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Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Recuperação judicial. Pedido de suspensão da execução fiscal. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. Matéria infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742041. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. No agravo regimental, sustenta-se violação direta ao artigo 170 da Constituição Federal. Aponta-se que as execuções movidas contra a parte agravante precisam de ser sobrestadas, de modo a viabilizar a concretização do plano de recuperação da empresa. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742042. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. No agravo regimental, sustenta-se violação direta ao artigo 170 da Constituição Federal. Aponta-se que as execuções movidas contra a parte agravante precisam de ser sobrestadas, de modo a viabilizar a concretização do plano de recuperação da empresa. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem consignou o seguinte: “Nesse sentido, cumpre esclarecer que a regra prevista no art. 6º da Lei 11.101/2005, prevê que, após o deferimento do pedido de recuperação judicial, as execuções contra o devedor não podem prosseguir, ainda que exista prévia penhora (…) Logo, contrariamente ao afirmado pela agravante, não existe óbice algum à continuidade da execução fiscal, vedados somente os atos de expropriação que impeçam ou inviabilizem o plano de recuperação judicial, com vistas à preservação da continuidade da empresa, conforme indica abalizada jurisprudência acerca do tema (...)”. (P. 190-191). No caso dos autos, ademais, não há como se falar em risco à recuperação judicial da agravante, tendo em vista que nenhum ato expropriatório, ao que consta, foi praticado pelo juízo a quo, mormente pelo fato de que este pautou-se, inclusive, em determinação de intimação do Administrador Judicial, para que informasse se há proposta de pagamento dos créditos tributários, ainda que de forma parcelada. Também não há nos autos qualquer indicação de que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem consignou o seguinte: “Nesse sentido, cumpre esclarecer que a regra prevista no art. 6º da Lei 11.101/2005, prevê que, após o deferimento do pedido de recuperação judicial, as execuções contra o devedor não podem prosseguir, ainda que exista prévia penhora (…) Logo, contrariamente ao afirmado pela agravante, não existe óbice algum à continuidade da execução fiscal, vedados somente os atos de expropriação que impeçam ou inviabilizem o plano de recuperação judicial, com vistas à preservação da continuidade da empresa, conforme indica abalizada jurisprudência acerca do tema (...)”. (P. 190-191). No caso dos autos, ademais, não há como se falar em risco à recuperação judicial da agravante, tendo em vista que nenhum ato expropriatório, ao que consta, foi praticado pelo juízo a quo, mormente pelo fato de que este pautou-se, inclusive, em determinação de intimação do Administrador Judicial, para que informasse se há proposta de pagamento dos créditos tributários, ainda que de forma parcelada. Também não há nos autos qualquer indicação de que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 913758 AGR / DF tenha ocorrido penhora ou bloqueio de bens da executada/agravante” (eDOC 4, p. 28-29). Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inviável no âmbito do recurso extraordinário. Constato também que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada na via extraordinária, a teor do disposto no Enunciado 279 da Súmula do STF. Nesse sentido, destaco, além dos precedentes citados na decisão agravada, o seguinte julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO INDEFERIDO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO. EXECUÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. SÚMULA 279/STF. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. O acórdão recorrido assentou que o pedido suscitado pela parte foi indeferido na esfera administrativa, de modo que não seria possível formalizar a compensação na forma prevista pela Lei de Execuções Fiscais. Frustrada a pretensão, registrou-se a impossibilidade de reconhecer a suspensão da exigibilidade do crédito após a ciência da recusa. Com efeito, dissentir da conclusão exposta demandaria um juízo interpretativo sobre a legislação infraconstitucional pertinente, bem como o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Supremo Tribunal Federal ARE 913758 AGR / DF tenha ocorrido penhora ou bloqueio de bens da executada/agravante” (eDOC 4, p. 28-29). Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inviável no âmbito do recurso extraordinário. Constato também que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada na via extraordinária, a teor do disposto no Enunciado 279 da Súmula do STF. Nesse sentido, destaco, além dos precedentes citados na decisão agravada, o seguinte julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO INDEFERIDO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO. EXECUÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. SÚMULA 279/STF. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. O acórdão recorrido assentou que o pedido suscitado pela parte foi indeferido na esfera administrativa, de modo que não seria possível formalizar a compensação na forma prevista pela Lei de Execuções Fiscais. Frustrada a pretensão, registrou-se a impossibilidade de reconhecer a suspensão da exigibilidade do crédito após a ciência da recusa. Com efeito, dissentir da conclusão exposta demandaria um juízo interpretativo sobre a legislação infraconstitucional pertinente, bem como o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 913758 AGR / DF revolvimento do contexto fático e probatório constante dos autos. Mostra-se aplicável ao caso a Súmula 279/STF. Embargos a que se nega provimento”. (AI 819.784-ED/PR, rel. min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25.6.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Supremo Tribunal Federal ARE 913758 AGR / DF revolvimento do contexto fático e probatório constante dos autos. Mostra-se aplicável ao caso a Súmula 279/STF. Embargos a que se nega provimento”. (AI 819.784-ED/PR, rel. min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25.6.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687900 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687900 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9783610
2015-10-20T00:00:00
2015-11-13T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Recuperação judicial. Pedido de suspensão da execução fiscal. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. Matéria infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur329041
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) AI 819784 ED (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 18/11/2015, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
913758
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 913758 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Recuperação judicial. Pedido de suspensão da execução fiscal. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Matéria infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742041. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. No agravo regimental, sustenta-se violação direta ao artigo 170 da Constituição Federal. Aponta-se que as execuções movidas contra a parte agravante precisam de ser sobrestadas, de modo a viabilizar a concretização do plano de recuperação da empresa. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742042. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. No agravo regimental, sustenta-se violação direta ao artigo 170 da Constituição Federal. Aponta-se que as execuções movidas contra a parte agravante precisam de ser sobrestadas, de modo a viabilizar a concretização do plano de recuperação da empresa. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem consignou o seguinte: “Nesse sentido, cumpre esclarecer que a regra prevista no art. 6... da Lei 11.101/2005, prevê que, após o deferimento do pedido de recuperação judicial, as execuções contra o devedor não podem prosseguir, ainda que exista prévia penhora (…) Logo, contrariamente ao afirmado pela agravante, não existe óbice algum à continuidade da execução fiscal, vedados somente os atos de expropriação que impeçam ou inviabilizem o plano de recuperação judicial, com vistas à preservação da continuidade da empresa, conforme indica abalizada jurisprudência acerca do tema (...)”. (P. 190-191). No caso dos autos, ademais, não há como se falar em risco à recuperação judicial da agravante, tendo em vista que nenhum ato expropriatório, ao que consta, foi praticado pelo juízo a quo, mormente pelo fato de que este pautou-se, inclusive, em determinação de intimação do Administrador Judicial, para que informasse se há proposta de pagamento dos créditos tributários, ainda que de forma parcelada. Também não há nos autos qualquer indicação de que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem consignou o seguinte: “Nesse sentido, cumpre esclarecer que a regra prevista no art. 6... da Lei 11.101/2005, prevê que, após o deferimento do pedido de recuperação judicial, as execuções contra o devedor não podem prosseguir, ainda que exista prévia penhora (…) Logo, contrariamente ao afirmado pela agravante, não existe óbice algum à continuidade da execução fiscal, vedados somente os atos de expropriação que impeçam ou inviabilizem o plano de recuperação judicial, com vistas à preservação da continuidade da empresa, conforme indica abalizada jurisprudência acerca do tema (...)”. (P. 190-191). No caso dos autos, ademais, não há como se falar em risco à recuperação judicial da agravante, tendo em vista que nenhum ato expropriatório, ao que consta, foi praticado pelo juízo a quo, mormente pelo fato de que este pautou-se, inclusive, em determinação de intimação do Administrador Judicial, para que informasse se há proposta de pagamento dos créditos tributários, ainda que de forma parcelada. Também não há nos autos qualquer indicação de que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 913758 AGR / DF tenha ocorrido penhora ou bloqueio de bens da executada/agravante” (eDOC 4, p. 28-29). Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inviável no âmbito do recurso extraordinário. Constato também que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada na via extraordinária, a teor do disposto no Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco, além dos precedentes citados na decisão agravada, o seguinte julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO INDEFERIDO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO. EXECUÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. O acórdão recorrido assentou que o pedido suscitado pela parte foi indeferido na esfera administrativa, de modo que não seria possível formalizar a compensação na forma prevista pela Lei de Execuções Fiscais. Frustrada a pretensão, registrou-se a impossibilidade de reconhecer a suspensão da exigibilidade do crédito após a ciência da recusa. Com efeito, dissentir da conclusão exposta demandaria um juízo interpretativo sobre a legislação infraconstitucional pertinente, bem como o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Supremo Tribunal Federal ARE 913758 AGR / DF tenha ocorrido penhora ou bloqueio de bens da executada/agravante” (eDOC 4, p. 28-29). Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inviável no âmbito do recurso extraordinário. Constato também que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada na via extraordinária, a teor do disposto no Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco, além dos precedentes citados na decisão agravada, o seguinte julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO INDEFERIDO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO. EXECUÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. O acórdão recorrido assentou que o pedido suscitado pela parte foi indeferido na esfera administrativa, de modo que não seria possível formalizar a compensação na forma prevista pela Lei de Execuções Fiscais. Frustrada a pretensão, registrou-se a impossibilidade de reconhecer a suspensão da exigibilidade do crédito após a ciência da recusa. Com efeito, dissentir da conclusão exposta demandaria um juízo interpretativo sobre a legislação infraconstitucional pertinente, bem como o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 913758 AGR / DF revolvimento do contexto fático e probatório constante dos autos. Mostra-se aplicável ao caso a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Embargos a que se nega provimento”. (AI 819.784-ED/PR, rel. min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25.6.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Supremo Tribunal Federal ARE 913758 AGR / DF revolvimento do contexto fático e probatório constante dos autos. Mostra-se aplicável ao caso a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Embargos a que se nega provimento”. (AI 819.784-ED/PR, rel. min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25.6.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687900 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687900 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913 . 758", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 913 . 758", "RECURSO", "ARE 913758 AGR / DF", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 913758 AGR / DF", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282 E 356 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 913758 AGR / DF", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 819 . 784 - ED / PR", "ARE 913758 AGR /", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 819 . 784 - ED / PR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200", "artigo 170 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 170 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . da Lei 11 . 101 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . da Lei 11 . 101 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Execuções Fiscais", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "20", "/", "10", "/", "2015", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "6", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "6", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) :SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE Nº 10/STF – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – PRECEDENTES – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELA IMPROCEDÊNCIA DA PRESENTE AÇÃO – DECISÃO DO RELATOR QUE SE REPORTA AOS FUNDAMENTOS QUE DERAM SUPORTE AO PARECER DO MINISTÉRIO PÚBLICO – MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM” – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DESSA TÉCNICA DE MOTIVAÇÃO – FUNDAMENTAÇÃO VÁLIDA – INADMISSIBILIDADE DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO COMO SUCEDÂNEO DA AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784491. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RCL 20266 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 29 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784491. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 29 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) :SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente, porque manifestamente incabível. Sustenta a parte ora agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “Na petição da Reclamação, os Reclamantes procederam a uma necessária narrativa da moldura processual, fática e de direito, na qual insertas as r. Decisões em que se deu a violação à Súmula Vinculante nº 10, e assim o fizeram, ‘data venia’, até com certo excesso de zelo, com o fim de permitir a identificação da forma em que as decisões transgrediram o enunciado da Súmula, as quais deram origem à propositura da Reclamação. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) :SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente, porque manifestamente incabível. Sustenta a parte ora agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “Na petição da Reclamação, os Reclamantes procederam a uma necessária narrativa da moldura processual, fática e de direito, na qual insertas as r. Decisões em que se deu a violação à Súmula Vinculante nº 10, e assim o fizeram, ‘data venia’, até com certo excesso de zelo, com o fim de permitir a identificação da forma em que as decisões transgrediram o enunciado da Súmula, as quais deram origem à propositura da Reclamação. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RCL 20266 AGR / SP Com o desiderato de reunir o maior número de informações processuais possíveis, para identificar em todos os seus pontos sensíveis o panorama no qual situadas as Decisões objeto da Reclamação, os Reclamantes narraram as principais decisões exaradas nos feitos distribuídos no primeiro grau de jurisdição. Nesse passo, informaram ao Pretório Excelso as ações distribuídas em face da Reclamante Notre Dame Indústria e Participações Ltda., a primeira delas extinta sem resolução do mérito por ausência de pressupostos processuais, com decreto de extinção confirmado pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ora Reclamado. Posteriormente, o mesmo autor distribuiu ação idêntica à primeira, extinta por ausência de pressupostos processuais e ainda sem apego a um mínimo rigorismo das formas, de tal sorte a afastar a interrupção da prescrição. E, após a segunda ação mencionada, distribuíram outras duas, estas duas últimas em face dos três Reclamantes, encontrando- se estas três em tramitação e em fase recursal. O histórico destes feitos, sumariados em introdução à Reclamação Constitucional, foi necessário para identificar os pontos em que, quando utilizada fundamentação aliunde, houve remissão expressa a outros julgados, reproduzindo a violação da Súmula nos julgados subsequentes. Da descrição dos feitos, como retratados nas decisões em primeiro grau de jurisdição, destaca-se um deles, no qual, em V. Acórdão prolatado pelo Egrégio Tribunal reclamado, houve o descumprimento da Súmula Vinculante. Esta ação é a de número 0117060-10.2008.8.26.0003, que foi proposta então sob o no. 003.08.117060-9, perante a Egrégia 2ª Vara Cível do Foro Regional III – Jabaquara, da Comarca da Capital, São Paulo. Assim como houve exposição minuciosa sobre os autos, quando em tramitação no primeiro grau de jurisdição, assim também em relação à fase recursal, ora em um misto de desejo de informar e necessidade de descrever o afastamento da eficácia de decisões da Corte Suprema, em julgamentos no segundo grau. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP Com o desiderato de reunir o maior número de informações processuais possíveis, para identificar em todos os seus pontos sensíveis o panorama no qual situadas as Decisões objeto da Reclamação, os Reclamantes narraram as principais decisões exaradas nos feitos distribuídos no primeiro grau de jurisdição. Nesse passo, informaram ao Pretório Excelso as ações distribuídas em face da Reclamante Notre Dame Indústria e Participações Ltda., a primeira delas extinta sem resolução do mérito por ausência de pressupostos processuais, com decreto de extinção confirmado pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ora Reclamado. Posteriormente, o mesmo autor distribuiu ação idêntica à primeira, extinta por ausência de pressupostos processuais e ainda sem apego a um mínimo rigorismo das formas, de tal sorte a afastar a interrupção da prescrição. E, após a segunda ação mencionada, distribuíram outras duas, estas duas últimas em face dos três Reclamantes, encontrando- se estas três em tramitação e em fase recursal. O histórico destes feitos, sumariados em introdução à Reclamação Constitucional, foi necessário para identificar os pontos em que, quando utilizada fundamentação aliunde, houve remissão expressa a outros julgados, reproduzindo a violação da Súmula nos julgados subsequentes. Da descrição dos feitos, como retratados nas decisões em primeiro grau de jurisdição, destaca-se um deles, no qual, em V. Acórdão prolatado pelo Egrégio Tribunal reclamado, houve o descumprimento da Súmula Vinculante. Esta ação é a de número 0117060-10.2008.8.26.0003, que foi proposta então sob o no. 003.08.117060-9, perante a Egrégia 2ª Vara Cível do Foro Regional III – Jabaquara, da Comarca da Capital, São Paulo. Assim como houve exposição minuciosa sobre os autos, quando em tramitação no primeiro grau de jurisdição, assim também em relação à fase recursal, ora em um misto de desejo de informar e necessidade de descrever o afastamento da eficácia de decisões da Corte Suprema, em julgamentos no segundo grau. