
PREVISTA NO ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO, DO Código de Processo Civil.
AUSÊNCIA
DE
RECOLHIMENTO.
AGRAVO
IMPROVIDO. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. I – O
prévio depósito da multa aplicada, com base no art. 538,
parágrafo único, do Código de Processo Civil, configura
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8569303.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 848005 AGR / SC
pressuposto objetivo de recorribilidade, sendo certo que a
ausência de recolhimento inviabiliza o recurso, ainda que
tenha sido interposto com o propósito de afastar a multa
imposta. II – Agravo regimental improvido,
determinando-se a baixa imediata do processo,
independentemente da publicação do acórdão’ (MS 25.643
ED-ED-ED-AgR,
Relator
o
Ministro
Ricardo
Lewandowski, Primeira Turma, DJe 18.8.2014, grifos
nossos).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4...,
inc. II, al. b, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8569303.
Supremo Tribunal Federal
ARE 848005 AGR / SC
pressuposto objetivo de recorribilidade, sendo certo que a
ausência de recolhimento inviabiliza o recurso, ainda que
tenha sido interposto com o propósito de afastar a multa
imposta. II – Agravo regimental improvido,
determinando-se a baixa imediata do processo,
independentemente da publicação do acórdão’ (MS 25.643
ED-ED-ED-AgR,
Relator
o
Ministro
Ricardo
Lewandowski, Primeira Turma, DJe 18.8.2014, grifos
nossos).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4...,
inc. II, al. b, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.005
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : RENATO EDISON RESSLER
ADV.(A/S) : CARLOS BERKENBROCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.005
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : RENATO EDISON RESSLER
ADV.(A/S) : CARLOS BERKENBROCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO",
"ARE 843 .",
"ARE 843 . 052 - DF",
"MS 25 . 643",
"ARE 848005 AGR /",
"MS 25 . 643 ED - ED - ED - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 538 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO Código de Processo Civil",
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 538 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO Código de Processo Civil",
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SC",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"RENATO EDISON RESSLER",
"CARLOS BERKENBROCK",
"Teori Zavascki",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"RENATO EDISON RESSLER",
"CARLOS BERKENBROCK",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"RENATO EDISON RESSLER",
"CARLOS BERKENBROCK",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"GILMAR MENDES",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"RENATO EDISON RESSLER",
"CARLOS BERKENBROCK",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"RENATO",
"EDISON RESSLER",
"CARLOS BERKENBROCK",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"31",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"31",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.733 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:MARCO ANTONIO AMARAL
DE CAMPOS
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE CAMPOS
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO –
INOCORRÊNCIA
DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU
OMISSÃO – PRETENSÃO RECURSAL QUE VISA, NA REALIDADE, A
UM NOVO EXAME DO JULGAMENTO – CARÁTER INFRINGENTE –
INADMISSIBILIDADE – BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO
ARQUIVO
DESTE
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL,
INDEPENDENTEMENTE
DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO
ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS.
– Os embargos de declaração – desde que ausentes os seus
requisitos de admissibilidade – não podem ser utilizados com o
indevido objetivo de infringir o julgado, sob pena de inaceitável desvio
da específica função jurídico-processual para a qual esse tipo recursal se
acha instrumentalmente vocacionado. Precedentes.
EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO
–
UTILIZAÇÃO
PROCRASTINATÓRIA – BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO
ARQUIVO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – POSSIBILIDADE.
– A reiteração de embargos de declaração sem que se registre
qualquer dos pressupostos legais de embargabilidade (CPP, art. 620)
reveste-se de caráter abusivo e evidencia o intuito protelatório que anima a
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
RCL 18733 AGR-ED-ED / RS
conduta processual da parte recorrente.
– O propósito revelado pela parte embargante, de impedir a
consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável –
valendo-se, para esse efeito, da utilização sucessiva e procrastinatória de
embargos declaratórios incabíveis –, constitui fim que desqualifica o
comportamento processual da parte recorrente e que autoriza, em
consequência, a imediata baixa dos autos ao arquivo desta Suprema Corte,
independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do
respectivo julgamento. Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer dos
segundos embargos de declaração e em determinar a baixa imediata dos
autos ao arquivo deste Supremo Tribunal Federal, independentemente da
publicação do respectivo acórdão, nos termos do voto do Relator. Não
participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Dias
Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 18733 AGR-ED-ED / RS
conduta processual da parte recorrente.
– O propósito revelado pela parte embargante, de impedir a
consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável –
valendo-se, para esse efeito, da utilização sucessiva e procrastinatória de
embargos declaratórios incabíveis –, constitui fim que desqualifica o
comportamento processual da parte recorrente e que autoriza, em
consequência, a imediata baixa dos autos ao arquivo desta Suprema Corte,
independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do
respectivo julgamento. Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer dos
segundos embargos de declaração e em determinar a baixa imediata dos
autos ao arquivo deste Supremo Tribunal Federal, independentemente da
publicação do respectivo acórdão, nos termos do voto do Relator. Não
participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Dias
Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.733 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:MARCO ANTONIO AMARAL
DE CAMPOS
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE CAMPOS
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de novos embargos de declaração, opostos ao acórdão que rejeitara, por
incabíveis, os primeiros embargos declaratórios, também deduzidos pela
parte ora recorrente.
O acórdão contra o qual se insurgem os recorrentes está assim
ementado:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA
DE
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE
OU
OMISSÃO –
PRETENDIDO
REEXAME
DA CAUSA –
CARÁTER
INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO REJEITADOS.
– Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando
a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação
de obscuridade, omissão ou contradição – vem a utilizá-los com o
objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido
reexame da causa. Precedentes.”
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.733 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:MARCO ANTONIO AMARAL
DE CAMPOS
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE CAMPOS
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de novos embargos de declaração, opostos ao acórdão que rejeitara, por
incabíveis, os primeiros embargos declaratórios, também deduzidos pela
parte ora recorrente.
O acórdão contra o qual se insurgem os recorrentes está assim
ementado:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA
DE
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE
OU
OMISSÃO –
PRETENDIDO
REEXAME
DA CAUSA –
CARÁTER
INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO REJEITADOS.
– Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando
a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação
de obscuridade, omissão ou contradição – vem a utilizá-los com o
objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido
reexame da causa. Precedentes.”
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8708942.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
RCL 18733 AGR-ED-ED / RS
Inconformada com esse ato decisório, e sustentando a ocorrência
dos vícios a que se refere o art. 620 do CPP, a parte ora embargante
interpõe o presente recurso com o objetivo de infringir o julgado e de,
assim, provocar o consequente reexame da causa.
Submeto, pois, estes segundos embargos de declaração ao exame
desta colenda Segunda Turma.
É o relatório.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8708942.
Supremo Tribunal Federal
RCL 18733 AGR-ED-ED / RS
Inconformada com esse ato decisório, e sustentando a ocorrência
dos vícios a que se refere o art. 620 do CPP, a parte ora embargante
interpõe o presente recurso com o objetivo de infringir o julgado e de,
assim, provocar o consequente reexame da causa.
Submeto, pois, estes segundos embargos de declaração ao exame
desta colenda Segunda Turma.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8708942.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.733 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo
não assistir qualquer parcela de razão à parte ora embargante, eis que
não há, efetivamente, no acórdão emanado da colenda Segunda Turma
desta Suprema Corte, qualquer obscuridade, omissão ou contradição a
sanar.
Tal como acentuado no julgamento em causa, fundado em
orientação jurisprudencial
prevalecente
nesta Suprema Corte
(RTJ 134/836 – RTJ 134/1296, v.g.), o recurso em questão não se revela
cabível, porque – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de
obscuridade, omissão ou contradição – veio a ser utilizado com o
inadmissível objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um
indevido reexame da causa.
Os ora embargantes, na realidade, buscam desconstituir acórdão
anterior, proferido no julgamento desta causa, pretendendo, para além do
mero exame dos pressupostos condicionadores da adequada utilização dos
embargos de declaração – pressupostos esses inocorrentes na espécie –,
rediscutir a própria matéria que constituiu objeto de exaustiva apreciação
por parte do Supremo Tribunal Federal.
Estes novos embargos declaratórios, portanto, considerados os
próprios fundamentos que lhes dão suporte, revestem-se de caráter
evidentemente infringente, circunstância essa que se revela incompatível
com a natureza e a finalidade desse especial meio de impugnação
recursal.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8708943.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.733 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo
não assistir qualquer parcela de razão à parte ora embargante, eis que
não há, efetivamente, no acórdão emanado da colenda Segunda Turma
desta Suprema Corte, qualquer obscuridade, omissão ou contradição a
sanar.
Tal como acentuado no julgamento em causa, fundado em
orientação jurisprudencial
prevalecente
nesta Suprema Corte
(RTJ 134/836 – RTJ 134/1296, v.g.), o recurso em questão não se revela
cabível, porque – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de
obscuridade, omissão ou contradição – veio a ser utilizado com o
inadmissível objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um
indevido reexame da causa.
Os ora embargantes, na realidade, buscam desconstituir acórdão
anterior, proferido no julgamento desta causa, pretendendo, para além do
mero exame dos pressupostos condicionadores da adequada utilização dos
embargos de declaração – pressupostos esses inocorrentes na espécie –,
rediscutir a própria matéria que constituiu objeto de exaustiva apreciação
por parte do Supremo Tribunal Federal.
Estes novos embargos declaratórios, portanto, considerados os
próprios fundamentos que lhes dão suporte, revestem-se de caráter
evidentemente infringente, circunstância essa que se revela incompatível
com a natureza e a finalidade desse especial meio de impugnação
recursal.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 18733 AGR-ED-ED / RS
Não custa rememorar, neste ponto, consoante tenho salientado em
diversos julgamentos proferidos nesta Corte (RTJ 132/1020), que a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite os embargos de
declaração, quando estes revelam, como no caso, o intuito do embargante
de obter, em sede absolutamente inadequada, o reexame de matéria que foi
correta e integralmente apreciada pelo acórdão impugnado:
“Os embargos de declaração não devem revestir-se de
caráter infringente. A maior elasticidade que se lhes reconhece,
excepcionalmente, em casos de erro material evidente ou de
manifesta nulidade do acórdão (RTJ 89/548 – RTJ 94/1167 –
RTJ 103/1210 – RTJ 114/351), não justifica – sob pena de grave
disfunção jurídico-processual dessa modalidade de recurso – a sua
inadequada utilização com o propósito de questionar a correção do
julgado e obter, em conseqüência, a desconstituição do ato
decisório.”
(RTJ 158/993, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
É por essa razão que o magistério jurisprudencial desta Corte tem
sempre ressaltado que os embargos de declaração – desde que ausentes,
como no caso, os seus requisitos de admissibilidade – não podem ser
utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do acórdão
ou de propiciar um novo exame da própria questão de fundo, em ordem
a viabilizar a desconstituição do ato decisório proferido pelo Tribunal
(RTJ 114/885 – RTJ 116/1106 – RTJ 118/714 – RTJ 134/1296).
A inexistência, no acórdão ora impugnado, de qualquer situação
caracterizadora de obscuridade, contradição ou omissão desautoriza,
pois, na espécie, o conhecimento dos presentes embargos de
declaração.
Vê-se, desse modo, que o comportamento processual da parte ora
embargante sofre as restrições ditadas pela jurisprudência do
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RCL 18733 AGR-ED-ED / RS
Não custa rememorar, neste ponto, consoante tenho salientado em
diversos julgamentos proferidos nesta Corte (RTJ 132/1020), que a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite os embargos de
declaração, quando estes revelam, como no caso, o intuito do embargante
de obter, em sede absolutamente inadequada, o reexame de matéria que foi
correta e integralmente apreciada pelo acórdão impugnado:
“Os embargos de declaração não devem revestir-se de
caráter infringente. A maior elasticidade que se lhes reconhece,
excepcionalmente, em casos de erro material evidente ou de
manifesta nulidade do acórdão (RTJ 89/548 – RTJ 94/1167 –
RTJ 103/1210 – RTJ 114/351), não justifica – sob pena de grave
disfunção jurídico-processual dessa modalidade de recurso – a sua
inadequada utilização com o propósito de questionar a correção do
julgado e obter, em conseqüência, a desconstituição do ato
decisório.”
(RTJ 158/993, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
É por essa razão que o magistério jurisprudencial desta Corte tem
sempre ressaltado que os embargos de declaração – desde que ausentes,
como no caso, os seus requisitos de admissibilidade – não podem ser
utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do acórdão
ou de propiciar um novo exame da própria questão de fundo, em ordem
a viabilizar a desconstituição do ato decisório proferido pelo Tribunal
(RTJ 114/885 – RTJ 116/1106 – RTJ 118/714 – RTJ 134/1296).
A inexistência, no acórdão ora impugnado, de qualquer situação
caracterizadora de obscuridade, contradição ou omissão desautoriza,
pois, na espécie, o conhecimento dos presentes embargos de
declaração.
Vê-se, desse modo, que o comportamento processual da parte ora
embargante sofre as restrições ditadas pela jurisprudência do
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 18733 AGR-ED-ED / RS
Supremo Tribunal Federal, cuja orientação, no tema – embora
considerando possíveis, em tese, novos embargos de declaração –,
assinala que essa modalidade recursal só se justifica quando
efetivamente
ocorrente
qualquer
dos pressupostos legais de
embargabilidade (RE 179.502-ED-ED/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES,
v.g.).
Sendo assim, e tendo presentes as razões expostas, não conheço, por
inadmissíveis, destes segundos embargos de declaração.
É por tal razão que proponho a imediata baixa dos presentes autos ao
arquivo desta Suprema Corte, independentemente da publicação do
acórdão consubstanciador do presente julgamento.
Observo que essa proposta tem o beneplácito do magistério
jurisprudencial firmado pelo Supremo Tribunal Federal, como resulta
claro de inúmeros precedentes, em casos semelhantes, a respeito de tal
questão (RTJ 186/715-716, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 177.313-
-AgR-ED-ED/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 260.266-AgR-ED-
-ED/PB, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RE 167.787-ED-EDv-AgR-
-ED/RR, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – RE 179.502-ED-ED-ED/SP, Rel.
Min. MOREIRA ALVES – RE 190.841-ED-ED-ED/MT, Rel. Min. ILMAR
GALVÃO – RE 202.097-ED-ED-ED-AgR-EDv-ED/SP, Rel. Min. CELSO
DE MELLO).
É o meu voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 18733 AGR-ED-ED / RS
Supremo Tribunal Federal, cuja orientação, no tema – embora
considerando possíveis, em tese, novos embargos de declaração –,
assinala que essa modalidade recursal só se justifica quando
efetivamente
ocorrente
qualquer
dos pressupostos legais de
embargabilidade (RE 179.502-ED-ED/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES,
v.g.).
Sendo assim, e tendo presentes as razões expostas, não conheço, por
inadmissíveis, destes segundos embargos de declaração.
É por tal razão que proponho a imediata baixa dos presentes autos ao
arquivo desta Suprema Corte, independentemente da publicação do
acórdão consubstanciador do presente julgamento.
Observo que essa proposta tem o beneplácito do magistério
jurisprudencial firmado pelo Supremo Tribunal Federal, como resulta
claro de inúmeros precedentes, em casos semelhantes, a respeito de tal
questão (RTJ 186/715-716, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 177.313-
-AgR-ED-ED/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 260.266-AgR-ED-
-ED/PB, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RE 167.787-ED-EDv-AgR-
-ED/RR, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – RE 179.502-ED-ED-ED/SP, Rel.
Min. MOREIRA ALVES – RE 190.841-ED-ED-ED/MT, Rel. Min. ILMAR
GALVÃO – RE 202.097-ED-ED-ED-AgR-EDv-ED/SP, Rel. Min. CELSO
DE MELLO).
É o meu voto.
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.733
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : MARCO ANTONIO AMARAL DE CAMPOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE CAMPOS
EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu dos
segundos embargos de declaração e determinou a baixa imediata dos
autos ao Arquivo deste Supremo Tribunal Federal, independentemente
da publicação do respectivo acórdão, nos termos do voto do
Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori
Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.733
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : MARCO ANTONIO AMARAL DE CAMPOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE CAMPOS
EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu dos
segundos embargos de declaração e determinou a baixa imediata dos
autos ao Arquivo deste Supremo Tribunal Federal, independentemente
da publicação do respectivo acórdão, nos termos do voto do
Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori
Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8737485
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-23T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, não conheceu dos segundos embargos de declaração e determinou a baixa imediata dos autos ao Arquivo deste Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do respectivo acórdão, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
|
E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – PRETENSÃO RECURSAL QUE VISA, NA REALIDADE, A UM NOVO EXAME DO JULGAMENTO – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO ARQUIVO DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS.
– Os embargos de declaração – desde que ausentes os seus requisitos de admissibilidade – não podem ser utilizados com o indevido objetivo de infringir o julgado, sob pena de inaceitável desvio da específica função jurídico-processual para a qual esse tipo recursal se acha instrumentalmente vocacionado. Precedentes.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – UTILIZAÇÃO PROCRASTINATÓRIA – BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO ARQUIVO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – POSSIBILIDADE.
– A reiteração de embargos de declaração sem que se registre qualquer dos pressupostos legais de embargabilidade (CPP, art. 620) reveste-se de caráter abusivo e evidencia o intuito protelatório que anima a conduta processual da parte recorrente.
– O propósito revelado pela parte embargante, de impedir a consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável – valendo-se, para esse efeito, da utilização sucessiva e procrastinatória de embargos declaratórios incabíveis –, constitui fim que desqualifica o comportamento processual da parte recorrente e que autoriza, em consequência, a imediata baixa dos autos ao arquivo desta Suprema Corte, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do respectivo julgamento. Precedentes.
|
sjur309903
|
- Acórdão(s) citado(s):
(EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CARÁTER INFRINGENTE)
RTJ 134/836, RTJ 134/1296.
(EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, REEXAME, MATÉRIA)
RTJ 132/1020, RTJ 158/993, RTJ 114/885, RTJ 116/1106, RTJ 118/714, RTJ 134/1296.
(EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, PRESSUPOSTO, EMBARGABILIDADE)
RE 179502 ED ED (TP).
(BAIXA DOS AUTOS, INDEPENDÊNCIA, PUBLICAÇÃO, ACÓRDÃO)
AI 260266 AgR-ED-ED (2ªT), AI 177313 AgR-ED-ED (2ªT), RE 190841 ED-ED-ED (2ªT), RE 179502 ED-ED-ED (2ªT), RE 167787 ED-EDv-AgR-ED (2ªT), RE 202097 ED-EDv-AgR-ED-ED-ED (TP), Rcl 12356 AgR-ED-ED (TP), Rcl 11635 AgR-ED-ED (TP), RTJ 186/715.
Número de páginas: 8.
Análise: 31/07/2015, MAD.
|
CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
18733
|
[
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00620\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL"
] |
Rcl-AgR-ED-ED
|
acordaos
|
Rcl 18733 AgR-ED-ED
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[
""
] |
EMBTE.(S) : MARCO ANTONIO AMARAL DE CAMPOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE CAMPOS
EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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""
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Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.733 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:MARCO ANTONIO AMARAL
DE CAMPOS
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE CAMPOS
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO –
INOCORRÊNCIA
DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU
OMISSÃO – PRETENSÃO RECURSAL QUE VISA, NA REALIDADE, A
UM NOVO EXAME DO JULGAMENTO – CARÁTER INFRINGENTE –
INADMISSIBILIDADE – BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO
ARQUIVO
DESTE
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL,
INDEPENDENTEMENTE
DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO
ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS.
– Os embargos de declaração – desde que ausentes os seus
requisitos de admissibilidade – não podem ser utilizados com o
indevido objetivo de infringir o julgado, sob pena de inaceitável desvio
da específica função jurídico-processual para a qual esse tipo recursal se
acha instrumentalmente vocacionado. Precedentes.
EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO
–
UTILIZAÇÃO
PROCRASTINATÓRIA – BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO
ARQUIVO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – POSSIBILIDADE.
– A reiteração de embargos de declaração sem que se registre
qualquer dos pressupostos legais de embargabilidade (CPP, art. 620)
reveste-se de caráter abusivo e evidencia o intuito protelatório que anima a
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
RCL 18733 AGR-ED-ED / RS
conduta processual da parte recorrente.
– O propósito revelado pela parte embargante, de impedir a
consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável –
valendo-se, para esse efeito, da utilização sucessiva e procrastinatória de
embargos declaratórios incabíveis –, constitui fim que desqualifica o
comportamento processual da parte recorrente e que autoriza, em
consequência, a imediata baixa dos autos ao arquivo desta Suprema Corte,
independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do
respectivo julgamento. Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer dos
segundos embargos de declaração e em determinar a baixa imediata dos
autos ao arquivo deste Supremo Tribunal Federal, independentemente da
publicação do respectivo acórdão, nos termos do voto do Relator. Não
participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Dias
Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
RCL 18733 AGR-ED-ED / RS
conduta processual da parte recorrente.
– O propósito revelado pela parte embargante, de impedir a
consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável –
valendo-se, para esse efeito, da utilização sucessiva e procrastinatória de
embargos declaratórios incabíveis –, constitui fim que desqualifica o
comportamento processual da parte recorrente e que autoriza, em
consequência, a imediata baixa dos autos ao arquivo desta Suprema Corte,
independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do
respectivo julgamento. Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer dos
segundos embargos de declaração e em determinar a baixa imediata dos
autos ao arquivo deste Supremo Tribunal Federal, independentemente da
publicação do respectivo acórdão, nos termos do voto do Relator. Não
participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Dias
Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.733 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:MARCO ANTONIO AMARAL
DE CAMPOS
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE CAMPOS
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de novos embargos de declaração, opostos ao acórdão que rejeitara, por
incabíveis, os primeiros embargos declaratórios, também deduzidos pela
parte ora recorrente.
O acórdão contra o qual se insurgem os recorrentes está assim
ementado:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA
DE
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE
OU
OMISSÃO –
PRETENDIDO
REEXAME
DA CAUSA –
CARÁTER
INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO REJEITADOS.
– Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando
a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação
de obscuridade, omissão ou contradição – vem a utilizá-los com o
objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido
reexame da causa. Precedentes.”
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.733 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:MARCO ANTONIO AMARAL
DE CAMPOS
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE CAMPOS
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de novos embargos de declaração, opostos ao acórdão que rejeitara, por
incabíveis, os primeiros embargos declaratórios, também deduzidos pela
parte ora recorrente.
O acórdão contra o qual se insurgem os recorrentes está assim
ementado:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA
DE
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE
OU
OMISSÃO –
PRETENDIDO
REEXAME
DA CAUSA –
CARÁTER
INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO REJEITADOS.
– Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando
a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação
de obscuridade, omissão ou contradição – vem a utilizá-los com o
objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido
reexame da causa. Precedentes.”
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
RCL 18733 AGR-ED-ED / RS
Inconformada com esse ato decisório, e sustentando a ocorrência
dos vícios a que se refere o art. 620 do CPP, a parte ora embargante
interpõe o presente recurso com o objetivo de infringir o julgado e de,
assim, provocar o consequente reexame da causa.
Submeto, pois, estes segundos embargos de declaração ao exame
desta colenda Segunda Turma.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
RCL 18733 AGR-ED-ED / RS
Inconformada com esse ato decisório, e sustentando a ocorrência
dos vícios a que se refere o art. 620 do CPP, a parte ora embargante
interpõe o presente recurso com o objetivo de infringir o julgado e de,
assim, provocar o consequente reexame da causa.
Submeto, pois, estes segundos embargos de declaração ao exame
desta colenda Segunda Turma.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.733 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo
não assistir qualquer parcela de razão à parte ora embargante, eis que
não há, efetivamente, no acórdão emanado da colenda Segunda Turma
desta Suprema Corte, qualquer obscuridade, omissão ou contradição a
sanar.
Tal como acentuado no julgamento em causa, fundado em
orientação jurisprudencial
prevalecente
nesta Suprema Corte
(RTJ 134/836 – RTJ 134/1296, v.g.), o recurso em questão não se revela
cabível, porque – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de
obscuridade, omissão ou contradição – veio a ser utilizado com o
inadmissível objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um
indevido reexame da causa.
Os ora embargantes, na realidade, buscam desconstituir acórdão
anterior, proferido no julgamento desta causa, pretendendo, para além do
mero exame dos pressupostos condicionadores da adequada utilização dos
embargos de declaração – pressupostos esses inocorrentes na espécie –,
rediscutir a própria matéria que constituiu objeto de exaustiva apreciação
por parte do Supremo Tribunal Federal.
Estes novos embargos declaratórios, portanto, considerados os
próprios fundamentos que lhes dão suporte, revestem-se de caráter
evidentemente infringente, circunstância essa que se revela incompatível
com a natureza e a finalidade desse especial meio de impugnação
recursal.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.733 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo
não assistir qualquer parcela de razão à parte ora embargante, eis que
não há, efetivamente, no acórdão emanado da colenda Segunda Turma
desta Suprema Corte, qualquer obscuridade, omissão ou contradição a
sanar.
Tal como acentuado no julgamento em causa, fundado em
orientação jurisprudencial
prevalecente
nesta Suprema Corte
(RTJ 134/836 – RTJ 134/1296, v.g.), o recurso em questão não se revela
cabível, porque – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de
obscuridade, omissão ou contradição – veio a ser utilizado com o
inadmissível objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um
indevido reexame da causa.
Os ora embargantes, na realidade, buscam desconstituir acórdão
anterior, proferido no julgamento desta causa, pretendendo, para além do
mero exame dos pressupostos condicionadores da adequada utilização dos
embargos de declaração – pressupostos esses inocorrentes na espécie –,
rediscutir a própria matéria que constituiu objeto de exaustiva apreciação
por parte do Supremo Tribunal Federal.
Estes novos embargos declaratórios, portanto, considerados os
próprios fundamentos que lhes dão suporte, revestem-se de caráter
evidentemente infringente, circunstância essa que se revela incompatível
com a natureza e a finalidade desse especial meio de impugnação
recursal.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 18733 AGR-ED-ED / RS
Não custa rememorar, neste ponto, consoante tenho salientado em
diversos julgamentos proferidos nesta Corte (RTJ 132/1020), que a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite os embargos de
declaração, quando estes revelam, como no caso, o intuito do embargante
de obter, em sede absolutamente inadequada, o reexame de matéria que foi
correta e integralmente apreciada pelo acórdão impugnado:
“Os embargos de declaração não devem revestir-se de
caráter infringente. A maior elasticidade que se lhes reconhece,
excepcionalmente, em casos de erro material evidente ou de
manifesta nulidade do acórdão (RTJ 89/548 – RTJ 94/1167 –
RTJ 103/1210 – RTJ 114/351), não justifica – sob pena de grave
disfunção jurídico-processual dessa modalidade de recurso – a sua
inadequada utilização com o propósito de questionar a correção do
julgado e obter, em conseqüência, a desconstituição do ato
decisório.”
(RTJ 158/993, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
É por essa razão que o magistério jurisprudencial desta Corte tem
sempre ressaltado que os embargos de declaração – desde que ausentes,
como no caso, os seus requisitos de admissibilidade – não podem ser
utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do acórdão
ou de propiciar um novo exame da própria questão de fundo, em ordem
a viabilizar a desconstituição do ato decisório proferido pelo Tribunal
(RTJ 114/885 – RTJ 116/1106 – RTJ 118/714 – RTJ 134/1296).
A inexistência, no acórdão ora impugnado, de qualquer situação
caracterizadora de obscuridade, contradição ou omissão desautoriza,
pois, na espécie, o conhecimento dos presentes embargos de
declaração.
Vê-se, desse modo, que o comportamento processual da parte ora
embargante sofre as restrições ditadas pela jurisprudência do
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 18733 AGR-ED-ED / RS
Não custa rememorar, neste ponto, consoante tenho salientado em
diversos julgamentos proferidos nesta Corte (RTJ 132/1020), que a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite os embargos de
declaração, quando estes revelam, como no caso, o intuito do embargante
de obter, em sede absolutamente inadequada, o reexame de matéria que foi
correta e integralmente apreciada pelo acórdão impugnado:
“Os embargos de declaração não devem revestir-se de
caráter infringente. A maior elasticidade que se lhes reconhece,
excepcionalmente, em casos de erro material evidente ou de
manifesta nulidade do acórdão (RTJ 89/548 – RTJ 94/1167 –
RTJ 103/1210 – RTJ 114/351), não justifica – sob pena de grave
disfunção jurídico-processual dessa modalidade de recurso – a sua
inadequada utilização com o propósito de questionar a correção do
julgado e obter, em conseqüência, a desconstituição do ato
decisório.”
(RTJ 158/993, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
É por essa razão que o magistério jurisprudencial desta Corte tem
sempre ressaltado que os embargos de declaração – desde que ausentes,
como no caso, os seus requisitos de admissibilidade – não podem ser
utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do acórdão
ou de propiciar um novo exame da própria questão de fundo, em ordem
a viabilizar a desconstituição do ato decisório proferido pelo Tribunal
(RTJ 114/885 – RTJ 116/1106 – RTJ 118/714 – RTJ 134/1296).
A inexistência, no acórdão ora impugnado, de qualquer situação
caracterizadora de obscuridade, contradição ou omissão desautoriza,
pois, na espécie, o conhecimento dos presentes embargos de
declaração.
Vê-se, desse modo, que o comportamento processual da parte ora
embargante sofre as restrições ditadas pela jurisprudência do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 18733 AGR-ED-ED / RS
Supremo Tribunal Federal, cuja orientação, no tema – embora
considerando possíveis, em tese, novos embargos de declaração –,
assinala que essa modalidade recursal só se justifica quando
efetivamente
ocorrente
qualquer
dos pressupostos legais de
embargabilidade (Recurso Extraordinário 179.502-ED-ED/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES,
v.g.).
Sendo assim, e tendo presentes as razões expostas, não conheço, por
inadmissíveis, destes segundos embargos de declaração.
É por tal razão que proponho a imediata baixa dos presentes autos ao
arquivo desta Suprema Corte, independentemente da publicação do
acórdão consubstanciador do presente julgamento.
Observo que essa proposta tem o beneplácito do magistério
jurisprudencial firmado pelo Supremo Tribunal Federal, como resulta
claro de inúmeros precedentes, em casos semelhantes, a respeito de tal
questão (RTJ 186/715-716, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 177.313-
-AgR-ED-ED/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 260.266-AgR-ED-
-ED/PB, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – Recurso Extraordinário 167.787-ED-EDv-AgR-
-ED/RR, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – Recurso Extraordinário 179.502-ED-ED-ED/SP, Rel.
Min. MOREIRA ALVES – Recurso Extraordinário 190.841-ED-ED-ED/MT, Rel. Min. ILMAR
GALVÃO – Recurso Extraordinário 202.097-ED-ED-ED-AgR-EDv-ED/SP, Rel. Min. CELSO
DE MELLO).
É o meu voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 18733 AGR-ED-ED / RS
Supremo Tribunal Federal, cuja orientação, no tema – embora
considerando possíveis, em tese, novos embargos de declaração –,
assinala que essa modalidade recursal só se justifica quando
efetivamente
ocorrente
qualquer
dos pressupostos legais de
embargabilidade (Recurso Extraordinário 179.502-ED-ED/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES,
v.g.).
Sendo assim, e tendo presentes as razões expostas, não conheço, por
inadmissíveis, destes segundos embargos de declaração.
É por tal razão que proponho a imediata baixa dos presentes autos ao
arquivo desta Suprema Corte, independentemente da publicação do
acórdão consubstanciador do presente julgamento.
Observo que essa proposta tem o beneplácito do magistério
jurisprudencial firmado pelo Supremo Tribunal Federal, como resulta
claro de inúmeros precedentes, em casos semelhantes, a respeito de tal
questão (RTJ 186/715-716, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 177.313-
-AgR-ED-ED/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 260.266-AgR-ED-
-ED/PB, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – Recurso Extraordinário 167.787-ED-EDv-AgR-
-ED/RR, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – Recurso Extraordinário 179.502-ED-ED-ED/SP, Rel.
Min. MOREIRA ALVES – Recurso Extraordinário 190.841-ED-ED-ED/MT, Rel. Min. ILMAR
GALVÃO – Recurso Extraordinário 202.097-ED-ED-ED-AgR-EDv-ED/SP, Rel. Min. CELSO
DE MELLO).
É o meu voto.
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.733
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : MARCO ANTONIO AMARAL DE CAMPOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE CAMPOS
EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu dos
segundos embargos de declaração e determinou a baixa imediata dos
autos ao Arquivo deste Supremo Tribunal Federal, independentemente
da publicação do respectivo acórdão, nos termos do voto do
Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori
Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.733
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : MARCO ANTONIO AMARAL DE CAMPOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE CAMPOS
EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu dos
segundos embargos de declaração e determinou a baixa imediata dos
autos ao Arquivo deste Supremo Tribunal Federal, independentemente
da publicação do respectivo acórdão, nos termos do voto do
Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori
Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECLAMAÇÃO 18 . 733",
"RCL 18733 AGR -",
"RCL 18733 AGR",
"RECLAMAÇÃO 18 . 733",
"RECLAMAÇÃO 18 . 733",
"RCL",
"RCL",
"RECLAMAÇÃO 18 . 733",
"RTJ 134 / 836",
"RTJ 134 / 1296",
"RTJ 134 / 836",
"RTJ 134 / 1296",
"RTJ 132 / 1020",
"RTJ 89 / 548",
"RTJ 94 / 1167",
"RTJ 103 / 1210",
"RTJ",
"RTJ 158 / 993",
"RTJ 114 / 885",
"RTJ 116 / 1106",
"RTJ",
"RTJ",
"RCL 18733 AGR - ED -",
"RTJ 132 / 1020",
"RTJ 89 / 548",
"RTJ 158 / 993",
"RTJ 114 / 885",
"RCL 18733 AGR - ED - ED / RS",
"Recurso Extraordinário 179 . 502 - ED - ED / SP",
"RTJ 186 / 715 - 716",
"AI 177 . 313 - - AgR - ED - ED / MG",
"AI 260 . 266 - AgR - ED - - ED / PB",
"Recurso Extraordinário 167 . 787 - ED - EDv - AgR - - ED / RR",
"Recurso Extraordinário 179 . 502 - ED - ED - ED / SP",
"Recurso Extraordinário 190 . 841 - ED - ED -",
"Recurso Extraordinário 202 . 097 - ED - ED - ED - AgR - EDv - ED / SP",
"RCL 18733 AGR - ED - ED /",
"Recurso Extraordinário 179 . 502 - ED - ED / SP",
"RTJ 186 / 715 - 716",
"AI 177 . 313 - - AgR - ED - ED / MG",
"AI 260 . 266 - AgR - ED -",
"Recurso Extraordinário 167 . 787 - ED - EDv - AgR - - ED / RR",
"Recurso Extraordinário 179 . 502",
"-",
"-",
"Recurso Extraordinário 190 . 841 - ED - ED - ED / MT",
"Recurso Extraordinário 202 . 097 - ED - ED - ED - AgR - EDv - ED / SP",
"RECLAMAÇÃO 18 . 733"
],
"LEGISLACAO": [
"CPP , art . 620",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 620 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 620 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de",
"Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma",
"Suprema",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"MARCO ANTONIO AMARAL DE CAMPOS",
"ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE CAMPOS",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"CELSO DE MELLO",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"MARCO ANTONIO AMARAL DE CAMPOS",
"ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE CAMPOS",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"MARCO ANTONIO AMARAL DE CAMPOS",
"ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE CAMPOS",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"MOREIRA ALVES",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"NÉRI DA SILVEIRA",
"MOREIRA ALVES",
"ILMAR GALVÃO",
"CELSO DE MELLO",
"MOREIRA ALVES",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"NÉRI DA SILVEIRA",
"MOREIRA ALVES",
"ILMAR GALVÃO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"MARCO ANTONIO AMARAL DE CAMPOS",
"ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE CAMPOS",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"CELSO DE MELLO",
"MARCO ANTONIO AMARAL DE CAMPOS",
"ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE CAMPOS",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.718 GOIÁS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ELLUS CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA
ADV.(A/S)
:IRAN MACHADO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S)
:ANTONIO GILVAN MELO
EMENTA: PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA OFENSA
AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL,
DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES.
1.
Inexiste repercussão geral da controvérsia relativa à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE
748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes).
2.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558162.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.718 GOIÁS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ELLUS CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA
ADV.(A/S)
:IRAN MACHADO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S)
:ANTONIO GILVAN MELO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo, mas lhe negou provimento (art. 544, § 4º, II, a , do
CPC), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta
Corte”.
2.
O recurso extraordinário não foi admitido sob o
fundamento de ausência de violação direta ao texto constitucional.
4.
A parte agravante reafirma as teses sustentadas no recurso
extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558163.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.718 GOIÁS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ELLUS CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA
ADV.(A/S)
:IRAN MACHADO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S)
:ANTONIO GILVAN MELO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo, mas lhe negou provimento (art. 544, § 4º, II, a , do
CPC), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta
Corte”.
2.
O recurso extraordinário não foi admitido sob o
fundamento de ausência de violação direta ao texto constitucional.
4.
A parte agravante reafirma as teses sustentadas no recurso
extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.718 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido. Tal como
constatou a decisão agravada, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já
assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE
748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Nesse
sentido, vejam-se os seguintes precedentes:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE.
ÔNUS
DO
RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO
PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL DA MATÉRIA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR
MENDES, TEMA 660). OFENSA AO PRINCÍPIO DA
LEGALIDADE. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL INDIRETA.
SÚMULA 636/STF. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF.
INOCORRÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL APENAS
REFLEXA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE
797.540-AgR-segundo, Rel. Min. Teori Zavascki)
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
TRANSFERÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II,
XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA
Supremo Tribunal Federal
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.718 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido. Tal como
constatou a decisão agravada, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já
assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE
748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Nesse
sentido, vejam-se os seguintes precedentes:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE.
ÔNUS
DO
RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO
PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL DA MATÉRIA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR
MENDES, TEMA 660). OFENSA AO PRINCÍPIO DA
LEGALIDADE. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL INDIRETA.
SÚMULA 636/STF. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF.
INOCORRÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL APENAS
REFLEXA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE
797.540-AgR-segundo, Rel. Min. Teori Zavascki)
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
TRANSFERÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II,
XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 834718 AGR / GO
DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE
DA
JURISIDIÇÃO.
DEBATE
DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93,
IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO
JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
09.12.2013.
Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O
Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo
constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões
do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada
argumento suscitado pelas partes.
O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, XXXVI,
LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura
com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE
856.421-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber)
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo
regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 834718 AGR / GO
DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE
DA
JURISIDIÇÃO.
DEBATE
DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93,
IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO
JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
09.12.2013.
Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O
Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo
constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões
do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada
argumento suscitado pelas partes.
O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, XXXVI,
LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura
com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE
856.421-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber)
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo
regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.718
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ELLUS CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA
ADV.(A/S) : IRAN MACHADO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S) : ANTONIO GILVAN MELO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599053
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.718
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ELLUS CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA
ADV.(A/S) : IRAN MACHADO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S) : ANTONIO GILVAN MELO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8607489
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-02T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES.
1. Inexiste repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes).
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur307035
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA)
ARE 748371 RG, ARE 797540 AgR-segundo (2ªT), ARE 856421 AgR (1ªT).
Número de páginas: 5.
Análise: 19/06/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
834718
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 834718 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ELLUS CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA
ADV.(A/S) : IRAN MACHADO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S) : ANTONIO GILVAN MELO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.718 GOIÁS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ELLUS CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA
ADV.(A/S)
:IRAN MACHADO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S)
:ANTONIO GILVAN MELO
EMENTA: PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA OFENSA
AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL,
DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES.
1.
Inexiste repercussão geral da controvérsia relativa à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE
748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes).
2.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.718 GOIÁS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ELLUS CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA
ADV.(A/S)
:IRAN MACHADO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S)
:ANTONIO GILVAN MELO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo, mas lhe negou provimento (art. 544, § 4..., II, a , do
Código de Processo Civil), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta
Corte”.
2.
O recurso extraordinário não foi admitido sob o
fundamento de ausência de violação direta ao texto constitucional.
4.
A parte agravante reafirma as teses sustentadas no recurso
extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.718 GOIÁS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ELLUS CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA
ADV.(A/S)
:IRAN MACHADO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S)
:ANTONIO GILVAN MELO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo, mas lhe negou provimento (art. 544, § 4..., II, a , do
Código de Processo Civil), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta
Corte”.
2.
O recurso extraordinário não foi admitido sob o
fundamento de ausência de violação direta ao texto constitucional.
4.
A parte agravante reafirma as teses sustentadas no recurso
extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.718 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido. Tal como
constatou a decisão agravada, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já
assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE
748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Nesse
sentido, vejam-se os seguintes precedentes:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE.
ÔNUS
DO
RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO
PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL DA MATÉRIA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR
MENDES, TEMA 660). OFENSA AO PRINCÍPIO DA
LEGALIDADE. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL INDIRETA.
SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988.
INOCORRÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL APENAS
REFLEXA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE
797.540-AgR-segundo, Rel. Min. Teori Zavascki)
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
TRANSFERÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., II,
XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.718 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido. Tal como
constatou a decisão agravada, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já
assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE
748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Nesse
sentido, vejam-se os seguintes precedentes:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE.
ÔNUS
DO
RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO
PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL DA MATÉRIA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR
MENDES, TEMA 660). OFENSA AO PRINCÍPIO DA
LEGALIDADE. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL INDIRETA.
SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988.
INOCORRÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL APENAS
REFLEXA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE
797.540-AgR-segundo, Rel. Min. Teori Zavascki)
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
TRANSFERÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., II,
XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558164.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 834718 AGR / GO
DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE
DA
JURISIDIÇÃO.
DEBATE
DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93,
IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO
JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
09.12.2013.
Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O
Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo
constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões
do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada
argumento suscitado pelas partes.
O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, XXXV, XXXVI,
LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura
com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE
856.421-AgR, Rel. Min. Rosa Weber)
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo
regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 834718 AGR / GO
DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE
DA
JURISIDIÇÃO.
DEBATE
DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93,
IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO
JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
09.12.2013.
Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O
Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo
constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões
do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada
argumento suscitado pelas partes.
O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, XXXV, XXXVI,
LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura
com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE
856.421-AgR, Rel. Min. Rosa Weber)
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo
regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.718
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ELLUS CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA
ADV.(A/S) : IRAN MACHADO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S) : ANTONIO GILVAN MELO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.718
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ELLUS CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA
ADV.(A/S) : IRAN MACHADO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S) : ANTONIO GILVAN MELO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834 . 718",
"ARE 748 . 371 - RG",
"Tema 660",
"ARE 748 . 371 - RG",
"ARE 748 . 371 - RG",
"SÚMULA 636 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279",
"ARE 797 . 540 - AgR - segundo",
"Tema",
"ARE 748 . 371 -",
"ARE 748 . 371 - RG",
"SÚMULA 636 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279",
"ARE 797 . 540 - AgR - segundo",
"ARE 834718 AGR / GO",
"ARE 856 . 421 - AgR",
"ARE 834718 AGR / GO",
"ARE 856 . 421 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988",
"ART . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988",
"ART . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV E LV , DA",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"ARTIGO 93 , IX , DA CARTA MAGNA",
"artigo 93 , IX , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Magna Carta",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"ARTIGO 93 , IX , DA CARTA MAGNA .",
"artigo 93 , IX , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Magna Carta",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"GOIÁS",
"Brasília",
"GOIÁS",
"GOIÁS",
"GOIÁS",
"GOIÁS",
"GOIÁS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"ELLUS CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA",
"CAIXA ECONÔMICA FEDERAL",
"CEF",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ELLUS CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA",
"CAIXA ECONÔMICA FEDERAL",
"CEF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ELLUS CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA",
"CAIXA ECONÔMICA FEDERAL",
"CEF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"ELLUS CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA",
"CAIXA ECONÔMICA FEDERAL",
"CEF",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"CAIXA ECONÔMICA FEDERAL",
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"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"IRAN MACHADO NASCIMENTO",
"ANTONIO GILVAN MELO",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"IRAN MACHADO NASCIMENTO",
"ANTONIO GILVAN MELO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"IRAN MACHADO NASCIMENTO",
"ANTONIO GILVAN MELO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"GILMAR MENDES",
"Teori Zavascki",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"GILMAR MENDES",
"Teori Zavascki",
"ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROBERTO BARROSO",
"IRAN MACHADO NASCIMENTO",
"ANTONIO GILVAN MELO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"IRAN MACHADO NASCIMENTO",
"ANTONIO GILVAN MELO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"12",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"12",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.241 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus. Penal. Tráfico transnacional de drogas. Artigo 33,
caput, c/c art. 40, inciso I, ambos da Lei nº 11.343/06. Condenação.
Dosimetria da pena. Natureza e quantidade da droga (1.777 g de
cocaína) sopesada como circunstâncias desfavoráveis, as quais
justificam a majoração da pena-base acima do mínimo legalmente
previsto. Admissibilidade. Inteligência do art. 42 da Lei nº 11.343/06.
Habeas corpus não permite que se proceda à ponderação e ao reexame
de circunstâncias judiciais valoradas negativamente na sentença
condenatória para a fixação da pena. Precedentes. Reconhecimento da
causa especial de redução de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de
Drogas em seu grau máximo. Impossibilidade. Demonstração pelas
instâncias ordinárias de que o paciente se dedica à atividade criminosa.
Impossibilidade de revolvimento das provas na via eleita. Precedentes.
Regime inicialmente fechado para o cumprimento da pena.
Possibilidade. Condições subjetivas desfavoráveis que autorizam um
regime prisional mais severo. Precedentes. Quantidade de pena
privativa de liberdade superior a 4 (quatro) anos. Prejudicialidade da
pretendida substituição, por expressa vedação legal (CP, art. 44, inciso
I). Ordem denegada.
1. Consoante a inteligência do art. 42 da Lei nº 11.343/06, a
quantidade e a natureza da droga apreendida, entre outros aspectos,
devem ser sopesadas no cálculo da pena.
2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que a via estreita
do habeas corpus não permite que se proceda à ponderação e ao reexame
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16
Ementa e Acórdão
HC 127241 / SP
de circunstâncias judiciais valoradas negativamente na sentença
condenatória para a fixação da pena.
3. Concluindo a instância ordinária, para afastar a aludida causa de
diminuição de pena, que o paciente se dedicava a atividade criminosa,
torna-se inviável a utilização do habeas corpus para revolver o contexto
fático-probatório e glosar os elementos de prova que ampararam aquela
conclusão.
4. O Supremo Tribunal Federal já assentou que “a conduta social do
réu, o concurso de agentes, a quantidade e a natureza do entorpecente, os
apetrechos utilizados e as circunstâncias em que a droga foi apreendida
podem constituir o amparo probatório para o magistrado reconhecer a
dedicação do réu à atividade criminosa” (RHC nº 116.926/DF, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 4/9/13).
5. Não se constata ilegalidade flagrante na fixação do regime fechado
para o início do cumprimento da pena de 7 (sete) anos, 1 (um) mês e 5
(cinco) dias de reclusão aplicada ao paciente, pois essa tem por base,
como se verifica no acórdão da apelação, as condições subjetivas
valoradas negativamente.
6. A quantidade de pena privativa de liberdade imposta ao paciente
torna prejudicada, por si só, a pretendida substituição por pena restritiva
de direitos, em razão de expressa vedação legal (CP, art. 44, inciso I).
7. Habeas corpus denegado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
de circunstâncias judiciais valoradas negativamente na sentença
condenatória para a fixação da pena.
3. Concluindo a instância ordinária, para afastar a aludida causa de
diminuição de pena, que o paciente se dedicava a atividade criminosa,
torna-se inviável a utilização do habeas corpus para revolver o contexto
fático-probatório e glosar os elementos de prova que ampararam aquela
conclusão.
4. O Supremo Tribunal Federal já assentou que “a conduta social do
réu, o concurso de agentes, a quantidade e a natureza do entorpecente, os
apetrechos utilizados e as circunstâncias em que a droga foi apreendida
podem constituir o amparo probatório para o magistrado reconhecer a
dedicação do réu à atividade criminosa” (RHC nº 116.926/DF, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 4/9/13).
5. Não se constata ilegalidade flagrante na fixação do regime fechado
para o início do cumprimento da pena de 7 (sete) anos, 1 (um) mês e 5
(cinco) dias de reclusão aplicada ao paciente, pois essa tem por base,
como se verifica no acórdão da apelação, as condições subjetivas
valoradas negativamente.
6. A quantidade de pena privativa de liberdade imposta ao paciente
torna prejudicada, por si só, a pretendida substituição por pena restritiva
de direitos, em razão de expressa vedação legal (CP, art. 44, inciso I).
7. Habeas corpus denegado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
2
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Ementa e Acórdão
HC 127241 / SP
Relator
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
Relator
3
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Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.241 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de
Pedro Felix Choquehuanca Silva, apontando como autoridade coatora a
Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao
agravo regimental interposto no AREsp nº 398.737/SP, Relator o Ministro
Ericson Maranho.
Sustenta a impetrante serem inidôneos os fundamentos utilizados
pelo juízo processante para fixar a pena-base do paciente acima do
mínimo legal, pois as circunstâncias judiciais valoradas negativamente
deveriam ter sido valoradas como positivas.
A esse respeito, esclarece que,
“para se exasperar a pena-base à conta da culpabilidade, o
julgador deve identificar um elemento concreto que seja apto a
comprovar que a conduta praticada foi realizada com
intensidade de dolo acima do normal ao tipo.
Ora, no delito de tráfico de drogas faz parte da dinâmica
do crime o elemento conhecido como ‘olheiro’. Assim sendo, tal
justificativa não traz nenhum diferencial que faça elevar a pena-
base acima do mínimo legal. Desse modo, a culpabilidade do
réu deve ser valorada em seu grau normal, uma vez que não
restou identificado nos autos qualquer elemento que caracterize
um ‘plus’ de reprovação na conduta do agente.
Em relação às CONSEQUÊNCIAS DO CRIME do crime a
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9290723.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.241 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de
Pedro Felix Choquehuanca Silva, apontando como autoridade coatora a
Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao
agravo regimental interposto no AREsp nº 398.737/SP, Relator o Ministro
Ericson Maranho.
Sustenta a impetrante serem inidôneos os fundamentos utilizados
pelo juízo processante para fixar a pena-base do paciente acima do
mínimo legal, pois as circunstâncias judiciais valoradas negativamente
deveriam ter sido valoradas como positivas.
A esse respeito, esclarece que,
“para se exasperar a pena-base à conta da culpabilidade, o
julgador deve identificar um elemento concreto que seja apto a
comprovar que a conduta praticada foi realizada com
intensidade de dolo acima do normal ao tipo.
Ora, no delito de tráfico de drogas faz parte da dinâmica
do crime o elemento conhecido como ‘olheiro’. Assim sendo, tal
justificativa não traz nenhum diferencial que faça elevar a pena-
base acima do mínimo legal. Desse modo, a culpabilidade do
réu deve ser valorada em seu grau normal, uma vez que não
restou identificado nos autos qualquer elemento que caracterize
um ‘plus’ de reprovação na conduta do agente.
Em relação às CONSEQUÊNCIAS DO CRIME do crime a
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16
Relatório
HC 127241 / SP
exasperação da pena base se deu pelo fato do ‘elevado efeito
nocivo ao organismo’ e ‘grande quantidade apreendida (...), revelam o
alto grau de lesividade da conduta, possuindo potencialidade de
prejudicar inúmeras vidas.’
Inicialmente não há que se falar novamente em grande
quantidade de substância apreendida, visto que a pena já foi
aumentada em 03 meses em razão de tal justificativa, nos
termos do art. 42 da Lei 11343/2006, o que caracterizaria
verdadeiro bis in idem.
Por sua vez, os efeitos nocivos nos usuários não pode
servir de fundamento para exasperar a pena-base, visto que as
penas mínima (05 anos) e máxima (15 anos) já foram
exasperadas pelo Legislador considerando-se o fator de risco
para toda a população” (fls. 10/11 da inicial – grifos do autores).
Afirma, ainda, que a negativa de aplicação da causa de diminuição
de pena, prevista no § 4º, do art. 33, da Lei nº 11.343/06, em seu grau
máximo reveste-se de fundamentação inidônea, uma vez que baseada
“em ‘deduções’, a saber: registros de viagens internacionais no
passaporte e SUPOSTA participação em organização criminosa, que não
restou comprovada nos autos” (fl. 14 da inicial – grifos da autora).
Mais adiante argumenta que “reduzindo-se a pena do agravante,
necessário também que seja sua pena privativa de liberdade substituída
por restritiva de direitos, haja vista o reconhecimento de sua
primariedade e condições favoráveis” (fl. 17 da inicial).
Requer o deferimento da liminar para “que o paciente seja posto em
liberdade e que a execução seja suspensa até o julgamento definitivo do
presente writ” (fl. 18 da inicial). No mérito, pede a concessão da ordem a
fim de que
“b.1) seja pena-base diminuída no mínimo legal;
b.2) seja fixada a minorante prevista no § 4º do art. 33 em
seu patamar máximo;
b.3) seja fixado o regime aberto como o inicial para o
cumprimento da pena; [e]
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
exasperação da pena base se deu pelo fato do ‘elevado efeito
nocivo ao organismo’ e ‘grande quantidade apreendida (...), revelam o
alto grau de lesividade da conduta, possuindo potencialidade de
prejudicar inúmeras vidas.’
Inicialmente não há que se falar novamente em grande
quantidade de substância apreendida, visto que a pena já foi
aumentada em 03 meses em razão de tal justificativa, nos
termos do art. 42 da Lei 11343/2006, o que caracterizaria
verdadeiro bis in idem.
Por sua vez, os efeitos nocivos nos usuários não pode
servir de fundamento para exasperar a pena-base, visto que as
penas mínima (05 anos) e máxima (15 anos) já foram
exasperadas pelo Legislador considerando-se o fator de risco
para toda a população” (fls. 10/11 da inicial – grifos do autores).
Afirma, ainda, que a negativa de aplicação da causa de diminuição
de pena, prevista no § 4º, do art. 33, da Lei nº 11.343/06, em seu grau
máximo reveste-se de fundamentação inidônea, uma vez que baseada
“em ‘deduções’, a saber: registros de viagens internacionais no
passaporte e SUPOSTA participação em organização criminosa, que não
restou comprovada nos autos” (fl. 14 da inicial – grifos da autora).
Mais adiante argumenta que “reduzindo-se a pena do agravante,
necessário também que seja sua pena privativa de liberdade substituída
por restritiva de direitos, haja vista o reconhecimento de sua
primariedade e condições favoráveis” (fl. 17 da inicial).
Requer o deferimento da liminar para “que o paciente seja posto em
liberdade e que a execução seja suspensa até o julgamento definitivo do
presente writ” (fl. 18 da inicial). No mérito, pede a concessão da ordem a
fim de que
“b.1) seja pena-base diminuída no mínimo legal;
b.2) seja fixada a minorante prevista no § 4º do art. 33 em
seu patamar máximo;
b.3) seja fixado o regime aberto como o inicial para o
cumprimento da pena; [e]
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16
Relatório
HC 127241 / SP
b.4) seja a pena privativa de liberdade substituída por
restritiva de direitos” (fl. 18 da inicial).
Ausentes os pressupostos, indeferi o pedido de liminar e, por estar
a impetração devidamente instruída, dispensei o pedido de informações.
O Ministério Público Federal, em parecer de lavra do
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida,
opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
b.4) seja a pena privativa de liberdade substituída por
restritiva de direitos” (fl. 18 da inicial).
Ausentes os pressupostos, indeferi o pedido de liminar e, por estar
a impetração devidamente instruída, dispensei o pedido de informações.
O Ministério Público Federal, em parecer de lavra do
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida,
opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.241 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo
regimental interposto no AREsp nº 398.737/SP, Relator o Ministro Ericson
Maranho.
Narra a impetrante, na inicial, que
“[o] Ministério Público Federal, às e-STJ Fls. 07/11,
ofereceu denúncia contra PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA
SILVA, BOLIVIANO, pois no dia 13 de fevereiro de 2007, o
denunciado, juntamente com mais duas pessoas, foi preso em
flagrante delito, na oportunidade em que Yenny (corré) tentava
embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos/SP, em voo
da empresa aérea IBERIA, com destino final a Barcelona,
trazendo consigo, para fins de comércio ou entrega de qualquer
forma a consume de terceiros, 2.205 Kg de cocaína – peso bruto.
Na oportunidade os policiais lograram êxito em prender
os denunciados PEDRO e Basilia, que foram os responsáveis
pelo aliciamento de Yenny e estavam também no aeroporto com
a finalidade de garantir o efetivo embarque da mesma com o
entorpecente.
A denúncia foi recebida em 07 de maio de 2007, às e-STJ
fls. 271/272.
Após regular instrução processual, em 26/06/2007, o Juiz
julgou procedente a denúncia para condenar o PACIENTE
como incurso nas penas do artigo 33, caput e §4º, c/c artigo 40,
inciso I, da Lei 11.343/2006 a pena total de 02 (dois) anos e 11
(onze) meses de reclusão, em regime inicial fechado, não sendo
deferido o direito de recorrer em liberdade (e-STJ Fls. 449/463).
Destaca-se que Pedro Felix encontrava-se recolhido na
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.241 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo
regimental interposto no AREsp nº 398.737/SP, Relator o Ministro Ericson
Maranho.
Narra a impetrante, na inicial, que
“[o] Ministério Público Federal, às e-STJ Fls. 07/11,
ofereceu denúncia contra PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA
SILVA, BOLIVIANO, pois no dia 13 de fevereiro de 2007, o
denunciado, juntamente com mais duas pessoas, foi preso em
flagrante delito, na oportunidade em que Yenny (corré) tentava
embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos/SP, em voo
da empresa aérea IBERIA, com destino final a Barcelona,
trazendo consigo, para fins de comércio ou entrega de qualquer
forma a consume de terceiros, 2.205 Kg de cocaína – peso bruto.
Na oportunidade os policiais lograram êxito em prender
os denunciados PEDRO e Basilia, que foram os responsáveis
pelo aliciamento de Yenny e estavam também no aeroporto com
a finalidade de garantir o efetivo embarque da mesma com o
entorpecente.
A denúncia foi recebida em 07 de maio de 2007, às e-STJ
fls. 271/272.
Após regular instrução processual, em 26/06/2007, o Juiz
julgou procedente a denúncia para condenar o PACIENTE
como incurso nas penas do artigo 33, caput e §4º, c/c artigo 40,
inciso I, da Lei 11.343/2006 a pena total de 02 (dois) anos e 11
(onze) meses de reclusão, em regime inicial fechado, não sendo
deferido o direito de recorrer em liberdade (e-STJ Fls. 449/463).
Destaca-se que Pedro Felix encontrava-se recolhido na
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 127241 / SP
Penitenciária Cabo PM Marcelo Pires da Silva em Itaí/São
Paulo, conforme guia de recolhimento provisório às e-stj fls.
498/499.
Insatisfeito com a sentença penal condenatória, às e-STJ
Fls. 528/536, o representante do parquet apelou, inconformado
com a aplicação da causa de diminuição de pena prevista no
§4º, do artigo 33 da lei 11.343/2006, em seu patamar máximo.
Por sua vez, a defesa realizada por advogado constituído
do réu Pedro, irresignada com a r. sentença, ofereceu razões de
apelação, às e-STJ Fls. 560/568, pugnando pela absolvição do
réu, sob a alegação de negativa de autoria.
Ato contínuo, às e-STJ Fls. 653/664, a e. Segunda Turma do
e. TRF 03ª Região deu provimento à apelação do Ministério
Público Federal e negou provimento à apelação do réu,
resultando a pena em de 08 (oito) anos e 9 (nove) meses de
reclusão e pagamento de 291 (duzentos e noventa e um) dias
multa.
Pedro Felix, às e-STJ Fl. 716/719, requereu a assistência
jurídica da Defensoria Pública da União, que, por sua vez,
impetrou HC, no qual foi concedida a ordem para anular a ação
penal desde, inclusive, o interrogatório do réu, à vista de
realização por videoconferência à míngua de legislação, com
determinação de imediata expedição de alvará de soltura (e-STJ
Fls. 832/835 –859/863).
Em cumprimento à r. decisão, foi expedido alvará de
soltura a favor do réu, cujo o cumprimento restou prejudicado
ante o fato do réu não ter retornado do estabelecimento
prisional quando da saída temporária natalina e Ano Novo
2009/2010, conforme documento às e-STJ Fl. 850.
Assim sendo, o i. Procurador da República, às e-STJ Fls.
855/856, requereu que fosse decretada a prisão preventiva do
acusado, nos termos do que preceitua o art. 312 do CPP,
requerendo também que a INTERPOL fosse oficiada para a
inclusão do acusado em alerta de difusão vermelha.
A MM. Juíza Federal da 6ª Vara de Guarulhos, às e-STJ Fls.
857/858, decretou a prisão preventiva do réu, nos termos do art.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
Penitenciária Cabo PM Marcelo Pires da Silva em Itaí/São
Paulo, conforme guia de recolhimento provisório às e-stj fls.
498/499.
Insatisfeito com a sentença penal condenatória, às e-STJ
Fls. 528/536, o representante do parquet apelou, inconformado
com a aplicação da causa de diminuição de pena prevista no
§4º, do artigo 33 da lei 11.343/2006, em seu patamar máximo.
Por sua vez, a defesa realizada por advogado constituído
do réu Pedro, irresignada com a r. sentença, ofereceu razões de
apelação, às e-STJ Fls. 560/568, pugnando pela absolvição do
réu, sob a alegação de negativa de autoria.
Ato contínuo, às e-STJ Fls. 653/664, a e. Segunda Turma do
e. TRF 03ª Região deu provimento à apelação do Ministério
Público Federal e negou provimento à apelação do réu,
resultando a pena em de 08 (oito) anos e 9 (nove) meses de
reclusão e pagamento de 291 (duzentos e noventa e um) dias
multa.
Pedro Felix, às e-STJ Fl. 716/719, requereu a assistência
jurídica da Defensoria Pública da União, que, por sua vez,
impetrou HC, no qual foi concedida a ordem para anular a ação
penal desde, inclusive, o interrogatório do réu, à vista de
realização por videoconferência à míngua de legislação, com
determinação de imediata expedição de alvará de soltura (e-STJ
Fls. 832/835 –859/863).
Em cumprimento à r. decisão, foi expedido alvará de
soltura a favor do réu, cujo o cumprimento restou prejudicado
ante o fato do réu não ter retornado do estabelecimento
prisional quando da saída temporária natalina e Ano Novo
2009/2010, conforme documento às e-STJ Fl. 850.
Assim sendo, o i. Procurador da República, às e-STJ Fls.
855/856, requereu que fosse decretada a prisão preventiva do
acusado, nos termos do que preceitua o art. 312 do CPP,
requerendo também que a INTERPOL fosse oficiada para a
inclusão do acusado em alerta de difusão vermelha.
A MM. Juíza Federal da 6ª Vara de Guarulhos, às e-STJ Fls.
857/858, decretou a prisão preventiva do réu, nos termos do art.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 127241 / SP
312 do Código de Processo Penal, expedindo-se o mandado de
prisão, bem como oficio à Interpol para a inclusão do acusado
em alerta de difusão.
Mandado de prisão às e-STJ Fl. 865.
Retomado o curso do processo, requereu o Parquet a
decretação da revelia do réu, e, alternativamente, a intimação
editalícia, nos termos do artigo 361 do Código de Processo
Penal.
O pleito ministerial foi acolhido pelo juízo, tendo sido
decretada a revelia do réu às e-STJ Fl. 870.
O Ministério Público ofereceu Alegações finais, às e-STJ
Fls. 878/887, requerendo que o réu seja incurso nas sanções do
artigo 33, caput, c/c artigo 40, I, ambos da Lei 11.343/2006.
A DPU/SP, às e-STJ Fls. 898/923, ofereceu alegações finais,
requerendo a absolvição do réu em razão do erro de tipo, ou
pelo ou pelo princípio da eventualidade, que se reconheça
como causa de diminuição de pena ou ainda atenuante
genérica; e, subsidiariamente, pleiteando a fixação da pena no
mínimo legal; a não aplicação da causa de aumento da
transnacionalidade ou mesmo o uso de transporte público, ou
que seja fixada no patamar mínimo, ou seja, 1/6; a incidência da
causa de diminuição da pena estabelecida no §4º do artigo 33
da lei 11.343/2006, no seu patamar máximo; a substituição da
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos; a não
aplicação da pena de multa; o direito de recorrer em liberdade;
o direito a progressão de regime.
Finalmente, em 31/01/2012, sobreveio sentença, às e-STJ
Fls. 925/943, julgando procedente a ação penal, condenando o
réu como incurso nas como incurso nas penas do artigo 33,
caput, c/c artigo 40, I, da Lei 11.343/2006, à pena de 07 (sete)
anos e 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de reclusão, em regime
inicial fechado, conforme o seguinte cálculo: Pena-base
majorada em: 1 ano e 1 mês (natureza, quantidade da droga e
culpabilidade); Causa de aumento do artigo 40, I, da lei
11.343/2006 de aumento de 1/6; Causa de diminuição do artigo
33, § 4º, Lei 11.343/2006-não aplicada.
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
312 do Código de Processo Penal, expedindo-se o mandado de
prisão, bem como oficio à Interpol para a inclusão do acusado
em alerta de difusão.
Mandado de prisão às e-STJ Fl. 865.
Retomado o curso do processo, requereu o Parquet a
decretação da revelia do réu, e, alternativamente, a intimação
editalícia, nos termos do artigo 361 do Código de Processo
Penal.
O pleito ministerial foi acolhido pelo juízo, tendo sido
decretada a revelia do réu às e-STJ Fl. 870.
O Ministério Público ofereceu Alegações finais, às e-STJ
Fls. 878/887, requerendo que o réu seja incurso nas sanções do
artigo 33, caput, c/c artigo 40, I, ambos da Lei 11.343/2006.
A DPU/SP, às e-STJ Fls. 898/923, ofereceu alegações finais,
requerendo a absolvição do réu em razão do erro de tipo, ou
pelo ou pelo princípio da eventualidade, que se reconheça
como causa de diminuição de pena ou ainda atenuante
genérica; e, subsidiariamente, pleiteando a fixação da pena no
mínimo legal; a não aplicação da causa de aumento da
transnacionalidade ou mesmo o uso de transporte público, ou
que seja fixada no patamar mínimo, ou seja, 1/6; a incidência da
causa de diminuição da pena estabelecida no §4º do artigo 33
da lei 11.343/2006, no seu patamar máximo; a substituição da
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos; a não
aplicação da pena de multa; o direito de recorrer em liberdade;
o direito a progressão de regime.
Finalmente, em 31/01/2012, sobreveio sentença, às e-STJ
Fls. 925/943, julgando procedente a ação penal, condenando o
réu como incurso nas como incurso nas penas do artigo 33,
caput, c/c artigo 40, I, da Lei 11.343/2006, à pena de 07 (sete)
anos e 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de reclusão, em regime
inicial fechado, conforme o seguinte cálculo: Pena-base
majorada em: 1 ano e 1 mês (natureza, quantidade da droga e
culpabilidade); Causa de aumento do artigo 40, I, da lei
11.343/2006 de aumento de 1/6; Causa de diminuição do artigo
33, § 4º, Lei 11.343/2006-não aplicada.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 127241 / SP
Inconformada, a Defensoria Pública da União, em defesa
do réu, interpôs recurso de apelação, oportunidade na qual
requereu: a) a absolvição do apelante, em razão do
reconhecimento do erro de tipo; b) fixação da pena-base no
mínimo legal; c) a não aplicação do aumento de pena em razão
da internacionalidade do delito, ou em razão do uso do
transporte público, porém, caso sejam aplicados, que seja no
patamar mínimo; d) a aplicação da minorante no § 4º do art. 33
da lei 11.343/2006, em seu patamar máximo; e) a fixação do
regime inicial do cumprimento de pena com base no artigo 33
do Código Penal, e a declaração de inconstitucionalidade
incidental do § 1º, do artigo 2º da lei 8.072/1990; f) a substituição
da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos; g) o
afastamento da pena de multa; h) o direito de recorrer em
liberdade (e-STJ Fls. 948/977).
Ato contínuo, a Segunda Turma do Tribunal Regional
Federal da 3ª Região, às e-STJ Fls. 1057/1072, por unanimidade,
foi negou provimento à apelação defensiva, entendendo-se pela
manutenção da sentença em todos os seus termos.
Irresignado, Pedro, representado nos autos pela
Defensoria Pública da União, interpôs Recurso Especial, às e-
STJ fls. 1079/1106, postulando, a fixação da pena-base no
patamar mínimo legal e a causa de diminuição da pena da Lei
de Drogas em 2/3, além da substituição da pena privativa de
liberdade em restritiva de direitos e o cumprimento da pena em
regime inicial semiaberto.
A Exma. Desembargadora Vice-Presidente do Tribunal
Regional Federal da 3ª Região inadmitiu o recurso especial,
porque seria necessário o exame do conjunto fático-probatório
para seu conhecimento.
A Defensoria Pública em razões de agravo, às e-STJ Fls.
1186/1193, sustentou ser desnecessária a reanálise de provas,
mas tão somente do acórdão recorrido, reiterando os demais
argumento já deduzidos em sede de recurso especial. Em
relação ao art. 33, §2º, “b”do Código Penal, aduz que o
entendimento atual da Corte de Justiça é no sentido de que a
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
Inconformada, a Defensoria Pública da União, em defesa
do réu, interpôs recurso de apelação, oportunidade na qual
requereu: a) a absolvição do apelante, em razão do
reconhecimento do erro de tipo; b) fixação da pena-base no
mínimo legal; c) a não aplicação do aumento de pena em razão
da internacionalidade do delito, ou em razão do uso do
transporte público, porém, caso sejam aplicados, que seja no
patamar mínimo; d) a aplicação da minorante no § 4º do art. 33
da lei 11.343/2006, em seu patamar máximo; e) a fixação do
regime inicial do cumprimento de pena com base no artigo 33
do Código Penal, e a declaração de inconstitucionalidade
incidental do § 1º, do artigo 2º da lei 8.072/1990; f) a substituição
da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos; g) o
afastamento da pena de multa; h) o direito de recorrer em
liberdade (e-STJ Fls. 948/977).
Ato contínuo, a Segunda Turma do Tribunal Regional
Federal da 3ª Região, às e-STJ Fls. 1057/1072, por unanimidade,
foi negou provimento à apelação defensiva, entendendo-se pela
manutenção da sentença em todos os seus termos.
Irresignado, Pedro, representado nos autos pela
Defensoria Pública da União, interpôs Recurso Especial, às e-
STJ fls. 1079/1106, postulando, a fixação da pena-base no
patamar mínimo legal e a causa de diminuição da pena da Lei
de Drogas em 2/3, além da substituição da pena privativa de
liberdade em restritiva de direitos e o cumprimento da pena em
regime inicial semiaberto.
A Exma. Desembargadora Vice-Presidente do Tribunal
Regional Federal da 3ª Região inadmitiu o recurso especial,
porque seria necessário o exame do conjunto fático-probatório
para seu conhecimento.
A Defensoria Pública em razões de agravo, às e-STJ Fls.
1186/1193, sustentou ser desnecessária a reanálise de provas,
mas tão somente do acórdão recorrido, reiterando os demais
argumento já deduzidos em sede de recurso especial. Em
relação ao art. 33, §2º, “b”do Código Penal, aduz que o
entendimento atual da Corte de Justiça é no sentido de que a
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 127241 / SP
gravidade abstrata do delito, por si só, não justifica a fixação do
regime fechado ao mínimo legal, não há que se falar em
ausência dos requisitos do artigo 44, III, do Código Penal.
Neste e. STJ, por meio de decisão monocrática, negou-se
provimento ao ARESP do paciente.
(…)
Dessa decisão, a DPU/CATEGORIA ESPECIAL apresentou
recurso Agravo Regimental, que não fora provido (...)” (fls. 2 a 7
da inicial – grifos da autora).
Transcrevo a ementa do julgado ora questionado:
“PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM
RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA.
PENA-BASE
ACIMA
DO
MÍNIMO
LEGAL.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE
DIMINUIÇÃO DE PENA DO § 4º DO ART. 33 DA LEI
N.11.343/2006. IMPOSSIBILIDADE. ACUSADO INTEGRANTE
DE
ORGANIZAÇÃO
CRIMINOSA.
REEXAME
APROFUNDADO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
INCIDÊNCIA DO VERBETE N. 7 DA SÚMULA DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ. REGIME FECHADO.
CIRCUNSTÂNCIAS
JUDICIAIS
DESFAVORÁVEIS.
SUBSTITUIÇÃO DA PENA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO
ART. 44, I, DO CÓDIGO PENAL - CP. REPRIMENDA
SUPERIOR A QUATRO ANOS. AGRAVO DESPROVIDO.
– A fixação da pena-base em patamar acima do mínimo
legal foi devidamente fundamentada pelas instâncias ordinárias
que, a teor do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, consideraram, com
preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a
natureza e a elevada quantidade da droga apreendida (1.777g
de cocaína).
– A Corte de origem negou a aplicação do redutor previsto
no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 concluindo que o agravante
integrava organização criminosa. Rever esta premissa importa
em incursão no conteúdo fático-probatório carreado aos autos,
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
gravidade abstrata do delito, por si só, não justifica a fixação do
regime fechado ao mínimo legal, não há que se falar em
ausência dos requisitos do artigo 44, III, do Código Penal.
Neste e. STJ, por meio de decisão monocrática, negou-se
provimento ao ARESP do paciente.
(…)
Dessa decisão, a DPU/CATEGORIA ESPECIAL apresentou
recurso Agravo Regimental, que não fora provido (...)” (fls. 2 a 7
da inicial – grifos da autora).
Transcrevo a ementa do julgado ora questionado:
“PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM
RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA.
PENA-BASE
ACIMA
DO
MÍNIMO
LEGAL.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE
DIMINUIÇÃO DE PENA DO § 4º DO ART. 33 DA LEI
N.11.343/2006. IMPOSSIBILIDADE. ACUSADO INTEGRANTE
DE
ORGANIZAÇÃO
CRIMINOSA.
REEXAME
APROFUNDADO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
INCIDÊNCIA DO VERBETE N. 7 DA SÚMULA DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ. REGIME FECHADO.
CIRCUNSTÂNCIAS
JUDICIAIS
DESFAVORÁVEIS.
SUBSTITUIÇÃO DA PENA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO
ART. 44, I, DO CÓDIGO PENAL - CP. REPRIMENDA
SUPERIOR A QUATRO ANOS. AGRAVO DESPROVIDO.
– A fixação da pena-base em patamar acima do mínimo
legal foi devidamente fundamentada pelas instâncias ordinárias
que, a teor do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, consideraram, com
preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a
natureza e a elevada quantidade da droga apreendida (1.777g
de cocaína).
– A Corte de origem negou a aplicação do redutor previsto
no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 concluindo que o agravante
integrava organização criminosa. Rever esta premissa importa
em incursão no conteúdo fático-probatório carreado aos autos,
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 127241 / SP
tarefa inviável em recurso especial, ex vi do verbete n. 7 da
Súmula deste Tribunal.
– O regime prisional inicial foi fixado não somente com
base na quantidade da droga apreendida, mas em decorrência
das circunstâncias judiciais desfavoráveis, incluídas as do artigo
42 da Lei n. 11.343/2006.
– Mantida a condenação em patamar superior a 4 anos de
reclusão, não há como conceder o pedido de substituição da
pena privativa de liberdade, uma vez que ausentes os requisitos
do art. 44, I, do Código Penal.
Agravo regimental desprovido.”
Essa é a razão pela qual se insurge a impetrante neste writ.
Pelo que se tem na decisão proferida pela Sexta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante, abuso de
poder ou teratologia que justifique a concessão da ordem.
Com efeito, o julgado proferido por aquela Corte encontra-se
suficientemente motivado, restando justificado o convencimento
formado, além de estar em perfeita consonância com a jurisprudência
deste Supremo Tribunal, preconizada no sentido de que “[a] quantidade e
a natureza da droga apreendida constituem fundamentos idôneos para
fixar a pena-base acima do mínimo legal” (RHC nº 122.598/SP, Segunda
Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 31/10/14).
Perfilhando esse entendimento: RHC nº 123.367/SP, Primeira Turma,
de minha relatoria, DJe de 21/11/14; HC nº 122.344/SP, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 6/10/14; e RHC nº 122.175/MG,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 6/6/14.
Conforme destacado pelo Ministro Ericson Maranho em seu voto,
“[a] fixação da pena-base em patamar acima do mínimo
legal foi devidamente fundamentada pelas instâncias ordinárias
que, a teor do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, consideraram, com
preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a
natureza e a elevada quantidade da droga apreendida (1.777g
de cocaína)”.
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
tarefa inviável em recurso especial, ex vi do verbete n. 7 da
Súmula deste Tribunal.
– O regime prisional inicial foi fixado não somente com
base na quantidade da droga apreendida, mas em decorrência
das circunstâncias judiciais desfavoráveis, incluídas as do artigo
42 da Lei n. 11.343/2006.
– Mantida a condenação em patamar superior a 4 anos de
reclusão, não há como conceder o pedido de substituição da
pena privativa de liberdade, uma vez que ausentes os requisitos
do art. 44, I, do Código Penal.
Agravo regimental desprovido.”
Essa é a razão pela qual se insurge a impetrante neste writ.
Pelo que se tem na decisão proferida pela Sexta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante, abuso de
poder ou teratologia que justifique a concessão da ordem.
Com efeito, o julgado proferido por aquela Corte encontra-se
suficientemente motivado, restando justificado o convencimento
formado, além de estar em perfeita consonância com a jurisprudência
deste Supremo Tribunal, preconizada no sentido de que “[a] quantidade e
a natureza da droga apreendida constituem fundamentos idôneos para
fixar a pena-base acima do mínimo legal” (RHC nº 122.598/SP, Segunda
Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 31/10/14).
Perfilhando esse entendimento: RHC nº 123.367/SP, Primeira Turma,
de minha relatoria, DJe de 21/11/14; HC nº 122.344/SP, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 6/10/14; e RHC nº 122.175/MG,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 6/6/14.
Conforme destacado pelo Ministro Ericson Maranho em seu voto,
“[a] fixação da pena-base em patamar acima do mínimo
legal foi devidamente fundamentada pelas instâncias ordinárias
que, a teor do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, consideraram, com
preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a
natureza e a elevada quantidade da droga apreendida (1.777g
de cocaína)”.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 127241 / SP
Logo, não há discrepância entre o que assentado pelo Superior
Tribunal de Justiça nesse aspecto e a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal, razão pela qual a pretendida redução da pena-base ao mínimo
legal não prospera.
Em arremate, anoto que a via estreita do habeas corpus não permite
que se proceda à ponderação e ao reexame de circunstâncias judiciais
valoradas negativamente na sentença condenatória para a fixação da
pena. Confira-se:
“RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS.
FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL.
INDICAÇÃO DE FUNDAMENTOS CONCRETOS E EM TESE
VÁLIDOS. ORDEM DENEGADA. 1. Não há nulidade na
decisão que indica os fatos para a fixação da pena acima do
mínimo legal, não se prestando o habeas corpus para ponderar,
em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas
pelas instâncias de mérito (Habeas Corpus n. 87.684, Rel.
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 26.5.2007; Habeas Corpus n.
88.132, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.6.2006, e Recurso
Ordinário em Habeas Corpus n. 90.525, Rel. Ministro Sepúlveda
Pertence, DJ 26.5.2007). 2. Recurso Ordinário em Habeas Corpus
ao qual se nega provimento” (RHC nº 95.864/SE, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 31/10/08 –
grifei).
Perfilhando esse entendimento: HC nº 117.435/SP, Primeira Turma,
de minha relatoria, DJe de 17/12/13; RHC nº 121.092/SP, Primeira Turma,
Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/5/14; HC nº 118.602/SP, Segunda
Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 11/3/14, e o HC nº
111.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
DJe de 3/5/12.
Em relação ao reconhecimento da causa especial de redução de pena
em seu grau máximo (art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06), destaco que o juízo
processante, a partir dos elementos constantes dos autos, reconheceu que
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HC 127241 / SP
Logo, não há discrepância entre o que assentado pelo Superior
Tribunal de Justiça nesse aspecto e a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal, razão pela qual a pretendida redução da pena-base ao mínimo
legal não prospera.
Em arremate, anoto que a via estreita do habeas corpus não permite
que se proceda à ponderação e ao reexame de circunstâncias judiciais
valoradas negativamente na sentença condenatória para a fixação da
pena. Confira-se:
“RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS.
FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL.
INDICAÇÃO DE FUNDAMENTOS CONCRETOS E EM TESE
VÁLIDOS. ORDEM DENEGADA. 1. Não há nulidade na
decisão que indica os fatos para a fixação da pena acima do
mínimo legal, não se prestando o habeas corpus para ponderar,
em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas
pelas instâncias de mérito (Habeas Corpus n. 87.684, Rel.
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 26.5.2007; Habeas Corpus n.
88.132, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.6.2006, e Recurso
Ordinário em Habeas Corpus n. 90.525, Rel. Ministro Sepúlveda
Pertence, DJ 26.5.2007). 2. Recurso Ordinário em Habeas Corpus
ao qual se nega provimento” (RHC nº 95.864/SE, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 31/10/08 –
grifei).
Perfilhando esse entendimento: HC nº 117.435/SP, Primeira Turma,
de minha relatoria, DJe de 17/12/13; RHC nº 121.092/SP, Primeira Turma,
Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/5/14; HC nº 118.602/SP, Segunda
Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 11/3/14, e o HC nº
111.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
DJe de 3/5/12.
Em relação ao reconhecimento da causa especial de redução de pena
em seu grau máximo (art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06), destaco que o juízo
processante, a partir dos elementos constantes dos autos, reconheceu que
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HC 127241 / SP
o paciente se dedicava ao tráfico de drogas.
Assim sendo, concluindo a instância ordinária, para afastar a
aludida causa de diminuição de pena, que o paciente se dedicava a
atividade criminosa, torna-se inviável a utilização do habeas corpus para
revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova que
ampararam aquela conclusão.
Nesse sentido:
“Recurso ordinário em habeas corpus. Tráfico de
entorpecentes. Causa de diminuição de pena (art. 33, § 4º, da
Lei nº 11.343/06). Afirmado envolvimento da paciente com o
comércio ilícito de entorpecentes, fazendo disso o seu meio de
vida. Impossibilidade de reapreciação do contexto fático-
probatório na via estreita do habeas corpus. Recurso não
provido. 1. Encontra-se convenientemente motivado o
afastamento da minorante prevista no § 4º do art. 33 da Lei
11.343/06. 2. A primariedade e os bons antecedentes não são
suficientes à concessão do benefício, pois, nos termos da
redação do parágrafo acima mencionado, a aplicação da
redução da pena depende, ainda, de que o agente não se
dedique a atividades criminosas nem integre organização
criminosa. Precedentes. 3. Pelas circunstâncias descritas nos
autos, se percebe o envolvimento da paciente com o comércio
ilícito de entorpecentes, fazendo disso o seu meio de vida,
sendo certo que esta Suprema Corte, na via estreita do habeas
corpus, não pode reapreciar o conjunto probatório dos autos
para identificar eventual possibilidade de aplicar a pleiteada
redução. Precedentes. 4. Recurso não provido” (RHC nº
105.150/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 4/5/12
– grifei).
No mesmo sentido, da Segunda Turma, o HC nº 125.991/MG, de
minha relatoria, DJe de 28/4/15.
Diga-se, ademais, que
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o paciente se dedicava ao tráfico de drogas.
Assim sendo, concluindo a instância ordinária, para afastar a
aludida causa de diminuição de pena, que o paciente se dedicava a
atividade criminosa, torna-se inviável a utilização do habeas corpus para
revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova que
ampararam aquela conclusão.
Nesse sentido:
“Recurso ordinário em habeas corpus. Tráfico de
entorpecentes. Causa de diminuição de pena (art. 33, § 4º, da
Lei nº 11.343/06). Afirmado envolvimento da paciente com o
comércio ilícito de entorpecentes, fazendo disso o seu meio de
vida. Impossibilidade de reapreciação do contexto fático-
probatório na via estreita do habeas corpus. Recurso não
provido. 1. Encontra-se convenientemente motivado o
afastamento da minorante prevista no § 4º do art. 33 da Lei
11.343/06. 2. A primariedade e os bons antecedentes não são
suficientes à concessão do benefício, pois, nos termos da
redação do parágrafo acima mencionado, a aplicação da
redução da pena depende, ainda, de que o agente não se
dedique a atividades criminosas nem integre organização
criminosa. Precedentes. 3. Pelas circunstâncias descritas nos
autos, se percebe o envolvimento da paciente com o comércio
ilícito de entorpecentes, fazendo disso o seu meio de vida,
sendo certo que esta Suprema Corte, na via estreita do habeas
corpus, não pode reapreciar o conjunto probatório dos autos
para identificar eventual possibilidade de aplicar a pleiteada
redução. Precedentes. 4. Recurso não provido” (RHC nº
105.150/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 4/5/12
– grifei).
No mesmo sentido, da Segunda Turma, o HC nº 125.991/MG, de
minha relatoria, DJe de 28/4/15.
Diga-se, ademais, que
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HC 127241 / SP
“[a] conduta social do réu, o concurso de agentes, a
quantidade e a natureza do entorpecente, os apetrechos
utilizados e as circunstâncias em que a droga foi apreendida
podem constituir o amparo probatório para o magistrado
reconhecer a dedicação do réu à atividade criminosa” (RHC nº
116.926/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe
de 4/9/13).
Portanto, mostra-se inviável a aplicação da aludida causa especial de
redução de pena, ainda mais em seu grau máximo.
No tocante à fixação do regime inicialmente fechado, não constato
ilegalidade flagrante na sua fixação para o início do cumprimento da
pena de 7 (sete) anos, 1 (um) mês e 5 (cinco) dias de reclusão aplicada ao
paciente, pois essa tem por base, como se verifica no acórdão da apelação,
as condições subjetivas valoradas negativamente (fl. 1068 - anexo 15).
Por fim, a questão relativa à substituição da pena privativa de
liberdade por outra restritiva de direitos, encontra-se prejudicada, uma
vez que o paciente não preenche os requisitos previstos no art. 44 do
Código Penal, pois a pena privativa de liberdade foi fixada em patamar
superior a 4 (quatro) anos.
Com essas considerações, denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.
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“[a] conduta social do réu, o concurso de agentes, a
quantidade e a natureza do entorpecente, os apetrechos
utilizados e as circunstâncias em que a droga foi apreendida
podem constituir o amparo probatório para o magistrado
reconhecer a dedicação do réu à atividade criminosa” (RHC nº
116.926/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe
de 4/9/13).
Portanto, mostra-se inviável a aplicação da aludida causa especial de
redução de pena, ainda mais em seu grau máximo.
No tocante à fixação do regime inicialmente fechado, não constato
ilegalidade flagrante na sua fixação para o início do cumprimento da
pena de 7 (sete) anos, 1 (um) mês e 5 (cinco) dias de reclusão aplicada ao
paciente, pois essa tem por base, como se verifica no acórdão da apelação,
as condições subjetivas valoradas negativamente (fl. 1068 - anexo 15).
Por fim, a questão relativa à substituição da pena privativa de
liberdade por outra restritiva de direitos, encontra-se prejudicada, uma
vez que o paciente não preenche os requisitos previstos no art. 44 do
Código Penal, pois a pena privativa de liberdade foi fixada em patamar
superior a 4 (quatro) anos.
Com essas considerações, denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.
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Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 127.241
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos
termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 127.241
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos
termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9318154
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-09-04T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA
Habeas corpus. Penal. Tráfico transnacional de drogas. Artigo 33, caput, c/c art. 40, inciso I, ambos da Lei nº 11.343/06. Condenação. Dosimetria da pena. Natureza e quantidade da droga (1.777 g de cocaína) sopesada como circunstâncias desfavoráveis, as quais justificam a majoração da pena-base acima do mínimo legalmente previsto. Admissibilidade. Inteligência do art. 42 da Lei nº 11.343/06. Habeas corpus não permite que se proceda à ponderação e ao reexame de circunstâncias judiciais valoradas negativamente na sentença condenatória para a fixação da pena. Precedentes. Reconhecimento da causa especial de redução de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas em seu grau máximo. Impossibilidade. Demonstração pelas instâncias ordinárias de que o paciente se dedica à atividade criminosa. Impossibilidade de revolvimento das provas na via eleita. Precedentes. Regime inicialmente fechado para o cumprimento da pena. Possibilidade. Condições subjetivas desfavoráveis que autorizam um regime prisional mais severo. Precedentes. Quantidade de pena privativa de liberdade superior a 4 (quatro) anos. Prejudicialidade da pretendida substituição, por expressa vedação legal (CP, art. 44, inciso I). Ordem denegada.
1. Consoante a inteligência do art. 42 da Lei nº 11.343/06, a quantidade e a natureza da droga apreendida, entre outros aspectos, devem ser sopesadas no cálculo da pena.
2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que a via estreita do habeas corpus não permite que se proceda à ponderação e ao reexame de circunstâncias judiciais valoradas negativamente na sentença condenatória para a fixação da pena.
3. Concluindo a instância ordinária, para afastar a aludida causa de diminuição de pena, que o paciente se dedicava a atividade criminosa, torna-se inviável a utilização do habeas corpus para revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova que ampararam aquela conclusão.
4. O Supremo Tribunal Federal já assentou que “a conduta social do réu, o concurso de agentes, a quantidade e a natureza do entorpecente, os apetrechos utilizados e as circunstâncias em que a droga foi apreendida podem constituir o amparo probatório para o magistrado reconhecer a dedicação do réu à atividade criminosa” (RHC nº 116.926/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 4/9/13).
5. Não se constata ilegalidade flagrante na fixação do regime fechado para o início do cumprimento da pena de 7 (sete) anos, 1 (um) mês e 5 (cinco) dias de reclusão aplicada ao paciente, pois essa tem por base, como se verifica no acórdão da apelação, as condições subjetivas valoradas negativamente.
6. A quantidade de pena privativa de liberdade imposta ao paciente torna prejudicada, por si só, a pretendida substituição por pena restritiva de direitos, em razão de expressa vedação legal (CP, art. 44, inciso I).
7. Habeas corpus denegado.
|
sjur318133
|
- Acórdão(s) citado(s):
(RECONHECIMENTO, DEDICAÇÃO, RÉU, ATIVIDADE CRIMINOSA)
RHC 116926 (1ªT).
(QUANTIDADE, NATUREZA DO ENTORPECENTE, AGRAVAMENTO, PENA-BASE)
RHC 122175 (2ªT), HC 122344 (1ªT), RHC 122598 (2ªT), RHC 123367 (1ªT).
(HC, REEXAME, CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL DESFAVORÁVEL)
RHC 95864 (1ªT), HC 111398 (2ªT), HC 117435 (1ªT), HC 118602 (2ªT), RHC 121092 (1ªT).
(HC, REEXAME, FATO, PROVA)
RHC 105150 (1ªT), HC 125991 (2ªT).
Número de páginas: 16.
Análise: 11/09/2015, JRS.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
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127241
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[
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 \"CAPUT\" PAR-00004 ART-00040 \n INC-00001 ART-00042\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n",
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00044 INC-00001\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
HC
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acordaos
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HC 127241
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[
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] |
PACTE.(S) : PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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[
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] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.241 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus. Penal. Tráfico transnacional de drogas. Artigo 33,
caput, c/c art. 40, inciso I, ambos da Lei n 11.343/06. Condenação.
Dosimetria da pena. Natureza e quantidade da droga (1.777 g de
cocaína) sopesada como circunstâncias desfavoráveis, as quais
justificam a majoração da pena-base acima do mínimo legalmente
previsto. Admissibilidade. Inteligência do art. 42 da Lei n 11.343/06.
Habeas corpus não permite que se proceda à ponderação e ao reexame
de circunstâncias judiciais valoradas negativamente na sentença
condenatória para a fixação da pena. Precedentes. Reconhecimento da
causa especial de redução de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei de
Drogas em seu grau máximo. Impossibilidade. Demonstração pelas
instâncias ordinárias de que o paciente se dedica à atividade criminosa.
Impossibilidade de revolvimento das provas na via eleita. Precedentes.
Regime inicialmente fechado para o cumprimento da pena.
Possibilidade. Condições subjetivas desfavoráveis que autorizam um
regime prisional mais severo. Precedentes. Quantidade de pena
privativa de liberdade superior a 4 (quatro) anos. Prejudicialidade da
pretendida substituição, por expressa vedação legal (Código Penal Brasileiro, art. 44, inciso
I). Ordem denegada.
1. Consoante a inteligência do art. 42 da Lei n 11.343/06, a
quantidade e a natureza da droga apreendida, entre outros aspectos,
devem ser sopesadas no cálculo da pena.
2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que a via estreita
do habeas corpus não permite que se proceda à ponderação e ao reexame
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9290726.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16
Ementa e Acórdão
HC 127241 / SP
de circunstâncias judiciais valoradas negativamente na sentença
condenatória para a fixação da pena.
3. Concluindo a instância ordinária, para afastar a aludida causa de
diminuição de pena, que o paciente se dedicava a atividade criminosa,
torna-se inviável a utilização do habeas corpus para revolver o contexto
fático-probatório e glosar os elementos de prova que ampararam aquela
conclusão.
4. O Supremo Tribunal Federal já assentou que “a conduta social do
réu, o concurso de agentes, a quantidade e a natureza do entorpecente, os
apetrechos utilizados e as circunstâncias em que a droga foi apreendida
podem constituir o amparo probatório para o magistrado reconhecer a
dedicação do réu à atividade criminosa” (RHC n 116.926/DF, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 4/9/13).
5. Não se constata ilegalidade flagrante na fixação do regime fechado
para o início do cumprimento da pena de 7 (sete) anos, 1 (um) mês e 5
(cinco) dias de reclusão aplicada ao paciente, pois essa tem por base,
como se verifica no acórdão da apelação, as condições subjetivas
valoradas negativamente.
6. A quantidade de pena privativa de liberdade imposta ao paciente
torna prejudicada, por si só, a pretendida substituição por pena restritiva
de direitos, em razão de expressa vedação legal (Código Penal Brasileiro, art. 44, inciso I).
7. Habeas corpus denegado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
de circunstâncias judiciais valoradas negativamente na sentença
condenatória para a fixação da pena.
3. Concluindo a instância ordinária, para afastar a aludida causa de
diminuição de pena, que o paciente se dedicava a atividade criminosa,
torna-se inviável a utilização do habeas corpus para revolver o contexto
fático-probatório e glosar os elementos de prova que ampararam aquela
conclusão.
4. O Supremo Tribunal Federal já assentou que “a conduta social do
réu, o concurso de agentes, a quantidade e a natureza do entorpecente, os
apetrechos utilizados e as circunstâncias em que a droga foi apreendida
podem constituir o amparo probatório para o magistrado reconhecer a
dedicação do réu à atividade criminosa” (RHC n 116.926/DF, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 4/9/13).
5. Não se constata ilegalidade flagrante na fixação do regime fechado
para o início do cumprimento da pena de 7 (sete) anos, 1 (um) mês e 5
(cinco) dias de reclusão aplicada ao paciente, pois essa tem por base,
como se verifica no acórdão da apelação, as condições subjetivas
valoradas negativamente.
6. A quantidade de pena privativa de liberdade imposta ao paciente
torna prejudicada, por si só, a pretendida substituição por pena restritiva
de direitos, em razão de expressa vedação legal (Código Penal Brasileiro, art. 44, inciso I).
7. Habeas corpus denegado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
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HC 127241 / SP
Relator
3
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HC 127241 / SP
Relator
3
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Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.241 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de
Pedro Felix Choquehuanca Silva, apontando como autoridade coatora a
Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao
agravo regimental interposto no AREsp n 398.737/SP, Relator o Ministro
Ericson Maranho.
Sustenta a impetrante serem inidôneos os fundamentos utilizados
pelo juízo processante para fixar a pena-base do paciente acima do
mínimo legal, pois as circunstâncias judiciais valoradas negativamente
deveriam ter sido valoradas como positivas.
A esse respeito, esclarece que,
“para se exasperar a pena-base à conta da culpabilidade, o
julgador deve identificar um elemento concreto que seja apto a
comprovar que a conduta praticada foi realizada com
intensidade de dolo acima do normal ao tipo.
Ora, no delito de tráfico de drogas faz parte da dinâmica
do crime o elemento conhecido como ‘olheiro’. Assim sendo, tal
justificativa não traz nenhum diferencial que faça elevar a pena-
base acima do mínimo legal. Desse modo, a culpabilidade do
réu deve ser valorada em seu grau normal, uma vez que não
restou identificado nos autos qualquer elemento que caracterize
um ‘plus’ de reprovação na conduta do agente.
Em relação às CONSEQUÊNCIAS DO CRIME do crime a
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.241 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de
Pedro Felix Choquehuanca Silva, apontando como autoridade coatora a
Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao
agravo regimental interposto no AREsp n 398.737/SP, Relator o Ministro
Ericson Maranho.
Sustenta a impetrante serem inidôneos os fundamentos utilizados
pelo juízo processante para fixar a pena-base do paciente acima do
mínimo legal, pois as circunstâncias judiciais valoradas negativamente
deveriam ter sido valoradas como positivas.
A esse respeito, esclarece que,
“para se exasperar a pena-base à conta da culpabilidade, o
julgador deve identificar um elemento concreto que seja apto a
comprovar que a conduta praticada foi realizada com
intensidade de dolo acima do normal ao tipo.
Ora, no delito de tráfico de drogas faz parte da dinâmica
do crime o elemento conhecido como ‘olheiro’. Assim sendo, tal
justificativa não traz nenhum diferencial que faça elevar a pena-
base acima do mínimo legal. Desse modo, a culpabilidade do
réu deve ser valorada em seu grau normal, uma vez que não
restou identificado nos autos qualquer elemento que caracterize
um ‘plus’ de reprovação na conduta do agente.
Em relação às CONSEQUÊNCIAS DO CRIME do crime a
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Relatório
HC 127241 / SP
exasperação da pena base se deu pelo fato do ‘elevado efeito
nocivo ao organismo’ e ‘grande quantidade apreendida (...), revelam o
alto grau de lesividade da conduta, possuindo potencialidade de
prejudicar inúmeras vidas.’
Inicialmente não há que se falar novamente em grande
quantidade de substância apreendida, visto que a pena já foi
aumentada em 03 meses em razão de tal justificativa, nos
termos do art. 42 da Lei 11343/2006, o que caracterizaria
verdadeiro bis in idem.
Por sua vez, os efeitos nocivos nos usuários não pode
servir de fundamento para exasperar a pena-base, visto que as
penas mínima (05 anos) e máxima (15 anos) já foram
exasperadas pelo Legislador considerando-se o fator de risco
para toda a população” (fls. 10/11 da inicial – grifos do autores).
Afirma, ainda, que a negativa de aplicação da causa de diminuição
de pena, prevista no § 4..., do art. 33, da Lei n 11.343/06, em seu grau
máximo reveste-se de fundamentação inidônea, uma vez que baseada
“em ‘deduções’, a saber: registros de viagens internacionais no
passaporte e SUPOSTA participação em organização criminosa, que não
restou comprovada nos autos” (fl. 14 da inicial – grifos da autora).
Mais adiante argumenta que “reduzindo-se a pena do agravante,
necessário também que seja sua pena privativa de liberdade substituída
por restritiva de direitos, haja vista o reconhecimento de sua
primariedade e condições favoráveis” (fl. 17 da inicial).
Requer o deferimento da liminar para “que o paciente seja posto em
liberdade e que a execução seja suspensa até o julgamento definitivo do
presente writ” (fl. 18 da inicial). No mérito, pede a concessão da ordem a
fim de que
“b.1) seja pena-base diminuída no mínimo legal;
b.2) seja fixada a minorante prevista no § 4... do art. 33 em
seu patamar máximo;
b.3) seja fixado o regime aberto como o inicial para o
cumprimento da pena; [e]
2
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HC 127241 / SP
exasperação da pena base se deu pelo fato do ‘elevado efeito
nocivo ao organismo’ e ‘grande quantidade apreendida (...), revelam o
alto grau de lesividade da conduta, possuindo potencialidade de
prejudicar inúmeras vidas.’
Inicialmente não há que se falar novamente em grande
quantidade de substância apreendida, visto que a pena já foi
aumentada em 03 meses em razão de tal justificativa, nos
termos do art. 42 da Lei 11343/2006, o que caracterizaria
verdadeiro bis in idem.
Por sua vez, os efeitos nocivos nos usuários não pode
servir de fundamento para exasperar a pena-base, visto que as
penas mínima (05 anos) e máxima (15 anos) já foram
exasperadas pelo Legislador considerando-se o fator de risco
para toda a população” (fls. 10/11 da inicial – grifos do autores).
Afirma, ainda, que a negativa de aplicação da causa de diminuição
de pena, prevista no § 4..., do art. 33, da Lei n 11.343/06, em seu grau
máximo reveste-se de fundamentação inidônea, uma vez que baseada
“em ‘deduções’, a saber: registros de viagens internacionais no
passaporte e SUPOSTA participação em organização criminosa, que não
restou comprovada nos autos” (fl. 14 da inicial – grifos da autora).
Mais adiante argumenta que “reduzindo-se a pena do agravante,
necessário também que seja sua pena privativa de liberdade substituída
por restritiva de direitos, haja vista o reconhecimento de sua
primariedade e condições favoráveis” (fl. 17 da inicial).
Requer o deferimento da liminar para “que o paciente seja posto em
liberdade e que a execução seja suspensa até o julgamento definitivo do
presente writ” (fl. 18 da inicial). No mérito, pede a concessão da ordem a
fim de que
“b.1) seja pena-base diminuída no mínimo legal;
b.2) seja fixada a minorante prevista no § 4... do art. 33 em
seu patamar máximo;
b.3) seja fixado o regime aberto como o inicial para o
cumprimento da pena; [e]
2
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Relatório
HC 127241 / SP
b.4) seja a pena privativa de liberdade substituída por
restritiva de direitos” (fl. 18 da inicial).
Ausentes os pressupostos, indeferi o pedido de liminar e, por estar
a impetração devidamente instruída, dispensei o pedido de informações.
O Ministério Público Federal, em parecer de lavra do
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida,
opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
b.4) seja a pena privativa de liberdade substituída por
restritiva de direitos” (fl. 18 da inicial).
Ausentes os pressupostos, indeferi o pedido de liminar e, por estar
a impetração devidamente instruída, dispensei o pedido de informações.
O Ministério Público Federal, em parecer de lavra do
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida,
opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.241 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo
regimental interposto no AREsp n 398.737/SP, Relator o Ministro Ericson
Maranho.
Narra a impetrante, na inicial, que
“[o] Ministério Público Federal, às e-Superior Tribunal de Justiça Fls. 07/11,
ofereceu denúncia contra PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA
SILVA, BOLIVIANO, pois no dia 13 de fevereiro de 2007, o
denunciado, juntamente com mais duas pessoas, foi preso em
flagrante delito, na oportunidade em que Yenny (corré) tentava
embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos/SP, em voo
da empresa aérea IBERIA, com destino final a Barcelona,
trazendo consigo, para fins de comércio ou entrega de qualquer
forma a consume de terceiros, 2.205 Kg de cocaína – peso bruto.
Na oportunidade os policiais lograram êxito em prender
os denunciados PEDRO e Basilia, que foram os responsáveis
pelo aliciamento de Yenny e estavam também no aeroporto com
a finalidade de garantir o efetivo embarque da mesma com o
entorpecente.
A denúncia foi recebida em 07 de maio de 2007, às e-Superior Tribunal de Justiça
fls. 271/272.
Após regular instrução processual, em 26/06/2007, o Juiz
julgou procedente a denúncia para condenar o PACIENTE
como incurso nas penas do artigo 33, caput e §4..., c/c artigo 40,
inciso I, da Lei 11.343/2006 a pena total de 02 (dois) anos e 11
(onze) meses de reclusão, em regime inicial fechado, não sendo
deferido o direito de recorrer em liberdade (e-Superior Tribunal de Justiça Fls. 449/463).
Destaca-se que Pedro Felix encontrava-se recolhido na
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9290724.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.241 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo
regimental interposto no AREsp n 398.737/SP, Relator o Ministro Ericson
Maranho.
Narra a impetrante, na inicial, que
“[o] Ministério Público Federal, às e-Superior Tribunal de Justiça Fls. 07/11,
ofereceu denúncia contra PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA
SILVA, BOLIVIANO, pois no dia 13 de fevereiro de 2007, o
denunciado, juntamente com mais duas pessoas, foi preso em
flagrante delito, na oportunidade em que Yenny (corré) tentava
embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos/SP, em voo
da empresa aérea IBERIA, com destino final a Barcelona,
trazendo consigo, para fins de comércio ou entrega de qualquer
forma a consume de terceiros, 2.205 Kg de cocaína – peso bruto.
Na oportunidade os policiais lograram êxito em prender
os denunciados PEDRO e Basilia, que foram os responsáveis
pelo aliciamento de Yenny e estavam também no aeroporto com
a finalidade de garantir o efetivo embarque da mesma com o
entorpecente.
A denúncia foi recebida em 07 de maio de 2007, às e-Superior Tribunal de Justiça
fls. 271/272.
Após regular instrução processual, em 26/06/2007, o Juiz
julgou procedente a denúncia para condenar o PACIENTE
como incurso nas penas do artigo 33, caput e §4..., c/c artigo 40,
inciso I, da Lei 11.343/2006 a pena total de 02 (dois) anos e 11
(onze) meses de reclusão, em regime inicial fechado, não sendo
deferido o direito de recorrer em liberdade (e-Superior Tribunal de Justiça Fls. 449/463).
Destaca-se que Pedro Felix encontrava-se recolhido na
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 127241 / SP
Penitenciária Cabo PM Marcelo Pires da Silva em Itaí/São
Paulo, conforme guia de recolhimento provisório às e-stj fls.
498/499.
Insatisfeito com a sentença penal condenatória, às e-Superior Tribunal de Justiça
Fls. 528/536, o representante do parquet apelou, inconformado
com a aplicação da causa de diminuição de pena prevista no
§4..., do artigo 33 da lei 11.343/2006, em seu patamar máximo.
Por sua vez, a defesa realizada por advogado constituído
do réu Pedro, irresignada com a r. sentença, ofereceu razões de
apelação, às e-Superior Tribunal de Justiça Fls. 560/568, pugnando pela absolvição do
réu, sob a alegação de negativa de autoria.
Ato contínuo, às e-Superior Tribunal de Justiça Fls. 653/664, a e. Segunda Turma do
e. TRF 03... Região deu provimento à apelação do Ministério
Público Federal e negou provimento à apelação do réu,
resultando a pena em de 08 (oito) anos e 9 (nove) meses de
reclusão e pagamento de 291 (duzentos e noventa e um) dias
multa.
Pedro Felix, às e-Superior Tribunal de Justiça Fl. 716/719, requereu a assistência
jurídica da Defensoria Pública da União, que, por sua vez,
impetrou HC, no qual foi concedida a ordem para anular a ação
penal desde, inclusive, o interrogatório do réu, à vista de
realização por videoconferência à míngua de legislação, com
determinação de imediata expedição de alvará de soltura (e-Superior Tribunal de Justiça
Fls. 832/835 –859/863).
Em cumprimento à r. decisão, foi expedido alvará de
soltura a favor do réu, cujo o cumprimento restou prejudicado
ante o fato do réu não ter retornado do estabelecimento
prisional quando da saída temporária natalina e Ano Novo
2009/2010, conforme documento às e-Superior Tribunal de Justiça Fl. 850.
Assim sendo, o i. Procurador da República, às e-Superior Tribunal de Justiça Fls.
855/856, requereu que fosse decretada a prisão preventiva do
acusado, nos termos do que preceitua o art. 312 do CPP,
requerendo também que a INTERPOL fosse oficiada para a
inclusão do acusado em alerta de difusão vermelha.
A MM. Juíza Federal da 6... Vara de Guarulhos, às e-Superior Tribunal de Justiça Fls.
857/858, decretou a prisão preventiva do réu, nos termos do art.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9290724.
Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
Penitenciária Cabo PM Marcelo Pires da Silva em Itaí/São
Paulo, conforme guia de recolhimento provisório às e-stj fls.
498/499.
Insatisfeito com a sentença penal condenatória, às e-Superior Tribunal de Justiça
Fls. 528/536, o representante do parquet apelou, inconformado
com a aplicação da causa de diminuição de pena prevista no
§4..., do artigo 33 da lei 11.343/2006, em seu patamar máximo.
Por sua vez, a defesa realizada por advogado constituído
do réu Pedro, irresignada com a r. sentença, ofereceu razões de
apelação, às e-Superior Tribunal de Justiça Fls. 560/568, pugnando pela absolvição do
réu, sob a alegação de negativa de autoria.
Ato contínuo, às e-Superior Tribunal de Justiça Fls. 653/664, a e. Segunda Turma do
e. TRF 03... Região deu provimento à apelação do Ministério
Público Federal e negou provimento à apelação do réu,
resultando a pena em de 08 (oito) anos e 9 (nove) meses de
reclusão e pagamento de 291 (duzentos e noventa e um) dias
multa.
Pedro Felix, às e-Superior Tribunal de Justiça Fl. 716/719, requereu a assistência
jurídica da Defensoria Pública da União, que, por sua vez,
impetrou HC, no qual foi concedida a ordem para anular a ação
penal desde, inclusive, o interrogatório do réu, à vista de
realização por videoconferência à míngua de legislação, com
determinação de imediata expedição de alvará de soltura (e-Superior Tribunal de Justiça
Fls. 832/835 –859/863).
Em cumprimento à r. decisão, foi expedido alvará de
soltura a favor do réu, cujo o cumprimento restou prejudicado
ante o fato do réu não ter retornado do estabelecimento
prisional quando da saída temporária natalina e Ano Novo
2009/2010, conforme documento às e-Superior Tribunal de Justiça Fl. 850.
Assim sendo, o i. Procurador da República, às e-Superior Tribunal de Justiça Fls.
855/856, requereu que fosse decretada a prisão preventiva do
acusado, nos termos do que preceitua o art. 312 do CPP,
requerendo também que a INTERPOL fosse oficiada para a
inclusão do acusado em alerta de difusão vermelha.
A MM. Juíza Federal da 6... Vara de Guarulhos, às e-Superior Tribunal de Justiça Fls.
857/858, decretou a prisão preventiva do réu, nos termos do art.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 127241 / SP
312 do Código de Processo Penal, expedindo-se o mandado de
prisão, bem como oficio à Interpol para a inclusão do acusado
em alerta de difusão.
Mandado de prisão às e-Superior Tribunal de Justiça Fl. 865.
Retomado o curso do processo, requereu o Parquet a
decretação da revelia do réu, e, alternativamente, a intimação
editalícia, nos termos do artigo 361 do Código de Processo
Penal.
O pleito ministerial foi acolhido pelo juízo, tendo sido
decretada a revelia do réu às e-Superior Tribunal de Justiça Fl. 870.
O Ministério Público ofereceu Alegações finais, às e-Superior Tribunal de Justiça
Fls. 878/887, requerendo que o réu seja incurso nas sanções do
artigo 33, caput, c/c artigo 40, I, ambos da Lei 11.343/2006.
A DPU/SP, às e-Superior Tribunal de Justiça Fls. 898/923, ofereceu alegações finais,
requerendo a absolvição do réu em razão do erro de tipo, ou
pelo ou pelo princípio da eventualidade, que se reconheça
como causa de diminuição de pena ou ainda atenuante
genérica; e, subsidiariamente, pleiteando a fixação da pena no
mínimo legal; a não aplicação da causa de aumento da
transnacionalidade ou mesmo o uso de transporte público, ou
que seja fixada no patamar mínimo, ou seja, 1/6; a incidência da
causa de diminuição da pena estabelecida no §4... do artigo 33
da lei 11.343/2006, no seu patamar máximo; a substituição da
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos; a não
aplicação da pena de multa; o direito de recorrer em liberdade;
o direito a progressão de regime.
Finalmente, em 31/01/2012, sobreveio sentença, às e-Superior Tribunal de Justiça
Fls. 925/943, julgando procedente a ação penal, condenando o
réu como incurso nas como incurso nas penas do artigo 33,
caput, c/c artigo 40, I, da Lei 11.343/2006, à pena de 07 (sete)
anos e 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de reclusão, em regime
inicial fechado, conforme o seguinte cálculo: Pena-base
majorada em: 1 ano e 1 mês (natureza, quantidade da droga e
culpabilidade); Causa de aumento do artigo 40, I, da lei
11.343/2006 de aumento de 1/6; Causa de diminuição do artigo
33, § 4..., Lei 11.343/2006-não aplicada.
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
312 do Código de Processo Penal, expedindo-se o mandado de
prisão, bem como oficio à Interpol para a inclusão do acusado
em alerta de difusão.
Mandado de prisão às e-Superior Tribunal de Justiça Fl. 865.
Retomado o curso do processo, requereu o Parquet a
decretação da revelia do réu, e, alternativamente, a intimação
editalícia, nos termos do artigo 361 do Código de Processo
Penal.
O pleito ministerial foi acolhido pelo juízo, tendo sido
decretada a revelia do réu às e-Superior Tribunal de Justiça Fl. 870.
O Ministério Público ofereceu Alegações finais, às e-Superior Tribunal de Justiça
Fls. 878/887, requerendo que o réu seja incurso nas sanções do
artigo 33, caput, c/c artigo 40, I, ambos da Lei 11.343/2006.
A DPU/SP, às e-Superior Tribunal de Justiça Fls. 898/923, ofereceu alegações finais,
requerendo a absolvição do réu em razão do erro de tipo, ou
pelo ou pelo princípio da eventualidade, que se reconheça
como causa de diminuição de pena ou ainda atenuante
genérica; e, subsidiariamente, pleiteando a fixação da pena no
mínimo legal; a não aplicação da causa de aumento da
transnacionalidade ou mesmo o uso de transporte público, ou
que seja fixada no patamar mínimo, ou seja, 1/6; a incidência da
causa de diminuição da pena estabelecida no §4... do artigo 33
da lei 11.343/2006, no seu patamar máximo; a substituição da
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos; a não
aplicação da pena de multa; o direito de recorrer em liberdade;
o direito a progressão de regime.
Finalmente, em 31/01/2012, sobreveio sentença, às e-Superior Tribunal de Justiça
Fls. 925/943, julgando procedente a ação penal, condenando o
réu como incurso nas como incurso nas penas do artigo 33,
caput, c/c artigo 40, I, da Lei 11.343/2006, à pena de 07 (sete)
anos e 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de reclusão, em regime
inicial fechado, conforme o seguinte cálculo: Pena-base
majorada em: 1 ano e 1 mês (natureza, quantidade da droga e
culpabilidade); Causa de aumento do artigo 40, I, da lei
11.343/2006 de aumento de 1/6; Causa de diminuição do artigo
33, § 4..., Lei 11.343/2006-não aplicada.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 127241 / SP
Inconformada, a Defensoria Pública da União, em defesa
do réu, interpôs recurso de apelação, oportunidade na qual
requereu: a) a absolvição do apelante, em razão do
reconhecimento do erro de tipo; b) fixação da pena-base no
mínimo legal; c) a não aplicação do aumento de pena em razão
da internacionalidade do delito, ou em razão do uso do
transporte público, porém, caso sejam aplicados, que seja no
patamar mínimo; d) a aplicação da minorante no § 4... do art. 33
da lei 11.343/2006, em seu patamar máximo; e) a fixação do
regime inicial do cumprimento de pena com base no artigo 33
do Código Penal, e a declaração de inconstitucionalidade
incidental do § 1..., do artigo 2... da lei 8.072/1990; f) a substituição
da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos; g) o
afastamento da pena de multa; h) o direito de recorrer em
liberdade (e-Superior Tribunal de Justiça Fls. 948/977).
Ato contínuo, a Segunda Turma do Tribunal Regional
Federal da 3... Região, às e-Superior Tribunal de Justiça Fls. 1057/1072, por unanimidade,
foi negou provimento à apelação defensiva, entendendo-se pela
manutenção da sentença em todos os seus termos.
Irresignado, Pedro, representado nos autos pela
Defensoria Pública da União, interpôs Recurso Especial, às e-
Superior Tribunal de Justiça fls. 1079/1106, postulando, a fixação da pena-base no
patamar mínimo legal e a causa de diminuição da pena da Lei
de Drogas em 2/3, além da substituição da pena privativa de
liberdade em restritiva de direitos e o cumprimento da pena em
regime inicial semiaberto.
A Exma. Desembargadora Vice-Presidente do Tribunal
Regional Federal da 3... Região inadmitiu o recurso especial,
porque seria necessário o exame do conjunto fático-probatório
para seu conhecimento.
A Defensoria Pública em razões de agravo, às e-Superior Tribunal de Justiça Fls.
1186/1193, sustentou ser desnecessária a reanálise de provas,
mas tão somente do acórdão recorrido, reiterando os demais
argumento já deduzidos em sede de recurso especial. Em
relação ao art. 33, §2..., “b”do Código Penal, aduz que o
entendimento atual da Corte de Justiça é no sentido de que a
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
Inconformada, a Defensoria Pública da União, em defesa
do réu, interpôs recurso de apelação, oportunidade na qual
requereu: a) a absolvição do apelante, em razão do
reconhecimento do erro de tipo; b) fixação da pena-base no
mínimo legal; c) a não aplicação do aumento de pena em razão
da internacionalidade do delito, ou em razão do uso do
transporte público, porém, caso sejam aplicados, que seja no
patamar mínimo; d) a aplicação da minorante no § 4... do art. 33
da lei 11.343/2006, em seu patamar máximo; e) a fixação do
regime inicial do cumprimento de pena com base no artigo 33
do Código Penal, e a declaração de inconstitucionalidade
incidental do § 1..., do artigo 2... da lei 8.072/1990; f) a substituição
da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos; g) o
afastamento da pena de multa; h) o direito de recorrer em
liberdade (e-Superior Tribunal de Justiça Fls. 948/977).
Ato contínuo, a Segunda Turma do Tribunal Regional
Federal da 3... Região, às e-Superior Tribunal de Justiça Fls. 1057/1072, por unanimidade,
foi negou provimento à apelação defensiva, entendendo-se pela
manutenção da sentença em todos os seus termos.
Irresignado, Pedro, representado nos autos pela
Defensoria Pública da União, interpôs Recurso Especial, às e-
Superior Tribunal de Justiça fls. 1079/1106, postulando, a fixação da pena-base no
patamar mínimo legal e a causa de diminuição da pena da Lei
de Drogas em 2/3, além da substituição da pena privativa de
liberdade em restritiva de direitos e o cumprimento da pena em
regime inicial semiaberto.
A Exma. Desembargadora Vice-Presidente do Tribunal
Regional Federal da 3... Região inadmitiu o recurso especial,
porque seria necessário o exame do conjunto fático-probatório
para seu conhecimento.
A Defensoria Pública em razões de agravo, às e-Superior Tribunal de Justiça Fls.
1186/1193, sustentou ser desnecessária a reanálise de provas,
mas tão somente do acórdão recorrido, reiterando os demais
argumento já deduzidos em sede de recurso especial. Em
relação ao art. 33, §2..., “b”do Código Penal, aduz que o
entendimento atual da Corte de Justiça é no sentido de que a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 127241 / SP
gravidade abstrata do delito, por si só, não justifica a fixação do
regime fechado ao mínimo legal, não há que se falar em
ausência dos requisitos do artigo 44, III, do Código Penal.
Neste e. Superior Tribunal de Justiça, por meio de decisão monocrática, negou-se
provimento ao ARESP do paciente.
(…)
Dessa decisão, a DPU/CATEGORIA ESPECIAL apresentou
recurso Agravo Regimental, que não fora provido (...)” (fls. 2 a 7
da inicial – grifos da autora).
Transcrevo a ementa do julgado ora questionado:
“PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM
RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA.
PENA-BASE
ACIMA
DO
MÍNIMO
LEGAL.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE
DIMINUIÇÃO DE PENA DO § 4... DO ART. 33 DA LEI
N.11.343/2006. IMPOSSIBILIDADE. ACUSADO INTEGRANTE
DE
ORGANIZAÇÃO
CRIMINOSA.
REEXAME
APROFUNDADO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
INCIDÊNCIA DO VERBETE N. 7 DA SÚMULA DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA - Superior Tribunal de Justiça. REGIME FECHADO.
CIRCUNSTÂNCIAS
JUDICIAIS
DESFAVORÁVEIS.
SUBSTITUIÇÃO DA PENA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO
ART. 44, I, DO CÓDIGO PENAL - Código Penal Brasileiro. REPRIMENDA
SUPERIOR A QUATRO ANOS. AGRAVO DESPROVIDO.
– A fixação da pena-base em patamar acima do mínimo
legal foi devidamente fundamentada pelas instâncias ordinárias
que, a teor do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, consideraram, com
preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a
natureza e a elevada quantidade da droga apreendida (1.777g
de cocaína).
– A Corte de origem negou a aplicação do redutor previsto
no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 concluindo que o agravante
integrava organização criminosa. Rever esta premissa importa
em incursão no conteúdo fático-probatório carreado aos autos,
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
gravidade abstrata do delito, por si só, não justifica a fixação do
regime fechado ao mínimo legal, não há que se falar em
ausência dos requisitos do artigo 44, III, do Código Penal.
Neste e. Superior Tribunal de Justiça, por meio de decisão monocrática, negou-se
provimento ao ARESP do paciente.
(…)
Dessa decisão, a DPU/CATEGORIA ESPECIAL apresentou
recurso Agravo Regimental, que não fora provido (...)” (fls. 2 a 7
da inicial – grifos da autora).
Transcrevo a ementa do julgado ora questionado:
“PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM
RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA.
PENA-BASE
ACIMA
DO
MÍNIMO
LEGAL.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE
DIMINUIÇÃO DE PENA DO § 4... DO ART. 33 DA LEI
N.11.343/2006. IMPOSSIBILIDADE. ACUSADO INTEGRANTE
DE
ORGANIZAÇÃO
CRIMINOSA.
REEXAME
APROFUNDADO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
INCIDÊNCIA DO VERBETE N. 7 DA SÚMULA DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA - Superior Tribunal de Justiça. REGIME FECHADO.
CIRCUNSTÂNCIAS
JUDICIAIS
DESFAVORÁVEIS.
SUBSTITUIÇÃO DA PENA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO
ART. 44, I, DO CÓDIGO PENAL - Código Penal Brasileiro. REPRIMENDA
SUPERIOR A QUATRO ANOS. AGRAVO DESPROVIDO.
– A fixação da pena-base em patamar acima do mínimo
legal foi devidamente fundamentada pelas instâncias ordinárias
que, a teor do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, consideraram, com
preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a
natureza e a elevada quantidade da droga apreendida (1.777g
de cocaína).
– A Corte de origem negou a aplicação do redutor previsto
no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 concluindo que o agravante
integrava organização criminosa. Rever esta premissa importa
em incursão no conteúdo fático-probatório carreado aos autos,
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 127241 / SP
tarefa inviável em recurso especial, ex vi do verbete n. 7 da
Súmula deste Tribunal.
– O regime prisional inicial foi fixado não somente com
base na quantidade da droga apreendida, mas em decorrência
das circunstâncias judiciais desfavoráveis, incluídas as do artigo
42 da Lei n. 11.343/2006.
– Mantida a condenação em patamar superior a 4 anos de
reclusão, não há como conceder o pedido de substituição da
pena privativa de liberdade, uma vez que ausentes os requisitos
do art. 44, I, do Código Penal.
Agravo regimental desprovido.”
Essa é a razão pela qual se insurge a impetrante neste writ.
Pelo que se tem na decisão proferida pela Sexta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante, abuso de
poder ou teratologia que justifique a concessão da ordem.
Com efeito, o julgado proferido por aquela Corte encontra-se
suficientemente motivado, restando justificado o convencimento
formado, além de estar em perfeita consonância com a jurisprudência
deste Supremo Tribunal, preconizada no sentido de que “[a] quantidade e
a natureza da droga apreendida constituem fundamentos idôneos para
fixar a pena-base acima do mínimo legal” (RHC n 122.598/SP, Segunda
Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 31/10/14).
Perfilhando esse entendimento: RHC n 123.367/SP, Primeira Turma,
de minha relatoria, DJe de 21/11/14; HC n 122.344/SP, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 6/10/14; e RHC n 122.175/MG,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 6/6/14.
Conforme destacado pelo Ministro Ericson Maranho em seu voto,
“[a] fixação da pena-base em patamar acima do mínimo
legal foi devidamente fundamentada pelas instâncias ordinárias
que, a teor do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, consideraram, com
preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a
natureza e a elevada quantidade da droga apreendida (1.777g
de cocaína)”.
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
tarefa inviável em recurso especial, ex vi do verbete n. 7 da
Súmula deste Tribunal.
– O regime prisional inicial foi fixado não somente com
base na quantidade da droga apreendida, mas em decorrência
das circunstâncias judiciais desfavoráveis, incluídas as do artigo
42 da Lei n. 11.343/2006.
– Mantida a condenação em patamar superior a 4 anos de
reclusão, não há como conceder o pedido de substituição da
pena privativa de liberdade, uma vez que ausentes os requisitos
do art. 44, I, do Código Penal.
Agravo regimental desprovido.”
Essa é a razão pela qual se insurge a impetrante neste writ.
Pelo que se tem na decisão proferida pela Sexta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante, abuso de
poder ou teratologia que justifique a concessão da ordem.
Com efeito, o julgado proferido por aquela Corte encontra-se
suficientemente motivado, restando justificado o convencimento
formado, além de estar em perfeita consonância com a jurisprudência
deste Supremo Tribunal, preconizada no sentido de que “[a] quantidade e
a natureza da droga apreendida constituem fundamentos idôneos para
fixar a pena-base acima do mínimo legal” (RHC n 122.598/SP, Segunda
Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 31/10/14).
Perfilhando esse entendimento: RHC n 123.367/SP, Primeira Turma,
de minha relatoria, DJe de 21/11/14; HC n 122.344/SP, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 6/10/14; e RHC n 122.175/MG,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 6/6/14.
Conforme destacado pelo Ministro Ericson Maranho em seu voto,
“[a] fixação da pena-base em patamar acima do mínimo
legal foi devidamente fundamentada pelas instâncias ordinárias
que, a teor do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, consideraram, com
preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a
natureza e a elevada quantidade da droga apreendida (1.777g
de cocaína)”.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 127241 / SP
Logo, não há discrepância entre o que assentado pelo Superior
Tribunal de Justiça nesse aspecto e a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal, razão pela qual a pretendida redução da pena-base ao mínimo
legal não prospera.
Em arremate, anoto que a via estreita do habeas corpus não permite
que se proceda à ponderação e ao reexame de circunstâncias judiciais
valoradas negativamente na sentença condenatória para a fixação da
pena. Confira-se:
“RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS.
FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL.
INDICAÇÃO DE FUNDAMENTOS CONCRETOS E EM TESE
VÁLIDOS. ORDEM DENEGADA. 1. Não há nulidade na
decisão que indica os fatos para a fixação da pena acima do
mínimo legal, não se prestando o habeas corpus para ponderar,
em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas
pelas instâncias de mérito (Habeas Corpus n. 87.684, Rel.
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 26.5.2007; Habeas Corpus n.
88.132, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.6.2006, e Recurso
Ordinário em Habeas Corpus n. 90.525, Rel. Ministro Sepúlveda
Pertence, DJ 26.5.2007). 2. Recurso Ordinário em Habeas Corpus
ao qual se nega provimento” (RHC n 95.864/SE, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 31/10/08 –
grifei).
Perfilhando esse entendimento: HC n 117.435/SP, Primeira Turma,
de minha relatoria, DJe de 17/12/13; RHC n 121.092/SP, Primeira Turma,
Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/5/14; HC n 118.602/SP, Segunda
Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 11/3/14, e o HC n
111.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
DJe de 3/5/12.
Em relação ao reconhecimento da causa especial de redução de pena
em seu grau máximo (art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06), destaco que o juízo
processante, a partir dos elementos constantes dos autos, reconheceu que
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
Logo, não há discrepância entre o que assentado pelo Superior
Tribunal de Justiça nesse aspecto e a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal, razão pela qual a pretendida redução da pena-base ao mínimo
legal não prospera.
Em arremate, anoto que a via estreita do habeas corpus não permite
que se proceda à ponderação e ao reexame de circunstâncias judiciais
valoradas negativamente na sentença condenatória para a fixação da
pena. Confira-se:
“RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS.
FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL.
INDICAÇÃO DE FUNDAMENTOS CONCRETOS E EM TESE
VÁLIDOS. ORDEM DENEGADA. 1. Não há nulidade na
decisão que indica os fatos para a fixação da pena acima do
mínimo legal, não se prestando o habeas corpus para ponderar,
em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas
pelas instâncias de mérito (Habeas Corpus n. 87.684, Rel.
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 26.5.2007; Habeas Corpus n.
88.132, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.6.2006, e Recurso
Ordinário em Habeas Corpus n. 90.525, Rel. Ministro Sepúlveda
Pertence, DJ 26.5.2007). 2. Recurso Ordinário em Habeas Corpus
ao qual se nega provimento” (RHC n 95.864/SE, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 31/10/08 –
grifei).
Perfilhando esse entendimento: HC n 117.435/SP, Primeira Turma,
de minha relatoria, DJe de 17/12/13; RHC n 121.092/SP, Primeira Turma,
Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/5/14; HC n 118.602/SP, Segunda
Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 11/3/14, e o HC n
111.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
DJe de 3/5/12.
Em relação ao reconhecimento da causa especial de redução de pena
em seu grau máximo (art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06), destaco que o juízo
processante, a partir dos elementos constantes dos autos, reconheceu que
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 127241 / SP
o paciente se dedicava ao tráfico de drogas.
Assim sendo, concluindo a instância ordinária, para afastar a
aludida causa de diminuição de pena, que o paciente se dedicava a
atividade criminosa, torna-se inviável a utilização do habeas corpus para
revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova que
ampararam aquela conclusão.
Nesse sentido:
“Recurso ordinário em habeas corpus. Tráfico de
entorpecentes. Causa de diminuição de pena (art. 33, § 4..., da
Lei n 11.343/06). Afirmado envolvimento da paciente com o
comércio ilícito de entorpecentes, fazendo disso o seu meio de
vida. Impossibilidade de reapreciação do contexto fático-
probatório na via estreita do habeas corpus. Recurso não
provido. 1. Encontra-se convenientemente motivado o
afastamento da minorante prevista no § 4... do art. 33 da Lei
11.343/06. 2. A primariedade e os bons antecedentes não são
suficientes à concessão do benefício, pois, nos termos da
redação do parágrafo acima mencionado, a aplicação da
redução da pena depende, ainda, de que o agente não se
dedique a atividades criminosas nem integre organização
criminosa. Precedentes. 3. Pelas circunstâncias descritas nos
autos, se percebe o envolvimento da paciente com o comércio
ilícito de entorpecentes, fazendo disso o seu meio de vida,
sendo certo que esta Suprema Corte, na via estreita do habeas
corpus, não pode reapreciar o conjunto probatório dos autos
para identificar eventual possibilidade de aplicar a pleiteada
redução. Precedentes. 4. Recurso não provido” (RHC n
105.150/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 4/5/12
– grifei).
No mesmo sentido, da Segunda Turma, o HC n 125.991/MG, de
minha relatoria, DJe de 28/4/15.
Diga-se, ademais, que
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
o paciente se dedicava ao tráfico de drogas.
Assim sendo, concluindo a instância ordinária, para afastar a
aludida causa de diminuição de pena, que o paciente se dedicava a
atividade criminosa, torna-se inviável a utilização do habeas corpus para
revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova que
ampararam aquela conclusão.
Nesse sentido:
“Recurso ordinário em habeas corpus. Tráfico de
entorpecentes. Causa de diminuição de pena (art. 33, § 4..., da
Lei n 11.343/06). Afirmado envolvimento da paciente com o
comércio ilícito de entorpecentes, fazendo disso o seu meio de
vida. Impossibilidade de reapreciação do contexto fático-
probatório na via estreita do habeas corpus. Recurso não
provido. 1. Encontra-se convenientemente motivado o
afastamento da minorante prevista no § 4... do art. 33 da Lei
11.343/06. 2. A primariedade e os bons antecedentes não são
suficientes à concessão do benefício, pois, nos termos da
redação do parágrafo acima mencionado, a aplicação da
redução da pena depende, ainda, de que o agente não se
dedique a atividades criminosas nem integre organização
criminosa. Precedentes. 3. Pelas circunstâncias descritas nos
autos, se percebe o envolvimento da paciente com o comércio
ilícito de entorpecentes, fazendo disso o seu meio de vida,
sendo certo que esta Suprema Corte, na via estreita do habeas
corpus, não pode reapreciar o conjunto probatório dos autos
para identificar eventual possibilidade de aplicar a pleiteada
redução. Precedentes. 4. Recurso não provido” (RHC n
105.150/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 4/5/12
– grifei).
No mesmo sentido, da Segunda Turma, o HC n 125.991/MG, de
minha relatoria, DJe de 28/4/15.
Diga-se, ademais, que
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 127241 / SP
“[a] conduta social do réu, o concurso de agentes, a
quantidade e a natureza do entorpecente, os apetrechos
utilizados e as circunstâncias em que a droga foi apreendida
podem constituir o amparo probatório para o magistrado
reconhecer a dedicação do réu à atividade criminosa” (RHC n
116.926/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe
de 4/9/13).
Portanto, mostra-se inviável a aplicação da aludida causa especial de
redução de pena, ainda mais em seu grau máximo.
No tocante à fixação do regime inicialmente fechado, não constato
ilegalidade flagrante na sua fixação para o início do cumprimento da
pena de 7 (sete) anos, 1 (um) mês e 5 (cinco) dias de reclusão aplicada ao
paciente, pois essa tem por base, como se verifica no acórdão da apelação,
as condições subjetivas valoradas negativamente (fl. 1068 - anexo 15).
Por fim, a questão relativa à substituição da pena privativa de
liberdade por outra restritiva de direitos, encontra-se prejudicada, uma
vez que o paciente não preenche os requisitos previstos no art. 44 do
Código Penal, pois a pena privativa de liberdade foi fixada em patamar
superior a 4 (quatro) anos.
Com essas considerações, denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.
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Supremo Tribunal Federal
HC 127241 / SP
“[a] conduta social do réu, o concurso de agentes, a
quantidade e a natureza do entorpecente, os apetrechos
utilizados e as circunstâncias em que a droga foi apreendida
podem constituir o amparo probatório para o magistrado
reconhecer a dedicação do réu à atividade criminosa” (RHC n
116.926/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe
de 4/9/13).
Portanto, mostra-se inviável a aplicação da aludida causa especial de
redução de pena, ainda mais em seu grau máximo.
No tocante à fixação do regime inicialmente fechado, não constato
ilegalidade flagrante na sua fixação para o início do cumprimento da
pena de 7 (sete) anos, 1 (um) mês e 5 (cinco) dias de reclusão aplicada ao
paciente, pois essa tem por base, como se verifica no acórdão da apelação,
as condições subjetivas valoradas negativamente (fl. 1068 - anexo 15).
Por fim, a questão relativa à substituição da pena privativa de
liberdade por outra restritiva de direitos, encontra-se prejudicada, uma
vez que o paciente não preenche os requisitos previstos no art. 44 do
Código Penal, pois a pena privativa de liberdade foi fixada em patamar
superior a 4 (quatro) anos.
Com essas considerações, denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.
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Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 127.241
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos
termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 127.241
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos
termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9194572
Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 127 . 241",
"HC 127241 / SP",
"RHC n 116 . 926 / DF",
"HC 127241 / SP",
"RHC n 116 . 926 / DF",
"HC 127241 / SP",
"HC 127241 / SP",
"HABEAS CORPUS 127 . 241",
"AREsp n 398 . 737 / SP",
"HABEAS CORPUS 127 . 241",
"AREsp n 398 . 737 / SP",
"HC 127241 / SP",
"HC 127241 / SP",
"HC 127241 / SP",
"HC 127241 / SP",
"HABEAS CORPUS 127 . 241 SÃO PAULO",
"AREsp n 398 . 737 / SP",
"HABEAS CORPUS 127 . 241",
"AREsp n 398 . 737 / SP",
"HC 127241 / SP",
"HC 127241 / SP",
"HC 127241 / SP",
"HC 127241 / SP",
"HC 127241 / SP",
"HC 127241 / SP",
"HC 127241 / SP",
"HC 127241 / SP",
"HC 127241 / SP",
"RHC n 122 . 598 / SP",
"RHC n 123 . 367 / SP",
"HC n 122 . 344 / SP",
"RHC n 122 .",
"175",
"/",
"MG",
"HC 127241 / SP",
"RHC n 122 . 598 / SP",
"RHC n 123 . 367 / SP",
"HC n 122 . 344 / SP",
"RHC n 122 . 175 / MG",
"HC 127241 / SP",
"Habeas Corpus n . 87 . 684",
"Habeas Corpus n . 88 . 132",
"Recurso Ordinário em Habeas Corpus n . 90 . 525",
"RHC n 95 . 864 / SE",
"HC n 117 . 435 / SP",
"RHC n 121 . 092 / SP",
"HC n 118 . 602 / SP",
"HC n 111 . 398 / SP",
"HC 127241 / SP",
"Habeas Corpus n . 87 . 684",
"Habeas Corpus n . 88 . 132",
"Recurso Ordinário em Habeas Corpus n . 90 . 525",
"RHC n 95 . 864 / SE",
"HC n 117 . 435 / SP",
"RHC n 121 . 092 / SP",
"HC n 118 . 602 / SP",
"HC n 111 . 398 / SP",
"HC 127241 / SP",
"RHC n 105 . 150 / MG",
"HC n 125 . 991 / MG",
"HC 127241 / SP",
"RHC n 105 . 150 / MG",
"HC n 125 . 991 / MG",
"HC 127241 / SP",
"RHC n 116 . 926 / DF",
"HC 127241 / SP",
"RHC n 116 . 926 / DF",
"HABEAS CORPUS 127 . 241",
"HABEAS CORPUS 127 . 241"
],
"LEGISLACAO": [
"Artigo 33 , caput , c / c art . 40 , inciso I , ambos da Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 42 da Lei n 11 . 343 / 06",
"§ 4 . . . do",
"art . 33 da Lei de Drogas",
"Código Penal Brasileiro , art . 44 , inciso I",
"art . 42 da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 44 , inciso I",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 44 , inciso I",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 42 da Lei 11343 / 2006",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 42 da Lei 11343 / 2006",
"§ 4 . . . , do art . 33 , da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 , caput e § 4 . . . , c / c artigo 40 , inciso I , da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 4 . . . , c / c",
"artigo 40 , inciso I , da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 da lei 11 . 343 / 2006",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"312 do Código de Processo Penal",
"artigo 361 do Código de Processo Penal",
"artigo 33 , caput , c / c artigo 40 , I , ambos da Lei 11 . 343 / 2006",
"§ 4 . . . do artigo 33 da lei 11 . 343 / 2006",
"artigo 33 , caput , c / c artigo 40 , I , da Lei 11 .",
"343",
"artigo 40 , I , da lei 11 . 343 / 2006",
"artigo 33 , § 4 . . . , Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"312 do Código de Processo Penal",
"artigo 361 do Código de Processo Penal",
"artigo 33 , caput , c / c artigo 40 , I , ambos da Lei 11 . 343 / 2006",
"§",
"artigo 33 da lei 11 . 343 / 2006",
"artigo 33 , caput , c / c artigo 40 , I , da Lei 11 . 343 / 2006",
"artigo 40 , I , da lei 11 . 343 / 2006",
"artigo 33 , § 4 . . . ,",
"Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da lei 11 . 343 / 2006",
"artigo 33 do Código Penal",
"§ 1 . . . , do artigo 2 . . . da lei 8 . 072 / 1990",
"Lei de Drogas",
"art . 33 , § 2 . . . , “ b ” do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 4 . . . do art . 33 da lei 11 . 343 / 2006",
"artigo 33 do Código Penal",
"§ 1 . . . , do artigo 2 . . . da lei 8 . 072 / 1990",
"Lei de Drogas",
"art . 33 , § 2 . . . , “ b ” do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 44 , III , do Código Penal",
"§",
"ART . 33 DA LEI N . 11 . 343 / 2006",
"ART . 44 , I , DO CÓDIGO PENAL",
"Código Penal Brasileiro",
"art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 59 do Código Penal",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 44 , III , do Código Penal",
"§ 4 . . . DO",
"ART . 33 DA LEI N . 11 . 343 / 2006",
"ART . 44 , I , DO CÓDIGO PENAL",
"Código Penal Brasileiro",
"art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 59 do Código Penal",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 44 , I , do Código Penal",
"art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 59 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 44 , I , do Código Penal",
"art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 59 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 33 da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Aeroporto Internacional de Guarulhos / SP",
"Barcelona",
"SÃO PAULO",
"Aeroporto Internacional de Guarulhos / SP",
"Barcelona",
"Itaí",
"/ São Paulo",
"Itaí",
"/ São Paulo",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"IBERIA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"IBERIA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma do",
"e",
".",
"TRF 03 . . . Região",
"Ministério Público Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"INTERPOL",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma do",
"e",
". TRF 03 . . . Região",
"Ministério Público Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Defensoria Pública da União",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"6",
"Vara de Guarulhos",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de",
"Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Interpol",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público",
"Superior Tribunal de Justiça",
"DPU",
"/",
"SP",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Interpol",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público",
"e",
"Superior Tribunal de Justiça",
"DPU",
"/",
"SP",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Defensoria Pública",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Defensoria Pública da União",
"e",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Defensoria Pública",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"DPU",
"/",
"CATEGORIA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"DPU",
"CATEGORIA ESPECIAL",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA",
"DIAS TOFFOLI",
"Pedro Felix Choquehuanca Silva",
"Ericson Maranho",
"DIAS TOFFOLI",
"PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA",
"DIAS TOFFOLI",
"Pedro Felix Choquehuanca Silva",
"Ericson Maranho",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Edson Oliveira de Almeida",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ericson Maranho",
"PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA",
"Yenny",
"PEDRO",
"Basilia",
"Yenny",
"Pedro Felix",
"DIAS TOFFOLI",
"Ericson Maranho",
"PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA",
"Yenny",
"PEDRO",
"Basilia",
"Yenny",
"Pedro Felix",
"DIAS TOFFOLI",
"Marcelo Pires da Silva",
"Pedro",
"Pedro Felix",
"Marcelo Pires da Silva",
"Pedro",
"Pedro Felix",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Pedro",
"Pedro",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Teori Zavascki",
"Rosa Weber",
"Ricardo Lewandowski",
"Ericson Maranho",
"Teori Zavascki",
"Rosa Weber",
"Ricardo Lewandowski",
"Ericson Maranho",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Teori Zavascki",
"Ricardo Lewandowski",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Teori Zavascki",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"DIAS TOFFOLI",
"PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"9",
"/",
"13",
"4 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"9",
"/",
"13",
"4 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"13 de fevereiro de 2007",
"07 de maio de 2007",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"13 de fevereiro de 2007",
"07 de maio de 2007",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"Ano",
"Novo",
"2009",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"Ano Novo",
"2009",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
"/",
"01",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
"/",
"01",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
"/",
"10",
"/",
"14",
"21",
"/",
"11",
"/",
"14",
"6",
"/",
"10",
"/",
"14",
"6",
"/",
"6",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
"/",
"10",
"/",
"14",
"21",
"/",
"11",
"/",
"14",
"6",
"/",
"10",
"/",
"14",
"6",
"/",
"6",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"5",
".",
"2007",
"2",
".",
"6",
".",
"2006",
"26",
".",
"5",
".",
"2007",
"31",
"/",
"10",
"/",
"08",
"17",
"/",
"12",
"/",
"13",
"12",
"/",
"5",
"/",
"14",
"11",
"/",
"3",
"/",
"14",
"3",
"/",
"5",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"5",
".",
"2007",
"2",
".",
"6",
".",
"2006",
"26",
".",
"5",
".",
"2007",
"31",
"/",
"10",
"/",
"08",
"17",
"/",
"12",
"/",
"13",
"12",
"/",
"5",
"/",
"14",
"11",
"/",
"3",
"/",
"14",
"3",
"/",
"5",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"5",
"/",
"12",
"28",
"/",
"4",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"5",
"/",
"12",
"28",
"/",
"4",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"9",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"9",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.677
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:J M DE M A S
ADV.(A/S)
:AMAURI SERRALVO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE
PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF.
CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS.
1. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto
à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se
a fazer observações genéricas sobre o tema. A peça de recurso, portanto,
não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Precedente.
2. A alegada violação aos dispositivos constitucionais não foi objeto
de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem. Tampouco foram
opostos embargos de declaração para suprimir eventual omissão, de
modo que o recurso extraordinário carece do necessário
prequestionamento, nos termos das Súmulas 282 e 356/STF.
3. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam
imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional pertinente e
uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8548824.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 858677 AGR / DF
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8548824.
Supremo Tribunal Federal
ARE 858677 AGR / DF
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.677
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:J M DE M A S
ADV.(A/S)
:AMAURI SERRALVO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo pelos seguintes
fundamentos:
(i)
a parte recorrente não apresentou mínima
fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais
discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal
como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser
aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do
caso concreto, o que não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC;
(ii) a alegada violação aos dispositivos constitucionais não foi objeto de
apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem. Tampouco foram opostos
embargos de declaração para suprimir eventual omissão, de modo que o
recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos
termos das Súmulas 282 e 356/STF; (iii) para chegar a conclusão diversa
do acórdão recorrido, seriam imprescindíveis a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos, procedimentos inviáveis em
recurso extraordinário. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 279/STF.
2.
A parte agravante aduz que: (i) “o v. acórdão recorrido fere
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.677
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:J M DE M A S
ADV.(A/S)
:AMAURI SERRALVO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo pelos seguintes
fundamentos:
(i)
a parte recorrente não apresentou mínima
fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais
discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal
como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser
aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do
caso concreto, o que não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC;
(ii) a alegada violação aos dispositivos constitucionais não foi objeto de
apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem. Tampouco foram opostos
embargos de declaração para suprimir eventual omissão, de modo que o
recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos
termos das Súmulas 282 e 356/STF; (iii) para chegar a conclusão diversa
do acórdão recorrido, seriam imprescindíveis a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos, procedimentos inviáveis em
recurso extraordinário. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 279/STF.
2.
A parte agravante aduz que: (i) “o v. acórdão recorrido fere
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 858677 AGR / DF
garantias constitucionais ao reconhecer responsabilidade penal objetiva na
espécie e, portanto, ultrapassa os limites da lide, pois acaso mantido, atinge a
coletividade como um todo”; (ii) “conquanto o v. acórdão recorrido não tenha
expressamente feito menção aos incisos LV, LVII e XXXIX, do art. 5º, da Carta
Magna, examinou a matéria a ele pertinente, o que é suficiente para configurar o
chamado prequestionamento implícito, consoante a jurisprudência desse Colendo
Tribunal”; (iii) “todas as teses arguidas se referem a violações diretas à Carta
Magna e permeiam discussões eminentemente jurídicas, que não demandam
qualquer reexame de provas”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 858677 AGR / DF
garantias constitucionais ao reconhecer responsabilidade penal objetiva na
espécie e, portanto, ultrapassa os limites da lide, pois acaso mantido, atinge a
coletividade como um todo”; (ii) “conquanto o v. acórdão recorrido não tenha
expressamente feito menção aos incisos LV, LVII e XXXIX, do art. 5º, da Carta
Magna, examinou a matéria a ele pertinente, o que é suficiente para configurar o
chamado prequestionamento implícito, consoante a jurisprudência desse Colendo
Tribunal”; (iii) “todas as teses arguidas se referem a violações diretas à Carta
Magna e permeiam discussões eminentemente jurídicas, que não demandam
qualquer reexame de provas”.
3.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.677
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado:
PENAL E PROCESSO PENAL. APELAÇÃO. CRIME
CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. PRELIMINAR.
INÉPCIA DA DENÚNCIA. REJEIÇÃO. MÉRITO. PROVA
SATISFATÓRIA. DOLO ESPECÍFICO DE REDUZIR OU
SUPRIMIR TRIBUTO. ART. 1º, II E V, LEI 8.137/90.
INTERPRETAÇÃO LITERAL. SUFICIÊNCIA. ERRO DE
PROIBIÇÃO. INVIÁVEL. PENA DE MULTA. EXTINÇÃO
DO BTN - BÔNUS DO TESOURO NACIONAL.
EXCLUSÃO. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
1. Observa-se que a denúncia foi elaborada de modo
a permitir o exercício do contraditório e da ampla defesa
por parte do acusado, nos termos do art. 41 do Código de
Processo Penal, assim, rejeitada a preliminar de inépcia da
exordial.
2. Nos crimes contra a ordem tributária havendo
provas satisfatórias da autoria criminosa a condenação é
medida que se impõem.
3. Nos delitos tributários, sobressaindo a vontade de
suprimir ou reduzir o valor do tributo, durante longo
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.677
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado:
PENAL E PROCESSO PENAL. APELAÇÃO. CRIME
CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. PRELIMINAR.
INÉPCIA DA DENÚNCIA. REJEIÇÃO. MÉRITO. PROVA
SATISFATÓRIA. DOLO ESPECÍFICO DE REDUZIR OU
SUPRIMIR TRIBUTO. ART. 1º, II E V, LEI 8.137/90.
INTERPRETAÇÃO LITERAL. SUFICIÊNCIA. ERRO DE
PROIBIÇÃO. INVIÁVEL. PENA DE MULTA. EXTINÇÃO
DO BTN - BÔNUS DO TESOURO NACIONAL.
EXCLUSÃO. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
1. Observa-se que a denúncia foi elaborada de modo
a permitir o exercício do contraditório e da ampla defesa
por parte do acusado, nos termos do art. 41 do Código de
Processo Penal, assim, rejeitada a preliminar de inépcia da
exordial.
2. Nos crimes contra a ordem tributária havendo
provas satisfatórias da autoria criminosa a condenação é
medida que se impõem.
3. Nos delitos tributários, sobressaindo a vontade de
suprimir ou reduzir o valor do tributo, durante longo
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 858677 AGR / DF
período de tempo, a condenação se impõe, haja vista
restar configurado o dolo necessário para configurar o
delito.
4. Inviável tese de erro de proibição (art. 21 CP), se o
entendimento de que a comercialização de mercadorias
entre diferentes Unidades da Federação envolve
sistemática de recolhimento de tributos mais complexa,
não extrapola a capacidade do homem médio, mormente
daquele que se dispõe a gerenciar ou administrar
determinada empresa.
5. Não havendo amparo legal para a cobrança da
aplicação de multa, uma vez que extinto o BTN (Lei n.
8.177/91), exclui-se da r. sentença a condenação da pena
pecuniária.
6. Recurso parcialmente provido para extirpar da r.
sentença a pena de multa.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
5º, LV, LVII e XXXIX, da Constituição. Aduz que o acórdão
recorrido não observou corretamente a inépcia da inicial, bem como
está fixado contrariamente à prova dos autos.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob
fundamento de que incidem, no caso, as Súmulas 279, 282 e
356/STF.
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação
quanto à repercussão geral das questões constitucionais
discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o
tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral
apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso,
independentemente das especificidades do caso concreto, o que
não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Como já
decidido por este Tribunal, a simples descrição do instituto da
repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente
do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a
2
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ARE 858677 AGR / DF
período de tempo, a condenação se impõe, haja vista
restar configurado o dolo necessário para configurar o
delito.
4. Inviável tese de erro de proibição (art. 21 CP), se o
entendimento de que a comercialização de mercadorias
entre diferentes Unidades da Federação envolve
sistemática de recolhimento de tributos mais complexa,
não extrapola a capacidade do homem médio, mormente
daquele que se dispõe a gerenciar ou administrar
determinada empresa.
5. Não havendo amparo legal para a cobrança da
aplicação de multa, uma vez que extinto o BTN (Lei n.
8.177/91), exclui-se da r. sentença a condenação da pena
pecuniária.
6. Recurso parcialmente provido para extirpar da r.
sentença a pena de multa.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
5º, LV, LVII e XXXIX, da Constituição. Aduz que o acórdão
recorrido não observou corretamente a inépcia da inicial, bem como
está fixado contrariamente à prova dos autos.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob
fundamento de que incidem, no caso, as Súmulas 279, 282 e
356/STF.
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação
quanto à repercussão geral das questões constitucionais
discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o
tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral
apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso,
independentemente das especificidades do caso concreto, o que
não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Como já
decidido por este Tribunal, a simples descrição do instituto da
repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente
do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a
2
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 858677 AGR / DF
questão específica apresentada no recurso extraordinário seria
relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e
ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (RE 596.579
AgR/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
De qualquer forma, a alegada violação aos dispositivos
constitucionais não foi objeto de apreciação pelo acórdão do
Tribunal de origem. Tampouco foram opostos embargos de
declaração para suprimir eventual omissão, de modo que o
recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento,
nos termos das Súmulas 282 e 356/STF.
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, seriam imprescindíveis a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos
e do material probatório constante dos autos, procedimentos
inviáveis em recurso extraordinário. Nessas condições, a
hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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ARE 858677 AGR / DF
questão específica apresentada no recurso extraordinário seria
relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e
ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (RE 596.579
AgR/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
De qualquer forma, a alegada violação aos dispositivos
constitucionais não foi objeto de apreciação pelo acórdão do
Tribunal de origem. Tampouco foram opostos embargos de
declaração para suprimir eventual omissão, de modo que o
recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento,
nos termos das Súmulas 282 e 356/STF.
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, seriam imprescindíveis a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos
e do material probatório constante dos autos, procedimentos
inviáveis em recurso extraordinário. Nessas condições, a
hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.677
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : J M DE M A S
ADV.(A/S) : AMAURI SERRALVO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.677
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : J M DE M A S
ADV.(A/S) : AMAURI SERRALVO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8618190
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-03T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
1. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. A peça de recurso, portanto, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Precedente.
2. A alegada violação aos dispositivos constitucionais não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem. Tampouco foram opostos embargos de declaração para suprimir eventual omissão, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos das Súmulas 282 e 356/STF.
3. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur307219
|
Número de páginas: 8.
Análise: 22/06/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
858677
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 858677 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : J M DE M A S
ADV.(A/S) : AMAURI SERRALVO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.677
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:J M DE M A S
ADV.(A/S)
:AMAURI SERRALVO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE
PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal.
CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS.
1. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto
à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se
a fazer observações genéricas sobre o tema. A peça de recurso, portanto,
não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. Precedente.
2. A alegada violação aos dispositivos constitucionais não foi objeto
de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem. Tampouco foram
opostos embargos de declaração para suprimir eventual omissão, de
modo que o recurso extraordinário carece do necessário
prequestionamento, nos termos das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
3. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam
imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional pertinente e
uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
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Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 858677 AGR / DF
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 858677 AGR / DF
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.677
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:J M DE M A S
ADV.(A/S)
:AMAURI SERRALVO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo pelos seguintes
fundamentos:
(i)
a parte recorrente não apresentou mínima
fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais
discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal
como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser
aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do
caso concreto, o que não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil;
(ii) a alegada violação aos dispositivos constitucionais não foi objeto de
apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem. Tampouco foram opostos
embargos de declaração para suprimir eventual omissão, de modo que o
recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos
termos das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal; (iii) para chegar a conclusão diversa
do acórdão recorrido, seriam imprescindíveis a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos, procedimentos inviáveis em
recurso extraordinário. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
2.
A parte agravante aduz que: (i) “o v. acórdão recorrido fere
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.677
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:J M DE M A S
ADV.(A/S)
:AMAURI SERRALVO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo pelos seguintes
fundamentos:
(i)
a parte recorrente não apresentou mínima
fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais
discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal
como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser
aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do
caso concreto, o que não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil;
(ii) a alegada violação aos dispositivos constitucionais não foi objeto de
apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem. Tampouco foram opostos
embargos de declaração para suprimir eventual omissão, de modo que o
recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos
termos das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal; (iii) para chegar a conclusão diversa
do acórdão recorrido, seriam imprescindíveis a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos, procedimentos inviáveis em
recurso extraordinário. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
2.
A parte agravante aduz que: (i) “o v. acórdão recorrido fere
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 858677 AGR / DF
garantias constitucionais ao reconhecer responsabilidade penal objetiva na
espécie e, portanto, ultrapassa os limites da lide, pois acaso mantido, atinge a
coletividade como um todo”; (ii) “conquanto o v. acórdão recorrido não tenha
expressamente feito menção aos incisos LV, LVII e XXXIX, do art. 5..., da Carta
Magna, examinou a matéria a ele pertinente, o que é suficiente para configurar o
chamado prequestionamento implícito, consoante a jurisprudência desse Colendo
Tribunal”; (iii) “todas as teses arguidas se referem a violações diretas à Carta
Magna e permeiam discussões eminentemente jurídicas, que não demandam
qualquer reexame de provas”.
3.
É o relatório.
2
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ARE 858677 AGR / DF
garantias constitucionais ao reconhecer responsabilidade penal objetiva na
espécie e, portanto, ultrapassa os limites da lide, pois acaso mantido, atinge a
coletividade como um todo”; (ii) “conquanto o v. acórdão recorrido não tenha
expressamente feito menção aos incisos LV, LVII e XXXIX, do art. 5..., da Carta
Magna, examinou a matéria a ele pertinente, o que é suficiente para configurar o
chamado prequestionamento implícito, consoante a jurisprudência desse Colendo
Tribunal”; (iii) “todas as teses arguidas se referem a violações diretas à Carta
Magna e permeiam discussões eminentemente jurídicas, que não demandam
qualquer reexame de provas”.
3.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.677
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado:
PENAL E PROCESSO PENAL. APELAÇÃO. CRIME
CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. PRELIMINAR.
INÉPCIA DA DENÚNCIA. REJEIÇÃO. MÉRITO. PROVA
SATISFATÓRIA. DOLO ESPECÍFICO DE REDUZIR OU
SUPRIMIR TRIBUTO. ART. 1..., II E V, LEI 8.137/90.
INTERPRETAÇÃO LITERAL. SUFICIÊNCIA. ERRO DE
PROIBIÇÃO. INVIÁVEL. PENA DE MULTA. EXTINÇÃO
DO BTN - BÔNUS DO TESOURO NACIONAL.
EXCLUSÃO. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
1. Observa-se que a denúncia foi elaborada de modo
a permitir o exercício do contraditório e da ampla defesa
por parte do acusado, nos termos do art. 41 do Código de
Processo Penal, assim, rejeitada a preliminar de inépcia da
exordial.
2. Nos crimes contra a ordem tributária havendo
provas satisfatórias da autoria criminosa a condenação é
medida que se impõem.
3. Nos delitos tributários, sobressaindo a vontade de
suprimir ou reduzir o valor do tributo, durante longo
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.677
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado:
PENAL E PROCESSO PENAL. APELAÇÃO. CRIME
CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. PRELIMINAR.
INÉPCIA DA DENÚNCIA. REJEIÇÃO. MÉRITO. PROVA
SATISFATÓRIA. DOLO ESPECÍFICO DE REDUZIR OU
SUPRIMIR TRIBUTO. ART. 1..., II E V, LEI 8.137/90.
INTERPRETAÇÃO LITERAL. SUFICIÊNCIA. ERRO DE
PROIBIÇÃO. INVIÁVEL. PENA DE MULTA. EXTINÇÃO
DO BTN - BÔNUS DO TESOURO NACIONAL.
EXCLUSÃO. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
1. Observa-se que a denúncia foi elaborada de modo
a permitir o exercício do contraditório e da ampla defesa
por parte do acusado, nos termos do art. 41 do Código de
Processo Penal, assim, rejeitada a preliminar de inépcia da
exordial.
2. Nos crimes contra a ordem tributária havendo
provas satisfatórias da autoria criminosa a condenação é
medida que se impõem.
3. Nos delitos tributários, sobressaindo a vontade de
suprimir ou reduzir o valor do tributo, durante longo
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8548826.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 858677 AGR / DF
período de tempo, a condenação se impõe, haja vista
restar configurado o dolo necessário para configurar o
delito.
4. Inviável tese de erro de proibição (art. 21 Código Penal Brasileiro), se o
entendimento de que a comercialização de mercadorias
entre diferentes Unidades da Federação envolve
sistemática de recolhimento de tributos mais complexa,
não extrapola a capacidade do homem médio, mormente
daquele que se dispõe a gerenciar ou administrar
determinada empresa.
5. Não havendo amparo legal para a cobrança da
aplicação de multa, uma vez que extinto o BTN (Lei n.
8.177/91), exclui-se da r. sentença a condenação da pena
pecuniária.
6. Recurso parcialmente provido para extirpar da r.
sentença a pena de multa.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
5..., LV, LVII e XXXIX, da Constituição. Aduz que o acórdão
recorrido não observou corretamente a inépcia da inicial, bem como
está fixado contrariamente à prova dos autos.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob
fundamento de que incidem, no caso, as Súmulas 279, 282 e
356/Supremo Tribunal Federal.
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação
quanto à repercussão geral das questões constitucionais
discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o
tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral
apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso,
independentemente das especificidades do caso concreto, o que
não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. Como já
decidido por este Tribunal, a simples descrição do instituto da
repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente
do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a
2
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ARE 858677 AGR / DF
período de tempo, a condenação se impõe, haja vista
restar configurado o dolo necessário para configurar o
delito.
4. Inviável tese de erro de proibição (art. 21 Código Penal Brasileiro), se o
entendimento de que a comercialização de mercadorias
entre diferentes Unidades da Federação envolve
sistemática de recolhimento de tributos mais complexa,
não extrapola a capacidade do homem médio, mormente
daquele que se dispõe a gerenciar ou administrar
determinada empresa.
5. Não havendo amparo legal para a cobrança da
aplicação de multa, uma vez que extinto o BTN (Lei n.
8.177/91), exclui-se da r. sentença a condenação da pena
pecuniária.
6. Recurso parcialmente provido para extirpar da r.
sentença a pena de multa.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
5..., LV, LVII e XXXIX, da Constituição. Aduz que o acórdão
recorrido não observou corretamente a inépcia da inicial, bem como
está fixado contrariamente à prova dos autos.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob
fundamento de que incidem, no caso, as Súmulas 279, 282 e
356/Supremo Tribunal Federal.
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação
quanto à repercussão geral das questões constitucionais
discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o
tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral
apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso,
independentemente das especificidades do caso concreto, o que
não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. Como já
decidido por este Tribunal, a simples descrição do instituto da
repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente
do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a
2
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 858677 AGR / DF
questão específica apresentada no recurso extraordinário seria
relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e
ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (Recurso Extraordinário 596.579
AgR/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
De qualquer forma, a alegada violação aos dispositivos
constitucionais não foi objeto de apreciação pelo acórdão do
Tribunal de origem. Tampouco foram opostos embargos de
declaração para suprimir eventual omissão, de modo que o
recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento,
nos termos das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, seriam imprescindíveis a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos
e do material probatório constante dos autos, procedimentos
inviáveis em recurso extraordinário. Nessas condições, a
hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 858677 AGR / DF
questão específica apresentada no recurso extraordinário seria
relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e
ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (Recurso Extraordinário 596.579
AgR/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
De qualquer forma, a alegada violação aos dispositivos
constitucionais não foi objeto de apreciação pelo acórdão do
Tribunal de origem. Tampouco foram opostos embargos de
declaração para suprimir eventual omissão, de modo que o
recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento,
nos termos das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, seriam imprescindíveis a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos
e do material probatório constante dos autos, procedimentos
inviáveis em recurso extraordinário. Nessas condições, a
hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.677
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : J M DE M A S
ADV.(A/S) : AMAURI SERRALVO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.677
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : J M DE M A S
ADV.(A/S) : AMAURI SERRALVO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858 . 677",
"SÚMULAS 282",
"Súmulas 282",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 858677",
"ARE 858677 AGR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 858677 AGR / DF",
"ARE 858677 AGR / DF",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858 . 677",
"ARE 858677 AGR / DF",
"Súmulas 279 , 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279",
"ARE 858677 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 596 . 579 AgR / MG",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 858677 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 596 . 579 AgR / MG",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos LV , LVII e XXXIX , do art . 5 . . . , da",
"Carta Magna",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos LV , LVII e XXXIX , do art . 5 . . . , da Carta Magna",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 1 . . . , II E V , LEI 8 . 137 / 90",
"art . 41 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 1 . . . , II E V , LEI 8 . 137 / 90",
"art . 41 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 21 Código Penal Brasileiro",
"Lei n . 8 . 177 / 91",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LV , LVII e XXXIX , da Constituição",
"art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 21 Código Penal Brasileiro",
"Lei n . 8 . 177 / 91",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LV , LVII e XXXIX , da Constituição",
"art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"BTN",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"BTN",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"AMAURI SERRALVO",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"AMAURI SERRALVO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"AMAURI SERRALVO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"ROBERTO BARROSO",
"AMAURI SERRALVO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"AMAURI SERRALVO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PLANALTO TRANSPORTES LTDA
ADV.(A/S)
:RENATO ROMEU RENCK JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ICMS. TRANSPORTE.
ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE COISA JULGADA. CARÁTER
INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/STF.
PRECEDENTES.
1. Nos termos da jurisprudência da Corte, a alegação de violação à
coisa julgada, quando dependente do reexame do conjunto fático
probatório, não enseja a abertura da via extraordinária.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Aurélio.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PLANALTO TRANSPORTES LTDA
ADV.(A/S)
:RENATO ROMEU RENCK JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos
seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
da 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul, assim ementado:
‘APELAÇÃO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS.
COISA JULGADA. INEXISTÊNCIA.
Não havendo identidade entre as ações
anteriormente julgadas e a presente execução fiscal,
inexistente coisa julgada.
TRANSPORTE
INTERMUNICIPAL
DE
PASSAGEIROS. FISCALIZAÇÃO. COMPETÊNCIA DO
ESTADO.
É atribuição do Estado, no exercício de sua
autonomia político-administrativa, a fiscalização da
atividade de transporte intermunicipal de passageiros.
ÔNUS PROBATÓRIO. PRESUNÇÃO DE
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PLANALTO TRANSPORTES LTDA
ADV.(A/S)
:RENATO ROMEU RENCK JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos
seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
da 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul, assim ementado:
‘APELAÇÃO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS.
COISA JULGADA. INEXISTÊNCIA.
Não havendo identidade entre as ações
anteriormente julgadas e a presente execução fiscal,
inexistente coisa julgada.
TRANSPORTE
INTERMUNICIPAL
DE
PASSAGEIROS. FISCALIZAÇÃO. COMPETÊNCIA DO
ESTADO.
É atribuição do Estado, no exercício de sua
autonomia político-administrativa, a fiscalização da
atividade de transporte intermunicipal de passageiros.
ÔNUS PROBATÓRIO. PRESUNÇÃO DE
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
ARE 770742 AGR / RS
LEGITIMIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS.
Ausentes documentos que ilidam a presunção de
legitimidade do ato administrativo impugnado,
impossível se mostra a decretação da nulidade dos débitos
tributários. Precedentes.
TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. ATIVIDADE
PÚBLICA.
O transporte de passageiros é atividade pública,
passível de concessão, autorização ou permissão e o
transporte de pessoas é atividade livre à iniciativa privada.
A redução da base de cálculo e da alíquota do ICMS
é aplicável somente ao transporte de passageiros, cuja
finalidade é a redução das tarifas pagas pelos usuários de
serviço público.
COMPENSAÇÃO
DOS
CRÉDITOS
TRIBUTÁRIOS. AUSÊNCIA DE PEDIDO ESPECÍFICO.
Não tendo sido requerido, quando da propositura da
ação, a compensação dos créditos tributários, inviável à
sua concessão.
NULIDADE
DO
TÍTULO
EXECUTIVO.
PREJUDICADO .
Não tendo sido reconhecido o direito à
compensação, resta prejudicada a análise da nulidade do
título executivo.
APELAÇÃO DESPROVIDA’.
Foram interpostos embargos de declaração, aos quais foi
negado provimento.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
5°, I, II e XXXVI, da Constituição. Sustenta, em síntese, que o
acórdão recorrido contrariou o princípio da coisa julgada
quando deixou de aplicar a decisão proferida no sentido de
aplicar um regime tributário único ao transporte de pessoas por
meio das linhas regulares e por meio de afretamento, consoante
decidido na ação declaratória nº 1.05.0034011-3.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 770742 AGR / RS
LEGITIMIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS.
Ausentes documentos que ilidam a presunção de
legitimidade do ato administrativo impugnado,
impossível se mostra a decretação da nulidade dos débitos
tributários. Precedentes.
TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. ATIVIDADE
PÚBLICA.
O transporte de passageiros é atividade pública,
passível de concessão, autorização ou permissão e o
transporte de pessoas é atividade livre à iniciativa privada.
A redução da base de cálculo e da alíquota do ICMS
é aplicável somente ao transporte de passageiros, cuja
finalidade é a redução das tarifas pagas pelos usuários de
serviço público.
COMPENSAÇÃO
DOS
CRÉDITOS
TRIBUTÁRIOS. AUSÊNCIA DE PEDIDO ESPECÍFICO.
Não tendo sido requerido, quando da propositura da
ação, a compensação dos créditos tributários, inviável à
sua concessão.
NULIDADE
DO
TÍTULO
EXECUTIVO.
PREJUDICADO .
Não tendo sido reconhecido o direito à
compensação, resta prejudicada a análise da nulidade do
título executivo.
APELAÇÃO DESPROVIDA’.
Foram interpostos embargos de declaração, aos quais foi
negado provimento.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
5°, I, II e XXXVI, da Constituição. Sustenta, em síntese, que o
acórdão recorrido contrariou o princípio da coisa julgada
quando deixou de aplicar a decisão proferida no sentido de
aplicar um regime tributário único ao transporte de pessoas por
meio das linhas regulares e por meio de afretamento, consoante
decidido na ação declaratória nº 1.05.0034011-3.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
ARE 770742 AGR / RS
A decisão agravada negou seguimento ao recurso, sob o
fundamento de tratar-se de ofensa reflexa.
Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, em casos
análogos, já se manifestou no sentido da necessidade de
revolvimento do acervo probatório quando se objetiva discutir
as circunstâncias motivadoras do reconhecimento, ou não, da
coisa julgada. De fato, note-se que, no caso dos autos, o acórdão
recorrido consignou o seguinte:
‘Não havendo identidade entre as ações
anteriormente julgadas e a presente execução fiscal,
inexistente coisa julgada’.
Com efeito, não cabe a esta Corte dissentir das premissas
fáticas já estabelecidas pelo Tribunal de origem. Mostra-se
aplicável, portanto, o enunciado da Súmula 279/STF, conforme
demonstrado nos seguintes precedentes:
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Execução de sentença. Precatório. Erro material nos
cálculos da contadoria. coisa julgada. 3. Matéria de índole
infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Reexame fático-
probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do
STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’. (AI
765.504-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL
CIVIL. COISA JULGADA. NECESSIDADE DE ANÁLISE
PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
TEMA SEM REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTE.
NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS DA
CAUSA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’. (ARE 800.013-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen
Lúcia)
3
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ARE 770742 AGR / RS
A decisão agravada negou seguimento ao recurso, sob o
fundamento de tratar-se de ofensa reflexa.
Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, em casos
análogos, já se manifestou no sentido da necessidade de
revolvimento do acervo probatório quando se objetiva discutir
as circunstâncias motivadoras do reconhecimento, ou não, da
coisa julgada. De fato, note-se que, no caso dos autos, o acórdão
recorrido consignou o seguinte:
‘Não havendo identidade entre as ações
anteriormente julgadas e a presente execução fiscal,
inexistente coisa julgada’.
Com efeito, não cabe a esta Corte dissentir das premissas
fáticas já estabelecidas pelo Tribunal de origem. Mostra-se
aplicável, portanto, o enunciado da Súmula 279/STF, conforme
demonstrado nos seguintes precedentes:
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Execução de sentença. Precatório. Erro material nos
cálculos da contadoria. coisa julgada. 3. Matéria de índole
infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Reexame fático-
probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do
STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’. (AI
765.504-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL
CIVIL. COISA JULGADA. NECESSIDADE DE ANÁLISE
PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
TEMA SEM REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTE.
NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS DA
CAUSA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’. (ARE 800.013-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen
Lúcia)
3
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Relatório
ARE 770742 AGR / RS
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, a, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar-lhe
provimento”.
2.
A parte agravante sustenta que “a violação a coisa julgada
não depende da prévia análise da legislação infraconstitucional (ofensa reflexa),
mas sim, a garantia de aplicação direta da Constituição”. Insiste que não se
aplica, ao caso, a Súmula 279/STF, porquanto a discussão versa sobre
questão eminentemente de direito.
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 770742 AGR / RS
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, a, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar-lhe
provimento”.
2.
A parte agravante sustenta que “a violação a coisa julgada
não depende da prévia análise da legislação infraconstitucional (ofensa reflexa),
mas sim, a garantia de aplicação direta da Constituição”. Insiste que não se
aplica, ao caso, a Súmula 279/STF, porquanto a discussão versa sobre
questão eminentemente de direito.
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não merece provimento tendo em
vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente
rechaçados.
2.
O exame da matéria pressuporia uma nova apreciação dos
fatos e do seu enquadramento à legislação processual que disciplina, de
forma específica, o instituto da coisa julgada. Confira-se:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA
DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O
Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as
alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do
devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do
contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de
ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
circunstância essa que impede a utilização do recurso
extraordinário. Precedentes.” (AI 360.265/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Celso de Mello)
3.
No mesmo sentido, confiram-se outros precedentes: AIs
587.396-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; 710.529-AgR, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski; 754.994-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; 765.612-AgR,
da Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; 767.968-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; e
733.272-AgR, Rel. Min. Celso de Mello.
4.
No caso dos autos, o Tribunal de origem entendeu pela
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não merece provimento tendo em
vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente
rechaçados.
2.
O exame da matéria pressuporia uma nova apreciação dos
fatos e do seu enquadramento à legislação processual que disciplina, de
forma específica, o instituto da coisa julgada. Confira-se:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA
DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O
Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as
alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do
devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do
contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de
ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
circunstância essa que impede a utilização do recurso
extraordinário. Precedentes.” (AI 360.265/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Celso de Mello)
3.
No mesmo sentido, confiram-se outros precedentes: AIs
587.396-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; 710.529-AgR, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski; 754.994-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; 765.612-AgR,
da Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; 767.968-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; e
733.272-AgR, Rel. Min. Celso de Mello.
4.
No caso dos autos, o Tribunal de origem entendeu pela
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 770742 AGR / RS
inexistência de identidade entre as ações anteriormente julgadas e a
presente execução fiscal. A transcrição de trecho da decisão recorrida,
feita nos memoriais apresentados pela recorrente, demonstra a não
existência de coisa julgada. Confira-se:
“[...]
O apelante traz aos autos acórdão, proferido nos autos da
ação ordinária nº 1.05.0034011-3, que envolve as mesmas partes
(fls. 690-700). Todavia, não há falar em idênticas causa de pedir
e pedido.”
5.
Dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem
no sentido da inexistência de coisa julgada no caso em análise,
demandaria tão somente o reexame do acervo probatório constante dos
autos, providência vedada nesta fase processual, nos termos da Súmula
279/STF.
6.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 770742 AGR / RS
inexistência de identidade entre as ações anteriormente julgadas e a
presente execução fiscal. A transcrição de trecho da decisão recorrida,
feita nos memoriais apresentados pela recorrente, demonstra a não
existência de coisa julgada. Confira-se:
“[...]
O apelante traz aos autos acórdão, proferido nos autos da
ação ordinária nº 1.05.0034011-3, que envolve as mesmas partes
(fls. 690-700). Todavia, não há falar em idênticas causa de pedir
e pedido.”
5.
Dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem
no sentido da inexistência de coisa julgada no caso em análise,
demandaria tão somente o reexame do acervo probatório constante dos
autos, providência vedada nesta fase processual, nos termos da Súmula
279/STF.
6.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742 RIO
GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Estou a divergir no
quadragésimo primeiro processo da lista, que é o Agravo Regimental no
Recurso Extraordinário com Agravo nº 770.742, no que se diz que a coisa
julgada não tem envergadura constitucional.
A Constituição somente flexibiliza – já que o vocábulo foi usado
nesta assentada – a coisa julgada, relativamente à rescisória.
Por isso, estou a prover esse agravo.
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742 RIO
GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Estou a divergir no
quadragésimo primeiro processo da lista, que é o Agravo Regimental no
Recurso Extraordinário com Agravo nº 770.742, no que se diz que a coisa
julgada não tem envergadura constitucional.
A Constituição somente flexibiliza – já que o vocábulo foi usado
nesta assentada – a coisa julgada, relativamente à rescisória.
Por isso, estou a prover esse agravo.
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Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : PLANALTO TRANSPORTES LTDA
ADV.(A/S) : RENATO ROMEU RENCK JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : PLANALTO TRANSPORTES LTDA
ADV.(A/S) : RENATO ROMEU RENCK JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9318685
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-09-04T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ICMS. TRANSPORTE. ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE COISA JULGADA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES.
1. Nos termos da jurisprudência da Corte, a alegação de violação à coisa julgada, quando dependente do reexame do conjunto fático probatório, não enseja a abertura da via extraordinária.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur318111
|
- Acórdão(s) citado(s):
(LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL)
AI 360265 AgR (2ªT), AI 587396 AgR (1ªT), AI 733272 AgR (2ªT), AI 754994 AgR (1ªT), AI 710529 AgR (1ªT), AI 765612 AgR (1ªT), AI 767968 AgR (2ªT).
Número de páginas: 9.
Análise: 11/09/2015, BMP.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
770742
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 770742 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : PLANALTO TRANSPORTES LTDA
ADV.(A/S) : RENATO ROMEU RENCK JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PLANALTO TRANSPORTES LTDA
ADV.(A/S)
:RENATO ROMEU RENCK JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ICMS. TRANSPORTE.
ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE COISA JULGADA. CARÁTER
INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
PRECEDENTES.
1. Nos termos da jurisprudência da Corte, a alegação de violação à
coisa julgada, quando dependente do reexame do conjunto fático
probatório, não enseja a abertura da via extraordinária.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Aurélio.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PLANALTO TRANSPORTES LTDA
ADV.(A/S)
:RENATO ROMEU RENCK JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos
seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
da 22... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul, assim ementado:
‘APELAÇÃO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS.
COISA JULGADA. INEXISTÊNCIA.
Não havendo identidade entre as ações
anteriormente julgadas e a presente execução fiscal,
inexistente coisa julgada.
TRANSPORTE
INTERMUNICIPAL
DE
PASSAGEIROS. FISCALIZAÇÃO. COMPETÊNCIA DO
ESTADO.
É atribuição do Estado, no exercício de sua
autonomia político-administrativa, a fiscalização da
atividade de transporte intermunicipal de passageiros.
ÔNUS PROBATÓRIO. PRESUNÇÃO DE
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9309378.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PLANALTO TRANSPORTES LTDA
ADV.(A/S)
:RENATO ROMEU RENCK JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos
seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
da 22... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul, assim ementado:
‘APELAÇÃO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS.
COISA JULGADA. INEXISTÊNCIA.
Não havendo identidade entre as ações
anteriormente julgadas e a presente execução fiscal,
inexistente coisa julgada.
TRANSPORTE
INTERMUNICIPAL
DE
PASSAGEIROS. FISCALIZAÇÃO. COMPETÊNCIA DO
ESTADO.
É atribuição do Estado, no exercício de sua
autonomia político-administrativa, a fiscalização da
atividade de transporte intermunicipal de passageiros.
ÔNUS PROBATÓRIO. PRESUNÇÃO DE
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
ARE 770742 AGR / RS
LEGITIMIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS.
Ausentes documentos que ilidam a presunção de
legitimidade do ato administrativo impugnado,
impossível se mostra a decretação da nulidade dos débitos
tributários. Precedentes.
TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. ATIVIDADE
PÚBLICA.
O transporte de passageiros é atividade pública,
passível de concessão, autorização ou permissão e o
transporte de pessoas é atividade livre à iniciativa privada.
A redução da base de cálculo e da alíquota do ICMS
é aplicável somente ao transporte de passageiros, cuja
finalidade é a redução das tarifas pagas pelos usuários de
serviço público.
COMPENSAÇÃO
DOS
CRÉDITOS
TRIBUTÁRIOS. AUSÊNCIA DE PEDIDO ESPECÍFICO.
Não tendo sido requerido, quando da propositura da
ação, a compensação dos créditos tributários, inviável à
sua concessão.
NULIDADE
DO
TÍTULO
EXECUTIVO.
PREJUDICADO .
Não tendo sido reconhecido o direito à
compensação, resta prejudicada a análise da nulidade do
título executivo.
APELAÇÃO DESPROVIDA’.
Foram interpostos embargos de declaração, aos quais foi
negado provimento.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
5..., I, II e XXXVI, da Constituição. Sustenta, em síntese, que o
acórdão recorrido contrariou o princípio da coisa julgada
quando deixou de aplicar a decisão proferida no sentido de
aplicar um regime tributário único ao transporte de pessoas por
meio das linhas regulares e por meio de afretamento, consoante
decidido na ação declaratória n 1.05.0034011-3.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 770742 AGR / RS
LEGITIMIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS.
Ausentes documentos que ilidam a presunção de
legitimidade do ato administrativo impugnado,
impossível se mostra a decretação da nulidade dos débitos
tributários. Precedentes.
TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. ATIVIDADE
PÚBLICA.
O transporte de passageiros é atividade pública,
passível de concessão, autorização ou permissão e o
transporte de pessoas é atividade livre à iniciativa privada.
A redução da base de cálculo e da alíquota do ICMS
é aplicável somente ao transporte de passageiros, cuja
finalidade é a redução das tarifas pagas pelos usuários de
serviço público.
COMPENSAÇÃO
DOS
CRÉDITOS
TRIBUTÁRIOS. AUSÊNCIA DE PEDIDO ESPECÍFICO.
Não tendo sido requerido, quando da propositura da
ação, a compensação dos créditos tributários, inviável à
sua concessão.
NULIDADE
DO
TÍTULO
EXECUTIVO.
PREJUDICADO .
Não tendo sido reconhecido o direito à
compensação, resta prejudicada a análise da nulidade do
título executivo.
APELAÇÃO DESPROVIDA’.
Foram interpostos embargos de declaração, aos quais foi
negado provimento.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
5..., I, II e XXXVI, da Constituição. Sustenta, em síntese, que o
acórdão recorrido contrariou o princípio da coisa julgada
quando deixou de aplicar a decisão proferida no sentido de
aplicar um regime tributário único ao transporte de pessoas por
meio das linhas regulares e por meio de afretamento, consoante
decidido na ação declaratória n 1.05.0034011-3.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
ARE 770742 AGR / RS
A decisão agravada negou seguimento ao recurso, sob o
fundamento de tratar-se de ofensa reflexa.
Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, em casos
análogos, já se manifestou no sentido da necessidade de
revolvimento do acervo probatório quando se objetiva discutir
as circunstâncias motivadoras do reconhecimento, ou não, da
coisa julgada. De fato, note-se que, no caso dos autos, o acórdão
recorrido consignou o seguinte:
‘Não havendo identidade entre as ações
anteriormente julgadas e a presente execução fiscal,
inexistente coisa julgada’.
Com efeito, não cabe a esta Corte dissentir das premissas
fáticas já estabelecidas pelo Tribunal de origem. Mostra-se
aplicável, portanto, o enunciado da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, conforme
demonstrado nos seguintes precedentes:
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Execução de sentença. Precatório. Erro material nos
cálculos da contadoria. coisa julgada. 3. Matéria de índole
infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Reexame fático-
probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do
Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’. (AI
765.504-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL
CIVIL. COISA JULGADA. NECESSIDADE DE ANÁLISE
PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
TEMA SEM REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTE.
NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS DA
CAUSA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’. (ARE 800.013-AgR, Rel. Min. Cármen
Lúcia)
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 770742 AGR / RS
A decisão agravada negou seguimento ao recurso, sob o
fundamento de tratar-se de ofensa reflexa.
Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, em casos
análogos, já se manifestou no sentido da necessidade de
revolvimento do acervo probatório quando se objetiva discutir
as circunstâncias motivadoras do reconhecimento, ou não, da
coisa julgada. De fato, note-se que, no caso dos autos, o acórdão
recorrido consignou o seguinte:
‘Não havendo identidade entre as ações
anteriormente julgadas e a presente execução fiscal,
inexistente coisa julgada’.
Com efeito, não cabe a esta Corte dissentir das premissas
fáticas já estabelecidas pelo Tribunal de origem. Mostra-se
aplicável, portanto, o enunciado da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, conforme
demonstrado nos seguintes precedentes:
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Execução de sentença. Precatório. Erro material nos
cálculos da contadoria. coisa julgada. 3. Matéria de índole
infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Reexame fático-
probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do
Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’. (AI
765.504-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL
CIVIL. COISA JULGADA. NECESSIDADE DE ANÁLISE
PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
TEMA SEM REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTE.
NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS DA
CAUSA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’. (ARE 800.013-AgR, Rel. Min. Cármen
Lúcia)
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
ARE 770742 AGR / RS
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar-lhe
provimento”.
2.
A parte agravante sustenta que “a violação a coisa julgada
não depende da prévia análise da legislação infraconstitucional (ofensa reflexa),
mas sim, a garantia de aplicação direta da Constituição”. Insiste que não se
aplica, ao caso, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, porquanto a discussão versa sobre
questão eminentemente de direito.
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 770742 AGR / RS
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar-lhe
provimento”.
2.
A parte agravante sustenta que “a violação a coisa julgada
não depende da prévia análise da legislação infraconstitucional (ofensa reflexa),
mas sim, a garantia de aplicação direta da Constituição”. Insiste que não se
aplica, ao caso, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, porquanto a discussão versa sobre
questão eminentemente de direito.
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não merece provimento tendo em
vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente
rechaçados.
2.
O exame da matéria pressuporia uma nova apreciação dos
fatos e do seu enquadramento à legislação processual que disciplina, de
forma específica, o instituto da coisa julgada. Confira-se:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA
DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O
Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as
alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do
devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do
contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de
ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
circunstância essa que impede a utilização do recurso
extraordinário. Precedentes.” (AI 360.265/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Celso de Mello)
3.
No mesmo sentido, confiram-se outros precedentes: AIs
587.396-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; 710.529-AgR, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski; 754.994-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; 765.612-AgR,
da Rel. Min. Cármen Lúcia; 767.968-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; e
733.272-AgR, Rel. Min. Celso de Mello.
4.
No caso dos autos, o Tribunal de origem entendeu pela
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não merece provimento tendo em
vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente
rechaçados.
2.
O exame da matéria pressuporia uma nova apreciação dos
fatos e do seu enquadramento à legislação processual que disciplina, de
forma específica, o instituto da coisa julgada. Confira-se:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA
DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O
Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as
alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do
devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do
contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de
ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
circunstância essa que impede a utilização do recurso
extraordinário. Precedentes.” (AI 360.265/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Celso de Mello)
3.
No mesmo sentido, confiram-se outros precedentes: AIs
587.396-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; 710.529-AgR, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski; 754.994-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; 765.612-AgR,
da Rel. Min. Cármen Lúcia; 767.968-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; e
733.272-AgR, Rel. Min. Celso de Mello.
4.
No caso dos autos, o Tribunal de origem entendeu pela
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 770742 AGR / RS
inexistência de identidade entre as ações anteriormente julgadas e a
presente execução fiscal. A transcrição de trecho da decisão recorrida,
feita nos memoriais apresentados pela recorrente, demonstra a não
existência de coisa julgada. Confira-se:
“[...]
O apelante traz aos autos acórdão, proferido nos autos da
ação ordinária n 1.05.0034011-3, que envolve as mesmas partes
(fls. 690-700). Todavia, não há falar em idênticas causa de pedir
e pedido.”
5.
Dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem
no sentido da inexistência de coisa julgada no caso em análise,
demandaria tão somente o reexame do acervo probatório constante dos
autos, providência vedada nesta fase processual, nos termos da Súmula
279/Supremo Tribunal Federal.
6.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 770742 AGR / RS
inexistência de identidade entre as ações anteriormente julgadas e a
presente execução fiscal. A transcrição de trecho da decisão recorrida,
feita nos memoriais apresentados pela recorrente, demonstra a não
existência de coisa julgada. Confira-se:
“[...]
O apelante traz aos autos acórdão, proferido nos autos da
ação ordinária n 1.05.0034011-3, que envolve as mesmas partes
(fls. 690-700). Todavia, não há falar em idênticas causa de pedir
e pedido.”
5.
Dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem
no sentido da inexistência de coisa julgada no caso em análise,
demandaria tão somente o reexame do acervo probatório constante dos
autos, providência vedada nesta fase processual, nos termos da Súmula
279/Supremo Tribunal Federal.
6.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742 RIO
GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Estou a divergir no
quadragésimo primeiro processo da lista, que é o Agravo Regimental no
Recurso Extraordinário com Agravo n 770.742, no que se diz que a coisa
julgada não tem envergadura constitucional.
A Constituição somente flexibiliza – já que o vocábulo foi usado
nesta assentada – a coisa julgada, relativamente à rescisória.
Por isso, estou a prover esse agravo.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9246364.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742 RIO
GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Estou a divergir no
quadragésimo primeiro processo da lista, que é o Agravo Regimental no
Recurso Extraordinário com Agravo n 770.742, no que se diz que a coisa
julgada não tem envergadura constitucional.
A Constituição somente flexibiliza – já que o vocábulo foi usado
nesta assentada – a coisa julgada, relativamente à rescisória.
Por isso, estou a prover esse agravo.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : PLANALTO TRANSPORTES LTDA
ADV.(A/S) : RENATO ROMEU RENCK JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203314
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.742
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : PLANALTO TRANSPORTES LTDA
ADV.(A/S) : RENATO ROMEU RENCK JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203314
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770 . 742",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO",
"ARE 770742 AGR / RS",
"ação declaratória n 1 . 05 . 0034011 - 3 . 2",
"ARE 770742 AGR / RS",
"ação declaratória n 1 . 05 . 0034011 - 3 . 2 Supremo Tribunal Federal",
"ARE 770742 AGR / RS",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AI 765 . 504 - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 800 . 013 - AgR",
"ARE 770742 AGR / RS",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AI 765 . 504 - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AGRAVO",
"ARE 800 . 013 - AgR",
"ARE 770742 AGR / RS",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 770742 AGR / RS",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 360 . 265 / RJ - AgR",
"AIs 587 . 396 - AgR",
"710",
".",
"529",
"-",
"AgR",
"754",
".",
"994",
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"AgR",
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".",
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"AGRAVO 770 . 742",
"AI 360 . 265 / RJ - AgR",
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"-",
"AgR",
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"AgR",
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"AgR",
".",
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"AgR",
"ARE 770742 AGR / RS",
"ação ordinária n 1 . 05 . 0034011 - 3",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 770742 AGR / RS",
"ação ordinária n 1 . 05 . 0034011 - 3",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo n 770 . 742"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , I , II e XXXVI , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 ,",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Constituição ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"PLANALTO TRANSPORTES LTDA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PLANALTO TRANSPORTES LTDA",
"22",
".",
"Câmara Cível do Tribunal de Justiça do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PLANALTO TRANSPORTES LTDA",
"22",
". . . Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"PLANALTO TRANSPORTES LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PLANALTO TRANSPORTES LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"RENATO ROMEU RENCK JUNIOR",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"ROBERTO BARROSO",
"RENATO ROMEU RENCK JUNIOR",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"RENATO ROMEU RENCK JUNIOR",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Sepúlveda Pertence",
"Ricardo Lewandowski",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Celso de Mello",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Sepúlveda Pertence",
"Ricardo Lewandowski",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Celso de Mello",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"RENATO ROMEU RENCK JUNIOR",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"RENATO ROMEU RENCK JUNIOR",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886.239 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
FISCAIS
DE
TRIBUTOS
ESTADUAIS-SINFATE
ADV.(A/S)
:MARCELO ZANDONADI E OUTRO(A/S)
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – DECISÃO QUE
SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO
RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS
QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE
AGRAVO IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8999884.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886.239 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
FISCAIS
DE
TRIBUTOS
ESTADUAIS-SINFATE
ADV.(A/S)
:MARCELO ZANDONADI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu e negou provimento ao recurso extraordinário deduzido pela
parte ora agravante (fls. 281/282).
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do recurso extraordinário
que deduziu (fls. 286/289).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8999885.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886.239 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
FISCAIS
DE
TRIBUTOS
ESTADUAIS-SINFATE
ADV.(A/S)
:MARCELO ZANDONADI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu e negou provimento ao recurso extraordinário deduzido pela
parte ora agravante (fls. 281/282).
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do recurso extraordinário
que deduziu (fls. 286/289).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8999885.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886.239 MATO GROSSO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com
integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal
Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por isso mesmo,
motivo que justifique o acolhimento da postulação recursal em causa.
Com efeito, o Plenário desta Suprema Corte, ao julgar o
RE 389.808/PR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, fixou entendimento que
desautoriza a pretensão de direito material deduzida pela parte ora
recorrente:
“SIGILO DE DADOS – AFASTAMENTO. Conforme disposto
no inciso XII do artigo 5º da Constituição Federal, a regra é a
privacidade quanto à correspondência, às comunicações telegráficas,
aos dados e às comunicações, ficando a exceção – a quebra do sigilo –
submetida ao crivo de órgão equidistante – o Judiciário – e,
mesmo assim, para efeito de investigação criminal ou instrução
processual penal.
SIGILO DE DADOS BANCÁRIOS – RECEITA FEDERAL.
Conflita com a Carta da República norma legal atribuindo à Receita
Federal – parte na relação jurídico-tributária – o afastamento do sigilo
de dados relativos ao contribuinte.”
O exame da presente causa evidencia que o acórdão ora
impugnado ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte
firmou na análise da matéria em referência.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8999886.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886.239 MATO GROSSO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com
integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal
Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por isso mesmo,
motivo que justifique o acolhimento da postulação recursal em causa.
Com efeito, o Plenário desta Suprema Corte, ao julgar o
RE 389.808/PR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, fixou entendimento que
desautoriza a pretensão de direito material deduzida pela parte ora
recorrente:
“SIGILO DE DADOS – AFASTAMENTO. Conforme disposto
no inciso XII do artigo 5º da Constituição Federal, a regra é a
privacidade quanto à correspondência, às comunicações telegráficas,
aos dados e às comunicações, ficando a exceção – a quebra do sigilo –
submetida ao crivo de órgão equidistante – o Judiciário – e,
mesmo assim, para efeito de investigação criminal ou instrução
processual penal.
SIGILO DE DADOS BANCÁRIOS – RECEITA FEDERAL.
Conflita com a Carta da República norma legal atribuindo à Receita
Federal – parte na relação jurídico-tributária – o afastamento do sigilo
de dados relativos ao contribuinte.”
O exame da presente causa evidencia que o acórdão ora
impugnado ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte
firmou na análise da matéria em referência.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8999886.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 886239 AGR / MT
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos a decisão ora agravada.
É o meu voto.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8999886.
Supremo Tribunal Federal
RE 886239 AGR / MT
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos a decisão ora agravada.
É o meu voto.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8999886.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886.239
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS-SINFATE
ADV.(A/S) : MARCELO ZANDONADI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8860010
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886.239
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS-SINFATE
ADV.(A/S) : MARCELO ZANDONADI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8860010
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9068330
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-07T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
|
sjur314346
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SIGILO BANCÁRIO)
RE 389808 (TP).
Número de páginas: 5.
Análise: 17/08/2015, MJC.
|
CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
886239
| null |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 886239 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS-SINFATE
ADV.(A/S) : MARCELO ZANDONADI E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886.239 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
FISCAIS
DE
TRIBUTOS
ESTADUAIS-SINFATE
ADV.(A/S)
:MARCELO ZANDONADI E OUTRO(A/S)
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – DECISÃO QUE
SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO
RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS
QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE
AGRAVO IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8999884.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886.239 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
FISCAIS
DE
TRIBUTOS
ESTADUAIS-SINFATE
ADV.(A/S)
:MARCELO ZANDONADI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu e negou provimento ao recurso extraordinário deduzido pela
parte ora agravante (fls. 281/282).
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do recurso extraordinário
que deduziu (fls. 286/289).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8999885.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886.239 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
FISCAIS
DE
TRIBUTOS
ESTADUAIS-SINFATE
ADV.(A/S)
:MARCELO ZANDONADI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu e negou provimento ao recurso extraordinário deduzido pela
parte ora agravante (fls. 281/282).
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do recurso extraordinário
que deduziu (fls. 286/289).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886.239 MATO GROSSO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com
integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal
Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por isso mesmo,
motivo que justifique o acolhimento da postulação recursal em causa.
Com efeito, o Plenário desta Suprema Corte, ao julgar o
Recurso Extraordinário 389.808/PR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, fixou entendimento que
desautoriza a pretensão de direito material deduzida pela parte ora
recorrente:
“SIGILO DE DADOS – AFASTAMENTO. Conforme disposto
no inciso XII do artigo 5... da Constituição Federal, a regra é a
privacidade quanto à correspondência, às comunicações telegráficas,
aos dados e às comunicações, ficando a exceção – a quebra do sigilo –
submetida ao crivo de órgão equidistante – o Judiciário – e,
mesmo assim, para efeito de investigação criminal ou instrução
processual penal.
SIGILO DE DADOS BANCÁRIOS – RECEITA FEDERAL.
Conflita com a Carta da República norma legal atribuindo à Receita
Federal – parte na relação jurídico-tributária – o afastamento do sigilo
de dados relativos ao contribuinte.”
O exame da presente causa evidencia que o acórdão ora
impugnado ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte
firmou na análise da matéria em referência.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8999886.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886.239 MATO GROSSO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com
integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal
Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por isso mesmo,
motivo que justifique o acolhimento da postulação recursal em causa.
Com efeito, o Plenário desta Suprema Corte, ao julgar o
Recurso Extraordinário 389.808/PR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, fixou entendimento que
desautoriza a pretensão de direito material deduzida pela parte ora
recorrente:
“SIGILO DE DADOS – AFASTAMENTO. Conforme disposto
no inciso XII do artigo 5... da Constituição Federal, a regra é a
privacidade quanto à correspondência, às comunicações telegráficas,
aos dados e às comunicações, ficando a exceção – a quebra do sigilo –
submetida ao crivo de órgão equidistante – o Judiciário – e,
mesmo assim, para efeito de investigação criminal ou instrução
processual penal.
SIGILO DE DADOS BANCÁRIOS – RECEITA FEDERAL.
Conflita com a Carta da República norma legal atribuindo à Receita
Federal – parte na relação jurídico-tributária – o afastamento do sigilo
de dados relativos ao contribuinte.”
O exame da presente causa evidencia que o acórdão ora
impugnado ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte
firmou na análise da matéria em referência.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 886239 AGR / MT
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos a decisão ora agravada.
É o meu voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 886239 AGR / MT
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos a decisão ora agravada.
É o meu voto.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886.239
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS-SINFATE
ADV.(A/S) : MARCELO ZANDONADI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886.239
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS-SINFATE
ADV.(A/S) : MARCELO ZANDONADI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886 . 239",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886 . 239",
"RECURSO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886 . 239",
"Recurso Extraordinário 389 . 808 / PR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886 .",
"Recurso Extraordinário 389 . 808 / PR",
"Recurso Extraordinário 886239 AGR / MT",
"Recurso Extraordinário 886239 AGR / MT",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886 . 239",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 886 . 239"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso XII do artigo 5 . . . da Constituição Federal",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso XII do artigo 5 .",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"Brasília",
"MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS",
"SINFATE",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS",
"SINFATE",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS",
"SINFATE",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário desta Suprema Corte",
"RECEITA FEDERAL",
"Receita Federal",
"Suprema",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário desta Suprema Corte",
"SIGILO",
"RECEITA FEDERAL",
"Receita Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS",
"SINFATE",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS",
"SINFATE",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"MARCELO ZANDONADI",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"MARCELO ZANDONADI",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"MARCELO ZANDONADI",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"MARCO AURÉLIO",
"CELSO DE MELLO",
"MARCO AURÉLIO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"MARCELO ZANDONADI",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"CELSO DE MELLO",
"MARCELO ZANDONADI",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.445 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ROBSON NAVARRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:PATRÍCIA ANGÉLICA RODRIGUES
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito
Administrativo. Responsabilidade civil do Estado. Elementos
configuradores demonstrados na origem. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das
provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.445 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ROBSON NAVARRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:PATRÍCIA ANGÉLICA RODRIGUES
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
União interpõe recurso extraordinário, com fundamento
na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da
Quinta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do
Estado do Rio Grande do Sul que, reformando a sentença de
primeiro grau, reconheceu o direito do autor, ora recorrido, à
indenização por danos morais em razão de ter sido preso na
qualidade de depositário infiel.
Opostos embargos de declaração, foram parcialmente
acolhidos ‘apenas em relação aos juros de mora, que devem
corresponder aos aplicáveis à poupança’.
Alega a recorrente, no apelo extremo, violação dos artigos
5º, incisos X e LXXV, e 37, § 6º, da Constituição Federal. Pleiteia
a reforma do acórdão recorrido para que seja ‘julgado
improcedente o pedido de indenização do Estado por dano
moral’.
Apresentadas contrarrazões, o recurso extraordinário foi
admitido.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172290.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.445 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ROBSON NAVARRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:PATRÍCIA ANGÉLICA RODRIGUES
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
União interpõe recurso extraordinário, com fundamento
na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da
Quinta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do
Estado do Rio Grande do Sul que, reformando a sentença de
primeiro grau, reconheceu o direito do autor, ora recorrido, à
indenização por danos morais em razão de ter sido preso na
qualidade de depositário infiel.
Opostos embargos de declaração, foram parcialmente
acolhidos ‘apenas em relação aos juros de mora, que devem
corresponder aos aplicáveis à poupança’.
Alega a recorrente, no apelo extremo, violação dos artigos
5º, incisos X e LXXV, e 37, § 6º, da Constituição Federal. Pleiteia
a reforma do acórdão recorrido para que seja ‘julgado
improcedente o pedido de indenização do Estado por dano
moral’.
Apresentadas contrarrazões, o recurso extraordinário foi
admitido.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
RE 891445 AGR / RS
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
No que tange aos fatos ensejadores dos danos morais, bem
como à responsabilidade da recorrente em indenizar o autor,
verifica-se que o Tribunal de origem baseou seu convencimento
a partir do conjunto fático-probatório que permeia a lide.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
‘No caso dos autos, consoante decisão proferida nos
autos da Reclamatória Trabalhista autuada sob n. 0090700-
87.2008.5.04.0104, o autor foi considerado depositário
infiel e, em decorrência, teve sua prisão civil determinada
na data de 07/06/2011, com o recolhimento ao Presídio
Regional de Pelotas – RS na data de 11/07/2011 (7-INF2,
fls. 15-17), onde permaneceu por menos de 03 horas,
quando a prisão foi relaxada (evento 7, INF2, fls. 18/24).
(…)
Nesse contexto, ainda que o Direito não seja uma
ciência exata e as leis ensejem várias interpretações, como
consignado na sentença, é evidente a ilegalidade da
prisão civil do autor, caracterizando o erro in judicando,
passível de responsabilização pelo Estado, embora se
afaste qualquer responsabilidade do magistrado por
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 891445 AGR / RS
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
No que tange aos fatos ensejadores dos danos morais, bem
como à responsabilidade da recorrente em indenizar o autor,
verifica-se que o Tribunal de origem baseou seu convencimento
a partir do conjunto fático-probatório que permeia a lide.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
‘No caso dos autos, consoante decisão proferida nos
autos da Reclamatória Trabalhista autuada sob n. 0090700-
87.2008.5.04.0104, o autor foi considerado depositário
infiel e, em decorrência, teve sua prisão civil determinada
na data de 07/06/2011, com o recolhimento ao Presídio
Regional de Pelotas – RS na data de 11/07/2011 (7-INF2,
fls. 15-17), onde permaneceu por menos de 03 horas,
quando a prisão foi relaxada (evento 7, INF2, fls. 18/24).
(…)
Nesse contexto, ainda que o Direito não seja uma
ciência exata e as leis ensejem várias interpretações, como
consignado na sentença, é evidente a ilegalidade da
prisão civil do autor, caracterizando o erro in judicando,
passível de responsabilização pelo Estado, embora se
afaste qualquer responsabilidade do magistrado por
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
RE 891445 AGR / RS
ausência de dolo ou fraude.
(…)
Assim, caracterizado o ilícito, porquanto a prisão
civil por depositário infiel configurou ato ilegal e injusto,
gerando inegável constrangimento e ofensa à honra e
imagem do autor pela prisão indevida, surge o dever de
indenizar da parte ré.’
Nesse caso, para acolher a pretensão da recorrente e
ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem,
no sentido de afastar o nexo causal verificado, seria necessário o
reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da
Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes
precedentes:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PRISÃO ILEGAL. DEPOSITÁRIO
INFIEL. MANDADO DE PRISÃO QUE RECAIU SOB
PESSOA DIVERSA. ERRO DO PODER JUDICIÁRIO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. 1.
Indenização por danos morais. Necessidade de reexame
de fatos e provas: Súmula n. 279 do Supremo Tribunal
Federal. 2. Este Supremo Tribunal assentou que a teoria da
responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos
judiciais, salvo nos casos de erro judiciário e de prisão
além do tempo fixado na sentença (inc. LXXV do art. 5º da
Constituição da República) e nas hipóteses expressamente
previstas em lei. 3. Agravo regimental ao qual se nega
provimento’ (AI nº 599.501/PR-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/11/13).
‘DIREITO
PROCESSUAL
CIVIL.
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. PRISÃO.
ALEGAÇÃO DE ILEGALIDADE. PEDIDO DE
INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. DEBATE DE
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172290.
Supremo Tribunal Federal
RE 891445 AGR / RS
ausência de dolo ou fraude.
(…)
Assim, caracterizado o ilícito, porquanto a prisão
civil por depositário infiel configurou ato ilegal e injusto,
gerando inegável constrangimento e ofensa à honra e
imagem do autor pela prisão indevida, surge o dever de
indenizar da parte ré.’
Nesse caso, para acolher a pretensão da recorrente e
ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem,
no sentido de afastar o nexo causal verificado, seria necessário o
reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da
Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes
precedentes:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PRISÃO ILEGAL. DEPOSITÁRIO
INFIEL. MANDADO DE PRISÃO QUE RECAIU SOB
PESSOA DIVERSA. ERRO DO PODER JUDICIÁRIO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. 1.
Indenização por danos morais. Necessidade de reexame
de fatos e provas: Súmula n. 279 do Supremo Tribunal
Federal. 2. Este Supremo Tribunal assentou que a teoria da
responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos
judiciais, salvo nos casos de erro judiciário e de prisão
além do tempo fixado na sentença (inc. LXXV do art. 5º da
Constituição da República) e nas hipóteses expressamente
previstas em lei. 3. Agravo regimental ao qual se nega
provimento’ (AI nº 599.501/PR-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/11/13).
‘DIREITO
PROCESSUAL
CIVIL.
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. PRISÃO.
ALEGAÇÃO DE ILEGALIDADE. PEDIDO DE
INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. DEBATE DE
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
RE 891445 AGR / RS
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 23.02.2011. As razões do agravo não são
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e
não provido’ (ARE nº 721.943/SP-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/13).
‘Agravo regimental no recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade
civil do estado. Indenização por danos morais e materiais.
Prisão ilegal praticada por agente público. 4. Reexame de
conteúdo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279
da Súmula do STF. Precedentes. 5. Ausência de
argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6.
Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº
698.782/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 4/9/12).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO
ESTADO. PRISÃO ILEGAL. INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 842.438/AP-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 26/10/12).
Ante o exposto, nos termos do art. 557, caput, do Código
de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
4
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Supremo Tribunal Federal
RE 891445 AGR / RS
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 23.02.2011. As razões do agravo não são
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e
não provido’ (ARE nº 721.943/SP-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/13).
‘Agravo regimental no recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade
civil do estado. Indenização por danos morais e materiais.
Prisão ilegal praticada por agente público. 4. Reexame de
conteúdo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279
da Súmula do STF. Precedentes. 5. Ausência de
argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6.
Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº
698.782/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 4/9/12).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO
ESTADO. PRISÃO ILEGAL. INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 842.438/AP-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 26/10/12).
Ante o exposto, nos termos do art. 557, caput, do Código
de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Relatório
RE 891445 AGR / RS
Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5º, inciso LXXV,
e 37, § 6º, da Constituição Federal.
Aduz, in verbis, que,
“(...) apesar de a Turma Recursal ter afirmado que não
estava condenando a União com base na responsabilidade
objetiva, resta claro que houve a inequívoca aplicação da
referida teoria ao presente caso.
Isso porque a União foi condenada ao pagamento de
danos morais simplesmente com base na existência de uma
conduta estatal (determinação de prisão do depositário infiel),
de um dano (advindo da prisão tida por indevida) e do nexo de
causalidade. A Turma Recursal afastou. expressamente, não é
demais repetir, a existência de dolo ou fraude na conduta do
agente estatal.
(…)
(…) pretende [a agravante] que seja afastada a aplicação
da teoria da responsabilidade objetiva ao caso dos autos e, por
conseguinte, a condenação ao pagamento de danos morais.
(…)
(…) o acórdão recorrido assentou inexistir dolo ou fraude
e, por se tratar de prisão civil, revela-se indevida a condenação
do ente estatal, pois, em casos tais, a responsabilidade civil do
Estado por ato jurisdicional, conforme
jurisprudência
remansosa dessa Corte, não é objetiva”.
Sustenta, ainda, que o art. 37, § 6º, da Constituição Federal não se
aplica aos atos dos juízes no desempenho da jurisdição e que a solução
da demanda não reclama o reexame dos fatos e das provas dos autos.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
RE 891445 AGR / RS
Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5º, inciso LXXV,
e 37, § 6º, da Constituição Federal.
Aduz, in verbis, que,
“(...) apesar de a Turma Recursal ter afirmado que não
estava condenando a União com base na responsabilidade
objetiva, resta claro que houve a inequívoca aplicação da
referida teoria ao presente caso.
Isso porque a União foi condenada ao pagamento de
danos morais simplesmente com base na existência de uma
conduta estatal (determinação de prisão do depositário infiel),
de um dano (advindo da prisão tida por indevida) e do nexo de
causalidade. A Turma Recursal afastou. expressamente, não é
demais repetir, a existência de dolo ou fraude na conduta do
agente estatal.
(…)
(…) pretende [a agravante] que seja afastada a aplicação
da teoria da responsabilidade objetiva ao caso dos autos e, por
conseguinte, a condenação ao pagamento de danos morais.
(…)
(…) o acórdão recorrido assentou inexistir dolo ou fraude
e, por se tratar de prisão civil, revela-se indevida a condenação
do ente estatal, pois, em casos tais, a responsabilidade civil do
Estado por ato jurisdicional, conforme
jurisprudência
remansosa dessa Corte, não é objetiva”.
Sustenta, ainda, que o art. 37, § 6º, da Constituição Federal não se
aplica aos atos dos juízes no desempenho da jurisdição e que a solução
da demanda não reclama o reexame dos fatos e das provas dos autos.
É o relatório.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.445 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“No caso dos autos, consoante decisão proferida nos autos
da Reclamatória Trabalhista autuada sob n. 0090700-
87.2008.5.04.0104, o autor foi considerado depositário infiel e,
em decorrência, teve sua prisão civil determinada na data de
07/06/2011, com o recolhimento ao Presídio Regional de Pelotas
- RS na data de 11/07/2011 (7-INF2, fls. 15- 17), onde
permaneceu por menos de 03 horas, quando a prisão foi
relaxada (evento 7, INF2, fls. 18/24).
(…)
Nesse contexto, ainda que o Direito não seja uma ciência
exata e as leis ensejem várias interpretações, como consignado
na sentença, é evidente a ilegalidade da prisão civil do autor,
caracterizando o erro
in judicando, passível de
responsabilização pelo Estado, embora se afaste qualquer
responsabilidade do magistrado por ausência de dolo ou
fraude.
(…)
Assim, caracterizado o ilícito, porquanto a prisão civil por
depositário infiel configurou ato ilegal e injusto, gerando
inegável constrangimento e ofensa à honra e imagem do autor
pela prisão indevida, surge o dever de indenizar da parte ré.”
Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, a Corte de
origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram
devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração
da responsabilidade extracontratual da agravante.
A jurisprudência deste Tribunal é firme no sentido de que, em casos
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.445 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“No caso dos autos, consoante decisão proferida nos autos
da Reclamatória Trabalhista autuada sob n. 0090700-
87.2008.5.04.0104, o autor foi considerado depositário infiel e,
em decorrência, teve sua prisão civil determinada na data de
07/06/2011, com o recolhimento ao Presídio Regional de Pelotas
- RS na data de 11/07/2011 (7-INF2, fls. 15- 17), onde
permaneceu por menos de 03 horas, quando a prisão foi
relaxada (evento 7, INF2, fls. 18/24).
(…)
Nesse contexto, ainda que o Direito não seja uma ciência
exata e as leis ensejem várias interpretações, como consignado
na sentença, é evidente a ilegalidade da prisão civil do autor,
caracterizando o erro
in judicando, passível de
responsabilização pelo Estado, embora se afaste qualquer
responsabilidade do magistrado por ausência de dolo ou
fraude.
(…)
Assim, caracterizado o ilícito, porquanto a prisão civil por
depositário infiel configurou ato ilegal e injusto, gerando
inegável constrangimento e ofensa à honra e imagem do autor
pela prisão indevida, surge o dever de indenizar da parte ré.”
Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, a Corte de
origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram
devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração
da responsabilidade extracontratual da agravante.
A jurisprudência deste Tribunal é firme no sentido de que, em casos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 891445 AGR / RS
como o dos autos, para divergir do entendimento adotado pela Corte de
origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da
causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula
nº 279/STF. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE
CIVIL. AGENTE PÚBLICO. ILICITUDE DA CONDUTA.
APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA
MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO
REGIONAL. SÚMULA 279/STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO
ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO
PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO.
DEBATE
DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 23.8.2013. 1. A controvérsia, a teor do que já asseverado na
decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há
falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto compreender de
modo diverso exigiria a reelaboração do quadro fático
delineado, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV,
LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que
devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As
razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no
que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da
Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e
não provido” (ARE nº 867.425/RS-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 5/6/15).
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 891445 AGR / RS
como o dos autos, para divergir do entendimento adotado pela Corte de
origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da
causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula
nº 279/STF. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE
CIVIL. AGENTE PÚBLICO. ILICITUDE DA CONDUTA.
APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA
MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO
REGIONAL. SÚMULA 279/STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO
ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO
PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO.
DEBATE
DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 23.8.2013. 1. A controvérsia, a teor do que já asseverado na
decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há
falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto compreender de
modo diverso exigiria a reelaboração do quadro fático
delineado, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV,
LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que
devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As
razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no
que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da
Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e
não provido” (ARE nº 867.425/RS-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 5/6/15).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 891445 AGR / RS
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Civil . Responsabilidade civil do estado.
Alegação de violação ao art. 37, § 6º, da Constituição Federal. 3.
Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos
autos. Incidência da Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se
nega provimento” (ARE nº 896.912/GO-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/5/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO
ESTADO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS
CONFIGURADORES. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES.
Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o
reexame dos fatos e do material probatório constantes nos
autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da
Súmula 279/STF. Precedentes. Ausência de argumentos capazes
de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se
nega provimento” (RE nº 862.933/CE-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 25/3/15).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito
Administrativo. 3. Responsabilidade civil do Estado. Falha no
sistema de registro do DETRAN. Indenização por danos
materiais e morais. Inexistência. 4. Reexame de conteúdo fático-
probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF.
Precedentes. 5. Existência de fundamentos da decisão agravada
não impugnados no agravo regimental. Verbete 283 da Súmula
desta Corte. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a
decisão agravada. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE nº 586.514/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Gilmar Mendes, DJe de 29/11/12).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ALEGADA COBRANÇA IRREGULAR DE
IPVA. NEGATIVA DE LICENCIAMENTO DE VEÍCULO.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 891445 AGR / RS
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Civil . Responsabilidade civil do estado.
Alegação de violação ao art. 37, § 6º, da Constituição Federal. 3.
Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos
autos. Incidência da Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se
nega provimento” (ARE nº 896.912/GO-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/5/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO
ESTADO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS
CONFIGURADORES. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES.
Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o
reexame dos fatos e do material probatório constantes nos
autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da
Súmula 279/STF. Precedentes. Ausência de argumentos capazes
de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se
nega provimento” (RE nº 862.933/CE-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 25/3/15).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito
Administrativo. 3. Responsabilidade civil do Estado. Falha no
sistema de registro do DETRAN. Indenização por danos
materiais e morais. Inexistência. 4. Reexame de conteúdo fático-
probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF.
Precedentes. 5. Existência de fundamentos da decisão agravada
não impugnados no agravo regimental. Verbete 283 da Súmula
desta Corte. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a
decisão agravada. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE nº 586.514/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Gilmar Mendes, DJe de 29/11/12).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ALEGADA COBRANÇA IRREGULAR DE
IPVA. NEGATIVA DE LICENCIAMENTO DE VEÍCULO.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 891445 AGR / RS
DANOS MORAIS. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
AUSÊNCIA DE PEÇA ESSENCIAL À COMPREENSÃO DA
CONTROVÉRSIA. ENUNCIADOS 279 E 288 DA
SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento”
(AI nº 663.297/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Joaquim Barbosa, DJe de 11/11/10).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
RE 891445 AGR / RS
DANOS MORAIS. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
AUSÊNCIA DE PEÇA ESSENCIAL À COMPREENSÃO DA
CONTROVÉRSIA. ENUNCIADOS 279 E 288 DA
SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento”
(AI nº 663.297/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Joaquim Barbosa, DJe de 11/11/10).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.445
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ROBSON NAVARRO DA SILVA
ADV.(A/S) : PATRÍCIA ANGÉLICA RODRIGUES
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.445
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ROBSON NAVARRO DA SILVA
ADV.(A/S) : PATRÍCIA ANGÉLICA RODRIGUES
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9193823
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-21T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Responsabilidade civil do Estado. Elementos configuradores demonstrados na origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur316049
|
- Acórdão(s) citado(s):
(RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO)
AI 663297 AgR (2ªT), RE 586514 AgR (2ªT), RE 862933 AgR (1ªT), ARE 867425 AgR (1ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 27/08/2015, MJC.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
|
891445
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 891445 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ROBSON NAVARRO DA SILVA
ADV.(A/S) : PATRÍCIA ANGÉLICA RODRIGUES
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.445 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ROBSON NAVARRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:PATRÍCIA ANGÉLICA RODRIGUES
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito
Administrativo. Responsabilidade civil do Estado. Elementos
configuradores demonstrados na origem. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das
provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.445 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ROBSON NAVARRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:PATRÍCIA ANGÉLICA RODRIGUES
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
União interpõe recurso extraordinário, com fundamento
na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da
Quinta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do
Estado do Rio Grande do Sul que, reformando a sentença de
primeiro grau, reconheceu o direito do autor, ora recorrido, à
indenização por danos morais em razão de ter sido preso na
qualidade de depositário infiel.
Opostos embargos de declaração, foram parcialmente
acolhidos ‘apenas em relação aos juros de mora, que devem
corresponder aos aplicáveis à poupança’.
Alega a recorrente, no apelo extremo, violação dos artigos
5..., incisos X e LXXV, e 37, § 6..., da Constituição Federal. Pleiteia
a reforma do acórdão recorrido para que seja ‘julgado
improcedente o pedido de indenização do Estado por dano
moral’.
Apresentadas contrarrazões, o recurso extraordinário foi
admitido.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.445 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ROBSON NAVARRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:PATRÍCIA ANGÉLICA RODRIGUES
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
União interpõe recurso extraordinário, com fundamento
na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da
Quinta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do
Estado do Rio Grande do Sul que, reformando a sentença de
primeiro grau, reconheceu o direito do autor, ora recorrido, à
indenização por danos morais em razão de ter sido preso na
qualidade de depositário infiel.
Opostos embargos de declaração, foram parcialmente
acolhidos ‘apenas em relação aos juros de mora, que devem
corresponder aos aplicáveis à poupança’.
Alega a recorrente, no apelo extremo, violação dos artigos
5..., incisos X e LXXV, e 37, § 6..., da Constituição Federal. Pleiteia
a reforma do acórdão recorrido para que seja ‘julgado
improcedente o pedido de indenização do Estado por dano
moral’.
Apresentadas contrarrazões, o recurso extraordinário foi
admitido.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
No que tange aos fatos ensejadores dos danos morais, bem
como à responsabilidade da recorrente em indenizar o autor,
verifica-se que o Tribunal de origem baseou seu convencimento
a partir do conjunto fático-probatório que permeia a lide.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
‘No caso dos autos, consoante decisão proferida nos
autos da Reclamatória Trabalhista autuada sob n. 0090700-
87.2008.5.04.0104, o autor foi considerado depositário
infiel e, em decorrência, teve sua prisão civil determinada
na data de 07/06/2011, com o recolhimento ao Presídio
Regional de Pelotas – RS na data de 11/07/2011 (7-INF2,
fls. 15-17), onde permaneceu por menos de 03 horas,
quando a prisão foi relaxada (evento 7, INF2, fls. 18/24).
(…)
Nesse contexto, ainda que o Direito não seja uma
ciência exata e as leis ensejem várias interpretações, como
consignado na sentença, é evidente a ilegalidade da
prisão civil do autor, caracterizando o erro in judicando,
passível de responsabilização pelo Estado, embora se
afaste qualquer responsabilidade do magistrado por
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
No que tange aos fatos ensejadores dos danos morais, bem
como à responsabilidade da recorrente em indenizar o autor,
verifica-se que o Tribunal de origem baseou seu convencimento
a partir do conjunto fático-probatório que permeia a lide.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
‘No caso dos autos, consoante decisão proferida nos
autos da Reclamatória Trabalhista autuada sob n. 0090700-
87.2008.5.04.0104, o autor foi considerado depositário
infiel e, em decorrência, teve sua prisão civil determinada
na data de 07/06/2011, com o recolhimento ao Presídio
Regional de Pelotas – RS na data de 11/07/2011 (7-INF2,
fls. 15-17), onde permaneceu por menos de 03 horas,
quando a prisão foi relaxada (evento 7, INF2, fls. 18/24).
(…)
Nesse contexto, ainda que o Direito não seja uma
ciência exata e as leis ensejem várias interpretações, como
consignado na sentença, é evidente a ilegalidade da
prisão civil do autor, caracterizando o erro in judicando,
passível de responsabilização pelo Estado, embora se
afaste qualquer responsabilidade do magistrado por
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS
ausência de dolo ou fraude.
(…)
Assim, caracterizado o ilícito, porquanto a prisão
civil por depositário infiel configurou ato ilegal e injusto,
gerando inegável constrangimento e ofensa à honra e
imagem do autor pela prisão indevida, surge o dever de
indenizar da parte ré.’
Nesse caso, para acolher a pretensão da recorrente e
ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem,
no sentido de afastar o nexo causal verificado, seria necessário o
reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da
Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes
precedentes:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PRISÃO ILEGAL. DEPOSITÁRIO
INFIEL. MANDADO DE PRISÃO QUE RECAIU SOB
PESSOA DIVERSA. ERRO DO PODER JUDICIÁRIO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. 1.
Indenização por danos morais. Necessidade de reexame
de fatos e provas: Súmula n. 279 do Supremo Tribunal
Federal. 2. Este Supremo Tribunal assentou que a teoria da
responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos
judiciais, salvo nos casos de erro judiciário e de prisão
além do tempo fixado na sentença (inc. LXXV do art. 5... da
Constituição da República) e nas hipóteses expressamente
previstas em lei. 3. Agravo regimental ao qual se nega
provimento’ (AI n 599.501/PR-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/11/13).
‘DIREITO
PROCESSUAL
CIVIL.
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. PRISÃO.
ALEGAÇÃO DE ILEGALIDADE. PEDIDO DE
INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. DEBATE DE
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS
ausência de dolo ou fraude.
(…)
Assim, caracterizado o ilícito, porquanto a prisão
civil por depositário infiel configurou ato ilegal e injusto,
gerando inegável constrangimento e ofensa à honra e
imagem do autor pela prisão indevida, surge o dever de
indenizar da parte ré.’
Nesse caso, para acolher a pretensão da recorrente e
ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem,
no sentido de afastar o nexo causal verificado, seria necessário o
reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da
Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes
precedentes:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PRISÃO ILEGAL. DEPOSITÁRIO
INFIEL. MANDADO DE PRISÃO QUE RECAIU SOB
PESSOA DIVERSA. ERRO DO PODER JUDICIÁRIO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. 1.
Indenização por danos morais. Necessidade de reexame
de fatos e provas: Súmula n. 279 do Supremo Tribunal
Federal. 2. Este Supremo Tribunal assentou que a teoria da
responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos
judiciais, salvo nos casos de erro judiciário e de prisão
além do tempo fixado na sentença (inc. LXXV do art. 5... da
Constituição da República) e nas hipóteses expressamente
previstas em lei. 3. Agravo regimental ao qual se nega
provimento’ (AI n 599.501/PR-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/11/13).
‘DIREITO
PROCESSUAL
CIVIL.
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. PRISÃO.
ALEGAÇÃO DE ILEGALIDADE. PEDIDO DE
INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. DEBATE DE
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 23.02.2011. As razões do agravo não são
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e
não provido’ (ARE n 721.943/SP-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/13).
‘Agravo regimental no recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade
civil do estado. Indenização por danos morais e materiais.
Prisão ilegal praticada por agente público. 4. Reexame de
conteúdo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279
da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de
argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6.
Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n
698.782/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 4/9/12).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO
ESTADO. PRISÃO ILEGAL. INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 842.438/AP-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 26/10/12).
Ante o exposto, nos termos do art. 557, caput, do Código
de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 23.02.2011. As razões do agravo não são
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e
não provido’ (ARE n 721.943/SP-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/13).
‘Agravo regimental no recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade
civil do estado. Indenização por danos morais e materiais.
Prisão ilegal praticada por agente público. 4. Reexame de
conteúdo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279
da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de
argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6.
Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n
698.782/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 4/9/12).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO
ESTADO. PRISÃO ILEGAL. INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 842.438/AP-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 26/10/12).
Ante o exposto, nos termos do art. 557, caput, do Código
de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Relatório
Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS
Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5..., inciso LXXV,
e 37, § 6..., da Constituição Federal.
Aduz, in verbis, que,
“(...) apesar de a Turma Recursal ter afirmado que não
estava condenando a União com base na responsabilidade
objetiva, resta claro que houve a inequívoca aplicação da
referida teoria ao presente caso.
Isso porque a União foi condenada ao pagamento de
danos morais simplesmente com base na existência de uma
conduta estatal (determinação de prisão do depositário infiel),
de um dano (advindo da prisão tida por indevida) e do nexo de
causalidade. A Turma Recursal afastou. expressamente, não é
demais repetir, a existência de dolo ou fraude na conduta do
agente estatal.
(…)
(…) pretende [a agravante] que seja afastada a aplicação
da teoria da responsabilidade objetiva ao caso dos autos e, por
conseguinte, a condenação ao pagamento de danos morais.
(…)
(…) o acórdão recorrido assentou inexistir dolo ou fraude
e, por se tratar de prisão civil, revela-se indevida a condenação
do ente estatal, pois, em casos tais, a responsabilidade civil do
Estado por ato jurisdicional, conforme
jurisprudência
remansosa dessa Corte, não é objetiva”.
Sustenta, ainda, que o art. 37, § 6..., da Constituição Federal não se
aplica aos atos dos juízes no desempenho da jurisdição e que a solução
da demanda não reclama o reexame dos fatos e das provas dos autos.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS
Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5..., inciso LXXV,
e 37, § 6..., da Constituição Federal.
Aduz, in verbis, que,
“(...) apesar de a Turma Recursal ter afirmado que não
estava condenando a União com base na responsabilidade
objetiva, resta claro que houve a inequívoca aplicação da
referida teoria ao presente caso.
Isso porque a União foi condenada ao pagamento de
danos morais simplesmente com base na existência de uma
conduta estatal (determinação de prisão do depositário infiel),
de um dano (advindo da prisão tida por indevida) e do nexo de
causalidade. A Turma Recursal afastou. expressamente, não é
demais repetir, a existência de dolo ou fraude na conduta do
agente estatal.
(…)
(…) pretende [a agravante] que seja afastada a aplicação
da teoria da responsabilidade objetiva ao caso dos autos e, por
conseguinte, a condenação ao pagamento de danos morais.
(…)
(…) o acórdão recorrido assentou inexistir dolo ou fraude
e, por se tratar de prisão civil, revela-se indevida a condenação
do ente estatal, pois, em casos tais, a responsabilidade civil do
Estado por ato jurisdicional, conforme
jurisprudência
remansosa dessa Corte, não é objetiva”.
Sustenta, ainda, que o art. 37, § 6..., da Constituição Federal não se
aplica aos atos dos juízes no desempenho da jurisdição e que a solução
da demanda não reclama o reexame dos fatos e das provas dos autos.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.445 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“No caso dos autos, consoante decisão proferida nos autos
da Reclamatória Trabalhista autuada sob n. 0090700-
87.2008.5.04.0104, o autor foi considerado depositário infiel e,
em decorrência, teve sua prisão civil determinada na data de
07/06/2011, com o recolhimento ao Presídio Regional de Pelotas
- RS na data de 11/07/2011 (7-INF2, fls. 15- 17), onde
permaneceu por menos de 03 horas, quando a prisão foi
relaxada (evento 7, INF2, fls. 18/24).
(…)
Nesse contexto, ainda que o Direito não seja uma ciência
exata e as leis ensejem várias interpretações, como consignado
na sentença, é evidente a ilegalidade da prisão civil do autor,
caracterizando o erro
in judicando, passível de
responsabilização pelo Estado, embora se afaste qualquer
responsabilidade do magistrado por ausência de dolo ou
fraude.
(…)
Assim, caracterizado o ilícito, porquanto a prisão civil por
depositário infiel configurou ato ilegal e injusto, gerando
inegável constrangimento e ofensa à honra e imagem do autor
pela prisão indevida, surge o dever de indenizar da parte ré.”
Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, a Corte de
origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram
devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração
da responsabilidade extracontratual da agravante.
A jurisprudência deste Tribunal é firme no sentido de que, em casos
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.445 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“No caso dos autos, consoante decisão proferida nos autos
da Reclamatória Trabalhista autuada sob n. 0090700-
87.2008.5.04.0104, o autor foi considerado depositário infiel e,
em decorrência, teve sua prisão civil determinada na data de
07/06/2011, com o recolhimento ao Presídio Regional de Pelotas
- RS na data de 11/07/2011 (7-INF2, fls. 15- 17), onde
permaneceu por menos de 03 horas, quando a prisão foi
relaxada (evento 7, INF2, fls. 18/24).
(…)
Nesse contexto, ainda que o Direito não seja uma ciência
exata e as leis ensejem várias interpretações, como consignado
na sentença, é evidente a ilegalidade da prisão civil do autor,
caracterizando o erro
in judicando, passível de
responsabilização pelo Estado, embora se afaste qualquer
responsabilidade do magistrado por ausência de dolo ou
fraude.
(…)
Assim, caracterizado o ilícito, porquanto a prisão civil por
depositário infiel configurou ato ilegal e injusto, gerando
inegável constrangimento e ofensa à honra e imagem do autor
pela prisão indevida, surge o dever de indenizar da parte ré.”
Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, a Corte de
origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram
devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração
da responsabilidade extracontratual da agravante.
A jurisprudência deste Tribunal é firme no sentido de que, em casos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS
como o dos autos, para divergir do entendimento adotado pela Corte de
origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da
causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula
n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE
CIVIL. AGENTE PÚBLICO. ILICITUDE DA CONDUTA.
APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA
MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO
REGIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO
ART. 5..., XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO
PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO.
DEBATE
DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 23.8.2013. 1. A controvérsia, a teor do que já asseverado na
decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há
falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto compreender de
modo diverso exigiria a reelaboração do quadro fático
delineado, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV,
LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que
devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As
razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no
que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da
Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e
não provido” (ARE n 867.425/RS-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 5/6/15).
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS
como o dos autos, para divergir do entendimento adotado pela Corte de
origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da
causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula
n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE
CIVIL. AGENTE PÚBLICO. ILICITUDE DA CONDUTA.
APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA
MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO
REGIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO
ART. 5..., XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO
PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO.
DEBATE
DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 23.8.2013. 1. A controvérsia, a teor do que já asseverado na
decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há
falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto compreender de
modo diverso exigiria a reelaboração do quadro fático
delineado, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV,
LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que
devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As
razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no
que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da
Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e
não provido” (ARE n 867.425/RS-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 5/6/15).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Civil . Responsabilidade civil do estado.
Alegação de violação ao art. 37, § 6..., da Constituição Federal. 3.
Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos
autos. Incidência da Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se
nega provimento” (ARE n 896.912/GO-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/5/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO
ESTADO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS
CONFIGURADORES. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES.
Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o
reexame dos fatos e do material probatório constantes nos
autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Ausência de argumentos capazes
de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se
nega provimento” (Recurso Extraordinário n 862.933/CE-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 25/3/15).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito
Administrativo. 3. Responsabilidade civil do Estado. Falha no
sistema de registro do DETRAN. Indenização por danos
materiais e morais. Inexistência. 4. Reexame de conteúdo fático-
probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. 5. Existência de fundamentos da decisão agravada
não impugnados no agravo regimental. Verbete 283 da Súmula
desta Corte. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a
decisão agravada. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário n 586.514/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Gilmar Mendes, DJe de 29/11/12).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ALEGADA COBRANÇA IRREGULAR DE
IPVA. NEGATIVA DE LICENCIAMENTO DE VEÍCULO.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Civil . Responsabilidade civil do estado.
Alegação de violação ao art. 37, § 6..., da Constituição Federal. 3.
Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos
autos. Incidência da Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se
nega provimento” (ARE n 896.912/GO-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/5/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO
ESTADO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS
CONFIGURADORES. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES.
Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o
reexame dos fatos e do material probatório constantes nos
autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Ausência de argumentos capazes
de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se
nega provimento” (Recurso Extraordinário n 862.933/CE-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 25/3/15).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito
Administrativo. 3. Responsabilidade civil do Estado. Falha no
sistema de registro do DETRAN. Indenização por danos
materiais e morais. Inexistência. 4. Reexame de conteúdo fático-
probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. 5. Existência de fundamentos da decisão agravada
não impugnados no agravo regimental. Verbete 283 da Súmula
desta Corte. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a
decisão agravada. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário n 586.514/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Gilmar Mendes, DJe de 29/11/12).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ALEGADA COBRANÇA IRREGULAR DE
IPVA. NEGATIVA DE LICENCIAMENTO DE VEÍCULO.
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS
DANOS MORAIS. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
AUSÊNCIA DE PEÇA ESSENCIAL À COMPREENSÃO DA
CONTROVÉRSIA. ENUNCIADOS 279 E 288 DA
SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento”
(AI n 663.297/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Joaquim Barbosa, DJe de 11/11/10).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS
DANOS MORAIS. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
AUSÊNCIA DE PEÇA ESSENCIAL À COMPREENSÃO DA
CONTROVÉRSIA. ENUNCIADOS 279 E 288 DA
SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento”
(AI n 663.297/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Joaquim Barbosa, DJe de 11/11/10).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.445
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ROBSON NAVARRO DA SILVA
ADV.(A/S) : PATRÍCIA ANGÉLICA RODRIGUES
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.445
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ROBSON NAVARRO DA SILVA
ADV.(A/S) : PATRÍCIA ANGÉLICA RODRIGUES
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891 . 445",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS",
"04",
".",
"0104",
"Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"0090700",
"-",
"87",
".",
"2008",
".",
"5",
".",
"04",
".",
"0104",
"Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS",
"Súmula n 279 desta Corte",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 599 . 501 / PR - AgR",
"Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS",
"Súmula n 279 desta Corte",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 599 . 501 / PR - AgR",
"Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS",
"ARE n 721 . 943 / SP - AgR",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 698 . 782 / BA - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 842 . 438 / AP - AgR",
"Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS",
"ARE n 721 . 943 / SP - AgR",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 698 . 782 / BA - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 842 . 438 / AP - AgR",
"Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891 . 445",
"Reclamatória",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891 . 445",
"-",
"87 .",
"2008",
". 5",
".",
"04",
".",
"0104",
"Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 867 . 425 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 867 . 425 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS",
"ARE n 896 . 912 / GO - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 862 . 933 / CE - AgR",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"Verbete 283 da Súmula desta Corte",
"Recurso Extraordinário n 586 . 514 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS",
"ARE n 896 . 912 / GO -",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 862 . 933 / CE - AgR",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 586 . 514 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS",
"ENUNCIADOS 279",
"AI n 663 . 297 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário 891445 AGR / RS",
"ENUNCIADOS 279",
"AI n 663 . 297 / RJ - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891 . 445",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891 ."
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos X e LXXV , e 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos X e LXXV , e 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inc . LXXV do art . 5 . . . da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inc . LXXV do art . 5 . . . da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"arts . 5 . . . , inciso LXXV , e 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , inciso LXXV , e 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Lei Maior",
"art . 102 da Magna Carta",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Lei Maior",
"art . 102 da Magna Carta",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"RIO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"União",
"União",
"Quinta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado do Rio Grande do Sul",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"PATRÍCIA ANGÉLICA",
"União",
"União",
"Quinta Turma Recursal",
"Juizados Especiais Federais do Estado do Rio Grande do Sul",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Presídio Regional de Pelotas",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Presídio Regional de Pelotas",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"União",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Presídio Regional de Pelotas -",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Presídio Regional de Pelotas - RS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AgR",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"EXTRATO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"ROBSON NAVARRO DA SILVA",
"PATRÍCIA ANGÉLICA RODRIGUES",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ROBSON NAVARRO DA SILVA",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ROBSON NAVARRO DA SILVA",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"Gilmar Mendes",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"ROBSON NAVARRO DA SILVA",
"PATRÍCIA ANGÉLICA RODRIGUES",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"DIAS TOFFOLI",
"ROBSON NAVARRO DA SILVA",
"PATRÍCIA ANGÉLICA RODRIGUES",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"07",
"/",
"06",
"/",
"2011",
"11",
"/",
"07",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"07",
"/",
"06",
"/",
"2011",
"11",
"/",
"07",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"11",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"11",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"02",
".",
"2011",
"15",
"/",
"8",
"/",
"13",
"4",
"/",
"9",
"/",
"12",
"26",
"/",
"10",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"02",
".",
"2011",
"15",
"/",
"8",
"/",
"13",
"4",
"/",
"9",
"/",
"12",
"26",
"/",
"10",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"07",
"/",
"06",
"/",
"2011",
"11",
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"07",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"07",
"/",
"06",
"/",
"2011",
"11",
"/",
"07",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"8",
".",
"2013",
"5",
"/",
"6",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"8",
".",
"2013",
"5",
"/",
"6",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"5",
"/",
"15",
"25",
"/",
"3",
"/",
"15",
"29",
"/",
"11",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"5",
"/",
"15",
"25",
"/",
"3",
"/",
"15",
"29",
"/",
"11",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"11",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"11",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.686
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:KLEBER
GUSTAVO
DO
NASCIMENTO
E
OUTRO(A/S)
EMBTE.(S)
:EDSON ALMEIDA DE SIQUEIRA JÚNIOR
EMBTE.(S)
:RICARDO DE MELO PEREIRA
EMBTE.(S)
:ANDRÉ LUIZ BERNADINO DE SANTANA
EMBTE.(S)
:EDINILDO DE SOUZA VIANA JÚNIOR
EMBTE.(S)
:JOÃO ALBERTO DE MELO OLIVEIRA
EMBTE.(S)
:JOUCÉLIO GARCÊZ SANTOS
EMBTE.(S)
:EDGAR DE MELO FILHO
EMBTE.(S)
:WALLEYS ANTÔNIO FIRMINO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:IVANA
MAGNA
NÓBREGA
DE
MORAIS
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo.
Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. RE
interposto contra acórdão do STJ. Análise de questão decidida em
segundo grau. Inexistência de controvérsia surgida no STJ.
Impossibilidade. Direito administrativo. Seleção. Militar temporário.
Desligamento de ofício. Possibilidade. Discussão. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Cláusulas do edital de seleção.
Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na
decisão de segundo grau.
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame da legislação
infraconstitucional e das cláusulas do edital de concurso público.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172296.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17
Ementa e Acórdão
ARE 843686 ED / DF
Incidência das Súmulas nºs 636 e 454/STF.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos
do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172296.
Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
Incidência das Súmulas nºs 636 e 454/STF.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos
do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.686
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:KLEBER
GUSTAVO
DO
NASCIMENTO
E
OUTRO(A/S)
EMBTE.(S)
:EDSON ALMEIDA DE SIQUEIRA JÚNIOR
EMBTE.(S)
:RICARDO DE MELO PEREIRA
EMBTE.(S)
:ANDRÉ LUIZ BERNADINO DE SANTANA
EMBTE.(S)
:EDINILDO DE SOUZA VIANA JÚNIOR
EMBTE.(S)
:JOÃO ALBERTO DE MELO OLIVEIRA
EMBTE.(S)
:JOUCÉLIO GARCÊZ SANTOS
EMBTE.(S)
:EDGAR DE MELO FILHO
EMBTE.(S)
:WALLEYS ANTÔNIO FIRMINO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:IVANA
MAGNA
NÓBREGA
DE
MORAIS
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Kleber Gustavo do Nascimento e outros opõem tempestivos
embargos de declaração contra decisão em que conheci de agravo para
negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Trata-se de agravo de decisão que não admitiu recurso
extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Turma do
Superior Tribunal de Justiça, assim ementado:
‘PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 535, II, DO
CPC. NÃO OCORRÊNCIA. DISSÍDIO. AUSÊNCIA DE
COTEJO ANALÍTICO. SERVIÇO MILITAR. INGRESSO
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.686
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:KLEBER
GUSTAVO
DO
NASCIMENTO
E
OUTRO(A/S)
EMBTE.(S)
:EDSON ALMEIDA DE SIQUEIRA JÚNIOR
EMBTE.(S)
:RICARDO DE MELO PEREIRA
EMBTE.(S)
:ANDRÉ LUIZ BERNADINO DE SANTANA
EMBTE.(S)
:EDINILDO DE SOUZA VIANA JÚNIOR
EMBTE.(S)
:JOÃO ALBERTO DE MELO OLIVEIRA
EMBTE.(S)
:JOUCÉLIO GARCÊZ SANTOS
EMBTE.(S)
:EDGAR DE MELO FILHO
EMBTE.(S)
:WALLEYS ANTÔNIO FIRMINO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:IVANA
MAGNA
NÓBREGA
DE
MORAIS
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Kleber Gustavo do Nascimento e outros opõem tempestivos
embargos de declaração contra decisão em que conheci de agravo para
negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Trata-se de agravo de decisão que não admitiu recurso
extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Turma do
Superior Tribunal de Justiça, assim ementado:
‘PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 535, II, DO
CPC. NÃO OCORRÊNCIA. DISSÍDIO. AUSÊNCIA DE
COTEJO ANALÍTICO. SERVIÇO MILITAR. INGRESSO
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17
Relatório
ARE 843686 ED / DF
NO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DE SOLDADOS
MEDIANTE CONCURSO PÚBLICO TEMPORÁRIO.
LICENCIAMENTO EX OFFICIO. APÓS LIMITE
MÁXIMO
DE
SEIS
ANOS
DE
SERVIÇO.
POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE ESTABILIDADE.
1. Os recorrentes consideram ilegal o ato de
licenciamento ex-officio e defendem o direito à
estabilidade prevista no art. 3º, § 1º, I, e § 2º, da Lei n.
6.880/80 (Estatuto dos Militares) ao argumento de que as
Instruções Especificas para o CESD 2/96 (Edital) do qual
participaram, não previam textualmente a temporariedade
no serviço militar. 2. Não há violação do art. 535 do CPC,
pois o entendimento diverso do pretendido pela parte
autora não gera omissão, obscuridade ou contradição,
posto que houve enfrentamento dos pontos necessários ao
julgamento da causa, ainda que o resultado ali constante
não seja o desejado pelos embargantes.
3. Quanto ao dissídio, melhor sorte não socorre aos
autores, considerando que a inicial não foi
satisfatoriamente instruída para a perfeita demonstração
da situação fático- robatória, porquanto apresentado um
único precedente no sentido da tese sustentada pela parte
autora (Apelação em Mandado de Segurança n.
2002.51.01.018131-9/RJ).
4. Diferentemente do que alegam, os recorrentes não
pertenciam a uma classe ‘diferente’ das de Soldados, pois
o sub-item 2.2 do ‘Edital’ estabeleceu que: ‘os candidatos
civis matriculados serão nomeados pelo Comandante do II
COMAR Soldados-de-Segunda-Classe, Alunos do CESD"
e, após o Curso de Formação, receberiam a graduação de
Soldados de Primeira Classe (S1).
5. Apesar do Edital não ter previsto textualmente a
temporariedade da contratação, ele remete, em suas
disposições preliminares, ao Decreto n. 880/93 que dispõe
no § 3º de seu art. 24 que ‘o soldado de Primeira-Classe
(S1) pode obter prorrogação do tempo de serviço, até o
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
NO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DE SOLDADOS
MEDIANTE CONCURSO PÚBLICO TEMPORÁRIO.
LICENCIAMENTO EX OFFICIO. APÓS LIMITE
MÁXIMO
DE
SEIS
ANOS
DE
SERVIÇO.
POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE ESTABILIDADE.
1. Os recorrentes consideram ilegal o ato de
licenciamento ex-officio e defendem o direito à
estabilidade prevista no art. 3º, § 1º, I, e § 2º, da Lei n.
6.880/80 (Estatuto dos Militares) ao argumento de que as
Instruções Especificas para o CESD 2/96 (Edital) do qual
participaram, não previam textualmente a temporariedade
no serviço militar. 2. Não há violação do art. 535 do CPC,
pois o entendimento diverso do pretendido pela parte
autora não gera omissão, obscuridade ou contradição,
posto que houve enfrentamento dos pontos necessários ao
julgamento da causa, ainda que o resultado ali constante
não seja o desejado pelos embargantes.
3. Quanto ao dissídio, melhor sorte não socorre aos
autores, considerando que a inicial não foi
satisfatoriamente instruída para a perfeita demonstração
da situação fático- robatória, porquanto apresentado um
único precedente no sentido da tese sustentada pela parte
autora (Apelação em Mandado de Segurança n.
2002.51.01.018131-9/RJ).
4. Diferentemente do que alegam, os recorrentes não
pertenciam a uma classe ‘diferente’ das de Soldados, pois
o sub-item 2.2 do ‘Edital’ estabeleceu que: ‘os candidatos
civis matriculados serão nomeados pelo Comandante do II
COMAR Soldados-de-Segunda-Classe, Alunos do CESD"
e, após o Curso de Formação, receberiam a graduação de
Soldados de Primeira Classe (S1).
5. Apesar do Edital não ter previsto textualmente a
temporariedade da contratação, ele remete, em suas
disposições preliminares, ao Decreto n. 880/93 que dispõe
no § 3º de seu art. 24 que ‘o soldado de Primeira-Classe
(S1) pode obter prorrogação do tempo de serviço, até o
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172293.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17
Relatório
ARE 843686 ED / DF
limite máximo de seis anos de serviço’.
6. O STJ, ao julgar caso análogo ao dos autos, já
firmou compreensão de que: ‘os soldados engajados da
Força Aérea, enquanto no serviço ativo, não são
considerados 'militares de carreira', pertencendo, por
conseguinte, à categoria de 'militares temporários', de
acordo com o art. 2º, parágrafo único, ‘b’ e ‘c’, da Lei
6.837/80, que fixa os efetivos da Força Aérea Brasileira em
tempo de paz’. (REsp 949.204/RJ, Rel. Ministro Arnaldo
Esteves Lima, Quinta Turma, DJe 01/12/2008).
7. Não há como negar que a Administração
simplesmente cumpriu a legislação pertinente (Decreto n.
880/93), e que o ordenamento jurídico não oferece
qualquer abrigo à pretensão dos autores (estabilidade
prevista exclusivamente aos militares de carreira por meio
da Lei n. 6.880/80).
8. Recurso especial parcialmente conhecido e não
provido’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Sustentam os recorrentes, nas razões do recurso
extraordinário, violação dos artigos 5º, inciso XXXVI, e 37 da
Constituição Federal.
Aduzem, em síntese, que ‘ao reconhecer como sendo
legítimo o ato que licenciou os autores, após seis anos da
nomeação, ocorrida mediante aprovação em concurso público,
cujo edital não estabeleceu expressamente temporariedade, o
acórdão proferido viola também o direito adquirido dos
autores, em total afronta, mais uma vez, à Constituição Federal
de 1988’.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
limite máximo de seis anos de serviço’.
6. O STJ, ao julgar caso análogo ao dos autos, já
firmou compreensão de que: ‘os soldados engajados da
Força Aérea, enquanto no serviço ativo, não são
considerados 'militares de carreira', pertencendo, por
conseguinte, à categoria de 'militares temporários', de
acordo com o art. 2º, parágrafo único, ‘b’ e ‘c’, da Lei
6.837/80, que fixa os efetivos da Força Aérea Brasileira em
tempo de paz’. (REsp 949.204/RJ, Rel. Ministro Arnaldo
Esteves Lima, Quinta Turma, DJe 01/12/2008).
7. Não há como negar que a Administração
simplesmente cumpriu a legislação pertinente (Decreto n.
880/93), e que o ordenamento jurídico não oferece
qualquer abrigo à pretensão dos autores (estabilidade
prevista exclusivamente aos militares de carreira por meio
da Lei n. 6.880/80).
8. Recurso especial parcialmente conhecido e não
provido’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Sustentam os recorrentes, nas razões do recurso
extraordinário, violação dos artigos 5º, inciso XXXVI, e 37 da
Constituição Federal.
Aduzem, em síntese, que ‘ao reconhecer como sendo
legítimo o ato que licenciou os autores, após seis anos da
nomeação, ocorrida mediante aprovação em concurso público,
cujo edital não estabeleceu expressamente temporariedade, o
acórdão proferido viola também o direito adquirido dos
autores, em total afronta, mais uma vez, à Constituição Federal
de 1988’.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
3
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Relatório
ARE 843686 ED / DF
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, uma vez que o
acórdão recorrido reconheceu a legalidade do ato
administrativo que de desligou os autores, ora recorrentes, do
serviço ativo da Força Aérea Brasileira amparado em legislação
infraconstitucional. Colhe-se da fundamentação do voto
condutor:
‘No mais, atenho-me ao edital do Curso de
Especialização de Soldados (CESD) n. 2/96, aqui
contestado (fl. 55):
(…)
Assim, previa-se expressamente nas Disposições
Preliminares que para o exercício das funções deveriam
ser observadas as normas aprovadas pelo Decreto n.
880/93.
Estabelecia-se também que os civis seriam
designados como Soldados de Segunda Classe (S2) e
tinham expectativa de direito ao posto de Soldados de
Primeira Classe (S1), após a conclusão do referido curso
com aproveitamento.
Em resumo, diferentemente do que alegam, os
recorrentes não pertenciam a uma ‘classe diferente’ das de
Soldados, pois o sub-item 2.2 do ‘Edital’ estabeleceu que:
‘os candidatos civis matriculados serão nomeados pelo
4
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matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, uma vez que o
acórdão recorrido reconheceu a legalidade do ato
administrativo que de desligou os autores, ora recorrentes, do
serviço ativo da Força Aérea Brasileira amparado em legislação
infraconstitucional. Colhe-se da fundamentação do voto
condutor:
‘No mais, atenho-me ao edital do Curso de
Especialização de Soldados (CESD) n. 2/96, aqui
contestado (fl. 55):
(…)
Assim, previa-se expressamente nas Disposições
Preliminares que para o exercício das funções deveriam
ser observadas as normas aprovadas pelo Decreto n.
880/93.
Estabelecia-se também que os civis seriam
designados como Soldados de Segunda Classe (S2) e
tinham expectativa de direito ao posto de Soldados de
Primeira Classe (S1), após a conclusão do referido curso
com aproveitamento.
Em resumo, diferentemente do que alegam, os
recorrentes não pertenciam a uma ‘classe diferente’ das de
Soldados, pois o sub-item 2.2 do ‘Edital’ estabeleceu que:
‘os candidatos civis matriculados serão nomeados pelo
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Relatório
ARE 843686 ED / DF
Comandante do II COMAR Soldados-de-Segunda-Classe,
Alunos do CESD’ e, após o Curso de Formação,
receberiam a graduação de Soldados de Primeira Classe
(S1).
Por sua vez, à época, o Decreto 880/1993 dispunha,
no artigo 24, parágrafo 3º, que a prorrogação do tempo de
serviço, PODERÁ ser concedida ao Soldado de Primeira-
Classe (S1) té o limite máximo de seis anos de serviço.
Na literalidade da lei (grifos nossos):
(…)
Em síntese, não há falar em direito à mesma
estabilidade prevista para os militares de carreira por
meio da Lei n. 6.880/80 (Estatuto dos Militares),
considerando que, não obstante tenha deixado de
informar textualmente a provisoriedade da contratação, o
edital do Curso de Especial de Soldados (CESD n. 2/96) se
referiu a norma de leitura obrigatória, ou seja, o Decreto n.
880/1993 (e-STJ fl. 55), que estabelecia a temporariedade
dos insurgentes na F.A.B.
Não se pode buscar a prevalência de suposta
omissão do requisito da temporariedade na Força porque
esta veio expressa no Decreto n. 880/93.
Ao meu ver, os militares com vínculo interino
tinham temporariedade como condição de permanência
na respectiva Força Militar, e sabiam, inequivocamente,
que estavam sujeitos à exclusão, conforme a conveniência
e oportunidade da Administração a que se subordinavam,
caracterizando, por conseguinte, o ato de exclusão como
discricionário da Administração.
A temporariedade está dentro do decreto, o qual
estabelece o prazo máximo de seis anos. Nas disposições
gerais estabelecia-se também que: ‘a inscrição do concurso
de admissão implica em aceitação irrestrita, pelo
candidato, das exigências estabelecidas nas Instruções
Gerais’.
O edital do concurso foi feito com base no Decreto
5
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Supremo Tribunal Federal
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Comandante do II COMAR Soldados-de-Segunda-Classe,
Alunos do CESD’ e, após o Curso de Formação,
receberiam a graduação de Soldados de Primeira Classe
(S1).
Por sua vez, à época, o Decreto 880/1993 dispunha,
no artigo 24, parágrafo 3º, que a prorrogação do tempo de
serviço, PODERÁ ser concedida ao Soldado de Primeira-
Classe (S1) té o limite máximo de seis anos de serviço.
Na literalidade da lei (grifos nossos):
(…)
Em síntese, não há falar em direito à mesma
estabilidade prevista para os militares de carreira por
meio da Lei n. 6.880/80 (Estatuto dos Militares),
considerando que, não obstante tenha deixado de
informar textualmente a provisoriedade da contratação, o
edital do Curso de Especial de Soldados (CESD n. 2/96) se
referiu a norma de leitura obrigatória, ou seja, o Decreto n.
880/1993 (e-STJ fl. 55), que estabelecia a temporariedade
dos insurgentes na F.A.B.
Não se pode buscar a prevalência de suposta
omissão do requisito da temporariedade na Força porque
esta veio expressa no Decreto n. 880/93.
Ao meu ver, os militares com vínculo interino
tinham temporariedade como condição de permanência
na respectiva Força Militar, e sabiam, inequivocamente,
que estavam sujeitos à exclusão, conforme a conveniência
e oportunidade da Administração a que se subordinavam,
caracterizando, por conseguinte, o ato de exclusão como
discricionário da Administração.
A temporariedade está dentro do decreto, o qual
estabelece o prazo máximo de seis anos. Nas disposições
gerais estabelecia-se também que: ‘a inscrição do concurso
de admissão implica em aceitação irrestrita, pelo
candidato, das exigências estabelecidas nas Instruções
Gerais’.
O edital do concurso foi feito com base no Decreto
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Relatório
ARE 843686 ED / DF
880/93, que remete a um quadro temporário. Houve
aceitação dos candidatos de forma irrestrita a essa
situação. Entendo que no presente feito não é possível
discutir outra situação de que existe uma terceira classe,
porque o contracheque dos recorrentes consta a expressão
SE, pela lei só tem dois postos de soldado: SE e SI. O SI é o
soldado especializado: o barbeiro, o tratorista, o motorista.
(…)
Em verdade, não há como negar que a
Administração simplesmente cumpriu a legislação
pertinente (Decreto n. 880/93) e que o ordenamento
jurídico não oferece qualquer abrigo à pretensão dos
autores (estabilidade prevista exclusivamente aos militares
de carreira por meio da Lei n. 6.880/80)’.
Nesse caso, é certo que para acolher a pretensão dos
recorrentes e ultrapassar o entendimento firmado pelo Superior
Tribunal de Justiça, seria necessário o reexame das cláusulas do
edital que regeu o certame e da legislação infraconstitucional
pertinente (Lei nº 6.880/80 e Decreto nº 880/93), operação
vedada nesta via extraordinária. Nesse sentido, destaco os
seguintes precedentes:
‘DIREITO
ADMINISTRATIVO.
MILITAR
TEMPORÁRIO. LICENCIAMENTO. LEI Nº 6.880/1980.
DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, CAPUT, E 37,
DA
LEI
MAIOR.
DEBATE
DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 27.9.2007. O exame da alegada ofensa
aos arts. 5º, caput, e 37, da Constituição Federal
dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie (Lei nº 6.880/1980), o
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880/93, que remete a um quadro temporário. Houve
aceitação dos candidatos de forma irrestrita a essa
situação. Entendo que no presente feito não é possível
discutir outra situação de que existe uma terceira classe,
porque o contracheque dos recorrentes consta a expressão
SE, pela lei só tem dois postos de soldado: SE e SI. O SI é o
soldado especializado: o barbeiro, o tratorista, o motorista.
(…)
Em verdade, não há como negar que a
Administração simplesmente cumpriu a legislação
pertinente (Decreto n. 880/93) e que o ordenamento
jurídico não oferece qualquer abrigo à pretensão dos
autores (estabilidade prevista exclusivamente aos militares
de carreira por meio da Lei n. 6.880/80)’.
Nesse caso, é certo que para acolher a pretensão dos
recorrentes e ultrapassar o entendimento firmado pelo Superior
Tribunal de Justiça, seria necessário o reexame das cláusulas do
edital que regeu o certame e da legislação infraconstitucional
pertinente (Lei nº 6.880/80 e Decreto nº 880/93), operação
vedada nesta via extraordinária. Nesse sentido, destaco os
seguintes precedentes:
‘DIREITO
ADMINISTRATIVO.
MILITAR
TEMPORÁRIO. LICENCIAMENTO. LEI Nº 6.880/1980.
DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, CAPUT, E 37,
DA
LEI
MAIOR.
DEBATE
DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 27.9.2007. O exame da alegada ofensa
aos arts. 5º, caput, e 37, da Constituição Federal
dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie (Lei nº 6.880/1980), o
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Relatório
ARE 843686 ED / DF
que refoge à competência jurisdicional extraordinária,
prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes.
Agravo regimental conhecido e não provido’ (RE nº
606.691/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 26/11/13)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. MILITAR TEMPORÁRIO. FORÇAS
ARMADAS. CONCLUSÃO DE TEMPO DE SERVIÇO.
LICENCIAMENTO. LEI 6.880/1980. DECRETO 880/1993.
INTERPRETAÇÃO
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E A
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS.
SÚMULAS 279 E 454 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA
AO
PRINCÍPIO
DA
LEGALIDADE.
REPREAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS.
OFENSA
INDIRETA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º,
XXXV e LV, DA CF. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO
ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO
RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO.
AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso
extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de normas infraconstitucionais que
fundamentam a decisão a quo. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria apenas indireta. II - Inviável em recurso
extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos e de cláusulas editalícias. Incidência
das Súmulas 279 e 454 do STF. III - O Tribunal entende não
ser cabível a interposição de RE por contrariedade ao
princípio da legalidade quando a verificação da ofensa
envolva a reapreciação de interpretação dada a normas
infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do
STF). Precedentes. IV - A orientação desta Corte, por meio
da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
que refoge à competência jurisdicional extraordinária,
prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes.
Agravo regimental conhecido e não provido’ (RE nº
606.691/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 26/11/13)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. MILITAR TEMPORÁRIO. FORÇAS
ARMADAS. CONCLUSÃO DE TEMPO DE SERVIÇO.
LICENCIAMENTO. LEI 6.880/1980. DECRETO 880/1993.
INTERPRETAÇÃO
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E A
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS.
SÚMULAS 279 E 454 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA
AO
PRINCÍPIO
DA
LEGALIDADE.
REPREAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS.
OFENSA
INDIRETA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º,
XXXV e LV, DA CF. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO
ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO
RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO.
AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso
extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de normas infraconstitucionais que
fundamentam a decisão a quo. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria apenas indireta. II - Inviável em recurso
extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos e de cláusulas editalícias. Incidência
das Súmulas 279 e 454 do STF. III - O Tribunal entende não
ser cabível a interposição de RE por contrariedade ao
princípio da legalidade quando a verificação da ofensa
envolva a reapreciação de interpretação dada a normas
infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do
STF). Precedentes. IV - A orientação desta Corte, por meio
da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17
Relatório
ARE 843686 ED / DF
alegada violação ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da
Constituição, quando dependente de exame de legislação
infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao
texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do
recurso extraordinário. Precedentes. V - Não há negativa
de prestação jurisdicional, tampouco contrariedade ao art.
93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido
encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes.
VI - Agravo regimental improvido’ (RE nº 661.393/DF-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 2/10/12).
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2
Administrativo. Anistia. Caracterização de motivação
política do ato de desligamento do militar temporário. 3.
Reexame de conteúdo fático-probatório. Incidência do
Enunciado 279 da Súmula do STF. Precedentes. 4.
Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’
(AI nº 834.357/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 17/9/12).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. MILITAR TEMPORÁRIO DAS
FORÇAS
ARMADAS.
LICENCIAMENTO
DOS
QUADROS. O TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª
REGIÃO DECIDIU A CONTROVÉRSIA COM BASE NA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE
(LEI FEDERAL 6.880/1990 E DECRETO 880/1993).
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1.
Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não
enseja apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo
desprovido’ (RE nº 587.836/MG-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 21/3/11).
‘1.
RECURSO.
Agravo
de
instrumento.
8
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
alegada violação ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da
Constituição, quando dependente de exame de legislação
infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao
texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do
recurso extraordinário. Precedentes. V - Não há negativa
de prestação jurisdicional, tampouco contrariedade ao art.
93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido
encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes.
VI - Agravo regimental improvido’ (RE nº 661.393/DF-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 2/10/12).
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2
Administrativo. Anistia. Caracterização de motivação
política do ato de desligamento do militar temporário. 3.
Reexame de conteúdo fático-probatório. Incidência do
Enunciado 279 da Súmula do STF. Precedentes. 4.
Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’
(AI nº 834.357/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 17/9/12).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. MILITAR TEMPORÁRIO DAS
FORÇAS
ARMADAS.
LICENCIAMENTO
DOS
QUADROS. O TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª
REGIÃO DECIDIU A CONTROVÉRSIA COM BASE NA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE
(LEI FEDERAL 6.880/1990 E DECRETO 880/1993).
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1.
Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não
enseja apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo
desprovido’ (RE nº 587.836/MG-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 21/3/11).
‘1.
RECURSO.
Agravo
de
instrumento.
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Relatório
ARE 843686 ED / DF
Inadmissibilidade. Peça obrigatória. Falta. Inteligência do
art. 544, § 1º do CPC. Tema apreciado pelo acórdão
embargado. Embargos rejeitados. Não há omissão,
contradição ou obscuridade a serem sanadas quando a
matéria foi versada no acórdão embargado. 2. RECURSO.
Extraordinário. Inadmissibilidade. Militar. Temporário.
Licenciamento. Matéria infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Ofensa indireta à Constituição. Embargos
rejeitados. Súmula 279. Não cabe RE que teria por objeto
alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação,
aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição
da República, tampouco que dependa de reexame de fatos
e provas’ (AI nº 393.811/RF-AgR-ED, Primeira Turma,
Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 6/4/04).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insistem os embargantes que teriam sido violados os arts. 5º, inciso
XXXVI, e 37 da Constituição Federal.
Aduzem, in verbis, que,
“(...) conforme narrado nas razões do Recurso
Extraordinário e no Agravo, o próprio STJ reconheceu que no
edital não havia expressamente a previsão de temporariedade...
(...)
Mesmo diante do reconhecimento da ausência expressa de
temporariedade no edital, o Juízo a quo entendeu ser legítimo o
licenciamento dos autores.
Considerando que o brocardo jurídico ‘o edital é a lei do
concurso’, conforme entendimento pacificado desta Corte
Suprema que determina a vinculação da Administração Pública
ao edital, os embargantes recorreram alegando violação ao art.
37, da CRFB/88, principalmente no que se refere aos princípios
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Inadmissibilidade. Peça obrigatória. Falta. Inteligência do
art. 544, § 1º do CPC. Tema apreciado pelo acórdão
embargado. Embargos rejeitados. Não há omissão,
contradição ou obscuridade a serem sanadas quando a
matéria foi versada no acórdão embargado. 2. RECURSO.
Extraordinário. Inadmissibilidade. Militar. Temporário.
Licenciamento. Matéria infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Ofensa indireta à Constituição. Embargos
rejeitados. Súmula 279. Não cabe RE que teria por objeto
alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação,
aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição
da República, tampouco que dependa de reexame de fatos
e provas’ (AI nº 393.811/RF-AgR-ED, Primeira Turma,
Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 6/4/04).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insistem os embargantes que teriam sido violados os arts. 5º, inciso
XXXVI, e 37 da Constituição Federal.
Aduzem, in verbis, que,
“(...) conforme narrado nas razões do Recurso
Extraordinário e no Agravo, o próprio STJ reconheceu que no
edital não havia expressamente a previsão de temporariedade...
(...)
Mesmo diante do reconhecimento da ausência expressa de
temporariedade no edital, o Juízo a quo entendeu ser legítimo o
licenciamento dos autores.
Considerando que o brocardo jurídico ‘o edital é a lei do
concurso’, conforme entendimento pacificado desta Corte
Suprema que determina a vinculação da Administração Pública
ao edital, os embargantes recorreram alegando violação ao art.
37, da CRFB/88, principalmente no que se refere aos princípios
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17
Relatório
ARE 843686 ED / DF
da legalidade e da moralidade.
(…)
Os autores alegam a ofensa à Carta Magna justamente por
terem sido nomeados mediante aprovação em concurso
público, cujo edital não previu temporariedade alguma”.
É o relatório.
10
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
da legalidade e da moralidade.
(…)
Os autores alegam a ofensa à Carta Magna justamente por
terem sido nomeados mediante aprovação em concurso
público, cujo edital não previu temporariedade alguma”.
É o relatório.
10
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.686
DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
O inconformismo não merece prosperar.
Com efeito, a matéria suscitada no recurso extraordinário, relativa à
possibilidade ou não de os ora agravantes serem licenciados de ofício do
serviço militar, restou preclusa, haja vista que essa questão foi resolvida
na decisão de segundo grau, tendo o Superior Tribunal de Justiça, ao
negar provimento ao recurso especial contra ela interposto, se limitado a
manter o entendimento acerca do tema adotado pelo Tribunal Regional
Federal da 5ª Região.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é pacífica no
sentido de não se admitir recurso extraordinário interposto contra
acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão
debatida na decisão de segundo grau. Sobre o tema, anote-se:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo e Processual Civil. Ofensa à
coisa julgada. 3. Matéria surgida nas instâncias ordinárias. Falta
de interposição de recurso extraordinário concomitantemente
ao especial. Preclusão da questão constitucional. 4. Ausência de
argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE nº 767.568/RS-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
19/11/14).
“ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO
GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.686
DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
O inconformismo não merece prosperar.
Com efeito, a matéria suscitada no recurso extraordinário, relativa à
possibilidade ou não de os ora agravantes serem licenciados de ofício do
serviço militar, restou preclusa, haja vista que essa questão foi resolvida
na decisão de segundo grau, tendo o Superior Tribunal de Justiça, ao
negar provimento ao recurso especial contra ela interposto, se limitado a
manter o entendimento acerca do tema adotado pelo Tribunal Regional
Federal da 5ª Região.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é pacífica no
sentido de não se admitir recurso extraordinário interposto contra
acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão
debatida na decisão de segundo grau. Sobre o tema, anote-se:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo e Processual Civil. Ofensa à
coisa julgada. 3. Matéria surgida nas instâncias ordinárias. Falta
de interposição de recurso extraordinário concomitantemente
ao especial. Preclusão da questão constitucional. 4. Ausência de
argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE nº 767.568/RS-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
19/11/14).
“ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO
GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843686 ED / DF
(CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE,
EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL
(STJ) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (STF) - RECURSO
IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo
grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal),
impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o
recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o
recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob
pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente
sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídico-
processuais da preclusão pertinente à motivação de ordem
constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento
constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para
manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a
decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O
acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o
uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar,
originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo
esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por
meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão
emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e
não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário
responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia
de constitucionalidade. Precedentes” (RE nº 409.973/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de
26/3/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE
JUSTIÇA:
PRECLUSÃO
DA
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
(CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE,
EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL
(STJ) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (STF) - RECURSO
IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo
grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal),
impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o
recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o
recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob
pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente
sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídico-
processuais da preclusão pertinente à motivação de ordem
constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento
constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para
manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a
decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O
acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o
uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar,
originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo
esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por
meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão
emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e
não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário
responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia
de constitucionalidade. Precedentes” (RE nº 409.973/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de
26/3/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE
JUSTIÇA:
PRECLUSÃO
DA
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843686 ED / DF
Federal firmou entendimento no sentido da preclusão das
questões constitucionais surgidas na decisão de segundo grau
que não foram objeto de recurso extraordinário. Assim, somente
é possível a interposição de recurso extraordinário contra
decisão do Superior Tribunal de Justiça quando o tema em
questão for novo, surgido na instância superior” (AI nº
742.251/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 14/8/09).
Por outro lado, consignou o Superior Tribunal de Justiça que,
conquanto não previsto expressamente o prazo das contratações no edital
da seleção à qual se submeteram os agravantes, havia nele expressa
indicação do regime jurídico ao qual eles estavam se submetendo
(Decreto nº 880/93), o qual previa a possibilidade de licenciamento ex
officio. Assim, segundo aquela Corte, os recorrentes teriam como ter
conhecimento de sua condição de temporários e de que não poderiam ser
considerados militares de carreira, nos termos do Estatuto dos Militares.
Desse modo, conforme expresso na decisão agravada, rever esse
entendimento para concluir que os agravantes não tinham como supor
que se tratava de militares temporários e que podiam, portanto, ser
desligados do serviço militar de ofício, demandaria a análise da legislação
aplicada à espécie (Lei nº 6.880/80 e Decreto nº 880/93) e das cláusulas do
edital da seleção da qual participaram, o que é inviável em recurso
extraordinário, consoante dispõem as Súmulas nºs 636 e 454/STF.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR MILITAR. TEMPORÁRIO.
AUSÊNCIA DE CONTROVÉRSIA SOB A ÓTICA
CONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 279, 282 E 356/STF. A
alegada violação ao princípio da isonomia não foi objeto de
análise pelo Tribunal de origem, tampouco foi suscitada nos
embargos declaratórios opostos. Incidência das Súmulas 282 e
356/STF. Hipótese em que para dissentir do entendimento do
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
Federal firmou entendimento no sentido da preclusão das
questões constitucionais surgidas na decisão de segundo grau
que não foram objeto de recurso extraordinário. Assim, somente
é possível a interposição de recurso extraordinário contra
decisão do Superior Tribunal de Justiça quando o tema em
questão for novo, surgido na instância superior” (AI nº
742.251/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 14/8/09).
Por outro lado, consignou o Superior Tribunal de Justiça que,
conquanto não previsto expressamente o prazo das contratações no edital
da seleção à qual se submeteram os agravantes, havia nele expressa
indicação do regime jurídico ao qual eles estavam se submetendo
(Decreto nº 880/93), o qual previa a possibilidade de licenciamento ex
officio. Assim, segundo aquela Corte, os recorrentes teriam como ter
conhecimento de sua condição de temporários e de que não poderiam ser
considerados militares de carreira, nos termos do Estatuto dos Militares.
Desse modo, conforme expresso na decisão agravada, rever esse
entendimento para concluir que os agravantes não tinham como supor
que se tratava de militares temporários e que podiam, portanto, ser
desligados do serviço militar de ofício, demandaria a análise da legislação
aplicada à espécie (Lei nº 6.880/80 e Decreto nº 880/93) e das cláusulas do
edital da seleção da qual participaram, o que é inviável em recurso
extraordinário, consoante dispõem as Súmulas nºs 636 e 454/STF.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR MILITAR. TEMPORÁRIO.
AUSÊNCIA DE CONTROVÉRSIA SOB A ÓTICA
CONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 279, 282 E 356/STF. A
alegada violação ao princípio da isonomia não foi objeto de
análise pelo Tribunal de origem, tampouco foi suscitada nos
embargos declaratórios opostos. Incidência das Súmulas 282 e
356/STF. Hipótese em que para dissentir do entendimento do
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843686 ED / DF
Tribunal de origem seria necessário nova apreciação dos fatos e
do material probatório constantes dos autos, bem como o
reexame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso.
Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Agravo
regimental a que se nega provimento” (RE nº 362.916/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
25/3/14).
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Militar
temporário. Licenciamento. Prequestionamento. Ausência.
Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade.
Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando
os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não
estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas
nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o
reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos
autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo
regimental não provido” (RE nº 695.856/RJ-AgR, Primeira
Turma, de minha relatoria, DJe de 8/5/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
MILITAR
TEMPORÁRIO 1. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO
A PERMANECER EM ATIVIDADE APÓS O PRAZO DE
INCORPORAÇÃO. 2. CRITÉRIOS PARA O LICENCIAMENTO
EX OFFICIO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº
638.116/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 27/6/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
Tribunal de origem seria necessário nova apreciação dos fatos e
do material probatório constantes dos autos, bem como o
reexame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso.
Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Agravo
regimental a que se nega provimento” (RE nº 362.916/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
25/3/14).
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Militar
temporário. Licenciamento. Prequestionamento. Ausência.
Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade.
Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando
os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não
estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas
nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o
reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos
autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo
regimental não provido” (RE nº 695.856/RJ-AgR, Primeira
Turma, de minha relatoria, DJe de 8/5/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
MILITAR
TEMPORÁRIO 1. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO
A PERMANECER EM ATIVIDADE APÓS O PRAZO DE
INCORPORAÇÃO. 2. CRITÉRIOS PARA O LICENCIAMENTO
EX OFFICIO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº
638.116/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 27/6/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17
Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.686
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : KLEBER GUSTAVO DO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
EMBTE.(S) : EDSON ALMEIDA DE SIQUEIRA JÚNIOR
EMBTE.(S) : RICARDO DE MELO PEREIRA
EMBTE.(S) : ANDRÉ LUIZ BERNADINO DE SANTANA
EMBTE.(S) : EDINILDO DE SOUZA VIANA JÚNIOR
EMBTE.(S) : JOÃO ALBERTO DE MELO OLIVEIRA
EMBTE.(S) : JOUCÉLIO GARCÊZ SANTOS
EMBTE.(S) : EDGAR DE MELO FILHO
EMBTE.(S) : WALLEYS ANTÔNIO FIRMINO DOS SANTOS
ADV.(A/S) : IVANA MAGNA NÓBREGA DE MORAIS E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070290
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.686
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : KLEBER GUSTAVO DO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
EMBTE.(S) : EDSON ALMEIDA DE SIQUEIRA JÚNIOR
EMBTE.(S) : RICARDO DE MELO PEREIRA
EMBTE.(S) : ANDRÉ LUIZ BERNADINO DE SANTANA
EMBTE.(S) : EDINILDO DE SOUZA VIANA JÚNIOR
EMBTE.(S) : JOÃO ALBERTO DE MELO OLIVEIRA
EMBTE.(S) : JOUCÉLIO GARCÊZ SANTOS
EMBTE.(S) : EDGAR DE MELO FILHO
EMBTE.(S) : WALLEYS ANTÔNIO FIRMINO DOS SANTOS
ADV.(A/S) : IVANA MAGNA NÓBREGA DE MORAIS E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070290
Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9193648
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-21T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. RE interposto contra acórdão do STJ. Análise de questão decidida em segundo grau. Inexistência de controvérsia surgida no STJ. Impossibilidade. Direito administrativo. Seleção. Militar temporário. Desligamento de ofício. Possibilidade. Discussão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Cláusulas do edital de seleção. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau.
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame da legislação infraconstitucional e das cláusulas do edital de concurso público. Incidência das Súmulas nºs 636 e 454/STF.
4. Agravo regimental não provido.
|
sjur316003
|
- Acórdão(s) citado(s):
(RE, ACÓRDÃO DO STJ)
AI 742251 AgR (1ªT), RE 409973 AgR (2ªT), ARE 767568 AgR (2ªT).
(MILITAR TEMPORÁRIO)
RE 362916 AgR (1ªT), RE 638116 AgR (1ªT), RE 695856 AgR (1ªT).
Número de páginas: 17.
Análise: 28/08/2015, MJC.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
|
843686
|
[
"LEG-FED LEI-006880 ANO-1980\n EM-1980 ESTATUTO DOS MILITARES\n\n",
"LEG-FED DEC-000880 ANO-1993\n DECRETO\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-ED
|
acordaos
|
ARE 843686 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : KLEBER GUSTAVO DO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
EMBTE.(S) : EDSON ALMEIDA DE SIQUEIRA JÚNIOR
EMBTE.(S) : RICARDO DE MELO PEREIRA
EMBTE.(S) : ANDRÉ LUIZ BERNADINO DE SANTANA
EMBTE.(S) : EDINILDO DE SOUZA VIANA JÚNIOR
EMBTE.(S) : JOÃO ALBERTO DE MELO OLIVEIRA
EMBTE.(S) : JOUCÉLIO GARCÊZ SANTOS
EMBTE.(S) : EDGAR DE MELO FILHO
EMBTE.(S) : WALLEYS ANTÔNIO FIRMINO DOS SANTOS
ADV.(A/S) : IVANA MAGNA NÓBREGA DE MORAIS E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.686
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:KLEBER
GUSTAVO
DO
NASCIMENTO
E
OUTRO(A/S)
EMBTE.(S)
:EDSON ALMEIDA DE SIQUEIRA JÚNIOR
EMBTE.(S)
:RICARDO DE MELO PEREIRA
EMBTE.(S)
:ANDRÉ LUIZ BERNADINO DE SANTANA
EMBTE.(S)
:EDINILDO DE SOUZA VIANA JÚNIOR
EMBTE.(S)
:JOÃO ALBERTO DE MELO OLIVEIRA
EMBTE.(S)
:JOUCÉLIO GARCÊZ SANTOS
EMBTE.(S)
:EDGAR DE MELO FILHO
EMBTE.(S)
:WALLEYS ANTÔNIO FIRMINO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:IVANA
MAGNA
NÓBREGA
DE
MORAIS
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo.
Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Recurso Extraordinário
interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Análise de questão decidida em
segundo grau. Inexistência de controvérsia surgida no Superior Tribunal de Justiça.
Impossibilidade. Direito administrativo. Seleção. Militar temporário.
Desligamento de ofício. Possibilidade. Discussão. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Cláusulas do edital de seleção.
Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na
decisão de segundo grau.
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame da legislação
infraconstitucional e das cláusulas do edital de concurso público.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17
Ementa e Acórdão
ARE 843686 ED / DF
Incidência das Súmulas ns 636 e 454/Supremo Tribunal Federal.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos
do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
Incidência das Súmulas ns 636 e 454/Supremo Tribunal Federal.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos
do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.686
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:KLEBER
GUSTAVO
DO
NASCIMENTO
E
OUTRO(A/S)
EMBTE.(S)
:EDSON ALMEIDA DE SIQUEIRA JÚNIOR
EMBTE.(S)
:RICARDO DE MELO PEREIRA
EMBTE.(S)
:ANDRÉ LUIZ BERNADINO DE SANTANA
EMBTE.(S)
:EDINILDO DE SOUZA VIANA JÚNIOR
EMBTE.(S)
:JOÃO ALBERTO DE MELO OLIVEIRA
EMBTE.(S)
:JOUCÉLIO GARCÊZ SANTOS
EMBTE.(S)
:EDGAR DE MELO FILHO
EMBTE.(S)
:WALLEYS ANTÔNIO FIRMINO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:IVANA
MAGNA
NÓBREGA
DE
MORAIS
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Kleber Gustavo do Nascimento e outros opõem tempestivos
embargos de declaração contra decisão em que conheci de agravo para
negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Trata-se de agravo de decisão que não admitiu recurso
extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Turma do
Superior Tribunal de Justiça, assim ementado:
‘PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 535, II, DO
Código de Processo Civil. NÃO OCORRÊNCIA. DISSÍDIO. AUSÊNCIA DE
COTEJO ANALÍTICO. SERVIÇO MILITAR. INGRESSO
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.686
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:KLEBER
GUSTAVO
DO
NASCIMENTO
E
OUTRO(A/S)
EMBTE.(S)
:EDSON ALMEIDA DE SIQUEIRA JÚNIOR
EMBTE.(S)
:RICARDO DE MELO PEREIRA
EMBTE.(S)
:ANDRÉ LUIZ BERNADINO DE SANTANA
EMBTE.(S)
:EDINILDO DE SOUZA VIANA JÚNIOR
EMBTE.(S)
:JOÃO ALBERTO DE MELO OLIVEIRA
EMBTE.(S)
:JOUCÉLIO GARCÊZ SANTOS
EMBTE.(S)
:EDGAR DE MELO FILHO
EMBTE.(S)
:WALLEYS ANTÔNIO FIRMINO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:IVANA
MAGNA
NÓBREGA
DE
MORAIS
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Kleber Gustavo do Nascimento e outros opõem tempestivos
embargos de declaração contra decisão em que conheci de agravo para
negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Trata-se de agravo de decisão que não admitiu recurso
extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Turma do
Superior Tribunal de Justiça, assim ementado:
‘PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 535, II, DO
Código de Processo Civil. NÃO OCORRÊNCIA. DISSÍDIO. AUSÊNCIA DE
COTEJO ANALÍTICO. SERVIÇO MILITAR. INGRESSO
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Relatório
ARE 843686 ED / DF
NO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DE SOLDADOS
MEDIANTE CONCURSO PÚBLICO TEMPORÁRIO.
LICENCIAMENTO EX OFFICIO. APÓS LIMITE
MÁXIMO
DE
SEIS
ANOS
DE
SERVIÇO.
POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE ESTABILIDADE.
1. Os recorrentes consideram ilegal o ato de
licenciamento ex-officio e defendem o direito à
estabilidade prevista no art. 3..., § 1..., I, e § 2..., da Lei n.
6.880/80 (Estatuto dos Militares) ao argumento de que as
Instruções Especificas para o CESD 2/96 (Edital) do qual
participaram, não previam textualmente a temporariedade
no serviço militar. 2. Não há violação do art. 535 do Código de Processo Civil,
pois o entendimento diverso do pretendido pela parte
autora não gera omissão, obscuridade ou contradição,
posto que houve enfrentamento dos pontos necessários ao
julgamento da causa, ainda que o resultado ali constante
não seja o desejado pelos embargantes.
3. Quanto ao dissídio, melhor sorte não socorre aos
autores, considerando que a inicial não foi
satisfatoriamente instruída para a perfeita demonstração
da situação fático- robatória, porquanto apresentado um
único precedente no sentido da tese sustentada pela parte
autora (Apelação em Mandado de Segurança n.
2002.51.01.018131-9/RJ).
4. Diferentemente do que alegam, os recorrentes não
pertenciam a uma classe ‘diferente’ das de Soldados, pois
o sub-item 2.2 do ‘Edital’ estabeleceu que: ‘os candidatos
civis matriculados serão nomeados pelo Comandante do II
COMAR Soldados-de-Segunda-Classe, Alunos do CESD"
e, após o Curso de Formação, receberiam a graduação de
Soldados de Primeira Classe (S1).
5. Apesar do Edital não ter previsto textualmente a
temporariedade da contratação, ele remete, em suas
disposições preliminares, ao Decreto n. 880/93 que dispõe
no § 3... de seu art. 24 que ‘o soldado de Primeira-Classe
(S1) pode obter prorrogação do tempo de serviço, até o
2
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ARE 843686 ED / DF
NO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DE SOLDADOS
MEDIANTE CONCURSO PÚBLICO TEMPORÁRIO.
LICENCIAMENTO EX OFFICIO. APÓS LIMITE
MÁXIMO
DE
SEIS
ANOS
DE
SERVIÇO.
POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE ESTABILIDADE.
1. Os recorrentes consideram ilegal o ato de
licenciamento ex-officio e defendem o direito à
estabilidade prevista no art. 3..., § 1..., I, e § 2..., da Lei n.
6.880/80 (Estatuto dos Militares) ao argumento de que as
Instruções Especificas para o CESD 2/96 (Edital) do qual
participaram, não previam textualmente a temporariedade
no serviço militar. 2. Não há violação do art. 535 do Código de Processo Civil,
pois o entendimento diverso do pretendido pela parte
autora não gera omissão, obscuridade ou contradição,
posto que houve enfrentamento dos pontos necessários ao
julgamento da causa, ainda que o resultado ali constante
não seja o desejado pelos embargantes.
3. Quanto ao dissídio, melhor sorte não socorre aos
autores, considerando que a inicial não foi
satisfatoriamente instruída para a perfeita demonstração
da situação fático- robatória, porquanto apresentado um
único precedente no sentido da tese sustentada pela parte
autora (Apelação em Mandado de Segurança n.
2002.51.01.018131-9/RJ).
4. Diferentemente do que alegam, os recorrentes não
pertenciam a uma classe ‘diferente’ das de Soldados, pois
o sub-item 2.2 do ‘Edital’ estabeleceu que: ‘os candidatos
civis matriculados serão nomeados pelo Comandante do II
COMAR Soldados-de-Segunda-Classe, Alunos do CESD"
e, após o Curso de Formação, receberiam a graduação de
Soldados de Primeira Classe (S1).
5. Apesar do Edital não ter previsto textualmente a
temporariedade da contratação, ele remete, em suas
disposições preliminares, ao Decreto n. 880/93 que dispõe
no § 3... de seu art. 24 que ‘o soldado de Primeira-Classe
(S1) pode obter prorrogação do tempo de serviço, até o
2
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Relatório
ARE 843686 ED / DF
limite máximo de seis anos de serviço’.
6. O Superior Tribunal de Justiça, ao julgar caso análogo ao dos autos, já
firmou compreensão de que: ‘os soldados engajados da
Força Aérea, enquanto no serviço ativo, não são
considerados 'militares de carreira', pertencendo, por
conseguinte, à categoria de 'militares temporários', de
acordo com o art. 2..., parágrafo único, ‘b’ e ‘c’, da Lei
6.837/80, que fixa os efetivos da Força Aérea Brasileira em
tempo de paz’. (REsp 949.204/RJ, Rel. Ministro Arnaldo
Esteves Lima, Quinta Turma, DJe 01/12/2008).
7. Não há como negar que a Administração
simplesmente cumpriu a legislação pertinente (Decreto n.
880/93), e que o ordenamento jurídico não oferece
qualquer abrigo à pretensão dos autores (estabilidade
prevista exclusivamente aos militares de carreira por meio
da Lei n. 6.880/80).
8. Recurso especial parcialmente conhecido e não
provido’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Sustentam os recorrentes, nas razões do recurso
extraordinário, violação dos artigos 5..., inciso XXXVI, e 37 da
Constituição Federal.
Aduzem, em síntese, que ‘ao reconhecer como sendo
legítimo o ato que licenciou os autores, após seis anos da
nomeação, ocorrida mediante aprovação em concurso público,
cujo edital não estabeleceu expressamente temporariedade, o
acórdão proferido viola também o direito adquirido dos
autores, em total afronta, mais uma vez, à Constituição Federal
de 1988’.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
limite máximo de seis anos de serviço’.
6. O Superior Tribunal de Justiça, ao julgar caso análogo ao dos autos, já
firmou compreensão de que: ‘os soldados engajados da
Força Aérea, enquanto no serviço ativo, não são
considerados 'militares de carreira', pertencendo, por
conseguinte, à categoria de 'militares temporários', de
acordo com o art. 2..., parágrafo único, ‘b’ e ‘c’, da Lei
6.837/80, que fixa os efetivos da Força Aérea Brasileira em
tempo de paz’. (REsp 949.204/RJ, Rel. Ministro Arnaldo
Esteves Lima, Quinta Turma, DJe 01/12/2008).
7. Não há como negar que a Administração
simplesmente cumpriu a legislação pertinente (Decreto n.
880/93), e que o ordenamento jurídico não oferece
qualquer abrigo à pretensão dos autores (estabilidade
prevista exclusivamente aos militares de carreira por meio
da Lei n. 6.880/80).
8. Recurso especial parcialmente conhecido e não
provido’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Sustentam os recorrentes, nas razões do recurso
extraordinário, violação dos artigos 5..., inciso XXXVI, e 37 da
Constituição Federal.
Aduzem, em síntese, que ‘ao reconhecer como sendo
legítimo o ato que licenciou os autores, após seis anos da
nomeação, ocorrida mediante aprovação em concurso público,
cujo edital não estabeleceu expressamente temporariedade, o
acórdão proferido viola também o direito adquirido dos
autores, em total afronta, mais uma vez, à Constituição Federal
de 1988’.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17
Relatório
ARE 843686 ED / DF
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, uma vez que o
acórdão recorrido reconheceu a legalidade do ato
administrativo que de desligou os autores, ora recorrentes, do
serviço ativo da Força Aérea Brasileira amparado em legislação
infraconstitucional. Colhe-se da fundamentação do voto
condutor:
‘No mais, atenho-me ao edital do Curso de
Especialização de Soldados (CESD) n. 2/96, aqui
contestado (fl. 55):
(…)
Assim, previa-se expressamente nas Disposições
Preliminares que para o exercício das funções deveriam
ser observadas as normas aprovadas pelo Decreto n.
880/93.
Estabelecia-se também que os civis seriam
designados como Soldados de Segunda Classe (S2) e
tinham expectativa de direito ao posto de Soldados de
Primeira Classe (S1), após a conclusão do referido curso
com aproveitamento.
Em resumo, diferentemente do que alegam, os
recorrentes não pertenciam a uma ‘classe diferente’ das de
Soldados, pois o sub-item 2.2 do ‘Edital’ estabeleceu que:
‘os candidatos civis matriculados serão nomeados pelo
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, uma vez que o
acórdão recorrido reconheceu a legalidade do ato
administrativo que de desligou os autores, ora recorrentes, do
serviço ativo da Força Aérea Brasileira amparado em legislação
infraconstitucional. Colhe-se da fundamentação do voto
condutor:
‘No mais, atenho-me ao edital do Curso de
Especialização de Soldados (CESD) n. 2/96, aqui
contestado (fl. 55):
(…)
Assim, previa-se expressamente nas Disposições
Preliminares que para o exercício das funções deveriam
ser observadas as normas aprovadas pelo Decreto n.
880/93.
Estabelecia-se também que os civis seriam
designados como Soldados de Segunda Classe (S2) e
tinham expectativa de direito ao posto de Soldados de
Primeira Classe (S1), após a conclusão do referido curso
com aproveitamento.
Em resumo, diferentemente do que alegam, os
recorrentes não pertenciam a uma ‘classe diferente’ das de
Soldados, pois o sub-item 2.2 do ‘Edital’ estabeleceu que:
‘os candidatos civis matriculados serão nomeados pelo
4
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Relatório
ARE 843686 ED / DF
Comandante do II COMAR Soldados-de-Segunda-Classe,
Alunos do CESD’ e, após o Curso de Formação,
receberiam a graduação de Soldados de Primeira Classe
(S1).
Por sua vez, à época, o Decreto 880/1993 dispunha,
no artigo 24, parágrafo 3..., que a prorrogação do tempo de
serviço, PODERÁ ser concedida ao Soldado de Primeira-
Classe (S1) té o limite máximo de seis anos de serviço.
Na literalidade da lei (grifos nossos):
(…)
Em síntese, não há falar em direito à mesma
estabilidade prevista para os militares de carreira por
meio da Lei n. 6.880/80 (Estatuto dos Militares),
considerando que, não obstante tenha deixado de
informar textualmente a provisoriedade da contratação, o
edital do Curso de Especial de Soldados (CESD n. 2/96) se
referiu a norma de leitura obrigatória, ou seja, o Decreto n.
880/1993 (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 55), que estabelecia a temporariedade
dos insurgentes na F.A.B.
Não se pode buscar a prevalência de suposta
omissão do requisito da temporariedade na Força porque
esta veio expressa no Decreto n. 880/93.
Ao meu ver, os militares com vínculo interino
tinham temporariedade como condição de permanência
na respectiva Força Militar, e sabiam, inequivocamente,
que estavam sujeitos à exclusão, conforme a conveniência
e oportunidade da Administração a que se subordinavam,
caracterizando, por conseguinte, o ato de exclusão como
discricionário da Administração.
A temporariedade está dentro do decreto, o qual
estabelece o prazo máximo de seis anos. Nas disposições
gerais estabelecia-se também que: ‘a inscrição do concurso
de admissão implica em aceitação irrestrita, pelo
candidato, das exigências estabelecidas nas Instruções
Gerais’.
O edital do concurso foi feito com base no Decreto
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
Comandante do II COMAR Soldados-de-Segunda-Classe,
Alunos do CESD’ e, após o Curso de Formação,
receberiam a graduação de Soldados de Primeira Classe
(S1).
Por sua vez, à época, o Decreto 880/1993 dispunha,
no artigo 24, parágrafo 3..., que a prorrogação do tempo de
serviço, PODERÁ ser concedida ao Soldado de Primeira-
Classe (S1) té o limite máximo de seis anos de serviço.
Na literalidade da lei (grifos nossos):
(…)
Em síntese, não há falar em direito à mesma
estabilidade prevista para os militares de carreira por
meio da Lei n. 6.880/80 (Estatuto dos Militares),
considerando que, não obstante tenha deixado de
informar textualmente a provisoriedade da contratação, o
edital do Curso de Especial de Soldados (CESD n. 2/96) se
referiu a norma de leitura obrigatória, ou seja, o Decreto n.
880/1993 (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 55), que estabelecia a temporariedade
dos insurgentes na F.A.B.
Não se pode buscar a prevalência de suposta
omissão do requisito da temporariedade na Força porque
esta veio expressa no Decreto n. 880/93.
Ao meu ver, os militares com vínculo interino
tinham temporariedade como condição de permanência
na respectiva Força Militar, e sabiam, inequivocamente,
que estavam sujeitos à exclusão, conforme a conveniência
e oportunidade da Administração a que se subordinavam,
caracterizando, por conseguinte, o ato de exclusão como
discricionário da Administração.
A temporariedade está dentro do decreto, o qual
estabelece o prazo máximo de seis anos. Nas disposições
gerais estabelecia-se também que: ‘a inscrição do concurso
de admissão implica em aceitação irrestrita, pelo
candidato, das exigências estabelecidas nas Instruções
Gerais’.
O edital do concurso foi feito com base no Decreto
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17
Relatório
ARE 843686 ED / DF
880/93, que remete a um quadro temporário. Houve
aceitação dos candidatos de forma irrestrita a essa
situação. Entendo que no presente feito não é possível
discutir outra situação de que existe uma terceira classe,
porque o contracheque dos recorrentes consta a expressão
SE, pela lei só tem dois postos de soldado: SE e SI. O SI é o
soldado especializado: o barbeiro, o tratorista, o motorista.
(…)
Em verdade, não há como negar que a
Administração simplesmente cumpriu a legislação
pertinente (Decreto n. 880/93) e que o ordenamento
jurídico não oferece qualquer abrigo à pretensão dos
autores (estabilidade prevista exclusivamente aos militares
de carreira por meio da Lei n. 6.880/80)’.
Nesse caso, é certo que para acolher a pretensão dos
recorrentes e ultrapassar o entendimento firmado pelo Superior
Tribunal de Justiça, seria necessário o reexame das cláusulas do
edital que regeu o certame e da legislação infraconstitucional
pertinente (Lei n 6.880/80 e Decreto n 880/93), operação
vedada nesta via extraordinária. Nesse sentido, destaco os
seguintes precedentes:
‘DIREITO
ADMINISTRATIVO.
MILITAR
TEMPORÁRIO. LICENCIAMENTO. LEI n 6.880/1980.
DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5..., CAPUT, E 37,
DA
LEI
MAIOR.
DEBATE
DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 27.9.2007. O exame da alegada ofensa
aos arts. 5..., caput, e 37, da Constituição Federal
dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie (Lei n 6.880/1980), o
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
880/93, que remete a um quadro temporário. Houve
aceitação dos candidatos de forma irrestrita a essa
situação. Entendo que no presente feito não é possível
discutir outra situação de que existe uma terceira classe,
porque o contracheque dos recorrentes consta a expressão
SE, pela lei só tem dois postos de soldado: SE e SI. O SI é o
soldado especializado: o barbeiro, o tratorista, o motorista.
(…)
Em verdade, não há como negar que a
Administração simplesmente cumpriu a legislação
pertinente (Decreto n. 880/93) e que o ordenamento
jurídico não oferece qualquer abrigo à pretensão dos
autores (estabilidade prevista exclusivamente aos militares
de carreira por meio da Lei n. 6.880/80)’.
Nesse caso, é certo que para acolher a pretensão dos
recorrentes e ultrapassar o entendimento firmado pelo Superior
Tribunal de Justiça, seria necessário o reexame das cláusulas do
edital que regeu o certame e da legislação infraconstitucional
pertinente (Lei n 6.880/80 e Decreto n 880/93), operação
vedada nesta via extraordinária. Nesse sentido, destaco os
seguintes precedentes:
‘DIREITO
ADMINISTRATIVO.
MILITAR
TEMPORÁRIO. LICENCIAMENTO. LEI n 6.880/1980.
DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5..., CAPUT, E 37,
DA
LEI
MAIOR.
DEBATE
DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 27.9.2007. O exame da alegada ofensa
aos arts. 5..., caput, e 37, da Constituição Federal
dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie (Lei n 6.880/1980), o
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Relatório
ARE 843686 ED / DF
que refoge à competência jurisdicional extraordinária,
prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes.
Agravo regimental conhecido e não provido’ (Recurso Extraordinário n
606.691/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 26/11/13)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. MILITAR TEMPORÁRIO. FORÇAS
ARMADAS. CONCLUSÃO DE TEMPO DE SERVIÇO.
LICENCIAMENTO. LEI 6.880/1980. DECRETO 880/1993.
INTERPRETAÇÃO
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E A
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS.
SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA
AO
PRINCÍPIO
DA
LEGALIDADE.
REPREAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS.
OFENSA
INDIRETA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5...,
XXXV e LV, DA Constituição Federal de 1988. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO
ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO
RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO.
AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso
extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de normas infraconstitucionais que
fundamentam a decisão a quo. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria apenas indireta. II - Inviável em recurso
extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos e de cláusulas editalícias. Incidência
das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. III - O Tribunal entende não
ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao
princípio da legalidade quando a verificação da ofensa
envolva a reapreciação de interpretação dada a normas
infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do
Supremo Tribunal Federal). Precedentes. IV - A orientação desta Corte, por meio
da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a
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Supremo Tribunal Federal
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que refoge à competência jurisdicional extraordinária,
prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes.
Agravo regimental conhecido e não provido’ (Recurso Extraordinário n
606.691/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 26/11/13)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. MILITAR TEMPORÁRIO. FORÇAS
ARMADAS. CONCLUSÃO DE TEMPO DE SERVIÇO.
LICENCIAMENTO. LEI 6.880/1980. DECRETO 880/1993.
INTERPRETAÇÃO
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E A
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS.
SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA
AO
PRINCÍPIO
DA
LEGALIDADE.
REPREAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS.
OFENSA
INDIRETA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5...,
XXXV e LV, DA Constituição Federal de 1988. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO
ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO
RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO.
AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso
extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de normas infraconstitucionais que
fundamentam a decisão a quo. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria apenas indireta. II - Inviável em recurso
extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos e de cláusulas editalícias. Incidência
das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. III - O Tribunal entende não
ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao
princípio da legalidade quando a verificação da ofensa
envolva a reapreciação de interpretação dada a normas
infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do
Supremo Tribunal Federal). Precedentes. IV - A orientação desta Corte, por meio
da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a
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Relatório
ARE 843686 ED / DF
alegada violação ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da
Constituição, quando dependente de exame de legislação
infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao
texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do
recurso extraordinário. Precedentes. V - Não há negativa
de prestação jurisdicional, tampouco contrariedade ao art.
93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido
encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes.
VI - Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 661.393/DF-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 2/10/12).
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2
Administrativo. Anistia. Caracterização de motivação
política do ato de desligamento do militar temporário. 3.
Reexame de conteúdo fático-probatório. Incidência do
Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4.
Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’
(AI n 834.357/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 17/9/12).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. MILITAR TEMPORÁRIO DAS
FORÇAS
ARMADAS.
LICENCIAMENTO
DOS
QUADROS. O TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1...
REGIÃO DECIDIU A CONTROVÉRSIA COM BASE NA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE
(LEI FEDERAL 6.880/1990 E DECRETO 880/1993).
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1.
Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não
enseja apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo
desprovido’ (Recurso Extraordinário n 587.836/MG-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 21/3/11).
‘1.
RECURSO.
Agravo
de
instrumento.
8
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Supremo Tribunal Federal
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alegada violação ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da
Constituição, quando dependente de exame de legislação
infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao
texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do
recurso extraordinário. Precedentes. V - Não há negativa
de prestação jurisdicional, tampouco contrariedade ao art.
93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido
encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes.
VI - Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 661.393/DF-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 2/10/12).
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2
Administrativo. Anistia. Caracterização de motivação
política do ato de desligamento do militar temporário. 3.
Reexame de conteúdo fático-probatório. Incidência do
Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4.
Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’
(AI n 834.357/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 17/9/12).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. MILITAR TEMPORÁRIO DAS
FORÇAS
ARMADAS.
LICENCIAMENTO
DOS
QUADROS. O TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1...
REGIÃO DECIDIU A CONTROVÉRSIA COM BASE NA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE
(LEI FEDERAL 6.880/1990 E DECRETO 880/1993).
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1.
Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não
enseja apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo
desprovido’ (Recurso Extraordinário n 587.836/MG-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 21/3/11).
‘1.
RECURSO.
Agravo
de
instrumento.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17
Relatório
ARE 843686 ED / DF
Inadmissibilidade. Peça obrigatória. Falta. Inteligência do
art. 544, § 1... do Código de Processo Civil. Tema apreciado pelo acórdão
embargado. Embargos rejeitados. Não há omissão,
contradição ou obscuridade a serem sanadas quando a
matéria foi versada no acórdão embargado. 2. RECURSO.
Extraordinário. Inadmissibilidade. Militar. Temporário.
Licenciamento. Matéria infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Ofensa indireta à Constituição. Embargos
rejeitados. Súmula 279. Não cabe Recurso Extraordinário que teria por objeto
alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação,
aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição
da República, tampouco que dependa de reexame de fatos
e provas’ (AI n 393.811/RF-AgR-ED, Primeira Turma,
Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 6/4/04).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insistem os embargantes que teriam sido violados os arts. 5..., inciso
XXXVI, e 37 da Constituição Federal.
Aduzem, in verbis, que,
“(...) conforme narrado nas razões do Recurso
Extraordinário e no Agravo, o próprio Superior Tribunal de Justiça reconheceu que no
edital não havia expressamente a previsão de temporariedade...
(...)
Mesmo diante do reconhecimento da ausência expressa de
temporariedade no edital, o Juízo a quo entendeu ser legítimo o
licenciamento dos autores.
Considerando que o brocardo jurídico ‘o edital é a lei do
concurso’, conforme entendimento pacificado desta Corte
Suprema que determina a vinculação da Administração Pública
ao edital, os embargantes recorreram alegando violação ao art.
37, da CRFB/88, principalmente no que se refere aos princípios
9
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
Inadmissibilidade. Peça obrigatória. Falta. Inteligência do
art. 544, § 1... do Código de Processo Civil. Tema apreciado pelo acórdão
embargado. Embargos rejeitados. Não há omissão,
contradição ou obscuridade a serem sanadas quando a
matéria foi versada no acórdão embargado. 2. RECURSO.
Extraordinário. Inadmissibilidade. Militar. Temporário.
Licenciamento. Matéria infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Ofensa indireta à Constituição. Embargos
rejeitados. Súmula 279. Não cabe Recurso Extraordinário que teria por objeto
alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação,
aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição
da República, tampouco que dependa de reexame de fatos
e provas’ (AI n 393.811/RF-AgR-ED, Primeira Turma,
Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 6/4/04).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insistem os embargantes que teriam sido violados os arts. 5..., inciso
XXXVI, e 37 da Constituição Federal.
Aduzem, in verbis, que,
“(...) conforme narrado nas razões do Recurso
Extraordinário e no Agravo, o próprio Superior Tribunal de Justiça reconheceu que no
edital não havia expressamente a previsão de temporariedade...
(...)
Mesmo diante do reconhecimento da ausência expressa de
temporariedade no edital, o Juízo a quo entendeu ser legítimo o
licenciamento dos autores.
Considerando que o brocardo jurídico ‘o edital é a lei do
concurso’, conforme entendimento pacificado desta Corte
Suprema que determina a vinculação da Administração Pública
ao edital, os embargantes recorreram alegando violação ao art.
37, da CRFB/88, principalmente no que se refere aos princípios
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17
Relatório
ARE 843686 ED / DF
da legalidade e da moralidade.
(…)
Os autores alegam a ofensa à Carta Magna justamente por
terem sido nomeados mediante aprovação em concurso
público, cujo edital não previu temporariedade alguma”.
É o relatório.
10
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
da legalidade e da moralidade.
(…)
Os autores alegam a ofensa à Carta Magna justamente por
terem sido nomeados mediante aprovação em concurso
público, cujo edital não previu temporariedade alguma”.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.686
DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
O inconformismo não merece prosperar.
Com efeito, a matéria suscitada no recurso extraordinário, relativa à
possibilidade ou não de os ora agravantes serem licenciados de ofício do
serviço militar, restou preclusa, haja vista que essa questão foi resolvida
na decisão de segundo grau, tendo o Superior Tribunal de Justiça, ao
negar provimento ao recurso especial contra ela interposto, se limitado a
manter o entendimento acerca do tema adotado pelo Tribunal Regional
Federal da 5... Região.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é pacífica no
sentido de não se admitir recurso extraordinário interposto contra
acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão
debatida na decisão de segundo grau. Sobre o tema, anote-se:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo e Processual Civil. Ofensa à
coisa julgada. 3. Matéria surgida nas instâncias ordinárias. Falta
de interposição de recurso extraordinário concomitantemente
ao especial. Preclusão da questão constitucional. 4. Ausência de
argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE n 767.568/RS-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
19/11/14).
“ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO
GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.686
DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
O inconformismo não merece prosperar.
Com efeito, a matéria suscitada no recurso extraordinário, relativa à
possibilidade ou não de os ora agravantes serem licenciados de ofício do
serviço militar, restou preclusa, haja vista que essa questão foi resolvida
na decisão de segundo grau, tendo o Superior Tribunal de Justiça, ao
negar provimento ao recurso especial contra ela interposto, se limitado a
manter o entendimento acerca do tema adotado pelo Tribunal Regional
Federal da 5... Região.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é pacífica no
sentido de não se admitir recurso extraordinário interposto contra
acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão
debatida na decisão de segundo grau. Sobre o tema, anote-se:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo e Processual Civil. Ofensa à
coisa julgada. 3. Matéria surgida nas instâncias ordinárias. Falta
de interposição de recurso extraordinário concomitantemente
ao especial. Preclusão da questão constitucional. 4. Ausência de
argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE n 767.568/RS-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
19/11/14).
“ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO
GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843686 ED / DF
(CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE,
EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL
(Superior Tribunal de Justiça) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (Supremo Tribunal Federal) - RECURSO
IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo
grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal),
impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o
recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o
recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob
pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente
sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídico-
processuais da preclusão pertinente à motivação de ordem
constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento
constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para
manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a
decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O
acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o
uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar,
originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo
esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por
meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão
emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e
não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário
responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia
de constitucionalidade. Precedentes” (Recurso Extraordinário n 409.973/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de
26/3/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE
JUSTIÇA:
PRECLUSÃO
DA
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
(CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE,
EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL
(Superior Tribunal de Justiça) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (Supremo Tribunal Federal) - RECURSO
IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo
grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal),
impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o
recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o
recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob
pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente
sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídico-
processuais da preclusão pertinente à motivação de ordem
constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento
constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para
manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a
decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O
acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o
uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar,
originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo
esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por
meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão
emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e
não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário
responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia
de constitucionalidade. Precedentes” (Recurso Extraordinário n 409.973/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de
26/3/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE
JUSTIÇA:
PRECLUSÃO
DA
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843686 ED / DF
Federal firmou entendimento no sentido da preclusão das
questões constitucionais surgidas na decisão de segundo grau
que não foram objeto de recurso extraordinário. Assim, somente
é possível a interposição de recurso extraordinário contra
decisão do Superior Tribunal de Justiça quando o tema em
questão for novo, surgido na instância superior” (AI n
742.251/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 14/8/09).
Por outro lado, consignou o Superior Tribunal de Justiça que,
conquanto não previsto expressamente o prazo das contratações no edital
da seleção à qual se submeteram os agravantes, havia nele expressa
indicação do regime jurídico ao qual eles estavam se submetendo
(Decreto n 880/93), o qual previa a possibilidade de licenciamento ex
officio. Assim, segundo aquela Corte, os recorrentes teriam como ter
conhecimento de sua condição de temporários e de que não poderiam ser
considerados militares de carreira, nos termos do Estatuto dos Militares.
Desse modo, conforme expresso na decisão agravada, rever esse
entendimento para concluir que os agravantes não tinham como supor
que se tratava de militares temporários e que podiam, portanto, ser
desligados do serviço militar de ofício, demandaria a análise da legislação
aplicada à espécie (Lei n 6.880/80 e Decreto n 880/93) e das cláusulas do
edital da seleção da qual participaram, o que é inviável em recurso
extraordinário, consoante dispõem as Súmulas ns 636 e 454/Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR MILITAR. TEMPORÁRIO.
AUSÊNCIA DE CONTROVÉRSIA SOB A ÓTICA
CONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 279, 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. A
alegada violação ao princípio da isonomia não foi objeto de
análise pelo Tribunal de origem, tampouco foi suscitada nos
embargos declaratórios opostos. Incidência das Súmulas 282 e
356/Supremo Tribunal Federal. Hipótese em que para dissentir do entendimento do
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172294.
Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
Federal firmou entendimento no sentido da preclusão das
questões constitucionais surgidas na decisão de segundo grau
que não foram objeto de recurso extraordinário. Assim, somente
é possível a interposição de recurso extraordinário contra
decisão do Superior Tribunal de Justiça quando o tema em
questão for novo, surgido na instância superior” (AI n
742.251/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 14/8/09).
Por outro lado, consignou o Superior Tribunal de Justiça que,
conquanto não previsto expressamente o prazo das contratações no edital
da seleção à qual se submeteram os agravantes, havia nele expressa
indicação do regime jurídico ao qual eles estavam se submetendo
(Decreto n 880/93), o qual previa a possibilidade de licenciamento ex
officio. Assim, segundo aquela Corte, os recorrentes teriam como ter
conhecimento de sua condição de temporários e de que não poderiam ser
considerados militares de carreira, nos termos do Estatuto dos Militares.
Desse modo, conforme expresso na decisão agravada, rever esse
entendimento para concluir que os agravantes não tinham como supor
que se tratava de militares temporários e que podiam, portanto, ser
desligados do serviço militar de ofício, demandaria a análise da legislação
aplicada à espécie (Lei n 6.880/80 e Decreto n 880/93) e das cláusulas do
edital da seleção da qual participaram, o que é inviável em recurso
extraordinário, consoante dispõem as Súmulas ns 636 e 454/Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR MILITAR. TEMPORÁRIO.
AUSÊNCIA DE CONTROVÉRSIA SOB A ÓTICA
CONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 279, 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. A
alegada violação ao princípio da isonomia não foi objeto de
análise pelo Tribunal de origem, tampouco foi suscitada nos
embargos declaratórios opostos. Incidência das Súmulas 282 e
356/Supremo Tribunal Federal. Hipótese em que para dissentir do entendimento do
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843686 ED / DF
Tribunal de origem seria necessário nova apreciação dos fatos e
do material probatório constantes dos autos, bem como o
reexame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso.
Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo
regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 362.916/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
25/3/14).
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Militar
temporário. Licenciamento. Prequestionamento. Ausência.
Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade.
Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando
os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não
estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas
ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o
reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos
autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo
regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 695.856/RJ-AgR, Primeira
Turma, de minha relatoria, DJe de 8/5/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
MILITAR
TEMPORÁRIO 1. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO
A PERMANECER EM ATIVIDADE APÓS O PRAZO DE
INCORPORAÇÃO. 2. CRITÉRIOS PARA O LICENCIAMENTO
EX OFFICIO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n
638.116/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 27/6/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843686 ED / DF
Tribunal de origem seria necessário nova apreciação dos fatos e
do material probatório constantes dos autos, bem como o
reexame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso.
Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo
regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 362.916/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
25/3/14).
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Militar
temporário. Licenciamento. Prequestionamento. Ausência.
Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade.
Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando
os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não
estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas
ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o
reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos
autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo
regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 695.856/RJ-AgR, Primeira
Turma, de minha relatoria, DJe de 8/5/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
MILITAR
TEMPORÁRIO 1. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO
A PERMANECER EM ATIVIDADE APÓS O PRAZO DE
INCORPORAÇÃO. 2. CRITÉRIOS PARA O LICENCIAMENTO
EX OFFICIO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n
638.116/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 27/6/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.686
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : KLEBER GUSTAVO DO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
EMBTE.(S) : EDSON ALMEIDA DE SIQUEIRA JÚNIOR
EMBTE.(S) : RICARDO DE MELO PEREIRA
EMBTE.(S) : ANDRÉ LUIZ BERNADINO DE SANTANA
EMBTE.(S) : EDINILDO DE SOUZA VIANA JÚNIOR
EMBTE.(S) : JOÃO ALBERTO DE MELO OLIVEIRA
EMBTE.(S) : JOUCÉLIO GARCÊZ SANTOS
EMBTE.(S) : EDGAR DE MELO FILHO
EMBTE.(S) : WALLEYS ANTÔNIO FIRMINO DOS SANTOS
ADV.(A/S) : IVANA MAGNA NÓBREGA DE MORAIS E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.686
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : KLEBER GUSTAVO DO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
EMBTE.(S) : EDSON ALMEIDA DE SIQUEIRA JÚNIOR
EMBTE.(S) : RICARDO DE MELO PEREIRA
EMBTE.(S) : ANDRÉ LUIZ BERNADINO DE SANTANA
EMBTE.(S) : EDINILDO DE SOUZA VIANA JÚNIOR
EMBTE.(S) : JOÃO ALBERTO DE MELO OLIVEIRA
EMBTE.(S) : JOUCÉLIO GARCÊZ SANTOS
EMBTE.(S) : EDGAR DE MELO FILHO
EMBTE.(S) : WALLEYS ANTÔNIO FIRMINO DOS SANTOS
ADV.(A/S) : IVANA MAGNA NÓBREGA DE MORAIS E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070290
Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"ARE 843686 ED / DF",
"Súmulas ns 636 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 843686 ED / DF",
"Súmulas ns 636 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO 843 . 686",
"ARE 843686 ED / DF",
"Apelação em Mandado de Segurança n . 2002 . 51 . 01 . 018131 - 9 / RJ",
"ARE 843686 ED / DF",
"Apelação em Mandado de Segurança n . 2002 . 51 . 01 . 018131 - 9 / RJ",
"ARE 843686 ED / DF",
"REsp 949 . 204 / RJ",
"REsp 949 . 204 / RJ",
"ARE 843686 ED / DF",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ARE 843686 ED / DF",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ARE 843686 ED / DF",
"ARE 843686 ED /",
"ARE 843686 ED / DF 880 / 93",
"ARE 843686 ED / DF 880 / 93",
"ARE 843686 ED / DF",
"Recurso Extraordinário n 606 . 691 / RJ - AgR",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279",
"Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 843686 ED / DF",
"Recurso Extraordinário n 606 . 691 / RJ - AgR",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 843686 ED / DF",
"Recurso Extraordinário n 661 . 393 / DF - AgR",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 834 . 357 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 587 . 836 / MG - AgR",
"ARE 843686 ED / DF",
"Recurso Extraordinário n 661 . 393 / DF - AgR",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 834 . 357 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 587 . 836 / MG - AgR",
"ARE 843686 ED / DF",
"AI n 393 . 811 / RF - AgR - ED",
"ARE 843686 ED / DF",
"AI n 393 . 811 / RF - AgR - ED",
"ARE 843686 ED / DF",
"ARE 843686 ED / DF",
"ARE n 767 . 568 / RS - AgR",
"ARE n 767 . 568 / RS - AgR",
"ARE 843686 ED / DF",
"Recurso Extraordinário n 409 . 973 / SP - AgR",
"ARE 843686 ED / DF",
"Recurso Extraordinário n 409 . 973 / SP - AgR",
"ARE 843686 ED / DF",
"AI n 742 . 251 / RS - AgR",
"Súmulas ns 636 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279 , 282",
"Súmulas 282",
"ARE 843686 ED / DF",
"AI n 742 . 251 / RS - AgR",
"Súmulas ns 636 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279 , 282",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 843686 ED / DF",
"Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 362 . 916 / RJ - AgR",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 695 . 856 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 638 . 116 / RJ - AgR",
"ARE 843686 ED / DF",
"Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 362 . 916 / RJ - AgR",
"Súmulas ns 282",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 695 . 856 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 638 . 116 / RJ - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 535 , II , DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 535 , II , DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 3 . . . , § 1 . . . , I , e § 2 . . . , da Lei n . 6 . 880 / 80",
"Estatuto dos Militares",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Decreto n . 880 / 93",
"Medida Provisória n",
"art . 3 . . . , § 1 . . . , I , e § 2 . . . , da Lei n . 6 . 880 / 80",
"Estatuto dos Militares",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Decreto n . 880 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . , parágrafo único , ‘ b ’ e ‘ c ’ , da Lei 6 . 837 / 80",
"Decreto n . 880 / 93",
"Lei n . 6 . 880 / 80",
"artigos 5 . . . , inciso XXXVI , e 37 da Constituição Federal",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . , parágrafo único , ‘ b ’ e ‘ c ’ , da Lei 6 . 837 / 80",
"Decreto n . 880 / 93",
"Lei n . 6 . 880 / 80",
"artigos 5 . . . , inciso XXXVI , e 37 da Constituição Federal",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Decreto n . 880 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Decreto n . 880 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto 880 / 1993",
"Lei n . 6 . 880 / 80",
"Estatuto dos Militares",
"Decreto n . 880 / 1993",
"Decreto n . 880 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto 880 / 1993",
"Lei n . 6 . 880 / 80",
"Estatuto dos Militares",
"Decreto n . 880 / 1993",
"Decreto n . 880 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n . 880 / 93",
"Lei n . 6 . 880 / 80",
"Lei n 6 . 880 / 80",
"Decreto n 880 / 93",
"LEI n 6 . 880 / 1980",
"ARTS . 5 . . . , CAPUT , E 37 , DA LEI MAIOR",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"arts . 5 . . . , caput , e 37 , da Constituição Federal",
"Lei n 6 . 880 / 1980",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n . 880 / 93",
"Lei n . 6 . 880 / 80",
"Lei n 6 . 880 / 80",
"Decreto n 880 / 93",
"LEI n 6 . 880 / 1980",
"ARTS . 5 . . . , CAPUT , E 37 , DA LEI MAIOR",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"arts . 5 . . . , caput , e 37 , da Constituição Federal",
"Lei n 6 . 880 / 1980",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 da Constituição Federal",
"LEI 6 . 880 / 1980",
"DECRETO 880 / 1993",
"ART . 5 . . . , XXXV e LV , DA Constituição Federal de 1988",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988",
"Constituição",
"art . 102 da Constituição Federal",
"LEI 6 . 880 / 1980",
"DECRETO 880 / 1993",
"ART . 5 . . . , XXXV e LV , DA Constituição Federal de 1988",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"LEI FEDERAL 6 . 880 / 1990",
"DECRETO 880 / 1993",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"LEI FEDERAL 6 . 880 / 1990",
"DECRETO 880 / 1993",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 1 . . . do Código de Processo Civil",
"Constituição",
"Constituição da República",
"arts . 5 . . . , inciso XXXVI , e 37 da Constituição Federal",
"art . 37 , da CRFB / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 1 . . . do Código de Processo Civil",
"Constituição",
"Constituição da República",
"arts . 5 . . . , inciso XXXVI , e 37 da Constituição Federal",
"art . 37 , da CRFB / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n 880 / 93",
"Estatuto dos Militares",
"Lei n 6 . 880 / 80",
"Decreto n 880 / 93",
"Decreto n 880 / 93",
"Estatuto dos Militares",
"Lei n 6 . 880 / 80",
"Decreto n 880 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"II",
"CESD",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"II",
"COMAR",
"CESD",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Força Aérea Brasileira",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Força Aérea Brasileira",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Força Aérea Brasileira",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Força Aérea Brasileira",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"CESD",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"CESD",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1 .",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1 . . . REGIÃO",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal 2",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE",
"Supremo Tribunal 2",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"KLEBER GUSTAVO DO NASCIMENTO",
"EDSON ALMEIDA DE SIQUEIRA JÚNIOR",
"RICARDO DE MELO PEREIRA",
"ANDRÉ LUIZ BERNADINO DE SANTANA",
"EDINILDO DE SOUZA VIANA JÚNIOR",
"JOÃO ALBERTO DE MELO OLIVEIRA",
"JOUCÉLIO GARCÊZ SANTOS",
"EDGAR DE MELO FILHO",
"WALLEYS ANTÔNIO FIRMINO DOS SANTOS",
"IVANA MAGNA NÓBREGA DE MORAIS",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"KLEBER GUSTAVO DO NASCIMENTO",
"EDSON ALMEIDA DE SIQUEIRA JÚNIOR",
"RICARDO DE MELO PEREIRA",
"ANDRÉ LUIZ BERNADINO DE SANTANA",
"EDINILDO DE SOUZA VIANA JÚNIOR",
"JOÃO ALBERTO DE MELO OLIVEIRA",
"JOUCÉLIO GARCÊZ SANTOS",
"EDGAR DE MELO FILHO",
"WALLEYS ANTÔNIO FIRMINO DOS SANTOS",
"IVANA MAGNA NÓBREGA DE MORAIS",
"DIAS TOFFOLI",
"Kleber Gustavo do Nascimento",
"DIAS TOFFOLI",
"KLEBER GUSTAVO DO NASCIMENTO",
"EDSON ALMEIDA DE SIQUEIRA JÚNIOR",
"RICARDO DE MELO PEREIRA",
"ANDRÉ LUIZ BERNADINO DE SANTANA",
"EDINILDO DE SOUZA VIANA",
"JOÃO ALBERTO DE MELO OLIVEIRA",
"JOUCÉLIO GARCÊZ SANTOS",
"EDGAR DE MELO FILHO",
"WALLEYS ANTÔNIO FIRMINO DOS SANTOS",
"IVANA MAGNA NÓBREGA DE MORAIS",
"DIAS TOFFOLI",
"Kleber Gustavo do Nascimento",
"Arnaldo Esteves Lima",
"Arnaldo Esteves Lima",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Roberto Barroso",
"Cármen Lúcia",
"Roberto Barroso",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"KLEBER GUSTAVO DO NASCIMENTO",
"EDSON ALMEIDA DE SIQUEIRA JÚNIOR",
"RICARDO DE MELO PEREIRA",
"ANDRÉ LUIZ BERNADINO DE SANTANA",
"EDINILDO DE SOUZA VIANA JÚNIOR",
"JOÃO ALBERTO DE MELO OLIVEIRA",
"JOUCÉLIO GARCÊZ SANTOS",
"EDGAR DE MELO FILHO",
"WALLEYS ANTÔNIO FIRMINO DOS SANTOS",
"IVANA MAGNA NÓBREGA DE MORAIS",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"DIAS TOFFOLI",
"KLEBER GUSTAVO DO NASCIMENTO",
"EDSON ALMEIDA DE SIQUEIRA JÚNIOR",
"RICARDO DE MELO PEREIRA",
"ANDRÉ LUIZ BERNADINO DE SANTANA",
"EDINILDO DE SOUZA VIANA JÚNIOR",
"JOÃO ALBERTO DE MELO OLIVEIRA",
"JOUCÉLIO GARCÊZ SANTOS",
"EDGAR DE MELO FILHO",
"WALLEYS ANTÔNIO FIRMINO DOS SANTOS",
"IVANA MAGNA NÓBREGA DE MORAIS",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"12",
"/",
"2008",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"12",
"/",
"2008",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"9",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"9",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"11",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"11",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"/",
"10",
"/",
"12",
"17",
"/",
"9",
"/",
"12",
"21",
"/",
"3",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"/",
"10",
"/",
"12",
"17",
"/",
"9",
"/",
"12",
"21",
"/",
"3",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"4",
"/",
"04",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"4",
"/",
"04",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"19",
"/",
"11",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"19",
"/",
"11",
"/",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"3",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"3",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"8",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"8",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"3",
"/",
"14",
"8",
"/",
"5",
"/",
"13",
"27",
"/",
"6",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"3",
"/",
"14",
"8",
"/",
"5",
"/",
"13",
"27",
"/",
"6",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722.533 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:LABS
CARDIOCLÍNICA
EXAMES
COMPLEMENTARES LTDA
ADV.(A/S)
:SÉRGIO
LUIZ
MAGDALENA
DOURADO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. ARRENDAMENTO
MERCANTIL (LEASING). INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE
PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI. CONSONÂNCIA DA
DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA
NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO
PUBLICADO EM 22.3.2010.
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada
no âmbito deste Supremo Tribunal Federal.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532266.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
RE 722533 AGR / RJ
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532266.
Supremo Tribunal Federal
RE 722533 AGR / RJ
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722.533 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:LABS
CARDIOCLÍNICA
EXAMES
COMPLEMENTARES LTDA
ADV.(A/S)
:SÉRGIO
LUIZ
MAGDALENA
DOURADO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Labs Cardioclínica Exames Complementares Ltda.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Sustenta a não-incidência do IPI na importação de equipamento para uso
próprio. Afirma não ser contribuinte, nem equiparado a contribuinte do
imposto, inexistente saída para esses equipamentos. Pondera acerca da
aplicação do princípio da não-cumulatividade. Insiste na afronta aos arts.
146, III, “a”, 149, § 2º, 150, II, e 153, § 3º, II, da Lei Maior.
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“"IPI. IMPORTAÇÃO DE BEM EM ARRENDAMENTO
MERCANTIL. USO NA CONSECUÇÃO DOS OBJETIVOS
SOCIAIS DA EMPRESA. INCIDÊNCIA. PIS/PASEP-
IMPORTAÇÃO E COFINS- IMPORTAÇÃO. LEI Nº
10.865/2004. ALTERAÇÃO DO CONCEITO DE VALOR
ADUANEIRO DEFINIDO PELO GATT. INEXISTÊNCIA DE
VIOLAÇÃO AO ART. 110 DO CTN E AO ART. 146 DA CF.
CONSTITUCIONALIDADE. ALÍQUOTA ZERO NAS
OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (ART. 8º, §
14, DA LEI Nº 10.865/2004): INAPLICABILIDADE NA
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532267.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722.533 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:LABS
CARDIOCLÍNICA
EXAMES
COMPLEMENTARES LTDA
ADV.(A/S)
:SÉRGIO
LUIZ
MAGDALENA
DOURADO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Labs Cardioclínica Exames Complementares Ltda.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Sustenta a não-incidência do IPI na importação de equipamento para uso
próprio. Afirma não ser contribuinte, nem equiparado a contribuinte do
imposto, inexistente saída para esses equipamentos. Pondera acerca da
aplicação do princípio da não-cumulatividade. Insiste na afronta aos arts.
146, III, “a”, 149, § 2º, 150, II, e 153, § 3º, II, da Lei Maior.
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“"IPI. IMPORTAÇÃO DE BEM EM ARRENDAMENTO
MERCANTIL. USO NA CONSECUÇÃO DOS OBJETIVOS
SOCIAIS DA EMPRESA. INCIDÊNCIA. PIS/PASEP-
IMPORTAÇÃO E COFINS- IMPORTAÇÃO. LEI Nº
10.865/2004. ALTERAÇÃO DO CONCEITO DE VALOR
ADUANEIRO DEFINIDO PELO GATT. INEXISTÊNCIA DE
VIOLAÇÃO AO ART. 110 DO CTN E AO ART. 146 DA CF.
CONSTITUCIONALIDADE. ALÍQUOTA ZERO NAS
OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (ART. 8º, §
14, DA LEI Nº 10.865/2004): INAPLICABILIDADE NA
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
RE 722533 AGR / RJ
ENTRADA DE BEM NO TERRITÓRIO NACIONAL. 1. No
mérito, a questão trata da possibilidade ou não de incidência de
IPI sobre bens importados pela autora, empresa que realiza a
referida importação para uso próprio, a título de arrendamento
mercantil, na consecução de seus objetivos sociais (prestação de
serviços). 2. Não há como acolher o raciocínio da impetrante
segundo o qual o fato de não haver a transferência de
propriedade do bem, no contrato de arrendamento mercantil,
impede a incidência, in casu, do IPI. No caso em tela, o fato
gerador é aquele descrito no inciso I do art. 46 do CTN, ou seja,
o desembaraço aduaneiro, circunstância que imprescinde da
existência de transferência da propriedade do bem. 3. O
contribuinte do imposto é o importador ou quem a lei a ele
equiparar, razão pela qual, em princípio, não há que se falar da
não- aracterização da autora como contribuinte, simplesmente
pela sua qualificação como sociedade prestadora de serviços, já
que a condição do importador é irrelevante, em tese, para a
imputação da responsabilidade tributária pelo recolhimento da
exação. 4. Também inexiste violação ao princípio da não-
cumulatividade pela impossibilidade de repasse do encargo a
terceiros, dada a inexistência de saída do bem. O IPI é imposto
que onera o consumidor final da mercadoria, e dessa finalidade
exsurge a sistemática do princípio da não-cumulatividade. A
própria noção de seletividade do imposto (também prevista
constitucionalmente – art. 153, § 3º, I) corrobora esse aspecto,
pois tem por finalidade realizar o princípio da capacidade
contributiva no âmbito desse imposto indireto. 5. No caso dos
autos, a autora não é intermediária da mercadoria, mas sim sua
consumidora, pois adquire o produto, importado do
estrangeiro, para uso próprio. Assim, não se encontra contrário
à Constituição o fato de ela suportar o encargo financeiro do
tributo, sem a possibilidade de repasse a terceiros. 6. A
modificação do valor aduaneiro, operada pela Medida
Provisória nº 164/04, convertida na Lei nº 10.865/2004, não
importa em inconstitucionalidade, pois a Constituição Federal
apenas prevê o valor aduaneiro das mercadorias ou serviços
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 722533 AGR / RJ
ENTRADA DE BEM NO TERRITÓRIO NACIONAL. 1. No
mérito, a questão trata da possibilidade ou não de incidência de
IPI sobre bens importados pela autora, empresa que realiza a
referida importação para uso próprio, a título de arrendamento
mercantil, na consecução de seus objetivos sociais (prestação de
serviços). 2. Não há como acolher o raciocínio da impetrante
segundo o qual o fato de não haver a transferência de
propriedade do bem, no contrato de arrendamento mercantil,
impede a incidência, in casu, do IPI. No caso em tela, o fato
gerador é aquele descrito no inciso I do art. 46 do CTN, ou seja,
o desembaraço aduaneiro, circunstância que imprescinde da
existência de transferência da propriedade do bem. 3. O
contribuinte do imposto é o importador ou quem a lei a ele
equiparar, razão pela qual, em princípio, não há que se falar da
não- aracterização da autora como contribuinte, simplesmente
pela sua qualificação como sociedade prestadora de serviços, já
que a condição do importador é irrelevante, em tese, para a
imputação da responsabilidade tributária pelo recolhimento da
exação. 4. Também inexiste violação ao princípio da não-
cumulatividade pela impossibilidade de repasse do encargo a
terceiros, dada a inexistência de saída do bem. O IPI é imposto
que onera o consumidor final da mercadoria, e dessa finalidade
exsurge a sistemática do princípio da não-cumulatividade. A
própria noção de seletividade do imposto (também prevista
constitucionalmente – art. 153, § 3º, I) corrobora esse aspecto,
pois tem por finalidade realizar o princípio da capacidade
contributiva no âmbito desse imposto indireto. 5. No caso dos
autos, a autora não é intermediária da mercadoria, mas sim sua
consumidora, pois adquire o produto, importado do
estrangeiro, para uso próprio. Assim, não se encontra contrário
à Constituição o fato de ela suportar o encargo financeiro do
tributo, sem a possibilidade de repasse a terceiros. 6. A
modificação do valor aduaneiro, operada pela Medida
Provisória nº 164/04, convertida na Lei nº 10.865/2004, não
importa em inconstitucionalidade, pois a Constituição Federal
apenas prevê o valor aduaneiro das mercadorias ou serviços
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
RE 722533 AGR / RJ
importados como base para a incidência das contribuições
sobre a importação de bens e serviços, sem definir o que se deve
entender por valor aduaneiro. Este, em nosso ordenamento, é
determinado por acordo internacional (GATT); não por norma
constitucional. 7. Além disso, a alteração operada pela lei em
referência não viola o art. 110 do CTN, pois diz respeito, tão-
somente, à definição da base de cálculo, sem implicar em
distorção da estrutura de competências tributárias previstas na
Constituição. 8. Inexistência, ainda, de violação ao artigo 146 da
Constituição, já que o respaldo das exações da Lei nº
10.865/2004 é o art. 195, IV, da Constituição, prescindindo, pois,
de lei complementar. 9. Inaplicável, ao caso, o § 14 do art. 8º da
Lei nº 10.865/2004. No caso da operação constante do contrato
de arrendamento mercantil referente à entrada de bens no
território nacional, o fato gerador é aquele previsto no inciso I
do art. 3º da Lei nº 10.865/2004, ao qual não tem aplicação o
dispositivo anteriormente referido. O § 14 do art. 8o da Lei nº
10.865/2004 aplica-se, tão-somente, ao segundo momento do
contrato de “leasing”, no qual são adimplidas as prestações
referentes à avença, pois apenas nesse momento é possível
falar-se em pagamento, crédito, entrega, emprego ou remessa
de valores a residentes ou domiciliados no exterior. 10. Isso não
importa em bitributação, mesmo porque a própria norma já
tratou de evitar que isso acontecesse, atribuindo alíquota zero
àquela que seria a “segunda incidência” das contribuições
mencionadas. 11. Inexistência de violação à isonomia, porque o
regime de deduções em razão de aproveitamento de créditos é
próprio do regime de não-cumulatividade do do PIS e da
COFINS instituídos pelas Leis de nºs 10.637/2002 e 10.833/2003,
razão pela qual tais créditos só serão conferidos às pessoas
jurídicas incluídas em tal sistemática. 12. A exigência de
pagamento dos tributos como condição para a liberação de
mercadorias decorre da lei e integra o procedimento do
desembaraço aduaneiro, não havendo que se falar em aplicação
da Súmula nº 323 do STF. 13. Apelação improvida.”
3
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importados como base para a incidência das contribuições
sobre a importação de bens e serviços, sem definir o que se deve
entender por valor aduaneiro. Este, em nosso ordenamento, é
determinado por acordo internacional (GATT); não por norma
constitucional. 7. Além disso, a alteração operada pela lei em
referência não viola o art. 110 do CTN, pois diz respeito, tão-
somente, à definição da base de cálculo, sem implicar em
distorção da estrutura de competências tributárias previstas na
Constituição. 8. Inexistência, ainda, de violação ao artigo 146 da
Constituição, já que o respaldo das exações da Lei nº
10.865/2004 é o art. 195, IV, da Constituição, prescindindo, pois,
de lei complementar. 9. Inaplicável, ao caso, o § 14 do art. 8º da
Lei nº 10.865/2004. No caso da operação constante do contrato
de arrendamento mercantil referente à entrada de bens no
território nacional, o fato gerador é aquele previsto no inciso I
do art. 3º da Lei nº 10.865/2004, ao qual não tem aplicação o
dispositivo anteriormente referido. O § 14 do art. 8o da Lei nº
10.865/2004 aplica-se, tão-somente, ao segundo momento do
contrato de “leasing”, no qual são adimplidas as prestações
referentes à avença, pois apenas nesse momento é possível
falar-se em pagamento, crédito, entrega, emprego ou remessa
de valores a residentes ou domiciliados no exterior. 10. Isso não
importa em bitributação, mesmo porque a própria norma já
tratou de evitar que isso acontecesse, atribuindo alíquota zero
àquela que seria a “segunda incidência” das contribuições
mencionadas. 11. Inexistência de violação à isonomia, porque o
regime de deduções em razão de aproveitamento de créditos é
próprio do regime de não-cumulatividade do do PIS e da
COFINS instituídos pelas Leis de nºs 10.637/2002 e 10.833/2003,
razão pela qual tais créditos só serão conferidos às pessoas
jurídicas incluídas em tal sistemática. 12. A exigência de
pagamento dos tributos como condição para a liberação de
mercadorias decorre da lei e integra o procedimento do
desembaraço aduaneiro, não havendo que se falar em aplicação
da Súmula nº 323 do STF. 13. Apelação improvida.”
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Relatório
RE 722533 AGR / RJ
Acórdão recorrido publicado em 22.3.2010.
É o relatório.
4
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Acórdão recorrido publicado em 22.3.2010.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722.533 RIO DE JANEIRO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, Labs Cardioclínica Exames Complementares Ltda.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 146, III, “a”, 149, § 2º,
150, II, 153, § 3º, II, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
Quanto à incidência do IPI sobre os bens importados na
modalidade de arrendamento mercantil (leasing), o
entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da
jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos
dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: RE
609.185-AgR-ED-segundos-EDv/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe
08.02.2013; e RE 612.083-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª
Turma, DJe 07.11.2012, cuja ementa transcrevo:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ARRENDAMENTO
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722.533 RIO DE JANEIRO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, Labs Cardioclínica Exames Complementares Ltda.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 146, III, “a”, 149, § 2º,
150, II, 153, § 3º, II, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
Quanto à incidência do IPI sobre os bens importados na
modalidade de arrendamento mercantil (leasing), o
entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da
jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos
dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: RE
609.185-AgR-ED-segundos-EDv/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe
08.02.2013; e RE 612.083-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª
Turma, DJe 07.11.2012, cuja ementa transcrevo:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ARRENDAMENTO
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 722533 AGR / RJ
MERCANTIL. CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA
DO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS -
IPI. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO.”
Verifico, por seu turno, que as matérias sobre a base de
cálculo do PIS e da COFINS sobre a importação, bem como
sobre a exigência de lei complementar para instituí-las,
restaram submetidas ao Plenário Virtual para análise quanto à
existência de repercussão geral nos REs 559.607 e 565.886,
verbis :
“REPERCUSSÃO GERAL - CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS
E COFINS - IMPORTAÇÃO - DESEMBARAÇO ADUANEIRO -
BASE DE INCIDÊNCIA. Surge a repercussão geral da matéria
versada no extraordinário no que o acórdão impugnado
implicou a declaração de inconstitucionalidade da expressão
“acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à
Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação -
ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das
próprias contribuições”, contida no inciso I do artigo 7º da Lei
nº 10.865/2004, considerada a letra “a” do inciso III do § 2º do
artigo 149 da Constituição Federal. REPERCUSSÃO GERAL -
CONSEQÜÊNCIAS - MATÉRIA DA COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA FEDERAL. Uma vez assentando o Supremo, em certo
processo, a repercussão geral do tema veiculado, impõe-se a
devolução à origem de todos os demais que hajam sido
interpostos na vigência do sistema, comunicando-se a decisão
aos Presidentes do Superior Tribunal de Justiça, dos Tribunais
Regionais Federais e da Turma Nacional de Uniformização da
Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais bem como aos
Coordenadores das Turmas Recursais, para que suspendam o
envio, à Corte, dos recursos que tratem da questão,
sobrestando-os ”
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RE 722533 AGR / RJ
MERCANTIL. CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA
DO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS -
IPI. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO.”
Verifico, por seu turno, que as matérias sobre a base de
cálculo do PIS e da COFINS sobre a importação, bem como
sobre a exigência de lei complementar para instituí-las,
restaram submetidas ao Plenário Virtual para análise quanto à
existência de repercussão geral nos REs 559.607 e 565.886,
verbis :
“REPERCUSSÃO GERAL - CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS
E COFINS - IMPORTAÇÃO - DESEMBARAÇO ADUANEIRO -
BASE DE INCIDÊNCIA. Surge a repercussão geral da matéria
versada no extraordinário no que o acórdão impugnado
implicou a declaração de inconstitucionalidade da expressão
“acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à
Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação -
ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das
próprias contribuições”, contida no inciso I do artigo 7º da Lei
nº 10.865/2004, considerada a letra “a” do inciso III do § 2º do
artigo 149 da Constituição Federal. REPERCUSSÃO GERAL -
CONSEQÜÊNCIAS - MATÉRIA DA COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA FEDERAL. Uma vez assentando o Supremo, em certo
processo, a repercussão geral do tema veiculado, impõe-se a
devolução à origem de todos os demais que hajam sido
interpostos na vigência do sistema, comunicando-se a decisão
aos Presidentes do Superior Tribunal de Justiça, dos Tribunais
Regionais Federais e da Turma Nacional de Uniformização da
Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais bem como aos
Coordenadores das Turmas Recursais, para que suspendam o
envio, à Corte, dos recursos que tratem da questão,
sobrestando-os ”
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 722533 AGR / RJ
“PIS E COFINS - IMPORTAÇÃO - LEI Nº 10.865/2004 -
APLICAÇÃO NO TEMPO - BASE DE CÁLCULO DOS
TRIBUTOS - NATUREZA DA DISCIPLINA - LEI
COMPLEMENTAR. Possui repercussão geral controvérsia
sobre a aplicação da lei no tempo e a base de cálculo dos
tributos considerada a disciplina mediante lei ordinária”.
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou
Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B
do CPC.
Assim, com relação à alegada ofensa ao art. 153, § 3º, II, da
CF/88, nego seguimento ao recurso extraordinário. Quanto aos
temas submetidos à repercussão geral, devolvam-se os autos à
Corte de origem.”
Irrepreensível a decisão agravada.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, no sentido da incidência do IPI sobre a
operação de importação de equipamento por contrato de arrendamento
mercantil, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o
agravo. Anoto precedentes:
“PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING).
INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS
INDUSTRIALIZADOS – IPI. ART. 154, I, DA CF. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF.
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. LEI
9.430/96 E DECRETO 4.544/2002. OFENSA REFLEXA À
CONSTITUIÇÃO. TRÂNSITO EM JULGADO DOS
FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS SUFICIENTES
PARA MANTER O ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA
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RE 722533 AGR / RJ
“PIS E COFINS - IMPORTAÇÃO - LEI Nº 10.865/2004 -
APLICAÇÃO NO TEMPO - BASE DE CÁLCULO DOS
TRIBUTOS - NATUREZA DA DISCIPLINA - LEI
COMPLEMENTAR. Possui repercussão geral controvérsia
sobre a aplicação da lei no tempo e a base de cálculo dos
tributos considerada a disciplina mediante lei ordinária”.
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou
Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B
do CPC.
Assim, com relação à alegada ofensa ao art. 153, § 3º, II, da
CF/88, nego seguimento ao recurso extraordinário. Quanto aos
temas submetidos à repercussão geral, devolvam-se os autos à
Corte de origem.”
Irrepreensível a decisão agravada.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, no sentido da incidência do IPI sobre a
operação de importação de equipamento por contrato de arrendamento
mercantil, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o
agravo. Anoto precedentes:
“PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING).
INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS
INDUSTRIALIZADOS – IPI. ART. 154, I, DA CF. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF.
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. LEI
9.430/96 E DECRETO 4.544/2002. OFENSA REFLEXA À
CONSTITUIÇÃO. TRÂNSITO EM JULGADO DOS
FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS SUFICIENTES
PARA MANTER O ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 722533 AGR / RJ
283/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.” (ARE 776.793-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki,
2ª Turma, DJe 10.3.2014)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ARRENDAMENTO
MERCANTIL (LEASING). INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE
PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO”. (RE 621485 AgR-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia,
2ª Turma, DJe 31.3.2015)
As razões do agravo regimental não se mostram a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
4
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283/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.” (ARE 776.793-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki,
2ª Turma, DJe 10.3.2014)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ARRENDAMENTO
MERCANTIL (LEASING). INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE
PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO”. (RE 621485 AgR-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia,
2ª Turma, DJe 31.3.2015)
As razões do agravo regimental não se mostram a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722.533
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : LABS CARDIOCLÍNICA EXAMES COMPLEMENTARES LTDA
ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ MAGDALENA DOURADO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722.533
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : LABS CARDIOCLÍNICA EXAMES COMPLEMENTARES LTDA
ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ MAGDALENA DOURADO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8606781
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-02T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING). INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.3.2010.
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur307011
|
- Acórdão(s) citado(s):
(INCIDÊNCIA, IPI)
ARE 776793 AgR (2ªT), RE 621485 AgR-ED (2ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 18/06/2015, BMP.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
722533
| null |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 722533 AgR
|
[
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AGTE.(S) : LABS CARDIOCLÍNICA EXAMES COMPLEMENTARES LTDA
ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ MAGDALENA DOURADO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
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Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722.533 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:LABS
CARDIOCLÍNICA
EXAMES
COMPLEMENTARES LTDA
ADV.(A/S)
:SÉRGIO
LUIZ
MAGDALENA
DOURADO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. ARRENDAMENTO
MERCANTIL (LEASING). INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE
PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI. CONSONÂNCIA DA
DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA
NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO
PUBLICADO EM 22.3.2010.
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada
no âmbito deste Supremo Tribunal Federal.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532266.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722.533 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:LABS
CARDIOCLÍNICA
EXAMES
COMPLEMENTARES LTDA
ADV.(A/S)
:SÉRGIO
LUIZ
MAGDALENA
DOURADO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Labs Cardioclínica Exames Complementares Ltda.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Sustenta a não-incidência do IPI na importação de equipamento para uso
próprio. Afirma não ser contribuinte, nem equiparado a contribuinte do
imposto, inexistente saída para esses equipamentos. Pondera acerca da
aplicação do princípio da não-cumulatividade. Insiste na afronta aos arts.
146, III, “a”, 149, § 2..., 150, II, e 153, § 3..., II, da Lei Maior.
O Tribunal Regional Federal da 2... Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“"IPI. IMPORTAÇÃO DE BEM EM ARRENDAMENTO
MERCANTIL. USO NA CONSECUÇÃO DOS OBJETIVOS
SOCIAIS DA EMPRESA. INCIDÊNCIA. PIS/PASEP-
IMPORTAÇÃO E COFINS- IMPORTAÇÃO. LEI n
10.865/2004. ALTERAÇÃO DO CONCEITO DE VALOR
ADUANEIRO DEFINIDO PELO GATT. INEXISTÊNCIA DE
VIOLAÇÃO AO ART. 110 DO CTN E AO ART. 146 DA Constituição Federal de 1988.
CONSTITUCIONALIDADE. ALÍQUOTA ZERO NAS
OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (ART. 8..., §
14, DA LEI n 10.865/2004): INAPLICABILIDADE NA
Supremo Tribunal Federal
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722.533 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:LABS
CARDIOCLÍNICA
EXAMES
COMPLEMENTARES LTDA
ADV.(A/S)
:SÉRGIO
LUIZ
MAGDALENA
DOURADO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Labs Cardioclínica Exames Complementares Ltda.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Sustenta a não-incidência do IPI na importação de equipamento para uso
próprio. Afirma não ser contribuinte, nem equiparado a contribuinte do
imposto, inexistente saída para esses equipamentos. Pondera acerca da
aplicação do princípio da não-cumulatividade. Insiste na afronta aos arts.
146, III, “a”, 149, § 2..., 150, II, e 153, § 3..., II, da Lei Maior.
O Tribunal Regional Federal da 2... Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“"IPI. IMPORTAÇÃO DE BEM EM ARRENDAMENTO
MERCANTIL. USO NA CONSECUÇÃO DOS OBJETIVOS
SOCIAIS DA EMPRESA. INCIDÊNCIA. PIS/PASEP-
IMPORTAÇÃO E COFINS- IMPORTAÇÃO. LEI n
10.865/2004. ALTERAÇÃO DO CONCEITO DE VALOR
ADUANEIRO DEFINIDO PELO GATT. INEXISTÊNCIA DE
VIOLAÇÃO AO ART. 110 DO CTN E AO ART. 146 DA Constituição Federal de 1988.
CONSTITUCIONALIDADE. ALÍQUOTA ZERO NAS
OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (ART. 8..., §
14, DA LEI n 10.865/2004): INAPLICABILIDADE NA
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Relatório
Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ
ENTRADA DE BEM NO TERRITÓRIO NACIONAL. 1. No
mérito, a questão trata da possibilidade ou não de incidência de
IPI sobre bens importados pela autora, empresa que realiza a
referida importação para uso próprio, a título de arrendamento
mercantil, na consecução de seus objetivos sociais (prestação de
serviços). 2. Não há como acolher o raciocínio da impetrante
segundo o qual o fato de não haver a transferência de
propriedade do bem, no contrato de arrendamento mercantil,
impede a incidência, in casu, do IPI. No caso em tela, o fato
gerador é aquele descrito no inciso I do art. 46 do CTN, ou seja,
o desembaraço aduaneiro, circunstância que imprescinde da
existência de transferência da propriedade do bem. 3. O
contribuinte do imposto é o importador ou quem a lei a ele
equiparar, razão pela qual, em princípio, não há que se falar da
não- aracterização da autora como contribuinte, simplesmente
pela sua qualificação como sociedade prestadora de serviços, já
que a condição do importador é irrelevante, em tese, para a
imputação da responsabilidade tributária pelo recolhimento da
exação. 4. Também inexiste violação ao princípio da não-
cumulatividade pela impossibilidade de repasse do encargo a
terceiros, dada a inexistência de saída do bem. O IPI é imposto
que onera o consumidor final da mercadoria, e dessa finalidade
exsurge a sistemática do princípio da não-cumulatividade. A
própria noção de seletividade do imposto (também prevista
constitucionalmente – art. 153, § 3..., I) corrobora esse aspecto,
pois tem por finalidade realizar o princípio da capacidade
contributiva no âmbito desse imposto indireto. 5. No caso dos
autos, a autora não é intermediária da mercadoria, mas sim sua
consumidora, pois adquire o produto, importado do
estrangeiro, para uso próprio. Assim, não se encontra contrário
à Constituição o fato de ela suportar o encargo financeiro do
tributo, sem a possibilidade de repasse a terceiros. 6. A
modificação do valor aduaneiro, operada pela Medida
Provisória n 164/04, convertida na Lei n 10.865/2004, não
importa em inconstitucionalidade, pois a Constituição Federal
apenas prevê o valor aduaneiro das mercadorias ou serviços
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ
ENTRADA DE BEM NO TERRITÓRIO NACIONAL. 1. No
mérito, a questão trata da possibilidade ou não de incidência de
IPI sobre bens importados pela autora, empresa que realiza a
referida importação para uso próprio, a título de arrendamento
mercantil, na consecução de seus objetivos sociais (prestação de
serviços). 2. Não há como acolher o raciocínio da impetrante
segundo o qual o fato de não haver a transferência de
propriedade do bem, no contrato de arrendamento mercantil,
impede a incidência, in casu, do IPI. No caso em tela, o fato
gerador é aquele descrito no inciso I do art. 46 do CTN, ou seja,
o desembaraço aduaneiro, circunstância que imprescinde da
existência de transferência da propriedade do bem. 3. O
contribuinte do imposto é o importador ou quem a lei a ele
equiparar, razão pela qual, em princípio, não há que se falar da
não- aracterização da autora como contribuinte, simplesmente
pela sua qualificação como sociedade prestadora de serviços, já
que a condição do importador é irrelevante, em tese, para a
imputação da responsabilidade tributária pelo recolhimento da
exação. 4. Também inexiste violação ao princípio da não-
cumulatividade pela impossibilidade de repasse do encargo a
terceiros, dada a inexistência de saída do bem. O IPI é imposto
que onera o consumidor final da mercadoria, e dessa finalidade
exsurge a sistemática do princípio da não-cumulatividade. A
própria noção de seletividade do imposto (também prevista
constitucionalmente – art. 153, § 3..., I) corrobora esse aspecto,
pois tem por finalidade realizar o princípio da capacidade
contributiva no âmbito desse imposto indireto. 5. No caso dos
autos, a autora não é intermediária da mercadoria, mas sim sua
consumidora, pois adquire o produto, importado do
estrangeiro, para uso próprio. Assim, não se encontra contrário
à Constituição o fato de ela suportar o encargo financeiro do
tributo, sem a possibilidade de repasse a terceiros. 6. A
modificação do valor aduaneiro, operada pela Medida
Provisória n 164/04, convertida na Lei n 10.865/2004, não
importa em inconstitucionalidade, pois a Constituição Federal
apenas prevê o valor aduaneiro das mercadorias ou serviços
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ
importados como base para a incidência das contribuições
sobre a importação de bens e serviços, sem definir o que se deve
entender por valor aduaneiro. Este, em nosso ordenamento, é
determinado por acordo internacional (GATT); não por norma
constitucional. 7. Além disso, a alteração operada pela lei em
referência não viola o art. 110 do CTN, pois diz respeito, tão-
somente, à definição da base de cálculo, sem implicar em
distorção da estrutura de competências tributárias previstas na
Constituição. 8. Inexistência, ainda, de violação ao artigo 146 da
Constituição, já que o respaldo das exações da Lei n
10.865/2004 é o art. 195, IV, da Constituição, prescindindo, pois,
de lei complementar. 9. Inaplicável, ao caso, o § 14 do art. 8... da
Lei n 10.865/2004. No caso da operação constante do contrato
de arrendamento mercantil referente à entrada de bens no
território nacional, o fato gerador é aquele previsto no inciso I
do art. 3... da Lei n 10.865/2004, ao qual não tem aplicação o
dispositivo anteriormente referido. O § 14 do art. 8o da Lei n
10.865/2004 aplica-se, tão-somente, ao segundo momento do
contrato de “leasing”, no qual são adimplidas as prestações
referentes à avença, pois apenas nesse momento é possível
falar-se em pagamento, crédito, entrega, emprego ou remessa
de valores a residentes ou domiciliados no exterior. 10. Isso não
importa em bitributação, mesmo porque a própria norma já
tratou de evitar que isso acontecesse, atribuindo alíquota zero
àquela que seria a “segunda incidência” das contribuições
mencionadas. 11. Inexistência de violação à isonomia, porque o
regime de deduções em razão de aproveitamento de créditos é
próprio do regime de não-cumulatividade do do PIS e da
COFINS instituídos pelas Leis de ns 10.637/2002 e 10.833/2003,
razão pela qual tais créditos só serão conferidos às pessoas
jurídicas incluídas em tal sistemática. 12. A exigência de
pagamento dos tributos como condição para a liberação de
mercadorias decorre da lei e integra o procedimento do
desembaraço aduaneiro, não havendo que se falar em aplicação
da Súmula n 323 do Supremo Tribunal Federal. 13. Apelação improvida.”
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ
importados como base para a incidência das contribuições
sobre a importação de bens e serviços, sem definir o que se deve
entender por valor aduaneiro. Este, em nosso ordenamento, é
determinado por acordo internacional (GATT); não por norma
constitucional. 7. Além disso, a alteração operada pela lei em
referência não viola o art. 110 do CTN, pois diz respeito, tão-
somente, à definição da base de cálculo, sem implicar em
distorção da estrutura de competências tributárias previstas na
Constituição. 8. Inexistência, ainda, de violação ao artigo 146 da
Constituição, já que o respaldo das exações da Lei n
10.865/2004 é o art. 195, IV, da Constituição, prescindindo, pois,
de lei complementar. 9. Inaplicável, ao caso, o § 14 do art. 8... da
Lei n 10.865/2004. No caso da operação constante do contrato
de arrendamento mercantil referente à entrada de bens no
território nacional, o fato gerador é aquele previsto no inciso I
do art. 3... da Lei n 10.865/2004, ao qual não tem aplicação o
dispositivo anteriormente referido. O § 14 do art. 8o da Lei n
10.865/2004 aplica-se, tão-somente, ao segundo momento do
contrato de “leasing”, no qual são adimplidas as prestações
referentes à avença, pois apenas nesse momento é possível
falar-se em pagamento, crédito, entrega, emprego ou remessa
de valores a residentes ou domiciliados no exterior. 10. Isso não
importa em bitributação, mesmo porque a própria norma já
tratou de evitar que isso acontecesse, atribuindo alíquota zero
àquela que seria a “segunda incidência” das contribuições
mencionadas. 11. Inexistência de violação à isonomia, porque o
regime de deduções em razão de aproveitamento de créditos é
próprio do regime de não-cumulatividade do do PIS e da
COFINS instituídos pelas Leis de ns 10.637/2002 e 10.833/2003,
razão pela qual tais créditos só serão conferidos às pessoas
jurídicas incluídas em tal sistemática. 12. A exigência de
pagamento dos tributos como condição para a liberação de
mercadorias decorre da lei e integra o procedimento do
desembaraço aduaneiro, não havendo que se falar em aplicação
da Súmula n 323 do Supremo Tribunal Federal. 13. Apelação improvida.”
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Relatório
Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ
Acórdão recorrido publicado em 22.3.2010.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Acórdão recorrido publicado em 22.3.2010.
É o relatório.
4
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Voto - MIN. ROSA WEBER
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722.533 RIO DE JANEIRO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, Labs Cardioclínica Exames Complementares Ltda.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 146, III, “a”, 149, § 2...,
150, II, 153, § 3..., II, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
Quanto à incidência do IPI sobre os bens importados na
modalidade de arrendamento mercantil (leasing), o
entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da
jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos
dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Recurso Extraordinário
609.185-AgR-ED-segundos-EDv/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe
08.02.2013; e Recurso Extraordinário 612.083-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2...
Turma, DJe 07.11.2012, cuja ementa transcrevo:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ARRENDAMENTO
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722.533 RIO DE JANEIRO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, Labs Cardioclínica Exames Complementares Ltda.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 146, III, “a”, 149, § 2...,
150, II, 153, § 3..., II, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
Quanto à incidência do IPI sobre os bens importados na
modalidade de arrendamento mercantil (leasing), o
entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da
jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos
dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Recurso Extraordinário
609.185-AgR-ED-segundos-EDv/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe
08.02.2013; e Recurso Extraordinário 612.083-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2...
Turma, DJe 07.11.2012, cuja ementa transcrevo:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ARRENDAMENTO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ
MERCANTIL. CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA
DO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS -
IPI. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO.”
Verifico, por seu turno, que as matérias sobre a base de
cálculo do PIS e da COFINS sobre a importação, bem como
sobre a exigência de lei complementar para instituí-las,
restaram submetidas ao Plenário Virtual para análise quanto à
existência de repercussão geral nos REs 559.607 e 565.886,
verbis :
“REPERCUSSÃO GERAL - CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS
E COFINS - IMPORTAÇÃO - DESEMBARAÇO ADUANEIRO -
BASE DE INCIDÊNCIA. Surge a repercussão geral da matéria
versada no extraordinário no que o acórdão impugnado
implicou a declaração de inconstitucionalidade da expressão
“acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à
Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação -
ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das
próprias contribuições”, contida no inciso I do artigo 7... da Lei
n 10.865/2004, considerada a letra “a” do inciso III do § 2... do
artigo 149 da Constituição Federal. REPERCUSSÃO GERAL -
CONSEQÜÊNCIAS - MATÉRIA DA COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA FEDERAL. Uma vez assentando o Supremo, em certo
processo, a repercussão geral do tema veiculado, impõe-se a
devolução à origem de todos os demais que hajam sido
interpostos na vigência do sistema, comunicando-se a decisão
aos Presidentes do Superior Tribunal de Justiça, dos Tribunais
Regionais Federais e da Turma Nacional de Uniformização da
Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais bem como aos
Coordenadores das Turmas Recursais, para que suspendam o
envio, à Corte, dos recursos que tratem da questão,
sobrestando-os ”
2
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532268.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ
MERCANTIL. CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA
DO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS -
IPI. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO.”
Verifico, por seu turno, que as matérias sobre a base de
cálculo do PIS e da COFINS sobre a importação, bem como
sobre a exigência de lei complementar para instituí-las,
restaram submetidas ao Plenário Virtual para análise quanto à
existência de repercussão geral nos REs 559.607 e 565.886,
verbis :
“REPERCUSSÃO GERAL - CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS
E COFINS - IMPORTAÇÃO - DESEMBARAÇO ADUANEIRO -
BASE DE INCIDÊNCIA. Surge a repercussão geral da matéria
versada no extraordinário no que o acórdão impugnado
implicou a declaração de inconstitucionalidade da expressão
“acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à
Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação -
ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das
próprias contribuições”, contida no inciso I do artigo 7... da Lei
n 10.865/2004, considerada a letra “a” do inciso III do § 2... do
artigo 149 da Constituição Federal. REPERCUSSÃO GERAL -
CONSEQÜÊNCIAS - MATÉRIA DA COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA FEDERAL. Uma vez assentando o Supremo, em certo
processo, a repercussão geral do tema veiculado, impõe-se a
devolução à origem de todos os demais que hajam sido
interpostos na vigência do sistema, comunicando-se a decisão
aos Presidentes do Superior Tribunal de Justiça, dos Tribunais
Regionais Federais e da Turma Nacional de Uniformização da
Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais bem como aos
Coordenadores das Turmas Recursais, para que suspendam o
envio, à Corte, dos recursos que tratem da questão,
sobrestando-os ”
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ
“PIS E COFINS - IMPORTAÇÃO - LEI n 10.865/2004 -
APLICAÇÃO NO TEMPO - BASE DE CÁLCULO DOS
TRIBUTOS - NATUREZA DA DISCIPLINA - LEI
COMPLEMENTAR. Possui repercussão geral controvérsia
sobre a aplicação da lei no tempo e a base de cálculo dos
tributos considerada a disciplina mediante lei ordinária”.
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou
Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B
do Código de Processo Civil.
Assim, com relação à alegada ofensa ao art. 153, § 3..., II, da
Constituição Federal de 1988/88, nego seguimento ao recurso extraordinário. Quanto aos
temas submetidos à repercussão geral, devolvam-se os autos à
Corte de origem.”
Irrepreensível a decisão agravada.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, no sentido da incidência do IPI sobre a
operação de importação de equipamento por contrato de arrendamento
mercantil, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o
agravo. Anoto precedentes:
“PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING).
INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS
INDUSTRIALIZADOS – IPI. ART. 154, I, DA Constituição Federal de 1988. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. LEI
9.430/96 E DECRETO 4.544/2002. OFENSA REFLEXA À
CONSTITUIÇÃO. TRÂNSITO EM JULGADO DOS
FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS SUFICIENTES
PARA MANTER O ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA
3
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Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ
“PIS E COFINS - IMPORTAÇÃO - LEI n 10.865/2004 -
APLICAÇÃO NO TEMPO - BASE DE CÁLCULO DOS
TRIBUTOS - NATUREZA DA DISCIPLINA - LEI
COMPLEMENTAR. Possui repercussão geral controvérsia
sobre a aplicação da lei no tempo e a base de cálculo dos
tributos considerada a disciplina mediante lei ordinária”.
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou
Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B
do Código de Processo Civil.
Assim, com relação à alegada ofensa ao art. 153, § 3..., II, da
Constituição Federal de 1988/88, nego seguimento ao recurso extraordinário. Quanto aos
temas submetidos à repercussão geral, devolvam-se os autos à
Corte de origem.”
Irrepreensível a decisão agravada.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, no sentido da incidência do IPI sobre a
operação de importação de equipamento por contrato de arrendamento
mercantil, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o
agravo. Anoto precedentes:
“PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING).
INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS
INDUSTRIALIZADOS – IPI. ART. 154, I, DA Constituição Federal de 1988. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. LEI
9.430/96 E DECRETO 4.544/2002. OFENSA REFLEXA À
CONSTITUIÇÃO. TRÂNSITO EM JULGADO DOS
FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS SUFICIENTES
PARA MANTER O ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ
283/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.” (ARE 776.793-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki,
2... Turma, DJe 10.3.2014)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ARRENDAMENTO
MERCANTIL (LEASING). INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE
PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO”. (Recurso Extraordinário 621485 AgR-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia,
2... Turma, DJe 31.3.2015)
As razões do agravo regimental não se mostram a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
4
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Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ
283/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.” (ARE 776.793-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki,
2... Turma, DJe 10.3.2014)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ARRENDAMENTO
MERCANTIL (LEASING). INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE
PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO”. (Recurso Extraordinário 621485 AgR-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia,
2... Turma, DJe 31.3.2015)
As razões do agravo regimental não se mostram a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722.533
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : LABS CARDIOCLÍNICA EXAMES COMPLEMENTARES LTDA
ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ MAGDALENA DOURADO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599009
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722.533
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : LABS CARDIOCLÍNICA EXAMES COMPLEMENTARES LTDA
ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ MAGDALENA DOURADO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722 . 533",
"Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ",
"RECURSO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722 . 533",
"Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ",
"Súmula n 323 do Supremo Tribunal Federal .",
"Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ",
"Súmula n 323 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 609 . 185 - AgR - ED - segundos - EDv / PR",
"Recurso Extraordinário 612 . 083 - AgR / PR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722 . 533",
"Recurso Extraordinário 609 . 185 - AgR - ED - segundos - EDv / PR",
"Recurso Extraordinário 612 . 083 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ",
"REs 559 . 607",
"565",
".",
"886",
"Recurso Extraordinário 722533",
"REs 559 . 607",
"565",
".",
"886",
"SÚMULAS 282",
"Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ",
"ARE 776 . 793 - AgR",
"Recurso Extraordinário 621485 AgR - ED",
"Recurso Extraordinário 722533 AGR / RJ 283",
"ARE 776 . 793 - AgR",
"Recurso Extraordinário 621485 AgR - ED",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722 . 533",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 722 . 533"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 146 , III , “ a ” , 149 , § 2 . . . , 150 , II , e 153 , § 3 . . . , II , da Lei Maior",
"LEI n 10 . 865 / 2004",
"ART . 110 DO CTN",
"ART . 146 DA Constituição Federal de 1988",
"ART . 8 . . . , § 14 , DA LEI n 10 . 865 / 2004",
"Constituição Federal",
"arts . 146 , III , “ a ” , 149 , § 2 . . . , 150 , II , e 153 , § 3 . . . , II , da Lei Maior",
"LEI n 10 . 865 / 2004",
"ART . 110 DO CTN",
"ART . 146 DA Constituição Federal de 1988",
"ART . 8 . . . , § 14 , DA LEI n 10 . 865 / 2004",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso I do art . 46 do CTN",
"Constituição",
"Medida Provisória n 164 / 04",
"Lei n 10 . 865 / 2004",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso I do art . 46 do CTN",
"Constituição",
"Medida Provisória n 164 / 04",
"Lei n 10 . 865 / 2004",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 110 do CTN",
"Constituição",
"artigo 146 da Constituição",
"Lei n 10 . 865 / 2004",
"art . 195 , IV , da Constituição",
"§ 14 do art . 8 . . . da Lei n 10 . 865 / 2004",
"inciso I do art . 3 . . . da Lei n 10 . 865 / 2004",
"§ 14 do art . 8o da Lei n 10 . 865 / 2004",
"Leis de ns 10 . 637 / 2002",
"10",
".",
"833",
"/",
"2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 110 do CTN",
"Constituição",
"artigo 146 da Constituição",
"Lei n 10 . 865 / 2004",
"art . 195 , IV , da Constituição",
"§ 14 do art . 8 . . . da Lei n 10 . 865 / 2004",
"inciso I do art . 3 . . . da Lei n 10 . 865 / 2004",
"§",
"Leis de ns 10 . 637 / 2002",
"10",
".",
"833",
"/",
"2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Lei Maior",
"arts . 146 , III , “ a ” , 149 , § 2 . . . , 150 , II , 153 , § 3 . . . , II , da Lei Maior",
"art . 102 , III , da Lei Maior",
"arts . 146 , III , “ a ” , 149 , § 2 . . . , 150 , II , 153 , § 3 . . . , II , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"10",
".",
"865",
"/",
"2004",
"inciso III do § 2 . . . do artigo 149 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso I do artigo 7 . . . da Lei n 10 . 865 / 2004",
"letra “ a ” do inciso III do § 2 . . . do artigo 149 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 10 . 865 / 2004",
"art . 328 do RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 153 , § 3 . . . , II , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 154 , I , DA Constituição Federal de 1988",
"LEI 9 . 430 / 96",
"DECRETO 4 . 544 / 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 10 . 865 / 2004",
"art . 328 do RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 153 , § 3 . . . , II , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 154 , I , DA Constituição Federal de 1988",
"LEI 9 . 430 / 96",
"DECRETO 4 . 544 / 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"LABS CARDIOCLÍNICA EXAMES COMPLEMENTARES LTDA",
"UNIÃO",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"LABS CARDIOCLÍNICA EXAMES COMPLEMENTARES LTDA",
"UNIÃO",
"Labs Cardioclínica Exames Complementares Ltda .",
"Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"LABS CARDIOCLÍNICA EXAMES COMPLEMENTARES LTDA",
"UNIÃO",
"Labs Cardioclínica Exames Complementares Ltda .",
"Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Labs Cardioclínica Exames Complementares Ltda",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Labs Cardioclínica Exames Complementares Ltda",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário Virtual",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Turma Nacional de Uniformização da Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Turma Nacional de Uniformização da Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"RJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"EXAMES COMPLEMENTARES LTDA",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"LABS CARDIOCLÍNICA",
"EXAMES COMPLEMENTARES LTDA",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"SÉRGIO LUIZ MAGDALENA DOURADO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"SÉRGIO LUIZ MAGDALENA DOURADO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"SÉRGIO LUIZ MAGDALENA DOURADO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"SÉRGIO LUIZ MAGDALENA DOURADO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"SÉRGIO LUIZ MAGDALENA DOURADO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"22",
".",
"3",
".",
"2010",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"3",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"3",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"08",
".",
"02",
".",
"2013",
"07",
".",
"11",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"08",
".",
"02",
".",
"2013",
"07",
".",
"11",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"3",
".",
"2014",
"31",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"3",
".",
"2014",
"31",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"19",
"/",
"05",
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"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
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"5",
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"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.357 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:AGISTEC
INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS
E
TELECOMUNICAÇÕES LTDA.
ADV.(A/S)
:RODRIGO CIPRIANO DOS SANTOS RISOLIA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
EMENTA
Agravo regimental na reclamação. Caráter estrito da competência
do STF no conhecimento das reclamações. Agravo regimental ao qual se
nega provimento.
1. O tema referente à retroatividade da norma prevista na segunda
parte do art. 4º da LC nº 118/05 foi analisado no RE nº 566.621/RS, estando
esgotada a cognição da Suprema Corte dos demais recursos com
fundamento em idêntica controvérsia.
2. Não há usurpação da competência do STF, desrespeito à
autoridade de suas decisões ou negativa de eficácia de súmula vinculante
a ser corrigida pela presente ação, fim para o qual se presta a reclamação,
por atribuição constitucional (art. 102, inciso I, alínea l, e art. 103-A, § 3º,
ambos da CF/88).
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172024.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
RCL 16357 AGR / PR
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16357 AGR / PR
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.357 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:AGISTEC
INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS
E
TELECOMUNICAÇÕES LTDA.
ADV.(A/S)
:RODRIGO CIPRIANO DOS SANTOS RISOLIA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de agravo regimental interposto por AGISTEC INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS E TELECOMUNICAÇÕES LTDA com o objetivo de submeter ao
crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática
mediante a qual neguei seguimento à reclamação, assentando ausência de
teratologia na aplicação da tese de repercussão geral pela Corte de
origem.
Consignei que a pretensão da parte era, em verdade, rediscutir tema
referente à aplicação da LC nº 118/05, solucionado segundo a sistemática
da repercussão geral, estando esgotada a cognição do STF acerca da
matéria.
A reclamante sustenta que, embora o voto da Ministra Ellen Gracie
tenha proposto o debate, não houve a “devida discussão” quanto ao
prazo prescricional instituído pela LC nº 118/05 alcançar os processos
iniciados após o período da vacatio legis, independentemente da data
em que ocorrido o fato gerador da exação tributária que se pretenda
compensar ou restituir.
Argumenta que, por não ser matéria controvertida nos autos, o STF
não poderia sequer enfrentar o tema nos autos do RE nº 566.621/RS.
Nesse tocante, defende que
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172021.
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30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.357 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:AGISTEC
INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS
E
TELECOMUNICAÇÕES LTDA.
ADV.(A/S)
:RODRIGO CIPRIANO DOS SANTOS RISOLIA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de agravo regimental interposto por AGISTEC INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS E TELECOMUNICAÇÕES LTDA com o objetivo de submeter ao
crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática
mediante a qual neguei seguimento à reclamação, assentando ausência de
teratologia na aplicação da tese de repercussão geral pela Corte de
origem.
Consignei que a pretensão da parte era, em verdade, rediscutir tema
referente à aplicação da LC nº 118/05, solucionado segundo a sistemática
da repercussão geral, estando esgotada a cognição do STF acerca da
matéria.
A reclamante sustenta que, embora o voto da Ministra Ellen Gracie
tenha proposto o debate, não houve a “devida discussão” quanto ao
prazo prescricional instituído pela LC nº 118/05 alcançar os processos
iniciados após o período da vacatio legis, independentemente da data
em que ocorrido o fato gerador da exação tributária que se pretenda
compensar ou restituir.
Argumenta que, por não ser matéria controvertida nos autos, o STF
não poderia sequer enfrentar o tema nos autos do RE nº 566.621/RS.
Nesse tocante, defende que
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Relatório
RCL 16357 AGR / PR
“não pode importar em julgamento de questão para além
da controvérsia do caso paradigma, pois muito provavelmente
a Corte deixará de conhecer os argumentos cabíveis que
desinteressam aos recorrentes e recorridos no recurso em
análise. Se o Supremo Tribunal Federal pretendia dirimir a
questão da (ir)retroatividade da LC 118/2005, bem como do
objeto da mesma, então que escolhesse outro recurso
extraordinário em que o contribuinte tivesse movido a ação
após a vacatio legis, porque somente assim se poderia julgar a
matéria em sua plenitude”.
Dessa perspectiva, aduz que
“o Plenário do STF não decidiu a divergência aberta pelo
Ministro Celso de Mello, seguida apenas pelo Ministro Luiz
Fux, e que os argumentos do contribuinte foram levados
parcialmente pela Ministra Relatora é que não se pode dizer
que houve o esgotamento da matéria, que a ementa reproduz
conclusão além do que foi decidido pelo Plenário, que o
Supremo precisa satisfazer, na plenitude, a resposta
jurisdicional, que há usurpação da competência do STF ao
impedir que a questão seja levada a seu conhecimento, e que a
equivoca aplicação do recurso da Repercussão Geral não se dá
por má compreensão do paradigma pelas cortes inferiores, mas
pela própria ementa do RE 566.621/RS, que merece ser
substituída por outra que reflita a decisão do STF em
julgamento onde sejam esgotadas as questões pertinentes”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou que seja dado
provimento ao presente recurso e julgada procedente a reclamação.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16357 AGR / PR
“não pode importar em julgamento de questão para além
da controvérsia do caso paradigma, pois muito provavelmente
a Corte deixará de conhecer os argumentos cabíveis que
desinteressam aos recorrentes e recorridos no recurso em
análise. Se o Supremo Tribunal Federal pretendia dirimir a
questão da (ir)retroatividade da LC 118/2005, bem como do
objeto da mesma, então que escolhesse outro recurso
extraordinário em que o contribuinte tivesse movido a ação
após a vacatio legis, porque somente assim se poderia julgar a
matéria em sua plenitude”.
Dessa perspectiva, aduz que
“o Plenário do STF não decidiu a divergência aberta pelo
Ministro Celso de Mello, seguida apenas pelo Ministro Luiz
Fux, e que os argumentos do contribuinte foram levados
parcialmente pela Ministra Relatora é que não se pode dizer
que houve o esgotamento da matéria, que a ementa reproduz
conclusão além do que foi decidido pelo Plenário, que o
Supremo precisa satisfazer, na plenitude, a resposta
jurisdicional, que há usurpação da competência do STF ao
impedir que a questão seja levada a seu conhecimento, e que a
equivoca aplicação do recurso da Repercussão Geral não se dá
por má compreensão do paradigma pelas cortes inferiores, mas
pela própria ementa do RE 566.621/RS, que merece ser
substituída por outra que reflita a decisão do STF em
julgamento onde sejam esgotadas as questões pertinentes”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou que seja dado
provimento ao presente recurso e julgada procedente a reclamação.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.357 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
As razões do presente agravo não infirmam a fundamentação
expendida na decisão agravada no sentido de que o entendimento
firmado no julgamento do RE nº 566.621/RS não está limitado ao
afastamento da natureza interpretativa da LC nº 118/2005.
No precedente firmado em sede de repercussão geral, essa Suprema
Corte procedeu ao enfrentamento da matéria a fim conferir segurança
jurídica para a “transição entre o prazo anterior de 10 anos para o prazo
novo de 5 anos”, tendo em vista o afastamento da declaração de
inconstitucionalidade da LC nº 118/05.
O tema referente à retroatividade da norma prevista na segunda
parte do art. 4º do referido diploma legal - que teria acarretado a redução
do prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do
indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação,
tendo em vista a jurisprudência até então firmada no âmbito do Superior
Tribunal de Justiça – foi analisado no paradigma, estando esgotada a
cognição desta Suprema Corte dos demais recursos “com fundamento em
idêntica controvérsia”, como no caso dos autos.
Insisto, portanto, nos fundamentos da decisão monocrática, a qual
subsiste na íntegra:
“Por se tratar de julgamento de tema submetido à
sistemática da repercussão geral, a análise não esteve adstrita às
circunstâncias do caso concreto; antes, a decisão tomada pelo
Supremo Tribunal Federal tem o condão de abranger o maior
número de conflitos surgidos a partir da declaração de
inconstitucionalidade da norma de referência. Essa
circunstância fica evidente na seguinte passagem do voto da
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.357 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
As razões do presente agravo não infirmam a fundamentação
expendida na decisão agravada no sentido de que o entendimento
firmado no julgamento do RE nº 566.621/RS não está limitado ao
afastamento da natureza interpretativa da LC nº 118/2005.
No precedente firmado em sede de repercussão geral, essa Suprema
Corte procedeu ao enfrentamento da matéria a fim conferir segurança
jurídica para a “transição entre o prazo anterior de 10 anos para o prazo
novo de 5 anos”, tendo em vista o afastamento da declaração de
inconstitucionalidade da LC nº 118/05.
O tema referente à retroatividade da norma prevista na segunda
parte do art. 4º do referido diploma legal - que teria acarretado a redução
do prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do
indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação,
tendo em vista a jurisprudência até então firmada no âmbito do Superior
Tribunal de Justiça – foi analisado no paradigma, estando esgotada a
cognição desta Suprema Corte dos demais recursos “com fundamento em
idêntica controvérsia”, como no caso dos autos.
Insisto, portanto, nos fundamentos da decisão monocrática, a qual
subsiste na íntegra:
“Por se tratar de julgamento de tema submetido à
sistemática da repercussão geral, a análise não esteve adstrita às
circunstâncias do caso concreto; antes, a decisão tomada pelo
Supremo Tribunal Federal tem o condão de abranger o maior
número de conflitos surgidos a partir da declaração de
inconstitucionalidade da norma de referência. Essa
circunstância fica evidente na seguinte passagem do voto da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RCL 16357 AGR / PR
Ministra Ellen Gracie:
‘Importa que haja manifestação expressa desta Corte
sobre a transição entre o prazo anterior de 10 anos para o
prazo novo de 5 anos, porquanto significa definir o limite
da inconstitucionalidade que se afasta. Sem uma definição
clara quanto a tal ponto, a análise restaria incompleta e
não cumpriria a função pacificadora que se espera do
mecanismo da repercussão geral.’
Considerando haver, na LC nº 118/05, previsão expressa
de vacatio legis de 120 (cento e vinte) dias, afastou-se a
necessidade de aplicação, por analogia, da regra prevista no art.
2.028 do Código Civil como regra de transição para que o
contribuinte pudesse exercer sua pretensão, ajuizando a ação
que se faça necessária com o objetivo de ver reconhecido o
indébito e condenada a Fazenda ao ressarcimento via repetição
ou compensação sem a incidência da nova disciplina legal.
‘Conforme se extrai do art. 8º da LC 95/98, que
dispõe sobre a elaboração, a redação, a alteração e a
consolidação das leis, nos termos do art. 59 da
Constituição Federal, a vigência da lei deve ‘contemplar
prazo razoável para que dela se tenha amplo
conhecimento, reservada a cláusula ‘entra em vigor na
data de sua publicação’ para as leis de pequena
repercussão’.
Tenho que o art. 4º da LC 118/05, na parte em que
estabeleceu vacatio legis alargada de 120 dias, cumpriu tal
função, concedendo prazo suficiente para que os
contribuintes não apenas tomassem conhecimento do
novo prazo, como para que pudessem agir, ajuizando as
ações necessárias à tutela dos seus direitos. Note-se que foi
significativa a avalanche de ações ajuizadas perante a
primeira instância em tal prazo, até 8 de junho de 2005,
sinal, aliás, de que tal prazo cumpriu sua finalidade, não
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16357 AGR / PR
Ministra Ellen Gracie:
‘Importa que haja manifestação expressa desta Corte
sobre a transição entre o prazo anterior de 10 anos para o
prazo novo de 5 anos, porquanto significa definir o limite
da inconstitucionalidade que se afasta. Sem uma definição
clara quanto a tal ponto, a análise restaria incompleta e
não cumpriria a função pacificadora que se espera do
mecanismo da repercussão geral.’
Considerando haver, na LC nº 118/05, previsão expressa
de vacatio legis de 120 (cento e vinte) dias, afastou-se a
necessidade de aplicação, por analogia, da regra prevista no art.
2.028 do Código Civil como regra de transição para que o
contribuinte pudesse exercer sua pretensão, ajuizando a ação
que se faça necessária com o objetivo de ver reconhecido o
indébito e condenada a Fazenda ao ressarcimento via repetição
ou compensação sem a incidência da nova disciplina legal.
‘Conforme se extrai do art. 8º da LC 95/98, que
dispõe sobre a elaboração, a redação, a alteração e a
consolidação das leis, nos termos do art. 59 da
Constituição Federal, a vigência da lei deve ‘contemplar
prazo razoável para que dela se tenha amplo
conhecimento, reservada a cláusula ‘entra em vigor na
data de sua publicação’ para as leis de pequena
repercussão’.
Tenho que o art. 4º da LC 118/05, na parte em que
estabeleceu vacatio legis alargada de 120 dias, cumpriu tal
função, concedendo prazo suficiente para que os
contribuintes não apenas tomassem conhecimento do
novo prazo, como para que pudessem agir, ajuizando as
ações necessárias à tutela dos seus direitos. Note-se que foi
significativa a avalanche de ações ajuizadas perante a
primeira instância em tal prazo, até 8 de junho de 2005,
sinal, aliás, de que tal prazo cumpriu sua finalidade, não
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RCL 16357 AGR / PR
havendo fundamento constitucional para proteger o
contribuinte da sua própria inércia, cabendo dar aplicação
ao velho brocardo latino: ‘Dormientibus non sucurrit jus’.’
Entendeu-se, destarte, respeitar a vontade do legislador de
’[se] aplicar, na maior dimensão possível, o novo prazo’,
cabendo ao STF ’expurgar, da iniciativa legislativa, o que nela
há de inconstitucional e somente isso’, não havendo afronta à
segurança jurídica, por ausência de direito ao regime jurídico
prescricional computado, até então, de acordo com a
jurisprudência do STJ.
O voto da Relatora, Ministra
Ellen Gracie, foi
acompanhado pelos Ministros Ricardo Lewandowski, Ayres
Britto, Celso de Mello, Cezar Peluso e Luiz Fux.
Divergindo da relatora, mas, ressalte-se, manifestando
entendimento ainda mais desfavorável à pretensão deduzida
pelo ora reclamante em seu recurso extraordinário, o Ministro
Marco Aurélio defendeu a tese de que a LC nº 118/05 não
introduziu inovação legislativa alguma, estando o prazo
prescricional de 5 (cinco) anos a contar do pagamento
antecipado do tributo sujeito a lançamento por homologação já
previsto no Código Tributário Nacional, tendo o legislador
atuado tão somente para ’redirecionar (…) a jurisprudência’ no
sentido do ’tratamento igualitário sob o ângulo prescricional’ da
Fazenda Pública e do contribuinte.
Manifestei-me em consonância com o entendimento do
Ministro Marco Aurélio, o qual foi acompanhado também pelo
Ministro Gilmar Mendes e pela Ministra Cármen Lúcia.
Sob a perspectiva de ’[se] aplicar, na maior dimensão
possível, o novo prazo’, pode-se concluir que aos 6 (seis) votos –
portanto, maioria absoluta dos Ministros do STF - firmados de
acordo com os fundamentos exarados pela Ministra Ellen
Gracie somam-se os outros 4 (quatro) votos divergentes – nos
quais se entendeu que o prazo prescricional de 5 (cinco) anos
evidenciado pela LC nº 118/05 sempre vigorou no ordenamento
jurídico pátrio, aplicando-se a todas as ações,
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16357 AGR / PR
havendo fundamento constitucional para proteger o
contribuinte da sua própria inércia, cabendo dar aplicação
ao velho brocardo latino: ‘Dormientibus non sucurrit jus’.’
Entendeu-se, destarte, respeitar a vontade do legislador de
’[se] aplicar, na maior dimensão possível, o novo prazo’,
cabendo ao STF ’expurgar, da iniciativa legislativa, o que nela
há de inconstitucional e somente isso’, não havendo afronta à
segurança jurídica, por ausência de direito ao regime jurídico
prescricional computado, até então, de acordo com a
jurisprudência do STJ.
O voto da Relatora, Ministra
Ellen Gracie, foi
acompanhado pelos Ministros Ricardo Lewandowski, Ayres
Britto, Celso de Mello, Cezar Peluso e Luiz Fux.
Divergindo da relatora, mas, ressalte-se, manifestando
entendimento ainda mais desfavorável à pretensão deduzida
pelo ora reclamante em seu recurso extraordinário, o Ministro
Marco Aurélio defendeu a tese de que a LC nº 118/05 não
introduziu inovação legislativa alguma, estando o prazo
prescricional de 5 (cinco) anos a contar do pagamento
antecipado do tributo sujeito a lançamento por homologação já
previsto no Código Tributário Nacional, tendo o legislador
atuado tão somente para ’redirecionar (…) a jurisprudência’ no
sentido do ’tratamento igualitário sob o ângulo prescricional’ da
Fazenda Pública e do contribuinte.
Manifestei-me em consonância com o entendimento do
Ministro Marco Aurélio, o qual foi acompanhado também pelo
Ministro Gilmar Mendes e pela Ministra Cármen Lúcia.
Sob a perspectiva de ’[se] aplicar, na maior dimensão
possível, o novo prazo’, pode-se concluir que aos 6 (seis) votos –
portanto, maioria absoluta dos Ministros do STF - firmados de
acordo com os fundamentos exarados pela Ministra Ellen
Gracie somam-se os outros 4 (quatro) votos divergentes – nos
quais se entendeu que o prazo prescricional de 5 (cinco) anos
evidenciado pela LC nº 118/05 sempre vigorou no ordenamento
jurídico pátrio, aplicando-se a todas as ações,
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RCL 16357 AGR / PR
independentemente da data de seu ajuizamento.
Entendo, portanto, que o que pretende o reclamante com a
subida do recurso extraordinário objeto da presente reclamação
é, conforme observado pela PGR, ‘rediscutir temática já
decidida pela Suprema Corte e transitada em julgado em
17/11/2011’, fim a que não se presta a reclamação constitucional.
Não há usurpação da competência desta Suprema Corte,
desrespeito à autoridade das suas decisões ou negativa de
eficácia de súmula vinculante a ser corrigida pela presente
ação, fim a que se presta a reclamação constitucional por
atribuição constitucional (art. 102, inciso I, alínea l, e art. 103-A,
§ 3º, ambos da CF/88).”
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16357 AGR / PR
independentemente da data de seu ajuizamento.
Entendo, portanto, que o que pretende o reclamante com a
subida do recurso extraordinário objeto da presente reclamação
é, conforme observado pela PGR, ‘rediscutir temática já
decidida pela Suprema Corte e transitada em julgado em
17/11/2011’, fim a que não se presta a reclamação constitucional.
Não há usurpação da competência desta Suprema Corte,
desrespeito à autoridade das suas decisões ou negativa de
eficácia de súmula vinculante a ser corrigida pela presente
ação, fim a que se presta a reclamação constitucional por
atribuição constitucional (art. 102, inciso I, alínea l, e art. 103-A,
§ 3º, ambos da CF/88).”
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.357
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : AGISTEC INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELECOMUNICAÇÕES LTDA.
ADV.(A/S) : RODRIGO CIPRIANO DOS SANTOS RISOLIA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.357
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : AGISTEC INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELECOMUNICAÇÕES LTDA.
ADV.(A/S) : RODRIGO CIPRIANO DOS SANTOS RISOLIA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9193614
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-21T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
|
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
|
EMENTA
Agravo regimental na reclamação. Caráter estrito da competência do STF no conhecimento das reclamações. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
1. O tema referente à retroatividade da norma prevista na segunda parte do art. 4º da LC nº 118/05 foi analisado no RE nº 566.621/RS, estando esgotada a cognição da Suprema Corte dos demais recursos com fundamento em idêntica controvérsia.
2. Não há usurpação da competência do STF, desrespeito à autoridade de suas decisões ou negativa de eficácia de súmula vinculante a ser corrigida pela presente ação, fim para o qual se presta a reclamação, por atribuição constitucional (art. 102, inciso I, alínea l, e art. 103-A, § 3º, ambos da CF/88).
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
|
sjur316067
|
Número de páginas: 9.
Análise: 26/08/2015, MJC.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
|
16357
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-A ART-0103A \n PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LCP-000118 ANO-2005\n ART-00004\n LEI COMPLEMENTAR"
] |
Rcl-AgR
|
acordaos
|
Rcl 16357 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : AGISTEC INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELECOMUNICAÇÕES LTDA.
ADV.(A/S) : RODRIGO CIPRIANO DOS SANTOS RISOLIA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.357 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:AGISTEC
INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS
E
TELECOMUNICAÇÕES LTDA.
ADV.(A/S)
:RODRIGO CIPRIANO DOS SANTOS RISOLIA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
EMENTA
Agravo regimental na reclamação. Caráter estrito da competência
do Supremo Tribunal Federal no conhecimento das reclamações. Agravo regimental ao qual se
nega provimento.
1. O tema referente à retroatividade da norma prevista na segunda
parte do art. 4... da Lei Complementar n 118/05 foi analisado no Recurso Extraordinário n 566.621/RS, estando
esgotada a cognição da Suprema Corte dos demais recursos com
fundamento em idêntica controvérsia.
2. Não há usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, desrespeito à
autoridade de suas decisões ou negativa de eficácia de súmula vinculante
a ser corrigida pela presente ação, fim para o qual se presta a reclamação,
por atribuição constitucional (art. 102, inciso I, alínea l, e art. 103-A, § 3...,
ambos da Constituição Federal de 1988/88).
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
RCL 16357 AGR / PR
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16357 AGR / PR
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.357 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:AGISTEC
INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS
E
TELECOMUNICAÇÕES LTDA.
ADV.(A/S)
:RODRIGO CIPRIANO DOS SANTOS RISOLIA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de agravo regimental interposto por AGISTEC INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS E TELECOMUNICAÇÕES LTDA com o objetivo de submeter ao
crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática
mediante a qual neguei seguimento à reclamação, assentando ausência de
teratologia na aplicação da tese de repercussão geral pela Corte de
origem.
Consignei que a pretensão da parte era, em verdade, rediscutir tema
referente à aplicação da Lei Complementar n 118/05, solucionado segundo a sistemática
da repercussão geral, estando esgotada a cognição do Supremo Tribunal Federal acerca da
matéria.
A reclamante sustenta que, embora o voto da Ministra Ellen Gracie
tenha proposto o debate, não houve a “devida discussão” quanto ao
prazo prescricional instituído pela Lei Complementar n 118/05 alcançar os processos
iniciados após o período da vacatio legis, independentemente da data
em que ocorrido o fato gerador da exação tributária que se pretenda
compensar ou restituir.
Argumenta que, por não ser matéria controvertida nos autos, o Supremo Tribunal Federal
não poderia sequer enfrentar o tema nos autos do Recurso Extraordinário n 566.621/RS.
Nesse tocante, defende que
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.357 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:AGISTEC
INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS
E
TELECOMUNICAÇÕES LTDA.
ADV.(A/S)
:RODRIGO CIPRIANO DOS SANTOS RISOLIA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de agravo regimental interposto por AGISTEC INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS E TELECOMUNICAÇÕES LTDA com o objetivo de submeter ao
crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática
mediante a qual neguei seguimento à reclamação, assentando ausência de
teratologia na aplicação da tese de repercussão geral pela Corte de
origem.
Consignei que a pretensão da parte era, em verdade, rediscutir tema
referente à aplicação da Lei Complementar n 118/05, solucionado segundo a sistemática
da repercussão geral, estando esgotada a cognição do Supremo Tribunal Federal acerca da
matéria.
A reclamante sustenta que, embora o voto da Ministra Ellen Gracie
tenha proposto o debate, não houve a “devida discussão” quanto ao
prazo prescricional instituído pela Lei Complementar n 118/05 alcançar os processos
iniciados após o período da vacatio legis, independentemente da data
em que ocorrido o fato gerador da exação tributária que se pretenda
compensar ou restituir.
Argumenta que, por não ser matéria controvertida nos autos, o Supremo Tribunal Federal
não poderia sequer enfrentar o tema nos autos do Recurso Extraordinário n 566.621/RS.
Nesse tocante, defende que
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Relatório
RCL 16357 AGR / PR
“não pode importar em julgamento de questão para além
da controvérsia do caso paradigma, pois muito provavelmente
a Corte deixará de conhecer os argumentos cabíveis que
desinteressam aos recorrentes e recorridos no recurso em
análise. Se o Supremo Tribunal Federal pretendia dirimir a
questão da (ir)retroatividade da Lei Complementar 118/2005, bem como do
objeto da mesma, então que escolhesse outro recurso
extraordinário em que o contribuinte tivesse movido a ação
após a vacatio legis, porque somente assim se poderia julgar a
matéria em sua plenitude”.
Dessa perspectiva, aduz que
“o Plenário do Supremo Tribunal Federal não decidiu a divergência aberta pelo
Ministro Celso de Mello, seguida apenas pelo Ministro Luiz
Fux, e que os argumentos do contribuinte foram levados
parcialmente pela Ministra Relatora é que não se pode dizer
que houve o esgotamento da matéria, que a ementa reproduz
conclusão além do que foi decidido pelo Plenário, que o
Supremo precisa satisfazer, na plenitude, a resposta
jurisdicional, que há usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal ao
impedir que a questão seja levada a seu conhecimento, e que a
equivoca aplicação do recurso da Repercussão Geral não se dá
por má compreensão do paradigma pelas cortes inferiores, mas
pela própria ementa do Recurso Extraordinário 566.621/RS, que merece ser
substituída por outra que reflita a decisão do Supremo Tribunal Federal em
julgamento onde sejam esgotadas as questões pertinentes”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou que seja dado
provimento ao presente recurso e julgada procedente a reclamação.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16357 AGR / PR
“não pode importar em julgamento de questão para além
da controvérsia do caso paradigma, pois muito provavelmente
a Corte deixará de conhecer os argumentos cabíveis que
desinteressam aos recorrentes e recorridos no recurso em
análise. Se o Supremo Tribunal Federal pretendia dirimir a
questão da (ir)retroatividade da Lei Complementar 118/2005, bem como do
objeto da mesma, então que escolhesse outro recurso
extraordinário em que o contribuinte tivesse movido a ação
após a vacatio legis, porque somente assim se poderia julgar a
matéria em sua plenitude”.
Dessa perspectiva, aduz que
“o Plenário do Supremo Tribunal Federal não decidiu a divergência aberta pelo
Ministro Celso de Mello, seguida apenas pelo Ministro Luiz
Fux, e que os argumentos do contribuinte foram levados
parcialmente pela Ministra Relatora é que não se pode dizer
que houve o esgotamento da matéria, que a ementa reproduz
conclusão além do que foi decidido pelo Plenário, que o
Supremo precisa satisfazer, na plenitude, a resposta
jurisdicional, que há usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal ao
impedir que a questão seja levada a seu conhecimento, e que a
equivoca aplicação do recurso da Repercussão Geral não se dá
por má compreensão do paradigma pelas cortes inferiores, mas
pela própria ementa do Recurso Extraordinário 566.621/RS, que merece ser
substituída por outra que reflita a decisão do Supremo Tribunal Federal em
julgamento onde sejam esgotadas as questões pertinentes”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou que seja dado
provimento ao presente recurso e julgada procedente a reclamação.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.357 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
As razões do presente agravo não infirmam a fundamentação
expendida na decisão agravada no sentido de que o entendimento
firmado no julgamento do Recurso Extraordinário n 566.621/RS não está limitado ao
afastamento da natureza interpretativa da Lei Complementar n 118/2005.
No precedente firmado em sede de repercussão geral, essa Suprema
Corte procedeu ao enfrentamento da matéria a fim conferir segurança
jurídica para a “transição entre o prazo anterior de 10 anos para o prazo
novo de 5 anos”, tendo em vista o afastamento da declaração de
inconstitucionalidade da Lei Complementar n 118/05.
O tema referente à retroatividade da norma prevista na segunda
parte do art. 4... do referido diploma legal - que teria acarretado a redução
do prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do
indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação,
tendo em vista a jurisprudência até então firmada no âmbito do Superior
Tribunal de Justiça – foi analisado no paradigma, estando esgotada a
cognição desta Suprema Corte dos demais recursos “com fundamento em
idêntica controvérsia”, como no caso dos autos.
Insisto, portanto, nos fundamentos da decisão monocrática, a qual
subsiste na íntegra:
“Por se tratar de julgamento de tema submetido à
sistemática da repercussão geral, a análise não esteve adstrita às
circunstâncias do caso concreto; antes, a decisão tomada pelo
Supremo Tribunal Federal tem o condão de abranger o maior
número de conflitos surgidos a partir da declaração de
inconstitucionalidade da norma de referência. Essa
circunstância fica evidente na seguinte passagem do voto da
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.357 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
As razões do presente agravo não infirmam a fundamentação
expendida na decisão agravada no sentido de que o entendimento
firmado no julgamento do Recurso Extraordinário n 566.621/RS não está limitado ao
afastamento da natureza interpretativa da Lei Complementar n 118/2005.
No precedente firmado em sede de repercussão geral, essa Suprema
Corte procedeu ao enfrentamento da matéria a fim conferir segurança
jurídica para a “transição entre o prazo anterior de 10 anos para o prazo
novo de 5 anos”, tendo em vista o afastamento da declaração de
inconstitucionalidade da Lei Complementar n 118/05.
O tema referente à retroatividade da norma prevista na segunda
parte do art. 4... do referido diploma legal - que teria acarretado a redução
do prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do
indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação,
tendo em vista a jurisprudência até então firmada no âmbito do Superior
Tribunal de Justiça – foi analisado no paradigma, estando esgotada a
cognição desta Suprema Corte dos demais recursos “com fundamento em
idêntica controvérsia”, como no caso dos autos.
Insisto, portanto, nos fundamentos da decisão monocrática, a qual
subsiste na íntegra:
“Por se tratar de julgamento de tema submetido à
sistemática da repercussão geral, a análise não esteve adstrita às
circunstâncias do caso concreto; antes, a decisão tomada pelo
Supremo Tribunal Federal tem o condão de abranger o maior
número de conflitos surgidos a partir da declaração de
inconstitucionalidade da norma de referência. Essa
circunstância fica evidente na seguinte passagem do voto da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RCL 16357 AGR / PR
Ministra Ellen Gracie:
‘Importa que haja manifestação expressa desta Corte
sobre a transição entre o prazo anterior de 10 anos para o
prazo novo de 5 anos, porquanto significa definir o limite
da inconstitucionalidade que se afasta. Sem uma definição
clara quanto a tal ponto, a análise restaria incompleta e
não cumpriria a função pacificadora que se espera do
mecanismo da repercussão geral.’
Considerando haver, na Lei Complementar n 118/05, previsão expressa
de vacatio legis de 120 (cento e vinte) dias, afastou-se a
necessidade de aplicação, por analogia, da regra prevista no art.
2.028 do Código Civil como regra de transição para que o
contribuinte pudesse exercer sua pretensão, ajuizando a ação
que se faça necessária com o objetivo de ver reconhecido o
indébito e condenada a Fazenda ao ressarcimento via repetição
ou compensação sem a incidência da nova disciplina legal.
‘Conforme se extrai do art. 8... da Lei Complementar 95/98, que
dispõe sobre a elaboração, a redação, a alteração e a
consolidação das leis, nos termos do art. 59 da
Constituição Federal, a vigência da lei deve ‘contemplar
prazo razoável para que dela se tenha amplo
conhecimento, reservada a cláusula ‘entra em vigor na
data de sua publicação’ para as leis de pequena
repercussão’.
Tenho que o art. 4... da Lei Complementar 118/05, na parte em que
estabeleceu vacatio legis alargada de 120 dias, cumpriu tal
função, concedendo prazo suficiente para que os
contribuintes não apenas tomassem conhecimento do
novo prazo, como para que pudessem agir, ajuizando as
ações necessárias à tutela dos seus direitos. Note-se que foi
significativa a avalanche de ações ajuizadas perante a
primeira instância em tal prazo, até 8 de junho de 2005,
sinal, aliás, de que tal prazo cumpriu sua finalidade, não
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16357 AGR / PR
Ministra Ellen Gracie:
‘Importa que haja manifestação expressa desta Corte
sobre a transição entre o prazo anterior de 10 anos para o
prazo novo de 5 anos, porquanto significa definir o limite
da inconstitucionalidade que se afasta. Sem uma definição
clara quanto a tal ponto, a análise restaria incompleta e
não cumpriria a função pacificadora que se espera do
mecanismo da repercussão geral.’
Considerando haver, na Lei Complementar n 118/05, previsão expressa
de vacatio legis de 120 (cento e vinte) dias, afastou-se a
necessidade de aplicação, por analogia, da regra prevista no art.
2.028 do Código Civil como regra de transição para que o
contribuinte pudesse exercer sua pretensão, ajuizando a ação
que se faça necessária com o objetivo de ver reconhecido o
indébito e condenada a Fazenda ao ressarcimento via repetição
ou compensação sem a incidência da nova disciplina legal.
‘Conforme se extrai do art. 8... da Lei Complementar 95/98, que
dispõe sobre a elaboração, a redação, a alteração e a
consolidação das leis, nos termos do art. 59 da
Constituição Federal, a vigência da lei deve ‘contemplar
prazo razoável para que dela se tenha amplo
conhecimento, reservada a cláusula ‘entra em vigor na
data de sua publicação’ para as leis de pequena
repercussão’.
Tenho que o art. 4... da Lei Complementar 118/05, na parte em que
estabeleceu vacatio legis alargada de 120 dias, cumpriu tal
função, concedendo prazo suficiente para que os
contribuintes não apenas tomassem conhecimento do
novo prazo, como para que pudessem agir, ajuizando as
ações necessárias à tutela dos seus direitos. Note-se que foi
significativa a avalanche de ações ajuizadas perante a
primeira instância em tal prazo, até 8 de junho de 2005,
sinal, aliás, de que tal prazo cumpriu sua finalidade, não
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RCL 16357 AGR / PR
havendo fundamento constitucional para proteger o
contribuinte da sua própria inércia, cabendo dar aplicação
ao velho brocardo latino: ‘Dormientibus non sucurrit jus’.’
Entendeu-se, destarte, respeitar a vontade do legislador de
’[se] aplicar, na maior dimensão possível, o novo prazo’,
cabendo ao Supremo Tribunal Federal ’expurgar, da iniciativa legislativa, o que nela
há de inconstitucional e somente isso’, não havendo afronta à
segurança jurídica, por ausência de direito ao regime jurídico
prescricional computado, até então, de acordo com a
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.
O voto da Relatora, Ministra
Ellen Gracie, foi
acompanhado pelos Ministros Ricardo Lewandowski, Ayres
Britto, Celso de Mello, Cezar Peluso e Luiz Fux.
Divergindo da relatora, mas, ressalte-se, manifestando
entendimento ainda mais desfavorável à pretensão deduzida
pelo ora reclamante em seu recurso extraordinário, o Ministro
Marco Aurélio defendeu a tese de que a Lei Complementar n 118/05 não
introduziu inovação legislativa alguma, estando o prazo
prescricional de 5 (cinco) anos a contar do pagamento
antecipado do tributo sujeito a lançamento por homologação já
previsto no Código Tributário Nacional, tendo o legislador
atuado tão somente para ’redirecionar (…) a jurisprudência’ no
sentido do ’tratamento igualitário sob o ângulo prescricional’ da
Fazenda Pública e do contribuinte.
Manifestei-me em consonância com o entendimento do
Ministro Marco Aurélio, o qual foi acompanhado também pelo
Ministro Gilmar Mendes e pela Ministra Cármen Lúcia.
Sob a perspectiva de ’[se] aplicar, na maior dimensão
possível, o novo prazo’, pode-se concluir que aos 6 (seis) votos –
portanto, maioria absoluta dos Ministros do Supremo Tribunal Federal - firmados de
acordo com os fundamentos exarados pela Ministra Ellen
Gracie somam-se os outros 4 (quatro) votos divergentes – nos
quais se entendeu que o prazo prescricional de 5 (cinco) anos
evidenciado pela Lei Complementar n 118/05 sempre vigorou no ordenamento
jurídico pátrio, aplicando-se a todas as ações,
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16357 AGR / PR
havendo fundamento constitucional para proteger o
contribuinte da sua própria inércia, cabendo dar aplicação
ao velho brocardo latino: ‘Dormientibus non sucurrit jus’.’
Entendeu-se, destarte, respeitar a vontade do legislador de
’[se] aplicar, na maior dimensão possível, o novo prazo’,
cabendo ao Supremo Tribunal Federal ’expurgar, da iniciativa legislativa, o que nela
há de inconstitucional e somente isso’, não havendo afronta à
segurança jurídica, por ausência de direito ao regime jurídico
prescricional computado, até então, de acordo com a
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.
O voto da Relatora, Ministra
Ellen Gracie, foi
acompanhado pelos Ministros Ricardo Lewandowski, Ayres
Britto, Celso de Mello, Cezar Peluso e Luiz Fux.
Divergindo da relatora, mas, ressalte-se, manifestando
entendimento ainda mais desfavorável à pretensão deduzida
pelo ora reclamante em seu recurso extraordinário, o Ministro
Marco Aurélio defendeu a tese de que a Lei Complementar n 118/05 não
introduziu inovação legislativa alguma, estando o prazo
prescricional de 5 (cinco) anos a contar do pagamento
antecipado do tributo sujeito a lançamento por homologação já
previsto no Código Tributário Nacional, tendo o legislador
atuado tão somente para ’redirecionar (…) a jurisprudência’ no
sentido do ’tratamento igualitário sob o ângulo prescricional’ da
Fazenda Pública e do contribuinte.
Manifestei-me em consonância com o entendimento do
Ministro Marco Aurélio, o qual foi acompanhado também pelo
Ministro Gilmar Mendes e pela Ministra Cármen Lúcia.
Sob a perspectiva de ’[se] aplicar, na maior dimensão
possível, o novo prazo’, pode-se concluir que aos 6 (seis) votos –
portanto, maioria absoluta dos Ministros do Supremo Tribunal Federal - firmados de
acordo com os fundamentos exarados pela Ministra Ellen
Gracie somam-se os outros 4 (quatro) votos divergentes – nos
quais se entendeu que o prazo prescricional de 5 (cinco) anos
evidenciado pela Lei Complementar n 118/05 sempre vigorou no ordenamento
jurídico pátrio, aplicando-se a todas as ações,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RCL 16357 AGR / PR
independentemente da data de seu ajuizamento.
Entendo, portanto, que o que pretende o reclamante com a
subida do recurso extraordinário objeto da presente reclamação
é, conforme observado pela PGR, ‘rediscutir temática já
decidida pela Suprema Corte e transitada em julgado em
17/11/2011’, fim a que não se presta a reclamação constitucional.
Não há usurpação da competência desta Suprema Corte,
desrespeito à autoridade das suas decisões ou negativa de
eficácia de súmula vinculante a ser corrigida pela presente
ação, fim a que se presta a reclamação constitucional por
atribuição constitucional (art. 102, inciso I, alínea l, e art. 103-A,
§ 3..., ambos da Constituição Federal de 1988/88).”
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16357 AGR / PR
independentemente da data de seu ajuizamento.
Entendo, portanto, que o que pretende o reclamante com a
subida do recurso extraordinário objeto da presente reclamação
é, conforme observado pela PGR, ‘rediscutir temática já
decidida pela Suprema Corte e transitada em julgado em
17/11/2011’, fim a que não se presta a reclamação constitucional.
Não há usurpação da competência desta Suprema Corte,
desrespeito à autoridade das suas decisões ou negativa de
eficácia de súmula vinculante a ser corrigida pela presente
ação, fim a que se presta a reclamação constitucional por
atribuição constitucional (art. 102, inciso I, alínea l, e art. 103-A,
§ 3..., ambos da Constituição Federal de 1988/88).”
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.357
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : AGISTEC INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELECOMUNICAÇÕES LTDA.
ADV.(A/S) : RODRIGO CIPRIANO DOS SANTOS RISOLIA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070160
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.357
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : AGISTEC INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELECOMUNICAÇÕES LTDA.
ADV.(A/S) : RODRIGO CIPRIANO DOS SANTOS RISOLIA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS",
"RCL 16357",
"Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS",
"Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS",
"RCL 16357 AGR / PR",
"Recurso Extraordinário 566 . 621 / RS",
"RCL 16357 AGR / PR",
"Recurso Extraordinário 566 . 621 / RS",
"Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS",
"Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS",
"RCL 16357 AGR /",
"RCL 16357 AGR",
"RCL 16357 AGR /",
"RCL 16357 AGR / PR",
"RCL 16357 AGR / PR",
"RCL 16357 AGR"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 4 . . . da Lei Complementar n 118 / 05",
"art . 102 , inciso I , alínea l , e art . 103 - A , § 3 . . . , ambos da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 118 / 05",
"Lei Complementar n 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 118 / 05",
"Lei Complementar n 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 118 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 118 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 118 / 2005",
"Lei Complementar n 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 118 / 2005",
"Lei Complementar n 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 118 / 05",
"art . 2 . 028 do Código Civil",
"art . 8",
"art . 59 da Constituição Federal",
"art . 4 .",
"Lei Complementar 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 118 / 05",
"art . 2 . 028 do Código Civil",
"art . 8 . . . da Lei Complementar 95 / 98",
"art . 59 da Constituição Federal",
"art . 4 . . . da",
"Lei Complementar 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 118 / 05",
"Código Tributário Nacional",
"Lei Complementar n 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 118 / 05",
"Código Tributário Nacional",
"Lei Complementar n 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , inciso I , alínea l , e art . 103 - A , § 3 . . . , ambos da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , inciso I , alínea l , e",
"art . 103 - A , § 3 . . . , ambos da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"AGISTEC INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELECOMUNICAÇÕES LTDA .",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"AGISTEC INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELECOMUNICAÇÕES LTDA .",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"AGISTEC INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELECOMUNICAÇÕES LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"AGISTEC INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELECOMUNICAÇÕES LTDA .",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"AGISTEC INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELECOMUNICAÇÕES LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Suprema",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Suprema",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Fazenda",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Fazenda Pública",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PGR",
"Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PGR",
"Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"AGISTEC INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELECOMUNICAÇÕES LTDA .",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"AGISTEC INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELECOMUNICAÇÕES LTDA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"RODRIGO CIPRIANO DOS SANTOS RISOLIA",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"RODRIGO CIPRIANO DOS SANTOS",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"RODRIGO CIPRIANO DOS SANTOS RISOLIA",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"Celso de Mello",
"Luiz Fux",
"Celso de Mello",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Cezar Peluso",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Cezar Peluso",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"RODRIGO CIPRIANO DOS SANTOS RISOLIA",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"DIAS TOFFOLI",
"RODRIGO CIPRIANO DOS SANTOS RISOLIA",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8 de junho de 2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8 de junho de 2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"11",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"11",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FERNANDO CARDOSO JUNIOR
ADV.(A/S)
:PEDRO BERETTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE
RECURSO ORDINÁRIO. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. CRIME DE
EXTORSÃO. ALEGADA OCORRÊNCIA DE NULIDADE RELATIVA. DESISTÊNCIA
TÁCITA DA OITIVA DE TESTEMUNHAS. MATÉRIA ARGUIDA 6 ANOS APÓS O
VÍCIO. PRECLUSÃO DA MATÉRIA.