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RCL 20266 AGR / SP Ao mencionado processo de origem, de número 0117060- -10.2008.8.26.0003, os Reclamantes ofertaram suas respostas, ensejando os recursos cabíveis, como mencionados na Reclamação: a. A Reclamante Glauce Maria Lemos Roggério, que ofertou sua defesa por meio de exceção de pré-executividade, interpôs o Agravo de Instrumento nº 0190361- -28.2010.8.26.0000 (na proposição sob o número 990.10.190361-0) e os Embargos de Declaração nº 990.10.190361-0/50000. b. O Reclamante Paulo Roberto Roggério, que apresentou sua defesa por meio de Embargos à Execução, interpôs a Apelação Cível nº 0101238-44.2009.8.26.0003. c. A Reclamante Notre Dame Indústria e Participações Ltda. apresentou sua defesa por meio de embargos à execução, e interpôs a Apelação Cível nº 0101236-74.2009.8.26.0003. Posteriormente, a Reclamante Notre Dame apresentou Exceção de pré-executividade, ora para acusar o defeito de representação postulatória da parte autora, pois a falta de representação processual já o fora deduzida em embargos à execução, à qual opôs o Agravo de Instrumento nº 0276995- -90.2011.8.26.0000. Todos os recursos mencionados foram julgados pelo mesmo órgão fracionário do Egrégio Tribunal reclamado, sendo que três destes quatro recursos trazem fundamentação ‘per relationem’ do recurso julgado por primeiro, qual seja o Agravo de Instrumento nº 0190361-28.2010.8.26.0000. E, ‘data maxima venia’, a desobediência à Súmula Vinculante ocorreu neste julgamento, repetindo-se nos julgamentos posteriores devido à fundamentação ‘per relationem’ deste. Assim, com o devido respeito, da mesma forma que, para os efeitos desta Reclamação, das quatro ações originárias pode ser selecionada apenas a de número 0117060-10.2008.8.26.0003, raiz do recurso no qual afrontada a Súmula Vinculante, da mesma forma, também dos V. Acórdãos prolatados em segunda instância, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP Ao mencionado processo de origem, de número 0117060- -10.2008.8.26.0003, os Reclamantes ofertaram suas respostas, ensejando os recursos cabíveis, como mencionados na Reclamação: a. A Reclamante Glauce Maria Lemos Roggério, que ofertou sua defesa por meio de exceção de pré-executividade, interpôs o Agravo de Instrumento nº 0190361- -28.2010.8.26.0000 (na proposição sob o número 990.10.190361-0) e os Embargos de Declaração nº 990.10.190361-0/50000. b. O Reclamante Paulo Roberto Roggério, que apresentou sua defesa por meio de Embargos à Execução, interpôs a Apelação Cível nº 0101238-44.2009.8.26.0003. c. A Reclamante Notre Dame Indústria e Participações Ltda. apresentou sua defesa por meio de embargos à execução, e interpôs a Apelação Cível nº 0101236-74.2009.8.26.0003. Posteriormente, a Reclamante Notre Dame apresentou Exceção de pré-executividade, ora para acusar o defeito de representação postulatória da parte autora, pois a falta de representação processual já o fora deduzida em embargos à execução, à qual opôs o Agravo de Instrumento nº 0276995- -90.2011.8.26.0000. Todos os recursos mencionados foram julgados pelo mesmo órgão fracionário do Egrégio Tribunal reclamado, sendo que três destes quatro recursos trazem fundamentação ‘per relationem’ do recurso julgado por primeiro, qual seja o Agravo de Instrumento nº 0190361-28.2010.8.26.0000. E, ‘data maxima venia’, a desobediência à Súmula Vinculante ocorreu neste julgamento, repetindo-se nos julgamentos posteriores devido à fundamentação ‘per relationem’ deste. Assim, com o devido respeito, da mesma forma que, para os efeitos desta Reclamação, das quatro ações originárias pode ser selecionada apenas a de número 0117060-10.2008.8.26.0003, raiz do recurso no qual afrontada a Súmula Vinculante, da mesma forma, também dos V. Acórdãos prolatados em segunda instância, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RCL 20266 AGR / SP pode ser selecionado o que julgou o Agravo de Instrumento nº 990.10.190361-0, com número atual 0190361- -28.2010.8.26.0000, pois neste situada a desobediência, repetida nos demais V. Arestos. Por estas razões, pedem ‘venia’ os Reclamantes para, nesta petição de Agravo Regimental, cingir-se a este Acórdão, porque os demais encontram-se descritos na peça da Reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP pode ser selecionado o que julgou o Agravo de Instrumento nº 990.10.190361-0, com número atual 0190361- -28.2010.8.26.0000, pois neste situada a desobediência, repetida nos demais V. Arestos. Por estas razões, pedem ‘venia’ os Reclamantes para, nesta petição de Agravo Regimental, cingir-se a este Acórdão, porque os demais encontram-se descritos na peça da Reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Tal como tive o ensejo de enfatizar na decisão recorrida, o exame dos fundamentos subjacentes à presente causa leva- me a reconhecer a inexistência, na espécie, de situação caracterizadora de desrespeito ao enunciado constante da Súmula Vinculante nº 10/STF. É certo que o Supremo Tribunal Federal, em sua jurisprudência (RE 432.597-AgR/SP e AI 473.019-AgR/SP, ambos relatados pelo Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE), considera “declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Na realidade, esta Suprema Corte tem entendido equivaler à própria declaração de inconstitucionalidade o julgamento que, sem reconhecer, explicitamente, a eiva de ilegitimidade constitucional, vem, não obstante, a recusar aplicabilidade ao ato do Poder Público sob alegação de conflito com critérios resultantes do texto da Carta Política. Como se sabe, a inconstitucionalidade de qualquer ato estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo órgão especial, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Tal como tive o ensejo de enfatizar na decisão recorrida, o exame dos fundamentos subjacentes à presente causa leva- me a reconhecer a inexistência, na espécie, de situação caracterizadora de desrespeito ao enunciado constante da Súmula Vinculante nº 10/STF. É certo que o Supremo Tribunal Federal, em sua jurisprudência (RE 432.597-AgR/SP e AI 473.019-AgR/SP, ambos relatados pelo Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE), considera “declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Na realidade, esta Suprema Corte tem entendido equivaler à própria declaração de inconstitucionalidade o julgamento que, sem reconhecer, explicitamente, a eiva de ilegitimidade constitucional, vem, não obstante, a recusar aplicabilidade ao ato do Poder Público sob alegação de conflito com critérios resultantes do texto da Carta Política. Como se sabe, a inconstitucionalidade de qualquer ato estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo órgão especial, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (Turma, Câmara ou Seção). É preciso ter presente, por necessário, que o respeito ao postulado da reserva de plenário – consagrado pelo art. 97 da Constituição (e introduzido, em nosso sistema de direito constitucional positivo, pela Constituição de 1934) – atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público, consoante adverte o magistério da doutrina (LÚCIO BITTENCOURT, “O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis”, p. 43/46, 2ª ed., 1968, Forense; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Comentários à Constituição Brasileira de 1988”, vol. 2/209, 1992, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.424/1.440, 6ª ed., 2006, Atlas; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 50/52, item n. 14, 27ª ed., 2006, Malheiros; UADI LAMMÊGO BULOS, “Constituição Federal Anotada”, p. 939/943, 5ª ed., 2003, Saraiva; LUÍS ROBERTO BARROSO, “O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 77/81, itens ns. 3.2 e 3.3, 2004, Saraiva; ZENO VELOSO, “Controle Jurisdicional de Constitucionalidade”, p. 50/51, item n. 41, 1999, Cejup; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 122/123 e 276/277, itens ns. 6.7.3 e 9.14.4, 2ª ed., 2001, RT, v.g.). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanada de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal (RTJ 58/499 – RTJ 71/233 – RTJ 110/226 – RTJ 117/265 – RTJ 135/297) ou, então, “embora sem o explicitar”, haja afastado “a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (Turma, Câmara ou Seção). É preciso ter presente, por necessário, que o respeito ao postulado da reserva de plenário – consagrado pelo art. 97 da Constituição (e introduzido, em nosso sistema de direito constitucional positivo, pela Constituição de 1934) – atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público, consoante adverte o magistério da doutrina (LÚCIO BITTENCOURT, “O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis”, p. 43/46, 2ª ed., 1968, Forense; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Comentários à Constituição Brasileira de 1988”, vol. 2/209, 1992, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.424/1.440, 6ª ed., 2006, Atlas; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 50/52, item n. 14, 27ª ed., 2006, Malheiros; UADI LAMMÊGO BULOS, “Constituição Federal Anotada”, p. 939/943, 5ª ed., 2003, Saraiva; LUÍS ROBERTO BARROSO, “O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 77/81, itens ns. 3.2 e 3.3, 2004, Saraiva; ZENO VELOSO, “Controle Jurisdicional de Constitucionalidade”, p. 50/51, item n. 41, 1999, Cejup; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 122/123 e 276/277, itens ns. 6.7.3 e 9.14.4, 2ª ed., 2001, RT, v.g.). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanada de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal (RTJ 58/499 – RTJ 71/233 – RTJ 110/226 – RTJ 117/265 – RTJ 135/297) ou, então, “embora sem o explicitar”, haja afastado “a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP As razões subjacentes à formulação do postulado constitucional do “full bench”, excelentemente identificadas por MARCELO CAETANO (“Direito Constitucional”, vol. II/417, item n. 140, 1978, Forense), justificam a advertência dos Tribunais cujos pronunciamentos – enfatizando os propósitos teleológicos visados pelo legislador constituinte – acentuam que “A inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público só pode ser decretada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, em sessão plena” (RF 193/131 – RTJ 95/859 – RTJ 96/1188 – RT 508/217). Não se pode perder de perspectiva, por isso mesmo, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, cujas decisões assinalam a alta significação político-jurídica de que se reveste, em nosso ordenamento positivo, a exigência constitucional da reserva de plenário: “Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário, inscrito no artigo 97 da Constituição da República. Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia jurídica ao Tribunal Pleno.” (RTJ 150/223-224, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Ocorre, no entanto, que, no caso ora em exame, as decisões reclamadas não declararam a inconstitucionalidade do art. 193 do Código Civil e do art. 267, IV, do Código de Processo Civil, eis que, limitando-se a interpretar normas infraconstitucionais, consideraram inaplicáveis tais dispositivos às hipóteses impugnadas na presente sede processual. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP As razões subjacentes à formulação do postulado constitucional do “full bench”, excelentemente identificadas por MARCELO CAETANO (“Direito Constitucional”, vol. II/417, item n. 140, 1978, Forense), justificam a advertência dos Tribunais cujos pronunciamentos – enfatizando os propósitos teleológicos visados pelo legislador constituinte – acentuam que “A inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público só pode ser decretada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, em sessão plena” (RF 193/131 – RTJ 95/859 – RTJ 96/1188 – RT 508/217). Não se pode perder de perspectiva, por isso mesmo, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, cujas decisões assinalam a alta significação político-jurídica de que se reveste, em nosso ordenamento positivo, a exigência constitucional da reserva de plenário: “Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário, inscrito no artigo 97 da Constituição da República. Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia jurídica ao Tribunal Pleno.” (RTJ 150/223-224, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Ocorre, no entanto, que, no caso ora em exame, as decisões reclamadas não declararam a inconstitucionalidade do art. 193 do Código Civil e do art. 267, IV, do Código de Processo Civil, eis que, limitando-se a interpretar normas infraconstitucionais, consideraram inaplicáveis tais dispositivos às hipóteses impugnadas na presente sede processual. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP Cabe assinalar, por relevante, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Rcl 6.944/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, fixou entendimento que desautoriza a pretensão deduzida pela parte ora agravante: “RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N. 10. REVISÃO DE BENEFÍCIO. LEI N. 9.032/95. DECISÃO DA SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, apenas por isso, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. Para caracterização da contrariedade à súmula vinculante n. 10, do Supremo Tribunal Federal, é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na ação e a Constituição. 3. O Superior Tribunal de Justiça não declarou a inconstitucionalidade ou afastou a incidência dos arts. 273, § 2º, e 475-O, do Código de Processo Civil e do art. 115, da Lei n. 8.213/91, restringindo-se a considerá-los inaplicáveis ao caso. 4. Reclamação julgada improcedente.” (grifei) Impende enfatizar, quanto a esse ponto, trecho do parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO que bem esclarece essa específica questão: “A leitura dos acórdãos reclamados não demonstra ter havido a recusa, com base em fundamentação constitucional, da aplicação de norma legal. Apenas se entendeu, na origem, que o caso retrataria situação fático-jurídica diversa da que o reclamante 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP Cabe assinalar, por relevante, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Rcl 6.944/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, fixou entendimento que desautoriza a pretensão deduzida pela parte ora agravante: “RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N. 10. REVISÃO DE BENEFÍCIO. LEI N. 9.032/95. DECISÃO DA SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, apenas por isso, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. Para caracterização da contrariedade à súmula vinculante n. 10, do Supremo Tribunal Federal, é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na ação e a Constituição. 3. O Superior Tribunal de Justiça não declarou a inconstitucionalidade ou afastou a incidência dos arts. 273, § 2º, e 475-O, do Código de Processo Civil e do art. 115, da Lei n. 8.213/91, restringindo-se a considerá-los inaplicáveis ao caso. 4. Reclamação julgada improcedente.” (grifei) Impende enfatizar, quanto a esse ponto, trecho do parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO que bem esclarece essa específica questão: “A leitura dos acórdãos reclamados não demonstra ter havido a recusa, com base em fundamentação constitucional, da aplicação de norma legal. Apenas se entendeu, na origem, que o caso retrataria situação fático-jurídica diversa da que o reclamante 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP pretende ter ocorrido. A atividade de interpretação de lei, para fixar o seu âmbito normativo, caracteriza exercício inerente à judicatura, que não se põe em conflito com a Súmula Vinculante 10.” (grifei) Vê-se, desse modo, que o órgão reclamado não realizou exame de constitucionalidade das normas indicadas pelos reclamantes, o que afastava – por ausente qualquer ato de controle constitucional – a necessidade de observância do postulado da reserva de plenário (CF, art. 97). Vale referir, ainda, ante a pertinência de seu conteúdo, fragmento da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no julgamento da Rcl 8.791/MG, de que foi Relator: “A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, tão-somente por si, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Para caracterização da ofensa ao art. 97 da Constituição, que estabelece a reserva de Plenário (‘full bench’) para declaração de inconstitucionalidade, é necessário que a causa seja decidida sob critérios diversos, alegadamente extraídos da Constituição, de modo a levar ao afastamento implícito ou explícito da norma por incompatibilidade com a Constituição.” (grifei) Cumpre destacar, por relevante, um outro aspecto, que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico-processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório, por entendê-lo incompatível com a jurisprudência do Supremo Tribunal. Considerada a ausência, na espécie, dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP pretende ter ocorrido. A atividade de interpretação de lei, para fixar o seu âmbito normativo, caracteriza exercício inerente à judicatura, que não se põe em conflito com a Súmula Vinculante 10.” (grifei) Vê-se, desse modo, que o órgão reclamado não realizou exame de constitucionalidade das normas indicadas pelos reclamantes, o que afastava – por ausente qualquer ato de controle constitucional – a necessidade de observância do postulado da reserva de plenário (CF, art. 97). Vale referir, ainda, ante a pertinência de seu conteúdo, fragmento da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no julgamento da Rcl 8.791/MG, de que foi Relator: “A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, tão-somente por si, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Para caracterização da ofensa ao art. 97 da Constituição, que estabelece a reserva de Plenário (‘full bench’) para declaração de inconstitucionalidade, é necessário que a causa seja decidida sob critérios diversos, alegadamente extraídos da Constituição, de modo a levar ao afastamento implícito ou explícito da norma por incompatibilidade com a Constituição.” (grifei) Cumpre destacar, por relevante, um outro aspecto, que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico-processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório, por entendê-lo incompatível com a jurisprudência do Supremo Tribunal. Considerada a ausência, na espécie, dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. Com efeito, a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. Com efeito, a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octavio Gallotti. (...).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octavio Gallotti. (...).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, cujos fundamentos adoto como razão de decidir, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem” (AI 825.520-AgR-ED/SP – ARE 791.637-AgR/DF – Rcl 3.430/RN – Rcl 6.425/SP – Rcl 6.955/RO, v.g.), nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, cujos fundamentos adoto como razão de decidir, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem” (AI 825.520-AgR-ED/SP – ARE 791.637-AgR/DF – Rcl 3.430/RN – Rcl 6.425/SP – Rcl 6.955/RO, v.g.), nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 29/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) : SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires, realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509215 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) : SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires, realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509215 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9801508
2015-09-29T00:00:00
2015-11-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE Nº 10/STF – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – PRECEDENTES – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELA IMPROCEDÊNCIA DA PRESENTE AÇÃO – DECISÃO DO RELATOR QUE SE REPORTA AOS FUNDAMENTOS QUE DERAM SUPORTE AO PARECER DO MINISTÉRIO PÚBLICO – MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM” – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DESSA TÉCNICA DE MOTIVAÇÃO – FUNDAMENTAÇÃO VÁLIDA – INADMISSIBILIDADE DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO COMO SUCEDÂNEO DA AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur329644
- Acórdão(s) citado(s): (DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE, DECISÃO, AFASTAMENTO, APLICAÇÃO DA LEI) AI 473019 AgR (1ªT), RE 432597 AgR (1ªT), RTJ 169/756 (RE 240096). (DESCUMPRIMENTO, PRINCÍPIO DA RESERVA DO PLENÁRIO, NULIDADE ABSOLUTA, DECISÃO JUDICIAL, ÓRGÃO FRACIONÁRIO) RTJ 58/499 (RE 71948), RTJ 71/233 (RE 77935), RTJ 110/226 (RE 97245), RTJ 117/265 (RE 103568), RTJ 135/297 (RE 111060), RTJ 169/756 (RE 240096). (DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE, LEI, ATO, RESERVA DE PLENÁRIO) RF 193/131, RTJ 95/859 (RE 91057), RTJ 96/1188 (RE 88160), RT 508/217, RTJ 150/223 (HC 70249). (INTERPRETAÇÃO, NORMA INFRACONSTITUCIONAL, AUSÊNCIA, VIOLAÇÃO, RESERVA DE PLENÁRIO) Rcl 6944 (TP). (IMPOSSIBILIDADE, RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 1591 (TP), Rcl 724 AgR (2ªT), Rcl 1852 AgR (2ªT), Rcl 5465 ED (TP), Rcl 5684 AgR (TP), Rcl 6534 AgR (TP), RTJ 134/1033 (RCL 336), RTJ 168/718 (RCL 603). (MOTIVAÇÃO PER RELATIONEM) AI 825520 AgR-ED (2ªT), ARE 791637 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (INTERPRETAÇÃO, NORMA INFRACONSTITUCIONAL, AUSÊNCIA, VIOLAÇÃO, RESERVA DE PLENÁRIO) Rcl 8791. (MOTIVAÇÃO PER RELATIONEM) Rcl 6955, Rcl 3430, Rcl 6425. Número de páginas: 15. Análise: 24/11/2015, AOR.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
20266