1.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal
consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade do uso da
ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário previsto na
Constituição Federal (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC 104.045,
Rel.ª Min.ª Rosa Weber). Da mesma forma, o Supremo Tribunal Federal
não tem admitido a utilização do habeas corpus em substituição à ação de
revisão criminal (v.g, RHC 119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso;
HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli;
HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel.ª Min.ª
Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
2.
Impossibilidade de concessão da ordem de ofício. Hipótese
em que a irregularidade processual suscitada pela defesa (falta de oitiva
de testemunhas da defesa) não foi arguida no momento oportuno, tendo
sido invocada apenas em sede de memoriais antes do julgamento da
apelação. O que configura a preclusão da matéria (ARE 795.869-AgR, Rel.
Min. Gilmar Mendes; HC 112.138, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC 120.582,
Rel. Min. Luiz Fux; HC 102.077, de que fui Relator; RHC 119.815, Rel.ª
Min.ª Rosa Weber; HC 117.080, Rel. Min. Gilmar Mendes).
3.
Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
HC 127713 AGR / SP
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Aurélio.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 127713 AGR / SP
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Aurélio.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FERNANDO CARDOSO JUNIOR
ADV.(A/S)
:PEDRO BERETTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental interposto da decisão que
negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos:
“1.
Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão
de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma
do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do Ministro
Sebastião Reis Júnior, assim ementado:
‘HABEAS CORPUS
SUBSTITUTIVO. NÃO
CABIMENTO. NULIDADE. OITIVA DE TESTEMUNHAS
DE DEFESA CONDICIONADA AO RECOLHIMENTO
DE CUSTAS DE OFICIAL DE JUSTIÇA. MATÉRIA
ALEGADA QUASE SEIS ANOS APÓS O SUPOSTO
VÍCIO. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO.
INÉRCIA DA DEFESA. PRECLUSÃO. AUSÊNCIA DE
ILEGALIDADE MANIFESTA.
1. Não é cabível a utilização do habeas corpus como
substitutivo do meio processual adequado.
2. A suposta nulidade aventada na impetração
somente foi arguida na instância ordinária, por meio de
memoriais
distribuídos
aos
Desembargadores
componentes da respectiva Câmara Criminal, quase seis
anos após a ocorrência do afirmado ato judicial lesivo.
Nesse interregno, os defensores tiveram várias
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FERNANDO CARDOSO JUNIOR
ADV.(A/S)
:PEDRO BERETTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental interposto da decisão que
negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos:
“1.
Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão
de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma
do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do Ministro
Sebastião Reis Júnior, assim ementado:
‘HABEAS CORPUS
SUBSTITUTIVO. NÃO
CABIMENTO. NULIDADE. OITIVA DE TESTEMUNHAS
DE DEFESA CONDICIONADA AO RECOLHIMENTO
DE CUSTAS DE OFICIAL DE JUSTIÇA. MATÉRIA
ALEGADA QUASE SEIS ANOS APÓS O SUPOSTO
VÍCIO. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO.
INÉRCIA DA DEFESA. PRECLUSÃO. AUSÊNCIA DE
ILEGALIDADE MANIFESTA.
1. Não é cabível a utilização do habeas corpus como
substitutivo do meio processual adequado.
2. A suposta nulidade aventada na impetração
somente foi arguida na instância ordinária, por meio de
memoriais
distribuídos
aos
Desembargadores
componentes da respectiva Câmara Criminal, quase seis
anos após a ocorrência do afirmado ato judicial lesivo.
Nesse interregno, os defensores tiveram várias
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 127713 AGR / SP
oportunidades para se insurgir contra o alegado vício, e
não o fizeram, de modo que a condenação transitou em
julgado e a situação foi alcançada pela preclusão.
3. Os Tribunais Superiores têm entendido que a
declaração de nulidade, mesmo que absoluta, pressupõe a
demonstração de prejuízo, o que não se constata na
presente hipótese.
4. Habeas corpus não conhecido e liminar cassada.’
2.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à
pena de 4 (quatro) anos de reclusão, no regime inicial aberto,
pelo crime de extorsão (artigo 158 do Código Penal).
3.
Da sentença, a defesa interpôs apelação, havendo
o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negado
provimento ao recurso.
4.
Após o trânsito em julgado da condenação, foi
impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, não
conhecido.
5.
Nesta impetração, a parte impetrante reitera a
alegação de nulidade do processo pela não oitiva das
testemunhas, em razão do não recolhimento antecipado das
custas. Daí o pedido de liminar para suspender a execução da
pena. No mérito, o que se pretende é a concessão da ordem
para que se declare a nulidade de todos os atos processuais
praticados pelo magistrado da causa após a fase de oitiva das
testemunhas de defesa.
Decido.
6.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal
consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade do
uso da ação de habeas corpus em substituição ao recurso
ordinário previsto na Constituição Federal (v.g HC 109.956, Rel.
Min. Marco Aurélio, e HC 104.045, Rel.ª Min.ª Rosa Weber). Da
mesma forma, o Supremo Tribunal Federal não tem admitido a
utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão
criminal (v.g, RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso;
HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min.
2
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HC 127713 AGR / SP
oportunidades para se insurgir contra o alegado vício, e
não o fizeram, de modo que a condenação transitou em
julgado e a situação foi alcançada pela preclusão.
3. Os Tribunais Superiores têm entendido que a
declaração de nulidade, mesmo que absoluta, pressupõe a
demonstração de prejuízo, o que não se constata na
presente hipótese.
4. Habeas corpus não conhecido e liminar cassada.’
2.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à
pena de 4 (quatro) anos de reclusão, no regime inicial aberto,
pelo crime de extorsão (artigo 158 do Código Penal).
3.
Da sentença, a defesa interpôs apelação, havendo
o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negado
provimento ao recurso.
4.
Após o trânsito em julgado da condenação, foi
impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, não
conhecido.
5.
Nesta impetração, a parte impetrante reitera a
alegação de nulidade do processo pela não oitiva das
testemunhas, em razão do não recolhimento antecipado das
custas. Daí o pedido de liminar para suspender a execução da
pena. No mérito, o que se pretende é a concessão da ordem
para que se declare a nulidade de todos os atos processuais
praticados pelo magistrado da causa após a fase de oitiva das
testemunhas de defesa.
Decido.
6.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal
consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade do
uso da ação de habeas corpus em substituição ao recurso
ordinário previsto na Constituição Federal (v.g HC 109.956, Rel.
Min. Marco Aurélio, e HC 104.045, Rel.ª Min.ª Rosa Weber). Da
mesma forma, o Supremo Tribunal Federal não tem admitido a
utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão
criminal (v.g, RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso;
HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min.
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Relatório
HC 127713 AGR / SP
Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC
116.204, Relª. Minª. Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski).
7.
Não é caso de concessão da ordem de ofício. A
orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no
sentido de que a nulidade relativa deve ser arguida no
momento processual oportuno, sob pena de preclusão (Vg. ARE
795.869-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 112.138, Relª. Minª.
Rosa Weber; HC 120.582, Rel. Min. Luiz Fux; HC 102.077, de
que fui Relator; RHC 119.815, Relª. Minª. Rosa Weber; HC
117.080, Rel. Min. Gilmar Mendes),
8.
No caso de que se trata, o magistrado da causa
(em 19.09.2007) reconheceu a desistência tácita da oitiva das
testemunhas de defesa em razão do não recolhimento das
respectivas custas. Em 16.01.2009, sobreveio a prolação de
sentença condenatória. Contudo, a defesa arguiu a nulidade do
processo, pela primeira vez, apenas em sede de memoriais
após a interposição da apelação, em 17.07.2013. A apelação foi
desprovida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
9.
Nessas condições, não há como deixar de
reconhecer a preclusão da matéria, na linha dos fundamentos
adotados pelo Tribunal Estadual:
‘(...) verifica-se nos autos que a alegação contida no
memorial apresentado e juntado às fls. 393-394/399, não
constou em nenhuma das oportunidades que a defesa teve
para se manifestar; quedou-se inerte nas audiências
ocorridas em 30 de agosto de 2007 (cf. fl. 216), 28 de
novembro de 2007 (cf. fl. 240) e 07 de maio de 2008 (cf. fl.
255), mesmo instada ao cumprimento da determinação
judicial para o recolhimento das diligências para o oficial
de justiça; deixou transcorrer in albis os prazos para o
cumprimento da referida determinação, embora intimada
por diversas vezes, pelo Diário Oficial (cf. fls. 229, 231, 260,
262 e 263); do mesmo modo, nada relatou nas alegações
finais, e muito menos no recurso de apelação (cf. fls.
273/276, 289/296 e 347/354); poderia ter sustentado e
3
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Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC
116.204, Relª. Minª. Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski).
7.
Não é caso de concessão da ordem de ofício. A
orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no
sentido de que a nulidade relativa deve ser arguida no
momento processual oportuno, sob pena de preclusão (Vg. ARE
795.869-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 112.138, Relª. Minª.
Rosa Weber; HC 120.582, Rel. Min. Luiz Fux; HC 102.077, de
que fui Relator; RHC 119.815, Relª. Minª. Rosa Weber; HC
117.080, Rel. Min. Gilmar Mendes),
8.
No caso de que se trata, o magistrado da causa
(em 19.09.2007) reconheceu a desistência tácita da oitiva das
testemunhas de defesa em razão do não recolhimento das
respectivas custas. Em 16.01.2009, sobreveio a prolação de
sentença condenatória. Contudo, a defesa arguiu a nulidade do
processo, pela primeira vez, apenas em sede de memoriais
após a interposição da apelação, em 17.07.2013. A apelação foi
desprovida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
9.
Nessas condições, não há como deixar de
reconhecer a preclusão da matéria, na linha dos fundamentos
adotados pelo Tribunal Estadual:
‘(...) verifica-se nos autos que a alegação contida no
memorial apresentado e juntado às fls. 393-394/399, não
constou em nenhuma das oportunidades que a defesa teve
para se manifestar; quedou-se inerte nas audiências
ocorridas em 30 de agosto de 2007 (cf. fl. 216), 28 de
novembro de 2007 (cf. fl. 240) e 07 de maio de 2008 (cf. fl.
255), mesmo instada ao cumprimento da determinação
judicial para o recolhimento das diligências para o oficial
de justiça; deixou transcorrer in albis os prazos para o
cumprimento da referida determinação, embora intimada
por diversas vezes, pelo Diário Oficial (cf. fls. 229, 231, 260,
262 e 263); do mesmo modo, nada relatou nas alegações
finais, e muito menos no recurso de apelação (cf. fls.
273/276, 289/296 e 347/354); poderia ter sustentado e
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Relatório
HC 127713 AGR / SP
justificado a recusa com o embasamento legal agora
apresentado, mas não o fez; restou, assim, preclusa a
matéria, consoante a boa dicção do artigo 571, II, c.c. o
artigo 572, inciso II, do Código de Processo Penal.
Ora, sem a formal impugnação no momento
adequado, isto é, logo após a ocorrência da nulidade,
verifica-se ocorrida a preclusão (inteligência do artigo 571,
inciso VIII, do C.P.P.). E uma vez superada a fase
procedimental para arguições, sabe-se que só se anula ato
processual que tenha causado prejuízo à acusação ou ao
réu, e isso não ocorreu (inteligência do artigo 563 do
C.P.P.), pois sua atual defesa constituída não demonstrou,
formalmente, o prejuízo sofrido.(...)
Convém ressaltar e repetir que a cautelosa
Magistrada ofereceu à defesa, inúmeras oportunidades
para cumprir a sua determinação, e nesse âmbito,
apresentar sua versão sobre a desnecessidade de
recolhimento das diligências para o oficial de justiça, como
assenta nos presentes memoriais; não o fez. Portanto, não
houve afronta aos princípios constitucionais da ampla
defesa, contraditório ou devido processo legal, mas
simples e lógica preclusão temporal. Deste modo, fica
afastada a pretendida nulidade. (...)’.
10.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº
8.038/1990 e no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao
habeas corpus.”
2.
No presente agravo regimental, a defesa reitera a alegação
de nulidade do processo pela não oitiva das testemunhas, em razão do
não recolhimento antecipado das custas, destacando que “o trânsito em
julgado da condenação do agravante por decisões manifestamente nulas não pode
e não deve ser óbice à impetração de habeas corpus, uma vez que constatada
indiscutível ilegalidade”. Requer, assim, o provimento do recurso a fim de
conceder a ordem de habeas corpus para que se declare a nulidade de
todos os atos processuais praticados pelo magistrado da causa após a fase
de oitiva das testemunhas de defesa.
4
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HC 127713 AGR / SP
justificado a recusa com o embasamento legal agora
apresentado, mas não o fez; restou, assim, preclusa a
matéria, consoante a boa dicção do artigo 571, II, c.c. o
artigo 572, inciso II, do Código de Processo Penal.
Ora, sem a formal impugnação no momento
adequado, isto é, logo após a ocorrência da nulidade,
verifica-se ocorrida a preclusão (inteligência do artigo 571,
inciso VIII, do C.P.P.). E uma vez superada a fase
procedimental para arguições, sabe-se que só se anula ato
processual que tenha causado prejuízo à acusação ou ao
réu, e isso não ocorreu (inteligência do artigo 563 do
C.P.P.), pois sua atual defesa constituída não demonstrou,
formalmente, o prejuízo sofrido.(...)
Convém ressaltar e repetir que a cautelosa
Magistrada ofereceu à defesa, inúmeras oportunidades
para cumprir a sua determinação, e nesse âmbito,
apresentar sua versão sobre a desnecessidade de
recolhimento das diligências para o oficial de justiça, como
assenta nos presentes memoriais; não o fez. Portanto, não
houve afronta aos princípios constitucionais da ampla
defesa, contraditório ou devido processo legal, mas
simples e lógica preclusão temporal. Deste modo, fica
afastada a pretendida nulidade. (...)’.
10.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº
8.038/1990 e no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao
habeas corpus.”
2.
No presente agravo regimental, a defesa reitera a alegação
de nulidade do processo pela não oitiva das testemunhas, em razão do
não recolhimento antecipado das custas, destacando que “o trânsito em
julgado da condenação do agravante por decisões manifestamente nulas não pode
e não deve ser óbice à impetração de habeas corpus, uma vez que constatada
indiscutível ilegalidade”. Requer, assim, o provimento do recurso a fim de
conceder a ordem de habeas corpus para que se declare a nulidade de
todos os atos processuais praticados pelo magistrado da causa após a fase
de oitiva das testemunhas de defesa.
4
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Relatório
HC 127713 AGR / SP
3.
O Ministério Público Federal opina pelo não provimento
do agravo.
4.
É o relatório.
5
Supremo Tribunal Federal
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HC 127713 AGR / SP
3.
O Ministério Público Federal opina pelo não provimento
do agravo.
4.
É o relatório.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Conforme assentado na decisão agravada, a Primeira
Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no
sentido da inadmissibilidade do uso da ação de habeas corpus em
substituição ao recurso ordinário previsto na Constituição Federal (v.g
HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio, e HC 104.045, Rel.ª Min.ª Rosa
Weber). Da mesma forma, o Supremo Tribunal Federal não tem admitido
a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal
(v.g, RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR,
Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC,
Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; e RHC
115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
2.
Não é caso de concessão da ordem de ofício. A orientação
jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a
nulidade relativa deve ser arguida no momento processual oportuno, sob
pena de preclusão (v.g. ARE 795.869-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC
112.138, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC 120.582, Rel. Min. Luiz Fux; HC
102.077, de que fui Relator; RHC 119.815, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC
117.080, Rel. Min. Gilmar Mendes),
3.
No caso de que se trata, o magistrado da causa (em
19.09.2007) reconheceu a desistência tácita da oitiva das testemunhas de
defesa em razão do não recolhimento das respectivas custas. Em
16.01.2009, sobreveio a prolação de sentença condenatória. Contudo, a
defesa arguiu a nulidade do processo, pela primeira vez, apenas em sede
de memoriais após a interposição da apelação, em 17.07.2013. A apelação
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Conforme assentado na decisão agravada, a Primeira
Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no
sentido da inadmissibilidade do uso da ação de habeas corpus em
substituição ao recurso ordinário previsto na Constituição Federal (v.g
HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio, e HC 104.045, Rel.ª Min.ª Rosa
Weber). Da mesma forma, o Supremo Tribunal Federal não tem admitido
a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal
(v.g, RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR,
Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC,
Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; e RHC
115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
2.
Não é caso de concessão da ordem de ofício. A orientação
jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a
nulidade relativa deve ser arguida no momento processual oportuno, sob
pena de preclusão (v.g. ARE 795.869-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC
112.138, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC 120.582, Rel. Min. Luiz Fux; HC
102.077, de que fui Relator; RHC 119.815, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC
117.080, Rel. Min. Gilmar Mendes),
3.
No caso de que se trata, o magistrado da causa (em
19.09.2007) reconheceu a desistência tácita da oitiva das testemunhas de
defesa em razão do não recolhimento das respectivas custas. Em
16.01.2009, sobreveio a prolação de sentença condenatória. Contudo, a
defesa arguiu a nulidade do processo, pela primeira vez, apenas em sede
de memoriais após a interposição da apelação, em 17.07.2013. A apelação
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 127713 AGR / SP
foi desprovida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
4.
Nessas condições, não há como deixar de reconhecer a
preclusão da matéria, na linha dos fundamentos adotados pelo Tribunal
Estadual:
“[...] verifica-se nos autos que a alegação contida no
memorial apresentado e juntado às fls. 393-394/399, não constou
em nenhuma das oportunidades que a defesa teve para se
manifestar; quedou-se inerte nas audiências ocorridas em 30 de
agosto de 2007 (cf. fl. 216), 28 de novembro de 2007 (cf. fl. 240) e
07 de maio de 2008 (cf. fl. 255), mesmo instada ao cumprimento
da determinação judicial para o recolhimento das diligências
para o oficial de justiça; deixou transcorrer in albis os prazos
para o cumprimento da referida determinação, embora
intimada por diversas vezes, pelo Diário Oficial (cf. fls. 229, 231,
260, 262 e 263); do mesmo modo, nada relatou nas alegações
finais, e muito menos no recurso de apelação (cf. fls. 273/276,
289/296 e 347/354); poderia ter sustentado e justificado a recusa
com o embasamento legal agora apresentado, mas não o fez;
restou, assim, preclusa a matéria, consoante a boa dicção do
artigo 571, II, c.c. o artigo 572, inciso II, do Código de Processo
Penal.
Ora, sem a formal impugnação no momento adequado,
isto é, logo após a ocorrência da nulidade, verifica-se ocorrida a
preclusão (inteligência do artigo 571, inciso VIII, do C.P.P.). E
uma vez superada a fase procedimental para arguições, sabe-se
que só se anula ato processual que tenha causado prejuízo à
acusação ou ao réu, e isso não ocorreu (inteligência do artigo
563 do C.P.P.), pois sua atual defesa constituída não
demonstrou, formalmente, o prejuízo sofrido.(...)
Convém ressaltar e repetir que a cautelosa Magistrada
ofereceu à defesa, inúmeras oportunidades para cumprir a sua
determinação, e nesse âmbito, apresentar sua versão sobre a
desnecessidade de recolhimento das diligências para o oficial
de justiça, como assenta nos presentes memoriais; não o fez.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 127713 AGR / SP
foi desprovida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
4.
Nessas condições, não há como deixar de reconhecer a
preclusão da matéria, na linha dos fundamentos adotados pelo Tribunal
Estadual:
“[...] verifica-se nos autos que a alegação contida no
memorial apresentado e juntado às fls. 393-394/399, não constou
em nenhuma das oportunidades que a defesa teve para se
manifestar; quedou-se inerte nas audiências ocorridas em 30 de
agosto de 2007 (cf. fl. 216), 28 de novembro de 2007 (cf. fl. 240) e
07 de maio de 2008 (cf. fl. 255), mesmo instada ao cumprimento
da determinação judicial para o recolhimento das diligências
para o oficial de justiça; deixou transcorrer in albis os prazos
para o cumprimento da referida determinação, embora
intimada por diversas vezes, pelo Diário Oficial (cf. fls. 229, 231,
260, 262 e 263); do mesmo modo, nada relatou nas alegações
finais, e muito menos no recurso de apelação (cf. fls. 273/276,
289/296 e 347/354); poderia ter sustentado e justificado a recusa
com o embasamento legal agora apresentado, mas não o fez;
restou, assim, preclusa a matéria, consoante a boa dicção do
artigo 571, II, c.c. o artigo 572, inciso II, do Código de Processo
Penal.
Ora, sem a formal impugnação no momento adequado,
isto é, logo após a ocorrência da nulidade, verifica-se ocorrida a
preclusão (inteligência do artigo 571, inciso VIII, do C.P.P.). E
uma vez superada a fase procedimental para arguições, sabe-se
que só se anula ato processual que tenha causado prejuízo à
acusação ou ao réu, e isso não ocorreu (inteligência do artigo
563 do C.P.P.), pois sua atual defesa constituída não
demonstrou, formalmente, o prejuízo sofrido.(...)
Convém ressaltar e repetir que a cautelosa Magistrada
ofereceu à defesa, inúmeras oportunidades para cumprir a sua
determinação, e nesse âmbito, apresentar sua versão sobre a
desnecessidade de recolhimento das diligências para o oficial
de justiça, como assenta nos presentes memoriais; não o fez.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 127713 AGR / SP
Portanto, não houve afronta aos princípios constitucionais da
ampla defesa, contraditório ou devido processo legal, mas
simples e lógica preclusão temporal. Deste modo, fica afastada
a pretendida nulidade. [...]”.
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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HC 127713 AGR / SP
Portanto, não houve afronta aos princípios constitucionais da
ampla defesa, contraditório ou devido processo legal, mas
simples e lógica preclusão temporal. Deste modo, fica afastada
a pretendida nulidade. [...]”.
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, entendo
que não cabe acionar nem o artigo 21 do Regimento Interno, que revela a
possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente
improcedente, nem o artigo 557 do Código do Processo Civil, no tocante a
essa ação nobre, que é o habeas corpus, no que voltada a preservar a
liberdade de ir e vir.
Provejo os agravos.
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, entendo
que não cabe acionar nem o artigo 21 do Regimento Interno, que revela a
possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente
improcedente, nem o artigo 557 do Código do Processo Civil, no tocante a
essa ação nobre, que é o habeas corpus, no que voltada a preservar a
liberdade de ir e vir.
Provejo os agravos.
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FERNANDO CARDOSO JUNIOR
ADV.(A/S) : PEDRO BERETTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FERNANDO CARDOSO JUNIOR
ADV.(A/S) : PEDRO BERETTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9128914
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-14T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
|
ementa: Processual Penal. Habeas corpus substitutivo de Recurso Ordinário. Condenação transitada em julgado. Crime de extorsão. Alegada ocorrência de nulidade relativa. Desistência tácita da oitiva de testemunhas. Matéria arguida 6 anos após o vício. Preclusão da matéria.
1. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade do uso da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário previsto na Constituição Federal (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC 104.045, Rel.ª Min.ª Rosa Weber). Da mesma forma, o Supremo Tribunal Federal não tem admitido a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal (v.g, RHC 119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
2. Impossibilidade de concessão da ordem de ofício. Hipótese em que a irregularidade processual suscitada pela defesa (falta de oitiva de testemunhas da defesa) não foi arguida no momento oportuno, tendo sido invocada apenas em sede de memoriais antes do julgamento da apelação. O que configura a preclusão da matéria (ARE 795.869-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 112.138, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC 120.582, Rel. Min. Luiz Fux; HC 102.077, de que fui Relator; RHC 119.815, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC 117.080, Rel. Min. Gilmar Mendes).
3. Agravo regimental desprovido.
|
sjur315278
|
- Acórdão(s) citado(s):
(HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO, REVISÃO CRIMINAL)
HC 104045 (1ªT), HC 109956 (1ªT), HC 111412 AgR (1ªT), RHC 114890 (1ªT), RHC 115983 (2ªT), RHC 119605 AgR (1ªT).
(NULIDADE PROCESSUAL, PRECLUSÃO)
HC 102077 (1ªT), HC 112138 (1ªT), HC 117080 (2ªT), RHC 119815 (1ªT), HC 120582 (1ªT), ARE 795869 AgR (2ªT).
Número de páginas: 12.
Análise: 20/08/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
127713
| null |
HC-AgR
|
acordaos
|
HC 127713 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : FERNANDO CARDOSO JUNIOR
ADV.(A/S) : PEDRO BERETTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FERNANDO CARDOSO JUNIOR
ADV.(A/S)
:PEDRO BERETTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE
RECURSO ORDINÁRIO. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. CRIME DE
EXTORSÃO. ALEGADA OCORRÊNCIA DE NULIDADE RELATIVA. DESISTÊNCIA
TÁCITA DA OITIVA DE TESTEMUNHAS. MATÉRIA ARGUIDA 6 ANOS APÓS O
VÍCIO. PRECLUSÃO DA MATÉRIA.
1.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal
consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade do uso da
ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário previsto na
Constituição Federal (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC 104.045,
Rel. Min. Rosa Weber). Da mesma forma, o Supremo Tribunal Federal
não tem admitido a utilização do habeas corpus em substituição à ação de
revisão criminal (v.g, RHC 119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso;
HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli;
HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel. Min.
Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
2.
Impossibilidade de concessão da ordem de ofício. Hipótese
em que a irregularidade processual suscitada pela defesa (falta de oitiva
de testemunhas da defesa) não foi arguida no momento oportuno, tendo
sido invocada apenas em sede de memoriais antes do julgamento da
apelação. O que configura a preclusão da matéria (ARE 795.869-AgR, Rel.
Min. Gilmar Mendes; HC 112.138, Rel. Min. Rosa Weber; HC 120.582,
Rel. Min. Luiz Fux; HC 102.077, de que fui Relator; RHC 119.815, Rel.
Min. Rosa Weber; HC 117.080, Rel. Min. Gilmar Mendes).
3.
Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
HC 127713 AGR / SP
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Aurélio.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 127713 AGR / SP
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Aurélio.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FERNANDO CARDOSO JUNIOR
ADV.(A/S)
:PEDRO BERETTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental interposto da decisão que
negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos:
“1.
Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão
de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma
do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do Ministro
Sebastião Reis Júnior, assim ementado:
‘HABEAS CORPUS
SUBSTITUTIVO. NÃO
CABIMENTO. NULIDADE. OITIVA DE TESTEMUNHAS
DE DEFESA CONDICIONADA AO RECOLHIMENTO
DE CUSTAS DE OFICIAL DE JUSTIÇA. MATÉRIA
ALEGADA QUASE SEIS ANOS APÓS O SUPOSTO
VÍCIO. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO.
INÉRCIA DA DEFESA. PRECLUSÃO. AUSÊNCIA DE
ILEGALIDADE MANIFESTA.
1. Não é cabível a utilização do habeas corpus como
substitutivo do meio processual adequado.
2. A suposta nulidade aventada na impetração
somente foi arguida na instância ordinária, por meio de
memoriais
distribuídos
aos
Desembargadores
componentes da respectiva Câmara Criminal, quase seis
anos após a ocorrência do afirmado ato judicial lesivo.
Nesse interregno, os defensores tiveram várias
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FERNANDO CARDOSO JUNIOR
ADV.(A/S)
:PEDRO BERETTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental interposto da decisão que
negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos:
“1.
Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão
de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma
do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do Ministro
Sebastião Reis Júnior, assim ementado:
‘HABEAS CORPUS
SUBSTITUTIVO. NÃO
CABIMENTO. NULIDADE. OITIVA DE TESTEMUNHAS
DE DEFESA CONDICIONADA AO RECOLHIMENTO
DE CUSTAS DE OFICIAL DE JUSTIÇA. MATÉRIA
ALEGADA QUASE SEIS ANOS APÓS O SUPOSTO
VÍCIO. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO.
INÉRCIA DA DEFESA. PRECLUSÃO. AUSÊNCIA DE
ILEGALIDADE MANIFESTA.
1. Não é cabível a utilização do habeas corpus como
substitutivo do meio processual adequado.
2. A suposta nulidade aventada na impetração
somente foi arguida na instância ordinária, por meio de
memoriais
distribuídos
aos
Desembargadores
componentes da respectiva Câmara Criminal, quase seis
anos após a ocorrência do afirmado ato judicial lesivo.
Nesse interregno, os defensores tiveram várias
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 127713 AGR / SP
oportunidades para se insurgir contra o alegado vício, e
não o fizeram, de modo que a condenação transitou em
julgado e a situação foi alcançada pela preclusão.
3. Os Tribunais Superiores têm entendido que a
declaração de nulidade, mesmo que absoluta, pressupõe a
demonstração de prejuízo, o que não se constata na
presente hipótese.
4. Habeas corpus não conhecido e liminar cassada.’
2.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à
pena de 4 (quatro) anos de reclusão, no regime inicial aberto,
pelo crime de extorsão (artigo 158 do Código Penal).
3.
Da sentença, a defesa interpôs apelação, havendo
o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negado
provimento ao recurso.
4.
Após o trânsito em julgado da condenação, foi
impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, não
conhecido.
5.
Nesta impetração, a parte impetrante reitera a
alegação de nulidade do processo pela não oitiva das
testemunhas, em razão do não recolhimento antecipado das
custas. Daí o pedido de liminar para suspender a execução da
pena. No mérito, o que se pretende é a concessão da ordem
para que se declare a nulidade de todos os atos processuais
praticados pelo magistrado da causa após a fase de oitiva das
testemunhas de defesa.
Decido.
6.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal
consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade do
uso da ação de habeas corpus em substituição ao recurso
ordinário previsto na Constituição Federal (v.g HC 109.956, Rel.
Min. Marco Aurélio, e HC 104.045, Rel. Min. Rosa Weber). Da
mesma forma, o Supremo Tribunal Federal não tem admitido a
utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão
criminal (v.g, RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso;
HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 127713 AGR / SP
oportunidades para se insurgir contra o alegado vício, e
não o fizeram, de modo que a condenação transitou em
julgado e a situação foi alcançada pela preclusão.
3. Os Tribunais Superiores têm entendido que a
declaração de nulidade, mesmo que absoluta, pressupõe a
demonstração de prejuízo, o que não se constata na
presente hipótese.
4. Habeas corpus não conhecido e liminar cassada.’
2.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à
pena de 4 (quatro) anos de reclusão, no regime inicial aberto,
pelo crime de extorsão (artigo 158 do Código Penal).
3.
Da sentença, a defesa interpôs apelação, havendo
o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negado
provimento ao recurso.
4.
Após o trânsito em julgado da condenação, foi
impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, não
conhecido.
5.
Nesta impetração, a parte impetrante reitera a
alegação de nulidade do processo pela não oitiva das
testemunhas, em razão do não recolhimento antecipado das
custas. Daí o pedido de liminar para suspender a execução da
pena. No mérito, o que se pretende é a concessão da ordem
para que se declare a nulidade de todos os atos processuais
praticados pelo magistrado da causa após a fase de oitiva das
testemunhas de defesa.
Decido.
6.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal
consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade do
uso da ação de habeas corpus em substituição ao recurso
ordinário previsto na Constituição Federal (v.g HC 109.956, Rel.
Min. Marco Aurélio, e HC 104.045, Rel. Min. Rosa Weber). Da
mesma forma, o Supremo Tribunal Federal não tem admitido a
utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão
criminal (v.g, RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso;
HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Relatório
HC 127713 AGR / SP
Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC
116.204, Rel. Min. Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski).
7.
Não é caso de concessão da ordem de ofício. A
orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no
sentido de que a nulidade relativa deve ser arguida no
momento processual oportuno, sob pena de preclusão (Vg. ARE
795.869-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 112.138, Rel. Min.
Rosa Weber; HC 120.582, Rel. Min. Luiz Fux; HC 102.077, de
que fui Relator; RHC 119.815, Rel. Min. Rosa Weber; HC
117.080, Rel. Min. Gilmar Mendes),
8.
No caso de que se trata, o magistrado da causa
(em 19.09.2007) reconheceu a desistência tácita da oitiva das
testemunhas de defesa em razão do não recolhimento das
respectivas custas. Em 16.01.2009, sobreveio a prolação de
sentença condenatória. Contudo, a defesa arguiu a nulidade do
processo, pela primeira vez, apenas em sede de memoriais
após a interposição da apelação, em 17.07.2013. A apelação foi
desprovida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
9.
Nessas condições, não há como deixar de
reconhecer a preclusão da matéria, na linha dos fundamentos
adotados pelo Tribunal Estadual:
‘(...) verifica-se nos autos que a alegação contida no
memorial apresentado e juntado às fls. 393-394/399, não
constou em nenhuma das oportunidades que a defesa teve
para se manifestar; quedou-se inerte nas audiências
ocorridas em 30 de agosto de 2007 (cf. fl. 216), 28 de
novembro de 2007 (cf. fl. 240) e 07 de maio de 2008 (cf. fl.
255), mesmo instada ao cumprimento da determinação
judicial para o recolhimento das diligências para o oficial
de justiça; deixou transcorrer in albis os prazos para o
cumprimento da referida determinação, embora intimada
por diversas vezes, pelo Diário Oficial (cf. fls. 229, 231, 260,
262 e 263); do mesmo modo, nada relatou nas alegações
finais, e muito menos no recurso de apelação (cf. fls.
273/276, 289/296 e 347/354); poderia ter sustentado e
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 127713 AGR / SP
Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC
116.204, Rel. Min. Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski).
7.
Não é caso de concessão da ordem de ofício. A
orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no
sentido de que a nulidade relativa deve ser arguida no
momento processual oportuno, sob pena de preclusão (Vg. ARE
795.869-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 112.138, Rel. Min.
Rosa Weber; HC 120.582, Rel. Min. Luiz Fux; HC 102.077, de
que fui Relator; RHC 119.815, Rel. Min. Rosa Weber; HC
117.080, Rel. Min. Gilmar Mendes),
8.
No caso de que se trata, o magistrado da causa
(em 19.09.2007) reconheceu a desistência tácita da oitiva das
testemunhas de defesa em razão do não recolhimento das
respectivas custas. Em 16.01.2009, sobreveio a prolação de
sentença condenatória. Contudo, a defesa arguiu a nulidade do
processo, pela primeira vez, apenas em sede de memoriais
após a interposição da apelação, em 17.07.2013. A apelação foi
desprovida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
9.
Nessas condições, não há como deixar de
reconhecer a preclusão da matéria, na linha dos fundamentos
adotados pelo Tribunal Estadual:
‘(...) verifica-se nos autos que a alegação contida no
memorial apresentado e juntado às fls. 393-394/399, não
constou em nenhuma das oportunidades que a defesa teve
para se manifestar; quedou-se inerte nas audiências
ocorridas em 30 de agosto de 2007 (cf. fl. 216), 28 de
novembro de 2007 (cf. fl. 240) e 07 de maio de 2008 (cf. fl.
255), mesmo instada ao cumprimento da determinação
judicial para o recolhimento das diligências para o oficial
de justiça; deixou transcorrer in albis os prazos para o
cumprimento da referida determinação, embora intimada
por diversas vezes, pelo Diário Oficial (cf. fls. 229, 231, 260,
262 e 263); do mesmo modo, nada relatou nas alegações
finais, e muito menos no recurso de apelação (cf. fls.
273/276, 289/296 e 347/354); poderia ter sustentado e
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Relatório
HC 127713 AGR / SP
justificado a recusa com o embasamento legal agora
apresentado, mas não o fez; restou, assim, preclusa a
matéria, consoante a boa dicção do artigo 571, II, c.c. o
artigo 572, inciso II, do Código de Processo Penal.
Ora, sem a formal impugnação no momento
adequado, isto é, logo após a ocorrência da nulidade,
verifica-se ocorrida a preclusão (inteligência do artigo 571,
inciso VIII, do C.P.P.). E uma vez superada a fase
procedimental para arguições, sabe-se que só se anula ato
processual que tenha causado prejuízo à acusação ou ao
réu, e isso não ocorreu (inteligência do artigo 563 do
C.P.P.), pois sua atual defesa constituída não demonstrou,
formalmente, o prejuízo sofrido.(...)
Convém ressaltar e repetir que a cautelosa
Magistrada ofereceu à defesa, inúmeras oportunidades
para cumprir a sua determinação, e nesse âmbito,
apresentar sua versão sobre a desnecessidade de
recolhimento das diligências para o oficial de justiça, como
assenta nos presentes memoriais; não o fez. Portanto, não
houve afronta aos princípios constitucionais da ampla
defesa, contraditório ou devido processo legal, mas
simples e lógica preclusão temporal. Deste modo, fica
afastada a pretendida nulidade. (...)’.
10.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n
8.038/1990 e no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao
habeas corpus.”
2.
No presente agravo regimental, a defesa reitera a alegação
de nulidade do processo pela não oitiva das testemunhas, em razão do
não recolhimento antecipado das custas, destacando que “o trânsito em
julgado da condenação do agravante por decisões manifestamente nulas não pode
e não deve ser óbice à impetração de habeas corpus, uma vez que constatada
indiscutível ilegalidade”. Requer, assim, o provimento do recurso a fim de
conceder a ordem de habeas corpus para que se declare a nulidade de
todos os atos processuais praticados pelo magistrado da causa após a fase
de oitiva das testemunhas de defesa.
4
Supremo Tribunal Federal
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HC 127713 AGR / SP
justificado a recusa com o embasamento legal agora
apresentado, mas não o fez; restou, assim, preclusa a
matéria, consoante a boa dicção do artigo 571, II, c.c. o
artigo 572, inciso II, do Código de Processo Penal.
Ora, sem a formal impugnação no momento
adequado, isto é, logo após a ocorrência da nulidade,
verifica-se ocorrida a preclusão (inteligência do artigo 571,
inciso VIII, do C.P.P.). E uma vez superada a fase
procedimental para arguições, sabe-se que só se anula ato
processual que tenha causado prejuízo à acusação ou ao
réu, e isso não ocorreu (inteligência do artigo 563 do
C.P.P.), pois sua atual defesa constituída não demonstrou,
formalmente, o prejuízo sofrido.(...)
Convém ressaltar e repetir que a cautelosa
Magistrada ofereceu à defesa, inúmeras oportunidades
para cumprir a sua determinação, e nesse âmbito,
apresentar sua versão sobre a desnecessidade de
recolhimento das diligências para o oficial de justiça, como
assenta nos presentes memoriais; não o fez. Portanto, não
houve afronta aos princípios constitucionais da ampla
defesa, contraditório ou devido processo legal, mas
simples e lógica preclusão temporal. Deste modo, fica
afastada a pretendida nulidade. (...)’.
10.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n
8.038/1990 e no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao
habeas corpus.”
2.
No presente agravo regimental, a defesa reitera a alegação
de nulidade do processo pela não oitiva das testemunhas, em razão do
não recolhimento antecipado das custas, destacando que “o trânsito em
julgado da condenação do agravante por decisões manifestamente nulas não pode
e não deve ser óbice à impetração de habeas corpus, uma vez que constatada
indiscutível ilegalidade”. Requer, assim, o provimento do recurso a fim de
conceder a ordem de habeas corpus para que se declare a nulidade de
todos os atos processuais praticados pelo magistrado da causa após a fase
de oitiva das testemunhas de defesa.
4
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Relatório
HC 127713 AGR / SP
3.
O Ministério Público Federal opina pelo não provimento
do agravo.
4.
É o relatório.
5
Supremo Tribunal Federal
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HC 127713 AGR / SP
3.
O Ministério Público Federal opina pelo não provimento
do agravo.
4.
É o relatório.
5
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Conforme assentado na decisão agravada, a Primeira
Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no
sentido da inadmissibilidade do uso da ação de habeas corpus em
substituição ao recurso ordinário previsto na Constituição Federal (v.g
HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio, e HC 104.045, Rel. Min. Rosa
Weber). Da mesma forma, o Supremo Tribunal Federal não tem admitido
a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal
(v.g, RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR,
Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC,
Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel. Min. Cármen Lúcia; e RHC
115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
2.
Não é caso de concessão da ordem de ofício. A orientação
jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a
nulidade relativa deve ser arguida no momento processual oportuno, sob
pena de preclusão (v.g. ARE 795.869-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC
112.138, Rel. Min. Rosa Weber; HC 120.582, Rel. Min. Luiz Fux; HC
102.077, de que fui Relator; RHC 119.815, Rel. Min. Rosa Weber; HC
117.080, Rel. Min. Gilmar Mendes),
3.
No caso de que se trata, o magistrado da causa (em
19.09.2007) reconheceu a desistência tácita da oitiva das testemunhas de
defesa em razão do não recolhimento das respectivas custas. Em
16.01.2009, sobreveio a prolação de sentença condenatória. Contudo, a
defesa arguiu a nulidade do processo, pela primeira vez, apenas em sede
de memoriais após a interposição da apelação, em 17.07.2013. A apelação
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Conforme assentado na decisão agravada, a Primeira
Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no
sentido da inadmissibilidade do uso da ação de habeas corpus em
substituição ao recurso ordinário previsto na Constituição Federal (v.g
HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio, e HC 104.045, Rel. Min. Rosa
Weber). Da mesma forma, o Supremo Tribunal Federal não tem admitido
a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal
(v.g, RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR,
Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC,
Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel. Min. Cármen Lúcia; e RHC
115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
2.
Não é caso de concessão da ordem de ofício. A orientação
jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a
nulidade relativa deve ser arguida no momento processual oportuno, sob
pena de preclusão (v.g. ARE 795.869-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC
112.138, Rel. Min. Rosa Weber; HC 120.582, Rel. Min. Luiz Fux; HC
102.077, de que fui Relator; RHC 119.815, Rel. Min. Rosa Weber; HC
117.080, Rel. Min. Gilmar Mendes),
3.
No caso de que se trata, o magistrado da causa (em
19.09.2007) reconheceu a desistência tácita da oitiva das testemunhas de
defesa em razão do não recolhimento das respectivas custas. Em
16.01.2009, sobreveio a prolação de sentença condenatória. Contudo, a
defesa arguiu a nulidade do processo, pela primeira vez, apenas em sede
de memoriais após a interposição da apelação, em 17.07.2013. A apelação
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 127713 AGR / SP
foi desprovida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
4.
Nessas condições, não há como deixar de reconhecer a
preclusão da matéria, na linha dos fundamentos adotados pelo Tribunal
Estadual:
“[...] verifica-se nos autos que a alegação contida no
memorial apresentado e juntado às fls. 393-394/399, não constou
em nenhuma das oportunidades que a defesa teve para se
manifestar; quedou-se inerte nas audiências ocorridas em 30 de
agosto de 2007 (cf. fl. 216), 28 de novembro de 2007 (cf. fl. 240) e
07 de maio de 2008 (cf. fl. 255), mesmo instada ao cumprimento
da determinação judicial para o recolhimento das diligências
para o oficial de justiça; deixou transcorrer in albis os prazos
para o cumprimento da referida determinação, embora
intimada por diversas vezes, pelo Diário Oficial (cf. fls. 229, 231,
260, 262 e 263); do mesmo modo, nada relatou nas alegações
finais, e muito menos no recurso de apelação (cf. fls. 273/276,
289/296 e 347/354); poderia ter sustentado e justificado a recusa
com o embasamento legal agora apresentado, mas não o fez;
restou, assim, preclusa a matéria, consoante a boa dicção do
artigo 571, II, c.c. o artigo 572, inciso II, do Código de Processo
Penal.
Ora, sem a formal impugnação no momento adequado,
isto é, logo após a ocorrência da nulidade, verifica-se ocorrida a
preclusão (inteligência do artigo 571, inciso VIII, do C.P.P.). E
uma vez superada a fase procedimental para arguições, sabe-se
que só se anula ato processual que tenha causado prejuízo à
acusação ou ao réu, e isso não ocorreu (inteligência do artigo
563 do C.P.P.), pois sua atual defesa constituída não
demonstrou, formalmente, o prejuízo sofrido.(...)
Convém ressaltar e repetir que a cautelosa Magistrada
ofereceu à defesa, inúmeras oportunidades para cumprir a sua
determinação, e nesse âmbito, apresentar sua versão sobre a
desnecessidade de recolhimento das diligências para o oficial
de justiça, como assenta nos presentes memoriais; não o fez.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 127713 AGR / SP
foi desprovida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
4.
Nessas condições, não há como deixar de reconhecer a
preclusão da matéria, na linha dos fundamentos adotados pelo Tribunal
Estadual:
“[...] verifica-se nos autos que a alegação contida no
memorial apresentado e juntado às fls. 393-394/399, não constou
em nenhuma das oportunidades que a defesa teve para se
manifestar; quedou-se inerte nas audiências ocorridas em 30 de
agosto de 2007 (cf. fl. 216), 28 de novembro de 2007 (cf. fl. 240) e
07 de maio de 2008 (cf. fl. 255), mesmo instada ao cumprimento
da determinação judicial para o recolhimento das diligências
para o oficial de justiça; deixou transcorrer in albis os prazos
para o cumprimento da referida determinação, embora
intimada por diversas vezes, pelo Diário Oficial (cf. fls. 229, 231,
260, 262 e 263); do mesmo modo, nada relatou nas alegações
finais, e muito menos no recurso de apelação (cf. fls. 273/276,
289/296 e 347/354); poderia ter sustentado e justificado a recusa
com o embasamento legal agora apresentado, mas não o fez;
restou, assim, preclusa a matéria, consoante a boa dicção do
artigo 571, II, c.c. o artigo 572, inciso II, do Código de Processo
Penal.
Ora, sem a formal impugnação no momento adequado,
isto é, logo após a ocorrência da nulidade, verifica-se ocorrida a
preclusão (inteligência do artigo 571, inciso VIII, do C.P.P.). E
uma vez superada a fase procedimental para arguições, sabe-se
que só se anula ato processual que tenha causado prejuízo à
acusação ou ao réu, e isso não ocorreu (inteligência do artigo
563 do C.P.P.), pois sua atual defesa constituída não
demonstrou, formalmente, o prejuízo sofrido.(...)
Convém ressaltar e repetir que a cautelosa Magistrada
ofereceu à defesa, inúmeras oportunidades para cumprir a sua
determinação, e nesse âmbito, apresentar sua versão sobre a
desnecessidade de recolhimento das diligências para o oficial
de justiça, como assenta nos presentes memoriais; não o fez.
2
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 127713 AGR / SP
Portanto, não houve afronta aos princípios constitucionais da
ampla defesa, contraditório ou devido processo legal, mas
simples e lógica preclusão temporal. Deste modo, fica afastada
a pretendida nulidade. [...]”.
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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HC 127713 AGR / SP
Portanto, não houve afronta aos princípios constitucionais da
ampla defesa, contraditório ou devido processo legal, mas
simples e lógica preclusão temporal. Deste modo, fica afastada
a pretendida nulidade. [...]”.
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, entendo
que não cabe acionar nem o artigo 21 do Regimento Interno, que revela a
possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente
improcedente, nem o artigo 557 do Código do Processo Civil, no tocante a
essa ação nobre, que é o habeas corpus, no que voltada a preservar a
liberdade de ir e vir.
Provejo os agravos.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9100103.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, entendo
que não cabe acionar nem o artigo 21 do Regimento Interno, que revela a
possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente
improcedente, nem o artigo 557 do Código do Processo Civil, no tocante a
essa ação nobre, que é o habeas corpus, no que voltada a preservar a
liberdade de ir e vir.
Provejo os agravos.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FERNANDO CARDOSO JUNIOR
ADV.(A/S) : PEDRO BERETTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045619
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.713
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FERNANDO CARDOSO JUNIOR
ADV.(A/S) : PEDRO BERETTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045619
Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 127 . 713",
"HC 109 . 956",
"HC 104 . 045",
"RHC 119 . 605 - AgR",
"HC 111 . 412 - AgR",
"RHC 114 . 890",
"HC 116 . 827 - MC",
"RHC 116 . 204",
"RHC 115 . 983",
"ARE 795 . 869 - AgR",
"HC 112 . 138",
"HC 120 . 582",
"HC 102 . 077",
"RHC 119 . 815",
"HC 117 . 080",
"HC 127713 AGR / SP",
"HC 127713 AGR / SP",
"HABEAS CORPUS 127 . 713",
"HABEAS CORPUS 127 . 713",
"HC 127713 AGR / SP",
"HC 109 . 956",
"HC 104 . 045",
"RHC119",
".",
"605",
"-",
"AgR",
"HC 111 . 412 - AgR",
"RHC 114 . 890",
"HC 127713 AGR / SP",
"HC 109 . 956",
"HC 104 . 045",
"RHC119 . 605 - AgR",
"HC 111 . 412 - AgR",
"RHC 114 . 890",
"HC 127713 AGR / SP Dias Toffoli",
"HC 116 . 827 - MC",
"RHC 116 . 204",
"RHC 115 . 983",
"Vg",
".",
"ARE 795 . 869 - AgR",
"HC 112 . 138",
"HC 120 . 582",
"HC 102 . 077",
"RHC 119 . 815",
"HC 117 . 080",
"HC 127713 AGR / SP",
"HC 116 . 827 - MC",
"RHC 116 . 204",
"RHC 115 . 983",
"Vg",
".",
"ARE 795 . 869 - AgR",
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"HC 117 . 080",
"HC 127713 AGR / SP",
"HC 127713 AGR / SP",
"HC 127713 AGR / SP",
"HC 127713 AGR / SP",
"HABEAS CORPUS 127 . 713",
"HC 109 . 956",
"HC 104 . 045",
"RHC119",
".",
"605",
"-",
"AgR",
"HC 111 . 412 - AgR",
"RHC 114 . 890",
"HC 116 . 827 - MC",
"RHC 115 . 983",
"ARE 795 . 869 - AgR",
"HC 112 . 138",
"HC 120 . 582",
"HC 102 . 077",
"RHC 119 . 815",
"HC 117 . 080",
"HABEAS CORPUS 127 . 713",
"HC 109 . 956",
"HC 104 . 045",
"RHC119",
".",
"605",
"-",
"AgR",
"HC 111 . 412 - AgR",
"RHC 114 . 890",
"HC 116 . 827 - MC",
"RHC 116 . 204",
"RHC 115 . 983",
"ARE 795 . 869 - AgR",
"HC 112 . 138",
"HC 120 . 582",
"HC 102 . 077",
"RHC 119 . 815",
"HC 117 . 080",
"HC 127713 AGR / SP",
"HC 127713 AGR / SP",
"HC 127713 AGR / SP",
"HC 127713 AGR / SP",
"HABEAS CORPUS 127 . 713",
"HABEAS CORPUS 127 . 713",
"HABEAS CORPUS 127 . 713",
"HABEAS CORPUS 127 . 713"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 158 do Código",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 158 do Código Penal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 571 , inciso VIII , do C . P . P .",
"artigo 563 do C . P . P .",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 571 , II , c . c . o artigo 572 , inciso II , do Código de Processo Penal",
"artigo 571 , inciso VIII , do C . P . P",
"artigo 563 do C . P . P .",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 571 , II , c . c . o artigo 572 , inciso II , do Código de Processo Penal",
"artigo 571 , inciso VIII , do C . P . P .",
"artigo 563 do C . P . P .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 571 , II , c . c . o artigo 572 , inciso II , do Código de Processo Penal",
"artigo 571 , inciso VIII , do C . P . P",
"artigo 563 do C . P . P .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 .",
"artigo 557 do Código do Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 do Código do Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
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"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Primeira Turma",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"FERNANDO CARDOSO JUNIOR",
"PEDRO BERETTA",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Luís Roberto Barroso",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"FERNANDO CARDOSO JUNIOR",
"PEDRO BERETTA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Sebastião Reis Júnior",
"ROBERTO BARROSO",
"FERNANDO CARDOSO JUNIOR",
"PEDRO BERETTA",
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"Sebastião Reis Júnior",
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"Rosa Weber",
"Luís Roberto Barroso",
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"Marco Aurélio",
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"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
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"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Luís Roberto Barroso",
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"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
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"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Luís Roberto Barroso",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"FERNANDO CARDOSO JUNIOR",
"PEDRO BERETTA",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"FERNANDO CARDOSO JUNIOR",
"PEDRO BERETTA",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"09",
".",
"2007",
"16",
".",
"01",
".",
"2009",
"17",
".",
"07",
".",
"2013",
"30 de agosto de 2007",
"28 de novembro de 2007",
"07 de maio de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"09",
".",
"2007",
"16",
".",
"01",
".",
"2009",
"17",
".",
"07",
".",
"2013",
"30 de agosto de 2007",
"28 de novembro de 2007",
"07 de maio de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"19",
".",
"09",
".",
"2007",
"16",
".",
"01",
".",
"2009",
"17",
".",
"07",
".",
"2013",
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"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"19",
".",
"09",
".",
"2007",
"16",
".",
"01",
".",
"2009",
"17",
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"07",
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"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de agosto de 2007",
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"07 de maio de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de agosto de 2007",
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"07 de maio de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
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"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:ISIDORO BALAK
ADV.(A/S)
:BRAULIO RENATO MOREIRA
INTDO.(A/S)
:REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:DEPARTAMENTO
ESTADUAL
DE
INFRA-
ESTRUTURA - DEINFRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Ementa:
DIREITO DO TRABALHO E ADMINISTRATIVO.
RECLAMAÇÃO.
TERCEIRIZAÇÃO.
RESPONSABILIDADE
SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO.
1. Na ADC 16, este Tribunal afirmou a tese de que a Administração
Pública não pode ser responsabilizada automaticamente por débitos
trabalhistas de suas contratadas ou conveniadas. Só se admite sua
condenação, em caráter subsidiário, quando o juiz ou tribunal conclua
que a entidade estatal contribuiu para o resultado danoso ao agir ou
omitir-se de forma culposa (in eligendo ou in vigilando).
2. Afronta a autoridade da ADC 16 e da Súmula Vinculante 10
acórdão de órgão fracionário de Tribunal que sustenta a responsabilidade
da Administração em uma presunção de culpa – i.e., que condena o ente
estatal com base no simples inadimplemento da prestadora.
3. Agravo regimental a que se dá provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8548917.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23
Ementa e Acórdão
RCL 16846 AGR / SC
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em dar provimento ao agravo
regimental para julgar procedente a reclamação, nos termos do voto
reajustado do Relator, vencidos os Ministros Luiz Fux e Rosa Weber.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8548917.
Supremo Tribunal Federal
RCL 16846 AGR / SC
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em dar provimento ao agravo
regimental para julgar procedente a reclamação, nos termos do voto
reajustado do Relator, vencidos os Ministros Luiz Fux e Rosa Weber.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8548917.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23
Relatório
18/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:ISIDORO BALAK
ADV.(A/S)
:BRAULIO RENATO MOREIRA
INTDO.(A/S)
:REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:DEPARTAMENTO
ESTADUAL
DE
INFRA-
ESTRUTURA - DEINFRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RELATÓRIO:
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
Trata-se de agravo regimental que ataca decisão
monocrática por mim proferida, cujo teor é o seguinte:
“Ementa: 1.
Decisão reclamada que afirma a
responsabilidade subsidiária da Administração por débitos
trabalhistas de suas contratadas, quando reconhecida a omissão
da contratante na fiscalização da execução do contrato (culpa in
eligendo ou in vigilando). 2. Inexistência de violação à autoridade
da decisão proferida na ADC 16/DF ou à Súmula Vinculante nº
10. 3. Em sede de reclamação, é inviável reexaminar o material
fático-probatório dos autos, a fim de rever a caracterização da
omissão do Poder Público.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533249.
Supremo Tribunal Federal
18/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:ISIDORO BALAK
ADV.(A/S)
:BRAULIO RENATO MOREIRA
INTDO.(A/S)
:REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:DEPARTAMENTO
ESTADUAL
DE
INFRA-
ESTRUTURA - DEINFRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RELATÓRIO:
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
Trata-se de agravo regimental que ataca decisão
monocrática por mim proferida, cujo teor é o seguinte:
“Ementa: 1.
Decisão reclamada que afirma a
responsabilidade subsidiária da Administração por débitos
trabalhistas de suas contratadas, quando reconhecida a omissão
da contratante na fiscalização da execução do contrato (culpa in
eligendo ou in vigilando). 2. Inexistência de violação à autoridade
da decisão proferida na ADC 16/DF ou à Súmula Vinculante nº
10. 3. Em sede de reclamação, é inviável reexaminar o material
fático-probatório dos autos, a fim de rever a caracterização da
omissão do Poder Público.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23
Relatório
RCL 16846 AGR / SC
1.
Trata-se de reclamação, com pedido de liminar,
ajuizada contra acórdão proferido nos autos do processo AgR-
AIRR-141800-29.2008.5.12.0017. Confira-se trecho da ementa do
julgado:
‘Nos termos do item V da Súmula nº 331 do TST,
editado à luz da decisão proferida pelo Supremo Tribunal
Federal na ADC nº 16/DF, nos casos de terceirização de
serviços, os entes integrantes da Administração Pública
direta e indireta responderão subsidiariamente pelas
dívidas trabalhistas das empresas prestadoras, quando
forem negligentes em relação ao dever de fiscalizar o
cumprimento das obrigações contratuais e legais da
contratada. No presente caso, o Tribunal Regional,
soberano na análise do conjunto probatório, registrou que
o ente público não fiscalizou a contento o cumprimento do
contrato com a empresa prestadora. Assim, ao atribuir
responsabilidade subsidiária ao agravante, decidiu em
plena sintonia com o verbete acima mencionado.’
2.
Em síntese, sustenta a parte reclamante que esse
julgado teria afrontado: (i) a decisão proferida por esta Corte na
ADC 16/DF (Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 09.09.2011), que
declarou a validade do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93 (‘A
inadimplência do contratado, com referência aos encargos trabalhistas,
fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a
responsabilidade por seu pagamento, nem poderá onerar o objeto do
contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações,
inclusive perante o Registro de Imóveis’); e (ii) a Súmula Vinculante
nº 10, por ter afastado a aplicação do referido dispositivo legal
sem observância da reserva de plenário (CF/88, art. 97).
3.
Sendo suficiente a documentação trazidas aos
autos, e envolvendo o feito matéria pacificada no Tribunal,
dispenso as informações do órgão reclamado e a manifestação
da Procuradoria-Geral da República.
2
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RCL 16846 AGR / SC
1.
Trata-se de reclamação, com pedido de liminar,
ajuizada contra acórdão proferido nos autos do processo AgR-
AIRR-141800-29.2008.5.12.0017. Confira-se trecho da ementa do
julgado:
‘Nos termos do item V da Súmula nº 331 do TST,
editado à luz da decisão proferida pelo Supremo Tribunal
Federal na ADC nº 16/DF, nos casos de terceirização de
serviços, os entes integrantes da Administração Pública
direta e indireta responderão subsidiariamente pelas
dívidas trabalhistas das empresas prestadoras, quando
forem negligentes em relação ao dever de fiscalizar o
cumprimento das obrigações contratuais e legais da
contratada. No presente caso, o Tribunal Regional,
soberano na análise do conjunto probatório, registrou que
o ente público não fiscalizou a contento o cumprimento do
contrato com a empresa prestadora. Assim, ao atribuir
responsabilidade subsidiária ao agravante, decidiu em
plena sintonia com o verbete acima mencionado.’
2.
Em síntese, sustenta a parte reclamante que esse
julgado teria afrontado: (i) a decisão proferida por esta Corte na
ADC 16/DF (Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 09.09.2011), que
declarou a validade do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93 (‘A
inadimplência do contratado, com referência aos encargos trabalhistas,
fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a
responsabilidade por seu pagamento, nem poderá onerar o objeto do
contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações,
inclusive perante o Registro de Imóveis’); e (ii) a Súmula Vinculante
nº 10, por ter afastado a aplicação do referido dispositivo legal
sem observância da reserva de plenário (CF/88, art. 97).
3.
Sendo suficiente a documentação trazidas aos
autos, e envolvendo o feito matéria pacificada no Tribunal,
dispenso as informações do órgão reclamado e a manifestação
da Procuradoria-Geral da República.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23
Relatório
RCL 16846 AGR / SC
4.
É o relatório. DECIDO.
5.
Examinados os autos, considero que não assiste
razão à parte reclamante. Para melhor compreensão da
controvérsia, veja-se a ementa da ADC 16/DF:
‘RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária.
Contrato com a administração pública. Inadimplência
negocial do outro contraente. Transferência consequente e
automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e
comerciais, resultantes da execução do contrato, à
administração. Impossibilidade jurídica. Consequência
proibida pelo art., 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666/93.
Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta
de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente.
Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71,
§ 1º, da Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a
redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995’.
6.
Como se vê, o Tribunal, de fato, declarou a
validade do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93. Nesse mesmo
julgamento, porém, o Ministro Cezar Peluso (relator) esclareceu
que o dispositivo veda a transferência automática dos encargos
trabalhistas ao contratante, mas ‘isso não significa que eventual
omissão da Administração Pública, na obrigação de fiscalizar as
obrigações do contratado, não gere responsabilidade.’ A mesma linha
foi observada em diversas reclamações ajuizadas sobre o tema,
como se pode ver abaixo:
‘Embargos de declaração na reclamação. Conversão
em agravo regimental. Responsabilidade Subsidiária.
Artigo 71, § 1º, da Lei 8.666/93. Constitucionalidade. ADC
nº 16. Administração Pública. Dever de fiscalização.
responsabilização do ente público nos casos de culpa in
eligendo e de culpa in vigilando. Reexame de matéria fático-
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RCL 16846 AGR / SC
4.
É o relatório. DECIDO.
5.
Examinados os autos, considero que não assiste
razão à parte reclamante. Para melhor compreensão da
controvérsia, veja-se a ementa da ADC 16/DF:
‘RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária.
Contrato com a administração pública. Inadimplência
negocial do outro contraente. Transferência consequente e
automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e
comerciais, resultantes da execução do contrato, à
administração. Impossibilidade jurídica. Consequência
proibida pelo art., 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666/93.
Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta
de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente.
Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71,
§ 1º, da Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a
redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995’.
6.
Como se vê, o Tribunal, de fato, declarou a
validade do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93. Nesse mesmo
julgamento, porém, o Ministro Cezar Peluso (relator) esclareceu
que o dispositivo veda a transferência automática dos encargos
trabalhistas ao contratante, mas ‘isso não significa que eventual
omissão da Administração Pública, na obrigação de fiscalizar as
obrigações do contratado, não gere responsabilidade.’ A mesma linha
foi observada em diversas reclamações ajuizadas sobre o tema,
como se pode ver abaixo:
‘Embargos de declaração na reclamação. Conversão
em agravo regimental. Responsabilidade Subsidiária.
Artigo 71, § 1º, da Lei 8.666/93. Constitucionalidade. ADC
nº 16. Administração Pública. Dever de fiscalização.
responsabilização do ente público nos casos de culpa in
eligendo e de culpa in vigilando. Reexame de matéria fático-
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23
Relatório
RCL 16846 AGR / SC
probatória. Impossibilidade. Agravo regimental a que se
nega provimento. (…) 2. A aplicação do artigo 71, § 1º, da
Lei n. 8.666/93, declarado constitucional pelo Supremo
Tribunal Federal, no julgamento da ADC nº 16, não exime
a entidade da Administração Pública do dever de observar
os princípios constitucionais a ela referentes, entre os
quais os da legalidade e da moralidade administrativa. 3.
As entidades públicas contratantes devem fiscalizar o
cumprimento, por parte das empresas contratadas, das
obrigações trabalhistas referentes aos empregados
vinculados ao contrato celebrado. […] 4. A comprovação
de culpa efetiva da Administração Pública não se revela
cognoscível na estreita via da Reclamação Constitucional,
que não se presta ao reexame de matéria fático-
probatória’. (Rcl 14.151 ED/MG, Rel. Min. Luiz Fux)
‘RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO
À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM
EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF –
INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS
TRABALHISTAS (LEI Nº 8.666/93, ART. 71, § 1º) – ATO
JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO,
NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO
CONFIGURADORA DE CULPA ‘IN VIGILANDO’, ‘IN
ELIGENDO’ OU ‘IN OMITTENDO’ – DEVER LEGAL
DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE
FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS
EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES
TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS
VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI Nº
8.666/93, ART. 67) – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO
POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97)
–
SÚMULA
VINCULANTE
Nº
10/STF
–
INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE
JUÍZO
OSTENSIVO
OU
DISFARÇADO
DE
4
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RCL 16846 AGR / SC
probatória. Impossibilidade. Agravo regimental a que se
nega provimento. (…) 2. A aplicação do artigo 71, § 1º, da
Lei n. 8.666/93, declarado constitucional pelo Supremo
Tribunal Federal, no julgamento da ADC nº 16, não exime
a entidade da Administração Pública do dever de observar
os princípios constitucionais a ela referentes, entre os
quais os da legalidade e da moralidade administrativa. 3.
As entidades públicas contratantes devem fiscalizar o
cumprimento, por parte das empresas contratadas, das
obrigações trabalhistas referentes aos empregados
vinculados ao contrato celebrado. […] 4. A comprovação
de culpa efetiva da Administração Pública não se revela
cognoscível na estreita via da Reclamação Constitucional,
que não se presta ao reexame de matéria fático-
probatória’. (Rcl 14.151 ED/MG, Rel. Min. Luiz Fux)
‘RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO
À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM
EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF –
INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS
TRABALHISTAS (LEI Nº 8.666/93, ART. 71, § 1º) – ATO
JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO,
NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO
CONFIGURADORA DE CULPA ‘IN VIGILANDO’, ‘IN
ELIGENDO’ OU ‘IN OMITTENDO’ – DEVER LEGAL
DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE
FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS
EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES
TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS
VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI Nº
8.666/93, ART. 67) – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO
POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97)
–
SÚMULA
VINCULANTE
Nº
10/STF
–
INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE
JUÍZO
OSTENSIVO
OU
DISFARÇADO
DE
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Relatório
RCL 16846 AGR / SC
INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO
ESTATAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO’. (Rcl 12.580 AgR/SP, Rel. Min. Celso de
Mello)
7.
No caso dos autos, a decisão reclamada
explicitamente assentou a responsabilidade subsidiária do ente
público por culpa in vigilando, partindo da premissa de que a
parte reclamante não teria fiscalizado a atuação de sua
contratada – raciocínio jurídico que não destoa da orientação
deste Tribunal. A única forma de superar a conclusão do
julgado seria pela reabertura do debate fático-probatório
relativo à configuração efetiva da culpa ou da omissão da
Administração, o que é inviável em sede de reclamação (Rcl
3.963 AgR/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 19.10.2007;
Rcl 4.057/BA, Rel. Min. Carlos Britto, DJe 18.05.2007).
8.
Ainda na linha dos precedentes acima, é
igualmente improcedente a alegação de ofensa à Súmula
Vinculante nº 10. Afinal, o órgão reclamado não formulou um
juízo de inconstitucionalidade, ostensivo ou oculto. Em vez
disso, analisou o conjunto fático-probatório e concluiu pela
caracterização de uma omissão do Poder Público.
9.
Dessa forma, com fundamento no art. 38 da Lei nº
8.038/90 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à
reclamação. Com o trânsito em julgado, oficie-se órgão
reclamado, remetendo-lhe cópia da presente decisão.
Publique-se.
Brasília, 18 de dezembro de 2013.
Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO
Relator”
5
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RCL 16846 AGR / SC
INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO
ESTATAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO’. (Rcl 12.580 AgR/SP, Rel. Min. Celso de
Mello)
7.
No caso dos autos, a decisão reclamada
explicitamente assentou a responsabilidade subsidiária do ente
público por culpa in vigilando, partindo da premissa de que a
parte reclamante não teria fiscalizado a atuação de sua
contratada – raciocínio jurídico que não destoa da orientação
deste Tribunal. A única forma de superar a conclusão do
julgado seria pela reabertura do debate fático-probatório
relativo à configuração efetiva da culpa ou da omissão da
Administração, o que é inviável em sede de reclamação (Rcl
3.963 AgR/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 19.10.2007;
Rcl 4.057/BA, Rel. Min. Carlos Britto, DJe 18.05.2007).
8.
Ainda na linha dos precedentes acima, é
igualmente improcedente a alegação de ofensa à Súmula
Vinculante nº 10. Afinal, o órgão reclamado não formulou um
juízo de inconstitucionalidade, ostensivo ou oculto. Em vez
disso, analisou o conjunto fático-probatório e concluiu pela
caracterização de uma omissão do Poder Público.
9.
Dessa forma, com fundamento no art. 38 da Lei nº
8.038/90 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à
reclamação. Com o trânsito em julgado, oficie-se órgão
reclamado, remetendo-lhe cópia da presente decisão.
Publique-se.
Brasília, 18 de dezembro de 2013.
Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO
Relator”
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23
Relatório
RCL 16846 AGR / SC
2.
Alega o reclamante que: (i) o reconhecimento da
responsabilidade subsidiária deu-se de forma presumida, com base na
redação original da Súmula 331/TST; (ii) que a Justiça do Trabalho deixou
de discorrer de forma analítica sobre as condutas dos agentes públicos; e
(iii) foi afastada a incidência do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/1993 sem a
declaração de inconstitucionalidade da norma, em violação à Súmula
Vinculante 10 e à decisão proferida por esta Corte na ADC 16.
3.
A autoridade reclamada prestou informações. O parecer
ministerial é pelo desprovimento do agravo regimental.
4.
É o relatório.
6
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RCL 16846 AGR / SC
2.
Alega o reclamante que: (i) o reconhecimento da
responsabilidade subsidiária deu-se de forma presumida, com base na
redação original da Súmula 331/TST; (ii) que a Justiça do Trabalho deixou
de discorrer de forma analítica sobre as condutas dos agentes públicos; e
(iii) foi afastada a incidência do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/1993 sem a
declaração de inconstitucionalidade da norma, em violação à Súmula
Vinculante 10 e à decisão proferida por esta Corte na ADC 16.
3.
A autoridade reclamada prestou informações. O parecer
ministerial é pelo desprovimento do agravo regimental.
4.
É o relatório.
6
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
18/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
VOTO:
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
Ao reler atentamente a decisão reclamada, entendo que
assiste razão à parte ora recorrente. Veja-se ementa da ADC 16:
“RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária.
Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial
do outro contraente. Transferência consequente e automática
dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes
da execução do contrato, à administração. Impossibilidade
jurídica. Consequência proibida pelo art., 71, § 1º, da Lei federal
nº 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma.
Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido,
procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no
art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com
a redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995”.
2.
Como se vê, o Tribunal, de fato, declarou a validade do art.
71, § 1º, da Lei nº 8.666/1993. Nesse mesmo julgamento, porém, o Min.
Cezar Peluso (relator) esclareceu que o dispositivo veda a transferência
automática dos encargos trabalhistas ao contratante, mas “isso não
significa que eventual omissão da Administração Pública, na obrigação de
fiscalizar as obrigações do contratado, não gere responsabilidade”. Ou seja: a
autoridade da decisão será afrontada quando se afirmar que o mero
inadimplemento do prestador de serviços conduziria à responsabilização
da entidade estatal. Essa conclusão só se inverterá se, a partir das provas
dos autos ou das regras de distribuição do ônus probatório, o juiz ou
tribunal competente concluir que a Administração agiu ou omitiu-se de
forma culposa na seleção de sua contratada/conveniada ou na fiscalização
de suas atividades. Nesse sentido: Rcl 14.151 ED, Rel. Min. Luiz Fux; Rcl
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
18/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
VOTO:
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
Ao reler atentamente a decisão reclamada, entendo que
assiste razão à parte ora recorrente. Veja-se ementa da ADC 16:
“RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária.
Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial
do outro contraente. Transferência consequente e automática
dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes
da execução do contrato, à administração. Impossibilidade
jurídica. Consequência proibida pelo art., 71, § 1º, da Lei federal
nº 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma.
Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido,
procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no
art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com
a redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995”.
2.
Como se vê, o Tribunal, de fato, declarou a validade do art.
71, § 1º, da Lei nº 8.666/1993. Nesse mesmo julgamento, porém, o Min.
Cezar Peluso (relator) esclareceu que o dispositivo veda a transferência
automática dos encargos trabalhistas ao contratante, mas “isso não
significa que eventual omissão da Administração Pública, na obrigação de
fiscalizar as obrigações do contratado, não gere responsabilidade”. Ou seja: a
autoridade da decisão será afrontada quando se afirmar que o mero
inadimplemento do prestador de serviços conduziria à responsabilização
da entidade estatal. Essa conclusão só se inverterá se, a partir das provas
dos autos ou das regras de distribuição do ônus probatório, o juiz ou
tribunal competente concluir que a Administração agiu ou omitiu-se de
forma culposa na seleção de sua contratada/conveniada ou na fiscalização
de suas atividades. Nesse sentido: Rcl 14.151 ED, Rel. Min. Luiz Fux; Rcl
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RCL 16846 AGR / SC
12.580 AgR, Rel. Min. Celso de Mello.
3.
No caso, o acórdão reclamado, prolatado pela 7ª Turma do
Tribunal Superior do Trabalho, tem a seguinte passagem:
“Em que pese o artigo 71 da Lei nº 8.666/93 prever a
ausência de responsabilidade da Administração Pública pelo
pagamento dos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e
comerciais, resultantes da execução do contrato, a eficácia de
tal dispositivo não é absoluta, porquanto se encontra em
escala valorativa hierarquicamente inferior aos princípios
constitucionais que tutelam o trabalho humano.”
4.
O trecho acima transcrito revela inconformismo da
autoridade reclamada com a decisão proferida na ADC 16, pois afastou,
por razões constitucionais, a aplicação de dispositivo considerado válido
por esta Corte, em decisão dotada de efeitos vinculantes. E fez isso sem
observar a reserva de plenário, em afronta à Súmula Vinculante 10.
5.
Nesse contexto, a invocação da teoria da carga dinâmica
da prova, em outro trecho da decisão, até poderia, em tese, constituir
fundamento autônomo e suficiente para a manutenção do acórdão
reclamada, tal como identifiquei na decisão monocrática ora recorrida.
Porém, a releitura do ato impugnado permite constatar que o argumento
foi utilizado de forma genérica, sem a indicação concreta dos elementos
que teriam levado à conclusão da ausência de fiscalização do contrato.
6.
A propósito, o acórdão do TST limitou-se a afirmar que “o
Tribunal Regional, soberano na análise do conjunto probatório, registrou que o
ente público não fiscalizou a contento o cumprimento das obrigações trabalhistas
da empresa prestadora”. O TRT da 12ª Região, por sua vez, e tal como já
ocorrera no julgamento de primeira instância, concluiu pela
responsabilidade subsidiária do ora recorrente sem nenhuma análise do
conjunto probatório. Ao contrário, chegou a tal resultado a partir de
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16846 AGR / SC
12.580 AgR, Rel. Min. Celso de Mello.
3.
No caso, o acórdão reclamado, prolatado pela 7ª Turma do
Tribunal Superior do Trabalho, tem a seguinte passagem:
“Em que pese o artigo 71 da Lei nº 8.666/93 prever a
ausência de responsabilidade da Administração Pública pelo
pagamento dos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e
comerciais, resultantes da execução do contrato, a eficácia de
tal dispositivo não é absoluta, porquanto se encontra em
escala valorativa hierarquicamente inferior aos princípios
constitucionais que tutelam o trabalho humano.”
4.
O trecho acima transcrito revela inconformismo da
autoridade reclamada com a decisão proferida na ADC 16, pois afastou,
por razões constitucionais, a aplicação de dispositivo considerado válido
por esta Corte, em decisão dotada de efeitos vinculantes. E fez isso sem
observar a reserva de plenário, em afronta à Súmula Vinculante 10.
5.
Nesse contexto, a invocação da teoria da carga dinâmica
da prova, em outro trecho da decisão, até poderia, em tese, constituir
fundamento autônomo e suficiente para a manutenção do acórdão
reclamada, tal como identifiquei na decisão monocrática ora recorrida.
Porém, a releitura do ato impugnado permite constatar que o argumento
foi utilizado de forma genérica, sem a indicação concreta dos elementos
que teriam levado à conclusão da ausência de fiscalização do contrato.
6.
A propósito, o acórdão do TST limitou-se a afirmar que “o
Tribunal Regional, soberano na análise do conjunto probatório, registrou que o
ente público não fiscalizou a contento o cumprimento das obrigações trabalhistas
da empresa prestadora”. O TRT da 12ª Região, por sua vez, e tal como já
ocorrera no julgamento de primeira instância, concluiu pela
responsabilidade subsidiária do ora recorrente sem nenhuma análise do
conjunto probatório. Ao contrário, chegou a tal resultado a partir de
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RCL 16846 AGR / SC
afirmações genéricas, não referenciadas à realidade dos autos, tais como a
de que “a responsabilidade subsidiária do contratante tem como substrato a
teoria da culpa in vigilando, que está associada à concepção de inobservância
pelo tomador do dever de zelar pela incolumidade dos direitos trabalhistas dos
empregados da empresa interposta que lhe prestam serviço”, ou, ainda, de que
“os entes públicos, ao contratarem terceiros, devem ter a cautela de contratar os
serviços de empresa idônea”.
7.
A essas afirmações genéricas foram agregadas premissas
jurídicas incompatíveis com a decisão desta Corte na ADC 16, tais como a
de que o simples “não adimplemento das obrigações trabalhistas por parte do
empregador implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços pelo
seu cumprimento”, ou ainda a invocação do art. 37, § 6º, da Constituição,
que prevê hipótese de responsabilidade civil objetiva do Estado,
inaplicável à hipótese, por independer de juízo de culpa.
8.
Portanto, a decisão reclamada assentou a responsabilidade
da parte reclamante exclusivamente no inadimplemento de sua
contratada. Com efeito, a aplicação das teorias da culpa in vigilando e in
eligendo, ocorreu de forma bastante genérica, resultado, em verdade, na
transferência automática de responsabilidade ao ente público, devido ao
mero inadimplemento das obrigações trabalhistas.
9.
Com efeito, o ato reclamado imputa à Administração uma
fiscalização inefetiva apenas porque danos teriam sido produzidos. A
leitura do ato impugnado revela que a decisão não se baseou em provas
ou na falta delas, e sim na premissa de que o simples inadimplemento é
suficiente para transferir ao ente público o ônus que cabia à contratada.
Esse raciocínio é incompatível com a decisão proferida na ADC 16.
10.
Diante do exposto, dou provimento ao agravo regimental
para cassar o acórdão reclamado, determinando que outro seja proferido
à luz do decidido na ADC 16 e do previsto na Súmula Vinculante 10. Esta
3
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RCL 16846 AGR / SC
afirmações genéricas, não referenciadas à realidade dos autos, tais como a
de que “a responsabilidade subsidiária do contratante tem como substrato a
teoria da culpa in vigilando, que está associada à concepção de inobservância
pelo tomador do dever de zelar pela incolumidade dos direitos trabalhistas dos
empregados da empresa interposta que lhe prestam serviço”, ou, ainda, de que
“os entes públicos, ao contratarem terceiros, devem ter a cautela de contratar os
serviços de empresa idônea”.
7.
A essas afirmações genéricas foram agregadas premissas
jurídicas incompatíveis com a decisão desta Corte na ADC 16, tais como a
de que o simples “não adimplemento das obrigações trabalhistas por parte do
empregador implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços pelo
seu cumprimento”, ou ainda a invocação do art. 37, § 6º, da Constituição,
que prevê hipótese de responsabilidade civil objetiva do Estado,
inaplicável à hipótese, por independer de juízo de culpa.
8.
Portanto, a decisão reclamada assentou a responsabilidade
da parte reclamante exclusivamente no inadimplemento de sua
contratada. Com efeito, a aplicação das teorias da culpa in vigilando e in
eligendo, ocorreu de forma bastante genérica, resultado, em verdade, na
transferência automática de responsabilidade ao ente público, devido ao
mero inadimplemento das obrigações trabalhistas.
9.
Com efeito, o ato reclamado imputa à Administração uma
fiscalização inefetiva apenas porque danos teriam sido produzidos. A
leitura do ato impugnado revela que a decisão não se baseou em provas
ou na falta delas, e sim na premissa de que o simples inadimplemento é
suficiente para transferir ao ente público o ônus que cabia à contratada.
Esse raciocínio é incompatível com a decisão proferida na ADC 16.
10.
Diante do exposto, dou provimento ao agravo regimental
para cassar o acórdão reclamado, determinando que outro seja proferido
à luz do decidido na ADC 16 e do previsto na Súmula Vinculante 10. Esta
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RCL 16846 AGR / SC
decisão alcança apenas a condenação da parte reclamante, não afetando a
responsabilidade de terceiros.
11.
É como voto.
4
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decisão alcança apenas a condenação da parte reclamante, não afetando a
responsabilidade de terceiros.
11.
É como voto.
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Extrato de Ata - 18/11/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : ISIDORO BALAK
ADV.(A/S) : BRAULIO RENATO MOREIRA
INTDO.(A/S) : REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA-ESTRUTURA - DEINFRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Roberto Barroso,
relator, que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista
do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli, que presidiu este
julgamento. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco
Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 18.11.2014.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto
Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco
Aurélio, Presidente.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : ISIDORO BALAK
ADV.(A/S) : BRAULIO RENATO MOREIRA
INTDO.(A/S) : REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA-ESTRUTURA - DEINFRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Roberto Barroso,
relator, que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista
do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli, que presidiu este
julgamento. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco
Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 18.11.2014.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto
Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco
Aurélio, Presidente.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23
Voto Vista
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
VOTO – VISTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Cuida-se de agravo regimental na reclamação ajuizada pelo Estado
de Santa Catarina em face do Tribunal Superior do Trabalho, cuja decisão
teria afrontado a autoridade desta Suprema Corte e a eficácia do que
decidido na ADC nº 16/DF.
Na origem, cuida-se de reclamação trabalhista ajuizada por Isidoro
Balak em face de Reis Engenharia de Obras Ltda, Construtora Santa
Catarina Ltda., Departamento Estadual de Infraestrutura (DEINFRA) e
Estado de Santa Catarina, com o objetivo de receber diversas verbas
trabalhistas inadimplidas por sua empregadora.
Julgou-se procedente o pedido de responsabilidade subsidiária do
Estado de Santa Catarina para o pagamento das referidas verbas, uma
vez que se omitiu no exercício do poder-dever de fiscalizar o
cumprimento do acordo pela empresa contratada, atuando com culpa in
vigilando na condução do contrato.
Argumenta que o TST, julgando agravo do despacho denegatório de
recurso de revista confirmou a condenação subsidiária do Poder Público
com fundamento em culpa in vigilando depreendida do inadimplemento
de verbas devidas pela prestadora de serviço, por não ter o Poder Público
se desincumbido do ônus de provar a efetiva fiscalização do contrato, o
que vai de encontro ao que decidido pelo STF na ADC nº 16/DF.
O Ministro Relator negou seguimento à reclamação, assentando a
inexistência de violação à autoridade da decisão proferida na ADC 16/DF
ou à Súmula Vinculante nº 10.
O reclamante interpôs agravo regimental alegando que foram
afastadas as disposições do art. 71 da Lei 8666/93 sem a devida apreciação
concreta da responsabilidade subsidiária do Estado de Santa Catarina.
Defende que “[a] análise pela justiça do trabalho não pode ser aparente,
deve ser concreta”.
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
VOTO – VISTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Cuida-se de agravo regimental na reclamação ajuizada pelo Estado
de Santa Catarina em face do Tribunal Superior do Trabalho, cuja decisão
teria afrontado a autoridade desta Suprema Corte e a eficácia do que
decidido na ADC nº 16/DF.
Na origem, cuida-se de reclamação trabalhista ajuizada por Isidoro
Balak em face de Reis Engenharia de Obras Ltda, Construtora Santa
Catarina Ltda., Departamento Estadual de Infraestrutura (DEINFRA) e
Estado de Santa Catarina, com o objetivo de receber diversas verbas
trabalhistas inadimplidas por sua empregadora.
Julgou-se procedente o pedido de responsabilidade subsidiária do
Estado de Santa Catarina para o pagamento das referidas verbas, uma
vez que se omitiu no exercício do poder-dever de fiscalizar o
cumprimento do acordo pela empresa contratada, atuando com culpa in
vigilando na condução do contrato.
Argumenta que o TST, julgando agravo do despacho denegatório de
recurso de revista confirmou a condenação subsidiária do Poder Público
com fundamento em culpa in vigilando depreendida do inadimplemento
de verbas devidas pela prestadora de serviço, por não ter o Poder Público
se desincumbido do ônus de provar a efetiva fiscalização do contrato, o
que vai de encontro ao que decidido pelo STF na ADC nº 16/DF.
O Ministro Relator negou seguimento à reclamação, assentando a
inexistência de violação à autoridade da decisão proferida na ADC 16/DF
ou à Súmula Vinculante nº 10.
O reclamante interpôs agravo regimental alegando que foram
afastadas as disposições do art. 71 da Lei 8666/93 sem a devida apreciação
concreta da responsabilidade subsidiária do Estado de Santa Catarina.
Defende que “[a] análise pela justiça do trabalho não pode ser aparente,
deve ser concreta”.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23
Voto Vista
RCL 16846 AGR / SC
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não
provimento do agravo regimental, em parecer assim ementado:
“RECLAMAÇÃO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO
PODER PÚBLICO POR DÉBITOS TRABALHISTAS. CULPA IN
VIGILANDO. NÃO CONFIGURADA OFENSA À DECISÃO
PROFERIDA
NA
AÇÃO
DECLARATÓRIA
DE
CONSTITUCIONALIDADE 16 E AO ENUNCIADO DA
SÚMULA VINCULANTE/STF 10. DECISÃO QUE NEGOU
SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL.
Parecer pelo não provimento do agravo regimental.”
Iniciado o julgamento na sessão plenária do dia 18/11/14, o Ministro
Relator, Roberto Barroso, apresentou seu voto, negando provimento ao
agravo, reforçando os motivos que justificaram sua decisão monocrática.
Pedi vista dos autos para melhor analisar a demanda.
É o breve relatório.
Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar
a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102,
inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação
das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88).
Aponta-se como desrespeitada a eficácia da decisão proferida na
ADC nº 16/DF, proferida no sentido de se declarar a constitucionalidade
do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93, que assim dispõe:
“A inadimplência do contratado, com referência aos
encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à
Administração Pública a responsabilidade por seu
pagamento, nem poderá onerar o objeto do contrato ou
restringir a regularização e o uso das obras e edificações,
inclusive perante o Registro de Imóveis” (grifei).
Ao decidir a ADC nº 16/DF, a Corte ponderou sobre a possibilidade
de o poder público ser condenado ao pagamento de verbas decorrentes
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RCL 16846 AGR / SC
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não
provimento do agravo regimental, em parecer assim ementado:
“RECLAMAÇÃO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO
PODER PÚBLICO POR DÉBITOS TRABALHISTAS. CULPA IN
VIGILANDO. NÃO CONFIGURADA OFENSA À DECISÃO
PROFERIDA
NA
AÇÃO
DECLARATÓRIA
DE
CONSTITUCIONALIDADE 16 E AO ENUNCIADO DA
SÚMULA VINCULANTE/STF 10. DECISÃO QUE NEGOU
SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL.
Parecer pelo não provimento do agravo regimental.”
Iniciado o julgamento na sessão plenária do dia 18/11/14, o Ministro
Relator, Roberto Barroso, apresentou seu voto, negando provimento ao
agravo, reforçando os motivos que justificaram sua decisão monocrática.
Pedi vista dos autos para melhor analisar a demanda.
É o breve relatório.
Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar
a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102,
inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação
das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88).
Aponta-se como desrespeitada a eficácia da decisão proferida na
ADC nº 16/DF, proferida no sentido de se declarar a constitucionalidade
do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93, que assim dispõe:
“A inadimplência do contratado, com referência aos
encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à
Administração Pública a responsabilidade por seu
pagamento, nem poderá onerar o objeto do contrato ou
restringir a regularização e o uso das obras e edificações,
inclusive perante o Registro de Imóveis” (grifei).
Ao decidir a ADC nº 16/DF, a Corte ponderou sobre a possibilidade
de o poder público ser condenado ao pagamento de verbas decorrentes
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23
Voto Vista
RCL 16846 AGR / SC
da prestação do serviço ao trabalhador quando demonstrado, no caso
concreto, o descumprimento de obrigações do contrato pela
Administração Pública aptas a interferir no resultado danoso
experimentado pelo trabalhador.
Não se descuidou, entretanto, das premissas de que i) a
Administração Pública é responsável por remunerar a empresa
contratada pelo cumprimento do objeto licitado e ii) o vínculo
empregatício estabelece-se com a empresa prestadora de serviço a que
adjudicado o objeto, a qual, por essa razão, detém a obrigação de
adimplir as obrigações do contrato de trabalho perante o empregado,
entre elas a contraprestação pecuniária pelo serviço prestado.
Dessa perspectiva, ficou assente a necessidade de se analisar, com
fundamento nas provas do caso concreto, condutas da Administração
Pública, positivas ou negativas, e o nexo de causalidade entre essa
conduta, o direito pleiteado e o resultado apurado a fim de se concluir se
e em que medida o ato do poder público deu causa ao resultado
desfavorável ao trabalhador.
A decisão objeto da presente reclamação foi proferida no sentido do
reconhecimento da responsabilidade subsidiária da entidade pública,
pois ela não se desincumbiu do ônus de comprovar o desempenho da
função fiscalizatória sobre a empresa prestadora de serviço.
In casu, não se expõe omissão da Administração Pública em ato de
sua responsabilidade capaz de gerar o inadimplemento de verba
trabalhista pleiteada pelo trabalhador.
Na decisão reclamada, a conclusão pela culpa in vigilando e pela
responsabilidade do Poder Público deriva do inadimplemento de
obrigação imputada à empresa prestadora de serviço, entendimento já
adotado pela Justiça do Trabalho no julgamento da ADC nº 16/DF, o qual
motivou esta Suprema Corte a concluir pelo atendimento do requisito do
inciso III do art. 14 da Lei nº 9.868/99 e a conhecer da ação paradigma
para afirmar a constitucionalidade do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93.
A adoção, em sentença ou acórdão, de fundamentos dotados de
caráter de generalidade evidenciam a postura da Justiça do Trabalho em
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RCL 16846 AGR / SC
da prestação do serviço ao trabalhador quando demonstrado, no caso
concreto, o descumprimento de obrigações do contrato pela
Administração Pública aptas a interferir no resultado danoso
experimentado pelo trabalhador.
Não se descuidou, entretanto, das premissas de que i) a
Administração Pública é responsável por remunerar a empresa
contratada pelo cumprimento do objeto licitado e ii) o vínculo
empregatício estabelece-se com a empresa prestadora de serviço a que
adjudicado o objeto, a qual, por essa razão, detém a obrigação de
adimplir as obrigações do contrato de trabalho perante o empregado,
entre elas a contraprestação pecuniária pelo serviço prestado.
Dessa perspectiva, ficou assente a necessidade de se analisar, com
fundamento nas provas do caso concreto, condutas da Administração
Pública, positivas ou negativas, e o nexo de causalidade entre essa
conduta, o direito pleiteado e o resultado apurado a fim de se concluir se
e em que medida o ato do poder público deu causa ao resultado
desfavorável ao trabalhador.
A decisão objeto da presente reclamação foi proferida no sentido do
reconhecimento da responsabilidade subsidiária da entidade pública,
pois ela não se desincumbiu do ônus de comprovar o desempenho da
função fiscalizatória sobre a empresa prestadora de serviço.
In casu, não se expõe omissão da Administração Pública em ato de
sua responsabilidade capaz de gerar o inadimplemento de verba
trabalhista pleiteada pelo trabalhador.
Na decisão reclamada, a conclusão pela culpa in vigilando e pela
responsabilidade do Poder Público deriva do inadimplemento de
obrigação imputada à empresa prestadora de serviço, entendimento já
adotado pela Justiça do Trabalho no julgamento da ADC nº 16/DF, o qual
motivou esta Suprema Corte a concluir pelo atendimento do requisito do
inciso III do art. 14 da Lei nº 9.868/99 e a conhecer da ação paradigma
para afirmar a constitucionalidade do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93.
A adoção, em sentença ou acórdão, de fundamentos dotados de
caráter de generalidade evidenciam a postura da Justiça do Trabalho em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23
Voto Vista
RCL 16846 AGR / SC
persistir em entendimento cujo resultado essa Suprema Corte pretendeu
afastar com o julgamento da ação paradigma.
Somente nos casos em que se lograr comprovar terem sido os atos
administrativos praticados em desconformidade com a lei e aptos à
interferir no direito pleiteado pelo trabalhador poderá o Poder Público
ser responsabilizado, no limite de sua culpa, por verbas trabalhistas
devidas a empregado contratado por empresa submetida a processo
licitatório, o que não ocorreu no caso sob exame.
Ante o exposto, voto pelo provimento do agravo regimental e pela
procedência da reclamação.
É como voto.
4
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persistir em entendimento cujo resultado essa Suprema Corte pretendeu
afastar com o julgamento da ação paradigma.
Somente nos casos em que se lograr comprovar terem sido os atos
administrativos praticados em desconformidade com a lei e aptos à
interferir no direito pleiteado pelo trabalhador poderá o Poder Público
ser responsabilizado, no limite de sua culpa, por verbas trabalhistas
devidas a empregado contratado por empresa submetida a processo
licitatório, o que não ocorreu no caso sob exame.
Ante o exposto, voto pelo provimento do agravo regimental e pela
procedência da reclamação.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23
Retificação de Voto
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
RETIFICAÇÃO DE VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
- Presidente, na condição de Relator, gostaria de usar a palavra um
minutinho, mas, na verdade, venho aguardando a uma repercussão geral
para discutir essa questão.
De quando proferi essa decisão para cá, eu tenho tornado mais
rígidos os meus critérios em relação à aferição das decisões que vêm do
TST.
E, neste caso concreto, diante do pedido de vista do Ministro Toffoli,
eu fui olhar, e a decisão do TST diz o seguinte:
"Em que pese o artigo 71 da Lei nº 8.666/93 prever a ausência de
responsabilidade da Administração Pública pelo pagamento dos encargos
trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais, resultantes da execução
do contrato, a eficácia de tal dispositivo não é absoluta, porquanto se
encontra em escala valorativa hierarquicamente inferior aos princípios
constitucionais que tutelam o trabalho humano."
De modo que, aqui, a decisão é em tese mesmo, é um inconformismo
com a posição assumida pelo Supremo.
De modo que eu vou reajustar o meu voto neste caso concreto e,
para ser franco, eu tenho achado, Ministro Fux, cada vez mais difícil fazer
essa distinção de se houve ou não elementos de fato e falha na vigilância
do cumprimento contratual, porque eu acho que culpa in eligendo, neste
caso, não se aplicaria em razão da licitação.
De modo, Presidente, que eu estou reajustando o meu voto para
realinhá-lo com a posição que tenho adotado e que corresponde a essa
que foi manifestada pelo Ministro Dias Toffoli.
Portanto, eu estou dando provimento ao agravo regimental, para
entender que a responsabilização subsidiária da Administração ocorreu
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
RETIFICAÇÃO DE VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
- Presidente, na condição de Relator, gostaria de usar a palavra um
minutinho, mas, na verdade, venho aguardando a uma repercussão geral
para discutir essa questão.
De quando proferi essa decisão para cá, eu tenho tornado mais
rígidos os meus critérios em relação à aferição das decisões que vêm do
TST.
E, neste caso concreto, diante do pedido de vista do Ministro Toffoli,
eu fui olhar, e a decisão do TST diz o seguinte:
"Em que pese o artigo 71 da Lei nº 8.666/93 prever a ausência de
responsabilidade da Administração Pública pelo pagamento dos encargos
trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais, resultantes da execução
do contrato, a eficácia de tal dispositivo não é absoluta, porquanto se
encontra em escala valorativa hierarquicamente inferior aos princípios
constitucionais que tutelam o trabalho humano."
De modo que, aqui, a decisão é em tese mesmo, é um inconformismo
com a posição assumida pelo Supremo.
De modo que eu vou reajustar o meu voto neste caso concreto e,
para ser franco, eu tenho achado, Ministro Fux, cada vez mais difícil fazer
essa distinção de se houve ou não elementos de fato e falha na vigilância
do cumprimento contratual, porque eu acho que culpa in eligendo, neste
caso, não se aplicaria em razão da licitação.
De modo, Presidente, que eu estou reajustando o meu voto para
realinhá-lo com a posição que tenho adotado e que corresponde a essa
que foi manifestada pelo Ministro Dias Toffoli.
Portanto, eu estou dando provimento ao agravo regimental, para
entender que a responsabilização subsidiária da Administração ocorreu
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Retificação de Voto
RCL 16846 AGR / SC
sem demonstração da culpa da Administração.
****************
2
Supremo Tribunal Federal
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RCL 16846 AGR / SC
sem demonstração da culpa da Administração.
****************
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Voto - MIN. LUIZ FUX
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhora Presidente, eu vou
pedir vênia para insistir nessa questão, porque, subjacentemente, há um
quadro de profunda injustiça em relação ao trabalhador, porque - o que
ocorre? - o Estado licita e concede a prestação de serviço a uma empresa,
muito bem. O empregado presta o serviço; o Estado lava as mãos e não
paga; e a concessionária vai e lava as mãos e não paga também. Então o
empregado...
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
O Estado pagou.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Aqui, pagou?
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Pagou a empresa contratada.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Neste caso, o Estado não
pagou; o Estado pagou a empresa; não pagou o salário do empregado;
quer dizer, pior ainda, a empresa ficou com o dinheiro, não pagou o
empregado, o empregado fica a ver navios.
Nesse particular, a sede da reclamação não nos permite essa
cognição fático-probatória de avaliar isso. Quem cabe avaliar isso é o TST.
Quer dizer, eu não posso julgar uma reclamação, com processo objetivo,
analisando fatos e provas. Eu tenho que me basear no que o TST concluiu.
Se o TST concluiu que há responsabilidade porque o Estado não, vamos
dizer, fiscalizou o cumprimento das obrigações contratuais, que é uma da
cláusulas obrigatórias, daí ter surgido essa responsabilidade subsidiária
na Lei de Licitações, alguém tem que suportar esse ônus. O empregado é
que não pode ficar sem receber.
De sorte que eu peço vênia, vou manter ainda o meu
posicionamento, porque, com a devida vênia, eu tenho uma visão que me
levaria a concluir que uma posição diversa minha seria paternalista em
relação à irresponsabilidade do Estado.
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhora Presidente, eu vou
pedir vênia para insistir nessa questão, porque, subjacentemente, há um
quadro de profunda injustiça em relação ao trabalhador, porque - o que
ocorre? - o Estado licita e concede a prestação de serviço a uma empresa,
muito bem. O empregado presta o serviço; o Estado lava as mãos e não
paga; e a concessionária vai e lava as mãos e não paga também. Então o
empregado...
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
O Estado pagou.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Aqui, pagou?
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Pagou a empresa contratada.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Neste caso, o Estado não
pagou; o Estado pagou a empresa; não pagou o salário do empregado;
quer dizer, pior ainda, a empresa ficou com o dinheiro, não pagou o
empregado, o empregado fica a ver navios.
Nesse particular, a sede da reclamação não nos permite essa
cognição fático-probatória de avaliar isso. Quem cabe avaliar isso é o TST.
Quer dizer, eu não posso julgar uma reclamação, com processo objetivo,
analisando fatos e provas. Eu tenho que me basear no que o TST concluiu.
Se o TST concluiu que há responsabilidade porque o Estado não, vamos
dizer, fiscalizou o cumprimento das obrigações contratuais, que é uma da
cláusulas obrigatórias, daí ter surgido essa responsabilidade subsidiária
na Lei de Licitações, alguém tem que suportar esse ônus. O empregado é
que não pode ficar sem receber.
De sorte que eu peço vênia, vou manter ainda o meu
posicionamento, porque, com a devida vênia, eu tenho uma visão que me
levaria a concluir que uma posição diversa minha seria paternalista em
relação à irresponsabilidade do Estado.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, sem fato,
não há julgamento. Na reclamação, é preciso considerar certa moldura. E
essa moldura, como ressaltado pelo ministro Dias Toffoli, já agora com o
endosso do ministro Luís Roberto Barroso, ficou bem clara. Disse-se do
afastamento da norma legal que exclui a responsabilidade da tomadora
dos serviços, da Administração Pública, tendo em conta princípios gerais
alusivos ao Direito do Trabalho.
Realmente, não foi aceita pela Justiça do Trabalho a decisão na
Declaratória nº 16. Tanto é assim que, a partir do pronunciamento, o
Tribunal Superior do Trabalho passou a apontar, de forma linear, que não
teria havido a fiscalização pela tomadora dos serviços, chegando mesmo
– e houve um ato falho porque desconheceu-se que a escolha da empresa
terceirizada não é a dedo, mas mediante licitação – a cogitar da culpa na
escolha da empresa.
Acompanho o Relator no voto proferido.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, sem fato,
não há julgamento. Na reclamação, é preciso considerar certa moldura. E
essa moldura, como ressaltado pelo ministro Dias Toffoli, já agora com o
endosso do ministro Luís Roberto Barroso, ficou bem clara. Disse-se do
afastamento da norma legal que exclui a responsabilidade da tomadora
dos serviços, da Administração Pública, tendo em conta princípios gerais
alusivos ao Direito do Trabalho.
Realmente, não foi aceita pela Justiça do Trabalho a decisão na
Declaratória nº 16. Tanto é assim que, a partir do pronunciamento, o
Tribunal Superior do Trabalho passou a apontar, de forma linear, que não
teria havido a fiscalização pela tomadora dos serviços, chegando mesmo
– e houve um ato falho porque desconheceu-se que a escolha da empresa
terceirizada não é a dedo, mas mediante licitação – a cogitar da culpa na
escolha da empresa.
Acompanho o Relator no voto proferido.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Eu
peço vênia ao Relator, agora no reajuste do voto de Sua Excelência, ao
Ministro Dias Toffoli e ao Ministro Marco Aurélio para acompanhar a
divergência aberta pelo Ministro Luiz Fux.
Entendo eu - na minha leitura - que este Supremo Tribunal Federal,
ao julgamento da ADC 16, declarou a constitucionalidade do artigo 71 da
Lei 8.666. Isso o que fez. E a decisão reclamada, pelo que ouvi da leitura
do Ministro Luís Roberto, diz que, de fato, esse dispositivo contém a
previsão da não responsabilidade, mas que entende prevalecentes
princípios constitucionais. Foi o que eu ouvi.
Então, com todo respeito, emprestando à reclamação um âmbito
mais restrito, como faz o Ministro Luiz Fux, entendendo que o tema há de
ser solucionado lá na ação onde apurada a responsabilidade do ente
público, e não no âmbito da reclamação, fico com a divergência.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Eu
peço vênia ao Relator, agora no reajuste do voto de Sua Excelência, ao
Ministro Dias Toffoli e ao Ministro Marco Aurélio para acompanhar a
divergência aberta pelo Ministro Luiz Fux.
Entendo eu - na minha leitura - que este Supremo Tribunal Federal,
ao julgamento da ADC 16, declarou a constitucionalidade do artigo 71 da
Lei 8.666. Isso o que fez. E a decisão reclamada, pelo que ouvi da leitura
do Ministro Luís Roberto, diz que, de fato, esse dispositivo contém a
previsão da não responsabilidade, mas que entende prevalecentes
princípios constitucionais. Foi o que eu ouvi.
Então, com todo respeito, emprestando à reclamação um âmbito
mais restrito, como faz o Ministro Luiz Fux, entendendo que o tema há de
ser solucionado lá na ação onde apurada a responsabilidade do ente
público, e não no âmbito da reclamação, fico com a divergência.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : ISIDORO BALAK
ADV.(A/S) : BRAULIO RENATO MOREIRA
INTDO.(A/S) : REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA-ESTRUTURA - DEINFRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Roberto Barroso,
relator, que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista
do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli, que presidiu este
julgamento. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco
Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 18.11.2014.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma deu provimento ao
agravo regimental para julgar procedente a reclamação, nos termos
do voto reajustado do Relator, vencidos os Senhores Ministros Luiz
Fux e Rosa Weber, Presidente. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : ISIDORO BALAK
ADV.(A/S) : BRAULIO RENATO MOREIRA
INTDO.(A/S) : REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA-ESTRUTURA - DEINFRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Roberto Barroso,
relator, que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista
do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli, que presidiu este
julgamento. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco
Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 18.11.2014.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma deu provimento ao
agravo regimental para julgar procedente a reclamação, nos termos
do voto reajustado do Relator, vencidos os Senhores Ministros Luiz
Fux e Rosa Weber, Presidente. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9046725
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-08-05T00:00:00
|
Após o voto do Senhor Ministro Roberto Barroso, relator, que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli, que presidiu este julgamento. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 18.11.2014.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma deu provimento ao agravo regimental para julgar procedente a reclamação, nos termos do voto reajustado do Relator, vencidos os Senhores Ministros Luiz Fux e Rosa Weber, Presidente. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
|
Ementa: DIREITO DO TRABALHO E ADMINISTRATIVO. RECLAMAÇÃO. TERCEIRIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO.
1. Na ADC 16, este Tribunal afirmou a tese de que a Administração Pública não pode ser responsabilizada automaticamente por débitos trabalhistas de suas contratadas ou conveniadas. Só se admite sua condenação, em caráter subsidiário, quando o juiz ou tribunal conclua que a entidade estatal contribuiu para o resultado danoso ao agir ou omitir-se de forma culposa (in eligendo ou in vigilando).
2. Afronta a autoridade da ADC 16 e da Súmula Vinculante 10 acórdão de órgão fracionário de Tribunal que sustenta a responsabilidade da Administração em uma presunção de culpa – i.e., que condena o ente estatal com base no simples inadimplemento da prestadora.
3. Agravo regimental a que se dá provimento.
|
sjur313901
|
- Acórdão(s) citado(s):
(TERCEIRIZAÇÃO, RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA)
Rcl 14151 ED (TP), Rcl 12580 AgR (TP).
- Veja ADC 16 do STF.
Número de páginas: 23.
Análise: 24/08/2015, JRS.
Revisão: 27/10/2015, KBP.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
16846
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 PAR-00006 ART-00102 INC-00001 \n LET-L ART-0103A PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\n ART-00071 PAR-00001\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES\n\n",
"LEG-FED LEI-009868 ANO-1999\n ART-00014 INC-00003\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
Rcl-AgR
|
acordaos
|
Rcl 16846 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : ISIDORO BALAK
ADV.(A/S) : BRAULIO RENATO MOREIRA
INTDO.(A/S) : REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA-ESTRUTURA - DEINFRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:ISIDORO BALAK
ADV.(A/S)
:BRAULIO RENATO MOREIRA
INTDO.(A/S)
:REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:DEPARTAMENTO
ESTADUAL
DE
INFRA-
ESTRUTURA - DEINFRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Ementa:
DIREITO DO TRABALHO E ADMINISTRATIVO.
RECLAMAÇÃO.
TERCEIRIZAÇÃO.
RESPONSABILIDADE
SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO.
1. Na ADC 16, este Tribunal afirmou a tese de que a Administração
Pública não pode ser responsabilizada automaticamente por débitos
trabalhistas de suas contratadas ou conveniadas. Só se admite sua
condenação, em caráter subsidiário, quando o juiz ou tribunal conclua
que a entidade estatal contribuiu para o resultado danoso ao agir ou
omitir-se de forma culposa (in eligendo ou in vigilando).
2. Afronta a autoridade da ADC 16 e da Súmula Vinculante 10
acórdão de órgão fracionário de Tribunal que sustenta a responsabilidade
da Administração em uma presunção de culpa – i.e., que condena o ente
estatal com base no simples inadimplemento da prestadora.
3. Agravo regimental a que se dá provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23
Ementa e Acórdão
RCL 16846 AGR / SC
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em dar provimento ao agravo
regimental para julgar procedente a reclamação, nos termos do voto
reajustado do Relator, vencidos os Ministros Luiz Fux e Rosa Weber.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16846 AGR / SC
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em dar provimento ao agravo
regimental para julgar procedente a reclamação, nos termos do voto
reajustado do Relator, vencidos os Ministros Luiz Fux e Rosa Weber.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23
Relatório
18/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:ISIDORO BALAK
ADV.(A/S)
:BRAULIO RENATO MOREIRA
INTDO.(A/S)
:REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:DEPARTAMENTO
ESTADUAL
DE
INFRA-
ESTRUTURA - DEINFRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RELATÓRIO:
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
Trata-se de agravo regimental que ataca decisão
monocrática por mim proferida, cujo teor é o seguinte:
“Ementa: 1.
Decisão reclamada que afirma a
responsabilidade subsidiária da Administração por débitos
trabalhistas de suas contratadas, quando reconhecida a omissão
da contratante na fiscalização da execução do contrato (culpa in
eligendo ou in vigilando). 2. Inexistência de violação à autoridade
da decisão proferida na ADC 16/DF ou à Súmula Vinculante n
10. 3. Em sede de reclamação, é inviável reexaminar o material
fático-probatório dos autos, a fim de rever a caracterização da
omissão do Poder Público.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533249.
Supremo Tribunal Federal
18/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:ISIDORO BALAK
ADV.(A/S)
:BRAULIO RENATO MOREIRA
INTDO.(A/S)
:REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:DEPARTAMENTO
ESTADUAL
DE
INFRA-
ESTRUTURA - DEINFRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RELATÓRIO:
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
Trata-se de agravo regimental que ataca decisão
monocrática por mim proferida, cujo teor é o seguinte:
“Ementa: 1.
Decisão reclamada que afirma a
responsabilidade subsidiária da Administração por débitos
trabalhistas de suas contratadas, quando reconhecida a omissão
da contratante na fiscalização da execução do contrato (culpa in
eligendo ou in vigilando). 2. Inexistência de violação à autoridade
da decisão proferida na ADC 16/DF ou à Súmula Vinculante n
10. 3. Em sede de reclamação, é inviável reexaminar o material
fático-probatório dos autos, a fim de rever a caracterização da
omissão do Poder Público.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23
Relatório
RCL 16846 AGR / SC
1.
Trata-se de reclamação, com pedido de liminar,
ajuizada contra acórdão proferido nos autos do processo AgR-
AIRR-141800-29.2008.5.12.0017. Confira-se trecho da ementa do
julgado:
‘Nos termos do item V da Súmula n 331 do Tribunal Superior do Trabalho,
editado à luz da decisão proferida pelo Supremo Tribunal
Federal na ADC n 16/DF, nos casos de terceirização de
serviços, os entes integrantes da Administração Pública
direta e indireta responderão subsidiariamente pelas
dívidas trabalhistas das empresas prestadoras, quando
forem negligentes em relação ao dever de fiscalizar o
cumprimento das obrigações contratuais e legais da
contratada. No presente caso, o Tribunal Regional,
soberano na análise do conjunto probatório, registrou que
o ente público não fiscalizou a contento o cumprimento do
contrato com a empresa prestadora. Assim, ao atribuir
responsabilidade subsidiária ao agravante, decidiu em
plena sintonia com o verbete acima mencionado.’
2.
Em síntese, sustenta a parte reclamante que esse
julgado teria afrontado: (i) a decisão proferida por esta Corte na
ADC 16/DF (Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 09.09.2011), que
declarou a validade do art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93 (‘A
inadimplência do contratado, com referência aos encargos trabalhistas,
fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a
responsabilidade por seu pagamento, nem poderá onerar o objeto do
contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações,
inclusive perante o Registro de Imóveis’); e (ii) a Súmula Vinculante
n 10, por ter afastado a aplicação do referido dispositivo legal
sem observância da reserva de plenário (Constituição Federal de 1988/88, art. 97).
3.
Sendo suficiente a documentação trazidas aos
autos, e envolvendo o feito matéria pacificada no Tribunal,
dispenso as informações do órgão reclamado e a manifestação
da Procuradoria-Geral da República.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16846 AGR / SC
1.
Trata-se de reclamação, com pedido de liminar,
ajuizada contra acórdão proferido nos autos do processo AgR-
AIRR-141800-29.2008.5.12.0017. Confira-se trecho da ementa do
julgado:
‘Nos termos do item V da Súmula n 331 do Tribunal Superior do Trabalho,
editado à luz da decisão proferida pelo Supremo Tribunal
Federal na ADC n 16/DF, nos casos de terceirização de
serviços, os entes integrantes da Administração Pública
direta e indireta responderão subsidiariamente pelas
dívidas trabalhistas das empresas prestadoras, quando
forem negligentes em relação ao dever de fiscalizar o
cumprimento das obrigações contratuais e legais da
contratada. No presente caso, o Tribunal Regional,
soberano na análise do conjunto probatório, registrou que
o ente público não fiscalizou a contento o cumprimento do
contrato com a empresa prestadora. Assim, ao atribuir
responsabilidade subsidiária ao agravante, decidiu em
plena sintonia com o verbete acima mencionado.’
2.
Em síntese, sustenta a parte reclamante que esse
julgado teria afrontado: (i) a decisão proferida por esta Corte na
ADC 16/DF (Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 09.09.2011), que
declarou a validade do art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93 (‘A
inadimplência do contratado, com referência aos encargos trabalhistas,
fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a
responsabilidade por seu pagamento, nem poderá onerar o objeto do
contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações,
inclusive perante o Registro de Imóveis’); e (ii) a Súmula Vinculante
n 10, por ter afastado a aplicação do referido dispositivo legal
sem observância da reserva de plenário (Constituição Federal de 1988/88, art. 97).
3.
Sendo suficiente a documentação trazidas aos
autos, e envolvendo o feito matéria pacificada no Tribunal,
dispenso as informações do órgão reclamado e a manifestação
da Procuradoria-Geral da República.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23
Relatório
RCL 16846 AGR / SC
4.
É o relatório. DECIDO.
5.
Examinados os autos, considero que não assiste
razão à parte reclamante. Para melhor compreensão da
controvérsia, veja-se a ementa da ADC 16/DF:
‘RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária.
Contrato com a administração pública. Inadimplência
negocial do outro contraente. Transferência consequente e
automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e
comerciais, resultantes da execução do contrato, à
administração. Impossibilidade jurídica. Consequência
proibida pelo art., 71, § 1..., da Lei federal n 8.666/93.
Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta
de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente.
Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71,
§ 1..., da Lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a
redação dada pela Lei n 9.032, de 1995’.
6.
Como se vê, o Tribunal, de fato, declarou a
validade do art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93. Nesse mesmo
julgamento, porém, o Ministro Cezar Peluso (relator) esclareceu
que o dispositivo veda a transferência automática dos encargos
trabalhistas ao contratante, mas ‘isso não significa que eventual
omissão da Administração Pública, na obrigação de fiscalizar as
obrigações do contratado, não gere responsabilidade.’ A mesma linha
foi observada em diversas reclamações ajuizadas sobre o tema,
como se pode ver abaixo:
‘Embargos de declaração na reclamação. Conversão
em agravo regimental. Responsabilidade Subsidiária.
Artigo 71, § 1..., da Lei 8.666/93. Constitucionalidade. ADC
n 16. Administração Pública. Dever de fiscalização.
responsabilização do ente público nos casos de culpa in
eligendo e de culpa in vigilando. Reexame de matéria fático-
3
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RCL 16846 AGR / SC
4.
É o relatório. DECIDO.
5.
Examinados os autos, considero que não assiste
razão à parte reclamante. Para melhor compreensão da
controvérsia, veja-se a ementa da ADC 16/DF:
‘RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária.
Contrato com a administração pública. Inadimplência
negocial do outro contraente. Transferência consequente e
automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e
comerciais, resultantes da execução do contrato, à
administração. Impossibilidade jurídica. Consequência
proibida pelo art., 71, § 1..., da Lei federal n 8.666/93.
Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta
de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente.
Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71,
§ 1..., da Lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a
redação dada pela Lei n 9.032, de 1995’.
6.
Como se vê, o Tribunal, de fato, declarou a
validade do art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93. Nesse mesmo
julgamento, porém, o Ministro Cezar Peluso (relator) esclareceu
que o dispositivo veda a transferência automática dos encargos
trabalhistas ao contratante, mas ‘isso não significa que eventual
omissão da Administração Pública, na obrigação de fiscalizar as
obrigações do contratado, não gere responsabilidade.’ A mesma linha
foi observada em diversas reclamações ajuizadas sobre o tema,
como se pode ver abaixo:
‘Embargos de declaração na reclamação. Conversão
em agravo regimental. Responsabilidade Subsidiária.
Artigo 71, § 1..., da Lei 8.666/93. Constitucionalidade. ADC
n 16. Administração Pública. Dever de fiscalização.
responsabilização do ente público nos casos de culpa in
eligendo e de culpa in vigilando. Reexame de matéria fático-
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23
Relatório
RCL 16846 AGR / SC
probatória. Impossibilidade. Agravo regimental a que se
nega provimento. (…) 2. A aplicação do artigo 71, § 1..., da
Lei n. 8.666/93, declarado constitucional pelo Supremo
Tribunal Federal, no julgamento da ADC n 16, não exime
a entidade da Administração Pública do dever de observar
os princípios constitucionais a ela referentes, entre os
quais os da legalidade e da moralidade administrativa. 3.
As entidades públicas contratantes devem fiscalizar o
cumprimento, por parte das empresas contratadas, das
obrigações trabalhistas referentes aos empregados
vinculados ao contrato celebrado. […] 4. A comprovação
de culpa efetiva da Administração Pública não se revela
cognoscível na estreita via da Reclamação Constitucional,
que não se presta ao reexame de matéria fático-
probatória’. (Rcl 14.151 ED/MG, Rel. Min. Luiz Fux)
‘RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO
À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM
EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF –
INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS
TRABALHISTAS (LEI n 8.666/93, ART. 71, § 1...) – ATO
JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO,
NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO
CONFIGURADORA DE CULPA ‘IN VIGILANDO’, ‘IN
ELIGENDO’ OU ‘IN OMITTENDO’ – DEVER LEGAL
DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE
FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS
EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES
TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS
VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI n
8.666/93, ART. 67) – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO
POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (Constituição Federal de 1988, ART. 97)
–
SÚMULA
VINCULANTE
n
10/Supremo Tribunal Federal
–
INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE
JUÍZO
OSTENSIVO
OU
DISFARÇADO
DE
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16846 AGR / SC
probatória. Impossibilidade. Agravo regimental a que se
nega provimento. (…) 2. A aplicação do artigo 71, § 1..., da
Lei n. 8.666/93, declarado constitucional pelo Supremo
Tribunal Federal, no julgamento da ADC n 16, não exime
a entidade da Administração Pública do dever de observar
os princípios constitucionais a ela referentes, entre os
quais os da legalidade e da moralidade administrativa. 3.
As entidades públicas contratantes devem fiscalizar o
cumprimento, por parte das empresas contratadas, das
obrigações trabalhistas referentes aos empregados
vinculados ao contrato celebrado. […] 4. A comprovação
de culpa efetiva da Administração Pública não se revela
cognoscível na estreita via da Reclamação Constitucional,
que não se presta ao reexame de matéria fático-
probatória’. (Rcl 14.151 ED/MG, Rel. Min. Luiz Fux)
‘RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO
À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM
EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF –
INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS
TRABALHISTAS (LEI n 8.666/93, ART. 71, § 1...) – ATO
JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO,
NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO
CONFIGURADORA DE CULPA ‘IN VIGILANDO’, ‘IN
ELIGENDO’ OU ‘IN OMITTENDO’ – DEVER LEGAL
DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE
FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS
EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES
TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS
VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI n
8.666/93, ART. 67) – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO
POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (Constituição Federal de 1988, ART. 97)
–
SÚMULA
VINCULANTE
n
10/Supremo Tribunal Federal
–
INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE
JUÍZO
OSTENSIVO
OU
DISFARÇADO
DE
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23
Relatório
RCL 16846 AGR / SC
INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO
ESTATAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO’. (Rcl 12.580 AgR/SP, Rel. Min. Celso de
Mello)
7.
No caso dos autos, a decisão reclamada
explicitamente assentou a responsabilidade subsidiária do ente
público por culpa in vigilando, partindo da premissa de que a
parte reclamante não teria fiscalizado a atuação de sua
contratada – raciocínio jurídico que não destoa da orientação
deste Tribunal. A única forma de superar a conclusão do
julgado seria pela reabertura do debate fático-probatório
relativo à configuração efetiva da culpa ou da omissão da
Administração, o que é inviável em sede de reclamação (Rcl
3.963 AgR/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 19.10.2007;
Rcl 4.057/BA, Rel. Min. Carlos Britto, DJe 18.05.2007).
8.
Ainda na linha dos precedentes acima, é
igualmente improcedente a alegação de ofensa à Súmula
Vinculante n 10. Afinal, o órgão reclamado não formulou um
juízo de inconstitucionalidade, ostensivo ou oculto. Em vez
disso, analisou o conjunto fático-probatório e concluiu pela
caracterização de uma omissão do Poder Público.
9.
Dessa forma, com fundamento no art. 38 da Lei n
8.038/90 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à
reclamação. Com o trânsito em julgado, oficie-se órgão
reclamado, remetendo-lhe cópia da presente decisão.
Publique-se.
Brasília, 18 de dezembro de 2013.
Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO
Relator”
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16846 AGR / SC
INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO
ESTATAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO’. (Rcl 12.580 AgR/SP, Rel. Min. Celso de
Mello)
7.
No caso dos autos, a decisão reclamada
explicitamente assentou a responsabilidade subsidiária do ente
público por culpa in vigilando, partindo da premissa de que a
parte reclamante não teria fiscalizado a atuação de sua
contratada – raciocínio jurídico que não destoa da orientação
deste Tribunal. A única forma de superar a conclusão do
julgado seria pela reabertura do debate fático-probatório
relativo à configuração efetiva da culpa ou da omissão da
Administração, o que é inviável em sede de reclamação (Rcl
3.963 AgR/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 19.10.2007;
Rcl 4.057/BA, Rel. Min. Carlos Britto, DJe 18.05.2007).
8.
Ainda na linha dos precedentes acima, é
igualmente improcedente a alegação de ofensa à Súmula
Vinculante n 10. Afinal, o órgão reclamado não formulou um
juízo de inconstitucionalidade, ostensivo ou oculto. Em vez
disso, analisou o conjunto fático-probatório e concluiu pela
caracterização de uma omissão do Poder Público.
9.
Dessa forma, com fundamento no art. 38 da Lei n
8.038/90 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à
reclamação. Com o trânsito em julgado, oficie-se órgão
reclamado, remetendo-lhe cópia da presente decisão.
Publique-se.
Brasília, 18 de dezembro de 2013.
Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO
Relator”
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23
Relatório
RCL 16846 AGR / SC
2.
Alega o reclamante que: (i) o reconhecimento da
responsabilidade subsidiária deu-se de forma presumida, com base na
redação original da Súmula 331/Tribunal Superior do Trabalho; (ii) que a Justiça do Trabalho deixou
de discorrer de forma analítica sobre as condutas dos agentes públicos; e
(iii) foi afastada a incidência do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/1993 sem a
declaração de inconstitucionalidade da norma, em violação à Súmula
Vinculante 10 e à decisão proferida por esta Corte na ADC 16.
3.
A autoridade reclamada prestou informações. O parecer
ministerial é pelo desprovimento do agravo regimental.
4.
É o relatório.
6
Supremo Tribunal Federal
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RCL 16846 AGR / SC
2.
Alega o reclamante que: (i) o reconhecimento da
responsabilidade subsidiária deu-se de forma presumida, com base na
redação original da Súmula 331/Tribunal Superior do Trabalho; (ii) que a Justiça do Trabalho deixou
de discorrer de forma analítica sobre as condutas dos agentes públicos; e
(iii) foi afastada a incidência do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/1993 sem a
declaração de inconstitucionalidade da norma, em violação à Súmula
Vinculante 10 e à decisão proferida por esta Corte na ADC 16.
3.
A autoridade reclamada prestou informações. O parecer
ministerial é pelo desprovimento do agravo regimental.
4.
É o relatório.
6
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
18/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
VOTO:
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
Ao reler atentamente a decisão reclamada, entendo que
assiste razão à parte ora recorrente. Veja-se ementa da ADC 16:
“RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária.
Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial
do outro contraente. Transferência consequente e automática
dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes
da execução do contrato, à administração. Impossibilidade
jurídica. Consequência proibida pelo art., 71, § 1..., da Lei federal
n 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma.
Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido,
procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no
art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com
a redação dada pela Lei n 9.032, de 1995”.
2.
Como se vê, o Tribunal, de fato, declarou a validade do art.
71, § 1..., da Lei n 8.666/1993. Nesse mesmo julgamento, porém, o Min.
Cezar Peluso (relator) esclareceu que o dispositivo veda a transferência
automática dos encargos trabalhistas ao contratante, mas “isso não
significa que eventual omissão da Administração Pública, na obrigação de
fiscalizar as obrigações do contratado, não gere responsabilidade”. Ou seja: a
autoridade da decisão será afrontada quando se afirmar que o mero
inadimplemento do prestador de serviços conduziria à responsabilização
da entidade estatal. Essa conclusão só se inverterá se, a partir das provas
dos autos ou das regras de distribuição do ônus probatório, o juiz ou
tribunal competente concluir que a Administração agiu ou omitiu-se de
forma culposa na seleção de sua contratada/conveniada ou na fiscalização
de suas atividades. Nesse sentido: Rcl 14.151 ED, Rel. Min. Luiz Fux; Rcl
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533250.
Supremo Tribunal Federal
18/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
VOTO:
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
Ao reler atentamente a decisão reclamada, entendo que
assiste razão à parte ora recorrente. Veja-se ementa da ADC 16:
“RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária.
Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial
do outro contraente. Transferência consequente e automática
dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes
da execução do contrato, à administração. Impossibilidade
jurídica. Consequência proibida pelo art., 71, § 1..., da Lei federal
n 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma.
Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido,
procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no
art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com
a redação dada pela Lei n 9.032, de 1995”.
2.
Como se vê, o Tribunal, de fato, declarou a validade do art.
71, § 1..., da Lei n 8.666/1993. Nesse mesmo julgamento, porém, o Min.
Cezar Peluso (relator) esclareceu que o dispositivo veda a transferência
automática dos encargos trabalhistas ao contratante, mas “isso não
significa que eventual omissão da Administração Pública, na obrigação de
fiscalizar as obrigações do contratado, não gere responsabilidade”. Ou seja: a
autoridade da decisão será afrontada quando se afirmar que o mero
inadimplemento do prestador de serviços conduziria à responsabilização
da entidade estatal. Essa conclusão só se inverterá se, a partir das provas
dos autos ou das regras de distribuição do ônus probatório, o juiz ou
tribunal competente concluir que a Administração agiu ou omitiu-se de
forma culposa na seleção de sua contratada/conveniada ou na fiscalização
de suas atividades. Nesse sentido: Rcl 14.151 ED, Rel. Min. Luiz Fux; Rcl
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RCL 16846 AGR / SC
12.580 AgR, Rel. Min. Celso de Mello.
3.
No caso, o acórdão reclamado, prolatado pela 7... Turma do
Tribunal Superior do Trabalho, tem a seguinte passagem:
“Em que pese o artigo 71 da Lei n 8.666/93 prever a
ausência de responsabilidade da Administração Pública pelo
pagamento dos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e
comerciais, resultantes da execução do contrato, a eficácia de
tal dispositivo não é absoluta, porquanto se encontra em
escala valorativa hierarquicamente inferior aos princípios
constitucionais que tutelam o trabalho humano.”
4.
O trecho acima transcrito revela inconformismo da
autoridade reclamada com a decisão proferida na ADC 16, pois afastou,
por razões constitucionais, a aplicação de dispositivo considerado válido
por esta Corte, em decisão dotada de efeitos vinculantes. E fez isso sem
observar a reserva de plenário, em afronta à Súmula Vinculante 10.
5.
Nesse contexto, a invocação da teoria da carga dinâmica
da prova, em outro trecho da decisão, até poderia, em tese, constituir
fundamento autônomo e suficiente para a manutenção do acórdão
reclamada, tal como identifiquei na decisão monocrática ora recorrida.
Porém, a releitura do ato impugnado permite constatar que o argumento
foi utilizado de forma genérica, sem a indicação concreta dos elementos
que teriam levado à conclusão da ausência de fiscalização do contrato.
6.
A propósito, o acórdão do Tribunal Superior do Trabalho limitou-se a afirmar que “o
Tribunal Regional, soberano na análise do conjunto probatório, registrou que o
ente público não fiscalizou a contento o cumprimento das obrigações trabalhistas
da empresa prestadora”. O TRT da 12... Região, por sua vez, e tal como já
ocorrera no julgamento de primeira instância, concluiu pela
responsabilidade subsidiária do ora recorrente sem nenhuma análise do
conjunto probatório. Ao contrário, chegou a tal resultado a partir de
2
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RCL 16846 AGR / SC
12.580 AgR, Rel. Min. Celso de Mello.
3.
No caso, o acórdão reclamado, prolatado pela 7... Turma do
Tribunal Superior do Trabalho, tem a seguinte passagem:
“Em que pese o artigo 71 da Lei n 8.666/93 prever a
ausência de responsabilidade da Administração Pública pelo
pagamento dos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e
comerciais, resultantes da execução do contrato, a eficácia de
tal dispositivo não é absoluta, porquanto se encontra em
escala valorativa hierarquicamente inferior aos princípios
constitucionais que tutelam o trabalho humano.”
4.
O trecho acima transcrito revela inconformismo da
autoridade reclamada com a decisão proferida na ADC 16, pois afastou,
por razões constitucionais, a aplicação de dispositivo considerado válido
por esta Corte, em decisão dotada de efeitos vinculantes. E fez isso sem
observar a reserva de plenário, em afronta à Súmula Vinculante 10.
5.
Nesse contexto, a invocação da teoria da carga dinâmica
da prova, em outro trecho da decisão, até poderia, em tese, constituir
fundamento autônomo e suficiente para a manutenção do acórdão
reclamada, tal como identifiquei na decisão monocrática ora recorrida.
Porém, a releitura do ato impugnado permite constatar que o argumento
foi utilizado de forma genérica, sem a indicação concreta dos elementos
que teriam levado à conclusão da ausência de fiscalização do contrato.
6.
A propósito, o acórdão do Tribunal Superior do Trabalho limitou-se a afirmar que “o
Tribunal Regional, soberano na análise do conjunto probatório, registrou que o
ente público não fiscalizou a contento o cumprimento das obrigações trabalhistas
da empresa prestadora”. O TRT da 12... Região, por sua vez, e tal como já
ocorrera no julgamento de primeira instância, concluiu pela
responsabilidade subsidiária do ora recorrente sem nenhuma análise do
conjunto probatório. Ao contrário, chegou a tal resultado a partir de
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RCL 16846 AGR / SC
afirmações genéricas, não referenciadas à realidade dos autos, tais como a
de que “a responsabilidade subsidiária do contratante tem como substrato a
teoria da culpa in vigilando, que está associada à concepção de inobservância
pelo tomador do dever de zelar pela incolumidade dos direitos trabalhistas dos
empregados da empresa interposta que lhe prestam serviço”, ou, ainda, de que
“os entes públicos, ao contratarem terceiros, devem ter a cautela de contratar os
serviços de empresa idônea”.
7.
A essas afirmações genéricas foram agregadas premissas
jurídicas incompatíveis com a decisão desta Corte na ADC 16, tais como a
de que o simples “não adimplemento das obrigações trabalhistas por parte do
empregador implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços pelo
seu cumprimento”, ou ainda a invocação do art. 37, § 6..., da Constituição,
que prevê hipótese de responsabilidade civil objetiva do Estado,
inaplicável à hipótese, por independer de juízo de culpa.
8.
Portanto, a decisão reclamada assentou a responsabilidade
da parte reclamante exclusivamente no inadimplemento de sua
contratada. Com efeito, a aplicação das teorias da culpa in vigilando e in
eligendo, ocorreu de forma bastante genérica, resultado, em verdade, na
transferência automática de responsabilidade ao ente público, devido ao
mero inadimplemento das obrigações trabalhistas.
9.
Com efeito, o ato reclamado imputa à Administração uma
fiscalização inefetiva apenas porque danos teriam sido produzidos. A
leitura do ato impugnado revela que a decisão não se baseou em provas
ou na falta delas, e sim na premissa de que o simples inadimplemento é
suficiente para transferir ao ente público o ônus que cabia à contratada.
Esse raciocínio é incompatível com a decisão proferida na ADC 16.
10.
Diante do exposto, dou provimento ao agravo regimental
para cassar o acórdão reclamado, determinando que outro seja proferido
à luz do decidido na ADC 16 e do previsto na Súmula Vinculante 10. Esta
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16846 AGR / SC
afirmações genéricas, não referenciadas à realidade dos autos, tais como a
de que “a responsabilidade subsidiária do contratante tem como substrato a
teoria da culpa in vigilando, que está associada à concepção de inobservância
pelo tomador do dever de zelar pela incolumidade dos direitos trabalhistas dos
empregados da empresa interposta que lhe prestam serviço”, ou, ainda, de que
“os entes públicos, ao contratarem terceiros, devem ter a cautela de contratar os
serviços de empresa idônea”.
7.
A essas afirmações genéricas foram agregadas premissas
jurídicas incompatíveis com a decisão desta Corte na ADC 16, tais como a
de que o simples “não adimplemento das obrigações trabalhistas por parte do
empregador implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços pelo
seu cumprimento”, ou ainda a invocação do art. 37, § 6..., da Constituição,
que prevê hipótese de responsabilidade civil objetiva do Estado,
inaplicável à hipótese, por independer de juízo de culpa.
8.
Portanto, a decisão reclamada assentou a responsabilidade
da parte reclamante exclusivamente no inadimplemento de sua
contratada. Com efeito, a aplicação das teorias da culpa in vigilando e in
eligendo, ocorreu de forma bastante genérica, resultado, em verdade, na
transferência automática de responsabilidade ao ente público, devido ao
mero inadimplemento das obrigações trabalhistas.
9.
Com efeito, o ato reclamado imputa à Administração uma
fiscalização inefetiva apenas porque danos teriam sido produzidos. A
leitura do ato impugnado revela que a decisão não se baseou em provas
ou na falta delas, e sim na premissa de que o simples inadimplemento é
suficiente para transferir ao ente público o ônus que cabia à contratada.
Esse raciocínio é incompatível com a decisão proferida na ADC 16.
10.
Diante do exposto, dou provimento ao agravo regimental
para cassar o acórdão reclamado, determinando que outro seja proferido
à luz do decidido na ADC 16 e do previsto na Súmula Vinculante 10. Esta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RCL 16846 AGR / SC
decisão alcança apenas a condenação da parte reclamante, não afetando a
responsabilidade de terceiros.
11.
É como voto.
4
Supremo Tribunal Federal
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RCL 16846 AGR / SC
decisão alcança apenas a condenação da parte reclamante, não afetando a
responsabilidade de terceiros.
11.
É como voto.
4
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Extrato de Ata - 18/11/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : ISIDORO BALAK
ADV.(A/S) : BRAULIO RENATO MOREIRA
INTDO.(A/S) : REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA-ESTRUTURA - DEINFRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Roberto Barroso,
relator, que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista
do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli, que presidiu este
julgamento. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco
Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 18.11.2014.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto
Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco
Aurélio, Presidente.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : ISIDORO BALAK
ADV.(A/S) : BRAULIO RENATO MOREIRA
INTDO.(A/S) : REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA-ESTRUTURA - DEINFRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Roberto Barroso,
relator, que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista
do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli, que presidiu este
julgamento. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco
Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 18.11.2014.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto
Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco
Aurélio, Presidente.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23
Voto Vista
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
VOTO – VISTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Cuida-se de agravo regimental na reclamação ajuizada pelo Estado
de Santa Catarina em face do Tribunal Superior do Trabalho, cuja decisão
teria afrontado a autoridade desta Suprema Corte e a eficácia do que
decidido na ADC n 16/DF.
Na origem, cuida-se de reclamação trabalhista ajuizada por Isidoro
Balak em face de Reis Engenharia de Obras Ltda, Construtora Santa
Catarina Ltda., Departamento Estadual de Infraestrutura (DEINFRA) e
Estado de Santa Catarina, com o objetivo de receber diversas verbas
trabalhistas inadimplidas por sua empregadora.
Julgou-se procedente o pedido de responsabilidade subsidiária do
Estado de Santa Catarina para o pagamento das referidas verbas, uma
vez que se omitiu no exercício do poder-dever de fiscalizar o
cumprimento do acordo pela empresa contratada, atuando com culpa in
vigilando na condução do contrato.
Argumenta que o Tribunal Superior do Trabalho, julgando agravo do despacho denegatório de
recurso de revista confirmou a condenação subsidiária do Poder Público
com fundamento em culpa in vigilando depreendida do inadimplemento
de verbas devidas pela prestadora de serviço, por não ter o Poder Público
se desincumbido do ônus de provar a efetiva fiscalização do contrato, o
que vai de encontro ao que decidido pelo Supremo Tribunal Federal na ADC n 16/DF.
O Ministro Relator negou seguimento à reclamação, assentando a
inexistência de violação à autoridade da decisão proferida na ADC 16/DF
ou à Súmula Vinculante n 10.
O reclamante interpôs agravo regimental alegando que foram
afastadas as disposições do art. 71 da Lei 8666/93 sem a devida apreciação
concreta da responsabilidade subsidiária do Estado de Santa Catarina.
Defende que “[a] análise pela justiça do trabalho não pode ser aparente,
deve ser concreta”.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
VOTO – VISTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Cuida-se de agravo regimental na reclamação ajuizada pelo Estado
de Santa Catarina em face do Tribunal Superior do Trabalho, cuja decisão
teria afrontado a autoridade desta Suprema Corte e a eficácia do que
decidido na ADC n 16/DF.
Na origem, cuida-se de reclamação trabalhista ajuizada por Isidoro
Balak em face de Reis Engenharia de Obras Ltda, Construtora Santa
Catarina Ltda., Departamento Estadual de Infraestrutura (DEINFRA) e
Estado de Santa Catarina, com o objetivo de receber diversas verbas
trabalhistas inadimplidas por sua empregadora.
Julgou-se procedente o pedido de responsabilidade subsidiária do
Estado de Santa Catarina para o pagamento das referidas verbas, uma
vez que se omitiu no exercício do poder-dever de fiscalizar o
cumprimento do acordo pela empresa contratada, atuando com culpa in
vigilando na condução do contrato.
Argumenta que o Tribunal Superior do Trabalho, julgando agravo do despacho denegatório de
recurso de revista confirmou a condenação subsidiária do Poder Público
com fundamento em culpa in vigilando depreendida do inadimplemento
de verbas devidas pela prestadora de serviço, por não ter o Poder Público
se desincumbido do ônus de provar a efetiva fiscalização do contrato, o
que vai de encontro ao que decidido pelo Supremo Tribunal Federal na ADC n 16/DF.
O Ministro Relator negou seguimento à reclamação, assentando a
inexistência de violação à autoridade da decisão proferida na ADC 16/DF
ou à Súmula Vinculante n 10.
O reclamante interpôs agravo regimental alegando que foram
afastadas as disposições do art. 71 da Lei 8666/93 sem a devida apreciação
concreta da responsabilidade subsidiária do Estado de Santa Catarina.
Defende que “[a] análise pela justiça do trabalho não pode ser aparente,
deve ser concreta”.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23
Voto Vista
RCL 16846 AGR / SC
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não
provimento do agravo regimental, em parecer assim ementado:
“RECLAMAÇÃO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO
PODER PÚBLICO POR DÉBITOS TRABALHISTAS. CULPA IN
VIGILANDO. NÃO CONFIGURADA OFENSA À DECISÃO
PROFERIDA
NA
AÇÃO
DECLARATÓRIA
DE
CONSTITUCIONALIDADE 16 E AO ENUNCIADO DA
SÚMULA VINCULANTE/Supremo Tribunal Federal 10. DECISÃO QUE NEGOU
SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL.
Parecer pelo não provimento do agravo regimental.”
Iniciado o julgamento na sessão plenária do dia 18/11/14, o Ministro
Relator, Roberto Barroso, apresentou seu voto, negando provimento ao
agravo, reforçando os motivos que justificaram sua decisão monocrática.
Pedi vista dos autos para melhor analisar a demanda.
É o breve relatório.
Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar
a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102,
inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação
das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88).
Aponta-se como desrespeitada a eficácia da decisão proferida na
ADC n 16/DF, proferida no sentido de se declarar a constitucionalidade
do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93, que assim dispõe:
“A inadimplência do contratado, com referência aos
encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à
Administração Pública a responsabilidade por seu
pagamento, nem poderá onerar o objeto do contrato ou
restringir a regularização e o uso das obras e edificações,
inclusive perante o Registro de Imóveis” (grifei).
Ao decidir a ADC n 16/DF, a Corte ponderou sobre a possibilidade
de o poder público ser condenado ao pagamento de verbas decorrentes
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16846 AGR / SC
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não
provimento do agravo regimental, em parecer assim ementado:
“RECLAMAÇÃO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO
PODER PÚBLICO POR DÉBITOS TRABALHISTAS. CULPA IN
VIGILANDO. NÃO CONFIGURADA OFENSA À DECISÃO
PROFERIDA
NA
AÇÃO
DECLARATÓRIA
DE
CONSTITUCIONALIDADE 16 E AO ENUNCIADO DA
SÚMULA VINCULANTE/Supremo Tribunal Federal 10. DECISÃO QUE NEGOU
SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL.
Parecer pelo não provimento do agravo regimental.”
Iniciado o julgamento na sessão plenária do dia 18/11/14, o Ministro
Relator, Roberto Barroso, apresentou seu voto, negando provimento ao
agravo, reforçando os motivos que justificaram sua decisão monocrática.
Pedi vista dos autos para melhor analisar a demanda.
É o breve relatório.
Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar
a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102,
inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação
das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88).
Aponta-se como desrespeitada a eficácia da decisão proferida na
ADC n 16/DF, proferida no sentido de se declarar a constitucionalidade
do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93, que assim dispõe:
“A inadimplência do contratado, com referência aos
encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à
Administração Pública a responsabilidade por seu
pagamento, nem poderá onerar o objeto do contrato ou
restringir a regularização e o uso das obras e edificações,
inclusive perante o Registro de Imóveis” (grifei).
Ao decidir a ADC n 16/DF, a Corte ponderou sobre a possibilidade
de o poder público ser condenado ao pagamento de verbas decorrentes
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23
Voto Vista
RCL 16846 AGR / SC
da prestação do serviço ao trabalhador quando demonstrado, no caso
concreto, o descumprimento de obrigações do contrato pela
Administração Pública aptas a interferir no resultado danoso
experimentado pelo trabalhador.
Não se descuidou, entretanto, das premissas de que i) a
Administração Pública é responsável por remunerar a empresa
contratada pelo cumprimento do objeto licitado e ii) o vínculo
empregatício estabelece-se com a empresa prestadora de serviço a que
adjudicado o objeto, a qual, por essa razão, detém a obrigação de
adimplir as obrigações do contrato de trabalho perante o empregado,
entre elas a contraprestação pecuniária pelo serviço prestado.
Dessa perspectiva, ficou assente a necessidade de se analisar, com
fundamento nas provas do caso concreto, condutas da Administração
Pública, positivas ou negativas, e o nexo de causalidade entre essa
conduta, o direito pleiteado e o resultado apurado a fim de se concluir se
e em que medida o ato do poder público deu causa ao resultado
desfavorável ao trabalhador.
A decisão objeto da presente reclamação foi proferida no sentido do
reconhecimento da responsabilidade subsidiária da entidade pública,
pois ela não se desincumbiu do ônus de comprovar o desempenho da
função fiscalizatória sobre a empresa prestadora de serviço.
In casu, não se expõe omissão da Administração Pública em ato de
sua responsabilidade capaz de gerar o inadimplemento de verba
trabalhista pleiteada pelo trabalhador.
Na decisão reclamada, a conclusão pela culpa in vigilando e pela
responsabilidade do Poder Público deriva do inadimplemento de
obrigação imputada à empresa prestadora de serviço, entendimento já
adotado pela Justiça do Trabalho no julgamento da ADC n 16/DF, o qual
motivou esta Suprema Corte a concluir pelo atendimento do requisito do
inciso III do art. 14 da Lei n 9.868/99 e a conhecer da ação paradigma
para afirmar a constitucionalidade do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93.
A adoção, em sentença ou acórdão, de fundamentos dotados de
caráter de generalidade evidenciam a postura da Justiça do Trabalho em
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16846 AGR / SC
da prestação do serviço ao trabalhador quando demonstrado, no caso
concreto, o descumprimento de obrigações do contrato pela
Administração Pública aptas a interferir no resultado danoso
experimentado pelo trabalhador.
Não se descuidou, entretanto, das premissas de que i) a
Administração Pública é responsável por remunerar a empresa
contratada pelo cumprimento do objeto licitado e ii) o vínculo
empregatício estabelece-se com a empresa prestadora de serviço a que
adjudicado o objeto, a qual, por essa razão, detém a obrigação de
adimplir as obrigações do contrato de trabalho perante o empregado,
entre elas a contraprestação pecuniária pelo serviço prestado.
Dessa perspectiva, ficou assente a necessidade de se analisar, com
fundamento nas provas do caso concreto, condutas da Administração
Pública, positivas ou negativas, e o nexo de causalidade entre essa
conduta, o direito pleiteado e o resultado apurado a fim de se concluir se
e em que medida o ato do poder público deu causa ao resultado
desfavorável ao trabalhador.
A decisão objeto da presente reclamação foi proferida no sentido do
reconhecimento da responsabilidade subsidiária da entidade pública,
pois ela não se desincumbiu do ônus de comprovar o desempenho da
função fiscalizatória sobre a empresa prestadora de serviço.
In casu, não se expõe omissão da Administração Pública em ato de
sua responsabilidade capaz de gerar o inadimplemento de verba
trabalhista pleiteada pelo trabalhador.
Na decisão reclamada, a conclusão pela culpa in vigilando e pela
responsabilidade do Poder Público deriva do inadimplemento de
obrigação imputada à empresa prestadora de serviço, entendimento já
adotado pela Justiça do Trabalho no julgamento da ADC n 16/DF, o qual
motivou esta Suprema Corte a concluir pelo atendimento do requisito do
inciso III do art. 14 da Lei n 9.868/99 e a conhecer da ação paradigma
para afirmar a constitucionalidade do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93.
A adoção, em sentença ou acórdão, de fundamentos dotados de
caráter de generalidade evidenciam a postura da Justiça do Trabalho em
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23
Voto Vista
RCL 16846 AGR / SC
persistir em entendimento cujo resultado essa Suprema Corte pretendeu
afastar com o julgamento da ação paradigma.
Somente nos casos em que se lograr comprovar terem sido os atos
administrativos praticados em desconformidade com a lei e aptos à
interferir no direito pleiteado pelo trabalhador poderá o Poder Público
ser responsabilizado, no limite de sua culpa, por verbas trabalhistas
devidas a empregado contratado por empresa submetida a processo
licitatório, o que não ocorreu no caso sob exame.
Ante o exposto, voto pelo provimento do agravo regimental e pela
procedência da reclamação.
É como voto.
4
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Supremo Tribunal Federal
RCL 16846 AGR / SC
persistir em entendimento cujo resultado essa Suprema Corte pretendeu
afastar com o julgamento da ação paradigma.
Somente nos casos em que se lograr comprovar terem sido os atos
administrativos praticados em desconformidade com a lei e aptos à
interferir no direito pleiteado pelo trabalhador poderá o Poder Público
ser responsabilizado, no limite de sua culpa, por verbas trabalhistas
devidas a empregado contratado por empresa submetida a processo
licitatório, o que não ocorreu no caso sob exame.
Ante o exposto, voto pelo provimento do agravo regimental e pela
procedência da reclamação.
É como voto.
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Retificação de Voto
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
RETIFICAÇÃO DE VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
- Presidente, na condição de Relator, gostaria de usar a palavra um
minutinho, mas, na verdade, venho aguardando a uma repercussão geral
para discutir essa questão.
De quando proferi essa decisão para cá, eu tenho tornado mais
rígidos os meus critérios em relação à aferição das decisões que vêm do
Tribunal Superior do Trabalho.
E, neste caso concreto, diante do pedido de vista do Ministro Toffoli,
eu fui olhar, e a decisão do Tribunal Superior do Trabalho diz o seguinte:
"Em que pese o artigo 71 da Lei n 8.666/93 prever a ausência de
responsabilidade da Administração Pública pelo pagamento dos encargos
trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais, resultantes da execução
do contrato, a eficácia de tal dispositivo não é absoluta, porquanto se
encontra em escala valorativa hierarquicamente inferior aos princípios
constitucionais que tutelam o trabalho humano."
De modo que, aqui, a decisão é em tese mesmo, é um inconformismo
com a posição assumida pelo Supremo.
De modo que eu vou reajustar o meu voto neste caso concreto e,
para ser franco, eu tenho achado, Ministro Fux, cada vez mais difícil fazer
essa distinção de se houve ou não elementos de fato e falha na vigilância
do cumprimento contratual, porque eu acho que culpa in eligendo, neste
caso, não se aplicaria em razão da licitação.
De modo, Presidente, que eu estou reajustando o meu voto para
realinhá-lo com a posição que tenho adotado e que corresponde a essa
que foi manifestada pelo Ministro Dias Toffoli.
Portanto, eu estou dando provimento ao agravo regimental, para
entender que a responsabilização subsidiária da Administração ocorreu
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
RETIFICAÇÃO DE VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
- Presidente, na condição de Relator, gostaria de usar a palavra um
minutinho, mas, na verdade, venho aguardando a uma repercussão geral
para discutir essa questão.
De quando proferi essa decisão para cá, eu tenho tornado mais
rígidos os meus critérios em relação à aferição das decisões que vêm do
Tribunal Superior do Trabalho.
E, neste caso concreto, diante do pedido de vista do Ministro Toffoli,
eu fui olhar, e a decisão do Tribunal Superior do Trabalho diz o seguinte:
"Em que pese o artigo 71 da Lei n 8.666/93 prever a ausência de
responsabilidade da Administração Pública pelo pagamento dos encargos
trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais, resultantes da execução
do contrato, a eficácia de tal dispositivo não é absoluta, porquanto se
encontra em escala valorativa hierarquicamente inferior aos princípios
constitucionais que tutelam o trabalho humano."
De modo que, aqui, a decisão é em tese mesmo, é um inconformismo
com a posição assumida pelo Supremo.
De modo que eu vou reajustar o meu voto neste caso concreto e,
para ser franco, eu tenho achado, Ministro Fux, cada vez mais difícil fazer
essa distinção de se houve ou não elementos de fato e falha na vigilância
do cumprimento contratual, porque eu acho que culpa in eligendo, neste
caso, não se aplicaria em razão da licitação.
De modo, Presidente, que eu estou reajustando o meu voto para
realinhá-lo com a posição que tenho adotado e que corresponde a essa
que foi manifestada pelo Ministro Dias Toffoli.
Portanto, eu estou dando provimento ao agravo regimental, para
entender que a responsabilização subsidiária da Administração ocorreu
Supremo Tribunal Federal
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Retificação de Voto
RCL 16846 AGR / SC
sem demonstração da culpa da Administração.
****************
2
Supremo Tribunal Federal
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RCL 16846 AGR / SC
sem demonstração da culpa da Administração.
****************
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23
Voto - MIN. LUIZ FUX
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhora Presidente, eu vou
pedir vênia para insistir nessa questão, porque, subjacentemente, há um
quadro de profunda injustiça em relação ao trabalhador, porque - o que
ocorre? - o Estado licita e concede a prestação de serviço a uma empresa,
muito bem. O empregado presta o serviço; o Estado lava as mãos e não
paga; e a concessionária vai e lava as mãos e não paga também. Então o
empregado...
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
O Estado pagou.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Aqui, pagou?
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Pagou a empresa contratada.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Neste caso, o Estado não
pagou; o Estado pagou a empresa; não pagou o salário do empregado;
quer dizer, pior ainda, a empresa ficou com o dinheiro, não pagou o
empregado, o empregado fica a ver navios.
Nesse particular, a sede da reclamação não nos permite essa
cognição fático-probatória de avaliar isso. Quem cabe avaliar isso é o Tribunal Superior do Trabalho.
Quer dizer, eu não posso julgar uma reclamação, com processo objetivo,
analisando fatos e provas. Eu tenho que me basear no que o Tribunal Superior do Trabalho concluiu.
Se o Tribunal Superior do Trabalho concluiu que há responsabilidade porque o Estado não, vamos
dizer, fiscalizou o cumprimento das obrigações contratuais, que é uma da
cláusulas obrigatórias, daí ter surgido essa responsabilidade subsidiária
na Lei de Licitações, alguém tem que suportar esse ônus. O empregado é
que não pode ficar sem receber.
De sorte que eu peço vênia, vou manter ainda o meu
posicionamento, porque, com a devida vênia, eu tenho uma visão que me
levaria a concluir que uma posição diversa minha seria paternalista em
relação à irresponsabilidade do Estado.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhora Presidente, eu vou
pedir vênia para insistir nessa questão, porque, subjacentemente, há um
quadro de profunda injustiça em relação ao trabalhador, porque - o que
ocorre? - o Estado licita e concede a prestação de serviço a uma empresa,
muito bem. O empregado presta o serviço; o Estado lava as mãos e não
paga; e a concessionária vai e lava as mãos e não paga também. Então o
empregado...
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
O Estado pagou.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Aqui, pagou?
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Pagou a empresa contratada.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Neste caso, o Estado não
pagou; o Estado pagou a empresa; não pagou o salário do empregado;
quer dizer, pior ainda, a empresa ficou com o dinheiro, não pagou o
empregado, o empregado fica a ver navios.
Nesse particular, a sede da reclamação não nos permite essa
cognição fático-probatória de avaliar isso. Quem cabe avaliar isso é o Tribunal Superior do Trabalho.
Quer dizer, eu não posso julgar uma reclamação, com processo objetivo,
analisando fatos e provas. Eu tenho que me basear no que o Tribunal Superior do Trabalho concluiu.
Se o Tribunal Superior do Trabalho concluiu que há responsabilidade porque o Estado não, vamos
dizer, fiscalizou o cumprimento das obrigações contratuais, que é uma da
cláusulas obrigatórias, daí ter surgido essa responsabilidade subsidiária
na Lei de Licitações, alguém tem que suportar esse ônus. O empregado é
que não pode ficar sem receber.
De sorte que eu peço vênia, vou manter ainda o meu
posicionamento, porque, com a devida vênia, eu tenho uma visão que me
levaria a concluir que uma posição diversa minha seria paternalista em
relação à irresponsabilidade do Estado.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, sem fato,
não há julgamento. Na reclamação, é preciso considerar certa moldura. E
essa moldura, como ressaltado pelo ministro Dias Toffoli, já agora com o
endosso do ministro Luís Roberto Barroso, ficou bem clara. Disse-se do
afastamento da norma legal que exclui a responsabilidade da tomadora
dos serviços, da Administração Pública, tendo em conta princípios gerais
alusivos ao Direito do Trabalho.
Realmente, não foi aceita pela Justiça do Trabalho a decisão na
Declaratória n 16. Tanto é assim que, a partir do pronunciamento, o
Tribunal Superior do Trabalho passou a apontar, de forma linear, que não
teria havido a fiscalização pela tomadora dos serviços, chegando mesmo
– e houve um ato falho porque desconheceu-se que a escolha da empresa
terceirizada não é a dedo, mas mediante licitação – a cogitar da culpa na
escolha da empresa.
Acompanho o Relator no voto proferido.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, sem fato,
não há julgamento. Na reclamação, é preciso considerar certa moldura. E
essa moldura, como ressaltado pelo ministro Dias Toffoli, já agora com o
endosso do ministro Luís Roberto Barroso, ficou bem clara. Disse-se do
afastamento da norma legal que exclui a responsabilidade da tomadora
dos serviços, da Administração Pública, tendo em conta princípios gerais
alusivos ao Direito do Trabalho.
Realmente, não foi aceita pela Justiça do Trabalho a decisão na
Declaratória n 16. Tanto é assim que, a partir do pronunciamento, o
Tribunal Superior do Trabalho passou a apontar, de forma linear, que não
teria havido a fiscalização pela tomadora dos serviços, chegando mesmo
– e houve um ato falho porque desconheceu-se que a escolha da empresa
terceirizada não é a dedo, mas mediante licitação – a cogitar da culpa na
escolha da empresa.
Acompanho o Relator no voto proferido.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23
Voto - MIN. ROSA WEBER
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Eu
peço vênia ao Relator, agora no reajuste do voto de Sua Excelência, ao
Ministro Dias Toffoli e ao Ministro Marco Aurélio para acompanhar a
divergência aberta pelo Ministro Luiz Fux.
Entendo eu - na minha leitura - que este Supremo Tribunal Federal,
ao julgamento da ADC 16, declarou a constitucionalidade do artigo 71 da
Lei 8.666. Isso o que fez. E a decisão reclamada, pelo que ouvi da leitura
do Ministro Luís Roberto, diz que, de fato, esse dispositivo contém a
previsão da não responsabilidade, mas que entende prevalecentes
princípios constitucionais. Foi o que eu ouvi.
Então, com todo respeito, emprestando à reclamação um âmbito
mais restrito, como faz o Ministro Luiz Fux, entendendo que o tema há de
ser solucionado lá na ação onde apurada a responsabilidade do ente
público, e não no âmbito da reclamação, fico com a divergência.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9016576.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846 SANTA CATARINA
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Eu
peço vênia ao Relator, agora no reajuste do voto de Sua Excelência, ao
Ministro Dias Toffoli e ao Ministro Marco Aurélio para acompanhar a
divergência aberta pelo Ministro Luiz Fux.
Entendo eu - na minha leitura - que este Supremo Tribunal Federal,
ao julgamento da ADC 16, declarou a constitucionalidade do artigo 71 da
Lei 8.666. Isso o que fez. E a decisão reclamada, pelo que ouvi da leitura
do Ministro Luís Roberto, diz que, de fato, esse dispositivo contém a
previsão da não responsabilidade, mas que entende prevalecentes
princípios constitucionais. Foi o que eu ouvi.
Então, com todo respeito, emprestando à reclamação um âmbito
mais restrito, como faz o Ministro Luiz Fux, entendendo que o tema há de
ser solucionado lá na ação onde apurada a responsabilidade do ente
público, e não no âmbito da reclamação, fico com a divergência.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9016576.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : ISIDORO BALAK
ADV.(A/S) : BRAULIO RENATO MOREIRA
INTDO.(A/S) : REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA-ESTRUTURA - DEINFRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Roberto Barroso,
relator, que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista
do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli, que presidiu este
julgamento. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco
Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 18.11.2014.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma deu provimento ao
agravo regimental para julgar procedente a reclamação, nos termos
do voto reajustado do Relator, vencidos os Senhores Ministros Luiz
Fux e Rosa Weber, Presidente. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598910
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.846
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : ISIDORO BALAK
ADV.(A/S) : BRAULIO RENATO MOREIRA
INTDO.(A/S) : REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA-ESTRUTURA - DEINFRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Roberto Barroso,
relator, que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista
do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli, que presidiu este
julgamento. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco
Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 18.11.2014.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma deu provimento ao
agravo regimental para julgar procedente a reclamação, nos termos
do voto reajustado do Relator, vencidos os Senhores Ministros Luiz
Fux e Rosa Weber, Presidente. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598910
Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECLAMAÇÃO 16 . 846",
"ADC 16",
"ADC 16",
"Súmula Vinculante 10",
"RECLAMAÇÃO 16 . 846",
"ADC 16 / DF",
"Súmula Vinculante n 10 .",
"RECLAMAÇÃO",
"ADC 16 / DF",
"Súmula Vinculante n 10",
"RCL",
"AgR",
"-",
"AIRR",
"-",
"141800",
"-",
"29",
".",
"2008",
".",
"5",
".",
"12",
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"0017",
"ADC n 16 / DF",
"ADC 16 / DF",
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"RCL 16846",
"-",
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"2008",
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"12",
"0017",
"item V da Súmula n 331 do Tribunal Superior do Trabalho",
"ADC n 16 / DF",
"ADC 16 / DF",
"Súmula Vinculante n 10",
"RCL 16846",
"ADC 16 / DF",
"RCL 16846",
"ADC 16 / DF",
"RCL 16846 AGR / SC",
"ADC n 16",
"Rcl 14 . 151 ED / MG",
"ADC 16 / DF",
"SÚMULA VINCULANTE n 10 / Supremo Tribunal Federal",
"RCL 16846",
"ADC n 16",
"Rcl 14",
"ED",
"/",
"MG",
"ADC 16 / DF",
"SÚMULA VINCULANTE n 10 / Supremo",
"RCL 16846 AGR / SC",
"Rcl 12 . 580 AgR / SP",
"Rcl 3 . 963 AgR / SC",
"Rcl 4 . 057 / BA",
"RCL 16846",
"Rcl 12 . 580 AgR / SP",
"Rcl 3 . 963 AgR / SC",
"Rcl 4 . 057 / BA",
"RCL 16846 AGR / SC",
"Súmula 331 / Tribunal Superior do Trabalho",
"Súmula Vinculante 10",
"ADC 16 . 3",
"RCL 16846 AGR",
"Súmula 331 / Tribunal Superior do Trabalho",
"Súmula Vinculante 10",
"ADC 16 . 3",
"RECLAMAÇÃO 16 . 846",
"Rcl 14 . 151 ED",
"RECLAMAÇÃO",
"ADC 16",
"Rcl 14 . 151 ED",
"Rcl",
"RCL 16846 AGR / SC 12 . 580 AgR",
"ADC 16",
"Súmula Vinculante 10 . 5",
"RCL 16846 AGR / SC 12 . 580 AgR",
"ADC 16",
"Súmula Vinculante 10 . 5",
"RCL 16846 AGR / SC",
"ADC 16",
"ADC 16 . 10",
"ADC 16",
"Súmula Vinculante 10 . Esta",
"RCL 16846 AGR / SC",
"ADC 16",
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"RCL 16846 AGR",
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"ADC n 16 / DF",
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"Súmula Vinculante n 10",
"ADC n 16 / DF",
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"RCL 16846",
"AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 16",
"ADC n 16 / DF",
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"RCL 16846 AGR / SC",
"ADC n 16 / DF",
"RCL 16846 AGR / SC",
"RCL 16846 AGR / SC",
"RCL 16846 AGR / SC",
"RCL 16846 AGR",
"RECLAMAÇÃO 16 . 846",
"RECLAMAÇÃO 16 . 846",
"RECLAMAÇÃO 16 . 846",
"ADC 16",
"ADC 16"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666 / 93",
"Constituição Federal de 1988 / 88 , art . 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666 / 93",
"Constituição Federal de 1988 / 88 , art . 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . , 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666 / 93",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666",
"Lei n 9 . 032",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666 / 93",
"Artigo 71 , § 1 . . . , da Lei 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . , 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666 / 93",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666",
"Lei n 9 . 032",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666 / 93",
"Artigo 71 , § 1 . . . , da Lei 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 , § 1 . . . , da Lei n . 8 . 666 / 93",
"LEI n 8 . 666 / 93 , ART . 71 , § 1 . . .",
"LEI n 8 . 666 / 93 , ART . 67",
"Constituição Federal de 1988 , ART . 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 , § 1 . . . , da Lei n . 8 . 666 / 93",
"LEI n 8 . 666 / 93 , ART . 71 , § 1 . . .",
"LEI n 8 . 666 / 93 , ART . 67",
"Constituição Federal de 1988 , ART . 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"2001",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90",
"art . 21 ,",
"Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90",
"art . 21 ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 1 . . . do art . 71 da Lei n 8 . 666 / 1993",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . , 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666 / 93",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666",
"Lei n 9 . 032",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666 / 1993",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . , 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666 / 93",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666",
"Lei n 9 . 032",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 da Lei n 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 da Lei n 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , § 6 . . . , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , § 6 . . . , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 da Lei 8666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 da Lei 8666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , inciso I , alínea l , Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 103 - A , § 3 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , inciso I , alínea l , Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso III do art . 14 da Lei n 9 . 868 / 99",
"§ 1 . . . do art . 71 da Lei n 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso III do art . 14 da Lei n 9 . 868 / 99",
"§ 1 . . . do art . 71 da Lei n 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 da Lei n 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 da Lei n 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei de",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei de",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 da Lei 8 . 666",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 da Lei 8 . 666",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Brasília",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Brasília",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"Estado de Santa Catarina",
"SANTA CATARINA",
"Estado de Santa Catarina",
"Estado de Santa Catarina",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA",
"CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA",
"DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA - ESTRUTURA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA",
"SANTA CATARINA LTDA",
"DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA - ESTRUTURA - DEINFRA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA",
"CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA",
"DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA - ESTRUTURA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SC",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"7",
".",
". . Turma do Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"TRT da 12 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"7",
".",
".",
". Turma do Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"TRT da 12 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SC",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA",
"SANTA CATARINA LTDA",
"DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA - ESTRUTURA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA",
"CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA",
"DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA - ESTRUTURA",
"DEINFRA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Reis Engenharia de Obras Ltda",
"Construtora Santa Catarina Ltda .",
"Departamento Estadual de Infraestrutura",
"DEINFRA",
"Estado de Santa Catarina",
"Estado de Santa Catarina",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Reis Engenharia de Obras Ltda",
"Construtora Santa Catarina Ltda .",
"Departamento Estadual de Infraestrutura",
"DEINFRA",
"Estado de Santa Catarina",
"Estado de Santa",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SC",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal Superior",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA",
"TURMA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA",
"SANTA CATARINA LTDA",
"DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA - ESTRUTURA",
"Primeira Turma",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"REIS ENGENHARIA DE OBRAS LTDA",
"CONSTRUTORA SANTA CATARINA LTDA",
"DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA - ESTRUTURA",
"DEINFRA",
"Primeira Turma",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"ISIDORO BALAK",
"BRAULIO RENATO MOREIRA",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ISIDORO BALAK",
"BRAULIO RENATO MOREIRA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ISIDORO BALAK",
"BRAULIO RENATO MOREIRA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Carlos Britto",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Carlos Britto",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Cezar Peluso",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Cezar Peluso",
"Luiz Fux",
"ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ISIDORO BALAK",
"BRAULIO RENATO MOREIRA",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Marco Aurélio",
"Odim Brandão Ferreira",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"ISIDORO BALAK",
"BRAULIO RENATO MOREIRA",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Marco Aurélio",
"Odim Brandão Ferreira",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"Isidoro Balak",
"DIAS",
"Isidoro Balak",
"Roberto Barroso",
"Roberto Barroso",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Toffoli",
"Fux",
"Dias Toffoli",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Toffoli",
"Fux",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Dias Toffoli",
"Luís Roberto Barroso",
"MARCO AURÉLIO",
"Dias Toffoli",
"Luís Roberto Barroso",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luís Roberto",
"Luiz Fux",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz",
"Fux",
"Luís",
"Roberto",
"Luiz Fux",
"ROBERTO BARROSO",
"ISIDORO BALAK",
"BRAULIO RENATO MOREIRA",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"ISIDORO BALAK",
"BRAULIO RENATO MOREIRA",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"24",
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"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
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"08",
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"2001",
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"24",
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"08",
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"2001",
"18",
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"11",
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"2014",
"24",
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".",
"09",
".",
"2011",
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"2001",
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"08",
"/",
"2001",
"26 de junho de 1993",
"1995",
"24",
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"2001",
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"2001",
"24",
"/",
"08",
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"2007",
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"05",
".",
"2007",
"18 de dezembro de 2013",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"10",
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"2007",
"18",
".",
"05",
".",
"2007",
"18 de dezembro de 2013",
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"2014",
"26 de junho de 1993",
"1995",
"/",
"1993",
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"08",
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"08",
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"08",
"/",
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".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"2015",
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"18",
"/",
"11",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"11",
"/",
"14",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
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"2001",
"24",
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"08",
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"2001",
"24",
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"24",
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"08",
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"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
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"05",
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"2015",
"24",
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"/",
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"19",
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"/",
"2015",
"18",
".",
"11",
".",
"2014",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
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"08",
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"18",
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"11",
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"2014",
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"5",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757.080 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA
ADV.(A/S)
:CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CRÉDITOS DE IPI, PIS E
COFINS. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. DEMORA DA
ADMINISTRAÇÃO. CORREÇÃO MONETÁRIA. ACÓRDÃO
RECORRIDO QUE CONCLUIU PELA AUSÊNCIA DE ÓBICE
ILEGÍTIMO DO FISCO AO APROVEITAMENTO DOS CRÉDITOS.
OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIADE DA JURISDIÇÃO.
INEXISTÊNCIA.
INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS E REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA.
IMPOSSIBILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. SÚMULA Nº 279
DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9059182.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757.080 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA
ADV.(A/S)
:CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA. contra
decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
TRIBUTÁRIO.
CRÉDITOS DE IPI, PIS E COFINS. PEDIDO DE
RESSARCIMENTO. DEMORA DA ADMINISTRAÇÃO.
CORREÇÃO MONETÁRIA. ACÓRDÃO QUE CONCLUIU
PELA AUSÊNCIA DE ÓBICE ILEGÍTIMO DO FISCO AO
APROVEITAMENTO DOS CRÉDITOS. OFENSA AO
PRINCÍPIO DA INAFASTABILIADE DA JURISDIÇÃO.
INEXISTÊNCIA.
INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS E REEXAME DE MATÉRIA
FÁTICA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº 279 DO STF.
RECURSO DESPROVIDO.”
Nas razões do agravo, sustenta que o Tribunal de origem teria se
negado a prestar a jurisdição, pois não teria se manifestado sobre as
alegadas ofensas à Constituição Federal e à legislação infraconstitucional.
Quanto à matéria de fundo, sustenta que haveria, in casu, ofensa direta ao
direito de propriedade e aos princípios da legalidade, da moralidade, da
isonomia, da duração razoável dos processos e da não cumulatividade
tributária.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757.080 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA
ADV.(A/S)
:CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA. contra
decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
TRIBUTÁRIO.
CRÉDITOS DE IPI, PIS E COFINS. PEDIDO DE
RESSARCIMENTO. DEMORA DA ADMINISTRAÇÃO.
CORREÇÃO MONETÁRIA. ACÓRDÃO QUE CONCLUIU
PELA AUSÊNCIA DE ÓBICE ILEGÍTIMO DO FISCO AO
APROVEITAMENTO DOS CRÉDITOS. OFENSA AO
PRINCÍPIO DA INAFASTABILIADE DA JURISDIÇÃO.
INEXISTÊNCIA.
INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS E REEXAME DE MATÉRIA
FÁTICA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº 279 DO STF.
RECURSO DESPROVIDO.”
Nas razões do agravo, sustenta que o Tribunal de origem teria se
negado a prestar a jurisdição, pois não teria se manifestado sobre as
alegadas ofensas à Constituição Federal e à legislação infraconstitucional.
Quanto à matéria de fundo, sustenta que haveria, in casu, ofensa direta ao
direito de propriedade e aos princípios da legalidade, da moralidade, da
isonomia, da duração razoável dos processos e da não cumulatividade
tributária.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757.080 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a
mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
O Tribunal de origem julgou a lide nos seguintes termos:
“PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DEMORA NO
EXAME DE PEDIDO DE RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS
DO PIS, COFINS E IPI. CORREÇÃO MONETÁRIA.
INAPLICABILIDADE.
O Judiciário, à míngua de previsão legal, não pode determinar a
aplicação de correção monetária aos valores referentes ao
aproveitamento de crédito presumido do IPI, do PIS e da COFINS
objeto de pedido de ressarcimento na esfera administrativa, sob pena
de estar atuando como legislador positivo.
O STF vem reiteradamente decidindo que não incide correção
monetária sobre créditos escriturais, e em se tratando de situação
análoga ao crédito presumido do IPI, do PIS e da COFINS, a estes
deve ser aplicado o mesmo raciocínio. Somente é devida a correção
monetária quando se trata de valores que não foram aproveitados
porquanto o Fisco não admitia que o fossem. Em casos tais, é devida a
correção monetária já que seu aproveitamento, pelo contribuinte, sofre
resistência oposta por ilegítimo ato administrativo ou normativo do
Fisco. É forma de se evitar o enriquecimento sem causa e de dar
integral cumprimento ao benefício legal concedido aos exportadores.
Precedentes do STJ e do STF. Precedentes: RESP. 640.773/SC, 1ª
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757.080 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a
mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
O Tribunal de origem julgou a lide nos seguintes termos:
“PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DEMORA NO
EXAME DE PEDIDO DE RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS
DO PIS, COFINS E IPI. CORREÇÃO MONETÁRIA.
INAPLICABILIDADE.
O Judiciário, à míngua de previsão legal, não pode determinar a
aplicação de correção monetária aos valores referentes ao
aproveitamento de crédito presumido do IPI, do PIS e da COFINS
objeto de pedido de ressarcimento na esfera administrativa, sob pena
de estar atuando como legislador positivo.
O STF vem reiteradamente decidindo que não incide correção
monetária sobre créditos escriturais, e em se tratando de situação
análoga ao crédito presumido do IPI, do PIS e da COFINS, a estes
deve ser aplicado o mesmo raciocínio. Somente é devida a correção
monetária quando se trata de valores que não foram aproveitados
porquanto o Fisco não admitia que o fossem. Em casos tais, é devida a
correção monetária já que seu aproveitamento, pelo contribuinte, sofre
resistência oposta por ilegítimo ato administrativo ou normativo do
Fisco. É forma de se evitar o enriquecimento sem causa e de dar
integral cumprimento ao benefício legal concedido aos exportadores.
Precedentes do STJ e do STF. Precedentes: RESP. 640.773/SC, 1ª
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 757080 AGR / SC
Turma, Min. Luiz Fux, DJ. de 30.05.2005 e ERESP. 468.926/SC, 1ª
Seção, Min. Teori Albino Zavaski, DJ de 13.04.2005.
No caso em tela, não houve oposição expressa do Fisco no
pretendido aproveitamento, tanto que a empresa autora não restou
obrigada a recorrer ao Judiciário para garantir seu direito aos créditos.
Há casos em que é deferido, na esfera judicial, prazo máximo
para a administração concluir ou impulsionar procedimento
administrativo destinado a ressarcir créditos em que é verificada
demora fora da razoabilidade. Entretanto, a jurisprudência e a lei não
autorizam, nesses mesmos casos, a incidência de correção monetária, o
que somente é possível na situação referida anteriormente, qual seja,
ilegítima oposição imposta pelo Fisco para gozo dos referidos créditos.”
Portanto, conforme asseverado na decisão ora agravada, não
prospera o argumento de que restou caracterizada a negativa de
prestação jurisdicional, tendo em vista que o Tribunal de origem apreciou
as questões apresentadas nos autos, embora de forma contrária aos
interesses da recorrente. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 4/6/2013, o qual possui a
seguinte ementa:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional.
Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não
configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG
791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios
do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o
processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao
princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6.
Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Ademais, o Plenário deste Tribunal, no julgamento do AI 791.292-
2
Supremo Tribunal Federal
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RE 757080 AGR / SC
Turma, Min. Luiz Fux, DJ. de 30.05.2005 e ERESP. 468.926/SC, 1ª
Seção, Min. Teori Albino Zavaski, DJ de 13.04.2005.
No caso em tela, não houve oposição expressa do Fisco no
pretendido aproveitamento, tanto que a empresa autora não restou
obrigada a recorrer ao Judiciário para garantir seu direito aos créditos.
Há casos em que é deferido, na esfera judicial, prazo máximo
para a administração concluir ou impulsionar procedimento
administrativo destinado a ressarcir créditos em que é verificada
demora fora da razoabilidade. Entretanto, a jurisprudência e a lei não
autorizam, nesses mesmos casos, a incidência de correção monetária, o
que somente é possível na situação referida anteriormente, qual seja,
ilegítima oposição imposta pelo Fisco para gozo dos referidos créditos.”
Portanto, conforme asseverado na decisão ora agravada, não
prospera o argumento de que restou caracterizada a negativa de
prestação jurisdicional, tendo em vista que o Tribunal de origem apreciou
as questões apresentadas nos autos, embora de forma contrária aos
interesses da recorrente. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 4/6/2013, o qual possui a
seguinte ementa:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional.
Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não
configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG
791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios
do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o
processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao
princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6.
Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Ademais, o Plenário deste Tribunal, no julgamento do AI 791.292-
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 757080 AGR / SC
QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 13/8/2010, Tema nº
339 da Repercussão Geral, reafirmou a jurisprudência da Corte no sentido
de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que
sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada
pela parte. O julgado restou assim ementado:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da
Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição
Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado
de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os
fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para
reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do
Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral.”
Quanto à matéria de fundo, o Tribunal de origem entendeu que não
houve óbice ilegítimo do Fisco ao aproveitamento dos créditos
presumidos de IPI, PIS e COFINS, objeto de pedido de ressarcimento na
esfera administrativa, de forma que não haveria que se falar em correção
monetária de referidos créditos, posto que se trata de situação análoga à
dos créditos escriturais, que só admitem correção monetária quando seu
aproveitamento sofre resistência oposta por ilegítimo ato administrativo
ou normativo do Fisco.
Nesse contexto, eventual ofensa à Constituição Federal se daria de
forma meramente reflexa, porquanto concluir diversamente do
entendimento supra referido, no que se refere à inexistência de óbice
ilegítimo do Fisco ao aproveitamento dos créditos, demandaria a
interpretação da legislação infraconstitucional de regência e o reexame do
conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF,
que dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 757080 AGR / SC
QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 13/8/2010, Tema nº
339 da Repercussão Geral, reafirmou a jurisprudência da Corte no sentido
de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que
sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada
pela parte. O julgado restou assim ementado:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da
Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição
Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado
de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os
fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para
reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do
Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral.”
Quanto à matéria de fundo, o Tribunal de origem entendeu que não
houve óbice ilegítimo do Fisco ao aproveitamento dos créditos
presumidos de IPI, PIS e COFINS, objeto de pedido de ressarcimento na
esfera administrativa, de forma que não haveria que se falar em correção
monetária de referidos créditos, posto que se trata de situação análoga à
dos créditos escriturais, que só admitem correção monetária quando seu
aproveitamento sofre resistência oposta por ilegítimo ato administrativo
ou normativo do Fisco.
Nesse contexto, eventual ofensa à Constituição Federal se daria de
forma meramente reflexa, porquanto concluir diversamente do
entendimento supra referido, no que se refere à inexistência de óbice
ilegítimo do Fisco ao aproveitamento dos créditos, demandaria a
interpretação da legislação infraconstitucional de regência e o reexame do
conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF,
que dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 757080 AGR / SC
extraordinário”. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. INCIDÊNCIA DE CORREÇÃO MONETÁRIA
SOBRE CRÉDITOS ESCRITURAIS DE IPI. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA
À
CONSTITUIÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A violação indireta das regras constitucionais não enseja
recurso extraordinário (Precedentes: AI n. 834.144 - AgR, Rel. Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, 1ª Turma, DJ 8.4.2011; AI n. 826.234
-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma DJ 2.3.2011; AI n.
813.120 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, 2ª Turma, DJ 14.2.2011).
2. A incidência da correção monetária sobre os créditos
escriturais de IPI, a princípio, trata-se de matéria infraconstitucional,
e eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta,
circunstância que inviabiliza a admissão do recurso extraordinário.
Nesse sentido: O AI 662.168/RJ, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de
23.11.2010, e o RE 567.681-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª
Turma, Dje de 08.5.2009. Contudo, depende de situações fáticas, em
que pode ocorrer ou não a incidência, segundo decisão deste Tribunal,
que identificou três situações distintas, a saber:
I - A discussão sobre a aplicação de determinado índice de
correção monetária e/ou a definição do período em que ela incide ou,
ainda, acerca da fixação do valor exato devido, em regra, dependem da
interpretação de normas ordinárias ou do exame de provas. Nesse
sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE 387.316-
AgR-ED-ED/PR e RE 422.005-ED/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie; RE
489.845-AgR/SP e RE 415.802-ED/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa;
RE 512.483-ED/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia; RE 447.436-ED/RS,
Rel. Min. Celso de Mello; RE 480.191-AgR/SP e RE 509.908-
AgR/PR, Rel. Min. Ayres Britto; RE 523.855-ED/RJ e RE 327.677-
ED/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes; RE 343.937-ED/SC.
II - Sobre legitimidade da correção monetária de créditos
escriturais excedentes, esta Corte já reconheceu a constitucionalidade,
mas guarda entendimento no sentido de que, nessa hipótese, é
4
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 757080 AGR / SC
extraordinário”. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. INCIDÊNCIA DE CORREÇÃO MONETÁRIA
SOBRE CRÉDITOS ESCRITURAIS DE IPI. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA
À
CONSTITUIÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A violação indireta das regras constitucionais não enseja
recurso extraordinário (Precedentes: AI n. 834.144 - AgR, Rel. Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, 1ª Turma, DJ 8.4.2011; AI n. 826.234
-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma DJ 2.3.2011; AI n.
813.120 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, 2ª Turma, DJ 14.2.2011).
2. A incidência da correção monetária sobre os créditos
escriturais de IPI, a princípio, trata-se de matéria infraconstitucional,
e eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta,
circunstância que inviabiliza a admissão do recurso extraordinário.
Nesse sentido: O AI 662.168/RJ, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de
23.11.2010, e o RE 567.681-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª
Turma, Dje de 08.5.2009. Contudo, depende de situações fáticas, em
que pode ocorrer ou não a incidência, segundo decisão deste Tribunal,
que identificou três situações distintas, a saber:
I - A discussão sobre a aplicação de determinado índice de
correção monetária e/ou a definição do período em que ela incide ou,
ainda, acerca da fixação do valor exato devido, em regra, dependem da
interpretação de normas ordinárias ou do exame de provas. Nesse
sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE 387.316-
AgR-ED-ED/PR e RE 422.005-ED/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie; RE
489.845-AgR/SP e RE 415.802-ED/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa;
RE 512.483-ED/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia; RE 447.436-ED/RS,
Rel. Min. Celso de Mello; RE 480.191-AgR/SP e RE 509.908-
AgR/PR, Rel. Min. Ayres Britto; RE 523.855-ED/RJ e RE 327.677-
ED/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes; RE 343.937-ED/SC.
II - Sobre legitimidade da correção monetária de créditos
escriturais excedentes, esta Corte já reconheceu a constitucionalidade,
mas guarda entendimento no sentido de que, nessa hipótese, é
4
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Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 757080 AGR / SC
indevida a atualização monetária dos créditos, ressalvada a previsão
em legislação local. Adotando esses posicionamentos, cito os seguintes
precedentes: RE 410.795-AgR/PR e AI 318.277-AgR/RS, Rel. Min.
Joaquim Barbosa; RE 386.475/RS, Rel. para o Acórdão Min. Cármen
Lúcia; RE 589.031-AgR/MG e RE 479.038-AgR/RS, Rel. Min. Eros
Grau; RE 463.388-AgR/RS e AI 672.329-AgR/MG, Rel. Min.
Gilmar Mendes; RE 588.985-AgR/RS e RE 466.399-ED/PR, Rel.
Min. Cezar Peluso; RE 523.087-AgR/SP, Rel. Min. Carlos Britto; RE
322.703-ED/PR, Rel. Min. Celso de Mello; RE 400.430-AgR/RS e AI
463.864-AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 195.643/RS, Rel. Min.
Ilmar Galvão; RE 202.840/SP, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 228.372-
AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence.
III - O direito à correção monetária nos casos em que se
reconhece ilegítima a resistência do Estado em possibilitar o
aproveitamento dos créditos. Nesses casos, o STF determina que o
crédito seja atualizado monetariamente, relativamente ao período em
que se reconhece como indevida a oposição do Fisco.
3. Aferir em qual hipótese se amolda o presente caso
demandaria o reexame dos fatos e provas que fundamentaram
a decisão recorrida, o que inviabiliza o processamento do
recurso extraordinário, ante a vedação contida no enunciado
da Súmula 279 desta Corte. Verbis: `Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário´.
4. Agravo regimental desprovido.” (AI 803.263-AgR, Rel. Min.
Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 24/6/2011 – grifei)
“RECURSO.
Extraordinário.
Inadmissibilidade.
PIS/COFINS. Critérios para a restituição e compensação do
indébito tributário. Prazo prescricional. Correção monetária.
Juros. Questões infraconstitucionais. Ofensa constitucional
indireta. Embargos rejeitados. Não cabe recurso extraordinário que
teria por objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má
interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da
República.” (RE 468.408-AgR-ED, Rel. Min. Cezar Peluso,
Segunda Turma, DJe de 7/3/2008)
5
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RE 757080 AGR / SC
indevida a atualização monetária dos créditos, ressalvada a previsão
em legislação local. Adotando esses posicionamentos, cito os seguintes
precedentes: RE 410.795-AgR/PR e AI 318.277-AgR/RS, Rel. Min.
Joaquim Barbosa; RE 386.475/RS, Rel. para o Acórdão Min. Cármen
Lúcia; RE 589.031-AgR/MG e RE 479.038-AgR/RS, Rel. Min. Eros
Grau; RE 463.388-AgR/RS e AI 672.329-AgR/MG, Rel. Min.
Gilmar Mendes; RE 588.985-AgR/RS e RE 466.399-ED/PR, Rel.
Min. Cezar Peluso; RE 523.087-AgR/SP, Rel. Min. Carlos Britto; RE
322.703-ED/PR, Rel. Min. Celso de Mello; RE 400.430-AgR/RS e AI
463.864-AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 195.643/RS, Rel. Min.
Ilmar Galvão; RE 202.840/SP, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 228.372-
AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence.
III - O direito à correção monetária nos casos em que se
reconhece ilegítima a resistência do Estado em possibilitar o
aproveitamento dos créditos. Nesses casos, o STF determina que o
crédito seja atualizado monetariamente, relativamente ao período em
que se reconhece como indevida a oposição do Fisco.
3. Aferir em qual hipótese se amolda o presente caso
demandaria o reexame dos fatos e provas que fundamentaram
a decisão recorrida, o que inviabiliza o processamento do
recurso extraordinário, ante a vedação contida no enunciado
da Súmula 279 desta Corte. Verbis: `Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário´.
4. Agravo regimental desprovido.” (AI 803.263-AgR, Rel. Min.
Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 24/6/2011 – grifei)
“RECURSO.
Extraordinário.
Inadmissibilidade.
PIS/COFINS. Critérios para a restituição e compensação do
indébito tributário. Prazo prescricional. Correção monetária.
Juros. Questões infraconstitucionais. Ofensa constitucional
indireta. Embargos rejeitados. Não cabe recurso extraordinário que
teria por objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má
interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da
República.” (RE 468.408-AgR-ED, Rel. Min. Cezar Peluso,
Segunda Turma, DJe de 7/3/2008)
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Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 757080 AGR / SC
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário.
Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Princípio da
isonomia.
1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido da
impossibilidade do cabimento do recurso extraordinário quando não
há ofensa direta à Constituição federal.
2. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 762.505-
AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 29/8/2011)
“EMENTA: Embargos de declaração em recurso extraordinário.
2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos
como agravo regimental. 3. Restituição do indébito tributário.
Disciplina legal própria. Eventuais controvérsias deverão ser
dirimidas pelo juízo da execução. Ofensa reflexa à Constituição
Federal. Precedentes. 4. Valores a serem restituídos. Correção
monetária. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 5.
Condenação em custas e horários advocatícios. Omissão. Inexistente.
6. Agravo regimental a que se negra provimento.” (RE 523.855-ED,
Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 28/3/2008)
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
6
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RE 757080 AGR / SC
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário.
Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Princípio da
isonomia.
1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido da
impossibilidade do cabimento do recurso extraordinário quando não
há ofensa direta à Constituição federal.
2. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 762.505-
AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 29/8/2011)
“EMENTA: Embargos de declaração em recurso extraordinário.
2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos
como agravo regimental. 3. Restituição do indébito tributário.
Disciplina legal própria. Eventuais controvérsias deverão ser
dirimidas pelo juízo da execução. Ofensa reflexa à Constituição
Federal. Precedentes. 4. Valores a serem restituídos. Correção
monetária. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 5.
Condenação em custas e horários advocatícios. Omissão. Inexistente.
6. Agravo regimental a que se negra provimento.” (RE 523.855-ED,
Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 28/3/2008)
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757.080
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA
ADV.(A/S) : CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757.080
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA
ADV.(A/S) : CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9077735
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-10T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CRÉDITOS DE IPI, PIS E COFINS. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. DEMORA DA ADMINISTRAÇÃO. CORREÇÃO MONETÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE CONCLUIU PELA AUSÊNCIA DE ÓBICE ILEGÍTIMO DO FISCO AO APROVEITAMENTO DOS CRÉDITOS. OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIADE DA JURISDIÇÃO. INEXISTÊNCIA. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS E REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. SÚMULA Nº 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
|
sjur314586
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRESTAÇÃO JURISDICIONAL)
AI 791292 QO-RG, ARE 740877 AgR (2ªT).
(SÚMULA 279)
RE 468408 AgR-ED (2ªT), AI 803263 AgR (1ªT).
Número de páginas: 9.
Análise: 17/08/2015, BMP.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
757080
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 757080 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA
ADV.(A/S) : CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757.080 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA
ADV.(A/S)
:CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CRÉDITOS DE IPI, PIS E
COFINS. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. DEMORA DA
ADMINISTRAÇÃO. CORREÇÃO MONETÁRIA. ACÓRDÃO
RECORRIDO QUE CONCLUIU PELA AUSÊNCIA DE ÓBICE
ILEGÍTIMO DO FISCO AO APROVEITAMENTO DOS CRÉDITOS.
OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIADE DA JURISDIÇÃO.
INEXISTÊNCIA.
INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS E REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA.
IMPOSSIBILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. SÚMULA n 279
DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757.080 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA
ADV.(A/S)
:CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA. contra
decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
TRIBUTÁRIO.
CRÉDITOS DE IPI, PIS E COFINS. PEDIDO DE
RESSARCIMENTO. DEMORA DA ADMINISTRAÇÃO.
CORREÇÃO MONETÁRIA. ACÓRDÃO QUE CONCLUIU
PELA AUSÊNCIA DE ÓBICE ILEGÍTIMO DO FISCO AO
APROVEITAMENTO DOS CRÉDITOS. OFENSA AO
PRINCÍPIO DA INAFASTABILIADE DA JURISDIÇÃO.
INEXISTÊNCIA.
INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS E REEXAME DE MATÉRIA
FÁTICA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal.
RECURSO DESPROVIDO.”
Nas razões do agravo, sustenta que o Tribunal de origem teria se
negado a prestar a jurisdição, pois não teria se manifestado sobre as
alegadas ofensas à Constituição Federal e à legislação infraconstitucional.
Quanto à matéria de fundo, sustenta que haveria, in casu, ofensa direta ao
direito de propriedade e aos princípios da legalidade, da moralidade, da
isonomia, da duração razoável dos processos e da não cumulatividade
tributária.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757.080 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA
ADV.(A/S)
:CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA. contra
decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
TRIBUTÁRIO.
CRÉDITOS DE IPI, PIS E COFINS. PEDIDO DE
RESSARCIMENTO. DEMORA DA ADMINISTRAÇÃO.
CORREÇÃO MONETÁRIA. ACÓRDÃO QUE CONCLUIU
PELA AUSÊNCIA DE ÓBICE ILEGÍTIMO DO FISCO AO
APROVEITAMENTO DOS CRÉDITOS. OFENSA AO
PRINCÍPIO DA INAFASTABILIADE DA JURISDIÇÃO.
INEXISTÊNCIA.
INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS E REEXAME DE MATÉRIA
FÁTICA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal.
RECURSO DESPROVIDO.”
Nas razões do agravo, sustenta que o Tribunal de origem teria se
negado a prestar a jurisdição, pois não teria se manifestado sobre as
alegadas ofensas à Constituição Federal e à legislação infraconstitucional.
Quanto à matéria de fundo, sustenta que haveria, in casu, ofensa direta ao
direito de propriedade e aos princípios da legalidade, da moralidade, da
isonomia, da duração razoável dos processos e da não cumulatividade
tributária.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757.080 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a
mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
O Tribunal de origem julgou a lide nos seguintes termos:
“PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DEMORA NO
EXAME DE PEDIDO DE RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS
DO PIS, COFINS E IPI. CORREÇÃO MONETÁRIA.
INAPLICABILIDADE.
O Judiciário, à míngua de previsão legal, não pode determinar a
aplicação de correção monetária aos valores referentes ao
aproveitamento de crédito presumido do IPI, do PIS e da COFINS
objeto de pedido de ressarcimento na esfera administrativa, sob pena
de estar atuando como legislador positivo.
O Supremo Tribunal Federal vem reiteradamente decidindo que não incide correção
monetária sobre créditos escriturais, e em se tratando de situação
análoga ao crédito presumido do IPI, do PIS e da COFINS, a estes
deve ser aplicado o mesmo raciocínio. Somente é devida a correção
monetária quando se trata de valores que não foram aproveitados
porquanto o Fisco não admitia que o fossem. Em casos tais, é devida a
correção monetária já que seu aproveitamento, pelo contribuinte, sofre
resistência oposta por ilegítimo ato administrativo ou normativo do
Fisco. É forma de se evitar o enriquecimento sem causa e de dar
integral cumprimento ao benefício legal concedido aos exportadores.
Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: RESP. 640.773/SC, 1...
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757.080 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a
mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
O Tribunal de origem julgou a lide nos seguintes termos:
“PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DEMORA NO
EXAME DE PEDIDO DE RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS
DO PIS, COFINS E IPI. CORREÇÃO MONETÁRIA.
INAPLICABILIDADE.
O Judiciário, à míngua de previsão legal, não pode determinar a
aplicação de correção monetária aos valores referentes ao
aproveitamento de crédito presumido do IPI, do PIS e da COFINS
objeto de pedido de ressarcimento na esfera administrativa, sob pena
de estar atuando como legislador positivo.
O Supremo Tribunal Federal vem reiteradamente decidindo que não incide correção
monetária sobre créditos escriturais, e em se tratando de situação
análoga ao crédito presumido do IPI, do PIS e da COFINS, a estes
deve ser aplicado o mesmo raciocínio. Somente é devida a correção
monetária quando se trata de valores que não foram aproveitados
porquanto o Fisco não admitia que o fossem. Em casos tais, é devida a
correção monetária já que seu aproveitamento, pelo contribuinte, sofre
resistência oposta por ilegítimo ato administrativo ou normativo do
Fisco. É forma de se evitar o enriquecimento sem causa e de dar
integral cumprimento ao benefício legal concedido aos exportadores.
Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: RESP. 640.773/SC, 1...
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC
Turma, Min. Luiz Fux, DJ. de 30.05.2005 e ERESP. 468.926/SC, 1...
Seção, Min. Teori Albino Zavaski, DJ de 13.04.2005.
No caso em tela, não houve oposição expressa do Fisco no
pretendido aproveitamento, tanto que a empresa autora não restou
obrigada a recorrer ao Judiciário para garantir seu direito aos créditos.
Há casos em que é deferido, na esfera judicial, prazo máximo
para a administração concluir ou impulsionar procedimento
administrativo destinado a ressarcir créditos em que é verificada
demora fora da razoabilidade. Entretanto, a jurisprudência e a lei não
autorizam, nesses mesmos casos, a incidência de correção monetária, o
que somente é possível na situação referida anteriormente, qual seja,
ilegítima oposição imposta pelo Fisco para gozo dos referidos créditos.”
Portanto, conforme asseverado na decisão ora agravada, não
prospera o argumento de que restou caracterizada a negativa de
prestação jurisdicional, tendo em vista que o Tribunal de origem apreciou
as questões apresentadas nos autos, embora de forma contrária aos
interesses da recorrente. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 4/6/2013, o qual possui a
seguinte ementa:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional.
Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não
configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG
791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios
do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o
processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao
princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6.
Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Ademais, o Plenário deste Tribunal, no julgamento do AI 791.292-
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC
Turma, Min. Luiz Fux, DJ. de 30.05.2005 e ERESP. 468.926/SC, 1...
Seção, Min. Teori Albino Zavaski, DJ de 13.04.2005.
No caso em tela, não houve oposição expressa do Fisco no
pretendido aproveitamento, tanto que a empresa autora não restou
obrigada a recorrer ao Judiciário para garantir seu direito aos créditos.
Há casos em que é deferido, na esfera judicial, prazo máximo
para a administração concluir ou impulsionar procedimento
administrativo destinado a ressarcir créditos em que é verificada
demora fora da razoabilidade. Entretanto, a jurisprudência e a lei não
autorizam, nesses mesmos casos, a incidência de correção monetária, o
que somente é possível na situação referida anteriormente, qual seja,
ilegítima oposição imposta pelo Fisco para gozo dos referidos créditos.”
Portanto, conforme asseverado na decisão ora agravada, não
prospera o argumento de que restou caracterizada a negativa de
prestação jurisdicional, tendo em vista que o Tribunal de origem apreciou
as questões apresentadas nos autos, embora de forma contrária aos
interesses da recorrente. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 4/6/2013, o qual possui a
seguinte ementa:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional.
Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não
configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG
791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios
do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o
processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao
princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6.
Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Ademais, o Plenário deste Tribunal, no julgamento do AI 791.292-
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC
QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 13/8/2010, Tema n
339 da Repercussão Geral, reafirmou a jurisprudência da Corte no sentido
de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que
sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada
pela parte. O julgado restou assim ementado:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da
Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição
Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado
de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os
fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para
reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do
Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral.”
Quanto à matéria de fundo, o Tribunal de origem entendeu que não
houve óbice ilegítimo do Fisco ao aproveitamento dos créditos
presumidos de IPI, PIS e COFINS, objeto de pedido de ressarcimento na
esfera administrativa, de forma que não haveria que se falar em correção
monetária de referidos créditos, posto que se trata de situação análoga à
dos créditos escriturais, que só admitem correção monetária quando seu
aproveitamento sofre resistência oposta por ilegítimo ato administrativo
ou normativo do Fisco.
Nesse contexto, eventual ofensa à Constituição Federal se daria de
forma meramente reflexa, porquanto concluir diversamente do
entendimento supra referido, no que se refere à inexistência de óbice
ilegítimo do Fisco ao aproveitamento dos créditos, demandaria a
interpretação da legislação infraconstitucional de regência e o reexame do
conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal,
que dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso
3
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Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC
QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 13/8/2010, Tema n
339 da Repercussão Geral, reafirmou a jurisprudência da Corte no sentido
de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que
sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada
pela parte. O julgado restou assim ementado:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da
Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição
Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado
de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os
fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para
reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do
Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral.”
Quanto à matéria de fundo, o Tribunal de origem entendeu que não
houve óbice ilegítimo do Fisco ao aproveitamento dos créditos
presumidos de IPI, PIS e COFINS, objeto de pedido de ressarcimento na
esfera administrativa, de forma que não haveria que se falar em correção
monetária de referidos créditos, posto que se trata de situação análoga à
dos créditos escriturais, que só admitem correção monetária quando seu
aproveitamento sofre resistência oposta por ilegítimo ato administrativo
ou normativo do Fisco.
Nesse contexto, eventual ofensa à Constituição Federal se daria de
forma meramente reflexa, porquanto concluir diversamente do
entendimento supra referido, no que se refere à inexistência de óbice
ilegítimo do Fisco ao aproveitamento dos créditos, demandaria a
interpretação da legislação infraconstitucional de regência e o reexame do
conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal,
que dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso
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Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC
extraordinário”. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. INCIDÊNCIA DE CORREÇÃO MONETÁRIA
SOBRE CRÉDITOS ESCRITURAIS DE IPI. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA
À
CONSTITUIÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A violação indireta das regras constitucionais não enseja
recurso extraordinário (Precedentes: AI n. 834.144 - AgR, Rel. Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, 1... Turma, DJ 8.4.2011; AI n. 826.234
-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma DJ 2.3.2011; AI n.
813.120 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, 2... Turma, DJ 14.2.2011).
2. A incidência da correção monetária sobre os créditos
escriturais de IPI, a princípio, trata-se de matéria infraconstitucional,
e eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta,
circunstância que inviabiliza a admissão do recurso extraordinário.
Nesse sentido: O AI 662.168/RJ, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de
23.11.2010, e o Recurso Extraordinário 567.681-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1...
Turma, Dje de 08.5.2009. Contudo, depende de situações fáticas, em
que pode ocorrer ou não a incidência, segundo decisão deste Tribunal,
que identificou três situações distintas, a saber:
I - A discussão sobre a aplicação de determinado índice de
correção monetária e/ou a definição do período em que ela incide ou,
ainda, acerca da fixação do valor exato devido, em regra, dependem da
interpretação de normas ordinárias ou do exame de provas. Nesse
sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 387.316-
AgR-ED-ED/PR e Recurso Extraordinário 422.005-ED/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário
489.845-AgR/SP e Recurso Extraordinário 415.802-ED/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa;
Recurso Extraordinário 512.483-ED/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia; Recurso Extraordinário 447.436-ED/RS,
Rel. Min. Celso de Mello; Recurso Extraordinário 480.191-AgR/SP e Recurso Extraordinário 509.908-
AgR/PR, Rel. Min. Ayres Britto; Recurso Extraordinário 523.855-ED/RJ e Recurso Extraordinário 327.677-
ED/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes; Recurso Extraordinário 343.937-ED/SC.
II - Sobre legitimidade da correção monetária de créditos
escriturais excedentes, esta Corte já reconheceu a constitucionalidade,
mas guarda entendimento no sentido de que, nessa hipótese, é
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Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC
extraordinário”. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. INCIDÊNCIA DE CORREÇÃO MONETÁRIA
SOBRE CRÉDITOS ESCRITURAIS DE IPI. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA
À
CONSTITUIÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A violação indireta das regras constitucionais não enseja
recurso extraordinário (Precedentes: AI n. 834.144 - AgR, Rel. Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, 1... Turma, DJ 8.4.2011; AI n. 826.234
-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma DJ 2.3.2011; AI n.
813.120 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, 2... Turma, DJ 14.2.2011).
2. A incidência da correção monetária sobre os créditos
escriturais de IPI, a princípio, trata-se de matéria infraconstitucional,
e eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta,
circunstância que inviabiliza a admissão do recurso extraordinário.
Nesse sentido: O AI 662.168/RJ, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de
23.11.2010, e o Recurso Extraordinário 567.681-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1...
Turma, Dje de 08.5.2009. Contudo, depende de situações fáticas, em
que pode ocorrer ou não a incidência, segundo decisão deste Tribunal,
que identificou três situações distintas, a saber:
I - A discussão sobre a aplicação de determinado índice de
correção monetária e/ou a definição do período em que ela incide ou,
ainda, acerca da fixação do valor exato devido, em regra, dependem da
interpretação de normas ordinárias ou do exame de provas. Nesse
sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 387.316-
AgR-ED-ED/PR e Recurso Extraordinário 422.005-ED/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário
489.845-AgR/SP e Recurso Extraordinário 415.802-ED/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa;
Recurso Extraordinário 512.483-ED/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia; Recurso Extraordinário 447.436-ED/RS,
Rel. Min. Celso de Mello; Recurso Extraordinário 480.191-AgR/SP e Recurso Extraordinário 509.908-
AgR/PR, Rel. Min. Ayres Britto; Recurso Extraordinário 523.855-ED/RJ e Recurso Extraordinário 327.677-
ED/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes; Recurso Extraordinário 343.937-ED/SC.
II - Sobre legitimidade da correção monetária de créditos
escriturais excedentes, esta Corte já reconheceu a constitucionalidade,
mas guarda entendimento no sentido de que, nessa hipótese, é
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Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC
indevida a atualização monetária dos créditos, ressalvada a previsão
em legislação local. Adotando esses posicionamentos, cito os seguintes
precedentes: Recurso Extraordinário 410.795-AgR/PR e AI 318.277-AgR/RS, Rel. Min.
Joaquim Barbosa; Recurso Extraordinário 386.475/RS, Rel. para o Acórdão Min. Cármen
Lúcia; Recurso Extraordinário 589.031-AgR/MG e Recurso Extraordinário 479.038-AgR/RS, Rel. Min. Eros
Grau; Recurso Extraordinário 463.388-AgR/RS e AI 672.329-AgR/MG, Rel. Min.
Gilmar Mendes; Recurso Extraordinário 588.985-AgR/RS e Recurso Extraordinário 466.399-ED/PR, Rel.
Min. Cezar Peluso; Recurso Extraordinário 523.087-AgR/SP, Rel. Min. Carlos Britto; Recurso Extraordinário
322.703-ED/PR, Rel. Min. Celso de Mello; Recurso Extraordinário 400.430-AgR/RS e AI
463.864-AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 195.643/RS, Rel. Min.
Ilmar Galvão; Recurso Extraordinário 202.840/SP, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 228.372-
AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence.
III - O direito à correção monetária nos casos em que se
reconhece ilegítima a resistência do Estado em possibilitar o
aproveitamento dos créditos. Nesses casos, o Supremo Tribunal Federal determina que o
crédito seja atualizado monetariamente, relativamente ao período em
que se reconhece como indevida a oposição do Fisco.
3. Aferir em qual hipótese se amolda o presente caso
demandaria o reexame dos fatos e provas que fundamentaram
a decisão recorrida, o que inviabiliza o processamento do
recurso extraordinário, ante a vedação contida no enunciado
da Súmula 279 desta Corte. Verbis: `Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário´.
4. Agravo regimental desprovido.” (AI 803.263-AgR, Rel. Min.
Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 24/6/2011 – grifei)
“RECURSO.
Extraordinário.
Inadmissibilidade.
PIS/COFINS. Critérios para a restituição e compensação do
indébito tributário. Prazo prescricional. Correção monetária.
Juros. Questões infraconstitucionais. Ofensa constitucional
indireta. Embargos rejeitados. Não cabe recurso extraordinário que
teria por objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má
interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da
República.” (Recurso Extraordinário 468.408-AgR-ED, Rel. Min. Cezar Peluso,
Segunda Turma, DJe de 7/3/2008)
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Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC
indevida a atualização monetária dos créditos, ressalvada a previsão
em legislação local. Adotando esses posicionamentos, cito os seguintes
precedentes: Recurso Extraordinário 410.795-AgR/PR e AI 318.277-AgR/RS, Rel. Min.
Joaquim Barbosa; Recurso Extraordinário 386.475/RS, Rel. para o Acórdão Min. Cármen
Lúcia; Recurso Extraordinário 589.031-AgR/MG e Recurso Extraordinário 479.038-AgR/RS, Rel. Min. Eros
Grau; Recurso Extraordinário 463.388-AgR/RS e AI 672.329-AgR/MG, Rel. Min.
Gilmar Mendes; Recurso Extraordinário 588.985-AgR/RS e Recurso Extraordinário 466.399-ED/PR, Rel.
Min. Cezar Peluso; Recurso Extraordinário 523.087-AgR/SP, Rel. Min. Carlos Britto; Recurso Extraordinário
322.703-ED/PR, Rel. Min. Celso de Mello; Recurso Extraordinário 400.430-AgR/RS e AI
463.864-AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 195.643/RS, Rel. Min.
Ilmar Galvão; Recurso Extraordinário 202.840/SP, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 228.372-
AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence.
III - O direito à correção monetária nos casos em que se
reconhece ilegítima a resistência do Estado em possibilitar o
aproveitamento dos créditos. Nesses casos, o Supremo Tribunal Federal determina que o
crédito seja atualizado monetariamente, relativamente ao período em
que se reconhece como indevida a oposição do Fisco.
3. Aferir em qual hipótese se amolda o presente caso
demandaria o reexame dos fatos e provas que fundamentaram
a decisão recorrida, o que inviabiliza o processamento do
recurso extraordinário, ante a vedação contida no enunciado
da Súmula 279 desta Corte. Verbis: `Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário´.
4. Agravo regimental desprovido.” (AI 803.263-AgR, Rel. Min.
Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 24/6/2011 – grifei)
“RECURSO.
Extraordinário.
Inadmissibilidade.
PIS/COFINS. Critérios para a restituição e compensação do
indébito tributário. Prazo prescricional. Correção monetária.
Juros. Questões infraconstitucionais. Ofensa constitucional
indireta. Embargos rejeitados. Não cabe recurso extraordinário que
teria por objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má
interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da
República.” (Recurso Extraordinário 468.408-AgR-ED, Rel. Min. Cezar Peluso,
Segunda Turma, DJe de 7/3/2008)
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Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário.
Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Princípio da
isonomia.
1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido da
impossibilidade do cabimento do recurso extraordinário quando não
há ofensa direta à Constituição federal.
2. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 762.505-
AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 29/8/2011)
“EMENTA: Embargos de declaração em recurso extraordinário.
2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos
como agravo regimental. 3. Restituição do indébito tributário.
Disciplina legal própria. Eventuais controvérsias deverão ser
dirimidas pelo juízo da execução. Ofensa reflexa à Constituição
Federal. Precedentes. 4. Valores a serem restituídos. Correção
monetária. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 5.
Condenação em custas e horários advocatícios. Omissão. Inexistente.
6. Agravo regimental a que se negra provimento.” (Recurso Extraordinário 523.855-ED,
Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 28/3/2008)
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
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Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário.
Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Princípio da
isonomia.
1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido da
impossibilidade do cabimento do recurso extraordinário quando não
há ofensa direta à Constituição federal.
2. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 762.505-
AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 29/8/2011)
“EMENTA: Embargos de declaração em recurso extraordinário.
2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos
como agravo regimental. 3. Restituição do indébito tributário.
Disciplina legal própria. Eventuais controvérsias deverão ser
dirimidas pelo juízo da execução. Ofensa reflexa à Constituição
Federal. Precedentes. 4. Valores a serem restituídos. Correção
monetária. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 5.
Condenação em custas e horários advocatícios. Omissão. Inexistente.
6. Agravo regimental a que se negra provimento.” (Recurso Extraordinário 523.855-ED,
Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 28/3/2008)
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757.080
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA
ADV.(A/S) : CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757.080
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA
ADV.(A/S) : CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757 . 080",
"SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757 . 080",
"SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757 . 080",
"SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757 . 080",
"RESP . 640 . 773 / SC",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757 . 080",
"RESP . 640 . 773 / SC",
"Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC Turma",
"ERESP",
".",
"468",
".",
"926",
"/",
"SC",
"ARE 740 . 877 - AgR",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"AI 791 . 292 - 2",
"Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC",
"ARE 740 . 877 - AgR",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"AI 791 . 292 - 2",
"Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC QO - RG",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC QO - RG",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC",
"AI n . 834 . 144 - AgR",
"AI n . 826 . 234 - AgR",
"AI n . 813 . 120 AgR",
"AI 662 . 168 / RJ",
"Recurso Extraordinário 567 . 681 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário 387 . 316 - AgR - ED - ED / PR",
"Recurso Extraordinário 422 . 005 - ED / RJ",
"Recurso Extraordinário 489 . 845 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 415 . 802 - ED / PR",
"Recurso Extraordinário 512 . 483 - ED / PR",
"Recurso Extraordinário 447 . 436 - ED / RS",
"Recurso Extraordinário 480 . 191 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 509 . 908 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário 523 . 855 - ED / RJ",
"Recurso Extraordinário 327 . 677 - ED / SC",
"Recurso Extraordinário 343 . 937 - ED / SC",
"Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC",
"AI n . 834 . 144 - AgR",
"AI n . 826 . 234 - AgR",
"AI n . 813 . 120 AgR",
"AI 662 . 168 / RJ",
"Recurso Extraordinário 567 . 681 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário 387 . 316 - AgR - ED - ED / PR",
"Recurso Extraordinário 422 . 005 - ED / RJ",
"Recurso Extraordinário 489",
"Recurso Extraordinário 415 . 802 - ED / PR",
"Recurso Extraordinário 512 . 483 - ED / PR",
"Recurso Extraordinário 447 . 436 - ED / RS",
"Recurso Extraordinário 480 . 191 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 509 . 908 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário 523 . 855 - ED / RJ",
"Recurso Extraordinário 327 . 677 - ED / SC",
"Recurso Extraordinário 343 . 937 - ED / SC",
"Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC",
"Recurso Extraordinário 410 . 795 - AgR / PR",
"AI 318 . 277 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 386 . 475 / RS",
"Recurso Extraordinário 589 . 031 - AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 479 . 038 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 463 . 388 - AgR / RS",
"AI 672 . 329 - AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 588 . 985 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 466 . 399 - ED / PR",
"Recurso Extraordinário 523 . 087 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 322 . 703 - ED / PR",
"Recurso Extraordinário 400 . 430 - AgR / RS",
"AI 463 . 864 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário 195 . 643 / RS",
"Recurso Extraordinário 202 . 840 / SP",
"AI 228 . 372 - AgR / RS",
"AI 803 . 263 - AgR",
"Recurso",
"Extraordinário 468 . 408 - AgR - ED",
"Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC",
"Recurso Extraordinário 410 . 795 - AgR / PR",
"AI 318 . 277 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 386 . 475 / RS",
"Recurso Extraordinário 589 . 031 - AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 479 . 038 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 463 . 388 - AgR / RS",
"AI 672 . 329 - AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 588 . 985 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 466 . 399 - ED / PR",
"Recurso Extraordinário 523 . 087 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 322 . 703 - ED / PR",
"Recurso Extraordinário 400 . 430 - AgR / RS",
"AI 463 . 864 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário 195 . 643 / RS",
"Recurso Extraordinário 202 . 840 / SP",
"AI 228 . 372 - AgR / RS",
"Súmula 279 desta Corte",
"AI 803 . 263 - AgR",
"Recurso Extraordinário 468 . 408 - AgR - ED",
"Recurso Extraordinário 757080 AGR",
"AI 762 . 505 - AgR",
"Recurso Extraordinário 523 . 855 - ED",
"Recurso Extraordinário 757080 AGR / SC",
"AI 762 . 505 - AgR",
"Recurso Extraordinário 523 . 855 - ED",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757 . 080",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 757 . 080"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544",
"incisos",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .",
"incisos XXXV e LX do art . 5 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 .",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição federal",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição federal",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA",
"UNIÃO",
"ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA",
"UNIÃO",
"ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
"2",
".",
".",
".",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SC",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ARTES INDUSTRIAIS DE MADEIRA LTDA",
"UNIÃO",
".",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"CLAUDIOMIRO FILIPPI",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Luiz Fux",
"Teori Albino Zavaski",
"Gilmar Mendes",
"Luiz Fux",
"Teori Albino Zavaski",
"Gilmar Mendes",
"LUIZ FUX",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"LUIZ FUX",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"AYRES BRITTO",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"AYRES BRITTO",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"LUIZ FUX",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Celso de Mello",
"Ellen Gracie",
"Ilmar Galvão",
"Carlos Velloso",
"Sepúlveda Pertence",
"Luiz Fux",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Celso de Mello",
"Ellen Gracie",
"Ilmar Galvão",
"Carlos Velloso",
"Sepúlveda Pertence",
"Luiz Fux",
"Cezar Peluso",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"LUIZ FUX",
"CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"05",
".",
"2005",
"13",
".",
"04",
".",
"2005",
"4",
"/",
"6",
"/",
"2013",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"05",
".",
"2005",
"13",
".",
"04",
".",
"2005",
"4",
"/",
"6",
"/",
"2013",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"8",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"8",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
".",
"4",
".",
"2011",
"2",
".",
"3",
".",
"2011",
"14",
".",
"2",
".",
"2011",
"23",
".",
"11",
".",
"2010",
"08",
".",
"5",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
".",
"4",
".",
"2011",
"2",
".",
"3",
".",
"2011",
"14",
".",
"2",
".",
"2011",
"23",
".",
"11",
".",
"2010",
"08",
".",
"5",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"6",
"/",
"2011",
"7",
"/",
"3",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"6",
"/",
"2011",
"7",
"/",
"3",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
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"/",
"2011",
"28",
"/",
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"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
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"2011",
"28",
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"2008",
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"/",
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"/",
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"2015",
".",
"6",
".",
"2015",
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"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.425 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESPÓLIO DE LUIZ CARDAMONE NETO
ADV.(A/S)
:LINA CIODERI ALBARELLI
AGDO.(A/S)
:FICRA S/A - PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO E
PARTICIPAÇÃO
AGDO.(A/S)
:FABIO HADDAD NASRALLA
ADV.(A/S)
:FÁBIO YUNES FRAIHA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:AVEIRO INCORPORAÇÕES S/A
ADV.(A/S)
:DANIEL DE CAMARGO JUREMA E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. EXECUÇÃO.
PENHORA. CARACTERIZAÇÃO DE BEM DE FAMÍLIA.. PRÉVIA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA
DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS:
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.425 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESPÓLIO DE LUIZ CARDAMONE NETO
ADV.(A/S)
:LINA CIODERI ALBARELLI
AGDO.(A/S)
:FICRA S/A - PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO E
PARTICIPAÇÃO
AGDO.(A/S)
:FABIO HADDAD NASRALLA
ADV.(A/S)
:FÁBIO YUNES FRAIHA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:AVEIRO INCORPORAÇÕES S/A
ADV.(A/S)
:DANIEL DE CAMARGO JUREMA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 21.5.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Espólio de Luiz Cardamone Neto contra
julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, pelo qual se manteve
sentença rejeitando arguição de nulidade de penhora. A decisão agravada
teve a seguinte fundamentação:
“6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art.
93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora
em sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que
a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja
fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das
questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as
premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o
dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE
140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269).
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.425 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESPÓLIO DE LUIZ CARDAMONE NETO
ADV.(A/S)
:LINA CIODERI ALBARELLI
AGDO.(A/S)
:FICRA S/A - PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO E
PARTICIPAÇÃO
AGDO.(A/S)
:FABIO HADDAD NASRALLA
ADV.(A/S)
:FÁBIO YUNES FRAIHA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:AVEIRO INCORPORAÇÕES S/A
ADV.(A/S)
:DANIEL DE CAMARGO JUREMA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 21.5.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Espólio de Luiz Cardamone Neto contra
julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, pelo qual se manteve
sentença rejeitando arguição de nulidade de penhora. A decisão agravada
teve a seguinte fundamentação:
“6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art.
93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora
em sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que
a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja
fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das
questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as
premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o
dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE
140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
ARE 887425 AGR / SP
7. A apreciação do pleito recursal demandaria análise da
legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil) e
reexame do conjunto fático-probatório do processo, a inviabilizar o
recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo
Tribunal Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL.
DÍVIDA ATIVA: INSCRIÇÃO E REQUISITOS. BEM DE
FAMÍLIA. IMPENHORABILIDADE. NECESSIDADE DE
ANÁLISE
PRÉVIA
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (RE 844.757-AgR, de minha relatoria, Segunda
Turma, DJe 19.12.2014).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA AO ART.
1º, III, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 284/STF.
IMPENHORABILIDADE DE BEM DE FAMÍLIA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(ARE 824.911-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda
Turma, DJe 12.11.2014).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
FUNGIBILIDADE.
EMBARGOS
RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. TRABALHISTA
E PROCESSUAL CIVIL. FRAUDE À EXECUÇÃO. PENHORA.
BEM DOADO POR SÓCIO E POSTERIORMENTE
ADQUIRIDO POR TERCEIRO DE BOA-FÉ. ALEGADO BEM
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887425 AGR / SP
7. A apreciação do pleito recursal demandaria análise da
legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil) e
reexame do conjunto fático-probatório do processo, a inviabilizar o
recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo
Tribunal Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL.
DÍVIDA ATIVA: INSCRIÇÃO E REQUISITOS. BEM DE
FAMÍLIA. IMPENHORABILIDADE. NECESSIDADE DE
ANÁLISE
PRÉVIA
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (RE 844.757-AgR, de minha relatoria, Segunda
Turma, DJe 19.12.2014).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA AO ART.
1º, III, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 284/STF.
IMPENHORABILIDADE DE BEM DE FAMÍLIA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(ARE 824.911-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda
Turma, DJe 12.11.2014).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
FUNGIBILIDADE.
EMBARGOS
RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. TRABALHISTA
E PROCESSUAL CIVIL. FRAUDE À EXECUÇÃO. PENHORA.
BEM DOADO POR SÓCIO E POSTERIORMENTE
ADQUIRIDO POR TERCEIRO DE BOA-FÉ. ALEGADO BEM
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Relatório
ARE 887425 AGR / SP
DE FAMÍLIA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E ANÁLISE DO CONTEXTO
FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. SÚMULA
279/STF. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL
REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE Nº 748.371.
CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL.
VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE NÃO
CONFIGURADA” (RE 714.595-ED, Relator o Ministro Luiz Fux,
Primeira Turma, DJe 25.8.2014).
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 26.5.2015, interpõe Espólio de
Luiz Cardamone Neto, em 2.6.2015, tempestivamente, agravo regimental.
O Agravante afirma que
“o V. Acórdão não observou o princípio constitucional de pleno
acesso ao contraditório ao não fundamentar a exigência de produção
de prova sobre fato presumível, qual seja, de que a renda auferida é
destinada ao uso da família do Agravante, o que deveria ter sido
presumido, ferindo o disposto no artigo 131, do Código de Processo
Civil e, por consequência, o tratamento específico do inciso IX ao
artigo 93 da Constituição Federal, qual seja, o dever de
fundamentação das decisões, requisito ou pressuposto lógico para o
exercício de direitos fundamentais previstos no artigo 5º da Carta
Magna, como no caso da ampla defesa”.
Assevera que
“o E. Tribunal a quo elegeu a tese de restrita interpretação dos
artigos 1º e 5º, da Lei 8.009/90, acatando a impenhorabilidade de ‘bem
de família’, somente nos casos em que seja este bem, o único imóvel do
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887425 AGR / SP
DE FAMÍLIA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E ANÁLISE DO CONTEXTO
FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. SÚMULA
279/STF. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL
REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE Nº 748.371.
CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL.
VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE NÃO
CONFIGURADA” (RE 714.595-ED, Relator o Ministro Luiz Fux,
Primeira Turma, DJe 25.8.2014).
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 26.5.2015, interpõe Espólio de
Luiz Cardamone Neto, em 2.6.2015, tempestivamente, agravo regimental.
O Agravante afirma que
“o V. Acórdão não observou o princípio constitucional de pleno
acesso ao contraditório ao não fundamentar a exigência de produção
de prova sobre fato presumível, qual seja, de que a renda auferida é
destinada ao uso da família do Agravante, o que deveria ter sido
presumido, ferindo o disposto no artigo 131, do Código de Processo
Civil e, por consequência, o tratamento específico do inciso IX ao
artigo 93 da Constituição Federal, qual seja, o dever de
fundamentação das decisões, requisito ou pressuposto lógico para o
exercício de direitos fundamentais previstos no artigo 5º da Carta
Magna, como no caso da ampla defesa”.
Assevera que
“o E. Tribunal a quo elegeu a tese de restrita interpretação dos
artigos 1º e 5º, da Lei 8.009/90, acatando a impenhorabilidade de ‘bem
de família’, somente nos casos em que seja este bem, o único imóvel do
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ARE 887425 AGR / SP
devedor e que nele resida com sua família, excluindo a possibilidade de
sua locação, mesmo sendo o único da família e que com sua locação
obtenham renda potencialmente suficiente a quitar o aluguel de onde
esta “entidade familiar” efetivamente reside, posto que de valor menor,
como ocorre no presente caso. Desta forma, foi desconsiderado o fim
social da norma a ser alcançado em proteção à moradia da família e da
entidade familiar”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887425 AGR / SP
devedor e que nele resida com sua família, excluindo a possibilidade de
sua locação, mesmo sendo o único da família e que com sua locação
obtenham renda potencialmente suficiente a quitar o aluguel de onde
esta “entidade familiar” efetivamente reside, posto que de valor menor,
como ocorre no presente caso. Desta forma, foi desconsiderado o fim
social da norma a ser alcançado em proteção à moradia da família e da
entidade familiar”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.425 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. No voto condutor do acórdão recorrido, o Desembargador Relator
assentou:
“Na espécie, o próprio agravante confessa amplamente (fls. 07) a
não observância dessa disposição legal que exige sirva o imóvel de
moradia permanente da família. Aliás, o mero fato de se tratar de um
terreno, sem a construção própria a servir de moradia para eles
fundamento da decisão combatida , já desatende a lei referida,
mostrando-se suficiente para tornar inaplicável o instituto da
impenhorabilidade do bem de família.
Não se desconhece o posicionamento jurisprudencial,
atualmente predominante no E. Superior Tribunal de Justiça, que
acolhe o entendimento de que a locação do único imóvel de propriedade
da família não afasta o benefício da impenhorabilidade do bem de
família, por ter a lei o objetivo de proteger a entidade familiar,
restando autorizadas, desse modo, hipóteses em que a renda oriunda
do aluguel possa ser utilizada para a subsistência da família ou mesmo
para o pagamento de dívidas (REsp 445.990-MG, Rel. Min.
FRANCIULLI NETTO, DJ 11.04.2005, e AgRg no Ag 385.692-RS,
Rel. Min. ALDIR PASSARINHO JUNIOR, DJ 19.08.2002).
Entretanto, ainda que essa jurisprudência predominante
abrande a exigência legal da ocupação residencial permanente, não se
deve deixar de observar que a lei estabelece como requisito que se trate
de residência, escapando dessa regra o caso telado, que trata, como
dito, do aluguel de um terreno, sem construção, no qual o locatário
explora a atividade de estacionamento.
Não obstante, mesmo que se superasse tal fato, o agravante não
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23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.425 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. No voto condutor do acórdão recorrido, o Desembargador Relator
assentou:
“Na espécie, o próprio agravante confessa amplamente (fls. 07) a
não observância dessa disposição legal que exige sirva o imóvel de
moradia permanente da família. Aliás, o mero fato de se tratar de um
terreno, sem a construção própria a servir de moradia para eles
fundamento da decisão combatida , já desatende a lei referida,
mostrando-se suficiente para tornar inaplicável o instituto da
impenhorabilidade do bem de família.
Não se desconhece o posicionamento jurisprudencial,
atualmente predominante no E. Superior Tribunal de Justiça, que
acolhe o entendimento de que a locação do único imóvel de propriedade
da família não afasta o benefício da impenhorabilidade do bem de
família, por ter a lei o objetivo de proteger a entidade familiar,
restando autorizadas, desse modo, hipóteses em que a renda oriunda
do aluguel possa ser utilizada para a subsistência da família ou mesmo
para o pagamento de dívidas (REsp 445.990-MG, Rel. Min.
FRANCIULLI NETTO, DJ 11.04.2005, e AgRg no Ag 385.692-RS,
Rel. Min. ALDIR PASSARINHO JUNIOR, DJ 19.08.2002).
Entretanto, ainda que essa jurisprudência predominante
abrande a exigência legal da ocupação residencial permanente, não se
deve deixar de observar que a lei estabelece como requisito que se trate
de residência, escapando dessa regra o caso telado, que trata, como
dito, do aluguel de um terreno, sem construção, no qual o locatário
explora a atividade de estacionamento.
Não obstante, mesmo que se superasse tal fato, o agravante não
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 887425 AGR / SP
trouxe aos autos prova alguma de que a renda obtida com o aluguel do
terreno fosse efetivamente voltada para a subsistência da família”.
Como afirmado na decisão agravada, a análise do pleito recursal
demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, procedimento
inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do
Supremo Tribunal Federal.
Novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise prévia
de legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Lei n. 8.009/1990 e
Código de Processo Civil). A alegada contrariedade à Constituição da
República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o
processamento do recurso extraordinário:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA AO ART.
1º, III, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 284/STF.
IMPENHORABILIDADE DE BEM DE FAMÍLIA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.”
(ARE 824.911-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda
Turma, DJe 12.11.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. BEM DE FAMÍLIA. IMPENHORABILIDADE.
NECESSIDADE
DE
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E NOVA APRECIAÇÃO DO
ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. Hipótese
em que para dissentir do entendimento do Tribunal de origem seria
necessário nova apreciação do material probatório constantes dos
autos (Súmula 279/STF), bem como a análise da legislação
infraconstitucional pertinente. Precedentes. Agravo regimental a que
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887425 AGR / SP
trouxe aos autos prova alguma de que a renda obtida com o aluguel do
terreno fosse efetivamente voltada para a subsistência da família”.
Como afirmado na decisão agravada, a análise do pleito recursal
demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, procedimento
inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do
Supremo Tribunal Federal.
Novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise prévia
de legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Lei n. 8.009/1990 e
Código de Processo Civil). A alegada contrariedade à Constituição da
República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o
processamento do recurso extraordinário:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA AO ART.
1º, III, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 284/STF.
IMPENHORABILIDADE DE BEM DE FAMÍLIA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.”
(ARE 824.911-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda
Turma, DJe 12.11.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. BEM DE FAMÍLIA. IMPENHORABILIDADE.
NECESSIDADE
DE
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E NOVA APRECIAÇÃO DO
ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. Hipótese
em que para dissentir do entendimento do Tribunal de origem seria
necessário nova apreciação do material probatório constantes dos
autos (Súmula 279/STF), bem como a análise da legislação
infraconstitucional pertinente. Precedentes. Agravo regimental a que
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 887425 AGR / SP
se nega provimento.” (AI 811.723-AgR, Relator o Ministro
Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 7.8.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL E
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. BEM DE
FAMÍLIA. PENHORA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. LEI Nº 8.009/91. OFENSA
INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279
DO STF. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da
necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário.
Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e
o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A
Súmula 279/STF dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário”. 3. É que o recurso extraordinário não se
presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto
fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação
direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido
assentou: “AGRAVO DE INSTRUMENTO – HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS – EMBARGOS À EXECUÇÃO – 1. Preliminar
suscitada pelo agravado em contraminuta de descumprimento do art.
526 do Código de Processo Civil. Fato alegado e não comprovado.
Inexistência de prejuízo. Preliminar repelida. Agravo conhecido. 2.
Bem de família. Decisão que manteve as hastas anteriormente
designadas. Não comprovado, diante da falta de averbação a época da
penhora, ser o único bem da agravada – Decisão mantida – Recurso
não provido.” 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE
658.110-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe
16.8.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
LIMITAÇÃO DE JUROS EM 12% A/A. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PENHORA DE
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887425 AGR / SP
se nega provimento.” (AI 811.723-AgR, Relator o Ministro
Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 7.8.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL E
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. BEM DE
FAMÍLIA. PENHORA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. LEI Nº 8.009/91. OFENSA
INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279
DO STF. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da
necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário.
Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e
o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A
Súmula 279/STF dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário”. 3. É que o recurso extraordinário não se
presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto
fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação
direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido
assentou: “AGRAVO DE INSTRUMENTO – HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS – EMBARGOS À EXECUÇÃO – 1. Preliminar
suscitada pelo agravado em contraminuta de descumprimento do art.
526 do Código de Processo Civil. Fato alegado e não comprovado.
Inexistência de prejuízo. Preliminar repelida. Agravo conhecido. 2.
Bem de família. Decisão que manteve as hastas anteriormente
designadas. Não comprovado, diante da falta de averbação a época da
penhora, ser o único bem da agravada – Decisão mantida – Recurso
não provido.” 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE
658.110-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe
16.8.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
LIMITAÇÃO DE JUROS EM 12% A/A. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PENHORA DE
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 887425 AGR / SP
BEM DE FAMÍLIA LOCADO A TERCEIROS. ÓBICE DA
SÚMULA 279. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. O Tribunal a quo não se manifestou
explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados.
Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
2. Controvérsia decidida à luz de legislações infraconstitucionais.
Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 3. Reexame de fatos e
provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI 682.443-AgR, Relator o Ministro Eros Grau,
Segunda Turma, DJe 16.5.2008).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887425 AGR / SP
BEM DE FAMÍLIA LOCADO A TERCEIROS. ÓBICE DA
SÚMULA 279. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. O Tribunal a quo não se manifestou
explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados.
Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
2. Controvérsia decidida à luz de legislações infraconstitucionais.
Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 3. Reexame de fatos e
provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI 682.443-AgR, Relator o Ministro Eros Grau,
Segunda Turma, DJe 16.5.2008).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.425
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESPÓLIO DE LUIZ CARDAMONE NETO
ADV.(A/S) : LINA CIODERI ALBARELLI
AGDO.(A/S) : FICRA S/A - PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO E
PARTICIPAÇÃO
AGDO.(A/S) : FABIO HADDAD NASRALLA
ADV.(A/S) : FÁBIO YUNES FRAIHA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : AVEIRO INCORPORAÇÕES S/A
ADV.(A/S) : DANIEL DE CAMARGO JUREMA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.425
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESPÓLIO DE LUIZ CARDAMONE NETO
ADV.(A/S) : LINA CIODERI ALBARELLI
AGDO.(A/S) : FICRA S/A - PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO E
PARTICIPAÇÃO
AGDO.(A/S) : FABIO HADDAD NASRALLA
ADV.(A/S) : FÁBIO YUNES FRAIHA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : AVEIRO INCORPORAÇÕES S/A
ADV.(A/S) : DANIEL DE CAMARGO JUREMA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8892566
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-03T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. EXECUÇÃO. PENHORA. CARACTERIZAÇÃO DE BEM DE FAMÍLIA.. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur313314
|
- Acórdão(s) citado(s):
(MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL)
AI 682443 AgR (2ªT), AI 811723 AgR (1ªT), ARE 658110 AgR (1ªT), ARE 824911 AgR (2ªT).
Número de páginas: 10.
Análise: 10/08/2015, BMP.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
887425
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED LEI-008009 ANO-1990\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 887425 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESPÓLIO DE LUIZ CARDAMONE NETO
ADV.(A/S) : LINA CIODERI ALBARELLI
AGDO.(A/S) : FICRA S/A - PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO
AGDO.(A/S) : FABIO HADDAD NASRALLA
ADV.(A/S) : FÁBIO YUNES FRAIHA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : AVEIRO INCORPORAÇÕES S/A
ADV.(A/S) : DANIEL DE CAMARGO JUREMA E OUTRO(A/S)
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.425 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESPÓLIO DE LUIZ CARDAMONE NETO
ADV.(A/S)
:LINA CIODERI ALBARELLI
AGDO.(A/S)
:FICRA S/A - PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO E
PARTICIPAÇÃO
AGDO.(A/S)
:FABIO HADDAD NASRALLA
ADV.(A/S)
:FÁBIO YUNES FRAIHA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:AVEIRO INCORPORAÇÕES S/A
ADV.(A/S)
:DANIEL DE CAMARGO JUREMA E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. EXECUÇÃO.
PENHORA. CARACTERIZAÇÃO DE BEM DE FAMÍLIA.. PRÉVIA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA
DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS:
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
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Supremo Tribunal Federal
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Relatório
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.425 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESPÓLIO DE LUIZ CARDAMONE NETO
ADV.(A/S)
:LINA CIODERI ALBARELLI
AGDO.(A/S)
:FICRA S/A - PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO E
PARTICIPAÇÃO
AGDO.(A/S)
:FABIO HADDAD NASRALLA
ADV.(A/S)
:FÁBIO YUNES FRAIHA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:AVEIRO INCORPORAÇÕES S/A
ADV.(A/S)
:DANIEL DE CAMARGO JUREMA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 21.5.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Espólio de Luiz Cardamone Neto contra
julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, pelo qual se manteve
sentença rejeitando arguição de nulidade de penhora. A decisão agravada
teve a seguinte fundamentação:
“6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art.
93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora
em sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que
a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja
fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das
questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as
premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o
dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário
140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269).
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.425 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESPÓLIO DE LUIZ CARDAMONE NETO
ADV.(A/S)
:LINA CIODERI ALBARELLI
AGDO.(A/S)
:FICRA S/A - PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO E
PARTICIPAÇÃO
AGDO.(A/S)
:FABIO HADDAD NASRALLA
ADV.(A/S)
:FÁBIO YUNES FRAIHA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:AVEIRO INCORPORAÇÕES S/A
ADV.(A/S)
:DANIEL DE CAMARGO JUREMA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 21.5.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Espólio de Luiz Cardamone Neto contra
julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, pelo qual se manteve
sentença rejeitando arguição de nulidade de penhora. A decisão agravada
teve a seguinte fundamentação:
“6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art.
93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora
em sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que
a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja
fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das
questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as
premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o
dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário
140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269).
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Relatório
ARE 887425 AGR / SP
7. A apreciação do pleito recursal demandaria análise da
legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil) e
reexame do conjunto fático-probatório do processo, a inviabilizar o
recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo
Tribunal Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL.
DÍVIDA ATIVA: INSCRIÇÃO E REQUISITOS. BEM DE
FAMÍLIA. IMPENHORABILIDADE. NECESSIDADE DE
ANÁLISE
PRÉVIA
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 844.757-AgR, de minha relatoria, Segunda
Turma, DJe 19.12.2014).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA AO ART.
1..., III, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal.
IMPENHORABILIDADE DE BEM DE FAMÍLIA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(ARE 824.911-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda
Turma, DJe 12.11.2014).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
FUNGIBILIDADE.
EMBARGOS
RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. TRABALHISTA
E PROCESSUAL CIVIL. FRAUDE À EXECUÇÃO. PENHORA.
BEM DOADO POR SÓCIO E POSTERIORMENTE
ADQUIRIDO POR TERCEIRO DE BOA-FÉ. ALEGADO BEM
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887425 AGR / SP
7. A apreciação do pleito recursal demandaria análise da
legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil) e
reexame do conjunto fático-probatório do processo, a inviabilizar o
recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo
Tribunal Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL.
DÍVIDA ATIVA: INSCRIÇÃO E REQUISITOS. BEM DE
FAMÍLIA. IMPENHORABILIDADE. NECESSIDADE DE
ANÁLISE
PRÉVIA
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 844.757-AgR, de minha relatoria, Segunda
Turma, DJe 19.12.2014).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA AO ART.
1..., III, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal.
IMPENHORABILIDADE DE BEM DE FAMÍLIA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(ARE 824.911-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda
Turma, DJe 12.11.2014).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
FUNGIBILIDADE.
EMBARGOS
RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. TRABALHISTA
E PROCESSUAL CIVIL. FRAUDE À EXECUÇÃO. PENHORA.
BEM DOADO POR SÓCIO E POSTERIORMENTE
ADQUIRIDO POR TERCEIRO DE BOA-FÉ. ALEGADO BEM
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
ARE 887425 AGR / SP
DE FAMÍLIA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E ANÁLISE DO CONTEXTO
FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. SÚMULA
279/Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL
REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE n 748.371.
CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL.
VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE NÃO
CONFIGURADA” (Recurso Extraordinário 714.595-ED, Relator o Ministro Luiz Fux,
Primeira Turma, DJe 25.8.2014).
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 26.5.2015, interpõe Espólio de
Luiz Cardamone Neto, em 2.6.2015, tempestivamente, agravo regimental.
O Agravante afirma que
“o V. Acórdão não observou o princípio constitucional de pleno
acesso ao contraditório ao não fundamentar a exigência de produção
de prova sobre fato presumível, qual seja, de que a renda auferida é
destinada ao uso da família do Agravante, o que deveria ter sido
presumido, ferindo o disposto no artigo 131, do Código de Processo
Civil e, por consequência, o tratamento específico do inciso IX ao
artigo 93 da Constituição Federal, qual seja, o dever de
fundamentação das decisões, requisito ou pressuposto lógico para o
exercício de direitos fundamentais previstos no artigo 5... da Carta
Magna, como no caso da ampla defesa”.
Assevera que
“o E. Tribunal a quo elegeu a tese de restrita interpretação dos
artigos 1... e 5..., da Lei 8.009/90, acatando a impenhorabilidade de ‘bem
de família’, somente nos casos em que seja este bem, o único imóvel do
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887425 AGR / SP
DE FAMÍLIA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E ANÁLISE DO CONTEXTO
FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. SÚMULA
279/Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL
REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE n 748.371.
CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL.
VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE NÃO
CONFIGURADA” (Recurso Extraordinário 714.595-ED, Relator o Ministro Luiz Fux,
Primeira Turma, DJe 25.8.2014).
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 26.5.2015, interpõe Espólio de
Luiz Cardamone Neto, em 2.6.2015, tempestivamente, agravo regimental.
O Agravante afirma que
“o V. Acórdão não observou o princípio constitucional de pleno
acesso ao contraditório ao não fundamentar a exigência de produção
de prova sobre fato presumível, qual seja, de que a renda auferida é
destinada ao uso da família do Agravante, o que deveria ter sido
presumido, ferindo o disposto no artigo 131, do Código de Processo
Civil e, por consequência, o tratamento específico do inciso IX ao
artigo 93 da Constituição Federal, qual seja, o dever de
fundamentação das decisões, requisito ou pressuposto lógico para o
exercício de direitos fundamentais previstos no artigo 5... da Carta
Magna, como no caso da ampla defesa”.
Assevera que
“o E. Tribunal a quo elegeu a tese de restrita interpretação dos
artigos 1... e 5..., da Lei 8.009/90, acatando a impenhorabilidade de ‘bem
de família’, somente nos casos em que seja este bem, o único imóvel do
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Relatório
ARE 887425 AGR / SP
devedor e que nele resida com sua família, excluindo a possibilidade de
sua locação, mesmo sendo o único da família e que com sua locação
obtenham renda potencialmente suficiente a quitar o aluguel de onde
esta “entidade familiar” efetivamente reside, posto que de valor menor,
como ocorre no presente caso. Desta forma, foi desconsiderado o fim
social da norma a ser alcançado em proteção à moradia da família e da
entidade familiar”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887425 AGR / SP
devedor e que nele resida com sua família, excluindo a possibilidade de
sua locação, mesmo sendo o único da família e que com sua locação
obtenham renda potencialmente suficiente a quitar o aluguel de onde
esta “entidade familiar” efetivamente reside, posto que de valor menor,
como ocorre no presente caso. Desta forma, foi desconsiderado o fim
social da norma a ser alcançado em proteção à moradia da família e da
entidade familiar”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.425 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. No voto condutor do acórdão recorrido, o Desembargador Relator
assentou:
“Na espécie, o próprio agravante confessa amplamente (fls. 07) a
não observância dessa disposição legal que exige sirva o imóvel de
moradia permanente da família. Aliás, o mero fato de se tratar de um
terreno, sem a construção própria a servir de moradia para eles
fundamento da decisão combatida , já desatende a lei referida,
mostrando-se suficiente para tornar inaplicável o instituto da
impenhorabilidade do bem de família.
Não se desconhece o posicionamento jurisprudencial,
atualmente predominante no E. Superior Tribunal de Justiça, que
acolhe o entendimento de que a locação do único imóvel de propriedade
da família não afasta o benefício da impenhorabilidade do bem de
família, por ter a lei o objetivo de proteger a entidade familiar,
restando autorizadas, desse modo, hipóteses em que a renda oriunda
do aluguel possa ser utilizada para a subsistência da família ou mesmo
para o pagamento de dívidas (REsp 445.990-MG, Rel. Min.
FRANCIULLI NETTO, DJ 11.04.2005, e AgRg no Ag 385.692-RS,
Rel. Min. ALDIR PASSARINHO JUNIOR, DJ 19.08.2002).
Entretanto, ainda que essa jurisprudência predominante
abrande a exigência legal da ocupação residencial permanente, não se
deve deixar de observar que a lei estabelece como requisito que se trate
de residência, escapando dessa regra o caso telado, que trata, como
dito, do aluguel de um terreno, sem construção, no qual o locatário
explora a atividade de estacionamento.
Não obstante, mesmo que se superasse tal fato, o agravante não
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.425 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. No voto condutor do acórdão recorrido, o Desembargador Relator
assentou:
“Na espécie, o próprio agravante confessa amplamente (fls. 07) a
não observância dessa disposição legal que exige sirva o imóvel de
moradia permanente da família. Aliás, o mero fato de se tratar de um
terreno, sem a construção própria a servir de moradia para eles
fundamento da decisão combatida , já desatende a lei referida,
mostrando-se suficiente para tornar inaplicável o instituto da
impenhorabilidade do bem de família.
Não se desconhece o posicionamento jurisprudencial,
atualmente predominante no E. Superior Tribunal de Justiça, que
acolhe o entendimento de que a locação do único imóvel de propriedade
da família não afasta o benefício da impenhorabilidade do bem de
família, por ter a lei o objetivo de proteger a entidade familiar,
restando autorizadas, desse modo, hipóteses em que a renda oriunda
do aluguel possa ser utilizada para a subsistência da família ou mesmo
para o pagamento de dívidas (REsp 445.990-MG, Rel. Min.
FRANCIULLI NETTO, DJ 11.04.2005, e AgRg no Ag 385.692-RS,
Rel. Min. ALDIR PASSARINHO JUNIOR, DJ 19.08.2002).
Entretanto, ainda que essa jurisprudência predominante
abrande a exigência legal da ocupação residencial permanente, não se
deve deixar de observar que a lei estabelece como requisito que se trate
de residência, escapando dessa regra o caso telado, que trata, como
dito, do aluguel de um terreno, sem construção, no qual o locatário
explora a atividade de estacionamento.
Não obstante, mesmo que se superasse tal fato, o agravante não
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 887425 AGR / SP
trouxe aos autos prova alguma de que a renda obtida com o aluguel do
terreno fosse efetivamente voltada para a subsistência da família”.
Como afirmado na decisão agravada, a análise do pleito recursal
demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, procedimento
inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do
Supremo Tribunal Federal.
Novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise prévia
de legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Lei n. 8.009/1990 e
Código de Processo Civil). A alegada contrariedade à Constituição da
República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o
processamento do recurso extraordinário:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA AO ART.
1..., III, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal.
IMPENHORABILIDADE DE BEM DE FAMÍLIA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.”
(ARE 824.911-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda
Turma, DJe 12.11.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. BEM DE FAMÍLIA. IMPENHORABILIDADE.
NECESSIDADE
DE
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E NOVA APRECIAÇÃO DO
ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Hipótese
em que para dissentir do entendimento do Tribunal de origem seria
necessário nova apreciação do material probatório constantes dos
autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), bem como a análise da legislação
infraconstitucional pertinente. Precedentes. Agravo regimental a que
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887425 AGR / SP
trouxe aos autos prova alguma de que a renda obtida com o aluguel do
terreno fosse efetivamente voltada para a subsistência da família”.
Como afirmado na decisão agravada, a análise do pleito recursal
demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, procedimento
inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do
Supremo Tribunal Federal.
Novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise prévia
de legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Lei n. 8.009/1990 e
Código de Processo Civil). A alegada contrariedade à Constituição da
República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o
processamento do recurso extraordinário:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA AO ART.
1..., III, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal.
IMPENHORABILIDADE DE BEM DE FAMÍLIA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.”
(ARE 824.911-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda
Turma, DJe 12.11.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. BEM DE FAMÍLIA. IMPENHORABILIDADE.
NECESSIDADE
DE
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E NOVA APRECIAÇÃO DO
ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Hipótese
em que para dissentir do entendimento do Tribunal de origem seria
necessário nova apreciação do material probatório constantes dos
autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), bem como a análise da legislação
infraconstitucional pertinente. Precedentes. Agravo regimental a que
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 887425 AGR / SP
se nega provimento.” (AI 811.723-AgR, Relator o Ministro
Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 7.8.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL E
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. BEM DE
FAMÍLIA. PENHORA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. LEI n 8.009/91. OFENSA
INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279
DO Supremo Tribunal Federal. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da
necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário.
Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e
o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário”. 3. É que o recurso extraordinário não se
presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto
fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação
direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido
assentou: “AGRAVO DE INSTRUMENTO – HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS – EMBARGOS À EXECUÇÃO – 1. Preliminar
suscitada pelo agravado em contraminuta de descumprimento do art.
526 do Código de Processo Civil. Fato alegado e não comprovado.
Inexistência de prejuízo. Preliminar repelida. Agravo conhecido. 2.
Bem de família. Decisão que manteve as hastas anteriormente
designadas. Não comprovado, diante da falta de averbação a época da
penhora, ser o único bem da agravada – Decisão mantida – Recurso
não provido.” 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE
658.110-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe
16.8.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
LIMITAÇÃO DE JUROS EM 12% A/A. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PENHORA DE
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887425 AGR / SP
se nega provimento.” (AI 811.723-AgR, Relator o Ministro
Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 7.8.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL E
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. BEM DE
FAMÍLIA. PENHORA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. LEI n 8.009/91. OFENSA
INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279
DO Supremo Tribunal Federal. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da
necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário.
Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e
o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário”. 3. É que o recurso extraordinário não se
presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto
fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação
direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido
assentou: “AGRAVO DE INSTRUMENTO – HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS – EMBARGOS À EXECUÇÃO – 1. Preliminar
suscitada pelo agravado em contraminuta de descumprimento do art.
526 do Código de Processo Civil. Fato alegado e não comprovado.
Inexistência de prejuízo. Preliminar repelida. Agravo conhecido. 2.
Bem de família. Decisão que manteve as hastas anteriormente
designadas. Não comprovado, diante da falta de averbação a época da
penhora, ser o único bem da agravada – Decisão mantida – Recurso
não provido.” 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE
658.110-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe
16.8.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
LIMITAÇÃO DE JUROS EM 12% A/A. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PENHORA DE
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 887425 AGR / SP
BEM DE FAMÍLIA LOCADO A TERCEIROS. ÓBICE DA
SÚMULA 279. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. O Tribunal a quo não se manifestou
explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados.
Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
2. Controvérsia decidida à luz de legislações infraconstitucionais.
Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 3. Reexame de fatos e
provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI 682.443-AgR, Relator o Ministro Eros Grau,
Segunda Turma, DJe 16.5.2008).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887425 AGR / SP
BEM DE FAMÍLIA LOCADO A TERCEIROS. ÓBICE DA
SÚMULA 279. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. O Tribunal a quo não se manifestou
explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados.
Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
2. Controvérsia decidida à luz de legislações infraconstitucionais.
Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 3. Reexame de fatos e
provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI 682.443-AgR, Relator o Ministro Eros Grau,
Segunda Turma, DJe 16.5.2008).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.425
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESPÓLIO DE LUIZ CARDAMONE NETO
ADV.(A/S) : LINA CIODERI ALBARELLI
AGDO.(A/S) : FICRA S/A - PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO E
PARTICIPAÇÃO
AGDO.(A/S) : FABIO HADDAD NASRALLA
ADV.(A/S) : FÁBIO YUNES FRAIHA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : AVEIRO INCORPORAÇÕES S/A
ADV.(A/S) : DANIEL DE CAMARGO JUREMA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.425
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESPÓLIO DE LUIZ CARDAMONE NETO
ADV.(A/S) : LINA CIODERI ALBARELLI
AGDO.(A/S) : FICRA S/A - PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO E
PARTICIPAÇÃO
AGDO.(A/S) : FABIO HADDAD NASRALLA
ADV.(A/S) : FÁBIO YUNES FRAIHA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : AVEIRO INCORPORAÇÕES S/A
ADV.(A/S) : DANIEL DE CAMARGO JUREMA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887 . 425",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 140 . 370",
"AGRAVO 887 . 425",
"Recurso Extraordinário 140 . 370",
"ARE 887425 AGR / SP",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 844 . 757 - AgR",
"SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 824 . 911 - AgR",
"ARE 887425 AGR / SP",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 844 . 757 - AgR",
"SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 824 . 911 - AgR",
"ARE 887425 AGR / SP",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 714 . 595 - ED",
"ARE 887425 AGR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 748 . 371",
"Recurso Extraordinário 714 . 595 - ED",
"ARE 887425 AGR / SP",
"ARE 887425 AGR / SP",
"REsp 445 . 990 - MG",
"AgRg no Ag 385 . 692 - RS",
"REsp 445 . 990 - MG",
"AgRg no Ag 385 . 692 - RS",
"ARE 887425 AGR / SP",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 824 . 911 - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 887425 AGR / SP",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 824 . 911 - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 887425 AGR / SP",
"AI 811 . 723 - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 596 . 682",
"AI 808 . 361",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 658 . 110 - AgR",
"ARE 887425 AGR / SP",
"AI 811 . 723 - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 596 . 682",
"AI 808 . 361",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 658 . 110 - AgR",
"ARE 887425 AGR / SP",
"Súmulas ns . 282",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 682 . 443 - AgR",
"ARE 887425 AGR / SP",
"Súmulas ns . 282",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 682 . 443 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil",
"ART . 1 . . . , III , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil",
"ART . 1 . . . , III , DA CONSTITUIÇÃO",
"ARE",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"artigo 131 , do Código de Processo Civil",
"inciso IX ao artigo 93 da Constituição Federal",
"artigo 5 . . . da Carta Magna",
"artigos 1 . . . e 5 . . . , da Lei 8 . 009 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"artigo 131 , do Código de Processo Civil",
"inciso IX ao artigo 93 da Constituição Federal",
"artigo 5 . . . da Carta Magna",
"artigos 1 . . . e 5 . . . , da Lei 8 . 009 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 8 . 009 / 1990",
"Código de Processo Civil",
"Constituição da República",
"ART . 1 . . . , III , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 8 . 009 / 1990",
"Código de Processo Civil",
"Constituição da República",
"ART",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 8 . 009 / 91",
"Constituição Federal",
"art . 526 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 8 . 009 / 91",
"Constituição Federal",
"art . 526 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"FICRA S / A",
"AVEIRO INCORPORAÇÕES S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"FICRA S / A",
"AVEIRO INCORPORAÇÕES S / A",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"FICRA S / A",
"PLANEJAMENTO",
"AVEIRO INCORPORAÇÕES S / A",
"Espólio",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"FICRA S / A - PLANEJAMENTO",
"AVEIRO INCORPORAÇÕES S / A",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"FICRA S / A - PLANEJAMENTO , ADMINISTRAÇÃO",
"AVEIRO INCORPORAÇÕES S / A",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ESPÓLIO DE LUIZ CARDAMONE NETO",
"LINA CIODERI ALBARELLI",
"FABIO HADDAD NASRALLA",
"FÁBIO YUNES FRAIHA",
"DANIEL DE CAMARGO",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LÚCIA",
"ESPÓLIO DE LUIZ CARDAMONE NETO",
"LINA CIODERI ALBARELLI",
"FABIO HADDAD NASRALLA",
"FÁBIO YUNES FRAIHA",
"DANIEL DE CAMARGO JUREMA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Luiz Cardamone Neto",
"Sepúlveda Pertence",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ESPÓLIO",
"DE LUIZ CARDAMONE NETO",
"LINA CIODERI ALBARELLI",
"FABIO HADDAD NASRALLA",
"FÁBIO YUNES FRAIHA",
"DANIEL DE CAMARGO JUREMA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Sepúlveda Pertence",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Luiz Fux",
"Luiz Cardamone Neto",
"Luiz Fux",
"Luiz Cardamone Neto",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FRANCIULLI NETTO",
"ALDIR PASSARINHO JUNIOR",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FRANCIULLI NETTO",
"ALDIR PASSARINHO JUNIOR",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Roberto Barroso",
"Carlos Britto",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Carlos Britto",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"CÁRMEN",
"LÚCIA",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ESPÓLIO DE LUIZ CARDAMONE NETO",
"LINA CIODERI ALBARELLI",
"FABIO HADDAD NASRALLA",
"FÁBIO YUNES FRAIHA",
"DANIEL DE CAMARGO JUREMA",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ESPÓLIO DE LUIZ CARDAMONE NETO",
"LINA CIODERI ALBARELLI",
"FABIO HADDAD NASRALLA",
"FÁBIO YUNES FRAIHA",
"DANIEL DE CAMARGO JUREMA",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"21",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"21",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"12",
".",
"2014",
"12",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"12",
".",
"2014",
"12",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"8",
".",
"2014",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"2",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"8",
".",
"2014",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"2",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"11",
".",
"04",
".",
"2005",
"19",
".",
"08",
".",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"11",
".",
"04",
".",
"2005",
"19",
".",
"08",
".",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"8",
".",
"2014",
"21",
"/",
"10",
"/",
"10",
"08",
"/",
"09",
"/",
"10",
"16",
".",
"8",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"8",
".",
"2014",
"21",
"/",
"10",
"/",
"10",
"08",
"/",
"09",
"/",
"10",
"16",
".",
"8",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"5",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"5",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
844.212 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:VALDOLINO PEREIRA DA ROSA
ADV.(A/S)
:DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
E M E N T A
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO DE BENEFÍCIO. DECADÊNCIA. CONSONÂNCIA DA
DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA
NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º,
XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ATO JURÍDICO PERFEITO,
COISA JULGADA E DIREITO ADQUIRIDO. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
OMISSÃO,
CONTRADIÇÃO
E
OBSCURIDADE INOCORRENTES. CARÁTER INFRINGENTE.
Não se prestam os embargos de declaração, não obstante sua
vocação democrática e a finalidade precípua de aperfeiçoamento da
prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já
apreciadas no acórdão embargado.
Ausente omissão, contradição ou obscuridade justificadoras da
oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 535 do CPC, a
evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência.
Embargos de declaração rejeitados.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765472.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 844212 AGR-ED / RS
rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765472.
Supremo Tribunal Federal
ARE 844212 AGR-ED / RS
rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
844.212 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:VALDOLINO PEREIRA DA ROSA
ADV.(A/S)
:DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo
qual esta 1ª Turma negou provimento ao agravo regimental (doc. 92),
opõe embargos de declaração Valdolino Pereira da Rosa (doc. 95).
Insurge-se contra a decisão embargada, alegando que “[...] a
pretensão esposada nos autos não se enquadra no texto do art. 103, nem no
julgado do RE 626.489”. Afirma que “[...] a gradação econômica é consequente
jurídico, e não o direito material constitucional em si, portanto, não pode a
decadência violar a garantia constitucional do direito adquirido, sob pena de lei
ordinária indiretamente extirpar garantia ou norma de supra direito, que é o
direito adquirido” (doc. 95, fl. 3).
Pugna pela concessão de efeito modificativo.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765473.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
844.212 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:VALDOLINO PEREIRA DA ROSA
ADV.(A/S)
:DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo
qual esta 1ª Turma negou provimento ao agravo regimental (doc. 92),
opõe embargos de declaração Valdolino Pereira da Rosa (doc. 95).
Insurge-se contra a decisão embargada, alegando que “[...] a
pretensão esposada nos autos não se enquadra no texto do art. 103, nem no
julgado do RE 626.489”. Afirma que “[...] a gradação econômica é consequente
jurídico, e não o direito material constitucional em si, portanto, não pode a
decadência violar a garantia constitucional do direito adquirido, sob pena de lei
ordinária indiretamente extirpar garantia ou norma de supra direito, que é o
direito adquirido” (doc. 95, fl. 3).
Pugna pela concessão de efeito modificativo.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
844.212 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Satisfeitos os
pressupostos extrínsecos, passo à análise do mérito dos embargos de
declaração.
O acórdão embargado foi assim ementado:
“DIREITO
PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO
DE
BENEFÍCIO. DECADÊNCIA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO
RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXVI, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ATO JURÍDICO PERFEITO,
COISA JULGADA E DIREITO ADQUIRIDO. DEBATE DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 21.8.2014.
O entendimento adotado pela Corte de origem, nos
moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da
jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal.
O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Lei
Maior, nos moldes com que solvida a controvérsia pelas
instâncias de origem, bem como observados os limites com que
devolvida a matéria à apreciação deste Supremo Tribunal
Federal demandaria vedada incursão na legislação
infraconstitucional aplicada ao caso (art. 102 da Constituição da
República).
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
844.212 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Satisfeitos os
pressupostos extrínsecos, passo à análise do mérito dos embargos de
declaração.
O acórdão embargado foi assim ementado:
“DIREITO
PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO
DE
BENEFÍCIO. DECADÊNCIA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO
RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXVI, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ATO JURÍDICO PERFEITO,
COISA JULGADA E DIREITO ADQUIRIDO. DEBATE DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 21.8.2014.
O entendimento adotado pela Corte de origem, nos
moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da
jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal.
O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Lei
Maior, nos moldes com que solvida a controvérsia pelas
instâncias de origem, bem como observados os limites com que
devolvida a matéria à apreciação deste Supremo Tribunal
Federal demandaria vedada incursão na legislação
infraconstitucional aplicada ao caso (art. 102 da Constituição da
República).
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 844212 AGR-ED / RS
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.”
Não há vícios a sanar.
Verifico, de plano, nítido o caráter infringente com o qual opostos os
declaratórios, uma vez que o embargante deixou de indicar qualquer
omissão, obscuridade ou contradição no julgado, tendo se restringido a
atacar os fundamentos do decisum, hipótese que não se insere no rol art.
535 do Código de Processo Civil.
Da leitura dos fundamentos da decisão embargada, constato que o
acórdão vergastado foi explícito ao ressaltar o caráter infraconstitucional
da matéria. Nesse sentir, transcrevo o seguinte trecho (doc. 92, fl. 12):
“[...] o exame de eventual ofensa aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores
dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido,
ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido
processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei
Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo
que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ
20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão,
1ª Turma, DJ 02.02.2001)”
Reitero, ainda na esteira do consignado no acórdão embargado, que
“[...] o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência
firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 844212 AGR-ED / RS
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.”
Não há vícios a sanar.
Verifico, de plano, nítido o caráter infringente com o qual opostos os
declaratórios, uma vez que o embargante deixou de indicar qualquer
omissão, obscuridade ou contradição no julgado, tendo se restringido a
atacar os fundamentos do decisum, hipótese que não se insere no rol art.
535 do Código de Processo Civil.
Da leitura dos fundamentos da decisão embargada, constato que o
acórdão vergastado foi explícito ao ressaltar o caráter infraconstitucional
da matéria. Nesse sentir, transcrevo o seguinte trecho (doc. 92, fl. 12):
“[...] o exame de eventual ofensa aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores
dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido,
ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido
processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei
Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo
que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ
20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão,
1ª Turma, DJ 02.02.2001)”
Reitero, ainda na esteira do consignado no acórdão embargado, que
“[...] o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência
firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765474.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 844212 AGR-ED / RS
em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão
que desafiou o agravo” (doc. 92, fl. 12). Nesse sentido:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Previdenciário.Prequestionamento. Ausência. Revisão de
benefício.
Decadência.
Verificação.
Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se
admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão
devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282
e 356/STF. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
firmou-se no sentido de que a verificação da decadência de
pedido de revisão de benefícios previdenciários concedidos
após a edição da Medida Provisória nº 1.523/97 é de índole
infraconstitucional, sendo seu exame inviável em recurso
extraordinário. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE
864931 AgR / SC, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe de
09.6.2015)
“DIREITO PREVIDENCIÁRIO. DIREITO PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PEDIDO DE REVISÃO.
BENEFÍCIO CONCEDIDO APÓS A EDIÇÃO DA MP Nº
1.523/1997. DECADÊNCIA. MATÉRIA DE NATUREZA
INFRACONSTITUCIONAL. 1. A jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal é firme no sentido de que é de índole
infraconstitucional a controvérsia relativa à decadência do
pedido de revisão dos benefícios concedidos após a edição da
MP nº 1.523/1997. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se
nega provimento.” (ARE 841922 AgR / RS, Rel. Min. Roberto
Barroso, 1ª Turma, DJe de 15.5.2015)
Ressalto que não se prestam os embargos de declaração, em
qualquer hipótese, não obstante a vocação democrática que ostentam e
presente sua finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 844212 AGR-ED / RS
em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão
que desafiou o agravo” (doc. 92, fl. 12). Nesse sentido:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Previdenciário.Prequestionamento. Ausência. Revisão de
benefício.
Decadência.
Verificação.
Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se
admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão
devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282
e 356/STF. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
firmou-se no sentido de que a verificação da decadência de
pedido de revisão de benefícios previdenciários concedidos
após a edição da Medida Provisória nº 1.523/97 é de índole
infraconstitucional, sendo seu exame inviável em recurso
extraordinário. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE
864931 AgR / SC, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe de
09.6.2015)
“DIREITO PREVIDENCIÁRIO. DIREITO PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PEDIDO DE REVISÃO.
BENEFÍCIO CONCEDIDO APÓS A EDIÇÃO DA MP Nº
1.523/1997. DECADÊNCIA. MATÉRIA DE NATUREZA
INFRACONSTITUCIONAL. 1. A jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal é firme no sentido de que é de índole
infraconstitucional a controvérsia relativa à decadência do
pedido de revisão dos benefícios concedidos após a edição da
MP nº 1.523/1997. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se
nega provimento.” (ARE 841922 AgR / RS, Rel. Min. Roberto
Barroso, 1ª Turma, DJe de 15.5.2015)
Ressalto que não se prestam os embargos de declaração, em
qualquer hipótese, não obstante a vocação democrática que ostentam e
presente sua finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já
3
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 844212 AGR-ED / RS
apreciadas.
Não configuradas, portanto, quaisquer das hipóteses elencadas no
art. 535 do CPC, evidenciando-se tão somente o inconformismo da parte
com a decisão que lhe foi desfavorável.
Rejeito os embargos declaratórios.
É como voto.
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 844212 AGR-ED / RS
apreciadas.
Não configuradas, portanto, quaisquer das hipóteses elencadas no
art. 535 do CPC, evidenciando-se tão somente o inconformismo da parte
com a decisão que lhe foi desfavorável.
Rejeito os embargos declaratórios.
É como voto.
4
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.212
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : VALDOLINO PEREIRA DA ROSA
ADV.(A/S) : DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.212
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : VALDOLINO PEREIRA DA ROSA
ADV.(A/S) : DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9115181
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-13T00:00:00
|
A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
E M E N T A
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. DECADÊNCIA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ATO JURÍDICO PERFEITO, COISA JULGADA E DIREITO ADQUIRIDO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE INOCORRENTES. CARÁTER INFRINGENTE.
Não se prestam os embargos de declaração, não obstante sua vocação democrática e a finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas no acórdão embargado.
Ausente omissão, contradição ou obscuridade justificadoras da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 535 do CPC, a evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência.
Embargos de declaração rejeitados.
|
sjur315060
|
- Acórdão(s) citado(s):
(REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO, DECADÊNCIA)
ARE 841922 AgR (1ªT), ARE 864931 AgR (2ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 19/08/2015, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
844212
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
ARE-AgR-ED
|
acordaos
|
ARE 844212 AgR-ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : VALDOLINO PEREIRA DA ROSA
ADV.(A/S) : DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
844.212 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:VALDOLINO PEREIRA DA ROSA
ADV.(A/S)
:DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
E M E N T A
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO DE BENEFÍCIO. DECADÊNCIA. CONSONÂNCIA DA
DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA
NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5...,
XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ATO JURÍDICO PERFEITO,
COISA JULGADA E DIREITO ADQUIRIDO. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
OMISSÃO,
CONTRADIÇÃO
E
OBSCURIDADE INOCORRENTES. CARÁTER INFRINGENTE.
Não se prestam os embargos de declaração, não obstante sua
vocação democrática e a finalidade precípua de aperfeiçoamento da
prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já
apreciadas no acórdão embargado.
Ausente omissão, contradição ou obscuridade justificadoras da
oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 535 do Código de Processo Civil, a
evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência.
Embargos de declaração rejeitados.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 844212 AGR-ED / RS
rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 844212 AGR-ED / RS
rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
844.212 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:VALDOLINO PEREIRA DA ROSA
ADV.(A/S)
:DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo
qual esta 1... Turma negou provimento ao agravo regimental (doc. 92),
opõe embargos de declaração Valdolino Pereira da Rosa (doc. 95).
Insurge-se contra a decisão embargada, alegando que “[...] a
pretensão esposada nos autos não se enquadra no texto do art. 103, nem no
julgado do Recurso Extraordinário 626.489”. Afirma que “[...] a gradação econômica é consequente
jurídico, e não o direito material constitucional em si, portanto, não pode a
decadência violar a garantia constitucional do direito adquirido, sob pena de lei
ordinária indiretamente extirpar garantia ou norma de supra direito, que é o
direito adquirido” (doc. 95, fl. 3).
Pugna pela concessão de efeito modificativo.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
844.212 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:VALDOLINO PEREIRA DA ROSA
ADV.(A/S)
:DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo
qual esta 1... Turma negou provimento ao agravo regimental (doc. 92),
opõe embargos de declaração Valdolino Pereira da Rosa (doc. 95).
Insurge-se contra a decisão embargada, alegando que “[...] a
pretensão esposada nos autos não se enquadra no texto do art. 103, nem no
julgado do Recurso Extraordinário 626.489”. Afirma que “[...] a gradação econômica é consequente
jurídico, e não o direito material constitucional em si, portanto, não pode a
decadência violar a garantia constitucional do direito adquirido, sob pena de lei
ordinária indiretamente extirpar garantia ou norma de supra direito, que é o
direito adquirido” (doc. 95, fl. 3).
Pugna pela concessão de efeito modificativo.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
844.212 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Satisfeitos os
pressupostos extrínsecos, passo à análise do mérito dos embargos de
declaração.
O acórdão embargado foi assim ementado:
“DIREITO
PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO
DE
BENEFÍCIO. DECADÊNCIA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO
RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXVI, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ATO JURÍDICO PERFEITO,
COISA JULGADA E DIREITO ADQUIRIDO. DEBATE DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 21.8.2014.
O entendimento adotado pela Corte de origem, nos
moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da
jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal.
O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Lei
Maior, nos moldes com que solvida a controvérsia pelas
instâncias de origem, bem como observados os limites com que
devolvida a matéria à apreciação deste Supremo Tribunal
Federal demandaria vedada incursão na legislação
infraconstitucional aplicada ao caso (art. 102 da Constituição da
República).
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
844.212 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Satisfeitos os
pressupostos extrínsecos, passo à análise do mérito dos embargos de
declaração.
O acórdão embargado foi assim ementado:
“DIREITO
PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO
DE
BENEFÍCIO. DECADÊNCIA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO
RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXVI, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ATO JURÍDICO PERFEITO,
COISA JULGADA E DIREITO ADQUIRIDO. DEBATE DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 21.8.2014.
O entendimento adotado pela Corte de origem, nos
moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da
jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal.
O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Lei
Maior, nos moldes com que solvida a controvérsia pelas
instâncias de origem, bem como observados os limites com que
devolvida a matéria à apreciação deste Supremo Tribunal
Federal demandaria vedada incursão na legislação
infraconstitucional aplicada ao caso (art. 102 da Constituição da
República).
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 844212 AGR-ED / RS
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.”
Não há vícios a sanar.
Verifico, de plano, nítido o caráter infringente com o qual opostos os
declaratórios, uma vez que o embargante deixou de indicar qualquer
omissão, obscuridade ou contradição no julgado, tendo se restringido a
atacar os fundamentos do decisum, hipótese que não se insere no rol art.
535 do Código de Processo Civil.
Da leitura dos fundamentos da decisão embargada, constato que o
acórdão vergastado foi explícito ao ressaltar o caráter infraconstitucional
da matéria. Nesse sentir, transcrevo o seguinte trecho (doc. 92, fl. 12):
“[...] o exame de eventual ofensa aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores
dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido,
ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido
processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei
Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo
que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ
20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão,
1... Turma, DJ 02.02.2001)”
Reitero, ainda na esteira do consignado no acórdão embargado, que
“[...] o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência
firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar
2
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infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.”
Não há vícios a sanar.
Verifico, de plano, nítido o caráter infringente com o qual opostos os
declaratórios, uma vez que o embargante deixou de indicar qualquer
omissão, obscuridade ou contradição no julgado, tendo se restringido a
atacar os fundamentos do decisum, hipótese que não se insere no rol art.
535 do Código de Processo Civil.
Da leitura dos fundamentos da decisão embargada, constato que o
acórdão vergastado foi explícito ao ressaltar o caráter infraconstitucional
da matéria. Nesse sentir, transcrevo o seguinte trecho (doc. 92, fl. 12):
“[...] o exame de eventual ofensa aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores
dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido,
ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido
processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei
Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo
que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ
20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão,
1... Turma, DJ 02.02.2001)”
Reitero, ainda na esteira do consignado no acórdão embargado, que
“[...] o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência
firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 844212 AGR-ED / RS
em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão
que desafiou o agravo” (doc. 92, fl. 12). Nesse sentido:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Previdenciário.Prequestionamento. Ausência. Revisão de
benefício.
Decadência.
Verificação.
Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se
admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão
devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282
e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
firmou-se no sentido de que a verificação da decadência de
pedido de revisão de benefícios previdenciários concedidos
após a edição da Medida Provisória n 1.523/97 é de índole
infraconstitucional, sendo seu exame inviável em recurso
extraordinário. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE
864931 AgR / SC, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe de
09.6.2015)
“DIREITO PREVIDENCIÁRIO. DIREITO PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PEDIDO DE REVISÃO.
BENEFÍCIO CONCEDIDO APÓS A EDIÇÃO DA Medida Provisória n
1.523/1997. DECADÊNCIA. MATÉRIA DE NATUREZA
INFRACONSTITUCIONAL. 1. A jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal é firme no sentido de que é de índole
infraconstitucional a controvérsia relativa à decadência do
pedido de revisão dos benefícios concedidos após a edição da
Medida Provisória n 1.523/1997. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se
nega provimento.” (ARE 841922 AgR / RS, Rel. Min. Roberto
Barroso, 1... Turma, DJe de 15.5.2015)
Ressalto que não se prestam os embargos de declaração, em
qualquer hipótese, não obstante a vocação democrática que ostentam e
presente sua finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 844212 AGR-ED / RS
em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão
que desafiou o agravo” (doc. 92, fl. 12). Nesse sentido:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Previdenciário.Prequestionamento. Ausência. Revisão de
benefício.
Decadência.
Verificação.
Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se
admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão
devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282
e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
firmou-se no sentido de que a verificação da decadência de
pedido de revisão de benefícios previdenciários concedidos
após a edição da Medida Provisória n 1.523/97 é de índole
infraconstitucional, sendo seu exame inviável em recurso
extraordinário. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE
864931 AgR / SC, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe de
09.6.2015)
“DIREITO PREVIDENCIÁRIO. DIREITO PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PEDIDO DE REVISÃO.
BENEFÍCIO CONCEDIDO APÓS A EDIÇÃO DA Medida Provisória n
1.523/1997. DECADÊNCIA. MATÉRIA DE NATUREZA
INFRACONSTITUCIONAL. 1. A jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal é firme no sentido de que é de índole
infraconstitucional a controvérsia relativa à decadência do
pedido de revisão dos benefícios concedidos após a edição da
Medida Provisória n 1.523/1997. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se
nega provimento.” (ARE 841922 AgR / RS, Rel. Min. Roberto
Barroso, 1... Turma, DJe de 15.5.2015)
Ressalto que não se prestam os embargos de declaração, em
qualquer hipótese, não obstante a vocação democrática que ostentam e
presente sua finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 844212 AGR-ED / RS
apreciadas.
Não configuradas, portanto, quaisquer das hipóteses elencadas no
art. 535 do Código de Processo Civil, evidenciando-se tão somente o inconformismo da parte
com a decisão que lhe foi desfavorável.
Rejeito os embargos declaratórios.
É como voto.
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 844212 AGR-ED / RS
apreciadas.
Não configuradas, portanto, quaisquer das hipóteses elencadas no
art. 535 do Código de Processo Civil, evidenciando-se tão somente o inconformismo da parte
com a decisão que lhe foi desfavorável.
Rejeito os embargos declaratórios.
É como voto.
4
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.212
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : VALDOLINO PEREIRA DA ROSA
ADV.(A/S) : DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.212
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : VALDOLINO PEREIRA DA ROSA
ADV.(A/S) : DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"ARE 844212 AGR - ED / RS",
"ARE 844212 AGR - ED / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"Recurso Extraordinário 626 . 489",
"Recurso Extraordinário 626 . 489",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"ARE 844212 AGR",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"Recurso Extraordinário -",
"AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"ARE 844212 AGR - ED / RS",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 864931 AgR / SC",
"ARE 841922 AgR / RS",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 864931 AgR / SC",
"ARE 841922 AgR / RS",
"ARE 844212 AGR - ED / RS",
"ARE 844212 AGR - ED / RS"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Lei Maior",
"art . 102 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"CONSTITUIÇÃO",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Lei Maior",
"art . 102 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 1 . 523 / 97",
"Medida Provisória n 1 . 523 / 1997",
"Medida Provisória n 1 . 523 / 1997",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 1 . 523 / 97",
"Medida Provisória n 1 . 523 / 1997",
"Medida Provisória n 1 . 523 / 1997",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"TURMA",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
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".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"1",
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"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"VALDOLINO PEREIRA DA ROSA",
"DAISSON SILVA PORTANOVA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"VALDOLINO PEREIRA DA ROSA",
"DAISSON SILVA PORTANOVA",
"Rosa Weber",
"Valdolino Pereira da Rosa",
"ROSA WEBER",
"VALDOLINO PEREIRA DA ROSA",
"DAISSON SILVA PORTANOVA",
"Rosa Weber",
"Valdolino Pereira da Rosa",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Roberto Barroso",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"VALDOLINO PEREIRA DA ROSA",
"DAISSON SILVA PORTANOVA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"VALDOLINO PEREIRA DA ROSA",
"DAISSON SILVA PORTANOVA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
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"2001",
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"2015",
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"/",
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"/",
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".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
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"2015",
"21",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"6",
".",
"2015",
"15",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"6",
".",
"2015",
"15",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
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"/",
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".",
"2015",
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".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO
IMPTE.(S)
:SYLVIA
MARIA
URQUIZA
FERNANDES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 320.557 DO SUPERIOR
TRIBUNAL JUSTIÇA
EMENTA:
HABEAS
CORPUS.
PROCESSUAL
PENAL.
IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO
DO STJ. INVIABILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRISÃO
PREVENTIVA. MANIFESTA ILEGALIDADE. SUPERAÇÃO DA
SÚMULA 691 DO STF. PACIENTE PERMANECEU EM LIBERDADE
DURANTE TODA INVESTIGAÇÃO E COLHEITA DA PROVA
ACUSATÓRIA NA INSTRUÇÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE FATOS
SUPERVENIENTES QUE RECOMENDASSEM A SEGREGAÇÃO.
POSSIBILIDADE DE FIXAÇÃO DE MEDIDAS CAUTELARES
DIVERSAS COM A MESMA EFICIÊNCIA. PRESCINDIBILIDADE DE
MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. CONCESSÃO PARCIAL
DA ORDEM.
1. À vista da Súmula 691 do STF, de regra não cabe ao Supremo
Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do
relator pela qual, em habeas corpus requerido a tribunal superior, não se
obteve a liminar, sob pena de indevida – e, no caso, dupla – supressão de
instância, ressalvadas situações em que a decisão impugnada é
teratológica, manifestamente ilegal ou abusiva. Precedentes. A hipótese
dos autos, todavia, autoriza a superação dessa regra procedimental.
2. A prisão preventiva supõe prova da existência do crime
(materialidade) e indício suficiente de autoria; todavia, por mais grave
que seja o ilícito apurado e por mais robusta que seja a prova de autoria,
esses pressupostos, por si sós, são insuficientes para justificar o
encarceramento preventivo. A eles deverá vir agregado, necessariamente,
pelo menos mais um dos seguintes fundamentos, indicativos da razão
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 27
Ementa e Acórdão
HC 127823 / PR
determinante da medida cautelar: (a) a garantia da ordem pública, (b) a
garantia da ordem econômica, (c) a conveniência da instrução criminal ou
(d) a segurança da aplicação da lei penal.
3. Ademais, essa medida cautelar somente se legitima em situações
em que ela se mostre como o único meio eficiente para preservar os
valores jurídicos que a lei penal visa a proteger, segundo o art. 312 do
Código de Processo Penal. Ou seja, é indispensável ficar demonstrado
que nenhuma das medidas alternativas indicadas no art. 319 da lei
processual penal tem aptidão para, no caso concreto, atender eficazmente
aos mesmos fins, nos termos do art. 282, § 6°, do Código de Processo
Penal.
4. No caso, o paciente permaneceu em liberdade durante as
investigações e colheita de toda a prova acusatória ao longo da instrução
processual. A decisão que decretou a prisão preventiva não apresentou
justificativa plausível para o encarceramento neste momento, a não ser
provas que reforçariam indícios de materialidade e autoria já delineados,
o que, por si só, não é suficiente para decretação da prisão preventiva, na
esteira da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
5. No que se refere à garantia da instrução criminal, a finalidade da
prisão preventiva já está exaurida. Não mais subsistindo risco de
interferência na produção probatória requerida pelo titular da ação penal,
não se justifica, sob esse fundamento, a decretação da prisão. Precedentes.
6. Os mesmos argumentos utilizados para garantia da ordem pública
também foram afastados pela Segunda Turma desta Corte no julgamento
do HC 127186, já que o decurso do tempo e a evolução dos fatos revelam
que a medida extrema já não se faz indispensável, podendo ser
eficazmente substituída por medidas alternativas, nos termos dos arts.
282 e 319 do Código de Processo Penal.
7. Ordem parcialmente concedida, nos termos da liminar deferida.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
determinante da medida cautelar: (a) a garantia da ordem pública, (b) a
garantia da ordem econômica, (c) a conveniência da instrução criminal ou
(d) a segurança da aplicação da lei penal.
3. Ademais, essa medida cautelar somente se legitima em situações
em que ela se mostre como o único meio eficiente para preservar os
valores jurídicos que a lei penal visa a proteger, segundo o art. 312 do
Código de Processo Penal. Ou seja, é indispensável ficar demonstrado
que nenhuma das medidas alternativas indicadas no art. 319 da lei
processual penal tem aptidão para, no caso concreto, atender eficazmente
aos mesmos fins, nos termos do art. 282, § 6°, do Código de Processo
Penal.
4. No caso, o paciente permaneceu em liberdade durante as
investigações e colheita de toda a prova acusatória ao longo da instrução
processual. A decisão que decretou a prisão preventiva não apresentou
justificativa plausível para o encarceramento neste momento, a não ser
provas que reforçariam indícios de materialidade e autoria já delineados,
o que, por si só, não é suficiente para decretação da prisão preventiva, na
esteira da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
5. No que se refere à garantia da instrução criminal, a finalidade da
prisão preventiva já está exaurida. Não mais subsistindo risco de
interferência na produção probatória requerida pelo titular da ação penal,
não se justifica, sob esse fundamento, a decretação da prisão. Precedentes.
6. Os mesmos argumentos utilizados para garantia da ordem pública
também foram afastados pela Segunda Turma desta Corte no julgamento
do HC 127186, já que o decurso do tempo e a evolução dos fatos revelam
que a medida extrema já não se faz indispensável, podendo ser
eficazmente substituída por medidas alternativas, nos termos dos arts.
282 e 319 do Código de Processo Penal.
7. Ordem parcialmente concedida, nos termos da liminar deferida.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
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Ementa e Acórdão
HC 127823 / PR
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em conceder parcialmente a
ordem, apenas para confirmar a liminar deferida, nos termos do voto do
Relator. Falou, pelo paciente, a Dra. Sylvia Maria Urquiza Fernandes.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em conceder parcialmente a
ordem, apenas para confirmar a liminar deferida, nos termos do voto do
Relator. Falou, pelo paciente, a Dra. Sylvia Maria Urquiza Fernandes.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
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Relatório
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO
IMPTE.(S)
:SYLVIA
MARIA
URQUIZA
FERNANDES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 320.557 DO SUPERIOR
TRIBUNAL JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Trata-se de
habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra decisão do
Ministro Newton Trisotto (Desembargador Convocado do TJ/SC), do
Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao HC 320.557/PR.
Consta dos autos, em síntese, que: (a) o paciente foi preso
preventivamente em 27.3.2015 e denunciado pela suposta prática dos
crimes previstos no art. 2°, caput, e § 4°, II, III, IV e V c/c art. 1°, § 1°,
ambos da Lei 12.850/2013, no art. 333, caput, do Código Penal (trinta e sete
vezes), no art. 1° da Lei 9.613/1998 (doze vezes) e no art. 304 c/c art. 299,
ambos do Código Penal; (b) inconformada, a defesa impetrou habeas
corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, ocasião em que o
Relator indeferiu o pedido de liminar; e (c) contra essa decisão, foi
impetrado outro HC no Superior Tribunal de Justiça, mas o Ministro
Relator negou seguimento ao pedido, em decisão assim fundamentada:
“[...]
01. Conforme ‘orientação pacífica neste Superior Tribunal, é
incabível habeas corpus contra indeferimento de medida liminar,
salvo em casos de flagrante ilegalidade ou teratologia da decisão
impugnada, sob pena de incidir-se em indevida supressão de instância
(Enunciado n. 691 da Súmula do STF)’ (AgRg no HC 285.647/CE,
Rel. Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, julgado em
12/08/2014; HC 284.999/SP Rel. Ministra Maria Thereza de Assis
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23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO
IMPTE.(S)
:SYLVIA
MARIA
URQUIZA
FERNANDES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 320.557 DO SUPERIOR
TRIBUNAL JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Trata-se de
habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra decisão do
Ministro Newton Trisotto (Desembargador Convocado do TJ/SC), do
Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao HC 320.557/PR.
Consta dos autos, em síntese, que: (a) o paciente foi preso
preventivamente em 27.3.2015 e denunciado pela suposta prática dos
crimes previstos no art. 2°, caput, e § 4°, II, III, IV e V c/c art. 1°, § 1°,
ambos da Lei 12.850/2013, no art. 333, caput, do Código Penal (trinta e sete
vezes), no art. 1° da Lei 9.613/1998 (doze vezes) e no art. 304 c/c art. 299,
ambos do Código Penal; (b) inconformada, a defesa impetrou habeas
corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, ocasião em que o
Relator indeferiu o pedido de liminar; e (c) contra essa decisão, foi
impetrado outro HC no Superior Tribunal de Justiça, mas o Ministro
Relator negou seguimento ao pedido, em decisão assim fundamentada:
“[...]
01. Conforme ‘orientação pacífica neste Superior Tribunal, é
incabível habeas corpus contra indeferimento de medida liminar,
salvo em casos de flagrante ilegalidade ou teratologia da decisão
impugnada, sob pena de incidir-se em indevida supressão de instância
(Enunciado n. 691 da Súmula do STF)’ (AgRg no HC 285.647/CE,
Rel. Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, julgado em
12/08/2014; HC 284.999/SP Rel. Ministra Maria Thereza de Assis
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 27
Relatório
HC 127823 / PR
Moura, Sexta Turma, julgado em 23/09/2014).
Os precedentes se aplicam ao caso em exame. Não há, nos
autos, elementos a indicar a existência de flagrante ilegalidade
no ato impugnado, de modo a justificar o processamento do
habeas corpus.
Para rejeitar a pretensão dos impetrantes, valho-me dos
fundamentos do decisum impugnado:
‘A decisão que determinou a segregação cautelar
encontra-se suficiente e adequadamente fundamentada,
havendo prova da materialidade, indícios suficientes de
autoria para sua decretação. Confira-se (ev. 17, autos
originários):
[…]
Portanto, em que pese as alegações formuladas pelo
impetrante, verifica-se, no caso em tela, a presença dos
requisitos autorizadores da decretação da prisão
preventiva, ou seja, o fumus comissi delicti e o periculum in
libertatis, bem como a impossibilidade de se impor
medidas cautelares diversas da prisão. A reiteração das
condutas delituosas demonstra não só a indiferença da
paciente perante o direito, mas também revela maior risco
à ordem pública e à necessidade de cessar a atividade
criminosa’ (fls. 73/81).
Acrescento que:
a) De acordo com o Supremo Tribunal Federal, se reveste
‘de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder
Judiciário, da técnica da motivação per relationem, que se mostra
compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da
República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se,
expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram
suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério
Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como
coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato
decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir’
(AI n. 825.520-AgR-Ed, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda
Turma, DJe 12/09/2011; RE n. 614.967 AgR/AM, Rel. Min. Luiz
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
Moura, Sexta Turma, julgado em 23/09/2014).
Os precedentes se aplicam ao caso em exame. Não há, nos
autos, elementos a indicar a existência de flagrante ilegalidade
no ato impugnado, de modo a justificar o processamento do
habeas corpus.
Para rejeitar a pretensão dos impetrantes, valho-me dos
fundamentos do decisum impugnado:
‘A decisão que determinou a segregação cautelar
encontra-se suficiente e adequadamente fundamentada,
havendo prova da materialidade, indícios suficientes de
autoria para sua decretação. Confira-se (ev. 17, autos
originários):
[…]
Portanto, em que pese as alegações formuladas pelo
impetrante, verifica-se, no caso em tela, a presença dos
requisitos autorizadores da decretação da prisão
preventiva, ou seja, o fumus comissi delicti e o periculum in
libertatis, bem como a impossibilidade de se impor
medidas cautelares diversas da prisão. A reiteração das
condutas delituosas demonstra não só a indiferença da
paciente perante o direito, mas também revela maior risco
à ordem pública e à necessidade de cessar a atividade
criminosa’ (fls. 73/81).
Acrescento que:
a) De acordo com o Supremo Tribunal Federal, se reveste
‘de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder
Judiciário, da técnica da motivação per relationem, que se mostra
compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da
República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se,
expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram
suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério
Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como
coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato
decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir’
(AI n. 825.520-AgR-Ed, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda
Turma, DJe 12/09/2011; RE n. 614.967 AgR/AM, Rel. Min. Luiz
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 27
Relatório
HC 127823 / PR
Fux, Primeira Turma, DJe 19/03/2013; ARE n. 727.030 AgR/RS,
Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 03/12/2013).
b) dos termos das decisões impugnadas se infere que
carece de consistência jurídica a alegação de que ‘a inclusão do
Paciente na denúncia se deu, unicamente, com base em excerto do
interrogatório de Alberto Youssef, em ação penal diversa, na qual o
Paciente não é réu, de teor vago e incerto. Réu, esse, que já havia
firmado e descumprido acordo de delação premiada anos antes, cujo
depoimento deve ser visto com a mais absoluta reserva’;
c) igualmente não procede a assertiva de que o paciente foi
preso sem que houvesse um fato novo a justificar a custódia
cautelar. Para o magistrado, o quadro probatório em relação ao
paciente alterou-se significativamente desde a prisão de Erton
Medeiros da Fonseca, Presidente da Divisão de Engenharia
Industrial da Galvão Engenharia, apontado por Paulo Roberto
Costa e por Alberto Youssef como responsável pelo pagamento
de propinas e subscritor dos contratos fraudulentos celebrados
por aquela empresa. Na decisão, consignou que o paciente ‘não
só tinha conhecimento das propinas, mas era o efetivo mandante de
suas realizações’, e que estaria em ‘posição inclusive de maior
responsabilidade do que Erton Fonseca em relação aos crimes de
lavagem de dinheiro e pagamentos de propinas’ (fl. 102).
d) não encontra respaldo nos autos a alegação de que o
decreto prisional "é verdadeiro pré-julgamento do mérito, a partir do
momento que dispensa nada menos do que 13 páginas a justificar a
alteração do quadro probatório’. Como é cediço, é nula a decisão se
inexiste fundamentação (CF, art. 93, IX). Repito: a prisão
preventiva foi decretada em face da reunião de novas provas da
efetiva participação do paciente nos crimes que lhe foram
imputados na denúncia;
e) o simples fato de a ação penal encontrar-se ‘atualmente
em avançada fase de instrução, sendo certo que todas as testemunhas
de acusação já foram ouvidas e as oitivas de testemunhas de defesa
estão sendo finalizadas ", não constitui, por si só, óbice à
decretação da custódia cautelar. Enfatizo: está calcada também
na garantia da ordem pública e não apenas na conveniência da
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
Fux, Primeira Turma, DJe 19/03/2013; ARE n. 727.030 AgR/RS,
Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 03/12/2013).
b) dos termos das decisões impugnadas se infere que
carece de consistência jurídica a alegação de que ‘a inclusão do
Paciente na denúncia se deu, unicamente, com base em excerto do
interrogatório de Alberto Youssef, em ação penal diversa, na qual o
Paciente não é réu, de teor vago e incerto. Réu, esse, que já havia
firmado e descumprido acordo de delação premiada anos antes, cujo
depoimento deve ser visto com a mais absoluta reserva’;
c) igualmente não procede a assertiva de que o paciente foi
preso sem que houvesse um fato novo a justificar a custódia
cautelar. Para o magistrado, o quadro probatório em relação ao
paciente alterou-se significativamente desde a prisão de Erton
Medeiros da Fonseca, Presidente da Divisão de Engenharia
Industrial da Galvão Engenharia, apontado por Paulo Roberto
Costa e por Alberto Youssef como responsável pelo pagamento
de propinas e subscritor dos contratos fraudulentos celebrados
por aquela empresa. Na decisão, consignou que o paciente ‘não
só tinha conhecimento das propinas, mas era o efetivo mandante de
suas realizações’, e que estaria em ‘posição inclusive de maior
responsabilidade do que Erton Fonseca em relação aos crimes de
lavagem de dinheiro e pagamentos de propinas’ (fl. 102).
d) não encontra respaldo nos autos a alegação de que o
decreto prisional "é verdadeiro pré-julgamento do mérito, a partir do
momento que dispensa nada menos do que 13 páginas a justificar a
alteração do quadro probatório’. Como é cediço, é nula a decisão se
inexiste fundamentação (CF, art. 93, IX). Repito: a prisão
preventiva foi decretada em face da reunião de novas provas da
efetiva participação do paciente nos crimes que lhe foram
imputados na denúncia;
e) o simples fato de a ação penal encontrar-se ‘atualmente
em avançada fase de instrução, sendo certo que todas as testemunhas
de acusação já foram ouvidas e as oitivas de testemunhas de defesa
estão sendo finalizadas ", não constitui, por si só, óbice à
decretação da custódia cautelar. Enfatizo: está calcada também
na garantia da ordem pública e não apenas na conveniência da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 27
Relatório
HC 127823 / PR
instrução criminal.
02. A respeito dos pressupostos autorizadores da prisão
cautelar, o Supremo Tribunal Federal e esta Corte têm decidido
que:
a) ‘a fundada probabilidade de reiteração na prática criminosa
constitui fundamento idôneo para a decretação da prisão preventiva’
(STF, HC n. 113.793/MG, Segunda Turma, Rel. Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 28/05/13; HC n. 106.702/RJ, Primeira Turma, Rel.
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27/05/11);
b) ‘a custódia preventiva visando à garantia da ordem pública,
por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação
da lei penal, legitima-se quando presente a necessidade de acautelar-se
o meio social ante a concreta possibilidade de reiteração criminosa e as
evidências de que, em liberdade, o agente empreenderá esforços para
escapar da aplicação da lei penal’ (STF, HC 109.723/PI, Rel.
Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 12/06/12);
c) ‘a prisão preventiva fundou-se na garantia da ordem pública,
dado o risco da reiteração criminosa por parte do paciente. 2. Como já
decidiu esta Corte, 'a garantia da ordem pública, por sua vez, visa,
entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a
sociedade de maiores danos' (STF, HC 84.658/PE, Rel. Min. Joaquim
Barbosa, 2ª Turma, DJ 03.06.2005). Nessa linha, deve-se considerar
também o 'perigo que o agente representa para a sociedade como
fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 17.05.2007)’ (STF, HC n.
106.816/PE, Rel. Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, julgado
em 31/05/2011);
d) ‘decretação da prisão preventiva, baseada na garantia da
ordem pública, na conveniência da instrução criminal e na
necessidade de assegurar a aplicação da lei penal, devidamente
fundamentada em fatos concretos a justificar a prisão cautelar,
especialmente em razão da participação da Paciente em organização
criminosa, da possibilidade de reiteração delituosa e da fuga do distrito
da culpa, situação que perdura até a presente data” (STF, HC n.
106702/RJ, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma,
julgado em 26/04/2011);
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
instrução criminal.
02. A respeito dos pressupostos autorizadores da prisão
cautelar, o Supremo Tribunal Federal e esta Corte têm decidido
que:
a) ‘a fundada probabilidade de reiteração na prática criminosa
constitui fundamento idôneo para a decretação da prisão preventiva’
(STF, HC n. 113.793/MG, Segunda Turma, Rel. Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 28/05/13; HC n. 106.702/RJ, Primeira Turma, Rel.
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27/05/11);
b) ‘a custódia preventiva visando à garantia da ordem pública,
por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação
da lei penal, legitima-se quando presente a necessidade de acautelar-se
o meio social ante a concreta possibilidade de reiteração criminosa e as
evidências de que, em liberdade, o agente empreenderá esforços para
escapar da aplicação da lei penal’ (STF, HC 109.723/PI, Rel.
Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 12/06/12);
c) ‘a prisão preventiva fundou-se na garantia da ordem pública,
dado o risco da reiteração criminosa por parte do paciente. 2. Como já
decidiu esta Corte, 'a garantia da ordem pública, por sua vez, visa,
entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a
sociedade de maiores danos' (STF, HC 84.658/PE, Rel. Min. Joaquim
Barbosa, 2ª Turma, DJ 03.06.2005). Nessa linha, deve-se considerar
também o 'perigo que o agente representa para a sociedade como
fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 17.05.2007)’ (STF, HC n.
106.816/PE, Rel. Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, julgado
em 31/05/2011);
d) ‘decretação da prisão preventiva, baseada na garantia da
ordem pública, na conveniência da instrução criminal e na
necessidade de assegurar a aplicação da lei penal, devidamente
fundamentada em fatos concretos a justificar a prisão cautelar,
especialmente em razão da participação da Paciente em organização
criminosa, da possibilidade de reiteração delituosa e da fuga do distrito
da culpa, situação que perdura até a presente data” (STF, HC n.
106702/RJ, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma,
julgado em 26/04/2011);
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 27
Relatório
HC 127823 / PR
e) ‘o habeas corpus constitui remédio processual inadequado
para a análise da prova, para o reexame do material probatório
produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para a
revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de
conhecimento’ (STF, RHC 111.327, Rel. Ministra Cármen Lúcia,
Segunda Turma, julgado em 12/03/2013);
f) ‘para a decretação da prisão preventiva não se exige prova
concludente da autoria delitiva, reservada à condenação criminal, mas
apenas indícios suficientes desta, que, pelo cotejo dos elementos que
instruem os autos, se fazem presentes. 3. A análise acerca da negativa
de participação no ilícito é questão que não pode ser dirimida em sede
de habeas corpus, por demandar o reexame aprofundado das provas a
serem produzidas na instrução criminal, vedado na via sumária eleita’
(STJ, HC 307.577/SP, Rel. Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma,
julgado em 10/02/2015).
g) ‘a primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a
profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são
suficientes ao afastamento da prisão preventiva’ (STF, HC
112.642/SP, Segunda Turma, Rel. Ministro Joaquim Barbosa,
julgado em 26/06/12; HC 106.474/BA, Primeira Turma, Rel.
Ministra Rosa Weber, julgado em 06/03/12; HC 108.314/MA,
Primeira Turma, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13/09/11;
HC 106.816/PE, Segunda Turma, Rel. Ministra Ellen Gracie,
julgado em 31/05/11);
03. Conforme precedentes de ambas as Turmas que
compõem a Terceira Seção desta Corte, não há como substituir a
prisão preventiva por medidas cautelares diversas (CPP, art.
319) ‘quando a segregação encontra-se justificada na periculosidade
social do denunciado, dada a probabilidade efetiva de continuidade no
cometimento da grave infração denunciada’ (RHC 50.924/SP, Rel.
Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, julgado em 07/10/2014;
HC 282.509/SP, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta
Turma, DJe 22/11/2013).
04. Por derradeiro, anoto que, em 17/03/2015, ao julgar o
Habeas Corpus n. 312.683/PR, impetrado em favor de José
Ricardo Nogueira Breghirolli, decidiu a Quinta Turma:
5
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
e) ‘o habeas corpus constitui remédio processual inadequado
para a análise da prova, para o reexame do material probatório
produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para a
revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de
conhecimento’ (STF, RHC 111.327, Rel. Ministra Cármen Lúcia,
Segunda Turma, julgado em 12/03/2013);
f) ‘para a decretação da prisão preventiva não se exige prova
concludente da autoria delitiva, reservada à condenação criminal, mas
apenas indícios suficientes desta, que, pelo cotejo dos elementos que
instruem os autos, se fazem presentes. 3. A análise acerca da negativa
de participação no ilícito é questão que não pode ser dirimida em sede
de habeas corpus, por demandar o reexame aprofundado das provas a
serem produzidas na instrução criminal, vedado na via sumária eleita’
(STJ, HC 307.577/SP, Rel. Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma,
julgado em 10/02/2015).
g) ‘a primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a
profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são
suficientes ao afastamento da prisão preventiva’ (STF, HC
112.642/SP, Segunda Turma, Rel. Ministro Joaquim Barbosa,
julgado em 26/06/12; HC 106.474/BA, Primeira Turma, Rel.
Ministra Rosa Weber, julgado em 06/03/12; HC 108.314/MA,
Primeira Turma, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13/09/11;
HC 106.816/PE, Segunda Turma, Rel. Ministra Ellen Gracie,
julgado em 31/05/11);
03. Conforme precedentes de ambas as Turmas que
compõem a Terceira Seção desta Corte, não há como substituir a
prisão preventiva por medidas cautelares diversas (CPP, art.
319) ‘quando a segregação encontra-se justificada na periculosidade
social do denunciado, dada a probabilidade efetiva de continuidade no
cometimento da grave infração denunciada’ (RHC 50.924/SP, Rel.
Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, julgado em 07/10/2014;
HC 282.509/SP, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta
Turma, DJe 22/11/2013).
04. Por derradeiro, anoto que, em 17/03/2015, ao julgar o
Habeas Corpus n. 312.683/PR, impetrado em favor de José
Ricardo Nogueira Breghirolli, decidiu a Quinta Turma:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 27
Relatório
HC 127823 / PR
‘CONSTITUCIONAL. PENAL. PROCESSO PENAL.
HABEAS CORPUS IMPETRADO EM SUBSTITUIÇÃO A
RECURSO PRÓPRIO. OPERAÇÃO
'LAVA-JATO'.
PACIENTE PRESO PREVENTIVAMENTE E DEPOIS
DENUNCIADO POR INFRAÇÃO AO ART. 2º, CAPUT, §
4º, INCS. II, III, IV E V, C/C O ART. 1º, § 1º, DA LEI N.
12.850/2013, E AO ART. 333, CAPUT (POR VINTE
VEZES), NA FORMA DO ART. 69, AMBOS DO CÓDIGO
PENAL. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO’
[…]
Também denegou os Habeas Corpus ns. 302.604/PR,
312.684/P e 312.368/PR, impetrados em favor de João Procópio
Junqueira Pacheco de Almeida Prado, Agenor Franklin
Magalhães Medeiros e Ricardo Ribeiro Pessoa, todos originários
da ‘Operação Lava Jato’.
05. À vista do exposto, valendo-me da autorização contida
nos arts. 38 da Lei n. 8.038/1990 e 34, inc. XVIII, do Regimento
Interno desta Corte, nego seguimento ao habeas corpus”.
Os impetrantes alegam, em síntese, que: (a) diante da manifesta
ilegalidade a que está submetido o paciente, o caso é de superação da
Súmula 691/STF; (b) estão ausentes os requisitos legais para decretação da
custódia cautelar; (c) “se o paciente não foi preso por ocasião da denúncia, não
há nenhum fato que justifique essa prisão agora”; (d) a instrução criminal está
praticamente encerrada, tendo em vista que já foram ouvidas todas as
testemunhas, restando apenas os interrogatórios; (e) o paciente
permaneceu solto na fase investigatória e durante quase toda a instrução
processual, inexistindo fato novo que justificasse a necessidade da
custódia; (f) o Ministério Público não requereu a prisão preventiva do
paciente no momento do recebimento da denúncia, apesar de já existentes
os indícios de materialidade e autoria considerados no decreto prisional;
(g) “se provas novas surgiram, devem essas ser, tão somente, apreciadas por
ocasião da sentença. Não se prestam, porém a embasar ordem de prisão cautelar”;
e (h) não houve fundamentação acerca do cabimento de outras medidas
cautelares conforme dispõe o art. 282, § 6°, do Código de Processo Penal.
6
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HC 127823 / PR
‘CONSTITUCIONAL. PENAL. PROCESSO PENAL.
HABEAS CORPUS IMPETRADO EM SUBSTITUIÇÃO A
RECURSO PRÓPRIO. OPERAÇÃO
'LAVA-JATO'.
PACIENTE PRESO PREVENTIVAMENTE E DEPOIS
DENUNCIADO POR INFRAÇÃO AO ART. 2º, CAPUT, §
4º, INCS. II, III, IV E V, C/C O ART. 1º, § 1º, DA LEI N.
12.850/2013, E AO ART. 333, CAPUT (POR VINTE
VEZES), NA FORMA DO ART. 69, AMBOS DO CÓDIGO
PENAL. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO’
[…]
Também denegou os Habeas Corpus ns. 302.604/PR,
312.684/P e 312.368/PR, impetrados em favor de João Procópio
Junqueira Pacheco de Almeida Prado, Agenor Franklin
Magalhães Medeiros e Ricardo Ribeiro Pessoa, todos originários
da ‘Operação Lava Jato’.
05. À vista do exposto, valendo-me da autorização contida
nos arts. 38 da Lei n. 8.038/1990 e 34, inc. XVIII, do Regimento
Interno desta Corte, nego seguimento ao habeas corpus”.
Os impetrantes alegam, em síntese, que: (a) diante da manifesta
ilegalidade a que está submetido o paciente, o caso é de superação da
Súmula 691/STF; (b) estão ausentes os requisitos legais para decretação da
custódia cautelar; (c) “se o paciente não foi preso por ocasião da denúncia, não
há nenhum fato que justifique essa prisão agora”; (d) a instrução criminal está
praticamente encerrada, tendo em vista que já foram ouvidas todas as
testemunhas, restando apenas os interrogatórios; (e) o paciente
permaneceu solto na fase investigatória e durante quase toda a instrução
processual, inexistindo fato novo que justificasse a necessidade da
custódia; (f) o Ministério Público não requereu a prisão preventiva do
paciente no momento do recebimento da denúncia, apesar de já existentes
os indícios de materialidade e autoria considerados no decreto prisional;
(g) “se provas novas surgiram, devem essas ser, tão somente, apreciadas por
ocasião da sentença. Não se prestam, porém a embasar ordem de prisão cautelar”;
e (h) não houve fundamentação acerca do cabimento de outras medidas
cautelares conforme dispõe o art. 282, § 6°, do Código de Processo Penal.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 27
Relatório
HC 127823 / PR
Requerem, liminarmente, a revogação da prisão preventiva do
paciente e, subsidiariamente, a aplicação de outras medidas cautelares.
Ao final, pedem a confirmação do pedido liminar.
O pedido liminar foi parcialmente deferido, em 5.5.2015, para
revogar a prisão preventiva do paciente, substituindo-a por medidas
cautelares estabelecidas pelo magistrado de primeira instância a outros
investigados, quais sejam:
“a) afastamento da direção e da administração das
empresas envolvidas nas investigações, ficando proibido de
ingressar em quaisquer de seus estabelecimentos, e suspensão
do exercício profissional de atividade de natureza empresarial,
financeira e econômica;
b) recolhimento domiciliar integral até que demonstre
ocupação lícita, quando fará jus ao recolhimento domiciliar
apenas em período noturno e nos dias de folga;
c) comparecimento quinzenal em juízo, para informar e
justificar atividades, com proibição de mudar de endereço sem
autorização;
d) obrigação de comparecimento a todos os atos do
processo, sempre que intimado;
e) proibição de manter contato com os demais
investigados, por qualquer meio;
f) proibição de deixar o país, devendo entregar passaporte
em até 48 (quarenta e oito) horas;
g) monitoração por meio da utilização de tornozeleira
eletrônica”.
Requisitadas informações ao juízo de primeira instância, foram
prestadas em 21.5.2015.
Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela
confirmação da liminar deferida.
É o relatório.
7
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
Requerem, liminarmente, a revogação da prisão preventiva do
paciente e, subsidiariamente, a aplicação de outras medidas cautelares.
Ao final, pedem a confirmação do pedido liminar.
O pedido liminar foi parcialmente deferido, em 5.5.2015, para
revogar a prisão preventiva do paciente, substituindo-a por medidas
cautelares estabelecidas pelo magistrado de primeira instância a outros
investigados, quais sejam:
“a) afastamento da direção e da administração das
empresas envolvidas nas investigações, ficando proibido de
ingressar em quaisquer de seus estabelecimentos, e suspensão
do exercício profissional de atividade de natureza empresarial,
financeira e econômica;
b) recolhimento domiciliar integral até que demonstre
ocupação lícita, quando fará jus ao recolhimento domiciliar
apenas em período noturno e nos dias de folga;
c) comparecimento quinzenal em juízo, para informar e
justificar atividades, com proibição de mudar de endereço sem
autorização;
d) obrigação de comparecimento a todos os atos do
processo, sempre que intimado;
e) proibição de manter contato com os demais
investigados, por qualquer meio;
f) proibição de deixar o país, devendo entregar passaporte
em até 48 (quarenta e oito) horas;
g) monitoração por meio da utilização de tornozeleira
eletrônica”.
Requisitadas informações ao juízo de primeira instância, foram
prestadas em 21.5.2015.
Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela
confirmação da liminar deferida.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 27
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. À vista da
Súmula 691/STF, não cabe, de regra, ao Supremo Tribunal Federal
conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do relator pela qual,
em habeas corpus requerido a tribunal superior, não se obteve a liminar,
sob pena de indevida – e, no caso, dupla – supressão de instância. Sabe-
se, porém, que a jurisprudência desta Corte admite seu abrandamento em
casos excepcionais (v.g., entre outros, HC 122.670, Relator(a): Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 05/08/2013,
DJe 15-08-2014; HC 121.181, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma,
julgado em 22/04/2014, DJe 13-05-2014), quando a decisão impugnada é
teratológica, manifestamente ilegal ou abusiva.
2. Os fundamentos invocados originalmente para o decreto da prisão
preventiva do paciente foram, em essência, os seguintes:
“Pleiteia o MPF a prisão preventiva de Dario de Queiroz
Galvão Filho (evento 1).
Decido.
Tramitam por este Juízo diversos inquéritos, ações penais
e processos incidentes relacionados à assim denominada
Operação Lavajato.
Em grande síntese, foram colhidas provas, em cognição
sumária, de um grande esquema criminoso de corrupção e
lavagem de dinheiro no âmbito da empresa Petróleo Brasileiro
S/A - Petrobras cujo acionista majoritário e controlador é a
União Federal.
[…]
Na continuidade das investigações, colhidas provas, em
cognição sumária, de que as maiores empreiteiras do Brasil
estariam envolvidas no esquema criminoso.
Segundo o MPF, a OAS, Odebrecht, UTC, Camargo
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. À vista da
Súmula 691/STF, não cabe, de regra, ao Supremo Tribunal Federal
conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do relator pela qual,
em habeas corpus requerido a tribunal superior, não se obteve a liminar,
sob pena de indevida – e, no caso, dupla – supressão de instância. Sabe-
se, porém, que a jurisprudência desta Corte admite seu abrandamento em
casos excepcionais (v.g., entre outros, HC 122.670, Relator(a): Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 05/08/2013,
DJe 15-08-2014; HC 121.181, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma,
julgado em 22/04/2014, DJe 13-05-2014), quando a decisão impugnada é
teratológica, manifestamente ilegal ou abusiva.
2. Os fundamentos invocados originalmente para o decreto da prisão
preventiva do paciente foram, em essência, os seguintes:
“Pleiteia o MPF a prisão preventiva de Dario de Queiroz
Galvão Filho (evento 1).
Decido.
Tramitam por este Juízo diversos inquéritos, ações penais
e processos incidentes relacionados à assim denominada
Operação Lavajato.
Em grande síntese, foram colhidas provas, em cognição
sumária, de um grande esquema criminoso de corrupção e
lavagem de dinheiro no âmbito da empresa Petróleo Brasileiro
S/A - Petrobras cujo acionista majoritário e controlador é a
União Federal.
[…]
Na continuidade das investigações, colhidas provas, em
cognição sumária, de que as maiores empreiteiras do Brasil
estariam envolvidas no esquema criminoso.
Segundo o MPF, a OAS, Odebrecht, UTC, Camargo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 27
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
Correa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon,
MPE, Skanska, Queiroz Galvão, IESA, Engevix, SETAL, GDK e
Galvão Engenharia teriam formado um cartel, através do qual,
por ajuste prévio, teriam sistematicamente frustrado as
licitações da Petróleo Brasileiro S/A - Petrobras para a
contratação de grandes obras entre os anos de 2006 a 2014, entre
elas a RNEST, COMPERJ e REPAR.
[…]
Para permitir o funcionamento do cartel, as empreiteiras
corromperam diversos empregados do alto escalão da
Petrobras, entre eles os ex-Diretores Paulo Roberto Costa e
Renato de Souza Duque e o gerente executivo Pedro Barusco.
Os empregados públicos, entre eles os ex-Diretores,
tinham o papel relevante de não turbar o funcionamento do
cartel e ainda de tomar as providências para que a empresa
definida pelo Clube de empreiteiras para vencer a licitação
fosse de fato escolhida para o contrato.
Para viabilizar o esquema criminoso, valores obtidos com
os crimes de cartel e licitatórios foram submetidos a lavagem de
dinheiro por Alberto Youssef e por outros profissionais da
lavagem, para posterior pagamento aos empregados de alto
escalão da Petrobrás.
[…]
Na segunda fase da assim denominada Operação
Lavajato, decretei, a pedido da autoridade policial e do MPF, a
prisão cautelar e medidas de investigação em relação a
dirigentes das empreiteiras envolvidas (decisão de 10/11/2014,
evento 10, do processo 5073475-13.2014.404.7000). Foram
propostas a partir de então pelo MPF seis novas denúncias
contra dirigentes das empreiteiras, Camargo Correa, UTC
Engenharia, OAS, Engevix e Galvão Engenharia.
Tramita perante este Juízo a ação penal 5083360-
51.2014.404.7000 contra dirigentes da Galvão Engenharia, entre
eles Dario de Queiroz Galvão Filho e Erton Medeiros Fonseca.
Recebi a denúncia em 15/09/2014 (evento 9 daqueles
autos), na qual reconheci a presença de justa causa para a
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
Correa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon,
MPE, Skanska, Queiroz Galvão, IESA, Engevix, SETAL, GDK e
Galvão Engenharia teriam formado um cartel, através do qual,
por ajuste prévio, teriam sistematicamente frustrado as
licitações da Petróleo Brasileiro S/A - Petrobras para a
contratação de grandes obras entre os anos de 2006 a 2014, entre
elas a RNEST, COMPERJ e REPAR.
[…]
Para permitir o funcionamento do cartel, as empreiteiras
corromperam diversos empregados do alto escalão da
Petrobras, entre eles os ex-Diretores Paulo Roberto Costa e
Renato de Souza Duque e o gerente executivo Pedro Barusco.
Os empregados públicos, entre eles os ex-Diretores,
tinham o papel relevante de não turbar o funcionamento do
cartel e ainda de tomar as providências para que a empresa
definida pelo Clube de empreiteiras para vencer a licitação
fosse de fato escolhida para o contrato.
Para viabilizar o esquema criminoso, valores obtidos com
os crimes de cartel e licitatórios foram submetidos a lavagem de
dinheiro por Alberto Youssef e por outros profissionais da
lavagem, para posterior pagamento aos empregados de alto
escalão da Petrobrás.
[…]
Na segunda fase da assim denominada Operação
Lavajato, decretei, a pedido da autoridade policial e do MPF, a
prisão cautelar e medidas de investigação em relação a
dirigentes das empreiteiras envolvidas (decisão de 10/11/2014,
evento 10, do processo 5073475-13.2014.404.7000). Foram
propostas a partir de então pelo MPF seis novas denúncias
contra dirigentes das empreiteiras, Camargo Correa, UTC
Engenharia, OAS, Engevix e Galvão Engenharia.
Tramita perante este Juízo a ação penal 5083360-
51.2014.404.7000 contra dirigentes da Galvão Engenharia, entre
eles Dario de Queiroz Galvão Filho e Erton Medeiros Fonseca.
Recebi a denúncia em 15/09/2014 (evento 9 daqueles
autos), na qual reconheci a presença de justa causa para a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 27
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
imputação.
[…]
Mais do que o depoimento de criminosos colaboradores,
conta o feito com prova documental, especificamente da
transferência de valores milionários pelas empreiteiras a contas
de empresas de fachada controladas pela Galvão Engenharia.
[…]
Em vista da gravidade em concreto dos crimes,
habitualidade e reiteração criminosa, decretei, na decisão de
10/11/2014, evento 10, do processo 5073475-13.2014.404.7000, a
prisão cautelar de diversos dos dirigentes das empreiteiras
[...]
Relativamente à Galvão Engenharia, restringi a prisão
cautelar a Erton Medeiros Fonseca, Presidente da Divisão de
Engenharia Industrial da empresa Galvão Engenharia S/A, já
que foi apontado por Alberto Youssef e por Paulo Roberto Costa
como responsável, no âmbito da Galvão, pelo pagamento das
propinas. Além disso, Erton figura como responsável pela
Galvão na assinatura de alguns dos contratos fraudulentos
celebrados com as empresas de fachada de Alberto Youssef
Quanto a Dario de Queiroz Galvão Filho, acionista do
Grupo Galvão e membro do Conselho de Administração do
Grupo Galvão, portanto, proprietário e controlador indireto da
Galvão Engenharia, consignei que Alberto Youssef teria
indicado ele como corresponsável, mas sem muita segurança.
Assim, por reputar a prova de autoria quanto a ele insuficiente,
não estendi a ele a preventiva.
O quadro probatório alterou-se, significativamente, desde
então.
No inquérito policial, Erton Medeiros Fonseca admitiu
que teria participado em 2010 de reunião na residência de João
Cláudio Genu com Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, na
qual estes exigiram o pagamento de propina ao no montante de
R$ 4.000.000,00 (evento 48, arquivo decl3, do inquérito
50450220820144047000). Para viabilizar os repasses, foram
celebrados contratos de prestação de serviços simulados entre a
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
imputação.
[…]
Mais do que o depoimento de criminosos colaboradores,
conta o feito com prova documental, especificamente da
transferência de valores milionários pelas empreiteiras a contas
de empresas de fachada controladas pela Galvão Engenharia.
[…]
Em vista da gravidade em concreto dos crimes,
habitualidade e reiteração criminosa, decretei, na decisão de
10/11/2014, evento 10, do processo 5073475-13.2014.404.7000, a
prisão cautelar de diversos dos dirigentes das empreiteiras
[...]
Relativamente à Galvão Engenharia, restringi a prisão
cautelar a Erton Medeiros Fonseca, Presidente da Divisão de
Engenharia Industrial da empresa Galvão Engenharia S/A, já
que foi apontado por Alberto Youssef e por Paulo Roberto Costa
como responsável, no âmbito da Galvão, pelo pagamento das
propinas. Além disso, Erton figura como responsável pela
Galvão na assinatura de alguns dos contratos fraudulentos
celebrados com as empresas de fachada de Alberto Youssef
Quanto a Dario de Queiroz Galvão Filho, acionista do
Grupo Galvão e membro do Conselho de Administração do
Grupo Galvão, portanto, proprietário e controlador indireto da
Galvão Engenharia, consignei que Alberto Youssef teria
indicado ele como corresponsável, mas sem muita segurança.
Assim, por reputar a prova de autoria quanto a ele insuficiente,
não estendi a ele a preventiva.
O quadro probatório alterou-se, significativamente, desde
então.
No inquérito policial, Erton Medeiros Fonseca admitiu
que teria participado em 2010 de reunião na residência de João
Cláudio Genu com Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, na
qual estes exigiram o pagamento de propina ao no montante de
R$ 4.000.000,00 (evento 48, arquivo decl3, do inquérito
50450220820144047000). Para viabilizar os repasses, foram
celebrados contratos de prestação de serviços simulados entre a
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 27
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
Galvão Engenharia e as empresas de Alberto Youssef. Afirma
que a Galvão Engenharia concordou porque 'poderiam ser
prejudicados junto à Petrobras em razão do poder do então
diretor'.
Revelou ainda que a Galvão Engenharia também teria
pago propina por intermédio de Shinko Nakandakari à
Diretoria de Serviços da Petrobrás.
[…]
Com efeito, foram identificados depósitos da empresa
Galvão Engenharia de pelo menos R$ 1.530.158,56 na conta da
empresa MO Consultoria. Os pagamentos são superiores, pois,
como consta na representação policial, foram identificadas
notas fiscais emitidas entre 23/02/2011 a 03/10/2011 pela MO
Consultoria para a Galvão Engenharia no montante de R$
4.179.000,00. Esses pagamentos seriam pertinentes à Diretoria
de Abastecimento da Petrobras.
E o próprio acusado Erton admitiu pagamentos entre 2010
a 2014 no montante de R$ 8.863.000,00 à Diretoria de Serviços
da Petrobras.
Há registro ainda de pagamentos anteriores de cerca de
R$ 485.240,00 que remontam a 2008 à empresa CSA Project que
era utilizada pelo ex-Deputado José Janene, com o auxílio de
Alberto Youssef, para recebimento de propina.
[…]
Para o exame da preventiva ora requerida, a identificação
por Erton Fonseca de outro operador de propinas e lavagem,
Shinko Nakandadari, propiciou a convocação dele e a tomada
de depoimento como testemunha em Juízo, após a celebração
por ele de acordo de colaboração premiada com o MPF.
Em depoimento de 05/02015 (transcrição no evento 352 da
ação penal 5083360-51.2014.4.04.7000), Shinko admitiu todos os
fatos, que teria atuado como intermediador no pagamento de
propinas pela Galvão Engenharia a Pedro Barusco, gerente
executivo da Area de Serviços da Petrobras, e a Renato Duque,
Diretor de Serviços.
Três fatos merecem destaques.
4
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797651.
Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
Galvão Engenharia e as empresas de Alberto Youssef. Afirma
que a Galvão Engenharia concordou porque 'poderiam ser
prejudicados junto à Petrobras em razão do poder do então
diretor'.
Revelou ainda que a Galvão Engenharia também teria
pago propina por intermédio de Shinko Nakandakari à
Diretoria de Serviços da Petrobrás.
[…]
Com efeito, foram identificados depósitos da empresa
Galvão Engenharia de pelo menos R$ 1.530.158,56 na conta da
empresa MO Consultoria. Os pagamentos são superiores, pois,
como consta na representação policial, foram identificadas
notas fiscais emitidas entre 23/02/2011 a 03/10/2011 pela MO
Consultoria para a Galvão Engenharia no montante de R$
4.179.000,00. Esses pagamentos seriam pertinentes à Diretoria
de Abastecimento da Petrobras.
E o próprio acusado Erton admitiu pagamentos entre 2010
a 2014 no montante de R$ 8.863.000,00 à Diretoria de Serviços
da Petrobras.
Há registro ainda de pagamentos anteriores de cerca de
R$ 485.240,00 que remontam a 2008 à empresa CSA Project que
era utilizada pelo ex-Deputado José Janene, com o auxílio de
Alberto Youssef, para recebimento de propina.
[…]
Para o exame da preventiva ora requerida, a identificação
por Erton Fonseca de outro operador de propinas e lavagem,
Shinko Nakandadari, propiciou a convocação dele e a tomada
de depoimento como testemunha em Juízo, após a celebração
por ele de acordo de colaboração premiada com o MPF.
Em depoimento de 05/02015 (transcrição no evento 352 da
ação penal 5083360-51.2014.4.04.7000), Shinko admitiu todos os
fatos, que teria atuado como intermediador no pagamento de
propinas pela Galvão Engenharia a Pedro Barusco, gerente
executivo da Area de Serviços da Petrobras, e a Renato Duque,
Diretor de Serviços.
Três fatos merecem destaques.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 27
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
A afirmação de Shinko Nakandakari de que a relação não
envolveu extorsão, mas corrupção acordada pela Galvão
Engenharia com os empregados públicos, o que seria ilustrado
pela iniciativa ter sido da Galvão, além de Shinko manter
durante todo o tempo relacionamento de amizade com os
dirigentes da Galvão. Também merece destaque a afirmação de
que Dario Galvão tinha conhecimento sobre o pagamento da
propina, sendo no ponto Erton subordinado a Dario Galvão.
Por último, a confirmação de que a Galvão Engenharia teria
pago propina ainda em 2014, ou seja, após a saída de Pedro
Barusco, Paulo Costa e Renato Duque da Petrobras, e mesmo
com a notoriedade alcançada pelas investigações da Operação
Lavajato no ano de 2014.
[…]
Entretanto, além do depoimento enquadrar-se no contexto
probatório, Shinko Nakandakari apresentou significativo
acervo de provas documentais (evento 271 da ação penal), como
as notas fiscais fraudulentas que foram emitidas para encobrir o
pagamento da propina e mensagens eletrônicas trocadas com
dirigentes da Galvão Engenharia, como Luiz Augusto Distrutti,
ex-Diretor de Óleo e Gás da Galvão Engenharia, a respeito dos
pagamentos.
[…]
Em algumas das mensagens, há referência expressa a
Dario Galvão e ao conhecimento por ele acerca dos fatos.
[…]
Há ainda mensagens trocadas entre Shinko e Luiz
Distrutti em cujo corpo verifica-se que este último encaminhou
a mensagem a endereço eletrônico de Dario Galvão
(dario@galvao.com) e mensagens enviadas de Luiz Distrutti a
Shinko Nakandakari com cópia para Dario Galvão e ainda para
Erton Fonseca.
Há ainda mensagem do próprio Dario ao Diretor
Comercial da Galvão Engenharia, Guilherme Rosetti, que
culminou por ser encaminhado a Shinko Nakandakari, sobre as
chances da Galvão Engenharia de ser convidada às licitações da
5
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HC 127823 / PR
A afirmação de Shinko Nakandakari de que a relação não
envolveu extorsão, mas corrupção acordada pela Galvão
Engenharia com os empregados públicos, o que seria ilustrado
pela iniciativa ter sido da Galvão, além de Shinko manter
durante todo o tempo relacionamento de amizade com os
dirigentes da Galvão. Também merece destaque a afirmação de
que Dario Galvão tinha conhecimento sobre o pagamento da
propina, sendo no ponto Erton subordinado a Dario Galvão.
Por último, a confirmação de que a Galvão Engenharia teria
pago propina ainda em 2014, ou seja, após a saída de Pedro
Barusco, Paulo Costa e Renato Duque da Petrobras, e mesmo
com a notoriedade alcançada pelas investigações da Operação
Lavajato no ano de 2014.
[…]
Entretanto, além do depoimento enquadrar-se no contexto
probatório, Shinko Nakandakari apresentou significativo
acervo de provas documentais (evento 271 da ação penal), como
as notas fiscais fraudulentas que foram emitidas para encobrir o
pagamento da propina e mensagens eletrônicas trocadas com
dirigentes da Galvão Engenharia, como Luiz Augusto Distrutti,
ex-Diretor de Óleo e Gás da Galvão Engenharia, a respeito dos
pagamentos.
[…]
Em algumas das mensagens, há referência expressa a
Dario Galvão e ao conhecimento por ele acerca dos fatos.
[…]
Há ainda mensagens trocadas entre Shinko e Luiz
Distrutti em cujo corpo verifica-se que este último encaminhou
a mensagem a endereço eletrônico de Dario Galvão
(dario@galvao.com) e mensagens enviadas de Luiz Distrutti a
Shinko Nakandakari com cópia para Dario Galvão e ainda para
Erton Fonseca.
Há ainda mensagem do próprio Dario ao Diretor
Comercial da Galvão Engenharia, Guilherme Rosetti, que
culminou por ser encaminhado a Shinko Nakandakari, sobre as
chances da Galvão Engenharia de ser convidada às licitações da
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
RNEST (e que estariam sendo divididas entre os 'bacanas',
aparentemente as maiores empreiteiras).
Tais notas e mensagens corroboram o depoimento de
Shinko Nakandakari no sentido de que Dario Galvão não só
tinha conhecimento das propinas, mas era o efetivo mandante
de suas realizações.
Nesse contexto, a luz dessas novas provas de autoria,
colocando Dario Galvão em posição inclusive de maior
responsabilidade do que Erton Fonseca em relação aos crimes
de lavagem e pagamento de propinas a dirigentes da Petrobras
pela Galvão Engenharia, entendo que deve ser também contra
ele decretada a prisão preventiva.
Presentes, portanto, provas de materialidade de crimes de
corrupção e de lavagem de dinheiro e de autoria em relação a
Dario Galvão, na condição de mandante destes crimes no
âmbito da Galvão Engenharia.
Preenchidos assim os pressupostos da preventiva, boa
prova de materialidade e de autoria.
Quanto aos fundamentos, valem os mesmos já
consignados em relação a Erton Fonseca.
Primeiro, o risco à ordem pública e a necessidade da
medida para prevenir habitualidade e reiteração criminosa.
Há provas de prática dos crimes por prolongados
períodos, que se estende, pelo menos, de 2008 a 2014.
Apesar da notícia de que a Petrobras teria decidido
suspender a Galvão Engenharia de novas contratações, isso não
afeta os contratos em andamento e a Defesa de Erton já
informou o Juízo que a empreiteira tem contratos em
andamento com a Petrobras, não sendo o contrato rescindido de
Três Lagoas o único. Com efeito, na tabela apresentada no
evento 15, pet1, consta referência a contrato com a Petrobras
08580085780132, para o fornecimento/construção de unidades
de tratamento de amina e de recuperação de enxofre com
término previsto apenas para 2016, não havendo notícia de que
este (ao contrário da obra em Três Lagoas) tenha sido
rescindido.
6
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HC 127823 / PR
RNEST (e que estariam sendo divididas entre os 'bacanas',
aparentemente as maiores empreiteiras).
Tais notas e mensagens corroboram o depoimento de
Shinko Nakandakari no sentido de que Dario Galvão não só
tinha conhecimento das propinas, mas era o efetivo mandante
de suas realizações.
Nesse contexto, a luz dessas novas provas de autoria,
colocando Dario Galvão em posição inclusive de maior
responsabilidade do que Erton Fonseca em relação aos crimes
de lavagem e pagamento de propinas a dirigentes da Petrobras
pela Galvão Engenharia, entendo que deve ser também contra
ele decretada a prisão preventiva.
Presentes, portanto, provas de materialidade de crimes de
corrupção e de lavagem de dinheiro e de autoria em relação a
Dario Galvão, na condição de mandante destes crimes no
âmbito da Galvão Engenharia.
Preenchidos assim os pressupostos da preventiva, boa
prova de materialidade e de autoria.
Quanto aos fundamentos, valem os mesmos já
consignados em relação a Erton Fonseca.
Primeiro, o risco à ordem pública e a necessidade da
medida para prevenir habitualidade e reiteração criminosa.
Há provas de prática dos crimes por prolongados
períodos, que se estende, pelo menos, de 2008 a 2014.
Apesar da notícia de que a Petrobras teria decidido
suspender a Galvão Engenharia de novas contratações, isso não
afeta os contratos em andamento e a Defesa de Erton já
informou o Juízo que a empreiteira tem contratos em
andamento com a Petrobras, não sendo o contrato rescindido de
Três Lagoas o único. Com efeito, na tabela apresentada no
evento 15, pet1, consta referência a contrato com a Petrobras
08580085780132, para o fornecimento/construção de unidades
de tratamento de amina e de recuperação de enxofre com
término previsto apenas para 2016, não havendo notícia de que
este (ao contrário da obra em Três Lagoas) tenha sido
rescindido.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 27
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
Além disso, a Galvão Engenharia tem diversas obras em
andamento não só com outras entidades da Administração
Pública direta ou indireta.
Há indícios, outrossim, que os crimes transcenderam a
Petrobrás, como pode ser ilustrado por tabela com cerca de 750
obras públicas, nos mais diversos setores de infraestrutura,
algumas da responsabilidade da Galvão Engenharia, e que foi
apreendida com Alberto Youssef (evento 192 do inquérito
5049557-14.2013.404.7000).
[…]
Não se pode ainda olvidar as revelações efetuadas por
Pedro José Barusco Filho, ex-gerente da área de serviços e
engenharia da Petrobrás, de que similar esquema de pagamento
de propinas reproduziu-se, a partir de 2011, na empresa
SeteBrasil, em contratos de construções de sondas celebrados
com a Petrobrás, com envolvimento também das empreiteiras
investigadas na Operação Lavajato, inclusive a Galvão
Engenharia. Esses depoimentos encontram-se juntados no
evento 858 do processo 5073475-13.2014.4.04.7000.
Perturbador ainda o pagamento de propinas ainda em
2014, o que indica que nem a notoriedade alcançada no
decorrrer do ano pelas investigações da assim denominada
Operação Lavajato, e que incluíram ainda em março daquele
ano a prisão cautelar de Paulo Roberto Costa, foram suficientes
para prevenir a continuidade do pagamento de propina pela
Galvão Engenharia a empregados da Petrobras.
A reiteração delitiva, ainda mais já no curso das
investigações, é usualmente apontada pela jurisprudência dos
Tribunais Superiores, como fundamento suficiente para a
decretação da prisão preventiva, já que existente risco à ordem
pública.
[…]
A dimensão em concreta dos fatos delitivos - jamais a
gravidade em abstrato - também pode ser invocada como
fundamento para a decretação da prisão preventiva. Não se
trata de antecipação de pena, nem medida da espécie é
7
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
Além disso, a Galvão Engenharia tem diversas obras em
andamento não só com outras entidades da Administração
Pública direta ou indireta.
Há indícios, outrossim, que os crimes transcenderam a
Petrobrás, como pode ser ilustrado por tabela com cerca de 750
obras públicas, nos mais diversos setores de infraestrutura,
algumas da responsabilidade da Galvão Engenharia, e que foi
apreendida com Alberto Youssef (evento 192 do inquérito
5049557-14.2013.404.7000).
[…]
Não se pode ainda olvidar as revelações efetuadas por
Pedro José Barusco Filho, ex-gerente da área de serviços e
engenharia da Petrobrás, de que similar esquema de pagamento
de propinas reproduziu-se, a partir de 2011, na empresa
SeteBrasil, em contratos de construções de sondas celebrados
com a Petrobrás, com envolvimento também das empreiteiras
investigadas na Operação Lavajato, inclusive a Galvão
Engenharia. Esses depoimentos encontram-se juntados no
evento 858 do processo 5073475-13.2014.4.04.7000.
Perturbador ainda o pagamento de propinas ainda em
2014, o que indica que nem a notoriedade alcançada no
decorrrer do ano pelas investigações da assim denominada
Operação Lavajato, e que incluíram ainda em março daquele
ano a prisão cautelar de Paulo Roberto Costa, foram suficientes
para prevenir a continuidade do pagamento de propina pela
Galvão Engenharia a empregados da Petrobras.
A reiteração delitiva, ainda mais já no curso das
investigações, é usualmente apontada pela jurisprudência dos
Tribunais Superiores, como fundamento suficiente para a
decretação da prisão preventiva, já que existente risco à ordem
pública.
[…]
A dimensão em concreta dos fatos delitivos - jamais a
gravidade em abstrato - também pode ser invocada como
fundamento para a decretação da prisão preventiva. Não se
trata de antecipação de pena, nem medida da espécie é
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
incompatível com um processo penal orientado pela presunção
de inocência. Sobre o tema, releva destacar o seguinte
precedente do Supremo Tribunal Federal.
[…]
O apelo à ordem pública, para prevenir novos crimes de
lavagem, para prevenir que o produto do crime seja cada vez
mais ocultado pelo investigado ou ainda em decorrência de
gravidade em concreta dos crimes praticados, justifica a
preventiva.
Apesar da presunção de inocência e da excepcionalidade
da prisão cautelar, a medida se justifica diante dos indícios
supervenientes de que era Dario Galvão, como mandante, o
principal responsável pelos crimes no âmbito da Galvão
Engenharia.
Seria até estranho manter a prisão preventiva de Erton
Fonseca, como fez este Juízo e todas as instâncias recursais até o
momento, e deixar em liberdade aquele quem, as provas em
cognição sumária, apontam como mandante.
Presente, portanto, risco à ordem pública.
Como consta ainda na acusação, o acusado e a empreiteira
Galvão Engenharia também apresentaram documentos
aparentemente fraudulentos no inquérito policial 5045022-
08.2014.404.7000 (evento 32), sem fazer qualquer ressalva
quanto ao seu caráter fraudulento, mesmo tendo ciência dele, o
que, segundo a denúncia configuraria crime de uso de
documento falso perante a Justiça Federal. O fato indica risco à
integridade da instrução criminal.
Não afasta o risco à instrução o fato de terem sido já
ouvidas as testemunhas de acusação. Há ainda testemunhas de
defesa. A testemunha, após ser arrolada, é da Justiça,
interessando que fale a verdade, e não mais da Acusação ou da
Defesa. Além disso, anteriormente, a investigação foi
perturbada pela apresentação de documentos fatos,
permanecendo o risco de que isso ocorra de novo até o seu
término.
Rigorosamente, considerando o teor do depoimento de
8
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
incompatível com um processo penal orientado pela presunção
de inocência. Sobre o tema, releva destacar o seguinte
precedente do Supremo Tribunal Federal.
[…]
O apelo à ordem pública, para prevenir novos crimes de
lavagem, para prevenir que o produto do crime seja cada vez
mais ocultado pelo investigado ou ainda em decorrência de
gravidade em concreta dos crimes praticados, justifica a
preventiva.
Apesar da presunção de inocência e da excepcionalidade
da prisão cautelar, a medida se justifica diante dos indícios
supervenientes de que era Dario Galvão, como mandante, o
principal responsável pelos crimes no âmbito da Galvão
Engenharia.
Seria até estranho manter a prisão preventiva de Erton
Fonseca, como fez este Juízo e todas as instâncias recursais até o
momento, e deixar em liberdade aquele quem, as provas em
cognição sumária, apontam como mandante.
Presente, portanto, risco à ordem pública.
Como consta ainda na acusação, o acusado e a empreiteira
Galvão Engenharia também apresentaram documentos
aparentemente fraudulentos no inquérito policial 5045022-
08.2014.404.7000 (evento 32), sem fazer qualquer ressalva
quanto ao seu caráter fraudulento, mesmo tendo ciência dele, o
que, segundo a denúncia configuraria crime de uso de
documento falso perante a Justiça Federal. O fato indica risco à
integridade da instrução criminal.
Não afasta o risco à instrução o fato de terem sido já
ouvidas as testemunhas de acusação. Há ainda testemunhas de
defesa. A testemunha, após ser arrolada, é da Justiça,
interessando que fale a verdade, e não mais da Acusação ou da
Defesa. Além disso, anteriormente, a investigação foi
perturbada pela apresentação de documentos fatos,
permanecendo o risco de que isso ocorra de novo até o seu
término.
Rigorosamente, considerando o teor do depoimento de
8
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 27
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
Shinko Nakandakari e os documentos por ele apresentados,
indicando a participação de Dario Galvão como mandante dos
crimes, causa estranheza o silêncio a respeito do suposto
mandado, Erton Fonseca, a sugerir a existência de uma
concertação fraudulenta entre os acusados para que o último
assumisse a exclusiva responsabilidade pelos fatos, por motivos
ainda desconhecidos.
Ante todo o exposto e com base no art. 312 do CPP, defiro
o requerido pelo Ministério Público Federal e decreto a prisão
preventiva de Dario de Queiroz Galvão Filho, em vista do risco
à ordem pública e do risco à investigação e instrução criminal”.
3. Algumas premissas são fundamentais para um juízo seguro sobre
legalidade da decretação da prisão preventiva. A primeira delas é a de
que, conforme reconhecido expressamente no decreto prisional, essa
medida cautelar é a mais grave no processo penal, que desafia o direito
fundamental da presunção de inocência, razão pela qual somente “deve
ser decretada quando absolutamente necessária. Ela é uma exceção à regra da
liberdade” (HC 80282, Relator(a): Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ
de 02-02-2001). Ou seja, a medida somente se legitima em situações em
que ela for o único meio eficiente para preservar os valores jurídicos que a
lei penal visa a proteger, segundo o art. 312 do Código de Processo Penal.
Fora dessas hipóteses excepcionais, a prisão preventiva representa
simplesmente uma antecipação da pena, o que tem merecido censura pela
jurisprudência desta Suprema Corte, sobretudo porque antecipa a pena
para acusado que sequer exerceu o seu direito constitucional de se
defender (HC 122072, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de
26/09/2014; HC 105556 Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma,
DJe de 29/08/2013).
A segunda premissa importante é a de que, a teor do disposto no art.
312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva pressupõe, sim,
prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de
autoria; todavia, por mais grave que seja o ilícito apurado e por mais
robusta que seja a prova de autoria, esses pressupostos, por si sós, são
9
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HC 127823 / PR
Shinko Nakandakari e os documentos por ele apresentados,
indicando a participação de Dario Galvão como mandante dos
crimes, causa estranheza o silêncio a respeito do suposto
mandado, Erton Fonseca, a sugerir a existência de uma
concertação fraudulenta entre os acusados para que o último
assumisse a exclusiva responsabilidade pelos fatos, por motivos
ainda desconhecidos.
Ante todo o exposto e com base no art. 312 do CPP, defiro
o requerido pelo Ministério Público Federal e decreto a prisão
preventiva de Dario de Queiroz Galvão Filho, em vista do risco
à ordem pública e do risco à investigação e instrução criminal”.
3. Algumas premissas são fundamentais para um juízo seguro sobre
legalidade da decretação da prisão preventiva. A primeira delas é a de
que, conforme reconhecido expressamente no decreto prisional, essa
medida cautelar é a mais grave no processo penal, que desafia o direito
fundamental da presunção de inocência, razão pela qual somente “deve
ser decretada quando absolutamente necessária. Ela é uma exceção à regra da
liberdade” (HC 80282, Relator(a): Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ
de 02-02-2001). Ou seja, a medida somente se legitima em situações em
que ela for o único meio eficiente para preservar os valores jurídicos que a
lei penal visa a proteger, segundo o art. 312 do Código de Processo Penal.
Fora dessas hipóteses excepcionais, a prisão preventiva representa
simplesmente uma antecipação da pena, o que tem merecido censura pela
jurisprudência desta Suprema Corte, sobretudo porque antecipa a pena
para acusado que sequer exerceu o seu direito constitucional de se
defender (HC 122072, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de
26/09/2014; HC 105556 Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma,
DJe de 29/08/2013).
A segunda premissa importante é a de que, a teor do disposto no art.
312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva pressupõe, sim,
prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de
autoria; todavia, por mais grave que seja o ilícito apurado e por mais
robusta que seja a prova de autoria, esses pressupostos, por si sós, são
9
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 27
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
insuficientes para justificar o encarceramento preventivo. A eles deverá
vir agregado, necessariamente, pelo menos mais um dos seguintes
fundamentos, indicativos da razão determinante da medida cautelar: (a) a
garantia da ordem pública, (b) a garantia da ordem econômica, (c) a
conveniência da instrução criminal ou (d) a segurança da aplicação da lei
penal. O devido processo penal, convém realçar, obedece a fórmulas que
propiciam tempos próprios para cada decisão. O da prisão preventiva
não é o momento de formular juízos condenatórios. Decretar ou não
decretar a prisão preventiva não deve antecipar juízo de culpa ou de
inocência, nem, portanto, pode ser visto como antecipação da reprimenda
ou como gesto de impunidade. Juízo a tal respeito será formulado em
outro momento, o da sentença final, após oportunizar aos acusados o
direito ao contraditório e à ampla defesa. É a sentença final, portanto, e
não a decisão da preventiva, o momento adequado para, se for o caso,
sopesar a gravidade do delito e aplicar as penas correspondentes.
Mas há ainda uma terceira premissa: em qualquer dessas situações,
além da demonstração concreta e objetiva das circunstâncias de fato
indicativas de estar em risco a preservação dos valores jurídicos
protegidos pelo art. 312 do Código de Processo Penal, é indispensável
ficar evidenciado que o encarceramento do acusado é o único modo
eficaz para afastar esse risco. Dito de outro modo: cumpre demonstrar
que nenhuma das medidas alternativas indicadas no art. 319 da lei
processual penal tem aptidão para, no caso concreto, atender eficazmente
aos mesmos fins. É o que estabelece, de modo expresso, o art. 282, § 6º, do
Código de Processo Penal: “a prisão preventiva será determinada quando não
for cabível a sua substituição por outra medida cautelar (art. 319)”.
Essas premissas têm sido reiteradamente afirmadas pela
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 95290, Relator(a): Min.
Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 01-08-2012).
4. Cabe ressaltar, nessa linha, que Dario de Queiroz Galvão Filho,
como consignado pelo próprio magistrado de primeira instância,
permaneceu em liberdade durante as investigações e colheita de toda a
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
insuficientes para justificar o encarceramento preventivo. A eles deverá
vir agregado, necessariamente, pelo menos mais um dos seguintes
fundamentos, indicativos da razão determinante da medida cautelar: (a) a
garantia da ordem pública, (b) a garantia da ordem econômica, (c) a
conveniência da instrução criminal ou (d) a segurança da aplicação da lei
penal. O devido processo penal, convém realçar, obedece a fórmulas que
propiciam tempos próprios para cada decisão. O da prisão preventiva
não é o momento de formular juízos condenatórios. Decretar ou não
decretar a prisão preventiva não deve antecipar juízo de culpa ou de
inocência, nem, portanto, pode ser visto como antecipação da reprimenda
ou como gesto de impunidade. Juízo a tal respeito será formulado em
outro momento, o da sentença final, após oportunizar aos acusados o
direito ao contraditório e à ampla defesa. É a sentença final, portanto, e
não a decisão da preventiva, o momento adequado para, se for o caso,
sopesar a gravidade do delito e aplicar as penas correspondentes.
Mas há ainda uma terceira premissa: em qualquer dessas situações,
além da demonstração concreta e objetiva das circunstâncias de fato
indicativas de estar em risco a preservação dos valores jurídicos
protegidos pelo art. 312 do Código de Processo Penal, é indispensável
ficar evidenciado que o encarceramento do acusado é o único modo
eficaz para afastar esse risco. Dito de outro modo: cumpre demonstrar
que nenhuma das medidas alternativas indicadas no art. 319 da lei
processual penal tem aptidão para, no caso concreto, atender eficazmente
aos mesmos fins. É o que estabelece, de modo expresso, o art. 282, § 6º, do
Código de Processo Penal: “a prisão preventiva será determinada quando não
for cabível a sua substituição por outra medida cautelar (art. 319)”.
Essas premissas têm sido reiteradamente afirmadas pela
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 95290, Relator(a): Min.
Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 01-08-2012).
4. Cabe ressaltar, nessa linha, que Dario de Queiroz Galvão Filho,
como consignado pelo próprio magistrado de primeira instância,
permaneceu em liberdade durante as investigações e colheita de toda a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 27
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
prova acusatória ao longo da instrução processual. A decisão que
decretou a prisão preventiva não apresentou justificativa plausível para o
encarceramento cautelar, a não ser conjunto de elementos que reforçariam
os indícios de materialidade e autoria, o que, por si só, como registrado,
não é suficiente para decretação da prisão preventiva, na esteira da
jurisprudência pacífica deste Supremo Tribunal Federal. Não houve,
portanto, qualquer demonstração de fato superveniente que
recomendasse a custódia antecipada de réu que já vinha respondendo a
ação penal em liberdade (HC 112889, Relator(a): Min. Cármen Lúcia,
Segunda Turma, DJe de 26-03-2013).
5. Se não bastasse, o caso em exame possui evidente correspondência
com o HC 127186, julgado por esta Segunda Turma em 28.4.2015, cuja
ordem foi parcialmente concedida, para substituir a prisão preventiva por
outras medidas cautelares, com extensão dos efeitos a outros acusados
que eram dirigentes de empreiteiras e estavam segregados por força do
mesmo decreto prisional.
Embora Dario de Queiroz Galvão Filho tenha sido preso
preventivamente por decisão diversa, proferida pelo Juízo da 13ª Vara
Federal de Curitiba em 25.3.2015, a sua situação processual possui
identidade com a de Ricardo Ribeiro Pessoa e, principalmente, com a do
corréu Erton Medeiros da Fonseca, que também é dirigente da mesma
empresa a que pertence o ora paciente, e foi beneficiado pela extensão
parcial da ordem concedida no HC 127186.
Destaca-se, por oportuno, que o magistrado de primeiro grau
expressamente registrou essa situação: “Quanto aos fundamentos, valem os
mesmos já consignados em relação a Erton Fonseca”.
6. Os fundamentos utilizados no decreto prisional, objeto de análise
deste habeas corpus, foram os mesmos utilizados para a decretação da
prisão preventiva dos demais dirigentes das empreiteiras envolvidas nos
crimes em investigados. Justificou-se a necessidade da custódia
preventiva do paciente na conveniência da instrução criminal em razão
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
prova acusatória ao longo da instrução processual. A decisão que
decretou a prisão preventiva não apresentou justificativa plausível para o
encarceramento cautelar, a não ser conjunto de elementos que reforçariam
os indícios de materialidade e autoria, o que, por si só, como registrado,
não é suficiente para decretação da prisão preventiva, na esteira da
jurisprudência pacífica deste Supremo Tribunal Federal. Não houve,
portanto, qualquer demonstração de fato superveniente que
recomendasse a custódia antecipada de réu que já vinha respondendo a
ação penal em liberdade (HC 112889, Relator(a): Min. Cármen Lúcia,
Segunda Turma, DJe de 26-03-2013).
5. Se não bastasse, o caso em exame possui evidente correspondência
com o HC 127186, julgado por esta Segunda Turma em 28.4.2015, cuja
ordem foi parcialmente concedida, para substituir a prisão preventiva por
outras medidas cautelares, com extensão dos efeitos a outros acusados
que eram dirigentes de empreiteiras e estavam segregados por força do
mesmo decreto prisional.
Embora Dario de Queiroz Galvão Filho tenha sido preso
preventivamente por decisão diversa, proferida pelo Juízo da 13ª Vara
Federal de Curitiba em 25.3.2015, a sua situação processual possui
identidade com a de Ricardo Ribeiro Pessoa e, principalmente, com a do
corréu Erton Medeiros da Fonseca, que também é dirigente da mesma
empresa a que pertence o ora paciente, e foi beneficiado pela extensão
parcial da ordem concedida no HC 127186.
Destaca-se, por oportuno, que o magistrado de primeiro grau
expressamente registrou essa situação: “Quanto aos fundamentos, valem os
mesmos já consignados em relação a Erton Fonseca”.
6. Os fundamentos utilizados no decreto prisional, objeto de análise
deste habeas corpus, foram os mesmos utilizados para a decretação da
prisão preventiva dos demais dirigentes das empreiteiras envolvidas nos
crimes em investigados. Justificou-se a necessidade da custódia
preventiva do paciente na conveniência da instrução criminal em razão
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
“do acusado e a empreiteira Galvão Engenharia também terem apresentados
documentos aparentemente fraudulentos no inquérito policial” e na garantia da
ordem pública “para prevenir habitualidade e reiteração criminosa”.
7. Como consta na decisão de prisão preventiva, a instrução criminal
foi praticamente concluída, tendo sido colhida toda a prova acusatória
(interceptações telefônicas, buscas e apreensões, perícias e oitivas de
testemunhas), restando apenas a tomada de alguns depoimentos de
testemunhas de defesa. Portanto, no que se refere à garantia da instrução,
a finalidade da prisão preventiva já está exaurida. Da mesma forma que
verificado no HC 127186, não mais subsistindo risco de interferência na
produção probatória requerida pelo titular da ação penal, não se justifica,
sob esse fundamento, a decretação da prisão, conforme tem decidido o
Supremo Tribunal Federal (HC 101816, Relator(a): Min. MARCO
AURÉLIO, Primeira Turma, DJe de 11-10-2011; HC 100340, Relator(a):
Min. CEZAR PELUSO, Segunda Turma, DJe de 18-12-2009).
8. Os mesmos argumentos utilizados para garantia da ordem pública
também foram afastados pela Segunda Turma desta Corte no
mencionado HC 127186, já que considerado o decurso do tempo e a
evolução dos fatos, a medida extrema já não se faz indispensável,
podendo ser eficazmente substituída por medidas alternativas.
No caso da presente impetração, justifica-se com maior razão e por
força de lei (art. 282, § 6°, do Código de Processo Penal) a substituição do
encarceramento por outras medidas cautelares diversas que se revelam
suficientes para prevenir eventuais perigos residuais que porventura
subsistam, ainda mais pelo fato de o paciente ter permanecido em
liberdade durante quase toda a instrução criminal.
9. Ante o exposto, concedo parcialmente a ordem, apenas para
confirmar a liminar deferida. É o voto.
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
“do acusado e a empreiteira Galvão Engenharia também terem apresentados
documentos aparentemente fraudulentos no inquérito policial” e na garantia da
ordem pública “para prevenir habitualidade e reiteração criminosa”.
7. Como consta na decisão de prisão preventiva, a instrução criminal
foi praticamente concluída, tendo sido colhida toda a prova acusatória
(interceptações telefônicas, buscas e apreensões, perícias e oitivas de
testemunhas), restando apenas a tomada de alguns depoimentos de
testemunhas de defesa. Portanto, no que se refere à garantia da instrução,
a finalidade da prisão preventiva já está exaurida. Da mesma forma que
verificado no HC 127186, não mais subsistindo risco de interferência na
produção probatória requerida pelo titular da ação penal, não se justifica,
sob esse fundamento, a decretação da prisão, conforme tem decidido o
Supremo Tribunal Federal (HC 101816, Relator(a): Min. MARCO
AURÉLIO, Primeira Turma, DJe de 11-10-2011; HC 100340, Relator(a):
Min. CEZAR PELUSO, Segunda Turma, DJe de 18-12-2009).
8. Os mesmos argumentos utilizados para garantia da ordem pública
também foram afastados pela Segunda Turma desta Corte no
mencionado HC 127186, já que considerado o decurso do tempo e a
evolução dos fatos, a medida extrema já não se faz indispensável,
podendo ser eficazmente substituída por medidas alternativas.
No caso da presente impetração, justifica-se com maior razão e por
força de lei (art. 282, § 6°, do Código de Processo Penal) a substituição do
encarceramento por outras medidas cautelares diversas que se revelam
suficientes para prevenir eventuais perigos residuais que porventura
subsistam, ainda mais pelo fato de o paciente ter permanecido em
liberdade durante quase toda a instrução criminal.
9. Ante o exposto, concedo parcialmente a ordem, apenas para
confirmar a liminar deferida. É o voto.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, eu
queria, se Vossa Excelência me permite, fazer uma indagação, porque fui
voto vencido no outro caso. Apenas pra saber se, neste caso, a instrução já
terminou. É esse o dado?
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Ela foi
decretada e não estava no final da instrução, porque faltavam os
interrogatórios. Agora, o interrogatório é feito depois, mas as
testemunhas já estavam ouvidas.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Porque no outro
caso, como talvez se lembre o Ministro-Relator, eu não o acompanhei
exatamente porque a instrução não estava terminada e a testemunha
estava sendo ouvida. Neste caso, no entanto, Sua Excelência afirma que
só falta a...
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Quando
foi decretada a prisão preventiva...
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Já se tinha, portanto,
essa fase e o obstáculo que eu tive para superar no outro caso eu não teria
neste. É isso?
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - No
outro caso, realmente, Vossa Excelência...
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, neste
caso, então, vou acompanhar, porque o óbice que me impediu de
acompanhar o Relator no outro caso já não existiria.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Nos
casos que nós julgamos, faltava ouvir as testemunhas da defesa. Aqui, até
as testemunhas de defesa foram...
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Ouvidas, quando foi concedida a liminar.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Já foi.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, eu
queria, se Vossa Excelência me permite, fazer uma indagação, porque fui
voto vencido no outro caso. Apenas pra saber se, neste caso, a instrução já
terminou. É esse o dado?
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Ela foi
decretada e não estava no final da instrução, porque faltavam os
interrogatórios. Agora, o interrogatório é feito depois, mas as
testemunhas já estavam ouvidas.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Porque no outro
caso, como talvez se lembre o Ministro-Relator, eu não o acompanhei
exatamente porque a instrução não estava terminada e a testemunha
estava sendo ouvida. Neste caso, no entanto, Sua Excelência afirma que
só falta a...
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Quando
foi decretada a prisão preventiva...
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Já se tinha, portanto,
essa fase e o obstáculo que eu tive para superar no outro caso eu não teria
neste. É isso?
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - No
outro caso, realmente, Vossa Excelência...
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, neste
caso, então, vou acompanhar, porque o óbice que me impediu de
acompanhar o Relator no outro caso já não existiria.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Nos
casos que nós julgamos, faltava ouvir as testemunhas da defesa. Aqui, até
as testemunhas de defesa foram...
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Ouvidas, quando foi concedida a liminar.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Já foi.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 127823 / PR
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Faltava
o interrogatório.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Então, Presidente,
considerando essa circunstância, neste caso, eu acompanho o Relator.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Faltava
o interrogatório.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Então, Presidente,
considerando essa circunstância, neste caso, eu acompanho o Relator.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 27
Explicação
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO
IMPTE.(S)
:SYLVIA
MARIA
URQUIZA
FERNANDES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 320.557 DO SUPERIOR
TRIBUNAL JUSTIÇA
E X P L I C A Ç Ã O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Senhor
Presidente, gostaria de fazer um esclarecimento melhor a respeito da
instrução. Quando o juiz decretou a prisão, ele afirmou que as
testemunhas da defesa estavam sendo ouvidas. No momento em que foi
impetrado este habeas corpus, a notícia nos autos é de que teria sido
concluída a ouvida das testemunhas.
Queria apenas deixar isso bem claro.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO
IMPTE.(S)
:SYLVIA
MARIA
URQUIZA
FERNANDES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 320.557 DO SUPERIOR
TRIBUNAL JUSTIÇA
E X P L I C A Ç Ã O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Senhor
Presidente, gostaria de fazer um esclarecimento melhor a respeito da
instrução. Quando o juiz decretou a prisão, ele afirmou que as
testemunhas da defesa estavam sendo ouvidas. No momento em que foi
impetrado este habeas corpus, a notícia nos autos é de que teria sido
concluída a ouvida das testemunhas.
Queria apenas deixar isso bem claro.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 27
Confirmação de Voto
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
CONFIRMAÇÃO DE VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, agradeço
os esclarecimentos. É exatamente o que eu tinha entendido. E, neste caso,
há um outro dado, que é a circunstância de a própria Procuradoria-Geral
da República ter, como realçou o Ministro-Relator, pedido a concessão da
ordem.
Portanto, estou acompanhando o Relator.
# # #
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
CONFIRMAÇÃO DE VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, agradeço
os esclarecimentos. É exatamente o que eu tinha entendido. E, neste caso,
há um outro dado, que é a circunstância de a própria Procuradoria-Geral
da República ter, como realçou o Ministro-Relator, pedido a concessão da
ordem.
Portanto, estou acompanhando o Relator.
# # #
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 27
Extrato de Ata - 23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 127.823
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S) : DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO
IMPTE.(S) : SYLVIA MARIA URQUIZA FERNANDES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 320.557 DO SUPERIOR TRIBUNAL
JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu parcialmente a
ordem, apenas para confirmar a liminar deferida, nos termos do
voto do Relator. Falou, pelo paciente, a Dra. Sylvia Maria Urquiza
Fernandes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma,
23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8850567
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 127.823
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S) : DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO
IMPTE.(S) : SYLVIA MARIA URQUIZA FERNANDES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 320.557 DO SUPERIOR TRIBUNAL
JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu parcialmente a
ordem, apenas para confirmar a liminar deferida, nos termos do
voto do Relator. Falou, pelo paciente, a Dra. Sylvia Maria Urquiza
Fernandes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma,
23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 27
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9193678
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-21T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, concedeu parcialmente a ordem, apenas para confirmar a liminar deferida, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo paciente, a Dra. Sylvia Maria Urquiza Fernandes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO STJ. INVIABILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRISÃO PREVENTIVA. MANIFESTA ILEGALIDADE. SUPERAÇÃO DA SÚMULA 691 DO STF. PACIENTE PERMANECEU EM LIBERDADE DURANTE TODA INVESTIGAÇÃO E COLHEITA DA PROVA ACUSATÓRIA NA INSTRUÇÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE FATOS SUPERVENIENTES QUE RECOMENDASSEM A SEGREGAÇÃO. POSSIBILIDADE DE FIXAÇÃO DE MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS COM A MESMA EFICIÊNCIA. PRESCINDIBILIDADE DE MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. CONCESSÃO PARCIAL DA ORDEM.
1. À vista da Súmula 691 do STF, de regra não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do relator pela qual, em habeas corpus requerido a tribunal superior, não se obteve a liminar, sob pena de indevida – e, no caso, dupla – supressão de instância, ressalvadas situações em que a decisão impugnada é teratológica, manifestamente ilegal ou abusiva. Precedentes. A hipótese dos autos, todavia, autoriza a superação dessa regra procedimental.
2. A prisão preventiva supõe prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de autoria; todavia, por mais grave que seja o ilícito apurado e por mais robusta que seja a prova de autoria, esses pressupostos, por si sós, são insuficientes para justificar o encarceramento preventivo. A eles deverá vir agregado, necessariamente, pelo menos mais um dos seguintes fundamentos, indicativos da razão determinante da medida cautelar: (a) a garantia da ordem pública, (b) a garantia da ordem econômica, (c) a conveniência da instrução criminal ou (d) a segurança da aplicação da lei penal.
3. Ademais, essa medida cautelar somente se legitima em situações em que ela se mostre como o único meio eficiente para preservar os valores jurídicos que a lei penal visa a proteger, segundo o art. 312 do Código de Processo Penal. Ou seja, é indispensável ficar demonstrado que nenhuma das medidas alternativas indicadas no art. 319 da lei processual penal tem aptidão para, no caso concreto, atender eficazmente aos mesmos fins, nos termos do art. 282, § 6°, do Código de Processo Penal.
4. No caso, o paciente permaneceu em liberdade durante as investigações e colheita de toda a prova acusatória ao longo da instrução processual. A decisão que decretou a prisão preventiva não apresentou justificativa plausível para o encarceramento neste momento, a não ser provas que reforçariam indícios de materialidade e autoria já delineados, o que, por si só, não é suficiente para decretação da prisão preventiva, na esteira da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
5. No que se refere à garantia da instrução criminal, a finalidade da prisão preventiva já está exaurida. Não mais subsistindo risco de interferência na produção probatória requerida pelo titular da ação penal, não se justifica, sob esse fundamento, a decretação da prisão. Precedentes.
6. Os mesmos argumentos utilizados para garantia da ordem pública também foram afastados pela Segunda Turma desta Corte no julgamento do HC 127186, já que o decurso do tempo e a evolução dos fatos revelam que a medida extrema já não se faz indispensável, podendo ser eficazmente substituída por medidas alternativas, nos termos dos arts. 282 e 319 do Código de Processo Penal.
7. Ordem parcialmente concedida, nos termos da liminar deferida.
|
sjur316004
|
- Caso "OPERAÇÃO LAVA JATO".
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 691/STF, SUPERAÇÃO)
HC 121181 AgR (1ªT), HC 122670 (2ªT).
(PRISÃO PREVENTIVA, GRAVIDADE, CRIME)
HC 80282 (2ªT).
(PRISÃO PREVENTIVA, ANTECIPAÇÃO, PENA)
HC 105556 (2ªT), HC 122072 (1ªT).
(PRISÃO PREVENTIVA, REQUISITO)
HC 95290 (2ªT), HC 112889 (2ªT).
(PRISÃO PREVENTIVA, GARANTIA , INSTRUÇÃO CRIMINAL)
HC 100340 (2ªT), HC 101816 (1ªT).
- Veja HC 127186 do STF.
Número de páginas: 27.
Análise: 02/09/2015, IMC.
|
TEORI ZAVASCKI
|
Segunda Turma
|
127823
|
[
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00282 PAR-00006 ART-00312 ART-00319\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 127823
|
[
""
] |
PACTE.(S) : DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO
IMPTE.(S) : SYLVIA MARIA URQUIZA FERNANDES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 320.557 DO SUPERIOR TRIBUNAL JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO
IMPTE.(S)
:SYLVIA
MARIA
URQUIZA
FERNANDES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 320.557 DO SUPERIOR
TRIBUNAL JUSTIÇA
EMENTA:
HABEAS
CORPUS.
PROCESSUAL
PENAL.
IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO
DO Superior Tribunal de Justiça. INVIABILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRISÃO
PREVENTIVA. MANIFESTA ILEGALIDADE. SUPERAÇÃO DA
SÚMULA 691 DO Supremo Tribunal Federal. PACIENTE PERMANECEU EM LIBERDADE
DURANTE TODA INVESTIGAÇÃO E COLHEITA DA PROVA
ACUSATÓRIA NA INSTRUÇÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE FATOS
SUPERVENIENTES QUE RECOMENDASSEM A SEGREGAÇÃO.
POSSIBILIDADE DE FIXAÇÃO DE MEDIDAS CAUTELARES
DIVERSAS COM A MESMA EFICIÊNCIA. PRESCINDIBILIDADE DE
MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. CONCESSÃO PARCIAL
DA ORDEM.
1. À vista da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, de regra não cabe ao Supremo
Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do
relator pela qual, em habeas corpus requerido a tribunal superior, não se
obteve a liminar, sob pena de indevida – e, no caso, dupla – supressão de
instância, ressalvadas situações em que a decisão impugnada é
teratológica, manifestamente ilegal ou abusiva. Precedentes. A hipótese
dos autos, todavia, autoriza a superação dessa regra procedimental.
2. A prisão preventiva supõe prova da existência do crime
(materialidade) e indício suficiente de autoria; todavia, por mais grave
que seja o ilícito apurado e por mais robusta que seja a prova de autoria,
esses pressupostos, por si sós, são insuficientes para justificar o
encarceramento preventivo. A eles deverá vir agregado, necessariamente,
pelo menos mais um dos seguintes fundamentos, indicativos da razão
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 27
Ementa e Acórdão
HC 127823 / PR
determinante da medida cautelar: (a) a garantia da ordem pública, (b) a
garantia da ordem econômica, (c) a conveniência da instrução criminal ou
(d) a segurança da aplicação da lei penal.
3. Ademais, essa medida cautelar somente se legitima em situações
em que ela se mostre como o único meio eficiente para preservar os
valores jurídicos que a lei penal visa a proteger, segundo o art. 312 do
Código de Processo Penal. Ou seja, é indispensável ficar demonstrado
que nenhuma das medidas alternativas indicadas no art. 319 da lei
processual penal tem aptidão para, no caso concreto, atender eficazmente
aos mesmos fins, nos termos do art. 282, § 6..., do Código de Processo
Penal.
4. No caso, o paciente permaneceu em liberdade durante as
investigações e colheita de toda a prova acusatória ao longo da instrução
processual. A decisão que decretou a prisão preventiva não apresentou
justificativa plausível para o encarceramento neste momento, a não ser
provas que reforçariam indícios de materialidade e autoria já delineados,
o que, por si só, não é suficiente para decretação da prisão preventiva, na
esteira da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
5. No que se refere à garantia da instrução criminal, a finalidade da
prisão preventiva já está exaurida. Não mais subsistindo risco de
interferência na produção probatória requerida pelo titular da ação penal,
não se justifica, sob esse fundamento, a decretação da prisão. Precedentes.
6. Os mesmos argumentos utilizados para garantia da ordem pública
também foram afastados pela Segunda Turma desta Corte no julgamento
do HC 127186, já que o decurso do tempo e a evolução dos fatos revelam
que a medida extrema já não se faz indispensável, podendo ser
eficazmente substituída por medidas alternativas, nos termos dos arts.
282 e 319 do Código de Processo Penal.
7. Ordem parcialmente concedida, nos termos da liminar deferida.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
determinante da medida cautelar: (a) a garantia da ordem pública, (b) a
garantia da ordem econômica, (c) a conveniência da instrução criminal ou
(d) a segurança da aplicação da lei penal.
3. Ademais, essa medida cautelar somente se legitima em situações
em que ela se mostre como o único meio eficiente para preservar os
valores jurídicos que a lei penal visa a proteger, segundo o art. 312 do
Código de Processo Penal. Ou seja, é indispensável ficar demonstrado
que nenhuma das medidas alternativas indicadas no art. 319 da lei
processual penal tem aptidão para, no caso concreto, atender eficazmente
aos mesmos fins, nos termos do art. 282, § 6..., do Código de Processo
Penal.
4. No caso, o paciente permaneceu em liberdade durante as
investigações e colheita de toda a prova acusatória ao longo da instrução
processual. A decisão que decretou a prisão preventiva não apresentou
justificativa plausível para o encarceramento neste momento, a não ser
provas que reforçariam indícios de materialidade e autoria já delineados,
o que, por si só, não é suficiente para decretação da prisão preventiva, na
esteira da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
5. No que se refere à garantia da instrução criminal, a finalidade da
prisão preventiva já está exaurida. Não mais subsistindo risco de
interferência na produção probatória requerida pelo titular da ação penal,
não se justifica, sob esse fundamento, a decretação da prisão. Precedentes.
6. Os mesmos argumentos utilizados para garantia da ordem pública
também foram afastados pela Segunda Turma desta Corte no julgamento
do HC 127186, já que o decurso do tempo e a evolução dos fatos revelam
que a medida extrema já não se faz indispensável, podendo ser
eficazmente substituída por medidas alternativas, nos termos dos arts.
282 e 319 do Código de Processo Penal.
7. Ordem parcialmente concedida, nos termos da liminar deferida.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
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Ementa e Acórdão
HC 127823 / PR
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em conceder parcialmente a
ordem, apenas para confirmar a liminar deferida, nos termos do voto do
Relator. Falou, pelo paciente, a Dra. Sylvia Maria Urquiza Fernandes.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em conceder parcialmente a
ordem, apenas para confirmar a liminar deferida, nos termos do voto do
Relator. Falou, pelo paciente, a Dra. Sylvia Maria Urquiza Fernandes.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
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Relatório
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO
IMPTE.(S)
:SYLVIA
MARIA
URQUIZA
FERNANDES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 320.557 DO SUPERIOR
TRIBUNAL JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Trata-se de
habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra decisão do
Ministro Newton Trisotto (Desembargador Convocado do TJ/SC), do
Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao HC 320.557/PR.
Consta dos autos, em síntese, que: (a) o paciente foi preso
preventivamente em 27.3.2015 e denunciado pela suposta prática dos
crimes previstos no art. 2..., caput, e § 4..., II, III, IV e V c/c art. 1..., § 1...,
ambos da Lei 12.850/2013, no art. 333, caput, do Código Penal (trinta e sete
vezes), no art. 1... da Lei 9.613/1998 (doze vezes) e no art. 304 c/c art. 299,
ambos do Código Penal; (b) inconformada, a defesa impetrou habeas
corpus no Tribunal Regional Federal da 4... Região, ocasião em que o
Relator indeferiu o pedido de liminar; e (c) contra essa decisão, foi
impetrado outro HC no Superior Tribunal de Justiça, mas o Ministro
Relator negou seguimento ao pedido, em decisão assim fundamentada:
“[...]
01. Conforme ‘orientação pacífica neste Superior Tribunal, é
incabível habeas corpus contra indeferimento de medida liminar,
salvo em casos de flagrante ilegalidade ou teratologia da decisão
impugnada, sob pena de incidir-se em indevida supressão de instância
(Enunciado n. 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal)’ (AgRg no HC 285.647/CE,
Rel. Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, julgado em
12/08/2014; HC 284.999/SP Rel. Ministra Maria Thereza de Assis
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO
IMPTE.(S)
:SYLVIA
MARIA
URQUIZA
FERNANDES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 320.557 DO SUPERIOR
TRIBUNAL JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Trata-se de
habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra decisão do
Ministro Newton Trisotto (Desembargador Convocado do TJ/SC), do
Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao HC 320.557/PR.
Consta dos autos, em síntese, que: (a) o paciente foi preso
preventivamente em 27.3.2015 e denunciado pela suposta prática dos
crimes previstos no art. 2..., caput, e § 4..., II, III, IV e V c/c art. 1..., § 1...,
ambos da Lei 12.850/2013, no art. 333, caput, do Código Penal (trinta e sete
vezes), no art. 1... da Lei 9.613/1998 (doze vezes) e no art. 304 c/c art. 299,
ambos do Código Penal; (b) inconformada, a defesa impetrou habeas
corpus no Tribunal Regional Federal da 4... Região, ocasião em que o
Relator indeferiu o pedido de liminar; e (c) contra essa decisão, foi
impetrado outro HC no Superior Tribunal de Justiça, mas o Ministro
Relator negou seguimento ao pedido, em decisão assim fundamentada:
“[...]
01. Conforme ‘orientação pacífica neste Superior Tribunal, é
incabível habeas corpus contra indeferimento de medida liminar,
salvo em casos de flagrante ilegalidade ou teratologia da decisão
impugnada, sob pena de incidir-se em indevida supressão de instância
(Enunciado n. 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal)’ (AgRg no HC 285.647/CE,
Rel. Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, julgado em
12/08/2014; HC 284.999/SP Rel. Ministra Maria Thereza de Assis
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 27
Relatório
HC 127823 / PR
Moura, Sexta Turma, julgado em 23/09/2014).
Os precedentes se aplicam ao caso em exame. Não há, nos
autos, elementos a indicar a existência de flagrante ilegalidade
no ato impugnado, de modo a justificar o processamento do
habeas corpus.
Para rejeitar a pretensão dos impetrantes, valho-me dos
fundamentos do decisum impugnado:
‘A decisão que determinou a segregação cautelar
encontra-se suficiente e adequadamente fundamentada,
havendo prova da materialidade, indícios suficientes de
autoria para sua decretação. Confira-se (ev. 17, autos
originários):
[…]
Portanto, em que pese as alegações formuladas pelo
impetrante, verifica-se, no caso em tela, a presença dos
requisitos autorizadores da decretação da prisão
preventiva, ou seja, o fumus comissi delicti e o periculum in
libertatis, bem como a impossibilidade de se impor
medidas cautelares diversas da prisão. A reiteração das
condutas delituosas demonstra não só a indiferença da
paciente perante o direito, mas também revela maior risco
à ordem pública e à necessidade de cessar a atividade
criminosa’ (fls. 73/81).
Acrescento que:
a) De acordo com o Supremo Tribunal Federal, se reveste
‘de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder
Judiciário, da técnica da motivação per relationem, que se mostra
compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da
República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se,
expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram
suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério
Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como
coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato
decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir’
(AI n. 825.520-AgR-Ed, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda
Turma, DJe 12/09/2011; Recurso Extraordinário n. 614.967 AgR/AM, Rel. Min. Luiz
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
Moura, Sexta Turma, julgado em 23/09/2014).
Os precedentes se aplicam ao caso em exame. Não há, nos
autos, elementos a indicar a existência de flagrante ilegalidade
no ato impugnado, de modo a justificar o processamento do
habeas corpus.
Para rejeitar a pretensão dos impetrantes, valho-me dos
fundamentos do decisum impugnado:
‘A decisão que determinou a segregação cautelar
encontra-se suficiente e adequadamente fundamentada,
havendo prova da materialidade, indícios suficientes de
autoria para sua decretação. Confira-se (ev. 17, autos
originários):
[…]
Portanto, em que pese as alegações formuladas pelo
impetrante, verifica-se, no caso em tela, a presença dos
requisitos autorizadores da decretação da prisão
preventiva, ou seja, o fumus comissi delicti e o periculum in
libertatis, bem como a impossibilidade de se impor
medidas cautelares diversas da prisão. A reiteração das
condutas delituosas demonstra não só a indiferença da
paciente perante o direito, mas também revela maior risco
à ordem pública e à necessidade de cessar a atividade
criminosa’ (fls. 73/81).
Acrescento que:
a) De acordo com o Supremo Tribunal Federal, se reveste
‘de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder
Judiciário, da técnica da motivação per relationem, que se mostra
compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da
República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se,
expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram
suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério
Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como
coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato
decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir’
(AI n. 825.520-AgR-Ed, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda
Turma, DJe 12/09/2011; Recurso Extraordinário n. 614.967 AgR/AM, Rel. Min. Luiz
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Relatório
HC 127823 / PR
Fux, Primeira Turma, DJe 19/03/2013; ARE n. 727.030 AgR/RS,
Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 03/12/2013).
b) dos termos das decisões impugnadas se infere que
carece de consistência jurídica a alegação de que ‘a inclusão do
Paciente na denúncia se deu, unicamente, com base em excerto do
interrogatório de Alberto Youssef, em ação penal diversa, na qual o
Paciente não é réu, de teor vago e incerto. Réu, esse, que já havia
firmado e descumprido acordo de delação premiada anos antes, cujo
depoimento deve ser visto com a mais absoluta reserva’;
c) igualmente não procede a assertiva de que o paciente foi
preso sem que houvesse um fato novo a justificar a custódia
cautelar. Para o magistrado, o quadro probatório em relação ao
paciente alterou-se significativamente desde a prisão de Erton
Medeiros da Fonseca, Presidente da Divisão de Engenharia
Industrial da Galvão Engenharia, apontado por Paulo Roberto
Costa e por Alberto Youssef como responsável pelo pagamento
de propinas e subscritor dos contratos fraudulentos celebrados
por aquela empresa. Na decisão, consignou que o paciente ‘não
só tinha conhecimento das propinas, mas era o efetivo mandante de
suas realizações’, e que estaria em ‘posição inclusive de maior
responsabilidade do que Erton Fonseca em relação aos crimes de
lavagem de dinheiro e pagamentos de propinas’ (fl. 102).
d) não encontra respaldo nos autos a alegação de que o
decreto prisional "é verdadeiro pré-julgamento do mérito, a partir do
momento que dispensa nada menos do que 13 páginas a justificar a
alteração do quadro probatório’. Como é cediço, é nula a decisão se
inexiste fundamentação (Constituição Federal de 1988, art. 93, IX). Repito: a prisão
preventiva foi decretada em face da reunião de novas provas da
efetiva participação do paciente nos crimes que lhe foram
imputados na denúncia;
e) o simples fato de a ação penal encontrar-se ‘atualmente
em avançada fase de instrução, sendo certo que todas as testemunhas
de acusação já foram ouvidas e as oitivas de testemunhas de defesa
estão sendo finalizadas ", não constitui, por si só, óbice à
decretação da custódia cautelar. Enfatizo: está calcada também
na garantia da ordem pública e não apenas na conveniência da
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
Fux, Primeira Turma, DJe 19/03/2013; ARE n. 727.030 AgR/RS,
Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 03/12/2013).
b) dos termos das decisões impugnadas se infere que
carece de consistência jurídica a alegação de que ‘a inclusão do
Paciente na denúncia se deu, unicamente, com base em excerto do
interrogatório de Alberto Youssef, em ação penal diversa, na qual o
Paciente não é réu, de teor vago e incerto. Réu, esse, que já havia
firmado e descumprido acordo de delação premiada anos antes, cujo
depoimento deve ser visto com a mais absoluta reserva’;
c) igualmente não procede a assertiva de que o paciente foi
preso sem que houvesse um fato novo a justificar a custódia
cautelar. Para o magistrado, o quadro probatório em relação ao
paciente alterou-se significativamente desde a prisão de Erton
Medeiros da Fonseca, Presidente da Divisão de Engenharia
Industrial da Galvão Engenharia, apontado por Paulo Roberto
Costa e por Alberto Youssef como responsável pelo pagamento
de propinas e subscritor dos contratos fraudulentos celebrados
por aquela empresa. Na decisão, consignou que o paciente ‘não
só tinha conhecimento das propinas, mas era o efetivo mandante de
suas realizações’, e que estaria em ‘posição inclusive de maior
responsabilidade do que Erton Fonseca em relação aos crimes de
lavagem de dinheiro e pagamentos de propinas’ (fl. 102).
d) não encontra respaldo nos autos a alegação de que o
decreto prisional "é verdadeiro pré-julgamento do mérito, a partir do
momento que dispensa nada menos do que 13 páginas a justificar a
alteração do quadro probatório’. Como é cediço, é nula a decisão se
inexiste fundamentação (Constituição Federal de 1988, art. 93, IX). Repito: a prisão
preventiva foi decretada em face da reunião de novas provas da
efetiva participação do paciente nos crimes que lhe foram
imputados na denúncia;
e) o simples fato de a ação penal encontrar-se ‘atualmente
em avançada fase de instrução, sendo certo que todas as testemunhas
de acusação já foram ouvidas e as oitivas de testemunhas de defesa
estão sendo finalizadas ", não constitui, por si só, óbice à
decretação da custódia cautelar. Enfatizo: está calcada também
na garantia da ordem pública e não apenas na conveniência da
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Relatório
HC 127823 / PR
instrução criminal.
02. A respeito dos pressupostos autorizadores da prisão
cautelar, o Supremo Tribunal Federal e esta Corte têm decidido
que:
a) ‘a fundada probabilidade de reiteração na prática criminosa
constitui fundamento idôneo para a decretação da prisão preventiva’
(Supremo Tribunal Federal, HC n. 113.793/MG, Segunda Turma, Rel. Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 28/05/13; HC n. 106.702/RJ, Primeira Turma, Rel.
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27/05/11);
b) ‘a custódia preventiva visando à garantia da ordem pública,
por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação
da lei penal, legitima-se quando presente a necessidade de acautelar-se
o meio social ante a concreta possibilidade de reiteração criminosa e as
evidências de que, em liberdade, o agente empreenderá esforços para
escapar da aplicação da lei penal’ (Supremo Tribunal Federal, HC 109.723/PI, Rel.
Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 12/06/12);
c) ‘a prisão preventiva fundou-se na garantia da ordem pública,
dado o risco da reiteração criminosa por parte do paciente. 2. Como já
decidiu esta Corte, 'a garantia da ordem pública, por sua vez, visa,
entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a
sociedade de maiores danos' (Supremo Tribunal Federal, HC 84.658/PE, Rel. Min. Joaquim
Barbosa, 2... Turma, DJ 03.06.2005). Nessa linha, deve-se considerar
também o 'perigo que o agente representa para a sociedade como
fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 17.05.2007)’ (Supremo Tribunal Federal, HC n.
106.816/PE, Rel. Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, julgado
em 31/05/2011);
d) ‘decretação da prisão preventiva, baseada na garantia da
ordem pública, na conveniência da instrução criminal e na
necessidade de assegurar a aplicação da lei penal, devidamente
fundamentada em fatos concretos a justificar a prisão cautelar,
especialmente em razão da participação da Paciente em organização
criminosa, da possibilidade de reiteração delituosa e da fuga do distrito
da culpa, situação que perdura até a presente data” (Supremo Tribunal Federal, HC n.
106702/RJ, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma,
julgado em 26/04/2011);
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
instrução criminal.
02. A respeito dos pressupostos autorizadores da prisão
cautelar, o Supremo Tribunal Federal e esta Corte têm decidido
que:
a) ‘a fundada probabilidade de reiteração na prática criminosa
constitui fundamento idôneo para a decretação da prisão preventiva’
(Supremo Tribunal Federal, HC n. 113.793/MG, Segunda Turma, Rel. Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 28/05/13; HC n. 106.702/RJ, Primeira Turma, Rel.
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27/05/11);
b) ‘a custódia preventiva visando à garantia da ordem pública,
por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação
da lei penal, legitima-se quando presente a necessidade de acautelar-se
o meio social ante a concreta possibilidade de reiteração criminosa e as
evidências de que, em liberdade, o agente empreenderá esforços para
escapar da aplicação da lei penal’ (Supremo Tribunal Federal, HC 109.723/PI, Rel.
Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 12/06/12);
c) ‘a prisão preventiva fundou-se na garantia da ordem pública,
dado o risco da reiteração criminosa por parte do paciente. 2. Como já
decidiu esta Corte, 'a garantia da ordem pública, por sua vez, visa,
entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a
sociedade de maiores danos' (Supremo Tribunal Federal, HC 84.658/PE, Rel. Min. Joaquim
Barbosa, 2... Turma, DJ 03.06.2005). Nessa linha, deve-se considerar
também o 'perigo que o agente representa para a sociedade como
fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 17.05.2007)’ (Supremo Tribunal Federal, HC n.
106.816/PE, Rel. Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, julgado
em 31/05/2011);
d) ‘decretação da prisão preventiva, baseada na garantia da
ordem pública, na conveniência da instrução criminal e na
necessidade de assegurar a aplicação da lei penal, devidamente
fundamentada em fatos concretos a justificar a prisão cautelar,
especialmente em razão da participação da Paciente em organização
criminosa, da possibilidade de reiteração delituosa e da fuga do distrito
da culpa, situação que perdura até a presente data” (Supremo Tribunal Federal, HC n.
106702/RJ, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma,
julgado em 26/04/2011);
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Relatório
HC 127823 / PR
e) ‘o habeas corpus constitui remédio processual inadequado
para a análise da prova, para o reexame do material probatório
produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para a
revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de
conhecimento’ (Supremo Tribunal Federal, RHC 111.327, Rel. Ministra Cármen Lúcia,
Segunda Turma, julgado em 12/03/2013);
f) ‘para a decretação da prisão preventiva não se exige prova
concludente da autoria delitiva, reservada à condenação criminal, mas
apenas indícios suficientes desta, que, pelo cotejo dos elementos que
instruem os autos, se fazem presentes. 3. A análise acerca da negativa
de participação no ilícito é questão que não pode ser dirimida em sede
de habeas corpus, por demandar o reexame aprofundado das provas a
serem produzidas na instrução criminal, vedado na via sumária eleita’
(Superior Tribunal de Justiça, HC 307.577/SP, Rel. Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma,
julgado em 10/02/2015).
g) ‘a primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a
profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são
suficientes ao afastamento da prisão preventiva’ (Supremo Tribunal Federal, HC
112.642/SP, Segunda Turma, Rel. Ministro Joaquim Barbosa,
julgado em 26/06/12; HC 106.474/BA, Primeira Turma, Rel.
Ministra Rosa Weber, julgado em 06/03/12; HC 108.314/MA,
Primeira Turma, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13/09/11;
HC 106.816/PE, Segunda Turma, Rel. Ministra Ellen Gracie,
julgado em 31/05/11);
03. Conforme precedentes de ambas as Turmas que
compõem a Terceira Seção desta Corte, não há como substituir a
prisão preventiva por medidas cautelares diversas (CPP, art.
319) ‘quando a segregação encontra-se justificada na periculosidade
social do denunciado, dada a probabilidade efetiva de continuidade no
cometimento da grave infração denunciada’ (RHC 50.924/SP, Rel.
Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, julgado em 07/10/2014;
HC 282.509/SP, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta
Turma, DJe 22/11/2013).
04. Por derradeiro, anoto que, em 17/03/2015, ao julgar o
Habeas Corpus n. 312.683/PR, impetrado em favor de José
Ricardo Nogueira Breghirolli, decidiu a Quinta Turma:
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
e) ‘o habeas corpus constitui remédio processual inadequado
para a análise da prova, para o reexame do material probatório
produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para a
revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de
conhecimento’ (Supremo Tribunal Federal, RHC 111.327, Rel. Ministra Cármen Lúcia,
Segunda Turma, julgado em 12/03/2013);
f) ‘para a decretação da prisão preventiva não se exige prova
concludente da autoria delitiva, reservada à condenação criminal, mas
apenas indícios suficientes desta, que, pelo cotejo dos elementos que
instruem os autos, se fazem presentes. 3. A análise acerca da negativa
de participação no ilícito é questão que não pode ser dirimida em sede
de habeas corpus, por demandar o reexame aprofundado das provas a
serem produzidas na instrução criminal, vedado na via sumária eleita’
(Superior Tribunal de Justiça, HC 307.577/SP, Rel. Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma,
julgado em 10/02/2015).
g) ‘a primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a
profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são
suficientes ao afastamento da prisão preventiva’ (Supremo Tribunal Federal, HC
112.642/SP, Segunda Turma, Rel. Ministro Joaquim Barbosa,
julgado em 26/06/12; HC 106.474/BA, Primeira Turma, Rel.
Ministra Rosa Weber, julgado em 06/03/12; HC 108.314/MA,
Primeira Turma, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13/09/11;
HC 106.816/PE, Segunda Turma, Rel. Ministra Ellen Gracie,
julgado em 31/05/11);
03. Conforme precedentes de ambas as Turmas que
compõem a Terceira Seção desta Corte, não há como substituir a
prisão preventiva por medidas cautelares diversas (CPP, art.
319) ‘quando a segregação encontra-se justificada na periculosidade
social do denunciado, dada a probabilidade efetiva de continuidade no
cometimento da grave infração denunciada’ (RHC 50.924/SP, Rel.
Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, julgado em 07/10/2014;
HC 282.509/SP, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta
Turma, DJe 22/11/2013).
04. Por derradeiro, anoto que, em 17/03/2015, ao julgar o
Habeas Corpus n. 312.683/PR, impetrado em favor de José
Ricardo Nogueira Breghirolli, decidiu a Quinta Turma:
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Relatório
HC 127823 / PR
‘CONSTITUCIONAL. PENAL. PROCESSO PENAL.
HABEAS CORPUS IMPETRADO EM SUBSTITUIÇÃO A
RECURSO PRÓPRIO. OPERAÇÃO
'LAVA-JATO'.
PACIENTE PRESO PREVENTIVAMENTE E DEPOIS
DENUNCIADO POR INFRAÇÃO AO ART. 2..., CAPUT, §
4..., INCS. II, III, IV E V, C/C O ART. 1..., § 1..., DA LEI N.
12.850/2013, E AO ART. 333, CAPUT (POR VINTE
VEZES), NA FORMA DO ART. 69, AMBOS DO CÓDIGO
PENAL. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO’
[…]
Também denegou os Habeas Corpus ns. 302.604/PR,
312.684/P e 312.368/PR, impetrados em favor de João Procópio
Junqueira Pacheco de Almeida Prado, Agenor Franklin
Magalhães Medeiros e Ricardo Ribeiro Pessoa, todos originários
da ‘Operação Lava Jato’.
05. À vista do exposto, valendo-me da autorização contida
nos arts. 38 da Lei n. 8.038/1990 e 34, inc. XVIII, do Regimento
Interno desta Corte, nego seguimento ao habeas corpus”.
Os impetrantes alegam, em síntese, que: (a) diante da manifesta
ilegalidade a que está submetido o paciente, o caso é de superação da
Súmula 691/Supremo Tribunal Federal; (b) estão ausentes os requisitos legais para decretação da
custódia cautelar; (c) “se o paciente não foi preso por ocasião da denúncia, não
há nenhum fato que justifique essa prisão agora”; (d) a instrução criminal está
praticamente encerrada, tendo em vista que já foram ouvidas todas as
testemunhas, restando apenas os interrogatórios; (e) o paciente
permaneceu solto na fase investigatória e durante quase toda a instrução
processual, inexistindo fato novo que justificasse a necessidade da
custódia; (f) o Ministério Público não requereu a prisão preventiva do
paciente no momento do recebimento da denúncia, apesar de já existentes
os indícios de materialidade e autoria considerados no decreto prisional;
(g) “se provas novas surgiram, devem essas ser, tão somente, apreciadas por
ocasião da sentença. Não se prestam, porém a embasar ordem de prisão cautelar”;
e (h) não houve fundamentação acerca do cabimento de outras medidas
cautelares conforme dispõe o art. 282, § 6..., do Código de Processo Penal.
6
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
‘CONSTITUCIONAL. PENAL. PROCESSO PENAL.
HABEAS CORPUS IMPETRADO EM SUBSTITUIÇÃO A
RECURSO PRÓPRIO. OPERAÇÃO
'LAVA-JATO'.
PACIENTE PRESO PREVENTIVAMENTE E DEPOIS
DENUNCIADO POR INFRAÇÃO AO ART. 2..., CAPUT, §
4..., INCS. II, III, IV E V, C/C O ART. 1..., § 1..., DA LEI N.
12.850/2013, E AO ART. 333, CAPUT (POR VINTE
VEZES), NA FORMA DO ART. 69, AMBOS DO CÓDIGO
PENAL. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO’
[…]
Também denegou os Habeas Corpus ns. 302.604/PR,
312.684/P e 312.368/PR, impetrados em favor de João Procópio
Junqueira Pacheco de Almeida Prado, Agenor Franklin
Magalhães Medeiros e Ricardo Ribeiro Pessoa, todos originários
da ‘Operação Lava Jato’.
05. À vista do exposto, valendo-me da autorização contida
nos arts. 38 da Lei n. 8.038/1990 e 34, inc. XVIII, do Regimento
Interno desta Corte, nego seguimento ao habeas corpus”.
Os impetrantes alegam, em síntese, que: (a) diante da manifesta
ilegalidade a que está submetido o paciente, o caso é de superação da
Súmula 691/Supremo Tribunal Federal; (b) estão ausentes os requisitos legais para decretação da
custódia cautelar; (c) “se o paciente não foi preso por ocasião da denúncia, não
há nenhum fato que justifique essa prisão agora”; (d) a instrução criminal está
praticamente encerrada, tendo em vista que já foram ouvidas todas as
testemunhas, restando apenas os interrogatórios; (e) o paciente
permaneceu solto na fase investigatória e durante quase toda a instrução
processual, inexistindo fato novo que justificasse a necessidade da
custódia; (f) o Ministério Público não requereu a prisão preventiva do
paciente no momento do recebimento da denúncia, apesar de já existentes
os indícios de materialidade e autoria considerados no decreto prisional;
(g) “se provas novas surgiram, devem essas ser, tão somente, apreciadas por
ocasião da sentença. Não se prestam, porém a embasar ordem de prisão cautelar”;
e (h) não houve fundamentação acerca do cabimento de outras medidas
cautelares conforme dispõe o art. 282, § 6..., do Código de Processo Penal.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 27
Relatório
HC 127823 / PR
Requerem, liminarmente, a revogação da prisão preventiva do
paciente e, subsidiariamente, a aplicação de outras medidas cautelares.
Ao final, pedem a confirmação do pedido liminar.
O pedido liminar foi parcialmente deferido, em 5.5.2015, para
revogar a prisão preventiva do paciente, substituindo-a por medidas
cautelares estabelecidas pelo magistrado de primeira instância a outros
investigados, quais sejam:
“a) afastamento da direção e da administração das
empresas envolvidas nas investigações, ficando proibido de
ingressar em quaisquer de seus estabelecimentos, e suspensão
do exercício profissional de atividade de natureza empresarial,
financeira e econômica;
b) recolhimento domiciliar integral até que demonstre
ocupação lícita, quando fará jus ao recolhimento domiciliar
apenas em período noturno e nos dias de folga;
c) comparecimento quinzenal em juízo, para informar e
justificar atividades, com proibição de mudar de endereço sem
autorização;
d) obrigação de comparecimento a todos os atos do
processo, sempre que intimado;
e) proibição de manter contato com os demais
investigados, por qualquer meio;
f) proibição de deixar o país, devendo entregar passaporte
em até 48 (quarenta e oito) horas;
g) monitoração por meio da utilização de tornozeleira
eletrônica”.
Requisitadas informações ao juízo de primeira instância, foram
prestadas em 21.5.2015.
Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela
confirmação da liminar deferida.
É o relatório.
7
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
Requerem, liminarmente, a revogação da prisão preventiva do
paciente e, subsidiariamente, a aplicação de outras medidas cautelares.
Ao final, pedem a confirmação do pedido liminar.
O pedido liminar foi parcialmente deferido, em 5.5.2015, para
revogar a prisão preventiva do paciente, substituindo-a por medidas
cautelares estabelecidas pelo magistrado de primeira instância a outros
investigados, quais sejam:
“a) afastamento da direção e da administração das
empresas envolvidas nas investigações, ficando proibido de
ingressar em quaisquer de seus estabelecimentos, e suspensão
do exercício profissional de atividade de natureza empresarial,
financeira e econômica;
b) recolhimento domiciliar integral até que demonstre
ocupação lícita, quando fará jus ao recolhimento domiciliar
apenas em período noturno e nos dias de folga;
c) comparecimento quinzenal em juízo, para informar e
justificar atividades, com proibição de mudar de endereço sem
autorização;
d) obrigação de comparecimento a todos os atos do
processo, sempre que intimado;
e) proibição de manter contato com os demais
investigados, por qualquer meio;
f) proibição de deixar o país, devendo entregar passaporte
em até 48 (quarenta e oito) horas;
g) monitoração por meio da utilização de tornozeleira
eletrônica”.
Requisitadas informações ao juízo de primeira instância, foram
prestadas em 21.5.2015.
Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela
confirmação da liminar deferida.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 27
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. À vista da
Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, não cabe, de regra, ao Supremo Tribunal Federal
conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do relator pela qual,
em habeas corpus requerido a tribunal superior, não se obteve a liminar,
sob pena de indevida – e, no caso, dupla – supressão de instância. Sabe-
se, porém, que a jurisprudência desta Corte admite seu abrandamento em
casos excepcionais (v.g., entre outros, HC 122.670, Relator(a): Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 05/08/2013,
DJe 15-08-2014; HC 121.181, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma,
julgado em 22/04/2014, DJe 13-05-2014), quando a decisão impugnada é
teratológica, manifestamente ilegal ou abusiva.
2. Os fundamentos invocados originalmente para o decreto da prisão
preventiva do paciente foram, em essência, os seguintes:
“Pleiteia o MPF a prisão preventiva de Dario de Queiroz
Galvão Filho (evento 1).
Decido.
Tramitam por este Juízo diversos inquéritos, ações penais
e processos incidentes relacionados à assim denominada
Operação Lavajato.
Em grande síntese, foram colhidas provas, em cognição
sumária, de um grande esquema criminoso de corrupção e
lavagem de dinheiro no âmbito da empresa Petróleo Brasileiro
S/A - Petrobras cujo acionista majoritário e controlador é a
União Federal.
[…]
Na continuidade das investigações, colhidas provas, em
cognição sumária, de que as maiores empreiteiras do Brasil
estariam envolvidas no esquema criminoso.
Segundo o MPF, a OAS, Odebrecht, UTC, Camargo
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. À vista da
Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, não cabe, de regra, ao Supremo Tribunal Federal
conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do relator pela qual,
em habeas corpus requerido a tribunal superior, não se obteve a liminar,
sob pena de indevida – e, no caso, dupla – supressão de instância. Sabe-
se, porém, que a jurisprudência desta Corte admite seu abrandamento em
casos excepcionais (v.g., entre outros, HC 122.670, Relator(a): Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 05/08/2013,
DJe 15-08-2014; HC 121.181, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma,
julgado em 22/04/2014, DJe 13-05-2014), quando a decisão impugnada é
teratológica, manifestamente ilegal ou abusiva.
2. Os fundamentos invocados originalmente para o decreto da prisão
preventiva do paciente foram, em essência, os seguintes:
“Pleiteia o MPF a prisão preventiva de Dario de Queiroz
Galvão Filho (evento 1).
Decido.
Tramitam por este Juízo diversos inquéritos, ações penais
e processos incidentes relacionados à assim denominada
Operação Lavajato.
Em grande síntese, foram colhidas provas, em cognição
sumária, de um grande esquema criminoso de corrupção e
lavagem de dinheiro no âmbito da empresa Petróleo Brasileiro
S/A - Petrobras cujo acionista majoritário e controlador é a
União Federal.
[…]
Na continuidade das investigações, colhidas provas, em
cognição sumária, de que as maiores empreiteiras do Brasil
estariam envolvidas no esquema criminoso.
Segundo o MPF, a OAS, Odebrecht, UTC, Camargo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 27
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
Correa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon,
MPE, Skanska, Queiroz Galvão, IESA, Engevix, SETAL, GDK e
Galvão Engenharia teriam formado um cartel, através do qual,
por ajuste prévio, teriam sistematicamente frustrado as
licitações da Petróleo Brasileiro S/A - Petrobras para a
contratação de grandes obras entre os anos de 2006 a 2014, entre
elas a RNEST, COMPERJ e REPAR.
[…]
Para permitir o funcionamento do cartel, as empreiteiras
corromperam diversos empregados do alto escalão da
Petrobras, entre eles os ex-Diretores Paulo Roberto Costa e
Renato de Souza Duque e o gerente executivo Pedro Barusco.
Os empregados públicos, entre eles os ex-Diretores,
tinham o papel relevante de não turbar o funcionamento do
cartel e ainda de tomar as providências para que a empresa
definida pelo Clube de empreiteiras para vencer a licitação
fosse de fato escolhida para o contrato.
Para viabilizar o esquema criminoso, valores obtidos com
os crimes de cartel e licitatórios foram submetidos a lavagem de
dinheiro por Alberto Youssef e por outros profissionais da
lavagem, para posterior pagamento aos empregados de alto
escalão da Petrobrás.
[…]
Na segunda fase da assim denominada Operação
Lavajato, decretei, a pedido da autoridade policial e do MPF, a
prisão cautelar e medidas de investigação em relação a
dirigentes das empreiteiras envolvidas (decisão de 10/11/2014,
evento 10, do processo 5073475-13.2014.404.7000). Foram
propostas a partir de então pelo MPF seis novas denúncias
contra dirigentes das empreiteiras, Camargo Correa, UTC
Engenharia, OAS, Engevix e Galvão Engenharia.
Tramita perante este Juízo a ação penal 5083360-
51.2014.404.7000 contra dirigentes da Galvão Engenharia, entre
eles Dario de Queiroz Galvão Filho e Erton Medeiros Fonseca.
Recebi a denúncia em 15/09/2014 (evento 9 daqueles
autos), na qual reconheci a presença de justa causa para a
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
Correa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon,
MPE, Skanska, Queiroz Galvão, IESA, Engevix, SETAL, GDK e
Galvão Engenharia teriam formado um cartel, através do qual,
por ajuste prévio, teriam sistematicamente frustrado as
licitações da Petróleo Brasileiro S/A - Petrobras para a
contratação de grandes obras entre os anos de 2006 a 2014, entre
elas a RNEST, COMPERJ e REPAR.
[…]
Para permitir o funcionamento do cartel, as empreiteiras
corromperam diversos empregados do alto escalão da
Petrobras, entre eles os ex-Diretores Paulo Roberto Costa e
Renato de Souza Duque e o gerente executivo Pedro Barusco.
Os empregados públicos, entre eles os ex-Diretores,
tinham o papel relevante de não turbar o funcionamento do
cartel e ainda de tomar as providências para que a empresa
definida pelo Clube de empreiteiras para vencer a licitação
fosse de fato escolhida para o contrato.
Para viabilizar o esquema criminoso, valores obtidos com
os crimes de cartel e licitatórios foram submetidos a lavagem de
dinheiro por Alberto Youssef e por outros profissionais da
lavagem, para posterior pagamento aos empregados de alto
escalão da Petrobrás.
[…]
Na segunda fase da assim denominada Operação
Lavajato, decretei, a pedido da autoridade policial e do MPF, a
prisão cautelar e medidas de investigação em relação a
dirigentes das empreiteiras envolvidas (decisão de 10/11/2014,
evento 10, do processo 5073475-13.2014.404.7000). Foram
propostas a partir de então pelo MPF seis novas denúncias
contra dirigentes das empreiteiras, Camargo Correa, UTC
Engenharia, OAS, Engevix e Galvão Engenharia.
Tramita perante este Juízo a ação penal 5083360-
51.2014.404.7000 contra dirigentes da Galvão Engenharia, entre
eles Dario de Queiroz Galvão Filho e Erton Medeiros Fonseca.
Recebi a denúncia em 15/09/2014 (evento 9 daqueles
autos), na qual reconheci a presença de justa causa para a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 27
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
imputação.
[…]
Mais do que o depoimento de criminosos colaboradores,
conta o feito com prova documental, especificamente da
transferência de valores milionários pelas empreiteiras a contas
de empresas de fachada controladas pela Galvão Engenharia.
[…]
Em vista da gravidade em concreto dos crimes,
habitualidade e reiteração criminosa, decretei, na decisão de
10/11/2014, evento 10, do processo 5073475-13.2014.404.7000, a
prisão cautelar de diversos dos dirigentes das empreiteiras
[...]
Relativamente à Galvão Engenharia, restringi a prisão
cautelar a Erton Medeiros Fonseca, Presidente da Divisão de
Engenharia Industrial da empresa Galvão Engenharia S/A, já
que foi apontado por Alberto Youssef e por Paulo Roberto Costa
como responsável, no âmbito da Galvão, pelo pagamento das
propinas. Além disso, Erton figura como responsável pela
Galvão na assinatura de alguns dos contratos fraudulentos
celebrados com as empresas de fachada de Alberto Youssef
Quanto a Dario de Queiroz Galvão Filho, acionista do
Grupo Galvão e membro do Conselho de Administração do
Grupo Galvão, portanto, proprietário e controlador indireto da
Galvão Engenharia, consignei que Alberto Youssef teria
indicado ele como corresponsável, mas sem muita segurança.
Assim, por reputar a prova de autoria quanto a ele insuficiente,
não estendi a ele a preventiva.
O quadro probatório alterou-se, significativamente, desde
então.
No inquérito policial, Erton Medeiros Fonseca admitiu
que teria participado em 2010 de reunião na residência de João
Cláudio Genu com Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, na
qual estes exigiram o pagamento de propina ao no montante de
R$ 4.000.000,00 (evento 48, arquivo decl3, do inquérito
50450220820144047000). Para viabilizar os repasses, foram
celebrados contratos de prestação de serviços simulados entre a
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HC 127823 / PR
imputação.
[…]
Mais do que o depoimento de criminosos colaboradores,
conta o feito com prova documental, especificamente da
transferência de valores milionários pelas empreiteiras a contas
de empresas de fachada controladas pela Galvão Engenharia.
[…]
Em vista da gravidade em concreto dos crimes,
habitualidade e reiteração criminosa, decretei, na decisão de
10/11/2014, evento 10, do processo 5073475-13.2014.404.7000, a
prisão cautelar de diversos dos dirigentes das empreiteiras
[...]
Relativamente à Galvão Engenharia, restringi a prisão
cautelar a Erton Medeiros Fonseca, Presidente da Divisão de
Engenharia Industrial da empresa Galvão Engenharia S/A, já
que foi apontado por Alberto Youssef e por Paulo Roberto Costa
como responsável, no âmbito da Galvão, pelo pagamento das
propinas. Além disso, Erton figura como responsável pela
Galvão na assinatura de alguns dos contratos fraudulentos
celebrados com as empresas de fachada de Alberto Youssef
Quanto a Dario de Queiroz Galvão Filho, acionista do
Grupo Galvão e membro do Conselho de Administração do
Grupo Galvão, portanto, proprietário e controlador indireto da
Galvão Engenharia, consignei que Alberto Youssef teria
indicado ele como corresponsável, mas sem muita segurança.
Assim, por reputar a prova de autoria quanto a ele insuficiente,
não estendi a ele a preventiva.
O quadro probatório alterou-se, significativamente, desde
então.
No inquérito policial, Erton Medeiros Fonseca admitiu
que teria participado em 2010 de reunião na residência de João
Cláudio Genu com Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, na
qual estes exigiram o pagamento de propina ao no montante de
R$ 4.000.000,00 (evento 48, arquivo decl3, do inquérito
50450220820144047000). Para viabilizar os repasses, foram
celebrados contratos de prestação de serviços simulados entre a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 27
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
Galvão Engenharia e as empresas de Alberto Youssef. Afirma
que a Galvão Engenharia concordou porque 'poderiam ser
prejudicados junto à Petrobras em razão do poder do então
diretor'.
Revelou ainda que a Galvão Engenharia também teria
pago propina por intermédio de Shinko Nakandakari à
Diretoria de Serviços da Petrobrás.
[…]
Com efeito, foram identificados depósitos da empresa
Galvão Engenharia de pelo menos R$ 1.530.158,56 na conta da
empresa MO Consultoria. Os pagamentos são superiores, pois,
como consta na representação policial, foram identificadas
notas fiscais emitidas entre 23/02/2011 a 03/10/2011 pela MO
Consultoria para a Galvão Engenharia no montante de R$
4.179.000,00. Esses pagamentos seriam pertinentes à Diretoria
de Abastecimento da Petrobras.
E o próprio acusado Erton admitiu pagamentos entre 2010
a 2014 no montante de R$ 8.863.000,00 à Diretoria de Serviços
da Petrobras.
Há registro ainda de pagamentos anteriores de cerca de
R$ 485.240,00 que remontam a 2008 à empresa CSA Project que
era utilizada pelo ex-Deputado José Janene, com o auxílio de
Alberto Youssef, para recebimento de propina.
[…]
Para o exame da preventiva ora requerida, a identificação
por Erton Fonseca de outro operador de propinas e lavagem,
Shinko Nakandadari, propiciou a convocação dele e a tomada
de depoimento como testemunha em Juízo, após a celebração
por ele de acordo de colaboração premiada com o MPF.
Em depoimento de 05/02015 (transcrição no evento 352 da
ação penal 5083360-51.2014.4.04.7000), Shinko admitiu todos os
fatos, que teria atuado como intermediador no pagamento de
propinas pela Galvão Engenharia a Pedro Barusco, gerente
executivo da Area de Serviços da Petrobras, e a Renato Duque,
Diretor de Serviços.
Três fatos merecem destaques.
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HC 127823 / PR
Galvão Engenharia e as empresas de Alberto Youssef. Afirma
que a Galvão Engenharia concordou porque 'poderiam ser
prejudicados junto à Petrobras em razão do poder do então
diretor'.
Revelou ainda que a Galvão Engenharia também teria
pago propina por intermédio de Shinko Nakandakari à
Diretoria de Serviços da Petrobrás.
[…]
Com efeito, foram identificados depósitos da empresa
Galvão Engenharia de pelo menos R$ 1.530.158,56 na conta da
empresa MO Consultoria. Os pagamentos são superiores, pois,
como consta na representação policial, foram identificadas
notas fiscais emitidas entre 23/02/2011 a 03/10/2011 pela MO
Consultoria para a Galvão Engenharia no montante de R$
4.179.000,00. Esses pagamentos seriam pertinentes à Diretoria
de Abastecimento da Petrobras.
E o próprio acusado Erton admitiu pagamentos entre 2010
a 2014 no montante de R$ 8.863.000,00 à Diretoria de Serviços
da Petrobras.
Há registro ainda de pagamentos anteriores de cerca de
R$ 485.240,00 que remontam a 2008 à empresa CSA Project que
era utilizada pelo ex-Deputado José Janene, com o auxílio de
Alberto Youssef, para recebimento de propina.
[…]
Para o exame da preventiva ora requerida, a identificação
por Erton Fonseca de outro operador de propinas e lavagem,
Shinko Nakandadari, propiciou a convocação dele e a tomada
de depoimento como testemunha em Juízo, após a celebração
por ele de acordo de colaboração premiada com o MPF.
Em depoimento de 05/02015 (transcrição no evento 352 da
ação penal 5083360-51.2014.4.04.7000), Shinko admitiu todos os
fatos, que teria atuado como intermediador no pagamento de
propinas pela Galvão Engenharia a Pedro Barusco, gerente
executivo da Area de Serviços da Petrobras, e a Renato Duque,
Diretor de Serviços.
Três fatos merecem destaques.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 27
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
A afirmação de Shinko Nakandakari de que a relação não
envolveu extorsão, mas corrupção acordada pela Galvão
Engenharia com os empregados públicos, o que seria ilustrado
pela iniciativa ter sido da Galvão, além de Shinko manter
durante todo o tempo relacionamento de amizade com os
dirigentes da Galvão. Também merece destaque a afirmação de
que Dario Galvão tinha conhecimento sobre o pagamento da
propina, sendo no ponto Erton subordinado a Dario Galvão.
Por último, a confirmação de que a Galvão Engenharia teria
pago propina ainda em 2014, ou seja, após a saída de Pedro
Barusco, Paulo Costa e Renato Duque da Petrobras, e mesmo
com a notoriedade alcançada pelas investigações da Operação
Lavajato no ano de 2014.
[…]
Entretanto, além do depoimento enquadrar-se no contexto
probatório, Shinko Nakandakari apresentou significativo
acervo de provas documentais (evento 271 da ação penal), como
as notas fiscais fraudulentas que foram emitidas para encobrir o
pagamento da propina e mensagens eletrônicas trocadas com
dirigentes da Galvão Engenharia, como Luiz Augusto Distrutti,
ex-Diretor de Óleo e Gás da Galvão Engenharia, a respeito dos
pagamentos.
[…]
Em algumas das mensagens, há referência expressa a
Dario Galvão e ao conhecimento por ele acerca dos fatos.
[…]
Há ainda mensagens trocadas entre Shinko e Luiz
Distrutti em cujo corpo verifica-se que este último encaminhou
a mensagem a endereço eletrônico de Dario Galvão
(dario@galvao.com) e mensagens enviadas de Luiz Distrutti a
Shinko Nakandakari com cópia para Dario Galvão e ainda para
Erton Fonseca.
Há ainda mensagem do próprio Dario ao Diretor
Comercial da Galvão Engenharia, Guilherme Rosetti, que
culminou por ser encaminhado a Shinko Nakandakari, sobre as
chances da Galvão Engenharia de ser convidada às licitações da
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A afirmação de Shinko Nakandakari de que a relação não
envolveu extorsão, mas corrupção acordada pela Galvão
Engenharia com os empregados públicos, o que seria ilustrado
pela iniciativa ter sido da Galvão, além de Shinko manter
durante todo o tempo relacionamento de amizade com os
dirigentes da Galvão. Também merece destaque a afirmação de
que Dario Galvão tinha conhecimento sobre o pagamento da
propina, sendo no ponto Erton subordinado a Dario Galvão.
Por último, a confirmação de que a Galvão Engenharia teria
pago propina ainda em 2014, ou seja, após a saída de Pedro
Barusco, Paulo Costa e Renato Duque da Petrobras, e mesmo
com a notoriedade alcançada pelas investigações da Operação
Lavajato no ano de 2014.
[…]
Entretanto, além do depoimento enquadrar-se no contexto
probatório, Shinko Nakandakari apresentou significativo
acervo de provas documentais (evento 271 da ação penal), como
as notas fiscais fraudulentas que foram emitidas para encobrir o
pagamento da propina e mensagens eletrônicas trocadas com
dirigentes da Galvão Engenharia, como Luiz Augusto Distrutti,
ex-Diretor de Óleo e Gás da Galvão Engenharia, a respeito dos
pagamentos.
[…]
Em algumas das mensagens, há referência expressa a
Dario Galvão e ao conhecimento por ele acerca dos fatos.
[…]
Há ainda mensagens trocadas entre Shinko e Luiz
Distrutti em cujo corpo verifica-se que este último encaminhou
a mensagem a endereço eletrônico de Dario Galvão
(dario@galvao.com) e mensagens enviadas de Luiz Distrutti a
Shinko Nakandakari com cópia para Dario Galvão e ainda para
Erton Fonseca.
Há ainda mensagem do próprio Dario ao Diretor
Comercial da Galvão Engenharia, Guilherme Rosetti, que
culminou por ser encaminhado a Shinko Nakandakari, sobre as
chances da Galvão Engenharia de ser convidada às licitações da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 27
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
RNEST (e que estariam sendo divididas entre os 'bacanas',
aparentemente as maiores empreiteiras).
Tais notas e mensagens corroboram o depoimento de
Shinko Nakandakari no sentido de que Dario Galvão não só
tinha conhecimento das propinas, mas era o efetivo mandante
de suas realizações.
Nesse contexto, a luz dessas novas provas de autoria,
colocando Dario Galvão em posição inclusive de maior
responsabilidade do que Erton Fonseca em relação aos crimes
de lavagem e pagamento de propinas a dirigentes da Petrobras
pela Galvão Engenharia, entendo que deve ser também contra
ele decretada a prisão preventiva.
Presentes, portanto, provas de materialidade de crimes de
corrupção e de lavagem de dinheiro e de autoria em relação a
Dario Galvão, na condição de mandante destes crimes no
âmbito da Galvão Engenharia.
Preenchidos assim os pressupostos da preventiva, boa
prova de materialidade e de autoria.
Quanto aos fundamentos, valem os mesmos já
consignados em relação a Erton Fonseca.
Primeiro, o risco à ordem pública e a necessidade da
medida para prevenir habitualidade e reiteração criminosa.
Há provas de prática dos crimes por prolongados
períodos, que se estende, pelo menos, de 2008 a 2014.
Apesar da notícia de que a Petrobras teria decidido
suspender a Galvão Engenharia de novas contratações, isso não
afeta os contratos em andamento e a Defesa de Erton já
informou o Juízo que a empreiteira tem contratos em
andamento com a Petrobras, não sendo o contrato rescindido de
Três Lagoas o único. Com efeito, na tabela apresentada no
evento 15, pet1, consta referência a contrato com a Petrobras
08580085780132, para o fornecimento/construção de unidades
de tratamento de amina e de recuperação de enxofre com
término previsto apenas para 2016, não havendo notícia de que
este (ao contrário da obra em Três Lagoas) tenha sido
rescindido.
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
RNEST (e que estariam sendo divididas entre os 'bacanas',
aparentemente as maiores empreiteiras).
Tais notas e mensagens corroboram o depoimento de
Shinko Nakandakari no sentido de que Dario Galvão não só
tinha conhecimento das propinas, mas era o efetivo mandante
de suas realizações.
Nesse contexto, a luz dessas novas provas de autoria,
colocando Dario Galvão em posição inclusive de maior
responsabilidade do que Erton Fonseca em relação aos crimes
de lavagem e pagamento de propinas a dirigentes da Petrobras
pela Galvão Engenharia, entendo que deve ser também contra
ele decretada a prisão preventiva.
Presentes, portanto, provas de materialidade de crimes de
corrupção e de lavagem de dinheiro e de autoria em relação a
Dario Galvão, na condição de mandante destes crimes no
âmbito da Galvão Engenharia.
Preenchidos assim os pressupostos da preventiva, boa
prova de materialidade e de autoria.
Quanto aos fundamentos, valem os mesmos já
consignados em relação a Erton Fonseca.
Primeiro, o risco à ordem pública e a necessidade da
medida para prevenir habitualidade e reiteração criminosa.
Há provas de prática dos crimes por prolongados
períodos, que se estende, pelo menos, de 2008 a 2014.
Apesar da notícia de que a Petrobras teria decidido
suspender a Galvão Engenharia de novas contratações, isso não
afeta os contratos em andamento e a Defesa de Erton já
informou o Juízo que a empreiteira tem contratos em
andamento com a Petrobras, não sendo o contrato rescindido de
Três Lagoas o único. Com efeito, na tabela apresentada no
evento 15, pet1, consta referência a contrato com a Petrobras
08580085780132, para o fornecimento/construção de unidades
de tratamento de amina e de recuperação de enxofre com
término previsto apenas para 2016, não havendo notícia de que
este (ao contrário da obra em Três Lagoas) tenha sido
rescindido.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 27
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
Além disso, a Galvão Engenharia tem diversas obras em
andamento não só com outras entidades da Administração
Pública direta ou indireta.
Há indícios, outrossim, que os crimes transcenderam a
Petrobrás, como pode ser ilustrado por tabela com cerca de 750
obras públicas, nos mais diversos setores de infraestrutura,
algumas da responsabilidade da Galvão Engenharia, e que foi
apreendida com Alberto Youssef (evento 192 do inquérito
5049557-14.2013.404.7000).
[…]
Não se pode ainda olvidar as revelações efetuadas por
Pedro José Barusco Filho, ex-gerente da área de serviços e
engenharia da Petrobrás, de que similar esquema de pagamento
de propinas reproduziu-se, a partir de 2011, na empresa
SeteBrasil, em contratos de construções de sondas celebrados
com a Petrobrás, com envolvimento também das empreiteiras
investigadas na Operação Lavajato, inclusive a Galvão
Engenharia. Esses depoimentos encontram-se juntados no
evento 858 do processo 5073475-13.2014.4.04.7000.
Perturbador ainda o pagamento de propinas ainda em
2014, o que indica que nem a notoriedade alcançada no
decorrrer do ano pelas investigações da assim denominada
Operação Lavajato, e que incluíram ainda em março daquele
ano a prisão cautelar de Paulo Roberto Costa, foram suficientes
para prevenir a continuidade do pagamento de propina pela
Galvão Engenharia a empregados da Petrobras.
A reiteração delitiva, ainda mais já no curso das
investigações, é usualmente apontada pela jurisprudência dos
Tribunais Superiores, como fundamento suficiente para a
decretação da prisão preventiva, já que existente risco à ordem
pública.
[…]
A dimensão em concreta dos fatos delitivos - jamais a
gravidade em abstrato - também pode ser invocada como
fundamento para a decretação da prisão preventiva. Não se
trata de antecipação de pena, nem medida da espécie é
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Além disso, a Galvão Engenharia tem diversas obras em
andamento não só com outras entidades da Administração
Pública direta ou indireta.
Há indícios, outrossim, que os crimes transcenderam a
Petrobrás, como pode ser ilustrado por tabela com cerca de 750
obras públicas, nos mais diversos setores de infraestrutura,
algumas da responsabilidade da Galvão Engenharia, e que foi
apreendida com Alberto Youssef (evento 192 do inquérito
5049557-14.2013.404.7000).
[…]
Não se pode ainda olvidar as revelações efetuadas por
Pedro José Barusco Filho, ex-gerente da área de serviços e
engenharia da Petrobrás, de que similar esquema de pagamento
de propinas reproduziu-se, a partir de 2011, na empresa
SeteBrasil, em contratos de construções de sondas celebrados
com a Petrobrás, com envolvimento também das empreiteiras
investigadas na Operação Lavajato, inclusive a Galvão
Engenharia. Esses depoimentos encontram-se juntados no
evento 858 do processo 5073475-13.2014.4.04.7000.
Perturbador ainda o pagamento de propinas ainda em
2014, o que indica que nem a notoriedade alcançada no
decorrrer do ano pelas investigações da assim denominada
Operação Lavajato, e que incluíram ainda em março daquele
ano a prisão cautelar de Paulo Roberto Costa, foram suficientes
para prevenir a continuidade do pagamento de propina pela
Galvão Engenharia a empregados da Petrobras.
A reiteração delitiva, ainda mais já no curso das
investigações, é usualmente apontada pela jurisprudência dos
Tribunais Superiores, como fundamento suficiente para a
decretação da prisão preventiva, já que existente risco à ordem
pública.
[…]
A dimensão em concreta dos fatos delitivos - jamais a
gravidade em abstrato - também pode ser invocada como
fundamento para a decretação da prisão preventiva. Não se
trata de antecipação de pena, nem medida da espécie é
7
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
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incompatível com um processo penal orientado pela presunção
de inocência. Sobre o tema, releva destacar o seguinte
precedente do Supremo Tribunal Federal.
[…]
O apelo à ordem pública, para prevenir novos crimes de
lavagem, para prevenir que o produto do crime seja cada vez
mais ocultado pelo investigado ou ainda em decorrência de
gravidade em concreta dos crimes praticados, justifica a
preventiva.
Apesar da presunção de inocência e da excepcionalidade
da prisão cautelar, a medida se justifica diante dos indícios
supervenientes de que era Dario Galvão, como mandante, o
principal responsável pelos crimes no âmbito da Galvão
Engenharia.
Seria até estranho manter a prisão preventiva de Erton
Fonseca, como fez este Juízo e todas as instâncias recursais até o
momento, e deixar em liberdade aquele quem, as provas em
cognição sumária, apontam como mandante.
Presente, portanto, risco à ordem pública.
Como consta ainda na acusação, o acusado e a empreiteira
Galvão Engenharia também apresentaram documentos
aparentemente fraudulentos no inquérito policial 5045022-
08.2014.404.7000 (evento 32), sem fazer qualquer ressalva
quanto ao seu caráter fraudulento, mesmo tendo ciência dele, o
que, segundo a denúncia configuraria crime de uso de
documento falso perante a Justiça Federal. O fato indica risco à
integridade da instrução criminal.
Não afasta o risco à instrução o fato de terem sido já
ouvidas as testemunhas de acusação. Há ainda testemunhas de
defesa. A testemunha, após ser arrolada, é da Justiça,
interessando que fale a verdade, e não mais da Acusação ou da
Defesa. Além disso, anteriormente, a investigação foi
perturbada pela apresentação de documentos fatos,
permanecendo o risco de que isso ocorra de novo até o seu
término.
Rigorosamente, considerando o teor do depoimento de
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incompatível com um processo penal orientado pela presunção
de inocência. Sobre o tema, releva destacar o seguinte
precedente do Supremo Tribunal Federal.
[…]
O apelo à ordem pública, para prevenir novos crimes de
lavagem, para prevenir que o produto do crime seja cada vez
mais ocultado pelo investigado ou ainda em decorrência de
gravidade em concreta dos crimes praticados, justifica a
preventiva.
Apesar da presunção de inocência e da excepcionalidade
da prisão cautelar, a medida se justifica diante dos indícios
supervenientes de que era Dario Galvão, como mandante, o
principal responsável pelos crimes no âmbito da Galvão
Engenharia.
Seria até estranho manter a prisão preventiva de Erton
Fonseca, como fez este Juízo e todas as instâncias recursais até o
momento, e deixar em liberdade aquele quem, as provas em
cognição sumária, apontam como mandante.
Presente, portanto, risco à ordem pública.
Como consta ainda na acusação, o acusado e a empreiteira
Galvão Engenharia também apresentaram documentos
aparentemente fraudulentos no inquérito policial 5045022-
08.2014.404.7000 (evento 32), sem fazer qualquer ressalva
quanto ao seu caráter fraudulento, mesmo tendo ciência dele, o
que, segundo a denúncia configuraria crime de uso de
documento falso perante a Justiça Federal. O fato indica risco à
integridade da instrução criminal.
Não afasta o risco à instrução o fato de terem sido já
ouvidas as testemunhas de acusação. Há ainda testemunhas de
defesa. A testemunha, após ser arrolada, é da Justiça,
interessando que fale a verdade, e não mais da Acusação ou da
Defesa. Além disso, anteriormente, a investigação foi
perturbada pela apresentação de documentos fatos,
permanecendo o risco de que isso ocorra de novo até o seu
término.
Rigorosamente, considerando o teor do depoimento de
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
Shinko Nakandakari e os documentos por ele apresentados,
indicando a participação de Dario Galvão como mandante dos
crimes, causa estranheza o silêncio a respeito do suposto
mandado, Erton Fonseca, a sugerir a existência de uma
concertação fraudulenta entre os acusados para que o último
assumisse a exclusiva responsabilidade pelos fatos, por motivos
ainda desconhecidos.
Ante todo o exposto e com base no art. 312 do CPP, defiro
o requerido pelo Ministério Público Federal e decreto a prisão
preventiva de Dario de Queiroz Galvão Filho, em vista do risco
à ordem pública e do risco à investigação e instrução criminal”.
3. Algumas premissas são fundamentais para um juízo seguro sobre
legalidade da decretação da prisão preventiva. A primeira delas é a de
que, conforme reconhecido expressamente no decreto prisional, essa
medida cautelar é a mais grave no processo penal, que desafia o direito
fundamental da presunção de inocência, razão pela qual somente “deve
ser decretada quando absolutamente necessária. Ela é uma exceção à regra da
liberdade” (HC 80282, Relator(a): Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ
de 02-02-2001). Ou seja, a medida somente se legitima em situações em
que ela for o único meio eficiente para preservar os valores jurídicos que a
lei penal visa a proteger, segundo o art. 312 do Código de Processo Penal.
Fora dessas hipóteses excepcionais, a prisão preventiva representa
simplesmente uma antecipação da pena, o que tem merecido censura pela
jurisprudência desta Suprema Corte, sobretudo porque antecipa a pena
para acusado que sequer exerceu o seu direito constitucional de se
defender (HC 122072, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de
26/09/2014; HC 105556 Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma,
DJe de 29/08/2013).
A segunda premissa importante é a de que, a teor do disposto no art.
312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva pressupõe, sim,
prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de
autoria; todavia, por mais grave que seja o ilícito apurado e por mais
robusta que seja a prova de autoria, esses pressupostos, por si sós, são
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Supremo Tribunal Federal
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Shinko Nakandakari e os documentos por ele apresentados,
indicando a participação de Dario Galvão como mandante dos
crimes, causa estranheza o silêncio a respeito do suposto
mandado, Erton Fonseca, a sugerir a existência de uma
concertação fraudulenta entre os acusados para que o último
assumisse a exclusiva responsabilidade pelos fatos, por motivos
ainda desconhecidos.
Ante todo o exposto e com base no art. 312 do CPP, defiro
o requerido pelo Ministério Público Federal e decreto a prisão
preventiva de Dario de Queiroz Galvão Filho, em vista do risco
à ordem pública e do risco à investigação e instrução criminal”.
3. Algumas premissas são fundamentais para um juízo seguro sobre
legalidade da decretação da prisão preventiva. A primeira delas é a de
que, conforme reconhecido expressamente no decreto prisional, essa
medida cautelar é a mais grave no processo penal, que desafia o direito
fundamental da presunção de inocência, razão pela qual somente “deve
ser decretada quando absolutamente necessária. Ela é uma exceção à regra da
liberdade” (HC 80282, Relator(a): Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ
de 02-02-2001). Ou seja, a medida somente se legitima em situações em
que ela for o único meio eficiente para preservar os valores jurídicos que a
lei penal visa a proteger, segundo o art. 312 do Código de Processo Penal.
Fora dessas hipóteses excepcionais, a prisão preventiva representa
simplesmente uma antecipação da pena, o que tem merecido censura pela
jurisprudência desta Suprema Corte, sobretudo porque antecipa a pena
para acusado que sequer exerceu o seu direito constitucional de se
defender (HC 122072, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de
26/09/2014; HC 105556 Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma,
DJe de 29/08/2013).
A segunda premissa importante é a de que, a teor do disposto no art.
312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva pressupõe, sim,
prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de
autoria; todavia, por mais grave que seja o ilícito apurado e por mais
robusta que seja a prova de autoria, esses pressupostos, por si sós, são
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insuficientes para justificar o encarceramento preventivo. A eles deverá
vir agregado, necessariamente, pelo menos mais um dos seguintes
fundamentos, indicativos da razão determinante da medida cautelar: (a) a
garantia da ordem pública, (b) a garantia da ordem econômica, (c) a
conveniência da instrução criminal ou (d) a segurança da aplicação da lei
penal. O devido processo penal, convém realçar, obedece a fórmulas que
propiciam tempos próprios para cada decisão. O da prisão preventiva
não é o momento de formular juízos condenatórios. Decretar ou não
decretar a prisão preventiva não deve antecipar juízo de culpa ou de
inocência, nem, portanto, pode ser visto como antecipação da reprimenda
ou como gesto de impunidade. Juízo a tal respeito será formulado em
outro momento, o da sentença final, após oportunizar aos acusados o
direito ao contraditório e à ampla defesa. É a sentença final, portanto, e
não a decisão da preventiva, o momento adequado para, se for o caso,
sopesar a gravidade do delito e aplicar as penas correspondentes.
Mas há ainda uma terceira premissa: em qualquer dessas situações,
além da demonstração concreta e objetiva das circunstâncias de fato
indicativas de estar em risco a preservação dos valores jurídicos
protegidos pelo art. 312 do Código de Processo Penal, é indispensável
ficar evidenciado que o encarceramento do acusado é o único modo
eficaz para afastar esse risco. Dito de outro modo: cumpre demonstrar
que nenhuma das medidas alternativas indicadas no art. 319 da lei
processual penal tem aptidão para, no caso concreto, atender eficazmente
aos mesmos fins. É o que estabelece, de modo expresso, o art. 282, § 6..., do
Código de Processo Penal: “a prisão preventiva será determinada quando não
for cabível a sua substituição por outra medida cautelar (art. 319)”.
Essas premissas têm sido reiteradamente afirmadas pela
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 95290, Relator(a): Min.
Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 01-08-2012).
4. Cabe ressaltar, nessa linha, que Dario de Queiroz Galvão Filho,
como consignado pelo próprio magistrado de primeira instância,
permaneceu em liberdade durante as investigações e colheita de toda a
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insuficientes para justificar o encarceramento preventivo. A eles deverá
vir agregado, necessariamente, pelo menos mais um dos seguintes
fundamentos, indicativos da razão determinante da medida cautelar: (a) a
garantia da ordem pública, (b) a garantia da ordem econômica, (c) a
conveniência da instrução criminal ou (d) a segurança da aplicação da lei
penal. O devido processo penal, convém realçar, obedece a fórmulas que
propiciam tempos próprios para cada decisão. O da prisão preventiva
não é o momento de formular juízos condenatórios. Decretar ou não
decretar a prisão preventiva não deve antecipar juízo de culpa ou de
inocência, nem, portanto, pode ser visto como antecipação da reprimenda
ou como gesto de impunidade. Juízo a tal respeito será formulado em
outro momento, o da sentença final, após oportunizar aos acusados o
direito ao contraditório e à ampla defesa. É a sentença final, portanto, e
não a decisão da preventiva, o momento adequado para, se for o caso,
sopesar a gravidade do delito e aplicar as penas correspondentes.
Mas há ainda uma terceira premissa: em qualquer dessas situações,
além da demonstração concreta e objetiva das circunstâncias de fato
indicativas de estar em risco a preservação dos valores jurídicos
protegidos pelo art. 312 do Código de Processo Penal, é indispensável
ficar evidenciado que o encarceramento do acusado é o único modo
eficaz para afastar esse risco. Dito de outro modo: cumpre demonstrar
que nenhuma das medidas alternativas indicadas no art. 319 da lei
processual penal tem aptidão para, no caso concreto, atender eficazmente
aos mesmos fins. É o que estabelece, de modo expresso, o art. 282, § 6..., do
Código de Processo Penal: “a prisão preventiva será determinada quando não
for cabível a sua substituição por outra medida cautelar (art. 319)”.
Essas premissas têm sido reiteradamente afirmadas pela
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 95290, Relator(a): Min.
Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 01-08-2012).
4. Cabe ressaltar, nessa linha, que Dario de Queiroz Galvão Filho,
como consignado pelo próprio magistrado de primeira instância,
permaneceu em liberdade durante as investigações e colheita de toda a
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HC 127823 / PR
prova acusatória ao longo da instrução processual. A decisão que
decretou a prisão preventiva não apresentou justificativa plausível para o
encarceramento cautelar, a não ser conjunto de elementos que reforçariam
os indícios de materialidade e autoria, o que, por si só, como registrado,
não é suficiente para decretação da prisão preventiva, na esteira da
jurisprudência pacífica deste Supremo Tribunal Federal. Não houve,
portanto, qualquer demonstração de fato superveniente que
recomendasse a custódia antecipada de réu que já vinha respondendo a
ação penal em liberdade (HC 112889, Relator(a): Min. Cármen Lúcia,
Segunda Turma, DJe de 26-03-2013).
5. Se não bastasse, o caso em exame possui evidente correspondência
com o HC 127186, julgado por esta Segunda Turma em 28.4.2015, cuja
ordem foi parcialmente concedida, para substituir a prisão preventiva por
outras medidas cautelares, com extensão dos efeitos a outros acusados
que eram dirigentes de empreiteiras e estavam segregados por força do
mesmo decreto prisional.
Embora Dario de Queiroz Galvão Filho tenha sido preso
preventivamente por decisão diversa, proferida pelo Juízo da 13... Vara
Federal de Curitiba em 25.3.2015, a sua situação processual possui
identidade com a de Ricardo Ribeiro Pessoa e, principalmente, com a do
corréu Erton Medeiros da Fonseca, que também é dirigente da mesma
empresa a que pertence o ora paciente, e foi beneficiado pela extensão
parcial da ordem concedida no HC 127186.
Destaca-se, por oportuno, que o magistrado de primeiro grau
expressamente registrou essa situação: “Quanto aos fundamentos, valem os
mesmos já consignados em relação a Erton Fonseca”.
6. Os fundamentos utilizados no decreto prisional, objeto de análise
deste habeas corpus, foram os mesmos utilizados para a decretação da
prisão preventiva dos demais dirigentes das empreiteiras envolvidas nos
crimes em investigados. Justificou-se a necessidade da custódia
preventiva do paciente na conveniência da instrução criminal em razão
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
prova acusatória ao longo da instrução processual. A decisão que
decretou a prisão preventiva não apresentou justificativa plausível para o
encarceramento cautelar, a não ser conjunto de elementos que reforçariam
os indícios de materialidade e autoria, o que, por si só, como registrado,
não é suficiente para decretação da prisão preventiva, na esteira da
jurisprudência pacífica deste Supremo Tribunal Federal. Não houve,
portanto, qualquer demonstração de fato superveniente que
recomendasse a custódia antecipada de réu que já vinha respondendo a
ação penal em liberdade (HC 112889, Relator(a): Min. Cármen Lúcia,
Segunda Turma, DJe de 26-03-2013).
5. Se não bastasse, o caso em exame possui evidente correspondência
com o HC 127186, julgado por esta Segunda Turma em 28.4.2015, cuja
ordem foi parcialmente concedida, para substituir a prisão preventiva por
outras medidas cautelares, com extensão dos efeitos a outros acusados
que eram dirigentes de empreiteiras e estavam segregados por força do
mesmo decreto prisional.
Embora Dario de Queiroz Galvão Filho tenha sido preso
preventivamente por decisão diversa, proferida pelo Juízo da 13... Vara
Federal de Curitiba em 25.3.2015, a sua situação processual possui
identidade com a de Ricardo Ribeiro Pessoa e, principalmente, com a do
corréu Erton Medeiros da Fonseca, que também é dirigente da mesma
empresa a que pertence o ora paciente, e foi beneficiado pela extensão
parcial da ordem concedida no HC 127186.
Destaca-se, por oportuno, que o magistrado de primeiro grau
expressamente registrou essa situação: “Quanto aos fundamentos, valem os
mesmos já consignados em relação a Erton Fonseca”.
6. Os fundamentos utilizados no decreto prisional, objeto de análise
deste habeas corpus, foram os mesmos utilizados para a decretação da
prisão preventiva dos demais dirigentes das empreiteiras envolvidas nos
crimes em investigados. Justificou-se a necessidade da custódia
preventiva do paciente na conveniência da instrução criminal em razão
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 127823 / PR
“do acusado e a empreiteira Galvão Engenharia também terem apresentados
documentos aparentemente fraudulentos no inquérito policial” e na garantia da
ordem pública “para prevenir habitualidade e reiteração criminosa”.
7. Como consta na decisão de prisão preventiva, a instrução criminal
foi praticamente concluída, tendo sido colhida toda a prova acusatória
(interceptações telefônicas, buscas e apreensões, perícias e oitivas de
testemunhas), restando apenas a tomada de alguns depoimentos de
testemunhas de defesa. Portanto, no que se refere à garantia da instrução,
a finalidade da prisão preventiva já está exaurida. Da mesma forma que
verificado no HC 127186, não mais subsistindo risco de interferência na
produção probatória requerida pelo titular da ação penal, não se justifica,
sob esse fundamento, a decretação da prisão, conforme tem decidido o
Supremo Tribunal Federal (HC 101816, Relator(a): Min. MARCO
AURÉLIO, Primeira Turma, DJe de 11-10-2011; HC 100340, Relator(a):
Min. CEZAR PELUSO, Segunda Turma, DJe de 18-12-2009).
8. Os mesmos argumentos utilizados para garantia da ordem pública
também foram afastados pela Segunda Turma desta Corte no
mencionado HC 127186, já que considerado o decurso do tempo e a
evolução dos fatos, a medida extrema já não se faz indispensável,
podendo ser eficazmente substituída por medidas alternativas.
No caso da presente impetração, justifica-se com maior razão e por
força de lei (art. 282, § 6..., do Código de Processo Penal) a substituição do
encarceramento por outras medidas cautelares diversas que se revelam
suficientes para prevenir eventuais perigos residuais que porventura
subsistam, ainda mais pelo fato de o paciente ter permanecido em
liberdade durante quase toda a instrução criminal.
9. Ante o exposto, concedo parcialmente a ordem, apenas para
confirmar a liminar deferida. É o voto.
12
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
“do acusado e a empreiteira Galvão Engenharia também terem apresentados
documentos aparentemente fraudulentos no inquérito policial” e na garantia da
ordem pública “para prevenir habitualidade e reiteração criminosa”.
7. Como consta na decisão de prisão preventiva, a instrução criminal
foi praticamente concluída, tendo sido colhida toda a prova acusatória
(interceptações telefônicas, buscas e apreensões, perícias e oitivas de
testemunhas), restando apenas a tomada de alguns depoimentos de
testemunhas de defesa. Portanto, no que se refere à garantia da instrução,
a finalidade da prisão preventiva já está exaurida. Da mesma forma que
verificado no HC 127186, não mais subsistindo risco de interferência na
produção probatória requerida pelo titular da ação penal, não se justifica,
sob esse fundamento, a decretação da prisão, conforme tem decidido o
Supremo Tribunal Federal (HC 101816, Relator(a): Min. MARCO
AURÉLIO, Primeira Turma, DJe de 11-10-2011; HC 100340, Relator(a):
Min. CEZAR PELUSO, Segunda Turma, DJe de 18-12-2009).
8. Os mesmos argumentos utilizados para garantia da ordem pública
também foram afastados pela Segunda Turma desta Corte no
mencionado HC 127186, já que considerado o decurso do tempo e a
evolução dos fatos, a medida extrema já não se faz indispensável,
podendo ser eficazmente substituída por medidas alternativas.
No caso da presente impetração, justifica-se com maior razão e por
força de lei (art. 282, § 6..., do Código de Processo Penal) a substituição do
encarceramento por outras medidas cautelares diversas que se revelam
suficientes para prevenir eventuais perigos residuais que porventura
subsistam, ainda mais pelo fato de o paciente ter permanecido em
liberdade durante quase toda a instrução criminal.
9. Ante o exposto, concedo parcialmente a ordem, apenas para
confirmar a liminar deferida. É o voto.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, eu
queria, se Vossa Excelência me permite, fazer uma indagação, porque fui
voto vencido no outro caso. Apenas pra saber se, neste caso, a instrução já
terminou. É esse o dado?
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Ela foi
decretada e não estava no final da instrução, porque faltavam os
interrogatórios. Agora, o interrogatório é feito depois, mas as
testemunhas já estavam ouvidas.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Porque no outro
caso, como talvez se lembre o Ministro-Relator, eu não o acompanhei
exatamente porque a instrução não estava terminada e a testemunha
estava sendo ouvida. Neste caso, no entanto, Sua Excelência afirma que
só falta a...
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Quando
foi decretada a prisão preventiva...
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Já se tinha, portanto,
essa fase e o obstáculo que eu tive para superar no outro caso eu não teria
neste. É isso?
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - No
outro caso, realmente, Vossa Excelência...
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, neste
caso, então, vou acompanhar, porque o óbice que me impediu de
acompanhar o Relator no outro caso já não existiria.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Nos
casos que nós julgamos, faltava ouvir as testemunhas da defesa. Aqui, até
as testemunhas de defesa foram...
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Ouvidas, quando foi concedida a liminar.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Já foi.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, eu
queria, se Vossa Excelência me permite, fazer uma indagação, porque fui
voto vencido no outro caso. Apenas pra saber se, neste caso, a instrução já
terminou. É esse o dado?
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Ela foi
decretada e não estava no final da instrução, porque faltavam os
interrogatórios. Agora, o interrogatório é feito depois, mas as
testemunhas já estavam ouvidas.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Porque no outro
caso, como talvez se lembre o Ministro-Relator, eu não o acompanhei
exatamente porque a instrução não estava terminada e a testemunha
estava sendo ouvida. Neste caso, no entanto, Sua Excelência afirma que
só falta a...
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Quando
foi decretada a prisão preventiva...
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Já se tinha, portanto,
essa fase e o obstáculo que eu tive para superar no outro caso eu não teria
neste. É isso?
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - No
outro caso, realmente, Vossa Excelência...
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, neste
caso, então, vou acompanhar, porque o óbice que me impediu de
acompanhar o Relator no outro caso já não existiria.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Nos
casos que nós julgamos, faltava ouvir as testemunhas da defesa. Aqui, até
as testemunhas de defesa foram...
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Ouvidas, quando foi concedida a liminar.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Já foi.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 27
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 127823 / PR
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Faltava
o interrogatório.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Então, Presidente,
considerando essa circunstância, neste caso, eu acompanho o Relator.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 127823 / PR
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Faltava
o interrogatório.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Então, Presidente,
considerando essa circunstância, neste caso, eu acompanho o Relator.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 27
Explicação
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO
IMPTE.(S)
:SYLVIA
MARIA
URQUIZA
FERNANDES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 320.557 DO SUPERIOR
TRIBUNAL JUSTIÇA
E X P L I C A Ç Ã O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Senhor
Presidente, gostaria de fazer um esclarecimento melhor a respeito da
instrução. Quando o juiz decretou a prisão, ele afirmou que as
testemunhas da defesa estavam sendo ouvidas. No momento em que foi
impetrado este habeas corpus, a notícia nos autos é de que teria sido
concluída a ouvida das testemunhas.
Queria apenas deixar isso bem claro.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO
IMPTE.(S)
:SYLVIA
MARIA
URQUIZA
FERNANDES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 320.557 DO SUPERIOR
TRIBUNAL JUSTIÇA
E X P L I C A Ç Ã O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Senhor
Presidente, gostaria de fazer um esclarecimento melhor a respeito da
instrução. Quando o juiz decretou a prisão, ele afirmou que as
testemunhas da defesa estavam sendo ouvidas. No momento em que foi
impetrado este habeas corpus, a notícia nos autos é de que teria sido
concluída a ouvida das testemunhas.
Queria apenas deixar isso bem claro.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764603.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 27
Confirmação de Voto
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
CONFIRMAÇÃO DE VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, agradeço
os esclarecimentos. É exatamente o que eu tinha entendido. E, neste caso,
há um outro dado, que é a circunstância de a própria Procuradoria-Geral
da República ter, como realçou o Ministro-Relator, pedido a concessão da
ordem.
Portanto, estou acompanhando o Relator.
# # #
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829686.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 127.823 PARANÁ
CONFIRMAÇÃO DE VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, agradeço
os esclarecimentos. É exatamente o que eu tinha entendido. E, neste caso,
há um outro dado, que é a circunstância de a própria Procuradoria-Geral
da República ter, como realçou o Ministro-Relator, pedido a concessão da
ordem.
Portanto, estou acompanhando o Relator.
# # #
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829686.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 27
Extrato de Ata - 23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 127.823
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S) : DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO
IMPTE.(S) : SYLVIA MARIA URQUIZA FERNANDES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 320.557 DO SUPERIOR TRIBUNAL
JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu parcialmente a
ordem, apenas para confirmar a liminar deferida, nos termos do
voto do Relator. Falou, pelo paciente, a Dra. Sylvia Maria Urquiza
Fernandes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma,
23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8850567
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 127.823
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S) : DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO
IMPTE.(S) : SYLVIA MARIA URQUIZA FERNANDES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 320.557 DO SUPERIOR TRIBUNAL
JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu parcialmente a
ordem, apenas para confirmar a liminar deferida, nos termos do
voto do Relator. Falou, pelo paciente, a Dra. Sylvia Maria Urquiza
Fernandes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma,
23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8850567
Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 27
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 127 . 823",
"HC n 320 . 557 DO SUPERIOR",
"SÚMULA 691 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal",
"HC 127823 / PR",
"HC 127186",
"HC 127823 / PR",
"HC 127186",
"HC 127823 / PR",
"HC 127823 / PR",
"HABEAS CORPUS 127 . 823",
"HC n 320 . 557",
"HC 320 . 557 /",
"Enunciado n . 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AgRg no HC 285 . 647 / CE",
"HC 284 . 999 / SP",
"HABEAS CORPUS 127 . 823",
"HC n 320 . 557 DO SUPERIOR TRIBUNAL",
"HC 320 . 557 / PR",
"Enunciado n . 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AgRg no HC 285 . 647 / CE",
"HC 284 . 999 / SP",
"HC 127823 / PR",
"AI n . 825 . 520 - AgR - Ed",
"Recurso Extraordinário n . 614 . 967 AgR / AM",
"HC 127823 / PR Moura",
"AI n . 825 . 520 - AgR -",
"Recurso Extraordinário n . 614 . 967 AgR / AM",
"HC 127823 / PR Fux",
"ARE n . 727 . 030 AgR / RS",
"HC 127823 / PR",
"ARE n . 727 . 030 AgR / RS",
"HC 127823 /",
"HC n . 113 . 793 / MG",
"HC n . 106 . 702 / RJ",
"HC 109 . 723 / PI",
"HC 84 . 658 / PE",
"HC 90 . 398 / SP",
"HC n . 106 . 816 / PE",
"HC n . 106702 / RJ",
"HC 127823 / PR",
"HC n . 113 . 793 / MG",
"HC n . 106 . 702 / RJ",
"HC 109 . 723 / PI",
"HC 84 . 658 / PE",
"HC 90 . 398 / SP",
"HC n . 106 . 816 / PE",
"HC n . 106702 / RJ",
"HC 127823 / PR",
"RHC 111 . 327",
"HC 307 . 577 / SP",
"HC 112 . 642 / SP",
"HC 106 . 474 / BA",
"HC 108 . 314 / MA",
"HC 106 . 816 / PE",
"RHC 50 . 924 / SP",
"HC 282 . 509 / SP",
"Habeas Corpus n . 312 . 683 / PR",
"HC 127823 / PR",
"RHC 111 . 327",
"HC 307 . 577 / SP",
"HC 112 . 642 / SP",
"HC 106 . 474 / BA",
"HC 108 . 314 / MA",
"HC 106 . 816 / PE",
"RHC 50",
".",
"924",
"/",
"SP",
"HC 282 . 509 / SP",
"Habeas Corpus n . 312 . 683 / PR",
"HC 127823 / PR",
"Habeas Corpus ns . 302 . 604 / PR",
"312",
".",
"312",
".",
"368",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 127823 / PR",
"Habeas Corpus ns . 302 . 604 / PR",
"312",
".",
"684 /",
"312",
".",
"368",
"/",
"PR",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 127823 / PR",
"HC 127823 / PR",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 122 . 670",
"HC 121 . 181",
"HABEAS CORPUS 127 . 823",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 122 . 670",
"HC 121 . 181",
"HC 127823 / PR",
"ação",
"HC 127823 / PR",
"-",
"13",
".",
".",
"404",
".",
"7000",
"ação penal 5083360 - 51 . 2014 . 404 . 7000",
"HC 127823 / PR",
"HC 127823 / PR",
"HC 127823 / PR",
"ação penal 5083360 - 51 . 2014 . 4 . 04",
". 7000",
"HC 127823 / PR",
"ação penal 5083360 - 51 . 2014 . 4",
".",
"HC 127823 / PR",
"HC 127823 / PR",
"HC 127823 / PR",
"HC 127823 / PR",
"HC 127823 / PR",
"HC 127823 / PR",
"HC 127823 / PR",
"HC 127823 / PR",
"inquérito",
"HC 127823 / PR",
"HC 80282",
"HC 122072",
"HC 105556",
"HC 127823 / PR",
"HC 80282",
"HC 122072",
"HC 105556",
"HC 127823 / PR",
"HC 95290",
"HC 127823 / PR",
"HC 95290",
"HC 127823 / PR",
"HC 112889",
"HC 127186",
"HC 127186",
"HC 127823 / PR",
"HC 112889",
"HC 127186",
"HC 127186",
"HC 127823 / PR",
"HC 127186",
"HC 101816",
"HC 100340",
"HC 127186",
"HC 127823 / PR",
"HC 127186",
"HC 101816",
"HC 100340",
"HC 127186",
"HABEAS CORPUS 127 . 823",
"HABEAS CORPUS 127 . 823",
"HC 127823 / PR",
"HC 127823 / PR",
"HABEAS CORPUS 127 . 823",
"HC n 320 . 557",
"HABEAS CORPUS 127 . 823 PARANÁ",
"HC n 320 . 557 DO SUPERIOR",
"HABEAS CORPUS 127 . 823",
"HABEAS CORPUS 127 . 823",
"HABEAS CORPUS 127 . 823",
"HABEAS CORPUS 127 . 823",
"HC n 320 . 557"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 282 , § 6 . . . , do Código de Processo Penal",
"arts . 282 e 319 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 282 , § 6 . . . , do Código de Processo Penal",
"arts . 282 e 319 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . , caput , e § 4 . . . , II , III , IV e V c / c art . 1 . . . , § 1 . . . , ambos da Lei 12 . 850 / 2013",
"art . 333 , caput , do Código Penal",
"art . 1 . . . da Lei 9 . 613 / 1998",
"art . 304 c / c art . 299 , ambos do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 333 , caput , do Código Penal",
"art . 1 . . . da Lei 9 . 613 / 1998",
"art . 304 c / c art . 299 , ambos do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 93 , IX",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 93 , IX",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CPP , art . 319",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CPP , art . 319",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI N . 12 . 850 / 2013",
"ART",
"arts . 38 da Lei n . 8 . 038 / 1990",
"art . 282 , § 6 . . . , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 2 . . . , CAPUT , § 4 . .",
"ART .",
"ART . 69 , AMBOS DO CÓDIGO PENAL",
"arts . 38 da Lei n . 8 . 038 / 1990",
"art . 282 , § 6 . . . , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 319 da lei processual penal",
"art . 282 , § 6 . . . , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 282 , § 6 . . . , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 282 , § 6 . . . , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 282 , § 6 . . . , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"Três",
"Lagoas",
"Três Lagoas",
"Lagoas",
"Três Lagoas",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL",
"TJ",
"/",
"SC",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"TJ",
"/",
"SC",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 4",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Sexta Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Sexta Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Galvão Engenharia",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Galvão Engenharia",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Terceira",
"Quinta Turma",
"Sexta Turma",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Quinta Turma",
"Sexta Turma",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Operação Lava",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"MPF",
"empresa",
"Petróleo Brasileiro S / A",
"Petrobras",
"União Federal",
"MPF",
"OAS",
"Odebrecht",
"UTC",
"Camargo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"MPF",
"Petróleo Brasileiro S / A",
"Petrobras",
"União Federal",
"Brasil",
"MPF",
"OAS",
"Odebrecht",
"UTC",
"Camargo Documento",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Correa",
"Techint",
"Andrade Gutierrez",
"Mendes Júnior",
"Promon",
"MPE",
"Skanska",
"Queiroz Galvão",
"IESA",
"Engevix",
"SETAL",
"GDK",
"Galvão Engenharia",
"Petróleo Brasileiro S / A",
"Petrobras",
"RNEST",
"COMPERJ",
"REPAR",
"Petrobras",
"Clube de empreiteiras",
"Petrobrás",
"MPF",
"MPF",
"Camargo Correa",
"UTC Engenharia",
"OAS",
"Engevix",
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"Galvão Engenharia",
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"-",
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"empresa",
"Galvão Engenharia S / A",
"Galvão",
"Galvão",
"Grupo Galvão",
"Conselho",
"Grupo Galvão",
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"Petrobras",
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"Petrobrás",
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"MO Consultoria",
"MO Consultoria",
"Galvão Engenharia",
"Diretoria",
"Petrobras",
"Petrobras",
"CSA Project",
"MPF",
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"-",
"Brasil",
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"Galvão",
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"Petrobras",
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"-",
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"PESSOA": [
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"TEORI ZAVASCKI",
"DIAS TOFFOLI",
"Sylvia Maria Urquiza Fernandes",
"Celso de Mello",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO",
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"TEORI ZAVASCKI",
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"TEORI ZAVASCKI",
"DARIO DE QUEIROZ GALVÃO FILHO",
"SYLVIA MARIA URQUIZA FERNANDES",
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"Newton Trisotto",
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"Gilmar Mendes",
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"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
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"Ricardo Lewandowski",
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"Cármen Lúcia",
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"Joaquim Barbosa",
"Rosa Weber",
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"Rogerio Schietti Cruz",
"José Ricardo Nogueira Breghirolli",
"João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado",
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"Ricardo Ribeiro Pessoa",
"João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado",
"Agenor Franklin Magalhães Medeiros",
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"RICARDO LEWANDOWSKI",
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"Renato de Souza Duque",
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"Alberto Youssef",
"Erton Medeiros Fonseca",
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"Alberto Youssef",
"Paulo Roberto Costa",
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"José Janene",
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"Renato Duque",
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"Dario Galvão",
"dario",
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"Nelson Jobim",
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"CELSO DE MELLO",
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"Celso de Mello",
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"MARCO AURÉLIO",
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"CÁRMEN LÚCIA",
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"CÁRMEN LÚCIA",
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"CÁRMEN LÚCIA",
"TEORI ZAVASCKI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"TEORI ZAVASCKI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"TEORI ZAVASCKI",
"DIAS TOFFOLI",
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"SYLVIA MARIA URQUIZA FERNANDES",
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"Dias Toffoli",
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"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
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"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"-",
"08",
"-",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"-",
"08",
"-",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"-",
"03",
"-",
"2013",
"28",
".",
"4",
".",
"2015",
"25",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"-",
"03",
"-",
"2013",
"28",
".",
"4",
".",
"2015",
"25",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"-",
"10",
"-",
"2011",
"18",
"-",
"12",
"-",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"-",
"10",
"-",
"2011",
"18",
"-",
"12",
"-",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"24",
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"08",
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"2001",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"23",
"/",
"06",
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"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.051 GOIÁS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:SILVANO JOSÉ DE SOUZA
ADV.(A/S)
:WALKYRIA WICTOWICZ DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
GOIÁS
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
AUSÊNCIA
DE
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF.
AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional
pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório
constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em
recurso extraordinário.
2. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido
contrário aos interesses da parte agravante.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8832427.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 887051 AGR / GO
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887051 AGR / GO
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.051 GOIÁS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:SILVANO JOSÉ DE SOUZA
ADV.(A/S)
:WALKYRIA WICTOWICZ DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
GOIÁS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes
fundamentos: (i) para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional
pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório
constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em
recurso extraordinário; (ii) o Plenário do Supremo Tribunal Federal já
firmou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos
suficientes para justificar suas conclusões.
2.
A parte recorrente alega que “o que motivou o ajuizamento
dos recursos Extraordinário e Especial foi o fato das decisões recorridas violarem
os artigos de Lei Infraconstitucional, qual seja os artigos 5º, incisos LIV e LVII e
artigo 93, inciso IX, ambos da Constituição Federal Brasileira”. Afirma que
“ficou evidente que o Acusado agiu em legítima defesa, logo após a vítima tê-lo
atacado com um taco de sinuca. Claramente se verifica que as provas juntadas
aos autos vêm confirmar de forma clara e precisa que o acusado não tinha
intenção de matar a vítima e tudo ocorreu porque a vítima, irresignado por estar
perdendo cervejas no jogo de sinuca, partiu pra cima do Agravante com o taco de
sinuca”.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.051 GOIÁS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:SILVANO JOSÉ DE SOUZA
ADV.(A/S)
:WALKYRIA WICTOWICZ DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
GOIÁS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes
fundamentos: (i) para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional
pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório
constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em
recurso extraordinário; (ii) o Plenário do Supremo Tribunal Federal já
firmou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos
suficientes para justificar suas conclusões.
2.
A parte recorrente alega que “o que motivou o ajuizamento
dos recursos Extraordinário e Especial foi o fato das decisões recorridas violarem
os artigos de Lei Infraconstitucional, qual seja os artigos 5º, incisos LIV e LVII e
artigo 93, inciso IX, ambos da Constituição Federal Brasileira”. Afirma que
“ficou evidente que o Acusado agiu em legítima defesa, logo após a vítima tê-lo
atacado com um taco de sinuca. Claramente se verifica que as provas juntadas
aos autos vêm confirmar de forma clara e precisa que o acusado não tinha
intenção de matar a vítima e tudo ocorreu porque a vítima, irresignado por estar
perdendo cervejas no jogo de sinuca, partiu pra cima do Agravante com o taco de
sinuca”.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
ARE 887051 AGR / GO
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887051 AGR / GO
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.051 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado de Goiás, do qual se extrai da ementa o
seguinte trecho:
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO
QUALIFICADO. PRONÚNCIA. NULIDADE. EXCESSO
DE LINGUAGEM. SUPERADA. ABOLVIÇÃO SUMÁRIA
POR LEGITIMA DEFESA. DESCLASSIFICAÇÃO PARA
LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE.
INCOMPORTABILIDADE. COMPETÊNCIA EXCLUSIVA
DO TRIBUNAL DO JÚRI. AFASTAMENTO DA
QUALIFICADORA. POSSIBILIDADE. DIREITO DE
RESPONDER AO PROCESSO EM LIBERDADE.
AUSÊNCIA
DOS
REQUISITOS
DA
PRISÃO
PREVENTIVA. DECISÃO NAO FUNDAMENTADA.
VIABILIDADE. PREQUESTIONAMENTO.
[...]
O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102,
III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação
aos arts. 5º, LVII; e 93, IX, da Constituição. Afirma que em todo o
decorrer da instrução processual restou devidamente comprovado que
o acusado praticou os fatos descritos na denúncia, entretanto, em
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.051 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado de Goiás, do qual se extrai da ementa o
seguinte trecho:
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO
QUALIFICADO. PRONÚNCIA. NULIDADE. EXCESSO
DE LINGUAGEM. SUPERADA. ABOLVIÇÃO SUMÁRIA
POR LEGITIMA DEFESA. DESCLASSIFICAÇÃO PARA
LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE.
INCOMPORTABILIDADE. COMPETÊNCIA EXCLUSIVA
DO TRIBUNAL DO JÚRI. AFASTAMENTO DA
QUALIFICADORA. POSSIBILIDADE. DIREITO DE
RESPONDER AO PROCESSO EM LIBERDADE.
AUSÊNCIA
DOS
REQUISITOS
DA
PRISÃO
PREVENTIVA. DECISÃO NAO FUNDAMENTADA.
VIABILIDADE. PREQUESTIONAMENTO.
[...]
O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102,
III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação
aos arts. 5º, LVII; e 93, IX, da Constituição. Afirma que em todo o
decorrer da instrução processual restou devidamente comprovado que
o acusado praticou os fatos descritos na denúncia, entretanto, em
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 887051 AGR / GO
legítima defesa.
A decisão agravada não admitiu o recurso sob o
fundamento de que incide, no caso, a Súmula 282/STF.
O recurso é inadmissível, tendo em vista que, para chegar
a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria
a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma
nova apreciação dos fatos e do material probatório constante
dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em recurso
extraordinário.
Quanto à alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o
Plenário do Supremo Tribunal Federal já firmou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se o
AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar
Mendes.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887051 AGR / GO
legítima defesa.
A decisão agravada não admitiu o recurso sob o
fundamento de que incide, no caso, a Súmula 282/STF.
O recurso é inadmissível, tendo em vista que, para chegar
a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria
a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma
nova apreciação dos fatos e do material probatório constante
dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em recurso
extraordinário.
Quanto à alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o
Plenário do Supremo Tribunal Federal já firmou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se o
AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar
Mendes.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.051
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : SILVANO JOSÉ DE SOUZA
ADV.(A/S) : WALKYRIA WICTOWICZ DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045873
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.051
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : SILVANO JOSÉ DE SOUZA
ADV.(A/S) : WALKYRIA WICTOWICZ DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9069894
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-10T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário.
2. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur314535
|
Número de páginas: 7.
Análise: 08/09/2015, MAD.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
887051
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 887051 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : SILVANO JOSÉ DE SOUZA
ADV.(A/S) : WALKYRIA WICTOWICZ DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
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Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.051 GOIÁS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:SILVANO JOSÉ DE SOUZA
ADV.(A/S)
:WALKYRIA WICTOWICZ DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
GOIÁS
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
AUSÊNCIA
DE
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional
pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório
constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em
recurso extraordinário.
2. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido
contrário aos interesses da parte agravante.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8832427.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 887051 AGR / GO
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8832427.
Supremo Tribunal Federal
ARE 887051 AGR / GO
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8832427.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.051 GOIÁS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:SILVANO JOSÉ DE SOUZA
ADV.(A/S)
:WALKYRIA WICTOWICZ DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
GOIÁS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes
fundamentos: (i) para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional
pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório
constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em
recurso extraordinário; (ii) o Plenário do Supremo Tribunal Federal já
firmou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos
suficientes para justificar suas conclusões.
2.
A parte recorrente alega que “o que motivou o ajuizamento
dos recursos Extraordinário e Especial foi o fato das decisões recorridas violarem
os artigos de Lei Infraconstitucional, qual seja os artigos 5..., incisos LIV e LVII e
artigo 93, inciso IX, ambos da Constituição Federal Brasileira”. Afirma que
“ficou evidente que o Acusado agiu em legítima defesa, logo após a vítima tê-lo
atacado com um taco de sinuca. Claramente se verifica que as provas juntadas
aos autos vêm confirmar de forma clara e precisa que o acusado não tinha
intenção de matar a vítima e tudo ocorreu porque a vítima, irresignado por estar
perdendo cervejas no jogo de sinuca, partiu pra cima do Agravante com o taco de
sinuca”.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.051 GOIÁS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:SILVANO JOSÉ DE SOUZA
ADV.(A/S)
:WALKYRIA WICTOWICZ DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
GOIÁS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes
fundamentos: (i) para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional
pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório
constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em
recurso extraordinário; (ii) o Plenário do Supremo Tribunal Federal já
firmou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos
suficientes para justificar suas conclusões.
2.
A parte recorrente alega que “o que motivou o ajuizamento
dos recursos Extraordinário e Especial foi o fato das decisões recorridas violarem
os artigos de Lei Infraconstitucional, qual seja os artigos 5..., incisos LIV e LVII e
artigo 93, inciso IX, ambos da Constituição Federal Brasileira”. Afirma que
“ficou evidente que o Acusado agiu em legítima defesa, logo após a vítima tê-lo
atacado com um taco de sinuca. Claramente se verifica que as provas juntadas
aos autos vêm confirmar de forma clara e precisa que o acusado não tinha
intenção de matar a vítima e tudo ocorreu porque a vítima, irresignado por estar
perdendo cervejas no jogo de sinuca, partiu pra cima do Agravante com o taco de
sinuca”.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 887051 AGR / GO
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887051 AGR / GO
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.051 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado de Goiás, do qual se extrai da ementa o
seguinte trecho:
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO
QUALIFICADO. PRONÚNCIA. NULIDADE. EXCESSO
DE LINGUAGEM. SUPERADA. ABOLVIÇÃO SUMÁRIA
POR LEGITIMA DEFESA. DESCLASSIFICAÇÃO PARA
LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE.
INCOMPORTABILIDADE. COMPETÊNCIA EXCLUSIVA
DO TRIBUNAL DO JÚRI. AFASTAMENTO DA
QUALIFICADORA. POSSIBILIDADE. DIREITO DE
RESPONDER AO PROCESSO EM LIBERDADE.
AUSÊNCIA
DOS
REQUISITOS
DA
PRISÃO
PREVENTIVA. DECISÃO NAO FUNDAMENTADA.
VIABILIDADE. PREQUESTIONAMENTO.
[...]
O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102,
III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação
aos arts. 5..., LVII; e 93, IX, da Constituição. Afirma que em todo o
decorrer da instrução processual restou devidamente comprovado que
o acusado praticou os fatos descritos na denúncia, entretanto, em
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8832429.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.051 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado de Goiás, do qual se extrai da ementa o
seguinte trecho:
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO
QUALIFICADO. PRONÚNCIA. NULIDADE. EXCESSO
DE LINGUAGEM. SUPERADA. ABOLVIÇÃO SUMÁRIA
POR LEGITIMA DEFESA. DESCLASSIFICAÇÃO PARA
LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE.
INCOMPORTABILIDADE. COMPETÊNCIA EXCLUSIVA
DO TRIBUNAL DO JÚRI. AFASTAMENTO DA
QUALIFICADORA. POSSIBILIDADE. DIREITO DE
RESPONDER AO PROCESSO EM LIBERDADE.
AUSÊNCIA
DOS
REQUISITOS
DA
PRISÃO
PREVENTIVA. DECISÃO NAO FUNDAMENTADA.
VIABILIDADE. PREQUESTIONAMENTO.
[...]
O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102,
III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação
aos arts. 5..., LVII; e 93, IX, da Constituição. Afirma que em todo o
decorrer da instrução processual restou devidamente comprovado que
o acusado praticou os fatos descritos na denúncia, entretanto, em
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 887051 AGR / GO
legítima defesa.
A decisão agravada não admitiu o recurso sob o
fundamento de que incide, no caso, a Súmula 282/Supremo Tribunal Federal.
O recurso é inadmissível, tendo em vista que, para chegar
a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria
a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma
nova apreciação dos fatos e do material probatório constante
dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em recurso
extraordinário.
Quanto à alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o
Plenário do Supremo Tribunal Federal já firmou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se o
AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar
Mendes.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887051 AGR / GO
legítima defesa.
A decisão agravada não admitiu o recurso sob o
fundamento de que incide, no caso, a Súmula 282/Supremo Tribunal Federal.
O recurso é inadmissível, tendo em vista que, para chegar
a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria
a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma
nova apreciação dos fatos e do material probatório constante
dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em recurso
extraordinário.
Quanto à alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o
Plenário do Supremo Tribunal Federal já firmou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se o
AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar
Mendes.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.051
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : SILVANO JOSÉ DE SOUZA
ADV.(A/S) : WALKYRIA WICTOWICZ DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045873
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.051
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : SILVANO JOSÉ DE SOUZA
ADV.(A/S) : WALKYRIA WICTOWICZ DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 887051 AGR",
"ARE 887051",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887 . 051",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 887051 AGR / GO",
"Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 791 . 292 - QO - RG"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos LIV e LVII e",
"artigo 93 , inciso IX , ambos da Constituição Federal Brasileira",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos LIV e LVII e artigo 93 , inciso IX , ambos da Constituição Federal Brasileira",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , LVII ; e 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , LVII ; e 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"Brasília",
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"GOIÁS",
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Goiás",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Goiás",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"SILVANO JOSÉ DE SOUZA",
"WALKYRIA WICTOWICZ DA SILVA",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"SILVANO JOSÉ DE SOUZA",
"WALKYRIA WICTOWICZ DA SILVA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"SILVANO JOSÉ DE SOUZA",
"WALKYRIA WICTOWICZ DA SILVA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"SILVANO JOSÉ DE SOUZA",
"WALKYRIA WICTOWICZ DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"SILVANO JOSÉ DE SOUZA",
"WALKYRIA WICTOWICZ DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
REQTE.(S)
:MIRIAM DE MIRANDA LACERDA RODRIGUES DA
SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
REQDO.(A/S)
:W Q M
ADV.(A/S)
:LEANDRO LUND VIEGAS
EMENTA: PENAL E PROCESSO PENAL. NOTÍCIA CRIMINIS. INJÚRIA E
DIFAMAÇÃO (ARTS. 325 E 326, DO CÓDIGO ELEITORAL). ATIPICIDADE DA
CONDUTA. ARQUIVAMENTO.
1.
A atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a
evidente ausência de justa causa autorizam o arquivamento de notícia
criminis pelo Colegiado.
2.
Não se tipifica crime eleitoral contra a honra quando
expressões tidas por ofensivas se situam nos limites das críticas toleráveis
no jogo político (Inq 2431, Rel. Min. Cezar Peluso).
3.
Petição arquivada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, preliminarmente, em
determinar a reautuação do feito com a inserção do nome completo do
Requerido. Na sequência, resolver questão de ordem no sentido do
arquivamento da petição, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764220.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
REQTE.(S)
:MIRIAM DE MIRANDA LACERDA RODRIGUES DA
SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
REQDO.(A/S)
:W Q M
ADV.(A/S)
:LEANDRO LUND VIEGAS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de notitia criminis formulada por Miriam Miranda
Lacerda Rodrigues da Silva em face do Deputado Federal Wolney
Queiroz Maciel pela prática, em tese, dos crimes previstos nos arts. 325 e
326 do Código Eleitoral.
2.
Narra a representante que o Deputado Federal, por meio
de sua conta pessoal no Twitter, no dia 03.08.2012, teria feito “comentários
contra a requerente no qual a acusam de ter fraudado o debate”.
3.
O Deputado Federal foi notificado (fls. 23) e apresentou
resposta em que sustenta: (i) a inépcia da notícia criminis; (ii) a falta de
justa causa; e (iii) a ausência de tipicidade da conduta.
4.
O Procurador-Geral da República requereu a instauração
do inquérito, com a realização das seguintes diligências: (i) inquirição da
ofendida e do Parlamentar; (ii) inquirição de Tony Gel (marido da
ofendida), bem como de três jornalistas que participaram do debate
político; e (iii) o levantamento da Folha de Antecedentes Penais do
Deputado Federal.
5.
É o relatório.
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
REQTE.(S)
:MIRIAM DE MIRANDA LACERDA RODRIGUES DA
SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
REQDO.(A/S)
:W Q M
ADV.(A/S)
:LEANDRO LUND VIEGAS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de notitia criminis formulada por Miriam Miranda
Lacerda Rodrigues da Silva em face do Deputado Federal Wolney
Queiroz Maciel pela prática, em tese, dos crimes previstos nos arts. 325 e
326 do Código Eleitoral.
2.
Narra a representante que o Deputado Federal, por meio
de sua conta pessoal no Twitter, no dia 03.08.2012, teria feito “comentários
contra a requerente no qual a acusam de ter fraudado o debate”.
3.
O Deputado Federal foi notificado (fls. 23) e apresentou
resposta em que sustenta: (i) a inépcia da notícia criminis; (ii) a falta de
justa causa; e (iii) a ausência de tipicidade da conduta.
4.
O Procurador-Geral da República requereu a instauração
do inquérito, com a realização das seguintes diligências: (i) inquirição da
ofendida e do Parlamentar; (ii) inquirição de Tony Gel (marido da
ofendida), bem como de três jornalistas que participaram do debate
político; e (iii) o levantamento da Folha de Antecedentes Penais do
Deputado Federal.
5.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O Ministério Publico Federal, titular da ação penal, por
meio do Procurador-Geral da República, manifestou-se pela instauração
de inquérito. Entendo, no entanto, que não há justa causa para o
prosseguimento da investigação. Motivo pelo qual proponho a seguinte
questão de ordem.
2.
O Deputado Federal, por meio de sua conta no Twitter, fez
as seguintes afirmações: “Atenção, Caruaru! Miriam fraudou o debate!
Recebeu informações através de um tablet. Jornalistas presentes flagraram!”; e
“Candidata do DEM recebia informações do marido através de um tablet. Os
ouvintes achavam q eram ideias dela, mas eram de Tony Gel! #Fraude” (sic).
3.
A noticiante, Miriam, era candidata à prefeitura do
município de Caruaru e o acusado era coordenador de campanha da
coligação adversária e filho de um dos candidatos, José Queiroz. Ambos
são figuras públicas que exercem ou buscavam exercer cargos políticos.
4.
Assim, “esse contexto de apaixonada disputa eleitoral, em que se
deu o fato, reclama que a sua valoração penal se faça sob critérios adequados, que
diferem substancialmente dos que presidem, no comum dos casos, à qualificação
de conceitos negativos emitidos em relação a outrem, no curso do relacionamento
comum da vida civil, entre particulares.” (Inq 530-QO, Rel. Min. Sepúlveda
Pertence)
5.
A noticiante sustenta que o Parlamentar tinha o intuito de
fazer propaganda negativa contra sua pessoa. No entanto, entendo que as
manifestações do Parlamentar no caso concreto constituem evidente
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O Ministério Publico Federal, titular da ação penal, por
meio do Procurador-Geral da República, manifestou-se pela instauração
de inquérito. Entendo, no entanto, que não há justa causa para o
prosseguimento da investigação. Motivo pelo qual proponho a seguinte
questão de ordem.
2.
O Deputado Federal, por meio de sua conta no Twitter, fez
as seguintes afirmações: “Atenção, Caruaru! Miriam fraudou o debate!
Recebeu informações através de um tablet. Jornalistas presentes flagraram!”; e
“Candidata do DEM recebia informações do marido através de um tablet. Os
ouvintes achavam q eram ideias dela, mas eram de Tony Gel! #Fraude” (sic).
3.
A noticiante, Miriam, era candidata à prefeitura do
município de Caruaru e o acusado era coordenador de campanha da
coligação adversária e filho de um dos candidatos, José Queiroz. Ambos
são figuras públicas que exercem ou buscavam exercer cargos políticos.
4.
Assim, “esse contexto de apaixonada disputa eleitoral, em que se
deu o fato, reclama que a sua valoração penal se faça sob critérios adequados, que
diferem substancialmente dos que presidem, no comum dos casos, à qualificação
de conceitos negativos emitidos em relação a outrem, no curso do relacionamento
comum da vida civil, entre particulares.” (Inq 530-QO, Rel. Min. Sepúlveda
Pertence)
5.
A noticiante sustenta que o Parlamentar tinha o intuito de
fazer propaganda negativa contra sua pessoa. No entanto, entendo que as
manifestações do Parlamentar no caso concreto constituem evidente
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
PET 4979 / PE
crítica política, inerente à disputa eleitoral. O direito à crítica não pode ser
cerceado sob pena de violação à liberdade de expressão.
6.
O animus criticandi, próprio de disputas eleitorais, em que
estão presentes posições e desejos distantes um do outro, não configura
subjetiva e objetivamente os crimes de injúria e difamação previstos nos
arts. 325 e 326, do Código Eleitoral. Nesse sentido:
"[…] Afirmações e apreciações desairosas, que, na vida
privada, poderiam ofender a honra objetiva e subjetiva das
pessoas, chegando até mesmo a caracterizar crime, perdem esse
matiz quando empregadas no debate político-eleitoral. Assim,
não são de se estranhar assertivas apimentadas, críticas
contundentes, denúncias constrangedoras, cobranças e
questionamentos agudos...". (José Jairo Gomes, in Direito
Eleitoral, 7a edição, p. 391/392).
7.
Na mesma linha é a jurisprudência desta Corte:
“AÇÃO PENAL. Queixa-crime. Crime contra a honra.
Difamação e injúria. Supostas ofensas proferidas em debate
eleitoral pela televisão. Qualificação teórica como delitos
eleitorais. Arts. 325 e 326 do Código Eleitoral. Atipicidade dos
fatos. Disputa eleitoral entre candidatos ao Governo do Estado.
Expressões que se contêm nos limites das críticas toleráveis no
jogo político. Arquivamento determinado. Não se tipifica crime
eleitoral contra a honra, quando expressões tidas por ofensivas
se situam nos limites das críticas toleráveis no jogo político e
ocorrem entre candidatos durante debate caloroso pela
televisão.” (Inq 2431, Rel. Min. Cezar Peluso)
8.
Necessária, ainda, a observação do Min. Maurício Corrêa
proferida no HC 81.885:
“[…] deixo expresso que não se está aqui defendendo
2
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PET 4979 / PE
crítica política, inerente à disputa eleitoral. O direito à crítica não pode ser
cerceado sob pena de violação à liberdade de expressão.
6.
O animus criticandi, próprio de disputas eleitorais, em que
estão presentes posições e desejos distantes um do outro, não configura
subjetiva e objetivamente os crimes de injúria e difamação previstos nos
arts. 325 e 326, do Código Eleitoral. Nesse sentido:
"[…] Afirmações e apreciações desairosas, que, na vida
privada, poderiam ofender a honra objetiva e subjetiva das
pessoas, chegando até mesmo a caracterizar crime, perdem esse
matiz quando empregadas no debate político-eleitoral. Assim,
não são de se estranhar assertivas apimentadas, críticas
contundentes, denúncias constrangedoras, cobranças e
questionamentos agudos...". (José Jairo Gomes, in Direito
Eleitoral, 7a edição, p. 391/392).
7.
Na mesma linha é a jurisprudência desta Corte:
“AÇÃO PENAL. Queixa-crime. Crime contra a honra.
Difamação e injúria. Supostas ofensas proferidas em debate
eleitoral pela televisão. Qualificação teórica como delitos
eleitorais. Arts. 325 e 326 do Código Eleitoral. Atipicidade dos
fatos. Disputa eleitoral entre candidatos ao Governo do Estado.
Expressões que se contêm nos limites das críticas toleráveis no
jogo político. Arquivamento determinado. Não se tipifica crime
eleitoral contra a honra, quando expressões tidas por ofensivas
se situam nos limites das críticas toleráveis no jogo político e
ocorrem entre candidatos durante debate caloroso pela
televisão.” (Inq 2431, Rel. Min. Cezar Peluso)
8.
Necessária, ainda, a observação do Min. Maurício Corrêa
proferida no HC 81.885:
“[…] deixo expresso que não se está aqui defendendo
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
PET 4979 / PE
imunidade aos políticos em época de campanha eleitoral,
facultando-lhes qualquer espécie de ofensa à honra dos
adversários. Na verdade, entendo que, na análise de cada caso
em particular, deve-se ter em mira o clima de disputa em que
proferidas as contumélias. Por outro lado, sabe-se que,
tradicionalmente no Brasil, as disputas por cargo eletivos se dão
em tom exacerbado, não se podendo perder de vista, nessas
hipóteses, a relevância jurídica das acusações, que devem ser
examinadas no contexto político do momento, sob pena de
banalização da ação penal respectiva.”
9.
É certo que, embora o Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal, no seu art. 21, XV, estabeleça atribuição ao relator para
arquivamento de inquérito de ofício, esta Corte sinalizou em sentido
diverso, adotando interpretação que prestigia o sistema acusatório.
Nesse sentido, Inq 2913-AgR, de relatoria do Ministro Dias Toffoli,
relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux; Inq 3815-QO, julgado sob a
relatoria do Ministro Marco Aurélio::
COMPETÊNCIA – INQUÉRITO – ARQUIVAMENTO. A
teor do disposto no artigo 30 da Lei nº 8.038/90, ao relator
somente cabe arquivar o inquérito quando o requerer o
Ministério Público. Não o fazendo, incumbe submeter a matéria
ao Colegiado, acionando o instituto da questão de ordem.
INQUÉRITO
–
INDÍCIOS
–
INEXISTÊNCIA
–
ARQUIVAMENTO. A inexistência de indícios de autoria
conduz ao arquivamento do inquérito.
10.
Destaco que, na hipótese, cuida-se de pedido de
instauração de inquérito e realização de diligências, mas aplica-se a
mesma racionalidade, em razão do que dispõe o art. 3º da Lei 8.038/1990,
que se refere, também, ao arquivamento de peças informativas.
11.
De todo modo, uma vez verificado o constrangimento
3
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PET 4979 / PE
imunidade aos políticos em época de campanha eleitoral,
facultando-lhes qualquer espécie de ofensa à honra dos
adversários. Na verdade, entendo que, na análise de cada caso
em particular, deve-se ter em mira o clima de disputa em que
proferidas as contumélias. Por outro lado, sabe-se que,
tradicionalmente no Brasil, as disputas por cargo eletivos se dão
em tom exacerbado, não se podendo perder de vista, nessas
hipóteses, a relevância jurídica das acusações, que devem ser
examinadas no contexto político do momento, sob pena de
banalização da ação penal respectiva.”
9.
É certo que, embora o Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal, no seu art. 21, XV, estabeleça atribuição ao relator para
arquivamento de inquérito de ofício, esta Corte sinalizou em sentido
diverso, adotando interpretação que prestigia o sistema acusatório.
Nesse sentido, Inq 2913-AgR, de relatoria do Ministro Dias Toffoli,
relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux; Inq 3815-QO, julgado sob a
relatoria do Ministro Marco Aurélio::
COMPETÊNCIA – INQUÉRITO – ARQUIVAMENTO. A
teor do disposto no artigo 30 da Lei nº 8.038/90, ao relator
somente cabe arquivar o inquérito quando o requerer o
Ministério Público. Não o fazendo, incumbe submeter a matéria
ao Colegiado, acionando o instituto da questão de ordem.
INQUÉRITO
–
INDÍCIOS
–
INEXISTÊNCIA
–
ARQUIVAMENTO. A inexistência de indícios de autoria
conduz ao arquivamento do inquérito.
10.
Destaco que, na hipótese, cuida-se de pedido de
instauração de inquérito e realização de diligências, mas aplica-se a
mesma racionalidade, em razão do que dispõe o art. 3º da Lei 8.038/1990,
que se refere, também, ao arquivamento de peças informativas.
11.
De todo modo, uma vez verificado o constrangimento
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
PET 4979 / PE
ilegal pela insistência do órgão acusatório em prosseguir na investigação
de conduta manifestamente atípica, há a possibilidade de concessão de
ordem de ofício, nos termos do art. 5º, LXVIII, da Constituição Federal e
art. 654, § 2º, Código de Processo Penal.
12.
Como se sabe, a orientação jurisprudencial do Tribunal é
no sentido de que o trancamento de ação penal/inquérito pela via do
habeas corpus só é possível quando estiverem comprovadas, de logo, a
atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência
de justa causa (v.g HC 103.891, Redator para o acórdão o Min. Ricardo
Lewandowski; HC 86.656, Rel. Min. Ayres Britto; HC 81.648, Rel. Min.
Ilmar Galvão; HC 118.066-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, e HC 104.267,
Rel. Min. Luiz Fux). Nesse mesmo sentido, confira-se o HC 116.781, da
relatoria do Ministro Teori Zavascki, assim ementado:
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
CONCESSÃO DA ORDEM PARA QUE O STJ CONHEÇA DA
IMPETRAÇÃO LÁ FORMULADA. INVIABILIDADE.
TRANCAMENTO
DA AÇÃO
PENAL.
DELITOS
TRIBUTÁRIOS (ART. 1º, I E II, DA LEI 8.137/1990). INÉPCIA
DA INICIAL ACUSATÓRIA. CRIME SOCIETÁRIO. FALTA DE
INDICAÇÃO INDIVIDUALIZADA DAS CONDUTAS.
INOCORRÊNCIA. DENÚNCIA GERAL E NÃO GENÉRICA.
HABEAS CORPUS DENEGADO.[...] 2. A jurisprudência desta
Corte firmou entendimento no sentido de que a extinção da
ação penal, de forma prematura, pela via do habeas corpus,
somente se dá em hipóteses excepcionais, nas quais seja patente
(a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos
de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de
alguma causa extintiva da punibilidade. 3. A inicial acusatória
indica os elementos indiciários mínimos aptos a tornar
plausível a acusação e, por consequência, suficientes para dar
início à persecução penal, além de permitir ao paciente o pleno
exercício do seu direito de defesa, nos termos do art. 41 do
Código de Processo penal. 4. Não há como avançar nas
4
Supremo Tribunal Federal
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PET 4979 / PE
ilegal pela insistência do órgão acusatório em prosseguir na investigação
de conduta manifestamente atípica, há a possibilidade de concessão de
ordem de ofício, nos termos do art. 5º, LXVIII, da Constituição Federal e
art. 654, § 2º, Código de Processo Penal.
12.
Como se sabe, a orientação jurisprudencial do Tribunal é
no sentido de que o trancamento de ação penal/inquérito pela via do
habeas corpus só é possível quando estiverem comprovadas, de logo, a
atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência
de justa causa (v.g HC 103.891, Redator para o acórdão o Min. Ricardo
Lewandowski; HC 86.656, Rel. Min. Ayres Britto; HC 81.648, Rel. Min.
Ilmar Galvão; HC 118.066-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, e HC 104.267,
Rel. Min. Luiz Fux). Nesse mesmo sentido, confira-se o HC 116.781, da
relatoria do Ministro Teori Zavascki, assim ementado:
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
CONCESSÃO DA ORDEM PARA QUE O STJ CONHEÇA DA
IMPETRAÇÃO LÁ FORMULADA. INVIABILIDADE.
TRANCAMENTO
DA AÇÃO
PENAL.
DELITOS
TRIBUTÁRIOS (ART. 1º, I E II, DA LEI 8.137/1990). INÉPCIA
DA INICIAL ACUSATÓRIA. CRIME SOCIETÁRIO. FALTA DE
INDICAÇÃO INDIVIDUALIZADA DAS CONDUTAS.
INOCORRÊNCIA. DENÚNCIA GERAL E NÃO GENÉRICA.
HABEAS CORPUS DENEGADO.[...] 2. A jurisprudência desta
Corte firmou entendimento no sentido de que a extinção da
ação penal, de forma prematura, pela via do habeas corpus,
somente se dá em hipóteses excepcionais, nas quais seja patente
(a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos
de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de
alguma causa extintiva da punibilidade. 3. A inicial acusatória
indica os elementos indiciários mínimos aptos a tornar
plausível a acusação e, por consequência, suficientes para dar
início à persecução penal, além de permitir ao paciente o pleno
exercício do seu direito de defesa, nos termos do art. 41 do
Código de Processo penal. 4. Não há como avançar nas
4
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
PET 4979 / PE
alegações postas na impetração, que, a rigor, pretende o
julgamento antecipado da ação penal, o que configuraria
distorção do modelo constitucional de competência. Assim,
caberá ao juízo natural da instrução criminal, com observância
do princípio do contraditório, proceder ao exame das provas
colhidas e conferir definição jurídica adequada para os fatos
que restarem comprovados. Não convém antecipar-se ao
pronunciamento das instâncias ordinárias. 5. Ordem
denegada.”
13.
Por fim, não se justifica que o trâmite processual
permaneça sob sigilo, uma vez que a publicidade é a regra nos
procedimentos que tramitam perante o Poder Judiciário. O segredo de
justiça, assim, deve ser admitido apenas excepcionalmente. Nesse sentido
HC 119.538-AgR, relatoria do Min. Celso de Mello. Por esse motivo,
revogo o segredo de justiça, com a consequente retificação da autuação
para que conste o nome completo do requerido.
14.
Diante do exposto, ante a manifesta atipicidade da
conduta, resolvo a questão de ordem para determinar o arquivamento da
presente petição.
15.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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PET 4979 / PE
alegações postas na impetração, que, a rigor, pretende o
julgamento antecipado da ação penal, o que configuraria
distorção do modelo constitucional de competência. Assim,
caberá ao juízo natural da instrução criminal, com observância
do princípio do contraditório, proceder ao exame das provas
colhidas e conferir definição jurídica adequada para os fatos
que restarem comprovados. Não convém antecipar-se ao
pronunciamento das instâncias ordinárias. 5. Ordem
denegada.”
13.
Por fim, não se justifica que o trâmite processual
permaneça sob sigilo, uma vez que a publicidade é a regra nos
procedimentos que tramitam perante o Poder Judiciário. O segredo de
justiça, assim, deve ser admitido apenas excepcionalmente. Nesse sentido
HC 119.538-AgR, relatoria do Min. Celso de Mello. Por esse motivo,
revogo o segredo de justiça, com a consequente retificação da autuação
para que conste o nome completo do requerido.
14.
Diante do exposto, ante a manifesta atipicidade da
conduta, resolvo a questão de ordem para determinar o arquivamento da
presente petição.
15.
É como voto.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. EDSON FACHIN
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhora Presidente,
tenho a honra de acompanhar o eminente Relator, Ministro Luís Roberto
Barroso, porque, também, pareceu-me evidente, como consta do
arquivamento determinado pelo Ministro, a atipicidade. Os elementos do
tipo da injúria e da difamação eleitoral não se fazem aí presentes. Não há
justa causa para o inquérito.
Tenho a honra de acompanhar o eminente Relator.
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhora Presidente,
tenho a honra de acompanhar o eminente Relator, Ministro Luís Roberto
Barroso, porque, também, pareceu-me evidente, como consta do
arquivamento determinado pelo Ministro, a atipicidade. Os elementos do
tipo da injúria e da difamação eleitoral não se fazem aí presentes. Não há
justa causa para o inquérito.
Tenho a honra de acompanhar o eminente Relator.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, pela Lei nº
8.038/90, nós, atuando como relatores, só podemos arquivar inquérito e
notícia de crime, quando requerido pelo Ministério Público.
Na segunda parte, acompanho o Relator. Quem entra numa disputa
eleitoral não pode ter suscetibilidades maiores. Apreciou-se, sob o ângulo
da razoabilidade, da tipicidade, a questão.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9100110.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, pela Lei nº
8.038/90, nós, atuando como relatores, só podemos arquivar inquérito e
notícia de crime, quando requerido pelo Ministério Público.
Na segunda parte, acompanho o Relator. Quem entra numa disputa
eleitoral não pode ter suscetibilidades maiores. Apreciou-se, sob o ângulo
da razoabilidade, da tipicidade, a questão.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9100110.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
PETIÇÃO 4.979
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
REQTE.(S) : MIRIAM DE MIRANDA LACERDA RODRIGUES DA SILVA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
REQDO.(A/S) : W Q M
ADV.(A/S) : LEANDRO LUND VIEGAS
Decisão: Preliminarmente, a Turma determinou a reautuação do
feito com a inserção do nome completo do Requerido. Na sequência,
resolveu questão de ordem no sentido do arquivamento da petição,
nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045581
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
PETIÇÃO 4.979
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
REQTE.(S) : MIRIAM DE MIRANDA LACERDA RODRIGUES DA SILVA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
REQDO.(A/S) : W Q M
ADV.(A/S) : LEANDRO LUND VIEGAS
Decisão: Preliminarmente, a Turma determinou a reautuação do
feito com a inserção do nome completo do Requerido. Na sequência,
resolveu questão de ordem no sentido do arquivamento da petição,
nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045581
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9399153
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-09-17T00:00:00
|
Preliminarmente, a Turma determinou a reautuação do feito com a inserção do nome completo do Requerido. Na sequência, resolveu questão de ordem no sentido do arquivamento da petição, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
PETIÇÃO
|
ementa: Penal e Processo Penal. Notícia Criminis. Injúria e Difamação (Arts. 325 e 326, do Código Eleitoral). Atipicidade da Conduta. Arquivamento.
1. A atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa autorizam o arquivamento de notícia criminis pelo Colegiado.
2. Não se tipifica crime eleitoral contra a honra quando expressões tidas por ofensivas se situam nos limites das críticas toleráveis no jogo político (Inq 2431, Rel. Min. Cezar Peluso).
3. Petição arquivada.
|
sjur320086
|
- Acórdão(s) citado(s):
(TIPICIDADE, CRIME ELEITORAL, CRIME CONTRA A HONRA)
HC 81885 (2ªT), INQ 2431 (TP).
(ARQUIVAMENTO, INQUÉRITO, EX OFFICIO)
Inq 2913 AgR (TP), Inq 3815 QO (1ªT).
(HC, TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL)
HC 81648 (1ªT), HC 86656 (1ªT), HC 103891 (1ªT), HC 104267 (1ªT), HC 116781 (2ªT), HC 118066 AgR (1ªT).
(SEGREDO DE JUSTIÇA, PROCESSO JUDICIAL)
HC 119538 AgR (2ªT).
Número de páginas: 10.
Análise: 30/09/2015, JRS.
Revisão: 30/11/2015, KBP.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
4979
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00068\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-004737 ANO-1965\n ART-00325 ART-00326\n CEL-1965 CÓDIGO ELEITORAL\n\n",
"LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00003\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00654 PAR-00002\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 INC-00015\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
Pet
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acordaos
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Pet 4979
|
[
""
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REQTE.(S) : MIRIAM DE MIRANDA LACERDA RODRIGUES DA SILVA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
REQDO.(A/S) : W Q M
ADV.(A/S) : LEANDRO LUND VIEGAS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
REQTE.(S)
:MIRIAM DE MIRANDA LACERDA RODRIGUES DA
SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
REQDO.(A/S)
:W Q M
ADV.(A/S)
:LEANDRO LUND VIEGAS
EMENTA: PENAL E PROCESSO PENAL. NOTÍCIA CRIMINIS. INJÚRIA E
DIFAMAÇÃO (ARTS. 325 E 326, DO CÓDIGO ELEITORAL). ATIPICIDADE DA
CONDUTA. ARQUIVAMENTO.
1.
A atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a
evidente ausência de justa causa autorizam o arquivamento de notícia
criminis pelo Colegiado.
2.
Não se tipifica crime eleitoral contra a honra quando
expressões tidas por ofensivas se situam nos limites das críticas toleráveis
no jogo político (Inq 2431, Rel. Min. Cezar Peluso).
3.
Petição arquivada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, preliminarmente, em
determinar a reautuação do feito com a inserção do nome completo do
Requerido. Na sequência, resolver questão de ordem no sentido do
arquivamento da petição, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
REQTE.(S)
:MIRIAM DE MIRANDA LACERDA RODRIGUES DA
SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
REQDO.(A/S)
:W Q M
ADV.(A/S)
:LEANDRO LUND VIEGAS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de notitia criminis formulada por Miriam Miranda
Lacerda Rodrigues da Silva em face do Deputado Federal Wolney
Queiroz Maciel pela prática, em tese, dos crimes previstos nos arts. 325 e
326 do Código Eleitoral Brasileiro.
2.
Narra a representante que o Deputado Federal, por meio
de sua conta pessoal no Twitter, no dia 03.08.2012, teria feito “comentários
contra a requerente no qual a acusam de ter fraudado o debate”.
3.
O Deputado Federal foi notificado (fls. 23) e apresentou
resposta em que sustenta: (i) a inépcia da notícia criminis; (ii) a falta de
justa causa; e (iii) a ausência de tipicidade da conduta.
4.
O Procurador-Geral da República requereu a instauração
do inquérito, com a realização das seguintes diligências: (i) inquirição da
ofendida e do Parlamentar; (ii) inquirição de Tony Gel (marido da
ofendida), bem como de três jornalistas que participaram do debate
político; e (iii) o levantamento da Folha de Antecedentes Penais do
Deputado Federal.
5.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
REQTE.(S)
:MIRIAM DE MIRANDA LACERDA RODRIGUES DA
SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
REQDO.(A/S)
:W Q M
ADV.(A/S)
:LEANDRO LUND VIEGAS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de notitia criminis formulada por Miriam Miranda
Lacerda Rodrigues da Silva em face do Deputado Federal Wolney
Queiroz Maciel pela prática, em tese, dos crimes previstos nos arts. 325 e
326 do Código Eleitoral Brasileiro.
2.
Narra a representante que o Deputado Federal, por meio
de sua conta pessoal no Twitter, no dia 03.08.2012, teria feito “comentários
contra a requerente no qual a acusam de ter fraudado o debate”.
3.
O Deputado Federal foi notificado (fls. 23) e apresentou
resposta em que sustenta: (i) a inépcia da notícia criminis; (ii) a falta de
justa causa; e (iii) a ausência de tipicidade da conduta.
4.
O Procurador-Geral da República requereu a instauração
do inquérito, com a realização das seguintes diligências: (i) inquirição da
ofendida e do Parlamentar; (ii) inquirição de Tony Gel (marido da
ofendida), bem como de três jornalistas que participaram do debate
político; e (iii) o levantamento da Folha de Antecedentes Penais do
Deputado Federal.
5.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O Ministério Publico Federal, titular da ação penal, por
meio do Procurador-Geral da República, manifestou-se pela instauração
de inquérito. Entendo, no entanto, que não há justa causa para o
prosseguimento da investigação. Motivo pelo qual proponho a seguinte
questão de ordem.
2.
O Deputado Federal, por meio de sua conta no Twitter, fez
as seguintes afirmações: “Atenção, Caruaru! Miriam fraudou o debate!
Recebeu informações através de um tablet. Jornalistas presentes flagraram!”; e
“Candidata do DEM recebia informações do marido através de um tablet. Os
ouvintes achavam q eram ideias dela, mas eram de Tony Gel! #Fraude” (sic).
3.
A noticiante, Miriam, era candidata à prefeitura do
município de Caruaru e o acusado era coordenador de campanha da
coligação adversária e filho de um dos candidatos, José Queiroz. Ambos
são figuras públicas que exercem ou buscavam exercer cargos políticos.
4.
Assim, “esse contexto de apaixonada disputa eleitoral, em que se
deu o fato, reclama que a sua valoração penal se faça sob critérios adequados, que
diferem substancialmente dos que presidem, no comum dos casos, à qualificação
de conceitos negativos emitidos em relação a outrem, no curso do relacionamento
comum da vida civil, entre particulares.” (Inq 530-QO, Rel. Min. Sepúlveda
Pertence)
5.
A noticiante sustenta que o Parlamentar tinha o intuito de
fazer propaganda negativa contra sua pessoa. No entanto, entendo que as
manifestações do Parlamentar no caso concreto constituem evidente
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O Ministério Publico Federal, titular da ação penal, por
meio do Procurador-Geral da República, manifestou-se pela instauração
de inquérito. Entendo, no entanto, que não há justa causa para o
prosseguimento da investigação. Motivo pelo qual proponho a seguinte
questão de ordem.
2.
O Deputado Federal, por meio de sua conta no Twitter, fez
as seguintes afirmações: “Atenção, Caruaru! Miriam fraudou o debate!
Recebeu informações através de um tablet. Jornalistas presentes flagraram!”; e
“Candidata do DEM recebia informações do marido através de um tablet. Os
ouvintes achavam q eram ideias dela, mas eram de Tony Gel! #Fraude” (sic).
3.
A noticiante, Miriam, era candidata à prefeitura do
município de Caruaru e o acusado era coordenador de campanha da
coligação adversária e filho de um dos candidatos, José Queiroz. Ambos
são figuras públicas que exercem ou buscavam exercer cargos políticos.
4.
Assim, “esse contexto de apaixonada disputa eleitoral, em que se
deu o fato, reclama que a sua valoração penal se faça sob critérios adequados, que
diferem substancialmente dos que presidem, no comum dos casos, à qualificação
de conceitos negativos emitidos em relação a outrem, no curso do relacionamento
comum da vida civil, entre particulares.” (Inq 530-QO, Rel. Min. Sepúlveda
Pertence)
5.
A noticiante sustenta que o Parlamentar tinha o intuito de
fazer propaganda negativa contra sua pessoa. No entanto, entendo que as
manifestações do Parlamentar no caso concreto constituem evidente
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
PET 4979 / PE
crítica política, inerente à disputa eleitoral. O direito à crítica não pode ser
cerceado sob pena de violação à liberdade de expressão.
6.
O animus criticandi, próprio de disputas eleitorais, em que
estão presentes posições e desejos distantes um do outro, não configura
subjetiva e objetivamente os crimes de injúria e difamação previstos nos
arts. 325 e 326, do Código Eleitoral Brasileiro. Nesse sentido:
"[…] Afirmações e apreciações desairosas, que, na vida
privada, poderiam ofender a honra objetiva e subjetiva das
pessoas, chegando até mesmo a caracterizar crime, perdem esse
matiz quando empregadas no debate político-eleitoral. Assim,
não são de se estranhar assertivas apimentadas, críticas
contundentes, denúncias constrangedoras, cobranças e
questionamentos agudos...". (José Jairo Gomes, in Direito
Eleitoral, 7a edição, p. 391/392).
7.
Na mesma linha é a jurisprudência desta Corte:
“AÇÃO PENAL. Queixa-crime. Crime contra a honra.
Difamação e injúria. Supostas ofensas proferidas em debate
eleitoral pela televisão. Qualificação teórica como delitos
eleitorais. Arts. 325 e 326 do Código Eleitoral Brasileiro. Atipicidade dos
fatos. Disputa eleitoral entre candidatos ao Governo do Estado.
Expressões que se contêm nos limites das críticas toleráveis no
jogo político. Arquivamento determinado. Não se tipifica crime
eleitoral contra a honra, quando expressões tidas por ofensivas
se situam nos limites das críticas toleráveis no jogo político e
ocorrem entre candidatos durante debate caloroso pela
televisão.” (Inq 2431, Rel. Min. Cezar Peluso)
8.
Necessária, ainda, a observação do Min. Maurício Corrêa
proferida no HC 81.885:
“[…] deixo expresso que não se está aqui defendendo
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
PET 4979 / PE
crítica política, inerente à disputa eleitoral. O direito à crítica não pode ser
cerceado sob pena de violação à liberdade de expressão.
6.
O animus criticandi, próprio de disputas eleitorais, em que
estão presentes posições e desejos distantes um do outro, não configura
subjetiva e objetivamente os crimes de injúria e difamação previstos nos
arts. 325 e 326, do Código Eleitoral Brasileiro. Nesse sentido:
"[…] Afirmações e apreciações desairosas, que, na vida
privada, poderiam ofender a honra objetiva e subjetiva das
pessoas, chegando até mesmo a caracterizar crime, perdem esse
matiz quando empregadas no debate político-eleitoral. Assim,
não são de se estranhar assertivas apimentadas, críticas
contundentes, denúncias constrangedoras, cobranças e
questionamentos agudos...". (José Jairo Gomes, in Direito
Eleitoral, 7a edição, p. 391/392).
7.
Na mesma linha é a jurisprudência desta Corte:
“AÇÃO PENAL. Queixa-crime. Crime contra a honra.
Difamação e injúria. Supostas ofensas proferidas em debate
eleitoral pela televisão. Qualificação teórica como delitos
eleitorais. Arts. 325 e 326 do Código Eleitoral Brasileiro. Atipicidade dos
fatos. Disputa eleitoral entre candidatos ao Governo do Estado.
Expressões que se contêm nos limites das críticas toleráveis no
jogo político. Arquivamento determinado. Não se tipifica crime
eleitoral contra a honra, quando expressões tidas por ofensivas
se situam nos limites das críticas toleráveis no jogo político e
ocorrem entre candidatos durante debate caloroso pela
televisão.” (Inq 2431, Rel. Min. Cezar Peluso)
8.
Necessária, ainda, a observação do Min. Maurício Corrêa
proferida no HC 81.885:
“[…] deixo expresso que não se está aqui defendendo
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
PET 4979 / PE
imunidade aos políticos em época de campanha eleitoral,
facultando-lhes qualquer espécie de ofensa à honra dos
adversários. Na verdade, entendo que, na análise de cada caso
em particular, deve-se ter em mira o clima de disputa em que
proferidas as contumélias. Por outro lado, sabe-se que,
tradicionalmente no Brasil, as disputas por cargo eletivos se dão
em tom exacerbado, não se podendo perder de vista, nessas
hipóteses, a relevância jurídica das acusações, que devem ser
examinadas no contexto político do momento, sob pena de
banalização da ação penal respectiva.”
9.
É certo que, embora o Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal, no seu art. 21, XV, estabeleça atribuição ao relator para
arquivamento de inquérito de ofício, esta Corte sinalizou em sentido
diverso, adotando interpretação que prestigia o sistema acusatório.
Nesse sentido, Inq 2913-AgR, de relatoria do Ministro Dias Toffoli,
relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux; Inq 3815-QO, julgado sob a
relatoria do Ministro Marco Aurélio::
COMPETÊNCIA – INQUÉRITO – ARQUIVAMENTO. A
teor do disposto no artigo 30 da Lei n 8.038/90, ao relator
somente cabe arquivar o inquérito quando o requerer o
Ministério Público. Não o fazendo, incumbe submeter a matéria
ao Colegiado, acionando o instituto da questão de ordem.
INQUÉRITO
–
INDÍCIOS
–
INEXISTÊNCIA
–
ARQUIVAMENTO. A inexistência de indícios de autoria
conduz ao arquivamento do inquérito.
10.
Destaco que, na hipótese, cuida-se de pedido de
instauração de inquérito e realização de diligências, mas aplica-se a
mesma racionalidade, em razão do que dispõe o art. 3... da Lei 8.038/1990,
que se refere, também, ao arquivamento de peças informativas.
11.
De todo modo, uma vez verificado o constrangimento
3
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PET 4979 / PE
imunidade aos políticos em época de campanha eleitoral,
facultando-lhes qualquer espécie de ofensa à honra dos
adversários. Na verdade, entendo que, na análise de cada caso
em particular, deve-se ter em mira o clima de disputa em que
proferidas as contumélias. Por outro lado, sabe-se que,
tradicionalmente no Brasil, as disputas por cargo eletivos se dão
em tom exacerbado, não se podendo perder de vista, nessas
hipóteses, a relevância jurídica das acusações, que devem ser
examinadas no contexto político do momento, sob pena de
banalização da ação penal respectiva.”
9.
É certo que, embora o Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal, no seu art. 21, XV, estabeleça atribuição ao relator para
arquivamento de inquérito de ofício, esta Corte sinalizou em sentido
diverso, adotando interpretação que prestigia o sistema acusatório.
Nesse sentido, Inq 2913-AgR, de relatoria do Ministro Dias Toffoli,
relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux; Inq 3815-QO, julgado sob a
relatoria do Ministro Marco Aurélio::
COMPETÊNCIA – INQUÉRITO – ARQUIVAMENTO. A
teor do disposto no artigo 30 da Lei n 8.038/90, ao relator
somente cabe arquivar o inquérito quando o requerer o
Ministério Público. Não o fazendo, incumbe submeter a matéria
ao Colegiado, acionando o instituto da questão de ordem.
INQUÉRITO
–
INDÍCIOS
–
INEXISTÊNCIA
–
ARQUIVAMENTO. A inexistência de indícios de autoria
conduz ao arquivamento do inquérito.
10.
Destaco que, na hipótese, cuida-se de pedido de
instauração de inquérito e realização de diligências, mas aplica-se a
mesma racionalidade, em razão do que dispõe o art. 3... da Lei 8.038/1990,
que se refere, também, ao arquivamento de peças informativas.
11.
De todo modo, uma vez verificado o constrangimento
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
PET 4979 / PE
ilegal pela insistência do órgão acusatório em prosseguir na investigação
de conduta manifestamente atípica, há a possibilidade de concessão de
ordem de ofício, nos termos do art. 5..., LXVIII, da Constituição Federal e
art. 654, § 2..., Código de Processo Penal.
12.
Como se sabe, a orientação jurisprudencial do Tribunal é
no sentido de que o trancamento de ação penal/inquérito pela via do
habeas corpus só é possível quando estiverem comprovadas, de logo, a
atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência
de justa causa (v.g HC 103.891, Redator para o acórdão o Min. Ricardo
Lewandowski; HC 86.656, Rel. Min. Ayres Britto; HC 81.648, Rel. Min.
Ilmar Galvão; HC 118.066-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, e HC 104.267,
Rel. Min. Luiz Fux). Nesse mesmo sentido, confira-se o HC 116.781, da
relatoria do Ministro Teori Zavascki, assim ementado:
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
CONCESSÃO DA ORDEM PARA QUE O Superior Tribunal de Justiça CONHEÇA DA
IMPETRAÇÃO LÁ FORMULADA. INVIABILIDADE.
TRANCAMENTO
DA AÇÃO
PENAL.
DELITOS
TRIBUTÁRIOS (ART. 1..., I E II, DA LEI 8.137/1990). INÉPCIA
DA INICIAL ACUSATÓRIA. CRIME SOCIETÁRIO. FALTA DE
INDICAÇÃO INDIVIDUALIZADA DAS CONDUTAS.
INOCORRÊNCIA. DENÚNCIA GERAL E NÃO GENÉRICA.
HABEAS CORPUS DENEGADO.[...] 2. A jurisprudência desta
Corte firmou entendimento no sentido de que a extinção da
ação penal, de forma prematura, pela via do habeas corpus,
somente se dá em hipóteses excepcionais, nas quais seja patente
(a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos
de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de
alguma causa extintiva da punibilidade. 3. A inicial acusatória
indica os elementos indiciários mínimos aptos a tornar
plausível a acusação e, por consequência, suficientes para dar
início à persecução penal, além de permitir ao paciente o pleno
exercício do seu direito de defesa, nos termos do art. 41 do
Código de Processo penal. 4. Não há como avançar nas
4
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Supremo Tribunal Federal
PET 4979 / PE
ilegal pela insistência do órgão acusatório em prosseguir na investigação
de conduta manifestamente atípica, há a possibilidade de concessão de
ordem de ofício, nos termos do art. 5..., LXVIII, da Constituição Federal e
art. 654, § 2..., Código de Processo Penal.
12.
Como se sabe, a orientação jurisprudencial do Tribunal é
no sentido de que o trancamento de ação penal/inquérito pela via do
habeas corpus só é possível quando estiverem comprovadas, de logo, a
atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência
de justa causa (v.g HC 103.891, Redator para o acórdão o Min. Ricardo
Lewandowski; HC 86.656, Rel. Min. Ayres Britto; HC 81.648, Rel. Min.
Ilmar Galvão; HC 118.066-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, e HC 104.267,
Rel. Min. Luiz Fux). Nesse mesmo sentido, confira-se o HC 116.781, da
relatoria do Ministro Teori Zavascki, assim ementado:
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
CONCESSÃO DA ORDEM PARA QUE O Superior Tribunal de Justiça CONHEÇA DA
IMPETRAÇÃO LÁ FORMULADA. INVIABILIDADE.
TRANCAMENTO
DA AÇÃO
PENAL.
DELITOS
TRIBUTÁRIOS (ART. 1..., I E II, DA LEI 8.137/1990). INÉPCIA
DA INICIAL ACUSATÓRIA. CRIME SOCIETÁRIO. FALTA DE
INDICAÇÃO INDIVIDUALIZADA DAS CONDUTAS.
INOCORRÊNCIA. DENÚNCIA GERAL E NÃO GENÉRICA.
HABEAS CORPUS DENEGADO.[...] 2. A jurisprudência desta
Corte firmou entendimento no sentido de que a extinção da
ação penal, de forma prematura, pela via do habeas corpus,
somente se dá em hipóteses excepcionais, nas quais seja patente
(a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos
de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de
alguma causa extintiva da punibilidade. 3. A inicial acusatória
indica os elementos indiciários mínimos aptos a tornar
plausível a acusação e, por consequência, suficientes para dar
início à persecução penal, além de permitir ao paciente o pleno
exercício do seu direito de defesa, nos termos do art. 41 do
Código de Processo penal. 4. Não há como avançar nas
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
PET 4979 / PE
alegações postas na impetração, que, a rigor, pretende o
julgamento antecipado da ação penal, o que configuraria
distorção do modelo constitucional de competência. Assim,
caberá ao juízo natural da instrução criminal, com observância
do princípio do contraditório, proceder ao exame das provas
colhidas e conferir definição jurídica adequada para os fatos
que restarem comprovados. Não convém antecipar-se ao
pronunciamento das instâncias ordinárias. 5. Ordem
denegada.”
13.
Por fim, não se justifica que o trâmite processual
permaneça sob sigilo, uma vez que a publicidade é a regra nos
procedimentos que tramitam perante o Poder Judiciário. O segredo de
justiça, assim, deve ser admitido apenas excepcionalmente. Nesse sentido
HC 119.538-AgR, relatoria do Min. Celso de Mello. Por esse motivo,
revogo o segredo de justiça, com a consequente retificação da autuação
para que conste o nome completo do requerido.
14.
Diante do exposto, ante a manifesta atipicidade da
conduta, resolvo a questão de ordem para determinar o arquivamento da
presente petição.
15.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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PET 4979 / PE
alegações postas na impetração, que, a rigor, pretende o
julgamento antecipado da ação penal, o que configuraria
distorção do modelo constitucional de competência. Assim,
caberá ao juízo natural da instrução criminal, com observância
do princípio do contraditório, proceder ao exame das provas
colhidas e conferir definição jurídica adequada para os fatos
que restarem comprovados. Não convém antecipar-se ao
pronunciamento das instâncias ordinárias. 5. Ordem
denegada.”
13.
Por fim, não se justifica que o trâmite processual
permaneça sob sigilo, uma vez que a publicidade é a regra nos
procedimentos que tramitam perante o Poder Judiciário. O segredo de
justiça, assim, deve ser admitido apenas excepcionalmente. Nesse sentido
HC 119.538-AgR, relatoria do Min. Celso de Mello. Por esse motivo,
revogo o segredo de justiça, com a consequente retificação da autuação
para que conste o nome completo do requerido.
14.
Diante do exposto, ante a manifesta atipicidade da
conduta, resolvo a questão de ordem para determinar o arquivamento da
presente petição.
15.
É como voto.
5
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Voto - MIN. EDSON FACHIN
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhora Presidente,
tenho a honra de acompanhar o eminente Relator, Ministro Luís Roberto
Barroso, porque, também, pareceu-me evidente, como consta do
arquivamento determinado pelo Ministro, a atipicidade. Os elementos do
tipo da injúria e da difamação eleitoral não se fazem aí presentes. Não há
justa causa para o inquérito.
Tenho a honra de acompanhar o eminente Relator.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhora Presidente,
tenho a honra de acompanhar o eminente Relator, Ministro Luís Roberto
Barroso, porque, também, pareceu-me evidente, como consta do
arquivamento determinado pelo Ministro, a atipicidade. Os elementos do
tipo da injúria e da difamação eleitoral não se fazem aí presentes. Não há
justa causa para o inquérito.
Tenho a honra de acompanhar o eminente Relator.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, pela Lei n
8.038/90, nós, atuando como relatores, só podemos arquivar inquérito e
notícia de crime, quando requerido pelo Ministério Público.
Na segunda parte, acompanho o Relator. Quem entra numa disputa
eleitoral não pode ter suscetibilidades maiores. Apreciou-se, sob o ângulo
da razoabilidade, da tipicidade, a questão.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9100110.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
PETIÇÃO 4.979 PERNAMBUCO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, pela Lei n
8.038/90, nós, atuando como relatores, só podemos arquivar inquérito e
notícia de crime, quando requerido pelo Ministério Público.
Na segunda parte, acompanho o Relator. Quem entra numa disputa
eleitoral não pode ter suscetibilidades maiores. Apreciou-se, sob o ângulo
da razoabilidade, da tipicidade, a questão.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
PETIÇÃO 4.979
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
REQTE.(S) : MIRIAM DE MIRANDA LACERDA RODRIGUES DA SILVA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
REQDO.(A/S) : W Q M
ADV.(A/S) : LEANDRO LUND VIEGAS
Decisão: Preliminarmente, a Turma determinou a reautuação do
feito com a inserção do nome completo do Requerido. Na sequência,
resolveu questão de ordem no sentido do arquivamento da petição,
nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
PETIÇÃO 4.979
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
REQTE.(S) : MIRIAM DE MIRANDA LACERDA RODRIGUES DA SILVA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
REQDO.(A/S) : W Q M
ADV.(A/S) : LEANDRO LUND VIEGAS
Decisão: Preliminarmente, a Turma determinou a reautuação do
feito com a inserção do nome completo do Requerido. Na sequência,
resolveu questão de ordem no sentido do arquivamento da petição,
nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"PETIÇÃO 4 . 979",
"Inq 2431",
"Inq 530 - QO",
"Inq 530 - QO",
"PET 4979 / PE",
"Inq 2431",
"HC 81 . 885",
"PET 4979 / PE",
"Inq 2431",
"HC 81 . 885",
"PET 4979 / PE",
"Inq 2913 - AgR",
"Inq 3815 - QO",
"Inq 2913 - AgR",
"Inq 3815 - QO",
"HC 103 . 891",
"HC 86 . 656",
"HC 81 . 648",
"HC 118 . 066 - AgR",
"HC 104 . 267",
"HC 116 . 781",
"HC 103 . 891",
"HC 86 . 656",
"HC 81 . 648",
"HC 118 . 066 - AgR",
"HC 104 . 267",
"HC 116 . 781",
"HC 119 . 538 - AgR",
"PET 4979 / PE",
"HC 119 . 538 - AgR",
"PETIÇÃO",
"PETIÇÃO 4 . 979",
"PETIÇÃO 4 . 979"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTS . 325 E 326 , DO CÓDIGO ELEITORAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 325 e 326 do Código Eleitoral Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 325 e 326 do Código Eleitoral Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 325 e 326 , do Código Eleitoral Brasileiro",
"Arts . 325 e 326 do Código Eleitoral Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 325 e 326 , do Código Eleitoral Brasileiro",
"Arts . 325 e 326 do Código Eleitoral Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"artigo 30 da Lei n 8 . 038 / 90",
"art . 3 . . . da Lei 8 . 038 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"artigo 30 da Lei n 8 . 038 / 90",
"art . 3 . . . da Lei 8 . 038 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LXVIII , da Constituição Federal",
"art . 654 , § 2 . . . , Código de Processo Penal",
"ART . 1 . . . , I E II , DA LEI 8 . 137 / 1990",
"art . 41 do Código de Processo penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LXVIII , da Constituição",
"Federal",
"art . 654 , § 2 . . . , Código de Processo Penal",
"ART . 1 . . . , I E II , DA LEI 8 . 137 / 1990",
"art . 41 do Código de Processo penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 038 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 038 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"Caruaru",
"município de",
"Caruaru",
"PERNAMBUCO",
"Caruaru",
"município de",
"Caruaru",
"Brasil",
"Brasil",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Ministério Publico Federal",
"DEM",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Ministério Publico Federal",
"DEM",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA",
"TURMA",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
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"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"MIRIAM DE MIRANDA LACERDA RODRIGUES DA SILVA",
"W",
"Q",
"M",
"LEANDRO LUND VIEGAS",
"Cezar Peluso",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"MIRIAM DE MIRANDA LACERDA RODRIGUES DA SILVA",
"W",
"Q",
"M",
"LEANDRO LUND VIEGAS",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Miriam Miranda Lacerda Rodrigues da Silva",
"Wolney Queiroz Maciel",
"Tony Gel",
"ROBERTO BARROSO",
"MIRIAM DE MIRANDA LACERDA RODRIGUES DA SILVA",
"W",
"Q",
"M",
"LEANDRO LUND VIEGAS",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Miriam Miranda Lacerda Rodrigues da Silva",
"Wolney Queiroz Maciel",
"Tony Gel",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Miriam",
"Tony Gel",
"Miriam",
"José Queiroz",
"Sepúlveda Pertence",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Miriam",
"Tony Gel",
"Miriam",
"José Queiroz",
"Sepúlveda Pertence",
"ROBERTO BARROSO",
"José Jairo Gomes",
"Cezar Peluso",
"Maurício Corrêa",
"José Jairo Gomes",
"Cezar Peluso",
"Maurício Corrêa",
"ROBERTO BARROSO",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"ROBERTO BARROSO",
"Ricardo Lewandowski",
"Ayres Britto",
"Ilmar Galvão",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Teori Zavascki",
"Ricardo Lewandowski",
"Ayres Britto",
"Ilmar Galvão",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Teori Zavascki",
"ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"EDSON FACHIN",
"EDSON FACHIN",
"Luís Roberto Barroso",
"EDSON FACHIN",
"Luís Roberto Barroso",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"MIRIAM DE MIRANDA LACERDA RODRIGUES DA SILVA",
"W",
"Q",
"M",
"LEANDRO LUND VIEGAS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"MIRIAM DE MIRANDA LACERDA RODRIGUES DA SILVA",
"W",
"Q",
"M",
"LEANDRO LUND VIEGAS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"03",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"03",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.932 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO -
UERJ
ADV.(A/S)
:MARCELA DE OLIVEIRA MELLO GOUVÊA
AGDO.(A/S)
:ELI DIAS DE JESUS
ADV.(A/S)
:EDUARDO MAGALHÃES MENDES DE OLIVEIRA
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. DESCABIMENTO.
1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demanda a análise
de legislação infraconstitucional, procedimento inviável nesta fase
recursal. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.932 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO -
UERJ
ADV.(A/S)
:MARCELA DE OLIVEIRA MELLO GOUVÊA
AGDO.(A/S)
:ELI DIAS DE JESUS
ADV.(A/S)
:EDUARDO MAGALHÃES MENDES DE OLIVEIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou provimento ao agravo (art. 544, § 4º, II, a, do
CPC), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão
constitucional.
2.
A parte agravante alega que houve ofensa aos arts. 18,
caput; 37, caput; e 61, § 1º, II, c, da Constituição. Reitera as alegações
constantes da petição de recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
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04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.932 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO -
UERJ
ADV.(A/S)
:MARCELA DE OLIVEIRA MELLO GOUVÊA
AGDO.(A/S)
:ELI DIAS DE JESUS
ADV.(A/S)
:EDUARDO MAGALHÃES MENDES DE OLIVEIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou provimento ao agravo (art. 544, § 4º, II, a, do
CPC), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão
constitucional.
2.
A parte agravante alega que houve ofensa aos arts. 18,
caput; 37, caput; e 61, § 1º, II, c, da Constituição. Reitera as alegações
constantes da petição de recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.932 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que não se discute, no recurso extraordinário, matéria constitucional.
2.
Para chegar a conclusão pretendida pela parte agravante,
seria imprescindível a revisão da interpretação dada pelo Tribunal de
origem à legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna
inviável o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido,
confiram-se os seguintes julgados das duas Turmas desta Corte:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais.” (ARE 842.865-AgR, Rel. Min.
Marco Aurélio, Primeira Turma)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REAPRECIAÇÃO DE
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS
FEDERAIS E LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 280 DO STF.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com
base na legislação infraconstitucional federal e local aplicável à
espécie. Inadmissível o RE ante a existência de ofensa
meramente reflexa à Constituição e a incidência da Súmula 280
do STF.
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04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.932 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que não se discute, no recurso extraordinário, matéria constitucional.
2.
Para chegar a conclusão pretendida pela parte agravante,
seria imprescindível a revisão da interpretação dada pelo Tribunal de
origem à legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna
inviável o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido,
confiram-se os seguintes julgados das duas Turmas desta Corte:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais.” (ARE 842.865-AgR, Rel. Min.
Marco Aurélio, Primeira Turma)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REAPRECIAÇÃO DE
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS
FEDERAIS E LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 280 DO STF.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com
base na legislação infraconstitucional federal e local aplicável à
espécie. Inadmissível o RE ante a existência de ofensa
meramente reflexa à Constituição e a incidência da Súmula 280
do STF.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 681932 AGR / RJ
II – Inviável em recurso extraordinário o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, no caso,
a Súmula 279 do STF.
III – Agravo regimental improvido.” (ARE 714.951-AgR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma)
3.
Nesse sentido, e sobre a mesma controvérsia, veja-se o
ARE 886.079, Rel. Min. Gilmar Mendes.
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 681932 AGR / RJ
II – Inviável em recurso extraordinário o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, no caso,
a Súmula 279 do STF.
III – Agravo regimental improvido.” (ARE 714.951-AgR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma)
3.
Nesse sentido, e sobre a mesma controvérsia, veja-se o
ARE 886.079, Rel. Min. Gilmar Mendes.
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.932
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - UERJ
ADV.(A/S) : MARCELA DE OLIVEIRA MELLO GOUVÊA
AGDO.(A/S) : ELI DIAS DE JESUS
ADV.(A/S) : EDUARDO MAGALHÃES MENDES DE OLIVEIRA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.932
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - UERJ
ADV.(A/S) : MARCELA DE OLIVEIRA MELLO GOUVÊA
AGDO.(A/S) : ELI DIAS DE JESUS
ADV.(A/S) : EDUARDO MAGALHÃES MENDES DE OLIVEIRA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203205
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9232167
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-08-26T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESCABIMENTO.
1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demanda a análise de legislação infraconstitucional, procedimento inviável nesta fase recursal. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur316763
|
- Acórdão(s) citado(s):
(RE, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL)
ARE 714951 AgR (2ªT), ARE 842865 AgR (1ªT).
- Decisão monocrática citada:
(RE, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL)
ARE 886079.
Número de páginas: 5.
Análise: 04/09/2015, MAD.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
681932
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 681932 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - UERJ
ADV.(A/S) : MARCELA DE OLIVEIRA MELLO GOUVÊA
AGDO.(A/S) : ELI DIAS DE JESUS
ADV.(A/S) : EDUARDO MAGALHÃES MENDES DE OLIVEIRA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.932 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO -
UERJ
ADV.(A/S)
:MARCELA DE OLIVEIRA MELLO GOUVÊA
AGDO.(A/S)
:ELI DIAS DE JESUS
ADV.(A/S)
:EDUARDO MAGALHÃES MENDES DE OLIVEIRA
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. DESCABIMENTO.
1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demanda a análise
de legislação infraconstitucional, procedimento inviável nesta fase
recursal. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.932 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO -
UERJ
ADV.(A/S)
:MARCELA DE OLIVEIRA MELLO GOUVÊA
AGDO.(A/S)
:ELI DIAS DE JESUS
ADV.(A/S)
:EDUARDO MAGALHÃES MENDES DE OLIVEIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou provimento ao agravo (art. 544, § 4..., II, a, do
Código de Processo Civil), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão
constitucional.
2.
A parte agravante alega que houve ofensa aos arts. 18,
caput; 37, caput; e 61, § 1..., II, c, da Constituição. Reitera as alegações
constantes da petição de recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.932 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO -
UERJ
ADV.(A/S)
:MARCELA DE OLIVEIRA MELLO GOUVÊA
AGDO.(A/S)
:ELI DIAS DE JESUS
ADV.(A/S)
:EDUARDO MAGALHÃES MENDES DE OLIVEIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou provimento ao agravo (art. 544, § 4..., II, a, do
Código de Processo Civil), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão
constitucional.
2.
A parte agravante alega que houve ofensa aos arts. 18,
caput; 37, caput; e 61, § 1..., II, c, da Constituição. Reitera as alegações
constantes da petição de recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.932 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que não se discute, no recurso extraordinário, matéria constitucional.
2.
Para chegar a conclusão pretendida pela parte agravante,
seria imprescindível a revisão da interpretação dada pelo Tribunal de
origem à legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna
inviável o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido,
confiram-se os seguintes julgados das duas Turmas desta Corte:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais.” (ARE 842.865-AgR, Rel. Min.
Marco Aurélio, Primeira Turma)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REAPRECIAÇÃO DE
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS
FEDERAIS E LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com
base na legislação infraconstitucional federal e local aplicável à
espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário ante a existência de ofensa
meramente reflexa à Constituição e a incidência da Súmula 280
do Supremo Tribunal Federal.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.932 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que não se discute, no recurso extraordinário, matéria constitucional.
2.
Para chegar a conclusão pretendida pela parte agravante,
seria imprescindível a revisão da interpretação dada pelo Tribunal de
origem à legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna
inviável o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido,
confiram-se os seguintes julgados das duas Turmas desta Corte:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais.” (ARE 842.865-AgR, Rel. Min.
Marco Aurélio, Primeira Turma)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REAPRECIAÇÃO DE
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS
FEDERAIS E LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com
base na legislação infraconstitucional federal e local aplicável à
espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário ante a existência de ofensa
meramente reflexa à Constituição e a incidência da Súmula 280
do Supremo Tribunal Federal.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 681932 AGR / RJ
II – Inviável em recurso extraordinário o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, no caso,
a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
III – Agravo regimental improvido.” (ARE 714.951-AgR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma)
3.
Nesse sentido, e sobre a mesma controvérsia, veja-se o
ARE 886.079, Rel. Min. Gilmar Mendes.
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9136112.
Supremo Tribunal Federal
ARE 681932 AGR / RJ
II – Inviável em recurso extraordinário o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, no caso,
a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
III – Agravo regimental improvido.” (ARE 714.951-AgR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma)
3.
Nesse sentido, e sobre a mesma controvérsia, veja-se o
ARE 886.079, Rel. Min. Gilmar Mendes.
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9136112.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.932
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - UERJ
ADV.(A/S) : MARCELA DE OLIVEIRA MELLO GOUVÊA
AGDO.(A/S) : ELI DIAS DE JESUS
ADV.(A/S) : EDUARDO MAGALHÃES MENDES DE OLIVEIRA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203205
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.932
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - UERJ
ADV.(A/S) : MARCELA DE OLIVEIRA MELLO GOUVÊA
AGDO.(A/S) : ELI DIAS DE JESUS
ADV.(A/S) : EDUARDO MAGALHÃES MENDES DE OLIVEIRA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681 . 932",
"ARE 842 . 865 - AgR",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 842 . 865 - AgR",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 681932 AGR / RJ",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 714 . 951 - AgR",
"ARE 886 . 079",
"ARE",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 714 . 951 - AgR",
"ARE 886 . 079",
"RECURSO"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"arts . 18 , caput ; 37 , caput ; e 61 , § 1 . . . , II , c , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"arts . 18 , caput ; 37 , caput ; e 61 , § 1 . . . , II , c , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"UERJ",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"UERJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"UERJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"UERJ",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"UERJ",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"MARCELA DE OLIVEIRA MELLO GOUVÊA",
"ELI DIAS DE JESUS",
"EDUARDO MAGALHÃES MENDES DE OLIVEIRA",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCELA DE OLIVEIRA MELLO GOUVÊA",
"ELI DIAS DE JESUS",
"EDUARDO MAGALHÃES MENDES DE OLIVEIRA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCELA DE OLIVEIRA MELLO GOUVÊA",
"ELI DIAS DE JESUS",
"EDUARDO MAGALHÃES MENDES DE OLIVEIRA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"ROBERTO BARROSO",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCELA DE OLIVEIRA MELLO GOUVÊA",
"ELI DIAS DE JESUS",
"EDUARDO MAGALHÃES MENDES DE OLIVEIRA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCELA DE OLIVEIRA MELLO GOUVÊA",
"ELI DIAS DE JESUS",
"EDUARDO MAGALHÃES MENDES DE OLIVEIRA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 838.523 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:TEMPO FACTORING LTDA
ADV.(A/S)
:DELSON PETRONI JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MASSA FALIDA INDÚSTRIA BRASILEIRA
DE
ARTEFATOS DE CERÂMICA - IBAC LTDA
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA MARETTI E OUTRO(A/S)
EMENTA: DIREITO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RECEBIDOS
COMO
AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CANCELAMENTO DE
PROTESTO
DE
TÍTULO
DE
CRÉDITO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
1. Não há questão constitucional na presente demanda, na qual se
discute o cancelamento de protesto de título de crédito, e sua
inexigibilidade.
2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que
se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco
Aurélio. Por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 838.523 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:TEMPO FACTORING LTDA
ADV.(A/S)
:DELSON PETRONI JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MASSA FALIDA INDÚSTRIA BRASILEIRA
DE
ARTEFATOS DE CERÂMICA - IBAC LTDA
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA MARETTI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
que conheceu do agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a,
do CPC), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta
Corte”.
2.
No caso, o recurso extraordinário não foi admitido sob o
argumento de que, “para perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação
constitucional em apreço, mister se mostra o revolvimento de normas
infraconstitucionais, não se caracterizando o requisito da afronta direta à Carta
Magna”.
3.
A parte embargante requer “seja aclarada a OMISSÃO
cometida no v. Acórdão de fls., tendo em vista a infringência aos Art. 13 § 4º e
Art. 25 da Lei 5.474/68 e Art. 5º, caput, incisos II, LIV e LV da
Constituição Federal”.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 838.523 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:TEMPO FACTORING LTDA
ADV.(A/S)
:DELSON PETRONI JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MASSA FALIDA INDÚSTRIA BRASILEIRA
DE
ARTEFATOS DE CERÂMICA - IBAC LTDA
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA MARETTI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
que conheceu do agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a,
do CPC), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta
Corte”.
2.
No caso, o recurso extraordinário não foi admitido sob o
argumento de que, “para perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação
constitucional em apreço, mister se mostra o revolvimento de normas
infraconstitucionais, não se caracterizando o requisito da afronta direta à Carta
Magna”.
3.
A parte embargante requer “seja aclarada a OMISSÃO
cometida no v. Acórdão de fls., tendo em vista a infringência aos Art. 13 § 4º e
Art. 25 da Lei 5.474/68 e Art. 5º, caput, incisos II, LIV e LV da
Constituição Federal”.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 838.523 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min.
Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; ARE 680.718-
ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria.
3.
O recurso não deve ser provido. No caso, o acórdão
recorrido, proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo,
assentou:
“Cambial – Duplicata mercantil – Ação de cancelamento
de protesto, cumulada com indenização por danos morais –
Título sem causa levado a protesto pela endossatária –
Procedência parcial – Sentença mantida e ratificada nos termos
do artigo 252 do Regimento Interno desta Egrégia Corte de
Justiça – Recurso Improvido.”
4.
Correta a decisão ora agravada, tendo em vista que não há
questão constitucional na presente demanda, na qual se discute o
cancelamento de protesto de título de crédito, e sua inexigibilidade.
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 838.523 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min.
Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; ARE 680.718-
ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria.
3.
O recurso não deve ser provido. No caso, o acórdão
recorrido, proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo,
assentou:
“Cambial – Duplicata mercantil – Ação de cancelamento
de protesto, cumulada com indenização por danos morais –
Título sem causa levado a protesto pela endossatária –
Procedência parcial – Sentença mantida e ratificada nos termos
do artigo 252 do Regimento Interno desta Egrégia Corte de
Justiça – Recurso Improvido.”
4.
Correta a decisão ora agravada, tendo em vista que não há
questão constitucional na presente demanda, na qual se discute o
cancelamento de protesto de título de crédito, e sua inexigibilidade.
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4
Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 838.523
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : TEMPO FACTORING LTDA
ADV.(A/S) : DELSON PETRONI JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MASSA FALIDA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ARTEFATOS DE
CERÂMICA - IBAC LTDA
ADV.(A/S) : ALESSANDRA MARETTI E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 838.523
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : TEMPO FACTORING LTDA
ADV.(A/S) : DELSON PETRONI JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MASSA FALIDA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ARTEFATOS DE
CERÂMICA - IBAC LTDA
ADV.(A/S) : ALESSANDRA MARETTI E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9372110
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-09-14T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CANCELAMENTO DE PROTESTO DE TÍTULO DE CRÉDITO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
1. Não há questão constitucional na presente demanda, na qual se discute o cancelamento de protesto de título de crédito, e sua inexigibilidade.
2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur319303
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ED, CONVERSÃO)
Rcl 11022 ED (TP), ARE 680718 ED (1ªT), MI 823 ED-SEGUNDOS (TP).
Número de páginas: 4.
Análise: 16/09/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
838523
| null |
ARE-ED
|
acordaos
|
ARE 838523 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : TEMPO FACTORING LTDA
ADV.(A/S) : DELSON PETRONI JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MASSA FALIDA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ARTEFATOS DE CERÂMICA - IBAC LTDA
ADV.(A/S) : ALESSANDRA MARETTI E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 838.523 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:TEMPO FACTORING LTDA
ADV.(A/S)
:DELSON PETRONI JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MASSA FALIDA INDÚSTRIA BRASILEIRA
DE
ARTEFATOS DE CERÂMICA - IBAC LTDA
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA MARETTI E OUTRO(A/S)
EMENTA: DIREITO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RECEBIDOS
COMO
AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CANCELAMENTO DE
PROTESTO
DE
TÍTULO
DE
CRÉDITO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
1. Não há questão constitucional na presente demanda, na qual se
discute o cancelamento de protesto de título de crédito, e sua
inexigibilidade.
2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que
se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco
Aurélio. Por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9365518.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 838.523 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:TEMPO FACTORING LTDA
ADV.(A/S)
:DELSON PETRONI JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MASSA FALIDA INDÚSTRIA BRASILEIRA
DE
ARTEFATOS DE CERÂMICA - IBAC LTDA
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA MARETTI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
que conheceu do agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a,
do Código de Processo Civil), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta
Corte”.
2.
No caso, o recurso extraordinário não foi admitido sob o
argumento de que, “para perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação
constitucional em apreço, mister se mostra o revolvimento de normas
infraconstitucionais, não se caracterizando o requisito da afronta direta à Carta
Magna”.
3.
A parte embargante requer “seja aclarada a OMISSÃO
cometida no v. Acórdão de fls., tendo em vista a infringência aos Art. 13 § 4... e
Art. 25 da Lei 5.474/68 e Art. 5..., caput, incisos II, LIV e LV da
Constituição Federal”.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9365519.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 838.523 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:TEMPO FACTORING LTDA
ADV.(A/S)
:DELSON PETRONI JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MASSA FALIDA INDÚSTRIA BRASILEIRA
DE
ARTEFATOS DE CERÂMICA - IBAC LTDA
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA MARETTI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
que conheceu do agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a,
do Código de Processo Civil), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta
Corte”.
2.
No caso, o recurso extraordinário não foi admitido sob o
argumento de que, “para perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação
constitucional em apreço, mister se mostra o revolvimento de normas
infraconstitucionais, não se caracterizando o requisito da afronta direta à Carta
Magna”.
3.
A parte embargante requer “seja aclarada a OMISSÃO
cometida no v. Acórdão de fls., tendo em vista a infringência aos Art. 13 § 4... e
Art. 25 da Lei 5.474/68 e Art. 5..., caput, incisos II, LIV e LV da
Constituição Federal”.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 838.523 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min.
Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 680.718-
ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria.
3.
O recurso não deve ser provido. No caso, o acórdão
recorrido, proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo,
assentou:
“Cambial – Duplicata mercantil – Ação de cancelamento
de protesto, cumulada com indenização por danos morais –
Título sem causa levado a protesto pela endossatária –
Procedência parcial – Sentença mantida e ratificada nos termos
do artigo 252 do Regimento Interno desta Egrégia Corte de
Justiça – Recurso Improvido.”
4.
Correta a decisão ora agravada, tendo em vista que não há
questão constitucional na presente demanda, na qual se discute o
cancelamento de protesto de título de crédito, e sua inexigibilidade.
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 838.523 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min.
Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 680.718-
ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria.
3.
O recurso não deve ser provido. No caso, o acórdão
recorrido, proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo,
assentou:
“Cambial – Duplicata mercantil – Ação de cancelamento
de protesto, cumulada com indenização por danos morais –
Título sem causa levado a protesto pela endossatária –
Procedência parcial – Sentença mantida e ratificada nos termos
do artigo 252 do Regimento Interno desta Egrégia Corte de
Justiça – Recurso Improvido.”
4.
Correta a decisão ora agravada, tendo em vista que não há
questão constitucional na presente demanda, na qual se discute o
cancelamento de protesto de título de crédito, e sua inexigibilidade.
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 838.523
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : TEMPO FACTORING LTDA
ADV.(A/S) : DELSON PETRONI JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MASSA FALIDA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ARTEFATOS DE
CERÂMICA - IBAC LTDA
ADV.(A/S) : ALESSANDRA MARETTI E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203350
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 838.523
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : TEMPO FACTORING LTDA
ADV.(A/S) : DELSON PETRONI JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MASSA FALIDA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ARTEFATOS DE
CERÂMICA - IBAC LTDA
ADV.(A/S) : ALESSANDRA MARETTI E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 838 . 523",
"AGRAVO 838 . 523",
"MI 823 - ED - segundos",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"ARE 680 . 718 - ED",
"MI 823 - ED - segundos",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"ARE 680 . 718 - ED",
"AGRAVO 838 . 523"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Carta Magna",
"Art . 13 § 4 . . . e",
"Art . 25 da Lei 5 . 474 / 68",
"Art . 5 . . . , caput , incisos II , LIV e LV da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Carta Magna",
"Art . 13 § 4 .",
"Art . 25 da Lei 5 . 474 / 68",
"Art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"TEMPO FACTORING LTDA",
"MASSA FALIDA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ARTEFATOS DE CERÂMICA",
"IBAC LTDA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TEMPO FACTORING LTDA",
"IBAC LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TEMPO FACTORING LTDA",
"MASSA FALIDA",
"INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ARTEFATOS DE CERÂMICA",
"IBAC LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"TEMPO FACTORING LTDA",
"MASSA FALIDA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ARTEFATOS DE CERÂMICA",
"IBAC LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TEMPO FACTORING LTDA",
"MASSA FALIDA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ARTEFATOS DE CERÂMICA",
"IBAC LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"DELSON PETRONI JÚNIOR",
"ALESSANDRA MARETTI",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"DELSON PETRONI JÚNIOR",
"MASSA",
"ALESSANDRA MARETTI",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"DELSON PETRONI JÚNIOR",
"ALESSANDRA MARETTI",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"ROBERTO BARROSO",
"DELSON PETRONI JÚNIOR",
"ALESSANDRA MARETTI",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"DELSON PETRONI JÚNIOR",
"ALESSANDRA MARETTI",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769.384 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:ROSALINA FERNANDES SERNAGLIA
ADV.(A/S)
:ANTONIO BUENO NETO E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. RENDA MENSAL INICIAL.
AUXÍLIO-DOENÇA. REVISÃO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO
PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA.
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769.384 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:ROSALINA FERNANDES SERNAGLIA
ADV.(A/S)
:ANTONIO BUENO NETO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 23.2.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário
interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS contra julgado
da Segunda Turma Recursal do Juizado Especial Federal Cível da Terceira
Região, que manteve sentença pela qual concedida revisão do valor de
benefício previdenciário pleiteada pela Agravada. A decisão impugnada
teve a seguinte fundamentação:
“3. O Recorrente interpôs recurso extraordinário contra acórdão
proferido pela Turma Recursal e, simultaneamente, pedido de
uniformização de interpretação de lei federal.
Este Supremo Tribunal assentou que somente com o julgamento
do incidente de uniformização de jurisprudência estaria esgotada a
instância para a interposição do recurso extraordinário. Incide na
espécie a Súmula n. 281 do Supremo Tribunal Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DE TURMA RECURSAL DE
JUIZADO ESPECIAL FEDERAL. INTERPOSIÇÃO SIMUTÂNEA
DE
PEDIDO
DE
UNIFORMIZAÇÃO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
EXTEMPORÂNEO.
AGRAVO
IMPROVIDO. I Esta Corte firmou entendimento no sentido de se
considerar extemporâneo o recurso extraordinário interposto contra
decisão proferida por Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769.384 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:ROSALINA FERNANDES SERNAGLIA
ADV.(A/S)
:ANTONIO BUENO NETO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 23.2.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário
interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS contra julgado
da Segunda Turma Recursal do Juizado Especial Federal Cível da Terceira
Região, que manteve sentença pela qual concedida revisão do valor de
benefício previdenciário pleiteada pela Agravada. A decisão impugnada
teve a seguinte fundamentação:
“3. O Recorrente interpôs recurso extraordinário contra acórdão
proferido pela Turma Recursal e, simultaneamente, pedido de
uniformização de interpretação de lei federal.
Este Supremo Tribunal assentou que somente com o julgamento
do incidente de uniformização de jurisprudência estaria esgotada a
instância para a interposição do recurso extraordinário. Incide na
espécie a Súmula n. 281 do Supremo Tribunal Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DE TURMA RECURSAL DE
JUIZADO ESPECIAL FEDERAL. INTERPOSIÇÃO SIMUTÂNEA
DE
PEDIDO
DE
UNIFORMIZAÇÃO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
EXTEMPORÂNEO.
AGRAVO
IMPROVIDO. I Esta Corte firmou entendimento no sentido de se
considerar extemporâneo o recurso extraordinário interposto contra
decisão proferida por Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
RE 769384 AGR / SP
antes do julgamento de pedido de uniformização interposto contra essa
mesma decisão. II Ante a existência de incidente de uniformização
pendente de julgamento, não há decisão de única ou última instância
que dá ensejo a abertura da via extraordinária. Incidência da Súmula
281 do STF. III Agravo regimental improvido” (RE 468.692-AgR,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe
19.5.2011, grifos nossos).
(...)
Nada há a prover quanto às alegações do Recorrente.
4. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário
(caput do art. 557 do Código de Processo Civil e § 1º do art. 21 do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente
cumprido em 3.3.2015, o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS
interpõe, em 12.3.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante alega que, “da análise dos autos, percebe-se ter o
decisum incorrido em erro material, uma vez que não houve interposição de
incidente de uniformização, mas tão somente recurso extraordinário contra a
decisão da Turma Recursal”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 769384 AGR / SP
antes do julgamento de pedido de uniformização interposto contra essa
mesma decisão. II Ante a existência de incidente de uniformização
pendente de julgamento, não há decisão de única ou última instância
que dá ensejo a abertura da via extraordinária. Incidência da Súmula
281 do STF. III Agravo regimental improvido” (RE 468.692-AgR,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe
19.5.2011, grifos nossos).
(...)
Nada há a prover quanto às alegações do Recorrente.
4. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário
(caput do art. 557 do Código de Processo Civil e § 1º do art. 21 do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente
cumprido em 3.3.2015, o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS
interpõe, em 12.3.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante alega que, “da análise dos autos, percebe-se ter o
decisum incorrido em erro material, uma vez que não houve interposição de
incidente de uniformização, mas tão somente recurso extraordinário contra a
decisão da Turma Recursal”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769.384 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Eventual reconsideração da decisão agravada não aproveitaria ao
Agravante, pois, ainda que se pudesse superar o óbice da Súmula n. 281
deste Supremo Tribunal, razão jurídica não lhe assistiria.
2. A Turma Recursal manteve sentença fundamentada nos termos
seguintes:
“Pretende a autora a revisão de seu auxílio doença NB
505.579.189-2, concedido em 16/05/2005, ao argumento de que o
valor do benefício é inferior à média dos salários de contribuição, como
se pode inferir da própria carta de concessão do benefício. Verifico, com
base nos documentos da DATAPREV e no parecer da contadoria, que
o benefício em questão foi concedido em 16/05/2005, durante a
vigência da MP 242/2005. Referida norma acrescentou ao artigo 29
da Lei 8.213/1991 o § 10, nos seguintes termos: ‘A renda mensal do
auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, calculada de acordo com
o inciso III, não poderá exceder a remuneração do trabalhador,
considerada em seu valor mensal, ou seu último salário-de-
contribuição no caso de remuneração variável.’ Sendo assim, conforme
se dessume da planilha de cálculo da RMI elaborada pela Contadoria,
houve limitação do benefício ao valor do último salário de contribuição
da autora, no valor de R$ 281,40, em maio de 2002, o qual elevado
artificialmente ao valor do salário mínimo por ser inferior a este.
Ocorre que tal procedimento trouxe prejuízo à parte, visto que o
salário de contribuição tomado por base é apenas proporcional, bem
inferior aos dois últimos salários de contribuição integrais, no valor de
R$ 603,00, valor este que deveria ter sido levado em conta, na forma
da legislação vigente. Assim procedendo, a contadoria apurou,
durante a vigência do benefício da autora, concedido em 16/05/2005 e
cessado em 21/03/2006, diferenças devidas à autora no montante de
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588204.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769.384 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Eventual reconsideração da decisão agravada não aproveitaria ao
Agravante, pois, ainda que se pudesse superar o óbice da Súmula n. 281
deste Supremo Tribunal, razão jurídica não lhe assistiria.
2. A Turma Recursal manteve sentença fundamentada nos termos
seguintes:
“Pretende a autora a revisão de seu auxílio doença NB
505.579.189-2, concedido em 16/05/2005, ao argumento de que o
valor do benefício é inferior à média dos salários de contribuição, como
se pode inferir da própria carta de concessão do benefício. Verifico, com
base nos documentos da DATAPREV e no parecer da contadoria, que
o benefício em questão foi concedido em 16/05/2005, durante a
vigência da MP 242/2005. Referida norma acrescentou ao artigo 29
da Lei 8.213/1991 o § 10, nos seguintes termos: ‘A renda mensal do
auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, calculada de acordo com
o inciso III, não poderá exceder a remuneração do trabalhador,
considerada em seu valor mensal, ou seu último salário-de-
contribuição no caso de remuneração variável.’ Sendo assim, conforme
se dessume da planilha de cálculo da RMI elaborada pela Contadoria,
houve limitação do benefício ao valor do último salário de contribuição
da autora, no valor de R$ 281,40, em maio de 2002, o qual elevado
artificialmente ao valor do salário mínimo por ser inferior a este.
Ocorre que tal procedimento trouxe prejuízo à parte, visto que o
salário de contribuição tomado por base é apenas proporcional, bem
inferior aos dois últimos salários de contribuição integrais, no valor de
R$ 603,00, valor este que deveria ter sido levado em conta, na forma
da legislação vigente. Assim procedendo, a contadoria apurou,
durante a vigência do benefício da autora, concedido em 16/05/2005 e
cessado em 21/03/2006, diferenças devidas à autora no montante de
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RE 769384 AGR / SP
R$ 4.782,40. Posto isso, julgo PROCEDENTE o pedido da parte
autora”.
3. Concluir de forma diversa das instâncias originárias demandaria o
reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos.
Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide
na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Revisão de benefício previdenciário. Acórdão recorrido fundamentado
na legislação pátria. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. Agravo
regimental não provido. Precedentes. 1. A suposta ofensa à
Constituição somente poderia ser constatada a partir da análise e da
reinterpretação da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e
reflexa eventual ofensa, a qual é insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. 2. Agravo
regimental não provido” (ARE 773.078-AgR, Relator o Ministro
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 10.10.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO DE APOSENTADORIA. CONTROVÉRSIA SOBRE A
FORMA DE CÁLCULO DO BENEFÍCIO. DISCUSSÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE 752.348-AgR, de minha relatoria,
Segunda Turma, DJe 30.8.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL.
REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. 1. Análise de
normas infraconstitucionais. Ofensa constitucional indireta. 2.
Necessidade de reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n.
279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Interposição simultânea de
recursos extraordinário e especial. Aplicabilidade do art. 543, § 1º, do
Código de Processo Civil somente se admitidos os recursos.
2
Supremo Tribunal Federal
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RE 769384 AGR / SP
R$ 4.782,40. Posto isso, julgo PROCEDENTE o pedido da parte
autora”.
3. Concluir de forma diversa das instâncias originárias demandaria o
reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos.
Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide
na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Revisão de benefício previdenciário. Acórdão recorrido fundamentado
na legislação pátria. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. Agravo
regimental não provido. Precedentes. 1. A suposta ofensa à
Constituição somente poderia ser constatada a partir da análise e da
reinterpretação da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e
reflexa eventual ofensa, a qual é insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. 2. Agravo
regimental não provido” (ARE 773.078-AgR, Relator o Ministro
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 10.10.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO DE APOSENTADORIA. CONTROVÉRSIA SOBRE A
FORMA DE CÁLCULO DO BENEFÍCIO. DISCUSSÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE 752.348-AgR, de minha relatoria,
Segunda Turma, DJe 30.8.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL.
REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. 1. Análise de
normas infraconstitucionais. Ofensa constitucional indireta. 2.
Necessidade de reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n.
279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Interposição simultânea de
recursos extraordinário e especial. Aplicabilidade do art. 543, § 1º, do
Código de Processo Civil somente se admitidos os recursos.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RE 769384 AGR / SP
Precedentes. 4. Sucumbência recíproca. Matéria infraconstitucional.
Questão a ser verificada pelo juízo da execução. Precedentes. 5.
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 792.204-AgR, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.8.2012).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE
DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279. BENEFÍCIO
PREVIDÊNCIÁRIO DEFERIDO NOS TERMOS DA LEI
8.213/1991. REVISÃO POR ESTA CORTE. INVIABILIDADE.
OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inviável em
recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos. Incide, no caso, a Súmula 279 do STF. II – O
acórdão de origem concedeu aposentaria proporcional ao recorrente
com fundamento nas disposições da Lei 8.213/1991. Eventual violação
do texto constitucional se daria de forma meramente reflexa,
circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. III –
Agravo regimental improvido” (RE 596.728-ED, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 13.3.2013).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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RE 769384 AGR / SP
Precedentes. 4. Sucumbência recíproca. Matéria infraconstitucional.
Questão a ser verificada pelo juízo da execução. Precedentes. 5.
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 792.204-AgR, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.8.2012).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE
DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279. BENEFÍCIO
PREVIDÊNCIÁRIO DEFERIDO NOS TERMOS DA LEI
8.213/1991. REVISÃO POR ESTA CORTE. INVIABILIDADE.
OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inviável em
recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos. Incide, no caso, a Súmula 279 do STF. II – O
acórdão de origem concedeu aposentaria proporcional ao recorrente
com fundamento nas disposições da Lei 8.213/1991. Eventual violação
do texto constitucional se daria de forma meramente reflexa,
circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. III –
Agravo regimental improvido” (RE 596.728-ED, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 13.3.2013).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769.384
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : ROSALINA FERNANDES SERNAGLIA
ADV.(A/S) : ANTONIO BUENO NETO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769.384
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : ROSALINA FERNANDES SERNAGLIA
ADV.(A/S) : ANTONIO BUENO NETO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8625369
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-05T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. RENDA MENSAL INICIAL. AUXÍLIO-DOENÇA. REVISÃO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur307424
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279)
AI 792204 AgR (1ªT), RE 596728 ED (2ªT), ARE 752348 AgR (2ªT), ARE 773078 AgR (1ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 24/06/2015, MAD.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
769384
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 769384 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : ROSALINA FERNANDES SERNAGLIA
ADV.(A/S) : ANTONIO BUENO NETO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769.384 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:ROSALINA FERNANDES SERNAGLIA
ADV.(A/S)
:ANTONIO BUENO NETO E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. RENDA MENSAL INICIAL.
AUXÍLIO-DOENÇA. REVISÃO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO
PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA.
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769.384 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:ROSALINA FERNANDES SERNAGLIA
ADV.(A/S)
:ANTONIO BUENO NETO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 23.2.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário
interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS contra julgado
da Segunda Turma Recursal do Juizado Especial Federal Cível da Terceira
Região, que manteve sentença pela qual concedida revisão do valor de
benefício previdenciário pleiteada pela Agravada. A decisão impugnada
teve a seguinte fundamentação:
“3. O Recorrente interpôs recurso extraordinário contra acórdão
proferido pela Turma Recursal e, simultaneamente, pedido de
uniformização de interpretação de lei federal.
Este Supremo Tribunal assentou que somente com o julgamento
do incidente de uniformização de jurisprudência estaria esgotada a
instância para a interposição do recurso extraordinário. Incide na
espécie a Súmula n. 281 do Supremo Tribunal Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DE TURMA RECURSAL DE
JUIZADO ESPECIAL FEDERAL. INTERPOSIÇÃO SIMUTÂNEA
DE
PEDIDO
DE
UNIFORMIZAÇÃO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
EXTEMPORÂNEO.
AGRAVO
IMPROVIDO. I Esta Corte firmou entendimento no sentido de se
considerar extemporâneo o recurso extraordinário interposto contra
decisão proferida por Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais
Supremo Tribunal Federal
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19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769.384 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:ROSALINA FERNANDES SERNAGLIA
ADV.(A/S)
:ANTONIO BUENO NETO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 23.2.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário
interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS contra julgado
da Segunda Turma Recursal do Juizado Especial Federal Cível da Terceira
Região, que manteve sentença pela qual concedida revisão do valor de
benefício previdenciário pleiteada pela Agravada. A decisão impugnada
teve a seguinte fundamentação:
“3. O Recorrente interpôs recurso extraordinário contra acórdão
proferido pela Turma Recursal e, simultaneamente, pedido de
uniformização de interpretação de lei federal.
Este Supremo Tribunal assentou que somente com o julgamento
do incidente de uniformização de jurisprudência estaria esgotada a
instância para a interposição do recurso extraordinário. Incide na
espécie a Súmula n. 281 do Supremo Tribunal Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DE TURMA RECURSAL DE
JUIZADO ESPECIAL FEDERAL. INTERPOSIÇÃO SIMUTÂNEA
DE
PEDIDO
DE
UNIFORMIZAÇÃO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
EXTEMPORÂNEO.
AGRAVO
IMPROVIDO. I Esta Corte firmou entendimento no sentido de se
considerar extemporâneo o recurso extraordinário interposto contra
decisão proferida por Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 769384 AGR / SP
antes do julgamento de pedido de uniformização interposto contra essa
mesma decisão. II Ante a existência de incidente de uniformização
pendente de julgamento, não há decisão de única ou última instância
que dá ensejo a abertura da via extraordinária. Incidência da Súmula
281 do Supremo Tribunal Federal. III Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 468.692-AgR,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe
19.5.2011, grifos nossos).
(...)
Nada há a prover quanto às alegações do Recorrente.
4. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário
(caput do art. 557 do Código de Processo Civil e § 1... do art. 21 do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente
cumprido em 3.3.2015, o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS
interpõe, em 12.3.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante alega que, “da análise dos autos, percebe-se ter o
decisum incorrido em erro material, uma vez que não houve interposição de
incidente de uniformização, mas tão somente recurso extraordinário contra a
decisão da Turma Recursal”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 769384 AGR / SP
antes do julgamento de pedido de uniformização interposto contra essa
mesma decisão. II Ante a existência de incidente de uniformização
pendente de julgamento, não há decisão de única ou última instância
que dá ensejo a abertura da via extraordinária. Incidência da Súmula
281 do Supremo Tribunal Federal. III Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 468.692-AgR,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe
19.5.2011, grifos nossos).
(...)
Nada há a prover quanto às alegações do Recorrente.
4. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário
(caput do art. 557 do Código de Processo Civil e § 1... do art. 21 do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente
cumprido em 3.3.2015, o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS
interpõe, em 12.3.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante alega que, “da análise dos autos, percebe-se ter o
decisum incorrido em erro material, uma vez que não houve interposição de
incidente de uniformização, mas tão somente recurso extraordinário contra a
decisão da Turma Recursal”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769.384 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Eventual reconsideração da decisão agravada não aproveitaria ao
Agravante, pois, ainda que se pudesse superar o óbice da Súmula n. 281
deste Supremo Tribunal, razão jurídica não lhe assistiria.
2. A Turma Recursal manteve sentença fundamentada nos termos
seguintes:
“Pretende a autora a revisão de seu auxílio doença NB
505.579.189-2, concedido em 16/05/2005, ao argumento de que o
valor do benefício é inferior à média dos salários de contribuição, como
se pode inferir da própria carta de concessão do benefício. Verifico, com
base nos documentos da DATAPREV e no parecer da contadoria, que
o benefício em questão foi concedido em 16/05/2005, durante a
vigência da Medida Provisória 242/2005. Referida norma acrescentou ao artigo 29
da Lei 8.213/1991 o § 10, nos seguintes termos: ‘A renda mensal do
auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, calculada de acordo com
o inciso III, não poderá exceder a remuneração do trabalhador,
considerada em seu valor mensal, ou seu último salário-de-
contribuição no caso de remuneração variável.’ Sendo assim, conforme
se dessume da planilha de cálculo da RMI elaborada pela Contadoria,
houve limitação do benefício ao valor do último salário de contribuição
da autora, no valor de R$ 281,40, em maio de 2002, o qual elevado
artificialmente ao valor do salário mínimo por ser inferior a este.
Ocorre que tal procedimento trouxe prejuízo à parte, visto que o
salário de contribuição tomado por base é apenas proporcional, bem
inferior aos dois últimos salários de contribuição integrais, no valor de
R$ 603,00, valor este que deveria ter sido levado em conta, na forma
da legislação vigente. Assim procedendo, a contadoria apurou,
durante a vigência do benefício da autora, concedido em 16/05/2005 e
cessado em 21/03/2006, diferenças devidas à autora no montante de
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19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769.384 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Eventual reconsideração da decisão agravada não aproveitaria ao
Agravante, pois, ainda que se pudesse superar o óbice da Súmula n. 281
deste Supremo Tribunal, razão jurídica não lhe assistiria.
2. A Turma Recursal manteve sentença fundamentada nos termos
seguintes:
“Pretende a autora a revisão de seu auxílio doença NB
505.579.189-2, concedido em 16/05/2005, ao argumento de que o
valor do benefício é inferior à média dos salários de contribuição, como
se pode inferir da própria carta de concessão do benefício. Verifico, com
base nos documentos da DATAPREV e no parecer da contadoria, que
o benefício em questão foi concedido em 16/05/2005, durante a
vigência da Medida Provisória 242/2005. Referida norma acrescentou ao artigo 29
da Lei 8.213/1991 o § 10, nos seguintes termos: ‘A renda mensal do
auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, calculada de acordo com
o inciso III, não poderá exceder a remuneração do trabalhador,
considerada em seu valor mensal, ou seu último salário-de-
contribuição no caso de remuneração variável.’ Sendo assim, conforme
se dessume da planilha de cálculo da RMI elaborada pela Contadoria,
houve limitação do benefício ao valor do último salário de contribuição
da autora, no valor de R$ 281,40, em maio de 2002, o qual elevado
artificialmente ao valor do salário mínimo por ser inferior a este.
Ocorre que tal procedimento trouxe prejuízo à parte, visto que o
salário de contribuição tomado por base é apenas proporcional, bem
inferior aos dois últimos salários de contribuição integrais, no valor de
R$ 603,00, valor este que deveria ter sido levado em conta, na forma
da legislação vigente. Assim procedendo, a contadoria apurou,
durante a vigência do benefício da autora, concedido em 16/05/2005 e
cessado em 21/03/2006, diferenças devidas à autora no montante de
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
Recurso Extraordinário 769384 AGR / SP
R$ 4.782,40. Posto isso, julgo PROCEDENTE o pedido da parte
autora”.
3. Concluir de forma diversa das instâncias originárias demandaria o
reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos.
Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide
na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Revisão de benefício previdenciário. Acórdão recorrido fundamentado
na legislação pátria. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. Agravo
regimental não provido. Precedentes. 1. A suposta ofensa à
Constituição somente poderia ser constatada a partir da análise e da
reinterpretação da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e
reflexa eventual ofensa, a qual é insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. 2. Agravo
regimental não provido” (ARE 773.078-AgR, Relator o Ministro
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 10.10.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO DE APOSENTADORIA. CONTROVÉRSIA SOBRE A
FORMA DE CÁLCULO DO BENEFÍCIO. DISCUSSÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE 752.348-AgR, de minha relatoria,
Segunda Turma, DJe 30.8.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL.
REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. 1. Análise de
normas infraconstitucionais. Ofensa constitucional indireta. 2.
Necessidade de reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n.
279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Interposição simultânea de
recursos extraordinário e especial. Aplicabilidade do art. 543, § 1..., do
Código de Processo Civil somente se admitidos os recursos.
2
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Recurso Extraordinário 769384 AGR / SP
R$ 4.782,40. Posto isso, julgo PROCEDENTE o pedido da parte
autora”.
3. Concluir de forma diversa das instâncias originárias demandaria o
reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos.
Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide
na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Revisão de benefício previdenciário. Acórdão recorrido fundamentado
na legislação pátria. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. Agravo
regimental não provido. Precedentes. 1. A suposta ofensa à
Constituição somente poderia ser constatada a partir da análise e da
reinterpretação da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e
reflexa eventual ofensa, a qual é insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. 2. Agravo
regimental não provido” (ARE 773.078-AgR, Relator o Ministro
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 10.10.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO DE APOSENTADORIA. CONTROVÉRSIA SOBRE A
FORMA DE CÁLCULO DO BENEFÍCIO. DISCUSSÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE 752.348-AgR, de minha relatoria,
Segunda Turma, DJe 30.8.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL.
REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. 1. Análise de
normas infraconstitucionais. Ofensa constitucional indireta. 2.
Necessidade de reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n.
279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Interposição simultânea de
recursos extraordinário e especial. Aplicabilidade do art. 543, § 1..., do
Código de Processo Civil somente se admitidos os recursos.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
Recurso Extraordinário 769384 AGR / SP
Precedentes. 4. Sucumbência recíproca. Matéria infraconstitucional.
Questão a ser verificada pelo juízo da execução. Precedentes. 5.
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 792.204-AgR, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.8.2012).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE
DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279. BENEFÍCIO
PREVIDÊNCIÁRIO DEFERIDO NOS TERMOS DA LEI
8.213/1991. REVISÃO POR ESTA CORTE. INVIABILIDADE.
OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inviável em
recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos. Incide, no caso, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II – O
acórdão de origem concedeu aposentaria proporcional ao recorrente
com fundamento nas disposições da Lei 8.213/1991. Eventual violação
do texto constitucional se daria de forma meramente reflexa,
circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. III –
Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 596.728-ED, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 13.3.2013).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 769384 AGR / SP
Precedentes. 4. Sucumbência recíproca. Matéria infraconstitucional.
Questão a ser verificada pelo juízo da execução. Precedentes. 5.
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 792.204-AgR, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.8.2012).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE
DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279. BENEFÍCIO
PREVIDÊNCIÁRIO DEFERIDO NOS TERMOS DA LEI
8.213/1991. REVISÃO POR ESTA CORTE. INVIABILIDADE.
OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inviável em
recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos. Incide, no caso, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II – O
acórdão de origem concedeu aposentaria proporcional ao recorrente
com fundamento nas disposições da Lei 8.213/1991. Eventual violação
do texto constitucional se daria de forma meramente reflexa,
circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. III –
Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 596.728-ED, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 13.3.2013).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769.384
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : ROSALINA FERNANDES SERNAGLIA
ADV.(A/S) : ANTONIO BUENO NETO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769.384
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : ROSALINA FERNANDES SERNAGLIA
ADV.(A/S) : ANTONIO BUENO NETO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769 . 384",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769 . 384",
"Súmula n . 281 do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769 . 384",
"Súmula n . 281 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 468 . 692 - AgR",
"Recurso Extraordinário 769384 AGR / SP",
"Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 468 . 692 - AgR",
"Súmula n . 281 deste Supremo Tribunal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769 . 384",
"Súmula n . 281 deste Supremo Tribunal",
"Recurso Extraordinário 769384 AGR / SP",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 773 . 078 - AgR",
"ARE 752 . 348 - AgR",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 769384 AGR / SP",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 773 . 078 - AgR",
"ARE 752 . 348 - AgR",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 769384 AGR",
"AI 792 . 204 - AgR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 596 . 728 - ED",
"Recurso Extraordinário 769384 AGR / SP",
"AI 792 . 204 - AgR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 596 . 728 - ED",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 769 . 384"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória 242 / 2005",
"artigo 29 da Lei 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória 242 / 2005",
"artigo 29 da Lei 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 543 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 543 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 8 . 213 / 1991",
"Lei 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 8 . 213 / 1991",
"Lei 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Instituto Nacional do Seguro Social",
"INSS",
"Segunda Turma Recursal do Juizado Especial Federal Cível da Terceira Região",
"Supremo",
"Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Instituto Nacional do Seguro Social",
"INSS",
"Segunda Turma Recursal do Juizado Especial Federal Cível da Terceira Região",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Instituto Nacional do Seguro Social",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Instituto Nacional do Seguro Social",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DATAPREV",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DATAPREV",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"ROSALINA FERNANDES SERNAGLIA",
"ANTONIO BUENO NETO",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ROSALINA FERNANDES SERNAGLIA",
"ANTONIO BUENO NETO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ROSALINA FERNANDES SERNAGLIA",
"ANTONIO BUENO NETO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSALINA FERNANDES SERNAGLIA",
"ANTONIO BUENO NETO",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ROSALINA FERNANDES SERNAGLIA",
"ANTONIO BUENO NETO",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"23",
".",
"2",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
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"05",
"/",
"2015",
"23",
".",
"2",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2011",
"3",
".",
"3",
".",
"2015",
"12",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2011",
"3",
".",
"3",
".",
"2015",
"12",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2005",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2005",
"maio de 2002",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2005",
"21",
"/",
"03",
"/",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2005",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2005",
"maio de 2002",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2005",
"21",
"/",
"03",
"/",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"10",
".",
"2014",
"30",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"10",
".",
"2014",
"30",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"8",
".",
"2012",
"13",
".",
"3",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"8",
".",
"2012",
"13",
".",
"3",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868.004 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
AGDO.(A/S)
:FERNANDA GARCIA SINOTI DA SILVEIRA
ADV.(A/S)
:CÉSAR AUGUSTO WOLFF E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
AUSÊNCIA DE PRORROGAÇÃO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATA.
ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO E NO
EDITAL DO CONCURSO. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588228.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868.004 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
AGDO.(A/S)
:FERNANDA GARCIA SINOTI DA SILVEIRA
ADV.(A/S)
:CÉSAR AUGUSTO WOLFF E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 16.3.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário
interposto por Santa Catarina contra julgado do Tribunal de Justiça
daquele Estado, que decidiu prorrogado de forma injustificada o prazo
de validade do concurso ao qual a Agravada concorrera. A decisão
agravada teve a seguinte fundamentação:
“3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente.
Assentado por este Supremo Tribunal ser discricionária a
Administração Pública para prorrogar o prazo de validade de
concursos públicos, como se deu na espécie em foco, tem-se,
entretanto, que a apreciação do pleito recursal relativamente à questão
de ter sido o “prazo de validade do concurso prorrogado
injustificadamente” dependeria do necessário e prévio reexame do
conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas de edital, incabível
em recurso extraordinário. Incidiriam, na espécie, as Súmulas ns. 279
e 454 deste Supremo Tribunal, a impossibilitar o regular
processamento do recurso:
(...)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
OBSERVÂNCIA
DAS
REGRAS
DO
EDITAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868.004 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
AGDO.(A/S)
:FERNANDA GARCIA SINOTI DA SILVEIRA
ADV.(A/S)
:CÉSAR AUGUSTO WOLFF E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 16.3.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário
interposto por Santa Catarina contra julgado do Tribunal de Justiça
daquele Estado, que decidiu prorrogado de forma injustificada o prazo
de validade do concurso ao qual a Agravada concorrera. A decisão
agravada teve a seguinte fundamentação:
“3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente.
Assentado por este Supremo Tribunal ser discricionária a
Administração Pública para prorrogar o prazo de validade de
concursos públicos, como se deu na espécie em foco, tem-se,
entretanto, que a apreciação do pleito recursal relativamente à questão
de ter sido o “prazo de validade do concurso prorrogado
injustificadamente” dependeria do necessário e prévio reexame do
conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas de edital, incabível
em recurso extraordinário. Incidiriam, na espécie, as Súmulas ns. 279
e 454 deste Supremo Tribunal, a impossibilitar o regular
processamento do recurso:
(...)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
OBSERVÂNCIA
DAS
REGRAS
DO
EDITAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
RE 868004 AGR / SC
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS E DE
CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS NS.
279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 829.036-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 24.3.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO.
NOMEAÇÃO
DE
CANDIDATA
APROVADA.
IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E
CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E
454 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir do acórdão
recorrido quanto à aludida questão, seria necessário o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos e das cláusulas do
edital do certame, o que atrai a incidência das Súmulas ns. 279 e 454
do STF, o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II – Agravo
regimental improvido” (ARE 749.072/AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11.10.2013).
4. O recurso extraordinário não se viabiliza pela al. c do inc. III
do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem
não julgou válida lei ou ato de governo local contestado contra a
Constituição da República:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL.
APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL N. 7.730/89. FUNDAMENTO
SUFICIENTE INATACADO. SÚMULA N. 283/STF.
INTERPOSIÇÃO PELA ALÍNEA C DO INCISO III DO ART. 102
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VALIDADE DE LEI LOCAL
EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE
808.659, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe
13.2.2013).
Nada há a prover quanto às alegações do Recorrente.
5. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário
(caput do art. 557 do Código de Processo Civil e § 1º do art. 21 do
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 868004 AGR / SC
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS E DE
CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS NS.
279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 829.036-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 24.3.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO.
NOMEAÇÃO
DE
CANDIDATA
APROVADA.
IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E
CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E
454 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir do acórdão
recorrido quanto à aludida questão, seria necessário o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos e das cláusulas do
edital do certame, o que atrai a incidência das Súmulas ns. 279 e 454
do STF, o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II – Agravo
regimental improvido” (ARE 749.072/AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11.10.2013).
4. O recurso extraordinário não se viabiliza pela al. c do inc. III
do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem
não julgou válida lei ou ato de governo local contestado contra a
Constituição da República:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL.
APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL N. 7.730/89. FUNDAMENTO
SUFICIENTE INATACADO. SÚMULA N. 283/STF.
INTERPOSIÇÃO PELA ALÍNEA C DO INCISO III DO ART. 102
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VALIDADE DE LEI LOCAL
EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE
808.659, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe
13.2.2013).
Nada há a prover quanto às alegações do Recorrente.
5. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário
(caput do art. 557 do Código de Processo Civil e § 1º do art. 21 do
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
RE 868004 AGR / SC
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 8.4.2015, interpõe Santa Catarina,
em 16.4.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante alega não haver “necessidade de que, para o
reconhecimento da procedência da pretensão recursal veiculada, ocorra reexame
de fatos ou de provas, o que é vedado na via extraordinária. (…) o que se pede é
que (…) esse Supremo Tribunal Federal atribua nova qualificação jurídica a eles,
aplicando, de forma adequada, o direito constitucional à hipótese”.
Assevera que “também não procede o fundamento adotado pela decisão
ora recorrida no sentido de que a reforma do acórdão proferido pelo Tribunal local
demandaria o exame de cláusula editalícia, atraindo a incidência da Súmula 454
do STF”.
Argumenta estar
“na esfera de competência da Administração Pública, no
momento que julgar mais apropriado, durante o prazo de validade do
certame, em atenção ao interesse público e à conveniência
administrativa, realizar a convocação e nomeação dos candidatos
aprovados no concurso dentro do número de vagas previsto no edital.
O ato de prorrogar ou não o prazo de validade de determinado
concurso também está dentro do poder discricionário da
Administração Pública e não pode ser objeto de intervenção do Poder
Judiciário. O acórdão local, ao desconsiderar a liberdade discricionária
da Administração Pública, observado o interesse público, de prorrogar
ou não validade do certame, violou os incisos III e IV do art. 37 da
Constituição Federal”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 868004 AGR / SC
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 8.4.2015, interpõe Santa Catarina,
em 16.4.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante alega não haver “necessidade de que, para o
reconhecimento da procedência da pretensão recursal veiculada, ocorra reexame
de fatos ou de provas, o que é vedado na via extraordinária. (…) o que se pede é
que (…) esse Supremo Tribunal Federal atribua nova qualificação jurídica a eles,
aplicando, de forma adequada, o direito constitucional à hipótese”.
Assevera que “também não procede o fundamento adotado pela decisão
ora recorrida no sentido de que a reforma do acórdão proferido pelo Tribunal local
demandaria o exame de cláusula editalícia, atraindo a incidência da Súmula 454
do STF”.
Argumenta estar
“na esfera de competência da Administração Pública, no
momento que julgar mais apropriado, durante o prazo de validade do
certame, em atenção ao interesse público e à conveniência
administrativa, realizar a convocação e nomeação dos candidatos
aprovados no concurso dentro do número de vagas previsto no edital.
O ato de prorrogar ou não o prazo de validade de determinado
concurso também está dentro do poder discricionário da
Administração Pública e não pode ser objeto de intervenção do Poder
Judiciário. O acórdão local, ao desconsiderar a liberdade discricionária
da Administração Pública, observado o interesse público, de prorrogar
ou não validade do certame, violou os incisos III e IV do art. 37 da
Constituição Federal”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868.004 SANTA CATARINA
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Tribunal a quo assentou prorrogado o concurso de forma
injustificada e que
“a prorrogação do prazo de validade do certame visa,
primordialmente, o aproveitamento do processo seletivo já realizado,
evitando-se, com isso, a instauração de novo procedimento
dispendiosos destinado ao preenchimento de eventuais vagas que
restaram disponíveis ao longo do prazo inicialmente previsto. Não
serve, por outro lado, para postergar a nomeação de posse daqueles
candidatos que foram aprovados dentro do número de vagas
disponibilizadas no certame”.
3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa
demandaria o reexame de provas e do edital do concurso, procedimento
inviável em recurso extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas ns.
279 e 454 do Supremo Tribunal Federal:
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo.
Concurso público. Prequestionamento. Ausência. Prazo de validade.
Prorrogação. Ato discricionário. Reexame de cláusulas editalícias e de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o
recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele
se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência
das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A Corte tem reconhecido a
discricionariedade da Administração pública no tocante à prorrogação
do prazo de validade de concursos públicos. 3. Inadmissível, em
recurso extraordinário, a análise de cláusulas editalícias e o reexame
do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868.004 SANTA CATARINA
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Tribunal a quo assentou prorrogado o concurso de forma
injustificada e que
“a prorrogação do prazo de validade do certame visa,
primordialmente, o aproveitamento do processo seletivo já realizado,
evitando-se, com isso, a instauração de novo procedimento
dispendiosos destinado ao preenchimento de eventuais vagas que
restaram disponíveis ao longo do prazo inicialmente previsto. Não
serve, por outro lado, para postergar a nomeação de posse daqueles
candidatos que foram aprovados dentro do número de vagas
disponibilizadas no certame”.
3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa
demandaria o reexame de provas e do edital do concurso, procedimento
inviável em recurso extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas ns.
279 e 454 do Supremo Tribunal Federal:
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo.
Concurso público. Prequestionamento. Ausência. Prazo de validade.
Prorrogação. Ato discricionário. Reexame de cláusulas editalícias e de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o
recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele
se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência
das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A Corte tem reconhecido a
discricionariedade da Administração pública no tocante à prorrogação
do prazo de validade de concursos públicos. 3. Inadmissível, em
recurso extraordinário, a análise de cláusulas editalícias e o reexame
do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RE 868004 AGR / SC
454 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (RE 594.410-AgR,
Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 28.5.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO.
NOMEAÇÃO
DE
CANDIDATA
APROVADA.
IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E
CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E
454 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir do acórdão
recorrido quanto à aludida questão, seria necessário o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos e das cláusulas do
edital do certame, o que atrai a incidência das Súmulas ns. 279 e 454
do STF, o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II – Agravo
regimental improvido” (ARE 749.072/AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11.10.2013).
4. Este Supremo Tribunal assentou que
“A recusa da Administração Pública em prover cargos vagos
quando existentes candidatos aprovados em concurso público deve ser
motivada, e esta motivação é suscetível de apreciação pelo Poder
Judiciário” (RE 227.480, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe
21.8.2009).
5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 868004 AGR / SC
454 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (RE 594.410-AgR,
Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 28.5.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO.
NOMEAÇÃO
DE
CANDIDATA
APROVADA.
IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E
CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E
454 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir do acórdão
recorrido quanto à aludida questão, seria necessário o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos e das cláusulas do
edital do certame, o que atrai a incidência das Súmulas ns. 279 e 454
do STF, o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II – Agravo
regimental improvido” (ARE 749.072/AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11.10.2013).
4. Este Supremo Tribunal assentou que
“A recusa da Administração Pública em prover cargos vagos
quando existentes candidatos aprovados em concurso público deve ser
motivada, e esta motivação é suscetível de apreciação pelo Poder
Judiciário” (RE 227.480, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe
21.8.2009).
5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868.004
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
AGDO.(A/S) : FERNANDA GARCIA SINOTI DA SILVEIRA
ADV.(A/S) : CÉSAR AUGUSTO WOLFF E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8534538
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868.004
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
AGDO.(A/S) : FERNANDA GARCIA SINOTI DA SILVEIRA
ADV.(A/S) : CÉSAR AUGUSTO WOLFF E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8625275
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-05T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AUSÊNCIA DE PRORROGAÇÃO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATA. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO E NO EDITAL DO CONCURSO. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur307425
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279, SÚMULA 454)
ARE 749072 AgR (2ªT), RE 594410 AgR (1ªT).
(CONCURSO PÚBLICO, NOMEAÇÃO)
RE 227480 (1ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 24/06/2015, MAD.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
868004
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 868004 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
AGDO.(A/S) : FERNANDA GARCIA SINOTI DA SILVEIRA
ADV.(A/S) : CÉSAR AUGUSTO WOLFF E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868.004 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
AGDO.(A/S)
:FERNANDA GARCIA SINOTI DA SILVEIRA
ADV.(A/S)
:CÉSAR AUGUSTO WOLFF E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
AUSÊNCIA DE PRORROGAÇÃO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATA.
ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO E NO
EDITAL DO CONCURSO. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588228.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868.004 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
AGDO.(A/S)
:FERNANDA GARCIA SINOTI DA SILVEIRA
ADV.(A/S)
:CÉSAR AUGUSTO WOLFF E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 16.3.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário
interposto por Santa Catarina contra julgado do Tribunal de Justiça
daquele Estado, que decidiu prorrogado de forma injustificada o prazo
de validade do concurso ao qual a Agravada concorrera. A decisão
agravada teve a seguinte fundamentação:
“3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente.
Assentado por este Supremo Tribunal ser discricionária a
Administração Pública para prorrogar o prazo de validade de
concursos públicos, como se deu na espécie em foco, tem-se,
entretanto, que a apreciação do pleito recursal relativamente à questão
de ter sido o “prazo de validade do concurso prorrogado
injustificadamente” dependeria do necessário e prévio reexame do
conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas de edital, incabível
em recurso extraordinário. Incidiriam, na espécie, as Súmulas ns. 279
e 454 deste Supremo Tribunal, a impossibilitar o regular
processamento do recurso:
(...)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
OBSERVÂNCIA
DAS
REGRAS
DO
EDITAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
Supremo Tribunal Federal
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19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868.004 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
AGDO.(A/S)
:FERNANDA GARCIA SINOTI DA SILVEIRA
ADV.(A/S)
:CÉSAR AUGUSTO WOLFF E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 16.3.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário
interposto por Santa Catarina contra julgado do Tribunal de Justiça
daquele Estado, que decidiu prorrogado de forma injustificada o prazo
de validade do concurso ao qual a Agravada concorrera. A decisão
agravada teve a seguinte fundamentação:
“3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente.
Assentado por este Supremo Tribunal ser discricionária a
Administração Pública para prorrogar o prazo de validade de
concursos públicos, como se deu na espécie em foco, tem-se,
entretanto, que a apreciação do pleito recursal relativamente à questão
de ter sido o “prazo de validade do concurso prorrogado
injustificadamente” dependeria do necessário e prévio reexame do
conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas de edital, incabível
em recurso extraordinário. Incidiriam, na espécie, as Súmulas ns. 279
e 454 deste Supremo Tribunal, a impossibilitar o regular
processamento do recurso:
(...)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
OBSERVÂNCIA
DAS
REGRAS
DO
EDITAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 868004 AGR / SC
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS E DE
CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS NS.
279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 829.036-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 24.3.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO.
NOMEAÇÃO
DE
CANDIDATA
APROVADA.
IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E
CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E
454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir do acórdão
recorrido quanto à aludida questão, seria necessário o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos e das cláusulas do
edital do certame, o que atrai a incidência das Súmulas ns. 279 e 454
do Supremo Tribunal Federal, o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II – Agravo
regimental improvido” (ARE 749.072/AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11.10.2013).
4. O recurso extraordinário não se viabiliza pela al. c do inc. III
do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem
não julgou válida lei ou ato de governo local contestado contra a
Constituição da República:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL.
APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL N. 7.730/89. FUNDAMENTO
SUFICIENTE INATACADO. SÚMULA N. 283/Supremo Tribunal Federal.
INTERPOSIÇÃO PELA ALÍNEA C DO INCISO III DO ART. 102
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VALIDADE DE LEI LOCAL
EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário
808.659, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe
13.2.2013).
Nada há a prover quanto às alegações do Recorrente.
5. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário
(caput do art. 557 do Código de Processo Civil e § 1... do art. 21 do
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 868004 AGR / SC
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS E DE
CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS NS.
279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 829.036-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 24.3.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO.
NOMEAÇÃO
DE
CANDIDATA
APROVADA.
IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E
CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E
454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir do acórdão
recorrido quanto à aludida questão, seria necessário o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos e das cláusulas do
edital do certame, o que atrai a incidência das Súmulas ns. 279 e 454
do Supremo Tribunal Federal, o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II – Agravo
regimental improvido” (ARE 749.072/AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11.10.2013).
4. O recurso extraordinário não se viabiliza pela al. c do inc. III
do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem
não julgou válida lei ou ato de governo local contestado contra a
Constituição da República:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL.
APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL N. 7.730/89. FUNDAMENTO
SUFICIENTE INATACADO. SÚMULA N. 283/Supremo Tribunal Federal.
INTERPOSIÇÃO PELA ALÍNEA C DO INCISO III DO ART. 102
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VALIDADE DE LEI LOCAL
EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário
808.659, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe
13.2.2013).
Nada há a prover quanto às alegações do Recorrente.
5. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário
(caput do art. 557 do Código de Processo Civil e § 1... do art. 21 do
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 868004 AGR / SC
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 8.4.2015, interpõe Santa Catarina,
em 16.4.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante alega não haver “necessidade de que, para o
reconhecimento da procedência da pretensão recursal veiculada, ocorra reexame
de fatos ou de provas, o que é vedado na via extraordinária. (…) o que se pede é
que (…) esse Supremo Tribunal Federal atribua nova qualificação jurídica a eles,
aplicando, de forma adequada, o direito constitucional à hipótese”.
Assevera que “também não procede o fundamento adotado pela decisão
ora recorrida no sentido de que a reforma do acórdão proferido pelo Tribunal local
demandaria o exame de cláusula editalícia, atraindo a incidência da Súmula 454
do Supremo Tribunal Federal”.
Argumenta estar
“na esfera de competência da Administração Pública, no
momento que julgar mais apropriado, durante o prazo de validade do
certame, em atenção ao interesse público e à conveniência
administrativa, realizar a convocação e nomeação dos candidatos
aprovados no concurso dentro do número de vagas previsto no edital.
O ato de prorrogar ou não o prazo de validade de determinado
concurso também está dentro do poder discricionário da
Administração Pública e não pode ser objeto de intervenção do Poder
Judiciário. O acórdão local, ao desconsiderar a liberdade discricionária
da Administração Pública, observado o interesse público, de prorrogar
ou não validade do certame, violou os incisos III e IV do art. 37 da
Constituição Federal”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 868004 AGR / SC
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 8.4.2015, interpõe Santa Catarina,
em 16.4.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante alega não haver “necessidade de que, para o
reconhecimento da procedência da pretensão recursal veiculada, ocorra reexame
de fatos ou de provas, o que é vedado na via extraordinária. (…) o que se pede é
que (…) esse Supremo Tribunal Federal atribua nova qualificação jurídica a eles,
aplicando, de forma adequada, o direito constitucional à hipótese”.
Assevera que “também não procede o fundamento adotado pela decisão
ora recorrida no sentido de que a reforma do acórdão proferido pelo Tribunal local
demandaria o exame de cláusula editalícia, atraindo a incidência da Súmula 454
do Supremo Tribunal Federal”.
Argumenta estar
“na esfera de competência da Administração Pública, no
momento que julgar mais apropriado, durante o prazo de validade do
certame, em atenção ao interesse público e à conveniência
administrativa, realizar a convocação e nomeação dos candidatos
aprovados no concurso dentro do número de vagas previsto no edital.
O ato de prorrogar ou não o prazo de validade de determinado
concurso também está dentro do poder discricionário da
Administração Pública e não pode ser objeto de intervenção do Poder
Judiciário. O acórdão local, ao desconsiderar a liberdade discricionária
da Administração Pública, observado o interesse público, de prorrogar
ou não validade do certame, violou os incisos III e IV do art. 37 da
Constituição Federal”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868.004 SANTA CATARINA
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Tribunal a quo assentou prorrogado o concurso de forma
injustificada e que
“a prorrogação do prazo de validade do certame visa,
primordialmente, o aproveitamento do processo seletivo já realizado,
evitando-se, com isso, a instauração de novo procedimento
dispendiosos destinado ao preenchimento de eventuais vagas que
restaram disponíveis ao longo do prazo inicialmente previsto. Não
serve, por outro lado, para postergar a nomeação de posse daqueles
candidatos que foram aprovados dentro do número de vagas
disponibilizadas no certame”.
3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa
demandaria o reexame de provas e do edital do concurso, procedimento
inviável em recurso extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas ns.
279 e 454 do Supremo Tribunal Federal:
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo.
Concurso público. Prequestionamento. Ausência. Prazo de validade.
Prorrogação. Ato discricionário. Reexame de cláusulas editalícias e de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o
recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele
se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência
das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A Corte tem reconhecido a
discricionariedade da Administração pública no tocante à prorrogação
do prazo de validade de concursos públicos. 3. Inadmissível, em
recurso extraordinário, a análise de cláusulas editalícias e o reexame
do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas ns
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868.004 SANTA CATARINA
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Tribunal a quo assentou prorrogado o concurso de forma
injustificada e que
“a prorrogação do prazo de validade do certame visa,
primordialmente, o aproveitamento do processo seletivo já realizado,
evitando-se, com isso, a instauração de novo procedimento
dispendiosos destinado ao preenchimento de eventuais vagas que
restaram disponíveis ao longo do prazo inicialmente previsto. Não
serve, por outro lado, para postergar a nomeação de posse daqueles
candidatos que foram aprovados dentro do número de vagas
disponibilizadas no certame”.
3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa
demandaria o reexame de provas e do edital do concurso, procedimento
inviável em recurso extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas ns.
279 e 454 do Supremo Tribunal Federal:
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo.
Concurso público. Prequestionamento. Ausência. Prazo de validade.
Prorrogação. Ato discricionário. Reexame de cláusulas editalícias e de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o
recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele
se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência
das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A Corte tem reconhecido a
discricionariedade da Administração pública no tocante à prorrogação
do prazo de validade de concursos públicos. 3. Inadmissível, em
recurso extraordinário, a análise de cláusulas editalícias e o reexame
do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas ns
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
Recurso Extraordinário 868004 AGR / SC
454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 594.410-AgR,
Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 28.5.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO.
NOMEAÇÃO
DE
CANDIDATA
APROVADA.
IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E
CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E
454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir do acórdão
recorrido quanto à aludida questão, seria necessário o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos e das cláusulas do
edital do certame, o que atrai a incidência das Súmulas ns. 279 e 454
do Supremo Tribunal Federal, o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II – Agravo
regimental improvido” (ARE 749.072/AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11.10.2013).
4. Este Supremo Tribunal assentou que
“A recusa da Administração Pública em prover cargos vagos
quando existentes candidatos aprovados em concurso público deve ser
motivada, e esta motivação é suscetível de apreciação pelo Poder
Judiciário” (Recurso Extraordinário 227.480, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe
21.8.2009).
5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 868004 AGR / SC
454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 594.410-AgR,
Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 28.5.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO.
NOMEAÇÃO
DE
CANDIDATA
APROVADA.
IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E
CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E
454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir do acórdão
recorrido quanto à aludida questão, seria necessário o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos e das cláusulas do
edital do certame, o que atrai a incidência das Súmulas ns. 279 e 454
do Supremo Tribunal Federal, o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II – Agravo
regimental improvido” (ARE 749.072/AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11.10.2013).
4. Este Supremo Tribunal assentou que
“A recusa da Administração Pública em prover cargos vagos
quando existentes candidatos aprovados em concurso público deve ser
motivada, e esta motivação é suscetível de apreciação pelo Poder
Judiciário” (Recurso Extraordinário 227.480, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe
21.8.2009).
5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868.004
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
AGDO.(A/S) : FERNANDA GARCIA SINOTI DA SILVEIRA
ADV.(A/S) : CÉSAR AUGUSTO WOLFF E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868.004
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
AGDO.(A/S) : FERNANDA GARCIA SINOTI DA SILVEIRA
ADV.(A/S) : CÉSAR AUGUSTO WOLFF E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868 . 004",
"SÚMULAS NS . 279",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868 . 004",
"Súmulas ns . 279",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868 . 004",
"Súmulas ns . 279",
"SÚMULAS NS . 279",
"AI 829 . 036 - AgR",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas ns . 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 749 . 072 / AgR",
"SÚMULA N . 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 808 . 659",
"Recurso Extraordinário 868004 AGR / SC",
"SÚMULAS NS . 279",
"AI 829 . 036 - AgR",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas ns . 279",
"ARE 749",
".",
"072",
"/",
"AgR",
"SÚMULA N . 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 808 . 659",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 868004 AGR / SC",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns . 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns . 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 868004 AGR / SC 454",
"Recurso Extraordinário 594",
".",
"410",
"-",
"AgR",
"SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns . 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 749 . 072 / AgR",
"Recurso Extraordinário 227 . 480",
"Extraordinário 868004 AGR / SC 454",
"Recurso Extraordinário 594 . 410 - AgR",
"SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns . 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 749 . 072 / AgR",
"Recurso Extraordinário 227 . 480",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 868 . 004"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"al . c do inc . III do art . 102 da Constituição da República",
"Constituição da República",
"LEI FEDERAL N . 7 . 730 / 89",
"ALÍNEA C DO INCISO III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"al . c do inc . III do art . 102 da Constituição da República",
"Constituição da República",
"LEI FEDERAL N . 7 . 730 / 89",
"ALÍNEA C DO INCISO III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"art . 21 do 2 Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos III e IV do art . 37 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos III e IV do art . 37 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Santa Catarina",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Santa Catarina",
"Santa Catarina",
"Santa Catarina",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"FERNANDA GARCIA SINOTI DA SILVEIRA",
"CÉSAR AUGUSTO WOLFF",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FERNANDA GARCIA SINOTI DA SILVEIRA",
"CÉSAR AUGUSTO WOLFF",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FERNANDA GARCIA SINOTI DA SILVEIRA",
"CÉSAR AUGUSTO WOLFF",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Menezes Direito",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Menezes Direito",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FERNANDA GARCIA SINOTI DA SILVEIRA",
"CÉSAR AUGUSTO WOLFF",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FERNANDA GARCIA SINOTI DA SILVEIRA",
"CÉSAR AUGUSTO WOLFF",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"16",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"16",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"3",
".",
"2011",
"11",
".",
"10",
".",
"2013",
"13",
".",
"2",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"3",
".",
"2011",
"11",
".",
"10",
".",
"2013",
"13",
".",
"2",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
".",
"4",
".",
"16",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
".",
"4",
".",
"2015",
"16",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"5",
".",
"2014",
"11",
".",
"10",
".",
"2013",
"21",
".",
"8",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"5",
".",
"2014",
"11",
".",
"10",
".",
"2013",
"21",
".",
"8",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 667.395 MATO
GROSSO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CUIABÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ
AGDO.(A/S)
:ALCIDES LEITE PINHEIRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ TADEU RODRIGUES DE AMORIM
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
MUNICIPAL.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESCABIMENTO.
1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demanda a análise
de legislação local aplicável ao caso (Súmula 280/STF), procedimento
inviável nesta fase recursal. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 667.395 MATO
GROSSO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CUIABÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ
AGDO.(A/S)
:ALCIDES LEITE PINHEIRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ TADEU RODRIGUES DE AMORIM
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento ao recurso, tendo em conta que
incide, na hipótese, a Súmula 280/STF.
2.
A parte agravante alega que houve ofensa ao art. 37, X, da
Constituição, bem como à Súmula 339/STF. Reitera as alegações
constantes da petição de recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 667.395 MATO
GROSSO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CUIABÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ
AGDO.(A/S)
:ALCIDES LEITE PINHEIRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ TADEU RODRIGUES DE AMORIM
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento ao recurso, tendo em conta que
incide, na hipótese, a Súmula 280/STF.
2.
A parte agravante alega que houve ofensa ao art. 37, X, da
Constituição, bem como à Súmula 339/STF. Reitera as alegações
constantes da petição de recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9136099.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 667.395 MATO
GROSSO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que não se discute, no recurso extraordinário, matéria constitucional.
2.
Para chegar a conclusão pretendida pela parte agravante,
seria imprescindível a revisão da interpretação dada pelo Tribunal de
origem à legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna
inviável o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido,
confiram-se os seguintes julgados das duas Turmas desta Corte:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais.” (ARE 842.865-AgR, Rel. Min.
Marco Aurélio, Primeira Turma)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REAPRECIAÇÃO DE
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS
FEDERAIS E LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 280 DO STF.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com
base na legislação infraconstitucional federal e local aplicável à
espécie. Inadmissível o RE ante a existência de ofensa
meramente reflexa à Constituição e a incidência da Súmula 280
do STF.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9136100.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 667.395 MATO
GROSSO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que não se discute, no recurso extraordinário, matéria constitucional.
2.
Para chegar a conclusão pretendida pela parte agravante,
seria imprescindível a revisão da interpretação dada pelo Tribunal de
origem à legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna
inviável o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido,
confiram-se os seguintes julgados das duas Turmas desta Corte:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais.” (ARE 842.865-AgR, Rel. Min.
Marco Aurélio, Primeira Turma)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REAPRECIAÇÃO DE
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS
FEDERAIS E LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 280 DO STF.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com
base na legislação infraconstitucional federal e local aplicável à
espécie. Inadmissível o RE ante a existência de ofensa
meramente reflexa à Constituição e a incidência da Súmula 280
do STF.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 667395 AGR / MT
II – Inviável em recurso extraordinário o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, no caso,
a Súmula 279 do STF.
III – Agravo regimental improvido.” (ARE 714.951-AgR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 667395 AGR / MT
II – Inviável em recurso extraordinário o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, no caso,
a Súmula 279 do STF.
III – Agravo regimental improvido.” (ARE 714.951-AgR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 667.395
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CUIABÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ
AGDO.(A/S) : ALCIDES LEITE PINHEIRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSÉ TADEU RODRIGUES DE AMORIM
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 667.395
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CUIABÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ
AGDO.(A/S) : ALCIDES LEITE PINHEIRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSÉ TADEU RODRIGUES DE AMORIM
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203194
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| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-08-26T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESCABIMENTO.
1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demanda a análise de legislação local aplicável ao caso (Súmula 280/STF), procedimento inviável nesta fase recursal. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur316764
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 280)
ARE 714951 AgR (2ªT), ARE 842865 AgR (1ªT).
Número de páginas: 5.
Análise: 04/09/2015, MAD.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
667395
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 667395 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CUIABÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ
AGDO.(A/S) : ALCIDES LEITE PINHEIRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSÉ TADEU RODRIGUES DE AMORIM
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 667.395 MATO
GROSSO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CUIABÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ
AGDO.(A/S)
:ALCIDES LEITE PINHEIRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ TADEU RODRIGUES DE AMORIM
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
MUNICIPAL.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESCABIMENTO.
1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demanda a análise
de legislação local aplicável ao caso (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal), procedimento
inviável nesta fase recursal. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9136098.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 667.395 MATO
GROSSO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CUIABÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ
AGDO.(A/S)
:ALCIDES LEITE PINHEIRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ TADEU RODRIGUES DE AMORIM
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento ao recurso, tendo em conta que
incide, na hipótese, a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal.
2.
A parte agravante alega que houve ofensa ao art. 37, X, da
Constituição, bem como à Súmula 339/Supremo Tribunal Federal. Reitera as alegações
constantes da petição de recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9136099.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 667.395 MATO
GROSSO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CUIABÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ
AGDO.(A/S)
:ALCIDES LEITE PINHEIRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ TADEU RODRIGUES DE AMORIM
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento ao recurso, tendo em conta que
incide, na hipótese, a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal.
2.
A parte agravante alega que houve ofensa ao art. 37, X, da
Constituição, bem como à Súmula 339/Supremo Tribunal Federal. Reitera as alegações
constantes da petição de recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 667.395 MATO
GROSSO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que não se discute, no recurso extraordinário, matéria constitucional.
2.
Para chegar a conclusão pretendida pela parte agravante,
seria imprescindível a revisão da interpretação dada pelo Tribunal de
origem à legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna
inviável o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido,
confiram-se os seguintes julgados das duas Turmas desta Corte:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais.” (ARE 842.865-AgR, Rel. Min.
Marco Aurélio, Primeira Turma)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REAPRECIAÇÃO DE
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS
FEDERAIS E LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com
base na legislação infraconstitucional federal e local aplicável à
espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário ante a existência de ofensa
meramente reflexa à Constituição e a incidência da Súmula 280
do Supremo Tribunal Federal.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9136100.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 667.395 MATO
GROSSO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que não se discute, no recurso extraordinário, matéria constitucional.
2.
Para chegar a conclusão pretendida pela parte agravante,
seria imprescindível a revisão da interpretação dada pelo Tribunal de
origem à legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna
inviável o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido,
confiram-se os seguintes julgados das duas Turmas desta Corte:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais.” (ARE 842.865-AgR, Rel. Min.
Marco Aurélio, Primeira Turma)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REAPRECIAÇÃO DE
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS
FEDERAIS E LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com
base na legislação infraconstitucional federal e local aplicável à
espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário ante a existência de ofensa
meramente reflexa à Constituição e a incidência da Súmula 280
do Supremo Tribunal Federal.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 667395 AGR / MT
II – Inviável em recurso extraordinário o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, no caso,
a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
III – Agravo regimental improvido.” (ARE 714.951-AgR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 667395 AGR / MT
II – Inviável em recurso extraordinário o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, no caso,
a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
III – Agravo regimental improvido.” (ARE 714.951-AgR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 667.395
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CUIABÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ
AGDO.(A/S) : ALCIDES LEITE PINHEIRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSÉ TADEU RODRIGUES DE AMORIM
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203194
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 667.395
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CUIABÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ
AGDO.(A/S) : ALCIDES LEITE PINHEIRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSÉ TADEU RODRIGUES DE AMORIM
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203194
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 667 . 395",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 842 . 865 - AgR",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 842 . 865 - AgR",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 667395 AGR / MT",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 714 . 951 - AgR",
"ARE 667395 AGR /",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 714 . 951 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , X , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , X , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MATO GROSSO",
"MUNICÍPIO DE CUIABÁ",
"Brasília",
"MATO GROSSO",
"MUNICÍPIO DE CUIABÁ",
"MUNICÍPIO DE CUIABÁ",
"MATO GROSSO",
"MUNICÍPIO DE CUIABÁ",
"MUNICÍPIO DE CUIABÁ",
"MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"MUNICÍPIO DE CUIABÁ",
"MUNICÍPIO DE CUIABÁ",
"MATO GROSSO",
"MUNICÍPIO DE CUIABÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"ALCIDES LEITE PINHEIRO",
"JOSÉ TADEU RODRIGUES DE AMORIM",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ALCIDES LEITE PINHEIRO",
"JOSÉ TADEU RODRIGUES DE AMORIM",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ALCIDES LEITE PINHEIRO",
"JOSÉ TADEU RODRIGUES DE AMORIM",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"ROBERTO BARROSO",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"ROBERTO BARROSO",
"ALCIDES LEITE PINHEIRO",
"JOSÉ TADEU RODRIGUES DE AMORIM",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"ALCIDES LEITE PINHEIRO",
"JOSÉ TADEU RODRIGUES DE AMORIM",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.670 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:SANTANDER
LEASING
ARRENDAMENTO
MERCANTIL S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CMJ COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO ANDRÉ FADIGA E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. ALEGADA CONTRARIEDADE
AO ART. 5º, INCS. XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA:
NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
AUSÊNCIA
DE
OFENSA
CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.670 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:SANTANDER
LEASING
ARRENDAMENTO
MERCANTIL S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CMJ COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO ANDRÉ FADIGA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 4.5.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Santander Leasing Arrendamento Mercantil
S/A contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, o qual fixou prazo
para o Agravante transferir veículo ao comprador, sob pena de multa
diária de R$1.000,00 (mil reais). A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. Este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
contrariedade ao art. 5º, inc. XXXV e LV, da Constituição da
República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (o
Código de Processo Civil), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa
constitucional indireta:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO:
INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRECEDENTES.
ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, INC. XXXV,
XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA:
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588068.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.670 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:SANTANDER
LEASING
ARRENDAMENTO
MERCANTIL S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CMJ COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO ANDRÉ FADIGA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 4.5.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Santander Leasing Arrendamento Mercantil
S/A contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, o qual fixou prazo
para o Agravante transferir veículo ao comprador, sob pena de multa
diária de R$1.000,00 (mil reais). A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. Este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
contrariedade ao art. 5º, inc. XXXV e LV, da Constituição da
República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (o
Código de Processo Civil), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa
constitucional indireta:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO:
INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRECEDENTES.
ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, INC. XXXV,
XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA:
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 884670 AGR / SP
NEGA PROVIMENTO’ (AI 806.616-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 24.11.2010).
‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
CONSTITUCIONAL
E
PROCESSUAL CIVIL. ALEGADA CONTRARIEDADE AOS
PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA
DEFESA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL (CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL): OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO’ (AI 831.267-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 7.4.2011).
‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema
relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da
ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo
legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da
adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da
repercussão geral’ (ARE 748.371-RG/MT, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1º.8.2013).
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 7.5.2015, interpõe Santander
Leasing Arrendamento Mercantil S/A, em 12.5.2015, tempestivamente,
agravo regimental.
3. O Agravante sustenta versar o recurso sobre “ofensa direta à
Constituição Federal, qual seja, ao artigo 5º, caput, LV, da Constituição Federal,
uma vez que houve nítida ofensa princípios constitucionais do direito do
contraditório e da ampla defesa” (fl. 3, doc. 4).
Alega que “o valor da multa é obrigação acessória. Não pode a multa, em
si, vir a ultrapassar tanto o valor da obrigação principal. A astreinte não é
penalidade, mas apenas instrumento coercitivo, devendo prevalecer apenas
2
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NEGA PROVIMENTO’ (AI 806.616-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 24.11.2010).
‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
CONSTITUCIONAL
E
PROCESSUAL CIVIL. ALEGADA CONTRARIEDADE AOS
PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA
DEFESA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL (CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL): OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO’ (AI 831.267-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 7.4.2011).
‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema
relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da
ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo
legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da
adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da
repercussão geral’ (ARE 748.371-RG/MT, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1º.8.2013).
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 7.5.2015, interpõe Santander
Leasing Arrendamento Mercantil S/A, em 12.5.2015, tempestivamente,
agravo regimental.
3. O Agravante sustenta versar o recurso sobre “ofensa direta à
Constituição Federal, qual seja, ao artigo 5º, caput, LV, da Constituição Federal,
uma vez que houve nítida ofensa princípios constitucionais do direito do
contraditório e da ampla defesa” (fl. 3, doc. 4).
Alega que “o valor da multa é obrigação acessória. Não pode a multa, em
si, vir a ultrapassar tanto o valor da obrigação principal. A astreinte não é
penalidade, mas apenas instrumento coercitivo, devendo prevalecer apenas
2
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Relatório
ARE 884670 AGR / SP
enquanto e na medida em que puder cumprir sua finalidade” (fl. 3, doc. 4).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 884670 AGR / SP
enquanto e na medida em que puder cumprir sua finalidade” (fl. 3, doc. 4).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.670 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, incs. XXXV e LV, da
Constituição da República, se dependente do exame da legislação
infraconstitucional (Código de Processo Civil), poderia configurar, se
fosse o caso, ofensa constitucional indireta:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da
causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE 748.371-
RG/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual,
DJe 1º.8.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL.
ALEGADA CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSIDADE DE
ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL (CÓDIGO
DE PROCESSO CIVIL): OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 831.267-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 7.4.2011).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Prequestionamento. Ausência. Astreintes. Valor. Discussão.
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19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.670 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, incs. XXXV e LV, da
Constituição da República, se dependente do exame da legislação
infraconstitucional (Código de Processo Civil), poderia configurar, se
fosse o caso, ofensa constitucional indireta:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da
causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE 748.371-
RG/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual,
DJe 1º.8.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL.
ALEGADA CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSIDADE DE
ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL (CÓDIGO
DE PROCESSO CIVIL): OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 831.267-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 7.4.2011).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Prequestionamento. Ausência. Astreintes. Valor. Discussão.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 884670 AGR / SP
Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas.
Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso
extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega
violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas
nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a
análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e de
provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 3.
Agravo regimental não provido” (ARE 856.005-AgR, Relator o
Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 8.4.2015).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 884670 AGR / SP
Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas.
Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso
extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega
violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas
nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a
análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e de
provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 3.
Agravo regimental não provido” (ARE 856.005-AgR, Relator o
Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 8.4.2015).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.670
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : SANTANDER LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CMJ COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO ANDRÉ FADIGA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.670
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : SANTANDER LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CMJ COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO ANDRÉ FADIGA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8625473
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-05T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INCS. XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur307429
|
- Acórdão(s) citado(s):
(OFENSA REFLEXA)
AI 831267 AgR (1ªT), ARE 748371 RG, ARE 856005 AgR (1ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 19/06/2015, MAD.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
884670
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 INC-00055\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 884670 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : SANTANDER LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CMJ COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO ANDRÉ FADIGA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.670 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:SANTANDER
LEASING
ARRENDAMENTO
MERCANTIL S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CMJ COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO ANDRÉ FADIGA E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. ALEGADA CONTRARIEDADE
AO ART. 5..., INCS. XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA:
NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
AUSÊNCIA
DE
OFENSA
CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.670 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:SANTANDER
LEASING
ARRENDAMENTO
MERCANTIL S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CMJ COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO ANDRÉ FADIGA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 4.5.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Santander Leasing Arrendamento Mercantil
S/A contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, o qual fixou prazo
para o Agravante transferir veículo ao comprador, sob pena de multa
diária de R$1.000,00 (mil reais). A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. Este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
contrariedade ao art. 5..., inc. XXXV e LV, da Constituição da
República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (o
Código de Processo Civil), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa
constitucional indireta:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO:
INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRECEDENTES.
ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., INC. XXXV,
XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA:
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.670 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:SANTANDER
LEASING
ARRENDAMENTO
MERCANTIL S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CMJ COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO ANDRÉ FADIGA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 4.5.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Santander Leasing Arrendamento Mercantil
S/A contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, o qual fixou prazo
para o Agravante transferir veículo ao comprador, sob pena de multa
diária de R$1.000,00 (mil reais). A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. Este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
contrariedade ao art. 5..., inc. XXXV e LV, da Constituição da
República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (o
Código de Processo Civil), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa
constitucional indireta:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO:
INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRECEDENTES.
ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., INC. XXXV,
XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA:
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
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ARE 884670 AGR / SP
NEGA PROVIMENTO’ (AI 806.616-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 24.11.2010).
‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
CONSTITUCIONAL
E
PROCESSUAL CIVIL. ALEGADA CONTRARIEDADE AOS
PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA
DEFESA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL (CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL): OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO’ (AI 831.267-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 7.4.2011).
‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema
relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da
ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo
legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da
adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da
repercussão geral’ (ARE 748.371-RG/MT, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1....8.2013).
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 7.5.2015, interpõe Santander
Leasing Arrendamento Mercantil S/A, em 12.5.2015, tempestivamente,
agravo regimental.
3. O Agravante sustenta versar o recurso sobre “ofensa direta à
Constituição Federal, qual seja, ao artigo 5..., caput, LV, da Constituição Federal,
uma vez que houve nítida ofensa princípios constitucionais do direito do
contraditório e da ampla defesa” (fl. 3, doc. 4).
Alega que “o valor da multa é obrigação acessória. Não pode a multa, em
si, vir a ultrapassar tanto o valor da obrigação principal. A astreinte não é
penalidade, mas apenas instrumento coercitivo, devendo prevalecer apenas
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588068.
Supremo Tribunal Federal
ARE 884670 AGR / SP
NEGA PROVIMENTO’ (AI 806.616-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 24.11.2010).
‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
CONSTITUCIONAL
E
PROCESSUAL CIVIL. ALEGADA CONTRARIEDADE AOS
PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA
DEFESA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL (CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL): OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO’ (AI 831.267-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 7.4.2011).
‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema
relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da
ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo
legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da
adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da
repercussão geral’ (ARE 748.371-RG/MT, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1....8.2013).
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 7.5.2015, interpõe Santander
Leasing Arrendamento Mercantil S/A, em 12.5.2015, tempestivamente,
agravo regimental.
3. O Agravante sustenta versar o recurso sobre “ofensa direta à
Constituição Federal, qual seja, ao artigo 5..., caput, LV, da Constituição Federal,
uma vez que houve nítida ofensa princípios constitucionais do direito do
contraditório e da ampla defesa” (fl. 3, doc. 4).
Alega que “o valor da multa é obrigação acessória. Não pode a multa, em
si, vir a ultrapassar tanto o valor da obrigação principal. A astreinte não é
penalidade, mas apenas instrumento coercitivo, devendo prevalecer apenas
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 884670 AGR / SP
enquanto e na medida em que puder cumprir sua finalidade” (fl. 3, doc. 4).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 884670 AGR / SP
enquanto e na medida em que puder cumprir sua finalidade” (fl. 3, doc. 4).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.670 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., incs. XXXV e LV, da
Constituição da República, se dependente do exame da legislação
infraconstitucional (Código de Processo Civil), poderia configurar, se
fosse o caso, ofensa constitucional indireta:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da
causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE 748.371-
RG/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual,
DJe 1....8.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL.
ALEGADA CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSIDADE DE
ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL (CÓDIGO
DE PROCESSO CIVIL): OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 831.267-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 7.4.2011).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Prequestionamento. Ausência. Astreintes. Valor. Discussão.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.670 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., incs. XXXV e LV, da
Constituição da República, se dependente do exame da legislação
infraconstitucional (Código de Processo Civil), poderia configurar, se
fosse o caso, ofensa constitucional indireta:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da
causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE 748.371-
RG/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual,
DJe 1....8.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL.
ALEGADA CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSIDADE DE
ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL (CÓDIGO
DE PROCESSO CIVIL): OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 831.267-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 7.4.2011).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Prequestionamento. Ausência. Astreintes. Valor. Discussão.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 884670 AGR / SP
Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas.
Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso
extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega
violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas
ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a
análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e de
provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 3.
Agravo regimental não provido” (ARE 856.005-AgR, Relator o
Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 8.4.2015).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 884670 AGR / SP
Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas.
Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso
extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega
violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas
ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a
análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e de
provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 3.
Agravo regimental não provido” (ARE 856.005-AgR, Relator o
Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 8.4.2015).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.670
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : SANTANDER LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CMJ COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO ANDRÉ FADIGA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8534558
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.670
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : SANTANDER LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CMJ COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO ANDRÉ FADIGA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO",
"ARE 884670 AGR / SP",
"AI 806 . 616 - AgR",
"AI 831 . 267 - AgR",
"ARE 748 . 371 - RG / MT",
"ARE 884670 AGR / SP",
"AI 806 . 616 - AgR",
"AI 831 . 267 - AgR",
"ARE 748 . 371 - RG / MT",
"ARE 884670 AGR / SP",
"ARE 884670 AGR / SP",
"ARE 748 . 371 - RG / MT",
"AI 831 . 267 - AgR",
"ARE 748 . 371 - RG / MT",
"AI 831 . 267 - AgR",
"Súmulas ns 282",
"Súmulas ns 279",
"ARE 856 . 005 - AgR",
"ARE 884670 AGR / SP",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 279",
"ARE 856 . 005 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 5 . . . , INCS . XXXV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inc . XXXV e LV , da Constituição da República",
"Código de Processo Civil",
"ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"ART . 5 . . . , INC . XXXV , XXXVI , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inc . XXXV e LV , da Constituição da República",
"Código de Processo Civil",
"ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"ART . 5 . . . , INC . XXXV , XXXVI , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Constituição Federal",
". . . , caput , LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CÓDIGO",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Constituição Federal",
"artigo 5 . . . , caput , LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , incs . XXXV e LV , da Constituição da República",
"Código de Processo Civil",
"CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , incs . XXXV e LV , da Constituição da República",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SANTANDER LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL S / A",
"CMJ COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SANTANDER LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL S / A",
"CMJ COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA",
"Santander Leasing Arrendamento Mercantil S / A",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SANTANDER LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL S / A",
"CMJ COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA",
"Santander Leasing Arrendamento Mercantil S / A",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Plenário Virtual",
"Santander Leasing Arrendamento Mercantil S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Plenário Virtual",
"Santander Leasing Arrendamento Mercantil S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário Virtual",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Plenário Virtual",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SP",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SANTANDER LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL S / A",
"CMJ COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SANTANDER LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL S / A",
"CMJ COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LÚCIA",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"FÁBIO ANDRÉ FADIGA",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"FÁBIO ANDRÉ FADIGA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"FÁBIO ANDRÉ FADIGA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"FÁBIO ANDRÉ FADIGA",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"FÁBIO ANDRÉ FADIGA",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"4",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"4",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"11",
".",
"2010",
"7",
".",
"4",
".",
"2011",
"1",
".",
".",
".",
".",
"8",
".",
"2013",
"7",
".",
"5",
".",
"2015",
"12",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"11",
".",
"2010",
"7",
".",
"4",
".",
"2011",
"1",
".",
".",
".",
".",
"8",
".",
"2013",
"7",
".",
"5",
".",
"2015",
"12",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"1",
".",
".",
".",
".",
"8",
".",
"2013",
"7",
".",
"4",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"1",
".",
".",
".",
".",
"8",
".",
"2013",
"7",
".",
"4",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.108 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:BRASCAN BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:LUIZ EDUARDO CAVALCANTI CORRÊA
ADV.(A/S)
:CECILIA
MIGNONE
MODESTO
LEAL
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
Segundo agravo regimental no agravo de instrumento. Precatório.
Saldo devedor. Novo precatório. Prescrição. Discussão. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
inconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência
das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17
Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.108 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:BRASCAN BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:LUIZ EDUARDO CAVALCANTI CORRÊA
ADV.(A/S)
:CECILIA
MIGNONE
MODESTO
LEAL
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado do Rio de Janeiro interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com
a seguinte fundamentação:
“Brookfield Brasil Ltda. (nova denominação social da
Brascan Brasil Ltda.) interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci do agravo e dei provimento ao
recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro, com a
seguinte fundamentação:
‘Vistos.
Estado do Rio de Janeiro interpõe agravo contra a
decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se
alega contrariedade aos artigos 2º, 5º, incisos LIV e LV e
100, § 4º da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da
Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele
Estado, assim ementado:
‘AGRAVO INTERNO. REQUERIMENTO DE
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04/08/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.108 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:BRASCAN BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:LUIZ EDUARDO CAVALCANTI CORRÊA
ADV.(A/S)
:CECILIA
MIGNONE
MODESTO
LEAL
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado do Rio de Janeiro interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com
a seguinte fundamentação:
“Brookfield Brasil Ltda. (nova denominação social da
Brascan Brasil Ltda.) interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci do agravo e dei provimento ao
recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro, com a
seguinte fundamentação:
‘Vistos.
Estado do Rio de Janeiro interpõe agravo contra a
decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se
alega contrariedade aos artigos 2º, 5º, incisos LIV e LV e
100, § 4º da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da
Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele
Estado, assim ementado:
‘AGRAVO INTERNO. REQUERIMENTO DE
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Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
EXPEDIÇÃO
DE
PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. CITAÇÃO DO EXECUTADO
QUE INTERPÔS EMBARGOS DE DEVEDOR
ARGUINDO NULIDADE. ACEITAÇÃO DA PEÇA
DEFENSIVA PELO MAGISTRADO COMO PEDIDO
DE
RECONSIDERAÇÃO.
AUSÊNCIA
DE
PREJUÍZO AO APELANTE/AGRAVANTE QUE, AO
CONTRÁRIO, GOZOU DE NOVO PRAZO PARA
DEFESA. CONDENAÇÃO PELO JUÍZO DE 1º
GRAU ÀS PENAS DE LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
ACERTO DA SENTENÇA. PRINCÍPIO DA
INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. PAS DE
NULLITE SANS GRIEF – ART. 244 DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. NEGADO PROVIMENTO AO
AGRAVO’ (FL. 73).
Opostos embargos de declaração (fls. 89 a 95), foram
rejeitados (fls. 98 a 101).
Decido.
A Emenda Constitucional nº 45, de 30/12/04, que
acrescentou o § 3º ao artigo 102 da Constituição Federal,
criou a exigência da demonstração da existência de
repercussão geral das questões constitucionais trazidas no
recurso extraordinário.
A matéria foi regulamentada pela Lei nº 11.418/06,
que introduziu os artigos 543-A e 543-B ao Código de
Processo Civil, e o Supremo Tribunal Federal, através da
Emenda Regimental nº 21/07, dispôs sobre as normas
regimentais necessárias à sua execução.
Prevê o artigo 323 do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal, na redação da Emenda Regimental nº
21/07, que, quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso extraordinário por outra razão, haverá o
procedimento para avaliar a existência de repercussão
geral na matéria objeto do recurso.
Esta Corte, com fundamento na mencionada
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
EXPEDIÇÃO
DE
PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. CITAÇÃO DO EXECUTADO
QUE INTERPÔS EMBARGOS DE DEVEDOR
ARGUINDO NULIDADE. ACEITAÇÃO DA PEÇA
DEFENSIVA PELO MAGISTRADO COMO PEDIDO
DE
RECONSIDERAÇÃO.
AUSÊNCIA
DE
PREJUÍZO AO APELANTE/AGRAVANTE QUE, AO
CONTRÁRIO, GOZOU DE NOVO PRAZO PARA
DEFESA. CONDENAÇÃO PELO JUÍZO DE 1º
GRAU ÀS PENAS DE LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
ACERTO DA SENTENÇA. PRINCÍPIO DA
INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. PAS DE
NULLITE SANS GRIEF – ART. 244 DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. NEGADO PROVIMENTO AO
AGRAVO’ (FL. 73).
Opostos embargos de declaração (fls. 89 a 95), foram
rejeitados (fls. 98 a 101).
Decido.
A Emenda Constitucional nº 45, de 30/12/04, que
acrescentou o § 3º ao artigo 102 da Constituição Federal,
criou a exigência da demonstração da existência de
repercussão geral das questões constitucionais trazidas no
recurso extraordinário.
A matéria foi regulamentada pela Lei nº 11.418/06,
que introduziu os artigos 543-A e 543-B ao Código de
Processo Civil, e o Supremo Tribunal Federal, através da
Emenda Regimental nº 21/07, dispôs sobre as normas
regimentais necessárias à sua execução.
Prevê o artigo 323 do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal, na redação da Emenda Regimental nº
21/07, que, quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso extraordinário por outra razão, haverá o
procedimento para avaliar a existência de repercussão
geral na matéria objeto do recurso.
Esta Corte, com fundamento na mencionada
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Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
legislação, quando do julgamento da Questão de Ordem
no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, firmou o
entendimento de que os recursos extraordinários
interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07,
data da publicação da Emenda Regimental nº 21/07,
deverão demonstrar, em preliminar do recurso, a
existência da repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no apelo.
No caso em tela, o recurso extraordinário possui a
referida preliminar e o apelo foi interposto contra acórdão
publicado quando já era plenamente exigível a
demonstração da repercussão geral.
Os artigos 543-A, § 3º, do Código de Processo Civil e
323, § 1º, in fine, do RISTF, na redação da Emenda
Regimental nº 21/07, prevêem que haverá repercussão
geral sempre que o recurso impugnar decisão contrária a
súmula ou jurisprudência dominante desta Corte, o que,
efetivamente, ocorre no caso dos autos.
Com efeito, merece prosperar a irresignação, haja
vista que o entendimento firmado pelo Tribunal de
origem, no tocante à expedição de precatório
complementar, diverge da jurisprudência desta Corte, no
sentido de ser necessária a expedição de novo precatório,
observando-se os procedimentos de citação e demais
aspectos processuais pertinentes. Citem-se, para ilustrar,
os seguintes precedentes, assim dispondo:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO, CONVERTIDO EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO.
EXECUÇÃO. FAZENDA PÚBLICA. PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. INDISPENSABILIDADE. 1. Esta
Corte firmou entendimento no sentido de ser
necessária a expedição de precatório, processado na
forma estabelecida no artigo 100 e §§, da CB/88, não
3
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AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
legislação, quando do julgamento da Questão de Ordem
no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, firmou o
entendimento de que os recursos extraordinários
interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07,
data da publicação da Emenda Regimental nº 21/07,
deverão demonstrar, em preliminar do recurso, a
existência da repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no apelo.
No caso em tela, o recurso extraordinário possui a
referida preliminar e o apelo foi interposto contra acórdão
publicado quando já era plenamente exigível a
demonstração da repercussão geral.
Os artigos 543-A, § 3º, do Código de Processo Civil e
323, § 1º, in fine, do RISTF, na redação da Emenda
Regimental nº 21/07, prevêem que haverá repercussão
geral sempre que o recurso impugnar decisão contrária a
súmula ou jurisprudência dominante desta Corte, o que,
efetivamente, ocorre no caso dos autos.
Com efeito, merece prosperar a irresignação, haja
vista que o entendimento firmado pelo Tribunal de
origem, no tocante à expedição de precatório
complementar, diverge da jurisprudência desta Corte, no
sentido de ser necessária a expedição de novo precatório,
observando-se os procedimentos de citação e demais
aspectos processuais pertinentes. Citem-se, para ilustrar,
os seguintes precedentes, assim dispondo:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO, CONVERTIDO EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO.
EXECUÇÃO. FAZENDA PÚBLICA. PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. INDISPENSABILIDADE. 1. Esta
Corte firmou entendimento no sentido de ser
necessária a expedição de precatório, processado na
forma estabelecida no artigo 100 e §§, da CB/88, não
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17
Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
havendo cabimento para notificação ao Poder
Público, no sentido de que realize a complementação
do pagamento em prazo determinado pelo Juiz.
Precedentes. 2. Somente são cabíveis os juros
moratórios na hipótese de inadimplência da Fazenda
Pública no pagamento do parcelamento previsto no
artigo 33 do ADCT. Precedentes. Agravo regimental
a que se nega provimento’ (AI nº 489.191/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de
29/9/06).
‘PROCESSUAL
CIVIL.
EMBARGOS
DECLARATÓRIOS
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. PRECATÓRIOS. IMPOSSIBILIDADE
DE
EXPEDIÇÃO
DE
PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. ANÁLISE DE TEMAS
ESTRITAMENTE CONSTITUCIONAIS. I - Decisão
monocrática que deu provimento ao agravo de
instrumento e, desde logo, conheceu do recurso
extraordinário e lhe deu provimento em parte, para
determinar a expedição de novo precatório para a
execução de débitos relativos a parcelamento pago
sem a observância do disposto no art. 33 do ADCT. II
- Inexistência de novos argumentos capazes de
afastar as razões expendidas na decisão ora atacada,
que deve ser mantida. III - Embargos de declaração
convertidos em agravo regimental ao qual se nega
provimento’ (AI nº 499.022/SP-ED, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
1º/9/06).
Diga-se, em arremate, que a repercussão geral dessa
matéria já foi reconhecida por esta Corte, com a
confirmação de sua jurisprudência assentada sobre o
tema, por meio de acórdão que restou assim ementado:
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
havendo cabimento para notificação ao Poder
Público, no sentido de que realize a complementação
do pagamento em prazo determinado pelo Juiz.
Precedentes. 2. Somente são cabíveis os juros
moratórios na hipótese de inadimplência da Fazenda
Pública no pagamento do parcelamento previsto no
artigo 33 do ADCT. Precedentes. Agravo regimental
a que se nega provimento’ (AI nº 489.191/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de
29/9/06).
‘PROCESSUAL
CIVIL.
EMBARGOS
DECLARATÓRIOS
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. PRECATÓRIOS. IMPOSSIBILIDADE
DE
EXPEDIÇÃO
DE
PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. ANÁLISE DE TEMAS
ESTRITAMENTE CONSTITUCIONAIS. I - Decisão
monocrática que deu provimento ao agravo de
instrumento e, desde logo, conheceu do recurso
extraordinário e lhe deu provimento em parte, para
determinar a expedição de novo precatório para a
execução de débitos relativos a parcelamento pago
sem a observância do disposto no art. 33 do ADCT. II
- Inexistência de novos argumentos capazes de
afastar as razões expendidas na decisão ora atacada,
que deve ser mantida. III - Embargos de declaração
convertidos em agravo regimental ao qual se nega
provimento’ (AI nº 499.022/SP-ED, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
1º/9/06).
Diga-se, em arremate, que a repercussão geral dessa
matéria já foi reconhecida por esta Corte, com a
confirmação de sua jurisprudência assentada sobre o
tema, por meio de acórdão que restou assim ementado:
4
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Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
‘EXPEDIÇÃO
DE
PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. NECESSIDADE DE CITAÇÃO
DA FAZENDA PÚBLICA. RATIFICAÇÃO DA
JURISPRUDÊNCIA
FIRMADA
POR
ESTA
SUPREMA
CORTE.
EXISTÊNCIA
DE
REPERCUSSÃO GERAL’ (RE nº 605.481-RG/SP,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/8/10).
Ante o exposto, nos termos do artigo 544, § 3º, do
Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº
9.756/98, conheço do agravo e dou provimento ao recurso
extraordinário, para determinar a expedição de novo
precatório com a regular citação da Fazenda Pública.
Publique-se.’
Alega a parte agravante que a decisão agravada teria
incorrido em equívoco, uma vez que, no caso dos autos, o
Tribunal de Justiça, ao expedir o precatório complementar,
determinou que o Estado fosse novamente citado, com a
abertura de prazo para a Fazenda apresentar embargos, não
havendo falar em nulidade ou afronta à jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal.
Decido.
Compulsando os autos, verifico que assiste razão ao
agravante, motivo pelo qual reconsidero a decisão agravada e
retomo a análise do recurso extraordinário interposto pelo
Estado do Rio de Janeiro.
Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão
recorrido:
‘(...) Cinge-se a controvérsia sobre a determinação de
citação do executado (Fazenda Pública) para expedição de
precatório complementar e ainda sobre a interposição de
embargos para atacar esta decisão.
5
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‘EXPEDIÇÃO
DE
PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. NECESSIDADE DE CITAÇÃO
DA FAZENDA PÚBLICA. RATIFICAÇÃO DA
JURISPRUDÊNCIA
FIRMADA
POR
ESTA
SUPREMA
CORTE.
EXISTÊNCIA
DE
REPERCUSSÃO GERAL’ (RE nº 605.481-RG/SP,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/8/10).
Ante o exposto, nos termos do artigo 544, § 3º, do
Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº
9.756/98, conheço do agravo e dou provimento ao recurso
extraordinário, para determinar a expedição de novo
precatório com a regular citação da Fazenda Pública.
Publique-se.’
Alega a parte agravante que a decisão agravada teria
incorrido em equívoco, uma vez que, no caso dos autos, o
Tribunal de Justiça, ao expedir o precatório complementar,
determinou que o Estado fosse novamente citado, com a
abertura de prazo para a Fazenda apresentar embargos, não
havendo falar em nulidade ou afronta à jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal.
Decido.
Compulsando os autos, verifico que assiste razão ao
agravante, motivo pelo qual reconsidero a decisão agravada e
retomo a análise do recurso extraordinário interposto pelo
Estado do Rio de Janeiro.
Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão
recorrido:
‘(...) Cinge-se a controvérsia sobre a determinação de
citação do executado (Fazenda Pública) para expedição de
precatório complementar e ainda sobre a interposição de
embargos para atacar esta decisão.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17
Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
(…)
No entanto, como bem ressaltado pelo ilustre juiz de
primeiro grau, a citação não trouxe qualquer prejuízo ao
agravante. Ao contrário, conferiu-lhe mais prazo para
defesa, não tendo que se falar em nulidade...’.
Por sua vez, nas razões do recurso extraordinário, o
Estado do Rio de Janeiro aduz o seguinte:
‘Na hipótese, tratando-se de ação proposta pela
BRASCAN BRASIL LTDA há mais de 30 anos, determinou
o juízo em primeiro grau a expedição do SÉTIMO
PRECATÓRIO decorrente do processado e, ao mesmo
tempo, a citação do Estado do Rio de Janeiro nos termos
do art. 730 do CPC, sem que este tenha se manifestado
acerca da pertinência ou não da expedição em si do
precatório, em especial da planilha de cálculos que
acompanham o pedido.
Esta determinação de expedição de precatório em
valor superior a 700 MIL REAIS ocorreu mesmo diante do
fato do ESTADO DO RIO DE JANEIRO ter previamente
apontado a consumação dos efeitos da prescrição na
hipótese, conforme art. 1º do Dec. 20.910/1932, bem como
a vedação constitucional prevista no art. 100, § 4º, da
Constituição Federal relativamente à expedição sucessiva
de precatórios complementares ou suplementares, in casu,
o sétimo’.
Sustenta, ainda, nas razões recursais, que a expedição de
precatório demandaria provocação das partes e que, no caso,
sua expedição, teria se dado de ofício, ofendendo os arts. 2º e 5º,
incisos LIV e LV, da Constituição Federal.
Afirma, por fim, que somente poderia ser expedido
precatório complementar ou suplementar em casos de ‘erros
materiais, decorrentes de equívocos em meras operações
matemáticas’.
6
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Supremo Tribunal Federal
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
(…)
No entanto, como bem ressaltado pelo ilustre juiz de
primeiro grau, a citação não trouxe qualquer prejuízo ao
agravante. Ao contrário, conferiu-lhe mais prazo para
defesa, não tendo que se falar em nulidade...’.
Por sua vez, nas razões do recurso extraordinário, o
Estado do Rio de Janeiro aduz o seguinte:
‘Na hipótese, tratando-se de ação proposta pela
BRASCAN BRASIL LTDA há mais de 30 anos, determinou
o juízo em primeiro grau a expedição do SÉTIMO
PRECATÓRIO decorrente do processado e, ao mesmo
tempo, a citação do Estado do Rio de Janeiro nos termos
do art. 730 do CPC, sem que este tenha se manifestado
acerca da pertinência ou não da expedição em si do
precatório, em especial da planilha de cálculos que
acompanham o pedido.
Esta determinação de expedição de precatório em
valor superior a 700 MIL REAIS ocorreu mesmo diante do
fato do ESTADO DO RIO DE JANEIRO ter previamente
apontado a consumação dos efeitos da prescrição na
hipótese, conforme art. 1º do Dec. 20.910/1932, bem como
a vedação constitucional prevista no art. 100, § 4º, da
Constituição Federal relativamente à expedição sucessiva
de precatórios complementares ou suplementares, in casu,
o sétimo’.
Sustenta, ainda, nas razões recursais, que a expedição de
precatório demandaria provocação das partes e que, no caso,
sua expedição, teria se dado de ofício, ofendendo os arts. 2º e 5º,
incisos LIV e LV, da Constituição Federal.
Afirma, por fim, que somente poderia ser expedido
precatório complementar ou suplementar em casos de ‘erros
materiais, decorrentes de equívocos em meras operações
matemáticas’.
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Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
Constata-se, portanto, de tudo quanto relatado, que a
Corte de origem, ao expedir o precatório complementar, citou
novamente o Estado do Rio de Janeiro e determinou aplicação
do art. 730 do Código de Processo Civil, o qual trata da
apresentação de embargos à execução pela Fazenda Pública.
Na verdade, insurge-se o Estado no recurso extraordinário
contra a expedição em si do precatório complementar e não
contra a ausência de citação ou de prazo para impugnação, pois
entende incabível a expedição de novo precatório.
No tocante às supostas violações dos arts. 2º e 5º, incisos
LIV e LV, da Constituição Federal, é certo que não há falar em
nulidade, uma vez que o processo se inicia por provocação das
partes, mas tramita por impulso oficial. Desse modo, se havia
saldo devedor, cabia ao juízo a quo dar prosseguimento ao
feito. Ressalte-se, ainda, que, consoante assentou o Tribunal de
Justiça, o Estado foi citado, abrindo-se prazo para oposição de
embargos à execução, motivo pelo qual entendeu aquela Corte
não ter havido prejuízo à sua defesa.
Ademais, em relação à suposta violação do art. 100, § 4º,
da Constituição (redação anterior à EC 62/09), em razão da
expedição do precatório complementar, anote-se que a
mencionada vedação é no sentido de impedir que o débito seja
fracionado a fim de que parte seja pago mediante precatório e
parte o seja mediante requisição de pequeno valor, não havendo
notícia no presente feito de que isso teria ocorrido.
Por outro lado, também não assiste razão ao recorrente
quando alega que somente em casos de erros materiais nos
cálculos é que poderia ser expedido precatório complementar.
Na verdade, ocorrendo mero erro de cálculo, a jurisprudência
deste Tribunal dispensa a expedição de novo precatório.
Com efeito, o Plenário desta Corte, no julgamento da ADI
nº 2.924/SP, Relator o Ministro Carlos Velloso, concluiu no
sentido de que a dispensa de novo precatório ocorrerá quando
se tratar de crédito apurado em razão de erro material ou de
inexatidão aritmética dos cálculos do precatório, ou na hipótese
de substituição, por força de lei, do índice aplicado, in verbis:
7
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Supremo Tribunal Federal
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
Constata-se, portanto, de tudo quanto relatado, que a
Corte de origem, ao expedir o precatório complementar, citou
novamente o Estado do Rio de Janeiro e determinou aplicação
do art. 730 do Código de Processo Civil, o qual trata da
apresentação de embargos à execução pela Fazenda Pública.
Na verdade, insurge-se o Estado no recurso extraordinário
contra a expedição em si do precatório complementar e não
contra a ausência de citação ou de prazo para impugnação, pois
entende incabível a expedição de novo precatório.
No tocante às supostas violações dos arts. 2º e 5º, incisos
LIV e LV, da Constituição Federal, é certo que não há falar em
nulidade, uma vez que o processo se inicia por provocação das
partes, mas tramita por impulso oficial. Desse modo, se havia
saldo devedor, cabia ao juízo a quo dar prosseguimento ao
feito. Ressalte-se, ainda, que, consoante assentou o Tribunal de
Justiça, o Estado foi citado, abrindo-se prazo para oposição de
embargos à execução, motivo pelo qual entendeu aquela Corte
não ter havido prejuízo à sua defesa.
Ademais, em relação à suposta violação do art. 100, § 4º,
da Constituição (redação anterior à EC 62/09), em razão da
expedição do precatório complementar, anote-se que a
mencionada vedação é no sentido de impedir que o débito seja
fracionado a fim de que parte seja pago mediante precatório e
parte o seja mediante requisição de pequeno valor, não havendo
notícia no presente feito de que isso teria ocorrido.
Por outro lado, também não assiste razão ao recorrente
quando alega que somente em casos de erros materiais nos
cálculos é que poderia ser expedido precatório complementar.
Na verdade, ocorrendo mero erro de cálculo, a jurisprudência
deste Tribunal dispensa a expedição de novo precatório.
Com efeito, o Plenário desta Corte, no julgamento da ADI
nº 2.924/SP, Relator o Ministro Carlos Velloso, concluiu no
sentido de que a dispensa de novo precatório ocorrerá quando
se tratar de crédito apurado em razão de erro material ou de
inexatidão aritmética dos cálculos do precatório, ou na hipótese
de substituição, por força de lei, do índice aplicado, in verbis:
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Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
‘CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. CRÉDITO
COMPLEMENTAR: NOVO PRECATÓRIO. Regimento
Interno do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo,
inciso V do art. 336. CF, art. 100. Interpretação conforme
sem redução do texto. I. - Dispõe o inciso V do art. 336 do
Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo que para pagamentos complementares serão
utilizados os mesmos precatórios satisfeitos parcialmente
até o seu integral cumprimento. Interpretação conforme,
sem redução do texto, para o fim de ficar assentado que
pagamentos complementares, referidos no citado preceito
regimental, são somente aqueles decorrentes de erro
material e inexatidão aritmética, contidos no precatório
original, bem assim da substituição, por força de lei, do
índice aplicado. II. - ADI julgada procedente, em parte’
(DJe de 6/9/07).
Sobre o tema, ainda, anote-se recente julgado:
‘Agravo regimental no recurso extraordinário.
Precatório. Crédito complementar. Dispensa da expedição
de novo precatório. Precedentes. 1. A jurisprudência desta
Corte pacificou-se no sentido de que a dispensa de novo
precatório ocorrerá quando se tratar de crédito apurado
em razão de erro material ou de inexatidão aritmética dos
cálculos do precatório, ou na hipótese de substituição, por
força de lei, do índice aplicado. 2. Agravo regimental não
provido’ (RE nº 515.201/SP-AgR, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 17/5/12).
Por fim, é certo que as questões relativas à existência ou
não de saldo devedor e à ocorrência ou não da prescrição, não
prescindem do exame da legislação infraconstitucional (Decreto
nº 20.910/32) e dos fatos e das provas dos autos, o que é
inadmissível em recurso extraordinário, a teor do que dispõem
8
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Supremo Tribunal Federal
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
‘CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. CRÉDITO
COMPLEMENTAR: NOVO PRECATÓRIO. Regimento
Interno do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo,
inciso V do art. 336. CF, art. 100. Interpretação conforme
sem redução do texto. I. - Dispõe o inciso V do art. 336 do
Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo que para pagamentos complementares serão
utilizados os mesmos precatórios satisfeitos parcialmente
até o seu integral cumprimento. Interpretação conforme,
sem redução do texto, para o fim de ficar assentado que
pagamentos complementares, referidos no citado preceito
regimental, são somente aqueles decorrentes de erro
material e inexatidão aritmética, contidos no precatório
original, bem assim da substituição, por força de lei, do
índice aplicado. II. - ADI julgada procedente, em parte’
(DJe de 6/9/07).
Sobre o tema, ainda, anote-se recente julgado:
‘Agravo regimental no recurso extraordinário.
Precatório. Crédito complementar. Dispensa da expedição
de novo precatório. Precedentes. 1. A jurisprudência desta
Corte pacificou-se no sentido de que a dispensa de novo
precatório ocorrerá quando se tratar de crédito apurado
em razão de erro material ou de inexatidão aritmética dos
cálculos do precatório, ou na hipótese de substituição, por
força de lei, do índice aplicado. 2. Agravo regimental não
provido’ (RE nº 515.201/SP-AgR, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 17/5/12).
Por fim, é certo que as questões relativas à existência ou
não de saldo devedor e à ocorrência ou não da prescrição, não
prescindem do exame da legislação infraconstitucional (Decreto
nº 20.910/32) e dos fatos e das provas dos autos, o que é
inadmissível em recurso extraordinário, a teor do que dispõem
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Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
as Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido:
‘DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR DA
RESERVA.
ALTERAÇÃO
DO
ATO
DE
APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO. OCORRÊNCIA.
DECRETO-LEI 20.910/32. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 08.5.2008. As razões do agravo não são
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais dependeria
da análise de legislação infraconstitucional, o que torna
oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto,
de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário,
considerada a disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior.
Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI nº
753.881/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Rosa Weber, DJe de 5/6/13).
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Prequestionamento. Ausência. Prescrição. Legislação
infraconstitucional.
Impossibilidade
de
análise.
Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário
quando os dispositivos constitucionais que nele se alega
violados não estão devidamente prequestionados.
Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. Para
ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de
origem quanto à questão relativa à incidência da
prescrição, seria necessário interpretar a legislação
infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 279 do
Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não
provido’ (AI nº 807.332/SP-AgR, Primeira Turma, de
9
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AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
as Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido:
‘DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR DA
RESERVA.
ALTERAÇÃO
DO
ATO
DE
APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO. OCORRÊNCIA.
DECRETO-LEI 20.910/32. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 08.5.2008. As razões do agravo não são
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais dependeria
da análise de legislação infraconstitucional, o que torna
oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto,
de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário,
considerada a disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior.
Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI nº
753.881/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Rosa Weber, DJe de 5/6/13).
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Prequestionamento. Ausência. Prescrição. Legislação
infraconstitucional.
Impossibilidade
de
análise.
Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário
quando os dispositivos constitucionais que nele se alega
violados não estão devidamente prequestionados.
Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. Para
ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de
origem quanto à questão relativa à incidência da
prescrição, seria necessário interpretar a legislação
infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 279 do
Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não
provido’ (AI nº 807.332/SP-AgR, Primeira Turma, de
9
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Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
minha relatoria, DJe de 9/11/12).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL
CIVIL. DEMISSÃO DE POLICIAL MILITAR.
PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI nº 830.273/PE-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/12).
Ante o exposto, reconsidero a decisão ora agravada, e
nego seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo
Estado do Rio Janeiro.
Publique-se.”
Alega, inicialmente, o agravante que “ao Estado não foi dada
oportunidade de se manifestar em face da petição de agravo regimental
interposto pela agravada”.
Aduz, ainda, in verbis, que
“(...) o Estado do Rio de Janeiro requer a revisão da r.
decisão, tendo em vista que o agravante se irresigna contra a
expedição de precatório complementar em ação que tramita há
mais de trinta anos, após consumada a prescrição e por ato ex
officio do juízo de primeiro grau.
O agravante sustenta sua tese com base na orientação
firmada por esta Corte Suprema acerca da única possibilidade
de expedição de precatório complementar ou suplementar
ocorrer nas hipóteses de correção ou erro material decorrentes
de equívocos em meras operações matemáticas ou de
inexatidão aritmética dos cálculos do precatório.
Ao contrário do verificado nos autos, o juízo de origem
abriu novo precatório com a finalidade de incluir o valor de R$
700.000,00 (setecentos mil reais) expostos em uma planilha
10
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Supremo Tribunal Federal
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
minha relatoria, DJe de 9/11/12).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL
CIVIL. DEMISSÃO DE POLICIAL MILITAR.
PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI nº 830.273/PE-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/12).
Ante o exposto, reconsidero a decisão ora agravada, e
nego seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo
Estado do Rio Janeiro.
Publique-se.”
Alega, inicialmente, o agravante que “ao Estado não foi dada
oportunidade de se manifestar em face da petição de agravo regimental
interposto pela agravada”.
Aduz, ainda, in verbis, que
“(...) o Estado do Rio de Janeiro requer a revisão da r.
decisão, tendo em vista que o agravante se irresigna contra a
expedição de precatório complementar em ação que tramita há
mais de trinta anos, após consumada a prescrição e por ato ex
officio do juízo de primeiro grau.
O agravante sustenta sua tese com base na orientação
firmada por esta Corte Suprema acerca da única possibilidade
de expedição de precatório complementar ou suplementar
ocorrer nas hipóteses de correção ou erro material decorrentes
de equívocos em meras operações matemáticas ou de
inexatidão aritmética dos cálculos do precatório.
Ao contrário do verificado nos autos, o juízo de origem
abriu novo precatório com a finalidade de incluir o valor de R$
700.000,00 (setecentos mil reais) expostos em uma planilha
10
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17
Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
apresentada unilateralmente pela agravada. Ou seja, o juízo de
primeiro grau, sem provocar a citação do Estado nos termos do
art. 730 do CPC, acatou o valor exposto pela agravada e
determinou a expedição do precatório complementar”.
É o relatório.
11
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Supremo Tribunal Federal
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
apresentada unilateralmente pela agravada. Ou seja, o juízo de
primeiro grau, sem provocar a citação do Estado nos termos do
art. 730 do CPC, acatou o valor exposto pela agravada e
determinou a expedição do precatório complementar”.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.108 RIO DE
JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, anote-se que não há falar em concessão de prazo para
que o Estado do Rio de Janeiro pudesse se manifestar acerca do primeiro
agravo regimental, interposto pela empresa agravada, ao qual dei
provimento, haja vista que não houve qualquer risco de prejuízo à defesa
do Ente Público.
Com efeito, proferida a decisão agravada, o ente estatal pôde
interpor o presente agravo regimental, o qual será analisado por esta
Turma, órgão competente para conhecer e julgar os agravos e recursos
extraordinários interpostos no Supremo Tribunal Federal.
Ademais, conforme expresso na decisão agravada, a orientação
firmada pelo Plenário desta Corte no julgamento da ADI nº 2.924/SP,
Relator o Ministro Carlos Velloso, no sentido de que a dispensa de novo
precatório ocorrerá quando se tratar de crédito apurado em razão de erro
material ou de inexatidão aritmética dos cálculos do precatório, ou na
hipótese de substituição, por força de lei, do índice aplicado, não se aplica
ao caso dos autos.
A Corte de origem em momento algum assentou que o saldo
devedor decorreria de alguma das hipóteses autorizadoras da dispensa
de precatório acima descritas (erro material, inexatidão aritmética dos
cálculos do precatório, ou substituição do índice de correção monetária
aplicado), razão pela qual, determinou a expedição de novo precatório e a
consequente nova citação da Fazenda Pública, tudo em conformidade
com a legislação processual pertinente.
Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...) Cinge-se a controvérsia sobre a determinação de
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.108 RIO DE
JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, anote-se que não há falar em concessão de prazo para
que o Estado do Rio de Janeiro pudesse se manifestar acerca do primeiro
agravo regimental, interposto pela empresa agravada, ao qual dei
provimento, haja vista que não houve qualquer risco de prejuízo à defesa
do Ente Público.
Com efeito, proferida a decisão agravada, o ente estatal pôde
interpor o presente agravo regimental, o qual será analisado por esta
Turma, órgão competente para conhecer e julgar os agravos e recursos
extraordinários interpostos no Supremo Tribunal Federal.
Ademais, conforme expresso na decisão agravada, a orientação
firmada pelo Plenário desta Corte no julgamento da ADI nº 2.924/SP,
Relator o Ministro Carlos Velloso, no sentido de que a dispensa de novo
precatório ocorrerá quando se tratar de crédito apurado em razão de erro
material ou de inexatidão aritmética dos cálculos do precatório, ou na
hipótese de substituição, por força de lei, do índice aplicado, não se aplica
ao caso dos autos.
A Corte de origem em momento algum assentou que o saldo
devedor decorreria de alguma das hipóteses autorizadoras da dispensa
de precatório acima descritas (erro material, inexatidão aritmética dos
cálculos do precatório, ou substituição do índice de correção monetária
aplicado), razão pela qual, determinou a expedição de novo precatório e a
consequente nova citação da Fazenda Pública, tudo em conformidade
com a legislação processual pertinente.
Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...) Cinge-se a controvérsia sobre a determinação de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
citação do executado (Fazenda Pública) para expedição de
precatório complementar e ainda sobre a interposição de
embargos para atacar esta decisão.
(…)
No entanto, como bem ressaltado pelo ilustre juiz de
primeiro grau, a citação não trouxe qualquer prejuízo ao
agravante. Ao contrário, conferiu-lhe mais prazo para defesa,
não tendo que se falar em nulidade...
(…)
Quanto à interposição de embargos à execução, acertada a
decisão do juiz a quo, amparado nos princípios da
instrumentalidade das formas e aproveitamento dos atos
processuais ao aceitar a peça defensiva como pedido de
reconsideração.”
Destarte, assentou o Tribunal de Justiça a existência de saldo
devedor, motivo pelo qual determinou a expedição de novo precatório e a
citação do Estado do Rio de Janeiro para oferecer embargos à execução,
os quais, contudo, por razões processuais, foram recebidos como pedido
de reconsideração.
Desse modo, ao contrário do que alega o agravante, não houve
dispensa de precatório, tampouco ausência de citação, não havendo que
se falar, portanto, em prejuízo à defesa do Estado.
Por outro lado, para divergir da conclusão adotada pela Corte de
origem e acolher as teses da agravante, já citadas, além de que teria
ocorrido a prescrição do crédito da agravada, seria necessário analisar a
legislação processual pertinente e os fatos e as provas dos autos, fins para
os quais não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas
nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anotem-se:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Ofensa ao art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal. Não
ocorrência. Administrativo. Servidor público. Aposentadoria.
Revisão. Prescrição. Verificação. Legislação infraconstitucional.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
citação do executado (Fazenda Pública) para expedição de
precatório complementar e ainda sobre a interposição de
embargos para atacar esta decisão.
(…)
No entanto, como bem ressaltado pelo ilustre juiz de
primeiro grau, a citação não trouxe qualquer prejuízo ao
agravante. Ao contrário, conferiu-lhe mais prazo para defesa,
não tendo que se falar em nulidade...
(…)
Quanto à interposição de embargos à execução, acertada a
decisão do juiz a quo, amparado nos princípios da
instrumentalidade das formas e aproveitamento dos atos
processuais ao aceitar a peça defensiva como pedido de
reconsideração.”
Destarte, assentou o Tribunal de Justiça a existência de saldo
devedor, motivo pelo qual determinou a expedição de novo precatório e a
citação do Estado do Rio de Janeiro para oferecer embargos à execução,
os quais, contudo, por razões processuais, foram recebidos como pedido
de reconsideração.
Desse modo, ao contrário do que alega o agravante, não houve
dispensa de precatório, tampouco ausência de citação, não havendo que
se falar, portanto, em prejuízo à defesa do Estado.
Por outro lado, para divergir da conclusão adotada pela Corte de
origem e acolher as teses da agravante, já citadas, além de que teria
ocorrido a prescrição do crédito da agravada, seria necessário analisar a
legislação processual pertinente e os fatos e as provas dos autos, fins para
os quais não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas
nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anotem-se:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Ofensa ao art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal. Não
ocorrência. Administrativo. Servidor público. Aposentadoria.
Revisão. Prescrição. Verificação. Legislação infraconstitucional.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão
suficientemente motivada. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o
reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das
Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido”
(ARE nº 781.423/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria,
DJe de 24/6/14).
“DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. DEVOLUÇÃO DE VALORES PAGOS. PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, AO ATO JURÍDICO
PERFEITO, AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA
NÃO
ENSEJA
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
DISPONIBILIZADO EM 28.01.2013. As razões do agravo não
são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao
art. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº
745.842/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 15/8/13).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 2. Controvérsia decidida à luz de
legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição
do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos postulados da
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão
suficientemente motivada. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o
reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das
Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido”
(ARE nº 781.423/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria,
DJe de 24/6/14).
“DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. DEVOLUÇÃO DE VALORES PAGOS. PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, AO ATO JURÍDICO
PERFEITO, AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA
NÃO
ENSEJA
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
DISPONIBILIZADO EM 28.01.2013. As razões do agravo não
são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao
art. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº
745.842/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 15/8/13).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 2. Controvérsia decidida à luz de
legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição
do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos postulados da
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de
normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações
de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 4.
Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº
719.749/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau,
DJe de 14/5/10).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de
normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações
de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 4.
Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº
719.749/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau,
DJe de 14/5/10).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.108
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S) : BRASCAN BRASIL LTDA
ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO CAVALCANTI CORRÊA
ADV.(A/S) : CECILIA MIGNONE MODESTO LEAL E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.108
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S) : BRASCAN BRASIL LTDA
ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO CAVALCANTI CORRÊA
ADV.(A/S) : CECILIA MIGNONE MODESTO LEAL E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9318312
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-09-04T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
|
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Segundo agravo regimental no agravo de instrumento. Precatório. Saldo devedor. Novo precatório. Prescrição. Discussão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação inconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur318136
|
- Acórdão(s) citado(s):
(NOVO PRECATÓRIO, EXPEDIÇÃO, DISPENSA)
ADI 2924 (TP).
(SÚMULA 636, SÚMULA 279)
AI 719749 AgR (2ªT), ARE 745842 AgR (1ªT), ARE 781423 AgR (1ªT).
Número de páginas: 17.
Análise: 14/09/2015, BMP.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
|
831108
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR-segundo
|
acordaos
|
AI 831108 AgR-segundo
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S) : BRASCAN BRASIL LTDA
ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO CAVALCANTI CORRÊA
ADV.(A/S) : CECILIA MIGNONE MODESTO LEAL E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.108 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:BRASCAN BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:LUIZ EDUARDO CAVALCANTI CORRÊA
ADV.(A/S)
:CECILIA
MIGNONE
MODESTO
LEAL
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
Segundo agravo regimental no agravo de instrumento. Precatório.
Saldo devedor. Novo precatório. Prescrição. Discussão. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
inconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência
das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17
Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.108 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:BRASCAN BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:LUIZ EDUARDO CAVALCANTI CORRÊA
ADV.(A/S)
:CECILIA
MIGNONE
MODESTO
LEAL
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado do Rio de Janeiro interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com
a seguinte fundamentação:
“Brookfield Brasil Ltda. (nova denominação social da
Brascan Brasil Ltda.) interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci do agravo e dei provimento ao
recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro, com a
seguinte fundamentação:
‘Vistos.
Estado do Rio de Janeiro interpõe agravo contra a
decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se
alega contrariedade aos artigos 2..., 5..., incisos LIV e LV e
100, § 4... da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da
Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele
Estado, assim ementado:
‘AGRAVO INTERNO. REQUERIMENTO DE
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.108 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:BRASCAN BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:LUIZ EDUARDO CAVALCANTI CORRÊA
ADV.(A/S)
:CECILIA
MIGNONE
MODESTO
LEAL
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado do Rio de Janeiro interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com
a seguinte fundamentação:
“Brookfield Brasil Ltda. (nova denominação social da
Brascan Brasil Ltda.) interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci do agravo e dei provimento ao
recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro, com a
seguinte fundamentação:
‘Vistos.
Estado do Rio de Janeiro interpõe agravo contra a
decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se
alega contrariedade aos artigos 2..., 5..., incisos LIV e LV e
100, § 4... da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da
Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele
Estado, assim ementado:
‘AGRAVO INTERNO. REQUERIMENTO DE
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Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
EXPEDIÇÃO
DE
PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. CITAÇÃO DO EXECUTADO
QUE INTERPÔS EMBARGOS DE DEVEDOR
ARGUINDO NULIDADE. ACEITAÇÃO DA PEÇA
DEFENSIVA PELO MAGISTRADO COMO PEDIDO
DE
RECONSIDERAÇÃO.
AUSÊNCIA
DE
PREJUÍZO AO APELANTE/AGRAVANTE QUE, AO
CONTRÁRIO, GOZOU DE NOVO PRAZO PARA
DEFESA. CONDENAÇÃO PELO JUÍZO DE 1...
GRAU ÀS PENAS DE LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
ACERTO DA SENTENÇA. PRINCÍPIO DA
INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. PAS DE
NULLITE SANS GRIEF – ART. 244 DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. NEGADO PROVIMENTO AO
AGRAVO’ (FL. 73).
Opostos embargos de declaração (fls. 89 a 95), foram
rejeitados (fls. 98 a 101).
Decido.
A Emenda Constitucional n 45, de 30/12/04, que
acrescentou o § 3... ao artigo 102 da Constituição Federal,
criou a exigência da demonstração da existência de
repercussão geral das questões constitucionais trazidas no
recurso extraordinário.
A matéria foi regulamentada pela Lei n 11.418/06,
que introduziu os artigos 543-A e 543-B ao Código de
Processo Civil, e o Supremo Tribunal Federal, através da
Emenda Regimental n 21/07, dispôs sobre as normas
regimentais necessárias à sua execução.
Prevê o artigo 323 do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal, na redação da Emenda Regimental n
21/07, que, quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso extraordinário por outra razão, haverá o
procedimento para avaliar a existência de repercussão
geral na matéria objeto do recurso.
Esta Corte, com fundamento na mencionada
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
EXPEDIÇÃO
DE
PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. CITAÇÃO DO EXECUTADO
QUE INTERPÔS EMBARGOS DE DEVEDOR
ARGUINDO NULIDADE. ACEITAÇÃO DA PEÇA
DEFENSIVA PELO MAGISTRADO COMO PEDIDO
DE
RECONSIDERAÇÃO.
AUSÊNCIA
DE
PREJUÍZO AO APELANTE/AGRAVANTE QUE, AO
CONTRÁRIO, GOZOU DE NOVO PRAZO PARA
DEFESA. CONDENAÇÃO PELO JUÍZO DE 1...
GRAU ÀS PENAS DE LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
ACERTO DA SENTENÇA. PRINCÍPIO DA
INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. PAS DE
NULLITE SANS GRIEF – ART. 244 DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. NEGADO PROVIMENTO AO
AGRAVO’ (FL. 73).
Opostos embargos de declaração (fls. 89 a 95), foram
rejeitados (fls. 98 a 101).
Decido.
A Emenda Constitucional n 45, de 30/12/04, que
acrescentou o § 3... ao artigo 102 da Constituição Federal,
criou a exigência da demonstração da existência de
repercussão geral das questões constitucionais trazidas no
recurso extraordinário.
A matéria foi regulamentada pela Lei n 11.418/06,
que introduziu os artigos 543-A e 543-B ao Código de
Processo Civil, e o Supremo Tribunal Federal, através da
Emenda Regimental n 21/07, dispôs sobre as normas
regimentais necessárias à sua execução.
Prevê o artigo 323 do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal, na redação da Emenda Regimental n
21/07, que, quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso extraordinário por outra razão, haverá o
procedimento para avaliar a existência de repercussão
geral na matéria objeto do recurso.
Esta Corte, com fundamento na mencionada
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17
Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
legislação, quando do julgamento da Questão de Ordem
no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, firmou o
entendimento de que os recursos extraordinários
interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07,
data da publicação da Emenda Regimental n 21/07,
deverão demonstrar, em preliminar do recurso, a
existência da repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no apelo.
No caso em tela, o recurso extraordinário possui a
referida preliminar e o apelo foi interposto contra acórdão
publicado quando já era plenamente exigível a
demonstração da repercussão geral.
Os artigos 543-A, § 3..., do Código de Processo Civil e
323, § 1..., in fine, do RISTF, na redação da Emenda
Regimental n 21/07, prevêem que haverá repercussão
geral sempre que o recurso impugnar decisão contrária a
súmula ou jurisprudência dominante desta Corte, o que,
efetivamente, ocorre no caso dos autos.
Com efeito, merece prosperar a irresignação, haja
vista que o entendimento firmado pelo Tribunal de
origem, no tocante à expedição de precatório
complementar, diverge da jurisprudência desta Corte, no
sentido de ser necessária a expedição de novo precatório,
observando-se os procedimentos de citação e demais
aspectos processuais pertinentes. Citem-se, para ilustrar,
os seguintes precedentes, assim dispondo:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO, CONVERTIDO EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO.
EXECUÇÃO. FAZENDA PÚBLICA. PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. INDISPENSABILIDADE. 1. Esta
Corte firmou entendimento no sentido de ser
necessária a expedição de precatório, processado na
forma estabelecida no artigo 100 e §§, da CB/88, não
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
legislação, quando do julgamento da Questão de Ordem
no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, firmou o
entendimento de que os recursos extraordinários
interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07,
data da publicação da Emenda Regimental n 21/07,
deverão demonstrar, em preliminar do recurso, a
existência da repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no apelo.
No caso em tela, o recurso extraordinário possui a
referida preliminar e o apelo foi interposto contra acórdão
publicado quando já era plenamente exigível a
demonstração da repercussão geral.
Os artigos 543-A, § 3..., do Código de Processo Civil e
323, § 1..., in fine, do RISTF, na redação da Emenda
Regimental n 21/07, prevêem que haverá repercussão
geral sempre que o recurso impugnar decisão contrária a
súmula ou jurisprudência dominante desta Corte, o que,
efetivamente, ocorre no caso dos autos.
Com efeito, merece prosperar a irresignação, haja
vista que o entendimento firmado pelo Tribunal de
origem, no tocante à expedição de precatório
complementar, diverge da jurisprudência desta Corte, no
sentido de ser necessária a expedição de novo precatório,
observando-se os procedimentos de citação e demais
aspectos processuais pertinentes. Citem-se, para ilustrar,
os seguintes precedentes, assim dispondo:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO, CONVERTIDO EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO.
EXECUÇÃO. FAZENDA PÚBLICA. PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. INDISPENSABILIDADE. 1. Esta
Corte firmou entendimento no sentido de ser
necessária a expedição de precatório, processado na
forma estabelecida no artigo 100 e §§, da CB/88, não
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17
Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
havendo cabimento para notificação ao Poder
Público, no sentido de que realize a complementação
do pagamento em prazo determinado pelo Juiz.
Precedentes. 2. Somente são cabíveis os juros
moratórios na hipótese de inadimplência da Fazenda
Pública no pagamento do parcelamento previsto no
artigo 33 do ADCT. Precedentes. Agravo regimental
a que se nega provimento’ (AI n 489.191/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de
29/9/06).
‘PROCESSUAL
CIVIL.
EMBARGOS
DECLARATÓRIOS
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. PRECATÓRIOS. IMPOSSIBILIDADE
DE
EXPEDIÇÃO
DE
PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. ANÁLISE DE TEMAS
ESTRITAMENTE CONSTITUCIONAIS. I - Decisão
monocrática que deu provimento ao agravo de
instrumento e, desde logo, conheceu do recurso
extraordinário e lhe deu provimento em parte, para
determinar a expedição de novo precatório para a
execução de débitos relativos a parcelamento pago
sem a observância do disposto no art. 33 do ADCT. II
- Inexistência de novos argumentos capazes de
afastar as razões expendidas na decisão ora atacada,
que deve ser mantida. III - Embargos de declaração
convertidos em agravo regimental ao qual se nega
provimento’ (AI n 499.022/SP-ED, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
1.../9/06).
Diga-se, em arremate, que a repercussão geral dessa
matéria já foi reconhecida por esta Corte, com a
confirmação de sua jurisprudência assentada sobre o
tema, por meio de acórdão que restou assim ementado:
4
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AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
havendo cabimento para notificação ao Poder
Público, no sentido de que realize a complementação
do pagamento em prazo determinado pelo Juiz.
Precedentes. 2. Somente são cabíveis os juros
moratórios na hipótese de inadimplência da Fazenda
Pública no pagamento do parcelamento previsto no
artigo 33 do ADCT. Precedentes. Agravo regimental
a que se nega provimento’ (AI n 489.191/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de
29/9/06).
‘PROCESSUAL
CIVIL.
EMBARGOS
DECLARATÓRIOS
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. PRECATÓRIOS. IMPOSSIBILIDADE
DE
EXPEDIÇÃO
DE
PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. ANÁLISE DE TEMAS
ESTRITAMENTE CONSTITUCIONAIS. I - Decisão
monocrática que deu provimento ao agravo de
instrumento e, desde logo, conheceu do recurso
extraordinário e lhe deu provimento em parte, para
determinar a expedição de novo precatório para a
execução de débitos relativos a parcelamento pago
sem a observância do disposto no art. 33 do ADCT. II
- Inexistência de novos argumentos capazes de
afastar as razões expendidas na decisão ora atacada,
que deve ser mantida. III - Embargos de declaração
convertidos em agravo regimental ao qual se nega
provimento’ (AI n 499.022/SP-ED, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
1.../9/06).
Diga-se, em arremate, que a repercussão geral dessa
matéria já foi reconhecida por esta Corte, com a
confirmação de sua jurisprudência assentada sobre o
tema, por meio de acórdão que restou assim ementado:
4
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Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
‘EXPEDIÇÃO
DE
PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. NECESSIDADE DE CITAÇÃO
DA FAZENDA PÚBLICA. RATIFICAÇÃO DA
JURISPRUDÊNCIA
FIRMADA
POR
ESTA
SUPREMA
CORTE.
EXISTÊNCIA
DE
REPERCUSSÃO GERAL’ (Recurso Extraordinário n 605.481-RG/SP,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/8/10).
Ante o exposto, nos termos do artigo 544, § 3..., do
Código de Processo Civil, com a redação da Lei n
9.756/98, conheço do agravo e dou provimento ao recurso
extraordinário, para determinar a expedição de novo
precatório com a regular citação da Fazenda Pública.
Publique-se.’
Alega a parte agravante que a decisão agravada teria
incorrido em equívoco, uma vez que, no caso dos autos, o
Tribunal de Justiça, ao expedir o precatório complementar,
determinou que o Estado fosse novamente citado, com a
abertura de prazo para a Fazenda apresentar embargos, não
havendo falar em nulidade ou afronta à jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal.
Decido.
Compulsando os autos, verifico que assiste razão ao
agravante, motivo pelo qual reconsidero a decisão agravada e
retomo a análise do recurso extraordinário interposto pelo
Estado do Rio de Janeiro.
Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão
recorrido:
‘(...) Cinge-se a controvérsia sobre a determinação de
citação do executado (Fazenda Pública) para expedição de
precatório complementar e ainda sobre a interposição de
embargos para atacar esta decisão.
5
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‘EXPEDIÇÃO
DE
PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. NECESSIDADE DE CITAÇÃO
DA FAZENDA PÚBLICA. RATIFICAÇÃO DA
JURISPRUDÊNCIA
FIRMADA
POR
ESTA
SUPREMA
CORTE.
EXISTÊNCIA
DE
REPERCUSSÃO GERAL’ (Recurso Extraordinário n 605.481-RG/SP,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/8/10).
Ante o exposto, nos termos do artigo 544, § 3..., do
Código de Processo Civil, com a redação da Lei n
9.756/98, conheço do agravo e dou provimento ao recurso
extraordinário, para determinar a expedição de novo
precatório com a regular citação da Fazenda Pública.
Publique-se.’
Alega a parte agravante que a decisão agravada teria
incorrido em equívoco, uma vez que, no caso dos autos, o
Tribunal de Justiça, ao expedir o precatório complementar,
determinou que o Estado fosse novamente citado, com a
abertura de prazo para a Fazenda apresentar embargos, não
havendo falar em nulidade ou afronta à jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal.
Decido.
Compulsando os autos, verifico que assiste razão ao
agravante, motivo pelo qual reconsidero a decisão agravada e
retomo a análise do recurso extraordinário interposto pelo
Estado do Rio de Janeiro.
Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão
recorrido:
‘(...) Cinge-se a controvérsia sobre a determinação de
citação do executado (Fazenda Pública) para expedição de
precatório complementar e ainda sobre a interposição de
embargos para atacar esta decisão.
5
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Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
(…)
No entanto, como bem ressaltado pelo ilustre juiz de
primeiro grau, a citação não trouxe qualquer prejuízo ao
agravante. Ao contrário, conferiu-lhe mais prazo para
defesa, não tendo que se falar em nulidade...’.
Por sua vez, nas razões do recurso extraordinário, o
Estado do Rio de Janeiro aduz o seguinte:
‘Na hipótese, tratando-se de ação proposta pela
BRASCAN BRASIL LTDA há mais de 30 anos, determinou
o juízo em primeiro grau a expedição do SÉTIMO
PRECATÓRIO decorrente do processado e, ao mesmo
tempo, a citação do Estado do Rio de Janeiro nos termos
do art. 730 do Código de Processo Civil, sem que este tenha se manifestado
acerca da pertinência ou não da expedição em si do
precatório, em especial da planilha de cálculos que
acompanham o pedido.
Esta determinação de expedição de precatório em
valor superior a 700 MIL REAIS ocorreu mesmo diante do
fato do ESTADO DO RIO DE JANEIRO ter previamente
apontado a consumação dos efeitos da prescrição na
hipótese, conforme art. 1... do Dec. 20.910/1932, bem como
a vedação constitucional prevista no art. 100, § 4..., da
Constituição Federal relativamente à expedição sucessiva
de precatórios complementares ou suplementares, in casu,
o sétimo’.
Sustenta, ainda, nas razões recursais, que a expedição de
precatório demandaria provocação das partes e que, no caso,
sua expedição, teria se dado de ofício, ofendendo os arts. 2... e 5...,
incisos LIV e LV, da Constituição Federal.
Afirma, por fim, que somente poderia ser expedido
precatório complementar ou suplementar em casos de ‘erros
materiais, decorrentes de equívocos em meras operações
matemáticas’.
6
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(…)
No entanto, como bem ressaltado pelo ilustre juiz de
primeiro grau, a citação não trouxe qualquer prejuízo ao
agravante. Ao contrário, conferiu-lhe mais prazo para
defesa, não tendo que se falar em nulidade...’.
Por sua vez, nas razões do recurso extraordinário, o
Estado do Rio de Janeiro aduz o seguinte:
‘Na hipótese, tratando-se de ação proposta pela
BRASCAN BRASIL LTDA há mais de 30 anos, determinou
o juízo em primeiro grau a expedição do SÉTIMO
PRECATÓRIO decorrente do processado e, ao mesmo
tempo, a citação do Estado do Rio de Janeiro nos termos
do art. 730 do Código de Processo Civil, sem que este tenha se manifestado
acerca da pertinência ou não da expedição em si do
precatório, em especial da planilha de cálculos que
acompanham o pedido.
Esta determinação de expedição de precatório em
valor superior a 700 MIL REAIS ocorreu mesmo diante do
fato do ESTADO DO RIO DE JANEIRO ter previamente
apontado a consumação dos efeitos da prescrição na
hipótese, conforme art. 1... do Dec. 20.910/1932, bem como
a vedação constitucional prevista no art. 100, § 4..., da
Constituição Federal relativamente à expedição sucessiva
de precatórios complementares ou suplementares, in casu,
o sétimo’.
Sustenta, ainda, nas razões recursais, que a expedição de
precatório demandaria provocação das partes e que, no caso,
sua expedição, teria se dado de ofício, ofendendo os arts. 2... e 5...,
incisos LIV e LV, da Constituição Federal.
Afirma, por fim, que somente poderia ser expedido
precatório complementar ou suplementar em casos de ‘erros
materiais, decorrentes de equívocos em meras operações
matemáticas’.
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Relatório
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Constata-se, portanto, de tudo quanto relatado, que a
Corte de origem, ao expedir o precatório complementar, citou
novamente o Estado do Rio de Janeiro e determinou aplicação
do art. 730 do Código de Processo Civil, o qual trata da
apresentação de embargos à execução pela Fazenda Pública.
Na verdade, insurge-se o Estado no recurso extraordinário
contra a expedição em si do precatório complementar e não
contra a ausência de citação ou de prazo para impugnação, pois
entende incabível a expedição de novo precatório.
No tocante às supostas violações dos arts. 2... e 5..., incisos
LIV e LV, da Constituição Federal, é certo que não há falar em
nulidade, uma vez que o processo se inicia por provocação das
partes, mas tramita por impulso oficial. Desse modo, se havia
saldo devedor, cabia ao juízo a quo dar prosseguimento ao
feito. Ressalte-se, ainda, que, consoante assentou o Tribunal de
Justiça, o Estado foi citado, abrindo-se prazo para oposição de
embargos à execução, motivo pelo qual entendeu aquela Corte
não ter havido prejuízo à sua defesa.
Ademais, em relação à suposta violação do art. 100, § 4...,
da Constituição (redação anterior à EC 62/09), em razão da
expedição do precatório complementar, anote-se que a
mencionada vedação é no sentido de impedir que o débito seja
fracionado a fim de que parte seja pago mediante precatório e
parte o seja mediante requisição de pequeno valor, não havendo
notícia no presente feito de que isso teria ocorrido.
Por outro lado, também não assiste razão ao recorrente
quando alega que somente em casos de erros materiais nos
cálculos é que poderia ser expedido precatório complementar.
Na verdade, ocorrendo mero erro de cálculo, a jurisprudência
deste Tribunal dispensa a expedição de novo precatório.
Com efeito, o Plenário desta Corte, no julgamento da ADI
n 2.924/SP, Relator o Ministro Carlos Velloso, concluiu no
sentido de que a dispensa de novo precatório ocorrerá quando
se tratar de crédito apurado em razão de erro material ou de
inexatidão aritmética dos cálculos do precatório, ou na hipótese
de substituição, por força de lei, do índice aplicado, in verbis:
7
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Constata-se, portanto, de tudo quanto relatado, que a
Corte de origem, ao expedir o precatório complementar, citou
novamente o Estado do Rio de Janeiro e determinou aplicação
do art. 730 do Código de Processo Civil, o qual trata da
apresentação de embargos à execução pela Fazenda Pública.
Na verdade, insurge-se o Estado no recurso extraordinário
contra a expedição em si do precatório complementar e não
contra a ausência de citação ou de prazo para impugnação, pois
entende incabível a expedição de novo precatório.
No tocante às supostas violações dos arts. 2... e 5..., incisos
LIV e LV, da Constituição Federal, é certo que não há falar em
nulidade, uma vez que o processo se inicia por provocação das
partes, mas tramita por impulso oficial. Desse modo, se havia
saldo devedor, cabia ao juízo a quo dar prosseguimento ao
feito. Ressalte-se, ainda, que, consoante assentou o Tribunal de
Justiça, o Estado foi citado, abrindo-se prazo para oposição de
embargos à execução, motivo pelo qual entendeu aquela Corte
não ter havido prejuízo à sua defesa.
Ademais, em relação à suposta violação do art. 100, § 4...,
da Constituição (redação anterior à EC 62/09), em razão da
expedição do precatório complementar, anote-se que a
mencionada vedação é no sentido de impedir que o débito seja
fracionado a fim de que parte seja pago mediante precatório e
parte o seja mediante requisição de pequeno valor, não havendo
notícia no presente feito de que isso teria ocorrido.
Por outro lado, também não assiste razão ao recorrente
quando alega que somente em casos de erros materiais nos
cálculos é que poderia ser expedido precatório complementar.
Na verdade, ocorrendo mero erro de cálculo, a jurisprudência
deste Tribunal dispensa a expedição de novo precatório.
Com efeito, o Plenário desta Corte, no julgamento da ADI
n 2.924/SP, Relator o Ministro Carlos Velloso, concluiu no
sentido de que a dispensa de novo precatório ocorrerá quando
se tratar de crédito apurado em razão de erro material ou de
inexatidão aritmética dos cálculos do precatório, ou na hipótese
de substituição, por força de lei, do índice aplicado, in verbis:
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Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
‘CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. CRÉDITO
COMPLEMENTAR: NOVO PRECATÓRIO. Regimento
Interno do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo,
inciso V do art. 336. Constituição Federal de 1988, art. 100. Interpretação conforme
sem redução do texto. I. - Dispõe o inciso V do art. 336 do
Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo que para pagamentos complementares serão
utilizados os mesmos precatórios satisfeitos parcialmente
até o seu integral cumprimento. Interpretação conforme,
sem redução do texto, para o fim de ficar assentado que
pagamentos complementares, referidos no citado preceito
regimental, são somente aqueles decorrentes de erro
material e inexatidão aritmética, contidos no precatório
original, bem assim da substituição, por força de lei, do
índice aplicado. II. - ADI julgada procedente, em parte’
(DJe de 6/9/07).
Sobre o tema, ainda, anote-se recente julgado:
‘Agravo regimental no recurso extraordinário.
Precatório. Crédito complementar. Dispensa da expedição
de novo precatório. Precedentes. 1. A jurisprudência desta
Corte pacificou-se no sentido de que a dispensa de novo
precatório ocorrerá quando se tratar de crédito apurado
em razão de erro material ou de inexatidão aritmética dos
cálculos do precatório, ou na hipótese de substituição, por
força de lei, do índice aplicado. 2. Agravo regimental não
provido’ (Recurso Extraordinário n 515.201/SP-AgR, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 17/5/12).
Por fim, é certo que as questões relativas à existência ou
não de saldo devedor e à ocorrência ou não da prescrição, não
prescindem do exame da legislação infraconstitucional (Decreto
n 20.910/32) e dos fatos e das provas dos autos, o que é
inadmissível em recurso extraordinário, a teor do que dispõem
8
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‘CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. CRÉDITO
COMPLEMENTAR: NOVO PRECATÓRIO. Regimento
Interno do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo,
inciso V do art. 336. Constituição Federal de 1988, art. 100. Interpretação conforme
sem redução do texto. I. - Dispõe o inciso V do art. 336 do
Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo que para pagamentos complementares serão
utilizados os mesmos precatórios satisfeitos parcialmente
até o seu integral cumprimento. Interpretação conforme,
sem redução do texto, para o fim de ficar assentado que
pagamentos complementares, referidos no citado preceito
regimental, são somente aqueles decorrentes de erro
material e inexatidão aritmética, contidos no precatório
original, bem assim da substituição, por força de lei, do
índice aplicado. II. - ADI julgada procedente, em parte’
(DJe de 6/9/07).
Sobre o tema, ainda, anote-se recente julgado:
‘Agravo regimental no recurso extraordinário.
Precatório. Crédito complementar. Dispensa da expedição
de novo precatório. Precedentes. 1. A jurisprudência desta
Corte pacificou-se no sentido de que a dispensa de novo
precatório ocorrerá quando se tratar de crédito apurado
em razão de erro material ou de inexatidão aritmética dos
cálculos do precatório, ou na hipótese de substituição, por
força de lei, do índice aplicado. 2. Agravo regimental não
provido’ (Recurso Extraordinário n 515.201/SP-AgR, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 17/5/12).
Por fim, é certo que as questões relativas à existência ou
não de saldo devedor e à ocorrência ou não da prescrição, não
prescindem do exame da legislação infraconstitucional (Decreto
n 20.910/32) e dos fatos e das provas dos autos, o que é
inadmissível em recurso extraordinário, a teor do que dispõem
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17
Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
as Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
‘DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR DA
RESERVA.
ALTERAÇÃO
DO
ATO
DE
APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO. OCORRÊNCIA.
DECRETO-LEI 20.910/32. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 08.5.2008. As razões do agravo não são
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais dependeria
da análise de legislação infraconstitucional, o que torna
oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto,
de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário,
considerada a disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior.
Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI n
753.881/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Rosa Weber, DJe de 5/6/13).
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Prequestionamento. Ausência. Prescrição. Legislação
infraconstitucional.
Impossibilidade
de
análise.
Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário
quando os dispositivos constitucionais que nele se alega
violados não estão devidamente prequestionados.
Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. Para
ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de
origem quanto à questão relativa à incidência da
prescrição, seria necessário interpretar a legislação
infraconstitucional. Incidência da Súmula n 279 do
Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não
provido’ (AI n 807.332/SP-AgR, Primeira Turma, de
9
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as Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
‘DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR DA
RESERVA.
ALTERAÇÃO
DO
ATO
DE
APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO. OCORRÊNCIA.
DECRETO-LEI 20.910/32. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 08.5.2008. As razões do agravo não são
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais dependeria
da análise de legislação infraconstitucional, o que torna
oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto,
de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário,
considerada a disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior.
Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI n
753.881/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Rosa Weber, DJe de 5/6/13).
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Prequestionamento. Ausência. Prescrição. Legislação
infraconstitucional.
Impossibilidade
de
análise.
Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário
quando os dispositivos constitucionais que nele se alega
violados não estão devidamente prequestionados.
Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. Para
ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de
origem quanto à questão relativa à incidência da
prescrição, seria necessário interpretar a legislação
infraconstitucional. Incidência da Súmula n 279 do
Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não
provido’ (AI n 807.332/SP-AgR, Primeira Turma, de
9
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17
Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
minha relatoria, DJe de 9/11/12).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL
CIVIL. DEMISSÃO DE POLICIAL MILITAR.
PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n 830.273/PE-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/12).
Ante o exposto, reconsidero a decisão ora agravada, e
nego seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo
Estado do Rio Janeiro.
Publique-se.”
Alega, inicialmente, o agravante que “ao Estado não foi dada
oportunidade de se manifestar em face da petição de agravo regimental
interposto pela agravada”.
Aduz, ainda, in verbis, que
“(...) o Estado do Rio de Janeiro requer a revisão da r.
decisão, tendo em vista que o agravante se irresigna contra a
expedição de precatório complementar em ação que tramita há
mais de trinta anos, após consumada a prescrição e por ato ex
officio do juízo de primeiro grau.
O agravante sustenta sua tese com base na orientação
firmada por esta Corte Suprema acerca da única possibilidade
de expedição de precatório complementar ou suplementar
ocorrer nas hipóteses de correção ou erro material decorrentes
de equívocos em meras operações matemáticas ou de
inexatidão aritmética dos cálculos do precatório.
Ao contrário do verificado nos autos, o juízo de origem
abriu novo precatório com a finalidade de incluir o valor de R$
700.000,00 (setecentos mil reais) expostos em uma planilha
10
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‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL
CIVIL. DEMISSÃO DE POLICIAL MILITAR.
PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n 830.273/PE-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/12).
Ante o exposto, reconsidero a decisão ora agravada, e
nego seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo
Estado do Rio Janeiro.
Publique-se.”
Alega, inicialmente, o agravante que “ao Estado não foi dada
oportunidade de se manifestar em face da petição de agravo regimental
interposto pela agravada”.
Aduz, ainda, in verbis, que
“(...) o Estado do Rio de Janeiro requer a revisão da r.
decisão, tendo em vista que o agravante se irresigna contra a
expedição de precatório complementar em ação que tramita há
mais de trinta anos, após consumada a prescrição e por ato ex
officio do juízo de primeiro grau.
O agravante sustenta sua tese com base na orientação
firmada por esta Corte Suprema acerca da única possibilidade
de expedição de precatório complementar ou suplementar
ocorrer nas hipóteses de correção ou erro material decorrentes
de equívocos em meras operações matemáticas ou de
inexatidão aritmética dos cálculos do precatório.
Ao contrário do verificado nos autos, o juízo de origem
abriu novo precatório com a finalidade de incluir o valor de R$
700.000,00 (setecentos mil reais) expostos em uma planilha
10
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17
Relatório
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
apresentada unilateralmente pela agravada. Ou seja, o juízo de
primeiro grau, sem provocar a citação do Estado nos termos do
art. 730 do Código de Processo Civil, acatou o valor exposto pela agravada e
determinou a expedição do precatório complementar”.
É o relatório.
11
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Supremo Tribunal Federal
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
apresentada unilateralmente pela agravada. Ou seja, o juízo de
primeiro grau, sem provocar a citação do Estado nos termos do
art. 730 do Código de Processo Civil, acatou o valor exposto pela agravada e
determinou a expedição do precatório complementar”.
É o relatório.
11
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.108 RIO DE
JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, anote-se que não há falar em concessão de prazo para
que o Estado do Rio de Janeiro pudesse se manifestar acerca do primeiro
agravo regimental, interposto pela empresa agravada, ao qual dei
provimento, haja vista que não houve qualquer risco de prejuízo à defesa
do Ente Público.
Com efeito, proferida a decisão agravada, o ente estatal pôde
interpor o presente agravo regimental, o qual será analisado por esta
Turma, órgão competente para conhecer e julgar os agravos e recursos
extraordinários interpostos no Supremo Tribunal Federal.
Ademais, conforme expresso na decisão agravada, a orientação
firmada pelo Plenário desta Corte no julgamento da ADI n 2.924/SP,
Relator o Ministro Carlos Velloso, no sentido de que a dispensa de novo
precatório ocorrerá quando se tratar de crédito apurado em razão de erro
material ou de inexatidão aritmética dos cálculos do precatório, ou na
hipótese de substituição, por força de lei, do índice aplicado, não se aplica
ao caso dos autos.
A Corte de origem em momento algum assentou que o saldo
devedor decorreria de alguma das hipóteses autorizadoras da dispensa
de precatório acima descritas (erro material, inexatidão aritmética dos
cálculos do precatório, ou substituição do índice de correção monetária
aplicado), razão pela qual, determinou a expedição de novo precatório e a
consequente nova citação da Fazenda Pública, tudo em conformidade
com a legislação processual pertinente.
Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...) Cinge-se a controvérsia sobre a determinação de
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.108 RIO DE
JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, anote-se que não há falar em concessão de prazo para
que o Estado do Rio de Janeiro pudesse se manifestar acerca do primeiro
agravo regimental, interposto pela empresa agravada, ao qual dei
provimento, haja vista que não houve qualquer risco de prejuízo à defesa
do Ente Público.
Com efeito, proferida a decisão agravada, o ente estatal pôde
interpor o presente agravo regimental, o qual será analisado por esta
Turma, órgão competente para conhecer e julgar os agravos e recursos
extraordinários interpostos no Supremo Tribunal Federal.
Ademais, conforme expresso na decisão agravada, a orientação
firmada pelo Plenário desta Corte no julgamento da ADI n 2.924/SP,
Relator o Ministro Carlos Velloso, no sentido de que a dispensa de novo
precatório ocorrerá quando se tratar de crédito apurado em razão de erro
material ou de inexatidão aritmética dos cálculos do precatório, ou na
hipótese de substituição, por força de lei, do índice aplicado, não se aplica
ao caso dos autos.
A Corte de origem em momento algum assentou que o saldo
devedor decorreria de alguma das hipóteses autorizadoras da dispensa
de precatório acima descritas (erro material, inexatidão aritmética dos
cálculos do precatório, ou substituição do índice de correção monetária
aplicado), razão pela qual, determinou a expedição de novo precatório e a
consequente nova citação da Fazenda Pública, tudo em conformidade
com a legislação processual pertinente.
Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...) Cinge-se a controvérsia sobre a determinação de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
citação do executado (Fazenda Pública) para expedição de
precatório complementar e ainda sobre a interposição de
embargos para atacar esta decisão.
(…)
No entanto, como bem ressaltado pelo ilustre juiz de
primeiro grau, a citação não trouxe qualquer prejuízo ao
agravante. Ao contrário, conferiu-lhe mais prazo para defesa,
não tendo que se falar em nulidade...
(…)
Quanto à interposição de embargos à execução, acertada a
decisão do juiz a quo, amparado nos princípios da
instrumentalidade das formas e aproveitamento dos atos
processuais ao aceitar a peça defensiva como pedido de
reconsideração.”
Destarte, assentou o Tribunal de Justiça a existência de saldo
devedor, motivo pelo qual determinou a expedição de novo precatório e a
citação do Estado do Rio de Janeiro para oferecer embargos à execução,
os quais, contudo, por razões processuais, foram recebidos como pedido
de reconsideração.
Desse modo, ao contrário do que alega o agravante, não houve
dispensa de precatório, tampouco ausência de citação, não havendo que
se falar, portanto, em prejuízo à defesa do Estado.
Por outro lado, para divergir da conclusão adotada pela Corte de
origem e acolher as teses da agravante, já citadas, além de que teria
ocorrido a prescrição do crédito da agravada, seria necessário analisar a
legislação processual pertinente e os fatos e as provas dos autos, fins para
os quais não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas
ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anotem-se:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Ofensa ao art. 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal. Não
ocorrência. Administrativo. Servidor público. Aposentadoria.
Revisão. Prescrição. Verificação. Legislação infraconstitucional.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
citação do executado (Fazenda Pública) para expedição de
precatório complementar e ainda sobre a interposição de
embargos para atacar esta decisão.
(…)
No entanto, como bem ressaltado pelo ilustre juiz de
primeiro grau, a citação não trouxe qualquer prejuízo ao
agravante. Ao contrário, conferiu-lhe mais prazo para defesa,
não tendo que se falar em nulidade...
(…)
Quanto à interposição de embargos à execução, acertada a
decisão do juiz a quo, amparado nos princípios da
instrumentalidade das formas e aproveitamento dos atos
processuais ao aceitar a peça defensiva como pedido de
reconsideração.”
Destarte, assentou o Tribunal de Justiça a existência de saldo
devedor, motivo pelo qual determinou a expedição de novo precatório e a
citação do Estado do Rio de Janeiro para oferecer embargos à execução,
os quais, contudo, por razões processuais, foram recebidos como pedido
de reconsideração.
Desse modo, ao contrário do que alega o agravante, não houve
dispensa de precatório, tampouco ausência de citação, não havendo que
se falar, portanto, em prejuízo à defesa do Estado.
Por outro lado, para divergir da conclusão adotada pela Corte de
origem e acolher as teses da agravante, já citadas, além de que teria
ocorrido a prescrição do crédito da agravada, seria necessário analisar a
legislação processual pertinente e os fatos e as provas dos autos, fins para
os quais não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas
ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anotem-se:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Ofensa ao art. 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal. Não
ocorrência. Administrativo. Servidor público. Aposentadoria.
Revisão. Prescrição. Verificação. Legislação infraconstitucional.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão
suficientemente motivada. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o
reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das
Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido”
(ARE n 781.423/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria,
DJe de 24/6/14).
“DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. DEVOLUÇÃO DE VALORES PAGOS. PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, AO ATO JURÍDICO
PERFEITO, AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA
NÃO
ENSEJA
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
DISPONIBILIZADO EM 28.01.2013. As razões do agravo não
são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao
art. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n
745.842/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 15/8/13).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 2. Controvérsia decidida à luz de
legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição
do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos postulados da
3
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jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão
suficientemente motivada. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o
reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das
Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido”
(ARE n 781.423/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria,
DJe de 24/6/14).
“DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. DEVOLUÇÃO DE VALORES PAGOS. PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, AO ATO JURÍDICO
PERFEITO, AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA
NÃO
ENSEJA
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
DISPONIBILIZADO EM 28.01.2013. As razões do agravo não
são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao
art. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n
745.842/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 15/8/13).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 2. Controvérsia decidida à luz de
legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição
do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos postulados da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de
normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações
de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 4.
Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n
719.749/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau,
DJe de 14/5/10).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 831108 AGR-SEGUNDO / RJ
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de
normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações
de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 4.
Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n
719.749/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau,
DJe de 14/5/10).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.108
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S) : BRASCAN BRASIL LTDA
ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO CAVALCANTI CORRÊA
ADV.(A/S) : CECILIA MIGNONE MODESTO LEAL E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9194631
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.108
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S) : BRASCAN BRASIL LTDA
ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO CAVALCANTI CORRÊA
ADV.(A/S) : CECILIA MIGNONE MODESTO LEAL E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 108",
"Súmulas ns 636",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 108",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 108",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"AI 831108",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"AI n 489 . 191 / SP - AgR",
"AI n 499 . 022 / SP - ED",
"AI 831108 AGR",
"AI n 489 . 191 / SP - AgR",
"AI n 499 . 022 / SP - ED",
"AI 831108 AGR -",
"Recurso Extraordinário n 605 . 481 - RG / SP",
"AI 831108 AGR -",
"Recurso Extraordinário n 605 . 481 - RG / SP",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"ADI n 2 . 924 / SP",
"AI 831108 AGR",
"ADI n 2 . 924 / SP",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"Recurso Extraordinário n 515 . 201 / SP - AgR",
"AI 831108",
"Recurso Extraordinário n 515 . 201 / SP - AgR",
"AI 831108 AGR",
"Súmulas ns 636",
"AI n 753 . 881 / DF - AgR",
"Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 807 . 332 / SP - AgR",
"AI 831108",
"Súmulas ns 636",
"AI n 753 . 881 / DF - AgR",
"Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 807 . 332 / SP - AgR",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"AI n 830 . 273 / PE - AgR",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"AI n 830 . 273 / PE - AgR",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"ADI n 2 . 924 / SP",
"ADI n 2 . 924 / SP",
"AI 831108 AGR -",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 781 . 423 / RJ - AgR",
"ARE n 745 . 842 / RS - AgR",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"Súmulas ns 636",
"ARE n 781 . 423 / RJ -",
"ARE n 745 . 842 / RS - AgR",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 719 . 749 / RJ - AgR",
"AI 831108 AGR - SEGUNDO / RJ",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 719 . 749 / RJ - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 108",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 108"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 2 . . . , 5 . . . , incisos LIV e LV e 100 , § 4 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 2 . . . , 5 . . . , incisos LIV e LV e 100 , § 4 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 244 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Emenda Constitucional n 45",
"artigo 102 da Constituição Federal",
"Lei n 11 . 418 / 06",
"Código de Processo Civil",
"Emenda Regimental n",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 244 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Emenda Constitucional n 45",
"§ 3 . . . ao",
"artigo 102 da Constituição Federal",
"Lei n 11 . 418 / 06",
"artigos 543 - A e 543 - B ao",
"Código de Processo Civil",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"artigos 543 - A , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Emenda Regimental n 21",
"artigo 100 e § § , da CB / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"artigos 543 - A , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"323 , § 1 . . .",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"artigo 100 e § § , da CB / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 do ADCT",
"art . 33 do ADCT",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 do ADCT",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 544 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Lei n 9 . 756 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 544 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Lei n 9 . 756 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 730 do Código de Processo Civil",
"art . 100 , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"arts . 2 . . . e 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 730 do Código de Processo Civil",
"art . 100 , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"arts . 2 . . . e 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 730 do Código de Processo Civil",
"arts . 2 . . . e 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 100 , § 4 . . . , da Constituição",
"EC 62 / 09",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 730 do Código de Processo Civil",
"arts . 2 . . . e 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 100 , § 4 . . . , da Constituição",
"EC 62 / 09",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"inciso V do art . 336",
"Constituição Federal de 1988 , art . 100",
"inciso V do art . 336 do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Regimento",
"inciso V do art . 336",
"Constituição Federal de 1988 , art . 100",
"inciso V do art . 336 do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO",
"-",
"LEI 20 . 910 / 32",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO",
"-",
"LEI 20 . 910 / 32",
"art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO N . 20 . 910 / 1932",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO N . 20 . 910 / 1932",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 730 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 730 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Constituição do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Constituição do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Estado do Rio de Janeiro",
"Estado do Rio de Janeiro",
"Estado do Rio de Janeiro",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Estado do Rio de Janeiro",
"Estado do Rio de Janeiro",
"Estado do Rio de Janeiro",
"Estado do Rio de Janeiro",
"Estado do Rio de Janeiro",
"Estado do Rio de Janeiro",
"Estado do Rio de Janeiro",
"Estado do Rio de Janeiro",
"Estado do Rio Janeiro",
"Estado do Rio de Janeiro",
"Estado do Rio Janeiro",
"Estado do Rio de Janeiro",
"RIO DE JANEIRO",
"Estado do Rio de Janeiro",
"RIO DE JANEIRO",
"Estado do Rio de Janeiro",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDO",
"BRASCAN BRASIL LTDA",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BRASCAN BRASIL LTDA",
"Brookfield Brasil Ltda .",
"Brascan Brasil Ltda .",
"Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDO",
"BRASCAN BRASIL LTDA",
"Brookfield Brasil Ltda .",
"Brascan Brasil Ltda .",
"Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"RISTF",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Fazenda Pública",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDO",
"RJ",
"Fazenda Pública",
"Supremo Tribunal Federal",
"Fazenda Pública",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RJ",
"Fazenda Pública",
"Supremo Tribunal Federal",
"Fazenda Pública",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Estado",
"BRASCAN BRASIL LTDA",
"Estado",
"ESTADO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"BRASCAN BRASIL LTDA",
"Estado",
"ESTADO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Fazenda",
"Plenário desta Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Fazenda Pública",
"Plenário desta Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDO",
"/",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"CONSTITUIÇÃO",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário desta",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDO",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário desta",
"Fazenda Pública",
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"-",
"Brasil",
"SEGUNDO",
"/",
"RJ",
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"-",
"Brasil",
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"Fazenda Pública",
"Estado do",
"Infraestrutura de",
"Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
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"AgR",
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"Primeira Turma",
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"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"BRASCAN BRASIL LTDA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BRASCAN BRASIL LTDA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ EDUARDO CAVALCANTI CORRÊA",
"CECILIA MIGNONE MODESTO LEAL",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ EDUARDO CAVALCANTI CORRÊA",
"CECILIA MIGNONE MODESTO",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ EDUARDO CAVALCANTI CORRÊA",
"CECILIA MIGNONE",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Carlos Velloso",
"Carlos Velloso",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Carlos Velloso",
"DIAS TOFFOLI",
"Carlos Velloso",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ EDUARDO CAVALCANTI CORRÊA",
"CECILIA MIGNONE MODESTO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ EDUARDO CAVALCANTI CORRÊA",
"CECILIA MIGNONE MODESTO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"12",
"/",
"04",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"12",
"/",
"04",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"9",
"/",
"06",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"9",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"9",
"/",
"06",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"9",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"8",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"8",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"17",
"/",
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"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"17",
"/",
"5",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
".",
"5",
".",
"2008",
"5",
"/",
"6",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
".",
"5",
".",
"2008",
"5",
"/",
"6",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"11",
"/",
"12",
"26",
"/",
"9",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"11",
"/",
"12",
"26",
"/",
"9",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"6",
"/",
"14",
"28",
".",
"01",
".",
"2013",
"15",
"/",
"8",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"6",
"/",
"14",
"28",
".",
"01",
".",
"2013",
"15",
"/",
"8",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"5",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"5",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 126.845 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:OSMAR CASONE
IMPTE.(S)
:THIAGO RUIZ
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA:
HABEAS
CORPUS.
PROCESSUAL
PENAL.
IMPEDIMENTO DE MINISTRO RELATOR NO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA. PARTICIPAÇÃO EM JULGAMENTO DO ATO JUDICIAL
IMPUGNADO NO RECURSO ESPECIAL. ART. 252, III, DO CPP.
NULIDADE DAS DECISÕES PROFERIDAS PELO MAGISTRADO
IMPEDIDO.
1. A hipótese é de descumprimento do art. 252, III, do Código de
Processo Penal, que veda o juiz de exercer jurisdição no processo em que
tiver funcionado como juiz de outra instância, pronunciando-se, de fato
ou de direito, sobre a questão. É que, no Superior Tribunal de Justiça, o
Ministro Relator do AREsp 345.162/PR já havia participado, no Tribunal
de origem, do julgamento do recurso em sentido estrito objeto do
especial.
2. Ordem concedida para que se renove o julgamento no Superior
Tribunal de Justiça.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em conceder a ordem de habeas
corpus, para anular a decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça,
no julgamento do AREsp 345.162/PR, determinando que outro se realize,
nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549823.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
HC 126845 / PR
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549823.
Supremo Tribunal Federal
HC 126845 / PR
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549823.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 126.845 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:OSMAR CASONE
IMPTE.(S)
:THIAGO RUIZ
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do AREsp 345.162/PR,
Rel. Min. Campos Marques (Desembargador convocado do TJ/PR).
Consta dos autos, em síntese, que: (a) o paciente foi pronunciado pela
suposta prática dos crimes de homicídio (art. 121 do Código Penal) e de
porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (art. 14 da Lei 10.826/2003);
(b) inconformado, apresentou recurso em sentido estrito no Tribunal de
Justiça do Estado do Paraná, que lhe negou provimento; (c) contra essa
decisão, a defesa interpôs recurso especial, não admitido na origem, e
agravo para o Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que o Ministro
Relator negou provimento ao recurso; (d) interposto agravo interno pela
defesa, a Quinta Turma, por unanimidade, negou-lhe provimento, em
acórdão assim ementado:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL.
EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO
EXTEMPORÂNEOS.
AUSÊNCIA
DE
POSTERIOR
RATIFICAÇÃO. SÚMULA 418/STJ.
1. ‘É inadmissível o recurso especial interposto antes da
publicação do acórdão dos embargos de declaração, sem
posterior ratificação’.
2. Agravo regimental improvido”.
Neste habeas corpus, o impetrante sustenta, em suma, que: (a) “o
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549824.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 126.845 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:OSMAR CASONE
IMPTE.(S)
:THIAGO RUIZ
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do AREsp 345.162/PR,
Rel. Min. Campos Marques (Desembargador convocado do TJ/PR).
Consta dos autos, em síntese, que: (a) o paciente foi pronunciado pela
suposta prática dos crimes de homicídio (art. 121 do Código Penal) e de
porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (art. 14 da Lei 10.826/2003);
(b) inconformado, apresentou recurso em sentido estrito no Tribunal de
Justiça do Estado do Paraná, que lhe negou provimento; (c) contra essa
decisão, a defesa interpôs recurso especial, não admitido na origem, e
agravo para o Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que o Ministro
Relator negou provimento ao recurso; (d) interposto agravo interno pela
defesa, a Quinta Turma, por unanimidade, negou-lhe provimento, em
acórdão assim ementado:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL.
EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO
EXTEMPORÂNEOS.
AUSÊNCIA
DE
POSTERIOR
RATIFICAÇÃO. SÚMULA 418/STJ.
1. ‘É inadmissível o recurso especial interposto antes da
publicação do acórdão dos embargos de declaração, sem
posterior ratificação’.
2. Agravo regimental improvido”.
Neste habeas corpus, o impetrante sustenta, em suma, que: (a) “o
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549824.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
HC 126845 / PR
paciente sofre constrangimento ilegal, pois foi submetido a julgamento
em grau superior com relatoria e voto de magistrado que havia
participado de seu julgamento na instância anterior, o que importa em
reconhecer a nulidade de todos os atos processuais a partir da decisão
monocrática”; (b) “o vício de impedimento previsto no inciso III do art.
252 do CPP tem razão de existir para que seja garantido o pleno exercício
recursal fulcrado na falibilidade humana e no princípio da ampla defesa,
de modo que tais brocardos não podem ser titubeados pela
imparcialidade da jurisdição”. Requer, ao final, a concessão da ordem
para (a) submeter o agravo em recurso especial a novo julgamento; e (b)
declarar a nulidade de todos os atos processuais posteriores à decisão
monocrática proferida pelo Ministro Campos Marques.
O pedido de liminar foi indeferido.
Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela
denegação da ordem.
É o relatório.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549824.
Supremo Tribunal Federal
HC 126845 / PR
paciente sofre constrangimento ilegal, pois foi submetido a julgamento
em grau superior com relatoria e voto de magistrado que havia
participado de seu julgamento na instância anterior, o que importa em
reconhecer a nulidade de todos os atos processuais a partir da decisão
monocrática”; (b) “o vício de impedimento previsto no inciso III do art.
252 do CPP tem razão de existir para que seja garantido o pleno exercício
recursal fulcrado na falibilidade humana e no princípio da ampla defesa,
de modo que tais brocardos não podem ser titubeados pela
imparcialidade da jurisdição”. Requer, ao final, a concessão da ordem
para (a) submeter o agravo em recurso especial a novo julgamento; e (b)
declarar a nulidade de todos os atos processuais posteriores à decisão
monocrática proferida pelo Ministro Campos Marques.
O pedido de liminar foi indeferido.
Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela
denegação da ordem.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 126.845 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Nos termos do
art. 252, III, do Código de Processo Penal, o juiz não poderá exercer
jurisdição no processo em que tiver funcionado como juiz de outra
instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão.
Consoante adverte a doutrina, trata-se de situação de impossibilidade de
exercício jurisdicional, de caráter objetivo, cuja inobservância provoca a
nulidade dos atos decisórios por ele praticados (cf. NORONHA, E.
Magalhães. Curso de Direito Processual Penal. Saraiva, 2002, p. 83;
OLIVEIRA, Eugênio Pacelli et al. Comentários ao Código de Processo Penal e
sua jurisprudência. São Paulo: Atlas, 2013, p. 501; NUCCI, Guilherme de
Souza. Código de Processo Penal Comentado. Rio de Janeiro: Editora Forense,
2014, p. 605). Não se desconhece, entretanto, precedentes desta Corte no
sentido de que não se justifica a alegação de nulidade na hipótese em que
Ministro impedido participa de julgamento cujo resultado seja unânime,
“não havendo sido ele relator nem revisor, sem influência no resultado do
julgamento” (HC 80.281, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Primeira Turma,
DJ de 29/09/2009). Nessa linha de consideração, citem-se, ainda, os
seguintes julgados: RHC 123.092, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda
Turma, DJe de 14/11/2014; HC 116.715, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira
Turma, DJe de 02/12/2013.
2. À luz dessas premissas, passe-se ao caso concreto. No Superior
Tribunal de Justiça, o Ministro Campos Marques (Desembargador
convocado do TJ/PR) foi relator do AREsp 345.162/PR, sem se dar conta
de que já havia participado, na mesma causa penal, do julgamento do
recurso em sentido estrito objeto do especial. Essa informação, aliás, foi
confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça. Veja-se:
“Compulsando os autos, verifico que, efetivamente, o
referido magistrado participou dos dois julgamentos, no
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19/05/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 126.845 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Nos termos do
art. 252, III, do Código de Processo Penal, o juiz não poderá exercer
jurisdição no processo em que tiver funcionado como juiz de outra
instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão.
Consoante adverte a doutrina, trata-se de situação de impossibilidade de
exercício jurisdicional, de caráter objetivo, cuja inobservância provoca a
nulidade dos atos decisórios por ele praticados (cf. NORONHA, E.
Magalhães. Curso de Direito Processual Penal. Saraiva, 2002, p. 83;
OLIVEIRA, Eugênio Pacelli et al. Comentários ao Código de Processo Penal e
sua jurisprudência. São Paulo: Atlas, 2013, p. 501; NUCCI, Guilherme de
Souza. Código de Processo Penal Comentado. Rio de Janeiro: Editora Forense,
2014, p. 605). Não se desconhece, entretanto, precedentes desta Corte no
sentido de que não se justifica a alegação de nulidade na hipótese em que
Ministro impedido participa de julgamento cujo resultado seja unânime,
“não havendo sido ele relator nem revisor, sem influência no resultado do
julgamento” (HC 80.281, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Primeira Turma,
DJ de 29/09/2009). Nessa linha de consideração, citem-se, ainda, os
seguintes julgados: RHC 123.092, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda
Turma, DJe de 14/11/2014; HC 116.715, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira
Turma, DJe de 02/12/2013.
2. À luz dessas premissas, passe-se ao caso concreto. No Superior
Tribunal de Justiça, o Ministro Campos Marques (Desembargador
convocado do TJ/PR) foi relator do AREsp 345.162/PR, sem se dar conta
de que já havia participado, na mesma causa penal, do julgamento do
recurso em sentido estrito objeto do especial. Essa informação, aliás, foi
confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça. Veja-se:
“Compulsando os autos, verifico que, efetivamente, o
referido magistrado participou dos dois julgamentos, no
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 126845 / PR
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, como vogal, e no STJ,
como relator, (…)”.
Nessas circunstâncias, difícil afirmar que o voto proferido pelo
Ministro Campos Marques não foi decisivo no julgamento ocorrido no
STJ, pois, além de ter sido responsável pelo voto condutor, seu
impedimento o afastaria até mesmo da relatoria do processo, tornando
insubsistente a decisão monocrática atacada no agravo regimental. Nessa
linha de compreensão: HC 88.759 AgR-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes
(Presidente), Plenário, DJe de 27/08/2010; AI 706.078 QO, Rel. Min.
CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 23/10/2009; HC 88.227, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 15/08/2008; HC 96.774,
Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 17/04/2009, esse
último assim ementado:
“HABEAS CORPUS. (…). NULIDADE ABSOLUTA DO
JULGAMENTO REALIZADO PELO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA.
1. Não pode a mesma autoridade desempenhar a função
de juiz-relator no julgamento da Apelação Criminal e do Habeas
Corpus nos quais figurou, como Apelante e Paciente,
respectivamente, a mesma parte, sob pena de nulidade.
2. Ordem parcialmente concedida para declarar nulo o
acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça e
determinar novo julgamento, observando-se o impedimento da
autoridade que atuou no julgamento como relator”.
3. Pelo exposto, concedo a ordem de habeas corpus, para anular a
decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do
AREsp 345.162/PR, determinando que outro se realize. É o voto.
2
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HC 126845 / PR
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, como vogal, e no STJ,
como relator, (…)”.
Nessas circunstâncias, difícil afirmar que o voto proferido pelo
Ministro Campos Marques não foi decisivo no julgamento ocorrido no
STJ, pois, além de ter sido responsável pelo voto condutor, seu
impedimento o afastaria até mesmo da relatoria do processo, tornando
insubsistente a decisão monocrática atacada no agravo regimental. Nessa
linha de compreensão: HC 88.759 AgR-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes
(Presidente), Plenário, DJe de 27/08/2010; AI 706.078 QO, Rel. Min.
CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 23/10/2009; HC 88.227, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 15/08/2008; HC 96.774,
Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 17/04/2009, esse
último assim ementado:
“HABEAS CORPUS. (…). NULIDADE ABSOLUTA DO
JULGAMENTO REALIZADO PELO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA.
1. Não pode a mesma autoridade desempenhar a função
de juiz-relator no julgamento da Apelação Criminal e do Habeas
Corpus nos quais figurou, como Apelante e Paciente,
respectivamente, a mesma parte, sob pena de nulidade.
2. Ordem parcialmente concedida para declarar nulo o
acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça e
determinar novo julgamento, observando-se o impedimento da
autoridade que atuou no julgamento como relator”.
3. Pelo exposto, concedo a ordem de habeas corpus, para anular a
decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do
AREsp 345.162/PR, determinando que outro se realize. É o voto.
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 126.845
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S) : OSMAR CASONE
IMPTE.(S) : THIAGO RUIZ
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem de
habeas corpus, para anular a decisão proferida pelo Superior
Tribunal de Justiça, no julgamento do AREsp 345.162/PR,
determinando que outro se realize, nos termos do voto do Relator.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor
Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori
Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 126.845
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S) : OSMAR CASONE
IMPTE.(S) : THIAGO RUIZ
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem de
habeas corpus, para anular a decisão proferida pelo Superior
Tribunal de Justiça, no julgamento do AREsp 345.162/PR,
determinando que outro se realize, nos termos do voto do Relator.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor
Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori
Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8599195
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-01T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem de habeas corpus, para anular a decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do AREsp 345.162/PR, determinando que outro se realize, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. IMPEDIMENTO DE MINISTRO RELATOR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PARTICIPAÇÃO EM JULGAMENTO DO ATO JUDICIAL IMPUGNADO NO RECURSO ESPECIAL. ART. 252, III, DO CPP. NULIDADE DAS DECISÕES PROFERIDAS PELO MAGISTRADO IMPEDIDO.
1. A hipótese é de descumprimento do art. 252, III, do Código de Processo Penal, que veda o juiz de exercer jurisdição no processo em que tiver funcionado como juiz de outra instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão. É que, no Superior Tribunal de Justiça, o Ministro Relator do AREsp 345.162/PR já havia participado, no Tribunal de origem, do julgamento do recurso em sentido estrito objeto do especial.
2. Ordem concedida para que se renove o julgamento no Superior Tribunal de Justiça.
|
sjur306782
|
- Acórdão(s) citado(s):
(NULIDADE, IMPEDIMENTO DE MINISTRO)
HC 80281 (1ªT), HC 116715 (1ªT), RHC 123092 (2ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 09/06/2015, MJC.
|
TEORI ZAVASCKI
|
Segunda Turma
|
126845
|
[
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00252 INC-00003\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL"
] |
HC
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acordaos
|
HC 126845
|
[
""
] |
PACTE.(S) : OSMAR CASONE
IMPTE.(S) : THIAGO RUIZ
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
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""
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Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 126.845 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:OSMAR CASONE
IMPTE.(S)
:THIAGO RUIZ
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA:
HABEAS
CORPUS.
PROCESSUAL
PENAL.
IMPEDIMENTO DE MINISTRO RELATOR NO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA. PARTICIPAÇÃO EM JULGAMENTO DO ATO JUDICIAL
IMPUGNADO NO RECURSO ESPECIAL. ART. 252, III, DO CPP.
NULIDADE DAS DECISÕES PROFERIDAS PELO MAGISTRADO
IMPEDIDO.
1. A hipótese é de descumprimento do art. 252, III, do Código de
Processo Penal, que veda o juiz de exercer jurisdição no processo em que
tiver funcionado como juiz de outra instância, pronunciando-se, de fato
ou de direito, sobre a questão. É que, no Superior Tribunal de Justiça, o
Ministro Relator do AREsp 345.162/PR já havia participado, no Tribunal
de origem, do julgamento do recurso em sentido estrito objeto do
especial.
2. Ordem concedida para que se renove o julgamento no Superior
Tribunal de Justiça.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em conceder a ordem de habeas
corpus, para anular a decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça,
no julgamento do AREsp 345.162/PR, determinando que outro se realize,
nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
HC 126845 / PR
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 126845 / PR
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 126.845 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:OSMAR CASONE
IMPTE.(S)
:THIAGO RUIZ
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do AREsp 345.162/PR,
Rel. Min. Campos Marques (Desembargador convocado do TJ/PR).
Consta dos autos, em síntese, que: (a) o paciente foi pronunciado pela
suposta prática dos crimes de homicídio (art. 121 do Código Penal) e de
porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (art. 14 da Lei 10.826/2003);
(b) inconformado, apresentou recurso em sentido estrito no Tribunal de
Justiça do Estado do Paraná, que lhe negou provimento; (c) contra essa
decisão, a defesa interpôs recurso especial, não admitido na origem, e
agravo para o Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que o Ministro
Relator negou provimento ao recurso; (d) interposto agravo interno pela
defesa, a Quinta Turma, por unanimidade, negou-lhe provimento, em
acórdão assim ementado:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL.
EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO
EXTEMPORÂNEOS.
AUSÊNCIA
DE
POSTERIOR
RATIFICAÇÃO. SÚMULA 418/Superior Tribunal de Justiça.
1. ‘É inadmissível o recurso especial interposto antes da
publicação do acórdão dos embargos de declaração, sem
posterior ratificação’.
2. Agravo regimental improvido”.
Neste habeas corpus, o impetrante sustenta, em suma, que: (a) “o
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19/05/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 126.845 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:OSMAR CASONE
IMPTE.(S)
:THIAGO RUIZ
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do AREsp 345.162/PR,
Rel. Min. Campos Marques (Desembargador convocado do TJ/PR).
Consta dos autos, em síntese, que: (a) o paciente foi pronunciado pela
suposta prática dos crimes de homicídio (art. 121 do Código Penal) e de
porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (art. 14 da Lei 10.826/2003);
(b) inconformado, apresentou recurso em sentido estrito no Tribunal de
Justiça do Estado do Paraná, que lhe negou provimento; (c) contra essa
decisão, a defesa interpôs recurso especial, não admitido na origem, e
agravo para o Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que o Ministro
Relator negou provimento ao recurso; (d) interposto agravo interno pela
defesa, a Quinta Turma, por unanimidade, negou-lhe provimento, em
acórdão assim ementado:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL.
EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO
EXTEMPORÂNEOS.
AUSÊNCIA
DE
POSTERIOR
RATIFICAÇÃO. SÚMULA 418/Superior Tribunal de Justiça.
1. ‘É inadmissível o recurso especial interposto antes da
publicação do acórdão dos embargos de declaração, sem
posterior ratificação’.
2. Agravo regimental improvido”.
Neste habeas corpus, o impetrante sustenta, em suma, que: (a) “o
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HC 126845 / PR
paciente sofre constrangimento ilegal, pois foi submetido a julgamento
em grau superior com relatoria e voto de magistrado que havia
participado de seu julgamento na instância anterior, o que importa em
reconhecer a nulidade de todos os atos processuais a partir da decisão
monocrática”; (b) “o vício de impedimento previsto no inciso III do art.
252 do CPP tem razão de existir para que seja garantido o pleno exercício
recursal fulcrado na falibilidade humana e no princípio da ampla defesa,
de modo que tais brocardos não podem ser titubeados pela
imparcialidade da jurisdição”. Requer, ao final, a concessão da ordem
para (a) submeter o agravo em recurso especial a novo julgamento; e (b)
declarar a nulidade de todos os atos processuais posteriores à decisão
monocrática proferida pelo Ministro Campos Marques.
O pedido de liminar foi indeferido.
Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela
denegação da ordem.
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paciente sofre constrangimento ilegal, pois foi submetido a julgamento
em grau superior com relatoria e voto de magistrado que havia
participado de seu julgamento na instância anterior, o que importa em
reconhecer a nulidade de todos os atos processuais a partir da decisão
monocrática”; (b) “o vício de impedimento previsto no inciso III do art.
252 do CPP tem razão de existir para que seja garantido o pleno exercício
recursal fulcrado na falibilidade humana e no princípio da ampla defesa,
de modo que tais brocardos não podem ser titubeados pela
imparcialidade da jurisdição”. Requer, ao final, a concessão da ordem
para (a) submeter o agravo em recurso especial a novo julgamento; e (b)
declarar a nulidade de todos os atos processuais posteriores à decisão
monocrática proferida pelo Ministro Campos Marques.
O pedido de liminar foi indeferido.
Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela
denegação da ordem.
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HABEAS CORPUS 126.845 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Nos termos do
art. 252, III, do Código de Processo Penal, o juiz não poderá exercer
jurisdição no processo em que tiver funcionado como juiz de outra
instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão.
Consoante adverte a doutrina, trata-se de situação de impossibilidade de
exercício jurisdicional, de caráter objetivo, cuja inobservância provoca a
nulidade dos atos decisórios por ele praticados (cf. NORONHA, E.
Magalhães. Curso de Direito Processual Penal. Saraiva, 2002, p. 83;
OLIVEIRA, Eugênio Pacelli et al. Comentários ao Código de Processo Penal e
sua jurisprudência. São Paulo: Atlas, 2013, p. 501; NUCCI, Guilherme de
Souza. Código de Processo Penal Comentado. Rio de Janeiro: Editora Forense,
2014, p. 605). Não se desconhece, entretanto, precedentes desta Corte no
sentido de que não se justifica a alegação de nulidade na hipótese em que
Ministro impedido participa de julgamento cujo resultado seja unânime,
“não havendo sido ele relator nem revisor, sem influência no resultado do
julgamento” (HC 80.281, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Primeira Turma,
DJ de 29/09/2009). Nessa linha de consideração, citem-se, ainda, os
seguintes julgados: RHC 123.092, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda
Turma, DJe de 14/11/2014; HC 116.715, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira
Turma, DJe de 02/12/2013.
2. À luz dessas premissas, passe-se ao caso concreto. No Superior
Tribunal de Justiça, o Ministro Campos Marques (Desembargador
convocado do TJ/PR) foi relator do AREsp 345.162/PR, sem se dar conta
de que já havia participado, na mesma causa penal, do julgamento do
recurso em sentido estrito objeto do especial. Essa informação, aliás, foi
confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça. Veja-se:
“Compulsando os autos, verifico que, efetivamente, o
referido magistrado participou dos dois julgamentos, no
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549825.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 126.845 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Nos termos do
art. 252, III, do Código de Processo Penal, o juiz não poderá exercer
jurisdição no processo em que tiver funcionado como juiz de outra
instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão.
Consoante adverte a doutrina, trata-se de situação de impossibilidade de
exercício jurisdicional, de caráter objetivo, cuja inobservância provoca a
nulidade dos atos decisórios por ele praticados (cf. NORONHA, E.
Magalhães. Curso de Direito Processual Penal. Saraiva, 2002, p. 83;
OLIVEIRA, Eugênio Pacelli et al. Comentários ao Código de Processo Penal e
sua jurisprudência. São Paulo: Atlas, 2013, p. 501; NUCCI, Guilherme de
Souza. Código de Processo Penal Comentado. Rio de Janeiro: Editora Forense,
2014, p. 605). Não se desconhece, entretanto, precedentes desta Corte no
sentido de que não se justifica a alegação de nulidade na hipótese em que
Ministro impedido participa de julgamento cujo resultado seja unânime,
“não havendo sido ele relator nem revisor, sem influência no resultado do
julgamento” (HC 80.281, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Primeira Turma,
DJ de 29/09/2009). Nessa linha de consideração, citem-se, ainda, os
seguintes julgados: RHC 123.092, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda
Turma, DJe de 14/11/2014; HC 116.715, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira
Turma, DJe de 02/12/2013.
2. À luz dessas premissas, passe-se ao caso concreto. No Superior
Tribunal de Justiça, o Ministro Campos Marques (Desembargador
convocado do TJ/PR) foi relator do AREsp 345.162/PR, sem se dar conta
de que já havia participado, na mesma causa penal, do julgamento do
recurso em sentido estrito objeto do especial. Essa informação, aliás, foi
confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça. Veja-se:
“Compulsando os autos, verifico que, efetivamente, o
referido magistrado participou dos dois julgamentos, no
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 126845 / PR
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, como vogal, e no Superior Tribunal de Justiça,
como relator, (…)”.
Nessas circunstâncias, difícil afirmar que o voto proferido pelo
Ministro Campos Marques não foi decisivo no julgamento ocorrido no
Superior Tribunal de Justiça, pois, além de ter sido responsável pelo voto condutor, seu
impedimento o afastaria até mesmo da relatoria do processo, tornando
insubsistente a decisão monocrática atacada no agravo regimental. Nessa
linha de compreensão: HC 88.759 AgR-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes
(Presidente), Plenário, DJe de 27/08/2010; AI 706.078 QO, Rel. Min.
CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 23/10/2009; HC 88.227, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 15/08/2008; HC 96.774,
Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 17/04/2009, esse
último assim ementado:
“HABEAS CORPUS. (…). NULIDADE ABSOLUTA DO
JULGAMENTO REALIZADO PELO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA.
1. Não pode a mesma autoridade desempenhar a função
de juiz-relator no julgamento da Apelação Criminal e do Habeas
Corpus nos quais figurou, como Apelante e Paciente,
respectivamente, a mesma parte, sob pena de nulidade.
2. Ordem parcialmente concedida para declarar nulo o
acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça e
determinar novo julgamento, observando-se o impedimento da
autoridade que atuou no julgamento como relator”.
3. Pelo exposto, concedo a ordem de habeas corpus, para anular a
decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do
AREsp 345.162/PR, determinando que outro se realize. É o voto.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549825.
Supremo Tribunal Federal
HC 126845 / PR
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, como vogal, e no Superior Tribunal de Justiça,
como relator, (…)”.
Nessas circunstâncias, difícil afirmar que o voto proferido pelo
Ministro Campos Marques não foi decisivo no julgamento ocorrido no
Superior Tribunal de Justiça, pois, além de ter sido responsável pelo voto condutor, seu
impedimento o afastaria até mesmo da relatoria do processo, tornando
insubsistente a decisão monocrática atacada no agravo regimental. Nessa
linha de compreensão: HC 88.759 AgR-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes
(Presidente), Plenário, DJe de 27/08/2010; AI 706.078 QO, Rel. Min.
CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 23/10/2009; HC 88.227, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 15/08/2008; HC 96.774,
Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 17/04/2009, esse
último assim ementado:
“HABEAS CORPUS. (…). NULIDADE ABSOLUTA DO
JULGAMENTO REALIZADO PELO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA.
1. Não pode a mesma autoridade desempenhar a função
de juiz-relator no julgamento da Apelação Criminal e do Habeas
Corpus nos quais figurou, como Apelante e Paciente,
respectivamente, a mesma parte, sob pena de nulidade.
2. Ordem parcialmente concedida para declarar nulo o
acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça e
determinar novo julgamento, observando-se o impedimento da
autoridade que atuou no julgamento como relator”.
3. Pelo exposto, concedo a ordem de habeas corpus, para anular a
decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do
AREsp 345.162/PR, determinando que outro se realize. É o voto.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 126.845
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S) : OSMAR CASONE
IMPTE.(S) : THIAGO RUIZ
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem de
habeas corpus, para anular a decisão proferida pelo Superior
Tribunal de Justiça, no julgamento do AREsp 345.162/PR,
determinando que outro se realize, nos termos do voto do Relator.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor
Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori
Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590109
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 126.845
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S) : OSMAR CASONE
IMPTE.(S) : THIAGO RUIZ
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem de
habeas corpus, para anular a decisão proferida pelo Superior
Tribunal de Justiça, no julgamento do AREsp 345.162/PR,
determinando que outro se realize, nos termos do voto do Relator.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor
Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori
Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 126 . 845",
"AREsp 345 . 162 / PR",
"AREsp 345 . 162 / PR",
"HC 126845 / PR",
"HC 126845 / PR",
"HABEAS CORPUS 126 . 845",
"AREsp 345 . 162 / PR",
"SÚMULA 418 / Superior Tribunal de Justiça",
"HABEAS CORPUS 126 . 845",
"AREsp 345 . 162 / PR",
"SÚMULA 418 / Superior Tribunal",
"HC 126845 / PR",
"HC 126845 / PR",
"HABEAS CORPUS 126 . 845",
"HC 80 . 281",
"RHC 123 . 092",
"HC 116 . 715",
"AREsp 345 . 162 / PR",
"HABEAS CORPUS 126 . 845",
"HC 80 . 281",
"RHC 123 . 092",
"HC 116 . 715",
"AREsp 345 . 162 / PR",
"HC 126845 / PR",
"HC 88 . 759 AgR - ED",
"AI 706 . 078 QO",
"HC 88 . 227",
"HC 96 . 774",
"AREsp 345 . 162 / PR",
"HC 126845 / PR",
"HC 88 . 759 AgR - ED",
"AI 706 . 078 QO",
"HC 88 . 227",
"HC 96 . 774",
"AREsp 345 . 162 / PR",
"HABEAS CORPUS 126 . 845",
"AREsp 345 . 162 / PR",
"HABEAS CORPUS 126 . 845",
"AREsp 345 . 162 / PR"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 252 , III , DO CPP",
"art . 252 , III , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 121 do Código Penal",
"art . 14 da Lei 10 . 826 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 121 do Código Penal",
"art . 14 da Lei 10 . 826 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso III do art . 252 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 252 , III , do Código de Processo Penal",
"Código de Processo Penal",
"Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 252 , III , do Código de Processo Penal",
"Código de Processo Penal",
"Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"São Paulo",
"Rio de Janeiro",
"PARANÁ",
"São Paulo",
"Rio de Janeiro",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Quinta Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJ",
"/",
"PR",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"TJ",
"/",
"PR",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Saraiva",
"Atlas",
"Editora Forense",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJ",
"/",
"PR",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Saraiva",
"Atlas",
"Editora Forense",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJ",
"/",
"PR",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"TEORI ZAVASCKI",
"OSMAR CASONE",
"THIAGO RUIZ",
"TEORI ZAVASCKI",
"Dias Toffoli",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"OSMAR CASONE",
"THIAGO RUIZ",
"TEORI ZAVASCKI",
"Campos Marques",
"TEORI ZAVASCKI",
"OSMAR CASONE",
"THIAGO",
"RUIZ",
"TEORI ZAVASCKI",
"Campos Marques",
"Campos Marques",
"Campos Marques",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"NORONHA , E . Magalhães",
"OLIVEIRA , Eugênio Pacelli",
"NUCCI , Guilherme de Souza",
"OCTAVIO GALLOTTI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ROSA WEBER",
"Campos Marques",
"TEORI ZAVASCKI",
"NORONHA , E . Magalhães",
"OLIVEIRA , Eugênio Pacelli",
"NUCCI , Guilherme de Souza",
"OCTAVIO GALLOTTI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ROSA WEBER",
"Campos Marques",
"TEORI ZAVASCKI",
"Campos Marques",
"Gilmar Mendes",
"CELSO DE MELLO",
"ELLEN GRACIE",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Campos Marques",
"Gilmar Mendes",
"CELSO DE MELLO",
"ELLEN GRACIE",
"CÁRMEN LÚCIA",
"TEORI ZAVASCKI",
"OSMAR CASONE",
"THIAGO RUIZ",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"TEORI ZAVASCKI",
"OSMAR CASONE",
"THIAGO RUIZ",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"2002",
"2013",
"2014",
"29",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"14",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"02",
"/",
"12",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"2002",
"2013",
"2014",
"29",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"14",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"02",
"/",
"12",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"08",
"/",
"2010",
"23",
"/",
"10",
"/",
"2009",
"15",
"/",
"08",
"/",
"2008",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"08",
"/",
"2010",
"23",
"/",
"10",
"/",
"2009",
"15",
"/",
"08",
"/",
"2008",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865.370 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MARIA DA GLORIA VIRGINIO BARBOSA
ADV.(A/S)
:DIMITRI SOUTO MOTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577851.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865.370 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MARIA DA GLORIA VIRGINIO BARBOSA
ADV.(A/S)
:DIMITRI SOUTO MOTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 19 de março de
2015, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE
–
FALTA
DE
PREQUESTIONAMENTO – NEGATIVA
DE SEGUIMENTO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577852.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865.370 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MARIA DA GLORIA VIRGINIO BARBOSA
ADV.(A/S)
:DIMITRI SOUTO MOTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 19 de março de
2015, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE
–
FALTA
DE
PREQUESTIONAMENTO – NEGATIVA
DE SEGUIMENTO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
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Relatório
RE 865370 AGR / PB
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
2. A par desse aspecto, o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal.
3. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes nº 282 e nº 356 da Súmula do Supremo.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
outro processo.
4. Pelas razões acima, nego seguimento ao extraordinário.
5. Publiquem.
A agravante, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Discorre acerca da existência de violação à
cabeça e aos incisos II, IV e IX do artigo 37 da Constituição Federal.
Aponta o prequestionamento da matéria.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 865370 AGR / PB
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
2. A par desse aspecto, o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal.
3. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes nº 282 e nº 356 da Súmula do Supremo.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
outro processo.
4. Pelas razões acima, nego seguimento ao extraordinário.
5. Publiquem.
A agravante, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Discorre acerca da existência de violação à
cabeça e aos incisos II, IV e IX do artigo 37 da Constituição Federal.
Aponta o prequestionamento da matéria.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865.370 PARAÍBA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído,
foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado da Paraíba assentou, em resumo:
AGRAVO INTERNO – APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO
ORDINÁRIA – NOMEAÇÃO EM CARGO PÚBLICO –
APROVAÇÃO EM CONCURSO FORA DO NÚMERO DE
VAGAS PREVISTAS NO EDITAL – IMPROCEDÊNCIA DO
PEDIDO – IRRESIGNAÇÃO – MERA EXPECTATIVA DE
DIREITO – JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA – MANUTENÇÃO –
DECISÃO MONOCRÁTICA – ART. 557, CAPUT DO CPC –
DESPROVIMENTO
A jurisprudência pacificada do STJ indica que o candidato
aprovado fora do número de vagas inicialmente previstas
possui somente expectativa de direito em ser nomeado.
Precedentes: RMS 34.095/BA, Rel. Ministro Mauro Campbell
Marques, Segunda Turma, Dje 30.8.2011; EDCL no AGRG no
RMS 33.303/BA, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda
Turma, Dje 10.8.2011 e AGRG no RMS 33.822/PB, Rel. Ministro
Benedito Gonçalves, Primeira Turma, Dje 24.5.2011.
Percebam as balizas objetivas reveladas. O Tribunal de origem, a
partir da análise dos fatos e das provas, a esta altura inafastáveis,
consignou que a aprovação fora do número de vagas não implica direito
subjetivo à nomeação. Nesse sentido, para se chegar a conclusão diversa,
impõe-se a revisão do conjunto fático-probatório. Daí a pertinência do
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865.370 PARAÍBA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído,
foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado da Paraíba assentou, em resumo:
AGRAVO INTERNO – APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO
ORDINÁRIA – NOMEAÇÃO EM CARGO PÚBLICO –
APROVAÇÃO EM CONCURSO FORA DO NÚMERO DE
VAGAS PREVISTAS NO EDITAL – IMPROCEDÊNCIA DO
PEDIDO – IRRESIGNAÇÃO – MERA EXPECTATIVA DE
DIREITO – JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA – MANUTENÇÃO –
DECISÃO MONOCRÁTICA – ART. 557, CAPUT DO CPC –
DESPROVIMENTO
A jurisprudência pacificada do STJ indica que o candidato
aprovado fora do número de vagas inicialmente previstas
possui somente expectativa de direito em ser nomeado.
Precedentes: RMS 34.095/BA, Rel. Ministro Mauro Campbell
Marques, Segunda Turma, Dje 30.8.2011; EDCL no AGRG no
RMS 33.303/BA, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda
Turma, Dje 10.8.2011 e AGRG no RMS 33.822/PB, Rel. Ministro
Benedito Gonçalves, Primeira Turma, Dje 24.5.2011.
Percebam as balizas objetivas reveladas. O Tribunal de origem, a
partir da análise dos fatos e das provas, a esta altura inafastáveis,
consignou que a aprovação fora do número de vagas não implica direito
subjetivo à nomeação. Nesse sentido, para se chegar a conclusão diversa,
impõe-se a revisão do conjunto fático-probatório. Daí a pertinência do
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RE 865370 AGR / PB
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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RE 865370 AGR / PB
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865.370
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : MARIA DA GLORIA VIRGINIO BARBOSA
ADV.(A/S) : DIMITRI SOUTO MOTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865.370
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : MARIA DA GLORIA VIRGINIO BARBOSA
ADV.(A/S) : DIMITRI SOUTO MOTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8625291
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-05T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
|
sjur307358
|
Número de páginas: 6.
Análise: 21/06/2015, BMP.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
865370
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 865370 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MARIA DA GLORIA VIRGINIO BARBOSA
ADV.(A/S) : DIMITRI SOUTO MOTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865.370 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MARIA DA GLORIA VIRGINIO BARBOSA
ADV.(A/S)
:DIMITRI SOUTO MOTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865.370 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MARIA DA GLORIA VIRGINIO BARBOSA
ADV.(A/S)
:DIMITRI SOUTO MOTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 19 de março de
2015, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE
–
FALTA
DE
PREQUESTIONAMENTO – NEGATIVA
DE SEGUIMENTO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865.370 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MARIA DA GLORIA VIRGINIO BARBOSA
ADV.(A/S)
:DIMITRI SOUTO MOTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 19 de março de
2015, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE
–
FALTA
DE
PREQUESTIONAMENTO – NEGATIVA
DE SEGUIMENTO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
Recurso Extraordinário 865370 AGR / PB
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
2. A par desse aspecto, o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal.
3. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes n 282 e n 356 da Súmula do Supremo.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
outro processo.
4. Pelas razões acima, nego seguimento ao extraordinário.
5. Publiquem.
A agravante, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Discorre acerca da existência de violação à
cabeça e aos incisos II, IV e IX do artigo 37 da Constituição Federal.
Aponta o prequestionamento da matéria.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 865370 AGR / PB
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
2. A par desse aspecto, o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal.
3. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes n 282 e n 356 da Súmula do Supremo.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
outro processo.
4. Pelas razões acima, nego seguimento ao extraordinário.
5. Publiquem.
A agravante, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Discorre acerca da existência de violação à
cabeça e aos incisos II, IV e IX do artigo 37 da Constituição Federal.
Aponta o prequestionamento da matéria.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577852.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865.370 PARAÍBA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído,
foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado da Paraíba assentou, em resumo:
AGRAVO INTERNO – APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO
ORDINÁRIA – NOMEAÇÃO EM CARGO PÚBLICO –
APROVAÇÃO EM CONCURSO FORA DO NÚMERO DE
VAGAS PREVISTAS NO EDITAL – IMPROCEDÊNCIA DO
PEDIDO – IRRESIGNAÇÃO – MERA EXPECTATIVA DE
DIREITO – JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA – MANUTENÇÃO –
DECISÃO MONOCRÁTICA – ART. 557, CAPUT DO Código de Processo Civil –
DESPROVIMENTO
A jurisprudência pacificada do Superior Tribunal de Justiça indica que o candidato
aprovado fora do número de vagas inicialmente previstas
possui somente expectativa de direito em ser nomeado.
Precedentes: RMS 34.095/BA, Rel. Ministro Mauro Campbell
Marques, Segunda Turma, Dje 30.8.2011; EDCL no AGRG no
RMS 33.303/BA, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda
Turma, Dje 10.8.2011 e AGRG no RMS 33.822/PB, Rel. Ministro
Benedito Gonçalves, Primeira Turma, Dje 24.5.2011.
Percebam as balizas objetivas reveladas. O Tribunal de origem, a
partir da análise dos fatos e das provas, a esta altura inafastáveis,
consignou que a aprovação fora do número de vagas não implica direito
subjetivo à nomeação. Nesse sentido, para se chegar a conclusão diversa,
impõe-se a revisão do conjunto fático-probatório. Daí a pertinência do
Verbete n 279 da Súmula do Supremo.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577853.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865.370 PARAÍBA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído,
foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado da Paraíba assentou, em resumo:
AGRAVO INTERNO – APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO
ORDINÁRIA – NOMEAÇÃO EM CARGO PÚBLICO –
APROVAÇÃO EM CONCURSO FORA DO NÚMERO DE
VAGAS PREVISTAS NO EDITAL – IMPROCEDÊNCIA DO
PEDIDO – IRRESIGNAÇÃO – MERA EXPECTATIVA DE
DIREITO – JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA – MANUTENÇÃO –
DECISÃO MONOCRÁTICA – ART. 557, CAPUT DO Código de Processo Civil –
DESPROVIMENTO
A jurisprudência pacificada do Superior Tribunal de Justiça indica que o candidato
aprovado fora do número de vagas inicialmente previstas
possui somente expectativa de direito em ser nomeado.
Precedentes: RMS 34.095/BA, Rel. Ministro Mauro Campbell
Marques, Segunda Turma, Dje 30.8.2011; EDCL no AGRG no
RMS 33.303/BA, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda
Turma, Dje 10.8.2011 e AGRG no RMS 33.822/PB, Rel. Ministro
Benedito Gonçalves, Primeira Turma, Dje 24.5.2011.
Percebam as balizas objetivas reveladas. O Tribunal de origem, a
partir da análise dos fatos e das provas, a esta altura inafastáveis,
consignou que a aprovação fora do número de vagas não implica direito
subjetivo à nomeação. Nesse sentido, para se chegar a conclusão diversa,
impõe-se a revisão do conjunto fático-probatório. Daí a pertinência do
Verbete n 279 da Súmula do Supremo.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
Recurso Extraordinário 865370 AGR / PB
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 865370 AGR / PB
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865.370
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : MARIA DA GLORIA VIRGINIO BARBOSA
ADV.(A/S) : DIMITRI SOUTO MOTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865.370
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : MARIA DA GLORIA VIRGINIO BARBOSA
ADV.(A/S) : DIMITRI SOUTO MOTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865 . 370",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"RECURSO",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"Recurso Extraordinário 865370 AGR",
"Verbetes n 282 e n 356 da Súmula do Supremo",
"Recurso Extraordinário 865370 AGR / PB",
"Verbetes n 282 e n 356 da Súmula do",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865 . 370",
"RMS 34 . 095 / BA",
"RMS 33 . 303 / BA",
"RMS 33 . 822 / PB",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"RECURSO",
"RMS 34 . 095 / BA",
"AGRG",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"Recurso Extraordinário 865370 AGR / PB",
"Recurso Extraordinário 865370 AGR / PB",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865 . 370",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 865 . 370"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"cabeça e",
"incisos II , IV e IX do artigo 37 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"cabeça",
"incisos II , IV e IX do artigo 37 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 , CAPUT DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 , CAPUT DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"Brasília",
"PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"MARIA DA GLORIA VIRGINIO BARBOSA",
"DIMITRI SOUTO MOTA",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARIA DA GLORIA VIRGINIO BARBOSA",
"DIMITRI SOUTO MOTA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARIA DA GLORIA VIRGINIO BARBOSA",
"DIMITRI SOUTO MOTA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Mauro Campbell Marques",
"Humberto Martins",
"Benedito Gonçalves",
"MARCO AURÉLIO",
"Mauro Campbell Marques",
"Humberto Martins",
"Benedito Gonçalves",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARIA DA GLORIA VIRGINIO BARBOSA",
"DIMITRI SOUTO MOTA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias",
"Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"MARIA DA GLORIA VIRGINIO BARBOSA",
"DIMITRI SOUTO MOTA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"30",
".",
"8",
".",
"2011",
"10",
".",
"8",
".",
"2011",
"24",
".",
"5",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"30",
".",
"8",
".",
"2011",
"10",
".",
"8",
".",
"2011",
"24",
".",
"5",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.655
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JORGE FIORAVANTE GOMES MARI
AGTE.(S)
:ALEX BARROS TAVARES
ADV.(A/S)
:CÉSAR TEIXEIRA DIAS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INTDO.(A/S)
:JÚLIO CÉSAR ALVES ROBERTO
INTDO.(A/S)
:WILSON MARTINS FILHO
INTDO.(A/S)
:ANDRÉ LÚCIO GARCIA DA SILVA PEREIRA
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
AUSÊNCIA
DE
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento
de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à
legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Precedente.
2. Ademais, o recorrente limita-se a postular uma nova apreciação
dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições,
a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 790655 AGR / DF
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 790655 AGR / DF
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.655
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JORGE FIORAVANTE GOMES MARI
AGTE.(S)
:ALEX BARROS TAVARES
ADV.(A/S)
:CÉSAR TEIXEIRA DIAS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INTDO.(A/S)
:JÚLIO CÉSAR ALVES ROBERTO
INTDO.(A/S)
:WILSON MARTINS FILHO
INTDO.(A/S)
:ANDRÉ LÚCIO GARCIA DA SILVA PEREIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento ao recurso, pelos seguintes
fundamentos: (i) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o
cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido
à luz da Constituição; (ii) para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimento
inviável em recurso extraordinário; (iii) ao contrário do que alega o
recorrente Jorge Fioravante Gomes Mari, não se evidencia nenhuma
ilegalidade flagrante ou abuso de poder que pudesse justificar a
concessão de habeas corpus de ofício.
2.
A parte agravante alega que “indiscutivelmente violado o
Art. 384 do Código de Processo Penal, por via de violação do Art. 43 do mesmo
Diploma, vez que o Magistrado expressamente se recusou a receber a peça inicial
acusatória que se amoldava a todos os requisitos do Art. 41 também do Código de
Processo Penal”. Aduz, ainda, que “NÃO HÁ, na hipótese, MERA
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.655
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JORGE FIORAVANTE GOMES MARI
AGTE.(S)
:ALEX BARROS TAVARES
ADV.(A/S)
:CÉSAR TEIXEIRA DIAS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INTDO.(A/S)
:JÚLIO CÉSAR ALVES ROBERTO
INTDO.(A/S)
:WILSON MARTINS FILHO
INTDO.(A/S)
:ANDRÉ LÚCIO GARCIA DA SILVA PEREIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento ao recurso, pelos seguintes
fundamentos: (i) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o
cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido
à luz da Constituição; (ii) para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimento
inviável em recurso extraordinário; (iii) ao contrário do que alega o
recorrente Jorge Fioravante Gomes Mari, não se evidencia nenhuma
ilegalidade flagrante ou abuso de poder que pudesse justificar a
concessão de habeas corpus de ofício.
2.
A parte agravante alega que “indiscutivelmente violado o
Art. 384 do Código de Processo Penal, por via de violação do Art. 43 do mesmo
Diploma, vez que o Magistrado expressamente se recusou a receber a peça inicial
acusatória que se amoldava a todos os requisitos do Art. 41 também do Código de
Processo Penal”. Aduz, ainda, que “NÃO HÁ, na hipótese, MERA
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 790655 AGR / DF
VIOLAÇÃO À LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL QUE NÃO
REPERCUTA NOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS”. Por fim, afirma
que “os agravantes não pretenderam, em momento algum, a rediscussão de fatos,
não havendo, por conseguinte, a necessidade de revolvimento da prova”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 790655 AGR / DF
VIOLAÇÃO À LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL QUE NÃO
REPERCUTA NOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS”. Por fim, afirma
que “os agravantes não pretenderam, em momento algum, a rediscussão de fatos,
não havendo, por conseguinte, a necessidade de revolvimento da prova”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.655
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Tal como consta na decisão agravada, a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de
recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à
legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Nessa linha, veja-se o seguinte trecho da ementa do AI
839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
“[...]
A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a
afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
Ademais, o recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 279/STF. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos
subjacentes, confira-se o seguinte trecho do voto condutor do
acórdão recorrido:
“[...]
Outrossim, constata-se claramente que a segunda peça
acusatória (e-fls. 4/9) repetiu, ipsis literis, a narrativa fática
contida na denúncia inicial (e-fl. 10/16). A única alteração,
conforme afirma a própria defesa, foi na classificação dada aos
fatos pelo representante do Parquet, ou seja, ao invés do art. 316,
caput, do CP, imputou-se aos recorrentes a prática dos crimes
previstos nos art. 158, § 1º, todos do CP e art. 1º, I, "a", c/c o § 4º,
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.655
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Tal como consta na decisão agravada, a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de
recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à
legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Nessa linha, veja-se o seguinte trecho da ementa do AI
839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
“[...]
A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a
afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
Ademais, o recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 279/STF. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos
subjacentes, confira-se o seguinte trecho do voto condutor do
acórdão recorrido:
“[...]
Outrossim, constata-se claramente que a segunda peça
acusatória (e-fls. 4/9) repetiu, ipsis literis, a narrativa fática
contida na denúncia inicial (e-fl. 10/16). A única alteração,
conforme afirma a própria defesa, foi na classificação dada aos
fatos pelo representante do Parquet, ou seja, ao invés do art. 316,
caput, do CP, imputou-se aos recorrentes a prática dos crimes
previstos nos art. 158, § 1º, todos do CP e art. 1º, I, "a", c/c o § 4º,
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 790655 AGR / DF
I e III, da Lei n. 9.455197.
De ressaltar, ainda, que, no momento da citação, os
acusados receberam cópia da nova peça acusatória. Além disso,
a correção da capitulação foi feita em momento anterior à
realização dos interrogatórios.
Não há se falar em violação do comando inserto no artigo
384 do Código de Processo Penal, porque o referido dispositivo
diz respeito à mutatio libelli, vale dizer, quando das provas
colhidas na instrução se evidenciar a ocorrência de delito não
narrado, implícita ou explicitamente, na denúncia.
Ora, na espécie, isso não ocorreu, até mesmo porque
nenhuma audiência chegou a ser realizada antes do
oferecimento da nova proemial.
De mais a mais, o réu defende-se dos fatos e não da
capitulação dada ao crime. Assim, descabe falar em nulidade do
processo, na hipótese de mero ajustamento do nomen juris,
como se verifica no caso vertente.
[...]”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 790655 AGR / DF
I e III, da Lei n. 9.455197.
De ressaltar, ainda, que, no momento da citação, os
acusados receberam cópia da nova peça acusatória. Além disso,
a correção da capitulação foi feita em momento anterior à
realização dos interrogatórios.
Não há se falar em violação do comando inserto no artigo
384 do Código de Processo Penal, porque o referido dispositivo
diz respeito à mutatio libelli, vale dizer, quando das provas
colhidas na instrução se evidenciar a ocorrência de delito não
narrado, implícita ou explicitamente, na denúncia.
Ora, na espécie, isso não ocorreu, até mesmo porque
nenhuma audiência chegou a ser realizada antes do
oferecimento da nova proemial.
De mais a mais, o réu defende-se dos fatos e não da
capitulação dada ao crime. Assim, descabe falar em nulidade do
processo, na hipótese de mero ajustamento do nomen juris,
como se verifica no caso vertente.
[...]”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.655
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JORGE FIORAVANTE GOMES MARI
AGTE.(S) : ALEX BARROS TAVARES
ADV.(A/S) : CÉSAR TEIXEIRA DIAS
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INTDO.(A/S) : JÚLIO CÉSAR ALVES ROBERTO
INTDO.(A/S) : WILSON MARTINS FILHO
INTDO.(A/S) : ANDRÉ LÚCIO GARCIA DA SILVA PEREIRA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.655
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JORGE FIORAVANTE GOMES MARI
AGTE.(S) : ALEX BARROS TAVARES
ADV.(A/S) : CÉSAR TEIXEIRA DIAS
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INTDO.(A/S) : JÚLIO CÉSAR ALVES ROBERTO
INTDO.(A/S) : WILSON MARTINS FILHO
INTDO.(A/S) : ANDRÉ LÚCIO GARCIA DA SILVA PEREIRA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9078124
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-10T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Precedente.
2. Ademais, o recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur314595
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO)
AI 839837 AgR (1ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 31/08/2015, MAD.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
790655
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 790655 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : JORGE FIORAVANTE GOMES MARI
AGTE.(S) : ALEX BARROS TAVARES
ADV.(A/S) : CÉSAR TEIXEIRA DIAS
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INTDO.(A/S) : JÚLIO CÉSAR ALVES ROBERTO
INTDO.(A/S) : WILSON MARTINS FILHO
INTDO.(A/S) : ANDRÉ LÚCIO GARCIA DA SILVA PEREIRA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.655
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JORGE FIORAVANTE GOMES MARI
AGTE.(S)
:ALEX BARROS TAVARES
ADV.(A/S)
:CÉSAR TEIXEIRA DIAS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INTDO.(A/S)
:JÚLIO CÉSAR ALVES ROBERTO
INTDO.(A/S)
:WILSON MARTINS FILHO
INTDO.(A/S)
:ANDRÉ LÚCIO GARCIA DA SILVA PEREIRA
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
AUSÊNCIA
DE
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento
de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à
legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Precedente.
2. Ademais, o recorrente limita-se a postular uma nova apreciação
dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições,
a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 790655 AGR / DF
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 790655 AGR / DF
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.655
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JORGE FIORAVANTE GOMES MARI
AGTE.(S)
:ALEX BARROS TAVARES
ADV.(A/S)
:CÉSAR TEIXEIRA DIAS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INTDO.(A/S)
:JÚLIO CÉSAR ALVES ROBERTO
INTDO.(A/S)
:WILSON MARTINS FILHO
INTDO.(A/S)
:ANDRÉ LÚCIO GARCIA DA SILVA PEREIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento ao recurso, pelos seguintes
fundamentos: (i) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o
cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido
à luz da Constituição; (ii) para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento
inviável em recurso extraordinário; (iii) ao contrário do que alega o
recorrente Jorge Fioravante Gomes Mari, não se evidencia nenhuma
ilegalidade flagrante ou abuso de poder que pudesse justificar a
concessão de habeas corpus de ofício.
2.
A parte agravante alega que “indiscutivelmente violado o
Art. 384 do Código de Processo Penal, por via de violação do Art. 43 do mesmo
Diploma, vez que o Magistrado expressamente se recusou a receber a peça inicial
acusatória que se amoldava a todos os requisitos do Art. 41 também do Código de
Processo Penal”. Aduz, ainda, que “NÃO HÁ, na hipótese, MERA
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.655
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JORGE FIORAVANTE GOMES MARI
AGTE.(S)
:ALEX BARROS TAVARES
ADV.(A/S)
:CÉSAR TEIXEIRA DIAS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INTDO.(A/S)
:JÚLIO CÉSAR ALVES ROBERTO
INTDO.(A/S)
:WILSON MARTINS FILHO
INTDO.(A/S)
:ANDRÉ LÚCIO GARCIA DA SILVA PEREIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento ao recurso, pelos seguintes
fundamentos: (i) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o
cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido
à luz da Constituição; (ii) para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento
inviável em recurso extraordinário; (iii) ao contrário do que alega o
recorrente Jorge Fioravante Gomes Mari, não se evidencia nenhuma
ilegalidade flagrante ou abuso de poder que pudesse justificar a
concessão de habeas corpus de ofício.
2.
A parte agravante alega que “indiscutivelmente violado o
Art. 384 do Código de Processo Penal, por via de violação do Art. 43 do mesmo
Diploma, vez que o Magistrado expressamente se recusou a receber a peça inicial
acusatória que se amoldava a todos os requisitos do Art. 41 também do Código de
Processo Penal”. Aduz, ainda, que “NÃO HÁ, na hipótese, MERA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 790655 AGR / DF
VIOLAÇÃO À LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL QUE NÃO
REPERCUTA NOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS”. Por fim, afirma
que “os agravantes não pretenderam, em momento algum, a rediscussão de fatos,
não havendo, por conseguinte, a necessidade de revolvimento da prova”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 790655 AGR / DF
VIOLAÇÃO À LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL QUE NÃO
REPERCUTA NOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS”. Por fim, afirma
que “os agravantes não pretenderam, em momento algum, a rediscussão de fatos,
não havendo, por conseguinte, a necessidade de revolvimento da prova”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.655
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Tal como consta na decisão agravada, a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de
recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à
legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Nessa linha, veja-se o seguinte trecho da ementa do AI
839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
“[...]
A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a
afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
Ademais, o recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos
subjacentes, confira-se o seguinte trecho do voto condutor do
acórdão recorrido:
“[...]
Outrossim, constata-se claramente que a segunda peça
acusatória (e-fls. 4/9) repetiu, ipsis literis, a narrativa fática
contida na denúncia inicial (e-fl. 10/16). A única alteração,
conforme afirma a própria defesa, foi na classificação dada aos
fatos pelo representante do Parquet, ou seja, ao invés do art. 316,
caput, do Código Penal Brasileiro, imputou-se aos recorrentes a prática dos crimes
previstos nos art. 158, § 1..., todos do Código Penal Brasileiro e art. 1..., I, "a", c/c o § 4...,
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.655
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Tal como consta na decisão agravada, a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de
recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à
legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Nessa linha, veja-se o seguinte trecho da ementa do AI
839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
“[...]
A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a
afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
Ademais, o recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos
subjacentes, confira-se o seguinte trecho do voto condutor do
acórdão recorrido:
“[...]
Outrossim, constata-se claramente que a segunda peça
acusatória (e-fls. 4/9) repetiu, ipsis literis, a narrativa fática
contida na denúncia inicial (e-fl. 10/16). A única alteração,
conforme afirma a própria defesa, foi na classificação dada aos
fatos pelo representante do Parquet, ou seja, ao invés do art. 316,
caput, do Código Penal Brasileiro, imputou-se aos recorrentes a prática dos crimes
previstos nos art. 158, § 1..., todos do Código Penal Brasileiro e art. 1..., I, "a", c/c o § 4...,
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8832353.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 790655 AGR / DF
I e III, da Lei n. 9.455197.
De ressaltar, ainda, que, no momento da citação, os
acusados receberam cópia da nova peça acusatória. Além disso,
a correção da capitulação foi feita em momento anterior à
realização dos interrogatórios.
Não há se falar em violação do comando inserto no artigo
384 do Código de Processo Penal, porque o referido dispositivo
diz respeito à mutatio libelli, vale dizer, quando das provas
colhidas na instrução se evidenciar a ocorrência de delito não
narrado, implícita ou explicitamente, na denúncia.
Ora, na espécie, isso não ocorreu, até mesmo porque
nenhuma audiência chegou a ser realizada antes do
oferecimento da nova proemial.
De mais a mais, o réu defende-se dos fatos e não da
capitulação dada ao crime. Assim, descabe falar em nulidade do
processo, na hipótese de mero ajustamento do nomen juris,
como se verifica no caso vertente.
[...]”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 790655 AGR / DF
I e III, da Lei n. 9.455197.
De ressaltar, ainda, que, no momento da citação, os
acusados receberam cópia da nova peça acusatória. Além disso,
a correção da capitulação foi feita em momento anterior à
realização dos interrogatórios.
Não há se falar em violação do comando inserto no artigo
384 do Código de Processo Penal, porque o referido dispositivo
diz respeito à mutatio libelli, vale dizer, quando das provas
colhidas na instrução se evidenciar a ocorrência de delito não
narrado, implícita ou explicitamente, na denúncia.
Ora, na espécie, isso não ocorreu, até mesmo porque
nenhuma audiência chegou a ser realizada antes do
oferecimento da nova proemial.
De mais a mais, o réu defende-se dos fatos e não da
capitulação dada ao crime. Assim, descabe falar em nulidade do
processo, na hipótese de mero ajustamento do nomen juris,
como se verifica no caso vertente.
[...]”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8832353.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.655
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JORGE FIORAVANTE GOMES MARI
AGTE.(S) : ALEX BARROS TAVARES
ADV.(A/S) : CÉSAR TEIXEIRA DIAS
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INTDO.(A/S) : JÚLIO CÉSAR ALVES ROBERTO
INTDO.(A/S) : WILSON MARTINS FILHO
INTDO.(A/S) : ANDRÉ LÚCIO GARCIA DA SILVA PEREIRA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.655
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JORGE FIORAVANTE GOMES MARI
AGTE.(S) : ALEX BARROS TAVARES
ADV.(A/S) : CÉSAR TEIXEIRA DIAS
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INTDO.(A/S) : JÚLIO CÉSAR ALVES ROBERTO
INTDO.(A/S) : WILSON MARTINS FILHO
INTDO.(A/S) : ANDRÉ LÚCIO GARCIA DA SILVA PEREIRA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790 . 655",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal",
"AGRAVO 790 . 655",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 790655 AGR / DF",
"ARE 790655 AGR / DF",
"AI 839 . 837 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 790655 AGR / DF",
"ARE 790655 AGR / DF"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Art . 384 do Código de Processo Penal",
"Art . 41 também do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Art . 384 do Código de Processo Penal",
"Art . 41 também do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 316 , caput , do Código Penal Brasileiro",
"art . 158 , § 1 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 316 , caput , do Código Penal Brasileiro",
"art . 158 , § 1 . . . , todos do Código Penal Brasileiro",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 384 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 384 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Primeira Turma",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"JORGE FIORAVANTE GOMES MARI",
"ALEX BARROS TAVARES",
"CÉSAR TEIXEIRA DIAS",
"JÚLIO CÉSAR ALVES ROBERTO",
"WILSON MARTINS FILHO",
"ANDRÉ LÚCIO GARCIA DA SILVA PEREIRA",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JORGE FIORAVANTE GOMES MARI",
"ALEX BARROS TAVARES",
"CÉSAR TEIXEIRA DIAS",
"JÚLIO CÉSAR ALVES ROBERTO",
"WILSON MARTINS FILHO",
"ANDRÉ LÚCIO GARCIA DA SILVA PEREIRA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Jorge Fioravante Gomes Mari",
"ROBERTO BARROSO",
"JORGE FIORAVANTE GOMES MARI",
"ALEX BARROS TAVARES",
"CÉSAR TEIXEIRA DIAS",
"JÚLIO CÉSAR ALVES ROBERTO",
"WILSON MARTINS FILHO",
"ANDRÉ LÚCIO GARCIA DA SILVA PEREIRA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Jorge Fioravante Gomes Mari",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ricardo Lewandowski",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ricardo Lewandowski",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JORGE FIORAVANTE GOMES MARI",
"ALEX BARROS TAVARES",
"CÉSAR TEIXEIRA DIAS",
"JÚLIO CÉSAR ALVES ROBERTO",
"WILSON MARTINS FILHO",
"ANDRÉ LÚCIO GARCIA DA SILVA PEREIRA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"JORGE FIORAVANTE GOMES MARI",
"ALEX BARROS TAVARES",
"CÉSAR TEIXEIRA DIAS",
"JÚLIO CÉSAR ALVES ROBERTO",
"WILSON MARTINS FILHO",
"ANDRÉ LÚCIO GARCIA DA SILVA PEREIRA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.551 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:PREFEITO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BELO
HORIZONTE
ADV.(A/S)
:GUILHERME NUNES DE AVELAR NETO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI N. 9.071/2005 DO MUNICÍPIO DE
BELO HORIZONTE/MG. FUNCIONAMENTO DE SEMÁFOROS NA
MADRUGADA. MATÉRIA QUE NÃO INTERFERE NA LEGISLAÇÃO
DE TRÂNSITO E NAS COMPETÊNCIAS PRIVATIVAS DO CHEFE DO
PODER EXECUTIVO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o
Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
RE 633551 AGR / MG
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 633551 AGR / MG
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.551 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:PREFEITO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BELO
HORIZONTE
ADV.(A/S)
:GUILHERME NUNES DE AVELAR NETO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 5.2.2015, dei parcial provimento ao recurso extraordinário
interposto pelo Ministério Público de Minas Gerais contra julgado do
Tribunal de Justiça daquele Estado, “para cassar o acórdão recorrido na parte
em que declarou a inconstitucionalidade do art. 2º da Lei Municipal n.
9.071/2005”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica assiste parcialmente ao Recorrente.
6. Na espécie, não se há cogitar de omissão do acórdão recorrido
na apreciação da alegada ofensa ao art. 61, § 1º, da Constituição da
República, pois o Tribunal de Justiça mineiro tratou da matéria
quando do julgamento dos embargos de declaração:
“Com relação ao art. 61 da CRFB/88, cumpre salientar que o
controle de constitucionalidade concentrado exercido por este
Tribunal, na forma do art. 125, §2º, da CRFB/88, somente se dá em
relação aos dispositivos da Constituição do Estado de Minas Gerais,
razão pela qual não é pertinente, nem cabível na via manejada,
apreciar dispositivos da CRFB/88” (fl. 248).
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.551 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:PREFEITO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BELO
HORIZONTE
ADV.(A/S)
:GUILHERME NUNES DE AVELAR NETO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 5.2.2015, dei parcial provimento ao recurso extraordinário
interposto pelo Ministério Público de Minas Gerais contra julgado do
Tribunal de Justiça daquele Estado, “para cassar o acórdão recorrido na parte
em que declarou a inconstitucionalidade do art. 2º da Lei Municipal n.
9.071/2005”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica assiste parcialmente ao Recorrente.
6. Na espécie, não se há cogitar de omissão do acórdão recorrido
na apreciação da alegada ofensa ao art. 61, § 1º, da Constituição da
República, pois o Tribunal de Justiça mineiro tratou da matéria
quando do julgamento dos embargos de declaração:
“Com relação ao art. 61 da CRFB/88, cumpre salientar que o
controle de constitucionalidade concentrado exercido por este
Tribunal, na forma do art. 125, §2º, da CRFB/88, somente se dá em
relação aos dispositivos da Constituição do Estado de Minas Gerais,
razão pela qual não é pertinente, nem cabível na via manejada,
apreciar dispositivos da CRFB/88” (fl. 248).
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
RE 633551 AGR / MG
A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93,
inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em
sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal, “o que a
Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja
fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das
questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as
premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o
dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE
140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269).
7. O Tribunal de origem decidiu pela inconstitucionalidade
formal, por vício de iniciativa, da Lei n. 9.071/2005, do Município de
Belo Horizonte/MG, pela qual se alteram limites de velocidade e se
prevê desligamento de semáforos durante o período da madrugada, nos
seguintes termos:
“Inicialmente, insta trazer à colação os dispositivos legais
contidos na Lei Municipal nº 9.071/2005, publicada em 11 de junho
de 2005, cuja constitucionalidade é objeto de contestação nesta
demanda, in verbis:
Art. 1º - Fica permitido o trânsito de veículo, das 00:00h (zero
hora) às 05:00h (cinco horas), a velocidade superior, em até 20Km/h
(vinte quilômetros por hora), àquela permitida, em um mesmo local,
em outros horários.
(...)
Assiste razão ao Prefeito Municipal Requerente, concessa venia.
O art. 24, do CTB, determina, em seu inciso II, a competência
dos órgãos ou entidades executivas de trânsito dos Municípios para
planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito local de veículos,
além de implantar, manter e operar o sistema de sinalização.
Nesse sentido, nos termos da Lei Municipal nº 5.953/91, a
regulamentação e gerenciamento do sistema de trânsito no Município
de Belo Horizonte é da competência da BHTrans, o que torna patente o
vício de iniciativa de artigo de Lei proposto por Vereador e vetado pelo
Prefeito Municipal, forte no disposto nos arts. 6º e 173, da CEMGE.
É importante salientar, ademais, que a medida pode,
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8968392.
Supremo Tribunal Federal
RE 633551 AGR / MG
A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93,
inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em
sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal, “o que a
Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja
fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das
questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as
premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o
dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE
140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269).
7. O Tribunal de origem decidiu pela inconstitucionalidade
formal, por vício de iniciativa, da Lei n. 9.071/2005, do Município de
Belo Horizonte/MG, pela qual se alteram limites de velocidade e se
prevê desligamento de semáforos durante o período da madrugada, nos
seguintes termos:
“Inicialmente, insta trazer à colação os dispositivos legais
contidos na Lei Municipal nº 9.071/2005, publicada em 11 de junho
de 2005, cuja constitucionalidade é objeto de contestação nesta
demanda, in verbis:
Art. 1º - Fica permitido o trânsito de veículo, das 00:00h (zero
hora) às 05:00h (cinco horas), a velocidade superior, em até 20Km/h
(vinte quilômetros por hora), àquela permitida, em um mesmo local,
em outros horários.
(...)
Assiste razão ao Prefeito Municipal Requerente, concessa venia.
O art. 24, do CTB, determina, em seu inciso II, a competência
dos órgãos ou entidades executivas de trânsito dos Municípios para
planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito local de veículos,
além de implantar, manter e operar o sistema de sinalização.
Nesse sentido, nos termos da Lei Municipal nº 5.953/91, a
regulamentação e gerenciamento do sistema de trânsito no Município
de Belo Horizonte é da competência da BHTrans, o que torna patente o
vício de iniciativa de artigo de Lei proposto por Vereador e vetado pelo
Prefeito Municipal, forte no disposto nos arts. 6º e 173, da CEMGE.
É importante salientar, ademais, que a medida pode,
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8968392.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Relatório
RE 633551 AGR / MG
potencialmente, representar aumento de despesas para o Município,
posto que se apresenta necessária a divulgação dessas medidas e,
dentro do que disciplinam as leis e regulamentos existentes, a
alteração de placas e sinais luminosos, a fim de tornar públicas as
novas regras de trânsito.
No aspecto técnico, não se pode olvidar que as normas de
trânsito são elaboradas visando à segurança no trânsito e a redução de
acidentes, de forma que o simples aumento em 20% do limite de
velocidade máxima pode acarretar majoração do número de
ocorrências em determinada área, especialmente em se tratando de
zonas eminentemente residenciais.
Da mesma forma, não pode ser desprezada a movimentação de
veículos em algumas regiões, mormente naquelas em que há bares,
restaurantes e casas noturnas, em que há necessidade de maior
controle de trânsito, mesmo nas madrugadas.
Assim, não se afigura compatível com os fundamentos da
legislação de trânsito a simples permissão de ultrapassagem da
velocidade permitida em todos os pontos da cidade, sendo necessária a
elaboração de estudo acerca de quais os locais efetivamente perigosos e
quais os locais em que essa majoração não vai acarretar aumento no
número de acidentes.
Com tais considerações, data maxima venia do entendimento
esposado pelo Eminente Relator, julgo procedente a presente Ação
Direta de Inconstitucionalidade, observada a ratificação de liminar,
pelo acórdão às fls. 80/86." (voto condutor, grifos nossos).
No acórdão recorrido se transcreve o disposto no art. 2º da Lei n.
9.071/2005, do Município de Belo Horizonte/MG, norma também
impugnada e declarada inconstitucional na Ação Direta de
Inconstitucionalidade:
“Art. 2º - Os semáforos luminosos sob a responsabilidade do
Município poderão ser desligados ou colocados no modo amarelo
piscante, da 00:00h (zero hora) às 05:00h (cinco horas)” (relatório do
acórdão recorrido).
8. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal “tem sido
intransigente no fulminar qualquer lei estadual, por vício de
competência, que cuida de matérias específicas de trânsito” (ADI n.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 633551 AGR / MG
potencialmente, representar aumento de despesas para o Município,
posto que se apresenta necessária a divulgação dessas medidas e,
dentro do que disciplinam as leis e regulamentos existentes, a
alteração de placas e sinais luminosos, a fim de tornar públicas as
novas regras de trânsito.
No aspecto técnico, não se pode olvidar que as normas de
trânsito são elaboradas visando à segurança no trânsito e a redução de
acidentes, de forma que o simples aumento em 20% do limite de
velocidade máxima pode acarretar majoração do número de
ocorrências em determinada área, especialmente em se tratando de
zonas eminentemente residenciais.
Da mesma forma, não pode ser desprezada a movimentação de
veículos em algumas regiões, mormente naquelas em que há bares,
restaurantes e casas noturnas, em que há necessidade de maior
controle de trânsito, mesmo nas madrugadas.
Assim, não se afigura compatível com os fundamentos da
legislação de trânsito a simples permissão de ultrapassagem da
velocidade permitida em todos os pontos da cidade, sendo necessária a
elaboração de estudo acerca de quais os locais efetivamente perigosos e
quais os locais em que essa majoração não vai acarretar aumento no
número de acidentes.
Com tais considerações, data maxima venia do entendimento
esposado pelo Eminente Relator, julgo procedente a presente Ação
Direta de Inconstitucionalidade, observada a ratificação de liminar,
pelo acórdão às fls. 80/86." (voto condutor, grifos nossos).
No acórdão recorrido se transcreve o disposto no art. 2º da Lei n.
9.071/2005, do Município de Belo Horizonte/MG, norma também
impugnada e declarada inconstitucional na Ação Direta de
Inconstitucionalidade:
“Art. 2º - Os semáforos luminosos sob a responsabilidade do
Município poderão ser desligados ou colocados no modo amarelo
piscante, da 00:00h (zero hora) às 05:00h (cinco horas)” (relatório do
acórdão recorrido).
8. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal “tem sido
intransigente no fulminar qualquer lei estadual, por vício de
competência, que cuida de matérias específicas de trânsito” (ADI n.
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Relatório
RE 633551 AGR / MG
2582, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ
6.6.2003), entre as quais, as definições de limites de velocidade:
“Trânsito: competência legislativa privativa da União:
inconstitucionalidade da lei estadual que fixa limites de velocidade nas
rodovias do Estado-membro ou sob sua administração” (ADI n. 2582,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ 6.6.2003).
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI
DO ESTADO DE SÃO PAULO. FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA.
MULTA.
COMPETÊNCIA
DA
UNIÃO.
INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL. 1. É da competência
exclusiva da União legislar sobre trânsito e transporte, sendo
necessária expressa autorização em lei complementar para que a
unidade federada possa exercer tal atribuição (CF, artigo 22, inciso XI
e parágrafo único). 2. Não tem competência o Estado para legislar ou
restringir o alcance de lei que somente a União pode editar (CF, artigo
22, XI). Ação direta de inconstitucionalidade julgada
procedente”(ADI n. 2328, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ
16.4.2004).
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI
DISTRITAL QUE DISPÕE SOBRE INSTALAÇÃO DE
APARELHO, EQUIPAMENTO OU QUALQUER OUTRO MEIO
TECNOLÓGICO DE CONTROLE DE VELOCIDADE DE
VEÍCULOS AUTOMOTORES NAS VIAS DO DISTRITO
FEDERAL.
INCONSTITUCIONALIDADE
FORMAL.
COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR
SOBRE TRÂNSITO E TRANSPORTE. VIOLAÇÃO AO ART. 22,
INCISO XI, DA CONSTITUIÇÃO. AÇÃO JULGADA
PROCEDENTE” (ADI 3897, Relator o Ministro Gilmar Mendes,
DJe 24.4.2009).
Por fundamento diverso, há que se manter a declaração de
inconstitucionalidade do art. 1º da Lei Municipal n. 9.071/2005, por
afrontar o que dispõe a Constituição da República em seu art. 22, inc.
XI, parágrafo único.
9. O mesmo não se aplica quanto à regulamentação do regime de
funcionamento de semáforos de 00h00 (zero hora) as 05h00 (cinco
horas), previsto no art. 2º da Lei n. 9.071/2005, do Município de Belo
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RE 633551 AGR / MG
2582, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ
6.6.2003), entre as quais, as definições de limites de velocidade:
“Trânsito: competência legislativa privativa da União:
inconstitucionalidade da lei estadual que fixa limites de velocidade nas
rodovias do Estado-membro ou sob sua administração” (ADI n. 2582,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ 6.6.2003).
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI
DO ESTADO DE SÃO PAULO. FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA.
MULTA.
COMPETÊNCIA
DA
UNIÃO.
INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL. 1. É da competência
exclusiva da União legislar sobre trânsito e transporte, sendo
necessária expressa autorização em lei complementar para que a
unidade federada possa exercer tal atribuição (CF, artigo 22, inciso XI
e parágrafo único). 2. Não tem competência o Estado para legislar ou
restringir o alcance de lei que somente a União pode editar (CF, artigo
22, XI). Ação direta de inconstitucionalidade julgada
procedente”(ADI n. 2328, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ
16.4.2004).
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI
DISTRITAL QUE DISPÕE SOBRE INSTALAÇÃO DE
APARELHO, EQUIPAMENTO OU QUALQUER OUTRO MEIO
TECNOLÓGICO DE CONTROLE DE VELOCIDADE DE
VEÍCULOS AUTOMOTORES NAS VIAS DO DISTRITO
FEDERAL.
INCONSTITUCIONALIDADE
FORMAL.
COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR
SOBRE TRÂNSITO E TRANSPORTE. VIOLAÇÃO AO ART. 22,
INCISO XI, DA CONSTITUIÇÃO. AÇÃO JULGADA
PROCEDENTE” (ADI 3897, Relator o Ministro Gilmar Mendes,
DJe 24.4.2009).
Por fundamento diverso, há que se manter a declaração de
inconstitucionalidade do art. 1º da Lei Municipal n. 9.071/2005, por
afrontar o que dispõe a Constituição da República em seu art. 22, inc.
XI, parágrafo único.
9. O mesmo não se aplica quanto à regulamentação do regime de
funcionamento de semáforos de 00h00 (zero hora) as 05h00 (cinco
horas), previsto no art. 2º da Lei n. 9.071/2005, do Município de Belo
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Relatório
RE 633551 AGR / MG
Horizonte/MG.
A medida trata de eventual desligamento de semáforos em
determinado período de tempo, sem ingerência na legislação de
trânsito, conforme assevera a Procuradoria-Geral da República:
“Tampouco há incompatibilidade material entre o tema
específico regulado pela norma municipal e algum preceito do Código
de Trânsito Brasileiro. Nesse ponto, o legislador municipal considerou
as peculiaridades locais e autorizou o órgão municipal de trânsito, de
acordo com regulamentação a ser baixada pelo prefeito municipal, a
regular os semáforos em modo compatível com as condições reinantes
de segurança pública nas vias” (fl. 328).
No ponto, não se vislumbra vício de iniciativa a contrariar o art.
61, § 1º, da Constituição da República, pois, conforme afirmado pelo
Recorrente, na esteira dos precedentes do Plenário do Supremo
Tribunal Federal:
“As hipóteses de limitação da iniciativa parlamentar estão
previstas, em numerus clausus, no artigo 61 da Constituição do
Brasil --- matérias relativas ao funcionamento da Administração
Pública, notadamente no que se refere a servidores e órgãos do Poder
Executivo. Precedentes” (ADI n. 3394, Relator o Ministro Eros Grau,
Tribunal Pleno, DJe 24.8.2007).
“À luz do princípio da simetria, são de iniciativa do Chefe do
Poder Executivo estadual as leis que versem sobre a organização
administrativa do Estado, podendo a questão referente à organização e
funcionamento da Administração Estadual, quando não importar
aumento de despesa, ser regulamentada por meio de Decreto do Chefe
do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, e e art. 84, VI, a da Constituição
federal). Inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa da lei ora
atacada” (ADI nº 2.857/ES, Relator o Ministro Joaquim Barbosa,
Tribunal Pleno, DJe de 30.11.07 grifos nossos);
E ainda, segundo os seguintes precedentes monocráticos:
“Em momento algum foram criados cargos, funções ou
empregos públicos na administração direta e autárquica ou
determinado o aumento de sua remuneração, nem mesmo criado,
extinto ou modificado órgão administrativo, ou sequer conferida nova
atribuição a órgão da administração pública, a exigir iniciativa
5
Supremo Tribunal Federal
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RE 633551 AGR / MG
Horizonte/MG.
A medida trata de eventual desligamento de semáforos em
determinado período de tempo, sem ingerência na legislação de
trânsito, conforme assevera a Procuradoria-Geral da República:
“Tampouco há incompatibilidade material entre o tema
específico regulado pela norma municipal e algum preceito do Código
de Trânsito Brasileiro. Nesse ponto, o legislador municipal considerou
as peculiaridades locais e autorizou o órgão municipal de trânsito, de
acordo com regulamentação a ser baixada pelo prefeito municipal, a
regular os semáforos em modo compatível com as condições reinantes
de segurança pública nas vias” (fl. 328).
No ponto, não se vislumbra vício de iniciativa a contrariar o art.
61, § 1º, da Constituição da República, pois, conforme afirmado pelo
Recorrente, na esteira dos precedentes do Plenário do Supremo
Tribunal Federal:
“As hipóteses de limitação da iniciativa parlamentar estão
previstas, em numerus clausus, no artigo 61 da Constituição do
Brasil --- matérias relativas ao funcionamento da Administração
Pública, notadamente no que se refere a servidores e órgãos do Poder
Executivo. Precedentes” (ADI n. 3394, Relator o Ministro Eros Grau,
Tribunal Pleno, DJe 24.8.2007).
“À luz do princípio da simetria, são de iniciativa do Chefe do
Poder Executivo estadual as leis que versem sobre a organização
administrativa do Estado, podendo a questão referente à organização e
funcionamento da Administração Estadual, quando não importar
aumento de despesa, ser regulamentada por meio de Decreto do Chefe
do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, e e art. 84, VI, a da Constituição
federal). Inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa da lei ora
atacada” (ADI nº 2.857/ES, Relator o Ministro Joaquim Barbosa,
Tribunal Pleno, DJe de 30.11.07 grifos nossos);
E ainda, segundo os seguintes precedentes monocráticos:
“Em momento algum foram criados cargos, funções ou
empregos públicos na administração direta e autárquica ou
determinado o aumento de sua remuneração, nem mesmo criado,
extinto ou modificado órgão administrativo, ou sequer conferida nova
atribuição a órgão da administração pública, a exigir iniciativa
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Relatório
RE 633551 AGR / MG
legislativa do Chefe do Poder Executivo. Em síntese, nenhuma das
matérias sujeitas à iniciativa legislativa reservada do Chefe do Poder
Executivo, contidas no art. 61, § 1º, da Constituição, foi objeto de
positivação na norma.
Sendo assim, não se verifica a ocorrência de vício formal de
inconstitucionalidade do diploma legislativo por ter emanado de
proposição de origem parlamentar, nem interferência nas atividades
próprias do Poder Executivo” (ARE 756593, Relator o Ministro Dias
Toffoli, DJe 4.8.2014);
“Razão jurídica não assiste ao Recorrente.
5. No voto condutor do acórdão recorrido, o Desembargador
Relator asseverou:
‘Segundo o requerente, a norma em comento violaria artigos 71,
§1º, inciso IV e 100, incisos VI e X, todos da Lei Orgânica do Distrito
Federal, porque, ao tratar da obrigatoriedade de equipar com
desfibriladores cardíacos semiautomáticos externos alguns locais
públicos, interferiu na organização e no funcionamento da
Administração Pública, na medida em que criou outras atribuições à
Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal e à Secretaria de
Estado de Fiscalização de Atividades Urbanas do Distrito Federal,
conforme assinala o art. 4º da lei em comento .
Eis o teor dos referidos dispositivos que em tese restariam
violados:
“Art. 71. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe
a qualquer membro ou comissão da Câmara Legislativa, ao
Governador do Distrito Federal e, nos termos do art. 84, IV, ao
Tribunal de Contas do Distrito Federal, assim como aos cidadãos, na
forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica.
§ 1º Compete privativamente ao Governador do Distrito Federal
a iniciativa das leis que disponham sobre:
(...)
IV - criação, estruturação, reestruturação, desmembramento,
extinção, incorporação, fusão e atribuições das Secretarias de Governo,
Órgãos e entidades da administração pública;”
Art. 100. Compete privativamente ao Governador do Distrito
Federal:
6
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RE 633551 AGR / MG
legislativa do Chefe do Poder Executivo. Em síntese, nenhuma das
matérias sujeitas à iniciativa legislativa reservada do Chefe do Poder
Executivo, contidas no art. 61, § 1º, da Constituição, foi objeto de
positivação na norma.
Sendo assim, não se verifica a ocorrência de vício formal de
inconstitucionalidade do diploma legislativo por ter emanado de
proposição de origem parlamentar, nem interferência nas atividades
próprias do Poder Executivo” (ARE 756593, Relator o Ministro Dias
Toffoli, DJe 4.8.2014);
“Razão jurídica não assiste ao Recorrente.
5. No voto condutor do acórdão recorrido, o Desembargador
Relator asseverou:
‘Segundo o requerente, a norma em comento violaria artigos 71,
§1º, inciso IV e 100, incisos VI e X, todos da Lei Orgânica do Distrito
Federal, porque, ao tratar da obrigatoriedade de equipar com
desfibriladores cardíacos semiautomáticos externos alguns locais
públicos, interferiu na organização e no funcionamento da
Administração Pública, na medida em que criou outras atribuições à
Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal e à Secretaria de
Estado de Fiscalização de Atividades Urbanas do Distrito Federal,
conforme assinala o art. 4º da lei em comento .
Eis o teor dos referidos dispositivos que em tese restariam
violados:
“Art. 71. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe
a qualquer membro ou comissão da Câmara Legislativa, ao
Governador do Distrito Federal e, nos termos do art. 84, IV, ao
Tribunal de Contas do Distrito Federal, assim como aos cidadãos, na
forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica.
§ 1º Compete privativamente ao Governador do Distrito Federal
a iniciativa das leis que disponham sobre:
(...)
IV - criação, estruturação, reestruturação, desmembramento,
extinção, incorporação, fusão e atribuições das Secretarias de Governo,
Órgãos e entidades da administração pública;”
Art. 100. Compete privativamente ao Governador do Distrito
Federal:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15
Relatório
RE 633551 AGR / MG
VI – iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos
nesta Lei Orgânica;
X – dispor sobre a organização e o funcionamento da
administração do Distrito Federal, na forma desta Lei Orgânica;”
Ocorre que a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal e
a Secretaria de Estado de Fiscalização de Atividades Urbanas do
Distrito Federal já têm a atribuição que a lei impugnada designa,
segundo consta dos seus Regimentos Internos, in verbis:
(…)
Portanto, quando a Lei Impugnada atribui a tal Secretaria
fiscalizar a obrigatoriedade de equipar com desfibriladores cardíacos
semiautomáticos externos determinado locais não inova nas
atribuições daquele órgão, tão-pouco gera despesas não previstas na lei
orçamentária.
(...)
Volto a destacar que a norma, tal como colocada, não inova as
atribuições nem a organização interna da Secretaria de Estado de
Saúde e da Secretaria de Fiscalização de Atividades Urbanas do
Distrito Federal, tampouco de qualquer dos órgãos e entes públicos, o
que transmudaria a iniciativa de lei privativamente ao Chefe do Poder
Executivo.
Ao contrário, as disposições inserem-se nas diretrizes
incumbidas a estes órgãos, quanto à atualização da relação de
equipamentos obrigatórios dos estabelecimentos, com vistas a uma
prestação mais completa e eficaz de primeiros socorros em situações
emergenciais.
Portanto, é exatamente sobre este rol das atribuições originária
das Secretarias, que a lei impugnada dispôs.
Em assim sendo, tal matéria está incluída dentro da competência
genérica especificada no artigo 71 da Lei Orgânica do Distrito
Federal, cabendo a qualquer membro ou comissão da Câmara
Legislativa, ou mesmo ao Governador do Distrito Federal, a edição de
lei desta natureza, sem haver afronta ao Princípio da Separação dos
Poderes, como quer fazer crer o Requerente.
(...)
Também não coaduno da assertiva de que a Lei Distrital n.
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RE 633551 AGR / MG
VI – iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos
nesta Lei Orgânica;
X – dispor sobre a organização e o funcionamento da
administração do Distrito Federal, na forma desta Lei Orgânica;”
Ocorre que a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal e
a Secretaria de Estado de Fiscalização de Atividades Urbanas do
Distrito Federal já têm a atribuição que a lei impugnada designa,
segundo consta dos seus Regimentos Internos, in verbis:
(…)
Portanto, quando a Lei Impugnada atribui a tal Secretaria
fiscalizar a obrigatoriedade de equipar com desfibriladores cardíacos
semiautomáticos externos determinado locais não inova nas
atribuições daquele órgão, tão-pouco gera despesas não previstas na lei
orçamentária.
(...)
Volto a destacar que a norma, tal como colocada, não inova as
atribuições nem a organização interna da Secretaria de Estado de
Saúde e da Secretaria de Fiscalização de Atividades Urbanas do
Distrito Federal, tampouco de qualquer dos órgãos e entes públicos, o
que transmudaria a iniciativa de lei privativamente ao Chefe do Poder
Executivo.
Ao contrário, as disposições inserem-se nas diretrizes
incumbidas a estes órgãos, quanto à atualização da relação de
equipamentos obrigatórios dos estabelecimentos, com vistas a uma
prestação mais completa e eficaz de primeiros socorros em situações
emergenciais.
Portanto, é exatamente sobre este rol das atribuições originária
das Secretarias, que a lei impugnada dispôs.
Em assim sendo, tal matéria está incluída dentro da competência
genérica especificada no artigo 71 da Lei Orgânica do Distrito
Federal, cabendo a qualquer membro ou comissão da Câmara
Legislativa, ou mesmo ao Governador do Distrito Federal, a edição de
lei desta natureza, sem haver afronta ao Princípio da Separação dos
Poderes, como quer fazer crer o Requerente.
(...)
Também não coaduno da assertiva de que a Lei Distrital n.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15
Relatório
RE 633551 AGR / MG
3.585, de 12 de abril de 2005 gera dispêndios não previstos no
orçamento, quando as atribuições que especifica já vêm disciplinadas
em outros ordenamentos jurídicos.
Ante a inexistência de inconstitucionalidade formal subjetiva,
não há falar em violação ao artigo 71, § 1º, IV e art. 100, VI e X, da
LODF, nem ao princípio da separação dos poderes (artigo 53, caput,
da LODF).
Por fim, destaco entendimento desta Corte em julgamento
similar:
“DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL -
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE -
SUSPENSÃO LIMINAR - LEI DISTRITAL Nº 2740/2001 -
ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 71, § 1º, INCISO IV, DA LEI
ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL - AUSÊNCIA DOS
REQUISITOS DO FUMUS BONI JURIS E DO PERICULUM IN
MORA - INDEFERIMENTO DA LIMINAR À UNANIMIDADE. I
- A LEI DISTRITAL Nº 2740/2001, AO TORNAR OBRIGATÓRIA
A INSTALAÇÃO DE SEMÁFOROS COM DISPOSITIVOS DE
ACIONAMENTO PELOS PRÓPRIOS PEDESTRES, NAS
FAIXAS DESTINADAS À TRAVESSIA DESTES EM
DETERMINADAS VIAS PAVIMENTADAS DE TRÁFEGO
AUTOMOTIVO DO TERRITÓRIO DO DISTRITO FEDERAL,
NÃO PROMOVEU QUALQUER ALTERAÇÃO NA
ESTRUTURA
ADMINISTRATIVA
DOS
ÓRGÃOS
INCUMBIDOS DA POLÍTICA DE TRÂNSITO, DEFININDO-
LHES NOVAS ATRIBUIÇÕES OU MODIFICANDO A SUA
ESTRUTURA INTERNA DE PESSOAL. NÃO HOUVE,
TAMBÉM,
AUMENTO
OU
IMPOSIÇÃO
DE
RESPONSABILIDADE DIVERSA DA JÁ PREVISTA
LEGALMENTE PARA TAIS ÓRGÃOS, POIS, CONFORME O
ART. 71 DO CÓDIGO NACIONAL DE TRÂNSITO, "O ÓRGÃO
OU ENTIDADE COM CIRCUNSCRIÇÃO SOBRE A VIA
MANTERÁ, OBRIGATORIAMENTE, AS FAIXAS E
PASSAGENS DE PEDESTRES EM BOAS CONDIÇÕES DE
VISIBILIDADE, HIGIENE, SEGURANÇA E SINALIZAÇÃO". 2 -
AUSENTE, POIS, O REQUISITO DO FUMUS BONI JURIS, EIS
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RE 633551 AGR / MG
3.585, de 12 de abril de 2005 gera dispêndios não previstos no
orçamento, quando as atribuições que especifica já vêm disciplinadas
em outros ordenamentos jurídicos.
Ante a inexistência de inconstitucionalidade formal subjetiva,
não há falar em violação ao artigo 71, § 1º, IV e art. 100, VI e X, da
LODF, nem ao princípio da separação dos poderes (artigo 53, caput,
da LODF).
Por fim, destaco entendimento desta Corte em julgamento
similar:
“DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL -
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE -
SUSPENSÃO LIMINAR - LEI DISTRITAL Nº 2740/2001 -
ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 71, § 1º, INCISO IV, DA LEI
ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL - AUSÊNCIA DOS
REQUISITOS DO FUMUS BONI JURIS E DO PERICULUM IN
MORA - INDEFERIMENTO DA LIMINAR À UNANIMIDADE. I
- A LEI DISTRITAL Nº 2740/2001, AO TORNAR OBRIGATÓRIA
A INSTALAÇÃO DE SEMÁFOROS COM DISPOSITIVOS DE
ACIONAMENTO PELOS PRÓPRIOS PEDESTRES, NAS
FAIXAS DESTINADAS À TRAVESSIA DESTES EM
DETERMINADAS VIAS PAVIMENTADAS DE TRÁFEGO
AUTOMOTIVO DO TERRITÓRIO DO DISTRITO FEDERAL,
NÃO PROMOVEU QUALQUER ALTERAÇÃO NA
ESTRUTURA
ADMINISTRATIVA
DOS
ÓRGÃOS
INCUMBIDOS DA POLÍTICA DE TRÂNSITO, DEFININDO-
LHES NOVAS ATRIBUIÇÕES OU MODIFICANDO A SUA
ESTRUTURA INTERNA DE PESSOAL. NÃO HOUVE,
TAMBÉM,
AUMENTO
OU
IMPOSIÇÃO
DE
RESPONSABILIDADE DIVERSA DA JÁ PREVISTA
LEGALMENTE PARA TAIS ÓRGÃOS, POIS, CONFORME O
ART. 71 DO CÓDIGO NACIONAL DE TRÂNSITO, "O ÓRGÃO
OU ENTIDADE COM CIRCUNSCRIÇÃO SOBRE A VIA
MANTERÁ, OBRIGATORIAMENTE, AS FAIXAS E
PASSAGENS DE PEDESTRES EM BOAS CONDIÇÕES DE
VISIBILIDADE, HIGIENE, SEGURANÇA E SINALIZAÇÃO". 2 -
AUSENTE, POIS, O REQUISITO DO FUMUS BONI JURIS, EIS
8
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Relatório
RE 633551 AGR / MG
QUE INCONSISTENTE O ALEGADO VÍCIO FORMAL DE
INCONSTITUCIONALIDADE, POR USURPAÇÃO DE
CLÁUSULA DE RESERVA DE INICIATIVA DO CHEFE DO
PODER EXECUTIVO, NOS MOLDES DISCIPLINADOS PELO
ART. 71, § 1º, IV, DA LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL.
- NÃO HÁ, DE IGUAL FORMA, COMO SE RECONHECER A
PRESENÇA DO REQUISITO DO PERICULUM IN MORA,
QUANDO ENTRE O AJUIZAMENTO DA PRESENTE AÇÃO
DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE E A DATA DE
ENTRADA EM VIGOR DA LEI DISTRITAL INQUINADA DE
INCONSTITUCIONAL DECORREU MAIS DE UM ANO.4 -
PEDIDO DE SUSPENSÃO DE LIMINAR INDEFERIDO À
UNANIMIDADE.”
Ante o exposto, julgo improcedente o pedido.
É como voto”.
6. [Deve ser] afastada a alegação de descumprimento do art. 61,
§ 1º, inc. II, alínea e, da Constituição da República (“§ 1º - São de
iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: (…) II -
disponham sobre: (…) e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da
administração pública, observado o disposto no art. 84, VI”), porque a
Lei distrital n. 3.858/2005 não criou ou extinguiu órgãos da
Administração Pública” (RE n. 591209, de minha relatoria, Dje
12.6.2014, grifos nossos).
Não subsiste, portanto, o fundamento do acórdão recorrido
quanto à inconstitucionalidade formal do art. 2º da Lei Municipal n.
9.071/2005, por vício de iniciativa, porque limitada a regulamentação
ao regime de funcionamento de semáforos no período da madrugada,
sem desafiar a legislação de trânsito ou as competências privativas do
Chefe do Poder Executivo, previstas na norma do art. 61, § 1º, da
Constituição da República.
10. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso
extraordinário para cassar o acórdão recorrido na parte em que
declarou a inconstitucionalidade do art. 2º da Lei Municipal n.
9.071/2005, determinando o retorno dos autos ao Tribunal de Justiça
de Minas Gerais para novo julgamento, no ponto, como de direito (art.
557, § 1º-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2º, do Regimento
9
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RE 633551 AGR / MG
QUE INCONSISTENTE O ALEGADO VÍCIO FORMAL DE
INCONSTITUCIONALIDADE, POR USURPAÇÃO DE
CLÁUSULA DE RESERVA DE INICIATIVA DO CHEFE DO
PODER EXECUTIVO, NOS MOLDES DISCIPLINADOS PELO
ART. 71, § 1º, IV, DA LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL.
- NÃO HÁ, DE IGUAL FORMA, COMO SE RECONHECER A
PRESENÇA DO REQUISITO DO PERICULUM IN MORA,
QUANDO ENTRE O AJUIZAMENTO DA PRESENTE AÇÃO
DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE E A DATA DE
ENTRADA EM VIGOR DA LEI DISTRITAL INQUINADA DE
INCONSTITUCIONAL DECORREU MAIS DE UM ANO.4 -
PEDIDO DE SUSPENSÃO DE LIMINAR INDEFERIDO À
UNANIMIDADE.”
Ante o exposto, julgo improcedente o pedido.
É como voto”.
6. [Deve ser] afastada a alegação de descumprimento do art. 61,
§ 1º, inc. II, alínea e, da Constituição da República (“§ 1º - São de
iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: (…) II -
disponham sobre: (…) e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da
administração pública, observado o disposto no art. 84, VI”), porque a
Lei distrital n. 3.858/2005 não criou ou extinguiu órgãos da
Administração Pública” (RE n. 591209, de minha relatoria, Dje
12.6.2014, grifos nossos).
Não subsiste, portanto, o fundamento do acórdão recorrido
quanto à inconstitucionalidade formal do art. 2º da Lei Municipal n.
9.071/2005, por vício de iniciativa, porque limitada a regulamentação
ao regime de funcionamento de semáforos no período da madrugada,
sem desafiar a legislação de trânsito ou as competências privativas do
Chefe do Poder Executivo, previstas na norma do art. 61, § 1º, da
Constituição da República.
10. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso
extraordinário para cassar o acórdão recorrido na parte em que
declarou a inconstitucionalidade do art. 2º da Lei Municipal n.
9.071/2005, determinando o retorno dos autos ao Tribunal de Justiça
de Minas Gerais para novo julgamento, no ponto, como de direito (art.
557, § 1º-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2º, do Regimento
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Relatório
RE 633551 AGR / MG
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 331-342).
2. Publicada essa decisão no DJe de 11.2.2015 (fl. 343), o Prefeito de
Belo Horizonte interpõe, em 23.2.2015, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 347-353).
3. O Agravante sustenta que
“a lei inquinada padece de vício de iniciativa, porquanto, na
melhor exegese do artigo 173 da Constituição Estadual – reproduzida
obrigatoriamente a partir do artigo 61 da Constituição Federal –,
aplicável aos Municípios, por força do princípio da simetria, incumbe
ao Chefe do Poder Executivo, privativamente, a iniciativa de leis que
versem sobre criação, atribuições e funcionamento das Secretarias e
órgãos da Administração Pública.
Cuida-se, assim, de iniciativa reservada ao Chefe do Executivo,
não podendo, a Câmara de Vereadores, tomar a si a elaboração de
projetos que visem dispor sobre essa matéria, sob pena de, em caso de
usurpação da iniciativa, eivar de inconstitucionalidade o texto legal
daí decorrente” (fl. 349).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
10
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RE 633551 AGR / MG
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 331-342).
2. Publicada essa decisão no DJe de 11.2.2015 (fl. 343), o Prefeito de
Belo Horizonte interpõe, em 23.2.2015, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 347-353).
3. O Agravante sustenta que
“a lei inquinada padece de vício de iniciativa, porquanto, na
melhor exegese do artigo 173 da Constituição Estadual – reproduzida
obrigatoriamente a partir do artigo 61 da Constituição Federal –,
aplicável aos Municípios, por força do princípio da simetria, incumbe
ao Chefe do Poder Executivo, privativamente, a iniciativa de leis que
versem sobre criação, atribuições e funcionamento das Secretarias e
órgãos da Administração Pública.
Cuida-se, assim, de iniciativa reservada ao Chefe do Executivo,
não podendo, a Câmara de Vereadores, tomar a si a elaboração de
projetos que visem dispor sobre essa matéria, sob pena de, em caso de
usurpação da iniciativa, eivar de inconstitucionalidade o texto legal
daí decorrente” (fl. 349).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
10
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.551 MINAS GERAIS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Não procede a pretensão de declaração de inconstitucionalidade
do art. 2º da Lei municipal n. 9.071/2005, pela qual regulamentado o
regime de funcionamento de semáforos de zero hora às cinco horas, pois,
como afirmado na decisão agravada, no ponto, não se vislumbra vício de
iniciativa a contrariar o art. 61, § 1º, da Constituição da República.
Confiram-se os seguintes julgados:
“As hipóteses de limitação da iniciativa parlamentar estão
previstas, em numerus clausus, no artigo 61 da Constituição do
Brasil --- matérias relativas ao funcionamento da Administração
Pública, notadamente no que se refere a servidores e órgãos do Poder
Executivo. Precedentes” (ADI 3.394, Relator o Ministro Eros Grau,
Plenário, DJe 24.8.2007).
“À luz do princípio da simetria, são de iniciativa do Chefe do
Poder Executivo estadual as leis que versem sobre a organização
administrativa do Estado, podendo a questão referente à organização e
funcionamento da Administração Estadual, quando não importar
aumento de despesa, ser regulamentada por meio de Decreto do Chefe
do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, e e art. 84, VI, a da Constituição
federal). Inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa da lei ora
atacada” (ADI 2.857, Relator o Ministro Joaquim Barbosa,
Plenário, DJe de 30.11.2007).
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE -
CONCURSO PÚBLICO DE PROVAS E TÍTULOS - PROIBIÇÃO
LEGAL DE FIXAÇÃO DE LIMITE MÁXIMO DE IDADE PARA
OS CANDIDATOS - MATÉRIA CONCERNENTE AO REGIME
JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS - ALEGADA
USURPAÇÃO DA INICIATIVA CONSTITUCIONALMENTE
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30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.551 MINAS GERAIS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Não procede a pretensão de declaração de inconstitucionalidade
do art. 2º da Lei municipal n. 9.071/2005, pela qual regulamentado o
regime de funcionamento de semáforos de zero hora às cinco horas, pois,
como afirmado na decisão agravada, no ponto, não se vislumbra vício de
iniciativa a contrariar o art. 61, § 1º, da Constituição da República.
Confiram-se os seguintes julgados:
“As hipóteses de limitação da iniciativa parlamentar estão
previstas, em numerus clausus, no artigo 61 da Constituição do
Brasil --- matérias relativas ao funcionamento da Administração
Pública, notadamente no que se refere a servidores e órgãos do Poder
Executivo. Precedentes” (ADI 3.394, Relator o Ministro Eros Grau,
Plenário, DJe 24.8.2007).
“À luz do princípio da simetria, são de iniciativa do Chefe do
Poder Executivo estadual as leis que versem sobre a organização
administrativa do Estado, podendo a questão referente à organização e
funcionamento da Administração Estadual, quando não importar
aumento de despesa, ser regulamentada por meio de Decreto do Chefe
do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, e e art. 84, VI, a da Constituição
federal). Inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa da lei ora
atacada” (ADI 2.857, Relator o Ministro Joaquim Barbosa,
Plenário, DJe de 30.11.2007).
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE -
CONCURSO PÚBLICO DE PROVAS E TÍTULOS - PROIBIÇÃO
LEGAL DE FIXAÇÃO DE LIMITE MÁXIMO DE IDADE PARA
OS CANDIDATOS - MATÉRIA CONCERNENTE AO REGIME
JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS - ALEGADA
USURPAÇÃO DA INICIATIVA CONSTITUCIONALMENTE
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RE 633551 AGR / MG
RESERVADA AO CHEFE DO PODER EXECUTIVO -
DECLARAÇÃO, PELO PODER LEGISLATIVO, DE NULIDADE
DE CONCURSO PÚBLICO - INADMISSIBILIDADE - LIMITES
DA ATUAÇÃO DO PODER LEGISLATIVO - A SEPARAÇÃO DE
PODERES COMO FUNDAMENTO LEGITIMADOR DA
DIVISÃO DE FUNÇÕES NO ÂMBITO DO APARELHO DE
ESTADO - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. A USURPAÇÃO
DO PODER DE INICIATIVA, EM SEDE DE PROCESSO
LEGISLATIVO,
TRADUZ
HIPÓTESE
DE
INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL DA LEI ASSIM
ELABORADA. - O respeito às atribuições resultantes da divisão
funcional do Poder constitui pressuposto de legitimação material das
resoluções estatais, notadamente das leis. - Prevalece, em nosso
sistema jurídico, o princípio geral da legitimação concorrente para
instauração do processo legislativo. Não se presume, em conseqüência,
a reserva de iniciativa, que deve resultar - em face do seu caráter
excepcional - de expressa previsão inscrita no próprio texto da
Constituição, que define, de modo taxativo, em "numerus clausus", as
hipóteses em que essa cláusula de privatividade regerá a instauração
do processo de formação das leis. - O desrespeito à prerrogativa de
iniciar o processo legislativo, quando resultante da usurpação do
poder sujeito à cláusula de reserva, traduz hipótese de
inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a
própria integridade do diploma legislativo assim editado, que não se
convalida, juridicamente, nem mesmo com a sanção manifestada pelo
Chefe do Poder Executivo” (ADI 776-MC, Relator o Ministro Celso
de Mello, Segunda Turma, DJ 15.12.2006).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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RE 633551 AGR / MG
RESERVADA AO CHEFE DO PODER EXECUTIVO -
DECLARAÇÃO, PELO PODER LEGISLATIVO, DE NULIDADE
DE CONCURSO PÚBLICO - INADMISSIBILIDADE - LIMITES
DA ATUAÇÃO DO PODER LEGISLATIVO - A SEPARAÇÃO DE
PODERES COMO FUNDAMENTO LEGITIMADOR DA
DIVISÃO DE FUNÇÕES NO ÂMBITO DO APARELHO DE
ESTADO - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. A USURPAÇÃO
DO PODER DE INICIATIVA, EM SEDE DE PROCESSO
LEGISLATIVO,
TRADUZ
HIPÓTESE
DE
INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL DA LEI ASSIM
ELABORADA. - O respeito às atribuições resultantes da divisão
funcional do Poder constitui pressuposto de legitimação material das
resoluções estatais, notadamente das leis. - Prevalece, em nosso
sistema jurídico, o princípio geral da legitimação concorrente para
instauração do processo legislativo. Não se presume, em conseqüência,
a reserva de iniciativa, que deve resultar - em face do seu caráter
excepcional - de expressa previsão inscrita no próprio texto da
Constituição, que define, de modo taxativo, em "numerus clausus", as
hipóteses em que essa cláusula de privatividade regerá a instauração
do processo de formação das leis. - O desrespeito à prerrogativa de
iniciar o processo legislativo, quando resultante da usurpação do
poder sujeito à cláusula de reserva, traduz hipótese de
inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a
própria integridade do diploma legislativo assim editado, que não se
convalida, juridicamente, nem mesmo com a sanção manifestada pelo
Chefe do Poder Executivo” (ADI 776-MC, Relator o Ministro Celso
de Mello, Segunda Turma, DJ 15.12.2006).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.551
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE
ADV.(A/S) : GUILHERME NUNES DE AVELAR NETO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.551
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE
ADV.(A/S) : GUILHERME NUNES DE AVELAR NETO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9068146
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-07T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI N. 9.071/2005 DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE/MG. FUNCIONAMENTO DE SEMÁFOROS NA MADRUGADA. MATÉRIA QUE NÃO INTERFERE NA LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO E NAS COMPETÊNCIAS PRIVATIVAS DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur314345
|
- Acórdão(s) citado(s):
(COMPETÊNCIA, REGULAMENTAÇÃO ADMINISTRATIVA, PODER EXECUTIVO)
ADI 2857 (TP), ADI 3394 (TP), ADI 776 MC (TP).
Número de páginas: 15.
Análise: 12/08/2015, BMP.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
633551
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00061 PAR-00001\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-MUN LEI-009071 ANO-2005\n ART-00002\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE, MG"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 633551 AgR
|
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""
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AGTE.(S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE
ADV.(A/S) : GUILHERME NUNES DE AVELAR NETO
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""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.551 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:PREFEITO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BELO
HORIZONTE
ADV.(A/S)
:GUILHERME NUNES DE AVELAR NETO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI N. 9.071/2005 DO MUNICÍPIO DE
BELO HORIZONTE/MG. FUNCIONAMENTO DE SEMÁFOROS NA
MADRUGADA. MATÉRIA QUE NÃO INTERFERE NA LEGISLAÇÃO
DE TRÂNSITO E NAS COMPETÊNCIAS PRIVATIVAS DO CHEFE DO
PODER EXECUTIVO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o
Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
2
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Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.551 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:PREFEITO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BELO
HORIZONTE
ADV.(A/S)
:GUILHERME NUNES DE AVELAR NETO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 5.2.2015, dei parcial provimento ao recurso extraordinário
interposto pelo Ministério Público de Minas Gerais contra julgado do
Tribunal de Justiça daquele Estado, “para cassar o acórdão recorrido na parte
em que declarou a inconstitucionalidade do art. 2... da Lei Municipal n.
9.071/2005”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica assiste parcialmente ao Recorrente.
6. Na espécie, não se há cogitar de omissão do acórdão recorrido
na apreciação da alegada ofensa ao art. 61, § 1..., da Constituição da
República, pois o Tribunal de Justiça mineiro tratou da matéria
quando do julgamento dos embargos de declaração:
“Com relação ao art. 61 da CRFB/88, cumpre salientar que o
controle de constitucionalidade concentrado exercido por este
Tribunal, na forma do art. 125, §2..., da CRFB/88, somente se dá em
relação aos dispositivos da Constituição do Estado de Minas Gerais,
razão pela qual não é pertinente, nem cabível na via manejada,
apreciar dispositivos da CRFB/88” (fl. 248).
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30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.551 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:PREFEITO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BELO
HORIZONTE
ADV.(A/S)
:GUILHERME NUNES DE AVELAR NETO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 5.2.2015, dei parcial provimento ao recurso extraordinário
interposto pelo Ministério Público de Minas Gerais contra julgado do
Tribunal de Justiça daquele Estado, “para cassar o acórdão recorrido na parte
em que declarou a inconstitucionalidade do art. 2... da Lei Municipal n.
9.071/2005”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica assiste parcialmente ao Recorrente.
6. Na espécie, não se há cogitar de omissão do acórdão recorrido
na apreciação da alegada ofensa ao art. 61, § 1..., da Constituição da
República, pois o Tribunal de Justiça mineiro tratou da matéria
quando do julgamento dos embargos de declaração:
“Com relação ao art. 61 da CRFB/88, cumpre salientar que o
controle de constitucionalidade concentrado exercido por este
Tribunal, na forma do art. 125, §2..., da CRFB/88, somente se dá em
relação aos dispositivos da Constituição do Estado de Minas Gerais,
razão pela qual não é pertinente, nem cabível na via manejada,
apreciar dispositivos da CRFB/88” (fl. 248).
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93,
inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em
sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal, “o que a
Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja
fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das
questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as
premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o
dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário
140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269).
7. O Tribunal de origem decidiu pela inconstitucionalidade
formal, por vício de iniciativa, da Lei n. 9.071/2005, do Município de
Belo Horizonte/MG, pela qual se alteram limites de velocidade e se
prevê desligamento de semáforos durante o período da madrugada, nos
seguintes termos:
“Inicialmente, insta trazer à colação os dispositivos legais
contidos na Lei Municipal n 9.071/2005, publicada em 11 de junho
de 2005, cuja constitucionalidade é objeto de contestação nesta
demanda, in verbis:
Art. 1... - Fica permitido o trânsito de veículo, das 00:00h (zero
hora) às 05:00h (cinco horas), a velocidade superior, em até 20Km/h
(vinte quilômetros por hora), àquela permitida, em um mesmo local,
em outros horários.
(...)
Assiste razão ao Prefeito Municipal Requerente, concessa venia.
O art. 24, do CTB, determina, em seu inciso II, a competência
dos órgãos ou entidades executivas de trânsito dos Municípios para
planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito local de veículos,
além de implantar, manter e operar o sistema de sinalização.
Nesse sentido, nos termos da Lei Municipal n 5.953/91, a
regulamentação e gerenciamento do sistema de trânsito no Município
de Belo Horizonte é da competência da BHTrans, o que torna patente o
vício de iniciativa de artigo de Lei proposto por Vereador e vetado pelo
Prefeito Municipal, forte no disposto nos arts. 6... e 173, da CEMGE.
É importante salientar, ademais, que a medida pode,
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93,
inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em
sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal, “o que a
Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja
fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das
questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as
premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o
dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário
140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269).
7. O Tribunal de origem decidiu pela inconstitucionalidade
formal, por vício de iniciativa, da Lei n. 9.071/2005, do Município de
Belo Horizonte/MG, pela qual se alteram limites de velocidade e se
prevê desligamento de semáforos durante o período da madrugada, nos
seguintes termos:
“Inicialmente, insta trazer à colação os dispositivos legais
contidos na Lei Municipal n 9.071/2005, publicada em 11 de junho
de 2005, cuja constitucionalidade é objeto de contestação nesta
demanda, in verbis:
Art. 1... - Fica permitido o trânsito de veículo, das 00:00h (zero
hora) às 05:00h (cinco horas), a velocidade superior, em até 20Km/h
(vinte quilômetros por hora), àquela permitida, em um mesmo local,
em outros horários.
(...)
Assiste razão ao Prefeito Municipal Requerente, concessa venia.
O art. 24, do CTB, determina, em seu inciso II, a competência
dos órgãos ou entidades executivas de trânsito dos Municípios para
planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito local de veículos,
além de implantar, manter e operar o sistema de sinalização.
Nesse sentido, nos termos da Lei Municipal n 5.953/91, a
regulamentação e gerenciamento do sistema de trânsito no Município
de Belo Horizonte é da competência da BHTrans, o que torna patente o
vício de iniciativa de artigo de Lei proposto por Vereador e vetado pelo
Prefeito Municipal, forte no disposto nos arts. 6... e 173, da CEMGE.
É importante salientar, ademais, que a medida pode,
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Relatório
Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
potencialmente, representar aumento de despesas para o Município,
posto que se apresenta necessária a divulgação dessas medidas e,
dentro do que disciplinam as leis e regulamentos existentes, a
alteração de placas e sinais luminosos, a fim de tornar públicas as
novas regras de trânsito.
No aspecto técnico, não se pode olvidar que as normas de
trânsito são elaboradas visando à segurança no trânsito e a redução de
acidentes, de forma que o simples aumento em 20% do limite de
velocidade máxima pode acarretar majoração do número de
ocorrências em determinada área, especialmente em se tratando de
zonas eminentemente residenciais.
Da mesma forma, não pode ser desprezada a movimentação de
veículos em algumas regiões, mormente naquelas em que há bares,
restaurantes e casas noturnas, em que há necessidade de maior
controle de trânsito, mesmo nas madrugadas.
Assim, não se afigura compatível com os fundamentos da
legislação de trânsito a simples permissão de ultrapassagem da
velocidade permitida em todos os pontos da cidade, sendo necessária a
elaboração de estudo acerca de quais os locais efetivamente perigosos e
quais os locais em que essa majoração não vai acarretar aumento no
número de acidentes.
Com tais considerações, data maxima venia do entendimento
esposado pelo Eminente Relator, julgo procedente a presente Ação
Direta de Inconstitucionalidade, observada a ratificação de liminar,
pelo acórdão às fls. 80/86." (voto condutor, grifos nossos).
No acórdão recorrido se transcreve o disposto no art. 2... da Lei n.
9.071/2005, do Município de Belo Horizonte/MG, norma também
impugnada e declarada inconstitucional na Ação Direta de
Inconstitucionalidade:
“Art. 2... - Os semáforos luminosos sob a responsabilidade do
Município poderão ser desligados ou colocados no modo amarelo
piscante, da 00:00h (zero hora) às 05:00h (cinco horas)” (relatório do
acórdão recorrido).
8. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal “tem sido
intransigente no fulminar qualquer lei estadual, por vício de
competência, que cuida de matérias específicas de trânsito” (ADI n.
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Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
potencialmente, representar aumento de despesas para o Município,
posto que se apresenta necessária a divulgação dessas medidas e,
dentro do que disciplinam as leis e regulamentos existentes, a
alteração de placas e sinais luminosos, a fim de tornar públicas as
novas regras de trânsito.
No aspecto técnico, não se pode olvidar que as normas de
trânsito são elaboradas visando à segurança no trânsito e a redução de
acidentes, de forma que o simples aumento em 20% do limite de
velocidade máxima pode acarretar majoração do número de
ocorrências em determinada área, especialmente em se tratando de
zonas eminentemente residenciais.
Da mesma forma, não pode ser desprezada a movimentação de
veículos em algumas regiões, mormente naquelas em que há bares,
restaurantes e casas noturnas, em que há necessidade de maior
controle de trânsito, mesmo nas madrugadas.
Assim, não se afigura compatível com os fundamentos da
legislação de trânsito a simples permissão de ultrapassagem da
velocidade permitida em todos os pontos da cidade, sendo necessária a
elaboração de estudo acerca de quais os locais efetivamente perigosos e
quais os locais em que essa majoração não vai acarretar aumento no
número de acidentes.
Com tais considerações, data maxima venia do entendimento
esposado pelo Eminente Relator, julgo procedente a presente Ação
Direta de Inconstitucionalidade, observada a ratificação de liminar,
pelo acórdão às fls. 80/86." (voto condutor, grifos nossos).
No acórdão recorrido se transcreve o disposto no art. 2... da Lei n.
9.071/2005, do Município de Belo Horizonte/MG, norma também
impugnada e declarada inconstitucional na Ação Direta de
Inconstitucionalidade:
“Art. 2... - Os semáforos luminosos sob a responsabilidade do
Município poderão ser desligados ou colocados no modo amarelo
piscante, da 00:00h (zero hora) às 05:00h (cinco horas)” (relatório do
acórdão recorrido).
8. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal “tem sido
intransigente no fulminar qualquer lei estadual, por vício de
competência, que cuida de matérias específicas de trânsito” (ADI n.
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Relatório
Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
2582, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ
6.6.2003), entre as quais, as definições de limites de velocidade:
“Trânsito: competência legislativa privativa da União:
inconstitucionalidade da lei estadual que fixa limites de velocidade nas
rodovias do Estado-membro ou sob sua administração” (ADI n. 2582,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ 6.6.2003).
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI
DO ESTADO DE SÃO PAULO. FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA.
MULTA.
COMPETÊNCIA
DA
UNIÃO.
INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL. 1. É da competência
exclusiva da União legislar sobre trânsito e transporte, sendo
necessária expressa autorização em lei complementar para que a
unidade federada possa exercer tal atribuição (Constituição Federal de 1988, artigo 22, inciso XI
e parágrafo único). 2. Não tem competência o Estado para legislar ou
restringir o alcance de lei que somente a União pode editar (Constituição Federal de 1988, artigo
22, XI). Ação direta de inconstitucionalidade julgada
procedente”(ADI n. 2328, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ
16.4.2004).
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI
DISTRITAL QUE DISPÕE SOBRE INSTALAÇÃO DE
APARELHO, EQUIPAMENTO OU QUALQUER OUTRO MEIO
TECNOLÓGICO DE CONTROLE DE VELOCIDADE DE
VEÍCULOS AUTOMOTORES NAS VIAS DO DISTRITO
FEDERAL.
INCONSTITUCIONALIDADE
FORMAL.
COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR
SOBRE TRÂNSITO E TRANSPORTE. VIOLAÇÃO AO ART. 22,
INCISO XI, DA CONSTITUIÇÃO. AÇÃO JULGADA
PROCEDENTE” (ADI 3897, Relator o Ministro Gilmar Mendes,
DJe 24.4.2009).
Por fundamento diverso, há que se manter a declaração de
inconstitucionalidade do art. 1... da Lei Municipal n. 9.071/2005, por
afrontar o que dispõe a Constituição da República em seu art. 22, inc.
XI, parágrafo único.
9. O mesmo não se aplica quanto à regulamentação do regime de
funcionamento de semáforos de 00h00 (zero hora) as 05h00 (cinco
horas), previsto no art. 2... da Lei n. 9.071/2005, do Município de Belo
4
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Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
2582, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ
6.6.2003), entre as quais, as definições de limites de velocidade:
“Trânsito: competência legislativa privativa da União:
inconstitucionalidade da lei estadual que fixa limites de velocidade nas
rodovias do Estado-membro ou sob sua administração” (ADI n. 2582,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ 6.6.2003).
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI
DO ESTADO DE SÃO PAULO. FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA.
MULTA.
COMPETÊNCIA
DA
UNIÃO.
INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL. 1. É da competência
exclusiva da União legislar sobre trânsito e transporte, sendo
necessária expressa autorização em lei complementar para que a
unidade federada possa exercer tal atribuição (Constituição Federal de 1988, artigo 22, inciso XI
e parágrafo único). 2. Não tem competência o Estado para legislar ou
restringir o alcance de lei que somente a União pode editar (Constituição Federal de 1988, artigo
22, XI). Ação direta de inconstitucionalidade julgada
procedente”(ADI n. 2328, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ
16.4.2004).
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI
DISTRITAL QUE DISPÕE SOBRE INSTALAÇÃO DE
APARELHO, EQUIPAMENTO OU QUALQUER OUTRO MEIO
TECNOLÓGICO DE CONTROLE DE VELOCIDADE DE
VEÍCULOS AUTOMOTORES NAS VIAS DO DISTRITO
FEDERAL.
INCONSTITUCIONALIDADE
FORMAL.
COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR
SOBRE TRÂNSITO E TRANSPORTE. VIOLAÇÃO AO ART. 22,
INCISO XI, DA CONSTITUIÇÃO. AÇÃO JULGADA
PROCEDENTE” (ADI 3897, Relator o Ministro Gilmar Mendes,
DJe 24.4.2009).
Por fundamento diverso, há que se manter a declaração de
inconstitucionalidade do art. 1... da Lei Municipal n. 9.071/2005, por
afrontar o que dispõe a Constituição da República em seu art. 22, inc.
XI, parágrafo único.
9. O mesmo não se aplica quanto à regulamentação do regime de
funcionamento de semáforos de 00h00 (zero hora) as 05h00 (cinco
horas), previsto no art. 2... da Lei n. 9.071/2005, do Município de Belo
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Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
Horizonte/MG.
A medida trata de eventual desligamento de semáforos em
determinado período de tempo, sem ingerência na legislação de
trânsito, conforme assevera a Procuradoria-Geral da República:
“Tampouco há incompatibilidade material entre o tema
específico regulado pela norma municipal e algum preceito do Código
de Trânsito Brasileiro. Nesse ponto, o legislador municipal considerou
as peculiaridades locais e autorizou o órgão municipal de trânsito, de
acordo com regulamentação a ser baixada pelo prefeito municipal, a
regular os semáforos em modo compatível com as condições reinantes
de segurança pública nas vias” (fl. 328).
No ponto, não se vislumbra vício de iniciativa a contrariar o art.
61, § 1..., da Constituição da República, pois, conforme afirmado pelo
Recorrente, na esteira dos precedentes do Plenário do Supremo
Tribunal Federal:
“As hipóteses de limitação da iniciativa parlamentar estão
previstas, em numerus clausus, no artigo 61 da Constituição do
Brasil --- matérias relativas ao funcionamento da Administração
Pública, notadamente no que se refere a servidores e órgãos do Poder
Executivo. Precedentes” (ADI n. 3394, Relator o Ministro Eros Grau,
Tribunal Pleno, DJe 24.8.2007).
“À luz do princípio da simetria, são de iniciativa do Chefe do
Poder Executivo estadual as leis que versem sobre a organização
administrativa do Estado, podendo a questão referente à organização e
funcionamento da Administração Estadual, quando não importar
aumento de despesa, ser regulamentada por meio de Decreto do Chefe
do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, e e art. 84, VI, a da Constituição
federal). Inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa da lei ora
atacada” (ADI n 2.857/ES, Relator o Ministro Joaquim Barbosa,
Tribunal Pleno, DJe de 30.11.07 grifos nossos);
E ainda, segundo os seguintes precedentes monocráticos:
“Em momento algum foram criados cargos, funções ou
empregos públicos na administração direta e autárquica ou
determinado o aumento de sua remuneração, nem mesmo criado,
extinto ou modificado órgão administrativo, ou sequer conferida nova
atribuição a órgão da administração pública, a exigir iniciativa
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Horizonte/MG.
A medida trata de eventual desligamento de semáforos em
determinado período de tempo, sem ingerência na legislação de
trânsito, conforme assevera a Procuradoria-Geral da República:
“Tampouco há incompatibilidade material entre o tema
específico regulado pela norma municipal e algum preceito do Código
de Trânsito Brasileiro. Nesse ponto, o legislador municipal considerou
as peculiaridades locais e autorizou o órgão municipal de trânsito, de
acordo com regulamentação a ser baixada pelo prefeito municipal, a
regular os semáforos em modo compatível com as condições reinantes
de segurança pública nas vias” (fl. 328).
No ponto, não se vislumbra vício de iniciativa a contrariar o art.
61, § 1..., da Constituição da República, pois, conforme afirmado pelo
Recorrente, na esteira dos precedentes do Plenário do Supremo
Tribunal Federal:
“As hipóteses de limitação da iniciativa parlamentar estão
previstas, em numerus clausus, no artigo 61 da Constituição do
Brasil --- matérias relativas ao funcionamento da Administração
Pública, notadamente no que se refere a servidores e órgãos do Poder
Executivo. Precedentes” (ADI n. 3394, Relator o Ministro Eros Grau,
Tribunal Pleno, DJe 24.8.2007).