[ "LEG-FED CF ANO-1934\n CF-1934 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097 ART-00102 INC-00001 LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00267 INC-00004\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-010406 ANO-2002\n ART-00193\n CC-2002 CÓDIGO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 20266 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) : SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) :SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (Constituição Federal de 1988, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE n 10/Supremo Tribunal Federal – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – PRECEDENTES – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELA IMPROCEDÊNCIA DA PRESENTE AÇÃO – DECISÃO DO RELATOR QUE SE REPORTA AOS FUNDAMENTOS QUE DERAM SUPORTE AO PARECER DO MINISTÉRIO PÚBLICO – MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM” – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DESSA TÉCNICA DE MOTIVAÇÃO – FUNDAMENTAÇÃO VÁLIDA – INADMISSIBILIDADE DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO COMO SUCEDÂNEO DA AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784491. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RCL 20266 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 29 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784491. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 29 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) :SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente, porque manifestamente incabível. Sustenta a parte ora agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “Na petição da Reclamação, os Reclamantes procederam a uma necessária narrativa da moldura processual, fática e de direito, na qual insertas as r. Decisões em que se deu a violação à Súmula Vinculante n 10, e assim o fizeram, ‘data venia’, até com certo excesso de zelo, com o fim de permitir a identificação da forma em que as decisões transgrediram o enunciado da Súmula, as quais deram origem à propositura da Reclamação. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) :SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente, porque manifestamente incabível. Sustenta a parte ora agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “Na petição da Reclamação, os Reclamantes procederam a uma necessária narrativa da moldura processual, fática e de direito, na qual insertas as r. Decisões em que se deu a violação à Súmula Vinculante n 10, e assim o fizeram, ‘data venia’, até com certo excesso de zelo, com o fim de permitir a identificação da forma em que as decisões transgrediram o enunciado da Súmula, as quais deram origem à propositura da Reclamação. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RCL 20266 AGR / SP Com o desiderato de reunir o maior número de informações processuais possíveis, para identificar em todos os seus pontos sensíveis o panorama no qual situadas as Decisões objeto da Reclamação, os Reclamantes narraram as principais decisões exaradas nos feitos distribuídos no primeiro grau de jurisdição. Nesse passo, informaram ao Pretório Excelso as ações distribuídas em face da Reclamante Notre Dame Indústria e Participações Ltda., a primeira delas extinta sem resolução do mérito por ausência de pressupostos processuais, com decreto de extinção confirmado pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ora Reclamado. Posteriormente, o mesmo autor distribuiu ação idêntica à primeira, extinta por ausência de pressupostos processuais e ainda sem apego a um mínimo rigorismo das formas, de tal sorte a afastar a interrupção da prescrição. E, após a segunda ação mencionada, distribuíram outras duas, estas duas últimas em face dos três Reclamantes, encontrando- se estas três em tramitação e em fase recursal. O histórico destes feitos, sumariados em introdução à Reclamação Constitucional, foi necessário para identificar os pontos em que, quando utilizada fundamentação aliunde, houve remissão expressa a outros julgados, reproduzindo a violação da Súmula nos julgados subsequentes. Da descrição dos feitos, como retratados nas decisões em primeiro grau de jurisdição, destaca-se um deles, no qual, em V. Acórdão prolatado pelo Egrégio Tribunal reclamado, houve o descumprimento da Súmula Vinculante. Esta ação é a de número 0117060-10.2008.8.26.0003, que foi proposta então sob o no. 003.08.117060-9, perante a Egrégia 2... Vara Cível do Foro Regional III – Jabaquara, da Comarca da Capital, São Paulo. Assim como houve exposição minuciosa sobre os autos, quando em tramitação no primeiro grau de jurisdição, assim também em relação à fase recursal, ora em um misto de desejo de informar e necessidade de descrever o afastamento da eficácia de decisões da Corte Suprema, em julgamentos no segundo grau. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP Com o desiderato de reunir o maior número de informações processuais possíveis, para identificar em todos os seus pontos sensíveis o panorama no qual situadas as Decisões objeto da Reclamação, os Reclamantes narraram as principais decisões exaradas nos feitos distribuídos no primeiro grau de jurisdição. Nesse passo, informaram ao Pretório Excelso as ações distribuídas em face da Reclamante Notre Dame Indústria e Participações Ltda., a primeira delas extinta sem resolução do mérito por ausência de pressupostos processuais, com decreto de extinção confirmado pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ora Reclamado. Posteriormente, o mesmo autor distribuiu ação idêntica à primeira, extinta por ausência de pressupostos processuais e ainda sem apego a um mínimo rigorismo das formas, de tal sorte a afastar a interrupção da prescrição. E, após a segunda ação mencionada, distribuíram outras duas, estas duas últimas em face dos três Reclamantes, encontrando- se estas três em tramitação e em fase recursal. O histórico destes feitos, sumariados em introdução à Reclamação Constitucional, foi necessário para identificar os pontos em que, quando utilizada fundamentação aliunde, houve remissão expressa a outros julgados, reproduzindo a violação da Súmula nos julgados subsequentes. Da descrição dos feitos, como retratados nas decisões em primeiro grau de jurisdição, destaca-se um deles, no qual, em V. Acórdão prolatado pelo Egrégio Tribunal reclamado, houve o descumprimento da Súmula Vinculante. Esta ação é a de número 0117060-10.2008.8.26.0003, que foi proposta então sob o no. 003.08.117060-9, perante a Egrégia 2... Vara Cível do Foro Regional III – Jabaquara, da Comarca da Capital, São Paulo. Assim como houve exposição minuciosa sobre os autos, quando em tramitação no primeiro grau de jurisdição, assim também em relação à fase recursal, ora em um misto de desejo de informar e necessidade de descrever o afastamento da eficácia de decisões da Corte Suprema, em julgamentos no segundo grau. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RCL 20266 AGR / SP Ao mencionado processo de origem, de número 0117060- -10.2008.8.26.0003, os Reclamantes ofertaram suas respostas, ensejando os recursos cabíveis, como mencionados na Reclamação: a. A Reclamante Glauce Maria Lemos Roggério, que ofertou sua defesa por meio de exceção de pré-executividade, interpôs o Agravo de Instrumento n 0190361- -28.2010.8.26.0000 (na proposição sob o número 990.10.190361-0) e os Embargos de Declaração n 990.10.190361-0/50000. b. O Reclamante Paulo Roberto Roggério, que apresentou sua defesa por meio de Embargos à Execução, interpôs a Apelação Cível n 0101238-44.2009.8.26.0003. c. A Reclamante Notre Dame Indústria e Participações Ltda. apresentou sua defesa por meio de embargos à execução, e interpôs a Apelação Cível n 0101236-74.2009.8.26.0003. Posteriormente, a Reclamante Notre Dame apresentou Exceção de pré-executividade, ora para acusar o defeito de representação postulatória da parte autora, pois a falta de representação processual já o fora deduzida em embargos à execução, à qual opôs o Agravo de Instrumento n 0276995- -90.2011.8.26.0000. Todos os recursos mencionados foram julgados pelo mesmo órgão fracionário do Egrégio Tribunal reclamado, sendo que três destes quatro recursos trazem fundamentação ‘per relationem’ do recurso julgado por primeiro, qual seja o Agravo de Instrumento n 0190361-28.2010.8.26.0000. E, ‘data maxima venia’, a desobediência à Súmula Vinculante ocorreu neste julgamento, repetindo-se nos julgamentos posteriores devido à fundamentação ‘per relationem’ deste. Assim, com o devido respeito, da mesma forma que, para os efeitos desta Reclamação, das quatro ações originárias pode ser selecionada apenas a de número 0117060-10.2008.8.26.0003, raiz do recurso no qual afrontada a Súmula Vinculante, da mesma forma, também dos V. Acórdãos prolatados em segunda instância, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP Ao mencionado processo de origem, de número 0117060- -10.2008.8.26.0003, os Reclamantes ofertaram suas respostas, ensejando os recursos cabíveis, como mencionados na Reclamação: a. A Reclamante Glauce Maria Lemos Roggério, que ofertou sua defesa por meio de exceção de pré-executividade, interpôs o Agravo de Instrumento n 0190361- -28.2010.8.26.0000 (na proposição sob o número 990.10.190361-0) e os Embargos de Declaração n 990.10.190361-0/50000. b. O Reclamante Paulo Roberto Roggério, que apresentou sua defesa por meio de Embargos à Execução, interpôs a Apelação Cível n 0101238-44.2009.8.26.0003. c. A Reclamante Notre Dame Indústria e Participações Ltda. apresentou sua defesa por meio de embargos à execução, e interpôs a Apelação Cível n 0101236-74.2009.8.26.0003. Posteriormente, a Reclamante Notre Dame apresentou Exceção de pré-executividade, ora para acusar o defeito de representação postulatória da parte autora, pois a falta de representação processual já o fora deduzida em embargos à execução, à qual opôs o Agravo de Instrumento n 0276995- -90.2011.8.26.0000. Todos os recursos mencionados foram julgados pelo mesmo órgão fracionário do Egrégio Tribunal reclamado, sendo que três destes quatro recursos trazem fundamentação ‘per relationem’ do recurso julgado por primeiro, qual seja o Agravo de Instrumento n 0190361-28.2010.8.26.0000. E, ‘data maxima venia’, a desobediência à Súmula Vinculante ocorreu neste julgamento, repetindo-se nos julgamentos posteriores devido à fundamentação ‘per relationem’ deste. Assim, com o devido respeito, da mesma forma que, para os efeitos desta Reclamação, das quatro ações originárias pode ser selecionada apenas a de número 0117060-10.2008.8.26.0003, raiz do recurso no qual afrontada a Súmula Vinculante, da mesma forma, também dos V. Acórdãos prolatados em segunda instância, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RCL 20266 AGR / SP pode ser selecionado o que julgou o Agravo de Instrumento n 990.10.190361-0, com número atual 0190361- -28.2010.8.26.0000, pois neste situada a desobediência, repetida nos demais V. Arestos. Por estas razões, pedem ‘venia’ os Reclamantes para, nesta petição de Agravo Regimental, cingir-se a este Acórdão, porque os demais encontram-se descritos na peça da Reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP pode ser selecionado o que julgou o Agravo de Instrumento n 990.10.190361-0, com número atual 0190361- -28.2010.8.26.0000, pois neste situada a desobediência, repetida nos demais V. Arestos. Por estas razões, pedem ‘venia’ os Reclamantes para, nesta