“À luz do princípio da simetria, são de iniciativa do Chefe do
Poder Executivo estadual as leis que versem sobre a organização
administrativa do Estado, podendo a questão referente à organização e
funcionamento da Administração Estadual, quando não importar
aumento de despesa, ser regulamentada por meio de Decreto do Chefe
do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, e e art. 84, VI, a da Constituição
federal). Inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa da lei ora
atacada” (ADI n 2.857/ES, Relator o Ministro Joaquim Barbosa,
Tribunal Pleno, DJe de 30.11.07 grifos nossos);
E ainda, segundo os seguintes precedentes monocráticos:
“Em momento algum foram criados cargos, funções ou
empregos públicos na administração direta e autárquica ou
determinado o aumento de sua remuneração, nem mesmo criado,
extinto ou modificado órgão administrativo, ou sequer conferida nova
atribuição a órgão da administração pública, a exigir iniciativa
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Relatório
Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
legislativa do Chefe do Poder Executivo. Em síntese, nenhuma das
matérias sujeitas à iniciativa legislativa reservada do Chefe do Poder
Executivo, contidas no art. 61, § 1..., da Constituição, foi objeto de
positivação na norma.
Sendo assim, não se verifica a ocorrência de vício formal de
inconstitucionalidade do diploma legislativo por ter emanado de
proposição de origem parlamentar, nem interferência nas atividades
próprias do Poder Executivo” (ARE 756593, Relator o Ministro Dias
Toffoli, DJe 4.8.2014);
“Razão jurídica não assiste ao Recorrente.
5. No voto condutor do acórdão recorrido, o Desembargador
Relator asseverou:
‘Segundo o requerente, a norma em comento violaria artigos 71,
§1..., inciso IV e 100, incisos VI e X, todos da Lei Orgânica do Distrito
Federal, porque, ao tratar da obrigatoriedade de equipar com
desfibriladores cardíacos semiautomáticos externos alguns locais
públicos, interferiu na organização e no funcionamento da
Administração Pública, na medida em que criou outras atribuições à
Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal e à Secretaria de
Estado de Fiscalização de Atividades Urbanas do Distrito Federal,
conforme assinala o art. 4... da lei em comento .
Eis o teor dos referidos dispositivos que em tese restariam
violados:
“Art. 71. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe
a qualquer membro ou comissão da Câmara Legislativa, ao
Governador do Distrito Federal e, nos termos do art. 84, IV, ao
Tribunal de Contas do Distrito Federal, assim como aos cidadãos, na
forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica.
§ 1... Compete privativamente ao Governador do Distrito Federal
a iniciativa das leis que disponham sobre:
(...)
IV - criação, estruturação, reestruturação, desmembramento,
extinção, incorporação, fusão e atribuições das Secretarias de Governo,
Órgãos e entidades da administração pública;”
Art. 100. Compete privativamente ao Governador do Distrito
Federal:
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legislativa do Chefe do Poder Executivo. Em síntese, nenhuma das
matérias sujeitas à iniciativa legislativa reservada do Chefe do Poder
Executivo, contidas no art. 61, § 1..., da Constituição, foi objeto de
positivação na norma.
Sendo assim, não se verifica a ocorrência de vício formal de
inconstitucionalidade do diploma legislativo por ter emanado de
proposição de origem parlamentar, nem interferência nas atividades
próprias do Poder Executivo” (ARE 756593, Relator o Ministro Dias
Toffoli, DJe 4.8.2014);
“Razão jurídica não assiste ao Recorrente.
5. No voto condutor do acórdão recorrido, o Desembargador
Relator asseverou:
‘Segundo o requerente, a norma em comento violaria artigos 71,
§1..., inciso IV e 100, incisos VI e X, todos da Lei Orgânica do Distrito
Federal, porque, ao tratar da obrigatoriedade de equipar com
desfibriladores cardíacos semiautomáticos externos alguns locais
públicos, interferiu na organização e no funcionamento da
Administração Pública, na medida em que criou outras atribuições à
Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal e à Secretaria de
Estado de Fiscalização de Atividades Urbanas do Distrito Federal,
conforme assinala o art. 4... da lei em comento .
Eis o teor dos referidos dispositivos que em tese restariam
violados:
“Art. 71. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe
a qualquer membro ou comissão da Câmara Legislativa, ao
Governador do Distrito Federal e, nos termos do art. 84, IV, ao
Tribunal de Contas do Distrito Federal, assim como aos cidadãos, na
forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica.
§ 1... Compete privativamente ao Governador do Distrito Federal
a iniciativa das leis que disponham sobre:
(...)
IV - criação, estruturação, reestruturação, desmembramento,
extinção, incorporação, fusão e atribuições das Secretarias de Governo,
Órgãos e entidades da administração pública;”
Art. 100. Compete privativamente ao Governador do Distrito
Federal:
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Relatório
Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
VI – iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos
nesta Lei Orgânica;
X – dispor sobre a organização e o funcionamento da
administração do Distrito Federal, na forma desta Lei Orgânica;”
Ocorre que a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal e
a Secretaria de Estado de Fiscalização de Atividades Urbanas do
Distrito Federal já têm a atribuição que a lei impugnada designa,
segundo consta dos seus Regimentos Internos, in verbis:
(…)
Portanto, quando a Lei Impugnada atribui a tal Secretaria
fiscalizar a obrigatoriedade de equipar com desfibriladores cardíacos
semiautomáticos externos determinado locais não inova nas
atribuições daquele órgão, tão-pouco gera despesas não previstas na lei
orçamentária.
(...)
Volto a destacar que a norma, tal como colocada, não inova as
atribuições nem a organização interna da Secretaria de Estado de
Saúde e da Secretaria de Fiscalização de Atividades Urbanas do
Distrito Federal, tampouco de qualquer dos órgãos e entes públicos, o
que transmudaria a iniciativa de lei privativamente ao Chefe do Poder
Executivo.
Ao contrário, as disposições inserem-se nas diretrizes
incumbidas a estes órgãos, quanto à atualização da relação de
equipamentos obrigatórios dos estabelecimentos, com vistas a uma
prestação mais completa e eficaz de primeiros socorros em situações
emergenciais.
Portanto, é exatamente sobre este rol das atribuições originária
das Secretarias, que a lei impugnada dispôs.
Em assim sendo, tal matéria está incluída dentro da competência
genérica especificada no artigo 71 da Lei Orgânica do Distrito
Federal, cabendo a qualquer membro ou comissão da Câmara
Legislativa, ou mesmo ao Governador do Distrito Federal, a edição de
lei desta natureza, sem haver afronta ao Princípio da Separação dos
Poderes, como quer fazer crer o Requerente.
(...)
Também não coaduno da assertiva de que a Lei Distrital n.
7
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
VI – iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos
nesta Lei Orgânica;
X – dispor sobre a organização e o funcionamento da
administração do Distrito Federal, na forma desta Lei Orgânica;”
Ocorre que a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal e
a Secretaria de Estado de Fiscalização de Atividades Urbanas do
Distrito Federal já têm a atribuição que a lei impugnada designa,
segundo consta dos seus Regimentos Internos, in verbis:
(…)
Portanto, quando a Lei Impugnada atribui a tal Secretaria
fiscalizar a obrigatoriedade de equipar com desfibriladores cardíacos
semiautomáticos externos determinado locais não inova nas
atribuições daquele órgão, tão-pouco gera despesas não previstas na lei
orçamentária.
(...)
Volto a destacar que a norma, tal como colocada, não inova as
atribuições nem a organização interna da Secretaria de Estado de
Saúde e da Secretaria de Fiscalização de Atividades Urbanas do
Distrito Federal, tampouco de qualquer dos órgãos e entes públicos, o
que transmudaria a iniciativa de lei privativamente ao Chefe do Poder
Executivo.
Ao contrário, as disposições inserem-se nas diretrizes
incumbidas a estes órgãos, quanto à atualização da relação de
equipamentos obrigatórios dos estabelecimentos, com vistas a uma
prestação mais completa e eficaz de primeiros socorros em situações
emergenciais.
Portanto, é exatamente sobre este rol das atribuições originária
das Secretarias, que a lei impugnada dispôs.
Em assim sendo, tal matéria está incluída dentro da competência
genérica especificada no artigo 71 da Lei Orgânica do Distrito
Federal, cabendo a qualquer membro ou comissão da Câmara
Legislativa, ou mesmo ao Governador do Distrito Federal, a edição de
lei desta natureza, sem haver afronta ao Princípio da Separação dos
Poderes, como quer fazer crer o Requerente.
(...)
Também não coaduno da assertiva de que a Lei Distrital n.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15
Relatório
Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
3.585, de 12 de abril de 2005 gera dispêndios não previstos no
orçamento, quando as atribuições que especifica já vêm disciplinadas
em outros ordenamentos jurídicos.
Ante a inexistência de inconstitucionalidade formal subjetiva,
não há falar em violação ao artigo 71, § 1..., IV e art. 100, VI e X, da
LODF, nem ao princípio da separação dos poderes (artigo 53, caput,
da LODF).
Por fim, destaco entendimento desta Corte em julgamento
similar:
“DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL -
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE -
SUSPENSÃO LIMINAR - LEI DISTRITAL n 2740/2001 -
ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 71, § 1..., INCISO IV, DA LEI
ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL - AUSÊNCIA DOS
REQUISITOS DO FUMUS BONI JURIS E DO PERICULUM IN
MORA - INDEFERIMENTO DA LIMINAR À UNANIMIDADE. I
- A LEI DISTRITAL n 2740/2001, AO TORNAR OBRIGATÓRIA
A INSTALAÇÃO DE SEMÁFOROS COM DISPOSITIVOS DE
ACIONAMENTO PELOS PRÓPRIOS PEDESTRES, NAS
FAIXAS DESTINADAS À TRAVESSIA DESTES EM
DETERMINADAS VIAS PAVIMENTADAS DE TRÁFEGO
AUTOMOTIVO DO TERRITÓRIO DO DISTRITO FEDERAL,
NÃO PROMOVEU QUALQUER ALTERAÇÃO NA
ESTRUTURA
ADMINISTRATIVA
DOS
ÓRGÃOS
INCUMBIDOS DA POLÍTICA DE TRÂNSITO, DEFININDO-
LHES NOVAS ATRIBUIÇÕES OU MODIFICANDO A SUA
ESTRUTURA INTERNA DE PESSOAL. NÃO HOUVE,
TAMBÉM,
AUMENTO
OU
IMPOSIÇÃO
DE
RESPONSABILIDADE DIVERSA DA JÁ PREVISTA
LEGALMENTE PARA TAIS ÓRGÃOS, POIS, CONFORME O
ART. 71 DO CÓDIGO NACIONAL DE TRÂNSITO, "O ÓRGÃO
OU ENTIDADE COM CIRCUNSCRIÇÃO SOBRE A VIA
MANTERÁ, OBRIGATORIAMENTE, AS FAIXAS E
PASSAGENS DE PEDESTRES EM BOAS CONDIÇÕES DE
VISIBILIDADE, HIGIENE, SEGURANÇA E SINALIZAÇÃO". 2 -
AUSENTE, POIS, O REQUISITO DO FUMUS BONI JURIS, EIS
8
Supremo Tribunal Federal
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3.585, de 12 de abril de 2005 gera dispêndios não previstos no
orçamento, quando as atribuições que especifica já vêm disciplinadas
em outros ordenamentos jurídicos.
Ante a inexistência de inconstitucionalidade formal subjetiva,
não há falar em violação ao artigo 71, § 1..., IV e art. 100, VI e X, da
LODF, nem ao princípio da separação dos poderes (artigo 53, caput,
da LODF).
Por fim, destaco entendimento desta Corte em julgamento
similar:
“DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL -
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE -
SUSPENSÃO LIMINAR - LEI DISTRITAL n 2740/2001 -
ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 71, § 1..., INCISO IV, DA LEI
ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL - AUSÊNCIA DOS
REQUISITOS DO FUMUS BONI JURIS E DO PERICULUM IN
MORA - INDEFERIMENTO DA LIMINAR À UNANIMIDADE. I
- A LEI DISTRITAL n 2740/2001, AO TORNAR OBRIGATÓRIA
A INSTALAÇÃO DE SEMÁFOROS COM DISPOSITIVOS DE
ACIONAMENTO PELOS PRÓPRIOS PEDESTRES, NAS
FAIXAS DESTINADAS À TRAVESSIA DESTES EM
DETERMINADAS VIAS PAVIMENTADAS DE TRÁFEGO
AUTOMOTIVO DO TERRITÓRIO DO DISTRITO FEDERAL,
NÃO PROMOVEU QUALQUER ALTERAÇÃO NA
ESTRUTURA
ADMINISTRATIVA
DOS
ÓRGÃOS
INCUMBIDOS DA POLÍTICA DE TRÂNSITO, DEFININDO-
LHES NOVAS ATRIBUIÇÕES OU MODIFICANDO A SUA
ESTRUTURA INTERNA DE PESSOAL. NÃO HOUVE,
TAMBÉM,
AUMENTO
OU
IMPOSIÇÃO
DE
RESPONSABILIDADE DIVERSA DA JÁ PREVISTA
LEGALMENTE PARA TAIS ÓRGÃOS, POIS, CONFORME O
ART. 71 DO CÓDIGO NACIONAL DE TRÂNSITO, "O ÓRGÃO
OU ENTIDADE COM CIRCUNSCRIÇÃO SOBRE A VIA
MANTERÁ, OBRIGATORIAMENTE, AS FAIXAS E
PASSAGENS DE PEDESTRES EM BOAS CONDIÇÕES DE
VISIBILIDADE, HIGIENE, SEGURANÇA E SINALIZAÇÃO". 2 -
AUSENTE, POIS, O REQUISITO DO FUMUS BONI JURIS, EIS
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15
Relatório
Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
QUE INCONSISTENTE O ALEGADO VÍCIO FORMAL DE
INCONSTITUCIONALIDADE, POR USURPAÇÃO DE
CLÁUSULA DE RESERVA DE INICIATIVA DO CHEFE DO
PODER EXECUTIVO, NOS MOLDES DISCIPLINADOS PELO
ART. 71, § 1..., IV, DA LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL.
- NÃO HÁ, DE IGUAL FORMA, COMO SE RECONHECER A
PRESENÇA DO REQUISITO DO PERICULUM IN MORA,
QUANDO ENTRE O AJUIZAMENTO DA PRESENTE AÇÃO
DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE E A DATA DE
ENTRADA EM VIGOR DA LEI DISTRITAL INQUINADA DE
INCONSTITUCIONAL DECORREU MAIS DE UM ANO.4 -
PEDIDO DE SUSPENSÃO DE LIMINAR INDEFERIDO À
UNANIMIDADE.”
Ante o exposto, julgo improcedente o pedido.
É como voto”.
6. [Deve ser] afastada a alegação de descumprimento do art. 61,
§ 1..., inc. II, alínea e, da Constituição da República (“§ 1... - São de
iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: (…) II -
disponham sobre: (…) e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da
administração pública, observado o disposto no art. 84, VI”), porque a
Lei distrital n. 3.858/2005 não criou ou extinguiu órgãos da
Administração Pública” (Recurso Extraordinário n. 591209, de minha relatoria, Dje
12.6.2014, grifos nossos).
Não subsiste, portanto, o fundamento do acórdão recorrido
quanto à inconstitucionalidade formal do art. 2... da Lei Municipal n.
9.071/2005, por vício de iniciativa, porque limitada a regulamentação
ao regime de funcionamento de semáforos no período da madrugada,
sem desafiar a legislação de trânsito ou as competências privativas do
Chefe do Poder Executivo, previstas na norma do art. 61, § 1..., da
Constituição da República.
10. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso
extraordinário para cassar o acórdão recorrido na parte em que
declarou a inconstitucionalidade do art. 2... da Lei Municipal n.
9.071/2005, determinando o retorno dos autos ao Tribunal de Justiça
de Minas Gerais para novo julgamento, no ponto, como de direito (art.
557, § 1...-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2..., do Regimento
9
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
QUE INCONSISTENTE O ALEGADO VÍCIO FORMAL DE
INCONSTITUCIONALIDADE, POR USURPAÇÃO DE
CLÁUSULA DE RESERVA DE INICIATIVA DO CHEFE DO
PODER EXECUTIVO, NOS MOLDES DISCIPLINADOS PELO
ART. 71, § 1..., IV, DA LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL.
- NÃO HÁ, DE IGUAL FORMA, COMO SE RECONHECER A
PRESENÇA DO REQUISITO DO PERICULUM IN MORA,
QUANDO ENTRE O AJUIZAMENTO DA PRESENTE AÇÃO
DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE E A DATA DE
ENTRADA EM VIGOR DA LEI DISTRITAL INQUINADA DE
INCONSTITUCIONAL DECORREU MAIS DE UM ANO.4 -
PEDIDO DE SUSPENSÃO DE LIMINAR INDEFERIDO À
UNANIMIDADE.”
Ante o exposto, julgo improcedente o pedido.
É como voto”.
6. [Deve ser] afastada a alegação de descumprimento do art. 61,
§ 1..., inc. II, alínea e, da Constituição da República (“§ 1... - São de
iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: (…) II -
disponham sobre: (…) e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da
administração pública, observado o disposto no art. 84, VI”), porque a
Lei distrital n. 3.858/2005 não criou ou extinguiu órgãos da
Administração Pública” (Recurso Extraordinário n. 591209, de minha relatoria, Dje
12.6.2014, grifos nossos).
Não subsiste, portanto, o fundamento do acórdão recorrido
quanto à inconstitucionalidade formal do art. 2... da Lei Municipal n.
9.071/2005, por vício de iniciativa, porque limitada a regulamentação
ao regime de funcionamento de semáforos no período da madrugada,
sem desafiar a legislação de trânsito ou as competências privativas do
Chefe do Poder Executivo, previstas na norma do art. 61, § 1..., da
Constituição da República.
10. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso
extraordinário para cassar o acórdão recorrido na parte em que
declarou a inconstitucionalidade do art. 2... da Lei Municipal n.
9.071/2005, determinando o retorno dos autos ao Tribunal de Justiça
de Minas Gerais para novo julgamento, no ponto, como de direito (art.
557, § 1...-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2..., do Regimento
9
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15
Relatório
Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 331-342).
2. Publicada essa decisão no DJe de 11.2.2015 (fl. 343), o Prefeito de
Belo Horizonte interpõe, em 23.2.2015, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 347-353).
3. O Agravante sustenta que
“a lei inquinada padece de vício de iniciativa, porquanto, na
melhor exegese do artigo 173 da Constituição Estadual – reproduzida
obrigatoriamente a partir do artigo 61 da Constituição Federal –,
aplicável aos Municípios, por força do princípio da simetria, incumbe
ao Chefe do Poder Executivo, privativamente, a iniciativa de leis que
versem sobre criação, atribuições e funcionamento das Secretarias e
órgãos da Administração Pública.
Cuida-se, assim, de iniciativa reservada ao Chefe do Executivo,
não podendo, a Câmara de Vereadores, tomar a si a elaboração de
projetos que visem dispor sobre essa matéria, sob pena de, em caso de
usurpação da iniciativa, eivar de inconstitucionalidade o texto legal
daí decorrente” (fl. 349).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
10
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 331-342).
2. Publicada essa decisão no DJe de 11.2.2015 (fl. 343), o Prefeito de
Belo Horizonte interpõe, em 23.2.2015, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 347-353).
3. O Agravante sustenta que
“a lei inquinada padece de vício de iniciativa, porquanto, na
melhor exegese do artigo 173 da Constituição Estadual – reproduzida
obrigatoriamente a partir do artigo 61 da Constituição Federal –,
aplicável aos Municípios, por força do princípio da simetria, incumbe
ao Chefe do Poder Executivo, privativamente, a iniciativa de leis que
versem sobre criação, atribuições e funcionamento das Secretarias e
órgãos da Administração Pública.
Cuida-se, assim, de iniciativa reservada ao Chefe do Executivo,
não podendo, a Câmara de Vereadores, tomar a si a elaboração de
projetos que visem dispor sobre essa matéria, sob pena de, em caso de
usurpação da iniciativa, eivar de inconstitucionalidade o texto legal
daí decorrente” (fl. 349).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
10
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.551 MINAS GERAIS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Não procede a pretensão de declaração de inconstitucionalidade
do art. 2... da Lei municipal n. 9.071/2005, pela qual regulamentado o
regime de funcionamento de semáforos de zero hora às cinco horas, pois,
como afirmado na decisão agravada, no ponto, não se vislumbra vício de
iniciativa a contrariar o art. 61, § 1..., da Constituição da República.
Confiram-se os seguintes julgados:
“As hipóteses de limitação da iniciativa parlamentar estão
previstas, em numerus clausus, no artigo 61 da Constituição do
Brasil --- matérias relativas ao funcionamento da Administração
Pública, notadamente no que se refere a servidores e órgãos do Poder
Executivo. Precedentes” (ADI 3.394, Relator o Ministro Eros Grau,
Plenário, DJe 24.8.2007).
“À luz do princípio da simetria, são de iniciativa do Chefe do
Poder Executivo estadual as leis que versem sobre a organização
administrativa do Estado, podendo a questão referente à organização e
funcionamento da Administração Estadual, quando não importar
aumento de despesa, ser regulamentada por meio de Decreto do Chefe
do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, e e art. 84, VI, a da Constituição
federal). Inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa da lei ora
atacada” (ADI 2.857, Relator o Ministro Joaquim Barbosa,
Plenário, DJe de 30.11.2007).
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE -
CONCURSO PÚBLICO DE PROVAS E TÍTULOS - PROIBIÇÃO
LEGAL DE FIXAÇÃO DE LIMITE MÁXIMO DE IDADE PARA
OS CANDIDATOS - MATÉRIA CONCERNENTE AO REGIME
JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS - ALEGADA
USURPAÇÃO DA INICIATIVA CONSTITUCIONALMENTE
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30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.551 MINAS GERAIS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Não procede a pretensão de declaração de inconstitucionalidade
do art. 2... da Lei municipal n. 9.071/2005, pela qual regulamentado o
regime de funcionamento de semáforos de zero hora às cinco horas, pois,
como afirmado na decisão agravada, no ponto, não se vislumbra vício de
iniciativa a contrariar o art. 61, § 1..., da Constituição da República.
Confiram-se os seguintes julgados:
“As hipóteses de limitação da iniciativa parlamentar estão
previstas, em numerus clausus, no artigo 61 da Constituição do
Brasil --- matérias relativas ao funcionamento da Administração
Pública, notadamente no que se refere a servidores e órgãos do Poder
Executivo. Precedentes” (ADI 3.394, Relator o Ministro Eros Grau,
Plenário, DJe 24.8.2007).
“À luz do princípio da simetria, são de iniciativa do Chefe do
Poder Executivo estadual as leis que versem sobre a organização
administrativa do Estado, podendo a questão referente à organização e
funcionamento da Administração Estadual, quando não importar
aumento de despesa, ser regulamentada por meio de Decreto do Chefe
do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, e e art. 84, VI, a da Constituição
federal). Inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa da lei ora
atacada” (ADI 2.857, Relator o Ministro Joaquim Barbosa,
Plenário, DJe de 30.11.2007).
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE -
CONCURSO PÚBLICO DE PROVAS E TÍTULOS - PROIBIÇÃO
LEGAL DE FIXAÇÃO DE LIMITE MÁXIMO DE IDADE PARA
OS CANDIDATOS - MATÉRIA CONCERNENTE AO REGIME
JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS - ALEGADA
USURPAÇÃO DA INICIATIVA CONSTITUCIONALMENTE
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
RESERVADA AO CHEFE DO PODER EXECUTIVO -
DECLARAÇÃO, PELO PODER LEGISLATIVO, DE NULIDADE
DE CONCURSO PÚBLICO - INADMISSIBILIDADE - LIMITES
DA ATUAÇÃO DO PODER LEGISLATIVO - A SEPARAÇÃO DE
PODERES COMO FUNDAMENTO LEGITIMADOR DA
DIVISÃO DE FUNÇÕES NO ÂMBITO DO APARELHO DE
ESTADO - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. A USURPAÇÃO
DO PODER DE INICIATIVA, EM SEDE DE PROCESSO
LEGISLATIVO,
TRADUZ
HIPÓTESE
DE
INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL DA LEI ASSIM
ELABORADA. - O respeito às atribuições resultantes da divisão
funcional do Poder constitui pressuposto de legitimação material das
resoluções estatais, notadamente das leis. - Prevalece, em nosso
sistema jurídico, o princípio geral da legitimação concorrente para
instauração do processo legislativo. Não se presume, em conseqüência,
a reserva de iniciativa, que deve resultar - em face do seu caráter
excepcional - de expressa previsão inscrita no próprio texto da
Constituição, que define, de modo taxativo, em "numerus clausus", as
hipóteses em que essa cláusula de privatividade regerá a instauração
do processo de formação das leis. - O desrespeito à prerrogativa de
iniciar o processo legislativo, quando resultante da usurpação do
poder sujeito à cláusula de reserva, traduz hipótese de
inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a
própria integridade do diploma legislativo assim editado, que não se
convalida, juridicamente, nem mesmo com a sanção manifestada pelo
Chefe do Poder Executivo” (ADI 776-MC, Relator o Ministro Celso
de Mello, Segunda Turma, DJ 15.12.2006).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG
RESERVADA AO CHEFE DO PODER EXECUTIVO -
DECLARAÇÃO, PELO PODER LEGISLATIVO, DE NULIDADE
DE CONCURSO PÚBLICO - INADMISSIBILIDADE - LIMITES
DA ATUAÇÃO DO PODER LEGISLATIVO - A SEPARAÇÃO DE
PODERES COMO FUNDAMENTO LEGITIMADOR DA
DIVISÃO DE FUNÇÕES NO ÂMBITO DO APARELHO DE
ESTADO - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. A USURPAÇÃO
DO PODER DE INICIATIVA, EM SEDE DE PROCESSO
LEGISLATIVO,
TRADUZ
HIPÓTESE
DE
INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL DA LEI ASSIM
ELABORADA. - O respeito às atribuições resultantes da divisão
funcional do Poder constitui pressuposto de legitimação material das
resoluções estatais, notadamente das leis. - Prevalece, em nosso
sistema jurídico, o princípio geral da legitimação concorrente para
instauração do processo legislativo. Não se presume, em conseqüência,
a reserva de iniciativa, que deve resultar - em face do seu caráter
excepcional - de expressa previsão inscrita no próprio texto da
Constituição, que define, de modo taxativo, em "numerus clausus", as
hipóteses em que essa cláusula de privatividade regerá a instauração
do processo de formação das leis. - O desrespeito à prerrogativa de
iniciar o processo legislativo, quando resultante da usurpação do
poder sujeito à cláusula de reserva, traduz hipótese de
inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a
própria integridade do diploma legislativo assim editado, que não se
convalida, juridicamente, nem mesmo com a sanção manifestada pelo
Chefe do Poder Executivo” (ADI 776-MC, Relator o Ministro Celso
de Mello, Segunda Turma, DJ 15.12.2006).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.551
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE
ADV.(A/S) : GUILHERME NUNES DE AVELAR NETO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8859867
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.551
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE
ADV.(A/S) : GUILHERME NUNES DE AVELAR NETO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8859867
Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 551",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR /",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 551",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário 140 . 370",
"Recurso Extraordinário 633551",
"Recurso Extraordinário 140 . 370",
"RTJ 150 / 269",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR",
"ADI n . 3 Supremo",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG",
"ADI n . 3 Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG 2582",
"ADI n . 2582",
"ADI n . 2328",
"ADI 3897",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG 2582",
"ADI n . 2582",
"ADI n . 2328",
"ADI 3897",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG",
"ADI n . 3394",
"ADI n 2 . 857 / ES",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG",
"ADI n . 3394",
"ADI n 2 . 857 / ES",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG",
"ARE 756593",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR",
"ARE 756593",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG 3 . 585",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG 3 . 585",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário n . 591209",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário n . 591209",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 551",
"ADI 3 . 394",
"ADI 2 . 857",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 551",
"ADI 3 . 394",
"ADI 2 . 857",
"Recurso Extraordinário 633551 AGR / MG",
"ADI 776 - MC",
"Recurso Extraordinário 633551",
"ADI 776 - MC",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 551",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 551"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI N . 9 . 071 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . da Lei Municipal n . 9 . 071 / 2005",
"art . 61 , § 1 . . . , da Constituição da República",
"art . 61 da CRFB / 88",
"art . 125 , § 2 . . . , da CRFB / 88",
"Constituição do Estado de Minas Gerais",
"CRFB",
"/",
"88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"art . 2 . . . da Lei Municipal n . 9 . 071 / 2005",
"art . 61 , § 1 . . . , da Constituição da",
"art . 61 da CRFB / 88",
"art . 125 , § 2 . . . , da CRFB / 88",
"Constituição do Estado de Minas Gerais",
"CRFB",
"/",
"88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"Constituição",
"Lei n . 9 . 071 / 2005",
"Lei Municipal n 9 . 071 / 2005",
"art . 24 , do CTB",
"Lei Municipal n 5 . 953 / 91",
"arts . 6 . . . e 173 , da CEMGE",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"Constituição",
"Lei n . 9 . 071 / 2005",
"Lei Municipal n 9 . 071 / 2005",
"art . 24 , do CTB",
"Lei Municipal n 5 . 953 / 91",
"arts . 6 . . . e 173 , da CEMGE",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . da Lei n . 9 . 071 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . da Lei n . 9 . 071 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Constituição Federal de 1988 , artigo 22 , inciso XI e",
"Constituição Federal de 1988 , artigo 22 , XI",
"ART . 22 , INCISO XI , DA CONSTITUIÇÃO",
"art",
"Lei Municipal n . 9 . 071 / 2005",
"Constituição da República",
"art . 2 . . . da Lei n . 9 . 071",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Constituição Federal de 1988 , artigo 22 , inciso XI e parágrafo único",
"Constituição Federal de 1988 , artigo 22 , XI",
"ART . 22 , INCISO XI , DA CONSTITUIÇÃO",
"art . 1 . . . da",
"Lei Municipal n . 9 . 071 / 2005",
"Constituição da República",
"art . 2 . . . da Lei n . 9 . 071 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Trânsito Brasileiro",
"art . 61 , § 1 . . . , da Constituição da República",
"artigo 61 da Constituição do Brasil",
"art . 61 , § 1 . . . , II , e e art . 84 , VI , a da Constituição federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Trânsito Brasileiro",
"art . 61 , § 1 . . . , da Constituição da República",
"artigo 61 da Constituição do Brasil",
"art . 61 , § 1 . . . , II , e e art . 84 , VI , a da Constituição federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 61 , § 1 . . . , da Constituição",
", inciso IV e 100 , incisos VI e X , todos da Lei Orgânica do Distrito Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 61 , § 1 . . . , da Constituição",
"artigos 71 , § 1 . . . , inciso IV e 100 , incisos VI e X , todos da Lei Orgânica",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 da Lei Orgânica do Distrito Federal",
"Lei Distrital n . 7",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 da Lei Orgânica do Distrito Federal",
"Lei Distrital n . 7",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
". . , IV e art . 100 , VI e X , da LODF",
"artigo 53 , caput , da LODF",
"LEI DISTRITAL n 2740 / 2001",
"ART . 71 , § 1 . . . , INCISO IV , DA LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL",
"LEI DISTRITAL n 2740 / 2001",
"ART . 71 DO CÓDIGO NACIONAL DE TRÂNSITO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 , § 1 . . . , IV e art . 100 , VI e X , da LODF",
"artigo 53 , caput , da LODF",
"LEI DISTRITAL n 2740 / 2001",
"LEI DISTRITAL n 2740 / 2001",
"ART . 71 DO CÓDIGO NACIONAL DE TRÂNSITO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 71 , § 1 . . . , IV , DA LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL",
"art . 61 , § 1 . . . , inc . II , alínea e , da Constituição da República",
"Lei distrital n . 3 . 858 / 2005",
"art .",
"art . 61 , § 1 . . . , da Constituição da República",
"art",
"Lei Municipal n . 9 . 071 / 2005",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 71 , § 1 . . . , IV , DA LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL",
"art . 61 , § 1 . . . , inc . II , alínea e , da Constituição da República",
"Lei distrital n . 3 . 858 / 2005",
"Lei Municipal n . 9 . 071 / 2005",
"art . 61 , § 1 . . . , da Constituição da República",
"art . 2 . . . da",
"Lei Municipal n . 9 . 071 / 2005",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 173 da Constituição Estadual",
"artigo 61 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 173 da Constituição Estadual",
"artigo 61 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . da Lei municipal n . 9 . 071 / 2005",
"art . 61 , § 1 . . . , da Constituição da República",
"artigo 61 da Constituição do Brasil",
"art . 61 , § 1 . . . , II , e e art . 84 , VI , a da Constituição federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . da",
"Lei municipal n . 9 . 071 / 2005",
"art . 61 , § 1 . . . , da Constituição da República",
"artigo 61 da Constituição do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE / MG",
"Brasília",
"MUNICÍPIO DE",
"BELO HORIZONTE",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Município de Belo Horizonte / MG",
"Município de Belo Horizonte",
"Município de Belo Horizonte / MG",
"Município de Belo Horizonte",
"Município de Belo Horizonte / MG",
"Município de Belo Horizonte / MG",
"DISTRITO FEDERAL",
"Município de Belo 4",
"DISTRITO FEDERAL",
"Município de Belo 4",
"Horizonte",
"/",
"MG",
"Horizonte",
"/",
"MG",
"Distrito Federal",
"Distrito Federal",
"Distrito Federal",
"Distrito Federal",
"Distrito Federal",
"Distrito Federal",
"Distrito Federal",
"Distrito Federal",
"Distrito Federal",
"Distrito Federal",
"TERRITÓRIO",
"DISTRITO FEDERAL",
"Belo Horizonte",
"Belo Horizonte",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"ESTADO DE MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE",
"Ministério Público de Minas Gerais",
"Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE",
"Ministério Público de Minas Gerais",
"Tribunal de Justiça mineiro",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal ,",
"BHTrans",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"MG",
"Supremo Tribunal ,",
"BHTrans",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"MG",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"União",
"Tribunal Pleno",
"UNIÃO",
"União",
"União",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"União",
"Tribunal Pleno",
"UNIÃO",
"União",
"União",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal",
"Secretaria de Estado de Fiscalização de Atividades Urbanas do Distrito Federal",
"Câmara Legislativa",
"Tribunal de Contas do Distrito Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal",
"Secretaria de Estado de Fiscalização de Atividades Urbanas do Distrito Federal",
"Câmara Legislativa",
"Tribunal de Contas do Distrito Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal",
"Secretaria de Estado de Fiscalização de Atividades Urbanas do Distrito Federal",
"Secretaria de Estado de Saúde",
"Secretaria de Fiscalização de Atividades Urbanas do Distrito Federal",
"Câmara Legislativa",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal",
"Secretaria de Estado de Fiscalização de Atividades Urbanas do Distrito Federal",
"Secretaria de Estado de Saúde",
"Secretaria de Fiscalização de Atividades Urbanas do Distrito Federal",
"Câmara Legislativa",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TERRITÓRIO DO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Câmara de Vereadores",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Câmara de Vereadores",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"MG",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE",
"2",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"GUILHERME NUNES DE AVELAR NETO",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"GUILHERME NUNES DE AVELAR NETO",
"LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"GUILHERME NUNES DE AVELAR NETO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Maurício Corrêa",
"Gilmar Mendes",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Maurício Corrêa",
"Gilmar Mendes",
"Eros Grau",
"Joaquim Barbosa",
"Eros Grau",
"Joaquim Barbosa",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Eros Grau",
"Joaquim Barbosa",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Eros Grau",
"Joaquim Barbosa",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"CÁRMEN LÚCIA",
"GUILHERME NUNES DE AVELAR NETO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"GUILHERME NUNES DE AVELAR NETO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"5",
".",
"2",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"5",
".",
"2",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11 de junho",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11 de junho de 2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"6",
".",
"2003",
"6",
".",
"6",
".",
"2003",
"16",
".",
"4",
".",
"2004",
"24",
".",
"4",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"6",
".",
"2003",
"6",
".",
"6",
".",
"2003",
"16",
".",
"4",
".",
"2004",
"24",
".",
"4",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"8",
".",
"2007",
"30",
".",
"11",
".",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"8",
".",
"2007",
"30",
".",
"11",
".",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12 de abril de 2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12 de abril de 2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"6",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"6",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"2",
".",
"2015",
"23",
".",
"2",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"2",
".",
"2015",
"23",
".",
"2",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
".",
"8",
".",
"2007",
"30",
".",
"11",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
".",
"8",
".",
"2007",
"30",
".",
"11",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"12",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"12",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
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"06",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791.955 PARANÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:SINDICATO
NACIONAL
DOS
APOSENTADOS
PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL
ADV.(A/S)
:TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO.
CRITÉRIOS DE REAJUSTE DO BENEFÍCIO. PRESERVAÇÃO DO
VALOR REAL. OFENSA INDIRETA. PRECEDENTES. VIOLAÇÃO AO
PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIA COM
REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO
ARE
748.371.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA
CF/88. INEXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791.955 PARANÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:SINDICATO
NACIONAL
DOS
APOSENTADOS
PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL
ADV.(A/S)
:TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo SINDICATO NACIONAL DOS
APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL
contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO DE BENEFÍCIO. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DO
BENEFÍCIO.
OFENSA
INDIRETA.
PRECEDENTES.
PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO.
MATÉRIA DE FUNDO COM REPERCUSSÃO GERAL
REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371-RG.
CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL.
VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CF/88 NÃO
CONFIGURADA.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese:
"Nobres Ministros, conforme o exposto nos presentes autos, o
Recorrente já exauriu na argumentação sobre os fundamentos de seu
pedido, qual seja, na declaração da inconstitucionalidade do índice de
reajustamento do artigo 41-A, com a conseguinte aplicação do índice
trazido junto ao parecer do Professor Barelli, ou seja, 13%, ou
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791.955 PARANÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:SINDICATO
NACIONAL
DOS
APOSENTADOS
PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL
ADV.(A/S)
:TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo SINDICATO NACIONAL DOS
APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL
contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO DE BENEFÍCIO. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DO
BENEFÍCIO.
OFENSA
INDIRETA.
PRECEDENTES.
PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO.
MATÉRIA DE FUNDO COM REPERCUSSÃO GERAL
REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371-RG.
CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL.
VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CF/88 NÃO
CONFIGURADA.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese:
"Nobres Ministros, conforme o exposto nos presentes autos, o
Recorrente já exauriu na argumentação sobre os fundamentos de seu
pedido, qual seja, na declaração da inconstitucionalidade do índice de
reajustamento do artigo 41-A, com a conseguinte aplicação do índice
trazido junto ao parecer do Professor Barelli, ou seja, 13%, ou
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Relatório
RE 791955 AGR / PR
supletivamente que o Poder Judiciário utilizando seu poder regulador,
regulamente o índice até que a Lei crie o índice que atenda os
comandos constitucionais. Desta sorte, veja-se que toda a narrativa
apresentada está lastreada na própria lei, bem como, nos conceitos que
ela dita, porém fazendo-se o necessário raciocínio que a tese se pauta.
Assim sendo, como é do conhecimento dos Nobres Ministros e,
adentrando ao mérito, inicia o Recorrente reiterando, que o Poder
Judiciário efetive a tutela jurisdicional perquerida, ordenando a
retirada da norma que está em desarmonia com o texto constitucional
do ordenamento jurídico vigente." (fl. 5 do doc. 128).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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RE 791955 AGR / PR
supletivamente que o Poder Judiciário utilizando seu poder regulador,
regulamente o índice até que a Lei crie o índice que atenda os
comandos constitucionais. Desta sorte, veja-se que toda a narrativa
apresentada está lastreada na própria lei, bem como, nos conceitos que
ela dita, porém fazendo-se o necessário raciocínio que a tese se pauta.
Assim sendo, como é do conhecimento dos Nobres Ministros e,
adentrando ao mérito, inicia o Recorrente reiterando, que o Poder
Judiciário efetive a tutela jurisdicional perquerida, ordenando a
retirada da norma que está em desarmonia com o texto constitucional
do ordenamento jurídico vigente." (fl. 5 do doc. 128).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791.955 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida por seus próprios fundamentos.
De início, pontuo que a jurisprudência desta Corte firmou-se no
sentido da constitucionalidade do artigo 41, II, da Lei nº 8.213/1991 e suas
sucessivas alterações. Nesse sentido:
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Previdenciário. Benefícios previdenciários concedidos após a CF/88.
Reajuste. Artigo 58 do ADCT. Não incidência. Leis nºs 8.212/91 e
8.213/91. Critérios de correção monetária. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É pacífica a
jurisprudência da Corte de que o critério de reajuste previsto no art.
58 do ADCT aplicava-se apenas aos benefícios previdenciários em
manutenção quando da promulgação da Constituição Federal de 1988
e, ainda assim, somente até a implantação dos Planos de Custeio e
Benefícios, quando, então, os critérios de reajustamento passaram a
ser aqueles previstos na legislação infraconstitucional. 2. O Supremo
Tribunal Federal já assentou a constitucionalidade do art. 41, inciso
II, da Lei nº 8.213/91 na sua redação original e suas ulteriores
modificações legislativas. 3. Inviável, em recurso extraordinário, a
interpretação da legislação infraconstitucional e a análise de ofensa
reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula nº 636/STF. 4.
Agravo regimental não provido." (ARE 808.351-AgR, Rel. Min.
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1/8/2014).
Supremo Tribunal Federal
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791.955 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida por seus próprios fundamentos.
De início, pontuo que a jurisprudência desta Corte firmou-se no
sentido da constitucionalidade do artigo 41, II, da Lei nº 8.213/1991 e suas
sucessivas alterações. Nesse sentido:
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Previdenciário. Benefícios previdenciários concedidos após a CF/88.
Reajuste. Artigo 58 do ADCT. Não incidência. Leis nºs 8.212/91 e
8.213/91. Critérios de correção monetária. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É pacífica a
jurisprudência da Corte de que o critério de reajuste previsto no art.
58 do ADCT aplicava-se apenas aos benefícios previdenciários em
manutenção quando da promulgação da Constituição Federal de 1988
e, ainda assim, somente até a implantação dos Planos de Custeio e
Benefícios, quando, então, os critérios de reajustamento passaram a
ser aqueles previstos na legislação infraconstitucional. 2. O Supremo
Tribunal Federal já assentou a constitucionalidade do art. 41, inciso
II, da Lei nº 8.213/91 na sua redação original e suas ulteriores
modificações legislativas. 3. Inviável, em recurso extraordinário, a
interpretação da legislação infraconstitucional e a análise de ofensa
reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula nº 636/STF. 4.
Agravo regimental não provido." (ARE 808.351-AgR, Rel. Min.
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1/8/2014).
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 791955 AGR / PR
"AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO. CRITÉRIO
DE REAJUSTE. INCISO II DO ART. 41 DA LEI 8.213/1991
(REDAÇÃO ORIGINAL). CONSTITUCIONALIDADE. 1. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da
constitucionalidade do inciso II do art. 41 da Lei 8.213/1991 (redação
original), que determinou o reajuste dos valores dos benefícios em
manutenção de acordo com as suas respectivas datas e com base na
variação integral do INPC. Precedentes. 2. Agravo regimental
desprovido." (AI 581.403-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda
Turma, DJe de 26/11/2010).
Demais disso, conforme afirmado na decisão agravada, o Supremo
Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que a definição dos
índices utilizados para o reajuste de benefícios previdenciários, de modo
a preservar o seu valor real, demanda a análise da legislação
infraconstitucional. Nesse sentido, além dos precedentes citados na
decisão impugnada, menciono os seguintes julgados:
"AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO DE BENEFÍCIO. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL.
ÍNDICE APLICÁVEL. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (ARE
849.271-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de
26/2/2015).
"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS
ARTS. 194, IV, E 201, § 4º, DA CF/88. NECESSIDADE DE
EXAME
DA
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL
PERTINENTE. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO
2
Supremo Tribunal Federal
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RE 791955 AGR / PR
"AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO. CRITÉRIO
DE REAJUSTE. INCISO II DO ART. 41 DA LEI 8.213/1991
(REDAÇÃO ORIGINAL). CONSTITUCIONALIDADE. 1. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da
constitucionalidade do inciso II do art. 41 da Lei 8.213/1991 (redação
original), que determinou o reajuste dos valores dos benefícios em
manutenção de acordo com as suas respectivas datas e com base na
variação integral do INPC. Precedentes. 2. Agravo regimental
desprovido." (AI 581.403-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda
Turma, DJe de 26/11/2010).
Demais disso, conforme afirmado na decisão agravada, o Supremo
Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que a definição dos
índices utilizados para o reajuste de benefícios previdenciários, de modo
a preservar o seu valor real, demanda a análise da legislação
infraconstitucional. Nesse sentido, além dos precedentes citados na
decisão impugnada, menciono os seguintes julgados:
"AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO DE BENEFÍCIO. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL.
ÍNDICE APLICÁVEL. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (ARE
849.271-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de
26/2/2015).
"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS
ARTS. 194, IV, E 201, § 4º, DA CF/88. NECESSIDADE DE
EXAME
DA
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL
PERTINENTE. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 791955 AGR / PR
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO." (ARE 849.656-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki,
Segunda Turma, DJe de 2/3/2015).
Outrossim, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do
devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos
sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a
tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário
Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar
Mendes, o qual possui a seguinte ementa:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da
causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.”
Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere
dos seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º,
XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
MULTA. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. AGRAVO
IMPROVIDO. I – Os Ministros desta Corte, no ARE 748.371-
RG/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, e no RE 633.360-RG/SP, Rel. Min.
Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral
da controvérsia acerca, respectivamente, da violação dos limites da
coisa julgada e dos princípios do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, e da aplicação de multa por litigância de má-
fé, por entenderem que a discussão em torno desses temas possui
natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos
sobre matéria idêntica. II – Agravo regimental improvido” (ARE
756.177-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma,
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 791955 AGR / PR
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO." (ARE 849.656-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki,
Segunda Turma, DJe de 2/3/2015).
Outrossim, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do
devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos
sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a
tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário
Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar
Mendes, o qual possui a seguinte ementa:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da
causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.”
Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere
dos seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º,
XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
MULTA. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. AGRAVO
IMPROVIDO. I – Os Ministros desta Corte, no ARE 748.371-
RG/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, e no RE 633.360-RG/SP, Rel. Min.
Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral
da controvérsia acerca, respectivamente, da violação dos limites da
coisa julgada e dos princípios do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, e da aplicação de multa por litigância de má-
fé, por entenderem que a discussão em torno desses temas possui
natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos
sobre matéria idêntica. II – Agravo regimental improvido” (ARE
756.177-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma,
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 791955 AGR / PR
DJe 24/9/2013).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO
AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA
DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA
DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR
MENDES - TEMA 660). TESE RECURSAL CALCADA EM
NORMAS DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO.
ANÁLISE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE 756.912-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki,
Segunda Turma, DJe de 20/9/2013).
Por fim, o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o
tema, reconheceu a repercussão geral da matéria para reafirmar a
jurisprudência da Corte no sentido de que a decisão judicial tem que ser
fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que o
decisum se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim
ementado:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da
Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição
Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado
de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os
fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para
reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do
Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-
RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010)
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 791955 AGR / PR
DJe 24/9/2013).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO
AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA
DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA
DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR
MENDES - TEMA 660). TESE RECURSAL CALCADA EM
NORMAS DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO.
ANÁLISE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE 756.912-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki,
Segunda Turma, DJe de 20/9/2013).
Por fim, o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o
tema, reconheceu a repercussão geral da matéria para reafirmar a
jurisprudência da Corte no sentido de que a decisão judicial tem que ser
fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que o
decisum se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim
ementado:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da
Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição
Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado
de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os
fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para
reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do
Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-
RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010)
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
4
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791.955
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS PENSIONISTAS E
IDOSOS DA FORÇA SINDICAL
ADV.(A/S) : TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791.955
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS PENSIONISTAS E
IDOSOS DA FORÇA SINDICAL
ADV.(A/S) : TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8607015
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-02T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DO BENEFÍCIO. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL. OFENSA INDIRETA. PRECEDENTES. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CF/88. INEXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
|
sjur307014
|
- Acórdão(s) citado(s):
(REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO)
AI 581403 AgR (2ªT), ARE 808351 AgR (1ªT), ARE 849656 AgR (2ªT), ARE 849271 AgR (2ªT).
(PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA)
ARE 748371 RG, ARE 756177 AgR (2ªT), ARE 756912 AgR (2ªT).
(FUNDAMENTAÇÃO)
AI 791292 QO-RG.
Número de páginas: 8.
Análise: 18/06/2015, MJC.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
791955
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\n ART-00041 INC-00002\n LEI ORDINÁRIA"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 791955 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL
ADV.(A/S) : TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791.955 PARANÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:SINDICATO
NACIONAL
DOS
APOSENTADOS
PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL
ADV.(A/S)
:TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO.
CRITÉRIOS DE REAJUSTE DO BENEFÍCIO. PRESERVAÇÃO DO
VALOR REAL. OFENSA INDIRETA. PRECEDENTES. VIOLAÇÃO AO
PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIA COM
REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO
ARE
748.371.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA
Constituição Federal de 1988/88. INEXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791.955 PARANÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:SINDICATO
NACIONAL
DOS
APOSENTADOS
PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL
ADV.(A/S)
:TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo SINDICATO NACIONAL DOS
APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL
contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO DE BENEFÍCIO. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DO
BENEFÍCIO.
OFENSA
INDIRETA.
PRECEDENTES.
PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO.
MATÉRIA DE FUNDO COM REPERCUSSÃO GERAL
REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371-RG.
CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL.
VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88 NÃO
CONFIGURADA.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese:
"Nobres Ministros, conforme o exposto nos presentes autos, o
Recorrente já exauriu na argumentação sobre os fundamentos de seu
pedido, qual seja, na declaração da inconstitucionalidade do índice de
reajustamento do artigo 41-A, com a conseguinte aplicação do índice
trazido junto ao parecer do Professor Barelli, ou seja, 13%, ou
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791.955 PARANÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:SINDICATO
NACIONAL
DOS
APOSENTADOS
PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL
ADV.(A/S)
:TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo SINDICATO NACIONAL DOS
APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL
contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO DE BENEFÍCIO. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DO
BENEFÍCIO.
OFENSA
INDIRETA.
PRECEDENTES.
PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO.
MATÉRIA DE FUNDO COM REPERCUSSÃO GERAL
REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371-RG.
CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL.
VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88 NÃO
CONFIGURADA.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese:
"Nobres Ministros, conforme o exposto nos presentes autos, o
Recorrente já exauriu na argumentação sobre os fundamentos de seu
pedido, qual seja, na declaração da inconstitucionalidade do índice de
reajustamento do artigo 41-A, com a conseguinte aplicação do índice
trazido junto ao parecer do Professor Barelli, ou seja, 13%, ou
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Relatório
Recurso Extraordinário 791955 AGR / PR
supletivamente que o Poder Judiciário utilizando seu poder regulador,
regulamente o índice até que a Lei crie o índice que atenda os
comandos constitucionais. Desta sorte, veja-se que toda a narrativa
apresentada está lastreada na própria lei, bem como, nos conceitos que
ela dita, porém fazendo-se o necessário raciocínio que a tese se pauta.
Assim sendo, como é do conhecimento dos Nobres Ministros e,
adentrando ao mérito, inicia o Recorrente reiterando, que o Poder
Judiciário efetive a tutela jurisdicional perquerida, ordenando a
retirada da norma que está em desarmonia com o texto constitucional
do ordenamento jurídico vigente." (fl. 5 do doc. 128).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 791955 AGR / PR
supletivamente que o Poder Judiciário utilizando seu poder regulador,
regulamente o índice até que a Lei crie o índice que atenda os
comandos constitucionais. Desta sorte, veja-se que toda a narrativa
apresentada está lastreada na própria lei, bem como, nos conceitos que
ela dita, porém fazendo-se o necessário raciocínio que a tese se pauta.
Assim sendo, como é do conhecimento dos Nobres Ministros e,
adentrando ao mérito, inicia o Recorrente reiterando, que o Poder
Judiciário efetive a tutela jurisdicional perquerida, ordenando a
retirada da norma que está em desarmonia com o texto constitucional
do ordenamento jurídico vigente." (fl. 5 do doc. 128).
É o relatório.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791.955 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida por seus próprios fundamentos.
De início, pontuo que a jurisprudência desta Corte firmou-se no
sentido da constitucionalidade do artigo 41, II, da Lei n 8.213/1991 e suas
sucessivas alterações. Nesse sentido:
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Previdenciário. Benefícios previdenciários concedidos após a Constituição Federal de 1988/88.
Reajuste. Artigo 58 do ADCT. Não incidência. Leis ns 8.212/91 e
8.213/91. Critérios de correção monetária. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É pacífica a
jurisprudência da Corte de que o critério de reajuste previsto no art.
58 do ADCT aplicava-se apenas aos benefícios previdenciários em
manutenção quando da promulgação da Constituição Federal de 1988
e, ainda assim, somente até a implantação dos Planos de Custeio e
Benefícios, quando, então, os critérios de reajustamento passaram a
ser aqueles previstos na legislação infraconstitucional. 2. O Supremo
Tribunal Federal já assentou a constitucionalidade do art. 41, inciso
II, da Lei n 8.213/91 na sua redação original e suas ulteriores
modificações legislativas. 3. Inviável, em recurso extraordinário, a
interpretação da legislação infraconstitucional e a análise de ofensa
reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 4.
Agravo regimental não provido." (ARE 808.351-AgR, Rel. Min.
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1/8/2014).
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791.955 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida por seus próprios fundamentos.
De início, pontuo que a jurisprudência desta Corte firmou-se no
sentido da constitucionalidade do artigo 41, II, da Lei n 8.213/1991 e suas
sucessivas alterações. Nesse sentido:
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Previdenciário. Benefícios previdenciários concedidos após a Constituição Federal de 1988/88.
Reajuste. Artigo 58 do ADCT. Não incidência. Leis ns 8.212/91 e
8.213/91. Critérios de correção monetária. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É pacífica a
jurisprudência da Corte de que o critério de reajuste previsto no art.
58 do ADCT aplicava-se apenas aos benefícios previdenciários em
manutenção quando da promulgação da Constituição Federal de 1988
e, ainda assim, somente até a implantação dos Planos de Custeio e
Benefícios, quando, então, os critérios de reajustamento passaram a
ser aqueles previstos na legislação infraconstitucional. 2. O Supremo
Tribunal Federal já assentou a constitucionalidade do art. 41, inciso
II, da Lei n 8.213/91 na sua redação original e suas ulteriores
modificações legislativas. 3. Inviável, em recurso extraordinário, a
interpretação da legislação infraconstitucional e a análise de ofensa
reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 4.
Agravo regimental não provido." (ARE 808.351-AgR, Rel. Min.
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1/8/2014).
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 791955 AGR / PR
"AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO. CRITÉRIO
DE REAJUSTE. INCISO II DO ART. 41 DA LEI 8.213/1991
(REDAÇÃO ORIGINAL). CONSTITUCIONALIDADE. 1. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da
constitucionalidade do inciso II do art. 41 da Lei 8.213/1991 (redação
original), que determinou o reajuste dos valores dos benefícios em
manutenção de acordo com as suas respectivas datas e com base na
variação integral do INPC. Precedentes. 2. Agravo regimental
desprovido." (AI 581.403-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda
Turma, DJe de 26/11/2010).
Demais disso, conforme afirmado na decisão agravada, o Supremo
Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que a definição dos
índices utilizados para o reajuste de benefícios previdenciários, de modo
a preservar o seu valor real, demanda a análise da legislação
infraconstitucional. Nesse sentido, além dos precedentes citados na
decisão impugnada, menciono os seguintes julgados:
"AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO DE BENEFÍCIO. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL.
ÍNDICE APLICÁVEL. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (ARE
849.271-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de
26/2/2015).
"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS
ARTS. 194, IV, E 201, § 4..., DA Constituição Federal de 1988/88. NECESSIDADE DE
EXAME
DA
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL
PERTINENTE. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 791955 AGR / PR
"AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO. CRITÉRIO
DE REAJUSTE. INCISO II DO ART. 41 DA LEI 8.213/1991
(REDAÇÃO ORIGINAL). CONSTITUCIONALIDADE. 1. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da
constitucionalidade do inciso II do art. 41 da Lei 8.213/1991 (redação
original), que determinou o reajuste dos valores dos benefícios em
manutenção de acordo com as suas respectivas datas e com base na
variação integral do INPC. Precedentes. 2. Agravo regimental
desprovido." (AI 581.403-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda
Turma, DJe de 26/11/2010).
Demais disso, conforme afirmado na decisão agravada, o Supremo
Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que a definição dos
índices utilizados para o reajuste de benefícios previdenciários, de modo
a preservar o seu valor real, demanda a análise da legislação
infraconstitucional. Nesse sentido, além dos precedentes citados na
decisão impugnada, menciono os seguintes julgados:
"AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO DE BENEFÍCIO. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL.
ÍNDICE APLICÁVEL. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (ARE
849.271-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de
26/2/2015).
"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS
ARTS. 194, IV, E 201, § 4..., DA Constituição Federal de 1988/88. NECESSIDADE DE
EXAME
DA
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL
PERTINENTE. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 791955 AGR / PR
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO." (ARE 849.656-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki,
Segunda Turma, DJe de 2/3/2015).
Outrossim, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do
devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos
sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a
tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário
Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar
Mendes, o qual possui a seguinte ementa:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da
causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.”
Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere
dos seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5...,
XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
MULTA. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. AGRAVO
IMPROVIDO. I – Os Ministros desta Corte, no ARE 748.371-
RG/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, e no Recurso Extraordinário 633.360-RG/SP, Rel. Min.
Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral
da controvérsia acerca, respectivamente, da violação dos limites da
coisa julgada e dos princípios do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, e da aplicação de multa por litigância de má-
fé, por entenderem que a discussão em torno desses temas possui
natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos
sobre matéria idêntica. II – Agravo regimental improvido” (ARE
756.177-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma,
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 791955 AGR / PR
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO." (ARE 849.656-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki,
Segunda Turma, DJe de 2/3/2015).
Outrossim, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do
devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos
sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a
tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário
Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar
Mendes, o qual possui a seguinte ementa:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da
causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.”
Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere
dos seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5...,
XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
MULTA. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. AGRAVO
IMPROVIDO. I – Os Ministros desta Corte, no ARE 748.371-
RG/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, e no Recurso Extraordinário 633.360-RG/SP, Rel. Min.
Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral
da controvérsia acerca, respectivamente, da violação dos limites da
coisa julgada e dos princípios do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, e da aplicação de multa por litigância de má-
fé, por entenderem que a discussão em torno desses temas possui
natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos
sobre matéria idêntica. II – Agravo regimental improvido” (ARE
756.177-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma,
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 791955 AGR / PR
DJe 24/9/2013).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO
AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA
DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA
DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR
MENDES - TEMA 660). TESE RECURSAL CALCADA EM
NORMAS DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO.
ANÁLISE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE 756.912-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki,
Segunda Turma, DJe de 20/9/2013).
Por fim, o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o
tema, reconheceu a repercussão geral da matéria para reafirmar a
jurisprudência da Corte no sentido de que a decisão judicial tem que ser
fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que o
decisum se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim
ementado:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da
Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição
Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado
de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os
fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para
reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do
Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-
RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010)
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
4
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 791955 AGR / PR
DJe 24/9/2013).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO
AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA
DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA
DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR
MENDES - TEMA 660). TESE RECURSAL CALCADA EM
NORMAS DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO.
ANÁLISE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE 756.912-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki,
Segunda Turma, DJe de 20/9/2013).
Por fim, o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o
tema, reconheceu a repercussão geral da matéria para reafirmar a
jurisprudência da Corte no sentido de que a decisão judicial tem que ser
fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que o
decisum se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim
ementado:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da
Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição
Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado
de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os
fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para
reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do
Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-
RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010)
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791.955
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS PENSIONISTAS E
IDOSOS DA FORÇA SINDICAL
ADV.(A/S) : TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791.955
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS PENSIONISTAS E
IDOSOS DA FORÇA SINDICAL
ADV.(A/S) : TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791 . 955",
"ARE 748 . 371",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791 . 955",
"ARE 748 . 371 - RG",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791 . 955",
"Recurso Extraordinário 791955 AGR / PR",
"Recurso Extraordinário 791955 AGR / PR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791 . 955",
"Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 808 . 351 - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791 . 955",
"Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 808 . 351 - AgR",
"Recurso Extraordinário 791955 AGR / PR",
"AI 581 . 403 - AgR",
"ARE 849 . 271 - AgR",
"Recurso Extraordinário 791955 AGR / PR",
"AI 581 . 403 - AgR",
"ARE 849 . 271 - AgR",
"ARE 849 . 656 - AgR",
"ARE 748 . 371",
"ARE 748 . 371 - RG / RJ",
"Recurso Extraordinário 633 . 360 - RG / SP",
"ARE 756 . 177 - AgR",
"Recurso Extraordinário 791955",
"ARE 849 . 656 - AgR",
"ARE 748 . 371",
"ARE 748 . 371 - RG / RJ",
"Recurso Extraordinário 633 . 360 - RG / SP",
"ARE 756 . 177 - AgR",
"ARE 748 . 371",
"ARE 756 . 912 - AgR",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"Recurso Extraordinário 791955 AGR / PR",
"ARE 748 . 371",
"ARE 756 . 912 - AgR",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 791 . 955"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 41 , II , da Lei n 8 . 213 / 1991",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Artigo",
"Leis ns 8 . 212 / 91",
"8",
".",
"213",
"/",
"91",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 41 , inciso II , da Lei n 8 . 213 / 91",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 41 , II , da Lei n 8 . 213 / 1991",
"Constituição Federal de 1988 /",
"88",
"Artigo",
"Leis ns 8 . 212 / 91",
"8",
".",
"213",
"/",
"91",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 41 , inciso II , da Lei n 8 . 213 / 91",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISO II DO ART . 41 DA LEI 8 . 213 / 1991",
"inciso II do art . 41 da Lei 8 . 213 / 1991",
"ARTS . 194 , IV , E 201 , § 4 . . . , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISO II DO ART . 41 DA LEI 8 . 213 / 1991",
"inciso II do art . 41 da Lei 8 . 213",
"ARTS . 194 , IV , E 201 , § 4 . . . , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , XXXV E LV , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , XXXV E LV , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e 4 . . .",
"incisos XXXV e LX do art . 5 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 .",
"incisos XXXV e LX do art . 5 .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS PENSIONISTAS",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"SINDICATO NACIONAL DOS",
"PLENÁRIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS , PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL",
"PLENÁRIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI",
"LUIZ FUX",
"Barelli",
"LUIZ FUX",
"TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI",
"LUIZ FUX",
"Barelli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Ricardo Lewandowski",
"LUIZ FUX",
"GILMAR MENDES",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"GILMAR MENDES",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"LUIZ FUX",
"TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"1",
"/",
"8",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"1",
"/",
"8",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"26",
"/",
"2",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"26",
"/",
"2",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"/",
"3",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"/",
"3",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"9",
"/",
"2013",
"20",
"/",
"9",
"/",
"2013",
"13",
"/",
"8",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"9",
"/",
"2013",
"20",
"/",
"9",
"/",
"2013",
"13",
"/",
"8",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ARY CORDEIRO
ADV.(A/S)
:ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO
AGDO.(A/S)
:CONSELHO
NACIONAL
DE
JUSTIÇA
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO
Nº 2008.10.00.000964-1)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL
EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL.
EFETIVAÇÃO DE SUBSTITUTO SEM CONCURSO PÚBLICO. VAGA
SURGIDA APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DE 1988.
1. A aquisição do direito à efetivação, previsto no art. 208 da CF/69,
subordinava-se à existência de vaga. Na hipótese, a vacância do cargo
ocorreu na vigência da Constituição de 1988, que passou a exigir
expressamente prévia aprovação em concurso público para o ingresso na
atividade notarial e de registro. Jurisprudência pacífica do STF.
2. O Plenário desta Corte confirmou, recentemente, o entendimento
de que o prazo decadencial quinquenal do art. 54 da Lei nº 9.784/1999 não
se aplica à revisão de atos de delegação de serventia extrajudicial
editados após a Constituição de 1988, sem a observância do requisito
previsto no seu art. 236, § 3º (MS 26.860, Rel. Min. Luiz Fux).
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Aurélio.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
MS 28261 AGR / DF
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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MS 28261 AGR / DF
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ARY CORDEIRO
ADV.(A/S)
:ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO
AGDO.(A/S)
:CONSELHO
NACIONAL
DE
JUSTIÇA
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO
Nº 2008.10.00.000964-1)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO:
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão
monocrática por mim proferida, que recebeu a seguinte ementa:
“MANDADO
DE
SEGURANÇA.
SERVENTIA
EXTRAJUDICIAL. EFETIVAÇÃO DE SUBSTITUTO SEM
CONCURSO
PÚBLICO. VAGA SURGIDA APÓS A
PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DE 1988. 1. Na
vigência da Constituição de 1988, a outorga de qualquer
serventia depende de prévia aprovação em concurso público.
Jurisprudência pacífica do STF. 2. O Plenário desta Corte já
assentou que o prazo decadencial quinquenal do art. 54 da Lei
nº 9.784/1999 não se aplica à revisão de atos de delegação de
serventia extrajudicial editados após a Constituição de 1988,
sem a observância do requisito previsto no seu art. 236, § 3º. 3.
Writ a que se nega seguimento.”
2.
A parte agravante reitera, de modo geral, as alegações da
inicial. Em síntese, insiste nos seguintes pontos: (i) validade da efetivação
na titularidade da serventia, já que a vacância constitui apenas condição
suspensiva do exercício do direito assegurado pelo art. 208 da CF/69; (ii)
ofensa ao princípio da confiança legítima ou da boa-fé e da segurança
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ARY CORDEIRO
ADV.(A/S)
:ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO
AGDO.(A/S)
:CONSELHO
NACIONAL
DE
JUSTIÇA
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO
Nº 2008.10.00.000964-1)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO:
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão
monocrática por mim proferida, que recebeu a seguinte ementa:
“MANDADO
DE
SEGURANÇA.
SERVENTIA
EXTRAJUDICIAL. EFETIVAÇÃO DE SUBSTITUTO SEM
CONCURSO
PÚBLICO. VAGA SURGIDA APÓS A
PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DE 1988. 1. Na
vigência da Constituição de 1988, a outorga de qualquer
serventia depende de prévia aprovação em concurso público.
Jurisprudência pacífica do STF. 2. O Plenário desta Corte já
assentou que o prazo decadencial quinquenal do art. 54 da Lei
nº 9.784/1999 não se aplica à revisão de atos de delegação de
serventia extrajudicial editados após a Constituição de 1988,
sem a observância do requisito previsto no seu art. 236, § 3º. 3.
Writ a que se nega seguimento.”
2.
A parte agravante reitera, de modo geral, as alegações da
inicial. Em síntese, insiste nos seguintes pontos: (i) validade da efetivação
na titularidade da serventia, já que a vacância constitui apenas condição
suspensiva do exercício do direito assegurado pelo art. 208 da CF/69; (ii)
ofensa ao princípio da confiança legítima ou da boa-fé e da segurança
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Relatório
MS 28261 AGR / DF
jurídica; (iii) a impossibilidade de se retornar ao cargo de Oficial Maior,
há muito extinto; e (iv) existência de precedentes em que o STF aplicou a
Lei nº 9.784/1999 em hipóteses de inconstitucionalidade.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
MS 28261 AGR / DF
jurídica; (iii) a impossibilidade de se retornar ao cargo de Oficial Maior,
há muito extinto; e (iv) existência de precedentes em que o STF aplicou a
Lei nº 9.784/1999 em hipóteses de inconstitucionalidade.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261 DISTRITO FEDERAL
VOTO:
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
Conheço do recurso, por tempestivo.
2.
No mérito, tendo em vista que as razões do agravo
regimental não inovam em relação àquelas já apreciadas anteriormente,
reproduzo a decisão monocrática que então proferi:
“1.
Trata-se de mandado de segurança, com pedido
liminar, impetrado contra decisão proferida pelo Conselho
Nacional de Justiça nos autos do procedimento de controle
administrativo nº 2008.10.00.009641. O ato impugnado
desconstituiu a efetivação da parte impetrante em serventia
extrajudicial e a declarou vaga.
2.
A inicial alega, em síntese, a validade de sua
efetivação e a decadência do direito de revisão pela
Administração.
3.
O Conselho Nacional de Justiça prestou
informações, em que sustenta a legalidade da decisão (fls. 383-
394).
4.
Indeferido o pedido liminar (fls. 470-473), a parte
impetrante interpôs agravo regimental. O Min. Joaquim
Barbosa, relator originário do feito, reconsiderou a decisão
agravada, para suspender temporariamente os efeitos do ato
impugnado (fls. 523-528).
5.
A Procuradoria-Geral da República opinou pela
denegação da segurança (fls. 547-551).
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261 DISTRITO FEDERAL
VOTO:
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
Conheço do recurso, por tempestivo.
2.
No mérito, tendo em vista que as razões do agravo
regimental não inovam em relação àquelas já apreciadas anteriormente,
reproduzo a decisão monocrática que então proferi:
“1.
Trata-se de mandado de segurança, com pedido
liminar, impetrado contra decisão proferida pelo Conselho
Nacional de Justiça nos autos do procedimento de controle
administrativo nº 2008.10.00.009641. O ato impugnado
desconstituiu a efetivação da parte impetrante em serventia
extrajudicial e a declarou vaga.
2.
A inicial alega, em síntese, a validade de sua
efetivação e a decadência do direito de revisão pela
Administração.
3.
O Conselho Nacional de Justiça prestou
informações, em que sustenta a legalidade da decisão (fls. 383-
394).
4.
Indeferido o pedido liminar (fls. 470-473), a parte
impetrante interpôs agravo regimental. O Min. Joaquim
Barbosa, relator originário do feito, reconsiderou a decisão
agravada, para suspender temporariamente os efeitos do ato
impugnado (fls. 523-528).
5.
A Procuradoria-Geral da República opinou pela
denegação da segurança (fls. 547-551).
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
MS 28261 AGR / DF
6.
Em 01.03.2013, a Associação Nacional de Defesa
dos Concursos para Cartórios – ANDECC, requereu seu
ingresso no feito como interveniente (fls. 553-562). Às fls. 599-
603, a parte impetrante manifestou-se pelo indeferimento desse
pedido.
7.
É o relatório. Decido.
8.
De início, indefiro o pedido de ingresso da
ANDECC, pois o rito do mandado de segurança não admite
assistência ou intervenção de terceiros (art. 24 da Lei nº
12.016/2009).
9.
No caso dos autos, o impetrante, escrevente
juramentado (Portaria nº 0156, de 07.01.1956)
[e,
posteriormente, Oficial Maior], foi designado substituto
natural de serventia extrajudicial em 20.07.1956. Ocorrida a
vacância em 13.01.1992, o impetrante veio a ser efetivado como
titular pelo Decreto Judiciário nº 44, de 03.02.1992. O CNJ
desconstituiu o ato, ao fundamento de que a efetivação não
ocorreu mediante regular concurso público de ingresso.
10.
É fora de dúvida que a exigência de concurso
público na hipótese decorre da letra expressa do art. 236, § 3º,
da CRFB/1988:
Art. 236, § 3º. O ingresso na atividade notarial e de
registro depende de concurso público de provas e títulos, não se
permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de
concurso de provimento ou de remoção, por mais de seis
meses.
11.
No que tange à revisão de atos de delegação de
serventia extrajudicial editados após a Constituição de 1988,
sem a observância do seu art. 236, § 3º, esta Corte já assentou,
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
MS 28261 AGR / DF
6.
Em 01.03.2013, a Associação Nacional de Defesa
dos Concursos para Cartórios – ANDECC, requereu seu
ingresso no feito como interveniente (fls. 553-562). Às fls. 599-
603, a parte impetrante manifestou-se pelo indeferimento desse
pedido.
7.
É o relatório. Decido.
8.
De início, indefiro o pedido de ingresso da
ANDECC, pois o rito do mandado de segurança não admite
assistência ou intervenção de terceiros (art. 24 da Lei nº
12.016/2009).
9.
No caso dos autos, o impetrante, escrevente
juramentado (Portaria nº 0156, de 07.01.1956)
[e,
posteriormente, Oficial Maior], foi designado substituto
natural de serventia extrajudicial em 20.07.1956. Ocorrida a
vacância em 13.01.1992, o impetrante veio a ser efetivado como
titular pelo Decreto Judiciário nº 44, de 03.02.1992. O CNJ
desconstituiu o ato, ao fundamento de que a efetivação não
ocorreu mediante regular concurso público de ingresso.
10.
É fora de dúvida que a exigência de concurso
público na hipótese decorre da letra expressa do art. 236, § 3º,
da CRFB/1988:
Art. 236, § 3º. O ingresso na atividade notarial e de
registro depende de concurso público de provas e títulos, não se
permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de
concurso de provimento ou de remoção, por mais de seis
meses.
11.
No que tange à revisão de atos de delegação de
serventia extrajudicial editados após a Constituição de 1988,
sem a observância do seu art. 236, § 3º, esta Corte já assentou,
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
MS 28261 AGR / DF
reiteradamente, o seguinte:
(i) o art. 208 da Constituição de 1969 (na redação dada
pela EC nº 22/1982) – que garantia aos substitutos a efetivação
no cargo de titular – não se aplica quando a vacância tiver
ocorrido sob a Carta de 1988;
(ii) na vigência da Constituição de 1988, depende de
prévia aprovação em concurso público a outorga de qualquer
serventia extrajudicial (art. 236, § 3º);
(iii) o art. 236, caput, e seu § 3º, da CRFB/1988 são normas
autoaplicáveis, razão pela qual a Lei nº 8.935/1994 (Lei dos
Cartórios) não tem o condão de afastar a exigência do concurso
público;
(iv) o prazo decadencial quinquenal do art. 54 da Lei nº
9.784/1999 não se aplica à revisão desses atos, porque
imprescritível o vício de inconstitucionalidade (quanto ao
ponto, ressalvo meu entendimento no sentido de que devem ser
observados os arts. 205 e 2.028 do Código Civil, conforme voto
que proferi no MS 26.860 – no entanto, mesmo a aplicação
dessas regras não preservaria a situação da parte ora
impetrante); e
(v) o CNJ é competente para revisar a legalidade dos atos
dos Tribunais (ex vi do art. 103-B, § 4º, II e III, da CF/88).
12.
Nesse sentido, cito diversos precedentes desta
Corte: MS 32.518 AgR, Rel. Min. Celso de Mello; MS 29.731
AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; MS 28.279, Rel. Min. Ellen
Gracie; MSs 26.860 AgR e 26.888 AgR-segundo, Rel. Min. Luiz
Fux; MS 28.371-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; MS 28.273,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, AI 829.502, Rel. Min. Gilmar
Mendes; RE 504.645 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
MS 28261 AGR / DF
reiteradamente, o seguinte:
(i) o art. 208 da Constituição de 1969 (na redação dada
pela EC nº 22/1982) – que garantia aos substitutos a efetivação
no cargo de titular – não se aplica quando a vacância tiver
ocorrido sob a Carta de 1988;
(ii) na vigência da Constituição de 1988, depende de
prévia aprovação em concurso público a outorga de qualquer
serventia extrajudicial (art. 236, § 3º);
(iii) o art. 236, caput, e seu § 3º, da CRFB/1988 são normas
autoaplicáveis, razão pela qual a Lei nº 8.935/1994 (Lei dos
Cartórios) não tem o condão de afastar a exigência do concurso
público;
(iv) o prazo decadencial quinquenal do art. 54 da Lei nº
9.784/1999 não se aplica à revisão desses atos, porque
imprescritível o vício de inconstitucionalidade (quanto ao
ponto, ressalvo meu entendimento no sentido de que devem ser
observados os arts. 205 e 2.028 do Código Civil, conforme voto
que proferi no MS 26.860 – no entanto, mesmo a aplicação
dessas regras não preservaria a situação da parte ora
impetrante); e
(v) o CNJ é competente para revisar a legalidade dos atos
dos Tribunais (ex vi do art. 103-B, § 4º, II e III, da CF/88).
12.
Nesse sentido, cito diversos precedentes desta
Corte: MS 32.518 AgR, Rel. Min. Celso de Mello; MS 29.731
AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; MS 28.279, Rel. Min. Ellen
Gracie; MSs 26.860 AgR e 26.888 AgR-segundo, Rel. Min. Luiz
Fux; MS 28.371-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; MS 28.273,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, AI 829.502, Rel. Min. Gilmar
Mendes; RE 504.645 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
MS 28261 AGR / DF
13.
A tradicional orientação da Corte sobre o tema foi
confirmada pelo Plenário recentemente, no julgamento do MS
26.860, Rel. Min. Luiz Fux (j. 02.04.2014). Naquele caso, tive
oportunidade de afirmar:
“6. Apenas para registro, gostaria de consignar outro
ponto. Desde a década de 1980, a orientação desta Corte vem
reconhecendo que a aquisição do direito à efetivação (CF/69,
art. 208) se subordinava à existência da vaga. Tampouco houve
dúvida de que, sob a Constituição de 1988, nenhuma alternativa
ao concurso era admissível: já em 1991, o STF declarou a
inconstitucionalidade de normas estaduais que autorizavam a
efetivação de substitutos. Na própria ementa de um dos
julgados, lê-se com clareza que, diante do art. 236, § 3º, da Carta
Federal, a alternativa oposta ao concurso, em caso de vaga, é a
remoção (não a efetivação). Por isso, a meu ver, estamos diante de
uma manifesta inconstitucionalidade, como bem observou a Corte
no acórdão do MS 28.279/DF (Rel. Min. Ellen Gracie). Tenho
grande dificuldade de enxergar em uma situação como esta os
elementos necessários à proteção da confiança legítima. Em
particular, não vejo como sustentar que um ato contrário à letra
da Constituição e à interpretação pacífica deste Tribunal
pudesse dar ensejo a uma expectativa de validade. Menos ainda
por parte de agentes de quem se exigem conhecimentos
jurídicos relevantes.
7. Ademais, a solução adotada pelo CNJ representa uma
inequívoca fórmula de equilíbrio: em vez de emprestar à
declaração de invalidade todos os seus efeitos normais (eficácia
ex tunc), o Conselho não só manteve a validade dos atos
praticados, como não cogitou, e.g., da devolução de valores ou
algo do gênero. O que o CNJ fez foi proferir uma decisão com
efeitos ex nunc, determinando apenas a vacância das serventias.
Com isso, conciliou a exigência de efetividade da Constituição
potencializada diante de uma ilicitude flagrante com o respeito
4
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Supremo Tribunal Federal
MS 28261 AGR / DF
13.
A tradicional orientação da Corte sobre o tema foi
confirmada pelo Plenário recentemente, no julgamento do MS
26.860, Rel. Min. Luiz Fux (j. 02.04.2014). Naquele caso, tive
oportunidade de afirmar:
“6. Apenas para registro, gostaria de consignar outro
ponto. Desde a década de 1980, a orientação desta Corte vem
reconhecendo que a aquisição do direito à efetivação (CF/69,
art. 208) se subordinava à existência da vaga. Tampouco houve
dúvida de que, sob a Constituição de 1988, nenhuma alternativa
ao concurso era admissível: já em 1991, o STF declarou a
inconstitucionalidade de normas estaduais que autorizavam a
efetivação de substitutos. Na própria ementa de um dos
julgados, lê-se com clareza que, diante do art. 236, § 3º, da Carta
Federal, a alternativa oposta ao concurso, em caso de vaga, é a
remoção (não a efetivação). Por isso, a meu ver, estamos diante de
uma manifesta inconstitucionalidade, como bem observou a Corte
no acórdão do MS 28.279/DF (Rel. Min. Ellen Gracie). Tenho
grande dificuldade de enxergar em uma situação como esta os
elementos necessários à proteção da confiança legítima. Em
particular, não vejo como sustentar que um ato contrário à letra
da Constituição e à interpretação pacífica deste Tribunal
pudesse dar ensejo a uma expectativa de validade. Menos ainda
por parte de agentes de quem se exigem conhecimentos
jurídicos relevantes.
7. Ademais, a solução adotada pelo CNJ representa uma
inequívoca fórmula de equilíbrio: em vez de emprestar à
declaração de invalidade todos os seus efeitos normais (eficácia
ex tunc), o Conselho não só manteve a validade dos atos
praticados, como não cogitou, e.g., da devolução de valores ou
algo do gênero. O que o CNJ fez foi proferir uma decisão com
efeitos ex nunc, determinando apenas a vacância das serventias.
Com isso, conciliou a exigência de efetividade da Constituição
potencializada diante de uma ilicitude flagrante com o respeito
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
MS 28261 AGR / DF
às situações já consolidadas no passado. O que certamente não
se poderia admitir é que uma afronta direta à Carta da
República produzisse efeitos indefinidamente, em especial
quando, por anos, os interessados tenham extraído benefícios
muitas vezes vultosos. (...)”
14.
Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do
RI/STF, nego seguimento ao writ, revogando a liminar
anteriormente deferida.
15.
Custas pelo impetrante (CPC, art. 20). Sem
honorários (Súmula 512/STF).
Publique-se. Intimem-se.
Brasília, 09 de março de 2015
Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO
Relator”
3.
Em reforço, acrescento duas observações. Em primeiro
lugar, a vacância do cargo não pode ser considerada apenas como termo
para o exercício do direito à efetivação (CF/69, art. 208), tendo em vista
que constitui requisito sem o qual não há falar em direito subjetivo ao
preenchimento do cargo. Na hipótese, todavia, quando se verificou o
requisito essencial, não mais vigia a norma em questão, e sim outra, que
passou a exigir expressamente a realização de concurso público para o
ingresso na atividade notarial e de registro (CF/88, art. 236, § 3º). Nesse
sentido, confira-se o voto do Min. Ilmar Galvão proferido no RE 182.641.
4.
Em segundo lugar, a imprescritibilidade do vício de
inconstitucionalidade foi recentemente confirmada pelo Plenário desta
Corte no julgamento do já citado MS 26.860. Veja-se a ementa do julgado:
5
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533187.
Supremo Tribunal Federal
MS 28261 AGR / DF
às situações já consolidadas no passado. O que certamente não
se poderia admitir é que uma afronta direta à Carta da
República produzisse efeitos indefinidamente, em especial
quando, por anos, os interessados tenham extraído benefícios
muitas vezes vultosos. (...)”
14.
Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do
RI/STF, nego seguimento ao writ, revogando a liminar
anteriormente deferida.
15.
Custas pelo impetrante (CPC, art. 20). Sem
honorários (Súmula 512/STF).
Publique-se. Intimem-se.
Brasília, 09 de março de 2015
Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO
Relator”
3.
Em reforço, acrescento duas observações. Em primeiro
lugar, a vacância do cargo não pode ser considerada apenas como termo
para o exercício do direito à efetivação (CF/69, art. 208), tendo em vista
que constitui requisito sem o qual não há falar em direito subjetivo ao
preenchimento do cargo. Na hipótese, todavia, quando se verificou o
requisito essencial, não mais vigia a norma em questão, e sim outra, que
passou a exigir expressamente a realização de concurso público para o
ingresso na atividade notarial e de registro (CF/88, art. 236, § 3º). Nesse
sentido, confira-se o voto do Min. Ilmar Galvão proferido no RE 182.641.
4.
Em segundo lugar, a imprescritibilidade do vício de
inconstitucionalidade foi recentemente confirmada pelo Plenário desta
Corte no julgamento do já citado MS 26.860. Veja-se a ementa do julgado:
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
MS 28261 AGR / DF
“MANDADO
DE
SEGURANÇA.
SERVENTIA
EXTRAJUDICIAL. INGRESSO. SUBSTITUTO EFETIVADO
COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A PROMULGAÇÃO
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE.
DIREITO ADQUIRIDO. INEXISTÊNCIA. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, § 3º, DA CRFB/88.
NORMA AUTOAPLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO
ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. INAPLICABILIDADE.
PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO DA CONFIANÇA. PRINCÍPIO
DA BOA-FÉ. OFENSA DIRETA À CARTA MAGNA.
SEGURANÇA DENEGADA. 1. O postulado do concurso
público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir
efetividade ao princípio constitucional da igualdade (CRFB/88,
art. 5º, caput), vedando-se a prática intolerável do Poder
Público conceder privilégios a alguns, ou de dispensar
tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes:
ADI 3978, Rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, DJe 11.12.2009;
ADI 363, Rel. Min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, DJ
03.05.1996. 2. O litisconsórcio ulterior, sob a modalidade de
assistência qualificada, após o deferimento da medida liminar,
fere os princípios do Juiz Natural e da livre distribuição,
insculpidos nos incisos XXXVII, LII do art. 5º da Constituição
da República. Precedentes do Plenário: MS 24.569 AgR, Rel.
Min. Sepúlveda Pertence, DJ 26.082005; MS 24.414, Rel. Min.
Cezar Peluso, DJ 21.11.2003. 3. A delegação registral ou notarial,
para legitimar-se constitucionalmente, pressupõe a
indispensável aprovação em concurso público de provas e
títulos, por tratar-se de regra constitucional que decorre do
texto fundado no impositivo art. 236, § 3º, da Constituição da
República, o qual, indubitavelmente, constitui-se norma de
eficácia plena, independente, portanto, da edição de qualquer
lei para sua aplicação. Precedentes: RE 229.884 AgR, Rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 05.08.2005; ADI 417, Rel. Min.
Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 05.5.1998; ADI 126, Rel.
Min. Octavio Gallotti, Tribunal Pleno, DJ 05.6.1992. 4.
In casu
, a
situação de flagrante inconstitucionalidade não pode ser
6
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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MS 28261 AGR / DF
“MANDADO
DE
SEGURANÇA.
SERVENTIA
EXTRAJUDICIAL. INGRESSO. SUBSTITUTO EFETIVADO
COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A PROMULGAÇÃO
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE.
DIREITO ADQUIRIDO. INEXISTÊNCIA. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, § 3º, DA CRFB/88.
NORMA AUTOAPLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO
ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. INAPLICABILIDADE.
PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO DA CONFIANÇA. PRINCÍPIO
DA BOA-FÉ. OFENSA DIRETA À CARTA MAGNA.
SEGURANÇA DENEGADA. 1. O postulado do concurso
público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir
efetividade ao princípio constitucional da igualdade (CRFB/88,
art. 5º, caput), vedando-se a prática intolerável do Poder
Público conceder privilégios a alguns, ou de dispensar
tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes:
ADI 3978, Rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, DJe 11.12.2009;
ADI 363, Rel. Min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, DJ
03.05.1996. 2. O litisconsórcio ulterior, sob a modalidade de
assistência qualificada, após o deferimento da medida liminar,
fere os princípios do Juiz Natural e da livre distribuição,
insculpidos nos incisos XXXVII, LII do art. 5º da Constituição
da República. Precedentes do Plenário: MS 24.569 AgR, Rel.
Min. Sepúlveda Pertence, DJ 26.082005; MS 24.414, Rel. Min.
Cezar Peluso, DJ 21.11.2003. 3. A delegação registral ou notarial,
para legitimar-se constitucionalmente, pressupõe a
indispensável aprovação em concurso público de provas e
títulos, por tratar-se de regra constitucional que decorre do
texto fundado no impositivo art. 236, § 3º, da Constituição da
República, o qual, indubitavelmente, constitui-se norma de
eficácia plena, independente, portanto, da edição de qualquer
lei para sua aplicação. Precedentes: RE 229.884 AgR, Rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 05.08.2005; ADI 417, Rel. Min.
Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 05.5.1998; ADI 126, Rel.
Min. Octavio Gallotti, Tribunal Pleno, DJ 05.6.1992. 4.
In casu
, a
situação de flagrante inconstitucionalidade não pode ser
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
MS 28261 AGR / DF
amparada em razão do decurso do tempo ou da existência de
leis locais que, supostamente, agasalham a pretensão de
perpetuação do ilícito. 5. A inconstitucionalidade
prima facie
evidente impede que se consolide o ato administrativo
acoimado desse gravoso vício em função da decadência.
Precedentes: MS 28.371 AgR/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
Tribunal Pleno, DJe 27.02.2013; MS 28.273 AgR, Relator Min.
Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 21.02.2013; MS
28.279, Relatora Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe
29.04.2011. 6. Consectariamente, a edição de leis de ocasião
para a preservação de situações notoriamente
inconstitucionais, ainda que subsistam por longo período de
tempo, não ostentam o caráter de base da confiança a
legitimar a incidência do princípio da proteção da confiança e,
muito menos, terão o condão de restringir o poder da
Administração de rever seus atos. 7. A redução da eficácia
normativa do texto constitucional, ínsita na aplicação do
diploma legal, e a consequente superação do vício pelo
decurso do prazo decadencial, permitindo, por via reflexa, o
ingresso na atividade notarial e registral sem a prévia
aprovação em concurso público de provas e títulos, traduz-se
na perpetuação de ato manifestamente inconstitucional,
mercê de sinalizar a possibilidade juridicamente impensável
de normas infraconstitucionais normatizarem mandamentos
constitucionais autônomos, autoaplicáveis. 8. O desrespeito à
imposição constitucional da necessidade de concurso público
de provas e títulos para ingresso da carreira notarial, além de
gerar os claros efeitos advindos da consequente nulidade do
ato (CRFB/88, art. 37, II e §2º, c/c art. 236, §3º), fere
frontalmente a Constituição da República de 1988, restando a
efetivação na titularidade dos cartórios por outros meios um
ato desprezível sob os ângulos constitucional e moral. 9.
Ordem denegada.” (destaques acrescentados)
5.
Diante do exposto, e reiterando as razões da decisão
agravada, manifesto-me no sentido de negar provimento ao recurso.
7
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MS 28261 AGR / DF
amparada em razão do decurso do tempo ou da existência de
leis locais que, supostamente, agasalham a pretensão de
perpetuação do ilícito. 5. A inconstitucionalidade
prima facie
evidente impede que se consolide o ato administrativo
acoimado desse gravoso vício em função da decadência.
Precedentes: MS 28.371 AgR/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
Tribunal Pleno, DJe 27.02.2013; MS 28.273 AgR, Relator Min.
Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 21.02.2013; MS
28.279, Relatora Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe
29.04.2011. 6. Consectariamente, a edição de leis de ocasião
para a preservação de situações notoriamente
inconstitucionais, ainda que subsistam por longo período de
tempo, não ostentam o caráter de base da confiança a
legitimar a incidência do princípio da proteção da confiança e,
muito menos, terão o condão de restringir o poder da
Administração de rever seus atos. 7. A redução da eficácia
normativa do texto constitucional, ínsita na aplicação do
diploma legal, e a consequente superação do vício pelo
decurso do prazo decadencial, permitindo, por via reflexa, o
ingresso na atividade notarial e registral sem a prévia
aprovação em concurso público de provas e títulos, traduz-se
na perpetuação de ato manifestamente inconstitucional,
mercê de sinalizar a possibilidade juridicamente impensável
de normas infraconstitucionais normatizarem mandamentos
constitucionais autônomos, autoaplicáveis. 8. O desrespeito à
imposição constitucional da necessidade de concurso público
de provas e títulos para ingresso da carreira notarial, além de
gerar os claros efeitos advindos da consequente nulidade do
ato (CRFB/88, art. 37, II e §2º, c/c art. 236, §3º), fere
frontalmente a Constituição da República de 1988, restando a
efetivação na titularidade dos cartórios por outros meios um
ato desprezível sob os ângulos constitucional e moral. 9.
Ordem denegada.” (destaques acrescentados)
5.
Diante do exposto, e reiterando as razões da decisão
agravada, manifesto-me no sentido de negar provimento ao recurso.
7
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
MS 28261 AGR / DF
6.
É como voto.
8
Supremo Tribunal Federal
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6.
É como voto.
8
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, nos onze
primeiros da lista, estou a divergir.
Entendo que o artigo 54 da Lei nº 9.784/99, no que versa o prazo
decadencial de cinco anos para a Administração rever as decisões que
haja proferido, é linear, aplicando-se, portanto, a atos praticados por
Tribunais de Justiça no implemento de titularidades de cartório. Ante a
origem do ato, não cabe cogitar de má-fé.
Por isso provejo esses agravos.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, nos onze
primeiros da lista, estou a divergir.
Entendo que o artigo 54 da Lei nº 9.784/99, no que versa o prazo
decadencial de cinco anos para a Administração rever as decisões que
haja proferido, é linear, aplicando-se, portanto, a atos praticados por
Tribunais de Justiça no implemento de titularidades de cartório. Ante a
origem do ato, não cabe cogitar de má-fé.
Por isso provejo esses agravos.
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ARY CORDEIRO
ADV.(A/S) : ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE
CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº 2008.10.00.000964-1)
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ARY CORDEIRO
ADV.(A/S) : ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE
CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº 2008.10.00.000964-1)
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8625438
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-05T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
|
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. EFETIVAÇÃO DE SUBSTITUTO SEM CONCURSO PÚBLICO. VAGA SURGIDA APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DE 1988.
1. A aquisição do direito à efetivação, previsto no art. 208 da CF/69, subordinava-se à existência de vaga. Na hipótese, a vacância do cargo ocorreu na vigência da Constituição de 1988, que passou a exigir expressamente prévia aprovação em concurso público para o ingresso na atividade notarial e de registro. Jurisprudência pacífica do STF.
2. O Plenário desta Corte confirmou, recentemente, o entendimento de que o prazo decadencial quinquenal do art. 54 da Lei nº 9.784/1999 não se aplica à revisão de atos de delegação de serventia extrajudicial editados após a Constituição de 1988, sem a observância do requisito previsto no seu art. 236, § 3º (MS 26.860, Rel. Min. Luiz Fux).
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur307373
|
- Acórdão(s) citado(s):
(IMPRESCRITIBILIDADE, VÍCIO, INCONSTITUCIONALIDADE)
MS 26860 (TP).
(CONCURSO PÚBLICO, SERVIÇO NOTARIAL E DE REGISTRO)
RE 182641 (1ªT).
Número de páginas: 14.
Análise: 10/07/2015, JRS.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
28261
|
[
"LEG-FED CF ANO-1967\n ART-00208 REDAÇÃO DADA PELA EMC-1/1969\n CF-1967 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00236 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED EMC-000001 ANO-1969\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n",
"LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO"
] |
MS-AgR
|
acordaos
|
MS 28261 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ARY CORDEIRO
ADV.(A/S) : ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº 2008.10.00.000964-1)
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ARY CORDEIRO
ADV.(A/S)
:ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO
AGDO.(A/S)
:CONSELHO
NACIONAL
DE
JUSTIÇA
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO
n 2008.10.00.000964-1)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL
EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL.
EFETIVAÇÃO DE SUBSTITUTO SEM CONCURSO PÚBLICO. VAGA
SURGIDA APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DE 1988.
1. A aquisição do direito à efetivação, previsto no art. 208 da Constituição Federal de 1988/69,
subordinava-se à existência de vaga. Na hipótese, a vacância do cargo
ocorreu na vigência da Constituição de 1988, que passou a exigir
expressamente prévia aprovação em concurso público para o ingresso na
atividade notarial e de registro. Jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal.
2. O Plenário desta Corte confirmou, recentemente, o entendimento
de que o prazo decadencial quinquenal do art. 54 da Lei n 9.784/1999 não
se aplica à revisão de atos de delegação de serventia extrajudicial
editados após a Constituição de 1988, sem a observância do requisito
previsto no seu art. 236, § 3... (MS 26.860, Rel. Min. Luiz Fux).
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Aurélio.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8548896.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14
Ementa e Acórdão
MS 28261 AGR / DF
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8548896.
Supremo Tribunal Federal
MS 28261 AGR / DF
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ARY CORDEIRO
ADV.(A/S)
:ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO
AGDO.(A/S)
:CONSELHO
NACIONAL
DE
JUSTIÇA
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO
n 2008.10.00.000964-1)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO:
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão
monocrática por mim proferida, que recebeu a seguinte ementa:
“MANDADO
DE
SEGURANÇA.
SERVENTIA
EXTRAJUDICIAL. EFETIVAÇÃO DE SUBSTITUTO SEM
CONCURSO
PÚBLICO. VAGA SURGIDA APÓS A
PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DE 1988. 1. Na
vigência da Constituição de 1988, a outorga de qualquer
serventia depende de prévia aprovação em concurso público.
Jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. 2. O Plenário desta Corte já
assentou que o prazo decadencial quinquenal do art. 54 da Lei
n 9.784/1999 não se aplica à revisão de atos de delegação de
serventia extrajudicial editados após a Constituição de 1988,
sem a observância do requisito previsto no seu art. 236, § 3.... 3.
Writ a que se nega seguimento.”
2.
A parte agravante reitera, de modo geral, as alegações da
inicial. Em síntese, insiste nos seguintes pontos: (i) validade da efetivação
na titularidade da serventia, já que a vacância constitui apenas condição
suspensiva do exercício do direito assegurado pelo art. 208 da Constituição Federal de 1988/69; (ii)
ofensa ao princípio da confiança legítima ou da boa-fé e da segurança
Supremo Tribunal Federal
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ARY CORDEIRO
ADV.(A/S)
:ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO
AGDO.(A/S)
:CONSELHO
NACIONAL
DE
JUSTIÇA
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO
n 2008.10.00.000964-1)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO:
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão
monocrática por mim proferida, que recebeu a seguinte ementa:
“MANDADO
DE
SEGURANÇA.
SERVENTIA
EXTRAJUDICIAL. EFETIVAÇÃO DE SUBSTITUTO SEM
CONCURSO
PÚBLICO. VAGA SURGIDA APÓS A
PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DE 1988. 1. Na
vigência da Constituição de 1988, a outorga de qualquer
serventia depende de prévia aprovação em concurso público.
Jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. 2. O Plenário desta Corte já
assentou que o prazo decadencial quinquenal do art. 54 da Lei
n 9.784/1999 não se aplica à revisão de atos de delegação de
serventia extrajudicial editados após a Constituição de 1988,
sem a observância do requisito previsto no seu art. 236, § 3.... 3.
Writ a que se nega seguimento.”
2.
A parte agravante reitera, de modo geral, as alegações da
inicial. Em síntese, insiste nos seguintes pontos: (i) validade da efetivação
na titularidade da serventia, já que a vacância constitui apenas condição
suspensiva do exercício do direito assegurado pelo art. 208 da Constituição Federal de 1988/69; (ii)
ofensa ao princípio da confiança legítima ou da boa-fé e da segurança
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Relatório
MS 28261 AGR / DF
jurídica; (iii) a impossibilidade de se retornar ao cargo de Oficial Maior,
há muito extinto; e (iv) existência de precedentes em que o Supremo Tribunal Federal aplicou a
Lei n 9.784/1999 em hipóteses de inconstitucionalidade.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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MS 28261 AGR / DF
jurídica; (iii) a impossibilidade de se retornar ao cargo de Oficial Maior,
há muito extinto; e (iv) existência de precedentes em que o Supremo Tribunal Federal aplicou a
Lei n 9.784/1999 em hipóteses de inconstitucionalidade.
3.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261 DISTRITO FEDERAL
VOTO:
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
Conheço do recurso, por tempestivo.
2.
No mérito, tendo em vista que as razões do agravo
regimental não inovam em relação àquelas já apreciadas anteriormente,
reproduzo a decisão monocrática que então proferi:
“1.
Trata-se de mandado de segurança, com pedido
liminar, impetrado contra decisão proferida pelo Conselho
Nacional de Justiça nos autos do procedimento de controle
administrativo n 2008.10.00.009641. O ato impugnado
desconstituiu a efetivação da parte impetrante em serventia
extrajudicial e a declarou vaga.
2.
A inicial alega, em síntese, a validade de sua
efetivação e a decadência do direito de revisão pela
Administração.
3.
O Conselho Nacional de Justiça prestou
informações, em que sustenta a legalidade da decisão (fls. 383-
394).
4.
Indeferido o pedido liminar (fls. 470-473), a parte
impetrante interpôs agravo regimental. O Min. Joaquim
Barbosa, relator originário do feito, reconsiderou a decisão
agravada, para suspender temporariamente os efeitos do ato
impugnado (fls. 523-528).
5.
A Procuradoria-Geral da República opinou pela
denegação da segurança (fls. 547-551).
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261 DISTRITO FEDERAL
VOTO:
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
Conheço do recurso, por tempestivo.
2.
No mérito, tendo em vista que as razões do agravo
regimental não inovam em relação àquelas já apreciadas anteriormente,
reproduzo a decisão monocrática que então proferi:
“1.
Trata-se de mandado de segurança, com pedido
liminar, impetrado contra decisão proferida pelo Conselho
Nacional de Justiça nos autos do procedimento de controle
administrativo n 2008.10.00.009641. O ato impugnado
desconstituiu a efetivação da parte impetrante em serventia
extrajudicial e a declarou vaga.
2.
A inicial alega, em síntese, a validade de sua
efetivação e a decadência do direito de revisão pela
Administração.
3.
O Conselho Nacional de Justiça prestou
informações, em que sustenta a legalidade da decisão (fls. 383-
394).
4.
Indeferido o pedido liminar (fls. 470-473), a parte
impetrante interpôs agravo regimental. O Min. Joaquim
Barbosa, relator originário do feito, reconsiderou a decisão
agravada, para suspender temporariamente os efeitos do ato
impugnado (fls. 523-528).
5.
A Procuradoria-Geral da República opinou pela
denegação da segurança (fls. 547-551).
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
MS 28261 AGR / DF
6.
Em 01.03.2013, a Associação Nacional de Defesa
dos Concursos para Cartórios – ANDECC, requereu seu
ingresso no feito como interveniente (fls. 553-562). Às fls. 599-
603, a parte impetrante manifestou-se pelo indeferimento desse
pedido.
7.
É o relatório. Decido.
8.
De início, indefiro o pedido de ingresso da
ANDECC, pois o rito do mandado de segurança não admite
assistência ou intervenção de terceiros (art. 24 da Lei n
12.016/2009).
9.
No caso dos autos, o impetrante, escrevente
juramentado (Portaria n 0156, de 07.01.1956)
[e,
posteriormente, Oficial Maior], foi designado substituto
natural de serventia extrajudicial em 20.07.1956. Ocorrida a
vacância em 13.01.1992, o impetrante veio a ser efetivado como
titular pelo Decreto Judiciário n 44, de 03.02.1992. O CNJ
desconstituiu o ato, ao fundamento de que a efetivação não
ocorreu mediante regular concurso público de ingresso.
10.
É fora de dúvida que a exigência de concurso
público na hipótese decorre da letra expressa do art. 236, § 3...,
da CRFB/1988:
Art. 236, § 3.... O ingresso na atividade notarial e de
registro depende de concurso público de provas e títulos, não se
permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de
concurso de provimento ou de remoção, por mais de seis
meses.
11.
No que tange à revisão de atos de delegação de
serventia extrajudicial editados após a Constituição de 1988,
sem a observância do seu art. 236, § 3..., esta Corte já assentou,
2
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MS 28261 AGR / DF
6.
Em 01.03.2013, a Associação Nacional de Defesa
dos Concursos para Cartórios – ANDECC, requereu seu
ingresso no feito como interveniente (fls. 553-562). Às fls. 599-
603, a parte impetrante manifestou-se pelo indeferimento desse
pedido.
7.
É o relatório. Decido.
8.
De início, indefiro o pedido de ingresso da
ANDECC, pois o rito do mandado de segurança não admite
assistência ou intervenção de terceiros (art. 24 da Lei n
12.016/2009).
9.
No caso dos autos, o impetrante, escrevente
juramentado (Portaria n 0156, de 07.01.1956)
[e,
posteriormente, Oficial Maior], foi designado substituto
natural de serventia extrajudicial em 20.07.1956. Ocorrida a
vacância em 13.01.1992, o impetrante veio a ser efetivado como
titular pelo Decreto Judiciário n 44, de 03.02.1992. O CNJ
desconstituiu o ato, ao fundamento de que a efetivação não
ocorreu mediante regular concurso público de ingresso.
10.
É fora de dúvida que a exigência de concurso
público na hipótese decorre da letra expressa do art. 236, § 3...,
da CRFB/1988:
Art. 236, § 3.... O ingresso na atividade notarial e de
registro depende de concurso público de provas e títulos, não se
permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de
concurso de provimento ou de remoção, por mais de seis
meses.
11.
No que tange à revisão de atos de delegação de
serventia extrajudicial editados após a Constituição de 1988,
sem a observância do seu art. 236, § 3..., esta Corte já assentou,
2
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
MS 28261 AGR / DF
reiteradamente, o seguinte:
(i) o art. 208 da Constituição de 1969 (na redação dada
pela EC n 22/1982) – que garantia aos substitutos a efetivação
no cargo de titular – não se aplica quando a vacância tiver
ocorrido sob a Carta de 1988;
(ii) na vigência da Constituição de 1988, depende de
prévia aprovação em concurso público a outorga de qualquer
serventia extrajudicial (art. 236, § 3...);
(iii) o art. 236, caput, e seu § 3..., da CRFB/1988 são normas
autoaplicáveis, razão pela qual a Lei n 8.935/1994 (Lei dos
Cartórios) não tem o condão de afastar a exigência do concurso
público;
(iv) o prazo decadencial quinquenal do art. 54 da Lei n
9.784/1999 não se aplica à revisão desses atos, porque
imprescritível o vício de inconstitucionalidade (quanto ao
ponto, ressalvo meu entendimento no sentido de que devem ser
observados os arts. 205 e 2.028 do Código Civil, conforme voto
que proferi no MS 26.860 – no entanto, mesmo a aplicação
dessas regras não preservaria a situação da parte ora
impetrante); e
(v) o CNJ é competente para revisar a legalidade dos atos
dos Tribunais (ex vi do art. 103-B, § 4..., II e III, da Constituição Federal de 1988/88).
12.
Nesse sentido, cito diversos precedentes desta
Corte: MS 32.518 AgR, Rel. Min. Celso de Mello; MS 29.731
AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; MS 28.279, Rel. Min. Ellen
Gracie; MSs 26.860 AgR e 26.888 AgR-segundo, Rel. Min. Luiz
Fux; MS 28.371-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; MS 28.273,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, AI 829.502, Rel. Min. Gilmar
Mendes; Recurso Extraordinário 504.645 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli.
3
Supremo Tribunal Federal
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MS 28261 AGR / DF
reiteradamente, o seguinte:
(i) o art. 208 da Constituição de 1969 (na redação dada
pela EC n 22/1982) – que garantia aos substitutos a efetivação
no cargo de titular – não se aplica quando a vacância tiver
ocorrido sob a Carta de 1988;
(ii) na vigência da Constituição de 1988, depende de
prévia aprovação em concurso público a outorga de qualquer
serventia extrajudicial (art. 236, § 3...);
(iii) o art. 236, caput, e seu § 3..., da CRFB/1988 são normas
autoaplicáveis, razão pela qual a Lei n 8.935/1994 (Lei dos
Cartórios) não tem o condão de afastar a exigência do concurso
público;
(iv) o prazo decadencial quinquenal do art. 54 da Lei n
9.784/1999 não se aplica à revisão desses atos, porque
imprescritível o vício de inconstitucionalidade (quanto ao
ponto, ressalvo meu entendimento no sentido de que devem ser
observados os arts. 205 e 2.028 do Código Civil, conforme voto
que proferi no MS 26.860 – no entanto, mesmo a aplicação
dessas regras não preservaria a situação da parte ora
impetrante); e
(v) o CNJ é competente para revisar a legalidade dos atos
dos Tribunais (ex vi do art. 103-B, § 4..., II e III, da Constituição Federal de 1988/88).
12.
Nesse sentido, cito diversos precedentes desta
Corte: MS 32.518 AgR, Rel. Min. Celso de Mello; MS 29.731
AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; MS 28.279, Rel. Min. Ellen
Gracie; MSs 26.860 AgR e 26.888 AgR-segundo, Rel. Min. Luiz
Fux; MS 28.371-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; MS 28.273,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, AI 829.502, Rel. Min. Gilmar
Mendes; Recurso Extraordinário 504.645 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
MS 28261 AGR / DF
13.
A tradicional orientação da Corte sobre o tema foi
confirmada pelo Plenário recentemente, no julgamento do MS
26.860, Rel. Min. Luiz Fux (j. 02.04.2014). Naquele caso, tive
oportunidade de afirmar:
“6. Apenas para registro, gostaria de consignar outro
ponto. Desde a década de 1980, a orientação desta Corte vem
reconhecendo que a aquisição do direito à efetivação (Constituição Federal de 1988/69,
art. 208) se subordinava à existência da vaga. Tampouco houve
dúvida de que, sob a Constituição de 1988, nenhuma alternativa
ao concurso era admissível: já em 1991, o Supremo Tribunal Federal declarou a
inconstitucionalidade de normas estaduais que autorizavam a
efetivação de substitutos. Na própria ementa de um dos
julgados, lê-se com clareza que, diante do art. 236, § 3..., da Carta
Federal, a alternativa oposta ao concurso, em caso de vaga, é a
remoção (não a efetivação). Por isso, a meu ver, estamos diante de
uma manifesta inconstitucionalidade, como bem observou a Corte
no acórdão do MS 28.279/DF (Rel. Min. Ellen Gracie). Tenho
grande dificuldade de enxergar em uma situação como esta os
elementos necessários à proteção da confiança legítima. Em
particular, não vejo como sustentar que um ato contrário à letra
da Constituição e à interpretação pacífica deste Tribunal
pudesse dar ensejo a uma expectativa de validade. Menos ainda
por parte de agentes de quem se exigem conhecimentos
jurídicos relevantes.
7. Ademais, a solução adotada pelo CNJ representa uma
inequívoca fórmula de equilíbrio: em vez de emprestar à
declaração de invalidade todos os seus efeitos normais (eficácia
ex tunc), o Conselho não só manteve a validade dos atos
praticados, como não cogitou, e.g., da devolução de valores ou
algo do gênero. O que o CNJ fez foi proferir uma decisão com
efeitos ex nunc, determinando apenas a vacância das serventias.
Com isso, conciliou a exigência de efetividade da Constituição
potencializada diante de uma ilicitude flagrante com o respeito
4
Supremo Tribunal Federal
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MS 28261 AGR / DF
13.
A tradicional orientação da Corte sobre o tema foi
confirmada pelo Plenário recentemente, no julgamento do MS
26.860, Rel. Min. Luiz Fux (j. 02.04.2014). Naquele caso, tive
oportunidade de afirmar:
“6. Apenas para registro, gostaria de consignar outro
ponto. Desde a década de 1980, a orientação desta Corte vem
reconhecendo que a aquisição do direito à efetivação (Constituição Federal de 1988/69,
art. 208) se subordinava à existência da vaga. Tampouco houve
dúvida de que, sob a Constituição de 1988, nenhuma alternativa
ao concurso era admissível: já em 1991, o Supremo Tribunal Federal declarou a
inconstitucionalidade de normas estaduais que autorizavam a
efetivação de substitutos. Na própria ementa de um dos
julgados, lê-se com clareza que, diante do art. 236, § 3..., da Carta
Federal, a alternativa oposta ao concurso, em caso de vaga, é a
remoção (não a efetivação). Por isso, a meu ver, estamos diante de
uma manifesta inconstitucionalidade, como bem observou a Corte
no acórdão do MS 28.279/DF (Rel. Min. Ellen Gracie). Tenho
grande dificuldade de enxergar em uma situação como esta os
elementos necessários à proteção da confiança legítima. Em
particular, não vejo como sustentar que um ato contrário à letra
da Constituição e à interpretação pacífica deste Tribunal
pudesse dar ensejo a uma expectativa de validade. Menos ainda
por parte de agentes de quem se exigem conhecimentos
jurídicos relevantes.
7. Ademais, a solução adotada pelo CNJ representa uma
inequívoca fórmula de equilíbrio: em vez de emprestar à
declaração de invalidade todos os seus efeitos normais (eficácia
ex tunc), o Conselho não só manteve a validade dos atos
praticados, como não cogitou, e.g., da devolução de valores ou
algo do gênero. O que o CNJ fez foi proferir uma decisão com
efeitos ex nunc, determinando apenas a vacância das serventias.
Com isso, conciliou a exigência de efetividade da Constituição
potencializada diante de uma ilicitude flagrante com o respeito
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
MS 28261 AGR / DF
às situações já consolidadas no passado. O que certamente não
se poderia admitir é que uma afronta direta à Carta da
República produzisse efeitos indefinidamente, em especial
quando, por anos, os interessados tenham extraído benefícios
muitas vezes vultosos. (...)”
14.
Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do
RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao writ, revogando a liminar
anteriormente deferida.
15.
Custas pelo impetrante (Código de Processo Civil, art. 20). Sem
honorários (Súmula 512/Supremo Tribunal Federal).
Publique-se. Intimem-se.
Brasília, 09 de março de 2015
Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO
Relator”
3.
Em reforço, acrescento duas observações. Em primeiro
lugar, a vacância do cargo não pode ser considerada apenas como termo
para o exercício do direito à efetivação (Constituição Federal de 1988/69, art. 208), tendo em vista
que constitui requisito sem o qual não há falar em direito subjetivo ao
preenchimento do cargo. Na hipótese, todavia, quando se verificou o
requisito essencial, não mais vigia a norma em questão, e sim outra, que
passou a exigir expressamente a realização de concurso público para o
ingresso na atividade notarial e de registro (Constituição Federal de 1988/88, art. 236, § 3...). Nesse
sentido, confira-se o voto do Min. Ilmar Galvão proferido no Recurso Extraordinário 182.641.
4.
Em segundo lugar, a imprescritibilidade do vício de
inconstitucionalidade foi recentemente confirmada pelo Plenário desta
Corte no julgamento do já citado MS 26.860. Veja-se a ementa do julgado:
5
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Supremo Tribunal Federal
MS 28261 AGR / DF
às situações já consolidadas no passado. O que certamente não
se poderia admitir é que uma afronta direta à Carta da
República produzisse efeitos indefinidamente, em especial
quando, por anos, os interessados tenham extraído benefícios
muitas vezes vultosos. (...)”
14.
Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do
RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao writ, revogando a liminar
anteriormente deferida.
15.
Custas pelo impetrante (Código de Processo Civil, art. 20). Sem
honorários (Súmula 512/Supremo Tribunal Federal).
Publique-se. Intimem-se.
Brasília, 09 de março de 2015
Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO
Relator”
3.
Em reforço, acrescento duas observações. Em primeiro
lugar, a vacância do cargo não pode ser considerada apenas como termo
para o exercício do direito à efetivação (Constituição Federal de 1988/69, art. 208), tendo em vista
que constitui requisito sem o qual não há falar em direito subjetivo ao
preenchimento do cargo. Na hipótese, todavia, quando se verificou o
requisito essencial, não mais vigia a norma em questão, e sim outra, que
passou a exigir expressamente a realização de concurso público para o
ingresso na atividade notarial e de registro (Constituição Federal de 1988/88, art. 236, § 3...). Nesse
sentido, confira-se o voto do Min. Ilmar Galvão proferido no Recurso Extraordinário 182.641.
4.
Em segundo lugar, a imprescritibilidade do vício de
inconstitucionalidade foi recentemente confirmada pelo Plenário desta
Corte no julgamento do já citado MS 26.860. Veja-se a ementa do julgado:
5
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
MS 28261 AGR / DF
“MANDADO
DE
SEGURANÇA.
SERVENTIA
EXTRAJUDICIAL. INGRESSO. SUBSTITUTO EFETIVADO
COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A PROMULGAÇÃO
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE.
DIREITO ADQUIRIDO. INEXISTÊNCIA. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, § 3..., DA CRFB/88.
NORMA AUTOAPLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO
ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. INAPLICABILIDADE.
PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO DA CONFIANÇA. PRINCÍPIO
DA BOA-FÉ. OFENSA DIRETA À CARTA MAGNA.
SEGURANÇA DENEGADA. 1. O postulado do concurso
público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir
efetividade ao princípio constitucional da igualdade (CRFB/88,
art. 5..., caput), vedando-se a prática intolerável do Poder
Público conceder privilégios a alguns, ou de dispensar
tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes:
ADI 3978, Rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, DJe 11.12.2009;
ADI 363, Rel. Min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, DJ
03.05.1996. 2. O litisconsórcio ulterior, sob a modalidade de
assistência qualificada, após o deferimento da medida liminar,
fere os princípios do Juiz Natural e da livre distribuição,
insculpidos nos incisos XXXVII, LII do art. 5... da Constituição
da República. Precedentes do Plenário: MS 24.569 AgR, Rel.
Min. Sepúlveda Pertence, DJ 26.082005; MS 24.414, Rel. Min.
Cezar Peluso, DJ 21.11.2003. 3. A delegação registral ou notarial,
para legitimar-se constitucionalmente, pressupõe a
indispensável aprovação em concurso público de provas e
títulos, por tratar-se de regra constitucional que decorre do
texto fundado no impositivo art. 236, § 3..., da Constituição da
República, o qual, indubitavelmente, constitui-se norma de
eficácia plena, independente, portanto, da edição de qualquer
lei para sua aplicação. Precedentes: Recurso Extraordinário 229.884 AgR, Rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 05.08.2005; ADI 417, Rel. Min.
Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 05.5.1998; ADI 126, Rel.
Min. Octavio Gallotti, Tribunal Pleno, DJ 05.6.1992. 4.
In casu
, a
situação de flagrante inconstitucionalidade não pode ser
6
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“MANDADO
DE
SEGURANÇA.
SERVENTIA
EXTRAJUDICIAL. INGRESSO. SUBSTITUTO EFETIVADO
COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A PROMULGAÇÃO
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE.
DIREITO ADQUIRIDO. INEXISTÊNCIA. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, § 3..., DA CRFB/88.
NORMA AUTOAPLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO
ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. INAPLICABILIDADE.
PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO DA CONFIANÇA. PRINCÍPIO
DA BOA-FÉ. OFENSA DIRETA À CARTA MAGNA.
SEGURANÇA DENEGADA. 1. O postulado do concurso
público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir
efetividade ao princípio constitucional da igualdade (CRFB/88,
art. 5..., caput), vedando-se a prática intolerável do Poder
Público conceder privilégios a alguns, ou de dispensar
tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes:
ADI 3978, Rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, DJe 11.12.2009;
ADI 363, Rel. Min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, DJ
03.05.1996. 2. O litisconsórcio ulterior, sob a modalidade de
assistência qualificada, após o deferimento da medida liminar,
fere os princípios do Juiz Natural e da livre distribuição,
insculpidos nos incisos XXXVII, LII do art. 5... da Constituição
da República. Precedentes do Plenário: MS 24.569 AgR, Rel.
Min. Sepúlveda Pertence, DJ 26.082005; MS 24.414, Rel. Min.
Cezar Peluso, DJ 21.11.2003. 3. A delegação registral ou notarial,
para legitimar-se constitucionalmente, pressupõe a
indispensável aprovação em concurso público de provas e
títulos, por tratar-se de regra constitucional que decorre do
texto fundado no impositivo art. 236, § 3..., da Constituição da
República, o qual, indubitavelmente, constitui-se norma de
eficácia plena, independente, portanto, da edição de qualquer
lei para sua aplicação. Precedentes: Recurso Extraordinário 229.884 AgR, Rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 05.08.2005; ADI 417, Rel. Min.
Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 05.5.1998; ADI 126, Rel.
Min. Octavio Gallotti, Tribunal Pleno, DJ 05.6.1992. 4.
In casu
, a
situação de flagrante inconstitucionalidade não pode ser
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
MS 28261 AGR / DF
amparada em razão do decurso do tempo ou da existência de
leis locais que, supostamente, agasalham a pretensão de
perpetuação do ilícito. 5. A inconstitucionalidade
prima facie
evidente impede que se consolide o ato administrativo
acoimado desse gravoso vício em função da decadência.
Precedentes: MS 28.371 AgR/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
Tribunal Pleno, DJe 27.02.2013; MS 28.273 AgR, Relator Min.
Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 21.02.2013; MS
28.279, Relatora Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe
29.04.2011. 6. Consectariamente, a edição de leis de ocasião
para a preservação de situações notoriamente
inconstitucionais, ainda que subsistam por longo período de
tempo, não ostentam o caráter de base da confiança a
legitimar a incidência do princípio da proteção da confiança e,
muito menos, terão o condão de restringir o poder da
Administração de rever seus atos. 7. A redução da eficácia
normativa do texto constitucional, ínsita na aplicação do
diploma legal, e a consequente superação do vício pelo
decurso do prazo decadencial, permitindo, por via reflexa, o
ingresso na atividade notarial e registral sem a prévia
aprovação em concurso público de provas e títulos, traduz-se
na perpetuação de ato manifestamente inconstitucional,
mercê de sinalizar a possibilidade juridicamente impensável
de normas infraconstitucionais normatizarem mandamentos
constitucionais autônomos, autoaplicáveis. 8. O desrespeito à
imposição constitucional da necessidade de concurso público
de provas e títulos para ingresso da carreira notarial, além de
gerar os claros efeitos advindos da consequente nulidade do
ato (CRFB/88, art. 37, II e §2..., c/c art. 236, §3...), fere
frontalmente a Constituição da República de 1988, restando a
efetivação na titularidade dos cartórios por outros meios um
ato desprezível sob os ângulos constitucional e moral. 9.
Ordem denegada.” (destaques acrescentados)
5.
Diante do exposto, e reiterando as razões da decisão
agravada, manifesto-me no sentido de negar provimento ao recurso.
7
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MS 28261 AGR / DF
amparada em razão do decurso do tempo ou da existência de
leis locais que, supostamente, agasalham a pretensão de
perpetuação do ilícito. 5. A inconstitucionalidade
prima facie
evidente impede que se consolide o ato administrativo
acoimado desse gravoso vício em função da decadência.
Precedentes: MS 28.371 AgR/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
Tribunal Pleno, DJe 27.02.2013; MS 28.273 AgR, Relator Min.
Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 21.02.2013; MS
28.279, Relatora Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe
29.04.2011. 6. Consectariamente, a edição de leis de ocasião
para a preservação de situações notoriamente
inconstitucionais, ainda que subsistam por longo período de
tempo, não ostentam o caráter de base da confiança a
legitimar a incidência do princípio da proteção da confiança e,
muito menos, terão o condão de restringir o poder da
Administração de rever seus atos. 7. A redução da eficácia
normativa do texto constitucional, ínsita na aplicação do
diploma legal, e a consequente superação do vício pelo
decurso do prazo decadencial, permitindo, por via reflexa, o
ingresso na atividade notarial e registral sem a prévia
aprovação em concurso público de provas e títulos, traduz-se
na perpetuação de ato manifestamente inconstitucional,
mercê de sinalizar a possibilidade juridicamente impensável
de normas infraconstitucionais normatizarem mandamentos
constitucionais autônomos, autoaplicáveis. 8. O desrespeito à
imposição constitucional da necessidade de concurso público
de provas e títulos para ingresso da carreira notarial, além de
gerar os claros efeitos advindos da consequente nulidade do
ato (CRFB/88, art. 37, II e §2..., c/c art. 236, §3...), fere
frontalmente a Constituição da República de 1988, restando a
efetivação na titularidade dos cartórios por outros meios um
ato desprezível sob os ângulos constitucional e moral. 9.
Ordem denegada.” (destaques acrescentados)
5.
Diante do exposto, e reiterando as razões da decisão
agravada, manifesto-me no sentido de negar provimento ao recurso.
7
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
MS 28261 AGR / DF
6.
É como voto.
8
Supremo Tribunal Federal
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MS 28261 AGR / DF
6.
É como voto.
8
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, nos onze
primeiros da lista, estou a divergir.
Entendo que o artigo 54 da Lei n 9.784/99, no que versa o prazo
decadencial de cinco anos para a Administração rever as decisões que
haja proferido, é linear, aplicando-se, portanto, a atos praticados por
Tribunais de Justiça no implemento de titularidades de cartório. Ante a
origem do ato, não cabe cogitar de má-fé.
Por isso provejo esses agravos.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, nos onze
primeiros da lista, estou a divergir.
Entendo que o artigo 54 da Lei n 9.784/99, no que versa o prazo
decadencial de cinco anos para a Administração rever as decisões que
haja proferido, é linear, aplicando-se, portanto, a atos praticados por
Tribunais de Justiça no implemento de titularidades de cartório. Ante a
origem do ato, não cabe cogitar de má-fé.
Por isso provejo esses agravos.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ARY CORDEIRO
ADV.(A/S) : ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE
CONTROLE ADMINISTRATIVO n 2008.10.00.000964-1)
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.261
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ARY CORDEIRO
ADV.(A/S) : ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE
CONTROLE ADMINISTRATIVO n 2008.10.00.000964-1)
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"MS 26 . 860",
"MS 28261 AGR / DF",
"MS 28261 AGR / DF",
"MANDADO DE SEGURANÇA 28 . 261",
"MS 28261",
"MS 26 . 860",
"MS 32 . 518 AgR",
"MS 29 . 731 AgR",
"MS 28 . 279",
"MSs 26 . 860 AgR",
"MS 28 . 371 - AgR",
"MS 28 . 273",
"AI 829 . 502",
"Recurso Extraordinário 504 . 645 AgR",
"MS 28261 AGR / DF",
"MS 26 . 860",
"MS 32 . 518 AgR",
"MS 29 . 731 AgR",
"MS 28 . 279",
"MSs 26 . 860 AgR",
"26",
".",
"888",
"AgR",
"MS 28 . 371 - AgR",
"MS 28 . 273",
"AI 829 . 502",
"Recurso Extraordinário 504 . 645 AgR",
"MS 28261 AGR / DF",
"MS 26 . 860",
"MS 28 . 279 / DF",
"MS 28261 AGR / DF",
"MS 26 . 860",
"MS 28 . 279 / DF",
"MS 28261 AGR / DF",
"Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 182 . 641 .",
"MS 26 . 860",
"MS 28261 AGR",
"Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 182 . 641 . 4",
"MS 26 . 860",
"MS 28261 AGR / DF",
"ADI 3978",
"ADI 363",
"MS 24 . 569 AgR",
"MS 24 . 414",
"Recurso Extraordinário 229 . 884 AgR",
"ADI 417",
"ADI 126",
"MS 28261",
"ADI 3978",
"ADI 363",
"MS 24 . 569 AgR",
"MS 24 . 414",
"Recurso Extraordinário 229 . 884 AgR",
"ADI 417",
"ADI 126",
"MS 28261",
"MS 28 . 371 AgR / DF",
"MS 28 . 273 AgR",
"MS 28 . 279",
"MS 28261 AGR / DF",
"MS 28 . 371 AgR / DF",
"MS 28 . 273 AgR",
"MS 28 . 279"
],
"LEGISLACAO": [
"CONSTITUIÇÃO",
"DE 1988",
"art . 208 da Constituição Federal de 1988 / 69",
"Constituição de 1988",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO",
"Constituição de 1988",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999",
"Constituição de 1988",
"art . 208 da Constituição Federal de 1988 / 69",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO",
"Constituição de 1988",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999",
"Constituição de 1988",
"art . 208 da Constituição Federal de 1988 / 69",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 24 da Lei n 12 . 016 / 2009",
"art . 236 , § 3 . . . , da CRFB / 1988",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 24 da Lei n 12 . 016 / 2009",
"Portaria n 0156",
"Decreto Judiciário n 44",
"art . 236 , § 3 . . . , da CRFB / 1988",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 208 da Constituição de 1969",
"EC n 22 / 1982",
"Carta de 1988",
"Constituição de 1988",
"art . 236 , caput , e seu § 3 . . . , da CRFB / 1988",
"Lei n 8 . 935 / 1994",
"Lei dos",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999",
"arts . 205 e 2 . 028 do Código Civil",
"art . 103 - B , § 4 . . . , II e III , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 208 da Constituição de 1969",
"EC n 22 / 1982",
"Carta de 1988",
"Constituição de 1988",
"art . 236 , caput , e seu § 3 . . . , da CRFB / 1988",
"Lei n 8 . 935 / 1994",
"Lei dos",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999",
"arts . 205 e 2 . 028 do Código Civil",
"art . 103 - B , § 4 . . . , II e III , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 69 , art . 208",
"Constituição de 1988",
"art . 236 , § 3 . . . , da Carta Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 69 , art . 208",
"Constituição de 1988",
"art . 236 , § 3 . . . , da Carta Federal",
"Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Código de Processo Civil , art . 20",
"Constituição Federal de 1988 / 69 , art . 208",
"Constituição Federal de 1988 / 88 , art . 236 , § 3 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Código de Processo Civil , art . 20",
"Constituição Federal de 1988 / 69 , art",
"Constituição Federal de 1988 / 88 , art . 236 , § 3 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"ARTIGO 236 , § 3 . . . , DA CRFB / 88",
"ARTIGO 54 DA LEI 9 . 784 / 1999",
"CRFB",
"/",
"88 , art . 5 . . . , caput",
"incisos XXXVII , LII do art . 5 . . . da Constituição da República",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"ARTIGO 236 , § 3 . . . , DA CRFB / 88 .",
"ARTIGO 54 DA LEI 9 . 784 / 1999",
"CRFB",
"/",
"88 , art . 5 . . . , caput",
"incisos XXXVII , LII do art . 5 . . . da Constituição da República",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CRFB",
"/",
"88 , art . 37 , II e §",
"Constituição da República de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CRFB",
"/",
"88 , art . 37 , II e § 2 . . . ,",
"Constituição da República de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 54 da Lei n 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 54 da Lei n 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Associação Nacional de Defesa dos Concursos para Cartórios",
"ANDECC",
"ANDECC",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Associação Nacional de Defesa dos Concursos para Cartórios",
"ANDECC",
"ANDECC",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"CNJ",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"CNJ",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Plenário",
"Segunda Turma",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Plenário",
"Segunda Turma",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"DF",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA",
"TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONSELHO NACIONAL",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA",
"UNIÃO",
".",
".",
". Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"ARY CORDEIRO",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ARY CORDEIRO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ARY CORDEIRO",
"ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Teori Zavascki",
"Ellen Gracie",
"Luiz Fux",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Teori Zavascki",
"Ellen Gracie",
"Luiz Fux",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"ROBERTO BARROSO",
"Luiz Fux",
"Ellen Gracie",
"Luiz Fux",
"Ellen Gracie",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ilmar Galvão",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ilmar Galvão",
"ROBERTO BARROSO",
"Eros Grau",
"Sydney Sanches",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Ellen Gracie",
"Maurício Corrêa",
"Octavio Gallotti",
"Eros Grau",
"Sydney Sanches",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Ellen Gracie",
"Maurício Corrêa",
"Octavio Gallotti",
"ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Ellen Gracie",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"ARY CORDEIRO",
"FELIPE BACELLAR FILHO",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"ARY CORDEIRO",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"03",
".",
"2013",
"07",
".",
"01",
".",
"1956",
"20",
".",
"07",
".",
"1956",
"13",
".",
"01",
".",
"1992",
"03",
".",
"02",
".",
"1992",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"03",
".",
"2013",
"07",
".",
"01",
".",
"1956",
"20",
".",
"07",
".",
"1956",
"13",
".",
"01",
".",
"1992",
"03",
".",
"02",
".",
"1992",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
".",
"04",
".",
"2014",
"1991",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
".",
"04",
".",
"2014",
"1991",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"12",
".",
"2009",
"03",
".",
"05",
".",
"1996",
"26",
".",
"082005",
"21",
".",
"11",
".",
"2003",
"05",
".",
"08",
".",
"2005",
"05",
".",
"5",
".",
"1998",
"05",
".",
"6",
".",
"1992",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"12",
".",
"2009",
"03",
".",
"05",
".",
"1996",
"26",
".",
"082005",
"21",
".",
"11",
".",
"2003",
"05",
".",
"08",
".",
"2005",
"05",
".",
"5",
".",
"1998",
"05",
".",
"6",
".",
"1992",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"02",
".",
"2013",
"21",
".",
"02",
".",
"2013",
"29",
".",
"04",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"02",
".",
"2013",
"21",
".",
"02",
".",
"2013",
"29",
".",
"04",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:COMPANHIA
DE
HABITAÇÃO
POPULAR
DE
BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S)
:VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S)
:CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S)
:CRISTOVAO COLOMBO
DOS REIS MILLER
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S)
:MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA
DIREITO
TRIBUTÁRIO.
DEBATE
DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO DO ART. 5º, XXXVI, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA.
OFENSA REFLEXA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
13.8.2012.
A discussão travada nos autos não alcança status constitucional,
porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. O exame de eventual ofensa ao art. 5º, XXXVI, da
Magna Carta dependeria da análise de preceitos infraconstitucionais, de
modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765433.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 35
Ementa e Acórdão
ARE 733243 AGR / SP
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora,
vencidos os Senhores Ministros Dias Toffoli e Marco Aurélio. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Edson
Fachin.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765433.
Supremo Tribunal Federal
ARE 733243 AGR / SP
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora,
vencidos os Senhores Ministros Dias Toffoli e Marco Aurélio. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Edson
Fachin.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765433.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 35
Relatório
18/03/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:COMPANHIA
DE
HABITAÇÃO
POPULAR
DE
BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S)
:VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S)
:CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S)
:CRISTOVAO COLOMBO
DOS REIS MILLER
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S)
:MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento ao agravo de
instrumento, manejam agravos regimentais a Companhia de Habitação
Popular de Bauru – Cohab/BU e a Construtora LR Ltda.
As agravantes insurgem-se contra a decisão monocrática, ao
argumento de que há violação direta do art. 105, inciso III, alíneas “a” e
”c” e 5º, XXXVI, da Constituição Federal.
A Construtora LR Ltda insiste na violação frontal da coisa julgada.
A Companhia de Habitação Popular de Bauru – Cohab/BU sustenta
afronta à Constituição da República, no momento que o Superior
Tribunal de Justiça entendeu pelo cabimento do Recurso Especial.
Ademais, alega violação da coisa julgada, in verbis: “ (…) conforme
exaustivamente demonstrado pela Agravante na ocasião do Agravo de
instrumento, pela simples análise destes autos, constata-se facilmente que
coexistem, in casu, duas sentenças diametralmente opostas versando sobre o
mesmo objeto, razão pela qual, ao melhor entedimento, deverá esta Egrégia Corte
reconhecer a flagrante ofensa direta à norma preconizada pelo art. 5º, XXXVI, da
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8669575.
Supremo Tribunal Federal
18/03/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:COMPANHIA
DE
HABITAÇÃO
POPULAR
DE
BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S)
:VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S)
:CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S)
:CRISTOVAO COLOMBO
DOS REIS MILLER
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S)
:MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento ao agravo de
instrumento, manejam agravos regimentais a Companhia de Habitação
Popular de Bauru – Cohab/BU e a Construtora LR Ltda.
As agravantes insurgem-se contra a decisão monocrática, ao
argumento de que há violação direta do art. 105, inciso III, alíneas “a” e
”c” e 5º, XXXVI, da Constituição Federal.
A Construtora LR Ltda insiste na violação frontal da coisa julgada.
A Companhia de Habitação Popular de Bauru – Cohab/BU sustenta
afronta à Constituição da República, no momento que o Superior
Tribunal de Justiça entendeu pelo cabimento do Recurso Especial.
Ademais, alega violação da coisa julgada, in verbis: “ (…) conforme
exaustivamente demonstrado pela Agravante na ocasião do Agravo de
instrumento, pela simples análise destes autos, constata-se facilmente que
coexistem, in casu, duas sentenças diametralmente opostas versando sobre o
mesmo objeto, razão pela qual, ao melhor entedimento, deverá esta Egrégia Corte
reconhecer a flagrante ofensa direta à norma preconizada pelo art. 5º, XXXVI, da
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8669575.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 35
Relatório
ARE 733243 AGR / SP
Constituição da República, sob pena de se perpetuar em nosso ordenamento
jurídico duas decisões completamente antagônicas.”
Acórdão recorrido publicado em 13.8.2012.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8669575.
Supremo Tribunal Federal
ARE 733243 AGR / SP
Constituição da República, sob pena de se perpetuar em nosso ordenamento
jurídico duas decisões completamente antagônicas.”
Acórdão recorrido publicado em 13.8.2012.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8669575.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 35
Voto - MIN. ROSA WEBER
18/03/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Tratam-se de agravos interpostos contra decisões da
Presidência do Superior Tribunal de Justiça que inadmitiram os
recursos extraordinários ao observar a sistemática da
repercussão geral, na forma do art. 543-B do Código de
Processo Civil, bem como considerar ausente a alegada ofensa
direta ao art. 5º, XXXVI, da Magna Carta.
Contra os juízos negativos de admissibilidade dos
recursos extraordinários, exarados pela Presidência do Superior
Tribunal de Justiça, foram manejados agravos. Nas minutas,
registram os agravantes que os apelos extremos reúnem todos
os requisitos para admissão. Aparelhados os recursos na
afronta aos arts. 5º, XXXVI, e 105, III, a e c, da Lei Maior.
Noticiam a negativa de seguimento do recurso especial do
assistido, a Caixa Econômica Federal. Objetivam o
reconhecimento da coisa julgada face ao insucesso do recurso
interposto pelo assistido perante o STJ. Sustentam a
impossibilidade de conhecimento, pelo Superior Tribunal de
Justiça, do recurso especial interposto pela União na qualidade
de assistente simples, ausente a legitimidade recursal.
Consideram desrespeitada a coisa julgada material pela decisão
do STJ.
É o relatório. Decido.
Firmou-se o entendimento desta Suprema Corte no
sentido de que incabível agravo ou reclamação de decisão que,
na origem, aplica o disposto no art. 543-B do CPC. Contra
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Supremo Tribunal Federal
18/03/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Tratam-se de agravos interpostos contra decisões da
Presidência do Superior Tribunal de Justiça que inadmitiram os
recursos extraordinários ao observar a sistemática da
repercussão geral, na forma do art. 543-B do Código de
Processo Civil, bem como considerar ausente a alegada ofensa
direta ao art. 5º, XXXVI, da Magna Carta.
Contra os juízos negativos de admissibilidade dos
recursos extraordinários, exarados pela Presidência do Superior
Tribunal de Justiça, foram manejados agravos. Nas minutas,
registram os agravantes que os apelos extremos reúnem todos
os requisitos para admissão. Aparelhados os recursos na
afronta aos arts. 5º, XXXVI, e 105, III, a e c, da Lei Maior.
Noticiam a negativa de seguimento do recurso especial do
assistido, a Caixa Econômica Federal. Objetivam o
reconhecimento da coisa julgada face ao insucesso do recurso
interposto pelo assistido perante o STJ. Sustentam a
impossibilidade de conhecimento, pelo Superior Tribunal de
Justiça, do recurso especial interposto pela União na qualidade
de assistente simples, ausente a legitimidade recursal.
Consideram desrespeitada a coisa julgada material pela decisão
do STJ.
É o relatório. Decido.
Firmou-se o entendimento desta Suprema Corte no
sentido de que incabível agravo ou reclamação de decisão que,
na origem, aplica o disposto no art. 543-B do CPC. Contra
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 35
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 733243 AGR / SP
decisão desse teor reputa-se admissível apenas agravo
regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo.
Forte no princípio da fungibilidade recursal, determinada
em um primeiro momento a conversão dos agravos e das
reclamações em agravo regimental, a ser julgado pelo Tribunal
de origem ( v.g. AI 760.358-QO, Pleno, Rel. Min. Gilmar
Mendes, DJe 19.12.2009, e Rcls 7.547 e 7.569, Pleno, Rel. Min.
Ellen Gracie, DJe 11.12.2009). Posteriormente, a jurisprudência
deste Supremo Tribunal Federal consolidou-se no sentido de
que somente possível a conversão em agravo regimental quanto
aos recursos interpostos e reclamações ajuizadas até a data do
julgamento dos referidos processos, qual seja, 19.11.2009. Nesse
sentido, Rcl 11.633-AgR, Pleno, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe
13.9.2011 e Rcl 9.471, 2ª Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe
13.8.2010:
Agravo regimental em reclamação. 2. Indeferimento da
inicial. Ausência de documento necessário à perfeita
compreensão da controvérsia. 3. Reclamação em que se
impugna decisão do tribunal de origem que, nos termos do art.
328-A, § 1º, do RISTF, aplica a orientação que o Supremo
Tribunal Federal adotou em processo paradigma da
repercussão geral (RE 598.365-RG). Inadmissibilidade.
Precedentes. AI 760.358, Rcl 7.569 e Rcl 7.547. 4. Utilização do
princípio da fungibilidade para se determinar a conversão em
agravo regimental apenas para agravos de instrumento e
reclamações propostos anteriormente a 19.11.2009. 5 Agravo
regimental a que se nega provimento.
Ainda, exemplificativamente, as seguintes decisões
monocráticas: ARE 713.609, Rel. Min. Celso de Mello, DJe
03.4.2013, ARE 737.931, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 03.4.2013,
ARE 720.845, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 15.3.2013,
ARE 703.326, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 02.10.2012, ARE
654.045, Rel. Min. Luiz Fux, DJ 1º.3.2012, e ARE 646.211, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe 02.8.2012.
Nessa linha, em se tratando, os presentes, de agravos
interpostos após 19.11.2009, manifesto o seu descabimento na
2
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ARE 733243 AGR / SP
decisão desse teor reputa-se admissível apenas agravo
regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo.
Forte no princípio da fungibilidade recursal, determinada
em um primeiro momento a conversão dos agravos e das
reclamações em agravo regimental, a ser julgado pelo Tribunal
de origem ( v.g. AI 760.358-QO, Pleno, Rel. Min. Gilmar
Mendes, DJe 19.12.2009, e Rcls 7.547 e 7.569, Pleno, Rel. Min.
Ellen Gracie, DJe 11.12.2009). Posteriormente, a jurisprudência
deste Supremo Tribunal Federal consolidou-se no sentido de
que somente possível a conversão em agravo regimental quanto
aos recursos interpostos e reclamações ajuizadas até a data do
julgamento dos referidos processos, qual seja, 19.11.2009. Nesse
sentido, Rcl 11.633-AgR, Pleno, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe
13.9.2011 e Rcl 9.471, 2ª Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe
13.8.2010:
Agravo regimental em reclamação. 2. Indeferimento da
inicial. Ausência de documento necessário à perfeita
compreensão da controvérsia. 3. Reclamação em que se
impugna decisão do tribunal de origem que, nos termos do art.
328-A, § 1º, do RISTF, aplica a orientação que o Supremo
Tribunal Federal adotou em processo paradigma da
repercussão geral (RE 598.365-RG). Inadmissibilidade.
Precedentes. AI 760.358, Rcl 7.569 e Rcl 7.547. 4. Utilização do
princípio da fungibilidade para se determinar a conversão em
agravo regimental apenas para agravos de instrumento e
reclamações propostos anteriormente a 19.11.2009. 5 Agravo
regimental a que se nega provimento.
Ainda, exemplificativamente, as seguintes decisões
monocráticas: ARE 713.609, Rel. Min. Celso de Mello, DJe
03.4.2013, ARE 737.931, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 03.4.2013,
ARE 720.845, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 15.3.2013,
ARE 703.326, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 02.10.2012, ARE
654.045, Rel. Min. Luiz Fux, DJ 1º.3.2012, e ARE 646.211, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe 02.8.2012.
Nessa linha, em se tratando, os presentes, de agravos
interpostos após 19.11.2009, manifesto o seu descabimento na
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ARE 733243 AGR / SP
parte em que questionam o acerto da aplicação de precedente
(RE 598.365/MG) em que firmada a ausência de repercussão
geral de recurso extraordinário interposto com a finalidade de
discutir pressupostos de admissibilidade de recurso de
competência de outro Tribunal (STJ), consoante a compreensão
jurisprudencial consolidada nesta Casa, assim como incabíveis
suas conversões em agravos regimentais.
De outro lado, da detida análise dos fundamentos da
decisão denegatória de seguimento dos recursos
extraordinários, bem como à luz das razões de decidir adotadas
pelo STJ quando do julgamento do recurso especial e dos
embargos de divergência, concluo que nada colhem os agravos.
Quanto à apontada ilegitimidade recursal da União na
qualidade de assistente simples, não há falar em afronta ao
preceito constitucional indicado nas razões recursais,
porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional
em que se fundamentou o Tribunal de origem, o que torna
oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o trânsito do recurso extraordinário.
Na hipótese, o Superior Tribunal de Justiça afastou a
ilegitimidade recursal da União com fundamento no art. 52 do
Código de Processo Civil. Veja-se:
Alega a parte recorrida que falece interesse recursal à
UNIÃO diante do trânsito em julgado da ação para CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL, uma vez que a UNIÃO é assistente
simples desta. Daí sustenta que não mais subsiste interesse
jurídico para a assistência e, consequentemente, o recurso
especial interposto pela assistente, vale dizer, UNIÃO, perdeu
seu objeto. Com efeito, entendo que o assistente ao ingressar na
demanda vai coadjuvar o seu assistido na defesa dos interesses
deste, buscando que o provimento final seja-lhe favorável. Este
é o seu interesse na causa. Assim, mesmo que o assistido não
recorra, o assistente ainda permanece com o interesse em
recorrer, uma vez que busca a reforma da decisão recorrida em
favor do seu assistido.
3
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parte em que questionam o acerto da aplicação de precedente
(RE 598.365/MG) em que firmada a ausência de repercussão
geral de recurso extraordinário interposto com a finalidade de
discutir pressupostos de admissibilidade de recurso de
competência de outro Tribunal (STJ), consoante a compreensão
jurisprudencial consolidada nesta Casa, assim como incabíveis
suas conversões em agravos regimentais.
De outro lado, da detida análise dos fundamentos da
decisão denegatória de seguimento dos recursos
extraordinários, bem como à luz das razões de decidir adotadas
pelo STJ quando do julgamento do recurso especial e dos
embargos de divergência, concluo que nada colhem os agravos.
Quanto à apontada ilegitimidade recursal da União na
qualidade de assistente simples, não há falar em afronta ao
preceito constitucional indicado nas razões recursais,
porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional
em que se fundamentou o Tribunal de origem, o que torna
oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o trânsito do recurso extraordinário.
Na hipótese, o Superior Tribunal de Justiça afastou a
ilegitimidade recursal da União com fundamento no art. 52 do
Código de Processo Civil. Veja-se:
Alega a parte recorrida que falece interesse recursal à
UNIÃO diante do trânsito em julgado da ação para CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL, uma vez que a UNIÃO é assistente
simples desta. Daí sustenta que não mais subsiste interesse
jurídico para a assistência e, consequentemente, o recurso
especial interposto pela assistente, vale dizer, UNIÃO, perdeu
seu objeto. Com efeito, entendo que o assistente ao ingressar na
demanda vai coadjuvar o seu assistido na defesa dos interesses
deste, buscando que o provimento final seja-lhe favorável. Este
é o seu interesse na causa. Assim, mesmo que o assistido não
recorra, o assistente ainda permanece com o interesse em
recorrer, uma vez que busca a reforma da decisão recorrida em
favor do seu assistido.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 733243 AGR / SP
De mais a mais, o art. 52, do CPC afirma que o assistente
possui os mesmos ônus processuais que o assistido, de maneira
que o seu ônus de recorrer de uma decisão, que seja
desfavorável ao assistido, permanece quando este não interpôs
qualquer recurso.
Também, verifico que o parágrafo único do art. 52 do CPC
é bastante elucidativo ao ressaltar que o assistente, na hipótese
de revelia do assistido, é seu gestor de negócios. Dessa forma,
mesmo no caso extremo, em que o assistido não atua no
processo, o seu assistente ainda possui interesse em assisti-lo.
Percebo que o interesse recursal do assistente existirá
sempre que houver alguma decisão desfavorável ao seu
assistido, o que acontece in casu. Não houve manifestação
expressa da assistida CAIXA ECONÔMICA FEDERAL -, no
caso particular, em não recorrer; ao contrário, esta recorreu.
Todavia, o recurso não foi admitido na origem. Assim, não há
interposição de recurso pela assistente - UNIÃO -, contra o
interesse da mencionada assistida.
Nesse sentido, existe precedente da Segunda Turma desta
Corte, da lavra do Min. João Otávio de Noronha:
FGTS - CORREÇÃO MONETÁRIA DOS SALDOS DAS
CONTAS
VINCULADAS
-
POSSIBILIDADE
-
CONHECIMENTO - RECURSO - UNIÃO - ASSISTENTE -
DESNECESSIDADE - PRONUNCIAMENTO - TESES DAS
CONTRA-RAZÕES - INEXISTÊNCIA - OBSCURIDADE -
CONTRADIÇÃO - OMISSÃO EMBARGOS REJEITADOS. 1. A
União tem legitimidade para interpor recurso especial na
qualidade de assistente da CEF. 2. O Tribunal não está obrigado
a se pronunciar sobre todas as teses suscitadas em contra-
razões. 3. Embargos rejeitados. (EDcl no RESP 537410, Rel. Min.
João Otávio de Noronha, DJ 1°.12.2003.)
No corpo desta decisão, o Sr. Min. João Otávio de
Noronha assim pronunciou:
Os presentes embargos de declaração não merecem
prosperar. Primeiramente, verifico que inexiste qualquer
contradição entre a exclusão da União da lide pelo
4
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ARE 733243 AGR / SP
De mais a mais, o art. 52, do CPC afirma que o assistente
possui os mesmos ônus processuais que o assistido, de maneira
que o seu ônus de recorrer de uma decisão, que seja
desfavorável ao assistido, permanece quando este não interpôs
qualquer recurso.
Também, verifico que o parágrafo único do art. 52 do CPC
é bastante elucidativo ao ressaltar que o assistente, na hipótese
de revelia do assistido, é seu gestor de negócios. Dessa forma,
mesmo no caso extremo, em que o assistido não atua no
processo, o seu assistente ainda possui interesse em assisti-lo.
Percebo que o interesse recursal do assistente existirá
sempre que houver alguma decisão desfavorável ao seu
assistido, o que acontece in casu. Não houve manifestação
expressa da assistida CAIXA ECONÔMICA FEDERAL -, no
caso particular, em não recorrer; ao contrário, esta recorreu.
Todavia, o recurso não foi admitido na origem. Assim, não há
interposição de recurso pela assistente - UNIÃO -, contra o
interesse da mencionada assistida.
Nesse sentido, existe precedente da Segunda Turma desta
Corte, da lavra do Min. João Otávio de Noronha:
FGTS - CORREÇÃO MONETÁRIA DOS SALDOS DAS
CONTAS
VINCULADAS
-
POSSIBILIDADE
-
CONHECIMENTO - RECURSO - UNIÃO - ASSISTENTE -
DESNECESSIDADE - PRONUNCIAMENTO - TESES DAS
CONTRA-RAZÕES - INEXISTÊNCIA - OBSCURIDADE -
CONTRADIÇÃO - OMISSÃO EMBARGOS REJEITADOS. 1. A
União tem legitimidade para interpor recurso especial na
qualidade de assistente da CEF. 2. O Tribunal não está obrigado
a se pronunciar sobre todas as teses suscitadas em contra-
razões. 3. Embargos rejeitados. (EDcl no RESP 537410, Rel. Min.
João Otávio de Noronha, DJ 1°.12.2003.)
No corpo desta decisão, o Sr. Min. João Otávio de
Noronha assim pronunciou:
Os presentes embargos de declaração não merecem
prosperar. Primeiramente, verifico que inexiste qualquer
contradição entre a exclusão da União da lide pelo
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 733243 AGR / SP
reconhecimento de sua ilegitimidade e o conhecimento e
julgamento de seu recurso especial, já que sua legitimidade
para recorrer decorre de seu 'status' do assistente e não da sua
condição como parte. Ademais, de acordo com a atual
sistemática processual, o assistente possui, como auxiliar da
parte principal, os mesmos poderes e ônus processuais que o
ofendido, podendo, inclusive, interpor recurso, desde que não o
faça contra a vontade expressa do assistido, o que, certamente,
não ocorreu no caso concreto, quando a própria CEF recorreu,
mas teve seu recurso inadmitido.
Especificamente, no que se refere à denunciação à lide,
trago à colação o entendimento de NELSON NERY JÚNIOR e
ROSA MARIA DE ANDRADE NERY que defendem a
existência de interesse recursal do assistente simples, cujo
recurso aproveita aos interesses da parte assistida. Eis os seus
dizeres:
...Embora o litisdenunciado não seja ontologicamente
litisconsorte do denunciante na lide principal (CPC 74), mas seu
assistente (CPC 50), seus interesses naquela ação são comuns,
de modo que o recurso de um aproveita ao, outro (RJTJSP
124/173). (...) (Código de Processo Civil Comentado e legislação
extravagante, ed. RT, 7ª edição, p. 875).
Assim, concluo que há interesse recursal da UNIÃO, na
qualidade de assistente simples da CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL.
Foi decidido, portanto, que a União tem interesse em
recorrer, na qualidade de assistente da Caixa. Ressalte-se que a
admissão do apelo da assistente obsta o trânsito em julgado da
demanda.
Por fim, registre-se que o voto-vencedor demonstra, de
maneira clara, que a Caixa é mera agente operadora do FGTS,
evidenciando o interesse da União na causa (fls. 2.927-9).
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei
Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio
Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 721.495-AgR/SP,
Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 1º.02.2013; AI 830.777-
5
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reconhecimento de sua ilegitimidade e o conhecimento e
julgamento de seu recurso especial, já que sua legitimidade
para recorrer decorre de seu 'status' do assistente e não da sua
condição como parte. Ademais, de acordo com a atual
sistemática processual, o assistente possui, como auxiliar da
parte principal, os mesmos poderes e ônus processuais que o
ofendido, podendo, inclusive, interpor recurso, desde que não o
faça contra a vontade expressa do assistido, o que, certamente,
não ocorreu no caso concreto, quando a própria CEF recorreu,
mas teve seu recurso inadmitido.
Especificamente, no que se refere à denunciação à lide,
trago à colação o entendimento de NELSON NERY JÚNIOR e
ROSA MARIA DE ANDRADE NERY que defendem a
existência de interesse recursal do assistente simples, cujo
recurso aproveita aos interesses da parte assistida. Eis os seus
dizeres:
...Embora o litisdenunciado não seja ontologicamente
litisconsorte do denunciante na lide principal (CPC 74), mas seu
assistente (CPC 50), seus interesses naquela ação são comuns,
de modo que o recurso de um aproveita ao, outro (RJTJSP
124/173). (...) (Código de Processo Civil Comentado e legislação
extravagante, ed. RT, 7ª edição, p. 875).
Assim, concluo que há interesse recursal da UNIÃO, na
qualidade de assistente simples da CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL.
Foi decidido, portanto, que a União tem interesse em
recorrer, na qualidade de assistente da Caixa. Ressalte-se que a
admissão do apelo da assistente obsta o trânsito em julgado da
demanda.
Por fim, registre-se que o voto-vencedor demonstra, de
maneira clara, que a Caixa é mera agente operadora do FGTS,
evidenciando o interesse da União na causa (fls. 2.927-9).
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei
Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio
Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 721.495-AgR/SP,
Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 1º.02.2013; AI 830.777-
5
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 733243 AGR / SP
AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 07.02.2013; e AI
803.694-AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma,
DJe 25.02.2013, cuja ementa transcrevo:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
MÁ
INTERPRETAÇÃO, APLICAÇÃO OU INOBSERVÂNCIA DE
NORMAS
PROCESSUAIS.
IMPOSSIBILIDADE
DE
CABIMENTO
DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
COMPETÊNCIA. MERA ALEGAÇÃO DE INTERESSE DA
UNIÃO. AUSÊNCIA DE JUSTIFICATIVA PARA DESLOCAR A
CAUSA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO.
I O acórdão recorrido decidiu a questão com base em normas
processuais, sendo pacífico na jurisprudência desta Corte o não
cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má
interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. A
afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível,
portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - O Supremo
Tribunal firmou o entendimento de que a mera alegação de
interesse da União é insuficiente para justificar o deslocamento
da causa para a esfera de competência da Justiça Federal.
Precedentes. III Agravo regimental improvido (destaquei).
Além disso, o exame de eventual ofensa ao preceito
constitucional indicado nas razões recursais, consagrador dos
princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada (art. 5º, XXXVI, da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, a, da Lei Maior, a teor da jurisprudência mansa e
pacífica desta Casa, verbis :
"AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
ALEGADA
VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA
INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I A Corte tem se orientado
no sentido de que a discussão em torno dos limites objetivos da
6
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ARE 733243 AGR / SP
AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 07.02.2013; e AI
803.694-AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma,
DJe 25.02.2013, cuja ementa transcrevo:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
MÁ
INTERPRETAÇÃO, APLICAÇÃO OU INOBSERVÂNCIA DE
NORMAS
PROCESSUAIS.
IMPOSSIBILIDADE
DE
CABIMENTO
DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
COMPETÊNCIA. MERA ALEGAÇÃO DE INTERESSE DA
UNIÃO. AUSÊNCIA DE JUSTIFICATIVA PARA DESLOCAR A
CAUSA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO.
I O acórdão recorrido decidiu a questão com base em normas
processuais, sendo pacífico na jurisprudência desta Corte o não
cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má
interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. A
afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível,
portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - O Supremo
Tribunal firmou o entendimento de que a mera alegação de
interesse da União é insuficiente para justificar o deslocamento
da causa para a esfera de competência da Justiça Federal.
Precedentes. III Agravo regimental improvido (destaquei).
Além disso, o exame de eventual ofensa ao preceito
constitucional indicado nas razões recursais, consagrador dos
princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada (art. 5º, XXXVI, da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, a, da Lei Maior, a teor da jurisprudência mansa e
pacífica desta Casa, verbis :
"AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
ALEGADA
VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA
INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I A Corte tem se orientado
no sentido de que a discussão em torno dos limites objetivos da
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 733243 AGR / SP
coisa julgada, matéria de legislação ordinária, não dá ensejo à
abertura da via extraordinária. Precedentes. II Agravo
regimental improvido." (STF-AI-AgR-627.902/SP, Relator
Ministro Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 08.11.2012).
"Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Limites objetivos da coisa
julgada. Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa
à Constituição Federal. 4. Cabimento de recursos da
competência de outros tribunais. Matéria infraconstitucional.
Ausência de repercussão geral. RE-RG 598.365, rel. Min. Ayres
Britto, DJe 26.3.2010. 5. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega
provimento." (STF-ARE-AgR-436.911/DF, Relator Ministro
Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 07.3.2013)
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Princípios do devido processo legal, do contraditório e da
ampla defesa. Ofensa reflexa. Representação processual.
Irregularidade. Legislação infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando dpende, para ser reconhecida
como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos
autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo
regimental não provido." (STF-ARE-AgR-686.910/RJ, Relator
Ministro Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 17.10.2012).
DIREITO
PROCESSUAL
CIVIL.
EXECUÇÃO.
HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS.
NEGATIVA
DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. COISA
JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTI-TUCIONAL. REEXAME
INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
Negativa de prestação jurisdicional não configurada. O artigo
93, IX, da Constituição Federal exige que o órgão jurisdicional
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coisa julgada, matéria de legislação ordinária, não dá ensejo à
abertura da via extraordinária. Precedentes. II Agravo
regimental improvido." (STF-AI-AgR-627.902/SP, Relator
Ministro Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 08.11.2012).
"Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Limites objetivos da coisa
julgada. Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa
à Constituição Federal. 4. Cabimento de recursos da
competência de outros tribunais. Matéria infraconstitucional.
Ausência de repercussão geral. RE-RG 598.365, rel. Min. Ayres
Britto, DJe 26.3.2010. 5. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega
provimento." (STF-ARE-AgR-436.911/DF, Relator Ministro
Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 07.3.2013)
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Princípios do devido processo legal, do contraditório e da
ampla defesa. Ofensa reflexa. Representação processual.
Irregularidade. Legislação infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando dpende, para ser reconhecida
como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos
autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo
regimental não provido." (STF-ARE-AgR-686.910/RJ, Relator
Ministro Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 17.10.2012).
DIREITO
PROCESSUAL
CIVIL.
EXECUÇÃO.
HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS.
NEGATIVA
DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. COISA
JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTI-TUCIONAL. REEXAME
INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
Negativa de prestação jurisdicional não configurada. O artigo
93, IX, da Constituição Federal exige que o órgão jurisdicional
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ARE 733243 AGR / SP
explicite as razões do seu convencimento, ainda que
sucintamente. Impossibilidade de exame em recurso
extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no
âmbito infraconstitucional. Agravo regimental conhecido e não
provido. (STF-AI-AgR-650.949/SP, por mim relatado, 1ª Turma,
DJe 21.6.2012).
Nesse sentir, não merecem processamento os apelos
extremos, consoante também se denota dos fundamentos das
decisões que desafiaram o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão de ausência de ofensa direta
e literal a preceito da Constituição da República.
Ante o exposto: i) tendo em vista a aplicação da
sistemática da repercussão geral, não conheço dos agravos (art.
544, § 4º, I, do CPC), no que diz com a insurgência quanto aos
pressupostos de cabimento de recurso de competência do
Superior Tribunal de Justiça; e ii) conheço dos agravos no que
diz com a alegação de ofensa à garantia constitucional da coisa
julgada, para negar-lhes provimento (art. 544, § 4º, II, a, do
CPC)“.
Nada colhe o agravo.
Mantenho a decisão hostilizada por seus próprios fundamentos.
Conforme já categoricamente assentado na decisão agravada, a questão
sobre pressupostos de admissibilidade da competência de outros
tribunais não possui repercussão geral. O Plenário desta Corte, no exame
do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela
ausência de repercussão geral desse tema. Transcrevo trecho pertinente
da decisão agravada:
“Nessa linha, em se tratando, os presentes, de agravos
interpostos após 19.11.2009, manifesto o seu descabimento na
parte em que questionam o acerto da aplicação de precedente
(RE 598.365/MG) em que firmada a ausência de repercussão
geral de recurso extraordinário interposto com a finalidade de
discutir pressupostos de admissibilidade de recurso de
competência de outro Tribunal (STJ), consoante a compreensão
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explicite as razões do seu convencimento, ainda que
sucintamente. Impossibilidade de exame em recurso
extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no
âmbito infraconstitucional. Agravo regimental conhecido e não
provido. (STF-AI-AgR-650.949/SP, por mim relatado, 1ª Turma,
DJe 21.6.2012).
Nesse sentir, não merecem processamento os apelos
extremos, consoante também se denota dos fundamentos das
decisões que desafiaram o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão de ausência de ofensa direta
e literal a preceito da Constituição da República.
Ante o exposto: i) tendo em vista a aplicação da
sistemática da repercussão geral, não conheço dos agravos (art.
544, § 4º, I, do CPC), no que diz com a insurgência quanto aos
pressupostos de cabimento de recurso de competência do
Superior Tribunal de Justiça; e ii) conheço dos agravos no que
diz com a alegação de ofensa à garantia constitucional da coisa
julgada, para negar-lhes provimento (art. 544, § 4º, II, a, do
CPC)“.
Nada colhe o agravo.
Mantenho a decisão hostilizada por seus próprios fundamentos.
Conforme já categoricamente assentado na decisão agravada, a questão
sobre pressupostos de admissibilidade da competência de outros
tribunais não possui repercussão geral. O Plenário desta Corte, no exame
do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela
ausência de repercussão geral desse tema. Transcrevo trecho pertinente
da decisão agravada:
“Nessa linha, em se tratando, os presentes, de agravos
interpostos após 19.11.2009, manifesto o seu descabimento na
parte em que questionam o acerto da aplicação de precedente
(RE 598.365/MG) em que firmada a ausência de repercussão
geral de recurso extraordinário interposto com a finalidade de
discutir pressupostos de admissibilidade de recurso de
competência de outro Tribunal (STJ), consoante a compreensão
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 733243 AGR / SP
jurisprudencial consolidada nesta Casa, assim como incabíveis
suas conversões em agravos regimentais.”
O Superior Tribunal de Justiça, observando as balizas traçadas por
esta Casa, limitou-se a aplicar o entendimento sobre a ausência de
repercussão geral da matéria do processo em tela. Em nenhum instante o
Superior Tribunal usurpou competência constitucional, considerando que
não exerceu juízo sobre a repercussão geral da matéria em si. Na verdade,
aquele Tribunal se restringiu a adotar a sistemática da repercussão geral
já definida por esta Suprema Corte para a presente lide.
Por fim, reitero que o exame de eventual ofensa ao art. 5º, XXXVI, da
Constituição da Federal, dependeria da análise da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie, de modo que, se afronta ocorresse,
seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da
Constituição da República. Nesse sentido:
“Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
COM AGRAVO. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. EFETIVAÇÃO
SEM CONCURSO PÚBLICO. EXTINÇÃO DO PROCESSO POR
COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA. FUNDAMENTOS
RECURSAIS
DISSOCIADOS.
DEFICIÊNCIA
DE
FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. TRÂNSITO EM
JULGADO
DOS
FUNDAMENTOS
INFRACONSTITUCIONAIS SUFICIENTES PARA MANTER O
ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283/STF. VIOLAÇÃO AO
DIREITO ADQUIRIDO, À COISA JULGADA, AO ATO
JURÍDICO PERFEITO E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA.
OBRIGATORIEDADE DO CONCURSO PÚBLICO.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO”. (ARE 727207 AgR, Relator(a): Min. TEORI
ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 27/08/2013,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-177 DIVULG 09-09-2013
PUBLIC 10-09-2013, grifos nossos)
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ARE 733243 AGR / SP
jurisprudencial consolidada nesta Casa, assim como incabíveis
suas conversões em agravos regimentais.”
O Superior Tribunal de Justiça, observando as balizas traçadas por
esta Casa, limitou-se a aplicar o entendimento sobre a ausência de
repercussão geral da matéria do processo em tela. Em nenhum instante o
Superior Tribunal usurpou competência constitucional, considerando que
não exerceu juízo sobre a repercussão geral da matéria em si. Na verdade,
aquele Tribunal se restringiu a adotar a sistemática da repercussão geral
já definida por esta Suprema Corte para a presente lide.
Por fim, reitero que o exame de eventual ofensa ao art. 5º, XXXVI, da
Constituição da Federal, dependeria da análise da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie, de modo que, se afronta ocorresse,
seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da
Constituição da República. Nesse sentido:
“Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
COM AGRAVO. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. EFETIVAÇÃO
SEM CONCURSO PÚBLICO. EXTINÇÃO DO PROCESSO POR
COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA. FUNDAMENTOS
RECURSAIS
DISSOCIADOS.
DEFICIÊNCIA
DE
FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. TRÂNSITO EM
JULGADO
DOS
FUNDAMENTOS
INFRACONSTITUCIONAIS SUFICIENTES PARA MANTER O
ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283/STF. VIOLAÇÃO AO
DIREITO ADQUIRIDO, À COISA JULGADA, AO ATO
JURÍDICO PERFEITO E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA.
OBRIGATORIEDADE DO CONCURSO PÚBLICO.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO”. (ARE 727207 AgR, Relator(a): Min. TEORI
ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 27/08/2013,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-177 DIVULG 09-09-2013
PUBLIC 10-09-2013, grifos nossos)
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 733243 AGR / SP
“EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento.
Prequestionamento. Ausência. Ofensa ao art. 5º, inciso XXXV,
da CF. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do
contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa.
Litispendência. Legislação infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Indeferimento de diligência
probatória. Inexistência de repercussão geral. Precedentes. 1.
Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão
devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282
e 356/STF. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem
mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta aos
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida
como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos
autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 5. O Plenário
desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame
do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso,
entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à
suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla
defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional
da matéria. 6. Agravo regimental não provido.”
(AI 857129 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira
Turma, julgado em 07/05/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-
125 DIVULG 28-06-2013 PUBLIC 01-07-2013, grifos nossos)
Assim, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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ARE 733243 AGR / SP
“EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento.
Prequestionamento. Ausência. Ofensa ao art. 5º, inciso XXXV,
da CF. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do
contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa.
Litispendência. Legislação infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Indeferimento de diligência
probatória. Inexistência de repercussão geral. Precedentes. 1.
Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão
devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282
e 356/STF. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem
mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta aos
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida
como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos
autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 5. O Plenário
desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame
do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso,
entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à
suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla
defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional
da matéria. 6. Agravo regimental não provido.”
(AI 857129 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira
Turma, julgado em 07/05/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-
125 DIVULG 28-06-2013 PUBLIC 01-07-2013, grifos nossos)
Assim, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Extrato de Ata - 18/03/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S) : VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S) : CRISTOVAO COLOMBO DOS REIS MILLER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S) : MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, relatora,
que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545432
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S) : VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S) : CRISTOVAO COLOMBO DOS REIS MILLER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S) : MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, relatora,
que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 35
Voto Vista
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
VOTO-VISTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Trata-se de agravos regimentais interpostos pela Companhia de
Habitação Popular de Bauru (COHAB/BU) e pela Construtora LR LTDA.
contra a decisão monocrática em que a eminente Relatora concluiu pela
impossibilidade de esta Corte dar seguimento aos apelos extremos. Vide
a parte dispositiva:
“Ante o exposto: i) tendo em vista a aplicação da
sistemática da repercussão geral, não conheço dos agravos (art.
544, § 4º, I, do CPC), no que diz com a insurgência quanto aos
pressupostos de cabimento de recurso de competência do
Superior Tribunal de Justiça; e ii) conheço dos agravos no que
diz com a alegação de ofensa à garantia constitucional da coisa
julgada, para negar-lhes provimento (art. 544, § 4º, II, a, do
CPC).”
Após o voto da eminente Relatora, Ministra Rosa Weber, pelo não
provimento de ambos os agravos regimentais, pedi vista do processo.
Após a atenta leitura dos autos e a análise do iter processual e dos
principais argumentos jurídicos postos nos agravos regimentais, com o
devido respeito ao voto da nobre Relatora, apresento os fundamentos da
parcial divergência.
Para certeza das coisas, relato o ocorrido nesses autos.
Pelo que se extrai dos autos, consta que, no ano de 1991, a Caixa
Econômica Federal (CEF) firmou contrato de mútuo com a Companhia de
Habitação Popular de Bauru (COHAB) para a construção de um núcleo
habitacional, a qual ficaria a cargo da Construtora LR LTDA. A CEF
desembolsaria valores para a COHAB, que os repassaria para a
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
VOTO-VISTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Trata-se de agravos regimentais interpostos pela Companhia de
Habitação Popular de Bauru (COHAB/BU) e pela Construtora LR LTDA.
contra a decisão monocrática em que a eminente Relatora concluiu pela
impossibilidade de esta Corte dar seguimento aos apelos extremos. Vide
a parte dispositiva:
“Ante o exposto: i) tendo em vista a aplicação da
sistemática da repercussão geral, não conheço dos agravos (art.
544, § 4º, I, do CPC), no que diz com a insurgência quanto aos
pressupostos de cabimento de recurso de competência do
Superior Tribunal de Justiça; e ii) conheço dos agravos no que
diz com a alegação de ofensa à garantia constitucional da coisa
julgada, para negar-lhes provimento (art. 544, § 4º, II, a, do
CPC).”
Após o voto da eminente Relatora, Ministra Rosa Weber, pelo não
provimento de ambos os agravos regimentais, pedi vista do processo.
Após a atenta leitura dos autos e a análise do iter processual e dos
principais argumentos jurídicos postos nos agravos regimentais, com o
devido respeito ao voto da nobre Relatora, apresento os fundamentos da
parcial divergência.
Para certeza das coisas, relato o ocorrido nesses autos.
Pelo que se extrai dos autos, consta que, no ano de 1991, a Caixa
Econômica Federal (CEF) firmou contrato de mútuo com a Companhia de
Habitação Popular de Bauru (COHAB) para a construção de um núcleo
habitacional, a qual ficaria a cargo da Construtora LR LTDA. A CEF
desembolsaria valores para a COHAB, que os repassaria para a
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ARE 733243 AGR / SP
construtora, de acordo com o cronograma financeiro.
A CEF teria, nos termos da exordial, atrasado os desembolsos,
prejudicando o cronograma, tendo a mora impossibilitado que a COHAB
repassasse à construtora, nas épocas ajustadas, os valores devidos. Em
1995, a construtora ajuizou ação perante a Justiça estadual contra a
COHAB, que, na oportunidade, contestou a ação e denunciou a CAIXA,
alegando existir suposta obrigação legal e contratual de regresso, no caso
de eventual condenação na demanda primária.
Diante da denunciação à lide da empresa pública federal,
determinou-se que os autos fossem remetidos à Justiça Federal. Admitido
o processamento desses, a CEF foi citada e não só ofertou sua contestação
como também sustentou haver litisconsórcio necessário da União Federal,
que, por sua vez, negou a qualidade de litisconsorte.
Em junho de 2000, em sentença, a ação foi julgada procedente e a
COHAB foi condenada a ressarcir a construtora nos valores apontados
pela perícia. Por sua vez, na lide secundária, restou reconhecida a mora
da CEF, tendo a empresa pública federal sido condenada a restituir,
regressivamente, o montante da indenização à denunciante. Nessa
sentença, a União foi expressamente excluída da lide.
A CEF interpôs recurso de apelação, ao qual negou provimento o
Tribunal Regional Federal da 3ª Região (fls. 2503 a 2518). A União foi
admitida como assistente simples na fase recursal e ofertou embargos de
declaração, os quais foram rejeitados (fls. 2564 a 2571).
A Caixa Econômica Federal interpôs recurso especial em 18 de
setembro de 2001, o qual não foi admitido pelo regional, tendo sido
interposto agravo contra a decisão denegatória (Ag nº 621.107/SP).
A União, na condição de assistente simples, também interpôs outro
recurso especial (fls. 2619/2647), que acabou admitido pelo Tribunal
Regional (Resp nº 681.881/SP).
O agravo da Caixa Econômica Federal foi distribuído por prevenção
ao saudoso Ministro Franciuli Netto, uma vez que havia sido proposta
anteriormente medida cautelar pela mesma parte, com pedido de liminar,
com o intuito de suspender "o cumprimento da r. decisão objeto do
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Supremo Tribunal Federal
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construtora, de acordo com o cronograma financeiro.
A CEF teria, nos termos da exordial, atrasado os desembolsos,
prejudicando o cronograma, tendo a mora impossibilitado que a COHAB
repassasse à construtora, nas épocas ajustadas, os valores devidos. Em
1995, a construtora ajuizou ação perante a Justiça estadual contra a
COHAB, que, na oportunidade, contestou a ação e denunciou a CAIXA,
alegando existir suposta obrigação legal e contratual de regresso, no caso
de eventual condenação na demanda primária.
Diante da denunciação à lide da empresa pública federal,
determinou-se que os autos fossem remetidos à Justiça Federal. Admitido
o processamento desses, a CEF foi citada e não só ofertou sua contestação
como também sustentou haver litisconsórcio necessário da União Federal,
que, por sua vez, negou a qualidade de litisconsorte.
Em junho de 2000, em sentença, a ação foi julgada procedente e a
COHAB foi condenada a ressarcir a construtora nos valores apontados
pela perícia. Por sua vez, na lide secundária, restou reconhecida a mora
da CEF, tendo a empresa pública federal sido condenada a restituir,
regressivamente, o montante da indenização à denunciante. Nessa
sentença, a União foi expressamente excluída da lide.
A CEF interpôs recurso de apelação, ao qual negou provimento o
Tribunal Regional Federal da 3ª Região (fls. 2503 a 2518). A União foi
admitida como assistente simples na fase recursal e ofertou embargos de
declaração, os quais foram rejeitados (fls. 2564 a 2571).
A Caixa Econômica Federal interpôs recurso especial em 18 de
setembro de 2001, o qual não foi admitido pelo regional, tendo sido
interposto agravo contra a decisão denegatória (Ag nº 621.107/SP).
A União, na condição de assistente simples, também interpôs outro
recurso especial (fls. 2619/2647), que acabou admitido pelo Tribunal
Regional (Resp nº 681.881/SP).
O agravo da Caixa Econômica Federal foi distribuído por prevenção
ao saudoso Ministro Franciuli Netto, uma vez que havia sido proposta
anteriormente medida cautelar pela mesma parte, com pedido de liminar,
com o intuito de suspender "o cumprimento da r. decisão objeto do
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recurso especial e sua execução provisória, até julgamento definitivo da
ação”. A MC nº 7.635-SP foi indeferida, tendo a decisão monocrática sido
mantida pela Segunda Turma do STJ no julgamento do agravo
regimental.
O não provimento do agravo ocorreu em 22 de fevereiro de 2005, e,
interposto o agravo regimental, a esse também se negou provimento,
tendo sido os embargos declaratórios subsequentes rejeitados. Saliente-se
que a Segunda Turma do Colendo Superior Tribunal de Justiça, nos autos
desse Ag nº 621.107-SP, concluiu que, para se aferir a possibilidade de
denunciação da CEF, seria indispensável examinarem-se as cláusulas
contratuais e os elementos fáticos da causa, o que é obstado pelas
Súmulas nºs 5 e 7 do STJ. Essa decisão transitou em julgado em 29 de
setembro de 2006.
Observo que o agravo da CEF e o recurso especial ofertado pela
União não foram reunidos, embora tenham sido distribuídos no mesmo
período (respectivamente aos 23/9/04 e 14/10/04) e ao mesmo Ministro
Relator.
Com o falecimento do Ministro Franciulli Neto, que estava prevento
para a relatoria do recurso especial interposto pela União, ficou esse
paralisado por dois anos e oito meses. Com a posse do Ministro
Humberto Martins, que o sucedeu na relatoria, deu-se o julgamento do
Resp nº 681.881/SP pela Segunda Turma do STJ, que, por maioria de
votos, o proveu. Decidiu-se pela extinção da lide secundária. No referido
julgamento, ao apreciar questão preliminar de perda de objeto do recurso
da União, diante da não interposição de recurso válido pela assistida CEF,
entendeu aquele órgão que, pela interpretação do art. 52 do CPC, a União
teria efetivo interesse jurídico na tutela que se pretendia alcançar com o
recurso especial, e como assistente simples poderia defender os interesses
da assistida. Aplicou a Segunda Turma, no acórdão, o art. 50, parágrafo
único, do CPC e, depois, no mérito recursal, excluiu a responsabilidade
da CEF sob diversos fundamentos fáticos e jurídicos. Foi designado como
redator do acórdão o Ministro Herman Benjamin.
A COHAB e a Construtora opuseram embargos de declaração,
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recurso especial e sua execução provisória, até julgamento definitivo da
ação”. A MC nº 7.635-SP foi indeferida, tendo a decisão monocrática sido
mantida pela Segunda Turma do STJ no julgamento do agravo
regimental.
O não provimento do agravo ocorreu em 22 de fevereiro de 2005, e,
interposto o agravo regimental, a esse também se negou provimento,
tendo sido os embargos declaratórios subsequentes rejeitados. Saliente-se
que a Segunda Turma do Colendo Superior Tribunal de Justiça, nos autos
desse Ag nº 621.107-SP, concluiu que, para se aferir a possibilidade de
denunciação da CEF, seria indispensável examinarem-se as cláusulas
contratuais e os elementos fáticos da causa, o que é obstado pelas
Súmulas nºs 5 e 7 do STJ. Essa decisão transitou em julgado em 29 de
setembro de 2006.
Observo que o agravo da CEF e o recurso especial ofertado pela
União não foram reunidos, embora tenham sido distribuídos no mesmo
período (respectivamente aos 23/9/04 e 14/10/04) e ao mesmo Ministro
Relator.
Com o falecimento do Ministro Franciulli Neto, que estava prevento
para a relatoria do recurso especial interposto pela União, ficou esse
paralisado por dois anos e oito meses. Com a posse do Ministro
Humberto Martins, que o sucedeu na relatoria, deu-se o julgamento do
Resp nº 681.881/SP pela Segunda Turma do STJ, que, por maioria de
votos, o proveu. Decidiu-se pela extinção da lide secundária. No referido
julgamento, ao apreciar questão preliminar de perda de objeto do recurso
da União, diante da não interposição de recurso válido pela assistida CEF,
entendeu aquele órgão que, pela interpretação do art. 52 do CPC, a União
teria efetivo interesse jurídico na tutela que se pretendia alcançar com o
recurso especial, e como assistente simples poderia defender os interesses
da assistida. Aplicou a Segunda Turma, no acórdão, o art. 50, parágrafo
único, do CPC e, depois, no mérito recursal, excluiu a responsabilidade
da CEF sob diversos fundamentos fáticos e jurídicos. Foi designado como
redator do acórdão o Ministro Herman Benjamin.
A COHAB e a Construtora opuseram embargos de declaração,
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suscitando novamente ofensa à coisa julgada do venerando acórdão do
Tribunal Regional Federal em que a Segunda Turma negou seguimento
ao recurso especial que havia sido ofertado pela CEF. Os embargos foram
rejeitados, tendo sido salientado, no v. acórdão, que "é inviável a análise
pelo STJ de questão constitucional, ainda que para a interposição de
Recurso Extraordinário".
A COHAB e Construtora ingressaram com embargos de divergência,
sustentando existir, com fundamento nos arts. 955 e 956 do Código Civil
de 1916, o dever ao ressarcimento por aquele que causar prejuízo. Tendo
sido admitidos os embargos, por fim, após debate pela Corte Especial,
restou proferido o resultado do julgamento, no qual, por maioria, se
rejeitou a preliminar de coisa julgada e, no mérito, por maioria, se negou
provimento aos embargos.
A Companhia de Habitação Popular de Bauru (COHAB/BU) e a
Construtora LR LTDA. ofertaram seus recursos extraordinários, os quais
não foram admitidos pela Egrégia Presidência do STJ.
Descrito o cenário, com o devido respeito ao voto da eminente
Ministra Relatora, na espécie entendo ser o caso de se conhecer
parcialmente dos apelos extremos, apenas quanto à tese da violação da
coisa julgada e de se dar provimento a eles. No caso, não há dúvida de
que a Corte Especial, ao julgar os embargos de divergência, simplesmente
ignorou a eficácia jurídica da decisão transitada em julgado proferida
pela Segunda Turma do Colendo Superior Tribunal de Justiça, que, ao
negar provimento ao Ag nº 621.107-SP, concluiu que, para se aferir a
possibilidade de denunciação da CEF, seria indispensável se
examinarem as cláusulas contratuais e os elementos fáticos da causa, o
que é obstado pelas Súmulas nºs 5 e 7 do STJ.
Houve, no caso, equívoco conspícuo quanto ao conteúdo e à
autoridade da coisa julgada, o que autoriza que a questão seja resolvida
em recurso extraordinário, diante da ofensa direta ao art. 5º, inciso
XXXVI, da Constituição Federal, sendo esta a posição desta Corte
Suprema, a saber:
“Recurso extraordinário: matéria constitucional: coisa
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Supremo Tribunal Federal
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suscitando novamente ofensa à coisa julgada do venerando acórdão do
Tribunal Regional Federal em que a Segunda Turma negou seguimento
ao recurso especial que havia sido ofertado pela CEF. Os embargos foram
rejeitados, tendo sido salientado, no v. acórdão, que "é inviável a análise
pelo STJ de questão constitucional, ainda que para a interposição de
Recurso Extraordinário".
A COHAB e Construtora ingressaram com embargos de divergência,
sustentando existir, com fundamento nos arts. 955 e 956 do Código Civil
de 1916, o dever ao ressarcimento por aquele que causar prejuízo. Tendo
sido admitidos os embargos, por fim, após debate pela Corte Especial,
restou proferido o resultado do julgamento, no qual, por maioria, se
rejeitou a preliminar de coisa julgada e, no mérito, por maioria, se negou
provimento aos embargos.
A Companhia de Habitação Popular de Bauru (COHAB/BU) e a
Construtora LR LTDA. ofertaram seus recursos extraordinários, os quais
não foram admitidos pela Egrégia Presidência do STJ.
Descrito o cenário, com o devido respeito ao voto da eminente
Ministra Relatora, na espécie entendo ser o caso de se conhecer
parcialmente dos apelos extremos, apenas quanto à tese da violação da
coisa julgada e de se dar provimento a eles. No caso, não há dúvida de
que a Corte Especial, ao julgar os embargos de divergência, simplesmente
ignorou a eficácia jurídica da decisão transitada em julgado proferida
pela Segunda Turma do Colendo Superior Tribunal de Justiça, que, ao
negar provimento ao Ag nº 621.107-SP, concluiu que, para se aferir a
possibilidade de denunciação da CEF, seria indispensável se
examinarem as cláusulas contratuais e os elementos fáticos da causa, o
que é obstado pelas Súmulas nºs 5 e 7 do STJ.
Houve, no caso, equívoco conspícuo quanto ao conteúdo e à
autoridade da coisa julgada, o que autoriza que a questão seja resolvida
em recurso extraordinário, diante da ofensa direta ao art. 5º, inciso
XXXVI, da Constituição Federal, sendo esta a posição desta Corte
Suprema, a saber:
“Recurso extraordinário: matéria constitucional: coisa
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julgada. Só quando partir a decisão recorrida de erro conspícuo
quanto ao conteúdo e a autoridade, em tese, da coisa julgada e
que se terá questão constitucional a resolver em recurso
extraordinário; não, porém, quando o reconhecimento da
ofensa ao art. 5., XXXVI, da Constituição, depender do exame,
’in concreto’, dos limites objetivos da coisa julgada” (AI nº
143712-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ
de 2/6/95).
“ADMISSIBILIDADE
-
CONSTITUCIONAL.
TRABALHO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO DE
REVISTA. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. COISA JULGADA.
CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL. I. - O recurso de revista,
na execução de sentença, somente pode ser admitido no caso de
ofensa direta à Constituição (Lei nº 7701/88, art. 12, § 4º), o que,
de resto, ocorre relativamente ao recurso extraordinário,
somente cabível na hipótese de ofensa direta à Constituição. II. -
Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa
de prestação jurisdicional. C.F., art. 5º, XXXV. III. - coisa julgada:
a ofensa ocorre no caso de ocorrer erro conspícuo quanto ao
conteúdo e à autoridade, em tese, da coisa julgada. Se o
reconhecimento da ofensa ao art. 5º, XXXV, C.F., depender do
exame in concreto, dos limites da coisa julgada, não se tem
questão constitucional que autorizaria a admissão do recurso
extraordinário: Ag 143.712, Pertence, RTJ 159/682. IV. - O tema -
penhora de bem vinculado à cédula de crédito industrial - não
integra o contencioso constitucional autorizador do RE, mesmo
porque para se chegar à questão constitucional invocada,
primeiro teríamos que examinar a questão sob o ponto de vista
das normas infraconstitucionais pertinentes. V. - R.E.
inadmitido. Agravo não provido” (RE-AgR nº 226.887/PE, Rel.
Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ de 11/12/98).
Não há como se autorizar que um mesmo órgão Judiciário - ainda
que decida dois recursos, um deles interposto pelo assistido e o outro,
pelo assistente simples - possa proferir decisões conflitantes. Ademais, no
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julgada. Só quando partir a decisão recorrida de erro conspícuo
quanto ao conteúdo e a autoridade, em tese, da coisa julgada e
que se terá questão constitucional a resolver em recurso
extraordinário; não, porém, quando o reconhecimento da
ofensa ao art. 5., XXXVI, da Constituição, depender do exame,
’in concreto’, dos limites objetivos da coisa julgada” (AI nº
143712-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ
de 2/6/95).
“ADMISSIBILIDADE
-
CONSTITUCIONAL.
TRABALHO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO DE
REVISTA. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. COISA JULGADA.
CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL. I. - O recurso de revista,
na execução de sentença, somente pode ser admitido no caso de
ofensa direta à Constituição (Lei nº 7701/88, art. 12, § 4º), o que,
de resto, ocorre relativamente ao recurso extraordinário,
somente cabível na hipótese de ofensa direta à Constituição. II. -
Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa
de prestação jurisdicional. C.F., art. 5º, XXXV. III. - coisa julgada:
a ofensa ocorre no caso de ocorrer erro conspícuo quanto ao
conteúdo e à autoridade, em tese, da coisa julgada. Se o
reconhecimento da ofensa ao art. 5º, XXXV, C.F., depender do
exame in concreto, dos limites da coisa julgada, não se tem
questão constitucional que autorizaria a admissão do recurso
extraordinário: Ag 143.712, Pertence, RTJ 159/682. IV. - O tema -
penhora de bem vinculado à cédula de crédito industrial - não
integra o contencioso constitucional autorizador do RE, mesmo
porque para se chegar à questão constitucional invocada,
primeiro teríamos que examinar a questão sob o ponto de vista
das normas infraconstitucionais pertinentes. V. - R.E.
inadmitido. Agravo não provido” (RE-AgR nº 226.887/PE, Rel.
Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ de 11/12/98).
Não há como se autorizar que um mesmo órgão Judiciário - ainda
que decida dois recursos, um deles interposto pelo assistido e o outro,
pelo assistente simples - possa proferir decisões conflitantes. Ademais, no
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caso, é possível falar em conexão como relação de semelhança entre
recursos interpostos em um mesmo processo e que tenham sido dirigidos
a um mesmo Tribunal, no caso, o Superior Tribunal de Justiça. Assim,
deveriam os recursos ter sido julgados em conjunto, seja pela unicidade
dos pedidos e diante dos mesmos fundamentos jurídicos desenvolvidos
pela Caixa Econômica Federal e pela União.
Como isto não veio a ocorrer, embora tenham sido distribuídos ao
mesmo Ministro Relator, o primeiro julgamento se deu e gerou efeitos
jurídicos processuais, dentre eles a coisa julgada formal e material, a qual
atingiu as partes do processo.
Não há como se entender que tenha havido um “nada jurídico”.
Nem se diga que o art. 52 do Código de Processo Civil daria
autonomia processual suficiente ao assistente para superar a coisa
julgada, na medida em que não se pode admitir que o dispositivo
processual infraconstitucional tenha prevalência sobre o disposto no art.
5º, inciso XXXVI da Constituição Federal, sob pena de ocorrer absoluta
violação do princípio da supremacia da Constituição Federal e do direito
fundamental à segurança jurídica no processo (Recht auf vorhersehbares
Verfahren).
A segurança jurídica é valor (value) fundamental, como se extrai do
caput do art. 5º da CF, sendo elemento essencial para qualquer Estado de
Direito (Rule of Law), como acentuado por Neil McCormick em sua
magistral obra Rhetoric and the rule of law: a theory of legal reasoning.
Oxford: Oxford University Press, 2005, p. 16. Nesse sentido vai o escólio
de Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero:
“O direito à segurança jurídica no processo constitui
direito à certeza, à estabilidade, à confiabilidade e à efetividade
das situações jurídicas processuais. Ainda, a segurança jurídica
determina não só segurança no processo, mas também
segurança pelo processo (…) A coisa julgada é uma regra de
conduta – não é um princípio, de modo que não pode ser
afastada de modo nenhum por juízo de proporcionalidade. A
coisa julgada é uma qualidade que envolve o conteúdo
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caso, é possível falar em conexão como relação de semelhança entre
recursos interpostos em um mesmo processo e que tenham sido dirigidos
a um mesmo Tribunal, no caso, o Superior Tribunal de Justiça. Assim,
deveriam os recursos ter sido julgados em conjunto, seja pela unicidade
dos pedidos e diante dos mesmos fundamentos jurídicos desenvolvidos
pela Caixa Econômica Federal e pela União.
Como isto não veio a ocorrer, embora tenham sido distribuídos ao
mesmo Ministro Relator, o primeiro julgamento se deu e gerou efeitos
jurídicos processuais, dentre eles a coisa julgada formal e material, a qual
atingiu as partes do processo.
Não há como se entender que tenha havido um “nada jurídico”.
Nem se diga que o art. 52 do Código de Processo Civil daria
autonomia processual suficiente ao assistente para superar a coisa
julgada, na medida em que não se pode admitir que o dispositivo
processual infraconstitucional tenha prevalência sobre o disposto no art.
5º, inciso XXXVI da Constituição Federal, sob pena de ocorrer absoluta
violação do princípio da supremacia da Constituição Federal e do direito
fundamental à segurança jurídica no processo (Recht auf vorhersehbares
Verfahren).
A segurança jurídica é valor (value) fundamental, como se extrai do
caput do art. 5º da CF, sendo elemento essencial para qualquer Estado de
Direito (Rule of Law), como acentuado por Neil McCormick em sua
magistral obra Rhetoric and the rule of law: a theory of legal reasoning.
Oxford: Oxford University Press, 2005, p. 16. Nesse sentido vai o escólio
de Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero:
“O direito à segurança jurídica no processo constitui
direito à certeza, à estabilidade, à confiabilidade e à efetividade
das situações jurídicas processuais. Ainda, a segurança jurídica
determina não só segurança no processo, mas também
segurança pelo processo (…) A coisa julgada é uma regra de
conduta – não é um princípio, de modo que não pode ser
afastada de modo nenhum por juízo de proporcionalidade. A
coisa julgada é uma qualidade que envolve o conteúdo
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declaratório constante do dispositivo da decisão de mérito
transitada em julgado” (SARLET, Ingo Wolfgang; MARINONI,
Luiz Guilherme & MITIDIERO, Daniel. Curso de Direito
Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013, p. 756 e
757).
Não se poderia sustentar, com o devido respeito, que a assistência
simples, ou seja, ad adjuvandum tantum, e, portanto, adesiva,
coadjuvante, tenha o mesmo tratamento jurídico da assistência
litisconsorcial ou qualificada. No caso, não foram dois recursos de dois
litisconsortes que foram julgados separadamente pelo Superior Tribunal
de Justiça. Pelo contrário, na espécie, a Segunda Turma decidiu a questão
que afetou diretamente a pretensão do assistido e essa decisão transitou
em julgado, o que deveria ter sido reconhecido pelo Colendo Tribunal ao
analisar o recurso especial do assistente simples.
A União não defende direito próprio no processo em que participa
nessa condição e, portanto, sem recurso interposto contra a decisão da
Segunda Turma, que declarou expressamente que a Corte Superior não
poderia analisar, naquele caso, a justiça da decisão proferida pelo
Tribunal Regional Federal, operou-se a coisa julgada, que atingiu as
partes do processo.
Insisto que não se está, neste momento, a analisar o conteúdo
jurídico do art. 51 do Código de Processo Civil. Muito menos a correta
interpretação das normas infraconstitucionais que fundamentaram os
julgamentos que afastaram a responsabilidade da Caixa Econômica
Federal, seja no julgamento do recurso especial ou dos embargos de
divergência (Código de Processo Civil, Lei nº 8.666/93 e Lei nº 8.036/90).
Pelo contrário, apenas se está a decidir se houve ou não coisa julgada, o
que se negaram a fazer a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça
no julgamento do Recurso Especial nº 681.881-SP e dos embargos de
declaração e, expressamente, a Corte Especial do Superior Tribunal de
Justiça quando, por maioria, rejeitou a preliminar de coisa julgada.
Como já alertado por Friedrich Karl Von Savigny, frequentemente
uma decisão judicial pode se tornar duvidosa e nada mais natural que a
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declaratório constante do dispositivo da decisão de mérito
transitada em julgado” (SARLET, Ingo Wolfgang; MARINONI,
Luiz Guilherme & MITIDIERO, Daniel. Curso de Direito
Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013, p. 756 e
757).
Não se poderia sustentar, com o devido respeito, que a assistência
simples, ou seja, ad adjuvandum tantum, e, portanto, adesiva,
coadjuvante, tenha o mesmo tratamento jurídico da assistência
litisconsorcial ou qualificada. No caso, não foram dois recursos de dois
litisconsortes que foram julgados separadamente pelo Superior Tribunal
de Justiça. Pelo contrário, na espécie, a Segunda Turma decidiu a questão
que afetou diretamente a pretensão do assistido e essa decisão transitou
em julgado, o que deveria ter sido reconhecido pelo Colendo Tribunal ao
analisar o recurso especial do assistente simples.
A União não defende direito próprio no processo em que participa
nessa condição e, portanto, sem recurso interposto contra a decisão da
Segunda Turma, que declarou expressamente que a Corte Superior não
poderia analisar, naquele caso, a justiça da decisão proferida pelo
Tribunal Regional Federal, operou-se a coisa julgada, que atingiu as
partes do processo.
Insisto que não se está, neste momento, a analisar o conteúdo
jurídico do art. 51 do Código de Processo Civil. Muito menos a correta
interpretação das normas infraconstitucionais que fundamentaram os
julgamentos que afastaram a responsabilidade da Caixa Econômica
Federal, seja no julgamento do recurso especial ou dos embargos de
divergência (Código de Processo Civil, Lei nº 8.666/93 e Lei nº 8.036/90).
Pelo contrário, apenas se está a decidir se houve ou não coisa julgada, o
que se negaram a fazer a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça
no julgamento do Recurso Especial nº 681.881-SP e dos embargos de
declaração e, expressamente, a Corte Especial do Superior Tribunal de
Justiça quando, por maioria, rejeitou a preliminar de coisa julgada.
Como já alertado por Friedrich Karl Von Savigny, frequentemente
uma decisão judicial pode se tornar duvidosa e nada mais natural que a
7
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Voto Vista
ARE 733243 AGR / SP
ordem jurídica permita sua revisão quando algum dos interessados a
considerar errônea. No entanto, há que se respeitar a coisa julgada, a fim
de evitar um estado de permanente incerteza.
Como já salientado, de forma percuciente, pelo Ministro Sepúlveda
Pertence, o Supremo Tribunal Federal é que estabelecerá, nesses casos, os
critérios para se detectar o conceito de erro enorme ou erro conspícuo
para o fim de possibilitar o conhecimento de recurso extraordinário (cf.
palestra proferida por ocasião da inauguração do Centro de Estudos
Victor Nunes Leal em Brasília-DF no dia 27 de novembro de 2000, no
Simpósio da Advocacia Pública promovido pelo C.E. entre os dias 27 e
1º/12/2000). Penso que esse conceito subsume a hipótese dos autos.
Ante o exposto, dou provimento aos agravos regimentais para
reformar a decisão monocrática e voto pelo provimento dos recursos
extraordinários, a fim de que se reconheça que transitou em julgado o
acórdão em que a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça negou
provimento ao Ag nº 621.107-SP.
8
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Supremo Tribunal Federal
ARE 733243 AGR / SP
ordem jurídica permita sua revisão quando algum dos interessados a
considerar errônea. No entanto, há que se respeitar a coisa julgada, a fim
de evitar um estado de permanente incerteza.
Como já salientado, de forma percuciente, pelo Ministro Sepúlveda
Pertence, o Supremo Tribunal Federal é que estabelecerá, nesses casos, os
critérios para se detectar o conceito de erro enorme ou erro conspícuo
para o fim de possibilitar o conhecimento de recurso extraordinário (cf.
palestra proferida por ocasião da inauguração do Centro de Estudos
Victor Nunes Leal em Brasília-DF no dia 27 de novembro de 2000, no
Simpósio da Advocacia Pública promovido pelo C.E. entre os dias 27 e
1º/12/2000). Penso que esse conceito subsume a hipótese dos autos.
Ante o exposto, dou provimento aos agravos regimentais para
reformar a decisão monocrática e voto pelo provimento dos recursos
extraordinários, a fim de que se reconheça que transitou em julgado o
acórdão em que a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça negou
provimento ao Ag nº 621.107-SP.
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Vista
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:COMPANHIA
DE
HABITAÇÃO
POPULAR
DE
BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S)
:VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S)
:CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S)
:CRISTOVAO COLOMBO
DOS REIS MILLER
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S)
:MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
VISTA
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhora Presidente, tendo em
vista o resultado e o fato de que eu não me recordo como foi o desate da
mesma tese jurídica que eu apreciei no Superior Tribunal de Justiça, se a
Turma concordar, eu vou pedir vista.
Supremo Tribunal Federal
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PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:COMPANHIA
DE
HABITAÇÃO
POPULAR
DE
BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S)
:VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S)
:CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S)
:CRISTOVAO COLOMBO
DOS REIS MILLER
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S)
:MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
VISTA
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhora Presidente, tendo em
vista o resultado e o fato de que eu não me recordo como foi o desate da
mesma tese jurídica que eu apreciei no Superior Tribunal de Justiça, se a
Turma concordar, eu vou pedir vista.
Supremo Tribunal Federal
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Esclarecimento
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
ESCLARECIMENTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE E
RELATORA) - Eu não tenho qualquer oposição. Acho muito interessante,
porque inclusive o eminente Ministro teve a gentileza de me encaminhar
o voto-vista, mas agora um pouco antes da sessão é que chegou às
minhas mãos e eu não tive condições de rememorar e, quem sabe, refletir
mais sobre o tema. Então acho muito oportuno, Ministro Luiz Fux, o
pedido de vista de Vossa Excelência.
Agora, gostaria de colocar à Turma uma questão que me tem
incomodado. Quem sabe podemos pensar a respeito... É que, diante de
uma negativa de seguimento a recurso extraordinário, que já está, pela
data da interposição, sujeito ao regime da repercussão geral, via agravo
regimental, na hipótese de provimento deste pela Turma, se chega desde
logo ao êxito da pretensão. Essa a questão, pois se contrária a minha
compreensão à negativa de seguimento, eu submeteria o processo ao
Plenário Virtual.
É só alguma coisa para que possamos... Há
precedentes, eu sei.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
É que aqui, só para justificar, eu entendo que há precedente de
ofensa ao trânsito em julgado. Eu o citei, só não fiz a leitura para não
incomodá-los. Então, se há precedentes, nós podemos superar a
repercussão geral e aplicarmos diretamente a jurisprudência da Corte.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE E
RELATORA) - Mas com relação ao conhecimento, e não com relação à
questão de fundo, embora eu acompanhe o raciocínio de Vossa Excelência
quanto à questão de fundo. Na questão do tema de fundo, parece-me
manifesto o equívoco, porque se criou uma situação meio esdrúxula. A
minha dificuldade de superar - mas evidentemente a Turma vai decidir
da maneira, sem dúvida, mais adequada - foi de, através do recurso
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
ESCLARECIMENTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE E
RELATORA) - Eu não tenho qualquer oposição. Acho muito interessante,
porque inclusive o eminente Ministro teve a gentileza de me encaminhar
o voto-vista, mas agora um pouco antes da sessão é que chegou às
minhas mãos e eu não tive condições de rememorar e, quem sabe, refletir
mais sobre o tema. Então acho muito oportuno, Ministro Luiz Fux, o
pedido de vista de Vossa Excelência.
Agora, gostaria de colocar à Turma uma questão que me tem
incomodado. Quem sabe podemos pensar a respeito... É que, diante de
uma negativa de seguimento a recurso extraordinário, que já está, pela
data da interposição, sujeito ao regime da repercussão geral, via agravo
regimental, na hipótese de provimento deste pela Turma, se chega desde
logo ao êxito da pretensão. Essa a questão, pois se contrária a minha
compreensão à negativa de seguimento, eu submeteria o processo ao
Plenário Virtual.
É só alguma coisa para que possamos... Há
precedentes, eu sei.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
É que aqui, só para justificar, eu entendo que há precedente de
ofensa ao trânsito em julgado. Eu o citei, só não fiz a leitura para não
incomodá-los. Então, se há precedentes, nós podemos superar a
repercussão geral e aplicarmos diretamente a jurisprudência da Corte.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE E
RELATORA) - Mas com relação ao conhecimento, e não com relação à
questão de fundo, embora eu acompanhe o raciocínio de Vossa Excelência
quanto à questão de fundo. Na questão do tema de fundo, parece-me
manifesto o equívoco, porque se criou uma situação meio esdrúxula. A
minha dificuldade de superar - mas evidentemente a Turma vai decidir
da maneira, sem dúvida, mais adequada - foi de, através do recurso
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Esclarecimento
ARE 733243 AGR / SP
extraordinário, que se volta contra uma decisão em embargos de
divergência, chegar a essa decisão.
Mas é muito oportuno. Quem sabe até eu possa rever, diante desses
fundamentos tão bem-lançados por Vossa Excelência.
2
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Supremo Tribunal Federal
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extraordinário, que se volta contra uma decisão em embargos de
divergência, chegar a essa decisão.
Mas é muito oportuno. Quem sabe até eu possa rever, diante desses
fundamentos tão bem-lançados por Vossa Excelência.
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S) : VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S) : CRISTOVAO COLOMBO DOS REIS MILLER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S) : MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, relatora,
que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora
e Presidente, que negava provimento ao agravo regimental; e do
voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, que dava provimento ao
agravo regimental e ao recurso extraordinário, pediu vista dos
autos o Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S) : VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S) : CRISTOVAO COLOMBO DOS REIS MILLER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S) : MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, relatora,
que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora
e Presidente, que negava provimento ao agravo regimental; e do
voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, que dava provimento ao
agravo regimental e ao recurso extraordinário, pediu vista dos
autos o Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 35
Voto Vista
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
VOTO VISTA
AGRAVOS
REGIMENTAIS
NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. ALEGAÇÃO DE OFENSA
AOS ARTIGOS 5º, INCISO XXXVI, E 105,
INCISO III, ALÍNEAS A E C, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
1. Os requisitos de admissibilidade dos
recursos da competência de outros tribunais
não encerram matéria de repercussão geral
(RE 598.365 RG, Rel. Min. Ayres Britto, DJe
de 26/03/2010)
2. A União, na condição de assistente
simples da Caixa Econômica Federal, tem
legitimidade para recorrer em benefício
desta, não se formando a coisa julgada
enquanto pendente tal recurso de
julgamento, mesmo que o recurso
interposto pela assistida tenha sido
inadmitido. Inteligência do artigo 5º,
parágrafo único, da Lei 9.469/97, e dos
artigos 52, caput, e 499, caput e § 1º, do CPC.
3. A eventual ofensa à coisa julgada que
depende de análise da legislação
infraconstitucional, como no caso dos autos,
é meramente reflexa, não autorizando a
interposição de recurso extraordinário (RE
748.371 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
VOTO VISTA
AGRAVOS
REGIMENTAIS
NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. ALEGAÇÃO DE OFENSA
AOS ARTIGOS 5º, INCISO XXXVI, E 105,
INCISO III, ALÍNEAS A E C, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
1. Os requisitos de admissibilidade dos
recursos da competência de outros tribunais
não encerram matéria de repercussão geral
(RE 598.365 RG, Rel. Min. Ayres Britto, DJe
de 26/03/2010)
2. A União, na condição de assistente
simples da Caixa Econômica Federal, tem
legitimidade para recorrer em benefício
desta, não se formando a coisa julgada
enquanto pendente tal recurso de
julgamento, mesmo que o recurso
interposto pela assistida tenha sido
inadmitido. Inteligência do artigo 5º,
parágrafo único, da Lei 9.469/97, e dos
artigos 52, caput, e 499, caput e § 1º, do CPC.
3. A eventual ofensa à coisa julgada que
depende de análise da legislação
infraconstitucional, como no caso dos autos,
é meramente reflexa, não autorizando a
interposição de recurso extraordinário (RE
748.371 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 35
Voto Vista
ARE 733243 AGR / SP
de 01/08/2013).
4. O Superior Tribunal de Justiça tem a
missão constitucional de interpretar
soberanamente a legislação federal, não
cabendo ao Supremo Tribunal Federal, na
via extraordinária, reapreciar a justiça das
suas decisões, ressalvadas as hipóteses
estritas de cabimento traçadas pelo texto
constitucional.
5. Agravos regimentais DESPROVIDOS.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX: Na hipótese dos autos, os
agravantes se insurgem contra decisão monocrática proferida pela
eminente relatora, Ministra Rosa Weber, que negou seguimento a recurso
extraordinário interposto contra decisão proferida pelo egrégio STJ, no
qual se suscita violação aos artigos 5º, inciso XXXVI, e 105, inciso III,
alíneas a e c, da Constituição Federal.
A decisão monocrática ora impugnada não conheceu o recurso
extraordinário no que concerne ao artigo 105, inciso III, alíneas a e c, da
Constituição Federal, ao fundamento de que este Supremo Tribunal
Federal já assentou o entendimento de que os requisitos de
admissibilidade de recurso da competência de outro tribunal não
encerram matéria de repercussão geral. De fato, esse foi o posicionamento
firmado no julgamento do RE 598.365 RG, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de
26/03/2010, cuja ementa transcrevo abaixo:
“PRESSUPOSTOS
DE
ADMISSIBILIDADE
DE
RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de
recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito
infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 733243 AGR / SP
de 01/08/2013).
4. O Superior Tribunal de Justiça tem a
missão constitucional de interpretar
soberanamente a legislação federal, não
cabendo ao Supremo Tribunal Federal, na
via extraordinária, reapreciar a justiça das
suas decisões, ressalvadas as hipóteses
estritas de cabimento traçadas pelo texto
constitucional.
5. Agravos regimentais DESPROVIDOS.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX: Na hipótese dos autos, os
agravantes se insurgem contra decisão monocrática proferida pela
eminente relatora, Ministra Rosa Weber, que negou seguimento a recurso
extraordinário interposto contra decisão proferida pelo egrégio STJ, no
qual se suscita violação aos artigos 5º, inciso XXXVI, e 105, inciso III,
alíneas a e c, da Constituição Federal.
A decisão monocrática ora impugnada não conheceu o recurso
extraordinário no que concerne ao artigo 105, inciso III, alíneas a e c, da
Constituição Federal, ao fundamento de que este Supremo Tribunal
Federal já assentou o entendimento de que os requisitos de
admissibilidade de recurso da competência de outro tribunal não
encerram matéria de repercussão geral. De fato, esse foi o posicionamento
firmado no julgamento do RE 598.365 RG, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de
26/03/2010, cuja ementa transcrevo abaixo:
“PRESSUPOSTOS
DE
ADMISSIBILIDADE
DE
RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de
recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito
infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 35
Voto Vista
ARE 733243 AGR / SP
constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso
“elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme
salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão
Geral no RE 584.608.”
Quanto à segunda tese dos agravantes, relativa à suposta ofensa à
coisa julgada, a decisão monocrática conheceu o recurso, porém lhe
negou provimento, argumentando que se trataria de ofensa reflexa à
Constituição Federal, a qual demandaria a análise de legislação
infraconstitucional.
Em voto divergente proferido em 19/05/2015, o eminente Ministro
Dias Toffoli acolheu a tese de ofensa à coisa julgada, conhecendo e dando
provimento ao recurso extraordinário. Segundo o voto divergente, não
poderia o STJ prover recurso especial interposto pela União, na condição
de assistente simples da Caixa Econômica Federal, após o recurso por esta
interposto ter sido rejeitado, transitando em julgado essa decisão. Assim,
haveria se formado a coisa julgada sobre a decisão do STJ que não
conheceu o recurso da CEF, não podendo o mesmo tribunal, em seguida,
proferir decisão em sentido contrário, provendo o recurso da União, mera
assistente simples. Estaria configurado, portanto, o erro manifesto do
tribunal a quo, o que autorizaria o reconhecimento da violação da coisa
julgada e consequente provimento do recurso extraordinário.
Peço vênia ao excelentíssimo Ministro Dias Toffoli para acompanhar
a relatora, posto que não verifico a existência de erro manifesto na decisão
proferida pelo egrégio STJ ou sequer ofensa à coisa julgada.
Com efeito, o acórdão proferido pelo egrégio Tribunal Regional
Federal da 3ª Região (fls. 2.503-2.518) foi atacado por embargos de
declaração manejados pela União (fls. 2.545-2.555), previamente admitida
como assistente simples da CEF, como consta do próprio acórdão
embargado (fl. 2.515). Tais embargos foram interpostos tempestivamente,
visto que protocolados em 27/09/2001 (fl. 2.545), enquanto o prazo de 10
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 733243 AGR / SP
constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso
“elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme
salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão
Geral no RE 584.608.”
Quanto à segunda tese dos agravantes, relativa à suposta ofensa à
coisa julgada, a decisão monocrática conheceu o recurso, porém lhe
negou provimento, argumentando que se trataria de ofensa reflexa à
Constituição Federal, a qual demandaria a análise de legislação
infraconstitucional.
Em voto divergente proferido em 19/05/2015, o eminente Ministro
Dias Toffoli acolheu a tese de ofensa à coisa julgada, conhecendo e dando
provimento ao recurso extraordinário. Segundo o voto divergente, não
poderia o STJ prover recurso especial interposto pela União, na condição
de assistente simples da Caixa Econômica Federal, após o recurso por esta
interposto ter sido rejeitado, transitando em julgado essa decisão. Assim,
haveria se formado a coisa julgada sobre a decisão do STJ que não
conheceu o recurso da CEF, não podendo o mesmo tribunal, em seguida,
proferir decisão em sentido contrário, provendo o recurso da União, mera
assistente simples. Estaria configurado, portanto, o erro manifesto do
tribunal a quo, o que autorizaria o reconhecimento da violação da coisa
julgada e consequente provimento do recurso extraordinário.
Peço vênia ao excelentíssimo Ministro Dias Toffoli para acompanhar
a relatora, posto que não verifico a existência de erro manifesto na decisão
proferida pelo egrégio STJ ou sequer ofensa à coisa julgada.
Com efeito, o acórdão proferido pelo egrégio Tribunal Regional
Federal da 3ª Região (fls. 2.503-2.518) foi atacado por embargos de
declaração manejados pela União (fls. 2.545-2.555), previamente admitida
como assistente simples da CEF, como consta do próprio acórdão
embargado (fl. 2.515). Tais embargos foram interpostos tempestivamente,
visto que protocolados em 27/09/2001 (fl. 2.545), enquanto o prazo de 10
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 35
Voto Vista
ARE 733243 AGR / SP
dias para a sua oposição começara a correr em 18/09/2001 (fl. 2.519),
conforme os artigos 188 e 241, inciso II, do CPC.
Rejeitados os embargos de declaração (fls. 2.564-2.571), foi a União
intimada dessa decisão em 04/03/2002, com juntada do mandado de
intimação aos autos no dia seguinte (fls. 2.574 e 2.572, respectivamente).
Posteriormente, em 20/03/2002, a União interpôs tempestivamente recurso
especial (fls. 2.619-2.647), que foi admitido pelo Tribunal Regional e
enviado ao STJ para julgamento (REsp 681.881).
Paralelamente, a CEF também interpôs recurso especial (fls. 2.593-
2.613), o qual não foi admitido na origem, ensejando a interposição do
Agravo de Instrumento 621.107 (fls. 3.472-3.488). O referido agravo foi
desprovido, certificando-se nos autos o trânsito em julgado apenas desse
acórdão que o julgou (fl. 3.490).
Fica claro, portanto, que remanesceu pendente de apreciação o
recurso especial tempestivamente interposto pela União (REsp 681.881),
que buscava a reforma do acórdão regional, não se formando,
consectariamente, a coisa julgada. Já o certificado trânsito em julgado do
acórdão proferido no Ag 621.107 alcançou apenas a decisão que
inadmitiu o recurso especial interposto pela CEF, não se manifestando o
STJ, em tal ocasião, sobre o mérito da demanda – o que viria a fazer
somente no julgamento do recurso especial interposto pela União.
Exposto o histórico da tramitação processual do presente feito, insta
consignar que, mesmo inadmitido o recurso interposto pela CEF, pode
lhe aproveitar o julgamento do recurso interposto pela União, a qual,
frise-se, tem legitimidade para recorrer, nos termos do artigo 5º,
parágrafo único, da Lei 9.469/97, que tem a seguinte redação:
“Art. 5º A União poderá intervir nas causas em que figurarem,
como autoras ou rés, autarquias, fundações públicas, sociedades de
economia mista e empresas públicas federais.
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dias para a sua oposição começara a correr em 18/09/2001 (fl. 2.519),
conforme os artigos 188 e 241, inciso II, do CPC.
Rejeitados os embargos de declaração (fls. 2.564-2.571), foi a União
intimada dessa decisão em 04/03/2002, com juntada do mandado de
intimação aos autos no dia seguinte (fls. 2.574 e 2.572, respectivamente).
Posteriormente, em 20/03/2002, a União interpôs tempestivamente recurso
especial (fls. 2.619-2.647), que foi admitido pelo Tribunal Regional e
enviado ao STJ para julgamento (REsp 681.881).
Paralelamente, a CEF também interpôs recurso especial (fls. 2.593-
2.613), o qual não foi admitido na origem, ensejando a interposição do
Agravo de Instrumento 621.107 (fls. 3.472-3.488). O referido agravo foi
desprovido, certificando-se nos autos o trânsito em julgado apenas desse
acórdão que o julgou (fl. 3.490).
Fica claro, portanto, que remanesceu pendente de apreciação o
recurso especial tempestivamente interposto pela União (REsp 681.881),
que buscava a reforma do acórdão regional, não se formando,
consectariamente, a coisa julgada. Já o certificado trânsito em julgado do
acórdão proferido no Ag 621.107 alcançou apenas a decisão que
inadmitiu o recurso especial interposto pela CEF, não se manifestando o
STJ, em tal ocasião, sobre o mérito da demanda – o que viria a fazer
somente no julgamento do recurso especial interposto pela União.
Exposto o histórico da tramitação processual do presente feito, insta
consignar que, mesmo inadmitido o recurso interposto pela CEF, pode
lhe aproveitar o julgamento do recurso interposto pela União, a qual,
frise-se, tem legitimidade para recorrer, nos termos do artigo 5º,
parágrafo único, da Lei 9.469/97, que tem a seguinte redação:
“Art. 5º A União poderá intervir nas causas em que figurarem,
como autoras ou rés, autarquias, fundações públicas, sociedades de
economia mista e empresas públicas federais.
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Voto Vista
ARE 733243 AGR / SP
Parágrafo único. As pessoas jurídicas de direito público poderão,
nas causas cuja decisão possa ter reflexos, ainda que indiretos, de
natureza econômica, intervir, independentemente da demonstração de
interesse jurídico, para esclarecer questões de fato e de direito, podendo
juntar documentos e memoriais reputados úteis ao exame da matéria
e, se for o caso, recorrer, hipótese em que, para fins de deslocamento de
competência, serão consideradas partes.”
Sobre o tema, assim leciona JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA
(Comentários ao Código de Processo Civil. Rio de Janeiro: Forense, 16ª
Edição, 2011, p. 296):
“A Lei nº 9.469, de 10.7.1997, no art. 5º, parágrafo único,
instituiu regime especial para as pessoas jurídicas de direito público,
autorizando-as a intervir ‘e, se for o caso, recorrer’, ‘nas causas cuja
decisão possa ter reflexos, ainda que indiretos, de natureza econômica’,
‘independentemente da demonstração de interesse jurídico’.”
Note-se, ademais, que independentemente da previsão legal
específica supracitada, é evidente o interesse jurídico da União em causas
nas quais a CEF discute vultosos valores. Ora, tratando-se de empresa
pública, cujo capital se concentra unicamente nas mãos da União,
eventual sucumbência que prejudique ou ameace a solvência da referida
instituição financeira poderá vir a ter reflexos na esfera jurídica da União.
Daí decorre, portanto, sua legitimidade para recorrer, seja em virtude da
sua condição de assistente simples (artigo 52, caput, do CPC), seja por
força da sua posição de terceira prejudicada (artigo 499, caput e § 1º, do
CPC).
Pendente de julgamento, por conseguinte, recurso da União, não se
pode afirmar que se formou coisa julgada contra a CEF.
De qualquer forma, há que se reconhecer que toda essa discussão é
travada no âmbito da legislação infraconstitucional, razão pela qual
5
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ARE 733243 AGR / SP
Parágrafo único. As pessoas jurídicas de direito público poderão,
nas causas cuja decisão possa ter reflexos, ainda que indiretos, de
natureza econômica, intervir, independentemente da demonstração de
interesse jurídico, para esclarecer questões de fato e de direito, podendo
juntar documentos e memoriais reputados úteis ao exame da matéria
e, se for o caso, recorrer, hipótese em que, para fins de deslocamento de
competência, serão consideradas partes.”
Sobre o tema, assim leciona JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA
(Comentários ao Código de Processo Civil. Rio de Janeiro: Forense, 16ª
Edição, 2011, p. 296):
“A Lei nº 9.469, de 10.7.1997, no art. 5º, parágrafo único,
instituiu regime especial para as pessoas jurídicas de direito público,
autorizando-as a intervir ‘e, se for o caso, recorrer’, ‘nas causas cuja
decisão possa ter reflexos, ainda que indiretos, de natureza econômica’,
‘independentemente da demonstração de interesse jurídico’.”
Note-se, ademais, que independentemente da previsão legal
específica supracitada, é evidente o interesse jurídico da União em causas
nas quais a CEF discute vultosos valores. Ora, tratando-se de empresa
pública, cujo capital se concentra unicamente nas mãos da União,
eventual sucumbência que prejudique ou ameace a solvência da referida
instituição financeira poderá vir a ter reflexos na esfera jurídica da União.
Daí decorre, portanto, sua legitimidade para recorrer, seja em virtude da
sua condição de assistente simples (artigo 52, caput, do CPC), seja por
força da sua posição de terceira prejudicada (artigo 499, caput e § 1º, do
CPC).
Pendente de julgamento, por conseguinte, recurso da União, não se
pode afirmar que se formou coisa julgada contra a CEF.
De qualquer forma, há que se reconhecer que toda essa discussão é
travada no âmbito da legislação infraconstitucional, razão pela qual
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ARE 733243 AGR / SP
sequer pode ser veiculada em sede de recurso extraordinário, ainda que
para apurar eventual ofensa à coisa julgada. Nesse sentido, por sinal, já se
pronunciou este Supremo Tribunal Federal, em sede de repercussão geral
(RE 748.371 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 01/08/2013):
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da
causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.”
Correta, portanto, a decisão monocrática ora impugnada, seja por
não ter efetivamente havido ofensa à coisa julgada, seja por não se poder,
no bojo de recurso extraordinário, analisar matéria infraconstitucional
para se aferir a sua suposta violação.
Destaco, por fim, que não cabe a este Supremo Tribunal Federal
aquilatar a justiça da decisão proferida pelo STJ, ao rejeitar a denunciação
da lide à CEF. Ora, é àquele tribunal que a Constituição Federal atribui a
função de interpretar soberanamente da legislação federal, só podendo
suas decisões serem reformadas pelo Pretório Excelso, na via
extraordinária, nas estritas hipóteses de cabimento traçadas pela
Constituição Federal, inocorrentes, como visto, no caso sub examine.
Ex positis, NEGO PROVIMENTO aos agravos regimentais.
É como voto.
6
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sequer pode ser veiculada em sede de recurso extraordinário, ainda que
para apurar eventual ofensa à coisa julgada. Nesse sentido, por sinal, já se
pronunciou este Supremo Tribunal Federal, em sede de repercussão geral
(RE 748.371 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 01/08/2013):
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da
causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.”
Correta, portanto, a decisão monocrática ora impugnada, seja por
não ter efetivamente havido ofensa à coisa julgada, seja por não se poder,
no bojo de recurso extraordinário, analisar matéria infraconstitucional
para se aferir a sua suposta violação.
Destaco, por fim, que não cabe a este Supremo Tribunal Federal
aquilatar a justiça da decisão proferida pelo STJ, ao rejeitar a denunciação
da lide à CEF. Ora, é àquele tribunal que a Constituição Federal atribui a
função de interpretar soberanamente da legislação federal, só podendo
suas decisões serem reformadas pelo Pretório Excelso, na via
extraordinária, nas estritas hipóteses de cabimento traçadas pela
Constituição Federal, inocorrentes, como visto, no caso sub examine.
Ex positis, NEGO PROVIMENTO aos agravos regimentais.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 35
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a ordem
natural das coisas direciona a uma conclusão: não é possível cogitar-se de
assistente se não há parte assistida. No caso concreto, houve a preclusão
maior quanto à Caixa Econômica, que denunciara a União, vindo a
própria União a se dizer parte ilegítima para responder pelas
consequências do deslinde do conflito de interesse.
A matéria está a exigir pronunciamento do Supremo, viabilizada a
sustentação da tribuna, viabilizado, portanto, julgamento que não seja –
muito embora este não possa ser assim enquadrado – sumário, como é o
do agravo regimental.
Não chego ao ponto que chegou o ministro Dias Toffoli, no voto-
vista, quando foi à apreciação do recurso extraordinário, que teria que
estar submetido, para haver o crivo, à repercussão geral, e proveu até
mesmo o recurso.
Voto no sentido de que seja aberto o embrulho e venha o Tribunal a
examinar o extraordinário.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a ordem
natural das coisas direciona a uma conclusão: não é possível cogitar-se de
assistente se não há parte assistida. No caso concreto, houve a preclusão
maior quanto à Caixa Econômica, que denunciara a União, vindo a
própria União a se dizer parte ilegítima para responder pelas
consequências do deslinde do conflito de interesse.
A matéria está a exigir pronunciamento do Supremo, viabilizada a
sustentação da tribuna, viabilizado, portanto, julgamento que não seja –
muito embora este não possa ser assim enquadrado – sumário, como é o
do agravo regimental.
Não chego ao ponto que chegou o ministro Dias Toffoli, no voto-
vista, quando foi à apreciação do recurso extraordinário, que teria que
estar submetido, para haver o crivo, à repercussão geral, e proveu até
mesmo o recurso.
Voto no sentido de que seja aberto o embrulho e venha o Tribunal a
examinar o extraordinário.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 35
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S) : VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S) : CRISTOVAO COLOMBO DOS REIS MILLER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S) : MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, relatora,
que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora
e Presidente, que negava provimento ao agravo regimental; e do
voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, que dava provimento ao
agravo regimental e ao recurso extraordinário, pediu vista dos
autos o Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.5.2015.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencidos os
Senhores Ministros Dias Toffoli e Marco Aurélio. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Edson
Fachin. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma,
23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045669
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S) : VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S) : CRISTOVAO COLOMBO DOS REIS MILLER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S) : MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, relatora,
que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora
e Presidente, que negava provimento ao agravo regimental; e do
voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, que dava provimento ao
agravo regimental e ao recurso extraordinário, pediu vista dos
autos o Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.5.2015.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencidos os
Senhores Ministros Dias Toffoli e Marco Aurélio. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Edson
Fachin. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma,
23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045669
Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 35
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9217839
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-24T00:00:00
|
Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, relatora, que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora e Presidente, que negava provimento ao agravo regimental; e do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, que dava provimento ao agravo regimental e ao recurso extraordinário, pediu vista dos autos o Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.5.2015.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencidos os Senhores Ministros Dias Toffoli e Marco Aurélio. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Edson Fachin. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO TRIBUTÁRIO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO DO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA. OFENSA REFLEXA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.8.2012.
A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. O exame de eventual ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Magna Carta dependeria da análise de preceitos infraconstitucionais, de modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur316293
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE, RECURSO, COMPETÊNCIA, TRIBUNAL DIVERSO)
RE 598365 RG.
(MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, OFENSA INDIRETA)
AI 857129 AgR (1ªT), ARE 748371 RG, ARE 727207 AgR (2ªT).
(COISA JULGADA, RECURSO EXTRAORDINÁRIO, OFENSA DIRETA)
AI 143712 AgR (1ªT), RE 226887 AgR (2ªT).
- Veja Ag 621107 e Resp 681881 do STJ.
Número de páginas: 35.
Análise: 01/09/2015, JRS.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
733243
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036 ART-00102 INC-00003 \n LET-A ART-00105 INC-00003 LET-A \n LET-C\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-003071 ANO-1916\n ART-00955 ART-00956\n CC-1916 CÓDIGO CIVIL\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00050 PAR-ÚNICO ART-00051 ART-00052 \n \"CAPUT\" ART-00188 ART-00241 INC-00002 \n ART-00499 \"CAPUT\" PAR-00001\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED LEI-008036 ANO-1990\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES\n\n",
"LEG-FED LEI-009469 ANO-1997\n ART-00005 PAR-ÚNICO\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED SUMSTJ-000005 \n SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ\n\n",
"LEG-FED SUMSTJ-000007 \n SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 733243 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S) : VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S) : CRISTOVAO COLOMBO DOS REIS MILLER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S) : MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:COMPANHIA
DE
HABITAÇÃO
POPULAR
DE
BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S)
:VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S)
:CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S)
:CRISTOVAO COLOMBO
DOS REIS MILLER
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S)
:MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA
DIREITO
TRIBUTÁRIO.
DEBATE
DE
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO DO ART. 5..., XXXVI, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA.
OFENSA REFLEXA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
13.8.2012.
A discussão travada nos autos não alcança status constitucional,
porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. O exame de eventual ofensa ao art. 5..., XXXVI, da
Magna Carta dependeria da análise de preceitos infraconstitucionais, de
modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 35
Ementa e Acórdão
ARE 733243 AGR / SP
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora,
vencidos os Senhores Ministros Dias Toffoli e Marco Aurélio. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Edson
Fachin.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 733243 AGR / SP
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora,
vencidos os Senhores Ministros Dias Toffoli e Marco Aurélio. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Edson
Fachin.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
18/03/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:COMPANHIA
DE
HABITAÇÃO
POPULAR
DE
BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S)
:VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S)
:CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S)
:CRISTOVAO COLOMBO
DOS REIS MILLER
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S)
:MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento ao agravo de
instrumento, manejam agravos regimentais a Companhia de Habitação
Popular de Bauru – Cohab/BU e a Construtora LR Ltda.
As agravantes insurgem-se contra a decisão monocrática, ao
argumento de que há violação direta do art. 105, inciso III, alíneas “a” e
”c” e 5..., XXXVI, da Constituição Federal.
A Construtora LR Ltda insiste na violação frontal da coisa julgada.
A Companhia de Habitação Popular de Bauru – Cohab/BU sustenta
afronta à Constituição da República, no momento que o Superior
Tribunal de Justiça entendeu pelo cabimento do Recurso Especial.
Ademais, alega violação da coisa julgada, in verbis: “ (…) conforme
exaustivamente demonstrado pela Agravante na ocasião do Agravo de
instrumento, pela simples análise destes autos, constata-se facilmente que
coexistem, in casu, duas sentenças diametralmente opostas versando sobre o
mesmo objeto, razão pela qual, ao melhor entedimento, deverá esta Egrégia Corte
reconhecer a flagrante ofensa direta à norma preconizada pelo art. 5..., XXXVI, da
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
18/03/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:COMPANHIA
DE
HABITAÇÃO
POPULAR
DE
BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S)
:VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S)
:CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S)
:CRISTOVAO COLOMBO
DOS REIS MILLER
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S)
:MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento ao agravo de
instrumento, manejam agravos regimentais a Companhia de Habitação
Popular de Bauru – Cohab/BU e a Construtora LR Ltda.
As agravantes insurgem-se contra a decisão monocrática, ao
argumento de que há violação direta do art. 105, inciso III, alíneas “a” e
”c” e 5..., XXXVI, da Constituição Federal.
A Construtora LR Ltda insiste na violação frontal da coisa julgada.
A Companhia de Habitação Popular de Bauru – Cohab/BU sustenta
afronta à Constituição da República, no momento que o Superior
Tribunal de Justiça entendeu pelo cabimento do Recurso Especial.
Ademais, alega violação da coisa julgada, in verbis: “ (…) conforme
exaustivamente demonstrado pela Agravante na ocasião do Agravo de
instrumento, pela simples análise destes autos, constata-se facilmente que
coexistem, in casu, duas sentenças diametralmente opostas versando sobre o
mesmo objeto, razão pela qual, ao melhor entedimento, deverá esta Egrégia Corte
reconhecer a flagrante ofensa direta à norma preconizada pelo art. 5..., XXXVI, da
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 35
Relatório
ARE 733243 AGR / SP
Constituição da República, sob pena de se perpetuar em nosso ordenamento
jurídico duas decisões completamente antagônicas.”
Acórdão recorrido publicado em 13.8.2012.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 733243 AGR / SP
Constituição da República, sob pena de se perpetuar em nosso ordenamento
jurídico duas decisões completamente antagônicas.”
Acórdão recorrido publicado em 13.8.2012.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 35
Voto - MIN. ROSA WEBER
18/03/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Tratam-se de agravos interpostos contra decisões da
Presidência do Superior Tribunal de Justiça que inadmitiram os
recursos extraordinários ao observar a sistemática da
repercussão geral, na forma do art. 543-B do Código de
Processo Civil, bem como considerar ausente a alegada ofensa
direta ao art. 5..., XXXVI, da Magna Carta.
Contra os juízos negativos de admissibilidade dos
recursos extraordinários, exarados pela Presidência do Superior
Tribunal de Justiça, foram manejados agravos. Nas minutas,
registram os agravantes que os apelos extremos reúnem todos
os requisitos para admissão. Aparelhados os recursos na
afronta aos arts. 5..., XXXVI, e 105, III, a e c, da Lei Maior.
Noticiam a negativa de seguimento do recurso especial do
assistido, a Caixa Econômica Federal. Objetivam o
reconhecimento da coisa julgada face ao insucesso do recurso
interposto pelo assistido perante o Superior Tribunal de Justiça. Sustentam a
impossibilidade de conhecimento, pelo Superior Tribunal de
Justiça, do recurso especial interposto pela União na qualidade
de assistente simples, ausente a legitimidade recursal.
Consideram desrespeitada a coisa julgada material pela decisão
do Superior Tribunal de Justiça.
É o relatório. Decido.
Firmou-se o entendimento desta Suprema Corte no
sentido de que incabível agravo ou reclamação de decisão que,
na origem, aplica o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Contra
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8669576.
Supremo Tribunal Federal
18/03/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Tratam-se de agravos interpostos contra decisões da
Presidência do Superior Tribunal de Justiça que inadmitiram os
recursos extraordinários ao observar a sistemática da
repercussão geral, na forma do art. 543-B do Código de
Processo Civil, bem como considerar ausente a alegada ofensa
direta ao art. 5..., XXXVI, da Magna Carta.
Contra os juízos negativos de admissibilidade dos
recursos extraordinários, exarados pela Presidência do Superior
Tribunal de Justiça, foram manejados agravos. Nas minutas,
registram os agravantes que os apelos extremos reúnem todos
os requisitos para admissão. Aparelhados os recursos na
afronta aos arts. 5..., XXXVI, e 105, III, a e c, da Lei Maior.
Noticiam a negativa de seguimento do recurso especial do
assistido, a Caixa Econômica Federal. Objetivam o
reconhecimento da coisa julgada face ao insucesso do recurso
interposto pelo assistido perante o Superior Tribunal de Justiça. Sustentam a
impossibilidade de conhecimento, pelo Superior Tribunal de
Justiça, do recurso especial interposto pela União na qualidade
de assistente simples, ausente a legitimidade recursal.
Consideram desrespeitada a coisa julgada material pela decisão
do Superior Tribunal de Justiça.
É o relatório. Decido.
Firmou-se o entendimento desta Suprema Corte no
sentido de que incabível agravo ou reclamação de decisão que,
na origem, aplica o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Contra
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 35
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 733243 AGR / SP
decisão desse teor reputa-se admissível apenas agravo
regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo.
Forte no princípio da fungibilidade recursal, determinada
em um primeiro momento a conversão dos agravos e das
reclamações em agravo regimental, a ser julgado pelo Tribunal
de origem ( v.g. AI 760.358-QO, Pleno, Rel. Min. Gilmar
Mendes, DJe 19.12.2009, e Rcls 7.547 e 7.569, Pleno, Rel. Min.
Ellen Gracie, DJe 11.12.2009). Posteriormente, a jurisprudência
deste Supremo Tribunal Federal consolidou-se no sentido de
que somente possível a conversão em agravo regimental quanto
aos recursos interpostos e reclamações ajuizadas até a data do
julgamento dos referidos processos, qual seja, 19.11.2009. Nesse
sentido, Rcl 11.633-AgR, Pleno, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe
13.9.2011 e Rcl 9.471, 2... Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe
13.8.2010:
Agravo regimental em reclamação. 2. Indeferimento da
inicial. Ausência de documento necessário à perfeita
compreensão da controvérsia. 3. Reclamação em que se
impugna decisão do tribunal de origem que, nos termos do art.
328-A, § 1..., do RISTF, aplica a orientação que o Supremo
Tribunal Federal adotou em processo paradigma da
repercussão geral (Recurso Extraordinário 598.365-RG). Inadmissibilidade.
Precedentes. AI 760.358, Rcl 7.569 e Rcl 7.547. 4. Utilização do
princípio da fungibilidade para se determinar a conversão em
agravo regimental apenas para agravos de instrumento e
reclamações propostos anteriormente a 19.11.2009. 5 Agravo
regimental a que se nega provimento.
Ainda, exemplificativamente, as seguintes decisões
monocráticas: ARE 713.609, Rel. Min. Celso de Mello, DJe
03.4.2013, ARE 737.931, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 03.4.2013,
ARE 720.845, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 15.3.2013,
ARE 703.326, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 02.10.2012, ARE
654.045, Rel. Min. Luiz Fux, DJ 1....3.2012, e ARE 646.211, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe 02.8.2012.
Nessa linha, em se tratando, os presentes, de agravos
interpostos após 19.11.2009, manifesto o seu descabimento na
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 733243 AGR / SP
decisão desse teor reputa-se admissível apenas agravo
regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo.
Forte no princípio da fungibilidade recursal, determinada
em um primeiro momento a conversão dos agravos e das
reclamações em agravo regimental, a ser julgado pelo Tribunal
de origem ( v.g. AI 760.358-QO, Pleno, Rel. Min. Gilmar
Mendes, DJe 19.12.2009, e Rcls 7.547 e 7.569, Pleno, Rel. Min.
Ellen Gracie, DJe 11.12.2009). Posteriormente, a jurisprudência
deste Supremo Tribunal Federal consolidou-se no sentido de
que somente possível a conversão em agravo regimental quanto
aos recursos interpostos e reclamações ajuizadas até a data do
julgamento dos referidos processos, qual seja, 19.11.2009. Nesse
sentido, Rcl 11.633-AgR, Pleno, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe
13.9.2011 e Rcl 9.471, 2... Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe
13.8.2010:
Agravo regimental em reclamação. 2. Indeferimento da
inicial. Ausência de documento necessário à perfeita
compreensão da controvérsia. 3. Reclamação em que se
impugna decisão do tribunal de origem que, nos termos do art.
328-A, § 1..., do RISTF, aplica a orientação que o Supremo
Tribunal Federal adotou em processo paradigma da
repercussão geral (Recurso Extraordinário 598.365-RG). Inadmissibilidade.
Precedentes. AI 760.358, Rcl 7.569 e Rcl 7.547. 4. Utilização do
princípio da fungibilidade para se determinar a conversão em
agravo regimental apenas para agravos de instrumento e
reclamações propostos anteriormente a 19.11.2009. 5 Agravo
regimental a que se nega provimento.
Ainda, exemplificativamente, as seguintes decisões
monocráticas: ARE 713.609, Rel. Min. Celso de Mello, DJe
03.4.2013, ARE 737.931, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 03.4.2013,
ARE 720.845, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 15.3.2013,
ARE 703.326, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 02.10.2012, ARE
654.045, Rel. Min. Luiz Fux, DJ 1....3.2012, e ARE 646.211, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe 02.8.2012.
Nessa linha, em se tratando, os presentes, de agravos
interpostos após 19.11.2009, manifesto o seu descabimento na
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 35
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 733243 AGR / SP
parte em que questionam o acerto da aplicação de precedente
(Recurso Extraordinário 598.365/MG) em que firmada a ausência de repercussão
geral de recurso extraordinário interposto com a finalidade de
discutir pressupostos de admissibilidade de recurso de
competência de outro Tribunal (Superior Tribunal de Justiça), consoante a compreensão
jurisprudencial consolidada nesta Casa, assim como incabíveis
suas conversões em agravos regimentais.
De outro lado, da detida análise dos fundamentos da
decisão denegatória de seguimento dos recursos
extraordinários, bem como à luz das razões de decidir adotadas
pelo Superior Tribunal de Justiça quando do julgamento do recurso especial e dos
embargos de divergência, concluo que nada colhem os agravos.
Quanto à apontada ilegitimidade recursal da União na
qualidade de assistente simples, não há falar em afronta ao
preceito constitucional indicado nas razões recursais,
porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional
em que se fundamentou o Tribunal de origem, o que torna
oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o trânsito do recurso extraordinário.
Na hipótese, o Superior Tribunal de Justiça afastou a
ilegitimidade recursal da União com fundamento no art. 52 do
Código de Processo Civil. Veja-se:
Alega a parte recorrida que falece interesse recursal à
UNIÃO diante do trânsito em julgado da ação para CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL, uma vez que a UNIÃO é assistente
simples desta. Daí sustenta que não mais subsiste interesse
jurídico para a assistência e, consequentemente, o recurso
especial interposto pela assistente, vale dizer, UNIÃO, perdeu
seu objeto. Com efeito, entendo que o assistente ao ingressar na
demanda vai coadjuvar o seu assistido na defesa dos interesses
deste, buscando que o provimento final seja-lhe favorável. Este
é o seu interesse na causa. Assim, mesmo que o assistido não
recorra, o assistente ainda permanece com o interesse em
recorrer, uma vez que busca a reforma da decisão recorrida em
favor do seu assistido.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 733243 AGR / SP
parte em que questionam o acerto da aplicação de precedente
(Recurso Extraordinário 598.365/MG) em que firmada a ausência de repercussão
geral de recurso extraordinário interposto com a finalidade de
discutir pressupostos de admissibilidade de recurso de
competência de outro Tribunal (Superior Tribunal de Justiça), consoante a compreensão
jurisprudencial consolidada nesta Casa, assim como incabíveis
suas conversões em agravos regimentais.
De outro lado, da detida análise dos fundamentos da
decisão denegatória de seguimento dos recursos
extraordinários, bem como à luz das razões de decidir adotadas
pelo Superior Tribunal de Justiça quando do julgamento do recurso especial e dos
embargos de divergência, concluo que nada colhem os agravos.
Quanto à apontada ilegitimidade recursal da União na
qualidade de assistente simples, não há falar em afronta ao
preceito constitucional indicado nas razões recursais,
porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional
em que se fundamentou o Tribunal de origem, o que torna
oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o trânsito do recurso extraordinário.
Na hipótese, o Superior Tribunal de Justiça afastou a
ilegitimidade recursal da União com fundamento no art. 52 do
Código de Processo Civil. Veja-se:
Alega a parte recorrida que falece interesse recursal à
UNIÃO diante do trânsito em julgado da ação para CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL, uma vez que a UNIÃO é assistente
simples desta. Daí sustenta que não mais subsiste interesse
jurídico para a assistência e, consequentemente, o recurso
especial interposto pela assistente, vale dizer, UNIÃO, perdeu
seu objeto. Com efeito, entendo que o assistente ao ingressar na
demanda vai coadjuvar o seu assistido na defesa dos interesses
deste, buscando que o provimento final seja-lhe favorável. Este
é o seu interesse na causa. Assim, mesmo que o assistido não
recorra, o assistente ainda permanece com o interesse em
recorrer, uma vez que busca a reforma da decisão recorrida em
favor do seu assistido.
3
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 733243 AGR / SP
De mais a mais, o art. 52, do Código de Processo Civil afirma que o assistente
possui os mesmos ônus processuais que o assistido, de maneira
que o seu ônus de recorrer de uma decisão, que seja
desfavorável ao assistido, permanece quando este não interpôs
qualquer recurso.
Também, verifico que o parágrafo único do art. 52 do Código de Processo Civil
é bastante elucidativo ao ressaltar que o assistente, na hipótese
de revelia do assistido, é seu gestor de negócios. Dessa forma,
mesmo no caso extremo, em que o assistido não atua no
processo, o seu assistente ainda possui interesse em assisti-lo.
Percebo que o interesse recursal do assistente existirá
sempre que houver alguma decisão desfavorável ao seu
assistido, o que acontece in casu. Não houve manifestação
expressa da assistida CAIXA ECONÔMICA FEDERAL -, no
caso particular, em não recorrer; ao contrário, esta recorreu.
Todavia, o recurso não foi admitido na origem. Assim, não há
interposição de recurso pela assistente - UNIÃO -, contra o
interesse da mencionada assistida.
Nesse sentido, existe precedente da Segunda Turma desta
Corte, da lavra do Min. João Otávio de Noronha:
FGTS - CORREÇÃO MONETÁRIA DOS SALDOS DAS
CONTAS
VINCULADAS
-
POSSIBILIDADE
-
CONHECIMENTO - RECURSO - UNIÃO - ASSISTENTE -
DESNECESSIDADE - PRONUNCIAMENTO - TESES DAS
CONTRA-RAZÕES - INEXISTÊNCIA - OBSCURIDADE -
CONTRADIÇÃO - OMISSÃO EMBARGOS REJEITADOS. 1. A
União tem legitimidade para interpor recurso especial na
qualidade de assistente da CEF. 2. O Tribunal não está obrigado
a se pronunciar sobre todas as teses suscitadas em contra-
razões. 3. Embargos rejeitados. (EDcl no RESP 537410, Rel. Min.
João Otávio de Noronha, DJ 1....12.2003.)
No corpo desta decisão, o Sr. Min. João Otávio de
Noronha assim pronunciou:
Os presentes embargos de declaração não merecem
prosperar. Primeiramente, verifico que inexiste qualquer
contradição entre a exclusão da União da lide pelo
4
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ARE 733243 AGR / SP
De mais a mais, o art. 52, do Código de Processo Civil afirma que o assistente
possui os mesmos ônus processuais que o assistido, de maneira
que o seu ônus de recorrer de uma decisão, que seja
desfavorável ao assistido, permanece quando este não interpôs
qualquer recurso.
Também, verifico que o parágrafo único do art. 52 do Código de Processo Civil
é bastante elucidativo ao ressaltar que o assistente, na hipótese
de revelia do assistido, é seu gestor de negócios. Dessa forma,
mesmo no caso extremo, em que o assistido não atua no
processo, o seu assistente ainda possui interesse em assisti-lo.
Percebo que o interesse recursal do assistente existirá
sempre que houver alguma decisão desfavorável ao seu
assistido, o que acontece in casu. Não houve manifestação
expressa da assistida CAIXA ECONÔMICA FEDERAL -, no
caso particular, em não recorrer; ao contrário, esta recorreu.
Todavia, o recurso não foi admitido na origem. Assim, não há
interposição de recurso pela assistente - UNIÃO -, contra o
interesse da mencionada assistida.
Nesse sentido, existe precedente da Segunda Turma desta
Corte, da lavra do Min. João Otávio de Noronha:
FGTS - CORREÇÃO MONETÁRIA DOS SALDOS DAS
CONTAS
VINCULADAS
-
POSSIBILIDADE
-
CONHECIMENTO - RECURSO - UNIÃO - ASSISTENTE -
DESNECESSIDADE - PRONUNCIAMENTO - TESES DAS
CONTRA-RAZÕES - INEXISTÊNCIA - OBSCURIDADE -
CONTRADIÇÃO - OMISSÃO EMBARGOS REJEITADOS. 1. A
União tem legitimidade para interpor recurso especial na
qualidade de assistente da CEF. 2. O Tribunal não está obrigado
a se pronunciar sobre todas as teses suscitadas em contra-
razões. 3. Embargos rejeitados. (EDcl no RESP 537410, Rel. Min.
João Otávio de Noronha, DJ 1....12.2003.)
No corpo desta decisão, o Sr. Min. João Otávio de
Noronha assim pronunciou:
Os presentes embargos de declaração não merecem
prosperar. Primeiramente, verifico que inexiste qualquer
contradição entre a exclusão da União da lide pelo
4
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 733243 AGR / SP
reconhecimento de sua ilegitimidade e o conhecimento e
julgamento de seu recurso especial, já que sua legitimidade
para recorrer decorre de seu 'status' do assistente e não da sua
condição como parte. Ademais, de acordo com a atual
sistemática processual, o assistente possui, como auxiliar da
parte principal, os mesmos poderes e ônus processuais que o
ofendido, podendo, inclusive, interpor recurso, desde que não o
faça contra a vontade expressa do assistido, o que, certamente,
não ocorreu no caso concreto, quando a própria CEF recorreu,
mas teve seu recurso inadmitido.
Especificamente, no que se refere à denunciação à lide,
trago à colação o entendimento de NELSON NERY JÚNIOR e
ROSA MARIA DE ANDRADE NERY que defendem a
existência de interesse recursal do assistente simples, cujo
recurso aproveita aos interesses da parte assistida. Eis os seus
dizeres:
...Embora o litisdenunciado não seja ontologicamente
litisconsorte do denunciante na lide principal (Código de Processo Civil 74), mas seu
assistente (Código de Processo Civil 50), seus interesses naquela ação são comuns,
de modo que o recurso de um aproveita ao, outro (RJTJSP
124/173). (...) (Código de Processo Civil Comentado e legislação
extravagante, ed. RT, 7... edição, p. 875).
Assim, concluo que há interesse recursal da UNIÃO, na
qualidade de assistente simples da CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL.
Foi decidido, portanto, que a União tem interesse em
recorrer, na qualidade de assistente da Caixa. Ressalte-se que a
admissão do apelo da assistente obsta o trânsito em julgado da
demanda.
Por fim, registre-se que o voto-vencedor demonstra, de
maneira clara, que a Caixa é mera agente operadora do FGTS,
evidenciando o interesse da União na causa (fls. 2.927-9).
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei
Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio
Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 721.495-AgR/SP,
Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 1....02.2013; AI 830.777-
5
Supremo Tribunal Federal
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ARE 733243 AGR / SP
reconhecimento de sua ilegitimidade e o conhecimento e
julgamento de seu recurso especial, já que sua legitimidade
para recorrer decorre de seu 'status' do assistente e não da sua
condição como parte. Ademais, de acordo com a atual
sistemática processual, o assistente possui, como auxiliar da
parte principal, os mesmos poderes e ônus processuais que o
ofendido, podendo, inclusive, interpor recurso, desde que não o
faça contra a vontade expressa do assistido, o que, certamente,
não ocorreu no caso concreto, quando a própria CEF recorreu,
mas teve seu recurso inadmitido.
Especificamente, no que se refere à denunciação à lide,
trago à colação o entendimento de NELSON NERY JÚNIOR e
ROSA MARIA DE ANDRADE NERY que defendem a
existência de interesse recursal do assistente simples, cujo
recurso aproveita aos interesses da parte assistida. Eis os seus
dizeres:
...Embora o litisdenunciado não seja ontologicamente
litisconsorte do denunciante na lide principal (Código de Processo Civil 74), mas seu
assistente (Código de Processo Civil 50), seus interesses naquela ação são comuns,
de modo que o recurso de um aproveita ao, outro (RJTJSP
124/173). (...) (Código de Processo Civil Comentado e legislação
extravagante, ed. RT, 7... edição, p. 875).
Assim, concluo que há interesse recursal da UNIÃO, na
qualidade de assistente simples da CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL.
Foi decidido, portanto, que a União tem interesse em
recorrer, na qualidade de assistente da Caixa. Ressalte-se que a
admissão do apelo da assistente obsta o trânsito em julgado da
demanda.
Por fim, registre-se que o voto-vencedor demonstra, de
maneira clara, que a Caixa é mera agente operadora do FGTS,
evidenciando o interesse da União na causa (fls. 2.927-9).
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei
Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio
Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 721.495-AgR/SP,
Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 1....02.2013; AI 830.777-
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 733243 AGR / SP
AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 07.02.2013; e AI
803.694-AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma,
DJe 25.02.2013, cuja ementa transcrevo:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
MÁ
INTERPRETAÇÃO, APLICAÇÃO OU INOBSERVÂNCIA DE
NORMAS
PROCESSUAIS.
IMPOSSIBILIDADE
DE
CABIMENTO
DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
COMPETÊNCIA. MERA ALEGAÇÃO DE INTERESSE DA
UNIÃO. AUSÊNCIA DE JUSTIFICATIVA PARA DESLOCAR A
CAUSA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO.
I O acórdão recorrido decidiu a questão com base em normas
processuais, sendo pacífico na jurisprudência desta Corte o não
cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má
interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. A
afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível,
portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - O Supremo
Tribunal firmou o entendimento de que a mera alegação de
interesse da União é insuficiente para justificar o deslocamento
da causa para a esfera de competência da Justiça Federal.
Precedentes. III Agravo regimental improvido (destaquei).
Além disso, o exame de eventual ofensa ao preceito
constitucional indicado nas razões recursais, consagrador dos
princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada (art. 5..., XXXVI, da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, a, da Lei Maior, a teor da jurisprudência mansa e
pacífica desta Casa, verbis :
"AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
ALEGADA
VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA
INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I A Corte tem se orientado
no sentido de que a discussão em torno dos limites objetivos da
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ARE 733243 AGR / SP
AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 07.02.2013; e AI
803.694-AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma,
DJe 25.02.2013, cuja ementa transcrevo:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
MÁ
INTERPRETAÇÃO, APLICAÇÃO OU INOBSERVÂNCIA DE
NORMAS
PROCESSUAIS.
IMPOSSIBILIDADE
DE
CABIMENTO
DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
COMPETÊNCIA. MERA ALEGAÇÃO DE INTERESSE DA
UNIÃO. AUSÊNCIA DE JUSTIFICATIVA PARA DESLOCAR A
CAUSA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO.
I O acórdão recorrido decidiu a questão com base em normas
processuais, sendo pacífico na jurisprudência desta Corte o não
cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má
interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. A
afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível,
portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - O Supremo
Tribunal firmou o entendimento de que a mera alegação de
interesse da União é insuficiente para justificar o deslocamento
da causa para a esfera de competência da Justiça Federal.
Precedentes. III Agravo regimental improvido (destaquei).
Além disso, o exame de eventual ofensa ao preceito
constitucional indicado nas razões recursais, consagrador dos
princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada (art. 5..., XXXVI, da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, a, da Lei Maior, a teor da jurisprudência mansa e
pacífica desta Casa, verbis :
"AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
ALEGADA
VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA
INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I A Corte tem se orientado
no sentido de que a discussão em torno dos limites objetivos da
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 733243 AGR / SP
coisa julgada, matéria de legislação ordinária, não dá ensejo à
abertura da via extraordinária. Precedentes. II Agravo
regimental improvido." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-627.902/SP, Relator
Ministro Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 08.11.2012).
"Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Limites objetivos da coisa
julgada. Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa
à Constituição Federal. 4. Cabimento de recursos da
competência de outros tribunais. Matéria infraconstitucional.
Ausência de repercussão geral. Recurso Extraordinário-RG 598.365, rel. Min. Ayres
Britto, DJe 26.3.2010. 5. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega
provimento." (Supremo Tribunal Federal-ARE-AgR-436.911/DF, Relator Ministro
Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 07.3.2013)
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Princípios do devido processo legal, do contraditório e da
ampla defesa. Ofensa reflexa. Representação processual.
Irregularidade. Legislação infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando dpende, para ser reconhecida
como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos
autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo
regimental não provido." (Supremo Tribunal Federal-ARE-AgR-686.910/RJ, Relator
Ministro Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 17.10.2012).
DIREITO
PROCESSUAL
CIVIL.
EXECUÇÃO.
HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS.
NEGATIVA
DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. COISA
JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTI-TUCIONAL. REEXAME
INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
Negativa de prestação jurisdicional não configurada. O artigo
93, IX, da Constituição Federal exige que o órgão jurisdicional
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coisa julgada, matéria de legislação ordinária, não dá ensejo à
abertura da via extraordinária. Precedentes. II Agravo
regimental improvido." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-627.902/SP, Relator
Ministro Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 08.11.2012).
"Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Limites objetivos da coisa
julgada. Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa
à Constituição Federal. 4. Cabimento de recursos da
competência de outros tribunais. Matéria infraconstitucional.
Ausência de repercussão geral. Recurso Extraordinário-RG 598.365, rel. Min. Ayres
Britto, DJe 26.3.2010. 5. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega
provimento." (Supremo Tribunal Federal-ARE-AgR-436.911/DF, Relator Ministro
Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 07.3.2013)
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Princípios do devido processo legal, do contraditório e da
ampla defesa. Ofensa reflexa. Representação processual.
Irregularidade. Legislação infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando dpende, para ser reconhecida
como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos
autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo
regimental não provido." (Supremo Tribunal Federal-ARE-AgR-686.910/RJ, Relator
Ministro Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 17.10.2012).
DIREITO
PROCESSUAL
CIVIL.
EXECUÇÃO.
HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS.
NEGATIVA
DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. COISA
JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTI-TUCIONAL. REEXAME
INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
Negativa de prestação jurisdicional não configurada. O artigo
93, IX, da Constituição Federal exige que o órgão jurisdicional
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 35
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ARE 733243 AGR / SP
explicite as razões do seu convencimento, ainda que
sucintamente. Impossibilidade de exame em recurso
extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no
âmbito infraconstitucional. Agravo regimental conhecido e não
provido. (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-650.949/SP, por mim relatado, 1... Turma,
DJe 21.6.2012).
Nesse sentir, não merecem processamento os apelos
extremos, consoante também se denota dos fundamentos das
decisões que desafiaram o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão de ausência de ofensa direta
e literal a preceito da Constituição da República.
Ante o exposto: i) tendo em vista a aplicação da
sistemática da repercussão geral, não conheço dos agravos (art.
544, § 4..., I, do Código de Processo Civil), no que diz com a insurgência quanto aos
pressupostos de cabimento de recurso de competência do
Superior Tribunal de Justiça; e ii) conheço dos agravos no que
diz com a alegação de ofensa à garantia constitucional da coisa
julgada, para negar-lhes provimento (art. 544, § 4..., II, a, do
Código de Processo Civil)“.
Nada colhe o agravo.
Mantenho a decisão hostilizada por seus próprios fundamentos.
Conforme já categoricamente assentado na decisão agravada, a questão
sobre pressupostos de admissibilidade da competência de outros
tribunais não possui repercussão geral. O Plenário desta Corte, no exame
do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela
ausência de repercussão geral desse tema. Transcrevo trecho pertinente
da decisão agravada:
“Nessa linha, em se tratando, os presentes, de agravos
interpostos após 19.11.2009, manifesto o seu descabimento na
parte em que questionam o acerto da aplicação de precedente
(Recurso Extraordinário 598.365/MG) em que firmada a ausência de repercussão
geral de recurso extraordinário interposto com a finalidade de
discutir pressupostos de admissibilidade de recurso de
competência de outro Tribunal (Superior Tribunal de Justiça), consoante a compreensão
8
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explicite as razões do seu convencimento, ainda que
sucintamente. Impossibilidade de exame em recurso
extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no
âmbito infraconstitucional. Agravo regimental conhecido e não
provido. (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-650.949/SP, por mim relatado, 1... Turma,
DJe 21.6.2012).
Nesse sentir, não merecem processamento os apelos
extremos, consoante também se denota dos fundamentos das
decisões que desafiaram o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão de ausência de ofensa direta
e literal a preceito da Constituição da República.
Ante o exposto: i) tendo em vista a aplicação da
sistemática da repercussão geral, não conheço dos agravos (art.
544, § 4..., I, do Código de Processo Civil), no que diz com a insurgência quanto aos
pressupostos de cabimento de recurso de competência do
Superior Tribunal de Justiça; e ii) conheço dos agravos no que
diz com a alegação de ofensa à garantia constitucional da coisa
julgada, para negar-lhes provimento (art. 544, § 4..., II, a, do
Código de Processo Civil)“.
Nada colhe o agravo.
Mantenho a decisão hostilizada por seus próprios fundamentos.
Conforme já categoricamente assentado na decisão agravada, a questão
sobre pressupostos de admissibilidade da competência de outros
tribunais não possui repercussão geral. O Plenário desta Corte, no exame
do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela
ausência de repercussão geral desse tema. Transcrevo trecho pertinente
da decisão agravada:
“Nessa linha, em se tratando, os presentes, de agravos
interpostos após 19.11.2009, manifesto o seu descabimento na
parte em que questionam o acerto da aplicação de precedente
(Recurso Extraordinário 598.365/MG) em que firmada a ausência de repercussão
geral de recurso extraordinário interposto com a finalidade de
discutir pressupostos de admissibilidade de recurso de
competência de outro Tribunal (Superior Tribunal de Justiça), consoante a compreensão
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ARE 733243 AGR / SP
jurisprudencial consolidada nesta Casa, assim como incabíveis
suas conversões em agravos regimentais.”
O Superior Tribunal de Justiça, observando as balizas traçadas por
esta Casa, limitou-se a aplicar o entendimento sobre a ausência de
repercussão geral da matéria do processo em tela. Em nenhum instante o
Superior Tribunal usurpou competência constitucional, considerando que
não exerceu juízo sobre a repercussão geral da matéria em si. Na verdade,
aquele Tribunal se restringiu a adotar a sistemática da repercussão geral
já definida por esta Suprema Corte para a presente lide.
Por fim, reitero que o exame de eventual ofensa ao art. 5..., XXXVI, da
Constituição da Federal, dependeria da análise da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie, de modo que, se afronta ocorresse,
seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da
Constituição da República. Nesse sentido:
“Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
COM AGRAVO. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. EFETIVAÇÃO
SEM CONCURSO PÚBLICO. EXTINÇÃO DO PROCESSO POR
COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA. FUNDAMENTOS
RECURSAIS
DISSOCIADOS.
DEFICIÊNCIA
DE
FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. TRÂNSITO EM
JULGADO
DOS
FUNDAMENTOS
INFRACONSTITUCIONAIS SUFICIENTES PARA MANTER O
ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO
DIREITO ADQUIRIDO, À COISA JULGADA, AO ATO
JURÍDICO PERFEITO E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA.
OBRIGATORIEDADE DO CONCURSO PÚBLICO.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO”. (ARE 727207 AgR, Relator(a): Min. TEORI
ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 27/08/2013,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-177 DIVULG 09-09-2013
PUBLIC 10-09-2013, grifos nossos)
9
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jurisprudencial consolidada nesta Casa, assim como incabíveis
suas conversões em agravos regimentais.”
O Superior Tribunal de Justiça, observando as balizas traçadas por
esta Casa, limitou-se a aplicar o entendimento sobre a ausência de
repercussão geral da matéria do processo em tela. Em nenhum instante o
Superior Tribunal usurpou competência constitucional, considerando que
não exerceu juízo sobre a repercussão geral da matéria em si. Na verdade,
aquele Tribunal se restringiu a adotar a sistemática da repercussão geral
já definida por esta Suprema Corte para a presente lide.
Por fim, reitero que o exame de eventual ofensa ao art. 5..., XXXVI, da
Constituição da Federal, dependeria da análise da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie, de modo que, se afronta ocorresse,
seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da
Constituição da República. Nesse sentido:
“Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
COM AGRAVO. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. EFETIVAÇÃO
SEM CONCURSO PÚBLICO. EXTINÇÃO DO PROCESSO POR
COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA. FUNDAMENTOS
RECURSAIS
DISSOCIADOS.
DEFICIÊNCIA
DE
FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. TRÂNSITO EM
JULGADO
DOS
FUNDAMENTOS
INFRACONSTITUCIONAIS SUFICIENTES PARA MANTER O
ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO
DIREITO ADQUIRIDO, À COISA JULGADA, AO ATO
JURÍDICO PERFEITO E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA.
OBRIGATORIEDADE DO CONCURSO PÚBLICO.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO”. (ARE 727207 AgR, Relator(a): Min. TEORI
ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 27/08/2013,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-177 DIVULG 09-09-2013
PUBLIC 10-09-2013, grifos nossos)
9
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 35
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 733243 AGR / SP
“EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento.
Prequestionamento. Ausência. Ofensa ao art. 5..., inciso XXXV,
da Constituição Federal de 1988. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do
contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa.
Litispendência. Legislação infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Indeferimento de diligência
probatória. Inexistência de repercussão geral. Precedentes. 1.
Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão
devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282
e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem
mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta aos
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida
como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos
autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 5. O Plenário
desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame
do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso,
entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à
suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla
defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional
da matéria. 6. Agravo regimental não provido.”
(AI 857129 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira
Turma, julgado em 07/05/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-
125 DIVULG 28-06-2013 PUBLIC 01-07-2013, grifos nossos)
Assim, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
10
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 733243 AGR / SP
“EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento.
Prequestionamento. Ausência. Ofensa ao art. 5..., inciso XXXV,
da Constituição Federal de 1988. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do
contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa.
Litispendência. Legislação infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Indeferimento de diligência
probatória. Inexistência de repercussão geral. Precedentes. 1.
Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão
devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282
e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem
mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta aos
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida
como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos
autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 5. O Plenário
desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame
do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso,
entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à
suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla
defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional
da matéria. 6. Agravo regimental não provido.”
(AI 857129 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira
Turma, julgado em 07/05/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-
125 DIVULG 28-06-2013 PUBLIC 01-07-2013, grifos nossos)
Assim, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
10
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Extrato de Ata - 18/03/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S) : VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S) : CRISTOVAO COLOMBO DOS REIS MILLER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S) : MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, relatora,
que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S) : VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S) : CRISTOVAO COLOMBO DOS REIS MILLER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S) : MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, relatora,
que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 35
Voto Vista
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
VOTO-VISTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Trata-se de agravos regimentais interpostos pela Companhia de
Habitação Popular de Bauru (COHAB/BU) e pela Construtora LR LTDA.
contra a decisão monocrática em que a eminente Relatora concluiu pela
impossibilidade de esta Corte dar seguimento aos apelos extremos. Vide
a parte dispositiva:
“Ante o exposto: i) tendo em vista a aplicação da
sistemática da repercussão geral, não conheço dos agravos (art.
544, § 4..., I, do Código de Processo Civil), no que diz com a insurgência quanto aos
pressupostos de cabimento de recurso de competência do
Superior Tribunal de Justiça; e ii) conheço dos agravos no que
diz com a alegação de ofensa à garantia constitucional da coisa
julgada, para negar-lhes provimento (art. 544, § 4..., II, a, do
Código de Processo Civil).”
Após o voto da eminente Relatora, Ministra Rosa Weber, pelo não
provimento de ambos os agravos regimentais, pedi vista do processo.
Após a atenta leitura dos autos e a análise do iter processual e dos
principais argumentos jurídicos postos nos agravos regimentais, com o
devido respeito ao voto da nobre Relatora, apresento os fundamentos da
parcial divergência.
Para certeza das coisas, relato o ocorrido nesses autos.
Pelo que se extrai dos autos, consta que, no ano de 1991, a Caixa
Econômica Federal (CEF) firmou contrato de mútuo com a Companhia de
Habitação Popular de Bauru (COHAB) para a construção de um núcleo
habitacional, a qual ficaria a cargo da Construtora LR LTDA. A CEF
desembolsaria valores para a COHAB, que os repassaria para a
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
VOTO-VISTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Trata-se de agravos regimentais interpostos pela Companhia de
Habitação Popular de Bauru (COHAB/BU) e pela Construtora LR LTDA.
contra a decisão monocrática em que a eminente Relatora concluiu pela
impossibilidade de esta Corte dar seguimento aos apelos extremos. Vide
a parte dispositiva:
“Ante o exposto: i) tendo em vista a aplicação da
sistemática da repercussão geral, não conheço dos agravos (art.
544, § 4..., I, do Código de Processo Civil), no que diz com a insurgência quanto aos
pressupostos de cabimento de recurso de competência do
Superior Tribunal de Justiça; e ii) conheço dos agravos no que
diz com a alegação de ofensa à garantia constitucional da coisa
julgada, para negar-lhes provimento (art. 544, § 4..., II, a, do
Código de Processo Civil).”
Após o voto da eminente Relatora, Ministra Rosa Weber, pelo não
provimento de ambos os agravos regimentais, pedi vista do processo.
Após a atenta leitura dos autos e a análise do iter processual e dos
principais argumentos jurídicos postos nos agravos regimentais, com o
devido respeito ao voto da nobre Relatora, apresento os fundamentos da
parcial divergência.
Para certeza das coisas, relato o ocorrido nesses autos.
Pelo que se extrai dos autos, consta que, no ano de 1991, a Caixa
Econômica Federal (CEF) firmou contrato de mútuo com a Companhia de
Habitação Popular de Bauru (COHAB) para a construção de um núcleo
habitacional, a qual ficaria a cargo da Construtora LR LTDA. A CEF
desembolsaria valores para a COHAB, que os repassaria para a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 35
Voto Vista
ARE 733243 AGR / SP
construtora, de acordo com o cronograma financeiro.
A CEF teria, nos termos da exordial, atrasado os desembolsos,
prejudicando o cronograma, tendo a mora impossibilitado que a COHAB
repassasse à construtora, nas épocas ajustadas, os valores devidos. Em
1995, a construtora ajuizou ação perante a Justiça estadual contra a
COHAB, que, na oportunidade, contestou a ação e denunciou a CAIXA,
alegando existir suposta obrigação legal e contratual de regresso, no caso
de eventual condenação na demanda primária.
Diante da denunciação à lide da empresa pública federal,
determinou-se que os autos fossem remetidos à Justiça Federal. Admitido
o processamento desses, a CEF foi citada e não só ofertou sua contestação
como também sustentou haver litisconsórcio necessário da União Federal,
que, por sua vez, negou a qualidade de litisconsorte.
Em junho de 2000, em sentença, a ação foi julgada procedente e a
COHAB foi condenada a ressarcir a construtora nos valores apontados
pela perícia. Por sua vez, na lide secundária, restou reconhecida a mora
da CEF, tendo a empresa pública federal sido condenada a restituir,
regressivamente, o montante da indenização à denunciante. Nessa
sentença, a União foi expressamente excluída da lide.
A CEF interpôs recurso de apelação, ao qual negou provimento o
Tribunal Regional Federal da 3... Região (fls. 2503 a 2518). A União foi
admitida como assistente simples na fase recursal e ofertou embargos de
declaração, os quais foram rejeitados (fls. 2564 a 2571).
A Caixa Econômica Federal interpôs recurso especial em 18 de
setembro de 2001, o qual não foi admitido pelo regional, tendo sido
interposto agravo contra a decisão denegatória (Ag n 621.107/SP).
A União, na condição de assistente simples, também interpôs outro
recurso especial (fls. 2619/2647), que acabou admitido pelo Tribunal
Regional (Resp n 681.881/SP).
O agravo da Caixa Econômica Federal foi distribuído por prevenção
ao saudoso Ministro Franciuli Netto, uma vez que havia sido proposta
anteriormente medida cautelar pela mesma parte, com pedido de liminar,
com o intuito de suspender "o cumprimento da r. decisão objeto do
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 733243 AGR / SP
construtora, de acordo com o cronograma financeiro.
A CEF teria, nos termos da exordial, atrasado os desembolsos,
prejudicando o cronograma, tendo a mora impossibilitado que a COHAB
repassasse à construtora, nas épocas ajustadas, os valores devidos. Em
1995, a construtora ajuizou ação perante a Justiça estadual contra a
COHAB, que, na oportunidade, contestou a ação e denunciou a CAIXA,
alegando existir suposta obrigação legal e contratual de regresso, no caso
de eventual condenação na demanda primária.
Diante da denunciação à lide da empresa pública federal,
determinou-se que os autos fossem remetidos à Justiça Federal. Admitido
o processamento desses, a CEF foi citada e não só ofertou sua contestação
como também sustentou haver litisconsórcio necessário da União Federal,
que, por sua vez, negou a qualidade de litisconsorte.
Em junho de 2000, em sentença, a ação foi julgada procedente e a
COHAB foi condenada a ressarcir a construtora nos valores apontados
pela perícia. Por sua vez, na lide secundária, restou reconhecida a mora
da CEF, tendo a empresa pública federal sido condenada a restituir,
regressivamente, o montante da indenização à denunciante. Nessa
sentença, a União foi expressamente excluída da lide.
A CEF interpôs recurso de apelação, ao qual negou provimento o
Tribunal Regional Federal da 3... Região (fls. 2503 a 2518). A União foi
admitida como assistente simples na fase recursal e ofertou embargos de
declaração, os quais foram rejeitados (fls. 2564 a 2571).
A Caixa Econômica Federal interpôs recurso especial em 18 de
setembro de 2001, o qual não foi admitido pelo regional, tendo sido
interposto agravo contra a decisão denegatória (Ag n 621.107/SP).
A União, na condição de assistente simples, também interpôs outro
recurso especial (fls. 2619/2647), que acabou admitido pelo Tribunal
Regional (Resp n 681.881/SP).
O agravo da Caixa Econômica Federal foi distribuído por prevenção
ao saudoso Ministro Franciuli Netto, uma vez que havia sido proposta
anteriormente medida cautelar pela mesma parte, com pedido de liminar,
com o intuito de suspender "o cumprimento da r. decisão objeto do
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 35
Voto Vista
ARE 733243 AGR / SP
recurso especial e sua execução provisória, até julgamento definitivo da
ação”. A MC n 7.635-SP foi indeferida, tendo a decisão monocrática sido
mantida pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do agravo
regimental.
O não provimento do agravo ocorreu em 22 de fevereiro de 2005, e,
interposto o agravo regimental, a esse também se negou provimento,
tendo sido os embargos declaratórios subsequentes rejeitados. Saliente-se
que a Segunda Turma do Colendo Superior Tribunal de Justiça, nos autos
desse Ag n 621.107-SP, concluiu que, para se aferir a possibilidade de
denunciação da CEF, seria indispensável examinarem-se as cláusulas
contratuais e os elementos fáticos da causa, o que é obstado pelas
Súmulas ns 5 e 7 do Superior Tribunal de Justiça. Essa decisão transitou em julgado em 29 de
setembro de 2006.
Observo que o agravo da CEF e o recurso especial ofertado pela
União não foram reunidos, embora tenham sido distribuídos no mesmo
período (respectivamente aos 23/9/04 e 14/10/04) e ao mesmo Ministro
Relator.
Com o falecimento do Ministro Franciulli Neto, que estava prevento
para a relatoria do recurso especial interposto pela União, ficou esse
paralisado por dois anos e oito meses. Com a posse do Ministro
Humberto Martins, que o sucedeu na relatoria, deu-se o julgamento do
Resp n 681.881/SP pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, por maioria de
votos, o proveu. Decidiu-se pela extinção da lide secundária. No referido
julgamento, ao apreciar questão preliminar de perda de objeto do recurso
da União, diante da não interposição de recurso válido pela assistida CEF,
entendeu aquele órgão que, pela interpretação do art. 52 do Código de Processo Civil, a União
teria efetivo interesse jurídico na tutela que se pretendia alcançar com o
recurso especial, e como assistente simples poderia defender os interesses
da assistida. Aplicou a Segunda Turma, no acórdão, o art. 50, parágrafo
único, do Código de Processo Civil e, depois, no mérito recursal, excluiu a responsabilidade
da CEF sob diversos fundamentos fáticos e jurídicos. Foi designado como
redator do acórdão o Ministro Herman Benjamin.
A COHAB e a Construtora opuseram embargos de declaração,
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172471.
Supremo Tribunal Federal
ARE 733243 AGR / SP
recurso especial e sua execução provisória, até julgamento definitivo da
ação”. A MC n 7.635-SP foi indeferida, tendo a decisão monocrática sido
mantida pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do agravo
regimental.
O não provimento do agravo ocorreu em 22 de fevereiro de 2005, e,
interposto o agravo regimental, a esse também se negou provimento,
tendo sido os embargos declaratórios subsequentes rejeitados. Saliente-se
que a Segunda Turma do Colendo Superior Tribunal de Justiça, nos autos
desse Ag n 621.107-SP, concluiu que, para se aferir a possibilidade de
denunciação da CEF, seria indispensável examinarem-se as cláusulas
contratuais e os elementos fáticos da causa, o que é obstado pelas
Súmulas ns 5 e 7 do Superior Tribunal de Justiça. Essa decisão transitou em julgado em 29 de
setembro de 2006.
Observo que o agravo da CEF e o recurso especial ofertado pela
União não foram reunidos, embora tenham sido distribuídos no mesmo
período (respectivamente aos 23/9/04 e 14/10/04) e ao mesmo Ministro
Relator.
Com o falecimento do Ministro Franciulli Neto, que estava prevento
para a relatoria do recurso especial interposto pela União, ficou esse
paralisado por dois anos e oito meses. Com a posse do Ministro
Humberto Martins, que o sucedeu na relatoria, deu-se o julgamento do
Resp n 681.881/SP pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, por maioria de
votos, o proveu. Decidiu-se pela extinção da lide secundária. No referido
julgamento, ao apreciar questão preliminar de perda de objeto do recurso
da União, diante da não interposição de recurso válido pela assistida CEF,
entendeu aquele órgão que, pela interpretação do art. 52 do Código de Processo Civil, a União
teria efetivo interesse jurídico na tutela que se pretendia alcançar com o
recurso especial, e como assistente simples poderia defender os interesses
da assistida. Aplicou a Segunda Turma, no acórdão, o art. 50, parágrafo
único, do Código de Processo Civil e, depois, no mérito recursal, excluiu a responsabilidade
da CEF sob diversos fundamentos fáticos e jurídicos. Foi designado como
redator do acórdão o Ministro Herman Benjamin.
A COHAB e a Construtora opuseram embargos de declaração,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 35
Voto Vista
ARE 733243 AGR / SP
suscitando novamente ofensa à coisa julgada do venerando acórdão do
Tribunal Regional Federal em que a Segunda Turma negou seguimento
ao recurso especial que havia sido ofertado pela CEF. Os embargos foram
rejeitados, tendo sido salientado, no v. acórdão, que "é inviável a análise
pelo Superior Tribunal de Justiça de questão constitucional, ainda que para a interposição de
Recurso Extraordinário".
A COHAB e Construtora ingressaram com embargos de divergência,
sustentando existir, com fundamento nos arts. 955 e 956 do Código Civil
de 1916, o dever ao ressarcimento por aquele que causar prejuízo. Tendo
sido admitidos os embargos, por fim, após debate pela Corte Especial,
restou proferido o resultado do julgamento, no qual, por maioria, se
rejeitou a preliminar de coisa julgada e, no mérito, por maioria, se negou
provimento aos embargos.
A Companhia de Habitação Popular de Bauru (COHAB/BU) e a
Construtora LR LTDA. ofertaram seus recursos extraordinários, os quais
não foram admitidos pela Egrégia Presidência do Superior Tribunal de Justiça.
Descrito o cenário, com o devido respeito ao voto da eminente
Ministra Relatora, na espécie entendo ser o caso de se conhecer
parcialmente dos apelos extremos, apenas quanto à tese da violação da
coisa julgada e de se dar provimento a eles. No caso, não há dúvida de
que a Corte Especial, ao julgar os embargos de divergência, simplesmente
ignorou a eficácia jurídica da decisão transitada em julgado proferida
pela Segunda Turma do Colendo Superior Tribunal de Justiça, que, ao
negar provimento ao Ag n 621.107-SP, concluiu que, para se aferir a
possibilidade de denunciação da CEF, seria indispensável se
examinarem as cláusulas contratuais e os elementos fáticos da causa, o
que é obstado pelas Súmulas ns 5 e 7 do Superior Tribunal de Justiça.
Houve, no caso, equívoco conspícuo quanto ao conteúdo e à
autoridade da coisa julgada, o que autoriza que a questão seja resolvida
em recurso extraordinário, diante da ofensa direta ao art. 5..., inciso
XXXVI, da Constituição Federal, sendo esta a posição desta Corte
Suprema, a saber:
“Recurso extraordinário: matéria constitucional: coisa
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172471.
Supremo Tribunal Federal
ARE 733243 AGR / SP
suscitando novamente ofensa à coisa julgada do venerando acórdão do
Tribunal Regional Federal em que a Segunda Turma negou seguimento
ao recurso especial que havia sido ofertado pela CEF. Os embargos foram
rejeitados, tendo sido salientado, no v. acórdão, que "é inviável a análise
pelo Superior Tribunal de Justiça de questão constitucional, ainda que para a interposição de
Recurso Extraordinário".
A COHAB e Construtora ingressaram com embargos de divergência,
sustentando existir, com fundamento nos arts. 955 e 956 do Código Civil
de 1916, o dever ao ressarcimento por aquele que causar prejuízo. Tendo
sido admitidos os embargos, por fim, após debate pela Corte Especial,
restou proferido o resultado do julgamento, no qual, por maioria, se
rejeitou a preliminar de coisa julgada e, no mérito, por maioria, se negou
provimento aos embargos.
A Companhia de Habitação Popular de Bauru (COHAB/BU) e a
Construtora LR LTDA. ofertaram seus recursos extraordinários, os quais
não foram admitidos pela Egrégia Presidência do Superior Tribunal de Justiça.
Descrito o cenário, com o devido respeito ao voto da eminente
Ministra Relatora, na espécie entendo ser o caso de se conhecer
parcialmente dos apelos extremos, apenas quanto à tese da violação da
coisa julgada e de se dar provimento a eles. No caso, não há dúvida de
que a Corte Especial, ao julgar os embargos de divergência, simplesmente
ignorou a eficácia jurídica da decisão transitada em julgado proferida
pela Segunda Turma do Colendo Superior Tribunal de Justiça, que, ao
negar provimento ao Ag n 621.107-SP, concluiu que, para se aferir a
possibilidade de denunciação da CEF, seria indispensável se
examinarem as cláusulas contratuais e os elementos fáticos da causa, o
que é obstado pelas Súmulas ns 5 e 7 do Superior Tribunal de Justiça.
Houve, no caso, equívoco conspícuo quanto ao conteúdo e à
autoridade da coisa julgada, o que autoriza que a questão seja resolvida
em recurso extraordinário, diante da ofensa direta ao art. 5..., inciso
XXXVI, da Constituição Federal, sendo esta a posição desta Corte
Suprema, a saber:
“Recurso extraordinário: matéria constitucional: coisa
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ARE 733243 AGR / SP
julgada. Só quando partir a decisão recorrida de erro conspícuo
quanto ao conteúdo e a autoridade, em tese, da coisa julgada e
que se terá questão constitucional a resolver em recurso
extraordinário; não, porém, quando o reconhecimento da
ofensa ao art. 5., XXXVI, da Constituição, depender do exame,
’in concreto’, dos limites objetivos da coisa julgada” (AI n
143712-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ
de 2/6/95).
“ADMISSIBILIDADE
-
CONSTITUCIONAL.
TRABALHO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO DE
REVISTA. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. COISA JULGADA.
CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL. I. - O recurso de revista,
na execução de sentença, somente pode ser admitido no caso de
ofensa direta à Constituição (Lei n 7701/88, art. 12, § 4...), o que,
de resto, ocorre relativamente ao recurso extraordinário,
somente cabível na hipótese de ofensa direta à Constituição. II. -
Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa
de prestação jurisdicional. C.F., art. 5..., XXXV. III. - coisa julgada:
a ofensa ocorre no caso de ocorrer erro conspícuo quanto ao
conteúdo e à autoridade, em tese, da coisa julgada. Se o
reconhecimento da ofensa ao art. 5..., XXXV, C.F., depender do
exame in concreto, dos limites da coisa julgada, não se tem
questão constitucional que autorizaria a admissão do recurso
extraordinário: Ag 143.712, Pertence, RTJ 159/682. IV. - O tema -
penhora de bem vinculado à cédula de crédito industrial - não
integra o contencioso constitucional autorizador do Recurso Extraordinário, mesmo
porque para se chegar à questão constitucional invocada,
primeiro teríamos que examinar a questão sob o ponto de vista
das normas infraconstitucionais pertinentes. V. - R.E.
inadmitido. Agravo não provido” (Recurso Extraordinário-AgR n 226.887/PE, Rel.
Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ de 11/12/98).
Não há como se autorizar que um mesmo órgão Judiciário - ainda
que decida dois recursos, um deles interposto pelo assistido e o outro,
pelo assistente simples - possa proferir decisões conflitantes. Ademais, no
5
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Supremo Tribunal Federal
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julgada. Só quando partir a decisão recorrida de erro conspícuo
quanto ao conteúdo e a autoridade, em tese, da coisa julgada e
que se terá questão constitucional a resolver em recurso
extraordinário; não, porém, quando o reconhecimento da
ofensa ao art. 5., XXXVI, da Constituição, depender do exame,
’in concreto’, dos limites objetivos da coisa julgada” (AI n
143712-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ
de 2/6/95).
“ADMISSIBILIDADE
-
CONSTITUCIONAL.
TRABALHO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO DE
REVISTA. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. COISA JULGADA.
CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL. I. - O recurso de revista,
na execução de sentença, somente pode ser admitido no caso de
ofensa direta à Constituição (Lei n 7701/88, art. 12, § 4...), o que,
de resto, ocorre relativamente ao recurso extraordinário,
somente cabível na hipótese de ofensa direta à Constituição. II. -
Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa
de prestação jurisdicional. C.F., art. 5..., XXXV. III. - coisa julgada:
a ofensa ocorre no caso de ocorrer erro conspícuo quanto ao
conteúdo e à autoridade, em tese, da coisa julgada. Se o
reconhecimento da ofensa ao art. 5..., XXXV, C.F., depender do
exame in concreto, dos limites da coisa julgada, não se tem
questão constitucional que autorizaria a admissão do recurso
extraordinário: Ag 143.712, Pertence, RTJ 159/682. IV. - O tema -
penhora de bem vinculado à cédula de crédito industrial - não
integra o contencioso constitucional autorizador do Recurso Extraordinário, mesmo
porque para se chegar à questão constitucional invocada,
primeiro teríamos que examinar a questão sob o ponto de vista
das normas infraconstitucionais pertinentes. V. - R.E.
inadmitido. Agravo não provido” (Recurso Extraordinário-AgR n 226.887/PE, Rel.
Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ de 11/12/98).
Não há como se autorizar que um mesmo órgão Judiciário - ainda
que decida dois recursos, um deles interposto pelo assistido e o outro,
pelo assistente simples - possa proferir decisões conflitantes. Ademais, no
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caso, é possível falar em conexão como relação de semelhança entre
recursos interpostos em um mesmo processo e que tenham sido dirigidos
a um mesmo Tribunal, no caso, o Superior Tribunal de Justiça. Assim,
deveriam os recursos ter sido julgados em conjunto, seja pela unicidade
dos pedidos e diante dos mesmos fundamentos jurídicos desenvolvidos
pela Caixa Econômica Federal e pela União.
Como isto não veio a ocorrer, embora tenham sido distribuídos ao
mesmo Ministro Relator, o primeiro julgamento se deu e gerou efeitos
jurídicos processuais, dentre eles a coisa julgada formal e material, a qual
atingiu as partes do processo.
Não há como se entender que tenha havido um “nada jurídico”.
Nem se diga que o art. 52 do Código de Processo Civil daria
autonomia processual suficiente ao assistente para superar a coisa
julgada, na medida em que não se pode admitir que o dispositivo
processual infraconstitucional tenha prevalência sobre o disposto no art.
5..., inciso XXXVI da Constituição Federal, sob pena de ocorrer absoluta
violação do princípio da supremacia da Constituição Federal e do direito
fundamental à segurança jurídica no processo (Recht auf vorhersehbares
Verfahren).
A segurança jurídica é valor (value) fundamental, como se extrai do
caput do art. 5... da Constituição Federal de 1988, sendo elemento essencial para qualquer Estado de
Direito (Rule of Law), como acentuado por Neil McCormick em sua
magistral obra Rhetoric and the rule of law: a theory of legal reasoning.
Oxford: Oxford University Press, 2005, p. 16. Nesse sentido vai o escólio
de Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero:
“O direito à segurança jurídica no processo constitui
direito à certeza, à estabilidade, à confiabilidade e à efetividade
das situações jurídicas processuais. Ainda, a segurança jurídica
determina não só segurança no processo, mas também
segurança pelo processo (…) A coisa julgada é uma regra de
conduta – não é um princípio, de modo que não pode ser
afastada de modo nenhum por juízo de proporcionalidade. A
coisa julgada é uma qualidade que envolve o conteúdo
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caso, é possível falar em conexão como relação de semelhança entre
recursos interpostos em um mesmo processo e que tenham sido dirigidos
a um mesmo Tribunal, no caso, o Superior Tribunal de Justiça. Assim,
deveriam os recursos ter sido julgados em conjunto, seja pela unicidade
dos pedidos e diante dos mesmos fundamentos jurídicos desenvolvidos
pela Caixa Econômica Federal e pela União.
Como isto não veio a ocorrer, embora tenham sido distribuídos ao
mesmo Ministro Relator, o primeiro julgamento se deu e gerou efeitos
jurídicos processuais, dentre eles a coisa julgada formal e material, a qual
atingiu as partes do processo.
Não há como se entender que tenha havido um “nada jurídico”.
Nem se diga que o art. 52 do Código de Processo Civil daria
autonomia processual suficiente ao assistente para superar a coisa
julgada, na medida em que não se pode admitir que o dispositivo
processual infraconstitucional tenha prevalência sobre o disposto no art.
5..., inciso XXXVI da Constituição Federal, sob pena de ocorrer absoluta
violação do princípio da supremacia da Constituição Federal e do direito
fundamental à segurança jurídica no processo (Recht auf vorhersehbares
Verfahren).
A segurança jurídica é valor (value) fundamental, como se extrai do
caput do art. 5... da Constituição Federal de 1988, sendo elemento essencial para qualquer Estado de
Direito (Rule of Law), como acentuado por Neil McCormick em sua
magistral obra Rhetoric and the rule of law: a theory of legal reasoning.
Oxford: Oxford University Press, 2005, p. 16. Nesse sentido vai o escólio
de Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero:
“O direito à segurança jurídica no processo constitui
direito à certeza, à estabilidade, à confiabilidade e à efetividade
das situações jurídicas processuais. Ainda, a segurança jurídica
determina não só segurança no processo, mas também
segurança pelo processo (…) A coisa julgada é uma regra de
conduta – não é um princípio, de modo que não pode ser
afastada de modo nenhum por juízo de proporcionalidade. A
coisa julgada é uma qualidade que envolve o conteúdo
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ARE 733243 AGR / SP
declaratório constante do dispositivo da decisão de mérito
transitada em julgado” (SARLET, Ingo Wolfgang; MARINONI,
Luiz Guilherme & MITIDIERO, Daniel. Curso de Direito
Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013, p. 756 e
757).
Não se poderia sustentar, com o devido respeito, que a assistência
simples, ou seja, ad adjuvandum tantum, e, portanto, adesiva,
coadjuvante, tenha o mesmo tratamento jurídico da assistência
litisconsorcial ou qualificada. No caso, não foram dois recursos de dois
litisconsortes que foram julgados separadamente pelo Superior Tribunal
de Justiça. Pelo contrário, na espécie, a Segunda Turma decidiu a questão
que afetou diretamente a pretensão do assistido e essa decisão transitou
em julgado, o que deveria ter sido reconhecido pelo Colendo Tribunal ao
analisar o recurso especial do assistente simples.
A União não defende direito próprio no processo em que participa
nessa condição e, portanto, sem recurso interposto contra a decisão da
Segunda Turma, que declarou expressamente que a Corte Superior não
poderia analisar, naquele caso, a justiça da decisão proferida pelo
Tribunal Regional Federal, operou-se a coisa julgada, que atingiu as
partes do processo.
Insisto que não se está, neste momento, a analisar o conteúdo
jurídico do art. 51 do Código de Processo Civil. Muito menos a correta
interpretação das normas infraconstitucionais que fundamentaram os
julgamentos que afastaram a responsabilidade da Caixa Econômica
Federal, seja no julgamento do recurso especial ou dos embargos de
divergência (Código de Processo Civil, Lei n 8.666/93 e Lei n 8.036/90).
Pelo contrário, apenas se está a decidir se houve ou não coisa julgada, o
que se negaram a fazer a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça
no julgamento do Recurso Especial n 681.881-SP e dos embargos de
declaração e, expressamente, a Corte Especial do Superior Tribunal de
Justiça quando, por maioria, rejeitou a preliminar de coisa julgada.
Como já alertado por Friedrich Karl Von Savigny, frequentemente
uma decisão judicial pode se tornar duvidosa e nada mais natural que a
7
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declaratório constante do dispositivo da decisão de mérito
transitada em julgado” (SARLET, Ingo Wolfgang; MARINONI,
Luiz Guilherme & MITIDIERO, Daniel. Curso de Direito
Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013, p. 756 e
757).
Não se poderia sustentar, com o devido respeito, que a assistência
simples, ou seja, ad adjuvandum tantum, e, portanto, adesiva,
coadjuvante, tenha o mesmo tratamento jurídico da assistência
litisconsorcial ou qualificada. No caso, não foram dois recursos de dois
litisconsortes que foram julgados separadamente pelo Superior Tribunal
de Justiça. Pelo contrário, na espécie, a Segunda Turma decidiu a questão
que afetou diretamente a pretensão do assistido e essa decisão transitou
em julgado, o que deveria ter sido reconhecido pelo Colendo Tribunal ao
analisar o recurso especial do assistente simples.
A União não defende direito próprio no processo em que participa
nessa condição e, portanto, sem recurso interposto contra a decisão da
Segunda Turma, que declarou expressamente que a Corte Superior não
poderia analisar, naquele caso, a justiça da decisão proferida pelo
Tribunal Regional Federal, operou-se a coisa julgada, que atingiu as
partes do processo.
Insisto que não se está, neste momento, a analisar o conteúdo
jurídico do art. 51 do Código de Processo Civil. Muito menos a correta
interpretação das normas infraconstitucionais que fundamentaram os
julgamentos que afastaram a responsabilidade da Caixa Econômica
Federal, seja no julgamento do recurso especial ou dos embargos de
divergência (Código de Processo Civil, Lei n 8.666/93 e Lei n 8.036/90).
Pelo contrário, apenas se está a decidir se houve ou não coisa julgada, o
que se negaram a fazer a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça
no julgamento do Recurso Especial n 681.881-SP e dos embargos de
declaração e, expressamente, a Corte Especial do Superior Tribunal de
Justiça quando, por maioria, rejeitou a preliminar de coisa julgada.
Como já alertado por Friedrich Karl Von Savigny, frequentemente
uma decisão judicial pode se tornar duvidosa e nada mais natural que a
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ARE 733243 AGR / SP
ordem jurídica permita sua revisão quando algum dos interessados a
considerar errônea. No entanto, há que se respeitar a coisa julgada, a fim
de evitar um estado de permanente incerteza.
Como já salientado, de forma percuciente, pelo Ministro Sepúlveda
Pertence, o Supremo Tribunal Federal é que estabelecerá, nesses casos, os
critérios para se detectar o conceito de erro enorme ou erro conspícuo
para o fim de possibilitar o conhecimento de recurso extraordinário (cf.
palestra proferida por ocasião da inauguração do Centro de Estudos
Victor Nunes Leal em Brasília-DF no dia 27 de novembro de 2000, no
Simpósio da Advocacia Pública promovido pelo C.E. entre os dias 27 e
1.../12/2000). Penso que esse conceito subsume a hipótese dos autos.
Ante o exposto, dou provimento aos agravos regimentais para
reformar a decisão monocrática e voto pelo provimento dos recursos
extraordinários, a fim de que se reconheça que transitou em julgado o
acórdão em que a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça negou
provimento ao Ag n 621.107-SP.
8
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ordem jurídica permita sua revisão quando algum dos interessados a
considerar errônea. No entanto, há que se respeitar a coisa julgada, a fim
de evitar um estado de permanente incerteza.
Como já salientado, de forma percuciente, pelo Ministro Sepúlveda
Pertence, o Supremo Tribunal Federal é que estabelecerá, nesses casos, os
critérios para se detectar o conceito de erro enorme ou erro conspícuo
para o fim de possibilitar o conhecimento de recurso extraordinário (cf.
palestra proferida por ocasião da inauguração do Centro de Estudos
Victor Nunes Leal em Brasília-DF no dia 27 de novembro de 2000, no
Simpósio da Advocacia Pública promovido pelo C.E. entre os dias 27 e
1.../12/2000). Penso que esse conceito subsume a hipótese dos autos.
Ante o exposto, dou provimento aos agravos regimentais para
reformar a decisão monocrática e voto pelo provimento dos recursos
extraordinários, a fim de que se reconheça que transitou em julgado o
acórdão em que a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça negou
provimento ao Ag n 621.107-SP.
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Vista
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:COMPANHIA
DE
HABITAÇÃO
POPULAR
DE
BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S)
:VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S)
:CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S)
:CRISTOVAO COLOMBO
DOS REIS MILLER
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S)
:MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
VISTA
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhora Presidente, tendo em
vista o resultado e o fato de que eu não me recordo como foi o desate da
mesma tese jurídica que eu apreciei no Superior Tribunal de Justiça, se a
Turma concordar, eu vou pedir vista.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9047190.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:COMPANHIA
DE
HABITAÇÃO
POPULAR
DE
BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S)
:VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S)
:CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S)
:CRISTOVAO COLOMBO
DOS REIS MILLER
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S)
:MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
VISTA
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhora Presidente, tendo em
vista o resultado e o fato de que eu não me recordo como foi o desate da
mesma tese jurídica que eu apreciei no Superior Tribunal de Justiça, se a
Turma concordar, eu vou pedir vista.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 35
Esclarecimento
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
ESCLARECIMENTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE E
RELATORA) - Eu não tenho qualquer oposição. Acho muito interessante,
porque inclusive o eminente Ministro teve a gentileza de me encaminhar
o voto-vista, mas agora um pouco antes da sessão é que chegou às
minhas mãos e eu não tive condições de rememorar e, quem sabe, refletir
mais sobre o tema. Então acho muito oportuno, Ministro Luiz Fux, o
pedido de vista de Vossa Excelência.
Agora, gostaria de colocar à Turma uma questão que me tem
incomodado. Quem sabe podemos pensar a respeito... É que, diante de
uma negativa de seguimento a recurso extraordinário, que já está, pela
data da interposição, sujeito ao regime da repercussão geral, via agravo
regimental, na hipótese de provimento deste pela Turma, se chega desde
logo ao êxito da pretensão. Essa a questão, pois se contrária a minha
compreensão à negativa de seguimento, eu submeteria o processo ao
Plenário Virtual.
É só alguma coisa para que possamos... Há
precedentes, eu sei.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
É que aqui, só para justificar, eu entendo que há precedente de
ofensa ao trânsito em julgado. Eu o citei, só não fiz a leitura para não
incomodá-los. Então, se há precedentes, nós podemos superar a
repercussão geral e aplicarmos diretamente a jurisprudência da Corte.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE E
RELATORA) - Mas com relação ao conhecimento, e não com relação à
questão de fundo, embora eu acompanhe o raciocínio de Vossa Excelência
quanto à questão de fundo. Na questão do tema de fundo, parece-me
manifesto o equívoco, porque se criou uma situação meio esdrúxula. A
minha dificuldade de superar - mas evidentemente a Turma vai decidir
da maneira, sem dúvida, mais adequada - foi de, através do recurso
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
ESCLARECIMENTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE E
RELATORA) - Eu não tenho qualquer oposição. Acho muito interessante,
porque inclusive o eminente Ministro teve a gentileza de me encaminhar
o voto-vista, mas agora um pouco antes da sessão é que chegou às
minhas mãos e eu não tive condições de rememorar e, quem sabe, refletir
mais sobre o tema. Então acho muito oportuno, Ministro Luiz Fux, o
pedido de vista de Vossa Excelência.
Agora, gostaria de colocar à Turma uma questão que me tem
incomodado. Quem sabe podemos pensar a respeito... É que, diante de
uma negativa de seguimento a recurso extraordinário, que já está, pela
data da interposição, sujeito ao regime da repercussão geral, via agravo
regimental, na hipótese de provimento deste pela Turma, se chega desde
logo ao êxito da pretensão. Essa a questão, pois se contrária a minha
compreensão à negativa de seguimento, eu submeteria o processo ao
Plenário Virtual.
É só alguma coisa para que possamos... Há
precedentes, eu sei.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
É que aqui, só para justificar, eu entendo que há precedente de
ofensa ao trânsito em julgado. Eu o citei, só não fiz a leitura para não
incomodá-los. Então, se há precedentes, nós podemos superar a
repercussão geral e aplicarmos diretamente a jurisprudência da Corte.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE E
RELATORA) - Mas com relação ao conhecimento, e não com relação à
questão de fundo, embora eu acompanhe o raciocínio de Vossa Excelência
quanto à questão de fundo. Na questão do tema de fundo, parece-me
manifesto o equívoco, porque se criou uma situação meio esdrúxula. A
minha dificuldade de superar - mas evidentemente a Turma vai decidir
da maneira, sem dúvida, mais adequada - foi de, através do recurso
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 35
Esclarecimento
ARE 733243 AGR / SP
extraordinário, que se volta contra uma decisão em embargos de
divergência, chegar a essa decisão.
Mas é muito oportuno. Quem sabe até eu possa rever, diante desses
fundamentos tão bem-lançados por Vossa Excelência.
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extraordinário, que se volta contra uma decisão em embargos de
divergência, chegar a essa decisão.
Mas é muito oportuno. Quem sabe até eu possa rever, diante desses
fundamentos tão bem-lançados por Vossa Excelência.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 35
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S) : VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S) : CRISTOVAO COLOMBO DOS REIS MILLER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S) : MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, relatora,
que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora
e Presidente, que negava provimento ao agravo regimental; e do
voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, que dava provimento ao
agravo regimental e ao recurso extraordinário, pediu vista dos
autos o Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S) : VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S) : CRISTOVAO COLOMBO DOS REIS MILLER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S) : MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, relatora,
que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora
e Presidente, que negava provimento ao agravo regimental; e do
voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, que dava provimento ao
agravo regimental e ao recurso extraordinário, pediu vista dos
autos o Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 35
Voto Vista
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
VOTO VISTA
AGRAVOS
REGIMENTAIS
NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. ALEGAÇÃO DE OFENSA
AOS ARTIGOS 5..., INCISO XXXVI, E 105,
INCISO III, ALÍNEAS A E C, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
1. Os requisitos de admissibilidade dos
recursos da competência de outros tribunais
não encerram matéria de repercussão geral
(Recurso Extraordinário 598.365 RG, Rel. Min. Ayres Britto, DJe
de 26/03/2010)
2. A União, na condição de assistente
simples da Caixa Econômica Federal, tem
legitimidade para recorrer em benefício
desta, não se formando a coisa julgada
enquanto pendente tal recurso de
julgamento, mesmo que o recurso
interposto pela assistida tenha sido
inadmitido. Inteligência do artigo 5...,
parágrafo único, da Lei 9.469/97, e dos
artigos 52, caput, e 499, caput e § 1..., do Código de Processo Civil.
3. A eventual ofensa à coisa julgada que
depende de análise da legislação
infraconstitucional, como no caso dos autos,
é meramente reflexa, não autorizando a
interposição de recurso extraordinário (Recurso Extraordinário
748.371 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
VOTO VISTA
AGRAVOS
REGIMENTAIS
NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. ALEGAÇÃO DE OFENSA
AOS ARTIGOS 5..., INCISO XXXVI, E 105,
INCISO III, ALÍNEAS A E C, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
1. Os requisitos de admissibilidade dos
recursos da competência de outros tribunais
não encerram matéria de repercussão geral
(Recurso Extraordinário 598.365 RG, Rel. Min. Ayres Britto, DJe
de 26/03/2010)
2. A União, na condição de assistente
simples da Caixa Econômica Federal, tem
legitimidade para recorrer em benefício
desta, não se formando a coisa julgada
enquanto pendente tal recurso de
julgamento, mesmo que o recurso
interposto pela assistida tenha sido
inadmitido. Inteligência do artigo 5...,
parágrafo único, da Lei 9.469/97, e dos
artigos 52, caput, e 499, caput e § 1..., do Código de Processo Civil.
3. A eventual ofensa à coisa julgada que
depende de análise da legislação
infraconstitucional, como no caso dos autos,
é meramente reflexa, não autorizando a
interposição de recurso extraordinário (Recurso Extraordinário
748.371 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 35
Voto Vista
ARE 733243 AGR / SP
de 01/08/2013).
4. O Superior Tribunal de Justiça tem a
missão constitucional de interpretar
soberanamente a legislação federal, não
cabendo ao Supremo Tribunal Federal, na
via extraordinária, reapreciar a justiça das
suas decisões, ressalvadas as hipóteses
estritas de cabimento traçadas pelo texto
constitucional.
5. Agravos regimentais DESPROVIDOS.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX: Na hipótese dos autos, os
agravantes se insurgem contra decisão monocrática proferida pela
eminente relatora, Ministra Rosa Weber, que negou seguimento a recurso
extraordinário interposto contra decisão proferida pelo egrégio Superior Tribunal de Justiça, no
qual se suscita violação aos artigos 5..., inciso XXXVI, e 105, inciso III,
alíneas a e c, da Constituição Federal.
A decisão monocrática ora impugnada não conheceu o recurso
extraordinário no que concerne ao artigo 105, inciso III, alíneas a e c, da
Constituição Federal, ao fundamento de que este Supremo Tribunal
Federal já assentou o entendimento de que os requisitos de
admissibilidade de recurso da competência de outro tribunal não
encerram matéria de repercussão geral. De fato, esse foi o posicionamento
firmado no julgamento do Recurso Extraordinário 598.365 RG, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de
26/03/2010, cuja ementa transcrevo abaixo:
“PRESSUPOSTOS
DE
ADMISSIBILIDADE
DE
RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de
recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito
infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 733243 AGR / SP
de 01/08/2013).
4. O Superior Tribunal de Justiça tem a
missão constitucional de interpretar
soberanamente a legislação federal, não
cabendo ao Supremo Tribunal Federal, na
via extraordinária, reapreciar a justiça das
suas decisões, ressalvadas as hipóteses
estritas de cabimento traçadas pelo texto
constitucional.
5. Agravos regimentais DESPROVIDOS.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX: Na hipótese dos autos, os
agravantes se insurgem contra decisão monocrática proferida pela
eminente relatora, Ministra Rosa Weber, que negou seguimento a recurso
extraordinário interposto contra decisão proferida pelo egrégio Superior Tribunal de Justiça, no
qual se suscita violação aos artigos 5..., inciso XXXVI, e 105, inciso III,
alíneas a e c, da Constituição Federal.
A decisão monocrática ora impugnada não conheceu o recurso
extraordinário no que concerne ao artigo 105, inciso III, alíneas a e c, da
Constituição Federal, ao fundamento de que este Supremo Tribunal
Federal já assentou o entendimento de que os requisitos de
admissibilidade de recurso da competência de outro tribunal não
encerram matéria de repercussão geral. De fato, esse foi o posicionamento
firmado no julgamento do Recurso Extraordinário 598.365 RG, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de
26/03/2010, cuja ementa transcrevo abaixo:
“PRESSUPOSTOS
DE
ADMISSIBILIDADE
DE
RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de
recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito
infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão
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Voto Vista
ARE 733243 AGR / SP
constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso
“elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme
salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão
Geral no Recurso Extraordinário 584.608.”
Quanto à segunda tese dos agravantes, relativa à suposta ofensa à
coisa julgada, a decisão monocrática conheceu o recurso, porém lhe
negou provimento, argumentando que se trataria de ofensa reflexa à
Constituição Federal, a qual demandaria a análise de legislação
infraconstitucional.
Em voto divergente proferido em 19/05/2015, o eminente Ministro
Dias Toffoli acolheu a tese de ofensa à coisa julgada, conhecendo e dando
provimento ao recurso extraordinário. Segundo o voto divergente, não
poderia o Superior Tribunal de Justiça prover recurso especial interposto pela União, na condição
de assistente simples da Caixa Econômica Federal, após o recurso por esta
interposto ter sido rejeitado, transitando em julgado essa decisão. Assim,
haveria se formado a coisa julgada sobre a decisão do Superior Tribunal de Justiça que não
conheceu o recurso da CEF, não podendo o mesmo tribunal, em seguida,
proferir decisão em sentido contrário, provendo o recurso da União, mera
assistente simples. Estaria configurado, portanto, o erro manifesto do
tribunal a quo, o que autorizaria o reconhecimento da violação da coisa
julgada e consequente provimento do recurso extraordinário.
Peço vênia ao excelentíssimo Ministro Dias Toffoli para acompanhar
a relatora, posto que não verifico a existência de erro manifesto na decisão
proferida pelo egrégio Superior Tribunal de Justiça ou sequer ofensa à coisa julgada.
Com efeito, o acórdão proferido pelo egrégio Tribunal Regional
Federal da 3... Região (fls. 2.503-2.518) foi atacado por embargos de
declaração manejados pela União (fls. 2.545-2.555), previamente admitida
como assistente simples da CEF, como consta do próprio acórdão
embargado (fl. 2.515). Tais embargos foram interpostos tempestivamente,
visto que protocolados em 27/09/2001 (fl. 2.545), enquanto o prazo de 10
3
Supremo Tribunal Federal
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constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso
“elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme
salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão
Geral no Recurso Extraordinário 584.608.”
Quanto à segunda tese dos agravantes, relativa à suposta ofensa à
coisa julgada, a decisão monocrática conheceu o recurso, porém lhe
negou provimento, argumentando que se trataria de ofensa reflexa à
Constituição Federal, a qual demandaria a análise de legislação
infraconstitucional.
Em voto divergente proferido em 19/05/2015, o eminente Ministro
Dias Toffoli acolheu a tese de ofensa à coisa julgada, conhecendo e dando
provimento ao recurso extraordinário. Segundo o voto divergente, não
poderia o Superior Tribunal de Justiça prover recurso especial interposto pela União, na condição
de assistente simples da Caixa Econômica Federal, após o recurso por esta
interposto ter sido rejeitado, transitando em julgado essa decisão. Assim,
haveria se formado a coisa julgada sobre a decisão do Superior Tribunal de Justiça que não
conheceu o recurso da CEF, não podendo o mesmo tribunal, em seguida,
proferir decisão em sentido contrário, provendo o recurso da União, mera
assistente simples. Estaria configurado, portanto, o erro manifesto do
tribunal a quo, o que autorizaria o reconhecimento da violação da coisa
julgada e consequente provimento do recurso extraordinário.
Peço vênia ao excelentíssimo Ministro Dias Toffoli para acompanhar
a relatora, posto que não verifico a existência de erro manifesto na decisão
proferida pelo egrégio Superior Tribunal de Justiça ou sequer ofensa à coisa julgada.
Com efeito, o acórdão proferido pelo egrégio Tribunal Regional
Federal da 3... Região (fls. 2.503-2.518) foi atacado por embargos de
declaração manejados pela União (fls. 2.545-2.555), previamente admitida
como assistente simples da CEF, como consta do próprio acórdão
embargado (fl. 2.515). Tais embargos foram interpostos tempestivamente,
visto que protocolados em 27/09/2001 (fl. 2.545), enquanto o prazo de 10
3
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ARE 733243 AGR / SP
dias para a sua oposição começara a correr em 18/09/2001 (fl. 2.519),
conforme os artigos 188 e 241, inciso II, do Código de Processo Civil.
Rejeitados os embargos de declaração (fls. 2.564-2.571), foi a União
intimada dessa decisão em 04/03/2002, com juntada do mandado de
intimação aos autos no dia seguinte (fls. 2.574 e 2.572, respectivamente).
Posteriormente, em 20/03/2002, a União interpôs tempestivamente recurso
especial (fls. 2.619-2.647), que foi admitido pelo Tribunal Regional e
enviado ao Superior Tribunal de Justiça para julgamento (REsp 681.881).
Paralelamente, a CEF também interpôs recurso especial (fls. 2.593-
2.613), o qual não foi admitido na origem, ensejando a interposição do
Agravo de Instrumento 621.107 (fls. 3.472-3.488). O referido agravo foi
desprovido, certificando-se nos autos o trânsito em julgado apenas desse
acórdão que o julgou (fl. 3.490).
Fica claro, portanto, que remanesceu pendente de apreciação o
recurso especial tempestivamente interposto pela União (REsp 681.881),
que buscava a reforma do acórdão regional, não se formando,
consectariamente, a coisa julgada. Já o certificado trânsito em julgado do
acórdão proferido no Ag 621.107 alcançou apenas a decisão que
inadmitiu o recurso especial interposto pela CEF, não se manifestando o
Superior Tribunal de Justiça, em tal ocasião, sobre o mérito da demanda – o que viria a fazer
somente no julgamento do recurso especial interposto pela União.
Exposto o histórico da tramitação processual do presente feito, insta
consignar que, mesmo inadmitido o recurso interposto pela CEF, pode
lhe aproveitar o julgamento do recurso interposto pela União, a qual,
frise-se, tem legitimidade para recorrer, nos termos do artigo 5...,
parágrafo único, da Lei 9.469/97, que tem a seguinte redação:
“Art. 5... A União poderá intervir nas causas em que figurarem,
como autoras ou rés, autarquias, fundações públicas, sociedades de
economia mista e empresas públicas federais.
4
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dias para a sua oposição começara a correr em 18/09/2001 (fl. 2.519),
conforme os artigos 188 e 241, inciso II, do Código de Processo Civil.
Rejeitados os embargos de declaração (fls. 2.564-2.571), foi a União
intimada dessa decisão em 04/03/2002, com juntada do mandado de
intimação aos autos no dia seguinte (fls. 2.574 e 2.572, respectivamente).
Posteriormente, em 20/03/2002, a União interpôs tempestivamente recurso
especial (fls. 2.619-2.647), que foi admitido pelo Tribunal Regional e
enviado ao Superior Tribunal de Justiça para julgamento (REsp 681.881).
Paralelamente, a CEF também interpôs recurso especial (fls. 2.593-
2.613), o qual não foi admitido na origem, ensejando a interposição do
Agravo de Instrumento 621.107 (fls. 3.472-3.488). O referido agravo foi
desprovido, certificando-se nos autos o trânsito em julgado apenas desse
acórdão que o julgou (fl. 3.490).
Fica claro, portanto, que remanesceu pendente de apreciação o
recurso especial tempestivamente interposto pela União (REsp 681.881),
que buscava a reforma do acórdão regional, não se formando,
consectariamente, a coisa julgada. Já o certificado trânsito em julgado do
acórdão proferido no Ag 621.107 alcançou apenas a decisão que
inadmitiu o recurso especial interposto pela CEF, não se manifestando o
Superior Tribunal de Justiça, em tal ocasião, sobre o mérito da demanda – o que viria a fazer
somente no julgamento do recurso especial interposto pela União.
Exposto o histórico da tramitação processual do presente feito, insta
consignar que, mesmo inadmitido o recurso interposto pela CEF, pode
lhe aproveitar o julgamento do recurso interposto pela União, a qual,
frise-se, tem legitimidade para recorrer, nos termos do artigo 5...,
parágrafo único, da Lei 9.469/97, que tem a seguinte redação:
“Art. 5... A União poderá intervir nas causas em que figurarem,
como autoras ou rés, autarquias, fundações públicas, sociedades de
economia mista e empresas públicas federais.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 35
Voto Vista
ARE 733243 AGR / SP
Parágrafo único. As pessoas jurídicas de direito público poderão,
nas causas cuja decisão possa ter reflexos, ainda que indiretos, de
natureza econômica, intervir, independentemente da demonstração de
interesse jurídico, para esclarecer questões de fato e de direito, podendo
juntar documentos e memoriais reputados úteis ao exame da matéria
e, se for o caso, recorrer, hipótese em que, para fins de deslocamento de
competência, serão consideradas partes.”
Sobre o tema, assim leciona JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA
(Comentários ao Código de Processo Civil. Rio de Janeiro: Forense, 16...
Edição, 2011, p. 296):
“A Lei n 9.469, de 10.7.1997, no art. 5..., parágrafo único,
instituiu regime especial para as pessoas jurídicas de direito público,
autorizando-as a intervir ‘e, se for o caso, recorrer’, ‘nas causas cuja
decisão possa ter reflexos, ainda que indiretos, de natureza econômica’,
‘independentemente da demonstração de interesse jurídico’.”
Note-se, ademais, que independentemente da previsão legal
específica supracitada, é evidente o interesse jurídico da União em causas
nas quais a CEF discute vultosos valores. Ora, tratando-se de empresa
pública, cujo capital se concentra unicamente nas mãos da União,
eventual sucumbência que prejudique ou ameace a solvência da referida
instituição financeira poderá vir a ter reflexos na esfera jurídica da União.
Daí decorre, portanto, sua legitimidade para recorrer, seja em virtude da
sua condição de assistente simples (artigo 52, caput, do Código de Processo Civil), seja por
força da sua posição de terceira prejudicada (artigo 499, caput e § 1..., do
Código de Processo Civil).
Pendente de julgamento, por conseguinte, recurso da União, não se
pode afirmar que se formou coisa julgada contra a CEF.
De qualquer forma, há que se reconhecer que toda essa discussão é
travada no âmbito da legislação infraconstitucional, razão pela qual
5
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Parágrafo único. As pessoas jurídicas de direito público poderão,
nas causas cuja decisão possa ter reflexos, ainda que indiretos, de
natureza econômica, intervir, independentemente da demonstração de
interesse jurídico, para esclarecer questões de fato e de direito, podendo
juntar documentos e memoriais reputados úteis ao exame da matéria
e, se for o caso, recorrer, hipótese em que, para fins de deslocamento de
competência, serão consideradas partes.”
Sobre o tema, assim leciona JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA
(Comentários ao Código de Processo Civil. Rio de Janeiro: Forense, 16...
Edição, 2011, p. 296):
“A Lei n 9.469, de 10.7.1997, no art. 5..., parágrafo único,
instituiu regime especial para as pessoas jurídicas de direito público,
autorizando-as a intervir ‘e, se for o caso, recorrer’, ‘nas causas cuja
decisão possa ter reflexos, ainda que indiretos, de natureza econômica’,
‘independentemente da demonstração de interesse jurídico’.”
Note-se, ademais, que independentemente da previsão legal
específica supracitada, é evidente o interesse jurídico da União em causas
nas quais a CEF discute vultosos valores. Ora, tratando-se de empresa
pública, cujo capital se concentra unicamente nas mãos da União,
eventual sucumbência que prejudique ou ameace a solvência da referida
instituição financeira poderá vir a ter reflexos na esfera jurídica da União.
Daí decorre, portanto, sua legitimidade para recorrer, seja em virtude da
sua condição de assistente simples (artigo 52, caput, do Código de Processo Civil), seja por
força da sua posição de terceira prejudicada (artigo 499, caput e § 1..., do
Código de Processo Civil).
Pendente de julgamento, por conseguinte, recurso da União, não se
pode afirmar que se formou coisa julgada contra a CEF.
De qualquer forma, há que se reconhecer que toda essa discussão é
travada no âmbito da legislação infraconstitucional, razão pela qual
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sequer pode ser veiculada em sede de recurso extraordinário, ainda que
para apurar eventual ofensa à coisa julgada. Nesse sentido, por sinal, já se
pronunciou este Supremo Tribunal Federal, em sede de repercussão geral
(Recurso Extraordinário 748.371 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 01/08/2013):
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da
causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.”
Correta, portanto, a decisão monocrática ora impugnada, seja por
não ter efetivamente havido ofensa à coisa julgada, seja por não se poder,
no bojo de recurso extraordinário, analisar matéria infraconstitucional
para se aferir a sua suposta violação.
Destaco, por fim, que não cabe a este Supremo Tribunal Federal
aquilatar a justiça da decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, ao rejeitar a denunciação
da lide à CEF. Ora, é àquele tribunal que a Constituição Federal atribui a
função de interpretar soberanamente da legislação federal, só podendo
suas decisões serem reformadas pelo Pretório Excelso, na via
extraordinária, nas estritas hipóteses de cabimento traçadas pela
Constituição Federal, inocorrentes, como visto, no caso sub examine.
Ex positis, NEGO PROVIMENTO aos agravos regimentais.
É como voto.
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sequer pode ser veiculada em sede de recurso extraordinário, ainda que
para apurar eventual ofensa à coisa julgada. Nesse sentido, por sinal, já se
pronunciou este Supremo Tribunal Federal, em sede de repercussão geral
(Recurso Extraordinário 748.371 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 01/08/2013):
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da
causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.”
Correta, portanto, a decisão monocrática ora impugnada, seja por
não ter efetivamente havido ofensa à coisa julgada, seja por não se poder,
no bojo de recurso extraordinário, analisar matéria infraconstitucional
para se aferir a sua suposta violação.
Destaco, por fim, que não cabe a este Supremo Tribunal Federal
aquilatar a justiça da decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, ao rejeitar a denunciação
da lide à CEF. Ora, é àquele tribunal que a Constituição Federal atribui a
função de interpretar soberanamente da legislação federal, só podendo
suas decisões serem reformadas pelo Pretório Excelso, na via
extraordinária, nas estritas hipóteses de cabimento traçadas pela
Constituição Federal, inocorrentes, como visto, no caso sub examine.
Ex positis, NEGO PROVIMENTO aos agravos regimentais.
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 35
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a ordem
natural das coisas direciona a uma conclusão: não é possível cogitar-se de
assistente se não há parte assistida. No caso concreto, houve a preclusão
maior quanto à Caixa Econômica, que denunciara a União, vindo a
própria União a se dizer parte ilegítima para responder pelas
consequências do deslinde do conflito de interesse.
A matéria está a exigir pronunciamento do Supremo, viabilizada a
sustentação da tribuna, viabilizado, portanto, julgamento que não seja –
muito embora este não possa ser assim enquadrado – sumário, como é o
do agravo regimental.
Não chego ao ponto que chegou o ministro Dias Toffoli, no voto-
vista, quando foi à apreciação do recurso extraordinário, que teria que
estar submetido, para haver o crivo, à repercussão geral, e proveu até
mesmo o recurso.
Voto no sentido de que seja aberto o embrulho e venha o Tribunal a
examinar o extraordinário.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243 SÃO
PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a ordem
natural das coisas direciona a uma conclusão: não é possível cogitar-se de
assistente se não há parte assistida. No caso concreto, houve a preclusão
maior quanto à Caixa Econômica, que denunciara a União, vindo a
própria União a se dizer parte ilegítima para responder pelas
consequências do deslinde do conflito de interesse.
A matéria está a exigir pronunciamento do Supremo, viabilizada a
sustentação da tribuna, viabilizado, portanto, julgamento que não seja –
muito embora este não possa ser assim enquadrado – sumário, como é o
do agravo regimental.
Não chego ao ponto que chegou o ministro Dias Toffoli, no voto-
vista, quando foi à apreciação do recurso extraordinário, que teria que
estar submetido, para haver o crivo, à repercussão geral, e proveu até
mesmo o recurso.
Voto no sentido de que seja aberto o embrulho e venha o Tribunal a
examinar o extraordinário.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9099984.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 35
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S) : VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S) : CRISTOVAO COLOMBO DOS REIS MILLER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S) : MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, relatora,
que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora
e Presidente, que negava provimento ao agravo regimental; e do
voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, que dava provimento ao
agravo regimental e ao recurso extraordinário, pediu vista dos
autos o Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.5.2015.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencidos os
Senhores Ministros Dias Toffoli e Marco Aurélio. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Edson
Fachin. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma,
23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.243
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU - COHAB/BU
ADV.(A/S) : VICENTE GRECO FILHO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : CONSTRUTORA LR LTDA
ADV.(A/S) : CRISTOVAO COLOMBO DOS REIS MILLER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV.(A/S) : MÁRCIA AQUINO TATSCH
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, relatora,
que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
Decisão: Após o voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora
e Presidente, que negava provimento ao agravo regimental; e do
voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, que dava provimento ao
agravo regimental e ao recurso extraordinário, pediu vista dos
autos o Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.5.2015.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencidos os
Senhores Ministros Dias Toffoli e Marco Aurélio. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Edson
Fachin. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma,
23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 35
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{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733 . 243",
"ARE 733243 AGR / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733 . 243",
"AGRAVO 733 . 243",
"ARE 733243 AGR / SP",
"AI 760 . 358 - QO",
"Rcls 7 . 547",
"Rcl 11 . 633 - AgR",
"Rcl 9 . 471",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG",
"AI 760 . 358",
"Rcl 7 . 569",
"Rcl 7 . 547 .",
"ARE 713 . 609",
"ARE 737 . 931",
"ARE 720 . 845",
"ARE 703 . 326",
"ARE 654 . 045",
"ARE 646 . 211",
"ARE 733243 AGR / SP",
"AI 760 . 358 - QO",
"Rcl 11 . 633 - AgR",
"Rcl 9 . 471",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG",
"AI 760 . 358",
"Rcl 7 . 569",
"Rcl 7 . 547",
"ARE 713 . 609",
"ARE 737 . 931",
"ARE 720 . 845",
"ARE 703 . 326",
"ARE 654 . 045",
"ARE 646 . 211",
"ARE 733243 AGR",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 / MG",
"ARE 733243 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 / MG",
"EDcl no RESP 537410",
"ARE 733243 AGR / SP",
"EDcl no RESP 537410",
"RJTJSP 124 / 173",
"AI 830 . 777 - 5",
"ARE 733243",
"RJTJSP 124 / 173",
"ARE 721 . 495 - AgR / SP",
"AI 830 . 777 - 5",
"AI 803 . 694 - AgR / RS",
"ARE 733243 AGR / SP AgR / GO",
"AI 803 . 694 - AgR / RS",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"627",
".",
"902",
"/",
"SP",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"-",
"ARE",
"-",
"AgR",
"-",
"686",
".",
"910",
"/",
"RJ",
"ARE 733243",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"627",
".",
"902",
"/",
"SP",
"Recurso Extraordinário - RG 598 . 365",
"ARE",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
". 911 / DF",
"Súmulas ns 636",
"-",
"AgR",
"-",
"686",
".",
"910",
"/",
"RJ",
"ARE 733243 AGR / SP",
"AgR",
"Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 / MG",
"ARE 733243 AGR / SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"650",
".",
"949",
"/",
"SP",
"Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 / MG",
"SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 727207 AgR",
"ARE 733243 AGR / SP",
"SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 727207 AgR",
"Súmulas ns 282",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 639 . 228 / RJ",
"AI 857129 AgR",
"ARE 733243 AGR / SP",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 639 . 228 / RJ",
"AI 857129 AgR",
"RECURSO",
"ARE 733243 AGR / SP",
"Ag n 621 . 107 / SP",
"Resp n 681 . 881 / SP",
"ARE 733243 AGR / SP",
"Ag n 621 . 107 / SP",
"Resp n 681 . 881 / SP",
"ARE 733243 AGR / SP",
"MC n 7 . 635 - SP",
"Ag n 621 . 107 - SP",
"Súmulas ns 5 e 7 do Superior Tribunal de Justiça",
"Resp n 681 . 881 / SP",
"ARE 733243 AGR / SP",
"MC n 7 . 635 - SP",
"Ag n 621 . 107 - SP",
"Súmulas ns 5 e 7 do Superior Tribunal de Justiça",
"Resp n 681 . 881 / SP",
"ARE 733243 AGR / SP",
"Ag n 621 . 107 - SP",
"Súmulas ns 5 e 7 do Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 733243 AGR / SP",
"Ag n 621 . 107 - SP",
"Súmulas ns 5 e 7 do Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 733243 AGR / SP",
"AI n 143712 - AgR",
"Ag 143 . 712",
"Recurso Extraordinário - AgR n 226 . 887 / PE",
"ARE 733243 AGR / SP",
"AI n 143712 - AgR",
"Ag 143 . 712",
"Recurso Extraordinário - AgR n 226 . 887 / PE",
"ARE 733243 AGR / SP",
"ARE 733243 AGR / SP",
"ARE 733243 AGR / SP",
"Recurso Especial n 681 . 881 - SP",
"ARE 733243 AGR / SP",
"Recurso Especial n 681 . 881 - SP",
"ARE 733243 AGR / SP",
"Ag n 621 . 107 - SP .",
"Ag n 621 . 107 -",
"RECURSO",
"ARE 733243 AGR / SP",
"ARE 733243 AGR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733 . 243",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 RG",
"Recurso Extraordinário 748 . 371 RG",
"AGRAVO 733 . 243",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 RG",
"Recurso Extraordinário 748 . 371 RG",
"ARE 733243 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 RG",
"ARE 733243 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 RG",
"ARE 733243 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 584 . 608 .",
"ARE 733243 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 584 . 608 .",
"ARE 733243 AGR / SP",
"REsp 681 . 881",
"REsp 681 . 881",
"Ag 621 . 107",
"ARE 733243 AGR / SP",
"REsp 681 . 881",
"Agravo de Instrumento 621 . 107",
"REsp 681 . 881",
"Ag 621 . 107",
"ARE 733243 AGR / SP",
"ARE 733243",
"ARE 733243 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 748 . 371 RG",
"ARE 733243 AGR / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Magna Carta",
"art . 102 , III , “ a ” , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 105 , inciso III , alíneas “ a ” e ” c ” e 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Supremo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 105 , inciso III , alíneas “ a ” e ” c ” e 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Supremo Tribunal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Magna Carta",
"arts . 5 . . . , XXXVI , e 105 , III , a e c , da Lei Maior",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Magna Carta",
"arts . 5 . . . , XXXVI , e 105 , III , a e c , da Lei Maior",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 328 - A , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 52 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 52 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 52 , do Código de Processo Civil",
"art . 52 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 52 , do Código de Processo Civil",
"art . 52 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil 74",
"Código de Processo Civil 50",
"Código de Processo Civil Comentado",
"art . 102 , III , a , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil 74",
"Código de Processo Civil 50",
"Código de Processo Civil Comentado",
"art . 102 , III , a , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Lei Maior",
"art . 102 , III , a , da Lei Maior",
"ART . 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Lei Maior",
"102 , III , a , da Lei Maior",
"ART . 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição da República",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição da República",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , I , do Código de Processo Civil",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição da Federal",
"art . 102 , III , “ a ” , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição da Federal",
"art . 102 , III , “ a ” , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal de 1988",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal de 1988",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , I , do Código de Processo Civil",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , I , do Código de Processo Civil",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 52 do Código de Processo Civil",
"art . 50 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 52 do Código de Processo Civil",
"art . 50 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 955 e 956 do Código Civil de 1916",
"art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 955 e 956 do Código Civil de 1916",
"art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . , XXXVI , da Constituição",
"Constituição",
"Lei n 7701 / 88 , art . 12 , § 4 . . .",
"Constituição",
"art . 5 . . . , XXXV , C . F .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . , XXXVI , da Constituição",
"Constituição",
"Lei n 7701 / 88 , art . 12 , §",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 52 do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , inciso XXXVI da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 52 do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , inciso XXXVI da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 51 do Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil",
"Lei n 8 . 666 / 93",
"Lei n 8 . 036 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 51 do Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil",
"Lei n 8 . 666 / 93",
"Lei n 8 . 036 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGOS 5 . . . , INCISO XXXVI , E 105 , INCISO III , ALÍNEAS A E C , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"artigo 5 . . . , parágrafo único , da Lei 9 . 469 / 97",
"artigos 52 , caput , e 499 , caput e § 1 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGOS 5 . . . , INCISO XXXVI , E 105 , INCISO III , ALÍNEAS A E C , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"artigo 5 . . . , parágrafo único , da Lei 9 . 469 / 97",
"artigos 52 , caput , e 499 , caput e § 1 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , inciso XXXVI , e 105 , inciso III , alíneas a e c , da Constituição Federal",
"artigo 105 , inciso III , alíneas a e c , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . .",
"artigo 105 , inciso III , alíneas a e c , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 188 e 241 , inciso II , do Código de Processo Civil",
"artigo 5 . . . , parágrafo único , da Lei 9 . 469 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 188 e 241 , inciso II , do Código de Processo Civil",
"artigo 5 . . . , parágrafo único , da Lei 9 . 469 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil",
"Lei n 9 . 469",
"artigo 52 , caput , do Código de Processo Civil",
"artigo 499 , caput e § 1 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil",
"Lei n 9 . 469",
"artigo 52 , caput , do Código de Processo Civil",
"artigo 499 , caput e § 1 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
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"Brasília",
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"SÃO PAULO",
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"Oxford",
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"SÃO PAULO",
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"SÃO PAULO",
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"TEORI ZAVASCKI",
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"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
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"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
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"ROSA WEBER",
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"DIAS TOFFOLI",
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"Rosa Weber",
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"Ayres Britto",
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"Ayres Britto",
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"MARCO AURÉLIO",
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"MARCO AURÉLIO",
"Dias Toffoli",
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"Rosa Weber",
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"2005",
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".",
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"27 de novembro de 2000",
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".",
"Edição",
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".",
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"24",
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"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.713
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
Administrativo. Militar. Licenciamento. Anistia. 3. Comportamento
incompatível com a função de policial militar. Necessidade de
revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local aplicável.
Súmulas 279 e 280. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a
decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592933.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.713
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto pelo senhor JERDRIAN CARLOS
CARNEIRO DE LIMA contra decisão que negou provimento a recurso
extraordinário com agravo com base nas súmulas 279 e 280 e no ARE-RG
748.371, de minha relatoria, DJe 1º.8.2013.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a decretação da
extinção da punibilidade da parte ora agravante, tendo em conta a anistia
prevista na Lei estadual n. 12.191/2010.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592934.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.713
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto pelo senhor JERDRIAN CARLOS
CARNEIRO DE LIMA contra decisão que negou provimento a recurso
extraordinário com agravo com base nas súmulas 279 e 280 e no ARE-RG
748.371, de minha relatoria, DJe 1º.8.2013.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a decretação da
extinção da punibilidade da parte ora agravante, tendo em conta a anistia
prevista na Lei estadual n. 12.191/2010.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592934.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.713
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, ressalto que o
Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão
geral (Tema 660), que não há repercussão geral em relação à violação dos
princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada
e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de
prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais,
conforme o ARE-RG 748.371, de minha relatoria, DJe 1º.8.2013.
Veja-se a ementa do referido julgado:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema
relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da
ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo
legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da
adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição
da repercussão geral.”
Igualmente, convém reproduzir o assentado pelo Tribunal de
origem:
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592935.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.713
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, ressalto que o
Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão
geral (Tema 660), que não há repercussão geral em relação à violação dos
princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada
e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de
prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais,
conforme o ARE-RG 748.371, de minha relatoria, DJe 1º.8.2013.
Veja-se a ementa do referido julgado:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema
relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da
ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo
legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da
adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição
da repercussão geral.”
Igualmente, convém reproduzir o assentado pelo Tribunal de
origem:
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 870713 AGR / PE
“Segundo, compulsando os autos, observo que, embora a
Lei 12.191/10 tenha anistiado os policiais militares que tomaram
parte no movimento paredista, o requerente não foi punido
somente pelo fato de ter participado da greve, mas também por
outras infrações disciplinares que cometeu, o que justifica a
manutenção do ato de licenciamento” (eDOC 5, p. 39).
Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes desta Corte: AI-
AgR 516.771, rel. min. Eros Grau, DJ 24.6.2005; AI-AgR 724.032, rel. min.
Marco Aurélio, DJe 18.12.2013; AI-AgR 682.458, rel. min. Ellen Gracie, DJe
21.5.2010; AI-AgR 564.106, rel. min. Joaquim Barbosa, DJe 30.4.2010; RE-
AgR 518.452, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 17.4.2009; AI-AgR 789.053, rel.
min. Luiz Fux, DJe 19.6.2012; e ARE-AgR 842.179, de minha relatoria, DJe
12.11.2014, este último assim ementado:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. Militar estadual. Processo
administrativo disciplinar. 3. Sanção de exclusão da corporação.
Ofensa reflexa. Necessidade de revolvimento do acervo fático-
probatório e da legislação local aplicável. Súmulas 279 e 280. 4.
Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão
recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870713 AGR / PE
“Segundo, compulsando os autos, observo que, embora a
Lei 12.191/10 tenha anistiado os policiais militares que tomaram
parte no movimento paredista, o requerente não foi punido
somente pelo fato de ter participado da greve, mas também por
outras infrações disciplinares que cometeu, o que justifica a
manutenção do ato de licenciamento” (eDOC 5, p. 39).
Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes desta Corte: AI-
AgR 516.771, rel. min. Eros Grau, DJ 24.6.2005; AI-AgR 724.032, rel. min.
Marco Aurélio, DJe 18.12.2013; AI-AgR 682.458, rel. min. Ellen Gracie, DJe
21.5.2010; AI-AgR 564.106, rel. min. Joaquim Barbosa, DJe 30.4.2010; RE-
AgR 518.452, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 17.4.2009; AI-AgR 789.053, rel.
min. Luiz Fux, DJe 19.6.2012; e ARE-AgR 842.179, de minha relatoria, DJe
12.11.2014, este último assim ementado:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. Militar estadual. Processo
administrativo disciplinar. 3. Sanção de exclusão da corporação.
Ofensa reflexa. Necessidade de revolvimento do acervo fático-
probatório e da legislação local aplicável. Súmulas 279 e 280. 4.
Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão
recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.713
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590158
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.713
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8608270
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-02T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Militar. Licenciamento. Anistia. 3. Comportamento incompatível com a função de policial militar. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local aplicável. Súmulas 279 e 280. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur306973
|
- Acórdão(s) citado(s):
(OFENSA REFLEXA)
ARE 748371 RG.
(SÚMULA 279)
AI 516771 AgR (1ªT), RE 518452 AgR (1ªT), AI 564106 AgR (2ªT), AI 682458 AgR (2ªT), AI 724032 AgR (1ªT), AI 789053 AgR (1ªT), ARE 842179 AgR (2ªT).
Número de páginas: 5.
Análise: 18/06/2015, BMP.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
870713
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 870713 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.713
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
Administrativo. Militar. Licenciamento. Anistia. 3. Comportamento
incompatível com a função de policial militar. Necessidade de
revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local aplicável.
Súmulas 279 e 280. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a
decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.713
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto pelo senhor JERDRIAN CARLOS
CARNEIRO DE LIMA contra decisão que negou provimento a recurso
extraordinário com agravo com base nas súmulas 279 e 280 e no ARE-RG
748.371, de minha relatoria, DJe 1....8.2013.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a decretação da
extinção da punibilidade da parte ora agravante, tendo em conta a anistia
prevista na Lei estadual n. 12.191/2010.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.713
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto pelo senhor JERDRIAN CARLOS
CARNEIRO DE LIMA contra decisão que negou provimento a recurso
extraordinário com agravo com base nas súmulas 279 e 280 e no ARE-RG
748.371, de minha relatoria, DJe 1....8.2013.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a decretação da
extinção da punibilidade da parte ora agravante, tendo em conta a anistia
prevista na Lei estadual n. 12.191/2010.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.713
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, ressalto que o
Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão
geral (Tema 660), que não há repercussão geral em relação à violação dos
princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada
e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de
prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais,
conforme o ARE-RG 748.371, de minha relatoria, DJe 1....8.2013.
Veja-se a ementa do referido julgado:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema
relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da
ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo
legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da
adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição
da repercussão geral.”
Igualmente, convém reproduzir o assentado pelo Tribunal de
origem:
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592935.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.713
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, ressalto que o
Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão
geral (Tema 660), que não há repercussão geral em relação à violação dos
princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada
e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de
prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais,
conforme o ARE-RG 748.371, de minha relatoria, DJe 1....8.2013.
Veja-se a ementa do referido julgado:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema
relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da
ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo
legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da
adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição
da repercussão geral.”
Igualmente, convém reproduzir o assentado pelo Tribunal de
origem:
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592935.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 870713 AGR / PE
“Segundo, compulsando os autos, observo que, embora a
Lei 12.191/10 tenha anistiado os policiais militares que tomaram
parte no movimento paredista, o requerente não foi punido
somente pelo fato de ter participado da greve, mas também por
outras infrações disciplinares que cometeu, o que justifica a
manutenção do ato de licenciamento” (eDOC 5, p. 39).
Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes desta Corte: AI-
AgR 516.771, rel. min. Eros Grau, DJ 24.6.2005; AI-AgR 724.032, rel. min.
Marco Aurélio, DJe 18.12.2013; AI-AgR 682.458, rel. min. Ellen Gracie, DJe
21.5.2010; AI-AgR 564.106, rel. min. Joaquim Barbosa, DJe 30.4.2010; Recurso Extraordinário-
AgR 518.452, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 17.4.2009; AI-AgR 789.053, rel.
min. Luiz Fux, DJe 19.6.2012; e ARE-AgR 842.179, de minha relatoria, DJe
12.11.2014, este último assim ementado:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. Militar estadual. Processo
administrativo disciplinar. 3. Sanção de exclusão da corporação.
Ofensa reflexa. Necessidade de revolvimento do acervo fático-
probatório e da legislação local aplicável. Súmulas 279 e 280. 4.
Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão
recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592935.
Supremo Tribunal Federal
ARE 870713 AGR / PE
“Segundo, compulsando os autos, observo que, embora a
Lei 12.191/10 tenha anistiado os policiais militares que tomaram
parte no movimento paredista, o requerente não foi punido
somente pelo fato de ter participado da greve, mas também por
outras infrações disciplinares que cometeu, o que justifica a
manutenção do ato de licenciamento” (eDOC 5, p. 39).
Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes desta Corte: AI-
AgR 516.771, rel. min. Eros Grau, DJ 24.6.2005; AI-AgR 724.032, rel. min.
Marco Aurélio, DJe 18.12.2013; AI-AgR 682.458, rel. min. Ellen Gracie, DJe
21.5.2010; AI-AgR 564.106, rel. min. Joaquim Barbosa, DJe 30.4.2010; Recurso Extraordinário-
AgR 518.452, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 17.4.2009; AI-AgR 789.053, rel.
min. Luiz Fux, DJe 19.6.2012; e ARE-AgR 842.179, de minha relatoria, DJe
12.11.2014, este último assim ementado:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. Militar estadual. Processo
administrativo disciplinar. 3. Sanção de exclusão da corporação.
Ofensa reflexa. Necessidade de revolvimento do acervo fático-
probatório e da legislação local aplicável. Súmulas 279 e 280. 4.
Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão
recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592935.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.713
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590158
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.713
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590158
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870 . 713",
"ARE",
"RG 748",
"ARE",
"-",
"RG 748 . 371",
"AI",
"-",
"AgR 516 . 771",
"AI",
"-",
"AgR 724 . 032",
"AI",
"-",
"AgR 682 . 458",
"AI",
"-",
"AgR 564 . 106",
"Recurso Extraordinário - AgR 518 . 452",
"AI",
"-",
"AgR 789 . 053",
"ARE",
"-",
"AgR 842 . 179",
"ARE 870713 AGR / PE",
"AI",
"-",
"AgR 516 . 771",
"AI",
"-",
"AgR 724 . 032",
"AI",
"-",
"AgR 682 .",
"458",
"AI",
"-",
"AgR 564 . 106",
"-",
"AgR 518 . 452",
"AI",
"-",
"AgR 789 . 053",
"ARE",
"-",
"AgR 842 . 179"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual n . 12 . 191 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual n . 12 . 191 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 12 . 191 / 10",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 12 . 191 / 10",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA",
"ELIZABETH DE CARVALHO",
"Teori Zavascki",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"GILMAR MENDES",
"JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA",
"GILMAR MENDES",
"JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"GILMAR MENDES",
"JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Eros Grau",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Eros Grau",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"GILMAR MENDES",
"JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"JERDRIAN CARLOS CARNEIRO DE LIMA",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"1",
".",
".",
".",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"1",
".",
".",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"1",
".",
".",
".",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
".",
".",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"6",
".",
"2005",
"18",
".",
"12",
".",
"2013",
"21",
".",
"5",
".",
"2010",
"30",
".",
"4",
".",
"2010",
"17",
".",
"4",
".",
"2009",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"12",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"6",
".",
"2005",
"18",
".",
"12",
".",
"2013",
"21",
".",
"5",
".",
"2010",
"30",
".",
"4",
".",
"2010",
"17",
".",
"4",
".",
"2009",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"12",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.621 PIAUÍ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S)
:EDILEUSA DE SOUSA DOS REIS
ADV.(A/S)
:ADAUTO FORTES JUNIOR E OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa
Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577510.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.621 PIAUÍ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S)
:EDILEUSA DE SOUSA DOS REIS
ADV.(A/S)
:ADAUTO FORTES JUNIOR E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 16 de março de
2015, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE –
DESPROVIMENTO DE AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577511.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.621 PIAUÍ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S)
:EDILEUSA DE SOUSA DOS REIS
ADV.(A/S)
:ADAUTO FORTES JUNIOR E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 16 de março de
2015, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE –
DESPROVIMENTO DE AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577511.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
ARE 865621 AGR / PI
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na
apreciação de processo da competência do Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Piauí, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Sustenta a impertinência do Verbete nº 279
da Súmula do Supremo, afirmando tratar-se de discussão acerca da
responsabilidade objetiva consubstanciada no § 6º do artigo 37 da Carta
Federal.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577511.
Supremo Tribunal Federal
ARE 865621 AGR / PI
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na
apreciação de processo da competência do Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Piauí, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Sustenta a impertinência do Verbete nº 279
da Súmula do Supremo, afirmando tratar-se de discussão acerca da
responsabilidade objetiva consubstanciada no § 6º do artigo 37 da Carta
Federal.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.621 PIAUÍ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora estadual, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado do Piauí negou provimento à apelação, assentando, em síntese:
PROCESSUAL CIVIL – APELAÇÃO – LAQUEADURA
TUBÁRIA – FALHA NO PROCEDIMENTO E NO DEVER DE
INFORMAÇÃO – PRESENÇA DOS REQUISITOS DA
RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA – DANO MORAL
CONFIGURADO.
1. Para a configuração da responsabilidade civil objetiva, é
conditio sine qua non a existência de nexo de causalidade entre a
conduta supostamente ilícita e o dano provocado.
2. Emerge dos autos nítido liame entre a conduta estatal
lesiva (ineficácia do procedimento e no dever de informação) e
o resultado provocado (gestação), configurando, portanto, o
dano moral e, consequentemente, o dever de indenizar.
3. Recurso conhecido, porém, desprovido.
O Colegiado de origem, a partir da análise dos fatos e das provas, a
esta altura inafastáveis, consignou a existência de nexo de causalidade
entre a conduta do recorrente e o dano sofrido pela parte agravada. Daí a
incidência do Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal. Nesse sentido,
está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não
ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577512.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.621 PIAUÍ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora estadual, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado do Piauí negou provimento à apelação, assentando, em síntese:
PROCESSUAL CIVIL – APELAÇÃO – LAQUEADURA
TUBÁRIA – FALHA NO PROCEDIMENTO E NO DEVER DE
INFORMAÇÃO – PRESENÇA DOS REQUISITOS DA
RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA – DANO MORAL
CONFIGURADO.
1. Para a configuração da responsabilidade civil objetiva, é
conditio sine qua non a existência de nexo de causalidade entre a
conduta supostamente ilícita e o dano provocado.
2. Emerge dos autos nítido liame entre a conduta estatal
lesiva (ineficácia do procedimento e no dever de informação) e
o resultado provocado (gestação), configurando, portanto, o
dano moral e, consequentemente, o dever de indenizar.
3. Recurso conhecido, porém, desprovido.
O Colegiado de origem, a partir da análise dos fatos e das provas, a
esta altura inafastáveis, consignou a existência de nexo de causalidade
entre a conduta do recorrente e o dano sofrido pela parte agravada. Daí a
incidência do Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal. Nesse sentido,
está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não
ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577512.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.621
PROCED. : PIAUÍ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S) : EDILEUSA DE SOUSA DOS REIS
ADV.(A/S) : ADAUTO FORTES JUNIOR E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599121
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.621
PROCED. : PIAUÍ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S) : EDILEUSA DE SOUSA DOS REIS
ADV.(A/S) : ADAUTO FORTES JUNIOR E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599121
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8623814
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-05T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
|
sjur307402
|
Número de páginas: 5.
Análise: 21/06/2015, BMP.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
865621
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 865621 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S) : EDILEUSA DE SOUSA DOS REIS
ADV.(A/S) : ADAUTO FORTES JUNIOR E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.621 PIAUÍ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S)
:EDILEUSA DE SOUSA DOS REIS
ADV.(A/S)
:ADAUTO FORTES JUNIOR E OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa
Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.621 PIAUÍ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S)
:EDILEUSA DE SOUSA DOS REIS
ADV.(A/S)
:ADAUTO FORTES JUNIOR E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 16 de março de
2015, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE –
DESPROVIMENTO DE AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.621 PIAUÍ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S)
:EDILEUSA DE SOUSA DOS REIS
ADV.(A/S)
:ADAUTO FORTES JUNIOR E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 16 de março de
2015, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE –
DESPROVIMENTO DE AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
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Relatório
ARE 865621 AGR / PI
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na
apreciação de processo da competência do Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Piauí, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Sustenta a impertinência do Verbete n 279
da Súmula do Supremo, afirmando tratar-se de discussão acerca da
responsabilidade objetiva consubstanciada no § 6... do artigo 37 da Carta
Federal.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 865621 AGR / PI
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na
apreciação de processo da competência do Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Piauí, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Sustenta a impertinência do Verbete n 279
da Súmula do Supremo, afirmando tratar-se de discussão acerca da
responsabilidade objetiva consubstanciada no § 6... do artigo 37 da Carta
Federal.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.621 PIAUÍ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora estadual, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado do Piauí negou provimento à apelação, assentando, em síntese:
PROCESSUAL CIVIL – APELAÇÃO – LAQUEADURA
TUBÁRIA – FALHA NO PROCEDIMENTO E NO DEVER DE
INFORMAÇÃO – PRESENÇA DOS REQUISITOS DA
RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA – DANO MORAL
CONFIGURADO.
1. Para a configuração da responsabilidade civil objetiva, é
conditio sine qua non a existência de nexo de causalidade entre a
conduta supostamente ilícita e o dano provocado.
2. Emerge dos autos nítido liame entre a conduta estatal
lesiva (ineficácia do procedimento e no dever de informação) e
o resultado provocado (gestação), configurando, portanto, o
dano moral e, consequentemente, o dever de indenizar.
3. Recurso conhecido, porém, desprovido.
O Colegiado de origem, a partir da análise dos fatos e das provas, a
esta altura inafastáveis, consignou a existência de nexo de causalidade
entre a conduta do recorrente e o dano sofrido pela parte agravada. Daí a
incidência do Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal. Nesse sentido,
está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não
ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.621 PIAUÍ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora estadual, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado do Piauí negou provimento à apelação, assentando, em síntese:
PROCESSUAL CIVIL – APELAÇÃO – LAQUEADURA
TUBÁRIA – FALHA NO PROCEDIMENTO E NO DEVER DE
INFORMAÇÃO – PRESENÇA DOS REQUISITOS DA
RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA – DANO MORAL
CONFIGURADO.
1. Para a configuração da responsabilidade civil objetiva, é
conditio sine qua non a existência de nexo de causalidade entre a
conduta supostamente ilícita e o dano provocado.
2. Emerge dos autos nítido liame entre a conduta estatal
lesiva (ineficácia do procedimento e no dever de informação) e
o resultado provocado (gestação), configurando, portanto, o
dano moral e, consequentemente, o dever de indenizar.
3. Recurso conhecido, porém, desprovido.
O Colegiado de origem, a partir da análise dos fatos e das provas, a
esta altura inafastáveis, consignou a existência de nexo de causalidade
entre a conduta do recorrente e o dano sofrido pela parte agravada. Daí a
incidência do Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal. Nesse sentido,
está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não
ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.621
PROCED. : PIAUÍ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S) : EDILEUSA DE SOUSA DOS REIS
ADV.(A/S) : ADAUTO FORTES JUNIOR E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.621
PROCED. : PIAUÍ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S) : EDILEUSA DE SOUSA DOS REIS
ADV.(A/S) : ADAUTO FORTES JUNIOR E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865 . 621",
"ARE 865621 AGR",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"ARE 865621 AGR",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865 . 621"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"artigo 37 da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 37 da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PIAUÍ",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"Brasília",
"PIAUÍ",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"PIAUÍ",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"Estado do Piauí",
"PIAUÍ",
"PIAUÍ",
"PIAUÍ",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"PIAUÍ",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"ESTADO DO PIAUÍ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Estado",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Piauí",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Piauí",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"EDILEUSA DE SOUSA DOS REIS",
"ADAUTO FORTES JUNIOR",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"EDILEUSA DE SOUSA DOS REIS",
"ADAUTO FORTES JUNIOR",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"EDILEUSA DE SOUSA DOS REIS",
"ADAUTO FORTES JUNIOR",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"EDILEUSA DE SOUSA DOS REIS",
"ADAUTO FORTES JUNIOR",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"EDILEUSA DE SOUSA DOS REIS",
"ADAUTO FORTES JUNIOR",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"16 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"16 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 814.640 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:BERENICE FONTANELLA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANDRÉA FIANCO CISLAGHI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO
GONÇALVES
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. PROFESSORES.
FÉRIAS. TERÇO CONSTITUCIONAL. CÁLCULO SOBRE A
INTEGRALIDADE DO PERÍODO DE FÉRIAS GOZADAS E
INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AGRAVO
REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO
DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ARTS. 543-B DO CPC E
328 DO RISTF). ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.12.2012.
1. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo
regimental, porque adequada à espécie, merece manutenção a sistemática
da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF).
2. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765459.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 814640 AGR / RS
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765459.
Supremo Tribunal Federal
ARE 814640 AGR / RS
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765459.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 814.640 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:BERENICE FONTANELLA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANDRÉA FIANCO CISLAGHI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO
GONÇALVES
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo
qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do
CPC e 328 do RISTF), manejam agravo regimental Berenice Fontanella e
outros (a/s).
Atacam a decisão agravada ao argumento de que o recurso
interposto pelo Município não preenche os requisitos de admissibilidade.
Relatam existentes duas matérias veiculadas no processo “(...) sendo que
uma delas - pagamento do terço constitucional de férias sobre todo o período
usufruído - NÃO se enquadra no Tema 163 do STF (...)”. Afirmam indevido o
sobrestamento. Sustentam aplicável o óbice da Súmula 280 desta
Suprema Corte.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“APELAÇÃO CÍVEL. REEXAME NECESSÁRIO.
SERVIDOR PÚBLICO. MAGISTÉRIO. INCIDÊNCIA DO
TERÇO DE FÉRIAS EFETIVAMENTE GOZADO. MUNICÍPIO
DE BENTO GONÇALVES. LEI COMPLEMENTAR 77 DE 22-12-
2004. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DESCONTO
SOBRE O TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME
NECESSÁRIO
NÃO
CONHECIDO.
RECURSO
DESPROVIDO.”
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765460.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 814.640 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:BERENICE FONTANELLA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANDRÉA FIANCO CISLAGHI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO
GONÇALVES
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo
qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do
CPC e 328 do RISTF), manejam agravo regimental Berenice Fontanella e
outros (a/s).
Atacam a decisão agravada ao argumento de que o recurso
interposto pelo Município não preenche os requisitos de admissibilidade.
Relatam existentes duas matérias veiculadas no processo “(...) sendo que
uma delas - pagamento do terço constitucional de férias sobre todo o período
usufruído - NÃO se enquadra no Tema 163 do STF (...)”. Afirmam indevido o
sobrestamento. Sustentam aplicável o óbice da Súmula 280 desta
Suprema Corte.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“APELAÇÃO CÍVEL. REEXAME NECESSÁRIO.
SERVIDOR PÚBLICO. MAGISTÉRIO. INCIDÊNCIA DO
TERÇO DE FÉRIAS EFETIVAMENTE GOZADO. MUNICÍPIO
DE BENTO GONÇALVES. LEI COMPLEMENTAR 77 DE 22-12-
2004. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DESCONTO
SOBRE O TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME
NECESSÁRIO
NÃO
CONHECIDO.
RECURSO
DESPROVIDO.”
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765460.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
ARE 814640 AGR / RS
Acórdão recorrido publicado em 07.12.2012.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765460.
Supremo Tribunal Federal
ARE 814640 AGR / RS
Acórdão recorrido publicado em 07.12.2012.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 814.640 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a
sistemática da repercussão geral:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 7º, XVII, 30, I, 37,
caput, 39, § 3º, 40, §§ 1º, 3º, 12, 17, 201, §§ 9º, 11, da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo,
o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula
280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”.
Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª
Turma, DJe 28.9.2011; e ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 814.640 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a
sistemática da repercussão geral:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 7º, XVII, 30, I, 37,
caput, 39, § 3º, 40, §§ 1º, 3º, 12, 17, 201, §§ 9º, 11, da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo,
o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula
280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”.
Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª
Turma, DJe 28.9.2011; e ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 814640 AGR / RS
Fux, 1ª Turma, DJe 27.6.2012, cuja ementa transcrevo:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO.
TEMPESTIVIDADE
DO
AGRAVO
REGIMENTAL.
INCIDÊNCIA DO ADICIONAL DE SEXTA PARTE SOBRE A
INTEGRALIDADE DOS VENCIMENTOS DE SERVIDOR
ESTADUAL.
MATÉRIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280
DESTA CORTE. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA.
AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A ofensa a direito
local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do STF). 2. Na
hipótese em apreço, o cálculo do adicional de sexta-parte foi
solucionado à luz do art. 129 da Constituição do Estado de São
Paulo, não desafiando o acórdão, recurso extraordinário. … 5.
Embargos de declaração acolhidos para reconhecer a
tempestividade o agravo regimental e negar-lhe provimento”.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
MAGISTÉRIO. TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS.
MUNICÍPIO DE CAXIAS DO SUL. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
INTERPRETAÇÃO DA LEI MUNICIPAL 3.673/1991.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. A suposta ofensa aos
postulados constitucionais somente poderia ser constatada a
partir da análise da legislação infraconstitucional local
apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Tendo a Corte
Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de
2
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ARE 814640 AGR / RS
Fux, 1ª Turma, DJe 27.6.2012, cuja ementa transcrevo:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO.
TEMPESTIVIDADE
DO
AGRAVO
REGIMENTAL.
INCIDÊNCIA DO ADICIONAL DE SEXTA PARTE SOBRE A
INTEGRALIDADE DOS VENCIMENTOS DE SERVIDOR
ESTADUAL.
MATÉRIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280
DESTA CORTE. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA.
AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A ofensa a direito
local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do STF). 2. Na
hipótese em apreço, o cálculo do adicional de sexta-parte foi
solucionado à luz do art. 129 da Constituição do Estado de São
Paulo, não desafiando o acórdão, recurso extraordinário. … 5.
Embargos de declaração acolhidos para reconhecer a
tempestividade o agravo regimental e negar-lhe provimento”.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
MAGISTÉRIO. TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS.
MUNICÍPIO DE CAXIAS DO SUL. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
INTERPRETAÇÃO DA LEI MUNICIPAL 3.673/1991.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. A suposta ofensa aos
postulados constitucionais somente poderia ser constatada a
partir da análise da legislação infraconstitucional local
apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Tendo a Corte
Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 814640 AGR / RS
legislação municipal, incide, na espécie, o óbice da Súmula
280/STF: ‘por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário’. Agravo conhecido e não provido” (ARE
713.219-AgR, de minha autoria, Primeira Turma, DJe 10.12.12).
Quanto ao mais, o esta Corte reconheceu a repercussão
geral da discussão acerca da contribuição previdenciária sobre
o terço constitucional de férias, no julgamento do RE 593.068-
RG, cujo mérito ainda se encontra pendente de julgamento.
Nego seguimento, no que diz respeito à absolvição da
Municipalidade quanto ao pagamento do terço de férias
incidente nos 15 dias do recesso escolar; e quanto à discussão
acerca da recepção do Decreto-Lei 70/66 pela Constituição
Federal de 1988, devolvo os autos ao Tribunal de origem, para
que observe o disposto no art. 543-B do Código de Processo
Civil.”
Irrepreensível a decisão agravada.
A matéria tratada no presente feito, relativa à incidência de
contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias, de fato,
é idêntica à submetida ao Plenário Virtual para análise da repercussão
geral, a teor do asseverado no comando agravado acima reproduzido.
Contudo, examinando detidamente a matéria tratada no presente
feito, constato tratar também, sobre a possibilidade do cálculo do terço
constitucional de férias sobre a integralidade do período de férias
gozadas, controvérsia idêntica à submetida ao Plenário Virtual para
análise da repercussão geral, cujo paradigma é AI 776.522-RG/RS, verbis:
"DIREITO DO TRABALHO. CONTRATO TEMPORÁRIO.
CATEGORIA PROFISSIONAL ESPECIAL. PROFESSORES.
FÉRIAS. INCIDÊNCIA DO TERÇO CONSTITUCIONAL
SOBRE A INTEGRALIDADE DO PERÍODO DE FÉRIAS
GOZADAS. MATÉRIA RESTRITA AO PLANO DO DIREITO
LOCAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.”
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 814640 AGR / RS
legislação municipal, incide, na espécie, o óbice da Súmula
280/STF: ‘por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário’. Agravo conhecido e não provido” (ARE
713.219-AgR, de minha autoria, Primeira Turma, DJe 10.12.12).
Quanto ao mais, o esta Corte reconheceu a repercussão
geral da discussão acerca da contribuição previdenciária sobre
o terço constitucional de férias, no julgamento do RE 593.068-
RG, cujo mérito ainda se encontra pendente de julgamento.
Nego seguimento, no que diz respeito à absolvição da
Municipalidade quanto ao pagamento do terço de férias
incidente nos 15 dias do recesso escolar; e quanto à discussão
acerca da recepção do Decreto-Lei 70/66 pela Constituição
Federal de 1988, devolvo os autos ao Tribunal de origem, para
que observe o disposto no art. 543-B do Código de Processo
Civil.”
Irrepreensível a decisão agravada.
A matéria tratada no presente feito, relativa à incidência de
contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias, de fato,
é idêntica à submetida ao Plenário Virtual para análise da repercussão
geral, a teor do asseverado no comando agravado acima reproduzido.
Contudo, examinando detidamente a matéria tratada no presente
feito, constato tratar também, sobre a possibilidade do cálculo do terço
constitucional de férias sobre a integralidade do período de férias
gozadas, controvérsia idêntica à submetida ao Plenário Virtual para
análise da repercussão geral, cujo paradigma é AI 776.522-RG/RS, verbis:
"DIREITO DO TRABALHO. CONTRATO TEMPORÁRIO.
CATEGORIA PROFISSIONAL ESPECIAL. PROFESSORES.
FÉRIAS. INCIDÊNCIA DO TERÇO CONSTITUCIONAL
SOBRE A INTEGRALIDADE DO PERÍODO DE FÉRIAS
GOZADAS. MATÉRIA RESTRITA AO PLANO DO DIREITO
LOCAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.”
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 814640 AGR / RS
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas
Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do CPC,
entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta
egrégia 1ª Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min.
Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o
RE 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões
monocráticas, esta última exarada nestes termos:
“REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
QUESTÃO
SUSCETÍVEL
DE
REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO
ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À
ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO.
No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal
reconheceu a existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada neste recurso extraordinário.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após
a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é
diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A
pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é
suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o
instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o
exame da matéria em um único julgamento considerando todas
as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os
embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de
reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria
sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a
quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 814640 AGR / RS
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas
Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do CPC,
entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta
egrégia 1ª Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min.
Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o
RE 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões
monocráticas, esta última exarada nestes termos:
“REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
QUESTÃO
SUSCETÍVEL
DE
REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO
ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À
ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO.
No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal
reconheceu a existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada neste recurso extraordinário.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após
a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é
diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A
pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é
suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o
instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o
exame da matéria em um único julgamento considerando todas
as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os
embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de
reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria
sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a
quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 814640 AGR / RS
Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os
embargos declaratórios opostos contra o despacho de
sobrestamento.”
Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado,
verbis:
“RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício
previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da CF/88.
Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário.
Recurso interposto contra acórdão publicado antes de
03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de
origem. Aplicação do art. 543-B do CPC. Precedente (AI nº
715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o
disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos
cujo tema constitucional apresente repercussão geral
reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra
acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (RE 540.410-
QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008).
Por seu turno, cabe ressaltar, na esteira dos precedentes, a ausência
de publicação do paradigma não constitui obstáculo processual ao
imediato julgamento monocrático da causa.
Considerada a identidade material havida entre a controvérsia
travada no presente feito e o debate dos recursos paradigmas submetidos
ao Plenário Virtual desta Corte, irrepreensível a decisão agravada,
mediante a qual aplicado o art. 543-B do CPC.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 814640 AGR / RS
Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os
embargos declaratórios opostos contra o despacho de
sobrestamento.”
Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado,
verbis:
“RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício
previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da CF/88.
Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário.
Recurso interposto contra acórdão publicado antes de
03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de
origem. Aplicação do art. 543-B do CPC. Precedente (AI nº
715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o
disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos
cujo tema constitucional apresente repercussão geral
reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra
acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (RE 540.410-
QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008).
Por seu turno, cabe ressaltar, na esteira dos precedentes, a ausência
de publicação do paradigma não constitui obstáculo processual ao
imediato julgamento monocrático da causa.
Considerada a identidade material havida entre a controvérsia
travada no presente feito e o debate dos recursos paradigmas submetidos
ao Plenário Virtual desta Corte, irrepreensível a decisão agravada,
mediante a qual aplicado o art. 543-B do CPC.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 814.640
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : BERENICE FONTANELLA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ANDRÉA FIANCO CISLAGHI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045719
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 814.640
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : BERENICE FONTANELLA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ANDRÉA FIANCO CISLAGHI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045719
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9068364
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-07T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. PROFESSORES. FÉRIAS. TERÇO CONSTITUCIONAL. CÁLCULO SOBRE A INTEGRALIDADE DO PERÍODO DE FÉRIAS GOZADAS E INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ARTS. 543-B DO CPC E 328 DO RISTF). ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.12.2012.
1. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, porque adequada à espécie, merece manutenção a sistemática da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF).
2. Agravo regimental conhecido e não provido.
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sjur314297
|
- Acórdão(s) citado(s):
(TERÇO CONSTITUCIONAL, CÁLCULO)
AI 776522 RG.
(SISTEMÁTICA DA REPERCUSÃO GERAL)
RE 540410 QO (TP).
- Decisões monocráticas citadas:
(SISTEMÁTICA DA REPERCUSÃO GERAL)
RE 587144 ED, AI 809009 AgR, ARE 654205 AgR, AI 724356 AgR.
Número de páginas: 10.
Análise: 12/08/2015, BMP.
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ROSA WEBER
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Primeira Turma
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814640
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[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00328\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
ARE-AgR
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acordaos
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ARE 814640 AgR
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""
] |
AGTE.(S) : BERENICE FONTANELLA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ANDRÉA FIANCO CISLAGHI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
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""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 814.640 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:BERENICE FONTANELLA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANDRÉA FIANCO CISLAGHI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO
GONÇALVES
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. PROFESSORES.
FÉRIAS. TERÇO CONSTITUCIONAL. CÁLCULO SOBRE A
INTEGRALIDADE DO PERÍODO DE FÉRIAS GOZADAS E
INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AGRAVO
REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO
DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ARTS. 543-B DO Código de Processo Civil E
328 DO RISTF). ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.12.2012.
1. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo
regimental, porque adequada à espécie, merece manutenção a sistemática
da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328 do RISTF).
2. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765459.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 814640 AGR / RS
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 814640 AGR / RS
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 814.640 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:BERENICE FONTANELLA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANDRÉA FIANCO CISLAGHI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO
GONÇALVES
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo
qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do
Código de Processo Civil e 328 do RISTF), manejam agravo regimental Berenice Fontanella e
outros (a/s).
Atacam a decisão agravada ao argumento de que o recurso
interposto pelo Município não preenche os requisitos de admissibilidade.
Relatam existentes duas matérias veiculadas no processo “(...) sendo que
uma delas - pagamento do terço constitucional de férias sobre todo o período
usufruído - NÃO se enquadra no Tema 163 do Supremo Tribunal Federal (...)”. Afirmam indevido o
sobrestamento. Sustentam aplicável o óbice da Súmula 280 desta
Suprema Corte.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“APELAÇÃO CÍVEL. REEXAME NECESSÁRIO.
SERVIDOR PÚBLICO. MAGISTÉRIO. INCIDÊNCIA DO
TERÇO DE FÉRIAS EFETIVAMENTE GOZADO. MUNICÍPIO
DE BENTO GONÇALVES. LEI COMPLEMENTAR 77 DE 22-12-
2004. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DESCONTO
SOBRE O TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME
NECESSÁRIO
NÃO
CONHECIDO.
RECURSO
DESPROVIDO.”
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 814.640 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:BERENICE FONTANELLA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANDRÉA FIANCO CISLAGHI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO
GONÇALVES
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo
qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do
Código de Processo Civil e 328 do RISTF), manejam agravo regimental Berenice Fontanella e
outros (a/s).
Atacam a decisão agravada ao argumento de que o recurso
interposto pelo Município não preenche os requisitos de admissibilidade.
Relatam existentes duas matérias veiculadas no processo “(...) sendo que
uma delas - pagamento do terço constitucional de férias sobre todo o período
usufruído - NÃO se enquadra no Tema 163 do Supremo Tribunal Federal (...)”. Afirmam indevido o
sobrestamento. Sustentam aplicável o óbice da Súmula 280 desta
Suprema Corte.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“APELAÇÃO CÍVEL. REEXAME NECESSÁRIO.
SERVIDOR PÚBLICO. MAGISTÉRIO. INCIDÊNCIA DO
TERÇO DE FÉRIAS EFETIVAMENTE GOZADO. MUNICÍPIO
DE BENTO GONÇALVES. LEI COMPLEMENTAR 77 DE 22-12-
2004. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DESCONTO
SOBRE O TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME
NECESSÁRIO
NÃO
CONHECIDO.
RECURSO
DESPROVIDO.”
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
ARE 814640 AGR / RS
Acórdão recorrido publicado em 07.12.2012.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 814640 AGR / RS
Acórdão recorrido publicado em 07.12.2012.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 814.640 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a
sistemática da repercussão geral:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 7..., XVII, 30, I, 37,
caput, 39, § 3..., 40, §§ 1..., 3..., 12, 17, 201, §§ 9..., 11, da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo,
o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula
280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”.
Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1...
Turma, DJe 28.9.2011; e ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 814.640 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a
sistemática da repercussão geral:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 7..., XVII, 30, I, 37,
caput, 39, § 3..., 40, §§ 1..., 3..., 12, 17, 201, §§ 9..., 11, da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo,
o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula
280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”.
Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1...
Turma, DJe 28.9.2011; e ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 814640 AGR / RS
Fux, 1... Turma, DJe 27.6.2012, cuja ementa transcrevo:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO.
TEMPESTIVIDADE
DO
AGRAVO
REGIMENTAL.
INCIDÊNCIA DO ADICIONAL DE SEXTA PARTE SOBRE A
INTEGRALIDADE DOS VENCIMENTOS DE SERVIDOR
ESTADUAL.
MATÉRIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280
DESTA CORTE. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA.
AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A ofensa a direito
local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal). 2. Na
hipótese em apreço, o cálculo do adicional de sexta-parte foi
solucionado à luz do art. 129 da Constituição do Estado de São
Paulo, não desafiando o acórdão, recurso extraordinário. … 5.
Embargos de declaração acolhidos para reconhecer a
tempestividade o agravo regimental e negar-lhe provimento”.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
MAGISTÉRIO. TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS.
MUNICÍPIO DE CAXIAS DO SUL. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
INTERPRETAÇÃO DA LEI MUNICIPAL 3.673/1991.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. A suposta ofensa aos
postulados constitucionais somente poderia ser constatada a
partir da análise da legislação infraconstitucional local
apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Tendo a Corte
Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 814640 AGR / RS
Fux, 1... Turma, DJe 27.6.2012, cuja ementa transcrevo:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO.
TEMPESTIVIDADE
DO
AGRAVO
REGIMENTAL.
INCIDÊNCIA DO ADICIONAL DE SEXTA PARTE SOBRE A
INTEGRALIDADE DOS VENCIMENTOS DE SERVIDOR
ESTADUAL.
MATÉRIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280
DESTA CORTE. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA.
AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A ofensa a direito
local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal). 2. Na
hipótese em apreço, o cálculo do adicional de sexta-parte foi
solucionado à luz do art. 129 da Constituição do Estado de São
Paulo, não desafiando o acórdão, recurso extraordinário. … 5.
Embargos de declaração acolhidos para reconhecer a
tempestividade o agravo regimental e negar-lhe provimento”.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
MAGISTÉRIO. TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS.
MUNICÍPIO DE CAXIAS DO SUL. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
INTERPRETAÇÃO DA LEI MUNICIPAL 3.673/1991.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. A suposta ofensa aos
postulados constitucionais somente poderia ser constatada a
partir da análise da legislação infraconstitucional local
apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Tendo a Corte
Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 814640 AGR / RS
legislação municipal, incide, na espécie, o óbice da Súmula
280/Supremo Tribunal Federal: ‘por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário’. Agravo conhecido e não provido” (ARE
713.219-AgR, de minha autoria, Primeira Turma, DJe 10.12.12).
Quanto ao mais, o esta Corte reconheceu a repercussão
geral da discussão acerca da contribuição previdenciária sobre
o terço constitucional de férias, no julgamento do Recurso Extraordinário 593.068-
RG, cujo mérito ainda se encontra pendente de julgamento.
Nego seguimento, no que diz respeito à absolvição da
Municipalidade quanto ao pagamento do terço de férias
incidente nos 15 dias do recesso escolar; e quanto à discussão
acerca da recepção do Decreto-Lei 70/66 pela Constituição
Federal de 1988, devolvo os autos ao Tribunal de origem, para
que observe o disposto no art. 543-B do Código de Processo
Civil.”
Irrepreensível a decisão agravada.
A matéria tratada no presente feito, relativa à incidência de
contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias, de fato,
é idêntica à submetida ao Plenário Virtual para análise da repercussão
geral, a teor do asseverado no comando agravado acima reproduzido.
Contudo, examinando detidamente a matéria tratada no presente
feito, constato tratar também, sobre a possibilidade do cálculo do terço
constitucional de férias sobre a integralidade do período de férias
gozadas, controvérsia idêntica à submetida ao Plenário Virtual para
análise da repercussão geral, cujo paradigma é AI 776.522-RG/RS, verbis:
"DIREITO DO TRABALHO. CONTRATO TEMPORÁRIO.
CATEGORIA PROFISSIONAL ESPECIAL. PROFESSORES.
FÉRIAS. INCIDÊNCIA DO TERÇO CONSTITUCIONAL
SOBRE A INTEGRALIDADE DO PERÍODO DE FÉRIAS
GOZADAS. MATÉRIA RESTRITA AO PLANO DO DIREITO
LOCAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.”
3
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ARE 814640 AGR / RS
legislação municipal, incide, na espécie, o óbice da Súmula
280/Supremo Tribunal Federal: ‘por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário’. Agravo conhecido e não provido” (ARE
713.219-AgR, de minha autoria, Primeira Turma, DJe 10.12.12).
Quanto ao mais, o esta Corte reconheceu a repercussão
geral da discussão acerca da contribuição previdenciária sobre
o terço constitucional de férias, no julgamento do Recurso Extraordinário 593.068-
RG, cujo mérito ainda se encontra pendente de julgamento.
Nego seguimento, no que diz respeito à absolvição da
Municipalidade quanto ao pagamento do terço de férias
incidente nos 15 dias do recesso escolar; e quanto à discussão
acerca da recepção do Decreto-Lei 70/66 pela Constituição
Federal de 1988, devolvo os autos ao Tribunal de origem, para
que observe o disposto no art. 543-B do Código de Processo
Civil.”
Irrepreensível a decisão agravada.
A matéria tratada no presente feito, relativa à incidência de
contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias, de fato,
é idêntica à submetida ao Plenário Virtual para análise da repercussão
geral, a teor do asseverado no comando agravado acima reproduzido.
Contudo, examinando detidamente a matéria tratada no presente
feito, constato tratar também, sobre a possibilidade do cálculo do terço
constitucional de férias sobre a integralidade do período de férias
gozadas, controvérsia idêntica à submetida ao Plenário Virtual para
análise da repercussão geral, cujo paradigma é AI 776.522-RG/RS, verbis:
"DIREITO DO TRABALHO. CONTRATO TEMPORÁRIO.
CATEGORIA PROFISSIONAL ESPECIAL. PROFESSORES.
FÉRIAS. INCIDÊNCIA DO TERÇO CONSTITUCIONAL
SOBRE A INTEGRALIDADE DO PERÍODO DE FÉRIAS
GOZADAS. MATÉRIA RESTRITA AO PLANO DO DIREITO
LOCAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.”
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 814640 AGR / RS
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas
Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil,
entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta
egrégia 1... Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min.
Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o
Recurso Extraordinário 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões
monocráticas, esta última exarada nestes termos:
“REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
QUESTÃO
SUSCETÍVEL
DE
REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO
ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À
ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO.
No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal
reconheceu a existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada neste recurso extraordinário.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após
a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é
diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A
pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é
suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o
instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o
exame da matéria em um único julgamento considerando todas
as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os
embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de
reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria
sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a
quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo
4
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765461.
Supremo Tribunal Federal
ARE 814640 AGR / RS
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas
Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil,
entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta
egrégia 1... Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min.
Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o
Recurso Extraordinário 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões
monocráticas, esta última exarada nestes termos:
“REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
QUESTÃO
SUSCETÍVEL
DE
REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO
ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À
ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO.
No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal
reconheceu a existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada neste recurso extraordinário.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após
a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é
diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A
pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é
suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o
instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o
exame da matéria em um único julgamento considerando todas
as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os
embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de
reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria
sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a
quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 814640 AGR / RS
Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os
embargos declaratórios opostos contra o despacho de
sobrestamento.”
Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado,
verbis:
“RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício
previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988/88.
Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário.
Recurso interposto contra acórdão publicado antes de
03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de
origem. Aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente (AI n
715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o
disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos
cujo tema constitucional apresente repercussão geral
reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra
acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (Recurso Extraordinário 540.410-
QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008).
Por seu turno, cabe ressaltar, na esteira dos precedentes, a ausência
de publicação do paradigma não constitui obstáculo processual ao
imediato julgamento monocrático da causa.
Considerada a identidade material havida entre a controvérsia
travada no presente feito e o debate dos recursos paradigmas submetidos
ao Plenário Virtual desta Corte, irrepreensível a decisão agravada,
mediante a qual aplicado o art. 543-B do Código de Processo Civil.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 814640 AGR / RS
Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os
embargos declaratórios opostos contra o despacho de
sobrestamento.”
Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado,
verbis:
“RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício
previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988/88.
Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário.
Recurso interposto contra acórdão publicado antes de
03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de
origem. Aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente (AI n
715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o
disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos
cujo tema constitucional apresente repercussão geral
reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra
acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (Recurso Extraordinário 540.410-
QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008).
Por seu turno, cabe ressaltar, na esteira dos precedentes, a ausência
de publicação do paradigma não constitui obstáculo processual ao
imediato julgamento monocrático da causa.
Considerada a identidade material havida entre a controvérsia
travada no presente feito e o debate dos recursos paradigmas submetidos
ao Plenário Virtual desta Corte, irrepreensível a decisão agravada,
mediante a qual aplicado o art. 543-B do Código de Processo Civil.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 814.640
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : BERENICE FONTANELLA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ANDRÉA FIANCO CISLAGHI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 814.640
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : BERENICE FONTANELLA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ANDRÉA FIANCO CISLAGHI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 814 . 640",
"Súmula 280 desta Suprema Corte",
"Súmula 280 desta Suprema Corte",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 650 . 574 - AgR / SP",
"ARE 647 . 735 - AgR / SP",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 650 . 574 - AgR / SP",
"ARE 647 . 735 - AgR / SP",
"ARE 814640 AGR / RS",
"SÚMULA 280 DESTA CORTE",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 713 . 219 - AgR",
"Recurso Extraordinário 593 . 068 - RG",
"AI 776 . 522 - RG / RS",
"ARE 814640 AGR / RS",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 713 . 219 - AgR",
"Recurso Extraordinário 593 . 068 - RG",
"AI 776 . 522 - RG / RS",
"ARE 654 . 205 - AgR / DF",
"AI 724 . 356 - AgR / RJ",
"AI 809 . 009 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 587 . 144 - ED / SP",
"Recurso Extraordinário 606 . 358",
"Recurso Extraordinário 606 . 358",
"205",
"-",
"AgR",
"/",
"DF",
"AI 724 . 356 - AgR / RJ",
"AI 809 . 009 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 587 . 144 - ED / SP",
"Recurso Extraordinário 606 . 358",
"Recurso Extraordinário 606 . 358",
"AI n 715 . 423 - RS - QO",
"Recurso Extraordinário 540 . 410 - QO / RS",
"AI n 715 . 423 - RS - QO",
"Recurso Extraordinário 540 . 410 - QO / RS",
"AGRAVO 814 . 640"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTS . 543 - B DO Código de Processo Civil",
"328 DO RISTF",
"arts . 543 - B do Código de Processo Civil",
"328 do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 543 - B do Código de Processo Civil",
"328 do RISTF",
"Tema",
"LEI COMPLEMENTAR 77",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 543 - B do Código de Processo Civil",
"328 do RISTF",
"LEI COMPLEMENTAR 77",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 7 . . . , XVII , 30 , I , 37 , caput , 39 , § 3 . . . , 40 , § § 1 . . . , 3 . . . , 12 , 17 , 201 , § § 9 . . . , 11 , da Constituição Federal",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 7 . . . , XVII , 30 , I , 37 , caput , 39 , § 3 . . . , 40 , § § 1 . . . , 3 . . . , 12 , 17 , 201 , § § 9 . . . , 11 , da Constituição Federal",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 129 da Constituição do Estado de São Paulo",
"LEI MUNICIPAL 3 . 673 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 129 da Constituição do Estado de São Paulo",
"LEI MUNICIPAL 3 . 673 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto",
"-",
"Lei 70 / 66",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto",
"-",
"Lei 70 / 66",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 328 do RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"ART . 543 - B DO CÓDIGO DE PROCESSO",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"ART . 543 - B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo 4",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Art . 203 , V , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Art . 203 , V , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO",
"MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES",
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO",
"BENTO GONÇALVES",
"MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO DE CAXIAS DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES",
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES",
"MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Supremo Tribunal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Fux",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Plenário Virtual",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Plenário Virtual",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
"Tribunal Pleno",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
"Tribunal Pleno",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"- estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"BERENICE FONTANELLA",
"ANDRÉA FIANCO CISLAGHI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"BERENICE FONTANELLA",
"ANDRÉA FIANCO CISLAGHI",
"Rosa Weber",
"Berenice Fontanella",
"ROSA WEBER",
"BERENICE FONTANELLA",
"ANDRÉA FIANCO CISLAGHI",
"Rosa Weber",
"Berenice Fontanella",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Luiz",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Luiz",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER ARE",
"ROSA WEBER",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"ELLEN GRACIE",
"Cezar Peluso",
"ELLEN GRACIE",
"Cezar Peluso",
"ROSA WEBER",
"BERENICE FONTANELLA",
"ANDRÉA FIANCO CISLAGHI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"BERENICE FONTANELLA",
"ANDRÉA FIANCO CISLAGHI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"07",
".",
"12",
".",
"2012",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"22",
"-",
"12",
"-",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"22",
"-",
"12",
"-",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"12",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"12",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"28",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"28",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"12",
".",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"12",
".",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"4",
".",
"2012",
"08",
".",
"02",
".",
"2012",
"19",
".",
"8",
".",
"2011",
"10",
".",
"6",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"4",
".",
"2012",
"08",
".",
"02",
".",
"2012",
"19",
".",
"8",
".",
"2011",
"10",
".",
"6",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"05",
".",
"2007",
"3 de maio de 2007",
"17",
".",
"10",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"05",
".",
"2007",
"3 de maio de 2007",
"17",
".",
"10",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CLÁUDIO LUIZ ANDRADE BAPTISTA
ADV.(A/S)
:ANTONIO FERNANDO DE LIMA MOREIRA DA
SILVA
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
HABEAS
CORPUS. ROUBO
MAJORADO
E
EXTORSÃO. PRINCÍPIO
DA
COLEGIALIDADE. DOSIMETRIA DA PENA.
1.
O julgamento monocrático de recurso especial, por
Ministro do Superior Tribunal de Justiça, não viola o princípio da
colegialidade. Precedentes.
2.
A via processualmente restrita do habeas corpus não é
adequada para redimensionar a pena fixada pelas instâncias de origem.
Precedentes.
3.
Hipótese em que a pena aplicada ao paciente está
embasada em aspectos objetivos da causa.
4.
Agravo regimental não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Aurélio.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764191.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CLÁUDIO LUIZ ANDRADE BAPTISTA
ADV.(A/S)
:ANTONIO FERNANDO DE LIMA MOREIRA DA
SILVA
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão
monocrática de minha lavra que negou seguimento ao habeas corpus, nos
seguintes termos:
“1.
Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão
de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Corte
Especial do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria da
Ministra Laurita Vaz, assim ementado:
‘AGRAVO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO REGIMENTAL NO ARESP. INEXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO NOS PRÓPRIOS
AUTOS. CABIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL.
ERRO GROSSEIRO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE
RECURSAL. INAPLICABILIDADE. ENTENDIMENTO
DO STF.
I - Recurso extraordinário indeferido liminarmente,
consoante precedente do colendo STF que reconheceu a
inexistência de repercussão geral do tema referente a
violação
aos
princípios
constitucionais
da
individualização da pena, quando o julgamento da causa
depender de prévia análise da adequada aplicação de
normas infraconstitucionais (AI 742460 RG/RJ).
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CLÁUDIO LUIZ ANDRADE BAPTISTA
ADV.(A/S)
:ANTONIO FERNANDO DE LIMA MOREIRA DA
SILVA
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão
monocrática de minha lavra que negou seguimento ao habeas corpus, nos
seguintes termos:
“1.
Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão
de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Corte
Especial do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria da
Ministra Laurita Vaz, assim ementado:
‘AGRAVO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO REGIMENTAL NO ARESP. INEXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO NOS PRÓPRIOS
AUTOS. CABIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL.
ERRO GROSSEIRO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE
RECURSAL. INAPLICABILIDADE. ENTENDIMENTO
DO STF.
I - Recurso extraordinário indeferido liminarmente,
consoante precedente do colendo STF que reconheceu a
inexistência de repercussão geral do tema referente a
violação
aos
princípios
constitucionais
da
individualização da pena, quando o julgamento da causa
depender de prévia análise da adequada aplicação de
normas infraconstitucionais (AI 742460 RG/RJ).
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
HC 127302 AGR / ES
II - No julgamento da Questão de Ordem no AI nº
760.358/SE, o Supremo Tribunal Federal firmou o
entendimento de que, contra decisão que aplica a
sistemática da repercussão geral, somente é cabível a
interposição de agravo regimental, a ser decidido pelo
tribunal prolator da decisão.
III - A interposição de agravo nos próprios autos, in
casu, caracteriza-se como erro grosseiro, não sendo o caso
da aplicação do princípio da fungibilidade recursal.
Possibilidade de conversão do recurso somente para
aqueles interpostos anteriormente a 19/11/2009, momento
em que a Corte Suprema consolidou a referida
jurisprudência.
Agravo regimental desprovido.’
2.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à
pena de 13 (treze) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime
inicial fechado, pelos crimes previstos nos artigos 157, § 2º,
incisos I e II, e 158, § 1º, c/c artigo 71, todos do Código Penal.
3.
O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo
deu parcial provimento à apelação da defesa, apenas para
declarar a extinção da punibilidade dos corréus Antônio Cosme
Ribeiro de Oliveira e Jorge Bravo.
4.
Em seguida, foi interposto recurso especial. A
Relatora do Resp 1.260.242, Ministra Laurita Vaz, deu parcial
provimento ao recurso a fim de reduzir para 1/6 (um sexto) o
aumento da pena em razão da continuidade delitiva,
diminuindo, assim, a reprimenda para 10 (dez) anos e 6 (seis)
meses de reclusão.
5.
Dessa decisão, foram opostos embargos
declaratórios, acolhidos, monocraticamente, sem efeitos
infringentes. Ato contínuo, foi interposto agravo regimental,
não provido.
6.
Ainda inconformada, a defesa interpôs recurso
extraordinário. O Ministro Gilson Dipp, no exercício da Vice-
Presidência do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 127302 AGR / ES
II - No julgamento da Questão de Ordem no AI nº
760.358/SE, o Supremo Tribunal Federal firmou o
entendimento de que, contra decisão que aplica a
sistemática da repercussão geral, somente é cabível a
interposição de agravo regimental, a ser decidido pelo
tribunal prolator da decisão.
III - A interposição de agravo nos próprios autos, in
casu, caracteriza-se como erro grosseiro, não sendo o caso
da aplicação do princípio da fungibilidade recursal.
Possibilidade de conversão do recurso somente para
aqueles interpostos anteriormente a 19/11/2009, momento
em que a Corte Suprema consolidou a referida
jurisprudência.
Agravo regimental desprovido.’
2.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à
pena de 13 (treze) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime
inicial fechado, pelos crimes previstos nos artigos 157, § 2º,
incisos I e II, e 158, § 1º, c/c artigo 71, todos do Código Penal.
3.
O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo
deu parcial provimento à apelação da defesa, apenas para
declarar a extinção da punibilidade dos corréus Antônio Cosme
Ribeiro de Oliveira e Jorge Bravo.
4.
Em seguida, foi interposto recurso especial. A
Relatora do Resp 1.260.242, Ministra Laurita Vaz, deu parcial
provimento ao recurso a fim de reduzir para 1/6 (um sexto) o
aumento da pena em razão da continuidade delitiva,
diminuindo, assim, a reprimenda para 10 (dez) anos e 6 (seis)
meses de reclusão.
5.
Dessa decisão, foram opostos embargos
declaratórios, acolhidos, monocraticamente, sem efeitos
infringentes. Ato contínuo, foi interposto agravo regimental,
não provido.
6.
Ainda inconformada, a defesa interpôs recurso
extraordinário. O Ministro Gilson Dipp, no exercício da Vice-
Presidência do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 127302 AGR / ES
liminarmente o recurso, com fundamento no artigo 543-A, § 5º,
do CPC.
7.
Contra essa decisão, foi interposto agravo nos
próprios autos, indeferido por ser “manifestamente incabível”.
Após, foram opostos embargos de declaração, rejeitados
monocraticamente, e, em seguida, foi interposto agravo
regimental, não provido.
8.
Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta
que o recurso especial não poderia ter sido provido
monocraticamente, sob pena de ofensa ao princípio da
colegialidade. Ademais, a autoridade impetrada, ao inadmitir o
recurso extraordinário, teria usurpado a competência deste
Supremo Tribunal Federal.
9.
Por outro lado, a defesa alega a existência de
irregularidades na dosimetria da pena, tendo em vista a
ausência de fundamentação idônea tanto para a aplicação das
majorantes do artigo 157, § 2º, do CP, quanto para a fixação da
pena-base acima do mínimo legal. Daí o pedido de concessão
da ordem para que se reduza a pena imposta ao paciente e, por
conseguinte, seja declarada a extinção da punibilidade pela
prescrição.
Decido.
10.
O habeas corpus deve ser indeferido.
11.
A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal
Federal fixou-se no sentido de que ‘a competência deferida pelo
artigo 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil, ao Relator do
processo para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente
inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça não viola o princípio da colegialidade’ (HC
114.174, Rel. Min. Luiz Fux). No mesmo sentido: HC 104.548,
Rel. Min. Dias Toffoli, e HC 91.716, Rel. Min. Joaquim Barbosa.
12.
Por outro lado, é firme o entendimento deste STF
de que não cabe habeas corpus para reexaminar os pressupostos
de admissibilidade de recurso interposto perante Tribunal
Superior (vg. HC 111.324, de que fui Redator para o acórdão,
Dje de 13.11.14; HC 109.156, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje de
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 127302 AGR / ES
liminarmente o recurso, com fundamento no artigo 543-A, § 5º,
do CPC.
7.
Contra essa decisão, foi interposto agravo nos
próprios autos, indeferido por ser “manifestamente incabível”.
Após, foram opostos embargos de declaração, rejeitados
monocraticamente, e, em seguida, foi interposto agravo
regimental, não provido.
8.
Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta
que o recurso especial não poderia ter sido provido
monocraticamente, sob pena de ofensa ao princípio da
colegialidade. Ademais, a autoridade impetrada, ao inadmitir o
recurso extraordinário, teria usurpado a competência deste
Supremo Tribunal Federal.
9.
Por outro lado, a defesa alega a existência de
irregularidades na dosimetria da pena, tendo em vista a
ausência de fundamentação idônea tanto para a aplicação das
majorantes do artigo 157, § 2º, do CP, quanto para a fixação da
pena-base acima do mínimo legal. Daí o pedido de concessão
da ordem para que se reduza a pena imposta ao paciente e, por
conseguinte, seja declarada a extinção da punibilidade pela
prescrição.
Decido.
10.
O habeas corpus deve ser indeferido.
11.
A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal
Federal fixou-se no sentido de que ‘a competência deferida pelo
artigo 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil, ao Relator do
processo para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente
inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça não viola o princípio da colegialidade’ (HC
114.174, Rel. Min. Luiz Fux). No mesmo sentido: HC 104.548,
Rel. Min. Dias Toffoli, e HC 91.716, Rel. Min. Joaquim Barbosa.
12.
Por outro lado, é firme o entendimento deste STF
de que não cabe habeas corpus para reexaminar os pressupostos
de admissibilidade de recurso interposto perante Tribunal
Superior (vg. HC 111.324, de que fui Redator para o acórdão,
Dje de 13.11.14; HC 109.156, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje de
3
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Relatório
HC 127302 AGR / ES
15.04.13; HC 115.357-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje de
17.06.13).
13.
Não bastasse, lembro que, uma vez declarada a
ausência de repercussão geral da matéria pelo Plenário do
Supremo Tribunal Federal, os recursos que versem sobre
questão constitucional idêntica devem ser inadmitidos na
origem, com base no artigo 543-B, § 3º, do Código de Processo
Civil. No caso, o recurso extraordinário interposto pelo ora
paciente não foi admitido, tendo em vista que, ‘Em relação ao art.
5º, XLVI, da Constituição Federal, o Plenário Virtual do Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do AI 742460 RG/RJ, em
27/08/2009, reconheceu a inexistência de repercussão geral do tema
referente a violação aos princípios constitucionais da individualização
da pena, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da
adequada aplicação de normas infraconstitucionais’.
14.
Ademais, a individualização da reprimenda é
questão relativa ao mérito da ação penal, estando
necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não
sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados
fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada.
A discussão a respeito da dosimetria da pena restringe-se,
portanto, ao exame da ‘motivação [formalmente idônea] de mérito e
à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a
conclusão’ (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). Sendo
certo que as peças contidas nos autos não evidenciam
teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder na
dosimetria da pena aplicada ao paciente, embasada com
respaldo em dados objetivos da causa.
15.
Diante do exposto, com base no art. 192 do RI/STF,
denego a ordem.”
2.
No presente agravo regimental, a defesa reitera a tese de
que o recurso especial não poderia ter sido provido monocraticamente,
sob pena de ofensa ao princípio da colegialidade. Afirma que “o único
objetivo da impetração é o de reformar o processo de individualização da pena
para fixá-la mais perto do patamar mínimo legal”. Daí o pedido de
4
Supremo Tribunal Federal
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HC 127302 AGR / ES
15.04.13; HC 115.357-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje de
17.06.13).
13.
Não bastasse, lembro que, uma vez declarada a
ausência de repercussão geral da matéria pelo Plenário do
Supremo Tribunal Federal, os recursos que versem sobre
questão constitucional idêntica devem ser inadmitidos na
origem, com base no artigo 543-B, § 3º, do Código de Processo
Civil. No caso, o recurso extraordinário interposto pelo ora
paciente não foi admitido, tendo em vista que, ‘Em relação ao art.
5º, XLVI, da Constituição Federal, o Plenário Virtual do Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do AI 742460 RG/RJ, em
27/08/2009, reconheceu a inexistência de repercussão geral do tema
referente a violação aos princípios constitucionais da individualização
da pena, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da
adequada aplicação de normas infraconstitucionais’.
14.
Ademais, a individualização da reprimenda é
questão relativa ao mérito da ação penal, estando
necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não
sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados
fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada.
A discussão a respeito da dosimetria da pena restringe-se,
portanto, ao exame da ‘motivação [formalmente idônea] de mérito e
à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a
conclusão’ (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). Sendo
certo que as peças contidas nos autos não evidenciam
teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder na
dosimetria da pena aplicada ao paciente, embasada com
respaldo em dados objetivos da causa.
15.
Diante do exposto, com base no art. 192 do RI/STF,
denego a ordem.”
2.
No presente agravo regimental, a defesa reitera a tese de
que o recurso especial não poderia ter sido provido monocraticamente,
sob pena de ofensa ao princípio da colegialidade. Afirma que “o único
objetivo da impetração é o de reformar o processo de individualização da pena
para fixá-la mais perto do patamar mínimo legal”. Daí o pedido de
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Relatório
HC 127302 AGR / ES
provimento a este regimental para que seja revisto o “processo de
individualização da pena conforme almejado na inicial”, inclusive com o
reconhecimento da extinção da punibilidade pela prescrição1.
3.
Por meio de memorial entregue em meu Gabinete, a defesa
reiterou a tese de ilegalidade na individualização da reprimenda, em
especial a falta de fundamentação concreta na terceira fase de aplicação
da pena (aumento de ½ na forma do art. 157, § 2º, do CP2), na linha do
parecer do Ministério Público Federal no STJ.
4.
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo
desprovimento do agravo regimental.
5.
É o relatório.
1
A defesa requereu na petição inicial o redimensionamento da pena aplicada ao
paciente e, em caso de acolhimento do pedido, a extinção da punibilidade pela prescrição.
2
“Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave
ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à
impossibilidade de resistência: Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa.[...] § 2º - A
pena aumenta-se de um terço até metade: I - se a violência ou ameaça é exercida com
emprego de arma; II - se há o concurso de duas ou mais pessoas; III - se a vítima está em
serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância. IV - se a subtração for
de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior; V -
se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade.”
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 127302 AGR / ES
provimento a este regimental para que seja revisto o “processo de
individualização da pena conforme almejado na inicial”, inclusive com o
reconhecimento da extinção da punibilidade pela prescrição1.
3.
Por meio de memorial entregue em meu Gabinete, a defesa
reiterou a tese de ilegalidade na individualização da reprimenda, em
especial a falta de fundamentação concreta na terceira fase de aplicação
da pena (aumento de ½ na forma do art. 157, § 2º, do CP2), na linha do
parecer do Ministério Público Federal no STJ.
4.
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo
desprovimento do agravo regimental.
5.
É o relatório.
1
A defesa requereu na petição inicial o redimensionamento da pena aplicada ao
paciente e, em caso de acolhimento do pedido, a extinção da punibilidade pela prescrição.
2
“Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave
ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à
impossibilidade de resistência: Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa.[...] § 2º - A
pena aumenta-se de um terço até metade: I - se a violência ou ameaça é exercida com
emprego de arma; II - se há o concurso de duas ou mais pessoas; III - se a vítima está em
serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância. IV - se a subtração for
de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior; V -
se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade.”
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302 ESPÍRITO SANTO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não deve ser provido.
2.
A decisão agravada está alinhada com a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal no sentido de que “o julgamento monocrático de
recurso ou de ação de impugnação no âmbito dos Tribunais é válido quando
amparado em jurisprudência consolidada. O art. 557, §1-A, do Código de
Processo Civil é aplicável ao processo penal em vista do que dispõe o art. 3º do
Código de Processo Penal...” (HC 107.190, Rel. Min. Rosa Weber). Vejam-se,
nessa linha, o HC 114.174, Rel. Min. Luiz Fux; o HC 104.548, Rel. Min.
Dias Toffoli; e o HC 91.716, Rel. Min. Joaquim Barbosa.
3.
O pedido de readequação da dosimetria da pena (tanto
com relação à fixação da pena-base em patamar superior ao mínimo
quanto no tocante ao grau de aumento da pena (½) pela majorante do
crime de roubo1) não pode ser atendido.
4.
Tal como constou da decisão agrada, a individualização da
reprimenda é questão relativa ao mérito da ação penal, estando
necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo
possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa
para redimensionar a pena finalmente aplicada. A discussão a respeito da
1
“Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave
ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à
impossibilidade de resistência: Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa. […] § 2º - A
pena aumenta-se de um terço até metade: I - se a violência ou ameaça é exercida com
emprego de arma; II - se há o concurso de duas ou mais pessoas;[...]”
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764193.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302 ESPÍRITO SANTO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não deve ser provido.
2.
A decisão agravada está alinhada com a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal no sentido de que “o julgamento monocrático de
recurso ou de ação de impugnação no âmbito dos Tribunais é válido quando
amparado em jurisprudência consolidada. O art. 557, §1-A, do Código de
Processo Civil é aplicável ao processo penal em vista do que dispõe o art. 3º do
Código de Processo Penal...” (HC 107.190, Rel. Min. Rosa Weber). Vejam-se,
nessa linha, o HC 114.174, Rel. Min. Luiz Fux; o HC 104.548, Rel. Min.
Dias Toffoli; e o HC 91.716, Rel. Min. Joaquim Barbosa.
3.
O pedido de readequação da dosimetria da pena (tanto
com relação à fixação da pena-base em patamar superior ao mínimo
quanto no tocante ao grau de aumento da pena (½) pela majorante do
crime de roubo1) não pode ser atendido.
4.
Tal como constou da decisão agrada, a individualização da
reprimenda é questão relativa ao mérito da ação penal, estando
necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo
possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa
para redimensionar a pena finalmente aplicada. A discussão a respeito da
1
“Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave
ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à
impossibilidade de resistência: Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa. […] § 2º - A
pena aumenta-se de um terço até metade: I - se a violência ou ameaça é exercida com
emprego de arma; II - se há o concurso de duas ou mais pessoas;[...]”
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 127302 AGR / ES
dosimetria da pena restringe-se, portanto, ao exame da “motivação
[formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos
declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence).
5.
Colhe-se dos autos que o paciente, na condição de ex-
policial civil, e outros três acusados teriam se associado para a prática dos
crimes de roubo majorado (pelo emprego de arma de fogo e concurso de
pessoas), além do delito de extorsão, praticada mediante a ameaça de que
as vítimas seriam alvo de investigação criminal. Esses fatos ocorreram no
ano de 1991 e o paciente restou condenado, mediante sentença proferida
em 2005, à pena de 13 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado. Esse o trajeto percorrido pelo magistrado processante para fixar
a dosimetria da pena:
i) considerando mais grave o delito de roubo, o juiz da
causa fixou a pena-base em 6 anos (ou seja, 2 anos acima do
mínimo legal de 4 anos);
ii) pelas circunstâncias do emprego de arma e do concurso
de pessoas, majorou a reprimenda em metade (½), máximo
permitido pela lei;
iii) aplicou ainda a fração de 1/2, tendo em vista a
continuidade delitiva do art. 71 do CP2;
6.
Em grau de apelação, o Tribunal de Justiça do Espírito
Santo reconheceu a extinção da punibilidade, pela prescrição, com relação
aos acusados Antônio Cosme Ribeiro de Oliveira e Jorge Bravo,
mantendo integralmente a sanção aplicada ao ora paciente.
2
“Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou
mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e
outras semelhantes, devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro,
aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas,
aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços...”
2
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HC 127302 AGR / ES
dosimetria da pena restringe-se, portanto, ao exame da “motivação
[formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos
declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence).
5.
Colhe-se dos autos que o paciente, na condição de ex-
policial civil, e outros três acusados teriam se associado para a prática dos
crimes de roubo majorado (pelo emprego de arma de fogo e concurso de
pessoas), além do delito de extorsão, praticada mediante a ameaça de que
as vítimas seriam alvo de investigação criminal. Esses fatos ocorreram no
ano de 1991 e o paciente restou condenado, mediante sentença proferida
em 2005, à pena de 13 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado. Esse o trajeto percorrido pelo magistrado processante para fixar
a dosimetria da pena:
i) considerando mais grave o delito de roubo, o juiz da
causa fixou a pena-base em 6 anos (ou seja, 2 anos acima do
mínimo legal de 4 anos);
ii) pelas circunstâncias do emprego de arma e do concurso
de pessoas, majorou a reprimenda em metade (½), máximo
permitido pela lei;
iii) aplicou ainda a fração de 1/2, tendo em vista a
continuidade delitiva do art. 71 do CP2;
6.
Em grau de apelação, o Tribunal de Justiça do Espírito
Santo reconheceu a extinção da punibilidade, pela prescrição, com relação
aos acusados Antônio Cosme Ribeiro de Oliveira e Jorge Bravo,
mantendo integralmente a sanção aplicada ao ora paciente.
2
“Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou
mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e
outras semelhantes, devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro,
aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas,
aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços...”
2
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 127302 AGR / ES
7.
O Superior Tribunal de Justiça deu parcial provimento ao
recurso especial do acionante para, mantidos a pena-base e o grau de
aumento pela majorante do roubo, especificamente reajustar a fração
referente à continuidade delitiva para o patamar mínimo (1/6). De modo
que a pena restou fixada em 10 anos e 6 meses de reclusão, em regime
inicial fechado.
8.
Feitos esses rápidos esclarecimentos, não vejo ilegalidade
flagrante ou abuso de poder que justifique o redimensionamento da pena
aplicada ao paciente. Especificamente com relação à pena-base, a simples
leitura da sentença condenatória revela que o acréscimo de 2 anos na
primeira fase da dosimetria foi justificado com base em aspectos objetivos
da causa, especialmente a agressividade do acusado (marcada por
ameaças aos familiares da vítima) e as graves consequências do delito,
tendo em vista “que a vítima obteve um prejuízo patrimonial e foi obrigada a
viver foragida por medo dos acusados”. Vejam-se, nessa linha, as seguintes
passagens da decisão monocrática proferida pela Ministra Laurita Vaz, do
STJ:
“[...] Na espécie, conforme se observa da transcrição
realizada, a fixação da pena-base acima do mínimo legal restou
suficientemente fundamentada no acórdão, em razão do
reconhecimento de circunstâncias judiciais desfavoráveis, que,
de fato, emprestaram à conduta do Réu especial
reprovabilidade e que não se afiguram inerentes ao tipo penal.
Com efeito, considerou-se que o Recorrente, expulso da
Polícia Civil, agiu na empreitada criminosa como se agente de
polícia fosse, apresentando falsa carteira funcional. O Juiz de
primeiro grau consignou os indícios de agressividade, as
várias e graves ameaças perpetradas para assegurar a
impunidade do crime, bem assim as consequências nefastas
para a vítima, que sofreu considerável prejuízo patrimonial e
foi obrigada a viver foragida por medo dos Acusados...”
3
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HC 127302 AGR / ES
7.
O Superior Tribunal de Justiça deu parcial provimento ao
recurso especial do acionante para, mantidos a pena-base e o grau de
aumento pela majorante do roubo, especificamente reajustar a fração
referente à continuidade delitiva para o patamar mínimo (1/6). De modo
que a pena restou fixada em 10 anos e 6 meses de reclusão, em regime
inicial fechado.
8.
Feitos esses rápidos esclarecimentos, não vejo ilegalidade
flagrante ou abuso de poder que justifique o redimensionamento da pena
aplicada ao paciente. Especificamente com relação à pena-base, a simples
leitura da sentença condenatória revela que o acréscimo de 2 anos na
primeira fase da dosimetria foi justificado com base em aspectos objetivos
da causa, especialmente a agressividade do acusado (marcada por
ameaças aos familiares da vítima) e as graves consequências do delito,
tendo em vista “que a vítima obteve um prejuízo patrimonial e foi obrigada a
viver foragida por medo dos acusados”. Vejam-se, nessa linha, as seguintes
passagens da decisão monocrática proferida pela Ministra Laurita Vaz, do
STJ:
“[...] Na espécie, conforme se observa da transcrição
realizada, a fixação da pena-base acima do mínimo legal restou
suficientemente fundamentada no acórdão, em razão do
reconhecimento de circunstâncias judiciais desfavoráveis, que,
de fato, emprestaram à conduta do Réu especial
reprovabilidade e que não se afiguram inerentes ao tipo penal.
Com efeito, considerou-se que o Recorrente, expulso da
Polícia Civil, agiu na empreitada criminosa como se agente de
polícia fosse, apresentando falsa carteira funcional. O Juiz de
primeiro grau consignou os indícios de agressividade, as
várias e graves ameaças perpetradas para assegurar a
impunidade do crime, bem assim as consequências nefastas
para a vítima, que sofreu considerável prejuízo patrimonial e
foi obrigada a viver foragida por medo dos Acusados...”
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 127302 AGR / ES
9.
O acréscimo implementado pelas instâncias de origem
(metade) pelo reconhecimento de duas majorantes do crime de roubo
(emprego de arma de fogo e concurso de pessoas) restou justificado em
elementos objetivos da causa, notadamente a quantidade de armas
utilizadas pelos agentes e o número de pessoas que perpetraram os
delitos, conforme revelam as seguintes passagens do acórdão da
apelação:
“[...] No entanto, também não há como acolher o
questionamento do douto advogado, pois pelo que se infere dos
autos, vê-se claramente, a existência de circunstâncias que
indicaram a necessidade da exasperação da reprimenda, tais
como: a quantidade de as armas de fogo utilizadas na
empreitada criminosa (artigo 157, § 2º, inc. I) e agentes no
concurso de pessoas, (art. 157, § 2º, inc. II), revelando- se a
majoração da pena em metade, perfeitamente procedente ."
10.
Diante do exposto, acolho o parecer do Ministério Público
Federal e nego provimento ao agravo regimental.
12.
É como voto.
4
Supremo Tribunal Federal
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HC 127302 AGR / ES
9.
O acréscimo implementado pelas instâncias de origem
(metade) pelo reconhecimento de duas majorantes do crime de roubo
(emprego de arma de fogo e concurso de pessoas) restou justificado em
elementos objetivos da causa, notadamente a quantidade de armas
utilizadas pelos agentes e o número de pessoas que perpetraram os
delitos, conforme revelam as seguintes passagens do acórdão da
apelação:
“[...] No entanto, também não há como acolher o
questionamento do douto advogado, pois pelo que se infere dos
autos, vê-se claramente, a existência de circunstâncias que
indicaram a necessidade da exasperação da reprimenda, tais
como: a quantidade de as armas de fogo utilizadas na
empreitada criminosa (artigo 157, § 2º, inc. I) e agentes no
concurso de pessoas, (art. 157, § 2º, inc. II), revelando- se a
majoração da pena em metade, perfeitamente procedente ."
10.
Diante do exposto, acolho o parecer do Ministério Público
Federal e nego provimento ao agravo regimental.
12.
É como voto.
4
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302 ESPÍRITO SANTO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, entendo
que não cabe acionar nem o artigo 21 do Regimento Interno, que revela a
possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente
improcedente, nem o artigo 557 do Código do Processo Civil, no tocante a
essa ação nobre, que é o habeas corpus, no que voltada a preservar a
liberdade de ir e vir.
Provejo os agravos.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302 ESPÍRITO SANTO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, entendo
que não cabe acionar nem o artigo 21 do Regimento Interno, que revela a
possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente
improcedente, nem o artigo 557 do Código do Processo Civil, no tocante a
essa ação nobre, que é o habeas corpus, no que voltada a preservar a
liberdade de ir e vir.
Provejo os agravos.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : CLÁUDIO LUIZ ANDRADE BAPTISTA
ADV.(A/S) : ANTONIO FERNANDO DE LIMA MOREIRA DA SILVA
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : CLÁUDIO LUIZ ANDRADE BAPTISTA
ADV.(A/S) : ANTONIO FERNANDO DE LIMA MOREIRA DA SILVA
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9128740
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-14T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
|
ementa: Penal e Processual Penal. Agravo regimental em habeas corpus. Roubo majorado e Extorsão. Princípio da colegialidade. Dosimetria da pena.
1. O julgamento monocrático de recurso especial, por Ministro do Superior Tribunal de Justiça, não viola o princípio da colegialidade. Precedentes.
2. A via processualmente restrita do habeas corpus não é adequada para redimensionar a pena fixada pelas instâncias de origem. Precedentes.
3. Hipótese em que a pena aplicada ao paciente está embasada em aspectos objetivos da causa.
4. Agravo regimental não provido.
|
sjur315267
|
- Acórdão(s) citado(s):
(JULGAMENTO MONOCRÁTICO DE RECURSO)
HC 91716 (2ªT), HC 104548 (1ªT), HC 107190 (1ªT), HC 114174 (1ªT).
(DOSIMETRIA DE PENA)
HC 69419 (1ªT).
Número de páginas: 12.
Análise: 20/08/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
127302
| null |
HC-AgR
|
acordaos
|
HC 127302 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : CLÁUDIO LUIZ ANDRADE BAPTISTA
ADV.(A/S) : ANTONIO FERNANDO DE LIMA MOREIRA DA SILVA
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CLÁUDIO LUIZ ANDRADE BAPTISTA
ADV.(A/S)
:ANTONIO FERNANDO DE LIMA MOREIRA DA
SILVA
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
HABEAS
CORPUS. ROUBO
MAJORADO
E
EXTORSÃO. PRINCÍPIO
DA
COLEGIALIDADE. DOSIMETRIA DA PENA.
1.
O julgamento monocrático de recurso especial, por
Ministro do Superior Tribunal de Justiça, não viola o princípio da
colegialidade. Precedentes.
2.
A via processualmente restrita do habeas corpus não é
adequada para redimensionar a pena fixada pelas instâncias de origem.
Precedentes.
3.
Hipótese em que a pena aplicada ao paciente está
embasada em aspectos objetivos da causa.
4.
Agravo regimental não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Aurélio.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CLÁUDIO LUIZ ANDRADE BAPTISTA
ADV.(A/S)
:ANTONIO FERNANDO DE LIMA MOREIRA DA
SILVA
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão
monocrática de minha lavra que negou seguimento ao habeas corpus, nos
seguintes termos:
“1.
Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão
de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Corte
Especial do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria da
Ministra Laurita Vaz, assim ementado:
‘AGRAVO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO REGIMENTAL NO ARESP. INEXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO NOS PRÓPRIOS
AUTOS. CABIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL.
ERRO GROSSEIRO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE
RECURSAL. INAPLICABILIDADE. ENTENDIMENTO
DO Supremo Tribunal Federal.
I - Recurso extraordinário indeferido liminarmente,
consoante precedente do colendo Supremo Tribunal Federal que reconheceu a
inexistência de repercussão geral do tema referente a
violação
aos
princípios
constitucionais
da
individualização da pena, quando o julgamento da causa
depender de prévia análise da adequada aplicação de
normas infraconstitucionais (AI 742460 RG/RJ).
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CLÁUDIO LUIZ ANDRADE BAPTISTA
ADV.(A/S)
:ANTONIO FERNANDO DE LIMA MOREIRA DA
SILVA
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão
monocrática de minha lavra que negou seguimento ao habeas corpus, nos
seguintes termos:
“1.
Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão
de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Corte
Especial do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria da
Ministra Laurita Vaz, assim ementado:
‘AGRAVO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO REGIMENTAL NO ARESP. INEXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO NOS PRÓPRIOS
AUTOS. CABIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL.
ERRO GROSSEIRO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE
RECURSAL. INAPLICABILIDADE. ENTENDIMENTO
DO Supremo Tribunal Federal.
I - Recurso extraordinário indeferido liminarmente,
consoante precedente do colendo Supremo Tribunal Federal que reconheceu a
inexistência de repercussão geral do tema referente a
violação
aos
princípios
constitucionais
da
individualização da pena, quando o julgamento da causa
depender de prévia análise da adequada aplicação de
normas infraconstitucionais (AI 742460 RG/RJ).
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Relatório
HC 127302 AGR / ES
II - No julgamento da Questão de Ordem no AI n
760.358/SE, o Supremo Tribunal Federal firmou o
entendimento de que, contra decisão que aplica a
sistemática da repercussão geral, somente é cabível a
interposição de agravo regimental, a ser decidido pelo
tribunal prolator da decisão.
III - A interposição de agravo nos próprios autos, in
casu, caracteriza-se como erro grosseiro, não sendo o caso
da aplicação do princípio da fungibilidade recursal.
Possibilidade de conversão do recurso somente para
aqueles interpostos anteriormente a 19/11/2009, momento
em que a Corte Suprema consolidou a referida
jurisprudência.
Agravo regimental desprovido.’
2.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à
pena de 13 (treze) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime
inicial fechado, pelos crimes previstos nos artigos 157, § 2...,
incisos I e II, e 158, § 1..., c/c artigo 71, todos do Código Penal.
3.
O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo
deu parcial provimento à apelação da defesa, apenas para
declarar a extinção da punibilidade dos corréus Antônio Cosme
Ribeiro de Oliveira e Jorge Bravo.
4.
Em seguida, foi interposto recurso especial. A
Relatora do Resp 1.260.242, Ministra Laurita Vaz, deu parcial
provimento ao recurso a fim de reduzir para 1/6 (um sexto) o
aumento da pena em razão da continuidade delitiva,
diminuindo, assim, a reprimenda para 10 (dez) anos e 6 (seis)
meses de reclusão.
5.
Dessa decisão, foram opostos embargos
declaratórios, acolhidos, monocraticamente, sem efeitos
infringentes. Ato contínuo, foi interposto agravo regimental,
não provido.
6.
Ainda inconformada, a defesa interpôs recurso
extraordinário. O Ministro Gilson Dipp, no exercício da Vice-
Presidência do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 127302 AGR / ES
II - No julgamento da Questão de Ordem no AI n
760.358/SE, o Supremo Tribunal Federal firmou o
entendimento de que, contra decisão que aplica a
sistemática da repercussão geral, somente é cabível a
interposição de agravo regimental, a ser decidido pelo
tribunal prolator da decisão.
III - A interposição de agravo nos próprios autos, in
casu, caracteriza-se como erro grosseiro, não sendo o caso
da aplicação do princípio da fungibilidade recursal.
Possibilidade de conversão do recurso somente para
aqueles interpostos anteriormente a 19/11/2009, momento
em que a Corte Suprema consolidou a referida
jurisprudência.
Agravo regimental desprovido.’
2.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à
pena de 13 (treze) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime
inicial fechado, pelos crimes previstos nos artigos 157, § 2...,
incisos I e II, e 158, § 1..., c/c artigo 71, todos do Código Penal.
3.
O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo
deu parcial provimento à apelação da defesa, apenas para
declarar a extinção da punibilidade dos corréus Antônio Cosme
Ribeiro de Oliveira e Jorge Bravo.
4.
Em seguida, foi interposto recurso especial. A
Relatora do Resp 1.260.242, Ministra Laurita Vaz, deu parcial
provimento ao recurso a fim de reduzir para 1/6 (um sexto) o
aumento da pena em razão da continuidade delitiva,
diminuindo, assim, a reprimenda para 10 (dez) anos e 6 (seis)
meses de reclusão.
5.
Dessa decisão, foram opostos embargos
declaratórios, acolhidos, monocraticamente, sem efeitos
infringentes. Ato contínuo, foi interposto agravo regimental,
não provido.
6.
Ainda inconformada, a defesa interpôs recurso
extraordinário. O Ministro Gilson Dipp, no exercício da Vice-
Presidência do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu
2
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Relatório
HC 127302 AGR / ES
liminarmente o recurso, com fundamento no artigo 543-A, § 5...,
do Código de Processo Civil.
7.
Contra essa decisão, foi interposto agravo nos
próprios autos, indeferido por ser “manifestamente incabível”.
Após, foram opostos embargos de declaração, rejeitados
monocraticamente, e, em seguida, foi interposto agravo
regimental, não provido.
8.
Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta
que o recurso especial não poderia ter sido provido
monocraticamente, sob pena de ofensa ao princípio da
colegialidade. Ademais, a autoridade impetrada, ao inadmitir o
recurso extraordinário, teria usurpado a competência deste
Supremo Tribunal Federal.
9.
Por outro lado, a defesa alega a existência de
irregularidades na dosimetria da pena, tendo em vista a
ausência de fundamentação idônea tanto para a aplicação das
majorantes do artigo 157, § 2..., do Código Penal Brasileiro, quanto para a fixação da
pena-base acima do mínimo legal. Daí o pedido de concessão
da ordem para que se reduza a pena imposta ao paciente e, por
conseguinte, seja declarada a extinção da punibilidade pela
prescrição.
Decido.
10.
O habeas corpus deve ser indeferido.
11.
A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal
Federal fixou-se no sentido de que ‘a competência deferida pelo
artigo 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil, ao Relator do
processo para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente
inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça não viola o princípio da colegialidade’ (HC
114.174, Rel. Min. Luiz Fux). No mesmo sentido: HC 104.548,
Rel. Min. Dias Toffoli, e HC 91.716, Rel. Min. Joaquim Barbosa.
12.
Por outro lado, é firme o entendimento deste Supremo Tribunal Federal
de que não cabe habeas corpus para reexaminar os pressupostos
de admissibilidade de recurso interposto perante Tribunal
Superior (vg. HC 111.324, de que fui Redator para o acórdão,
Dje de 13.11.14; HC 109.156, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje de
3
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HC 127302 AGR / ES
liminarmente o recurso, com fundamento no artigo 543-A, § 5...,
do Código de Processo Civil.
7.
Contra essa decisão, foi interposto agravo nos
próprios autos, indeferido por ser “manifestamente incabível”.
Após, foram opostos embargos de declaração, rejeitados
monocraticamente, e, em seguida, foi interposto agravo
regimental, não provido.
8.
Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta
que o recurso especial não poderia ter sido provido
monocraticamente, sob pena de ofensa ao princípio da
colegialidade. Ademais, a autoridade impetrada, ao inadmitir o
recurso extraordinário, teria usurpado a competência deste
Supremo Tribunal Federal.
9.
Por outro lado, a defesa alega a existência de
irregularidades na dosimetria da pena, tendo em vista a
ausência de fundamentação idônea tanto para a aplicação das
majorantes do artigo 157, § 2..., do Código Penal Brasileiro, quanto para a fixação da
pena-base acima do mínimo legal. Daí o pedido de concessão
da ordem para que se reduza a pena imposta ao paciente e, por
conseguinte, seja declarada a extinção da punibilidade pela
prescrição.
Decido.
10.
O habeas corpus deve ser indeferido.
11.
A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal
Federal fixou-se no sentido de que ‘a competência deferida pelo
artigo 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil, ao Relator do
processo para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente
inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça não viola o princípio da colegialidade’ (HC
114.174, Rel. Min. Luiz Fux). No mesmo sentido: HC 104.548,
Rel. Min. Dias Toffoli, e HC 91.716, Rel. Min. Joaquim Barbosa.
12.
Por outro lado, é firme o entendimento deste Supremo Tribunal Federal
de que não cabe habeas corpus para reexaminar os pressupostos
de admissibilidade de recurso interposto perante Tribunal
Superior (vg. HC 111.324, de que fui Redator para o acórdão,
Dje de 13.11.14; HC 109.156, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje de
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Relatório
HC 127302 AGR / ES
15.04.13; HC 115.357-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje de
17.06.13).
13.
Não bastasse, lembro que, uma vez declarada a
ausência de repercussão geral da matéria pelo Plenário do
Supremo Tribunal Federal, os recursos que versem sobre
questão constitucional idêntica devem ser inadmitidos na
origem, com base no artigo 543-B, § 3..., do Código de Processo
Civil. No caso, o recurso extraordinário interposto pelo ora
paciente não foi admitido, tendo em vista que, ‘Em relação ao art.
5..., XLVI, da Constituição Federal, o Plenário Virtual do Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do AI 742460 RG/RJ, em
27/08/2009, reconheceu a inexistência de repercussão geral do tema
referente a violação aos princípios constitucionais da individualização
da pena, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da
adequada aplicação de normas infraconstitucionais’.
14.
Ademais, a individualização da reprimenda é
questão relativa ao mérito da ação penal, estando
necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não
sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados
fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada.
A discussão a respeito da dosimetria da pena restringe-se,
portanto, ao exame da ‘motivação [formalmente idônea] de mérito e
à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a
conclusão’ (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). Sendo
certo que as peças contidas nos autos não evidenciam
teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder na
dosimetria da pena aplicada ao paciente, embasada com
respaldo em dados objetivos da causa.
15.
Diante do exposto, com base no art. 192 do RI/Supremo Tribunal Federal,
denego a ordem.”
2.
No presente agravo regimental, a defesa reitera a tese de
que o recurso especial não poderia ter sido provido monocraticamente,
sob pena de ofensa ao princípio da colegialidade. Afirma que “o único
objetivo da impetração é o de reformar o processo de individualização da pena
para fixá-la mais perto do patamar mínimo legal”. Daí o pedido de
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HC 127302 AGR / ES
15.04.13; HC 115.357-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje de
17.06.13).
13.
Não bastasse, lembro que, uma vez declarada a
ausência de repercussão geral da matéria pelo Plenário do
Supremo Tribunal Federal, os recursos que versem sobre
questão constitucional idêntica devem ser inadmitidos na
origem, com base no artigo 543-B, § 3..., do Código de Processo
Civil. No caso, o recurso extraordinário interposto pelo ora
paciente não foi admitido, tendo em vista que, ‘Em relação ao art.
5..., XLVI, da Constituição Federal, o Plenário Virtual do Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do AI 742460 RG/RJ, em
27/08/2009, reconheceu a inexistência de repercussão geral do tema
referente a violação aos princípios constitucionais da individualização
da pena, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da
adequada aplicação de normas infraconstitucionais’.
14.
Ademais, a individualização da reprimenda é
questão relativa ao mérito da ação penal, estando
necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não
sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados
fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada.
A discussão a respeito da dosimetria da pena restringe-se,
portanto, ao exame da ‘motivação [formalmente idônea] de mérito e
à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a
conclusão’ (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). Sendo
certo que as peças contidas nos autos não evidenciam
teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder na
dosimetria da pena aplicada ao paciente, embasada com
respaldo em dados objetivos da causa.
15.
Diante do exposto, com base no art. 192 do RI/Supremo Tribunal Federal,
denego a ordem.”
2.
No presente agravo regimental, a defesa reitera a tese de
que o recurso especial não poderia ter sido provido monocraticamente,
sob pena de ofensa ao princípio da colegialidade. Afirma que “o único
objetivo da impetração é o de reformar o processo de individualização da pena
para fixá-la mais perto do patamar mínimo legal”. Daí o pedido de
4
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Relatório
HC 127302 AGR / ES
provimento a este regimental para que seja revisto o “processo de
individualização da pena conforme almejado na inicial”, inclusive com o
reconhecimento da extinção da punibilidade pela prescrição1.
3.
Por meio de memorial entregue em meu Gabinete, a defesa
reiterou a tese de ilegalidade na individualização da reprimenda, em
especial a falta de fundamentação concreta na terceira fase de aplicação
da pena (aumento de ½ na forma do art. 157, § 2..., do CP2), na linha do
parecer do Ministério Público Federal no Superior Tribunal de Justiça.
4.
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo
desprovimento do agravo regimental.
5.
É o relatório.
1
A defesa requereu na petição inicial o redimensionamento da pena aplicada ao
paciente e, em caso de acolhimento do pedido, a extinção da punibilidade pela prescrição.
2
“Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave
ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à
impossibilidade de resistência: Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa.[...] § 2... - A
pena aumenta-se de um terço até metade: I - se a violência ou ameaça é exercida com
emprego de arma; II - se há o concurso de duas ou mais pessoas; III - se a vítima está em
serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância. IV - se a subtração for
de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior; V -
se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade.”
5
Supremo Tribunal Federal
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provimento a este regimental para que seja revisto o “processo de
individualização da pena conforme almejado na inicial”, inclusive com o
reconhecimento da extinção da punibilidade pela prescrição1.
3.
Por meio de memorial entregue em meu Gabinete, a defesa
reiterou a tese de ilegalidade na individualização da reprimenda, em
especial a falta de fundamentação concreta na terceira fase de aplicação
da pena (aumento de ½ na forma do art. 157, § 2..., do CP2), na linha do
parecer do Ministério Público Federal no Superior Tribunal de Justiça.
4.
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo
desprovimento do agravo regimental.
5.
É o relatório.
1
A defesa requereu na petição inicial o redimensionamento da pena aplicada ao
paciente e, em caso de acolhimento do pedido, a extinção da punibilidade pela prescrição.
2
“Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave
ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à
impossibilidade de resistência: Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa.[...] § 2... - A
pena aumenta-se de um terço até metade: I - se a violência ou ameaça é exercida com
emprego de arma; II - se há o concurso de duas ou mais pessoas; III - se a vítima está em
serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância. IV - se a subtração for
de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior; V -
se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade.”
5
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302 ESPÍRITO SANTO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não deve ser provido.
2.
A decisão agravada está alinhada com a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal no sentido de que “o julgamento monocrático de
recurso ou de ação de impugnação no âmbito dos Tribunais é válido quando
amparado em jurisprudência consolidada. O art. 557, §1-A, do Código de
Processo Civil é aplicável ao processo penal em vista do que dispõe o art. 3... do
Código de Processo Penal...” (HC 107.190, Rel. Min. Rosa Weber). Vejam-se,
nessa linha, o HC 114.174, Rel. Min. Luiz Fux; o HC 104.548, Rel. Min.
Dias Toffoli; e o HC 91.716, Rel. Min. Joaquim Barbosa.
3.
O pedido de readequação da dosimetria da pena (tanto
com relação à fixação da pena-base em patamar superior ao mínimo
quanto no tocante ao grau de aumento da pena (½) pela majorante do
crime de roubo1) não pode ser atendido.
4.
Tal como constou da decisão agrada, a individualização da
reprimenda é questão relativa ao mérito da ação penal, estando
necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo
possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa
para redimensionar a pena finalmente aplicada. A discussão a respeito da
1
“Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave
ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à
impossibilidade de resistência: Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa. […] § 2... - A
pena aumenta-se de um terço até metade: I - se a violência ou ameaça é exercida com
emprego de arma; II - se há o concurso de duas ou mais pessoas;[...]”
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302 ESPÍRITO SANTO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não deve ser provido.
2.
A decisão agravada está alinhada com a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal no sentido de que “o julgamento monocrático de
recurso ou de ação de impugnação no âmbito dos Tribunais é válido quando
amparado em jurisprudência consolidada. O art. 557, §1-A, do Código de
Processo Civil é aplicável ao processo penal em vista do que dispõe o art. 3... do
Código de Processo Penal...” (HC 107.190, Rel. Min. Rosa Weber). Vejam-se,
nessa linha, o HC 114.174, Rel. Min. Luiz Fux; o HC 104.548, Rel. Min.
Dias Toffoli; e o HC 91.716, Rel. Min. Joaquim Barbosa.
3.
O pedido de readequação da dosimetria da pena (tanto
com relação à fixação da pena-base em patamar superior ao mínimo
quanto no tocante ao grau de aumento da pena (½) pela majorante do
crime de roubo1) não pode ser atendido.
4.
Tal como constou da decisão agrada, a individualização da
reprimenda é questão relativa ao mérito da ação penal, estando
necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo
possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa
para redimensionar a pena finalmente aplicada. A discussão a respeito da
1
“Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave
ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à
impossibilidade de resistência: Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa. […] § 2... - A
pena aumenta-se de um terço até metade: I - se a violência ou ameaça é exercida com
emprego de arma; II - se há o concurso de duas ou mais pessoas;[...]”
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 127302 AGR / ES
dosimetria da pena restringe-se, portanto, ao exame da “motivação
[formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos
declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence).
5.
Colhe-se dos autos que o paciente, na condição de ex-
policial civil, e outros três acusados teriam se associado para a prática dos
crimes de roubo majorado (pelo emprego de arma de fogo e concurso de
pessoas), além do delito de extorsão, praticada mediante a ameaça de que
as vítimas seriam alvo de investigação criminal. Esses fatos ocorreram no
ano de 1991 e o paciente restou condenado, mediante sentença proferida
em 2005, à pena de 13 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado. Esse o trajeto percorrido pelo magistrado processante para fixar
a dosimetria da pena:
i) considerando mais grave o delito de roubo, o juiz da
causa fixou a pena-base em 6 anos (ou seja, 2 anos acima do
mínimo legal de 4 anos);
ii) pelas circunstâncias do emprego de arma e do concurso
de pessoas, majorou a reprimenda em metade (½), máximo
permitido pela lei;
iii) aplicou ainda a fração de 1/2, tendo em vista a
continuidade delitiva do art. 71 do CP2;
6.
Em grau de apelação, o Tribunal de Justiça do Espírito
Santo reconheceu a extinção da punibilidade, pela prescrição, com relação
aos acusados Antônio Cosme Ribeiro de Oliveira e Jorge Bravo,
mantendo integralmente a sanção aplicada ao ora paciente.
2
“Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou
mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e
outras semelhantes, devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro,
aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas,
aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços...”
2
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dosimetria da pena restringe-se, portanto, ao exame da “motivação
[formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos
declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence).
5.
Colhe-se dos autos que o paciente, na condição de ex-
policial civil, e outros três acusados teriam se associado para a prática dos
crimes de roubo majorado (pelo emprego de arma de fogo e concurso de
pessoas), além do delito de extorsão, praticada mediante a ameaça de que
as vítimas seriam alvo de investigação criminal. Esses fatos ocorreram no
ano de 1991 e o paciente restou condenado, mediante sentença proferida
em 2005, à pena de 13 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado. Esse o trajeto percorrido pelo magistrado processante para fixar
a dosimetria da pena:
i) considerando mais grave o delito de roubo, o juiz da
causa fixou a pena-base em 6 anos (ou seja, 2 anos acima do
mínimo legal de 4 anos);
ii) pelas circunstâncias do emprego de arma e do concurso
de pessoas, majorou a reprimenda em metade (½), máximo
permitido pela lei;
iii) aplicou ainda a fração de 1/2, tendo em vista a
continuidade delitiva do art. 71 do CP2;
6.
Em grau de apelação, o Tribunal de Justiça do Espírito
Santo reconheceu a extinção da punibilidade, pela prescrição, com relação
aos acusados Antônio Cosme Ribeiro de Oliveira e Jorge Bravo,
mantendo integralmente a sanção aplicada ao ora paciente.
2
“Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou
mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e
outras semelhantes, devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro,
aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas,
aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços...”
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 127302 AGR / ES
7.
O Superior Tribunal de Justiça deu parcial provimento ao
recurso especial do acionante para, mantidos a pena-base e o grau de
aumento pela majorante do roubo, especificamente reajustar a fração
referente à continuidade delitiva para o patamar mínimo (1/6). De modo
que a pena restou fixada em 10 anos e 6 meses de reclusão, em regime
inicial fechado.
8.
Feitos esses rápidos esclarecimentos, não vejo ilegalidade
flagrante ou abuso de poder que justifique o redimensionamento da pena
aplicada ao paciente. Especificamente com relação à pena-base, a simples
leitura da sentença condenatória revela que o acréscimo de 2 anos na
primeira fase da dosimetria foi justificado com base em aspectos objetivos
da causa, especialmente a agressividade do acusado (marcada por
ameaças aos familiares da vítima) e as graves consequências do delito,
tendo em vista “que a vítima obteve um prejuízo patrimonial e foi obrigada a
viver foragida por medo dos acusados”. Vejam-se, nessa linha, as seguintes
passagens da decisão monocrática proferida pela Ministra Laurita Vaz, do
Superior Tribunal de Justiça:
“[...] Na espécie, conforme se observa da transcrição
realizada, a fixação da pena-base acima do mínimo legal restou
suficientemente fundamentada no acórdão, em razão do
reconhecimento de circunstâncias judiciais desfavoráveis, que,
de fato, emprestaram à conduta do Réu especial
reprovabilidade e que não se afiguram inerentes ao tipo penal.
Com efeito, considerou-se que o Recorrente, expulso da
Polícia Civil, agiu na empreitada criminosa como se agente de
polícia fosse, apresentando falsa carteira funcional. O Juiz de
primeiro grau consignou os indícios de agressividade, as
várias e graves ameaças perpetradas para assegurar a
impunidade do crime, bem assim as consequências nefastas
para a vítima, que sofreu considerável prejuízo patrimonial e
foi obrigada a viver foragida por medo dos Acusados...”
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764193.
Supremo Tribunal Federal
HC 127302 AGR / ES
7.
O Superior Tribunal de Justiça deu parcial provimento ao
recurso especial do acionante para, mantidos a pena-base e o grau de
aumento pela majorante do roubo, especificamente reajustar a fração
referente à continuidade delitiva para o patamar mínimo (1/6). De modo
que a pena restou fixada em 10 anos e 6 meses de reclusão, em regime
inicial fechado.
8.
Feitos esses rápidos esclarecimentos, não vejo ilegalidade
flagrante ou abuso de poder que justifique o redimensionamento da pena
aplicada ao paciente. Especificamente com relação à pena-base, a simples
leitura da sentença condenatória revela que o acréscimo de 2 anos na
primeira fase da dosimetria foi justificado com base em aspectos objetivos
da causa, especialmente a agressividade do acusado (marcada por
ameaças aos familiares da vítima) e as graves consequências do delito,
tendo em vista “que a vítima obteve um prejuízo patrimonial e foi obrigada a
viver foragida por medo dos acusados”. Vejam-se, nessa linha, as seguintes
passagens da decisão monocrática proferida pela Ministra Laurita Vaz, do
Superior Tribunal de Justiça:
“[...] Na espécie, conforme se observa da transcrição
realizada, a fixação da pena-base acima do mínimo legal restou
suficientemente fundamentada no acórdão, em razão do
reconhecimento de circunstâncias judiciais desfavoráveis, que,
de fato, emprestaram à conduta do Réu especial
reprovabilidade e que não se afiguram inerentes ao tipo penal.
Com efeito, considerou-se que o Recorrente, expulso da
Polícia Civil, agiu na empreitada criminosa como se agente de
polícia fosse, apresentando falsa carteira funcional. O Juiz de
primeiro grau consignou os indícios de agressividade, as
várias e graves ameaças perpetradas para assegurar a
impunidade do crime, bem assim as consequências nefastas
para a vítima, que sofreu considerável prejuízo patrimonial e
foi obrigada a viver foragida por medo dos Acusados...”
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 127302 AGR / ES
9.
O acréscimo implementado pelas instâncias de origem
(metade) pelo reconhecimento de duas majorantes do crime de roubo
(emprego de arma de fogo e concurso de pessoas) restou justificado em
elementos objetivos da causa, notadamente a quantidade de armas
utilizadas pelos agentes e o número de pessoas que perpetraram os
delitos, conforme revelam as seguintes passagens do acórdão da
apelação:
“[...] No entanto, também não há como acolher o
questionamento do douto advogado, pois pelo que se infere dos
autos, vê-se claramente, a existência de circunstâncias que
indicaram a necessidade da exasperação da reprimenda, tais
como: a quantidade de as armas de fogo utilizadas na
empreitada criminosa (artigo 157, § 2..., inc. I) e agentes no
concurso de pessoas, (art. 157, § 2..., inc. II), revelando- se a
majoração da pena em metade, perfeitamente procedente ."
10.
Diante do exposto, acolho o parecer do Ministério Público
Federal e nego provimento ao agravo regimental.
12.
É como voto.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 127302 AGR / ES
9.
O acréscimo implementado pelas instâncias de origem
(metade) pelo reconhecimento de duas majorantes do crime de roubo
(emprego de arma de fogo e concurso de pessoas) restou justificado em
elementos objetivos da causa, notadamente a quantidade de armas
utilizadas pelos agentes e o número de pessoas que perpetraram os
delitos, conforme revelam as seguintes passagens do acórdão da
apelação:
“[...] No entanto, também não há como acolher o
questionamento do douto advogado, pois pelo que se infere dos
autos, vê-se claramente, a existência de circunstâncias que
indicaram a necessidade da exasperação da reprimenda, tais
como: a quantidade de as armas de fogo utilizadas na
empreitada criminosa (artigo 157, § 2..., inc. I) e agentes no
concurso de pessoas, (art. 157, § 2..., inc. II), revelando- se a
majoração da pena em metade, perfeitamente procedente ."
10.
Diante do exposto, acolho o parecer do Ministério Público
Federal e nego provimento ao agravo regimental.
12.
É como voto.
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302 ESPÍRITO SANTO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, entendo
que não cabe acionar nem o artigo 21 do Regimento Interno, que revela a
possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente
improcedente, nem o artigo 557 do Código do Processo Civil, no tocante a
essa ação nobre, que é o habeas corpus, no que voltada a preservar a
liberdade de ir e vir.
Provejo os agravos.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302 ESPÍRITO SANTO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, entendo
que não cabe acionar nem o artigo 21 do Regimento Interno, que revela a
possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente
improcedente, nem o artigo 557 do Código do Processo Civil, no tocante a
essa ação nobre, que é o habeas corpus, no que voltada a preservar a
liberdade de ir e vir.
Provejo os agravos.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : CLÁUDIO LUIZ ANDRADE BAPTISTA
ADV.(A/S) : ANTONIO FERNANDO DE LIMA MOREIRA DA SILVA
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045618
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.302
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : CLÁUDIO LUIZ ANDRADE BAPTISTA
ADV.(A/S) : ANTONIO FERNANDO DE LIMA MOREIRA DA SILVA
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045618
Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 127 . 302",
"HABEAS CORPUS 127 . 302",
"AI 742460 RG / RJ",
"HABEAS CORPUS 127 . 302",
"AI 742460 RG / RJ",
"HC 127302 AGR / ES",
"AI n 760 . 358 / SE",
"Resp 1 . 260 . 242",
"HC 127302 AGR / ES",
"AI n 760 . 358 / SE",
"Resp 1 . 260 . 242",
"HC 127302 AGR / ES",
"HC 114 . 174",
"HC 104 . 548",
"HC 91 . 716",
"HC 111 . 324",
"HC 109 . 156",
"HC 127302 AGR / ES",
"HC 114 . 174",
"HC 104 . 548",
"HC 91 . 716",
"HC 111 . 324",
"HC 109 . 156",
"HC 127302 AGR / ES",
"HC 115 . 357 - AgR",
"AI 742460 RG / RJ",
"HC 69 . 419",
"HC 127302 AGR / ES",
"HC 115 . 357 - AgR",
"AI 742460 RG / RJ",
"HC 69 . 419",
"HC 127302 AGR / ES",
"HC 127302 AGR / ES",
"HABEAS CORPUS 127 . 302",
"HC 107 . 190",
"HC 114 . 174",
"HC 104 . 548",
"HC 91 . 716",
"HABEAS CORPUS 127 . 302",
"HC 107 . 190",
"HC 114 . 174",
"HC 104 . 548",
"HC 91 . 716",
"HC 127302 AGR / ES",
"HC 69 . 419",
"HC 127302 AGR / ES",
"HC 69 . 419",
"HC 127302 AGR / ES",
"HC 127302 AGR / ES",
"HC 127302 AGR / ES",
"HC 127302 AGR / ES",
"HABEAS CORPUS 127 . 302",
"HABEAS CORPUS 127 . 302",
"HABEAS CORPUS 127 . 302",
"HABEAS CORPUS 127 . 302"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 157 , § 2 . . . , incisos I e II , e 158 , § 1 . . . , c / c artigo 71 , todos do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 157 , § 2 . . . , incisos I e II , e 158 , § 1 . . . , c / c artigo 71 , todos do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil",
"artigo 157 , § 2 . . . , do Código Penal Brasileiro",
"artigo 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil",
"artigo 157 , § 2 . . . , do Código Penal Brasileiro",
"artigo 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , XLVI , da Constituição Federal",
"art . 192 do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , XLVI , da Constituição Federal",
"art . 192 do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , do CP2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , § 1 - A , do Código de Processo Civil",
"art . 3 . . . do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , § 1 - A , do Código de Processo Civil",
"art . 3 . . . do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 do CP2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 do CP2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"artigo 557 do Código do Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 do Código do Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESPÍRITO SANTO",
"Brasília",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Corte Suprema",
"Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Corte Suprema",
"Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"Ministério Público Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
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"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Espírito Santo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Espírito Santo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Polícia Civil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Polícia Civil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
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"Primeira Turma",
"Infra",
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"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"ANTONIO FERNANDO DE LIMA MOREIRA DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"CLÁUDIO LUIZ ANDRADE BAPTISTA",
"ANTONIO FERNANDO DE LIMA MOREIRA DA SILVA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Laurita Vaz",
"ROBERTO BARROSO",
"CLÁUDIO LUIZ ANDRADE BAPTISTA",
"ANTONIO FERNANDO DE LIMA MOREIRA DA SILVA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
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"Antônio Cosme Ribeiro de Oliveira",
"Jorge Bravo",
"Laurita Vaz",
"Gilson Dipp",
"Antônio Cosme Ribeiro de Oliveira",
"Jorge Bravo",
"Laurita Vaz",
"Gilson Dipp",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
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"Dias Toffoli",
"Sepúlveda pertence",
"ROBERTO BARROSO",
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"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"ROBERTO BARROSO",
"Sepúlveda pertence",
"Antônio Cosme Ribeiro de Oliveira",
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"Sepúlveda pertence",
"Antônio Cosme Ribeiro de Oliveira",
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"Laurita Vaz",
"Laurita Vaz",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"CLÁUDIO LUIZ ANDRADE BAPTISTA",
"ANTONIO FERNANDO DE LIMA MOREIRA DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"ANTONIO FERNANDO DE LIMA MOREIRA DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
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"/",
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"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 693.009 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:JACY ANNITA LUZ
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA:
DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
INTEMPESTIVIDADE. RECURSO NÃO CONHECIDO.
1. É intempestivo o recurso interposto fora do prazo fixado em lei.
2. Embargos de declaração não conhecidos.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer dos embargos
de declaração, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8842412.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 693.009 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:JACY ANNITA LUZ
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso,
pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
da Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do
Estado do Rio Grande do Sul que manteve sentença que julgara
improcedente pedido de revisão de benefício previdenciário,
mediante a aplicação do mesmo índice de reajuste aplicado
para fixação do novo teto, conforme EC nº 20/1998, com
acréscimo em junho de 1999 de 2,28%, e EC nº 41/2003, com o
acréscimo em maio de 2004 da diferença percentual de 1,75%.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
84, IV; e 87, parágrafo único, da Constituição, bem como ao art.
14 da Emenda Constitucional nº 20/1998 e ao art. 5º da Emenda
Constitucional nº 41/2003.
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o ARE 685.029,
atualmente sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki, decidiu
pela ausência de repercussão geral da questão relativa à revisão
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 693.009 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:JACY ANNITA LUZ
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso,
pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
da Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do
Estado do Rio Grande do Sul que manteve sentença que julgara
improcedente pedido de revisão de benefício previdenciário,
mediante a aplicação do mesmo índice de reajuste aplicado
para fixação do novo teto, conforme EC nº 20/1998, com
acréscimo em junho de 1999 de 2,28%, e EC nº 41/2003, com o
acréscimo em maio de 2004 da diferença percentual de 1,75%.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
84, IV; e 87, parágrafo único, da Constituição, bem como ao art.
14 da Emenda Constitucional nº 20/1998 e ao art. 5º da Emenda
Constitucional nº 41/2003.
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o ARE 685.029,
atualmente sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki, decidiu
pela ausência de repercussão geral da questão relativa à revisão
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8842413.
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Relatório
ARE 693009 ED / RS
de renda mensal de benefício previdenciário, em que a parte
pleiteia a aplicação dos mesmos índices utilizados para reajuste
do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de
junho de 1999 e maio de 2004 (Tema 589). Confira-se a redação:
‘Revisão de renda mensal de benefício
previdenciário mediante aplicação dos mesmos índices
utilizados para reajuste do teto do salário-de-contribuição,
relativamente aos meses de junho de 1999 e maio de 2004.’
O art. 543-A, § 5º, do CPC, bem como os arts. 326 e 327 do
RI/STF, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência
de repercussão geral valerá para todos os casos que versem
sobre questão idêntica.
Diante do exposto, com base no art. 543-A, § 5º, e no art.
544, § 4º, II, b, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do
agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
A parte embargante alega que “a decisão embargada
assentou-se em premissa fática (atividade do constituinte derivado, ocorrida em
12/1998 e em 12/2003) que não guarda correlação direta com os fatos narrados
desde a petição inicial (atividade do administrador, ocorrida em 06/1999 e em
05/2004), além de tratar de causa de pedir (irregularidade da sistemática de
reajuste dos benefícios previdenciários) diversa da constante no recurso
extraordinário (observância da sistemática de reajuste dos benefícios
previdenciários)”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8842413.
Supremo Tribunal Federal
ARE 693009 ED / RS
de renda mensal de benefício previdenciário, em que a parte
pleiteia a aplicação dos mesmos índices utilizados para reajuste
do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de
junho de 1999 e maio de 2004 (Tema 589). Confira-se a redação:
‘Revisão de renda mensal de benefício
previdenciário mediante aplicação dos mesmos índices
utilizados para reajuste do teto do salário-de-contribuição,
relativamente aos meses de junho de 1999 e maio de 2004.’
O art. 543-A, § 5º, do CPC, bem como os arts. 326 e 327 do
RI/STF, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência
de repercussão geral valerá para todos os casos que versem
sobre questão idêntica.
Diante do exposto, com base no art. 543-A, § 5º, e no art.
544, § 4º, II, b, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do
agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
A parte embargante alega que “a decisão embargada
assentou-se em premissa fática (atividade do constituinte derivado, ocorrida em
12/1998 e em 12/2003) que não guarda correlação direta com os fatos narrados
desde a petição inicial (atividade do administrador, ocorrida em 06/1999 e em
05/2004), além de tratar de causa de pedir (irregularidade da sistemática de
reajuste dos benefícios previdenciários) diversa da constante no recurso
extraordinário (observância da sistemática de reajuste dos benefícios
previdenciários)”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8842413.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 693.009 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não merece ser conhecido, uma vez que foi
protocolado fora do prazo estabelecido em lei.
2.
Com efeito, a decisão embargada foi publicada no Diário
de Justiça eletrônico em 28.05.2015 e o prazo de cinco dias (conforme
estabelece o art. 536 do CPC) encerrou-se em 02.06.2015. No caso, o
recurso de embargos de declaração somente foi apresentado no Supremo
Tribunal Federal em 03.06.2015 (Petição nº 27.817/2015), sem causa legal
de suspensão ou interrupção do prazo.
3.
Diante do exposto, não conheço dos embargos de
declaração.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8842414.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 693.009 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não merece ser conhecido, uma vez que foi
protocolado fora do prazo estabelecido em lei.
2.
Com efeito, a decisão embargada foi publicada no Diário
de Justiça eletrônico em 28.05.2015 e o prazo de cinco dias (conforme
estabelece o art. 536 do CPC) encerrou-se em 02.06.2015. No caso, o
recurso de embargos de declaração somente foi apresentado no Supremo
Tribunal Federal em 03.06.2015 (Petição nº 27.817/2015), sem causa legal
de suspensão ou interrupção do prazo.
3.
Diante do exposto, não conheço dos embargos de
declaração.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8842414.
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 693.009
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : JACY ANNITA LUZ
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma não conheceu dos embargos de declaração, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045662
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 693.009
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : JACY ANNITA LUZ
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma não conheceu dos embargos de declaração, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045662
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9068740
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-07T00:00:00
|
A Turma não conheceu dos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. RECURSO NÃO CONHECIDO.
1. É intempestivo o recurso interposto fora do prazo fixado em lei.
2. Embargos de declaração não conhecidos.
|
sjur314313
|
Número de páginas: 5.
Análise: 13/08/2015, MAD.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
693009
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00536\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
ARE-ED
|
acordaos
|
ARE 693009 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : JACY ANNITA LUZ
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 693.009 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:JACY ANNITA LUZ
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA:
DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
INTEMPESTIVIDADE. RECURSO NÃO CONHECIDO.
1. É intempestivo o recurso interposto fora do prazo fixado em lei.
2. Embargos de declaração não conhecidos.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer dos embargos
de declaração, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8842412.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 693.009 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:JACY ANNITA LUZ
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso,
pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
da Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do
Estado do Rio Grande do Sul que manteve sentença que julgara
improcedente pedido de revisão de benefício previdenciário,
mediante a aplicação do mesmo índice de reajuste aplicado
para fixação do novo teto, conforme EC n 20/1998, com
acréscimo em junho de 1999 de 2,28%, e EC n 41/2003, com o
acréscimo em maio de 2004 da diferença percentual de 1,75%.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
84, IV; e 87, parágrafo único, da Constituição, bem como ao art.
14 da Emenda Constitucional n 20/1998 e ao art. 5... da Emenda
Constitucional n 41/2003.
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o ARE 685.029,
atualmente sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki, decidiu
pela ausência de repercussão geral da questão relativa à revisão
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8842413.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 693.009 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:JACY ANNITA LUZ
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso,
pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
da Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do
Estado do Rio Grande do Sul que manteve sentença que julgara
improcedente pedido de revisão de benefício previdenciário,
mediante a aplicação do mesmo índice de reajuste aplicado
para fixação do novo teto, conforme EC n 20/1998, com
acréscimo em junho de 1999 de 2,28%, e EC n 41/2003, com o
acréscimo em maio de 2004 da diferença percentual de 1,75%.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
84, IV; e 87, parágrafo único, da Constituição, bem como ao art.
14 da Emenda Constitucional n 20/1998 e ao art. 5... da Emenda
Constitucional n 41/2003.
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o ARE 685.029,
atualmente sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki, decidiu
pela ausência de repercussão geral da questão relativa à revisão
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8842413.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
ARE 693009 ED / RS
de renda mensal de benefício previdenciário, em que a parte
pleiteia a aplicação dos mesmos índices utilizados para reajuste
do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de
junho de 1999 e maio de 2004 (Tema 589). Confira-se a redação:
‘Revisão de renda mensal de benefício
previdenciário mediante aplicação dos mesmos índices
utilizados para reajuste do teto do salário-de-contribuição,
relativamente aos meses de junho de 1999 e maio de 2004.’
O art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, bem como os arts. 326 e 327 do
RI/Supremo Tribunal Federal, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência
de repercussão geral valerá para todos os casos que versem
sobre questão idêntica.
Diante do exposto, com base no art. 543-A, § 5..., e no art.
544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do
agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
A parte embargante alega que “a decisão embargada
assentou-se em premissa fática (atividade do constituinte derivado, ocorrida em
12/1998 e em 12/2003) que não guarda correlação direta com os fatos narrados
desde a petição inicial (atividade do administrador, ocorrida em 06/1999 e em
05/2004), além de tratar de causa de pedir (irregularidade da sistemática de
reajuste dos benefícios previdenciários) diversa da constante no recurso
extraordinário (observância da sistemática de reajuste dos benefícios
previdenciários)”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8842413.
Supremo Tribunal Federal
ARE 693009 ED / RS
de renda mensal de benefício previdenciário, em que a parte
pleiteia a aplicação dos mesmos índices utilizados para reajuste
do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de
junho de 1999 e maio de 2004 (Tema 589). Confira-se a redação:
‘Revisão de renda mensal de benefício
previdenciário mediante aplicação dos mesmos índices
utilizados para reajuste do teto do salário-de-contribuição,
relativamente aos meses de junho de 1999 e maio de 2004.’
O art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, bem como os arts. 326 e 327 do
RI/Supremo Tribunal Federal, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência
de repercussão geral valerá para todos os casos que versem
sobre questão idêntica.
Diante do exposto, com base no art. 543-A, § 5..., e no art.
544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do
agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
A parte embargante alega que “a decisão embargada
assentou-se em premissa fática (atividade do constituinte derivado, ocorrida em
12/1998 e em 12/2003) que não guarda correlação direta com os fatos narrados
desde a petição inicial (atividade do administrador, ocorrida em 06/1999 e em
05/2004), além de tratar de causa de pedir (irregularidade da sistemática de
reajuste dos benefícios previdenciários) diversa da constante no recurso
extraordinário (observância da sistemática de reajuste dos benefícios
previdenciários)”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8842413.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 693.009 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não merece ser conhecido, uma vez que foi
protocolado fora do prazo estabelecido em lei.
2.
Com efeito, a decisão embargada foi publicada no Diário
de Justiça eletrônico em 28.05.2015 e o prazo de cinco dias (conforme
estabelece o art. 536 do Código de Processo Civil) encerrou-se em 02.06.2015. No caso, o
recurso de embargos de declaração somente foi apresentado no Supremo
Tribunal Federal em 03.06.2015 (Petição n 27.817/2015), sem causa legal
de suspensão ou interrupção do prazo.
3.
Diante do exposto, não conheço dos embargos de
declaração.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8842414.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 693.009 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não merece ser conhecido, uma vez que foi
protocolado fora do prazo estabelecido em lei.
2.
Com efeito, a decisão embargada foi publicada no Diário
de Justiça eletrônico em 28.05.2015 e o prazo de cinco dias (conforme
estabelece o art. 536 do Código de Processo Civil) encerrou-se em 02.06.2015. No caso, o
recurso de embargos de declaração somente foi apresentado no Supremo
Tribunal Federal em 03.06.2015 (Petição n 27.817/2015), sem causa legal
de suspensão ou interrupção do prazo.
3.
Diante do exposto, não conheço dos embargos de
declaração.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 693.009
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : JACY ANNITA LUZ
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma não conheceu dos embargos de declaração, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045662
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 693.009
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : JACY ANNITA LUZ
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma não conheceu dos embargos de declaração, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 693 . 009",
"ARE 685 . 029",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 693 . 009",
"ARE 685 . 029",
"ARE 693009 ED / RS"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC n 20 / 1998",
"EC n 41 / 2003",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"arts . 84 , IV ; e 87 , parágrafo único , da Constituição",
"art . 14 da Emenda Constitucional n 20 / 1998",
"art . 5 . . . da Emenda Constitucional n 41 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC n 20 / 1998",
"EC n 41 / 2003",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"arts . 84 , IV ; e 87 , parágrafo único , da Constituição",
"art . 14 da Emenda Constitucional n 20 / 1998",
"Emenda Constitucional n 41 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil",
"arts . 326 e 327 do RI / Supremo Tribunal Federal",
"art . 543 - A , § 5 . . .",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil",
"arts . 326 e 327 do RI / Supremo Tribunal Federal",
"art . 543 -",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 536 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 536 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"JACY ANNITA LUZ",
"CARLOS ALBERTO BORRÉ",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JACY ANNITA LUZ",
"CARLOS ALBERTO BORRÉ",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Teori Zavascki",
"ROBERTO BARROSO",
"JACY ANNITA LUZ",
"CARLOS ALBERTO BORRÉ",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Teori Zavascki",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JACY ANNITA LUZ",
"CARLOS ALBERTO BORRÉ",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"JACY ANNITA LUZ",
"CARLOS ALBERTO BORRÉ",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"junho de 1999",
"maio de 2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"junho de 1999",
"maio de 2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"junho de 1999",
"maio de 2004",
"junho de 1999",
"12",
"/",
"1998",
"12",
"/",
"2003",
"06",
"/",
"1999",
"05",
"/",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"junho de 1999",
"maio de 2004",
"junho de 1999",
"maio de 2004",
"12",
"/",
"1998",
"12",
"/",
"2003",
"06",
"/",
"1999",
"05",
"/",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"28",
".",
"05",
".",
"2015",
"02",
".",
"06",
".",
"2015",
"03",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"28",
".",
"05",
".",
"2015",
"02",
".",
"06",
".",
"2015",
"03",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:ANDERSON PEREIRA DIAS
IMPTE.(S)
:HELIO DA SILVA SANCHES
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 304.050 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E DIREITO PENAL.
IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE
JURISDIÇÃO. CRIMES DE ROUBOS. CONTINUIDADE DELITIVA.
UNIFICAÇÃO DAS PENAS. IMPOSSIBILIDADE. MODO DE
EXECUÇÃO DIVERSOS. REITERAÇÃO DELITIVA.
1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra
decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não
se esgotou. Precedentes.
2. As diferenças circunstanciais na maneira de execução dos crimes
de roubo, cometidos contra vítimas diversas, em contextos fáticos
distintos, denotam a inexistência de vínculo entre os delitos.
3. Inviável a unificação das penas pela continuidade delitiva em
casos de reiteração criminosa. Precedentes.
4. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar
extinto o processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da
Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765588.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 126587 / SP
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765588.
Supremo Tribunal Federal
HC 126587 / SP
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:ANDERSON PEREIRA DIAS
IMPTE.(S)
:HELIO DA SILVA SANCHES
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 304.050 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado por Helio da Silva Sanches em
favor de Anderson Pereira Dias, contra decisão monocrática da lavra do
Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que negou
seguimento ao HC 304.050/SP.
Narra a inicial que o paciente cumpre pena de reclusão, em regime
inicial fechado, na Penitenciária de Iperó/SP. As reprimendas impostas ao
apenado totalizam a pena de 25 (vinte e cinco) anos, 3 (três) meses e 12
(doze) dias de reclusão. Os pedidos de reconhecimento da continuidade
delitiva e de unificação das penas em relação a duas condenações por
roubos qualificados (art. 157, § 2º, I e II, do CP) foram indeferidos pelo
Juízo de Direito da Vara de Execuções Penais da Comarca de Sorocaba/SP.
Ato contínuo, impetrado habeas corpus perante o Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, que denegou a ordem.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça,
via decisão monocrática da lavra do Ministro Sebastião Reis Júnior, negou
seguimento ao HC 304.050/SP.
No presente habeas, alega o Impetrante, em síntese, o preenchimento
dos requisitos necessários ao reconhecimento da continuidade delitiva
(art. 71 do CP) e, por conseguinte, a necessidade de unificação das penas.
Requer, em medida liminar e no mérito, a concessão da ordem de habeas
corpus.
Em 27.4.2015, indeferi a liminar.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765589.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:ANDERSON PEREIRA DIAS
IMPTE.(S)
:HELIO DA SILVA SANCHES
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 304.050 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado por Helio da Silva Sanches em
favor de Anderson Pereira Dias, contra decisão monocrática da lavra do
Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que negou
seguimento ao HC 304.050/SP.
Narra a inicial que o paciente cumpre pena de reclusão, em regime
inicial fechado, na Penitenciária de Iperó/SP. As reprimendas impostas ao
apenado totalizam a pena de 25 (vinte e cinco) anos, 3 (três) meses e 12
(doze) dias de reclusão. Os pedidos de reconhecimento da continuidade
delitiva e de unificação das penas em relação a duas condenações por
roubos qualificados (art. 157, § 2º, I e II, do CP) foram indeferidos pelo
Juízo de Direito da Vara de Execuções Penais da Comarca de Sorocaba/SP.
Ato contínuo, impetrado habeas corpus perante o Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, que denegou a ordem.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça,
via decisão monocrática da lavra do Ministro Sebastião Reis Júnior, negou
seguimento ao HC 304.050/SP.
No presente habeas, alega o Impetrante, em síntese, o preenchimento
dos requisitos necessários ao reconhecimento da continuidade delitiva
(art. 71 do CP) e, por conseguinte, a necessidade de unificação das penas.
Requer, em medida liminar e no mérito, a concessão da ordem de habeas
corpus.
Em 27.4.2015, indeferi a liminar.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765589.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
HC 126587 / SP
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina
pelo não conhecimento do writ e, sucessivamente, pela denegação da
ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 126587 / SP
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina
pelo não conhecimento do writ e, sucessivamente, pela denegação da
ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765589.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus
diz com a alegada possibilidade de reconhecimento da continuidade
delitiva com a consequente unificação das penas a que fora condenado o
paciente pela prática de dois crimes de roubo.
A impetração se fez contra decisão monocrática, da lavra do Ministro
Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu
do HC 304.050/SP. Há óbice, pois, a seu conhecimento, uma vez não
esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça. O ato impugnado é
mera decisão monocrática e não o resultado de julgamento colegiado.
Caberia à Defesa, pretendendo a reforma da decisão monocrática, o
manejo de agravo regimental para que a questão fosse apreciada pelo
órgão colegiado. Não o tendo feito, resulta inadmissível o presente writ.
Nesse sentido: HC 95.978-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe
28.5.2010; e HC 116.567/MG, Relator para acórdão Min. Roberto Barroso,
1ª Turma, DJe 03.02.2014.
Ademais, não detecto situação ensejadora da concessão da ordem de
habeas corpus de ofício.
Ao apreciar o pedido de unificação das penas, o magistrado de
primeiro grau afastou a tese da continuidade delitiva, visto que, “pelo
estudo dos crimes cometidos, suas condutas foram praticadas em circunstâncias
diferentes e com diversidade temporal e de vítimas, de modo que inexiste
qualquer liame subjetivo entre elas- o que faz concluir que advieram de vontades
autônomas”. Por derradeiro, ressaltou que “a reiteração no mesmo tipo penal
caracteriza sua perseverantia in criminis, o que torna impossível acolher o pedido
unificatório”.
A Corte Estadual asseverou não ser hipótese de continuidade
delitiva, mas de “mera reiteração criminosa profissional, não existindo nem
mesmo homogeneidade na conduta do agravante. Cada infração teve
circunstâncias próprias, tendo sido perpetradas em oportunidades distintas,
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765590.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus
diz com a alegada possibilidade de reconhecimento da continuidade
delitiva com a consequente unificação das penas a que fora condenado o
paciente pela prática de dois crimes de roubo.
A impetração se fez contra decisão monocrática, da lavra do Ministro
Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu
do HC 304.050/SP. Há óbice, pois, a seu conhecimento, uma vez não
esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça. O ato impugnado é
mera decisão monocrática e não o resultado de julgamento colegiado.
Caberia à Defesa, pretendendo a reforma da decisão monocrática, o
manejo de agravo regimental para que a questão fosse apreciada pelo
órgão colegiado. Não o tendo feito, resulta inadmissível o presente writ.
Nesse sentido: HC 95.978-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe
28.5.2010; e HC 116.567/MG, Relator para acórdão Min. Roberto Barroso,
1ª Turma, DJe 03.02.2014.
Ademais, não detecto situação ensejadora da concessão da ordem de
habeas corpus de ofício.
Ao apreciar o pedido de unificação das penas, o magistrado de
primeiro grau afastou a tese da continuidade delitiva, visto que, “pelo
estudo dos crimes cometidos, suas condutas foram praticadas em circunstâncias
diferentes e com diversidade temporal e de vítimas, de modo que inexiste
qualquer liame subjetivo entre elas- o que faz concluir que advieram de vontades
autônomas”. Por derradeiro, ressaltou que “a reiteração no mesmo tipo penal
caracteriza sua perseverantia in criminis, o que torna impossível acolher o pedido
unificatório”.
A Corte Estadual asseverou não ser hipótese de continuidade
delitiva, mas de “mera reiteração criminosa profissional, não existindo nem
mesmo homogeneidade na conduta do agravante. Cada infração teve
circunstâncias próprias, tendo sido perpetradas em oportunidades distintas,
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 126587 / SP
ausente qualquer vinculação entre uma e outra”.
Nessa linha, o ato dito coator destacou que “As instâncias ordinárias
assentaram que o sentenciado não preenche os requisitos do art. 71 do Código
Penal, haja vista que, pelo estudo dos crimes cometidos, suas condutas foram
praticadas em circunstâncias diferentes e com diversidade temporal e de
vítimas, de modo que inexiste qualquer liame subjetivo entre elas que faz
concluir que vieram de vontades autônomas”.
A definição e os requisitos do crime continuado no nosso
ordenamento jurídico são extraídos do art. 71 do Código Penal:
“Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão,
pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de
tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os
subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe
a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas,
aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços.
Parágrafo único. Nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes,
cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa, poderá o juiz,
considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a
personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias,
aumentar a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se
diversas, até o triplo, observadas as regras do parágrafo único do art.
70 e do art. 75 deste Código”.
A figura do crime continuado, apesar de controvertida, tem longa
história. Afirmam que a sua origem remota seria a intenção de
amenização dos rigores da lei em tempos passados, sendo apontado, na
doutrina, o propósito específico de poupar da pena de morte o agente
responsável por um terceiro furto. A ficção jurídica, de reputar mais de
um crime como único, objetiva salvar o contumaz de uma pena
desproporcional. A esse respeito, transcrevo, por todos, o seguinte
comentário de Roberto Lyra:
"Os glosadores forneceram as luminosas antevisões de Bartolo
(1313-1355), atendendo a um critério de fim, e Baldo (1327-1390),
2
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ausente qualquer vinculação entre uma e outra”.
Nessa linha, o ato dito coator destacou que “As instâncias ordinárias
assentaram que o sentenciado não preenche os requisitos do art. 71 do Código
Penal, haja vista que, pelo estudo dos crimes cometidos, suas condutas foram
praticadas em circunstâncias diferentes e com diversidade temporal e de
vítimas, de modo que inexiste qualquer liame subjetivo entre elas que faz
concluir que vieram de vontades autônomas”.
A definição e os requisitos do crime continuado no nosso
ordenamento jurídico são extraídos do art. 71 do Código Penal:
“Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão,
pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de
tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os
subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe
a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas,
aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços.
Parágrafo único. Nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes,
cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa, poderá o juiz,
considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a
personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias,
aumentar a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se
diversas, até o triplo, observadas as regras do parágrafo único do art.
70 e do art. 75 deste Código”.
A figura do crime continuado, apesar de controvertida, tem longa
história. Afirmam que a sua origem remota seria a intenção de
amenização dos rigores da lei em tempos passados, sendo apontado, na
doutrina, o propósito específico de poupar da pena de morte o agente
responsável por um terceiro furto. A ficção jurídica, de reputar mais de
um crime como único, objetiva salvar o contumaz de uma pena
desproporcional. A esse respeito, transcrevo, por todos, o seguinte
comentário de Roberto Lyra:
"Os glosadores forneceram as luminosas antevisões de Bartolo
(1313-1355), atendendo a um critério de fim, e Baldo (1327-1390),
2
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HC 126587 / SP
que fundava no critério temporal. Se os pós glosadores trataram mais
do crime complexo, os práticos, levados pelo sentimento de
humanidade para salvar da pena de morte o culpado de terceiro furto,
são precursores atilados, avultando Clarus e, sobretudo, Farinácio
(1554-1618). Potest pro tribus furtis quanvis minimus poena mortis
imponi." (LYRA, Roberto. Comentários ao Código Penal. 2. Rio de
Janeiro: Forense, 1955, ed. vol. II, p. 419)
A princípio, é possível a unificação, pelas regras do crime
continuado, das penas fixadas para crimes dolosos, envolvendo vítimas
distintas e mediante violência ou grave ameaça.
A unificação, porém, é deixada nesta hipótese ao prudente arbítrio
do julgador e os critérios de aumento são mais rigorosos do que os do
caput.
Conforme revelado pelas instâncias anteriores, além do intervalo
temporal entre os delitos de roubo, as diferenças circunstanciais na
maneira de execução dos crimes, perpetrados contra vítimas diversas e
em contextos fáticos distintos, denotam a inexistência de vínculo entre os
delitos. Em verdade, não se apontou a unicidade de propósitos entre os
crimes a justificar o reconhecimento da continuidade delitiva, mas, sim,
hipótese de reiteração delitiva.
Os delitos cometidos, cada qual executado a seu modo, são
autônomos e distintos dos demais, sem qualquer liame ou entrelace entre
as condutas, ao que se vislumbra nesta via estreita, a indicarem, as
diferentes vítimas e a diversidade do modo de execução dos crimes, a
habitualidade ou a reiteração criminosa que afasta o benefício da
unificação das penas pela continuidade delitiva.
Colho precedentes desta Suprema Corte:
“A habitualidade ou a reiteração criminosa distingue-se da
continuidade delitiva, consoante reiteradamente vem decidindo esta
Corte: HC 74.066/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, 2ª Turma,
DJ de 11/10/1996; HC 93.824/RS, Rel. Min. EROS GRAU, 2ª
Turma, DJe de 15/08/2008; e HC 94.970, Rel. Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, 1ª Turma, DJe de 28/11/2008. 6. Habeas corpus
3
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que fundava no critério temporal. Se os pós glosadores trataram mais
do crime complexo, os práticos, levados pelo sentimento de
humanidade para salvar da pena de morte o culpado de terceiro furto,
são precursores atilados, avultando Clarus e, sobretudo, Farinácio
(1554-1618). Potest pro tribus furtis quanvis minimus poena mortis
imponi." (LYRA, Roberto. Comentários ao Código Penal. 2. Rio de
Janeiro: Forense, 1955, ed. vol. II, p. 419)
A princípio, é possível a unificação, pelas regras do crime
continuado, das penas fixadas para crimes dolosos, envolvendo vítimas
distintas e mediante violência ou grave ameaça.
A unificação, porém, é deixada nesta hipótese ao prudente arbítrio
do julgador e os critérios de aumento são mais rigorosos do que os do
caput.
Conforme revelado pelas instâncias anteriores, além do intervalo
temporal entre os delitos de roubo, as diferenças circunstanciais na
maneira de execução dos crimes, perpetrados contra vítimas diversas e
em contextos fáticos distintos, denotam a inexistência de vínculo entre os
delitos. Em verdade, não se apontou a unicidade de propósitos entre os
crimes a justificar o reconhecimento da continuidade delitiva, mas, sim,
hipótese de reiteração delitiva.
Os delitos cometidos, cada qual executado a seu modo, são
autônomos e distintos dos demais, sem qualquer liame ou entrelace entre
as condutas, ao que se vislumbra nesta via estreita, a indicarem, as
diferentes vítimas e a diversidade do modo de execução dos crimes, a
habitualidade ou a reiteração criminosa que afasta o benefício da
unificação das penas pela continuidade delitiva.
Colho precedentes desta Suprema Corte:
“A habitualidade ou a reiteração criminosa distingue-se da
continuidade delitiva, consoante reiteradamente vem decidindo esta
Corte: HC 74.066/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, 2ª Turma,
DJ de 11/10/1996; HC 93.824/RS, Rel. Min. EROS GRAU, 2ª
Turma, DJe de 15/08/2008; e HC 94.970, Rel. Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, 1ª Turma, DJe de 28/11/2008. 6. Habeas corpus
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 126587 / SP
denegado.” (HC 107.636/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe
21.3.2012).
“O entendimento desta Corte é no sentido de que a reiteração
criminosa indicadora de delinquência habitual ou profissional é
suficiente para descaracterizar o crime continuado.” (RHC 93.144/SP,
Rel. Min. Menezes Direito, 1ª Turma, DJe 09.5.2008).
Assim, configurada a habitualidade delitiva ou a reiteração
criminosa, a hipótese não é de manifesta ilegalidade ou teratologia
conducente à concessão da ordem de ofício.
Ante o exposto, voto pela extinção do presente habeas corpus sem
resolução de mérito.
4
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HC 126587 / SP
denegado.” (HC 107.636/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe
21.3.2012).
“O entendimento desta Corte é no sentido de que a reiteração
criminosa indicadora de delinquência habitual ou profissional é
suficiente para descaracterizar o crime continuado.” (RHC 93.144/SP,
Rel. Min. Menezes Direito, 1ª Turma, DJe 09.5.2008).
Assim, configurada a habitualidade delitiva ou a reiteração
criminosa, a hipótese não é de manifesta ilegalidade ou teratologia
conducente à concessão da ordem de ofício.
Ante o exposto, voto pela extinção do presente habeas corpus sem
resolução de mérito.
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Voto - MIN. EDSON FACHIN
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Excelentíssima
Senhora Ministra Rosa Weber, tenho o prazer e a honra de acompanhar
Vossa Excelência.
Creio que, no caso, não há excepcionalidade que justificaria o
afastamento desse entendimento predominante nesta Turma.
Do exame que fiz e da exposição que Vossa Excelência acaba de
fazer, chego à mesma conclusão, portanto, acompanho-a.
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Excelentíssima
Senhora Ministra Rosa Weber, tenho o prazer e a honra de acompanhar
Vossa Excelência.
Creio que, no caso, não há excepcionalidade que justificaria o
afastamento desse entendimento predominante nesta Turma.
Do exame que fiz e da exposição que Vossa Excelência acaba de
fazer, chego à mesma conclusão, portanto, acompanho-a.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, admito a
impetração.
Ao contrário do que ocorre relativamente aos recursos de natureza
extraordinária, não se exige, para chegar-se ao órgão competente para
exame da impetração, o esgotamento da jurisdição na origem. Digo mais:
se a decisão do Colegiado desafia habeas, com maior razão a individual de
integrante desse mesmo Colegiado.
Admito a impetração.
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, admito a
impetração.
Ao contrário do que ocorre relativamente aos recursos de natureza
extraordinária, não se exige, para chegar-se ao órgão competente para
exame da impetração, o esgotamento da jurisdição na origem. Digo mais:
se a decisão do Colegiado desafia habeas, com maior razão a individual de
integrante desse mesmo Colegiado.
Admito a impetração.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9100098.
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 126.587
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : ANDERSON PEREIRA DIAS
IMPTE.(S) : HELIO DA SILVA SANCHES
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 304.050 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o
processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora,
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045614
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 126.587
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : ANDERSON PEREIRA DIAS
IMPTE.(S) : HELIO DA SILVA SANCHES
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 304.050 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o
processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora,
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9390384
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-09-16T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E DIREITO PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. CRIMES DE ROUBOS. CONTINUIDADE DELITIVA. UNIFICAÇÃO DAS PENAS. IMPOSSIBILIDADE. MODO DE EXECUÇÃO DIVERSOS. REITERAÇÃO DELITIVA.
1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não se esgotou. Precedentes.
2. As diferenças circunstanciais na maneira de execução dos crimes de roubo, cometidos contra vítimas diversas, em contextos fáticos distintos, denotam a inexistência de vínculo entre os delitos.
3. Inviável a unificação das penas pela continuidade delitiva em casos de reiteração criminosa. Precedentes.
4. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito.
|
sjur319806
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CABIMENTO, HC, DECISÃO MONOCRÁTICA)
HC 95978 AgR (1ªT), HC 116567 (1ªT).
(REITERAÇÃO CRIMINOSA, CONTINUIDADE DELITIVA)
RHC 93144 (1ªT), HC 107636 (1ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 28/09/2015, IMC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
126587
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00071\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 126587
|
[
""
] |
PACTE.(S) : ANDERSON PEREIRA DIAS
IMPTE.(S) : HELIO DA SILVA SANCHES
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 304.050 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
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Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:ANDERSON PEREIRA DIAS
IMPTE.(S)
:HELIO DA SILVA SANCHES
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 304.050 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E DIREITO PENAL.
IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE
JURISDIÇÃO. CRIMES DE ROUBOS. CONTINUIDADE DELITIVA.
UNIFICAÇÃO DAS PENAS. IMPOSSIBILIDADE. MODO DE
EXECUÇÃO DIVERSOS. REITERAÇÃO DELITIVA.
1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra
decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não
se esgotou. Precedentes.
2. As diferenças circunstanciais na maneira de execução dos crimes
de roubo, cometidos contra vítimas diversas, em contextos fáticos
distintos, denotam a inexistência de vínculo entre os delitos.
3. Inviável a unificação das penas pela continuidade delitiva em
casos de reiteração criminosa. Precedentes.
4. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar
extinto o processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da
Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 126587 / SP
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 126587 / SP
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:ANDERSON PEREIRA DIAS
IMPTE.(S)
:HELIO DA SILVA SANCHES
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 304.050 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado por Helio da Silva Sanches em
favor de Anderson Pereira Dias, contra decisão monocrática da lavra do
Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que negou
seguimento ao HC 304.050/SP.
Narra a inicial que o paciente cumpre pena de reclusão, em regime
inicial fechado, na Penitenciária de Iperó/SP. As reprimendas impostas ao
apenado totalizam a pena de 25 (vinte e cinco) anos, 3 (três) meses e 12
(doze) dias de reclusão. Os pedidos de reconhecimento da continuidade
delitiva e de unificação das penas em relação a duas condenações por
roubos qualificados (art. 157, § 2..., I e II, do Código Penal Brasileiro) foram indeferidos pelo
Juízo de Direito da Vara de Execuções Penais da Comarca de Sorocaba/SP.
Ato contínuo, impetrado habeas corpus perante o Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, que denegou a ordem.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça,
via decisão monocrática da lavra do Ministro Sebastião Reis Júnior, negou
seguimento ao HC 304.050/SP.
No presente habeas, alega o Impetrante, em síntese, o preenchimento
dos requisitos necessários ao reconhecimento da continuidade delitiva
(art. 71 do Código Penal Brasileiro) e, por conseguinte, a necessidade de unificação das penas.
Requer, em medida liminar e no mérito, a concessão da ordem de habeas
corpus.
Em 27.4.2015, indeferi a liminar.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:ANDERSON PEREIRA DIAS
IMPTE.(S)
:HELIO DA SILVA SANCHES
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 304.050 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado por Helio da Silva Sanches em
favor de Anderson Pereira Dias, contra decisão monocrática da lavra do
Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que negou
seguimento ao HC 304.050/SP.
Narra a inicial que o paciente cumpre pena de reclusão, em regime
inicial fechado, na Penitenciária de Iperó/SP. As reprimendas impostas ao
apenado totalizam a pena de 25 (vinte e cinco) anos, 3 (três) meses e 12
(doze) dias de reclusão. Os pedidos de reconhecimento da continuidade
delitiva e de unificação das penas em relação a duas condenações por
roubos qualificados (art. 157, § 2..., I e II, do Código Penal Brasileiro) foram indeferidos pelo
Juízo de Direito da Vara de Execuções Penais da Comarca de Sorocaba/SP.
Ato contínuo, impetrado habeas corpus perante o Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, que denegou a ordem.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça,
via decisão monocrática da lavra do Ministro Sebastião Reis Júnior, negou
seguimento ao HC 304.050/SP.
No presente habeas, alega o Impetrante, em síntese, o preenchimento
dos requisitos necessários ao reconhecimento da continuidade delitiva
(art. 71 do Código Penal Brasileiro) e, por conseguinte, a necessidade de unificação das penas.
Requer, em medida liminar e no mérito, a concessão da ordem de habeas
corpus.
Em 27.4.2015, indeferi a liminar.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
HC 126587 / SP
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina
pelo não conhecimento do writ e, sucessivamente, pela denegação da
ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 126587 / SP
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina
pelo não conhecimento do writ e, sucessivamente, pela denegação da
ordem.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus
diz com a alegada possibilidade de reconhecimento da continuidade
delitiva com a consequente unificação das penas a que fora condenado o
paciente pela prática de dois crimes de roubo.
A impetração se fez contra decisão monocrática, da lavra do Ministro
Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu
do HC 304.050/SP. Há óbice, pois, a seu conhecimento, uma vez não
esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça. O ato impugnado é
mera decisão monocrática e não o resultado de julgamento colegiado.
Caberia à Defesa, pretendendo a reforma da decisão monocrática, o
manejo de agravo regimental para que a questão fosse apreciada pelo
órgão colegiado. Não o tendo feito, resulta inadmissível o presente writ.
Nesse sentido: HC 95.978-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe
28.5.2010; e HC 116.567/MG, Relator para acórdão Min. Roberto Barroso,
1... Turma, DJe 03.02.2014.
Ademais, não detecto situação ensejadora da concessão da ordem de
habeas corpus de ofício.
Ao apreciar o pedido de unificação das penas, o magistrado de
primeiro grau afastou a tese da continuidade delitiva, visto que, “pelo
estudo dos crimes cometidos, suas condutas foram praticadas em circunstâncias
diferentes e com diversidade temporal e de vítimas, de modo que inexiste
qualquer liame subjetivo entre elas- o que faz concluir que advieram de vontades
autônomas”. Por derradeiro, ressaltou que “a reiteração no mesmo tipo penal
caracteriza sua perseverantia in criminis, o que torna impossível acolher o pedido
unificatório”.
A Corte Estadual asseverou não ser hipótese de continuidade
delitiva, mas de “mera reiteração criminosa profissional, não existindo nem
mesmo homogeneidade na conduta do agravante. Cada infração teve
circunstâncias próprias, tendo sido perpetradas em oportunidades distintas,
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PRIMEIRA TURMA
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V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus
diz com a alegada possibilidade de reconhecimento da continuidade
delitiva com a consequente unificação das penas a que fora condenado o
paciente pela prática de dois crimes de roubo.
A impetração se fez contra decisão monocrática, da lavra do Ministro
Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu
do HC 304.050/SP. Há óbice, pois, a seu conhecimento, uma vez não
esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça. O ato impugnado é
mera decisão monocrática e não o resultado de julgamento colegiado.
Caberia à Defesa, pretendendo a reforma da decisão monocrática, o
manejo de agravo regimental para que a questão fosse apreciada pelo
órgão colegiado. Não o tendo feito, resulta inadmissível o presente writ.
Nesse sentido: HC 95.978-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe
28.5.2010; e HC 116.567/MG, Relator para acórdão Min. Roberto Barroso,
1... Turma, DJe 03.02.2014.
Ademais, não detecto situação ensejadora da concessão da ordem de
habeas corpus de ofício.
Ao apreciar o pedido de unificação das penas, o magistrado de
primeiro grau afastou a tese da continuidade delitiva, visto que, “pelo
estudo dos crimes cometidos, suas condutas foram praticadas em circunstâncias
diferentes e com diversidade temporal e de vítimas, de modo que inexiste
qualquer liame subjetivo entre elas- o que faz concluir que advieram de vontades
autônomas”. Por derradeiro, ressaltou que “a reiteração no mesmo tipo penal
caracteriza sua perseverantia in criminis, o que torna impossível acolher o pedido
unificatório”.
A Corte Estadual asseverou não ser hipótese de continuidade
delitiva, mas de “mera reiteração criminosa profissional, não existindo nem
mesmo homogeneidade na conduta do agravante. Cada infração teve
circunstâncias próprias, tendo sido perpetradas em oportunidades distintas,
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 126587 / SP
ausente qualquer vinculação entre uma e outra”.
Nessa linha, o ato dito coator destacou que “As instâncias ordinárias
assentaram que o sentenciado não preenche os requisitos do art. 71 do Código
Penal, haja vista que, pelo estudo dos crimes cometidos, suas condutas foram
praticadas em circunstâncias diferentes e com diversidade temporal e de
vítimas, de modo que inexiste qualquer liame subjetivo entre elas que faz
concluir que vieram de vontades autônomas”.
A definição e os requisitos do crime continuado no nosso
ordenamento jurídico são extraídos do art. 71 do Código Penal:
“Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão,
pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de
tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os
subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe
a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas,
aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços.
Parágrafo único. Nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes,
cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa, poderá o juiz,
considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a
personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias,
aumentar a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se
diversas, até o triplo, observadas as regras do parágrafo único do art.
70 e do art. 75 deste Código”.
A figura do crime continuado, apesar de controvertida, tem longa
história. Afirmam que a sua origem remota seria a intenção de
amenização dos rigores da lei em tempos passados, sendo apontado, na
doutrina, o propósito específico de poupar da pena de morte o agente
responsável por um terceiro furto. A ficção jurídica, de reputar mais de
um crime como único, objetiva salvar o contumaz de uma pena
desproporcional. A esse respeito, transcrevo, por todos, o seguinte
comentário de Roberto Lyra:
"Os glosadores forneceram as luminosas antevisões de Bartolo
(1313-1355), atendendo a um critério de fim, e Baldo (1327-1390),
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 126587 / SP
ausente qualquer vinculação entre uma e outra”.
Nessa linha, o ato dito coator destacou que “As instâncias ordinárias
assentaram que o sentenciado não preenche os requisitos do art. 71 do Código
Penal, haja vista que, pelo estudo dos crimes cometidos, suas condutas foram
praticadas em circunstâncias diferentes e com diversidade temporal e de
vítimas, de modo que inexiste qualquer liame subjetivo entre elas que faz
concluir que vieram de vontades autônomas”.
A definição e os requisitos do crime continuado no nosso
ordenamento jurídico são extraídos do art. 71 do Código Penal:
“Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão,
pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de
tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os
subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe
a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas,
aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços.
Parágrafo único. Nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes,
cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa, poderá o juiz,
considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a
personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias,
aumentar a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se
diversas, até o triplo, observadas as regras do parágrafo único do art.
70 e do art. 75 deste Código”.
A figura do crime continuado, apesar de controvertida, tem longa
história. Afirmam que a sua origem remota seria a intenção de
amenização dos rigores da lei em tempos passados, sendo apontado, na
doutrina, o propósito específico de poupar da pena de morte o agente
responsável por um terceiro furto. A ficção jurídica, de reputar mais de
um crime como único, objetiva salvar o contumaz de uma pena
desproporcional. A esse respeito, transcrevo, por todos, o seguinte
comentário de Roberto Lyra:
"Os glosadores forneceram as luminosas antevisões de Bartolo
(1313-1355), atendendo a um critério de fim, e Baldo (1327-1390),
2
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 126587 / SP
que fundava no critério temporal. Se os pós glosadores trataram mais
do crime complexo, os práticos, levados pelo sentimento de
humanidade para salvar da pena de morte o culpado de terceiro furto,
são precursores atilados, avultando Clarus e, sobretudo, Farinácio
(1554-1618). Potest pro tribus furtis quanvis minimus poena mortis
imponi." (LYRA, Roberto. Comentários ao Código Penal. 2. Rio de
Janeiro: Forense, 1955, ed. vol. II, p. 419)
A princípio, é possível a unificação, pelas regras do crime
continuado, das penas fixadas para crimes dolosos, envolvendo vítimas
distintas e mediante violência ou grave ameaça.
A unificação, porém, é deixada nesta hipótese ao prudente arbítrio
do julgador e os critérios de aumento são mais rigorosos do que os do
caput.
Conforme revelado pelas instâncias anteriores, além do intervalo
temporal entre os delitos de roubo, as diferenças circunstanciais na
maneira de execução dos crimes, perpetrados contra vítimas diversas e
em contextos fáticos distintos, denotam a inexistência de vínculo entre os
delitos. Em verdade, não se apontou a unicidade de propósitos entre os
crimes a justificar o reconhecimento da continuidade delitiva, mas, sim,
hipótese de reiteração delitiva.
Os delitos cometidos, cada qual executado a seu modo, são
autônomos e distintos dos demais, sem qualquer liame ou entrelace entre
as condutas, ao que se vislumbra nesta via estreita, a indicarem, as
diferentes vítimas e a diversidade do modo de execução dos crimes, a
habitualidade ou a reiteração criminosa que afasta o benefício da
unificação das penas pela continuidade delitiva.
Colho precedentes desta Suprema Corte:
“A habitualidade ou a reiteração criminosa distingue-se da
continuidade delitiva, consoante reiteradamente vem decidindo esta
Corte: HC 74.066/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, 2... Turma,
DJ de 11/10/1996; HC 93.824/RS, Rel. Min. EROS GRAU, 2...
Turma, DJe de 15/08/2008; e HC 94.970, Rel. Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, 1... Turma, DJe de 28/11/2008. 6. Habeas corpus
3
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HC 126587 / SP
que fundava no critério temporal. Se os pós glosadores trataram mais
do crime complexo, os práticos, levados pelo sentimento de
humanidade para salvar da pena de morte o culpado de terceiro furto,
são precursores atilados, avultando Clarus e, sobretudo, Farinácio
(1554-1618). Potest pro tribus furtis quanvis minimus poena mortis
imponi." (LYRA, Roberto. Comentários ao Código Penal. 2. Rio de
Janeiro: Forense, 1955, ed. vol. II, p. 419)
A princípio, é possível a unificação, pelas regras do crime
continuado, das penas fixadas para crimes dolosos, envolvendo vítimas
distintas e mediante violência ou grave ameaça.
A unificação, porém, é deixada nesta hipótese ao prudente arbítrio
do julgador e os critérios de aumento são mais rigorosos do que os do
caput.
Conforme revelado pelas instâncias anteriores, além do intervalo
temporal entre os delitos de roubo, as diferenças circunstanciais na
maneira de execução dos crimes, perpetrados contra vítimas diversas e
em contextos fáticos distintos, denotam a inexistência de vínculo entre os
delitos. Em verdade, não se apontou a unicidade de propósitos entre os
crimes a justificar o reconhecimento da continuidade delitiva, mas, sim,
hipótese de reiteração delitiva.
Os delitos cometidos, cada qual executado a seu modo, são
autônomos e distintos dos demais, sem qualquer liame ou entrelace entre
as condutas, ao que se vislumbra nesta via estreita, a indicarem, as
diferentes vítimas e a diversidade do modo de execução dos crimes, a
habitualidade ou a reiteração criminosa que afasta o benefício da
unificação das penas pela continuidade delitiva.
Colho precedentes desta Suprema Corte:
“A habitualidade ou a reiteração criminosa distingue-se da
continuidade delitiva, consoante reiteradamente vem decidindo esta
Corte: HC 74.066/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, 2... Turma,
DJ de 11/10/1996; HC 93.824/RS, Rel. Min. EROS GRAU, 2...
Turma, DJe de 15/08/2008; e HC 94.970, Rel. Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, 1... Turma, DJe de 28/11/2008. 6. Habeas corpus
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 126587 / SP
denegado.” (HC 107.636/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe
21.3.2012).
“O entendimento desta Corte é no sentido de que a reiteração
criminosa indicadora de delinquência habitual ou profissional é
suficiente para descaracterizar o crime continuado.” (RHC 93.144/SP,
Rel. Min. Menezes Direito, 1... Turma, DJe 09.5.2008).
Assim, configurada a habitualidade delitiva ou a reiteração
criminosa, a hipótese não é de manifesta ilegalidade ou teratologia
conducente à concessão da ordem de ofício.
Ante o exposto, voto pela extinção do presente habeas corpus sem
resolução de mérito.
4
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HC 126587 / SP
denegado.” (HC 107.636/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe
21.3.2012).
“O entendimento desta Corte é no sentido de que a reiteração
criminosa indicadora de delinquência habitual ou profissional é
suficiente para descaracterizar o crime continuado.” (RHC 93.144/SP,
Rel. Min. Menezes Direito, 1... Turma, DJe 09.5.2008).
Assim, configurada a habitualidade delitiva ou a reiteração
criminosa, a hipótese não é de manifesta ilegalidade ou teratologia
conducente à concessão da ordem de ofício.
Ante o exposto, voto pela extinção do presente habeas corpus sem
resolução de mérito.
4
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Voto - MIN. EDSON FACHIN
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Excelentíssima
Senhora Ministra Rosa Weber, tenho o prazer e a honra de acompanhar
Vossa Excelência.
Creio que, no caso, não há excepcionalidade que justificaria o
afastamento desse entendimento predominante nesta Turma.
Do exame que fiz e da exposição que Vossa Excelência acaba de
fazer, chego à mesma conclusão, portanto, acompanho-a.
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Excelentíssima
Senhora Ministra Rosa Weber, tenho o prazer e a honra de acompanhar
Vossa Excelência.
Creio que, no caso, não há excepcionalidade que justificaria o
afastamento desse entendimento predominante nesta Turma.
Do exame que fiz e da exposição que Vossa Excelência acaba de
fazer, chego à mesma conclusão, portanto, acompanho-a.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, admito a
impetração.
Ao contrário do que ocorre relativamente aos recursos de natureza
extraordinária, não se exige, para chegar-se ao órgão competente para
exame da impetração, o esgotamento da jurisdição na origem. Digo mais:
se a decisão do Colegiado desafia habeas, com maior razão a individual de
integrante desse mesmo Colegiado.
Admito a impetração.
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 126.587 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, admito a
impetração.
Ao contrário do que ocorre relativamente aos recursos de natureza
extraordinária, não se exige, para chegar-se ao órgão competente para
exame da impetração, o esgotamento da jurisdição na origem. Digo mais:
se a decisão do Colegiado desafia habeas, com maior razão a individual de
integrante desse mesmo Colegiado.
Admito a impetração.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 126.587
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : ANDERSON PEREIRA DIAS
IMPTE.(S) : HELIO DA SILVA SANCHES
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 304.050 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o
processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora,
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045614
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 126.587
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : ANDERSON PEREIRA DIAS
IMPTE.(S) : HELIO DA SILVA SANCHES
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 304.050 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o
processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora,
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045614
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{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 126 . 587",
"HC n 304 . 050",
"HC 126587 / SP",
"HC 126587 / SP",
"HABEAS CORPUS 126 . 587 SÃO",
"HC n 304 . 050",
"HC 304 . 050 / SP",
"HC 304 . 050 / SP",
"HABEAS CORPUS 126 . 587",
"HC n 304 . 050",
"HC 304 . 050 / SP",
"HC 304 . 050 / SP",
"HC 126587 / SP",
"HC 126587 / SP",
"HABEAS CORPUS 126 . 587",
"HC 304 . 050 / SP",
"HC 95 . 978 - AgR",
"HC 116 . 567 / MG",
"HABEAS CORPUS 126 . 587",
"HC 304 . 050 / SP",
"HC 95 . 978 - AgR",
"HC 116 . 567 / MG",
"HC 126587 / SP",
"HC 126587 / SP",
"HC 126587 / SP",
"HC 93 . 824 / RS",
"HC 94 . 970",
"HC 126587 / SP",
"HC 74 . 066 / SP",
"HC 93 . 824 / RS",
"HC 94 . 970",
"HC 126587 / SP",
"HC 107 . 636 / RS",
"RHC 93 . 144 / SP",
"HC 126587 / SP",
"HC 107 . 636 / RS",
"RHC 93 . 144 / SP",
"HABEAS CORPUS 126 . 587",
"HABEAS CORPUS 126 . 587",
"HABEAS CORPUS 126 . 587",
"HABEAS CORPUS 126 . 587",
"HABEAS CORPUS 126 . 587",
"HC n 304 . 050",
"HABEAS CORPUS 126 . 587",
"HC n 304 . 050"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal Brasileiro",
"art . 71 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal Brasileiro",
"art . 71 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 do Código Penal",
"art . 71 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 do Código Penal",
"art . 71 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"Penitenciária de Iperó / SP",
"Vara de Execuções Penais da Comarca de Sorocaba / SP",
"SÃO PAULO",
"Penitenciária de Iperó / SP",
"Vara de Execuções Penais da Comarca de Sorocaba / SP",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Rio de Janeiro",
"Rio de Janeiro",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"1",
".",
".",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Forense",
"Suprema",
"2",
".",
". . Turma",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Forense",
"2",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
".",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"ANDERSON PEREIRA DIAS",
"HELIO DA SILVA SANCHES",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ANDERSON PEREIRA DIAS",
"HELIO DA SILVA SANCHES",
"Rosa Weber",
"Helio da Silva Sanches",
"Anderson Pereira Dias",
"Sebastião Reis Júnior",
"Sebastião Reis Júnior",
"ROSA WEBER",
"ANDERSON PEREIRA DIAS",
"HELIO DA SILVA SANCHES",
"Rosa Weber",
"Helio da Silva Sanches",
"Anderson Pereira Dias",
"Sebastião Reis Júnior",
"Sebastião Reis Júnior",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Cláudia Sampaio Marques",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Sebastião Reis Júnior",
"Cármen Lúcia",
"Roberto Barroso",
"Rosa Weber",
"Sebastião Reis Júnior",
"Cármen Lúcia",
"Roberto Barroso",
"ROSA WEBER",
"Roberto Lyra",
"Bartolo",
"Baldo",
"Roberto Lyra",
"Bartolo",
"Baldo",
"ROSA WEBER",
"Clarus",
"Farinácio",
"LYRA , Roberto",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"EROS GRAU",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Clarus",
"Farinácio",
"LYRA , Roberto",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"EROS GRAU",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"Menezes Direito",
"Luiz Fux",
"Menezes Direito",
"EDSON FACHIN",
"EDSON FACHIN",
"Rosa Weber",
"EDSON FACHIN",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"ANDERSON PEREIRA DIAS",
"HELIO DA SILVA SANCHES",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"ANDERSON PEREIRA DIAS",
"HELIO DA SILVA SANCHES",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"27",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"27",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"28",
".",
"5",
".",
"2010",
"03",
".",
"02",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"28",
".",
"5",
".",
"2010",
"03",
".",
"02",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1955",
"11",
"/",
"10",
"/",
"1996",
"15",
"/",
"08",
"/",
"2008",
"28",
"/",
"11",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1955",
"11",
"/",
"10",
"/",
"1996",
"15",
"/",
"08",
"/",
"2008",
"28",
"/",
"11",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"3",
".",
"2012",
"09",
".",
"5",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"3",
".",
"2012",
"09",
".",
"5",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.624 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOSÉ CARLOS KLOTZ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:SANDRO SCHAUFFERT PORTELA GONÇALVES E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO TERRITORIAL RURAL.
CRÉDITOS DE OPERAÇÕES BANCÁRIAS DE MÚTUOS PRIVADOS.
TITULARIDADE DA UNIÃO. COBRANÇA PELO RITO DA LEI Nº
6.830/1980. SÚMULA 280/STF. PRECEDENTES.
1. Nos termos da jurisprudência da Corte, é válida a inscrição em
dívida ativa, e cobrança por meio do rito estabelecido na Lei 6.830/1980,
quanto aos créditos de operações bancárias de mútuos privados cedidos à
União.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8866771.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
RE 683624 AGR-SEGUNDO / SC
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8866771.
Supremo Tribunal Federal
RE 683624 AGR-SEGUNDO / SC
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8866771.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.624 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOSÉ CARLOS KLOTZ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:SANDRO SCHAUFFERT PORTELA GONÇALVES E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos
seguintes fundamentos:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra
acórdão da 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região,
assim ementado:
‘EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO. ITR. ANO-BASE 1995/1996 LEI 8.847/94.
CRÉDITOS DE OPERAÇÕES BANCÁRIAS DE MÚTUOS
PRIVADOS. TITULARIDADE DA UNIÃO. COBRANÇA
PELO RITO DA LEI Nº 6.830/80.
1. Aplica-se ao caso dos autos, o prazo quinquenal
estipulado no artigo 174 do CTN, segundo o qual a ação
para cobrança do crédito tributário prescreve em 5 (cinco)
anos contados da data da sua constituição definitiva.
2. No caso em análise, tendo transcorrido mais de
cinco anos após a constituição do crédito, impõe-se o
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8866772.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.624 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOSÉ CARLOS KLOTZ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:SANDRO SCHAUFFERT PORTELA GONÇALVES E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos
seguintes fundamentos:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra
acórdão da 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região,
assim ementado:
‘EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO. ITR. ANO-BASE 1995/1996 LEI 8.847/94.
CRÉDITOS DE OPERAÇÕES BANCÁRIAS DE MÚTUOS
PRIVADOS. TITULARIDADE DA UNIÃO. COBRANÇA
PELO RITO DA LEI Nº 6.830/80.
1. Aplica-se ao caso dos autos, o prazo quinquenal
estipulado no artigo 174 do CTN, segundo o qual a ação
para cobrança do crédito tributário prescreve em 5 (cinco)
anos contados da data da sua constituição definitiva.
2. No caso em análise, tendo transcorrido mais de
cinco anos após a constituição do crédito, impõe-se o
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8866772.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
RE 683624 AGR-SEGUNDO / SC
reconhecimento da prescrição do crédito perseguido pelo
Fisco.
3. O crédito tributário posto em execução é relativo
ao ITR, ano-base/exercício de 1995, sendo regulado pela
Lei nº 8.847/94.
4. Consoante exposto no art. 6º da Lei nº 8.847/94, "o
lançamento do ITR será efetuado de ofício, podendo,
alternativamente, serem utilizadas as modalidades com
base em declaração ou por homologação".
5. Considerando que o prazo prescricional sujeita-se
ao estabelecido no art. 174 do CTN, o crédito inscrito nas
CDAs restaram atingidos pela prescrição, porquanto
decorridos mais de 05 (cinco) anos entre a constituição do
crédito e a o ajuizamento da ação.
6. O STJ já analisou questão análoga, concluindo que
os atos realizados pela União encontram, portanto, pleno
respaldo no ordenamento jurídico, sendo válida a
inscrição em dívida ativa e a utilização, para cobrança, do
rito estabelecido na Lei 6.830/1980, quanto aos créditos de
operações bancárias de mútuos privados, cedidos à
União’.
Os embargos de declaração opostos pela União foram
parcialmente
acolhidos,
apenas
para
efeito
de
prequestionamento.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
5º, caput; XXXVII, LV e LIV; 37, caput, e 187, todos da
Constituição.
A pretensão não acolhida. Incide na hipótese a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o
cabimento de recurso extraordinário nos casos em que o
deslinde da controvérsia depende previamente do exame de
legislação infraconstitucional.
Nos termos do acórdão recorrido, a execução fiscal é
instrumento hábil para a cobrança dos créditos relativos às
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8866772.
Supremo Tribunal Federal
RE 683624 AGR-SEGUNDO / SC
reconhecimento da prescrição do crédito perseguido pelo
Fisco.
3. O crédito tributário posto em execução é relativo
ao ITR, ano-base/exercício de 1995, sendo regulado pela
Lei nº 8.847/94.
4. Consoante exposto no art. 6º da Lei nº 8.847/94, "o
lançamento do ITR será efetuado de ofício, podendo,
alternativamente, serem utilizadas as modalidades com
base em declaração ou por homologação".
5. Considerando que o prazo prescricional sujeita-se
ao estabelecido no art. 174 do CTN, o crédito inscrito nas
CDAs restaram atingidos pela prescrição, porquanto
decorridos mais de 05 (cinco) anos entre a constituição do
crédito e a o ajuizamento da ação.
6. O STJ já analisou questão análoga, concluindo que
os atos realizados pela União encontram, portanto, pleno
respaldo no ordenamento jurídico, sendo válida a
inscrição em dívida ativa e a utilização, para cobrança, do
rito estabelecido na Lei 6.830/1980, quanto aos créditos de
operações bancárias de mútuos privados, cedidos à
União’.
Os embargos de declaração opostos pela União foram
parcialmente
acolhidos,
apenas
para
efeito
de
prequestionamento.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
5º, caput; XXXVII, LV e LIV; 37, caput, e 187, todos da
Constituição.
A pretensão não acolhida. Incide na hipótese a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o
cabimento de recurso extraordinário nos casos em que o
deslinde da controvérsia depende previamente do exame de
legislação infraconstitucional.
Nos termos do acórdão recorrido, a execução fiscal é
instrumento hábil para a cobrança dos créditos relativos às
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8866772.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
RE 683624 AGR-SEGUNDO / SC
operações de crédito rural alongados ou renegociados com
fundamento na Lei nº 9.138/1995. Dissentir das conclusões
adotadas pelo Tribunal a quo sobre a utilização do rito
estabelecido na MP nº 2196 e Lei nº 6.830/1980, quanto aos
créditos de operações bancárias de mútuos privados, cedidos à
União, demandaria tão somente o exame da legislação
infraconstitucional pertinente à hipótese, providência vedada
nesta via processual. Nesse sentido:
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. DÍVIDA ATIVA:
INSCRIÇÃO E REQUISITOS. DEMONSTRATIVO DE
DÉBITO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO E DAS
CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE
CONTRARIEDADE DO ART. 5º, INCS. II E XXXVI, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: NECESSIDADE DE
ANÁLISE
PRÉVIA
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO’. (RE 768.767/RS, Rel.ª Min.ª
Cármen Lúcia)
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E COMERCIAL.
CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. NECESSIDADE DE
PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO DA MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (AI
761739 AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, 1ª Turma)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 683624 AGR-SEGUNDO / SC
operações de crédito rural alongados ou renegociados com
fundamento na Lei nº 9.138/1995. Dissentir das conclusões
adotadas pelo Tribunal a quo sobre a utilização do rito
estabelecido na MP nº 2196 e Lei nº 6.830/1980, quanto aos
créditos de operações bancárias de mútuos privados, cedidos à
União, demandaria tão somente o exame da legislação
infraconstitucional pertinente à hipótese, providência vedada
nesta via processual. Nesse sentido:
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. DÍVIDA ATIVA:
INSCRIÇÃO E REQUISITOS. DEMONSTRATIVO DE
DÉBITO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO E DAS
CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE
CONTRARIEDADE DO ART. 5º, INCS. II E XXXVI, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: NECESSIDADE DE
ANÁLISE
PRÉVIA
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO’. (RE 768.767/RS, Rel.ª Min.ª
Cármen Lúcia)
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E COMERCIAL.
CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. NECESSIDADE DE
PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO DA MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (AI
761739 AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, 1ª Turma)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Relatório
RE 683624 AGR-SEGUNDO / SC
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37,
CAPUT,
DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA
INFRACONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE.
AGRAVO IMPROVIDO.
I - Esta Corte firmou orientação no sentido de que,
em regra, a alegação de ofensa aos princípios
constitucionais
da
legalidade,
impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência, quando dependente
de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura
situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que
impede o cabimento do recurso extraordinário.
II - Agravo regimental improvido.’ (ARE 646.526-
AgR/RN, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma)
Nessa linha, confiram-se os seguintes precedentes: AI
854.533, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; e REs 811.540 e
742.679, ambos julgados sob a relatoria do Ministro Gilmar
Mendes.
Ademais, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido
de que a alegação de afronta aos princípios do contraditório, da
ampla defesa e do devido processo legal configura ofensa
meramente reflexa ao texto constitucional quando a
controvérsia cingir-se à interpretação ou aplicação de normas
infraconstitucionais, o que inviabiliza o prosseguimento do
recurso extraordinário (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes).
Diante do exposto, com base no art. 557 do CPC e no art.
21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.”
2.
A parte agravante sustenta que houve violação direta à
legalidade e ao devido processo legal, pois ao se decidir pela existência de
ofensa reflexa a decisão agravada estar-se-ia limitando a eficácia imediata
das normas constitucionais. Insiste na inconstitucionalidade da MP nº
4
Supremo Tribunal Federal
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RE 683624 AGR-SEGUNDO / SC
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37,
CAPUT,
DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA
INFRACONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE.
AGRAVO IMPROVIDO.
I - Esta Corte firmou orientação no sentido de que,
em regra, a alegação de ofensa aos princípios
constitucionais
da
legalidade,
impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência, quando dependente
de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura
situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que
impede o cabimento do recurso extraordinário.
II - Agravo regimental improvido.’ (ARE 646.526-
AgR/RN, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma)
Nessa linha, confiram-se os seguintes precedentes: AI
854.533, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; e REs 811.540 e
742.679, ambos julgados sob a relatoria do Ministro Gilmar
Mendes.
Ademais, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido
de que a alegação de afronta aos princípios do contraditório, da
ampla defesa e do devido processo legal configura ofensa
meramente reflexa ao texto constitucional quando a
controvérsia cingir-se à interpretação ou aplicação de normas
infraconstitucionais, o que inviabiliza o prosseguimento do
recurso extraordinário (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes).
Diante do exposto, com base no art. 557 do CPC e no art.
21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.”
2.
A parte agravante sustenta que houve violação direta à
legalidade e ao devido processo legal, pois ao se decidir pela existência de
ofensa reflexa a decisão agravada estar-se-ia limitando a eficácia imediata
das normas constitucionais. Insiste na inconstitucionalidade da MP nº
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Relatório
RE 683624 AGR-SEGUNDO / SC
2.196/2001, e na ofensa ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito.
3.
É o relatório.
5
Supremo Tribunal Federal
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RE 683624 AGR-SEGUNDO / SC
2.196/2001, e na ofensa ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito.
3.
É o relatório.
5
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.624 SANTA
CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não merece provimento tendo em
vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente
rechaçados.
2.
No caso dos autos, o Tribunal de origem consignou o
seguinte:
“6. O STJ já analisou questão análoga, concluindo que os
atos realizados pela União encontram, portanto, pleno respaldo
no ordenamento jurídico, sendo válida a inscrição em dívida
ativa e a utilização, para cobrança, do rito estabelecido na Lei
6.830/1980, quanto aos créditos de operações bancárias de
mútuos privados, cedidos à União’.”
3.
Dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal a quo
sobre a utilização do rito estabelecido na MP nº 2196 e Lei nº 6.830/1980,
quanto aos créditos de operações bancárias de mútuos privados, cedidos
à União, demandaria tão somente o exame da legislação
infraconstitucional pertinente à hipótese, providência vedada nesta via
processual.
4.
Ademais, tal como constatou a decisão agravada, o
acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal no sentido de que a execução fiscal é instrumento hábil
para a cobrança dos créditos relativos às operações de crédito rural
alongados ou renegociados com fundamento na Lei nº 9.138/1995,
consoante precedentes transcritos na decisão agravada.
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.624 SANTA
CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não merece provimento tendo em
vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente
rechaçados.
2.
No caso dos autos, o Tribunal de origem consignou o
seguinte:
“6. O STJ já analisou questão análoga, concluindo que os
atos realizados pela União encontram, portanto, pleno respaldo
no ordenamento jurídico, sendo válida a inscrição em dívida
ativa e a utilização, para cobrança, do rito estabelecido na Lei
6.830/1980, quanto aos créditos de operações bancárias de
mútuos privados, cedidos à União’.”
3.
Dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal a quo
sobre a utilização do rito estabelecido na MP nº 2196 e Lei nº 6.830/1980,
quanto aos créditos de operações bancárias de mútuos privados, cedidos
à União, demandaria tão somente o exame da legislação
infraconstitucional pertinente à hipótese, providência vedada nesta via
processual.
4.
Ademais, tal como constatou a decisão agravada, o
acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal no sentido de que a execução fiscal é instrumento hábil
para a cobrança dos créditos relativos às operações de crédito rural
alongados ou renegociados com fundamento na Lei nº 9.138/1995,
consoante precedentes transcritos na decisão agravada.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RE 683624 AGR-SEGUNDO / SC
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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RE 683624 AGR-SEGUNDO / SC
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.624
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JOSÉ CARLOS KLOTZ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : SANDRO SCHAUFFERT PORTELA GONÇALVES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045659
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.624
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JOSÉ CARLOS KLOTZ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : SANDRO SCHAUFFERT PORTELA GONÇALVES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9117480
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-14T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO TERRITORIAL RURAL. CRÉDITOS DE OPERAÇÕES BANCÁRIAS DE MÚTUOS PRIVADOS. TITULARIDADE DA UNIÃO. COBRANÇA PELO RITO DA LEI Nº 6.830/1980. SÚMULA 280/STF. PRECEDENTES.
1. Nos termos da jurisprudência da Corte, é válida a inscrição em dívida ativa, e cobrança por meio do rito estabelecido na Lei 6.830/1980, quanto aos créditos de operações bancárias de mútuos privados cedidos à União.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur315237
|
Número de páginas: 10.
Análise: 20/08/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
683624
|
[
"LEG-FED LEI-006830 ANO-1980\n LEF-1980 LEI DE EXECUÇÃO FISCAL\n\n",
"LEG-FED LEI-009138 ANO-1995\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR-segundo
|
acordaos
|
RE 683624 AgR-segundo
|
[
""
] |
AGTE.(S) : JOSÉ CARLOS KLOTZ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : SANDRO SCHAUFFERT PORTELA GONÇALVES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.624 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOSÉ CARLOS KLOTZ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:SANDRO SCHAUFFERT PORTELA GONÇALVES E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO TERRITORIAL RURAL.
CRÉDITOS DE OPERAÇÕES BANCÁRIAS DE MÚTUOS PRIVADOS.
TITULARIDADE DA UNIÃO. COBRANÇA PELO RITO DA LEI n
6.830/1980. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES.
1. Nos termos da jurisprudência da Corte, é válida a inscrição em
dívida ativa, e cobrança por meio do rito estabelecido na Lei 6.830/1980,
quanto aos créditos de operações bancárias de mútuos privados cedidos à
União.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 683624 AGR-SEGUNDO / SC
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 683624 AGR-SEGUNDO / SC
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.624 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOSÉ CARLOS KLOTZ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:SANDRO SCHAUFFERT PORTELA GONÇALVES E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos
seguintes fundamentos:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra
acórdão da 1... Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região,
assim ementado:
‘EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO. ITR. ANO-BASE 1995/1996 LEI 8.847/94.
CRÉDITOS DE OPERAÇÕES BANCÁRIAS DE MÚTUOS
PRIVADOS. TITULARIDADE DA UNIÃO. COBRANÇA
PELO RITO DA LEI n 6.830/80.
1. Aplica-se ao caso dos autos, o prazo quinquenal
estipulado no artigo 174 do CTN, segundo o qual a ação
para cobrança do crédito tributário prescreve em 5 (cinco)
anos contados da data da sua constituição definitiva.
2. No caso em análise, tendo transcorrido mais de
cinco anos após a constituição do crédito, impõe-se o
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.624 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOSÉ CARLOS KLOTZ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:SANDRO SCHAUFFERT PORTELA GONÇALVES E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos
seguintes fundamentos:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra
acórdão da 1... Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região,
assim ementado:
‘EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO. ITR. ANO-BASE 1995/1996 LEI 8.847/94.
CRÉDITOS DE OPERAÇÕES BANCÁRIAS DE MÚTUOS
PRIVADOS. TITULARIDADE DA UNIÃO. COBRANÇA
PELO RITO DA LEI n 6.830/80.
1. Aplica-se ao caso dos autos, o prazo quinquenal
estipulado no artigo 174 do CTN, segundo o qual a ação
para cobrança do crédito tributário prescreve em 5 (cinco)
anos contados da data da sua constituição definitiva.
2. No caso em análise, tendo transcorrido mais de
cinco anos após a constituição do crédito, impõe-se o
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
Recurso Extraordinário 683624 AGR-SEGUNDO / SC
reconhecimento da prescrição do crédito perseguido pelo
Fisco.
3. O crédito tributário posto em execução é relativo
ao ITR, ano-base/exercício de 1995, sendo regulado pela
Lei n 8.847/94.
4. Consoante exposto no art. 6... da Lei n 8.847/94, "o
lançamento do ITR será efetuado de ofício, podendo,
alternativamente, serem utilizadas as modalidades com
base em declaração ou por homologação".
5. Considerando que o prazo prescricional sujeita-se
ao estabelecido no art. 174 do CTN, o crédito inscrito nas
CDAs restaram atingidos pela prescrição, porquanto
decorridos mais de 05 (cinco) anos entre a constituição do
crédito e a o ajuizamento da ação.
6. O Superior Tribunal de Justiça já analisou questão análoga, concluindo que
os atos realizados pela União encontram, portanto, pleno
respaldo no ordenamento jurídico, sendo válida a
inscrição em dívida ativa e a utilização, para cobrança, do
rito estabelecido na Lei 6.830/1980, quanto aos créditos de
operações bancárias de mútuos privados, cedidos à
União’.
Os embargos de declaração opostos pela União foram
parcialmente
acolhidos,
apenas
para
efeito
de
prequestionamento.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
5..., caput; XXXVII, LV e LIV; 37, caput, e 187, todos da
Constituição.
A pretensão não acolhida. Incide na hipótese a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o
cabimento de recurso extraordinário nos casos em que o
deslinde da controvérsia depende previamente do exame de
legislação infraconstitucional.
Nos termos do acórdão recorrido, a execução fiscal é
instrumento hábil para a cobrança dos créditos relativos às
2
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Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Recurso Extraordinário 683624 AGR-SEGUNDO / SC
reconhecimento da prescrição do crédito perseguido pelo
Fisco.
3. O crédito tributário posto em execução é relativo
ao ITR, ano-base/exercício de 1995, sendo regulado pela
Lei n 8.847/94.
4. Consoante exposto no art. 6... da Lei n 8.847/94, "o
lançamento do ITR será efetuado de ofício, podendo,
alternativamente, serem utilizadas as modalidades com
base em declaração ou por homologação".
5. Considerando que o prazo prescricional sujeita-se
ao estabelecido no art. 174 do CTN, o crédito inscrito nas
CDAs restaram atingidos pela prescrição, porquanto
decorridos mais de 05 (cinco) anos entre a constituição do
crédito e a o ajuizamento da ação.
6. O Superior Tribunal de Justiça já analisou questão análoga, concluindo que
os atos realizados pela União encontram, portanto, pleno
respaldo no ordenamento jurídico, sendo válida a
inscrição em dívida ativa e a utilização, para cobrança, do
rito estabelecido na Lei 6.830/1980, quanto aos créditos de
operações bancárias de mútuos privados, cedidos à
União’.
Os embargos de declaração opostos pela União foram
parcialmente
acolhidos,
apenas
para
efeito
de
prequestionamento.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
5..., caput; XXXVII, LV e LIV; 37, caput, e 187, todos da
Constituição.
A pretensão não acolhida. Incide na hipótese a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o
cabimento de recurso extraordinário nos casos em que o
deslinde da controvérsia depende previamente do exame de
legislação infraconstitucional.
Nos termos do acórdão recorrido, a execução fiscal é
instrumento hábil para a cobrança dos créditos relativos às
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Relatório
Recurso Extraordinário 683624 AGR-SEGUNDO / SC
operações de crédito rural alongados ou renegociados com
fundamento na Lei n 9.138/1995. Dissentir das conclusões
adotadas pelo Tribunal a quo sobre a utilização do rito
estabelecido na Medida Provisória n 2196 e Lei n 6.830/1980, quanto aos
créditos de operações bancárias de mútuos privados, cedidos à
União, demandaria tão somente o exame da legislação
infraconstitucional pertinente à hipótese, providência vedada
nesta via processual. Nesse sentido:
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. DÍVIDA ATIVA:
INSCRIÇÃO E REQUISITOS. DEMONSTRATIVO DE
DÉBITO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO E DAS
CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE
CONTRARIEDADE DO ART. 5..., INCS. II E XXXVI, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: NECESSIDADE DE
ANÁLISE
PRÉVIA
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO’. (Recurso Extraordinário 768.767/RS, Rel. Min.
Cármen Lúcia)
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E COMERCIAL.
CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. NECESSIDADE DE
PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO DA MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (AI
761739 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
3
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operações de crédito rural alongados ou renegociados com
fundamento na Lei n 9.138/1995. Dissentir das conclusões
adotadas pelo Tribunal a quo sobre a utilização do rito
estabelecido na Medida Provisória n 2196 e Lei n 6.830/1980, quanto aos
créditos de operações bancárias de mútuos privados, cedidos à
União, demandaria tão somente o exame da legislação
infraconstitucional pertinente à hipótese, providência vedada
nesta via processual. Nesse sentido:
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. DÍVIDA ATIVA:
INSCRIÇÃO E REQUISITOS. DEMONSTRATIVO DE
DÉBITO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO E DAS
CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE
CONTRARIEDADE DO ART. 5..., INCS. II E XXXVI, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: NECESSIDADE DE
ANÁLISE
PRÉVIA
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO’. (Recurso Extraordinário 768.767/RS, Rel. Min.
Cármen Lúcia)
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E COMERCIAL.
CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. NECESSIDADE DE
PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO DA MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (AI
761739 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
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Relatório
Recurso Extraordinário 683624 AGR-SEGUNDO / SC
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37,
CAPUT,
DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA
INFRACONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE.
AGRAVO IMPROVIDO.
I - Esta Corte firmou orientação no sentido de que,
em regra, a alegação de ofensa aos princípios
constitucionais
da
legalidade,
impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência, quando dependente
de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura
situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que
impede o cabimento do recurso extraordinário.
II - Agravo regimental improvido.’ (ARE 646.526-
AgR/RN, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma)
Nessa linha, confiram-se os seguintes precedentes: AI
854.533, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; e REs 811.540 e
742.679, ambos julgados sob a relatoria do Ministro Gilmar
Mendes.
Ademais, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido
de que a alegação de afronta aos princípios do contraditório, da
ampla defesa e do devido processo legal configura ofensa
meramente reflexa ao texto constitucional quando a
controvérsia cingir-se à interpretação ou aplicação de normas
infraconstitucionais, o que inviabiliza o prosseguimento do
recurso extraordinário (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes).
Diante do exposto, com base no art. 557 do Código de Processo Civil e no art.
21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.”
2.
A parte agravante sustenta que houve violação direta à
legalidade e ao devido processo legal, pois ao se decidir pela existência de
ofensa reflexa a decisão agravada estar-se-ia limitando a eficácia imediata
das normas constitucionais. Insiste na inconstitucionalidade da Medida Provisória n
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EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37,
CAPUT,
DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA
INFRACONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE.
AGRAVO IMPROVIDO.
I - Esta Corte firmou orientação no sentido de que,
em regra, a alegação de ofensa aos princípios
constitucionais
da
legalidade,
impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência, quando dependente
de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura
situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que
impede o cabimento do recurso extraordinário.
II - Agravo regimental improvido.’ (ARE 646.526-
AgR/RN, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma)
Nessa linha, confiram-se os seguintes precedentes: AI
854.533, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; e REs 811.540 e
742.679, ambos julgados sob a relatoria do Ministro Gilmar
Mendes.
Ademais, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido
de que a alegação de afronta aos princípios do contraditório, da
ampla defesa e do devido processo legal configura ofensa
meramente reflexa ao texto constitucional quando a
controvérsia cingir-se à interpretação ou aplicação de normas
infraconstitucionais, o que inviabiliza o prosseguimento do
recurso extraordinário (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes).
Diante do exposto, com base no art. 557 do Código de Processo Civil e no art.
21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.”
2.
A parte agravante sustenta que houve violação direta à
legalidade e ao devido processo legal, pois ao se decidir pela existência de
ofensa reflexa a decisão agravada estar-se-ia limitando a eficácia imediata
das normas constitucionais. Insiste na inconstitucionalidade da Medida Provisória n
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Relatório
Recurso Extraordinário 683624 AGR-SEGUNDO / SC
2.196/2001, e na ofensa ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito.
3.
É o relatório.
5
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 683624 AGR-SEGUNDO / SC
2.196/2001, e na ofensa ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito.
3.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.624 SANTA
CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não merece provimento tendo em
vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente
rechaçados.
2.
No caso dos autos, o Tribunal de origem consignou o
seguinte:
“6. O Superior Tribunal de Justiça já analisou questão análoga, concluindo que os
atos realizados pela União encontram, portanto, pleno respaldo
no ordenamento jurídico, sendo válida a inscrição em dívida
ativa e a utilização, para cobrança, do rito estabelecido na Lei
6.830/1980, quanto aos créditos de operações bancárias de
mútuos privados, cedidos à União’.”
3.
Dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal a quo
sobre a utilização do rito estabelecido na Medida Provisória n 2196 e Lei n 6.830/1980,
quanto aos créditos de operações bancárias de mútuos privados, cedidos
à União, demandaria tão somente o exame da legislação
infraconstitucional pertinente à hipótese, providência vedada nesta via
processual.
4.
Ademais, tal como constatou a decisão agravada, o
acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal no sentido de que a execução fiscal é instrumento hábil
para a cobrança dos créditos relativos às operações de crédito rural
alongados ou renegociados com fundamento na Lei n 9.138/1995,
consoante precedentes transcritos na decisão agravada.
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.624 SANTA
CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não merece provimento tendo em
vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente
rechaçados.
2.
No caso dos autos, o Tribunal de origem consignou o
seguinte:
“6. O Superior Tribunal de Justiça já analisou questão análoga, concluindo que os
atos realizados pela União encontram, portanto, pleno respaldo
no ordenamento jurídico, sendo válida a inscrição em dívida
ativa e a utilização, para cobrança, do rito estabelecido na Lei
6.830/1980, quanto aos créditos de operações bancárias de
mútuos privados, cedidos à União’.”
3.
Dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal a quo
sobre a utilização do rito estabelecido na Medida Provisória n 2196 e Lei n 6.830/1980,
quanto aos créditos de operações bancárias de mútuos privados, cedidos
à União, demandaria tão somente o exame da legislação
infraconstitucional pertinente à hipótese, providência vedada nesta via
processual.
4.
Ademais, tal como constatou a decisão agravada, o
acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal no sentido de que a execução fiscal é instrumento hábil
para a cobrança dos créditos relativos às operações de crédito rural
alongados ou renegociados com fundamento na Lei n 9.138/1995,
consoante precedentes transcritos na decisão agravada.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
Recurso Extraordinário 683624 AGR-SEGUNDO / SC
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 683624 AGR-SEGUNDO / SC
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.624
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JOSÉ CARLOS KLOTZ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : SANDRO SCHAUFFERT PORTELA GONÇALVES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045659
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.624
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JOSÉ CARLOS KLOTZ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : SANDRO SCHAUFFERT PORTELA GONÇALVES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045659
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683 . 624",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso",
"RECURSO",
"RECURSO",
"Recurso Extraordinário 683624 AGR - SEGUNDO / SC",
"SÚMULAS NS . 279",
"Recurso Extraordinário 768 . 767 / RS",
"AI 761739 AgR",
"Recurso Extraordinário 683624 AGR - SEGUNDO",
"Recurso Extraordinário 768 . 767 / RS",
"AI 761739 AgR",
"Recurso Extraordinário 683624 AGR - SEGUNDO / SC",
"ARE 646 . 526 - AgR / RN",
"AI 854 . 533",
"REs 811 . 540",
"742",
".",
"679",
"ARE 748 . 371 - RG",
"Recurso Extraordinário 683624 AGR",
"ARE 646 . 526 - AgR / RN",
"AI 854 . 533",
"REs 811 . 540",
"742",
".",
"679",
"ARE 748 . 371 - RG",
"Recurso Extraordinário 683624 AGR - SEGUNDO / SC",
"Recurso Extraordinário 683624 AGR - SEGUNDO / SC",
"RECURSO",
"Recurso Extraordinário 683624",
"Recurso Extraordinário 683624 AGR - SEGUNDO / SC",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683 . 624",
"RECURSO"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI n 6 . 830 / 1980",
"Lei 6 . 830 / 1980",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 8 . 847 / 94",
"LEI n 6 . 830 / 80",
"artigo 174 do CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 8 . 847 / 94",
"LEI n 6 . 830 / 80",
"artigo 174 do CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 847 / 94",
"art . 6 . . . da Lei n 8 . 847 / 94",
"art . 174 do CTN",
"Lei 6 . 830 / 1980",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"arts",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 847 / 94",
"art . 6 . . . da Lei n 8 . 847 / 94",
"art . 174 do CTN",
"Lei 6 . 830 / 1980",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"arts",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 138 / 1995",
"Medida Provisória n 2196",
"Lei n 6 . 830 / 1980",
"ART . 5 . . . , INCS . II E XXXVI , DA",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 138 / 1995",
"Medida Provisória n 2196",
"Lei n 6 . 830 / 1980",
"ART . 5 . . . , INCS . II E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI /",
"Medida Provisória n 4",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI /",
"Medida Provisória n 4",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 6 . 830 / 1980",
"Medida Provisória n 2196",
"Lei n 6 . 830 / 1980",
"Lei n 9 . 138 / 1995",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 6 . 830 / 1980",
"Medida Provisória n 2196",
"Lei n 6 . 830 / 1980",
"Lei n 9 . 138 / 1995",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"União",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"1",
".",
".",
". Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"UNIÃO",
"1",
".",
". . Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"-",
"SEGUNDO",
"/",
"SC",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"AG",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"-",
"SEGUNDO",
"/",
"SC",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"FAZENDA NACIONAL",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"JOSÉ CARLOS KLOTZ",
"SANDRO SCHAUFFERT PORTELA GONÇALVES",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOSÉ CARLOS KLOTZ",
"SANDRO SCHAUFFERT PORTELA GONÇALVES",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOSÉ CARLOS KLOTZ",
"SANDRO SCHAUFFERT PORTELA GONÇALVES",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOSÉ CARLOS KLOTZ",
"SANDRO SCHAUFFERT PORTELA GONÇALVES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"JOSÉ CARLOS KLOTZ",
"SANDRO SCHAUFFERT PORTELA GONÇALVES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"1995",
"/",
"1996",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"1995",
"/",
"1996",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:DOUGLAS FERNANDES
ADV.(A/S)
:THIAGO TURAZZI LUCIANO
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC Nº 309183 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS
CORPUS
SUBSTITUTIVO
DE
AGRAVO
REGIMENTAL. PRINCÍPIO
DA
COLEGIALIDADE.
1.
O julgamento monocrático de habeas corpus, por Ministro
do Superior Tribunal de Justiça, não viola o princípio da colegialidade.
Hipótese de habeas corpus substitutivo de agravo regimental cabível na
origem. Precedente: HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux.
2.
Inocorrência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso
de poder que autorize a concessão da ordem de ofício.
3.
Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Aurélio.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764204.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:DOUGLAS FERNANDES
ADV.(A/S)
:THIAGO TURAZZI LUCIANO
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC Nº 309183 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática
de minha lavra que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes
termos:
“1.
Trata-se de habeas corpus impetrado contra decisão
que negou seguimento ao HC 309.183, do Superior Tribunal de
Justiça.
2.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à
pena de 5 (cinco) anos de reclusão, em regime inicial fechado,
pelo crime previsto no artigo 33, caput, da Lei nº 11.343/06.
3.
O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
deu parcial provimento à apelação defensiva apenas para fixar
o regime inicial semiaberto.
4.
Irresignada, a defesa interpôs recurso especial. O
Relator do Resp 1.400.191, Ministro Jorge Mussi, negou
seguimento ao recurso.
5.
Em seguida, foi impetrado habeas corpus no
Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 309.183, Ministro
Jorge Mussi, negou seguimento ao writ.
6.
Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta
que a impetração formalizada no Superior Tribunal de Justiça
não poderia ter sido julgada monocraticamente, sob pena de
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:DOUGLAS FERNANDES
ADV.(A/S)
:THIAGO TURAZZI LUCIANO
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC Nº 309183 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática
de minha lavra que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes
termos:
“1.
Trata-se de habeas corpus impetrado contra decisão
que negou seguimento ao HC 309.183, do Superior Tribunal de
Justiça.
2.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à
pena de 5 (cinco) anos de reclusão, em regime inicial fechado,
pelo crime previsto no artigo 33, caput, da Lei nº 11.343/06.
3.
O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
deu parcial provimento à apelação defensiva apenas para fixar
o regime inicial semiaberto.
4.
Irresignada, a defesa interpôs recurso especial. O
Relator do Resp 1.400.191, Ministro Jorge Mussi, negou
seguimento ao recurso.
5.
Em seguida, foi impetrado habeas corpus no
Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 309.183, Ministro
Jorge Mussi, negou seguimento ao writ.
6.
Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta
que a impetração formalizada no Superior Tribunal de Justiça
não poderia ter sido julgada monocraticamente, sob pena de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
HC 128038 AGR / SC
ofensa ao princípio da colegialidade. Requer, assim, que o ato
ora impugnado seja anulado, determinando-se àquele Tribunal
Superior que julgue o HC lá impetrado por meio do órgão
colegiado competente.
Decido.
7.
Do ponto de vista processual, o caso é de habeas
corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem).
Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira
Turma do STF, entendo que o processo deve ser extinto sem
resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC
115.659, Rel. Min. Luiz Fux).
8.
Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado
do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo
Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na
impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes
precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502,
Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-
AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob
a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS.
PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO
DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE
DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE
PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA
PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES.
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO
ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a
decisão impugnada foi proferida monocraticamente.
Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de
indevida supressão de instância e de extravasamento dos
limites de competência do STF descritos no art. 102 da
Constituição Federal, que pressupõe seja a coação
praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 128038 AGR / SC
ofensa ao princípio da colegialidade. Requer, assim, que o ato
ora impugnado seja anulado, determinando-se àquele Tribunal
Superior que julgue o HC lá impetrado por meio do órgão
colegiado competente.
Decido.
7.
Do ponto de vista processual, o caso é de habeas
corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem).
Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira
Turma do STF, entendo que o processo deve ser extinto sem
resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC
115.659, Rel. Min. Luiz Fux).
8.
Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado
do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo
Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na
impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes
precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502,
Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-
AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob
a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS.
PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO
DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE
DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE
PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA
PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES.
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO
ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a
decisão impugnada foi proferida monocraticamente.
Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de
indevida supressão de instância e de extravasamento dos
limites de competência do STF descritos no art. 102 da
Constituição Federal, que pressupõe seja a coação
praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
HC 128038 AGR / SC
agravante não atacou os fundamentos da decisão
agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283
desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega
provimento.’
9.
Não é caso de concessão da ordem de ofício. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no
sentido de que ‘A competência deferida pelo artigo 557, § 1º-A, do
Código de Processo Civil, ao Relator do processo para,
monocraticamente, julgar recurso manifestamente inadmissível,
improcedente ou contrário à jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça não viola o princípio da colegialidade. Precedentes: HC
104.548, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de
04.05.12; HC 91.716, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 1º.10.10....’(HC 114.174, Rel. Min. Luiz Fux).
10.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº
8.038/1990 e no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao
habeas corpus.”
2.
No presente agravo regimental, a defesa alega que é
possível a utilização do habeas corpus como sucedâneo do recurso
ordinário ou extraordinário. Logo, nada impede a análise desta
impetração, especialmente porque o julgamento monocrático do habeas
corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça viola o princípio da
colegialidade. Com essa argumentação, a defesa postula o conhecimento
e provimento deste agravo regimental para que se determine ao Superior
Tribunal de Justiça que aprecie e julgue o mérito do HC 309.183/SC, na
linha de precedentes desta Corte.
3.
O Ministério Público Federal opinou pelo não provimento
do agravo regimental.
4.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 128038 AGR / SC
agravante não atacou os fundamentos da decisão
agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283
desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega
provimento.’
9.
Não é caso de concessão da ordem de ofício. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no
sentido de que ‘A competência deferida pelo artigo 557, § 1º-A, do
Código de Processo Civil, ao Relator do processo para,
monocraticamente, julgar recurso manifestamente inadmissível,
improcedente ou contrário à jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça não viola o princípio da colegialidade. Precedentes: HC
104.548, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de
04.05.12; HC 91.716, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 1º.10.10....’(HC 114.174, Rel. Min. Luiz Fux).
10.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº
8.038/1990 e no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao
habeas corpus.”
2.
No presente agravo regimental, a defesa alega que é
possível a utilização do habeas corpus como sucedâneo do recurso
ordinário ou extraordinário. Logo, nada impede a análise desta
impetração, especialmente porque o julgamento monocrático do habeas
corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça viola o princípio da
colegialidade. Com essa argumentação, a defesa postula o conhecimento
e provimento deste agravo regimental para que se determine ao Superior
Tribunal de Justiça que aprecie e julgue o mérito do HC 309.183/SC, na
linha de precedentes desta Corte.
3.
O Ministério Público Federal opinou pelo não provimento
do agravo regimental.
4.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não deve ser provido.
2.
A decisão agravada, embora apontando a inadequação do
habeas corpus em substituição ao agravo regimental (cabível na origem),
examinou a matéria alegada na petição inicial do writ, tendo concluído
pela inexistência de constrangimento ilegal apto a justificar a concessão
da ordem de ofício.
3.
Com efeito, o entendimento majoritário da Primeira Turma
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o “habeas corpus é
incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega
seguimento ao writ, sem a interposição de agravo regimental” (HC 113.186, Rel.
Min. Luiz Fux). Precedentes.
4.
No caso de que se trata, o habeas corpus foi impetrado
contra decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça
que negou seguimento ao HC 309.183, com apoio no art. 38 da Lei nº
8.038/90 e no art. 34, XVIII, do RI/STJ. De modo que não há como deixar
de reconhecer a inadequação da via processual, na linha de recente
pronunciamento da Segunda Turma deste Supremo Tribunal Federal:
“[...] 1. O habeas corpus ataca diretamente decisão
monocrática de Ministro do STJ. Essa decisão tem o respaldo
formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o
agravo previsto no art. 39 da mesma Lei. Ambos os dispositivos
estão reproduzidos, tanto no Regimento Interno do STF (arts.
192 e 317), quanto no Regimento do STJ (arts. 34, XVIII, e 258).
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não deve ser provido.
2.
A decisão agravada, embora apontando a inadequação do
habeas corpus em substituição ao agravo regimental (cabível na origem),
examinou a matéria alegada na petição inicial do writ, tendo concluído
pela inexistência de constrangimento ilegal apto a justificar a concessão
da ordem de ofício.
3.
Com efeito, o entendimento majoritário da Primeira Turma
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o “habeas corpus é
incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega
seguimento ao writ, sem a interposição de agravo regimental” (HC 113.186, Rel.
Min. Luiz Fux). Precedentes.
4.
No caso de que se trata, o habeas corpus foi impetrado
contra decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça
que negou seguimento ao HC 309.183, com apoio no art. 38 da Lei nº
8.038/90 e no art. 34, XVIII, do RI/STJ. De modo que não há como deixar
de reconhecer a inadequação da via processual, na linha de recente
pronunciamento da Segunda Turma deste Supremo Tribunal Federal:
“[...] 1. O habeas corpus ataca diretamente decisão
monocrática de Ministro do STJ. Essa decisão tem o respaldo
formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o
agravo previsto no art. 39 da mesma Lei. Ambos os dispositivos
estão reproduzidos, tanto no Regimento Interno do STF (arts.
192 e 317), quanto no Regimento do STJ (arts. 34, XVIII, e 258).
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764206.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 128038 AGR / SC
Em casos tais, o exaurimento da jurisdição e o atendimento ao
princípio da colegialidade, pelo tribunal prolator, se dá
justamente mediante o recurso de agravo interno, previsto em
lei, que não pode simplesmente ser substituído por outra ação
de habeas corpus , de competência de outro tribunal.
2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo
ao impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências
próprias, qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da
decisão monocrática: se o STJ, juízo natural indicado pelo art.
39 da Lei 8.038/1990, ou o STF, por via de habeas corpus
substitutivo. O recurso interno para o órgão colegiado é
medida indispensável não só para dar adequada atenção ao
princípio do juiz natural, como para exaurir a instância
recorrida, pressuposto para inaugurar a competência do STF
(cf. HC 118.189, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI,
Segunda Turma, julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a):
Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI
ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-
AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em
10/09/2013, DJe de 24-09-2013, entre outros).” (HC 127.706-AgR,
Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, Sessão de 19.05.2015).
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 128038 AGR / SC
Em casos tais, o exaurimento da jurisdição e o atendimento ao
princípio da colegialidade, pelo tribunal prolator, se dá
justamente mediante o recurso de agravo interno, previsto em
lei, que não pode simplesmente ser substituído por outra ação
de habeas corpus , de competência de outro tribunal.
2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo
ao impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências
próprias, qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da
decisão monocrática: se o STJ, juízo natural indicado pelo art.
39 da Lei 8.038/1990, ou o STF, por via de habeas corpus
substitutivo. O recurso interno para o órgão colegiado é
medida indispensável não só para dar adequada atenção ao
princípio do juiz natural, como para exaurir a instância
recorrida, pressuposto para inaugurar a competência do STF
(cf. HC 118.189, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI,
Segunda Turma, julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a):
Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI
ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-
AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em
10/09/2013, DJe de 24-09-2013, entre outros).” (HC 127.706-AgR,
Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, Sessão de 19.05.2015).
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038 SANTA CATARINA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, entendo
que não cabe acionar nem o artigo 21 do Regimento Interno, que revela a
possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente
improcedente, nem o artigo 557 do Código do Processo Civil, no tocante a
essa ação nobre, que é o habeas corpus, no que voltada a preservar a
liberdade de ir e vir.
Provejo os agravos.
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038 SANTA CATARINA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, entendo
que não cabe acionar nem o artigo 21 do Regimento Interno, que revela a
possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente
improcedente, nem o artigo 557 do Código do Processo Civil, no tocante a
essa ação nobre, que é o habeas corpus, no que voltada a preservar a
liberdade de ir e vir.
Provejo os agravos.
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : DOUGLAS FERNANDES
ADV.(A/S) : THIAGO TURAZZI LUCIANO
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 309183 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : DOUGLAS FERNANDES
ADV.(A/S) : THIAGO TURAZZI LUCIANO
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 309183 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9128720
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-14T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
|
ementa: Processual Penal. Agravo regimental em habeas corpus substitutivo de agravo regimental. Princípio da colegialidade.
1. O julgamento monocrático de habeas corpus, por Ministro do Superior Tribunal de Justiça, não viola o princípio da colegialidade. Hipótese de habeas corpus substitutivo de agravo regimental cabível na origem. Precedente: HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux.
2. Inocorrência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício.
3. Agravo regimental desprovido.
|
sjur315277
|
- Acórdão(s) citado(s):
(HC, DECISÃO MONOCRÁTICA)
HC 113186 (1ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 20/08/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
128038
| null |
HC-AgR
|
acordaos
|
HC 128038 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : DOUGLAS FERNANDES
ADV.(A/S) : THIAGO TURAZZI LUCIANO
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 309183 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:DOUGLAS FERNANDES
ADV.(A/S)
:THIAGO TURAZZI LUCIANO
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC n 309183 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS
CORPUS
SUBSTITUTIVO
DE
AGRAVO
REGIMENTAL. PRINCÍPIO
DA
COLEGIALIDADE.
1.
O julgamento monocrático de habeas corpus, por Ministro
do Superior Tribunal de Justiça, não viola o princípio da colegialidade.
Hipótese de habeas corpus substitutivo de agravo regimental cabível na
origem. Precedente: HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux.
2.
Inocorrência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso
de poder que autorize a concessão da ordem de ofício.
3.
Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Aurélio.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:DOUGLAS FERNANDES
ADV.(A/S)
:THIAGO TURAZZI LUCIANO
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC n 309183 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática
de minha lavra que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes
termos:
“1.
Trata-se de habeas corpus impetrado contra decisão
que negou seguimento ao HC 309.183, do Superior Tribunal de
Justiça.
2.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à
pena de 5 (cinco) anos de reclusão, em regime inicial fechado,
pelo crime previsto no artigo 33, caput, da Lei n 11.343/06.
3.
O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
deu parcial provimento à apelação defensiva apenas para fixar
o regime inicial semiaberto.
4.
Irresignada, a defesa interpôs recurso especial. O
Relator do Resp 1.400.191, Ministro Jorge Mussi, negou
seguimento ao recurso.
5.
Em seguida, foi impetrado habeas corpus no
Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 309.183, Ministro
Jorge Mussi, negou seguimento ao writ.
6.
Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta
que a impetração formalizada no Superior Tribunal de Justiça
não poderia ter sido julgada monocraticamente, sob pena de
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:DOUGLAS FERNANDES
ADV.(A/S)
:THIAGO TURAZZI LUCIANO
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC n 309183 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática
de minha lavra que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes
termos:
“1.
Trata-se de habeas corpus impetrado contra decisão
que negou seguimento ao HC 309.183, do Superior Tribunal de
Justiça.
2.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à
pena de 5 (cinco) anos de reclusão, em regime inicial fechado,
pelo crime previsto no artigo 33, caput, da Lei n 11.343/06.
3.
O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
deu parcial provimento à apelação defensiva apenas para fixar
o regime inicial semiaberto.
4.
Irresignada, a defesa interpôs recurso especial. O
Relator do Resp 1.400.191, Ministro Jorge Mussi, negou
seguimento ao recurso.
5.
Em seguida, foi impetrado habeas corpus no
Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 309.183, Ministro
Jorge Mussi, negou seguimento ao writ.
6.
Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta
que a impetração formalizada no Superior Tribunal de Justiça
não poderia ter sido julgada monocraticamente, sob pena de
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
HC 128038 AGR / SC
ofensa ao princípio da colegialidade. Requer, assim, que o ato
ora impugnado seja anulado, determinando-se àquele Tribunal
Superior que julgue o HC lá impetrado por meio do órgão
colegiado competente.
Decido.
7.
Do ponto de vista processual, o caso é de habeas
corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem).
Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira
Turma do Supremo Tribunal Federal, entendo que o processo deve ser extinto sem
resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC
115.659, Rel. Min. Luiz Fux).
8.
Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado
do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo
Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na
impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes
precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502,
Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-
AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob
a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS.
PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO
DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE
DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE
PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA
PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES.
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO
ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a
decisão impugnada foi proferida monocraticamente.
Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de
indevida supressão de instância e de extravasamento dos
limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da
Constituição Federal, que pressupõe seja a coação
praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 128038 AGR / SC
ofensa ao princípio da colegialidade. Requer, assim, que o ato
ora impugnado seja anulado, determinando-se àquele Tribunal
Superior que julgue o HC lá impetrado por meio do órgão
colegiado competente.
Decido.
7.
Do ponto de vista processual, o caso é de habeas
corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem).
Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira
Turma do Supremo Tribunal Federal, entendo que o processo deve ser extinto sem
resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC
115.659, Rel. Min. Luiz Fux).
8.
Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado
do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo
Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na
impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes
precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502,
Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-
AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob
a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS.
PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO
DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE
DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE
PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA
PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES.
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO
ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a
decisão impugnada foi proferida monocraticamente.
Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de
indevida supressão de instância e de extravasamento dos
limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da
Constituição Federal, que pressupõe seja a coação
praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
HC 128038 AGR / SC
agravante não atacou os fundamentos da decisão
agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283
desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega
provimento.’
9.
Não é caso de concessão da ordem de ofício. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no
sentido de que ‘A competência deferida pelo artigo 557, § 1...-A, do
Código de Processo Civil, ao Relator do processo para,
monocraticamente, julgar recurso manifestamente inadmissível,
improcedente ou contrário à jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça não viola o princípio da colegialidade. Precedentes: HC
104.548, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de
04.05.12; HC 91.716, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 1....10.10....’(HC 114.174, Rel. Min. Luiz Fux).
10.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n
8.038/1990 e no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao
habeas corpus.”
2.
No presente agravo regimental, a defesa alega que é
possível a utilização do habeas corpus como sucedâneo do recurso
ordinário ou extraordinário. Logo, nada impede a análise desta
impetração, especialmente porque o julgamento monocrático do habeas
corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça viola o princípio da
colegialidade. Com essa argumentação, a defesa postula o conhecimento
e provimento deste agravo regimental para que se determine ao Superior
Tribunal de Justiça que aprecie e julgue o mérito do HC 309.183/SC, na
linha de precedentes desta Corte.
3.
O Ministério Público Federal opinou pelo não provimento
do agravo regimental.
4.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 128038 AGR / SC
agravante não atacou os fundamentos da decisão
agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283
desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega
provimento.’
9.
Não é caso de concessão da ordem de ofício. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no
sentido de que ‘A competência deferida pelo artigo 557, § 1...-A, do
Código de Processo Civil, ao Relator do processo para,
monocraticamente, julgar recurso manifestamente inadmissível,
improcedente ou contrário à jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça não viola o princípio da colegialidade. Precedentes: HC
104.548, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de
04.05.12; HC 91.716, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 1....10.10....’(HC 114.174, Rel. Min. Luiz Fux).
10.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n
8.038/1990 e no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao
habeas corpus.”
2.
No presente agravo regimental, a defesa alega que é
possível a utilização do habeas corpus como sucedâneo do recurso
ordinário ou extraordinário. Logo, nada impede a análise desta
impetração, especialmente porque o julgamento monocrático do habeas
corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça viola o princípio da
colegialidade. Com essa argumentação, a defesa postula o conhecimento
e provimento deste agravo regimental para que se determine ao Superior
Tribunal de Justiça que aprecie e julgue o mérito do HC 309.183/SC, na
linha de precedentes desta Corte.
3.
O Ministério Público Federal opinou pelo não provimento
do agravo regimental.
4.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não deve ser provido.
2.
A decisão agravada, embora apontando a inadequação do
habeas corpus em substituição ao agravo regimental (cabível na origem),
examinou a matéria alegada na petição inicial do writ, tendo concluído
pela inexistência de constrangimento ilegal apto a justificar a concessão
da ordem de ofício.
3.
Com efeito, o entendimento majoritário da Primeira Turma
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o “habeas corpus é
incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega
seguimento ao writ, sem a interposição de agravo regimental” (HC 113.186, Rel.
Min. Luiz Fux). Precedentes.
4.
No caso de que se trata, o habeas corpus foi impetrado
contra decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça
que negou seguimento ao HC 309.183, com apoio no art. 38 da Lei n
8.038/90 e no art. 34, XVIII, do RI/Superior Tribunal de Justiça. De modo que não há como deixar
de reconhecer a inadequação da via processual, na linha de recente
pronunciamento da Segunda Turma deste Supremo Tribunal Federal:
“[...] 1. O habeas corpus ataca diretamente decisão
monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Essa decisão tem o respaldo
formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o
agravo previsto no art. 39 da mesma Lei. Ambos os dispositivos
estão reproduzidos, tanto no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (arts.
192 e 317), quanto no Regimento do Superior Tribunal de Justiça (arts. 34, XVIII, e 258).
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não deve ser provido.
2.
A decisão agravada, embora apontando a inadequação do
habeas corpus em substituição ao agravo regimental (cabível na origem),
examinou a matéria alegada na petição inicial do writ, tendo concluído
pela inexistência de constrangimento ilegal apto a justificar a concessão
da ordem de ofício.
3.
Com efeito, o entendimento majoritário da Primeira Turma
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o “habeas corpus é
incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega
seguimento ao writ, sem a interposição de agravo regimental” (HC 113.186, Rel.
Min. Luiz Fux). Precedentes.
4.
No caso de que se trata, o habeas corpus foi impetrado
contra decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça
que negou seguimento ao HC 309.183, com apoio no art. 38 da Lei n
8.038/90 e no art. 34, XVIII, do RI/Superior Tribunal de Justiça. De modo que não há como deixar
de reconhecer a inadequação da via processual, na linha de recente
pronunciamento da Segunda Turma deste Supremo Tribunal Federal:
“[...] 1. O habeas corpus ataca diretamente decisão
monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Essa decisão tem o respaldo
formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o
agravo previsto no art. 39 da mesma Lei. Ambos os dispositivos
estão reproduzidos, tanto no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (arts.
192 e 317), quanto no Regimento do Superior Tribunal de Justiça (arts. 34, XVIII, e 258).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 128038 AGR / SC
Em casos tais, o exaurimento da jurisdição e o atendimento ao
princípio da colegialidade, pelo tribunal prolator, se dá
justamente mediante o recurso de agravo interno, previsto em
lei, que não pode simplesmente ser substituído por outra ação
de habeas corpus , de competência de outro tribunal.
2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo
ao impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências
próprias, qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da
decisão monocrática: se o Superior Tribunal de Justiça, juízo natural indicado pelo art.
39 da Lei 8.038/1990, ou o Supremo Tribunal Federal, por via de habeas corpus
substitutivo. O recurso interno para o órgão colegiado é
medida indispensável não só para dar adequada atenção ao
princípio do juiz natural, como para exaurir a instância
recorrida, pressuposto para inaugurar a competência do Supremo Tribunal Federal
(cf. HC 118.189, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI,
Segunda Turma, julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a):
Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI
ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-
AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em
10/09/2013, DJe de 24-09-2013, entre outros).” (HC 127.706-AgR,
Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, Sessão de 19.05.2015).
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 128038 AGR / SC
Em casos tais, o exaurimento da jurisdição e o atendimento ao
princípio da colegialidade, pelo tribunal prolator, se dá
justamente mediante o recurso de agravo interno, previsto em
lei, que não pode simplesmente ser substituído por outra ação
de habeas corpus , de competência de outro tribunal.
2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo
ao impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências
próprias, qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da
decisão monocrática: se o Superior Tribunal de Justiça, juízo natural indicado pelo art.
39 da Lei 8.038/1990, ou o Supremo Tribunal Federal, por via de habeas corpus
substitutivo. O recurso interno para o órgão colegiado é
medida indispensável não só para dar adequada atenção ao
princípio do juiz natural, como para exaurir a instância
recorrida, pressuposto para inaugurar a competência do Supremo Tribunal Federal
(cf. HC 118.189, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI,
Segunda Turma, julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a):
Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI
ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-
AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em
10/09/2013, DJe de 24-09-2013, entre outros).” (HC 127.706-AgR,
Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, Sessão de 19.05.2015).
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038 SANTA CATARINA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, entendo
que não cabe acionar nem o artigo 21 do Regimento Interno, que revela a
possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente
improcedente, nem o artigo 557 do Código do Processo Civil, no tocante a
essa ação nobre, que é o habeas corpus, no que voltada a preservar a
liberdade de ir e vir.
Provejo os agravos.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038 SANTA CATARINA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, entendo
que não cabe acionar nem o artigo 21 do Regimento Interno, que revela a
possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente
improcedente, nem o artigo 557 do Código do Processo Civil, no tocante a
essa ação nobre, que é o habeas corpus, no que voltada a preservar a
liberdade de ir e vir.
Provejo os agravos.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : DOUGLAS FERNANDES
ADV.(A/S) : THIAGO TURAZZI LUCIANO
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 309183 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 128.038
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : DOUGLAS FERNANDES
ADV.(A/S) : THIAGO TURAZZI LUCIANO
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 309183 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 128 . 038",
"HC n 309183",
"HC 113 . 186",
"HABEAS CORPUS 128 . 038",
"HC n 309183 DO SUPERIOR",
"HC 309 . 183 , do Superior Tribunal",
"Resp 1 . 400 . 191",
"HC 309 . 183",
"HABEAS CORPUS 128 . 038",
"HC n 309183 DO",
"HC 309 . 183 ,",
"Resp 1 . 400 . 191",
"HC 309 . 183",
"HC 128038 AGR / SC",
"HC 115 . 659",
"HC 113 . 468",
"HC 117 . 502",
"HC 108 . 141 - AgR",
"HC 122 . 166 - AgR",
"HC 128038 AGR / SC",
"HC 115 . 659",
"HC 113 . 468",
"HC 117 . 502",
"HC 108 . 141 - AgR",
"HC 122 . 166 - AgR",
"HC 128038 AGR / SC",
"HC 104 . 548",
"HC 91 . 716",
"HC 114 . 174",
"HC 309 . 183 / SC",
"HC 128038 AGR",
"Súmula 283 desta Corte",
"HC 104 . 548",
"HC 91 . 716",
"HC 114 . 174",
"HC 309 . 183 / SC",
"HABEAS CORPUS 128 . 038",
"HC 113 . 186",
"HC 309 . 183",
"HABEAS CORPUS 128 . 038",
"HC 113 . 186",
"HC 309 . 183",
"HC 128038 AGR / SC",
"HC 118 . 189",
"HC 97009",
"HC 108718 - AgR",
"HC 127 . 706 - AgR",
"HC 128038 AGR / SC",
"HC 118 . 189",
"HC 97009",
"HC 108718 - AgR",
"HC 127 . 706 - AgR",
"HABEAS CORPUS 128 . 038",
"HABEAS CORPUS 128 . 038",
"HABEAS CORPUS 128 . 038",
"HC n 309183",
"HABEAS CORPUS 128 . 038",
"HC n 309183 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 , caput , da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 , caput , da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"art . 38 da Lei",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90",
"art . 34 , XVIII , do RI / Superior Tribunal de Justiça",
"art . 38 da Lei 8 . 038 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90",
"art . 34 , XVIII , do RI / Superior Tribunal de Justiça",
"art . 38 da Lei 8 . 038 / 1990",
"Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Regimento do Superior Tribunal de Justiça",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 39 da Lei 8 . 038 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 do Código do Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 do Código do Processo Civil",
"Medida",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"DOUGLAS FERNANDES",
"THIAGO TURAZZI LUCIANO",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"DOUGLAS FERNANDES",
"THIAGO TURAZZI LUCIANO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Jorge Mussi",
"Jorge Mussi",
"ROBERTO BARROSO",
"DOUGLAS FERNANDES",
"THIAGO TURAZZI LUCIANO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Jorge Mussi",
"Jorge Mussi",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Luís Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Ricardo Lewandowski",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Luís Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"Luiz Fux",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Luiz Fux",
"ROBERTO BARROSO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"MARCO AURÉLIO",
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ FUX",
"Teori Zavascki",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"MARCO AURÉLIO",
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ FUX",
"Teori Zavascki",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"DOUGLAS FERNANDES",
"THIAGO TURAZZI LUCIANO",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DOUGLAS FERNANDES",
"THIAGO TURAZZI LUCIANO",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
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"2015",
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"23",
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"/",
"2015",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"05",
".",
"12",
"1",
".",
".",
".",
".",
"10",
".",
"10",
".",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"05",
".",
"12",
"1",
".",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"25",
"/",
"04",
"/",
"2013",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"-",
"09",
"-",
"2013",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"25",
"/",
"04",
"/",
"2013",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"-",
"09",
"-",
"2013",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"08",
"/",
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"/",
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"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.807 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CAMPINAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
CAMPINAS
AGDO.(A/S)
:RAYLAND TANIMOTO CELESTINO
ADV.(A/S)
:VALTER
GONÇALVES
DE
LIMA
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CON AGRAVO. REINTEGRAÇÃO
NO CARGO. ILEGALIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO.
DESPROPORCIONALIDADE DA SANÇÃO APLICADA. AUSÊNCIA
DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES.
1. Hipótese em que para dissentir do entendimento do Tribunal de
origem seria imprescindível nova apreciação dos fatos e do material
probatório constantes dos autos, bem como o reexame da legislação
infraconstitucional aplicada ao caso. Incidência das Súmulas 279 e
280/STF. Precedentes.
2. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio
da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é
o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência
de que determinada matéria seja disciplinada por lei e não por ato
secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai
a incidência da Súmula 636/STF.
3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829858.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
ARE 889807 AGR / SP
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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ARE 889807 AGR / SP
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.807 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CAMPINAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
CAMPINAS
AGDO.(A/S)
:RAYLAND TANIMOTO CELESTINO
ADV.(A/S)
:VALTER
GONÇALVES
DE
LIMA
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo
em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o
recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), sob os seguintes
fundamentos: (i) necessidade de nova apreciação de fatos e provas,
incidindo a Súmula 279/STF; (ii) apreciação de legislação local, incidindo
a Súmula 280/STF e; (iii) a alegação de ofensa ao princípio da legalidade
implicaria, em princípio, em violação indireta à Constituição, incidindo a
Súmula 636/STF.
2.
A parte agravante reafirma os argumentos expostos no
recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.807 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CAMPINAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
CAMPINAS
AGDO.(A/S)
:RAYLAND TANIMOTO CELESTINO
ADV.(A/S)
:VALTER
GONÇALVES
DE
LIMA
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo
em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o
recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), sob os seguintes
fundamentos: (i) necessidade de nova apreciação de fatos e provas,
incidindo a Súmula 279/STF; (ii) apreciação de legislação local, incidindo
a Súmula 280/STF e; (iii) a alegação de ofensa ao princípio da legalidade
implicaria, em princípio, em violação indireta à Constituição, incidindo a
Súmula 636/STF.
2.
A parte agravante reafirma os argumentos expostos no
recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.807 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Veja-se o
seguinte trecho de ementa:
‘GUARDA MUNICIPAL REINTEGRAÇÃO DE
CARGO Processo administrativo eivado de ilegalidade
Ofensa ao contraditório e à ampla defesa Imoralidade
administrativa Ausência de proporcionalidade na
aplicação da pena. Sentença que bem analisou as questões
de fato e de direito.’
O recurso extraordinário não pode ser provido, tendo em
vista que dissentir do entendimento firmado pelo acórdão
recorrido exigiria uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos, bem como a análise da
legislação local pertinente, o que é inviável em sede de recurso
extraordinário, a atrair a incidência das Súmulas 279 e 280/STF.
Nesse sentido, veja-se a ementa do AI 714.123-AgR/PE, julgado
sob relatoria da Ministra Ellen Gracie:
‘DIREITO
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
ABANDONO
DE
CARGO.DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO.
NULIDADE.CITAÇÃO POR EDITAL. REVOLEVIMENTO
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.807 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Veja-se o
seguinte trecho de ementa:
‘GUARDA MUNICIPAL REINTEGRAÇÃO DE
CARGO Processo administrativo eivado de ilegalidade
Ofensa ao contraditório e à ampla defesa Imoralidade
administrativa Ausência de proporcionalidade na
aplicação da pena. Sentença que bem analisou as questões
de fato e de direito.’
O recurso extraordinário não pode ser provido, tendo em
vista que dissentir do entendimento firmado pelo acórdão
recorrido exigiria uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos, bem como a análise da
legislação local pertinente, o que é inviável em sede de recurso
extraordinário, a atrair a incidência das Súmulas 279 e 280/STF.
Nesse sentido, veja-se a ementa do AI 714.123-AgR/PE, julgado
sob relatoria da Ministra Ellen Gracie:
‘DIREITO
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
ABANDONO
DE
CARGO.DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO.
NULIDADE.CITAÇÃO POR EDITAL. REVOLEVIMENTO
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 889807 AGR / SP
DE FATOS E DE PROVAS. LEI LOCAL. SÚMULAS STF
249 E 280.
1. A questão pertinente à nulidade do ato de
demissão de servidora pública por abandono de cargo não
prescinde do revolvimento de fatos e provas, além da
interpretação de norma local (lei 6.123/68), o que é defeso
nesta fase recursal, nos temos das súmulas STF 279 e 280.
2. Agravo regimental improvido.’
Tratando-se especificamente de suposta ofensa ao
princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em
linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria
reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria
seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso
que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência
da Sumula 636/STF:
‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade
ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua
verificação pressuponha rever a interpretação dada a
normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 889807 AGR / SP
DE FATOS E DE PROVAS. LEI LOCAL. SÚMULAS STF
249 E 280.
1. A questão pertinente à nulidade do ato de
demissão de servidora pública por abandono de cargo não
prescinde do revolvimento de fatos e provas, além da
interpretação de norma local (lei 6.123/68), o que é defeso
nesta fase recursal, nos temos das súmulas STF 279 e 280.
2. Agravo regimental improvido.’
Tratando-se especificamente de suposta ofensa ao
princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em
linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria
reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria
seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso
que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência
da Sumula 636/STF:
‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade
ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua
verificação pressuponha rever a interpretação dada a
normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.807
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CAMPINAS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CAMPINAS
AGDO.(A/S) : RAYLAND TANIMOTO CELESTINO
ADV.(A/S) : VALTER GONÇALVES DE LIMA JUNIOR E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045890
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.807
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CAMPINAS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CAMPINAS
AGDO.(A/S) : RAYLAND TANIMOTO CELESTINO
ADV.(A/S) : VALTER GONÇALVES DE LIMA JUNIOR E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9068622
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-07T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CON AGRAVO. REINTEGRAÇÃO NO CARGO. ILEGALIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. DESPROPORCIONALIDADE DA SANÇÃO APLICADA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES.
1. Hipótese em que para dissentir do entendimento do Tribunal de origem seria imprescindível nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como o reexame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes.
2. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da Súmula 636/STF.
3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur314302
|
Número de páginas: 6.
Análise: 10/08/2015, MAD.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
889807
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 889807 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CAMPINAS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CAMPINAS
AGDO.(A/S) : RAYLAND TANIMOTO CELESTINO
ADV.(A/S) : VALTER GONÇALVES DE LIMA JUNIOR E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.807 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CAMPINAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
CAMPINAS
AGDO.(A/S)
:RAYLAND TANIMOTO CELESTINO
ADV.(A/S)
:VALTER
GONÇALVES
DE
LIMA
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CON AGRAVO. REINTEGRAÇÃO
NO CARGO. ILEGALIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO.
DESPROPORCIONALIDADE DA SANÇÃO APLICADA. AUSÊNCIA
DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES.
1. Hipótese em que para dissentir do entendimento do Tribunal de
origem seria imprescindível nova apreciação dos fatos e do material
probatório constantes dos autos, bem como o reexame da legislação
infraconstitucional aplicada ao caso. Incidência das Súmulas 279 e
280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
2. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio
da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é
o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência
de que determinada matéria seja disciplinada por lei e não por ato
secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai
a incidência da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal.
3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
ARE 889807 AGR / SP
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829858.
Supremo Tribunal Federal
ARE 889807 AGR / SP
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829858.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.807 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CAMPINAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
CAMPINAS
AGDO.(A/S)
:RAYLAND TANIMOTO CELESTINO
ADV.(A/S)
:VALTER
GONÇALVES
DE
LIMA
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo
em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o
recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), sob os seguintes
fundamentos: (i) necessidade de nova apreciação de fatos e provas,
incidindo a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal; (ii) apreciação de legislação local, incidindo
a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal e; (iii) a alegação de ofensa ao princípio da legalidade
implicaria, em princípio, em violação indireta à Constituição, incidindo a
Súmula 636/Supremo Tribunal Federal.
2.
A parte agravante reafirma os argumentos expostos no
recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829859.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.807 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CAMPINAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
CAMPINAS
AGDO.(A/S)
:RAYLAND TANIMOTO CELESTINO
ADV.(A/S)
:VALTER
GONÇALVES
DE
LIMA
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo
em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o
recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), sob os seguintes
fundamentos: (i) necessidade de nova apreciação de fatos e provas,
incidindo a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal; (ii) apreciação de legislação local, incidindo
a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal e; (iii) a alegação de ofensa ao princípio da legalidade
implicaria, em princípio, em violação indireta à Constituição, incidindo a
Súmula 636/Supremo Tribunal Federal.
2.
A parte agravante reafirma os argumentos expostos no
recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829859.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.807 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Veja-se o
seguinte trecho de ementa:
‘GUARDA MUNICIPAL REINTEGRAÇÃO DE
CARGO Processo administrativo eivado de ilegalidade
Ofensa ao contraditório e à ampla defesa Imoralidade
administrativa Ausência de proporcionalidade na
aplicação da pena. Sentença que bem analisou as questões
de fato e de direito.’
O recurso extraordinário não pode ser provido, tendo em
vista que dissentir do entendimento firmado pelo acórdão
recorrido exigiria uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos, bem como a análise da
legislação local pertinente, o que é inviável em sede de recurso
extraordinário, a atrair a incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido, veja-se a ementa do AI 714.123-AgR/PE, julgado
sob relatoria da Ministra Ellen Gracie:
‘DIREITO
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
ABANDONO
DE
CARGO.DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO.
NULIDADE.CITAÇÃO POR EDITAL. REVOLEVIMENTO
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.807 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Veja-se o
seguinte trecho de ementa:
‘GUARDA MUNICIPAL REINTEGRAÇÃO DE
CARGO Processo administrativo eivado de ilegalidade
Ofensa ao contraditório e à ampla defesa Imoralidade
administrativa Ausência de proporcionalidade na
aplicação da pena. Sentença que bem analisou as questões
de fato e de direito.’
O recurso extraordinário não pode ser provido, tendo em
vista que dissentir do entendimento firmado pelo acórdão
recorrido exigiria uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos, bem como a análise da
legislação local pertinente, o que é inviável em sede de recurso
extraordinário, a atrair a incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido, veja-se a ementa do AI 714.123-AgR/PE, julgado
sob relatoria da Ministra Ellen Gracie:
‘DIREITO
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
ABANDONO
DE
CARGO.DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO.
NULIDADE.CITAÇÃO POR EDITAL. REVOLEVIMENTO
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 889807 AGR / SP
DE FATOS E DE PROVAS. LEI LOCAL. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal
249 E 280.
1. A questão pertinente à nulidade do ato de
demissão de servidora pública por abandono de cargo não
prescinde do revolvimento de fatos e provas, além da
interpretação de norma local (lei 6.123/68), o que é defeso
nesta fase recursal, nos temos das súmulas Supremo Tribunal Federal 279 e 280.
2. Agravo regimental improvido.’
Tratando-se especificamente de suposta ofensa ao
princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em
linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria
reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria
seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso
que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência
da Sumula 636/Supremo Tribunal Federal:
‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade
ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua
verificação pressuponha rever a interpretação dada a
normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 889807 AGR / SP
DE FATOS E DE PROVAS. LEI LOCAL. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal
249 E 280.
1. A questão pertinente à nulidade do ato de
demissão de servidora pública por abandono de cargo não
prescinde do revolvimento de fatos e provas, além da
interpretação de norma local (lei 6.123/68), o que é defeso
nesta fase recursal, nos temos das súmulas Supremo Tribunal Federal 279 e 280.
2. Agravo regimental improvido.’
Tratando-se especificamente de suposta ofensa ao
princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em
linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria
reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria
seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso
que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência
da Sumula 636/Supremo Tribunal Federal:
‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade
ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua
verificação pressuponha rever a interpretação dada a
normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.807
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CAMPINAS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CAMPINAS
AGDO.(A/S) : RAYLAND TANIMOTO CELESTINO
ADV.(A/S) : VALTER GONÇALVES DE LIMA JUNIOR E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045890
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.807
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CAMPINAS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CAMPINAS
AGDO.(A/S) : RAYLAND TANIMOTO CELESTINO
ADV.(A/S) : VALTER GONÇALVES DE LIMA JUNIOR E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889 . 807",
"Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 889807 AGR /",
"ARE 889807 AGR / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889 . 807",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 714 . 123 - AgR / PE",
"Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 714 . 123 - AgR / PE",
"ARE 889807 AGR",
"Sumula 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 889807 AGR / SP",
"Sumula 636 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889 . 807"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"/",
"2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"lei 6 . 123 / 68",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"lei 6 . 123 / 68",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE CAMPINAS",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE CAMPINAS",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE CAMPINAS",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE CAMPINAS",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE CAMPINAS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"RI",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"RAYLAND TANIMOTO CELESTINO",
"VALTER GONÇALVES DE LIMA JUNIOR",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"RAYLAND TANIMOTO CELESTINO",
"VALTER GONÇALVES DE LIMA JUNIOR",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"RAYLAND TANIMOTO CELESTINO",
"VALTER GONÇALVES DE LIMA JUNIOR",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ellen Gracie",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ellen Gracie",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"RAYLAND TANIMOTO CELESTINO",
"VALTER GONÇALVES DE LIMA JUNIOR",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"RAYLAND TANIMOTO CELESTINO",
"VALTER GONÇALVES DE LIMA JUNIOR",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.356 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:OSMIR PIRES COUTO JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito
Ambiental. Vazamento de óleo. Dano ambiental. Dever de indenizar.
Pressupostos. Demonstração. Discussão. Legislação infraconstitucional.
Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos.
Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.356 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:OSMIR PIRES COUTO JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) interpõe tempestivo agravo
regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma A
do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado:
‘DIREITO AMBIENTAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
POLUIÇÃO MARÍTIMA. CONSTITUIÇÃO FEDERAL,
ART. 225, § 3º E LEI 6.938/81, ART. 14, § 1º.
1. O vazamento de óleo em águas marítimas impõe
dois tipos de obrigações, a de fazer, consistente no dever
de recuperar o meio ambiente afetado, e a de indenizar,
sendo irrelevante a existência ou não de culpa, visto que a
responsabilidade pelo dano ambiental, desde 1981, é
objetiva, por força do disposto no art. 14, § 1º, da Lei da
Política Nacional do Meio Ambiente.
2. A indenização tarifada proposta pela CETESB no
seu ‘Critério para Valoração de Danos Ambientais
Causados por Derrames de Petróleo ou de seus derivados
em Mar" deve ser adotada, cabendo ao juiz adequá-la ao
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.356 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:OSMIR PIRES COUTO JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) interpõe tempestivo agravo
regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma A
do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado:
‘DIREITO AMBIENTAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
POLUIÇÃO MARÍTIMA. CONSTITUIÇÃO FEDERAL,
ART. 225, § 3º E LEI 6.938/81, ART. 14, § 1º.
1. O vazamento de óleo em águas marítimas impõe
dois tipos de obrigações, a de fazer, consistente no dever
de recuperar o meio ambiente afetado, e a de indenizar,
sendo irrelevante a existência ou não de culpa, visto que a
responsabilidade pelo dano ambiental, desde 1981, é
objetiva, por força do disposto no art. 14, § 1º, da Lei da
Política Nacional do Meio Ambiente.
2. A indenização tarifada proposta pela CETESB no
seu ‘Critério para Valoração de Danos Ambientais
Causados por Derrames de Petróleo ou de seus derivados
em Mar" deve ser adotada, cabendo ao juiz adequá-la ao
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16
Relatório
ARE 808356 AGR / SP
caso concreto sempre que se revele inadequada, atuando
com os olhos sobre o princípio da razoabilidade.’
Opostos embargos de declaração, foram parcialmente
providos apenas para afastar a condenação quanto ao
pagamento de honorários advocatícios.
No recurso extraordinário sustenta-se violação do artigo
225, § 3º, da Constituição Federal.
Opina o Ministério Público Federal, em parecer da lavra
do Subprocurador geral da República Dr. Odim Brandão
Ferreira, pelo ‘desprovimento do recurso extraordinário’.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
Ressalte-se, por oportuno, a seguinte fundamentação do
voto condutor do acordão atacado:
‘A existência do vazamento - fato gerador da
demanda - não foi negada pela Apelada na sua
contestação, que buscou mais impugnar a existência de
recuperação da área e o monopólio da jurisdição (fls. 48).
No entanto, não paira a menor sombra de dúvida que
vazamento houve, pois é a própria resposta que afirma a
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
caso concreto sempre que se revele inadequada, atuando
com os olhos sobre o princípio da razoabilidade.’
Opostos embargos de declaração, foram parcialmente
providos apenas para afastar a condenação quanto ao
pagamento de honorários advocatícios.
No recurso extraordinário sustenta-se violação do artigo
225, § 3º, da Constituição Federal.
Opina o Ministério Público Federal, em parecer da lavra
do Subprocurador geral da República Dr. Odim Brandão
Ferreira, pelo ‘desprovimento do recurso extraordinário’.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
Ressalte-se, por oportuno, a seguinte fundamentação do
voto condutor do acordão atacado:
‘A existência do vazamento - fato gerador da
demanda - não foi negada pela Apelada na sua
contestação, que buscou mais impugnar a existência de
recuperação da área e o monopólio da jurisdição (fls. 48).
No entanto, não paira a menor sombra de dúvida que
vazamento houve, pois é a própria resposta que afirma a
2
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Relatório
ARE 808356 AGR / SP
quantidade respectiva - inferior a 100 litros de óleo - e
correlato ambiente aberto (fls. 48, último parágrafo). Além
disto, defesa da própria Petrobrás ao Capitão dos Portos
informa como se deu o vazamento, atribuindo-o às fortes
chuvas existentes na região (fls. 10/11). Em tais condições,
o reconhecimento da existência do fato em que se funda,
remotamente, a pretensão é imperativa, sendo que a
autuação administrativa em nada interfere no exercício da
jurisdição, porque se tratam de responsabilidades
distintas, administrativa e civil, nos termos da CF, art. 225,
§ 3º.
Não fosse isso suficiente, a poluição marítima restou
confirmada na prova pericial (vide fls. 122, último
parágrafo).
(…)
A atividade de risco da Apelada impõe-lhe o dever
de pagar sempre que danos ocorram, sendo irrelevantes as
circunstâncias do caso, inclusive a alegada existência de
fortes chuvas. A responsabilidade civil, no caso, é objetiva
e não se cogita de culpa.
O fato da Apelada ter feito a limpeza da área,
justificativa da improcedência da ação, em nada interfere
quanto ao dever de indenizar: uma coisa é a recuperação
do bem degradado e outra, muito diversa, é o dever de
indenizar (…).
(…)
O Perito Ricardo Ferreira de Souza Lyra, utilizando
modelo proposto pela CETESB e estudos do modelo
NRDAM/CME - Natural Ressource Damage Assentment
Model for Costal, chegou a um valor de US$ 504,00
(quinhentos e quatro dólares norte-americanos, fls.
125/127). Comentários sobre o laudo do Perito Judicial
feitos pela Assistente Técnica do MPF elevaram este valor
a US$ 354.813,00 (trezentos e cinquenta e quatro mil,
oitocentos e treze dólares norte-americanos, fls. 179) e dos
Assistentes da Petrobrás negaram a sua existência (fls.
3
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Supremo Tribunal Federal
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quantidade respectiva - inferior a 100 litros de óleo - e
correlato ambiente aberto (fls. 48, último parágrafo). Além
disto, defesa da própria Petrobrás ao Capitão dos Portos
informa como se deu o vazamento, atribuindo-o às fortes
chuvas existentes na região (fls. 10/11). Em tais condições,
o reconhecimento da existência do fato em que se funda,
remotamente, a pretensão é imperativa, sendo que a
autuação administrativa em nada interfere no exercício da
jurisdição, porque se tratam de responsabilidades
distintas, administrativa e civil, nos termos da CF, art. 225,
§ 3º.
Não fosse isso suficiente, a poluição marítima restou
confirmada na prova pericial (vide fls. 122, último
parágrafo).
(…)
A atividade de risco da Apelada impõe-lhe o dever
de pagar sempre que danos ocorram, sendo irrelevantes as
circunstâncias do caso, inclusive a alegada existência de
fortes chuvas. A responsabilidade civil, no caso, é objetiva
e não se cogita de culpa.
O fato da Apelada ter feito a limpeza da área,
justificativa da improcedência da ação, em nada interfere
quanto ao dever de indenizar: uma coisa é a recuperação
do bem degradado e outra, muito diversa, é o dever de
indenizar (…).
(…)
O Perito Ricardo Ferreira de Souza Lyra, utilizando
modelo proposto pela CETESB e estudos do modelo
NRDAM/CME - Natural Ressource Damage Assentment
Model for Costal, chegou a um valor de US$ 504,00
(quinhentos e quatro dólares norte-americanos, fls.
125/127). Comentários sobre o laudo do Perito Judicial
feitos pela Assistente Técnica do MPF elevaram este valor
a US$ 354.813,00 (trezentos e cinquenta e quatro mil,
oitocentos e treze dólares norte-americanos, fls. 179) e dos
Assistentes da Petrobrás negaram a sua existência (fls.
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Relatório
ARE 808356 AGR / SP
190/204).
A discrepância dos valores, como se vê, é enorme.
Inicialmente, registre-se que ambos, Perito Judicial e
Assistente Técnica do MPF, valeram-se, para a efetivação
dos cálculos, de tabelas preparadas anteriormente. Esta é a
fórmula encontrada para apurar-se o ‘quantum’
indenizatório nas ocorrências de danos nucleares e de
poluição marítima, simplesmente porque seria impossível
a um Perito, a cada caso, estabelecer um valor final. Em
outras palavras, seria negação de Justiça por sua
inviabilidade, contrariando, por via paralela, a garantia
constitucional prevista no art. 5º, XXXV, de livre acesso à
Justiça. Portanto, louvável a iniciativa tomada pela
CETESB no Brasil, para implementar a indenização
tarifada nos casos de poluição marítima.
Feita esta observação, registro que o valor
apresentado pelo Perito Judicial, que se valeu do modelo
norte-americano NRDAM/CME - Natural Ressource
Damage Assentment Model for Costal, revela-se ínfimo e
não pode ser aceito, porque significaria a procedência
fictícia da ação. Pagar menos do que R$ 1.000,00, por um
dano ambiental no porto de Santos é chegar a uma
conclusão que apresenta traços de total irrazoabilidade.
Já o valor de US$ 354.813,00 encontrado pela
Assistente Técnica do Ministério Público Federal (fls. 179),
merece análise mais detida. E desde logo se registre que
este Tribunal tem aceitado a tabela da CETESB como
válida para o cálculo tarifado pelos danos ao meio
ambiente marítimo. (…)
(…)
Pois bem, o denominado ‘Critério para Valoração de
Danos Ambientais Causados por Derrames de Petróleo ou
de seus derivados em Mar’ elaborado pela CETESB,
merece ser reconhecido como válido e adequado a cada
caso concreto. Em poucas palavras, cabe ao juiz examiná-
lo, ver o valor atribuído, identificar as circunstâncias de
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
190/204).
A discrepância dos valores, como se vê, é enorme.
Inicialmente, registre-se que ambos, Perito Judicial e
Assistente Técnica do MPF, valeram-se, para a efetivação
dos cálculos, de tabelas preparadas anteriormente. Esta é a
fórmula encontrada para apurar-se o ‘quantum’
indenizatório nas ocorrências de danos nucleares e de
poluição marítima, simplesmente porque seria impossível
a um Perito, a cada caso, estabelecer um valor final. Em
outras palavras, seria negação de Justiça por sua
inviabilidade, contrariando, por via paralela, a garantia
constitucional prevista no art. 5º, XXXV, de livre acesso à
Justiça. Portanto, louvável a iniciativa tomada pela
CETESB no Brasil, para implementar a indenização
tarifada nos casos de poluição marítima.
Feita esta observação, registro que o valor
apresentado pelo Perito Judicial, que se valeu do modelo
norte-americano NRDAM/CME - Natural Ressource
Damage Assentment Model for Costal, revela-se ínfimo e
não pode ser aceito, porque significaria a procedência
fictícia da ação. Pagar menos do que R$ 1.000,00, por um
dano ambiental no porto de Santos é chegar a uma
conclusão que apresenta traços de total irrazoabilidade.
Já o valor de US$ 354.813,00 encontrado pela
Assistente Técnica do Ministério Público Federal (fls. 179),
merece análise mais detida. E desde logo se registre que
este Tribunal tem aceitado a tabela da CETESB como
válida para o cálculo tarifado pelos danos ao meio
ambiente marítimo. (…)
(…)
Pois bem, o denominado ‘Critério para Valoração de
Danos Ambientais Causados por Derrames de Petróleo ou
de seus derivados em Mar’ elaborado pela CETESB,
merece ser reconhecido como válido e adequado a cada
caso concreto. Em poucas palavras, cabe ao juiz examiná-
lo, ver o valor atribuído, identificar as circunstâncias de
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Relatório
ARE 808356 AGR / SP
quantidade, local e consequências para o ambiente e,
como a autoridade investida pelo Estado para dirimir o
conflito, fixar o valor final. E nesta fixação, levará em conta
sempre o princípio da razoabilidade, que se acha implícito
na Constituição quando esta assegura o devido processo
legal no art. 5º, inc. LIV.
Em sendo assim, observo que a experta apontada
pelo Apelante limitou-se a aplicar a tabela, promovendo
os cálculos segundo seus parâmetros (fls. 173/181). No
entanto, alguns elementos merecem reflexão, por exemplo,
a questão da reincidência, que apesar de agravante na
imposição da pena criminal e administrativa (Lei 9605/98,
art. 6º, inc. II), não é de ser levada em conta na fixação da
responsabilidade civil ambiental (vide a respeito fls. 145,
item 4.2.1.3). Por outro lado, sabidamente, o porto de
Santos apresenta elevado grau de poluição, fruto não
apenas do lançamento de óleo e outras substâncias
químicas, mas também de esgoto lançado sem tratamento
por moradias populares existentes nas suas adjacências.
Tal fato não retira a responsabilidade do poluidor, mas,
inquestionavelmente, a atenua.
Na adequação da conclusão da Assistente Técnica à
realidade do caso concreto, vale lembrar, ainda, que na
esfera administrativa a multa por poluição pode ir de R$
5.000,00 a R$ 50.000.000,00, ou seja, uma larga diferença e
um mínimo de R$ 5.000,00, que é bem maior do que o
valor encontrado pelo Perito Judicial.
Em sendo assim, afastando as conclusões do Perito
Judicial e atentando para o valor a que chegou a Assistente
Técnica do Ministério Público Federal, que foi de US$
354.813,00, examinando-o à luz da situação de fato, ou
seja, 100 litros de óleo em área reconhecidamente poluída,
recomendável sua redução à base de um terço do
estabelecido, ou seja, US$ 118.271,00, na data da juntada
do laudo (5.2.1997, fls. 172).’
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quantidade, local e consequências para o ambiente e,
como a autoridade investida pelo Estado para dirimir o
conflito, fixar o valor final. E nesta fixação, levará em conta
sempre o princípio da razoabilidade, que se acha implícito
na Constituição quando esta assegura o devido processo
legal no art. 5º, inc. LIV.
Em sendo assim, observo que a experta apontada
pelo Apelante limitou-se a aplicar a tabela, promovendo
os cálculos segundo seus parâmetros (fls. 173/181). No
entanto, alguns elementos merecem reflexão, por exemplo,
a questão da reincidência, que apesar de agravante na
imposição da pena criminal e administrativa (Lei 9605/98,
art. 6º, inc. II), não é de ser levada em conta na fixação da
responsabilidade civil ambiental (vide a respeito fls. 145,
item 4.2.1.3). Por outro lado, sabidamente, o porto de
Santos apresenta elevado grau de poluição, fruto não
apenas do lançamento de óleo e outras substâncias
químicas, mas também de esgoto lançado sem tratamento
por moradias populares existentes nas suas adjacências.
Tal fato não retira a responsabilidade do poluidor, mas,
inquestionavelmente, a atenua.
Na adequação da conclusão da Assistente Técnica à
realidade do caso concreto, vale lembrar, ainda, que na
esfera administrativa a multa por poluição pode ir de R$
5.000,00 a R$ 50.000.000,00, ou seja, uma larga diferença e
um mínimo de R$ 5.000,00, que é bem maior do que o
valor encontrado pelo Perito Judicial.
Em sendo assim, afastando as conclusões do Perito
Judicial e atentando para o valor a que chegou a Assistente
Técnica do Ministério Público Federal, que foi de US$
354.813,00, examinando-o à luz da situação de fato, ou
seja, 100 litros de óleo em área reconhecidamente poluída,
recomendável sua redução à base de um terço do
estabelecido, ou seja, US$ 118.271,00, na data da juntada
do laudo (5.2.1997, fls. 172).’
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Relatório
ARE 808356 AGR / SP
Nesse caso, para acolher a pretensão da recorrente e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem seria
necessária a interpretação da legislação infraconstitucional
pertinente e o reexame das provas dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da
Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se:
‘DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL
CIVIL. DANO AMBIENTAL. VAZAMENTO DE ÓLEO
EM TERMINAL MARÍTIMO. INDENIZAÇÃO POR
DANOS MATERIAIS. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE
EVENTUAL
AFRONTA
AOS
PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO
EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA
MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO
REGIONAL. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO
DEBATE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
14.12.2011. Divergir do entendimento do Tribunal a quo
acerca da ocorrência de dano material e de indenização
devida à Pousada LP Blat Ilhabela, ora agravada, pelo
cancelamento de reservas em razão de vazamento de óleo
em terminal petrolífero demandaria a reelaboração da
moldura fática delineada no acórdão recorrido, inviável
em sede recursal extraordinária. As razões do agravo
regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que
lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere
ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo
regimental conhecido e não provido’ (ARE nº 798.101/SP-
AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber,
DJe de 15/5/14).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO
AMBIENTAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
Nesse caso, para acolher a pretensão da recorrente e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem seria
necessária a interpretação da legislação infraconstitucional
pertinente e o reexame das provas dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da
Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se:
‘DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL
CIVIL. DANO AMBIENTAL. VAZAMENTO DE ÓLEO
EM TERMINAL MARÍTIMO. INDENIZAÇÃO POR
DANOS MATERIAIS. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE
EVENTUAL
AFRONTA
AOS
PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO
EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA
MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO
REGIONAL. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO
DEBATE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
14.12.2011. Divergir do entendimento do Tribunal a quo
acerca da ocorrência de dano material e de indenização
devida à Pousada LP Blat Ilhabela, ora agravada, pelo
cancelamento de reservas em razão de vazamento de óleo
em terminal petrolífero demandaria a reelaboração da
moldura fática delineada no acórdão recorrido, inviável
em sede recursal extraordinária. As razões do agravo
regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que
lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere
ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo
regimental conhecido e não provido’ (ARE nº 798.101/SP-
AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber,
DJe de 15/5/14).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO
AMBIENTAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16
Relatório
ARE 808356 AGR / SP
REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N.
279
DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO.’ (AI nº 783.538/RS-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/3/12).
‘AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO AMBIENTAL.
MANDADO DE SEGURANÇA. MULTA POR DANOS
AMBIENTAIS. CONTAMINAÇÃO DO SOLO POR
SUBSTÂNCIA TÓXICA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO
DO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INOCORRÊNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO
STF.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
INADMISSIBILIDADE. 1. O artigo 93, IX, da Constituição
Federal não resta violado nas hipóteses em que a decisão
mercê de fundamentada não se apoia na tese da
recorrente. 2. A violação indireta ou reflexa das regras
constitucionais não enseja recurso extraordinário.
Precedente: AgR-RE nº 579.291, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje
de 05.06.09. 3. In casu, o acórdão recorrido decidiu a lide
com aplicação de normas infraconstitucionais a saber: Lei
nº 6.938/81, Decretos Federais nºs 3.179/99 e 6.514/08, por
isso que eventual violação à Constituição o foi de forma
indireta ou reflexa, o que inviabiliza a admissibilidade do
recurso extraordinário. 4. Deveras, o arresto recorrido
versou sobre mandado de segurança no qual alegou o
impetrante; a) não ter dado causa à contaminação do solo
da área atingida; b) o prazo para elaboração do laudo de
danos ambientais seria exíguo; c) a responsabilidade dos
danos ambientais seria da administração pública do
município de São Paulo, que teria incentivado atos de
esbulho perpetrado por invasores que lá fixaram
domicílio; e, por fim, d) os critérios adotados para fixação
da multa ambiental foram incorretos. 5. Sob esse enfoque é
cediço que o recurso extraordinário não é servil ao exame
de questões que demandam o revolvimento do contexto
7
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N.
279
DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO.’ (AI nº 783.538/RS-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/3/12).
‘AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO AMBIENTAL.
MANDADO DE SEGURANÇA. MULTA POR DANOS
AMBIENTAIS. CONTAMINAÇÃO DO SOLO POR
SUBSTÂNCIA TÓXICA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO
DO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INOCORRÊNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO
STF.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
INADMISSIBILIDADE. 1. O artigo 93, IX, da Constituição
Federal não resta violado nas hipóteses em que a decisão
mercê de fundamentada não se apoia na tese da
recorrente. 2. A violação indireta ou reflexa das regras
constitucionais não enseja recurso extraordinário.
Precedente: AgR-RE nº 579.291, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje
de 05.06.09. 3. In casu, o acórdão recorrido decidiu a lide
com aplicação de normas infraconstitucionais a saber: Lei
nº 6.938/81, Decretos Federais nºs 3.179/99 e 6.514/08, por
isso que eventual violação à Constituição o foi de forma
indireta ou reflexa, o que inviabiliza a admissibilidade do
recurso extraordinário. 4. Deveras, o arresto recorrido
versou sobre mandado de segurança no qual alegou o
impetrante; a) não ter dado causa à contaminação do solo
da área atingida; b) o prazo para elaboração do laudo de
danos ambientais seria exíguo; c) a responsabilidade dos
danos ambientais seria da administração pública do
município de São Paulo, que teria incentivado atos de
esbulho perpetrado por invasores que lá fixaram
domicílio; e, por fim, d) os critérios adotados para fixação
da multa ambiental foram incorretos. 5. Sob esse enfoque é
cediço que o recurso extraordinário não é servil ao exame
de questões que demandam o revolvimento do contexto
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ARE 808356 AGR / SP
fático-probatório encartado nos autos, em face do óbice
erigido pela Súmula 279 do STF, de seguinte teor: ‘Para
reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 6.
Agravo Regimental desprovido’ (AI 786312/SP-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de
10/6/2011).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO
AMBIENTAL.
OBRIGAÇÃO
DE
FAZER
E
INDENIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa.
Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc.
VII, do Código de Processo Civil’ (AI 709.291/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 06/2/2009).
‘RESPONSABILIDADE CIVIL. VAZAMENTO DE
ÓLEO.
DANOS
MATERIAIS
E
MORAIS.
INDENIZAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA 279 DO STF. O Tribunal a quo entendeu que o
vazamento de óleo ocorrido na Baía de Guanabara
ocasionou danos materiais e morais às pessoas que,
conforme prova constante dos autos, viviam da pesca na
região. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que
chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar
os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso
extraordinário, de acordo com a Súmula 279/STF. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI nº 540.069/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 26/8/05).
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
fático-probatório encartado nos autos, em face do óbice
erigido pela Súmula 279 do STF, de seguinte teor: ‘Para
reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 6.
Agravo Regimental desprovido’ (AI 786312/SP-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de
10/6/2011).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO
AMBIENTAL.
OBRIGAÇÃO
DE
FAZER
E
INDENIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa.
Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc.
VII, do Código de Processo Civil’ (AI 709.291/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 06/2/2009).
‘RESPONSABILIDADE CIVIL. VAZAMENTO DE
ÓLEO.
DANOS
MATERIAIS
E
MORAIS.
INDENIZAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA 279 DO STF. O Tribunal a quo entendeu que o
vazamento de óleo ocorrido na Baía de Guanabara
ocasionou danos materiais e morais às pessoas que,
conforme prova constante dos autos, viviam da pesca na
região. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que
chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar
os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso
extraordinário, de acordo com a Súmula 279/STF. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI nº 540.069/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 26/8/05).
8
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Relatório
ARE 808356 AGR / SP
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste a agravante que teria sido violado o art. 225, § 3º, da
Constituição Federal e que não incindiria no caso o óbice da Súmula nº
279/STF.
Aduz, in verbis, que
“(...) [teria havido] incorreta aplicação do regime jurídico
da responsabilidade civil por dano ambiental que, embora seja
objetiva, não prescinde da comprovação de dano efetivo ao
meio ambiente e do correlato nexo causal, com vistas a evitar
excessos na aplicação da sanção de natureza civil.
(…) o acórdão recorrido merece ser reformado na via
extraordinária, por frontal violação ao art. 225, § 3º da CR/88,
não apenas quanto à tese de ausência de dano indenizável, mas
também quanto à cumulatividade da reparação com a
indenização e, ainda, o critério a ser adotado para se apurar o
montante da indenização, visto não existir nos autos qualquer
comprovação de dano causado, sendo que tais questões não
requerem a incursão na legislação infraconstitucional”.
É o relatório.
9
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste a agravante que teria sido violado o art. 225, § 3º, da
Constituição Federal e que não incindiria no caso o óbice da Súmula nº
279/STF.
Aduz, in verbis, que
“(...) [teria havido] incorreta aplicação do regime jurídico
da responsabilidade civil por dano ambiental que, embora seja
objetiva, não prescinde da comprovação de dano efetivo ao
meio ambiente e do correlato nexo causal, com vistas a evitar
excessos na aplicação da sanção de natureza civil.
(…) o acórdão recorrido merece ser reformado na via
extraordinária, por frontal violação ao art. 225, § 3º da CR/88,
não apenas quanto à tese de ausência de dano indenizável, mas
também quanto à cumulatividade da reparação com a
indenização e, ainda, o critério a ser adotado para se apurar o
montante da indenização, visto não existir nos autos qualquer
comprovação de dano causado, sendo que tais questões não
requerem a incursão na legislação infraconstitucional”.
É o relatório.
9
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.356 SÃO
PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Com efeito, consoante relatei na decisão agravada, assentou o
Tribunal Regional Federal da 3ª Região o seguinte:
“A existência do vazamento - fato gerador da demanda -
não foi negada pela Apelada na sua contestação, que buscou
mais impugnar a existência de recuperação da área e o
monopólio da jurisdição (fls. 48). No entanto, não paira a menor
sombra de dúvida que vazamento houve, pois é a própria
resposta que afirma a quantidade respectiva - inferior a 100
litros de óleo - e correlato ambiente aberto (fls. 48, último
parágrafo). Além disto, defesa da própria Petrobrás ao Capitão
dos Portos informa como se deu o vazamento, atribuindo-o às
fortes chuvas existentes na região (fls. 10/11). Em tais condições,
o reconhecimento da existência do fato em que se funda,
remotamente, a pretensão é imperativa, sendo que a autuação
administrativa em nada interfere no exercício da jurisdição,
porque se tratam de responsabilidades distintas, administrativa
e civil, nos termos da CF, art. 225, § 3º.
Não fosse isso suficiente, a poluição marítima restou
confirmada na prova pericial (vide fls. 122, último parágrafo).
Ora, existente o dano, o dever de indenizar é resultado
direto, independendo de culpa desde a vigência da Lei 6.938, de
1981, conforme dispõe seu art. 14, § 1º...
(…)
A atividade de risco da Apelada impõe-lhe o dever de
pagar sempre que danos ocorram, sendo irrelevantes as
circunstâncias do caso, inclusive a alegada existência de fortes
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.356 SÃO
PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Com efeito, consoante relatei na decisão agravada, assentou o
Tribunal Regional Federal da 3ª Região o seguinte:
“A existência do vazamento - fato gerador da demanda -
não foi negada pela Apelada na sua contestação, que buscou
mais impugnar a existência de recuperação da área e o
monopólio da jurisdição (fls. 48). No entanto, não paira a menor
sombra de dúvida que vazamento houve, pois é a própria
resposta que afirma a quantidade respectiva - inferior a 100
litros de óleo - e correlato ambiente aberto (fls. 48, último
parágrafo). Além disto, defesa da própria Petrobrás ao Capitão
dos Portos informa como se deu o vazamento, atribuindo-o às
fortes chuvas existentes na região (fls. 10/11). Em tais condições,
o reconhecimento da existência do fato em que se funda,
remotamente, a pretensão é imperativa, sendo que a autuação
administrativa em nada interfere no exercício da jurisdição,
porque se tratam de responsabilidades distintas, administrativa
e civil, nos termos da CF, art. 225, § 3º.
Não fosse isso suficiente, a poluição marítima restou
confirmada na prova pericial (vide fls. 122, último parágrafo).
Ora, existente o dano, o dever de indenizar é resultado
direto, independendo de culpa desde a vigência da Lei 6.938, de
1981, conforme dispõe seu art. 14, § 1º...
(…)
A atividade de risco da Apelada impõe-lhe o dever de
pagar sempre que danos ocorram, sendo irrelevantes as
circunstâncias do caso, inclusive a alegada existência de fortes
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 808356 AGR / SP
chuvas. A responsabilidade civil, no caso, é objetiva e não se
cogita de culpa.
O fato da Apelada ter feito a limpeza da área, justificativa
da improcedência da ação, em nada interfere quanto ao dever
de indenizar: uma coisa é a recuperação do bem degradado e
outra, muito diversa, é o dever de indenizar previsto no art. 3º
da Lei da Ação Civil Pública (…)
(…)
(...) registro que o valor apresentado pelo Perito Judicial,
que se valeu do modelo norte-americano NRDAM/CME -
Natural Ressource Damage Assentment Model for Costal,
revela-se ínfimo e não pode ser aceito, porque significaria a
procedência fictícia da ação. Pagar menos do que R$ 1.000,00,
por um dano ambiental no porto de Santos é chegar a uma
conclusão que apresenta traços de total irrazoabilidade.
Já o valor de US$ 354.813,00 encontrado pela Assistente
Técnica do Ministério Público Federal (fls. 179), merece análise
mais detida. E desde logo se registre que este Tribunal tem
aceitado a tabela da CETESB como válida para o cálculo
tarifado pelos danos ao meio ambiente marítimo. (…)
(…)
Em sendo assim, afastando as conclusões do Perito
Judicial e atentando para o valor a que chegou a Assistente
Técnica do Ministério Público Federal, que foi de US$
354.813,00, examinando-o à luz da situação de fato, ou seja, 100
litros de óleo em área reconhecidamente poluída, recomendável
sua redução à base de um terço do estabelecido, ou seja, US$
118.271,00, na data da juntada do laudo (5.2.1997, fls. 172).”
Destarte, verifica-se que, ao contrário do que alega a agravante, a
Corte de origem concluiu, com base na legislação infraconstitucional e
nos fatos e nas provas dos autos, que restaram devidamente
demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil, motivo
pelo qual deveria a agravante ressarcir a população pelo dano ambiental
a que deu causa com o vazamento de óleo no estuário de Santos.
Anote-se, ainda, que as sanções aplicáveis à espécie foram definidas
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
chuvas. A responsabilidade civil, no caso, é objetiva e não se
cogita de culpa.
O fato da Apelada ter feito a limpeza da área, justificativa
da improcedência da ação, em nada interfere quanto ao dever
de indenizar: uma coisa é a recuperação do bem degradado e
outra, muito diversa, é o dever de indenizar previsto no art. 3º
da Lei da Ação Civil Pública (…)
(…)
(...) registro que o valor apresentado pelo Perito Judicial,
que se valeu do modelo norte-americano NRDAM/CME -
Natural Ressource Damage Assentment Model for Costal,
revela-se ínfimo e não pode ser aceito, porque significaria a
procedência fictícia da ação. Pagar menos do que R$ 1.000,00,
por um dano ambiental no porto de Santos é chegar a uma
conclusão que apresenta traços de total irrazoabilidade.
Já o valor de US$ 354.813,00 encontrado pela Assistente
Técnica do Ministério Público Federal (fls. 179), merece análise
mais detida. E desde logo se registre que este Tribunal tem
aceitado a tabela da CETESB como válida para o cálculo
tarifado pelos danos ao meio ambiente marítimo. (…)
(…)
Em sendo assim, afastando as conclusões do Perito
Judicial e atentando para o valor a que chegou a Assistente
Técnica do Ministério Público Federal, que foi de US$
354.813,00, examinando-o à luz da situação de fato, ou seja, 100
litros de óleo em área reconhecidamente poluída, recomendável
sua redução à base de um terço do estabelecido, ou seja, US$
118.271,00, na data da juntada do laudo (5.2.1997, fls. 172).”
Destarte, verifica-se que, ao contrário do que alega a agravante, a
Corte de origem concluiu, com base na legislação infraconstitucional e
nos fatos e nas provas dos autos, que restaram devidamente
demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil, motivo
pelo qual deveria a agravante ressarcir a população pelo dano ambiental
a que deu causa com o vazamento de óleo no estuário de Santos.
Anote-se, ainda, que as sanções aplicáveis à espécie foram definidas
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 808356 AGR / SP
com fundamento na Lei da Ação Civil Pública, assim como foram as
circunstâncias fáticas do caso concreto que nortearam o Tribunal Regional
Federal da 3ª Região na escolha dos critérios para a fixação do valor da
indenização.
Desse modo, para divergir das conclusões adotadas pela Corte de
origem, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional
pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é
inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e
279/STF. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL.
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO
COM AGRAVO. DANO AMBIENTAL. CONTROVÉRSIA QUE
DEMANDA
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
NECESSIDADE
DE
REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA
DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. 1. O
Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão
constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa
à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do
devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob
a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 2. A solução da
controvérsia
demanda
a
análise
da
legislação
infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF),
procedimentos inviáveis neste momento processual. 3. O
acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em
sentido contrário aos interesses da parte agravante. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE nº 871.655/SP-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
5/6/15).
“DIREITO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL
POR DANOS AMBIENTAIS. ANÁLISE DE EVENTUAL
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
com fundamento na Lei da Ação Civil Pública, assim como foram as
circunstâncias fáticas do caso concreto que nortearam o Tribunal Regional
Federal da 3ª Região na escolha dos critérios para a fixação do valor da
indenização.
Desse modo, para divergir das conclusões adotadas pela Corte de
origem, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional
pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é
inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e
279/STF. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL.
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO
COM AGRAVO. DANO AMBIENTAL. CONTROVÉRSIA QUE
DEMANDA
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
NECESSIDADE
DE
REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA
DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. 1. O
Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão
constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa
à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do
devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob
a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 2. A solução da
controvérsia
demanda
a
análise
da
legislação
infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF),
procedimentos inviáveis neste momento processual. 3. O
acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em
sentido contrário aos interesses da parte agravante. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE nº 871.655/SP-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
5/6/15).
“DIREITO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL
POR DANOS AMBIENTAIS. ANÁLISE DE EVENTUAL
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 808356 AGR / SP
VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEPENDENTE
DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA FÁTICA
CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL
OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.7.2013. A
controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada,
não alcança estatura constitucional. A pretensão do agravante
encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal,
pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados
somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a
demandar, em primeiro plano para sua constatação, a
reelaboração do quadro fático delineado. As razões do agravo
regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos
que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à
ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE
nº 869.954/SE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 14/5/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Imóvel
construído em área de preservação permanente. Determinação
judicial para sua demolição. Direito de propriedade.
Circunstâncias fáticas e legais que nortearam a decisão da
origem em prol do princípio da proteção ao meio ambiente.
Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem, analisando
as Leis nºs 4.771/65, 6.938/81 e 7.347/85, a Resolução nº 4/85 do
CONAMA e os fatos e as provas dos autos, concluiu que o ora
agravante, com a construção não autorizada de imóvel em área
de preservação permanente, causou dano ambiental, bem como
que a condenação pecuniária não seria apta a reconstituir o
espaço degradado, motivo pelo qual impunha-se a demolição
do imóvel. 2. Para divergir da conclusão a que chegou o
Tribunal de origem, seria necessário analisar a referida
legislação, bem como o conjunto fático-probatório da causa, o
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEPENDENTE
DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA FÁTICA
CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL
OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.7.2013. A
controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada,
não alcança estatura constitucional. A pretensão do agravante
encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal,
pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados
somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a
demandar, em primeiro plano para sua constatação, a
reelaboração do quadro fático delineado. As razões do agravo
regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos
que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à
ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE
nº 869.954/SE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 14/5/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Imóvel
construído em área de preservação permanente. Determinação
judicial para sua demolição. Direito de propriedade.
Circunstâncias fáticas e legais que nortearam a decisão da
origem em prol do princípio da proteção ao meio ambiente.
Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem, analisando
as Leis nºs 4.771/65, 6.938/81 e 7.347/85, a Resolução nº 4/85 do
CONAMA e os fatos e as provas dos autos, concluiu que o ora
agravante, com a construção não autorizada de imóvel em área
de preservação permanente, causou dano ambiental, bem como
que a condenação pecuniária não seria apta a reconstituir o
espaço degradado, motivo pelo qual impunha-se a demolição
do imóvel. 2. Para divergir da conclusão a que chegou o
Tribunal de origem, seria necessário analisar a referida
legislação, bem como o conjunto fático-probatório da causa, o
4
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 808356 AGR / SP
que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido”
(RE nº 605.482/SC-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria,
DJe de 5/11/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DIREITO AMBIENTAL. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA.
RESPONSABILIDADE
CIVIL
OBJETIVA
SOLIDÁRIA.
ANÁLISE
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (RE nº 679.676/PR-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/3/13).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido”
(RE nº 605.482/SC-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria,
DJe de 5/11/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DIREITO AMBIENTAL. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA.
RESPONSABILIDADE
CIVIL
OBJETIVA
SOLIDÁRIA.
ANÁLISE
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (RE nº 679.676/PR-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/3/13).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.356
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : OSMIR PIRES COUTO JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070274
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.356
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : OSMIR PIRES COUTO JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9185294
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-20T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Ambiental. Vazamento de óleo. Dano ambiental. Dever de indenizar. Pressupostos. Demonstração. Discussão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
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sjur315866
|
- Acórdão(s) citado(s):
(RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANO AMBIENTAL)
RE 679676 AgR (2ªT), RE 605482 AgR (1ªT), ARE 869954 AgR (1ªT), ARE 871655 AgR (1ªT).
Número de páginas: 16.
Análise: 26/08/2015, MJC.
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DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
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808356
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 808356 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : OSMIR PIRES COUTO JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.356 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:OSMIR PIRES COUTO JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito
Ambiental. Vazamento de óleo. Dano ambiental. Dever de indenizar.
Pressupostos. Demonstração. Discussão. Legislação infraconstitucional.
Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos.
Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.356 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:OSMIR PIRES COUTO JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) interpõe tempestivo agravo
regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma A
do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado:
‘DIREITO AMBIENTAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
POLUIÇÃO MARÍTIMA. CONSTITUIÇÃO FEDERAL,
ART. 225, § 3... E LEI 6.938/81, ART. 14, § 1....
1. O vazamento de óleo em águas marítimas impõe
dois tipos de obrigações, a de fazer, consistente no dever
de recuperar o meio ambiente afetado, e a de indenizar,
sendo irrelevante a existência ou não de culpa, visto que a
responsabilidade pelo dano ambiental, desde 1981, é
objetiva, por força do disposto no art. 14, § 1..., da Lei da
Política Nacional do Meio Ambiente.
2. A indenização tarifada proposta pela CETESB no
seu ‘Critério para Valoração de Danos Ambientais
Causados por Derrames de Petróleo ou de seus derivados
em Mar" deve ser adotada, cabendo ao juiz adequá-la ao
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SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.356 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:OSMIR PIRES COUTO JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) interpõe tempestivo agravo
regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma A
do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado:
‘DIREITO AMBIENTAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
POLUIÇÃO MARÍTIMA. CONSTITUIÇÃO FEDERAL,
ART. 225, § 3... E LEI 6.938/81, ART. 14, § 1....
1. O vazamento de óleo em águas marítimas impõe
dois tipos de obrigações, a de fazer, consistente no dever
de recuperar o meio ambiente afetado, e a de indenizar,
sendo irrelevante a existência ou não de culpa, visto que a
responsabilidade pelo dano ambiental, desde 1981, é
objetiva, por força do disposto no art. 14, § 1..., da Lei da
Política Nacional do Meio Ambiente.
2. A indenização tarifada proposta pela CETESB no
seu ‘Critério para Valoração de Danos Ambientais
Causados por Derrames de Petróleo ou de seus derivados
em Mar" deve ser adotada, cabendo ao juiz adequá-la ao
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16
Relatório
ARE 808356 AGR / SP
caso concreto sempre que se revele inadequada, atuando
com os olhos sobre o princípio da razoabilidade.’
Opostos embargos de declaração, foram parcialmente
providos apenas para afastar a condenação quanto ao
pagamento de honorários advocatícios.
No recurso extraordinário sustenta-se violação do artigo
225, § 3..., da Constituição Federal.
Opina o Ministério Público Federal, em parecer da lavra
do Subprocurador geral da República Dr. Odim Brandão
Ferreira, pelo ‘desprovimento do recurso extraordinário’.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
Ressalte-se, por oportuno, a seguinte fundamentação do
voto condutor do acordão atacado:
‘A existência do vazamento - fato gerador da
demanda - não foi negada pela Apelada na sua
contestação, que buscou mais impugnar a existência de
recuperação da área e o monopólio da jurisdição (fls. 48).
No entanto, não paira a menor sombra de dúvida que
vazamento houve, pois é a própria resposta que afirma a
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
caso concreto sempre que se revele inadequada, atuando
com os olhos sobre o princípio da razoabilidade.’
Opostos embargos de declaração, foram parcialmente
providos apenas para afastar a condenação quanto ao
pagamento de honorários advocatícios.
No recurso extraordinário sustenta-se violação do artigo
225, § 3..., da Constituição Federal.
Opina o Ministério Público Federal, em parecer da lavra
do Subprocurador geral da República Dr. Odim Brandão
Ferreira, pelo ‘desprovimento do recurso extraordinário’.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
Ressalte-se, por oportuno, a seguinte fundamentação do
voto condutor do acordão atacado:
‘A existência do vazamento - fato gerador da
demanda - não foi negada pela Apelada na sua
contestação, que buscou mais impugnar a existência de
recuperação da área e o monopólio da jurisdição (fls. 48).
No entanto, não paira a menor sombra de dúvida que
vazamento houve, pois é a própria resposta que afirma a
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Relatório
ARE 808356 AGR / SP
quantidade respectiva - inferior a 100 litros de óleo - e
correlato ambiente aberto (fls. 48, último parágrafo). Além
disto, defesa da própria Petrobrás ao Capitão dos Portos
informa como se deu o vazamento, atribuindo-o às fortes
chuvas existentes na região (fls. 10/11). Em tais condições,
o reconhecimento da existência do fato em que se funda,
remotamente, a pretensão é imperativa, sendo que a
autuação administrativa em nada interfere no exercício da
jurisdição, porque se tratam de responsabilidades
distintas, administrativa e civil, nos termos da Constituição Federal de 1988, art. 225,
§ 3....
Não fosse isso suficiente, a poluição marítima restou
confirmada na prova pericial (vide fls. 122, último
parágrafo).
(…)
A atividade de risco da Apelada impõe-lhe o dever
de pagar sempre que danos ocorram, sendo irrelevantes as
circunstâncias do caso, inclusive a alegada existência de
fortes chuvas. A responsabilidade civil, no caso, é objetiva
e não se cogita de culpa.
O fato da Apelada ter feito a limpeza da área,
justificativa da improcedência da ação, em nada interfere
quanto ao dever de indenizar: uma coisa é a recuperação
do bem degradado e outra, muito diversa, é o dever de
indenizar (…).
(…)
O Perito Ricardo Ferreira de Souza Lyra, utilizando
modelo proposto pela CETESB e estudos do modelo
NRDAM/CME - Natural Ressource Damage Assentment
Model for Costal, chegou a um valor de US$ 504,00
(quinhentos e quatro dólares norte-americanos, fls.
125/127). Comentários sobre o laudo do Perito Judicial
feitos pela Assistente Técnica do MPF elevaram este valor
a US$ 354.813,00 (trezentos e cinquenta e quatro mil,
oitocentos e treze dólares norte-americanos, fls. 179) e dos
Assistentes da Petrobrás negaram a sua existência (fls.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
quantidade respectiva - inferior a 100 litros de óleo - e
correlato ambiente aberto (fls. 48, último parágrafo). Além
disto, defesa da própria Petrobrás ao Capitão dos Portos
informa como se deu o vazamento, atribuindo-o às fortes
chuvas existentes na região (fls. 10/11). Em tais condições,
o reconhecimento da existência do fato em que se funda,
remotamente, a pretensão é imperativa, sendo que a
autuação administrativa em nada interfere no exercício da
jurisdição, porque se tratam de responsabilidades
distintas, administrativa e civil, nos termos da Constituição Federal de 1988, art. 225,
§ 3....
Não fosse isso suficiente, a poluição marítima restou
confirmada na prova pericial (vide fls. 122, último
parágrafo).
(…)
A atividade de risco da Apelada impõe-lhe o dever
de pagar sempre que danos ocorram, sendo irrelevantes as
circunstâncias do caso, inclusive a alegada existência de
fortes chuvas. A responsabilidade civil, no caso, é objetiva
e não se cogita de culpa.
O fato da Apelada ter feito a limpeza da área,
justificativa da improcedência da ação, em nada interfere
quanto ao dever de indenizar: uma coisa é a recuperação
do bem degradado e outra, muito diversa, é o dever de
indenizar (…).
(…)
O Perito Ricardo Ferreira de Souza Lyra, utilizando
modelo proposto pela CETESB e estudos do modelo
NRDAM/CME - Natural Ressource Damage Assentment
Model for Costal, chegou a um valor de US$ 504,00
(quinhentos e quatro dólares norte-americanos, fls.
125/127). Comentários sobre o laudo do Perito Judicial
feitos pela Assistente Técnica do MPF elevaram este valor
a US$ 354.813,00 (trezentos e cinquenta e quatro mil,
oitocentos e treze dólares norte-americanos, fls. 179) e dos
Assistentes da Petrobrás negaram a sua existência (fls.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16
Relatório
ARE 808356 AGR / SP
190/204).
A discrepância dos valores, como se vê, é enorme.
Inicialmente, registre-se que ambos, Perito Judicial e
Assistente Técnica do MPF, valeram-se, para a efetivação
dos cálculos, de tabelas preparadas anteriormente. Esta é a
fórmula encontrada para apurar-se o ‘quantum’
indenizatório nas ocorrências de danos nucleares e de
poluição marítima, simplesmente porque seria impossível
a um Perito, a cada caso, estabelecer um valor final. Em
outras palavras, seria negação de Justiça por sua
inviabilidade, contrariando, por via paralela, a garantia
constitucional prevista no art. 5..., XXXV, de livre acesso à
Justiça. Portanto, louvável a iniciativa tomada pela
CETESB no Brasil, para implementar a indenização
tarifada nos casos de poluição marítima.
Feita esta observação, registro que o valor
apresentado pelo Perito Judicial, que se valeu do modelo
norte-americano NRDAM/CME - Natural Ressource
Damage Assentment Model for Costal, revela-se ínfimo e
não pode ser aceito, porque significaria a procedência
fictícia da ação. Pagar menos do que R$ 1.000,00, por um
dano ambiental no porto de Santos é chegar a uma
conclusão que apresenta traços de total irrazoabilidade.
Já o valor de US$ 354.813,00 encontrado pela
Assistente Técnica do Ministério Público Federal (fls. 179),
merece análise mais detida. E desde logo se registre que
este Tribunal tem aceitado a tabela da CETESB como
válida para o cálculo tarifado pelos danos ao meio
ambiente marítimo. (…)
(…)
Pois bem, o denominado ‘Critério para Valoração de
Danos Ambientais Causados por Derrames de Petróleo ou
de seus derivados em Mar’ elaborado pela CETESB,
merece ser reconhecido como válido e adequado a cada
caso concreto. Em poucas palavras, cabe ao juiz examiná-
lo, ver o valor atribuído, identificar as circunstâncias de
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
190/204).
A discrepância dos valores, como se vê, é enorme.
Inicialmente, registre-se que ambos, Perito Judicial e
Assistente Técnica do MPF, valeram-se, para a efetivação
dos cálculos, de tabelas preparadas anteriormente. Esta é a
fórmula encontrada para apurar-se o ‘quantum’
indenizatório nas ocorrências de danos nucleares e de
poluição marítima, simplesmente porque seria impossível
a um Perito, a cada caso, estabelecer um valor final. Em
outras palavras, seria negação de Justiça por sua
inviabilidade, contrariando, por via paralela, a garantia
constitucional prevista no art. 5..., XXXV, de livre acesso à
Justiça. Portanto, louvável a iniciativa tomada pela
CETESB no Brasil, para implementar a indenização
tarifada nos casos de poluição marítima.
Feita esta observação, registro que o valor
apresentado pelo Perito Judicial, que se valeu do modelo
norte-americano NRDAM/CME - Natural Ressource
Damage Assentment Model for Costal, revela-se ínfimo e
não pode ser aceito, porque significaria a procedência
fictícia da ação. Pagar menos do que R$ 1.000,00, por um
dano ambiental no porto de Santos é chegar a uma
conclusão que apresenta traços de total irrazoabilidade.
Já o valor de US$ 354.813,00 encontrado pela
Assistente Técnica do Ministério Público Federal (fls. 179),
merece análise mais detida. E desde logo se registre que
este Tribunal tem aceitado a tabela da CETESB como
válida para o cálculo tarifado pelos danos ao meio
ambiente marítimo. (…)
(…)
Pois bem, o denominado ‘Critério para Valoração de
Danos Ambientais Causados por Derrames de Petróleo ou
de seus derivados em Mar’ elaborado pela CETESB,
merece ser reconhecido como válido e adequado a cada
caso concreto. Em poucas palavras, cabe ao juiz examiná-
lo, ver o valor atribuído, identificar as circunstâncias de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16
Relatório
ARE 808356 AGR / SP
quantidade, local e consequências para o ambiente e,
como a autoridade investida pelo Estado para dirimir o
conflito, fixar o valor final. E nesta fixação, levará em conta
sempre o princípio da razoabilidade, que se acha implícito
na Constituição quando esta assegura o devido processo
legal no art. 5..., inc. LIV.
Em sendo assim, observo que a experta apontada
pelo Apelante limitou-se a aplicar a tabela, promovendo
os cálculos segundo seus parâmetros (fls. 173/181). No
entanto, alguns elementos merecem reflexão, por exemplo,
a questão da reincidência, que apesar de agravante na
imposição da pena criminal e administrativa (Lei 9605/98,
art. 6..., inc. II), não é de ser levada em conta na fixação da
responsabilidade civil ambiental (vide a respeito fls. 145,
item 4.2.1.3). Por outro lado, sabidamente, o porto de
Santos apresenta elevado grau de poluição, fruto não
apenas do lançamento de óleo e outras substâncias
químicas, mas também de esgoto lançado sem tratamento
por moradias populares existentes nas suas adjacências.
Tal fato não retira a responsabilidade do poluidor, mas,
inquestionavelmente, a atenua.
Na adequação da conclusão da Assistente Técnica à
realidade do caso concreto, vale lembrar, ainda, que na
esfera administrativa a multa por poluição pode ir de R$
5.000,00 a R$ 50.000.000,00, ou seja, uma larga diferença e
um mínimo de R$ 5.000,00, que é bem maior do que o
valor encontrado pelo Perito Judicial.
Em sendo assim, afastando as conclusões do Perito
Judicial e atentando para o valor a que chegou a Assistente
Técnica do Ministério Público Federal, que foi de US$
354.813,00, examinando-o à luz da situação de fato, ou
seja, 100 litros de óleo em área reconhecidamente poluída,
recomendável sua redução à base de um terço do
estabelecido, ou seja, US$ 118.271,00, na data da juntada
do laudo (5.2.1997, fls. 172).’
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
quantidade, local e consequências para o ambiente e,
como a autoridade investida pelo Estado para dirimir o
conflito, fixar o valor final. E nesta fixação, levará em conta
sempre o princípio da razoabilidade, que se acha implícito
na Constituição quando esta assegura o devido processo
legal no art. 5..., inc. LIV.
Em sendo assim, observo que a experta apontada
pelo Apelante limitou-se a aplicar a tabela, promovendo
os cálculos segundo seus parâmetros (fls. 173/181). No
entanto, alguns elementos merecem reflexão, por exemplo,
a questão da reincidência, que apesar de agravante na
imposição da pena criminal e administrativa (Lei 9605/98,
art. 6..., inc. II), não é de ser levada em conta na fixação da
responsabilidade civil ambiental (vide a respeito fls. 145,
item 4.2.1.3). Por outro lado, sabidamente, o porto de
Santos apresenta elevado grau de poluição, fruto não
apenas do lançamento de óleo e outras substâncias
químicas, mas também de esgoto lançado sem tratamento
por moradias populares existentes nas suas adjacências.
Tal fato não retira a responsabilidade do poluidor, mas,
inquestionavelmente, a atenua.
Na adequação da conclusão da Assistente Técnica à
realidade do caso concreto, vale lembrar, ainda, que na
esfera administrativa a multa por poluição pode ir de R$
5.000,00 a R$ 50.000.000,00, ou seja, uma larga diferença e
um mínimo de R$ 5.000,00, que é bem maior do que o
valor encontrado pelo Perito Judicial.
Em sendo assim, afastando as conclusões do Perito
Judicial e atentando para o valor a que chegou a Assistente
Técnica do Ministério Público Federal, que foi de US$
354.813,00, examinando-o à luz da situação de fato, ou
seja, 100 litros de óleo em área reconhecidamente poluída,
recomendável sua redução à base de um terço do
estabelecido, ou seja, US$ 118.271,00, na data da juntada
do laudo (5.2.1997, fls. 172).’
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Relatório
ARE 808356 AGR / SP
Nesse caso, para acolher a pretensão da recorrente e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem seria
necessária a interpretação da legislação infraconstitucional
pertinente e o reexame das provas dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da
Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se:
‘DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL
CIVIL. DANO AMBIENTAL. VAZAMENTO DE ÓLEO
EM TERMINAL MARÍTIMO. INDENIZAÇÃO POR
DANOS MATERIAIS. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE
EVENTUAL
AFRONTA
AOS
PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO
EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA
MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO
REGIONAL. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO
DEBATE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
14.12.2011. Divergir do entendimento do Tribunal a quo
acerca da ocorrência de dano material e de indenização
devida à Pousada LP Blat Ilhabela, ora agravada, pelo
cancelamento de reservas em razão de vazamento de óleo
em terminal petrolífero demandaria a reelaboração da
moldura fática delineada no acórdão recorrido, inviável
em sede recursal extraordinária. As razões do agravo
regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que
lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere
ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo
regimental conhecido e não provido’ (ARE n 798.101/SP-
AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber,
DJe de 15/5/14).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO
AMBIENTAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
6
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
Nesse caso, para acolher a pretensão da recorrente e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem seria
necessária a interpretação da legislação infraconstitucional
pertinente e o reexame das provas dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da
Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se:
‘DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL
CIVIL. DANO AMBIENTAL. VAZAMENTO DE ÓLEO
EM TERMINAL MARÍTIMO. INDENIZAÇÃO POR
DANOS MATERIAIS. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE
EVENTUAL
AFRONTA
AOS
PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO
EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA
MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO
REGIONAL. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO
DEBATE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
14.12.2011. Divergir do entendimento do Tribunal a quo
acerca da ocorrência de dano material e de indenização
devida à Pousada LP Blat Ilhabela, ora agravada, pelo
cancelamento de reservas em razão de vazamento de óleo
em terminal petrolífero demandaria a reelaboração da
moldura fática delineada no acórdão recorrido, inviável
em sede recursal extraordinária. As razões do agravo
regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que
lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere
ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo
regimental conhecido e não provido’ (ARE n 798.101/SP-
AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber,
DJe de 15/5/14).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO
AMBIENTAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
6
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Relatório
ARE 808356 AGR / SP
REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N.
279
DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO.’ (AI n 783.538/RS-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/3/12).
‘AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO AMBIENTAL.
MANDADO DE SEGURANÇA. MULTA POR DANOS
AMBIENTAIS. CONTAMINAÇÃO DO SOLO POR
SUBSTÂNCIA TÓXICA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO
DO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INOCORRÊNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO
Supremo Tribunal Federal.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
INADMISSIBILIDADE. 1. O artigo 93, IX, da Constituição
Federal não resta violado nas hipóteses em que a decisão
mercê de fundamentada não se apoia na tese da
recorrente. 2. A violação indireta ou reflexa das regras
constitucionais não enseja recurso extraordinário.
Precedente: AgR-Recurso Extraordinário n 579.291, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje
de 05.06.09. 3. In casu, o acórdão recorrido decidiu a lide
com aplicação de normas infraconstitucionais a saber: Lei
n 6.938/81, Decretos Federais ns 3.179/99 e 6.514/08, por
isso que eventual violação à Constituição o foi de forma
indireta ou reflexa, o que inviabiliza a admissibilidade do
recurso extraordinário. 4. Deveras, o arresto recorrido
versou sobre mandado de segurança no qual alegou o
impetrante; a) não ter dado causa à contaminação do solo
da área atingida; b) o prazo para elaboração do laudo de
danos ambientais seria exíguo; c) a responsabilidade dos
danos ambientais seria da administração pública do
município de São Paulo, que teria incentivado atos de
esbulho perpetrado por invasores que lá fixaram
domicílio; e, por fim, d) os critérios adotados para fixação
da multa ambiental foram incorretos. 5. Sob esse enfoque é
cediço que o recurso extraordinário não é servil ao exame
de questões que demandam o revolvimento do contexto
7
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N.
279
DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO.’ (AI n 783.538/RS-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/3/12).
‘AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO AMBIENTAL.
MANDADO DE SEGURANÇA. MULTA POR DANOS
AMBIENTAIS. CONTAMINAÇÃO DO SOLO POR
SUBSTÂNCIA TÓXICA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO
DO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INOCORRÊNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO
Supremo Tribunal Federal.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
INADMISSIBILIDADE. 1. O artigo 93, IX, da Constituição
Federal não resta violado nas hipóteses em que a decisão
mercê de fundamentada não se apoia na tese da
recorrente. 2. A violação indireta ou reflexa das regras
constitucionais não enseja recurso extraordinário.
Precedente: AgR-Recurso Extraordinário n 579.291, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje
de 05.06.09. 3. In casu, o acórdão recorrido decidiu a lide
com aplicação de normas infraconstitucionais a saber: Lei
n 6.938/81, Decretos Federais ns 3.179/99 e 6.514/08, por
isso que eventual violação à Constituição o foi de forma
indireta ou reflexa, o que inviabiliza a admissibilidade do
recurso extraordinário. 4. Deveras, o arresto recorrido
versou sobre mandado de segurança no qual alegou o
impetrante; a) não ter dado causa à contaminação do solo
da área atingida; b) o prazo para elaboração do laudo de
danos ambientais seria exíguo; c) a responsabilidade dos
danos ambientais seria da administração pública do
município de São Paulo, que teria incentivado atos de
esbulho perpetrado por invasores que lá fixaram
domicílio; e, por fim, d) os critérios adotados para fixação
da multa ambiental foram incorretos. 5. Sob esse enfoque é
cediço que o recurso extraordinário não é servil ao exame
de questões que demandam o revolvimento do contexto
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16
Relatório
ARE 808356 AGR / SP
fático-probatório encartado nos autos, em face do óbice
erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: ‘Para
reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 6.
Agravo Regimental desprovido’ (AI 786312/SP-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de
10/6/2011).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO
AMBIENTAL.
OBRIGAÇÃO
DE
FAZER
E
INDENIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa.
Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc.
VII, do Código de Processo Civil’ (AI 709.291/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 06/2/2009).
‘RESPONSABILIDADE CIVIL. VAZAMENTO DE
ÓLEO.
DANOS
MATERIAIS
E
MORAIS.
INDENIZAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. O Tribunal a quo entendeu que o
vazamento de óleo ocorrido na Baía de Guanabara
ocasionou danos materiais e morais às pessoas que,
conforme prova constante dos autos, viviam da pesca na
região. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que
chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar
os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso
extraordinário, de acordo com a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI n 540.069/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 26/8/05).
8
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
fático-probatório encartado nos autos, em face do óbice
erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: ‘Para
reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 6.
Agravo Regimental desprovido’ (AI 786312/SP-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de
10/6/2011).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO
AMBIENTAL.
OBRIGAÇÃO
DE
FAZER
E
INDENIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa.
Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc.
VII, do Código de Processo Civil’ (AI 709.291/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 06/2/2009).
‘RESPONSABILIDADE CIVIL. VAZAMENTO DE
ÓLEO.
DANOS
MATERIAIS
E
MORAIS.
INDENIZAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. O Tribunal a quo entendeu que o
vazamento de óleo ocorrido na Baía de Guanabara
ocasionou danos materiais e morais às pessoas que,
conforme prova constante dos autos, viviam da pesca na
região. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que
chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar
os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso
extraordinário, de acordo com a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI n 540.069/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 26/8/05).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16
Relatório
ARE 808356 AGR / SP
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste a agravante que teria sido violado o art. 225, § 3..., da
Constituição Federal e que não incindiria no caso o óbice da Súmula n
279/Supremo Tribunal Federal.
Aduz, in verbis, que
“(...) [teria havido] incorreta aplicação do regime jurídico
da responsabilidade civil por dano ambiental que, embora seja
objetiva, não prescinde da comprovação de dano efetivo ao
meio ambiente e do correlato nexo causal, com vistas a evitar
excessos na aplicação da sanção de natureza civil.
(…) o acórdão recorrido merece ser reformado na via
extraordinária, por frontal violação ao art. 225, § 3... da CR/88,
não apenas quanto à tese de ausência de dano indenizável, mas
também quanto à cumulatividade da reparação com a
indenização e, ainda, o critério a ser adotado para se apurar o
montante da indenização, visto não existir nos autos qualquer
comprovação de dano causado, sendo que tais questões não
requerem a incursão na legislação infraconstitucional”.
É o relatório.
9
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste a agravante que teria sido violado o art. 225, § 3..., da
Constituição Federal e que não incindiria no caso o óbice da Súmula n
279/Supremo Tribunal Federal.
Aduz, in verbis, que
“(...) [teria havido] incorreta aplicação do regime jurídico
da responsabilidade civil por dano ambiental que, embora seja
objetiva, não prescinde da comprovação de dano efetivo ao
meio ambiente e do correlato nexo causal, com vistas a evitar
excessos na aplicação da sanção de natureza civil.
(…) o acórdão recorrido merece ser reformado na via
extraordinária, por frontal violação ao art. 225, § 3... da CR/88,
não apenas quanto à tese de ausência de dano indenizável, mas
também quanto à cumulatividade da reparação com a
indenização e, ainda, o critério a ser adotado para se apurar o
montante da indenização, visto não existir nos autos qualquer
comprovação de dano causado, sendo que tais questões não
requerem a incursão na legislação infraconstitucional”.
É o relatório.
9
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.356 SÃO
PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Com efeito, consoante relatei na decisão agravada, assentou o
Tribunal Regional Federal da 3... Região o seguinte:
“A existência do vazamento - fato gerador da demanda -
não foi negada pela Apelada na sua contestação, que buscou
mais impugnar a existência de recuperação da área e o
monopólio da jurisdição (fls. 48). No entanto, não paira a menor
sombra de dúvida que vazamento houve, pois é a própria
resposta que afirma a quantidade respectiva - inferior a 100
litros de óleo - e correlato ambiente aberto (fls. 48, último
parágrafo). Além disto, defesa da própria Petrobrás ao Capitão
dos Portos informa como se deu o vazamento, atribuindo-o às
fortes chuvas existentes na região (fls. 10/11). Em tais condições,
o reconhecimento da existência do fato em que se funda,
remotamente, a pretensão é imperativa, sendo que a autuação
administrativa em nada interfere no exercício da jurisdição,
porque se tratam de responsabilidades distintas, administrativa
e civil, nos termos da Constituição Federal de 1988, art. 225, § 3....
Não fosse isso suficiente, a poluição marítima restou
confirmada na prova pericial (vide fls. 122, último parágrafo).
Ora, existente o dano, o dever de indenizar é resultado
direto, independendo de culpa desde a vigência da Lei 6.938, de
1981, conforme dispõe seu art. 14, § 1......
(…)
A atividade de risco da Apelada impõe-lhe o dever de
pagar sempre que danos ocorram, sendo irrelevantes as
circunstâncias do caso, inclusive a alegada existência de fortes
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.356 SÃO
PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Com efeito, consoante relatei na decisão agravada, assentou o
Tribunal Regional Federal da 3... Região o seguinte:
“A existência do vazamento - fato gerador da demanda -
não foi negada pela Apelada na sua contestação, que buscou
mais impugnar a existência de recuperação da área e o
monopólio da jurisdição (fls. 48). No entanto, não paira a menor
sombra de dúvida que vazamento houve, pois é a própria
resposta que afirma a quantidade respectiva - inferior a 100
litros de óleo - e correlato ambiente aberto (fls. 48, último
parágrafo). Além disto, defesa da própria Petrobrás ao Capitão
dos Portos informa como se deu o vazamento, atribuindo-o às
fortes chuvas existentes na região (fls. 10/11). Em tais condições,
o reconhecimento da existência do fato em que se funda,
remotamente, a pretensão é imperativa, sendo que a autuação
administrativa em nada interfere no exercício da jurisdição,
porque se tratam de responsabilidades distintas, administrativa
e civil, nos termos da Constituição Federal de 1988, art. 225, § 3....
Não fosse isso suficiente, a poluição marítima restou
confirmada na prova pericial (vide fls. 122, último parágrafo).
Ora, existente o dano, o dever de indenizar é resultado
direto, independendo de culpa desde a vigência da Lei 6.938, de
1981, conforme dispõe seu art. 14, § 1......
(…)
A atividade de risco da Apelada impõe-lhe o dever de
pagar sempre que danos ocorram, sendo irrelevantes as
circunstâncias do caso, inclusive a alegada existência de fortes
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 808356 AGR / SP
chuvas. A responsabilidade civil, no caso, é objetiva e não se
cogita de culpa.
O fato da Apelada ter feito a limpeza da área, justificativa
da improcedência da ação, em nada interfere quanto ao dever
de indenizar: uma coisa é a recuperação do bem degradado e
outra, muito diversa, é o dever de indenizar previsto no art. 3...
da Lei da Ação Civil Pública (…)
(…)
(...) registro que o valor apresentado pelo Perito Judicial,
que se valeu do modelo norte-americano NRDAM/CME -
Natural Ressource Damage Assentment Model for Costal,
revela-se ínfimo e não pode ser aceito, porque significaria a
procedência fictícia da ação. Pagar menos do que R$ 1.000,00,
por um dano ambiental no porto de Santos é chegar a uma
conclusão que apresenta traços de total irrazoabilidade.
Já o valor de US$ 354.813,00 encontrado pela Assistente
Técnica do Ministério Público Federal (fls. 179), merece análise
mais detida. E desde logo se registre que este Tribunal tem
aceitado a tabela da CETESB como válida para o cálculo
tarifado pelos danos ao meio ambiente marítimo. (…)
(…)
Em sendo assim, afastando as conclusões do Perito
Judicial e atentando para o valor a que chegou a Assistente
Técnica do Ministério Público Federal, que foi de US$
354.813,00, examinando-o à luz da situação de fato, ou seja, 100
litros de óleo em área reconhecidamente poluída, recomendável
sua redução à base de um terço do estabelecido, ou seja, US$
118.271,00, na data da juntada do laudo (5.2.1997, fls. 172).”
Destarte, verifica-se que, ao contrário do que alega a agravante, a
Corte de origem concluiu, com base na legislação infraconstitucional e
nos fatos e nas provas dos autos, que restaram devidamente
demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil, motivo
pelo qual deveria a agravante ressarcir a população pelo dano ambiental
a que deu causa com o vazamento de óleo no estuário de Santos.
Anote-se, ainda, que as sanções aplicáveis à espécie foram definidas
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
chuvas. A responsabilidade civil, no caso, é objetiva e não se
cogita de culpa.
O fato da Apelada ter feito a limpeza da área, justificativa
da improcedência da ação, em nada interfere quanto ao dever
de indenizar: uma coisa é a recuperação do bem degradado e
outra, muito diversa, é o dever de indenizar previsto no art. 3...
da Lei da Ação Civil Pública (…)
(…)
(...) registro que o valor apresentado pelo Perito Judicial,
que se valeu do modelo norte-americano NRDAM/CME -
Natural Ressource Damage Assentment Model for Costal,
revela-se ínfimo e não pode ser aceito, porque significaria a
procedência fictícia da ação. Pagar menos do que R$ 1.000,00,
por um dano ambiental no porto de Santos é chegar a uma
conclusão que apresenta traços de total irrazoabilidade.
Já o valor de US$ 354.813,00 encontrado pela Assistente
Técnica do Ministério Público Federal (fls. 179), merece análise
mais detida. E desde logo se registre que este Tribunal tem
aceitado a tabela da CETESB como válida para o cálculo
tarifado pelos danos ao meio ambiente marítimo. (…)
(…)
Em sendo assim, afastando as conclusões do Perito
Judicial e atentando para o valor a que chegou a Assistente
Técnica do Ministério Público Federal, que foi de US$
354.813,00, examinando-o à luz da situação de fato, ou seja, 100
litros de óleo em área reconhecidamente poluída, recomendável
sua redução à base de um terço do estabelecido, ou seja, US$
118.271,00, na data da juntada do laudo (5.2.1997, fls. 172).”
Destarte, verifica-se que, ao contrário do que alega a agravante, a
Corte de origem concluiu, com base na legislação infraconstitucional e
nos fatos e nas provas dos autos, que restaram devidamente
demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil, motivo
pelo qual deveria a agravante ressarcir a população pelo dano ambiental
a que deu causa com o vazamento de óleo no estuário de Santos.
Anote-se, ainda, que as sanções aplicáveis à espécie foram definidas
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 808356 AGR / SP
com fundamento na Lei da Ação Civil Pública, assim como foram as
circunstâncias fáticas do caso concreto que nortearam o Tribunal Regional
Federal da 3... Região na escolha dos critérios para a fixação do valor da
indenização.
Desse modo, para divergir das conclusões adotadas pela Corte de
origem, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional
pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é
inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e
279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL.
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO
COM AGRAVO. DANO AMBIENTAL. CONTROVÉRSIA QUE
DEMANDA
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
NECESSIDADE
DE
REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA
DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. 1. O
Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão
constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa
à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do
devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob
a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 2. A solução da
controvérsia
demanda
a
análise
da
legislação
infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimentos inviáveis neste momento processual. 3. O
acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em
sentido contrário aos interesses da parte agravante. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE n 871.655/SP-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
5/6/15).
“DIREITO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL
POR DANOS AMBIENTAIS. ANÁLISE DE EVENTUAL
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172239.
Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
com fundamento na Lei da Ação Civil Pública, assim como foram as
circunstâncias fáticas do caso concreto que nortearam o Tribunal Regional
Federal da 3... Região na escolha dos critérios para a fixação do valor da
indenização.
Desse modo, para divergir das conclusões adotadas pela Corte de
origem, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional
pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é
inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e
279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL.
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO
COM AGRAVO. DANO AMBIENTAL. CONTROVÉRSIA QUE
DEMANDA
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
NECESSIDADE
DE
REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA
DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. 1. O
Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão
constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa
à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do
devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob
a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 2. A solução da
controvérsia
demanda
a
análise
da
legislação
infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimentos inviáveis neste momento processual. 3. O
acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em
sentido contrário aos interesses da parte agravante. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE n 871.655/SP-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
5/6/15).
“DIREITO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL
POR DANOS AMBIENTAIS. ANÁLISE DE EVENTUAL
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 808356 AGR / SP
VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEPENDENTE
DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA FÁTICA
CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL
OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.7.2013. A
controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada,
não alcança estatura constitucional. A pretensão do agravante
encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal,
pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados
somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a
demandar, em primeiro plano para sua constatação, a
reelaboração do quadro fático delineado. As razões do agravo
regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos
que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à
ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE
n 869.954/SE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 14/5/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Imóvel
construído em área de preservação permanente. Determinação
judicial para sua demolição. Direito de propriedade.
Circunstâncias fáticas e legais que nortearam a decisão da
origem em prol do princípio da proteção ao meio ambiente.
Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem, analisando
as Leis ns 4.771/65, 6.938/81 e 7.347/85, a Resolução n 4/85 do
CONAMA e os fatos e as provas dos autos, concluiu que o ora
agravante, com a construção não autorizada de imóvel em área
de preservação permanente, causou dano ambiental, bem como
que a condenação pecuniária não seria apta a reconstituir o
espaço degradado, motivo pelo qual impunha-se a demolição
do imóvel. 2. Para divergir da conclusão a que chegou o
Tribunal de origem, seria necessário analisar a referida
legislação, bem como o conjunto fático-probatório da causa, o
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEPENDENTE
DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA FÁTICA
CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL
OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.7.2013. A
controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada,
não alcança estatura constitucional. A pretensão do agravante
encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal,
pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados
somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a
demandar, em primeiro plano para sua constatação, a
reelaboração do quadro fático delineado. As razões do agravo
regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos
que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à
ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE
n 869.954/SE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 14/5/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Imóvel
construído em área de preservação permanente. Determinação
judicial para sua demolição. Direito de propriedade.
Circunstâncias fáticas e legais que nortearam a decisão da
origem em prol do princípio da proteção ao meio ambiente.
Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem, analisando
as Leis ns 4.771/65, 6.938/81 e 7.347/85, a Resolução n 4/85 do
CONAMA e os fatos e as provas dos autos, concluiu que o ora
agravante, com a construção não autorizada de imóvel em área
de preservação permanente, causou dano ambiental, bem como
que a condenação pecuniária não seria apta a reconstituir o
espaço degradado, motivo pelo qual impunha-se a demolição
do imóvel. 2. Para divergir da conclusão a que chegou o
Tribunal de origem, seria necessário analisar a referida
legislação, bem como o conjunto fático-probatório da causa, o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 808356 AGR / SP
que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido”
(Recurso Extraordinário n 605.482/SC-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria,
DJe de 5/11/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DIREITO AMBIENTAL. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA.
RESPONSABILIDADE
CIVIL
OBJETIVA
SOLIDÁRIA.
ANÁLISE
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 679.676/PR-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/3/13).
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808356 AGR / SP
que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido”
(Recurso Extraordinário n 605.482/SC-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria,
DJe de 5/11/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DIREITO AMBIENTAL. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA.
RESPONSABILIDADE
CIVIL
OBJETIVA
SOLIDÁRIA.
ANÁLISE
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 679.676/PR-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/3/13).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16
Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.356
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : OSMIR PIRES COUTO JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.356
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : OSMIR PIRES COUTO JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070274
Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808 . 356",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 808356 AGR / SP",
"ARE 808356 AGR / SP",
"ARE 808356 AGR / SP",
"ARE 808356 AGR / SP 190 / 204",
"ARE 808356",
"AGR",
"/ SP 190 / 204",
"ARE 808356 AGR / SP",
"ARE 808356 AGR / SP",
"ARE 808356 AGR / SP",
"Súmula n 279 desta Corte",
"ARE n 798 . 101 / SP - AgR",
"ARE 808356 AGR / SP",
"ARE n 798 . 101 / SP - AgR",
"ARE 808356 AGR / SP",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 783 . 538 / RS - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"AgR",
"-",
"Recurso Extraordinário n 579 . 291",
"ARE 808356 AGR / SP",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 783 . 538 / RS - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"AgR",
"-",
"Recurso Extraordinário n 579 . 291",
"ARE 808356 AGR / SP",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 786312 / SP - AgR",
"AI 709 . 291 / SP - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n 540 . 069 / RJ - AgR",
"ARE 808356 AGR / SP",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 786312 / SP - AgR",
"AI 709 . 291 / SP - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n 540 . 069 / RJ - AgR",
"ARE 808356 AGR / SP",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 808356 AGR / SP",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 808356 AGR / SP",
"ARE 808356 AGR / SP",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Tema 660",
"ARE 748 . 371 - RG",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 871 . 655 / SP - AgR",
"ARE 808356 AGR / SP",
"Súmulas ns 636",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Tema 660 -",
"ARE 748 . 371 - RG",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 871 . 655 / SP - AgR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 869 . 954 / SE - AgR",
"ARE 808356 AGR / SP",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 869 . 954 / SE - AgR",
"ARE 808356 AGR / SP",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 605 . 482 / SC - AgR",
"Recurso Extraordinário n 679 . 676 / PR - AgR",
"ARE 808356 AGR / SP",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 605 . 482 / SC - AgR",
"Recurso Extraordinário n 679 . 676 / PR - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO",
"LEI 6 . 938 / 81",
"art . 14 , § 1 . . . , da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 225 , § 3 . .",
"LEI 6 . 938 / 81",
"art . 14 , § 1 . . . , da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 225 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 225 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 225 , § 3 . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 225 , § 3 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Lei 9605 / 98 , art . 6 . . . , inc . II",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Lei 9605 / 98 , art . 6 . . . , inc . II",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Lei n 6 . 938 / 81",
"Decretos Federais ns 3 . 179 / 99",
"6",
".",
"514",
"/",
"08",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Lei n 6 . 938 / 81",
"Decretos Federais ns 3 . 179 / 99",
"6",
".",
"514",
"/",
"08",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , § 2 . . . , c / c arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , § 2 . . . , c / c",
"arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"art . 225 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"art . 225 , § 3 . . . da CR / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 225 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"art . 225 , § 3 . . . da CR / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 225 , § 3",
"Lei 6 . 938",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 225 , § 3 .",
"Lei 6 . 938",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 3 . . . da Lei da Ação Civil Pública",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 3 . . . da Lei da Ação Civil Pública",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"2001",
"Lei da",
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei da Ação Civil Pública",
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 102 DA LEI MAIOR",
"Constituição da República",
"Leis ns 4 . 771 / 65",
"6",
".",
"938",
"/",
"81",
"7",
".",
"347",
"/",
"85",
"Resolução n 4 / 85 do CONAMA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 102 DA LEI MAIOR",
"Constituição da República",
"Leis ns 4 . 771 / 65",
"6",
".",
"938",
"/",
"81",
"7",
".",
"347",
"/",
"85",
"Resolução n 4 / 85 do CONAMA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Brasil",
"porto de Santos",
"Brasil",
"porto de Santos",
"porto de Santos",
"porto de Santos",
"município de São Paulo",
"município de São Paulo",
"Baía de Guanabara",
"Baía de Guanabara",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"porto de Santos",
"estuário de Santos",
"porto de Santos",
"estuário de Santos",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Petróleo Brasileiro S . A .",
"Petrobras",
"Turma A do Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"CETESB",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Petróleo Brasileiro S . A .",
"Petrobras",
"Turma A do Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"CETESB",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Petrobrás",
"CETESB",
"MPF",
"Petrobrás",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Petrobrás",
"CETESB",
"MPF",
"Petrobrás",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"MPF",
"CETESB",
"Ministério Público Federal",
"CETESB",
"CETESB",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"MPF",
"CETESB",
"Ministério Público Federal",
"CETESB",
"CETESB",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pousada LP Blat Ilhabela",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pousada LP Blat Ilhabela",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Petrobrás",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Petrobrás",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Ministério Público Federal",
"CETESB",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"CETESB",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"OSMIR PIRES COUTO JUNIOR",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"OSMIR PIRES COUTO JUNIOR",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"OSMIR PIRES COUTO JUNIOR",
"DIAS TOFFOLI",
"Odim Brandão Ferreira",
"Sepúlveda Pertence",
"Odim Brandão Ferreira",
"Sepúlveda Pertence",
"Ricardo Ferreira de Souza Lyra",
"Ricardo Ferreira de Souza Lyra",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Gilmar Mendes",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"Roberto Barroso",
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"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"OSMIR PIRES COUTO JUNIOR",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
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"Teori Zavascki",
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"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"DIAS TOFFOLI",
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"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"1981",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"1981",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"2",
".",
"1997",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"2",
".",
"1997",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"12",
".",
"2011",
"15",
"/",
"5",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"12",
".",
"2011",
"15",
"/",
"5",
"/",
"14",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
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"/",
"12",
"05",
".",
"06",
".",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"3",
"/",
"12",
"05",
".",
"06",
".",
"09",
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"/",
"2001",
"10",
"/",
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"/",
"2011",
"06",
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"/",
"2009",
"26",
"/",
"8",
"/",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"6",
"/",
"2011",
"06",
"/",
"2",
"/",
"2009",
"26",
"/",
"8",
"/",
"05",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"1981",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"1981",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"2",
".",
"1997",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"2",
".",
"1997",
"24",
"/",
"08",
"5",
"/",
"6",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
"/",
"6",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
".",
"7",
".",
"2013",
"14",
"/",
"5",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
".",
"7",
".",
"2013",
"14",
"/",
"5",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
"/",
"11",
"/",
"13",
"5",
"/",
"3",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
"/",
"11",
"/",
"13",
"5",
"/",
"3",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.117
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:MARIA MARGARIDA FERREIRA
ADV.(A/S)
:NAZÁRIO NICOLAU MAIA GONÇALVES DE FARIA
E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RECEBIDOS
COMO
AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO
GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULAS 279 E 280 DO STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em receber os embargos de
declaração como agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos
do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9101206.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.117
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:MARIA MARGARIDA FERREIRA
ADV.(A/S)
:NAZÁRIO NICOLAU MAIA GONÇALVES DE FARIA
E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão que
negou provimento ao agravo em recurso extraordinário ao argumento de
que (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de
fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência
do STF; e (b) incidem, na espécie, os óbices das Súmulas 279 e 280/STF.
Sustenta a embargante, em suma, que não se pretende a análise de
legislação local e nem mesmo de fatos da causa, mas sim afastar a
aplicação de regulamento local ante a existência de norma constitucional
de eficácia plena.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9101237.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.117
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:MARIA MARGARIDA FERREIRA
ADV.(A/S)
:NAZÁRIO NICOLAU MAIA GONÇALVES DE FARIA
E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão que
negou provimento ao agravo em recurso extraordinário ao argumento de
que (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de
fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência
do STF; e (b) incidem, na espécie, os óbices das Súmulas 279 e 280/STF.
Sustenta a embargante, em suma, que não se pretende a análise de
legislação local e nem mesmo de fatos da causa, mas sim afastar a
aplicação de regulamento local ante a existência de norma constitucional
de eficácia plena.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9101237.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.117
MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. Embora a recorrente tenha denominado o presente recurso de
"embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se,
de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário, e não sanar qualquer erro material,
omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do CPC). Evidenciando-se,
portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência,
recebo-o como agravo regimental.
2 . O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de
qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os
fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o
entendimento nela firmado. Portanto, não há que se falar em reparos na
decisão, pelo que se reafirma seu teor:
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e
fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional
discutida no recurso extraordinário, com indicação específica
das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a
relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam,
portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos
102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a
respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a
matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de
importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão
ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto
potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é
consequência inevitável de suposta violação a dispositivo
constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.117
MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. Embora a recorrente tenha denominado o presente recurso de
"embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se,
de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário, e não sanar qualquer erro material,
omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do CPC). Evidenciando-se,
portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência,
recebo-o como agravo regimental.
2 . O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de
qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os
fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o
entendimento nela firmado. Portanto, não há que se falar em reparos na
decisão, pelo que se reafirma seu teor:
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e
fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional
discutida no recurso extraordinário, com indicação específica
das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a
relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam,
portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos
102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a
respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a
matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de
importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão
ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto
potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é
consequência inevitável de suposta violação a dispositivo
constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 894117 ED / MG
Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595-
AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA , Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE
696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de
19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA ,
Segunda Turma, DJe de 13/08/2012.
Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está
acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes
exigidos pela jurisprudência do STF.
3. Ademais, o acórdão recorrido consignou:
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA. REVISÃO
DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. SERVIDORA
PÚBLICA EFETIVA DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE.
APOSENTADORIA.
PROVENTOS
INTEGRAIS.
INCLUSÃO
DE
VANTAGENS
TRANSITÓRIAS. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE
PREVISÃO LEGAL. JORNADA COMPLEMENTAR.
REQUISITOS. NÃO PREENCHIMENTO. RCURSO
IMPROVIDO.
I. O fato de ter havido desconto previdenciário sobre
todas as parcelas remuneratórias não conduz à
incorporação daquelas transitórias aos proventos de
aposentadoria;
(…)
III. No âmbito do Município de Belo Horizonte,
inexistindo previsão legal que autorize a incorporação de
parcelas de natureza propter laborem aos proventos de
aposentadoria, impõe-se a improcedência dos pedidos;
IV. Para que seja possível a incorporação aos
proventos de aposentadoria dos valores recebidos a título
de jornada complementar, necessário que o servidor
demonstre que no período mínimo de 3 (três) anos que
antecedeu à aposentadoria, efetivamente cumpriu a
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894117 ED / MG
Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595-
AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA , Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE
696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de
19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA ,
Segunda Turma, DJe de 13/08/2012.
Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está
acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes
exigidos pela jurisprudência do STF.
3. Ademais, o acórdão recorrido consignou:
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA. REVISÃO
DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. SERVIDORA
PÚBLICA EFETIVA DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE.
APOSENTADORIA.
PROVENTOS
INTEGRAIS.
INCLUSÃO
DE
VANTAGENS
TRANSITÓRIAS. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE
PREVISÃO LEGAL. JORNADA COMPLEMENTAR.
REQUISITOS. NÃO PREENCHIMENTO. RCURSO
IMPROVIDO.
I. O fato de ter havido desconto previdenciário sobre
todas as parcelas remuneratórias não conduz à
incorporação daquelas transitórias aos proventos de
aposentadoria;
(…)
III. No âmbito do Município de Belo Horizonte,
inexistindo previsão legal que autorize a incorporação de
parcelas de natureza propter laborem aos proventos de
aposentadoria, impõe-se a improcedência dos pedidos;
IV. Para que seja possível a incorporação aos
proventos de aposentadoria dos valores recebidos a título
de jornada complementar, necessário que o servidor
demonstre que no período mínimo de 3 (três) anos que
antecedeu à aposentadoria, efetivamente cumpriu a
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9101238.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 894117 ED / MG
jornada excedente e recebeu, por conseguinte, a respectiva
contraprestação prevista em lei. Não tendo a autora nos
termos do art. 333, I do CPC demonstrado o cumprimento
dos requisitos do art. 9º § 2º da Lei municipal n. 7.238/96,
indefere-se o pedido de incorporação da jornada
complementar, recebida eventualmente, aos proventos de
aposentadoria. (fls. 144)
Não haveria como reverter o julgado sem o exame da
legislação infraconstitucional (Lei Municipal 7.238/1996), bem
como do contexto fático-probatório dos autos, o que atrai ao
conhecimento do recurso o óbice das Súmulas 279 e 280 do STF.
Nesse sentido:
EMENTA: Agravo regimental no recurso
extraordinário com agravo. servidor público. Gratificação
por dedicação exclusiva de magistério (TIDEM). Caráter
propter laborem da vantagem reconhecido na origem.
Forma de incorporação na inatividade. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se
presta o recurso extraordinário para o exame de matéria
ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº
280/STF. 2. Agravo regimental não provido. ARE 800.736-
AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe
de 30/4/2015).
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
APOSENTADORIA. PROVENTOS. INCORPORAÇÃO
DA DIFERENÇA DE HORAS EXTRAS. INCIDÊNCIA
DAS SÚMULAS 279 E 280/STF. 1. No caso, a instância
judicante de origem decidiu a controvérsia à luz da
interpretação do direito estadual pertinente e do conjunto
fático-probatório dos autos. Pelo que entendimento
diverso encontra óbice nas Súmulas 279 e 280/STF. 2.
Agravo regimental desprovido. (RE 275.126-AgR/RS, Rel.
Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 2/3/2011).
3
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9101238.
Supremo Tribunal Federal
ARE 894117 ED / MG
jornada excedente e recebeu, por conseguinte, a respectiva
contraprestação prevista em lei. Não tendo a autora nos
termos do art. 333, I do CPC demonstrado o cumprimento
dos requisitos do art. 9º § 2º da Lei municipal n. 7.238/96,
indefere-se o pedido de incorporação da jornada
complementar, recebida eventualmente, aos proventos de
aposentadoria. (fls. 144)
Não haveria como reverter o julgado sem o exame da
legislação infraconstitucional (Lei Municipal 7.238/1996), bem
como do contexto fático-probatório dos autos, o que atrai ao
conhecimento do recurso o óbice das Súmulas 279 e 280 do STF.
Nesse sentido:
EMENTA: Agravo regimental no recurso
extraordinário com agravo. servidor público. Gratificação
por dedicação exclusiva de magistério (TIDEM). Caráter
propter laborem da vantagem reconhecido na origem.
Forma de incorporação na inatividade. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se
presta o recurso extraordinário para o exame de matéria
ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº
280/STF. 2. Agravo regimental não provido. ARE 800.736-
AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe
de 30/4/2015).
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
APOSENTADORIA. PROVENTOS. INCORPORAÇÃO
DA DIFERENÇA DE HORAS EXTRAS. INCIDÊNCIA
DAS SÚMULAS 279 E 280/STF. 1. No caso, a instância
judicante de origem decidiu a controvérsia à luz da
interpretação do direito estadual pertinente e do conjunto
fático-probatório dos autos. Pelo que entendimento
diverso encontra óbice nas Súmulas 279 e 280/STF. 2.
Agravo regimental desprovido. (RE 275.126-AgR/RS, Rel.
Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 2/3/2011).
3
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 894117 ED / MG
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO
ESTADUAL
INATIVO.
PRETENSÃO
DE
INCORPORAÇÃO
DE
GRATIFICAÇÃO. SÚMULA 280/STF. PRECEDENTES. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o
cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação
infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz
da Constituição. Agravo regimental a que se nega
provimento. (AI 807.438-AgR/RJ, Rel. Min. ROBERTO
BARROSO, Primeira Turma, DJe de 21/11/2014).
4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental e nego-lhe provimento. É o voto.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894117 ED / MG
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO
ESTADUAL
INATIVO.
PRETENSÃO
DE
INCORPORAÇÃO
DE
GRATIFICAÇÃO. SÚMULA 280/STF. PRECEDENTES. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o
cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação
infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz
da Constituição. Agravo regimental a que se nega
provimento. (AI 807.438-AgR/RJ, Rel. Min. ROBERTO
BARROSO, Primeira Turma, DJe de 21/11/2014).
4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental e nego-lhe provimento. É o voto.
4
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Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.117
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : MARIA MARGARIDA FERREIRA
ADV.(A/S) : NAZÁRIO NICOLAU MAIA GONÇALVES DE FARIA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
Decisão: A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de
declaração como agravo regimental e negou-lhe provimento, nos
termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.117
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : MARIA MARGARIDA FERREIRA
ADV.(A/S) : NAZÁRIO NICOLAU MAIA GONÇALVES DE FARIA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
Decisão: A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de
declaração como agravo regimental e negou-lhe provimento, nos
termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9204368
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-08-24T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULAS 279 E 280 DO STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur316287
|
Número de páginas: 7.
Análise: 31/08/2015, BMP.
|
TEORI ZAVASCKI
|
Segunda Turma
|
894117
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-MUN LEI-007238 ANO-1996\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE, MG"
] |
ARE-ED
|
acordaos
|
ARE 894117 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : MARIA MARGARIDA FERREIRA
ADV.(A/S) : NAZÁRIO NICOLAU MAIA GONÇALVES DE FARIA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.117
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:MARIA MARGARIDA FERREIRA
ADV.(A/S)
:NAZÁRIO NICOLAU MAIA GONÇALVES DE FARIA
E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RECEBIDOS
COMO
AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO
GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em receber os embargos de
declaração como agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos
do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.117
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:MARIA MARGARIDA FERREIRA
ADV.(A/S)
:NAZÁRIO NICOLAU MAIA GONÇALVES DE FARIA
E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão que
negou provimento ao agravo em recurso extraordinário ao argumento de
que (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de
fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal; e (b) incidem, na espécie, os óbices das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal.
Sustenta a embargante, em suma, que não se pretende a análise de
legislação local e nem mesmo de fatos da causa, mas sim afastar a
aplicação de regulamento local ante a existência de norma constitucional
de eficácia plena.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.117
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:MARIA MARGARIDA FERREIRA
ADV.(A/S)
:NAZÁRIO NICOLAU MAIA GONÇALVES DE FARIA
E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão que
negou provimento ao agravo em recurso extraordinário ao argumento de
que (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de
fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal; e (b) incidem, na espécie, os óbices das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal.
Sustenta a embargante, em suma, que não se pretende a análise de
legislação local e nem mesmo de fatos da causa, mas sim afastar a
aplicação de regulamento local ante a existência de norma constitucional
de eficácia plena.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.117
MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. Embora a recorrente tenha denominado o presente recurso de
"embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se,
de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário, e não sanar qualquer erro material,
omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do Código de Processo Civil). Evidenciando-se,
portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência,
recebo-o como agravo regimental.
2 . O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de
qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os
fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o
entendimento nela firmado. Portanto, não há que se falar em reparos na
decisão, pelo que se reafirma seu teor:
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e
fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional
discutida no recurso extraordinário, com indicação específica
das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a
relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam,
portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos
102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a
respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a
matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de
importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão
ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto
potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é
consequência inevitável de suposta violação a dispositivo
constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.117
MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. Embora a recorrente tenha denominado o presente recurso de
"embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se,
de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário, e não sanar qualquer erro material,
omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do Código de Processo Civil). Evidenciando-se,
portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência,
recebo-o como agravo regimental.
2 . O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de
qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os
fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o
entendimento nela firmado. Portanto, não há que se falar em reparos na
decisão, pelo que se reafirma seu teor:
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e
fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional
discutida no recurso extraordinário, com indicação específica
das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a
relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam,
portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos
102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a
respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a
matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de
importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão
ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto
potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é
consequência inevitável de suposta violação a dispositivo
constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 894117 ED / MG
Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595-
AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA , Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE
696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de
19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA ,
Segunda Turma, DJe de 13/08/2012.
Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está
acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes
exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
3. Ademais, o acórdão recorrido consignou:
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA. REVISÃO
DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. SERVIDORA
PÚBLICA EFETIVA DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE.
APOSENTADORIA.
PROVENTOS
INTEGRAIS.
INCLUSÃO
DE
VANTAGENS
TRANSITÓRIAS. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE
PREVISÃO LEGAL. JORNADA COMPLEMENTAR.
REQUISITOS. NÃO PREENCHIMENTO. RCURSO
IMPROVIDO.
I. O fato de ter havido desconto previdenciário sobre
todas as parcelas remuneratórias não conduz à
incorporação daquelas transitórias aos proventos de
aposentadoria;
(…)
III. No âmbito do Município de Belo Horizonte,
inexistindo previsão legal que autorize a incorporação de
parcelas de natureza propter laborem aos proventos de
aposentadoria, impõe-se a improcedência dos pedidos;
IV. Para que seja possível a incorporação aos
proventos de aposentadoria dos valores recebidos a título
de jornada complementar, necessário que o servidor
demonstre que no período mínimo de 3 (três) anos que
antecedeu à aposentadoria, efetivamente cumpriu a
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894117 ED / MG
Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595-
AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA , Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE
696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de
19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA ,
Segunda Turma, DJe de 13/08/2012.
Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está
acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes
exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
3. Ademais, o acórdão recorrido consignou:
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA. REVISÃO
DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. SERVIDORA
PÚBLICA EFETIVA DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE.
APOSENTADORIA.
PROVENTOS
INTEGRAIS.
INCLUSÃO
DE
VANTAGENS
TRANSITÓRIAS. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE
PREVISÃO LEGAL. JORNADA COMPLEMENTAR.
REQUISITOS. NÃO PREENCHIMENTO. RCURSO
IMPROVIDO.
I. O fato de ter havido desconto previdenciário sobre
todas as parcelas remuneratórias não conduz à
incorporação daquelas transitórias aos proventos de
aposentadoria;
(…)
III. No âmbito do Município de Belo Horizonte,
inexistindo previsão legal que autorize a incorporação de
parcelas de natureza propter laborem aos proventos de
aposentadoria, impõe-se a improcedência dos pedidos;
IV. Para que seja possível a incorporação aos
proventos de aposentadoria dos valores recebidos a título
de jornada complementar, necessário que o servidor
demonstre que no período mínimo de 3 (três) anos que
antecedeu à aposentadoria, efetivamente cumpriu a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 894117 ED / MG
jornada excedente e recebeu, por conseguinte, a respectiva
contraprestação prevista em lei. Não tendo a autora nos
termos do art. 333, I do Código de Processo Civil demonstrado o cumprimento
dos requisitos do art. 9... § 2... da Lei municipal n. 7.238/96,
indefere-se o pedido de incorporação da jornada
complementar, recebida eventualmente, aos proventos de
aposentadoria. (fls. 144)
Não haveria como reverter o julgado sem o exame da
legislação infraconstitucional (Lei Municipal 7.238/1996), bem
como do contexto fático-probatório dos autos, o que atrai ao
conhecimento do recurso o óbice das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido:
EMENTA: Agravo regimental no recurso
extraordinário com agravo. servidor público. Gratificação
por dedicação exclusiva de magistério (TIDEM). Caráter
propter laborem da vantagem reconhecido na origem.
Forma de incorporação na inatividade. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se
presta o recurso extraordinário para o exame de matéria
ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n
280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. ARE 800.736-
AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe
de 30/4/2015).
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
APOSENTADORIA. PROVENTOS. INCORPORAÇÃO
DA DIFERENÇA DE HORAS EXTRAS. INCIDÊNCIA
DAS SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. 1. No caso, a instância
judicante de origem decidiu a controvérsia à luz da
interpretação do direito estadual pertinente e do conjunto
fático-probatório dos autos. Pelo que entendimento
diverso encontra óbice nas Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2.
Agravo regimental desprovido. (Recurso Extraordinário 275.126-AgR/RS, Rel.
Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 2/3/2011).
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9101238.
Supremo Tribunal Federal
ARE 894117 ED / MG
jornada excedente e recebeu, por conseguinte, a respectiva
contraprestação prevista em lei. Não tendo a autora nos
termos do art. 333, I do Código de Processo Civil demonstrado o cumprimento
dos requisitos do art. 9... § 2... da Lei municipal n. 7.238/96,
indefere-se o pedido de incorporação da jornada
complementar, recebida eventualmente, aos proventos de
aposentadoria. (fls. 144)
Não haveria como reverter o julgado sem o exame da
legislação infraconstitucional (Lei Municipal 7.238/1996), bem
como do contexto fático-probatório dos autos, o que atrai ao
conhecimento do recurso o óbice das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido:
EMENTA: Agravo regimental no recurso
extraordinário com agravo. servidor público. Gratificação
por dedicação exclusiva de magistério (TIDEM). Caráter
propter laborem da vantagem reconhecido na origem.
Forma de incorporação na inatividade. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se
presta o recurso extraordinário para o exame de matéria
ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n
280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. ARE 800.736-
AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe
de 30/4/2015).
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
APOSENTADORIA. PROVENTOS. INCORPORAÇÃO
DA DIFERENÇA DE HORAS EXTRAS. INCIDÊNCIA
DAS SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. 1. No caso, a instância
judicante de origem decidiu a controvérsia à luz da
interpretação do direito estadual pertinente e do conjunto
fático-probatório dos autos. Pelo que entendimento
diverso encontra óbice nas Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2.
Agravo regimental desprovido. (Recurso Extraordinário 275.126-AgR/RS, Rel.
Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 2/3/2011).
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 894117 ED / MG
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO
ESTADUAL
INATIVO.
PRETENSÃO
DE
INCORPORAÇÃO
DE
GRATIFICAÇÃO. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o
cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação
infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz
da Constituição. Agravo regimental a que se nega
provimento. (AI 807.438-AgR/RJ, Rel. Min. ROBERTO
BARROSO, Primeira Turma, DJe de 21/11/2014).
4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental e nego-lhe provimento. É o voto.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894117 ED / MG
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO
ESTADUAL
INATIVO.
PRETENSÃO
DE
INCORPORAÇÃO
DE
GRATIFICAÇÃO. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o
cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação
infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz
da Constituição. Agravo regimental a que se nega
provimento. (AI 807.438-AgR/RJ, Rel. Min. ROBERTO
BARROSO, Primeira Turma, DJe de 21/11/2014).
4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental e nego-lhe provimento. É o voto.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.117
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : MARIA MARGARIDA FERREIRA
ADV.(A/S) : NAZÁRIO NICOLAU MAIA GONÇALVES DE FARIA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
Decisão: A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de
declaração como agravo regimental e negou-lhe provimento, nos
termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.117
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : MARIA MARGARIDA FERREIRA
ADV.(A/S) : NAZÁRIO NICOLAU MAIA GONÇALVES DE FARIA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
Decisão: A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de
declaração como agravo regimental e negou-lhe provimento, nos
termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO 894 . 117",
"Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 691 . 595 - AgR",
"ARE 696 . 347 - AgR - segundo",
"ARE 696 . 263 - AgR / MG",
"AI 717 . 821 - AgR",
"ARE 894117 ED / MG",
"ARE 691 . 595 - AgR",
"ARE 696 . 347 - AgR - segundo",
"ARE 696 . 263 - AgR / MG",
"AI 717 . 821 - AgR",
"Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 800 . 736 - AgR / DF",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 275 . 126 - AgR / RS",
"ARE 894117 ED / MG",
"Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 800 . 736 - AgR / DF",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279",
"Recurso Extraordinário 275 .",
"126",
"-",
"AgR",
"/",
"RS",
"ARE 894117 ED / MG",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 807 . 438 - AgR / RJ",
"ARE 894117 ED /",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 807 . 438 - AgR / RJ"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"543",
"-",
"A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"543",
"-",
"A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 333 , I do Código de Processo Civil",
"art . 9 . . . § 2 . . . da Lei municipal n . 7 . 238 / 96",
"Lei Municipal 7 . 238 / 1996",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 333 , I do Código de Processo Civil",
"art . 9 . . . § 2 . . . da Lei municipal n . 7 . 238 / 96",
"Lei Municipal 7 . 238 / 1996",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MUNICÍPIO",
"MUNICÍPIO DE",
"BELO HORIZONTE",
"MINAS GERAIS",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"MINAS GERAIS",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"Município de Belo Horizonte",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"Município de Belo Horizonte",
"MINAS GERAIS",
"MUNICÍPIO",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"MINAS GERAIS",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"TEORI ZAVASCKI",
"MARIA MARGARIDA FERREIRA",
"DIAS TOFFOLI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"MARIA MARGARIDA FERREIRA",
"NICOLAU MAIA GONÇALVES DE FARIA",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"MARIA MARGARIDA FERREIRA",
"NAZÁRIO NICOLAU MAIA GONÇALVES DE FARIA",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI ARE",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"JOAQUIM BARBOSA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"JOAQUIM BARBOSA",
"TEORI ZAVASCKI",
"DIAS TOFFOLI",
"AYRES BRITTO",
"DIAS TOFFOLI",
"AYRES BRITTO",
"TEORI ZAVASCKI",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"TEORI ZAVASCKI",
"MARIA MARGARIDA FERREIRA",
"NAZÁRIO NICOLAU MAIA GONÇALVES DE FARIA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"TEORI ZAVASCKI",
"MARIA MARGARIDA FERREIRA",
"NAZÁRIO NICOLAU MAIA GONÇALVES DE FARIA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"02",
"/",
"2013",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2013",
"19",
"/",
"02",
"/",
"2013",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"02",
"/",
"2013",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2013",
"19",
"/",
"02",
"/",
"2013",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"4",
"/",
"2015",
"2",
"/",
"3",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"4",
"/",
"2015",
"2",
"/",
"3",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:VILMAR DAFLON JARDIM
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO
DE OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO
EM MANDADO DE SEGURANÇA. REVISÃO DA CONDIÇÃO DE
ANISTIADO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO DIREITO
LÍQUIDO E CERTO. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA.
INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE
NEGA PROVIMENTO.
1. A Corte já firmou entendimento, em casos análogos, no sentido de
de que a mera instauração de procedimento de revisão dos atos
concessivos de anistia não viola direito líquido e certo, bem como não
ofende o art. 54 da Lei nº 9.784/1999. (Precedentes: RMS 31.400-AgR, Rel.
Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 01/10/2014; RMS 32.116-AgR, Rel.
Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 13/05/2014)
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 30 de junho de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9069837.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:VILMAR DAFLON JARDIM
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO
DE OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental em recuso ordinário em mandado de segurança, interposto
por Vilmar Daflon Jardim, contra decisão que prolatei, assim ementada:
“RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE
SEGURANÇA.
ANULAÇÃO
DE
PORTARIA
INTERMINISTERIAL FUNDADA NO PODER DE
AUTOTUTELA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E
CERTO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE
SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.
1. O art. 54 da Lei n. 9.784/1999 estabeleceu prazo decadencial
de cinco anos para que a Administração proceda à anulação de atos
administrativos dos quais decorram efeitos favoráveis para os
destinatários, salvo comprovada má-fé. Assim, a instauração de
processo para a aferição da ocorrência de má-fé, circunstância capaz de
desconstituir o ato de concessão de anistia, não é obstaculizada pelo
preceito contido na lei de processo administrativo federal que restringe
no tempo o direito potestativo da Administração de anular atos
viciados.
2. A possibilidade de revisão do benefício em questão, mormente
quando necessária a aferição da boa-fé para a manutenção do ato, não
configura, por si só, situação de ilegalidade apta a justificar a
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:VILMAR DAFLON JARDIM
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO
DE OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental em recuso ordinário em mandado de segurança, interposto
por Vilmar Daflon Jardim, contra decisão que prolatei, assim ementada:
“RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE
SEGURANÇA.
ANULAÇÃO
DE
PORTARIA
INTERMINISTERIAL FUNDADA NO PODER DE
AUTOTUTELA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E
CERTO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE
SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.
1. O art. 54 da Lei n. 9.784/1999 estabeleceu prazo decadencial
de cinco anos para que a Administração proceda à anulação de atos
administrativos dos quais decorram efeitos favoráveis para os
destinatários, salvo comprovada má-fé. Assim, a instauração de
processo para a aferição da ocorrência de má-fé, circunstância capaz de
desconstituir o ato de concessão de anistia, não é obstaculizada pelo
preceito contido na lei de processo administrativo federal que restringe
no tempo o direito potestativo da Administração de anular atos
viciados.
2. A possibilidade de revisão do benefício em questão, mormente
quando necessária a aferição da boa-fé para a manutenção do ato, não
configura, por si só, situação de ilegalidade apta a justificar a
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
RMS 32277 AGR / DF
impetração de mandado de segurança pelo anistiado político.
3. Precedentes: RMS 31.570-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª
Turma, Dje de 04/10/2012; RMS 31.181-AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 2ª Turma, Dje de 17/4/2012; RMS 31.059-AgR, Rel.
Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, Dje de 30/5/2012; RMS 31.027-ED,
Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe de 14/9/2012.
4. A competência do relator legitima decisão monocrática para
julgar recurso ordinário em mandado de segurança, desde que a
pretensão deduzida em sede recursal esteja em confronto com Súmula
ou em desacordo com a jurisprudência predominante no Supremo
Tribunal Federal. Precedente: RMS 23.691-AgR, Rel. Ministro Celso
de Mello, Pleno, DJ 21/06/02.
5. Deveras, o recorrente não conseguiu demonstrar qualquer
violação a direito líquido e certo.
6. Recurso ordinário em mandado de segurança ao qual se nega
seguimento.”
Inconformado com a referida decisão, o agravante reitera as razões
expendidas no recurso ordinário em mandado de segurança ao qual se
nega seguimento, a respeito da violação do direito líquido e certo, em
decorrência da instauração do processo de revisão da anistia. Sustenta
que houve mera mudança de entendimento da autoridade coatora. Alega,
ainda, a decadência do direito da Administração de rever a portaria que
lhe concedeu o benefício de anistia. Postula o provimento do agravo
regimental e o seguimento do recurso ordinário em mandado de
segurança.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RMS 32277 AGR / DF
impetração de mandado de segurança pelo anistiado político.
3. Precedentes: RMS 31.570-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª
Turma, Dje de 04/10/2012; RMS 31.181-AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 2ª Turma, Dje de 17/4/2012; RMS 31.059-AgR, Rel.
Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, Dje de 30/5/2012; RMS 31.027-ED,
Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe de 14/9/2012.
4. A competência do relator legitima decisão monocrática para
julgar recurso ordinário em mandado de segurança, desde que a
pretensão deduzida em sede recursal esteja em confronto com Súmula
ou em desacordo com a jurisprudência predominante no Supremo
Tribunal Federal. Precedente: RMS 23.691-AgR, Rel. Ministro Celso
de Mello, Pleno, DJ 21/06/02.
5. Deveras, o recorrente não conseguiu demonstrar qualquer
violação a direito líquido e certo.
6. Recurso ordinário em mandado de segurança ao qual se nega
seguimento.”
Inconformado com a referida decisão, o agravante reitera as razões
expendidas no recurso ordinário em mandado de segurança ao qual se
nega seguimento, a respeito da violação do direito líquido e certo, em
decorrência da instauração do processo de revisão da anistia. Sustenta
que houve mera mudança de entendimento da autoridade coatora. Alega,
ainda, a decadência do direito da Administração de rever a portaria que
lhe concedeu o benefício de anistia. Postula o provimento do agravo
regimental e o seguimento do recurso ordinário em mandado de
segurança.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo
regimental não merece ser provido.
O agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os
fundamentos da decisão agravada.
Em relação a impossibilidade de revisão, esta Corte, em casos
análogos ao dos autos, já firmou entendimento no sentido de que a mera
instauração de procedimento de revisão dos atos concessivos de anistia
não viola direito líquido e certo, bem como não ofende o art. 54 da Lei nº
9.784/1999. Nesse sentido:
“Ementa:
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO
ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PORTARIA
INTERMINISTERIAL Nº 134/2011. REVISÃO DE ANISTIA.
INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO . 1. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de
que não viola direito líquido e certo a instauração de procedimento de
revisão de atos que concederam anistia política. 2. Não é possível falar
em ofensa ao art. 54 da Lei nº 9.784/1999, tendo em vista que a
decadência pode ser afastada caso configurada a má-fé do interessado,
o que deve ser analisado em procedimento próprio, com o respeito às
garantias da ampla defesa e do devido processo legal (RMS 31.027
ED/DF, Rel. Min. Dias Toffoli). Precedentes: RMS 31.059-AgR, Rel.
Min. Marco Aurélio; RMS 31.114-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia;
RMS 31.045-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RMS 32.542-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, entre outros. 3. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (RMS 31.400-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª
Turma, DJe 01/10/2014)
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30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo
regimental não merece ser provido.
O agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os
fundamentos da decisão agravada.
Em relação a impossibilidade de revisão, esta Corte, em casos
análogos ao dos autos, já firmou entendimento no sentido de que a mera
instauração de procedimento de revisão dos atos concessivos de anistia
não viola direito líquido e certo, bem como não ofende o art. 54 da Lei nº
9.784/1999. Nesse sentido:
“Ementa:
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO
ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PORTARIA
INTERMINISTERIAL Nº 134/2011. REVISÃO DE ANISTIA.
INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO . 1. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de
que não viola direito líquido e certo a instauração de procedimento de
revisão de atos que concederam anistia política. 2. Não é possível falar
em ofensa ao art. 54 da Lei nº 9.784/1999, tendo em vista que a
decadência pode ser afastada caso configurada a má-fé do interessado,
o que deve ser analisado em procedimento próprio, com o respeito às
garantias da ampla defesa e do devido processo legal (RMS 31.027
ED/DF, Rel. Min. Dias Toffoli). Precedentes: RMS 31.059-AgR, Rel.
Min. Marco Aurélio; RMS 31.114-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia;
RMS 31.045-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RMS 32.542-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, entre outros. 3. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (RMS 31.400-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª
Turma, DJe 01/10/2014)
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Voto - MIN. LUIZ FUX
RMS 32277 AGR / DF
“Ementa: RECURSO ORDINÁRIO. MANDADO DE
SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA. INSTAURAÇÃO DE
PROCEDIMENTO INDIVIDUAL DESTINADO A APURAR A
LEGITIMIDADE DO BENEFÍCIO ANTERIORMENTE
CONCEDIDO. DECADÊNCIA. INVIABILIDADE DE JUÍZO
PREMATURO A RESPEITO. RECURSO ORDINÁRIO
DESPROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. 1. Conforme reiterada jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal, em casos análogos, a autorização para abertura de
processo administrativo ou a sua efetiva instauração não autoriza, por
si só, um juízo antecipado sobre a decadência para a revisão do ato
concessivo de anistia política. Primeiro, porque, a teor do art. 54 da
Lei 9.784/1999, ressalva-se do prazo decadencial a hipótese de
comprovada má-fé, o que, para ficar determinado, depende de apuração
no próprio processo instaurado; e, segundo, porque o termo ad quem
do prazo decadencial não é necessariamente a abertura do processo
administrativo, mas, sim, qualquer medida de autoridade
administrativa que importe impugnação à validade do ato, conforme
expressa o parágrafo 2º do mesmo artigo 54, circunstância que
também está sujeita a verificação probatória, insuscetível de ser
aprofundada na via do mandado de segurança. Precedentes: RMS
31.045 AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 22/10/2013;
RMS 31.570 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe
04/10/2012; RMS 31.027 ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe
14/9/2012; RMS 31.111 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª
Turma, DJe 02/4/2012; RMS 30.964 ED, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª
Turma, DJe 08/6/2012. 2. Agravo regimental não provido.” (RMS
32.116-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 13/05/2014)
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
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RMS 32277 AGR / DF
“Ementa: RECURSO ORDINÁRIO. MANDADO DE
SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA. INSTAURAÇÃO DE
PROCEDIMENTO INDIVIDUAL DESTINADO A APURAR A
LEGITIMIDADE DO BENEFÍCIO ANTERIORMENTE
CONCEDIDO. DECADÊNCIA. INVIABILIDADE DE JUÍZO
PREMATURO A RESPEITO. RECURSO ORDINÁRIO
DESPROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. 1. Conforme reiterada jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal, em casos análogos, a autorização para abertura de
processo administrativo ou a sua efetiva instauração não autoriza, por
si só, um juízo antecipado sobre a decadência para a revisão do ato
concessivo de anistia política. Primeiro, porque, a teor do art. 54 da
Lei 9.784/1999, ressalva-se do prazo decadencial a hipótese de
comprovada má-fé, o que, para ficar determinado, depende de apuração
no próprio processo instaurado; e, segundo, porque o termo ad quem
do prazo decadencial não é necessariamente a abertura do processo
administrativo, mas, sim, qualquer medida de autoridade
administrativa que importe impugnação à validade do ato, conforme
expressa o parágrafo 2º do mesmo artigo 54, circunstância que
também está sujeita a verificação probatória, insuscetível de ser
aprofundada na via do mandado de segurança. Precedentes: RMS
31.045 AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 22/10/2013;
RMS 31.570 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe
04/10/2012; RMS 31.027 ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe
14/9/2012; RMS 31.111 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª
Turma, DJe 02/4/2012; RMS 30.964 ED, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª
Turma, DJe 08/6/2012. 2. Agravo regimental não provido.” (RMS
32.116-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 13/05/2014)
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O de número quatro
versa a problemática da anistia, e houve um ato da Administração Pública
reconhecendo a condição de anistiado. Desse ato, passaram-se mais de
cinco anos e reviu-se, no campo administrativo, a declaração de anistiado.
Incidiu a decadência. A Administração já não poderia rever o ato.
Por isso, estou provendo o agravo do beneficiário da anistia, para
que, ao menos, o recurso ordinário em mandado de segurança tenha
sequência.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O de número quatro
versa a problemática da anistia, e houve um ato da Administração Pública
reconhecendo a condição de anistiado. Desse ato, passaram-se mais de
cinco anos e reviu-se, no campo administrativo, a declaração de anistiado.
Incidiu a decadência. A Administração já não poderia rever o ato.
Por isso, estou provendo o agravo do beneficiário da anistia, para
que, ao menos, o recurso ordinário em mandado de segurança tenha
sequência.
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Explicação
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:VILMAR DAFLON JARDIM
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO
DE OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EXPLICAÇÃO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu estou aqui,
Senhora Presidente, também me valendo dos precedentes de que a Corte
firmou entendimento, em casos análogos, no sentido de que a mera
instauração de procedimentos de revisão dos atos concessivos de anistia
não viola direito líquido e certo, bem como não ofende o art. 54 da Lei nº
9.784/99, a partir da qual, aliás, conta-se o prazo decadencial. Estou
utilizando esse precedente.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:VILMAR DAFLON JARDIM
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO
DE OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EXPLICAÇÃO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu estou aqui,
Senhora Presidente, também me valendo dos precedentes de que a Corte
firmou entendimento, em casos análogos, no sentido de que a mera
instauração de procedimentos de revisão dos atos concessivos de anistia
não viola direito líquido e certo, bem como não ofende o art. 54 da Lei nº
9.784/99, a partir da qual, aliás, conta-se o prazo decadencial. Estou
utilizando esse precedente.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : VILMAR DAFLON JARDIM
ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : VILMAR DAFLON JARDIM
ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9279763
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-09-01T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REVISÃO DA CONDIÇÃO DE ANISTIADO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO DIREITO LÍQUIDO E CERTO. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A Corte já firmou entendimento, em casos análogos, no sentido de de que a mera instauração de procedimento de revisão dos atos concessivos de anistia não viola direito líquido e certo, bem como não ofende o art. 54 da Lei nº 9.784/1999. (Precedentes: RMS 31.400-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 01/10/2014; RMS 32.116-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 13/05/2014)
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
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sjur317511
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ANULAÇÃO, PORTARIA, ANISTIA, SEGURANÇA JURÍDICA, DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA)
RMS 31400 AgR (1ªT), RMS 32116 AgR (2ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 30/09/2015, JRS.
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LUIZ FUX
|
Primeira Turma
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32277
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[
"LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO"
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RMS-AgR
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acordaos
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RMS 32277 AgR
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AGTE.(S) : VILMAR DAFLON JARDIM
ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:VILMAR DAFLON JARDIM
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO
DE OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO
EM MANDADO DE SEGURANÇA. REVISÃO DA CONDIÇÃO DE
ANISTIADO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO DIREITO
LÍQUIDO E CERTO. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA.
INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE
NEGA PROVIMENTO.
1. A Corte já firmou entendimento, em casos análogos, no sentido de
de que a mera instauração de procedimento de revisão dos atos
concessivos de anistia não viola direito líquido e certo, bem como não
ofende o art. 54 da Lei n 9.784/1999. (Precedentes: RMS 31.400-AgR, Rel.
Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 01/10/2014; RMS 32.116-AgR, Rel.
Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 13/05/2014)
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 30 de junho de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:VILMAR DAFLON JARDIM
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO
DE OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental em recuso ordinário em mandado de segurança, interposto
por Vilmar Daflon Jardim, contra decisão que prolatei, assim ementada:
“RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE
SEGURANÇA.
ANULAÇÃO
DE
PORTARIA
INTERMINISTERIAL FUNDADA NO PODER DE
AUTOTUTELA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E
CERTO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE
SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.
1. O art. 54 da Lei n. 9.784/1999 estabeleceu prazo decadencial
de cinco anos para que a Administração proceda à anulação de atos
administrativos dos quais decorram efeitos favoráveis para os
destinatários, salvo comprovada má-fé. Assim, a instauração de
processo para a aferição da ocorrência de má-fé, circunstância capaz de
desconstituir o ato de concessão de anistia, não é obstaculizada pelo
preceito contido na lei de processo administrativo federal que restringe
no tempo o direito potestativo da Administração de anular atos
viciados.
2. A possibilidade de revisão do benefício em questão, mormente
quando necessária a aferição da boa-fé para a manutenção do ato, não
configura, por si só, situação de ilegalidade apta a justificar a
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:VILMAR DAFLON JARDIM
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO
DE OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental em recuso ordinário em mandado de segurança, interposto
por Vilmar Daflon Jardim, contra decisão que prolatei, assim ementada:
“RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE
SEGURANÇA.
ANULAÇÃO
DE
PORTARIA
INTERMINISTERIAL FUNDADA NO PODER DE
AUTOTUTELA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E
CERTO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE
SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.
1. O art. 54 da Lei n. 9.784/1999 estabeleceu prazo decadencial
de cinco anos para que a Administração proceda à anulação de atos
administrativos dos quais decorram efeitos favoráveis para os
destinatários, salvo comprovada má-fé. Assim, a instauração de
processo para a aferição da ocorrência de má-fé, circunstância capaz de
desconstituir o ato de concessão de anistia, não é obstaculizada pelo
preceito contido na lei de processo administrativo federal que restringe
no tempo o direito potestativo da Administração de anular atos
viciados.
2. A possibilidade de revisão do benefício em questão, mormente
quando necessária a aferição da boa-fé para a manutenção do ato, não
configura, por si só, situação de ilegalidade apta a justificar a
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
RMS 32277 AGR / DF
impetração de mandado de segurança pelo anistiado político.
3. Precedentes: RMS 31.570-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2...
Turma, Dje de 04/10/2012; RMS 31.181-AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 2... Turma, Dje de 17/4/2012; RMS 31.059-AgR, Rel.
Min. Marco Aurélio, 1... Turma, Dje de 30/5/2012; RMS 31.027-ED,
Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe de 14/9/2012.
4. A competência do relator legitima decisão monocrática para
julgar recurso ordinário em mandado de segurança, desde que a
pretensão deduzida em sede recursal esteja em confronto com Súmula
ou em desacordo com a jurisprudência predominante no Supremo
Tribunal Federal. Precedente: RMS 23.691-AgR, Rel. Ministro Celso
de Mello, Pleno, DJ 21/06/02.
5. Deveras, o recorrente não conseguiu demonstrar qualquer
violação a direito líquido e certo.
6. Recurso ordinário em mandado de segurança ao qual se nega
seguimento.”
Inconformado com a referida decisão, o agravante reitera as razões
expendidas no recurso ordinário em mandado de segurança ao qual se
nega seguimento, a respeito da violação do direito líquido e certo, em
decorrência da instauração do processo de revisão da anistia. Sustenta
que houve mera mudança de entendimento da autoridade coatora. Alega,
ainda, a decadência do direito da Administração de rever a portaria que
lhe concedeu o benefício de anistia. Postula o provimento do agravo
regimental e o seguimento do recurso ordinário em mandado de
segurança.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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RMS 32277 AGR / DF
impetração de mandado de segurança pelo anistiado político.
3. Precedentes: RMS 31.570-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2...
Turma, Dje de 04/10/2012; RMS 31.181-AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 2... Turma, Dje de 17/4/2012; RMS 31.059-AgR, Rel.
Min. Marco Aurélio, 1... Turma, Dje de 30/5/2012; RMS 31.027-ED,
Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe de 14/9/2012.
4. A competência do relator legitima decisão monocrática para
julgar recurso ordinário em mandado de segurança, desde que a
pretensão deduzida em sede recursal esteja em confronto com Súmula
ou em desacordo com a jurisprudência predominante no Supremo
Tribunal Federal. Precedente: RMS 23.691-AgR, Rel. Ministro Celso
de Mello, Pleno, DJ 21/06/02.
5. Deveras, o recorrente não conseguiu demonstrar qualquer
violação a direito líquido e certo.
6. Recurso ordinário em mandado de segurança ao qual se nega
seguimento.”
Inconformado com a referida decisão, o agravante reitera as razões
expendidas no recurso ordinário em mandado de segurança ao qual se
nega seguimento, a respeito da violação do direito líquido e certo, em
decorrência da instauração do processo de revisão da anistia. Sustenta
que houve mera mudança de entendimento da autoridade coatora. Alega,
ainda, a decadência do direito da Administração de rever a portaria que
lhe concedeu o benefício de anistia. Postula o provimento do agravo
regimental e o seguimento do recurso ordinário em mandado de
segurança.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo
regimental não merece ser provido.
O agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os
fundamentos da decisão agravada.
Em relação a impossibilidade de revisão, esta Corte, em casos
análogos ao dos autos, já firmou entendimento no sentido de que a mera
instauração de procedimento de revisão dos atos concessivos de anistia
não viola direito líquido e certo, bem como não ofende o art. 54 da Lei n
9.784/1999. Nesse sentido:
“Ementa:
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO
ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PORTARIA
INTERMINISTERIAL n 134/2011. REVISÃO DE ANISTIA.
INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO . 1. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de
que não viola direito líquido e certo a instauração de procedimento de
revisão de atos que concederam anistia política. 2. Não é possível falar
em ofensa ao art. 54 da Lei n 9.784/1999, tendo em vista que a
decadência pode ser afastada caso configurada a má-fé do interessado,
o que deve ser analisado em procedimento próprio, com o respeito às
garantias da ampla defesa e do devido processo legal (RMS 31.027
ED/DF, Rel. Min. Dias Toffoli). Precedentes: RMS 31.059-AgR, Rel.
Min. Marco Aurélio; RMS 31.114-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia;
RMS 31.045-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RMS 32.542-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, entre outros. 3. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (RMS 31.400-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1...
Turma, DJe 01/10/2014)
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo
regimental não merece ser provido.
O agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os
fundamentos da decisão agravada.
Em relação a impossibilidade de revisão, esta Corte, em casos
análogos ao dos autos, já firmou entendimento no sentido de que a mera
instauração de procedimento de revisão dos atos concessivos de anistia
não viola direito líquido e certo, bem como não ofende o art. 54 da Lei n
9.784/1999. Nesse sentido:
“Ementa:
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO
ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PORTARIA
INTERMINISTERIAL n 134/2011. REVISÃO DE ANISTIA.
INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO . 1. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de
que não viola direito líquido e certo a instauração de procedimento de
revisão de atos que concederam anistia política. 2. Não é possível falar
em ofensa ao art. 54 da Lei n 9.784/1999, tendo em vista que a
decadência pode ser afastada caso configurada a má-fé do interessado,
o que deve ser analisado em procedimento próprio, com o respeito às
garantias da ampla defesa e do devido processo legal (RMS 31.027
ED/DF, Rel. Min. Dias Toffoli). Precedentes: RMS 31.059-AgR, Rel.
Min. Marco Aurélio; RMS 31.114-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia;
RMS 31.045-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RMS 32.542-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, entre outros. 3. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (RMS 31.400-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1...
Turma, DJe 01/10/2014)
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
RMS 32277 AGR / DF
“Ementa: RECURSO ORDINÁRIO. MANDADO DE
SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA. INSTAURAÇÃO DE
PROCEDIMENTO INDIVIDUAL DESTINADO A APURAR A
LEGITIMIDADE DO BENEFÍCIO ANTERIORMENTE
CONCEDIDO. DECADÊNCIA. INVIABILIDADE DE JUÍZO
PREMATURO A RESPEITO. RECURSO ORDINÁRIO
DESPROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. 1. Conforme reiterada jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal, em casos análogos, a autorização para abertura de
processo administrativo ou a sua efetiva instauração não autoriza, por
si só, um juízo antecipado sobre a decadência para a revisão do ato
concessivo de anistia política. Primeiro, porque, a teor do art. 54 da
Lei 9.784/1999, ressalva-se do prazo decadencial a hipótese de
comprovada má-fé, o que, para ficar determinado, depende de apuração
no próprio processo instaurado; e, segundo, porque o termo ad quem
do prazo decadencial não é necessariamente a abertura do processo
administrativo, mas, sim, qualquer medida de autoridade
administrativa que importe impugnação à validade do ato, conforme
expressa o parágrafo 2... do mesmo artigo 54, circunstância que
também está sujeita a verificação probatória, insuscetível de ser
aprofundada na via do mandado de segurança. Precedentes: RMS
31.045 AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 22/10/2013;
RMS 31.570 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe
04/10/2012; RMS 31.027 ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe
14/9/2012; RMS 31.111 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2...
Turma, DJe 02/4/2012; RMS 30.964 ED, Rel. Min. Celso de Mello, 2...
Turma, DJe 08/6/2012. 2. Agravo regimental não provido.” (RMS
32.116-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 13/05/2014)
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
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RMS 32277 AGR / DF
“Ementa: RECURSO ORDINÁRIO. MANDADO DE
SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA. INSTAURAÇÃO DE
PROCEDIMENTO INDIVIDUAL DESTINADO A APURAR A
LEGITIMIDADE DO BENEFÍCIO ANTERIORMENTE
CONCEDIDO. DECADÊNCIA. INVIABILIDADE DE JUÍZO
PREMATURO A RESPEITO. RECURSO ORDINÁRIO
DESPROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. 1. Conforme reiterada jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal, em casos análogos, a autorização para abertura de
processo administrativo ou a sua efetiva instauração não autoriza, por
si só, um juízo antecipado sobre a decadência para a revisão do ato
concessivo de anistia política. Primeiro, porque, a teor do art. 54 da
Lei 9.784/1999, ressalva-se do prazo decadencial a hipótese de
comprovada má-fé, o que, para ficar determinado, depende de apuração
no próprio processo instaurado; e, segundo, porque o termo ad quem
do prazo decadencial não é necessariamente a abertura do processo
administrativo, mas, sim, qualquer medida de autoridade
administrativa que importe impugnação à validade do ato, conforme
expressa o parágrafo 2... do mesmo artigo 54, circunstância que
também está sujeita a verificação probatória, insuscetível de ser
aprofundada na via do mandado de segurança. Precedentes: RMS
31.045 AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 22/10/2013;
RMS 31.570 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe
04/10/2012; RMS 31.027 ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe
14/9/2012; RMS 31.111 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2...
Turma, DJe 02/4/2012; RMS 30.964 ED, Rel. Min. Celso de Mello, 2...
Turma, DJe 08/6/2012. 2. Agravo regimental não provido.” (RMS
32.116-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 13/05/2014)
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O de número quatro
versa a problemática da anistia, e houve um ato da Administração Pública
reconhecendo a condição de anistiado. Desse ato, passaram-se mais de
cinco anos e reviu-se, no campo administrativo, a declaração de anistiado.
Incidiu a decadência. A Administração já não poderia rever o ato.
Por isso, estou provendo o agravo do beneficiário da anistia, para
que, ao menos, o recurso ordinário em mandado de segurança tenha
sequência.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O de número quatro
versa a problemática da anistia, e houve um ato da Administração Pública
reconhecendo a condição de anistiado. Desse ato, passaram-se mais de
cinco anos e reviu-se, no campo administrativo, a declaração de anistiado.
Incidiu a decadência. A Administração já não poderia rever o ato.
Por isso, estou provendo o agravo do beneficiário da anistia, para
que, ao menos, o recurso ordinário em mandado de segurança tenha
sequência.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Explicação
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:VILMAR DAFLON JARDIM
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO
DE OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EXPLICAÇÃO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu estou aqui,
Senhora Presidente, também me valendo dos precedentes de que a Corte
firmou entendimento, em casos análogos, no sentido de que a mera
instauração de procedimentos de revisão dos atos concessivos de anistia
não viola direito líquido e certo, bem como não ofende o art. 54 da Lei n
9.784/99, a partir da qual, aliás, conta-se o prazo decadencial. Estou
utilizando esse precedente.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:VILMAR DAFLON JARDIM
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO
DE OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EXPLICAÇÃO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu estou aqui,
Senhora Presidente, também me valendo dos precedentes de que a Corte
firmou entendimento, em casos análogos, no sentido de que a mera
instauração de procedimentos de revisão dos atos concessivos de anistia
não viola direito líquido e certo, bem como não ofende o art. 54 da Lei n
9.784/99, a partir da qual, aliás, conta-se o prazo decadencial. Estou
utilizando esse precedente.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : VILMAR DAFLON JARDIM
ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.277
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : VILMAR DAFLON JARDIM
ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9077141
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RMS 31 . 400 - AgR",
"RMS 32 . 116 - AgR",
"RMS 32277 AGR",
"RMS 31 . 570 - AgR",
"RMS 31 . 181 - AgR",
"RMS 31 . 059 - AgR",
"RMS 31 . 027 - ED",
"RMS 23 . 691 - AgR",
"RMS 32277 AGR",
"RMS 31 . 570 - AgR",
"RMS 31 . 181 - AgR",
"RMS 31 . 059 - AgR",
"RMS 31 . 027 - ED",
"RMS 23 . 691 - AgR",
"RMS 31 . 027 ED / DF",
"RMS 31 . 059 - AgR",
"RMS 31 . 114 - ED",
"RMS 31 . 045 - AgR",
"RMS 32 . 542 - AgR",
"RMS 31 . 400 - AgR",
"RECURSO",
"RMS 31 . 027 ED / DF",
"RMS 31 . 059 - AgR",
"RMS 31 . 114 - ED",
"RMS 31 . 045 - AgR",
"RMS 32 . 542 - AgR",
"RMS 31 . 400 - AgR",
"RMS 32277 AGR /",
"RMS 31 . 045 AgR / DF",
"RMS 31 . 570 AgR",
"RMS 31 . 027 ED",
"RMS 31 . 111 AgR",
"RMS 30 . 964 ED",
"RMS 32 . 116 - AgR",
"RMS 32277 AGR / DF",
"RMS 31 . 045 AgR / DF",
"RMS 31 . 570 AgR",
"RMS 31 . 027 ED",
"RMS 31 . 111 AgR",
"RMS 30 . 964 ED",
"RMS 32 . 116 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999",
"PORTARIA INTERMINISTERIAL n 134 / 2011",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999",
"PORTARIA INTERMINISTERIAL n 134 / 2011",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"1",
".",
". . Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"DF",
"2",
".",
". . Turma",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"DF",
"2",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
"2",
".",
".",
"2",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
".",
"2",
".",
". . Turma",
"1",
".",
".",
".",
"2",
".",
".",
"2",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"VILMAR DAFLON JARDIM",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"VILMAR DAFLON JARDIM",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"LUIZ FUX",
"Vilmar Daflon Jardim",
"LUIZ FUX",
"VILMAR DAFLON JARDIM",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"LUIZ FUX",
"Vilmar Daflon Jardim",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Gilmar Mendes",
"Roberto Barroso",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Gilmar Mendes",
"Roberto Barroso",
"LUIZ FUX",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Teori Zavascki",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Teori Zavascki",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"VILMAR DAFLON",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"VILMAR DAFLON",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"VILMAR DAFLON JARDIM",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"VILMAR DAFLON JARDIM",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"13",
"/",
"05",
"/",
"2014",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"10",
"/",
"2012",
"17",
"/",
"4",
"/",
"2012",
"30",
"/",
"5",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"9",
"/",
"2012",
"21",
"/",
"06",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"10",
"/",
"2012",
"17",
"/",
"4",
"/",
"2012",
"30",
"/",
"5",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"9",
"/",
"2012",
"21",
"/",
"06",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"04",
"/",
"10",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"9",
"/",
"2012",
"02",
"/",
"4",
"/",
"2012",
"08",
"/",
"6",
"/",
"2012",
"13",
"/",
"05",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"04",
"/",
"10",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"9",
"/",
"2012",
"02",
"/",
"4",
"/",
"2012",
"08",
"/",
"6",
"/",
"2012",
"13",
"/",
"05",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
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"08",
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"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.137 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:VANINA TEIXEIRA HECKMANN
ADV.(A/S)
:CRISTINE FONTOURA FRAGA E OUTRO(A/S)
Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito
Previdenciário. 3. União estável. Requisitos para concessão de pensão por
morte de companheiro. Matéria infraconstitucional. Revolvimento do
conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das súmulas 279 e 280. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602280.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.137 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:VANINA TEIXEIRA HECKMANN
ADV.(A/S)
:CRISTINE FONTOURA FRAGA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão de minha lavra que conheceu do agravo
para negar-lhe provimento por entender que a discussão a respeito da
configuração de união estável para fins previdenciários exige a análise da
legislação infraconstitucional e do conjunto fático-probatório dos autos, o
que é vedado pela jurisprudência desta Corte (fls. 257/259).
Nas razões do agravo regimental, sustenta-se que a matéria
discutida no acórdão recorrido é constitucional, uma vez que o Tribunal
a quo “equiparou institutos que a Constituição desigualou” (fls. 265). Alega-se
que, reconhecida a união estável, faz-se necessária a comprovação da
dependência econômica da companheira sobrevivente para usufruir do
benefício previdenciário.
É o Relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602281.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.137 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:VANINA TEIXEIRA HECKMANN
ADV.(A/S)
:CRISTINE FONTOURA FRAGA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão de minha lavra que conheceu do agravo
para negar-lhe provimento por entender que a discussão a respeito da
configuração de união estável para fins previdenciários exige a análise da
legislação infraconstitucional e do conjunto fático-probatório dos autos, o
que é vedado pela jurisprudência desta Corte (fls. 257/259).
Nas razões do agravo regimental, sustenta-se que a matéria
discutida no acórdão recorrido é constitucional, uma vez que o Tribunal
a quo “equiparou institutos que a Constituição desigualou” (fls. 265). Alega-se
que, reconhecida a união estável, faz-se necessária a comprovação da
dependência econômica da companheira sobrevivente para usufruir do
benefício previdenciário.
É o Relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602281.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.137 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte decorrem de mero inconformismo
com a decisão agravada, pois o agravante não trouxe argumentos
suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria.
O acórdão proferido pelas Turmas Recursais do Tribunal de Justiça
do Estado do Rio Grande do Sul decidiu a controvérsia, referente ao
direito da autora de perceber o benefício da pensão por morte do
companheiro, sendo desnecessária a comprovação da dependência
econômica ou invalidez, com fundamento na legislação
infraconstitucional local aplicada à espécie (Lei 7.672/82 do Estado do Rio
Grande do Sul) e no conjunto fático probatório dos autos, o que atrai a
incidência das súmulas 279 e 280. Nesse sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº
12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITO
CONSTITUCIONAL – REEXAME DE FATOS E PROVAS –
IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – INVIABILIDADE
DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO.
– Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o
objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de
caráter probatório. Precedentes.” (ARE 712.376-AgR, rel. min.
Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 9.4.2015);
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602282.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.137 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte decorrem de mero inconformismo
com a decisão agravada, pois o agravante não trouxe argumentos
suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria.
O acórdão proferido pelas Turmas Recursais do Tribunal de Justiça
do Estado do Rio Grande do Sul decidiu a controvérsia, referente ao
direito da autora de perceber o benefício da pensão por morte do
companheiro, sendo desnecessária a comprovação da dependência
econômica ou invalidez, com fundamento na legislação
infraconstitucional local aplicada à espécie (Lei 7.672/82 do Estado do Rio
Grande do Sul) e no conjunto fático probatório dos autos, o que atrai a
incidência das súmulas 279 e 280. Nesse sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº
12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITO
CONSTITUCIONAL – REEXAME DE FATOS E PROVAS –
IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – INVIABILIDADE
DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO.
– Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o
objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de
caráter probatório. Precedentes.” (ARE 712.376-AgR, rel. min.
Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 9.4.2015);
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602282.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 880137 AGR / RS
PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL. REQUISITOS
PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO.
NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. A união
estável, quando aferida pelas instâncias ordinárias para fins de
concessão de benefício previdenciário, demanda a análise da
legislação infraconstitucional e do reexame do conjunto fático-
probatório dos autos. Precedentes: ARE 790.776-AgR, Rel. Min.
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 8/10/2014, e RE 684.524-ED,
Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 22/8/2014. 2. O
recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos
autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
“PROCESSUAL
CIVIL.
CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO. CIVIL. PENSÃO POR MORTE DE
SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. UNIÃO ESTÁVEL.
RECONHECIMENTO. TUTELA ANTECIPADA.” 4. Agravo
regimental DESPROVIDO.” (ARE 832.804-AgR, rel. min Luiz
Fux, Primeira Turma, DJe 26.11.2014).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602282.
Supremo Tribunal Federal
ARE 880137 AGR / RS
PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL. REQUISITOS
PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO.
NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. A união
estável, quando aferida pelas instâncias ordinárias para fins de
concessão de benefício previdenciário, demanda a análise da
legislação infraconstitucional e do reexame do conjunto fático-
probatório dos autos. Precedentes: ARE 790.776-AgR, Rel. Min.
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 8/10/2014, e RE 684.524-ED,
Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 22/8/2014. 2. O
recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos
autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
“PROCESSUAL
CIVIL.
CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO. CIVIL. PENSÃO POR MORTE DE
SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. UNIÃO ESTÁVEL.
RECONHECIMENTO. TUTELA ANTECIPADA.” 4. Agravo
regimental DESPROVIDO.” (ARE 832.804-AgR, rel. min Luiz
Fux, Primeira Turma, DJe 26.11.2014).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602282.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.137
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : VANINA TEIXEIRA HECKMANN
ADV.(A/S) : CRISTINE FONTOURA FRAGA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590173
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.137
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : VANINA TEIXEIRA HECKMANN
ADV.(A/S) : CRISTINE FONTOURA FRAGA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590173
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8616581
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-03T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Previdenciário. 3. União estável. Requisitos para concessão de pensão por morte de companheiro. Matéria infraconstitucional. Revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das súmulas 279 e 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur307225
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279, SÚMULA 280)
ARE 832804 AgR (1ªT), ARE 712376 AgR (2ªT).
Número de páginas: 5.
Análise: 17/07/2015, MAD.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
880137
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-EST LEI-007672 ANO-1982\n LEI ORDINÁRIA, RS"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 880137 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : VANINA TEIXEIRA HECKMANN
ADV.(A/S) : CRISTINE FONTOURA FRAGA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.137 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:VANINA TEIXEIRA HECKMANN
ADV.(A/S)
:CRISTINE FONTOURA FRAGA E OUTRO(A/S)
Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito
Previdenciário. 3. União estável. Requisitos para concessão de pensão por
morte de companheiro. Matéria infraconstitucional. Revolvimento do
conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das súmulas 279 e 280. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.137 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:VANINA TEIXEIRA HECKMANN
ADV.(A/S)
:CRISTINE FONTOURA FRAGA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão de minha lavra que conheceu do agravo
para negar-lhe provimento por entender que a discussão a respeito da
configuração de união estável para fins previdenciários exige a análise da
legislação infraconstitucional e do conjunto fático-probatório dos autos, o
que é vedado pela jurisprudência desta Corte (fls. 257/259).
Nas razões do agravo regimental, sustenta-se que a matéria
discutida no acórdão recorrido é constitucional, uma vez que o Tribunal
a quo “equiparou institutos que a Constituição desigualou” (fls. 265). Alega-se
que, reconhecida a união estável, faz-se necessária a comprovação da
dependência econômica da companheira sobrevivente para usufruir do
benefício previdenciário.
É o Relatório.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.137 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:VANINA TEIXEIRA HECKMANN
ADV.(A/S)
:CRISTINE FONTOURA FRAGA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão de minha lavra que conheceu do agravo
para negar-lhe provimento por entender que a discussão a respeito da
configuração de união estável para fins previdenciários exige a análise da
legislação infraconstitucional e do conjunto fático-probatório dos autos, o
que é vedado pela jurisprudência desta Corte (fls. 257/259).
Nas razões do agravo regimental, sustenta-se que a matéria
discutida no acórdão recorrido é constitucional, uma vez que o Tribunal
a quo “equiparou institutos que a Constituição desigualou” (fls. 265). Alega-se
que, reconhecida a união estável, faz-se necessária a comprovação da
dependência econômica da companheira sobrevivente para usufruir do
benefício previdenciário.
É o Relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.137 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte decorrem de mero inconformismo
com a decisão agravada, pois o agravante não trouxe argumentos
suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria.
O acórdão proferido pelas Turmas Recursais do Tribunal de Justiça
do Estado do Rio Grande do Sul decidiu a controvérsia, referente ao
direito da autora de perceber o benefício da pensão por morte do
companheiro, sendo desnecessária a comprovação da dependência
econômica ou invalidez, com fundamento na legislação
infraconstitucional local aplicada à espécie (Lei 7.672/82 do Estado do Rio
Grande do Sul) e no conjunto fático probatório dos autos, o que atrai a
incidência das súmulas 279 e 280. Nesse sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n
12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITO
CONSTITUCIONAL – REEXAME DE FATOS E PROVAS –
IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – INVIABILIDADE
DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO.
– Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o
objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de
caráter probatório. Precedentes.” (ARE 712.376-AgR, rel. min.
Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 9.4.2015);
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.137 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte decorrem de mero inconformismo
com a decisão agravada, pois o agravante não trouxe argumentos
suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria.
O acórdão proferido pelas Turmas Recursais do Tribunal de Justiça
do Estado do Rio Grande do Sul decidiu a controvérsia, referente ao
direito da autora de perceber o benefício da pensão por morte do
companheiro, sendo desnecessária a comprovação da dependência
econômica ou invalidez, com fundamento na legislação
infraconstitucional local aplicada à espécie (Lei 7.672/82 do Estado do Rio
Grande do Sul) e no conjunto fático probatório dos autos, o que atrai a
incidência das súmulas 279 e 280. Nesse sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n
12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITO
CONSTITUCIONAL – REEXAME DE FATOS E PROVAS –
IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – INVIABILIDADE
DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO.
– Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o
objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de
caráter probatório. Precedentes.” (ARE 712.376-AgR, rel. min.
Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 9.4.2015);
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 880137 AGR / RS
PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL. REQUISITOS
PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO.
NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A união
estável, quando aferida pelas instâncias ordinárias para fins de
concessão de benefício previdenciário, demanda a análise da
legislação infraconstitucional e do reexame do conjunto fático-
probatório dos autos. Precedentes: ARE 790.776-AgR, Rel. Min.
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 8/10/2014, e Recurso Extraordinário 684.524-ED,
Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 22/8/2014. 2. O
recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos
autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
“PROCESSUAL
CIVIL.
CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO. CIVIL. PENSÃO POR MORTE DE
SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. UNIÃO ESTÁVEL.
RECONHECIMENTO. TUTELA ANTECIPADA.” 4. Agravo
regimental DESPROVIDO.” (ARE 832.804-AgR, rel. min Luiz
Fux, Primeira Turma, DJe 26.11.2014).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 880137 AGR / RS
PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL. REQUISITOS
PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO.
NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A união
estável, quando aferida pelas instâncias ordinárias para fins de
concessão de benefício previdenciário, demanda a análise da
legislação infraconstitucional e do reexame do conjunto fático-
probatório dos autos. Precedentes: ARE 790.776-AgR, Rel. Min.
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 8/10/2014, e Recurso Extraordinário 684.524-ED,
Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 22/8/2014. 2. O
recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos
autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
“PROCESSUAL
CIVIL.
CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO. CIVIL. PENSÃO POR MORTE DE
SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. UNIÃO ESTÁVEL.
RECONHECIMENTO. TUTELA ANTECIPADA.” 4. Agravo
regimental DESPROVIDO.” (ARE 832.804-AgR, rel. min Luiz
Fux, Primeira Turma, DJe 26.11.2014).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.137
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : VANINA TEIXEIRA HECKMANN
ADV.(A/S) : CRISTINE FONTOURA FRAGA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.137
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : VANINA TEIXEIRA HECKMANN
ADV.(A/S) : CRISTINE FONTOURA FRAGA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
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{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 712 . 376 - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 712 . 376 - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 790 . 776 - AgR",
"Recurso Extraordinário 684 . 524 - ED",
"ARE 832 . 804 - AgR",
"ARE 880137 AGR / RS",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 790 . 776 - AgR",
"Recurso Extraordinário 684 . 524 - ED",
"ARE 832 . 804 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 7 . 672 / 82",
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Lei 7 . 672 / 82",
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"/"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"IPERGS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"IPERGS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"IPERGS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"IPERGS",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA",
"IPERGS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"VANINA TEIXEIRA HECKMANN",
"CRISTINE FONTOURA FRAGA",
"Teori Zavascki",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"VANINA TEIXEIRA HECKMANN",
"CRISTINE FONTOURA FRAGA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"VANINA TEIXEIRA HECKMANN",
"CRISTINE FONTOURA FRAGA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Celso de Mello",
"GILMAR MENDES",
"Celso de Mello",
"GILMAR MENDES",
"Dias Toffoli",
"Roberto Barroso",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Roberto Barroso",
"Luiz Fux",
"GILMAR MENDES",
"VANINA TEIXEIRA HECKMANN",
"CRISTINE FONTOURA FRAGA",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"VANINA TEIXEIRA HECKMANN",
"CRISTINE FONTOURA FRAGA",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
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"05",
"/",
"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"19",
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"05",
"/",
"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"9",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
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"2015",
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".",
"4",
".",
"2015",
"24",
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"08",
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"/",
"2014",
"22",
"/",
"8",
"/",
"2014",
"26",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"22",
"/",
"8",
"/",
"2014",
"26",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.527
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:LPS BRASÍLIA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO
AUGUSTO
SAMPAIO
PINTO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CLERISTON FELISBERTO ALVARENGA
ADV.(A/S)
:ULISSES LUZ DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)
EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. COMISSÃO DE
CORRETAGEM. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO
MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEL.
1.
Decisão agravada está alinhada com a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal no sentido da ausência de matéria
constitucional da controvérsia relativa à restituição de valores referentes
à comissão de corretagem (RE 823.319, Rel. Min. Luiz Fux - Tema 769).
2.
Agravo regimental a que se nega provimento, com
aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.527
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:LPS BRASÍLIA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO
AUGUSTO
SAMPAIO
PINTO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CLERISTON FELISBERTO ALVARENGA
ADV.(A/S)
:ULISSES LUZ DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso
extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se agravo contra acórdão da 2ª Turma Recursal dos
Juizados Especiais do Distrito Federal, assim ementado (fls.199-
201):
“JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. CONSUMIDOR.
AQUISIÇÃO DE IMÓVEL NA PLANTA. COMISSÃO DE
CORRETAGEM.
PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA.
CERCEAMENTO DE DEFESA. REJEIÇÃO COBRANÇA
ABUSIVA. ÔNUS DO VENDEDOR. DEVOLUÇÃO EM
DOBRO. MÁ-FÉ COMPROVADA.
1. Acórdão lavrado em conformidade com o disposto
no art. 46 da Lei 9.099/1995, e arts. 12, inciso IX, 98 e 99 do
Regimento Interno das Turmas Recursais.
PRELIMINAR. 3. Preliminar de Incompetência. Na
forma do art. 4º, inciso I, do Código de Defesa do
Consumidor, é competente para a causa o foro do
Supremo Tribunal Federal
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PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.527
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:LPS BRASÍLIA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO
AUGUSTO
SAMPAIO
PINTO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CLERISTON FELISBERTO ALVARENGA
ADV.(A/S)
:ULISSES LUZ DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso
extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se agravo contra acórdão da 2ª Turma Recursal dos
Juizados Especiais do Distrito Federal, assim ementado (fls.199-
201):
“JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. CONSUMIDOR.
AQUISIÇÃO DE IMÓVEL NA PLANTA. COMISSÃO DE
CORRETAGEM.
PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA.
CERCEAMENTO DE DEFESA. REJEIÇÃO COBRANÇA
ABUSIVA. ÔNUS DO VENDEDOR. DEVOLUÇÃO EM
DOBRO. MÁ-FÉ COMPROVADA.
1. Acórdão lavrado em conformidade com o disposto
no art. 46 da Lei 9.099/1995, e arts. 12, inciso IX, 98 e 99 do
Regimento Interno das Turmas Recursais.
PRELIMINAR. 3. Preliminar de Incompetência. Na
forma do art. 4º, inciso I, do Código de Defesa do
Consumidor, é competente para a causa o foro do
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Relatório
ARE 870527 AGR / DF
domicílio do réu (Brasília), do domicílio da autora, vez
que é consumidora (art. 101, inciso I do CDC) ou do
cumprimento da obrigação (Águas Claras), que são o
mesmo. Assim, em qualquer deles pode a autora
demandar, sendo ineficaz a cláusula de eleição de foro.
Preliminar que se rejeita.. (Acórdão n.797173,
20130710278486ACJ, Relator: AISTON HENRIQUE DE
SOUSA, Relator Designado:ÂNTONIO FERNANDES DA
LUZ, 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e
Criminais do DF, Data de Julgamento: 29/04/2014,
Publicado no DJE: 05/06/2014. Pág.: 260).
2. MÉRITO. Tratando-se de aquisição de imóvel em
construção diretamente da construtora, é abusiva a
cláusula que transfere ao adquirente o ônus do pagamento
de comissão de corretagem.
3. O consumidor não aufere qualquer proveito com a
suposta intermediação empreendida pelo corretor, pois a
aquisição é pactuada diretamente com a construtora. O
corretor não age, nesta hipótese, como intermediário ou
prestador autônomo de serviço, mas como verdadeiro
preposto da construtora, de modo a facilitar a atividade
empresarial desta.
4.1. Ausente justificativa aceitável para cobrança
indevida, a devolução deve ser cobrada, consoante art. 42,
parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor.
Registro que a má-fé está caracterizada pela transferência
de custos operacionais da recorrente (fornecedora) para o
recorrido (consumidor) por meio de destaque de despesas
que não podem ser repassadas ao consumidor e não
revertem em bens ou serviços prestados em seu proveito.
4.2. Os benefícios da suposta intermediação são
auferidos exclusivamente pela construtora, como forma de
dinamizar a sua atividade empresarial e diminuir custos
com a venda das unidades imobiliárias, maximizando seu
lucro. Como é notório, tais corretores atuam em stands de
venda vinculados à própria construtora, não raro próximo
2
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domicílio do réu (Brasília), do domicílio da autora, vez
que é consumidora (art. 101, inciso I do CDC) ou do
cumprimento da obrigação (Águas Claras), que são o
mesmo. Assim, em qualquer deles pode a autora
demandar, sendo ineficaz a cláusula de eleição de foro.
Preliminar que se rejeita.. (Acórdão n.797173,
20130710278486ACJ, Relator: AISTON HENRIQUE DE
SOUSA, Relator Designado:ÂNTONIO FERNANDES DA
LUZ, 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e
Criminais do DF, Data de Julgamento: 29/04/2014,
Publicado no DJE: 05/06/2014. Pág.: 260).
2. MÉRITO. Tratando-se de aquisição de imóvel em
construção diretamente da construtora, é abusiva a
cláusula que transfere ao adquirente o ônus do pagamento
de comissão de corretagem.
3. O consumidor não aufere qualquer proveito com a
suposta intermediação empreendida pelo corretor, pois a
aquisição é pactuada diretamente com a construtora. O
corretor não age, nesta hipótese, como intermediário ou
prestador autônomo de serviço, mas como verdadeiro
preposto da construtora, de modo a facilitar a atividade
empresarial desta.
4.1. Ausente justificativa aceitável para cobrança
indevida, a devolução deve ser cobrada, consoante art. 42,
parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor.
Registro que a má-fé está caracterizada pela transferência
de custos operacionais da recorrente (fornecedora) para o
recorrido (consumidor) por meio de destaque de despesas
que não podem ser repassadas ao consumidor e não
revertem em bens ou serviços prestados em seu proveito.
4.2. Os benefícios da suposta intermediação são
auferidos exclusivamente pela construtora, como forma de
dinamizar a sua atividade empresarial e diminuir custos
com a venda das unidades imobiliárias, maximizando seu
lucro. Como é notório, tais corretores atuam em stands de
venda vinculados à própria construtora, não raro próximo
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Relatório
ARE 870527 AGR / DF
ao próprio empreendimento em andamento. O
consumidor não é informado em momento algum que está
lidando com corretores, pois ele procura diretamente a
construtora, não um intermediário.
4.3. Importante frisar que, na ótica do consumidor,
este não lidou com verdadeiro corretor imobiliário, que é
aquele profissional autônomo que faz a intermediação em
negócios imobiliários. Na verdade, ele procurou a própria
construtora alienante para com ela negociar diretamente,
sendo atendido por alguém que se apresenta como
preposto, e não como terceiro. Como é evidente, o
consumidor não teve sequer a liberdade de procurar um
corretor de sua preferência, eis que buscou adquirir o
imóvel diretamente perante a construtora e foi esta que
determinou que o contrato fosse feito por intermédio de
um corretor por ela contratado, não havendo qualquer
benefício para o consumidor com tal prática.
4.4. Note-se que a terceirização da atividade de
vendas reduz os custos da construtora, na medida em que
se trata de distinta daquela que compõe o núcleo de seu
objeto social, que é a construção e a incorporação
imobiliária. Sabe-se que a especialização incrementa a
eficiência e se traduz em ganhos de escala, daí porque é
vantajoso às construtoras não efetuarem diretamente as
vendas de imóveis, mas repassá-las aos especialistas do
ramo, a quem cabe elaborar material publicitário,
organizar as campanhas, atender aos potenciais
interessados, tudo com um custo provavelmente menos
do que o que a construtora teria para fazer o mesmo, por
não ser especializada nisto.
4.5. Ocorre que os benefícios advindos dessa prática
comercial não são repassados ao consumidor e interessam
apenas aos corretores envolvidos e à construtora, que tem
seu lucro incrementado. Nesse caso, o ônus da contratação
do corretor deve ser da alienante, que é quem escolheu o
corretor, pactuou o preço do serviço e se beneficiou da
3
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ao próprio empreendimento em andamento. O
consumidor não é informado em momento algum que está
lidando com corretores, pois ele procura diretamente a
construtora, não um intermediário.
4.3. Importante frisar que, na ótica do consumidor,
este não lidou com verdadeiro corretor imobiliário, que é
aquele profissional autônomo que faz a intermediação em
negócios imobiliários. Na verdade, ele procurou a própria
construtora alienante para com ela negociar diretamente,
sendo atendido por alguém que se apresenta como
preposto, e não como terceiro. Como é evidente, o
consumidor não teve sequer a liberdade de procurar um
corretor de sua preferência, eis que buscou adquirir o
imóvel diretamente perante a construtora e foi esta que
determinou que o contrato fosse feito por intermédio de
um corretor por ela contratado, não havendo qualquer
benefício para o consumidor com tal prática.
4.4. Note-se que a terceirização da atividade de
vendas reduz os custos da construtora, na medida em que
se trata de distinta daquela que compõe o núcleo de seu
objeto social, que é a construção e a incorporação
imobiliária. Sabe-se que a especialização incrementa a
eficiência e se traduz em ganhos de escala, daí porque é
vantajoso às construtoras não efetuarem diretamente as
vendas de imóveis, mas repassá-las aos especialistas do
ramo, a quem cabe elaborar material publicitário,
organizar as campanhas, atender aos potenciais
interessados, tudo com um custo provavelmente menos
do que o que a construtora teria para fazer o mesmo, por
não ser especializada nisto.
4.5. Ocorre que os benefícios advindos dessa prática
comercial não são repassados ao consumidor e interessam
apenas aos corretores envolvidos e à construtora, que tem
seu lucro incrementado. Nesse caso, o ônus da contratação
do corretor deve ser da alienante, que é quem escolheu o
corretor, pactuou o preço do serviço e se beneficiou da
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Relatório
ARE 870527 AGR / DF
intermediação, não podendo ser repassado ao
consumidor, que não firmou contrato com o corretor nem
se beneficiou diretamente dos serviços deste.
4.6. Portanto, não havendo justificativa aceitável para
a cobrança indevida, e estando caracterizada a má-fé, nos
termos acima, a devolução deve ser dobrada, consoante
art. 42, parágrafo único, do Código de Defesa do
Consumidor.
5. Recurso conhecido. Preliminar rejeitada. No
mérito, recurso não provido.
6. Condeno a recorrente ao pagamento das custas
processuais e dos honorários advocatícios, estes no
importe de 10% (dez por cento) sobre o valor atualizado
da condenação (art. 55 da Lei 9.099/95).”
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
1º, III, e IV; 5º, XXII e XXXVI; 6º, caput; 93, IX; e 170, parágrafo
único, todos da Constituição Federal.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso pelos
fundamentos de que as questões de fundo postas no apelo são de
cunho infraconstitucional, e se ofensa houvesse, esta seria indireta à
Lex Mater (fls.241-245).
O recurso não pode ser admitido. Isso porque o Plenário
Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE
823.319-RG, sob a relatoria do Ministro Luiz Fux, assentou a
ausência de repercussão geral da controvérsia ora em debate
(Tema 769). Confira-se a ementa do referido julgado:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E
DO CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL.
COMISSÃO DE CORRETAGEM. ABUSIVIDADE.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
4
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intermediação, não podendo ser repassado ao
consumidor, que não firmou contrato com o corretor nem
se beneficiou diretamente dos serviços deste.
4.6. Portanto, não havendo justificativa aceitável para
a cobrança indevida, e estando caracterizada a má-fé, nos
termos acima, a devolução deve ser dobrada, consoante
art. 42, parágrafo único, do Código de Defesa do
Consumidor.
5. Recurso conhecido. Preliminar rejeitada. No
mérito, recurso não provido.
6. Condeno a recorrente ao pagamento das custas
processuais e dos honorários advocatícios, estes no
importe de 10% (dez por cento) sobre o valor atualizado
da condenação (art. 55 da Lei 9.099/95).”
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
1º, III, e IV; 5º, XXII e XXXVI; 6º, caput; 93, IX; e 170, parágrafo
único, todos da Constituição Federal.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso pelos
fundamentos de que as questões de fundo postas no apelo são de
cunho infraconstitucional, e se ofensa houvesse, esta seria indireta à
Lex Mater (fls.241-245).
O recurso não pode ser admitido. Isso porque o Plenário
Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE
823.319-RG, sob a relatoria do Ministro Luiz Fux, assentou a
ausência de repercussão geral da controvérsia ora em debate
(Tema 769). Confira-se a ementa do referido julgado:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E
DO CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL.
COMISSÃO DE CORRETAGEM. ABUSIVIDADE.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Relatório
ARE 870527 AGR / DF
ÓBICE DA SÚMULA 454 DO STF. INEXISTÊNCIA DE R
EPERCUSSÃO GERAL.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
A parte agravante insiste na tese de que a comissão de
corretagem é lícita. Reitera os fundamentos do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
5
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ARE 870527 AGR / DF
ÓBICE DA SÚMULA 454 DO STF. INEXISTÊNCIA DE R
EPERCUSSÃO GERAL.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
A parte agravante insiste na tese de que a comissão de
corretagem é lícita. Reitera os fundamentos do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
5
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.527
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental é inadmissível, tendo em vista que
interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo
Tribunal Federal que assentara a inexistência de repercussão geral da
controvérsia ora discutida.
2.
A matéria tratada nestes autos, acerca da restituição de
valores referentes à comissão de corretagem, foi objeto de deliberação do
Plenário Virtual desta Corte que assentou a ausência de repercussão geral
da presente controvérsia por restringir-se ao âmbito infraconstitucional,
bem como não prescindir da análise do contrato firmado entre as partes e
do material fático probatório dos autos (RE 823.319, Rel. Min. Luiz Fux -
Tema 769).
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental
e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante
multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art.
557, § 2º, do CPC. Fica a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em
favor da parte agravada.
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.527
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental é inadmissível, tendo em vista que
interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo
Tribunal Federal que assentara a inexistência de repercussão geral da
controvérsia ora discutida.
2.
A matéria tratada nestes autos, acerca da restituição de
valores referentes à comissão de corretagem, foi objeto de deliberação do
Plenário Virtual desta Corte que assentou a ausência de repercussão geral
da presente controvérsia por restringir-se ao âmbito infraconstitucional,
bem como não prescindir da análise do contrato firmado entre as partes e
do material fático probatório dos autos (RE 823.319, Rel. Min. Luiz Fux -
Tema 769).
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental
e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante
multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art.
557, § 2º, do CPC. Fica a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em
favor da parte agravada.
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.527
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : LPS BRASÍLIA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S) : CLÁUDIO AUGUSTO SAMPAIO PINTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CLERISTON FELISBERTO ALVARENGA
ADV.(A/S) : ULISSES LUZ DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599144
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.527
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : LPS BRASÍLIA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S) : CLÁUDIO AUGUSTO SAMPAIO PINTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CLERISTON FELISBERTO ALVARENGA
ADV.(A/S) : ULISSES LUZ DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8617374
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-03T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. COMISSÃO DE CORRETAGEM. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEL.
1. Decisão agravada está alinhada com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido da ausência de matéria constitucional da controvérsia relativa à restituição de valores referentes à comissão de corretagem (RE 823.319, Rel. Min. Luiz Fux - Tema 769).
2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC.
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sjur307205
|
- Acórdão(s) citado(s):
(COMISSÃO DE CORRETAGEM)
RE 823319 RG.
Número de páginas: 8.
Análise: 22/06/2015, MJC.
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ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
870527
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 870527 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : LPS BRASÍLIA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S) : CLÁUDIO AUGUSTO SAMPAIO PINTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CLERISTON FELISBERTO ALVARENGA
ADV.(A/S) : ULISSES LUZ DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.527
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:LPS BRASÍLIA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO
AUGUSTO
SAMPAIO
PINTO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CLERISTON FELISBERTO ALVARENGA
ADV.(A/S)
:ULISSES LUZ DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)
EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. COMISSÃO DE
CORRETAGEM. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO
MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEL.
1.
Decisão agravada está alinhada com a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal no sentido da ausência de matéria
constitucional da controvérsia relativa à restituição de valores referentes
à comissão de corretagem (Recurso Extraordinário 823.319, Rel. Min. Luiz Fux - Tema 769).
2.
Agravo regimental a que se nega provimento, com
aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8566223.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.527
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:LPS BRASÍLIA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO
AUGUSTO
SAMPAIO
PINTO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CLERISTON FELISBERTO ALVARENGA
ADV.(A/S)
:ULISSES LUZ DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso
extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se agravo contra acórdão da 2... Turma Recursal dos
Juizados Especiais do Distrito Federal, assim ementado (fls.199-
201):
“JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. CONSUMIDOR.
AQUISIÇÃO DE IMÓVEL NA PLANTA. COMISSÃO DE
CORRETAGEM.
PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA.
CERCEAMENTO DE DEFESA. REJEIÇÃO COBRANÇA
ABUSIVA. ÔNUS DO VENDEDOR. DEVOLUÇÃO EM
DOBRO. MÁ-FÉ COMPROVADA.
1. Acórdão lavrado em conformidade com o disposto
no art. 46 da Lei 9.099/1995, e arts. 12, inciso IX, 98 e 99 do
Regimento Interno das Turmas Recursais.
PRELIMINAR. 3. Preliminar de Incompetência. Na
forma do art. 4..., inciso I, do Código de Defesa do
Consumidor, é competente para a causa o foro do
Supremo Tribunal Federal
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.527
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:LPS BRASÍLIA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO
AUGUSTO
SAMPAIO
PINTO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CLERISTON FELISBERTO ALVARENGA
ADV.(A/S)
:ULISSES LUZ DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso
extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se agravo contra acórdão da 2... Turma Recursal dos
Juizados Especiais do Distrito Federal, assim ementado (fls.199-
201):
“JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. CONSUMIDOR.
AQUISIÇÃO DE IMÓVEL NA PLANTA. COMISSÃO DE
CORRETAGEM.
PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA.
CERCEAMENTO DE DEFESA. REJEIÇÃO COBRANÇA
ABUSIVA. ÔNUS DO VENDEDOR. DEVOLUÇÃO EM
DOBRO. MÁ-FÉ COMPROVADA.
1. Acórdão lavrado em conformidade com o disposto
no art. 46 da Lei 9.099/1995, e arts. 12, inciso IX, 98 e 99 do
Regimento Interno das Turmas Recursais.
PRELIMINAR. 3. Preliminar de Incompetência. Na
forma do art. 4..., inciso I, do Código de Defesa do
Consumidor, é competente para a causa o foro do
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Relatório
ARE 870527 AGR / DF
domicílio do réu (Brasília), do domicílio da autora, vez
que é consumidora (art. 101, inciso I do CDC) ou do
cumprimento da obrigação (Águas Claras), que são o
mesmo. Assim, em qualquer deles pode a autora
demandar, sendo ineficaz a cláusula de eleição de foro.
Preliminar que se rejeita.. (Acórdão n.797173,
20130710278486ACJ, Relator: AISTON HENRIQUE DE
SOUSA, Relator Designado:ÂNTONIO FERNANDES DA
LUZ, 2... Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e
Criminais do DF, Data de Julgamento: 29/04/2014,
Publicado no DJE: 05/06/2014. Pág.: 260).
2. MÉRITO. Tratando-se de aquisição de imóvel em
construção diretamente da construtora, é abusiva a
cláusula que transfere ao adquirente o ônus do pagamento
de comissão de corretagem.
3. O consumidor não aufere qualquer proveito com a
suposta intermediação empreendida pelo corretor, pois a
aquisição é pactuada diretamente com a construtora. O
corretor não age, nesta hipótese, como intermediário ou
prestador autônomo de serviço, mas como verdadeiro
preposto da construtora, de modo a facilitar a atividade
empresarial desta.
4.1. Ausente justificativa aceitável para cobrança
indevida, a devolução deve ser cobrada, consoante art. 42,
parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor.
Registro que a má-fé está caracterizada pela transferência
de custos operacionais da recorrente (fornecedora) para o
recorrido (consumidor) por meio de destaque de despesas
que não podem ser repassadas ao consumidor e não
revertem em bens ou serviços prestados em seu proveito.
4.2. Os benefícios da suposta intermediação são
auferidos exclusivamente pela construtora, como forma de
dinamizar a sua atividade empresarial e diminuir custos
com a venda das unidades imobiliárias, maximizando seu
lucro. Como é notório, tais corretores atuam em stands de
venda vinculados à própria construtora, não raro próximo
2
Supremo Tribunal Federal
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domicílio do réu (Brasília), do domicílio da autora, vez
que é consumidora (art. 101, inciso I do CDC) ou do
cumprimento da obrigação (Águas Claras), que são o
mesmo. Assim, em qualquer deles pode a autora
demandar, sendo ineficaz a cláusula de eleição de foro.
Preliminar que se rejeita.. (Acórdão n.797173,
20130710278486ACJ, Relator: AISTON HENRIQUE DE
SOUSA, Relator Designado:ÂNTONIO FERNANDES DA
LUZ, 2... Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e
Criminais do DF, Data de Julgamento: 29/04/2014,
Publicado no DJE: 05/06/2014. Pág.: 260).
2. MÉRITO. Tratando-se de aquisição de imóvel em
construção diretamente da construtora, é abusiva a
cláusula que transfere ao adquirente o ônus do pagamento
de comissão de corretagem.
3. O consumidor não aufere qualquer proveito com a
suposta intermediação empreendida pelo corretor, pois a
aquisição é pactuada diretamente com a construtora. O
corretor não age, nesta hipótese, como intermediário ou
prestador autônomo de serviço, mas como verdadeiro
preposto da construtora, de modo a facilitar a atividade
empresarial desta.
4.1. Ausente justificativa aceitável para cobrança
indevida, a devolução deve ser cobrada, consoante art. 42,
parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor.
Registro que a má-fé está caracterizada pela transferência
de custos operacionais da recorrente (fornecedora) para o
recorrido (consumidor) por meio de destaque de despesas
que não podem ser repassadas ao consumidor e não
revertem em bens ou serviços prestados em seu proveito.
4.2. Os benefícios da suposta intermediação são
auferidos exclusivamente pela construtora, como forma de
dinamizar a sua atividade empresarial e diminuir custos
com a venda das unidades imobiliárias, maximizando seu
lucro. Como é notório, tais corretores atuam em stands de
venda vinculados à própria construtora, não raro próximo
2
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Relatório
ARE 870527 AGR / DF
ao próprio empreendimento em andamento. O
consumidor não é informado em momento algum que está
lidando com corretores, pois ele procura diretamente a
construtora, não um intermediário.
4.3. Importante frisar que, na ótica do consumidor,
este não lidou com verdadeiro corretor imobiliário, que é
aquele profissional autônomo que faz a intermediação em
negócios imobiliários. Na verdade, ele procurou a própria
construtora alienante para com ela negociar diretamente,
sendo atendido por alguém que se apresenta como
preposto, e não como terceiro. Como é evidente, o
consumidor não teve sequer a liberdade de procurar um
corretor de sua preferência, eis que buscou adquirir o
imóvel diretamente perante a construtora e foi esta que
determinou que o contrato fosse feito por intermédio de
um corretor por ela contratado, não havendo qualquer
benefício para o consumidor com tal prática.
4.4. Note-se que a terceirização da atividade de
vendas reduz os custos da construtora, na medida em que
se trata de distinta daquela que compõe o núcleo de seu
objeto social, que é a construção e a incorporação
imobiliária. Sabe-se que a especialização incrementa a
eficiência e se traduz em ganhos de escala, daí porque é
vantajoso às construtoras não efetuarem diretamente as
vendas de imóveis, mas repassá-las aos especialistas do
ramo, a quem cabe elaborar material publicitário,
organizar as campanhas, atender aos potenciais
interessados, tudo com um custo provavelmente menos
do que o que a construtora teria para fazer o mesmo, por
não ser especializada nisto.
4.5. Ocorre que os benefícios advindos dessa prática
comercial não são repassados ao consumidor e interessam
apenas aos corretores envolvidos e à construtora, que tem
seu lucro incrementado. Nesse caso, o ônus da contratação
do corretor deve ser da alienante, que é quem escolheu o
corretor, pactuou o preço do serviço e se beneficiou da
3
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ao próprio empreendimento em andamento. O
consumidor não é informado em momento algum que está
lidando com corretores, pois ele procura diretamente a
construtora, não um intermediário.
4.3. Importante frisar que, na ótica do consumidor,
este não lidou com verdadeiro corretor imobiliário, que é
aquele profissional autônomo que faz a intermediação em
negócios imobiliários. Na verdade, ele procurou a própria
construtora alienante para com ela negociar diretamente,
sendo atendido por alguém que se apresenta como
preposto, e não como terceiro. Como é evidente, o
consumidor não teve sequer a liberdade de procurar um
corretor de sua preferência, eis que buscou adquirir o
imóvel diretamente perante a construtora e foi esta que
determinou que o contrato fosse feito por intermédio de
um corretor por ela contratado, não havendo qualquer
benefício para o consumidor com tal prática.
4.4. Note-se que a terceirização da atividade de
vendas reduz os custos da construtora, na medida em que
se trata de distinta daquela que compõe o núcleo de seu
objeto social, que é a construção e a incorporação
imobiliária. Sabe-se que a especialização incrementa a
eficiência e se traduz em ganhos de escala, daí porque é
vantajoso às construtoras não efetuarem diretamente as
vendas de imóveis, mas repassá-las aos especialistas do
ramo, a quem cabe elaborar material publicitário,
organizar as campanhas, atender aos potenciais
interessados, tudo com um custo provavelmente menos
do que o que a construtora teria para fazer o mesmo, por
não ser especializada nisto.
4.5. Ocorre que os benefícios advindos dessa prática
comercial não são repassados ao consumidor e interessam
apenas aos corretores envolvidos e à construtora, que tem
seu lucro incrementado. Nesse caso, o ônus da contratação
do corretor deve ser da alienante, que é quem escolheu o
corretor, pactuou o preço do serviço e se beneficiou da
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Relatório
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intermediação, não podendo ser repassado ao
consumidor, que não firmou contrato com o corretor nem
se beneficiou diretamente dos serviços deste.
4.6. Portanto, não havendo justificativa aceitável para
a cobrança indevida, e estando caracterizada a má-fé, nos
termos acima, a devolução deve ser dobrada, consoante
art. 42, parágrafo único, do Código de Defesa do
Consumidor.
5. Recurso conhecido. Preliminar rejeitada. No
mérito, recurso não provido.
6. Condeno a recorrente ao pagamento das custas
processuais e dos honorários advocatícios, estes no
importe de 10% (dez por cento) sobre o valor atualizado
da condenação (art. 55 da Lei 9.099/95).”
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
1..., III, e IV; 5..., XXII e XXXVI; 6..., caput; 93, IX; e 170, parágrafo
único, todos da Constituição Federal.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso pelos
fundamentos de que as questões de fundo postas no apelo são de
cunho infraconstitucional, e se ofensa houvesse, esta seria indireta à
Lex Mater (fls.241-245).
O recurso não pode ser admitido. Isso porque o Plenário
Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário
823.319-RG, sob a relatoria do Ministro Luiz Fux, assentou a
ausência de repercussão geral da controvérsia ora em debate
(Tema 769). Confira-se a ementa do referido julgado:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E
DO CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL.
COMISSÃO DE CORRETAGEM. ABUSIVIDADE.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
4
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intermediação, não podendo ser repassado ao
consumidor, que não firmou contrato com o corretor nem
se beneficiou diretamente dos serviços deste.
4.6. Portanto, não havendo justificativa aceitável para
a cobrança indevida, e estando caracterizada a má-fé, nos
termos acima, a devolução deve ser dobrada, consoante
art. 42, parágrafo único, do Código de Defesa do
Consumidor.
5. Recurso conhecido. Preliminar rejeitada. No
mérito, recurso não provido.
6. Condeno a recorrente ao pagamento das custas
processuais e dos honorários advocatícios, estes no
importe de 10% (dez por cento) sobre o valor atualizado
da condenação (art. 55 da Lei 9.099/95).”
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
1..., III, e IV; 5..., XXII e XXXVI; 6..., caput; 93, IX; e 170, parágrafo
único, todos da Constituição Federal.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso pelos
fundamentos de que as questões de fundo postas no apelo são de
cunho infraconstitucional, e se ofensa houvesse, esta seria indireta à
Lex Mater (fls.241-245).
O recurso não pode ser admitido. Isso porque o Plenário
Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário
823.319-RG, sob a relatoria do Ministro Luiz Fux, assentou a
ausência de repercussão geral da controvérsia ora em debate
(Tema 769). Confira-se a ementa do referido julgado:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E
DO CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL.
COMISSÃO DE CORRETAGEM. ABUSIVIDADE.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
4
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Relatório
ARE 870527 AGR / DF
ÓBICE DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE R
EPERCUSSÃO GERAL.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
A parte agravante insiste na tese de que a comissão de
corretagem é lícita. Reitera os fundamentos do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
5
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ARE 870527 AGR / DF
ÓBICE DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE R
EPERCUSSÃO GERAL.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
A parte agravante insiste na tese de que a comissão de
corretagem é lícita. Reitera os fundamentos do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
5
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.527
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental é inadmissível, tendo em vista que
interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo
Tribunal Federal que assentara a inexistência de repercussão geral da
controvérsia ora discutida.
2.
A matéria tratada nestes autos, acerca da restituição de
valores referentes à comissão de corretagem, foi objeto de deliberação do
Plenário Virtual desta Corte que assentou a ausência de repercussão geral
da presente controvérsia por restringir-se ao âmbito infraconstitucional,
bem como não prescindir da análise do contrato firmado entre as partes e
do material fático probatório dos autos (Recurso Extraordinário 823.319, Rel. Min. Luiz Fux -
Tema 769).
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental
e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante
multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art.
557, § 2..., do Código de Processo Civil. Fica a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em
favor da parte agravada.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.527
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental é inadmissível, tendo em vista que
interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo
Tribunal Federal que assentara a inexistência de repercussão geral da
controvérsia ora discutida.
2.
A matéria tratada nestes autos, acerca da restituição de
valores referentes à comissão de corretagem, foi objeto de deliberação do
Plenário Virtual desta Corte que assentou a ausência de repercussão geral
da presente controvérsia por restringir-se ao âmbito infraconstitucional,
bem como não prescindir da análise do contrato firmado entre as partes e
do material fático probatório dos autos (Recurso Extraordinário 823.319, Rel. Min. Luiz Fux -
Tema 769).
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental
e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante
multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art.
557, § 2..., do Código de Processo Civil. Fica a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em
favor da parte agravada.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.527
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : LPS BRASÍLIA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S) : CLÁUDIO AUGUSTO SAMPAIO PINTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CLERISTON FELISBERTO ALVARENGA
ADV.(A/S) : ULISSES LUZ DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.527
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : LPS BRASÍLIA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S) : CLÁUDIO AUGUSTO SAMPAIO PINTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CLERISTON FELISBERTO ALVARENGA
ADV.(A/S) : ULISSES LUZ DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870 . 527",
"Recurso Extraordinário 823 . 319",
"ARE 870527 AGR / DF",
"Acórdão n . 797173",
"20130710278486ACJ",
"ARE 870527 AGR / DF",
"Acórdão n . 797173",
"20130710278486ACJ",
"ARE 870527 AGR / DF",
"ARE 870527 AGR / DF",
"ARE 870527 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 823 . 319 - RG",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 823 . 319 - RG",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 823 . 319",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"Recurso Extraordinário 823 . 319",
"AGRAVO 870 . 527"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 46 da Lei 9 . 099 / 1995",
"arts . 12 , inciso IX , 98 e 99 do Regimento Interno das Turmas Recursais",
"art . 4 . . . , inciso I , do Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 46 da Lei 9 . 099 / 1995",
"arts . 12 , inciso IX , 98 e 99 do Regimento Interno das Turmas Recursais",
"art . 4 . . . , inciso I , do Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 101 , inciso I do CDC",
"art . 42 , parágrafo único , do Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 101 , inciso I do CDC",
"art . 42 , parágrafo único , do Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 42 , parágrafo único , do Código de Defesa do Consumidor",
"art . 55 da Lei 9 . 099 / 95",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"arts . 1 . . . , III , e IV ; 5 . . . , XXII e XXXVI ; 6 . . . , caput ; 93 , IX ; e 170 , parágrafo único , todos da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 42 , parágrafo único , do Código de Defesa do Consumidor",
"art . 55 da Lei 9 . 099 / 95",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"arts . 1 .",
"6 . . . , caput ; 93 , IX ; e 170 , parágrafo único , todos da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Águas Claras",
"Brasília",
"Águas Claras",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"BRASÍLIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"LPS BRASÍLIA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"LPS BRASÍLIA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA",
"2",
".",
".",
". Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"LPS BRASÍLIA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA",
"2",
".",
".",
"Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do DF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do DF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RI",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"LPS BRASÍLIA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"LPS",
"CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"CLÁUDIO AUGUSTO SAMPAIO PINTO",
"CLERISTON FELISBERTO ALVARENGA",
"ULISSES LUZ DA SILVA NETO",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"ROBERTO BARROSO",
"CLÁUDIO AUGUSTO SAMPAIO PINTO",
"CLERISTON FELISBERTO ALVARENGA",
"ULISSES LUZ DA SILVA NETO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"CLÁUDIO AUGUSTO SAMPAIO PINTO",
"CLERISTON FELISBERTO ALVARENGA",
"ULISSES LUZ DA SILVA NETO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"AISTON HENRIQUE DE SOUSA",
"ÂNTONIO FERNANDES DA LUZ",
"AISTON HENRIQUE DE SOUSA",
"ÂNTONIO FERNANDES DA LUZ",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Luiz Fux",
"ROBERTO BARROSO",
"CLERISTON FELISBERTO ALVARENGA",
"ULISSES LUZ DA SILVA NETO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"CLÁUDIO AUGUSTO SAMPAIO PINTO",
"CLERISTON FELISBERTO ALVARENGA",
"ULISSES LUZ DA SILVA NETO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"04",
"/",
"2014",
"05",
"/",
"06",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"04",
"/",
"2014",
"05",
"/",
"06",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.427 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MOISES NUNES PEREIRA JUNIOR
ADV.(A/S)
:FRANCISCO
RAMALHO
ORTIGÃO
FARIAS
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo 2. Penal e
Processual Penal. 3. Súmula 279. Matéria que demanda análise do
conjunto fático-probatório. 4. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.427 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MOISES NUNES PEREIRA JUNIOR
ADV.(A/S)
:FRANCISCO
RAMALHO
ORTIGÃO
FARIAS
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que,
conhecendo do agravo, negou seguimento ao recurso extraordinário.
Consta dos autos que em 22.7.2007, na cidade de Araruama/RJ, o
paciente, supostamente agindo com imprudência e negligência, colidiu
seu automóvel GM Blazer com o veículo GM Corsa Classic, causando
lesões corporais na condutora e a morte da filha dela.
Após regular trâmite da instrução, a denúncia foi julgada procedente
e o então réu, condenado pela prática dos delitos descritos nos arts. 302 e
303 do Código de Trânsito Brasileiro, às penas de 2 anos e 4 meses de
detenção, em regime aberto, substituída por duas restritivas de direito,
além da suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor por dois
meses.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro negou provimento
à apelação interposta pelo então réu.
Irresignada, a defesa interpôs recurso extraordinário, alegando, em
síntese, que a elucidação dos fatos apenas seria possível por meio da
realização de prova pericial, o que não ocorreu durante a instrução
probatória.
Em 9.6.2015, ante a necessidade de reanálise da instrução,
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.427 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MOISES NUNES PEREIRA JUNIOR
ADV.(A/S)
:FRANCISCO
RAMALHO
ORTIGÃO
FARIAS
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que,
conhecendo do agravo, negou seguimento ao recurso extraordinário.
Consta dos autos que em 22.7.2007, na cidade de Araruama/RJ, o
paciente, supostamente agindo com imprudência e negligência, colidiu
seu automóvel GM Blazer com o veículo GM Corsa Classic, causando
lesões corporais na condutora e a morte da filha dela.
Após regular trâmite da instrução, a denúncia foi julgada procedente
e o então réu, condenado pela prática dos delitos descritos nos arts. 302 e
303 do Código de Trânsito Brasileiro, às penas de 2 anos e 4 meses de
detenção, em regime aberto, substituída por duas restritivas de direito,
além da suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor por dois
meses.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro negou provimento
à apelação interposta pelo então réu.
Irresignada, a defesa interpôs recurso extraordinário, alegando, em
síntese, que a elucidação dos fatos apenas seria possível por meio da
realização de prova pericial, o que não ocorreu durante a instrução
probatória.
Em 9.6.2015, ante a necessidade de reanálise da instrução,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
ARE 889427 AGR / RJ
procedimento vedado em sede de recurso extraordinário, neguei
seguimento à irresignação.
No presente agravo regimental, a defesa alega ser possível o
afastamento do Enunciado 279 da Súmula do STF e a apreciação do
conjunto fático probatório constante dos autos.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 889427 AGR / RJ
procedimento vedado em sede de recurso extraordinário, neguei
seguimento à irresignação.
No presente agravo regimental, a defesa alega ser possível o
afastamento do Enunciado 279 da Súmula do STF e a apreciação do
conjunto fático probatório constante dos autos.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.427 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão proferida monocraticamente.
O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar o
entendimento aplicado ao caso, visando apenas à rediscussão da matéria
já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte.
O recorrente insiste, a pretexto de suposta violação aos artigos 5º,
incisos XXXIX, LIV, LV, LVI e LVII, do texto constitucional, na
possibilidade de revolvimento do conteúdo fático-probatório. Todavia,
conforme entendimento uníssono desta Corte, tal proceder é defeso em
sede de recurso extraordinário.
Destarte, o pedido de afastamento do Enunciado 279 da Súmula do
STF e a valoração da matéria probatória constante dos autos, evidenciam
ser inviável a pretensão do agravante.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.427 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão proferida monocraticamente.
O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar o
entendimento aplicado ao caso, visando apenas à rediscussão da matéria
já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte.
O recorrente insiste, a pretexto de suposta violação aos artigos 5º,
incisos XXXIX, LIV, LV, LVI e LVII, do texto constitucional, na
possibilidade de revolvimento do conteúdo fático-probatório. Todavia,
conforme entendimento uníssono desta Corte, tal proceder é defeso em
sede de recurso extraordinário.
Destarte, o pedido de afastamento do Enunciado 279 da Súmula do
STF e a valoração da matéria probatória constante dos autos, evidenciam
ser inviável a pretensão do agravante.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 889427 AGR / RJ
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 889427 AGR / RJ
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.427
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : MOISES NUNES PEREIRA JUNIOR
ADV.(A/S) : FRANCISCO RAMALHO ORTIGÃO FARIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9194678
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.427
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : MOISES NUNES PEREIRA JUNIOR
ADV.(A/S) : FRANCISCO RAMALHO ORTIGÃO FARIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9194678
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9247050
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-08-27T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo 2. Penal e Processual Penal. 3. Súmula 279. Matéria que demanda análise do conjunto fático-probatório. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur316944
|
Número de páginas: 6.
Análise: 28/09/2015, MAD.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
889427
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00039 INC-00054 INC-00055 \n INC-00056 INC-00057\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 889427 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MOISES NUNES PEREIRA JUNIOR
ADV.(A/S) : FRANCISCO RAMALHO ORTIGÃO FARIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.427 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MOISES NUNES PEREIRA JUNIOR
ADV.(A/S)
:FRANCISCO
RAMALHO
ORTIGÃO
FARIAS
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo 2. Penal e
Processual Penal. 3. Súmula 279. Matéria que demanda análise do
conjunto fático-probatório. 4. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.427 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MOISES NUNES PEREIRA JUNIOR
ADV.(A/S)
:FRANCISCO
RAMALHO
ORTIGÃO
FARIAS
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que,
conhecendo do agravo, negou seguimento ao recurso extraordinário.
Consta dos autos que em 22.7.2007, na cidade de Araruama/RJ, o
paciente, supostamente agindo com imprudência e negligência, colidiu
seu automóvel GM Blazer com o veículo GM Corsa Classic, causando
lesões corporais na condutora e a morte da filha dela.
Após regular trâmite da instrução, a denúncia foi julgada procedente
e o então réu, condenado pela prática dos delitos descritos nos arts. 302 e
303 do Código de Trânsito Brasileiro, às penas de 2 anos e 4 meses de
detenção, em regime aberto, substituída por duas restritivas de direito,
além da suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor por dois
meses.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro negou provimento
à apelação interposta pelo então réu.
Irresignada, a defesa interpôs recurso extraordinário, alegando, em
síntese, que a elucidação dos fatos apenas seria possível por meio da
realização de prova pericial, o que não ocorreu durante a instrução
probatória.
Em 9.6.2015, ante a necessidade de reanálise da instrução,
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.427 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MOISES NUNES PEREIRA JUNIOR
ADV.(A/S)
:FRANCISCO
RAMALHO
ORTIGÃO
FARIAS
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que,
conhecendo do agravo, negou seguimento ao recurso extraordinário.
Consta dos autos que em 22.7.2007, na cidade de Araruama/RJ, o
paciente, supostamente agindo com imprudência e negligência, colidiu
seu automóvel GM Blazer com o veículo GM Corsa Classic, causando
lesões corporais na condutora e a morte da filha dela.
Após regular trâmite da instrução, a denúncia foi julgada procedente
e o então réu, condenado pela prática dos delitos descritos nos arts. 302 e
303 do Código de Trânsito Brasileiro, às penas de 2 anos e 4 meses de
detenção, em regime aberto, substituída por duas restritivas de direito,
além da suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor por dois
meses.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro negou provimento
à apelação interposta pelo então réu.
Irresignada, a defesa interpôs recurso extraordinário, alegando, em
síntese, que a elucidação dos fatos apenas seria possível por meio da
realização de prova pericial, o que não ocorreu durante a instrução
probatória.
Em 9.6.2015, ante a necessidade de reanálise da instrução,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
ARE 889427 AGR / RJ
procedimento vedado em sede de recurso extraordinário, neguei
seguimento à irresignação.
No presente agravo regimental, a defesa alega ser possível o
afastamento do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal e a apreciação do
conjunto fático probatório constante dos autos.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 889427 AGR / RJ
procedimento vedado em sede de recurso extraordinário, neguei
seguimento à irresignação.
No presente agravo regimental, a defesa alega ser possível o
afastamento do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal e a apreciação do
conjunto fático probatório constante dos autos.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.427 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão proferida monocraticamente.
O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar o
entendimento aplicado ao caso, visando apenas à rediscussão da matéria
já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte.
O recorrente insiste, a pretexto de suposta violação aos artigos 5...,
incisos XXXIX, LIV, LV, LVI e LVII, do texto constitucional, na
possibilidade de revolvimento do conteúdo fático-probatório. Todavia,
conforme entendimento uníssono desta Corte, tal proceder é defeso em
sede de recurso extraordinário.
Destarte, o pedido de afastamento do Enunciado 279 da Súmula do
Supremo Tribunal Federal e a valoração da matéria probatória constante dos autos, evidenciam
ser inviável a pretensão do agravante.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.427 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão proferida monocraticamente.
O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar o
entendimento aplicado ao caso, visando apenas à rediscussão da matéria
já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte.
O recorrente insiste, a pretexto de suposta violação aos artigos 5...,
incisos XXXIX, LIV, LV, LVI e LVII, do texto constitucional, na
possibilidade de revolvimento do conteúdo fático-probatório. Todavia,
conforme entendimento uníssono desta Corte, tal proceder é defeso em
sede de recurso extraordinário.
Destarte, o pedido de afastamento do Enunciado 279 da Súmula do
Supremo Tribunal Federal e a valoração da matéria probatória constante dos autos, evidenciam
ser inviável a pretensão do agravante.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 889427 AGR / RJ
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 889427 AGR / RJ
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.427
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : MOISES NUNES PEREIRA JUNIOR
ADV.(A/S) : FRANCISCO RAMALHO ORTIGÃO FARIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9194678
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.427
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : MOISES NUNES PEREIRA JUNIOR
ADV.(A/S) : FRANCISCO RAMALHO ORTIGÃO FARIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9194678
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889 . 427",
"ARE 889427 AGR / RJ",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 889427 AGR / RJ",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 889427 AGR /",
"ARE"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 302 e 303 do Código de Trânsito Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 302 e 303 do Código de Trânsito Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Araruama",
"/",
"RJ",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Araruama",
"/ RJ",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"GM Corsa Classic",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"MOISES NUNES PEREIRA JUNIOR",
"FRANCISCO RAMALHO",
"ORTIGÃO FARIAS",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"MOISES NUNES PEREIRA JUNIOR",
"FRANCISCO RAMALHO ORTIGÃO FARIAS",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"MOISES NUNES PEREIRA JUNIOR",
"FRANCISCO RAMALHO ORTIGÃO FARIAS",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"MOISES NUNES PEREIRA JUNIOR",
"FRANCISCO RAMALHO",
"ORTIGÃO FARIAS",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"MOISES NUNES PEREIRA JUNIOR",
"FRANCISCO RAMALHO ORTIGÃO FARIAS",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"22",
".",
"7",
".",
"2007",
"9",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"22",
".",
"7",
".",
"2007",
"9",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"24",
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"08",
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"2001",
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"24",
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"2001",
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"08",
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"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
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"04",
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"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 700.400 RIO GRANDE DO
NORTE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE NATAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
GONÇALO DO AMARANTE
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO NORTE
EMENTA: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO
DE INSTRUMENTO. ICMS. VAF. LIMITES ENTRE MUNICÍPIOS.
DÚVIDA OBJETIVA ESCLARECIDA POR LEI SUPERVENIENTE COM
CUNHO INTERPRETATIVO. EFICÁCIA DECLARATÓRIA. HIPÓTESE
QUE NÃO SE AMOLDA ÀS HIPÓTESES DO ART. 18, § 4º, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
1.
No intuito de dirimir controvérsia relativa ao Valor
Adicionado Fiscal, pacificando aspecto relacionado à repartição do ICMS,
o legislador estadual editou uma lei cuja finalidade precípua foi
esclarecer norma anterior que não permitia definir os precisos limites
territoriais entre os Municípios de Natal e São Gonçalo do Amarante. A
hipótese dos autos não diz respeito à criação, incorporação, fusão ou
desmembramento de municípios. De modo que não há que falar no
maltrato ao quanto disposto no art. 18, § 4º, da Constituição Federal.
2.
Agravo regimental a que nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Ementa e Acórdão
AI 700400 AGR / RN
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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AI 700400 AGR / RN
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 700.400 RIO GRANDE DO
NORTE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE NATAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
GONÇALO DO AMARANTE
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO NORTE
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. A
decisão singular afastou as teses deduzidas no recurso extraordinário, sob
o fundamento de que a Lei nº 8.246/2002 seria meramente interpretativa.
2.
A parte agravante afirma que a Lei nº 8.246/2002 não é
interpretativa, na medida em que estabeleceu novos limites entre os
Municípios de Natal e São Gonçalo do Amarante. Admitindo tal
premissa, articula com a violação ao art. 18, § 4º, da Constituição Federal.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 700.400 RIO GRANDE DO
NORTE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE NATAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
GONÇALO DO AMARANTE
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO NORTE
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. A
decisão singular afastou as teses deduzidas no recurso extraordinário, sob
o fundamento de que a Lei nº 8.246/2002 seria meramente interpretativa.
2.
A parte agravante afirma que a Lei nº 8.246/2002 não é
interpretativa, na medida em que estabeleceu novos limites entre os
Municípios de Natal e São Gonçalo do Amarante. Admitindo tal
premissa, articula com a violação ao art. 18, § 4º, da Constituição Federal.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 700.400 RIO GRANDE DO
NORTE
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
A tese defendida pelo Município de Natal ampara-se na
premissa de que a Lei nº 8.246/2002 não é interpretativa. Partindo de tal
premissa, a Municipalidade afirma que há um distinção entre os limites
traçados pela Leis nºs 2.854/1963 e 8.246/2002. Essa divergência pode ser
apontada pelo fato do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte
compreender que a sede do estabelecimento industrial em controvérsia
ficava em Natal e, após a edição da nova lei, passou a estar abarcado pelo
Município de São Gonçalo do Amarante. Suscita que a jurisprudência
invocada na decisão singular não seria adequada ao caso, considerando
que na hipótese analisada pelo precedente não haveria modificação dos
limites territoriais.
2.
Verifico de plano uma divergência relativa a uma premissa
de fato entre o acórdão recorrido e as razões expostas no recurso.
Segundo o Município de Natal, havia um limite sob a égide de uma lei
anterior e um novo limite foi criado sob a égide da nova lei. Ambos os
limites seriam passíveis de verificação objetiva. Considerando ter
ocorrido uma alteração entre um momento e outro, restaria violada a
disposição constitucional que disciplina os procedimentos de fusão,
criação, incorporação e desmembramentos de municípios. Sob tal
perspectiva, busca amparo na jurisprudência da Corte, consignando que
“A subtração de parte do território de um Município substantiva
desmembramento”. Por outro lado, sob a ótica do acórdão recorrido, existia
uma dúvida objetiva sob a égide de uma lei e uma segunda lei que surgiu
para dirimir esta dúvida, estabelecendo em definitivo os limites entre os
municípios. Não se criou, alterou, fundiu ou desmembrou município.
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 700.400 RIO GRANDE DO
NORTE
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
A tese defendida pelo Município de Natal ampara-se na
premissa de que a Lei nº 8.246/2002 não é interpretativa. Partindo de tal
premissa, a Municipalidade afirma que há um distinção entre os limites
traçados pela Leis nºs 2.854/1963 e 8.246/2002. Essa divergência pode ser
apontada pelo fato do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte
compreender que a sede do estabelecimento industrial em controvérsia
ficava em Natal e, após a edição da nova lei, passou a estar abarcado pelo
Município de São Gonçalo do Amarante. Suscita que a jurisprudência
invocada na decisão singular não seria adequada ao caso, considerando
que na hipótese analisada pelo precedente não haveria modificação dos
limites territoriais.
2.
Verifico de plano uma divergência relativa a uma premissa
de fato entre o acórdão recorrido e as razões expostas no recurso.
Segundo o Município de Natal, havia um limite sob a égide de uma lei
anterior e um novo limite foi criado sob a égide da nova lei. Ambos os
limites seriam passíveis de verificação objetiva. Considerando ter
ocorrido uma alteração entre um momento e outro, restaria violada a
disposição constitucional que disciplina os procedimentos de fusão,
criação, incorporação e desmembramentos de municípios. Sob tal
perspectiva, busca amparo na jurisprudência da Corte, consignando que
“A subtração de parte do território de um Município substantiva
desmembramento”. Por outro lado, sob a ótica do acórdão recorrido, existia
uma dúvida objetiva sob a égide de uma lei e uma segunda lei que surgiu
para dirimir esta dúvida, estabelecendo em definitivo os limites entre os
municípios. Não se criou, alterou, fundiu ou desmembrou município.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
AI 700400 AGR / RN
Considerando a existência de uma dúvida objetiva, a legislação
superveniente sobreveio para dirimi-la.
3.
Estou convencido de que não haveria uma certeza prévia
sobre os limites municipais sob a égide da Lei nº 2.854/1963, fato que
constituiu óbice intransponível ao acolhimento da tese deduzida pela
parte agravante. De fato, não se pode afirmar que não houve alteração
dos limites – e nem que houve. O que se pode afirmar com certeza é que a
segunda lei tem como razão de ser o aclaramento da primeira, o que
denota seu inequívoco conteúdo interpretativo. Confira-se, a propósito, a
exposição de motivos da Lei nº 8.246/02:
“[…] Resta evidente, portanto, que a regulamentação que
instituiu o Município de São Gonçalo do Amarante RN,
precisando-lhe limites, é insuficiente para estabelecer sua exata
posição geográfica. […] Portanto, embora seja farta a legislação,
esta não oferece a exata localização geográfica do Município de
São Gonçalo do Amarante, razão pela qual se faz necessário o
presente disciplinamento. Levando-se em conta os costumes da
população que reside naquela área, os investimentos sociais,
existentes, a prestação de serviços públicos municipais […].
Desta forma, estão estabelecidos os precisos limites do
Município de São Gonçalo Amarante.”
4.
Considerando não estar configurada a hipótese de criação,
incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, não há que se
falar no maltrato ao quanto disposto pelo art. 18, § 4º, da Constituição
Federal.
5.
Diante do exposto, nego provimento agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 700400 AGR / RN
Considerando a existência de uma dúvida objetiva, a legislação
superveniente sobreveio para dirimi-la.
3.
Estou convencido de que não haveria uma certeza prévia
sobre os limites municipais sob a égide da Lei nº 2.854/1963, fato que
constituiu óbice intransponível ao acolhimento da tese deduzida pela
parte agravante. De fato, não se pode afirmar que não houve alteração
dos limites – e nem que houve. O que se pode afirmar com certeza é que a
segunda lei tem como razão de ser o aclaramento da primeira, o que
denota seu inequívoco conteúdo interpretativo. Confira-se, a propósito, a
exposição de motivos da Lei nº 8.246/02:
“[…] Resta evidente, portanto, que a regulamentação que
instituiu o Município de São Gonçalo do Amarante RN,
precisando-lhe limites, é insuficiente para estabelecer sua exata
posição geográfica. […] Portanto, embora seja farta a legislação,
esta não oferece a exata localização geográfica do Município de
São Gonçalo do Amarante, razão pela qual se faz necessário o
presente disciplinamento. Levando-se em conta os costumes da
população que reside naquela área, os investimentos sociais,
existentes, a prestação de serviços públicos municipais […].
Desta forma, estão estabelecidos os precisos limites do
Município de São Gonçalo Amarante.”
4.
Considerando não estar configurada a hipótese de criação,
incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, não há que se
falar no maltrato ao quanto disposto pelo art. 18, § 4º, da Constituição
Federal.
5.
Diante do exposto, nego provimento agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8566139.
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 700.400
PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NATAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO
AMARANTE
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599004
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 700.400
PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NATAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO
AMARANTE
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599004
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8617182
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-03T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ICMS. VAF. LIMITES ENTRE MUNICÍPIOS. DÚVIDA OBJETIVA ESCLARECIDA POR LEI SUPERVENIENTE COM CUNHO INTERPRETATIVO. EFICÁCIA DECLARATÓRIA. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA ÀS HIPÓTESES DO ART. 18, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
1. No intuito de dirimir controvérsia relativa ao Valor Adicionado Fiscal, pacificando aspecto relacionado à repartição do ICMS, o legislador estadual editou uma lei cuja finalidade precípua foi esclarecer norma anterior que não permitia definir os precisos limites territoriais entre os Municípios de Natal e São Gonçalo do Amarante. A hipótese dos autos não diz respeito à criação, incorporação, fusão ou desmembramento de municípios. De modo que não há que falar no maltrato ao quanto disposto no art. 18, § 4º, da Constituição Federal.
2. Agravo regimental a que nega provimento.
|
sjur307192
|
Número de páginas: 6.
Análise: 22/06/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
700400
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00018 PAR-00004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-002854 ANO-1963\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED LEI-008246 ANO-2002\n LEI ORDINÁRIA"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 700400 AgR
|
[
""
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NATAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
|
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""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 700.400 RIO GRANDE DO
NORTE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE NATAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
GONÇALO DO AMARANTE
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO NORTE
EMENTA: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO
DE INSTRUMENTO. ICMS. VAF. LIMITES ENTRE MUNICÍPIOS.
DÚVIDA OBJETIVA ESCLARECIDA POR LEI SUPERVENIENTE COM
CUNHO INTERPRETATIVO. EFICÁCIA DECLARATÓRIA. HIPÓTESE
QUE NÃO SE AMOLDA ÀS HIPÓTESES DO ART. 18, § 4..., DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
1.
No intuito de dirimir controvérsia relativa ao Valor
Adicionado Fiscal, pacificando aspecto relacionado à repartição do ICMS,
o legislador estadual editou uma lei cuja finalidade precípua foi
esclarecer norma anterior que não permitia definir os precisos limites
territoriais entre os Municípios de Natal e São Gonçalo do Amarante. A
hipótese dos autos não diz respeito à criação, incorporação, fusão ou
desmembramento de municípios. De modo que não há que falar no
maltrato ao quanto disposto no art. 18, § 4..., da Constituição Federal.
2.
Agravo regimental a que nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Supremo Tribunal Federal
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AI 700400 AGR / RN
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8566137.
Supremo Tribunal Federal
AI 700400 AGR / RN
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 700.400 RIO GRANDE DO
NORTE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE NATAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
GONÇALO DO AMARANTE
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO NORTE
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. A
decisão singular afastou as teses deduzidas no recurso extraordinário, sob
o fundamento de que a Lei n 8.246/2002 seria meramente interpretativa.
2.
A parte agravante afirma que a Lei n 8.246/2002 não é
interpretativa, na medida em que estabeleceu novos limites entre os
Municípios de Natal e São Gonçalo do Amarante. Admitindo tal
premissa, articula com a violação ao art. 18, § 4..., da Constituição Federal.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 700.400 RIO GRANDE DO
NORTE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE NATAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
GONÇALO DO AMARANTE
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO NORTE
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. A
decisão singular afastou as teses deduzidas no recurso extraordinário, sob
o fundamento de que a Lei n 8.246/2002 seria meramente interpretativa.
2.
A parte agravante afirma que a Lei n 8.246/2002 não é
interpretativa, na medida em que estabeleceu novos limites entre os
Municípios de Natal e São Gonçalo do Amarante. Admitindo tal
premissa, articula com a violação ao art. 18, § 4..., da Constituição Federal.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8566138.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 700.400 RIO GRANDE DO
NORTE
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
A tese defendida pelo Município de Natal ampara-se na
premissa de que a Lei n 8.246/2002 não é interpretativa. Partindo de tal
premissa, a Municipalidade afirma que há um distinção entre os limites
traçados pela Leis ns 2.854/1963 e 8.246/2002. Essa divergência pode ser
apontada pelo fato do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte
compreender que a sede do estabelecimento industrial em controvérsia
ficava em Natal e, após a edição da nova lei, passou a estar abarcado pelo
Município de São Gonçalo do Amarante. Suscita que a jurisprudência
invocada na decisão singular não seria adequada ao caso, considerando
que na hipótese analisada pelo precedente não haveria modificação dos
limites territoriais.
2.
Verifico de plano uma divergência relativa a uma premissa
de fato entre o acórdão recorrido e as razões expostas no recurso.
Segundo o Município de Natal, havia um limite sob a égide de uma lei
anterior e um novo limite foi criado sob a égide da nova lei. Ambos os
limites seriam passíveis de verificação objetiva. Considerando ter
ocorrido uma alteração entre um momento e outro, restaria violada a
disposição constitucional que disciplina os procedimentos de fusão,
criação, incorporação e desmembramentos de municípios. Sob tal
perspectiva, busca amparo na jurisprudência da Corte, consignando que
“A subtração de parte do território de um Município substantiva
desmembramento”. Por outro lado, sob a ótica do acórdão recorrido, existia
uma dúvida objetiva sob a égide de uma lei e uma segunda lei que surgiu
para dirimir esta dúvida, estabelecendo em definitivo os limites entre os
municípios. Não se criou, alterou, fundiu ou desmembrou município.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 700.400 RIO GRANDE DO
NORTE
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
A tese defendida pelo Município de Natal ampara-se na
premissa de que a Lei n 8.246/2002 não é interpretativa. Partindo de tal
premissa, a Municipalidade afirma que há um distinção entre os limites
traçados pela Leis ns 2.854/1963 e 8.246/2002. Essa divergência pode ser
apontada pelo fato do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte
compreender que a sede do estabelecimento industrial em controvérsia
ficava em Natal e, após a edição da nova lei, passou a estar abarcado pelo
Município de São Gonçalo do Amarante. Suscita que a jurisprudência
invocada na decisão singular não seria adequada ao caso, considerando
que na hipótese analisada pelo precedente não haveria modificação dos
limites territoriais.
2.
Verifico de plano uma divergência relativa a uma premissa
de fato entre o acórdão recorrido e as razões expostas no recurso.
Segundo o Município de Natal, havia um limite sob a égide de uma lei
anterior e um novo limite foi criado sob a égide da nova lei. Ambos os
limites seriam passíveis de verificação objetiva. Considerando ter
ocorrido uma alteração entre um momento e outro, restaria violada a
disposição constitucional que disciplina os procedimentos de fusão,
criação, incorporação e desmembramentos de municípios. Sob tal
perspectiva, busca amparo na jurisprudência da Corte, consignando que
“A subtração de parte do território de um Município substantiva
desmembramento”. Por outro lado, sob a ótica do acórdão recorrido, existia
uma dúvida objetiva sob a égide de uma lei e uma segunda lei que surgiu
para dirimir esta dúvida, estabelecendo em definitivo os limites entre os
municípios. Não se criou, alterou, fundiu ou desmembrou município.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
AI 700400 AGR / RN
Considerando a existência de uma dúvida objetiva, a legislação
superveniente sobreveio para dirimi-la.
3.
Estou convencido de que não haveria uma certeza prévia
sobre os limites municipais sob a égide da Lei n 2.854/1963, fato que
constituiu óbice intransponível ao acolhimento da tese deduzida pela
parte agravante. De fato, não se pode afirmar que não houve alteração
dos limites – e nem que houve. O que se pode afirmar com certeza é que a
segunda lei tem como razão de ser o aclaramento da primeira, o que
denota seu inequívoco conteúdo interpretativo. Confira-se, a propósito, a
exposição de motivos da Lei n 8.246/02:
“[…] Resta evidente, portanto, que a regulamentação que
instituiu o Município de São Gonçalo do Amarante RN,
precisando-lhe limites, é insuficiente para estabelecer sua exata
posição geográfica. […] Portanto, embora seja farta a legislação,
esta não oferece a exata localização geográfica do Município de
São Gonçalo do Amarante, razão pela qual se faz necessário o
presente disciplinamento. Levando-se em conta os costumes da
população que reside naquela área, os investimentos sociais,
existentes, a prestação de serviços públicos municipais […].
Desta forma, estão estabelecidos os precisos limites do
Município de São Gonçalo Amarante.”
4.
Considerando não estar configurada a hipótese de criação,
incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, não há que se
falar no maltrato ao quanto disposto pelo art. 18, § 4..., da Constituição
Federal.
5.
Diante do exposto, nego provimento agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 700400 AGR / RN
Considerando a existência de uma dúvida objetiva, a legislação
superveniente sobreveio para dirimi-la.
3.
Estou convencido de que não haveria uma certeza prévia
sobre os limites municipais sob a égide da Lei n 2.854/1963, fato que
constituiu óbice intransponível ao acolhimento da tese deduzida pela
parte agravante. De fato, não se pode afirmar que não houve alteração
dos limites – e nem que houve. O que se pode afirmar com certeza é que a
segunda lei tem como razão de ser o aclaramento da primeira, o que
denota seu inequívoco conteúdo interpretativo. Confira-se, a propósito, a
exposição de motivos da Lei n 8.246/02:
“[…] Resta evidente, portanto, que a regulamentação que
instituiu o Município de São Gonçalo do Amarante RN,
precisando-lhe limites, é insuficiente para estabelecer sua exata
posição geográfica. […] Portanto, embora seja farta a legislação,
esta não oferece a exata localização geográfica do Município de
São Gonçalo do Amarante, razão pela qual se faz necessário o
presente disciplinamento. Levando-se em conta os costumes da
população que reside naquela área, os investimentos sociais,
existentes, a prestação de serviços públicos municipais […].
Desta forma, estão estabelecidos os precisos limites do
Município de São Gonçalo Amarante.”
4.
Considerando não estar configurada a hipótese de criação,
incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, não há que se
falar no maltrato ao quanto disposto pelo art. 18, § 4..., da Constituição
Federal.
5.
Diante do exposto, nego provimento agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 700.400
PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NATAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO
AMARANTE
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 700.400
PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NATAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO
AMARANTE
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 700 . 400",
"AI 700400 AGR / RN",
"AI 700400 AGR /",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 700 . 400",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 700 . 400",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 700 . 400",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 700 . 400",
"AI 700400 AGR / RN",
"AI 700400 AGR / RN",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 700 . 400"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 18 , § 4 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 18 , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 246 / 2002",
"Lei n 8 . 246 / 2002",
"art . 18 , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 246 / 2002",
"Lei n 8 . 246 / 2002",
"art . 18 , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 246 / 2002",
"Leis ns 2 . 854 / 1963",
"8",
".",
"246",
"/",
"2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 246 / 2002",
"Leis ns 2 . 854 / 1963",
"8",
".",
"246",
"/",
"2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 2 . 854 / 1963",
"Lei n 8 . 246 / 02",
"art . 18 , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Lei n 2 . 854 / 1963",
"Lei n 8 . 246 / 02",
"art . 18 , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO NORTE",
"MUNICÍPIO DE NATAL",
"MUNICÍPIO DE NATAL",
"MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"Natal",
"São Gonçalo do Amarante",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"MUNICÍPIO",
"DE NATAL",
"MUNICÍPIO DE NATAL",
"MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE",
"MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"Natal",
"São Gonçalo do Amarante",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"MUNICÍPIO DE NATAL",
"MUNICÍPIO DE NATAL",
"MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE",
"MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"Natal",
"São Gonçalo do Amarante",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"Município de Natal",
"Natal",
"Município de São Gonçalo do Amarante",
"Município de Natal",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"Município de Natal",
"Natal",
"Município de São Gonçalo do Amarante",
"Município de São Gonçalo do Amarante RN",
"Município de",
"São Gonçalo do Amarante",
"Município de São Gonçalo Amarante .",
"Município de São Gonçalo do Amarante RN",
"Município",
"São Gonçalo do Amarante",
"Município de São Gonçalo Amarante .",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"NATAL",
"MUNICÍPIO DE NATAL",
"MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"NATAL",
"MUNICÍPIO DE NATAL",
"MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE",
"MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte",
"Município",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.003 GOIÁS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:NELSON MESQUITA
AGTE.(S)
:IRACI SOARES DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:JOSÉ PURÍFICO RODRIGUES
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO
RESCISÓRIA.
LEI DELEGADA ESTADUAL Nº 8/2003.
ESTABILIDADE FINANCEIRA. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR
FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2º, DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ARTIGO 327, § 1º, DO RISTF.
AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.003 GOIÁS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:NELSON MESQUITA
AGTE.(S)
:IRACI SOARES DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:JOSÉ PURÍFICO RODRIGUES
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por NELSON MESQUITA e IRACI SOARES DOS
SANTOS contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
DIREITO ADMINISTRATIVO.
AÇÃO RESCISÓRIA.
MANDADO DE SEGURANÇA. LEI DELEGADA ESTADUAL
Nº 8/2003. ESTABILIDADE FINANCEIRA. AUSÊNCIA DE
PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO
GERAL. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF.
1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo
extremo, por isso o recurso extraordinário é inadmissível quando não
apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta
não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI nº
664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007).
2. In casu, a parte não cumpriu o referido requisito ao
impugnar o acórdão recorrido que assentou: ‘AÇÃO
RESCISÓRIA.MANDADO DE SEGURANÇA. LEI DELEGADA
ESTADUAL N 8/2003. ESTABILIDADE FINANCEIRA.
INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME
JURÍDICO. (…).’
3. Agravo DESPROVIDO.”
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.003 GOIÁS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:NELSON MESQUITA
AGTE.(S)
:IRACI SOARES DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:JOSÉ PURÍFICO RODRIGUES
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por NELSON MESQUITA e IRACI SOARES DOS
SANTOS contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
DIREITO ADMINISTRATIVO.
AÇÃO RESCISÓRIA.
MANDADO DE SEGURANÇA. LEI DELEGADA ESTADUAL
Nº 8/2003. ESTABILIDADE FINANCEIRA. AUSÊNCIA DE
PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO
GERAL. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF.
1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo
extremo, por isso o recurso extraordinário é inadmissível quando não
apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta
não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI nº
664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007).
2. In casu, a parte não cumpriu o referido requisito ao
impugnar o acórdão recorrido que assentou: ‘AÇÃO
RESCISÓRIA.MANDADO DE SEGURANÇA. LEI DELEGADA
ESTADUAL N 8/2003. ESTABILIDADE FINANCEIRA.
INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME
JURÍDICO. (…).’
3. Agravo DESPROVIDO.”
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
ARE 850003 AGR / GO
Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o
presente recurso, alegando, em síntese:
"Com a devida vênia a r. Decisão merece reforma, uma vez que
não prospera a alegada inexistência de preliminar de repercussão
geral, para apreciação exclusiva do STF com fundamento no artigo
543-A, § 2º, do CPC, a ponto de impedir a análise do ARE
850.003/GO. No R." (Fl. 4 do doc. 7).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9130455.
Supremo Tribunal Federal
ARE 850003 AGR / GO
Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o
presente recurso, alegando, em síntese:
"Com a devida vênia a r. Decisão merece reforma, uma vez que
não prospera a alegada inexistência de preliminar de repercussão
geral, para apreciação exclusiva do STF com fundamento no artigo
543-A, § 2º, do CPC, a ponto de impedir a análise do ARE
850.003/GO. No R." (Fl. 4 do doc. 7).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.003 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram
nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela
qual deve ela ser mantida por seus próprios fundamentos.
Com efeito, a repercussão geral como novel requisito constitucional
de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante
demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta
questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou
jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, §
2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei nº 11.418/2006,
verbis: “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para
apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão
geral”).
Consoante afirmado na decisão agravada, a parte recorrente, na
petição do recurso extraordinário, não apresentou, em preliminar formal
e fundamentada, a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso, conforme disposto no artigo 543-A, § 2º, do CPC, e no
artigo 327, § 1º, do RISTF, o que torna inadmissível o apelo extremo.
Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos
seguintes julgados:
“Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. Preliminar de
repercussão geral. Ausência. Não conhecimento do agravo de
instrumento. Agravo regimental não provido. É incognoscível recurso
extraordinário que careça de preliminar formal e fundamentada de
repercussão geral.” (AI 812.378-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso,
Supremo Tribunal Federal
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04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.003 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram
nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela
qual deve ela ser mantida por seus próprios fundamentos.
Com efeito, a repercussão geral como novel requisito constitucional
de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante
demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta
questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou
jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, §
2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei nº 11.418/2006,
verbis: “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para
apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão
geral”).
Consoante afirmado na decisão agravada, a parte recorrente, na
petição do recurso extraordinário, não apresentou, em preliminar formal
e fundamentada, a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso, conforme disposto no artigo 543-A, § 2º, do CPC, e no
artigo 327, § 1º, do RISTF, o que torna inadmissível o apelo extremo.
Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos
seguintes julgados:
“Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. Preliminar de
repercussão geral. Ausência. Não conhecimento do agravo de
instrumento. Agravo regimental não provido. É incognoscível recurso
extraordinário que careça de preliminar formal e fundamentada de
repercussão geral.” (AI 812.378-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso,
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 850003 AGR / GO
Tribunal Pleno, DJe de 15/2/2011).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO ('NOS PRÓPRIOS
AUTOS', CONFORME A LEI 12.322/2010). PRELIMINAR
FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL
DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL SUSCITADA NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO.
1. É dever processual da parte recorrente apresentar preliminar,
formal e fundamentada, de repercussão geral das questões
constitucionais versadas no apelo extremo. Dever, esse, constante do §
3º do art. 102 da Constituição Federal, incluído pela EC 45/2004 e
regulamentado pelo § 2º do art. 543-A do Código de Processo Civil, na
redação da Lei 11.418/2006.
2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 667.043-AgR, Rel.
Min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 9/8/2012).
Cabe salientar que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido
de que é exigível a apresentação da preliminar de repercussão geral,
formal e fundamentada, mesmo na hipótese da existência de repercussão
geral presumida. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL
DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE
PRELIMINAR. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I -
Nos termos do art. 327, caput, do Regimento Interno do STF, com a
redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não
apresentem preliminar de repercussão geral serão recusados.
Exigência que também se aplica às hipóteses de repercussão geral
presumida ou já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE
791.424-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe de
18/11/2014).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
2
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ARE 850003 AGR / GO
Tribunal Pleno, DJe de 15/2/2011).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO ('NOS PRÓPRIOS
AUTOS', CONFORME A LEI 12.322/2010). PRELIMINAR
FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL
DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL SUSCITADA NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO.
1. É dever processual da parte recorrente apresentar preliminar,
formal e fundamentada, de repercussão geral das questões
constitucionais versadas no apelo extremo. Dever, esse, constante do §
3º do art. 102 da Constituição Federal, incluído pela EC 45/2004 e
regulamentado pelo § 2º do art. 543-A do Código de Processo Civil, na
redação da Lei 11.418/2006.
2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 667.043-AgR, Rel.
Min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 9/8/2012).
Cabe salientar que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido
de que é exigível a apresentação da preliminar de repercussão geral,
formal e fundamentada, mesmo na hipótese da existência de repercussão
geral presumida. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL
DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE
PRELIMINAR. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I -
Nos termos do art. 327, caput, do Regimento Interno do STF, com a
redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não
apresentem preliminar de repercussão geral serão recusados.
Exigência que também se aplica às hipóteses de repercussão geral
presumida ou já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE
791.424-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe de
18/11/2014).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.003
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : NELSON MESQUITA
AGTE.(S) : IRACI SOARES DOS SANTOS
ADV.(A/S) : JOSÉ PURÍFICO RODRIGUES
AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.003
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : NELSON MESQUITA
AGTE.(S) : IRACI SOARES DOS SANTOS
ADV.(A/S) : JOSÉ PURÍFICO RODRIGUES
AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9218544
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-08-25T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO RESCISÓRIA. LEI DELEGADA ESTADUAL Nº 8/2003. ESTABILIDADE FINANCEIRA. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ARTIGO 327, § 1º, DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
|
sjur316523
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL)
AI 812378 AgR (TP), ARE 667043 AgR (TP).
Número de páginas: 6.
Análise: 04/09/2015, MJC.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
850003
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n",
"LEG-EST LDL-000008 ANO-2003\n LEI DELEGADA, GO"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 850003 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : NELSON MESQUITA
AGTE.(S) : IRACI SOARES DOS SANTOS
ADV.(A/S) : JOSÉ PURÍFICO RODRIGUES
AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.003 GOIÁS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:NELSON MESQUITA
AGTE.(S)
:IRACI SOARES DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:JOSÉ PURÍFICO RODRIGUES
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO
RESCISÓRIA.
LEI DELEGADA ESTADUAL n 8/2003.
ESTABILIDADE FINANCEIRA. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR
FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2..., DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ARTIGO 327, § 1..., DO RISTF.
AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.003 GOIÁS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:NELSON MESQUITA
AGTE.(S)
:IRACI SOARES DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:JOSÉ PURÍFICO RODRIGUES
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por NELSON MESQUITA e IRACI SOARES DOS
SANTOS contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
DIREITO ADMINISTRATIVO.
AÇÃO RESCISÓRIA.
MANDADO DE SEGURANÇA. LEI DELEGADA ESTADUAL
n 8/2003. ESTABILIDADE FINANCEIRA. AUSÊNCIA DE
PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO
GERAL. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF.
1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo
extremo, por isso o recurso extraordinário é inadmissível quando não
apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta
não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n
664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007).
2. In casu, a parte não cumpriu o referido requisito ao
impugnar o acórdão recorrido que assentou: ‘AÇÃO
RESCISÓRIA.MANDADO DE SEGURANÇA. LEI DELEGADA
ESTADUAL N 8/2003. ESTABILIDADE FINANCEIRA.
INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME
JURÍDICO. (…).’
3. Agravo DESPROVIDO.”
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04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.003 GOIÁS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:NELSON MESQUITA
AGTE.(S)
:IRACI SOARES DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:JOSÉ PURÍFICO RODRIGUES
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por NELSON MESQUITA e IRACI SOARES DOS
SANTOS contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
DIREITO ADMINISTRATIVO.
AÇÃO RESCISÓRIA.
MANDADO DE SEGURANÇA. LEI DELEGADA ESTADUAL
n 8/2003. ESTABILIDADE FINANCEIRA. AUSÊNCIA DE
PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO
GERAL. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF.
1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo
extremo, por isso o recurso extraordinário é inadmissível quando não
apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta
não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n
664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007).
2. In casu, a parte não cumpriu o referido requisito ao
impugnar o acórdão recorrido que assentou: ‘AÇÃO
RESCISÓRIA.MANDADO DE SEGURANÇA. LEI DELEGADA
ESTADUAL N 8/2003. ESTABILIDADE FINANCEIRA.
INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME
JURÍDICO. (…).’
3. Agravo DESPROVIDO.”
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
ARE 850003 AGR / GO
Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o
presente recurso, alegando, em síntese:
"Com a devida vênia a r. Decisão merece reforma, uma vez que
não prospera a alegada inexistência de preliminar de repercussão
geral, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal com fundamento no artigo
543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, a ponto de impedir a análise do ARE
850.003/GO. No R." (Fl. 4 do doc. 7).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 850003 AGR / GO
Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o
presente recurso, alegando, em síntese:
"Com a devida vênia a r. Decisão merece reforma, uma vez que
não prospera a alegada inexistência de preliminar de repercussão
geral, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal com fundamento no artigo
543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, a ponto de impedir a análise do ARE
850.003/GO. No R." (Fl. 4 do doc. 7).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. LUIZ FUX
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.003 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram
nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela
qual deve ela ser mantida por seus próprios fundamentos.
Com efeito, a repercussão geral como novel requisito constitucional
de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante
demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta
questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou
jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, §
2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n 11.418/2006,
verbis: “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para
apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão
geral”).
Consoante afirmado na decisão agravada, a parte recorrente, na
petição do recurso extraordinário, não apresentou, em preliminar formal
e fundamentada, a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso, conforme disposto no artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, e no
artigo 327, § 1..., do RISTF, o que torna inadmissível o apelo extremo.
Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos
seguintes julgados:
“Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. Preliminar de
repercussão geral. Ausência. Não conhecimento do agravo de
instrumento. Agravo regimental não provido. É incognoscível recurso
extraordinário que careça de preliminar formal e fundamentada de
repercussão geral.” (AI 812.378-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso,
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9130456.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.003 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram
nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela
qual deve ela ser mantida por seus próprios fundamentos.
Com efeito, a repercussão geral como novel requisito constitucional
de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante
demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta
questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou
jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, §
2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n 11.418/2006,
verbis: “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para
apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão
geral”).
Consoante afirmado na decisão agravada, a parte recorrente, na
petição do recurso extraordinário, não apresentou, em preliminar formal
e fundamentada, a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso, conforme disposto no artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, e no
artigo 327, § 1..., do RISTF, o que torna inadmissível o apelo extremo.
Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos
seguintes julgados:
“Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. Preliminar de
repercussão geral. Ausência. Não conhecimento do agravo de
instrumento. Agravo regimental não provido. É incognoscível recurso
extraordinário que careça de preliminar formal e fundamentada de
repercussão geral.” (AI 812.378-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso,
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 850003 AGR / GO
Tribunal Pleno, DJe de 15/2/2011).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO ('NOS PRÓPRIOS
AUTOS', CONFORME A LEI 12.322/2010). PRELIMINAR
FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL
DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL SUSCITADA NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO.
1. É dever processual da parte recorrente apresentar preliminar,
formal e fundamentada, de repercussão geral das questões
constitucionais versadas no apelo extremo. Dever, esse, constante do §
3... do art. 102 da Constituição Federal, incluído pela EC 45/2004 e
regulamentado pelo § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil, na
redação da Lei 11.418/2006.
2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 667.043-AgR, Rel.
Min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 9/8/2012).
Cabe salientar que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido
de que é exigível a apresentação da preliminar de repercussão geral,
formal e fundamentada, mesmo na hipótese da existência de repercussão
geral presumida. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL
DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE
PRELIMINAR. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I -
Nos termos do art. 327, caput, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a
redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não
apresentem preliminar de repercussão geral serão recusados.
Exigência que também se aplica às hipóteses de repercussão geral
presumida ou já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE
791.424-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe de
18/11/2014).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 850003 AGR / GO
Tribunal Pleno, DJe de 15/2/2011).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO ('NOS PRÓPRIOS
AUTOS', CONFORME A LEI 12.322/2010). PRELIMINAR
FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL
DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL SUSCITADA NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO.
1. É dever processual da parte recorrente apresentar preliminar,
formal e fundamentada, de repercussão geral das questões
constitucionais versadas no apelo extremo. Dever, esse, constante do §
3... do art. 102 da Constituição Federal, incluído pela EC 45/2004 e
regulamentado pelo § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil, na
redação da Lei 11.418/2006.
2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 667.043-AgR, Rel.
Min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 9/8/2012).
Cabe salientar que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido
de que é exigível a apresentação da preliminar de repercussão geral,
formal e fundamentada, mesmo na hipótese da existência de repercussão
geral presumida. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL
DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE
PRELIMINAR. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I -
Nos termos do art. 327, caput, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a
redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não
apresentem preliminar de repercussão geral serão recusados.
Exigência que também se aplica às hipóteses de repercussão geral
presumida ou já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE
791.424-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe de
18/11/2014).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.003
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : NELSON MESQUITA
AGTE.(S) : IRACI SOARES DOS SANTOS
ADV.(A/S) : JOSÉ PURÍFICO RODRIGUES
AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.003
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : NELSON MESQUITA
AGTE.(S) : IRACI SOARES DOS SANTOS
ADV.(A/S) : JOSÉ PURÍFICO RODRIGUES
AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"Questão de Ordem no AI n 664 . 567",
"ARE 850003 AGR / GO",
"ARE 850 . 003 / GO",
"ARE",
"ARE 850 . 003 / GO",
"AI 812 . 378 - AgR",
"AI 812 . 378 - AgR",
"ARE 850003 AGR / GO",
"ARE 667 . 043 - AgR",
"ARE 791 . 424 - AgR",
"ARE 850003 AGR / GO",
"ARE 667 . 043 - AgR",
"ARE 791 . 424 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI DELEGADA ESTADUAL n 8 / 2003",
"ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C",
"ARTIGO 327 , § 1 . . . , DO RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI DELEGADA ESTADUAL n 8 / 2003",
"ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"LEI DELEGADA ESTADUAL N 8 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI DELEGADA ESTADUAL n 8 / 2003",
"ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C . C",
"ART . 327 , § 1 . . . , DO RISTF",
"LEI DELEGADA ESTADUAL N 8 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Lei n 11 . 418 / 2006",
"artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"artigo 327 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Lei n 11 . 418 / 2006",
"artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"artigo 327 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 12 . 322 / 2010",
"§ 3 . . . do art . 102 da Constituição Federal",
"EC 45 / 2004",
"Lei 11 . 418 / 2006",
"art . 327 , caput , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental 21 / 2007",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 12 . 322 / 2010",
"art . 102 da Constituição Federal",
"EC 45 / 2004",
"Lei 11 . 418 / 2006",
"art . 327 , caput , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental 21 / 2007",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"Brasília",
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"GOIÁS",
"GOIÁS",
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"NELSON MESQUITA",
"IRACI SOARES DOS SANTOS",
"JOSÉ PURÍFICO RODRIGUES",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"NELSON MESQUITA",
"IRACI SOARES DOS SANTOS",
"JOSÉ PURÍFICO RODRIGUES",
"LUIZ FUX",
"NELSON MESQUITA",
"IRACI SOARES DOS SANTOS",
"Sepúlveda Pertence",
"LUIZ FUX",
"NELSON MESQUITA",
"IRACI SOARES DOS SANTOS",
"JOSÉ PURÍFICO RODRIGUES",
"LUIZ FUX",
"NELSON MESQUITA",
"IRACI SOARES DOS SANTOS",
"Sepúlveda Pertence",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Cezar Peluso",
"LUIZ FUX",
"Cezar Peluso",
"LUIZ FUX",
"Ayres Britto",
"Ricardo Lewandowski",
"Ayres Britto",
"Ricardo Lewandowski",
"LUIZ FUX",
"NELSON MESQUITA",
"IRACI SOARES DOS SANTOS",
"JOSÉ PURÍFICO RODRIGUES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"NELSON MESQUITA",
"IRACI SOARES DOS SANTOS",
"JOSÉ PURÍFICO RODRIGUES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"6",
"/",
"9",
"/",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"6",
"/",
"9",
"/",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
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"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
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"08",
"/",
"2015",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"2",
"/",
"2011",
"9",
"/",
"8",
"/",
"2012",
"18",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"2",
"/",
"2011",
"9",
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"/",
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"/",
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"2015",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
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"2001",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGDO.(A/S)
:MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S)
:BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S)
:MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
EMENTA
Agravo regimental em mandado de segurança. Procedimento de
controle administrativo no Conselho Nacional de Justiça. Decisão do
Tribunal de Justiça do Mato Grosso. Artigo 102, inciso I, alínea r, da
Constituição Federal. Deliberação negativa. Incompetência do Supremo
Tribunal Federal. Agravo regimental não provido.
1. Interpretação restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da
Constituição Federal, incluída pela EC nº 45/2004, a fim de que o
Supremo Tribunal Federal não atue, em mandado de segurança originário
como instância ordinária revisora de toda e qualquer decisão do
Conselho Nacional de Justiça (MS nº 26.749/DF-QO, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, noticiado no Informativo do STF nº 474, Brasília, 1º a
3 de agosto de 2007).
2. Não dá ensejo à impetração de mandado de segurança originário
no Supremo Tribunal Federal a decisão do Conselho Nacional de Justiça -
proferida nos estritos limites de sua competência ordinária de “controle
da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do
cumprimento dos deveres funcionais dos juízes” (art. 103-B, § 4º, da
Constituição Federal) - que não consista em intervenção na atuação dos
tribunais ou que não determine qualquer providência lesiva do direito
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614021.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19
Ementa e Acórdão
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
vindicado.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
terceiro agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
vindicado.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
terceiro agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19
Relatório
05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGDO.(A/S)
:MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S)
:BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S)
:MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de agravo regimental em mandado de segurança
interposto por HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA com o objetivo de
submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão
monocrática mediante a qual não conheci da ação, assentando a ausência
de competência originária desta Suprema Corte para o processamento do
mandamus.
Nas razões do recurso, o agravante alega que a decisão exarada pelo
CNJ
“viola direito líquido e certo do impetrante, ao reconhecer
– de maneira positiva – a vacância não reconhecida pelo TJMT e
não estender os efeitos desse reconhecimento ao direito do
impetrante ao seu provimento, já que fez a escolha no momento
oportuno – com a devida publicidade aos demais candidatos
que não se manifestaram – e, estando aprovado no certame,
possui direito líquido e certo ao provimento do Oficio que
optou”
Aduz que o CNJ, provocado por meio do pedido de reconsideração
em recurso administrativo nos autos do Pedido de Providência nº
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Supremo Tribunal Federal
05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGDO.(A/S)
:MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S)
:BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S)
:MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de agravo regimental em mandado de segurança
interposto por HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA com o objetivo de
submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão
monocrática mediante a qual não conheci da ação, assentando a ausência
de competência originária desta Suprema Corte para o processamento do
mandamus.
Nas razões do recurso, o agravante alega que a decisão exarada pelo
CNJ
“viola direito líquido e certo do impetrante, ao reconhecer
– de maneira positiva – a vacância não reconhecida pelo TJMT e
não estender os efeitos desse reconhecimento ao direito do
impetrante ao seu provimento, já que fez a escolha no momento
oportuno – com a devida publicidade aos demais candidatos
que não se manifestaram – e, estando aprovado no certame,
possui direito líquido e certo ao provimento do Oficio que
optou”
Aduz que o CNJ, provocado por meio do pedido de reconsideração
em recurso administrativo nos autos do Pedido de Providência nº
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19
Relatório
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
0000384-41.2010.2.00.0000, em decisão posterior à impetração deste
mandado de segurança, “reconheceu o erro material e declarou vaga a
serventia em causa, mas não deu provimento à serventia a quem de
direito.”
Reforça que, no primeiro momento, o CNJ decidiu que não interviria
no feito, não considerando vaga a serventia disputada, sob alegação de
litispendência. Todavia, protocolado pedido de reconsideração, “o CNJ
verificou o erro material e, decidindo conjuntamente a matéria, interveio
positivamente, reconhecendo a declaração de vacância de Ofício”.
Afirma que, na questão específica aqui posta, caberia a intervenção
deste Suprema Corte para “corrigir distorções e contradições e estender
as consequências lógicas da decisão do CNJ ora atacada”.
Assim, requer o agravante o provimento do recurso para reconhecer
a competência do Supremo Tribunal Federal para a apreciação do writ
contra ato do CNJ.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
0000384-41.2010.2.00.0000, em decisão posterior à impetração deste
mandado de segurança, “reconheceu o erro material e declarou vaga a
serventia em causa, mas não deu provimento à serventia a quem de
direito.”
Reforça que, no primeiro momento, o CNJ decidiu que não interviria
no feito, não considerando vaga a serventia disputada, sob alegação de
litispendência. Todavia, protocolado pedido de reconsideração, “o CNJ
verificou o erro material e, decidindo conjuntamente a matéria, interveio
positivamente, reconhecendo a declaração de vacância de Ofício”.
Afirma que, na questão específica aqui posta, caberia a intervenção
deste Suprema Corte para “corrigir distorções e contradições e estender
as consequências lógicas da decisão do CNJ ora atacada”.
Assim, requer o agravante o provimento do recurso para reconhecer
a competência do Supremo Tribunal Federal para a apreciação do writ
contra ato do CNJ.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A presente irresignação não merece prosperar, pois a decisão
agravada se encontra em consonância com a pacífica jurisprudência desta
Suprema Corte a respeito do tema.
Extrai-se dos autos que Humberto Monteiro da Costa interpôs
reclamação perante o Conselho Nacional de Justiça, a qual deu origem ao
Procedimento de Controle Administrativo nº 2007.10.00.001807-8.
O PCA impugnado no presente mandamus foi instaurado pelo ora
agravante perante o CNJ,
“contra atos praticados pelo Presidente e pelo Conselho
da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado de Mato
Grosso, que, de forma irregular, ilegal e inconstitucional (…)
outorgaram delegações de Serviços Notariais e Registrais sem
concurso público, efetivando substitutos na titularidade de
Serventias Extrajudiciais após a promulgação da Constituição
Federal de 1.988, bem como em face do Presidente da Comissão
Especial Organizadora do Concurso para o Foro Extrajudicial,
Desembargador José Ferreira Leite, o qual embora tenha
permitido a escolha das Serventias constitucional e legalmente
vagas, não outorgou a delegação das respectivas Serventias
Extrajudiciais escolhidas pelos Requerentes.”
O PCA foi julgado improcedente sob os seguintes fundamentos:
“PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO.
CONCURSO DE INGRESSO À TITULARIDADE DOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO FORO
EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESCONSTITUIÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DE
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Supremo Tribunal Federal
05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A presente irresignação não merece prosperar, pois a decisão
agravada se encontra em consonância com a pacífica jurisprudência desta
Suprema Corte a respeito do tema.
Extrai-se dos autos que Humberto Monteiro da Costa interpôs
reclamação perante o Conselho Nacional de Justiça, a qual deu origem ao
Procedimento de Controle Administrativo nº 2007.10.00.001807-8.
O PCA impugnado no presente mandamus foi instaurado pelo ora
agravante perante o CNJ,
“contra atos praticados pelo Presidente e pelo Conselho
da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado de Mato
Grosso, que, de forma irregular, ilegal e inconstitucional (…)
outorgaram delegações de Serviços Notariais e Registrais sem
concurso público, efetivando substitutos na titularidade de
Serventias Extrajudiciais após a promulgação da Constituição
Federal de 1.988, bem como em face do Presidente da Comissão
Especial Organizadora do Concurso para o Foro Extrajudicial,
Desembargador José Ferreira Leite, o qual embora tenha
permitido a escolha das Serventias constitucional e legalmente
vagas, não outorgou a delegação das respectivas Serventias
Extrajudiciais escolhidas pelos Requerentes.”
O PCA foi julgado improcedente sob os seguintes fundamentos:
“PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO.
CONCURSO DE INGRESSO À TITULARIDADE DOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO FORO
EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESCONSTITUIÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DE
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
EFETIVAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS APÓS 1988
SEM CONCURSO PÚBLICO. OFERECIMENTO DA
SERVENTIA APÓS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
RESOLUÇÃO CNJ 80. LISTA PROVISÓRIA.
1. A Corregedoria Nacional de Justiça centralizou o
procedimento de transição entre as serventias ocupadas de
maneira irregular e, atualmente, analisa as impugnações à
inclusão de serventias eventualmente apresentadas no prazo de
15 dias fixado no art. 2º da própria Resolução CNJ 80.
2. As serventias pleiteadas pelos Requerentes figuram na
lista provisória de vacância, o que impede a apreciação do
pedido no tocante à declaração de vacância pelo Plenário deste
Conselho, até mesmo por configurar espécie de litispendência.
3. A Resolução CNJ 81 repele a inclusão de novas vagas
após a publicação do edital.
4. A alegada vacância das serventias em exame ainda é
objeto de análise pela Corregedoria Nacional de Justiça, o que
afasta a possibilidade de seu oferecimento por determinação do
Plenário deste Conselho.
5. Pedido julgado improcedente”.
Em que pese as alegações do impetrante, a decisão do CNJ
impugnada no presente mandamus, ora em sede de agravo regimental,
não alterou ou modificou as decisões administrativas e judiciais do TJMT.
Assim, delineada a moldura fático-jurídica, verifica-se que a
impetração se volta, efetivamente, contra as decisões proferidas pelo
Tribunal de Justiça de Mato Grosso, as quais não foram alteradas pela
deliberação do CNJ.
Em outras palavras, o ato concreto praticado pelo CNJ relativamente
ao ora agravante consistiu em deliberação negativa, não tendo o condão
de determinar, ordenar, invalidar, substituir ou suprir atos ou omissões
eventualmente imputáveis ao TJMT.
Destaco que compete ao TJMT incluir serventia extrajudicial em
concurso público de provimento ou remoção, bem como delegar a
titularidade ao candidato aprovado.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
EFETIVAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS APÓS 1988
SEM CONCURSO PÚBLICO. OFERECIMENTO DA
SERVENTIA APÓS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
RESOLUÇÃO CNJ 80. LISTA PROVISÓRIA.
1. A Corregedoria Nacional de Justiça centralizou o
procedimento de transição entre as serventias ocupadas de
maneira irregular e, atualmente, analisa as impugnações à
inclusão de serventias eventualmente apresentadas no prazo de
15 dias fixado no art. 2º da própria Resolução CNJ 80.
2. As serventias pleiteadas pelos Requerentes figuram na
lista provisória de vacância, o que impede a apreciação do
pedido no tocante à declaração de vacância pelo Plenário deste
Conselho, até mesmo por configurar espécie de litispendência.
3. A Resolução CNJ 81 repele a inclusão de novas vagas
após a publicação do edital.
4. A alegada vacância das serventias em exame ainda é
objeto de análise pela Corregedoria Nacional de Justiça, o que
afasta a possibilidade de seu oferecimento por determinação do
Plenário deste Conselho.
5. Pedido julgado improcedente”.
Em que pese as alegações do impetrante, a decisão do CNJ
impugnada no presente mandamus, ora em sede de agravo regimental,
não alterou ou modificou as decisões administrativas e judiciais do TJMT.
Assim, delineada a moldura fático-jurídica, verifica-se que a
impetração se volta, efetivamente, contra as decisões proferidas pelo
Tribunal de Justiça de Mato Grosso, as quais não foram alteradas pela
deliberação do CNJ.
Em outras palavras, o ato concreto praticado pelo CNJ relativamente
ao ora agravante consistiu em deliberação negativa, não tendo o condão
de determinar, ordenar, invalidar, substituir ou suprir atos ou omissões
eventualmente imputáveis ao TJMT.
Destaco que compete ao TJMT incluir serventia extrajudicial em
concurso público de provimento ou remoção, bem como delegar a
titularidade ao candidato aprovado.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
Não ocorre, destarte, hipótese de competência desta Corte para o
processamento do mandamus, devendo a decisão agravada ser mantida
em seus próprios termos.
Cito precedentes do Plenário desta Corte que corroboram o
entendimento exarado na decisão monocrática proferida nestes autos:
“Agravo regimental em mandado de segurança. Processo
de revisão disciplinar no Conselho Nacional de Justiça. Decisão
de Tribunal Regional do Trabalho confirmada pelo Tribunal
Superior do Trabalho. Artigo 102, inciso I, alínea r, da
Constituição Federal. Incompetência do Supremo Tribunal
Federal. Agravo regimental não provido. 1. Tendo em vista a
ordem jurídica em vigor, torna-se necessária a interpretação
restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição
Federal, incluída pela EC nº 45/2004, a fim de que o Supremo
Tribunal Federal não atue, por meio de mandado de segurança
originário nesta Corte, como instância ordinária revisora de
toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça (MS nº
26.749/DF-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
noticiado no Informativo do STF, nº 474, Brasília, 1º a 3 de
agosto de 2007). 2. Não dá ensejo à impetração de mandado de
segurança originário no Supremo Tribunal Federal a decisão do
Conselho Nacional de Justiça - proferida nos estritos limites de
sua competência ordinária de controle da atuação
administrativa e financeira do Poder Judiciário e do
cumprimento dos deveres funcionais dos juízes (art. 103-B, § 4º,
da Constituição Federal) - de que não decorra intervenção na
atuação dos tribunais ou que não determine qualquer
providência lesiva do direito vindicado. 3. Agravo regimental
não provido” (MS nº 28.549/DF-AgR, Relator o Ministro Dias
Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 8/4/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
MANDADO
DE
SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.
PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. DELIBERAÇÃO negativa DO
cnj. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO. AGRAVO
3
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
Não ocorre, destarte, hipótese de competência desta Corte para o
processamento do mandamus, devendo a decisão agravada ser mantida
em seus próprios termos.
Cito precedentes do Plenário desta Corte que corroboram o
entendimento exarado na decisão monocrática proferida nestes autos:
“Agravo regimental em mandado de segurança. Processo
de revisão disciplinar no Conselho Nacional de Justiça. Decisão
de Tribunal Regional do Trabalho confirmada pelo Tribunal
Superior do Trabalho. Artigo 102, inciso I, alínea r, da
Constituição Federal. Incompetência do Supremo Tribunal
Federal. Agravo regimental não provido. 1. Tendo em vista a
ordem jurídica em vigor, torna-se necessária a interpretação
restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição
Federal, incluída pela EC nº 45/2004, a fim de que o Supremo
Tribunal Federal não atue, por meio de mandado de segurança
originário nesta Corte, como instância ordinária revisora de
toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça (MS nº
26.749/DF-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
noticiado no Informativo do STF, nº 474, Brasília, 1º a 3 de
agosto de 2007). 2. Não dá ensejo à impetração de mandado de
segurança originário no Supremo Tribunal Federal a decisão do
Conselho Nacional de Justiça - proferida nos estritos limites de
sua competência ordinária de controle da atuação
administrativa e financeira do Poder Judiciário e do
cumprimento dos deveres funcionais dos juízes (art. 103-B, § 4º,
da Constituição Federal) - de que não decorra intervenção na
atuação dos tribunais ou que não determine qualquer
providência lesiva do direito vindicado. 3. Agravo regimental
não provido” (MS nº 28.549/DF-AgR, Relator o Ministro Dias
Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 8/4/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
MANDADO
DE
SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.
PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. DELIBERAÇÃO negativa DO
cnj. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO. AGRAVO
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
DESPROVIDO. I A jurisprudência desta Corte firmou-se no
sentido de que as deliberações negativas do Conselho Nacional
de Justiça não estão sujeitas a revisão por meio de mandado de
segurança impetrado diretamente no Supremo Tribunal
Federal. II Agravo regimental a que se nega provimento” (MS
nº 27.764/DF-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
Tribunal Pleno, DJe 21/2/13).“
Em casos como este, o STF tem decidido que subsiste o ato
administrativo questionado no CNJ, o qual deve ser impugnado na
instância competente, não sendo a Corte instância revisional ordinária
dos pronunciamentos administrativos daquele Conselho.
As razões do presente agravo não infirmam a fundamentação
expendida na decisão agravada, a qual subsiste na íntegra, visto que está
em consonância com a jurisprudência desta Corte concernente a
impetrações voltadas contra deliberações negativas do CNJ.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
DESPROVIDO. I A jurisprudência desta Corte firmou-se no
sentido de que as deliberações negativas do Conselho Nacional
de Justiça não estão sujeitas a revisão por meio de mandado de
segurança impetrado diretamente no Supremo Tribunal
Federal. II Agravo regimental a que se nega provimento” (MS
nº 27.764/DF-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
Tribunal Pleno, DJe 21/2/13).“
Em casos como este, o STF tem decidido que subsiste o ato
administrativo questionado no CNJ, o qual deve ser impugnado na
instância competente, não sendo a Corte instância revisional ordinária
dos pronunciamentos administrativos daquele Conselho.
As razões do presente agravo não infirmam a fundamentação
expendida na decisão agravada, a qual subsiste na íntegra, visto que está
em consonância com a jurisprudência desta Corte concernente a
impetrações voltadas contra deliberações negativas do CNJ.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19
Extrato de Ata - 05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGDO.(A/S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator,
que negava provimento ao terceiro agravo regimental, pediu vista
do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGDO.(A/S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator,
que negava provimento ao terceiro agravo regimental, pediu vista
do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19
Voto Vista
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO-VISTA:
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL EM MANDADO DE
SEGURANÇA. DECISÃO NEGATIVA DO
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.
INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF.
1. A orientação deste Tribunal se pacificou
no sentido de que não lhe compete julgar,
originariamente, as ações que impugnem
decisões negativas do CNJ, i.e., aquelas que,
mantendo ato proferido por outro órgão,
não agravam a situação dos interessados.
2. Agravo regimental desprovido.
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão do
Min. Dias Toffoli, relator, que não conheceu monocraticamente do
mandado de segurança, sob o fundamento de não ser o Supremo Tribunal
Federal competente para o processamento do writ, ante a ausência de
prolação de ato positivo pelo Conselho Nacional de Justiça.
2.
Em síntese, o ora agravante alega que o CNJ, num
primeiro momento, decidiu não intervir no feito, não considerando vaga
a serventia extrajudicial disputada, sob a alegação de litispendência, e não
reconhecendo o seu direito ao provimento (PCA nº 0001807-
41.2007.2.00.0000). Mas, ao ser formulado pedido de reconsideração nos
autos do pedido de providências nº 0000384-41.2010.2.00.0000, “o CNJ
verificou o erro material e, decidindo conjuntamente a matéria, interveio
positivamente, reconhecendo a declaração de vacância do Ofício”.
3.
O eminente relator, Min. Dias Toffoli, votou pelo não
provimento do agravo regimental. Pedi vista para analisar detidamente
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8524121.
Supremo Tribunal Federal
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO-VISTA:
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL EM MANDADO DE
SEGURANÇA. DECISÃO NEGATIVA DO
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.
INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF.
1. A orientação deste Tribunal se pacificou
no sentido de que não lhe compete julgar,
originariamente, as ações que impugnem
decisões negativas do CNJ, i.e., aquelas que,
mantendo ato proferido por outro órgão,
não agravam a situação dos interessados.
2. Agravo regimental desprovido.
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão do
Min. Dias Toffoli, relator, que não conheceu monocraticamente do
mandado de segurança, sob o fundamento de não ser o Supremo Tribunal
Federal competente para o processamento do writ, ante a ausência de
prolação de ato positivo pelo Conselho Nacional de Justiça.
2.
Em síntese, o ora agravante alega que o CNJ, num
primeiro momento, decidiu não intervir no feito, não considerando vaga
a serventia extrajudicial disputada, sob a alegação de litispendência, e não
reconhecendo o seu direito ao provimento (PCA nº 0001807-
41.2007.2.00.0000). Mas, ao ser formulado pedido de reconsideração nos
autos do pedido de providências nº 0000384-41.2010.2.00.0000, “o CNJ
verificou o erro material e, decidindo conjuntamente a matéria, interveio
positivamente, reconhecendo a declaração de vacância do Ofício”.
3.
O eminente relator, Min. Dias Toffoli, votou pelo não
provimento do agravo regimental. Pedi vista para analisar detidamente
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19
Voto Vista
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
as peculiaridades do caso.
4.
Feita esta breve recapitulação, passo ao voto.
5.
Na decisão impugnada no presente mandado de
segurança, proferida nos autos do PCA nº 0001807-41.2007.2.00.0000, o
CNJ julgou improcedente pedido formulado pelo ora impetrante,
Humberto Monteiro da Costa, que pretendia obter ordem no sentido de
se declarar a vacância de serventia extrajudicial e, em consequência,
outorgar-lhe a titularidade, em face de sua aprovação no Concurso de
Ingresso à Titularidade dos Serviços Notariais e de Registro do Foro
Extrajudicial do Estado de Mato Grosso. Confira-se a ementa do julgado:
“PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO.
CONCURSO DE INGRESSO À TITULARIDADE DOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO FORO
EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESCONSTITUIÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DE
EFETIVAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS APÓS 1988
SEM CONCURSO PÚBLICO. OFERECIMENTO DA
SERVENTIA APÓS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
RESOLUÇÃO CNJ 80. LISTA PROVISÓRIA.
1. A Corregedoria Nacional de Justiça centralizou o
procedimento de transição entre as serventias ocupadas de
maneira irregular e, atualmente, analisa as impugnações à
inclusão de serventias eventualmente apresentadas no prazo de
15 dias fixado no art. 2º da própria Resolução CNJ 80.
2. As serventias pleiteadas pelos Requerentes figuram na
lista provisória de vacância, o que impede a apreciação do
pedido no tocante à declaração de vacância pelo Plenário deste
Conselho, até mesmo por configurar espécie de litispendência.
3. A Resolução CNJ 81 repele a inclusão de novas vagas
após a publicação do edital.
4. A alegada vacância das serventias em exame ainda é
2
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MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
as peculiaridades do caso.
4.
Feita esta breve recapitulação, passo ao voto.
5.
Na decisão impugnada no presente mandado de
segurança, proferida nos autos do PCA nº 0001807-41.2007.2.00.0000, o
CNJ julgou improcedente pedido formulado pelo ora impetrante,
Humberto Monteiro da Costa, que pretendia obter ordem no sentido de
se declarar a vacância de serventia extrajudicial e, em consequência,
outorgar-lhe a titularidade, em face de sua aprovação no Concurso de
Ingresso à Titularidade dos Serviços Notariais e de Registro do Foro
Extrajudicial do Estado de Mato Grosso. Confira-se a ementa do julgado:
“PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO.
CONCURSO DE INGRESSO À TITULARIDADE DOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO FORO
EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESCONSTITUIÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DE
EFETIVAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS APÓS 1988
SEM CONCURSO PÚBLICO. OFERECIMENTO DA
SERVENTIA APÓS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
RESOLUÇÃO CNJ 80. LISTA PROVISÓRIA.
1. A Corregedoria Nacional de Justiça centralizou o
procedimento de transição entre as serventias ocupadas de
maneira irregular e, atualmente, analisa as impugnações à
inclusão de serventias eventualmente apresentadas no prazo de
15 dias fixado no art. 2º da própria Resolução CNJ 80.
2. As serventias pleiteadas pelos Requerentes figuram na
lista provisória de vacância, o que impede a apreciação do
pedido no tocante à declaração de vacância pelo Plenário deste
Conselho, até mesmo por configurar espécie de litispendência.
3. A Resolução CNJ 81 repele a inclusão de novas vagas
após a publicação do edital.
4. A alegada vacância das serventias em exame ainda é
2
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objeto de análise pela Corregedoria Nacional de Justiça, o que
afasta a possibilidade de seu oferecimento por determinação do
Plenário deste Conselho.
5. Pedido julgado improcedente”.
6.