petição de Agravo Regimental, cingir-se a este Acórdão, porque os demais encontram-se descritos na peça da Reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Tal como tive o ensejo de enfatizar na decisão recorrida, o exame dos fundamentos subjacentes à presente causa leva- me a reconhecer a inexistência, na espécie, de situação caracterizadora de desrespeito ao enunciado constante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal. É certo que o Supremo Tribunal Federal, em sua jurisprudência (Recurso Extraordinário 432.597-AgR/SP e AI 473.019-AgR/SP, ambos relatados pelo Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE), considera “declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Na realidade, esta Suprema Corte tem entendido equivaler à própria declaração de inconstitucionalidade o julgamento que, sem reconhecer, explicitamente, a eiva de ilegitimidade constitucional, vem, não obstante, a recusar aplicabilidade ao ato do Poder Público sob alegação de conflito com critérios resultantes do texto da Carta Política. Como se sabe, a inconstitucionalidade de qualquer ato estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo órgão especial, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Tal como tive o ensejo de enfatizar na decisão recorrida, o exame dos fundamentos subjacentes à presente causa leva- me a reconhecer a inexistência, na espécie, de situação caracterizadora de desrespeito ao enunciado constante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal. É certo que o Supremo Tribunal Federal, em sua jurisprudência (Recurso Extraordinário 432.597-AgR/SP e AI 473.019-AgR/SP, ambos relatados pelo Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE), considera “declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Na realidade, esta Suprema Corte tem entendido equivaler à própria declaração de inconstitucionalidade o julgamento que, sem reconhecer, explicitamente, a eiva de ilegitimidade constitucional, vem, não obstante, a recusar aplicabilidade ao ato do Poder Público sob alegação de conflito com critérios resultantes do texto da Carta Política. Como se sabe, a inconstitucionalidade de qualquer ato estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo órgão especial, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (Turma, Câmara ou Seção). É preciso ter presente, por necessário, que o respeito ao postulado da reserva de plenário – consagrado pelo art. 97 da Constituição (e introduzido, em nosso sistema de direito constitucional positivo, pela Constituição de 1934) – atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público, consoante adverte o magistério da doutrina (LÚCIO BITTENCOURT, “O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis”, p. 43/46, 2... ed., 1968, Forense; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Comentários à Constituição Brasileira de 1988”, vol. 2/209, 1992, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.424/1.440, 6... ed., 2006, Atlas; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 50/52, item n. 14, 27... ed., 2006, Malheiros; UADI LAMMÊGO BULOS, “Constituição Federal Anotada”, p. 939/943, 5... ed., 2003, Saraiva; LUÍS ROBERTO BARROSO, “O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 77/81, itens ns. 3.2 e 3.3, 2004, Saraiva; ZENO VELOSO, “Controle Jurisdicional de Constitucionalidade”, p. 50/51, item n. 41, 1999, Cejup; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 122/123 e 276/277, itens ns. 6.7.3 e 9.14.4, 2... ed., 2001, RT, v.g.). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanada de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal (RTJ 58/499 – RTJ 71/233 – RTJ 110/226 – RTJ 117/265 – RTJ 135/297) ou, então, “embora sem o explicitar”, haja afastado “a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (Turma, Câmara ou Seção). É preciso ter presente, por necessário, que o respeito ao postulado da reserva de plenário – consagrado pelo art. 97 da Constituição (e introduzido, em nosso sistema de direito constitucional positivo, pela Constituição de 1934) – atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público, consoante adverte o magistério da doutrina (LÚCIO BITTENCOURT, “O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis”, p. 43/46, 2... ed., 1968, Forense; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Comentários à Constituição Brasileira de 1988”, vol. 2/209, 1992, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.424/1.440, 6... ed., 2006, Atlas; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 50/52, item n. 14, 27... ed., 2006, Malheiros; UADI LAMMÊGO BULOS, “Constituição Federal Anotada”, p. 939/943, 5... ed., 2003, Saraiva; LUÍS ROBERTO BARROSO, “O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 77/81, itens ns. 3.2 e 3.3, 2004, Saraiva; ZENO VELOSO, “Controle Jurisdicional de Constitucionalidade”, p. 50/51, item n. 41, 1999, Cejup; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 122/123 e 276/277, itens ns. 6.7.3 e 9.14.4, 2... ed., 2001, RT, v.g.). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanada de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal (RTJ 58/499 – RTJ 71/233 – RTJ 110/226 – RTJ 117/265 – RTJ 135/297) ou, então, “embora sem o explicitar”, haja afastado “a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP As razões subjacentes à formulação do postulado constitucional do “full bench”, excelentemente identificadas por MARCELO CAETANO (“Direito Constitucional”, vol. II/417, item n. 140, 1978, Forense), justificam a advertência dos Tribunais cujos pronunciamentos – enfatizando os propósitos teleológicos visados pelo legislador constituinte – acentuam que “A inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público só pode ser decretada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, em sessão plena” (RF 193/131 – RTJ 95/859 – RTJ 96/1188 – RT 508/217). Não se pode perder de perspectiva, por isso mesmo, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, cujas decisões assinalam a alta significação político-jurídica de que se reveste, em nosso ordenamento positivo, a exigência constitucional da reserva de plenário: “Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário, inscrito no artigo 97 da Constituição da República. Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia jurídica ao Tribunal Pleno.” (RTJ 150/223-224, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Ocorre, no entanto, que, no caso ora em exame, as decisões reclamadas não declararam a inconstitucionalidade do art. 193 do Código Civil e do art. 267, IV, do Código de Processo Civil, eis que, limitando-se a interpretar normas infraconstitucionais, consideraram inaplicáveis tais dispositivos às hipóteses impugnadas na presente sede processual. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP As razões subjacentes à formulação do postulado constitucional do “full bench”, excelentemente identificadas por MARCELO CAETANO (“Direito Constitucional”, vol. II/417, item n. 140, 1978, Forense), justificam a advertência dos Tribunais cujos pronunciamentos – enfatizando os propósitos teleológicos visados pelo legislador constituinte – acentuam que “A inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público só pode ser decretada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, em sessão plena” (RF 193/131 – RTJ 95/859 – RTJ 96/1188 – RT 508/217). Não se pode perder de perspectiva, por isso mesmo, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, cujas decisões assinalam a alta significação político-jurídica de que se reveste, em nosso ordenamento positivo, a exigência constitucional da reserva de plenário: “Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário, inscrito no artigo 97 da Constituição da República. Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia jurídica ao Tribunal Pleno.” (RTJ 150/223-224, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Ocorre, no entanto, que, no caso ora em exame, as decisões reclamadas não declararam a inconstitucionalidade do art. 193 do Código Civil e do art. 267, IV, do Código de Processo Civil, eis que, limitando-se a interpretar normas infraconstitucionais, consideraram inaplicáveis tais dispositivos às hipóteses impugnadas na presente sede processual. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP Cabe assinalar, por relevante, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Rcl 6.944/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, fixou entendimento que desautoriza a pretensão deduzida pela parte ora agravante: “RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N. 10. REVISÃO DE BENEFÍCIO. LEI N. 9.032/95. DECISÃO DA SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, apenas por isso, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. Para caracterização da contrariedade à súmula vinculante n. 10, do Supremo Tribunal Federal, é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na ação e a Constituição. 3. O Superior Tribunal de Justiça não declarou a inconstitucionalidade ou afastou a incidência dos arts. 273, § 2..., e 475-O, do Código de Processo Civil e do art. 115, da Lei n. 8.213/91, restringindo-se a considerá-los inaplicáveis ao caso. 4. Reclamação julgada improcedente.” (grifei) Impende enfatizar, quanto a esse ponto, trecho do parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO que bem esclarece essa específica questão: “A leitura dos acórdãos reclamados não demonstra ter havido a recusa, com base em fundamentação constitucional, da aplicação de norma legal. Apenas se entendeu, na origem, que o caso retrataria situação fático-jurídica diversa da que o reclamante 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP Cabe assinalar, por relevante, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Rcl 6.944/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, fixou entendimento que desautoriza a pretensão deduzida pela parte ora agravante: “RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N. 10. REVISÃO DE BENEFÍCIO. LEI N. 9.032/95. DECISÃO DA SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, apenas por isso, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. Para caracterização da contrariedade à súmula vinculante n. 10, do Supremo Tribunal Federal, é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na ação e a Constituição. 