Embora a Turma já tenha entendido, com a minha
participação, pela competência do STF sempre que o CNJ analise o mérito
da questão (MS 32.074, Rel. Min. Luiz Fux), em melhor exame, reafirmo a
jurisprudência consolidada no sentido de que não compete ao Supremo
Tribunal Federal julgar, em caráter originário, as ações que questionem
“decisões negativas” do Conselho Nacional de Justiça. Consideram-se
assim aqueles pronunciamentos que, por não interferirem em relações
jurídicas, não agravam a situação dos interessados. Foi o que registrou o
Ministro Sepúlveda Pertence no MS 26.710 MC:
“Estou em que é de proceder a uma redução teleológica da
letra dessa nova cláusula de competência do Supremo Tribunal,
de modo a não convertê-lo, mediante o mandado de segurança,
em verdadeira instância ordinária de revisão de toda e qualquer
decisão do Conselho Nacional de Justiça.
É preciso distinguir entre as deliberações do CNJ que
impliquem intervenção na órbita da competência ordinária
confiada, em princípio, aos juízos ou tribunais submetidos ao
seu controle daquelas que, pelo contrário, traduzam a recusa de
intervir.
Quanto às primeiras, as positivas, não há dúvida de que o
CNJ se torna responsável pela eventual lesão ou ameaça de
lesão a direito consequentes, submetidas ao controle
jurisdicional do Supremo Tribunal Federal: assim, por exemplo,
as que avoquem processos disciplinares em curso nos tribunais,
apliquem sanções administrativas, desconstituam ou revejam
decisões deles ou lhes ordene providências.
Diversamente, com as da segunda categoria, as negativas,
o Conselho não substitui por ato seu o ato ou omissão dos
tribunais, objeto da reclamação, que, por conseguinte,
3
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objeto de análise pela Corregedoria Nacional de Justiça, o que
afasta a possibilidade de seu oferecimento por determinação do
Plenário deste Conselho.
5. Pedido julgado improcedente”.
6.
Embora a Turma já tenha entendido, com a minha
participação, pela competência do STF sempre que o CNJ analise o mérito
da questão (MS 32.074, Rel. Min. Luiz Fux), em melhor exame, reafirmo a
jurisprudência consolidada no sentido de que não compete ao Supremo
Tribunal Federal julgar, em caráter originário, as ações que questionem
“decisões negativas” do Conselho Nacional de Justiça. Consideram-se
assim aqueles pronunciamentos que, por não interferirem em relações
jurídicas, não agravam a situação dos interessados. Foi o que registrou o
Ministro Sepúlveda Pertence no MS 26.710 MC:
“Estou em que é de proceder a uma redução teleológica da
letra dessa nova cláusula de competência do Supremo Tribunal,
de modo a não convertê-lo, mediante o mandado de segurança,
em verdadeira instância ordinária de revisão de toda e qualquer
decisão do Conselho Nacional de Justiça.
É preciso distinguir entre as deliberações do CNJ que
impliquem intervenção na órbita da competência ordinária
confiada, em princípio, aos juízos ou tribunais submetidos ao
seu controle daquelas que, pelo contrário, traduzam a recusa de
intervir.
Quanto às primeiras, as positivas, não há dúvida de que o
CNJ se torna responsável pela eventual lesão ou ameaça de
lesão a direito consequentes, submetidas ao controle
jurisdicional do Supremo Tribunal Federal: assim, por exemplo,
as que avoquem processos disciplinares em curso nos tribunais,
apliquem sanções administrativas, desconstituam ou revejam
decisões deles ou lhes ordene providências.
Diversamente, com as da segunda categoria, as negativas,
o Conselho não substitui por ato seu o ato ou omissão dos
tribunais, objeto da reclamação, que, por conseguinte,
3
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MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
remanescem na esfera de competência ordinária destes”.
7.
No mesmo sentido: MS 27.764 AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski; MS 28.345 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; MS 27.763 AgR,
Rel. Min. Dias Toffoli; MS 27.712 AgR, Rel. Min. Celso de Mello.
8.
Em melhor reflexão sobre o assunto, cheguei à conclusão
de que, ao contrário do que parece, não se trata de definir a competência
do STF em função do resultado do julgamento no CNJ ou CNMP, mas
sim de definir a autoridade que pratica o ato apontado como coator, o que
é decisivo para a definição da competência jurisdicional. Se a decisão do
CNJ ou CNMP não inova ou provê quanto ao já decidido anteriormente,
se está diante de ato que “nada determinou, nada impôs, nada avocou,
nada aplicou, nada ordenou, nada invalidou e nada desconstituiu, a
significar que o CNJ não substituiu nem supriu, por qualquer resolução
sua, atos ou omissões eventualmente imputáveis ao Tribunal de
jurisdição inferior” (MS 32.729 AgR, Rel. Min. Celso de Mello).
9.
Note-se que a aplicação da chamada “teoria da
encampação” não pode conduzir à modificação de competência. Dessa
forma, ainda que o CNJ ou o CNMP mantenham o mérito do ato
impugnado, isto não atrai a competência originária do STF para processar
e julgar o respectivo mandado de segurança. A propósito:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO –
PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER
INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – LIQUIDAÇÃO
EXTRAJUDICIAL DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA (LEI Nº
6.024/74) – PRETENDIDA RETIFICAÇÃO DO QUADRO
GERAL DE CREDORES – ILEGITIMIDADE PASSIVA “AD
CAUSAM” DO PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL DO
BRASIL PARA FIGURAR COMO AUTORIDADE COATORA –
CONSEQUENTE INCOGNOSCIBILIDADE DO MANDADO
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MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
remanescem na esfera de competência ordinária destes”.
7.
No mesmo sentido: MS 27.764 AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski; MS 28.345 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; MS 27.763 AgR,
Rel. Min. Dias Toffoli; MS 27.712 AgR, Rel. Min. Celso de Mello.
8.
Em melhor reflexão sobre o assunto, cheguei à conclusão
de que, ao contrário do que parece, não se trata de definir a competência
do STF em função do resultado do julgamento no CNJ ou CNMP, mas
sim de definir a autoridade que pratica o ato apontado como coator, o que
é decisivo para a definição da competência jurisdicional. Se a decisão do
CNJ ou CNMP não inova ou provê quanto ao já decidido anteriormente,
se está diante de ato que “nada determinou, nada impôs, nada avocou,
nada aplicou, nada ordenou, nada invalidou e nada desconstituiu, a
significar que o CNJ não substituiu nem supriu, por qualquer resolução
sua, atos ou omissões eventualmente imputáveis ao Tribunal de
jurisdição inferior” (MS 32.729 AgR, Rel. Min. Celso de Mello).
9.
Note-se que a aplicação da chamada “teoria da
encampação” não pode conduzir à modificação de competência. Dessa
forma, ainda que o CNJ ou o CNMP mantenham o mérito do ato
impugnado, isto não atrai a competência originária do STF para processar
e julgar o respectivo mandado de segurança. A propósito:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO –
PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER
INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – LIQUIDAÇÃO
EXTRAJUDICIAL DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA (LEI Nº
6.024/74) – PRETENDIDA RETIFICAÇÃO DO QUADRO
GERAL DE CREDORES – ILEGITIMIDADE PASSIVA “AD
CAUSAM” DO PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL DO
BRASIL PARA FIGURAR COMO AUTORIDADE COATORA –
CONSEQUENTE INCOGNOSCIBILIDADE DO MANDADO
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MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
DE SEGURANÇA IMPETRADO PERANTE O E. SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA – LITÍGIO MANDAMENTAL CUJO
MÉRITO SEQUER FOI APRECIADO PELO STJ –
INADMISSIBILIDADE DA INVOCAÇÃO DA TEORIA DA
ENCAMPAÇÃO QUANDO DELA RESULTAR A INDEVIDA
MODIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA, ORIGINÁRIA OU
RECURSAL,
DISCIPLINADA
NA
PRÓPRIA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL – REQUISITOS QUE
CONDICIONAM A APLICAÇÃO DA TEORIA DA
ENCAMPAÇÃO – PRECEDENTES – INAPLICABILIDADE,
DE OUTRO LADO, AO RECURSO ORDINÁRIO EM
MANDADO DE SEGURANÇA, DO ART. 515, § 3º, DO CPC,
QUE CONSAGRA A TEORIA DA CAUSA MADURA –
PRECEDENTES (STF) – INOVAÇÃO DOS LIMITES
MATERIAIS DO PEDIDO – IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE
NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS FUNDAMENTOS
EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO
– OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO –
PRECEDENTES – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
REJEITADOS.” (RMS 28.194 AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello)
10.
A mera pendência de procedimento administrativo no CNJ
ou no CNMP também não influi no prazo para impetração de mandado
de segurança contra o ato originalmente praticado, pois não produz,
como regra, efeito suspensivo. Não incide, assim, a norma do art. 5º, I, da
Lei nº 12.016/2009. Além disso, não há nenhuma perplexidade na situação
em que um ato administrativo, atacado sem sucesso no CNJ ou CNMP,
venha a ser cassado em mandado de segurança por ordem concedida por
juiz de hierarquia inferior à dos Ministros do STF: cuida-se apenas de
superpor a instância judicial à administrativa. Lembre-se que o CNJ e o
CNMP são órgãos de controle administrativo, cujos entendimentos não
prevalecem sobre decisões de caráter jurisdicional.
11.
Note-se que, em caso análogo, esta Turma concluiu pela
incompetência do STF para analisar a mesma decisão do CNJ ora
5
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DE SEGURANÇA IMPETRADO PERANTE O E. SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA – LITÍGIO MANDAMENTAL CUJO
MÉRITO SEQUER FOI APRECIADO PELO STJ –
INADMISSIBILIDADE DA INVOCAÇÃO DA TEORIA DA
ENCAMPAÇÃO QUANDO DELA RESULTAR A INDEVIDA
MODIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA, ORIGINÁRIA OU
RECURSAL,
DISCIPLINADA
NA
PRÓPRIA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL – REQUISITOS QUE
CONDICIONAM A APLICAÇÃO DA TEORIA DA
ENCAMPAÇÃO – PRECEDENTES – INAPLICABILIDADE,
DE OUTRO LADO, AO RECURSO ORDINÁRIO EM
MANDADO DE SEGURANÇA, DO ART. 515, § 3º, DO CPC,
QUE CONSAGRA A TEORIA DA CAUSA MADURA –
PRECEDENTES (STF) – INOVAÇÃO DOS LIMITES
MATERIAIS DO PEDIDO – IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE
NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS FUNDAMENTOS
EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO
– OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO –
PRECEDENTES – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
REJEITADOS.” (RMS 28.194 AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello)
10.
A mera pendência de procedimento administrativo no CNJ
ou no CNMP também não influi no prazo para impetração de mandado
de segurança contra o ato originalmente praticado, pois não produz,
como regra, efeito suspensivo. Não incide, assim, a norma do art. 5º, I, da
Lei nº 12.016/2009. Além disso, não há nenhuma perplexidade na situação
em que um ato administrativo, atacado sem sucesso no CNJ ou CNMP,
venha a ser cassado em mandado de segurança por ordem concedida por
juiz de hierarquia inferior à dos Ministros do STF: cuida-se apenas de
superpor a instância judicial à administrativa. Lembre-se que o CNJ e o
CNMP são órgãos de controle administrativo, cujos entendimentos não
prevalecem sobre decisões de caráter jurisdicional.
11.
Note-se que, em caso análogo, esta Turma concluiu pela
incompetência do STF para analisar a mesma decisão do CNJ ora
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Voto Vista
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
impugnada (MS 30.578, Rel. Min. Dias Toffoli).
12.
Vale observar, por fim, que essa orientação não representa
uma abdicação de competência, e menos ainda uma negativa de
prestação jurisdicional. Quando se afirma que a decisão negativa do CNJ
não substitui o ato examinado pelo Conselho, apenas se esclarece que,
nessas hipóteses, o objeto do controle será o ato confirmado pelo CNJ, e
não a decisão do Conselho em si. Disso decorre apenas a ilegitimidade
passiva do Conselho Nacional de Justiça e a incompetência do Supremo
Tribunal Federal, cabendo ao interessado, se for o caso, fazer valer sua
pretensão nas vias próprias e perante a autoridade competente.
13.
Diante do exposto, nego provimento ao recurso.
14.
É como voto.
6
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
impugnada (MS 30.578, Rel. Min. Dias Toffoli).
12.
Vale observar, por fim, que essa orientação não representa
uma abdicação de competência, e menos ainda uma negativa de
prestação jurisdicional. Quando se afirma que a decisão negativa do CNJ
não substitui o ato examinado pelo Conselho, apenas se esclarece que,
nessas hipóteses, o objeto do controle será o ato confirmado pelo CNJ, e
não a decisão do Conselho em si. Disso decorre apenas a ilegitimidade
passiva do Conselho Nacional de Justiça e a incompetência do Supremo
Tribunal Federal, cabendo ao interessado, se for o caso, fazer valer sua
pretensão nas vias próprias e perante a autoridade competente.
13.
Diante do exposto, nego provimento ao recurso.
14.
É como voto.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19
Voto - MIN. LUIZ FUX
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu estou me realinhando a
essa posição também.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu estou me realinhando a
essa posição também.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a
competência para julgar a ação é fixada segundo causas de pedir e
pedidos formalizados. Apontou-se – certo ou errado, não estou
adentrando esse tema – como órgão coator, no mandado de segurança, o
Conselho Nacional de Justiça. Indaga-se, em um primeiro passo: é
possível dizer-se que cabe, contrariando-se a Constituição Federal, à
primeira instância julgar o mandado de segurança em que se impugna
ato do CNJ? A resposta é negativa. Cabe ao Supremo. E ainda estamos
para decidir no Plenário se a cláusula constitucional definidora da
competência do Supremo, quanto a ações contra o Conselho Nacional de
Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público, extravasa o campo
do mandado de segurança para alcançar ações ordinárias. Este é outro
tema. A premissa básica é única: certo ou errado, houve impetração
contra ato do Conselho Nacional de Justiça, e, para julgar essa
impetração, competente é o Supremo.
Mas há mais, Presidente. Em que pese à avalanche de processos – e
compreendam minhas palavras –, não podemos adotar postura que
sinalize verdadeira autodefesa. Uma coisa é o CNJ, ou o CNMP, não
admitir procedimento administrativo, formalizando ato de natureza
negativa. Evidentemente, se, como costumo dizer, não abriu – qualquer
dos Conselhos – o embrulho, não cabe chegar, com queima de etapas, ao
Supremo. O ato impugnável é o primeiro ato administrativo de origem,
contra o qual foi formalizado o procedimento em um dos Conselhos. Foi
o que ocorreu na espécie.
O impetrante fez um pedido ao Conselho Nacional de Justiça para
que declarasse a vacância de certo Cartório, ou seja, incluísse Cartório na
lista de serventias ofertadas ao concurso público. O Conselho admitiu
esse procedimento. Admitiu enfrentar a matéria de fundo. Fê-lo de forma
contrária ao autor do requerimento. Indaga-se: esse pronunciamento não
é impugnável mediante o mandado de segurança? A meu ver, é.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a
competência para julgar a ação é fixada segundo causas de pedir e
pedidos formalizados. Apontou-se – certo ou errado, não estou
adentrando esse tema – como órgão coator, no mandado de segurança, o
Conselho Nacional de Justiça. Indaga-se, em um primeiro passo: é
possível dizer-se que cabe, contrariando-se a Constituição Federal, à
primeira instância julgar o mandado de segurança em que se impugna
ato do CNJ? A resposta é negativa. Cabe ao Supremo. E ainda estamos
para decidir no Plenário se a cláusula constitucional definidora da
competência do Supremo, quanto a ações contra o Conselho Nacional de
Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público, extravasa o campo
do mandado de segurança para alcançar ações ordinárias. Este é outro
tema. A premissa básica é única: certo ou errado, houve impetração
contra ato do Conselho Nacional de Justiça, e, para julgar essa
impetração, competente é o Supremo.
Mas há mais, Presidente. Em que pese à avalanche de processos – e
compreendam minhas palavras –, não podemos adotar postura que
sinalize verdadeira autodefesa. Uma coisa é o CNJ, ou o CNMP, não
admitir procedimento administrativo, formalizando ato de natureza
negativa. Evidentemente, se, como costumo dizer, não abriu – qualquer
dos Conselhos – o embrulho, não cabe chegar, com queima de etapas, ao
Supremo. O ato impugnável é o primeiro ato administrativo de origem,
contra o qual foi formalizado o procedimento em um dos Conselhos. Foi
o que ocorreu na espécie.
O impetrante fez um pedido ao Conselho Nacional de Justiça para
que declarasse a vacância de certo Cartório, ou seja, incluísse Cartório na
lista de serventias ofertadas ao concurso público. O Conselho admitiu
esse procedimento. Admitiu enfrentar a matéria de fundo. Fê-lo de forma
contrária ao autor do requerimento. Indaga-se: esse pronunciamento não
é impugnável mediante o mandado de segurança? A meu ver, é.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
Houve uma sucessão de atos administrativos, como ocorre, por
exemplo, no caso de lista tríplice para nomeação de juiz de Tribunal
Regional Federal. E admitimos que a impetração deva se verificar –
mesmo não havendo, ainda, ato concreto da autoridade – no Supremo,
porque envolve possível ato do Presidente da República.
No caso, a situação é mais favorável à fixação da competência do
Supremo, por quê? Porque o Conselho Nacional de Justiça admitiu o
procedimento de controle administrativo e adotou entendimento a
respeito da matéria, fazendo-o de forma contrária aos interesses do
impetrante. Vou proclamar que o Supremo não é competente para julgar
esse mandato de segurança? Seria até para declarar o impetrante, se fosse
o caso, carecedor da ação proposta. Não posso assentar que cumpre ao
juízo de primeira instância apreciar o acerto ou desacerto de decisão, de
fundo, do Conselho Nacional de Justiça, julgando o mandado de
segurança formalizado.
Presidente, reafirmo mais uma vez: distingo a situação em que se
busca, mediante a impetração, queima de etapas, quando o Conselho não
haja adotado entendimento sobre a matéria de fundo, simplesmente
assentando que o procedimento é incabível, daquela em que proclama o
cabimento e, a seguir, examina o acerto ou desacerto do ato
administrativo de origem impugnado e prolata decisão. Nesse caso,
competente para julgar o mandado de segurança, claro mostrando-se o
mandado de segurança adequado, é o próprio Supremo.
Por isso, peço vênia aos que entendem de forma diversa – e digo que
a leitura da academia, não me refiro à leitura dos leigos, será no sentido
de o Supremo estar adotando postura de autodefesa, considerada a carga
de mandados de segurança contra o Conselho Nacional de Justiça –, peço
vênia ao Relator e aos colegas que o acompanharam, para prover os
agravos.
2
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MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
Houve uma sucessão de atos administrativos, como ocorre, por
exemplo, no caso de lista tríplice para nomeação de juiz de Tribunal
Regional Federal. E admitimos que a impetração deva se verificar –
mesmo não havendo, ainda, ato concreto da autoridade – no Supremo,
porque envolve possível ato do Presidente da República.
No caso, a situação é mais favorável à fixação da competência do
Supremo, por quê? Porque o Conselho Nacional de Justiça admitiu o
procedimento de controle administrativo e adotou entendimento a
respeito da matéria, fazendo-o de forma contrária aos interesses do
impetrante. Vou proclamar que o Supremo não é competente para julgar
esse mandato de segurança? Seria até para declarar o impetrante, se fosse
o caso, carecedor da ação proposta. Não posso assentar que cumpre ao
juízo de primeira instância apreciar o acerto ou desacerto de decisão, de
fundo, do Conselho Nacional de Justiça, julgando o mandado de
segurança formalizado.
Presidente, reafirmo mais uma vez: distingo a situação em que se
busca, mediante a impetração, queima de etapas, quando o Conselho não
haja adotado entendimento sobre a matéria de fundo, simplesmente
assentando que o procedimento é incabível, daquela em que proclama o
cabimento e, a seguir, examina o acerto ou desacerto do ato
administrativo de origem impugnado e prolata decisão. Nesse caso,
competente para julgar o mandado de segurança, claro mostrando-se o
mandado de segurança adequado, é o próprio Supremo.
Por isso, peço vênia aos que entendem de forma diversa – e digo que
a leitura da academia, não me refiro à leitura dos leigos, será no sentido
de o Supremo estar adotando postura de autodefesa, considerada a carga
de mandados de segurança contra o Conselho Nacional de Justiça –, peço
vênia ao Relator e aos colegas que o acompanharam, para prover os
agravos.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGDO.(A/S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator,
que negava provimento ao terceiro agravo regimental, pediu vista
do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
terceiro agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido
o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGDO.(A/S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator,
que negava provimento ao terceiro agravo regimental, pediu vista
do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
terceiro agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido
o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8671348
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-12T00:00:00
|
Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator, que negava provimento ao terceiro agravo regimental, pediu vista do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao terceiro agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
|
EMENTA
Agravo regimental em mandado de segurança. Procedimento de controle administrativo no Conselho Nacional de Justiça. Decisão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. Artigo 102, inciso I, alínea r, da Constituição Federal. Deliberação negativa. Incompetência do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido.
1. Interpretação restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, incluída pela EC nº 45/2004, a fim de que o Supremo Tribunal Federal não atue, em mandado de segurança originário como instância ordinária revisora de toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça (MS nº 26.749/DF-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, noticiado no Informativo do STF nº 474, Brasília, 1º a 3 de agosto de 2007).
2. Não dá ensejo à impetração de mandado de segurança originário no Supremo Tribunal Federal a decisão do Conselho Nacional de Justiça - proferida nos estritos limites de sua competência ordinária de “controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes” (art. 103-B, § 4º, da Constituição Federal) - que não consista em intervenção na atuação dos tribunais ou que não determine qualquer providência lesiva do direito vindicado.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur308391
|
- Acórdão(s) citado(s):
(MS, DELIBERAÇÃO NEGATIVA, CNJ)
MS 27712 AgR (TP), MS 27764 AgR (TP), MS 28345 AgR (TP), MS 27763 AgR (TP), MS 28549 AgR (TP), MS 32074 (1ªT), MS 32729 AgR (2ªT).
(COMPETÊNCIA, TEORIA DA ENCAMPAÇÃO)
RMS 28194 AgR-ED (2ªT).
- Decisão monocrática citada:
(MS, DELIBERAÇÃO NEGATIVA, CNJ)
MS 26710 MC.
- Veja Informativo 474 (MS 26749 QO) do STF, PCA 2007.10.00.001807-8, PCA 0001807-41.2007.2.00.0000 e Pedido de Providências 0000384-41.2010.2.00.0000 do CNJ.
Número de páginas: 19.
Análise: 16/06/2015, JRS.
Revisão: 31/07/2015, KBP.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
29153
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-R INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n ART-0103B PAR-00004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n",
"LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00005 INC-00001\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA"
] |
MS-AgR-terceiro
|
acordaos
|
MS 29153 AgR-terceiro
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[
""
] |
AGTE.(S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGDO.(A/S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
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""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGDO.(A/S)
:MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S)
:BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S)
:MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
EMENTA
Agravo regimental em mandado de segurança. Procedimento de
controle administrativo no Conselho Nacional de Justiça. Decisão do
Tribunal de Justiça do Mato Grosso. Artigo 102, inciso I, alínea r, da
Constituição Federal. Deliberação negativa. Incompetência do Supremo
Tribunal Federal. Agravo regimental não provido.
1. Interpretação restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da
Constituição Federal, incluída pela EC n 45/2004, a fim de que o
Supremo Tribunal Federal não atue, em mandado de segurança originário
como instância ordinária revisora de toda e qualquer decisão do
Conselho Nacional de Justiça (MS n 26.749/DF-QO, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, noticiado no Informativo do Supremo Tribunal Federal n 474, Brasília, 1... a
3 de agosto de 2007).
2. Não dá ensejo à impetração de mandado de segurança originário
no Supremo Tribunal Federal a decisão do Conselho Nacional de Justiça -
proferida nos estritos limites de sua competência ordinária de “controle
da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do
cumprimento dos deveres funcionais dos juízes” (art. 103-B, § 4..., da
Constituição Federal) - que não consista em intervenção na atuação dos
tribunais ou que não determine qualquer providência lesiva do direito
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614021.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19
Ementa e Acórdão
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
vindicado.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
terceiro agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
vindicado.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
terceiro agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGDO.(A/S)
:MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S)
:BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S)
:MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de agravo regimental em mandado de segurança
interposto por HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA com o objetivo de
submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão
monocrática mediante a qual não conheci da ação, assentando a ausência
de competência originária desta Suprema Corte para o processamento do
mandamus.
Nas razões do recurso, o agravante alega que a decisão exarada pelo
CNJ
“viola direito líquido e certo do impetrante, ao reconhecer
– de maneira positiva – a vacância não reconhecida pelo TJMT e
não estender os efeitos desse reconhecimento ao direito do
impetrante ao seu provimento, já que fez a escolha no momento
oportuno – com a devida publicidade aos demais candidatos
que não se manifestaram – e, estando aprovado no certame,
possui direito líquido e certo ao provimento do Oficio que
optou”
Aduz que o CNJ, provocado por meio do pedido de reconsideração
em recurso administrativo nos autos do Pedido de Providência n
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Supremo Tribunal Federal
05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGDO.(A/S)
:MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S)
:BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S)
:MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de agravo regimental em mandado de segurança
interposto por HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA com o objetivo de
submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão
monocrática mediante a qual não conheci da ação, assentando a ausência
de competência originária desta Suprema Corte para o processamento do
mandamus.
Nas razões do recurso, o agravante alega que a decisão exarada pelo
CNJ
“viola direito líquido e certo do impetrante, ao reconhecer
– de maneira positiva – a vacância não reconhecida pelo TJMT e
não estender os efeitos desse reconhecimento ao direito do
impetrante ao seu provimento, já que fez a escolha no momento
oportuno – com a devida publicidade aos demais candidatos
que não se manifestaram – e, estando aprovado no certame,
possui direito líquido e certo ao provimento do Oficio que
optou”
Aduz que o CNJ, provocado por meio do pedido de reconsideração
em recurso administrativo nos autos do Pedido de Providência n
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19
Relatório
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
0000384-41.2010.2.00.0000, em decisão posterior à impetração deste
mandado de segurança, “reconheceu o erro material e declarou vaga a
serventia em causa, mas não deu provimento à serventia a quem de
direito.”
Reforça que, no primeiro momento, o CNJ decidiu que não interviria
no feito, não considerando vaga a serventia disputada, sob alegação de
litispendência. Todavia, protocolado pedido de reconsideração, “o CNJ
verificou o erro material e, decidindo conjuntamente a matéria, interveio
positivamente, reconhecendo a declaração de vacância de Ofício”.
Afirma que, na questão específica aqui posta, caberia a intervenção
deste Suprema Corte para “corrigir distorções e contradições e estender
as consequências lógicas da decisão do CNJ ora atacada”.
Assim, requer o agravante o provimento do recurso para reconhecer
a competência do Supremo Tribunal Federal para a apreciação do writ
contra ato do CNJ.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
0000384-41.2010.2.00.0000, em decisão posterior à impetração deste
mandado de segurança, “reconheceu o erro material e declarou vaga a
serventia em causa, mas não deu provimento à serventia a quem de
direito.”
Reforça que, no primeiro momento, o CNJ decidiu que não interviria
no feito, não considerando vaga a serventia disputada, sob alegação de
litispendência. Todavia, protocolado pedido de reconsideração, “o CNJ
verificou o erro material e, decidindo conjuntamente a matéria, interveio
positivamente, reconhecendo a declaração de vacância de Ofício”.
Afirma que, na questão específica aqui posta, caberia a intervenção
deste Suprema Corte para “corrigir distorções e contradições e estender
as consequências lógicas da decisão do CNJ ora atacada”.
Assim, requer o agravante o provimento do recurso para reconhecer
a competência do Supremo Tribunal Federal para a apreciação do writ
contra ato do CNJ.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A presente irresignação não merece prosperar, pois a decisão
agravada se encontra em consonância com a pacífica jurisprudência desta
Suprema Corte a respeito do tema.
Extrai-se dos autos que Humberto Monteiro da Costa interpôs
reclamação perante o Conselho Nacional de Justiça, a qual deu origem ao
Procedimento de Controle Administrativo n 2007.10.00.001807-8.
O PCA impugnado no presente mandamus foi instaurado pelo ora
agravante perante o CNJ,
“contra atos praticados pelo Presidente e pelo Conselho
da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado de Mato
Grosso, que, de forma irregular, ilegal e inconstitucional (…)
outorgaram delegações de Serviços Notariais e Registrais sem
concurso público, efetivando substitutos na titularidade de
Serventias Extrajudiciais após a promulgação da Constituição
Federal de 1.988, bem como em face do Presidente da Comissão
Especial Organizadora do Concurso para o Foro Extrajudicial,
Desembargador José Ferreira Leite, o qual embora tenha
permitido a escolha das Serventias constitucional e legalmente
vagas, não outorgou a delegação das respectivas Serventias
Extrajudiciais escolhidas pelos Requerentes.”
O PCA foi julgado improcedente sob os seguintes fundamentos:
“PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO.
CONCURSO DE INGRESSO À TITULARIDADE DOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO FORO
EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESCONSTITUIÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DE
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614019.
Supremo Tribunal Federal
05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A presente irresignação não merece prosperar, pois a decisão
agravada se encontra em consonância com a pacífica jurisprudência desta
Suprema Corte a respeito do tema.
Extrai-se dos autos que Humberto Monteiro da Costa interpôs
reclamação perante o Conselho Nacional de Justiça, a qual deu origem ao
Procedimento de Controle Administrativo n 2007.10.00.001807-8.
O PCA impugnado no presente mandamus foi instaurado pelo ora
agravante perante o CNJ,
“contra atos praticados pelo Presidente e pelo Conselho
da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado de Mato
Grosso, que, de forma irregular, ilegal e inconstitucional (…)
outorgaram delegações de Serviços Notariais e Registrais sem
concurso público, efetivando substitutos na titularidade de
Serventias Extrajudiciais após a promulgação da Constituição
Federal de 1.988, bem como em face do Presidente da Comissão
Especial Organizadora do Concurso para o Foro Extrajudicial,
Desembargador José Ferreira Leite, o qual embora tenha
permitido a escolha das Serventias constitucional e legalmente
vagas, não outorgou a delegação das respectivas Serventias
Extrajudiciais escolhidas pelos Requerentes.”
O PCA foi julgado improcedente sob os seguintes fundamentos:
“PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO.
CONCURSO DE INGRESSO À TITULARIDADE DOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO FORO
EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESCONSTITUIÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DE
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
EFETIVAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS APÓS 1988
SEM CONCURSO PÚBLICO. OFERECIMENTO DA
SERVENTIA APÓS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
RESOLUÇÃO CNJ 80. LISTA PROVISÓRIA.
1. A Corregedoria Nacional de Justiça centralizou o
procedimento de transição entre as serventias ocupadas de
maneira irregular e, atualmente, analisa as impugnações à
inclusão de serventias eventualmente apresentadas no prazo de
15 dias fixado no art. 2... da própria Resolução CNJ 80.
2. As serventias pleiteadas pelos Requerentes figuram na
lista provisória de vacância, o que impede a apreciação do
pedido no tocante à declaração de vacância pelo Plenário deste
Conselho, até mesmo por configurar espécie de litispendência.
3. A Resolução CNJ 81 repele a inclusão de novas vagas
após a publicação do edital.
4. A alegada vacância das serventias em exame ainda é
objeto de análise pela Corregedoria Nacional de Justiça, o que
afasta a possibilidade de seu oferecimento por determinação do
Plenário deste Conselho.
5. Pedido julgado improcedente”.
Em que pese as alegações do impetrante, a decisão do CNJ
impugnada no presente mandamus, ora em sede de agravo regimental,
não alterou ou modificou as decisões administrativas e judiciais do TJMT.
Assim, delineada a moldura fático-jurídica, verifica-se que a
impetração se volta, efetivamente, contra as decisões proferidas pelo
Tribunal de Justiça de Mato Grosso, as quais não foram alteradas pela
deliberação do CNJ.
Em outras palavras, o ato concreto praticado pelo CNJ relativamente
ao ora agravante consistiu em deliberação negativa, não tendo o condão
de determinar, ordenar, invalidar, substituir ou suprir atos ou omissões
eventualmente imputáveis ao TJMT.
Destaco que compete ao TJMT incluir serventia extrajudicial em
concurso público de provimento ou remoção, bem como delegar a
titularidade ao candidato aprovado.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
EFETIVAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS APÓS 1988
SEM CONCURSO PÚBLICO. OFERECIMENTO DA
SERVENTIA APÓS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
RESOLUÇÃO CNJ 80. LISTA PROVISÓRIA.
1. A Corregedoria Nacional de Justiça centralizou o
procedimento de transição entre as serventias ocupadas de
maneira irregular e, atualmente, analisa as impugnações à
inclusão de serventias eventualmente apresentadas no prazo de
15 dias fixado no art. 2... da própria Resolução CNJ 80.
2. As serventias pleiteadas pelos Requerentes figuram na
lista provisória de vacância, o que impede a apreciação do
pedido no tocante à declaração de vacância pelo Plenário deste
Conselho, até mesmo por configurar espécie de litispendência.
3. A Resolução CNJ 81 repele a inclusão de novas vagas
após a publicação do edital.
4. A alegada vacância das serventias em exame ainda é
objeto de análise pela Corregedoria Nacional de Justiça, o que
afasta a possibilidade de seu oferecimento por determinação do
Plenário deste Conselho.
5. Pedido julgado improcedente”.
Em que pese as alegações do impetrante, a decisão do CNJ
impugnada no presente mandamus, ora em sede de agravo regimental,
não alterou ou modificou as decisões administrativas e judiciais do TJMT.
Assim, delineada a moldura fático-jurídica, verifica-se que a
impetração se volta, efetivamente, contra as decisões proferidas pelo
Tribunal de Justiça de Mato Grosso, as quais não foram alteradas pela
deliberação do CNJ.
Em outras palavras, o ato concreto praticado pelo CNJ relativamente
ao ora agravante consistiu em deliberação negativa, não tendo o condão
de determinar, ordenar, invalidar, substituir ou suprir atos ou omissões
eventualmente imputáveis ao TJMT.
Destaco que compete ao TJMT incluir serventia extrajudicial em
concurso público de provimento ou remoção, bem como delegar a
titularidade ao candidato aprovado.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
Não ocorre, destarte, hipótese de competência desta Corte para o
processamento do mandamus, devendo a decisão agravada ser mantida
em seus próprios termos.
Cito precedentes do Plenário desta Corte que corroboram o
entendimento exarado na decisão monocrática proferida nestes autos:
“Agravo regimental em mandado de segurança. Processo
de revisão disciplinar no Conselho Nacional de Justiça. Decisão
de Tribunal Regional do Trabalho confirmada pelo Tribunal
Superior do Trabalho. Artigo 102, inciso I, alínea r, da
Constituição Federal. Incompetência do Supremo Tribunal
Federal. Agravo regimental não provido. 1. Tendo em vista a
ordem jurídica em vigor, torna-se necessária a interpretação
restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição
Federal, incluída pela EC n 45/2004, a fim de que o Supremo
Tribunal Federal não atue, por meio de mandado de segurança
originário nesta Corte, como instância ordinária revisora de
toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça (MS n
26.749/DF-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
noticiado no Informativo do Supremo Tribunal Federal, n 474, Brasília, 1... a 3 de
agosto de 2007). 2. Não dá ensejo à impetração de mandado de
segurança originário no Supremo Tribunal Federal a decisão do
Conselho Nacional de Justiça - proferida nos estritos limites de
sua competência ordinária de controle da atuação
administrativa e financeira do Poder Judiciário e do
cumprimento dos deveres funcionais dos juízes (art. 103-B, § 4...,
da Constituição Federal) - de que não decorra intervenção na
atuação dos tribunais ou que não determine qualquer
providência lesiva do direito vindicado. 3. Agravo regimental
não provido” (MS n 28.549/DF-AgR, Relator o Ministro Dias
Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 8/4/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
MANDADO
DE
SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.
PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. DELIBERAÇÃO negativa DO
cnj. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO. AGRAVO
3
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
Não ocorre, destarte, hipótese de competência desta Corte para o
processamento do mandamus, devendo a decisão agravada ser mantida
em seus próprios termos.
Cito precedentes do Plenário desta Corte que corroboram o
entendimento exarado na decisão monocrática proferida nestes autos:
“Agravo regimental em mandado de segurança. Processo
de revisão disciplinar no Conselho Nacional de Justiça. Decisão
de Tribunal Regional do Trabalho confirmada pelo Tribunal
Superior do Trabalho. Artigo 102, inciso I, alínea r, da
Constituição Federal. Incompetência do Supremo Tribunal
Federal. Agravo regimental não provido. 1. Tendo em vista a
ordem jurídica em vigor, torna-se necessária a interpretação
restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição
Federal, incluída pela EC n 45/2004, a fim de que o Supremo
Tribunal Federal não atue, por meio de mandado de segurança
originário nesta Corte, como instância ordinária revisora de
toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça (MS n
26.749/DF-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
noticiado no Informativo do Supremo Tribunal Federal, n 474, Brasília, 1... a 3 de
agosto de 2007). 2. Não dá ensejo à impetração de mandado de
segurança originário no Supremo Tribunal Federal a decisão do
Conselho Nacional de Justiça - proferida nos estritos limites de
sua competência ordinária de controle da atuação
administrativa e financeira do Poder Judiciário e do
cumprimento dos deveres funcionais dos juízes (art. 103-B, § 4...,
da Constituição Federal) - de que não decorra intervenção na
atuação dos tribunais ou que não determine qualquer
providência lesiva do direito vindicado. 3. Agravo regimental
não provido” (MS n 28.549/DF-AgR, Relator o Ministro Dias
Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 8/4/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
MANDADO
DE
SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.
PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. DELIBERAÇÃO negativa DO
cnj. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO. AGRAVO
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
DESPROVIDO. I A jurisprudência desta Corte firmou-se no
sentido de que as deliberações negativas do Conselho Nacional
de Justiça não estão sujeitas a revisão por meio de mandado de
segurança impetrado diretamente no Supremo Tribunal
Federal. II Agravo regimental a que se nega provimento” (MS
n 27.764/DF-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
Tribunal Pleno, DJe 21/2/13).“
Em casos como este, o Supremo Tribunal Federal tem decidido que subsiste o ato
administrativo questionado no CNJ, o qual deve ser impugnado na
instância competente, não sendo a Corte instância revisional ordinária
dos pronunciamentos administrativos daquele Conselho.
As razões do presente agravo não infirmam a fundamentação
expendida na decisão agravada, a qual subsiste na íntegra, visto que está
em consonância com a jurisprudência desta Corte concernente a
impetrações voltadas contra deliberações negativas do CNJ.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
DESPROVIDO. I A jurisprudência desta Corte firmou-se no
sentido de que as deliberações negativas do Conselho Nacional
de Justiça não estão sujeitas a revisão por meio de mandado de
segurança impetrado diretamente no Supremo Tribunal
Federal. II Agravo regimental a que se nega provimento” (MS
n 27.764/DF-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
Tribunal Pleno, DJe 21/2/13).“
Em casos como este, o Supremo Tribunal Federal tem decidido que subsiste o ato
administrativo questionado no CNJ, o qual deve ser impugnado na
instância competente, não sendo a Corte instância revisional ordinária
dos pronunciamentos administrativos daquele Conselho.
As razões do presente agravo não infirmam a fundamentação
expendida na decisão agravada, a qual subsiste na íntegra, visto que está
em consonância com a jurisprudência desta Corte concernente a
impetrações voltadas contra deliberações negativas do CNJ.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGDO.(A/S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator,
que negava provimento ao terceiro agravo regimental, pediu vista
do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGDO.(A/S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator,
que negava provimento ao terceiro agravo regimental, pediu vista
do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Voto Vista
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO-VISTA:
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL EM MANDADO DE
SEGURANÇA. DECISÃO NEGATIVA DO
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.
INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO Supremo Tribunal Federal.
1. A orientação deste Tribunal se pacificou
no sentido de que não lhe compete julgar,
originariamente, as ações que impugnem
decisões negativas do CNJ, i.e., aquelas que,
mantendo ato proferido por outro órgão,
não agravam a situação dos interessados.
2. Agravo regimental desprovido.
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão do
Min. Dias Toffoli, relator, que não conheceu monocraticamente do
mandado de segurança, sob o fundamento de não ser o Supremo Tribunal
Federal competente para o processamento do writ, ante a ausência de
prolação de ato positivo pelo Conselho Nacional de Justiça.
2.
Em síntese, o ora agravante alega que o CNJ, num
primeiro momento, decidiu não intervir no feito, não considerando vaga
a serventia extrajudicial disputada, sob a alegação de litispendência, e não
reconhecendo o seu direito ao provimento (PCA n 0001807-
41.2007.2.00.0000). Mas, ao ser formulado pedido de reconsideração nos
autos do pedido de providências n 0000384-41.2010.2.00.0000, “o CNJ
verificou o erro material e, decidindo conjuntamente a matéria, interveio
positivamente, reconhecendo a declaração de vacância do Ofício”.
3.
O eminente relator, Min. Dias Toffoli, votou pelo não
provimento do agravo regimental. Pedi vista para analisar detidamente
Supremo Tribunal Federal
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TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO-VISTA:
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL EM MANDADO DE
SEGURANÇA. DECISÃO NEGATIVA DO
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.
INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO Supremo Tribunal Federal.
1. A orientação deste Tribunal se pacificou
no sentido de que não lhe compete julgar,
originariamente, as ações que impugnem
decisões negativas do CNJ, i.e., aquelas que,
mantendo ato proferido por outro órgão,
não agravam a situação dos interessados.
2. Agravo regimental desprovido.
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão do
Min. Dias Toffoli, relator, que não conheceu monocraticamente do
mandado de segurança, sob o fundamento de não ser o Supremo Tribunal
Federal competente para o processamento do writ, ante a ausência de
prolação de ato positivo pelo Conselho Nacional de Justiça.
2.
Em síntese, o ora agravante alega que o CNJ, num
primeiro momento, decidiu não intervir no feito, não considerando vaga
a serventia extrajudicial disputada, sob a alegação de litispendência, e não
reconhecendo o seu direito ao provimento (PCA n 0001807-
41.2007.2.00.0000). Mas, ao ser formulado pedido de reconsideração nos
autos do pedido de providências n 0000384-41.2010.2.00.0000, “o CNJ
verificou o erro material e, decidindo conjuntamente a matéria, interveio
positivamente, reconhecendo a declaração de vacância do Ofício”.
3.
O eminente relator, Min. Dias Toffoli, votou pelo não
provimento do agravo regimental. Pedi vista para analisar detidamente
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19
Voto Vista
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
as peculiaridades do caso.
4.
Feita esta breve recapitulação, passo ao voto.
5.
Na decisão impugnada no presente mandado de
segurança, proferida nos autos do PCA n 0001807-41.2007.2.00.0000, o
CNJ julgou improcedente pedido formulado pelo ora impetrante,
Humberto Monteiro da Costa, que pretendia obter ordem no sentido de
se declarar a vacância de serventia extrajudicial e, em consequência,
outorgar-lhe a titularidade, em face de sua aprovação no Concurso de
Ingresso à Titularidade dos Serviços Notariais e de Registro do Foro
Extrajudicial do Estado de Mato Grosso. Confira-se a ementa do julgado:
“PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO.
CONCURSO DE INGRESSO À TITULARIDADE DOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO FORO
EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESCONSTITUIÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DE
EFETIVAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS APÓS 1988
SEM CONCURSO PÚBLICO. OFERECIMENTO DA
SERVENTIA APÓS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
RESOLUÇÃO CNJ 80. LISTA PROVISÓRIA.
1. A Corregedoria Nacional de Justiça centralizou o
procedimento de transição entre as serventias ocupadas de
maneira irregular e, atualmente, analisa as impugnações à
inclusão de serventias eventualmente apresentadas no prazo de
15 dias fixado no art. 2... da própria Resolução CNJ 80.
2. As serventias pleiteadas pelos Requerentes figuram na
lista provisória de vacância, o que impede a apreciação do
pedido no tocante à declaração de vacância pelo Plenário deste
Conselho, até mesmo por configurar espécie de litispendência.
3. A Resolução CNJ 81 repele a inclusão de novas vagas
após a publicação do edital.
4. A alegada vacância das serventias em exame ainda é
2
Supremo Tribunal Federal
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MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
as peculiaridades do caso.
4.
Feita esta breve recapitulação, passo ao voto.
5.
Na decisão impugnada no presente mandado de
segurança, proferida nos autos do PCA n 0001807-41.2007.2.00.0000, o
CNJ julgou improcedente pedido formulado pelo ora impetrante,
Humberto Monteiro da Costa, que pretendia obter ordem no sentido de
se declarar a vacância de serventia extrajudicial e, em consequência,
outorgar-lhe a titularidade, em face de sua aprovação no Concurso de
Ingresso à Titularidade dos Serviços Notariais e de Registro do Foro
Extrajudicial do Estado de Mato Grosso. Confira-se a ementa do julgado:
“PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO.
CONCURSO DE INGRESSO À TITULARIDADE DOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO FORO
EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESCONSTITUIÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DE
EFETIVAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS APÓS 1988
SEM CONCURSO PÚBLICO. OFERECIMENTO DA
SERVENTIA APÓS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
RESOLUÇÃO CNJ 80. LISTA PROVISÓRIA.
1. A Corregedoria Nacional de Justiça centralizou o
procedimento de transição entre as serventias ocupadas de
maneira irregular e, atualmente, analisa as impugnações à
inclusão de serventias eventualmente apresentadas no prazo de
15 dias fixado no art. 2... da própria Resolução CNJ 80.
2. As serventias pleiteadas pelos Requerentes figuram na
lista provisória de vacância, o que impede a apreciação do
pedido no tocante à declaração de vacância pelo Plenário deste
Conselho, até mesmo por configurar espécie de litispendência.
3. A Resolução CNJ 81 repele a inclusão de novas vagas
após a publicação do edital.
4. A alegada vacância das serventias em exame ainda é
2
Supremo Tribunal Federal
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objeto de análise pela Corregedoria Nacional de Justiça, o que
afasta a possibilidade de seu oferecimento por determinação do
Plenário deste Conselho.
5. Pedido julgado improcedente”.
6.
Embora a Turma já tenha entendido, com a minha
participação, pela competência do Supremo Tribunal Federal sempre que o CNJ analise o mérito
da questão (MS 32.074, Rel. Min. Luiz Fux), em melhor exame, reafirmo a
jurisprudência consolidada no sentido de que não compete ao Supremo
Tribunal Federal julgar, em caráter originário, as ações que questionem
“decisões negativas” do Conselho Nacional de Justiça. Consideram-se
assim aqueles pronunciamentos que, por não interferirem em relações
jurídicas, não agravam a situação dos interessados. Foi o que registrou o
Ministro Sepúlveda Pertence no MS 26.710 MC:
“Estou em que é de proceder a uma redução teleológica da
letra dessa nova cláusula de competência do Supremo Tribunal,
de modo a não convertê-lo, mediante o mandado de segurança,
em verdadeira instância ordinária de revisão de toda e qualquer
decisão do Conselho Nacional de Justiça.
É preciso distinguir entre as deliberações do CNJ que
impliquem intervenção na órbita da competência ordinária
confiada, em princípio, aos juízos ou tribunais submetidos ao
seu controle daquelas que, pelo contrário, traduzam a recusa de
intervir.
Quanto às primeiras, as positivas, não há dúvida de que o
CNJ se torna responsável pela eventual lesão ou ameaça de
lesão a direito consequentes, submetidas ao controle
jurisdicional do Supremo Tribunal Federal: assim, por exemplo,
as que avoquem processos disciplinares em curso nos tribunais,
apliquem sanções administrativas, desconstituam ou revejam
decisões deles ou lhes ordene providências.
Diversamente, com as da segunda categoria, as negativas,
o Conselho não substitui por ato seu o ato ou omissão dos
tribunais, objeto da reclamação, que, por conseguinte,
3
Supremo Tribunal Federal
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MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
objeto de análise pela Corregedoria Nacional de Justiça, o que
afasta a possibilidade de seu oferecimento por determinação do
Plenário deste Conselho.
5. Pedido julgado improcedente”.
6.
Embora a Turma já tenha entendido, com a minha
participação, pela competência do Supremo Tribunal Federal sempre que o CNJ analise o mérito
da questão (MS 32.074, Rel. Min. Luiz Fux), em melhor exame, reafirmo a
jurisprudência consolidada no sentido de que não compete ao Supremo
Tribunal Federal julgar, em caráter originário, as ações que questionem
“decisões negativas” do Conselho Nacional de Justiça. Consideram-se
assim aqueles pronunciamentos que, por não interferirem em relações
jurídicas, não agravam a situação dos interessados. Foi o que registrou o
Ministro Sepúlveda Pertence no MS 26.710 MC:
“Estou em que é de proceder a uma redução teleológica da
letra dessa nova cláusula de competência do Supremo Tribunal,
de modo a não convertê-lo, mediante o mandado de segurança,
em verdadeira instância ordinária de revisão de toda e qualquer
decisão do Conselho Nacional de Justiça.
É preciso distinguir entre as deliberações do CNJ que
impliquem intervenção na órbita da competência ordinária
confiada, em princípio, aos juízos ou tribunais submetidos ao
seu controle daquelas que, pelo contrário, traduzam a recusa de
intervir.
Quanto às primeiras, as positivas, não há dúvida de que o
CNJ se torna responsável pela eventual lesão ou ameaça de
lesão a direito consequentes, submetidas ao controle
jurisdicional do Supremo Tribunal Federal: assim, por exemplo,
as que avoquem processos disciplinares em curso nos tribunais,
apliquem sanções administrativas, desconstituam ou revejam
decisões deles ou lhes ordene providências.
Diversamente, com as da segunda categoria, as negativas,
o Conselho não substitui por ato seu o ato ou omissão dos
tribunais, objeto da reclamação, que, por conseguinte,
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto Vista
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
remanescem na esfera de competência ordinária destes”.
7.
No mesmo sentido: MS 27.764 AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski; MS 28.345 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; MS 27.763 AgR,
Rel. Min. Dias Toffoli; MS 27.712 AgR, Rel. Min. Celso de Mello.
8.
Em melhor reflexão sobre o assunto, cheguei à conclusão
de que, ao contrário do que parece, não se trata de definir a competência
do Supremo Tribunal Federal em função do resultado do julgamento no CNJ ou CNMP, mas
sim de definir a autoridade que pratica o ato apontado como coator, o que
é decisivo para a definição da competência jurisdicional. Se a decisão do
CNJ ou CNMP não inova ou provê quanto ao já decidido anteriormente,
se está diante de ato que “nada determinou, nada impôs, nada avocou,
nada aplicou, nada ordenou, nada invalidou e nada desconstituiu, a
significar que o CNJ não substituiu nem supriu, por qualquer resolução
sua, atos ou omissões eventualmente imputáveis ao Tribunal de
jurisdição inferior” (MS 32.729 AgR, Rel. Min. Celso de Mello).
9.
Note-se que a aplicação da chamada “teoria da
encampação” não pode conduzir à modificação de competência. Dessa
forma, ainda que o CNJ ou o CNMP mantenham o mérito do ato
impugnado, isto não atrai a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar
e julgar o respectivo mandado de segurança. A propósito:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO –
PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER
INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – LIQUIDAÇÃO
EXTRAJUDICIAL DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA (LEI n
6.024/74) – PRETENDIDA RETIFICAÇÃO DO QUADRO
GERAL DE CREDORES – ILEGITIMIDADE PASSIVA “AD
CAUSAM” DO PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL DO
BRASIL PARA FIGURAR COMO AUTORIDADE COATORA –
CONSEQUENTE INCOGNOSCIBILIDADE DO MANDADO
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
remanescem na esfera de competência ordinária destes”.
7.
No mesmo sentido: MS 27.764 AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski; MS 28.345 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; MS 27.763 AgR,
Rel. Min. Dias Toffoli; MS 27.712 AgR, Rel. Min. Celso de Mello.
8.
Em melhor reflexão sobre o assunto, cheguei à conclusão
de que, ao contrário do que parece, não se trata de definir a competência
do Supremo Tribunal Federal em função do resultado do julgamento no CNJ ou CNMP, mas
sim de definir a autoridade que pratica o ato apontado como coator, o que
é decisivo para a definição da competência jurisdicional. Se a decisão do
CNJ ou CNMP não inova ou provê quanto ao já decidido anteriormente,
se está diante de ato que “nada determinou, nada impôs, nada avocou,
nada aplicou, nada ordenou, nada invalidou e nada desconstituiu, a
significar que o CNJ não substituiu nem supriu, por qualquer resolução
sua, atos ou omissões eventualmente imputáveis ao Tribunal de
jurisdição inferior” (MS 32.729 AgR, Rel. Min. Celso de Mello).
9.
Note-se que a aplicação da chamada “teoria da
encampação” não pode conduzir à modificação de competência. Dessa
forma, ainda que o CNJ ou o CNMP mantenham o mérito do ato
impugnado, isto não atrai a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar
e julgar o respectivo mandado de segurança. A propósito:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO –
PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER
INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – LIQUIDAÇÃO
EXTRAJUDICIAL DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA (LEI n
6.024/74) – PRETENDIDA RETIFICAÇÃO DO QUADRO
GERAL DE CREDORES – ILEGITIMIDADE PASSIVA “AD
CAUSAM” DO PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL DO
BRASIL PARA FIGURAR COMO AUTORIDADE COATORA –
CONSEQUENTE INCOGNOSCIBILIDADE DO MANDADO
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19
Voto Vista
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
DE SEGURANÇA IMPETRADO PERANTE O E. SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA – LITÍGIO MANDAMENTAL CUJO
MÉRITO SEQUER FOI APRECIADO PELO Superior Tribunal de Justiça –
INADMISSIBILIDADE DA INVOCAÇÃO DA TEORIA DA
ENCAMPAÇÃO QUANDO DELA RESULTAR A INDEVIDA
MODIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA, ORIGINÁRIA OU
RECURSAL,
DISCIPLINADA
NA
PRÓPRIA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL – REQUISITOS QUE
CONDICIONAM A APLICAÇÃO DA TEORIA DA
ENCAMPAÇÃO – PRECEDENTES – INAPLICABILIDADE,
DE OUTRO LADO, AO RECURSO ORDINÁRIO EM
MANDADO DE SEGURANÇA, DO ART. 515, § 3..., DO Código de Processo Civil,
QUE CONSAGRA A TEORIA DA CAUSA MADURA –
PRECEDENTES (Supremo Tribunal Federal) – INOVAÇÃO DOS LIMITES
MATERIAIS DO PEDIDO – IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE
NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS FUNDAMENTOS
EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO
– OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO –
PRECEDENTES – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
REJEITADOS.” (RMS 28.194 AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello)
10.
A mera pendência de procedimento administrativo no CNJ
ou no CNMP também não influi no prazo para impetração de mandado
de segurança contra o ato originalmente praticado, pois não produz,
como regra, efeito suspensivo. Não incide, assim, a norma do art. 5..., I, da
Lei n 12.016/2009. Além disso, não há nenhuma perplexidade na situação
em que um ato administrativo, atacado sem sucesso no CNJ ou CNMP,
venha a ser cassado em mandado de segurança por ordem concedida por
juiz de hierarquia inferior à dos Ministros do Supremo Tribunal Federal: cuida-se apenas de
superpor a instância judicial à administrativa. Lembre-se que o CNJ e o
CNMP são órgãos de controle administrativo, cujos entendimentos não
prevalecem sobre decisões de caráter jurisdicional.
11.
Note-se que, em caso análogo, esta Turma concluiu pela
incompetência do Supremo Tribunal Federal para analisar a mesma decisão do CNJ ora
5
Supremo Tribunal Federal
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MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
DE SEGURANÇA IMPETRADO PERANTE O E. SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA – LITÍGIO MANDAMENTAL CUJO
MÉRITO SEQUER FOI APRECIADO PELO Superior Tribunal de Justiça –
INADMISSIBILIDADE DA INVOCAÇÃO DA TEORIA DA
ENCAMPAÇÃO QUANDO DELA RESULTAR A INDEVIDA
MODIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA, ORIGINÁRIA OU
RECURSAL,
DISCIPLINADA
NA
PRÓPRIA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL – REQUISITOS QUE
CONDICIONAM A APLICAÇÃO DA TEORIA DA
ENCAMPAÇÃO – PRECEDENTES – INAPLICABILIDADE,
DE OUTRO LADO, AO RECURSO ORDINÁRIO EM
MANDADO DE SEGURANÇA, DO ART. 515, § 3..., DO Código de Processo Civil,
QUE CONSAGRA A TEORIA DA CAUSA MADURA –
PRECEDENTES (Supremo Tribunal Federal) – INOVAÇÃO DOS LIMITES
MATERIAIS DO PEDIDO – IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE
NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS FUNDAMENTOS
EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO
– OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO –
PRECEDENTES – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
REJEITADOS.” (RMS 28.194 AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello)
10.
A mera pendência de procedimento administrativo no CNJ
ou no CNMP também não influi no prazo para impetração de mandado
de segurança contra o ato originalmente praticado, pois não produz,
como regra, efeito suspensivo. Não incide, assim, a norma do art. 5..., I, da
Lei n 12.016/2009. Além disso, não há nenhuma perplexidade na situação
em que um ato administrativo, atacado sem sucesso no CNJ ou CNMP,
venha a ser cassado em mandado de segurança por ordem concedida por
juiz de hierarquia inferior à dos Ministros do Supremo Tribunal Federal: cuida-se apenas de
superpor a instância judicial à administrativa. Lembre-se que o CNJ e o
CNMP são órgãos de controle administrativo, cujos entendimentos não
prevalecem sobre decisões de caráter jurisdicional.
11.
Note-se que, em caso análogo, esta Turma concluiu pela
incompetência do Supremo Tribunal Federal para analisar a mesma decisão do CNJ ora
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19
Voto Vista
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
impugnada (MS 30.578, Rel. Min. Dias Toffoli).
12.
Vale observar, por fim, que essa orientação não representa
uma abdicação de competência, e menos ainda uma negativa de
prestação jurisdicional. Quando se afirma que a decisão negativa do CNJ
não substitui o ato examinado pelo Conselho, apenas se esclarece que,
nessas hipóteses, o objeto do controle será o ato confirmado pelo CNJ, e
não a decisão do Conselho em si. Disso decorre apenas a ilegitimidade
passiva do Conselho Nacional de Justiça e a incompetência do Supremo
Tribunal Federal, cabendo ao interessado, se for o caso, fazer valer sua
pretensão nas vias próprias e perante a autoridade competente.
13.
Diante do exposto, nego provimento ao recurso.
14.
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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impugnada (MS 30.578, Rel. Min. Dias Toffoli).
12.
Vale observar, por fim, que essa orientação não representa
uma abdicação de competência, e menos ainda uma negativa de
prestação jurisdicional. Quando se afirma que a decisão negativa do CNJ
não substitui o ato examinado pelo Conselho, apenas se esclarece que,
nessas hipóteses, o objeto do controle será o ato confirmado pelo CNJ, e
não a decisão do Conselho em si. Disso decorre apenas a ilegitimidade
passiva do Conselho Nacional de Justiça e a incompetência do Supremo
Tribunal Federal, cabendo ao interessado, se for o caso, fazer valer sua
pretensão nas vias próprias e perante a autoridade competente.
13.
Diante do exposto, nego provimento ao recurso.
14.
É como voto.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19
Voto - MIN. LUIZ FUX
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu estou me realinhando a
essa posição também.
Supremo Tribunal Federal
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PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu estou me realinhando a
essa posição também.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a
competência para julgar a ação é fixada segundo causas de pedir e
pedidos formalizados. Apontou-se – certo ou errado, não estou
adentrando esse tema – como órgão coator, no mandado de segurança, o
Conselho Nacional de Justiça. Indaga-se, em um primeiro passo: é
possível dizer-se que cabe, contrariando-se a Constituição Federal, à
primeira instância julgar o mandado de segurança em que se impugna
ato do CNJ? A resposta é negativa. Cabe ao Supremo. E ainda estamos
para decidir no Plenário se a cláusula constitucional definidora da
competência do Supremo, quanto a ações contra o Conselho Nacional de
Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público, extravasa o campo
do mandado de segurança para alcançar ações ordinárias. Este é outro
tema. A premissa básica é única: certo ou errado, houve impetração
contra ato do Conselho Nacional de Justiça, e, para julgar essa
impetração, competente é o Supremo.
Mas há mais, Presidente. Em que pese à avalanche de processos – e
compreendam minhas palavras –, não podemos adotar postura que
sinalize verdadeira autodefesa. Uma coisa é o CNJ, ou o CNMP, não
admitir procedimento administrativo, formalizando ato de natureza
negativa. Evidentemente, se, como costumo dizer, não abriu – qualquer
dos Conselhos – o embrulho, não cabe chegar, com queima de etapas, ao
Supremo. O ato impugnável é o primeiro ato administrativo de origem,
contra o qual foi formalizado o procedimento em um dos Conselhos. Foi
o que ocorreu na espécie.
O impetrante fez um pedido ao Conselho Nacional de Justiça para
que declarasse a vacância de certo Cartório, ou seja, incluísse Cartório na
lista de serventias ofertadas ao concurso público. O Conselho admitiu
esse procedimento. Admitiu enfrentar a matéria de fundo. Fê-lo de forma
contrária ao autor do requerimento. Indaga-se: esse pronunciamento não
é impugnável mediante o mandado de segurança? A meu ver, é.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a
competência para julgar a ação é fixada segundo causas de pedir e
pedidos formalizados. Apontou-se – certo ou errado, não estou
adentrando esse tema – como órgão coator, no mandado de segurança, o
Conselho Nacional de Justiça. Indaga-se, em um primeiro passo: é
possível dizer-se que cabe, contrariando-se a Constituição Federal, à
primeira instância julgar o mandado de segurança em que se impugna
ato do CNJ? A resposta é negativa. Cabe ao Supremo. E ainda estamos
para decidir no Plenário se a cláusula constitucional definidora da
competência do Supremo, quanto a ações contra o Conselho Nacional de
Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público, extravasa o campo
do mandado de segurança para alcançar ações ordinárias. Este é outro
tema. A premissa básica é única: certo ou errado, houve impetração
contra ato do Conselho Nacional de Justiça, e, para julgar essa
impetração, competente é o Supremo.
Mas há mais, Presidente. Em que pese à avalanche de processos – e
compreendam minhas palavras –, não podemos adotar postura que
sinalize verdadeira autodefesa. Uma coisa é o CNJ, ou o CNMP, não
admitir procedimento administrativo, formalizando ato de natureza
negativa. Evidentemente, se, como costumo dizer, não abriu – qualquer
dos Conselhos – o embrulho, não cabe chegar, com queima de etapas, ao
Supremo. O ato impugnável é o primeiro ato administrativo de origem,
contra o qual foi formalizado o procedimento em um dos Conselhos. Foi
o que ocorreu na espécie.
O impetrante fez um pedido ao Conselho Nacional de Justiça para
que declarasse a vacância de certo Cartório, ou seja, incluísse Cartório na
lista de serventias ofertadas ao concurso público. O Conselho admitiu
esse procedimento. Admitiu enfrentar a matéria de fundo. Fê-lo de forma
contrária ao autor do requerimento. Indaga-se: esse pronunciamento não
é impugnável mediante o mandado de segurança? A meu ver, é.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
Houve uma sucessão de atos administrativos, como ocorre, por
exemplo, no caso de lista tríplice para nomeação de juiz de Tribunal
Regional Federal. E admitimos que a impetração deva se verificar –
mesmo não havendo, ainda, ato concreto da autoridade – no Supremo,
porque envolve possível ato do Presidente da República.
No caso, a situação é mais favorável à fixação da competência do
Supremo, por quê? Porque o Conselho Nacional de Justiça admitiu o
procedimento de controle administrativo e adotou entendimento a
respeito da matéria, fazendo-o de forma contrária aos interesses do
impetrante. Vou proclamar que o Supremo não é competente para julgar
esse mandato de segurança? Seria até para declarar o impetrante, se fosse
o caso, carecedor da ação proposta. Não posso assentar que cumpre ao
juízo de primeira instância apreciar o acerto ou desacerto de decisão, de
fundo, do Conselho Nacional de Justiça, julgando o mandado de
segurança formalizado.
Presidente, reafirmo mais uma vez: distingo a situação em que se
busca, mediante a impetração, queima de etapas, quando o Conselho não
haja adotado entendimento sobre a matéria de fundo, simplesmente
assentando que o procedimento é incabível, daquela em que proclama o
cabimento e, a seguir, examina o acerto ou desacerto do ato
administrativo de origem impugnado e prolata decisão. Nesse caso,
competente para julgar o mandado de segurança, claro mostrando-se o
mandado de segurança adequado, é o próprio Supremo.
Por isso, peço vênia aos que entendem de forma diversa – e digo que
a leitura da academia, não me refiro à leitura dos leigos, será no sentido
de o Supremo estar adotando postura de autodefesa, considerada a carga
de mandados de segurança contra o Conselho Nacional de Justiça –, peço
vênia ao Relator e aos colegas que o acompanharam, para prover os
agravos.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-TERCEIRO / PR
Houve uma sucessão de atos administrativos, como ocorre, por
exemplo, no caso de lista tríplice para nomeação de juiz de Tribunal
Regional Federal. E admitimos que a impetração deva se verificar –
mesmo não havendo, ainda, ato concreto da autoridade – no Supremo,
porque envolve possível ato do Presidente da República.
No caso, a situação é mais favorável à fixação da competência do
Supremo, por quê? Porque o Conselho Nacional de Justiça admitiu o
procedimento de controle administrativo e adotou entendimento a
respeito da matéria, fazendo-o de forma contrária aos interesses do
impetrante. Vou proclamar que o Supremo não é competente para julgar
esse mandato de segurança? Seria até para declarar o impetrante, se fosse
o caso, carecedor da ação proposta. Não posso assentar que cumpre ao
juízo de primeira instância apreciar o acerto ou desacerto de decisão, de
fundo, do Conselho Nacional de Justiça, julgando o mandado de
segurança formalizado.
Presidente, reafirmo mais uma vez: distingo a situação em que se
busca, mediante a impetração, queima de etapas, quando o Conselho não
haja adotado entendimento sobre a matéria de fundo, simplesmente
assentando que o procedimento é incabível, daquela em que proclama o
cabimento e, a seguir, examina o acerto ou desacerto do ato
administrativo de origem impugnado e prolata decisão. Nesse caso,
competente para julgar o mandado de segurança, claro mostrando-se o
mandado de segurança adequado, é o próprio Supremo.
Por isso, peço vênia aos que entendem de forma diversa – e digo que
a leitura da academia, não me refiro à leitura dos leigos, será no sentido
de o Supremo estar adotando postura de autodefesa, considerada a carga
de mandados de segurança contra o Conselho Nacional de Justiça –, peço
vênia ao Relator e aos colegas que o acompanharam, para prover os
agravos.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGDO.(A/S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator,
que negava provimento ao terceiro agravo regimental, pediu vista
do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
terceiro agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido
o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
TERCEIRO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGDO.(A/S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator,
que negava provimento ao terceiro agravo regimental, pediu vista
do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
terceiro agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido
o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
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{
"JURISPRUDENCIA": [
"MS n 26 . 749 / DF - QO",
"MS 29153",
"MS 29153 AGR",
"-",
"TERCEIRO",
"/",
"PR 0000384",
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"41",
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"0000",
"MS 29153 AGR",
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"00",
".",
"MS 29153",
"MS 29153",
"MS n 26 . 749 / DF - QO",
"MS n 28 . 549 / DF - AgR",
"MS 29153",
"MS n 26 . 749 / DF - QO",
"MS n 28 . 549 / DF - AgR",
"MS 29153 AGR - TERCEIRO / PR",
"MS n 27 . 764 / DF - AgR",
"MS 29153 AGR - TERCEIRO / PR",
"MS n 27 . 764 / DF - AgR",
"PCA n 0001807 - 41 . 2007 . 2 . 00 . 0000",
"pedido",
"PCA n 0001807 - 41 . 2007 . 2 . 00 . 0000",
"MS 29153 AGR - TERCEIRO / PR",
"PCA n 0001807 - 41 . 2007 . 2 . 00 . 0000",
"MS 29153 AGR - TERCEIRO / PR",
"PCA n 0001807 - 41 . 2007",
"MS 29153 AGR - TERCEIRO / PR",
"MS 32 . 074",
"MS 26 . 710 MC",
"MS 29153 AGR - TERCEIRO / PR",
"MS 32 . 074",
"MS 26 . 710 MC",
"MS 29153 AGR - TERCEIRO / PR",
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"MS 28 . 345 AgR",
"MS 27 . 763 AgR",
"MS 27 . 712 AgR",
"MS 32 . 729 AgR",
"MS 29153",
"RMS 28 . 194 AgR - ED",
"MS 29153 AGR - TERCEIRO / PR",
"RMS 28 . 194 AgR - ED",
"MS 29153 AGR - TERCEIRO / PR",
"MS 30 . 578",
"MS 29153 AGR - TERCEIRO / PR",
"MS 30 . 578",
"MS 29153",
"MS 29153"
],
"LEGISLACAO": [
"Artigo 102 , inciso I , alínea r , da Constituição Federal",
"alínea r do inciso I do art . 102 da Constituição Federal",
"EC n 45 / 2004",
"art . 103 - B , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1 . 988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1 . 988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Resolução",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Artigo 102 , inciso I , alínea r , da Constituição Federal",
"alínea r do inciso I do art . 102 da Constituição Federal",
"EC n 45 / 2004",
"art . 103 - B , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Artigo 102 , inciso I , alínea r , da Constituição Federal",
"alínea r do inciso I do art . 102 da Constituição Federal",
"EC n 45 / 2004",
"art . 103 - B , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Resolução",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 6 . 024 / 74",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 6 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 515 , § 3 . . . , DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 515 , § 3 . . . , DO Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , I , da Lei n 12 . 016 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"PARANÁ",
"FORO EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO",
"Brasília",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO MATO GROSSO",
"FORO EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA",
"CNJ",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Mato Grosso",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"-",
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"UNIÃO",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
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"TJMT",
"CNJ",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"CNJ",
"CNJ",
"Suprema Corte",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"CNJ",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"CNJ",
"CNJ",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"CNJ",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"TERCEIRO",
"Conselho Nacional de Justiça",
"CNJ",
"Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TERCEIRO",
"Conselho Nacional de Justiça",
"CNJ",
"Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
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"CNJ",
"Corregedoria Nacional de Justiça",
"Plenário",
"Corregedoria Nacional de Justiça",
"Plenário",
"CNJ",
"TJMT",
"Tribunal de Justiça de Mato Grosso",
"CNJ",
"CNJ",
"TJMT",
"TJMT",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"CNJ",
"Corregedoria Nacional de Justiça",
"Plenário",
"CNJ",
"Corregedoria Nacional de Justiça",
"Plenário",
"CNJ",
"TJMT",
"Tribunal de Justiça de Mato Grosso",
"CNJ",
"CNJ",
"TJMT",
"TJMT",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Tribunal Pleno",
"CONSELHO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Conselho",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional de Justiça",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"Conselho Nacional de Justiça",
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"CNJ",
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"CNJ",
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"PRIMEIRA TURMA",
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"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA",
"CNJ",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional de Justiça",
"CNJ",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"TERCEIRO",
"CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional de Justiça",
"CNJ",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"CNJ",
"Corregedoria Nacional de Justiça",
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"CNJ",
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"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO",
"FORO EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO",
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"Corregedoria Nacional de Justiça",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Corregedoria Nacional de Justiça",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo Tribunal",
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"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Corregedoria Nacional de Justiça",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Conselho Nacional de Justiça",
"CNJ",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"CNJ",
"CNMP",
"CNJ",
"CNJ",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"CNJ",
"CNMP",
"CNJ",
"CNMP",
"CNJ",
"CNJ",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"BANCO CENTRAL DO BRASIL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
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"Supremo Tribunal Federal",
"CNJ",
"CNMP",
"CNJ",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"CNJ",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
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"CNMP",
"CNJ",
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"CNJ",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"CNJ",
"CNJ",
"Conselho Nacional de Justiça",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"CNJ",
"Conselho Nacional de Justiça",
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"-",
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"PRIMEIRA TURMA",
"TERCEIRO",
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"Plenário",
"Supremo",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo",
"CNJ",
"CNMP",
"Supremo",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TERCEIRO",
"Conselho Nacional de Justiça",
"CNJ",
"Supremo",
"Plenário",
"Supremo",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo",
"CNJ",
"CNMP",
"Supremo",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Regional Federal",
"Supremo",
"Supremo",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo",
"Supremo",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo",
"Supremo",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA",
"CNJ",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA",
"CNJ",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
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"RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA",
"THIAGO CICERO SERRA LYRIO",
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"MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR",
"Sepúlveda Pertence",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA",
"RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA",
"THIAGO CICERO SERRA LYRIO",
"MARCO ROBERTO SERRA LYRIO",
"BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA",
"MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR",
"DIAS TOFFOLI",
"HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA",
"DIAS TOFFOLI",
"HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA",
"RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA",
"THIAGO CICERO SERRA LYRIO",
"MARCO ROBERTO SERRA LYRIO",
"BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA",
"MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR",
"DIAS TOFFOLI",
"HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
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"José Ferreira Leite",
"DIAS TOFFOLI",
"Humberto Monteiro da Costa",
"José Ferreira Leite",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
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"Sepúlveda Pertence",
"Dias Toffoli",
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"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
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"Marco Aurélio",
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"MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR",
"Dias Toffoli",
"Roberto Barroso",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
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"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
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"Luiz Fux",
"Sepúlveda Pertence",
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"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
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"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
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"RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA",
"THIAGO CICERO SERRA LYRIO",
"MARCO ROBERTO SERRA LYRIO",
"BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA",
"MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR",
"Dias Toffoli",
"Roberto Barroso",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA",
"RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA",
"THIAGO CICERO SERRA LYRIO",
"MARCO ROBERTO SERRA LYRIO",
"BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA",
"MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR",
"Dias Toffoli",
"Roberto Barroso",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
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"19 de maio de 2015",
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"/",
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"2001",
"24",
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"2001",
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"08",
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"2014",
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"2001",
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".",
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"/",
"08",
"/",
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"/",
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"/",
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"/",
"08",
"/",
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".",
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".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"8",
".",
"2014",
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"2001",
"1988",
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".",
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".",
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]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:JOÃO MACIEL DE LIMA NETO
ADV.(A/S)
:JOAO MACIEL DE LIMA NETO
EMBDO.(A/S)
:RELATOR
DO HC Nº291359 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PROCESSO PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM HABEAS
CORPUS. AUSÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OMISSÃO OU OBSCURIDADE NO
ACÓRDÃO EMBARGADO. RECURSO DESPROVIDO.
1. Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão dos
juízos fáticos e dos entendimentos teóricos que tenham se formado no
julgamento de mérito.
2. A superveniência de sentença penal condenatória prejudica a
análise da impugnação dirigida contra a ordem de prisão anterior.
Precedentes.
3. Embargos de declaração rejeitados.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em rejeitar os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Aurélio.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355237.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:JOÃO MACIEL DE LIMA NETO
ADV.(A/S)
:JOAO MACIEL DE LIMA NETO
EMBDO.(A/S)
:RELATOR
DO HC Nº291359 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos de acórdão da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, assim ementado:
“PROCESSUAL
PENAL.
HABEAS
CORPUS
SUBSTITUTIVO DE AGRAVO REGIMENTAL. TRÁFICO
INTERESTADUAL DE ENTORPECENTES. PREJUÍZO DA
IMPETRAÇÃO.
1. A superveniência de sentença penal condenatória,
conforme a orientação jurisprudencial da Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal, prejudica a análise da impugnação
dirigida contra a ordem de prisão anterior. Precedentes.
2. Habeas corpus prejudicado, revogada a medida liminar
deferida.”
2.
O embargante afirma que “não há perda de objeto do habeas
corpus quando a sentença condenatória superveniente mantém a custódia
cautelar pelos mesmos fundamentos do decreto prisional originário”. Requer a
reforma do acórdão impugnado, de modo a permitir-se que o paciente
aguarde em liberdade o trânsito em julgado da condenação.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355238.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:JOÃO MACIEL DE LIMA NETO
ADV.(A/S)
:JOAO MACIEL DE LIMA NETO
EMBDO.(A/S)
:RELATOR
DO HC Nº291359 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos de acórdão da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, assim ementado:
“PROCESSUAL
PENAL.
HABEAS
CORPUS
SUBSTITUTIVO DE AGRAVO REGIMENTAL. TRÁFICO
INTERESTADUAL DE ENTORPECENTES. PREJUÍZO DA
IMPETRAÇÃO.
1. A superveniência de sentença penal condenatória,
conforme a orientação jurisprudencial da Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal, prejudica a análise da impugnação
dirigida contra a ordem de prisão anterior. Precedentes.
2. Habeas corpus prejudicado, revogada a medida liminar
deferida.”
2.
O embargante afirma que “não há perda de objeto do habeas
corpus quando a sentença condenatória superveniente mantém a custódia
cautelar pelos mesmos fundamentos do decreto prisional originário”. Requer a
reforma do acórdão impugnado, de modo a permitir-se que o paciente
aguarde em liberdade o trânsito em julgado da condenação.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355238.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão
dos juízos fáticos e dos entendimentos teóricos que tenham se formado
no julgamento de mérito. Da mesma forma, o inconformismo do
embargante com o resultado do julgamento não se qualifica como
omissão, contradição ou obscuridade.
2.
Na hipótese de que se trata, prevaleceu no julgamento do
habeas corpus a orientação consolidada no âmbito da Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a superveniência de
sentença penal condenatória prejudica a análise da impugnação dirigida
contra a ordem de prisão anterior (v.g HC 116.545-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa
Weber; RHC 116.948, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC 117.385-AgR, Rel. Min.
Luiz Fux; e HC 106.989, Relator para o acórdão Min. Luís Roberto
Barroso).
3.
Nessas condições, rejeito os embargos de declaração.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355239.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão
dos juízos fáticos e dos entendimentos teóricos que tenham se formado
no julgamento de mérito. Da mesma forma, o inconformismo do
embargante com o resultado do julgamento não se qualifica como
omissão, contradição ou obscuridade.
2.
Na hipótese de que se trata, prevaleceu no julgamento do
habeas corpus a orientação consolidada no âmbito da Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a superveniência de
sentença penal condenatória prejudica a análise da impugnação dirigida
contra a ordem de prisão anterior (v.g HC 116.545-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa
Weber; RHC 116.948, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC 117.385-AgR, Rel. Min.
Luiz Fux; e HC 106.989, Relator para o acórdão Min. Luís Roberto
Barroso).
3.
Nessas condições, rejeito os embargos de declaração.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355239.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998 MATO GROSSO DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, estou
provendo os Embargos Declaratórios no Habeas Corpus nº 121.998, a partir
da premissa segundo a qual, enquanto não se tiver, no processo-crime,
decisão judicial transitada em julgado, a custódia merece a nomenclatura
de provisória.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9246449.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998 MATO GROSSO DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, estou
provendo os Embargos Declaratórios no Habeas Corpus nº 121.998, a partir
da premissa segundo a qual, enquanto não se tiver, no processo-crime,
decisão judicial transitada em julgado, a custódia merece a nomenclatura
de provisória.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9246449.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : JOÃO MACIEL DE LIMA NETO
ADV.(A/S) : JOAO MACIEL DE LIMA NETO
EMBDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº291359 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma rejeitou os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203219
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : JOÃO MACIEL DE LIMA NETO
ADV.(A/S) : JOAO MACIEL DE LIMA NETO
EMBDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº291359 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma rejeitou os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203219
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9372254
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-09-14T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
|
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS
|
Ementa: Processo Penal. Embargos de declaração em habeas corpus. Ausência de contradição, omissão ou obscuridade no acórdão embargado. Recurso desprovido.
1. Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão dos juízos fáticos e dos entendimentos teóricos que tenham se formado no julgamento de mérito.
2. A superveniência de sentença penal condenatória prejudica a análise da impugnação dirigida contra a ordem de prisão anterior. Precedentes.
3. Embargos de declaração rejeitados.
|
sjur319306
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA, PREJUDICIALIDADE )
HC 106989 (1ªT), RHC 116948 (1ªT), HC 116545 AgR (1ªT), HC 117385 AgR (1ªT).
Número de páginas: 5.
Análise: 15/09/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
121998
| null |
HC-ED
|
acordaos
|
HC 121998 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : JOÃO MACIEL DE LIMA NETO
ADV.(A/S) : JOAO MACIEL DE LIMA NETO
EMBDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº291359 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:JOÃO MACIEL DE LIMA NETO
ADV.(A/S)
:JOAO MACIEL DE LIMA NETO
EMBDO.(A/S)
:RELATOR
DO HC n291359 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PROCESSO PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM HABEAS
CORPUS. AUSÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OMISSÃO OU OBSCURIDADE NO
ACÓRDÃO EMBARGADO. RECURSO DESPROVIDO.
1. Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão dos
juízos fáticos e dos entendimentos teóricos que tenham se formado no
julgamento de mérito.
2. A superveniência de sentença penal condenatória prejudica a
análise da impugnação dirigida contra a ordem de prisão anterior.
Precedentes.
3. Embargos de declaração rejeitados.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em rejeitar os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Aurélio.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355237.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:JOÃO MACIEL DE LIMA NETO
ADV.(A/S)
:JOAO MACIEL DE LIMA NETO
EMBDO.(A/S)
:RELATOR
DO HC n291359 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos de acórdão da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, assim ementado:
“PROCESSUAL
PENAL.
HABEAS
CORPUS
SUBSTITUTIVO DE AGRAVO REGIMENTAL. TRÁFICO
INTERESTADUAL DE ENTORPECENTES. PREJUÍZO DA
IMPETRAÇÃO.
1. A superveniência de sentença penal condenatória,
conforme a orientação jurisprudencial da Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal, prejudica a análise da impugnação
dirigida contra a ordem de prisão anterior. Precedentes.
2. Habeas corpus prejudicado, revogada a medida liminar
deferida.”
2.
O embargante afirma que “não há perda de objeto do habeas
corpus quando a sentença condenatória superveniente mantém a custódia
cautelar pelos mesmos fundamentos do decreto prisional originário”. Requer a
reforma do acórdão impugnado, de modo a permitir-se que o paciente
aguarde em liberdade o trânsito em julgado da condenação.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355238.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:JOÃO MACIEL DE LIMA NETO
ADV.(A/S)
:JOAO MACIEL DE LIMA NETO
EMBDO.(A/S)
:RELATOR
DO HC n291359 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos de acórdão da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, assim ementado:
“PROCESSUAL
PENAL.
HABEAS
CORPUS
SUBSTITUTIVO DE AGRAVO REGIMENTAL. TRÁFICO
INTERESTADUAL DE ENTORPECENTES. PREJUÍZO DA
IMPETRAÇÃO.
1. A superveniência de sentença penal condenatória,
conforme a orientação jurisprudencial da Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal, prejudica a análise da impugnação
dirigida contra a ordem de prisão anterior. Precedentes.
2. Habeas corpus prejudicado, revogada a medida liminar
deferida.”
2.
O embargante afirma que “não há perda de objeto do habeas
corpus quando a sentença condenatória superveniente mantém a custódia
cautelar pelos mesmos fundamentos do decreto prisional originário”. Requer a
reforma do acórdão impugnado, de modo a permitir-se que o paciente
aguarde em liberdade o trânsito em julgado da condenação.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355238.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão
dos juízos fáticos e dos entendimentos teóricos que tenham se formado
no julgamento de mérito. Da mesma forma, o inconformismo do
embargante com o resultado do julgamento não se qualifica como
omissão, contradição ou obscuridade.
2.
Na hipótese de que se trata, prevaleceu no julgamento do
habeas corpus a orientação consolidada no âmbito da Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a superveniência de
sentença penal condenatória prejudica a análise da impugnação dirigida
contra a ordem de prisão anterior (v.g HC 116.545-AgR, Rel. Min. Rosa
Weber; RHC 116.948, Rel. Min. Rosa Weber; HC 117.385-AgR, Rel. Min.
Luiz Fux; e HC 106.989, Relator para o acórdão Min. Luís Roberto
Barroso).
3.
Nessas condições, rejeito os embargos de declaração.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355239.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão
dos juízos fáticos e dos entendimentos teóricos que tenham se formado
no julgamento de mérito. Da mesma forma, o inconformismo do
embargante com o resultado do julgamento não se qualifica como
omissão, contradição ou obscuridade.
2.
Na hipótese de que se trata, prevaleceu no julgamento do
habeas corpus a orientação consolidada no âmbito da Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a superveniência de
sentença penal condenatória prejudica a análise da impugnação dirigida
contra a ordem de prisão anterior (v.g HC 116.545-AgR, Rel. Min. Rosa
Weber; RHC 116.948, Rel. Min. Rosa Weber; HC 117.385-AgR, Rel. Min.
Luiz Fux; e HC 106.989, Relator para o acórdão Min. Luís Roberto
Barroso).
3.
Nessas condições, rejeito os embargos de declaração.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355239.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998 MATO GROSSO DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, estou
provendo os Embargos Declaratórios no Habeas Corpus n 121.998, a partir
da premissa segundo a qual, enquanto não se tiver, no processo-crime,
decisão judicial transitada em julgado, a custódia merece a nomenclatura
de provisória.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9246449.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998 MATO GROSSO DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, estou
provendo os Embargos Declaratórios no Habeas Corpus n 121.998, a partir
da premissa segundo a qual, enquanto não se tiver, no processo-crime,
decisão judicial transitada em julgado, a custódia merece a nomenclatura
de provisória.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9246449.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : JOÃO MACIEL DE LIMA NETO
ADV.(A/S) : JOAO MACIEL DE LIMA NETO
EMBDO.(A/S) : RELATOR DO HC n291359 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma rejeitou os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203219
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 121.998
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : JOÃO MACIEL DE LIMA NETO
ADV.(A/S) : JOAO MACIEL DE LIMA NETO
EMBDO.(A/S) : RELATOR DO HC n291359 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma rejeitou os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 121 . 998",
"HC n291359",
"HABEAS CORPUS 121 . 998",
"HC n291359 DO",
"HABEAS CORPUS 121 . 998",
"HC n291359 DO SUPERIOR",
"HABEAS CORPUS 121 . 998",
"HC 116 . 545 - AgR",
"RHC 116 . 948",
"HC 117 . 385 - AgR",
"HC 106 . 989",
"HABEAS CORPUS 121 . 998",
"HC 116 . 545 - AgR",
"RHC 116 . 948",
"HC 117 . 385 - AgR",
"HC 106 . 989",
"HABEAS CORPUS 121 . 998",
"Habeas Corpus n 121 . 998",
"HABEAS CORPUS 121 . 998",
"HC n291359 DO",
"HABEAS CORPUS 121 . 998",
"HC n291359"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MATO GROSSO DO SUL",
"Brasília",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"JOÃO MACIEL DE LIMA NETO",
"JOAO MACIEL DE LIMA NETO",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOÃO MACIEL DE LIMA NETO",
"JOAO MACIEL DE LIMA NETO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOÃO MACIEL DE LIMA NETO",
"JOAO MACIEL DE LIMA NETO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Luís Roberto Barroso",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Luís Roberto Barroso",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOÃO MACIEL DE LIMA NETO",
"JOAO MACIEL DE LIMA NETO",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"JOÃO MACIEL DE LIMA NETO",
"JOAO MACIEL DE LIMA NETO",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.183
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:JOAO HENRIQUE SILVA DE SOUSA
AGTE.(S)
:WANDERSON DOS SANTOS NUNES
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Penal
Militar. Posse de substância entorpecente em lugar sujeito à
administração militar (CPM, art. 290). Constitucionalidade reconhecida
pela Corte. Não incidência da Lei nº 11.343/06, em vista do princípio da
especialidade. Princípio da insignificância. Não aplicabilidade no
âmbito castrense. Precedentes. Regimental não provido.
1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a
inaplicabilidade do princípio da insignificância à posse de quantidade
reduzida de substância entorpecente em lugar sujeito à administração
militar (art. 290 do Código Penal Militar), bem como suplantou, ante o
princípio da especialidade, a aplicação da Lei nº 11.343/06 (HC nº
103.684/DF, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 13/4/11)
2. Por sua vez, a Segunda Turma ao julgar o ARE nº 710.663/DF-AgR,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, confirmou a jurisprudência pacífica da
Corte no sentido da constitucionalidade do art. 290 do Código Penal
Militar.
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
ARE 856183 AGR / DF
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856183 AGR / DF
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.183
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:JOAO HENRIQUE SILVA DE SOUSA
AGTE.(S)
:WANDERSON DOS SANTOS NUNES
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
João Henrique Silva de Sousa e Wanderson dos Santos Nunes
interpõem tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a
qual conheci do agravo e neguei seguimento ao recurso extraordinário,
com a seguinte fundamentação:
“Cuida-se de agravo interposto contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário, assentado em contrariedade ao
art. 5º, inciso XXXIX, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Superior
Tribunal Militar, assim ementado:
‘APELAÇÃO. POSSE DE ENTORPECENTE. PRISÃO
EM FLAGRANTE. PALÁCIO DA ALVORADA. A´REA
DE SEGURANÇA SOB RESPONSABILIDADE DA
ADMINISTRAÇÃO MILITAR. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA
MILITAR.
ALEGADA
INCONVENCIONALIDADE DO ART. 290 DO CPM.
USUÁRIOS DEPENDENTES QUÍMICOS. CONVENÇÕES
DE VIENA E DE NOVA YORK. IMPROCEDÊNCIA.
ESPECIALIDADE DA NORMA PENAL CASTENSE.
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.183
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:JOAO HENRIQUE SILVA DE SOUSA
AGTE.(S)
:WANDERSON DOS SANTOS NUNES
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
João Henrique Silva de Sousa e Wanderson dos Santos Nunes
interpõem tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a
qual conheci do agravo e neguei seguimento ao recurso extraordinário,
com a seguinte fundamentação:
“Cuida-se de agravo interposto contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário, assentado em contrariedade ao
art. 5º, inciso XXXIX, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Superior
Tribunal Militar, assim ementado:
‘APELAÇÃO. POSSE DE ENTORPECENTE. PRISÃO
EM FLAGRANTE. PALÁCIO DA ALVORADA. A´REA
DE SEGURANÇA SOB RESPONSABILIDADE DA
ADMINISTRAÇÃO MILITAR. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA
MILITAR.
ALEGADA
INCONVENCIONALIDADE DO ART. 290 DO CPM.
USUÁRIOS DEPENDENTES QUÍMICOS. CONVENÇÕES
DE VIENA E DE NOVA YORK. IMPROCEDÊNCIA.
ESPECIALIDADE DA NORMA PENAL CASTENSE.
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13
Relatório
ARE 856183 AGR / DF
INAPLICABILIDADE.
Não há que falar em inconvencionalidade do art. 290
do CPM, dada sua incompatibilidade com as Convenções
de Nova York e de Viena, em virtude da especialidade da
norma pena castrense e as especificidades da carreira das
armas reconhecida na própria Constituição Federal.
Não houve revogação tácita do art. 290 do CPM pela
Lei nº 11.343/2006, em especial seu art. 28, por ser
incompatíveis com os princípios da hierarquia e da
disciplina e, principalmente, com as atividades
desenvolvidas no âmbito da caserna, nas quais os agentes
lidam constantemente com material bélico e armamentos
de alto poder destrutivo.
O princípio da insignificância, como corolário da
intervenção mínima do Estado, visa despenalizar as ações
humanas que, embora tipificadas, são toleráveis pela
sociedade em razão da irrelevância do dano causado ao
bem jurídico tutelado. Em que pese a inovação trazida
pela legislação ordinária, esse princípio não tem aplicação
na Justiça Castrense.
Desprovido o Apelo defensivo. Decisão unânime’ (fl.
249).
Nas razões do extraordinário, alegam os recorrentes que o
art. 290 do Código Penal Militar não teria sido recepcionado
pela ordem constitucional vigente.
Examinados os autos, decido.
Anote-se, inicialmente, que os recorrentes foram
intimados do acórdão recorrido após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso (AI nº 664.567/RS-QO,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07). Todavia, apesar da petição recursal ter trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do art. 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856183 AGR / DF
INAPLICABILIDADE.
Não há que falar em inconvencionalidade do art. 290
do CPM, dada sua incompatibilidade com as Convenções
de Nova York e de Viena, em virtude da especialidade da
norma pena castrense e as especificidades da carreira das
armas reconhecida na própria Constituição Federal.
Não houve revogação tácita do art. 290 do CPM pela
Lei nº 11.343/2006, em especial seu art. 28, por ser
incompatíveis com os princípios da hierarquia e da
disciplina e, principalmente, com as atividades
desenvolvidas no âmbito da caserna, nas quais os agentes
lidam constantemente com material bélico e armamentos
de alto poder destrutivo.
O princípio da insignificância, como corolário da
intervenção mínima do Estado, visa despenalizar as ações
humanas que, embora tipificadas, são toleráveis pela
sociedade em razão da irrelevância do dano causado ao
bem jurídico tutelado. Em que pese a inovação trazida
pela legislação ordinária, esse princípio não tem aplicação
na Justiça Castrense.
Desprovido o Apelo defensivo. Decisão unânime’ (fl.
249).
Nas razões do extraordinário, alegam os recorrentes que o
art. 290 do Código Penal Militar não teria sido recepcionado
pela ordem constitucional vigente.
Examinados os autos, decido.
Anote-se, inicialmente, que os recorrentes foram
intimados do acórdão recorrido após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso (AI nº 664.567/RS-QO,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07). Todavia, apesar da petição recursal ter trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do art. 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13
Relatório
ARE 856183 AGR / DF
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão.
No caso, o inconformismo não merece prosperar, uma vez
que a tese aventada pelos agravantes não encontra respaldo
jurídico na jurisprudência da Corte.
Com efeito, o Plenário deste Supremo Tribunal, na sessão
de 21/10/10, ao analisar o HC nº 103.684/DF, Relator o Ministro
Ayres Britto, assentou, por maioria, a inaplicabilidade do
princípio da insignificância à posse de quantidade reduzida de
substância entorpecente em lugar sujeito à administração
militar (art. 290 do Código Penal Militar), bem como suplantou,
ante o princípio da especialidade, a aplicação da Lei nº
11.343/06.
O julgado em questão restou assim ementado:
‘EMENTA: HABEAS CORPUS. CRIME MILITAR.
CONSCRITO OU RECRUTA DO EXÉRCITO
BRASILEIRO. POSSE DE ÍNFIMA QUANTIDADE DE
SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE EM RECINTO SOB
ADMINISTRAÇÃO CASTRENSE. INAPLICABILIDADE
DO POSTULADO DA INSIGNIFICÂNCIA PENAL.
INCIDÊNCIA DA LEI CIVIL Nº 11.343/2006.
IMPOSSIBILIDADE. RESOLUÇÃO DO CASO PELO
CRITÉRIO DA ESPECIALIDADE DA LEGISLAÇÃO
PENAL CASTRENSE. ORDEM DENEGADA.
1. A questão da posse de entorpecente por militar em
recinto castrense não é de quantidade, nem mesmo do tipo
de droga que se conseguiu apreender. O problema é de
qualidade da relação jurídica entre o particularizado
portador da substância entorpecente e a instituição
castrense de que ele fazia parte, no instante em que
flagrado com a posse da droga em pleno recinto sob
administração militar.
2. A tipologia de relação jurídica em ambiente
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856183 AGR / DF
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão.
No caso, o inconformismo não merece prosperar, uma vez
que a tese aventada pelos agravantes não encontra respaldo
jurídico na jurisprudência da Corte.
Com efeito, o Plenário deste Supremo Tribunal, na sessão
de 21/10/10, ao analisar o HC nº 103.684/DF, Relator o Ministro
Ayres Britto, assentou, por maioria, a inaplicabilidade do
princípio da insignificância à posse de quantidade reduzida de
substância entorpecente em lugar sujeito à administração
militar (art. 290 do Código Penal Militar), bem como suplantou,
ante o princípio da especialidade, a aplicação da Lei nº
11.343/06.
O julgado em questão restou assim ementado:
‘EMENTA: HABEAS CORPUS. CRIME MILITAR.
CONSCRITO OU RECRUTA DO EXÉRCITO
BRASILEIRO. POSSE DE ÍNFIMA QUANTIDADE DE
SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE EM RECINTO SOB
ADMINISTRAÇÃO CASTRENSE. INAPLICABILIDADE
DO POSTULADO DA INSIGNIFICÂNCIA PENAL.
INCIDÊNCIA DA LEI CIVIL Nº 11.343/2006.
IMPOSSIBILIDADE. RESOLUÇÃO DO CASO PELO
CRITÉRIO DA ESPECIALIDADE DA LEGISLAÇÃO
PENAL CASTRENSE. ORDEM DENEGADA.
1. A questão da posse de entorpecente por militar em
recinto castrense não é de quantidade, nem mesmo do tipo
de droga que se conseguiu apreender. O problema é de
qualidade da relação jurídica entre o particularizado
portador da substância entorpecente e a instituição
castrense de que ele fazia parte, no instante em que
flagrado com a posse da droga em pleno recinto sob
administração militar.
2. A tipologia de relação jurídica em ambiente
3
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Relatório
ARE 856183 AGR / DF
castrense é incompatível com a figura da insignificância
penal, pois, independentemente da quantidade ou mesmo
da espécie de entorpecente sob a posse do agente, o certo é
que não cabe distinguir entre adequação apenas formal e
adequação real da conduta ao tipo penal incriminador. É
de se pré-excluir, portanto, a conduta do paciente das
coordenadas mentais que subjazem à própria tese da
insignificância penal. Pré-exclusão que se impõe pela
elementar consideração de que o uso de drogas e o dever
militar são como água e óleo: não se misturam. Por
discreto que seja o concreto efeito psicofísico da droga
nessa ou naquela relação tipicamente militar, a disposição
pessoal em si para manter o vício implica inafastável
pecha de reprovabilidade cívico-funcional. Senão por
afetar temerariamente a saúde do próprio usuário, mas
pelo seu efeito danoso no moral da corporação e no
próprio conceito social das Forças Armadas, que são
instituições voltadas, entre outros explícitos fins, para a
garantia da ordem democrática. Ordem democrática que é
o princípio dos princípios da nossa Constituição Federal,
na medida em que normada como a própria razão de ser
da nossa República Federativa, nela embutido o esquema
da Tripartição dos Poderes e o modelo das Forças
Armadas que se estruturam no âmbito da União. Saltando
à evidência que as Forças Armadas brasileiras jamais
poderão garantir a nossa ordem constitucional
democrática (sempre por iniciativa de qualquer dos
Poderes da República), se elas próprias não velarem pela
sua peculiar ordem hierárquico-disciplinar interna.
3. A hierarquia e a disciplina militares não operam
como simples ou meros predicados institucionais das
Forças Armadas brasileiras, mas, isto sim, como elementos
conceituais e vigas basilares de todas elas. Dados da
própria compostura jurídica de cada uma e de todas em
seu conjunto, de modo a legitimar o juízo técnico de que,
se a hierarquia implica superposição de autoridades (as
4
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856183 AGR / DF
castrense é incompatível com a figura da insignificância
penal, pois, independentemente da quantidade ou mesmo
da espécie de entorpecente sob a posse do agente, o certo é
que não cabe distinguir entre adequação apenas formal e
adequação real da conduta ao tipo penal incriminador. É
de se pré-excluir, portanto, a conduta do paciente das
coordenadas mentais que subjazem à própria tese da
insignificância penal. Pré-exclusão que se impõe pela
elementar consideração de que o uso de drogas e o dever
militar são como água e óleo: não se misturam. Por
discreto que seja o concreto efeito psicofísico da droga
nessa ou naquela relação tipicamente militar, a disposição
pessoal em si para manter o vício implica inafastável
pecha de reprovabilidade cívico-funcional. Senão por
afetar temerariamente a saúde do próprio usuário, mas
pelo seu efeito danoso no moral da corporação e no
próprio conceito social das Forças Armadas, que são
instituições voltadas, entre outros explícitos fins, para a
garantia da ordem democrática. Ordem democrática que é
o princípio dos princípios da nossa Constituição Federal,
na medida em que normada como a própria razão de ser
da nossa República Federativa, nela embutido o esquema
da Tripartição dos Poderes e o modelo das Forças
Armadas que se estruturam no âmbito da União. Saltando
à evidência que as Forças Armadas brasileiras jamais
poderão garantir a nossa ordem constitucional
democrática (sempre por iniciativa de qualquer dos
Poderes da República), se elas próprias não velarem pela
sua peculiar ordem hierárquico-disciplinar interna.
3. A hierarquia e a disciplina militares não operam
como simples ou meros predicados institucionais das
Forças Armadas brasileiras, mas, isto sim, como elementos
conceituais e vigas basilares de todas elas. Dados da
própria compostura jurídica de cada uma e de todas em
seu conjunto, de modo a legitimar o juízo técnico de que,
se a hierarquia implica superposição de autoridades (as
4
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Relatório
ARE 856183 AGR / DF
mais graduadas a comandar, e as menos graduadas a
obedecer), a disciplina importa a permanente disposição
de espírito para a prevalência das leis e regulamentos que
presidem por modo singular a estruturação e o
funcionamento das instituições castrenses. Tudo a
encadeadamente desaguar na concepção e prática de uma
vida corporativa de pinacular compromisso com a ordem
e suas naturais projeções factuais: a regularidade, a
normalidade, a estabilidade, a fixidez, a colocação das
coisas em seus devidos lugares, enfim.
4. Esse maior apego a fórmulas disciplinares de
conduta não significa perda do senso crítico quanto aos
reclamos elementarmente humanos de se incorporarem ao
dia-a-dia das Forças Armadas incessantes ganhos de
modernidade tecnológica e arejamento mental-
democrático. Sabido que vida castrense não é lavagem
cerebral ou mecanicismo comportamental, até porque diz
a Constituição às Forças Armadas compete, na forma da lei,
atribuir serviço alternativo aos que, em tempo de paz, após
alistados, alegarem imperativo de consciência, entendendo-se
como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica
ou política para se eximirem de atividades de caráter
essencialmente militar (§ 1º do art. 143).
5. O modelo constitucional das Forças Armadas
brasileiras abona a idéia-força de que entrar e permanecer
nos misteres da caserna pressupõe uma clara consciência
profissional e cívica: a consciência de que a disciplina mais
rígida e os precisos escalões hierárquicos hão de ser
observados como carta de princípios e atestado de vocação
para melhor servir ao País pela via das suas Forças
Armadas. Donde a compatibilidade do maior rigor penal
castrense com o modo peculiar pelo qual a Constituição
Federal dispõe sobre as Forças Armadas brasileiras. Modo
especialmente constitutivo de um regime jurídico
timbrado pelos encarecidos princípios da hierarquia e da
disciplina, sem os quais não se pode falar das instituições
5
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Supremo Tribunal Federal
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mais graduadas a comandar, e as menos graduadas a
obedecer), a disciplina importa a permanente disposição
de espírito para a prevalência das leis e regulamentos que
presidem por modo singular a estruturação e o
funcionamento das instituições castrenses. Tudo a
encadeadamente desaguar na concepção e prática de uma
vida corporativa de pinacular compromisso com a ordem
e suas naturais projeções factuais: a regularidade, a
normalidade, a estabilidade, a fixidez, a colocação das
coisas em seus devidos lugares, enfim.
4. Esse maior apego a fórmulas disciplinares de
conduta não significa perda do senso crítico quanto aos
reclamos elementarmente humanos de se incorporarem ao
dia-a-dia das Forças Armadas incessantes ganhos de
modernidade tecnológica e arejamento mental-
democrático. Sabido que vida castrense não é lavagem
cerebral ou mecanicismo comportamental, até porque diz
a Constituição às Forças Armadas compete, na forma da lei,
atribuir serviço alternativo aos que, em tempo de paz, após
alistados, alegarem imperativo de consciência, entendendo-se
como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica
ou política para se eximirem de atividades de caráter
essencialmente militar (§ 1º do art. 143).
5. O modelo constitucional das Forças Armadas
brasileiras abona a idéia-força de que entrar e permanecer
nos misteres da caserna pressupõe uma clara consciência
profissional e cívica: a consciência de que a disciplina mais
rígida e os precisos escalões hierárquicos hão de ser
observados como carta de princípios e atestado de vocação
para melhor servir ao País pela via das suas Forças
Armadas. Donde a compatibilidade do maior rigor penal
castrense com o modo peculiar pelo qual a Constituição
Federal dispõe sobre as Forças Armadas brasileiras. Modo
especialmente constitutivo de um regime jurídico
timbrado pelos encarecidos princípios da hierarquia e da
disciplina, sem os quais não se pode falar das instituições
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militares como a própria fisionomia ou a face mais visível
da idéia de ordem. O modelo acabado do que se poderia
chamar de relações de intrínseca subordinação.
6. No caso, o art. 290 do Código Penal Militar é o
regramento específico do tema para os militares. Pelo que
o princípio da especialidade normativo-penal impede a
incidência do art. 28 da Lei de Drogas (artigo que, de logo,
comina ao delito de uso de entorpecentes penas restritivas
de direitos). Princípio segundo o qual somente a
inexistência de um regramento específico em sentido
contrário ao normatizado na Lei 11.343/2006 é que
possibilitaria a aplicação da legislação comum. Donde a
impossibilidade de se mesclar esse regime penal comum e
o regime penal especificamente castrense, mediante a
seleção das partes mais benéficas de cada um deles, pena
de incidência em postura hermenêutica tipificadora de
hibridismo ou promiscuidade regratória incompatível com
o princípio da especialidade das leis.
7. Ordem denegada’ (DJe de 13/4/11).
Corroborando este entendimento, a Segunda Turma, ao
julgar o ARE nº 710.663/DF-AgR, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, confirmou a jusrisprudência pacífica desta Corte no
sentido da constitucionalidade do art. 290 do Código Penal
Militar.
Transcrevo excerto do voto proferido pela eminente
Relatora:
‘3. Como posto na decisão agravada, e ste Supremo
Tribunal assentou a constitucionalidade da resposta penal
mais severa do art. 290 do Código Penal Militar
(comparada ao art. 28 da Lei n. 11.643/2006) à posse de
droga em recinto militar’ (DJe de 21/11/12).
No mesmo sentido o HC nº 97.897/SP, decisão
monocrática, de minha relatoria, DJe de 9/12/10.
6
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militares como a própria fisionomia ou a face mais visível
da idéia de ordem. O modelo acabado do que se poderia
chamar de relações de intrínseca subordinação.
6. No caso, o art. 290 do Código Penal Militar é o
regramento específico do tema para os militares. Pelo que
o princípio da especialidade normativo-penal impede a
incidência do art. 28 da Lei de Drogas (artigo que, de logo,
comina ao delito de uso de entorpecentes penas restritivas
de direitos). Princípio segundo o qual somente a
inexistência de um regramento específico em sentido
contrário ao normatizado na Lei 11.343/2006 é que
possibilitaria a aplicação da legislação comum. Donde a
impossibilidade de se mesclar esse regime penal comum e
o regime penal especificamente castrense, mediante a
seleção das partes mais benéficas de cada um deles, pena
de incidência em postura hermenêutica tipificadora de
hibridismo ou promiscuidade regratória incompatível com
o princípio da especialidade das leis.
7. Ordem denegada’ (DJe de 13/4/11).
Corroborando este entendimento, a Segunda Turma, ao
julgar o ARE nº 710.663/DF-AgR, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, confirmou a jusrisprudência pacífica desta Corte no
sentido da constitucionalidade do art. 290 do Código Penal
Militar.
Transcrevo excerto do voto proferido pela eminente
Relatora:
‘3. Como posto na decisão agravada, e ste Supremo
Tribunal assentou a constitucionalidade da resposta penal
mais severa do art. 290 do Código Penal Militar
(comparada ao art. 28 da Lei n. 11.643/2006) à posse de
droga em recinto militar’ (DJe de 21/11/12).
No mesmo sentido o HC nº 97.897/SP, decisão
monocrática, de minha relatoria, DJe de 9/12/10.
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Relatório
ARE 856183 AGR / DF
Dessa orientação, não divergiu o acórdão recorrido.
Com essas considerações, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
Em suas razões, insistem os agravantes na incidência do princípio da
insignificância na hipótese, bem como reiteram a tese de que o art. 290 do
Código Penal Militar não teria sido recepcionado pela ordem
constitucional vigente. Aduzem, para tanto, a
“i) inconvencionalidade do art. 290 do CPM, dada a sua
incompatibilidade parcial com as Convenções de Nova York e
de Viena, incorporadas ao ordenamento jurídico constitucional
interno por força da antiga redação do art. 5º, § 2º, da
Constituição Federal; ii) violação ao princípio da isonomia (art.
5º, caput, da Constituição Federal) e ao direito fundamental à
saúde (art. 196 da Constituição Federal), em razão da
disparidade de tratamento atribuído ao usuário civil e militar;
iii) violação ao princípio da proporcionalidade (art. 5º, LV, da
Constitucional Federal), em razão da equiparação das condutas
do usuário e traficante” (fl. 357).
Afirmam que
[e]ssas teses não foram examinadas no ARE 710.663/DF-
AgR. Naquele processo, a Segunda Turma limitou-se a afirmar
a constitucionalidade da resposta penal mais severa do art. 290
do CPM, comparada com a do art. 28 da Lei 11.343/06. Para
tanto, baseou sua conclusão, justamente, no acórdão proferido
no HC 103.684/DF, o qual, como reconhecido pela decisão ora
agravada, tem o condão apenas de superar a alegação de
insignificância penal da conduta” (fl. 357).
É o relatório.
7
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Dessa orientação, não divergiu o acórdão recorrido.
Com essas considerações, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
Em suas razões, insistem os agravantes na incidência do princípio da
insignificância na hipótese, bem como reiteram a tese de que o art. 290 do
Código Penal Militar não teria sido recepcionado pela ordem
constitucional vigente. Aduzem, para tanto, a
“i) inconvencionalidade do art. 290 do CPM, dada a sua
incompatibilidade parcial com as Convenções de Nova York e
de Viena, incorporadas ao ordenamento jurídico constitucional
interno por força da antiga redação do art. 5º, § 2º, da
Constituição Federal; ii) violação ao princípio da isonomia (art.
5º, caput, da Constituição Federal) e ao direito fundamental à
saúde (art. 196 da Constituição Federal), em razão da
disparidade de tratamento atribuído ao usuário civil e militar;
iii) violação ao princípio da proporcionalidade (art. 5º, LV, da
Constitucional Federal), em razão da equiparação das condutas
do usuário e traficante” (fl. 357).
Afirmam que
[e]ssas teses não foram examinadas no ARE 710.663/DF-
AgR. Naquele processo, a Segunda Turma limitou-se a afirmar
a constitucionalidade da resposta penal mais severa do art. 290
do CPM, comparada com a do art. 28 da Lei 11.343/06. Para
tanto, baseou sua conclusão, justamente, no acórdão proferido
no HC 103.684/DF, o qual, como reconhecido pela decisão ora
agravada, tem o condão apenas de superar a alegação de
insignificância penal da conduta” (fl. 357).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.183
DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A irresignação não merece prosperar.
Conforme destacado na decisão agravada, o Plenário do Supremo
Tribunal Federal já assentou a inaplicabilidade do princípio da
insignificância à posse de quantidade reduzida de substância
entorpecente em lugar sujeito à administração militar (art. 290 do Código
Penal Militar), bem como suplantou, ante o princípio da especialidade, a
aplicação da Lei nº 11.343/06 (HC nº 103.684/DF, Relator o Ministro Ayres
Britto, DJe de 13/4/11).
Nesse sentido:
“HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL.
CRIME DE POSSE DE DROGA EM RECINTO CASTRENSE.
ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR.
MATÉRIA NÃO APRECIADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL
MILITAR.
IMPOSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO DE
INSTÂNCIA. INAPLICABILIDADE DO
RITO DA LEI N. 11.719/2008 E DA LEI DE DROGAS NO
ÂMBITO MILITAR. INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA E INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AOS
PRINCÍPIOS
DA
PROPORCIONALIDADE
E
DA
ESPECIALIDADE. PRECEDENTES. DENEGAÇÃO DA
ORDEM. 1. A jurisprudência predominante do Supremo
Tribunal Federal é no sentido de que não se pode mesclar o
regime penal comum e o castrense, de modo a selecionar o que
cada um tem de mais favorável ao acusado, devendo ser
reverenciada a especialidade da legislação processual penal
militar e da justiça castrense, sem a submissão à legislação
processual penal comum do crime militar devidamente
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SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.183
DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A irresignação não merece prosperar.
Conforme destacado na decisão agravada, o Plenário do Supremo
Tribunal Federal já assentou a inaplicabilidade do princípio da
insignificância à posse de quantidade reduzida de substância
entorpecente em lugar sujeito à administração militar (art. 290 do Código
Penal Militar), bem como suplantou, ante o princípio da especialidade, a
aplicação da Lei nº 11.343/06 (HC nº 103.684/DF, Relator o Ministro Ayres
Britto, DJe de 13/4/11).
Nesse sentido:
“HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL.
CRIME DE POSSE DE DROGA EM RECINTO CASTRENSE.
ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR.
MATÉRIA NÃO APRECIADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL
MILITAR.
IMPOSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO DE
INSTÂNCIA. INAPLICABILIDADE DO
RITO DA LEI N. 11.719/2008 E DA LEI DE DROGAS NO
ÂMBITO MILITAR. INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA E INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AOS
PRINCÍPIOS
DA
PROPORCIONALIDADE
E
DA
ESPECIALIDADE. PRECEDENTES. DENEGAÇÃO DA
ORDEM. 1. A jurisprudência predominante do Supremo
Tribunal Federal é no sentido de que não se pode mesclar o
regime penal comum e o castrense, de modo a selecionar o que
cada um tem de mais favorável ao acusado, devendo ser
reverenciada a especialidade da legislação processual penal
militar e da justiça castrense, sem a submissão à legislação
processual penal comum do crime militar devidamente
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 856183 AGR / DF
caracterizado. Precedentes. 2. O princípio do pas de nullité
sans grief exige, sempre que possível, a demonstração de
prejuízo concreto pela parte que suscita o vício. Precedentes.
Prejuízo não demonstrado pela defesa. 3. A posse, por militar,
de substância entorpecente, independentemente da quantidade
e do tipo, em lugar sujeito à administração castrense (art. 290,
caput, do Código Penal Militar), não autoriza a aplicação do
princípio da insignificância. O art. 290, caput, do Código Penal
Militar
não contraria o princípio da proporcionalidade e, em
razão do critério da especialidade, não se aplica a Lei n.
11.343/2006. 4. Habeas corpus denegado” (HC nº 119.458/AM,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
3/4/14 – grifei).
Aliás, essa orientação vem sendo observada sistematicamente em
recursos extraordinários interpostos na Corte que versaram questão
idêntica à que ora se examina. Cito, por exemplo: ARE nº 828.956/DF,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/8/14; ARE nº 785.063/DF,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 1º/8/14; ARE nº 790.324/DF, de
minha relatoria, DJe de 7/2/14; ARE nº 782.791/DF, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de18/11/13; ARE nº 784.136/DF, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/11/13.
De outra parte, reitero que a Segunda Turma ao julgar o ARE nº
710.663/DF-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, confirmou a
jurisprudência pacífica desta Corte no sentido da constitucionalidade do
art. 290 do Código Penal Militar, in verbis:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E
PENAL. POSSE DE DROGA EM RECINTO MILITAR.
APLICAÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE (ART.
290
DO
CÓDIGO
PENAL
MILITAR):
CONSTITUCIONALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (DJe de 21/11/12).
2
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caracterizado. Precedentes. 2. O princípio do pas de nullité
sans grief exige, sempre que possível, a demonstração de
prejuízo concreto pela parte que suscita o vício. Precedentes.
Prejuízo não demonstrado pela defesa. 3. A posse, por militar,
de substância entorpecente, independentemente da quantidade
e do tipo, em lugar sujeito à administração castrense (art. 290,
caput, do Código Penal Militar), não autoriza a aplicação do
princípio da insignificância. O art. 290, caput, do Código Penal
Militar
não contraria o princípio da proporcionalidade e, em
razão do critério da especialidade, não se aplica a Lei n.
11.343/2006. 4. Habeas corpus denegado” (HC nº 119.458/AM,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
3/4/14 – grifei).
Aliás, essa orientação vem sendo observada sistematicamente em
recursos extraordinários interpostos na Corte que versaram questão
idêntica à que ora se examina. Cito, por exemplo: ARE nº 828.956/DF,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/8/14; ARE nº 785.063/DF,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 1º/8/14; ARE nº 790.324/DF, de
minha relatoria, DJe de 7/2/14; ARE nº 782.791/DF, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de18/11/13; ARE nº 784.136/DF, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/11/13.
De outra parte, reitero que a Segunda Turma ao julgar o ARE nº
710.663/DF-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, confirmou a
jurisprudência pacífica desta Corte no sentido da constitucionalidade do
art. 290 do Código Penal Militar, in verbis:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E
PENAL. POSSE DE DROGA EM RECINTO MILITAR.
APLICAÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE (ART.
290
DO
CÓDIGO
PENAL
MILITAR):
CONSTITUCIONALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (DJe de 21/11/12).
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 856183 AGR / DF
Perfilhando esse entendimento, destaco o ARE nº 674.823/DF,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 14/8/12.
Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos dos
agravantes insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego
provimento ao regimental.
É como voto.
3
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ARE 856183 AGR / DF
Perfilhando esse entendimento, destaco o ARE nº 674.823/DF,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 14/8/12.
Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos dos
agravantes insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego
provimento ao regimental.
É como voto.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.183
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : JOAO HENRIQUE SILVA DE SOUSA
AGTE.(S) : WANDERSON DOS SANTOS NUNES
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.183
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : JOAO HENRIQUE SILVA DE SOUSA
AGTE.(S) : WANDERSON DOS SANTOS NUNES
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
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| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-24T00:00:00
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A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
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EMENTA
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Penal Militar. Posse de substância entorpecente em lugar sujeito à administração militar (CPM, art. 290). Constitucionalidade reconhecida pela Corte. Não incidência da Lei nº 11.343/06, em vista do princípio da especialidade. Princípio da insignificância. Não aplicabilidade no âmbito castrense. Precedentes. Regimental não provido.
1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inaplicabilidade do princípio da insignificância à posse de quantidade reduzida de substância entorpecente em lugar sujeito à administração militar (art. 290 do Código Penal Militar), bem como suplantou, ante o princípio da especialidade, a aplicação da Lei nº 11.343/06 (HC nº 103.684/DF, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 13/4/11)
2. Por sua vez, a Segunda Turma ao julgar o ARE nº 710.663/DF-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, confirmou a jurisprudência pacífica da Corte no sentido da constitucionalidade do art. 290 do Código Penal Militar.
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
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sjur316259
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA)
HC 103684 (TP), HC 119458 (2ªT).
(RECINTO MILITAR, POSSE DE DROGA)
ARE 710663 AgR (2ªT).
- Decisões monocráticas citadas:
(PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA)
ARE 782791, ARE 784136, ARE 790324, ARE 785063, ARE 828956.
(RECINTO MILITAR, POSSE DE DROGA)
ARE 674823.
Número de páginas: 13.
Análise: 26/08/2015, MAD.
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DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
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856183
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[
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n",
"LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\n ART-00290\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 856183 AgR
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""
] |
AGTE.(S) : JOAO HENRIQUE SILVA DE SOUSA
AGTE.(S) : WANDERSON DOS SANTOS NUNES
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.183
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:JOAO HENRIQUE SILVA DE SOUSA
AGTE.(S)
:WANDERSON DOS SANTOS NUNES
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Penal
Militar. Posse de substância entorpecente em lugar sujeito à
administração militar (CPM, art. 290). Constitucionalidade reconhecida
pela Corte. Não incidência da Lei n 11.343/06, em vista do princípio da
especialidade. Princípio da insignificância. Não aplicabilidade no
âmbito castrense. Precedentes. Regimental não provido.
1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a
inaplicabilidade do princípio da insignificância à posse de quantidade
reduzida de substância entorpecente em lugar sujeito à administração
militar (art. 290 do Código Penal Militar), bem como suplantou, ante o
princípio da especialidade, a aplicação da Lei n 11.343/06 (HC n
103.684/DF, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 13/4/11)
2. Por sua vez, a Segunda Turma ao julgar o ARE n 710.663/DF-AgR,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, confirmou a jurisprudência pacífica da
Corte no sentido da constitucionalidade do art. 290 do Código Penal
Militar.
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
ARE 856183 AGR / DF
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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ARE 856183 AGR / DF
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.183
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:JOAO HENRIQUE SILVA DE SOUSA
AGTE.(S)
:WANDERSON DOS SANTOS NUNES
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
João Henrique Silva de Sousa e Wanderson dos Santos Nunes
interpõem tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a
qual conheci do agravo e neguei seguimento ao recurso extraordinário,
com a seguinte fundamentação:
“Cuida-se de agravo interposto contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário, assentado em contrariedade ao
art. 5..., inciso XXXIX, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Superior
Tribunal Militar, assim ementado:
‘APELAÇÃO. POSSE DE ENTORPECENTE. PRISÃO
EM FLAGRANTE. PALÁCIO DA ALVORADA. A´REA
DE SEGURANÇA SOB RESPONSABILIDADE DA
ADMINISTRAÇÃO MILITAR. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA
MILITAR.
ALEGADA
INCONVENCIONALIDADE DO ART. 290 DO CPM.
USUÁRIOS DEPENDENTES QUÍMICOS. CONVENÇÕES
DE VIENA E DE NOVA YORK. IMPROCEDÊNCIA.
ESPECIALIDADE DA NORMA PENAL CASTENSE.
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.183
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:JOAO HENRIQUE SILVA DE SOUSA
AGTE.(S)
:WANDERSON DOS SANTOS NUNES
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
João Henrique Silva de Sousa e Wanderson dos Santos Nunes
interpõem tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a
qual conheci do agravo e neguei seguimento ao recurso extraordinário,
com a seguinte fundamentação:
“Cuida-se de agravo interposto contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário, assentado em contrariedade ao
art. 5..., inciso XXXIX, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Superior
Tribunal Militar, assim ementado:
‘APELAÇÃO. POSSE DE ENTORPECENTE. PRISÃO
EM FLAGRANTE. PALÁCIO DA ALVORADA. A´REA
DE SEGURANÇA SOB RESPONSABILIDADE DA
ADMINISTRAÇÃO MILITAR. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA
MILITAR.
ALEGADA
INCONVENCIONALIDADE DO ART. 290 DO CPM.
USUÁRIOS DEPENDENTES QUÍMICOS. CONVENÇÕES
DE VIENA E DE NOVA YORK. IMPROCEDÊNCIA.
ESPECIALIDADE DA NORMA PENAL CASTENSE.
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13
Relatório
ARE 856183 AGR / DF
INAPLICABILIDADE.
Não há que falar em inconvencionalidade do art. 290
do CPM, dada sua incompatibilidade com as Convenções
de Nova York e de Viena, em virtude da especialidade da
norma pena castrense e as especificidades da carreira das
armas reconhecida na própria Constituição Federal.
Não houve revogação tácita do art. 290 do CPM pela
Lei n 11.343/2006, em especial seu art. 28, por ser
incompatíveis com os princípios da hierarquia e da
disciplina e, principalmente, com as atividades
desenvolvidas no âmbito da caserna, nas quais os agentes
lidam constantemente com material bélico e armamentos
de alto poder destrutivo.
O princípio da insignificância, como corolário da
intervenção mínima do Estado, visa despenalizar as ações
humanas que, embora tipificadas, são toleráveis pela
sociedade em razão da irrelevância do dano causado ao
bem jurídico tutelado. Em que pese a inovação trazida
pela legislação ordinária, esse princípio não tem aplicação
na Justiça Castrense.
Desprovido o Apelo defensivo. Decisão unânime’ (fl.
249).
Nas razões do extraordinário, alegam os recorrentes que o
art. 290 do Código Penal Militar não teria sido recepcionado
pela ordem constitucional vigente.
Examinados os autos, decido.
Anote-se, inicialmente, que os recorrentes foram
intimados do acórdão recorrido após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso (AI n 664.567/RS-QO,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07). Todavia, apesar da petição recursal ter trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do art. 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856183 AGR / DF
INAPLICABILIDADE.
Não há que falar em inconvencionalidade do art. 290
do CPM, dada sua incompatibilidade com as Convenções
de Nova York e de Viena, em virtude da especialidade da
norma pena castrense e as especificidades da carreira das
armas reconhecida na própria Constituição Federal.
Não houve revogação tácita do art. 290 do CPM pela
Lei n 11.343/2006, em especial seu art. 28, por ser
incompatíveis com os princípios da hierarquia e da
disciplina e, principalmente, com as atividades
desenvolvidas no âmbito da caserna, nas quais os agentes
lidam constantemente com material bélico e armamentos
de alto poder destrutivo.
O princípio da insignificância, como corolário da
intervenção mínima do Estado, visa despenalizar as ações
humanas que, embora tipificadas, são toleráveis pela
sociedade em razão da irrelevância do dano causado ao
bem jurídico tutelado. Em que pese a inovação trazida
pela legislação ordinária, esse princípio não tem aplicação
na Justiça Castrense.
Desprovido o Apelo defensivo. Decisão unânime’ (fl.
249).
Nas razões do extraordinário, alegam os recorrentes que o
art. 290 do Código Penal Militar não teria sido recepcionado
pela ordem constitucional vigente.
Examinados os autos, decido.
Anote-se, inicialmente, que os recorrentes foram
intimados do acórdão recorrido após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso (AI n 664.567/RS-QO,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07). Todavia, apesar da petição recursal ter trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do art. 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13
Relatório
ARE 856183 AGR / DF
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão.
No caso, o inconformismo não merece prosperar, uma vez
que a tese aventada pelos agravantes não encontra respaldo
jurídico na jurisprudência da Corte.
Com efeito, o Plenário deste Supremo Tribunal, na sessão
de 21/10/10, ao analisar o HC n 103.684/DF, Relator o Ministro
Ayres Britto, assentou, por maioria, a inaplicabilidade do
princípio da insignificância à posse de quantidade reduzida de
substância entorpecente em lugar sujeito à administração
militar (art. 290 do Código Penal Militar), bem como suplantou,
ante o princípio da especialidade, a aplicação da Lei n
11.343/06.
O julgado em questão restou assim ementado:
‘EMENTA: HABEAS CORPUS. CRIME MILITAR.
CONSCRITO OU RECRUTA DO EXÉRCITO
BRASILEIRO. POSSE DE ÍNFIMA QUANTIDADE DE
SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE EM RECINTO SOB
ADMINISTRAÇÃO CASTRENSE. INAPLICABILIDADE
DO POSTULADO DA INSIGNIFICÂNCIA PENAL.
INCIDÊNCIA DA LEI CIVIL n 11.343/2006.
IMPOSSIBILIDADE. RESOLUÇÃO DO CASO PELO
CRITÉRIO DA ESPECIALIDADE DA LEGISLAÇÃO
PENAL CASTRENSE. ORDEM DENEGADA.
1. A questão da posse de entorpecente por militar em
recinto castrense não é de quantidade, nem mesmo do tipo
de droga que se conseguiu apreender. O problema é de
qualidade da relação jurídica entre o particularizado
portador da substância entorpecente e a instituição
castrense de que ele fazia parte, no instante em que
flagrado com a posse da droga em pleno recinto sob
administração militar.
2. A tipologia de relação jurídica em ambiente
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856183 AGR / DF
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão.
No caso, o inconformismo não merece prosperar, uma vez
que a tese aventada pelos agravantes não encontra respaldo
jurídico na jurisprudência da Corte.
Com efeito, o Plenário deste Supremo Tribunal, na sessão
de 21/10/10, ao analisar o HC n 103.684/DF, Relator o Ministro
Ayres Britto, assentou, por maioria, a inaplicabilidade do
princípio da insignificância à posse de quantidade reduzida de
substância entorpecente em lugar sujeito à administração
militar (art. 290 do Código Penal Militar), bem como suplantou,
ante o princípio da especialidade, a aplicação da Lei n
11.343/06.
O julgado em questão restou assim ementado:
‘EMENTA: HABEAS CORPUS. CRIME MILITAR.
CONSCRITO OU RECRUTA DO EXÉRCITO
BRASILEIRO. POSSE DE ÍNFIMA QUANTIDADE DE
SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE EM RECINTO SOB
ADMINISTRAÇÃO CASTRENSE. INAPLICABILIDADE
DO POSTULADO DA INSIGNIFICÂNCIA PENAL.
INCIDÊNCIA DA LEI CIVIL n 11.343/2006.
IMPOSSIBILIDADE. RESOLUÇÃO DO CASO PELO
CRITÉRIO DA ESPECIALIDADE DA LEGISLAÇÃO
PENAL CASTRENSE. ORDEM DENEGADA.
1. A questão da posse de entorpecente por militar em
recinto castrense não é de quantidade, nem mesmo do tipo
de droga que se conseguiu apreender. O problema é de
qualidade da relação jurídica entre o particularizado
portador da substância entorpecente e a instituição
castrense de que ele fazia parte, no instante em que
flagrado com a posse da droga em pleno recinto sob
administração militar.
2. A tipologia de relação jurídica em ambiente
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13
Relatório
ARE 856183 AGR / DF
castrense é incompatível com a figura da insignificância
penal, pois, independentemente da quantidade ou mesmo
da espécie de entorpecente sob a posse do agente, o certo é
que não cabe distinguir entre adequação apenas formal e
adequação real da conduta ao tipo penal incriminador. É
de se pré-excluir, portanto, a conduta do paciente das
coordenadas mentais que subjazem à própria tese da
insignificância penal. Pré-exclusão que se impõe pela
elementar consideração de que o uso de drogas e o dever
militar são como água e óleo: não se misturam. Por
discreto que seja o concreto efeito psicofísico da droga
nessa ou naquela relação tipicamente militar, a disposição
pessoal em si para manter o vício implica inafastável
pecha de reprovabilidade cívico-funcional. Senão por
afetar temerariamente a saúde do próprio usuário, mas
pelo seu efeito danoso no moral da corporação e no
próprio conceito social das Forças Armadas, que são
instituições voltadas, entre outros explícitos fins, para a
garantia da ordem democrática. Ordem democrática que é
o princípio dos princípios da nossa Constituição Federal,
na medida em que normada como a própria razão de ser
da nossa República Federativa, nela embutido o esquema
da Tripartição dos Poderes e o modelo das Forças
Armadas que se estruturam no âmbito da União. Saltando
à evidência que as Forças Armadas brasileiras jamais
poderão garantir a nossa ordem constitucional
democrática (sempre por iniciativa de qualquer dos
Poderes da República), se elas próprias não velarem pela
sua peculiar ordem hierárquico-disciplinar interna.
3. A hierarquia e a disciplina militares não operam
como simples ou meros predicados institucionais das
Forças Armadas brasileiras, mas, isto sim, como elementos
conceituais e vigas basilares de todas elas. Dados da
própria compostura jurídica de cada uma e de todas em
seu conjunto, de modo a legitimar o juízo técnico de que,
se a hierarquia implica superposição de autoridades (as
4
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ARE 856183 AGR / DF
castrense é incompatível com a figura da insignificância
penal, pois, independentemente da quantidade ou mesmo
da espécie de entorpecente sob a posse do agente, o certo é
que não cabe distinguir entre adequação apenas formal e
adequação real da conduta ao tipo penal incriminador. É
de se pré-excluir, portanto, a conduta do paciente das
coordenadas mentais que subjazem à própria tese da
insignificância penal. Pré-exclusão que se impõe pela
elementar consideração de que o uso de drogas e o dever
militar são como água e óleo: não se misturam. Por
discreto que seja o concreto efeito psicofísico da droga
nessa ou naquela relação tipicamente militar, a disposição
pessoal em si para manter o vício implica inafastável
pecha de reprovabilidade cívico-funcional. Senão por
afetar temerariamente a saúde do próprio usuário, mas
pelo seu efeito danoso no moral da corporação e no
próprio conceito social das Forças Armadas, que são
instituições voltadas, entre outros explícitos fins, para a
garantia da ordem democrática. Ordem democrática que é
o princípio dos princípios da nossa Constituição Federal,
na medida em que normada como a própria razão de ser
da nossa República Federativa, nela embutido o esquema
da Tripartição dos Poderes e o modelo das Forças
Armadas que se estruturam no âmbito da União. Saltando
à evidência que as Forças Armadas brasileiras jamais
poderão garantir a nossa ordem constitucional
democrática (sempre por iniciativa de qualquer dos
Poderes da República), se elas próprias não velarem pela
sua peculiar ordem hierárquico-disciplinar interna.
3. A hierarquia e a disciplina militares não operam
como simples ou meros predicados institucionais das
Forças Armadas brasileiras, mas, isto sim, como elementos
conceituais e vigas basilares de todas elas. Dados da
própria compostura jurídica de cada uma e de todas em
seu conjunto, de modo a legitimar o juízo técnico de que,
se a hierarquia implica superposição de autoridades (as
4
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Relatório
ARE 856183 AGR / DF
mais graduadas a comandar, e as menos graduadas a
obedecer), a disciplina importa a permanente disposição
de espírito para a prevalência das leis e regulamentos que
presidem por modo singular a estruturação e o
funcionamento das instituições castrenses. Tudo a
encadeadamente desaguar na concepção e prática de uma
vida corporativa de pinacular compromisso com a ordem
e suas naturais projeções factuais: a regularidade, a
normalidade, a estabilidade, a fixidez, a colocação das
coisas em seus devidos lugares, enfim.
4. Esse maior apego a fórmulas disciplinares de
conduta não significa perda do senso crítico quanto aos
reclamos elementarmente humanos de se incorporarem ao
dia-a-dia das Forças Armadas incessantes ganhos de
modernidade tecnológica e arejamento mental-
democrático. Sabido que vida castrense não é lavagem
cerebral ou mecanicismo comportamental, até porque diz
a Constituição às Forças Armadas compete, na forma da lei,
atribuir serviço alternativo aos que, em tempo de paz, após
alistados, alegarem imperativo de consciência, entendendo-se
como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica
ou política para se eximirem de atividades de caráter
essencialmente militar (§ 1... do art. 143).
5. O modelo constitucional das Forças Armadas
brasileiras abona a idéia-força de que entrar e permanecer
nos misteres da caserna pressupõe uma clara consciência
profissional e cívica: a consciência de que a disciplina mais
rígida e os precisos escalões hierárquicos hão de ser
observados como carta de princípios e atestado de vocação
para melhor servir ao País pela via das suas Forças
Armadas. Donde a compatibilidade do maior rigor penal
castrense com o modo peculiar pelo qual a Constituição
Federal dispõe sobre as Forças Armadas brasileiras. Modo
especialmente constitutivo de um regime jurídico
timbrado pelos encarecidos princípios da hierarquia e da
disciplina, sem os quais não se pode falar das instituições
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856183 AGR / DF
mais graduadas a comandar, e as menos graduadas a
obedecer), a disciplina importa a permanente disposição
de espírito para a prevalência das leis e regulamentos que
presidem por modo singular a estruturação e o
funcionamento das instituições castrenses. Tudo a
encadeadamente desaguar na concepção e prática de uma
vida corporativa de pinacular compromisso com a ordem
e suas naturais projeções factuais: a regularidade, a
normalidade, a estabilidade, a fixidez, a colocação das
coisas em seus devidos lugares, enfim.
4. Esse maior apego a fórmulas disciplinares de
conduta não significa perda do senso crítico quanto aos
reclamos elementarmente humanos de se incorporarem ao
dia-a-dia das Forças Armadas incessantes ganhos de
modernidade tecnológica e arejamento mental-
democrático. Sabido que vida castrense não é lavagem
cerebral ou mecanicismo comportamental, até porque diz
a Constituição às Forças Armadas compete, na forma da lei,
atribuir serviço alternativo aos que, em tempo de paz, após
alistados, alegarem imperativo de consciência, entendendo-se
como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica
ou política para se eximirem de atividades de caráter
essencialmente militar (§ 1... do art. 143).
5. O modelo constitucional das Forças Armadas
brasileiras abona a idéia-força de que entrar e permanecer
nos misteres da caserna pressupõe uma clara consciência
profissional e cívica: a consciência de que a disciplina mais
rígida e os precisos escalões hierárquicos hão de ser
observados como carta de princípios e atestado de vocação
para melhor servir ao País pela via das suas Forças
Armadas. Donde a compatibilidade do maior rigor penal
castrense com o modo peculiar pelo qual a Constituição
Federal dispõe sobre as Forças Armadas brasileiras. Modo
especialmente constitutivo de um regime jurídico
timbrado pelos encarecidos princípios da hierarquia e da
disciplina, sem os quais não se pode falar das instituições
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13
Relatório
ARE 856183 AGR / DF
militares como a própria fisionomia ou a face mais visível
da idéia de ordem. O modelo acabado do que se poderia
chamar de relações de intrínseca subordinação.
6. No caso, o art. 290 do Código Penal Militar é o
regramento específico do tema para os militares. Pelo que
o princípio da especialidade normativo-penal impede a
incidência do art. 28 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) (artigo que, de logo,
comina ao delito de uso de entorpecentes penas restritivas
de direitos). Princípio segundo o qual somente a
inexistência de um regramento específico em sentido
contrário ao normatizado na Lei 11.343/2006 é que
possibilitaria a aplicação da legislação comum. Donde a
impossibilidade de se mesclar esse regime penal comum e
o regime penal especificamente castrense, mediante a
seleção das partes mais benéficas de cada um deles, pena
de incidência em postura hermenêutica tipificadora de
hibridismo ou promiscuidade regratória incompatível com
o princípio da especialidade das leis.
7. Ordem denegada’ (DJe de 13/4/11).
Corroborando este entendimento, a Segunda Turma, ao
julgar o ARE n 710.663/DF-AgR, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, confirmou a jusrisprudência pacífica desta Corte no
sentido da constitucionalidade do art. 290 do Código Penal
Militar.
Transcrevo excerto do voto proferido pela eminente
Relatora:
‘3. Como posto na decisão agravada, e ste Supremo
Tribunal assentou a constitucionalidade da resposta penal
mais severa do art. 290 do Código Penal Militar
(comparada ao art. 28 da Lei n. 11.643/2006) à posse de
droga em recinto militar’ (DJe de 21/11/12).
No mesmo sentido o HC n 97.897/SP, decisão
monocrática, de minha relatoria, DJe de 9/12/10.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856183 AGR / DF
militares como a própria fisionomia ou a face mais visível
da idéia de ordem. O modelo acabado do que se poderia
chamar de relações de intrínseca subordinação.
6. No caso, o art. 290 do Código Penal Militar é o
regramento específico do tema para os militares. Pelo que
o princípio da especialidade normativo-penal impede a
incidência do art. 28 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) (artigo que, de logo,
comina ao delito de uso de entorpecentes penas restritivas
de direitos). Princípio segundo o qual somente a
inexistência de um regramento específico em sentido
contrário ao normatizado na Lei 11.343/2006 é que
possibilitaria a aplicação da legislação comum. Donde a
impossibilidade de se mesclar esse regime penal comum e
o regime penal especificamente castrense, mediante a
seleção das partes mais benéficas de cada um deles, pena
de incidência em postura hermenêutica tipificadora de
hibridismo ou promiscuidade regratória incompatível com
o princípio da especialidade das leis.
7. Ordem denegada’ (DJe de 13/4/11).
Corroborando este entendimento, a Segunda Turma, ao
julgar o ARE n 710.663/DF-AgR, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, confirmou a jusrisprudência pacífica desta Corte no
sentido da constitucionalidade do art. 290 do Código Penal
Militar.
Transcrevo excerto do voto proferido pela eminente
Relatora:
‘3. Como posto na decisão agravada, e ste Supremo
Tribunal assentou a constitucionalidade da resposta penal
mais severa do art. 290 do Código Penal Militar
(comparada ao art. 28 da Lei n. 11.643/2006) à posse de
droga em recinto militar’ (DJe de 21/11/12).
No mesmo sentido o HC n 97.897/SP, decisão
monocrática, de minha relatoria, DJe de 9/12/10.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13
Relatório
ARE 856183 AGR / DF
Dessa orientação, não divergiu o acórdão recorrido.
Com essas considerações, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
Em suas razões, insistem os agravantes na incidência do princípio da
insignificância na hipótese, bem como reiteram a tese de que o art. 290 do
Código Penal Militar não teria sido recepcionado pela ordem
constitucional vigente. Aduzem, para tanto, a
“i) inconvencionalidade do art. 290 do CPM, dada a sua
incompatibilidade parcial com as Convenções de Nova York e
de Viena, incorporadas ao ordenamento jurídico constitucional
interno por força da antiga redação do art. 5..., § 2..., da
Constituição Federal; ii) violação ao princípio da isonomia (art.
5..., caput, da Constituição Federal) e ao direito fundamental à
saúde (art. 196 da Constituição Federal), em razão da
disparidade de tratamento atribuído ao usuário civil e militar;
iii) violação ao princípio da proporcionalidade (art. 5..., LV, da
Constitucional Federal), em razão da equiparação das condutas
do usuário e traficante” (fl. 357).
Afirmam que
[e]ssas teses não foram examinadas no ARE 710.663/DF-
AgR. Naquele processo, a Segunda Turma limitou-se a afirmar
a constitucionalidade da resposta penal mais severa do art. 290
do CPM, comparada com a do art. 28 da Lei 11.343/06. Para
tanto, baseou sua conclusão, justamente, no acórdão proferido
no HC 103.684/DF, o qual, como reconhecido pela decisão ora
agravada, tem o condão apenas de superar a alegação de
insignificância penal da conduta” (fl. 357).
É o relatório.
7
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856183 AGR / DF
Dessa orientação, não divergiu o acórdão recorrido.
Com essas considerações, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
Em suas razões, insistem os agravantes na incidência do princípio da
insignificância na hipótese, bem como reiteram a tese de que o art. 290 do
Código Penal Militar não teria sido recepcionado pela ordem
constitucional vigente. Aduzem, para tanto, a
“i) inconvencionalidade do art. 290 do CPM, dada a sua
incompatibilidade parcial com as Convenções de Nova York e
de Viena, incorporadas ao ordenamento jurídico constitucional
interno por força da antiga redação do art. 5..., § 2..., da
Constituição Federal; ii) violação ao princípio da isonomia (art.
5..., caput, da Constituição Federal) e ao direito fundamental à
saúde (art. 196 da Constituição Federal), em razão da
disparidade de tratamento atribuído ao usuário civil e militar;
iii) violação ao princípio da proporcionalidade (art. 5..., LV, da
Constitucional Federal), em razão da equiparação das condutas
do usuário e traficante” (fl. 357).
Afirmam que
[e]ssas teses não foram examinadas no ARE 710.663/DF-
AgR. Naquele processo, a Segunda Turma limitou-se a afirmar
a constitucionalidade da resposta penal mais severa do art. 290
do CPM, comparada com a do art. 28 da Lei 11.343/06. Para
tanto, baseou sua conclusão, justamente, no acórdão proferido
no HC 103.684/DF, o qual, como reconhecido pela decisão ora
agravada, tem o condão apenas de superar a alegação de
insignificância penal da conduta” (fl. 357).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.183
DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A irresignação não merece prosperar.
Conforme destacado na decisão agravada, o Plenário do Supremo
Tribunal Federal já assentou a inaplicabilidade do princípio da
insignificância à posse de quantidade reduzida de substância
entorpecente em lugar sujeito à administração militar (art. 290 do Código
Penal Militar), bem como suplantou, ante o princípio da especialidade, a
aplicação da Lei n 11.343/06 (HC n 103.684/DF, Relator o Ministro Ayres
Britto, DJe de 13/4/11).
Nesse sentido:
“HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL.
CRIME DE POSSE DE DROGA EM RECINTO CASTRENSE.
ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR.
MATÉRIA NÃO APRECIADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL
MILITAR.
IMPOSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO DE
INSTÂNCIA. INAPLICABILIDADE DO
RITO DA LEI N. 11.719/2008 E DA LEI DE DROGAS NO
ÂMBITO MILITAR. INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA E INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AOS
PRINCÍPIOS
DA
PROPORCIONALIDADE
E
DA
ESPECIALIDADE. PRECEDENTES. DENEGAÇÃO DA
ORDEM. 1. A jurisprudência predominante do Supremo
Tribunal Federal é no sentido de que não se pode mesclar o
regime penal comum e o castrense, de modo a selecionar o que
cada um tem de mais favorável ao acusado, devendo ser
reverenciada a especialidade da legislação processual penal
militar e da justiça castrense, sem a submissão à legislação
processual penal comum do crime militar devidamente
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.183
DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A irresignação não merece prosperar.
Conforme destacado na decisão agravada, o Plenário do Supremo
Tribunal Federal já assentou a inaplicabilidade do princípio da
insignificância à posse de quantidade reduzida de substância
entorpecente em lugar sujeito à administração militar (art. 290 do Código
Penal Militar), bem como suplantou, ante o princípio da especialidade, a
aplicação da Lei n 11.343/06 (HC n 103.684/DF, Relator o Ministro Ayres
Britto, DJe de 13/4/11).
Nesse sentido:
“HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL.
CRIME DE POSSE DE DROGA EM RECINTO CASTRENSE.
ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR.
MATÉRIA NÃO APRECIADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL
MILITAR.
IMPOSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO DE
INSTÂNCIA. INAPLICABILIDADE DO
RITO DA LEI N. 11.719/2008 E DA LEI DE DROGAS NO
ÂMBITO MILITAR. INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA E INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AOS
PRINCÍPIOS
DA
PROPORCIONALIDADE
E
DA
ESPECIALIDADE. PRECEDENTES. DENEGAÇÃO DA
ORDEM. 1. A jurisprudência predominante do Supremo
Tribunal Federal é no sentido de que não se pode mesclar o
regime penal comum e o castrense, de modo a selecionar o que
cada um tem de mais favorável ao acusado, devendo ser
reverenciada a especialidade da legislação processual penal
militar e da justiça castrense, sem a submissão à legislação
processual penal comum do crime militar devidamente
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 856183 AGR / DF
caracterizado. Precedentes. 2. O princípio do pas de nullité
sans grief exige, sempre que possível, a demonstração de
prejuízo concreto pela parte que suscita o vício. Precedentes.
Prejuízo não demonstrado pela defesa. 3. A posse, por militar,
de substância entorpecente, independentemente da quantidade
e do tipo, em lugar sujeito à administração castrense (art. 290,
caput, do Código Penal Militar), não autoriza a aplicação do
princípio da insignificância. O art. 290, caput, do Código Penal
Militar
não contraria o princípio da proporcionalidade e, em
razão do critério da especialidade, não se aplica a Lei n.
11.343/2006. 4. Habeas corpus denegado” (HC n 119.458/AM,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
3/4/14 – grifei).
Aliás, essa orientação vem sendo observada sistematicamente em
recursos extraordinários interpostos na Corte que versaram questão
idêntica à que ora se examina. Cito, por exemplo: ARE n 828.956/DF,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/8/14; ARE n 785.063/DF,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 1.../8/14; ARE n 790.324/DF, de
minha relatoria, DJe de 7/2/14; ARE n 782.791/DF, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de18/11/13; ARE n 784.136/DF, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/11/13.
De outra parte, reitero que a Segunda Turma ao julgar o ARE n
710.663/DF-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, confirmou a
jurisprudência pacífica desta Corte no sentido da constitucionalidade do
art. 290 do Código Penal Militar, in verbis:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E
PENAL. POSSE DE DROGA EM RECINTO MILITAR.
APLICAÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE (ART.
290
DO
CÓDIGO
PENAL
MILITAR):
CONSTITUCIONALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (DJe de 21/11/12).
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856183 AGR / DF
caracterizado. Precedentes. 2. O princípio do pas de nullité
sans grief exige, sempre que possível, a demonstração de
prejuízo concreto pela parte que suscita o vício. Precedentes.
Prejuízo não demonstrado pela defesa. 3. A posse, por militar,
de substância entorpecente, independentemente da quantidade
e do tipo, em lugar sujeito à administração castrense (art. 290,
caput, do Código Penal Militar), não autoriza a aplicação do
princípio da insignificância. O art. 290, caput, do Código Penal
Militar
não contraria o princípio da proporcionalidade e, em
razão do critério da especialidade, não se aplica a Lei n.
11.343/2006. 4. Habeas corpus denegado” (HC n 119.458/AM,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
3/4/14 – grifei).
Aliás, essa orientação vem sendo observada sistematicamente em
recursos extraordinários interpostos na Corte que versaram questão
idêntica à que ora se examina. Cito, por exemplo: ARE n 828.956/DF,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/8/14; ARE n 785.063/DF,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 1.../8/14; ARE n 790.324/DF, de
minha relatoria, DJe de 7/2/14; ARE n 782.791/DF, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de18/11/13; ARE n 784.136/DF, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/11/13.
De outra parte, reitero que a Segunda Turma ao julgar o ARE n
710.663/DF-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, confirmou a
jurisprudência pacífica desta Corte no sentido da constitucionalidade do
art. 290 do Código Penal Militar, in verbis:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E
PENAL. POSSE DE DROGA EM RECINTO MILITAR.
APLICAÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE (ART.
290
DO
CÓDIGO
PENAL
MILITAR):
CONSTITUCIONALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (DJe de 21/11/12).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 856183 AGR / DF
Perfilhando esse entendimento, destaco o ARE n 674.823/DF,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 14/8/12.
Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos dos
agravantes insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego
provimento ao regimental.
É como voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856183 AGR / DF
Perfilhando esse entendimento, destaco o ARE n 674.823/DF,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 14/8/12.
Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos dos
agravantes insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego
provimento ao regimental.
É como voto.
3
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.183
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : JOAO HENRIQUE SILVA DE SOUSA
AGTE.(S) : WANDERSON DOS SANTOS NUNES
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.183
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : JOAO HENRIQUE SILVA DE SOUSA
AGTE.(S) : WANDERSON DOS SANTOS NUNES
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HC n 103 . 684 / DF",
"ARE n 710 . 663 / DF - AgR",
"RECURSO",
"AGRAVO 856 . 183",
"ARE 856183 AGR / DF",
"AI n 664 . 567 / RS - QO",
"ARE 856183",
"AI n 664 . 567 / RS - QO",
"ARE 856183 AGR / DF",
"HC n 103 . 684 / DF",
"ARE 856183 AGR / DF",
"HC n 103 . 684 / DF",
"ARE 856183 AGR",
"ARE 856183",
"ARE 856183",
"ARE 856183 AGR / DF",
"ARE n 710 . 663 / DF - AgR",
"HC n 97 . 897 / SP",
"ARE 856183 AGR / DF",
"ARE n 710 . 663 / DF - AgR",
"HC n 97 . 897 / SP",
"ARE 856183 AGR / DF",
"ARE 710 . 663 / DF - AgR",
"HC 103 . 684 / DF",
"ARE 856183 AGR / DF",
"ARE 710 . 663 / DF - AgR",
"HC 103 . 684 / DF",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856 . 183",
"HC n 103 . 684 / DF",
"HC n 103 . 684 / DF",
"ARE 856183 AGR / DF",
"HC n 119 . 458 / AM",
"ARE n 828 . 956 / DF",
"ARE n 785 . 063 / DF",
"ARE n 790 . 324 / DF",
"ARE n 782 . 791 / DF",
"ARE n 784 . 136 / DF",
"ARE n 710 . 663 / DF - AgR",
"ARE 856183 AGR / DF",
"HC n 119 . 458 / AM",
"ARE n 828 . 956 / DF",
"ARE n 785 . 063 / DF",
"ARE n 790 . 324 / DF",
"ARE n 782 . 791 / DF",
"ARE n 784 . 136 / DF",
"ARE n 710 . 663 / DF - AgR",
"ARE n 674 . 823 / DF",
"ARE 856183",
"ARE n 674 . 823 / DF"
],
"LEGISLACAO": [
"CPM , art",
"Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso XXXIX , da Constituição Federal",
"ART . 290 DO CPM",
"art . 5 . . . , inciso XXXIX , da Constituição Federal",
"ART . 290 DO CPM",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 290 do CPM",
"Convenções",
"Constituição Federal",
"art . 290 do CPM",
"Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"art . 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art .",
"Convenções",
"Constituição Federal",
"art .",
"Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 290 do Código Penal",
"art . 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"Lei n 11 . 343 / 06",
"LEI CIVIL n 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"Lei n 11 . 343 / 06",
"LEI CIVIL n 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"art . 28 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei",
"Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"art . 28 da Lei n . 11 . 643 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"art . 28 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei de",
"Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"art . 28 da Lei n . 11 . 643 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"art . 290 do CPM",
"Convenções",
"art . 5 . . . , § 2 . . . , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , caput , da Constituição Federal",
"art . 196 da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LV , da Constitucional Federal",
"art .",
"art . 28 da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"art . 290 do CPM",
"Convenções",
"art . 5 . . . , § 2 . . . , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , caput , da Constituição Federal",
"art . 196 da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LV , da Constitucional Federal",
"art . 290 do CPM",
"art . 28 da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"Lei n 11 . 343 / 06",
"LEI N . 11 . 719 / 2008",
"LEI DE DROGAS",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"Lei n 11 . 343 / 06",
"LEI N . 11 . 719 / 2008",
"LEI DE DROGAS",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 290 , caput , do Código Penal Militar",
"art . 290 , caput , do Código Penal Militar",
"Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"ART . 290 DO CÓDIGO PENAL MILITAR",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 290 , caput , do Código Penal Militar",
"art . 290 , caput , do Código Penal Militar",
"Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 290 do Código Penal Militar",
"ART . 290 DO CÓDIGO PENAL MILITAR",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"NOVA YORK",
"Nova York",
"Viena",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
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"Segunda Turma",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
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"/",
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"Superior Tribunal Militar",
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"Tribunal Pleno",
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"-",
"Brasil",
"República Federativa",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"República Federativa",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal",
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"Brasil",
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"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal",
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"Brasil",
"Segunda Turma",
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"-",
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"Segunda Turma",
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"Segunda Turma",
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"-",
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"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"JOAO HENRIQUE SILVA DE SOUSA",
"WANDERSON DOS SANTOS NUNES",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"JOAO HENRIQUE SILVA DE SOUSA",
"WANDERSON DOS SANTOS NUNES",
"DIAS TOFFOLI",
"João Henrique Silva de Sousa",
"Wanderson dos Santos Nunes",
"DIAS TOFFOLI",
"JOAO HENRIQUE SILVA DE SOUSA",
"WANDERSON DOS SANTOS NUNES",
"DIAS TOFFOLI",
"João Henrique Silva de Sousa",
"Wanderson dos Santos Nunes",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ayres Britto",
"DIAS TOFFOLI",
"Ayres Britto",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"JOAO HENRIQUE SILVA DE SOUSA",
"WANDERSON DOS SANTOS NUNES",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"DIAS TOFFOLI",
"JOAO HENRIQUE SILVA DE SOUSA",
"WANDERSON DOS SANTOS NUNES",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
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"2015",
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"/",
"11",
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"/",
"08",
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"08",
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"08",
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"13",
"/",
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"/",
"2001",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
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".",
".",
".",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
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".",
".",
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"8",
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"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.826 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:VITORIO CLOVIS QUETMAN SEVERO
ADV.(A/S)
:DANIELA MENEGAT BIONDO
EMENTA:
PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CÔMPUTO DE
TEMPO DE SERVIÇO. RUÍDO ACIMA DOS LIMITES LEGAIS DE
TOLERÂNCIA. USO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO
INDIVIDUAL. NÃO DESCARACTERIZAÇÃO DO TEMPO DE
SERVIÇO ESPECIAL. PRECEDENTE DO TRIBUNAL PLENO (ARE
664.335, REL. MIN. LUIZ FUX, TEMA 555).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9043876.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.826 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:VITORIO CLOVIS QUETMAN SEVERO
ADV.(A/S)
:DANIELA MENEGAT BIONDO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento
a agravo em recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos:
(a) eventual ofensa aos dispositivos constitucionais aos quais se alega
violação seria meramente reflexa; (b) o Juízo de origem decidiu a
controvérsia com base no conjunto fático-probatório dos autos, incidindo
o óbice da Súmula 279/STF.
Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a ofensa à Constituição
Federal ocorreu de maneira direta; (b) não há que se falar em incidência
da Súmula 279/STF; e (c) a matéria tratada no apelo é idêntica a do RE
664.335 (Tema 555).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9043921.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.826 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:VITORIO CLOVIS QUETMAN SEVERO
ADV.(A/S)
:DANIELA MENEGAT BIONDO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento
a agravo em recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos:
(a) eventual ofensa aos dispositivos constitucionais aos quais se alega
violação seria meramente reflexa; (b) o Juízo de origem decidiu a
controvérsia com base no conjunto fático-probatório dos autos, incidindo
o óbice da Súmula 279/STF.
Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a ofensa à Constituição
Federal ocorreu de maneira direta; (b) não há que se falar em incidência
da Súmula 279/STF; e (c) a matéria tratada no apelo é idêntica a do RE
664.335 (Tema 555).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9043921.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.826 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A negativa de seguimento ao recurso extraordinário merece ser
mantida, embora por outros fundamentos. O Plenário do Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do ARE 664.335 (Rel. Min. LUIZ FUX,
DJe de 12/2/2015, Tema 555), firmou a tese, dotada de repercussão geral,
de que:
Na hipótese de exposição do trabalhador a ruído acima
dos limites legais de tolerância, a declaração do empregador, no
âmbito do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), no
sentido da eficácia do Equipamento de Proteção Individual –
EPI, não descaracteriza o tempo de serviço especial para
aposentadoria.
No caso dos autos, a Turma Recursal decidiu que (a) “restou
comprovado que a parte autora estava exposta em nível de ruído superior
a 80dB(A), conforme se depreende do formulário PPP” (fl. 6, doc. 92); e
(b) “’o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), ainda que
elimine a insalubridade, no caso de exposição a ruído, não descaracteriza
o tempo de serviço especial prestado’ (Súmula 09 da TNU)” (fl. 7, doc.
92).
Por estar em conformidade com a jurisprudência do STF, não merece
reparo o acórdão recorrido.
2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9043922.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.826 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A negativa de seguimento ao recurso extraordinário merece ser
mantida, embora por outros fundamentos. O Plenário do Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do ARE 664.335 (Rel. Min. LUIZ FUX,
DJe de 12/2/2015, Tema 555), firmou a tese, dotada de repercussão geral,
de que:
Na hipótese de exposição do trabalhador a ruído acima
dos limites legais de tolerância, a declaração do empregador, no
âmbito do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), no
sentido da eficácia do Equipamento de Proteção Individual –
EPI, não descaracteriza o tempo de serviço especial para
aposentadoria.
No caso dos autos, a Turma Recursal decidiu que (a) “restou
comprovado que a parte autora estava exposta em nível de ruído superior
a 80dB(A), conforme se depreende do formulário PPP” (fl. 6, doc. 92); e
(b) “’o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), ainda que
elimine a insalubridade, no caso de exposição a ruído, não descaracteriza
o tempo de serviço especial prestado’ (Súmula 09 da TNU)” (fl. 7, doc.
92).
Por estar em conformidade com a jurisprudência do STF, não merece
reparo o acórdão recorrido.
2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9043922.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.826
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : VITORIO CLOVIS QUETMAN SEVERO
ADV.(A/S) : DANIELA MENEGAT BIONDO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070569
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.826
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : VITORIO CLOVIS QUETMAN SEVERO
ADV.(A/S) : DANIELA MENEGAT BIONDO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070569
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9100176
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-12T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CÔMPUTO DE TEMPO DE SERVIÇO. RUÍDO ACIMA DOS LIMITES LEGAIS DE TOLERÂNCIA. USO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. NÃO DESCARACTERIZAÇÃO DO TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL. PRECEDENTE DO TRIBUNAL PLENO (ARE 664.335, REL. MIN. LUIZ FUX, TEMA 555).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur314774
|
- Acórdão(s) citado(s):
(TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL, EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL)
ARE 664335 (TP).
Número de páginas: 4.
Análise: 17/08/2015, MAD.
|
TEORI ZAVASCKI
|
Segunda Turma
|
822826
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 822826 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : VITORIO CLOVIS QUETMAN SEVERO
ADV.(A/S) : DANIELA MENEGAT BIONDO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.826 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:VITORIO CLOVIS QUETMAN SEVERO
ADV.(A/S)
:DANIELA MENEGAT BIONDO
EMENTA:
PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CÔMPUTO DE
TEMPO DE SERVIÇO. RUÍDO ACIMA DOS LIMITES LEGAIS DE
TOLERÂNCIA. USO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO
INDIVIDUAL. NÃO DESCARACTERIZAÇÃO DO TEMPO DE
SERVIÇO ESPECIAL. PRECEDENTE DO TRIBUNAL PLENO (ARE
664.335, REL. MIN. LUIZ FUX, TEMA 555).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9043876.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.826 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:VITORIO CLOVIS QUETMAN SEVERO
ADV.(A/S)
:DANIELA MENEGAT BIONDO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento
a agravo em recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos:
(a) eventual ofensa aos dispositivos constitucionais aos quais se alega
violação seria meramente reflexa; (b) o Juízo de origem decidiu a
controvérsia com base no conjunto fático-probatório dos autos, incidindo
o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a ofensa à Constituição
Federal ocorreu de maneira direta; (b) não há que se falar em incidência
da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal; e (c) a matéria tratada no apelo é idêntica a do Recurso Extraordinário
664.335 (Tema 555).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9043921.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.826 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:VITORIO CLOVIS QUETMAN SEVERO
ADV.(A/S)
:DANIELA MENEGAT BIONDO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento
a agravo em recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos:
(a) eventual ofensa aos dispositivos constitucionais aos quais se alega
violação seria meramente reflexa; (b) o Juízo de origem decidiu a
controvérsia com base no conjunto fático-probatório dos autos, incidindo
o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a ofensa à Constituição
Federal ocorreu de maneira direta; (b) não há que se falar em incidência
da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal; e (c) a matéria tratada no apelo é idêntica a do Recurso Extraordinário
664.335 (Tema 555).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9043921.
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.826 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A negativa de seguimento ao recurso extraordinário merece ser
mantida, embora por outros fundamentos. O Plenário do Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do ARE 664.335 (Rel. Min. LUIZ FUX,
DJe de 12/2/2015, Tema 555), firmou a tese, dotada de repercussão geral,
de que:
Na hipótese de exposição do trabalhador a ruído acima
dos limites legais de tolerância, a declaração do empregador, no
âmbito do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), no
sentido da eficácia do Equipamento de Proteção Individual –
EPI, não descaracteriza o tempo de serviço especial para
aposentadoria.
No caso dos autos, a Turma Recursal decidiu que (a) “restou
comprovado que a parte autora estava exposta em nível de ruído superior
a 80dB(A), conforme se depreende do formulário PPP” (fl. 6, doc. 92); e
(b) “’o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), ainda que
elimine a insalubridade, no caso de exposição a ruído, não descaracteriza
o tempo de serviço especial prestado’ (Súmula 09 da TNU)” (fl. 7, doc.
92).
Por estar em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não merece
reparo o acórdão recorrido.
2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9043922.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.826 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A negativa de seguimento ao recurso extraordinário merece ser
mantida, embora por outros fundamentos. O Plenário do Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do ARE 664.335 (Rel. Min. LUIZ FUX,
DJe de 12/2/2015, Tema 555), firmou a tese, dotada de repercussão geral,
de que:
Na hipótese de exposição do trabalhador a ruído acima
dos limites legais de tolerância, a declaração do empregador, no
âmbito do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), no
sentido da eficácia do Equipamento de Proteção Individual –
EPI, não descaracteriza o tempo de serviço especial para
aposentadoria.
No caso dos autos, a Turma Recursal decidiu que (a) “restou
comprovado que a parte autora estava exposta em nível de ruído superior
a 80dB(A), conforme se depreende do formulário PPP” (fl. 6, doc. 92); e
(b) “’o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), ainda que
elimine a insalubridade, no caso de exposição a ruído, não descaracteriza
o tempo de serviço especial prestado’ (Súmula 09 da TNU)” (fl. 7, doc.
92).
Por estar em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não merece
reparo o acórdão recorrido.
2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9043922.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.826
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : VITORIO CLOVIS QUETMAN SEVERO
ADV.(A/S) : DANIELA MENEGAT BIONDO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070569
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.826
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : VITORIO CLOVIS QUETMAN SEVERO
ADV.(A/S) : DANIELA MENEGAT BIONDO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070569
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"ARE 664 . 335",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 664 . 335",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822 . 826",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 664 . 335",
"ARE 664 . 335",
"Súmula 09 da TNU",
"ARE 664 . 335",
"Súmula 09 da TNU"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"TRIBUNAL PLENO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"TEORI ZAVASCKI",
"VITORIO CLOVIS QUETMAN SEVERO",
"DANIELA MENEGAT BIONDO",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"Gilmar Mendes",
"TEORI ZAVASCKI",
"VITORIO CLOVIS QUETMAN SEVERO",
"DANIELA MENEGAT BIONDO",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"VITORIO CLOVIS QUETMAN SEVERO",
"DANIELA MENEGAT BIONDO",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ FUX",
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ FUX",
"TEORI ZAVASCKI",
"VITORIO CLOVIS QUETMAN",
"DANIELA",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"TEORI ZAVASCKI",
"VITORIO CLOVIS QUETMAN SEVERO",
"DANIELA MENEGAT BIONDO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"12",
"/",
"2",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"12",
"/",
"2",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 127.411 PARAÍBA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:FLAVIO FREIRE NOVAES
IMPTE.(S)
:ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 319.000 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. INDEFERIMENTO DE
LIMINAR PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SÚMULA
691/STF. ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2º, INCISOS I E II, DO
CÓDIGO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. PERICULOSIDADE.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA.
1. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento
de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior.
Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de teratologia.
2. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam, pelo
modus operandi, a periculosidade do agente ou o risco de reiteração
delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar
para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas
provas da materialidade e da autoria. Precedentes.
3. Diante da necessidade da constrição cautelar do paciente, carece
de plausibilidade jurídica o pleito defensivo de aplicação das medidas
cautelares diversas da prisão.
4. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinto o
processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora,
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
HC 127411 / PB
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532220.
Supremo Tribunal Federal
HC 127411 / PB
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532220.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 127.411 PARAÍBA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:FLAVIO FREIRE NOVAES
IMPTE.(S)
:ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 319.000 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas
corpus, com pedido liminar, impetrado por Adeildo Nunes e outros em
favor de Flávio Freire Novaes, contra decisão monocrática da lavra do
Ministro Sebastião Reis Júnior, que indeferiu a liminar no HC 319.000/PB.
Narra a inicial que o paciente foi preso em flagrante, no dia
05.10.2014, pela suposta prática do crime de roubo (art. 157, § 2º, I e II, do
Código Penal). O magistrado de primeiro grau converteu o flagrante em
preventiva e, posteriormente, em 20.10.2014, deferiu o pedido de
liberdade provisória com a imposição de medidas cautelares diversas da
prisão.
Irresignado, o Ministério Público Estadual interpôs recurso em
sentido estrito perante o Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, que
deu provimento ao recurso para, em 05.3.2015, decretar a prisão
preventiva do paciente.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça,
que, via decisão monocrática da lavra do Ministro Sebastião Reis Júnior,
indeferiu a liminar no HC 319.000/PB.
No presente writ, alega a Defesa, em síntese, falta de fundamentação
idônea da custódia provisória e ausência dos pressupostos autorizadores
da constrição cautelar. Requer, em medida liminar e no mérito, a
revogação da prisão preventiva e, sucessivamente, a aplicação de
medidas cautelares diversas da prisão.
Em 30.4.2015, indeferi a liminar.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532221.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 127.411 PARAÍBA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:FLAVIO FREIRE NOVAES
IMPTE.(S)
:ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 319.000 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas
corpus, com pedido liminar, impetrado por Adeildo Nunes e outros em
favor de Flávio Freire Novaes, contra decisão monocrática da lavra do
Ministro Sebastião Reis Júnior, que indeferiu a liminar no HC 319.000/PB.
Narra a inicial que o paciente foi preso em flagrante, no dia
05.10.2014, pela suposta prática do crime de roubo (art. 157, § 2º, I e II, do
Código Penal). O magistrado de primeiro grau converteu o flagrante em
preventiva e, posteriormente, em 20.10.2014, deferiu o pedido de
liberdade provisória com a imposição de medidas cautelares diversas da
prisão.
Irresignado, o Ministério Público Estadual interpôs recurso em
sentido estrito perante o Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, que
deu provimento ao recurso para, em 05.3.2015, decretar a prisão
preventiva do paciente.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça,
que, via decisão monocrática da lavra do Ministro Sebastião Reis Júnior,
indeferiu a liminar no HC 319.000/PB.
No presente writ, alega a Defesa, em síntese, falta de fundamentação
idônea da custódia provisória e ausência dos pressupostos autorizadores
da constrição cautelar. Requer, em medida liminar e no mérito, a
revogação da prisão preventiva e, sucessivamente, a aplicação de
medidas cautelares diversas da prisão.
Em 30.4.2015, indeferi a liminar.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13
Relatório
HC 127411 / PB
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina
pelo não conhecimento do writ e, no mérito, pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 127411 / PB
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina
pelo não conhecimento do writ e, no mérito, pela denegação da ordem.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 127.411 PARAÍBA
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas
corpus diz com a validade da prisão preventiva decretada em desfavor do
paciente.
Insurge-se a Defesa contra decisão monocrática da lavra do Ministro
Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a
liminar requerida no HC 319.000/PB. Extraio do ato dito coator:
“
“(...).
A concessão de liminar em recurso ordinário (sic) em habeas
corpus é medida de caráter excepcional, cabível apenas quando a
decisão impugnada estiver eivada de ilegalidade flagrante,
demonstrada de plano.
No momento, diante do que consta destes trechos do acórdão ora
impugnado, não me deparo com os requisitos necessários para a
concessão do pedido urgente (fl. 45 – grifo nosso):
‘[…]
Ademais, nos termos do art. 313, I, do CPP, admite-
se a decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos,
punidos com pena privativa de liberdade máxima superior
a 4 anos.
In casu, sobressaem das provas encartadas aos autos
elementos suficientes que corroboram a materialidade e
autoria delitivas, conforme auto de prisão em flagrante,
fls. 03, e auto de apreensão e apresentação, fls. 17. O crime
de roubo qualificado pelo emprego de arma de fogo, por seu
turno é doloso, punido com pena privativa de liberdade
máxima superior a 4 anos.
Por sua vez, as circunstâncias peculiares da
ação delitiva do indiciado demonstram a concreta
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 127.411 PARAÍBA
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas
corpus diz com a validade da prisão preventiva decretada em desfavor do
paciente.
Insurge-se a Defesa contra decisão monocrática da lavra do Ministro
Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a
liminar requerida no HC 319.000/PB. Extraio do ato dito coator:
“
“(...).
A concessão de liminar em recurso ordinário (sic) em habeas
corpus é medida de caráter excepcional, cabível apenas quando a
decisão impugnada estiver eivada de ilegalidade flagrante,
demonstrada de plano.
No momento, diante do que consta destes trechos do acórdão ora
impugnado, não me deparo com os requisitos necessários para a
concessão do pedido urgente (fl. 45 – grifo nosso):
‘[…]
Ademais, nos termos do art. 313, I, do CPP, admite-
se a decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos,
punidos com pena privativa de liberdade máxima superior
a 4 anos.
In casu, sobressaem das provas encartadas aos autos
elementos suficientes que corroboram a materialidade e
autoria delitivas, conforme auto de prisão em flagrante,
fls. 03, e auto de apreensão e apresentação, fls. 17. O crime
de roubo qualificado pelo emprego de arma de fogo, por seu
turno é doloso, punido com pena privativa de liberdade
máxima superior a 4 anos.
Por sua vez, as circunstâncias peculiares da
ação delitiva do indiciado demonstram a concreta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127411 / PB
gravidade do crime cometido, uma vez que utilizou-
se de arma de fogo de grosso calibre e uso restrito,
agindo encapuzado e com placas dos veículos
encobertas por adesivos para evitar sua
identificação. Outrossim, os depoimentos das
vítimas, bem como sua própria confissão na esfera
policial denotam que o mesmo agiu de forma
premeditada, o que eleva o juízo de reprovabilidade
da conduta.
Há, ademais, uma premente necessidade de se
acautelar a ordem pública, bem como se resguardar a
instrução processual e a aplicação da lei penal, em vista de
não residir o réu no distrito da culpa, nem existir
comprovante de residência em seu nome ou no de seus
genitores, o que aumenta suas chances de evasão no
transcurso da ação criminal.
[…]’
Indefiro, portanto, a liminar.”
À falta de pronunciamento final do colegiado do Superior Tribunal
de Justiça, a pretensão esbarra na Súmula nº 691/STF : “Não compete ao
Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão
do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a
liminar”.
A compreensão expressa em tal verbete sumular tem sido abrandada
em julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, de flagrante
ilegalidade, teratologia ou abuso de poder na denegação da tutela de
eficácia imediata. Nesse sentido, v.g, as seguintes decisões colegiadas: HC
104.855/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 17.10.2011 e HC
96.539/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 06.5.2010.
De todo modo, não detecto na espécie a ocorrência de situação
autorizadora do afastamento do mencionado verbete.
Revelam os autos que o paciente foi preso em flagrante, no dia
05.10.2014, pela prática, em tese, do crime de roubo majorado, em
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HC 127411 / PB
gravidade do crime cometido, uma vez que utilizou-
se de arma de fogo de grosso calibre e uso restrito,
agindo encapuzado e com placas dos veículos
encobertas por adesivos para evitar sua
identificação. Outrossim, os depoimentos das
vítimas, bem como sua própria confissão na esfera
policial denotam que o mesmo agiu de forma
premeditada, o que eleva o juízo de reprovabilidade
da conduta.
Há, ademais, uma premente necessidade de se
acautelar a ordem pública, bem como se resguardar a
instrução processual e a aplicação da lei penal, em vista de
não residir o réu no distrito da culpa, nem existir
comprovante de residência em seu nome ou no de seus
genitores, o que aumenta suas chances de evasão no
transcurso da ação criminal.
[…]’
Indefiro, portanto, a liminar.”
À falta de pronunciamento final do colegiado do Superior Tribunal
de Justiça, a pretensão esbarra na Súmula nº 691/STF : “Não compete ao
Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão
do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a
liminar”.
A compreensão expressa em tal verbete sumular tem sido abrandada
em julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, de flagrante
ilegalidade, teratologia ou abuso de poder na denegação da tutela de
eficácia imediata. Nesse sentido, v.g, as seguintes decisões colegiadas: HC
104.855/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 17.10.2011 e HC
96.539/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 06.5.2010.
De todo modo, não detecto na espécie a ocorrência de situação
autorizadora do afastamento do mencionado verbete.
Revelam os autos que o paciente foi preso em flagrante, no dia
05.10.2014, pela prática, em tese, do crime de roubo majorado, em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127411 / PB
concurso de pessoas e por emprego de arma de fogo, nas dependências
do Posto de Combustíveis Lira Uchoa, localizado na BR 101, Km 115, e
subtraído de duas vítimas, mediante grave ameaça por emprego de arma
de fogo, 01 (um) aparelho celular da marca Samsung contendo 01 (um)
chip da operadora Oi e outro da marca LG, bem como a quantia de R$
502,00 (quinhentos e dois reais).
Após, o Juízo de Direito da Vara Criminal da Comarca de Pedras de
Fogo/PB, em 20.10.2014, concedeu a liberdade provisória e determinou a
aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.
O Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, no dia 05.3.2015, em
sede de recurso em sentido estrito, deu provimento ao recurso
ministerial para restaurar os efeitos do decreto prisional do paciente.
Colho excertos do voto condutor do acórdão:
“(...).
Para o Ministério Público, os fundamento autorizadores da
decretação da prisão preventiva constantes do art. 312 do CPP
encontram-se presentes, máxime ao se considerar o modus
operandi do increpado, o qual, em concurso de agentes e com uso de
arma de fogo de uso restrito, subtraiu a res furtiva indicada às fls. 17,
chegando ao local do roubo com as placas identificadoras do veículo
cobertas por adesivos de propaganda eleitoral, o que denota a ação
premeditada e o objetivo de tentar impedir a identificação dos mesmos.
Ressalta, ainda, a gravidade do delito e a necessidade da custódia
preventiva para garantir a instrução criminal, salvaguardando as
vítimas de ameaças. Destaca, por fim, que nenhum dos documentos
juntados pelo réu comprovam o seu atual endereço, localizado em
outro Estado da Federação, principalmente em virtude de o
comprovante de residência não se encontrar em seu nome ou no de
seus genitores, bem como questiona a força probante das certidões
negativas de maus antecedentes, quando estas não impliquem na
comprovação de inexistência de inquéritos policiais ou ações penais em
tramitação contra o denunciado.
Pois bem. Ao recorrido foi imputado a prática do crime de
roubo, em concurso de pessoas e por emprego de arma, em
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HC 127411 / PB
concurso de pessoas e por emprego de arma de fogo, nas dependências
do Posto de Combustíveis Lira Uchoa, localizado na BR 101, Km 115, e
subtraído de duas vítimas, mediante grave ameaça por emprego de arma
de fogo, 01 (um) aparelho celular da marca Samsung contendo 01 (um)
chip da operadora Oi e outro da marca LG, bem como a quantia de R$
502,00 (quinhentos e dois reais).
Após, o Juízo de Direito da Vara Criminal da Comarca de Pedras de
Fogo/PB, em 20.10.2014, concedeu a liberdade provisória e determinou a
aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.
O Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, no dia 05.3.2015, em
sede de recurso em sentido estrito, deu provimento ao recurso
ministerial para restaurar os efeitos do decreto prisional do paciente.
Colho excertos do voto condutor do acórdão:
“(...).
Para o Ministério Público, os fundamento autorizadores da
decretação da prisão preventiva constantes do art. 312 do CPP
encontram-se presentes, máxime ao se considerar o modus
operandi do increpado, o qual, em concurso de agentes e com uso de
arma de fogo de uso restrito, subtraiu a res furtiva indicada às fls. 17,
chegando ao local do roubo com as placas identificadoras do veículo
cobertas por adesivos de propaganda eleitoral, o que denota a ação
premeditada e o objetivo de tentar impedir a identificação dos mesmos.
Ressalta, ainda, a gravidade do delito e a necessidade da custódia
preventiva para garantir a instrução criminal, salvaguardando as
vítimas de ameaças. Destaca, por fim, que nenhum dos documentos
juntados pelo réu comprovam o seu atual endereço, localizado em
outro Estado da Federação, principalmente em virtude de o
comprovante de residência não se encontrar em seu nome ou no de
seus genitores, bem como questiona a força probante das certidões
negativas de maus antecedentes, quando estas não impliquem na
comprovação de inexistência de inquéritos policiais ou ações penais em
tramitação contra o denunciado.
Pois bem. Ao recorrido foi imputado a prática do crime de
roubo, em concurso de pessoas e por emprego de arma, em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127411 / PB
razão de, segundo o auto de prisão em flagrante de fls. 03/08,
no dia 05 de outubro de 2014, em conluio com Adison Judson
Ferreira de Azevedo, ter praticado assalto ao Posto de
Combustíveis Lira Uchoa, localizado na BR 101, Km 115, e
subtraído das vítimas, Dinah Márcia dos Santos Batista e
Fábio Palmeira Pinto, mediante grave ameaça por emprego de
arma de fogo, 01 (um) aparelho celular da marca Samsung
S5303Bm contendo 01 (um) chip da operadora Oi e outro da
marca LG E615f, bem como a quantia de R$ 502,00 (quinhentos
e dois reais).
Inicialmente, impende ressaltar que a custódia preventiva
constitui medida de índole excepcional cabível em situações nas quais
seja comprovada a materialidade delitiva e se vislumbrem fundados
indícios de autoria, concomitante à presença de quaisquer dos
requisitos previstos no art. 312 do CPP, quais sejam, para garantia da
ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução
criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal.
Ademais, nos termos do art. 313, I, do CPP, admite-se a
decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos, punidos com pena
privativa de liberdade máxima superior a 04 (quatro) anos.
In casu, sobressaem das provas encartadas aos autos
elementos suficientes que corroboram a materialidade e
autoria delitivas, conforme auto de prisão em flagrante, fls. 03,
e auto de apreensão e apresentação, fls. 17. O crime de roubo,
qualificado pelo emprego de arma de fogo, por seu turno, é doloso,
punido com pena privativa de liberdade máxima superior a 04
(quatro) anos.
Por sua vez, as circunstâncias peculiares da ação delitiva
do indiciado demonstram a concreta gravidade do crime
cometido, uma vez que utilizou-se de arma de fogo de grosso
calibre e de uso restrito, agindo encapuzado e com as placas
dos veículos encobertas por adesivos para evitar sua
identificação. Outrossim, os depoimentos das vítimas, bem
como sua própria confissão na esfera policial denotam que o
mesmo agiu de forma premeditada, o que eleva o juízo de
reprovabilidade da conduta.
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HC 127411 / PB
razão de, segundo o auto de prisão em flagrante de fls. 03/08,
no dia 05 de outubro de 2014, em conluio com Adison Judson
Ferreira de Azevedo, ter praticado assalto ao Posto de
Combustíveis Lira Uchoa, localizado na BR 101, Km 115, e
subtraído das vítimas, Dinah Márcia dos Santos Batista e
Fábio Palmeira Pinto, mediante grave ameaça por emprego de
arma de fogo, 01 (um) aparelho celular da marca Samsung
S5303Bm contendo 01 (um) chip da operadora Oi e outro da
marca LG E615f, bem como a quantia de R$ 502,00 (quinhentos
e dois reais).
Inicialmente, impende ressaltar que a custódia preventiva
constitui medida de índole excepcional cabível em situações nas quais
seja comprovada a materialidade delitiva e se vislumbrem fundados
indícios de autoria, concomitante à presença de quaisquer dos
requisitos previstos no art. 312 do CPP, quais sejam, para garantia da
ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução
criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal.
Ademais, nos termos do art. 313, I, do CPP, admite-se a
decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos, punidos com pena
privativa de liberdade máxima superior a 04 (quatro) anos.
In casu, sobressaem das provas encartadas aos autos
elementos suficientes que corroboram a materialidade e
autoria delitivas, conforme auto de prisão em flagrante, fls. 03,
e auto de apreensão e apresentação, fls. 17. O crime de roubo,
qualificado pelo emprego de arma de fogo, por seu turno, é doloso,
punido com pena privativa de liberdade máxima superior a 04
(quatro) anos.
Por sua vez, as circunstâncias peculiares da ação delitiva
do indiciado demonstram a concreta gravidade do crime
cometido, uma vez que utilizou-se de arma de fogo de grosso
calibre e de uso restrito, agindo encapuzado e com as placas
dos veículos encobertas por adesivos para evitar sua
identificação. Outrossim, os depoimentos das vítimas, bem
como sua própria confissão na esfera policial denotam que o
mesmo agiu de forma premeditada, o que eleva o juízo de
reprovabilidade da conduta.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13
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HC 127411 / PB
Há, ademais, uma premente necessidade de se acautelar a ordem
pública, bem como se resguardar a instrução processual e a aplicação
da lei penal, em vista de não residir o réu no distrito da culpa, nem
existir comprovante de residência em seu nome ou no de seus
genitores, o que aumenta suas chances de evasão no transcurso da
ação criminal.
Nesse ínterim, destaque-se que as circunstâncias favoráveis ao
agente, como bons antecedentes e emprego fixo não são suficientes à
revogação da preventiva, máxime quando somados a outras
circunstâncias desabonadoras constante dos autos, como in casu se
verifica a gravidade concreta do crime e a não residência do réu no
distrito da culpa. É o que entendem os Tribunais Superiores,
conforme:
(…).
Ademais, não se vislumbra dos autos qualquer fato novo
que justifique a revogação da prisão preventiva anteriormente
decretada (fls. 24/26), tampouco se revela ser o caso de
aplicação de outras medidas cautelares, já que a segregação
está fundamentada na periculosidade oferecida pelo agente à
ordem social e à instrução criminal, caso seja colocado em
liberdade.
Ante o exposto, conheço e, em harmonia com o parecer
ministerial, dou provimento ao recurso em sentido estrito, para
desconstituir a decisão que concedeu ao apelado (sic) a liberdade
provisória, restabelecendo o decreto de prisão preventiva, pelos
fundamentos anterior e exaustivamente expostos, bem como diante
dos motivos que a autorizam.”
A custódia cautelar, por sua característica de medida excepcional,
exige demonstração inequívoca de sua necessidade, em observância ao
princípio constitucional da presunção de inocência ou da não
culpabilidade, sob pena de antecipar a reprimenda a ser cumprida
quando da condenação (HC 105.556/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª
Turma, DJe de 30.8.2013).
Dessa forma, o decreto de prisão cautelar há de se apoiar nas
circunstâncias fáticas do caso, no modo de execução e/ou na gravidade
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HC 127411 / PB
Há, ademais, uma premente necessidade de se acautelar a ordem
pública, bem como se resguardar a instrução processual e a aplicação
da lei penal, em vista de não residir o réu no distrito da culpa, nem
existir comprovante de residência em seu nome ou no de seus
genitores, o que aumenta suas chances de evasão no transcurso da
ação criminal.
Nesse ínterim, destaque-se que as circunstâncias favoráveis ao
agente, como bons antecedentes e emprego fixo não são suficientes à
revogação da preventiva, máxime quando somados a outras
circunstâncias desabonadoras constante dos autos, como in casu se
verifica a gravidade concreta do crime e a não residência do réu no
distrito da culpa. É o que entendem os Tribunais Superiores,
conforme:
(…).
Ademais, não se vislumbra dos autos qualquer fato novo
que justifique a revogação da prisão preventiva anteriormente
decretada (fls. 24/26), tampouco se revela ser o caso de
aplicação de outras medidas cautelares, já que a segregação
está fundamentada na periculosidade oferecida pelo agente à
ordem social e à instrução criminal, caso seja colocado em
liberdade.
Ante o exposto, conheço e, em harmonia com o parecer
ministerial, dou provimento ao recurso em sentido estrito, para
desconstituir a decisão que concedeu ao apelado (sic) a liberdade
provisória, restabelecendo o decreto de prisão preventiva, pelos
fundamentos anterior e exaustivamente expostos, bem como diante
dos motivos que a autorizam.”
A custódia cautelar, por sua característica de medida excepcional,
exige demonstração inequívoca de sua necessidade, em observância ao
princípio constitucional da presunção de inocência ou da não
culpabilidade, sob pena de antecipar a reprimenda a ser cumprida
quando da condenação (HC 105.556/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª
Turma, DJe de 30.8.2013).
Dessa forma, o decreto de prisão cautelar há de se apoiar nas
circunstâncias fáticas do caso, no modo de execução e/ou na gravidade
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127411 / PB
concreta do delito praticado, evidenciando que se o agente permanecer
ou for solto irá colocar em risco a ordem pública, a ordem econômica, a
instrução criminal ou a aplicação da lei penal, conforme art. 312 do
Código de Processo Penal.
A Corte Estadual consignou indícios suficientes de autoria e de
materialidade delitivas (auto de prisão em flagrante e auto de apreensão e
apresentação), bem como a presença dos fundamentos da prisão
preventiva elencados no art. 312 do Código de Processo Penal, “já que a
segregação está fundamentada na periculosidade oferecida pelo agente à ordem
social”. Na esteira do acórdão exarado pelo Tribunal de Justiça, “as
circunstâncias peculiares da ação delitiva do indiciado demonstram a concreta
gravidade do crime cometido, uma vez que utilizou-se de arma de fogo de grosso
calibre e de uso restrito, agindo encapuzado e com as placas dos veículos
encobertas por adesivos para evitar sua identificação. Outrossim, os depoimentos
das vítimas, bem como sua própria confissão na esfera policial denotam que o
mesmo agiu de forma premeditada, o que eleva o juízo de reprovabilidade da
conduta”.
Se as circunstâncias concretas da prática delitiva indicam, pelo
modus operandi, a periculosidade da agente ou o risco de reiteração
delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar
para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas
provas da materialidade e da autoria, à luz do art. 312 do CPP (v.g. HC
105.585/SP, HC 112.763/MG e HC 112.364 AgR/DF, precedentes da minha
lavra). Dentre eles, destaco o seguinte:
"Quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema
periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade
de estabelecer um vínculo funcional entre o modus operandi do
suposto crime e a garantia da ordem pública" (HC 97.688, Rel. Min.
Ayres Britto, 1ª Turma, DJe de 27.11.2009)
Nesse sentido, preconiza o Ministério Público Federal que, “embora a
gravidade do crime, por si só, não autorize a decretação da custódia, as
circunstâncias em que praticado (com destaque para o emprego da arma de fogo
6
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HC 127411 / PB
concreta do delito praticado, evidenciando que se o agente permanecer
ou for solto irá colocar em risco a ordem pública, a ordem econômica, a
instrução criminal ou a aplicação da lei penal, conforme art. 312 do
Código de Processo Penal.
A Corte Estadual consignou indícios suficientes de autoria e de
materialidade delitivas (auto de prisão em flagrante e auto de apreensão e
apresentação), bem como a presença dos fundamentos da prisão
preventiva elencados no art. 312 do Código de Processo Penal, “já que a
segregação está fundamentada na periculosidade oferecida pelo agente à ordem
social”. Na esteira do acórdão exarado pelo Tribunal de Justiça, “as
circunstâncias peculiares da ação delitiva do indiciado demonstram a concreta
gravidade do crime cometido, uma vez que utilizou-se de arma de fogo de grosso
calibre e de uso restrito, agindo encapuzado e com as placas dos veículos
encobertas por adesivos para evitar sua identificação. Outrossim, os depoimentos
das vítimas, bem como sua própria confissão na esfera policial denotam que o
mesmo agiu de forma premeditada, o que eleva o juízo de reprovabilidade da
conduta”.
Se as circunstâncias concretas da prática delitiva indicam, pelo
modus operandi, a periculosidade da agente ou o risco de reiteração
delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar
para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas
provas da materialidade e da autoria, à luz do art. 312 do CPP (v.g. HC
105.585/SP, HC 112.763/MG e HC 112.364 AgR/DF, precedentes da minha
lavra). Dentre eles, destaco o seguinte:
"Quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema
periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade
de estabelecer um vínculo funcional entre o modus operandi do
suposto crime e a garantia da ordem pública" (HC 97.688, Rel. Min.
Ayres Britto, 1ª Turma, DJe de 27.11.2009)
Nesse sentido, preconiza o Ministério Público Federal que, “embora a
gravidade do crime, por si só, não autorize a decretação da custódia, as
circunstâncias em que praticado (com destaque para o emprego da arma de fogo
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127411 / PB
de grosso calibre e de uso restrito) revelam a maior periculosidade do paciente e
confirmam a necessidade de seu encarceramento provisório, para a garantia da
ordem pública”.
Dada a necessidade da constrição cautelar do paciente, carece de
plausibilidade jurídica o pleito defensivo de aplicação das medidas
cautelares diversas da prisão (arts. 282, § 6º, e 319 do CPP).
Por derradeiro, entendo que não se ressentem de teratologia nem
traduzem manifesta ilegalidade ou constrangimento ilegal as conclusões
das instâncias anteriores de modo a justificar a pretendida superação da
Súmula 691/STF.
Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem a
resolução de mérito.
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HC 127411 / PB
de grosso calibre e de uso restrito) revelam a maior periculosidade do paciente e
confirmam a necessidade de seu encarceramento provisório, para a garantia da
ordem pública”.
Dada a necessidade da constrição cautelar do paciente, carece de
plausibilidade jurídica o pleito defensivo de aplicação das medidas
cautelares diversas da prisão (arts. 282, § 6º, e 319 do CPP).
Por derradeiro, entendo que não se ressentem de teratologia nem
traduzem manifesta ilegalidade ou constrangimento ilegal as conclusões
das instâncias anteriores de modo a justificar a pretendida superação da
Súmula 691/STF.
Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem a
resolução de mérito.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 127.411 PARAÍBA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, admito a
impetração porque em jogo a liberdade de ir e vir já alcançada, na via
direta, ante o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba.
Em primeiro lugar, sabemos que o flagrante não é mais título para a
provisória. O Juízo, comunicado do fenômeno, deve determinar, ou não, a
preventiva. O magistrado implementou a liberdade provisória do
paciente e impôs medidas cautelares diversas do cerceio da liberdade de
ir e vir. O Tribunal de Justiça, defrontando-se com recurso em sentido
estrito do Ministério Público, o proveu e, então, potencializando a
materialidade criminosa e indícios da autoria e a imputação, impôs a
inversão – como ressalto sempre – da ordem natural, que direciona a
apurar-se para, selada a culpa, prender-se em execução da pena. Essa
decisão do Tribunal de Justiça, reformando o pronunciamento do Juízo,
não se sustenta. No caso, implemento a ordem para restabelecer a visão
da primeira instância, inclusive com as medidas cautelares preconizadas
no ato formalizado.
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 127.411 PARAÍBA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, admito a
impetração porque em jogo a liberdade de ir e vir já alcançada, na via
direta, ante o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba.
Em primeiro lugar, sabemos que o flagrante não é mais título para a
provisória. O Juízo, comunicado do fenômeno, deve determinar, ou não, a
preventiva. O magistrado implementou a liberdade provisória do
paciente e impôs medidas cautelares diversas do cerceio da liberdade de
ir e vir. O Tribunal de Justiça, defrontando-se com recurso em sentido
estrito do Ministério Público, o proveu e, então, potencializando a
materialidade criminosa e indícios da autoria e a imputação, impôs a
inversão – como ressalto sempre – da ordem natural, que direciona a
apurar-se para, selada a culpa, prender-se em execução da pena. Essa
decisão do Tribunal de Justiça, reformando o pronunciamento do Juízo,
não se sustenta. No caso, implemento a ordem para restabelecer a visão
da primeira instância, inclusive com as medidas cautelares preconizadas
no ato formalizado.
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 127.411
PROCED. : PARAÍBA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : FLAVIO FREIRE NOVAES
IMPTE.(S) : ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 319.000 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o
processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora,
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 127.411
PROCED. : PARAÍBA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : FLAVIO FREIRE NOVAES
IMPTE.(S) : ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 319.000 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o
processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora,
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8644939
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-10T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. INDEFERIMENTO DE LIMINAR PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SÚMULA 691/STF. ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2º, INCISOS I E II, DO CÓDIGO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. PERICULOSIDADE. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA.
1. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de teratologia.
2. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam, pelo modus operandi, a periculosidade do agente ou o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Precedentes.
3. Diante da necessidade da constrição cautelar do paciente, carece de plausibilidade jurídica o pleito defensivo de aplicação das medidas cautelares diversas da prisão.
4. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.
|
sjur307975
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 691/STF, SUPERAÇÃO)
HC 96539 (1ªT), HC 104855 (2ªT).
(PRISÃO CAUTELAR, PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA)
HC 105556 (2ªT).
(PRISÃO PREVENTIVA, MODUS OPERANDI, PERICULOSIDADE, RISCO, REITERAÇÃO DELITIVA)
HC 97688 (1ªT), HC 105585 (1ªT), HC 112364 AgR (1ªT), HC 112763 (1ªT).
Número de páginas: 13.
Análise: 15/06/2015, AMA.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
127411
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00002 INC-00001 INC-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00282 PAR-00006 ART-00312 ART-00319\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC
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acordaos
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HC 127411
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[
""
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PACTE.(S) : FLAVIO FREIRE NOVAES
IMPTE.(S) : ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 319.000 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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""
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Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 127.411 PARAÍBA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:FLAVIO FREIRE NOVAES
IMPTE.(S)
:ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 319.000 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. INDEFERIMENTO DE
LIMINAR PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SÚMULA
691/Supremo Tribunal Federal. ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2..., INCISOS I E II, DO
CÓDIGO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. PERICULOSIDADE.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA.
1. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento
de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior.
Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de teratologia.
2. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam, pelo
modus operandi, a periculosidade do agente ou o risco de reiteração
delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar
para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas
provas da materialidade e da autoria. Precedentes.
3. Diante da necessidade da constrição cautelar do paciente, carece
de plausibilidade jurídica o pleito defensivo de aplicação das medidas
cautelares diversas da prisão.
4. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinto o
processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora,
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
HC 127411 / PB
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 127411 / PB
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 127.411 PARAÍBA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:FLAVIO FREIRE NOVAES
IMPTE.(S)
:ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 319.000 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas
corpus, com pedido liminar, impetrado por Adeildo Nunes e outros em
favor de Flávio Freire Novaes, contra decisão monocrática da lavra do
Ministro Sebastião Reis Júnior, que indeferiu a liminar no HC 319.000/PB.
Narra a inicial que o paciente foi preso em flagrante, no dia
05.10.2014, pela suposta prática do crime de roubo (art. 157, § 2..., I e II, do
Código Penal). O magistrado de primeiro grau converteu o flagrante em
preventiva e, posteriormente, em 20.10.2014, deferiu o pedido de
liberdade provisória com a imposição de medidas cautelares diversas da
prisão.
Irresignado, o Ministério Público Estadual interpôs recurso em
sentido estrito perante o Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, que
deu provimento ao recurso para, em 05.3.2015, decretar a prisão
preventiva do paciente.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça,
que, via decisão monocrática da lavra do Ministro Sebastião Reis Júnior,
indeferiu a liminar no HC 319.000/PB.
No presente writ, alega a Defesa, em síntese, falta de fundamentação
idônea da custódia provisória e ausência dos pressupostos autorizadores
da constrição cautelar. Requer, em medida liminar e no mérito, a
revogação da prisão preventiva e, sucessivamente, a aplicação de
medidas cautelares diversas da prisão.
Em 30.4.2015, indeferi a liminar.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Supremo Tribunal Federal
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 127.411 PARAÍBA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:FLAVIO FREIRE NOVAES
IMPTE.(S)
:ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 319.000 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas
corpus, com pedido liminar, impetrado por Adeildo Nunes e outros em
favor de Flávio Freire Novaes, contra decisão monocrática da lavra do
Ministro Sebastião Reis Júnior, que indeferiu a liminar no HC 319.000/PB.
Narra a inicial que o paciente foi preso em flagrante, no dia
05.10.2014, pela suposta prática do crime de roubo (art. 157, § 2..., I e II, do
Código Penal). O magistrado de primeiro grau converteu o flagrante em
preventiva e, posteriormente, em 20.10.2014, deferiu o pedido de
liberdade provisória com a imposição de medidas cautelares diversas da
prisão.
Irresignado, o Ministério Público Estadual interpôs recurso em
sentido estrito perante o Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, que
deu provimento ao recurso para, em 05.3.2015, decretar a prisão
preventiva do paciente.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça,
que, via decisão monocrática da lavra do Ministro Sebastião Reis Júnior,
indeferiu a liminar no HC 319.000/PB.
No presente writ, alega a Defesa, em síntese, falta de fundamentação
idônea da custódia provisória e ausência dos pressupostos autorizadores
da constrição cautelar. Requer, em medida liminar e no mérito, a
revogação da prisão preventiva e, sucessivamente, a aplicação de
medidas cautelares diversas da prisão.
Em 30.4.2015, indeferi a liminar.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13
Relatório
HC 127411 / PB
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina
pelo não conhecimento do writ e, no mérito, pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 127411 / PB
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina
pelo não conhecimento do writ e, no mérito, pela denegação da ordem.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 127.411 PARAÍBA
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas
corpus diz com a validade da prisão preventiva decretada em desfavor do
paciente.
Insurge-se a Defesa contra decisão monocrática da lavra do Ministro
Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a
liminar requerida no HC 319.000/PB. Extraio do ato dito coator:
“
“(...).
A concessão de liminar em recurso ordinário (sic) em habeas
corpus é medida de caráter excepcional, cabível apenas quando a
decisão impugnada estiver eivada de ilegalidade flagrante,
demonstrada de plano.
No momento, diante do que consta destes trechos do acórdão ora
impugnado, não me deparo com os requisitos necessários para a
concessão do pedido urgente (fl. 45 – grifo nosso):
‘[…]
Ademais, nos termos do art. 313, I, do CPP, admite-
se a decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos,
punidos com pena privativa de liberdade máxima superior
a 4 anos.
In casu, sobressaem das provas encartadas aos autos
elementos suficientes que corroboram a materialidade e
autoria delitivas, conforme auto de prisão em flagrante,
fls. 03, e auto de apreensão e apresentação, fls. 17. O crime
de roubo qualificado pelo emprego de arma de fogo, por seu
turno é doloso, punido com pena privativa de liberdade
máxima superior a 4 anos.
Por sua vez, as circunstâncias peculiares da
ação delitiva do indiciado demonstram a concreta
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 127.411 PARAÍBA
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas
corpus diz com a validade da prisão preventiva decretada em desfavor do
paciente.
Insurge-se a Defesa contra decisão monocrática da lavra do Ministro
Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a
liminar requerida no HC 319.000/PB. Extraio do ato dito coator:
“
“(...).
A concessão de liminar em recurso ordinário (sic) em habeas
corpus é medida de caráter excepcional, cabível apenas quando a
decisão impugnada estiver eivada de ilegalidade flagrante,
demonstrada de plano.
No momento, diante do que consta destes trechos do acórdão ora
impugnado, não me deparo com os requisitos necessários para a
concessão do pedido urgente (fl. 45 – grifo nosso):
‘[…]
Ademais, nos termos do art. 313, I, do CPP, admite-
se a decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos,
punidos com pena privativa de liberdade máxima superior
a 4 anos.
In casu, sobressaem das provas encartadas aos autos
elementos suficientes que corroboram a materialidade e
autoria delitivas, conforme auto de prisão em flagrante,
fls. 03, e auto de apreensão e apresentação, fls. 17. O crime
de roubo qualificado pelo emprego de arma de fogo, por seu
turno é doloso, punido com pena privativa de liberdade
máxima superior a 4 anos.
Por sua vez, as circunstâncias peculiares da
ação delitiva do indiciado demonstram a concreta
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127411 / PB
gravidade do crime cometido, uma vez que utilizou-
se de arma de fogo de grosso calibre e uso restrito,
agindo encapuzado e com placas dos veículos
encobertas por adesivos para evitar sua
identificação. Outrossim, os depoimentos das
vítimas, bem como sua própria confissão na esfera
policial denotam que o mesmo agiu de forma
premeditada, o que eleva o juízo de reprovabilidade
da conduta.
Há, ademais, uma premente necessidade de se
acautelar a ordem pública, bem como se resguardar a
instrução processual e a aplicação da lei penal, em vista de
não residir o réu no distrito da culpa, nem existir
comprovante de residência em seu nome ou no de seus
genitores, o que aumenta suas chances de evasão no
transcurso da ação criminal.
[…]’
Indefiro, portanto, a liminar.”
À falta de pronunciamento final do colegiado do Superior Tribunal
de Justiça, a pretensão esbarra na Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal : “Não compete ao
Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão
do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a
liminar”.
A compreensão expressa em tal verbete sumular tem sido abrandada
em julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, de flagrante
ilegalidade, teratologia ou abuso de poder na denegação da tutela de
eficácia imediata. Nesse sentido, v.g, as seguintes decisões colegiadas: HC
104.855/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 17.10.2011 e HC
96.539/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 06.5.2010.
De todo modo, não detecto na espécie a ocorrência de situação
autorizadora do afastamento do mencionado verbete.
Revelam os autos que o paciente foi preso em flagrante, no dia
05.10.2014, pela prática, em tese, do crime de roubo majorado, em
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532222.
Supremo Tribunal Federal
HC 127411 / PB
gravidade do crime cometido, uma vez que utilizou-
se de arma de fogo de grosso calibre e uso restrito,
agindo encapuzado e com placas dos veículos
encobertas por adesivos para evitar sua
identificação. Outrossim, os depoimentos das
vítimas, bem como sua própria confissão na esfera
policial denotam que o mesmo agiu de forma
premeditada, o que eleva o juízo de reprovabilidade
da conduta.
Há, ademais, uma premente necessidade de se
acautelar a ordem pública, bem como se resguardar a
instrução processual e a aplicação da lei penal, em vista de
não residir o réu no distrito da culpa, nem existir
comprovante de residência em seu nome ou no de seus
genitores, o que aumenta suas chances de evasão no
transcurso da ação criminal.
[…]’
Indefiro, portanto, a liminar.”
À falta de pronunciamento final do colegiado do Superior Tribunal
de Justiça, a pretensão esbarra na Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal : “Não compete ao
Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão
do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a
liminar”.
A compreensão expressa em tal verbete sumular tem sido abrandada
em julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, de flagrante
ilegalidade, teratologia ou abuso de poder na denegação da tutela de
eficácia imediata. Nesse sentido, v.g, as seguintes decisões colegiadas: HC
104.855/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 17.10.2011 e HC
96.539/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 06.5.2010.
De todo modo, não detecto na espécie a ocorrência de situação
autorizadora do afastamento do mencionado verbete.
Revelam os autos que o paciente foi preso em flagrante, no dia
05.10.2014, pela prática, em tese, do crime de roubo majorado, em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127411 / PB
concurso de pessoas e por emprego de arma de fogo, nas dependências
do Posto de Combustíveis Lira Uchoa, localizado na BR 101, Km 115, e
subtraído de duas vítimas, mediante grave ameaça por emprego de arma
de fogo, 01 (um) aparelho celular da marca Samsung contendo 01 (um)
chip da operadora Oi e outro da marca LG, bem como a quantia de R$
502,00 (quinhentos e dois reais).
Após, o Juízo de Direito da Vara Criminal da Comarca de Pedras de
Fogo/PB, em 20.10.2014, concedeu a liberdade provisória e determinou a
aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.
O Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, no dia 05.3.2015, em
sede de recurso em sentido estrito, deu provimento ao recurso
ministerial para restaurar os efeitos do decreto prisional do paciente.
Colho excertos do voto condutor do acórdão:
“(...).
Para o Ministério Público, os fundamento autorizadores da
decretação da prisão preventiva constantes do art. 312 do CPP
encontram-se presentes, máxime ao se considerar o modus
operandi do increpado, o qual, em concurso de agentes e com uso de
arma de fogo de uso restrito, subtraiu a res furtiva indicada às fls. 17,
chegando ao local do roubo com as placas identificadoras do veículo
cobertas por adesivos de propaganda eleitoral, o que denota a ação
premeditada e o objetivo de tentar impedir a identificação dos mesmos.
Ressalta, ainda, a gravidade do delito e a necessidade da custódia
preventiva para garantir a instrução criminal, salvaguardando as
vítimas de ameaças. Destaca, por fim, que nenhum dos documentos
juntados pelo réu comprovam o seu atual endereço, localizado em
outro Estado da Federação, principalmente em virtude de o
comprovante de residência não se encontrar em seu nome ou no de
seus genitores, bem como questiona a força probante das certidões
negativas de maus antecedentes, quando estas não impliquem na
comprovação de inexistência de inquéritos policiais ou ações penais em
tramitação contra o denunciado.
Pois bem. Ao recorrido foi imputado a prática do crime de
roubo, em concurso de pessoas e por emprego de arma, em
3
Supremo Tribunal Federal
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HC 127411 / PB
concurso de pessoas e por emprego de arma de fogo, nas dependências
do Posto de Combustíveis Lira Uchoa, localizado na BR 101, Km 115, e
subtraído de duas vítimas, mediante grave ameaça por emprego de arma
de fogo, 01 (um) aparelho celular da marca Samsung contendo 01 (um)
chip da operadora Oi e outro da marca LG, bem como a quantia de R$
502,00 (quinhentos e dois reais).
Após, o Juízo de Direito da Vara Criminal da Comarca de Pedras de
Fogo/PB, em 20.10.2014, concedeu a liberdade provisória e determinou a
aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.
O Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, no dia 05.3.2015, em
sede de recurso em sentido estrito, deu provimento ao recurso
ministerial para restaurar os efeitos do decreto prisional do paciente.
Colho excertos do voto condutor do acórdão:
“(...).
Para o Ministério Público, os fundamento autorizadores da
decretação da prisão preventiva constantes do art. 312 do CPP
encontram-se presentes, máxime ao se considerar o modus
operandi do increpado, o qual, em concurso de agentes e com uso de
arma de fogo de uso restrito, subtraiu a res furtiva indicada às fls. 17,
chegando ao local do roubo com as placas identificadoras do veículo
cobertas por adesivos de propaganda eleitoral, o que denota a ação
premeditada e o objetivo de tentar impedir a identificação dos mesmos.
Ressalta, ainda, a gravidade do delito e a necessidade da custódia
preventiva para garantir a instrução criminal, salvaguardando as
vítimas de ameaças. Destaca, por fim, que nenhum dos documentos
juntados pelo réu comprovam o seu atual endereço, localizado em
outro Estado da Federação, principalmente em virtude de o
comprovante de residência não se encontrar em seu nome ou no de
seus genitores, bem como questiona a força probante das certidões
negativas de maus antecedentes, quando estas não impliquem na
comprovação de inexistência de inquéritos policiais ou ações penais em
tramitação contra o denunciado.
Pois bem. Ao recorrido foi imputado a prática do crime de
roubo, em concurso de pessoas e por emprego de arma, em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127411 / PB
razão de, segundo o auto de prisão em flagrante de fls. 03/08,
no dia 05 de outubro de 2014, em conluio com Adison Judson
Ferreira de Azevedo, ter praticado assalto ao Posto de
Combustíveis Lira Uchoa, localizado na BR 101, Km 115, e
subtraído das vítimas, Dinah Márcia dos Santos Batista e
Fábio Palmeira Pinto, mediante grave ameaça por emprego de
arma de fogo, 01 (um) aparelho celular da marca Samsung
S5303Bm contendo 01 (um) chip da operadora Oi e outro da
marca LG E615f, bem como a quantia de R$ 502,00 (quinhentos
e dois reais).
Inicialmente, impende ressaltar que a custódia preventiva
constitui medida de índole excepcional cabível em situações nas quais
seja comprovada a materialidade delitiva e se vislumbrem fundados
indícios de autoria, concomitante à presença de quaisquer dos
requisitos previstos no art. 312 do CPP, quais sejam, para garantia da
ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução
criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal.
Ademais, nos termos do art. 313, I, do CPP, admite-se a
decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos, punidos com pena
privativa de liberdade máxima superior a 04 (quatro) anos.
In casu, sobressaem das provas encartadas aos autos
elementos suficientes que corroboram a materialidade e
autoria delitivas, conforme auto de prisão em flagrante, fls. 03,
e auto de apreensão e apresentação, fls. 17. O crime de roubo,
qualificado pelo emprego de arma de fogo, por seu turno, é doloso,
punido com pena privativa de liberdade máxima superior a 04
(quatro) anos.
Por sua vez, as circunstâncias peculiares da ação delitiva
do indiciado demonstram a concreta gravidade do crime
cometido, uma vez que utilizou-se de arma de fogo de grosso
calibre e de uso restrito, agindo encapuzado e com as placas
dos veículos encobertas por adesivos para evitar sua
identificação. Outrossim, os depoimentos das vítimas, bem
como sua própria confissão na esfera policial denotam que o
mesmo agiu de forma premeditada, o que eleva o juízo de
reprovabilidade da conduta.
4
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HC 127411 / PB
razão de, segundo o auto de prisão em flagrante de fls. 03/08,
no dia 05 de outubro de 2014, em conluio com Adison Judson
Ferreira de Azevedo, ter praticado assalto ao Posto de
Combustíveis Lira Uchoa, localizado na BR 101, Km 115, e
subtraído das vítimas, Dinah Márcia dos Santos Batista e
Fábio Palmeira Pinto, mediante grave ameaça por emprego de
arma de fogo, 01 (um) aparelho celular da marca Samsung
S5303Bm contendo 01 (um) chip da operadora Oi e outro da
marca LG E615f, bem como a quantia de R$ 502,00 (quinhentos
e dois reais).
Inicialmente, impende ressaltar que a custódia preventiva
constitui medida de índole excepcional cabível em situações nas quais
seja comprovada a materialidade delitiva e se vislumbrem fundados
indícios de autoria, concomitante à presença de quaisquer dos
requisitos previstos no art. 312 do CPP, quais sejam, para garantia da
ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução
criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal.
Ademais, nos termos do art. 313, I, do CPP, admite-se a
decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos, punidos com pena
privativa de liberdade máxima superior a 04 (quatro) anos.
In casu, sobressaem das provas encartadas aos autos
elementos suficientes que corroboram a materialidade e
autoria delitivas, conforme auto de prisão em flagrante, fls. 03,
e auto de apreensão e apresentação, fls. 17. O crime de roubo,
qualificado pelo emprego de arma de fogo, por seu turno, é doloso,
punido com pena privativa de liberdade máxima superior a 04
(quatro) anos.
Por sua vez, as circunstâncias peculiares da ação delitiva
do indiciado demonstram a concreta gravidade do crime
cometido, uma vez que utilizou-se de arma de fogo de grosso
calibre e de uso restrito, agindo encapuzado e com as placas
dos veículos encobertas por adesivos para evitar sua
identificação. Outrossim, os depoimentos das vítimas, bem
como sua própria confissão na esfera policial denotam que o
mesmo agiu de forma premeditada, o que eleva o juízo de
reprovabilidade da conduta.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127411 / PB
Há, ademais, uma premente necessidade de se acautelar a ordem
pública, bem como se resguardar a instrução processual e a aplicação
da lei penal, em vista de não residir o réu no distrito da culpa, nem
existir comprovante de residência em seu nome ou no de seus
genitores, o que aumenta suas chances de evasão no transcurso da
ação criminal.
Nesse ínterim, destaque-se que as circunstâncias favoráveis ao
agente, como bons antecedentes e emprego fixo não são suficientes à
revogação da preventiva, máxime quando somados a outras
circunstâncias desabonadoras constante dos autos, como in casu se
verifica a gravidade concreta do crime e a não residência do réu no
distrito da culpa. É o que entendem os Tribunais Superiores,
conforme:
(…).
Ademais, não se vislumbra dos autos qualquer fato novo
que justifique a revogação da prisão preventiva anteriormente
decretada (fls. 24/26), tampouco se revela ser o caso de
aplicação de outras medidas cautelares, já que a segregação
está fundamentada na periculosidade oferecida pelo agente à
ordem social e à instrução criminal, caso seja colocado em
liberdade.
Ante o exposto, conheço e, em harmonia com o parecer
ministerial, dou provimento ao recurso em sentido estrito, para
desconstituir a decisão que concedeu ao apelado (sic) a liberdade
provisória, restabelecendo o decreto de prisão preventiva, pelos
fundamentos anterior e exaustivamente expostos, bem como diante
dos motivos que a autorizam.”
A custódia cautelar, por sua característica de medida excepcional,
exige demonstração inequívoca de sua necessidade, em observância ao
princípio constitucional da presunção de inocência ou da não
culpabilidade, sob pena de antecipar a reprimenda a ser cumprida
quando da condenação (HC 105.556/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2...
Turma, DJe de 30.8.2013).
Dessa forma, o decreto de prisão cautelar há de se apoiar nas
circunstâncias fáticas do caso, no modo de execução e/ou na gravidade
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HC 127411 / PB
Há, ademais, uma premente necessidade de se acautelar a ordem
pública, bem como se resguardar a instrução processual e a aplicação
da lei penal, em vista de não residir o réu no distrito da culpa, nem
existir comprovante de residência em seu nome ou no de seus
genitores, o que aumenta suas chances de evasão no transcurso da
ação criminal.
Nesse ínterim, destaque-se que as circunstâncias favoráveis ao
agente, como bons antecedentes e emprego fixo não são suficientes à
revogação da preventiva, máxime quando somados a outras
circunstâncias desabonadoras constante dos autos, como in casu se
verifica a gravidade concreta do crime e a não residência do réu no
distrito da culpa. É o que entendem os Tribunais Superiores,
conforme:
(…).
Ademais, não se vislumbra dos autos qualquer fato novo
que justifique a revogação da prisão preventiva anteriormente
decretada (fls. 24/26), tampouco se revela ser o caso de
aplicação de outras medidas cautelares, já que a segregação
está fundamentada na periculosidade oferecida pelo agente à
ordem social e à instrução criminal, caso seja colocado em
liberdade.
Ante o exposto, conheço e, em harmonia com o parecer
ministerial, dou provimento ao recurso em sentido estrito, para
desconstituir a decisão que concedeu ao apelado (sic) a liberdade
provisória, restabelecendo o decreto de prisão preventiva, pelos
fundamentos anterior e exaustivamente expostos, bem como diante
dos motivos que a autorizam.”
A custódia cautelar, por sua característica de medida excepcional,
exige demonstração inequívoca de sua necessidade, em observância ao
princípio constitucional da presunção de inocência ou da não
culpabilidade, sob pena de antecipar a reprimenda a ser cumprida
quando da condenação (HC 105.556/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2...
Turma, DJe de 30.8.2013).
Dessa forma, o decreto de prisão cautelar há de se apoiar nas
circunstâncias fáticas do caso, no modo de execução e/ou na gravidade
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127411 / PB
concreta do delito praticado, evidenciando que se o agente permanecer
ou for solto irá colocar em risco a ordem pública, a ordem econômica, a
instrução criminal ou a aplicação da lei penal, conforme art. 312 do
Código de Processo Penal.
A Corte Estadual consignou indícios suficientes de autoria e de
materialidade delitivas (auto de prisão em flagrante e auto de apreensão e
apresentação), bem como a presença dos fundamentos da prisão
preventiva elencados no art. 312 do Código de Processo Penal, “já que a
segregação está fundamentada na periculosidade oferecida pelo agente à ordem
social”. Na esteira do acórdão exarado pelo Tribunal de Justiça, “as
circunstâncias peculiares da ação delitiva do indiciado demonstram a concreta
gravidade do crime cometido, uma vez que utilizou-se de arma de fogo de grosso
calibre e de uso restrito, agindo encapuzado e com as placas dos veículos
encobertas por adesivos para evitar sua identificação. Outrossim, os depoimentos
das vítimas, bem como sua própria confissão na esfera policial denotam que o
mesmo agiu de forma premeditada, o que eleva o juízo de reprovabilidade da
conduta”.
Se as circunstâncias concretas da prática delitiva indicam, pelo
modus operandi, a periculosidade da agente ou o risco de reiteração
delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar
para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas
provas da materialidade e da autoria, à luz do art. 312 do CPP (v.g. HC
105.585/SP, HC 112.763/MG e HC 112.364 AgR/DF, precedentes da minha
lavra). Dentre eles, destaco o seguinte:
"Quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema
periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade
de estabelecer um vínculo funcional entre o modus operandi do
suposto crime e a garantia da ordem pública" (HC 97.688, Rel. Min.
Ayres Britto, 1... Turma, DJe de 27.11.2009)
Nesse sentido, preconiza o Ministério Público Federal que, “embora a
gravidade do crime, por si só, não autorize a decretação da custódia, as
circunstâncias em que praticado (com destaque para o emprego da arma de fogo
6
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HC 127411 / PB
concreta do delito praticado, evidenciando que se o agente permanecer
ou for solto irá colocar em risco a ordem pública, a ordem econômica, a
instrução criminal ou a aplicação da lei penal, conforme art. 312 do
Código de Processo Penal.
A Corte Estadual consignou indícios suficientes de autoria e de
materialidade delitivas (auto de prisão em flagrante e auto de apreensão e
apresentação), bem como a presença dos fundamentos da prisão
preventiva elencados no art. 312 do Código de Processo Penal, “já que a
segregação está fundamentada na periculosidade oferecida pelo agente à ordem
social”. Na esteira do acórdão exarado pelo Tribunal de Justiça, “as
circunstâncias peculiares da ação delitiva do indiciado demonstram a concreta
gravidade do crime cometido, uma vez que utilizou-se de arma de fogo de grosso
calibre e de uso restrito, agindo encapuzado e com as placas dos veículos
encobertas por adesivos para evitar sua identificação. Outrossim, os depoimentos
das vítimas, bem como sua própria confissão na esfera policial denotam que o
mesmo agiu de forma premeditada, o que eleva o juízo de reprovabilidade da
conduta”.
Se as circunstâncias concretas da prática delitiva indicam, pelo
modus operandi, a periculosidade da agente ou o risco de reiteração
delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar
para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas
provas da materialidade e da autoria, à luz do art. 312 do CPP (v.g. HC
105.585/SP, HC 112.763/MG e HC 112.364 AgR/DF, precedentes da minha
lavra). Dentre eles, destaco o seguinte:
"Quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema
periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade
de estabelecer um vínculo funcional entre o modus operandi do
suposto crime e a garantia da ordem pública" (HC 97.688, Rel. Min.
Ayres Britto, 1... Turma, DJe de 27.11.2009)
Nesse sentido, preconiza o Ministério Público Federal que, “embora a
gravidade do crime, por si só, não autorize a decretação da custódia, as
circunstâncias em que praticado (com destaque para o emprego da arma de fogo
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127411 / PB
de grosso calibre e de uso restrito) revelam a maior periculosidade do paciente e
confirmam a necessidade de seu encarceramento provisório, para a garantia da
ordem pública”.
Dada a necessidade da constrição cautelar do paciente, carece de
plausibilidade jurídica o pleito defensivo de aplicação das medidas
cautelares diversas da prisão (arts. 282, § 6..., e 319 do CPP).
Por derradeiro, entendo que não se ressentem de teratologia nem
traduzem manifesta ilegalidade ou constrangimento ilegal as conclusões
das instâncias anteriores de modo a justificar a pretendida superação da
Súmula 691/Supremo Tribunal Federal.
Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem a
resolução de mérito.
7
Supremo Tribunal Federal
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HC 127411 / PB
de grosso calibre e de uso restrito) revelam a maior periculosidade do paciente e
confirmam a necessidade de seu encarceramento provisório, para a garantia da
ordem pública”.
Dada a necessidade da constrição cautelar do paciente, carece de
plausibilidade jurídica o pleito defensivo de aplicação das medidas
cautelares diversas da prisão (arts. 282, § 6..., e 319 do CPP).
Por derradeiro, entendo que não se ressentem de teratologia nem
traduzem manifesta ilegalidade ou constrangimento ilegal as conclusões
das instâncias anteriores de modo a justificar a pretendida superação da
Súmula 691/Supremo Tribunal Federal.
Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem a
resolução de mérito.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 127.411 PARAÍBA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, admito a
impetração porque em jogo a liberdade de ir e vir já alcançada, na via
direta, ante o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba.
Em primeiro lugar, sabemos que o flagrante não é mais título para a
provisória. O Juízo, comunicado do fenômeno, deve determinar, ou não, a
preventiva. O magistrado implementou a liberdade provisória do
paciente e impôs medidas cautelares diversas do cerceio da liberdade de
ir e vir. O Tribunal de Justiça, defrontando-se com recurso em sentido
estrito do Ministério Público, o proveu e, então, potencializando a
materialidade criminosa e indícios da autoria e a imputação, impôs a
inversão – como ressalto sempre – da ordem natural, que direciona a
apurar-se para, selada a culpa, prender-se em execução da pena. Essa
decisão do Tribunal de Justiça, reformando o pronunciamento do Juízo,
não se sustenta. No caso, implemento a ordem para restabelecer a visão
da primeira instância, inclusive com as medidas cautelares preconizadas
no ato formalizado.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 127.411 PARAÍBA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, admito a
impetração porque em jogo a liberdade de ir e vir já alcançada, na via
direta, ante o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba.
Em primeiro lugar, sabemos que o flagrante não é mais título para a
provisória. O Juízo, comunicado do fenômeno, deve determinar, ou não, a
preventiva. O magistrado implementou a liberdade provisória do
paciente e impôs medidas cautelares diversas do cerceio da liberdade de
ir e vir. O Tribunal de Justiça, defrontando-se com recurso em sentido
estrito do Ministério Público, o proveu e, então, potencializando a
materialidade criminosa e indícios da autoria e a imputação, impôs a
inversão – como ressalto sempre – da ordem natural, que direciona a
apurar-se para, selada a culpa, prender-se em execução da pena. Essa
decisão do Tribunal de Justiça, reformando o pronunciamento do Juízo,
não se sustenta. No caso, implemento a ordem para restabelecer a visão
da primeira instância, inclusive com as medidas cautelares preconizadas
no ato formalizado.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 127.411
PROCED. : PARAÍBA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : FLAVIO FREIRE NOVAES
IMPTE.(S) : ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 319.000 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o
processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora,
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598971
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 127.411
PROCED. : PARAÍBA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : FLAVIO FREIRE NOVAES
IMPTE.(S) : ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 319.000 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o
processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora,
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598971
Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 127 . 411",
"HC n 319 . 000",
"SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 127411 / PB",
"HC 127411 / PB",
"HABEAS CORPUS 127 . 411",
"HC n 319 . 000 DO SUPERIOR",
"HC 319 . 000 / PB",
"HC 319 . 000 / PB",
"HABEAS CORPUS 127 . 411",
"HC n 319 . 000",
"HC 319 . 000 / PB",
"HC 319 . 000 / PB",
"HC 127411 / PB",
"HC 127411 / PB",
"HABEAS CORPUS 127 . 411",
"HC 319 . 000 / PB",
"HABEAS CORPUS 127 . 411",
"HC 319 . 000 / PB",
"acórdão",
"HC 127411 / PB",
"Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 104 . 855 / CE",
"HC 96 . 539 / SP",
"HC 127411 / PB",
"Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 104 . 855 / CE",
"HC 96 . 539 / SP",
"HC 127411 / PB",
"HC 127411 / PB",
"HC 127411 / PB",
"HC 127411 / PB",
"HC 127411 / PB",
"HC 105 . 556 / SP",
"HC 127411 / PB",
"HC 105 . 556 / SP",
"HC 127411 / PB",
"HC 105 . 585 / SP",
"HC 112 . 763 / MG",
"HC 112 . 364 AgR / DF",
"HC 97 . 688",
"HC 127411 / PB",
"HC 105 . 585 / SP",
"HC 112 . 763 / MG",
"HC 112 . 364 AgR / DF",
"HC 97 . 688",
"HC 127411 / PB",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 127411 / PB",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HABEAS CORPUS 127 . 411",
"HABEAS CORPUS 127 . 411",
"HABEAS CORPUS 127 . 411",
"HC n 319 . 000",
"HABEAS CORPUS 127 . 411",
"HC n 319 . 000"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 157 , § 2 . . . , INCISOS I E II , DO CÓDIGO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 313 , I , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 313 , I , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"art . 313 , I , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"art . 313 , I , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 282 , § 6 . . . , e 319 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 282 , § 6 . . . , e 319 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARAÍBA",
"Brasília",
"Brasília",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"Posto de Combustíveis Lira Uchoa",
"BR 101",
"BR 101",
"Vara Criminal da Comarca de Pedras de Fogo / PB",
"BR 101",
"BR 101",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Ministério Público Estadual",
"Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Ministério Público Estadual",
"Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Samsung",
"Oi",
"LG",
"Vara Criminal da",
"Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"de Combustíveis",
"Samsung",
"Oi",
"LG",
"Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Posto de Combustíveis",
"Samsung",
"Oi",
"LG",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Posto de Combustíveis",
"Samsung",
"Oi",
"LG",
"E615f",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça",
"1",
".",
". . Turma",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça",
"1",
".",
". . Turma",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"FLAVIO FREIRE NOVAES",
"ADEILDO NUNES",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"FLAVIO FREIRE NOVAES",
"ADEILDO NUNES",
"Rosa Weber",
"Adeildo Nunes",
"Flávio Freire Novaes",
"Sebastião Reis Júnior",
"Sebastião Reis Júnior",
"ROSA WEBER",
"FLAVIO FREIRE NOVAES",
"ADEILDO NUNES",
"Rosa Weber",
"Adeildo Nunes",
"Flávio Freire Novaes",
"Sebastião Reis Júnior",
"Sebastião Reis Júnior",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Cláudia Sampaio Marques",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Sebastião Reis Júnior",
"Rosa Weber",
"Sebastião Reis Júnior",
"ROSA WEBER",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Adison Judson Ferreira de Azevedo",
"Dinah Márcia dos Santos Batista",
"Fábio Palmeira Pinto",
"Adison Judson Ferreira de Azevedo",
"Dinah Márcia dos Santos Batista",
"Fábio Palmeira Pinto",
"ROSA WEBER",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"ROSA WEBER",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"FLAVIO FREIRE NOVAES",
"ADEILDO NUNES",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"FLAVIO FREIRE NOVAES",
"ADEILDO NUNES",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"05",
".",
"10",
".",
"2014",
"20",
".",
"10",
".",
"2014",
"05",
".",
"3",
".",
"2015",
"30",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"05",
".",
"10",
".",
"2014",
"20",
".",
"10",
".",
"2014",
"05",
".",
"3",
".",
"2015",
"30",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"10",
".",
"2011",
"06",
".",
"5",
".",
"2010",
"05",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"10",
".",
"2011",
"06",
".",
"5",
".",
"2010",
"05",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"10",
".",
"2014",
"05",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"10",
".",
"2014",
"05",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"11",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"11",
".",
"2009",
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"/",
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"/",
"08",
"/",
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"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
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"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
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"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
RECTE.(S)
:JOHN UCHE AJAEGBU
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO
TRANSNACIONAL DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA
PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. FRAÇÃO MÍNIMA.
FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO. FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL
FECHADO. ILEGALIDADE.
1. A diminuição da pena decorrente da causa especial disposta no §
4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, em patamar mínimo, reclama
fundamentação jurídica adequada, o que não ocorreu no caso.
2. A determinação do regime inicial de cumprimento da pena deve
levar em conta dois fatores: (a) o quantum da reprimenda imposta (CP, art.
33, § 2º); e (b) as condições pessoais do condenado (CP, art. 33, § 3º)
estabelecidas na primeira etapa da dosimetria. Estabelecida a pena-base
no mínimo legal, porque favoráveis todas as circunstâncias judiciais, a
imposição de regime inicial mais grave revela quadro de descompasso
com a legislação penal.
3. Recurso ordinário em habeas corpus parcialmente provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por maioria, em dar parcial provimento ao recurso,
devendo os autos retornarem ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região
para que seja redimensionado, mediante fundamentação jurídica
adequada, o patamar de diminuição da minorante do § 4º do art. 33 da
Lei 11.343/2006 e considerado o quantum de pena aplicado, estabelecido o
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
RHC 125435 / SP
regime prisional inicial, bem assim apreciada a possibilidade de
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, nos
termos do voto do Relator, vencido o Ministro Presidente. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 125435 / SP
regime prisional inicial, bem assim apreciada a possibilidade de
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, nos
termos do voto do Relator, vencido o Ministro Presidente. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9044023.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
RECTE.(S)
:JOHN UCHE AJAEGBU
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de
recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do HC
252.591/SP. Consta dos autos, em síntese, que: (a) o recorrente foi
condenado à pena de 5 anos e 10 meses de reclusão, no regime inicial
fechado, pela prática do crime de tráfico transnacional de drogas, sendo-
lhe negado o direito de recorrer em liberdade; (b) o Tribunal Regional
Federal da 3ª Região deu parcial provimento à apelação defensiva para
aplicar a minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, reduzindo a
pena a 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão; (c) irresignada com o
patamar de diminuição mínimo aplicado, a defesa impetrou habeas corpus
no Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento à impetração, e,
posteriormente, negou provimento ao agravo regimental, em acórdão
assim ementado:
“(...) – As características das drogas apreendidas, bem
como sua quantidade e variedade, são aptas a fundamentar o
quantum de redução da pena. No caso, o agravante foi flagrado
com 1.037g (mil e trinta e sete gramas) de cocaína
acondicionados em 64 (sessenta e quatro) cápsulas detectadas
dentro do seu organismo.
– Por outro lado, a modificação do montante de redução é
matéria que demandaria análise do conjunto fático-probatório,
incabível na via eleita.
– O regime inicial fechado foi devidamente justificado na
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
RECTE.(S)
:JOHN UCHE AJAEGBU
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de
recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do HC
252.591/SP. Consta dos autos, em síntese, que: (a) o recorrente foi
condenado à pena de 5 anos e 10 meses de reclusão, no regime inicial
fechado, pela prática do crime de tráfico transnacional de drogas, sendo-
lhe negado o direito de recorrer em liberdade; (b) o Tribunal Regional
Federal da 3ª Região deu parcial provimento à apelação defensiva para
aplicar a minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, reduzindo a
pena a 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão; (c) irresignada com o
patamar de diminuição mínimo aplicado, a defesa impetrou habeas corpus
no Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento à impetração, e,
posteriormente, negou provimento ao agravo regimental, em acórdão
assim ementado:
“(...) – As características das drogas apreendidas, bem
como sua quantidade e variedade, são aptas a fundamentar o
quantum de redução da pena. No caso, o agravante foi flagrado
com 1.037g (mil e trinta e sete gramas) de cocaína
acondicionados em 64 (sessenta e quatro) cápsulas detectadas
dentro do seu organismo.
– Por outro lado, a modificação do montante de redução é
matéria que demandaria análise do conjunto fático-probatório,
incabível na via eleita.
– O regime inicial fechado foi devidamente justificado na
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
RHC 125435 / SP
gravidade concreta do delito, consubstanciada no alto poder
destrutivo e de disseminação dos entorpecentes apreendidos,
em consonância com o art. 42 da Lei 11.343/2006. Precedentes:
HC 281.377/SP, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, 6ª
T., DJe 13/12/2013; HC 274.467/SP, Rel. Ministro Marco Aurélio
Bellizze, 5ª T., DJe 4/11/2013; HC 187.047/SP, Rel. Ministro
Sebastião Reis Júnior, 6ª T., DJe 9/4/2012.
– Mantida a pena em 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10
(dez) dias de reclusão, fica vedada a substituição da pena
privativa de liberdade, pois ausentes os requisitos do art. 44,I,
do Código Penal.
Agravo regimental desprovido”.
Neste recurso, a Defensoria Pública da União alega, em suma, que:
(a) o ato recorrido padece de vício, ao deixar de aplicar a causa de
diminuição no patamar máximo de 2/3 com esteio na quantidade e na
natureza da droga, bem como pelo óbice da Súmula 7 do STJ; (b) é
evidente a desproporcionalidade do decréscimo da pena no mínimo legal
devido à quantidade da droga apreendida, qual seja, 1,037 grama de
cocaína; (c) o habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça
buscou nova valoração das provas e não o seu reexame; (d) a sentença
condenatória estabeleceu o regime inicial fechado exclusivamente com
base na hediondez do crime, e as instâncias posteriores, ao reanalisarem o
regime prisional, acabaram complementando, indevidamente, essa
fundamentação; (e) com a aplicação da redução no patamar de 2/3, o
recorrente fará jus à substituição da pena privativa de liberdade por
sanção restritiva de direitos. Requer, ao final, “o conhecimento e
provimento do presente recurso, com a consequente reforma do acórdão
do e. STJ, para que seja concedida a ordem do AgRg no HABEAS
CORPUS Nº 252.591 - SP (2012/0180445-4), a fim de se aplicar a causa de
diminuição prevista no artigo 33, § 4º da Lei nº 11.343/06 em seu patamar
máximo de 2/3, alterar o regime de cumprimento de pena do recorrente
por um mais brando, bem como permitir a substituição da pena privativa
de liberdade por pena restritiva de direitos”.
Foram apresentadas contrarrazões.
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 125435 / SP
gravidade concreta do delito, consubstanciada no alto poder
destrutivo e de disseminação dos entorpecentes apreendidos,
em consonância com o art. 42 da Lei 11.343/2006. Precedentes:
HC 281.377/SP, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, 6ª
T., DJe 13/12/2013; HC 274.467/SP, Rel. Ministro Marco Aurélio
Bellizze, 5ª T., DJe 4/11/2013; HC 187.047/SP, Rel. Ministro
Sebastião Reis Júnior, 6ª T., DJe 9/4/2012.
– Mantida a pena em 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10
(dez) dias de reclusão, fica vedada a substituição da pena
privativa de liberdade, pois ausentes os requisitos do art. 44,I,
do Código Penal.
Agravo regimental desprovido”.
Neste recurso, a Defensoria Pública da União alega, em suma, que:
(a) o ato recorrido padece de vício, ao deixar de aplicar a causa de
diminuição no patamar máximo de 2/3 com esteio na quantidade e na
natureza da droga, bem como pelo óbice da Súmula 7 do STJ; (b) é
evidente a desproporcionalidade do decréscimo da pena no mínimo legal
devido à quantidade da droga apreendida, qual seja, 1,037 grama de
cocaína; (c) o habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça
buscou nova valoração das provas e não o seu reexame; (d) a sentença
condenatória estabeleceu o regime inicial fechado exclusivamente com
base na hediondez do crime, e as instâncias posteriores, ao reanalisarem o
regime prisional, acabaram complementando, indevidamente, essa
fundamentação; (e) com a aplicação da redução no patamar de 2/3, o
recorrente fará jus à substituição da pena privativa de liberdade por
sanção restritiva de direitos. Requer, ao final, “o conhecimento e
provimento do presente recurso, com a consequente reforma do acórdão
do e. STJ, para que seja concedida a ordem do AgRg no HABEAS
CORPUS Nº 252.591 - SP (2012/0180445-4), a fim de se aplicar a causa de
diminuição prevista no artigo 33, § 4º da Lei nº 11.343/06 em seu patamar
máximo de 2/3, alterar o regime de cumprimento de pena do recorrente
por um mais brando, bem como permitir a substituição da pena privativa
de liberdade por pena restritiva de direitos”.
Foram apresentadas contrarrazões.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
RHC 125435 / SP
Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo
improvimento do recurso ordinário.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
RHC 125435 / SP
Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo
improvimento do recurso ordinário.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O Tribunal
Regional Federal da 3ª Região aplicou a minorante do § 4º do art. 33 da
Lei 11.343/2006, em seu patamar mínimo, afirmando que o acusado “(...)
não integra o cotidiano de organização criminosa, pelo contexto dos
autos, deduzindo-se uma prática casual, considerando-se, igualmente,
sua primariedade e inexistência de registros. Evidencia-se a sua escassa
consciência sobre o seu grau de colaboração com organização criminosa,
cuja estrutura aparenta desconhecer, afigurando-se a quantidade de
entorpecentes transportada como indicativa da ignorância quanto à
amplitude de suas atividades”.
A dosimetria da pena, como se sabe, além de não admitir soluções
arbitrárias e voluntaristas, supõe, como pressuposto de legitimidade, uma
adequada fundamentação racional, revestida dos predicados de
logicidade, harmonia e proporcionalidade com os dados empíricos em
que deve se basear. Ora, no caso, vê-se claramente que o acórdão, ao
declinar quadro favorável ao recorrente e aplicar o patamar mínimo da
causa de diminuição, não atendeu adequadamente aos requisitos de
coerência interna, de proporcionalidade e de equilíbrio em suas
avaliações fáticas à luz do princípio da individualização da pena.
Cumpre registrar que eventual apontamentos realizados pelo STJ
não podem ser aqui considerados, pois é da jurisprudência desta Corte o
entendimento de que não é permitido à instância superior, em sede de
habeas corpus, suprir vício de fundamentação das instâncias ordinárias.
Nesse sentido: HC 108183, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma,
DJe de 18-10-2012; HC 105768, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA,
Primeira Turma, DJe de 01-06-2011; HC 103213, Relator(a): Min.
CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 01-02-2011; HC 98307,
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 23-
04-2010; HC 93778, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O Tribunal
Regional Federal da 3ª Região aplicou a minorante do § 4º do art. 33 da
Lei 11.343/2006, em seu patamar mínimo, afirmando que o acusado “(...)
não integra o cotidiano de organização criminosa, pelo contexto dos
autos, deduzindo-se uma prática casual, considerando-se, igualmente,
sua primariedade e inexistência de registros. Evidencia-se a sua escassa
consciência sobre o seu grau de colaboração com organização criminosa,
cuja estrutura aparenta desconhecer, afigurando-se a quantidade de
entorpecentes transportada como indicativa da ignorância quanto à
amplitude de suas atividades”.
A dosimetria da pena, como se sabe, além de não admitir soluções
arbitrárias e voluntaristas, supõe, como pressuposto de legitimidade, uma
adequada fundamentação racional, revestida dos predicados de
logicidade, harmonia e proporcionalidade com os dados empíricos em
que deve se basear. Ora, no caso, vê-se claramente que o acórdão, ao
declinar quadro favorável ao recorrente e aplicar o patamar mínimo da
causa de diminuição, não atendeu adequadamente aos requisitos de
coerência interna, de proporcionalidade e de equilíbrio em suas
avaliações fáticas à luz do princípio da individualização da pena.
Cumpre registrar que eventual apontamentos realizados pelo STJ
não podem ser aqui considerados, pois é da jurisprudência desta Corte o
entendimento de que não é permitido à instância superior, em sede de
habeas corpus, suprir vício de fundamentação das instâncias ordinárias.
Nesse sentido: HC 108183, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma,
DJe de 18-10-2012; HC 105768, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA,
Primeira Turma, DJe de 01-06-2011; HC 103213, Relator(a): Min.
CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 01-02-2011; HC 98307,
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 23-
04-2010; HC 93778, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
RHC 125435 / SP
15-08-2008.
2. Em relação à aplicação do regime prisional inicial mais brando,
tem-se que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, ao redimensionar a
pena do recorrente, fixou-lhe o regime fechado, por reputá-lo mais
“adequado à natureza do delito, de acordo com os critérios aludidos no
art. 33, § 3º, do CP, dentre os quais se deve considerar em grau de
preponderância a significativa quantidade e natureza de substância
entorpecente transportada pelo acusado, tendo em vista o disposto nos
arts. 59 do CP e 42 da Lei 11.343/06”.
Nesse contexto, há ilegalidade na eleição do regime prisional. Isso
porque, além de o quantum da pena permitir a imposição de regime
inicial mais brando, a pena-base foi fixada no mínimo legal. Ademais, na
medida em que o § 3º do art. 33 do Código Penal indica as circunstâncias
do art. 59 daquele mesmo Diploma Legal como critério adicional para a
eleição do regime prisional mais adequado, impõe-se, em prol do
princípio da legalidade, criteriosa e coerente observância dos limites
impostos pelo legislador ordinário. Desse modo, na lição de Guilherme
de Souza Nucci, se o julgador “considerou todos os elementos do art. 59
favoráveis, estabelecendo a pena no patamar mínimo, também o regime
deve merecer idêntico critério, determinando-se o mais brando possível”
(Individualização da Pena. 5. ed. Ed. Revista dos Tribunais. p. 260).
Segundo entendimento desta Suprema Corte, implica manifesto
“contrassenso ter sido a pena da paciente fixada no patamar mínimo
legal, por inexistência de motivos hábeis à sua majoração, e, ao mesmo
tempo, assentar-se o regime mais gravoso em torno de proposições não
cogitadas na primeira fase da dosimetria” (HC 99.996/SP, Rel. Min. Dias
Toffoli, 1ª Turma, DJe de 22-11-2010).
Em conclusão, os autos devem retornar ao Tribunal Regional Federal
da 3ª Região para que seja redimensionado, mediante fundamentação
jurídica adequada, o patamar de diminuição da minorante do § 4º do art.
33 da Lei 11.343/2006, e, considerado o quantum de pena aplicado,
estabelecido o regime prisional inicial, bem assim apreciada a
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 125435 / SP
15-08-2008.
2. Em relação à aplicação do regime prisional inicial mais brando,
tem-se que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, ao redimensionar a
pena do recorrente, fixou-lhe o regime fechado, por reputá-lo mais
“adequado à natureza do delito, de acordo com os critérios aludidos no
art. 33, § 3º, do CP, dentre os quais se deve considerar em grau de
preponderância a significativa quantidade e natureza de substância
entorpecente transportada pelo acusado, tendo em vista o disposto nos
arts. 59 do CP e 42 da Lei 11.343/06”.
Nesse contexto, há ilegalidade na eleição do regime prisional. Isso
porque, além de o quantum da pena permitir a imposição de regime
inicial mais brando, a pena-base foi fixada no mínimo legal. Ademais, na
medida em que o § 3º do art. 33 do Código Penal indica as circunstâncias
do art. 59 daquele mesmo Diploma Legal como critério adicional para a
eleição do regime prisional mais adequado, impõe-se, em prol do
princípio da legalidade, criteriosa e coerente observância dos limites
impostos pelo legislador ordinário. Desse modo, na lição de Guilherme
de Souza Nucci, se o julgador “considerou todos os elementos do art. 59
favoráveis, estabelecendo a pena no patamar mínimo, também o regime
deve merecer idêntico critério, determinando-se o mais brando possível”
(Individualização da Pena. 5. ed. Ed. Revista dos Tribunais. p. 260).
Segundo entendimento desta Suprema Corte, implica manifesto
“contrassenso ter sido a pena da paciente fixada no patamar mínimo
legal, por inexistência de motivos hábeis à sua majoração, e, ao mesmo
tempo, assentar-se o regime mais gravoso em torno de proposições não
cogitadas na primeira fase da dosimetria” (HC 99.996/SP, Rel. Min. Dias
Toffoli, 1ª Turma, DJe de 22-11-2010).
Em conclusão, os autos devem retornar ao Tribunal Regional Federal
da 3ª Região para que seja redimensionado, mediante fundamentação
jurídica adequada, o patamar de diminuição da minorante do § 4º do art.
33 da Lei 11.343/2006, e, considerado o quantum de pena aplicado,
estabelecido o regime prisional inicial, bem assim apreciada a
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
RHC 125435 / SP
possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva
de direitos.
3. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso, nos termos da
fundamentação. É o voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
RHC 125435 / SP
possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva
de direitos.
3. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso, nos termos da
fundamentação. É o voto.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Neste caso específico, vou pedir vênia para ficar vencido.
Eu nego provimento ao recurso.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172202.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Neste caso específico, vou pedir vênia para ficar vencido.
Eu nego provimento ao recurso.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
RECTE.(S) : JOHN UCHE AJAEGBU
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por maioria, deu parcial provimento ao
recurso, devendo os autos retornarem ao Tribunal Regional Federal
da 3ª Região para que seja redimensionado, mediante fundamentação
jurídica adequada, o patamar de diminuição da minorante do § 4º do
art. 33 da Lei 11.343/2006, e, considerado o quantum de pena
aplicado, estabelecido o regime prisional inicial, bem assim
apreciada a possibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos, nos termos do voto do
Relator, vencido o Ministro Presidente. Ausente, justificadamente,
o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070555
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
RECTE.(S) : JOHN UCHE AJAEGBU
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por maioria, deu parcial provimento ao
recurso, devendo os autos retornarem ao Tribunal Regional Federal
da 3ª Região para que seja redimensionado, mediante fundamentação
jurídica adequada, o patamar de diminuição da minorante do § 4º do
art. 33 da Lei 11.343/2006, e, considerado o quantum de pena
aplicado, estabelecido o regime prisional inicial, bem assim
apreciada a possibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos, nos termos do voto do
Relator, vencido o Ministro Presidente. Ausente, justificadamente,
o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070555
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-20T00:00:00
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A Turma, por maioria, deu parcial provimento ao recurso, devendo os autos retornarem ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região para que seja redimensionado, mediante fundamentação jurídica adequada, o patamar de diminuição da minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, e, considerado o quantum de pena aplicado, estabelecido o regime prisional inicial, bem assim apreciada a possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Presidente. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
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RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
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Ementa: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO TRANSNACIONAL DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. FRAÇÃO MÍNIMA. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO. FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL FECHADO. ILEGALIDADE.
1. A diminuição da pena decorrente da causa especial disposta no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, em patamar mínimo, reclama fundamentação jurídica adequada, o que não ocorreu no caso.
2. A determinação do regime inicial de cumprimento da pena deve levar em conta dois fatores: (a) o quantum da reprimenda imposta (CP, art. 33, § 2º); e (b) as condições pessoais do condenado (CP, art. 33, § 3º) estabelecidas na primeira etapa da dosimetria. Estabelecida a pena-base no mínimo legal, porque favoráveis todas as circunstâncias judiciais, a imposição de regime inicial mais grave revela quadro de descompasso com a legislação penal.
3. Recurso ordinário em habeas corpus parcialmente provido.
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sjur315873
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- Acórdão(s) citado(s):
(HC, INSTÂNCIA SUPERIOR, SUPRIMENTO, FUNDAMENTAÇÃO, INSTÂNCIA ORDINÁRIA)
HC 93778 (2ªT), HC 98307 (1ªT), HC 103212, HC 105768 (1ªT), HC 108183 (1ªT).
(PENA-BASE, MÍNIMO LEGAL, REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA)
HC 99996 (1ªT).
Número de páginas: 10.
Análise: 01/09/2015, JRS.
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TEORI ZAVASCKI
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Segunda Turma
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125435
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"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n",
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00002 PAR-00003 ART-00059\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
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RHC
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acordaos
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RHC 125435
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RECTE.(S) : JOHN UCHE AJAEGBU
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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""
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Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
RECTE.(S)
:JOHN UCHE AJAEGBU
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO
TRANSNACIONAL DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA
PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. FRAÇÃO MÍNIMA.
FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO. FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL
FECHADO. ILEGALIDADE.
1. A diminuição da pena decorrente da causa especial disposta no §
4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, em patamar mínimo, reclama
fundamentação jurídica adequada, o que não ocorreu no caso.
2. A determinação do regime inicial de cumprimento da pena deve
levar em conta dois fatores: (a) o quantum da reprimenda imposta (Código Penal Brasileiro, art.
33, § 2...); e (b) as condições pessoais do condenado (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 3...)
estabelecidas na primeira etapa da dosimetria. Estabelecida a pena-base
no mínimo legal, porque favoráveis todas as circunstâncias judiciais, a
imposição de regime inicial mais grave revela quadro de descompasso
com a legislação penal.
3. Recurso ordinário em habeas corpus parcialmente provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por maioria, em dar parcial provimento ao recurso,
devendo os autos retornarem ao Tribunal Regional Federal da 3... Região
para que seja redimensionado, mediante fundamentação jurídica
adequada, o patamar de diminuição da minorante do § 4... do art. 33 da
Lei 11.343/2006 e considerado o quantum de pena aplicado, estabelecido o
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
RHC 125435 / SP
regime prisional inicial, bem assim apreciada a possibilidade de
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, nos
termos do voto do Relator, vencido o Ministro Presidente. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
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RHC 125435 / SP
regime prisional inicial, bem assim apreciada a possibilidade de
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, nos
termos do voto do Relator, vencido o Ministro Presidente. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
RECTE.(S)
:JOHN UCHE AJAEGBU
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de
recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do HC
252.591/SP. Consta dos autos, em síntese, que: (a) o recorrente foi
condenado à pena de 5 anos e 10 meses de reclusão, no regime inicial
fechado, pela prática do crime de tráfico transnacional de drogas, sendo-
lhe negado o direito de recorrer em liberdade; (b) o Tribunal Regional
Federal da 3... Região deu parcial provimento à apelação defensiva para
aplicar a minorante do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, reduzindo a
pena a 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão; (c) irresignada com o
patamar de diminuição mínimo aplicado, a defesa impetrou habeas corpus
no Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento à impetração, e,
posteriormente, negou provimento ao agravo regimental, em acórdão
assim ementado:
“(...) – As características das drogas apreendidas, bem
como sua quantidade e variedade, são aptas a fundamentar o
quantum de redução da pena. No caso, o agravante foi flagrado
com 1.037g (mil e trinta e sete gramas) de cocaína
acondicionados em 64 (sessenta e quatro) cápsulas detectadas
dentro do seu organismo.
– Por outro lado, a modificação do montante de redução é
matéria que demandaria análise do conjunto fático-probatório,
incabível na via eleita.
– O regime inicial fechado foi devidamente justificado na
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SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
RECTE.(S)
:JOHN UCHE AJAEGBU
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de
recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do HC
252.591/SP. Consta dos autos, em síntese, que: (a) o recorrente foi
condenado à pena de 5 anos e 10 meses de reclusão, no regime inicial
fechado, pela prática do crime de tráfico transnacional de drogas, sendo-
lhe negado o direito de recorrer em liberdade; (b) o Tribunal Regional
Federal da 3... Região deu parcial provimento à apelação defensiva para
aplicar a minorante do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, reduzindo a
pena a 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão; (c) irresignada com o
patamar de diminuição mínimo aplicado, a defesa impetrou habeas corpus
no Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento à impetração, e,
posteriormente, negou provimento ao agravo regimental, em acórdão
assim ementado:
“(...) – As características das drogas apreendidas, bem
como sua quantidade e variedade, são aptas a fundamentar o
quantum de redução da pena. No caso, o agravante foi flagrado
com 1.037g (mil e trinta e sete gramas) de cocaína
acondicionados em 64 (sessenta e quatro) cápsulas detectadas
dentro do seu organismo.
– Por outro lado, a modificação do montante de redução é
matéria que demandaria análise do conjunto fático-probatório,
incabível na via eleita.
– O regime inicial fechado foi devidamente justificado na
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Relatório
RHC 125435 / SP
gravidade concreta do delito, consubstanciada no alto poder
destrutivo e de disseminação dos entorpecentes apreendidos,
em consonância com o art. 42 da Lei 11.343/2006. Precedentes:
HC 281.377/SP, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, 6...
T., DJe 13/12/2013; HC 274.467/SP, Rel. Ministro Marco Aurélio
Bellizze, 5... T., DJe 4/11/2013; HC 187.047/SP, Rel. Ministro
Sebastião Reis Júnior, 6... T., DJe 9/4/2012.
– Mantida a pena em 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10
(dez) dias de reclusão, fica vedada a substituição da pena
privativa de liberdade, pois ausentes os requisitos do art. 44,I,
do Código Penal.
Agravo regimental desprovido”.
Neste recurso, a Defensoria Pública da União alega, em suma, que:
(a) o ato recorrido padece de vício, ao deixar de aplicar a causa de
diminuição no patamar máximo de 2/3 com esteio na quantidade e na
natureza da droga, bem como pelo óbice da Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça; (b) é
evidente a desproporcionalidade do decréscimo da pena no mínimo legal
devido à quantidade da droga apreendida, qual seja, 1,037 grama de
cocaína; (c) o habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça
buscou nova valoração das provas e não o seu reexame; (d) a sentença
condenatória estabeleceu o regime inicial fechado exclusivamente com
base na hediondez do crime, e as instâncias posteriores, ao reanalisarem o
regime prisional, acabaram complementando, indevidamente, essa
fundamentação; (e) com a aplicação da redução no patamar de 2/3, o
recorrente fará jus à substituição da pena privativa de liberdade por
sanção restritiva de direitos. Requer, ao final, “o conhecimento e
provimento do presente recurso, com a consequente reforma do acórdão
do e. Superior Tribunal de Justiça, para que seja concedida a ordem do AgRg no HABEAS
CORPUS n 252.591 - SP (2012/0180445-4), a fim de se aplicar a causa de
diminuição prevista no artigo 33, § 4... da Lei n 11.343/06 em seu patamar
máximo de 2/3, alterar o regime de cumprimento de pena do recorrente
por um mais brando, bem como permitir a substituição da pena privativa
de liberdade por pena restritiva de direitos”.
Foram apresentadas contrarrazões.
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 125435 / SP
gravidade concreta do delito, consubstanciada no alto poder
destrutivo e de disseminação dos entorpecentes apreendidos,
em consonância com o art. 42 da Lei 11.343/2006. Precedentes:
HC 281.377/SP, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, 6...
T., DJe 13/12/2013; HC 274.467/SP, Rel. Ministro Marco Aurélio
Bellizze, 5... T., DJe 4/11/2013; HC 187.047/SP, Rel. Ministro
Sebastião Reis Júnior, 6... T., DJe 9/4/2012.
– Mantida a pena em 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10
(dez) dias de reclusão, fica vedada a substituição da pena
privativa de liberdade, pois ausentes os requisitos do art. 44,I,
do Código Penal.
Agravo regimental desprovido”.
Neste recurso, a Defensoria Pública da União alega, em suma, que:
(a) o ato recorrido padece de vício, ao deixar de aplicar a causa de
diminuição no patamar máximo de 2/3 com esteio na quantidade e na
natureza da droga, bem como pelo óbice da Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça; (b) é
evidente a desproporcionalidade do decréscimo da pena no mínimo legal
devido à quantidade da droga apreendida, qual seja, 1,037 grama de
cocaína; (c) o habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça
buscou nova valoração das provas e não o seu reexame; (d) a sentença
condenatória estabeleceu o regime inicial fechado exclusivamente com
base na hediondez do crime, e as instâncias posteriores, ao reanalisarem o
regime prisional, acabaram complementando, indevidamente, essa
fundamentação; (e) com a aplicação da redução no patamar de 2/3, o
recorrente fará jus à substituição da pena privativa de liberdade por
sanção restritiva de direitos. Requer, ao final, “o conhecimento e
provimento do presente recurso, com a consequente reforma do acórdão
do e. Superior Tribunal de Justiça, para que seja concedida a ordem do AgRg no HABEAS
CORPUS n 252.591 - SP (2012/0180445-4), a fim de se aplicar a causa de
diminuição prevista no artigo 33, § 4... da Lei n 11.343/06 em seu patamar
máximo de 2/3, alterar o regime de cumprimento de pena do recorrente
por um mais brando, bem como permitir a substituição da pena privativa
de liberdade por pena restritiva de direitos”.
Foram apresentadas contrarrazões.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
RHC 125435 / SP
Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo
improvimento do recurso ordinário.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
RHC 125435 / SP
Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo
improvimento do recurso ordinário.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O Tribunal
Regional Federal da 3... Região aplicou a minorante do § 4... do art. 33 da
Lei 11.343/2006, em seu patamar mínimo, afirmando que o acusado “(...)
não integra o cotidiano de organização criminosa, pelo contexto dos
autos, deduzindo-se uma prática casual, considerando-se, igualmente,
sua primariedade e inexistência de registros. Evidencia-se a sua escassa
consciência sobre o seu grau de colaboração com organização criminosa,
cuja estrutura aparenta desconhecer, afigurando-se a quantidade de
entorpecentes transportada como indicativa da ignorância quanto à
amplitude de suas atividades”.
A dosimetria da pena, como se sabe, além de não admitir soluções
arbitrárias e voluntaristas, supõe, como pressuposto de legitimidade, uma
adequada fundamentação racional, revestida dos predicados de
logicidade, harmonia e proporcionalidade com os dados empíricos em
que deve se basear. Ora, no caso, vê-se claramente que o acórdão, ao
declinar quadro favorável ao recorrente e aplicar o patamar mínimo da
causa de diminuição, não atendeu adequadamente aos requisitos de
coerência interna, de proporcionalidade e de equilíbrio em suas
avaliações fáticas à luz do princípio da individualização da pena.
Cumpre registrar que eventual apontamentos realizados pelo Superior Tribunal de Justiça
não podem ser aqui considerados, pois é da jurisprudência desta Corte o
entendimento de que não é permitido à instância superior, em sede de
habeas corpus, suprir vício de fundamentação das instâncias ordinárias.
Nesse sentido: HC 108183, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma,
DJe de 18-10-2012; HC 105768, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA,
Primeira Turma, DJe de 01-06-2011; HC 103213, Relator(a): Min.
CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 01-02-2011; HC 98307,
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 23-
04-2010; HC 93778, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O Tribunal
Regional Federal da 3... Região aplicou a minorante do § 4... do art. 33 da
Lei 11.343/2006, em seu patamar mínimo, afirmando que o acusado “(...)
não integra o cotidiano de organização criminosa, pelo contexto dos
autos, deduzindo-se uma prática casual, considerando-se, igualmente,
sua primariedade e inexistência de registros. Evidencia-se a sua escassa
consciência sobre o seu grau de colaboração com organização criminosa,
cuja estrutura aparenta desconhecer, afigurando-se a quantidade de
entorpecentes transportada como indicativa da ignorância quanto à
amplitude de suas atividades”.
A dosimetria da pena, como se sabe, além de não admitir soluções
arbitrárias e voluntaristas, supõe, como pressuposto de legitimidade, uma
adequada fundamentação racional, revestida dos predicados de
logicidade, harmonia e proporcionalidade com os dados empíricos em
que deve se basear. Ora, no caso, vê-se claramente que o acórdão, ao
declinar quadro favorável ao recorrente e aplicar o patamar mínimo da
causa de diminuição, não atendeu adequadamente aos requisitos de
coerência interna, de proporcionalidade e de equilíbrio em suas
avaliações fáticas à luz do princípio da individualização da pena.
Cumpre registrar que eventual apontamentos realizados pelo Superior Tribunal de Justiça
não podem ser aqui considerados, pois é da jurisprudência desta Corte o
entendimento de que não é permitido à instância superior, em sede de
habeas corpus, suprir vício de fundamentação das instâncias ordinárias.
Nesse sentido: HC 108183, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma,
DJe de 18-10-2012; HC 105768, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA,
Primeira Turma, DJe de 01-06-2011; HC 103213, Relator(a): Min.
CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 01-02-2011; HC 98307,
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 23-
04-2010; HC 93778, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
RHC 125435 / SP
15-08-2008.
2. Em relação à aplicação do regime prisional inicial mais brando,
tem-se que o Tribunal Regional Federal da 3... Região, ao redimensionar a
pena do recorrente, fixou-lhe o regime fechado, por reputá-lo mais
“adequado à natureza do delito, de acordo com os critérios aludidos no
art. 33, § 3..., do Código Penal Brasileiro, dentre os quais se deve considerar em grau de
preponderância a significativa quantidade e natureza de substância
entorpecente transportada pelo acusado, tendo em vista o disposto nos
arts. 59 do Código Penal Brasileiro e 42 da Lei 11.343/06”.
Nesse contexto, há ilegalidade na eleição do regime prisional. Isso
porque, além de o quantum da pena permitir a imposição de regime
inicial mais brando, a pena-base foi fixada no mínimo legal. Ademais, na
medida em que o § 3... do art. 33 do Código Penal indica as circunstâncias
do art. 59 daquele mesmo Diploma Legal como critério adicional para a
eleição do regime prisional mais adequado, impõe-se, em prol do
princípio da legalidade, criteriosa e coerente observância dos limites
impostos pelo legislador ordinário. Desse modo, na lição de Guilherme
de Souza Nucci, se o julgador “considerou todos os elementos do art. 59
favoráveis, estabelecendo a pena no patamar mínimo, também o regime
deve merecer idêntico critério, determinando-se o mais brando possível”
(Individualização da Pena. 5. ed. Ed. Revista dos Tribunais. p. 260).
Segundo entendimento desta Suprema Corte, implica manifesto
“contrassenso ter sido a pena da paciente fixada no patamar mínimo
legal, por inexistência de motivos hábeis à sua majoração, e, ao mesmo
tempo, assentar-se o regime mais gravoso em torno de proposições não
cogitadas na primeira fase da dosimetria” (HC 99.996/SP, Rel. Min. Dias
Toffoli, 1... Turma, DJe de 22-11-2010).
Em conclusão, os autos devem retornar ao Tribunal Regional Federal
da 3... Região para que seja redimensionado, mediante fundamentação
jurídica adequada, o patamar de diminuição da minorante do § 4... do art.
33 da Lei 11.343/2006, e, considerado o quantum de pena aplicado,
estabelecido o regime prisional inicial, bem assim apreciada a
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9044025.
Supremo Tribunal Federal
RHC 125435 / SP
15-08-2008.
2. Em relação à aplicação do regime prisional inicial mais brando,
tem-se que o Tribunal Regional Federal da 3... Região, ao redimensionar a
pena do recorrente, fixou-lhe o regime fechado, por reputá-lo mais
“adequado à natureza do delito, de acordo com os critérios aludidos no
art. 33, § 3..., do Código Penal Brasileiro, dentre os quais se deve considerar em grau de
preponderância a significativa quantidade e natureza de substância
entorpecente transportada pelo acusado, tendo em vista o disposto nos
arts. 59 do Código Penal Brasileiro e 42 da Lei 11.343/06”.
Nesse contexto, há ilegalidade na eleição do regime prisional. Isso
porque, além de o quantum da pena permitir a imposição de regime
inicial mais brando, a pena-base foi fixada no mínimo legal. Ademais, na
medida em que o § 3... do art. 33 do Código Penal indica as circunstâncias
do art. 59 daquele mesmo Diploma Legal como critério adicional para a
eleição do regime prisional mais adequado, impõe-se, em prol do
princípio da legalidade, criteriosa e coerente observância dos limites
impostos pelo legislador ordinário. Desse modo, na lição de Guilherme
de Souza Nucci, se o julgador “considerou todos os elementos do art. 59
favoráveis, estabelecendo a pena no patamar mínimo, também o regime
deve merecer idêntico critério, determinando-se o mais brando possível”
(Individualização da Pena. 5. ed. Ed. Revista dos Tribunais. p. 260).
Segundo entendimento desta Suprema Corte, implica manifesto
“contrassenso ter sido a pena da paciente fixada no patamar mínimo
legal, por inexistência de motivos hábeis à sua majoração, e, ao mesmo
tempo, assentar-se o regime mais gravoso em torno de proposições não
cogitadas na primeira fase da dosimetria” (HC 99.996/SP, Rel. Min. Dias
Toffoli, 1... Turma, DJe de 22-11-2010).
Em conclusão, os autos devem retornar ao Tribunal Regional Federal
da 3... Região para que seja redimensionado, mediante fundamentação
jurídica adequada, o patamar de diminuição da minorante do § 4... do art.
33 da Lei 11.343/2006, e, considerado o quantum de pena aplicado,
estabelecido o regime prisional inicial, bem assim apreciada a
2
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
RHC 125435 / SP
possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva
de direitos.
3. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso, nos termos da
fundamentação. É o voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
RHC 125435 / SP
possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva
de direitos.
3. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso, nos termos da
fundamentação. É o voto.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Neste caso específico, vou pedir vênia para ficar vencido.
Eu nego provimento ao recurso.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Neste caso específico, vou pedir vênia para ficar vencido.
Eu nego provimento ao recurso.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
RECTE.(S) : JOHN UCHE AJAEGBU
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por maioria, deu parcial provimento ao
recurso, devendo os autos retornarem ao Tribunal Regional Federal
da 3... Região para que seja redimensionado, mediante fundamentação
jurídica adequada, o patamar de diminuição da minorante do § 4... do
art. 33 da Lei 11.343/2006, e, considerado o quantum de pena
aplicado, estabelecido o regime prisional inicial, bem assim
apreciada a possibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos, nos termos do voto do
Relator, vencido o Ministro Presidente. Ausente, justificadamente,
o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.435
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
RECTE.(S) : JOHN UCHE AJAEGBU
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por maioria, deu parcial provimento ao
recurso, devendo os autos retornarem ao Tribunal Regional Federal
da 3... Região para que seja redimensionado, mediante fundamentação
jurídica adequada, o patamar de diminuição da minorante do § 4... do
art. 33 da Lei 11.343/2006, e, considerado o quantum de pena
aplicado, estabelecido o regime prisional inicial, bem assim
apreciada a possibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos, nos termos do voto do
Relator, vencido o Ministro Presidente. Ausente, justificadamente,
o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125 . 435",
"RHC 125435 / SP",
"RHC 125435 / SP",
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125 . 435 SÃO",
"HC 252 . 591 / SP",
"RECURSO",
"HABEAS CORPUS 125 . 435",
"HC 252 . 591 / SP",
"RHC 125435 / SP",
"HC 281 . 377 / SP",
"HC 274 . 467 / SP",
"HC 187 . 047 / SP",
"Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça",
"AgRg no HABEAS CORPUS n 252 . 591 - SP",
"2012",
"/",
"0180445",
"-",
"4",
"RHC 125435 / SP",
"HC 281 . 377 / SP",
"HC 274 . 467 / SP",
"HC 187 . 047 / SP",
"Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça",
"AgRg no HABEAS CORPUS n 252 . 591 - SP",
"2012",
"/",
"0180445",
"-",
"4",
"RHC 125435 / SP",
"RHC 125435 / SP",
"HC 108183",
"HC 105768",
"HC 103213",
"HC 98307",
"HC 93778",
"RECURSO",
"HABEAS CORPUS 125 . 435",
"HC 108183",
"HC 105768",
"HC 103213",
"HC 98307",
"HC 93778",
"HC 99 . 996 / SP",
"RHC 125435 / SP",
"HC 99 . 996 / SP",
"RECURSO"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 2006",
"§ 4 . . . do",
"art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Código Penal Brasileiro , art . 33 , § 2 . . .",
"Código Penal Brasileiro , art . 33 , § 3 . . .",
"art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 42 da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 44 , I , do Código Penal",
"artigo 33 , § 4 . . . da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 42 da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 44 , I , do Código Penal",
"artigo 33 , § 4 . . . da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 3 . . . , do Código Penal Brasileiro",
"arts . 59 do Código Penal Brasileiro",
"42 da Lei 11 . 343 / 06",
"eleição",
"§ 3 .",
"art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 3 . . . , do Código Penal Brasileiro",
"arts . 59 do Código Penal Brasileiro",
"42 da Lei 11 . 343 / 06",
"§ 3 . . . do art . 33 do Código Penal",
"art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei",
"11",
".",
"343",
"/",
"2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Revista dos Tribunais",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal",
"Regional Federal da 3 . . . Região",
"Revista dos Tribunais",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Tribunal",
"Regional Federal da 3 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"TEORI ZAVASCKI",
"JOHN UCHE AJAEGBU",
"DIAS TOFFOLI",
"Gilmar Mendes",
"TEORI ZAVASCKI",
"Gilmar Mendes",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"JOHN UCHE AJAEGBU",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"JOHN UCHE AJAEGBU",
"TEORI ZAVASCKI",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"Marco Aurélio Bellizze",
"Sebastião Reis Júnior",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"Marco Aurélio Bellizze",
"Sebastião Reis Júnior",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"EROS GRAU",
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"EROS GRAU",
"TEORI ZAVASCKI",
"Guilherme de Souza Nucci",
"Dias Toffoli",
"Guilherme de Souza Nucci",
"Dias Toffoli",
"TEORI ZAVASCKI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"TEORI ZAVASCKI",
"JOHN UCHE AJAEGBU",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"TEORI ZAVASCKI",
"JOHN UCHE AJAEGBU",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"12",
"/",
"2013",
"4",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"9",
"/",
"4",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"12",
"/",
"2013",
"4",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"9",
"/",
"4",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"18",
"-",
"10",
"-",
"2012",
"01",
"-",
"06",
"-",
"2011",
"01",
"-",
"02",
"-",
"2011",
"23",
"-",
"04",
"-",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"18",
"-",
"10",
"-",
"2012",
"01",
"-",
"06",
"-",
"2011",
"01",
"-",
"02",
"-",
"2011",
"23",
"-",
"04",
"-",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"-",
"08",
"-",
"2008",
"22",
"-",
"11",
"-",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"-",
"08",
"-",
"2008",
"22",
"-",
"11",
"-",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.644 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARCELO PEDRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
EMENTA: DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
PRESCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO. AÇÃO RESCISÓRIA.VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA
LEGALIDADE. SÚMULA 636/STF.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento
de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à
legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao
princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de
princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja,
da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei e não
por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese,
portanto, atrai a incidência da súmula 636/STF.
2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em
sentido contrário aos interesses da parte agravante.
3. A solução da controvérsia demanda a reapreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), o que é
inviável nesta fase recursal.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 887644 AGR / MG
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829850.
Supremo Tribunal Federal
ARE 887644 AGR / MG
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.644 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARCELO PEDRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a, do
CPC) sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte .
2.
A Primeira Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de
Minas Gerais negou seguimento ao recurso extraordinário sob os
fundamentos de que: (i) está prejudicado o recurso no que se refere a
alegada violação do art. 93, IX, conforme repercussão geral no AI 791.292,
Rel. Min. Gilmar Mendes; (ii) incide a Súmula 636, quanto à alegação de
violação do princípio da legalidade; e (iii) incide a Súmula 279/STF.
3.
A parte agravante afasta o entendimento da decisão
agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.644 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARCELO PEDRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a, do
CPC) sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte .
2.
A Primeira Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de
Minas Gerais negou seguimento ao recurso extraordinário sob os
fundamentos de que: (i) está prejudicado o recurso no que se refere a
alegada violação do art. 93, IX, conforme repercussão geral no AI 791.292,
Rel. Min. Gilmar Mendes; (ii) incide a Súmula 636, quanto à alegação de
violação do princípio da legalidade; e (iii) incide a Súmula 279/STF.
3.
A parte agravante afasta o entendimento da decisão
agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.644 MINAS
GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o
cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido
à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas
ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em
linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal,
ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei
e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese,
portanto, atrai a incidência da Súmula 636/STF:
“Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação
pressuponha rever a interpretação dada a normas
infraconstitucionais pela decisão recorrida.”
3.
Quanto à alegada violação ao art. 93, IX, da Constituição, a
jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que as decisões judiciais
não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido,
reconhecendo a repercussão geral da matéria, confira-se a ementa do AI
791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.644 MINAS
GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o
cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido
à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas
ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em
linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal,
ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei
e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese,
portanto, atrai a incidência da Súmula 636/STF:
“Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação
pressuponha rever a interpretação dada a normas
infraconstitucionais pela decisão recorrida.”
3.
Quanto à alegada violação ao art. 93, IX, da Constituição, a
jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que as decisões judiciais
não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido,
reconhecendo a repercussão geral da matéria, confira-se a ementa do AI
791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 887644 AGR / MG
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.”
4.
No caso dos autos, o Tribunal de Justiça do Estado de
Minas Gerais expressamente consignou o seguinte:
“Contudo, verifica-se que o acórdão analisou o Edital do
certame, constatando que o mesmo não previa apenas a internet
como meio de divulgação das convocações para exame
psicológico, mas também nos locais constantes no anexo C do
mesmo Edital, nas datas previstas pelo calendário de atividades
ou em calendário suplementar, que seriam divulgados
juntamente com outros atos previstos.
Assim, é possível constatar que não houve violação aos
dispositivos constitucionais, vez que respeitados os princípios
da legalidade e da publicidade. Em que pese a suposta
ilegalidade apontado pelo requerente, é possível auferir que o
autor pretende rediscutir os fatos já amplamente debatidos e
julgados anteriormente. Entretanto, a ação rescisória não é meio
cabível para reabrir a discussão sobre o assunto.
[...]
Ressalta-se ainda que não se constata a violação ao art.
485, inciso IX, uma vez que a mera insatisfação com a valoração
da prova pré-constituída exigida no Mandado de Segurança
não se confunde com a hipótese prevista no referido
dispositivo.”
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887644 AGR / MG
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.”
4.
No caso dos autos, o Tribunal de Justiça do Estado de
Minas Gerais expressamente consignou o seguinte:
“Contudo, verifica-se que o acórdão analisou o Edital do
certame, constatando que o mesmo não previa apenas a internet
como meio de divulgação das convocações para exame
psicológico, mas também nos locais constantes no anexo C do
mesmo Edital, nas datas previstas pelo calendário de atividades
ou em calendário suplementar, que seriam divulgados
juntamente com outros atos previstos.
Assim, é possível constatar que não houve violação aos
dispositivos constitucionais, vez que respeitados os princípios
da legalidade e da publicidade. Em que pese a suposta
ilegalidade apontado pelo requerente, é possível auferir que o
autor pretende rediscutir os fatos já amplamente debatidos e
julgados anteriormente. Entretanto, a ação rescisória não é meio
cabível para reabrir a discussão sobre o assunto.
[...]
Ressalta-se ainda que não se constata a violação ao art.
485, inciso IX, uma vez que a mera insatisfação com a valoração
da prova pré-constituída exigida no Mandado de Segurança
não se confunde com a hipótese prevista no referido
dispositivo.”
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 887644 AGR / MG
5.
Nessas circunstâncias, conclui-se, assim, que a jurisdição
foi devidamente prestada, embora não tenha atendido às expectativas do
agravante, que pretendia ver desconstituído o acórdão do Tribunal de
origem.
6.
Por fim, para divergir da posição adotada pelo acórdão
seria necessário o reexame de fatos e provas dos autos, o que é vedado
pelo enunciado de Súmula 279/STF.
7.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 887644 AGR / MG
5.
Nessas circunstâncias, conclui-se, assim, que a jurisdição
foi devidamente prestada, embora não tenha atendido às expectativas do
agravante, que pretendia ver desconstituído o acórdão do Tribunal de
origem.
6.
Por fim, para divergir da posição adotada pelo acórdão
seria necessário o reexame de fatos e provas dos autos, o que é vedado
pelo enunciado de Súmula 279/STF.
7.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829852.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.644
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MARCELO PEDRO DA SILVA
ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045879
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.644
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MARCELO PEDRO DA SILVA
ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045879
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9058775
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-07T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. AÇÃO RESCISÓRIA.VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636/STF.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da súmula 636/STF.
2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante.
3. A solução da controvérsia demanda a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), o que é inviável nesta fase recursal.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur314270
|
Número de páginas: 7.
Análise: 28/08/2015, MAD.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
887644
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 887644 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MARCELO PEDRO DA SILVA
ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.644 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARCELO PEDRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
EMENTA: DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
PRESCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO. AÇÃO RESCISÓRIA.VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA
LEGALIDADE. SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento
de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à
legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao
princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de
princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja,
da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei e não
por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese,
portanto, atrai a incidência da súmula 636/Supremo Tribunal Federal.
2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em
sentido contrário aos interesses da parte agravante.
3. A solução da controvérsia demanda a reapreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que é
inviável nesta fase recursal.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 887644 AGR / MG
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887644 AGR / MG
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829850.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.644 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARCELO PEDRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a, do
Código de Processo Civil) sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte .
2.
A Primeira Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de
Minas Gerais negou seguimento ao recurso extraordinário sob os
fundamentos de que: (i) está prejudicado o recurso no que se refere a
alegada violação do art. 93, IX, conforme repercussão geral no AI 791.292,
Rel. Min. Gilmar Mendes; (ii) incide a Súmula 636, quanto à alegação de
violação do princípio da legalidade; e (iii) incide a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
3.
A parte agravante afasta o entendimento da decisão
agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.644 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARCELO PEDRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a, do
Código de Processo Civil) sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte .
2.
A Primeira Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de
Minas Gerais negou seguimento ao recurso extraordinário sob os
fundamentos de que: (i) está prejudicado o recurso no que se refere a
alegada violação do art. 93, IX, conforme repercussão geral no AI 791.292,
Rel. Min. Gilmar Mendes; (ii) incide a Súmula 636, quanto à alegação de
violação do princípio da legalidade; e (iii) incide a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
3.
A parte agravante afasta o entendimento da decisão
agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829851.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.644 MINAS
GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o
cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido
à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas
ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em
linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal,
ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei
e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese,
portanto, atrai a incidência da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal:
“Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação
pressuponha rever a interpretação dada a normas
infraconstitucionais pela decisão recorrida.”
3.
Quanto à alegada violação ao art. 93, IX, da Constituição, a
jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que as decisões judiciais
não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido,
reconhecendo a repercussão geral da matéria, confira-se a ementa do AI
791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.644 MINAS
GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o
cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido
à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas
ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em
linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal,
ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei
e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese,
portanto, atrai a incidência da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal:
“Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação
pressuponha rever a interpretação dada a normas
infraconstitucionais pela decisão recorrida.”
3.
Quanto à alegada violação ao art. 93, IX, da Constituição, a
jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que as decisões judiciais
não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido,
reconhecendo a repercussão geral da matéria, confira-se a ementa do AI
791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 887644 AGR / MG
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.”
4.
No caso dos autos, o Tribunal de Justiça do Estado de
Minas Gerais expressamente consignou o seguinte:
“Contudo, verifica-se que o acórdão analisou o Edital do
certame, constatando que o mesmo não previa apenas a internet
como meio de divulgação das convocações para exame
psicológico, mas também nos locais constantes no anexo C do
mesmo Edital, nas datas previstas pelo calendário de atividades
ou em calendário suplementar, que seriam divulgados
juntamente com outros atos previstos.
Assim, é possível constatar que não houve violação aos
dispositivos constitucionais, vez que respeitados os princípios
da legalidade e da publicidade. Em que pese a suposta
ilegalidade apontado pelo requerente, é possível auferir que o
autor pretende rediscutir os fatos já amplamente debatidos e
julgados anteriormente. Entretanto, a ação rescisória não é meio
cabível para reabrir a discussão sobre o assunto.
[...]
Ressalta-se ainda que não se constata a violação ao art.
485, inciso IX, uma vez que a mera insatisfação com a valoração
da prova pré-constituída exigida no Mandado de Segurança
não se confunde com a hipótese prevista no referido
dispositivo.”
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887644 AGR / MG
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.”
4.
No caso dos autos, o Tribunal de Justiça do Estado de
Minas Gerais expressamente consignou o seguinte:
“Contudo, verifica-se que o acórdão analisou o Edital do
certame, constatando que o mesmo não previa apenas a internet
como meio de divulgação das convocações para exame
psicológico, mas também nos locais constantes no anexo C do
mesmo Edital, nas datas previstas pelo calendário de atividades
ou em calendário suplementar, que seriam divulgados
juntamente com outros atos previstos.
Assim, é possível constatar que não houve violação aos
dispositivos constitucionais, vez que respeitados os princípios
da legalidade e da publicidade. Em que pese a suposta
ilegalidade apontado pelo requerente, é possível auferir que o
autor pretende rediscutir os fatos já amplamente debatidos e
julgados anteriormente. Entretanto, a ação rescisória não é meio
cabível para reabrir a discussão sobre o assunto.
[...]
Ressalta-se ainda que não se constata a violação ao art.
485, inciso IX, uma vez que a mera insatisfação com a valoração
da prova pré-constituída exigida no Mandado de Segurança
não se confunde com a hipótese prevista no referido
dispositivo.”
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 887644 AGR / MG
5.
Nessas circunstâncias, conclui-se, assim, que a jurisdição
foi devidamente prestada, embora não tenha atendido às expectativas do
agravante, que pretendia ver desconstituído o acórdão do Tribunal de
origem.
6.
Por fim, para divergir da posição adotada pelo acórdão
seria necessário o reexame de fatos e provas dos autos, o que é vedado
pelo enunciado de Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
7.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 887644 AGR / MG
5.
Nessas circunstâncias, conclui-se, assim, que a jurisdição
foi devidamente prestada, embora não tenha atendido às expectativas do
agravante, que pretendia ver desconstituído o acórdão do Tribunal de
origem.
6.
Por fim, para divergir da posição adotada pelo acórdão
seria necessário o reexame de fatos e provas dos autos, o que é vedado
pelo enunciado de Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
7.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.644
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MARCELO PEDRO DA SILVA
ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045879
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.644
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MARCELO PEDRO DA SILVA
ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULA 636 / Supremo Tribunal Federal",
"súmula 636 / Supremo",
"Súmula 279",
"ARE 887644 AGR / MG",
"ARE 887644 AGR /",
"AI 791 . 292",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO",
"AI 791 . 292",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"ARE 887644 AGR / MG",
"ARE 887644 AGR / MG",
"ARE 887644 AGR / MG",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 887644 AGR / MG",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"Constituição",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § §",
"incisos",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § §",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Vice - Presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Vice - Presidência do Tribunal de Justiça de",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"MARCELO PEDRO DA SILVA",
"MOISÉS ELIAS PEREIRA",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCELO PEDRO DA SILVA",
"MOISÉS ELIAS PEREIRA",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCELO PEDRO DA SILVA",
"MOISÉS ELIAS PEREIRA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCELO PEDRO DA SILVA",
"MOISÉS ELIAS PEREIRA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCELO PEDRO DA SILVA",
"MOISÉS ELIAS PEREIRA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 641.876
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SINDAFEP , SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS
DA RECEITA DO ESTADO DO PARANÁ
ADV.(A/S)
:ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2.
Ascensão funcional dos servidores da Coordenação da Receita do Estado
do Paraná. Lei Complementar estadual 92/2002. 3. Omissão
Administrativa. Impossibilidade Orçamentária. Lei de Responsabilidade
Fiscal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata
de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília 19 de maio de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Presidente e Relator
Documento assinado digitalmente.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 641.876
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SINDAFEP , SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS
DA RECEITA DO ESTADO DO PARANÁ
ADV.(A/S)
:ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que não
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário,
por entender que o acórdão recorrido decidiu a controvérsia com base no
conjunto fático-probatório dos autos e na legislação infraconstitucional
aplicada à espécie (Lei Complementar 92/02, do Estado do Paraná, e Lei
Complementar 101/00).
Nas razões do agravo regimental, alega-se que o ato omissivo e
arbitrário da Administração Pública em não promover os Auditores da
Receita do Estado do Paraná afronta o princípio da legalidade. Pugna-se
pela reforma do acórdão recorrido.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8893980.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 641.876
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SINDAFEP , SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS
DA RECEITA DO ESTADO DO PARANÁ
ADV.(A/S)
:ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que não
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário,
por entender que o acórdão recorrido decidiu a controvérsia com base no
conjunto fático-probatório dos autos e na legislação infraconstitucional
aplicada à espécie (Lei Complementar 92/02, do Estado do Paraná, e Lei
Complementar 101/00).
Nas razões do agravo regimental, alega-se que o ato omissivo e
arbitrário da Administração Pública em não promover os Auditores da
Receita do Estado do Paraná afronta o princípio da legalidade. Pugna-se
pela reforma do acórdão recorrido.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8893980.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 641.876
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte decorrem de mero inconformismo
com a decisão agravada, pois a agravante não trouxe argumentos
suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria.
Na espécie, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná decidiu a
controvérsia sob os seguintes fundamentos:
“Destarte, o próprio apelante coligiu aos autos elementos
probatórios da verossimilhança da alegação do recorrido que,
embora reconheça implicitamente a plausibilidade do direito
almejado, acabou deixando de implementar as ascensões
funcionais previstas na multicitada lei em razão da falta de
suporte orçamentário, e do enquadramento da situação nas
vedações da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Claro está, todavia, que a administração estadual vem
postergando a ascensão funcional dos servidores da
Coordenação da Receita do Estado, mas o tem feito com justa
causa.
Segundo informa a prova documental, a omissão
administrativa decorre de impossibilidade orçamentária, bem
como de obediência às limitações de gastos introduzidas na Lei
de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000,
cuja origem é o art. 169 da Constituição Federal, (...).”
Assim, para se entender de forma diversa ao acórdão recorrido, seria
necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos e a
análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que é
vedado pelas Súmulas 279 e 280 e pela jurisprudência do Supremo
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 641.876
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte decorrem de mero inconformismo
com a decisão agravada, pois a agravante não trouxe argumentos
suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria.
Na espécie, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná decidiu a
controvérsia sob os seguintes fundamentos:
“Destarte, o próprio apelante coligiu aos autos elementos
probatórios da verossimilhança da alegação do recorrido que,
embora reconheça implicitamente a plausibilidade do direito
almejado, acabou deixando de implementar as ascensões
funcionais previstas na multicitada lei em razão da falta de
suporte orçamentário, e do enquadramento da situação nas
vedações da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Claro está, todavia, que a administração estadual vem
postergando a ascensão funcional dos servidores da
Coordenação da Receita do Estado, mas o tem feito com justa
causa.
Segundo informa a prova documental, a omissão
administrativa decorre de impossibilidade orçamentária, bem
como de obediência às limitações de gastos introduzidas na Lei
de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000,
cuja origem é o art. 169 da Constituição Federal, (...).”
Assim, para se entender de forma diversa ao acórdão recorrido, seria
necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos e a
análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que é
vedado pelas Súmulas 279 e 280 e pela jurisprudência do Supremo
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 641876 AGR / PR
Tribunal Federal. Nesse sentido:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Servidor público. Implementação de acréscimo pecuniário. LC
nº 432/10 do Estado do Rio Grande do Norte. Discussão quanto
à existência de prévia dotação orçamentária. LRF. Ofensa
reflexa. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. O
recurso extraordinário não se presta para a análise da legislação
infraconstituciona. Incidência das Súmulas nºs 636 e 280/STF. 2.
O Plenário da Corte, no exame do ARE nº 792.107/RN, Relator o
Ministro Teori Zavascki, concluiu pela ausência de repercussão
geral do tema relativo à “possibilidade de o Poder Judiciário
determinar o cumprimento de lei complementar estadual que,
sem prévia dotação orçamentária, concedeu reajuste salarial a
servidores públicos”, uma vez que a matéria é de índole
infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE
780.318-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, Dje
29.8.2014).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 641876 AGR / PR
Tribunal Federal. Nesse sentido:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Servidor público. Implementação de acréscimo pecuniário. LC
nº 432/10 do Estado do Rio Grande do Norte. Discussão quanto
à existência de prévia dotação orçamentária. LRF. Ofensa
reflexa. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. O
recurso extraordinário não se presta para a análise da legislação
infraconstituciona. Incidência das Súmulas nºs 636 e 280/STF. 2.
O Plenário da Corte, no exame do ARE nº 792.107/RN, Relator o
Ministro Teori Zavascki, concluiu pela ausência de repercussão
geral do tema relativo à “possibilidade de o Poder Judiciário
determinar o cumprimento de lei complementar estadual que,
sem prévia dotação orçamentária, concedeu reajuste salarial a
servidores públicos”, uma vez que a matéria é de índole
infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE
780.318-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, Dje
29.8.2014).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 641.876
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SINDAFEP , SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA
DO ESTADO DO PARANÁ
ADV.(A/S) : ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 641.876
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SINDAFEP , SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA
DO ESTADO DO PARANÁ
ADV.(A/S) : ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8978497
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-08-03T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Ascensão funcional dos servidores da Coordenação da Receita do Estado do Paraná. Lei Complementar estadual 92/2002. 3. Omissão Administrativa. Impossibilidade Orçamentária. Lei de Responsabilidade Fiscal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur313329
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279, SÚMUA 280)
ARE 780318 AgR (1ªT).
Número de páginas: 5.
Análise: 06/08/2015, MAD.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
641876
|
[
"LEG-FED LCP-000101 ANO-2000\n LRF-2000 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-EST LCP-000092 ANO-2002\n LEI COMPLEMENTAR, PR"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 641876 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : SINDAFEP , SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA DO ESTADO DO PARANÁ
ADV.(A/S) : ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 641.876
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SINDAFEP , SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS
DA RECEITA DO ESTADO DO PARANÁ
ADV.(A/S)
:ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2.
Ascensão funcional dos servidores da Coordenação da Receita do Estado
do Paraná. Lei Complementar estadual 92/2002. 3. Omissão
Administrativa. Impossibilidade Orçamentária. Lei de Responsabilidade
Fiscal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata
de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília 19 de maio de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Presidente e Relator
Documento assinado digitalmente.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 641.876
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SINDAFEP , SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS
DA RECEITA DO ESTADO DO PARANÁ
ADV.(A/S)
:ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que não
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário,
por entender que o acórdão recorrido decidiu a controvérsia com base no
conjunto fático-probatório dos autos e na legislação infraconstitucional
aplicada à espécie (Lei Complementar 92/02, do Estado do Paraná, e Lei
Complementar 101/00).
Nas razões do agravo regimental, alega-se que o ato omissivo e
arbitrário da Administração Pública em não promover os Auditores da
Receita do Estado do Paraná afronta o princípio da legalidade. Pugna-se
pela reforma do acórdão recorrido.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 641.876
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SINDAFEP , SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS
DA RECEITA DO ESTADO DO PARANÁ
ADV.(A/S)
:ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que não
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário,
por entender que o acórdão recorrido decidiu a controvérsia com base no
conjunto fático-probatório dos autos e na legislação infraconstitucional
aplicada à espécie (Lei Complementar 92/02, do Estado do Paraná, e Lei
Complementar 101/00).
Nas razões do agravo regimental, alega-se que o ato omissivo e
arbitrário da Administração Pública em não promover os Auditores da
Receita do Estado do Paraná afronta o princípio da legalidade. Pugna-se
pela reforma do acórdão recorrido.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 641.876
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte decorrem de mero inconformismo
com a decisão agravada, pois a agravante não trouxe argumentos
suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria.
Na espécie, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná decidiu a
controvérsia sob os seguintes fundamentos:
“Destarte, o próprio apelante coligiu aos autos elementos
probatórios da verossimilhança da alegação do recorrido que,
embora reconheça implicitamente a plausibilidade do direito
almejado, acabou deixando de implementar as ascensões
funcionais previstas na multicitada lei em razão da falta de
suporte orçamentário, e do enquadramento da situação nas
vedações da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Claro está, todavia, que a administração estadual vem
postergando a ascensão funcional dos servidores da
Coordenação da Receita do Estado, mas o tem feito com justa
causa.
Segundo informa a prova documental, a omissão
administrativa decorre de impossibilidade orçamentária, bem
como de obediência às limitações de gastos introduzidas na Lei
de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n 101/2000,
cuja origem é o art. 169 da Constituição Federal, (...).”
Assim, para se entender de forma diversa ao acórdão recorrido, seria
necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos e a
análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que é
vedado pelas Súmulas 279 e 280 e pela jurisprudência do Supremo
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 641.876
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte decorrem de mero inconformismo
com a decisão agravada, pois a agravante não trouxe argumentos
suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria.
Na espécie, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná decidiu a
controvérsia sob os seguintes fundamentos:
“Destarte, o próprio apelante coligiu aos autos elementos
probatórios da verossimilhança da alegação do recorrido que,
embora reconheça implicitamente a plausibilidade do direito
almejado, acabou deixando de implementar as ascensões
funcionais previstas na multicitada lei em razão da falta de
suporte orçamentário, e do enquadramento da situação nas
vedações da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Claro está, todavia, que a administração estadual vem
postergando a ascensão funcional dos servidores da
Coordenação da Receita do Estado, mas o tem feito com justa
causa.
Segundo informa a prova documental, a omissão
administrativa decorre de impossibilidade orçamentária, bem
como de obediência às limitações de gastos introduzidas na Lei
de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n 101/2000,
cuja origem é o art. 169 da Constituição Federal, (...).”
Assim, para se entender de forma diversa ao acórdão recorrido, seria
necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos e a
análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que é
vedado pelas Súmulas 279 e 280 e pela jurisprudência do Supremo
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8893981.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 641876 AGR / PR
Tribunal Federal. Nesse sentido:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Servidor público. Implementação de acréscimo pecuniário. Lei Complementar
n 432/10 do Estado do Rio Grande do Norte. Discussão quanto
à existência de prévia dotação orçamentária. Lei de Responsabilidade Fiscal. Ofensa
reflexa. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. O
recurso extraordinário não se presta para a análise da legislação
infraconstituciona. Incidência das Súmulas ns 636 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2.
O Plenário da Corte, no exame do ARE n 792.107/RN, Relator o
Ministro Teori Zavascki, concluiu pela ausência de repercussão
geral do tema relativo à “possibilidade de o Poder Judiciário
determinar o cumprimento de lei complementar estadual que,
sem prévia dotação orçamentária, concedeu reajuste salarial a
servidores públicos”, uma vez que a matéria é de índole
infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE
780.318-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, Dje
29.8.2014).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8893981.
Supremo Tribunal Federal
ARE 641876 AGR / PR
Tribunal Federal. Nesse sentido:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Servidor público. Implementação de acréscimo pecuniário. Lei Complementar
n 432/10 do Estado do Rio Grande do Norte. Discussão quanto
à existência de prévia dotação orçamentária. Lei de Responsabilidade Fiscal. Ofensa
reflexa. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. O
recurso extraordinário não se presta para a análise da legislação
infraconstituciona. Incidência das Súmulas ns 636 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2.
O Plenário da Corte, no exame do ARE n 792.107/RN, Relator o
Ministro Teori Zavascki, concluiu pela ausência de repercussão
geral do tema relativo à “possibilidade de o Poder Judiciário
determinar o cumprimento de lei complementar estadual que,
sem prévia dotação orçamentária, concedeu reajuste salarial a
servidores públicos”, uma vez que a matéria é de índole
infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE
780.318-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, Dje
29.8.2014).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8893981.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 641.876
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SINDAFEP , SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA
DO ESTADO DO PARANÁ
ADV.(A/S) : ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 641.876
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SINDAFEP , SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA
DO ESTADO DO PARANÁ
ADV.(A/S) : ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 641 . 876",
"ARE 641876 AGR",
"Súmulas ns 636",
"ARE n 792 . 107 / RN",
"ARE 780 . 318 - AgR",
"ARE 641876 AGR /",
"Súmulas ns 636",
"ARE n 792 . 107 / RN",
"ARE 780 . 318 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Lei Complementar estadual 92 / 2002",
"Lei de Responsabilidade Fiscal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 92 / 02",
"Lei Complementar 101 / 00",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 92 / 02",
"Lei Complementar 101 / 00",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei de Responsabilidade Fiscal",
"Lei de Responsabilidade Fiscal",
"Lei Complementar n 101 / 2000",
"art . 169 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei de Responsabilidade Fiscal",
"Lei de Responsabilidade Fiscal",
"Lei Complementar n 101 / 2000",
"art . 169 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 432 / 10",
"Lei de Responsabilidade Fiscal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 432 / 10 do Estado",
"Lei de Responsabilidade Fiscal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Estado do Paraná",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Estado do Paraná",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"Estado do Rio Grande do Norte",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SINDAFEP",
"SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA DO ESTADO DO PARANÁ",
"Coordenação da Receita do Estado do Paraná",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDAFEP",
"SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA DO ESTADO DO PARANÁ",
"Receita do Estado do Paraná",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDAFEP",
"RECEITA DO ESTADO",
"Receita do Estado do Paraná",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Coordenação da Receita do Estado",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Coordenação da Receita do Estado",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"PR",
"Tribunal Federal",
"Plenário da Corte",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PR",
"Plenário da Corte",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA DO ESTADO DO PARANÁ",
"2",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDAFEP",
"SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA DO ESTADO DO PARANÁ",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"ADRIANA DA COSTA",
"RICARDO SCHIER",
"Teori Zavascki",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ADRIANA DA COSTA",
"RICARDO SCHIER",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ADRIANA DA COSTA",
"RICARDO SCHIER",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"ADRIANA DA COSTA",
"RICARDO SCHIER",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"ADRIANA DA COSTA",
"RICARDO SCHIER",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.984 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ANAELENA BRAGANÇA DE MORAES ETHUR E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ LUIS WAGNER
ADV.(A/S)
:LUCIANA GIL COTTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA -
UFSM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR.
SENTENÇA
PROFERIDA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO. COISA JULGADA. LEI Nº
8.112/90. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A
JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE
TRÂNSITO.
REELABORAÇÃO
DA
MOLDURA
FÁTICA.
PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.05.2011.
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada
no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso
demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de
origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como
tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
RE 893984 AGR / RS
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 893984 AGR / RS
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.984 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ANAELENA BRAGANÇA DE MORAES ETHUR E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ LUIS WAGNER
ADV.(A/S)
:LUCIANA GIL COTTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA -
UFSM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo
regimental Anaelena Bragança de Moraes Ethur e outro(a/s).
Atacam a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insistem na
afronta aos arts. 5º, caput, XXXV, XXXVI, LIV e LV, 7º, VI, 37, XV, e 93, IX,
da Constituição Federal.
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. SENTENÇA
PROFERIDA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO. COISA
JULGADA. 1. A coisa julgada havida na Justiça do Trabalho não
tem o condão de irradiar seus efeitos para além da relação
jurídica laboral, vedado o seu alcance, à míngua de previsão
legal suficiente, a propósito do regime estatutário inaugurado
pela Lei nº 8.112/90. 2. Com a mudança do regime jurídico de
seu vínculo de trabalho implementada pela Lei 8.112/90,
passando a ser servidor estatutário, não possui direito de
perceber parcelas pertinentes, especificamente à relação
celetista que mantinha antes desta alteração de regime. 3.
Manutenção dos honorários advocatícios, tendo em vista da
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.984 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ANAELENA BRAGANÇA DE MORAES ETHUR E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ LUIS WAGNER
ADV.(A/S)
:LUCIANA GIL COTTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA -
UFSM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo
regimental Anaelena Bragança de Moraes Ethur e outro(a/s).
Atacam a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insistem na
afronta aos arts. 5º, caput, XXXV, XXXVI, LIV e LV, 7º, VI, 37, XV, e 93, IX,
da Constituição Federal.
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. SENTENÇA
PROFERIDA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO. COISA
JULGADA. 1. A coisa julgada havida na Justiça do Trabalho não
tem o condão de irradiar seus efeitos para além da relação
jurídica laboral, vedado o seu alcance, à míngua de previsão
legal suficiente, a propósito do regime estatutário inaugurado
pela Lei nº 8.112/90. 2. Com a mudança do regime jurídico de
seu vínculo de trabalho implementada pela Lei 8.112/90,
passando a ser servidor estatutário, não possui direito de
perceber parcelas pertinentes, especificamente à relação
celetista que mantinha antes desta alteração de regime. 3.
Manutenção dos honorários advocatícios, tendo em vista da
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
RE 893984 AGR / RS
complexidade da demanda e dos demais parâmetros do art. 20
do CPC. ”
Acórdão recorrido publicado em 26.05.2011.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 893984 AGR / RS
complexidade da demanda e dos demais parâmetros do art. 20
do CPC. ”
Acórdão recorrido publicado em 26.05.2011.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.984 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos
preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que
desafiou o agravo, verbis:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
manejam recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da
Lei Maior, Anaelena Bragança de Moraes Ethur e outro(a/s).
Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º, caput, XXXV, XXXVI,
LIV e LV, 7º, VI, 37, XV e 93, IX, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.984 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos
preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que
desafiou o agravo, verbis:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
manejam recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da
Lei Maior, Anaelena Bragança de Moraes Ethur e outro(a/s).
Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º, caput, XXXV, XXXVI,
LIV e LV, 7º, VI, 37, XV e 93, IX, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 893984 AGR / RS
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao
direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem
como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8856359.
Supremo Tribunal Federal
RE 893984 AGR / RS
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao
direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem
como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 893984 AGR / RS
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o
que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo
Tribunal Federal, verbis:
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas." (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar
Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005)
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
3
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RE 893984 AGR / RS
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o
que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo
Tribunal Federal, verbis:
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas." (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar
Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005)
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 893984 AGR / RS
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido." (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002)
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido." (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001)
No mérito, o entendimento adotado no acórdão recorrido
não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a
alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados.
Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL. COMPETÊNCIA. SERVIDOR
PÚBLICO.
RECONHECIMENTO
DE
DIFERENÇAS
SALARIAIS DECORRENTES DE VÍNCULO CELETISTA, EM
PERÍODO ANTERIOR À PASSAGEM PARA O REGIME
JURÍDICO ÚNICO. EFEITOS DA SENTENÇA TRABALHISTA
LIMITADOS AO ADVENTO DA LEI 8.112/1990. ALEGAÇÃO
4
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RE 893984 AGR / RS
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido." (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002)
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido." (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001)
No mérito, o entendimento adotado no acórdão recorrido
não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a
alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados.
Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL. COMPETÊNCIA. SERVIDOR
PÚBLICO.
RECONHECIMENTO
DE
DIFERENÇAS
SALARIAIS DECORRENTES DE VÍNCULO CELETISTA, EM
PERÍODO ANTERIOR À PASSAGEM PARA O REGIME
JURÍDICO ÚNICO. EFEITOS DA SENTENÇA TRABALHISTA
LIMITADOS AO ADVENTO DA LEI 8.112/1990. ALEGAÇÃO
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 893984 AGR / RS
DE AFRONTA AO INCISO XXXVI DO ART. 5º DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO REFLEXA AO
MAGNO TEXTO. 1. É firme no Supremo Tribunal Federal o
entendimento de que a Justiça do Trabalho é competente para
processar e julgar reclamação de servidor sujeito ao regime
estatutário, mas apenas quanto ao contrato individual de
trabalho celebrado antes da vigência desse regime. O advento
da Lei 8.112/1990 estanca, de plano, a competência da Justiça
especial. 2. Entendimento diverso do adotado pelo acórdão
impugnado demandaria a análise da legislação
infraconstitucional pertinente. Pelo que é inviável a abertura da
instância recursal extraordinária. 3. Agravo regimental
desprovido.” (RE 583.619-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma,
DJe 13.10.2011)
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Administrativo. Servidor público celetista. Advento da Lei nº
8.112/90, que transformou vínculos celetistas em estatutários.
Pretensão de manutenção de vantagens do regime anterior.
Impossibilidade. Princípios da coisa julgada, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Ofensa
reflexa. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte no
sentido da impossibilidade de o servidor público que teve o
vínculo com a Administração transformado de celetista em
estatutário pela Lei nº 8.112/90 manter as vantagens típicas do
regime anterior. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República, o que não enseja o reexame da
questão em recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não
provido.” (ARE 758.277-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma,
DJe 10.3.2014)
Quanto à alegada violação do princípio da
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RE 893984 AGR / RS
DE AFRONTA AO INCISO XXXVI DO ART. 5º DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO REFLEXA AO
MAGNO TEXTO. 1. É firme no Supremo Tribunal Federal o
entendimento de que a Justiça do Trabalho é competente para
processar e julgar reclamação de servidor sujeito ao regime
estatutário, mas apenas quanto ao contrato individual de
trabalho celebrado antes da vigência desse regime. O advento
da Lei 8.112/1990 estanca, de plano, a competência da Justiça
especial. 2. Entendimento diverso do adotado pelo acórdão
impugnado demandaria a análise da legislação
infraconstitucional pertinente. Pelo que é inviável a abertura da
instância recursal extraordinária. 3. Agravo regimental
desprovido.” (RE 583.619-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma,
DJe 13.10.2011)
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Administrativo. Servidor público celetista. Advento da Lei nº
8.112/90, que transformou vínculos celetistas em estatutários.
Pretensão de manutenção de vantagens do regime anterior.
Impossibilidade. Princípios da coisa julgada, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Ofensa
reflexa. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte no
sentido da impossibilidade de o servidor público que teve o
vínculo com a Administração transformado de celetista em
estatutário pela Lei nº 8.112/90 manter as vantagens típicas do
regime anterior. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República, o que não enseja o reexame da
questão em recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não
provido.” (ARE 758.277-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma,
DJe 10.3.2014)
Quanto à alegada violação do princípio da
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 893984 AGR / RS
irredutibilidade de vencimentos, aferir a ocorrência de eventual
afronta a preceitos constitucionais invocados exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
Anoto precedentes:
"Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor
público. Vencimentos. IPC de março/90. Diferença de 84,32%.
Execução de sentença trabalhista. Direito adquirido.
Inexistência. Irredutibilidade de vencimentos. Impossibilidade
de reexame de fatos e provas dos autos. Precedentes. 1. A
Suprema Corte pacificou o entendimento de que não há direito
adquirido à recomposição salarial, no percentual de 84,32%,
referente ao IPC do período de março de 1990. 2. O recurso
extraordinário não se presta para o reexame de legislação
infraconstitucional ou de fatos e provas dos autos. Incidência
das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não
provido.” (AI 858016 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI,
Primeira Turma, julgado em 05/08/2014, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-197 DIVULG 08-10-2014 PUBLIC 09-10-
2014)
"AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. REENQUADRAMENTO. DECESSO
REMUNERATÓRIO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279
DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE
732599 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda
Turma, julgado em 21/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-
112 DIVULG 13-06-2013 PUBLIC 14-06-2013)
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
6
Supremo Tribunal Federal
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RE 893984 AGR / RS
irredutibilidade de vencimentos, aferir a ocorrência de eventual
afronta a preceitos constitucionais invocados exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
Anoto precedentes:
"Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor
público. Vencimentos. IPC de março/90. Diferença de 84,32%.
Execução de sentença trabalhista. Direito adquirido.
Inexistência. Irredutibilidade de vencimentos. Impossibilidade
de reexame de fatos e provas dos autos. Precedentes. 1. A
Suprema Corte pacificou o entendimento de que não há direito
adquirido à recomposição salarial, no percentual de 84,32%,
referente ao IPC do período de março de 1990. 2. O recurso
extraordinário não se presta para o reexame de legislação
infraconstitucional ou de fatos e provas dos autos. Incidência
das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não
provido.” (AI 858016 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI,
Primeira Turma, julgado em 05/08/2014, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-197 DIVULG 08-10-2014 PUBLIC 09-10-
2014)
"AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. REENQUADRAMENTO. DECESSO
REMUNERATÓRIO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279
DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE
732599 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda
Turma, julgado em 21/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-
112 DIVULG 13-06-2013 PUBLIC 14-06-2013)
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 893984 AGR / RS
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art.
557, caput). ”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão
jurisdicional, das razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes.
Cito precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
7
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RE 893984 AGR / RS
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art.
557, caput). ”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão
jurisdicional, das razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes.
Cito precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
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RE 893984 AGR / RS
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013).
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e
STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ
02.02.2001).
Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status
constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI e LV, da
Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Cito precedentes:
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aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013).
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e
STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ
02.02.2001).
Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status
constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI e LV, da
Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Cito precedentes:
8
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 893984 AGR / RS
“DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO
DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO
LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME
INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO
CONFIGURADA.
DECISÃO
FUNDAMENTADA.
Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de
alegada violação, acaso existente, situada no âmbito
infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não
configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que
se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª
Turma, DJe 16.4.2012).
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012).
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
9
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RE 893984 AGR / RS
“DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO
DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO
LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME
INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO
CONFIGURADA.
DECISÃO
FUNDAMENTADA.
Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de
alegada violação, acaso existente, situada no âmbito
infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não
configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que
se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª
Turma, DJe 16.4.2012).
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012).
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
9
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 893984 AGR / RS
É como voto.
10
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É como voto.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.984
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ANAELENA BRAGANÇA DE MORAES ETHUR E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSÉ LUIS WAGNER
ADV.(A/S) : LUCIANA GIL COTTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.984
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ANAELENA BRAGANÇA DE MORAES ETHUR E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSÉ LUIS WAGNER
ADV.(A/S) : LUCIANA GIL COTTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9099189
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-12T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. SENTENÇA PROFERIDA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO. COISA JULGADA. LEI Nº 8.112/90. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.05.2011.
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur314796
|
- Acórdão(s) citado(s):
(FUNDAMENTAÇÃO)
AI 791292 QO-RG, ARE 721783 AgR (1ªT).
(PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA)
RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT), AI 842445 AgR (1ªT), AI 745285 AgR (1ªT).
Número de páginas: 15.
Análise: 24/08/2015, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
893984
|
[
"LEG-FED LEI-008112 ANO-1990\n RJU-1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 893984 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ANAELENA BRAGANÇA DE MORAES ETHUR E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSÉ LUIS WAGNER
ADV.(A/S) : LUCIANA GIL COTTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.984 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ANAELENA BRAGANÇA DE MORAES ETHUR E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ LUIS WAGNER
ADV.(A/S)
:LUCIANA GIL COTTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA -
UFSM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR.
SENTENÇA
PROFERIDA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO. COISA JULGADA. LEI n
8.112/90. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A
JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE
TRÂNSITO.
REELABORAÇÃO
DA
MOLDURA
FÁTICA.
PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.05.2011.
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada
no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso
demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de
origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como
tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.984 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ANAELENA BRAGANÇA DE MORAES ETHUR E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ LUIS WAGNER
ADV.(A/S)
:LUCIANA GIL COTTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA -
UFSM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo
regimental Anaelena Bragança de Moraes Ethur e outro(a/s).
Atacam a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insistem na
afronta aos arts. 5..., caput, XXXV, XXXVI, LIV e LV, 7..., VI, 37, XV, e 93, IX,
da Constituição Federal.
O Tribunal Regional Federal da 4... Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. SENTENÇA
PROFERIDA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO. COISA
JULGADA. 1. A coisa julgada havida na Justiça do Trabalho não
tem o condão de irradiar seus efeitos para além da relação
jurídica laboral, vedado o seu alcance, à míngua de previsão
legal suficiente, a propósito do regime estatutário inaugurado
pela Lei n 8.112/90. 2. Com a mudança do regime jurídico de
seu vínculo de trabalho implementada pela Lei 8.112/90,
passando a ser servidor estatutário, não possui direito de
perceber parcelas pertinentes, especificamente à relação
celetista que mantinha antes desta alteração de regime. 3.
Manutenção dos honorários advocatícios, tendo em vista da
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.984 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ANAELENA BRAGANÇA DE MORAES ETHUR E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ LUIS WAGNER
ADV.(A/S)
:LUCIANA GIL COTTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA -
UFSM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo
regimental Anaelena Bragança de Moraes Ethur e outro(a/s).
Atacam a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insistem na
afronta aos arts. 5..., caput, XXXV, XXXVI, LIV e LV, 7..., VI, 37, XV, e 93, IX,
da Constituição Federal.
O Tribunal Regional Federal da 4... Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. SENTENÇA
PROFERIDA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO. COISA
JULGADA. 1. A coisa julgada havida na Justiça do Trabalho não
tem o condão de irradiar seus efeitos para além da relação
jurídica laboral, vedado o seu alcance, à míngua de previsão
legal suficiente, a propósito do regime estatutário inaugurado
pela Lei n 8.112/90. 2. Com a mudança do regime jurídico de
seu vínculo de trabalho implementada pela Lei 8.112/90,
passando a ser servidor estatutário, não possui direito de
perceber parcelas pertinentes, especificamente à relação
celetista que mantinha antes desta alteração de regime. 3.
Manutenção dos honorários advocatícios, tendo em vista da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
complexidade da demanda e dos demais parâmetros do art. 20
do Código de Processo Civil. ”
Acórdão recorrido publicado em 26.05.2011.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
complexidade da demanda e dos demais parâmetros do art. 20
do Código de Processo Civil. ”
Acórdão recorrido publicado em 26.05.2011.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.984 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos
preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que
desafiou o agravo, verbis:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
manejam recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da
Lei Maior, Anaelena Bragança de Moraes Ethur e outro(a/s).
Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., caput, XXXV, XXXVI,
LIV e LV, 7..., VI, 37, XV e 93, IX, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.984 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos
preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que
desafiou o agravo, verbis:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
manejam recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da
Lei Maior, Anaelena Bragança de Moraes Ethur e outro(a/s).
Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., caput, XXXV, XXXVI,
LIV e LV, 7..., VI, 37, XV e 93, IX, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao
direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem
como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
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Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao
direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem
como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
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Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o
que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo
Tribunal Federal, verbis:
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar
Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005)
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
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interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o
que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo
Tribunal Federal, verbis:
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar
Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005)
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
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Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido." (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002)
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido." (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001)
No mérito, o entendimento adotado no acórdão recorrido
não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a
alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados.
Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL. COMPETÊNCIA. SERVIDOR
PÚBLICO.
RECONHECIMENTO
DE
DIFERENÇAS
SALARIAIS DECORRENTES DE VÍNCULO CELETISTA, EM
PERÍODO ANTERIOR À PASSAGEM PARA O REGIME
JURÍDICO ÚNICO. EFEITOS DA SENTENÇA TRABALHISTA
LIMITADOS AO ADVENTO DA LEI 8.112/1990. ALEGAÇÃO
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XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido." (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002)
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido." (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001)
No mérito, o entendimento adotado no acórdão recorrido
não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a
alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados.
Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL. COMPETÊNCIA. SERVIDOR
PÚBLICO.
RECONHECIMENTO
DE
DIFERENÇAS
SALARIAIS DECORRENTES DE VÍNCULO CELETISTA, EM
PERÍODO ANTERIOR À PASSAGEM PARA O REGIME
JURÍDICO ÚNICO. EFEITOS DA SENTENÇA TRABALHISTA
LIMITADOS AO ADVENTO DA LEI 8.112/1990. ALEGAÇÃO
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Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
DE AFRONTA AO INCISO XXXVI DO ART. 5... DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO REFLEXA AO
MAGNO TEXTO. 1. É firme no Supremo Tribunal Federal o
entendimento de que a Justiça do Trabalho é competente para
processar e julgar reclamação de servidor sujeito ao regime
estatutário, mas apenas quanto ao contrato individual de
trabalho celebrado antes da vigência desse regime. O advento
da Lei 8.112/1990 estanca, de plano, a competência da Justiça
especial. 2. Entendimento diverso do adotado pelo acórdão
impugnado demandaria a análise da legislação
infraconstitucional pertinente. Pelo que é inviável a abertura da
instância recursal extraordinária. 3. Agravo regimental
desprovido.” (Recurso Extraordinário 583.619-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma,
DJe 13.10.2011)
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Administrativo. Servidor público celetista. Advento da Lei n
8.112/90, que transformou vínculos celetistas em estatutários.
Pretensão de manutenção de vantagens do regime anterior.
Impossibilidade. Princípios da coisa julgada, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Ofensa
reflexa. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte no
sentido da impossibilidade de o servidor público que teve o
vínculo com a Administração transformado de celetista em
estatutário pela Lei n 8.112/90 manter as vantagens típicas do
regime anterior. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República, o que não enseja o reexame da
questão em recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não
provido.” (ARE 758.277-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma,
DJe 10.3.2014)
Quanto à alegada violação do princípio da
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Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
DE AFRONTA AO INCISO XXXVI DO ART. 5... DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO REFLEXA AO
MAGNO TEXTO. 1. É firme no Supremo Tribunal Federal o
entendimento de que a Justiça do Trabalho é competente para
processar e julgar reclamação de servidor sujeito ao regime
estatutário, mas apenas quanto ao contrato individual de
trabalho celebrado antes da vigência desse regime. O advento
da Lei 8.112/1990 estanca, de plano, a competência da Justiça
especial. 2. Entendimento diverso do adotado pelo acórdão
impugnado demandaria a análise da legislação
infraconstitucional pertinente. Pelo que é inviável a abertura da
instância recursal extraordinária. 3. Agravo regimental
desprovido.” (Recurso Extraordinário 583.619-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma,
DJe 13.10.2011)
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Administrativo. Servidor público celetista. Advento da Lei n
8.112/90, que transformou vínculos celetistas em estatutários.
Pretensão de manutenção de vantagens do regime anterior.
Impossibilidade. Princípios da coisa julgada, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Ofensa
reflexa. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte no
sentido da impossibilidade de o servidor público que teve o
vínculo com a Administração transformado de celetista em
estatutário pela Lei n 8.112/90 manter as vantagens típicas do
regime anterior. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República, o que não enseja o reexame da
questão em recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não
provido.” (ARE 758.277-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma,
DJe 10.3.2014)
Quanto à alegada violação do princípio da
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Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
irredutibilidade de vencimentos, aferir a ocorrência de eventual
afronta a preceitos constitucionais invocados exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
Anoto precedentes:
"Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor
público. Vencimentos. IPC de março/90. Diferença de 84,32%.
Execução de sentença trabalhista. Direito adquirido.
Inexistência. Irredutibilidade de vencimentos. Impossibilidade
de reexame de fatos e provas dos autos. Precedentes. 1. A
Suprema Corte pacificou o entendimento de que não há direito
adquirido à recomposição salarial, no percentual de 84,32%,
referente ao IPC do período de março de 1990. 2. O recurso
extraordinário não se presta para o reexame de legislação
infraconstitucional ou de fatos e provas dos autos. Incidência
das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não
provido.” (AI 858016 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI,
Primeira Turma, julgado em 05/08/2014, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-197 DIVULG 08-10-2014 PUBLIC 09-10-
2014)
"AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. REENQUADRAMENTO. DECESSO
REMUNERATÓRIO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279
DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE
732599 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda
Turma, julgado em 21/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-
112 DIVULG 13-06-2013 PUBLIC 14-06-2013)
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
6
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
irredutibilidade de vencimentos, aferir a ocorrência de eventual
afronta a preceitos constitucionais invocados exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
Anoto precedentes:
"Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor
público. Vencimentos. IPC de março/90. Diferença de 84,32%.
Execução de sentença trabalhista. Direito adquirido.
Inexistência. Irredutibilidade de vencimentos. Impossibilidade
de reexame de fatos e provas dos autos. Precedentes. 1. A
Suprema Corte pacificou o entendimento de que não há direito
adquirido à recomposição salarial, no percentual de 84,32%,
referente ao IPC do período de março de 1990. 2. O recurso
extraordinário não se presta para o reexame de legislação
infraconstitucional ou de fatos e provas dos autos. Incidência
das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não
provido.” (AI 858016 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI,
Primeira Turma, julgado em 05/08/2014, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-197 DIVULG 08-10-2014 PUBLIC 09-10-
2014)
"AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. REENQUADRAMENTO. DECESSO
REMUNERATÓRIO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279
DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE
732599 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda
Turma, julgado em 21/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-
112 DIVULG 13-06-2013 PUBLIC 14-06-2013)
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
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detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art.
557, caput). ”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão
jurisdicional, das razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes.
Cito precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
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detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art.
557, caput). ”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão
jurisdicional, das razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes.
Cito precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
7
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013).
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e
Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ
02.02.2001).
Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status
constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXVI e LV, da
Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Cito precedentes:
8
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Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013).
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e
Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ
02.02.2001).
Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status
constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXVI e LV, da
Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Cito precedentes:
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Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
“DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO
DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO
LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME
INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO
CONFIGURADA.
DECISÃO
FUNDAMENTADA.
Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de
alegada violação, acaso existente, situada no âmbito
infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não
configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que
se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1...
Turma, DJe 16.4.2012).
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012).
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
9
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
“DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO
DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO
LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME
INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO
CONFIGURADA.
DECISÃO
FUNDAMENTADA.
Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de
alegada violação, acaso existente, situada no âmbito
infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não
configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que
se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1...
Turma, DJe 16.4.2012).
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012).
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS
É como voto.
10
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É como voto.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.984
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ANAELENA BRAGANÇA DE MORAES ETHUR E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSÉ LUIS WAGNER
ADV.(A/S) : LUCIANA GIL COTTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.984
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ANAELENA BRAGANÇA DE MORAES ETHUR E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSÉ LUIS WAGNER
ADV.(A/S) : LUCIANA GIL COTTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9077273
Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893 . 984",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893 . 984",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893 . 984",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893 . 984",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893 . 984",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS",
"AI 426 . 981 - AgR",
"AI 611 . 406 - AgR",
"Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR",
"AI 402 . 819 - AgR",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS",
"AI 426 . 981 - AgR",
"AI 611 . 406 - AgR",
"Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR",
"AI 402 . 819 - AgR",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS XXXV",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 583 . 619 - AgR",
"ARE 758 . 277 - AgR",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 583 . 619",
"ARE 758 . 277 - AgR",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 858016 AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 732599 AgR",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 636",
"AI 858016 AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 732599 AgR",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR",
"ARE 721 . 783 - AgR / RS",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS",
"ARE 721 . 783 - AgR / RS",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS",
"AI 842 . 445 - AgR / RJ",
"AI 745 . 285 - AgR / PE",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS",
"AI 842 . 445 - AgR / RJ",
"AI 745 . 285 - AgR / PE",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 893984 AGR / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893 . 984"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI n 8 . 112 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts",
"Lei n 8 . 112 / 90",
"Lei 8 . 112 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , caput , XXXV , XXXVI , LIV e LV , 7 . . . , VI , 37 , XV , e 93 , IX , da Constituição Federal",
"Lei n 8 . 112 / 90",
"Lei 8 . 112 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 do Código de Processo Civil",
"art . 102 , III , da Lei Maior",
"art . 5 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Constituição",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Constituição",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"arts . 5 .",
"C",
".",
"F",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal",
"C",
".",
"F . , art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV . I",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO",
"-",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
"ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Magna",
"LEI 8 . 112 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO",
"-",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
"ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Magna",
"LEI 8 . 112 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 112 / 1990",
"Lei n 8 . 112 / 90",
"Lei n 8 . 112 / 90",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISO XXXVI DO ART . 5 . . . DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Lei 8 . 112 / 1990",
"Lei n 8 . 112 / 90",
"Lei n 8 . 112 / 90",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e 4 . . .",
"incisos XXXV e LX",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"art",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , XXXVI e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , XXXVI e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
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"Brasil",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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".",
".",
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".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
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"/",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
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"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
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"2",
".",
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".",
". . Turma",
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"Brasil",
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".",
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".",
".",
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".",
".",
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".",
".",
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".",
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".",
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".",
".",
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".",
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".",
".",
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".",
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".",
".",
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".",
".",
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"Brasil"
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"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"ANAELENA BRAGANÇA DE MORAES ETHUR",
"JOSÉ LUIS WAGNER",
"LUCIANA GIL COTTA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ANAELENA BRAGANÇA DE MORAES ETHUR",
"JOSÉ LUIS WAGNER",
"LUCIANA GIL COTTA",
"Rosa Weber",
"Anaelena Bragança de Moraes Ethur",
"ROSA WEBER",
"ANAELENA BRAGANÇA DE MORAES ETHUR",
"JOSÉ LUIS WAGNER",
"LUCIANA GIL COTTA",
"Rosa Weber",
"Anaelena Bragança de Moraes Ethur",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Anaelena Bragança de Moraes Ethur",
"Rosa Weber",
"Anaelena Bragança de Moraes Ethur",
"ROSA WEBER",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
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"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"ROSA WEBER",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
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"Ilmar Galvão",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
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"Dias Toffoli",
"Ayres Britto",
"Dias Toffoli",
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"DIAS TOFFOLI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"DIAS TOFFOLI",
"CÁRMEN LÚCIA",
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"Gilmar Mendes",
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"Marco Aurélio",
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"Carlos Velloso",
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"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
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"ROSA WEBER",
"ANAELENA BRAGANÇA DE MORAES ETHUR",
"JOSÉ LUIS WAGNER",
"LUCIANA GIL COTTA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
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"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"ANAELENA BRAGANÇA DE MORAES ETHUR",
"JOSÉ LUIS WAGNER",
"LUCIANA GIL COTTA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"30",
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".",
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".",
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"02",
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".",
"8",
".",
"08",
"05",
".",
"9",
".",
"03",
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"08",
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"2001",
"05",
".",
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".",
"04",
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"05",
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"03",
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".",
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".",
"2005",
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"02",
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"-",
"2014",
"09",
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"-",
"2014",
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"/",
"2013",
"13",
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"-",
"2013",
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"-",
"06",
"-",
"2013",
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"/",
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".",
"2010",
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"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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".",
"3",
".",
"2013",
"05",
".",
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".",
"2005",
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".",
"6",
".",
"2005",
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".",
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".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"3",
".",
"2013",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"4",
".",
"2012",
"1",
".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"4",
".",
"2012",
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".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"2012",
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"/",
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".",
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".",
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".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.838 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - SINDJUS/RS
ADV.(A/S)
:BRUNO FREITAS DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO. DESPESAS DE CONDUÇÃO DOS
OFICIAIS DE JUSTIÇA. MATÉRIA DE NATUREZA PROCESSUAL.
AFRONTA AO ARTIGO 95, V, “G”, DA CARTA ESTADUAL.
COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA PROPOR NORMAS
DE PROCESSO NO ÂMBITO DA COMPETÊNCIA CONCORRENTE
DOS ESTADOS. VÍCIO FORMAL DE INICIATIVA. COMPETÊNCIA
PARA JULGAMENTO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO. OS
VALORES REFERENTES AO PAGAMENTO DE CONDUÇÃO AOS
OFICIAIS DE JUSTIÇA, BEM COMO OS DEMAIS QUE TENHAM A
MESMA NATUREZA, CARACTERIZAM DESPESAS JUDICIAIS QUE
DÃO ENSEJO A PAGAMENTO POR SERVIÇO NÃO PRESTADO PELO
PODER PÚBLICO. A GRATIFICAÇÃO CONFERIDA AOS OFICIAIS DE
JUSTIÇA PELAS LEIS ESTADUAIS N°S 7.305/79 E 10.972/97 NÃO
ALCANÇA A UNIÃO, NEM OS MUNICÍPIOS E SUAS AUTARQUIAS.
CONSONÂNCIA
DA
DECISÃO
RECORRIDA
COM
A
JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE
TRÂNSITO.
REELABORAÇÃO
DA
MOLDURA
FÁTICA.
PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.12.2012.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765439.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 782838 AGR / RS
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada
no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso
demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de
origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como
tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765439.
Supremo Tribunal Federal
ARE 782838 AGR / RS
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada
no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso
demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de
origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como
tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765439.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.838 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - SINDJUS/RS
ADV.(A/S)
:BRUNO FREITAS DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Governador do Estado do Rio Grande do Sul.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta
aos arts. 2º, 22, I, 24, I e IV, 25, 61, 96, caput e II, 102, I, “a”, 125, § 2º, e 145,
II, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI
Nº 13.471/2010. PRECEITO: (AS PESSOAS JURÍDICAS DE
DIREITO PÚBLICO SÃO ISENTAS DO PAGAMENTO DE
CUSTAS, DESPESAS JUDICIAIS E EMOLUMENTOS NO
ÂMBITO DA JUSTIÇA ESTADUAL DE PRIMEIRO E
SEGUNDO GRAUS). CISÃO DO PROCESSO. PRELIMINAR
DE SUSPENSÃO DEFERIDA EM RELAÇÃO ÀS CUSTAS E
EMOLUMENTOS FACE PROPOSIÇÃO DE ADI IDÊNTICA
PERANTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CAUSA
ESPECIAL DE SUSPENSÃO. PRECEDENTES DO STF E DESSA
CORTE. PROSSEGUIMENTO DA AÇÃO QUANTO ÀS
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765440.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.838 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - SINDJUS/RS
ADV.(A/S)
:BRUNO FREITAS DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Governador do Estado do Rio Grande do Sul.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta
aos arts. 2º, 22, I, 24, I e IV, 25, 61, 96, caput e II, 102, I, “a”, 125, § 2º, e 145,
II, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI
Nº 13.471/2010. PRECEITO: (AS PESSOAS JURÍDICAS DE
DIREITO PÚBLICO SÃO ISENTAS DO PAGAMENTO DE
CUSTAS, DESPESAS JUDICIAIS E EMOLUMENTOS NO
ÂMBITO DA JUSTIÇA ESTADUAL DE PRIMEIRO E
SEGUNDO GRAUS). CISÃO DO PROCESSO. PRELIMINAR
DE SUSPENSÃO DEFERIDA EM RELAÇÃO ÀS CUSTAS E
EMOLUMENTOS FACE PROPOSIÇÃO DE ADI IDÊNTICA
PERANTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CAUSA
ESPECIAL DE SUSPENSÃO. PRECEDENTES DO STF E DESSA
CORTE. PROSSEGUIMENTO DA AÇÃO QUANTO ÀS
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765440.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 782838 AGR / RS
DESPESAS DE CONDUÇÃO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA.
MATÉRIA DE NATUREZA PROCESSUAL: AFRONTA AO
ARTIGO 95, 'V', 'G', DA CARTA ESTADUAL. COMPETÊNCIA
DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA PROPOR NORMAS DE
PROCESSO
NO
ÂMBITO
DA
COMPETÊNCIA
CONCORRENTE DOS ESTADOS. VÍCIO FORMAL DE
INICIATIVA. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO. OS VALORES
REFERENTES AO PAGAMENTO DE CONDUÇÃO AOS
OFICIAIS DE JUSTIÇA, BEM COMO OS DEMAIS QUE
TENHAM A MESMA NATUREZA, CARACTERIZAM
DESPESAS JUDICIAIS, QUE DÃO ENSEJO A PAGAMENTO
POR SERVIÇO NÃO PRESTADO PELO PODER PÚBLICO. A
GRATIFICAÇÃO CONFERIDA AOS OFICIAIS DE JUSTIÇA
PELAS LEIS ESTADUAIS N°S 7.305n9 E 10.972/97 NÃO
ALCANÇA A UNIÃO NEM OS MUNICÍPIOS E SUAS
AUTARQUIAS. CONHECERAM EM PARTE E NA PARTE
CONHECIDA, REJEITARAM A MATÉRIA PRELIMINAR E
JULGARAM PROCEDENTE A AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE NO QUE TANGE À MATÉRIA
NÃO SUSPENSA. UNÂNIME.”
Acórdão recorrido publicado em 06.12.2012.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765440.
Supremo Tribunal Federal
ARE 782838 AGR / RS
DESPESAS DE CONDUÇÃO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA.
MATÉRIA DE NATUREZA PROCESSUAL: AFRONTA AO
ARTIGO 95, 'V', 'G', DA CARTA ESTADUAL. COMPETÊNCIA
DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA PROPOR NORMAS DE
PROCESSO
NO
ÂMBITO
DA
COMPETÊNCIA
CONCORRENTE DOS ESTADOS. VÍCIO FORMAL DE
INICIATIVA. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO. OS VALORES
REFERENTES AO PAGAMENTO DE CONDUÇÃO AOS
OFICIAIS DE JUSTIÇA, BEM COMO OS DEMAIS QUE
TENHAM A MESMA NATUREZA, CARACTERIZAM
DESPESAS JUDICIAIS, QUE DÃO ENSEJO A PAGAMENTO
POR SERVIÇO NÃO PRESTADO PELO PODER PÚBLICO. A
GRATIFICAÇÃO CONFERIDA AOS OFICIAIS DE JUSTIÇA
PELAS LEIS ESTADUAIS N°S 7.305n9 E 10.972/97 NÃO
ALCANÇA A UNIÃO NEM OS MUNICÍPIOS E SUAS
AUTARQUIAS. CONHECERAM EM PARTE E NA PARTE
CONHECIDA, REJEITARAM A MATÉRIA PRELIMINAR E
JULGARAM PROCEDENTE A AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE NO QUE TANGE À MATÉRIA
NÃO SUSPENSA. UNÂNIME.”
Acórdão recorrido publicado em 06.12.2012.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.838 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos
preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que
desafiou o agravo, verbis:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2º, 22, I, 24, I e IV, 25,
61, 96, caput, e II, 102, I, “a”, 125, § 2º, e 145, II, da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.838 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos
preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que
desafiou o agravo, verbis:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2º, 22, I, 24, I e IV, 25,
61, 96, caput, e II, 102, I, “a”, 125, § 2º, e 145, II, da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 782838 AGR / RS
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido:
“Ação Direta de Inconstitucionalidade. Lei Estadual
10.180, de 19 de junho de 1990, de Minas Gerais. 2. Custas
judiciais cobradas pelo Oficial do Registro Civil e recolhidas à
disposição do Juiz de Paz. 3. Inconstitucionalidade formal.
Ocorrência. Competência do Tribunal de Justiça do Estado de
Minas Gerais para propositura da lei. Projeto de Lei proposto
pelo Governador do Estado. 4. Os juízes de paz, na qualidade
de agentes públicos, ocupam cargo cuja remuneração deve
ocorrer com base em valor fixo e predeterminado, e não por
participação no que é recolhido aos cofres público. Além disso,
os juízes de paz integram o Poder Judiciário e a eles se impõe a
vedação prevista no art. 95, parágrafo único, II, da Constituição,
a qual proíbe a percepção, a qualquer título ou pretexto, de
custas ou participação em processo pelos membros do
Judiciário.
Inconstitucionalidade
material.
5.
Inconstitucionalidade da expressão “recolhidas à disposição do
Juiz de Paz”. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada
procedente.” (ADI 954, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal
Pleno, DJe 26-05-2011).
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
2
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ARE 782838 AGR / RS
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido:
“Ação Direta de Inconstitucionalidade. Lei Estadual
10.180, de 19 de junho de 1990, de Minas Gerais. 2. Custas
judiciais cobradas pelo Oficial do Registro Civil e recolhidas à
disposição do Juiz de Paz. 3. Inconstitucionalidade formal.
Ocorrência. Competência do Tribunal de Justiça do Estado de
Minas Gerais para propositura da lei. Projeto de Lei proposto
pelo Governador do Estado. 4. Os juízes de paz, na qualidade
de agentes públicos, ocupam cargo cuja remuneração deve
ocorrer com base em valor fixo e predeterminado, e não por
participação no que é recolhido aos cofres público. Além disso,
os juízes de paz integram o Poder Judiciário e a eles se impõe a
vedação prevista no art. 95, parágrafo único, II, da Constituição,
a qual proíbe a percepção, a qualquer título ou pretexto, de
custas ou participação em processo pelos membros do
Judiciário.
Inconstitucionalidade
material.
5.
Inconstitucionalidade da expressão “recolhidas à disposição do
Juiz de Paz”. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada
procedente.” (ADI 954, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal
Pleno, DJe 26-05-2011).
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.838
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - SINDJUS/RS
ADV.(A/S) : BRUNO FREITAS DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045693
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.838
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - SINDJUS/RS
ADV.(A/S) : BRUNO FREITAS DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9057235
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-06T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO. DESPESAS DE CONDUÇÃO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA. MATÉRIA DE NATUREZA PROCESSUAL. AFRONTA AO ARTIGO 95, V, “G”, DA CARTA ESTADUAL. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA PROPOR NORMAS DE PROCESSO NO ÂMBITO DA COMPETÊNCIA CONCORRENTE DOS ESTADOS. VÍCIO FORMAL DE INICIATIVA. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO. OS VALORES REFERENTES AO PAGAMENTO DE CONDUÇÃO AOS OFICIAIS DE JUSTIÇA, BEM COMO OS DEMAIS QUE TENHAM A MESMA NATUREZA, CARACTERIZAM DESPESAS JUDICIAIS QUE DÃO ENSEJO A PAGAMENTO POR SERVIÇO NÃO PRESTADO PELO PODER PÚBLICO. A GRATIFICAÇÃO CONFERIDA AOS OFICIAIS DE JUSTIÇA PELAS LEIS ESTADUAIS N°S 7.305/79 E 10.972/97 NÃO ALCANÇA A UNIÃO, NEM OS MUNICÍPIOS E SUAS AUTARQUIAS. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.12.2012.
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur314022
|
Número de páginas: 7.
Análise: 10/08/2015, BMP.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
782838
|
[
"LEG-EST CES ANO-1989\n ART-00095 INC-00005 LET-G\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, RS\n\n",
"LEG-EST LEI-007305 ANO-1979\n LEI ORDINÁRIA, RS\n\n",
"LEG-EST LEI-010972 ANO-1997\n LEI ORDINÁRIA, RS"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 782838 AgR
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] |
AGTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - SINDJUS/RS
ADV.(A/S) : BRUNO FREITAS DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.838 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - SINDJUS/RS
ADV.(A/S)
:BRUNO FREITAS DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO. DESPESAS DE CONDUÇÃO DOS
OFICIAIS DE JUSTIÇA. MATÉRIA DE NATUREZA PROCESSUAL.
AFRONTA AO ARTIGO 95, V, “G”, DA CARTA ESTADUAL.
COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA PROPOR NORMAS
DE PROCESSO NO ÂMBITO DA COMPETÊNCIA CONCORRENTE
DOS ESTADOS. VÍCIO FORMAL DE INICIATIVA. COMPETÊNCIA
PARA JULGAMENTO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO. OS
VALORES REFERENTES AO PAGAMENTO DE CONDUÇÃO AOS
OFICIAIS DE JUSTIÇA, BEM COMO OS DEMAIS QUE TENHAM A
MESMA NATUREZA, CARACTERIZAM DESPESAS JUDICIAIS QUE
DÃO ENSEJO A PAGAMENTO POR SERVIÇO NÃO PRESTADO PELO
PODER PÚBLICO. A GRATIFICAÇÃO CONFERIDA AOS OFICIAIS DE
JUSTIÇA PELAS LEIS ESTADUAIS nS 7.305/79 E 10.972/97 NÃO
ALCANÇA A UNIÃO, NEM OS MUNICÍPIOS E SUAS AUTARQUIAS.
CONSONÂNCIA
DA
DECISÃO
RECORRIDA
COM
A
JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE
TRÂNSITO.
REELABORAÇÃO
DA
MOLDURA
FÁTICA.
PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.12.2012.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 782838 AGR / RS
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada
no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso
demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de
origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como
tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 782838 AGR / RS
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada
no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso
demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de
origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como
tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.838 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - SINDJUS/RS
ADV.(A/S)
:BRUNO FREITAS DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Governador do Estado do Rio Grande do Sul.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta
aos arts. 2..., 22, I, 24, I e IV, 25, 61, 96, caput e II, 102, I, “a”, 125, § 2..., e 145,
II, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI
n 13.471/2010. PRECEITO: (AS PESSOAS JURÍDICAS DE
DIREITO PÚBLICO SÃO ISENTAS DO PAGAMENTO DE
CUSTAS, DESPESAS JUDICIAIS E EMOLUMENTOS NO
ÂMBITO DA JUSTIÇA ESTADUAL DE PRIMEIRO E
SEGUNDO GRAUS). CISÃO DO PROCESSO. PRELIMINAR
DE SUSPENSÃO DEFERIDA EM RELAÇÃO ÀS CUSTAS E
EMOLUMENTOS FACE PROPOSIÇÃO DE ADI IDÊNTICA
PERANTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CAUSA
ESPECIAL DE SUSPENSÃO. PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal E DESSA
CORTE. PROSSEGUIMENTO DA AÇÃO QUANTO ÀS
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.838 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - SINDJUS/RS
ADV.(A/S)
:BRUNO FREITAS DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Governador do Estado do Rio Grande do Sul.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta
aos arts. 2..., 22, I, 24, I e IV, 25, 61, 96, caput e II, 102, I, “a”, 125, § 2..., e 145,
II, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI
n 13.471/2010. PRECEITO: (AS PESSOAS JURÍDICAS DE
DIREITO PÚBLICO SÃO ISENTAS DO PAGAMENTO DE
CUSTAS, DESPESAS JUDICIAIS E EMOLUMENTOS NO
ÂMBITO DA JUSTIÇA ESTADUAL DE PRIMEIRO E
SEGUNDO GRAUS). CISÃO DO PROCESSO. PRELIMINAR
DE SUSPENSÃO DEFERIDA EM RELAÇÃO ÀS CUSTAS E
EMOLUMENTOS FACE PROPOSIÇÃO DE ADI IDÊNTICA
PERANTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CAUSA
ESPECIAL DE SUSPENSÃO. PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal E DESSA
CORTE. PROSSEGUIMENTO DA AÇÃO QUANTO ÀS
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 782838 AGR / RS
DESPESAS DE CONDUÇÃO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA.
MATÉRIA DE NATUREZA PROCESSUAL: AFRONTA AO
ARTIGO 95, 'V', 'G', DA CARTA ESTADUAL. COMPETÊNCIA
DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA PROPOR NORMAS DE
PROCESSO
NO
ÂMBITO
DA
COMPETÊNCIA
CONCORRENTE DOS ESTADOS. VÍCIO FORMAL DE
INICIATIVA. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO. OS VALORES
REFERENTES AO PAGAMENTO DE CONDUÇÃO AOS
OFICIAIS DE JUSTIÇA, BEM COMO OS DEMAIS QUE
TENHAM A MESMA NATUREZA, CARACTERIZAM
DESPESAS JUDICIAIS, QUE DÃO ENSEJO A PAGAMENTO
POR SERVIÇO NÃO PRESTADO PELO PODER PÚBLICO. A
GRATIFICAÇÃO CONFERIDA AOS OFICIAIS DE JUSTIÇA
PELAS LEIS ESTADUAIS nS 7.305n9 E 10.972/97 NÃO
ALCANÇA A UNIÃO NEM OS MUNICÍPIOS E SUAS
AUTARQUIAS. CONHECERAM EM PARTE E NA PARTE
CONHECIDA, REJEITARAM A MATÉRIA PRELIMINAR E
JULGARAM PROCEDENTE A AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE NO QUE TANGE À MATÉRIA
NÃO SUSPENSA. UNÂNIME.”
Acórdão recorrido publicado em 06.12.2012.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 782838 AGR / RS
DESPESAS DE CONDUÇÃO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA.
MATÉRIA DE NATUREZA PROCESSUAL: AFRONTA AO
ARTIGO 95, 'V', 'G', DA CARTA ESTADUAL. COMPETÊNCIA
DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA PROPOR NORMAS DE
PROCESSO
NO
ÂMBITO
DA
COMPETÊNCIA
CONCORRENTE DOS ESTADOS. VÍCIO FORMAL DE
INICIATIVA. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO. OS VALORES
REFERENTES AO PAGAMENTO DE CONDUÇÃO AOS
OFICIAIS DE JUSTIÇA, BEM COMO OS DEMAIS QUE
TENHAM A MESMA NATUREZA, CARACTERIZAM
DESPESAS JUDICIAIS, QUE DÃO ENSEJO A PAGAMENTO
POR SERVIÇO NÃO PRESTADO PELO PODER PÚBLICO. A
GRATIFICAÇÃO CONFERIDA AOS OFICIAIS DE JUSTIÇA
PELAS LEIS ESTADUAIS nS 7.305n9 E 10.972/97 NÃO
ALCANÇA A UNIÃO NEM OS MUNICÍPIOS E SUAS
AUTARQUIAS. CONHECERAM EM PARTE E NA PARTE
CONHECIDA, REJEITARAM A MATÉRIA PRELIMINAR E
JULGARAM PROCEDENTE A AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE NO QUE TANGE À MATÉRIA
NÃO SUSPENSA. UNÂNIME.”
Acórdão recorrido publicado em 06.12.2012.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. ROSA WEBER
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.838 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos
preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que
desafiou o agravo, verbis:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2..., 22, I, 24, I e IV, 25,
61, 96, caput, e II, 102, I, “a”, 125, § 2..., e 145, II, da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
Supremo Tribunal Federal
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PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.838 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos
preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que
desafiou o agravo, verbis:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2..., 22, I, 24, I e IV, 25,
61, 96, caput, e II, 102, I, “a”, 125, § 2..., e 145, II, da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 782838 AGR / RS
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido:
“Ação Direta de Inconstitucionalidade. Lei Estadual
10.180, de 19 de junho de 1990, de Minas Gerais. 2. Custas
judiciais cobradas pelo Oficial do Registro Civil e recolhidas à
disposição do Juiz de Paz. 3. Inconstitucionalidade formal.
Ocorrência. Competência do Tribunal de Justiça do Estado de
Minas Gerais para propositura da lei. Projeto de Lei proposto
pelo Governador do Estado. 4. Os juízes de paz, na qualidade
de agentes públicos, ocupam cargo cuja remuneração deve
ocorrer com base em valor fixo e predeterminado, e não por
participação no que é recolhido aos cofres público. Além disso,
os juízes de paz integram o Poder Judiciário e a eles se impõe a
vedação prevista no art. 95, parágrafo único, II, da Constituição,
a qual proíbe a percepção, a qualquer título ou pretexto, de
custas ou participação em processo pelos membros do
Judiciário.
Inconstitucionalidade
material.
5.
Inconstitucionalidade da expressão “recolhidas à disposição do
Juiz de Paz”. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada
procedente.” (ADI 954, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal
Pleno, DJe 26-05-2011).
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
2
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ARE 782838 AGR / RS
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido:
“Ação Direta de Inconstitucionalidade. Lei Estadual
10.180, de 19 de junho de 1990, de Minas Gerais. 2. Custas
judiciais cobradas pelo Oficial do Registro Civil e recolhidas à
disposição do Juiz de Paz. 3. Inconstitucionalidade formal.
Ocorrência. Competência do Tribunal de Justiça do Estado de
Minas Gerais para propositura da lei. Projeto de Lei proposto
pelo Governador do Estado. 4. Os juízes de paz, na qualidade
de agentes públicos, ocupam cargo cuja remuneração deve
ocorrer com base em valor fixo e predeterminado, e não por
participação no que é recolhido aos cofres público. Além disso,
os juízes de paz integram o Poder Judiciário e a eles se impõe a
vedação prevista no art. 95, parágrafo único, II, da Constituição,
a qual proíbe a percepção, a qualquer título ou pretexto, de
custas ou participação em processo pelos membros do
Judiciário.
Inconstitucionalidade
material.
5.
Inconstitucionalidade da expressão “recolhidas à disposição do
Juiz de Paz”. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada
procedente.” (ADI 954, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal
Pleno, DJe 26-05-2011).
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.838
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - SINDJUS/RS
ADV.(A/S) : BRUNO FREITAS DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.838
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - SINDJUS/RS
ADV.(A/S) : BRUNO FREITAS DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782 . 838",
"ARE 782838 AGR / RS",
"ARE 782838 AGR / RS",
"ADI 954",
"ARE 782838 AGR / RS",
"ADI 954"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 95 , V , “ G ” , DA CARTA ESTADUAL",
"LEIS ESTADUAIS nS 7 . 305 / 79",
"10",
".",
"972",
"/",
"97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts",
"LEI n 13 . 471 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts",
"LEI n 13 . 471 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 95 , ' V ' , ' G ' , DA CARTA ESTADUAL",
"LEIS ESTADUAIS nS 7 . 305n9",
"10",
".",
"972",
"/",
"97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 95 , ' V ' , ' G ' , DA CARTA ESTADUAL",
"LEIS ESTADUAIS nS 7 . 305n9",
"10",
".",
"972",
"/",
"97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual 10 . 180",
"art . 95 , parágrafo único , II , da Constituição",
"Constituição da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual 10 . 180",
"art . 95 , parágrafo único , II , da Constituição",
"Constituição da República",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RS",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Minas Gerais",
"Minas Gerais",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"SINDJUS",
"/",
"RS",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"SINDJUS",
"/",
"RS",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO",
"SINDJUS",
"/",
"RS",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"RS",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO ESTADO",
"SINDJUS",
"/",
"RS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS",
"SINDJUS",
"/",
"RS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"BRUNO FREITAS DE ALMEIDA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"BRUNO FREITAS DE ALMEIDA",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"BRUNO FREITAS DE ALMEIDA",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER ARE 782838",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROSA WEBER",
"BRUNO FREITAS DE ALMEIDA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"BRUNO FREITAS DE ALMEIDA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"06",
".",
"12",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"12",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"12",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de junho de 1990",
"26",
"-",
"05",
"-",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de junho de 1990",
"26",
"-",
"05",
"-",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.762 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE NITERÓI
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI
AGDO.(A/S)
:JEFFERSON MARQUES FARIA
ADV.(A/S)
:ANDRÉA PERAZOLI E OUTRO(A/S)
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
Constitucional. Direito à moradia e aluguel social. Chuvas. Residência
interditada pela Defesa Civil. 3. Termo de compromisso. Solidariedade
dos entes federativos, podendo a obrigação ser demandada de qualquer
deles. Súmula 287. 4. Princípio da legalidade. Lei municipal nº 2.425/2007.
Súmula 636. 5. Teoria da reserva do possível e separação dos poderes.
Inaplicabilidade. Injusto inadimplemento de deveres constitucionais
imputáveis ao estado. Cumprimento de políticas públicas previamente
estabelecidas pelo Poder Executivo. 6. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.762 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE NITERÓI
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI
AGDO.(A/S)
:JEFFERSON MARQUES FARIA
ADV.(A/S)
:ANDRÉA PERAZOLI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso
extraordinário com agravo com base nas súmulas 287 e 636 e na
impossibilidade, na espécie, de aplicação da teoria da reserva do possível
e de invocação da cláusula de reserva de plenário.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a não incidência das
súmulas 287 e 636, uma vez que o recorrente delimitou a controvérsia
com fundamentação clara e objetiva e a pretensão não pressupõe
interpretação de legislação infraconstitucional. Pugna-se, ainda, pelo
reconhecimento da violação à separação de poderes, tendo em vista que
“Ao Poder Judiciário não cabe a função administrativa do Poder Executivo de
realizar o orçamento público” (eDOC 11, p. 13).
É o relatório.
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19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.762 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE NITERÓI
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI
AGDO.(A/S)
:JEFFERSON MARQUES FARIA
ADV.(A/S)
:ANDRÉA PERAZOLI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso
extraordinário com agravo com base nas súmulas 287 e 636 e na
impossibilidade, na espécie, de aplicação da teoria da reserva do possível
e de invocação da cláusula de reserva de plenário.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a não incidência das
súmulas 287 e 636, uma vez que o recorrente delimitou a controvérsia
com fundamentação clara e objetiva e a pretensão não pressupõe
interpretação de legislação infraconstitucional. Pugna-se, ainda, pelo
reconhecimento da violação à separação de poderes, tendo em vista que
“Ao Poder Judiciário não cabe a função administrativa do Poder Executivo de
realizar o orçamento público” (eDOC 11, p. 13).
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.762 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, extrai-se dos
autos que há instrumento normativo a imputar obrigação solidária a
todos os entes federativos, podendo ser demandada de qualquer um
deles, União, estados, Distrito Federal ou municípios. Portanto, dada a
própria solidariedade, é incabível a pretensão de estabelecer a
responsabilidade da municipalidade limitada a um quantum a ser pago a
título de aluguel social.
Sendo assim, constato que as razões recursais estão dissociadas do
acórdão recorrido, logo o seguimento do recurso extraordinário encontra
óbice na Súmula 287.
Em relação ao princípio da legalidade, é entendimento sumulado
desta Corte que “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha
rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.”
(Enunciado da Súmula 636 do STF). Suposta violação demandaria rever a
interpretação dada à legislação infraconstitucional, notadamente a Lei
municipal nº 2.425/2007.
Acerca da teoria da reserva do possível, a jurisprudência pacífica do
Supremo Tribunal Federal entende inaplicável por injusto
inadimplemento de deveres constitucionais imputáveis ao Estado. Nesse
sentido, a intervenção judicial torna-se possível, pois não se trata de
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19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.762 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, extrai-se dos
autos que há instrumento normativo a imputar obrigação solidária a
todos os entes federativos, podendo ser demandada de qualquer um
deles, União, estados, Distrito Federal ou municípios. Portanto, dada a
própria solidariedade, é incabível a pretensão de estabelecer a
responsabilidade da municipalidade limitada a um quantum a ser pago a
título de aluguel social.
Sendo assim, constato que as razões recursais estão dissociadas do
acórdão recorrido, logo o seguimento do recurso extraordinário encontra
óbice na Súmula 287.
Em relação ao princípio da legalidade, é entendimento sumulado
desta Corte que “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha
rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.”
(Enunciado da Súmula 636 do STF). Suposta violação demandaria rever a
interpretação dada à legislação infraconstitucional, notadamente a Lei
municipal nº 2.425/2007.
Acerca da teoria da reserva do possível, a jurisprudência pacífica do
Supremo Tribunal Federal entende inaplicável por injusto
inadimplemento de deveres constitucionais imputáveis ao Estado. Nesse
sentido, a intervenção judicial torna-se possível, pois não se trata de
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 855762 AGR / RJ
inovação na ordem jurídica, mas apenas determinação de que o Executivo
cumpra políticas públicas previamente estabelecidas.
Ademais, a jurisprudência desta Corte também abona a
possibilidade de controle jurisdicional na espécie, tendo em vista a
necessidade de observância de certos parâmetros constitucionais na
implementação de políticas públicas.
A propósito, confira-se excerto da ementa da STA-AgR 223, redator
do acórdão o ministro Celso de Mello, DJe 9.4.2014, na qual o Pleno assim
se pronunciou:
A FÓRMULA DA RESERVA DO POSSÍVEL NA
PERSPECTIVA DA TEORIA DOS CUSTOS DOS DIREITOS:
IMPOSSIBILIDADE DE SUA INVOCAÇÃO PARA LEGITIMAR
O INJUSTO INADIMPLEMENTO DE DEVERES ESTATAIS DE
PRESTAÇÃO CONSTITUCIONALMENTE IMPOSTOS AO
PODER PÚBLICO [...] CONTROLE JURISDICIONAL DE
LEGITIMIDADE DA OMISSÃO DO PODER PÚBLICO:
ATIVIDADE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIAL QUE SE
JUSTIFICA PELA NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DE
CERTOS PARÂMETROS CONSTITUCIONAIS (PROIBIÇÃO
DE RETROCESSO SOCIAL, PROTEÇÃO AO MÍNIMO
EXISTENCIAL, VEDAÇÃO DA PROTEÇÃO INSUFICIENTE E
PROIBIÇÃO DE EXCESSO).
Ademais, vejam-se os seguintes precedentes: SL-AgR 47, de minha
relatoria, DJe 30.4.2010; ARE-AgR 745.745, rel. min. Celso de Mello, DJe
19.12.2014; e RE-AgR 642.536, rel. min. Luiz Fux, DJe 27.2.2013.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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ARE 855762 AGR / RJ
inovação na ordem jurídica, mas apenas determinação de que o Executivo
cumpra políticas públicas previamente estabelecidas.
Ademais, a jurisprudência desta Corte também abona a
possibilidade de controle jurisdicional na espécie, tendo em vista a
necessidade de observância de certos parâmetros constitucionais na
implementação de políticas públicas.
A propósito, confira-se excerto da ementa da STA-AgR 223, redator
do acórdão o ministro Celso de Mello, DJe 9.4.2014, na qual o Pleno assim
se pronunciou:
A FÓRMULA DA RESERVA DO POSSÍVEL NA
PERSPECTIVA DA TEORIA DOS CUSTOS DOS DIREITOS:
IMPOSSIBILIDADE DE SUA INVOCAÇÃO PARA LEGITIMAR
O INJUSTO INADIMPLEMENTO DE DEVERES ESTATAIS DE
PRESTAÇÃO CONSTITUCIONALMENTE IMPOSTOS AO
PODER PÚBLICO [...] CONTROLE JURISDICIONAL DE
LEGITIMIDADE DA OMISSÃO DO PODER PÚBLICO:
ATIVIDADE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIAL QUE SE
JUSTIFICA PELA NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DE
CERTOS PARÂMETROS CONSTITUCIONAIS (PROIBIÇÃO
DE RETROCESSO SOCIAL, PROTEÇÃO AO MÍNIMO
EXISTENCIAL, VEDAÇÃO DA PROTEÇÃO INSUFICIENTE E
PROIBIÇÃO DE EXCESSO).
Ademais, vejam-se os seguintes precedentes: SL-AgR 47, de minha
relatoria, DJe 30.4.2010; ARE-AgR 745.745, rel. min. Celso de Mello, DJe
19.12.2014; e RE-AgR 642.536, rel. min. Luiz Fux, DJe 27.2.2013.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.762
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NITERÓI
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI
AGDO.(A/S) : JEFFERSON MARQUES FARIA
ADV.(A/S) : ANDRÉA PERAZOLI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.762
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NITERÓI
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI
AGDO.(A/S) : JEFFERSON MARQUES FARIA
ADV.(A/S) : ANDRÉA PERAZOLI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8597788
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-01T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Constitucional. Direito à moradia e aluguel social. Chuvas. Residência interditada pela Defesa Civil. 3. Termo de compromisso. Solidariedade dos entes federativos, podendo a obrigação ser demandada de qualquer deles. Súmula 287. 4. Princípio da legalidade. Lei municipal nº 2.425/2007. Súmula 636. 5. Teoria da reserva do possível e separação dos poderes. Inaplicabilidade. Injusto inadimplemento de deveres constitucionais imputáveis ao estado. Cumprimento de políticas públicas previamente estabelecidas pelo Poder Executivo. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur306770
|
- Acórdão(s) citado(s):
(IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS)
SL 47 AgR (TP), STA 223 AgR (TP), RE 642536 AgR (1ªT), ARE 745745 AgR (2ªT).
Número de páginas: 5.
Análise: 01/07/2015, MJC.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
855762
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-MUN LEI-002425 ANO-2007\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE NITERÓI, RJ"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 855762 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NITERÓI
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI
AGDO.(A/S) : JEFFERSON MARQUES FARIA
ADV.(A/S) : ANDRÉA PERAZOLI E OUTRO(A/S)
|
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] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.762 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE NITERÓI
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI
AGDO.(A/S)
:JEFFERSON MARQUES FARIA
ADV.(A/S)
:ANDRÉA PERAZOLI E OUTRO(A/S)
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
Constitucional. Direito à moradia e aluguel social. Chuvas. Residência
interditada pela Defesa Civil. 3. Termo de compromisso. Solidariedade
dos entes federativos, podendo a obrigação ser demandada de qualquer
deles. Súmula 287. 4. Princípio da legalidade. Lei municipal n 2.425/2007.
Súmula 636. 5. Teoria da reserva do possível e separação dos poderes.
Inaplicabilidade. Injusto inadimplemento de deveres constitucionais
imputáveis ao estado. Cumprimento de políticas públicas previamente
estabelecidas pelo Poder Executivo. 6. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.762 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE NITERÓI
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI
AGDO.(A/S)
:JEFFERSON MARQUES FARIA
ADV.(A/S)
:ANDRÉA PERAZOLI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso
extraordinário com agravo com base nas súmulas 287 e 636 e na
impossibilidade, na espécie, de aplicação da teoria da reserva do possível
e de invocação da cláusula de reserva de plenário.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a não incidência das
súmulas 287 e 636, uma vez que o recorrente delimitou a controvérsia
com fundamentação clara e objetiva e a pretensão não pressupõe
interpretação de legislação infraconstitucional. Pugna-se, ainda, pelo
reconhecimento da violação à separação de poderes, tendo em vista que
“Ao Poder Judiciário não cabe a função administrativa do Poder Executivo de
realizar o orçamento público” (eDOC 11, p. 13).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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19/05/2015
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JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE NITERÓI
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI
AGDO.(A/S)
:JEFFERSON MARQUES FARIA
ADV.(A/S)
:ANDRÉA PERAZOLI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso
extraordinário com agravo com base nas súmulas 287 e 636 e na
impossibilidade, na espécie, de aplicação da teoria da reserva do possível
e de invocação da cláusula de reserva de plenário.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a não incidência das
súmulas 287 e 636, uma vez que o recorrente delimitou a controvérsia
com fundamentação clara e objetiva e a pretensão não pressupõe
interpretação de legislação infraconstitucional. Pugna-se, ainda, pelo
reconhecimento da violação à separação de poderes, tendo em vista que
“Ao Poder Judiciário não cabe a função administrativa do Poder Executivo de
realizar o orçamento público” (eDOC 11, p. 13).
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.762 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, extrai-se dos
autos que há instrumento normativo a imputar obrigação solidária a
todos os entes federativos, podendo ser demandada de qualquer um
deles, União, estados, Distrito Federal ou municípios. Portanto, dada a
própria solidariedade, é incabível a pretensão de estabelecer a
responsabilidade da municipalidade limitada a um quantum a ser pago a
título de aluguel social.
Sendo assim, constato que as razões recursais estão dissociadas do
acórdão recorrido, logo o seguimento do recurso extraordinário encontra
óbice na Súmula 287.
Em relação ao princípio da legalidade, é entendimento sumulado
desta Corte que “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha
rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.”
(Enunciado da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Suposta violação demandaria rever a
interpretação dada à legislação infraconstitucional, notadamente a Lei
municipal n 2.425/2007.
Acerca da teoria da reserva do possível, a jurisprudência pacífica do
Supremo Tribunal Federal entende inaplicável por injusto
inadimplemento de deveres constitucionais imputáveis ao Estado. Nesse
sentido, a intervenção judicial torna-se possível, pois não se trata de
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8581303.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.762 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, extrai-se dos
autos que há instrumento normativo a imputar obrigação solidária a
todos os entes federativos, podendo ser demandada de qualquer um
deles, União, estados, Distrito Federal ou municípios. Portanto, dada a
própria solidariedade, é incabível a pretensão de estabelecer a
responsabilidade da municipalidade limitada a um quantum a ser pago a
título de aluguel social.
Sendo assim, constato que as razões recursais estão dissociadas do
acórdão recorrido, logo o seguimento do recurso extraordinário encontra
óbice na Súmula 287.
Em relação ao princípio da legalidade, é entendimento sumulado
desta Corte que “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha
rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.”
(Enunciado da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Suposta violação demandaria rever a
interpretação dada à legislação infraconstitucional, notadamente a Lei
municipal n 2.425/2007.
Acerca da teoria da reserva do possível, a jurisprudência pacífica do
Supremo Tribunal Federal entende inaplicável por injusto
inadimplemento de deveres constitucionais imputáveis ao Estado. Nesse
sentido, a intervenção judicial torna-se possível, pois não se trata de
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 855762 AGR / RJ
inovação na ordem jurídica, mas apenas determinação de que o Executivo
cumpra políticas públicas previamente estabelecidas.
Ademais, a jurisprudência desta Corte também abona a
possibilidade de controle jurisdicional na espécie, tendo em vista a
necessidade de observância de certos parâmetros constitucionais na
implementação de políticas públicas.
A propósito, confira-se excerto da ementa da STA-AgR 223, redator
do acórdão o ministro Celso de Mello, DJe 9.4.2014, na qual o Pleno assim
se pronunciou:
A FÓRMULA DA RESERVA DO POSSÍVEL NA
PERSPECTIVA DA TEORIA DOS CUSTOS DOS DIREITOS:
IMPOSSIBILIDADE DE SUA INVOCAÇÃO PARA LEGITIMAR
O INJUSTO INADIMPLEMENTO DE DEVERES ESTATAIS DE
PRESTAÇÃO CONSTITUCIONALMENTE IMPOSTOS AO
PODER PÚBLICO [...] CONTROLE JURISDICIONAL DE
LEGITIMIDADE DA OMISSÃO DO PODER PÚBLICO:
ATIVIDADE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIAL QUE SE
JUSTIFICA PELA NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DE
CERTOS PARÂMETROS CONSTITUCIONAIS (PROIBIÇÃO
DE RETROCESSO SOCIAL, PROTEÇÃO AO MÍNIMO
EXISTENCIAL, VEDAÇÃO DA PROTEÇÃO INSUFICIENTE E
PROIBIÇÃO DE EXCESSO).
Ademais, vejam-se os seguintes precedentes: SL-AgR 47, de minha
relatoria, DJe 30.4.2010; ARE-AgR 745.745, rel. min. Celso de Mello, DJe
19.12.2014; e Recurso Extraordinário-AgR 642.536, rel. min. Luiz Fux, DJe 27.2.2013.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8581303.
Supremo Tribunal Federal
ARE 855762 AGR / RJ
inovação na ordem jurídica, mas apenas determinação de que o Executivo
cumpra políticas públicas previamente estabelecidas.
Ademais, a jurisprudência desta Corte também abona a
possibilidade de controle jurisdicional na espécie, tendo em vista a
necessidade de observância de certos parâmetros constitucionais na
implementação de políticas públicas.
A propósito, confira-se excerto da ementa da STA-AgR 223, redator
do acórdão o ministro Celso de Mello, DJe 9.4.2014, na qual o Pleno assim
se pronunciou:
A FÓRMULA DA RESERVA DO POSSÍVEL NA
PERSPECTIVA DA TEORIA DOS CUSTOS DOS DIREITOS:
IMPOSSIBILIDADE DE SUA INVOCAÇÃO PARA LEGITIMAR
O INJUSTO INADIMPLEMENTO DE DEVERES ESTATAIS DE
PRESTAÇÃO CONSTITUCIONALMENTE IMPOSTOS AO
PODER PÚBLICO [...] CONTROLE JURISDICIONAL DE
LEGITIMIDADE DA OMISSÃO DO PODER PÚBLICO:
ATIVIDADE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIAL QUE SE
JUSTIFICA PELA NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DE
CERTOS PARÂMETROS CONSTITUCIONAIS (PROIBIÇÃO
DE RETROCESSO SOCIAL, PROTEÇÃO AO MÍNIMO
EXISTENCIAL, VEDAÇÃO DA PROTEÇÃO INSUFICIENTE E
PROIBIÇÃO DE EXCESSO).
Ademais, vejam-se os seguintes precedentes: SL-AgR 47, de minha
relatoria, DJe 30.4.2010; ARE-AgR 745.745, rel. min. Celso de Mello, DJe
19.12.2014; e Recurso Extraordinário-AgR 642.536, rel. min. Luiz Fux, DJe 27.2.2013.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8581303.
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.762
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NITERÓI
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI
AGDO.(A/S) : JEFFERSON MARQUES FARIA
ADV.(A/S) : ANDRÉA PERAZOLI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590143
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.762
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NITERÓI
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI
AGDO.(A/S) : JEFFERSON MARQUES FARIA
ADV.(A/S) : ANDRÉA PERAZOLI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855 . 762",
"AGRAVO 855 . 762",
"Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855 . 762",
"Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 855762 AGR / RJ",
"STA",
"-",
"AgR 223",
"SL",
"-",
"AgR 47",
"ARE",
"-",
"AgR 745 . 745",
"Recurso Extraordinário - AgR 642 . 536",
"ARE 855762 AGR / RJ",
"STA",
"-",
"AgR 223",
"SL",
"-",
"AgR 47",
"ARE",
"-",
"AgR 745 . 745",
"Recurso Extraordinário - AgR 642 . 536"
],
"LEGISLACAO": [
"Lei municipal n 2 . 425 / 2007",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei municipal n 2 . 425 / 2007",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei municipal n 2 . 425 / 2007",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"MUNICÍPIO DE NITERÓI",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"MUNICÍPIO DE NITERÓI",
"RIO DE JANEIRO",
"MUNICÍPIO DE NITERÓI",
"MUNICÍPIO DE NITERÓI",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"MUNICÍPIO DE NITERÓI",
"MUNICÍPIO DE NITERÓI",
"RIO DE JANEIRO",
"MUNICÍPIO DE NITERÓI",
"MUNICÍPIO DE NITERÓI"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"União",
"Distrito Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"União",
"Distrito Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"JEFFERSON MARQUES FARIA",
"ANDRÉA PERAZOLI",
"Teori Zavascki",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JEFFERSON MARQUES FARIA",
"ANDRÉA PERAZOLI",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JEFFERSON MARQUES FARIA",
"ANDRÉA PERAZOLI",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Luiz Fux",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Luiz Fux",
"GILMAR MENDES",
"JEFFERSON MARQUES FARIA",
"ANDRÉA PERAZOLI",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"JEFFERSON MARQUES FARIA",
"ANDRÉA PERAZOLI",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"4",
".",
"2014",
"30",
".",
"4",
".",
"2010",
"19",
".",
"12",
".",
"2014",
"27",
".",
"2",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"4",
".",
"2014",
"30",
".",
"4",
".",
"2010",
"19",
".",
"12",
".",
"2014",
"27",
".",
"2",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.824 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ORLANDO GERALDO PAMPADO
ADV.(A/S)
:MATHEUS
RICARDO
JACON
MATIAS
E
OUTRO(A/S)
EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO AO
FGTS. RESPONSABILIDADE. SÍNDICO. MASSA FALIDA. REEXAME
DO ACERVO PROBATÓRIO. VIOLAÇÃO À CLÁUSULA DE RESERVA
DE PLENÁRIO. INEXISTENTE.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido
de que não se deve confundir interpretação de normas legais com a
declaração de inconstitucionalidade dependente da observância da
cláusula de reserva de plenário. No caso, não houve o afastamento da
norma constante do art. 4º, § 2º, da Lei de Execução Fiscal, mas, tão
somente, a constatação de que o dispositivo não pode ser aplicado à
hipótese fática dos autos.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.824 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ORLANDO GERALDO PAMPADO
ADV.(A/S)
:MATHEUS
RICARDO
JACON
MATIAS
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, sob o fundamento de que não se deve confundir
interpretação de normas legais com a declaração de inconstitucionalidade
dependente da observância da cláusula de reserva de plenário.
2.
A parte agravante alega que a decisão monocrática é
omissa quanto à violação aos arts. 5º, XXII e LIV; e 7º, III, da CF.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.824 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ORLANDO GERALDO PAMPADO
ADV.(A/S)
:MATHEUS
RICARDO
JACON
MATIAS
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, sob o fundamento de que não se deve confundir
interpretação de normas legais com a declaração de inconstitucionalidade
dependente da observância da cláusula de reserva de plenário.
2.
A parte agravante alega que a decisão monocrática é
omissa quanto à violação aos arts. 5º, XXII e LIV; e 7º, III, da CF.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.824 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
A pretensão não merece acolhida. Tal como constatou a
decisão agravada, o Tribunal de origem apenas realizou interpretação
sistemática com o intuito de alcançar o verdadeiro sentido da norma, sem
que houvesse qualquer declaração de sua incompatibilidade com a
Constituição Federal. Confira-se, a propósito, trecho do acórdão
recorrido:
“Examinando os autos constata-se que os débitos
apurados referem-se às competências do meses de julho a
novembro de 2000, enquanto seu compromisso de síndico se
deu em 20 de dezembro do mesmo ano, anterior à sua
designação para síndico da massa falida de CAIO – Companhia
Americana Industrial de Ônibus, que só se deu em 20 de
dezembro, data da convolação da concordata em falência (fls.
74).”
3.
Diante dessas circunstâncias, verifico que não houve o
afastamento da norma constante do art. 4º, § 2º, da Lei de Execução Fiscal,
mas, tão somente, a constatação de que o dispositivo não pode ser
aplicado à hipótese fática dos autos. Ademais, dissentir das conclusões
adotadas demandaria o reexame do acervo probatório constante dos
autos, providência vedada nesta fase processual (Súmula 279/STF).
4.
Ademais, a parte não indicou as razões pelas quais haveria
violação aos arts. 5º, XXII e LV, e 7º, III, da Constituição Federal. Nessas
condições, aplica-se a Súmula 284/STF.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8866752.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.824 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
A pretensão não merece acolhida. Tal como constatou a
decisão agravada, o Tribunal de origem apenas realizou interpretação
sistemática com o intuito de alcançar o verdadeiro sentido da norma, sem
que houvesse qualquer declaração de sua incompatibilidade com a
Constituição Federal. Confira-se, a propósito, trecho do acórdão
recorrido:
“Examinando os autos constata-se que os débitos
apurados referem-se às competências do meses de julho a
novembro de 2000, enquanto seu compromisso de síndico se
deu em 20 de dezembro do mesmo ano, anterior à sua
designação para síndico da massa falida de CAIO – Companhia
Americana Industrial de Ônibus, que só se deu em 20 de
dezembro, data da convolação da concordata em falência (fls.
74).”
3.
Diante dessas circunstâncias, verifico que não houve o
afastamento da norma constante do art. 4º, § 2º, da Lei de Execução Fiscal,
mas, tão somente, a constatação de que o dispositivo não pode ser
aplicado à hipótese fática dos autos. Ademais, dissentir das conclusões
adotadas demandaria o reexame do acervo probatório constante dos
autos, providência vedada nesta fase processual (Súmula 279/STF).
4.
Ademais, a parte não indicou as razões pelas quais haveria
violação aos arts. 5º, XXII e LV, e 7º, III, da Constituição Federal. Nessas
condições, aplica-se a Súmula 284/STF.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 878824 AGR / SP
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 878824 AGR / SP
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8866752.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.824
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : ORLANDO GERALDO PAMPADO
ADV.(A/S) : MATHEUS RICARDO JACON MATIAS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045843
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.824
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : ORLANDO GERALDO PAMPADO
ADV.(A/S) : MATHEUS RICARDO JACON MATIAS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045843
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9057057
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-06T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO AO FGTS. RESPONSABILIDADE. SÍNDICO. MASSA FALIDA. REEXAME DO ACERVO PROBATÓRIO. VIOLAÇÃO À CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. INEXISTENTE.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não se deve confundir interpretação de normas legais com a declaração de inconstitucionalidade dependente da observância da cláusula de reserva de plenário. No caso, não houve o afastamento da norma constante do art. 4º, § 2º, da Lei de Execução Fiscal, mas, tão somente, a constatação de que o dispositivo não pode ser aplicado à hipótese fática dos autos.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur314131
|
Número de páginas: 5.
Análise: 10/08/2015, MAD.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
878824
|
[
"LEG-FED LEI-006830 ANO-1980\n ART-00004 PAR-00002\n LEF-1980 LEI DE EXECUÇÃO FISCAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 878824 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : ORLANDO GERALDO PAMPADO
ADV.(A/S) : MATHEUS RICARDO JACON MATIAS E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.824 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ORLANDO GERALDO PAMPADO
ADV.(A/S)
:MATHEUS
RICARDO
JACON
MATIAS
E
OUTRO(A/S)
EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO AO
FGTS. RESPONSABILIDADE. SÍNDICO. MASSA FALIDA. REEXAME
DO ACERVO PROBATÓRIO. VIOLAÇÃO À CLÁUSULA DE RESERVA
DE PLENÁRIO. INEXISTENTE.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido
de que não se deve confundir interpretação de normas legais com a
declaração de inconstitucionalidade dependente da observância da
cláusula de reserva de plenário. No caso, não houve o afastamento da
norma constante do art. 4..., § 2..., da Lei de Execução Fiscal, mas, tão
somente, a constatação de que o dispositivo não pode ser aplicado à
hipótese fática dos autos.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8866750.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.824 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ORLANDO GERALDO PAMPADO
ADV.(A/S)
:MATHEUS
RICARDO
JACON
MATIAS
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, sob o fundamento de que não se deve confundir
interpretação de normas legais com a declaração de inconstitucionalidade
dependente da observância da cláusula de reserva de plenário.
2.
A parte agravante alega que a decisão monocrática é
omissa quanto à violação aos arts. 5..., XXII e LIV; e 7..., III, da Constituição Federal de 1988.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.824 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ORLANDO GERALDO PAMPADO
ADV.(A/S)
:MATHEUS
RICARDO
JACON
MATIAS
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, sob o fundamento de que não se deve confundir
interpretação de normas legais com a declaração de inconstitucionalidade
dependente da observância da cláusula de reserva de plenário.
2.
A parte agravante alega que a decisão monocrática é
omissa quanto à violação aos arts. 5..., XXII e LIV; e 7..., III, da Constituição Federal de 1988.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.824 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
A pretensão não merece acolhida. Tal como constatou a
decisão agravada, o Tribunal de origem apenas realizou interpretação
sistemática com o intuito de alcançar o verdadeiro sentido da norma, sem
que houvesse qualquer declaração de sua incompatibilidade com a
Constituição Federal. Confira-se, a propósito, trecho do acórdão
recorrido:
“Examinando os autos constata-se que os débitos
apurados referem-se às competências do meses de julho a
novembro de 2000, enquanto seu compromisso de síndico se
deu em 20 de dezembro do mesmo ano, anterior à sua
designação para síndico da massa falida de CAIO – Companhia
Americana Industrial de Ônibus, que só se deu em 20 de
dezembro, data da convolação da concordata em falência (fls.
74).”
3.
Diante dessas circunstâncias, verifico que não houve o
afastamento da norma constante do art. 4..., § 2..., da Lei de Execução Fiscal,
mas, tão somente, a constatação de que o dispositivo não pode ser
aplicado à hipótese fática dos autos. Ademais, dissentir das conclusões
adotadas demandaria o reexame do acervo probatório constante dos
autos, providência vedada nesta fase processual (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal).
4.
Ademais, a parte não indicou as razões pelas quais haveria
violação aos arts. 5..., XXII e LV, e 7..., III, da Constituição Federal. Nessas
condições, aplica-se a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8866752.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.824 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
A pretensão não merece acolhida. Tal como constatou a
decisão agravada, o Tribunal de origem apenas realizou interpretação
sistemática com o intuito de alcançar o verdadeiro sentido da norma, sem
que houvesse qualquer declaração de sua incompatibilidade com a
Constituição Federal. Confira-se, a propósito, trecho do acórdão
recorrido:
“Examinando os autos constata-se que os débitos
apurados referem-se às competências do meses de julho a
novembro de 2000, enquanto seu compromisso de síndico se
deu em 20 de dezembro do mesmo ano, anterior à sua
designação para síndico da massa falida de CAIO – Companhia
Americana Industrial de Ônibus, que só se deu em 20 de
dezembro, data da convolação da concordata em falência (fls.
74).”
3.
Diante dessas circunstâncias, verifico que não houve o
afastamento da norma constante do art. 4..., § 2..., da Lei de Execução Fiscal,
mas, tão somente, a constatação de que o dispositivo não pode ser
aplicado à hipótese fática dos autos. Ademais, dissentir das conclusões
adotadas demandaria o reexame do acervo probatório constante dos
autos, providência vedada nesta fase processual (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal).
4.
Ademais, a parte não indicou as razões pelas quais haveria
violação aos arts. 5..., XXII e LV, e 7..., III, da Constituição Federal. Nessas
condições, aplica-se a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 878824 AGR / SP
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 878824 AGR / SP
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.824
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : ORLANDO GERALDO PAMPADO
ADV.(A/S) : MATHEUS RICARDO JACON MATIAS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.824
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : ORLANDO GERALDO PAMPADO
ADV.(A/S) : MATHEUS RICARDO JACON MATIAS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045843
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878 . 824",
"AGRAVO 878 . 824",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878 . 824",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 878824 AGR / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 4 . . . , § 2 . . . , da Lei de Execução Fiscal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , XXII e LIV ; e 7 . . . , III , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , XXII e LIV ; e",
"7 . . . , III , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"art . 4 . . . , § 2 . . . , da Lei de Execução Fiscal",
"arts . 5 . . . , XXII e LV , e 7 . . . , III , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"art . 4 . . . , § 2 . . . , da Lei de Execução Fiscal",
"arts . 5 . . . , XXII e LV , e 7 . . . , III , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA",
"CAIO",
"Companhia Americana Industrial de [UNK]",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CAIO",
"Companhia Americana Industrial de [UNK]",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
".",
". Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"ORLANDO GERALDO PAMPADO",
"MATHEUS RICARDO JACON MATIAS",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ORLANDO GERALDO PAMPADO",
"MATHEUS RICARDO JACON MATIAS",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ORLANDO GERALDO PAMPADO",
"MATHEUS RICARDO JACON MATIAS",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO ARE",
"ROBERTO BARROSO",
"ORLANDO GERALDO PAMPADO",
"MATHEUS RICARDO JACON MATIAS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"ORLANDO GERALDO PAMPADO",
"MATHEUS RICARDO JACON MATIAS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"20 de dezembro",
"20 de dezembro",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"20 de dezembro",
"20 de dezembro",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.578 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:F J R P R
ADV.(A/S)
:ACÁCIO APARECIDO BENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
AUSÊNCIA
DE
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento
de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à
legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Precedente.
2. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos
fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a
hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Precedentes.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829846.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.578 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:F J R P R
ADV.(A/S)
:ACÁCIO APARECIDO BENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo sob os seguintes
fundamentos: (i) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o
cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido
à luz da Constituição; (ii) para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimento
inviável em recurso extraordinário.
2.
A parte recorrente alega que: (i) “é visível e não demanda
análise de prova o fato de que a Douta Promotoria de Justiça ao observar que a
denúncia não vingaria, recomendou ao Magistrado de 1º grau, que lançasse sobre
o feito uma sentença condenatória, contudo, apontando outra capitulação
jurídica”; (ii) “haveria o Ministério Público que aditar a denúncia e, neste caso,
respeitar os ditames do parágrafo 2º e 5º do artigo 384 do Código de Processo
Penal”; (iii) “aviado o Recurso Inominado, ou Apelo, de um dia para o outro, se
fez publicar a sessão de julgamento para o dia seguinte, em tempo que sequer
permitiria ao Patrono do Agravante acomodar sua agenda, eis que faria
sustentação oral”. Sustenta a “nulidade absoluta por cerceio de defesa, no caso,
aos artigos 5º, inciso LV e 133 da Constituição Federal”.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829847.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.578 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:F J R P R
ADV.(A/S)
:ACÁCIO APARECIDO BENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo sob os seguintes
fundamentos: (i) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o
cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido
à luz da Constituição; (ii) para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimento
inviável em recurso extraordinário.
2.
A parte recorrente alega que: (i) “é visível e não demanda
análise de prova o fato de que a Douta Promotoria de Justiça ao observar que a
denúncia não vingaria, recomendou ao Magistrado de 1º grau, que lançasse sobre
o feito uma sentença condenatória, contudo, apontando outra capitulação
jurídica”; (ii) “haveria o Ministério Público que aditar a denúncia e, neste caso,
respeitar os ditames do parágrafo 2º e 5º do artigo 384 do Código de Processo
Penal”; (iii) “aviado o Recurso Inominado, ou Apelo, de um dia para o outro, se
fez publicar a sessão de julgamento para o dia seguinte, em tempo que sequer
permitiria ao Patrono do Agravante acomodar sua agenda, eis que faria
sustentação oral”. Sustenta a “nulidade absoluta por cerceio de defesa, no caso,
aos artigos 5º, inciso LV e 133 da Constituição Federal”.
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 886578 AGR / SP
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 886578 AGR / SP
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.578 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma
Recursal Cível e Criminal do Colégio Recursal Mogi Mirim/SP
que negou provimento ao recuso da defesa e manteve sentença
que condenou o ora recorrente ao pagamento de dez dias-
multa, calculados em seu mínimo legal, pela prática do delito
previsto no art. 61 do Decreto-Lei nº 3.688/1941.
O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102,
III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação
ao art. 5º, LV, da Constituição.
O recurso é inadmissível, tendo em vista que a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento
de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o
seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a
seguinte passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria
do Ministro Ricardo Lewandowski:
‘[...]
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido
de que a afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.578 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma
Recursal Cível e Criminal do Colégio Recursal Mogi Mirim/SP
que negou provimento ao recuso da defesa e manteve sentença
que condenou o ora recorrente ao pagamento de dez dias-
multa, calculados em seu mínimo legal, pela prática do delito
previsto no art. 61 do Decreto-Lei nº 3.688/1941.
O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102,
III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação
ao art. 5º, LV, da Constituição.
O recurso é inadmissível, tendo em vista que a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento
de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o
seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a
seguinte passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria
do Ministro Ricardo Lewandowski:
‘[...]
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido
de que a afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 886578 AGR / SP
contraditório, se dependente de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou
reflexa. Precedentes.’
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF),
procedimento inviável em recurso extraordinário.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 886578 AGR / SP
contraditório, se dependente de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou
reflexa. Precedentes.’
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF),
procedimento inviável em recurso extraordinário.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.578
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : F J R P R
ADV.(A/S) : ACÁCIO APARECIDO BENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.578
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : F J R P R
ADV.(A/S) : ACÁCIO APARECIDO BENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9058455
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-06T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Precedente.
2. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Precedentes.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur314116
|
Número de páginas: 6.
Análise: 08/09/2015, MAD.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
886578
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 886578 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : F J R P R
ADV.(A/S) : ACÁCIO APARECIDO BENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.578 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:F J R P R
ADV.(A/S)
:ACÁCIO APARECIDO BENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
AUSÊNCIA
DE
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento
de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à
legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Precedente.
2. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos
fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a
hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.578 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:F J R P R
ADV.(A/S)
:ACÁCIO APARECIDO BENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo sob os seguintes
fundamentos: (i) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o
cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido
à luz da Constituição; (ii) para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento
inviável em recurso extraordinário.
2.
A parte recorrente alega que: (i) “é visível e não demanda
análise de prova o fato de que a Douta Promotoria de Justiça ao observar que a
denúncia não vingaria, recomendou ao Magistrado de 1... grau, que lançasse sobre
o feito uma sentença condenatória, contudo, apontando outra capitulação
jurídica”; (ii) “haveria o Ministério Público que aditar a denúncia e, neste caso,
respeitar os ditames do parágrafo 2... e 5... do artigo 384 do Código de Processo
Penal”; (iii) “aviado o Recurso Inominado, ou Apelo, de um dia para o outro, se
fez publicar a sessão de julgamento para o dia seguinte, em tempo que sequer
permitiria ao Patrono do Agravante acomodar sua agenda, eis que faria
sustentação oral”. Sustenta a “nulidade absoluta por cerceio de defesa, no caso,
aos artigos 5..., inciso LV e 133 da Constituição Federal”.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.578 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:F J R P R
ADV.(A/S)
:ACÁCIO APARECIDO BENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo sob os seguintes
fundamentos: (i) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o
cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido
à luz da Constituição; (ii) para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento
inviável em recurso extraordinário.
2.
A parte recorrente alega que: (i) “é visível e não demanda
análise de prova o fato de que a Douta Promotoria de Justiça ao observar que a
denúncia não vingaria, recomendou ao Magistrado de 1... grau, que lançasse sobre
o feito uma sentença condenatória, contudo, apontando outra capitulação
jurídica”; (ii) “haveria o Ministério Público que aditar a denúncia e, neste caso,
respeitar os ditames do parágrafo 2... e 5... do artigo 384 do Código de Processo
Penal”; (iii) “aviado o Recurso Inominado, ou Apelo, de um dia para o outro, se
fez publicar a sessão de julgamento para o dia seguinte, em tempo que sequer
permitiria ao Patrono do Agravante acomodar sua agenda, eis que faria
sustentação oral”. Sustenta a “nulidade absoluta por cerceio de defesa, no caso,
aos artigos 5..., inciso LV e 133 da Constituição Federal”.
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Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
ARE 886578 AGR / SP
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 886578 AGR / SP
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.578 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma
Recursal Cível e Criminal do Colégio Recursal Mogi Mirim/SP
que negou provimento ao recuso da defesa e manteve sentença
que condenou o ora recorrente ao pagamento de dez dias-
multa, calculados em seu mínimo legal, pela prática do delito
previsto no art. 61 do Decreto-Lei n 3.688/1941.
O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102,
III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação
ao art. 5..., LV, da Constituição.
O recurso é inadmissível, tendo em vista que a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento
de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o
seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a
seguinte passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria
do Ministro Ricardo Lewandowski:
‘[...]
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido
de que a afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829848.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.578 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma
Recursal Cível e Criminal do Colégio Recursal Mogi Mirim/SP
que negou provimento ao recuso da defesa e manteve sentença
que condenou o ora recorrente ao pagamento de dez dias-
multa, calculados em seu mínimo legal, pela prática do delito
previsto no art. 61 do Decreto-Lei n 3.688/1941.
O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102,
III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação
ao art. 5..., LV, da Constituição.
O recurso é inadmissível, tendo em vista que a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento
de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o
seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a
seguinte passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria
do Ministro Ricardo Lewandowski:
‘[...]
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido
de que a afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 886578 AGR / SP
contraditório, se dependente de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou
reflexa. Precedentes.’
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimento inviável em recurso extraordinário.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829848.
Supremo Tribunal Federal
ARE 886578 AGR / SP
contraditório, se dependente de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou
reflexa. Precedentes.’
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimento inviável em recurso extraordinário.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.578
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : F J R P R
ADV.(A/S) : ACÁCIO APARECIDO BENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045870
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.578
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : F J R P R
ADV.(A/S) : ACÁCIO APARECIDO BENTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886 . 578",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO 886 . 578",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 886578 AGR / SP",
"ARE 886578 AGR / SP",
"AI 839 . 837 - AgR",
"AI 839 . 837 - AgR",
"ARE 886578 AGR / SP",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 886578 AGR / SP",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"parágrafo 2 . . . e 5 . . . do artigo 384 do Código de Processo Penal ”",
"artigos 5 . . . , inciso LV e 133 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"parágrafo 2 . . . e 5 . . . do artigo 384 do Código de Processo Penal",
"artigos 5 . . . , inciso LV e 133 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 61 do Decreto - Lei n 3 . 688 / 1941",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 61 do Decreto - Lei n 3 . 688 / 1941",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Mogi Mirim / SP",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Colégio Recursal Mogi",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Turma Recursal Cível e Criminal do Colégio Recursal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"1",
".",
".",
".",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"ACÁCIO APARECIDO BENTO",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ACÁCIO APARECIDO BENTO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ACÁCIO APARECIDO BENTO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ricardo Lewandowski",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ricardo Lewandowski",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ACÁCIO APARECIDO BENTO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"ACÁCIO APARECIDO BENTO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867.281 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS POLICIAIS FEDERAIS NO ESTADO
DE SANTA CATARINA
ADV.(A/S)
:FRANCIS ALAN WERLE
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CELSO MELEGARI E OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867.281 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS POLICIAIS FEDERAIS NO ESTADO
DE SANTA CATARINA
ADV.(A/S)
:FRANCIS ALAN WERLE
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CELSO MELEGARI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 13 de maio de
2015, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – NEGATIVA DE
SEGUIMENTO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente na origem, considerando-se as premissas
constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867.281 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS POLICIAIS FEDERAIS NO ESTADO
DE SANTA CATARINA
ADV.(A/S)
:FRANCIS ALAN WERLE
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CELSO MELEGARI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 13 de maio de
2015, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – NEGATIVA DE
SEGUIMENTO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente na origem, considerando-se as premissas
constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
RE 867281 AGR / SC
fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se conduzir o
Supremo ao reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
A par desse aspecto, a reforma do ato atacado dependeria
de análise de legislação infraconstitucional, em especial da
Medida Provisória nº 2.165-36/01, não ensejando campo ao
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à
Carta da República, pretende-se submeter a apreciação matéria
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional
da controvérsia. Discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar
a existência de violação aos artigos 5º, inciso XXXVI, e 40, § 10º, da Carta
Federal. Sustenta a desnecessidade de reexame do conjunto fático-
probatório.
A parte agravada, em contraminuta, defende a manutenção do ato
impugnado.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 867281 AGR / SC
fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se conduzir o
Supremo ao reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
A par desse aspecto, a reforma do ato atacado dependeria
de análise de legislação infraconstitucional, em especial da
Medida Provisória nº 2.165-36/01, não ensejando campo ao
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à
Carta da República, pretende-se submeter a apreciação matéria
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional
da controvérsia. Discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar
a existência de violação aos artigos 5º, inciso XXXVI, e 40, § 10º, da Carta
Federal. Sustenta a desnecessidade de reexame do conjunto fático-
probatório.
A parte agravada, em contraminuta, defende a manutenção do ato
impugnado.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8840041.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867.281 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada
no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 4ª Região consignou, em síntese:
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL.
SERVIDORES PÚBLICOS. DEPARTAMENTO DE POLÍCIA
FEDERAL. APOSENTADORIA. CONTAGEM DE TEMPO DE
SERVIÇO. ATIVIDADES ESTRITAMENTE POLICIAIS. LEIS N.
3.313/57 E 4.878/65. SUPERVENIÊNCIA DA LEI
COMPLEMENTAR N. 51/85. IRRETROATIVIDADE DAS LEIS.
1. A jurisprudência do STJ é no sentido de que a contagem
do tempo de serviço deve ser conforme a lei vigente à época da
prestação. Precedentes.
2. Na hipótese dos autos, os substituídos processuais do
Sindicato recorrente, servidores policiais, fazem jus a contarem
os respectivos tempos de serviço em conformidade com as Leis
n.º 3.313/57 e n.º 4.878/65, vigentes à época de sua prestação, as
quais fixavam em 25 anos o tempo de serviço para a
aposentadoria, desde que os servidores tivessem exercido
atividade estritamente policial.
3. Destarte, tendo exercido naquela época atividade
estritamente policial, conforme se colhe dos autos, os
substituídos têm direito de ter esse tempo de serviço
computado em suas fichas individuais multiplicado pelo gato
1.2.
4. Apelação do autor provida. Invertida a sucumbência.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8840042.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867.281 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada
no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 4ª Região consignou, em síntese:
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL.
SERVIDORES PÚBLICOS. DEPARTAMENTO DE POLÍCIA
FEDERAL. APOSENTADORIA. CONTAGEM DE TEMPO DE
SERVIÇO. ATIVIDADES ESTRITAMENTE POLICIAIS. LEIS N.
3.313/57 E 4.878/65. SUPERVENIÊNCIA DA LEI
COMPLEMENTAR N. 51/85. IRRETROATIVIDADE DAS LEIS.
1. A jurisprudência do STJ é no sentido de que a contagem
do tempo de serviço deve ser conforme a lei vigente à época da
prestação. Precedentes.
2. Na hipótese dos autos, os substituídos processuais do
Sindicato recorrente, servidores policiais, fazem jus a contarem
os respectivos tempos de serviço em conformidade com as Leis
n.º 3.313/57 e n.º 4.878/65, vigentes à época de sua prestação, as
quais fixavam em 25 anos o tempo de serviço para a
aposentadoria, desde que os servidores tivessem exercido
atividade estritamente policial.
3. Destarte, tendo exercido naquela época atividade
estritamente policial, conforme se colhe dos autos, os
substituídos têm direito de ter esse tempo de serviço
computado em suas fichas individuais multiplicado pelo gato
1.2.
4. Apelação do autor provida. Invertida a sucumbência.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8840042.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RE 867281 AGR / SC
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8840042.
Supremo Tribunal Federal
RE 867281 AGR / SC
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8840042.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867.281
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS POLICIAIS FEDERAIS NO ESTADO DE SANTA
CATARINA
ADV.(A/S) : FRANCIS ALAN WERLE
ADV.(A/S) : ANTÔNIO CELSO MELEGARI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045803
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867.281
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS POLICIAIS FEDERAIS NO ESTADO DE SANTA
CATARINA
ADV.(A/S) : FRANCIS ALAN WERLE
ADV.(A/S) : ANTÔNIO CELSO MELEGARI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9098715
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-07T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
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RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
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sjur314284
|
Número de páginas: 6.
Análise: 13/08/2015, MJC.
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MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
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867281
|
[
"LEG-FED LCP-000051 ANO-1985\n LEI COMPLEMENTAR\n\n",
"LEG-FED LEI-003313 ANO-1957\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED LEI-004878 ANO-1965\n LEI ORDINÁRIA"
] |
RE-AgR
|
acordaos
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RE 867281 AgR
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[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS POLICIAIS FEDERAIS NO ESTADO DE SANTA CATARINA
ADV.(A/S) : FRANCIS ALAN WERLE
ADV.(A/S) : ANTÔNIO CELSO MELEGARI E OUTRO(A/S)
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867.281 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS POLICIAIS FEDERAIS NO ESTADO
DE SANTA CATARINA
ADV.(A/S)
:FRANCIS ALAN WERLE
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CELSO MELEGARI E OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867.281 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS POLICIAIS FEDERAIS NO ESTADO
DE SANTA CATARINA
ADV.(A/S)
:FRANCIS ALAN WERLE
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CELSO MELEGARI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 13 de maio de
2015, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – NEGATIVA DE
SEGUIMENTO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente na origem, considerando-se as premissas
constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867.281 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS POLICIAIS FEDERAIS NO ESTADO
DE SANTA CATARINA
ADV.(A/S)
:FRANCIS ALAN WERLE
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CELSO MELEGARI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 13 de maio de
2015, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – NEGATIVA DE
SEGUIMENTO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente na origem, considerando-se as premissas
constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
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Relatório
Recurso Extraordinário 867281 AGR / SC
fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se conduzir o
Supremo ao reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
A par desse aspecto, a reforma do ato atacado dependeria
de análise de legislação infraconstitucional, em especial da
Medida Provisória n 2.165-36/01, não ensejando campo ao
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à
Carta da República, pretende-se submeter a apreciação matéria
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional
da controvérsia. Discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar
a existência de violação aos artigos 5..., inciso XXXVI, e 40, § 10..., da Carta
Federal. Sustenta a desnecessidade de reexame do conjunto fático-
probatório.
A parte agravada, em contraminuta, defende a manutenção do ato
impugnado.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 867281 AGR / SC
fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se conduzir o
Supremo ao reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
A par desse aspecto, a reforma do ato atacado dependeria
de análise de legislação infraconstitucional, em especial da
Medida Provisória n 2.165-36/01, não ensejando campo ao
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à
Carta da República, pretende-se submeter a apreciação matéria
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional
da controvérsia. Discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar
a existência de violação aos artigos 5..., inciso XXXVI, e 40, § 10..., da Carta
Federal. Sustenta a desnecessidade de reexame do conjunto fático-
probatório.
A parte agravada, em contraminuta, defende a manutenção do ato
impugnado.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867.281 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada
no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 4... Região consignou, em síntese:
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL.
SERVIDORES PÚBLICOS. DEPARTAMENTO DE POLÍCIA
FEDERAL. APOSENTADORIA. CONTAGEM DE TEMPO DE
SERVIÇO. ATIVIDADES ESTRITAMENTE POLICIAIS. LEIS N.
3.313/57 E 4.878/65. SUPERVENIÊNCIA DA LEI
COMPLEMENTAR N. 51/85. IRRETROATIVIDADE DAS LEIS.
1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que a contagem
do tempo de serviço deve ser conforme a lei vigente à época da
prestação. Precedentes.
2. Na hipótese dos autos, os substituídos processuais do
Sindicato recorrente, servidores policiais, fazem jus a contarem
os respectivos tempos de serviço em conformidade com as Leis
n. 3.313/57 e n. 4.878/65, vigentes à época de sua prestação, as
quais fixavam em 25 anos o tempo de serviço para a
aposentadoria, desde que os servidores tivessem exercido
atividade estritamente policial.
3. Destarte, tendo exercido naquela época atividade
estritamente policial, conforme se colhe dos autos, os
substituídos têm direito de ter esse tempo de serviço
computado em suas fichas individuais multiplicado pelo gato
1.2.
4. Apelação do autor provida. Invertida a sucumbência.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867.281 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada
no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 4... Região consignou, em síntese:
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL.
SERVIDORES PÚBLICOS. DEPARTAMENTO DE POLÍCIA
FEDERAL. APOSENTADORIA. CONTAGEM DE TEMPO DE
SERVIÇO. ATIVIDADES ESTRITAMENTE POLICIAIS. LEIS N.
3.313/57 E 4.878/65. SUPERVENIÊNCIA DA LEI
COMPLEMENTAR N. 51/85. IRRETROATIVIDADE DAS LEIS.
1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que a contagem
do tempo de serviço deve ser conforme a lei vigente à época da
prestação. Precedentes.
2. Na hipótese dos autos, os substituídos processuais do
Sindicato recorrente, servidores policiais, fazem jus a contarem
os respectivos tempos de serviço em conformidade com as Leis
n. 3.313/57 e n. 4.878/65, vigentes à época de sua prestação, as
quais fixavam em 25 anos o tempo de serviço para a
aposentadoria, desde que os servidores tivessem exercido
atividade estritamente policial.
3. Destarte, tendo exercido naquela época atividade
estritamente policial, conforme se colhe dos autos, os
substituídos têm direito de ter esse tempo de serviço
computado em suas fichas individuais multiplicado pelo gato
1.2.
4. Apelação do autor provida. Invertida a sucumbência.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
Recurso Extraordinário 867281 AGR / SC
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 867281 AGR / SC
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867.281
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS POLICIAIS FEDERAIS NO ESTADO DE SANTA
CATARINA
ADV.(A/S) : FRANCIS ALAN WERLE
ADV.(A/S) : ANTÔNIO CELSO MELEGARI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867.281
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS POLICIAIS FEDERAIS NO ESTADO DE SANTA
CATARINA
ADV.(A/S) : FRANCIS ALAN WERLE
ADV.(A/S) : ANTÔNIO CELSO MELEGARI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867 . 281",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867 .",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867 . 281",
"Verbete n 279 da Súmula deste",
"Recurso Extraordinário 867281 AGR / SC",
"Recurso Extraordinário 867281 AGR / SC",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867 . 281",
"RECURSO",
"Recurso Extraordinário 867281 AGR / SC",
"Recurso Extraordinário 867281 AGR / SC",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867 . 281",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 867 . 281"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 165 - 36 / 01",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigos 5 . . . , inciso XXXVI , e 40 , § 10 . . . , da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 165 - 36 / 01",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigos",
"40 , § 10 . . . , da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEIS N . 3 . 313 / 57",
"4",
".",
"878",
"/",
"65",
"LEI COMPLEMENTAR N . 51 / 85",
"Leis n . 3 . 313 / 57",
"n",
".",
"4",
".",
"878",
"/",
"65",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEIS N . 3 . 313 / 57",
"4",
".",
"878",
"/",
"65",
"LEI COMPLEMENTAR N . 51 / 85",
"Leis n . 3 . 313 / 57",
"n",
". 4 .",
"878",
"/",
"65",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SINDICATO DOS POLICIAIS FEDERAIS NO",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SINDICATO DOS POLICIAIS FEDERAIS NO ESTADO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SINDICATO DOS POLICIAIS FEDERAIS NO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Supremo",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"DEPARTAMENTO DE POLÍCIA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SINDICATO DOS POLICIAIS FEDERAIS NO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SINDICATO DOS POLICIAIS FEDERAIS NO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"FRANCIS ALAN WERLE",
"ANTÔNIO CELSO MELEGARI",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"FRANCIS ALAN WERLE",
"ANTÔNIO CELSO MELEGARI",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"FRANCIS ALAN WERLE",
"ANTÔNIO CELSO MELEGARI",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"FRANCIS ALAN WERLE",
"ANTÔNIO CELSO MELEGARI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"FRANCIS ALAN WERLE",
"ANTÔNIO CELSO MELEGARI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"13 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"13 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO
BANCO DO BRASIL PREVI
ADV.(A/S)
:FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANO KOVALHUK
ADV.(A/S)
:CATIUSCIA ISRAELA HOESKER
EMENTA:
DIREITO CIVIL.
AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL.
PRECEDENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido
de que o acórdão proferido pelo STJ, em sede de recurso especial,
somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional
diversa daquela debatida na anterior instância. Precedente.
2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em
sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não
configura violação ao art. 93, IX, da CF/88.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Aurélio.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 885314 AGR / DF
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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ARE 885314 AGR / DF
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO
BANCO DO BRASIL PREVI
ADV.(A/S)
:FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANO KOVALHUK
ADV.(A/S)
:CATIUSCIA ISRAELA HOESKER
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO ( Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática em que neguei seguimento a recurso extraordinário com
agravo (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), por entender que a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário está correta e alinhada aos
precedentes firmados por esta Corte.
2.
A Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça não
admitiu o recurso extraordinário, sob o fundamento de que “só é possível a
interposição de recurso extraordinário contra decisão deste Superior Tribunal de
Justiça quando o tema constitucional surgir no julgamento do recurso especial.
Caso contrário, o recurso deve ser interposto contra acórdão proferido pelo
Tribunal de origem – tal como ocorreu na espécie”.
3.
A parte embargante afasta o fundamento da decisão
agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO
BANCO DO BRASIL PREVI
ADV.(A/S)
:FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANO KOVALHUK
ADV.(A/S)
:CATIUSCIA ISRAELA HOESKER
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO ( Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática em que neguei seguimento a recurso extraordinário com
agravo (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), por entender que a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário está correta e alinhada aos
precedentes firmados por esta Corte.
2.
A Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça não
admitiu o recurso extraordinário, sob o fundamento de que “só é possível a
interposição de recurso extraordinário contra decisão deste Superior Tribunal de
Justiça quando o tema constitucional surgir no julgamento do recurso especial.
Caso contrário, o recurso deve ser interposto contra acórdão proferido pelo
Tribunal de origem – tal como ocorreu na espécie”.
3.
A parte embargante afasta o fundamento da decisão
agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que, o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de
recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar
questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância.
Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente:
“DIREITO
PROCESSUAL
CIVIL.
EXECUÇÃO.
PRECATÓRIO. JUROS DE MORA. COISA JULGADA.
ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL
SURGIDA NO DECISUM DO TRIBUNAL LOCAL. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 13.8.2008.
1. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça,
em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo
extremo se versar questão constitucional diversa daquela
debatida na anterior instância – o que não se observa na
presente hipótese. Precedentes.
2. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE
626.271-AgR, Relª. Minª. Rosa Weber)
3.
Quanto à alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o
Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões
judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que
contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que, o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de
recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar
questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância.
Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente:
“DIREITO
PROCESSUAL
CIVIL.
EXECUÇÃO.
PRECATÓRIO. JUROS DE MORA. COISA JULGADA.
ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL
SURGIDA NO DECISUM DO TRIBUNAL LOCAL. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 13.8.2008.
1. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça,
em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo
extremo se versar questão constitucional diversa daquela
debatida na anterior instância – o que não se observa na
presente hipótese. Precedentes.
2. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE
626.271-AgR, Relª. Minª. Rosa Weber)
3.
Quanto à alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o
Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões
judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que
contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 885314 AGR / DF
do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar
Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da
decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a
repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos
relacionados à repercussão geral.”
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 885314 AGR / DF
do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar
Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da
decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a
repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos
relacionados à repercussão geral.”
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No processo de
número 50 da lista, tenho convicção diversa da do Relator. Sua Excelência
versa que somente é possível atacar decisão do Superior Tribunal de
Justiça quando a matéria constitucional decidida seja diferente da
debatida na instância de origem.
O que ocorre nesse campo? Pelo teor do artigo 512 do Código de
Processo Civil, ultrapassando o Superior Tribunal de Justiça a barreira de
conhecimento do especial, julga a causa. E, se adota óptica sobre o
conflito de interesses, essa óptica, em termos de decisão judicial, substitui
o pronunciamento de origem.
Por isso, estou a prover o Agravo Regimental no Recurso
Extraordinário com Agravo nº 885.314.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No processo de
número 50 da lista, tenho convicção diversa da do Relator. Sua Excelência
versa que somente é possível atacar decisão do Superior Tribunal de
Justiça quando a matéria constitucional decidida seja diferente da
debatida na instância de origem.
O que ocorre nesse campo? Pelo teor do artigo 512 do Código de
Processo Civil, ultrapassando o Superior Tribunal de Justiça a barreira de
conhecimento do especial, julga a causa. E, se adota óptica sobre o
conflito de interesses, essa óptica, em termos de decisão judicial, substitui
o pronunciamento de origem.
Por isso, estou a prover o Agravo Regimental no Recurso
Extraordinário com Agravo nº 885.314.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO
BRASIL PREVI
ADV.(A/S) : FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANO KOVALHUK
ADV.(A/S) : CATIUSCIA ISRAELA HOESKER
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO
BRASIL PREVI
ADV.(A/S) : FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANO KOVALHUK
ADV.(A/S) : CATIUSCIA ISRAELA HOESKER
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9363685
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-09-11T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o acórdão proferido pelo STJ, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Precedente.
2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur319055
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL)
RE 626271 AgR (1ªT).
(FUNDAMENTAÇÃO)
AI 791292 QO-RG.
Número de páginas: 7.
Análise: 16/09/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
885314
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 885314 AgR
|
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AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL PREVI
ADV.(A/S) : FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANO KOVALHUK
ADV.(A/S) : CATIUSCIA ISRAELA HOESKER
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] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO
BANCO DO BRASIL PREVI
ADV.(A/S)
:FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANO KOVALHUK
ADV.(A/S)
:CATIUSCIA ISRAELA HOESKER
EMENTA:
DIREITO CIVIL.
AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL.
PRECEDENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido
de que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial,
somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional
diversa daquela debatida na anterior instância. Precedente.
2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em
sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não
configura violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Aurélio.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 885314 AGR / DF
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 885314 AGR / DF
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO
BANCO DO BRASIL PREVI
ADV.(A/S)
:FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANO KOVALHUK
ADV.(A/S)
:CATIUSCIA ISRAELA HOESKER
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO ( Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática em que neguei seguimento a recurso extraordinário com
agravo (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), por entender que a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário está correta e alinhada aos
precedentes firmados por esta Corte.
2.
A Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça não
admitiu o recurso extraordinário, sob o fundamento de que “só é possível a
interposição de recurso extraordinário contra decisão deste Superior Tribunal de
Justiça quando o tema constitucional surgir no julgamento do recurso especial.
Caso contrário, o recurso deve ser interposto contra acórdão proferido pelo
Tribunal de origem – tal como ocorreu na espécie”.
3.
A parte embargante afasta o fundamento da decisão
agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9345237.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO
BANCO DO BRASIL PREVI
ADV.(A/S)
:FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANO KOVALHUK
ADV.(A/S)
:CATIUSCIA ISRAELA HOESKER
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO ( Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática em que neguei seguimento a recurso extraordinário com
agravo (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), por entender que a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário está correta e alinhada aos
precedentes firmados por esta Corte.
2.
A Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça não
admitiu o recurso extraordinário, sob o fundamento de que “só é possível a
interposição de recurso extraordinário contra decisão deste Superior Tribunal de
Justiça quando o tema constitucional surgir no julgamento do recurso especial.
Caso contrário, o recurso deve ser interposto contra acórdão proferido pelo
Tribunal de origem – tal como ocorreu na espécie”.
3.
A parte embargante afasta o fundamento da decisão
agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário.
4.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que, o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de
recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar
questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância.
Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente:
“DIREITO
PROCESSUAL
CIVIL.
EXECUÇÃO.
PRECATÓRIO. JUROS DE MORA. COISA JULGADA.
ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL
SURGIDA NO DECISUM DO TRIBUNAL LOCAL. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 13.8.2008.
1. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça,
em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo
extremo se versar questão constitucional diversa daquela
debatida na anterior instância – o que não se observa na
presente hipótese. Precedentes.
2. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário
626.271-AgR, Rel. Min. Rosa Weber)
3.
Quanto à alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o
Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões
judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que
contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa
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04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que, o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de
recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar
questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância.
Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente:
“DIREITO
PROCESSUAL
CIVIL.
EXECUÇÃO.
PRECATÓRIO. JUROS DE MORA. COISA JULGADA.
ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL
SURGIDA NO DECISUM DO TRIBUNAL LOCAL. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 13.8.2008.
1. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça,
em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo
extremo se versar questão constitucional diversa daquela
debatida na anterior instância – o que não se observa na
presente hipótese. Precedentes.
2. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário
626.271-AgR, Rel. Min. Rosa Weber)
3.
Quanto à alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o
Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões
judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que
contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 885314 AGR / DF
do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar
Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da
decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a
repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos
relacionados à repercussão geral.”
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 885314 AGR / DF
do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar
Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da
decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a
repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos
relacionados à repercussão geral.”
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No processo de
número 50 da lista, tenho convicção diversa da do Relator. Sua Excelência
versa que somente é possível atacar decisão do Superior Tribunal de
Justiça quando a matéria constitucional decidida seja diferente da
debatida na instância de origem.
O que ocorre nesse campo? Pelo teor do artigo 512 do Código de
Processo Civil, ultrapassando o Superior Tribunal de Justiça a barreira de
conhecimento do especial, julga a causa. E, se adota óptica sobre o
conflito de interesses, essa óptica, em termos de decisão judicial, substitui
o pronunciamento de origem.
Por isso, estou a prover o Agravo Regimental no Recurso
Extraordinário com Agravo n 885.314.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9246409.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No processo de
número 50 da lista, tenho convicção diversa da do Relator. Sua Excelência
versa que somente é possível atacar decisão do Superior Tribunal de
Justiça quando a matéria constitucional decidida seja diferente da
debatida na instância de origem.
O que ocorre nesse campo? Pelo teor do artigo 512 do Código de
Processo Civil, ultrapassando o Superior Tribunal de Justiça a barreira de
conhecimento do especial, julga a causa. E, se adota óptica sobre o
conflito de interesses, essa óptica, em termos de decisão judicial, substitui
o pronunciamento de origem.
Por isso, estou a prover o Agravo Regimental no Recurso
Extraordinário com Agravo n 885.314.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO
BRASIL PREVI
ADV.(A/S) : FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANO KOVALHUK
ADV.(A/S) : CATIUSCIA ISRAELA HOESKER
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 885.314
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO
BRASIL PREVI
ADV.(A/S) : FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANO KOVALHUK
ADV.(A/S) : CATIUSCIA ISRAELA HOESKER
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"ARE 885314 AGR",
"Recurso Extraordinário 626 . 271 - AgR",
"Recurso Extraordinário 626 . 271 - AgR",
"ARE 885314 AGR / DF",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"ARE 885314 AGR / DF",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"Recurso Extraordinário com Agravo n 885 . 314",
"Recurso Extraordinário com Agravo n 885 . 314"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § §",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § §",
"art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 512 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 512 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS",
"BANCO DO BRASIL",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS",
"BANCO DO BRASIL",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL PREVI",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS",
"BANCO DO BRASIL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL PREVI",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ",
"ADRIANO KOVALHUK",
"CATIUSCIA ISRAELA HOESKER",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ",
"ADRIANO KOVALHUK",
"CATIUSCIA ISRAELA HOESKER",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ",
"ADRIANO KOVALHUK",
"CATIUSCIA ISRAELA HOESKER",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ",
"ADRIANO KOVALHUK",
"CATIUSCIA ISRAELA HOESKER",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ",
"ADRIANO KOVALHUK",
"CATIUSCIA ISRAELA HOESKER",
"Marco",
"Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"13",
".",
"8",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"13",
".",
"8",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.524 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO.
EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA.
EMBARGOS À EXECUÇÃO OPOSTOS PELA UNIÃO EM FACE DO
ESTADO DE SÃO PAULO. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. EXISTÊNCIA DE OMISSÃO QUANTO AO
JUÍZO COMPETENTE PARA JULGAMENTO DO FEITO.
1. Com efeito, há omissão a sanar na decisão questionada no que se
refere ao juízo competente para o julgamento e processamento dos
embargos à execução opostos pela União em face do Estado de São Paulo.
2. Nos termos do art. 109, I, da Constituição, a Justiça Federal é
competente para processar e julgar o feito.
3. Remetam-se os autos à Justiça Federal de primeiro grau (Seção
Judiciária de São José do Rio Preto/SP).
4. Embargos de declaração providos, sem efeitos modificativos da
decisão embargada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de
declaração, sem efeitos modificativos da decisão embargada, nos termos
do voto do Relator.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.524 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão
monocrática desta Corte, proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa,
relator originário do feito, que reconheceu a incompetência do Supremo
Tribunal Federal para o julgamento e processamento da ação cível
originária.
2.
A parte embargante sustenta que o acórdão restou omisso
quanto à juízo competente para o processamento e julgamento do feito,
em razão da ação, na origem, ter sido ajuizada perante a Justiça Estadual
e, posteriormente, remetida à Justiça Federal, a qual enviou os autos a
esta Corte, alegando a competência do STF (art. 102, I, f, CF/88).
3.
Requer, por fim, o provimento dos embargos, com a
indicação precisa do juízo ao qual serão remetidos os autos.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9320346.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.524 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão
monocrática desta Corte, proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa,
relator originário do feito, que reconheceu a incompetência do Supremo
Tribunal Federal para o julgamento e processamento da ação cível
originária.
2.
A parte embargante sustenta que o acórdão restou omisso
quanto à juízo competente para o processamento e julgamento do feito,
em razão da ação, na origem, ter sido ajuizada perante a Justiça Estadual
e, posteriormente, remetida à Justiça Federal, a qual enviou os autos a
esta Corte, alegando a competência do STF (art. 102, I, f, CF/88).
3.
Requer, por fim, o provimento dos embargos, com a
indicação precisa do juízo ao qual serão remetidos os autos.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.524 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso deve ser provido.
2.
Com efeito, conforme alegado pelo embargante, há
omissão na decisão monocrática proferida pelo Ministro Joaquim
Barbosa, relator originário do feito. No dispositivo, a decisão
acertadamente reconheceu a incompetência desta Corte para o
julgamento da presente ação cível originária e remeteu os autos ao juízo
de origem. Confira-se trechos do decisium:
Não está caracterizado o conflito federativo que serve de
pressuposto ao reconhecimento da competência originária
desta Corte para conhecer de lide instaurada entre dois entes
federados.
Nos termos do art. 102, I, f da Constituição, compete ao
Supremo Tribunal Federal processar e julgar, originariamente,
as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o
Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas
entidades da administração indireta.
Ao interpretar o texto constitucional mencionado,
expressiva parcela da jurisprudência desta Corte considera
relevante para o reconhecimento da competência originária
desta Corte a intensidade do risco de ruptura à harmonia
federativa causada pela lide.
(…)
No caso em exame, a lide versa sobre a cobrança de
créditos em execução fiscal, situação comum que não atinge, em
princípio, a harmonia do pacto federativo (valor dado à causa
dos embargos: R$ 1.283,90, fls. 14).
Ante o exposto, reconheço a incompetência desta Corte
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.524 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso deve ser provido.
2.
Com efeito, conforme alegado pelo embargante, há
omissão na decisão monocrática proferida pelo Ministro Joaquim
Barbosa, relator originário do feito. No dispositivo, a decisão
acertadamente reconheceu a incompetência desta Corte para o
julgamento da presente ação cível originária e remeteu os autos ao juízo
de origem. Confira-se trechos do decisium:
Não está caracterizado o conflito federativo que serve de
pressuposto ao reconhecimento da competência originária
desta Corte para conhecer de lide instaurada entre dois entes
federados.
Nos termos do art. 102, I, f da Constituição, compete ao
Supremo Tribunal Federal processar e julgar, originariamente,
as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o
Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas
entidades da administração indireta.
Ao interpretar o texto constitucional mencionado,
expressiva parcela da jurisprudência desta Corte considera
relevante para o reconhecimento da competência originária
desta Corte a intensidade do risco de ruptura à harmonia
federativa causada pela lide.
(…)
No caso em exame, a lide versa sobre a cobrança de
créditos em execução fiscal, situação comum que não atinge, em
princípio, a harmonia do pacto federativo (valor dado à causa
dos embargos: R$ 1.283,90, fls. 14).
Ante o exposto, reconheço a incompetência desta Corte
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ACO 1524 ED / SP
para conhecer originariamente dos embargos à execução fiscal e
determino o retorno dos autos ao juízo de origem.
2.
Ocorre que, não restou clara na fundamentação qual seria
o juízo de origem mencionado pelo relator, uma vez que a ação foi ajuizada
inicialmente na Justiça Estadual e, após a declaração de incompetência do
juízo, remetida à justiça federal.
3.
Conforme destacado na manifestação da Advocacia-Geral
da União (fls. 104-105), cabe à justiça federal processar e julgar os
embargos à execução opostos pela União em face do Estado de São Paulo,
nos termos do art. 109, I, da Constituição.
4.
Diante do exposto, acolho os embargos, de modo a
reconhecer a competência da justiça federal de primeiro grau para o
julgamento do feito.
5.
Transitada em julgado esta decisão, remetam-se os autos à
Justiça Federal de primeiro grau (Seção Judiciária de São José do Rio
Preto/SP).
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ACO 1524 ED / SP
para conhecer originariamente dos embargos à execução fiscal e
determino o retorno dos autos ao juízo de origem.
2.
Ocorre que, não restou clara na fundamentação qual seria
o juízo de origem mencionado pelo relator, uma vez que a ação foi ajuizada
inicialmente na Justiça Estadual e, após a declaração de incompetência do
juízo, remetida à justiça federal.
3.
Conforme destacado na manifestação da Advocacia-Geral
da União (fls. 104-105), cabe à justiça federal processar e julgar os
embargos à execução opostos pela União em face do Estado de São Paulo,
nos termos do art. 109, I, da Constituição.
4.
Diante do exposto, acolho os embargos, de modo a
reconhecer a competência da justiça federal de primeiro grau para o
julgamento do feito.
5.
Transitada em julgado esta decisão, remetam-se os autos à
Justiça Federal de primeiro grau (Seção Judiciária de São José do Rio
Preto/SP).
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.524
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma acolheu os embargos de declaração, sem
efeitos modificativos da decisão embargada, nos termos do voto do
Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª
Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.524
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma acolheu os embargos de declaração, sem
efeitos modificativos da decisão embargada, nos termos do voto do
Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª
Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9363815
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-09-11T00:00:00
|
A Turma acolheu os embargos de declaração, sem efeitos modificativos da decisão embargada, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
|
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
|
EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. EMBARGOS À EXECUÇÃO OPOSTOS PELA UNIÃO EM FACE DO ESTADO DE SÃO PAULO. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EXISTÊNCIA DE OMISSÃO QUANTO AO JUÍZO COMPETENTE PARA JULGAMENTO DO FEITO.
1. Com efeito, há omissão a sanar na decisão questionada no que se refere ao juízo competente para o julgamento e processamento dos embargos à execução opostos pela União em face do Estado de São Paulo.
2. Nos termos do art. 109, I, da Constituição, a Justiça Federal é competente para processar e julgar o feito.
3. Remetam-se os autos à Justiça Federal de primeiro grau (Seção Judiciária de São José do Rio Preto/SP).
4. Embargos de declaração providos, sem efeitos modificativos da decisão embargada.
|
sjur319059
|
Número de páginas: 5.
Análise: 16/09/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
1524
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00109 INC-00001\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
ACO-ED
|
acordaos
|
ACO 1524 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.524 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO.
EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA.
EMBARGOS À EXECUÇÃO OPOSTOS PELA UNIÃO EM FACE DO
ESTADO DE SÃO PAULO. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. EXISTÊNCIA DE OMISSÃO QUANTO AO
JUÍZO COMPETENTE PARA JULGAMENTO DO FEITO.
1. Com efeito, há omissão a sanar na decisão questionada no que se
refere ao juízo competente para o julgamento e processamento dos
embargos à execução opostos pela União em face do Estado de São Paulo.
2. Nos termos do art. 109, I, da Constituição, a Justiça Federal é
competente para processar e julgar o feito.
3. Remetam-se os autos à Justiça Federal de primeiro grau (Seção
Judiciária de São José do Rio Preto/SP).
4. Embargos de declaração providos, sem efeitos modificativos da
decisão embargada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de
declaração, sem efeitos modificativos da decisão embargada, nos termos
do voto do Relator.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.524 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão
monocrática desta Corte, proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa,
relator originário do feito, que reconheceu a incompetência do Supremo
Tribunal Federal para o julgamento e processamento da ação cível
originária.
2.
A parte embargante sustenta que o acórdão restou omisso
quanto à juízo competente para o processamento e julgamento do feito,
em razão da ação, na origem, ter sido ajuizada perante a Justiça Estadual
e, posteriormente, remetida à Justiça Federal, a qual enviou os autos a
esta Corte, alegando a competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, I, f, Constituição Federal de 1988/88).
3.
Requer, por fim, o provimento dos embargos, com a
indicação precisa do juízo ao qual serão remetidos os autos.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.524 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão
monocrática desta Corte, proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa,
relator originário do feito, que reconheceu a incompetência do Supremo
Tribunal Federal para o julgamento e processamento da ação cível
originária.
2.
A parte embargante sustenta que o acórdão restou omisso
quanto à juízo competente para o processamento e julgamento do feito,
em razão da ação, na origem, ter sido ajuizada perante a Justiça Estadual
e, posteriormente, remetida à Justiça Federal, a qual enviou os autos a
esta Corte, alegando a competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, I, f, Constituição Federal de 1988/88).
3.
Requer, por fim, o provimento dos embargos, com a
indicação precisa do juízo ao qual serão remetidos os autos.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.524 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso deve ser provido.
2.
Com efeito, conforme alegado pelo embargante, há
omissão na decisão monocrática proferida pelo Ministro Joaquim
Barbosa, relator originário do feito. No dispositivo, a decisão
acertadamente reconheceu a incompetência desta Corte para o
julgamento da presente ação cível originária e remeteu os autos ao juízo
de origem. Confira-se trechos do decisium:
Não está caracterizado o conflito federativo que serve de
pressuposto ao reconhecimento da competência originária
desta Corte para conhecer de lide instaurada entre dois entes
federados.
Nos termos do art. 102, I, f da Constituição, compete ao
Supremo Tribunal Federal processar e julgar, originariamente,
as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o
Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas
entidades da administração indireta.
Ao interpretar o texto constitucional mencionado,
expressiva parcela da jurisprudência desta Corte considera
relevante para o reconhecimento da competência originária
desta Corte a intensidade do risco de ruptura à harmonia
federativa causada pela lide.
(…)
No caso em exame, a lide versa sobre a cobrança de
créditos em execução fiscal, situação comum que não atinge, em
princípio, a harmonia do pacto federativo (valor dado à causa
dos embargos: R$ 1.283,90, fls. 14).
Ante o exposto, reconheço a incompetência desta Corte
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9320347.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.524 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso deve ser provido.
2.
Com efeito, conforme alegado pelo embargante, há
omissão na decisão monocrática proferida pelo Ministro Joaquim
Barbosa, relator originário do feito. No dispositivo, a decisão
acertadamente reconheceu a incompetência desta Corte para o
julgamento da presente ação cível originária e remeteu os autos ao juízo
de origem. Confira-se trechos do decisium:
Não está caracterizado o conflito federativo que serve de
pressuposto ao reconhecimento da competência originária
desta Corte para conhecer de lide instaurada entre dois entes
federados.
Nos termos do art. 102, I, f da Constituição, compete ao
Supremo Tribunal Federal processar e julgar, originariamente,
as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o
Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas
entidades da administração indireta.
Ao interpretar o texto constitucional mencionado,
expressiva parcela da jurisprudência desta Corte considera
relevante para o reconhecimento da competência originária
desta Corte a intensidade do risco de ruptura à harmonia
federativa causada pela lide.
(…)
No caso em exame, a lide versa sobre a cobrança de
créditos em execução fiscal, situação comum que não atinge, em
princípio, a harmonia do pacto federativo (valor dado à causa
dos embargos: R$ 1.283,90, fls. 14).
Ante o exposto, reconheço a incompetência desta Corte
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ACO 1524 ED / SP
para conhecer originariamente dos embargos à execução fiscal e
determino o retorno dos autos ao juízo de origem.
2.
Ocorre que, não restou clara na fundamentação qual seria
o juízo de origem mencionado pelo relator, uma vez que a ação foi ajuizada
inicialmente na Justiça Estadual e, após a declaração de incompetência do
juízo, remetida à justiça federal.
3.
Conforme destacado na manifestação da Advocacia-Geral
da União (fls. 104-105), cabe à justiça federal processar e julgar os
embargos à execução opostos pela União em face do Estado de São Paulo,
nos termos do art. 109, I, da Constituição.
4.
Diante do exposto, acolho os embargos, de modo a
reconhecer a competência da justiça federal de primeiro grau para o
julgamento do feito.
5.
Transitada em julgado esta decisão, remetam-se os autos à
Justiça Federal de primeiro grau (Seção Judiciária de São José do Rio
Preto/SP).
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9320347.
Supremo Tribunal Federal
ACO 1524 ED / SP
para conhecer originariamente dos embargos à execução fiscal e
determino o retorno dos autos ao juízo de origem.
2.
Ocorre que, não restou clara na fundamentação qual seria
o juízo de origem mencionado pelo relator, uma vez que a ação foi ajuizada
inicialmente na Justiça Estadual e, após a declaração de incompetência do
juízo, remetida à justiça federal.
3.
Conforme destacado na manifestação da Advocacia-Geral
da União (fls. 104-105), cabe à justiça federal processar e julgar os
embargos à execução opostos pela União em face do Estado de São Paulo,
nos termos do art. 109, I, da Constituição.
4.
Diante do exposto, acolho os embargos, de modo a
reconhecer a competência da justiça federal de primeiro grau para o
julgamento do feito.
5.
Transitada em julgado esta decisão, remetam-se os autos à
Justiça Federal de primeiro grau (Seção Judiciária de São José do Rio
Preto/SP).
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9320347.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.524
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma acolheu os embargos de declaração, sem
efeitos modificativos da decisão embargada, nos termos do voto do
Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1...
Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203177
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.524
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma acolheu os embargos de declaração, sem
efeitos modificativos da decisão embargada, nos termos do voto do
Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1...
Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203177
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 524",
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 524",
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 524",
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 524",
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 524",
"ACO",
"ACO 1524 ED / SP",
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 524",
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 524"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 109 , I , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , f , Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , f , Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , f da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , f da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 109 , I , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 109 , I , da Constituição .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Estado de São Paulo",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Estado de São Paulo",
"Estado de São Paulo",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"União",
"Seção Judiciária de São José do Rio Preto / SP",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"União",
"Distrito Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"União",
"Distrito Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Advocacia",
"-",
"Geral da União",
"União",
"Seção Judiciária de São",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Advocacia",
"-",
"Geral da União",
"União",
"Seção Judiciária de São José do Rio Preto / SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.896 PARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:GILBERTO ALVES
ADV.(A/S)
:FELIPE GARCIA LISBOA BORGES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁ
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
AUSÊNCIA
DE
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF.
1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindível seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente
e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em recurso
extraordinário. Precedente.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.896 PARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:GILBERTO ALVES
ADV.(A/S)
:FELIPE GARCIA LISBOA BORGES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes
fundamentos: (i) incide, no caso, a Súmula 284/STF; (ii) para chegar a
conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria a análise da
legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos
e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF),
procedimentos inviáveis em recurso extraordinário.
2.
A parte recorrente alega que, “ao contrário do afirmado na
decisão ora fustigada, a decisão que ensejou o recurso extraordinário feriu direta e
frontalmente a Constituição Federal”. Afirma que “não irá o Supremo Tribunal
Federal adentrar no acervo probatório para reexaminar seus elementos, mas sim,
julgar o error in procedendo do magistrado”.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.896 PARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:GILBERTO ALVES
ADV.(A/S)
:FELIPE GARCIA LISBOA BORGES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes
fundamentos: (i) incide, no caso, a Súmula 284/STF; (ii) para chegar a
conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria a análise da
legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos
e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF),
procedimentos inviáveis em recurso extraordinário.
2.
A parte recorrente alega que, “ao contrário do afirmado na
decisão ora fustigada, a decisão que ensejou o recurso extraordinário feriu direta e
frontalmente a Constituição Federal”. Afirma que “não irá o Supremo Tribunal
Federal adentrar no acervo probatório para reexaminar seus elementos, mas sim,
julgar o error in procedendo do magistrado”.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.896 PARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar todos os
fundamentos da decisão agravada.
2.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindível seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente
e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em recurso
extraordinário. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos
subjacentes, vejam-se as seguintes passagens do voto condutor do
acórdão recorrido:
“[...]
Analisando os argumentos do Apelante e as provas que
constam dos autos, entendo que não lhe assiste razão, devendo
a sentença ser mantida, diante da correta e bem fundamentada
decisão, principalmente porque o crime de desacato, previsto
no art. 331 do Código Penal, tem como objetividade jurídica o
respeito à função pública, protegendo o conceito e o respeito à
Administração Pública, tendo como sujeito passivo o próprio
Estado e, secundariamente, o funcionário ofendido.
[...]
Não obstante, ficou comprovado na instrução processual,
o animus por parte do apelante em ofender o servidor público,
ao lhe proferir ofensas em razão da função de servidor público.
[...]”
3.
Nessa linha, veja-se o ARE 729.069, Rel. Min. Gilmar
Mendes.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.896 PARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar todos os
fundamentos da decisão agravada.
2.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindível seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente
e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em recurso
extraordinário. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos
subjacentes, vejam-se as seguintes passagens do voto condutor do
acórdão recorrido:
“[...]
Analisando os argumentos do Apelante e as provas que
constam dos autos, entendo que não lhe assiste razão, devendo
a sentença ser mantida, diante da correta e bem fundamentada
decisão, principalmente porque o crime de desacato, previsto
no art. 331 do Código Penal, tem como objetividade jurídica o
respeito à função pública, protegendo o conceito e o respeito à
Administração Pública, tendo como sujeito passivo o próprio
Estado e, secundariamente, o funcionário ofendido.
[...]
Não obstante, ficou comprovado na instrução processual,
o animus por parte do apelante em ofender o servidor público,
ao lhe proferir ofensas em razão da função de servidor público.
[...]”
3.
Nessa linha, veja-se o ARE 729.069, Rel. Min. Gilmar
Mendes.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829816.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 875896 AGR / PA
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 875896 AGR / PA
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.896
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : GILBERTO ALVES
ADV.(A/S) : FELIPE GARCIA LISBOA BORGES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045835
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.896
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : GILBERTO ALVES
ADV.(A/S) : FELIPE GARCIA LISBOA BORGES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045835
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9057978
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-06T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF.
1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Precedente.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur314132
|
Número de páginas: 5.
Análise: 14/08/2015, MAD.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
875896
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 875896 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : GILBERTO ALVES
ADV.(A/S) : FELIPE GARCIA LISBOA BORGES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.896 PARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:GILBERTO ALVES
ADV.(A/S)
:FELIPE GARCIA LISBOA BORGES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁ
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
AUSÊNCIA
DE
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindível seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente
e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em recurso
extraordinário. Precedente.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829814.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.896 PARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:GILBERTO ALVES
ADV.(A/S)
:FELIPE GARCIA LISBOA BORGES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes
fundamentos: (i) incide, no caso, a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal; (ii) para chegar a
conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria a análise da
legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos
e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimentos inviáveis em recurso extraordinário.
2.
A parte recorrente alega que, “ao contrário do afirmado na
decisão ora fustigada, a decisão que ensejou o recurso extraordinário feriu direta e
frontalmente a Constituição Federal”. Afirma que “não irá o Supremo Tribunal
Federal adentrar no acervo probatório para reexaminar seus elementos, mas sim,
julgar o error in procedendo do magistrado”.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829815.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.896 PARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:GILBERTO ALVES
ADV.(A/S)
:FELIPE GARCIA LISBOA BORGES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes
fundamentos: (i) incide, no caso, a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal; (ii) para chegar a
conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria a análise da
legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos
e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimentos inviáveis em recurso extraordinário.
2.
A parte recorrente alega que, “ao contrário do afirmado na
decisão ora fustigada, a decisão que ensejou o recurso extraordinário feriu direta e
frontalmente a Constituição Federal”. Afirma que “não irá o Supremo Tribunal
Federal adentrar no acervo probatório para reexaminar seus elementos, mas sim,
julgar o error in procedendo do magistrado”.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829815.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.896 PARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar todos os
fundamentos da decisão agravada.
2.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindível seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente
e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em recurso
extraordinário. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos
subjacentes, vejam-se as seguintes passagens do voto condutor do
acórdão recorrido:
“[...]
Analisando os argumentos do Apelante e as provas que
constam dos autos, entendo que não lhe assiste razão, devendo
a sentença ser mantida, diante da correta e bem fundamentada
decisão, principalmente porque o crime de desacato, previsto
no art. 331 do Código Penal, tem como objetividade jurídica o
respeito à função pública, protegendo o conceito e o respeito à
Administração Pública, tendo como sujeito passivo o próprio
Estado e, secundariamente, o funcionário ofendido.
[...]
Não obstante, ficou comprovado na instrução processual,
o animus por parte do apelante em ofender o servidor público,
ao lhe proferir ofensas em razão da função de servidor público.
[...]”
3.
Nessa linha, veja-se o ARE 729.069, Rel. Min. Gilmar
Mendes.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829816.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.896 PARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar todos os
fundamentos da decisão agravada.
2.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindível seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente
e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em recurso
extraordinário. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos
subjacentes, vejam-se as seguintes passagens do voto condutor do
acórdão recorrido:
“[...]
Analisando os argumentos do Apelante e as provas que
constam dos autos, entendo que não lhe assiste razão, devendo
a sentença ser mantida, diante da correta e bem fundamentada
decisão, principalmente porque o crime de desacato, previsto
no art. 331 do Código Penal, tem como objetividade jurídica o
respeito à função pública, protegendo o conceito e o respeito à
Administração Pública, tendo como sujeito passivo o próprio
Estado e, secundariamente, o funcionário ofendido.
[...]
Não obstante, ficou comprovado na instrução processual,
o animus por parte do apelante em ofender o servidor público,
ao lhe proferir ofensas em razão da função de servidor público.
[...]”
3.
Nessa linha, veja-se o ARE 729.069, Rel. Min. Gilmar
Mendes.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 875896 AGR / PA
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 875896 AGR / PA
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.896
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : GILBERTO ALVES
ADV.(A/S) : FELIPE GARCIA LISBOA BORGES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.896
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : GILBERTO ALVES
ADV.(A/S) : FELIPE GARCIA LISBOA BORGES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875 . 896",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875 . 896 PARÁ",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 729 . 069",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 729 . 069",
"ARE 875896 AGR / PA",
"ARE 875896 AGR / PA"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 331 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 331 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ",
"Brasília",
"ESTADO DO PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ",
"PARÁ",
"PARÁ",
"PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ",
"PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"GILBERTO ALVES",
"FELIPE GARCIA LISBOA BORGES",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"GILBERTO ALVES",
"FELIPE GARCIA LISBOA BORGES",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"GILBERTO ALVES",
"FELIPE GARCIA LISBOA BORGES",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"GILBERTO ALVES",
"FELIPE GARCIA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"GILBERTO ALVES",
"FELIPE GARCIA LISBOA BORGES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO JÚNIOR
AGTE.(S)
:MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO
ADV.(A/S)
:LEANDRO LOURENÇO DE CAMARGO
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC Nº 318.042 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO
CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. TENTATIVA
DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, § 2º, II,
COMBINADO COM ART. 14, II, DO CÓDIGO PENAL. PRISÃO
PREVENTIVA. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. DECISÃO
FUNDAMENTADA. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO.
REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR.
1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra
decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não
se esgotou. Precedentes.
2. A fuga do acusado do distrito da culpa é fundamento hábil a
justificar a constrição cautelar com o escopo de garantir a aplicação da lei
penal. Precedentes.
3. A razoável duração do processo não pode ser considerada de
maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso
concreto.
4. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de
que “não se conhece de habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em
writ anteriormente impetrado” (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª
Turma, DJe 08.6.2012).
5. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532216.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
HC 127188 AGR / SP
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora,
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 127188 AGR / SP
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora,
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO JÚNIOR
AGTE.(S)
:MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO
ADV.(A/S)
:LEANDRO LOURENÇO DE CAMARGO
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC Nº 318.042 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental interposto por Maurício Ferreira de Aquino Júnior e Maurício
Ferreira de Aquino da decisão em que neguei seguimento a habeas corpus
impetrado contra decisão monocrática da lavra do Ministro Rogério
Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente
o HC 318.042/SP.
A magistrada de primeiro grau decretou a prisão preventiva dos
Agravantes, pela suposta prática do crime de homicídio, na forma
tentada, tipificado no art. 121, § 2º, II c/c 14, II, do Código Penal. O
mandado de prisão expedido em desfavor de Maurício Ferreira de
Aquino Júnior foi cumprido, em 21.4.2014, ficando pendente o decreto
prisional de Maurício Ferreira de Aquino.
Irresignada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, que indeferiu o pedido de liminar.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, o
Ministro Rogério Schietti Cruz, via decisão monocrática, indeferiu
liminarmente o HC 318.042/SP.
Após, a Defesa impetrou este HC 127.188/SP perante este Supremo
Tribunal Federal. Em 10.4.2015, neguei seguimento ao writ.
No presente agravo regimental, a Defesa reitera as alegações de falta
de fundamentação idônea da constrição cautelar e a falta dos
pressupostos necessários à manutenção do decreto prisional. Acrescenta
os argumentos de existência de circunstâncias favoráveis aos Agravantes,
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO JÚNIOR
AGTE.(S)
:MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO
ADV.(A/S)
:LEANDRO LOURENÇO DE CAMARGO
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC Nº 318.042 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental interposto por Maurício Ferreira de Aquino Júnior e Maurício
Ferreira de Aquino da decisão em que neguei seguimento a habeas corpus
impetrado contra decisão monocrática da lavra do Ministro Rogério
Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente
o HC 318.042/SP.
A magistrada de primeiro grau decretou a prisão preventiva dos
Agravantes, pela suposta prática do crime de homicídio, na forma
tentada, tipificado no art. 121, § 2º, II c/c 14, II, do Código Penal. O
mandado de prisão expedido em desfavor de Maurício Ferreira de
Aquino Júnior foi cumprido, em 21.4.2014, ficando pendente o decreto
prisional de Maurício Ferreira de Aquino.
Irresignada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, que indeferiu o pedido de liminar.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, o
Ministro Rogério Schietti Cruz, via decisão monocrática, indeferiu
liminarmente o HC 318.042/SP.
Após, a Defesa impetrou este HC 127.188/SP perante este Supremo
Tribunal Federal. Em 10.4.2015, neguei seguimento ao writ.
No presente agravo regimental, a Defesa reitera as alegações de falta
de fundamentação idônea da constrição cautelar e a falta dos
pressupostos necessários à manutenção do decreto prisional. Acrescenta
os argumentos de existência de circunstâncias favoráveis aos Agravantes,
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13
Relatório
HC 127188 AGR / SP
como primariedade e ocupação lícita, e de excesso do prazo prisional de
Maurício Ferreira de Aquino Júnior, preso desde 21.4.2014. Requer o
provimento do agravo regimental para concessão da ordem de ofício.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina
pelo não provimento do agravo.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 127188 AGR / SP
como primariedade e ocupação lícita, e de excesso do prazo prisional de
Maurício Ferreira de Aquino Júnior, preso desde 21.4.2014. Requer o
provimento do agravo regimental para concessão da ordem de ofício.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina
pelo não provimento do agravo.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188 SÃO PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): Ao analisar o ato dito
coator, que indeferiu liminarmente o HC 318.042/SP, da lavra do Ministro
Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça, neguei seguimento
ao writ pelos seguintes fundamentos:
“(...).
Colho do ato apontado como coator:
“Inicialmente, destaco que as matérias aventadas na
presente ordem de habeas corpus não foram objeto de
análise pelo tribunal de origem, ficando, assim, impedida
sua admissão, sob pena de incidir-se na indevida supressão
de instância.
Nesse sentido, regula o enunciado da Súmula n. 691
do Supremo Tribunal Federal: "Não compete ao Supremo
Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado
contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido
a Tribunal Superior, indefere a liminar".
O referido impeditivo é ultrapassado tão somente em
casos excepcionais, nos quais a ilegalidade é tão flagrante
de modo a não escapar à pronta percepção do julgador, o
que, todavia, não ocorre na espécie dos autos.
O relator do habeas corpus no Tribunal de origem
negou a medida de urgência com base nos seguintes
fundamentos:
“[...]
Em que pese a argumentação da combativa Defesa,
temos que, em Habeas Corpus , a providência liminar será
cabível apenas quando a coação for manifesta e detectada
de imediato através do exame sumário da inicial, o que não
ocorre no caso em tela.
Supremo Tribunal Federal
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188 SÃO PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): Ao analisar o ato dito
coator, que indeferiu liminarmente o HC 318.042/SP, da lavra do Ministro
Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça, neguei seguimento
ao writ pelos seguintes fundamentos:
“(...).
Colho do ato apontado como coator:
“Inicialmente, destaco que as matérias aventadas na
presente ordem de habeas corpus não foram objeto de
análise pelo tribunal de origem, ficando, assim, impedida
sua admissão, sob pena de incidir-se na indevida supressão
de instância.
Nesse sentido, regula o enunciado da Súmula n. 691
do Supremo Tribunal Federal: "Não compete ao Supremo
Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado
contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido
a Tribunal Superior, indefere a liminar".
O referido impeditivo é ultrapassado tão somente em
casos excepcionais, nos quais a ilegalidade é tão flagrante
de modo a não escapar à pronta percepção do julgador, o
que, todavia, não ocorre na espécie dos autos.
O relator do habeas corpus no Tribunal de origem
negou a medida de urgência com base nos seguintes
fundamentos:
“[...]
Em que pese a argumentação da combativa Defesa,
temos que, em Habeas Corpus , a providência liminar será
cabível apenas quando a coação for manifesta e detectada
de imediato através do exame sumário da inicial, o que não
ocorre no caso em tela.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127188 AGR / SP
Não observo, a princípio, ilegalidade nas decisões
proferidas (75; 141), que se encontram fundamentadas, em
observância aos preceitos legais e às circunstâncias do caso
concreto, tendo a Magistrada pontuado que os acusados
evadiram-se do distrito da culpa. Ademais, o crime
imputado aos pacientes possui pena máxima superior a 04
anos, estando a medida restritiva de liberdade autorizada
pelo art. 313, inciso I, do Código de Processo Penal.
Por outro lado, não vislumbro, por ora, desídia por
parte da MM. Juíza a quo, que tem tomado todas as
medidas cabíveis para dar prosseguimento ao feito,
extraindo-se dos autos que a audiência não se encerrou em
razão da ausência de uma testemunha (fls. 139/140),
sendo designada audiência de continuação para 25.02.15,
estando o feito próximo de seu deslinde.
Vale ressaltar, ainda, que as aventadas condições
pessoais favoráveis do paciente não garantem, por si sós, a
concessão da liberdade provisória, mormente quando
presentes os requisitos legais autorizadores da prisão
cautelar, como no presente caso (fl. 191).”
Ao menos em uma análise perfunctória, percebo que
a manutenção da custódia cautelar fundamentou-se em
elemento concreto, tendo em vista a existência de motivo
ensejador da prisão preventiva, a saber, a circunstância de
haver os acusados se evadido do distrito da culpa, o que
colocaria em risco a ordem pública, além de comprometer a
aplicação da lei penal.
Em análise do alegado excesso de prazo, a matéria
não se esgota na simples conta aritmética dos prazos
processuais penais, devendo ser analisada à luz do
princípio da razoabilidade, após as informações do Juízo
natural da causa.
Na hipótese, os elementos juntados aos autos não se
mostram suficientes para que se conclua pelo excesso
irrazoável de prazo. Ademais, há, nos autos, indicação de
que o feito tramita regularmente inclusive com audiência
2
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HC 127188 AGR / SP
Não observo, a princípio, ilegalidade nas decisões
proferidas (75; 141), que se encontram fundamentadas, em
observância aos preceitos legais e às circunstâncias do caso
concreto, tendo a Magistrada pontuado que os acusados
evadiram-se do distrito da culpa. Ademais, o crime
imputado aos pacientes possui pena máxima superior a 04
anos, estando a medida restritiva de liberdade autorizada
pelo art. 313, inciso I, do Código de Processo Penal.
Por outro lado, não vislumbro, por ora, desídia por
parte da MM. Juíza a quo, que tem tomado todas as
medidas cabíveis para dar prosseguimento ao feito,
extraindo-se dos autos que a audiência não se encerrou em
razão da ausência de uma testemunha (fls. 139/140),
sendo designada audiência de continuação para 25.02.15,
estando o feito próximo de seu deslinde.
Vale ressaltar, ainda, que as aventadas condições
pessoais favoráveis do paciente não garantem, por si sós, a
concessão da liberdade provisória, mormente quando
presentes os requisitos legais autorizadores da prisão
cautelar, como no presente caso (fl. 191).”
Ao menos em uma análise perfunctória, percebo que
a manutenção da custódia cautelar fundamentou-se em
elemento concreto, tendo em vista a existência de motivo
ensejador da prisão preventiva, a saber, a circunstância de
haver os acusados se evadido do distrito da culpa, o que
colocaria em risco a ordem pública, além de comprometer a
aplicação da lei penal.
Em análise do alegado excesso de prazo, a matéria
não se esgota na simples conta aritmética dos prazos
processuais penais, devendo ser analisada à luz do
princípio da razoabilidade, após as informações do Juízo
natural da causa.
Na hipótese, os elementos juntados aos autos não se
mostram suficientes para que se conclua pelo excesso
irrazoável de prazo. Ademais, há, nos autos, indicação de
que o feito tramita regularmente inclusive com audiência
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127188 AGR / SP
de continuação marcada para o dia 25.2.2015.
Dessa forma, não constato flagrante ilegalidade ou
qualquer mácula no decisum monocrático que justifique a
intervenção imediata e prematura deste Superior Tribunal.
À vista do exposto, nos termos do artigo 210 do
RISTJ, indefiro liminarmente o presente habeas
corpus.”
Registro a existência de óbice ao conhecimento do presente
habeas corpus, uma vez não esgotada a jurisdição do Superior
Tribunal de Justiça. O ato impugnado é mera decisão monocrática e
não o resultado de julgamento colegiado. Caberia à Defesa,
pretendendo a reforma da decisão monocrática, o manejo de agravo
regimental para que a questão fosse apreciada pelo órgão colegiado.
Não o tendo feito, resulta inadmissível o presente writ.
Nesse sentido, colho precedentes:
(…).
Como se observa, a impetração no Superior Tribunal de Justiça
foi liminarmente indeferida com fundamento no entendimento desta
Suprema Corte consagrado na Súmula 691/STF: “Não compete ao
Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado
contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal
superior, indefere a liminar”.
Em simetria ao entendimento deste Supremo Tribunal, aquela
Corte Superior também admite o abrandamento do verbete sumular
apenas em hipóteses excepcionais de flagrante ilegalidade ou abuso de
poder no indeferimento da tutela de eficácia imediata, o que não se
detectou na hipótese.
À míngua de pronunciamento judicial definitivo das Cortes
anteriores, não detecto, por ora, flagrante ilegalidade a justificar o
precipitado exame das teses defensivas por esta Suprema Corte.
Ao exame dos autos, verifico que a magistrada singular
decretou, de forma fundamentada e embasada em elementos concretos,
a segregação cautelar forte na garantia da aplicação da lei penal. Por
oportuno, transcrevo excertos do decreto prisional:
3
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HC 127188 AGR / SP
de continuação marcada para o dia 25.2.2015.
Dessa forma, não constato flagrante ilegalidade ou
qualquer mácula no decisum monocrático que justifique a
intervenção imediata e prematura deste Superior Tribunal.
À vista do exposto, nos termos do artigo 210 do
RISTJ, indefiro liminarmente o presente habeas
corpus.”
Registro a existência de óbice ao conhecimento do presente
habeas corpus, uma vez não esgotada a jurisdição do Superior
Tribunal de Justiça. O ato impugnado é mera decisão monocrática e
não o resultado de julgamento colegiado. Caberia à Defesa,
pretendendo a reforma da decisão monocrática, o manejo de agravo
regimental para que a questão fosse apreciada pelo órgão colegiado.
Não o tendo feito, resulta inadmissível o presente writ.
Nesse sentido, colho precedentes:
(…).
Como se observa, a impetração no Superior Tribunal de Justiça
foi liminarmente indeferida com fundamento no entendimento desta
Suprema Corte consagrado na Súmula 691/STF: “Não compete ao
Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado
contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal
superior, indefere a liminar”.
Em simetria ao entendimento deste Supremo Tribunal, aquela
Corte Superior também admite o abrandamento do verbete sumular
apenas em hipóteses excepcionais de flagrante ilegalidade ou abuso de
poder no indeferimento da tutela de eficácia imediata, o que não se
detectou na hipótese.
À míngua de pronunciamento judicial definitivo das Cortes
anteriores, não detecto, por ora, flagrante ilegalidade a justificar o
precipitado exame das teses defensivas por esta Suprema Corte.
Ao exame dos autos, verifico que a magistrada singular
decretou, de forma fundamentada e embasada em elementos concretos,
a segregação cautelar forte na garantia da aplicação da lei penal. Por
oportuno, transcrevo excertos do decreto prisional:
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127188 AGR / SP
“Estão presentes nos autos os requisitos da prisão
preventiva. De fato, como anotado pelo Dr. Promotor, a
prisão provisória justifica-se pela aplicação da lei penal,
tem em vista que os acusados evadiram-se do distrito da
culpa.”
Nessa linha, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é
no sentido de que a fuga do acusado do distrito da culpa é fundamento
hábil a justificar a constrição cautelar com o escopo de garantir a
aplicação da lei penal (HC 111022/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª
Turma, DJe 18.6.2012).
Ademais, desnecessário precipitar a resolução da prisão
preventiva por este Supremo Tribunal Federal via habeas corpus. Não
há maior prejuízo em aguardar o pronunciamento definitivo do
colegiado do Tribunal de Justiça, sobretudo porque dar trânsito ao writ
significaria duplicar a instrução, que já está sendo realizada, e apreciá-
lo no mérito significaria suprimir instâncias.
Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus
(art. 21, §1º, do RISTF).”
Como se observa, neguei seguimento à impetração ao fundamento
da falta de esgotamento da jurisdição do Superior Tribunal de Justiça,
uma vez que o ato impugnado consiste em mera decisão monocrática,
não submetida, portanto, ao crivo do colegiado.
Esse entendimento encontra arrimo na jurisprudência sedimentada
por esta Suprema Corte, segundo os precedentes transcritos na decisão
hostilizada. No mesmo sentido, confira-se:
“HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO
MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO STJ. INVIABILIDADE.
CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO
INDISPENSÁVEL PARA ATENDER AO PRINCÍPIO DO JUIZ
NATURAL E PARA EXAURIR A INSTÂNCIA RECORRIDA,
PRESSUPOSTO PARA INAUGURAR A COMPETÊNCIA DO
STF. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. RECURSO A QUE
SE NEGA PROVIMENTO. 1. O habeas corpus ataca diretamente
4
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HC 127188 AGR / SP
“Estão presentes nos autos os requisitos da prisão
preventiva. De fato, como anotado pelo Dr. Promotor, a
prisão provisória justifica-se pela aplicação da lei penal,
tem em vista que os acusados evadiram-se do distrito da
culpa.”
Nessa linha, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é
no sentido de que a fuga do acusado do distrito da culpa é fundamento
hábil a justificar a constrição cautelar com o escopo de garantir a
aplicação da lei penal (HC 111022/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª
Turma, DJe 18.6.2012).
Ademais, desnecessário precipitar a resolução da prisão
preventiva por este Supremo Tribunal Federal via habeas corpus. Não
há maior prejuízo em aguardar o pronunciamento definitivo do
colegiado do Tribunal de Justiça, sobretudo porque dar trânsito ao writ
significaria duplicar a instrução, que já está sendo realizada, e apreciá-
lo no mérito significaria suprimir instâncias.
Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus
(art. 21, §1º, do RISTF).”
Como se observa, neguei seguimento à impetração ao fundamento
da falta de esgotamento da jurisdição do Superior Tribunal de Justiça,
uma vez que o ato impugnado consiste em mera decisão monocrática,
não submetida, portanto, ao crivo do colegiado.
Esse entendimento encontra arrimo na jurisprudência sedimentada
por esta Suprema Corte, segundo os precedentes transcritos na decisão
hostilizada. No mesmo sentido, confira-se:
“HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO
MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO STJ. INVIABILIDADE.
CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO
INDISPENSÁVEL PARA ATENDER AO PRINCÍPIO DO JUIZ
NATURAL E PARA EXAURIR A INSTÂNCIA RECORRIDA,
PRESSUPOSTO PARA INAUGURAR A COMPETÊNCIA DO
STF. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. RECURSO A QUE
SE NEGA PROVIMENTO. 1. O habeas corpus ataca diretamente
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127188 AGR / SP
decisão monocrática de Ministro do STJ. Essa decisão tem o respaldo
formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o agravo
previsto no art. 39 da mesma lei. Ambos os dispositivos estão
reproduzidos, tanto no Regimento Interno do STF (arts. 192 e 317),
quanto no Regimento do STJ (arts. 34, XVIII, e 258). Em casos tais, o
exaurimento da jurisdição e o atendimento ao princípio da
colegialidade, pelo tribunal prolator, se dá justamente mediante o
recurso de agravo interno, previsto em lei, que não pode simplesmente
ser substituído pela ação de habeas corpus, de competência de outro
tribunal. 2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo ao
impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências próprias,
qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da decisão monocrática: se
o STJ, juízo natural indicado pelo art. 39 da Lei 8.038/1990, ou o STF,
por via de habeas corpus substitutivo. O recurso interno para o órgão
colegiado é medida indispensável não só para dar adequada atenção ao
princípio do juiz natural, como para exaurir a instância recorrida,
pressuposto para inaugurar a competência do STF (cf. HC 118.189,
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a): Min. MARCO
AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI,
Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-AgR, Relator(a):
Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 10/09/2013, DJe de
24-09-2013, entre outros). 3. Ademais, o conhecimento do pedido por
esta Corte implicaria dupla supressão de instância, já que acarretaria a
deliberação de matéria que sequer foi objeto de apreciação definitiva
pelo Tribunal estadual, o que não é admitido pela jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (HC 122.275 AgR/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª
Turma, DJe 01.7.2014).
Ademais, verifico que a questão de fundo – prisão preventiva,
excesso de prazo prisional e existência de circunstâncias favoráveis aos
Agravantes – foi recentemente apreciada por esta 1ª Turma desta Corte,
no julgamento do HC 126.997-AgR/SP, também impetrado por Leandro
Lourenço de Camargo em favor de Maurício Ferreira de Aquino Júnior e
Maurício Ferreira de Aquino. Inobstante o ato dito coator apontado
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HC 127188 AGR / SP
decisão monocrática de Ministro do STJ. Essa decisão tem o respaldo
formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o agravo
previsto no art. 39 da mesma lei. Ambos os dispositivos estão
reproduzidos, tanto no Regimento Interno do STF (arts. 192 e 317),
quanto no Regimento do STJ (arts. 34, XVIII, e 258). Em casos tais, o
exaurimento da jurisdição e o atendimento ao princípio da
colegialidade, pelo tribunal prolator, se dá justamente mediante o
recurso de agravo interno, previsto em lei, que não pode simplesmente
ser substituído pela ação de habeas corpus, de competência de outro
tribunal. 2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo ao
impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências próprias,
qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da decisão monocrática: se
o STJ, juízo natural indicado pelo art. 39 da Lei 8.038/1990, ou o STF,
por via de habeas corpus substitutivo. O recurso interno para o órgão
colegiado é medida indispensável não só para dar adequada atenção ao
princípio do juiz natural, como para exaurir a instância recorrida,
pressuposto para inaugurar a competência do STF (cf. HC 118.189,
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a): Min. MARCO
AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI,
Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-AgR, Relator(a):
Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 10/09/2013, DJe de
24-09-2013, entre outros). 3. Ademais, o conhecimento do pedido por
esta Corte implicaria dupla supressão de instância, já que acarretaria a
deliberação de matéria que sequer foi objeto de apreciação definitiva
pelo Tribunal estadual, o que não é admitido pela jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (HC 122.275 AgR/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª
Turma, DJe 01.7.2014).
Ademais, verifico que a questão de fundo – prisão preventiva,
excesso de prazo prisional e existência de circunstâncias favoráveis aos
Agravantes – foi recentemente apreciada por esta 1ª Turma desta Corte,
no julgamento do HC 126.997-AgR/SP, também impetrado por Leandro
Lourenço de Camargo em favor de Maurício Ferreira de Aquino Júnior e
Maurício Ferreira de Aquino. Inobstante o ato dito coator apontado
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127188 AGR / SP
naquele writ (RHC 56.401/SP) ser distinto da decisão hostilizada na
presente impetração (HC 318.042/SP), verifico a identidade de objetos em
ambas impetrações – prisão preventiva decretada na ação penal de
origem.
Extraio, por oportuno, excertos do voto condutor do acórdão de
minha lavra, exarado nos autos do HC 126.997-AgR/SP, em sessão de
julgamento da 1ª Turma desta Suprema Corte, no dia 12.5.2015, que ora
endosso como razão de decidir:
“Reitero que a magistrada de primeiro grau, ao decretar a
custódia cautelar, assentou que “a prisão provisória justifica-se pela
aplicação da lei penal, tem em vista que os acusados evadiram-se do
distrito da culpa”.
Nesse diapasão, a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal é no sentido de que a fuga do acusado do distrito da culpa é
fundamento hábil a justificar a constrição cautelar com o escopo de
garantir a aplicação da lei penal (RHC 123.342/MG, de minha
relatoria, 1ª Turma, DJe 26.3.2015; RHC 125.457/ES, Rel. Min.
Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 10.3.2015; RHC 118.011/MG, 1ª
Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 24.02.2014; e HC 119.676/PE,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 03.02.2014).
Aponta o Impetrante excesso de prazo na prisão cautelar do
paciente, enquanto segregado desde 21.4.2014.
Quanto ao alegado excesso de prazo, a Corte Estadual asseverou
que “o feito está em regular andamento, não existindo qualquer
desídia por parte do Juízo a quo, que tem realizado todos os atos
processuais dentro de um prazo razoável, não havendo se falar em
constrangimento ilegal por morosidade na conclusão da instrução
criminal. (fl. 341).”
Repiso que a controvérsia acerca da razoável duração do
processo foi apreciada, não de maneira isolada ou descontextualizada,
mas sob a perspectiva das peculiaridades do caso concreto.
Nessa linha, a jurisprudência desta Suprema Corte já assentou
que, “não configurado o alegado excesso de prazo, até porque a melhor
compreensão do princípio constitucional aponta para processo sem
dilações indevidas, em que a demora na tramitação do feito há de
6
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HC 127188 AGR / SP
naquele writ (RHC 56.401/SP) ser distinto da decisão hostilizada na
presente impetração (HC 318.042/SP), verifico a identidade de objetos em
ambas impetrações – prisão preventiva decretada na ação penal de
origem.
Extraio, por oportuno, excertos do voto condutor do acórdão de
minha lavra, exarado nos autos do HC 126.997-AgR/SP, em sessão de
julgamento da 1ª Turma desta Suprema Corte, no dia 12.5.2015, que ora
endosso como razão de decidir:
“Reitero que a magistrada de primeiro grau, ao decretar a
custódia cautelar, assentou que “a prisão provisória justifica-se pela
aplicação da lei penal, tem em vista que os acusados evadiram-se do
distrito da culpa”.
Nesse diapasão, a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal é no sentido de que a fuga do acusado do distrito da culpa é
fundamento hábil a justificar a constrição cautelar com o escopo de
garantir a aplicação da lei penal (RHC 123.342/MG, de minha
relatoria, 1ª Turma, DJe 26.3.2015; RHC 125.457/ES, Rel. Min.
Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 10.3.2015; RHC 118.011/MG, 1ª
Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 24.02.2014; e HC 119.676/PE,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 03.02.2014).
Aponta o Impetrante excesso de prazo na prisão cautelar do
paciente, enquanto segregado desde 21.4.2014.
Quanto ao alegado excesso de prazo, a Corte Estadual asseverou
que “o feito está em regular andamento, não existindo qualquer
desídia por parte do Juízo a quo, que tem realizado todos os atos
processuais dentro de um prazo razoável, não havendo se falar em
constrangimento ilegal por morosidade na conclusão da instrução
criminal. (fl. 341).”
Repiso que a controvérsia acerca da razoável duração do
processo foi apreciada, não de maneira isolada ou descontextualizada,
mas sob a perspectiva das peculiaridades do caso concreto.
Nessa linha, a jurisprudência desta Suprema Corte já assentou
que, “não configurado o alegado excesso de prazo, até porque a melhor
compreensão do princípio constitucional aponta para processo sem
dilações indevidas, em que a demora na tramitação do feito há de
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127188 AGR / SP
guardar proporcionalidade com a complexidade do delito nele
veiculado e as diligências e os meios de prova indispensáveis a seu
deslinde” (HC 118.034/DF, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe
20.02.2014).
Saliento que a circunstância de o paciente ser primário, ter
ocupação lícita e bons antecedentes não constitui óbice à decretação ou
manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos os
pressupostos e requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal (HC
108.314/MA, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 5.10.2011 e HC
106.816/PE, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 20.6.2011).
Por derradeiro, desnecessário precipitar a resolução da questão
por este Supremo Tribunal Federal via habeas corpus, sobretudo
porque dar trânsito ao writ significaria duplicar a instrução, que já
está sendo realizada no STJ, e apreciá-lo no mérito significaria
suprimir instância.”
Indiscutível a identidade entre os objetos do HC 126.997-AgR/SP, e o
presente writ – HC 127.188-AgR/SP. Nesse contexto, a jurisprudência
deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “não se conhece de
habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em habeas corpus
anteriormente impetrado” (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma,
DJe 08.6.2012). No mesmo diapasão, “o habeas corpus é inadmissível quando
se trata de mera reiteração das razões de medida anteriormente impetrada nesta
Corte”(HC 110.192/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 10.10.2014).
Nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
7
Supremo Tribunal Federal
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HC 127188 AGR / SP
guardar proporcionalidade com a complexidade do delito nele
veiculado e as diligências e os meios de prova indispensáveis a seu
deslinde” (HC 118.034/DF, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe
20.02.2014).
Saliento que a circunstância de o paciente ser primário, ter
ocupação lícita e bons antecedentes não constitui óbice à decretação ou
manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos os
pressupostos e requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal (HC
108.314/MA, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 5.10.2011 e HC
106.816/PE, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 20.6.2011).
Por derradeiro, desnecessário precipitar a resolução da questão
por este Supremo Tribunal Federal via habeas corpus, sobretudo
porque dar trânsito ao writ significaria duplicar a instrução, que já
está sendo realizada no STJ, e apreciá-lo no mérito significaria
suprimir instância.”
Indiscutível a identidade entre os objetos do HC 126.997-AgR/SP, e o
presente writ – HC 127.188-AgR/SP. Nesse contexto, a jurisprudência
deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “não se conhece de
habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em habeas corpus
anteriormente impetrado” (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma,
DJe 08.6.2012). No mesmo diapasão, “o habeas corpus é inadmissível quando
se trata de mera reiteração das razões de medida anteriormente impetrada nesta
Corte”(HC 110.192/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 10.10.2014).
Nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
7
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, continuo
convencido – e assim procedo no Gabinete – que o habeas corpus, com o
processo devidamente aparelhado, deve vir ao julgamento da Turma, não
se lhe aplicando quer o artigo 21 do Regimento Interno, quer, muito
menos, o artigo 557 do Código de Processo Civil.
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, continuo
convencido – e assim procedo no Gabinete – que o habeas corpus, com o
processo devidamente aparelhado, deve vir ao julgamento da Turma, não
se lhe aplicando quer o artigo 21 do Regimento Interno, quer, muito
menos, o artigo 557 do Código de Processo Civil.
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO JÚNIOR
AGTE.(S) : MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO
ADV.(A/S) : LEANDRO LOURENÇO DE CAMARGO
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 318.042 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598970
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO JÚNIOR
AGTE.(S) : MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO
ADV.(A/S) : LEANDRO LOURENÇO DE CAMARGO
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 318.042 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8644935
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-10T00:00:00
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Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
|
EMENTA
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, § 2º, II, COMBINADO COM ART. 14, II, DO CÓDIGO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. DECISÃO FUNDAMENTADA. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR.
1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não se esgotou. Precedentes.
2. A fuga do acusado do distrito da culpa é fundamento hábil a justificar a constrição cautelar com o escopo de garantir a aplicação da lei penal. Precedentes.
3. A razoável duração do processo não pode ser considerada de maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso concreto.
4. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que “não se conhece de habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em writ anteriormente impetrado” (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 08.6.2012).
5. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur307976
|
- Acórdão(s) citado(s):
(HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA)
HC 122275 AgR (2ªT).
(HC, IDENTIDADE DE OBJETO)
HC 110192 (1ªT), HC 112645 (2ªT).
Número de páginas: 13.
Análise: 26/06/2015, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
127188
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00014 INC-00002 ART-00121 PAR-00002 \n INC-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
HC-AgR
|
acordaos
|
HC 127188 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO JÚNIOR
AGTE.(S) : MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO
ADV.(A/S) : LEANDRO LOURENÇO DE CAMARGO
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 318.042 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
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""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO JÚNIOR
AGTE.(S)
:MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO
ADV.(A/S)
:LEANDRO LOURENÇO DE CAMARGO
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC n 318.042 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO
CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. TENTATIVA
DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, § 2..., II,
COMBINADO COM ART. 14, II, DO CÓDIGO PENAL. PRISÃO
PREVENTIVA. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. DECISÃO
FUNDAMENTADA. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO.
REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR.
1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra
decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não
se esgotou. Precedentes.
2. A fuga do acusado do distrito da culpa é fundamento hábil a
justificar a constrição cautelar com o escopo de garantir a aplicação da lei
penal. Precedentes.
3. A razoável duração do processo não pode ser considerada de
maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso
concreto.
4. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de
que “não se conhece de habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em
writ anteriormente impetrado” (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2...
Turma, DJe 08.6.2012).
5. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
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Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
HC 127188 AGR / SP
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora,
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 127188 AGR / SP
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora,
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO JÚNIOR
AGTE.(S)
:MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO
ADV.(A/S)
:LEANDRO LOURENÇO DE CAMARGO
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC n 318.042 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental interposto por Maurício Ferreira de Aquino Júnior e Maurício
Ferreira de Aquino da decisão em que neguei seguimento a habeas corpus
impetrado contra decisão monocrática da lavra do Ministro Rogério
Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente
o HC 318.042/SP.
A magistrada de primeiro grau decretou a prisão preventiva dos
Agravantes, pela suposta prática do crime de homicídio, na forma
tentada, tipificado no art. 121, § 2..., II c/c 14, II, do Código Penal. O
mandado de prisão expedido em desfavor de Maurício Ferreira de
Aquino Júnior foi cumprido, em 21.4.2014, ficando pendente o decreto
prisional de Maurício Ferreira de Aquino.
Irresignada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, que indeferiu o pedido de liminar.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, o
Ministro Rogério Schietti Cruz, via decisão monocrática, indeferiu
liminarmente o HC 318.042/SP.
Após, a Defesa impetrou este HC 127.188/SP perante este Supremo
Tribunal Federal. Em 10.4.2015, neguei seguimento ao writ.
No presente agravo regimental, a Defesa reitera as alegações de falta
de fundamentação idônea da constrição cautelar e a falta dos
pressupostos necessários à manutenção do decreto prisional. Acrescenta
os argumentos de existência de circunstâncias favoráveis aos Agravantes,
Supremo Tribunal Federal
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO JÚNIOR
AGTE.(S)
:MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO
ADV.(A/S)
:LEANDRO LOURENÇO DE CAMARGO
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC n 318.042 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental interposto por Maurício Ferreira de Aquino Júnior e Maurício
Ferreira de Aquino da decisão em que neguei seguimento a habeas corpus
impetrado contra decisão monocrática da lavra do Ministro Rogério
Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente
o HC 318.042/SP.
A magistrada de primeiro grau decretou a prisão preventiva dos
Agravantes, pela suposta prática do crime de homicídio, na forma
tentada, tipificado no art. 121, § 2..., II c/c 14, II, do Código Penal. O
mandado de prisão expedido em desfavor de Maurício Ferreira de
Aquino Júnior foi cumprido, em 21.4.2014, ficando pendente o decreto
prisional de Maurício Ferreira de Aquino.
Irresignada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, que indeferiu o pedido de liminar.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, o
Ministro Rogério Schietti Cruz, via decisão monocrática, indeferiu
liminarmente o HC 318.042/SP.
Após, a Defesa impetrou este HC 127.188/SP perante este Supremo
Tribunal Federal. Em 10.4.2015, neguei seguimento ao writ.
No presente agravo regimental, a Defesa reitera as alegações de falta
de fundamentação idônea da constrição cautelar e a falta dos
pressupostos necessários à manutenção do decreto prisional. Acrescenta
os argumentos de existência de circunstâncias favoráveis aos Agravantes,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13
Relatório
HC 127188 AGR / SP
como primariedade e ocupação lícita, e de excesso do prazo prisional de
Maurício Ferreira de Aquino Júnior, preso desde 21.4.2014. Requer o
provimento do agravo regimental para concessão da ordem de ofício.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina
pelo não provimento do agravo.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 127188 AGR / SP
como primariedade e ocupação lícita, e de excesso do prazo prisional de
Maurício Ferreira de Aquino Júnior, preso desde 21.4.2014. Requer o
provimento do agravo regimental para concessão da ordem de ofício.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina
pelo não provimento do agravo.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188 SÃO PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): Ao analisar o ato dito
coator, que indeferiu liminarmente o HC 318.042/SP, da lavra do Ministro
Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça, neguei seguimento
ao writ pelos seguintes fundamentos:
“(...).
Colho do ato apontado como coator:
“Inicialmente, destaco que as matérias aventadas na
presente ordem de habeas corpus não foram objeto de
análise pelo tribunal de origem, ficando, assim, impedida
sua admissão, sob pena de incidir-se na indevida supressão
de instância.
Nesse sentido, regula o enunciado da Súmula n. 691
do Supremo Tribunal Federal: "Não compete ao Supremo
Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado
contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido
a Tribunal Superior, indefere a liminar".
O referido impeditivo é ultrapassado tão somente em
casos excepcionais, nos quais a ilegalidade é tão flagrante
de modo a não escapar à pronta percepção do julgador, o
que, todavia, não ocorre na espécie dos autos.
O relator do habeas corpus no Tribunal de origem
negou a medida de urgência com base nos seguintes
fundamentos:
“[...]
Em que pese a argumentação da combativa Defesa,
temos que, em Habeas Corpus , a providência liminar será
cabível apenas quando a coação for manifesta e detectada
de imediato através do exame sumário da inicial, o que não
ocorre no caso em tela.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188 SÃO PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): Ao analisar o ato dito
coator, que indeferiu liminarmente o HC 318.042/SP, da lavra do Ministro
Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça, neguei seguimento
ao writ pelos seguintes fundamentos:
“(...).
Colho do ato apontado como coator:
“Inicialmente, destaco que as matérias aventadas na
presente ordem de habeas corpus não foram objeto de
análise pelo tribunal de origem, ficando, assim, impedida
sua admissão, sob pena de incidir-se na indevida supressão
de instância.
Nesse sentido, regula o enunciado da Súmula n. 691
do Supremo Tribunal Federal: "Não compete ao Supremo
Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado
contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido
a Tribunal Superior, indefere a liminar".
O referido impeditivo é ultrapassado tão somente em
casos excepcionais, nos quais a ilegalidade é tão flagrante
de modo a não escapar à pronta percepção do julgador, o
que, todavia, não ocorre na espécie dos autos.
O relator do habeas corpus no Tribunal de origem
negou a medida de urgência com base nos seguintes
fundamentos:
“[...]
Em que pese a argumentação da combativa Defesa,
temos que, em Habeas Corpus , a providência liminar será
cabível apenas quando a coação for manifesta e detectada
de imediato através do exame sumário da inicial, o que não
ocorre no caso em tela.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127188 AGR / SP
Não observo, a princípio, ilegalidade nas decisões
proferidas (75; 141), que se encontram fundamentadas, em
observância aos preceitos legais e às circunstâncias do caso
concreto, tendo a Magistrada pontuado que os acusados
evadiram-se do distrito da culpa. Ademais, o crime
imputado aos pacientes possui pena máxima superior a 04
anos, estando a medida restritiva de liberdade autorizada
pelo art. 313, inciso I, do Código de Processo Penal.
Por outro lado, não vislumbro, por ora, desídia por
parte da MM. Juíza a quo, que tem tomado todas as
medidas cabíveis para dar prosseguimento ao feito,
extraindo-se dos autos que a audiência não se encerrou em
razão da ausência de uma testemunha (fls. 139/140),
sendo designada audiência de continuação para 25.02.15,
estando o feito próximo de seu deslinde.
Vale ressaltar, ainda, que as aventadas condições
pessoais favoráveis do paciente não garantem, por si sós, a
concessão da liberdade provisória, mormente quando
presentes os requisitos legais autorizadores da prisão
cautelar, como no presente caso (fl. 191).”
Ao menos em uma análise perfunctória, percebo que
a manutenção da custódia cautelar fundamentou-se em
elemento concreto, tendo em vista a existência de motivo
ensejador da prisão preventiva, a saber, a circunstância de
haver os acusados se evadido do distrito da culpa, o que
colocaria em risco a ordem pública, além de comprometer a
aplicação da lei penal.
Em análise do alegado excesso de prazo, a matéria
não se esgota na simples conta aritmética dos prazos
processuais penais, devendo ser analisada à luz do
princípio da razoabilidade, após as informações do Juízo
natural da causa.
Na hipótese, os elementos juntados aos autos não se
mostram suficientes para que se conclua pelo excesso
irrazoável de prazo. Ademais, há, nos autos, indicação de
que o feito tramita regularmente inclusive com audiência
2
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HC 127188 AGR / SP
Não observo, a princípio, ilegalidade nas decisões
proferidas (75; 141), que se encontram fundamentadas, em
observância aos preceitos legais e às circunstâncias do caso
concreto, tendo a Magistrada pontuado que os acusados
evadiram-se do distrito da culpa. Ademais, o crime
imputado aos pacientes possui pena máxima superior a 04
anos, estando a medida restritiva de liberdade autorizada
pelo art. 313, inciso I, do Código de Processo Penal.
Por outro lado, não vislumbro, por ora, desídia por
parte da MM. Juíza a quo, que tem tomado todas as
medidas cabíveis para dar prosseguimento ao feito,
extraindo-se dos autos que a audiência não se encerrou em
razão da ausência de uma testemunha (fls. 139/140),
sendo designada audiência de continuação para 25.02.15,
estando o feito próximo de seu deslinde.
Vale ressaltar, ainda, que as aventadas condições
pessoais favoráveis do paciente não garantem, por si sós, a
concessão da liberdade provisória, mormente quando
presentes os requisitos legais autorizadores da prisão
cautelar, como no presente caso (fl. 191).”
Ao menos em uma análise perfunctória, percebo que
a manutenção da custódia cautelar fundamentou-se em
elemento concreto, tendo em vista a existência de motivo
ensejador da prisão preventiva, a saber, a circunstância de
haver os acusados se evadido do distrito da culpa, o que
colocaria em risco a ordem pública, além de comprometer a
aplicação da lei penal.
Em análise do alegado excesso de prazo, a matéria
não se esgota na simples conta aritmética dos prazos
processuais penais, devendo ser analisada à luz do
princípio da razoabilidade, após as informações do Juízo
natural da causa.
Na hipótese, os elementos juntados aos autos não se
mostram suficientes para que se conclua pelo excesso
irrazoável de prazo. Ademais, há, nos autos, indicação de
que o feito tramita regularmente inclusive com audiência
2
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127188 AGR / SP
de continuação marcada para o dia 25.2.2015.
Dessa forma, não constato flagrante ilegalidade ou
qualquer mácula no decisum monocrático que justifique a
intervenção imediata e prematura deste Superior Tribunal.
À vista do exposto, nos termos do artigo 210 do
RISTJ, indefiro liminarmente o presente habeas
corpus.”
Registro a existência de óbice ao conhecimento do presente
habeas corpus, uma vez não esgotada a jurisdição do Superior
Tribunal de Justiça. O ato impugnado é mera decisão monocrática e
não o resultado de julgamento colegiado. Caberia à Defesa,
pretendendo a reforma da decisão monocrática, o manejo de agravo
regimental para que a questão fosse apreciada pelo órgão colegiado.
Não o tendo feito, resulta inadmissível o presente writ.
Nesse sentido, colho precedentes:
(…).
Como se observa, a impetração no Superior Tribunal de Justiça
foi liminarmente indeferida com fundamento no entendimento desta
Suprema Corte consagrado na Súmula 691/Supremo Tribunal Federal: “Não compete ao
Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado
contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal
superior, indefere a liminar”.
Em simetria ao entendimento deste Supremo Tribunal, aquela
Corte Superior também admite o abrandamento do verbete sumular
apenas em hipóteses excepcionais de flagrante ilegalidade ou abuso de
poder no indeferimento da tutela de eficácia imediata, o que não se
detectou na hipótese.
À míngua de pronunciamento judicial definitivo das Cortes
anteriores, não detecto, por ora, flagrante ilegalidade a justificar o
precipitado exame das teses defensivas por esta Suprema Corte.
Ao exame dos autos, verifico que a magistrada singular
decretou, de forma fundamentada e embasada em elementos concretos,
a segregação cautelar forte na garantia da aplicação da lei penal. Por
oportuno, transcrevo excertos do decreto prisional:
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HC 127188 AGR / SP
de continuação marcada para o dia 25.2.2015.
Dessa forma, não constato flagrante ilegalidade ou
qualquer mácula no decisum monocrático que justifique a
intervenção imediata e prematura deste Superior Tribunal.
À vista do exposto, nos termos do artigo 210 do
RISTJ, indefiro liminarmente o presente habeas
corpus.”
Registro a existência de óbice ao conhecimento do presente
habeas corpus, uma vez não esgotada a jurisdição do Superior
Tribunal de Justiça. O ato impugnado é mera decisão monocrática e
não o resultado de julgamento colegiado. Caberia à Defesa,
pretendendo a reforma da decisão monocrática, o manejo de agravo
regimental para que a questão fosse apreciada pelo órgão colegiado.
Não o tendo feito, resulta inadmissível o presente writ.
Nesse sentido, colho precedentes:
(…).
Como se observa, a impetração no Superior Tribunal de Justiça
foi liminarmente indeferida com fundamento no entendimento desta
Suprema Corte consagrado na Súmula 691/Supremo Tribunal Federal: “Não compete ao
Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado
contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal
superior, indefere a liminar”.
Em simetria ao entendimento deste Supremo Tribunal, aquela
Corte Superior também admite o abrandamento do verbete sumular
apenas em hipóteses excepcionais de flagrante ilegalidade ou abuso de
poder no indeferimento da tutela de eficácia imediata, o que não se
detectou na hipótese.
À míngua de pronunciamento judicial definitivo das Cortes
anteriores, não detecto, por ora, flagrante ilegalidade a justificar o
precipitado exame das teses defensivas por esta Suprema Corte.
Ao exame dos autos, verifico que a magistrada singular
decretou, de forma fundamentada e embasada em elementos concretos,
a segregação cautelar forte na garantia da aplicação da lei penal. Por
oportuno, transcrevo excertos do decreto prisional:
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127188 AGR / SP
“Estão presentes nos autos os requisitos da prisão
preventiva. De fato, como anotado pelo Dr. Promotor, a
prisão provisória justifica-se pela aplicação da lei penal,
tem em vista que os acusados evadiram-se do distrito da
culpa.”
Nessa linha, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é
no sentido de que a fuga do acusado do distrito da culpa é fundamento
hábil a justificar a constrição cautelar com o escopo de garantir a
aplicação da lei penal (HC 111022/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, 1...
Turma, DJe 18.6.2012).
Ademais, desnecessário precipitar a resolução da prisão
preventiva por este Supremo Tribunal Federal via habeas corpus. Não
há maior prejuízo em aguardar o pronunciamento definitivo do
colegiado do Tribunal de Justiça, sobretudo porque dar trânsito ao writ
significaria duplicar a instrução, que já está sendo realizada, e apreciá-
lo no mérito significaria suprimir instâncias.
Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus
(art. 21, §1..., do RISTF).”
Como se observa, neguei seguimento à impetração ao fundamento
da falta de esgotamento da jurisdição do Superior Tribunal de Justiça,
uma vez que o ato impugnado consiste em mera decisão monocrática,
não submetida, portanto, ao crivo do colegiado.
Esse entendimento encontra arrimo na jurisprudência sedimentada
por esta Suprema Corte, segundo os precedentes transcritos na decisão
hostilizada. No mesmo sentido, confira-se:
“HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO
MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. INVIABILIDADE.
CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO
INDISPENSÁVEL PARA ATENDER AO PRINCÍPIO DO JUIZ
NATURAL E PARA EXAURIR A INSTÂNCIA RECORRIDA,
PRESSUPOSTO PARA INAUGURAR A COMPETÊNCIA DO
Supremo Tribunal Federal. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. RECURSO A QUE
SE NEGA PROVIMENTO. 1. O habeas corpus ataca diretamente
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HC 127188 AGR / SP
“Estão presentes nos autos os requisitos da prisão
preventiva. De fato, como anotado pelo Dr. Promotor, a
prisão provisória justifica-se pela aplicação da lei penal,
tem em vista que os acusados evadiram-se do distrito da
culpa.”
Nessa linha, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é
no sentido de que a fuga do acusado do distrito da culpa é fundamento
hábil a justificar a constrição cautelar com o escopo de garantir a
aplicação da lei penal (HC 111022/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, 1...
Turma, DJe 18.6.2012).
Ademais, desnecessário precipitar a resolução da prisão
preventiva por este Supremo Tribunal Federal via habeas corpus. Não
há maior prejuízo em aguardar o pronunciamento definitivo do
colegiado do Tribunal de Justiça, sobretudo porque dar trânsito ao writ
significaria duplicar a instrução, que já está sendo realizada, e apreciá-
lo no mérito significaria suprimir instâncias.
Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus
(art. 21, §1..., do RISTF).”
Como se observa, neguei seguimento à impetração ao fundamento
da falta de esgotamento da jurisdição do Superior Tribunal de Justiça,
uma vez que o ato impugnado consiste em mera decisão monocrática,
não submetida, portanto, ao crivo do colegiado.
Esse entendimento encontra arrimo na jurisprudência sedimentada
por esta Suprema Corte, segundo os precedentes transcritos na decisão
hostilizada. No mesmo sentido, confira-se:
“HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO
MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. INVIABILIDADE.
CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO
INDISPENSÁVEL PARA ATENDER AO PRINCÍPIO DO JUIZ
NATURAL E PARA EXAURIR A INSTÂNCIA RECORRIDA,
PRESSUPOSTO PARA INAUGURAR A COMPETÊNCIA DO
Supremo Tribunal Federal. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. RECURSO A QUE
SE NEGA PROVIMENTO. 1. O habeas corpus ataca diretamente
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127188 AGR / SP
decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Essa decisão tem o respaldo
formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o agravo
previsto no art. 39 da mesma lei. Ambos os dispositivos estão
reproduzidos, tanto no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (arts. 192 e 317),
quanto no Regimento do Superior Tribunal de Justiça (arts. 34, XVIII, e 258). Em casos tais, o
exaurimento da jurisdição e o atendimento ao princípio da
colegialidade, pelo tribunal prolator, se dá justamente mediante o
recurso de agravo interno, previsto em lei, que não pode simplesmente
ser substituído pela ação de habeas corpus, de competência de outro
tribunal. 2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo ao
impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências próprias,
qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da decisão monocrática: se
o Superior Tribunal de Justiça, juízo natural indicado pelo art. 39 da Lei 8.038/1990, ou o Supremo Tribunal Federal,
por via de habeas corpus substitutivo. O recurso interno para o órgão
colegiado é medida indispensável não só para dar adequada atenção ao
princípio do juiz natural, como para exaurir a instância recorrida,
pressuposto para inaugurar a competência do Supremo Tribunal Federal (cf. HC 118.189,
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a): Min. MARCO
AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI,
Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-AgR, Relator(a):
Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 10/09/2013, DJe de
24-09-2013, entre outros). 3. Ademais, o conhecimento do pedido por
esta Corte implicaria dupla supressão de instância, já que acarretaria a
deliberação de matéria que sequer foi objeto de apreciação definitiva
pelo Tribunal estadual, o que não é admitido pela jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (HC 122.275 AgR/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, 2...
Turma, DJe 01.7.2014).
Ademais, verifico que a questão de fundo – prisão preventiva,
excesso de prazo prisional e existência de circunstâncias favoráveis aos
Agravantes – foi recentemente apreciada por esta 1... Turma desta Corte,
no julgamento do HC 126.997-AgR/SP, também impetrado por Leandro
Lourenço de Camargo em favor de Maurício Ferreira de Aquino Júnior e
Maurício Ferreira de Aquino. Inobstante o ato dito coator apontado
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decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Essa decisão tem o respaldo
formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o agravo
previsto no art. 39 da mesma lei. Ambos os dispositivos estão
reproduzidos, tanto no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (arts. 192 e 317),
quanto no Regimento do Superior Tribunal de Justiça (arts. 34, XVIII, e 258). Em casos tais, o
exaurimento da jurisdição e o atendimento ao princípio da
colegialidade, pelo tribunal prolator, se dá justamente mediante o
recurso de agravo interno, previsto em lei, que não pode simplesmente
ser substituído pela ação de habeas corpus, de competência de outro
tribunal. 2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo ao
impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências próprias,
qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da decisão monocrática: se
o Superior Tribunal de Justiça, juízo natural indicado pelo art. 39 da Lei 8.038/1990, ou o Supremo Tribunal Federal,
por via de habeas corpus substitutivo. O recurso interno para o órgão
colegiado é medida indispensável não só para dar adequada atenção ao
princípio do juiz natural, como para exaurir a instância recorrida,
pressuposto para inaugurar a competência do Supremo Tribunal Federal (cf. HC 118.189,
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a): Min. MARCO
AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI,
Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-AgR, Relator(a):
Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 10/09/2013, DJe de
24-09-2013, entre outros). 3. Ademais, o conhecimento do pedido por
esta Corte implicaria dupla supressão de instância, já que acarretaria a
deliberação de matéria que sequer foi objeto de apreciação definitiva
pelo Tribunal estadual, o que não é admitido pela jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (HC 122.275 AgR/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, 2...
Turma, DJe 01.7.2014).
Ademais, verifico que a questão de fundo – prisão preventiva,
excesso de prazo prisional e existência de circunstâncias favoráveis aos
Agravantes – foi recentemente apreciada por esta 1... Turma desta Corte,
no julgamento do HC 126.997-AgR/SP, também impetrado por Leandro
Lourenço de Camargo em favor de Maurício Ferreira de Aquino Júnior e
Maurício Ferreira de Aquino. Inobstante o ato dito coator apontado
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127188 AGR / SP
naquele writ (RHC 56.401/SP) ser distinto da decisão hostilizada na
presente impetração (HC 318.042/SP), verifico a identidade de objetos em
ambas impetrações – prisão preventiva decretada na ação penal de
origem.
Extraio, por oportuno, excertos do voto condutor do acórdão de
minha lavra, exarado nos autos do HC 126.997-AgR/SP, em sessão de
julgamento da 1... Turma desta Suprema Corte, no dia 12.5.2015, que ora
endosso como razão de decidir:
“Reitero que a magistrada de primeiro grau, ao decretar a
custódia cautelar, assentou que “a prisão provisória justifica-se pela
aplicação da lei penal, tem em vista que os acusados evadiram-se do
distrito da culpa”.
Nesse diapasão, a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal é no sentido de que a fuga do acusado do distrito da culpa é
fundamento hábil a justificar a constrição cautelar com o escopo de
garantir a aplicação da lei penal (RHC 123.342/MG, de minha
relatoria, 1... Turma, DJe 26.3.2015; RHC 125.457/ES, Rel. Min.
Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 10.3.2015; RHC 118.011/MG, 1...
Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 24.02.2014; e HC 119.676/PE,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 03.02.2014).
Aponta o Impetrante excesso de prazo na prisão cautelar do
paciente, enquanto segregado desde 21.4.2014.
Quanto ao alegado excesso de prazo, a Corte Estadual asseverou
que “o feito está em regular andamento, não existindo qualquer
desídia por parte do Juízo a quo, que tem realizado todos os atos
processuais dentro de um prazo razoável, não havendo se falar em
constrangimento ilegal por morosidade na conclusão da instrução
criminal. (fl. 341).”
Repiso que a controvérsia acerca da razoável duração do
processo foi apreciada, não de maneira isolada ou descontextualizada,
mas sob a perspectiva das peculiaridades do caso concreto.
Nessa linha, a jurisprudência desta Suprema Corte já assentou
que, “não configurado o alegado excesso de prazo, até porque a melhor
compreensão do princípio constitucional aponta para processo sem
dilações indevidas, em que a demora na tramitação do feito há de
6
Supremo Tribunal Federal
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HC 127188 AGR / SP
naquele writ (RHC 56.401/SP) ser distinto da decisão hostilizada na
presente impetração (HC 318.042/SP), verifico a identidade de objetos em
ambas impetrações – prisão preventiva decretada na ação penal de
origem.
Extraio, por oportuno, excertos do voto condutor do acórdão de
minha lavra, exarado nos autos do HC 126.997-AgR/SP, em sessão de
julgamento da 1... Turma desta Suprema Corte, no dia 12.5.2015, que ora
endosso como razão de decidir:
“Reitero que a magistrada de primeiro grau, ao decretar a
custódia cautelar, assentou que “a prisão provisória justifica-se pela
aplicação da lei penal, tem em vista que os acusados evadiram-se do
distrito da culpa”.
Nesse diapasão, a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal é no sentido de que a fuga do acusado do distrito da culpa é
fundamento hábil a justificar a constrição cautelar com o escopo de
garantir a aplicação da lei penal (RHC 123.342/MG, de minha
relatoria, 1... Turma, DJe 26.3.2015; RHC 125.457/ES, Rel. Min.
Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 10.3.2015; RHC 118.011/MG, 1...
Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 24.02.2014; e HC 119.676/PE,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 03.02.2014).
Aponta o Impetrante excesso de prazo na prisão cautelar do
paciente, enquanto segregado desde 21.4.2014.
Quanto ao alegado excesso de prazo, a Corte Estadual asseverou
que “o feito está em regular andamento, não existindo qualquer
desídia por parte do Juízo a quo, que tem realizado todos os atos
processuais dentro de um prazo razoável, não havendo se falar em
constrangimento ilegal por morosidade na conclusão da instrução
criminal. (fl. 341).”
Repiso que a controvérsia acerca da razoável duração do
processo foi apreciada, não de maneira isolada ou descontextualizada,
mas sob a perspectiva das peculiaridades do caso concreto.
Nessa linha, a jurisprudência desta Suprema Corte já assentou
que, “não configurado o alegado excesso de prazo, até porque a melhor
compreensão do princípio constitucional aponta para processo sem
dilações indevidas, em que a demora na tramitação do feito há de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 127188 AGR / SP
guardar proporcionalidade com a complexidade do delito nele
veiculado e as diligências e os meios de prova indispensáveis a seu
deslinde” (HC 118.034/DF, de minha relatoria, 1... Turma, DJe
20.02.2014).
Saliento que a circunstância de o paciente ser primário, ter
ocupação lícita e bons antecedentes não constitui óbice à decretação ou
manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos os
pressupostos e requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal (HC
108.314/MA, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 5.10.2011 e HC
106.816/PE, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 20.6.2011).
Por derradeiro, desnecessário precipitar a resolução da questão
por este Supremo Tribunal Federal via habeas corpus, sobretudo
porque dar trânsito ao writ significaria duplicar a instrução, que já
está sendo realizada no Superior Tribunal de Justiça, e apreciá-lo no mérito significaria
suprimir instância.”
Indiscutível a identidade entre os objetos do HC 126.997-AgR/SP, e o
presente writ – HC 127.188-AgR/SP. Nesse contexto, a jurisprudência
deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “não se conhece de
habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em habeas corpus
anteriormente impetrado” (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma,
DJe 08.6.2012). No mesmo diapasão, “o habeas corpus é inadmissível quando
se trata de mera reiteração das razões de medida anteriormente impetrada nesta
Corte”(HC 110.192/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 10.10.2014).
Nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
7
Supremo Tribunal Federal
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HC 127188 AGR / SP
guardar proporcionalidade com a complexidade do delito nele
veiculado e as diligências e os meios de prova indispensáveis a seu
deslinde” (HC 118.034/DF, de minha relatoria, 1... Turma, DJe
20.02.2014).
Saliento que a circunstância de o paciente ser primário, ter
ocupação lícita e bons antecedentes não constitui óbice à decretação ou
manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos os
pressupostos e requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal (HC
108.314/MA, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 5.10.2011 e HC
106.816/PE, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 20.6.2011).
Por derradeiro, desnecessário precipitar a resolução da questão
por este Supremo Tribunal Federal via habeas corpus, sobretudo
porque dar trânsito ao writ significaria duplicar a instrução, que já
está sendo realizada no Superior Tribunal de Justiça, e apreciá-lo no mérito significaria
suprimir instância.”
Indiscutível a identidade entre os objetos do HC 126.997-AgR/SP, e o
presente writ – HC 127.188-AgR/SP. Nesse contexto, a jurisprudência
deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “não se conhece de
habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em habeas corpus
anteriormente impetrado” (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma,
DJe 08.6.2012). No mesmo diapasão, “o habeas corpus é inadmissível quando
se trata de mera reiteração das razões de medida anteriormente impetrada nesta
Corte”(HC 110.192/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 10.10.2014).
Nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, continuo
convencido – e assim procedo no Gabinete – que o habeas corpus, com o
processo devidamente aparelhado, deve vir ao julgamento da Turma, não
se lhe aplicando quer o artigo 21 do Regimento Interno, quer, muito
menos, o artigo 557 do Código de Processo Civil.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8624795.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, continuo
convencido – e assim procedo no Gabinete – que o habeas corpus, com o
processo devidamente aparelhado, deve vir ao julgamento da Turma, não
se lhe aplicando quer o artigo 21 do Regimento Interno, quer, muito
menos, o artigo 557 do Código de Processo Civil.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8624795.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO JÚNIOR
AGTE.(S) : MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO
ADV.(A/S) : LEANDRO LOURENÇO DE CAMARGO
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 318.042 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598970
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.188
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO JÚNIOR
AGTE.(S) : MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO
ADV.(A/S) : LEANDRO LOURENÇO DE CAMARGO
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 318.042 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598970
Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 127 . 188",
"HC n 318 . 042",
"HC 112 . 645 / TO",
"HC 127188 AGR / SP",
"HC 127188 AGR / SP",
"HABEAS CORPUS 127 . 188",
"HC n 318 . 042 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"HC 318 . 042 / SP",
"HC 318 . 042 / SP",
"HC 127 . 188 / SP",
"HABEAS CORPUS 127 . 188 SÃO",
"HC n 318 . 042",
"HC 318 . 042 / SP",
"HC 318 . 042 / SP",
"HC 127 . 188 / SP",
"HC 127188 AGR / SP",
"HC 127188 AGR / SP",
"HABEAS CORPUS 127 . 188 SÃO",
"HC 318 . 042 / SP",
"Súmula n . 691 do Supremo Tribunal Federal",
"HABEAS CORPUS 127 . 188 SÃO",
"HC 318 . 042 / SP",
"Súmula n . 691 do Supremo Tribunal Federal",
"HC 127188 AGR / SP",
"HC 127188 AGR / SP",
"HC 127188 AGR / SP",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 127188 AGR / SP",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 127188 AGR / SP",
"HC 111022 / DF",
"HC 127188 AGR / SP",
"HC 111022 / DF",
"HC 127188 AGR / SP",
"HC 118 . 189",
"HC 97009",
"HC 108718 - AgR",
"HC 122 . 275 AgR / SP",
"HC 126 . 997 - AgR / SP",
"HC 127188 AGR / SP",
"HC 118 . 189",
"HC 97009",
"HC 108718 - AgR",
"HC 122 . 275 AgR / SP",
"HC 126 . 997 - AgR / SP",
"HC 127188 AGR / SP",
"RHC 56 . 401 / SP",
"HC 318 . 042 / SP",
"HC 126 . 997 - AgR / SP",
"RHC 123 . 342 / MG",
"RHC 125 . 457 / ES",
"RHC 118 . 011 / MG",
"HC 119 . 676 / PE",
"HC 127188 AGR / SP",
"RHC 56 . 401 / SP",
"HC 318 . 042 / SP",
"HC 126 . 997 - AgR / SP",
"RHC 123 . 342 / MG",
"RHC 125 . 457 /",
"RHC 118 . 011 / MG",
"HC 119 . 676 / PE",
"HC 127188 AGR / SP",
"HC 118 . 034 / DF",
"HC 108 . 314 / MA",
"HC 106 . 816 / PE",
"HC 126 . 997 - AgR / SP",
"HC 127 . 188 - AgR / SP",
"HC 112 . 645 / TO",
"HC 110 . 192 / RJ",
"HC 127188 AGR / SP",
"HC 118 . 034 / DF",
"HC 108 . 314 / MA",
"HC 106 . 816 / PE",
"HC 126 . 997 - AgR / SP",
"HC 127 . 188 - AgR / SP",
"HC 112 . 645 / TO",
"HC 110 . 192 / RJ",
"HABEAS CORPUS 127 . 188",
"HABEAS CORPUS 127 . 188",
"HABEAS CORPUS 127 . 188",
"HC n 318 . 042",
"HABEAS CORPUS 127 . 188",
"HC n 318 . 042 DO SUPERIOR"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 14 , II , DO CÓDIGO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"art . 121 , § 2 . . . , II c / c 14 , II , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"II c / c 14 , II , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 313 , inciso I , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 313 , inciso I , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 210 do RISTJ",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 210 do RISTJ",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei 8 . 038 / 1990",
"Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Regimento",
"art . 39 da Lei 8 . 038 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei 8 . 038 / 1990",
"art . 39 da Lei 8 . 038 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo",
"artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ES",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Suprema",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Suprema Corte",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
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"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
"2",
".",
".",
".",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma desta",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO",
"MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO",
"LEANDRO LOURENÇO DE CAMARGO",
"Ayres Britto",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO JÚNIOR",
"MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO",
"LEANDRO LOURENÇO DE CAMARGO",
"Rosa Weber",
"Maurício Ferreira de Aquino Júnior",
"Maurício Ferreira de Aquino",
"Rogério Schietti Cruz",
"Maurício Ferreira de Aquino Júnior",
"Maurício Ferreira de Aquino",
"Rogério Schietti Cruz",
"ROSA WEBER",
"MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO JÚNIOR",
"MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO",
"LEANDRO LOURENÇO DE CAMARGO",
"Rosa Weber",
"Maurício Ferreira de Aquino Júnior",
"Maurício Ferreira de Aquino",
"Rogério Schietti Cruz",
"Maurício Ferreira de Aquino Júnior",
"Maurício Ferreira de Aquino",
"Rogério Schietti Cruz",
"Maurício Ferreira de Aquino Júnior",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Maurício Ferreira de Aquino Júnior",
"Cláudia Sampaio Marques",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rogério Schietti Cruz",
"Rosa Weber",
"Rogério Schietti Cruz",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"MARCO AURÉLIO",
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ FUX",
"Teori Zavascki",
"Leandro Lourenço de Camargo",
"Maurício Ferreira de Aquino Júnior",
"Maurício Ferreira de Aquino",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"MARCO AURÉLIO",
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ FUX",
"Teori Zavascki",
"Leandro Lourenço de Camargo",
"Maurício Ferreira de Aquino Júnior",
"Maurício Ferreira de Aquino",
"ROSA WEBER",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"Ellen Gracie",
"Ayres Britto",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Ellen Gracie",
"Ayres Britto",
"Luiz Fux",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO JÚNIOR",
"MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO",
"LEANDRO LOURENÇO DE CAMARGO",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO JÚNIOR",
"MAURÍCIO FERREIRA DE AQUINO",
"LEANDRO LOURENÇO DE CAMARGO",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"08",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"21",
".",
"4",
".",
"2014",
"10",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"21",
".",
"4",
".",
"2014",
"10",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"4",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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".",
"4",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
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"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"02",
".",
"15",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"02",
".",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"2",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"2",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"25",
"/",
"04",
"/",
"2013",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"-",
"09",
"-",
"2013",
"01",
".",
"7",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"25",
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"04",
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"2013",
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"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"-",
"09",
"-",
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"01",
".",
"7",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"5",
".",
"2015",
"26",
".",
"3",
".",
"2015",
"10",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
".",
"02",
".",
"2014",
"03",
".",
"02",
".",
"2014",
"21",
".",
"4",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"5",
".",
"2015",
"26",
".",
"3",
".",
"2015",
"10",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
".",
"02",
".",
"2014",
"03",
".",
"02",
".",
"2014",
"21",
".",
"4",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"02",
".",
"2014",
"5",
".",
"10",
".",
"2011",
"20",
".",
"6",
".",
"2011",
"08",
".",
"6",
".",
"2012",
"10",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"02",
".",
"2014",
"5",
".",
"10",
".",
"2011",
"20",
".",
"6",
".",
"2011",
"08",
".",
"6",
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"2012",
"10",
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"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"19",
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"05",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"19",
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"05",
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"2015",
"19",
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"5",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"19",
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"5",
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"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.750 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANTONIO MARTINES BRENTAN
ADV.(A/S)
:FLÁVIO BOSON GAMBOGI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PROCEDIMENTO
ADMINISTRATIVO. VALIDADE DO LANÇAMENTO FISCAL. PRÉVIA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA
DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS:
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.750 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANTONIO MARTINES BRENTAN
ADV.(A/S)
:FLÁVIO BOSON GAMBOGI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 22.4.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Antônio Martines Brentan contra julgado
do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o qual assentou não ter o
Agravante direito líquido e certo à anulação da decisão do Conselho dos
Contribuintes pela qual rejeitou a impugnação administrativa ao crédito
fiscal. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“7. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do
conjunto fático-probatório do processo. A alegada contrariedade à
Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a
inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide, na
espécie, a Súmulas n. 279 do Supremo Tribunal Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
LIBERAÇÃO
DE
MERCADORIA IMPORTADA MEDIANTE GARANTIA.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS
(SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do
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23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.750 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANTONIO MARTINES BRENTAN
ADV.(A/S)
:FLÁVIO BOSON GAMBOGI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 22.4.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Antônio Martines Brentan contra julgado
do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o qual assentou não ter o
Agravante direito líquido e certo à anulação da decisão do Conselho dos
Contribuintes pela qual rejeitou a impugnação administrativa ao crédito
fiscal. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“7. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do
conjunto fático-probatório do processo. A alegada contrariedade à
Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a
inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide, na
espécie, a Súmulas n. 279 do Supremo Tribunal Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
LIBERAÇÃO
DE
MERCADORIA IMPORTADA MEDIANTE GARANTIA.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS
(SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
ARE 883750 AGR / MG
art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de
Processo Civil.” (AI 728.762-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 13.3.2009).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
ICMS.
AQUISIÇÃO
DEMERCADORIAS DESTINADAS AO USO, AO CONSUMO E
À INTEGRAÇÃO DO ATIVO FIXO.CLASSIFICAÇÃO DOS
BENS ADQUIRIDOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE
PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal
a quo, acerca da classificação dos produtos, e se os mesmos compõe o
ativo fixo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário a teor da
Súmula 279 do STF.
II – Não há negativa de prestação jurisdicional se o acórdão,
embora fundamentado, está em dissonância com os interesses do
recorrente.
III – Agravo improvido.” (AI 717.970-AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 5.9.2011).
“DIREITO TRIBUTÁRIO. DESEMBARAÇO ADUANEIRO.
NECESSIDADE DE PAGAMENTO DOS TRIBUTOS. ANÁLISE
DE EVENTUAL VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO
DEPENDENTE DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA
FÁTICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 05.7.2013.
Para divergir do Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
necessário seria o revolvimento do quadro fático delineado,
procedimento vedado em sede extraordinária, razão pela qual a análise
de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo
extremo esbarraria no óbice da Súmula 279 desta Corte: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 883750 AGR / MG
art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de
Processo Civil.” (AI 728.762-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 13.3.2009).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
ICMS.
AQUISIÇÃO
DEMERCADORIAS DESTINADAS AO USO, AO CONSUMO E
À INTEGRAÇÃO DO ATIVO FIXO.CLASSIFICAÇÃO DOS
BENS ADQUIRIDOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE
PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal
a quo, acerca da classificação dos produtos, e se os mesmos compõe o
ativo fixo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário a teor da
Súmula 279 do STF.
II – Não há negativa de prestação jurisdicional se o acórdão,
embora fundamentado, está em dissonância com os interesses do
recorrente.
III – Agravo improvido.” (AI 717.970-AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 5.9.2011).
“DIREITO TRIBUTÁRIO. DESEMBARAÇO ADUANEIRO.
NECESSIDADE DE PAGAMENTO DOS TRIBUTOS. ANÁLISE
DE EVENTUAL VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO
DEPENDENTE DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA
FÁTICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 05.7.2013.
Para divergir do Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
necessário seria o revolvimento do quadro fático delineado,
procedimento vedado em sede extraordinária, razão pela qual a análise
de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo
extremo esbarraria no óbice da Súmula 279 desta Corte: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
2
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Relatório
ARE 883750 AGR / MG
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que
se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição
da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE
844.395-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma,
3.12.2004).
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe 26.5.2015, Antônio Martines Brentan
interpõe, em 1°.6.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. Alega que “violação ao art. 5º, LV, da CF se deu de forma direta e
frontal. Isso porque o fundamento principal do recurso extraordinário é a
constatação de que fora negado ao Agravante a produção de prova no processo
administrativo (direito consagrado pela garantia do contraditório) e, ao mesmo
tempo, julgada improcedente a impugnação ao auto de infração por ausência de
prova”.
Assevera que “deve-se afastar a alegação de que se pretende obter o
reexame da matéria fática por meio deste recurso extraordinário (ex vi da Súmula
279/STF). É que o Agravante deseja tão somente que esta Excelsa Corte promova
um juízo de valor a respeito da inegável contradição existente no fundamento
utilizado pelo v. acórdão para justificar o error in procedendo cometido pela
Autoridade Coatora”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 883750 AGR / MG
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que
se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição
da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE
844.395-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma,
3.12.2004).
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe 26.5.2015, Antônio Martines Brentan
interpõe, em 1°.6.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. Alega que “violação ao art. 5º, LV, da CF se deu de forma direta e
frontal. Isso porque o fundamento principal do recurso extraordinário é a
constatação de que fora negado ao Agravante a produção de prova no processo
administrativo (direito consagrado pela garantia do contraditório) e, ao mesmo
tempo, julgada improcedente a impugnação ao auto de infração por ausência de
prova”.
Assevera que “deve-se afastar a alegação de que se pretende obter o
reexame da matéria fática por meio deste recurso extraordinário (ex vi da Súmula
279/STF). É que o Agravante deseja tão somente que esta Excelsa Corte promova
um juízo de valor a respeito da inegável contradição existente no fundamento
utilizado pelo v. acórdão para justificar o error in procedendo cometido pela
Autoridade Coatora”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.750 MINAS
GERAIS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Tribunal de origem assentou:
“Não bastasse, bem é de ver da questão controvertida no feito,
em referência ao pedido de requisição ao Instituto Mineiro de
Agropecuária - IMA das fichas de controle sanitário da empresa Bons
Ventos Agronegócios de Bovinos e Suínos Ltda., que seria a
destinatária das vinte reses alienadas pelo impetrante, assim como do
Sindicato de Produtores Rurais de Carneirinho acerca da apresentação
do cartão de inscrição original dos contribuintes, não se apura do feito
demonstrativo bastante capaz de evidenciar a imprescindibilidade de
tal dilação probatória.
É que os indícios antes verificados pelo ente estadual de que os
bovinos foram entregues a pessoa jurídica distinta, não contribuinte
de ICMS, o que motivou a ação fiscal consubstanciada em Pedido de
Verificação Fiscal Eletrônico- PVFE, restou confirmada pela
manifestação da própria empresa que teria adquirido a mercadoria, que
informou não ter recebido as reses, bem como desconhecer as notas
fiscais emitidas pelo recorrente.
Dessa maneira, a apurada irregularidade não poderia ser elidida
pela prova postulada pelo impetrante, mormente porque interessava à
demonstração da correta entrega da mercadoria regularmente
acobertada a apresentação das notas ficais correspondentes,
acompanhadas do canhoto de recebimento dos bens, do que se omitiu o
interessado.
Outrossim, as informações que sustentaram o pedido de
conversão do julgamento administrativo em diligência são
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23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.750 MINAS
GERAIS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Tribunal de origem assentou:
“Não bastasse, bem é de ver da questão controvertida no feito,
em referência ao pedido de requisição ao Instituto Mineiro de
Agropecuária - IMA das fichas de controle sanitário da empresa Bons
Ventos Agronegócios de Bovinos e Suínos Ltda., que seria a
destinatária das vinte reses alienadas pelo impetrante, assim como do
Sindicato de Produtores Rurais de Carneirinho acerca da apresentação
do cartão de inscrição original dos contribuintes, não se apura do feito
demonstrativo bastante capaz de evidenciar a imprescindibilidade de
tal dilação probatória.
É que os indícios antes verificados pelo ente estadual de que os
bovinos foram entregues a pessoa jurídica distinta, não contribuinte
de ICMS, o que motivou a ação fiscal consubstanciada em Pedido de
Verificação Fiscal Eletrônico- PVFE, restou confirmada pela
manifestação da própria empresa que teria adquirido a mercadoria, que
informou não ter recebido as reses, bem como desconhecer as notas
fiscais emitidas pelo recorrente.
Dessa maneira, a apurada irregularidade não poderia ser elidida
pela prova postulada pelo impetrante, mormente porque interessava à
demonstração da correta entrega da mercadoria regularmente
acobertada a apresentação das notas ficais correspondentes,
acompanhadas do canhoto de recebimento dos bens, do que se omitiu o
interessado.
Outrossim, as informações que sustentaram o pedido de
conversão do julgamento administrativo em diligência são
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 883750 AGR / MG
eminentemente quantitativas, de maneira que o esclarecimento sobre o
número de reses recebidas e comercializadas pela indicada pessoa
jurídica Bons Ventos Agronegócios de Bovinos e Suínos Ltda. de
nenhum modo contribuiria para a aferição de que os bovinos a que e
referem os documentos fiscais emitidos pelo apelante foram
efetivamente entregues ao destinatário informado ao Fisco.
Via de consequência, a diligência vindicada ao Conselho de
Contribuintes prestar-se-ia tão somente a postergar o julgamento
administrativo da impugnação, não servindo para esclarecer a matéria
então debatida naquele feito.
Por essa razão, tendo sido regular e adequadamente
fundamentada a negativa de produção de prova cuja necessidade
restou afastada pelos documentos já constantes do processo
administrativo, não se caracteriza na espécie indevida violação às
garantias ao contraditório e à ampla defesa.
Sendo assim, não sendo o Mandado de Segurança via adequada
à revisão da conclusão administrativa, já que adequado o
processamento da impugnação fiscal apresentada pelo contribuinte,
resta ausente o direito líquido e certo do impetrante à anulação da
decisão do Conselho de Contribuintes”.
A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame da matéria
fático-probatória, a inviabilizar o processamento do recurso
extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal
Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
LIBERAÇÃO
DE
MERCADORIA IMPORTADA MEDIANTE GARANTIA.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS
(SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do
art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de
Processo Civil.” (AI 728.762-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 13.3.2009).
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829656.
Supremo Tribunal Federal
ARE 883750 AGR / MG
eminentemente quantitativas, de maneira que o esclarecimento sobre o
número de reses recebidas e comercializadas pela indicada pessoa
jurídica Bons Ventos Agronegócios de Bovinos e Suínos Ltda. de
nenhum modo contribuiria para a aferição de que os bovinos a que e
referem os documentos fiscais emitidos pelo apelante foram
efetivamente entregues ao destinatário informado ao Fisco.
Via de consequência, a diligência vindicada ao Conselho de
Contribuintes prestar-se-ia tão somente a postergar o julgamento
administrativo da impugnação, não servindo para esclarecer a matéria
então debatida naquele feito.
Por essa razão, tendo sido regular e adequadamente
fundamentada a negativa de produção de prova cuja necessidade
restou afastada pelos documentos já constantes do processo
administrativo, não se caracteriza na espécie indevida violação às
garantias ao contraditório e à ampla defesa.
Sendo assim, não sendo o Mandado de Segurança via adequada
à revisão da conclusão administrativa, já que adequado o
processamento da impugnação fiscal apresentada pelo contribuinte,
resta ausente o direito líquido e certo do impetrante à anulação da
decisão do Conselho de Contribuintes”.
A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame da matéria
fático-probatória, a inviabilizar o processamento do recurso
extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal
Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
LIBERAÇÃO
DE
MERCADORIA IMPORTADA MEDIANTE GARANTIA.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS
(SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do
art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de
Processo Civil.” (AI 728.762-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 13.3.2009).
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829656.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 883750 AGR / MG
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
ICMS.
AQUISIÇÃO
DEMERCADORIAS DESTINADAS AO USO, AO CONSUMO E
À INTEGRAÇÃO DO ATIVO FIXO.CLASSIFICAÇÃO DOS
BENS ADQUIRIDOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE
PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal
a quo, acerca da classificação dos produtos, e se os mesmos compõe o
ativo fixo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário a teor da
Súmula 279 do STF.
II – Não há negativa de prestação jurisdicional se o acórdão,
embora fundamentado, está em dissonância com os interesses do
recorrente.
III – Agravo improvido.” (AI 717.970-AgR, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 5.9.2011).
“DIREITO TRIBUTÁRIO. DESEMBARAÇO ADUANEIRO.
NECESSIDADE DE PAGAMENTO DOS TRIBUTOS. ANÁLISE
DE EVENTUAL VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO
DEPENDENTE DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA
FÁTICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 05.7.2013.
Para divergir do Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
necessário seria o revolvimento do quadro fático delineado,
procedimento vedado em sede extraordinária, razão pela qual a análise
de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo
extremo esbarraria no óbice da Súmula 279 desta Corte: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que
se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição
da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829656.
Supremo Tribunal Federal
ARE 883750 AGR / MG
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
ICMS.
AQUISIÇÃO
DEMERCADORIAS DESTINADAS AO USO, AO CONSUMO E
À INTEGRAÇÃO DO ATIVO FIXO.CLASSIFICAÇÃO DOS
BENS ADQUIRIDOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE
PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal
a quo, acerca da classificação dos produtos, e se os mesmos compõe o
ativo fixo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário a teor da
Súmula 279 do STF.
II – Não há negativa de prestação jurisdicional se o acórdão,
embora fundamentado, está em dissonância com os interesses do
recorrente.
III – Agravo improvido.” (AI 717.970-AgR, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 5.9.2011).
“DIREITO TRIBUTÁRIO. DESEMBARAÇO ADUANEIRO.
NECESSIDADE DE PAGAMENTO DOS TRIBUTOS. ANÁLISE
DE EVENTUAL VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO
DEPENDENTE DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA
FÁTICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 05.7.2013.
Para divergir do Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
necessário seria o revolvimento do quadro fático delineado,
procedimento vedado em sede extraordinária, razão pela qual a análise
de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo
extremo esbarraria no óbice da Súmula 279 desta Corte: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que
se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição
da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 883750 AGR / MG
844.395-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma,
DJe 3.12.2004).
3. No julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou
inexistir repercussão geral nas alegações de contrariedade aos princípios
do contraditório e da ampla defesa, quando o exame da questão depende
de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da
causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 883750 AGR / MG
844.395-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma,
DJe 3.12.2004).
3. No julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou
inexistir repercussão geral nas alegações de contrariedade aos princípios
do contraditório e da ampla defesa, quando o exame da questão depende
de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da
causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.750
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ANTONIO MARTINES BRENTAN
ADV.(A/S) : FLÁVIO BOSON GAMBOGI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.750
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ANTONIO MARTINES BRENTAN
ADV.(A/S) : FLÁVIO BOSON GAMBOGI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8885757
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-03T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. VALIDADE DO LANÇAMENTO FISCAL. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur313367
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279)
AI 728762 AgR (1ªT), AI 717970 AgR (2ªT), RE 844395 AgR (1ªT).
Número de páginas: 9.
Análise: 10/08/2015, BMP.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
883750
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 883750 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ANTONIO MARTINES BRENTAN
ADV.(A/S) : FLÁVIO BOSON GAMBOGI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.750 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANTONIO MARTINES BRENTAN
ADV.(A/S)
:FLÁVIO BOSON GAMBOGI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PROCEDIMENTO
ADMINISTRATIVO. VALIDADE DO LANÇAMENTO FISCAL. PRÉVIA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA
DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS:
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.750 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANTONIO MARTINES BRENTAN
ADV.(A/S)
:FLÁVIO BOSON GAMBOGI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 22.4.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Antônio Martines Brentan contra julgado
do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o qual assentou não ter o
Agravante direito líquido e certo à anulação da decisão do Conselho dos
Contribuintes pela qual rejeitou a impugnação administrativa ao crédito
fiscal. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“7. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do
conjunto fático-probatório do processo. A alegada contrariedade à
Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a
inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide, na
espécie, a Súmulas n. 279 do Supremo Tribunal Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
LIBERAÇÃO
DE
MERCADORIA IMPORTADA MEDIANTE GARANTIA.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS
(SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.750 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANTONIO MARTINES BRENTAN
ADV.(A/S)
:FLÁVIO BOSON GAMBOGI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 22.4.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Antônio Martines Brentan contra julgado
do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o qual assentou não ter o
Agravante direito líquido e certo à anulação da decisão do Conselho dos
Contribuintes pela qual rejeitou a impugnação administrativa ao crédito
fiscal. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“7. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do
conjunto fático-probatório do processo. A alegada contrariedade à
Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a
inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide, na
espécie, a Súmulas n. 279 do Supremo Tribunal Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
LIBERAÇÃO
DE
MERCADORIA IMPORTADA MEDIANTE GARANTIA.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS
(SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
ARE 883750 AGR / MG
art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de
Processo Civil.” (AI 728.762-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 13.3.2009).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
ICMS.
AQUISIÇÃO
DEMERCADORIAS DESTINADAS AO USO, AO CONSUMO E
À INTEGRAÇÃO DO ATIVO FIXO.CLASSIFICAÇÃO DOS
BENS ADQUIRIDOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE
PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal
a quo, acerca da classificação dos produtos, e se os mesmos compõe o
ativo fixo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário a teor da
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
II – Não há negativa de prestação jurisdicional se o acórdão,
embora fundamentado, está em dissonância com os interesses do
recorrente.
III – Agravo improvido.” (AI 717.970-AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 5.9.2011).
“DIREITO TRIBUTÁRIO. DESEMBARAÇO ADUANEIRO.
NECESSIDADE DE PAGAMENTO DOS TRIBUTOS. ANÁLISE
DE EVENTUAL VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO
DEPENDENTE DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA
FÁTICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 05.7.2013.
Para divergir do Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
necessário seria o revolvimento do quadro fático delineado,
procedimento vedado em sede extraordinária, razão pela qual a análise
de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo
extremo esbarraria no óbice da Súmula 279 desta Corte: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 883750 AGR / MG
art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de
Processo Civil.” (AI 728.762-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 13.3.2009).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
ICMS.
AQUISIÇÃO
DEMERCADORIAS DESTINADAS AO USO, AO CONSUMO E
À INTEGRAÇÃO DO ATIVO FIXO.CLASSIFICAÇÃO DOS
BENS ADQUIRIDOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE
PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal
a quo, acerca da classificação dos produtos, e se os mesmos compõe o
ativo fixo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário a teor da
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
II – Não há negativa de prestação jurisdicional se o acórdão,
embora fundamentado, está em dissonância com os interesses do
recorrente.
III – Agravo improvido.” (AI 717.970-AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 5.9.2011).
“DIREITO TRIBUTÁRIO. DESEMBARAÇO ADUANEIRO.
NECESSIDADE DE PAGAMENTO DOS TRIBUTOS. ANÁLISE
DE EVENTUAL VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO
DEPENDENTE DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA
FÁTICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 05.7.2013.
Para divergir do Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
necessário seria o revolvimento do quadro fático delineado,
procedimento vedado em sede extraordinária, razão pela qual a análise
de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo
extremo esbarraria no óbice da Súmula 279 desta Corte: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
ARE 883750 AGR / MG
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que
se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição
da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário
844.395-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma,
3.12.2004).
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe 26.5.2015, Antônio Martines Brentan
interpõe, em 1....6.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. Alega que “violação ao art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988 se deu de forma direta e
frontal. Isso porque o fundamento principal do recurso extraordinário é a
constatação de que fora negado ao Agravante a produção de prova no processo
administrativo (direito consagrado pela garantia do contraditório) e, ao mesmo
tempo, julgada improcedente a impugnação ao auto de infração por ausência de
prova”.
Assevera que “deve-se afastar a alegação de que se pretende obter o
reexame da matéria fática por meio deste recurso extraordinário (ex vi da Súmula
279/Supremo Tribunal Federal). É que o Agravante deseja tão somente que esta Excelsa Corte promova
um juízo de valor a respeito da inegável contradição existente no fundamento
utilizado pelo v. acórdão para justificar o error in procedendo cometido pela
Autoridade Coatora”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 883750 AGR / MG
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que
se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição
da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário
844.395-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma,
3.12.2004).
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe 26.5.2015, Antônio Martines Brentan
interpõe, em 1....6.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. Alega que “violação ao art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988 se deu de forma direta e
frontal. Isso porque o fundamento principal do recurso extraordinário é a
constatação de que fora negado ao Agravante a produção de prova no processo
administrativo (direito consagrado pela garantia do contraditório) e, ao mesmo
tempo, julgada improcedente a impugnação ao auto de infração por ausência de
prova”.
Assevera que “deve-se afastar a alegação de que se pretende obter o
reexame da matéria fática por meio deste recurso extraordinário (ex vi da Súmula
279/Supremo Tribunal Federal). É que o Agravante deseja tão somente que esta Excelsa Corte promova
um juízo de valor a respeito da inegável contradição existente no fundamento
utilizado pelo v. acórdão para justificar o error in procedendo cometido pela
Autoridade Coatora”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.750 MINAS
GERAIS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Tribunal de origem assentou:
“Não bastasse, bem é de ver da questão controvertida no feito,
em referência ao pedido de requisição ao Instituto Mineiro de
Agropecuária - IMA das fichas de controle sanitário da empresa Bons
Ventos Agronegócios de Bovinos e Suínos Ltda., que seria a
destinatária das vinte reses alienadas pelo impetrante, assim como do
Sindicato de Produtores Rurais de Carneirinho acerca da apresentação
do cartão de inscrição original dos contribuintes, não se apura do feito
demonstrativo bastante capaz de evidenciar a imprescindibilidade de
tal dilação probatória.
É que os indícios antes verificados pelo ente estadual de que os
bovinos foram entregues a pessoa jurídica distinta, não contribuinte
de ICMS, o que motivou a ação fiscal consubstanciada em Pedido de
Verificação Fiscal Eletrônico- PVFE, restou confirmada pela
manifestação da própria empresa que teria adquirido a mercadoria, que
informou não ter recebido as reses, bem como desconhecer as notas
fiscais emitidas pelo recorrente.
Dessa maneira, a apurada irregularidade não poderia ser elidida
pela prova postulada pelo impetrante, mormente porque interessava à
demonstração da correta entrega da mercadoria regularmente
acobertada a apresentação das notas ficais correspondentes,
acompanhadas do canhoto de recebimento dos bens, do que se omitiu o
interessado.
Outrossim, as informações que sustentaram o pedido de
conversão do julgamento administrativo em diligência são
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829656.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.750 MINAS
GERAIS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Tribunal de origem assentou:
“Não bastasse, bem é de ver da questão controvertida no feito,
em referência ao pedido de requisição ao Instituto Mineiro de
Agropecuária - IMA das fichas de controle sanitário da empresa Bons
Ventos Agronegócios de Bovinos e Suínos Ltda., que seria a
destinatária das vinte reses alienadas pelo impetrante, assim como do
Sindicato de Produtores Rurais de Carneirinho acerca da apresentação
do cartão de inscrição original dos contribuintes, não se apura do feito
demonstrativo bastante capaz de evidenciar a imprescindibilidade de
tal dilação probatória.
É que os indícios antes verificados pelo ente estadual de que os
bovinos foram entregues a pessoa jurídica distinta, não contribuinte
de ICMS, o que motivou a ação fiscal consubstanciada em Pedido de
Verificação Fiscal Eletrônico- PVFE, restou confirmada pela
manifestação da própria empresa que teria adquirido a mercadoria, que
informou não ter recebido as reses, bem como desconhecer as notas
fiscais emitidas pelo recorrente.
Dessa maneira, a apurada irregularidade não poderia ser elidida
pela prova postulada pelo impetrante, mormente porque interessava à
demonstração da correta entrega da mercadoria regularmente
acobertada a apresentação das notas ficais correspondentes,
acompanhadas do canhoto de recebimento dos bens, do que se omitiu o
interessado.
Outrossim, as informações que sustentaram o pedido de
conversão do julgamento administrativo em diligência são
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 883750 AGR / MG
eminentemente quantitativas, de maneira que o esclarecimento sobre o
número de reses recebidas e comercializadas pela indicada pessoa
jurídica Bons Ventos Agronegócios de Bovinos e Suínos Ltda. de
nenhum modo contribuiria para a aferição de que os bovinos a que e
referem os documentos fiscais emitidos pelo apelante foram
efetivamente entregues ao destinatário informado ao Fisco.
Via de consequência, a diligência vindicada ao Conselho de
Contribuintes prestar-se-ia tão somente a postergar o julgamento
administrativo da impugnação, não servindo para esclarecer a matéria
então debatida naquele feito.
Por essa razão, tendo sido regular e adequadamente
fundamentada a negativa de produção de prova cuja necessidade
restou afastada pelos documentos já constantes do processo
administrativo, não se caracteriza na espécie indevida violação às
garantias ao contraditório e à ampla defesa.
Sendo assim, não sendo o Mandado de Segurança via adequada
à revisão da conclusão administrativa, já que adequado o
processamento da impugnação fiscal apresentada pelo contribuinte,
resta ausente o direito líquido e certo do impetrante à anulação da
decisão do Conselho de Contribuintes”.
A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame da matéria
fático-probatória, a inviabilizar o processamento do recurso
extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal
Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
LIBERAÇÃO
DE
MERCADORIA IMPORTADA MEDIANTE GARANTIA.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS
(SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do
art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de
Processo Civil.” (AI 728.762-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 13.3.2009).
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 883750 AGR / MG
eminentemente quantitativas, de maneira que o esclarecimento sobre o
número de reses recebidas e comercializadas pela indicada pessoa
jurídica Bons Ventos Agronegócios de Bovinos e Suínos Ltda. de
nenhum modo contribuiria para a aferição de que os bovinos a que e
referem os documentos fiscais emitidos pelo apelante foram
efetivamente entregues ao destinatário informado ao Fisco.
Via de consequência, a diligência vindicada ao Conselho de
Contribuintes prestar-se-ia tão somente a postergar o julgamento
administrativo da impugnação, não servindo para esclarecer a matéria
então debatida naquele feito.
Por essa razão, tendo sido regular e adequadamente
fundamentada a negativa de produção de prova cuja necessidade
restou afastada pelos documentos já constantes do processo
administrativo, não se caracteriza na espécie indevida violação às
garantias ao contraditório e à ampla defesa.
Sendo assim, não sendo o Mandado de Segurança via adequada
à revisão da conclusão administrativa, já que adequado o
processamento da impugnação fiscal apresentada pelo contribuinte,
resta ausente o direito líquido e certo do impetrante à anulação da
decisão do Conselho de Contribuintes”.
A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame da matéria
fático-probatória, a inviabilizar o processamento do recurso
extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal
Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
LIBERAÇÃO
DE
MERCADORIA IMPORTADA MEDIANTE GARANTIA.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS
(SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do
art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de
Processo Civil.” (AI 728.762-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 13.3.2009).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 883750 AGR / MG
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
ICMS.
AQUISIÇÃO
DEMERCADORIAS DESTINADAS AO USO, AO CONSUMO E
À INTEGRAÇÃO DO ATIVO FIXO.CLASSIFICAÇÃO DOS
BENS ADQUIRIDOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE
PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal
a quo, acerca da classificação dos produtos, e se os mesmos compõe o
ativo fixo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário a teor da
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
II – Não há negativa de prestação jurisdicional se o acórdão,
embora fundamentado, está em dissonância com os interesses do
recorrente.
III – Agravo improvido.” (AI 717.970-AgR, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 5.9.2011).
“DIREITO TRIBUTÁRIO. DESEMBARAÇO ADUANEIRO.
NECESSIDADE DE PAGAMENTO DOS TRIBUTOS. ANÁLISE
DE EVENTUAL VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO
DEPENDENTE DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA
FÁTICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 05.7.2013.
Para divergir do Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
necessário seria o revolvimento do quadro fático delineado,
procedimento vedado em sede extraordinária, razão pela qual a análise
de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo
extremo esbarraria no óbice da Súmula 279 desta Corte: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que
se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição
da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 883750 AGR / MG
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
ICMS.
AQUISIÇÃO
DEMERCADORIAS DESTINADAS AO USO, AO CONSUMO E
À INTEGRAÇÃO DO ATIVO FIXO.CLASSIFICAÇÃO DOS
BENS ADQUIRIDOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE
PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal
a quo, acerca da classificação dos produtos, e se os mesmos compõe o
ativo fixo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário a teor da
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
II – Não há negativa de prestação jurisdicional se o acórdão,
embora fundamentado, está em dissonância com os interesses do
recorrente.
III – Agravo improvido.” (AI 717.970-AgR, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 5.9.2011).
“DIREITO TRIBUTÁRIO. DESEMBARAÇO ADUANEIRO.
NECESSIDADE DE PAGAMENTO DOS TRIBUTOS. ANÁLISE
DE EVENTUAL VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO
DEPENDENTE DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA
FÁTICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 05.7.2013.
Para divergir do Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
necessário seria o revolvimento do quadro fático delineado,
procedimento vedado em sede extraordinária, razão pela qual a análise
de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo
extremo esbarraria no óbice da Súmula 279 desta Corte: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que
se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição
da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 883750 AGR / MG
844.395-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma,
DJe 3.12.2004).
3. No julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou
inexistir repercussão geral nas alegações de contrariedade aos princípios
do contraditório e da ampla defesa, quando o exame da questão depende
de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da
causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 883750 AGR / MG
844.395-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma,
DJe 3.12.2004).
3. No julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou
inexistir repercussão geral nas alegações de contrariedade aos princípios
do contraditório e da ampla defesa, quando o exame da questão depende
de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à
suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da
causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.750
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ANTONIO MARTINES BRENTAN
ADV.(A/S) : FLÁVIO BOSON GAMBOGI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8764916
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.750
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ANTONIO MARTINES BRENTAN
ADV.(A/S) : FLÁVIO BOSON GAMBOGI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8764916
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883 . 750",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmulas n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 883750 AGR / MG",
"AI 728 . 762 - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 717 . 970 - AgR",
"Súmula 279 desta Corte",
"ARE 883750 AGR / MG",
"AI 728 . 762 - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 717 . 970 - AgR",
"Súmula 279 desta Corte",
"ARE 883750 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário 844 . 395 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 883750 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário 844 . 395 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 883750 AGR / MG",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 728 . 762 - AgR",
"ARE 883750 AGR / MG",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 728 . 762 - AgR",
"ARE 883750 AGR / MG",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 717 . 970 - AgR",
"Súmula 279 desta Corte",
"ARE 883750 AGR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 717 . 970 - AgR",
"Súmula 279 desta Corte",
"ARE 883750 AGR / MG 844 . 395 - AgR",
"ARE 883750 AGR / MG 844 . 395 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 ,",
"arts .",
"14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil .",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 557 , § 2 . . . , c / c",
"arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil .",
"ANÁLISE",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 ,",
"arts .",
"14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , § 2 . . . , c /",
"arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça de Minas Gerais",
"Conselho dos Contribuintes",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça de Minas Gerais",
"Conselho dos Contribuintes",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Instituto Mineiro de Agropecuária",
"IMA",
"Bons Ventos Agronegócios de Bovinos e Suínos Ltda .",
"Sindicato de Produtores Rurais de Carneirinho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Instituto Mineiro de Agropecuária",
"IMA",
"Bons Ventos Agronegócios de Bovinos e Suínos Ltda .",
"Sindicato de Produtores Rurais de Carneirinho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Bons Ventos Agronegócios de Bovinos e Suínos Ltda .",
"Conselho de Contribuintes",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Bons Ventos Agronegócios de Bovinos e Suínos Ltda .",
"Conselho de Contribuintes",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ANTONIO MARTINES BRENTAN",
"FLÁVIO BOSON GAMBOGI",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ANTONIO MARTINES BRENTAN",
"FLÁVIO BOSON GAMBOGI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Antônio Martines Brentan",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ANTONIO MARTINES BRENTAN",
"FLÁVIO BOSON GAMBOGI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Antônio Martines Brentan",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Antônio Martines Brentan",
"Rosa Weber",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"ANTONIO MARTINES BRENTAN",
"FLÁVIO BOSON GAMBOGI",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ANTONIO MARTINES BRENTAN",
"FLÁVIO BOSON GAMBOGI",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"22",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"22",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"3",
".",
"2009",
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".",
"9",
".",
"2011",
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".",
"7",
".",
"2013",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"3",
".",
"2009",
"5",
".",
"9",
".",
"2011",
"05",
".",
"7",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"12",
".",
"2004",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"12",
".",
"2004",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"1",
".",
".",
".",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"3",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"3",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"9",
".",
"2011",
"05",
".",
"7",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"9",
".",
"2011",
"05",
".",
"7",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"12",
".",
"2004",
"1",
".",
".",
".",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"12",
".",
"2004",
"1",
".",
".",
".",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
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"08",
"/",
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"23",
"/",
"06",
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"2015",
"23",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.250
SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:MARILENE DE FATIMA CLIVATTI SLOMP
EMBTE.(S)
:FREDERICO VALDOMIRO SLOMP
ADV.(A/S)
:ANTONIO CARLOS BRASIL PINTO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2.
Decisão monocrática. embargos recebidos como agravo regimental. 3.
Crimes ambientais. Lei 9.605/98. 4. Pedido que demanda revolvimento do
acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF.
5. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, receber os embargos de declaração
como agravo regimental e, a este, negar provimento, nos termos do voto
do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8619945.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.250
SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:MARILENE DE FATIMA CLIVATTI SLOMP
EMBTE.(S)
:FREDERICO VALDOMIRO SLOMP
ADV.(A/S)
:ANTONIO CARLOS BRASIL PINTO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra decisão de minha lavra que
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.
Consta dos autos que Frederico Valdomiro Slomp e Marilene de
Fátima Slomp foram condenados pelo Juízo de Direito da 2ª Vara da
Comarca de Porto União/SC pela prática dos delitos previstos nos artigos
41 (Provocar incêndio em mata ou floresta) e 50 c/c 53, inc. II, alínea c
(Destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas ou vegetação
fixadora de dunas, protetora de mangues, objeto de especial preservação;
contra espécies raras ou ameaçadas de extinção), da Lei 9605/98,
individualmente, às penas de 2 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, em
regime inicial aberto, e 22 dias-multa, substituídas por duas penas
restritivas de direitos, consistentes em prestação de serviços à
comunidade e recolhimento domiciliar.
Em sede de apelação, o Tribunal de Justiça do Estado de Santa
Catarina declarou extinta a punibilidade dos acusados pela prática do
crime descrito do artigo 50 da Lei 9.605/1998.
Do acórdão, a defesa interpôs recurso extraordinário, apontando
ofensa aos incisos XLV, LIV, LV e LVII do art. 5º da Constituição Federal.
Tal insurgência foi obstada no Tribunal de origem, com fundamento nos
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.250
SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:MARILENE DE FATIMA CLIVATTI SLOMP
EMBTE.(S)
:FREDERICO VALDOMIRO SLOMP
ADV.(A/S)
:ANTONIO CARLOS BRASIL PINTO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra decisão de minha lavra que
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.
Consta dos autos que Frederico Valdomiro Slomp e Marilene de
Fátima Slomp foram condenados pelo Juízo de Direito da 2ª Vara da
Comarca de Porto União/SC pela prática dos delitos previstos nos artigos
41 (Provocar incêndio em mata ou floresta) e 50 c/c 53, inc. II, alínea c
(Destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas ou vegetação
fixadora de dunas, protetora de mangues, objeto de especial preservação;
contra espécies raras ou ameaçadas de extinção), da Lei 9605/98,
individualmente, às penas de 2 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, em
regime inicial aberto, e 22 dias-multa, substituídas por duas penas
restritivas de direitos, consistentes em prestação de serviços à
comunidade e recolhimento domiciliar.
Em sede de apelação, o Tribunal de Justiça do Estado de Santa
Catarina declarou extinta a punibilidade dos acusados pela prática do
crime descrito do artigo 50 da Lei 9.605/1998.
Do acórdão, a defesa interpôs recurso extraordinário, apontando
ofensa aos incisos XLV, LIV, LV e LVII do art. 5º da Constituição Federal.
Tal insurgência foi obstada no Tribunal de origem, com fundamento nos
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Relatório
ARE 871250 ED / SC
enunciados das súmulas 282 e 356.
Em 22.4.2015, ante a impossibilidade de reanálise do conjunto fático
probatório, nos termos do Enunciado 279 da Súmula desta Corte, neguei
seguimento ao agravo em recurso extraordinário.
Nestes embargos de declaração, a defesa reitera argumentos
pretéritos, alegando que a inclusão do sócio cotista da empresa na
condição de sujeito passivo do processo criminal viola o disposto no art.
5°, incisos XLV e LVII do texto constitucional.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 871250 ED / SC
enunciados das súmulas 282 e 356.
Em 22.4.2015, ante a impossibilidade de reanálise do conjunto fático
probatório, nos termos do Enunciado 279 da Súmula desta Corte, neguei
seguimento ao agravo em recurso extraordinário.
Nestes embargos de declaração, a defesa reitera argumentos
pretéritos, alegando que a inclusão do sócio cotista da empresa na
condição de sujeito passivo do processo criminal viola o disposto no art.
5°, incisos XLV e LVII do texto constitucional.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.250
SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o
princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração
como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo.
Nas razões de irresignação, não ficou demonstrado o desacerto da
decisão monocrática. Verifico que as alegações da parte são impertinentes
e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este
Tribunal, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em
conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal
Federal.
No caso, os recorrentes sustentam que a violação aos incisos XLV e
LVII do artigo 5º da Constituição Federal decorrem da incapacidade de o
sócio cotista promover ou determinar as atividades da empresa.
Conforme já referido na decisão ora atacada, o Tribunal a quo decidiu
a controvérsia com fundamento na interpretação da legislação aplicável,
especificamente os artigos 41 (Provocar incêndio em mata ou floresta) e
50 c/c 53, II, “c” (Destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas ou
vegetação fixadora de dunas, protetora de mangues, objeto de especial
preservação; contra espécies raras ou ameaçadas de extinção), todos da
Lei 9.605/98.
Constata-se ainda que o aquele Tribunal solucionou a controvérsia
de forma suficientemente motivada, com base na situação probatória
existente nos autos.
Nesse passo, para se entender de forma diversa do consubstanciado
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.250
SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o
princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração
como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo.
Nas razões de irresignação, não ficou demonstrado o desacerto da
decisão monocrática. Verifico que as alegações da parte são impertinentes
e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este
Tribunal, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em
conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal
Federal.
No caso, os recorrentes sustentam que a violação aos incisos XLV e
LVII do artigo 5º da Constituição Federal decorrem da incapacidade de o
sócio cotista promover ou determinar as atividades da empresa.
Conforme já referido na decisão ora atacada, o Tribunal a quo decidiu
a controvérsia com fundamento na interpretação da legislação aplicável,
especificamente os artigos 41 (Provocar incêndio em mata ou floresta) e
50 c/c 53, II, “c” (Destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas ou
vegetação fixadora de dunas, protetora de mangues, objeto de especial
preservação; contra espécies raras ou ameaçadas de extinção), todos da
Lei 9.605/98.
Constata-se ainda que o aquele Tribunal solucionou a controvérsia
de forma suficientemente motivada, com base na situação probatória
existente nos autos.
Nesse passo, para se entender de forma diversa do consubstanciado
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 871250 ED / SC
nos autos, seria necessária a reanálise da instrução probatória,
providência vedada no âmbito do recurso extraordinário, tendo em vista
o disposto na Súmula 279. Nesse sentido:
“Agravos regimentais em recurso extraordinário com
agravo. 2. Penal e Processo Penal. 3. Materialidade e autoria. 4.
Necessidade de reexaminar o acervo fático-probatório constante
dos autos. Providência vedada no âmbito do recurso
extraordinário. Enunciado 279 da Súmula do STF. 5. Agravos
regimentais aos quais se negam provimento.” (ARE 740172, rel.
min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em
08/10/2013, Dje 19.12.2013);
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Matéria criminal. Ofensa reflexa à Constituição Federal.
Inadmissibilidade. Reapreciação de fatos e provas.
Impossibilidade. Incidência do enunciado da Súmula nº 279 da
Corte. Precedentes. Regimental não provido. 1. O órgão
prolator do acórdão recorrido, ao decidir a questão, se ateve à
análise de legislação eminentemente infraconstitucional.
Portanto, a ofensa à Constituição, se ocorresse, não seria frontal.
2. A pretensão, na espécie, é a de imprimir contornos
constitucionais a controvérsia satisfatoriamente decidida sob a
luz de normas subalternas, o que é vedado na via do recurso
extraordinário. 3. Não é possível, em sede de recurso
extraordinário, reexaminar fatos e provas, a teor do que dispõe
a Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (ARE 766402 AgR, rel. min. DIAS TOFFOLI,
Primeira Turma, julgado em 30/09/2014, PROCESSO
ELETRÔNICO Dje 14.11.2014).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 871250 ED / SC
nos autos, seria necessária a reanálise da instrução probatória,
providência vedada no âmbito do recurso extraordinário, tendo em vista
o disposto na Súmula 279. Nesse sentido:
“Agravos regimentais em recurso extraordinário com
agravo. 2. Penal e Processo Penal. 3. Materialidade e autoria. 4.
Necessidade de reexaminar o acervo fático-probatório constante
dos autos. Providência vedada no âmbito do recurso
extraordinário. Enunciado 279 da Súmula do STF. 5. Agravos
regimentais aos quais se negam provimento.” (ARE 740172, rel.
min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em
08/10/2013, Dje 19.12.2013);
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Matéria criminal. Ofensa reflexa à Constituição Federal.
Inadmissibilidade. Reapreciação de fatos e provas.
Impossibilidade. Incidência do enunciado da Súmula nº 279 da
Corte. Precedentes. Regimental não provido. 1. O órgão
prolator do acórdão recorrido, ao decidir a questão, se ateve à
análise de legislação eminentemente infraconstitucional.
Portanto, a ofensa à Constituição, se ocorresse, não seria frontal.
2. A pretensão, na espécie, é a de imprimir contornos
constitucionais a controvérsia satisfatoriamente decidida sob a
luz de normas subalternas, o que é vedado na via do recurso
extraordinário. 3. Não é possível, em sede de recurso
extraordinário, reexaminar fatos e provas, a teor do que dispõe
a Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (ARE 766402 AgR, rel. min. DIAS TOFFOLI,
Primeira Turma, julgado em 30/09/2014, PROCESSO
ELETRÔNICO Dje 14.11.2014).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.250
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S) : MARILENE DE FATIMA CLIVATTI SLOMP
EMBTE.(S) : FREDERICO VALDOMIRO SLOMP
ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS BRASIL PINTO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
Decisão: A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de
declaração como agravo regimental, a que negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.250
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S) : MARILENE DE FATIMA CLIVATTI SLOMP
EMBTE.(S) : FREDERICO VALDOMIRO SLOMP
ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS BRASIL PINTO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
Decisão: A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de
declaração como agravo regimental, a que negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8644572
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-09T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, a que negou provimento, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. embargos recebidos como agravo regimental. 3. Crimes ambientais. Lei 9.605/98. 4. Pedido que demanda revolvimento do acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur307817
|
- Acórdão(s) citado(s):
(DÚMULS 279, MSTÉRIA CRIMINAL)
ARE 740172 AgR-segundo (2ªT), ARE 766402 AgR (1ªT).
Número de páginas: 6.
Análise: 24/06/2015, MJC.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
871250
|
[
"LEG-FED LEI-009605 ANO-1998\n ART-00041 ART-00050 ART-00053 INC-00002 \n LET-C\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-ED
|
acordaos
|
ARE 871250 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : MARILENE DE FATIMA CLIVATTI SLOMP
EMBTE.(S) : FREDERICO VALDOMIRO SLOMP
ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS BRASIL PINTO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
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Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.250
SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:MARILENE DE FATIMA CLIVATTI SLOMP
EMBTE.(S)
:FREDERICO VALDOMIRO SLOMP
ADV.(A/S)
:ANTONIO CARLOS BRASIL PINTO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2.
Decisão monocrática. embargos recebidos como agravo regimental. 3.
Crimes ambientais. Lei 9.605/98. 4. Pedido que demanda revolvimento do
acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
5. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, receber os embargos de declaração
como agravo regimental e, a este, negar provimento, nos termos do voto
do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.250
SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:MARILENE DE FATIMA CLIVATTI SLOMP
EMBTE.(S)
:FREDERICO VALDOMIRO SLOMP
ADV.(A/S)
:ANTONIO CARLOS BRASIL PINTO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra decisão de minha lavra que
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.
Consta dos autos que Frederico Valdomiro Slomp e Marilene de
Fátima Slomp foram condenados pelo Juízo de Direito da 2... Vara da
Comarca de Porto União/SC pela prática dos delitos previstos nos artigos
41 (Provocar incêndio em mata ou floresta) e 50 c/c 53, inc. II, alínea c
(Destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas ou vegetação
fixadora de dunas, protetora de mangues, objeto de especial preservação;
contra espécies raras ou ameaçadas de extinção), da Lei 9605/98,
individualmente, às penas de 2 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, em
regime inicial aberto, e 22 dias-multa, substituídas por duas penas
restritivas de direitos, consistentes em prestação de serviços à
comunidade e recolhimento domiciliar.
Em sede de apelação, o Tribunal de Justiça do Estado de Santa
Catarina declarou extinta a punibilidade dos acusados pela prática do
crime descrito do artigo 50 da Lei 9.605/1998.
Do acórdão, a defesa interpôs recurso extraordinário, apontando
ofensa aos incisos XLV, LIV, LV e LVII do art. 5... da Constituição Federal.
Tal insurgência foi obstada no Tribunal de origem, com fundamento nos
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SEGUNDA TURMA
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SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:MARILENE DE FATIMA CLIVATTI SLOMP
EMBTE.(S)
:FREDERICO VALDOMIRO SLOMP
ADV.(A/S)
:ANTONIO CARLOS BRASIL PINTO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra decisão de minha lavra que
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.
Consta dos autos que Frederico Valdomiro Slomp e Marilene de
Fátima Slomp foram condenados pelo Juízo de Direito da 2... Vara da
Comarca de Porto União/SC pela prática dos delitos previstos nos artigos
41 (Provocar incêndio em mata ou floresta) e 50 c/c 53, inc. II, alínea c
(Destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas ou vegetação
fixadora de dunas, protetora de mangues, objeto de especial preservação;
contra espécies raras ou ameaçadas de extinção), da Lei 9605/98,
individualmente, às penas de 2 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, em
regime inicial aberto, e 22 dias-multa, substituídas por duas penas
restritivas de direitos, consistentes em prestação de serviços à
comunidade e recolhimento domiciliar.
Em sede de apelação, o Tribunal de Justiça do Estado de Santa
Catarina declarou extinta a punibilidade dos acusados pela prática do
crime descrito do artigo 50 da Lei 9.605/1998.
Do acórdão, a defesa interpôs recurso extraordinário, apontando
ofensa aos incisos XLV, LIV, LV e LVII do art. 5... da Constituição Federal.
Tal insurgência foi obstada no Tribunal de origem, com fundamento nos
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Relatório
ARE 871250 ED / SC
enunciados das súmulas 282 e 356.
Em 22.4.2015, ante a impossibilidade de reanálise do conjunto fático
probatório, nos termos do Enunciado 279 da Súmula desta Corte, neguei
seguimento ao agravo em recurso extraordinário.
Nestes embargos de declaração, a defesa reitera argumentos
pretéritos, alegando que a inclusão do sócio cotista da empresa na
condição de sujeito passivo do processo criminal viola o disposto no art.
5..., incisos XLV e LVII do texto constitucional.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 871250 ED / SC
enunciados das súmulas 282 e 356.
Em 22.4.2015, ante a impossibilidade de reanálise do conjunto fático
probatório, nos termos do Enunciado 279 da Súmula desta Corte, neguei
seguimento ao agravo em recurso extraordinário.
Nestes embargos de declaração, a defesa reitera argumentos
pretéritos, alegando que a inclusão do sócio cotista da empresa na
condição de sujeito passivo do processo criminal viola o disposto no art.
5..., incisos XLV e LVII do texto constitucional.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.250
SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o
princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração
como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo.
Nas razões de irresignação, não ficou demonstrado o desacerto da
decisão monocrática. Verifico que as alegações da parte são impertinentes
e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este
Tribunal, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em
conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal
Federal.
No caso, os recorrentes sustentam que a violação aos incisos XLV e
LVII do artigo 5... da Constituição Federal decorrem da incapacidade de o
sócio cotista promover ou determinar as atividades da empresa.
Conforme já referido na decisão ora atacada, o Tribunal a quo decidiu
a controvérsia com fundamento na interpretação da legislação aplicável,
especificamente os artigos 41 (Provocar incêndio em mata ou floresta) e
50 c/c 53, II, “c” (Destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas ou
vegetação fixadora de dunas, protetora de mangues, objeto de especial
preservação; contra espécies raras ou ameaçadas de extinção), todos da
Lei 9.605/98.
Constata-se ainda que o aquele Tribunal solucionou a controvérsia
de forma suficientemente motivada, com base na situação probatória
existente nos autos.
Nesse passo, para se entender de forma diversa do consubstanciado
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.250
SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o
princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração
como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo.
Nas razões de irresignação, não ficou demonstrado o desacerto da
decisão monocrática. Verifico que as alegações da parte são impertinentes
e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este
Tribunal, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em
conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal
Federal.
No caso, os recorrentes sustentam que a violação aos incisos XLV e
LVII do artigo 5... da Constituição Federal decorrem da incapacidade de o
sócio cotista promover ou determinar as atividades da empresa.
Conforme já referido na decisão ora atacada, o Tribunal a quo decidiu
a controvérsia com fundamento na interpretação da legislação aplicável,
especificamente os artigos 41 (Provocar incêndio em mata ou floresta) e
50 c/c 53, II, “c” (Destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas ou
vegetação fixadora de dunas, protetora de mangues, objeto de especial
preservação; contra espécies raras ou ameaçadas de extinção), todos da
Lei 9.605/98.
Constata-se ainda que o aquele Tribunal solucionou a controvérsia
de forma suficientemente motivada, com base na situação probatória
existente nos autos.
Nesse passo, para se entender de forma diversa do consubstanciado
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 871250 ED / SC
nos autos, seria necessária a reanálise da instrução probatória,
providência vedada no âmbito do recurso extraordinário, tendo em vista
o disposto na Súmula 279. Nesse sentido:
“Agravos regimentais em recurso extraordinário com
agravo. 2. Penal e Processo Penal. 3. Materialidade e autoria. 4.
Necessidade de reexaminar o acervo fático-probatório constante
dos autos. Providência vedada no âmbito do recurso
extraordinário. Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravos
regimentais aos quais se negam provimento.” (ARE 740172, rel.
min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em
08/10/2013, Dje 19.12.2013);
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Matéria criminal. Ofensa reflexa à Constituição Federal.
Inadmissibilidade. Reapreciação de fatos e provas.
Impossibilidade. Incidência do enunciado da Súmula n 279 da
Corte. Precedentes. Regimental não provido. 1. O órgão
prolator do acórdão recorrido, ao decidir a questão, se ateve à
análise de legislação eminentemente infraconstitucional.
Portanto, a ofensa à Constituição, se ocorresse, não seria frontal.
2. A pretensão, na espécie, é a de imprimir contornos
constitucionais a controvérsia satisfatoriamente decidida sob a
luz de normas subalternas, o que é vedado na via do recurso
extraordinário. 3. Não é possível, em sede de recurso
extraordinário, reexaminar fatos e provas, a teor do que dispõe
a Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (ARE 766402 AgR, rel. min. DIAS TOFFOLI,
Primeira Turma, julgado em 30/09/2014, PROCESSO
ELETRÔNICO Dje 14.11.2014).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 871250 ED / SC
nos autos, seria necessária a reanálise da instrução probatória,
providência vedada no âmbito do recurso extraordinário, tendo em vista
o disposto na Súmula 279. Nesse sentido:
“Agravos regimentais em recurso extraordinário com
agravo. 2. Penal e Processo Penal. 3. Materialidade e autoria. 4.
Necessidade de reexaminar o acervo fático-probatório constante
dos autos. Providência vedada no âmbito do recurso
extraordinário. Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravos
regimentais aos quais se negam provimento.” (ARE 740172, rel.
min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em
08/10/2013, Dje 19.12.2013);
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Matéria criminal. Ofensa reflexa à Constituição Federal.
Inadmissibilidade. Reapreciação de fatos e provas.
Impossibilidade. Incidência do enunciado da Súmula n 279 da
Corte. Precedentes. Regimental não provido. 1. O órgão
prolator do acórdão recorrido, ao decidir a questão, se ateve à
análise de legislação eminentemente infraconstitucional.
Portanto, a ofensa à Constituição, se ocorresse, não seria frontal.
2. A pretensão, na espécie, é a de imprimir contornos
constitucionais a controvérsia satisfatoriamente decidida sob a
luz de normas subalternas, o que é vedado na via do recurso
extraordinário. 3. Não é possível, em sede de recurso
extraordinário, reexaminar fatos e provas, a teor do que dispõe
a Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (ARE 766402 AgR, rel. min. DIAS TOFFOLI,
Primeira Turma, julgado em 30/09/2014, PROCESSO
ELETRÔNICO Dje 14.11.2014).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.250
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S) : MARILENE DE FATIMA CLIVATTI SLOMP
EMBTE.(S) : FREDERICO VALDOMIRO SLOMP
ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS BRASIL PINTO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
Decisão: A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de
declaração como agravo regimental, a que negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.250
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S) : MARILENE DE FATIMA CLIVATTI SLOMP
EMBTE.(S) : FREDERICO VALDOMIRO SLOMP
ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS BRASIL PINTO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
Decisão: A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de
declaração como agravo regimental, a que negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871 . 250",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 871250 ED / SC",
"ARE 871250 ED / SC",
"Enunciado 279 da Súmula desta Corte",
"ARE 871250 ED / SC",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 740172",
"Súmula n 279 da Corte",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 766402 AgR",
"ARE 871250 ED / SC",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 740172",
"Súmula n 279 da Corte",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 766402 AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Lei 9 . 605 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 9605 / 98",
"artigo 50 da Lei 9 . 605 / 1998",
"incisos XLV , LIV , LV e LVII do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 9605 / 98",
"artigo 50 da Lei 9 . 605 / 1998",
"incisos XLV , LIV , LV e LVII do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos XLV e LVII do artigo 5 . . . da Constituição Federal",
"artigos",
"Lei 9 . 605 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos XLV e LVII do artigo 5 . . . da Constituição Federal",
"Lei 9 . 605 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA",
"2",
".",
". . Vara da Comarca de Porto União / SC",
"Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA",
"2",
".",
". . Vara da Comarca de Porto União / SC",
"Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"MARILENE DE FATIMA CLIVATTI",
"FREDERICO VALDOMIRO SLOMP",
"ANTONIO CARLOS BRASIL PINTO",
"Teori Zavascki",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"MARILENE DE FATIMA CLIVATTI SLOMP",
"FREDERICO VALDOMIRO SLOMP",
"ANTONIO CARLOS BRASIL PINTO",
"GILMAR MENDES",
"Frederico Valdomiro Slomp",
"Marilene de Fátima Slomp",
"GILMAR MENDES",
"MARILENE DE FATIMA CLIVATTI SLOMP",
"FREDERICO VALDOMIRO SLOMP",
"ANTONIO CARLOS BRASIL PINTO",
"GILMAR MENDES",
"Frederico Valdomiro Slomp",
"Marilene de Fátima Slomp",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"DIAS TOFFOLI",
"GILMAR MENDES",
"DIAS TOFFOLI",
"GILMAR MENDES",
"MARILENE DE FATIMA CLIVATTI SLOMP",
"FREDERICO VALDOMIRO SLOMP",
"ANTONIO CARLOS BRASIL PINTO",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"MARILENE DE FATIMA CLIVATTI SLOMP",
"FREDERICO VALDOMIRO",
"ANTONIO CARLOS BRASIL PINTO",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"22",
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"4",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"19",
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"05",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"19",
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"05",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"08",
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"10",
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"2013",
"19",
".",
"12",
".",
"2013",
"30",
"/",
"09",
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"2014",
"14",
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"11",
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"2014",
"24",
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"08",
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"2001",
"08",
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"10",
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"2013",
"19",
".",
"12",
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"2013",
"30",
"/",
"09",
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"2014",
"14",
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"11",
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"2014",
"24",
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"08",
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"2001",
"19",
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"05",
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"2015",
"19",
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"05",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"19",
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"05",
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"24",
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"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.569 RIO
GRANDE DO NORTE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ELIZANGELA MARIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:ERIBERTO DA COSTA NEVES
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. ALEGADA
VIOLAÇÃO DOS ARTIGOS 150, § 6º, E 195, CAPUT E § 5º, DA LEI
MAIOR. SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. ADICIONAL DE PLANTÃO HOSPITALAR.
NATUREZA DA VERBA. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO
DEBATE. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO
DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.11.2014.
1. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das
Súmulas 282 e 356/STF: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não
ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso
da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser
objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.”
2. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não
alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo
diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na
decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765505.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
ARE 867569 AGR / RN
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765505.
Supremo Tribunal Federal
ARE 867569 AGR / RN
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.569 RIO
GRANDE DO NORTE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ELIZANGELA MARIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:ERIBERTO DA COSTA NEVES
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental a União.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta que “(...)
A matéria relativa à incidência de contribuição sobre parcelas não
incorporáveis à aposentadoria teve sua repercussão geral reconhecida no
RE 593.068/SC (...)”. Alega, ainda, que “(...) a incidência de contribuição
previdenciária sobre o regime geral também possui repercussão geral
reconhecida no RE 565.160/SC (...)”. Reitera a afronta aos arts. 40, caput e §
3º, 150, § 6º, 195, caput e § 5º, e 201, § 11, da Lei Maior.
A Turma Recursal da Seção Judiciária do Estado do Rio Grande do
Norte julgou a controvérsia em decisão cujo teor reproduzo:
“Hipótese em que a parte autora ajuizou demanda
buscando a não incidência de contribuição previdenciária sobre
a verba de Adicional de Plantão Hospitalar APH. Sentença que
julgou o feito procedente. O Adicional de Plantão Hospitalar foi
instituído pela Lei 11.907, de 02 de fevereiro de 2009, fruto da
conversão da MP 441/08 (art. 298, caput), sendo devido aos
servidores em efetivo exercício de atividades hospitalares
desempenhadas em regime de plantão em hospitais
universitários vinculados o Ministério da Educação e demais
hospitais listados no caput do art. 298. Este adicional não é
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765506.
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.569 RIO
GRANDE DO NORTE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ELIZANGELA MARIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:ERIBERTO DA COSTA NEVES
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental a União.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta que “(...)
A matéria relativa à incidência de contribuição sobre parcelas não
incorporáveis à aposentadoria teve sua repercussão geral reconhecida no
RE 593.068/SC (...)”. Alega, ainda, que “(...) a incidência de contribuição
previdenciária sobre o regime geral também possui repercussão geral
reconhecida no RE 565.160/SC (...)”. Reitera a afronta aos arts. 40, caput e §
3º, 150, § 6º, 195, caput e § 5º, e 201, § 11, da Lei Maior.
A Turma Recursal da Seção Judiciária do Estado do Rio Grande do
Norte julgou a controvérsia em decisão cujo teor reproduzo:
“Hipótese em que a parte autora ajuizou demanda
buscando a não incidência de contribuição previdenciária sobre
a verba de Adicional de Plantão Hospitalar APH. Sentença que
julgou o feito procedente. O Adicional de Plantão Hospitalar foi
instituído pela Lei 11.907, de 02 de fevereiro de 2009, fruto da
conversão da MP 441/08 (art. 298, caput), sendo devido aos
servidores em efetivo exercício de atividades hospitalares
desempenhadas em regime de plantão em hospitais
universitários vinculados o Ministério da Educação e demais
hospitais listados no caput do art. 298. Este adicional não é
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
ARE 867569 AGR / RN
devido caso o servidor receba pagamento de adicional pela
prestação de serviço extraordinário ou adicional noturno
referente à mesma hora de trabalho (art. 305, da Lei nº.
11.907/09). Hipótese que apesar de não se encontrar expressa
previsão no rol do art. 4º, § 1º, da Lei nº. 10.887/04 (que revogou
a Lei nº. 9.783/99), o APH tem a mesma natureza do adicional
noturno e por serviço extraordinário (constantes expressamente
do rol), pelo que indevida a incidência de contribuição
previdenciária sobre os valores recebidos a este título. Ressalta,
por fim, estar assentada a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal no sentido de que parcelas não incorporáveis à
aposentadoria não podem ser objeto de incidência de
contribuição previdenciária, sendo este o caso da verba ora
questionada. Por estas razões, nego provimento ao recurso
inominado, mantendo a sentença de procedência. É como
voto”.
Acórdão recorrido publicado em 11.11.2014.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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ARE 867569 AGR / RN
devido caso o servidor receba pagamento de adicional pela
prestação de serviço extraordinário ou adicional noturno
referente à mesma hora de trabalho (art. 305, da Lei nº.
11.907/09). Hipótese que apesar de não se encontrar expressa
previsão no rol do art. 4º, § 1º, da Lei nº. 10.887/04 (que revogou
a Lei nº. 9.783/99), o APH tem a mesma natureza do adicional
noturno e por serviço extraordinário (constantes expressamente
do rol), pelo que indevida a incidência de contribuição
previdenciária sobre os valores recebidos a este título. Ressalta,
por fim, estar assentada a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal no sentido de que parcelas não incorporáveis à
aposentadoria não podem ser objeto de incidência de
contribuição previdenciária, sendo este o caso da verba ora
questionada. Por estas razões, nego provimento ao recurso
inominado, mantendo a sentença de procedência. É como
voto”.
Acórdão recorrido publicado em 11.11.2014.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. ROSA WEBER
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.569 RIO
GRANDE DO NORTE
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na alegação de afronta aos arts. 40, caput
e § 3º, 150, § 6º, 195, caput e § 5º, e 201, § 11, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
A matéria constitucional versada nos arts. 40, caput e § 3º,
150, § 6º, 195, caput e § 5º, e 201, § 11, da Lei Fundamental não
foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos
embargos de declaração para satisfazer o requisito do
prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento
jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/STF: “É
inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na
decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto omisso da decisão,
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.569 RIO
GRANDE DO NORTE
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na alegação de afronta aos arts. 40, caput
e § 3º, 150, § 6º, 195, caput e § 5º, e 201, § 11, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
A matéria constitucional versada nos arts. 40, caput e § 3º,
150, § 6º, 195, caput e § 5º, e 201, § 11, da Lei Fundamental não
foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos
embargos de declaração para satisfazer o requisito do
prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento
jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/STF: “É
inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na
decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto omisso da decisão,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 867569 AGR / RN
sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser
objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do
prequestionamento”. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-
AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, unânime, DJe
07.11.2011, cuja ementa transcrevo:
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO prequestionamento
CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não
resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela
parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate
e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo
sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo
indispensável a que se diga do enquadramento do recurso
extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno
veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o
entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo
recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente
infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do
artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o
ônus decorrente da litigância de má-fé".
De outra parte, não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no
caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir
da análise de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e
reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida
a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal. Nesse sentido:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
2
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ARE 867569 AGR / RN
sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser
objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do
prequestionamento”. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-
AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, unânime, DJe
07.11.2011, cuja ementa transcrevo:
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO prequestionamento
CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não
resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela
parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate
e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo
sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo
indispensável a que se diga do enquadramento do recurso
extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno
veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o
entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo
recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente
infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do
artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o
ônus decorrente da litigância de má-fé".
De outra parte, não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no
caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir
da análise de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e
reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida
a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal. Nesse sentido:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 867569 AGR / RN
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
PATRONAL.
NATUREZA
JURÍDICA.
CARÁTER
INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. A
controvérsia relativa à natureza jurídica das verbas percebidas
pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição
previdenciária, demanda o reexame do acervo probatório
constante dos autos e da legislação infraconstitucional
pertinente, circunstância que impede a abertura da via
extraordinária. Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental a que se nega provimento.” (RE 853362 ED,
Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma,
julgado em 10/02/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-044
DIVULG 06-03-2015 PUBLIC 09-03-2015)
“Embargos de declaração em recurso extraordinário com
agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos declaratórios
recebidos como agravo regimental. 3. Direito Administrativo.
Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias
– GACEN. Incidência de contribuição previdenciária. 4.
Natureza da verba. Matéria de índole infraconstitucional.
Ofensa reflexa. 5. Pedido de uniformização. Turma Nacional de
Uniformização. Análise de direito federal. 6. Decretação de
nulidade de atos processuais. Impossibilidade. Requerimento
pela parte que lhe deu causa. Art. 243 do CPC. 7. Agravo
regimental a que se nega provimento.” (ARE 837277 ED,
Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado
em 03/03/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-051 DIVULG 16-
03-2015 PUBLIC 17-03-2015)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 867569 AGR / RN
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
PATRONAL.
NATUREZA
JURÍDICA.
CARÁTER
INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. A
controvérsia relativa à natureza jurídica das verbas percebidas
pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição
previdenciária, demanda o reexame do acervo probatório
constante dos autos e da legislação infraconstitucional
pertinente, circunstância que impede a abertura da via
extraordinária. Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental a que se nega provimento.” (RE 853362 ED,
Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma,
julgado em 10/02/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-044
DIVULG 06-03-2015 PUBLIC 09-03-2015)
“Embargos de declaração em recurso extraordinário com
agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos declaratórios
recebidos como agravo regimental. 3. Direito Administrativo.
Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias
– GACEN. Incidência de contribuição previdenciária. 4.
Natureza da verba. Matéria de índole infraconstitucional.
Ofensa reflexa. 5. Pedido de uniformização. Turma Nacional de
Uniformização. Análise de direito federal. 6. Decretação de
nulidade de atos processuais. Impossibilidade. Requerimento
pela parte que lhe deu causa. Art. 243 do CPC. 7. Agravo
regimental a que se nega provimento.” (ARE 837277 ED,
Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado
em 03/03/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-051 DIVULG 16-
03-2015 PUBLIC 17-03-2015)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
3
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 867569 AGR / RN
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
Tal como consignado na decisão agravada, a matéria constitucional
versada nos arts. 150, § 6º, e 195, caput e § 5º, da Lei Maior não foi
analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos embargos de
declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento, a atrair o
óbice das Súmulas 282 e 356/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário,
quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O
ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios,
não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do
prequestionamento.” Cito precedentes:
“Agravo regimental no agravo de instrumento.
Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local.
Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso
extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele
se alegam violados não estão devidamente prequestionados.
Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O recurso
extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao
plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3.
Agravo regimental não provido” (AI 853.128- AgR/MG, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 21.5.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF.
AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. LIMITES
OBJETIVOS DA COISA JULGADA. SÚMULA 279/STF. A
questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de
análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e
356/STF. De todo modo, o exame da alegação pressuporia uma
nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação
processual que disciplina, de forma específica, o instituto da
4
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ARE 867569 AGR / RN
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
Tal como consignado na decisão agravada, a matéria constitucional
versada nos arts. 150, § 6º, e 195, caput e § 5º, da Lei Maior não foi
analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos embargos de
declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento, a atrair o
óbice das Súmulas 282 e 356/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário,
quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O
ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios,
não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do
prequestionamento.” Cito precedentes:
“Agravo regimental no agravo de instrumento.
Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local.
Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso
extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele
se alegam violados não estão devidamente prequestionados.
Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O recurso
extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao
plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3.
Agravo regimental não provido” (AI 853.128- AgR/MG, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 21.5.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF.
AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. LIMITES
OBJETIVOS DA COISA JULGADA. SÚMULA 279/STF. A
questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de
análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e
356/STF. De todo modo, o exame da alegação pressuporia uma
nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação
processual que disciplina, de forma específica, o instituto da
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 867569 AGR / RN
coisa julgada, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF.
Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 639.238
AgR/PR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 13.92013).
De outra parte, a suposta afronta aos postulados constitucionais
invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da
análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do
recurso extraordinário. Nesse sentido:
“TRIBUTÁRIO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE
LOCALIDADE (GEL), TRANSFORMADA EM VANTAGEM
PESSOAL NOMINALMENTE IDENTIFICADA (VPNI).
INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
NATUREZA
DA
VERBA.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência de contribuição
previdenciária sobre a Gratificação Especial de Localidade,
fundada na interpretação das Leis 9.527/97 e 9.783/99, é de
natureza infraconstitucional. 2. O Supremo Tribunal Federal
vem reiteradamente rejeitando a repercussão geral de temas
análogos, em que a incidência de tributo sobre determinada
verba supõe prévia definição de sua natureza, se remuneratória
ou indenizatória (AI 705.941-RG, Rel. Min. CEZAR PELUSO,
DJe de 23/4/2010; RE 611.512-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE,
DJe de 23/11/2010; RE 688.001-RG, de minha relatoria, DJe de
18/11/2013; ARE 802.082-RG, de minha relatoria, DJe de
29/4/2014; ARE 745.901-RG, de minha relatoria, DJe de
18/9/2014). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de
ausência de repercussão geral quando não há matéria
constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à
Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG,
Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Ausência de
repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-
A do CPC.” (RE 814204 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI,
DJe 03-11-2014 )
5
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ARE 867569 AGR / RN
coisa julgada, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF.
Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 639.238
AgR/PR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 13.92013).
De outra parte, a suposta afronta aos postulados constitucionais
invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da
análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do
recurso extraordinário. Nesse sentido:
“TRIBUTÁRIO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE
LOCALIDADE (GEL), TRANSFORMADA EM VANTAGEM
PESSOAL NOMINALMENTE IDENTIFICADA (VPNI).
INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
NATUREZA
DA
VERBA.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência de contribuição
previdenciária sobre a Gratificação Especial de Localidade,
fundada na interpretação das Leis 9.527/97 e 9.783/99, é de
natureza infraconstitucional. 2. O Supremo Tribunal Federal
vem reiteradamente rejeitando a repercussão geral de temas
análogos, em que a incidência de tributo sobre determinada
verba supõe prévia definição de sua natureza, se remuneratória
ou indenizatória (AI 705.941-RG, Rel. Min. CEZAR PELUSO,
DJe de 23/4/2010; RE 611.512-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE,
DJe de 23/11/2010; RE 688.001-RG, de minha relatoria, DJe de
18/11/2013; ARE 802.082-RG, de minha relatoria, DJe de
29/4/2014; ARE 745.901-RG, de minha relatoria, DJe de
18/9/2014). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de
ausência de repercussão geral quando não há matéria
constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à
Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG,
Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Ausência de
repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-
A do CPC.” (RE 814204 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI,
DJe 03-11-2014 )
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 867569 AGR / RN
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
TRIBUTÁRIO.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
PATRONAL.
NATUREZA
JURÍDICA.
CARÁTER
INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. 1. A
controvérsia relativa à natureza jurídica das verbas percebidas
pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição
previdenciária, demanda o reexame do acervo probatório
constante dos autos e da legislação infraconstitucional
pertinente, circunstância que impede a abertura da via
extraordinária. 2. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (RE 863262 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO
BARROSO, Primeira Turma, DJe 07-05-2015)
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento acerca da
natureza da verba, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta
aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede
extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário.”
Acresço, de todo inaplicável a sistemática da repercussão geral
considerados o RE 593.068 ou o RE 565.160, porquanto a incidência de
contribuição previdenciária sobre o Adicional de Plantão Hospitalar -
APH não foi debatida nos paradigmas apontados.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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ARE 867569 AGR / RN
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
TRIBUTÁRIO.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
PATRONAL.
NATUREZA
JURÍDICA.
CARÁTER
INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. 1. A
controvérsia relativa à natureza jurídica das verbas percebidas
pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição
previdenciária, demanda o reexame do acervo probatório
constante dos autos e da legislação infraconstitucional
pertinente, circunstância que impede a abertura da via
extraordinária. 2. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (RE 863262 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO
BARROSO, Primeira Turma, DJe 07-05-2015)
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento acerca da
natureza da verba, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta
aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede
extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário.”
Acresço, de todo inaplicável a sistemática da repercussão geral
considerados o RE 593.068 ou o RE 565.160, porquanto a incidência de
contribuição previdenciária sobre o Adicional de Plantão Hospitalar -
APH não foi debatida nos paradigmas apontados.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
6
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765507.
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.569
PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : ELIZANGELA MARIA DE LIMA
ADV.(A/S) : ERIBERTO DA COSTA NEVES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.569
PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : ELIZANGELA MARIA DE LIMA
ADV.(A/S) : ERIBERTO DA COSTA NEVES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9067740
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-07T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. ALEGADA VIOLAÇÃO DOS ARTIGOS 150, § 6º, E 195, CAPUT E § 5º, DA LEI MAIOR. SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ADICIONAL DE PLANTÃO HOSPITALAR. NATUREZA DA VERBA. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.11.2014.
1. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356/STF: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.”
2. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur314276
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PREQUESTIONAMENTO)
ARE 639238 AgR (1ªT), AI 853128 AgR (1ªT).
(LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL)
RE 814204 RG, RE 863262 AgR (1ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 13/08/2015, BMP.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
867569
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00150 PAR-00006 ART-00195 \"CAPUT\" \n PAR-00005\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 867569 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : ELIZANGELA MARIA DE LIMA
ADV.(A/S) : ERIBERTO DA COSTA NEVES
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.569 RIO
GRANDE DO NORTE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ELIZANGELA MARIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:ERIBERTO DA COSTA NEVES
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. ALEGADA
VIOLAÇÃO DOS ARTIGOS 150, § 6..., E 195, CAPUT E § 5..., DA LEI
MAIOR. SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. ADICIONAL DE PLANTÃO HOSPITALAR.
NATUREZA DA VERBA. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO
DEBATE. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO
DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.11.2014.
1. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das
Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não
ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso
da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser
objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.”
2. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não
alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo
diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na
decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ARE 867569 AGR / RN
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 867569 AGR / RN
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.569 RIO
GRANDE DO NORTE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ELIZANGELA MARIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:ERIBERTO DA COSTA NEVES
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental a União.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta que “(...)
A matéria relativa à incidência de contribuição sobre parcelas não
incorporáveis à aposentadoria teve sua repercussão geral reconhecida no
Recurso Extraordinário 593.068/SC (...)”. Alega, ainda, que “(...) a incidência de contribuição
previdenciária sobre o regime geral também possui repercussão geral
reconhecida no Recurso Extraordinário 565.160/SC (...)”. Reitera a afronta aos arts. 40, caput e §
3..., 150, § 6..., 195, caput e § 5..., e 201, § 11, da Lei Maior.
A Turma Recursal da Seção Judiciária do Estado do Rio Grande do
Norte julgou a controvérsia em decisão cujo teor reproduzo:
“Hipótese em que a parte autora ajuizou demanda
buscando a não incidência de contribuição previdenciária sobre
a verba de Adicional de Plantão Hospitalar APH. Sentença que
julgou o feito procedente. O Adicional de Plantão Hospitalar foi
instituído pela Lei 11.907, de 02 de fevereiro de 2009, fruto da
conversão da Medida Provisória 441/08 (art. 298, caput), sendo devido aos
servidores em efetivo exercício de atividades hospitalares
desempenhadas em regime de plantão em hospitais
universitários vinculados o Ministério da Educação e demais
hospitais listados no caput do art. 298. Este adicional não é
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.569 RIO
GRANDE DO NORTE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ELIZANGELA MARIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:ERIBERTO DA COSTA NEVES
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental a União.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta que “(...)
A matéria relativa à incidência de contribuição sobre parcelas não
incorporáveis à aposentadoria teve sua repercussão geral reconhecida no
Recurso Extraordinário 593.068/SC (...)”. Alega, ainda, que “(...) a incidência de contribuição
previdenciária sobre o regime geral também possui repercussão geral
reconhecida no Recurso Extraordinário 565.160/SC (...)”. Reitera a afronta aos arts. 40, caput e §
3..., 150, § 6..., 195, caput e § 5..., e 201, § 11, da Lei Maior.
A Turma Recursal da Seção Judiciária do Estado do Rio Grande do
Norte julgou a controvérsia em decisão cujo teor reproduzo:
“Hipótese em que a parte autora ajuizou demanda
buscando a não incidência de contribuição previdenciária sobre
a verba de Adicional de Plantão Hospitalar APH. Sentença que
julgou o feito procedente. O Adicional de Plantão Hospitalar foi
instituído pela Lei 11.907, de 02 de fevereiro de 2009, fruto da
conversão da Medida Provisória 441/08 (art. 298, caput), sendo devido aos
servidores em efetivo exercício de atividades hospitalares
desempenhadas em regime de plantão em hospitais
universitários vinculados o Ministério da Educação e demais
hospitais listados no caput do art. 298. Este adicional não é
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
ARE 867569 AGR / RN
devido caso o servidor receba pagamento de adicional pela
prestação de serviço extraordinário ou adicional noturno
referente à mesma hora de trabalho (art. 305, da Lei n.
11.907/09). Hipótese que apesar de não se encontrar expressa
previsão no rol do art. 4..., § 1..., da Lei n. 10.887/04 (que revogou
a Lei n. 9.783/99), o APH tem a mesma natureza do adicional
noturno e por serviço extraordinário (constantes expressamente
do rol), pelo que indevida a incidência de contribuição
previdenciária sobre os valores recebidos a este título. Ressalta,
por fim, estar assentada a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal no sentido de que parcelas não incorporáveis à
aposentadoria não podem ser objeto de incidência de
contribuição previdenciária, sendo este o caso da verba ora
questionada. Por estas razões, nego provimento ao recurso
inominado, mantendo a sentença de procedência. É como
voto”.
Acórdão recorrido publicado em 11.11.2014.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 867569 AGR / RN
devido caso o servidor receba pagamento de adicional pela
prestação de serviço extraordinário ou adicional noturno
referente à mesma hora de trabalho (art. 305, da Lei n.
11.907/09). Hipótese que apesar de não se encontrar expressa
previsão no rol do art. 4..., § 1..., da Lei n. 10.887/04 (que revogou
a Lei n. 9.783/99), o APH tem a mesma natureza do adicional
noturno e por serviço extraordinário (constantes expressamente
do rol), pelo que indevida a incidência de contribuição
previdenciária sobre os valores recebidos a este título. Ressalta,
por fim, estar assentada a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal no sentido de que parcelas não incorporáveis à
aposentadoria não podem ser objeto de incidência de
contribuição previdenciária, sendo este o caso da verba ora
questionada. Por estas razões, nego provimento ao recurso
inominado, mantendo a sentença de procedência. É como
voto”.
Acórdão recorrido publicado em 11.11.2014.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.569 RIO
GRANDE DO NORTE
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na alegação de afronta aos arts. 40, caput
e § 3..., 150, § 6..., 195, caput e § 5..., e 201, § 11, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
A matéria constitucional versada nos arts. 40, caput e § 3...,
150, § 6..., 195, caput e § 5..., e 201, § 11, da Lei Fundamental não
foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos
embargos de declaração para satisfazer o requisito do
prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento
jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “É
inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na
decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto omisso da decisão,
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.569 RIO
GRANDE DO NORTE
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na alegação de afronta aos arts. 40, caput
e § 3..., 150, § 6..., 195, caput e § 5..., e 201, § 11, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
A matéria constitucional versada nos arts. 40, caput e § 3...,
150, § 6..., 195, caput e § 5..., e 201, § 11, da Lei Fundamental não
foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos
embargos de declaração para satisfazer o requisito do
prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento
jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “É
inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na
decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto omisso da decisão,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 867569 AGR / RN
sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser
objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do
prequestionamento”. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-
AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, unânime, DJe
07.11.2011, cuja ementa transcrevo:
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO prequestionamento
CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não
resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela
parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate
e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo
sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo
indispensável a que se diga do enquadramento do recurso
extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno
veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o
entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo
recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente
infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do
artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o
ônus decorrente da litigância de má-fé".
De outra parte, não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no
caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir
da análise de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e
reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida
a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal. Nesse sentido:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 867569 AGR / RN
sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser
objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do
prequestionamento”. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-
AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, unânime, DJe
07.11.2011, cuja ementa transcrevo:
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO prequestionamento
CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não
resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela
parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate
e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo
sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo
indispensável a que se diga do enquadramento do recurso
extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno
veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o
entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo
recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente
infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do
artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o
ônus decorrente da litigância de má-fé".
De outra parte, não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no
caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir
da análise de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e
reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida
a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal. Nesse sentido:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 867569 AGR / RN
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
PATRONAL.
NATUREZA
JURÍDICA.
CARÁTER
INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. A
controvérsia relativa à natureza jurídica das verbas percebidas
pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição
previdenciária, demanda o reexame do acervo probatório
constante dos autos e da legislação infraconstitucional
pertinente, circunstância que impede a abertura da via
extraordinária. Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 853362 ED,
Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma,
julgado em 10/02/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-044
DIVULG 06-03-2015 PUBLIC 09-03-2015)
“Embargos de declaração em recurso extraordinário com
agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos declaratórios
recebidos como agravo regimental. 3. Direito Administrativo.
Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias
– GACEN. Incidência de contribuição previdenciária. 4.
Natureza da verba. Matéria de índole infraconstitucional.
Ofensa reflexa. 5. Pedido de uniformização. Turma Nacional de
Uniformização. Análise de direito federal. 6. Decretação de
nulidade de atos processuais. Impossibilidade. Requerimento
pela parte que lhe deu causa. Art. 243 do Código de Processo Civil. 7. Agravo
regimental a que se nega provimento.” (ARE 837277 ED,
Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado
em 03/03/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-051 DIVULG 16-
03-2015 PUBLIC 17-03-2015)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 867569 AGR / RN
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
PATRONAL.
NATUREZA
JURÍDICA.
CARÁTER
INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. A
controvérsia relativa à natureza jurídica das verbas percebidas
pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição
previdenciária, demanda o reexame do acervo probatório
constante dos autos e da legislação infraconstitucional
pertinente, circunstância que impede a abertura da via
extraordinária. Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 853362 ED,
Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma,
julgado em 10/02/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-044
DIVULG 06-03-2015 PUBLIC 09-03-2015)
“Embargos de declaração em recurso extraordinário com
agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos declaratórios
recebidos como agravo regimental. 3. Direito Administrativo.
Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias
– GACEN. Incidência de contribuição previdenciária. 4.
Natureza da verba. Matéria de índole infraconstitucional.
Ofensa reflexa. 5. Pedido de uniformização. Turma Nacional de
Uniformização. Análise de direito federal. 6. Decretação de
nulidade de atos processuais. Impossibilidade. Requerimento
pela parte que lhe deu causa. Art. 243 do Código de Processo Civil. 7. Agravo
regimental a que se nega provimento.” (ARE 837277 ED,
Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado
em 03/03/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-051 DIVULG 16-
03-2015 PUBLIC 17-03-2015)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 867569 AGR / RN
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
Tal como consignado na decisão agravada, a matéria constitucional
versada nos arts. 150, § 6..., e 195, caput e § 5..., da Lei Maior não foi
analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos embargos de
declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento, a atrair o
óbice das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário,
quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O
ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios,
não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do
prequestionamento.” Cito precedentes:
“Agravo regimental no agravo de instrumento.
Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local.
Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso
extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele
se alegam violados não estão devidamente prequestionados.
Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O recurso
extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao
plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3.
Agravo regimental não provido” (AI 853.128- AgR/MG, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 21.5.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal.
AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. LIMITES
OBJETIVOS DA COISA JULGADA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A
questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de
análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e
356/Supremo Tribunal Federal. De todo modo, o exame da alegação pressuporia uma
nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação
processual que disciplina, de forma específica, o instituto da
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 867569 AGR / RN
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
Tal como consignado na decisão agravada, a matéria constitucional
versada nos arts. 150, § 6..., e 195, caput e § 5..., da Lei Maior não foi
analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos embargos de
declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento, a atrair o
óbice das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário,
quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O
ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios,
não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do
prequestionamento.” Cito precedentes:
“Agravo regimental no agravo de instrumento.
Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local.
Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso
extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele
se alegam violados não estão devidamente prequestionados.
Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O recurso
extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao
plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3.
Agravo regimental não provido” (AI 853.128- AgR/MG, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 21.5.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal.
AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. LIMITES
OBJETIVOS DA COISA JULGADA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A
questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de
análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e
356/Supremo Tribunal Federal. De todo modo, o exame da alegação pressuporia uma
nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação
processual que disciplina, de forma específica, o instituto da
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 867569 AGR / RN
coisa julgada, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 639.238
AgR/PR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 13.92013).
De outra parte, a suposta afronta aos postulados constitucionais
invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da
análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do
recurso extraordinário. Nesse sentido:
“TRIBUTÁRIO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE
LOCALIDADE (GEL), TRANSFORMADA EM VANTAGEM
PESSOAL NOMINALMENTE IDENTIFICADA (VPNI).
INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
NATUREZA
DA
VERBA.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência de contribuição
previdenciária sobre a Gratificação Especial de Localidade,
fundada na interpretação das Leis 9.527/97 e 9.783/99, é de
natureza infraconstitucional. 2. O Supremo Tribunal Federal
vem reiteradamente rejeitando a repercussão geral de temas
análogos, em que a incidência de tributo sobre determinada
verba supõe prévia definição de sua natureza, se remuneratória
ou indenizatória (AI 705.941-RG, Rel. Min. CEZAR PELUSO,
DJe de 23/4/2010; Recurso Extraordinário 611.512-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE,
DJe de 23/11/2010; Recurso Extraordinário 688.001-RG, de minha relatoria, DJe de
18/11/2013; ARE 802.082-RG, de minha relatoria, DJe de
29/4/2014; ARE 745.901-RG, de minha relatoria, DJe de
18/9/2014). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de
ausência de repercussão geral quando não há matéria
constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à
Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG,
Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Ausência de
repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-
A do Código de Processo Civil.” (Recurso Extraordinário 814204 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI,
DJe 03-11-2014 )
5
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765507.
Supremo Tribunal Federal
ARE 867569 AGR / RN
coisa julgada, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 639.238
AgR/PR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 13.92013).
De outra parte, a suposta afronta aos postulados constitucionais
invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da
análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do
recurso extraordinário. Nesse sentido:
“TRIBUTÁRIO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE
LOCALIDADE (GEL), TRANSFORMADA EM VANTAGEM
PESSOAL NOMINALMENTE IDENTIFICADA (VPNI).
INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
NATUREZA
DA
VERBA.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência de contribuição
previdenciária sobre a Gratificação Especial de Localidade,
fundada na interpretação das Leis 9.527/97 e 9.783/99, é de
natureza infraconstitucional. 2. O Supremo Tribunal Federal
vem reiteradamente rejeitando a repercussão geral de temas
análogos, em que a incidência de tributo sobre determinada
verba supõe prévia definição de sua natureza, se remuneratória
ou indenizatória (AI 705.941-RG, Rel. Min. CEZAR PELUSO,
DJe de 23/4/2010; Recurso Extraordinário 611.512-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE,
DJe de 23/11/2010; Recurso Extraordinário 688.001-RG, de minha relatoria, DJe de
18/11/2013; ARE 802.082-RG, de minha relatoria, DJe de
29/4/2014; ARE 745.901-RG, de minha relatoria, DJe de
18/9/2014). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de
ausência de repercussão geral quando não há matéria
constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à
Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG,
Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Ausência de
repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-
A do Código de Processo Civil.” (Recurso Extraordinário 814204 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI,
DJe 03-11-2014 )
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 867569 AGR / RN
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
TRIBUTÁRIO.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
PATRONAL.
NATUREZA
JURÍDICA.
CARÁTER
INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. 1. A
controvérsia relativa à natureza jurídica das verbas percebidas
pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição
previdenciária, demanda o reexame do acervo probatório
constante dos autos e da legislação infraconstitucional
pertinente, circunstância que impede a abertura da via
extraordinária. 2. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (Recurso Extraordinário 863262 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO
BARROSO, Primeira Turma, DJe 07-05-2015)
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento acerca da
natureza da verba, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta
aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede
extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário.”
Acresço, de todo inaplicável a sistemática da repercussão geral
considerados o Recurso Extraordinário 593.068 ou o Recurso Extraordinário 565.160, porquanto a incidência de
contribuição previdenciária sobre o Adicional de Plantão Hospitalar -
APH não foi debatida nos paradigmas apontados.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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ARE 867569 AGR / RN
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
TRIBUTÁRIO.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
PATRONAL.
NATUREZA
JURÍDICA.
CARÁTER
INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. 1. A
controvérsia relativa à natureza jurídica das verbas percebidas
pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição
previdenciária, demanda o reexame do acervo probatório
constante dos autos e da legislação infraconstitucional
pertinente, circunstância que impede a abertura da via
extraordinária. 2. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (Recurso Extraordinário 863262 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO
BARROSO, Primeira Turma, DJe 07-05-2015)
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento acerca da
natureza da verba, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta
aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede
extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário.”
Acresço, de todo inaplicável a sistemática da repercussão geral
considerados o Recurso Extraordinário 593.068 ou o Recurso Extraordinário 565.160, porquanto a incidência de
contribuição previdenciária sobre o Adicional de Plantão Hospitalar -
APH não foi debatida nos paradigmas apontados.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.569
PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : ELIZANGELA MARIA DE LIMA
ADV.(A/S) : ERIBERTO DA COSTA NEVES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045804
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.569
PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : ELIZANGELA MARIA DE LIMA
ADV.(A/S) : ERIBERTO DA COSTA NEVES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867 . 569",
"SÚMULAS 282",
"Súmulas 282",
"ARE 867569 AGR / RN",
"ARE 867569",
"Recurso Extraordinário 593 . 068 / SC",
"Recurso Extraordinário 565 . 160 / SC",
"Recurso Extraordinário 593 . 068 / SC",
"Recurso Extraordinário 565 . 160 / SC",
"ARE 867569 AGR",
"ARE 867569 AGR / RN",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 743 . 256 - AgR / SP",
"AI 827 . 894 - AgR / RJ",
"ARE 867569 AGR / RN",
"AI 743 . 256 - AgR / SP",
"AI 827 . 894 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário 853362 ED",
"ARE 837277 ED",
"ARE 867569 AGR / RN",
"Recurso Extraordinário 853362 ED",
"ARE 837277 ED",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 853 . 128 - AgR / MG",
"SÚMULAS 282 E 356 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 867569 AGR",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 853 . 128 - AgR / MG",
"SÚMULAS 282",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282",
"ARE 867569 AGR / RN",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 639 . 238 AgR / PR",
"AI 705 . 941",
"Recurso Extraordinário 611 . 512 - RG",
"Recurso Extraordinário 688 . 001 - RG",
"ARE 802 . 082 - RG",
"ARE 745 . 901 - RG",
"Recurso Extraordinário 584 . 608 RG",
"Recurso Extraordinário 814204 RG",
"ARE 867569 AGR / RN",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 639 . 238 AgR / PR",
"AI 705 . 941 - RG",
"Recurso Extraordinário 611 . 512 - RG",
"Recurso Extraordinário 688 . 001 - RG",
"ARE 802 . 082 - RG",
"ARE 745 . 901 - RG",
"Recurso Extraordinário 584 . 608 RG",
"Recurso Extraordinário 814204 RG",
"ARE 867569 AGR / RN",
"Recurso Extraordinário 863262 AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 565 . 160",
"ARE 867569 AGR / RN",
"Recurso Extraordinário 863262",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 593 . 068",
"Recurso Extraordinário 565 . 160",
"AGRAVO 867 . 569"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGOS 150 , § 6 . . . , E 195 , CAPUT E § 5 . . . , DA LEI MAIOR",
"ART . 102 DA LEI MAIOR",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 40 , caput e § 3 . . . , 150 , § 6 . . . , 195 , caput e § 5 . . . , e 201 , § 11 , da Lei Maior",
"Lei 11 . 907",
"Medida Provisória 441 / 08",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 40 , caput e § 3 . . . , 150 , § 6 . . . , 195 , caput e § 5 . . . , e 201 , § 11 , da Lei Maior",
"Lei 11 . 907",
"Medida Provisória 441 / 08",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 305 , da Lei n . 11 . 907 / 09",
"art . 4 . . . , § 1 . . . , da",
"Lei n . 10 . 887 / 04",
"Lei n . 9 . 783 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 305 , da Lei n . 11 . 907 / 09",
"art . 4 . . . ,",
"Lei n . 10 . 887 / 04",
"Lei n . 9 . 783 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 40 ,",
"arts",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 40 , caput e § 3 . . . , 150 , § 6 . . . , 195 , caput e § 5 . . . , e 201 , § 11 , da Lei Maior",
"arts .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 do Código de Processo Civil",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 .",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Art . 243 do Código de Processo Civil",
"Constituição da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Art . 243 do Código de Processo Civil",
"Constituição da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 150 , § 6 . . . , e 195 , caput e § 5 . . . , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 150 , § 6 . . . , e 195 , caput e § 5 . . . , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Leis 9 . 527 / 97",
"9",
".",
"783",
"/",
"99",
"Carta Magna",
"art . 543 - A do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Leis 9 . 527 / 97",
"9",
".",
"783",
"/",
"99",
"Carta Magna",
"art . 543 - A do Código de Processo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO NORTE",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"RIO GRANDE DO NORTE"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"RN",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"União",
"Turma Recursal da Seção Judiciária do Estado do Rio Grande do Norte",
"Ministério da Educação",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"União",
"Turma Recursal da Seção Judiciária do Estado do Rio Grande do Norte",
"Ministério da Educação",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Turma Nacional de Uniformização",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Turma Nacional de Uniformização",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"ELIZANGELA MARIA DE LIMA",
"ERIBERTO DA COSTA NEVES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ELIZANGELA MARIA DE LIMA",
"ERIBERTO DA COSTA NEVES",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ELIZANGELA MARIA DE LIMA",
"ERIBERTO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"ROSA WEBER ARE",
"ROBERTO BARROSO",
"GILMAR MENDES",
"ROBERTO BARROSO",
"GILMAR MENDES",
"ROSA WEBER ARE",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"Roberto Barroso",
"CEZAR PELUSO",
"ELLEN GRACIE",
"ELLEN GRACIE",
"TEORI ZAVASCKI",
"Roberto Barroso",
"CEZAR PELUSO",
"ELLEN GRACIE",
"ELLEN GRACIE",
"TEORI ZAVASCKI",
"ROSA WEBER",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROSA WEBER",
"ELIZANGELA MARIA DE LIMA",
"ERIBERTO DA COSTA NEVES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"ELIZANGELA MARIA DE LIMA",
"ERIBERTO DA COSTA NEVES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"11",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"02 de fevereiro de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"02 de fevereiro de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
".",
"3",
".",
"2012",
"07",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
".",
"3",
".",
"2012",
"07",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"02",
"/",
"2015",
"06",
"-",
"03",
"-",
"2015",
"09",
"-",
"03",
"-",
"2015",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"16",
"-",
"03",
"-",
"2015",
"17",
"-",
"03",
"-",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"02",
"/",
"2015",
"06",
"-",
"03",
"-",
"2015",
"09",
"-",
"03",
"-",
"2015",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"16",
"-",
"03",
"-",
"2015",
"17",
"-",
"03",
"-",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"92013",
"23",
"/",
"4",
"/",
"2010",
"23",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"18",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"29",
"/",
"4",
"/",
"2014",
"18",
"/",
"9",
"/",
"2014",
"13",
"/",
"03",
"/",
"2009",
"03",
"-",
"11",
"-",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"92013",
"23",
"/",
"4",
"/",
"2010",
"23",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"18",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"29",
"/",
"4",
"/",
"2014",
"18",
"/",
"9",
"/",
"2014",
"13",
"/",
"03",
"/",
"2009",
"03",
"-",
"11",
"-",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"-",
"05",
"-",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"-",
"05",
"-",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.354 BAHIA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOÃO DA COSTA BARRETO FILHO
ADV.(A/S)
:FREDERICO
CARLOS
BINDERL
GASPAR
DE
MIRANDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FAELBA - FUNDAÇÃO COELBA DE PREVIDÊNCIA
COMPLEMENTAR
ADV.(A/S)
:ARNALDO
LAGO
DOS
SANTOS
RAMOS
E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
DIREITO CIVIL.
AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA
COMPLEMENTAR.
RESCISÃO
CONTRATUAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF.
1.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no
sentido de que as violações aos preceitos constitucionais consagradores
dos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e
da ampla defesa demandam, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Precedentes.
2.
Para dissentir do entendimento do Tribunal de origem,
seria imprescindível uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constantes dos autos, o que não tem lugar neste momento
processual. A hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF.
3.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558154.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 808354 AGR / BA
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808354 AGR / BA
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.354 BAHIA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOÃO DA COSTA BARRETO FILHO
ADV.(A/S)
:FREDERICO
CARLOS
BINDERL
GASPAR
DE
MIRANDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FAELBA - FUNDAÇÃO COELBA DE PREVIDÊNCIA
COMPLEMENTAR
ADV.(A/S)
:ARNALDO
LAGO
DOS
SANTOS
RAMOS
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO ( Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática em que neguei seguimento a recurso extraordinário com
agravo (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), por entender que a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário está correta e alinhada aos
precedentes firmados por esta Corte.
2.
O Segundo Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do
Estado da Bahia negou seguimento ao recurso extraordinário, sob os
fundamentos de que: (i) “quanto à análise da violação ao art. 5º, XXXV, da
Constituição da República, o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento,
no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal,
da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependentes de exame prévio de normas infraconstitucionais,
configuram, apenas, ofensa reflexa à Constituição da República”; (ii) “em que
pese o recorrente ter alavancado o apelo extraordinário com fundamento na alínea
c do autorizativo constitucional, absteve-se de indicar de que forma, o aresto
vergastado julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face desta
Constituição. A deficiência na fundamentação do recurso atrai a incidência da
Súmula 284 do STF.”
3.
A parte agravante afasta o fundamento da decisão
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.354 BAHIA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOÃO DA COSTA BARRETO FILHO
ADV.(A/S)
:FREDERICO
CARLOS
BINDERL
GASPAR
DE
MIRANDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FAELBA - FUNDAÇÃO COELBA DE PREVIDÊNCIA
COMPLEMENTAR
ADV.(A/S)
:ARNALDO
LAGO
DOS
SANTOS
RAMOS
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO ( Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática em que neguei seguimento a recurso extraordinário com
agravo (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), por entender que a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário está correta e alinhada aos
precedentes firmados por esta Corte.
2.
O Segundo Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do
Estado da Bahia negou seguimento ao recurso extraordinário, sob os
fundamentos de que: (i) “quanto à análise da violação ao art. 5º, XXXV, da
Constituição da República, o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento,
no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal,
da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependentes de exame prévio de normas infraconstitucionais,
configuram, apenas, ofensa reflexa à Constituição da República”; (ii) “em que
pese o recorrente ter alavancado o apelo extraordinário com fundamento na alínea
c do autorizativo constitucional, absteve-se de indicar de que forma, o aresto
vergastado julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face desta
Constituição. A deficiência na fundamentação do recurso atrai a incidência da
Súmula 284 do STF.”
3.
A parte agravante afasta o fundamento da decisão
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
ARE 808354 AGR / BA
agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário.
4.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808354 AGR / BA
agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário.
4.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.354 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
A decisão agravada deve ser mantida por seus próprios
fundamentos, especialmente porque a parte recorrente se limita a repetir
as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos
suficientes para modificar a decisão ora agravada.
2.
Tal como assentado pela decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal no sentido de que as violações aos preceitos constitucionais
consagradores dos princípios da legalidade, do devido processo legal, do
contraditório e da ampla defesa demandam, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Nessa
linha, veja-se a seguinte passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a
relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
“[...]
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de
que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
3.
Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem não julgou
válida lei ou ato de govento local contestados em face da Constituição.
Permanecendo, portanto, inalterado o fundamento da decisão agravada
no sentido da incidência da Súmula 284/STF. Nesse sentido, veja-se o
seguinte precedente:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. 1.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558156.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.354 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
A decisão agravada deve ser mantida por seus próprios
fundamentos, especialmente porque a parte recorrente se limita a repetir
as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos
suficientes para modificar a decisão ora agravada.
2.
Tal como assentado pela decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal no sentido de que as violações aos preceitos constitucionais
consagradores dos princípios da legalidade, do devido processo legal, do
contraditório e da ampla defesa demandam, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Nessa
linha, veja-se a seguinte passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a
relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
“[...]
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de
que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
3.
Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem não julgou
válida lei ou ato de govento local contestados em face da Constituição.
Permanecendo, portanto, inalterado o fundamento da decisão agravada
no sentido da incidência da Súmula 284/STF. Nesse sentido, veja-se o
seguinte precedente:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. 1.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 808354 AGR / BA
Ausência de prequestionamento: Súmulas ns. 282 e 356 do
Supremo Tribunal Federal. 2. Suspensão de exigibilidade de
crédito tributário. Necessidade de análise da legislação
infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. O
Tribunal a quo não julgou válida lei ou ato de governo local
contestado em face da Constituição. Inadmissibilidade pela
alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da República
(Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal). 4. Agravo
regimental ao qual se nega provimento.”(ARE 787.886-AgR,
Relª. Minª. Cármen Lúcia)
4.
Por fim, para dissentir do entendimento do Tribunal de
origem, seria imprescindível uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constantes dos autos, o que não tem lugar neste momento
processual. A hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF.
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808354 AGR / BA
Ausência de prequestionamento: Súmulas ns. 282 e 356 do
Supremo Tribunal Federal. 2. Suspensão de exigibilidade de
crédito tributário. Necessidade de análise da legislação
infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. O
Tribunal a quo não julgou válida lei ou ato de governo local
contestado em face da Constituição. Inadmissibilidade pela
alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da República
(Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal). 4. Agravo
regimental ao qual se nega provimento.”(ARE 787.886-AgR,
Relª. Minª. Cármen Lúcia)
4.
Por fim, para dissentir do entendimento do Tribunal de
origem, seria imprescindível uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constantes dos autos, o que não tem lugar neste momento
processual. A hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF.
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.354
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JOÃO DA COSTA BARRETO FILHO
ADV.(A/S) : FREDERICO CARLOS BINDERL GASPAR DE MIRANDA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FAELBA - FUNDAÇÃO COELBA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
ADV.(A/S) : ARNALDO LAGO DOS SANTOS RAMOS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599037
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.354
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JOÃO DA COSTA BARRETO FILHO
ADV.(A/S) : FREDERICO CARLOS BINDERL GASPAR DE MIRANDA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FAELBA - FUNDAÇÃO COELBA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
ADV.(A/S) : ARNALDO LAGO DOS SANTOS RAMOS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599037
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8617087
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-03T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. RESCISÃO CONTRATUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que as violações aos preceitos constitucionais consagradores dos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa demandam, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Precedentes.
2. Para dissentir do entendimento do Tribunal de origem, seria imprescindível uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que não tem lugar neste momento processual. A hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur307214
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO)
AI 839837 AgR (1ªT).
(SÚMULA 284)
ARE 787886 AgR (2ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 22/06/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
808354
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 808354 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : JOÃO DA COSTA BARRETO FILHO
ADV.(A/S) : FREDERICO CARLOS BINDERL GASPAR DE MIRANDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FAELBA - FUNDAÇÃO COELBA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
ADV.(A/S) : ARNALDO LAGO DOS SANTOS RAMOS E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.354 BAHIA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOÃO DA COSTA BARRETO FILHO
ADV.(A/S)
:FREDERICO
CARLOS
BINDERL
GASPAR
DE
MIRANDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FAELBA - FUNDAÇÃO COELBA DE PREVIDÊNCIA
COMPLEMENTAR
ADV.(A/S)
:ARNALDO
LAGO
DOS
SANTOS
RAMOS
E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
DIREITO CIVIL.
AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA
COMPLEMENTAR.
RESCISÃO
CONTRATUAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
1.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no
sentido de que as violações aos preceitos constitucionais consagradores
dos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e
da ampla defesa demandam, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Precedentes.
2.
Para dissentir do entendimento do Tribunal de origem,
seria imprescindível uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constantes dos autos, o que não tem lugar neste momento
processual. A hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
3.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
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Ementa e Acórdão
ARE 808354 AGR / BA
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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ARE 808354 AGR / BA
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.354 BAHIA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOÃO DA COSTA BARRETO FILHO
ADV.(A/S)
:FREDERICO
CARLOS
BINDERL
GASPAR
DE
MIRANDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FAELBA - FUNDAÇÃO COELBA DE PREVIDÊNCIA
COMPLEMENTAR
ADV.(A/S)
:ARNALDO
LAGO
DOS
SANTOS
RAMOS
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO ( Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática em que neguei seguimento a recurso extraordinário com
agravo (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), por entender que a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário está correta e alinhada aos
precedentes firmados por esta Corte.
2.
O Segundo Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do
Estado da Bahia negou seguimento ao recurso extraordinário, sob os
fundamentos de que: (i) “quanto à análise da violação ao art. 5..., XXXV, da
Constituição da República, o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento,
no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal,
da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependentes de exame prévio de normas infraconstitucionais,
configuram, apenas, ofensa reflexa à Constituição da República”; (ii) “em que
pese o recorrente ter alavancado o apelo extraordinário com fundamento na alínea
c do autorizativo constitucional, absteve-se de indicar de que forma, o aresto
vergastado julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face desta
Constituição. A deficiência na fundamentação do recurso atrai a incidência da
Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal.”
3.
A parte agravante afasta o fundamento da decisão
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.354 BAHIA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOÃO DA COSTA BARRETO FILHO
ADV.(A/S)
:FREDERICO
CARLOS
BINDERL
GASPAR
DE
MIRANDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FAELBA - FUNDAÇÃO COELBA DE PREVIDÊNCIA
COMPLEMENTAR
ADV.(A/S)
:ARNALDO
LAGO
DOS
SANTOS
RAMOS
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO ( Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática em que neguei seguimento a recurso extraordinário com
agravo (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), por entender que a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário está correta e alinhada aos
precedentes firmados por esta Corte.
2.
O Segundo Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do
Estado da Bahia negou seguimento ao recurso extraordinário, sob os
fundamentos de que: (i) “quanto à análise da violação ao art. 5..., XXXV, da
Constituição da República, o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento,
no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal,
da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependentes de exame prévio de normas infraconstitucionais,
configuram, apenas, ofensa reflexa à Constituição da República”; (ii) “em que
pese o recorrente ter alavancado o apelo extraordinário com fundamento na alínea
c do autorizativo constitucional, absteve-se de indicar de que forma, o aresto
vergastado julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face desta
Constituição. A deficiência na fundamentação do recurso atrai a incidência da
Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal.”
3.
A parte agravante afasta o fundamento da decisão
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 808354 AGR / BA
agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário.
4.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 808354 AGR / BA
agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário.
4.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.354 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
A decisão agravada deve ser mantida por seus próprios
fundamentos, especialmente porque a parte recorrente se limita a repetir
as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos
suficientes para modificar a decisão ora agravada.
2.
Tal como assentado pela decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal no sentido de que as violações aos preceitos constitucionais
consagradores dos princípios da legalidade, do devido processo legal, do
contraditório e da ampla defesa demandam, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Nessa
linha, veja-se a seguinte passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a
relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
“[...]
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de
que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
3.
Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem não julgou
válida lei ou ato de govento local contestados em face da Constituição.
Permanecendo, portanto, inalterado o fundamento da decisão agravada
no sentido da incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, veja-se o
seguinte precedente:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. 1.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.354 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
A decisão agravada deve ser mantida por seus próprios
fundamentos, especialmente porque a parte recorrente se limita a repetir
as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos
suficientes para modificar a decisão ora agravada.
2.
Tal como assentado pela decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal no sentido de que as violações aos preceitos constitucionais
consagradores dos princípios da legalidade, do devido processo legal, do
contraditório e da ampla defesa demandam, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Nessa
linha, veja-se a seguinte passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a
relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
“[...]
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de
que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
3.
Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem não julgou
válida lei ou ato de govento local contestados em face da Constituição.
Permanecendo, portanto, inalterado o fundamento da decisão agravada
no sentido da incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, veja-se o
seguinte precedente:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. 1.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 808354 AGR / BA
Ausência de prequestionamento: Súmulas ns. 282 e 356 do
Supremo Tribunal Federal. 2. Suspensão de exigibilidade de
crédito tributário. Necessidade de análise da legislação
infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. O
Tribunal a quo não julgou válida lei ou ato de governo local
contestado em face da Constituição. Inadmissibilidade pela
alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da República
(Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal). 4. Agravo
regimental ao qual se nega provimento.”(ARE 787.886-AgR,
Rel. Min. Cármen Lúcia)
4.
Por fim, para dissentir do entendimento do Tribunal de
origem, seria imprescindível uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constantes dos autos, o que não tem lugar neste momento
processual. A hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558156.
Supremo Tribunal Federal
ARE 808354 AGR / BA
Ausência de prequestionamento: Súmulas ns. 282 e 356 do
Supremo Tribunal Federal. 2. Suspensão de exigibilidade de
crédito tributário. Necessidade de análise da legislação
infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. O
Tribunal a quo não julgou válida lei ou ato de governo local
contestado em face da Constituição. Inadmissibilidade pela
alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da República
(Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal). 4. Agravo
regimental ao qual se nega provimento.”(ARE 787.886-AgR,
Rel. Min. Cármen Lúcia)
4.
Por fim, para dissentir do entendimento do Tribunal de
origem, seria imprescindível uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constantes dos autos, o que não tem lugar neste momento
processual. A hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.354
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JOÃO DA COSTA BARRETO FILHO
ADV.(A/S) : FREDERICO CARLOS BINDERL GASPAR DE MIRANDA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FAELBA - FUNDAÇÃO COELBA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
ADV.(A/S) : ARNALDO LAGO DOS SANTOS RAMOS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.354
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JOÃO DA COSTA BARRETO FILHO
ADV.(A/S) : FREDERICO CARLOS BINDERL GASPAR DE MIRANDA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FAELBA - FUNDAÇÃO COELBA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
ADV.(A/S) : ARNALDO LAGO DOS SANTOS RAMOS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599037
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808 . 354",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal .",
"Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal .",
"ARE 808354 AGR / BA",
"ARE 808354 AGR / BA",
"AI 839 . 837 - AgR",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 839 . 837 - AgR",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 808354 AGR / BA",
"Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo",
"Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 787 . 886 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 808354 AGR / BA",
"Súmulas ns . 282",
"Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 787 . 886 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO 808 . 354"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , XXXV , da Constituição da República",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , XXXV , da Constituição da República",
"Constituição da República ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea c do inc . III do art . 102 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"alínea c do inc . III do art . 102 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"BAHIA",
"Brasília",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"FAELBA",
"FUNDAÇÃO COELBA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"FAELBA",
"FUNDAÇÃO COELBA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR",
"Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"FAELBA",
"FUNDAÇÃO COELBA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR",
"Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP -",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"FAELBA",
"FUNDAÇÃO COELBA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"FAELBA",
"FUNDAÇÃO COELBA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR",
".",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"JOÃO DA COSTA BARRETO FILHO",
"FREDERICO CARLOS BINDERL GASPAR DE MIRANDA",
"ARNALDO LAGO DOS SANTOS RAMOS",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOÃO DA COSTA BARRETO FILHO",
"FREDERICO CARLOS BINDERL GASPAR DE MIRANDA",
"ARNALDO LAGO DOS SANTOS RAMOS",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOÃO DA COSTA BARRETO FILHO",
"FREDERICO CARLOS BINDERL GASPAR DE MIRANDA",
"ARNALDO LAGO DOS SANTOS RAMOS",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ricardo Lewandowski",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ricardo Lewandowski",
"ROBERTO BARROSO",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"ROBERTO BARROSO",
"JOÃO DA COSTA BARRETO FILHO",
"FREDERICO CARLOS BINDERL GASPAR DE MIRANDA",
"ARNALDO LAGO DOS SANTOS RAMOS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"JOÃO DA COSTA BARRETO FILHO",
"FREDERICO CARLOS BINDERL GASPAR DE MIRANDA",
"ARNALDO LAGO DOS SANTOS RAMOS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.730 BAHIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:COLIGAÇÃO A RENOVAÇÃO AVANÇA
ADV.(A/S)
:JOÃO LOPES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:GIVALDO DA PAIXAO SANTOS
ADV.(A/S)
:VAGNER BISPO DA CUNHA
AGDO.(A/S)
:COLIGAÇÃO OURIÇANGAS MERECE MAIS
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA
DE IRARÁ - BA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – JULGAMENTO DAS CONTAS
DO PREFEITO MUNICIPAL – PODER DE CONTROLE E DE
FISCALIZAÇÃO DA CÂMARA DE VEREADORES (CF, ART. 31) – ATO
RECLAMADO QUE RECONHECEU A EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE
OFENSA, POR PARTE DA CÂMARA MUNICIPAL, ÀS GARANTIAS
DA PLENITUDE DE DEFESA E DO CONTRADITÓRIO (CF, ART. 5º,
LV) – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DAS DECISÕES
PROFERIDAS PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, COM EFICÁCIA
VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 29/DF, DA ADC 30/DF E DA
ADI 4.578/DF – INCOINCIDÊNCIA TEMÁTICA ENTRE AS RAZÕES DE
DECIDIR INVOCADAS NO ATO JUDICIAL RECLAMADO E AQUELAS
QUE DÃO SUPORTE
ÀS DECISÕES APONTADAS
COMO
PARÂMETRO DE CONTROLE – PRECEDENTES – PARECER DA
PROCURADORIA-GERAL
DA
REPÚBLICA
PELO
NÃO
PROVIMENTO
DO AGRAVO
–
RECURSO
DE
AGRAVO
IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
RCL 14730 AGR / BA
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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RCL 14730 AGR / BA
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.730 BAHIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:COLIGAÇÃO A RENOVAÇÃO AVANÇA
ADV.(A/S)
:JOÃO LOPES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:GIVALDO DA PAIXAO SANTOS
ADV.(A/S)
:VAGNER BISPO DA CUNHA
AGDO.(A/S)
:COLIGAÇÃO OURIÇANGAS MERECE MAIS
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA
DE IRARÁ - BA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O
Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente
Senhor Procurador-Geral da República, Dr. RODRIGO JANOT
MONTEIRO DE BARROS, ao manifestar-se pelo não provimento deste
recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a presente causa:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECLAMAÇÃO. DIREITO ELEITORAL.
NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO
QUE REJEITOU AS CONTAS DO PREFEITO
POR OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À
AMPLA
DEFESA .
AUSÊNCIA
DE
IDENTIDADE
MATERIAL
ENTRE
A
DECISÃO RECLAMADA E OS ACÓRDÃOS
NAS ADCs 29/DF e 30/DF e NA ADI 4.578/DF.
Parecer pelo desprovimento do recurso.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.730 BAHIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:COLIGAÇÃO A RENOVAÇÃO AVANÇA
ADV.(A/S)
:JOÃO LOPES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:GIVALDO DA PAIXAO SANTOS
ADV.(A/S)
:VAGNER BISPO DA CUNHA
AGDO.(A/S)
:COLIGAÇÃO OURIÇANGAS MERECE MAIS
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA
DE IRARÁ - BA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O
Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente
Senhor Procurador-Geral da República, Dr. RODRIGO JANOT
MONTEIRO DE BARROS, ao manifestar-se pelo não provimento deste
recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a presente causa:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECLAMAÇÃO. DIREITO ELEITORAL.
NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO
QUE REJEITOU AS CONTAS DO PREFEITO
POR OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À
AMPLA
DEFESA .
AUSÊNCIA
DE
IDENTIDADE
MATERIAL
ENTRE
A
DECISÃO RECLAMADA E OS ACÓRDÃOS
NAS ADCs 29/DF e 30/DF e NA ADI 4.578/DF.
Parecer pelo desprovimento do recurso.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
RCL 14730 AGR / BA
Trata-se de agravo regimental em reclamação ajuizada
pela Coligação Partidária ‘A Renovação Avançada’ contra decisão do
Juiz de Direito da Vara Cível da Comarca de Irará-BA, por
desrespeito à autoridade das decisões proferidas pelo STF nas
ADCs 29/DF e 30/DF e na ADI 4.578/DF.
O Ministro Relator, após afirmar a legitimidade ativa da
coligação partidária para o processo, em razão da formação desta ser
destinada ao pleito de 2012, negou seguimento à reclamação por
inexistência de identidade entre a matéria versada na decisão
reclamada (prestação de contas de Prefeito) e os acórdãos proferidos
nas ADCs 29/DF e 30/DF e na ADI 4.578/DF.
Asseverou ainda estar a decisão reclamada em
consonância com o julgado pela Primeira Turma do STF no
RE 261.885/SP:
‘PREFEITO MUNICIPAL. CONTAS REJEITADAS
PELA CÂMARA DE VEREADORES. ALEGADA
OFENSA AO PRINCÍPIO DO DIREITO DE DEFESA
(INC. LV DO ART. 5º DA CF).
Sendo o julgamento das contas do recorrente, como
ex-Chefe do Executivo Municipal, realizado pela Câmara de
Vereadores mediante parecer prévio do Tribunal de Contas, que
poderá deixar de prevalecer por decisão de dois terços dos
membros da Casa Legislativa (arts. 31, § 1º, e 71 c/c o 75 da
CF), é fora de dúvida que, no presente caso, em que o parecer
foi pela rejeição das contas, não poderia ele, em face da norma
constitucional sob referência, ter sido aprovado, sem que se
houvesse propiciado ao interessado a oportunidade de opor-se
ao referido pronunciamento técnico, de maneira ampla, perante
o órgão legislativo, com vista à sua almejada reversão.
Recurso conhecido e provido.’
O agravante alega ter a decisão reclamada violado o
decidido nas ADCs 29/DF e 30/DF e na ADI 4.578/DF,
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
Trata-se de agravo regimental em reclamação ajuizada
pela Coligação Partidária ‘A Renovação Avançada’ contra decisão do
Juiz de Direito da Vara Cível da Comarca de Irará-BA, por
desrespeito à autoridade das decisões proferidas pelo STF nas
ADCs 29/DF e 30/DF e na ADI 4.578/DF.
O Ministro Relator, após afirmar a legitimidade ativa da
coligação partidária para o processo, em razão da formação desta ser
destinada ao pleito de 2012, negou seguimento à reclamação por
inexistência de identidade entre a matéria versada na decisão
reclamada (prestação de contas de Prefeito) e os acórdãos proferidos
nas ADCs 29/DF e 30/DF e na ADI 4.578/DF.
Asseverou ainda estar a decisão reclamada em
consonância com o julgado pela Primeira Turma do STF no
RE 261.885/SP:
‘PREFEITO MUNICIPAL. CONTAS REJEITADAS
PELA CÂMARA DE VEREADORES. ALEGADA
OFENSA AO PRINCÍPIO DO DIREITO DE DEFESA
(INC. LV DO ART. 5º DA CF).
Sendo o julgamento das contas do recorrente, como
ex-Chefe do Executivo Municipal, realizado pela Câmara de
Vereadores mediante parecer prévio do Tribunal de Contas, que
poderá deixar de prevalecer por decisão de dois terços dos
membros da Casa Legislativa (arts. 31, § 1º, e 71 c/c o 75 da
CF), é fora de dúvida que, no presente caso, em que o parecer
foi pela rejeição das contas, não poderia ele, em face da norma
constitucional sob referência, ter sido aprovado, sem que se
houvesse propiciado ao interessado a oportunidade de opor-se
ao referido pronunciamento técnico, de maneira ampla, perante
o órgão legislativo, com vista à sua almejada reversão.
Recurso conhecido e provido.’
O agravante alega ter a decisão reclamada violado o
decidido nas ADCs 29/DF e 30/DF e na ADI 4.578/DF,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Relatório
RCL 14730 AGR / BA
requerendo a declaração de inelegibilidade do Prefeito em face da
prática de ato de improbidade administrativa cometido no exercício
de 2006.
Em síntese, os fatos de interesse.
A reclamação prevista no art. 102, I, ‘l’, da CF é instituto
vinculado à sua estrita vocação constitucional: (i) preservar a
competência do Supremo Tribunal Federal e (ii) garantir a
autoridade de suas decisões. É utilizada, outrossim, para resguardar
a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º,
CF/88).
A utilização da reclamação com o intento de garantir o
‘imperium’ dos julgados do Supremo Tribunal Federal pressupõe:
(i) seja o reclamante parte no processo cuja decisão da Suprema
Corte tenha sido desrespeitada ou (ii) a decisão do STF seja
resultante de julgamento com eficácia ‘erga omnes’ e efeito
vinculante e (iii) haja identidade de objetos entre o ato judicial
reclamado e a decisão paradigma.
O Supremo Tribunal Federal, em 16/2/2012, no julgamento
das Ações Declaratórias de Constitucionalidade 29 e 30 e da Ação
Direta de Inconstitucionalidade 4.578, todas de relatoria do Ministro
Luiz Fux, entendeu constitucional as hipóteses de inelegibilidade
instituídas pelas alíneas ‘c’, ‘d’, ‘f’, ‘g’, ‘h’, ‘j’, ‘m’, ‘n’, ‘o’, ‘p’ e ‘q’
do art. 1º, inciso I, da LC 64/90, introduzidas pela LC 135/10.
Esclareceu não haver violação ao princípio
constitucional da irretroatividade das leis na aplicação da
LC 135/10 a fatos anteriores, pois a incidência da norma não
caracterizaria retroatividade autêntica (quando a lei dotada de
eficácia ‘ex tunc’ gera efeitos sobre situações pretéritas, ou se,
detentora de eficácia ‘ex nunc’, alcança relações jurídicas
estabelecidas no passado), instituto vedado pela Constituição
Federal.
Ao contrário, como explicitado no voto, trata-se de
retroatividade inautêntica ou retrospectividade, quando a norma
atribui efeitos futuros a situações ou relações jurídicas já existentes
de forma a alterar consequências jurídicas certas e previsíveis ao
tempo da ocorrência do fato. Assim, a LC 135/10 foi considerada
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
requerendo a declaração de inelegibilidade do Prefeito em face da
prática de ato de improbidade administrativa cometido no exercício
de 2006.
Em síntese, os fatos de interesse.
A reclamação prevista no art. 102, I, ‘l’, da CF é instituto
vinculado à sua estrita vocação constitucional: (i) preservar a
competência do Supremo Tribunal Federal e (ii) garantir a
autoridade de suas decisões. É utilizada, outrossim, para resguardar
a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º,
CF/88).
A utilização da reclamação com o intento de garantir o
‘imperium’ dos julgados do Supremo Tribunal Federal pressupõe:
(i) seja o reclamante parte no processo cuja decisão da Suprema
Corte tenha sido desrespeitada ou (ii) a decisão do STF seja
resultante de julgamento com eficácia ‘erga omnes’ e efeito
vinculante e (iii) haja identidade de objetos entre o ato judicial
reclamado e a decisão paradigma.
O Supremo Tribunal Federal, em 16/2/2012, no julgamento
das Ações Declaratórias de Constitucionalidade 29 e 30 e da Ação
Direta de Inconstitucionalidade 4.578, todas de relatoria do Ministro
Luiz Fux, entendeu constitucional as hipóteses de inelegibilidade
instituídas pelas alíneas ‘c’, ‘d’, ‘f’, ‘g’, ‘h’, ‘j’, ‘m’, ‘n’, ‘o’, ‘p’ e ‘q’
do art. 1º, inciso I, da LC 64/90, introduzidas pela LC 135/10.
Esclareceu não haver violação ao princípio
constitucional da irretroatividade das leis na aplicação da
LC 135/10 a fatos anteriores, pois a incidência da norma não
caracterizaria retroatividade autêntica (quando a lei dotada de
eficácia ‘ex tunc’ gera efeitos sobre situações pretéritas, ou se,
detentora de eficácia ‘ex nunc’, alcança relações jurídicas
estabelecidas no passado), instituto vedado pela Constituição
Federal.
Ao contrário, como explicitado no voto, trata-se de
retroatividade inautêntica ou retrospectividade, quando a norma
atribui efeitos futuros a situações ou relações jurídicas já existentes
de forma a alterar consequências jurídicas certas e previsíveis ao
tempo da ocorrência do fato. Assim, a LC 135/10 foi considerada
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Relatório
RCL 14730 AGR / BA
hipótese de retroatividade inautêntica, sem ensejar em ofensa à
Constituição Federal. A propósito, registrou:
‘Como se sabe, a retroatividade autêntica é vedada pela
Constituição da República, como já muitas vezes reconhecido
na jurisprudência deste Tribunal. O mesmo não se dá com a
retrospectividade, que, apesar de semelhante, não se confunde
com o concreto de retroatividade mínima defendido por
MATOS PEIXOTO e referido no voto do Ministro MOREIRA
ALVES proferido no julgamento da ADI 493 (j. 25.06.1992):
enquanto nesta são alteradas, por lei, as consequências
jurídicas de fatos ocorridos anteriormente – consequências
essas certas e previsíveis ao tempo da ocorrência do fato –,
naquela a lei atribui novos efeitos jurídicos, a partir de sua
edição, a fatos ocorridos anteriormente. Repita-se: foi o que se
deu com a promulgação da Emenda Constitucional nº 41/03,
que atribuiu regimes previdenciários diferentes aos servidores,
conforme as respectivas datas de ingresso no serviço público,
mesmo que anteriores ao início de sua vigência, e recebeu a
chancela desta Corte.
A aplicabilidade da Lei Complementar nº 135/10 a
processo eleitoral posterior à respectiva data de publicação é, à
luz da distinção supra, uma hipótese clara e inequívoca de
retroatividade inautêntica, ao estabelecer limitação prospectiva
aos ‘ius honorum’ (o direito de concorrer a cargos eletivos) com
base em fatos já ocorridos. A situação jurídica do indivíduo –
condenação por colegiado ou perda de cargo público, por
exemplo – estabeleceu-se em momento anterior, mas seus
efeitos perdurarão no tempo. Esta, portanto, a primeira
consideração importante: ainda que se considere haver
atribuição de efeitos, por lei, a fatos pretéritos, cuida-se de
hipótese de retrospectividade, já admitida na jurisprudência
desta Corte.’ (...)
Na oportunidade, afastou-se a alegação de que os fatos ou
condenações anteriores à nova lei constituiriam ato jurídico perfeito
4
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Supremo Tribunal Federal
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hipótese de retroatividade inautêntica, sem ensejar em ofensa à
Constituição Federal. A propósito, registrou:
‘Como se sabe, a retroatividade autêntica é vedada pela
Constituição da República, como já muitas vezes reconhecido
na jurisprudência deste Tribunal. O mesmo não se dá com a
retrospectividade, que, apesar de semelhante, não se confunde
com o concreto de retroatividade mínima defendido por
MATOS PEIXOTO e referido no voto do Ministro MOREIRA
ALVES proferido no julgamento da ADI 493 (j. 25.06.1992):
enquanto nesta são alteradas, por lei, as consequências
jurídicas de fatos ocorridos anteriormente – consequências
essas certas e previsíveis ao tempo da ocorrência do fato –,
naquela a lei atribui novos efeitos jurídicos, a partir de sua
edição, a fatos ocorridos anteriormente. Repita-se: foi o que se
deu com a promulgação da Emenda Constitucional nº 41/03,
que atribuiu regimes previdenciários diferentes aos servidores,
conforme as respectivas datas de ingresso no serviço público,
mesmo que anteriores ao início de sua vigência, e recebeu a
chancela desta Corte.
A aplicabilidade da Lei Complementar nº 135/10 a
processo eleitoral posterior à respectiva data de publicação é, à
luz da distinção supra, uma hipótese clara e inequívoca de
retroatividade inautêntica, ao estabelecer limitação prospectiva
aos ‘ius honorum’ (o direito de concorrer a cargos eletivos) com
base em fatos já ocorridos. A situação jurídica do indivíduo –
condenação por colegiado ou perda de cargo público, por
exemplo – estabeleceu-se em momento anterior, mas seus
efeitos perdurarão no tempo. Esta, portanto, a primeira
consideração importante: ainda que se considere haver
atribuição de efeitos, por lei, a fatos pretéritos, cuida-se de
hipótese de retrospectividade, já admitida na jurisprudência
desta Corte.’ (...)
Na oportunidade, afastou-se a alegação de que os fatos ou
condenações anteriores à nova lei constituiriam ato jurídico perfeito
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Relatório
RCL 14730 AGR / BA
cujos efeitos não poderiam ser atingidos pela Lei da Ficha Limpa.
Concluiu a Suprema Corte ser possível às condenações sofrer
modificação futura em razão da superveniência de causa de
inelegibilidade, porquanto não há direito adquirido à elegibilidade.
O Supremo Tribunal Federal asseverou, ainda, a
inexistência de malferimento ao princípio da presunção de inocência,
tendo em vista a prevalência do princípio da moralidade
administrativa.
Nas palavras do Ministro Relator: ‘(…) Da exigência
constitucional de moralidade para o exercício de mandatos eletivos
(art. 14, § 9º) se há de inferir que uma condenação prolatada em
segunda instância ou por um colegiado no exercício da competência
de foro por prerrogativa de função, a rejeição de contas públicas, a
perda de cargo público ou o impedimento do exercício de profissão
por violação de dever ético-profissional excluirão a razoabilidade da
expectativa. A rigor, há de se inverter a avaliação: é razoável
entender que um indivíduo que se enquadre em tais hipóteses
qualificadas não esteja, ‘a priori’, apto a exercer mandato eletivo.’
(…).
Na espécie, a sentença objurgada julgou procedente pedido de
declaração de nulidade do Decreto Legislativo 1/2008 da Câmara de
Vereadores do Município de Ouriçangas/BA, que rejeitou as contas
do Prefeito em exercício em 2006, sob o argumento de ofensa ao
contraditório e à ampla defesa, tendo em vista a falta de
oportunidade de apresentar defesa técnica.
Assim, o agravante não logrou demonstrar a identidade de
objetos entre o ato judicial reclamado e a decisão paradigma.
Ante o exposto, opina a PROCURADORIA-GERAL DA
REPÚBLICA pelo desprovimento do agravo regimental em
reclamação.” (grifei)
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
cujos efeitos não poderiam ser atingidos pela Lei da Ficha Limpa.
Concluiu a Suprema Corte ser possível às condenações sofrer
modificação futura em razão da superveniência de causa de
inelegibilidade, porquanto não há direito adquirido à elegibilidade.
O Supremo Tribunal Federal asseverou, ainda, a
inexistência de malferimento ao princípio da presunção de inocência,
tendo em vista a prevalência do princípio da moralidade
administrativa.
Nas palavras do Ministro Relator: ‘(…) Da exigência
constitucional de moralidade para o exercício de mandatos eletivos
(art. 14, § 9º) se há de inferir que uma condenação prolatada em
segunda instância ou por um colegiado no exercício da competência
de foro por prerrogativa de função, a rejeição de contas públicas, a
perda de cargo público ou o impedimento do exercício de profissão
por violação de dever ético-profissional excluirão a razoabilidade da
expectativa. A rigor, há de se inverter a avaliação: é razoável
entender que um indivíduo que se enquadre em tais hipóteses
qualificadas não esteja, ‘a priori’, apto a exercer mandato eletivo.’
(…).
Na espécie, a sentença objurgada julgou procedente pedido de
declaração de nulidade do Decreto Legislativo 1/2008 da Câmara de
Vereadores do Município de Ouriçangas/BA, que rejeitou as contas
do Prefeito em exercício em 2006, sob o argumento de ofensa ao
contraditório e à ampla defesa, tendo em vista a falta de
oportunidade de apresentar defesa técnica.
Assim, o agravante não logrou demonstrar a identidade de
objetos entre o ato judicial reclamado e a decisão paradigma.
Ante o exposto, opina a PROCURADORIA-GERAL DA
REPÚBLICA pelo desprovimento do agravo regimental em
reclamação.” (grifei)
É o relatório.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.730 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo
não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão impugnada na
presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz
jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora
em exame.
Como já tive o ensejo de destacar na decisão ora agravada, o exame dos
fundamentos subjacentes à presente causa leva-me a reconhecer a
inexistência, na espécie, de situação caracterizadora de desrespeito à
autoridade das decisões proferidas, com eficácia vinculante, pelo Supremo
Tribunal Federal no exame da ADC 29/DF, da ADC 30/DF e da
ADI 4.578/DF, todas da relatoria do eminente Ministro LUIZ FUX.
É que os fundamentos que dão suporte ao ato objeto da presente
reclamação revelam-se absolutamente estranhos às razões subjacentes aos
paradigmas de confronto invocados pela parte ora recorrente.
Eis, em síntese, o teor da decisão reclamada, que, proferida pelo
MM. Juiz de Direito da Vara Cível da comarca de Irará/BA, teria,
alegadamente, desrespeitado a autoridade das decisões emanadas desta
Suprema Corte:
“De acordo com os ditames estabelecidos pelo art. 31 e
parágrafos da Constituição pátria, compete à Câmara Municipal a
função de fiscalizar a regularidade das contas da administração
municipal, exercendo atividade de controle administrativo de
nítido cunho jurisdicional.
Para desempenhar este desiderato, o legislador-julgador
conta com o auxílio técnico do Tribunal de Contas dos Municípios
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.730 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo
não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão impugnada na
presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz
jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora
em exame.
Como já tive o ensejo de destacar na decisão ora agravada, o exame dos
fundamentos subjacentes à presente causa leva-me a reconhecer a
inexistência, na espécie, de situação caracterizadora de desrespeito à
autoridade das decisões proferidas, com eficácia vinculante, pelo Supremo
Tribunal Federal no exame da ADC 29/DF, da ADC 30/DF e da
ADI 4.578/DF, todas da relatoria do eminente Ministro LUIZ FUX.
É que os fundamentos que dão suporte ao ato objeto da presente
reclamação revelam-se absolutamente estranhos às razões subjacentes aos
paradigmas de confronto invocados pela parte ora recorrente.
Eis, em síntese, o teor da decisão reclamada, que, proferida pelo
MM. Juiz de Direito da Vara Cível da comarca de Irará/BA, teria,
alegadamente, desrespeitado a autoridade das decisões emanadas desta
Suprema Corte:
“De acordo com os ditames estabelecidos pelo art. 31 e
parágrafos da Constituição pátria, compete à Câmara Municipal a
função de fiscalizar a regularidade das contas da administração
municipal, exercendo atividade de controle administrativo de
nítido cunho jurisdicional.
Para desempenhar este desiderato, o legislador-julgador
conta com o auxílio técnico do Tribunal de Contas dos Municípios
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 14730 AGR / BA
(TCM) e, apreciando as provas que instruíram o procedimento, deve
decidir o mérito.
Todavia, a decisão final é o resultado de atividade intelectiva
decorrente da análise de todas as provas produzidas e não somente do
parecer do Tribunal de Contas. Para tanto, devem ser observados os
princípios e normas que balizam o processo judicial e os atos
administrativos em geral.
…...................................................................................................
Mister destacar que, na sessão em que se apreciaram as contas
do recorrido, deixou a Câmara Legislativa de lhe conceder
oportunidade para se defender, não havendo o ex-prefeito sequer sido
intimado para este ato, o que revela a não observância do postulado do
devido processo legal pela Câmara legislativa Municipal.
…...................................................................................................
Tanto que converge a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal no sentido de ser necessária a observância dos princípios
constitucionais do contraditório e da ampla defesa pela Câmara
Municipal no momento da apreciação das contas do prefeito, mesmo
após o parecer do Tribunal de Contas (…).
…...................................................................................................
Portanto, na esteira do entendimento firmado pelo Supremo
Tribunal Federal, é essencial que se garanta ao chefe do executivo
ampla oportunidade de defesa das contas apresentadas, e os
procedimentos realizados pelos legisladores na função de julgadores
devem se manter alinhados com os ditames do devido processo legal.”
(grifei)
Torna-se forçoso concluir, portanto, que inexiste qualquer relação
de identidade entre a matéria versada na presente reclamação (que trata
do julgamento, pela Câmara de Vereadores, das contas municipais
pertinentes ao Chefe do Poder Executivo local) e aquela examinada pelo
Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADC 29/DF, da ADC 30/DF
e
da
ADI
4.578/DF (que
cuidavam,
exclusivamente,
da
constitucionalidade da Lei Complementar nº 135/2010 e da sua não
incidência “sobre as eleições já ocorridas em 2010 e as anteriores”, bem assim
sobre os mandatos então em curso).
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
(TCM) e, apreciando as provas que instruíram o procedimento, deve
decidir o mérito.
Todavia, a decisão final é o resultado de atividade intelectiva
decorrente da análise de todas as provas produzidas e não somente do
parecer do Tribunal de Contas. Para tanto, devem ser observados os
princípios e normas que balizam o processo judicial e os atos
administrativos em geral.
…...................................................................................................
Mister destacar que, na sessão em que se apreciaram as contas
do recorrido, deixou a Câmara Legislativa de lhe conceder
oportunidade para se defender, não havendo o ex-prefeito sequer sido
intimado para este ato, o que revela a não observância do postulado do
devido processo legal pela Câmara legislativa Municipal.
…...................................................................................................
Tanto que converge a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal no sentido de ser necessária a observância dos princípios
constitucionais do contraditório e da ampla defesa pela Câmara
Municipal no momento da apreciação das contas do prefeito, mesmo
após o parecer do Tribunal de Contas (…).
…...................................................................................................
Portanto, na esteira do entendimento firmado pelo Supremo
Tribunal Federal, é essencial que se garanta ao chefe do executivo
ampla oportunidade de defesa das contas apresentadas, e os
procedimentos realizados pelos legisladores na função de julgadores
devem se manter alinhados com os ditames do devido processo legal.”
(grifei)
Torna-se forçoso concluir, portanto, que inexiste qualquer relação
de identidade entre a matéria versada na presente reclamação (que trata
do julgamento, pela Câmara de Vereadores, das contas municipais
pertinentes ao Chefe do Poder Executivo local) e aquela examinada pelo
Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADC 29/DF, da ADC 30/DF
e
da
ADI
4.578/DF (que
cuidavam,
exclusivamente,
da
constitucionalidade da Lei Complementar nº 135/2010 e da sua não
incidência “sobre as eleições já ocorridas em 2010 e as anteriores”, bem assim
sobre os mandatos então em curso).
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 14730 AGR / BA
Esse fato – incoincidência dos fundamentos – inviabiliza o próprio
conhecimento da presente reclamação pelo Supremo Tribunal Federal.
Ainda que fosse possível superar esse obstáculo processual, mesmo
assim não assistiria razão à parte reclamante, ora agravante.
É que a decisão proferida pelo ilustre magistrado de primeira
instância ajusta-se à orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema
Corte, que tem enfatizado – a propósito do procedimento político-
-administrativo de controle parlamentar das contas do Prefeito
Municipal – que a deliberação da Câmara de Vereadores sobre as contas
do Chefe do Poder Executivo local há de observar a garantia constitucional
da plenitude de defesa e do contraditório (CF, art. 5º, LV), sob pena de a
resolução legislativa importar em inaceitável transgressão ao sistema de
garantias consagrado pela Constituição da República:
“PREFEITO MUNICIPAL. CONTAS REJEITADAS PELA
CÂMARA DE VEREADORES. ALEGADA OFENSA AO
PRINCÍPIO DO DIREITO DE DEFESA (INC. LV DO ART. 5º
DA CF).
Sendo o julgamento das contas do recorrente, como
ex-
Chefe
do Executivo Municipal, realizado pela Câmara de
Vereadores mediante parecer prévio do Tribunal de Contas, que
poderá deixar de prevalecer por decisão de dois terços dos membros
da Casa Legislativa (arts. 31, § 1º, e 71 c/c o 75 da CF), é fora de
dúvida que, no presente caso, em que o parecer foi pela rejeição
das contas, não poderia ele, em face da norma constitucional sob
referência, ter sido aprovado, sem que se houvesse propiciado ao
interessado
a
oportunidade
de
opor-se
ao
referido
pronunciamento técnico, de maneira ampla, perante o órgão
legislativo, com vista à sua almejada reversão.
Recurso conhecido e provido.”
(RE 261.885/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei)
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
Esse fato – incoincidência dos fundamentos – inviabiliza o próprio
conhecimento da presente reclamação pelo Supremo Tribunal Federal.
Ainda que fosse possível superar esse obstáculo processual, mesmo
assim não assistiria razão à parte reclamante, ora agravante.
É que a decisão proferida pelo ilustre magistrado de primeira
instância ajusta-se à orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema
Corte, que tem enfatizado – a propósito do procedimento político-
-administrativo de controle parlamentar das contas do Prefeito
Municipal – que a deliberação da Câmara de Vereadores sobre as contas
do Chefe do Poder Executivo local há de observar a garantia constitucional
da plenitude de defesa e do contraditório (CF, art. 5º, LV), sob pena de a
resolução legislativa importar em inaceitável transgressão ao sistema de
garantias consagrado pela Constituição da República:
“PREFEITO MUNICIPAL. CONTAS REJEITADAS PELA
CÂMARA DE VEREADORES. ALEGADA OFENSA AO
PRINCÍPIO DO DIREITO DE DEFESA (INC. LV DO ART. 5º
DA CF).
Sendo o julgamento das contas do recorrente, como
ex-
Chefe
do Executivo Municipal, realizado pela Câmara de
Vereadores mediante parecer prévio do Tribunal de Contas, que
poderá deixar de prevalecer por decisão de dois terços dos membros
da Casa Legislativa (arts. 31, § 1º, e 71 c/c o 75 da CF), é fora de
dúvida que, no presente caso, em que o parecer foi pela rejeição
das contas, não poderia ele, em face da norma constitucional sob
referência, ter sido aprovado, sem que se houvesse propiciado ao
interessado
a
oportunidade
de
opor-se
ao
referido
pronunciamento técnico, de maneira ampla, perante o órgão
legislativo, com vista à sua almejada reversão.
Recurso conhecido e provido.”
(RE 261.885/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei)
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 14730 AGR / BA
Impende ressaltar, por necessário, que essa orientação, em tudo
observada pela decisão objeto da presente reclamação, vem sendo aplicada
em sucessivas decisões – monocráticas e colegiadas – proferidas, no âmbito
desta Suprema Corte, a propósito da mesma controvérsia suscitada nesta causa
(AC 2.085-MC/MG, Rel. Min. MENEZES DIREITO – RE 235.593/MG, Rel.
Min. CELSO DE MELLO – RE 313.545/MG, Rel. Min. GILMAR
MENDES – RE 367.562/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – RE 394.634/MG,
Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – RE 447.555/MG, Rel. Min. CÁRMEN
LÚCIA – RE 459.740/RS, Rel. Min. AYRES BRITTO – RE 583.539/SP, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, v.g.):
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PREFEITO MUNICIPAL. CONTAS
REJEITADAS PELA CÂMARA MUNICIPAL. DIREITO AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. PRECEDENTES.
1. É pacífica a jurisprudência desta nossa Casa de Justiça no
sentido de que é de ser assegurado a ex-prefeito o direito de
defesa quando da deliberação da Câmara Municipal sobre suas
contas.
2. Agravo regimental desprovido.”
(RE 414.908-AgR/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei)
Registre-se, finalmente, considerada a ausência, na espécie, dos
pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, que
este remédio constitucional não pode ser utilizado como um
(inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de
caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame
direto desta Suprema Corte.
É que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a
dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política
(RTJ
134/1033) –
não
se
qualifica
como sucedâneo recursal
nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo
do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à
4
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
Impende ressaltar, por necessário, que essa orientação, em tudo
observada pela decisão objeto da presente reclamação, vem sendo aplicada
em sucessivas decisões – monocráticas e colegiadas – proferidas, no âmbito
desta Suprema Corte, a propósito da mesma controvérsia suscitada nesta causa
(AC 2.085-MC/MG, Rel. Min. MENEZES DIREITO – RE 235.593/MG, Rel.
Min. CELSO DE MELLO – RE 313.545/MG, Rel. Min. GILMAR
MENDES – RE 367.562/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – RE 394.634/MG,
Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – RE 447.555/MG, Rel. Min. CÁRMEN
LÚCIA – RE 459.740/RS, Rel. Min. AYRES BRITTO – RE 583.539/SP, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, v.g.):
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PREFEITO MUNICIPAL. CONTAS
REJEITADAS PELA CÂMARA MUNICIPAL. DIREITO AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. PRECEDENTES.
1. É pacífica a jurisprudência desta nossa Casa de Justiça no
sentido de que é de ser assegurado a ex-prefeito o direito de
defesa quando da deliberação da Câmara Municipal sobre suas
contas.
2. Agravo regimental desprovido.”
(RE 414.908-AgR/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei)
Registre-se, finalmente, considerada a ausência, na espécie, dos
pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, que
este remédio constitucional não pode ser utilizado como um
(inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de
caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame
direto desta Suprema Corte.
É que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a
dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política
(RTJ
134/1033) –
não
se
qualifica
como sucedâneo recursal
nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo
do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 14730 AGR / BA
destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida
processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal:
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE
AÇÃO RESCISÓRIA.
I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de
recurso ou de ação rescisória.
II. – Reclamação não conhecida.”
(RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno –
grifei)
“Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de
outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do
Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo
em se tratando de controvérsias de porte constitucional.
Também não é a reclamação instrumento idôneo de
uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso
ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.”
(Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI,
Pleno – grifei)
“O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do
Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais
suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em
mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível
reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria.
.......................................................................................................
A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e
ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852,
relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti.
(…).”
(Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei)
5
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida
processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal:
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE
AÇÃO RESCISÓRIA.
I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de
recurso ou de ação rescisória.
II. – Reclamação não conhecida.”
(RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno –
grifei)
“Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de
outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do
Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo
em se tratando de controvérsias de porte constitucional.
Também não é a reclamação instrumento idôneo de
uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso
ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.”
(Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI,
Pleno – grifei)
“O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do
Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais
suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em
mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível
reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria.
.......................................................................................................
A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e
ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852,
relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti.
(…).”
(Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
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RCL 14730 AGR / BA
“AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À
DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA.
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS
ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO
TRIBUNAL.
.......................................................................................................
A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da
instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução
que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o
objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de
sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.”
(Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA,
Pleno – grifei)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE
ARGUMENTOS NOVOS.
RECLAMAÇÃO UTILIZADA
COMO SUCEDÂNEO RECURSAL.
INEXISTÊNCIA DE
AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
.......................................................................................................
3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir
recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do
jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo
‘a quo’.
.......................................................................................................
5. Agravo regimental não provido.”
(Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno –
grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO.
A
RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO
PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO.
6
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
“AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À
DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA.
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS
ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO
TRIBUNAL.
.......................................................................................................
A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da
instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução
que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o
objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de
sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.”
(Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA,
Pleno – grifei)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE
ARGUMENTOS NOVOS.
RECLAMAÇÃO UTILIZADA
COMO SUCEDÂNEO RECURSAL.
INEXISTÊNCIA DE
AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
.......................................................................................................
3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir
recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do
jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo
‘a quo’.
.......................................................................................................
5. Agravo regimental não provido.”
(Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno –
grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO.
A
RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO
PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 14730 AGR / BA
I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada
como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição
invocada nos autos da decisão de mérito.
.......................................................................................................
III – Reclamação improcedente.
IV – Agravo regimental improvido.”
(Rcl
5.684-AgR/PE,
Rel.
Min.
RICARDO
LEWANDOWSKI, Pleno – grifei)
“(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode
ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado
a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a
submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes. (…).”
(Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)
Em conclusão, não se acham presentes, na espécie, as situações
legitimadoras da utilização do instrumento reclamatório.
Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da
douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente
recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
7
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada
como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição
invocada nos autos da decisão de mérito.
.......................................................................................................
III – Reclamação improcedente.
IV – Agravo regimental improvido.”
(Rcl
5.684-AgR/PE,
Rel.
Min.
RICARDO
LEWANDOWSKI, Pleno – grifei)
“(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode
ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado
a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a
submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes. (…).”
(Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)
Em conclusão, não se acham presentes, na espécie, as situações
legitimadoras da utilização do instrumento reclamatório.
Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da
douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente
recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
7
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.730
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : COLIGAÇÃO A RENOVAÇÃO AVANÇA
ADV.(A/S) : JOÃO LOPES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : GIVALDO DA PAIXAO SANTOS
ADV.(A/S) : VAGNER BISPO DA CUNHA
AGDO.(A/S) : COLIGAÇÃO OURIÇANGAS MERECE MAIS
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE IRARÁ -
BA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8534400
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.730
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : COLIGAÇÃO A RENOVAÇÃO AVANÇA
ADV.(A/S) : JOÃO LOPES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : GIVALDO DA PAIXAO SANTOS
ADV.(A/S) : VAGNER BISPO DA CUNHA
AGDO.(A/S) : COLIGAÇÃO OURIÇANGAS MERECE MAIS
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE IRARÁ -
BA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8746653
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-24T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
|
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – JULGAMENTO DAS CONTAS DO PREFEITO MUNICIPAL – PODER DE CONTROLE E DE FISCALIZAÇÃO DA CÂMARA DE VEREADORES (CF, ART. 31) – ATO RECLAMADO QUE RECONHECEU A EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE OFENSA, POR PARTE DA CÂMARA MUNICIPAL, ÀS GARANTIAS DA PLENITUDE DE DEFESA E DO CONTRADITÓRIO (CF, ART. 5º, LV) – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DAS DECISÕES PROFERIDAS PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, COM EFICÁCIA VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 29/DF, DA ADC 30/DF E DA ADI 4.578/DF – INCOINCIDÊNCIA TEMÁTICA ENTRE AS RAZÕES DE DECIDIR INVOCADAS NO ATO JUDICIAL RECLAMADO E AQUELAS QUE DÃO SUPORTE ÀS DECISÕES APONTADAS COMO PARÂMETRO DE CONTROLE – PRECEDENTES – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
|
sjur310048
|
- Acórdão(s) citado(s):
(REJEIÇÃO DE CONTAS, PREFEITO, CONTRADITÓRIO, GARANTIA À AMPLA DEFESA)
RE 261885 (2ªT), RE 414908 AgR (2ªT).
(RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO)
Rcl 1591 (TP), Rcl 5465 ED (TP), Rcl 5684 AgR (TP), Rcl 6534 AgR (TP), RCL 724 AGR (TP), RCL 1852 AGR (TP), RTJ 134/1033, RTJ 168/718.
(LEI DA FICHA LIMPA)
ADI 4578 (TP), ADC 29 (TP), ADC 30 (TP).
- Decisões monocráticas citadas:
(REJEIÇÃO DE CONTAS, PREFEITO, CONTRADITÓRIO, GARANTIA À AMPLA DEFESA)
RE 235593, RE 313545, AC 2085 MC, RE 459740, RE 394634, RE 447555, RE 367562, RE 583539.
Número de páginas: 15.
Análise: 30/06/2015, IMC.
Revisão: 31/07/2015, KBP.
|
CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
14730
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00055 ART-00031 ART-00102 \n INC-00001 LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LCP-000135 ANO-2010\n LEI COMPLEMENTAR"
] |
Rcl-AgR
|
acordaos
|
Rcl 14730 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : COLIGAÇÃO A RENOVAÇÃO AVANÇA
ADV.(A/S) : JOÃO LOPES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : GIVALDO DA PAIXAO SANTOS
ADV.(A/S) : VAGNER BISPO DA CUNHA
AGDO.(A/S) : COLIGAÇÃO OURIÇANGAS MERECE MAIS
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE IRARÁ - BA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.730 BAHIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:COLIGAÇÃO A RENOVAÇÃO AVANÇA
ADV.(A/S)
:JOÃO LOPES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:GIVALDO DA PAIXAO SANTOS
ADV.(A/S)
:VAGNER BISPO DA CUNHA
AGDO.(A/S)
:COLIGAÇÃO OURIÇANGAS MERECE MAIS
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA
DE IRARÁ - BA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – JULGAMENTO DAS CONTAS
DO PREFEITO MUNICIPAL – PODER DE CONTROLE E DE
FISCALIZAÇÃO DA CÂMARA DE VEREADORES (Constituição Federal de 1988, ART. 31) – ATO
RECLAMADO QUE RECONHECEU A EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE
OFENSA, POR PARTE DA CÂMARA MUNICIPAL, ÀS GARANTIAS
DA PLENITUDE DE DEFESA E DO CONTRADITÓRIO (Constituição Federal de 1988, ART. 5...,
LV) – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DAS DECISÕES
PROFERIDAS PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, COM EFICÁCIA
VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 29/DF, DA ADC 30/DF E DA
ADI 4.578/DF – INCOINCIDÊNCIA TEMÁTICA ENTRE AS RAZÕES DE
DECIDIR INVOCADAS NO ATO JUDICIAL RECLAMADO E AQUELAS
QUE DÃO SUPORTE
ÀS DECISÕES APONTADAS
COMO
PARÂMETRO DE CONTROLE – PRECEDENTES – PARECER DA
PROCURADORIA-GERAL
DA
REPÚBLICA
PELO
NÃO
PROVIMENTO
DO AGRAVO
–
RECURSO
DE
AGRAVO
IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
RCL 14730 AGR / BA
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.730 BAHIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:COLIGAÇÃO A RENOVAÇÃO AVANÇA
ADV.(A/S)
:JOÃO LOPES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:GIVALDO DA PAIXAO SANTOS
ADV.(A/S)
:VAGNER BISPO DA CUNHA
AGDO.(A/S)
:COLIGAÇÃO OURIÇANGAS MERECE MAIS
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA
DE IRARÁ - BA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O
Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente
Senhor Procurador-Geral da República, Dr. RODRIGO JANOT
MONTEIRO DE BARROS, ao manifestar-se pelo não provimento deste
recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a presente causa:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECLAMAÇÃO. DIREITO ELEITORAL.
NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO
QUE REJEITOU AS CONTAS DO PREFEITO
POR OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À
AMPLA
DEFESA .
AUSÊNCIA
DE
IDENTIDADE
MATERIAL
ENTRE
A
DECISÃO RECLAMADA E OS ACÓRDÃOS
NAS ADCs 29/DF e 30/DF e NA ADI 4.578/DF.
Parecer pelo desprovimento do recurso.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.730 BAHIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:COLIGAÇÃO A RENOVAÇÃO AVANÇA
ADV.(A/S)
:JOÃO LOPES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:GIVALDO DA PAIXAO SANTOS
ADV.(A/S)
:VAGNER BISPO DA CUNHA
AGDO.(A/S)
:COLIGAÇÃO OURIÇANGAS MERECE MAIS
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA
DE IRARÁ - BA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O
Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente
Senhor Procurador-Geral da República, Dr. RODRIGO JANOT
MONTEIRO DE BARROS, ao manifestar-se pelo não provimento deste
recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a presente causa:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECLAMAÇÃO. DIREITO ELEITORAL.
NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO
QUE REJEITOU AS CONTAS DO PREFEITO
POR OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À
AMPLA
DEFESA .
AUSÊNCIA
DE
IDENTIDADE
MATERIAL
ENTRE
A
DECISÃO RECLAMADA E OS ACÓRDÃOS
NAS ADCs 29/DF e 30/DF e NA ADI 4.578/DF.
Parecer pelo desprovimento do recurso.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
RCL 14730 AGR / BA
Trata-se de agravo regimental em reclamação ajuizada
pela Coligação Partidária ‘A Renovação Avançada’ contra decisão do
Juiz de Direito da Vara Cível da Comarca de Irará-BA, por
desrespeito à autoridade das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas
ADCs 29/DF e 30/DF e na ADI 4.578/DF.
O Ministro Relator, após afirmar a legitimidade ativa da
coligação partidária para o processo, em razão da formação desta ser
destinada ao pleito de 2012, negou seguimento à reclamação por
inexistência de identidade entre a matéria versada na decisão
reclamada (prestação de contas de Prefeito) e os acórdãos proferidos
nas ADCs 29/DF e 30/DF e na ADI 4.578/DF.
Asseverou ainda estar a decisão reclamada em
consonância com o julgado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no
Recurso Extraordinário 261.885/SP:
‘PREFEITO MUNICIPAL. CONTAS REJEITADAS
PELA CÂMARA DE VEREADORES. ALEGADA
OFENSA AO PRINCÍPIO DO DIREITO DE DEFESA
(INC. LV DO ART. 5... DA Constituição Federal de 1988).
Sendo o julgamento das contas do recorrente, como
ex-Chefe do Executivo Municipal, realizado pela Câmara de
Vereadores mediante parecer prévio do Tribunal de Contas, que
poderá deixar de prevalecer por decisão de dois terços dos
membros da Casa Legislativa (arts. 31, § 1..., e 71 c/c o 75 da
Constituição Federal de 1988), é fora de dúvida que, no presente caso, em que o parecer
foi pela rejeição das contas, não poderia ele, em face da norma
constitucional sob referência, ter sido aprovado, sem que se
houvesse propiciado ao interessado a oportunidade de opor-se
ao referido pronunciamento técnico, de maneira ampla, perante
o órgão legislativo, com vista à sua almejada reversão.
Recurso conhecido e provido.’
O agravante alega ter a decisão reclamada violado o
decidido nas ADCs 29/DF e 30/DF e na ADI 4.578/DF,
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
Trata-se de agravo regimental em reclamação ajuizada
pela Coligação Partidária ‘A Renovação Avançada’ contra decisão do
Juiz de Direito da Vara Cível da Comarca de Irará-BA, por
desrespeito à autoridade das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas
ADCs 29/DF e 30/DF e na ADI 4.578/DF.
O Ministro Relator, após afirmar a legitimidade ativa da
coligação partidária para o processo, em razão da formação desta ser
destinada ao pleito de 2012, negou seguimento à reclamação por
inexistência de identidade entre a matéria versada na decisão
reclamada (prestação de contas de Prefeito) e os acórdãos proferidos
nas ADCs 29/DF e 30/DF e na ADI 4.578/DF.
Asseverou ainda estar a decisão reclamada em
consonância com o julgado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no
Recurso Extraordinário 261.885/SP:
‘PREFEITO MUNICIPAL. CONTAS REJEITADAS
PELA CÂMARA DE VEREADORES. ALEGADA
OFENSA AO PRINCÍPIO DO DIREITO DE DEFESA
(INC. LV DO ART. 5... DA Constituição Federal de 1988).
Sendo o julgamento das contas do recorrente, como
ex-Chefe do Executivo Municipal, realizado pela Câmara de
Vereadores mediante parecer prévio do Tribunal de Contas, que
poderá deixar de prevalecer por decisão de dois terços dos
membros da Casa Legislativa (arts. 31, § 1..., e 71 c/c o 75 da
Constituição Federal de 1988), é fora de dúvida que, no presente caso, em que o parecer
foi pela rejeição das contas, não poderia ele, em face da norma
constitucional sob referência, ter sido aprovado, sem que se
houvesse propiciado ao interessado a oportunidade de opor-se
ao referido pronunciamento técnico, de maneira ampla, perante
o órgão legislativo, com vista à sua almejada reversão.
Recurso conhecido e provido.’
O agravante alega ter a decisão reclamada violado o
decidido nas ADCs 29/DF e 30/DF e na ADI 4.578/DF,
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Relatório
RCL 14730 AGR / BA
requerendo a declaração de inelegibilidade do Prefeito em face da
prática de ato de improbidade administrativa cometido no exercício
de 2006.
Em síntese, os fatos de interesse.
A reclamação prevista no art. 102, I, ‘l’, da Constituição Federal de 1988 é instituto
vinculado à sua estrita vocação constitucional: (i) preservar a
competência do Supremo Tribunal Federal e (ii) garantir a
autoridade de suas decisões. É utilizada, outrossim, para resguardar
a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3...,
Constituição Federal de 1988/88).
A utilização da reclamação com o intento de garantir o
‘imperium’ dos julgados do Supremo Tribunal Federal pressupõe:
(i) seja o reclamante parte no processo cuja decisão da Suprema
Corte tenha sido desrespeitada ou (ii) a decisão do Supremo Tribunal Federal seja
resultante de julgamento com eficácia ‘erga omnes’ e efeito
vinculante e (iii) haja identidade de objetos entre o ato judicial
reclamado e a decisão paradigma.
O Supremo Tribunal Federal, em 16/2/2012, no julgamento
das Ações Declaratórias de Constitucionalidade 29 e 30 e da Ação
Direta de Inconstitucionalidade 4.578, todas de relatoria do Ministro
Luiz Fux, entendeu constitucional as hipóteses de inelegibilidade
instituídas pelas alíneas ‘c’, ‘d’, ‘f’, ‘g’, ‘h’, ‘j’, ‘m’, ‘n’, ‘o’, ‘p’ e ‘q’
do art. 1..., inciso I, da Lei Complementar 64/90, introduzidas pela Lei Complementar 135/10.
Esclareceu não haver violação ao princípio
constitucional da irretroatividade das leis na aplicação da
Lei Complementar 135/10 a fatos anteriores, pois a incidência da norma não
caracterizaria retroatividade autêntica (quando a lei dotada de
eficácia ‘ex tunc’ gera efeitos sobre situações pretéritas, ou se,
detentora de eficácia ‘ex nunc’, alcança relações jurídicas
estabelecidas no passado), instituto vedado pela Constituição
Federal.
Ao contrário, como explicitado no voto, trata-se de
retroatividade inautêntica ou retrospectividade, quando a norma
atribui efeitos futuros a situações ou relações jurídicas já existentes
de forma a alterar consequências jurídicas certas e previsíveis ao
tempo da ocorrência do fato. Assim, a Lei Complementar 135/10 foi considerada
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
requerendo a declaração de inelegibilidade do Prefeito em face da
prática de ato de improbidade administrativa cometido no exercício
de 2006.
Em síntese, os fatos de interesse.
A reclamação prevista no art. 102, I, ‘l’, da Constituição Federal de 1988 é instituto
vinculado à sua estrita vocação constitucional: (i) preservar a
competência do Supremo Tribunal Federal e (ii) garantir a
autoridade de suas decisões. É utilizada, outrossim, para resguardar
a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3...,
Constituição Federal de 1988/88).
A utilização da reclamação com o intento de garantir o
‘imperium’ dos julgados do Supremo Tribunal Federal pressupõe:
(i) seja o reclamante parte no processo cuja decisão da Suprema
Corte tenha sido desrespeitada ou (ii) a decisão do Supremo Tribunal Federal seja
resultante de julgamento com eficácia ‘erga omnes’ e efeito
vinculante e (iii) haja identidade de objetos entre o ato judicial
reclamado e a decisão paradigma.
O Supremo Tribunal Federal, em 16/2/2012, no julgamento
das Ações Declaratórias de Constitucionalidade 29 e 30 e da Ação
Direta de Inconstitucionalidade 4.578, todas de relatoria do Ministro
Luiz Fux, entendeu constitucional as hipóteses de inelegibilidade
instituídas pelas alíneas ‘c’, ‘d’, ‘f’, ‘g’, ‘h’, ‘j’, ‘m’, ‘n’, ‘o’, ‘p’ e ‘q’
do art. 1..., inciso I, da Lei Complementar 64/90, introduzidas pela Lei Complementar 135/10.
Esclareceu não haver violação ao princípio
constitucional da irretroatividade das leis na aplicação da
Lei Complementar 135/10 a fatos anteriores, pois a incidência da norma não
caracterizaria retroatividade autêntica (quando a lei dotada de
eficácia ‘ex tunc’ gera efeitos sobre situações pretéritas, ou se,
detentora de eficácia ‘ex nunc’, alcança relações jurídicas
estabelecidas no passado), instituto vedado pela Constituição
Federal.
Ao contrário, como explicitado no voto, trata-se de
retroatividade inautêntica ou retrospectividade, quando a norma
atribui efeitos futuros a situações ou relações jurídicas já existentes
de forma a alterar consequências jurídicas certas e previsíveis ao
tempo da ocorrência do fato. Assim, a Lei Complementar 135/10 foi considerada
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Relatório
RCL 14730 AGR / BA
hipótese de retroatividade inautêntica, sem ensejar em ofensa à
Constituição Federal. A propósito, registrou:
‘Como se sabe, a retroatividade autêntica é vedada pela
Constituição da República, como já muitas vezes reconhecido
na jurisprudência deste Tribunal. O mesmo não se dá com a
retrospectividade, que, apesar de semelhante, não se confunde
com o concreto de retroatividade mínima defendido por
MATOS PEIXOTO e referido no voto do Ministro MOREIRA
ALVES proferido no julgamento da ADI 493 (j. 25.06.1992):
enquanto nesta são alteradas, por lei, as consequências
jurídicas de fatos ocorridos anteriormente – consequências
essas certas e previsíveis ao tempo da ocorrência do fato –,
naquela a lei atribui novos efeitos jurídicos, a partir de sua
edição, a fatos ocorridos anteriormente. Repita-se: foi o que se
deu com a promulgação da Emenda Constitucional n 41/03,
que atribuiu regimes previdenciários diferentes aos servidores,
conforme as respectivas datas de ingresso no serviço público,
mesmo que anteriores ao início de sua vigência, e recebeu a
chancela desta Corte.
A aplicabilidade da Lei Complementar n 135/10 a
processo eleitoral posterior à respectiva data de publicação é, à
luz da distinção supra, uma hipótese clara e inequívoca de
retroatividade inautêntica, ao estabelecer limitação prospectiva
aos ‘ius honorum’ (o direito de concorrer a cargos eletivos) com
base em fatos já ocorridos. A situação jurídica do indivíduo –
condenação por colegiado ou perda de cargo público, por
exemplo – estabeleceu-se em momento anterior, mas seus
efeitos perdurarão no tempo. Esta, portanto, a primeira
consideração importante: ainda que se considere haver
atribuição de efeitos, por lei, a fatos pretéritos, cuida-se de
hipótese de retrospectividade, já admitida na jurisprudência
desta Corte.’ (...)
Na oportunidade, afastou-se a alegação de que os fatos ou
condenações anteriores à nova lei constituiriam ato jurídico perfeito
4
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
hipótese de retroatividade inautêntica, sem ensejar em ofensa à
Constituição Federal. A propósito, registrou:
‘Como se sabe, a retroatividade autêntica é vedada pela
Constituição da República, como já muitas vezes reconhecido
na jurisprudência deste Tribunal. O mesmo não se dá com a
retrospectividade, que, apesar de semelhante, não se confunde
com o concreto de retroatividade mínima defendido por
MATOS PEIXOTO e referido no voto do Ministro MOREIRA
ALVES proferido no julgamento da ADI 493 (j. 25.06.1992):
enquanto nesta são alteradas, por lei, as consequências
jurídicas de fatos ocorridos anteriormente – consequências
essas certas e previsíveis ao tempo da ocorrência do fato –,
naquela a lei atribui novos efeitos jurídicos, a partir de sua
edição, a fatos ocorridos anteriormente. Repita-se: foi o que se
deu com a promulgação da Emenda Constitucional n 41/03,
que atribuiu regimes previdenciários diferentes aos servidores,
conforme as respectivas datas de ingresso no serviço público,
mesmo que anteriores ao início de sua vigência, e recebeu a
chancela desta Corte.
A aplicabilidade da Lei Complementar n 135/10 a
processo eleitoral posterior à respectiva data de publicação é, à
luz da distinção supra, uma hipótese clara e inequívoca de
retroatividade inautêntica, ao estabelecer limitação prospectiva
aos ‘ius honorum’ (o direito de concorrer a cargos eletivos) com
base em fatos já ocorridos. A situação jurídica do indivíduo –
condenação por colegiado ou perda de cargo público, por
exemplo – estabeleceu-se em momento anterior, mas seus
efeitos perdurarão no tempo. Esta, portanto, a primeira
consideração importante: ainda que se considere haver
atribuição de efeitos, por lei, a fatos pretéritos, cuida-se de
hipótese de retrospectividade, já admitida na jurisprudência
desta Corte.’ (...)
Na oportunidade, afastou-se a alegação de que os fatos ou
condenações anteriores à nova lei constituiriam ato jurídico perfeito
4
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Relatório
RCL 14730 AGR / BA
cujos efeitos não poderiam ser atingidos pela Lei da Ficha Limpa.
Concluiu a Suprema Corte ser possível às condenações sofrer
modificação futura em razão da superveniência de causa de
inelegibilidade, porquanto não há direito adquirido à elegibilidade.
O Supremo Tribunal Federal asseverou, ainda, a
inexistência de malferimento ao princípio da presunção de inocência,
tendo em vista a prevalência do princípio da moralidade
administrativa.
Nas palavras do Ministro Relator: ‘(…) Da exigência
constitucional de moralidade para o exercício de mandatos eletivos
(art. 14, § 9...) se há de inferir que uma condenação prolatada em
segunda instância ou por um colegiado no exercício da competência
de foro por prerrogativa de função, a rejeição de contas públicas, a
perda de cargo público ou o impedimento do exercício de profissão
por violação de dever ético-profissional excluirão a razoabilidade da
expectativa. A rigor, há de se inverter a avaliação: é razoável
entender que um indivíduo que se enquadre em tais hipóteses
qualificadas não esteja, ‘a priori’, apto a exercer mandato eletivo.’
(…).
Na espécie, a sentença objurgada julgou procedente pedido de
declaração de nulidade do Decreto Legislativo 1/2008 da Câmara de
Vereadores do Município de Ouriçangas/BA, que rejeitou as contas
do Prefeito em exercício em 2006, sob o argumento de ofensa ao
contraditório e à ampla defesa, tendo em vista a falta de
oportunidade de apresentar defesa técnica.
Assim, o agravante não logrou demonstrar a identidade de
objetos entre o ato judicial reclamado e a decisão paradigma.
Ante o exposto, opina a PROCURADORIA-GERAL DA
REPÚBLICA pelo desprovimento do agravo regimental em
reclamação.” (grifei)
É o relatório.
5
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733105.
Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
cujos efeitos não poderiam ser atingidos pela Lei da Ficha Limpa.
Concluiu a Suprema Corte ser possível às condenações sofrer
modificação futura em razão da superveniência de causa de
inelegibilidade, porquanto não há direito adquirido à elegibilidade.
O Supremo Tribunal Federal asseverou, ainda, a
inexistência de malferimento ao princípio da presunção de inocência,
tendo em vista a prevalência do princípio da moralidade
administrativa.
Nas palavras do Ministro Relator: ‘(…) Da exigência
constitucional de moralidade para o exercício de mandatos eletivos
(art. 14, § 9...) se há de inferir que uma condenação prolatada em
segunda instância ou por um colegiado no exercício da competência
de foro por prerrogativa de função, a rejeição de contas públicas, a
perda de cargo público ou o impedimento do exercício de profissão
por violação de dever ético-profissional excluirão a razoabilidade da
expectativa. A rigor, há de se inverter a avaliação: é razoável
entender que um indivíduo que se enquadre em tais hipóteses
qualificadas não esteja, ‘a priori’, apto a exercer mandato eletivo.’
(…).
Na espécie, a sentença objurgada julgou procedente pedido de
declaração de nulidade do Decreto Legislativo 1/2008 da Câmara de
Vereadores do Município de Ouriçangas/BA, que rejeitou as contas
do Prefeito em exercício em 2006, sob o argumento de ofensa ao
contraditório e à ampla defesa, tendo em vista a falta de
oportunidade de apresentar defesa técnica.
Assim, o agravante não logrou demonstrar a identidade de
objetos entre o ato judicial reclamado e a decisão paradigma.
Ante o exposto, opina a PROCURADORIA-GERAL DA
REPÚBLICA pelo desprovimento do agravo regimental em
reclamação.” (grifei)
É o relatório.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.730 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo
não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão impugnada na
presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz
jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora
em exame.
Como já tive o ensejo de destacar na decisão ora agravada, o exame dos
fundamentos subjacentes à presente causa leva-me a reconhecer a
inexistência, na espécie, de situação caracterizadora de desrespeito à
autoridade das decisões proferidas, com eficácia vinculante, pelo Supremo
Tribunal Federal no exame da ADC 29/DF, da ADC 30/DF e da
ADI 4.578/DF, todas da relatoria do eminente Ministro LUIZ FUX.
É que os fundamentos que dão suporte ao ato objeto da presente
reclamação revelam-se absolutamente estranhos às razões subjacentes aos
paradigmas de confronto invocados pela parte ora recorrente.
Eis, em síntese, o teor da decisão reclamada, que, proferida pelo
MM. Juiz de Direito da Vara Cível da comarca de Irará/BA, teria,
alegadamente, desrespeitado a autoridade das decisões emanadas desta
Suprema Corte:
“De acordo com os ditames estabelecidos pelo art. 31 e
parágrafos da Constituição pátria, compete à Câmara Municipal a
função de fiscalizar a regularidade das contas da administração
municipal, exercendo atividade de controle administrativo de
nítido cunho jurisdicional.
Para desempenhar este desiderato, o legislador-julgador
conta com o auxílio técnico do Tribunal de Contas dos Municípios
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.730 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo
não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão impugnada na
presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz
jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora
em exame.
Como já tive o ensejo de destacar na decisão ora agravada, o exame dos
fundamentos subjacentes à presente causa leva-me a reconhecer a
inexistência, na espécie, de situação caracterizadora de desrespeito à
autoridade das decisões proferidas, com eficácia vinculante, pelo Supremo
Tribunal Federal no exame da ADC 29/DF, da ADC 30/DF e da
ADI 4.578/DF, todas da relatoria do eminente Ministro LUIZ FUX.
É que os fundamentos que dão suporte ao ato objeto da presente
reclamação revelam-se absolutamente estranhos às razões subjacentes aos
paradigmas de confronto invocados pela parte ora recorrente.
Eis, em síntese, o teor da decisão reclamada, que, proferida pelo
MM. Juiz de Direito da Vara Cível da comarca de Irará/BA, teria,
alegadamente, desrespeitado a autoridade das decisões emanadas desta
Suprema Corte:
“De acordo com os ditames estabelecidos pelo art. 31 e
parágrafos da Constituição pátria, compete à Câmara Municipal a
função de fiscalizar a regularidade das contas da administração
municipal, exercendo atividade de controle administrativo de
nítido cunho jurisdicional.
Para desempenhar este desiderato, o legislador-julgador
conta com o auxílio técnico do Tribunal de Contas dos Municípios
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 14730 AGR / BA
(TCM) e, apreciando as provas que instruíram o procedimento, deve
decidir o mérito.
Todavia, a decisão final é o resultado de atividade intelectiva
decorrente da análise de todas as provas produzidas e não somente do
parecer do Tribunal de Contas. Para tanto, devem ser observados os
princípios e normas que balizam o processo judicial e os atos
administrativos em geral.
…...................................................................................................
Mister destacar que, na sessão em que se apreciaram as contas
do recorrido, deixou a Câmara Legislativa de lhe conceder
oportunidade para se defender, não havendo o ex-prefeito sequer sido
intimado para este ato, o que revela a não observância do postulado do
devido processo legal pela Câmara legislativa Municipal.
…...................................................................................................
Tanto que converge a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal no sentido de ser necessária a observância dos princípios
constitucionais do contraditório e da ampla defesa pela Câmara
Municipal no momento da apreciação das contas do prefeito, mesmo
após o parecer do Tribunal de Contas (…).
…...................................................................................................
Portanto, na esteira do entendimento firmado pelo Supremo
Tribunal Federal, é essencial que se garanta ao chefe do executivo
ampla oportunidade de defesa das contas apresentadas, e os
procedimentos realizados pelos legisladores na função de julgadores
devem se manter alinhados com os ditames do devido processo legal.”
(grifei)
Torna-se forçoso concluir, portanto, que inexiste qualquer relação
de identidade entre a matéria versada na presente reclamação (que trata
do julgamento, pela Câmara de Vereadores, das contas municipais
pertinentes ao Chefe do Poder Executivo local) e aquela examinada pelo
Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADC 29/DF, da ADC 30/DF
e
da
ADI
4.578/DF (que
cuidavam,
exclusivamente,
da
constitucionalidade da Lei Complementar n 135/2010 e da sua não
incidência “sobre as eleições já ocorridas em 2010 e as anteriores”, bem assim
sobre os mandatos então em curso).
2
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Supremo Tribunal Federal
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(TCM) e, apreciando as provas que instruíram o procedimento, deve
decidir o mérito.
Todavia, a decisão final é o resultado de atividade intelectiva
decorrente da análise de todas as provas produzidas e não somente do
parecer do Tribunal de Contas. Para tanto, devem ser observados os
princípios e normas que balizam o processo judicial e os atos
administrativos em geral.
…...................................................................................................
Mister destacar que, na sessão em que se apreciaram as contas
do recorrido, deixou a Câmara Legislativa de lhe conceder
oportunidade para se defender, não havendo o ex-prefeito sequer sido
intimado para este ato, o que revela a não observância do postulado do
devido processo legal pela Câmara legislativa Municipal.
…...................................................................................................
Tanto que converge a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal no sentido de ser necessária a observância dos princípios
constitucionais do contraditório e da ampla defesa pela Câmara
Municipal no momento da apreciação das contas do prefeito, mesmo
após o parecer do Tribunal de Contas (…).
…...................................................................................................
Portanto, na esteira do entendimento firmado pelo Supremo
Tribunal Federal, é essencial que se garanta ao chefe do executivo
ampla oportunidade de defesa das contas apresentadas, e os
procedimentos realizados pelos legisladores na função de julgadores
devem se manter alinhados com os ditames do devido processo legal.”
(grifei)
Torna-se forçoso concluir, portanto, que inexiste qualquer relação
de identidade entre a matéria versada na presente reclamação (que trata
do julgamento, pela Câmara de Vereadores, das contas municipais
pertinentes ao Chefe do Poder Executivo local) e aquela examinada pelo
Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADC 29/DF, da ADC 30/DF
e
da
ADI
4.578/DF (que
cuidavam,
exclusivamente,
da
constitucionalidade da Lei Complementar n 135/2010 e da sua não
incidência “sobre as eleições já ocorridas em 2010 e as anteriores”, bem assim
sobre os mandatos então em curso).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 14730 AGR / BA
Esse fato – incoincidência dos fundamentos – inviabiliza o próprio
conhecimento da presente reclamação pelo Supremo Tribunal Federal.
Ainda que fosse possível superar esse obstáculo processual, mesmo
assim não assistiria razão à parte reclamante, ora agravante.
É que a decisão proferida pelo ilustre magistrado de primeira
instância ajusta-se à orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema
Corte, que tem enfatizado – a propósito do procedimento político-
-administrativo de controle parlamentar das contas do Prefeito
Municipal – que a deliberação da Câmara de Vereadores sobre as contas
do Chefe do Poder Executivo local há de observar a garantia constitucional
da plenitude de defesa e do contraditório (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV), sob pena de a
resolução legislativa importar em inaceitável transgressão ao sistema de
garantias consagrado pela Constituição da República:
“PREFEITO MUNICIPAL. CONTAS REJEITADAS PELA
CÂMARA DE VEREADORES. ALEGADA OFENSA AO
PRINCÍPIO DO DIREITO DE DEFESA (INC. LV DO ART. 5...
DA Constituição Federal de 1988).
Sendo o julgamento das contas do recorrente, como
ex-
Chefe
do Executivo Municipal, realizado pela Câmara de
Vereadores mediante parecer prévio do Tribunal de Contas, que
poderá deixar de prevalecer por decisão de dois terços dos membros
da Casa Legislativa (arts. 31, § 1..., e 71 c/c o 75 da Constituição Federal de 1988), é fora de
dúvida que, no presente caso, em que o parecer foi pela rejeição
das contas, não poderia ele, em face da norma constitucional sob
referência, ter sido aprovado, sem que se houvesse propiciado ao
interessado
a
oportunidade
de
opor-se
ao
referido
pronunciamento técnico, de maneira ampla, perante o órgão
legislativo, com vista à sua almejada reversão.
Recurso conhecido e provido.”
(Recurso Extraordinário 261.885/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei)
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
Esse fato – incoincidência dos fundamentos – inviabiliza o próprio
conhecimento da presente reclamação pelo Supremo Tribunal Federal.
Ainda que fosse possível superar esse obstáculo processual, mesmo
assim não assistiria razão à parte reclamante, ora agravante.
É que a decisão proferida pelo ilustre magistrado de primeira
instância ajusta-se à orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema
Corte, que tem enfatizado – a propósito do procedimento político-
-administrativo de controle parlamentar das contas do Prefeito
Municipal – que a deliberação da Câmara de Vereadores sobre as contas
do Chefe do Poder Executivo local há de observar a garantia constitucional
da plenitude de defesa e do contraditório (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV), sob pena de a
resolução legislativa importar em inaceitável transgressão ao sistema de
garantias consagrado pela Constituição da República:
“PREFEITO MUNICIPAL. CONTAS REJEITADAS PELA
CÂMARA DE VEREADORES. ALEGADA OFENSA AO
PRINCÍPIO DO DIREITO DE DEFESA (INC. LV DO ART. 5...
DA Constituição Federal de 1988).
Sendo o julgamento das contas do recorrente, como
ex-
Chefe
do Executivo Municipal, realizado pela Câmara de
Vereadores mediante parecer prévio do Tribunal de Contas, que
poderá deixar de prevalecer por decisão de dois terços dos membros
da Casa Legislativa (arts. 31, § 1..., e 71 c/c o 75 da Constituição Federal de 1988), é fora de
dúvida que, no presente caso, em que o parecer foi pela rejeição
das contas, não poderia ele, em face da norma constitucional sob
referência, ter sido aprovado, sem que se houvesse propiciado ao
interessado
a
oportunidade
de
opor-se
ao
referido
pronunciamento técnico, de maneira ampla, perante o órgão
legislativo, com vista à sua almejada reversão.
Recurso conhecido e provido.”
(Recurso Extraordinário 261.885/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei)
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 14730 AGR / BA
Impende ressaltar, por necessário, que essa orientação, em tudo
observada pela decisão objeto da presente reclamação, vem sendo aplicada
em sucessivas decisões – monocráticas e colegiadas – proferidas, no âmbito
desta Suprema Corte, a propósito da mesma controvérsia suscitada nesta causa
(AC 2.085-MC/MG, Rel. Min. MENEZES DIREITO – Recurso Extraordinário 235.593/MG, Rel.
Min. CELSO DE MELLO – Recurso Extraordinário 313.545/MG, Rel. Min. GILMAR
MENDES – Recurso Extraordinário 367.562/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Recurso Extraordinário 394.634/MG,
Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Recurso Extraordinário 447.555/MG, Rel. Min. CÁRMEN
LÚCIA – Recurso Extraordinário 459.740/RS, Rel. Min. AYRES BRITTO – Recurso Extraordinário 583.539/SP, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, v.g.):
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PREFEITO MUNICIPAL. CONTAS
REJEITADAS PELA CÂMARA MUNICIPAL. DIREITO AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. PRECEDENTES.
1. É pacífica a jurisprudência desta nossa Casa de Justiça no
sentido de que é de ser assegurado a ex-prefeito o direito de
defesa quando da deliberação da Câmara Municipal sobre suas
contas.
2. Agravo regimental desprovido.”
(Recurso Extraordinário 414.908-AgR/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei)
Registre-se, finalmente, considerada a ausência, na espécie, dos
pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, que
este remédio constitucional não pode ser utilizado como um
(inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de
caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame
direto desta Suprema Corte.
É que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a
dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política
(RTJ
134/1033) –
não
se
qualifica
como sucedâneo recursal
nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo
do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à
4
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
Impende ressaltar, por necessário, que essa orientação, em tudo
observada pela decisão objeto da presente reclamação, vem sendo aplicada
em sucessivas decisões – monocráticas e colegiadas – proferidas, no âmbito
desta Suprema Corte, a propósito da mesma controvérsia suscitada nesta causa
(AC 2.085-MC/MG, Rel. Min. MENEZES DIREITO – Recurso Extraordinário 235.593/MG, Rel.
Min. CELSO DE MELLO – Recurso Extraordinário 313.545/MG, Rel. Min. GILMAR
MENDES – Recurso Extraordinário 367.562/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Recurso Extraordinário 394.634/MG,
Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Recurso Extraordinário 447.555/MG, Rel. Min. CÁRMEN
LÚCIA – Recurso Extraordinário 459.740/RS, Rel. Min. AYRES BRITTO – Recurso Extraordinário 583.539/SP, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, v.g.):
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PREFEITO MUNICIPAL. CONTAS
REJEITADAS PELA CÂMARA MUNICIPAL. DIREITO AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. PRECEDENTES.
1. É pacífica a jurisprudência desta nossa Casa de Justiça no
sentido de que é de ser assegurado a ex-prefeito o direito de
defesa quando da deliberação da Câmara Municipal sobre suas
contas.
2. Agravo regimental desprovido.”
(Recurso Extraordinário 414.908-AgR/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei)
Registre-se, finalmente, considerada a ausência, na espécie, dos
pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, que
este remédio constitucional não pode ser utilizado como um
(inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de
caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame
direto desta Suprema Corte.
É que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a
dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política
(RTJ
134/1033) –
não
se
qualifica
como sucedâneo recursal
nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo
do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 14730 AGR / BA
destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida
processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal:
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE
AÇÃO RESCISÓRIA.
I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de
recurso ou de ação rescisória.
II. – Reclamação não conhecida.”
(RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno –
grifei)
“Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de
outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do
Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo
em se tratando de controvérsias de porte constitucional.
Também não é a reclamação instrumento idôneo de
uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso
ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.”
(Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI,
Pleno – grifei)
“O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do
Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais
suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em
mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível
reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria.
.......................................................................................................
A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e
ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852,
relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti.
(…).”
(Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei)
5
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida
processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal:
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE
AÇÃO RESCISÓRIA.
I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de
recurso ou de ação rescisória.
II. – Reclamação não conhecida.”
(RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno –
grifei)
“Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de
outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do
Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo
em se tratando de controvérsias de porte constitucional.
Também não é a reclamação instrumento idôneo de
uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso
ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.”
(Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI,
Pleno – grifei)
“O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do
Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais
suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em
mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível
reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria.
.......................................................................................................
A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e
ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852,
relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti.
(…).”
(Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei)
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 14730 AGR / BA
“AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À
DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA.
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS
ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO
TRIBUNAL.
.......................................................................................................
A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da
instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução
que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o
objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de
sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.”
(Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA,
Pleno – grifei)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE
ARGUMENTOS NOVOS.
RECLAMAÇÃO UTILIZADA
COMO SUCEDÂNEO RECURSAL.
INEXISTÊNCIA DE
AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
.......................................................................................................
3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir
recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do
jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo
‘a quo’.
.......................................................................................................
5. Agravo regimental não provido.”
(Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno –
grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO.
A
RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO
PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO.
6
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733106.
Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
“AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À
DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA.
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS
ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO
TRIBUNAL.
.......................................................................................................
A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da
instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução
que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o
objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de
sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.”
(Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA,
Pleno – grifei)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE
ARGUMENTOS NOVOS.
RECLAMAÇÃO UTILIZADA
COMO SUCEDÂNEO RECURSAL.
INEXISTÊNCIA DE
AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
.......................................................................................................
3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir
recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do
jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo
‘a quo’.
.......................................................................................................
5. Agravo regimental não provido.”
(Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno –
grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO.
A
RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO
PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 14730 AGR / BA
I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada
como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição
invocada nos autos da decisão de mérito.
.......................................................................................................
III – Reclamação improcedente.
IV – Agravo regimental improvido.”
(Rcl
5.684-AgR/PE,
Rel.
Min.
RICARDO
LEWANDOWSKI, Pleno – grifei)
“(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode
ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado
a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a
submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes. (…).”
(Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)
Em conclusão, não se acham presentes, na espécie, as situações
legitimadoras da utilização do instrumento reclamatório.
Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da
douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente
recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
7
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Supremo Tribunal Federal
RCL 14730 AGR / BA
I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada
como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição
invocada nos autos da decisão de mérito.
.......................................................................................................
III – Reclamação improcedente.
IV – Agravo regimental improvido.”
(Rcl
5.684-AgR/PE,
Rel.
Min.
RICARDO
LEWANDOWSKI, Pleno – grifei)
“(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode
ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado
a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a
submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes. (…).”
(Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)
Em conclusão, não se acham presentes, na espécie, as situações
legitimadoras da utilização do instrumento reclamatório.
Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da
douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente
recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
7
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15
Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.730
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : COLIGAÇÃO A RENOVAÇÃO AVANÇA
ADV.(A/S) : JOÃO LOPES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : GIVALDO DA PAIXAO SANTOS
ADV.(A/S) : VAGNER BISPO DA CUNHA
AGDO.(A/S) : COLIGAÇÃO OURIÇANGAS MERECE MAIS
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE IRARÁ -
BA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.730
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : COLIGAÇÃO A RENOVAÇÃO AVANÇA
ADV.(A/S) : JOÃO LOPES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : GIVALDO DA PAIXAO SANTOS
ADV.(A/S) : VAGNER BISPO DA CUNHA
AGDO.(A/S) : COLIGAÇÃO OURIÇANGAS MERECE MAIS
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE IRARÁ -
BA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECLAMAÇÃO 14 . 730",
"ADC 29 / DF",
"ADC 30 / DF",
"ADI 4 . 578 / DF",
"RCL 14730 AGR",
"ADCs 29 / DF",
"ADI 4 . 578 / DF",
"ADCs 29 / DF",
"ADI 4 . 578 / DF",
"ADCs 29 / DF",
"ADI 4 . 578 / DF",
"ADCs 29 / DF",
"ADI 4 . 578 / DF",
"Recurso Extraordinário 261 . 885 / SP",
"ADCs 29 / DF",
"ADI 4 . 578 / DF",
"RCL 14730",
"ADCs 29 / DF",
"ADI 4 . 578 / DF",
"ADCs 29 / DF",
"ADI 4 . 578 / DF",
"Recurso Extraordinário 261 . 885 / SP",
"ADCs 29 / DF",
"ADI 4 . 578 / DF",
"Ação Direta de Inconstitucionalidade 4 . 578",
"Ações Declaratórias de Constitucionalidade 29",
"Ação Direta de Inconstitucionalidade 4 . 578",
"RCL 14730",
"ADI 493",
"RCL 14730 AGR /",
"ADI 493",
"RCL 14730",
"ADC 29 / DF",
"ADC 30 / DF",
"ADI 4 . 578 / DF",
"ADC 29 / DF",
"ADC 30 / DF",
"ADI 4 . 578 / DF",
"RCL 14730 AGR",
"ADC 29 / DF",
"ADC 30 / DF",
"ADI 4 . 578 / DF",
"ADC 29 / DF",
"ADC 30 / DF",
"ADI 4 . 578 / DF",
"Recurso Extraordinário 261 . 885 / SP",
"Recurso Extraordinário 261 . 885 / SP",
"RCL 14730 AGR / BA",
"AC 2 . 085 - MC / MG",
"Recurso Extraordinário 235 . 593 / MG",
"Recurso Extraordinário 313 . 545 / MG",
"Recurso Extraordinário 367 . 562 / MG",
"Recurso Extraordinário 394 . 634 / MG",
"Recurso Extraordinário 447 . 555 / MG",
"Recurso Extraordinário 459 . 740 / RS",
"Recurso Extraordinário 583 . 539 / SP",
"Recurso Extraordinário 414 . 908 - AgR / MG",
"AC 2 . 085 - MC / MG",
"Recurso Extraordinário 235 . 593 / MG",
"Recurso Extraordinário 313 . 545 / MG",
"Recurso Extraordinário 367 . 562 / MG",
"Recurso Extraordinário 394 . 634 / MG",
"Recurso Extraordinário 447 . 555 / MG",
"Recurso Extraordinário 459 . 740 / RS",
"Recurso Extraordinário 583 . 539 / SP",
"Recurso Extraordinário 414 . 908 - AgR / MG",
"RTJ 168 / 718",
"Rcl 724 - AgR / ES",
"Rcl Ag . Rg 1852",
"Rcl",
"Ag . Rg . 724",
"Rcl 1 . 591 / RN",
"RCL 14730 AGR / BA",
"RTJ 168 / 718",
"Rcl 724 - AgR / ES",
"Rcl Ag . Rg 1852",
"Rcl Ag . Rg . 724",
"Rcl 1 . 591 / RN",
"ADI 1662 - SP",
"Rcl 1 . 852 - AgR / RN",
"Rcl 5 . 465 - ED / ES",
"ADI 1662 - SP",
"Rcl 1 . 852 - AgR / RN",
"Rcl 5 . 465 - ED / ES",
"RCL 14730 AGR /",
"Rcl 5 . 684 - AgR / PE",
"Rcl 6 . 534 - AgR / MA",
"RCL 14730 AGR / BA",
"Rcl 5 . 684 - AgR / PE",
"Rcl 6 . 534 - AgR / MA"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição Federal de 1988 , ART . 31",
"Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , LV",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INC . LV DO ART . 5 . . . DA Constituição Federal de 1988",
"arts . 31 , § 1 . . . , e 71 c / c o 75 da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INC . LV DO ART . 5 . . . DA Constituição Federal de 1988",
"arts . 31 , § 1 . . . , e 71 c / c o 75 da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , ‘ l ’ , da Constituição Federal de 1988",
"art . 103 - A , § 3 . . . ,",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Lei Complementar 64 / 90",
"Lei Complementar 135 / 10",
"Lei Complementar 135 / 10",
"Constituição Federal",
"Lei Complementar 135 / 10",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , ‘ l ’ , da Constituição Federal de 1988",
"art . 103 - A , § 3 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88",
"alíneas",
"Lei Complementar 135 / 10",
"Lei Complementar 135 / 10",
"Constituição Federal",
"Lei Complementar 135 / 10",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Emenda Constitucional n 41 / 03",
"Lei Complementar n 135 / 10",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Emenda Constitucional n 41 / 03",
"Lei Complementar n 135 / 10",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei da",
"Decreto Legislativo 1 / 2008",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei",
"Decreto Legislativo 1 / 2008",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 31 e parágrafos da Constituição pátria",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 31 e parágrafos da Constituição pátria",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 135 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 135 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LV",
"Constituição da República",
"INC . LV DO ART . 5 . . . DA Constituição Federal de 1988",
"arts . 31 , § 1 . . . , e 71 c / c o 75 da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LV",
"Constituição da República",
"INC . LV DO ART . 5 . . . DA Constituição Federal de 1988",
"arts . 31 , § 1 . . . , e 71 c / c o 75 da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , “ l ” , da Carta Política",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , “ l ” , da Carta Política",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"BAHIA",
"Brasília",
"Brasília",
"BAHIA",
"BAHIA",
"Vara Cível da Comarca de Irará - BA",
"Vara Cível da Comarca de Irará - BA",
"BAHIA",
"Vara Cível da comarca de Irará / BA",
"BAHIA",
"Vara Cível da comarca de Irará / BA",
"BAHIA",
"BAHIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"VARA CÍVEL DA COMARCA DE IRARÁ -",
"CÂMARA DE VEREADORES",
"CÂMARA MUNICIPAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"PROCURADORIA",
"-",
"GERAL DA REPÚBLICA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"VARA CÍVEL DA COMARCA DE IRARÁ - BA",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"VARA CÍVEL DA COMARCA DE IRARÁ - BA",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Coligação Partidária",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"CÂMARA DE VEREADORES",
"Câmara de Vereadores",
"Tribunal de Contas",
"Casa Legislativa",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Coligação Partidária ‘ A Renovação Avançada",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"CÂMARA DE VEREADORES",
"Câmara de Vereadores",
"Tribunal de Contas",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"BA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"BA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Câmara de Vereadores do Município de Ouriçangas / BA",
"PROCURADORIA",
"-",
"GERAL DA REPÚBLICA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Câmara de Vereadores do",
"BA",
"PROCURADORIA",
"-",
"GERAL DA REPÚBLICA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Câmara Municipal",
"Tribunal de Contas dos Municípios",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Câmara Municipal",
"Tribunal de Contas dos Municípios",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"BA",
"TCM",
"Câmara Legislativa",
"Câmara legislativa Municipal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Câmara Municipal",
"Tribunal de Contas",
"Supremo Tribunal Federal",
"Câmara de Vereadores",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Contas",
"Câmara Legislativa",
"Câmara legislativa Municipal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Câmara Municipal",
"Tribunal de Contas",
"Supremo Tribunal Federal",
"Câmara de Vereadores",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Câmara de Vereadores",
"CÂMARA DE VEREADORES",
"Câmara de Vereadores",
"Tribunal",
"Casa Legislativa",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RCL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Câmara de Vereadores",
"CÂMARA DE VEREADORES",
"Câmara de Vereadores",
"Tribunal de Contas",
"Casa Legislativa",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"CÂMARA MUNICIPAL",
"Câmara Municipal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"CÂMARA MUNICIPAL",
"Câmara Municipal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Corte Maior",
"Plenário",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Corte Maior",
"Plenário",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"COLIGAÇÃO OURIÇANGAS MERECE MAIS",
"VARA CÍVEL DA COMARCA DE IRARÁ - BA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"COLIGAÇÃO A RENOVAÇÃO AVANÇA",
"COLIGAÇÃO OURIÇANGAS",
"VARA CÍVEL DA COMARCA DE IRARÁ - BA",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"JOÃO LOPES DE OLIVEIRA",
"GIVALDO DA PAIXAO SANTOS",
"VAGNER BISPO DA CUNHA",
"COLIGAÇÃO",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"CELSO DE MELLO",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"JOÃO LOPES DE OLIVEIRA",
"GIVALDO DA PAIXAO SANTOS",
"VAGNER BISPO DA CUNHA",
"CELSO DE MELLO",
"RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS",
"CELSO DE MELLO",
"JOÃO LOPES DE OLIVEIRA",
"GIVALDO DA PAIXAO SANTOS",
"VAGNER BISPO DA CUNHA",
"CELSO DE MELLO",
"RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"MATOS PEIXOTO",
"MOREIRA ALVES",
"MATOS PEIXOTO",
"MOREIRA ALVES",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ FUX",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ FUX",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ILMAR GALVÃO",
"ILMAR GALVÃO",
"CELSO DE MELLO",
"MENEZES",
"CELSO DE MELLO",
"GILMAR MENDES",
"DIAS TOFFOLI",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"AYRES BRITTO",
"ELLEN GRACIE",
"AYRES BRITTO",
"MENEZES DIREITO",
"CELSO DE MELLO",
"GILMAR MENDES",
"DIAS TOFFOLI",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"AYRES BRITTO",
"ELLEN GRACIE",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"CARLOS VELLOSO",
"OCTAVIO GALLOTTI",
"Maurício Correa",
"Octávio Gallotti",
"ELLEN GRACIE",
"CARLOS VELLOSO",
"OCTAVIO GALLOTTI",
"Maurício Correa",
"Octávio Gallotti",
"ELLEN GRACIE",
"CELSO DE MELLO",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"CÁRMEN",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"JOÃO LOPES DE OLIVEIRA",
"GIVALDO DA PAIXAO SANTOS",
"VAGNER BISPO DA CUNHA",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"CELSO DE MELLO",
"JOÃO LOPES DE OLIVEIRA",
"GIVALDO DA PAIXAO SANTOS",
"VAGNER BISPO DA CUNHA",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"19",
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"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2012",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"2006",
"16",
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"2",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2006",
"16",
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"2",
"/",
"2012",
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"08",
"/",
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".",
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".",
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"2001",
"25",
".",
"06",
".",
"1992",
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"08",
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"2006",
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"08",
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"2001",
"2006",
"24",
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"08",
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"2001",
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"05",
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"2015",
"24",
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"2010",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"2010",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"/",
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"/",
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"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
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"24",
"/",
"08",
"/",
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"24",
"/",
"08",
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"2015",
"19",
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"05",
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"2015",
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"08",
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"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.546 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:CLEIDE SANTOS LOPES
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA E OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER.
O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver
sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e
decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O
instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso
extraordinário no permissivo constitucional.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa
Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577528.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.546 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:CLEIDE SANTOS LOPES
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de março de
2015, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577529.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.546 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:CLEIDE SANTOS LOPES
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de março de
2015, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
ARE 868546 AGR / BA
recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento
fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado da Bahia, na minuta do regimental, insiste no
processamento do extraordinário. Discorre acerca da inexistência de
direito à nomeação de candidato aprovado fora do número de vagas
previsto em edital de concurso público. Evoca o Recurso Extraordinário
nº 877.311, com repercussão geral reconhecida.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 868546 AGR / BA
recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento
fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado da Bahia, na minuta do regimental, insiste no
processamento do extraordinário. Discorre acerca da inexistência de
direito à nomeação de candidato aprovado fora do número de vagas
previsto em edital de concurso público. Evoca o Recurso Extraordinário
nº 877.311, com repercussão geral reconhecida.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.546 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procurador do Estado, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Observem o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado da Bahia assentou, em resumo:
MANDADO DE SEGURANÇA – FORMAÇÃO DE
LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO – DESNECESSIDADE –
DECADÊNCIA – INCORRÊNCIA – PRELIMINARES
REJEITADAS – CONCURSO – CONVOCAÇÃO PARA NOVA
ETAPA – PUBLICAÇÃO APENAS EM DIÁRIO OFICIAL –
VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE,
PUBLICIDADE E ACESSO AOS CARGOS PÚBLICOS –
SEGURANÇA CONCEDIDA.
Inexistindo comunhão de interesses entre a Impetrante e
os demais candidatos, desnecessária a citação destes para
integrarem a lide como litisconsórcios necessários.
O prazo decadencial para impetração do writ conta-se a
partir do primeiro dia útil seguinte à notificação da parte acerca
do indeferimento do pedido administrativamente formulado.
Contraria os princípios da razoabilidade, da publicidade e
da acessibilidade a cargos públicos a convocação de candidato
realizada com lapso temporal superior a um ano da divulgação
do resultado do certame para etapa seguinte, unicamente
através de publicação no Diário Oficial.
Segurança concedida.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.546 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procurador do Estado, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Observem o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado da Bahia assentou, em resumo:
MANDADO DE SEGURANÇA – FORMAÇÃO DE
LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO – DESNECESSIDADE –
DECADÊNCIA – INCORRÊNCIA – PRELIMINARES
REJEITADAS – CONCURSO – CONVOCAÇÃO PARA NOVA
ETAPA – PUBLICAÇÃO APENAS EM DIÁRIO OFICIAL –
VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE,
PUBLICIDADE E ACESSO AOS CARGOS PÚBLICOS –
SEGURANÇA CONCEDIDA.
Inexistindo comunhão de interesses entre a Impetrante e
os demais candidatos, desnecessária a citação destes para
integrarem a lide como litisconsórcios necessários.
O prazo decadencial para impetração do writ conta-se a
partir do primeiro dia útil seguinte à notificação da parte acerca
do indeferimento do pedido administrativamente formulado.
Contraria os princípios da razoabilidade, da publicidade e
da acessibilidade a cargos públicos a convocação de candidato
realizada com lapso temporal superior a um ano da divulgação
do resultado do certame para etapa seguinte, unicamente
através de publicação no Diário Oficial.
Segurança concedida.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 868546 AGR / BA
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, e não considerada a Constituição da
República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo.
A par desse aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos
constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do
prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete
nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico veiculado. Se o ato impugnado nada
contém sobre o que versado no recurso, descabe concluir pelo
enquadramento deste no permissivo constitucional.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 868546 AGR / BA
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, e não considerada a Constituição da
República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo.
A par desse aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos
constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do
prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete
nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico veiculado. Se o ato impugnado nada
contém sobre o que versado no recurso, descabe concluir pelo
enquadramento deste no permissivo constitucional.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577530.
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.546
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : CLEIDE SANTOS LOPES
ADV.(A/S) : ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599135
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.546
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : CLEIDE SANTOS LOPES
ADV.(A/S) : ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8644413
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-09T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional.
|
sjur307849
|
Número de páginas: 6.
Análise: 30/06/2015, MJC.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
868546
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 868546 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : CLEIDE SANTOS LOPES
ADV.(A/S) : ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.546 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:CLEIDE SANTOS LOPES
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA E OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER.
O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver
sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e
decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O
instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso
extraordinário no permissivo constitucional.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa
Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577528.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.546 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:CLEIDE SANTOS LOPES
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de março de
2015, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577529.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.546 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:CLEIDE SANTOS LOPES
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de março de
2015, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
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Relatório
ARE 868546 AGR / BA
recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento
fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado da Bahia, na minuta do regimental, insiste no
processamento do extraordinário. Discorre acerca da inexistência de
direito à nomeação de candidato aprovado fora do número de vagas
previsto em edital de concurso público. Evoca o Recurso Extraordinário
n 877.311, com repercussão geral reconhecida.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 868546 AGR / BA
recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento
fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado da Bahia, na minuta do regimental, insiste no
processamento do extraordinário. Discorre acerca da inexistência de
direito à nomeação de candidato aprovado fora do número de vagas
previsto em edital de concurso público. Evoca o Recurso Extraordinário
n 877.311, com repercussão geral reconhecida.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.546 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procurador do Estado, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Observem o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado da Bahia assentou, em resumo:
MANDADO DE SEGURANÇA – FORMAÇÃO DE
LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO – DESNECESSIDADE –
DECADÊNCIA – INCORRÊNCIA – PRELIMINARES
REJEITADAS – CONCURSO – CONVOCAÇÃO PARA NOVA
ETAPA – PUBLICAÇÃO APENAS EM DIÁRIO OFICIAL –
VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE,
PUBLICIDADE E ACESSO AOS CARGOS PÚBLICOS –
SEGURANÇA CONCEDIDA.
Inexistindo comunhão de interesses entre a Impetrante e
os demais candidatos, desnecessária a citação destes para
integrarem a lide como litisconsórcios necessários.
O prazo decadencial para impetração do writ conta-se a
partir do primeiro dia útil seguinte à notificação da parte acerca
do indeferimento do pedido administrativamente formulado.
Contraria os princípios da razoabilidade, da publicidade e
da acessibilidade a cargos públicos a convocação de candidato
realizada com lapso temporal superior a um ano da divulgação
do resultado do certame para etapa seguinte, unicamente
através de publicação no Diário Oficial.
Segurança concedida.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577530.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.546 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procurador do Estado, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Observem o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado da Bahia assentou, em resumo:
MANDADO DE SEGURANÇA – FORMAÇÃO DE
LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO – DESNECESSIDADE –
DECADÊNCIA – INCORRÊNCIA – PRELIMINARES
REJEITADAS – CONCURSO – CONVOCAÇÃO PARA NOVA
ETAPA – PUBLICAÇÃO APENAS EM DIÁRIO OFICIAL –
VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE,
PUBLICIDADE E ACESSO AOS CARGOS PÚBLICOS –
SEGURANÇA CONCEDIDA.
Inexistindo comunhão de interesses entre a Impetrante e
os demais candidatos, desnecessária a citação destes para
integrarem a lide como litisconsórcios necessários.
O prazo decadencial para impetração do writ conta-se a
partir do primeiro dia útil seguinte à notificação da parte acerca
do indeferimento do pedido administrativamente formulado.
Contraria os princípios da razoabilidade, da publicidade e
da acessibilidade a cargos públicos a convocação de candidato
realizada com lapso temporal superior a um ano da divulgação
do resultado do certame para etapa seguinte, unicamente
através de publicação no Diário Oficial.
Segurança concedida.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 868546 AGR / BA
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, e não considerada a Constituição da
República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo.
A par desse aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos
constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do
prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete
n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico veiculado. Se o ato impugnado nada
contém sobre o que versado no recurso, descabe concluir pelo
enquadramento deste no permissivo constitucional.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 868546 AGR / BA
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, e não considerada a Constituição da
República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo.
A par desse aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos
constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do
prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete
n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico veiculado. Se o ato impugnado nada
contém sobre o que versado no recurso, descabe concluir pelo
enquadramento deste no permissivo constitucional.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.546
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : CLEIDE SANTOS LOPES
ADV.(A/S) : ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599135
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.546
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : CLEIDE SANTOS LOPES
ADV.(A/S) : ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599135
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868 . 546",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868 . 546",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"ARE 868546 AGR / BA",
"Recurso Extraordinário n 877 . 311",
"ARE 868546 AGR / BA",
"Recurso Extraordinário n 877 . 311",
"ARE 868546 AGR",
"Verbete n 356 da Súmula do Supremo",
"Verbete n 282 da referida Súmula",
"ARE 868546 AGR / BA",
"Verbete n 356 da Súmula do Supremo",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868 . 546"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"Brasília",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"Estado da Bahia",
"Estado da Bahia",
"BAHIA",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"CLEIDE SANTOS LOPES",
"ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CLEIDE SANTOS LOPES",
"ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CLEIDE SANTOS LOPES",
"ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CLEIDE SANTOS LOPES",
"ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"CLEIDE SANTOS LOPES",
"ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"12 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"12 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.512 CEARÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:RIONORTE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO
ROBERTO
UCHOA
DO
AMARAL
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. COBRANÇA DE
ICMS. PAUTA FISCAL. ART. 150, § 7º, DA LEI MAIOR. SÚMULAS 282 E
356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
07.11.2011.
1. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das
Súmulas 282 e 356/STF: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não
ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, e “O ponto omisso
da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser
objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.”
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532131.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
ARE 879512 AGR / CE
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879512 AGR / CE
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.512 CEARÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:RIONORTE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO
ROBERTO
UCHOA
DO
AMARAL
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Estado do Ceará.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que
devidamente prequestionada a matéria constitucional. Afirma que “(...) a
jurisprudência desta Colenda Corte é uníssona no sentido de que, para
fim de prequestionamento, é desnecessária a menção expressa do
dispositivo legal tido por violado (...)”. Sustenta que “(...) o Acórdão de
Origem ofende de forma direta e frontal o Art. 150, I e §7º, da
Constituição ao afirmar peremptoriamente que o Estado do Ceará teria
agido ilegalmente aplicando pauta fiscal para estipular a base do ICMS
nas operações sujeitas ao regime de substituição tributária. (…)”. Insiste
na tese de afronta ao art. 150, I, § 7º, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“DIREITO E PROCESSO TRIBUTÁRIOS. MANDADO DE
SEGURANÇA. REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO
CÍVEL. ILEGALIDADE DA COBRANÇA DO ICMS ATRAVÉS
DF PAUTA FISCAL SEM CONCEDER AO CONTRIBUINTE A
OPORTUNIDADE DO EXERCÍCIO DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITÓRIO.
PRECEDENTES.
SENTENÇA
CONFIRMADA. I. Não ha ilegalidade na impetração de
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.512 CEARÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:RIONORTE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO
ROBERTO
UCHOA
DO
AMARAL
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Estado do Ceará.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que
devidamente prequestionada a matéria constitucional. Afirma que “(...) a
jurisprudência desta Colenda Corte é uníssona no sentido de que, para
fim de prequestionamento, é desnecessária a menção expressa do
dispositivo legal tido por violado (...)”. Sustenta que “(...) o Acórdão de
Origem ofende de forma direta e frontal o Art. 150, I e §7º, da
Constituição ao afirmar peremptoriamente que o Estado do Ceará teria
agido ilegalmente aplicando pauta fiscal para estipular a base do ICMS
nas operações sujeitas ao regime de substituição tributária. (…)”. Insiste
na tese de afronta ao art. 150, I, § 7º, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“DIREITO E PROCESSO TRIBUTÁRIOS. MANDADO DE
SEGURANÇA. REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO
CÍVEL. ILEGALIDADE DA COBRANÇA DO ICMS ATRAVÉS
DF PAUTA FISCAL SEM CONCEDER AO CONTRIBUINTE A
OPORTUNIDADE DO EXERCÍCIO DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITÓRIO.
PRECEDENTES.
SENTENÇA
CONFIRMADA. I. Não ha ilegalidade na impetração de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
ARE 879512 AGR / CE
Mandado de Segurança para assegurar direito líquido e certo
do contribuinte quando presentes os requisitos necessários ao
mandamus e no houver necessidade de dilação probatória. 2. O
Fisco não pode estipular os valores que entende devidos titulo
de ICMS, em detrimento da nota fiscal apresentada pelo
contribuinte, por ter a mesma como duvidosa, sem conceder ao
sujeito passivo da exação a oportunidade de defesa. 3. É assente
na doutrina e na jurisprudência dos Tribunais superiores a
ilegalidade da cobrança do ICMS estipulada com base no valor
da mercadoria submetido ao regime de pauta fiscal.
Precedentes. 4. Súmula nº 431 do STJ: "É ilegal a cobrança de
ICMS com base no valor da mercadoria submetida ao regime de
pauta fiscal". 5. Apelação conhecida e não provida. 6. Sentença
confirmada”
Acórdão recorrido publicado em 07.11.2011.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879512 AGR / CE
Mandado de Segurança para assegurar direito líquido e certo
do contribuinte quando presentes os requisitos necessários ao
mandamus e no houver necessidade de dilação probatória. 2. O
Fisco não pode estipular os valores que entende devidos titulo
de ICMS, em detrimento da nota fiscal apresentada pelo
contribuinte, por ter a mesma como duvidosa, sem conceder ao
sujeito passivo da exação a oportunidade de defesa. 3. É assente
na doutrina e na jurisprudência dos Tribunais superiores a
ilegalidade da cobrança do ICMS estipulada com base no valor
da mercadoria submetido ao regime de pauta fiscal.
Precedentes. 4. Súmula nº 431 do STJ: "É ilegal a cobrança de
ICMS com base no valor da mercadoria submetida ao regime de
pauta fiscal". 5. Apelação conhecida e não provida. 6. Sentença
confirmada”
Acórdão recorrido publicado em 07.11.2011.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.512 CEARÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta ao art. 150, §7º, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
A matéria
constitucional versada no recurso
extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias,
tampouco opostos embargos de declaração para satisfazer o
requisito do prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o
entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282/STF e
356/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não
ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto
omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos
declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário,
por faltar o requisito do prequestionamento”. Nesse sentido, o
AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe
Supremo Tribunal Federal
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.512 CEARÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta ao art. 150, §7º, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
A matéria
constitucional versada no recurso
extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias,
tampouco opostos embargos de declaração para satisfazer o
requisito do prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o
entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282/STF e
356/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não
ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto
omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos
declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário,
por faltar o requisito do prequestionamento”. Nesse sentido, o
AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 879512 AGR / CE
08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª
Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo:
"RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões
recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º,
DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é
manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa
prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé".
Se isso não bastasse, ressalto que as instâncias ordinárias
decidiram a questão com fundamento na legislação
infraconstitucional aplicável à espécie. A aplicação de tal
legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias
jurídico-normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada
afronta à Constituição da República. Nesse sentido:
“Agravo regimental em recurso extraordinário. Fixação da
base de cálculo do ICMS. Pautas fiscais. Ausência de processo
regular. Artigo 148 do Código Tributário Nacional. Critérios
constantes da Lei Complementar 87/96. Afronta indireta ou
reflexa. Precedentes. 1. Fixação da base de cálculo do ICMS com
apoio em pautas fiscais de preços ou valores na comercialização
de refrigerantes, água mineral e cerveja. Ausência de
comprovação de processo regular, nos termos do art. 148 do
Código Tributário Nacional. 2. Para acolher a tese da agravante
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 879512 AGR / CE
08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª
Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo:
"RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões
recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º,
DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é
manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa
prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé".
Se isso não bastasse, ressalto que as instâncias ordinárias
decidiram a questão com fundamento na legislação
infraconstitucional aplicável à espécie. A aplicação de tal
legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias
jurídico-normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada
afronta à Constituição da República. Nesse sentido:
“Agravo regimental em recurso extraordinário. Fixação da
base de cálculo do ICMS. Pautas fiscais. Ausência de processo
regular. Artigo 148 do Código Tributário Nacional. Critérios
constantes da Lei Complementar 87/96. Afronta indireta ou
reflexa. Precedentes. 1. Fixação da base de cálculo do ICMS com
apoio em pautas fiscais de preços ou valores na comercialização
de refrigerantes, água mineral e cerveja. Ausência de
comprovação de processo regular, nos termos do art. 148 do
Código Tributário Nacional. 2. Para acolher a tese da agravante
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 879512 AGR / CE
de que não se trata de “pautas fiscais”, mas, sim, de base de
cálculo presumida, seria mister reanalisar e reinterpretar todo o
arcabouço normativo aplicável à espécie, tais como os atos
infralegais (portarias) da Secretaria de Fazenda do Estado do
Maranhão e as leis locais, à luz dos critérios estabelecidos na LC
nº 87/96. Assim, a afronta, caso ocorresse, se daria de forma
meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Agravo
regimental não provido.” (RE 630.983-AgR/MA, Rel. Min. Dias
Toffoli, 1ª Turma, DJe 09.8.2013)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, a matéria constitucional
versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias
ordinárias, tampouco suscitada nos embargos de declaração para
satisfazer o requisito do prequestionamento, a atrair o óbice das Súmulas
282 e 356/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada,
na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão,
sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de
recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” Cito
precedentes:
“Agravo regimental no agravo de instrumento.
Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local.
3
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ARE 879512 AGR / CE
de que não se trata de “pautas fiscais”, mas, sim, de base de
cálculo presumida, seria mister reanalisar e reinterpretar todo o
arcabouço normativo aplicável à espécie, tais como os atos
infralegais (portarias) da Secretaria de Fazenda do Estado do
Maranhão e as leis locais, à luz dos critérios estabelecidos na LC
nº 87/96. Assim, a afronta, caso ocorresse, se daria de forma
meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Agravo
regimental não provido.” (RE 630.983-AgR/MA, Rel. Min. Dias
Toffoli, 1ª Turma, DJe 09.8.2013)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, a matéria constitucional
versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias
ordinárias, tampouco suscitada nos embargos de declaração para
satisfazer o requisito do prequestionamento, a atrair o óbice das Súmulas
282 e 356/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada,
na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão,
sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de
recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” Cito
precedentes:
“Agravo regimental no agravo de instrumento.
Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 879512 AGR / CE
Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso
extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele
se alegam violados não estão devidamente prequestionados.
Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O recurso
extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao
plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3.
Agravo regimental não provido” (AI 853.128- AgR/MG, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 21.5.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF.
AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. LIMITES
OBJETIVOS DA COISA JULGADA. SÚMULA 279/STF. A
questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de
análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e
356/STF. De todo modo, o exame da alegação pressuporia uma
nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação
processual que disciplina, de forma específica, o instituto da
coisa julgada, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF.
Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 639.238
AgR/PR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 13.92013).
Ainda que superado esse óbice nada colheria o agravo, porquanto a
suposta ofensa ao postulado constitucional invocado no apelo extremo
somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Anoto precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AVERIGUAÇÃO QUE
DEPENDE DA ANÁLISE DA QUESTÃO DE FUNDO.
TRIBUTÁRIO. ICMS. BASE DE CÁLCULO. VERIFICAR SE É
PAUTA FISCAL OU VALORES ESTIMADOS PARA
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879512 AGR / CE
Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso
extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele
se alegam violados não estão devidamente prequestionados.
Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O recurso
extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao
plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3.
Agravo regimental não provido” (AI 853.128- AgR/MG, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 21.5.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF.
AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. LIMITES
OBJETIVOS DA COISA JULGADA. SÚMULA 279/STF. A
questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de
análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e
356/STF. De todo modo, o exame da alegação pressuporia uma
nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação
processual que disciplina, de forma específica, o instituto da
coisa julgada, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF.
Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 639.238
AgR/PR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 13.92013).
Ainda que superado esse óbice nada colheria o agravo, porquanto a
suposta ofensa ao postulado constitucional invocado no apelo extremo
somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Anoto precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AVERIGUAÇÃO QUE
DEPENDE DA ANÁLISE DA QUESTÃO DE FUNDO.
TRIBUTÁRIO. ICMS. BASE DE CÁLCULO. VERIFICAR SE É
PAUTA FISCAL OU VALORES ESTIMADOS PARA
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 879512 AGR / CE
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. QUESTÃO QUE DEPENDE
DA REANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I –
Inviável o recurso extraordinário por ofensa aos princípios do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se,
para concluir nesse sentido, for necessário o exame prévio de
normas infraconstitucionais. II – Julgamento contrário aos
interesses da parte não basta a configuração da negativa de
prestação jurisdicional. III – Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido – no que se refere ao
entendimento de que não se trata da utilização de valor
presumido em substituição tributária mas de pauta fiscal sem o
atendimento dos requisitos previstos no art. 48 do CTN –, faz-se
necessária a reanálise de normas infraconstitucionais. A afronta
à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto,
o recurso extraordinário. IV – Agravo regimental a que se nega
provimento.” (RE 632356 AgR, Relator(a): Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 09/09/2014,
ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-181 DIVULG 17-09-2014
PUBLIC 18-09-2014)
“Agravo regimental em recurso extraordinário. Fixação da
base de cálculo do ICMS. Pautas fiscais. Ausência de processo
regular. Artigo 148 do Código Tributário Nacional. Critérios
constantes da Lei Complementar 87/96. Afronta indireta ou
reflexa. Precedentes. 1. Fixação da base de cálculo do ICMS com
apoio em pautas fiscais de preços ou valores na comercialização
de refrigerantes, água mineral e cerveja. Ausência de
comprovação de processo regular, nos termos do art. 148 do
Código Tributário Nacional. 2. Para acolher a tese da agravante
de que não se trata de “pautas fiscais”, mas, sim, de base de
cálculo presumida, seria mister reanalisar e reinterpretar todo o
arcabouço normativo aplicável à espécie, tais como os atos
infralegais (portarias) da Secretaria de Fazenda do Estado do
Maranhão e as leis locais, à luz dos critérios estabelecidos na LC
nº 87/96. Assim, a afronta, caso ocorresse, se daria de forma
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Supremo Tribunal Federal
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ARE 879512 AGR / CE
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. QUESTÃO QUE DEPENDE
DA REANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I –
Inviável o recurso extraordinário por ofensa aos princípios do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se,
para concluir nesse sentido, for necessário o exame prévio de
normas infraconstitucionais. II – Julgamento contrário aos
interesses da parte não basta a configuração da negativa de
prestação jurisdicional. III – Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido – no que se refere ao
entendimento de que não se trata da utilização de valor
presumido em substituição tributária mas de pauta fiscal sem o
atendimento dos requisitos previstos no art. 48 do CTN –, faz-se
necessária a reanálise de normas infraconstitucionais. A afronta
à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto,
o recurso extraordinário. IV – Agravo regimental a que se nega
provimento.” (RE 632356 AgR, Relator(a): Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 09/09/2014,
ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-181 DIVULG 17-09-2014
PUBLIC 18-09-2014)
“Agravo regimental em recurso extraordinário. Fixação da
base de cálculo do ICMS. Pautas fiscais. Ausência de processo
regular. Artigo 148 do Código Tributário Nacional. Critérios
constantes da Lei Complementar 87/96. Afronta indireta ou
reflexa. Precedentes. 1. Fixação da base de cálculo do ICMS com
apoio em pautas fiscais de preços ou valores na comercialização
de refrigerantes, água mineral e cerveja. Ausência de
comprovação de processo regular, nos termos do art. 148 do
Código Tributário Nacional. 2. Para acolher a tese da agravante
de que não se trata de “pautas fiscais”, mas, sim, de base de
cálculo presumida, seria mister reanalisar e reinterpretar todo o
arcabouço normativo aplicável à espécie, tais como os atos
infralegais (portarias) da Secretaria de Fazenda do Estado do
Maranhão e as leis locais, à luz dos critérios estabelecidos na LC
nº 87/96. Assim, a afronta, caso ocorresse, se daria de forma
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 879512 AGR / CE
meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Agravo
regimental não provido.” (RE 630983 AgR, Relator(a): Min.
DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 28/05/2013,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-155 DIVULG 08-08-2013
PUBLIC 09-08-2013)
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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ARE 879512 AGR / CE
meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Agravo
regimental não provido.” (RE 630983 AgR, Relator(a): Min.
DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 28/05/2013,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-155 DIVULG 08-08-2013
PUBLIC 09-08-2013)
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.512
PROCED. : CEARÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : RIONORTE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA
ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO UCHOA DO AMARAL E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.512
PROCED. : CEARÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : RIONORTE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA
ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO UCHOA DO AMARAL E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8617492
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-03T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. COBRANÇA DE ICMS. PAUTA FISCAL. ART. 150, § 7º, DA LEI MAIOR. SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.11.2011.
1. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356/STF: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.”
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
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sjur307207
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PREQUESTIONAMENTO)
ARE 639238 AgR (1ªT), AI 853128 AgR (1ªT).
(LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL)
RE 630983 AgR (1ªT), RE 632356 AgR (2ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 19/06/2015, BMP.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
879512
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00150\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 879512 AgR
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[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : RIONORTE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA
ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO UCHOA DO AMARAL E OUTRO(A/S)
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""
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Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.512 CEARÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:RIONORTE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO
ROBERTO
UCHOA
DO
AMARAL
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. COBRANÇA DE
ICMS. PAUTA FISCAL. ART. 150, § 7..., DA LEI MAIOR. SÚMULAS 282 E
356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
07.11.2011.
1. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das
Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não
ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, e “O ponto omisso
da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser
objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.”
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
ARE 879512 AGR / CE
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 879512 AGR / CE
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.512 CEARÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:RIONORTE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO
ROBERTO
UCHOA
DO
AMARAL
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Estado do Ceará.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que
devidamente prequestionada a matéria constitucional. Afirma que “(...) a
jurisprudência desta Colenda Corte é uníssona no sentido de que, para
fim de prequestionamento, é desnecessária a menção expressa do
dispositivo legal tido por violado (...)”. Sustenta que “(...) o Acórdão de
Origem ofende de forma direta e frontal o Art. 150, I e §7..., da
Constituição ao afirmar peremptoriamente que o Estado do Ceará teria
agido ilegalmente aplicando pauta fiscal para estipular a base do ICMS
nas operações sujeitas ao regime de substituição tributária. (…)”. Insiste
na tese de afronta ao art. 150, I, § 7..., da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“DIREITO E PROCESSO TRIBUTÁRIOS. MANDADO DE
SEGURANÇA. REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO
CÍVEL. ILEGALIDADE DA COBRANÇA DO ICMS ATRAVÉS
DF PAUTA FISCAL SEM CONCEDER AO CONTRIBUINTE A
OPORTUNIDADE DO EXERCÍCIO DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITÓRIO.
PRECEDENTES.
SENTENÇA
CONFIRMADA. I. Não ha ilegalidade na impetração de
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.512 CEARÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:RIONORTE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO
ROBERTO
UCHOA
DO
AMARAL
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Estado do Ceará.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que
devidamente prequestionada a matéria constitucional. Afirma que “(...) a
jurisprudência desta Colenda Corte é uníssona no sentido de que, para
fim de prequestionamento, é desnecessária a menção expressa do
dispositivo legal tido por violado (...)”. Sustenta que “(...) o Acórdão de
Origem ofende de forma direta e frontal o Art. 150, I e §7..., da
Constituição ao afirmar peremptoriamente que o Estado do Ceará teria
agido ilegalmente aplicando pauta fiscal para estipular a base do ICMS
nas operações sujeitas ao regime de substituição tributária. (…)”. Insiste
na tese de afronta ao art. 150, I, § 7..., da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“DIREITO E PROCESSO TRIBUTÁRIOS. MANDADO DE
SEGURANÇA. REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO
CÍVEL. ILEGALIDADE DA COBRANÇA DO ICMS ATRAVÉS
DF PAUTA FISCAL SEM CONCEDER AO CONTRIBUINTE A
OPORTUNIDADE DO EXERCÍCIO DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITÓRIO.
PRECEDENTES.
SENTENÇA
CONFIRMADA. I. Não ha ilegalidade na impetração de
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Relatório
ARE 879512 AGR / CE
Mandado de Segurança para assegurar direito líquido e certo
do contribuinte quando presentes os requisitos necessários ao
mandamus e no houver necessidade de dilação probatória. 2. O
Fisco não pode estipular os valores que entende devidos titulo
de ICMS, em detrimento da nota fiscal apresentada pelo
contribuinte, por ter a mesma como duvidosa, sem conceder ao
sujeito passivo da exação a oportunidade de defesa. 3. É assente
na doutrina e na jurisprudência dos Tribunais superiores a
ilegalidade da cobrança do ICMS estipulada com base no valor
da mercadoria submetido ao regime de pauta fiscal.
Precedentes. 4. Súmula n 431 do Superior Tribunal de Justiça: "É ilegal a cobrança de
ICMS com base no valor da mercadoria submetida ao regime de
pauta fiscal". 5. Apelação conhecida e não provida. 6. Sentença
confirmada”
Acórdão recorrido publicado em 07.11.2011.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 879512 AGR / CE
Mandado de Segurança para assegurar direito líquido e certo
do contribuinte quando presentes os requisitos necessários ao
mandamus e no houver necessidade de dilação probatória. 2. O
Fisco não pode estipular os valores que entende devidos titulo
de ICMS, em detrimento da nota fiscal apresentada pelo
contribuinte, por ter a mesma como duvidosa, sem conceder ao
sujeito passivo da exação a oportunidade de defesa. 3. É assente
na doutrina e na jurisprudência dos Tribunais superiores a
ilegalidade da cobrança do ICMS estipulada com base no valor
da mercadoria submetido ao regime de pauta fiscal.
Precedentes. 4. Súmula n 431 do Superior Tribunal de Justiça: "É ilegal a cobrança de
ICMS com base no valor da mercadoria submetida ao regime de
pauta fiscal". 5. Apelação conhecida e não provida. 6. Sentença
confirmada”
Acórdão recorrido publicado em 07.11.2011.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.512 CEARÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta ao art. 150, §7..., da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
A matéria
constitucional versada no recurso
extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias,
tampouco opostos embargos de declaração para satisfazer o
requisito do prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o
entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282/Supremo Tribunal Federal e
356/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não
ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto
omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos
declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário,
por faltar o requisito do prequestionamento”. Nesse sentido, o
AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.512 CEARÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta ao art. 150, §7..., da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
A matéria
constitucional versada no recurso
extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias,
tampouco opostos embargos de declaração para satisfazer o
requisito do prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o
entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282/Supremo Tribunal Federal e
356/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não
ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto
omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos
declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário,
por faltar o requisito do prequestionamento”. Nesse sentido, o
AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 879512 AGR / CE
08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1...
Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo:
"RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões
recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2...,
DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é
manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa
prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé".
Se isso não bastasse, ressalto que as instâncias ordinárias
decidiram a questão com fundamento na legislação
infraconstitucional aplicável à espécie. A aplicação de tal
legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias
jurídico-normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada
afronta à Constituição da República. Nesse sentido:
“Agravo regimental em recurso extraordinário. Fixação da
base de cálculo do ICMS. Pautas fiscais. Ausência de processo
regular. Artigo 148 do Código Tributário Nacional. Critérios
constantes da Lei Complementar 87/96. Afronta indireta ou
reflexa. Precedentes. 1. Fixação da base de cálculo do ICMS com
apoio em pautas fiscais de preços ou valores na comercialização
de refrigerantes, água mineral e cerveja. Ausência de
comprovação de processo regular, nos termos do art. 148 do
Código Tributário Nacional. 2. Para acolher a tese da agravante
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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ARE 879512 AGR / CE
08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1...
Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo:
"RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões
recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2...,
DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é
manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa
prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé".
Se isso não bastasse, ressalto que as instâncias ordinárias
decidiram a questão com fundamento na legislação
infraconstitucional aplicável à espécie. A aplicação de tal
legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias
jurídico-normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada
afronta à Constituição da República. Nesse sentido:
“Agravo regimental em recurso extraordinário. Fixação da
base de cálculo do ICMS. Pautas fiscais. Ausência de processo
regular. Artigo 148 do Código Tributário Nacional. Critérios
constantes da Lei Complementar 87/96. Afronta indireta ou
reflexa. Precedentes. 1. Fixação da base de cálculo do ICMS com
apoio em pautas fiscais de preços ou valores na comercialização
de refrigerantes, água mineral e cerveja. Ausência de
comprovação de processo regular, nos termos do art. 148 do
Código Tributário Nacional. 2. Para acolher a tese da agravante
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 879512 AGR / CE
de que não se trata de “pautas fiscais”, mas, sim, de base de
cálculo presumida, seria mister reanalisar e reinterpretar todo o
arcabouço normativo aplicável à espécie, tais como os atos
infralegais (portarias) da Secretaria de Fazenda do Estado do
Maranhão e as leis locais, à luz dos critérios estabelecidos na Lei Complementar
n 87/96. Assim, a afronta, caso ocorresse, se daria de forma
meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Agravo
regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 630.983-AgR/MA, Rel. Min. Dias
Toffoli, 1... Turma, DJe 09.8.2013)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, a matéria constitucional
versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias
ordinárias, tampouco suscitada nos embargos de declaração para
satisfazer o requisito do prequestionamento, a atrair o óbice das Súmulas
282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada,
na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão,
sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de
recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” Cito
precedentes:
“Agravo regimental no agravo de instrumento.
Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local.
3
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ARE 879512 AGR / CE
de que não se trata de “pautas fiscais”, mas, sim, de base de
cálculo presumida, seria mister reanalisar e reinterpretar todo o
arcabouço normativo aplicável à espécie, tais como os atos
infralegais (portarias) da Secretaria de Fazenda do Estado do
Maranhão e as leis locais, à luz dos critérios estabelecidos na Lei Complementar
n 87/96. Assim, a afronta, caso ocorresse, se daria de forma
meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Agravo
regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 630.983-AgR/MA, Rel. Min. Dias
Toffoli, 1... Turma, DJe 09.8.2013)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, a matéria constitucional
versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias
ordinárias, tampouco suscitada nos embargos de declaração para
satisfazer o requisito do prequestionamento, a atrair o óbice das Súmulas
282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada,
na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão,
sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de
recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” Cito
precedentes:
“Agravo regimental no agravo de instrumento.
Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local.
3
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ARE 879512 AGR / CE
Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso
extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele
se alegam violados não estão devidamente prequestionados.
Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O recurso
extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao
plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3.
Agravo regimental não provido” (AI 853.128- AgR/MG, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 21.5.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal.
AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. LIMITES
OBJETIVOS DA COISA JULGADA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A
questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de
análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e
356/Supremo Tribunal Federal. De todo modo, o exame da alegação pressuporia uma
nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação
processual que disciplina, de forma específica, o instituto da
coisa julgada, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 639.238
AgR/PR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 13.92013).
Ainda que superado esse óbice nada colheria o agravo, porquanto a
suposta ofensa ao postulado constitucional invocado no apelo extremo
somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Anoto precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AVERIGUAÇÃO QUE
DEPENDE DA ANÁLISE DA QUESTÃO DE FUNDO.
TRIBUTÁRIO. ICMS. BASE DE CÁLCULO. VERIFICAR SE É
PAUTA FISCAL OU VALORES ESTIMADOS PARA
4
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ARE 879512 AGR / CE
Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso
extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele
se alegam violados não estão devidamente prequestionados.
Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O recurso
extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao
plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3.
Agravo regimental não provido” (AI 853.128- AgR/MG, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 21.5.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal.
AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. LIMITES
OBJETIVOS DA COISA JULGADA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A
questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de
análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e
356/Supremo Tribunal Federal. De todo modo, o exame da alegação pressuporia uma
nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação
processual que disciplina, de forma específica, o instituto da
coisa julgada, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 639.238
AgR/PR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 13.92013).
Ainda que superado esse óbice nada colheria o agravo, porquanto a
suposta ofensa ao postulado constitucional invocado no apelo extremo
somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Anoto precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AVERIGUAÇÃO QUE
DEPENDE DA ANÁLISE DA QUESTÃO DE FUNDO.
TRIBUTÁRIO. ICMS. BASE DE CÁLCULO. VERIFICAR SE É
PAUTA FISCAL OU VALORES ESTIMADOS PARA
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 879512 AGR / CE
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. QUESTÃO QUE DEPENDE
DA REANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I –
Inviável o recurso extraordinário por ofensa aos princípios do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se,
para concluir nesse sentido, for necessário o exame prévio de
normas infraconstitucionais. II – Julgamento contrário aos
interesses da parte não basta a configuração da negativa de
prestação jurisdicional. III – Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido – no que se refere ao
entendimento de que não se trata da utilização de valor
presumido em substituição tributária mas de pauta fiscal sem o
atendimento dos requisitos previstos no art. 48 do CTN –, faz-se
necessária a reanálise de normas infraconstitucionais. A afronta
à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto,
o recurso extraordinário. IV – Agravo regimental a que se nega
provimento.” (Recurso Extraordinário 632356 AgR, Relator(a): Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 09/09/2014,
ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-181 DIVULG 17-09-2014
PUBLIC 18-09-2014)
“Agravo regimental em recurso extraordinário. Fixação da
base de cálculo do ICMS. Pautas fiscais. Ausência de processo
regular. Artigo 148 do Código Tributário Nacional. Critérios
constantes da Lei Complementar 87/96. Afronta indireta ou
reflexa. Precedentes. 1. Fixação da base de cálculo do ICMS com
apoio em pautas fiscais de preços ou valores na comercialização
de refrigerantes, água mineral e cerveja. Ausência de
comprovação de processo regular, nos termos do art. 148 do
Código Tributário Nacional. 2. Para acolher a tese da agravante
de que não se trata de “pautas fiscais”, mas, sim, de base de
cálculo presumida, seria mister reanalisar e reinterpretar todo o
arcabouço normativo aplicável à espécie, tais como os atos
infralegais (portarias) da Secretaria de Fazenda do Estado do
Maranhão e as leis locais, à luz dos critérios estabelecidos na Lei Complementar
n 87/96. Assim, a afronta, caso ocorresse, se daria de forma
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ARE 879512 AGR / CE
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. QUESTÃO QUE DEPENDE
DA REANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I –
Inviável o recurso extraordinário por ofensa aos princípios do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se,
para concluir nesse sentido, for necessário o exame prévio de
normas infraconstitucionais. II – Julgamento contrário aos
interesses da parte não basta a configuração da negativa de
prestação jurisdicional. III – Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido – no que se refere ao
entendimento de que não se trata da utilização de valor
presumido em substituição tributária mas de pauta fiscal sem o
atendimento dos requisitos previstos no art. 48 do CTN –, faz-se
necessária a reanálise de normas infraconstitucionais. A afronta
à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto,
o recurso extraordinário. IV – Agravo regimental a que se nega
provimento.” (Recurso Extraordinário 632356 AgR, Relator(a): Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 09/09/2014,
ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-181 DIVULG 17-09-2014
PUBLIC 18-09-2014)
“Agravo regimental em recurso extraordinário. Fixação da
base de cálculo do ICMS. Pautas fiscais. Ausência de processo
regular. Artigo 148 do Código Tributário Nacional. Critérios
constantes da Lei Complementar 87/96. Afronta indireta ou
reflexa. Precedentes. 1. Fixação da base de cálculo do ICMS com
apoio em pautas fiscais de preços ou valores na comercialização
de refrigerantes, água mineral e cerveja. Ausência de
comprovação de processo regular, nos termos do art. 148 do
Código Tributário Nacional. 2. Para acolher a tese da agravante
de que não se trata de “pautas fiscais”, mas, sim, de base de
cálculo presumida, seria mister reanalisar e reinterpretar todo o
arcabouço normativo aplicável à espécie, tais como os atos
infralegais (portarias) da Secretaria de Fazenda do Estado do
Maranhão e as leis locais, à luz dos critérios estabelecidos na Lei Complementar
n 87/96. Assim, a afronta, caso ocorresse, se daria de forma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 879512 AGR / CE
meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Agravo
regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 630983 AgR, Relator(a): Min.
DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 28/05/2013,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-155 DIVULG 08-08-2013
PUBLIC 09-08-2013)
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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ARE 879512 AGR / CE
meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Agravo
regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 630983 AgR, Relator(a): Min.
DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 28/05/2013,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-155 DIVULG 08-08-2013
PUBLIC 09-08-2013)
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.512
PROCED. : CEARÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : RIONORTE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA
ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO UCHOA DO AMARAL E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599161
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.512
PROCED. : CEARÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : RIONORTE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA
ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO UCHOA DO AMARAL E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879 . 512",
"SÚMULAS 282",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 879512 AGR / CE",
"ARE 879512 AGR / CE",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879 . 512",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879 . 512",
"ARE 879512 AGR / CE",
"Súmula n 431 do Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 879512 AGR / CE",
"Súmula n 431 do Superior Tribunal de Justiça",
"Súmulas 282 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 743 . 256 - AgR / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"Súmulas 282 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 743 . 256 - AgR / SP",
"ARE 879512 AGR / CE",
"AI 827 . 894 - AgR / RJ",
"ARE 879512 AGR / CE",
"AI 827 . 894 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário 630 . 983 - AgR / MA",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 879512 AGR / CE",
"Recurso Extraordinário 630 . 983 - AgR / MA",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 282",
"AI 853 . 128 - AgR / MG",
"SÚMULAS 282",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 639 . 238 AgR / PR",
"ARE 879512 AGR / CE",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 853 . 128 - AgR / MG",
"SÚMULAS 282",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 639 . 238 AgR / PR",
"Recurso Extraordinário 632356 AgR",
"ARE 879512 AGR / CE",
"Recurso Extraordinário 632356 AgR",
"ARE 879512",
"Recurso Extraordinário 630983 AgR",
"ARE 879512",
"Recurso Extraordinário 630983 AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879 . 512"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 150 , § 7 . . . , DA LEI MAIOR",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Art . 150 , I e § 7 . . . , da Constituição",
"art . 150 , I , § 7 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 150 , I , § 7 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 150 , § 7 . . . , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 150 , § 7 . . . , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"AGRAVO",
"§",
"Constituição da República",
"Artigo 148 do Código Tributário Nacional",
"Lei Complementar 87 / 96",
"art . 148 do Código Tributário Nacional",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Constituição da República",
"Artigo 148 do Código Tributário Nacional",
"Lei Complementar 87 / 96",
"art . 148 do Código Tributário Nacional",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 87 / 96",
"Constituição da República",
"Constituição da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 87 / 96",
"Constituição da República",
"Constituição da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 48 do CTN",
"Constituição",
"Artigo 148 do Código Tributário Nacional",
"Lei Complementar 87 / 96",
"art . 148 do Código Tributário Nacional",
"Lei Complementar n 87 / 96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 48 do CTN",
"Constituição",
"Artigo 148 do Código Tributário Nacional",
"Lei Complementar 87 / 96",
"art . 148 do Código Tributário Nacional",
"Lei Complementar n 87 / 96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"Estado do Ceará",
"Estado do Ceará",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"Estado do Ceará",
"Estado",
"CEARÁ",
"CEARÁ",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"RIONORTE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"RIONORTE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Ceará",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"RIONORTE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Ceará",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"AG",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Secretaria de Fazenda do Estado do Maranhão",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Secretaria de Fazenda do Estado do Maranhão",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"CE",
"1",
".",
". . Turma",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Secretaria de Fazenda do Estado do Maranhão",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Secretaria de Fazenda do Estado do Maranhão",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"RIONORTE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"RIONORTE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"PAULO ROBERTO UCHOA DO AMARAL",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"PAULO ROBERTO UCHOA DO AMARAL",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"PAULO ROBERTO UCHOA DO AMARAL",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER ARE",
"Dias Toffoli",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Roberto Barroso",
"ROSA WEBER ARE",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"PAULO ROBERTO UCHOA DO AMARAL",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"PAULO ROBERTO UCHOA DO AMARAL",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"07",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
".",
"3",
".",
"2012",
"07",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
".",
"3",
".",
"2012",
"07",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"5",
".",
"2012",
"13",
".",
"92013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"5",
".",
"2012",
"13",
".",
"92013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"17",
"-",
"09",
"-",
"2014",
"18",
"-",
"09",
"-",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"17",
"-",
"09",
"-",
"2014",
"18",
"-",
"09",
"-",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"05",
"/",
"2013",
"08",
"-",
"08",
"-",
"2013",
"09",
"-",
"08",
"-",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"05",
"/",
"2013",
"08",
"-",
"08",
"-",
"2013",
"09",
"-",
"08",
"-",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.661 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:DANIEL JONAS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER.
O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver
sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e
decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O
instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso
extraordinário no permissivo constitucional.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do
voto do relator e por unanimidade em sessão presidida pela Ministra
Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas
notas taquigráficas.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9044971.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 884661 AGR / RJ
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9044971.
Supremo Tribunal Federal
ARE 884661 AGR / RJ
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9044971.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.661 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:DANIEL JONAS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 6 de maio de 2015,
neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– FALTA DE PREQUESTIONAMENTO –
INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso a este Tribunal. À mercê de articulação sobre a violência
à Carta da República, pretende-se submeter a análise recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro
processo.
3. Conheço do agravo e o desprovejo.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9044972.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.661 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:DANIEL JONAS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 6 de maio de 2015,
neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– FALTA DE PREQUESTIONAMENTO –
INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso a este Tribunal. À mercê de articulação sobre a violência
à Carta da República, pretende-se submeter a análise recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro
processo.
3. Conheço do agravo e o desprovejo.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9044972.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 884661 AGR / RJ
4. Publiquem.
O agravante, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Discorre acerca da existência de violação à
garantia da individualização da pena prevista no inciso XLVI do artigo 5º
da Carta Federal e sustenta o prequestionamento da matéria.
O Ministério Público Federal, em contraminuta, defende a
manutenção do ato impugnado.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9044972.
Supremo Tribunal Federal
ARE 884661 AGR / RJ
4. Publiquem.
O agravante, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Discorre acerca da existência de violação à
garantia da individualização da pena prevista no inciso XLVI do artigo 5º
da Carta Federal e sustenta o prequestionamento da matéria.
O Ministério Público Federal, em contraminuta, defende a
manutenção do ato impugnado.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9044972.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.661 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por defensor público federal, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 2ª Região consignou, em síntese:
APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS.
ESTRANGEIRO NÃO RESIDENTE NO PAÍS. REGIME
INICIAL SEMI ABERTO. IMPOSSIBILIDADE DE MUDANÇA
DO REGIME DE CUMPRIMENTO OU DE SUBSTITUIÇÃO DA
PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE
DIREITOS. RECURSO IMPROVIDO.
1. A grande quantidade de droga transportada, o fato do
acusado ser estrangeiro e não possuir residência ou emprego
fixos no Brasil inviabilizam tanto a mudança no regime inicial
de cumprimento de pena quanto a substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos, não sendo esta
troca imperativa.
2. Apelação conhecida e não provida.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão
prolatada pelo órgão de origem fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência da matéria.
A par deste aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos
constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do
prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9044973.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.661 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por defensor público federal, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 2ª Região consignou, em síntese:
APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS.
ESTRANGEIRO NÃO RESIDENTE NO PAÍS. REGIME
INICIAL SEMI ABERTO. IMPOSSIBILIDADE DE MUDANÇA
DO REGIME DE CUMPRIMENTO OU DE SUBSTITUIÇÃO DA
PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE
DIREITOS. RECURSO IMPROVIDO.
1. A grande quantidade de droga transportada, o fato do
acusado ser estrangeiro e não possuir residência ou emprego
fixos no Brasil inviabilizam tanto a mudança no regime inicial
de cumprimento de pena quanto a substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos, não sendo esta
troca imperativa.
2. Apelação conhecida e não provida.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão
prolatada pelo órgão de origem fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência da matéria.
A par deste aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos
constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do
prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9044973.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 884661 AGR / RJ
nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9044973.
Supremo Tribunal Federal
ARE 884661 AGR / RJ
nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.661
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : DANIEL JONAS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9077238
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.661
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : DANIEL JONAS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9099850
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-12T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional.
|
sjur314808
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PREQUESTIONAMENTO)
AI 541696 AgR-ED (1ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 19/08/2015, BMP.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
884661
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 884661 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : DANIEL JONAS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.661 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:DANIEL JONAS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER.
O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver
sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e
decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O
instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso
extraordinário no permissivo constitucional.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do
voto do relator e por unanimidade em sessão presidida pela Ministra
Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas
notas taquigráficas.
Brasília, 30 de junho de 2015.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 884661 AGR / RJ
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 884661 AGR / RJ
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.661 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:DANIEL JONAS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 6 de maio de 2015,
neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– FALTA DE PREQUESTIONAMENTO –
INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso a este Tribunal. À mercê de articulação sobre a violência
à Carta da República, pretende-se submeter a análise recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro
processo.
3. Conheço do agravo e o desprovejo.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.661 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:DANIEL JONAS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 6 de maio de 2015,
neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– FALTA DE PREQUESTIONAMENTO –
INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso a este Tribunal. À mercê de articulação sobre a violência
à Carta da República, pretende-se submeter a análise recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro
processo.
3. Conheço do agravo e o desprovejo.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
ARE 884661 AGR / RJ
4. Publiquem.
O agravante, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Discorre acerca da existência de violação à
garantia da individualização da pena prevista no inciso XLVI do artigo 5...
da Carta Federal e sustenta o prequestionamento da matéria.
O Ministério Público Federal, em contraminuta, defende a
manutenção do ato impugnado.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 884661 AGR / RJ
4. Publiquem.
O agravante, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Discorre acerca da existência de violação à
garantia da individualização da pena prevista no inciso XLVI do artigo 5...
da Carta Federal e sustenta o prequestionamento da matéria.
O Ministério Público Federal, em contraminuta, defende a
manutenção do ato impugnado.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.661 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por defensor público federal, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 2... Região consignou, em síntese:
APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS.
ESTRANGEIRO NÃO RESIDENTE NO PAÍS. REGIME
INICIAL SEMI ABERTO. IMPOSSIBILIDADE DE MUDANÇA
DO REGIME DE CUMPRIMENTO OU DE SUBSTITUIÇÃO DA
PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE
DIREITOS. RECURSO IMPROVIDO.
1. A grande quantidade de droga transportada, o fato do
acusado ser estrangeiro e não possuir residência ou emprego
fixos no Brasil inviabilizam tanto a mudança no regime inicial
de cumprimento de pena quanto a substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos, não sendo esta
troca imperativa.
2. Apelação conhecida e não provida.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão
prolatada pelo órgão de origem fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência da matéria.
A par deste aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos
constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do
prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete
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30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.661 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por defensor público federal, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 2... Região consignou, em síntese:
APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS.
ESTRANGEIRO NÃO RESIDENTE NO PAÍS. REGIME
INICIAL SEMI ABERTO. IMPOSSIBILIDADE DE MUDANÇA
DO REGIME DE CUMPRIMENTO OU DE SUBSTITUIÇÃO DA
PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE
DIREITOS. RECURSO IMPROVIDO.
1. A grande quantidade de droga transportada, o fato do
acusado ser estrangeiro e não possuir residência ou emprego
fixos no Brasil inviabilizam tanto a mudança no regime inicial
de cumprimento de pena quanto a substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos, não sendo esta
troca imperativa.
2. Apelação conhecida e não provida.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão
prolatada pelo órgão de origem fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência da matéria.
A par deste aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos
constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do
prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 884661 AGR / RJ
n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9044973.
Supremo Tribunal Federal
ARE 884661 AGR / RJ
n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9044973.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.661
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : DANIEL JONAS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9077238
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884.661
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : DANIEL JONAS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9077238
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 884 . 661",
"ARE 884661 AGR / RJ",
"ARE 884661 AGR",
"Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo",
"RECURSO",
"Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo",
"ARE 884661 AGR / RJ",
"ARE 884661 AGR",
"ARE 884661",
"AGR",
"/",
"RJ n 356 da Súmula do Supremo",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF",
"ARE 884661 AGR / RJ n 356 da Súmula do Supremo"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso XLVI do artigo 5 . . . da",
"Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso XLVI do artigo 5 . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"Brasil",
"RIO DE JANEIRO",
"Brasil",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"DANIEL JONAS",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"DANIEL JONAS",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"DANIEL JONAS",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"DANIEL JONAS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"DANIEL JONAS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"6 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"6 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24 de fevereiro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24 de fevereiro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 573.739 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMBDO.(A/S)
:RODEMAVE TRANSPORTES LTDA.
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO
ROBERTO
NUNES
GOLGO
E
OUTRO(A/S)
E M E N T A: ATO JUDICIAL QUE DETERMINA A DEVOLUÇÃO
DOS AUTOS RESPECTIVOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM PARA QUE,
NESTE, SEJA OBSERVADO O QUE DISPÕE O ART. 543-B DO CPC –
AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA ENTRE A CONTROVÉRSIA SUSCITADA
NOS AUTOS E A QUE FOI OBJETO DO PARADIGMA COM
REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA – ACOLHIMENTO DOS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, COM EFEITOS INFRINGENTES, PARA
DESCONSTITUIR ANTERIORES DECISÕES E REAPRECIAR O
AGRAVO DE INSTRUMENTO – COISA JULGADA EM SENTIDO
MATERIAL – INDISCUTIBILIDADE, IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE:
ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES
DO COMANDO SENTENCIAL – PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL QUE
AMPARA E PRESERVA A AUTORIDADE DA COISA JULGADA –
EXIGÊNCIA DE CERTEZA E DE SEGURANÇA JURÍDICAS – VALORES
FUNDAMENTAIS
INERENTES AO ESTADO DEMOCRÁTICO DE
DIREITO – EFICÁCIA PRECLUSIVA DA “RES JUDICATA” – “TANTUM
JUDICATUM QUANTUM DISPUTATUM VEL DISPUTARI DEBEBAT” –
CONSEQUENTE
IMPOSSIBILIDADE
DE
REDISCUSSÃO
DE
CONTROVÉRSIA JÁ APRECIADA EM DECISÃO TRANSITADA EM
JULGADO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS PARA
NEGAR PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8661741.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
AI 573739 ED / RS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em acolher os embargos
de declaração para negar provimento ao agravo de instrumento, nos
termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 573739 ED / RS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em acolher os embargos
de declaração para negar provimento ao agravo de instrumento, nos
termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 573.739 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMBDO.(A/S)
:RODEMAVE TRANSPORTES LTDA.
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO
ROBERTO
NUNES
GOLGO
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de segundos embargos de declaração, tempestivamente opostos, contra
ato que determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para
os fins a que alude o art. 543-B do CPC.
Inconformada com tal ato judicial, a parte ora agravante, alegando a
ocorrência dos vícios a que se refere o art. 535 do CPC, opõe os presentes
segundos embargos de declaração (fls. 748/757).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8661742.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 573.739 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMBDO.(A/S)
:RODEMAVE TRANSPORTES LTDA.
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO
ROBERTO
NUNES
GOLGO
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de segundos embargos de declaração, tempestivamente opostos, contra
ato que determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para
os fins a que alude o art. 543-B do CPC.
Inconformada com tal ato judicial, a parte ora agravante, alegando a
ocorrência dos vícios a que se refere o art. 535 do CPC, opõe os presentes
segundos embargos de declaração (fls. 748/757).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 573.739 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Incide, na
espécie, a norma inscrita no art. 535 do CPC, a viabilizar, em consequência,
o acolhimento dos presentes embargos de declaração, eis que, quando do
julgamento dos anteriores embargos de declaração, por esta colenda
Segunda Turma, prevalecia uma ideia em torno da repercussão geral que
veio a sofrer, no plano hermenêutico, restrição na sua abrangência, em ordem a
autorizar a aplicação da sua sistemática tão somente a casos idênticos ao
paradigma.
Examinando as especificidades do presente caso, verifico que assiste
razão à parte embargante, ao sustentar a ausência de pertinência entre a
controvérsia suscitada nesta causa e aquela objeto do paradigma indicado na
anterior decisão (AI 768.491-RG/RS, posteriormente convertido no
RE 635.688/RS, ambos de relatoria do eminente Ministro GILMAR
MENDES).
Para que não haja prejuízo para as partes e para a definitiva resolução
da causa, impõe-se sejam acolhidos estes segundos embargos de declaração,
em ordem a desconstituir as anteriores decisões proferidas nestes autos e,
em consequência, reapreciar o agravo de instrumento em questão.
E, ao fazê-lo, verifico que não há como acolher o pleito deduzido em
sede recursal extraordinária, pois a parte ora embargada, na realidade,
busca rescindir julgado proferido em outra causa, pretendendo, em sede
processualmente inadequada e de maneira absolutamente imprópria, o
reexame do fundo da controvérsia, que já constituiu objeto de decisão –
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8661743.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 573.739 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Incide, na
espécie, a norma inscrita no art. 535 do CPC, a viabilizar, em consequência,
o acolhimento dos presentes embargos de declaração, eis que, quando do
julgamento dos anteriores embargos de declaração, por esta colenda
Segunda Turma, prevalecia uma ideia em torno da repercussão geral que
veio a sofrer, no plano hermenêutico, restrição na sua abrangência, em ordem a
autorizar a aplicação da sua sistemática tão somente a casos idênticos ao
paradigma.
Examinando as especificidades do presente caso, verifico que assiste
razão à parte embargante, ao sustentar a ausência de pertinência entre a
controvérsia suscitada nesta causa e aquela objeto do paradigma indicado na
anterior decisão (AI 768.491-RG/RS, posteriormente convertido no
RE 635.688/RS, ambos de relatoria do eminente Ministro GILMAR
MENDES).
Para que não haja prejuízo para as partes e para a definitiva resolução
da causa, impõe-se sejam acolhidos estes segundos embargos de declaração,
em ordem a desconstituir as anteriores decisões proferidas nestes autos e,
em consequência, reapreciar o agravo de instrumento em questão.
E, ao fazê-lo, verifico que não há como acolher o pleito deduzido em
sede recursal extraordinária, pois a parte ora embargada, na realidade,
busca rescindir julgado proferido em outra causa, pretendendo, em sede
processualmente inadequada e de maneira absolutamente imprópria, o
reexame do fundo da controvérsia, que já constituiu objeto de decisão –
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 573739 ED / RS
tornada irrecorrível – proferida em outro processo de conhecimento, tal
como reconheceu o acórdão recorrido (fls. 25):
“No tocante ao objeto do lançamento – glosa de créditos
decorrentes de aquisição de bens destinados ao consumo e utilização
concomitante da base de cálculo reduzida – não procede a
inconformidade. É que esta matéria se acha coberta pela coisa julgada,
conforme decidiu a egrégia Primeira Câmara Cível Especial, Rel. Des.
Adão Sérgio do Nascimento Cassiano, de fls. 482/489, ‘in verbis’: ‘se o
acórdão da declaratória negou o direito ao aproveitamento de tais créditos
e não homologou o procedimento de recuperação extemporânea utilizado
pela embargante, então é porque os autos de lançamento e as certidões de
dívida ativa são válidos.”
Torna-se
importante
rememorar,
considerado
esse contexto
processual, o alto significado de que se reveste, em nosso sistema
jurídico, o instituto da “res judicata”, que constitui atributo específico da
jurisdição e que se projeta na dupla qualidade que tipifica os efeitos
emergentes do ato sentencial: a imutabilidade, de um lado, e a coercibilidade,
de outro.
A proteção constitucional dispensada à coisa julgada em sentido
material revela-se tão intensa que impede sejam alterados os atributos
que lhe são inerentes, a significar, como já salientado, que nenhum ato
estatal posterior poderá, validamente, afetar-lhe a integridade.
Foi por tal motivo que o Supremo Tribunal Federal, por mais de
uma vez, já advertiu que, “Mesmo havendo o acórdão impugnado dissentindo
da orientação firmada pelo Plenário desta colenda Corte, não é possível seu
provimento”, pelo fato – extremamente relevante – de a controvérsia haver
sido “(...) decidida em sentença exarada no processo de conhecimento, não
restando possibilidade de se analisar o título executivo, em face do trânsito em
julgado da decisão condenatória” (RE 401.399/RS, Rel. Min. AYRES BRITTO,
v.g.).
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 573739 ED / RS
tornada irrecorrível – proferida em outro processo de conhecimento, tal
como reconheceu o acórdão recorrido (fls. 25):
“No tocante ao objeto do lançamento – glosa de créditos
decorrentes de aquisição de bens destinados ao consumo e utilização
concomitante da base de cálculo reduzida – não procede a
inconformidade. É que esta matéria se acha coberta pela coisa julgada,
conforme decidiu a egrégia Primeira Câmara Cível Especial, Rel. Des.
Adão Sérgio do Nascimento Cassiano, de fls. 482/489, ‘in verbis’: ‘se o
acórdão da declaratória negou o direito ao aproveitamento de tais créditos
e não homologou o procedimento de recuperação extemporânea utilizado
pela embargante, então é porque os autos de lançamento e as certidões de
dívida ativa são válidos.”
Torna-se
importante
rememorar,
considerado
esse contexto
processual, o alto significado de que se reveste, em nosso sistema
jurídico, o instituto da “res judicata”, que constitui atributo específico da
jurisdição e que se projeta na dupla qualidade que tipifica os efeitos
emergentes do ato sentencial: a imutabilidade, de um lado, e a coercibilidade,
de outro.
A proteção constitucional dispensada à coisa julgada em sentido
material revela-se tão intensa que impede sejam alterados os atributos
que lhe são inerentes, a significar, como já salientado, que nenhum ato
estatal posterior poderá, validamente, afetar-lhe a integridade.
Foi por tal motivo que o Supremo Tribunal Federal, por mais de
uma vez, já advertiu que, “Mesmo havendo o acórdão impugnado dissentindo
da orientação firmada pelo Plenário desta colenda Corte, não é possível seu
provimento”, pelo fato – extremamente relevante – de a controvérsia haver
sido “(...) decidida em sentença exarada no processo de conhecimento, não
restando possibilidade de se analisar o título executivo, em face do trânsito em
julgado da decisão condenatória” (RE 401.399/RS, Rel. Min. AYRES BRITTO,
v.g.).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 573739 ED / RS
Esses atributos que caracterizam a coisa julgada em sentido
material, notadamente a imutabilidade dos efeitos inerentes ao comando
sentencial, recebem, diretamente, da própria Constituição, especial
proteção destinada a preservar a inalterabilidade dos pronunciamentos
emanados dos Juízes e Tribunais, criando, desse modo, situação de
certeza, de estabilidade e de segurança para as relações jurídicas.
É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de
Direito Processual Civil”, vol. I/539-540, item n. 509, 51ª ed., 2010,
Forense), discorrendo sobre o fundamento da autoridade da coisa
julgada, esclarece que o legislador, ao instituir a “res judicata”, objetivou
atender, tão-somente, “uma exigência de ordem prática (...), de não mais
permitir que se volte a discutir acerca das questões já soberanamente decididas
pelo Poder Judiciário”, expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser
do instituto em questão: preocupação em garantir a segurança nas
relações jurídicas e em preservar a paz no convívio social.
Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa julgada, considerada
a própria disciplina constitucional que a rege, que nem mesmo lei
posterior – que haja alterado (ou, até mesmo, revogado) prescrições
normativas que tenham sido aplicadas, jurisdicionalmente, na resolução
do litígio – tem o poder de afetar ou de desconstituir a autoridade da
coisa julgada.
Daí o preciso magistério de JOSÉ FREDERICO MARQUES
(“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/329, item n. 687,
2ª ed. /2ª tir., 2000, Millennium Editora) em torno das relações entre a
coisa julgada e a Constituição:
“A coisa julgada cria, para a segurança dos direitos
subjetivos, situação de imutabilidade que nem mesmo a lei pode
destruir ou vulnerar – é o que se infere do art. 5º, XXXVI,
da Lei Maior. E sob esse aspecto é que se pode qualificar a ‘res
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 573739 ED / RS
Esses atributos que caracterizam a coisa julgada em sentido
material, notadamente a imutabilidade dos efeitos inerentes ao comando
sentencial, recebem, diretamente, da própria Constituição, especial
proteção destinada a preservar a inalterabilidade dos pronunciamentos
emanados dos Juízes e Tribunais, criando, desse modo, situação de
certeza, de estabilidade e de segurança para as relações jurídicas.
É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de
Direito Processual Civil”, vol. I/539-540, item n. 509, 51ª ed., 2010,
Forense), discorrendo sobre o fundamento da autoridade da coisa
julgada, esclarece que o legislador, ao instituir a “res judicata”, objetivou
atender, tão-somente, “uma exigência de ordem prática (...), de não mais
permitir que se volte a discutir acerca das questões já soberanamente decididas
pelo Poder Judiciário”, expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser
do instituto em questão: preocupação em garantir a segurança nas
relações jurídicas e em preservar a paz no convívio social.
Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa julgada, considerada
a própria disciplina constitucional que a rege, que nem mesmo lei
posterior – que haja alterado (ou, até mesmo, revogado) prescrições
normativas que tenham sido aplicadas, jurisdicionalmente, na resolução
do litígio – tem o poder de afetar ou de desconstituir a autoridade da
coisa julgada.
Daí o preciso magistério de JOSÉ FREDERICO MARQUES
(“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/329, item n. 687,
2ª ed. /2ª tir., 2000, Millennium Editora) em torno das relações entre a
coisa julgada e a Constituição:
“A coisa julgada cria, para a segurança dos direitos
subjetivos, situação de imutabilidade que nem mesmo a lei pode
destruir ou vulnerar – é o que se infere do art. 5º, XXXVI,
da Lei Maior. E sob esse aspecto é que se pode qualificar a ‘res
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 573739 ED / RS
iudicata’ como garantia constitucional de tutela a direito
individual.
Por outro lado, essa garantia, outorgada na Constituição,
dá mais ênfase
e
realce àquela da tutela jurisdicional,
constitucionalmente consagrada, no art. 5º, XXXV, para a defesa
de direito atingido por ato lesivo, visto que a torna intangível até
mesmo em face de ‘lex posterius’, depois que o Judiciário exaure o
exercício da referida tutela, decidindo e compondo a lide.”
(grifei)
Não custa enfatizar, de outro lado, na perspectiva da eficácia
preclusiva da “res judicata”, que não mais se justifica a renovação do litígio
que foi objeto de resolução em outro processo de conhecimento,
especialmente
quando
a decisão que apreciou a controvérsia
apresenta-se revestida da autoridade da coisa julgada, hipótese em que,
nos termos do art. 474 do CPC, “reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas
as alegações e defesas que a parte poderia opor (...) à rejeição do pedido” (grifei).
Cabe ter presente, neste ponto, a advertência da doutrina (NELSON
NERY JUNIOR/ROSA MARIA ANDRADE NERY, “Código de Processo
Civil Comentado”, p. 709, 10ª ed., 2007, RT), cujo magistério – em lição
plenamente aplicável ao caso ora em exame – assim analisa o princípio do
“tantum judicatum quantum disputatum vel disputari debebat”:
“Transitada em julgado a sentença de mérito, as partes ficam
impossibilitadas de alegar qualquer outra questão relacionada com a lide
sobre a qual pesa a autoridade da coisa julgada. A norma reputa repelidas
todas as alegações que as partes poderiam ter feito na petição inicial e
contestação a respeito da lide e não o fizeram. Isto quer significar que não
se admite a propositura de nova demanda para rediscutir a lide, com base
em novas alegações.” (grifei)
Esse entendimento – que sustenta a extensão da autoridade da coisa
julgada em sentido material tanto ao que foi efetivamente arguido
quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não o foi, desde que tais
4
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 573739 ED / RS
iudicata’ como garantia constitucional de tutela a direito
individual.
Por outro lado, essa garantia, outorgada na Constituição,
dá mais ênfase
e
realce àquela da tutela jurisdicional,
constitucionalmente consagrada, no art. 5º, XXXV, para a defesa
de direito atingido por ato lesivo, visto que a torna intangível até
mesmo em face de ‘lex posterius’, depois que o Judiciário exaure o
exercício da referida tutela, decidindo e compondo a lide.”
(grifei)
Não custa enfatizar, de outro lado, na perspectiva da eficácia
preclusiva da “res judicata”, que não mais se justifica a renovação do litígio
que foi objeto de resolução em outro processo de conhecimento,
especialmente
quando
a decisão que apreciou a controvérsia
apresenta-se revestida da autoridade da coisa julgada, hipótese em que,
nos termos do art. 474 do CPC, “reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas
as alegações e defesas que a parte poderia opor (...) à rejeição do pedido” (grifei).
Cabe ter presente, neste ponto, a advertência da doutrina (NELSON
NERY JUNIOR/ROSA MARIA ANDRADE NERY, “Código de Processo
Civil Comentado”, p. 709, 10ª ed., 2007, RT), cujo magistério – em lição
plenamente aplicável ao caso ora em exame – assim analisa o princípio do
“tantum judicatum quantum disputatum vel disputari debebat”:
“Transitada em julgado a sentença de mérito, as partes ficam
impossibilitadas de alegar qualquer outra questão relacionada com a lide
sobre a qual pesa a autoridade da coisa julgada. A norma reputa repelidas
todas as alegações que as partes poderiam ter feito na petição inicial e
contestação a respeito da lide e não o fizeram. Isto quer significar que não
se admite a propositura de nova demanda para rediscutir a lide, com base
em novas alegações.” (grifei)
Esse entendimento – que sustenta a extensão da autoridade da coisa
julgada em sentido material tanto ao que foi efetivamente arguido
quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não o foi, desde que tais
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 573739 ED / RS
alegações e defesas se contenham no objeto do processo – também
encontra apoio no magistério doutrinário de outros eminentes autores,
tais como HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito
Processual Civil”, vol. I/550-553, itens ns. 516/516-a, 51ª ed., 2010,
Forense), VICENTE GRECO FILHO (“Direito Processual Civil
Brasileiro”, vol. 2/267, item n. 57.2, 11ª ed., 1996, Saraiva), MOACYR
AMARAL SANTOS (“Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”,
vol. 3/56, item n. 754, 21ª ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO
(“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992, Aide) e
JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”,
vol. III/332, item n. 689, 2ª ed., 2000, Millennium Editora).
Lapidar, sob tal aspecto, a autorizadíssima lição de ENRICO TULLIO
LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53, item n. 16, nota de
rodapé, tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo Aires, 1945, Forense), que,
ao referir-se ao tema dos limites objetivos da coisa julgada, acentua que
esta abrange “tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam
ser”:
“(...) se uma questão pudesse ser discutida no processo, mas de
fato não o foi, também a ela se estende, não obstante, a coisa
julgada, no sentido de que aquela questão não poderia ser utilizada
para negar ou contestar o resultado a que se chegou naquele processo.
Por exemplo, o réu não opôs uma série de deduções defensivas que
teria podido opor, e foi condenado. Não poderá ele valer-se daquelas
deduções para contestar a coisa julgada. A finalidade prática do
instituto exige que a coisa julgada permaneça firme, embora a
discussão das questões relevantes tenha sido eventualmente
incompleta; absorve ela, desse modo, necessariamente, tanto as
questões que foram discutidas como as que o poderiam ser.”
(grifei)
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, acolho
estes segundos embargos de declaração, com efeitos infringentes, para
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 573739 ED / RS
alegações e defesas se contenham no objeto do processo – também
encontra apoio no magistério doutrinário de outros eminentes autores,
tais como HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito
Processual Civil”, vol. I/550-553, itens ns. 516/516-a, 51ª ed., 2010,
Forense), VICENTE GRECO FILHO (“Direito Processual Civil
Brasileiro”, vol. 2/267, item n. 57.2, 11ª ed., 1996, Saraiva), MOACYR
AMARAL SANTOS (“Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”,
vol. 3/56, item n. 754, 21ª ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO
(“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992, Aide) e
JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”,
vol. III/332, item n. 689, 2ª ed., 2000, Millennium Editora).
Lapidar, sob tal aspecto, a autorizadíssima lição de ENRICO TULLIO
LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53, item n. 16, nota de
rodapé, tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo Aires, 1945, Forense), que,
ao referir-se ao tema dos limites objetivos da coisa julgada, acentua que
esta abrange “tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam
ser”:
“(...) se uma questão pudesse ser discutida no processo, mas de
fato não o foi, também a ela se estende, não obstante, a coisa
julgada, no sentido de que aquela questão não poderia ser utilizada
para negar ou contestar o resultado a que se chegou naquele processo.
Por exemplo, o réu não opôs uma série de deduções defensivas que
teria podido opor, e foi condenado. Não poderá ele valer-se daquelas
deduções para contestar a coisa julgada. A finalidade prática do
instituto exige que a coisa julgada permaneça firme, embora a
discussão das questões relevantes tenha sido eventualmente
incompleta; absorve ela, desse modo, necessariamente, tanto as
questões que foram discutidas como as que o poderiam ser.”
(grifei)
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, acolho
estes segundos embargos de declaração, com efeitos infringentes, para
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 573739 ED / RS
negar provimento ao agravo de instrumento deduzido pela parte ora
embargada.
É o meu voto.
6
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negar provimento ao agravo de instrumento deduzido pela parte ora
embargada.
É o meu voto.
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 573.739
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
EMBDO.(A/S) : RODEMAVE TRANSPORTES LTDA.
ADV.(A/S) : CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de
declaração para negar provimento ao agravo de instrumento, nos
termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 573.739
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
EMBDO.(A/S) : RODEMAVE TRANSPORTES LTDA.
ADV.(A/S) : CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de
declaração para negar provimento ao agravo de instrumento, nos
termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8686647
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-16T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração para negar provimento ao agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
E M E N T A: ATO JUDICIAL QUE DETERMINA A DEVOLUÇÃO DOS AUTOS RESPECTIVOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM PARA QUE, NESTE, SEJA OBSERVADO O QUE DISPÕE O ART. 543-B DO CPC – AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA ENTRE A CONTROVÉRSIA SUSCITADA NOS AUTOS E A QUE FOI OBJETO DO PARADIGMA COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA – ACOLHIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, COM EFEITOS INFRINGENTES, PARA DESCONSTITUIR ANTERIORES DECISÕES E REAPRECIAR O AGRAVO DE INSTRUMENTO – COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL – INDISCUTIBILIDADE, IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE: ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES DO COMANDO SENTENCIAL – PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL QUE AMPARA E PRESERVA A AUTORIDADE DA COISA JULGADA – EXIGÊNCIA DE CERTEZA E DE SEGURANÇA JURÍDICAS – VALORES FUNDAMENTAIS INERENTES AO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO – EFICÁCIA PRECLUSIVA DA “RES JUDICATA” – “TANTUM JUDICATUM QUANTUM DISPUTATUM VEL DISPUTARI DEBEBAT” – CONSEQUENTE IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DE CONTROVÉRSIA JÁ APRECIADA EM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS PARA NEGAR PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO.
|
sjur308890
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ICMS, REDUÇÃO, BASE DE CÁLCULO)
RE 635688 (TP).
- Decisão monocrática citada:
(DIVERGÊNCIA, COISA JULGADA, JURISPRUDÊNCIA, STF)
RE 401399.
Número de páginas: 10.
Análise: 31/07/2015, MAD.
|
CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
573739
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00474 ART-00535 ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
AI-ED
|
acordaos
|
AI 573739 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
EMBDO.(A/S) : RODEMAVE TRANSPORTES LTDA.
ADV.(A/S) : CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 573.739 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMBDO.(A/S)
:RODEMAVE TRANSPORTES LTDA.
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO
ROBERTO
NUNES
GOLGO
E
OUTRO(A/S)
E M E N T A: ATO JUDICIAL QUE DETERMINA A DEVOLUÇÃO
DOS AUTOS RESPECTIVOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM PARA QUE,
NESTE, SEJA OBSERVADO O QUE DISPÕE O ART. 543-B DO Código de Processo Civil –
AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA ENTRE A CONTROVÉRSIA SUSCITADA
NOS AUTOS E A QUE FOI OBJETO DO PARADIGMA COM
REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA – ACOLHIMENTO DOS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, COM EFEITOS INFRINGENTES, PARA
DESCONSTITUIR ANTERIORES DECISÕES E REAPRECIAR O
AGRAVO DE INSTRUMENTO – COISA JULGADA EM SENTIDO
MATERIAL – INDISCUTIBILIDADE, IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE:
ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES
DO COMANDO SENTENCIAL – PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL QUE
AMPARA E PRESERVA A AUTORIDADE DA COISA JULGADA –
EXIGÊNCIA DE CERTEZA E DE SEGURANÇA JURÍDICAS – VALORES
FUNDAMENTAIS
INERENTES AO ESTADO DEMOCRÁTICO DE
DIREITO – EFICÁCIA PRECLUSIVA DA “RES JUDICATA” – “TANTUM
JUDICATUM QUANTUM DISPUTATUM VEL DISPUTARI DEBEBAT” –
CONSEQUENTE
IMPOSSIBILIDADE
DE
REDISCUSSÃO
DE
CONTROVÉRSIA JÁ APRECIADA EM DECISÃO TRANSITADA EM
JULGADO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS PARA
NEGAR PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
AI 573739 ED / RS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em acolher os embargos
de declaração para negar provimento ao agravo de instrumento, nos
termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 573739 ED / RS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em acolher os embargos
de declaração para negar provimento ao agravo de instrumento, nos
termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 573.739 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMBDO.(A/S)
:RODEMAVE TRANSPORTES LTDA.
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO
ROBERTO
NUNES
GOLGO
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de segundos embargos de declaração, tempestivamente opostos, contra
ato que determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para
os fins a que alude o art. 543-B do Código de Processo Civil.
Inconformada com tal ato judicial, a parte ora agravante, alegando a
ocorrência dos vícios a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, opõe os presentes
segundos embargos de declaração (fls. 748/757).
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 573.739 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMBDO.(A/S)
:RODEMAVE TRANSPORTES LTDA.
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO
ROBERTO
NUNES
GOLGO
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de segundos embargos de declaração, tempestivamente opostos, contra
ato que determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para
os fins a que alude o art. 543-B do Código de Processo Civil.
Inconformada com tal ato judicial, a parte ora agravante, alegando a
ocorrência dos vícios a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, opõe os presentes
segundos embargos de declaração (fls. 748/757).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 573.739 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Incide, na
espécie, a norma inscrita no art. 535 do Código de Processo Civil, a viabilizar, em consequência,
o acolhimento dos presentes embargos de declaração, eis que, quando do
julgamento dos anteriores embargos de declaração, por esta colenda
Segunda Turma, prevalecia uma ideia em torno da repercussão geral que
veio a sofrer, no plano hermenêutico, restrição na sua abrangência, em ordem a
autorizar a aplicação da sua sistemática tão somente a casos idênticos ao
paradigma.
Examinando as especificidades do presente caso, verifico que assiste
razão à parte embargante, ao sustentar a ausência de pertinência entre a
controvérsia suscitada nesta causa e aquela objeto do paradigma indicado na
anterior decisão (AI 768.491-RG/RS, posteriormente convertido no
Recurso Extraordinário 635.688/RS, ambos de relatoria do eminente Ministro GILMAR
MENDES).
Para que não haja prejuízo para as partes e para a definitiva resolução
da causa, impõe-se sejam acolhidos estes segundos embargos de declaração,
em ordem a desconstituir as anteriores decisões proferidas nestes autos e,
em consequência, reapreciar o agravo de instrumento em questão.
E, ao fazê-lo, verifico que não há como acolher o pleito deduzido em
sede recursal extraordinária, pois a parte ora embargada, na realidade,
busca rescindir julgado proferido em outra causa, pretendendo, em sede
processualmente inadequada e de maneira absolutamente imprópria, o
reexame do fundo da controvérsia, que já constituiu objeto de decisão –
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 573.739 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Incide, na
espécie, a norma inscrita no art. 535 do Código de Processo Civil, a viabilizar, em consequência,
o acolhimento dos presentes embargos de declaração, eis que, quando do
julgamento dos anteriores embargos de declaração, por esta colenda
Segunda Turma, prevalecia uma ideia em torno da repercussão geral que
veio a sofrer, no plano hermenêutico, restrição na sua abrangência, em ordem a
autorizar a aplicação da sua sistemática tão somente a casos idênticos ao
paradigma.
Examinando as especificidades do presente caso, verifico que assiste
razão à parte embargante, ao sustentar a ausência de pertinência entre a
controvérsia suscitada nesta causa e aquela objeto do paradigma indicado na
anterior decisão (AI 768.491-RG/RS, posteriormente convertido no
Recurso Extraordinário 635.688/RS, ambos de relatoria do eminente Ministro GILMAR
MENDES).
Para que não haja prejuízo para as partes e para a definitiva resolução
da causa, impõe-se sejam acolhidos estes segundos embargos de declaração,
em ordem a desconstituir as anteriores decisões proferidas nestes autos e,
em consequência, reapreciar o agravo de instrumento em questão.
E, ao fazê-lo, verifico que não há como acolher o pleito deduzido em
sede recursal extraordinária, pois a parte ora embargada, na realidade,
busca rescindir julgado proferido em outra causa, pretendendo, em sede
processualmente inadequada e de maneira absolutamente imprópria, o
reexame do fundo da controvérsia, que já constituiu objeto de decisão –
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 573739 ED / RS
tornada irrecorrível – proferida em outro processo de conhecimento, tal
como reconheceu o acórdão recorrido (fls. 25):
“No tocante ao objeto do lançamento – glosa de créditos
decorrentes de aquisição de bens destinados ao consumo e utilização
concomitante da base de cálculo reduzida – não procede a
inconformidade. É que esta matéria se acha coberta pela coisa julgada,
conforme decidiu a egrégia Primeira Câmara Cível Especial, Rel. Des.
Adão Sérgio do Nascimento Cassiano, de fls. 482/489, ‘in verbis’: ‘se o
acórdão da declaratória negou o direito ao aproveitamento de tais créditos
e não homologou o procedimento de recuperação extemporânea utilizado
pela embargante, então é porque os autos de lançamento e as certidões de
dívida ativa são válidos.”
Torna-se
importante
rememorar,
considerado
esse contexto
processual, o alto significado de que se reveste, em nosso sistema
jurídico, o instituto da “res judicata”, que constitui atributo específico da
jurisdição e que se projeta na dupla qualidade que tipifica os efeitos
emergentes do ato sentencial: a imutabilidade, de um lado, e a coercibilidade,
de outro.
A proteção constitucional dispensada à coisa julgada em sentido
material revela-se tão intensa que impede sejam alterados os atributos
que lhe são inerentes, a significar, como já salientado, que nenhum ato
estatal posterior poderá, validamente, afetar-lhe a integridade.
Foi por tal motivo que o Supremo Tribunal Federal, por mais de
uma vez, já advertiu que, “Mesmo havendo o acórdão impugnado dissentindo
da orientação firmada pelo Plenário desta colenda Corte, não é possível seu
provimento”, pelo fato – extremamente relevante – de a controvérsia haver
sido “(...) decidida em sentença exarada no processo de conhecimento, não
restando possibilidade de se analisar o título executivo, em face do trânsito em
julgado da decisão condenatória” (Recurso Extraordinário 401.399/RS, Rel. Min. AYRES BRITTO,
v.g.).
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Supremo Tribunal Federal
AI 573739 ED / RS
tornada irrecorrível – proferida em outro processo de conhecimento, tal
como reconheceu o acórdão recorrido (fls. 25):
“No tocante ao objeto do lançamento – glosa de créditos
decorrentes de aquisição de bens destinados ao consumo e utilização
concomitante da base de cálculo reduzida – não procede a
inconformidade. É que esta matéria se acha coberta pela coisa julgada,
conforme decidiu a egrégia Primeira Câmara Cível Especial, Rel. Des.
Adão Sérgio do Nascimento Cassiano, de fls. 482/489, ‘in verbis’: ‘se o
acórdão da declaratória negou o direito ao aproveitamento de tais créditos
e não homologou o procedimento de recuperação extemporânea utilizado
pela embargante, então é porque os autos de lançamento e as certidões de
dívida ativa são válidos.”
Torna-se
importante
rememorar,
considerado
esse contexto
processual, o alto significado de que se reveste, em nosso sistema
jurídico, o instituto da “res judicata”, que constitui atributo específico da
jurisdição e que se projeta na dupla qualidade que tipifica os efeitos
emergentes do ato sentencial: a imutabilidade, de um lado, e a coercibilidade,
de outro.
A proteção constitucional dispensada à coisa julgada em sentido
material revela-se tão intensa que impede sejam alterados os atributos
que lhe são inerentes, a significar, como já salientado, que nenhum ato
estatal posterior poderá, validamente, afetar-lhe a integridade.
Foi por tal motivo que o Supremo Tribunal Federal, por mais de
uma vez, já advertiu que, “Mesmo havendo o acórdão impugnado dissentindo
da orientação firmada pelo Plenário desta colenda Corte, não é possível seu
provimento”, pelo fato – extremamente relevante – de a controvérsia haver
sido “(...) decidida em sentença exarada no processo de conhecimento, não
restando possibilidade de se analisar o título executivo, em face do trânsito em
julgado da decisão condenatória” (Recurso Extraordinário 401.399/RS, Rel. Min. AYRES BRITTO,
v.g.).
2
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 573739 ED / RS
Esses atributos que caracterizam a coisa julgada em sentido
material, notadamente a imutabilidade dos efeitos inerentes ao comando
sentencial, recebem, diretamente, da própria Constituição, especial
proteção destinada a preservar a inalterabilidade dos pronunciamentos
emanados dos Juízes e Tribunais, criando, desse modo, situação de
certeza, de estabilidade e de segurança para as relações jurídicas.
É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de
Direito Processual Civil”, vol. I/539-540, item n. 509, 51... ed., 2010,
Forense), discorrendo sobre o fundamento da autoridade da coisa
julgada, esclarece que o legislador, ao instituir a “res judicata”, objetivou
atender, tão-somente, “uma exigência de ordem prática (...), de não mais
permitir que se volte a discutir acerca das questões já soberanamente decididas
pelo Poder Judiciário”, expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser
do instituto em questão: preocupação em garantir a segurança nas
relações jurídicas e em preservar a paz no convívio social.
Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa julgada, considerada
a própria disciplina constitucional que a rege, que nem mesmo lei
posterior – que haja alterado (ou, até mesmo, revogado) prescrições
normativas que tenham sido aplicadas, jurisdicionalmente, na resolução
do litígio – tem o poder de afetar ou de desconstituir a autoridade da
coisa julgada.
Daí o preciso magistério de JOSÉ FREDERICO MARQUES
(“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/329, item n. 687,
2... ed. /2... tir., 2000, Millennium Editora) em torno das relações entre a
coisa julgada e a Constituição:
“A coisa julgada cria, para a segurança dos direitos
subjetivos, situação de imutabilidade que nem mesmo a lei pode
destruir ou vulnerar – é o que se infere do art. 5..., XXXVI,
da Lei Maior. E sob esse aspecto é que se pode qualificar a ‘res
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 573739 ED / RS
Esses atributos que caracterizam a coisa julgada em sentido
material, notadamente a imutabilidade dos efeitos inerentes ao comando
sentencial, recebem, diretamente, da própria Constituição, especial
proteção destinada a preservar a inalterabilidade dos pronunciamentos
emanados dos Juízes e Tribunais, criando, desse modo, situação de
certeza, de estabilidade e de segurança para as relações jurídicas.
É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de
Direito Processual Civil”, vol. I/539-540, item n. 509, 51... ed., 2010,
Forense), discorrendo sobre o fundamento da autoridade da coisa
julgada, esclarece que o legislador, ao instituir a “res judicata”, objetivou
atender, tão-somente, “uma exigência de ordem prática (...), de não mais
permitir que se volte a discutir acerca das questões já soberanamente decididas
pelo Poder Judiciário”, expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser
do instituto em questão: preocupação em garantir a segurança nas
relações jurídicas e em preservar a paz no convívio social.
Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa julgada, considerada
a própria disciplina constitucional que a rege, que nem mesmo lei
posterior – que haja alterado (ou, até mesmo, revogado) prescrições
normativas que tenham sido aplicadas, jurisdicionalmente, na resolução
do litígio – tem o poder de afetar ou de desconstituir a autoridade da
coisa julgada.
Daí o preciso magistério de JOSÉ FREDERICO MARQUES
(“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/329, item n. 687,
2... ed. /2... tir., 2000, Millennium Editora) em torno das relações entre a
coisa julgada e a Constituição:
“A coisa julgada cria, para a segurança dos direitos
subjetivos, situação de imutabilidade que nem mesmo a lei pode
destruir ou vulnerar – é o que se infere do art. 5..., XXXVI,
da Lei Maior. E sob esse aspecto é que se pode qualificar a ‘res
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 573739 ED / RS
iudicata’ como garantia constitucional de tutela a direito
individual.
Por outro lado, essa garantia, outorgada na Constituição,
dá mais ênfase
e
realce àquela da tutela jurisdicional,
constitucionalmente consagrada, no art. 5..., XXXV, para a defesa
de direito atingido por ato lesivo, visto que a torna intangível até
mesmo em face de ‘lex posterius’, depois que o Judiciário exaure o
exercício da referida tutela, decidindo e compondo a lide.”
(grifei)
Não custa enfatizar, de outro lado, na perspectiva da eficácia
preclusiva da “res judicata”, que não mais se justifica a renovação do litígio
que foi objeto de resolução em outro processo de conhecimento,
especialmente
quando
a decisão que apreciou a controvérsia
apresenta-se revestida da autoridade da coisa julgada, hipótese em que,
nos termos do art. 474 do Código de Processo Civil, “reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas
as alegações e defesas que a parte poderia opor (...) à rejeição do pedido” (grifei).
Cabe ter presente, neste ponto, a advertência da doutrina (NELSON
NERY JUNIOR/ROSA MARIA ANDRADE NERY, “Código de Processo
Civil Comentado”, p. 709, 10... ed., 2007, RT), cujo magistério – em lição
plenamente aplicável ao caso ora em exame – assim analisa o princípio do
“tantum judicatum quantum disputatum vel disputari debebat”:
“Transitada em julgado a sentença de mérito, as partes ficam
impossibilitadas de alegar qualquer outra questão relacionada com a lide
sobre a qual pesa a autoridade da coisa julgada. A norma reputa repelidas
todas as alegações que as partes poderiam ter feito na petição inicial e
contestação a respeito da lide e não o fizeram. Isto quer significar que não
se admite a propositura de nova demanda para rediscutir a lide, com base
em novas alegações.” (grifei)
Esse entendimento – que sustenta a extensão da autoridade da coisa
julgada em sentido material tanto ao que foi efetivamente arguido
quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não o foi, desde que tais
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iudicata’ como garantia constitucional de tutela a direito
individual.
Por outro lado, essa garantia, outorgada na Constituição,
dá mais ênfase
e
realce àquela da tutela jurisdicional,
constitucionalmente consagrada, no art. 5..., XXXV, para a defesa
de direito atingido por ato lesivo, visto que a torna intangível até
mesmo em face de ‘lex posterius’, depois que o Judiciário exaure o
exercício da referida tutela, decidindo e compondo a lide.”
(grifei)
Não custa enfatizar, de outro lado, na perspectiva da eficácia
preclusiva da “res judicata”, que não mais se justifica a renovação do litígio
que foi objeto de resolução em outro processo de conhecimento,
especialmente
quando
a decisão que apreciou a controvérsia
apresenta-se revestida da autoridade da coisa julgada, hipótese em que,
nos termos do art. 474 do Código de Processo Civil, “reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas
as alegações e defesas que a parte poderia opor (...) à rejeição do pedido” (grifei).
Cabe ter presente, neste ponto, a advertência da doutrina (NELSON
NERY JUNIOR/ROSA MARIA ANDRADE NERY, “Código de Processo
Civil Comentado”, p. 709, 10... ed., 2007, RT), cujo magistério – em lição
plenamente aplicável ao caso ora em exame – assim analisa o princípio do
“tantum judicatum quantum disputatum vel disputari debebat”:
“Transitada em julgado a sentença de mérito, as partes ficam
impossibilitadas de alegar qualquer outra questão relacionada com a lide
sobre a qual pesa a autoridade da coisa julgada. A norma reputa repelidas
todas as alegações que as partes poderiam ter feito na petição inicial e
contestação a respeito da lide e não o fizeram. Isto quer significar que não
se admite a propositura de nova demanda para rediscutir a lide, com base
em novas alegações.” (grifei)
Esse entendimento – que sustenta a extensão da autoridade da coisa
julgada em sentido material tanto ao que foi efetivamente arguido
quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não o foi, desde que tais
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AI 573739 ED / RS
alegações e defesas se contenham no objeto do processo – também
encontra apoio no magistério doutrinário de outros eminentes autores,
tais como HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito
Processual Civil”, vol. I/550-553, itens ns. 516/516-a, 51... ed., 2010,
Forense), VICENTE GRECO FILHO (“Direito Processual Civil
Brasileiro”, vol. 2/267, item n. 57.2, 11... ed., 1996, Saraiva), MOACYR
AMARAL SANTOS (“Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”,
vol. 3/56, item n. 754, 21... ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO
(“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992, Aide) e
JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”,
vol. III/332, item n. 689, 2... ed., 2000, Millennium Editora).
Lapidar, sob tal aspecto, a autorizadíssima lição de ENRICO TULLIO
LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53, item n. 16, nota de
rodapé, tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo Aires, 1945, Forense), que,
ao referir-se ao tema dos limites objetivos da coisa julgada, acentua que
esta abrange “tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam
ser”:
“(...) se uma questão pudesse ser discutida no processo, mas de
fato não o foi, também a ela se estende, não obstante, a coisa
julgada, no sentido de que aquela questão não poderia ser utilizada
para negar ou contestar o resultado a que se chegou naquele processo.
Por exemplo, o réu não opôs uma série de deduções defensivas que
teria podido opor, e foi condenado. Não poderá ele valer-se daquelas
deduções para contestar a coisa julgada. A finalidade prática do
instituto exige que a coisa julgada permaneça firme, embora a
discussão das questões relevantes tenha sido eventualmente
incompleta; absorve ela, desse modo, necessariamente, tanto as
questões que foram discutidas como as que o poderiam ser.”
(grifei)
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, acolho
estes segundos embargos de declaração, com efeitos infringentes, para
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 573739 ED / RS
alegações e defesas se contenham no objeto do processo – também
encontra apoio no magistério doutrinário de outros eminentes autores,
tais como HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito
Processual Civil”, vol. I/550-553, itens ns. 516/516-a, 51... ed., 2010,
Forense), VICENTE GRECO FILHO (“Direito Processual Civil
Brasileiro”, vol. 2/267, item n. 57.2, 11... ed., 1996, Saraiva), MOACYR
AMARAL SANTOS (“Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”,
vol. 3/56, item n. 754, 21... ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO
(“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992, Aide) e
JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”,
vol. III/332, item n. 689, 2... ed., 2000, Millennium Editora).
Lapidar, sob tal aspecto, a autorizadíssima lição de ENRICO TULLIO
LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53, item n. 16, nota de
rodapé, tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo Aires, 1945, Forense), que,
ao referir-se ao tema dos limites objetivos da coisa julgada, acentua que
esta abrange “tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam
ser”:
“(...) se uma questão pudesse ser discutida no processo, mas de
fato não o foi, também a ela se estende, não obstante, a coisa
julgada, no sentido de que aquela questão não poderia ser utilizada
para negar ou contestar o resultado a que se chegou naquele processo.
Por exemplo, o réu não opôs uma série de deduções defensivas que
teria podido opor, e foi condenado. Não poderá ele valer-se daquelas
deduções para contestar a coisa julgada. A finalidade prática do
instituto exige que a coisa julgada permaneça firme, embora a
discussão das questões relevantes tenha sido eventualmente
incompleta; absorve ela, desse modo, necessariamente, tanto as
questões que foram discutidas como as que o poderiam ser.”
(grifei)
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, acolho
estes segundos embargos de declaração, com efeitos infringentes, para
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 573739 ED / RS
negar provimento ao agravo de instrumento deduzido pela parte ora
embargada.
É o meu voto.
6
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Supremo Tribunal Federal
AI 573739 ED / RS
negar provimento ao agravo de instrumento deduzido pela parte ora
embargada.
É o meu voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 573.739
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
EMBDO.(A/S) : RODEMAVE TRANSPORTES LTDA.
ADV.(A/S) : CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de
declaração para negar provimento ao agravo de instrumento, nos
termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 573.739
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
EMBDO.(A/S) : RODEMAVE TRANSPORTES LTDA.
ADV.(A/S) : CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de
declaração para negar provimento ao agravo de instrumento, nos
termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8534440
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AI 573739 ED / RS",
"AI 573739 ED / RS",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 573 . 739",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 573 . 739",
"AI 768 . 491 - RG / RS",
"Recurso Extraordinário 635 . 688 / RS",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 573 . 739",
"AI 768 . 491 - RG / RS",
"Recurso Extraordinário 635 . 688 / RS",
"AI 573739 ED / RS",
"Recurso Extraordinário 401 . 399 / RS",
"AI 573739 ED / RS",
"Recurso Extraordinário 401 . 399 / RS",
"AI 573739 ED / RS",
"AI 573739 ED / RS",
"AI 573739 ED / RS",
"AI 573739 ED / RS",
"AI 573739 ED / RS",
"AI 573739",
"AI 573739 ED / RS",
"AI 573739 ED / RS",
"AGRAVO"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 543 - B DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 474 do Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil Comentado",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 474 do Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil Comentado",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"RODEMAVE TRANSPORTES LTDA .",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"RODEMAVE TRANSPORTES LTDA .",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"RODEMAVE TRANSPORTES LTDA .",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Câmara Cível Especial",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Câmara Cível Especial",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Forense",
"Millennium Editora",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Forense",
"Millennium Editora",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Forense",
"Saraiva",
"Saraiva",
"Aide",
"Millennium Editora",
"Forense",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Forense",
"Saraiva",
"Saraiva",
"Millennium Editora",
"Forense",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"RODEMAVE TRANSPORTES LTDA .",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"RODEMAVE TRANSPORTES LTDA .",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"CELSO DE MELLO",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"GILMAR MENDES",
"CELSO DE MELLO",
"GILMAR MENDES",
"CELSO DE MELLO",
"Adão Sérgio do Nascimento Cassiano",
"AYRES BRITTO",
"Adão Sérgio do Nascimento Cassiano",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"HUMBERTO THEODORO JÚNIOR",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"HUMBERTO THEODORO JÚNIOR",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"CELSO DE MELLO",
"NELSON NERY JUNIOR",
"ROSA MARIA ANDRADE NERY",
"NELSON NERY JUNIOR",
"ROSA MARIA ANDRADE NERY",
"CELSO DE MELLO",
"HUMBERTO THEODORO JÚNIOR",
"VICENTE GRECO FILHO",
"MOACYR AMARAL SANTOS",
"EGAS MONIZ DE ARAGÃO",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"ENRICO TULLIO LIEBMAN",
"Alfredo Buzaid",
"/",
"Benvindo Aires",
"1945",
"HUMBERTO THEODORO JÚNIOR",
"VICENTE GRECO FILHO",
"MOACYR AMARAL SANTOS",
"EGAS MONIZ DE ARAGÃO",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"ENRICO TULLIO LIEBMAN",
"Alfredo Buzaid",
"Benvindo Aires",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Ravena Siqueira",
"CELSO DE MELLO",
"CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2010",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2010",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2010",
"1996",
"2003",
"1992",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2010",
"11",
"1996",
"2003",
"1992",
"2000",
"1945",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.609
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JOUBERT DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Agravo regimental em agravo nos próprios autos contra decisão de
inadmissibilidade de recurso extraordinário de acórdão do STJ, em
agravo regimental em recurso especial. 2. Agravo interposto contra
decisão que, na origem, aplica sistemática da repercussão geral. Incabível.
3. Pedido de devolução ao STJ para que aprecie o agravo regimental de
decisão que aplicou a sistemática de repercussão geral, quanto à violação
ao art. 5º, LIV, da Constituição Federal. 4. Pedido de que se examine o
agravo regimental e os embargos de declaração que envolvem violação a
dispositivos constitucionais. 5. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9101407.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.609
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JOUBERT DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Joubert de
Medeiros interpôs agravo contra decisão de inadmissibilidade de recurso
extraordinário proferida pelo STJ. Monocraticamente, não conheci do
agravo quanto à alegada violação ao artigo 5º, inciso LIV da CF e dele
conheci para negar seguimento ao recurso extraordinário quanto aos
demais argumentos. Sobreveio, então, o presente agravo regimental.
Em resumo, pretende o ora agravante a ver reconsiderada a decisão
proferida, ou a submissão do tema à Turma, devolvendo-se, ao fim, os
autos ao STJ para que examine o agravo regimental lá interposto,
questionando decisão que aplicou a sistemática de repercussão geral
quanto ao artigo 5º, inciso LIV, da CF. Quanto aos demais temas
discutidos no recurso extraordinário, requer exame da repercussão geral
para conhecimento do mérito.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9101428.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.609
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JOUBERT DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Joubert de
Medeiros interpôs agravo contra decisão de inadmissibilidade de recurso
extraordinário proferida pelo STJ. Monocraticamente, não conheci do
agravo quanto à alegada violação ao artigo 5º, inciso LIV da CF e dele
conheci para negar seguimento ao recurso extraordinário quanto aos
demais argumentos. Sobreveio, então, o presente agravo regimental.
Em resumo, pretende o ora agravante a ver reconsiderada a decisão
proferida, ou a submissão do tema à Turma, devolvendo-se, ao fim, os
autos ao STJ para que examine o agravo regimental lá interposto,
questionando decisão que aplicou a sistemática de repercussão geral
quanto ao artigo 5º, inciso LIV, da CF. Quanto aos demais temas
discutidos no recurso extraordinário, requer exame da repercussão geral
para conhecimento do mérito.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Voto - MIN. GILMAR MENDES
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.609
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
relatado, trata-se de agravo regimental em agravo nos próprios autos,
interposto por Joubert de Medeiros, contra decisão de inadmissibilidade
de recurso extraordinário de acórdão do Superior Tribunal de Justiça, no
Agravo Regimental em Recurso Especial nº 1.430.008/MG.
Em resumo, pretende o ora agravante a ver reconsiderada a decisão
proferida, ou a submissão do tema à Turma, devolvendo-se, ao fim, os
autos ao STJ para que examine o agravo regimental lá interposto,
questionando a decisão que aplicou a sistemática de repercussão geral
quanto ao artigo 5º, inciso LIV, da CF. Quanto aos demais temas
discutidos no recurso extraordinário, requer exame da repercussão geral
para conhecimento do mérito.
Entendo, em parte, assistir razão ao agravante.
Com efeito, contra a decisão proferida monocraticamente pela vice-
presidente do STJ, ministra Laurita Vaz, no que tange à ofensa ao artigo
5º, inciso LIV, da CF, o recurso cabível é o agravo interno (regimental),
conforme o entendimento desta Corte, fixado na Questão de Ordem no AI
760.358, de minha relatoria, DJe 19.2.2010, já citado, com outros fins, na
decisão monocrática ora recorrida. Veja-se a ementa:
Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade
de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica
entendimento desta Corte aos processos múltiplos.
Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de
instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de
instrumento da decisão do tribunal de origem que, em
cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica
decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2.
Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.609
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
relatado, trata-se de agravo regimental em agravo nos próprios autos,
interposto por Joubert de Medeiros, contra decisão de inadmissibilidade
de recurso extraordinário de acórdão do Superior Tribunal de Justiça, no
Agravo Regimental em Recurso Especial nº 1.430.008/MG.
Em resumo, pretende o ora agravante a ver reconsiderada a decisão
proferida, ou a submissão do tema à Turma, devolvendo-se, ao fim, os
autos ao STJ para que examine o agravo regimental lá interposto,
questionando a decisão que aplicou a sistemática de repercussão geral
quanto ao artigo 5º, inciso LIV, da CF. Quanto aos demais temas
discutidos no recurso extraordinário, requer exame da repercussão geral
para conhecimento do mérito.
Entendo, em parte, assistir razão ao agravante.
Com efeito, contra a decisão proferida monocraticamente pela vice-
presidente do STJ, ministra Laurita Vaz, no que tange à ofensa ao artigo
5º, inciso LIV, da CF, o recurso cabível é o agravo interno (regimental),
conforme o entendimento desta Corte, fixado na Questão de Ordem no AI
760.358, de minha relatoria, DJe 19.2.2010, já citado, com outros fins, na
decisão monocrática ora recorrida. Veja-se a ementa:
Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade
de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica
entendimento desta Corte aos processos múltiplos.
Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de
instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de
instrumento da decisão do tribunal de origem que, em
cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica
decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2.
Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 855609 AGR / DF
retratação no processo em que interposto o recurso
extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo
competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a
remessa dos autos individualmente ao STF apenas se
justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver
expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor
aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado
pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com
repercussão geral dependerá da abrangência da questão
constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se
converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de
origem. (Grifei).
Assim, é caso de reconsiderar a decisão agravada, devolvendo os
autos ao STJ para apreciação do regimental interposto da decisão que
indeferiu o extraordinário liminarmente com base no artigo 543-A, § 5º,
do CPC, no que tange à ofensa ao artigo 5º, inciso LIV, da CF, e não
admitiu a irresignação quanto às demais alegações.
Por outro lado, nos apontamentos remanescentes, as razões recursais
não merecem prosperar. No ponto, assim decidi quando da decisão
monocrática ora atacada, como segue:
De início, cumpre asseverar que, para decidir a
controvérsia alegada pela defesa, imprescindível o exame da
legislação infraconstitucional. Portanto, a ofensa aos preceitos
constitucionais invocados, se ocorresse, seria reflexa.
A jurisprudência desta Corte tem entendimento
sedimentado de que o recurso extraordinário não se presta a
analisar legislação infraconstitucional da forma proposta.
Ainda que assim não fosse, ou seja, ainda que não
houvesse qualquer óbice processual para o exame do presente
recurso, neste ponto, as alegações do agravante não mereceriam
acolhida.
É que este Supremo Tribunal Federal pacificou o
entendimento de que a convocação de magistrado para compor
órgão fracionário de Tribunal ou Corte Superior não ofende o
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 855609 AGR / DF
retratação no processo em que interposto o recurso
extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo
competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a
remessa dos autos individualmente ao STF apenas se
justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver
expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor
aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado
pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com
repercussão geral dependerá da abrangência da questão
constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se
converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de
origem. (Grifei).
Assim, é caso de reconsiderar a decisão agravada, devolvendo os
autos ao STJ para apreciação do regimental interposto da decisão que
indeferiu o extraordinário liminarmente com base no artigo 543-A, § 5º,
do CPC, no que tange à ofensa ao artigo 5º, inciso LIV, da CF, e não
admitiu a irresignação quanto às demais alegações.
Por outro lado, nos apontamentos remanescentes, as razões recursais
não merecem prosperar. No ponto, assim decidi quando da decisão
monocrática ora atacada, como segue:
De início, cumpre asseverar que, para decidir a
controvérsia alegada pela defesa, imprescindível o exame da
legislação infraconstitucional. Portanto, a ofensa aos preceitos
constitucionais invocados, se ocorresse, seria reflexa.
A jurisprudência desta Corte tem entendimento
sedimentado de que o recurso extraordinário não se presta a
analisar legislação infraconstitucional da forma proposta.
Ainda que assim não fosse, ou seja, ainda que não
houvesse qualquer óbice processual para o exame do presente
recurso, neste ponto, as alegações do agravante não mereceriam
acolhida.
É que este Supremo Tribunal Federal pacificou o
entendimento de que a convocação de magistrado para compor
órgão fracionário de Tribunal ou Corte Superior não ofende o
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 855609 AGR / DF
princípio do juiz natural. Por oportuno, transcrevo as ementas a
seguir:
“HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL.
ROUBO E ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. 1.
DOSIMETRIA DA PENA 2. RECONHECIMENTO DE
CIRCUNSTÂNCIA
JUDICIAL
DESFAVORÁVEL.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CONVOCAÇÃO DE
DESEMBARGADOR PARA ATUAR NO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. O reconhecimento, pelo
Superior Tribunal de Justiça, de circunstância judicial
desfavorável ao réu, em recurso interposto pela acusação, deu-
se de forma fundamentada, com lastro na decisão de primeira
instância. Ausência de coação ilegal. Precedentes. 2. O Plenário
do Supremo Tribunal Federal pacificou a matéria constitucional
suscitada pela Impetrante, ao decidir que a composição de
órgãos fracionários de segunda instância por juízes convocados
não contraria a Constituição da República. Precedentes. 3.
Ordem denegada.” (HC 123.468/PR, rel. min. Cármen Lúcia,
Segunda Turma, por unanimidade, Dje 17.10.2014);
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO
ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. JUÍZES
CONVOCADOS
PARA
COMPOR
COLEGIADO.
INEXISTÊNCIA.
PRECEDENTES.
CONTROVÉRSIA
DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. A petição de
agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão
agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a
orientação desta Corte. Precedente. O Supremo Tribunal
Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 855609 AGR / DF
princípio do juiz natural. Por oportuno, transcrevo as ementas a
seguir:
“HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL.
ROUBO E ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. 1.
DOSIMETRIA DA PENA 2. RECONHECIMENTO DE
CIRCUNSTÂNCIA
JUDICIAL
DESFAVORÁVEL.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CONVOCAÇÃO DE
DESEMBARGADOR PARA ATUAR NO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. O reconhecimento, pelo
Superior Tribunal de Justiça, de circunstância judicial
desfavorável ao réu, em recurso interposto pela acusação, deu-
se de forma fundamentada, com lastro na decisão de primeira
instância. Ausência de coação ilegal. Precedentes. 2. O Plenário
do Supremo Tribunal Federal pacificou a matéria constitucional
suscitada pela Impetrante, ao decidir que a composição de
órgãos fracionários de segunda instância por juízes convocados
não contraria a Constituição da República. Precedentes. 3.
Ordem denegada.” (HC 123.468/PR, rel. min. Cármen Lúcia,
Segunda Turma, por unanimidade, Dje 17.10.2014);
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO
ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. JUÍZES
CONVOCADOS
PARA
COMPOR
COLEGIADO.
INEXISTÊNCIA.
PRECEDENTES.
CONTROVÉRSIA
DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. A petição de
agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão
agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a
orientação desta Corte. Precedente. O Supremo Tribunal
Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 855609 AGR / DF
infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Precedente. Este Tribunal, após reconhecer a
repercussão geral da matéria, assentou a inexistência de
violação ao princípio do juiz natural no julgamento de apelação
por órgão composto por juízes de primeiro grau convocados.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
necessária seria a reapreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos, o que torna inviável o
processamento do recurso extraordinário, nos termos da
Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.
(ARE 836.312 AgR/SP, rel. min. Roberto Barroso, Primeira
Turma, por unanimidade, Dje 12.12.2014).
Com efeito, o tema proposto teve repercussão geral
reconhecida (Tema nº 170), tendo o mérito sido julgado em
17.11.2010. Na oportunidade, este Tribunal foi estanque em
fixar o entendimento de que a convocação de magistrados
promovida nos termos da lei não ofende o princípio do juiz
natural. Eis a ementa:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL PENAL.
JULGAMENTO DE APELAÇÃO POR TURMA JULGADORA
COMPOSTA MAJORITARIAMENTE POR JUÍZES FEDERAIS
CONVOCADOS. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. OFENSA AO
PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA.
PRECEDENTES. RECURSO DESPROVIDO. I – Não viola o
postulado constitucional do juiz natural o julgamento de
apelação por órgão composto majoritariamente por juízes
convocados, autorizado no âmbito da Justiça Federal pela Lei
9.788/1999. II – Colegiado constituídos por magistrados
togados, integrantes da Justiça Federal, e a quem a distribuição
de processos é feita aleatoriamente. III – Julgamentos realizados
com estrita observância do princípio da publicidade, bem como
do direito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao
contraditório. IV – Recurso extraordinário desprovido.
(RE 597.133/RS, rel. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno,
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 855609 AGR / DF
infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Precedente. Este Tribunal, após reconhecer a
repercussão geral da matéria, assentou a inexistência de
violação ao princípio do juiz natural no julgamento de apelação
por órgão composto por juízes de primeiro grau convocados.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
necessária seria a reapreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos, o que torna inviável o
processamento do recurso extraordinário, nos termos da
Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.
(ARE 836.312 AgR/SP, rel. min. Roberto Barroso, Primeira
Turma, por unanimidade, Dje 12.12.2014).
Com efeito, o tema proposto teve repercussão geral
reconhecida (Tema nº 170), tendo o mérito sido julgado em
17.11.2010. Na oportunidade, este Tribunal foi estanque em
fixar o entendimento de que a convocação de magistrados
promovida nos termos da lei não ofende o princípio do juiz
natural. Eis a ementa:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL PENAL.
JULGAMENTO DE APELAÇÃO POR TURMA JULGADORA
COMPOSTA MAJORITARIAMENTE POR JUÍZES FEDERAIS
CONVOCADOS. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. OFENSA AO
PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA.
PRECEDENTES. RECURSO DESPROVIDO. I – Não viola o
postulado constitucional do juiz natural o julgamento de
apelação por órgão composto majoritariamente por juízes
convocados, autorizado no âmbito da Justiça Federal pela Lei
9.788/1999. II – Colegiado constituídos por magistrados
togados, integrantes da Justiça Federal, e a quem a distribuição
de processos é feita aleatoriamente. III – Julgamentos realizados
com estrita observância do princípio da publicidade, bem como
do direito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao
contraditório. IV – Recurso extraordinário desprovido.
(RE 597.133/RS, rel. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno,
4
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 855609 AGR / DF
julgado em 17.11.2010, Repercussão Geral – Mérito, Dje
6.4.2011)”.
Em sua argumentação, o agravante não trouxe qualquer nova tese
apta a infirmar as razões expendidas na decisão monocrática atacada,
motivo pelo qual deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Sendo assim, dou parcial provimento a este agravo regimental,
determinando a devolução dos autos ao STJ para apreciação do agravo
regimental interposto da decisão que indeferiu o recurso extraordinário
liminarmente com base no artigo 543-A, § 5º, do CPC.
É como voto.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 855609 AGR / DF
julgado em 17.11.2010, Repercussão Geral – Mérito, Dje
6.4.2011)”.
Em sua argumentação, o agravante não trouxe qualquer nova tese
apta a infirmar as razões expendidas na decisão monocrática atacada,
motivo pelo qual deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Sendo assim, dou parcial provimento a este agravo regimental,
determinando a devolução dos autos ao STJ para apreciação do agravo
regimental interposto da decisão que indeferiu o recurso extraordinário
liminarmente com base no artigo 543-A, § 5º, do CPC.
É como voto.
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Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.609
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : JOUBERT DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.609
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : JOUBERT DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9218464
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-08-25T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental em agravo nos próprios autos contra decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário de acórdão do STJ, em agravo regimental em recurso especial. 2. Agravo interposto contra decisão que, na origem, aplica sistemática da repercussão geral. Incabível. 3. Pedido de devolução ao STJ para que aprecie o agravo regimental de decisão que aplicou a sistemática de repercussão geral, quanto à violação ao art. 5º, LIV, da Constituição Federal. 4. Pedido de que se examine o agravo regimental e os embargos de declaração que envolvem violação a dispositivos constitucionais. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur316473
|
- Acórdão(s) citado(s):
(RECURSO, SISTEMÁTICA DE REPERCUSSÃO GERAL)
AI 760358 QO (TP).
Número de páginas: 8.
Análise: 18/09/2015, MAD.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
855609
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00054\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00005\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 855609 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : JOUBERT DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.609
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JOUBERT DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Agravo regimental em agravo nos próprios autos contra decisão de
inadmissibilidade de recurso extraordinário de acórdão do Superior Tribunal de Justiça, em
agravo regimental em recurso especial. 2. Agravo interposto contra
decisão que, na origem, aplica sistemática da repercussão geral. Incabível.
3. Pedido de devolução ao Superior Tribunal de Justiça para que aprecie o agravo regimental de
decisão que aplicou a sistemática de repercussão geral, quanto à violação
ao art. 5..., LIV, da Constituição Federal. 4. Pedido de que se examine o
agravo regimental e os embargos de declaração que envolvem violação a
dispositivos constitucionais. 5. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.609
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JOUBERT DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Joubert de
Medeiros interpôs agravo contra decisão de inadmissibilidade de recurso
extraordinário proferida pelo Superior Tribunal de Justiça. Monocraticamente, não conheci do
agravo quanto à alegada violação ao artigo 5..., inciso LIV da Constituição Federal de 1988 e dele
conheci para negar seguimento ao recurso extraordinário quanto aos
demais argumentos. Sobreveio, então, o presente agravo regimental.
Em resumo, pretende o ora agravante a ver reconsiderada a decisão
proferida, ou a submissão do tema à Turma, devolvendo-se, ao fim, os
autos ao Superior Tribunal de Justiça para que examine o agravo regimental lá interposto,
questionando decisão que aplicou a sistemática de repercussão geral
quanto ao artigo 5..., inciso LIV, da Constituição Federal de 1988. Quanto aos demais temas
discutidos no recurso extraordinário, requer exame da repercussão geral
para conhecimento do mérito.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.609
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JOUBERT DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Joubert de
Medeiros interpôs agravo contra decisão de inadmissibilidade de recurso
extraordinário proferida pelo Superior Tribunal de Justiça. Monocraticamente, não conheci do
agravo quanto à alegada violação ao artigo 5..., inciso LIV da Constituição Federal de 1988 e dele
conheci para negar seguimento ao recurso extraordinário quanto aos
demais argumentos. Sobreveio, então, o presente agravo regimental.
Em resumo, pretende o ora agravante a ver reconsiderada a decisão
proferida, ou a submissão do tema à Turma, devolvendo-se, ao fim, os
autos ao Superior Tribunal de Justiça para que examine o agravo regimental lá interposto,
questionando decisão que aplicou a sistemática de repercussão geral
quanto ao artigo 5..., inciso LIV, da Constituição Federal de 1988. Quanto aos demais temas
discutidos no recurso extraordinário, requer exame da repercussão geral
para conhecimento do mérito.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Voto - MIN. GILMAR MENDES
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.609
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
relatado, trata-se de agravo regimental em agravo nos próprios autos,
interposto por Joubert de Medeiros, contra decisão de inadmissibilidade
de recurso extraordinário de acórdão do Superior Tribunal de Justiça, no
Agravo Regimental em Recurso Especial n 1.430.008/MG.
Em resumo, pretende o ora agravante a ver reconsiderada a decisão
proferida, ou a submissão do tema à Turma, devolvendo-se, ao fim, os
autos ao Superior Tribunal de Justiça para que examine o agravo regimental lá interposto,
questionando a decisão que aplicou a sistemática de repercussão geral
quanto ao artigo 5..., inciso LIV, da Constituição Federal de 1988. Quanto aos demais temas
discutidos no recurso extraordinário, requer exame da repercussão geral
para conhecimento do mérito.
Entendo, em parte, assistir razão ao agravante.
Com efeito, contra a decisão proferida monocraticamente pela vice-
presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministra Laurita Vaz, no que tange à ofensa ao artigo
5..., inciso LIV, da Constituição Federal de 1988, o recurso cabível é o agravo interno (regimental),
conforme o entendimento desta Corte, fixado na Questão de Ordem no AI
760.358, de minha relatoria, DJe 19.2.2010, já citado, com outros fins, na
decisão monocrática ora recorrida. Veja-se a ementa:
Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade
de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica
entendimento desta Corte aos processos múltiplos.
Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de
instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de
instrumento da decisão do tribunal de origem que, em
cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica
decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2.
Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.609
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
relatado, trata-se de agravo regimental em agravo nos próprios autos,
interposto por Joubert de Medeiros, contra decisão de inadmissibilidade
de recurso extraordinário de acórdão do Superior Tribunal de Justiça, no
Agravo Regimental em Recurso Especial n 1.430.008/MG.
Em resumo, pretende o ora agravante a ver reconsiderada a decisão
proferida, ou a submissão do tema à Turma, devolvendo-se, ao fim, os
autos ao Superior Tribunal de Justiça para que examine o agravo regimental lá interposto,
questionando a decisão que aplicou a sistemática de repercussão geral
quanto ao artigo 5..., inciso LIV, da Constituição Federal de 1988. Quanto aos demais temas
discutidos no recurso extraordinário, requer exame da repercussão geral
para conhecimento do mérito.
Entendo, em parte, assistir razão ao agravante.
Com efeito, contra a decisão proferida monocraticamente pela vice-
presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministra Laurita Vaz, no que tange à ofensa ao artigo
5..., inciso LIV, da Constituição Federal de 1988, o recurso cabível é o agravo interno (regimental),
conforme o entendimento desta Corte, fixado na Questão de Ordem no AI
760.358, de minha relatoria, DJe 19.2.2010, já citado, com outros fins, na
decisão monocrática ora recorrida. Veja-se a ementa:
Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade
de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica
entendimento desta Corte aos processos múltiplos.
Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de
instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de
instrumento da decisão do tribunal de origem que, em
cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica
decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2.
Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 855609 AGR / DF
retratação no processo em que interposto o recurso
extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo
competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a
remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se
justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver
expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor
aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado
pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com
repercussão geral dependerá da abrangência da questão
constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se
converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de
origem. (Grifei).
Assim, é caso de reconsiderar a decisão agravada, devolvendo os
autos ao Superior Tribunal de Justiça para apreciação do regimental interposto da decisão que
indeferiu o extraordinário liminarmente com base no artigo 543-A, § 5...,
do Código de Processo Civil, no que tange à ofensa ao artigo 5..., inciso LIV, da Constituição Federal de 1988, e não
admitiu a irresignação quanto às demais alegações.
Por outro lado, nos apontamentos remanescentes, as razões recursais
não merecem prosperar. No ponto, assim decidi quando da decisão
monocrática ora atacada, como segue:
De início, cumpre asseverar que, para decidir a
controvérsia alegada pela defesa, imprescindível o exame da
legislação infraconstitucional. Portanto, a ofensa aos preceitos
constitucionais invocados, se ocorresse, seria reflexa.
A jurisprudência desta Corte tem entendimento
sedimentado de que o recurso extraordinário não se presta a
analisar legislação infraconstitucional da forma proposta.
Ainda que assim não fosse, ou seja, ainda que não
houvesse qualquer óbice processual para o exame do presente
recurso, neste ponto, as alegações do agravante não mereceriam
acolhida.