3. O Superior Tribunal de Justiça não declarou a inconstitucionalidade ou afastou a incidência dos arts. 273, § 2..., e 475-O, do Código de Processo Civil e do art. 115, da Lei n. 8.213/91, restringindo-se a considerá-los inaplicáveis ao caso. 4. Reclamação julgada improcedente.” (grifei) Impende enfatizar, quanto a esse ponto, trecho do parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO que bem esclarece essa específica questão: “A leitura dos acórdãos reclamados não demonstra ter havido a recusa, com base em fundamentação constitucional, da aplicação de norma legal. Apenas se entendeu, na origem, que o caso retrataria situação fático-jurídica diversa da que o reclamante 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP pretende ter ocorrido. A atividade de interpretação de lei, para fixar o seu âmbito normativo, caracteriza exercício inerente à judicatura, que não se põe em conflito com a Súmula Vinculante 10.” (grifei) Vê-se, desse modo, que o órgão reclamado não realizou exame de constitucionalidade das normas indicadas pelos reclamantes, o que afastava – por ausente qualquer ato de controle constitucional – a necessidade de observância do postulado da reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, art. 97). Vale referir, ainda, ante a pertinência de seu conteúdo, fragmento da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no julgamento da Rcl 8.791/MG, de que foi Relator: “A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, tão-somente por si, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Para caracterização da ofensa ao art. 97 da Constituição, que estabelece a reserva de Plenário (‘full bench’) para declaração de inconstitucionalidade, é necessário que a causa seja decidida sob critérios diversos, alegadamente extraídos da Constituição, de modo a levar ao afastamento implícito ou explícito da norma por incompatibilidade com a Constituição.” (grifei) Cumpre destacar, por relevante, um outro aspecto, que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico-processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório, por entendê-lo incompatível com a jurisprudência do Supremo Tribunal. Considerada a ausência, na espécie, dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP pretende ter ocorrido. A atividade de interpretação de lei, para fixar o seu âmbito normativo, caracteriza exercício inerente à judicatura, que não se põe em conflito com a Súmula Vinculante 10.” (grifei) Vê-se, desse modo, que o órgão reclamado não realizou exame de constitucionalidade das normas indicadas pelos reclamantes, o que afastava – por ausente qualquer ato de controle constitucional – a necessidade de observância do postulado da reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, art. 97). Vale referir, ainda, ante a pertinência de seu conteúdo, fragmento da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no julgamento da Rcl 8.791/MG, de que foi Relator: “A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, tão-somente por si, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Para caracterização da ofensa ao art. 97 da Constituição, que estabelece a reserva de Plenário (‘full bench’) para declaração de inconstitucionalidade, é necessário que a causa seja decidida sob critérios diversos, alegadamente extraídos da Constituição, de modo a levar ao afastamento implícito ou explícito da norma por incompatibilidade com a Constituição.” (grifei) Cumpre destacar, por relevante, um outro aspecto, que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico-processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório, por entendê-lo incompatível com a jurisprudência do Supremo Tribunal. Considerada a ausência, na espécie, dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. Com efeito, a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. Com efeito, a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octavio Gallotti. (...).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octavio Gallotti. (...).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, cujos fundamentos adoto como razão de decidir, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem” (AI 825.520-AgR-ED/SP – ARE 791.637-AgR/DF – Rcl 3.430/RN – Rcl 6.425/SP – Rcl 6.955/RO, v.g.), nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, cujos fundamentos adoto como razão de decidir, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem” (AI 825.520-AgR-ED/SP – ARE 791.637-AgR/DF – Rcl 3.430/RN – Rcl 6.425/SP – Rcl 6.955/RO, v.g.), nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 29/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) : SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires, realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509215 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) : SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires, realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509215 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 20 . 266", "SÚMULA VINCULANTE n 10 / Supremo Tribunal Federal", "RECLAMAÇÃO 20 . 266", "Súmula Vinculante n 10", "RECLAMAÇÃO 20 . 266 SÃO", "Súmula Vinculante n 10", "0117060", "-", "10", ".", "2008", ".", "8", ".", "26", ".", "0003", "-", "10", ".", "Agravo de Instrumento n 0190361 - - 28 . 2010 . 8 . 26 . 0000", "Apelação Cível n 0101238 - 44 . 2009 . 8", "Apelação Cível n 0101236 - 74 . 2009 . 8 . 26 . 0003", "Agravo de Instrumento n 0276995 - - 90 . 2011 . 8 . 26 . 0000", "Agravo de Instrumento n 0190361 - 28 . 2010 . 8 . 26 . 0000", "Agravo de Instrumento n 0190361 - - 28 . 2010 . 8 . 26 . 0000", "Embargos de Declaração n 990 . 10 . 190361 - 0 / 50000", "Apelação Cível n 0101238 - 44 . 2009 . 8 . 26 . 0003 .", "Apelação Cível n 0101236 - 74 . 2009 . 8 . 26 . 0003", "Agravo de Instrumento n 0276995 - - 90 . 2011 . 8 . 26 . 0000", "Agravo de Instrumento n 0190361 - 28 . 2010 . 8 . 26 . 0000", "-", "10", ".", "2008", ".", "8", ".", "RCL 20266 AGR / SP", "Agravo de Instrumento n 990 . 10 . 190361 - 0", "2010 .", "RCL", "Agravo de Instrumento n 990 . 10 . 190361 - 0", "AG", "RECLAMAÇÃO 20 . 266", "Súmula Vinculante n 10 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 432 . 597 - AgR / SP", "AI 473 . 019 - AgR / SP", "RTJ 169 / 756 - 757", "AG", "RECLAMAÇÃO 20 . 266", "Súmula Vinculante n 10 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 432 . 597 - AgR / SP", "AI 473 . 019 - AgR / SP", "RTJ 169 / 756 - 757", "RCL 20266", "RTJ 58 / 499", "RTJ 169 / 756", "RTJ", "RCL 20266 AGR / SP", "RF 193 / 131", "RTJ 95 / 859", "RTJ 96 / 1188", "RT 508 / 217", "RTJ 150 / 223 - 224", "RF 193 / 131", "RTJ 95 / 859", "RT 508 / 217", "RTJ 150 / 223 - 224", "Rcl 6 . 944 / DF", "SÚMULA VINCULANTE N . 10", "SÚMULA VINCULANTE N . 10", "súmula vinculante n . 10 ,", "Rcl 6 . 944 / DF", "SÚMULA VINCULANTE N . 10", "SÚMULA VINCULANTE N . 10 DO SUPREMO", "Súmula Vinculante 10 .", "RCL 20266", "Súmula Vinculante 10 .", "Rcl 8 . 791 / MG", "RCL", "RTJ 168 / 718", "Rcl 724 - AgR / ES", "RCL 20266 AGR / SP", "RTJ 134 / 1033", "RTJ 168 / 718", "Rcl 724 - AgR / ES", "Rcl Ag . Rg 1852", "Rcl Ag . Rg . 724", "Rcl 1 . 591 / RN", "ADI 1662 - SP", "Rcl 1", "Rcl 5 . 465 - ED / ES", "RCL 20266 AGR / SP", "Rcl Ag . Rg 1852", "Rcl Ag . Rg . 724", "Rcl 1 . 591 / RN", "ADI 1662 - SP", "Rcl 1 . 852 - AgR / RN", "Rcl 5 . 465 - ED / ES", "RCL 20266 AGR / SP", "Rcl 5 . 684 - AgR / PE", "Rcl 6 . 534 - AgR / MA", "AI 825 . 520", "ARE 791 . 637 - AgR / DF", "Rcl 3 . 430 / RN", "Rcl 6 . 425 / SP", "Rcl 6 . 955 / RO", "Rcl 5 . 684 - AgR / PE", "Rcl 6 . 534 - AgR / MA", "ARE 791 . 637 - AgR / DF", "Rcl 3 . 430 / RN", "Rcl 6 . 425 / SP", "Rcl 6 . 955 / RO", "RECLAMAÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal de 1988 , ART . 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição ”", "Carta Política", "Medida Provisória n", "Constituição ”", "Carta Política", "Medida Provisória n 2 .", "art . 97 da Constituição", "Constituição de 1934", "Constituição Brasileira de 1988", "Constituição do Brasil", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Constituição de 1934", "Constituição Brasileira de 1988", "Constituição do Brasil", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 97 da Constituição da República", "art . 193 do Código Civil", "art . 267 , IV , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 97 da Constituição da República", "art . 193 do Código Civil", "art . 267 , IV , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI N . 9 . 032 / 95", "Constituição", "475", "-", "O , do Código de Processo Civil", "art . 115 , da Lei n . 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI N . 9 . 032 / 95", "Constituição", "arts . 273 , § 2 . . . , e 475 - O , do Código de Processo Civil", "art . 115 , da Lei n . 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 97", "art . 97 da Constituição", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 97", "art . 97 da Constituição", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ l ” , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ l ” , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "Jabaquara", "Comarca da Capital", "São Paulo", "Comarca da Capital", "São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Argentina", "SÃO PAULO", "Argentina" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA .", "SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "PROCURADORIA", "-", "GERAL DA REPÚBLICA", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA .", "SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Notre Dame Indústria e Participações Ltda .", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Corte Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Notre Dame Indústria e Participações Ltda .", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Vara", "Corte Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Notre Dame Indústria e Participações Ltda .", "Notre Dame", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "20266", "AGR", "/", "SP", "Notre Dame Indústria e Participações Ltda .", "Notre Dame", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "Câmara", "Forense", "Saraiva", "Atlas", "Malheiros", "Saraiva", "Saraiva", "Cejup", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara", "Forense", "Saraiva", "Atlas", "Malheiros", "Saraiva", "Saraiva", "Cejup", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Forense", "Plenário dos Tribunais", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Forense", "Plenário dos Tribunais", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Maior", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Maior", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Plenário", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA .", "SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Congresso Internacional da Advocacia Estatal , Local e Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da Cidade de Buenos Aires", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA .", "SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "2", ".", ".", ".", "Procuradoria", "-", "Geral da Cidade de Buenos Aires", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "DÉBORA ROGGERIO", "ANDRÉ COELHO