É que este Supremo Tribunal Federal pacificou o
entendimento de que a convocação de magistrado para compor
órgão fracionário de Tribunal ou Corte Superior não ofende o
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 855609 AGR / DF
retratação no processo em que interposto o recurso
extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo
competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a
remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se
justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver
expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor
aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado
pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com
repercussão geral dependerá da abrangência da questão
constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se
converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de
origem. (Grifei).
Assim, é caso de reconsiderar a decisão agravada, devolvendo os
autos ao Superior Tribunal de Justiça para apreciação do regimental interposto da decisão que
indeferiu o extraordinário liminarmente com base no artigo 543-A, § 5...,
do Código de Processo Civil, no que tange à ofensa ao artigo 5..., inciso LIV, da Constituição Federal de 1988, e não
admitiu a irresignação quanto às demais alegações.
Por outro lado, nos apontamentos remanescentes, as razões recursais
não merecem prosperar. No ponto, assim decidi quando da decisão
monocrática ora atacada, como segue:
De início, cumpre asseverar que, para decidir a
controvérsia alegada pela defesa, imprescindível o exame da
legislação infraconstitucional. Portanto, a ofensa aos preceitos
constitucionais invocados, se ocorresse, seria reflexa.
A jurisprudência desta Corte tem entendimento
sedimentado de que o recurso extraordinário não se presta a
analisar legislação infraconstitucional da forma proposta.
Ainda que assim não fosse, ou seja, ainda que não
houvesse qualquer óbice processual para o exame do presente
recurso, neste ponto, as alegações do agravante não mereceriam
acolhida.
É que este Supremo Tribunal Federal pacificou o
entendimento de que a convocação de magistrado para compor
órgão fracionário de Tribunal ou Corte Superior não ofende o
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 855609 AGR / DF
princípio do juiz natural. Por oportuno, transcrevo as ementas a
seguir:
“HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL.
ROUBO E ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. 1.
DOSIMETRIA DA PENA 2. RECONHECIMENTO DE
CIRCUNSTÂNCIA
JUDICIAL
DESFAVORÁVEL.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CONVOCAÇÃO DE
DESEMBARGADOR PARA ATUAR NO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. O reconhecimento, pelo
Superior Tribunal de Justiça, de circunstância judicial
desfavorável ao réu, em recurso interposto pela acusação, deu-
se de forma fundamentada, com lastro na decisão de primeira
instância. Ausência de coação ilegal. Precedentes. 2. O Plenário
do Supremo Tribunal Federal pacificou a matéria constitucional
suscitada pela Impetrante, ao decidir que a composição de
órgãos fracionários de segunda instância por juízes convocados
não contraria a Constituição da República. Precedentes. 3.
Ordem denegada.” (HC 123.468/PR, rel. min. Cármen Lúcia,
Segunda Turma, por unanimidade, Dje 17.10.2014);
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO
ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. JUÍZES
CONVOCADOS
PARA
COMPOR
COLEGIADO.
INEXISTÊNCIA.
PRECEDENTES.
CONTROVÉRSIA
DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A petição de
agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão
agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a
orientação desta Corte. Precedente. O Supremo Tribunal
Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 855609 AGR / DF
princípio do juiz natural. Por oportuno, transcrevo as ementas a
seguir:
“HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL.
ROUBO E ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. 1.
DOSIMETRIA DA PENA 2. RECONHECIMENTO DE
CIRCUNSTÂNCIA
JUDICIAL
DESFAVORÁVEL.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CONVOCAÇÃO DE
DESEMBARGADOR PARA ATUAR NO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. O reconhecimento, pelo
Superior Tribunal de Justiça, de circunstância judicial
desfavorável ao réu, em recurso interposto pela acusação, deu-
se de forma fundamentada, com lastro na decisão de primeira
instância. Ausência de coação ilegal. Precedentes. 2. O Plenário
do Supremo Tribunal Federal pacificou a matéria constitucional
suscitada pela Impetrante, ao decidir que a composição de
órgãos fracionários de segunda instância por juízes convocados
não contraria a Constituição da República. Precedentes. 3.
Ordem denegada.” (HC 123.468/PR, rel. min. Cármen Lúcia,
Segunda Turma, por unanimidade, Dje 17.10.2014);
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO
ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. JUÍZES
CONVOCADOS
PARA
COMPOR
COLEGIADO.
INEXISTÊNCIA.
PRECEDENTES.
CONTROVÉRSIA
DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A petição de
agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão
agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a
orientação desta Corte. Precedente. O Supremo Tribunal
Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 855609 AGR / DF
infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Precedente. Este Tribunal, após reconhecer a
repercussão geral da matéria, assentou a inexistência de
violação ao princípio do juiz natural no julgamento de apelação
por órgão composto por juízes de primeiro grau convocados.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
necessária seria a reapreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos, o que torna inviável o
processamento do recurso extraordinário, nos termos da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.
(ARE 836.312 AgR/SP, rel. min. Roberto Barroso, Primeira
Turma, por unanimidade, Dje 12.12.2014).
Com efeito, o tema proposto teve repercussão geral
reconhecida (Tema n 170), tendo o mérito sido julgado em
17.11.2010. Na oportunidade, este Tribunal foi estanque em
fixar o entendimento de que a convocação de magistrados
promovida nos termos da lei não ofende o princípio do juiz
natural. Eis a ementa:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL PENAL.
JULGAMENTO DE APELAÇÃO POR TURMA JULGADORA
COMPOSTA MAJORITARIAMENTE POR JUÍZES FEDERAIS
CONVOCADOS. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. OFENSA AO
PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA.
PRECEDENTES. RECURSO DESPROVIDO. I – Não viola o
postulado constitucional do juiz natural o julgamento de
apelação por órgão composto majoritariamente por juízes
convocados, autorizado no âmbito da Justiça Federal pela Lei
9.788/1999. II – Colegiado constituídos por magistrados
togados, integrantes da Justiça Federal, e a quem a distribuição
de processos é feita aleatoriamente. III – Julgamentos realizados
com estrita observância do princípio da publicidade, bem como
do direito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao
contraditório. IV – Recurso extraordinário desprovido.
(Recurso Extraordinário 597.133/RS, rel. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno,
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 855609 AGR / DF
infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Precedente. Este Tribunal, após reconhecer a
repercussão geral da matéria, assentou a inexistência de
violação ao princípio do juiz natural no julgamento de apelação
por órgão composto por juízes de primeiro grau convocados.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
necessária seria a reapreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos, o que torna inviável o
processamento do recurso extraordinário, nos termos da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.
(ARE 836.312 AgR/SP, rel. min. Roberto Barroso, Primeira
Turma, por unanimidade, Dje 12.12.2014).
Com efeito, o tema proposto teve repercussão geral
reconhecida (Tema n 170), tendo o mérito sido julgado em
17.11.2010. Na oportunidade, este Tribunal foi estanque em
fixar o entendimento de que a convocação de magistrados
promovida nos termos da lei não ofende o princípio do juiz
natural. Eis a ementa:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL PENAL.
JULGAMENTO DE APELAÇÃO POR TURMA JULGADORA
COMPOSTA MAJORITARIAMENTE POR JUÍZES FEDERAIS
CONVOCADOS. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. OFENSA AO
PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA.
PRECEDENTES. RECURSO DESPROVIDO. I – Não viola o
postulado constitucional do juiz natural o julgamento de
apelação por órgão composto majoritariamente por juízes
convocados, autorizado no âmbito da Justiça Federal pela Lei
9.788/1999. II – Colegiado constituídos por magistrados
togados, integrantes da Justiça Federal, e a quem a distribuição
de processos é feita aleatoriamente. III – Julgamentos realizados
com estrita observância do princípio da publicidade, bem como
do direito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao
contraditório. IV – Recurso extraordinário desprovido.
(Recurso Extraordinário 597.133/RS, rel. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 855609 AGR / DF
julgado em 17.11.2010, Repercussão Geral – Mérito, Dje
6.4.2011)”.
Em sua argumentação, o agravante não trouxe qualquer nova tese
apta a infirmar as razões expendidas na decisão monocrática atacada,
motivo pelo qual deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Sendo assim, dou parcial provimento a este agravo regimental,
determinando a devolução dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para apreciação do agravo
regimental interposto da decisão que indeferiu o recurso extraordinário
liminarmente com base no artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil.
É como voto.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 855609 AGR / DF
julgado em 17.11.2010, Repercussão Geral – Mérito, Dje
6.4.2011)”.
Em sua argumentação, o agravante não trouxe qualquer nova tese
apta a infirmar as razões expendidas na decisão monocrática atacada,
motivo pelo qual deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Sendo assim, dou parcial provimento a este agravo regimental,
determinando a devolução dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para apreciação do agravo
regimental interposto da decisão que indeferiu o recurso extraordinário
liminarmente com base no artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.609
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : JOUBERT DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.609
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : JOUBERT DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9194646
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855 . 609",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855 . 609",
"AGRAVO 855 . 609",
"Agravo Regimental em Recurso Especial n 1 . 430 . 008 / MG",
"Agravo Regimental em Recurso Especial n 1 . 430 . 008 / MG",
"AI 760 . 358",
"ARE 855609 AGR / DF",
"ARE 855609 AGR / DF",
"HC 123 . 468 / PR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 123 . 468 / PR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 855609 AGR / DF",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 836 . 312 AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 597 . 133 / RS",
"ARE 855609 AGR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 836 . 312 AgR",
"Recurso Extraordinário 597 . 133 / RS",
"ARE 855609 AGR / DF"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 5 . . . , LIV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso LIV da Constituição Federal de 1988",
"artigo 5 . . . , inciso LIV , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso LIV da Constituição Federal de 1988",
"artigo 5 . . . , inciso LIV , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso LIV , da Constituição Federal de 1988",
"artigo 5 . . . , inciso LIV , da Constituição Federal de 1988",
"§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso LIV , da Constituição Federal de 1988",
"artigo 5 . . . , inciso LIV , da Constituição Federal de 1988",
"§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil",
"LIV , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo",
"artigo 5 . . . , inciso LIV , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Lei 9 . 788 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Lei 9 . 788 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUPERIOR TRIBUNAL",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SP",
"Primeira Turma",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"JOUBERT DE MEDEIROS",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JOUBERT DE MEDEIROS",
"GILMAR MENDES",
"Joubert de Medeiros",
"GILMAR MENDES",
"JOUBERT DE MEDEIROS",
"GILMAR MENDES",
"Joubert de Medeiros",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Joubert de Medeiros",
"Laurita Vaz",
"GILMAR MENDES",
"Joubert de Medeiros",
"Laurita Vaz",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"GILMAR MENDES",
"Roberto Barroso",
"Ricardo Lewandowski",
"Roberto Barroso",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JOUBERT DE MEDEIROS",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"JOUBERT DE MEDEIROS",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"19",
".",
"2",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"19",
".",
"2",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"12",
".",
"2014",
"17",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"12",
".",
"2014",
"17",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"11",
".",
"2010",
"6",
".",
"4",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"11",
".",
"2010",
"6",
".",
"4",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.039
PARAÍBA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
AGDO.(A/S)
:LUPERCINIO
FERNANDES
DE
OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RICARDO
NASCIMENTO
FERNANDES
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Administrativo. Concurso público. Convocação de candidatos para
participar de fase do certame. Irregularidade. Legislação local. Ofensa
reflexa. Normas editalícias. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade.
Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
local, das cláusulas do instrumento convocatório do concurso público e
dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280, 454 e
279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 844039 AGR / PB
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 844039 AGR / PB
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172069.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.039
PARAÍBA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
AGDO.(A/S)
:LUPERCINIO
FERNANDES
DE
OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RICARDO
NASCIMENTO
FERNANDES
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado da Paraíba interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário (fls. 292/294), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado:
‘REMESSA OFICIAL E APELAÇÃO CIVEL EM
MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO.
CONVOCAÇÃO PARA PREENCHIMENTO DE VAGAS
REMANESCENTES.
SITUAÇÃO
ATÍPICA.
CONVOCAÇÃO ATRAVÉS DO DIÁRIO OFICIAL E
INTERNET.
INSUFICIÊNCIA.
LONGO
LAPSO
TEMPORAL ENTRE AS FASES. PRINCÍPIO DA
RAZOABILIDADE. SENTENÇA EM HARMONIA COM
JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DO STJ E DO TJPB.
MANUTENÇÃO
DA
SENTENÇA.
NEGADO
PROVIMENTO AOS RECURSOS.
- Há entendimento pacífico no STJ (RMS 33.077/DF)
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172066.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.039
PARAÍBA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
AGDO.(A/S)
:LUPERCINIO
FERNANDES
DE
OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RICARDO
NASCIMENTO
FERNANDES
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado da Paraíba interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário (fls. 292/294), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado:
‘REMESSA OFICIAL E APELAÇÃO CIVEL EM
MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO.
CONVOCAÇÃO PARA PREENCHIMENTO DE VAGAS
REMANESCENTES.
SITUAÇÃO
ATÍPICA.
CONVOCAÇÃO ATRAVÉS DO DIÁRIO OFICIAL E
INTERNET.
INSUFICIÊNCIA.
LONGO
LAPSO
TEMPORAL ENTRE AS FASES. PRINCÍPIO DA
RAZOABILIDADE. SENTENÇA EM HARMONIA COM
JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DO STJ E DO TJPB.
MANUTENÇÃO
DA
SENTENÇA.
NEGADO
PROVIMENTO AOS RECURSOS.
- Há entendimento pacífico no STJ (RMS 33.077/DF)
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
ARE 844039 AGR / PB
no sentido de que caracteriza violação ao princípio da
razoabilidade a convocação para determinada fase de
concurso público apenas mediante publicação do
chamamento em diário oficial quando passado
considerável lapso temporal entre a realização ou a
divulgação do resultado da etapa imediatamente anterior
e a referida convocação, uma vez que é inviável exigir que
o candidato acompanhe, diariamente, com leitura atenta,
as publicações oficiais’.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5º, caput, e 37, incisos I e II, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que para
se entender de forma diversa do assentado pelo acórdão
recorrido faz-se imprescindível a análise das cláusulas do edital
do certame, além da revisão dos fatos e provas presentes nos
autos, providências vedadas em sede de recurso extraordinário.
Incidência, na espécie, das Súmulas 279, 280 e 454 do STF. Sobre
o tema:
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172066.
Supremo Tribunal Federal
ARE 844039 AGR / PB
no sentido de que caracteriza violação ao princípio da
razoabilidade a convocação para determinada fase de
concurso público apenas mediante publicação do
chamamento em diário oficial quando passado
considerável lapso temporal entre a realização ou a
divulgação do resultado da etapa imediatamente anterior
e a referida convocação, uma vez que é inviável exigir que
o candidato acompanhe, diariamente, com leitura atenta,
as publicações oficiais’.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5º, caput, e 37, incisos I e II, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que para
se entender de forma diversa do assentado pelo acórdão
recorrido faz-se imprescindível a análise das cláusulas do edital
do certame, além da revisão dos fatos e provas presentes nos
autos, providências vedadas em sede de recurso extraordinário.
Incidência, na espécie, das Súmulas 279, 280 e 454 do STF. Sobre
o tema:
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
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Relatório
ARE 844039 AGR / PB
ILEGALIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA
279.
AGRAVO
DESPROVIDO. Não é possível, na via extraordinária, o
reexame de fatos e provas do processo, ante o óbice
consagrado pelo enunciado da Súmula 279 deste Supremo
Tribunal Federal’ (AI nº 558.199/MG-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 9/2/07).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO
APROVADO
EM
CONCURSO
PÚBLICO.
IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. REEXAME DE
PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS
N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (ARE nº 726.409-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 10/5/13).
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
PROVA DE TÍTULOS. CARÁTER ELIMINATÓRIO.
REGRA CONSTANTE DO EDITAL. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
SÚMULA
279
DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE FATOS
E PROVAS. Os requisitos estabelecidos em edital de
concurso
constituem
matéria
de
âmbito
infraconstitucional. Por essa razão, incabível o recurso
extraordinário, visto que não há ofensa direta à
Constituição Federal. Reexame de fatos e provas vedado
pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI nº 521.421/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 22/9/06).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 844039 AGR / PB
ILEGALIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA
279.
AGRAVO
DESPROVIDO. Não é possível, na via extraordinária, o
reexame de fatos e provas do processo, ante o óbice
consagrado pelo enunciado da Súmula 279 deste Supremo
Tribunal Federal’ (AI nº 558.199/MG-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 9/2/07).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO
APROVADO
EM
CONCURSO
PÚBLICO.
IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. REEXAME DE
PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS
N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (ARE nº 726.409-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 10/5/13).
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
PROVA DE TÍTULOS. CARÁTER ELIMINATÓRIO.
REGRA CONSTANTE DO EDITAL. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
SÚMULA
279
DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE FATOS
E PROVAS. Os requisitos estabelecidos em edital de
concurso
constituem
matéria
de
âmbito
infraconstitucional. Por essa razão, incabível o recurso
extraordinário, visto que não há ofensa direta à
Constituição Federal. Reexame de fatos e provas vedado
pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI nº 521.421/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 22/9/06).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
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Relatório
ARE 844039 AGR / PB
Publique-se.”
Insiste o agravante que teriam sido violados os arts. 5º, caput, e 37,
incisos I e II, da Constituição Federal.
Aduz, in verbis, que
“(...) o texto constitucional paraibano não deixa margem
de atuação ao administrador, de sorte que todos os atos
administrativos, em regra, merecem publicação para fins de
validade e eficácia.
Ademais, o parágrafo único do art. 4º da Lei
Complementar Estadual nº 74/2007, que trata das formas de
atuação do Poder Executivo, estabelece que, a publicidade será
assegurada pela publicação dos seus atos no Diário oficial do Estado,
podendo, em caso de atos nãos normativos, serem resumidos e
divulgados, inclusive por meio eletrônico.
(…)
A divulgação na versão impressa do Diário Oficial do
Estado é fato suficiente para dar ampla publicidade ao ato, não
havendo motivos razoáveis para obrigar a Administração a
divulgar em outro meio, seja eletrônico ou não...
(…)
Assim, o direito do agravado fere o princípio da
legalidade...
(…)
Ademais, a manutenção do atendimento ao pleito do
agravado implicará, outrossim, tratamento diferenciado , que
fere o art. 37, incisos I e II, da Constituição Federal, e a isonomia
dos concorrentes (...)” (fls. 301/305).
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 844039 AGR / PB
Publique-se.”
Insiste o agravante que teriam sido violados os arts. 5º, caput, e 37,
incisos I e II, da Constituição Federal.
Aduz, in verbis, que
“(...) o texto constitucional paraibano não deixa margem
de atuação ao administrador, de sorte que todos os atos
administrativos, em regra, merecem publicação para fins de
validade e eficácia.
Ademais, o parágrafo único do art. 4º da Lei
Complementar Estadual nº 74/2007, que trata das formas de
atuação do Poder Executivo, estabelece que, a publicidade será
assegurada pela publicação dos seus atos no Diário oficial do Estado,
podendo, em caso de atos nãos normativos, serem resumidos e
divulgados, inclusive por meio eletrônico.
(…)
A divulgação na versão impressa do Diário Oficial do
Estado é fato suficiente para dar ampla publicidade ao ato, não
havendo motivos razoáveis para obrigar a Administração a
divulgar em outro meio, seja eletrônico ou não...
(…)
Assim, o direito do agravado fere o princípio da
legalidade...
(…)
Ademais, a manutenção do atendimento ao pleito do
agravado implicará, outrossim, tratamento diferenciado , que
fere o art. 37, incisos I e II, da Constituição Federal, e a isonomia
dos concorrentes (...)” (fls. 301/305).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.039
PARAÍBA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“A decisão recorrida foi adotada sob o fundamento de que
a convocação após dois anos e apenas por diário oficial e site da
polícia militar dos candidatos remanescentes, a fim de
participarem da etapa seguinte do concurso de formação de
soldados, não é suficiente, sendo necessária a convocação
pessoal dos autores (fl. 189).
(…)
(…) evidencia-se do exame dos autos que o
candidato/demandante foi convocado em decorrência do não
preenchimento pelos aprovados de todas as vagas oferecidas
pelo certame para o Curso de Formação de Soldados da Polícia
Militar, ou seja, como remanescente; e, ainda, somente após
quase dois anos depois de concluída todas as etapas.
Tem razão o apelado, pois realmente seria inviável, in casu,
exigir que o candidato acompanhe, diariamente, com leitura
atenta, as publicações oficiais e a internet, porquanto o longo
lapso temporal entre a etapa anterior e a subsequente torna o
caso atípico, exigindo-se uma interpretação razoável e
proporcional do item do edital.
Por fim, convém ressaltar que o princípio da legalidade
não restou violado, porquanto, ao candidato, não foi deferida a
imediata matrícula no curso de formação de soldados, mas sim
a reabertura do prazo para os exames de saúde e submissão às
etapas seguintes, após as quais se aprovado, poderá se
matricular no curso” (fls. 234/236).
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172067.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.039
PARAÍBA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“A decisão recorrida foi adotada sob o fundamento de que
a convocação após dois anos e apenas por diário oficial e site da
polícia militar dos candidatos remanescentes, a fim de
participarem da etapa seguinte do concurso de formação de
soldados, não é suficiente, sendo necessária a convocação
pessoal dos autores (fl. 189).
(…)
(…) evidencia-se do exame dos autos que o
candidato/demandante foi convocado em decorrência do não
preenchimento pelos aprovados de todas as vagas oferecidas
pelo certame para o Curso de Formação de Soldados da Polícia
Militar, ou seja, como remanescente; e, ainda, somente após
quase dois anos depois de concluída todas as etapas.
Tem razão o apelado, pois realmente seria inviável, in casu,
exigir que o candidato acompanhe, diariamente, com leitura
atenta, as publicações oficiais e a internet, porquanto o longo
lapso temporal entre a etapa anterior e a subsequente torna o
caso atípico, exigindo-se uma interpretação razoável e
proporcional do item do edital.
Por fim, convém ressaltar que o princípio da legalidade
não restou violado, porquanto, ao candidato, não foi deferida a
imediata matrícula no curso de formação de soldados, mas sim
a reabertura do prazo para os exames de saúde e submissão às
etapas seguintes, após as quais se aprovado, poderá se
matricular no curso” (fls. 234/236).
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ARE 844039 AGR / PB
Destarte, para divergir da conclusão adotada pelo Tribunal de
origem e acolher a tese do agravante no sentido da impossibilidade da
convocação pessoal dos agravados para participar de fase de concurso
público, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional local, as
regras do instrumento convocatório e os fatos e as provas dos autos, o
que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs
280, 454 e 279/STF.
Em situações análogas à dos autos, esta Corte assim se manifestou:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO ART. 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. CONCURSO PÚBLICO. PRINCÍPIO DA
PUBLICIDADE. EXIGÊNCIA DE DIVULGAÇÃO ADEQUADA
DOS
ATOS
ADMINISTRATIVOS.
CONTROVÉRSIA
VINCULADA À ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS
MATERIAIS APRESENTADAS NO CASO CONCRETO.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.12.2007. Para
divergir do Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
necessário seria o revolvimento do quadro fático delineado e da
legislação infraconstitucional, procedimento vedado em sede
extraordinária, razão pela qual a análise de eventual afronta aos
preceitos constitucionais invocados no apelo extremo esbarraria
no óbice da Súmula 279 desta Corte: ‘Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário.’ As razões do agravo
regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos
que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à
ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE nº
603.512/CE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 11/3/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CONVOCAÇÃO DE CANDIDATO
APENAS POR DIÁRIO OFICIAL. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Destarte, para divergir da conclusão adotada pelo Tribunal de
origem e acolher a tese do agravante no sentido da impossibilidade da
convocação pessoal dos agravados para participar de fase de concurso
público, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional local, as
regras do instrumento convocatório e os fatos e as provas dos autos, o
que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs
280, 454 e 279/STF.
Em situações análogas à dos autos, esta Corte assim se manifestou:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO ART. 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. CONCURSO PÚBLICO. PRINCÍPIO DA
PUBLICIDADE. EXIGÊNCIA DE DIVULGAÇÃO ADEQUADA
DOS
ATOS
ADMINISTRATIVOS.
CONTROVÉRSIA
VINCULADA À ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS
MATERIAIS APRESENTADAS NO CASO CONCRETO.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.12.2007. Para
divergir do Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
necessário seria o revolvimento do quadro fático delineado e da
legislação infraconstitucional, procedimento vedado em sede
extraordinária, razão pela qual a análise de eventual afronta aos
preceitos constitucionais invocados no apelo extremo esbarraria
no óbice da Súmula 279 desta Corte: ‘Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário.’ As razões do agravo
regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos
que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à
ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE nº
603.512/CE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 11/3/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CONVOCAÇÃO DE CANDIDATO
APENAS POR DIÁRIO OFICIAL. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
2
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ARE 844039 AGR / PB
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 669.689/BA-
AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 16/5/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO.
IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. INCLUSÃO DE
CANDIDATO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS
AUTOS.
ALEGAÇÃO
DE
AFRONTA
A
GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA.
INFRINGÊNCIA AO INCISO IX DO ART. 93 DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-OCORRÊNCIA. 1. Nos
termos da Súmula 279/STF, não é possível, em recurso
extraordinário, reexaminar fatos e provas. 2. Violação a
garantias constitucionais do processo, se existente, apenas
ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. O aresto
impugnado, em que pese haver dissentido dos interesses da
parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo, não
cabe falar em afronta ao inciso IX do art. 93 da Carta Magna de
1988. 4. Agravo regimental desprovido” (RE nº 600.177/SE-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de
12/4/12).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 669.689/BA-
AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 16/5/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO.
IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. INCLUSÃO DE
CANDIDATO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS
AUTOS.
ALEGAÇÃO
DE
AFRONTA
A
GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA.
INFRINGÊNCIA AO INCISO IX DO ART. 93 DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-OCORRÊNCIA. 1. Nos
termos da Súmula 279/STF, não é possível, em recurso
extraordinário, reexaminar fatos e provas. 2. Violação a
garantias constitucionais do processo, se existente, apenas
ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. O aresto
impugnado, em que pese haver dissentido dos interesses da
parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo, não
cabe falar em afronta ao inciso IX do art. 93 da Carta Magna de
1988. 4. Agravo regimental desprovido” (RE nº 600.177/SE-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de
12/4/12).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.039
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
AGDO.(A/S) : LUPERCINIO FERNANDES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RICARDO NASCIMENTO FERNANDES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070291
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.039
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
AGDO.(A/S) : LUPERCINIO FERNANDES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RICARDO NASCIMENTO FERNANDES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9204303
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-24T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
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EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Convocação de candidatos para participar de fase do certame. Irregularidade. Legislação local. Ofensa reflexa. Normas editalícias. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local, das cláusulas do instrumento convocatório do concurso público e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280, 454 e 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
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sjur316283
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CONCURSO PÚBLICO, CONVOCAÇÃO DE CANDIDATOS)
RE 600177 AgR (2ªT), ARE 669689 AgR (1ªT), RE 603512 AgR (1ªT).
Número de páginas: 10.
Análise: 26/08/2015, MAD.
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DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
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844039
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 844039 AgR
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[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
AGDO.(A/S) : LUPERCINIO FERNANDES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RICARDO NASCIMENTO FERNANDES E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.039
PARAÍBA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
AGDO.(A/S)
:LUPERCINIO
FERNANDES
DE
OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RICARDO
NASCIMENTO
FERNANDES
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Administrativo. Concurso público. Convocação de candidatos para
participar de fase do certame. Irregularidade. Legislação local. Ofensa
reflexa. Normas editalícias. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade.
Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
local, das cláusulas do instrumento convocatório do concurso público e
dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280, 454 e
279/Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 844039 AGR / PB
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 844039 AGR / PB
Relator
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.039
PARAÍBA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
AGDO.(A/S)
:LUPERCINIO
FERNANDES
DE
OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RICARDO
NASCIMENTO
FERNANDES
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado da Paraíba interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário (fls. 292/294), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado:
‘REMESSA OFICIAL E APELAÇÃO CIVEL EM
MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO.
CONVOCAÇÃO PARA PREENCHIMENTO DE VAGAS
REMANESCENTES.
SITUAÇÃO
ATÍPICA.
CONVOCAÇÃO ATRAVÉS DO DIÁRIO OFICIAL E
INTERNET.
INSUFICIÊNCIA.
LONGO
LAPSO
TEMPORAL ENTRE AS FASES. PRINCÍPIO DA
RAZOABILIDADE. SENTENÇA EM HARMONIA COM
JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DO Superior Tribunal de Justiça E DO TJPB.
MANUTENÇÃO
DA
SENTENÇA.
NEGADO
PROVIMENTO AOS RECURSOS.
- Há entendimento pacífico no Superior Tribunal de Justiça (RMS 33.077/DF)
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.039
PARAÍBA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
AGDO.(A/S)
:LUPERCINIO
FERNANDES
DE
OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RICARDO
NASCIMENTO
FERNANDES
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado da Paraíba interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário (fls. 292/294), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado:
‘REMESSA OFICIAL E APELAÇÃO CIVEL EM
MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO.
CONVOCAÇÃO PARA PREENCHIMENTO DE VAGAS
REMANESCENTES.
SITUAÇÃO
ATÍPICA.
CONVOCAÇÃO ATRAVÉS DO DIÁRIO OFICIAL E
INTERNET.
INSUFICIÊNCIA.
LONGO
LAPSO
TEMPORAL ENTRE AS FASES. PRINCÍPIO DA
RAZOABILIDADE. SENTENÇA EM HARMONIA COM
JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DO Superior Tribunal de Justiça E DO TJPB.
MANUTENÇÃO
DA
SENTENÇA.
NEGADO
PROVIMENTO AOS RECURSOS.
- Há entendimento pacífico no Superior Tribunal de Justiça (RMS 33.077/DF)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
ARE 844039 AGR / PB
no sentido de que caracteriza violação ao princípio da
razoabilidade a convocação para determinada fase de
concurso público apenas mediante publicação do
chamamento em diário oficial quando passado
considerável lapso temporal entre a realização ou a
divulgação do resultado da etapa imediatamente anterior
e a referida convocação, uma vez que é inviável exigir que
o candidato acompanhe, diariamente, com leitura atenta,
as publicações oficiais’.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5..., caput, e 37, incisos I e II, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que para
se entender de forma diversa do assentado pelo acórdão
recorrido faz-se imprescindível a análise das cláusulas do edital
do certame, além da revisão dos fatos e provas presentes nos
autos, providências vedadas em sede de recurso extraordinário.
Incidência, na espécie, das Súmulas 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sobre
o tema:
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 844039 AGR / PB
no sentido de que caracteriza violação ao princípio da
razoabilidade a convocação para determinada fase de
concurso público apenas mediante publicação do
chamamento em diário oficial quando passado
considerável lapso temporal entre a realização ou a
divulgação do resultado da etapa imediatamente anterior
e a referida convocação, uma vez que é inviável exigir que
o candidato acompanhe, diariamente, com leitura atenta,
as publicações oficiais’.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5..., caput, e 37, incisos I e II, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que para
se entender de forma diversa do assentado pelo acórdão
recorrido faz-se imprescindível a análise das cláusulas do edital
do certame, além da revisão dos fatos e provas presentes nos
autos, providências vedadas em sede de recurso extraordinário.
Incidência, na espécie, das Súmulas 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sobre
o tema:
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
ARE 844039 AGR / PB
ILEGALIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA
279.
AGRAVO
DESPROVIDO. Não é possível, na via extraordinária, o
reexame de fatos e provas do processo, ante o óbice
consagrado pelo enunciado da Súmula 279 deste Supremo
Tribunal Federal’ (AI n 558.199/MG-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 9/2/07).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO
APROVADO
EM
CONCURSO
PÚBLICO.
IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. REEXAME DE
PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS
N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (ARE n 726.409-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 10/5/13).
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
PROVA DE TÍTULOS. CARÁTER ELIMINATÓRIO.
REGRA CONSTANTE DO EDITAL. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
SÚMULA
279
DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE FATOS
E PROVAS. Os requisitos estabelecidos em edital de
concurso
constituem
matéria
de
âmbito
infraconstitucional. Por essa razão, incabível o recurso
extraordinário, visto que não há ofensa direta à
Constituição Federal. Reexame de fatos e provas vedado
pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI n 521.421/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 22/9/06).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 844039 AGR / PB
ILEGALIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA
279.
AGRAVO
DESPROVIDO. Não é possível, na via extraordinária, o
reexame de fatos e provas do processo, ante o óbice
consagrado pelo enunciado da Súmula 279 deste Supremo
Tribunal Federal’ (AI n 558.199/MG-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 9/2/07).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO
APROVADO
EM
CONCURSO
PÚBLICO.
IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. REEXAME DE
PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS
N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (ARE n 726.409-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 10/5/13).
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
PROVA DE TÍTULOS. CARÁTER ELIMINATÓRIO.
REGRA CONSTANTE DO EDITAL. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
SÚMULA
279
DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE FATOS
E PROVAS. Os requisitos estabelecidos em edital de
concurso
constituem
matéria
de
âmbito
infraconstitucional. Por essa razão, incabível o recurso
extraordinário, visto que não há ofensa direta à
Constituição Federal. Reexame de fatos e provas vedado
pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI n 521.421/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 22/9/06).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Relatório
ARE 844039 AGR / PB
Publique-se.”
Insiste o agravante que teriam sido violados os arts. 5..., caput, e 37,
incisos I e II, da Constituição Federal.
Aduz, in verbis, que
“(...) o texto constitucional paraibano não deixa margem
de atuação ao administrador, de sorte que todos os atos
administrativos, em regra, merecem publicação para fins de
validade e eficácia.
Ademais, o parágrafo único do art. 4... da Lei
Complementar Estadual n 74/2007, que trata das formas de
atuação do Poder Executivo, estabelece que, a publicidade será
assegurada pela publicação dos seus atos no Diário oficial do Estado,
podendo, em caso de atos nãos normativos, serem resumidos e
divulgados, inclusive por meio eletrônico.
(…)
A divulgação na versão impressa do Diário Oficial do
Estado é fato suficiente para dar ampla publicidade ao ato, não
havendo motivos razoáveis para obrigar a Administração a
divulgar em outro meio, seja eletrônico ou não...
(…)
Assim, o direito do agravado fere o princípio da
legalidade...
(…)
Ademais, a manutenção do atendimento ao pleito do
agravado implicará, outrossim, tratamento diferenciado , que
fere o art. 37, incisos I e II, da Constituição Federal, e a isonomia
dos concorrentes (...)” (fls. 301/305).
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 844039 AGR / PB
Publique-se.”
Insiste o agravante que teriam sido violados os arts. 5..., caput, e 37,
incisos I e II, da Constituição Federal.
Aduz, in verbis, que
“(...) o texto constitucional paraibano não deixa margem
de atuação ao administrador, de sorte que todos os atos
administrativos, em regra, merecem publicação para fins de
validade e eficácia.
Ademais, o parágrafo único do art. 4... da Lei
Complementar Estadual n 74/2007, que trata das formas de
atuação do Poder Executivo, estabelece que, a publicidade será
assegurada pela publicação dos seus atos no Diário oficial do Estado,
podendo, em caso de atos nãos normativos, serem resumidos e
divulgados, inclusive por meio eletrônico.
(…)
A divulgação na versão impressa do Diário Oficial do
Estado é fato suficiente para dar ampla publicidade ao ato, não
havendo motivos razoáveis para obrigar a Administração a
divulgar em outro meio, seja eletrônico ou não...
(…)
Assim, o direito do agravado fere o princípio da
legalidade...
(…)
Ademais, a manutenção do atendimento ao pleito do
agravado implicará, outrossim, tratamento diferenciado , que
fere o art. 37, incisos I e II, da Constituição Federal, e a isonomia
dos concorrentes (...)” (fls. 301/305).
É o relatório.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.039
PARAÍBA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“A decisão recorrida foi adotada sob o fundamento de que
a convocação após dois anos e apenas por diário oficial e site da
polícia militar dos candidatos remanescentes, a fim de
participarem da etapa seguinte do concurso de formação de
soldados, não é suficiente, sendo necessária a convocação
pessoal dos autores (fl. 189).
(…)
(…) evidencia-se do exame dos autos que o
candidato/demandante foi convocado em decorrência do não
preenchimento pelos aprovados de todas as vagas oferecidas
pelo certame para o Curso de Formação de Soldados da Polícia
Militar, ou seja, como remanescente; e, ainda, somente após
quase dois anos depois de concluída todas as etapas.
Tem razão o apelado, pois realmente seria inviável, in casu,
exigir que o candidato acompanhe, diariamente, com leitura
atenta, as publicações oficiais e a internet, porquanto o longo
lapso temporal entre a etapa anterior e a subsequente torna o
caso atípico, exigindo-se uma interpretação razoável e
proporcional do item do edital.
Por fim, convém ressaltar que o princípio da legalidade
não restou violado, porquanto, ao candidato, não foi deferida a
imediata matrícula no curso de formação de soldados, mas sim
a reabertura do prazo para os exames de saúde e submissão às
etapas seguintes, após as quais se aprovado, poderá se
matricular no curso” (fls. 234/236).
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.039
PARAÍBA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“A decisão recorrida foi adotada sob o fundamento de que
a convocação após dois anos e apenas por diário oficial e site da
polícia militar dos candidatos remanescentes, a fim de
participarem da etapa seguinte do concurso de formação de
soldados, não é suficiente, sendo necessária a convocação
pessoal dos autores (fl. 189).
(…)
(…) evidencia-se do exame dos autos que o
candidato/demandante foi convocado em decorrência do não
preenchimento pelos aprovados de todas as vagas oferecidas
pelo certame para o Curso de Formação de Soldados da Polícia
Militar, ou seja, como remanescente; e, ainda, somente após
quase dois anos depois de concluída todas as etapas.
Tem razão o apelado, pois realmente seria inviável, in casu,
exigir que o candidato acompanhe, diariamente, com leitura
atenta, as publicações oficiais e a internet, porquanto o longo
lapso temporal entre a etapa anterior e a subsequente torna o
caso atípico, exigindo-se uma interpretação razoável e
proporcional do item do edital.
Por fim, convém ressaltar que o princípio da legalidade
não restou violado, porquanto, ao candidato, não foi deferida a
imediata matrícula no curso de formação de soldados, mas sim
a reabertura do prazo para os exames de saúde e submissão às
etapas seguintes, após as quais se aprovado, poderá se
matricular no curso” (fls. 234/236).
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 844039 AGR / PB
Destarte, para divergir da conclusão adotada pelo Tribunal de
origem e acolher a tese do agravante no sentido da impossibilidade da
convocação pessoal dos agravados para participar de fase de concurso
público, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional local, as
regras do instrumento convocatório e os fatos e as provas dos autos, o
que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns
280, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal.
Em situações análogas à dos autos, esta Corte assim se manifestou:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO ART. 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. CONCURSO PÚBLICO. PRINCÍPIO DA
PUBLICIDADE. EXIGÊNCIA DE DIVULGAÇÃO ADEQUADA
DOS
ATOS
ADMINISTRATIVOS.
CONTROVÉRSIA
VINCULADA À ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS
MATERIAIS APRESENTADAS NO CASO CONCRETO.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.12.2007. Para
divergir do Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
necessário seria o revolvimento do quadro fático delineado e da
legislação infraconstitucional, procedimento vedado em sede
extraordinária, razão pela qual a análise de eventual afronta aos
preceitos constitucionais invocados no apelo extremo esbarraria
no óbice da Súmula 279 desta Corte: ‘Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário.’ As razões do agravo
regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos
que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à
ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n
603.512/CE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 11/3/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CONVOCAÇÃO DE CANDIDATO
APENAS POR DIÁRIO OFICIAL. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172067.
Supremo Tribunal Federal
ARE 844039 AGR / PB
Destarte, para divergir da conclusão adotada pelo Tribunal de
origem e acolher a tese do agravante no sentido da impossibilidade da
convocação pessoal dos agravados para participar de fase de concurso
público, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional local, as
regras do instrumento convocatório e os fatos e as provas dos autos, o
que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns
280, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal.
Em situações análogas à dos autos, esta Corte assim se manifestou:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO ART. 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. CONCURSO PÚBLICO. PRINCÍPIO DA
PUBLICIDADE. EXIGÊNCIA DE DIVULGAÇÃO ADEQUADA
DOS
ATOS
ADMINISTRATIVOS.
CONTROVÉRSIA
VINCULADA À ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS
MATERIAIS APRESENTADAS NO CASO CONCRETO.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.12.2007. Para
divergir do Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
necessário seria o revolvimento do quadro fático delineado e da
legislação infraconstitucional, procedimento vedado em sede
extraordinária, razão pela qual a análise de eventual afronta aos
preceitos constitucionais invocados no apelo extremo esbarraria
no óbice da Súmula 279 desta Corte: ‘Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário.’ As razões do agravo
regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos
que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à
ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n
603.512/CE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 11/3/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CONVOCAÇÃO DE CANDIDATO
APENAS POR DIÁRIO OFICIAL. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 844039 AGR / PB
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 669.689/BA-
AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 16/5/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO.
IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. INCLUSÃO DE
CANDIDATO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS
AUTOS.
ALEGAÇÃO
DE
AFRONTA
A
GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA.
INFRINGÊNCIA AO INCISO IX DO ART. 93 DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-OCORRÊNCIA. 1. Nos
termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, não é possível, em recurso
extraordinário, reexaminar fatos e provas. 2. Violação a
garantias constitucionais do processo, se existente, apenas
ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. O aresto
impugnado, em que pese haver dissentido dos interesses da
parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo, não
cabe falar em afronta ao inciso IX do art. 93 da Carta Magna de
1988. 4. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 600.177/SE-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de
12/4/12).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 844039 AGR / PB
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 669.689/BA-
AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 16/5/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO.
IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. INCLUSÃO DE
CANDIDATO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS
AUTOS.
ALEGAÇÃO
DE
AFRONTA
A
GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA.
INFRINGÊNCIA AO INCISO IX DO ART. 93 DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-OCORRÊNCIA. 1. Nos
termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, não é possível, em recurso
extraordinário, reexaminar fatos e provas. 2. Violação a
garantias constitucionais do processo, se existente, apenas
ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. O aresto
impugnado, em que pese haver dissentido dos interesses da
parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo, não
cabe falar em afronta ao inciso IX do art. 93 da Carta Magna de
1988. 4. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 600.177/SE-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de
12/4/12).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.039
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
AGDO.(A/S) : LUPERCINIO FERNANDES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RICARDO NASCIMENTO FERNANDES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070291
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.039
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
AGDO.(A/S) : LUPERCINIO FERNANDES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RICARDO NASCIMENTO FERNANDES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844 . 039",
"Súmulas ns 280 , 454",
"ARE 844039 AGR / PB",
"ARE 844039 AGR / PB",
"RMS 33 . 077 / DF",
"RMS 33 . 077 / DF",
"ARE 844039 AGR / PB",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Súmulas 279 , 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 844039 AGR / PB",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Súmulas 279 , 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 844039 AGR / PB",
"Súmula 279 deste Supremo Tribunal Federal",
"AI n 558 . 199 / MG - AgR",
"SÚMULAS N . 279",
"ARE n 726 . 409 - AgR",
"SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 521 . 421 / RJ - AgR",
"Súmula 279 deste Supremo Tribunal Federal",
"AI n 558 . 199 / MG - AgR",
"SÚMULAS N . 279",
"ARE n 726 . 409 - AgR",
"SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 521 . 421 / RJ - AgR",
"ARE 844039 AGR / PB",
"ARE 844039 AGR / PB",
"Súmulas ns 280 , 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 desta Corte",
"Recurso Extraordinário n 603 . 512 / CE - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO 2",
"Súmulas ns 280 , 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 603 . 512 / CE - AgR",
"SÚMULA N . 279",
"ARE 844039 AGR / PB",
"ARE n 669 . 689 / BA - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 600 . 177 / SE - AgR",
"ARE 844039 AGR / PB",
"ARE n 669 . 689 / BA - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 600 . 177 / SE - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , caput , e 37 , incisos I e II , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , caput , e 37 , incisos I e II , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"arts . 5 . . . , caput , e 37 , incisos I e II , da Constituição Federal",
"Lei Complementar Estadual n 74 / 2007",
"art . 37 , incisos I e II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , caput , e 37 , incisos I e II , da Constituição Federal",
"Lei Complementar Estadual n 74 / 2007",
"art . 37 , incisos I e II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISO IX DO ART . 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"inciso IX do art . 93 da Carta Magna de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISO IX DO ART . 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"inciso IX do art . 93 da Carta Magna de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"Brasília",
"PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"Estado da Paraíba",
"PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJPB",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Estado",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJPB",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Diário oficial do Estado",
"Diário Oficial do Estado",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Diário Oficial do Estado",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Polícia Militar",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"LUPERCINIO FERNANDES DE OLIVEIRA",
"RICARDO NASCIMENTO FERNANDES",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"LUPERCINIO FERNANDES DE OLIVEIRA",
"RICARDO NASCIMENTO FERNANDES",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"LUPERCINIO FERNANDES DE OLIVEIRA",
"RICARDO NASCIMENTO FERNANDES",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"DIAS TOFFOLI",
"LUPERCINIO FERNANDES DE OLIVEIRA",
"RICARDO NASCIMENTO FERNANDES",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"DIAS TOFFOLI",
"LUPERCINIO FERNANDES DE OLIVEIRA",
"RICARDO NASCIMENTO FERNANDES",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"2",
"/",
"07",
"10",
"/",
"5",
"/",
"13",
"22",
"/",
"9",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"2",
"/",
"07",
"10",
"/",
"5",
"/",
"13",
"22",
"/",
"9",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"12",
".",
"2007",
"11",
"/",
"3",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"12",
".",
"2007",
"11",
"/",
"3",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"5",
"/",
"12",
"12",
"/",
"4",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"5",
"/",
"12",
"12",
"/",
"4",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.731 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS - FUNED
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MARIA AUXILIADORA SATURNINO
ADV.(A/S)
:TATIANA DE CÁSSIA MELO NEVES E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR
PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS
SERVIÇOS – GIEFS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO
TERCEIRO E DO TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE
DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA
CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.731 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS - FUNED
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MARIA AUXILIADORA SATURNINO
ADV.(A/S)
:TATIANA DE CÁSSIA MELO NEVES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 10.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Fundação Ezequiel Dias – FUNED contra
julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o qual assentou que a
Gratificação de Incentivo à Eficientização dos Serviços deve integrar a
base de cálculo do décimo terceiro salário e das férias. A decisão agravada
teve a seguinte fundamentação:
“A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da
legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n.
11.406/1994). A alegada contrariedade à Constituição da República,
se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do
recurso extraordinário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. INCLUSÃO NA BASE
DE CÁLCULO DA GRATIFICAÇÃO NATALINA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF.
PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO I É inadmissível o
recurso extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam
a decisão a quo, a teor da Súmula 280 do STF. II Agravo regimental
improvido” (ARE 656.700-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, Segunda Turma, DJe 16.11.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9125886.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.731 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS - FUNED
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MARIA AUXILIADORA SATURNINO
ADV.(A/S)
:TATIANA DE CÁSSIA MELO NEVES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 10.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Fundação Ezequiel Dias – FUNED contra
julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o qual assentou que a
Gratificação de Incentivo à Eficientização dos Serviços deve integrar a
base de cálculo do décimo terceiro salário e das férias. A decisão agravada
teve a seguinte fundamentação:
“A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da
legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n.
11.406/1994). A alegada contrariedade à Constituição da República,
se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do
recurso extraordinário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. INCLUSÃO NA BASE
DE CÁLCULO DA GRATIFICAÇÃO NATALINA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF.
PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO I É inadmissível o
recurso extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam
a decisão a quo, a teor da Súmula 280 do STF. II Agravo regimental
improvido” (ARE 656.700-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, Segunda Turma, DJe 16.11.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
ARE 879731 AGR / MG
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL PELA PRESTAÇÃO
DE SERVIÇOS ASSISTENCIAIS EM SAÚDE: INCLUSÃO NA
COMPOSIÇÃO DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO E NA BASE
DE CÁLCULO DO ABONO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE
DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. FUNDAMENTO
INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS 280 E 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 765.925-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 24.9.2010).
No mesmo sentido, a seguinte decisão monocrática, transitada
em julgado, de minha relatoria:
“AGRAVO EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO
DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS - GIEFS.
INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO
SALÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA
SEGUIMENTO (…)” (ARE 824.767/MG, DJe 19.8.2014.)
A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão
recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal,
nada havendo a prover quanto às alegações da Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º,
inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 279-281).
2. Publicada essa decisão no DJe de 18.6.2015 (fl. 196), Fundação
Ezequiel Dias – FUNED interpõe, em 19.6.2015, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 197-203).
3. A Agravante sustenta que “a impossibilidade de a GIEFS repercutir
nas gratificações aludidas decorre diretamente de preceito constitucional, a saber,
os artigos 7º, VIII, e 37, XIV, da Constituição”.
Requer o provimento do presente recurso.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879731 AGR / MG
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL PELA PRESTAÇÃO
DE SERVIÇOS ASSISTENCIAIS EM SAÚDE: INCLUSÃO NA
COMPOSIÇÃO DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO E NA BASE
DE CÁLCULO DO ABONO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE
DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. FUNDAMENTO
INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS 280 E 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 765.925-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 24.9.2010).
No mesmo sentido, a seguinte decisão monocrática, transitada
em julgado, de minha relatoria:
“AGRAVO EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO
DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS - GIEFS.
INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO
SALÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA
SEGUIMENTO (…)” (ARE 824.767/MG, DJe 19.8.2014.)
A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão
recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal,
nada havendo a prover quanto às alegações da Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º,
inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 279-281).
2. Publicada essa decisão no DJe de 18.6.2015 (fl. 196), Fundação
Ezequiel Dias – FUNED interpõe, em 19.6.2015, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 197-203).
3. A Agravante sustenta que “a impossibilidade de a GIEFS repercutir
nas gratificações aludidas decorre diretamente de preceito constitucional, a saber,
os artigos 7º, VIII, e 37, XIV, da Constituição”.
Requer o provimento do presente recurso.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
ARE 879731 AGR / MG
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879731 AGR / MG
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.731 MINAS
GERAIS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Tribunal a quo decidiu:
“A base de cálculo do décimo terceiro salário dos servidores do
Estado de Minas Gerais está prevista na Lei Estadual nº 9.729/88, que
assim dispõe sobre o tema:
"Art. 6º - A Gratificação de Natal, instituída pelas Leis nºs
8.701 e 8.702, ambas de 18 de outubro de 1984, é devida no valor
correspondente à remuneração ou aos proventos percebidos no mês de
dezembro, excetuado o abono-família, a partir do exercício de 1988."
(destaquei)
Extrai-se do dispositivo supra transcrito que o décimo terceiro
salário, também denominado gratificação natalina, deve ser pago
conforme a remuneração percebida pelo servidor no mês de dezembro.
A remuneração pode ser definida como a soma de todos os valores
percebidos pelo servidor em razão do exercício de suas funções,
incluídos neste conceito tanto o vencimento ou provento básico quanto
as vantagens a que este faz jus.
Conquanto a GIEFS seja vantagem de natureza propter
laborem, é certo que esta integra o conceito de remuneração e,
portanto, deve ser computada para fins de pagamento do décimo
terceiro salário, sempre que o servidor fizer jus ao recebimento da
gratificação no mês de dezembro
A questão aportou neste Egrégio Tribunal em diversas
oportunidades, tendo sido levada a debate no Órgão Especial, que
decidiu no mesmo sentido nos autos do Incidente de Uniformização de
Jurisprudência nº 1.0024.10.090327-7/002, nos termos do voto
Supremo Tribunal Federal
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04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.731 MINAS
GERAIS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Tribunal a quo decidiu:
“A base de cálculo do décimo terceiro salário dos servidores do
Estado de Minas Gerais está prevista na Lei Estadual nº 9.729/88, que
assim dispõe sobre o tema:
"Art. 6º - A Gratificação de Natal, instituída pelas Leis nºs
8.701 e 8.702, ambas de 18 de outubro de 1984, é devida no valor
correspondente à remuneração ou aos proventos percebidos no mês de
dezembro, excetuado o abono-família, a partir do exercício de 1988."
(destaquei)
Extrai-se do dispositivo supra transcrito que o décimo terceiro
salário, também denominado gratificação natalina, deve ser pago
conforme a remuneração percebida pelo servidor no mês de dezembro.
A remuneração pode ser definida como a soma de todos os valores
percebidos pelo servidor em razão do exercício de suas funções,
incluídos neste conceito tanto o vencimento ou provento básico quanto
as vantagens a que este faz jus.
Conquanto a GIEFS seja vantagem de natureza propter
laborem, é certo que esta integra o conceito de remuneração e,
portanto, deve ser computada para fins de pagamento do décimo
terceiro salário, sempre que o servidor fizer jus ao recebimento da
gratificação no mês de dezembro
A questão aportou neste Egrégio Tribunal em diversas
oportunidades, tendo sido levada a debate no Órgão Especial, que
decidiu no mesmo sentido nos autos do Incidente de Uniformização de
Jurisprudência nº 1.0024.10.090327-7/002, nos termos do voto
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 879731 AGR / MG
proferido pela douta Desembargadora Sandra Fonseca, Relatora para o
acórdão.
(…) Registre-se, que, embora entenda que a GIEFS tenha
natureza de vantagem propter laborem, tal fato não impede sua
incidência na base de cálculo do décimo terceiro. O conceito de
remuneração, como dito, abrange todas as parcelas percebidas pelo
servidor, incluindo as vantagens de qualquer natureza, e a base de
cálculo da gratificação natalina definida pela lei é a remuneração.
No caso, não se trata de concessão de aumento a servidor do
Executivo pelo Judiciário, o que é vedado. Aqui está sendo
determinado tão somente o pagamento de verbas devidamente
previstas em lei.
(…) A base de cálculo do terço de férias do Estado de Minas
Gerais está prevista na Decreto 29.230/89, que assim dispõe sobre o
tema:
Art. 1º - A vantagem de 1/3 (um terço) sobre a remuneração, de
que trata o inciso XVII, do artigo 7º, da Constituição Federal, devida
ao servidor público estadual, será paga no mês de início do gozo das
férias anuais com base na remuneração vigente à época.
Extrai-se do dispositivo supra transcrito que o terço
constitucional de férias deve ser pago conforme a remuneração que
seria devida pelo servidor no mês em que teria início suas férias.
Registre-se que o terço de férias não é vantagem concedida ao
servidor, mas verba paga separadamente, motivo pelo qual não incide,
no caso, a vedação contida no art.37, XIV, da Constituição Federal.
Também não se trata de equiparação ou vinculação salarial, proibidas
pelo art.37, XIII, do mesmo diploma legal. Estas somente ocorrem
quanto equiparados ou vinculados os valores de vencimentos ou
vantagens atribuídos a um cargo aos valores relativos a cargo diverso,
o que não é o caso dos autos. Não se verifica a inconstitucionalidade
alegada.
(…) Cabível, portanto, a integração da GIEFS à base de cálculo
do terço de férias”.
A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 11.406/1994). A
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879731 AGR / MG
proferido pela douta Desembargadora Sandra Fonseca, Relatora para o
acórdão.
(…) Registre-se, que, embora entenda que a GIEFS tenha
natureza de vantagem propter laborem, tal fato não impede sua
incidência na base de cálculo do décimo terceiro. O conceito de
remuneração, como dito, abrange todas as parcelas percebidas pelo
servidor, incluindo as vantagens de qualquer natureza, e a base de
cálculo da gratificação natalina definida pela lei é a remuneração.
No caso, não se trata de concessão de aumento a servidor do
Executivo pelo Judiciário, o que é vedado. Aqui está sendo
determinado tão somente o pagamento de verbas devidamente
previstas em lei.
(…) A base de cálculo do terço de férias do Estado de Minas
Gerais está prevista na Decreto 29.230/89, que assim dispõe sobre o
tema:
Art. 1º - A vantagem de 1/3 (um terço) sobre a remuneração, de
que trata o inciso XVII, do artigo 7º, da Constituição Federal, devida
ao servidor público estadual, será paga no mês de início do gozo das
férias anuais com base na remuneração vigente à época.
Extrai-se do dispositivo supra transcrito que o terço
constitucional de férias deve ser pago conforme a remuneração que
seria devida pelo servidor no mês em que teria início suas férias.
Registre-se que o terço de férias não é vantagem concedida ao
servidor, mas verba paga separadamente, motivo pelo qual não incide,
no caso, a vedação contida no art.37, XIV, da Constituição Federal.
Também não se trata de equiparação ou vinculação salarial, proibidas
pelo art.37, XIII, do mesmo diploma legal. Estas somente ocorrem
quanto equiparados ou vinculados os valores de vencimentos ou
vantagens atribuídos a um cargo aos valores relativos a cargo diverso,
o que não é o caso dos autos. Não se verifica a inconstitucionalidade
alegada.
(…) Cabível, portanto, a integração da GIEFS à base de cálculo
do terço de férias”.
A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 11.406/1994). A
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 879731 AGR / MG
alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido,
seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário.
Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim,
por exemplo:
“AGRAVO
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO
DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS - GIEFS.
INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO
SALÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA
SEGUIMENTO” (ARE 824.767/MG, de minha relatoria, DJe
19.8.2014).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO
DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS - GIEFS.
13° SALÁRIO. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO.
CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE EM LEGISLAÇÃO
LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 280/STF.
REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE
OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO
APELO EXTREMO” (ARE 735.217/MG, Relator o Ministro Luiz
Fux, DJe 7.5.2014).
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS
SERVIÇOS - GIEFS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO
ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE
INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA
SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
16.6.2014. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados
constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser
3
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ARE 879731 AGR / MG
alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido,
seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário.
Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim,
por exemplo:
“AGRAVO
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO
DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS - GIEFS.
INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO
SALÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA
SEGUIMENTO” (ARE 824.767/MG, de minha relatoria, DJe
19.8.2014).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO
DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS - GIEFS.
13° SALÁRIO. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO.
CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE EM LEGISLAÇÃO
LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 280/STF.
REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE
OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO
APELO EXTREMO” (ARE 735.217/MG, Relator o Ministro Luiz
Fux, DJe 7.5.2014).
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS
SERVIÇOS - GIEFS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO
ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE
INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA
SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
16.6.2014. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados
constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 879731 AGR / MG
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que
torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo
regimental conhecido e não provido” (ARE 859.800-AgR, Relatora a
Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 17.3.2015).
3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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ARE 879731 AGR / MG
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que
torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo
regimental conhecido e não provido” (ARE 859.800-AgR, Relatora a
Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 17.3.2015).
3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.731
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS - FUNED
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA SATURNINO
ADV.(A/S) : TATIANA DE CÁSSIA MELO NEVES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.731
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS - FUNED
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA SATURNINO
ADV.(A/S) : TATIANA DE CÁSSIA MELO NEVES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9203738
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-08-24T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS – GIEFS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO E DO TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur316234
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 280)
ARE 859800 AgR (1ªT).
- Decisões monocráticas citadas:
(SÚMULA 280)
ARE 735217, ARE 824767.
Número de páginas: 9.
Análise: 27/08/2015, BMP.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
879731
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-EST LEI-011406 ANO-1994\n LEI ORDINÁRIA . MG"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 879731 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS - FUNED
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA SATURNINO
ADV.(A/S) : TATIANA DE CÁSSIA MELO NEVES E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.731 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS - FUNED
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MARIA AUXILIADORA SATURNINO
ADV.(A/S)
:TATIANA DE CÁSSIA MELO NEVES E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR
PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS
SERVIÇOS – GIEFS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO
TERCEIRO E DO TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE
DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA
CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.731 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS - FUNED
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MARIA AUXILIADORA SATURNINO
ADV.(A/S)
:TATIANA DE CÁSSIA MELO NEVES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 10.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Fundação Ezequiel Dias – FUNED contra
julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o qual assentou que a
Gratificação de Incentivo à Eficientização dos Serviços deve integrar a
base de cálculo do décimo terceiro salário e das férias. A decisão agravada
teve a seguinte fundamentação:
“A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da
legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n.
11.406/1994). A alegada contrariedade à Constituição da República,
se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do
recurso extraordinário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. INCLUSÃO NA BASE
DE CÁLCULO DA GRATIFICAÇÃO NATALINA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal.
PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO I É inadmissível o
recurso extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam
a decisão a quo, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. II Agravo regimental
improvido” (ARE 656.700-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, Segunda Turma, DJe 16.11.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
Supremo Tribunal Federal
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04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.731 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS - FUNED
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MARIA AUXILIADORA SATURNINO
ADV.(A/S)
:TATIANA DE CÁSSIA MELO NEVES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 10.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Fundação Ezequiel Dias – FUNED contra
julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o qual assentou que a
Gratificação de Incentivo à Eficientização dos Serviços deve integrar a
base de cálculo do décimo terceiro salário e das férias. A decisão agravada
teve a seguinte fundamentação:
“A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da
legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n.
11.406/1994). A alegada contrariedade à Constituição da República,
se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do
recurso extraordinário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. INCLUSÃO NA BASE
DE CÁLCULO DA GRATIFICAÇÃO NATALINA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal.
PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO I É inadmissível o
recurso extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam
a decisão a quo, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. II Agravo regimental
improvido” (ARE 656.700-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, Segunda Turma, DJe 16.11.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
ARE 879731 AGR / MG
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL PELA PRESTAÇÃO
DE SERVIÇOS ASSISTENCIAIS EM SAÚDE: INCLUSÃO NA
COMPOSIÇÃO DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO E NA BASE
DE CÁLCULO DO ABONO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE
DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. FUNDAMENTO
INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS 280 E 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 765.925-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 24.9.2010).
No mesmo sentido, a seguinte decisão monocrática, transitada
em julgado, de minha relatoria:
“AGRAVO EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO
DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS - GIEFS.
INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO
SALÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA
SEGUIMENTO (…)” (ARE 824.767/MG, DJe 19.8.2014.)
A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão
recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal,
nada havendo a prover quanto às alegações da Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4...,
inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 279-281).
2. Publicada essa decisão no DJe de 18.6.2015 (fl. 196), Fundação
Ezequiel Dias – FUNED interpõe, em 19.6.2015, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 197-203).
3. A Agravante sustenta que “a impossibilidade de a GIEFS repercutir
nas gratificações aludidas decorre diretamente de preceito constitucional, a saber,
os artigos 7..., VIII, e 37, XIV, da Constituição”.
Requer o provimento do presente recurso.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879731 AGR / MG
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL PELA PRESTAÇÃO
DE SERVIÇOS ASSISTENCIAIS EM SAÚDE: INCLUSÃO NA
COMPOSIÇÃO DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO E NA BASE
DE CÁLCULO DO ABONO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE
DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. FUNDAMENTO
INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS 280 E 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 765.925-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 24.9.2010).
No mesmo sentido, a seguinte decisão monocrática, transitada
em julgado, de minha relatoria:
“AGRAVO EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO
DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS - GIEFS.
INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO
SALÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA
SEGUIMENTO (…)” (ARE 824.767/MG, DJe 19.8.2014.)
A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão
recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal,
nada havendo a prover quanto às alegações da Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4...,
inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 279-281).
2. Publicada essa decisão no DJe de 18.6.2015 (fl. 196), Fundação
Ezequiel Dias – FUNED interpõe, em 19.6.2015, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 197-203).
3. A Agravante sustenta que “a impossibilidade de a GIEFS repercutir
nas gratificações aludidas decorre diretamente de preceito constitucional, a saber,
os artigos 7..., VIII, e 37, XIV, da Constituição”.
Requer o provimento do presente recurso.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
ARE 879731 AGR / MG
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879731 AGR / MG
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.731 MINAS
GERAIS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Tribunal a quo decidiu:
“A base de cálculo do décimo terceiro salário dos servidores do
Estado de Minas Gerais está prevista na Lei Estadual n 9.729/88, que
assim dispõe sobre o tema:
"Art. 6... - A Gratificação de Natal, instituída pelas Leis ns
8.701 e 8.702, ambas de 18 de outubro de 1984, é devida no valor
correspondente à remuneração ou aos proventos percebidos no mês de
dezembro, excetuado o abono-família, a partir do exercício de 1988."
(destaquei)
Extrai-se do dispositivo supra transcrito que o décimo terceiro
salário, também denominado gratificação natalina, deve ser pago
conforme a remuneração percebida pelo servidor no mês de dezembro.
A remuneração pode ser definida como a soma de todos os valores
percebidos pelo servidor em razão do exercício de suas funções,
incluídos neste conceito tanto o vencimento ou provento básico quanto
as vantagens a que este faz jus.
Conquanto a GIEFS seja vantagem de natureza propter
laborem, é certo que esta integra o conceito de remuneração e,
portanto, deve ser computada para fins de pagamento do décimo
terceiro salário, sempre que o servidor fizer jus ao recebimento da
gratificação no mês de dezembro
A questão aportou neste Egrégio Tribunal em diversas
oportunidades, tendo sido levada a debate no Órgão Especial, que
decidiu no mesmo sentido nos autos do Incidente de Uniformização de
Jurisprudência n 1.0024.10.090327-7/002, nos termos do voto
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9125887.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.731 MINAS
GERAIS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Tribunal a quo decidiu:
“A base de cálculo do décimo terceiro salário dos servidores do
Estado de Minas Gerais está prevista na Lei Estadual n 9.729/88, que
assim dispõe sobre o tema:
"Art. 6... - A Gratificação de Natal, instituída pelas Leis ns
8.701 e 8.702, ambas de 18 de outubro de 1984, é devida no valor
correspondente à remuneração ou aos proventos percebidos no mês de
dezembro, excetuado o abono-família, a partir do exercício de 1988."
(destaquei)
Extrai-se do dispositivo supra transcrito que o décimo terceiro
salário, também denominado gratificação natalina, deve ser pago
conforme a remuneração percebida pelo servidor no mês de dezembro.
A remuneração pode ser definida como a soma de todos os valores
percebidos pelo servidor em razão do exercício de suas funções,
incluídos neste conceito tanto o vencimento ou provento básico quanto
as vantagens a que este faz jus.
Conquanto a GIEFS seja vantagem de natureza propter
laborem, é certo que esta integra o conceito de remuneração e,
portanto, deve ser computada para fins de pagamento do décimo
terceiro salário, sempre que o servidor fizer jus ao recebimento da
gratificação no mês de dezembro
A questão aportou neste Egrégio Tribunal em diversas
oportunidades, tendo sido levada a debate no Órgão Especial, que
decidiu no mesmo sentido nos autos do Incidente de Uniformização de
Jurisprudência n 1.0024.10.090327-7/002, nos termos do voto
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9125887.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 879731 AGR / MG
proferido pela douta Desembargadora Sandra Fonseca, Relatora para o
acórdão.
(…) Registre-se, que, embora entenda que a GIEFS tenha
natureza de vantagem propter laborem, tal fato não impede sua
incidência na base de cálculo do décimo terceiro. O conceito de
remuneração, como dito, abrange todas as parcelas percebidas pelo
servidor, incluindo as vantagens de qualquer natureza, e a base de
cálculo da gratificação natalina definida pela lei é a remuneração.
No caso, não se trata de concessão de aumento a servidor do
Executivo pelo Judiciário, o que é vedado. Aqui está sendo
determinado tão somente o pagamento de verbas devidamente
previstas em lei.
(…) A base de cálculo do terço de férias do Estado de Minas
Gerais está prevista na Decreto 29.230/89, que assim dispõe sobre o
tema:
Art. 1... - A vantagem de 1/3 (um terço) sobre a remuneração, de
que trata o inciso XVII, do artigo 7..., da Constituição Federal, devida
ao servidor público estadual, será paga no mês de início do gozo das
férias anuais com base na remuneração vigente à época.
Extrai-se do dispositivo supra transcrito que o terço
constitucional de férias deve ser pago conforme a remuneração que
seria devida pelo servidor no mês em que teria início suas férias.
Registre-se que o terço de férias não é vantagem concedida ao
servidor, mas verba paga separadamente, motivo pelo qual não incide,
no caso, a vedação contida no art.37, XIV, da Constituição Federal.
Também não se trata de equiparação ou vinculação salarial, proibidas
pelo art.37, XIII, do mesmo diploma legal. Estas somente ocorrem
quanto equiparados ou vinculados os valores de vencimentos ou
vantagens atribuídos a um cargo aos valores relativos a cargo diverso,
o que não é o caso dos autos. Não se verifica a inconstitucionalidade
alegada.
(…) Cabível, portanto, a integração da GIEFS à base de cálculo
do terço de férias”.
A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 11.406/1994). A
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9125887.
Supremo Tribunal Federal
ARE 879731 AGR / MG
proferido pela douta Desembargadora Sandra Fonseca, Relatora para o
acórdão.
(…) Registre-se, que, embora entenda que a GIEFS tenha
natureza de vantagem propter laborem, tal fato não impede sua
incidência na base de cálculo do décimo terceiro. O conceito de
remuneração, como dito, abrange todas as parcelas percebidas pelo
servidor, incluindo as vantagens de qualquer natureza, e a base de
cálculo da gratificação natalina definida pela lei é a remuneração.
No caso, não se trata de concessão de aumento a servidor do
Executivo pelo Judiciário, o que é vedado. Aqui está sendo
determinado tão somente o pagamento de verbas devidamente
previstas em lei.
(…) A base de cálculo do terço de férias do Estado de Minas
Gerais está prevista na Decreto 29.230/89, que assim dispõe sobre o
tema:
Art. 1... - A vantagem de 1/3 (um terço) sobre a remuneração, de
que trata o inciso XVII, do artigo 7..., da Constituição Federal, devida
ao servidor público estadual, será paga no mês de início do gozo das
férias anuais com base na remuneração vigente à época.
Extrai-se do dispositivo supra transcrito que o terço
constitucional de férias deve ser pago conforme a remuneração que
seria devida pelo servidor no mês em que teria início suas férias.
Registre-se que o terço de férias não é vantagem concedida ao
servidor, mas verba paga separadamente, motivo pelo qual não incide,
no caso, a vedação contida no art.37, XIV, da Constituição Federal.
Também não se trata de equiparação ou vinculação salarial, proibidas
pelo art.37, XIII, do mesmo diploma legal. Estas somente ocorrem
quanto equiparados ou vinculados os valores de vencimentos ou
vantagens atribuídos a um cargo aos valores relativos a cargo diverso,
o que não é o caso dos autos. Não se verifica a inconstitucionalidade
alegada.
(…) Cabível, portanto, a integração da GIEFS à base de cálculo
do terço de férias”.
A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 11.406/1994). A
2
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9125887.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 879731 AGR / MG
alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido,
seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário.
Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim,
por exemplo:
“AGRAVO
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO
DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS - GIEFS.
INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO
SALÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA
SEGUIMENTO” (ARE 824.767/MG, de minha relatoria, DJe
19.8.2014).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO
DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS - GIEFS.
13... SALÁRIO. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO.
CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE EM LEGISLAÇÃO
LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal.
REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE
OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO
APELO EXTREMO” (ARE 735.217/MG, Relator o Ministro Luiz
Fux, DJe 7.5.2014).
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS
SERVIÇOS - GIEFS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO
ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE
INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA
SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
16.6.2014. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados
constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879731 AGR / MG
alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido,
seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário.
Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim,
por exemplo:
“AGRAVO
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO
DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS - GIEFS.
INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO
SALÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA
SEGUIMENTO” (ARE 824.767/MG, de minha relatoria, DJe
19.8.2014).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO
DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS - GIEFS.
13... SALÁRIO. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO.
CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE EM LEGISLAÇÃO
LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal.
REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE
OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO
APELO EXTREMO” (ARE 735.217/MG, Relator o Ministro Luiz
Fux, DJe 7.5.2014).
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS
SERVIÇOS - GIEFS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO
ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE
INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA
SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
16.6.2014. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados
constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 879731 AGR / MG
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que
torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo
regimental conhecido e não provido” (ARE 859.800-AgR, Relatora a
Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 17.3.2015).
3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879731 AGR / MG
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que
torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo
regimental conhecido e não provido” (ARE 859.800-AgR, Relatora a
Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 17.3.2015).
3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.731
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS - FUNED
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA SATURNINO
ADV.(A/S) : TATIANA DE CÁSSIA MELO NEVES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9079323
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.731
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS - FUNED
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA SATURNINO
ADV.(A/S) : TATIANA DE CÁSSIA MELO NEVES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 656 . 700 - AgR",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 656 . 700 - AgR",
"ARE 879731 AGR / MG",
"SÚMULAS 280",
"AI 765 . 925 - AgR",
"SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 824 . 767 / MG",
"ARE 879731",
"SÚMULAS 280",
"AI 765 . 925 - AgR",
"SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 824 . 767 / MG",
"ARE 879731 AGR /",
"ARE 879731 AGR /",
"Incidente de Uniformização de Jurisprudência n 1 . 0024 . 10 . 090327 - 7 / 002",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"Incidente de Uniformização de Jurisprudência n 1 . 0024 . 10 . 090327 - 7 / 002",
"ARE 879731 AGR / MG",
"ARE 879731 AGR / MG",
"ARE 879731 AGR / MG",
"Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 824 . 767 / MG",
"SÚMULA n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 735 . 217 / MG",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 879731 AGR / MG",
"Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 824 . 767 / MG",
"SÚMULA n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 735 . 217 / MG",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 879731 AGR / MG",
"ARE 859 . 800 - AgR",
"ARE 879731 AGR / MG",
"ARE 859 . 800 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual n . 11 . 406 / 1994",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual n . 11 . 406 / 1994",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"artigos 7 . . . , VIII , e 37 , XIV , da Constituição ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"4",
".",
". . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"artigos 7 . . . , VIII , e 37 , XIV , da Constituição ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n 9 . 729 / 88",
"Leis ns 8 . 701",
"8",
".",
"702",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n 9 . 729 / 88",
"Leis ns 8 . 701",
"8",
".",
"702",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto 29 . 230 / 89",
"inciso XVII , do artigo 7 . . . , da Constituição Federal",
"art . 37 , XIV , da Constituição Federal",
"Lei estadual n . 11 . 406 / 1994",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto 29 . 230 / 89",
"inciso XVII , do artigo 7 . . . , da Constituição Federal",
"art . 37 , XIV , da Constituição Federal",
"Lei estadual n . 11 . 406 / 1994",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"Estado de Minas Gerais",
"MINAS GERAIS",
"Estado de Minas Gerais",
"Estado de Minas Gerais",
"Estado de Minas Gerais",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS",
"FUNED",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS",
"FUNED",
"Fundação Ezequiel Dias",
"FUNED",
"Tribunal de Justiça de Minas Gerais",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS",
"FUNED",
"Fundação Ezequiel Dias",
"FUNED",
"Tribunal de Justiça de Minas Gerais",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal",
"Fundação Ezequiel Dias",
"FUNED",
"GIEFS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"MG",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal",
"Fundação Ezequiel Dias",
"FUNED",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Órgão Especial",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Órgão Especial",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS",
"FUNED",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARIA AUXILIADORA SATURNINO",
"TATIANA DE CÁSSIA MELO NEVES",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARIA AUXILIADORA SATURNINO",
"TATIANA DE CÁSSIA MELO NEVES",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ricardo Lewandowski",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARIA AUXILIADORA SATURNINO",
"TATIANA DE CÁSSIA MELO NEVES",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ricardo Lewandowski",
"LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Sandra Fonseca",
"Sandra Fonseca",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"MARIA AUXILIADORA SATURNINO",
"TATIANA DE CÁSSIA MELO NEVES",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARIA AUXILIADORA SATURNINO",
"TATIANA DE CÁSSIA MELO NEVES",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"10",
".",
"6",
".",
"2015",
"16",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"10",
".",
"6",
".",
"2015",
"16",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"9",
".",
"2010",
"19",
".",
"8",
".",
"2014",
"18",
".",
"6",
".",
"2015",
"19",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"9",
".",
"2010",
"19",
".",
"8",
".",
"2014",
"18",
".",
"6",
".",
"2015",
"19",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18 de outubro de 1984",
"1988",
"dezembro",
"dezembro",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18 de outubro de 1984",
"1988",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"8",
".",
"2014",
"7",
".",
"5",
".",
"2014",
"16",
".",
"6",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"8",
".",
"2014",
"7",
".",
"5",
".",
"2014",
"16",
".",
"6",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.016
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:IRENE VERAS DA SILVA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL.
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 287/STF.
1. A petição de agravo regimental não impugnou os fundamentos da
decisão agravada. Nesses casos é inadmissível o agravo, conforme
orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.016
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:IRENE VERAS DA SILVA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, assim
ementado:
“APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO DE AGRAVO
CONTRA DECISÃO DO RELATOR QUE NEGA
PROVIMENTO AO APELO. PRESCRIÇÃO DO FUNDO
DO DIREITO. RECONHECIMENTO. RECURSO
IMPROVIDO.
Tomando por base a Lei Estadual n. 10.947/93, que
expressamente alterou a base de cálculo e mesmo o
percentual da gratificação de incentivo ora perseguida
pelos apelados, tem-se que sua vigência iniciou-se em
02.09.93, constituindo-se essa data, por óbvio, no dies a quo
do prazo prescricional no caso sub examinem.
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.016
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:IRENE VERAS DA SILVA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, assim
ementado:
“APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO DE AGRAVO
CONTRA DECISÃO DO RELATOR QUE NEGA
PROVIMENTO AO APELO. PRESCRIÇÃO DO FUNDO
DO DIREITO. RECONHECIMENTO. RECURSO
IMPROVIDO.
Tomando por base a Lei Estadual n. 10.947/93, que
expressamente alterou a base de cálculo e mesmo o
percentual da gratificação de incentivo ora perseguida
pelos apelados, tem-se que sua vigência iniciou-se em
02.09.93, constituindo-se essa data, por óbvio, no dies a quo
do prazo prescricional no caso sub examinem.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9345172.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
ARE 863016 AGR / PE
Ultrapassado em muito o quinquênio legal para
propositura da presente demanda (ajuizada apenas em
26.01.05), resta obrigatório reconhecer a prescrição da
situação que não se reverte, acaso seja adotado como
termo a quo desse prazo prescricional a entrada em vigor
da Lei Estadual n. 11.195/94.
Decisão mantida por seus próprio fundamentos.
Recurso de agravo a que se nega provimento.”
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
37, caput , da Constituição.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
extraordinário sob os seguintes fundamentos: (i) a preliminar
de repercussão geral é apresentada de forma genérica; (ii)
incidência da Súmula 280/STF; e (iii) o acórdão está alinhado
com o entendimento do Supremo Tribunal Federal.
O recurso extraordinário não deve ser provido. De início,
nota-se que a parte recorrente não apresentou mínima
fundamentação quanto à repercussão geral das questões
constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações
genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de
repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer
recurso que tenha como parte um servidor público,
independentemente das especificidades do caso concreto o que,
de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º,
do CPC. Como já registrado por este Tribunal, a simples
descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para
desincumbir a parte recorrente do ônus processual de
demonstrar de forma fundamentada porque a questão
específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante
do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e
ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (RE 596.579-
AgR/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
Ainda que superado o óbice apontado, nota-se que o
Tribunal de origem, com base na legislação infraconstitucional,
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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ARE 863016 AGR / PE
Ultrapassado em muito o quinquênio legal para
propositura da presente demanda (ajuizada apenas em
26.01.05), resta obrigatório reconhecer a prescrição da
situação que não se reverte, acaso seja adotado como
termo a quo desse prazo prescricional a entrada em vigor
da Lei Estadual n. 11.195/94.
Decisão mantida por seus próprio fundamentos.
Recurso de agravo a que se nega provimento.”
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
37, caput , da Constituição.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
extraordinário sob os seguintes fundamentos: (i) a preliminar
de repercussão geral é apresentada de forma genérica; (ii)
incidência da Súmula 280/STF; e (iii) o acórdão está alinhado
com o entendimento do Supremo Tribunal Federal.
O recurso extraordinário não deve ser provido. De início,
nota-se que a parte recorrente não apresentou mínima
fundamentação quanto à repercussão geral das questões
constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações
genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de
repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer
recurso que tenha como parte um servidor público,
independentemente das especificidades do caso concreto o que,
de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º,
do CPC. Como já registrado por este Tribunal, a simples
descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para
desincumbir a parte recorrente do ônus processual de
demonstrar de forma fundamentada porque a questão
específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante
do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e
ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (RE 596.579-
AgR/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
Ainda que superado o óbice apontado, nota-se que o
Tribunal de origem, com base na legislação infraconstitucional,
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Relatório
ARE 863016 AGR / PE
concluiu ter ocorrido a prescrição da pretensão da recorrente.
Esse é um fundamento autônomo e suficiente para manutenção
do julgado que permaneceu incólume após o trânsito em
julgado da decisão do Superior Tribunal de Justiça que negou
seguimento ao recurso especial. Hipótese que atrai a incidência
da Súmula 283/STF. Nesse sentido, veja a ementa do RE 639773-
AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PROCESSUAL
CIVIL.
LITISPENDÊNCIA E COISA JULGADA. NECESSIDADE
DE REEXAME DE PROVAS E NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279 DO STF.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO
ADMINISTRATIVA.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
APOIADO
EM
FUNDAMENTOS
INFRACONSTITUCIONAIS
MANTIDOS COM A NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO
RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO A
QUE SE NEGA PROVIMENTO.
I É inadmissível o recurso extraordinário quando sua
análise implica rever a interpretação de normas
infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. A
afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta.
II Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo
Tribunal de origem, necessário seria o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai
a incidência da Súmula 279 do STF.
III Com a negativa de seguimento ao recurso especial
pelo Superior Tribunal de Justiça tornaram-se definitivos
os fundamentos infraconstitucionais que amparam o
acórdão recorrido (Súmula 283 do STF).
IV Agravo regimental a que se nega provimento.”
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC
3
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concluiu ter ocorrido a prescrição da pretensão da recorrente.
Esse é um fundamento autônomo e suficiente para manutenção
do julgado que permaneceu incólume após o trânsito em
julgado da decisão do Superior Tribunal de Justiça que negou
seguimento ao recurso especial. Hipótese que atrai a incidência
da Súmula 283/STF. Nesse sentido, veja a ementa do RE 639773-
AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PROCESSUAL
CIVIL.
LITISPENDÊNCIA E COISA JULGADA. NECESSIDADE
DE REEXAME DE PROVAS E NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279 DO STF.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO
ADMINISTRATIVA.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
APOIADO
EM
FUNDAMENTOS
INFRACONSTITUCIONAIS
MANTIDOS COM A NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO
RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO A
QUE SE NEGA PROVIMENTO.
I É inadmissível o recurso extraordinário quando sua
análise implica rever a interpretação de normas
infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. A
afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta.
II Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo
Tribunal de origem, necessário seria o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai
a incidência da Súmula 279 do STF.
III Com a negativa de seguimento ao recurso especial
pelo Superior Tribunal de Justiça tornaram-se definitivos
os fundamentos infraconstitucionais que amparam o
acórdão recorrido (Súmula 283 do STF).
IV Agravo regimental a que se nega provimento.”
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC
3
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Relatório
ARE 863016 AGR / PE
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
A parte agravante reitera as alegações expedidas no
recurso extraordinário, deixando de rebater os fundamentos utilizados
para negar seguimento ao recurso, quais sejam, a ausência de preliminar
formal e fundamentada de repercussão geral e a incidência da Súmula
283/STF.
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
A parte agravante reitera as alegações expedidas no
recurso extraordinário, deixando de rebater os fundamentos utilizados
para negar seguimento ao recurso, quais sejam, a ausência de preliminar
formal e fundamentada de repercussão geral e a incidência da Súmula
283/STF.
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.016
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não atacou os fundamentos da decisão ora agravada, de modo
que a decisão permanece incólume.
2.
Na hipótese, a decisão agravada negou seguimento ao
recurso pelos seguintes fundamentos: (i) “a parte recorrente não apresentou
mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais
discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema”; e (ii)
incide, no caso, a Súmula 283/STF.
3.
Neste agravo regimental, a parte recorrente limita-se a
reiterar as alegações expedidas no recurso extraordinário, deixando de
rebater os fundamentos utilizados para negar seguimento ao recurso.
Nessas condições, é inadmissível o recurso. Nesse sentido, vejam-se:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO QUE NÃO
ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º,
REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
07.02.2012.
Não preenchimento do requisito de regularidade formal
expresso no artigo 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as
razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Ausência de
ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da
decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.”(ARE
Supremo Tribunal Federal
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04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.016
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não atacou os fundamentos da decisão ora agravada, de modo
que a decisão permanece incólume.
2.
Na hipótese, a decisão agravada negou seguimento ao
recurso pelos seguintes fundamentos: (i) “a parte recorrente não apresentou
mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais
discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema”; e (ii)
incide, no caso, a Súmula 283/STF.
3.
Neste agravo regimental, a parte recorrente limita-se a
reiterar as alegações expedidas no recurso extraordinário, deixando de
rebater os fundamentos utilizados para negar seguimento ao recurso.
Nessas condições, é inadmissível o recurso. Nesse sentido, vejam-se:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO QUE NÃO
ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º,
REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
07.02.2012.
Não preenchimento do requisito de regularidade formal
expresso no artigo 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as
razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Ausência de
ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da
decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.”(ARE
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 863016 AGR / PE
848.485-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, Primeira Turma)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA
DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO AGRAVO
INTERPOSTO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 826.281-AgR, Rel.ª Min.ª
Cármen Lúcia, Segunda Turma)
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 863016 AGR / PE
848.485-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, Primeira Turma)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA
DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO AGRAVO
INTERPOSTO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 826.281-AgR, Rel.ª Min.ª
Cármen Lúcia, Segunda Turma)
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.016
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : IRENE VERAS DA SILVA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203384
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.016
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : IRENE VERAS DA SILVA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9364160
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-09-11T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 287/STF.
1. A petição de agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur319075
|
- Acórdão(s) citado(s):
(IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA)
ARE 826281 AgR (2ªT), ARE 848485 AgR (1ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 16/09/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
863016
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 863016 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : IRENE VERAS DA SILVA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.016
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:IRENE VERAS DA SILVA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL.
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 287/Supremo Tribunal Federal.
1. A petição de agravo regimental não impugnou os fundamentos da
decisão agravada. Nesses casos é inadmissível o agravo, conforme
orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9345171.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.016
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:IRENE VERAS DA SILVA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, assim
ementado:
“APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO DE AGRAVO
CONTRA DECISÃO DO RELATOR QUE NEGA
PROVIMENTO AO APELO. PRESCRIÇÃO DO FUNDO
DO DIREITO. RECONHECIMENTO. RECURSO
IMPROVIDO.
Tomando por base a Lei Estadual n. 10.947/93, que
expressamente alterou a base de cálculo e mesmo o
percentual da gratificação de incentivo ora perseguida
pelos apelados, tem-se que sua vigência iniciou-se em
02.09.93, constituindo-se essa data, por óbvio, no dies a quo
do prazo prescricional no caso sub examinem.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.016
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:IRENE VERAS DA SILVA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, assim
ementado:
“APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO DE AGRAVO
CONTRA DECISÃO DO RELATOR QUE NEGA
PROVIMENTO AO APELO. PRESCRIÇÃO DO FUNDO
DO DIREITO. RECONHECIMENTO. RECURSO
IMPROVIDO.
Tomando por base a Lei Estadual n. 10.947/93, que
expressamente alterou a base de cálculo e mesmo o
percentual da gratificação de incentivo ora perseguida
pelos apelados, tem-se que sua vigência iniciou-se em
02.09.93, constituindo-se essa data, por óbvio, no dies a quo
do prazo prescricional no caso sub examinem.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
ARE 863016 AGR / PE
Ultrapassado em muito o quinquênio legal para
propositura da presente demanda (ajuizada apenas em
26.01.05), resta obrigatório reconhecer a prescrição da
situação que não se reverte, acaso seja adotado como
termo a quo desse prazo prescricional a entrada em vigor
da Lei Estadual n. 11.195/94.
Decisão mantida por seus próprio fundamentos.
Recurso de agravo a que se nega provimento.”
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
37, caput , da Constituição.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
extraordinário sob os seguintes fundamentos: (i) a preliminar
de repercussão geral é apresentada de forma genérica; (ii)
incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal; e (iii) o acórdão está alinhado
com o entendimento do Supremo Tribunal Federal.
O recurso extraordinário não deve ser provido. De início,
nota-se que a parte recorrente não apresentou mínima
fundamentação quanto à repercussão geral das questões
constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações
genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de
repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer
recurso que tenha como parte um servidor público,
independentemente das especificidades do caso concreto o que,
de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2...,
do Código de Processo Civil. Como já registrado por este Tribunal, a simples
descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para
desincumbir a parte recorrente do ônus processual de
demonstrar de forma fundamentada porque a questão
específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante
do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e
ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (Recurso Extraordinário 596.579-
AgR/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
Ainda que superado o óbice apontado, nota-se que o
Tribunal de origem, com base na legislação infraconstitucional,
2
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ARE 863016 AGR / PE
Ultrapassado em muito o quinquênio legal para
propositura da presente demanda (ajuizada apenas em
26.01.05), resta obrigatório reconhecer a prescrição da
situação que não se reverte, acaso seja adotado como
termo a quo desse prazo prescricional a entrada em vigor
da Lei Estadual n. 11.195/94.
Decisão mantida por seus próprio fundamentos.
Recurso de agravo a que se nega provimento.”
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
37, caput , da Constituição.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
extraordinário sob os seguintes fundamentos: (i) a preliminar
de repercussão geral é apresentada de forma genérica; (ii)
incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal; e (iii) o acórdão está alinhado
com o entendimento do Supremo Tribunal Federal.
O recurso extraordinário não deve ser provido. De início,
nota-se que a parte recorrente não apresentou mínima
fundamentação quanto à repercussão geral das questões
constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações
genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de
repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer
recurso que tenha como parte um servidor público,
independentemente das especificidades do caso concreto o que,
de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2...,
do Código de Processo Civil. Como já registrado por este Tribunal, a simples
descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para
desincumbir a parte recorrente do ônus processual de
demonstrar de forma fundamentada porque a questão
específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante
do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e
ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (Recurso Extraordinário 596.579-
AgR/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
Ainda que superado o óbice apontado, nota-se que o
Tribunal de origem, com base na legislação infraconstitucional,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 863016 AGR / PE
concluiu ter ocorrido a prescrição da pretensão da recorrente.
Esse é um fundamento autônomo e suficiente para manutenção
do julgado que permaneceu incólume após o trânsito em
julgado da decisão do Superior Tribunal de Justiça que negou
seguimento ao recurso especial. Hipótese que atrai a incidência
da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, veja a ementa do Recurso Extraordinário 639773-
AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PROCESSUAL
CIVIL.
LITISPENDÊNCIA E COISA JULGADA. NECESSIDADE
DE REEXAME DE PROVAS E NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO
ADMINISTRATIVA.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
APOIADO
EM
FUNDAMENTOS
INFRACONSTITUCIONAIS
MANTIDOS COM A NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO
RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A
QUE SE NEGA PROVIMENTO.
I É inadmissível o recurso extraordinário quando sua
análise implica rever a interpretação de normas
infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. A
afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta.
II Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo
Tribunal de origem, necessário seria o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai
a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
III Com a negativa de seguimento ao recurso especial
pelo Superior Tribunal de Justiça tornaram-se definitivos
os fundamentos infraconstitucionais que amparam o
acórdão recorrido (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal).
IV Agravo regimental a que se nega provimento.”
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil
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concluiu ter ocorrido a prescrição da pretensão da recorrente.
Esse é um fundamento autônomo e suficiente para manutenção
do julgado que permaneceu incólume após o trânsito em
julgado da decisão do Superior Tribunal de Justiça que negou
seguimento ao recurso especial. Hipótese que atrai a incidência
da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, veja a ementa do Recurso Extraordinário 639773-
AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PROCESSUAL
CIVIL.
LITISPENDÊNCIA E COISA JULGADA. NECESSIDADE
DE REEXAME DE PROVAS E NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO
ADMINISTRATIVA.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
APOIADO
EM
FUNDAMENTOS
INFRACONSTITUCIONAIS
MANTIDOS COM A NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO
RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A
QUE SE NEGA PROVIMENTO.
I É inadmissível o recurso extraordinário quando sua
análise implica rever a interpretação de normas
infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. A
afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta.
II Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo
Tribunal de origem, necessário seria o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai
a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
III Com a negativa de seguimento ao recurso especial
pelo Superior Tribunal de Justiça tornaram-se definitivos
os fundamentos infraconstitucionais que amparam o
acórdão recorrido (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal).
IV Agravo regimental a que se nega provimento.”
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil
3
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Relatório
ARE 863016 AGR / PE
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
A parte agravante reitera as alegações expedidas no
recurso extraordinário, deixando de rebater os fundamentos utilizados
para negar seguimento ao recurso, quais sejam, a ausência de preliminar
formal e fundamentada de repercussão geral e a incidência da Súmula
283/Supremo Tribunal Federal.
3.
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 863016 AGR / PE
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
A parte agravante reitera as alegações expedidas no
recurso extraordinário, deixando de rebater os fundamentos utilizados
para negar seguimento ao recurso, quais sejam, a ausência de preliminar
formal e fundamentada de repercussão geral e a incidência da Súmula
283/Supremo Tribunal Federal.
3.
É o relatório.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.016
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não atacou os fundamentos da decisão ora agravada, de modo
que a decisão permanece incólume.
2.
Na hipótese, a decisão agravada negou seguimento ao
recurso pelos seguintes fundamentos: (i) “a parte recorrente não apresentou
mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais
discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema”; e (ii)
incide, no caso, a Súmula 283/Supremo Tribunal Federal.
3.
Neste agravo regimental, a parte recorrente limita-se a
reiterar as alegações expedidas no recurso extraordinário, deixando de
rebater os fundamentos utilizados para negar seguimento ao recurso.
Nessas condições, é inadmissível o recurso. Nesse sentido, vejam-se:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO QUE NÃO
ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1...,
REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
07.02.2012.
Não preenchimento do requisito de regularidade formal
expresso no artigo 317, § 1..., do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as
razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Ausência de
ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da
decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.”(ARE
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04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.016
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não atacou os fundamentos da decisão ora agravada, de modo
que a decisão permanece incólume.
2.
Na hipótese, a decisão agravada negou seguimento ao
recurso pelos seguintes fundamentos: (i) “a parte recorrente não apresentou
mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais
discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema”; e (ii)
incide, no caso, a Súmula 283/Supremo Tribunal Federal.
3.
Neste agravo regimental, a parte recorrente limita-se a
reiterar as alegações expedidas no recurso extraordinário, deixando de
rebater os fundamentos utilizados para negar seguimento ao recurso.
Nessas condições, é inadmissível o recurso. Nesse sentido, vejam-se:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO QUE NÃO
ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1...,
REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
07.02.2012.
Não preenchimento do requisito de regularidade formal
expresso no artigo 317, § 1..., do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as
razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Ausência de
ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da
decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.”(ARE
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 863016 AGR / PE
848.485-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA
DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO AGRAVO
INTERPOSTO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 826.281-AgR, Rel. Min.
Cármen Lúcia, Segunda Turma)
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 863016 AGR / PE
848.485-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA
DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO AGRAVO
INTERPOSTO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 826.281-AgR, Rel. Min.
Cármen Lúcia, Segunda Turma)
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.016
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : IRENE VERAS DA SILVA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203384
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.016
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : IRENE VERAS DA SILVA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203384
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863 . 016",
"SÚMULA 287 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863 . 016",
"AGRAVO 863 . 016",
"ARE 863016 AGR / PE",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 596 . 579 - AgR / MG",
"ARE 863016 AGR / PE",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 596 . 579 - AgR / MG",
"ARE 863016 AGR / PE",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 639773 - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 863016 AGR / PE",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 639773 - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 863016 AGR / PE",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 863016 AGR / PE",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 863016 AGR / PE 848 . 485 - AgR",
"SÚMULA N . 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 826 . 281 - AgR",
"ARE 863016 AGR / PE 848 . 485 - AgR",
"SÚMULA N . 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 826 . 281 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n . 10 . 947 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n . 10 . 947 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n . 11 . 195 / 94",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 37 , caput , da Constituição",
"art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n . 11 . 195 / 94",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 37 , caput , da Constituição",
"art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"RI",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 317 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 317 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RI",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"IRENE VERAS DA SILVA",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"IRENE VERAS DA SILVA",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"IRENE VERAS DA SILVA",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"ROBERTO BARROSO",
"IRENE VERAS DA SILVA",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"IRENE VERAS DA SILVA",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"02",
".",
"09",
".",
"93",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"02",
".",
"09",
".",
"93",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"01",
".",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"01",
".",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.492 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CLARO S/A
ADV.(A/S)
:ANA PAULA PUENTE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
REMOÇÃO DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE. NECESSIDADE DE
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9047306.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.492 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CLARO S/A
ADV.(A/S)
:ANA PAULA PUENTE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pela CLARO S/A contra decisão que prolatei, assim
ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COM AGRAVO.
CONSTITUCIONAL. REMOÇÃO DE ESTAÇÃO RÁDIO-
BASE.
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. OFENSA REFLEXA.
SÚMULA Nº 280 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO
DESPROVIDO.”
Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente
recurso, alegando, em síntese:
“Conforme já apontado, a discussão dos autos é completa e
diametralmente oposta ao disposto na súmula 280 do STF, já que, a
discussão é exatamente sobre a inconstitucionalidade e ilegalidade da
aplicação lei municipal, utilizada como base da decisão recorrida.
Ou seja, o que se busca não é efetivamente a análise de ofensa ao
disposto em lei local pela decisão recorrida, que é vedado pela referida
súmula, mas sim, a ofensa ao texto Constitucional e Lei Federal, pela
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9047307.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.492 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CLARO S/A
ADV.(A/S)
:ANA PAULA PUENTE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pela CLARO S/A contra decisão que prolatei, assim
ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COM AGRAVO.
CONSTITUCIONAL. REMOÇÃO DE ESTAÇÃO RÁDIO-
BASE.
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. OFENSA REFLEXA.
SÚMULA Nº 280 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO
DESPROVIDO.”
Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente
recurso, alegando, em síntese:
“Conforme já apontado, a discussão dos autos é completa e
diametralmente oposta ao disposto na súmula 280 do STF, já que, a
discussão é exatamente sobre a inconstitucionalidade e ilegalidade da
aplicação lei municipal, utilizada como base da decisão recorrida.
Ou seja, o que se busca não é efetivamente a análise de ofensa ao
disposto em lei local pela decisão recorrida, que é vedado pela referida
súmula, mas sim, a ofensa ao texto Constitucional e Lei Federal, pela
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
ARE 886492 AGR / SP
errônea aplicação de lei local, que redundou em ofensa a garantia
constitucional e legal do direito adquirido.
Fora expressamente apontada, a inaplicabilidade da Lei
Municipal n° 13.756/2004, em razão da estação rádio base ter sido
instalada ANTES da vigência da legislação citada, situação
expressamente constante do acórdão recorrido. Em vista disso, houve
afronta ao princípio da irretroatividade da lei e ainda, ao artigo 6° da
Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, pois fez incidir lei
nova a fatos pretéritos, em confronto com ao inciso XXXVI do artigo
5.º da Constituição Federal, e artigo 6.º LINDB, o que desafia o
manejo do Recurso Extraordinário.” (Fl. 3 do doc. 7).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9047307.
Supremo Tribunal Federal
ARE 886492 AGR / SP
errônea aplicação de lei local, que redundou em ofensa a garantia
constitucional e legal do direito adquirido.
Fora expressamente apontada, a inaplicabilidade da Lei
Municipal n° 13.756/2004, em razão da estação rádio base ter sido
instalada ANTES da vigência da legislação citada, situação
expressamente constante do acórdão recorrido. Em vista disso, houve
afronta ao princípio da irretroatividade da lei e ainda, ao artigo 6° da
Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, pois fez incidir lei
nova a fatos pretéritos, em confronto com ao inciso XXXVI do artigo
5.º da Constituição Federal, e artigo 6.º LINDB, o que desafia o
manejo do Recurso Extraordinário.” (Fl. 3 do doc. 7).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.492 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida por seus próprios fundamentos.
Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com
apoio no acervo fático-probatório dos autos e na legislação
infraconstitucional local, entendeu que não houve a retroatividade da Lei
Municipal nº 13.756/2004, uma vez que a instalação da estação de rádio
base ocorreu sem o alvará de execução previsto na Lei Municipal nº
11.228/1992.
Destaco passagem ilustrativa do acórdão:
“A BCP S.A. instalou a Estação de Rádio Base na Rua Castro
Lopes, esquina com a Rua Padre Lindolfo Esteves, M'Boi Mirim, em
2.000, sem o devido alvará de execução, com fundamento na Lei
Municipal nº 11.228/92, que permitia que, 'escoado o prazo para
decisão de processo de Alvará de Aprovação, poderá ser requerido
Alvará de Execução. Decorridos 30 (trinta) dias deste requerimento,
sem decisão no processo de alvará de Aprovação, a obra poderá ser
iniciada, sendo de inteira responsabilidade do proprietário e
profissional envolvidos a eventual adequação da obra às posturas
municipais' (art. 4.2.3).
Desta forma, em razão da inércia da Administração em
examinar os pedidos de alvarás de aprovação e execução solicitados
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.492 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida por seus próprios fundamentos.
Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com
apoio no acervo fático-probatório dos autos e na legislação
infraconstitucional local, entendeu que não houve a retroatividade da Lei
Municipal nº 13.756/2004, uma vez que a instalação da estação de rádio
base ocorreu sem o alvará de execução previsto na Lei Municipal nº
11.228/1992.
Destaco passagem ilustrativa do acórdão:
“A BCP S.A. instalou a Estação de Rádio Base na Rua Castro
Lopes, esquina com a Rua Padre Lindolfo Esteves, M'Boi Mirim, em
2.000, sem o devido alvará de execução, com fundamento na Lei
Municipal nº 11.228/92, que permitia que, 'escoado o prazo para
decisão de processo de Alvará de Aprovação, poderá ser requerido
Alvará de Execução. Decorridos 30 (trinta) dias deste requerimento,
sem decisão no processo de alvará de Aprovação, a obra poderá ser
iniciada, sendo de inteira responsabilidade do proprietário e
profissional envolvidos a eventual adequação da obra às posturas
municipais' (art. 4.2.3).
Desta forma, em razão da inércia da Administração em
examinar os pedidos de alvarás de aprovação e execução solicitados
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 886492 AGR / SP
pela recorrente, a instalação da estação rádio base ocorreu, sem os
respectivos alvarás.
Todavia, ao contrário do que defende a apelante, a omissão
administrativa não gera efeito positivo ao administrado.
A legislação acima citada previa a necessidade de concessão de
licença para localização e funcionamento de torres de transmissão,
sendo irregular a instalação sem o devido alvará de execução.
Posteriormente, sobreveio a Lei 13.756/04, que dispôs sobre a
instalação de Estação Rádio Base ERB no Município de São Paulo,
estabelecendo regras de edificação, uso e ocupação do solo.
O art. 29 da citada lei determinou que ‘as Estações Rádio-Base
instaladas em desconformidade com as disposições desta lei deverão a
ela adequar-se no prazo de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias,
contado da data da publicação do respectivo decreto regulamentar,
podendo o prazo ser prorrogado por igual período, a critério do
Executivo. E o art. 26 do Decreto nº 44.944, de 30 de junho de 2004
repete a mesma disposição legal’.
Portanto, a instalação ora impugnada deverá adequar-se às
disposições da Lei nº 13.756/04, inexistindo direito adquirido a
continuar em uma situação irregular.
Neste ponto, cumpre observar que não há a alegada
retroatividade da lei municipal, violando ato jurídico perfeito ou
direito adquirido da requerida, pois se trata de ilícito administrativo,
sendo certo que a lei superveniente não sofre, no caso, nenhuma
restrição quanto à sua eficácia, tendo em vista que o ato ilegal, que se
mantém desde 2.000, não adquiriu qualquer tipo de proteção da ordem
jurídica, não havendo que se falar em direito adquirido à situação
irregular.” (Fls. 90-91 do doc. 3).
Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão
recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos
autos e a análise da legislação infraconstitucional local pertinente, o que
atrai a incidência das Súmulas nº 279 e nº 280 desta Corte.
Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 886492 AGR / SP
pela recorrente, a instalação da estação rádio base ocorreu, sem os
respectivos alvarás.
Todavia, ao contrário do que defende a apelante, a omissão
administrativa não gera efeito positivo ao administrado.
A legislação acima citada previa a necessidade de concessão de
licença para localização e funcionamento de torres de transmissão,
sendo irregular a instalação sem o devido alvará de execução.
Posteriormente, sobreveio a Lei 13.756/04, que dispôs sobre a
instalação de Estação Rádio Base ERB no Município de São Paulo,
estabelecendo regras de edificação, uso e ocupação do solo.
O art. 29 da citada lei determinou que ‘as Estações Rádio-Base
instaladas em desconformidade com as disposições desta lei deverão a
ela adequar-se no prazo de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias,
contado da data da publicação do respectivo decreto regulamentar,
podendo o prazo ser prorrogado por igual período, a critério do
Executivo. E o art. 26 do Decreto nº 44.944, de 30 de junho de 2004
repete a mesma disposição legal’.
Portanto, a instalação ora impugnada deverá adequar-se às
disposições da Lei nº 13.756/04, inexistindo direito adquirido a
continuar em uma situação irregular.
Neste ponto, cumpre observar que não há a alegada
retroatividade da lei municipal, violando ato jurídico perfeito ou
direito adquirido da requerida, pois se trata de ilícito administrativo,
sendo certo que a lei superveniente não sofre, no caso, nenhuma
restrição quanto à sua eficácia, tendo em vista que o ato ilegal, que se
mantém desde 2.000, não adquiriu qualquer tipo de proteção da ordem
jurídica, não havendo que se falar em direito adquirido à situação
irregular.” (Fls. 90-91 do doc. 3).
Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão
recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos
autos e a análise da legislação infraconstitucional local pertinente, o que
atrai a incidência das Súmulas nº 279 e nº 280 desta Corte.
Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 886492 AGR / SP
infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a
teor da Súmula nº 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a
direito local não cabe recurso extraordinário”.
Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso
extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no
contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida
pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo
restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de
direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279/STF de seguinte teor,
verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
Nesse sentido, transcrevo os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO.
OBRA
EM
LOGRADOURO MUNICIPAL SEM AUTORIZAÇÃO. MULTA.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL
LOCAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULAS Nº 279 E Nº 280 DO
STF. PREQUESTIONAMENTO. ALEGAÇÃO TARDIA.
INVIABILIDADE. 1. A multa decorrente do uso e ocupação do solo
urbano sem autorização administrativa, nas hipóteses em que sub
judice sua regularidade, encerra a análise de norma
infraconstitucional local e o reexame do conjunto fático-probatório dos
autos. 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário,
a teor do Enunciado da Súmula nº 280 do Supremo Tribunal Federal,
verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. 3.
O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
4. O prequestionamento da questão constitucional é requisito
indispensável à admissão do recurso extraordinário. A Súmula nº 282
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 886492 AGR / SP
infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a
teor da Súmula nº 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a
direito local não cabe recurso extraordinário”.
Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso
extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no
contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida
pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo
restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de
direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279/STF de seguinte teor,
verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
Nesse sentido, transcrevo os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO.
OBRA
EM
LOGRADOURO MUNICIPAL SEM AUTORIZAÇÃO. MULTA.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL
LOCAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULAS Nº 279 E Nº 280 DO
STF. PREQUESTIONAMENTO. ALEGAÇÃO TARDIA.
INVIABILIDADE. 1. A multa decorrente do uso e ocupação do solo
urbano sem autorização administrativa, nas hipóteses em que sub
judice sua regularidade, encerra a análise de norma
infraconstitucional local e o reexame do conjunto fático-probatório dos
autos. 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário,
a teor do Enunciado da Súmula nº 280 do Supremo Tribunal Federal,
verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. 3.
O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
4. O prequestionamento da questão constitucional é requisito
indispensável à admissão do recurso extraordinário. A Súmula nº 282
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 886492 AGR / SP
do STF dispõe, verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário,
quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal
suscitada’. 5. A alegação tardia da matéria constitucional, só suscitada
em sede de embargos de declaração, não supre o requisito do
prequestionamento. Precedentes: ARE 693.333-AgR, Rel. Min.
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 19/9/2012, e AI 738.152-
AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de
8/11/2012. 6. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘Administrativo -
Ação de nulidade de autuações e cautelar afim - Obras em logradouro
público sem autorização administrativa - Instalação de rede de fibra
ótica com vistas a serviço de telefonia – Autuações municipais válidas
- Formalidades observadas - Exorbitância das multas, todavia - Poder
regulamentar que não pode extrapolar a lei - Redução - Procedência
parcial decretada, no lugar da improcedência - Processo cautelar
extinto, em não persistindo o interesse processual – Recurso dos autos
principais provido em parte, desacolhido o da cautelar, com alteração
do dispositivo sentencial e rejeitada a preliminar.’ 7. Agravo
regimental DESPROVIDO.” (AI 698.106-AgR, Rel. Min. Luiz Fux,
Primeira Turma, DJe de 26/5/2015).
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Administrativo.
Construção em área pública. Legislação local. Reexame de fatos e
provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo
Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2.
Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e
o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas
nºs 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido." (ARE
718.301-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de
1º/8/2014).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
4
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ARE 886492 AGR / SP
do STF dispõe, verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário,
quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal
suscitada’. 5. A alegação tardia da matéria constitucional, só suscitada
em sede de embargos de declaração, não supre o requisito do
prequestionamento. Precedentes: ARE 693.333-AgR, Rel. Min.
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 19/9/2012, e AI 738.152-
AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de
8/11/2012. 6. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘Administrativo -
Ação de nulidade de autuações e cautelar afim - Obras em logradouro
público sem autorização administrativa - Instalação de rede de fibra
ótica com vistas a serviço de telefonia – Autuações municipais válidas
- Formalidades observadas - Exorbitância das multas, todavia - Poder
regulamentar que não pode extrapolar a lei - Redução - Procedência
parcial decretada, no lugar da improcedência - Processo cautelar
extinto, em não persistindo o interesse processual – Recurso dos autos
principais provido em parte, desacolhido o da cautelar, com alteração
do dispositivo sentencial e rejeitada a preliminar.’ 7. Agravo
regimental DESPROVIDO.” (AI 698.106-AgR, Rel. Min. Luiz Fux,
Primeira Turma, DJe de 26/5/2015).
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Administrativo.
Construção em área pública. Legislação local. Reexame de fatos e
provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo
Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2.
Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e
o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas
nºs 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido." (ARE
718.301-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de
1º/8/2014).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
4
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.492
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : CLARO S/A
ADV.(A/S) : ANA PAULA PUENTE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.492
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : CLARO S/A
ADV.(A/S) : ANA PAULA PUENTE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9068774
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-07T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
|
sjur314307
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279, SÚMULA 280)
AI 698106 AgR (1ªT), ARE 718301 AgR (1ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 13/08/2015, BMP.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
886492
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-MUN LEI-011228 ANO-1992\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, SP\n\n",
"LEG-MUN LEI-013756 ANO-2004\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, SP"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 886492 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : CLARO S/A
ADV.(A/S) : ANA PAULA PUENTE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.492 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CLARO S/A
ADV.(A/S)
:ANA PAULA PUENTE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
REMOÇÃO DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE. NECESSIDADE DE
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.492 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CLARO S/A
ADV.(A/S)
:ANA PAULA PUENTE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pela CLARO S/A contra decisão que prolatei, assim
ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COM AGRAVO.
CONSTITUCIONAL. REMOÇÃO DE ESTAÇÃO RÁDIO-
BASE.
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. OFENSA REFLEXA.
SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO
DESPROVIDO.”
Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente
recurso, alegando, em síntese:
“Conforme já apontado, a discussão dos autos é completa e
diametralmente oposta ao disposto na súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, já que, a
discussão é exatamente sobre a inconstitucionalidade e ilegalidade da
aplicação lei municipal, utilizada como base da decisão recorrida.
Ou seja, o que se busca não é efetivamente a análise de ofensa ao
disposto em lei local pela decisão recorrida, que é vedado pela referida
súmula, mas sim, a ofensa ao texto Constitucional e Lei Federal, pela
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.492 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CLARO S/A
ADV.(A/S)
:ANA PAULA PUENTE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pela CLARO S/A contra decisão que prolatei, assim
ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COM AGRAVO.
CONSTITUCIONAL. REMOÇÃO DE ESTAÇÃO RÁDIO-
BASE.
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. OFENSA REFLEXA.
SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO
DESPROVIDO.”
Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente
recurso, alegando, em síntese:
“Conforme já apontado, a discussão dos autos é completa e
diametralmente oposta ao disposto na súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, já que, a
discussão é exatamente sobre a inconstitucionalidade e ilegalidade da
aplicação lei municipal, utilizada como base da decisão recorrida.
Ou seja, o que se busca não é efetivamente a análise de ofensa ao
disposto em lei local pela decisão recorrida, que é vedado pela referida
súmula, mas sim, a ofensa ao texto Constitucional e Lei Federal, pela
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
ARE 886492 AGR / SP
errônea aplicação de lei local, que redundou em ofensa a garantia
constitucional e legal do direito adquirido.
Fora expressamente apontada, a inaplicabilidade da Lei
Municipal n 13.756/2004, em razão da estação rádio base ter sido
instalada ANTES da vigência da legislação citada, situação
expressamente constante do acórdão recorrido. Em vista disso, houve
afronta ao princípio da irretroatividade da lei e ainda, ao artigo 6... da
Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, pois fez incidir lei
nova a fatos pretéritos, em confronto com ao inciso XXXVI do artigo
5. da Constituição Federal, e artigo 6. LINDB, o que desafia o
manejo do Recurso Extraordinário.” (Fl. 3 do doc. 7).
É o relatório.
2
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ARE 886492 AGR / SP
errônea aplicação de lei local, que redundou em ofensa a garantia
constitucional e legal do direito adquirido.
Fora expressamente apontada, a inaplicabilidade da Lei
Municipal n 13.756/2004, em razão da estação rádio base ter sido
instalada ANTES da vigência da legislação citada, situação
expressamente constante do acórdão recorrido. Em vista disso, houve
afronta ao princípio da irretroatividade da lei e ainda, ao artigo 6... da
Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, pois fez incidir lei
nova a fatos pretéritos, em confronto com ao inciso XXXVI do artigo
5. da Constituição Federal, e artigo 6. LINDB, o que desafia o
manejo do Recurso Extraordinário.” (Fl. 3 do doc. 7).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.492 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida por seus próprios fundamentos.
Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com
apoio no acervo fático-probatório dos autos e na legislação
infraconstitucional local, entendeu que não houve a retroatividade da Lei
Municipal n 13.756/2004, uma vez que a instalação da estação de rádio
base ocorreu sem o alvará de execução previsto na Lei Municipal n
11.228/1992.
Destaco passagem ilustrativa do acórdão:
“A BCP S.A. instalou a Estação de Rádio Base na Rua Castro
Lopes, esquina com a Rua Padre Lindolfo Esteves, M'Boi Mirim, em
2.000, sem o devido alvará de execução, com fundamento na Lei
Municipal n 11.228/92, que permitia que, 'escoado o prazo para
decisão de processo de Alvará de Aprovação, poderá ser requerido
Alvará de Execução. Decorridos 30 (trinta) dias deste requerimento,
sem decisão no processo de alvará de Aprovação, a obra poderá ser
iniciada, sendo de inteira responsabilidade do proprietário e
profissional envolvidos a eventual adequação da obra às posturas
municipais' (art. 4.2.3).
Desta forma, em razão da inércia da Administração em
examinar os pedidos de alvarás de aprovação e execução solicitados
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.492 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida por seus próprios fundamentos.
Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com
apoio no acervo fático-probatório dos autos e na legislação
infraconstitucional local, entendeu que não houve a retroatividade da Lei
Municipal n 13.756/2004, uma vez que a instalação da estação de rádio
base ocorreu sem o alvará de execução previsto na Lei Municipal n
11.228/1992.
Destaco passagem ilustrativa do acórdão:
“A BCP S.A. instalou a Estação de Rádio Base na Rua Castro
Lopes, esquina com a Rua Padre Lindolfo Esteves, M'Boi Mirim, em
2.000, sem o devido alvará de execução, com fundamento na Lei
Municipal n 11.228/92, que permitia que, 'escoado o prazo para
decisão de processo de Alvará de Aprovação, poderá ser requerido
Alvará de Execução. Decorridos 30 (trinta) dias deste requerimento,
sem decisão no processo de alvará de Aprovação, a obra poderá ser
iniciada, sendo de inteira responsabilidade do proprietário e
profissional envolvidos a eventual adequação da obra às posturas
municipais' (art. 4.2.3).
Desta forma, em razão da inércia da Administração em
examinar os pedidos de alvarás de aprovação e execução solicitados
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 886492 AGR / SP
pela recorrente, a instalação da estação rádio base ocorreu, sem os
respectivos alvarás.
Todavia, ao contrário do que defende a apelante, a omissão
administrativa não gera efeito positivo ao administrado.
A legislação acima citada previa a necessidade de concessão de
licença para localização e funcionamento de torres de transmissão,
sendo irregular a instalação sem o devido alvará de execução.
Posteriormente, sobreveio a Lei 13.756/04, que dispôs sobre a
instalação de Estação Rádio Base ERB no Município de São Paulo,
estabelecendo regras de edificação, uso e ocupação do solo.
O art. 29 da citada lei determinou que ‘as Estações Rádio-Base
instaladas em desconformidade com as disposições desta lei deverão a
ela adequar-se no prazo de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias,
contado da data da publicação do respectivo decreto regulamentar,
podendo o prazo ser prorrogado por igual período, a critério do
Executivo. E o art. 26 do Decreto n 44.944, de 30 de junho de 2004
repete a mesma disposição legal’.
Portanto, a instalação ora impugnada deverá adequar-se às
disposições da Lei n 13.756/04, inexistindo direito adquirido a
continuar em uma situação irregular.
Neste ponto, cumpre observar que não há a alegada
retroatividade da lei municipal, violando ato jurídico perfeito ou
direito adquirido da requerida, pois se trata de ilícito administrativo,
sendo certo que a lei superveniente não sofre, no caso, nenhuma
restrição quanto à sua eficácia, tendo em vista que o ato ilegal, que se
mantém desde 2.000, não adquiriu qualquer tipo de proteção da ordem
jurídica, não havendo que se falar em direito adquirido à situação
irregular.” (Fls. 90-91 do doc. 3).
Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão
recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos
autos e a análise da legislação infraconstitucional local pertinente, o que
atrai a incidência das Súmulas n 279 e n 280 desta Corte.
Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 886492 AGR / SP
pela recorrente, a instalação da estação rádio base ocorreu, sem os
respectivos alvarás.
Todavia, ao contrário do que defende a apelante, a omissão
administrativa não gera efeito positivo ao administrado.
A legislação acima citada previa a necessidade de concessão de
licença para localização e funcionamento de torres de transmissão,
sendo irregular a instalação sem o devido alvará de execução.
Posteriormente, sobreveio a Lei 13.756/04, que dispôs sobre a
instalação de Estação Rádio Base ERB no Município de São Paulo,
estabelecendo regras de edificação, uso e ocupação do solo.
O art. 29 da citada lei determinou que ‘as Estações Rádio-Base
instaladas em desconformidade com as disposições desta lei deverão a
ela adequar-se no prazo de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias,
contado da data da publicação do respectivo decreto regulamentar,
podendo o prazo ser prorrogado por igual período, a critério do
Executivo. E o art. 26 do Decreto n 44.944, de 30 de junho de 2004
repete a mesma disposição legal’.
Portanto, a instalação ora impugnada deverá adequar-se às
disposições da Lei n 13.756/04, inexistindo direito adquirido a
continuar em uma situação irregular.
Neste ponto, cumpre observar que não há a alegada
retroatividade da lei municipal, violando ato jurídico perfeito ou
direito adquirido da requerida, pois se trata de ilícito administrativo,
sendo certo que a lei superveniente não sofre, no caso, nenhuma
restrição quanto à sua eficácia, tendo em vista que o ato ilegal, que se
mantém desde 2.000, não adquiriu qualquer tipo de proteção da ordem
jurídica, não havendo que se falar em direito adquirido à situação
irregular.” (Fls. 90-91 do doc. 3).
Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão
recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos
autos e a análise da legislação infraconstitucional local pertinente, o que
atrai a incidência das Súmulas n 279 e n 280 desta Corte.
Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
2
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9047308.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 886492 AGR / SP
infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a
teor da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a
direito local não cabe recurso extraordinário”.
Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso
extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no
contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida
pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo
restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de
direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor,
verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
Nesse sentido, transcrevo os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO.
OBRA
EM
LOGRADOURO MUNICIPAL SEM AUTORIZAÇÃO. MULTA.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL
LOCAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULAS n 279 E n 280 DO
Supremo Tribunal Federal. PREQUESTIONAMENTO. ALEGAÇÃO TARDIA.
INVIABILIDADE. 1. A multa decorrente do uso e ocupação do solo
urbano sem autorização administrativa, nas hipóteses em que sub
judice sua regularidade, encerra a análise de norma
infraconstitucional local e o reexame do conjunto fático-probatório dos
autos. 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário,
a teor do Enunciado da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal,
verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. 3.
O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
4. O prequestionamento da questão constitucional é requisito
indispensável à admissão do recurso extraordinário. A Súmula n 282
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 886492 AGR / SP
infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a
teor da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a
direito local não cabe recurso extraordinário”.
Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso
extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no
contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida
pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo
restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de
direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor,
verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
Nesse sentido, transcrevo os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO.
OBRA
EM
LOGRADOURO MUNICIPAL SEM AUTORIZAÇÃO. MULTA.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL
LOCAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULAS n 279 E n 280 DO
Supremo Tribunal Federal. PREQUESTIONAMENTO. ALEGAÇÃO TARDIA.
INVIABILIDADE. 1. A multa decorrente do uso e ocupação do solo
urbano sem autorização administrativa, nas hipóteses em que sub
judice sua regularidade, encerra a análise de norma
infraconstitucional local e o reexame do conjunto fático-probatório dos
autos. 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário,
a teor do Enunciado da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal,
verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. 3.
O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
4. O prequestionamento da questão constitucional é requisito
indispensável à admissão do recurso extraordinário. A Súmula n 282
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 886492 AGR / SP
do Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário,
quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal
suscitada’. 5. A alegação tardia da matéria constitucional, só suscitada
em sede de embargos de declaração, não supre o requisito do
prequestionamento. Precedentes: ARE 693.333-AgR, Rel. Min.
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 19/9/2012, e AI 738.152-
AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de
8/11/2012. 6. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘Administrativo -
Ação de nulidade de autuações e cautelar afim - Obras em logradouro
público sem autorização administrativa - Instalação de rede de fibra
ótica com vistas a serviço de telefonia – Autuações municipais válidas
- Formalidades observadas - Exorbitância das multas, todavia - Poder
regulamentar que não pode extrapolar a lei - Redução - Procedência
parcial decretada, no lugar da improcedência - Processo cautelar
extinto, em não persistindo o interesse processual – Recurso dos autos
principais provido em parte, desacolhido o da cautelar, com alteração
do dispositivo sentencial e rejeitada a preliminar.’ 7. Agravo
regimental DESPROVIDO.” (AI 698.106-AgR, Rel. Min. Luiz Fux,
Primeira Turma, DJe de 26/5/2015).
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Administrativo.
Construção em área pública. Legislação local. Reexame de fatos e
provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo
Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2.
Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e
o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas
ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido." (ARE
718.301-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de
1.../8/2014).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 886492 AGR / SP
do Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário,
quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal
suscitada’. 5. A alegação tardia da matéria constitucional, só suscitada
em sede de embargos de declaração, não supre o requisito do
prequestionamento. Precedentes: ARE 693.333-AgR, Rel. Min.
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 19/9/2012, e AI 738.152-
AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de
8/11/2012. 6. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘Administrativo -
Ação de nulidade de autuações e cautelar afim - Obras em logradouro
público sem autorização administrativa - Instalação de rede de fibra
ótica com vistas a serviço de telefonia – Autuações municipais válidas
- Formalidades observadas - Exorbitância das multas, todavia - Poder
regulamentar que não pode extrapolar a lei - Redução - Procedência
parcial decretada, no lugar da improcedência - Processo cautelar
extinto, em não persistindo o interesse processual – Recurso dos autos
principais provido em parte, desacolhido o da cautelar, com alteração
do dispositivo sentencial e rejeitada a preliminar.’ 7. Agravo
regimental DESPROVIDO.” (AI 698.106-AgR, Rel. Min. Luiz Fux,
Primeira Turma, DJe de 26/5/2015).
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Administrativo.
Construção em área pública. Legislação local. Reexame de fatos e
provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo
Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2.
Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e
o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas
ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido." (ARE
718.301-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de
1.../8/2014).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.492
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : CLARO S/A
ADV.(A/S) : ANA PAULA PUENTE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.492
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : CLARO S/A
ADV.(A/S) : ANA PAULA PUENTE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886 . 492",
"SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 886492 AGR / SP",
"ARE 886492 AGR / SP",
"ARE 886492",
"Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS n 279",
"Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 282 3 Supremo Tribunal Federal",
"ARE 886492 AGR / SP",
"Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS n 279",
"Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 282 3 Supremo Tribunal Federal",
"ARE 886492 AGR / SP",
"ARE 693 . 333 - AgR",
"AI 738 . 152 - AgR",
"AI 698 . 106 - AgR",
"Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 718 . 301 - AgR",
"ARE 886492 AGR / SP",
"ARE 693 . 333 - AgR",
"AI 738 . 152 - AgR",
"AI 698 . 106 - AgR",
"Súmulas ns 280",
"ARE 718 . 301 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"texto",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Municipal n 13 . 756 / 2004",
"artigo 6 . . . da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro",
"inciso XXXVI do artigo 5 . da Constituição Federal",
"artigo 6 . LINDB",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Municipal n 13 . 756 / 2004",
"artigo 6 . . . da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro",
"inciso XXXVI do artigo 5 . da Constituição Federal",
"artigo 6 . LINDB",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Municipal n 13 . 756 / 2004",
"Lei Municipal n 11 . 228 / 1992",
"Lei Municipal n 11 . 228 / 92",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Municipal n",
"/",
"2004",
"Lei Municipal n 11 . 228 / 1992",
"Lei Municipal n 11 . 228 / 92",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 13 . 756 / 04",
"art . 26 do Decreto n 44 . 944",
"Lei n 13 . 756 / 04",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 13 . 756 / 04",
"art . 26 do Decreto n 44 . 944",
"Lei n 13 . 756 / 04",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Rua Castro Lopes",
"Rua Padre Lindolfo Esteves",
"M",
"'",
"Boi Mirim",
"000",
"SÃO PAULO",
"Rua Castro Lopes",
"Rua Padre Lindolfo Esteves",
"M",
"'",
"Boi Mirim",
"Município de São Paulo",
"Município de São Paulo",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"CLARO S / A",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"MUNICÍPIO DE SÃO",
"CLARO S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"CLARO S / A",
"CLARO S / A",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
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"BCP S . A .",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BCP S . A .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"CLARO S / A",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CLARO S / A",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"ANA PAULA PUENTE",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"ANA PAULA PUENTE",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"ANA PAULA",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX ARE",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"ANA PAULA PUENTE",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"ANA PAULA",
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"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
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"23",
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"2015",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
"06",
"/",
"2015",
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"08",
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"2015",
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".",
"000",
"24",
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"08",
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"2001",
"30 de junho de 2004",
"2",
".",
"000",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"30 de junho de 2004",
"2",
".",
"000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
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"24",
"/",
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"/",
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"/",
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"8",
"/",
"11",
"/",
"2012",
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"/",
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"/",
"2015",
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".",
".",
".",
"/",
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"19",
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"9",
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"11",
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"2012",
"26",
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"5",
"/",
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"1",
".",
".",
".",
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"/",
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"/",
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".",
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".",
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"/",
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".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 840.592 CEARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:IASKARO MOREIRA RODRIGUES
ADV.(A/S)
:REGINALDO PATRÍCIO DE SOUSA
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL
EM AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
CONCURSO PÚBLICO. IDADE LIMITE NÃO ALCANÇADA NA DATA
DA INSCRIÇÃO. DEMORA E DESÍDIA DA ADMINISTRAÇÃO PARA O
PROSSEGUIMENTO DO CERTAME. IRRAZOABILIDADE DA
EXCLUSÃO DO CANDIDATO.
1. O Supremo Tribunal Federal possui jurisprudência no sentido de
que o limite de idade, quando regularmente fixado em lei e no edital de
determinado concurso público, há de ser comprovado no momento da
inscrição do certame. Precedente.
2. Hipótese em que o Tribunal de origem assentou que o recorrido,
na data da inscrição preenchia o requisito de idade previsto no edital e,
em razão da desídia da Administração Pública, alcançou a idade limite.
Irrazoabilidade da exclusão do candidato, tendo em conta a
impossibilidade de se antever a data em que será realizada a fase fixada
como parâmetro para aferição do requisito da idade.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 840592 AGR / CE
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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ARE 840592 AGR / CE
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 840.592 CEARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:IASKARO MOREIRA RODRIGUES
ADV.(A/S)
:REGINALDO PATRÍCIO DE SOUSA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo
em vista que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem está alinhado
com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
2.
A parte agravante sustenta que a lei estadual “dispõe acerca
do momento da comprovação da idade máxima para participação do concurso
para provimento de cargos de Soldado da PM/CE”. Afirma que, uma vez
demonstrada a previsão legal, não há que se lançar mão de interpretação
mais razoável da norma em face de suposta demora no certame.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 840.592 CEARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:IASKARO MOREIRA RODRIGUES
ADV.(A/S)
:REGINALDO PATRÍCIO DE SOUSA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo
em vista que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem está alinhado
com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
2.
A parte agravante sustenta que a lei estadual “dispõe acerca
do momento da comprovação da idade máxima para participação do concurso
para provimento de cargos de Soldado da PM/CE”. Afirma que, uma vez
demonstrada a previsão legal, não há que se lançar mão de interpretação
mais razoável da norma em face de suposta demora no certame.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 840.592 CEARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. Veja-se o seguinte
trecho de ementa:
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL.
AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL.
CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NO CARGO
DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO CEARÁ. CURSO
DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL. IDADE LIMITE DE 30
ANOS. NO MOMENTO DA INSCRIÇÃO DO
CONCURSO E DA MATRÍCULA DO PRIMEIRO CURSO
DE FORMAÇÃO POSSUÍA A IDADE PREVISTA NO
EDITAL. DEMORA E DESÍDIA DA ADMINISTRAÇÃO
PARA O PROSSEGUIMENTO DO CERTAME.
APLICAÇÃO
DOS
PRINCÍPIOS
DA
PROPORCIONALIDADE E DA RAZOABILIDADE.
POSSIBILIDADE DE NOMEAÇÃO E POSSO DO
CANDIDATO. PRECEDENTES DESTA CORTE DE
JUSTIÇA.
O recurso não merece acolhida . De início, nota-se que é
firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido
de que é possível a imposição de limite de idade para inscrição
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 840.592 CEARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. Veja-se o seguinte
trecho de ementa:
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL.
AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL.
CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NO CARGO
DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO CEARÁ. CURSO
DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL. IDADE LIMITE DE 30
ANOS. NO MOMENTO DA INSCRIÇÃO DO
CONCURSO E DA MATRÍCULA DO PRIMEIRO CURSO
DE FORMAÇÃO POSSUÍA A IDADE PREVISTA NO
EDITAL. DEMORA E DESÍDIA DA ADMINISTRAÇÃO
PARA O PROSSEGUIMENTO DO CERTAME.
APLICAÇÃO
DOS
PRINCÍPIOS
DA
PROPORCIONALIDADE E DA RAZOABILIDADE.
POSSIBILIDADE DE NOMEAÇÃO E POSSO DO
CANDIDATO. PRECEDENTES DESTA CORTE DE
JUSTIÇA.
O recurso não merece acolhida . De início, nota-se que é
firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido
de que é possível a imposição de limite de idade para inscrição
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 840592 AGR / CE
em concurso público, desde que haja anterior previsão legal e
que a exigência seja razoável diante das atribuições do cargo
público. Nessa linha, no julgamento do RE 678.112-RG, julgado
sob a relatoria do Ministro Luiz Fux, foi reconhecida a
repercussão geral da matéria e reafirmada a jurisprudência no
sentido de que o estabelecimento de limite de idade para inscrição em
concurso público apenas é legítimo quando justificado pela natureza
das atribuições do cargo a ser preenchido . Veja-se a ementa do ARE
696.304-AgR, julgado sob relatoria da Ministra Rosa Weber:
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO. POLICIAL CIVIL. LIMITE DE IDADE.
PREVISÃO EM LEI ESPECÍFICA. LEGITIMIDADE.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 683/STF. INCIDÊNCIA DA
LEI
COMPLEMENTAR
ESTADUAL
113/2010.
SUPRESSÃO DA EXIGÊNCIA. EFEITOS RETROATIVOS:
IMPOSSIBILIDADE.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 16.3.2012.
A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido da
legitimidade da imposição de limite de idade para
inscrição em concurso público, quando previsto em lei,
tendo em vista a natureza das atribuições do cargo a ser
preenchido. Aplicação da Súmula 683/STF.
A Lei Complementar Estadual 113/2010 não pode
retroagir para ser aplicada a concurso público realizado
antes de sua vigência.
Agravo regimental conhecido e não provido.
Do mesmo modo, prevalece nesta Corte a orientação de
que o limite de idade, quando regularmente fixado em lei e no
edital de determinado concurso público, há de ser comprovado
no momento da inscrição do certame, tendo em conta a
impossibilidade de se antever a data em que será realizada a
fase fixada como parâmetro para aferição do requisito da idade.
Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 721.339-AgR, julgado sob
a relatoria do Ministro Gilmar Mendes:
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ARE 840592 AGR / CE
em concurso público, desde que haja anterior previsão legal e
que a exigência seja razoável diante das atribuições do cargo
público. Nessa linha, no julgamento do RE 678.112-RG, julgado
sob a relatoria do Ministro Luiz Fux, foi reconhecida a
repercussão geral da matéria e reafirmada a jurisprudência no
sentido de que o estabelecimento de limite de idade para inscrição em
concurso público apenas é legítimo quando justificado pela natureza
das atribuições do cargo a ser preenchido . Veja-se a ementa do ARE
696.304-AgR, julgado sob relatoria da Ministra Rosa Weber:
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO. POLICIAL CIVIL. LIMITE DE IDADE.
PREVISÃO EM LEI ESPECÍFICA. LEGITIMIDADE.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 683/STF. INCIDÊNCIA DA
LEI
COMPLEMENTAR
ESTADUAL
113/2010.
SUPRESSÃO DA EXIGÊNCIA. EFEITOS RETROATIVOS:
IMPOSSIBILIDADE.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 16.3.2012.
A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido da
legitimidade da imposição de limite de idade para
inscrição em concurso público, quando previsto em lei,
tendo em vista a natureza das atribuições do cargo a ser
preenchido. Aplicação da Súmula 683/STF.
A Lei Complementar Estadual 113/2010 não pode
retroagir para ser aplicada a concurso público realizado
antes de sua vigência.
Agravo regimental conhecido e não provido.
Do mesmo modo, prevalece nesta Corte a orientação de
que o limite de idade, quando regularmente fixado em lei e no
edital de determinado concurso público, há de ser comprovado
no momento da inscrição do certame, tendo em conta a
impossibilidade de se antever a data em que será realizada a
fase fixada como parâmetro para aferição do requisito da idade.
Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 721.339-AgR, julgado sob
a relatoria do Ministro Gilmar Mendes:
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 840592 AGR / CE
Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público.
Limite etário para participação de curso de formação da
Polícia Militar do Estado do Ceará. Impossibilidade de
dimensionar o período transcorrido entre a abertura das
inscrições do concurso e a efetiva homologação. A
comprovação da idade deve dar-se no momento da
inscrição. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes
de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a
que se nega provimento.
A decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do
Ceará não diverge desse entendimento.”
2.
Ressalta-se que, na hipótese, conforme assentado pelo
Tribunal de origem, o recorrido preenchia o requisito de idade previsto
no edital na data da inscrição e, em razão da desídia da Administração
Pública, alcançou a idade limite. Veja-se o seguinte trecho do voto
condutor do acórdão recorrido:
“O que se observa no pretenso caso é que a demora da
Administração Pública em convocar a segunda turma do Curso
de Formação Profissional, a qual o apelado estava incluído,
acabou fazendo com que este alcançasse a idade limite prevista
no edital, não podendo, assim, ser considerado razoável e
proporcional que o autor possa ser prejudicado por algo que
não deu causa.
Ora, o atraso da Administração Pública em dar andamento
ao concurso público não era fato previsível no momento da
publicação do edital, de modo que os candidatos que
preenchiam os requisitos no início do certame não podem ser
penalizados por circunstâncias alheias.
Entendimento diverso do ora proposto levaria a imediato
prejuízo ao apelado em decorrência da demora da
Administração Pública em proceder a todas as fases do
3
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ARE 840592 AGR / CE
Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público.
Limite etário para participação de curso de formação da
Polícia Militar do Estado do Ceará. Impossibilidade de
dimensionar o período transcorrido entre a abertura das
inscrições do concurso e a efetiva homologação. A
comprovação da idade deve dar-se no momento da
inscrição. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes
de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a
que se nega provimento.
A decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do
Ceará não diverge desse entendimento.”
2.
Ressalta-se que, na hipótese, conforme assentado pelo
Tribunal de origem, o recorrido preenchia o requisito de idade previsto
no edital na data da inscrição e, em razão da desídia da Administração
Pública, alcançou a idade limite. Veja-se o seguinte trecho do voto
condutor do acórdão recorrido:
“O que se observa no pretenso caso é que a demora da
Administração Pública em convocar a segunda turma do Curso
de Formação Profissional, a qual o apelado estava incluído,
acabou fazendo com que este alcançasse a idade limite prevista
no edital, não podendo, assim, ser considerado razoável e
proporcional que o autor possa ser prejudicado por algo que
não deu causa.
Ora, o atraso da Administração Pública em dar andamento
ao concurso público não era fato previsível no momento da
publicação do edital, de modo que os candidatos que
preenchiam os requisitos no início do certame não podem ser
penalizados por circunstâncias alheias.
Entendimento diverso do ora proposto levaria a imediato
prejuízo ao apelado em decorrência da demora da
Administração Pública em proceder a todas as fases do
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 840592 AGR / CE
concurso, possibilitando apenas àquelas pessoas com idade
bem inferior ao limite estipulado no edital a submissão ao
certame.
Cabe, então, colocar-se em confronto o direito subjetivo do
ora recorrido, nas circunstâncias acima, e o legítimo interesse da
Administração Pública de recrutar, por concurso, pessoas
jovens e habilitadas, nos termos da lei e do edital, ao
desempenho das funções de soldado da Polícia Militar.
3.
Com efeito, nessas condições, não é razoável a exclusão do
candidato, ora recorrido, tendo em conta a impossibilidade de se antever
a data em que será realizada a fase fixada como parâmetro para aferição
do requisito da idade.
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 840592 AGR / CE
concurso, possibilitando apenas àquelas pessoas com idade
bem inferior ao limite estipulado no edital a submissão ao
certame.
Cabe, então, colocar-se em confronto o direito subjetivo do
ora recorrido, nas circunstâncias acima, e o legítimo interesse da
Administração Pública de recrutar, por concurso, pessoas
jovens e habilitadas, nos termos da lei e do edital, ao
desempenho das funções de soldado da Polícia Militar.
3.
Com efeito, nessas condições, não é razoável a exclusão do
candidato, ora recorrido, tendo em conta a impossibilidade de se antever
a data em que será realizada a fase fixada como parâmetro para aferição
do requisito da idade.
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 840.592
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : IASKARO MOREIRA RODRIGUES
ADV.(A/S) : REGINALDO PATRÍCIO DE SOUSA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045746
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 840.592
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : IASKARO MOREIRA RODRIGUES
ADV.(A/S) : REGINALDO PATRÍCIO DE SOUSA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045746
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9069326
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-10T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. IDADE LIMITE NÃO ALCANÇADA NA DATA DA INSCRIÇÃO. DEMORA E DESÍDIA DA ADMINISTRAÇÃO PARA O PROSSEGUIMENTO DO CERTAME. IRRAZOABILIDADE DA EXCLUSÃO DO CANDIDATO.
1. O Supremo Tribunal Federal possui jurisprudência no sentido de que o limite de idade, quando regularmente fixado em lei e no edital de determinado concurso público, há de ser comprovado no momento da inscrição do certame. Precedente.
2. Hipótese em que o Tribunal de origem assentou que o recorrido, na data da inscrição preenchia o requisito de idade previsto no edital e, em razão da desídia da Administração Pública, alcançou a idade limite. Irrazoabilidade da exclusão do candidato, tendo em conta a impossibilidade de se antever a data em que será realizada a fase fixada como parâmetro para aferição do requisito da idade.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur314538
|
Número de páginas: 8.
Análise: 12/08/2015, MAD.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
840592
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 840592 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : IASKARO MOREIRA RODRIGUES
ADV.(A/S) : REGINALDO PATRÍCIO DE SOUSA
|
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Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 840.592 CEARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:IASKARO MOREIRA RODRIGUES
ADV.(A/S)
:REGINALDO PATRÍCIO DE SOUSA
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL
EM AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
CONCURSO PÚBLICO. IDADE LIMITE NÃO ALCANÇADA NA DATA
DA INSCRIÇÃO. DEMORA E DESÍDIA DA ADMINISTRAÇÃO PARA O
PROSSEGUIMENTO DO CERTAME. IRRAZOABILIDADE DA
EXCLUSÃO DO CANDIDATO.
1. O Supremo Tribunal Federal possui jurisprudência no sentido de
que o limite de idade, quando regularmente fixado em lei e no edital de
determinado concurso público, há de ser comprovado no momento da
inscrição do certame. Precedente.
2. Hipótese em que o Tribunal de origem assentou que o recorrido,
na data da inscrição preenchia o requisito de idade previsto no edital e,
em razão da desídia da Administração Pública, alcançou a idade limite.
Irrazoabilidade da exclusão do candidato, tendo em conta a
impossibilidade de se antever a data em que será realizada a fase fixada
como parâmetro para aferição do requisito da idade.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8766023.
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ARE 840592 AGR / CE
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8766023.
Supremo Tribunal Federal
ARE 840592 AGR / CE
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8766023.
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AGTE.(S)
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PROC.(A/S)(ES)
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:REGINALDO PATRÍCIO DE SOUSA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo
em vista que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem está alinhado
com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
2.
A parte agravante sustenta que a lei estadual “dispõe acerca
do momento da comprovação da idade máxima para participação do concurso
para provimento de cargos de Soldado da PM/CE”. Afirma que, uma vez
demonstrada a previsão legal, não há que se lançar mão de interpretação
mais razoável da norma em face de suposta demora no certame.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8766024.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 840.592 CEARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:IASKARO MOREIRA RODRIGUES
ADV.(A/S)
:REGINALDO PATRÍCIO DE SOUSA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo
em vista que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem está alinhado
com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
2.
A parte agravante sustenta que a lei estadual “dispõe acerca
do momento da comprovação da idade máxima para participação do concurso
para provimento de cargos de Soldado da PM/CE”. Afirma que, uma vez
demonstrada a previsão legal, não há que se lançar mão de interpretação
mais razoável da norma em face de suposta demora no certame.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 840.592 CEARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. Veja-se o seguinte
trecho de ementa:
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL.
AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL.
CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NO CARGO
DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO CEARÁ. CURSO
DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL. IDADE LIMITE DE 30
ANOS. NO MOMENTO DA INSCRIÇÃO DO
CONCURSO E DA MATRÍCULA DO PRIMEIRO CURSO
DE FORMAÇÃO POSSUÍA A IDADE PREVISTA NO
EDITAL. DEMORA E DESÍDIA DA ADMINISTRAÇÃO
PARA O PROSSEGUIMENTO DO CERTAME.
APLICAÇÃO
DOS
PRINCÍPIOS
DA
PROPORCIONALIDADE E DA RAZOABILIDADE.
POSSIBILIDADE DE NOMEAÇÃO E POSSO DO
CANDIDATO. PRECEDENTES DESTA CORTE DE
JUSTIÇA.
O recurso não merece acolhida . De início, nota-se que é
firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido
de que é possível a imposição de limite de idade para inscrição
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 840.592 CEARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus
próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. Veja-se o seguinte
trecho de ementa:
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL.
AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL.
CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NO CARGO
DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO CEARÁ. CURSO
DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL. IDADE LIMITE DE 30
ANOS. NO MOMENTO DA INSCRIÇÃO DO
CONCURSO E DA MATRÍCULA DO PRIMEIRO CURSO
DE FORMAÇÃO POSSUÍA A IDADE PREVISTA NO
EDITAL. DEMORA E DESÍDIA DA ADMINISTRAÇÃO
PARA O PROSSEGUIMENTO DO CERTAME.
APLICAÇÃO
DOS
PRINCÍPIOS
DA
PROPORCIONALIDADE E DA RAZOABILIDADE.
POSSIBILIDADE DE NOMEAÇÃO E POSSO DO
CANDIDATO. PRECEDENTES DESTA CORTE DE
JUSTIÇA.
O recurso não merece acolhida . De início, nota-se que é
firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido
de que é possível a imposição de limite de idade para inscrição
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 840592 AGR / CE
em concurso público, desde que haja anterior previsão legal e
que a exigência seja razoável diante das atribuições do cargo
público. Nessa linha, no julgamento do Recurso Extraordinário 678.112-RG, julgado
sob a relatoria do Ministro Luiz Fux, foi reconhecida a
repercussão geral da matéria e reafirmada a jurisprudência no
sentido de que o estabelecimento de limite de idade para inscrição em
concurso público apenas é legítimo quando justificado pela natureza
das atribuições do cargo a ser preenchido . Veja-se a ementa do ARE
696.304-AgR, julgado sob relatoria da Ministra Rosa Weber:
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO. POLICIAL CIVIL. LIMITE DE IDADE.
PREVISÃO EM LEI ESPECÍFICA. LEGITIMIDADE.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 683/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA DA
LEI
COMPLEMENTAR
ESTADUAL
113/2010.
SUPRESSÃO DA EXIGÊNCIA. EFEITOS RETROATIVOS:
IMPOSSIBILIDADE.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 16.3.2012.
A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido da
legitimidade da imposição de limite de idade para
inscrição em concurso público, quando previsto em lei,
tendo em vista a natureza das atribuições do cargo a ser
preenchido. Aplicação da Súmula 683/Supremo Tribunal Federal.
A Lei Complementar Estadual 113/2010 não pode
retroagir para ser aplicada a concurso público realizado
antes de sua vigência.
Agravo regimental conhecido e não provido.
Do mesmo modo, prevalece nesta Corte a orientação de
que o limite de idade, quando regularmente fixado em lei e no
edital de determinado concurso público, há de ser comprovado
no momento da inscrição do certame, tendo em conta a
impossibilidade de se antever a data em que será realizada a
fase fixada como parâmetro para aferição do requisito da idade.
Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 721.339-AgR, julgado sob
a relatoria do Ministro Gilmar Mendes:
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 840592 AGR / CE
em concurso público, desde que haja anterior previsão legal e
que a exigência seja razoável diante das atribuições do cargo
público. Nessa linha, no julgamento do Recurso Extraordinário 678.112-RG, julgado
sob a relatoria do Ministro Luiz Fux, foi reconhecida a
repercussão geral da matéria e reafirmada a jurisprudência no
sentido de que o estabelecimento de limite de idade para inscrição em
concurso público apenas é legítimo quando justificado pela natureza
das atribuições do cargo a ser preenchido . Veja-se a ementa do ARE
696.304-AgR, julgado sob relatoria da Ministra Rosa Weber:
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO. POLICIAL CIVIL. LIMITE DE IDADE.
PREVISÃO EM LEI ESPECÍFICA. LEGITIMIDADE.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 683/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA DA
LEI
COMPLEMENTAR
ESTADUAL
113/2010.
SUPRESSÃO DA EXIGÊNCIA. EFEITOS RETROATIVOS:
IMPOSSIBILIDADE.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 16.3.2012.
A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido da
legitimidade da imposição de limite de idade para
inscrição em concurso público, quando previsto em lei,
tendo em vista a natureza das atribuições do cargo a ser
preenchido. Aplicação da Súmula 683/Supremo Tribunal Federal.
A Lei Complementar Estadual 113/2010 não pode
retroagir para ser aplicada a concurso público realizado
antes de sua vigência.
Agravo regimental conhecido e não provido.
Do mesmo modo, prevalece nesta Corte a orientação de
que o limite de idade, quando regularmente fixado em lei e no
edital de determinado concurso público, há de ser comprovado
no momento da inscrição do certame, tendo em conta a
impossibilidade de se antever a data em que será realizada a
fase fixada como parâmetro para aferição do requisito da idade.
Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 721.339-AgR, julgado sob
a relatoria do Ministro Gilmar Mendes:
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 840592 AGR / CE
Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público.
Limite etário para participação de curso de formação da
Polícia Militar do Estado do Ceará. Impossibilidade de
dimensionar o período transcorrido entre a abertura das
inscrições do concurso e a efetiva homologação. A
comprovação da idade deve dar-se no momento da
inscrição. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes
de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a
que se nega provimento.
A decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do
Ceará não diverge desse entendimento.”
2.
Ressalta-se que, na hipótese, conforme assentado pelo
Tribunal de origem, o recorrido preenchia o requisito de idade previsto
no edital na data da inscrição e, em razão da desídia da Administração
Pública, alcançou a idade limite. Veja-se o seguinte trecho do voto
condutor do acórdão recorrido:
“O que se observa no pretenso caso é que a demora da
Administração Pública em convocar a segunda turma do Curso
de Formação Profissional, a qual o apelado estava incluído,
acabou fazendo com que este alcançasse a idade limite prevista
no edital, não podendo, assim, ser considerado razoável e
proporcional que o autor possa ser prejudicado por algo que
não deu causa.
Ora, o atraso da Administração Pública em dar andamento
ao concurso público não era fato previsível no momento da
publicação do edital, de modo que os candidatos que
preenchiam os requisitos no início do certame não podem ser
penalizados por circunstâncias alheias.
Entendimento diverso do ora proposto levaria a imediato
prejuízo ao apelado em decorrência da demora da
Administração Pública em proceder a todas as fases do
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 840592 AGR / CE
Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público.
Limite etário para participação de curso de formação da
Polícia Militar do Estado do Ceará. Impossibilidade de
dimensionar o período transcorrido entre a abertura das
inscrições do concurso e a efetiva homologação. A
comprovação da idade deve dar-se no momento da
inscrição. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes
de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a
que se nega provimento.
A decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do
Ceará não diverge desse entendimento.”
2.
Ressalta-se que, na hipótese, conforme assentado pelo
Tribunal de origem, o recorrido preenchia o requisito de idade previsto
no edital na data da inscrição e, em razão da desídia da Administração
Pública, alcançou a idade limite. Veja-se o seguinte trecho do voto
condutor do acórdão recorrido:
“O que se observa no pretenso caso é que a demora da
Administração Pública em convocar a segunda turma do Curso
de Formação Profissional, a qual o apelado estava incluído,
acabou fazendo com que este alcançasse a idade limite prevista
no edital, não podendo, assim, ser considerado razoável e
proporcional que o autor possa ser prejudicado por algo que
não deu causa.
Ora, o atraso da Administração Pública em dar andamento
ao concurso público não era fato previsível no momento da
publicação do edital, de modo que os candidatos que
preenchiam os requisitos no início do certame não podem ser
penalizados por circunstâncias alheias.
Entendimento diverso do ora proposto levaria a imediato
prejuízo ao apelado em decorrência da demora da
Administração Pública em proceder a todas as fases do
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 840592 AGR / CE
concurso, possibilitando apenas àquelas pessoas com idade
bem inferior ao limite estipulado no edital a submissão ao
certame.
Cabe, então, colocar-se em confronto o direito subjetivo do
ora recorrido, nas circunstâncias acima, e o legítimo interesse da
Administração Pública de recrutar, por concurso, pessoas
jovens e habilitadas, nos termos da lei e do edital, ao
desempenho das funções de soldado da Polícia Militar.
3.
Com efeito, nessas condições, não é razoável a exclusão do
candidato, ora recorrido, tendo em conta a impossibilidade de se antever
a data em que será realizada a fase fixada como parâmetro para aferição
do requisito da idade.
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 840592 AGR / CE
concurso, possibilitando apenas àquelas pessoas com idade
bem inferior ao limite estipulado no edital a submissão ao
certame.
Cabe, então, colocar-se em confronto o direito subjetivo do
ora recorrido, nas circunstâncias acima, e o legítimo interesse da
Administração Pública de recrutar, por concurso, pessoas
jovens e habilitadas, nos termos da lei e do edital, ao
desempenho das funções de soldado da Polícia Militar.
3.
Com efeito, nessas condições, não é razoável a exclusão do
candidato, ora recorrido, tendo em conta a impossibilidade de se antever
a data em que será realizada a fase fixada como parâmetro para aferição
do requisito da idade.
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 840.592
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : IASKARO MOREIRA RODRIGUES
ADV.(A/S) : REGINALDO PATRÍCIO DE SOUSA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045746
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 840.592
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : IASKARO MOREIRA RODRIGUES
ADV.(A/S) : REGINALDO PATRÍCIO DE SOUSA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045746
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 840 . 592",
"ARE 840592 AGR /",
"Recurso Extraordinário 678 . 112 - RG",
"ARE 696 . 304 - AgR",
"SÚMULA 683 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 683 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 721 . 339 - AgR",
"ARE 840592 AGR / CE",
"Recurso Extraordinário 678 . 112 - RG",
"ARE 696 . 304 - AgR",
"SÚMULA 683 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 683 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 721 . 339 - AgR",
"ARE 840592 AGR / CE",
"ARE 840592 AGR / CE",
"ARE 840592 AGR / CE",
"ARE 840592 AGR / CE",
"AGRAVO 840 . 592"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 113 / 2010",
"Lei Complementar Estadual 113 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 113 / 2010",
"Lei Complementar Estadual 113 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"Brasília",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"CEARÁ",
"CEARÁ",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"PM",
"/",
"CE",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"PM",
"/",
"CE",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Ceará",
"POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO CEARÁ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Ceará",
"POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO CEARÁ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Polícia Militar do Estado do Ceará",
"Tribunal de Justiça do Estado do Ceará",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Polícia Militar do Estado do Ceará",
"Tribunal de Justiça do Estado do Ceará",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"IASKARO MOREIRA RODRIGUES",
"REGINALDO PATRÍCIO DE SOUSA",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"IASKARO MOREIRA RODRIGUES",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"IASKARO MOREIRA RODRIGUES",
"REGINALDO PATRÍCIO DE SOUSA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"IASKARO MOREIRA RODRIGUES",
"REGINALDO PATRÍCIO DE SOUSA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"IASKARO MOREIRA RODRIGUES",
"REGINALDO PATRÍCIO DE SOUSA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"2",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"23",
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"06",
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"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"23",
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"06",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
882.310 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:ARENI FROSI
ADV.(A/S)
:MARÍLIA PINHEIRO MACHADO BUCHABQUI E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
Embargos de declaração em agravo regimental em recurso
extraordinário com agravo. 2. Correção monetária da RPV. Preclusão.
Controvérsia solucionada à luz do acervo probatório e da interpretação
da legislação infraconstitucional. 3. Alegação de ofensa ao inciso IX do
art. 93 da Constituição Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG
791.292. 4. Embargos de declaração rejeitados.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8842603.
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
882.310 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:ARENI FROSI
ADV.(A/S)
:MARÍLIA PINHEIRO MACHADO BUCHABQUI E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra acórdão proferido pela Segunda
Turma, que negou provimento a agravo regimental em recurso
extraordinário com agravo, ementado nos seguintes termos:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo
2. Processual Civil. Atualização de RPV referente ao valor do
salário mínimo vigente à época da sua expedição. Preclusão. 3.
Reexame de fatos e provas. Incidência do Enunciado 279 da
Súmula/STF. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. 5.
Alegação de ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição
Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG 791.292, Tema 339.
6. Afronta ao princípio do devido processo legal, se dependente
do reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz
ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371, Tema
660. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”.
Nos presentes embargos de declaração, pugna-se pelo acolhimento
do recurso para sanar omissão quanto à necessidade de sobrestar o feito
até o julgamento do RE-RG 719.870/MG, no qual teria reconhecida a
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23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
882.310 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:ARENI FROSI
ADV.(A/S)
:MARÍLIA PINHEIRO MACHADO BUCHABQUI E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra acórdão proferido pela Segunda
Turma, que negou provimento a agravo regimental em recurso
extraordinário com agravo, ementado nos seguintes termos:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo
2. Processual Civil. Atualização de RPV referente ao valor do
salário mínimo vigente à época da sua expedição. Preclusão. 3.
Reexame de fatos e provas. Incidência do Enunciado 279 da
Súmula/STF. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. 5.
Alegação de ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição
Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG 791.292, Tema 339.
6. Afronta ao princípio do devido processo legal, se dependente
do reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz
ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371, Tema
660. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”.
Nos presentes embargos de declaração, pugna-se pelo acolhimento
do recurso para sanar omissão quanto à necessidade de sobrestar o feito
até o julgamento do RE-RG 719.870/MG, no qual teria reconhecida a
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Relatório
ARE 882310 AGR-ED / RS
repercussão geral da matéria dos autos, referente à negativa de prestação
jurisdicional.
Insiste ainda que a solução da controvérsia não demandaria o
revolvimento do acervo probatório, nem a prévia interpretação da
legislação infraconstitucional.
É o relatório.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8842604.
Supremo Tribunal Federal
ARE 882310 AGR-ED / RS
repercussão geral da matéria dos autos, referente à negativa de prestação
jurisdicional.
Insiste ainda que a solução da controvérsia não demandaria o
revolvimento do acervo probatório, nem a prévia interpretação da
legislação infraconstitucional.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
882.310 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Manifesto o
intuito protelatório do recurso.
Os embargos de declaração são cabíveis para indicar a ocorrência de
omissão, contradição ou obscuridade da decisão embargada (art. 535 do
CPC). No presente caso, não se verifica nenhuma dessas hipóteses.
Na realidade, a parte busca apenas a rediscussão da matéria, com o
objetivo de obter os excepcionais efeitos infringentes.
Conforme já demonstrado no acórdão ora embargado, no que se
refere à negativa de prestação jurisdicional, aplica-se ao caso o
entendimento firmado por ocasião do julgamento do AI-QO-RG 791.292,
paradigma da sistemática da repercussão geral, oportunidade em que se
reafirmou a jurisprudência desta Corte de que o art. 93, IX, da
Constituição Federal, apesar de exigir que o acórdão ou a decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, não estabelece, todavia, o
exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas.
Ademais, também como consignado no acórdão recorrido, verificou-
se que o Tribunal de origem solucionou a controvérsia (preclusão do tema
relativo à correção monetária da RPV) com base na análise do acervo
probatório e na interpretação da legislação infraconstitucional, o que
inviabiliza o processamento do recurso extraordinário.
Ante o exposto, rejeito os presentes embargos de declaração.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8842605.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
882.310 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Manifesto o
intuito protelatório do recurso.
Os embargos de declaração são cabíveis para indicar a ocorrência de
omissão, contradição ou obscuridade da decisão embargada (art. 535 do
CPC). No presente caso, não se verifica nenhuma dessas hipóteses.
Na realidade, a parte busca apenas a rediscussão da matéria, com o
objetivo de obter os excepcionais efeitos infringentes.
Conforme já demonstrado no acórdão ora embargado, no que se
refere à negativa de prestação jurisdicional, aplica-se ao caso o
entendimento firmado por ocasião do julgamento do AI-QO-RG 791.292,
paradigma da sistemática da repercussão geral, oportunidade em que se
reafirmou a jurisprudência desta Corte de que o art. 93, IX, da
Constituição Federal, apesar de exigir que o acórdão ou a decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, não estabelece, todavia, o
exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas.
Ademais, também como consignado no acórdão recorrido, verificou-
se que o Tribunal de origem solucionou a controvérsia (preclusão do tema
relativo à correção monetária da RPV) com base na análise do acervo
probatório e na interpretação da legislação infraconstitucional, o que
inviabiliza o processamento do recurso extraordinário.
Ante o exposto, rejeito os presentes embargos de declaração.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 882.310
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S) : ARENI FROSI
ADV.(A/S) : MARÍLIA PINHEIRO MACHADO BUCHABQUI E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 882.310
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S) : ARENI FROSI
ADV.(A/S) : MARÍLIA PINHEIRO MACHADO BUCHABQUI E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8865187
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-03T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
|
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Correção monetária da RPV. Preclusão. Controvérsia solucionada à luz do acervo probatório e da interpretação da legislação infraconstitucional. 3. Alegação de ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG 791.292. 4. Embargos de declaração rejeitados.
|
sjur313572
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRESTAÇÃO JURISDICIONAL)
AI 791292 QO-RG.
Número de páginas: 5.
Análise: 05/08/2015, MAD.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
882310
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
ARE-AgR-ED
|
acordaos
|
ARE 882310 AgR-ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : ARENI FROSI
ADV.(A/S) : MARÍLIA PINHEIRO MACHADO BUCHABQUI E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
|
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""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
882.310 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:ARENI FROSI
ADV.(A/S)
:MARÍLIA PINHEIRO MACHADO BUCHABQUI E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
Embargos de declaração em agravo regimental em recurso
extraordinário com agravo. 2. Correção monetária da RPV. Preclusão.
Controvérsia solucionada à luz do acervo probatório e da interpretação
da legislação infraconstitucional. 3. Alegação de ofensa ao inciso IX do
art. 93 da Constituição Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG
791.292. 4. Embargos de declaração rejeitados.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Relatório
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SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
882.310 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:ARENI FROSI
ADV.(A/S)
:MARÍLIA PINHEIRO MACHADO BUCHABQUI E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra acórdão proferido pela Segunda
Turma, que negou provimento a agravo regimental em recurso
extraordinário com agravo, ementado nos seguintes termos:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo
2. Processual Civil. Atualização de RPV referente ao valor do
salário mínimo vigente à época da sua expedição. Preclusão. 3.
Reexame de fatos e provas. Incidência do Enunciado 279 da
Súmula/Supremo Tribunal Federal. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. 5.
Alegação de ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição
Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG 791.292, Tema 339.
6. Afronta ao princípio do devido processo legal, se dependente
do reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz
ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371, Tema
660. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”.
Nos presentes embargos de declaração, pugna-se pelo acolhimento
do recurso para sanar omissão quanto à necessidade de sobrestar o feito
até o julgamento do Recurso Extraordinário-RG 719.870/MG, no qual teria reconhecida a
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
882.310 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:ARENI FROSI
ADV.(A/S)
:MARÍLIA PINHEIRO MACHADO BUCHABQUI E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra acórdão proferido pela Segunda
Turma, que negou provimento a agravo regimental em recurso
extraordinário com agravo, ementado nos seguintes termos:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo
2. Processual Civil. Atualização de RPV referente ao valor do
salário mínimo vigente à época da sua expedição. Preclusão. 3.
Reexame de fatos e provas. Incidência do Enunciado 279 da
Súmula/Supremo Tribunal Federal. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. 5.
Alegação de ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição
Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG 791.292, Tema 339.
6. Afronta ao princípio do devido processo legal, se dependente
do reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz
ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371, Tema
660. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”.
Nos presentes embargos de declaração, pugna-se pelo acolhimento
do recurso para sanar omissão quanto à necessidade de sobrestar o feito
até o julgamento do Recurso Extraordinário-RG 719.870/MG, no qual teria reconhecida a
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
ARE 882310 AGR-ED / RS
repercussão geral da matéria dos autos, referente à negativa de prestação
jurisdicional.
Insiste ainda que a solução da controvérsia não demandaria o
revolvimento do acervo probatório, nem a prévia interpretação da
legislação infraconstitucional.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 882310 AGR-ED / RS
repercussão geral da matéria dos autos, referente à negativa de prestação
jurisdicional.
Insiste ainda que a solução da controvérsia não demandaria o
revolvimento do acervo probatório, nem a prévia interpretação da
legislação infraconstitucional.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
882.310 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Manifesto o
intuito protelatório do recurso.
Os embargos de declaração são cabíveis para indicar a ocorrência de
omissão, contradição ou obscuridade da decisão embargada (art. 535 do
Código de Processo Civil). No presente caso, não se verifica nenhuma dessas hipóteses.
Na realidade, a parte busca apenas a rediscussão da matéria, com o
objetivo de obter os excepcionais efeitos infringentes.
Conforme já demonstrado no acórdão ora embargado, no que se
refere à negativa de prestação jurisdicional, aplica-se ao caso o
entendimento firmado por ocasião do julgamento do AI-QO-RG 791.292,
paradigma da sistemática da repercussão geral, oportunidade em que se
reafirmou a jurisprudência desta Corte de que o art. 93, IX, da
Constituição Federal, apesar de exigir que o acórdão ou a decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, não estabelece, todavia, o
exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas.
Ademais, também como consignado no acórdão recorrido, verificou-
se que o Tribunal de origem solucionou a controvérsia (preclusão do tema
relativo à correção monetária da RPV) com base na análise do acervo
probatório e na interpretação da legislação infraconstitucional, o que
inviabiliza o processamento do recurso extraordinário.
Ante o exposto, rejeito os presentes embargos de declaração.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
882.310 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Manifesto o
intuito protelatório do recurso.
Os embargos de declaração são cabíveis para indicar a ocorrência de
omissão, contradição ou obscuridade da decisão embargada (art. 535 do
Código de Processo Civil). No presente caso, não se verifica nenhuma dessas hipóteses.
Na realidade, a parte busca apenas a rediscussão da matéria, com o
objetivo de obter os excepcionais efeitos infringentes.
Conforme já demonstrado no acórdão ora embargado, no que se
refere à negativa de prestação jurisdicional, aplica-se ao caso o
entendimento firmado por ocasião do julgamento do AI-QO-RG 791.292,
paradigma da sistemática da repercussão geral, oportunidade em que se
reafirmou a jurisprudência desta Corte de que o art. 93, IX, da
Constituição Federal, apesar de exigir que o acórdão ou a decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, não estabelece, todavia, o
exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas.
Ademais, também como consignado no acórdão recorrido, verificou-
se que o Tribunal de origem solucionou a controvérsia (preclusão do tema
relativo à correção monetária da RPV) com base na análise do acervo
probatório e na interpretação da legislação infraconstitucional, o que
inviabiliza o processamento do recurso extraordinário.
Ante o exposto, rejeito os presentes embargos de declaração.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 882.310
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S) : ARENI FROSI
ADV.(A/S) : MARÍLIA PINHEIRO MACHADO BUCHABQUI E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 882.310
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S) : ARENI FROSI
ADV.(A/S) : MARÍLIA PINHEIRO MACHADO BUCHABQUI E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"Enunciado 279 da Súmula / Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG",
"ARE",
"-",
"RG",
"Recurso Extraordinário - RG 719 . 870 / MG",
"Enunciado 279 da Súmula / Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"ARE",
"-",
"RG 748 . 371",
"Recurso Extraordinário - RG 719 . 870 / MG",
"ARE 882310 AGR - ED / RS",
"ARE 882310 AGR - ED / RS",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292"
],
"LEGISLACAO": [
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"ARENI FROSI",
"MARÍLIA PINHEIRO MACHADO BUCHABQUI",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ARENI FROSI",
"MARÍLIA PINHEIRO MACHADO BUCHABQUI",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ARENI FROSI",
"MARÍLIA PINHEIRO MACHADO BUCHABQUI",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ARENI FROSI",
"MARÍLIA PINHEIRO MACHADO BUCHABQUI",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"ARENI FROSI",
"MARÍLIA PINHEIRO MACHADO BUCHABQUI",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.572
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FERNANDO FIRMINO DE SOUSA
ADV.(A/S)
:LUDMILA DO NASCIMENTO PINHEIRO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIME DE FALSA
IDENTIDADE. ART. 307 DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE
AUTODEFESA. IMPOSSIBILIDADE. TIPICIDADE CONFIGURADA.
1. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento
do RE 640.139, Rel. Min. Dias Toffoli, decidiu que o princípio
constitucional da autodefesa não alcança aquele que atribui falsa
identidade perante autoridade policial com o intuito de ocultar maus
antecedentes. Na ocasião, reconheceu-se a existência de repercussão geral
da questão constitucional suscitada e, no mérito, reafirmou a
jurisprudência dominante sobre a matéria.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.572
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FERNANDO FIRMINO DE SOUSA
ADV.(A/S)
:LUDMILA DO NASCIMENTO PINHEIRO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e deu provimento ao recurso extraordinário sob os
seguintes fundamentos:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios,
assim ementado:
‘APELAÇÃO CRIMINAL - ROUBO COM EMPREGO
DE ARMA E CONCURSO DE AGENTES - PROVAS DE
AUTORIA E MATERIALIDADE - FALSA IDENTIDADE -
DIREITO DE DEFESA - ATIPICIDADE DA CONDUTA -
DOSIMETRIA DA PENA - EXCLUSÃO DA
INDENIZAÇÃO MÍNIMA.
1. O quadro probatório é suficiente para ensejar a
condenação quando as declarações dos corréus, os
depoimentos das vítimas e dos policiais militares
responsáveis pela prisão em flagrante são unânimes em
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.572
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FERNANDO FIRMINO DE SOUSA
ADV.(A/S)
:LUDMILA DO NASCIMENTO PINHEIRO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e deu provimento ao recurso extraordinário sob os
seguintes fundamentos:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios,
assim ementado:
‘APELAÇÃO CRIMINAL - ROUBO COM EMPREGO
DE ARMA E CONCURSO DE AGENTES - PROVAS DE
AUTORIA E MATERIALIDADE - FALSA IDENTIDADE -
DIREITO DE DEFESA - ATIPICIDADE DA CONDUTA -
DOSIMETRIA DA PENA - EXCLUSÃO DA
INDENIZAÇÃO MÍNIMA.
1. O quadro probatório é suficiente para ensejar a
condenação quando as declarações dos corréus, os
depoimentos das vítimas e dos policiais militares
responsáveis pela prisão em flagrante são unânimes em
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
ARE 870572 AGR / DF
confirmar a autoria do crime pelos réus.
2. Comprovada a pluralidade de agentes - oito, no
total -, o acordo de vontade entre eles, a divisão de tarefas,
a cooperação e o liame subjetivo, está configurado o
concurso de pessoas.
3. A conduta daquele que se atribui falsa identidade
perante a autoridade policial, em atitude de autodefesa, é
atípica, por refletir a garantia ao silêncio prevista no art.
5º, LXIII da Constituição Federal.
4. A jurisprudência pacífica do C. STJ é no sentido de
que o aumento de pena superior ao mínimo depende de
motivação qualitativa em relação a cada causa de
aumento, não sendo suficiente a presença de mais de uma
delas.
5. As anotações na folha de antecedentes criminais
do agente, apontando inquéritos e ações penais em
andamento, mesmo com condenação em primeira
instância, sem trânsito em julgado até a data da sentença
condenatória, não se prestam para caracterizar
negativamente sua personalidade, em respeito ao
princípio da não-culpabilidade.
6. Ainda que a arma de brinquedo não seja suficiente
para ensejar a incidência da circunstância prevista no
inciso I do art. 157 do CP, se apreendida outra arma
(lâmina de tesoura) e comprovada a sua utilização na
prática do crime de roubo, inclusive para lesionar uma das
vítimas, deve incidir a circunstância referente ao emprego
de arma.
7. Para a fixação da verba indenizatória mínima, são
necessários a provocação do ofendido e o consequente
contraditório pleno, com todos os recursos e provas a ele
inerentes.
8. Deu-se parcial provimento ao apelo de um dos
réus para absolvê-lo da imputação do crime de falsa
identidade, para reduzir sua pena e alterar o regime inicial
de cumprimento do fechado para o semiaberto, com a
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870572 AGR / DF
confirmar a autoria do crime pelos réus.
2. Comprovada a pluralidade de agentes - oito, no
total -, o acordo de vontade entre eles, a divisão de tarefas,
a cooperação e o liame subjetivo, está configurado o
concurso de pessoas.
3. A conduta daquele que se atribui falsa identidade
perante a autoridade policial, em atitude de autodefesa, é
atípica, por refletir a garantia ao silêncio prevista no art.
5º, LXIII da Constituição Federal.
4. A jurisprudência pacífica do C. STJ é no sentido de
que o aumento de pena superior ao mínimo depende de
motivação qualitativa em relação a cada causa de
aumento, não sendo suficiente a presença de mais de uma
delas.
5. As anotações na folha de antecedentes criminais
do agente, apontando inquéritos e ações penais em
andamento, mesmo com condenação em primeira
instância, sem trânsito em julgado até a data da sentença
condenatória, não se prestam para caracterizar
negativamente sua personalidade, em respeito ao
princípio da não-culpabilidade.
6. Ainda que a arma de brinquedo não seja suficiente
para ensejar a incidência da circunstância prevista no
inciso I do art. 157 do CP, se apreendida outra arma
(lâmina de tesoura) e comprovada a sua utilização na
prática do crime de roubo, inclusive para lesionar uma das
vítimas, deve incidir a circunstância referente ao emprego
de arma.
7. Para a fixação da verba indenizatória mínima, são
necessários a provocação do ofendido e o consequente
contraditório pleno, com todos os recursos e provas a ele
inerentes.
8. Deu-se parcial provimento ao apelo de um dos
réus para absolvê-lo da imputação do crime de falsa
identidade, para reduzir sua pena e alterar o regime inicial
de cumprimento do fechado para o semiaberto, com a
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
ARE 870572 AGR / DF
imediata adequação da execução da pena, e para excluir
da r. sentença a fixação da verba indenizatória mínima.
Deu-se parcial provimento ao apelo dos demais réus para
reduzir as penas e excluir da r. sentença a fixação da verba
indenizatória mínima.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
5º, LXIII, da Constituição. Afirma que ‘o acusado mentiu sobre a
própria identidade, atribuindo-se nome diverso, o que não pode ser
penalmente indiferente’.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o
fundamento de que ‘a questão de fundo, posta de apelo, é de cunho
infraconstitucional’.
O recurso extraordinário deve ser provido, tendo em vista
que o Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no
julgamento do RE 640.139, Rel. Min. Dias Toffoli, decidiu que o
princípio constitucional da autodefesa não alcança aquele que
atribui falsa identidade perante autoridade policial com o
intuito de ocultar maus antecedentes. Na ocasião, reconheceu-
se a existência de repercussão geral da questão constitucional
suscitada e, no mérito, reafirmou a jurisprudência dominante
sobre a matéria. Veja-se a ementa do julgado:
‘CONSTITUCIONAL. PENAL. CRIME DE FALSA
IDENTIDADE. ARTIGO 307 DO CÓDIGO PENAL.
ATRIBUIÇÃO DE FALSA INDENTIDADE PERANTE
AUTORIDADE
POLICIAL.
ALEGAÇÃO
DE
AUTODEFESA. ARTIGO 5º, INCISO LXIII, DA
CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO
GERAL. CONFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA
CORTE NO SENTIDO DA IMPOSSIBILIDADE.
TIPICIDADE DA CONDUTA CONFIGURADA.
O princípio constitucional da autodefesa (art. 5º,
inciso LXIII, da CF/88) não alcança aquele que atribui falsa
identidade perante autoridade policial com o intento de
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870572 AGR / DF
imediata adequação da execução da pena, e para excluir
da r. sentença a fixação da verba indenizatória mínima.
Deu-se parcial provimento ao apelo dos demais réus para
reduzir as penas e excluir da r. sentença a fixação da verba
indenizatória mínima.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
5º, LXIII, da Constituição. Afirma que ‘o acusado mentiu sobre a
própria identidade, atribuindo-se nome diverso, o que não pode ser
penalmente indiferente’.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o
fundamento de que ‘a questão de fundo, posta de apelo, é de cunho
infraconstitucional’.
O recurso extraordinário deve ser provido, tendo em vista
que o Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no
julgamento do RE 640.139, Rel. Min. Dias Toffoli, decidiu que o
princípio constitucional da autodefesa não alcança aquele que
atribui falsa identidade perante autoridade policial com o
intuito de ocultar maus antecedentes. Na ocasião, reconheceu-
se a existência de repercussão geral da questão constitucional
suscitada e, no mérito, reafirmou a jurisprudência dominante
sobre a matéria. Veja-se a ementa do julgado:
‘CONSTITUCIONAL. PENAL. CRIME DE FALSA
IDENTIDADE. ARTIGO 307 DO CÓDIGO PENAL.
ATRIBUIÇÃO DE FALSA INDENTIDADE PERANTE
AUTORIDADE
POLICIAL.
ALEGAÇÃO
DE
AUTODEFESA. ARTIGO 5º, INCISO LXIII, DA
CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO
GERAL. CONFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA
CORTE NO SENTIDO DA IMPOSSIBILIDADE.
TIPICIDADE DA CONDUTA CONFIGURADA.
O princípio constitucional da autodefesa (art. 5º,
inciso LXIII, da CF/88) não alcança aquele que atribui falsa
identidade perante autoridade policial com o intento de
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
ARE 870572 AGR / DF
ocultar maus antecedentes, sendo, portanto, típica a
conduta praticada pelo agente (art. 307 do CP). O tema
possui densidade constitucional e extrapola os limites
subjetivos das partes.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, c, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e dou
provimento ao recurso extraordinário para restabelecer a
sentença que condenou o ora recorrente quanto à prática do
crime previsto no art. 307 do Código Penal.
[...]”
2.
A parte recorrente alega que: (i) “a jurisprudência de fato
dominante nesta Egrégia Corte, a qual deve ser mantida por esta Corte no
presente caso, é aquela que não admite o revolvimento do acervo fático probatório
para adotar-se premissa diferente daquela em que se fundou o juízo a quo”; (ii)
está clara “a inadequação da repercussão geral aplicada por ausência de
antecedentes a serem supostamente omitidos pelo agravante”.
3.
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870572 AGR / DF
ocultar maus antecedentes, sendo, portanto, típica a
conduta praticada pelo agente (art. 307 do CP). O tema
possui densidade constitucional e extrapola os limites
subjetivos das partes.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, c, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e dou
provimento ao recurso extraordinário para restabelecer a
sentença que condenou o ora recorrente quanto à prática do
crime previsto no art. 307 do Código Penal.
[...]”
2.
A parte recorrente alega que: (i) “a jurisprudência de fato
dominante nesta Egrégia Corte, a qual deve ser mantida por esta Corte no
presente caso, é aquela que não admite o revolvimento do acervo fático probatório
para adotar-se premissa diferente daquela em que se fundou o juízo a quo”; (ii)
está clara “a inadequação da repercussão geral aplicada por ausência de
antecedentes a serem supostamente omitidos pelo agravante”.
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.572
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. A Subprocuradora-Geral da República Deborah
Macedo Duprat de Brito Pereira opinou pelo desprovimento do agravo
regimental nos seguintes termos:
“[...]
Contudo, não há qualquer procedência em suas
alegações.
De início, é desnecessário o retorno a fatos e provas para
a análise da questão levantada, na medida em que estes são
incontestáveis. A discussão proposta é saber se o princípio da
autodefesa alcança a conduta daquele que atribui falsa
identidade perante autoridade policial com o propósito de
ocultar maus antecedentes.
A questão, assim posta, é exclusivamente de direito.
Eugênio Pacelli e Douglas Fischer1 partilham dessa posição:
(…) No reexame probatório, o que se realiza é um
novo confronto entre as provas existentes nos autos para,
somente se vencido esse obstáculo, se checar à conclusão
se a decisão objurgada está correta ou não. Já na
revaloração jurídica da prova delineada nos autos, não há
dúvidas quaisquer sobre o que provado, pelo menos sobre
o que se debruçou a conclusão do julgado. Os fatos são
1
“Comentários ao Código de Processo Penal e sua jurisprudência”. Rio de Janeiro: Ed. Lumen
Juris, 2010, p.1316
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.572
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. A Subprocuradora-Geral da República Deborah
Macedo Duprat de Brito Pereira opinou pelo desprovimento do agravo
regimental nos seguintes termos:
“[...]
Contudo, não há qualquer procedência em suas
alegações.
De início, é desnecessário o retorno a fatos e provas para
a análise da questão levantada, na medida em que estes são
incontestáveis. A discussão proposta é saber se o princípio da
autodefesa alcança a conduta daquele que atribui falsa
identidade perante autoridade policial com o propósito de
ocultar maus antecedentes.
A questão, assim posta, é exclusivamente de direito.
Eugênio Pacelli e Douglas Fischer1 partilham dessa posição:
(…) No reexame probatório, o que se realiza é um
novo confronto entre as provas existentes nos autos para,
somente se vencido esse obstáculo, se checar à conclusão
se a decisão objurgada está correta ou não. Já na
revaloração jurídica da prova delineada nos autos, não há
dúvidas quaisquer sobre o que provado, pelo menos sobre
o que se debruçou a conclusão do julgado. Os fatos são
1
“Comentários ao Código de Processo Penal e sua jurisprudência”. Rio de Janeiro: Ed. Lumen
Juris, 2010, p.1316
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 870572 AGR / DF
certos. O que se discute é se o tribunal inferior procedeu
corretamente ou não na aplicação da lei ao caso concreto
frente àquelas provas e só a elas (que não geram dúvidas
quaisquer sobre a sua essência). A situação é
eminentemente jurídica (...)”
Também a jurisprudência dessa Casa vai no mesmo
sentido. A título de mero exemplo:
“Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
CONHECIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL.
INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 279/STF. Valoração,
caracterização, classificação e requalificação de dados
constantes nos autos, que não importem a necessidade de
reabertura da fase instrutória, não se confundem com
reexame de fatos e provas, vedado no julgamento de
recurso extraordinário. Agravo regimental ao qual se nega
provimento”. (AI 677843 ED, Relator(a): Min. JOAQUIM
BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 18/10/2011, DJe-
216 DIVULG 11-11-2011 PUBLIC 14-11-2011 EMENT
VOL-02625-03 PP-00350)
Passa-se, então, à questão de fundo do presente recurso.
No caso, a decisão do relator aplicou corretamente o
entendimento do Plenário do STF, assentado no RE 640.139-RG,
que, ao reconhecer a repercussão geral da matéria nele
deduzida, afirmou que “o princípio constitucional da
autodefesa (art. 5º, inciso LXIII, da CF/88) não alcança aquele
que atribui falsa identidade perante autoridade policial com o
intento de ocultar maus antecedentes, sendo, portanto, típica a
conduta praticada pelo agente (art. 307 do CP)”. A propósito, os
seguintes precedentes:
“Ementa: Habeas Corpus substitutivo de recurso
ordinário. Crime de Falsa Identidade para ocultar maus
2
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ARE 870572 AGR / DF
certos. O que se discute é se o tribunal inferior procedeu
corretamente ou não na aplicação da lei ao caso concreto
frente àquelas provas e só a elas (que não geram dúvidas
quaisquer sobre a sua essência). A situação é
eminentemente jurídica (...)”
Também a jurisprudência dessa Casa vai no mesmo
sentido. A título de mero exemplo:
“Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
CONHECIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL.
INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 279/STF. Valoração,
caracterização, classificação e requalificação de dados
constantes nos autos, que não importem a necessidade de
reabertura da fase instrutória, não se confundem com
reexame de fatos e provas, vedado no julgamento de
recurso extraordinário. Agravo regimental ao qual se nega
provimento”. (AI 677843 ED, Relator(a): Min. JOAQUIM
BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 18/10/2011, DJe-
216 DIVULG 11-11-2011 PUBLIC 14-11-2011 EMENT
VOL-02625-03 PP-00350)
Passa-se, então, à questão de fundo do presente recurso.
No caso, a decisão do relator aplicou corretamente o
entendimento do Plenário do STF, assentado no RE 640.139-RG,
que, ao reconhecer a repercussão geral da matéria nele
deduzida, afirmou que “o princípio constitucional da
autodefesa (art. 5º, inciso LXIII, da CF/88) não alcança aquele
que atribui falsa identidade perante autoridade policial com o
intento de ocultar maus antecedentes, sendo, portanto, típica a
conduta praticada pelo agente (art. 307 do CP)”. A propósito, os
seguintes precedentes:
“Ementa: Habeas Corpus substitutivo de recurso
ordinário. Crime de Falsa Identidade para ocultar maus
2
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 870572 AGR / DF
antecedentes. Tipicidade da conduta. 1. O Plenário do
Supremo Tribunal Federal (RE RE 640.139-RG, Rel. Min.
Dias Toffoli), ao reconhecer a repercussão geral do tema
discutido neste processo, reafirmou a jurisprudência da
Corte no sentido de que “o princípio constitucional da
autodefesa (art. 5º, inciso LXIII, da CF/88) não alcança
aquele que atribui falsa identidade perante autoridade
policial com o intento de ocultar maus antecedentes,
sendo, portanto, típica a conduta praticada pelo agente
(art. 307 do CP)”. 2. Habeas Corpus extinto, sem resolução
de mérito, por inadequação da via processual”. (HC
112846, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira
Turma, julgado em 02/09/2014, PROCESSO ELETRÔNICO
DJe-191 DIVULG 30-09-2014 PUBLIC 01-10-2014)
“Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. PACIENTE
CONDENADO PELOS CRIMES DE USO DE
DOCUMENTO FALSO (ART. 304 DO CP) E FALSA
IDENTIDADE (ART. 307 DO CP). EXAME PERICIAL
PRESCINDÍVEL. MATERIALIDADE DEMONSTRADA
POR OUTROS ELEMENTOS DE PROVA. ATRIBUIÇÃO
DE FALSA IDENTIDADE PERANTE AUTORIDADE
POLICIAL.
ALEGAÇÃO
DE
AUTODEFESA.
JURISPRUDÊNCIA DA CORTE NO SENTIDO DA
IMPOSSIBILIDADE. TIPICIDADES DAS CONDUTAS
VERIFICADAS. ORDEM DENEGADA. (…). III – Ambas
as Turmas desta Corte já se pronunciaram no sentido de
que comete o delito tipificado no art. 307 do Código Penal
aquele que, conduzido perante a autoridade policial,
atribui a si falsa identidade com o intuito de ocultar seus
antecedentes, entendimento que foi reafirmado pelo
Plenário Virtual, ao apreciar o RE 640.139/DF, Rel. Min.
Dias Toffoli. IV – Habeas corpus denegado”. (HC 112176,
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda
Turma, julgado em 14/08/2012, PROCESSO ELETRÔNICO
DJe-168 DIVULG 24-08-2012 PUBLIC 27-08-2012)
3
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ARE 870572 AGR / DF
antecedentes. Tipicidade da conduta. 1. O Plenário do
Supremo Tribunal Federal (RE RE 640.139-RG, Rel. Min.
Dias Toffoli), ao reconhecer a repercussão geral do tema
discutido neste processo, reafirmou a jurisprudência da
Corte no sentido de que “o princípio constitucional da
autodefesa (art. 5º, inciso LXIII, da CF/88) não alcança
aquele que atribui falsa identidade perante autoridade
policial com o intento de ocultar maus antecedentes,
sendo, portanto, típica a conduta praticada pelo agente
(art. 307 do CP)”. 2. Habeas Corpus extinto, sem resolução
de mérito, por inadequação da via processual”. (HC
112846, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira
Turma, julgado em 02/09/2014, PROCESSO ELETRÔNICO
DJe-191 DIVULG 30-09-2014 PUBLIC 01-10-2014)
“Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. PACIENTE
CONDENADO PELOS CRIMES DE USO DE
DOCUMENTO FALSO (ART. 304 DO CP) E FALSA
IDENTIDADE (ART. 307 DO CP). EXAME PERICIAL
PRESCINDÍVEL. MATERIALIDADE DEMONSTRADA
POR OUTROS ELEMENTOS DE PROVA. ATRIBUIÇÃO
DE FALSA IDENTIDADE PERANTE AUTORIDADE
POLICIAL.
ALEGAÇÃO
DE
AUTODEFESA.
JURISPRUDÊNCIA DA CORTE NO SENTIDO DA
IMPOSSIBILIDADE. TIPICIDADES DAS CONDUTAS
VERIFICADAS. ORDEM DENEGADA. (…). III – Ambas
as Turmas desta Corte já se pronunciaram no sentido de
que comete o delito tipificado no art. 307 do Código Penal
aquele que, conduzido perante a autoridade policial,
atribui a si falsa identidade com o intuito de ocultar seus
antecedentes, entendimento que foi reafirmado pelo
Plenário Virtual, ao apreciar o RE 640.139/DF, Rel. Min.
Dias Toffoli. IV – Habeas corpus denegado”. (HC 112176,
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda
Turma, julgado em 14/08/2012, PROCESSO ELETRÔNICO
DJe-168 DIVULG 24-08-2012 PUBLIC 27-08-2012)
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 870572 AGR / DF
De resto, embora o juízo de 1º grau não tenha atribuído ao
ora recorrente a existência de maus antecedentes pela ausência
de trânsito em julgado dos processos a que responde (e-STJ fl.
342), tal circunstância não faz o presente feito distinto daquele
tomado como paradigma. É que, a despeito de inquéritos e
processos em curso não terem aptidão para agravar a pena, em
razão do princípio da presunção de inocência até trânsito em
julgado da condenação, não deixam de constituir registros
penais, de especial importância para a atividade investigatória.
Daí a ratio do entendimento assentado no RE 640.139-RG.
[...]”
2.
Correto o parecer ministerial, que adoto como razões de
decidir. O Supremo Tribunal Federal reconhece compatível com a
Constituição a técnica da motivação per relationem (ARE 757.522-AgR, Rel.
Min. Celso de Mello).
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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De resto, embora o juízo de 1º grau não tenha atribuído ao
ora recorrente a existência de maus antecedentes pela ausência
de trânsito em julgado dos processos a que responde (e-STJ fl.
342), tal circunstância não faz o presente feito distinto daquele
tomado como paradigma. É que, a despeito de inquéritos e
processos em curso não terem aptidão para agravar a pena, em
razão do princípio da presunção de inocência até trânsito em
julgado da condenação, não deixam de constituir registros
penais, de especial importância para a atividade investigatória.
Daí a ratio do entendimento assentado no RE 640.139-RG.
[...]”
2.
Correto o parecer ministerial, que adoto como razões de
decidir. O Supremo Tribunal Federal reconhece compatível com a
Constituição a técnica da motivação per relationem (ARE 757.522-AgR, Rel.
Min. Celso de Mello).
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.572
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FERNANDO FIRMINO DE SOUSA
ADV.(A/S) : LUDMILA DO NASCIMENTO PINHEIRO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045815
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.572
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FERNANDO FIRMINO DE SOUSA
ADV.(A/S) : LUDMILA DO NASCIMENTO PINHEIRO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045815
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9057840
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-06T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIME DE FALSA IDENTIDADE. ART. 307 DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE AUTODEFESA. IMPOSSIBILIDADE. TIPICIDADE CONFIGURADA.
1. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 640.139, Rel. Min. Dias Toffoli, decidiu que o princípio constitucional da autodefesa não alcança aquele que atribui falsa identidade perante autoridade policial com o intuito de ocultar maus antecedentes. Na ocasião, reconheceu-se a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada e, no mérito, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur314134
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CRIME DE FALSA IDENTIDADE)
RE 640139 RG.
(MOTIVAÇÃO "PER RELATIONEM")
ARE 757522 AgR (2ªT).
Número de páginas: 10.
Análise: 13/08/2015, MAD.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
870572
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00307\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 870572 AgR
|
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AGTE.(S) : FERNANDO FIRMINO DE SOUSA
ADV.(A/S) : LUDMILA DO NASCIMENTO PINHEIRO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
|
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Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.572
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FERNANDO FIRMINO DE SOUSA
ADV.(A/S)
:LUDMILA DO NASCIMENTO PINHEIRO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIME DE FALSA
IDENTIDADE. ART. 307 DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE
AUTODEFESA. IMPOSSIBILIDADE. TIPICIDADE CONFIGURADA.
1. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento
do Recurso Extraordinário 640.139, Rel. Min. Dias Toffoli, decidiu que o princípio
constitucional da autodefesa não alcança aquele que atribui falsa
identidade perante autoridade policial com o intuito de ocultar maus
antecedentes. Na ocasião, reconheceu-se a existência de repercussão geral
da questão constitucional suscitada e, no mérito, reafirmou a
jurisprudência dominante sobre a matéria.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829806.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.572
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FERNANDO FIRMINO DE SOUSA
ADV.(A/S)
:LUDMILA DO NASCIMENTO PINHEIRO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e deu provimento ao recurso extraordinário sob os
seguintes fundamentos:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios,
assim ementado:
‘APELAÇÃO CRIMINAL - ROUBO COM EMPREGO
DE ARMA E CONCURSO DE AGENTES - PROVAS DE
AUTORIA E MATERIALIDADE - FALSA IDENTIDADE -
DIREITO DE DEFESA - ATIPICIDADE DA CONDUTA -
DOSIMETRIA DA PENA - EXCLUSÃO DA
INDENIZAÇÃO MÍNIMA.
1. O quadro probatório é suficiente para ensejar a
condenação quando as declarações dos corréus, os
depoimentos das vítimas e dos policiais militares
responsáveis pela prisão em flagrante são unânimes em
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829807.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.572
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FERNANDO FIRMINO DE SOUSA
ADV.(A/S)
:LUDMILA DO NASCIMENTO PINHEIRO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e deu provimento ao recurso extraordinário sob os
seguintes fundamentos:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios,
assim ementado:
‘APELAÇÃO CRIMINAL - ROUBO COM EMPREGO
DE ARMA E CONCURSO DE AGENTES - PROVAS DE
AUTORIA E MATERIALIDADE - FALSA IDENTIDADE -
DIREITO DE DEFESA - ATIPICIDADE DA CONDUTA -
DOSIMETRIA DA PENA - EXCLUSÃO DA
INDENIZAÇÃO MÍNIMA.
1. O quadro probatório é suficiente para ensejar a
condenação quando as declarações dos corréus, os
depoimentos das vítimas e dos policiais militares
responsáveis pela prisão em flagrante são unânimes em
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
ARE 870572 AGR / DF
confirmar a autoria do crime pelos réus.
2. Comprovada a pluralidade de agentes - oito, no
total -, o acordo de vontade entre eles, a divisão de tarefas,
a cooperação e o liame subjetivo, está configurado o
concurso de pessoas.
3. A conduta daquele que se atribui falsa identidade
perante a autoridade policial, em atitude de autodefesa, é
atípica, por refletir a garantia ao silêncio prevista no art.
5..., LXIII da Constituição Federal.
4. A jurisprudência pacífica do C. Superior Tribunal de Justiça é no sentido de
que o aumento de pena superior ao mínimo depende de
motivação qualitativa em relação a cada causa de
aumento, não sendo suficiente a presença de mais de uma
delas.
5. As anotações na folha de antecedentes criminais
do agente, apontando inquéritos e ações penais em
andamento, mesmo com condenação em primeira
instância, sem trânsito em julgado até a data da sentença
condenatória, não se prestam para caracterizar
negativamente sua personalidade, em respeito ao
princípio da não-culpabilidade.
6. Ainda que a arma de brinquedo não seja suficiente
para ensejar a incidência da circunstância prevista no
inciso I do art. 157 do Código Penal Brasileiro, se apreendida outra arma
(lâmina de tesoura) e comprovada a sua utilização na
prática do crime de roubo, inclusive para lesionar uma das
vítimas, deve incidir a circunstância referente ao emprego
de arma.
7. Para a fixação da verba indenizatória mínima, são
necessários a provocação do ofendido e o consequente
contraditório pleno, com todos os recursos e provas a ele
inerentes.
8. Deu-se parcial provimento ao apelo de um dos
réus para absolvê-lo da imputação do crime de falsa
identidade, para reduzir sua pena e alterar o regime inicial
de cumprimento do fechado para o semiaberto, com a
2
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confirmar a autoria do crime pelos réus.
2. Comprovada a pluralidade de agentes - oito, no
total -, o acordo de vontade entre eles, a divisão de tarefas,
a cooperação e o liame subjetivo, está configurado o
concurso de pessoas.
3. A conduta daquele que se atribui falsa identidade
perante a autoridade policial, em atitude de autodefesa, é
atípica, por refletir a garantia ao silêncio prevista no art.
5..., LXIII da Constituição Federal.
4. A jurisprudência pacífica do C. Superior Tribunal de Justiça é no sentido de
que o aumento de pena superior ao mínimo depende de
motivação qualitativa em relação a cada causa de
aumento, não sendo suficiente a presença de mais de uma
delas.
5. As anotações na folha de antecedentes criminais
do agente, apontando inquéritos e ações penais em
andamento, mesmo com condenação em primeira
instância, sem trânsito em julgado até a data da sentença
condenatória, não se prestam para caracterizar
negativamente sua personalidade, em respeito ao
princípio da não-culpabilidade.
6. Ainda que a arma de brinquedo não seja suficiente
para ensejar a incidência da circunstância prevista no
inciso I do art. 157 do Código Penal Brasileiro, se apreendida outra arma
(lâmina de tesoura) e comprovada a sua utilização na
prática do crime de roubo, inclusive para lesionar uma das
vítimas, deve incidir a circunstância referente ao emprego
de arma.
7. Para a fixação da verba indenizatória mínima, são
necessários a provocação do ofendido e o consequente
contraditório pleno, com todos os recursos e provas a ele
inerentes.
8. Deu-se parcial provimento ao apelo de um dos
réus para absolvê-lo da imputação do crime de falsa
identidade, para reduzir sua pena e alterar o regime inicial
de cumprimento do fechado para o semiaberto, com a
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Relatório
ARE 870572 AGR / DF
imediata adequação da execução da pena, e para excluir
da r. sentença a fixação da verba indenizatória mínima.
Deu-se parcial provimento ao apelo dos demais réus para
reduzir as penas e excluir da r. sentença a fixação da verba
indenizatória mínima.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
5..., LXIII, da Constituição. Afirma que ‘o acusado mentiu sobre a
própria identidade, atribuindo-se nome diverso, o que não pode ser
penalmente indiferente’.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o
fundamento de que ‘a questão de fundo, posta de apelo, é de cunho
infraconstitucional’.
O recurso extraordinário deve ser provido, tendo em vista
que o Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no
julgamento do Recurso Extraordinário 640.139, Rel. Min. Dias Toffoli, decidiu que o
princípio constitucional da autodefesa não alcança aquele que
atribui falsa identidade perante autoridade policial com o
intuito de ocultar maus antecedentes. Na ocasião, reconheceu-
se a existência de repercussão geral da questão constitucional
suscitada e, no mérito, reafirmou a jurisprudência dominante
sobre a matéria. Veja-se a ementa do julgado:
‘CONSTITUCIONAL. PENAL. CRIME DE FALSA
IDENTIDADE. ARTIGO 307 DO CÓDIGO PENAL.
ATRIBUIÇÃO DE FALSA INDENTIDADE PERANTE
AUTORIDADE
POLICIAL.
ALEGAÇÃO
DE
AUTODEFESA. ARTIGO 5..., INCISO LXIII, DA
CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO
GERAL. CONFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA
CORTE NO SENTIDO DA IMPOSSIBILIDADE.
TIPICIDADE DA CONDUTA CONFIGURADA.
O princípio constitucional da autodefesa (art. 5...,
inciso LXIII, da Constituição Federal de 1988/88) não alcança aquele que atribui falsa
identidade perante autoridade policial com o intento de
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imediata adequação da execução da pena, e para excluir
da r. sentença a fixação da verba indenizatória mínima.
Deu-se parcial provimento ao apelo dos demais réus para
reduzir as penas e excluir da r. sentença a fixação da verba
indenizatória mínima.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
5..., LXIII, da Constituição. Afirma que ‘o acusado mentiu sobre a
própria identidade, atribuindo-se nome diverso, o que não pode ser
penalmente indiferente’.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o
fundamento de que ‘a questão de fundo, posta de apelo, é de cunho
infraconstitucional’.
O recurso extraordinário deve ser provido, tendo em vista
que o Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no
julgamento do Recurso Extraordinário 640.139, Rel. Min. Dias Toffoli, decidiu que o
princípio constitucional da autodefesa não alcança aquele que
atribui falsa identidade perante autoridade policial com o
intuito de ocultar maus antecedentes. Na ocasião, reconheceu-
se a existência de repercussão geral da questão constitucional
suscitada e, no mérito, reafirmou a jurisprudência dominante
sobre a matéria. Veja-se a ementa do julgado:
‘CONSTITUCIONAL. PENAL. CRIME DE FALSA
IDENTIDADE. ARTIGO 307 DO CÓDIGO PENAL.
ATRIBUIÇÃO DE FALSA INDENTIDADE PERANTE
AUTORIDADE
POLICIAL.
ALEGAÇÃO
DE
AUTODEFESA. ARTIGO 5..., INCISO LXIII, DA
CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO
GERAL. CONFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA
CORTE NO SENTIDO DA IMPOSSIBILIDADE.
TIPICIDADE DA CONDUTA CONFIGURADA.
O princípio constitucional da autodefesa (art. 5...,
inciso LXIII, da Constituição Federal de 1988/88) não alcança aquele que atribui falsa
identidade perante autoridade policial com o intento de
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Relatório
ARE 870572 AGR / DF
ocultar maus antecedentes, sendo, portanto, típica a
conduta praticada pelo agente (art. 307 do Código Penal Brasileiro). O tema
possui densidade constitucional e extrapola os limites
subjetivos das partes.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, c, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e dou
provimento ao recurso extraordinário para restabelecer a
sentença que condenou o ora recorrente quanto à prática do
crime previsto no art. 307 do Código Penal.
[...]”
2.
A parte recorrente alega que: (i) “a jurisprudência de fato
dominante nesta Egrégia Corte, a qual deve ser mantida por esta Corte no
presente caso, é aquela que não admite o revolvimento do acervo fático probatório
para adotar-se premissa diferente daquela em que se fundou o juízo a quo”; (ii)
está clara “a inadequação da repercussão geral aplicada por ausência de
antecedentes a serem supostamente omitidos pelo agravante”.
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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ocultar maus antecedentes, sendo, portanto, típica a
conduta praticada pelo agente (art. 307 do Código Penal Brasileiro). O tema
possui densidade constitucional e extrapola os limites
subjetivos das partes.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, c, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e dou
provimento ao recurso extraordinário para restabelecer a
sentença que condenou o ora recorrente quanto à prática do
crime previsto no art. 307 do Código Penal.
[...]”
2.
A parte recorrente alega que: (i) “a jurisprudência de fato
dominante nesta Egrégia Corte, a qual deve ser mantida por esta Corte no
presente caso, é aquela que não admite o revolvimento do acervo fático probatório
para adotar-se premissa diferente daquela em que se fundou o juízo a quo”; (ii)
está clara “a inadequação da repercussão geral aplicada por ausência de
antecedentes a serem supostamente omitidos pelo agravante”.
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.572
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. A Subprocuradora-Geral da República Deborah
Macedo Duprat de Brito Pereira opinou pelo desprovimento do agravo
regimental nos seguintes termos:
“[...]
Contudo, não há qualquer procedência em suas
alegações.
De início, é desnecessário o retorno a fatos e provas para
a análise da questão levantada, na medida em que estes são
incontestáveis. A discussão proposta é saber se o princípio da
autodefesa alcança a conduta daquele que atribui falsa
identidade perante autoridade policial com o propósito de
ocultar maus antecedentes.
A questão, assim posta, é exclusivamente de direito.
Eugênio Pacelli e Douglas Fischer1 partilham dessa posição:
(…) No reexame probatório, o que se realiza é um
novo confronto entre as provas existentes nos autos para,
somente se vencido esse obstáculo, se checar à conclusão
se a decisão objurgada está correta ou não. Já na
revaloração jurídica da prova delineada nos autos, não há
dúvidas quaisquer sobre o que provado, pelo menos sobre
o que se debruçou a conclusão do julgado. Os fatos são
1
“Comentários ao Código de Processo Penal e sua jurisprudência”. Rio de Janeiro: Ed. Lumen
Juris, 2010, p.1316
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.572
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a
decisão ora agravada. A Subprocuradora-Geral da República Deborah
Macedo Duprat de Brito Pereira opinou pelo desprovimento do agravo
regimental nos seguintes termos:
“[...]
Contudo, não há qualquer procedência em suas
alegações.
De início, é desnecessário o retorno a fatos e provas para
a análise da questão levantada, na medida em que estes são
incontestáveis. A discussão proposta é saber se o princípio da
autodefesa alcança a conduta daquele que atribui falsa
identidade perante autoridade policial com o propósito de
ocultar maus antecedentes.
A questão, assim posta, é exclusivamente de direito.
Eugênio Pacelli e Douglas Fischer1 partilham dessa posição:
(…) No reexame probatório, o que se realiza é um
novo confronto entre as provas existentes nos autos para,
somente se vencido esse obstáculo, se checar à conclusão
se a decisão objurgada está correta ou não. Já na
revaloração jurídica da prova delineada nos autos, não há
dúvidas quaisquer sobre o que provado, pelo menos sobre
o que se debruçou a conclusão do julgado. Os fatos são
1
“Comentários ao Código de Processo Penal e sua jurisprudência”. Rio de Janeiro: Ed. Lumen
Juris, 2010, p.1316
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 870572 AGR / DF
certos. O que se discute é se o tribunal inferior procedeu
corretamente ou não na aplicação da lei ao caso concreto
frente àquelas provas e só a elas (que não geram dúvidas
quaisquer sobre a sua essência). A situação é
eminentemente jurídica (...)”
Também a jurisprudência dessa Casa vai no mesmo
sentido. A título de mero exemplo:
“Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
CONHECIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL.
INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Valoração,
caracterização, classificação e requalificação de dados
constantes nos autos, que não importem a necessidade de
reabertura da fase instrutória, não se confundem com
reexame de fatos e provas, vedado no julgamento de
recurso extraordinário. Agravo regimental ao qual se nega
provimento”. (AI 677843 ED, Relator(a): Min. JOAQUIM
BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 18/10/2011, DJe-
216 DIVULG 11-11-2011 PUBLIC 14-11-2011 EMENT
VOL-02625-03 PP-00350)
Passa-se, então, à questão de fundo do presente recurso.
No caso, a decisão do relator aplicou corretamente o
entendimento do Plenário do Supremo Tribunal Federal, assentado no Recurso Extraordinário 640.139-RG,
que, ao reconhecer a repercussão geral da matéria nele
deduzida, afirmou que “o princípio constitucional da
autodefesa (art. 5..., inciso LXIII, da Constituição Federal de 1988/88) não alcança aquele
que atribui falsa identidade perante autoridade policial com o
intento de ocultar maus antecedentes, sendo, portanto, típica a
conduta praticada pelo agente (art. 307 do Código Penal Brasileiro)”. A propósito, os
seguintes precedentes:
“Ementa: Habeas Corpus substitutivo de recurso
ordinário. Crime de Falsa Identidade para ocultar maus
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870572 AGR / DF
certos. O que se discute é se o tribunal inferior procedeu
corretamente ou não na aplicação da lei ao caso concreto
frente àquelas provas e só a elas (que não geram dúvidas
quaisquer sobre a sua essência). A situação é
eminentemente jurídica (...)”
Também a jurisprudência dessa Casa vai no mesmo
sentido. A título de mero exemplo:
“Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
CONHECIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL.
INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Valoração,
caracterização, classificação e requalificação de dados
constantes nos autos, que não importem a necessidade de
reabertura da fase instrutória, não se confundem com
reexame de fatos e provas, vedado no julgamento de
recurso extraordinário. Agravo regimental ao qual se nega
provimento”. (AI 677843 ED, Relator(a): Min. JOAQUIM
BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 18/10/2011, DJe-
216 DIVULG 11-11-2011 PUBLIC 14-11-2011 EMENT
VOL-02625-03 PP-00350)
Passa-se, então, à questão de fundo do presente recurso.
No caso, a decisão do relator aplicou corretamente o
entendimento do Plenário do Supremo Tribunal Federal, assentado no Recurso Extraordinário 640.139-RG,
que, ao reconhecer a repercussão geral da matéria nele
deduzida, afirmou que “o princípio constitucional da
autodefesa (art. 5..., inciso LXIII, da Constituição Federal de 1988/88) não alcança aquele
que atribui falsa identidade perante autoridade policial com o
intento de ocultar maus antecedentes, sendo, portanto, típica a
conduta praticada pelo agente (art. 307 do Código Penal Brasileiro)”. A propósito, os
seguintes precedentes:
“Ementa: Habeas Corpus substitutivo de recurso
ordinário. Crime de Falsa Identidade para ocultar maus
2
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 870572 AGR / DF
antecedentes. Tipicidade da conduta. 1. O Plenário do
Supremo Tribunal Federal (Recurso Extraordinário Recurso Extraordinário 640.139-RG, Rel. Min.
Dias Toffoli), ao reconhecer a repercussão geral do tema
discutido neste processo, reafirmou a jurisprudência da
Corte no sentido de que “o princípio constitucional da
autodefesa (art. 5..., inciso LXIII, da Constituição Federal de 1988/88) não alcança
aquele que atribui falsa identidade perante autoridade
policial com o intento de ocultar maus antecedentes,
sendo, portanto, típica a conduta praticada pelo agente
(art. 307 do Código Penal Brasileiro)”. 2. Habeas Corpus extinto, sem resolução
de mérito, por inadequação da via processual”. (HC
112846, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira
Turma, julgado em 02/09/2014, PROCESSO ELETRÔNICO
DJe-191 DIVULG 30-09-2014 PUBLIC 01-10-2014)
“Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. PACIENTE
CONDENADO PELOS CRIMES DE USO DE
DOCUMENTO FALSO (ART. 304 DO Código Penal Brasileiro) E FALSA
IDENTIDADE (ART. 307 DO Código Penal Brasileiro). EXAME PERICIAL
PRESCINDÍVEL. MATERIALIDADE DEMONSTRADA
POR OUTROS ELEMENTOS DE PROVA. ATRIBUIÇÃO
DE FALSA IDENTIDADE PERANTE AUTORIDADE
POLICIAL.
ALEGAÇÃO
DE
AUTODEFESA.
JURISPRUDÊNCIA DA CORTE NO SENTIDO DA
IMPOSSIBILIDADE. TIPICIDADES DAS CONDUTAS
VERIFICADAS. ORDEM DENEGADA. (…). III – Ambas
as Turmas desta Corte já se pronunciaram no sentido de
que comete o delito tipificado no art. 307 do Código Penal
aquele que, conduzido perante a autoridade policial,
atribui a si falsa identidade com o intuito de ocultar seus
antecedentes, entendimento que foi reafirmado pelo
Plenário Virtual, ao apreciar o Recurso Extraordinário 640.139/DF, Rel. Min.
Dias Toffoli. IV – Habeas corpus denegado”. (HC 112176,
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda
Turma, julgado em 14/08/2012, PROCESSO ELETRÔNICO
DJe-168 DIVULG 24-08-2012 PUBLIC 27-08-2012)
3
Supremo Tribunal Federal
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antecedentes. Tipicidade da conduta. 1. O Plenário do
Supremo Tribunal Federal (Recurso Extraordinário Recurso Extraordinário 640.139-RG, Rel. Min.
Dias Toffoli), ao reconhecer a repercussão geral do tema
discutido neste processo, reafirmou a jurisprudência da
Corte no sentido de que “o princípio constitucional da
autodefesa (art. 5..., inciso LXIII, da Constituição Federal de 1988/88) não alcança
aquele que atribui falsa identidade perante autoridade
policial com o intento de ocultar maus antecedentes,
sendo, portanto, típica a conduta praticada pelo agente
(art. 307 do Código Penal Brasileiro)”. 2. Habeas Corpus extinto, sem resolução
de mérito, por inadequação da via processual”. (HC
112846, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira
Turma, julgado em 02/09/2014, PROCESSO ELETRÔNICO
DJe-191 DIVULG 30-09-2014 PUBLIC 01-10-2014)
“Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. PACIENTE
CONDENADO PELOS CRIMES DE USO DE
DOCUMENTO FALSO (ART. 304 DO Código Penal Brasileiro) E FALSA
IDENTIDADE (ART. 307 DO Código Penal Brasileiro). EXAME PERICIAL
PRESCINDÍVEL. MATERIALIDADE DEMONSTRADA
POR OUTROS ELEMENTOS DE PROVA. ATRIBUIÇÃO
DE FALSA IDENTIDADE PERANTE AUTORIDADE
POLICIAL.
ALEGAÇÃO
DE
AUTODEFESA.
JURISPRUDÊNCIA DA CORTE NO SENTIDO DA
IMPOSSIBILIDADE. TIPICIDADES DAS CONDUTAS
VERIFICADAS. ORDEM DENEGADA. (…). III – Ambas
as Turmas desta Corte já se pronunciaram no sentido de
que comete o delito tipificado no art. 307 do Código Penal
aquele que, conduzido perante a autoridade policial,
atribui a si falsa identidade com o intuito de ocultar seus
antecedentes, entendimento que foi reafirmado pelo
Plenário Virtual, ao apreciar o Recurso Extraordinário 640.139/DF, Rel. Min.
Dias Toffoli. IV – Habeas corpus denegado”. (HC 112176,
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda
Turma, julgado em 14/08/2012, PROCESSO ELETRÔNICO
DJe-168 DIVULG 24-08-2012 PUBLIC 27-08-2012)
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 870572 AGR / DF
De resto, embora o juízo de 1... grau não tenha atribuído ao
ora recorrente a existência de maus antecedentes pela ausência
de trânsito em julgado dos processos a que responde (e-Superior Tribunal de Justiça fl.
342), tal circunstância não faz o presente feito distinto daquele
tomado como paradigma. É que, a despeito de inquéritos e
processos em curso não terem aptidão para agravar a pena, em
razão do princípio da presunção de inocência até trânsito em
julgado da condenação, não deixam de constituir registros
penais, de especial importância para a atividade investigatória.
Daí a ratio do entendimento assentado no Recurso Extraordinário 640.139-RG.
[...]”
2.
Correto o parecer ministerial, que adoto como razões de
decidir. O Supremo Tribunal Federal reconhece compatível com a
Constituição a técnica da motivação per relationem (ARE 757.522-AgR, Rel.
Min. Celso de Mello).
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870572 AGR / DF
De resto, embora o juízo de 1... grau não tenha atribuído ao
ora recorrente a existência de maus antecedentes pela ausência
de trânsito em julgado dos processos a que responde (e-Superior Tribunal de Justiça fl.
342), tal circunstância não faz o presente feito distinto daquele
tomado como paradigma. É que, a despeito de inquéritos e
processos em curso não terem aptidão para agravar a pena, em
razão do princípio da presunção de inocência até trânsito em
julgado da condenação, não deixam de constituir registros
penais, de especial importância para a atividade investigatória.
Daí a ratio do entendimento assentado no Recurso Extraordinário 640.139-RG.
[...]”
2.
Correto o parecer ministerial, que adoto como razões de
decidir. O Supremo Tribunal Federal reconhece compatível com a
Constituição a técnica da motivação per relationem (ARE 757.522-AgR, Rel.
Min. Celso de Mello).
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829808.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.572
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FERNANDO FIRMINO DE SOUSA
ADV.(A/S) : LUDMILA DO NASCIMENTO PINHEIRO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045815
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.572
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FERNANDO FIRMINO DE SOUSA
ADV.(A/S) : LUDMILA DO NASCIMENTO PINHEIRO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870 . 572",
"Recurso Extraordinário 640 . 139",
"ARE 870572 AGR / DF",
"ARE 870572 AGR / DF",
"ARE 870572 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 640 . 139",
"ARE 870572",
"Recurso Extraordinário 640 . 139",
"ARE 870572 AGR / DF",
"ARE 870572 AGR / DF",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"ARE 870572 AGR / DF",
"SÚMULA 279 / Supremo",
"AI 677843 ED",
"Recurso Extraordinário 640 . 139 - RG",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 677843 ED",
"Recurso Extraordinário 640 . 139 - RG",
"Recurso Extraordinário 640 . 139 - RG",
"HC 112846",
"Recurso Extraordinário 640 . 139 / DF",
"HC 112176",
"ARE 870572 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário Recurso Extraordinário 640 . 139 - RG",
"HC 112846",
"Recurso Extraordinário 640 . 139 / DF",
"HC 112176",
"Recurso Extraordinário 640 . 139 - RG .",
"ARE 757 . 522 - AgR",
"ARE 870572 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 640 . 139 - RG",
"ARE 757 . 522 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 307 DO CÓDIGO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LXIII da Constituição Federal",
"inciso I do art . 157 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LXIII da Constituição Federal",
"inciso I do art . 157 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LXIII , da Constituição",
"ARTIGO 307 DO CÓDIGO PENAL",
"ARTIGO 5 . . . , INCISO LXIII , DA CONSTITUIÇÃO",
"art . 5 . . . , inciso LXIII , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LXIII , da Constituição",
"ARTIGO 307 DO CÓDIGO PENAL",
"ARTIGO 5 . . . , INCISO LXIII , DA CONSTITUIÇÃO",
"art . 5 . . . , inciso LXIII , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 307 do Código Penal Brasileiro",
"art . 544 , § 4 . . . , II , c , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"art . 307 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 307 do Código Penal Brasileiro",
"art . 544 , § 4 . . . , II , c , do Código de Processo Civil",
"art . 307 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso LXIII , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 307 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso LXIII , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 307 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso LXIII , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 307 do Código Penal Brasileiro",
"ART . 304 DO Código Penal Brasileiro",
"ART . 307 DO Código Penal Brasileiro",
"art . 307 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso LXIII , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 307 do Código Penal Brasileiro",
"ART . 304 DO Código Penal Brasileiro",
"ART . 307 DO Código Penal Brasileiro",
"art . 307 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Rio de Janeiro",
"DISTRITO FEDERAL",
"Rio de Janeiro",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS",
"Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS",
"Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL",
"Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"C",
".",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RI",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Ed",
". Lumen Juris",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Ed",
"Lumen Juris",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Plenário Virtual",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Plenário Virtual",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"FERNANDO FIRMINO DE SOUSA",
"LUDMILA DO NASCIMENTO PINHEIRO",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"FERNANDO FIRMINO DE SOUSA",
"LUDMILA DO NASCIMENTO PINHEIRO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"FERNANDO FIRMINO DE SOUSA",
"LUDMILA DO NASCIMENTO PINHEIRO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Deborah Macedo Duprat de Brito Pereira",
"Eugênio Pacelli",
"Douglas Fischer1",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Deborah Macedo Duprat de Brito Pereira",
"Eugênio Pacelli",
"Douglas Fischer1",
"ROBERTO BARROSO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"ROBERTO BARROSO",
"Dias Toffoli",
"ROBERTO BARROSO",
"Dias Toffoli",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Dias Toffoli",
"ROBERTO BARROSO",
"Dias Toffoli",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"ROBERTO BARROSO",
"FERNANDO FIRMINO DE SOUSA",
"LUDMILA DO NASCIMENTO PINHEIRO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"FERNANDO FIRMINO DE SOUSA",
"LUDMILA DO NASCIMENTO PINHEIRO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"10",
"/",
"2011",
"11",
"-",
"11",
"-",
"2011",
"14",
"-",
"11",
"-",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"10",
"/",
"2011",
"11",
"-",
"11",
"-",
"2011",
"14",
"-",
"11",
"-",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"30",
"-",
"09",
"-",
"2014",
"01",
"-",
"10",
"-",
"2014",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"-",
"08",
"-",
"2012",
"27",
"-",
"08",
"-",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"30",
"-",
"09",
"-",
"2014",
"01",
"-",
"10",
"-",
"2014",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"-",
"08",
"-",
"2012",
"27",
"-",
"08",
"-",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.436 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:OSVALDO APARECIDO MAZER
ADV.(A/S)
:ELIESER FRANCISCO SEVERIANO DO CARMO E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:JOSÉ EGIDIO FRANCISCO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:MARIA ANGÉLICA DO CARMO E OUTRO(A/S)
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RECEBIDOS
COMO
AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO DO ADVOGADO
SUBSCRITOR DO APELO EXTREMO. INAPLICABILIDADE DO ART. 13
DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL NA INSTÂNCIA
EXTRAORDINÁRIA.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em receber os embargos de
declaração como agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8798215.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.436 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:OSVALDO APARECIDO MAZER
ADV.(A/S)
:ELIESER FRANCISCO SEVERIANO DO CARMO E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:JOSÉ EGIDIO FRANCISCO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:MARIA ANGÉLICA DO CARMO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de embargos de declaração contra decisão que não conheceu
do recurso extraordinário por não haver nos autos procuração ou
substabelecimento outorgados aos advogados Evandro do Carmo
(OAB/SP 149.016) segundo subscritor do recurso extraordinário, nem a
Silvério Polotto (OAB/SP 27.199) e Paulo Eduardo de Souza Polotto
(OAB/SP 79.023) que substabeleceram ao advogado Eliéser Francisco
Severiano do Carmo (OAB/SP 210.185), primeiro subscritor do apelo.
Nos embargos, sustenta-se que está provados nos autos que os
causídicos Silvério Polotto (OAB/SP 27.199) e Paulo Eduardo de Souza
Polotto (OAB/SP 79.023) outorgaram substabelecimento, sem reserva de
poderes, a vários advogados, dentre os quais se encontra Eliéser
Francisco Severiano do Carmo.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.436 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:OSVALDO APARECIDO MAZER
ADV.(A/S)
:ELIESER FRANCISCO SEVERIANO DO CARMO E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:JOSÉ EGIDIO FRANCISCO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:MARIA ANGÉLICA DO CARMO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de embargos de declaração contra decisão que não conheceu
do recurso extraordinário por não haver nos autos procuração ou
substabelecimento outorgados aos advogados Evandro do Carmo
(OAB/SP 149.016) segundo subscritor do recurso extraordinário, nem a
Silvério Polotto (OAB/SP 27.199) e Paulo Eduardo de Souza Polotto
(OAB/SP 79.023) que substabeleceram ao advogado Eliéser Francisco
Severiano do Carmo (OAB/SP 210.185), primeiro subscritor do apelo.
Nos embargos, sustenta-se que está provados nos autos que os
causídicos Silvério Polotto (OAB/SP 27.199) e Paulo Eduardo de Souza
Polotto (OAB/SP 79.023) outorgaram substabelecimento, sem reserva de
poderes, a vários advogados, dentre os quais se encontra Eliéser
Francisco Severiano do Carmo.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.436 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. Embora a recorrente tenha denominado o presente recurso de
"embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se,
de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou
provimento ao agravo, e não sanar qualquer erro material, omissão,
obscuridade ou contradição (art. 535 do CPC). Evidenciando-se, portanto,
a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o
como agravo regimental.
2. Não havendo qualquer subsídio trazido pela agravante capaz de
alterar os fundamentos da decisão ora agravada, subsiste incólume o
entendimento nela firmado:
1. Não há nos autos procuração ou substabelecimento
outorgados aos advogados Evandro do Carmo (OAB/SP:
149.016), segundo subscritor do recurso extraordinário; nem a
Silvério Polotto (OAB/SP: 27.199) e Paulo Eduardo de Souza
Polotto (OAB/SP: 79.023), que substabeleceram ao advogado
Eliéser Francisco Severiano do Carmo (OAB/SP: 210.185),
primeiro subscritor do apelo. Essa situação obsta a apreciação
do recurso, conforme assente jurisprudência desta Corte. Nesse
sentido: ARE 705.433-AgR, Tribunal Pleno, rel. Min. JOAQUIM
BARBOSA (Presidente), DJe de 14/6/2013; ARE 709.899-AgR,
Primeira Turma, rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 26/2/2013; AI
761.557-AgR, Segunda Turma, rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe
de 1º/8/2012.
Ademais, esta Corte pacificou entendimento no sentido de
que é inviável a aplicação do art. 13 do CPC na instância
extraordinária, considerando-se inexistente o recurso assinado
por advogado sem procuração nos autos. Precedentes: RE
606.324-AgR, Primeira Turma, rel. Min. ROSA WEBER, DJe de
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.436 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. Embora a recorrente tenha denominado o presente recurso de
"embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se,
de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou
provimento ao agravo, e não sanar qualquer erro material, omissão,
obscuridade ou contradição (art. 535 do CPC). Evidenciando-se, portanto,
a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o
como agravo regimental.
2. Não havendo qualquer subsídio trazido pela agravante capaz de
alterar os fundamentos da decisão ora agravada, subsiste incólume o
entendimento nela firmado:
1. Não há nos autos procuração ou substabelecimento
outorgados aos advogados Evandro do Carmo (OAB/SP:
149.016), segundo subscritor do recurso extraordinário; nem a
Silvério Polotto (OAB/SP: 27.199) e Paulo Eduardo de Souza
Polotto (OAB/SP: 79.023), que substabeleceram ao advogado
Eliéser Francisco Severiano do Carmo (OAB/SP: 210.185),
primeiro subscritor do apelo. Essa situação obsta a apreciação
do recurso, conforme assente jurisprudência desta Corte. Nesse
sentido: ARE 705.433-AgR, Tribunal Pleno, rel. Min. JOAQUIM
BARBOSA (Presidente), DJe de 14/6/2013; ARE 709.899-AgR,
Primeira Turma, rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 26/2/2013; AI
761.557-AgR, Segunda Turma, rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe
de 1º/8/2012.
Ademais, esta Corte pacificou entendimento no sentido de
que é inviável a aplicação do art. 13 do CPC na instância
extraordinária, considerando-se inexistente o recurso assinado
por advogado sem procuração nos autos. Precedentes: RE
606.324-AgR, Primeira Turma, rel. Min. ROSA WEBER, DJe de
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
RE 798436 ED / SP
14/6/2012; RE 394.820-ED-AgR, Segunda Turma, rel. Min.
CARLOS VELLOSO, DJ de 23/9/2005.
Saliente-se que é irrelevante que haja substabelecimento ao
advogado Eliéser Francisco Severiano do Carmo (OAB/SP 210.185), uma
vez que os outorgantes, Silvério Polotto (OAB/SP 27.199) e Paulo Eduardo
de Souza Polotto (OAB/SP 79.023), não possuem procuração ou
substabelecimento nos autos, conforme consignado na decisão agravada.
Ora, por óbvio, estes advogados não poderiam outorgar àquele poderes
que nunca lhes foram conferidos.
3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental e nego-lhe provimento. É o voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 798436 ED / SP
14/6/2012; RE 394.820-ED-AgR, Segunda Turma, rel. Min.
CARLOS VELLOSO, DJ de 23/9/2005.
Saliente-se que é irrelevante que haja substabelecimento ao
advogado Eliéser Francisco Severiano do Carmo (OAB/SP 210.185), uma
vez que os outorgantes, Silvério Polotto (OAB/SP 27.199) e Paulo Eduardo
de Souza Polotto (OAB/SP 79.023), não possuem procuração ou
substabelecimento nos autos, conforme consignado na decisão agravada.
Ora, por óbvio, estes advogados não poderiam outorgar àquele poderes
que nunca lhes foram conferidos.
3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental e nego-lhe provimento. É o voto.
2
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Extrato de Ata - 23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.436
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : OSVALDO APARECIDO MAZER
ADV.(A/S) : ELIESER FRANCISCO SEVERIANO DO CARMO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : JOSÉ EGIDIO FRANCISCO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : MARIA ANGÉLICA DO CARMO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de
declaração como agravo regimental e a ele negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.436
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : OSVALDO APARECIDO MAZER
ADV.(A/S) : ELIESER FRANCISCO SEVERIANO DO CARMO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : JOSÉ EGIDIO FRANCISCO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : MARIA ANGÉLICA DO CARMO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de
declaração como agravo regimental e a ele negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8892843
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-03T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e a ele negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO DO ADVOGADO SUBSCRITOR DO APELO EXTREMO. INAPLICABILIDADE DO ART. 13 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur313469
|
Número de páginas: 5.
Análise: 05/08/2015, MJC.
|
TEORI ZAVASCKI
|
Segunda Turma
|
798436
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00013\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
RE-ED
|
acordaos
|
RE 798436 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : OSVALDO APARECIDO MAZER
ADV.(A/S) : ELIESER FRANCISCO SEVERIANO DO CARMO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : JOSÉ EGIDIO FRANCISCO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : MARIA ANGÉLICA DO CARMO E OUTRO(A/S)
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.436 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:OSVALDO APARECIDO MAZER
ADV.(A/S)
:ELIESER FRANCISCO SEVERIANO DO CARMO E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:JOSÉ EGIDIO FRANCISCO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:MARIA ANGÉLICA DO CARMO E OUTRO(A/S)
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RECEBIDOS
COMO
AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO DO ADVOGADO
SUBSCRITOR DO APELO EXTREMO. INAPLICABILIDADE DO ART. 13
DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL NA INSTÂNCIA
EXTRAORDINÁRIA.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em receber os embargos de
declaração como agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.436 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:OSVALDO APARECIDO MAZER
ADV.(A/S)
:ELIESER FRANCISCO SEVERIANO DO CARMO E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:JOSÉ EGIDIO FRANCISCO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:MARIA ANGÉLICA DO CARMO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de embargos de declaração contra decisão que não conheceu
do recurso extraordinário por não haver nos autos procuração ou
substabelecimento outorgados aos advogados Evandro do Carmo
(OAB/SP 149.016) segundo subscritor do recurso extraordinário, nem a
Silvério Polotto (OAB/SP 27.199) e Paulo Eduardo de Souza Polotto
(OAB/SP 79.023) que substabeleceram ao advogado Eliéser Francisco
Severiano do Carmo (OAB/SP 210.185), primeiro subscritor do apelo.
Nos embargos, sustenta-se que está provados nos autos que os
causídicos Silvério Polotto (OAB/SP 27.199) e Paulo Eduardo de Souza
Polotto (OAB/SP 79.023) outorgaram substabelecimento, sem reserva de
poderes, a vários advogados, dentre os quais se encontra Eliéser
Francisco Severiano do Carmo.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.436 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:OSVALDO APARECIDO MAZER
ADV.(A/S)
:ELIESER FRANCISCO SEVERIANO DO CARMO E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:JOSÉ EGIDIO FRANCISCO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:MARIA ANGÉLICA DO CARMO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de embargos de declaração contra decisão que não conheceu
do recurso extraordinário por não haver nos autos procuração ou
substabelecimento outorgados aos advogados Evandro do Carmo
(OAB/SP 149.016) segundo subscritor do recurso extraordinário, nem a
Silvério Polotto (OAB/SP 27.199) e Paulo Eduardo de Souza Polotto
(OAB/SP 79.023) que substabeleceram ao advogado Eliéser Francisco
Severiano do Carmo (OAB/SP 210.185), primeiro subscritor do apelo.
Nos embargos, sustenta-se que está provados nos autos que os
causídicos Silvério Polotto (OAB/SP 27.199) e Paulo Eduardo de Souza
Polotto (OAB/SP 79.023) outorgaram substabelecimento, sem reserva de
poderes, a vários advogados, dentre os quais se encontra Eliéser
Francisco Severiano do Carmo.
É o relatório.
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.436 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. Embora a recorrente tenha denominado o presente recurso de
"embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se,
de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou
provimento ao agravo, e não sanar qualquer erro material, omissão,
obscuridade ou contradição (art. 535 do Código de Processo Civil). Evidenciando-se, portanto,
a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o
como agravo regimental.
2. Não havendo qualquer subsídio trazido pela agravante capaz de
alterar os fundamentos da decisão ora agravada, subsiste incólume o
entendimento nela firmado:
1. Não há nos autos procuração ou substabelecimento
outorgados aos advogados Evandro do Carmo (OAB/SP:
149.016), segundo subscritor do recurso extraordinário; nem a
Silvério Polotto (OAB/SP: 27.199) e Paulo Eduardo de Souza
Polotto (OAB/SP: 79.023), que substabeleceram ao advogado
Eliéser Francisco Severiano do Carmo (OAB/SP: 210.185),
primeiro subscritor do apelo. Essa situação obsta a apreciação
do recurso, conforme assente jurisprudência desta Corte. Nesse
sentido: ARE 705.433-AgR, Tribunal Pleno, rel. Min. JOAQUIM
BARBOSA (Presidente), DJe de 14/6/2013; ARE 709.899-AgR,
Primeira Turma, rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 26/2/2013; AI
761.557-AgR, Segunda Turma, rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe
de 1.../8/2012.
Ademais, esta Corte pacificou entendimento no sentido de
que é inviável a aplicação do art. 13 do Código de Processo Civil na instância
extraordinária, considerando-se inexistente o recurso assinado
por advogado sem procuração nos autos. Precedentes: Recurso Extraordinário
606.324-AgR, Primeira Turma, rel. Min. ROSA WEBER, DJe de
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8798221.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.436 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. Embora a recorrente tenha denominado o presente recurso de
"embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se,
de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou
provimento ao agravo, e não sanar qualquer erro material, omissão,
obscuridade ou contradição (art. 535 do Código de Processo Civil). Evidenciando-se, portanto,
a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o
como agravo regimental.
2. Não havendo qualquer subsídio trazido pela agravante capaz de
alterar os fundamentos da decisão ora agravada, subsiste incólume o
entendimento nela firmado:
1. Não há nos autos procuração ou substabelecimento
outorgados aos advogados Evandro do Carmo (OAB/SP:
149.016), segundo subscritor do recurso extraordinário; nem a
Silvério Polotto (OAB/SP: 27.199) e Paulo Eduardo de Souza
Polotto (OAB/SP: 79.023), que substabeleceram ao advogado
Eliéser Francisco Severiano do Carmo (OAB/SP: 210.185),
primeiro subscritor do apelo. Essa situação obsta a apreciação
do recurso, conforme assente jurisprudência desta Corte. Nesse
sentido: ARE 705.433-AgR, Tribunal Pleno, rel. Min. JOAQUIM
BARBOSA (Presidente), DJe de 14/6/2013; ARE 709.899-AgR,
Primeira Turma, rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 26/2/2013; AI
761.557-AgR, Segunda Turma, rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe
de 1.../8/2012.
Ademais, esta Corte pacificou entendimento no sentido de
que é inviável a aplicação do art. 13 do Código de Processo Civil na instância
extraordinária, considerando-se inexistente o recurso assinado
por advogado sem procuração nos autos. Precedentes: Recurso Extraordinário
606.324-AgR, Primeira Turma, rel. Min. ROSA WEBER, DJe de
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
Recurso Extraordinário 798436 ED / SP
14/6/2012; Recurso Extraordinário 394.820-ED-AgR, Segunda Turma, rel. Min.
CARLOS VELLOSO, DJ de 23/9/2005.
Saliente-se que é irrelevante que haja substabelecimento ao
advogado Eliéser Francisco Severiano do Carmo (OAB/SP 210.185), uma
vez que os outorgantes, Silvério Polotto (OAB/SP 27.199) e Paulo Eduardo
de Souza Polotto (OAB/SP 79.023), não possuem procuração ou
substabelecimento nos autos, conforme consignado na decisão agravada.
Ora, por óbvio, estes advogados não poderiam outorgar àquele poderes
que nunca lhes foram conferidos.
3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental e nego-lhe provimento. É o voto.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8798221.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 798436 ED / SP
14/6/2012; Recurso Extraordinário 394.820-ED-AgR, Segunda Turma, rel. Min.
CARLOS VELLOSO, DJ de 23/9/2005.
Saliente-se que é irrelevante que haja substabelecimento ao
advogado Eliéser Francisco Severiano do Carmo (OAB/SP 210.185), uma
vez que os outorgantes, Silvério Polotto (OAB/SP 27.199) e Paulo Eduardo
de Souza Polotto (OAB/SP 79.023), não possuem procuração ou
substabelecimento nos autos, conforme consignado na decisão agravada.
Ora, por óbvio, estes advogados não poderiam outorgar àquele poderes
que nunca lhes foram conferidos.
3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental e nego-lhe provimento. É o voto.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8798221.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 23/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.436
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : OSVALDO APARECIDO MAZER
ADV.(A/S) : ELIESER FRANCISCO SEVERIANO DO CARMO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : JOSÉ EGIDIO FRANCISCO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : MARIA ANGÉLICA DO CARMO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de
declaração como agravo regimental e a ele negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2... Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8850606
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.436
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : OSVALDO APARECIDO MAZER
ADV.(A/S) : ELIESER FRANCISCO SEVERIANO DO CARMO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : JOSÉ EGIDIO FRANCISCO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : MARIA ANGÉLICA DO CARMO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de
declaração como agravo regimental e a ele negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2... Turma, 23.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798 . 436",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798 . 436",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798 . 436",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798 . 436",
"ARE 705 . 433 - AgR",
"ARE",
".",
"-",
"AgR",
"AI 761 . 557 - AgR",
"Recurso Extraordinário 606 . 324 - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798 . 436",
"ARE 705 . 433 - AgR",
"ARE 709 . 899 - AgR",
"AI 761 . 557 - AgR",
"Recurso Extraordinário 606 . 324 - AgR",
"Recurso Extraordinário 798436 ED / SP",
"Recurso Extraordinário 394 . 820 - ED - AgR",
"Recurso Extraordinário 798436 ED / SP",
"Recurso Extraordinário 394 . 820 - ED - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798 . 436",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798 . 436"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 13 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"art . 13 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"art . 13 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"OAB",
"/",
"SP",
"OAB",
"/",
"OAB",
"/",
"OAB",
"/",
"SP",
"OAB",
"/",
"SP",
"OAB",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"OAB",
"/",
"SP",
"OAB",
"/",
"OAB",
"/",
"OAB",
"/",
"SP",
"OAB",
"/",
"OAB",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"OAB",
"SP",
"OAB",
"OAB",
"/",
"SP",
"OAB",
"/",
"SP",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"OAB",
"/",
"SP",
"OAB",
"/",
"SP",
"OAB",
"/",
"SP",
"OAB",
"/",
"SP",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"OAB",
"/",
"SP",
"OAB",
"OAB",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"OAB",
"OAB",
"OAB",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"TEORI ZAVASCKI",
"OSVALDO APARECIDO MAZER",
"ELIESER FRANCISCO SEVERIANO DO CARMO",
"JOSÉ EGIDIO FRANCISCO",
"MARIA ANGÉLICA DO CARMO",
"DIAS TOFFOLI",
"Celso de Mello",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"OSVALDO APARECIDO MAZER",
"ELIESER FRANCISCO SEVERIANO DO CARMO",
"JOSÉ EGIDIO FRANCISCO",
"MARIA ANGÉLICA DO CARMO",
"TEORI ZAVASCKI",
"Evandro do Carmo",
"Silvério Polotto",
"Paulo Eduardo de Souza Polotto",
"Eliéser Francisco Severiano do Carmo",
"Silvério Polotto",
"Paulo Eduardo de Souza Polotto",
"Eliéser Francisco Severiano do Carmo",
"TEORI ZAVASCKI",
"OSVALDO APARECIDO MAZER",
"ELIESER FRANCISCO SEVERIANO DO CARMO",
"JOSÉ EGIDIO FRANCISCO",
"MARIA ANGÉLICA DO CARMO",
"TEORI ZAVASCKI",
"Evandro do Carmo",
"Silvério Polotto",
"Paulo Eduardo de Souza Polotto",
"Eliéser Francisco Severiano do Carmo",
"Silvério Polotto",
"Paulo Eduardo de Souza Polotto",
"Eliéser Francisco Severiano do Carmo",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"Evandro do Carmo",
"Silvério Polotto",
"Paulo Eduardo de Souza Polotto",
"Eliéser Francisco Severiano do Carmo",
"JOAQUIM BARBOSA",
"LUIZ FUX",
"CEZAR PELUSO",
"ROSA WEBER",
"TEORI ZAVASCKI",
"Evandro do Carmo",
"Silvério Polotto",
"Paulo Eduardo de Souza Polotto",
"Eliéser Francisco Severiano do Carmo",
"JOAQUIM BARBOSA",
"LUIZ FUX",
"CEZAR PELUSO",
"ROSA WEBER",
"TEORI ZAVASCKI",
"CARLOS VELLOSO",
"Eliéser Francisco Severiano do Carmo",
"Silvério Polotto",
"Paulo Eduardo de Souza Polotto",
"CARLOS VELLOSO",
"Eliéser Francisco Severiano do Carmo",
"Silvério Polotto",
"Paulo Eduardo de Souza Polotto",
"TEORI ZAVASCKI",
"OSVALDO APARECIDO MAZER",
"ELIESER FRANCISCO SEVERIANO DO CARMO",
"JOSÉ EGIDIO FRANCISCO",
"MARIA ANGÉLICA DO CARMO",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"TEORI ZAVASCKI",
"OSVALDO APARECIDO MAZER",
"ELIESER FRANCISCO SEVERIANO DO CARMO",
"JOSÉ EGIDIO FRANCISCO",
"MARIA ANGÉLICA DO CARMO",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"14",
"/",
"6",
"/",
"2013",
"26",
"/",
"2",
"/",
"2013",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"8",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"14",
"/",
"6",
"/",
"2013",
"26",
"/",
"2",
"/",
"2013",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"8",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"6",
"/",
"2012",
"23",
"/",
"9",
"/",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"6",
"/",
"2012",
"23",
"/",
"9",
"/",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.757 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A
ADV.(A/S)
:DANTE ROSSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANA LOPES DE SOUZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SOCIEDADE DE ECONOMIA
MISTA. NATUREZA JURÍDICA. EXECUÇÃO. ANÁLISE DE EVENTUAL
VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEPENDENTE DE
REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA FÁTICA CONSTANTE DO
ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO
VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102
DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 17.06.2011.
1. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada,
não alcança estatura constitucional. A pretensão do agravante encontra
óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa
aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no
caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano, para sua
constatação, a reelaboração do quadro fático delineado.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8855850.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 683757 AGR / RS
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8855850.
Supremo Tribunal Federal
ARE 683757 AGR / RS
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.757 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A
ADV.(A/S)
:DANTE ROSSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANA LOPES DE SOUZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Hospital Nossa Senhora da Conceição S/A.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta
aos arts. 100, 114, 173, 175, 195, § 7º, da Constituição Federal.
O Tribunal Superior do Trabalho julgou a controvérsia em decisão
cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA.
EXECUÇÃO POR PRECATÓRIO. A admissibilidade do recurso
de revista contra acórdão proferido em agravo de petição
depende de demonstração inequívoca de afronta direta à
Constituição da República. Aplicabilidade da Súmula nº
266/TST e do art. 896, § 2º, da CLT. Agravo desprovido”.
Acórdão recorrido publicado em 17.06.2011.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8855851.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.757 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A
ADV.(A/S)
:DANTE ROSSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANA LOPES DE SOUZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Hospital Nossa Senhora da Conceição S/A.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta
aos arts. 100, 114, 173, 175, 195, § 7º, da Constituição Federal.
O Tribunal Superior do Trabalho julgou a controvérsia em decisão
cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA.
EXECUÇÃO POR PRECATÓRIO. A admissibilidade do recurso
de revista contra acórdão proferido em agravo de petição
depende de demonstração inequívoca de afronta direta à
Constituição da República. Aplicabilidade da Súmula nº
266/TST e do art. 896, § 2º, da CLT. Agravo desprovido”.
Acórdão recorrido publicado em 17.06.2011.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.757 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na contrariedade aos princípios da
primazia da realidade, da reserva legal e da coisa julgada, bem
como aos arts. 100, 114, 173, 175, 195, § 7º, da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF
(“para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”).
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.757 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na contrariedade aos princípios da
primazia da realidade, da reserva legal e da coisa julgada, bem
como aos arts. 100, 114, 173, 175, 195, § 7º, da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF
(“para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”).
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 683757 AGR / RS
Ademais, não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no
caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir
da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua
e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4º, II, “a”, do CPC). ”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Oportuna a transcrição parcial do acórdão recorrido:
“(...) O Tribunal Regional concluiu que o agravante não
goza das prerrogativas previstas para a Fazenda Pública, pelo
‘fato de o executado pertencer ao Grupo Hospitalar Conceição,
que é sociedade de economia mista’, constatando, pois, ser o
executado uma empresa cuja natureza é privada.”
Constato, portanto, que o Tribunal de origem, na hipótese em
apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento,
razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 683757 AGR / RS
Ademais, não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no
caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir
da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua
e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4º, II, “a”, do CPC). ”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Oportuna a transcrição parcial do acórdão recorrido:
“(...) O Tribunal Regional concluiu que o agravante não
goza das prerrogativas previstas para a Fazenda Pública, pelo
‘fato de o executado pertencer ao Grupo Hospitalar Conceição,
que é sociedade de economia mista’, constatando, pois, ser o
executado uma empresa cuja natureza é privada.”
Constato, portanto, que o Tribunal de origem, na hipótese em
apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento,
razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
2
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 683757 AGR / RS
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.” Colho precedente:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SOCIEDADE DE
ECONOMIA MISTA. NATUREZA JURÍDICA. SÚMULA 279.
PRAZO DECADENCIAL EM PROCESSO ADMINISTRATIVO.
QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. 1.
Divergir das instâncias originárias acerca da natureza jurídica
do Hospital Nossa Senhora da Conceição demandaria o
reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula 279/STF. 2. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido
de que a controvérsia a respeito da fluência do prazo
decadencial se situa no âmbito infraconstitucional. Precedentes.
3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 376.601-
AgR/RS, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 19.5.2015).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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ARE 683757 AGR / RS
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.” Colho precedente:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SOCIEDADE DE
ECONOMIA MISTA. NATUREZA JURÍDICA. SÚMULA 279.
PRAZO DECADENCIAL EM PROCESSO ADMINISTRATIVO.
QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. 1.
Divergir das instâncias originárias acerca da natureza jurídica
do Hospital Nossa Senhora da Conceição demandaria o
reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula 279/STF. 2. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido
de que a controvérsia a respeito da fluência do prazo
decadencial se situa no âmbito infraconstitucional. Precedentes.
3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 376.601-
AgR/RS, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 19.5.2015).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.757
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A
ADV.(A/S) : DANTE ROSSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANA LOPES DE SOUZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.757
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A
ADV.(A/S) : DANTE ROSSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANA LOPES DE SOUZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9099813
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-12T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. NATUREZA JURÍDICA. EXECUÇÃO. ANÁLISE DE EVENTUAL VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEPENDENTE DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 17.06.2011.
1. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. A pretensão do agravante encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano, para sua constatação, a reelaboração do quadro fático delineado.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur314822
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA, NATUREZA JURÍDICA)
RE 376601 AgR (1ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 24/08/2015, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
683757
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 683757 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A
ADV.(A/S) : DANTE ROSSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANA LOPES DE SOUZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.757 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A
ADV.(A/S)
:DANTE ROSSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANA LOPES DE SOUZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SOCIEDADE DE ECONOMIA
MISTA. NATUREZA JURÍDICA. EXECUÇÃO. ANÁLISE DE EVENTUAL
VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEPENDENTE DE
REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA FÁTICA CONSTANTE DO
ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO
VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102
DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 17.06.2011.
1. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada,
não alcança estatura constitucional. A pretensão do agravante encontra
óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa
aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no
caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano, para sua
constatação, a reelaboração do quadro fático delineado.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 683757 AGR / RS
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 683757 AGR / RS
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.757 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A
ADV.(A/S)
:DANTE ROSSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANA LOPES DE SOUZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Hospital Nossa Senhora da Conceição S/A.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta
aos arts. 100, 114, 173, 175, 195, § 7..., da Constituição Federal.
O Tribunal Superior do Trabalho julgou a controvérsia em decisão
cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA.
EXECUÇÃO POR PRECATÓRIO. A admissibilidade do recurso
de revista contra acórdão proferido em agravo de petição
depende de demonstração inequívoca de afronta direta à
Constituição da República. Aplicabilidade da Súmula n
266/Tribunal Superior do Trabalho e do art. 896, § 2..., da Consolidação das Leis do Trabalho. Agravo desprovido”.
Acórdão recorrido publicado em 17.06.2011.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.757 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A
ADV.(A/S)
:DANTE ROSSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANA LOPES DE SOUZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Hospital Nossa Senhora da Conceição S/A.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta
aos arts. 100, 114, 173, 175, 195, § 7..., da Constituição Federal.
O Tribunal Superior do Trabalho julgou a controvérsia em decisão
cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA.
EXECUÇÃO POR PRECATÓRIO. A admissibilidade do recurso
de revista contra acórdão proferido em agravo de petição
depende de demonstração inequívoca de afronta direta à
Constituição da República. Aplicabilidade da Súmula n
266/Tribunal Superior do Trabalho e do art. 896, § 2..., da Consolidação das Leis do Trabalho. Agravo desprovido”.
Acórdão recorrido publicado em 17.06.2011.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.757 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na contrariedade aos princípios da
primazia da realidade, da reserva legal e da coisa julgada, bem
como aos arts. 100, 114, 173, 175, 195, § 7..., da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal
(“para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”).
Supremo Tribunal Federal
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30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.757 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na contrariedade aos princípios da
primazia da realidade, da reserva legal e da coisa julgada, bem
como aos arts. 100, 114, 173, 175, 195, § 7..., da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal
(“para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”).
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 683757 AGR / RS
Ademais, não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no
caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir
da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua
e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4..., II, “a”, do Código de Processo Civil). ”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Oportuna a transcrição parcial do acórdão recorrido:
“(...) O Tribunal Regional concluiu que o agravante não
goza das prerrogativas previstas para a Fazenda Pública, pelo
‘fato de o executado pertencer ao Grupo Hospitalar Conceição,
que é sociedade de economia mista’, constatando, pois, ser o
executado uma empresa cuja natureza é privada.”
Constato, portanto, que o Tribunal de origem, na hipótese em
apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento,
razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 683757 AGR / RS
Ademais, não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no
caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir
da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua
e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4..., II, “a”, do Código de Processo Civil). ”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Oportuna a transcrição parcial do acórdão recorrido:
“(...) O Tribunal Regional concluiu que o agravante não
goza das prerrogativas previstas para a Fazenda Pública, pelo
‘fato de o executado pertencer ao Grupo Hospitalar Conceição,
que é sociedade de economia mista’, constatando, pois, ser o
executado uma empresa cuja natureza é privada.”
Constato, portanto, que o Tribunal de origem, na hipótese em
apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento,
razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
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Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 683757 AGR / RS
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.” Colho precedente:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SOCIEDADE DE
ECONOMIA MISTA. NATUREZA JURÍDICA. SÚMULA 279.
PRAZO DECADENCIAL EM PROCESSO ADMINISTRATIVO.
QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. 1.
Divergir das instâncias originárias acerca da natureza jurídica
do Hospital Nossa Senhora da Conceição demandaria o
reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido
de que a controvérsia a respeito da fluência do prazo
decadencial se situa no âmbito infraconstitucional. Precedentes.
3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 376.601-
AgR/RS, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 19.5.2015).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 683757 AGR / RS
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.” Colho precedente:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SOCIEDADE DE
ECONOMIA MISTA. NATUREZA JURÍDICA. SÚMULA 279.
PRAZO DECADENCIAL EM PROCESSO ADMINISTRATIVO.
QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. 1.
Divergir das instâncias originárias acerca da natureza jurídica
do Hospital Nossa Senhora da Conceição demandaria o
reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido
de que a controvérsia a respeito da fluência do prazo
decadencial se situa no âmbito infraconstitucional. Precedentes.
3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 376.601-
AgR/RS, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 19.5.2015).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.757
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A
ADV.(A/S) : DANTE ROSSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANA LOPES DE SOUZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9077161
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.757
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A
ADV.(A/S) : DANTE ROSSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANA LOPES DE SOUZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683 . 757",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 683757 AGR / RS",
"ARE 683757 AGR / RS",
"Súmula n 266 / Tribunal Superior do Trabalho",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683 . 757",
"Súmula n 266 / Tribunal Superior do Trabalho",
"AGRAVO 683 . 757",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 683757 AGR / RS",
"ARE 683757 AGR / RS",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 376 . 601 - AgR / RS",
"ARE 683757 AGR / RS",
"Súmula 279 / Supremo",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 376 . 601 - AgR / RS"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 102 DA LEI MAIOR",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 100 , 114 , 173 , 175 , 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"art . 896 , § 2 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 100 , 114 , 173 , 175 , 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"art . 896 , § 2 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 100 , 114 , 173 , 175 , 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 100 , 114 , 173 , 175 , 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , II , “ a ” , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , II , “ a ” , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S / A",
"Hospital Nossa Senhora da Conceição S / A",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S / A",
"Hospital Nossa Senhora da Conceição S / A",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Fazenda Pública",
"Grupo Hospitalar Conceição",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Grupo Hospitalar Conceição",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Hospital Nossa Senhora da Conceição",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA",
"Hospital Nossa Senhora da Conceição",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"HOSPITAL",
".",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S / A",
"Turma",
".",
". Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"DANTE ROSSI",
"ADRIANA LOPES DE SOUZA",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"DANTE ROSSI",
"ADRIANA LOPES DE SOUZA",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"DANTE ROSSI",
"ADRIANA LOPES DE SOUZA",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER ARE",
"ROSA WEBER",
"Roberto Barroso",
"Roberto Barroso",
"ROSA WEBER",
"DANTE ROSSI",
"ADRIANA LOPES DE SOUZA",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"DANTE ROSSI",
"ADRIANA LOPES DE SOUZA",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"17",
".",
"06",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"17",
".",
"06",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"17",
".",
"06",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.583 CEARÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:ANA MARIA LEITAO BARRETO
ADV.(A/S)
:JULIO LEITE FILHO E OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ADEQUAÇÃO. A apreciação do
recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal,
descabendo interpretar normas locais visando a concluir pelo
enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da
República.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa
Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.583 CEARÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:ANA MARIA LEITAO BARRETO
ADV.(A/S)
:JULIO LEITE FILHO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 14 de maio de
2015, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – LEGISLAÇÃO
LOCAL – INTERPRETAÇÃO – AGRAVO
DESPROVIDO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.583 CEARÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:ANA MARIA LEITAO BARRETO
ADV.(A/S)
:JULIO LEITE FILHO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 14 de maio de
2015, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – LEGISLAÇÃO
LOCAL – INTERPRETAÇÃO – AGRAVO
DESPROVIDO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
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Relatório
ARE 871583 AGR / CE
recurso.
A par desse aspecto, da leitura do acórdão impugnado
mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que
o Tribunal de origem julgou o mandado de segurança a partir
de interpretação conferida a normas locais. Ora, a controvérsia
sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado
pela jurisprudência – Verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a
direito local não cabe recurso extraordinário”– , o acesso ao
Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho fica no âmbito
do próprio Tribunal de Justiça.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Ceará, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Discorre acerca do tema de fundo,
buscando demonstrar a existência de violação ao inciso XIII do artigo 37
da Carta Federal. Sustenta a impertinência dos Verbetes nºs 279 e 280 da
Súmula do Supremo.
A parte agravada, em contraminuta, defende a manutenção do ato
impugnado.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 871583 AGR / CE
recurso.
A par desse aspecto, da leitura do acórdão impugnado
mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que
o Tribunal de origem julgou o mandado de segurança a partir
de interpretação conferida a normas locais. Ora, a controvérsia
sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado
pela jurisprudência – Verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a
direito local não cabe recurso extraordinário”– , o acesso ao
Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho fica no âmbito
do próprio Tribunal de Justiça.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Ceará, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Discorre acerca do tema de fundo,
buscando demonstrar a existência de violação ao inciso XIII do artigo 37
da Carta Federal. Sustenta a impertinência dos Verbetes nºs 279 e 280 da
Súmula do Supremo.
A parte agravada, em contraminuta, defende a manutenção do ato
impugnado.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.583 CEARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado do Ceará consignou, em síntese:
ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA
PARA O FIM DE COMPELIR A AUTORIDADE
ADMINISTRATIVA
A
CUMPRIR
DILIGÊNCIAS
DETERMINADAS PELO TRIBUNAL DE CONTAS DO
ESTADO, EM PROCESSO DE APOSENTADORIA DE
SERVIDOR PÚBLICO. INCIDÊNCIA DAS DISPOSIÇÕES
CONTIDAS NO ARTIGO 5º E SEU § 1º, DO DECRETO
ESTADUAL Nº 24.776, DE 30/01/98. CONCESSÃO DA ORDEM
IMPETRADA.
Não assiste razão à agravante. O deslinde da controvérsia deu-se à
luz dos fatos e das provas e a partir da análise do Decreto Estadual nº
24.776/98. Nesse sentido, a análise de lei local não viabiliza, conforme
sedimentado pela jurisprudência, o acesso ao Supremo. Está-se diante de
conflito de interesse que tem solução final no âmbito do Judiciário do
Estado.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.583 CEARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado do Ceará consignou, em síntese:
ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA
PARA O FIM DE COMPELIR A AUTORIDADE
ADMINISTRATIVA
A
CUMPRIR
DILIGÊNCIAS
DETERMINADAS PELO TRIBUNAL DE CONTAS DO
ESTADO, EM PROCESSO DE APOSENTADORIA DE
SERVIDOR PÚBLICO. INCIDÊNCIA DAS DISPOSIÇÕES
CONTIDAS NO ARTIGO 5º E SEU § 1º, DO DECRETO
ESTADUAL Nº 24.776, DE 30/01/98. CONCESSÃO DA ORDEM
IMPETRADA.
Não assiste razão à agravante. O deslinde da controvérsia deu-se à
luz dos fatos e das provas e a partir da análise do Decreto Estadual nº
24.776/98. Nesse sentido, a análise de lei local não viabiliza, conforme
sedimentado pela jurisprudência, o acesso ao Supremo. Está-se diante de
conflito de interesse que tem solução final no âmbito do Judiciário do
Estado.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.583
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : ANA MARIA LEITAO BARRETO
ADV.(A/S) : JULIO LEITE FILHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.583
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : ANA MARIA LEITAO BARRETO
ADV.(A/S) : JULIO LEITE FILHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9057427
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-06T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ADEQUAÇÃO. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando a concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República.
|
sjur314050
|
Número de páginas: 5.
Análise: 13/08/2015, MJC.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
871583
|
[
"LEG-EST DEC-024776 ANO-1998\n DECRETO, CE"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 871583 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : ANA MARIA LEITAO BARRETO
ADV.(A/S) : JULIO LEITE FILHO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.583 CEARÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:ANA MARIA LEITAO BARRETO
ADV.(A/S)
:JULIO LEITE FILHO E OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ADEQUAÇÃO. A apreciação do
recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal,
descabendo interpretar normas locais visando a concluir pelo
enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da
República.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa
Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.583 CEARÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:ANA MARIA LEITAO BARRETO
ADV.(A/S)
:JULIO LEITE FILHO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 14 de maio de
2015, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – LEGISLAÇÃO
LOCAL – INTERPRETAÇÃO – AGRAVO
DESPROVIDO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.583 CEARÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:ANA MARIA LEITAO BARRETO
ADV.(A/S)
:JULIO LEITE FILHO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 14 de maio de
2015, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – LEGISLAÇÃO
LOCAL – INTERPRETAÇÃO – AGRAVO
DESPROVIDO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
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Relatório
ARE 871583 AGR / CE
recurso.
A par desse aspecto, da leitura do acórdão impugnado
mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que
o Tribunal de origem julgou o mandado de segurança a partir
de interpretação conferida a normas locais. Ora, a controvérsia
sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado
pela jurisprudência – Verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a
direito local não cabe recurso extraordinário”– , o acesso ao
Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho fica no âmbito
do próprio Tribunal de Justiça.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Ceará, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Discorre acerca do tema de fundo,
buscando demonstrar a existência de violação ao inciso XIII do artigo 37
da Carta Federal. Sustenta a impertinência dos Verbetes ns 279 e 280 da
Súmula do Supremo.
A parte agravada, em contraminuta, defende a manutenção do ato
impugnado.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 871583 AGR / CE
recurso.
A par desse aspecto, da leitura do acórdão impugnado
mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que
o Tribunal de origem julgou o mandado de segurança a partir
de interpretação conferida a normas locais. Ora, a controvérsia
sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado
pela jurisprudência – Verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a
direito local não cabe recurso extraordinário”– , o acesso ao
Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho fica no âmbito
do próprio Tribunal de Justiça.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Ceará, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Discorre acerca do tema de fundo,
buscando demonstrar a existência de violação ao inciso XIII do artigo 37
da Carta Federal. Sustenta a impertinência dos Verbetes ns 279 e 280 da
Súmula do Supremo.
A parte agravada, em contraminuta, defende a manutenção do ato
impugnado.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.583 CEARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado do Ceará consignou, em síntese:
ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA
PARA O FIM DE COMPELIR A AUTORIDADE
ADMINISTRATIVA
A
CUMPRIR
DILIGÊNCIAS
DETERMINADAS PELO TRIBUNAL DE CONTAS DO
ESTADO, EM PROCESSO DE APOSENTADORIA DE
SERVIDOR PÚBLICO. INCIDÊNCIA DAS DISPOSIÇÕES
CONTIDAS NO ARTIGO 5... E SEU § 1..., DO DECRETO
ESTADUAL n 24.776, DE 30/01/98. CONCESSÃO DA ORDEM
IMPETRADA.
Não assiste razão à agravante. O deslinde da controvérsia deu-se à
luz dos fatos e das provas e a partir da análise do Decreto Estadual n
24.776/98. Nesse sentido, a análise de lei local não viabiliza, conforme
sedimentado pela jurisprudência, o acesso ao Supremo. Está-se diante de
conflito de interesse que tem solução final no âmbito do Judiciário do
Estado.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.583 CEARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado do Ceará consignou, em síntese:
ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA
PARA O FIM DE COMPELIR A AUTORIDADE
ADMINISTRATIVA
A
CUMPRIR
DILIGÊNCIAS
DETERMINADAS PELO TRIBUNAL DE CONTAS DO
ESTADO, EM PROCESSO DE APOSENTADORIA DE
SERVIDOR PÚBLICO. INCIDÊNCIA DAS DISPOSIÇÕES
CONTIDAS NO ARTIGO 5... E SEU § 1..., DO DECRETO
ESTADUAL n 24.776, DE 30/01/98. CONCESSÃO DA ORDEM
IMPETRADA.
Não assiste razão à agravante. O deslinde da controvérsia deu-se à
luz dos fatos e das provas e a partir da análise do Decreto Estadual n
24.776/98. Nesse sentido, a análise de lei local não viabiliza, conforme
sedimentado pela jurisprudência, o acesso ao Supremo. Está-se diante de
conflito de interesse que tem solução final no âmbito do Judiciário do
Estado.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.583
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : ANA MARIA LEITAO BARRETO
ADV.(A/S) : JULIO LEITE FILHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045821
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.583
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : ANA MARIA LEITAO BARRETO
ADV.(A/S) : JULIO LEITE FILHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871 . 583",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871 . 583",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"ARE 871583 AGR / CE",
"Verbete n 280 da Súmula",
"Verbetes ns 279 e 280 da Súmula do Supremo",
"ARE 871583 AGR / CE",
"Verbetes ns 279"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição Federal",
"inciso III do artigo 102 da Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso XIII do artigo 37 da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso XIII do artigo 37 da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO ESTADUAL n 24 . 776",
"Decreto Estadual n 24 . 776 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO ESTADUAL n 24 . 776",
"Decreto Estadual n 24 . 776 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"Brasília",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"Estado do Ceará",
"Estado do Ceará",
"CEARÁ",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Ceará",
"TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Ceará",
"TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"ANA MARIA LEITAO BARRETO",
"JULIO LEITE FILHO",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANA MARIA LEITAO BARRETO",
"JULIO LEITE FILHO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANA MARIA LEITAO BARRETO",
"JULIO LEITE FILHO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANA MARIA LEITAO BARRETO",
"JULIO LEITE FILHO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"ANA MARIA LEITAO BARRETO",
"JULIO LEITE FILHO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"14 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"14 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
"/",
"01",
"/",
"98",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
"/",
"01",
"98",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.229 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:MARCO EMPREENDIMENTOS LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO NORA E SILVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ODONEL FROIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CLAUDIO MANOEL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO
REGIMENTAL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA.
CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 10.6.2013.
1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LV, da Lei Maior, observada
a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta
Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao
qual se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8855874.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 850229 ED / SP
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter
os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. E, por unanimidade, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8855874.
Supremo Tribunal Federal
ARE 850229 ED / SP
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter
os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. E, por unanimidade, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8855874.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.229 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:MARCO EMPREENDIMENTOS LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO NORA E SILVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ODONEL FROIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CLAUDIO MANOEL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento ao recurso, opõe
embargos de declaração Marco Empreendimentos Ltda, alegando omisso
o julgado no que diz respeito à ocorrência de má-fé por parte do apelado
que teria deixado de “(...) proceder sua incumbência e determinação
judicial, ao não distribuir a Carta Precatória competente para intimação
pessoal da apelante acerca da audiência de instrução”. Reitera a afronta
ao art. 5º, LV, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia
em decisão cuja ementa reproduzo:
“AÇÃO DE INDENIZAÇÃO – Pleito fundado em
alienação de lotes com duplicidade de matrículas –
Cancelamento das matrículas relativas aos lotes adquiridos pela
apelante – Réu que ajuizou reconvenção, equivocadamente
recebida como ação declaratória incidental, objetivando a
nulidade da decisão administrativa que determinou o
cancelamento das matrículas – Constatação de equívoco na
decisão administrativa, com determinação de nulidade da
sentença judicial – Apelante que deixou de demonstrar
prejuízos derivados dos fatos alegados nos autos – Apelo
desprovido.”
Acórdão recorrido publicado em 10.6.2013.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8855875.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.229 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:MARCO EMPREENDIMENTOS LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO NORA E SILVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ODONEL FROIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CLAUDIO MANOEL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento ao recurso, opõe
embargos de declaração Marco Empreendimentos Ltda, alegando omisso
o julgado no que diz respeito à ocorrência de má-fé por parte do apelado
que teria deixado de “(...) proceder sua incumbência e determinação
judicial, ao não distribuir a Carta Precatória competente para intimação
pessoal da apelante acerca da audiência de instrução”. Reitera a afronta
ao art. 5º, LV, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia
em decisão cuja ementa reproduzo:
“AÇÃO DE INDENIZAÇÃO – Pleito fundado em
alienação de lotes com duplicidade de matrículas –
Cancelamento das matrículas relativas aos lotes adquiridos pela
apelante – Réu que ajuizou reconvenção, equivocadamente
recebida como ação declaratória incidental, objetivando a
nulidade da decisão administrativa que determinou o
cancelamento das matrículas – Constatação de equívoco na
decisão administrativa, com determinação de nulidade da
sentença judicial – Apelante que deixou de demonstrar
prejuízos derivados dos fatos alegados nos autos – Apelo
desprovido.”
Acórdão recorrido publicado em 10.6.2013.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
ARE 850229 ED / SP
É o relatório.
2
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ARE 850229 ED / SP
É o relatório.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.229 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do
entendimento firmado por esta Suprema Corte, recebo como agravo
regimental os embargos de declaração, aplicado o princípio da
fungibilidade à espécie. Colho precedentes:
“RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente.
Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento.
Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento.
Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É
ônus da parte agravante promover a integral e oportuna
formação do instrumento, sendo vedada posterior
complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente
Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM
AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração
opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter
infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é
o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade.
Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal
Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA,
Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS
TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min.
ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA,
rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 05.3.2012)
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
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30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.229 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do
entendimento firmado por esta Suprema Corte, recebo como agravo
regimental os embargos de declaração, aplicado o princípio da
fungibilidade à espécie. Colho precedentes:
“RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente.
Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento.
Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento.
Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É
ônus da parte agravante promover a integral e oportuna
formação do instrumento, sendo vedada posterior
complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente
Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM
AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração
opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter
infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é
o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade.
Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal
Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA,
Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS
TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min.
ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA,
rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 05.3.2012)
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 850229 ED / SP
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5°, LV, da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa
julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e
à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro
plano, a interpretação das normas infraconstitucionais
aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria
indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei
Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio
Supremo Tribunal Federal, verbis:
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
2
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ARE 850229 ED / SP
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5°, LV, da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa
julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e
à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro
plano, a interpretação das normas infraconstitucionais
aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria
indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei
Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio
Supremo Tribunal Federal, verbis:
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 850229 ED / SP
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido" (RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro
Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido" (RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar
Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).
“EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO
DE AFRONTA AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. NULIDADE DA INTIMAÇÃO. EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AS
RAZÕES
DO
AGRAVO
REGIMENTAL NÃO SÃO APTAS A INFIRMAR OS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 13.9.2011. O exame da alegada
ofensa ao art. 5º, LV, da Constituição Federal, dependeria de
prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária,
prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental
conhecido e não provido.” (ARE 707.016-AgR/CE, minha
3
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ARE 850229 ED / SP
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido" (RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro
Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido" (RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar
Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).
“EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO
DE AFRONTA AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. NULIDADE DA INTIMAÇÃO. EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AS
RAZÕES
DO
AGRAVO
REGIMENTAL NÃO SÃO APTAS A INFIRMAR OS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 13.9.2011. O exame da alegada
ofensa ao art. 5º, LV, da Constituição Federal, dependeria de
prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária,
prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental
conhecido e não provido.” (ARE 707.016-AgR/CE, minha
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 850229 ED / SP
relatoria, 1ª Turma, DJe 19.6.2013)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e
STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ
02.02.2001).
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 850229 ED / SP
relatoria, 1ª Turma, DJe 19.6.2013)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e
STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ
02.02.2001).
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual
4
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 850229 ED / SP
se nega provimento.
É como voto.
5
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ARE 850229 ED / SP
se nega provimento.
É como voto.
5
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Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.229
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : MARCO EMPREENDIMENTOS LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO NORA E SILVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ODONEL FROIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CLAUDIO MANOEL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9077196
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.229
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : MARCO EMPREENDIMENTOS LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO NORA E SILVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ODONEL FROIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CLAUDIO MANOEL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9099654
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-12T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 10.6.2013.
1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República.
3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento.
|
sjur314800
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA)
RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT).
(ED, CONVERSÃO)
AI 841137 ED (TP), ARE 656354 ED (1ªT).
Número de páginas: 10.
Análise: 24/08/2015, MJC.
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ROSA WEBER
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Primeira Turma
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850229
| null |
ARE-ED
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acordaos
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ARE 850229 ED
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EMBTE.(S) : MARCO EMPREENDIMENTOS LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO NORA E SILVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ODONEL FROIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CLAUDIO MANOEL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.229 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:MARCO EMPREENDIMENTOS LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO NORA E SILVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ODONEL FROIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CLAUDIO MANOEL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO
REGIMENTAL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA.
CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 10.6.2013.
1. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LV, da Lei Maior, observada
a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta
Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao
qual se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 850229 ED / SP
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter
os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. E, por unanimidade, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 850229 ED / SP
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter
os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. E, por unanimidade, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.229 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:MARCO EMPREENDIMENTOS LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO NORA E SILVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ODONEL FROIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CLAUDIO MANOEL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento ao recurso, opõe
embargos de declaração Marco Empreendimentos Ltda, alegando omisso
o julgado no que diz respeito à ocorrência de má-fé por parte do apelado
que teria deixado de “(...) proceder sua incumbência e determinação
judicial, ao não distribuir a Carta Precatória competente para intimação
pessoal da apelante acerca da audiência de instrução”. Reitera a afronta
ao art. 5..., LV, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia
em decisão cuja ementa reproduzo:
“AÇÃO DE INDENIZAÇÃO – Pleito fundado em
alienação de lotes com duplicidade de matrículas –
Cancelamento das matrículas relativas aos lotes adquiridos pela
apelante – Réu que ajuizou reconvenção, equivocadamente
recebida como ação declaratória incidental, objetivando a
nulidade da decisão administrativa que determinou o
cancelamento das matrículas – Constatação de equívoco na
decisão administrativa, com determinação de nulidade da
sentença judicial – Apelante que deixou de demonstrar
prejuízos derivados dos fatos alegados nos autos – Apelo
desprovido.”
Acórdão recorrido publicado em 10.6.2013.
Supremo Tribunal Federal
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30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.229 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:MARCO EMPREENDIMENTOS LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO NORA E SILVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ODONEL FROIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CLAUDIO MANOEL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento ao recurso, opõe
embargos de declaração Marco Empreendimentos Ltda, alegando omisso
o julgado no que diz respeito à ocorrência de má-fé por parte do apelado
que teria deixado de “(...) proceder sua incumbência e determinação
judicial, ao não distribuir a Carta Precatória competente para intimação
pessoal da apelante acerca da audiência de instrução”. Reitera a afronta
ao art. 5..., LV, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia
em decisão cuja ementa reproduzo:
“AÇÃO DE INDENIZAÇÃO – Pleito fundado em
alienação de lotes com duplicidade de matrículas –
Cancelamento das matrículas relativas aos lotes adquiridos pela
apelante – Réu que ajuizou reconvenção, equivocadamente
recebida como ação declaratória incidental, objetivando a
nulidade da decisão administrativa que determinou o
cancelamento das matrículas – Constatação de equívoco na
decisão administrativa, com determinação de nulidade da
sentença judicial – Apelante que deixou de demonstrar
prejuízos derivados dos fatos alegados nos autos – Apelo
desprovido.”
Acórdão recorrido publicado em 10.6.2013.
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 850229 ED / SP
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 850229 ED / SP
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.229 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do
entendimento firmado por esta Suprema Corte, recebo como agravo
regimental os embargos de declaração, aplicado o princípio da
fungibilidade à espécie. Colho precedentes:
“RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente.
Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento.
Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento.
Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É
ônus da parte agravante promover a integral e oportuna
formação do instrumento, sendo vedada posterior
complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente
Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM
AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração
opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter
infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é
o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade.
Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal
Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA,
Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS
TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min.
ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA,
rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 05.3.2012)
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
Supremo Tribunal Federal
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30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.229 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do
entendimento firmado por esta Suprema Corte, recebo como agravo
regimental os embargos de declaração, aplicado o princípio da
fungibilidade à espécie. Colho precedentes:
“RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente.
Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento.
Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento.
Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É
ônus da parte agravante promover a integral e oportuna
formação do instrumento, sendo vedada posterior
complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente
Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM
AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração
opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter
infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é
o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade.
Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal
Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA,
Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS
TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min.
ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA,
rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 05.3.2012)
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 850229 ED / SP
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., LV, da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa
julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e
à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro
plano, a interpretação das normas infraconstitucionais
aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria
indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei
Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio
Supremo Tribunal Federal, verbis:
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
2
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ARE 850229 ED / SP
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., LV, da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa
julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e
à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro
plano, a interpretação das normas infraconstitucionais
aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria
indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei
Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio
Supremo Tribunal Federal, verbis:
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 850229 ED / SP
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido" (Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro
Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002).
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido" (Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar
Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001).
“EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO
DE AFRONTA AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. NULIDADE DA INTIMAÇÃO. EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AS
RAZÕES
DO
AGRAVO
REGIMENTAL NÃO SÃO APTAS A INFIRMAR OS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 13.9.2011. O exame da alegada
ofensa ao art. 5..., LV, da Constituição Federal, dependeria de
prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária,
prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental
conhecido e não provido.” (ARE 707.016-AgR/CE, minha
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 850229 ED / SP
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido" (Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro
Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002).
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido" (Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar
Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001).
“EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO
DE AFRONTA AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. NULIDADE DA INTIMAÇÃO. EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AS
RAZÕES
DO
AGRAVO
REGIMENTAL NÃO SÃO APTAS A INFIRMAR OS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 13.9.2011. O exame da alegada
ofensa ao art. 5..., LV, da Constituição Federal, dependeria de
prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária,
prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental
conhecido e não provido.” (ARE 707.016-AgR/CE, minha
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 850229 ED / SP
relatoria, 1... Turma, DJe 19.6.2013)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e
Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ
02.02.2001).
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual
4
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8855876.
Supremo Tribunal Federal
ARE 850229 ED / SP
relatoria, 1... Turma, DJe 19.6.2013)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e
Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ
02.02.2001).
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 850229 ED / SP
se nega provimento.
É como voto.
5
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ARE 850229 ED / SP
se nega provimento.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.229
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : MARCO EMPREENDIMENTOS LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO NORA E SILVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ODONEL FROIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CLAUDIO MANOEL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.229
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : MARCO EMPREENDIMENTOS LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO NORA E SILVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ODONEL FROIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CLAUDIO MANOEL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"ARE 850229 ED / SP",
"ARE 850229 ED / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850 . 229 SÃO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850 . 229 SÃO",
"ARE 850229 ED / SP",
"ARE 850229 ED / SP",
"AI 841 . 137 - ED / RS",
"Pet 4 . 837 - ED",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"AI 547 . 827 - ED",
"Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED",
"ARE 656 . 354 - ED / BA",
"AI 841 . 137 - ED / RS",
"Pet 4 . 837 - ED",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"AI 547 . 827 - ED",
"Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED",
"ARE 656 . 354 - ED / BA",
"ARE 850229 ED / SP",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"ARE 707 . 016 - AgR / CE",
"ARE 850229 ED / SP",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"ARE 707 . 016 - AgR / CE",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"ARE 850229 ED / SP",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"CONSTITUIÇÃO",
"art . 5 . . . , LV , da Lei Maior",
"art . 102 da Magna Carta",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"C",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"C",
".",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO",
"-",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
"ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Magna",
"ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO",
"-",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
"ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Magna",
"ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Constituição da República",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MARCO EMPREENDIMENTOS LTDA",
"Marco Empreendimentos Ltda",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MARCO EMPREENDIMENTOS LTDA",
"Marco Empreendimentos Ltda",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"1",
".",
"2",
".",
".",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"1",
".",
".",
"2",
".",
".",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
".",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"AgR",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"MARCO",
"FÁBIO NORA E SILVA",
"ODONEL FROIO",
"CLAUDIO MANOEL DE OLIVEIRA",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"FÁBIO NORA E SILVA",
"ODONEL FROIO",
"CLAUDIO MANOEL DE OLIVEIRA",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"FÁBIO NORA E SILVA",
"ODONEL FROIO",
"CLAUDIO MANOEL DE OLIVEIRA",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"DIAS TOFFOLI",
"ELLEN GRACIE",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"DIAS TOFFOLI",
"ELLEN GRACIE",
"Luiz Fux",
"ROSA WEBER ARE 850229 ED",
"ROSA WEBER",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"ROSA WEBER ARE 850229",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"MARCO EMPREENDIMENTOS LTDA",
"FÁBIO NORA E SILVA",
"ODONEL FROIO",
"CLAUDIO MANOEL DE OLIVEIRA",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"MARCO EMPREENDIMENTOS LTDA",
"FÁBIO NORA E SILVA",
"ODONEL FROIO",
"CLAUDIO MANOEL DE OLIVEIRA",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"10",
".",
"6",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"10",
".",
"6",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"10",
".",
"6",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"19",
".",
"9",
".",
"2011",
"14",
".",
"3",
".",
"2011",
"7",
".",
"4",
".",
"2011",
"9",
".",
"3",
".",
"2011",
"5",
".",
"4",
".",
"2011",
"05",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"19",
".",
"9",
".",
"2011",
"14",
".",
"3",
".",
"2011",
"7",
".",
"4",
".",
"2011",
"9",
".",
"3",
".",
"2011",
"5",
".",
"4",
".",
"2011",
"05",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"13",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"13",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2013",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2013",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.611 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:PAULO ROBERTO RETZ
ADV.(A/S)
:LUIS
GUILHERME
SOARES
DE
LARA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
Tributário. 3. Exceção de pré-executividade. Matéria infraconstitucional.
4. Alegação de negativa de prestação jurisdicional. Improcedência. AI-
QO-RG 791.292. 5. Suposta violação aos princípios do contraditório, da
ampla defesa e do devido processo legal. Ofensa reflexa. ARE-RG 748.371.
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9131255.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.611 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:PAULO ROBERTO RETZ
ADV.(A/S)
:LUIS
GUILHERME
SOARES
DE
LARA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou provimento a recurso, ante a aplicação do entendimento
firmado no AI-QO-RG 791.292 e no ARE-RG 748.371, paradigmas da
repercussão geral, bem como pela incidência do Enunciado 636 da
Súmula do STF.
No agravo regimental, sustenta-se violação direta ao artigo 5º, XXXV,
XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9131256.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.611 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:PAULO ROBERTO RETZ
ADV.(A/S)
:LUIS
GUILHERME
SOARES
DE
LARA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou provimento a recurso, ante a aplicação do entendimento
firmado no AI-QO-RG 791.292 e no ARE-RG 748.371, paradigmas da
repercussão geral, bem como pela incidência do Enunciado 636 da
Súmula do STF.
No agravo regimental, sustenta-se violação direta ao artigo 5º, XXXV,
XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9131256.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.611 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou as questões
suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões
objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi
concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a
conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a
alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação
à inafastabilidade jurisdicional.
Anoto, ainda, que, conforme registrado na decisão agravada, esta
Corte reconheceu a repercussão geral da questão constitucional acima
discutida, ementada nos seguintes termos:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.611 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou as questões
suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões
objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi
concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a
conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a
alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação
à inafastabilidade jurisdicional.
Anoto, ainda, que, conforme registrado na decisão agravada, esta
Corte reconheceu a repercussão geral da questão constitucional acima
discutida, ementada nos seguintes termos:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 894611 AGR / SP
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria,
Pleno, DJe 13.8.2010).
Reitero que, no tocante à suposta ofensa ao princípio da ampla
defesa e do contraditório, observo que o Supremo Tribunal Federal já
apreciou a matéria no ARE-RG 748.371 (Tema 660), de minha relatoria,
DJe 1º.8.2013, oportunidade em que rejeitou a repercussão geral, tendo
em vista a natureza infraconstitucional da questão quando a solução
depender da prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais.
A discussão acerca das hipóteses de cabimento da exceção de pré-
executividade restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que
ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que
inviabiliza o processamento do presente recurso.
Quanto ao tema, confira-se o seguinte julgado:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Execução fiscal. Exceção de pré-executividade. Ofensa reflexa.
Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise de legislação infraconstitucional e o
exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da
Súmula nº 636/STF. 3. Agravo regimental não provido”. (ARE
743.370-AgR/PE, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe
08.8.2013).
Por fim, anoto que o Supremo Tribunal Federal entende não ser
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894611 AGR / SP
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria,
Pleno, DJe 13.8.2010).
Reitero que, no tocante à suposta ofensa ao princípio da ampla
defesa e do contraditório, observo que o Supremo Tribunal Federal já
apreciou a matéria no ARE-RG 748.371 (Tema 660), de minha relatoria,
DJe 1º.8.2013, oportunidade em que rejeitou a repercussão geral, tendo
em vista a natureza infraconstitucional da questão quando a solução
depender da prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais.
A discussão acerca das hipóteses de cabimento da exceção de pré-
executividade restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que
ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que
inviabiliza o processamento do presente recurso.
Quanto ao tema, confira-se o seguinte julgado:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Execução fiscal. Exceção de pré-executividade. Ofensa reflexa.
Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise de legislação infraconstitucional e o
exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da
Súmula nº 636/STF. 3. Agravo regimental não provido”. (ARE
743.370-AgR/PE, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe
08.8.2013).
Por fim, anoto que o Supremo Tribunal Federal entende não ser
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 894611 AGR / SP
cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolver
reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo
Tribunal a quo (Enunciado 636 da Súmula do STF).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894611 AGR / SP
cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolver
reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo
Tribunal a quo (Enunciado 636 da Súmula do STF).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.611
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : PAULO ROBERTO RETZ
ADV.(A/S) : LUIS GUILHERME SOARES DE LARA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.611
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : PAULO ROBERTO RETZ
ADV.(A/S) : LUIS GUILHERME SOARES DE LARA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9218683
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-08-25T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Exceção de pré-executividade. Matéria infraconstitucional. 4. Alegação de negativa de prestação jurisdicional. Improcedência. AI-QO-RG 791.292. 5. Suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Ofensa reflexa. ARE-RG 748.371. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur316484
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRESTAÇÃO JURISDICIONAL)
AI 791292 QO-RG.
(PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL)
ARE 748371 RG.
(EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL)
ARE 743370 AgR (1ªT).
Número de páginas: 6.
Análise: 08/09/2015, MAD.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
894611
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 894611 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : PAULO ROBERTO RETZ
ADV.(A/S) : LUIS GUILHERME SOARES DE LARA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.611 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:PAULO ROBERTO RETZ
ADV.(A/S)
:LUIS
GUILHERME
SOARES
DE
LARA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
Tributário. 3. Exceção de pré-executividade. Matéria infraconstitucional.
4. Alegação de negativa de prestação jurisdicional. Improcedência. AI-
QO-RG 791.292. 5. Suposta violação aos princípios do contraditório, da
ampla defesa e do devido processo legal. Ofensa reflexa. ARE-RG 748.371.
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.611 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:PAULO ROBERTO RETZ
ADV.(A/S)
:LUIS
GUILHERME
SOARES
DE
LARA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou provimento a recurso, ante a aplicação do entendimento
firmado no AI-QO-RG 791.292 e no ARE-RG 748.371, paradigmas da
repercussão geral, bem como pela incidência do Enunciado 636 da
Súmula do Supremo Tribunal Federal.
No agravo regimental, sustenta-se violação direta ao artigo 5..., XXXV,
XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal.
É o relatório.
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04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.611 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:PAULO ROBERTO RETZ
ADV.(A/S)
:LUIS
GUILHERME
SOARES
DE
LARA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou provimento a recurso, ante a aplicação do entendimento
firmado no AI-QO-RG 791.292 e no ARE-RG 748.371, paradigmas da
repercussão geral, bem como pela incidência do Enunciado 636 da
Súmula do Supremo Tribunal Federal.
No agravo regimental, sustenta-se violação direta ao artigo 5..., XXXV,
XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.611 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou as questões
suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões
objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi
concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a
conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a
alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação
à inafastabilidade jurisdicional.
Anoto, ainda, que, conforme registrado na decisão agravada, esta
Corte reconheceu a repercussão geral da questão constitucional acima
discutida, ementada nos seguintes termos:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.611 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou as questões
suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões
objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi
concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a
conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a
alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação
à inafastabilidade jurisdicional.
Anoto, ainda, que, conforme registrado na decisão agravada, esta
Corte reconheceu a repercussão geral da questão constitucional acima
discutida, ementada nos seguintes termos:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 894611 AGR / SP
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria,
Pleno, DJe 13.8.2010).
Reitero que, no tocante à suposta ofensa ao princípio da ampla
defesa e do contraditório, observo que o Supremo Tribunal Federal já
apreciou a matéria no ARE-RG 748.371 (Tema 660), de minha relatoria,
DJe 1....8.2013, oportunidade em que rejeitou a repercussão geral, tendo
em vista a natureza infraconstitucional da questão quando a solução
depender da prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais.
A discussão acerca das hipóteses de cabimento da exceção de pré-
executividade restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que
ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que
inviabiliza o processamento do presente recurso.
Quanto ao tema, confira-se o seguinte julgado:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Execução fiscal. Exceção de pré-executividade. Ofensa reflexa.
Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise de legislação infraconstitucional e o
exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da
Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido”. (ARE
743.370-AgR/PE, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe
08.8.2013).
Por fim, anoto que o Supremo Tribunal Federal entende não ser
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894611 AGR / SP
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria,
Pleno, DJe 13.8.2010).
Reitero que, no tocante à suposta ofensa ao princípio da ampla
defesa e do contraditório, observo que o Supremo Tribunal Federal já
apreciou a matéria no ARE-RG 748.371 (Tema 660), de minha relatoria,
DJe 1....8.2013, oportunidade em que rejeitou a repercussão geral, tendo
em vista a natureza infraconstitucional da questão quando a solução
depender da prévia análise da adequada aplicação das normas
infraconstitucionais.
A discussão acerca das hipóteses de cabimento da exceção de pré-
executividade restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que
ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que
inviabiliza o processamento do presente recurso.
Quanto ao tema, confira-se o seguinte julgado:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Execução fiscal. Exceção de pré-executividade. Ofensa reflexa.
Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise de legislação infraconstitucional e o
exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da
Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido”. (ARE
743.370-AgR/PE, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe
08.8.2013).
Por fim, anoto que o Supremo Tribunal Federal entende não ser
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 894611 AGR / SP
cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolver
reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo
Tribunal a quo (Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894611 AGR / SP
cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolver
reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo
Tribunal a quo (Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.611
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : PAULO ROBERTO RETZ
ADV.(A/S) : LUIS GUILHERME SOARES DE LARA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.611
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : PAULO ROBERTO RETZ
ADV.(A/S) : LUIS GUILHERME SOARES DE LARA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894 . 611",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"ARE",
"-",
"RG 748 . 371",
"Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"ARE",
"-",
"RG 748 . 371",
"Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 894611 AGR / SP",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"ARE",
"-",
"RG 748 . 371",
"Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 743 . 370 - AgR / PE",
"ARE 894611 AGR / SP",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"ARE",
"-",
"RG 748 . 371",
"Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 743 . 370 - AgR / PE",
"ARE 894611 AGR / SP",
"Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 894611 AGR / SP",
"Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e",
"incisos XXXV e LX do art . 5 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição da República",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição da República",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA",
"UNIÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"2",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"PAULO ROBERTO RETZ",
"LUIS GUILHERME SOARES DE LARA",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"PAULO ROBERTO RETZ",
"LUIS GUILHERME SOARES DE LARA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"PAULO ROBERTO RETZ",
"LUIS GUILHERME SOARES DE LARA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"PAULO ROBERTO RETZ",
"LUIS GUILHERME SOARES DE LARA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"PAULO ROBERTO RETZ",
"LUIS GUILHERME SOARES DE LARA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat .",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"1",
".",
".",
".",
".",
"8",
".",
"2013",
"08",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
".",
".",
".",
"8",
".",
"2013",
"08",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 895.443
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SILVIO ROBERTO DE SOUZA
ADV.(A/S)
:ANTONIO
JOSÉ
FERNANDES
VELOZO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PROTEGE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS
CONTRA INCÊNDIO LTDA
ADV.(A/S)
:JOÃO FAGUNDES GOUVÊA
EMENTA
DIREITO DO TRABALHO. AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL.
RESCISÃO CONTRATUAL OCORRIDA ANTES DA PUBLICAÇÃO DA
LEI 12.506/2011. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O
MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.9.2014.
1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não
alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo
diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na
decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 895443 AGR / DF
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 895443 AGR / DF
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 895.443
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SILVIO ROBERTO DE SOUZA
ADV.(A/S)
:ANTONIO
JOSÉ
FERNANDES
VELOZO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PROTEGE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS
CONTRA INCÊNDIO LTDA
ADV.(A/S)
:JOÃO FAGUNDES GOUVÊA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Silvio Roberto de Souza.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta
aos arts. 1º, IV, 5º, XXXV e § 1º, 7º, XXI, e 102 da Lei Maior.
O Tribunal Superior do Trabalho julgou a controvérsia nos seguintes
termos:
“Consoante entendimento sumulado por esta Corte
Superior (Súmula 441), o direito ao aviso prévio proporcional
ao tempo de serviço somente é assegurado nas rescisões de
contrato de trabalho ocorridas a partir da publicação da Lei n.
12.506, em 13 de outubro de 2011, fato observado nos presentes
autos e ressaltado no despacho denegatório.
Nesse aspecto, importa destacar que o Acórdão Regional
também foi do entendimento de que a norma constitucional
evocada (art. 7º, XXI) dependia de lei regulamentadora para a
produção plena de seus efeitos, como expressamente previsto
no citado dispositivo (“nos termos da lei”). Assim, somente com
a edição da Lei nº 12.506, publicada em 13.10.2011, e com
vigência a partir de então, é que o dispositivo constitucional em
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 895.443
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SILVIO ROBERTO DE SOUZA
ADV.(A/S)
:ANTONIO
JOSÉ
FERNANDES
VELOZO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PROTEGE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS
CONTRA INCÊNDIO LTDA
ADV.(A/S)
:JOÃO FAGUNDES GOUVÊA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Silvio Roberto de Souza.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta
aos arts. 1º, IV, 5º, XXXV e § 1º, 7º, XXI, e 102 da Lei Maior.
O Tribunal Superior do Trabalho julgou a controvérsia nos seguintes
termos:
“Consoante entendimento sumulado por esta Corte
Superior (Súmula 441), o direito ao aviso prévio proporcional
ao tempo de serviço somente é assegurado nas rescisões de
contrato de trabalho ocorridas a partir da publicação da Lei n.
12.506, em 13 de outubro de 2011, fato observado nos presentes
autos e ressaltado no despacho denegatório.
Nesse aspecto, importa destacar que o Acórdão Regional
também foi do entendimento de que a norma constitucional
evocada (art. 7º, XXI) dependia de lei regulamentadora para a
produção plena de seus efeitos, como expressamente previsto
no citado dispositivo (“nos termos da lei”). Assim, somente com
a edição da Lei nº 12.506, publicada em 13.10.2011, e com
vigência a partir de então, é que o dispositivo constitucional em
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 895443 AGR / DF
questão passou a ter eficácia plena.
Na hipótese dos autos, como a rescisão contratual ocorreu
em 11.01.2010, antes da edição da mencionada lei, não há que se
falar em aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. ”
Acórdão recorrido publicado em 05.9.2014.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 895443 AGR / DF
questão passou a ter eficácia plena.
Na hipótese dos autos, como a rescisão contratual ocorreu
em 11.01.2010, antes da edição da mencionada lei, não há que se
falar em aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. ”
Acórdão recorrido publicado em 05.9.2014.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 895.443
DISTRITO FEDERAL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1º, IV, 5º, XXXV e § 1º,
7º, XXI, e 102, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
A suposta afronta aos postulados constitucionais
invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a
partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna
oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse
sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI
Nº 12.322/2010) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 895.443
DISTRITO FEDERAL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1º, IV, 5º, XXXV e § 1º,
7º, XXI, e 102, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
A suposta afronta aos postulados constitucionais
invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a
partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna
oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse
sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI
Nº 12.322/2010) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 895443 AGR / DF
RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO – ALEGADA
VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE
MERA LEGALIDADE – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO. A situação de ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para
viabilizar o acesso à via recursal extraordinária” (ARE 709206
ED/MS, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 16/10/12).
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE
SENTENÇA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO. IMPUGNAÇÃO
DE
CÁLCULOS.
ANÁLISE
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 15.4.2009. As razões do
agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam
a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao
art. 5º, XXXVI, e LV, da Constituição Federal, dependeria de
prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária,
prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental
conhecido e não provido” (AI 857516 AgR / BA, de minha lavra,
1ª Turma, DJe de 12/03/13).
Ademais, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da
legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal,
ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
2
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RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO – ALEGADA
VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE
MERA LEGALIDADE – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO. A situação de ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para
viabilizar o acesso à via recursal extraordinária” (ARE 709206
ED/MS, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 16/10/12).
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE
SENTENÇA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO. IMPUGNAÇÃO
DE
CÁLCULOS.
ANÁLISE
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 15.4.2009. As razões do
agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam
a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao
art. 5º, XXXVI, e LV, da Constituição Federal, dependeria de
prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária,
prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental
conhecido e não provido” (AI 857516 AgR / BA, de minha lavra,
1ª Turma, DJe de 12/03/13).
Ademais, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da
legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal,
ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 895443 AGR / DF
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-
AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ
05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda
Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR-154.158/SP,
Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF-
RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ
02.02.2001).
Por fim, constato que o Tribunal de origem, na hipótese
em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu
convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual
afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo
extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado,
procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da
Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
O exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais
apontados, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao
direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao
devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei
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ARE 895443 AGR / DF
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-
AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ
05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda
Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR-154.158/SP,
Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF-
RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ
02.02.2001).
Por fim, constato que o Tribunal de origem, na hipótese
em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu
convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual
afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo
extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado,
procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da
Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
O exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais
apontados, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao
direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao
devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 895443 AGR / DF
Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta
ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”,
da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio
Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro
Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR-
154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF-
RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).
Outrossim, constato que o Tribunal de origem, na hipótese em
apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento,
razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
Ademais, ressalto que o entendimento adotado no acórdão recorrido
não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal, segundo a qual o direito ao aviso prévio proporcional ao tempo
de serviço é garantido apenas às rescisões contratuais ocorridas após o
advento da Lei 12.506/2011. Nesse sentido:
“Mandado de injunção. 2. Aviso prévio proporcional ao
tempo de serviço. Art. 7º, XXI, da Constituição Federal. 3.
Ausência de regulamentação. 4. Ação julgada procedente. 5.
Indicação de adiamento com vistas a consolidar proposta
conciliatória de concretização do direito ao aviso prévio
proporcional. 6. Retomado o julgamento. 7. Advento da Lei
12.506/2011, que regulamentou o direito ao aviso prévio
proporcional. 8. Aplicação judicial de parâmetros idênticos aos
da referida legislação. 9. Autorização para que os ministros
apliquem monocraticamente esse entendimento aos mandados
de injunção pendentes de julgamento, desde que impetrados
antes do advento da lei regulamentadora. 10. Mandado de
4
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Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta
ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”,
da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio
Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro
Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR-
154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF-
RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).
Outrossim, constato que o Tribunal de origem, na hipótese em
apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento,
razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
Ademais, ressalto que o entendimento adotado no acórdão recorrido
não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal, segundo a qual o direito ao aviso prévio proporcional ao tempo
de serviço é garantido apenas às rescisões contratuais ocorridas após o
advento da Lei 12.506/2011. Nesse sentido:
“Mandado de injunção. 2. Aviso prévio proporcional ao
tempo de serviço. Art. 7º, XXI, da Constituição Federal. 3.
Ausência de regulamentação. 4. Ação julgada procedente. 5.
Indicação de adiamento com vistas a consolidar proposta
conciliatória de concretização do direito ao aviso prévio
proporcional. 6. Retomado o julgamento. 7. Advento da Lei
12.506/2011, que regulamentou o direito ao aviso prévio
proporcional. 8. Aplicação judicial de parâmetros idênticos aos
da referida legislação. 9. Autorização para que os ministros
apliquem monocraticamente esse entendimento aos mandados
de injunção pendentes de julgamento, desde que impetrados
antes do advento da lei regulamentadora. 10. Mandado de
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 895443 AGR / DF
injunção julgado procedente.” (MI 943/DF, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, DJe 02.5.2013).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 895443 AGR / DF
injunção julgado procedente.” (MI 943/DF, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, DJe 02.5.2013).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
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Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 895.443
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : SILVIO ROBERTO DE SOUZA
ADV.(A/S) : ANTONIO JOSÉ FERNANDES VELOZO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PROTEGE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS CONTRA
INCÊNDIO LTDA
ADV.(A/S) : JOÃO FAGUNDES GOUVÊA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 895.443
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : SILVIO ROBERTO DE SOUZA
ADV.(A/S) : ANTONIO JOSÉ FERNANDES VELOZO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PROTEGE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS CONTRA
INCÊNDIO LTDA
ADV.(A/S) : JOÃO FAGUNDES GOUVÊA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9218785
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-08-25T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 4.8.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO DO TRABALHO. AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL. RESCISÃO CONTRATUAL OCORRIDA ANTES DA PUBLICAÇÃO DA LEI 12.506/2011. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.9.2014.
1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur316567
|
- Acórdão(s) citado(s):
(MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL)
RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT).
(AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL)
MI 943 (TP).
Número de páginas: 10.
Análise: 03/09/2015, BMP.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
895443
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-012506 ANO-2011\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 895443 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : SILVIO ROBERTO DE SOUZA
ADV.(A/S) : ANTONIO JOSÉ FERNANDES VELOZO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PROTEGE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS CONTRA INCÊNDIO LTDA
ADV.(A/S) : JOÃO FAGUNDES GOUVÊA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 895.443
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SILVIO ROBERTO DE SOUZA
ADV.(A/S)
:ANTONIO
JOSÉ
FERNANDES
VELOZO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PROTEGE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS
CONTRA INCÊNDIO LTDA
ADV.(A/S)
:JOÃO FAGUNDES GOUVÊA
EMENTA
DIREITO DO TRABALHO. AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL.
RESCISÃO CONTRATUAL OCORRIDA ANTES DA PUBLICAÇÃO DA
LEI 12.506/2011. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O
MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.9.2014.
1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não
alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo
diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na
decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 895443 AGR / DF
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 895443 AGR / DF
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 04 de agosto de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 895.443
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SILVIO ROBERTO DE SOUZA
ADV.(A/S)
:ANTONIO
JOSÉ
FERNANDES
VELOZO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PROTEGE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS
CONTRA INCÊNDIO LTDA
ADV.(A/S)
:JOÃO FAGUNDES GOUVÊA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Silvio Roberto de Souza.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta
aos arts. 1..., IV, 5..., XXXV e § 1..., 7..., XXI, e 102 da Lei Maior.
O Tribunal Superior do Trabalho julgou a controvérsia nos seguintes
termos:
“Consoante entendimento sumulado por esta Corte
Superior (Súmula 441), o direito ao aviso prévio proporcional
ao tempo de serviço somente é assegurado nas rescisões de
contrato de trabalho ocorridas a partir da publicação da Lei n.
12.506, em 13 de outubro de 2011, fato observado nos presentes
autos e ressaltado no despacho denegatório.
Nesse aspecto, importa destacar que o Acórdão Regional
também foi do entendimento de que a norma constitucional
evocada (art. 7..., XXI) dependia de lei regulamentadora para a
produção plena de seus efeitos, como expressamente previsto
no citado dispositivo (“nos termos da lei”). Assim, somente com
a edição da Lei n 12.506, publicada em 13.10.2011, e com
vigência a partir de então, é que o dispositivo constitucional em
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04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 895.443
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SILVIO ROBERTO DE SOUZA
ADV.(A/S)
:ANTONIO
JOSÉ
FERNANDES
VELOZO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PROTEGE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS
CONTRA INCÊNDIO LTDA
ADV.(A/S)
:JOÃO FAGUNDES GOUVÊA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Silvio Roberto de Souza.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta
aos arts. 1..., IV, 5..., XXXV e § 1..., 7..., XXI, e 102 da Lei Maior.
O Tribunal Superior do Trabalho julgou a controvérsia nos seguintes
termos:
“Consoante entendimento sumulado por esta Corte
Superior (Súmula 441), o direito ao aviso prévio proporcional
ao tempo de serviço somente é assegurado nas rescisões de
contrato de trabalho ocorridas a partir da publicação da Lei n.
12.506, em 13 de outubro de 2011, fato observado nos presentes
autos e ressaltado no despacho denegatório.
Nesse aspecto, importa destacar que o Acórdão Regional
também foi do entendimento de que a norma constitucional
evocada (art. 7..., XXI) dependia de lei regulamentadora para a
produção plena de seus efeitos, como expressamente previsto
no citado dispositivo (“nos termos da lei”). Assim, somente com
a edição da Lei n 12.506, publicada em 13.10.2011, e com
vigência a partir de então, é que o dispositivo constitucional em
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Relatório
ARE 895443 AGR / DF
questão passou a ter eficácia plena.
Na hipótese dos autos, como a rescisão contratual ocorreu
em 11.01.2010, antes da edição da mencionada lei, não há que se
falar em aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. ”
Acórdão recorrido publicado em 05.9.2014.
É o relatório.
2
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ARE 895443 AGR / DF
questão passou a ter eficácia plena.
Na hipótese dos autos, como a rescisão contratual ocorreu
em 11.01.2010, antes da edição da mencionada lei, não há que se
falar em aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. ”
Acórdão recorrido publicado em 05.9.2014.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 895.443
DISTRITO FEDERAL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1..., IV, 5..., XXXV e § 1...,
7..., XXI, e 102, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
A suposta afronta aos postulados constitucionais
invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a
partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna
oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse
sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI
n 12.322/2010) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Supremo Tribunal Federal
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04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 895.443
DISTRITO FEDERAL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1..., IV, 5..., XXXV e § 1...,
7..., XXI, e 102, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
A suposta afronta aos postulados constitucionais
invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a
partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna
oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse
sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI
n 12.322/2010) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 895443 AGR / DF
RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO – ALEGADA
VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE
MERA LEGALIDADE – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO. A situação de ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para
viabilizar o acesso à via recursal extraordinária” (ARE 709206
ED/MS, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe de 16/10/12).
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE
SENTENÇA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO. IMPUGNAÇÃO
DE
CÁLCULOS.
ANÁLISE
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 15.4.2009. As razões do
agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam
a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao
art. 5..., XXXVI, e LV, da Constituição Federal, dependeria de
prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária,
prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental
conhecido e não provido” (AI 857516 AgR / BA, de minha lavra,
1... Turma, DJe de 12/03/13).
Ademais, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da
legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal,
ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
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ARE 895443 AGR / DF
RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO – ALEGADA
VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE
MERA LEGALIDADE – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO. A situação de ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para
viabilizar o acesso à via recursal extraordinária” (ARE 709206
ED/MS, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe de 16/10/12).
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE
SENTENÇA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO. IMPUGNAÇÃO
DE
CÁLCULOS.
ANÁLISE
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 15.4.2009. As razões do
agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam
a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao
art. 5..., XXXVI, e LV, da Constituição Federal, dependeria de
prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária,
prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental
conhecido e não provido” (AI 857516 AgR / BA, de minha lavra,
1... Turma, DJe de 12/03/13).
Ademais, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da
legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal,
ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 895443 AGR / DF
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-
AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ
05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda
Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP,
Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-
Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ
02.02.2001).
Por fim, constato que o Tribunal de origem, na hipótese
em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu
convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual
afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo
extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado,
procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
O exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais
apontados, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao
direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao
devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei
3
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ARE 895443 AGR / DF
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-
AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ
05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda
Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP,
Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-
Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ
02.02.2001).
Por fim, constato que o Tribunal de origem, na hipótese
em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu
convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual
afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo
extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado,
procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
O exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais
apontados, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao
direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao
devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei
3
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 895443 AGR / DF
Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta
ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”,
da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio
Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro
Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-
154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-
Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001).
Outrossim, constato que o Tribunal de origem, na hipótese em
apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento,
razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
Ademais, ressalto que o entendimento adotado no acórdão recorrido
não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal, segundo a qual o direito ao aviso prévio proporcional ao tempo
de serviço é garantido apenas às rescisões contratuais ocorridas após o
advento da Lei 12.506/2011. Nesse sentido:
“Mandado de injunção. 2. Aviso prévio proporcional ao
tempo de serviço. Art. 7..., XXI, da Constituição Federal. 3.
Ausência de regulamentação. 4. Ação julgada procedente. 5.
Indicação de adiamento com vistas a consolidar proposta
conciliatória de concretização do direito ao aviso prévio
proporcional. 6. Retomado o julgamento. 7. Advento da Lei
12.506/2011, que regulamentou o direito ao aviso prévio
proporcional. 8. Aplicação judicial de parâmetros idênticos aos
da referida legislação. 9. Autorização para que os ministros
apliquem monocraticamente esse entendimento aos mandados
de injunção pendentes de julgamento, desde que impetrados
antes do advento da lei regulamentadora. 10. Mandado de
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 895443 AGR / DF
Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta
ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”,
da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio
Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro
Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-
154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-
Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001).
Outrossim, constato que o Tribunal de origem, na hipótese em
apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento,
razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
Ademais, ressalto que o entendimento adotado no acórdão recorrido
não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal, segundo a qual o direito ao aviso prévio proporcional ao tempo
de serviço é garantido apenas às rescisões contratuais ocorridas após o
advento da Lei 12.506/2011. Nesse sentido:
“Mandado de injunção. 2. Aviso prévio proporcional ao
tempo de serviço. Art. 7..., XXI, da Constituição Federal. 3.
Ausência de regulamentação. 4. Ação julgada procedente. 5.
Indicação de adiamento com vistas a consolidar proposta
conciliatória de concretização do direito ao aviso prévio
proporcional. 6. Retomado o julgamento. 7. Advento da Lei
12.506/2011, que regulamentou o direito ao aviso prévio
proporcional. 8. Aplicação judicial de parâmetros idênticos aos
da referida legislação. 9. Autorização para que os ministros
apliquem monocraticamente esse entendimento aos mandados
de injunção pendentes de julgamento, desde que impetrados
antes do advento da lei regulamentadora. 10. Mandado de
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 895443 AGR / DF
injunção julgado procedente.” (MI 943/DF, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, DJe 02.5.2013).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
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ARE 895443 AGR / DF
injunção julgado procedente.” (MI 943/DF, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, DJe 02.5.2013).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
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Extrato de Ata - 04/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 895.443
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : SILVIO ROBERTO DE SOUZA
ADV.(A/S) : ANTONIO JOSÉ FERNANDES VELOZO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PROTEGE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS CONTRA
INCÊNDIO LTDA
ADV.(A/S) : JOÃO FAGUNDES GOUVÊA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203503
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 895.443
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : SILVIO ROBERTO DE SOUZA
ADV.(A/S) : ANTONIO JOSÉ FERNANDES VELOZO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PROTEGE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS CONTRA
INCÊNDIO LTDA
ADV.(A/S) : JOÃO FAGUNDES GOUVÊA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 4.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para
julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor
Ministro Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9203503
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 895 . 443",
"ARE 895443",
"ARE 895443",
"AGRAVO 895 . 443",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 895 . 443",
"ARE 895443 AGR / DF",
"ARE 895443 AGR / DF",
"RECURSO",
"ARE 895443 AGR / DF",
"ARE 709206 ED / MS",
"AI 857516 AgR / BA",
"ARE 895443 AGR / DF",
"ARE 709206 ED / MS",
"AI 857516 AgR / BA",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 895443 AGR / DF",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436 .",
"911 /",
"SE",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"-",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 895443",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 895443 AGR / DF",
"MI 943 / DF",
"ARE 895443 AGR",
"MI 943 / DF"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI 12 . 506 /",
"ART . 102 DA LEI MAIOR",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts",
"Lei n . 12 . 506",
"Lei n 12 . 506",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 1 . . . , IV , 5 . . . , XXXV e § 1 . . . , 7 . . . , XXI , e 102 da Lei Maior",
"Lei n . 12 . 506",
"Lei n 12 . 506",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 1 . . . , IV , 5 . . . , XXXV e § 1 . . . , 7 . . . , XXI , e 102 , da Lei Maior",
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 1 . . . , IV , 5 . . . , XXXV e § 1 . . . , 7 . . . , XXI , e 102 , da Lei Maior",
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"art . 5 . . . , XXXVI , e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXVI , e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 5 . . . da Lei",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Lei 12 . 506 / 2011",
"Art . 7 . . . , XXI , da Constituição Federal",
"Lei 12 . 506 / 2011",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Lei 12 . 506 / 2011",
"Art . 7 . . . , XXI , da Constituição Federal",
"Lei 12 . 506 / 2011",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"PROTEGE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS CONTRA INCÊNDIO LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"PROTEGE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS CONTRA INCÊNDIO LTDA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PROTEGE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS CONTRA INCÊNDIO LTDA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
". . Turma",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR",
"495",
"880",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"PROTEGE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS CONTRA INCÊNDIO LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PROTEGE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS CONTRA INCÊNDIO LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"SILVIO ROBERTO DE SOUZA",
"ANTONIO JOSÉ FERNANDES VELOZO",
"JOÃO FAGUNDES GOUVÊA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"SILVIO ROBERTO DE SOUZA",
"ANTONIO JOSÉ FERNANDES VELOZO",
"JOÃO FAGUNDES GOUVÊA",
"Rosa Weber",
"Silvio Roberto de Souza",
"ROSA WEBER",
"SILVIO ROBERTO DE SOUZA",
"ANTONIO JOSÉ FERNANDES VELOZO",
"JOÃO FAGUNDES GOUVÊA",
"Rosa Weber",
"Silvio Roberto de Souza",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"ROSA WEBER ARE 895443",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"ROSA WEBER ARE 895443",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"ROSA WEBER",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROSA WEBER",
"SILVIO ROBERTO DE SOUZA",
"ANTONIO JOSÉ FERNANDES VELOZO",
"JOÃO FAGUNDES GOUVÊA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"SILVIO ROBERTO DE SOUZA",
"ANTONIO JOSÉ FERNANDES VELOZO",
"JOÃO FAGUNDES GOUVÊA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Dias Toffoli",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"05",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"13 de outubro de 2011",
"13",
".",
"10",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"13 de outubro de 2011",
"13",
".",
"10",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"01",
".",
"2010",
"05",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"01",
".",
"2010",
"05",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
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"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
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"15",
".",
"4",
".",
"2009",
"12",
"/",
"03",
"/",
"13",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"10",
"/",
"12",
"15",
".",
"4",
".",
"2009",
"12",
"/",
"03",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
".",
"5",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
".",
"5",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
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"2015",
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".",
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".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.476
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:COMPENSADOS CASTOR LTDA - ME
ADV.(A/S)
:CARLOS JOSÉ DAL PIVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
Tributário. 3. Exceção de pré-executividade. Matéria infraconstitucional.
4. Razões do agravo não atacam todos os fundamentos da decisão
agravada. Aplicação do Enunciado 287 da Súmula do STF. 5. Decisão
monocrática, nos termos do art. 557 do CPC. Atribuição que não
configura violação ao princípio da ampla defesa. 6. Agravo regimental a
que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9131247.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.476
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:COMPENSADOS CASTOR LTDA - ME
ADV.(A/S)
:CARLOS JOSÉ DAL PIVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou provimento a recurso, ante a incidência dos enunciados 284 e
636 da Súmula do STF.
No agravo regimental, sustenta-se que a decisão agravada, ao negar
provimento ao agravo monocraticamente, acabou por ofender aos
princípios da ampla defesa e do contraditório.
Defende-se ainda o:
“cabimento do recurso extraordinário, bem como seu julgamento
pela respectiva Turma deste Egrégio Supremo Tribunal Federal, em
razão da existência da repercussão geral e de notória
inconstitucionalidade da decisão agravada” (eDOC 216, p. 6).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9131248.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.476
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:COMPENSADOS CASTOR LTDA - ME
ADV.(A/S)
:CARLOS JOSÉ DAL PIVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou provimento a recurso, ante a incidência dos enunciados 284 e
636 da Súmula do STF.
No agravo regimental, sustenta-se que a decisão agravada, ao negar
provimento ao agravo monocraticamente, acabou por ofender aos
princípios da ampla defesa e do contraditório.
Defende-se ainda o:
“cabimento do recurso extraordinário, bem como seu julgamento
pela respectiva Turma deste Egrégio Supremo Tribunal Federal, em
razão da existência da repercussão geral e de notória
inconstitucionalidade da decisão agravada” (eDOC 216, p. 6).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9131248.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.476
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Inicialmente, ressalto que a jurisprudência do STF é firme em que a
competência deferida ao relator para, monocraticamente, julgar recurso
manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência
desta Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta
preservado pelo cabimento do agravo das decisões singulares proferidas
por seus ministros. Desse modo, não há falar em ofensa aos princípios da
ampla defesa e do contraditório.
Nesse sentido, cito o ARE 659.838-AgR/SP, rel. min. Roberto Barroso,
Primeira Turma, DJe 18.11.2014, assim ementado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REVISÃO DE
PENSÃO. DESCONTO DE VALORES PAGOS
INDEVIDAMENTE. PRÉVIA NOTIFICAÇÃO DO
PENSIONISTA. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO
CONTRADITÓRIO E à AMPLA DEFESA. SÚMULA
279/STF. O Tribunal de origem assentou que a revisão da
pensão foi precedida de regular procedimento
administrativo, com observância dos princípios
constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Caso
em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9131249.
Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.476
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Inicialmente, ressalto que a jurisprudência do STF é firme em que a
competência deferida ao relator para, monocraticamente, julgar recurso
manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência
desta Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta
preservado pelo cabimento do agravo das decisões singulares proferidas
por seus ministros. Desse modo, não há falar em ofensa aos princípios da
ampla defesa e do contraditório.
Nesse sentido, cito o ARE 659.838-AgR/SP, rel. min. Roberto Barroso,
Primeira Turma, DJe 18.11.2014, assim ementado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REVISÃO DE
PENSÃO. DESCONTO DE VALORES PAGOS
INDEVIDAMENTE. PRÉVIA NOTIFICAÇÃO DO
PENSIONISTA. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO
CONTRADITÓRIO E à AMPLA DEFESA. SÚMULA
279/STF. O Tribunal de origem assentou que a revisão da
pensão foi precedida de regular procedimento
administrativo, com observância dos princípios
constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Caso
em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 894476 AGR / PR
dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado
em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF.
Precedentes.
É permitido ao relator decidir
monocraticamente recurso manifestamente inadmissível,
improcedente, prejudicado ou contrário a entendimento
firmado por este Tribunal, sem que isso signifique
violação ao princípio da colegialidade (arts. 557, caput, do
Código de Processo Civil, e 21, § 1º, do RI/STF).
Precedentes. Agravo regimental a que se nega
provimento”. (Grifei).
Observo ainda que a parte agravante não ataca todos os
fundamentos da decisão impugnada, o que atrai a incidência do
Enunciado 287 da Súmula do STF. Confira-se, a propósito, o seguinte
julgado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR
TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DO TRIBUNAL
DE
ORIGEM
QUE
INADMITE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 287 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I – O agravo não atacou todos os fundamentos
da decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso
extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287
do STF. II – Agravo regimental a que se nega provimento”.
(ARE 808.915-AgR/RJ, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda
Turma, DJe 30.5.2014).
Verifico que a discussão acerca das hipóteses de cabimento da
exceção de pré-executividade restringe-se ao âmbito infraconstitucional,
de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou
indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894476 AGR / PR
dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado
em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF.
Precedentes.
É permitido ao relator decidir
monocraticamente recurso manifestamente inadmissível,
improcedente, prejudicado ou contrário a entendimento
firmado por este Tribunal, sem que isso signifique
violação ao princípio da colegialidade (arts. 557, caput, do
Código de Processo Civil, e 21, § 1º, do RI/STF).
Precedentes. Agravo regimental a que se nega
provimento”. (Grifei).
Observo ainda que a parte agravante não ataca todos os
fundamentos da decisão impugnada, o que atrai a incidência do
Enunciado 287 da Súmula do STF. Confira-se, a propósito, o seguinte
julgado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR
TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DO TRIBUNAL
DE
ORIGEM
QUE
INADMITE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 287 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I – O agravo não atacou todos os fundamentos
da decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso
extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287
do STF. II – Agravo regimental a que se nega provimento”.
(ARE 808.915-AgR/RJ, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda
Turma, DJe 30.5.2014).
Verifico que a discussão acerca das hipóteses de cabimento da
exceção de pré-executividade restringe-se ao âmbito infraconstitucional,
de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou
indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso.
2
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 894476 AGR / PR
Quanto ao tema, confira-se o seguinte julgado:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Execução fiscal. Exceção de pré-executividade. Ofensa reflexa.
Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise de legislação infraconstitucional e o
exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da
Súmula nº 636/STF. 3. Agravo regimental não provido”. (ARE
743.370-AgR/PE, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe
08.8.2013).
Por fim, anoto que o Supremo Tribunal Federal entende não ser
cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolver
reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo
Tribunal a quo (Enunciado 636 da Súmula do STF).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894476 AGR / PR
Quanto ao tema, confira-se o seguinte julgado:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Execução fiscal. Exceção de pré-executividade. Ofensa reflexa.
Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise de legislação infraconstitucional e o
exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da
Súmula nº 636/STF. 3. Agravo regimental não provido”. (ARE
743.370-AgR/PE, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe
08.8.2013).
Por fim, anoto que o Supremo Tribunal Federal entende não ser
cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolver
reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo
Tribunal a quo (Enunciado 636 da Súmula do STF).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.476
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : COMPENSADOS CASTOR LTDA - ME
ADV.(A/S) : CARLOS JOSÉ DAL PIVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.476
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : COMPENSADOS CASTOR LTDA - ME
ADV.(A/S) : CARLOS JOSÉ DAL PIVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9218537
| 2015-08-04T00:00:00
| 2015-08-25T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Exceção de pré-executividade. Matéria infraconstitucional. 4. Razões do agravo não atacam todos os fundamentos da decisão agravada. Aplicação do Enunciado 287 da Súmula do STF. 5. Decisão monocrática, nos termos do art. 557 do CPC. Atribuição que não configura violação ao princípio da ampla defesa. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur316486
|
- Acórdão(s) citado(s):
(COMPETÊNCIA RELATOR, DECISÃO MONOCRÁTICA)
ARE 659838 AgR (1ªT).
(SÚMULA 287)
ARE 808915 AgR (2ªT).
(EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL)
ARE 743370 AgR (1ªT).
Número de páginas: 6.
Análise: 08/09/2015, MAD.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
894476
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 894476 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : COMPENSADOS CASTOR LTDA - ME
ADV.(A/S) : CARLOS JOSÉ DAL PIVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.476
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:COMPENSADOS CASTOR LTDA - ME
ADV.(A/S)
:CARLOS JOSÉ DAL PIVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
Tributário. 3. Exceção de pré-executividade. Matéria infraconstitucional.
4. Razões do agravo não atacam todos os fundamentos da decisão
agravada. Aplicação do Enunciado 287 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Decisão
monocrática, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil. Atribuição que não
configura violação ao princípio da ampla defesa. 6. Agravo regimental a
que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 4 de agosto de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.476
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:COMPENSADOS CASTOR LTDA - ME
ADV.(A/S)
:CARLOS JOSÉ DAL PIVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou provimento a recurso, ante a incidência dos enunciados 284 e
636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
No agravo regimental, sustenta-se que a decisão agravada, ao negar
provimento ao agravo monocraticamente, acabou por ofender aos
princípios da ampla defesa e do contraditório.
Defende-se ainda o:
“cabimento do recurso extraordinário, bem como seu julgamento
pela respectiva Turma deste Egrégio Supremo Tribunal Federal, em
razão da existência da repercussão geral e de notória
inconstitucionalidade da decisão agravada” (eDOC 216, p. 6).
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.476
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:COMPENSADOS CASTOR LTDA - ME
ADV.(A/S)
:CARLOS JOSÉ DAL PIVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou provimento a recurso, ante a incidência dos enunciados 284 e
636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
No agravo regimental, sustenta-se que a decisão agravada, ao negar
provimento ao agravo monocraticamente, acabou por ofender aos
princípios da ampla defesa e do contraditório.
Defende-se ainda o:
“cabimento do recurso extraordinário, bem como seu julgamento
pela respectiva Turma deste Egrégio Supremo Tribunal Federal, em
razão da existência da repercussão geral e de notória
inconstitucionalidade da decisão agravada” (eDOC 216, p. 6).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.476
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Inicialmente, ressalto que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme em que a
competência deferida ao relator para, monocraticamente, julgar recurso
manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência
desta Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta
preservado pelo cabimento do agravo das decisões singulares proferidas
por seus ministros. Desse modo, não há falar em ofensa aos princípios da
ampla defesa e do contraditório.
Nesse sentido, cito o ARE 659.838-AgR/SP, rel. min. Roberto Barroso,
Primeira Turma, DJe 18.11.2014, assim ementado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REVISÃO DE
PENSÃO. DESCONTO DE VALORES PAGOS
INDEVIDAMENTE. PRÉVIA NOTIFICAÇÃO DO
PENSIONISTA. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO
CONTRADITÓRIO E à AMPLA DEFESA. SÚMULA
279/Supremo Tribunal Federal. O Tribunal de origem assentou que a revisão da
pensão foi precedida de regular procedimento
administrativo, com observância dos princípios
constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Caso
em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
04/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.476
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Inicialmente, ressalto que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme em que a
competência deferida ao relator para, monocraticamente, julgar recurso
manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência
desta Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta
preservado pelo cabimento do agravo das decisões singulares proferidas
por seus ministros. Desse modo, não há falar em ofensa aos princípios da
ampla defesa e do contraditório.
Nesse sentido, cito o ARE 659.838-AgR/SP, rel. min. Roberto Barroso,
Primeira Turma, DJe 18.11.2014, assim ementado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REVISÃO DE
PENSÃO. DESCONTO DE VALORES PAGOS
INDEVIDAMENTE. PRÉVIA NOTIFICAÇÃO DO
PENSIONISTA. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO
CONTRADITÓRIO E à AMPLA DEFESA. SÚMULA
279/Supremo Tribunal Federal. O Tribunal de origem assentou que a revisão da
pensão foi precedida de regular procedimento
administrativo, com observância dos princípios
constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Caso
em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9131249.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 894476 AGR / PR
dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado
em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Precedentes.
É permitido ao relator decidir
monocraticamente recurso manifestamente inadmissível,
improcedente, prejudicado ou contrário a entendimento
firmado por este Tribunal, sem que isso signifique
violação ao princípio da colegialidade (arts. 557, caput, do
Código de Processo Civil, e 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal).
Precedentes. Agravo regimental a que se nega
provimento”. (Grifei).
Observo ainda que a parte agravante não ataca todos os
fundamentos da decisão impugnada, o que atrai a incidência do
Enunciado 287 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Confira-se, a propósito, o seguinte
julgado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR
TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DO TRIBUNAL
DE
ORIGEM
QUE
INADMITE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I – O agravo não atacou todos os fundamentos
da decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso
extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287
do Supremo Tribunal Federal. II – Agravo regimental a que se nega provimento”.
(ARE 808.915-AgR/RJ, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda
Turma, DJe 30.5.2014).
Verifico que a discussão acerca das hipóteses de cabimento da
exceção de pré-executividade restringe-se ao âmbito infraconstitucional,
de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou
indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9131249.
Supremo Tribunal Federal
ARE 894476 AGR / PR
dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado
em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Precedentes.
É permitido ao relator decidir
monocraticamente recurso manifestamente inadmissível,
improcedente, prejudicado ou contrário a entendimento
firmado por este Tribunal, sem que isso signifique
violação ao princípio da colegialidade (arts. 557, caput, do
Código de Processo Civil, e 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal).
Precedentes. Agravo regimental a que se nega
provimento”. (Grifei).
Observo ainda que a parte agravante não ataca todos os
fundamentos da decisão impugnada, o que atrai a incidência do
Enunciado 287 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Confira-se, a propósito, o seguinte
julgado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR
TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DO TRIBUNAL
DE
ORIGEM
QUE
INADMITE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I – O agravo não atacou todos os fundamentos
da decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso
extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287
do Supremo Tribunal Federal. II – Agravo regimental a que se nega provimento”.
(ARE 808.915-AgR/RJ, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda
Turma, DJe 30.5.2014).
Verifico que a discussão acerca das hipóteses de cabimento da
exceção de pré-executividade restringe-se ao âmbito infraconstitucional,
de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou
indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso.
2
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 894476 AGR / PR
Quanto ao tema, confira-se o seguinte julgado:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Execução fiscal. Exceção de pré-executividade. Ofensa reflexa.
Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise de legislação infraconstitucional e o
exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da
Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido”. (ARE
743.370-AgR/PE, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe
08.8.2013).
Por fim, anoto que o Supremo Tribunal Federal entende não ser
cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolver
reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo
Tribunal a quo (Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894476 AGR / PR
Quanto ao tema, confira-se o seguinte julgado:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Execução fiscal. Exceção de pré-executividade. Ofensa reflexa.
Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise de legislação infraconstitucional e o
exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da
Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido”. (ARE
743.370-AgR/PE, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe
08.8.2013).
Por fim, anoto que o Supremo Tribunal Federal entende não ser
cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolver
reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo
Tribunal a quo (Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 04/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.476
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : COMPENSADOS CASTOR LTDA - ME
ADV.(A/S) : CARLOS JOSÉ DAL PIVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.476
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : COMPENSADOS CASTOR LTDA - ME
ADV.(A/S) : CARLOS JOSÉ DAL PIVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894 . 476",
"Enunciado 287 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO",
"enunciados 284 e 636 da Súmula do Supremo Tribunal",
"RECURSO",
"enunciados 284 e 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 659 . 838 - AgR / SP",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 659 . 838 - AgR / SP",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 894476 AGR / PR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Enunciado 287 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 808 . 915 - AgR / RJ",
"ARE 894476 AGR / PR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Enunciado 287 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 808 .",
"915",
"-",
"AgR",
"/",
"RJ",
"ARE 894476 AGR / PR",
"Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 743 . 370 - AgR / PE",
"Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 894476 AGR / PR",
"Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 743 . 370 - AgR / PE",
"Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"COMPENSADOS CASTOR LTDA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA",
"COMPENSADOS CASTOR LTDA",
"UNIÃO",
"FAZENDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"COMPENSADOS CASTOR LTDA - ME",
"UNIÃO",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"COMPENSADOS CASTOR LTDA - ME",
"UNIÃO",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"CARLOS JOSÉ DAL PIVA",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"CARLOS JOSÉ DAL PIVA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"CARLOS JOSÉ DAL PIVA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Roberto Barroso",
"GILMAR MENDES",
"Roberto Barroso",
"GILMAR MENDES",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"CARLOS JOSÉ DAL PIVA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat .",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"CARLOS JOSÉ DAL PIVA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"4 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"5",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"5",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570.893 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE LUIZA DOTILDE DA SILVA ACIOLI
ADV.(A/S)
:GERALDO CESAR FREGAPANI
EMENTA
DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO
CONSTITUCIONAL DE FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA
FRAUDAR O PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8º
(ORIGINARIAMENTE § 4º), DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA.
LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES. CONSIDERAÇÃO
INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES. CONSTITUCIONALIDADE.
CONSONÂNCIA
DA
DECISÃO
RECORRIDA
COM
A
JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE
TRÂNSITO.
REELABORAÇÃO
DA
MOLDURA
FÁTICA.
PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.07.2007.
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada
no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso
demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de
origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como
tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
RE 570893 AGR / RS
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 570893 AGR / RS
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570.893 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE LUIZA DOTILDE DA SILVA ACIOLI
ADV.(A/S)
:GERALDO CESAR FREGAPANI
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul –
IPERGS.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta
aos arts. 5º, XXXV, e 100, § 4º, da Lei Maior, e 87 do ADCT.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
DECISÃO
MONOCRÁTICA.
PREVIDÊNCIA
PÚBLICA.
INTEGRALIDADE DE PENSÃO. EXECUÇÃO. VALOR DA
CAUSA. REGIMENTO DE CUSTAS DE ACORDO COM O
ARTIGO 11, ALíNEA "A", TABELA I, ITEM 1. PAGAMENTO
DAS CUSTAS PROCESSUAIS ATRAVÉS DE RPV.
POSSIBILIDADE. Nada obstante o Ato n9 1712006-P, da Egrégia
Presidência deste Tribunal, quando tratar-se de créditos
autônomos é cabível a expedição de RPV para o pagamento das
custas processuais. Ato n9 3812004 desta Corte. Precedentes T
JRS . AGRAVO PARCIALMENTE PROVIDO.”
Acórdão recorrido publicado em 26.07.2007.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570.893 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE LUIZA DOTILDE DA SILVA ACIOLI
ADV.(A/S)
:GERALDO CESAR FREGAPANI
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul –
IPERGS.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta
aos arts. 5º, XXXV, e 100, § 4º, da Lei Maior, e 87 do ADCT.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
DECISÃO
MONOCRÁTICA.
PREVIDÊNCIA
PÚBLICA.
INTEGRALIDADE DE PENSÃO. EXECUÇÃO. VALOR DA
CAUSA. REGIMENTO DE CUSTAS DE ACORDO COM O
ARTIGO 11, ALíNEA "A", TABELA I, ITEM 1. PAGAMENTO
DAS CUSTAS PROCESSUAIS ATRAVÉS DE RPV.
POSSIBILIDADE. Nada obstante o Ato n9 1712006-P, da Egrégia
Presidência deste Tribunal, quando tratar-se de créditos
autônomos é cabível a expedição de RPV para o pagamento das
custas processuais. Ato n9 3812004 desta Corte. Precedentes T
JRS . AGRAVO PARCIALMENTE PROVIDO.”
Acórdão recorrido publicado em 26.07.2007.
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
RE 570893 AGR / RS
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 570893 AGR / RS
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570.893 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos
preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que
desafiou o agravo, verbis:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do
Sul – IPERGS. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º,
XXXV, e 100, § 4º, da Lei Maior, e 87 do ADCT.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido:
“REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL
E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE
FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570.893 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos
preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que
desafiou o agravo, verbis:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do
Sul – IPERGS. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º,
XXXV, e 100, § 4º, da Lei Maior, e 87 do ADCT.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido:
“REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL
E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE
FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 570893 AGR / RS
PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8º
(ORIGINARIAMENTE § 4º), DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES.
CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES:
CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Ausência de
prequestionamento quanto à alegação de inconstitucionalidade
da Resolução n. 199/2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo e
quanto ao fracionamento dos honorários advocatícios.
Incidência das Súmulas 282 e 356. 2. A execução ou o
pagamento singularizado dos valores devidos a partes
integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam
o § 8º (originariamente § 4º) do art. 100 da Constituição da
República. A forma de pagamento, por requisição de pequeno
valor ou precatório, dependerá dos valores isoladamente
considerados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega
provimento.” (RE 568645, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA,
Tribunal Pleno, julgado em 24/09/2014, ACÓRDÃO
ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-223
DIVULG 12-11-2014 PUBLIC 13-11-2014)
“CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. ALEGADO
FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA
PÚBLICA
DE
ESTADO-MEMBRO.
HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. VERBA DE NATUREZA ALIMENTAR, A
QUAL NÃO SE CONFUNDE COM O DÉBITO PRINCIPAL.
AUSÊNCIA DE CARÁTER ACESSÓRIO. TITULARES
DIVERSOS.
POSSIBILIDADE
DE
PAGAMENTO
AUTÔNOMO. REQUERIMENTO DESVINCULADO DA
EXPEDIÇÃO DO OFÍCIO REQUISITÓRIO PRINCIPAL.
VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE REPARTIÇÃO DE
EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR
PRECATÓRIO. INTERPRETAÇÃO DO ART. 100, § 8º
(ORIGINARIAMENTE § 4º), DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. RECURSO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.”
(RE 564132, Relator(a): Min. EROS GRAU, Relator(a) p/
2
Supremo Tribunal Federal
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RE 570893 AGR / RS
PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8º
(ORIGINARIAMENTE § 4º), DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES.
CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES:
CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Ausência de
prequestionamento quanto à alegação de inconstitucionalidade
da Resolução n. 199/2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo e
quanto ao fracionamento dos honorários advocatícios.
Incidência das Súmulas 282 e 356. 2. A execução ou o
pagamento singularizado dos valores devidos a partes
integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam
o § 8º (originariamente § 4º) do art. 100 da Constituição da
República. A forma de pagamento, por requisição de pequeno
valor ou precatório, dependerá dos valores isoladamente
considerados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega
provimento.” (RE 568645, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA,
Tribunal Pleno, julgado em 24/09/2014, ACÓRDÃO
ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-223
DIVULG 12-11-2014 PUBLIC 13-11-2014)
“CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. ALEGADO
FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA
PÚBLICA
DE
ESTADO-MEMBRO.
HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. VERBA DE NATUREZA ALIMENTAR, A
QUAL NÃO SE CONFUNDE COM O DÉBITO PRINCIPAL.
AUSÊNCIA DE CARÁTER ACESSÓRIO. TITULARES
DIVERSOS.
POSSIBILIDADE
DE
PAGAMENTO
AUTÔNOMO. REQUERIMENTO DESVINCULADO DA
EXPEDIÇÃO DO OFÍCIO REQUISITÓRIO PRINCIPAL.
VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE REPARTIÇÃO DE
EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR
PRECATÓRIO. INTERPRETAÇÃO DO ART. 100, § 8º
(ORIGINARIAMENTE § 4º), DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. RECURSO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.”
(RE 564132, Relator(a): Min. EROS GRAU, Relator(a) p/
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 570893 AGR / RS
Acórdão: Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em
30/10/2014, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-027
DIVULG 09-02-2015 PUBLIC 10-02-2015 EMENT VOL-02765-01
PP-00001)
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art.
557, caput). ”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
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RE 570893 AGR / RS
Acórdão: Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em
30/10/2014, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-027
DIVULG 09-02-2015 PUBLIC 10-02-2015 EMENT VOL-02765-01
PP-00001)
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art.
557, caput). ”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570.893
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
- IPERGS
ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE LUIZA DOTILDE DA SILVA ACIOLI
ADV.(A/S) : GERALDO CESAR FREGAPANI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570.893
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
- IPERGS
ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE LUIZA DOTILDE DA SILVA ACIOLI
ADV.(A/S) : GERALDO CESAR FREGAPANI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9058400
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-06T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8º (ORIGINARIAMENTE § 4º), DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES. CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES. CONSTITUCIONALIDADE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.07.2007.
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur314112
|
Número de páginas: 8.
Análise: 10/08/2015, BMP.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
570893
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00100 PAR-00008\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 570893 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS
ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE LUIZA DOTILDE DA SILVA ACIOLI
ADV.(A/S) : GERALDO CESAR FREGAPANI
|
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""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570.893 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE LUIZA DOTILDE DA SILVA ACIOLI
ADV.(A/S)
:GERALDO CESAR FREGAPANI
EMENTA
DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO
CONSTITUCIONAL DE FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA
FRAUDAR O PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8...
(ORIGINARIAMENTE § 4...), DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA.
LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES. CONSIDERAÇÃO
INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES. CONSTITUCIONALIDADE.
CONSONÂNCIA
DA
DECISÃO
RECORRIDA
COM
A
JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE
TRÂNSITO.
REELABORAÇÃO
DA
MOLDURA
FÁTICA.
PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.07.2007.
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada
no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso
demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de
origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como
tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 570893 AGR / RS
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 570893 AGR / RS
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570.893 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE LUIZA DOTILDE DA SILVA ACIOLI
ADV.(A/S)
:GERALDO CESAR FREGAPANI
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul –
IPERGS.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta
aos arts. 5..., XXXV, e 100, § 4..., da Lei Maior, e 87 do ADCT.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
DECISÃO
MONOCRÁTICA.
PREVIDÊNCIA
PÚBLICA.
INTEGRALIDADE DE PENSÃO. EXECUÇÃO. VALOR DA
CAUSA. REGIMENTO DE CUSTAS DE ACORDO COM O
ARTIGO 11, ALíNEA "A", TABELA I, ITEM 1. PAGAMENTO
DAS CUSTAS PROCESSUAIS ATRAVÉS DE RPV.
POSSIBILIDADE. Nada obstante o Ato n9 1712006-P, da Egrégia
Presidência deste Tribunal, quando tratar-se de créditos
autônomos é cabível a expedição de RPV para o pagamento das
custas processuais. Ato n9 3812004 desta Corte. Precedentes T
JRS . AGRAVO PARCIALMENTE PROVIDO.”
Acórdão recorrido publicado em 26.07.2007.
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570.893 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE LUIZA DOTILDE DA SILVA ACIOLI
ADV.(A/S)
:GERALDO CESAR FREGAPANI
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul –
IPERGS.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta
aos arts. 5..., XXXV, e 100, § 4..., da Lei Maior, e 87 do ADCT.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
DECISÃO
MONOCRÁTICA.
PREVIDÊNCIA
PÚBLICA.
INTEGRALIDADE DE PENSÃO. EXECUÇÃO. VALOR DA
CAUSA. REGIMENTO DE CUSTAS DE ACORDO COM O
ARTIGO 11, ALíNEA "A", TABELA I, ITEM 1. PAGAMENTO
DAS CUSTAS PROCESSUAIS ATRAVÉS DE RPV.
POSSIBILIDADE. Nada obstante o Ato n9 1712006-P, da Egrégia
Presidência deste Tribunal, quando tratar-se de créditos
autônomos é cabível a expedição de RPV para o pagamento das
custas processuais. Ato n9 3812004 desta Corte. Precedentes T
JRS . AGRAVO PARCIALMENTE PROVIDO.”
Acórdão recorrido publicado em 26.07.2007.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
Recurso Extraordinário 570893 AGR / RS
É o relatório.
2
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Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 570893 AGR / RS
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765630.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570.893 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos
preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que
desafiou o agravo, verbis:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do
Sul – IPERGS. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5...,
XXXV, e 100, § 4..., da Lei Maior, e 87 do ADCT.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido:
“REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL
E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE
FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765631.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570.893 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos
preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que
desafiou o agravo, verbis:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do
Sul – IPERGS. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5...,
XXXV, e 100, § 4..., da Lei Maior, e 87 do ADCT.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido:
“REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL
E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE
FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765631.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 570893 AGR / RS
PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8...
(ORIGINARIAMENTE § 4...), DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES.
CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES:
CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Ausência de
prequestionamento quanto à alegação de inconstitucionalidade
da Resolução n. 199/2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo e
quanto ao fracionamento dos honorários advocatícios.
Incidência das Súmulas 282 e 356. 2. A execução ou o
pagamento singularizado dos valores devidos a partes
integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam
o § 8... (originariamente § 4...) do art. 100 da Constituição da
República. A forma de pagamento, por requisição de pequeno
valor ou precatório, dependerá dos valores isoladamente
considerados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega
provimento.” (Recurso Extraordinário 568645, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA,
Tribunal Pleno, julgado em 24/09/2014, ACÓRDÃO
ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-223
DIVULG 12-11-2014 PUBLIC 13-11-2014)
“CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. ALEGADO
FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA
PÚBLICA
DE
ESTADO-MEMBRO.
HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. VERBA DE NATUREZA ALIMENTAR, A
QUAL NÃO SE CONFUNDE COM O DÉBITO PRINCIPAL.
AUSÊNCIA DE CARÁTER ACESSÓRIO. TITULARES
DIVERSOS.
POSSIBILIDADE
DE
PAGAMENTO
AUTÔNOMO. REQUERIMENTO DESVINCULADO DA
EXPEDIÇÃO DO OFÍCIO REQUISITÓRIO PRINCIPAL.
VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE REPARTIÇÃO DE
EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR
PRECATÓRIO. INTERPRETAÇÃO DO ART. 100, § 8...
(ORIGINARIAMENTE § 4...), DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. RECURSO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.”
(Recurso Extraordinário 564132, Relator(a): Min. EROS GRAU, Relator(a) p/
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 570893 AGR / RS
PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8...
(ORIGINARIAMENTE § 4...), DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES.
CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES:
CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Ausência de
prequestionamento quanto à alegação de inconstitucionalidade
da Resolução n. 199/2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo e
quanto ao fracionamento dos honorários advocatícios.
Incidência das Súmulas 282 e 356. 2. A execução ou o
pagamento singularizado dos valores devidos a partes
integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam
o § 8... (originariamente § 4...) do art. 100 da Constituição da
República. A forma de pagamento, por requisição de pequeno
valor ou precatório, dependerá dos valores isoladamente
considerados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega
provimento.” (Recurso Extraordinário 568645, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA,
Tribunal Pleno, julgado em 24/09/2014, ACÓRDÃO
ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-223
DIVULG 12-11-2014 PUBLIC 13-11-2014)
“CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. ALEGADO
FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA
PÚBLICA
DE
ESTADO-MEMBRO.
HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. VERBA DE NATUREZA ALIMENTAR, A
QUAL NÃO SE CONFUNDE COM O DÉBITO PRINCIPAL.
AUSÊNCIA DE CARÁTER ACESSÓRIO. TITULARES
DIVERSOS.
POSSIBILIDADE
DE
PAGAMENTO
AUTÔNOMO. REQUERIMENTO DESVINCULADO DA
EXPEDIÇÃO DO OFÍCIO REQUISITÓRIO PRINCIPAL.
VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE REPARTIÇÃO DE
EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR
PRECATÓRIO. INTERPRETAÇÃO DO ART. 100, § 8...
(ORIGINARIAMENTE § 4...), DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. RECURSO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.”
(Recurso Extraordinário 564132, Relator(a): Min. EROS GRAU, Relator(a) p/
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 570893 AGR / RS
Acórdão: Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em
30/10/2014, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-027
DIVULG 09-02-2015 PUBLIC 10-02-2015 EMENT VOL-02765-01
PP-00001)
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art.
557, caput). ”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 570893 AGR / RS
Acórdão: Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em
30/10/2014, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-027
DIVULG 09-02-2015 PUBLIC 10-02-2015 EMENT VOL-02765-01
PP-00001)
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art.
557, caput). ”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570.893
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
- IPERGS
ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE LUIZA DOTILDE DA SILVA ACIOLI
ADV.(A/S) : GERALDO CESAR FREGAPANI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045645
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570.893
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
- IPERGS
ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE LUIZA DOTILDE DA SILVA ACIOLI
ADV.(A/S) : GERALDO CESAR FREGAPANI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570 . 893",
"Recurso Extraordinário 570893 AGR / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570 . 893",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570 . 893",
"Recurso Extraordinário 570893 AGR / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570 . 893",
"RECURSO",
"Recurso Extraordinário 570893 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 568645",
"Recurso Extraordinário 570893 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 568645",
"Recurso Extraordinário 564132",
"Recurso Extraordinário 570893 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 570893 AGR / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570 . 893",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 570 . 893"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , XXXV , e 100 , § 4 . . . , da Lei Maior",
"87 do ADCT",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , XXXV , e 100 , § 4 . . . , da Lei Maior",
"87 do ADCT",
"ARTIGO 11 , ALíNEA \" A \" ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Lei Maior",
"arts . 5 . . . , XXXV , e 100 , § 4 . . . , da Lei Maior",
"87 do ADCT",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Lei Maior",
"arts . 5 . . . , XXXV , e 100 , § 4 . . . , da Lei Maior",
"87 do ADCT",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO",
"Resolução n . 199 / 2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo",
"art . 100 da Constituição da República",
"CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO",
"Resolução n . 199 / 2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo",
"art . 100 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"IPERGS",
"PROCURADORIA",
"-",
"GERAL",
"CONSTITUIÇÃO",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"IPERGS",
"PROCURADORIA",
"-",
"GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul",
"IPERGS",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO",
"IPERGS",
"PROCURADORIA",
"Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul",
"IPERGS",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul",
"IPERGS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul",
"IPERGS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"IPERGS",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"IPERGS",
"PROCURADORIA",
"-",
"GERAL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"ESPÓLIO DE LUIZA DOTILDE DA SILVA ACIOLI",
"GERALDO CESAR FREGAPANI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ESPÓLIO DE LUIZA DOTILDE DA SILVA ACIOLI",
"GERALDO CESAR FREGAPANI",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ESPÓLIO DE LUIZA DOTILDE DA SILVA",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"CÁRMEN LÚCIA",
"EROS GRAU",
"CÁRMEN LÚCIA",
"EROS GRAU",
"ROSA WEBER",
"LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ROSA WEBER",
"ESPÓLIO DE LUIZA DOTILDE DA SILVA ACIOLI",
"GERALDO CESAR FREGAPANI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"ESPÓLIO",
"DE LUIZA DOTILDE DA SILVA ACIOLI",
"GERALDO CESAR FREGAPANI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"26",
".",
"07",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"26",
".",
"07",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"26",
".",
"07",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"12",
"-",
"11",
"-",
"2014",
"13",
"-",
"11",
"-",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"12",
"-",
"11",
"-",
"2014",
"-",
"11",
"-",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"09",
"-",
"02",
"-",
"2015",
"10",
"-",
"02",
"-",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"09",
"-",
"02",
"-",
"2015",
"10",
"-",
"02",
"-",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.244 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
EMENTA
DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
DETERMINAÇÃO AO PODER EXECUTIVO DE REALIZAÇÃO DE
OBRAS. CONSTRUÇÃO DE ESTABELECIMENTO PENAL. CASA DE
ALBERGADO. AGRAVO REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA
CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO
GERAL (ARTS. 543-B DO CPC E 328 DO RISTF). ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 28.11.2012.
1. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo
regimental, porque adequada à espécie, merece manutenção a sistemática
da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF).
2. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765641.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
RE 751244 AGR / SC
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 751244 AGR / SC
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.244 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo
qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do
CPC e 328 do RISTF), maneja agravo regimental o Estado de Santa
Catarina.
Ataca a decisão agravada ao argumento de que inapropriada a
devolução dos autos à origem, diversos os temas tratados no paradigma e
no presente recurso. Alega que “(...) não se está a discutir más condições
prisionais ou a necessidade de garantir direitos fundamentais de presos.
A ação civil pública que originou o recurso extraordinário postula a
condenação do Estado de Santa Catarina à construção (e não obras de
reforma em estabelecimento preexistente) de uma Casa de Albergado na
Comarca de Fraiburgo, com fundamento no art. 95 da Lei de Execuções
Penais. (…).” Alega inadmissível o recurso extraordinário, existente
fundamento infraconstitucional suficiente à manutenção do julgado.
O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AÇÃO CIVIL PÚBLICA - JULGAMENTO ANTECIPADO
DA LIDE - PROVA TÉCNICA NÃO REALIZADA -
CERCEAMENTO DE DEFESA INEXISTENTE - ACERVO
PROBATÓRIO SUFICIENTE - SEGURANÇA PÚBLICA -
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.244 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo
qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do
CPC e 328 do RISTF), maneja agravo regimental o Estado de Santa
Catarina.
Ataca a decisão agravada ao argumento de que inapropriada a
devolução dos autos à origem, diversos os temas tratados no paradigma e
no presente recurso. Alega que “(...) não se está a discutir más condições
prisionais ou a necessidade de garantir direitos fundamentais de presos.
A ação civil pública que originou o recurso extraordinário postula a
condenação do Estado de Santa Catarina à construção (e não obras de
reforma em estabelecimento preexistente) de uma Casa de Albergado na
Comarca de Fraiburgo, com fundamento no art. 95 da Lei de Execuções
Penais. (…).” Alega inadmissível o recurso extraordinário, existente
fundamento infraconstitucional suficiente à manutenção do julgado.
O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AÇÃO CIVIL PÚBLICA - JULGAMENTO ANTECIPADO
DA LIDE - PROVA TÉCNICA NÃO REALIZADA -
CERCEAMENTO DE DEFESA INEXISTENTE - ACERVO
PROBATÓRIO SUFICIENTE - SEGURANÇA PÚBLICA -
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
RE 751244 AGR / SC
DEVER DO ESTADO (ARTS. 144, DA CF/1988, E 105, DA
CE/1989) - CASA DO ALBERGADO (ARTS. 93 A 95 DA LEP) -
CONSTRUÇÃO IMPOSTA PELO PODER JUDICIÁRIO -
IMPOSSIBILIDADE
-
OFENSA
AO
PRINCÍPIO
CONSTITUCIONAL DA SEPARAÇÃO DOS PODERES (ART.
2º, DA CF/1988) - RECURSO VOLUNTÁRIO E REMESSA
PROVIDOS. Cabe ao Juiz, na condição de presidente do
processo e destinatário da prova, decidir sobre a necessidade ou
não da realização de prova, não implicando cerceamento de
defesa o julgamento com base nas provas existentes nos autos,
se a prova que a parte pretendia produzir era desnecessária ao
deslinde da ‘quaestio’. ‘A forma como o Estado-membro vai
garantir o direito à segurança pública há de ser definida no
quadro de políticas sociais e econômicas cuja formulação é
atribuição exclusiva do Poder Executivo. Não cabe ao Judiciário
determinar a realização de obras em cadeia pública’ (STF - RE n.
422.298/PR, Rel. Ministro Eros Grau). O mesmo se diga em
relação à construção de casa do albergado.”
Acórdão recorrido publicado em 28.11.2012.
É o relatório.
2
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RE 751244 AGR / SC
DEVER DO ESTADO (ARTS. 144, DA CF/1988, E 105, DA
CE/1989) - CASA DO ALBERGADO (ARTS. 93 A 95 DA LEP) -
CONSTRUÇÃO IMPOSTA PELO PODER JUDICIÁRIO -
IMPOSSIBILIDADE
-
OFENSA
AO
PRINCÍPIO
CONSTITUCIONAL DA SEPARAÇÃO DOS PODERES (ART.
2º, DA CF/1988) - RECURSO VOLUNTÁRIO E REMESSA
PROVIDOS. Cabe ao Juiz, na condição de presidente do
processo e destinatário da prova, decidir sobre a necessidade ou
não da realização de prova, não implicando cerceamento de
defesa o julgamento com base nas provas existentes nos autos,
se a prova que a parte pretendia produzir era desnecessária ao
deslinde da ‘quaestio’. ‘A forma como o Estado-membro vai
garantir o direito à segurança pública há de ser definida no
quadro de políticas sociais e econômicas cuja formulação é
atribuição exclusiva do Poder Executivo. Não cabe ao Judiciário
determinar a realização de obras em cadeia pública’ (STF - RE n.
422.298/PR, Rel. Ministro Eros Grau). O mesmo se diga em
relação à construção de casa do albergado.”
Acórdão recorrido publicado em 28.11.2012.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. ROSA WEBER
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.244 SANTA CATARINA
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a
sistemática da repercussão geral:
“A matéria restou submetida ao Plenário Virtual para
análise quanto à existência de repercussão geral no RE 592.581.
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou
Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B
do CPC.
Devolvam-se os autos à Corte de origem. ”
Oportuna a transcrição da Ementa do paradigma submetido ao
plenário virtual, verbis:
“CONSTITUCIONAL. INTEGRIDADE FÍSICA E MORAL
DOS PRESOS. DETERMINAÇÃO AO PODER EXECUTIVO DE
REALIZAÇÃO DE OBRAS EM PRESÍDIO. LIMITES DE
ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO. RELEVÂNCIA
JURÍDICA, ECONÔMICA E SOCIAL DA QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL.” (RE 592.581-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe
20.11.2009 )
Irrepreensível a decisão agravada.
A matéria tratada no presente feito, de fato, é idêntica à submetida
ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, a teor do
asseverado no comando agravado acima reproduzido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.244 SANTA CATARINA
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a
sistemática da repercussão geral:
“A matéria restou submetida ao Plenário Virtual para
análise quanto à existência de repercussão geral no RE 592.581.
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou
Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B
do CPC.
Devolvam-se os autos à Corte de origem. ”
Oportuna a transcrição da Ementa do paradigma submetido ao
plenário virtual, verbis:
“CONSTITUCIONAL. INTEGRIDADE FÍSICA E MORAL
DOS PRESOS. DETERMINAÇÃO AO PODER EXECUTIVO DE
REALIZAÇÃO DE OBRAS EM PRESÍDIO. LIMITES DE
ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO. RELEVÂNCIA
JURÍDICA, ECONÔMICA E SOCIAL DA QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL.” (RE 592.581-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe
20.11.2009 )
Irrepreensível a decisão agravada.
A matéria tratada no presente feito, de fato, é idêntica à submetida
ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, a teor do
asseverado no comando agravado acima reproduzido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 751244 AGR / SC
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas
Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do CPC,
entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta
egrégia 1ª Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min.
Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o
RE 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões
monocráticas, esta última exarada nestes termos:
“REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
QUESTÃO
SUSCETÍVEL
DE
REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO
ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À
ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO.
No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal
reconheceu a existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada neste recurso extraordinário.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após
a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é
diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A
pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é
suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o
instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o
exame da matéria em um único julgamento considerando todas
as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os
embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de
reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria
sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a
quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo
2
Supremo Tribunal Federal
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RE 751244 AGR / SC
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas
Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do CPC,
entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta
egrégia 1ª Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min.
Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o
RE 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões
monocráticas, esta última exarada nestes termos:
“REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
QUESTÃO
SUSCETÍVEL
DE
REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO
ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À
ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO.
No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal
reconheceu a existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada neste recurso extraordinário.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após
a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é
diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A
pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é
suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o
instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o
exame da matéria em um único julgamento considerando todas
as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os
embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de
reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria
sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a
quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 751244 AGR / SC
Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os
embargos declaratórios opostos contra o despacho de
sobrestamento.”
Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado,
verbis:
“RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício
previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da CF/88.
Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário.
Recurso interposto contra acórdão publicado antes de
03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de
origem. Aplicação do art. 543-B do CPC. Precedente (AI nº
715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o
disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos
cujo tema constitucional apresente repercussão geral
reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra
acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (RE 540.410-
QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008).
Inexistente, por seu turno, fundamento infraconstitucional suficiente
para a manutenção do acórdão recorrido, razão pela qual inaplicável a
Súmula 283/STF.
Considerada a identidade material havida entre a controvérsia
travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual
reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta
Corte, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual aplicado o art.
543-B do CPC.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 751244 AGR / SC
Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os
embargos declaratórios opostos contra o despacho de
sobrestamento.”
Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado,
verbis:
“RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício
previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da CF/88.
Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário.
Recurso interposto contra acórdão publicado antes de
03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de
origem. Aplicação do art. 543-B do CPC. Precedente (AI nº
715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o
disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos
cujo tema constitucional apresente repercussão geral
reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra
acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (RE 540.410-
QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008).
Inexistente, por seu turno, fundamento infraconstitucional suficiente
para a manutenção do acórdão recorrido, razão pela qual inaplicável a
Súmula 283/STF.
Considerada a identidade material havida entre a controvérsia
travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual
reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta
Corte, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual aplicado o art.
543-B do CPC.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.244
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.244
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045676
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9058343
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-06T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. DETERMINAÇÃO AO PODER EXECUTIVO DE REALIZAÇÃO DE OBRAS. CONSTRUÇÃO DE ESTABELECIMENTO PENAL. CASA DE ALBERGADO. AGRAVO REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ARTS. 543-B DO CPC E 328 DO RISTF). ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.11.2012.
1. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, porque adequada à espécie, merece manutenção a sistemática da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF).
2. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur314109
|
- Acórdão(s) citado(s):
(DETERMINAÇÃO, PODER EXECUTIVO, REALIZAÇÃO DE OBRA)
RE 592581 RG.
(SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL)
RE 540410 QO (TP).
- Decisões monocráticas citadas:
(SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL)
AI 809009 AgR, ARE 654205 AgR, AI 724356 AgR.
Número de páginas: 8.
Análise: 10/08/2015, BMP.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
751244
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00328\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 751244 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.244 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
EMENTA
DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
DETERMINAÇÃO AO PODER EXECUTIVO DE REALIZAÇÃO DE
OBRAS. CONSTRUÇÃO DE ESTABELECIMENTO PENAL. CASA DE
ALBERGADO. AGRAVO REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA
CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO
GERAL (ARTS. 543-B DO Código de Processo Civil E 328 DO RISTF). ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 28.11.2012.
1. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo
regimental, porque adequada à espécie, merece manutenção a sistemática
da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328 do RISTF).
2. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de junho de 2015.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 751244 AGR / SC
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 751244 AGR / SC
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.244 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo
qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do
Código de Processo Civil e 328 do RISTF), maneja agravo regimental o Estado de Santa
Catarina.
Ataca a decisão agravada ao argumento de que inapropriada a
devolução dos autos à origem, diversos os temas tratados no paradigma e
no presente recurso. Alega que “(...) não se está a discutir más condições
prisionais ou a necessidade de garantir direitos fundamentais de presos.
A ação civil pública que originou o recurso extraordinário postula a
condenação do Estado de Santa Catarina à construção (e não obras de
reforma em estabelecimento preexistente) de uma Casa de Albergado na
Comarca de Fraiburgo, com fundamento no art. 95 da Lei de Execuções
Penais. (…).” Alega inadmissível o recurso extraordinário, existente
fundamento infraconstitucional suficiente à manutenção do julgado.
O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AÇÃO CIVIL PÚBLICA - JULGAMENTO ANTECIPADO
DA LIDE - PROVA TÉCNICA NÃO REALIZADA -
CERCEAMENTO DE DEFESA INEXISTENTE - ACERVO
PROBATÓRIO SUFICIENTE - SEGURANÇA PÚBLICA -
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.244 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo
qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do
Código de Processo Civil e 328 do RISTF), maneja agravo regimental o Estado de Santa
Catarina.
Ataca a decisão agravada ao argumento de que inapropriada a
devolução dos autos à origem, diversos os temas tratados no paradigma e
no presente recurso. Alega que “(...) não se está a discutir más condições
prisionais ou a necessidade de garantir direitos fundamentais de presos.
A ação civil pública que originou o recurso extraordinário postula a
condenação do Estado de Santa Catarina à construção (e não obras de
reforma em estabelecimento preexistente) de uma Casa de Albergado na
Comarca de Fraiburgo, com fundamento no art. 95 da Lei de Execuções
Penais. (…).” Alega inadmissível o recurso extraordinário, existente
fundamento infraconstitucional suficiente à manutenção do julgado.
O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AÇÃO CIVIL PÚBLICA - JULGAMENTO ANTECIPADO
DA LIDE - PROVA TÉCNICA NÃO REALIZADA -
CERCEAMENTO DE DEFESA INEXISTENTE - ACERVO
PROBATÓRIO SUFICIENTE - SEGURANÇA PÚBLICA -
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
Recurso Extraordinário 751244 AGR / SC
DEVER DO ESTADO (ARTS. 144, DA Constituição Federal de 1988/1988, E 105, DA
CE/1989) - CASA DO ALBERGADO (ARTS. 93 A 95 DA LEP) -
CONSTRUÇÃO IMPOSTA PELO PODER JUDICIÁRIO -
IMPOSSIBILIDADE
-
OFENSA
AO
PRINCÍPIO
CONSTITUCIONAL DA SEPARAÇÃO DOS PODERES (ART.
2..., DA Constituição Federal de 1988/1988) - RECURSO VOLUNTÁRIO E REMESSA
PROVIDOS. Cabe ao Juiz, na condição de presidente do
processo e destinatário da prova, decidir sobre a necessidade ou
não da realização de prova, não implicando cerceamento de
defesa o julgamento com base nas provas existentes nos autos,
se a prova que a parte pretendia produzir era desnecessária ao
deslinde da ‘quaestio’. ‘A forma como o Estado-membro vai
garantir o direito à segurança pública há de ser definida no
quadro de políticas sociais e econômicas cuja formulação é
atribuição exclusiva do Poder Executivo. Não cabe ao Judiciário
determinar a realização de obras em cadeia pública’ (Supremo Tribunal Federal - Recurso Extraordinário n.
422.298/PR, Rel. Ministro Eros Grau). O mesmo se diga em
relação à construção de casa do albergado.”
Acórdão recorrido publicado em 28.11.2012.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 751244 AGR / SC
DEVER DO ESTADO (ARTS. 144, DA Constituição Federal de 1988/1988, E 105, DA
CE/1989) - CASA DO ALBERGADO (ARTS. 93 A 95 DA LEP) -
CONSTRUÇÃO IMPOSTA PELO PODER JUDICIÁRIO -
IMPOSSIBILIDADE
-
OFENSA
AO
PRINCÍPIO
CONSTITUCIONAL DA SEPARAÇÃO DOS PODERES (ART.
2..., DA Constituição Federal de 1988/1988) - RECURSO VOLUNTÁRIO E REMESSA
PROVIDOS. Cabe ao Juiz, na condição de presidente do
processo e destinatário da prova, decidir sobre a necessidade ou
não da realização de prova, não implicando cerceamento de
defesa o julgamento com base nas provas existentes nos autos,
se a prova que a parte pretendia produzir era desnecessária ao
deslinde da ‘quaestio’. ‘A forma como o Estado-membro vai
garantir o direito à segurança pública há de ser definida no
quadro de políticas sociais e econômicas cuja formulação é
atribuição exclusiva do Poder Executivo. Não cabe ao Judiciário
determinar a realização de obras em cadeia pública’ (Supremo Tribunal Federal - Recurso Extraordinário n.
422.298/PR, Rel. Ministro Eros Grau). O mesmo se diga em
relação à construção de casa do albergado.”
Acórdão recorrido publicado em 28.11.2012.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.244 SANTA CATARINA
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a
sistemática da repercussão geral:
“A matéria restou submetida ao Plenário Virtual para
análise quanto à existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário 592.581.
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou
Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B
do Código de Processo Civil.
Devolvam-se os autos à Corte de origem. ”
Oportuna a transcrição da Ementa do paradigma submetido ao
plenário virtual, verbis:
“CONSTITUCIONAL. INTEGRIDADE FÍSICA E MORAL
DOS PRESOS. DETERMINAÇÃO AO PODER EXECUTIVO DE
REALIZAÇÃO DE OBRAS EM PRESÍDIO. LIMITES DE
ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO. RELEVÂNCIA
JURÍDICA, ECONÔMICA E SOCIAL DA QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL.” (Recurso Extraordinário 592.581-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe
20.11.2009 )
Irrepreensível a decisão agravada.
A matéria tratada no presente feito, de fato, é idêntica à submetida
ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, a teor do
asseverado no comando agravado acima reproduzido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8765643.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.244 SANTA CATARINA
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a
sistemática da repercussão geral:
“A matéria restou submetida ao Plenário Virtual para
análise quanto à existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário 592.581.
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou
Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B
do Código de Processo Civil.
Devolvam-se os autos à Corte de origem. ”
Oportuna a transcrição da Ementa do paradigma submetido ao
plenário virtual, verbis:
“CONSTITUCIONAL. INTEGRIDADE FÍSICA E MORAL
DOS PRESOS. DETERMINAÇÃO AO PODER EXECUTIVO DE
REALIZAÇÃO DE OBRAS EM PRESÍDIO. LIMITES DE
ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO. RELEVÂNCIA
JURÍDICA, ECONÔMICA E SOCIAL DA QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL.” (Recurso Extraordinário 592.581-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe
20.11.2009 )
Irrepreensível a decisão agravada.
A matéria tratada no presente feito, de fato, é idêntica à submetida
ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, a teor do
asseverado no comando agravado acima reproduzido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 751244 AGR / SC
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas
Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil,
entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta
egrégia 1... Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min.
Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o
Recurso Extraordinário 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões
monocráticas, esta última exarada nestes termos:
“REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
QUESTÃO
SUSCETÍVEL
DE
REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO
ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À
ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO.
No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal
reconheceu a existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada neste recurso extraordinário.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após
a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é
diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A
pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é
suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o
instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o
exame da matéria em um único julgamento considerando todas
as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os
embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de
reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria
sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a
quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 751244 AGR / SC
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas
Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil,
entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta
egrégia 1... Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min.
Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o
Recurso Extraordinário 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões
monocráticas, esta última exarada nestes termos:
“REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
QUESTÃO
SUSCETÍVEL
DE
REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO
ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À
ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO.
No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal
reconheceu a existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada neste recurso extraordinário.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após
a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é
diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A
pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é
suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o
instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o
exame da matéria em um único julgamento considerando todas
as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os
embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de
reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria
sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a
quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 751244 AGR / SC
Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os
embargos declaratórios opostos contra o despacho de
sobrestamento.”
Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado,
verbis:
“RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício
previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988/88.
Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário.
Recurso interposto contra acórdão publicado antes de
03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de
origem. Aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente (AI n
715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o
disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos
cujo tema constitucional apresente repercussão geral
reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra
acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (Recurso Extraordinário 540.410-
QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008).
Inexistente, por seu turno, fundamento infraconstitucional suficiente
para a manutenção do acórdão recorrido, razão pela qual inaplicável a
Súmula 283/Supremo Tribunal Federal.
Considerada a identidade material havida entre a controvérsia
travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual
reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta
Corte, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual aplicado o art.
543-B do Código de Processo Civil.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 751244 AGR / SC
Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os
embargos declaratórios opostos contra o despacho de
sobrestamento.”
Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado,
verbis:
“RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício
previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988/88.
Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário.
Recurso interposto contra acórdão publicado antes de
03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de
origem. Aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente (AI n
715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o
disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos
cujo tema constitucional apresente repercussão geral
reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra
acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (Recurso Extraordinário 540.410-
QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008).
Inexistente, por seu turno, fundamento infraconstitucional suficiente
para a manutenção do acórdão recorrido, razão pela qual inaplicável a
Súmula 283/Supremo Tribunal Federal.
Considerada a identidade material havida entre a controvérsia
travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual
reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta
Corte, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual aplicado o art.
543-B do Código de Processo Civil.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.244
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045676
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.244
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045676
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751 . 244",
"Recurso Extraordinário 751244 AGR / SC",
"Recurso Extraordinário 751244 AGR / SC",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751 . 244",
"Recurso Extraordinário 751244 AGR / SC",
"Recurso Extraordinário n . 422 . 298 / PR",
"Recurso Extraordinário 751244 AGR / SC",
"Recurso Extraordinário n . 422 . 298 / PR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751 . 244",
"Recurso Extraordinário 592 . 581",
"Recurso Extraordinário 592 . 581 - RG",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751 . 244",
"Recurso Extraordinário 592 . 581",
"Recurso Extraordinário 592 . 581 - RG",
"Recurso Extraordinário 751244 AGR / SC",
"ARE 654 . 205 - AgR / DF",
"AI 724 . 356 - AgR / RJ",
"AI 809 . 009 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 587 . 144 - ED / SP",
"Recurso Extraordinário 606 . 358",
"Recurso Extraordinário 606 . 358",
"Recurso Extraordinário 751244 AGR / SC",
"ARE 654 . 205 - AgR / DF",
"AI 724 . 356 - AgR / RJ",
"AI 809 . 009 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 587 . 144 - ED",
"Recurso Extraordinário 606 . 358",
"Recurso Extraordinário 606 . 358",
"Recurso Extraordinário 751244 AGR / SC",
"AI n 715 . 423 - RS - QO",
"Recurso Extraordinário 540 . 410 - QO / RS",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 751244 AGR / SC Civil",
"AI n 715 . 423 - RS - QO",
"Recurso Extraordinário 540 . 410 - QO / RS",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751 . 244"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTS . 543 - B DO Código de Processo Civil",
"328 DO RISTF",
"arts . 543 - B do Código de Processo Civil",
"328 do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 543 - B do Código de Processo Civil",
"328 do RISTF",
"art . 95 da Lei de Execuções Penais",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 543 - B do Código de Processo Civil",
"328 do RISTF",
"art . 95 da Lei de Execuções Penais",
"ARTS . 144 , DA Constituição Federal de 1988 / 1988",
"105 , DA CE / 1989",
"ARTS . 93 A 95 DA LEP",
"ART . 2 . . . , DA Constituição Federal de 1988 / 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTS . 144 , DA Constituição Federal de 1988 / 1988",
"105 , DA CE / 1989",
"ARTS . 93 A 95 DA LEP",
"ART . 2 . . . , DA Constituição Federal de 1988 / 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 328 do RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 328 do RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"art . 328 do RISTF",
"art",
"ART . 543 - B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 328 do RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"ART . 543 - B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"ART . 328 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO REGIMENTO INTERNO",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Art . 203 , V , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Art . 203 , V , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Comarca de Fraiburgo",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Estado de Santa Catarina",
"Estado de Santa Catarina",
"Comarca de Fraiburgo",
"CASA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Estado",
"Estado",
"Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário Virtual",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário Virtual",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
"Tribunal Pleno",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
"Tribunal Pleno",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSA WEBER",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"ELLEN GRACIE",
"Cezar Peluso",
"ELLEN GRACIE",
"Cezar Peluso",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"28",
".",
"11",
".",
"2012",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"11",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"11",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"20",
".",
"11",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"20",
".",
"11",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"4",
".",
"2012",
"08",
".",
"02",
".",
"2012",
"19",
".",
"8",
".",
"2011",
"10",
".",
"6",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"4",
".",
"2012",
"08",
".",
"02",
".",
"2012",
"19",
".",
"8",
".",
"2011",
"10",
".",
"6",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"05",
".",
"2007",
"3 de maio de 2007",
"17",
".",
"10",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"05",
".",
"2007",
"3 de maio de 2007",
"17",
".",
"10",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.783
PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S)
:IURI FERRARI COCICOV E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:EDISON JOSE GOMES DE ARAUJO
ADV.(A/S)
:EMMANOEL ASCHIDAMINI DAVID E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa
Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8865385.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.783
PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S)
:IURI FERRARI COCICOV E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:EDISON JOSE GOMES DE ARAUJO
ADV.(A/S)
:EMMANOEL ASCHIDAMINI DAVID E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de maio de
2015, desprovi o agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – LEGISLAÇÃO
LOCAL – INTERPRETAÇÃO – AGRAVO
DESPROVIDO.
1. Na interposição deste recurso, foram observados os
pressupostos de recorribilidade.
A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.783
PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S)
:IURI FERRARI COCICOV E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:EDISON JOSE GOMES DE ARAUJO
ADV.(A/S)
:EMMANOEL ASCHIDAMINI DAVID E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de maio de
2015, desprovi o agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – LEGISLAÇÃO
LOCAL – INTERPRETAÇÃO – AGRAVO
DESPROVIDO.
1. Na interposição deste recurso, foram observados os
pressupostos de recorribilidade.
A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8865386.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
ARE 853783 AGR / PR
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
A par desse aspecto, da leitura do acórdão impugnado
mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que
o Tribunal de origem julgou a apelação a partir de interpretação
conferida a normas locais. Procedeu à interpretação da Lei
Complementar nº 14/82. Ora, a controvérsia sobre o alcance de
lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela
jurisprudência - Verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a direito
local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo.
Está-se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do
próprio Tribunal de Justiça.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do
extraordinário. Aponta a impertinência dos Verbetes nº 279 e nº 280 da
Súmula do Supremo à espécie.
O agravado, instado a se manifestar, não apresentou contraminuta.
É o relatório.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8865386.
Supremo Tribunal Federal
ARE 853783 AGR / PR
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
A par desse aspecto, da leitura do acórdão impugnado
mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que
o Tribunal de origem julgou a apelação a partir de interpretação
conferida a normas locais. Procedeu à interpretação da Lei
Complementar nº 14/82. Ora, a controvérsia sobre o alcance de
lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela
jurisprudência - Verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a direito
local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo.
Está-se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do
próprio Tribunal de Justiça.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do
extraordinário. Aponta a impertinência dos Verbetes nº 279 e nº 280 da
Súmula do Supremo à espécie.
O agravado, instado a se manifestar, não apresentou contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8865386.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.783
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná consignou, em síntese:
ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. APELAÇÕES
CIVEIS. RECURSO 01 DA PARANAPREVIDÊNCIA. RECURSO
02 DO ESTADO DO PARANÁ. IDENTIDADE NAS RAZÕES
RECURSAIS. ANÁLISE CONJUNTA. SERVIDOR PÚBLICO.
ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. TIDE. POLICIAL
CIVIL. CUMULATIVIDADE PARA BASE DE CÁLCULO.
PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO AFASTADA. VERBAS
QUE SE CONFIGURAM COMO OBRIGAÇÕES DE TRATO
SUCESSIVO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 85 DO STJ.
QUINQUENIO. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. ART.
83 DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 14/82.
INCIDÊNCIA SOBRE GRATIFICAÇÃO TIDE. NATUREZA DE
VENCIMENTO. INTEGRA A BASE DE CÁLCULO DO ADTS.
INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 37, XIV DA CF.
PRECEDENTES DESTE TRIBUNAL. ADEQUAÇÃO DOS
JUROS DE MORAS E CORREÇÃO MONETÁRIA.
NECESSIDADE.
APLICAÇÃO
CONFORME
NOVA
REDAÇÃO DO ART. 1º-F DA LEI 9494/97. JUROS DE MORA
SOBRE OS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. TERMO
INICIAL. INCIDÊNCIA APÓS O PRAZO REGULAR PARA O
PAGAMENTO DO PRECATÓRIO OU DA RPV.
IMPOSSIBILIDADE. ART. 100, § 5º, DA CONSTITUIÇÃO
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8865387.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.783
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná consignou, em síntese:
ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. APELAÇÕES
CIVEIS. RECURSO 01 DA PARANAPREVIDÊNCIA. RECURSO
02 DO ESTADO DO PARANÁ. IDENTIDADE NAS RAZÕES
RECURSAIS. ANÁLISE CONJUNTA. SERVIDOR PÚBLICO.
ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. TIDE. POLICIAL
CIVIL. CUMULATIVIDADE PARA BASE DE CÁLCULO.
PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO AFASTADA. VERBAS
QUE SE CONFIGURAM COMO OBRIGAÇÕES DE TRATO
SUCESSIVO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 85 DO STJ.
QUINQUENIO. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. ART.
83 DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 14/82.
INCIDÊNCIA SOBRE GRATIFICAÇÃO TIDE. NATUREZA DE
VENCIMENTO. INTEGRA A BASE DE CÁLCULO DO ADTS.
INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 37, XIV DA CF.
PRECEDENTES DESTE TRIBUNAL. ADEQUAÇÃO DOS
JUROS DE MORAS E CORREÇÃO MONETÁRIA.
NECESSIDADE.
APLICAÇÃO
CONFORME
NOVA
REDAÇÃO DO ART. 1º-F DA LEI 9494/97. JUROS DE MORA
SOBRE OS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. TERMO
INICIAL. INCIDÊNCIA APÓS O PRAZO REGULAR PARA O
PAGAMENTO DO PRECATÓRIO OU DA RPV.
IMPOSSIBILIDADE. ART. 100, § 5º, DA CONSTITUIÇÃO
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8865387.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 853783 AGR / PR
FEDERAL E SÚMULA VINCULANTE Nº 17. JUROS QUE
CONTINUAM
SENDO
DEVIDOS
NO
PERÍODO
ANTECEDENTE.
RECURSO
01
CONHECIDO
E
PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO 02 CONHECIDO E
DESPROVIDO. REEXAME NECESSÁRIO. ART. 475, INCISO I,
DO CPC. SÚMULA 490 DO STJ. SENTENÇA ILÍQUIDA.
REEXAME CONHECIDO E SENTENÇA MANTIDA NA
ÍNTEGRA, SALVO ALTERAÇÕES EM FACE DO PARCIAL
PROVIMENTO DA APELAÇÃO 01.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 853783 AGR / PR
FEDERAL E SÚMULA VINCULANTE Nº 17. JUROS QUE
CONTINUAM
SENDO
DEVIDOS
NO
PERÍODO
ANTECEDENTE.
RECURSO
01
CONHECIDO
E
PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO 02 CONHECIDO E
DESPROVIDO. REEXAME NECESSÁRIO. ART. 475, INCISO I,
DO CPC. SÚMULA 490 DO STJ. SENTENÇA ILÍQUIDA.
REEXAME CONHECIDO E SENTENÇA MANTIDA NA
ÍNTEGRA, SALVO ALTERAÇÕES EM FACE DO PARCIAL
PROVIMENTO DA APELAÇÃO 01.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.783
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S) : IURI FERRARI COCICOV E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : EDISON JOSE GOMES DE ARAUJO
ADV.(A/S) : EMMANOEL ASCHIDAMINI DAVID E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9077203
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.783
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S) : IURI FERRARI COCICOV E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : EDISON JOSE GOMES DE ARAUJO
ADV.(A/S) : EMMANOEL ASCHIDAMINI DAVID E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9129033
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-14T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
|
sjur315275
|
Número de páginas: 6.
Análise: 21/08/2015, BMP.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
853783
|
[
"LEG-EST LCP-000014 ANO-1982\n LEI COMPLEMENTAR, PR"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 853783 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S) : IURI FERRARI COCICOV E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : EDISON JOSE GOMES DE ARAUJO
ADV.(A/S) : EMMANOEL ASCHIDAMINI DAVID E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.783
PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S)
:IURI FERRARI COCICOV E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:EDISON JOSE GOMES DE ARAUJO
ADV.(A/S)
:EMMANOEL ASCHIDAMINI DAVID E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa
Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.783
PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S)
:IURI FERRARI COCICOV E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:EDISON JOSE GOMES DE ARAUJO
ADV.(A/S)
:EMMANOEL ASCHIDAMINI DAVID E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de maio de
2015, desprovi o agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – LEGISLAÇÃO
LOCAL – INTERPRETAÇÃO – AGRAVO
DESPROVIDO.
1. Na interposição deste recurso, foram observados os
pressupostos de recorribilidade.
A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.783
PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S)
:IURI FERRARI COCICOV E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:EDISON JOSE GOMES DE ARAUJO
ADV.(A/S)
:EMMANOEL ASCHIDAMINI DAVID E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de maio de
2015, desprovi o agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – LEGISLAÇÃO
LOCAL – INTERPRETAÇÃO – AGRAVO
DESPROVIDO.
1. Na interposição deste recurso, foram observados os
pressupostos de recorribilidade.
A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
ARE 853783 AGR / PR
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
A par desse aspecto, da leitura do acórdão impugnado
mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que
o Tribunal de origem julgou a apelação a partir de interpretação
conferida a normas locais. Procedeu à interpretação da Lei
Complementar n 14/82. Ora, a controvérsia sobre o alcance de
lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela
jurisprudência - Verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a direito
local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo.
Está-se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do
próprio Tribunal de Justiça.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do
extraordinário. Aponta a impertinência dos Verbetes n 279 e n 280 da
Súmula do Supremo à espécie.
O agravado, instado a se manifestar, não apresentou contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 853783 AGR / PR
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
A par desse aspecto, da leitura do acórdão impugnado
mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que
o Tribunal de origem julgou a apelação a partir de interpretação
conferida a normas locais. Procedeu à interpretação da Lei
Complementar n 14/82. Ora, a controvérsia sobre o alcance de
lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela
jurisprudência - Verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a direito
local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo.
Está-se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do
próprio Tribunal de Justiça.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do
extraordinário. Aponta a impertinência dos Verbetes n 279 e n 280 da
Súmula do Supremo à espécie.
O agravado, instado a se manifestar, não apresentou contraminuta.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.783
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná consignou, em síntese:
ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. APELAÇÕES
CIVEIS. RECURSO 01 DA PARANAPREVIDÊNCIA. RECURSO
02 DO ESTADO DO PARANÁ. IDENTIDADE NAS RAZÕES
RECURSAIS. ANÁLISE CONJUNTA. SERVIDOR PÚBLICO.
ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. TIDE. POLICIAL
CIVIL. CUMULATIVIDADE PARA BASE DE CÁLCULO.
PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO AFASTADA. VERBAS
QUE SE CONFIGURAM COMO OBRIGAÇÕES DE TRATO
SUCESSIVO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 85 DO Superior Tribunal de Justiça.
QUINQUENIO. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. ART.
83 DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 14/82.
INCIDÊNCIA SOBRE GRATIFICAÇÃO TIDE. NATUREZA DE
VENCIMENTO. INTEGRA A BASE DE CÁLCULO DO ADTS.
INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 37, XIV DA Constituição Federal de 1988.
PRECEDENTES DESTE TRIBUNAL. ADEQUAÇÃO DOS
JUROS DE MORAS E CORREÇÃO MONETÁRIA.
NECESSIDADE.
APLICAÇÃO
CONFORME
NOVA
REDAÇÃO DO ART. 1...-F DA LEI 9494/97. JUROS DE MORA
SOBRE OS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. TERMO
INICIAL. INCIDÊNCIA APÓS O PRAZO REGULAR PARA O
PAGAMENTO DO PRECATÓRIO OU DA RPV.
IMPOSSIBILIDADE. ART. 100, § 5..., DA CONSTITUIÇÃO
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.783
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná consignou, em síntese:
ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. APELAÇÕES
CIVEIS. RECURSO 01 DA PARANAPREVIDÊNCIA. RECURSO
02 DO ESTADO DO PARANÁ. IDENTIDADE NAS RAZÕES
RECURSAIS. ANÁLISE CONJUNTA. SERVIDOR PÚBLICO.
ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. TIDE. POLICIAL
CIVIL. CUMULATIVIDADE PARA BASE DE CÁLCULO.
PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO AFASTADA. VERBAS
QUE SE CONFIGURAM COMO OBRIGAÇÕES DE TRATO
SUCESSIVO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 85 DO Superior Tribunal de Justiça.
QUINQUENIO. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. ART.
83 DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 14/82.
INCIDÊNCIA SOBRE GRATIFICAÇÃO TIDE. NATUREZA DE
VENCIMENTO. INTEGRA A BASE DE CÁLCULO DO ADTS.
INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 37, XIV DA Constituição Federal de 1988.
PRECEDENTES DESTE TRIBUNAL. ADEQUAÇÃO DOS
JUROS DE MORAS E CORREÇÃO MONETÁRIA.
NECESSIDADE.
APLICAÇÃO
CONFORME
NOVA
REDAÇÃO DO ART. 1...-F DA LEI 9494/97. JUROS DE MORA
SOBRE OS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. TERMO
INICIAL. INCIDÊNCIA APÓS O PRAZO REGULAR PARA O
PAGAMENTO DO PRECATÓRIO OU DA RPV.
IMPOSSIBILIDADE. ART. 100, § 5..., DA CONSTITUIÇÃO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 853783 AGR / PR
FEDERAL E SÚMULA VINCULANTE n 17. JUROS QUE
CONTINUAM
SENDO
DEVIDOS
NO
PERÍODO
ANTECEDENTE.
RECURSO
01
CONHECIDO
E
PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO 02 CONHECIDO E
DESPROVIDO. REEXAME NECESSÁRIO. ART. 475, INCISO I,
DO Código de Processo Civil. SÚMULA 490 DO Superior Tribunal de Justiça. SENTENÇA ILÍQUIDA.
REEXAME CONHECIDO E SENTENÇA MANTIDA NA
ÍNTEGRA, SALVO ALTERAÇÕES EM FACE DO PARCIAL
PROVIMENTO DA APELAÇÃO 01.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8865387.
Supremo Tribunal Federal
ARE 853783 AGR / PR
FEDERAL E SÚMULA VINCULANTE n 17. JUROS QUE
CONTINUAM
SENDO
DEVIDOS
NO
PERÍODO
ANTECEDENTE.
RECURSO
01
CONHECIDO
E
PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO 02 CONHECIDO E
DESPROVIDO. REEXAME NECESSÁRIO. ART. 475, INCISO I,
DO Código de Processo Civil. SÚMULA 490 DO Superior Tribunal de Justiça. SENTENÇA ILÍQUIDA.
REEXAME CONHECIDO E SENTENÇA MANTIDA NA
ÍNTEGRA, SALVO ALTERAÇÕES EM FACE DO PARCIAL
PROVIMENTO DA APELAÇÃO 01.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.783
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S) : IURI FERRARI COCICOV E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : EDISON JOSE GOMES DE ARAUJO
ADV.(A/S) : EMMANOEL ASCHIDAMINI DAVID E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9077203
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.783
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S) : IURI FERRARI COCICOV E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : EDISON JOSE GOMES DE ARAUJO
ADV.(A/S) : EMMANOEL ASCHIDAMINI DAVID E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9077203
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853 . 783",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853 . 783",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"ARE 853783 AGR / PR",
"Verbetes n 279",
"ARE 853783 AGR / PR",
"Verbete n 280 da Súmula",
"Verbetes n 279 e n 280 da Súmula do Supremo",
"AGRAVO 853 . 783",
"SÚMULA 85 DO Superior Tribunal de Justiça",
"SÚMULA 85 DO Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 853783",
"SÚMULA 490 DO Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 853783 AGR / PR",
"SÚMULA",
"SÚMULA 490 DO Superior Tribunal de Justiça"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 14 / 82",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 14 / 82",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 83 DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 14 / 82",
"ART . 37 , XIV DA Constituição Federal de 1988",
"ART . 1 . . . - F DA LEI 9494 / 97",
"ART . 100 , § 5 . . . , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 83 DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 14 / 82",
"ART . 37 , XIV DA Constituição Federal de 1988",
"ART . 1 . . . - F DA LEI 9494 / 97",
"ART . 100 , § 5 . . . , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 475 , INCISO I , DO Código de Processo Civil",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 475 , INCISO I , DO Código de Processo Civil",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANAPREVIDÊNCIA",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"PARANAPREVIDÊNCIA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PARANAPREVIDÊNCIA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PARANAPREVIDÊNCIA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"PARANAPREVIDÊNCIA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PARANAPREVIDÊNCIA",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"IURI FERRARI COCICOV",
"EDISON JOSE GOMES DE ARAUJO",
"EMMANOEL ASCHIDAMINI DAVID",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"IURI FERRARI COCICOV",
"EDISON JOSE GOMES DE ARAUJO",
"EMMANOEL ASCHIDAMINI DAVID",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"IURI FERRARI COCICOV",
"EDISON JOSE GOMES DE ARAUJO",
"EMMANOEL ASCHIDAMINI DAVID",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"IURI FERRARI COCICOV",
"EDISON JOSE GOMES DE ARAUJO",
"EMMANOEL ASCHIDAMINI DAVID",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"IURI FERRARI COCICOV",
"EDISON JOSE GOMES DE ARAUJO",
"EMMANOEL ASCHIDAMINI DAVID",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"12 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"12 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756.920 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:JOSÉ HENRIQUE GUARACY REBÊLO
ADV.(A/S)
:CRISTIANA BRASIL CAMPOS REBÊLO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577695.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756.920 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:JOSÉ HENRIQUE GUARACY REBÊLO
ADV.(A/S)
:CRISTIANA BRASIL CAMPOS REBÊLO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 115 e 116, neguei seguimento ao extraordinário, consignado:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – NEGATIVA DE
SEGUIMENTO.
1. Observem os reiterados pronunciamentos sobre o
alcance da alínea “n” do inciso I do artigo 102 da Constituição
Federal, que prevê competir ao Supremo processar e julgar
originariamente “a ação em que todos os membros da
magistratura sejam direta ou indiretamente interessados e
aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal de
origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente
interessados”. Quanto ao interesse dos membros da
magistratura, deve haver direito peculiar a ela – precedentes do
Plenário: Ações Originárias nº 183/TO, de minha relatoria, e nº
1.157/PI, relator Ministro Gilmar Mendes, julgadas,
respectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de
2006. Isso não ocorre na espécie no que se faz em jogo apenas
interesse de magistrados que receberam ajuda de custo no
período compreendido entre 1º de janeiro de 1998 e 28 de junho
de 2002.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577696.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756.920 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:JOSÉ HENRIQUE GUARACY REBÊLO
ADV.(A/S)
:CRISTIANA BRASIL CAMPOS REBÊLO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 115 e 116, neguei seguimento ao extraordinário, consignado:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – NEGATIVA DE
SEGUIMENTO.
1. Observem os reiterados pronunciamentos sobre o
alcance da alínea “n” do inciso I do artigo 102 da Constituição
Federal, que prevê competir ao Supremo processar e julgar
originariamente “a ação em que todos os membros da
magistratura sejam direta ou indiretamente interessados e
aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal de
origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente
interessados”. Quanto ao interesse dos membros da
magistratura, deve haver direito peculiar a ela – precedentes do
Plenário: Ações Originárias nº 183/TO, de minha relatoria, e nº
1.157/PI, relator Ministro Gilmar Mendes, julgadas,
respectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de
2006. Isso não ocorre na espécie no que se faz em jogo apenas
interesse de magistrados que receberam ajuda de custo no
período compreendido entre 1º de janeiro de 1998 e 28 de junho
de 2002.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
RE 756920 AGR / BA
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se submeter a análise matéria que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
processo da competência do Tribunal.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta de folha 120 a 130, aponta a desnecessidade de
reexame do conjunto fático probatório. Sustenta a competência originária
do Supremo para apreciação da controvérsia, com base no artigo 102,
inciso I, alínea “n”, da Constituição Federal, por tratar-se de questão de
interesse de toda a magistratura.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 135).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 756920 AGR / BA
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se submeter a análise matéria que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
processo da competência do Tribunal.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta de folha 120 a 130, aponta a desnecessidade de
reexame do conjunto fático probatório. Sustenta a competência originária
do Supremo para apreciação da controvérsia, com base no artigo 102,
inciso I, alínea “n”, da Constituição Federal, por tratar-se de questão de
interesse de toda a magistratura.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 135).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756.920 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada
no prazo legal. Conheço.
Rememorem o que decidido na origem. A Turma Recursal do
Juizado Especial Federal Cível da Seção Judiciária do Estado da Bahia
assentou acerca da controvérsia, em síntese (folhas 79 e 80):
ADMINISTRATIVO. ABONO CONCEDIDO AOS
MEMBROS DO PODER JUDICIÁRIO PELO ART. 6° DA LEI
N. 9.655/98. FINALIDADE DE RECOMPOR A SITUAÇÃO
REMUNERATÓRIA DOS MAGISTRADOS DA UNIÃO.
REFLEXO NA AJUDA DE CUSTO DECORRENTE DE
REMOÇÃO,
CALCULADA
COM
BASE
NA
REMUNERAÇÃO PERCEBIDA. RECURSO DESPROVIDO.
1. Preliminar de incompetência do Juizado Especial
Federal que se afasta, uma vez que não se pretende anular ato
administrativo, mas sim delimitar o alcance de dispositivo
legal, interessando apenas aos magistrados que receberam
ajuda de custo no período compreendido entre 01/01/1998 e
28/06/2002, não se tratando, portanto, de interesse de todos os
membros da Magistratura a avocar a competência do Supremo
Tribunal Federal (STF).
2. Sendo o prazo prescricional para dividas da União de 05
(cinco) anos, tendo o direito subjetivo em questão nascido em
28/06/2002, data de publicação da Lei nº 10.474/2002 e a ação
sido protocolada em 09/06/2005, tal lapso prescricional não se
efetivou. Preliminar de prescrição rejeitada.
3. O abono instituído pelo art. 6° da Lei n. 9.655/98 buscou
recompor, a partir de janeiro de 1998, a situação remuneratória
dos magistrados da União, a fim de que a remuneração mensal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756.920 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada
no prazo legal. Conheço.
Rememorem o que decidido na origem. A Turma Recursal do
Juizado Especial Federal Cível da Seção Judiciária do Estado da Bahia
assentou acerca da controvérsia, em síntese (folhas 79 e 80):
ADMINISTRATIVO. ABONO CONCEDIDO AOS
MEMBROS DO PODER JUDICIÁRIO PELO ART. 6° DA LEI
N. 9.655/98. FINALIDADE DE RECOMPOR A SITUAÇÃO
REMUNERATÓRIA DOS MAGISTRADOS DA UNIÃO.
REFLEXO NA AJUDA DE CUSTO DECORRENTE DE
REMOÇÃO,
CALCULADA
COM
BASE
NA
REMUNERAÇÃO PERCEBIDA. RECURSO DESPROVIDO.
1. Preliminar de incompetência do Juizado Especial
Federal que se afasta, uma vez que não se pretende anular ato
administrativo, mas sim delimitar o alcance de dispositivo
legal, interessando apenas aos magistrados que receberam
ajuda de custo no período compreendido entre 01/01/1998 e
28/06/2002, não se tratando, portanto, de interesse de todos os
membros da Magistratura a avocar a competência do Supremo
Tribunal Federal (STF).
2. Sendo o prazo prescricional para dividas da União de 05
(cinco) anos, tendo o direito subjetivo em questão nascido em
28/06/2002, data de publicação da Lei nº 10.474/2002 e a ação
sido protocolada em 09/06/2005, tal lapso prescricional não se
efetivou. Preliminar de prescrição rejeitada.
3. O abono instituído pelo art. 6° da Lei n. 9.655/98 buscou
recompor, a partir de janeiro de 1998, a situação remuneratória
dos magistrados da União, a fim de que a remuneração mensal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RE 756920 AGR / BA
de cada magistrado passasse a corresponder ao subsídio de que
trata o inciso V do art. 93 da Constituição Federal.
4. Tal verba deve integrar o cálculo da ajuda de custo
decorrente de remoção, que corresponde à remuneração do mês
do deslocamento para a nova sede (Resolução nº. 256/2002 do
Conselho da Justiça Federal). O caráter indenizatório do
mencionado abono, atribuído pelo STF (Resolução n. 245, de 12-
02-2002, art. 1°), decorreu do fato de se tratar de verba
remuneratória que não fora paga no tempo devido, buscando-
se, com a sua instituição, indenizar a própria defasagem de
remuneração então vivenciada pelos magistrados, em vista da
não fixação dos subsídios.
5. Nesse particular, considerar o abono como sendo
indenização não exclui, assim, sua natureza remuneratória,
tanto assim que foi considerado para o cálculo da gratificação
natalina e do adicional de férias, verbas que, à semelhança da
ajuda de custo, tomam por base a remuneração percebida pelo
magistrado. Entender-se de outro modo seria conferir ao abono
alcance menor do que o escopo pretendido pela lei que o
instituiu, que foi recompor a situação remuneratória dos
magistrados como se o subsídio já estivesse em vigor.
6. Recurso desprovido.
7. Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento)
do valor da condenação .
O Colegiado local procedeu à análise dos fatos e das provas, não
considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de
interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo
ao acesso ao Supremo.
No mais, observem os reiterados pronunciamentos sobre o alcance
da alínea “n” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, que prevê
competir ao Supremo processar e julgar originariamente a ação em que
todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente
interessados e aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal
de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 756920 AGR / BA
de cada magistrado passasse a corresponder ao subsídio de que
trata o inciso V do art. 93 da Constituição Federal.
4. Tal verba deve integrar o cálculo da ajuda de custo
decorrente de remoção, que corresponde à remuneração do mês
do deslocamento para a nova sede (Resolução nº. 256/2002 do
Conselho da Justiça Federal). O caráter indenizatório do
mencionado abono, atribuído pelo STF (Resolução n. 245, de 12-
02-2002, art. 1°), decorreu do fato de se tratar de verba
remuneratória que não fora paga no tempo devido, buscando-
se, com a sua instituição, indenizar a própria defasagem de
remuneração então vivenciada pelos magistrados, em vista da
não fixação dos subsídios.
5. Nesse particular, considerar o abono como sendo
indenização não exclui, assim, sua natureza remuneratória,
tanto assim que foi considerado para o cálculo da gratificação
natalina e do adicional de férias, verbas que, à semelhança da
ajuda de custo, tomam por base a remuneração percebida pelo
magistrado. Entender-se de outro modo seria conferir ao abono
alcance menor do que o escopo pretendido pela lei que o
instituiu, que foi recompor a situação remuneratória dos
magistrados como se o subsídio já estivesse em vigor.
6. Recurso desprovido.
7. Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento)
do valor da condenação .
O Colegiado local procedeu à análise dos fatos e das provas, não
considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de
interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo
ao acesso ao Supremo.
No mais, observem os reiterados pronunciamentos sobre o alcance
da alínea “n” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, que prevê
competir ao Supremo processar e julgar originariamente a ação em que
todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente
interessados e aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal
de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RE 756920 AGR / BA
interessados. Quanto ao interesse dos membros da magistratura, deve
haver direito peculiar a ela. Precedentes do Plenário: Ações Originárias nº
183/TO, de minha relatoria, e nº 1.157/PI, relator ministro Gilmar Mendes,
julgadas, respectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de
2006. Isso não ocorreu na espécie.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 756920 AGR / BA
interessados. Quanto ao interesse dos membros da magistratura, deve
haver direito peculiar a ela. Precedentes do Plenário: Ações Originárias nº
183/TO, de minha relatoria, e nº 1.157/PI, relator ministro Gilmar Mendes,
julgadas, respectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de
2006. Isso não ocorreu na espécie.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756.920
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : JOSÉ HENRIQUE GUARACY REBÊLO
ADV.(A/S) : CRISTIANA BRASIL CAMPOS REBÊLO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599020
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756.920
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : JOSÉ HENRIQUE GUARACY REBÊLO
ADV.(A/S) : CRISTIANA BRASIL CAMPOS REBÊLO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8687510
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-17T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
|
sjur309124
|
- Acórdão(s) citado(s):
(COMPETÊNCIA, INTERESSE EXCLUSIVO, TOTALIDADE, MAGISTRATURA)
AO 183 (TP), AO 1157 (TP).
Número de páginas: 7.
Análise: 15/07/2015, BMP.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
756920
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-N\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-009655 ANO-1998\n LEI ORDINÁRIA"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 756920 AgR
|
[
""
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AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : JOSÉ HENRIQUE GUARACY REBÊLO
ADV.(A/S) : CRISTIANA BRASIL CAMPOS REBÊLO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756.920 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:JOSÉ HENRIQUE GUARACY REBÊLO
ADV.(A/S)
:CRISTIANA BRASIL CAMPOS REBÊLO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756.920 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:JOSÉ HENRIQUE GUARACY REBÊLO
ADV.(A/S)
:CRISTIANA BRASIL CAMPOS REBÊLO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 115 e 116, neguei seguimento ao extraordinário, consignado:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – NEGATIVA DE
SEGUIMENTO.
1. Observem os reiterados pronunciamentos sobre o
alcance da alínea “n” do inciso I do artigo 102 da Constituição
Federal, que prevê competir ao Supremo processar e julgar
originariamente “a ação em que todos os membros da
magistratura sejam direta ou indiretamente interessados e
aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal de
origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente
interessados”. Quanto ao interesse dos membros da
magistratura, deve haver direito peculiar a ela – precedentes do
Plenário: Ações Originárias n 183/TO, de minha relatoria, e n
1.157/PI, relator Ministro Gilmar Mendes, julgadas,
respectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de
2006. Isso não ocorre na espécie no que se faz em jogo apenas
interesse de magistrados que receberam ajuda de custo no
período compreendido entre 1... de janeiro de 1998 e 28 de junho
de 2002.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756.920 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:JOSÉ HENRIQUE GUARACY REBÊLO
ADV.(A/S)
:CRISTIANA BRASIL CAMPOS REBÊLO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 115 e 116, neguei seguimento ao extraordinário, consignado:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – NEGATIVA DE
SEGUIMENTO.
1. Observem os reiterados pronunciamentos sobre o
alcance da alínea “n” do inciso I do artigo 102 da Constituição
Federal, que prevê competir ao Supremo processar e julgar
originariamente “a ação em que todos os membros da
magistratura sejam direta ou indiretamente interessados e
aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal de
origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente
interessados”. Quanto ao interesse dos membros da
magistratura, deve haver direito peculiar a ela – precedentes do
Plenário: Ações Originárias n 183/TO, de minha relatoria, e n
1.157/PI, relator Ministro Gilmar Mendes, julgadas,
respectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de
2006. Isso não ocorre na espécie no que se faz em jogo apenas
interesse de magistrados que receberam ajuda de custo no
período compreendido entre 1... de janeiro de 1998 e 28 de junho
de 2002.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 756920 AGR / BA
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se submeter a análise matéria que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
processo da competência do Tribunal.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta de folha 120 a 130, aponta a desnecessidade de
reexame do conjunto fático probatório. Sustenta a competência originária
do Supremo para apreciação da controvérsia, com base no artigo 102,
inciso I, alínea “n”, da Constituição Federal, por tratar-se de questão de
interesse de toda a magistratura.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 135).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577696.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 756920 AGR / BA
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se submeter a análise matéria que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
processo da competência do Tribunal.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta de folha 120 a 130, aponta a desnecessidade de
reexame do conjunto fático probatório. Sustenta a competência originária
do Supremo para apreciação da controvérsia, com base no artigo 102,
inciso I, alínea “n”, da Constituição Federal, por tratar-se de questão de
interesse de toda a magistratura.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 135).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756.920 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada
no prazo legal. Conheço.
Rememorem o que decidido na origem. A Turma Recursal do
Juizado Especial Federal Cível da Seção Judiciária do Estado da Bahia
assentou acerca da controvérsia, em síntese (folhas 79 e 80):
ADMINISTRATIVO. ABONO CONCEDIDO AOS
MEMBROS DO PODER JUDICIÁRIO PELO ART. 6... DA LEI
N. 9.655/98. FINALIDADE DE RECOMPOR A SITUAÇÃO
REMUNERATÓRIA DOS MAGISTRADOS DA UNIÃO.
REFLEXO NA AJUDA DE CUSTO DECORRENTE DE
REMOÇÃO,
CALCULADA
COM
BASE
NA
REMUNERAÇÃO PERCEBIDA. RECURSO DESPROVIDO.
1. Preliminar de incompetência do Juizado Especial
Federal que se afasta, uma vez que não se pretende anular ato
administrativo, mas sim delimitar o alcance de dispositivo
legal, interessando apenas aos magistrados que receberam
ajuda de custo no período compreendido entre 01/01/1998 e
28/06/2002, não se tratando, portanto, de interesse de todos os
membros da Magistratura a avocar a competência do Supremo
Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal).
2. Sendo o prazo prescricional para dividas da União de 05
(cinco) anos, tendo o direito subjetivo em questão nascido em
28/06/2002, data de publicação da Lei n 10.474/2002 e a ação
sido protocolada em 09/06/2005, tal lapso prescricional não se
efetivou. Preliminar de prescrição rejeitada.
3. O abono instituído pelo art. 6... da Lei n. 9.655/98 buscou
recompor, a partir de janeiro de 1998, a situação remuneratória
dos magistrados da União, a fim de que a remuneração mensal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756.920 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada
no prazo legal. Conheço.
Rememorem o que decidido na origem. A Turma Recursal do
Juizado Especial Federal Cível da Seção Judiciária do Estado da Bahia
assentou acerca da controvérsia, em síntese (folhas 79 e 80):
ADMINISTRATIVO. ABONO CONCEDIDO AOS
MEMBROS DO PODER JUDICIÁRIO PELO ART. 6... DA LEI
N. 9.655/98. FINALIDADE DE RECOMPOR A SITUAÇÃO
REMUNERATÓRIA DOS MAGISTRADOS DA UNIÃO.
REFLEXO NA AJUDA DE CUSTO DECORRENTE DE
REMOÇÃO,
CALCULADA
COM
BASE
NA
REMUNERAÇÃO PERCEBIDA. RECURSO DESPROVIDO.
1. Preliminar de incompetência do Juizado Especial
Federal que se afasta, uma vez que não se pretende anular ato
administrativo, mas sim delimitar o alcance de dispositivo
legal, interessando apenas aos magistrados que receberam
ajuda de custo no período compreendido entre 01/01/1998 e
28/06/2002, não se tratando, portanto, de interesse de todos os
membros da Magistratura a avocar a competência do Supremo
Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal).
2. Sendo o prazo prescricional para dividas da União de 05
(cinco) anos, tendo o direito subjetivo em questão nascido em
28/06/2002, data de publicação da Lei n 10.474/2002 e a ação
sido protocolada em 09/06/2005, tal lapso prescricional não se
efetivou. Preliminar de prescrição rejeitada.
3. O abono instituído pelo art. 6... da Lei n. 9.655/98 buscou
recompor, a partir de janeiro de 1998, a situação remuneratória
dos magistrados da União, a fim de que a remuneração mensal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
Recurso Extraordinário 756920 AGR / BA
de cada magistrado passasse a corresponder ao subsídio de que
trata o inciso V do art. 93 da Constituição Federal.
4. Tal verba deve integrar o cálculo da ajuda de custo
decorrente de remoção, que corresponde à remuneração do mês
do deslocamento para a nova sede (Resolução n. 256/2002 do
Conselho da Justiça Federal). O caráter indenizatório do
mencionado abono, atribuído pelo Supremo Tribunal Federal (Resolução n. 245, de 12-
02-2002, art. 1...), decorreu do fato de se tratar de verba
remuneratória que não fora paga no tempo devido, buscando-
se, com a sua instituição, indenizar a própria defasagem de
remuneração então vivenciada pelos magistrados, em vista da
não fixação dos subsídios.
5. Nesse particular, considerar o abono como sendo
indenização não exclui, assim, sua natureza remuneratória,
tanto assim que foi considerado para o cálculo da gratificação
natalina e do adicional de férias, verbas que, à semelhança da
ajuda de custo, tomam por base a remuneração percebida pelo
magistrado. Entender-se de outro modo seria conferir ao abono
alcance menor do que o escopo pretendido pela lei que o
instituiu, que foi recompor a situação remuneratória dos
magistrados como se o subsídio já estivesse em vigor.
6. Recurso desprovido.
7. Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento)
do valor da condenação .
O Colegiado local procedeu à análise dos fatos e das provas, não
considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de
interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo
ao acesso ao Supremo.
No mais, observem os reiterados pronunciamentos sobre o alcance
da alínea “n” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, que prevê
competir ao Supremo processar e julgar originariamente a ação em que
todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente
interessados e aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal
de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577697.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 756920 AGR / BA
de cada magistrado passasse a corresponder ao subsídio de que
trata o inciso V do art. 93 da Constituição Federal.
4. Tal verba deve integrar o cálculo da ajuda de custo
decorrente de remoção, que corresponde à remuneração do mês
do deslocamento para a nova sede (Resolução n. 256/2002 do
Conselho da Justiça Federal). O caráter indenizatório do
mencionado abono, atribuído pelo Supremo Tribunal Federal (Resolução n. 245, de 12-
02-2002, art. 1...), decorreu do fato de se tratar de verba
remuneratória que não fora paga no tempo devido, buscando-
se, com a sua instituição, indenizar a própria defasagem de
remuneração então vivenciada pelos magistrados, em vista da
não fixação dos subsídios.
5. Nesse particular, considerar o abono como sendo
indenização não exclui, assim, sua natureza remuneratória,
tanto assim que foi considerado para o cálculo da gratificação
natalina e do adicional de férias, verbas que, à semelhança da
ajuda de custo, tomam por base a remuneração percebida pelo
magistrado. Entender-se de outro modo seria conferir ao abono
alcance menor do que o escopo pretendido pela lei que o
instituiu, que foi recompor a situação remuneratória dos
magistrados como se o subsídio já estivesse em vigor.
6. Recurso desprovido.
7. Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento)
do valor da condenação .
O Colegiado local procedeu à análise dos fatos e das provas, não
considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de
interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo
ao acesso ao Supremo.
No mais, observem os reiterados pronunciamentos sobre o alcance
da alínea “n” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, que prevê
competir ao Supremo processar e julgar originariamente a ação em que
todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente
interessados e aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal
de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
Recurso Extraordinário 756920 AGR / BA
interessados. Quanto ao interesse dos membros da magistratura, deve
haver direito peculiar a ela. Precedentes do Plenário: Ações Originárias n
183/TO, de minha relatoria, e n 1.157/PI, relator ministro Gilmar Mendes,
julgadas, respectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de
2006. Isso não ocorreu na espécie.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577697.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 756920 AGR / BA
interessados. Quanto ao interesse dos membros da magistratura, deve
haver direito peculiar a ela. Precedentes do Plenário: Ações Originárias n
183/TO, de minha relatoria, e n 1.157/PI, relator ministro Gilmar Mendes,
julgadas, respectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de
2006. Isso não ocorreu na espécie.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577697.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756.920
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : JOSÉ HENRIQUE GUARACY REBÊLO
ADV.(A/S) : CRISTIANA BRASIL CAMPOS REBÊLO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599020
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756.920
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : JOSÉ HENRIQUE GUARACY REBÊLO
ADV.(A/S) : CRISTIANA BRASIL CAMPOS REBÊLO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599020
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756 . 920",
"Ações Originárias n 183 / TO",
"Ações Originárias n 183 / TO",
"Recurso Extraordinário 756920 AGR / BA",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756 . 920",
"Recurso Extraordinário 756920 AGR / BA",
"Recurso Extraordinário 756920 AGR / BA",
"Recurso Extraordinário 756920 AGR / BA",
"Ações Originárias n 183 / TO",
"n 1 . 157 / PI",
"Ações Originárias n 183 / TO",
"n 1 . 157 / PI",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 756 . 920"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea “ n ” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea “ n ” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigo 102 , inciso I , alínea “ n ” , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigo 102 , inciso I , alínea “ n ” , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 6 . . . DA LEI N . 9 . 655 / 98",
"Lei n 10 . 474 / 2002",
"art . 6 . . . da Lei n . 9 . 655 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 6 . . . DA",
"LEI N . 9 . 655 / 98",
"Lei n 10 . 474 / 2002",
"art . 6 . . . da Lei n . 9 . 655 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso V do art . 93 da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"alínea “ n ” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 da Constituição Federal",
"Resolução n . 256 / 2002 do",
"Constituição da República",
"alínea “ n ” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"BAHIA",
"Brasília",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"União",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"União",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Turma Recursal do Juizado Especial Federal Cível da Seção Judiciária do Estado da Bahia",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Turma Recursal do Juizado Especial Federal Cível da Seção Judiciária do Estado da Bahia",
"UNIÃO",
"Juizado Especial Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"256",
"/",
"2002",
"Conselho da Justiça Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"JOSÉ HENRIQUE GUARACY REBÊLO",
"CRISTIANA BRASIL CAMPOS REBÊLO",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"JOSÉ HENRIQUE GUARACY",
"CRISTIANA BRASIL CAMPOS",
"MARCO AURÉLIO",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"JOSÉ HENRIQUE GUARACY REBÊLO",
"CRISTIANA BRASIL CAMPOS REBÊLO",
"MARCO AURÉLIO",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"JOSÉ HENRIQUE GUARACY",
"CRISTIANA BRASIL CAMPOS REBÊLO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"JOSÉ HENRIQUE GUARACY REBÊLO",
"CRISTIANA BRASIL CAMPOS REBÊLO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
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"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
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"19",
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"2015",
"11 de setembro de 2003",
"25 de outubro de 2006",
"1",
".",
". . de janeiro de 1998",
"28 de junho de 2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"11 de setembro de 2003",
"25 de outubro de 2006",
"1",
".",
". . de janeiro de 1998",
"28 de junho de 2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"01",
"/",
"01",
"/",
"1998",
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"06",
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"28",
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"2002",
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"2005",
"janeiro de 1998",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"01",
"/",
"01",
"/",
"1998",
"28",
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"06",
"/",
"2002",
"28",
"/",
"06",
"/",
"2002",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2005",
"janeiro de 1998",
"24",
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"08",
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"2001",
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"-",
"02",
"-",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"-",
"02",
"-",
"2002",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"11 de setembro de 2003",
"25 de outubro de 2006",
"24",
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"08",
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"2001",
"11 de setembro de 2003",
"25 de outubro de 2006",
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"08",
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".",
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".",
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"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001"
]
}
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