BOGGI", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "CELSO DE MELLO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "NOTRE", "DÉBORA ROGGERIO", "ANDRÉ COELHO BOGGI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DÉBORA ROGGERIO", "ANDRÉ COELHO BOGGI", "CELSO DE MELLO", "Glauce Maria Lemos Roggério", "Paulo Roberto Roggério", "Glauce Maria Lemos Roggério", "Paulo Roberto Roggério", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CELSO DE MELLO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CELSO DE MELLO", "LÚCIO BITTENCOURT", "MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOSÉ AFONSO DA SILVA", "UADI LAMMÊGO BULOS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ZENO VELOSO", "OSWALDO LUIZ PALU", "LÚCIO BITTENCOURT", "MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOSÉ AFONSO DA SILVA", "UADI LAMMÊGO BULOS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ZENO VELOSO", "OSWALDO LUIZ PALU", "CELSO DE MELLO", "MARCELO CAETANO", "CELSO DE MELLO", "MARCELO CAETANO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "PAULO GUSTAVO GONET BRANCO", "CÁRMEN LÚCIA", "PAULO GUSTAVO GONET BRANCO", "CELSO DE MELLO", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "OCTAVIO GALLOTTI", "CARLOS VELLOSO", "OCTAVIO GALLOTTI", "CELSO DE MELLO", "Maurício Correa", "Octavio Gallotti", "ELLEN GRACIE", "MAURÍCIO CORRÊA", "CÁRMEN LÚCIA", "Maurício Correa", "Octavio Gallotti", "ELLEN GRACIE", "MAURÍCIO CORRÊA", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DÉBORA ROGGERIO", "ANDRÉ COELHO BOGGI", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "DÉBORA ROGGERIO", "ANDRÉ COELHO BOGGI", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco .", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1968", "1992", "2006", "2006", "2003", "2004", "1999", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1968", "1992", "2006", "2006", "2003", "2004", "1999", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1978", "24", "/", "08", "/", "2001", "1978", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "29", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
"Ementa e Acórdão\n29/09/2015\nSEGUNDA TURMA\nSEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAV(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9686139
2015-09-29T00:00:00
2015-11-03T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relat(...TRUNCATED)
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"Agravo regimental em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Violação reflexa(...TRUNCATED)
sjur327169
"- Acórdão(s) citado(s):\n(PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFES(...TRUNCATED)
GILMAR MENDES
Segunda Turma
872812
["LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n","LEG(...TRUNCATED)
ARE-AgR-segundo
acordaos
ARE 872812 AgR-segundo
[ "" ]
"AGTE.(S) : JOSE REINALDO SANTOS \nADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)\nAGDO(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n29/09/2015\nSEGUNDA TURMA\nSEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAV(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872 . 812","ARE 872812 AGR - SEGUNDO / PE","A(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n20/10/2015\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.74(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9719767
2015-10-20T00:00:00
2015-11-06T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relat(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Professores públicos. Função exclusi(...TRUNCATED)
sjur327790
"- Acórdão(s) citado(s):\n(SERVIDOR PÚBLICO, EXCLUSIVAMENTE MAGISTÉRIO, APOSENTADORIA PROPORCION(...TRUNCATED)
GILMAR MENDES
Segunda Turma
896743
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 896743 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE \nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO (...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n20/10/2015\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.74(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["ARE 896743 AGR / MG","Recurso Extraordinário 717 . 701 - ED","Recurso Extraordi(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n27/10/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496.203 RIO DE J(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9800843
2015-10-27T00:00:00
2015-11-17T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidênci(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
"EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJE(...TRUNCATED)
sjur329590
"- Acórdão(s) citado(s):\n(INDEFERIMENTO DE DE PRODUÇÃO DE PROVAS)\nARE 639228 RG. \n(RESPONSABI(...TRUNCATED)
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
496203
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 496203 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO \nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIR(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n27/10/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496.203 RIO DE J(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496 . 203","SÚMULA 279 / Supremo","Súmula 279 / Suprem(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n20/10/2015\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.23(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9710361
2015-10-20T00:00:00
2015-11-05T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relat(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR E PROCESSUAL(...TRUNCATED)
sjur327521
"- Acórdão(s) citado(s):\n(FUNDAMENTAÇÃO)\nRE 140370 (1ªT). \n(PREQUESTIONAMENTO)\nAI 580465 Ag(...TRUNCATED)
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
914237
["LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n","LEG(...TRUNCATED)
ARE-AgR
acordaos
ARE 914237 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI \nADV.(A/S) : ALCEU(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n20/10/2015\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.23(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["SÚMULAS NS . 282","Recurso Extraordinário 140 . 370","Recurso Extraordinário (...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n20/10/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732.269 RIO GRAN(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9719707
2015-10-20T00:00:00
2015-11-06T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, ju(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
"Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. INAPLICABILIDADE DO ART. 40, (...TRUNCATED)
sjur327755
"- Acórdão(s) citado(s):\n(PENSÕES, ACUMULO, SERVIDOR PÚBLICO MILITAR)\nRE 635187 AgR (1ªT), RE(...TRUNCATED)
LUIZ FUX
Primeira Turma
732269
["LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00040 PAR-00002\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO (...TRUNCATED)
RE-AgR
acordaos
RE 732269 AgR
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"AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL \nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE(...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n20/10/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732.269 RIO GRAN(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732 . 269","SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal","(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n20/10/2015\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NA RECLAMAÇÃO 21.847 MARANHÃO\nRELATORA\n(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9718602
2015-10-20T00:00:00
2015-11-06T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relat(...TRUNCATED)
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317(...TRUNCATED)
sjur328299
"- Acórdão(s) citado(s):\n(IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTO)\nRcl 4754 AgR (TP), Rcl 5684 AgR (TP). \nNúm(...TRUNCATED)
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
21847
["LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO I(...TRUNCATED)
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 21847 AgR
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"AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE TIMON \nPROC.(A/S)(ES) : HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA \nAGDO.(A/S) : SA(...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n20/10/2015\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NA RECLAMAÇÃO 21.847 MARANHÃO\nRELATORA\n(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECLAMAÇÃO 21 . 847","Reclamação Trabalhista n . 0047100 - 68 . 2013 . 5 . 1(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n20/10/2015\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912.30(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9863244
2015-10-20T00:00:00
2015-11-26T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relat(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PREC(...TRUNCATED)
sjur330952
Número de páginas: 5. Análise: 01/12/2015, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
912308
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 912308 AgR
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"AGTE.(S) : BRENO REZENDE DE PAULA \nPROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \nAGDO.(A/S) (...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n20/10/2015\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912.30(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912 . 308","SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Fe(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n06/10/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803.697 MARANHÃ(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9661262
2015-10-06T00:00:00
2015-10-27T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidênci(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
"EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXECUÇÃO INDIVIDU(...TRUNCATED)
sjur326406
"- Acórdão(s) citado(s):\n(EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA COLETIVA)\nRE 861054 AgR (2ªT). \nN(...TRUNCATED)
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
803697
["LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00100 PAR-00008\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO (...TRUNCATED)
RE-AgR
acordaos
RE 803697 AgR
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"AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO \nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO \nAGDO.((...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n06/10/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803.697 MARANHÃ(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803 . 697","RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803 . 697","RECURSO (...TRUNCATED)
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